REAÇÕES
ORGÂNICAS

 REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO




     PROF. FERNANDO AFONSO
Rupturas de ligações
   Nas reações orgânicas é muito comum a
    formação de grupos intermediários instáveis,
    sendo, portanto, de existência transitória, nos
    quais o carbono não tem efetuadas suas quatro
    ligações. Estes grupos se originam da ruptura de
    ligações entre átomos, que pode ocorrer de
    modo homogêneo ou heterogêneo.
Ruptura Homolítica
   Quando a ruptura é feita igualmente, de modo
    que cada átomo fique com seu elétron original
    da ligação, temos uma rup tura ho m o lític a , que
    resulta na formação de radicais livres.
   As rupturas homolíticas frequentemente ocorrem
    em moléculas apolares ou com baixa diferença
    de eletronegatividade.
Ruptura Heterolítica
   Quando a ruptura é feita de modo desigual, ficando
    o par eletrônico com apenas um dos átomos da
    ligação, temos uma rup tura he te ro lític a , resultando
    na formação de íons. As rupturas heterolíticas
    frequentemente ocorrem em ligações polarizadas,
    em presença de solventes polares.




    Estabilidade de Carbocátions= 3º>2º>1º
Efeito indutivo
Grupos elétron-atraentes (efeito indutivo -I): São aqueles que
  atraem os elétrons das ligações em sua direção. Os mais
  importantes grupos elétron-atraentes são aqueles que
  possuem elementos muito eletronegativos em relação ao
  carbono (F, O, N, Cl, Br, I etc.) ou radicais insaturados. Os
  radicais insaturados possuem ligações pi, que por efeito de
  ressonância, irão atrair os elétrons das ligações em sua
  direção.
Efeito indutivo
   Grupos elétron-repelentes (efeito indutivo +I): São
    aqueles que "empurram" os elétrons das ligações em
    direção oposta a eles. Os mais importantes grupos
    elétron-repelentes são os radicais saturados (alquila) e os
    que possuem carga elétrica negativa. Nos radicais alquila,
    quanto mais átomos de C e H (com simples ligações) tiver
    o radical mais elétron-repelente ele será.
Tipos de reagentes
X+ (Agente eletrófilo) - Os eletrófilos são “deficientes de
  elétrons”, funcionam, portanto, como ácidos de Lewis. Ele
  sempre irá atacar a parte negativa da molécula.
São exemplos: H+ , Br+, CH3+, BF3, NH4+ ,AlCl3, carbocátions, etc.
X-   (Agente nucleófilo) - Os nucleófilos são “fornecedores de
  elétrons”, funcionam, portanto, como bases de Lewis. Ele
  sempre irá atacar a parte positiva da molécula.
São exemplos: OH-, CN-,Cl-, carbânions, etc.
   Halogenação - A halogenação de um alcano se dá por
    substituição de um átomo de hidrogênio por um halogênio,
    resultando em um haleto de alquila.
   Nitração - Os alcanos podem ser nitrados
    utilizando-se ácido nítrico concentrado em
    condições enérgicas (aprox. 400o C), produzindo
    nitro-compostos:
   Sulfonação - Os alcanos podem ser sulfonados utilizando-
    se ácido sulfúrico concentrado a altas temperatura,
    produzindo ácidos sulfônicos:
 
Compostos Aromáticos
   O benzeno pode sofrer mais de uma substituição.
    A primeira substituição ocorre normalmente, com
    a entrada do eletrófilo no lugar de qualquer um
    dos hidrogênios do anel, já que são equivalentes.
    No entanto, uma segunda substituição dependerá
    do radical já existente, que então irá orientar a
    entrada do próximo grupo no anel.
   Nitração - O benzeno pode reagir com ácido nítrico, em
    presença de ácido sulfúrico que, sendo um ácido mais forte
    que o HNO3, faz com que este se comporte como base de
    Lewis, recebendo um próton do H2SO4. Trata-se de um
    equilíbrio ácido-base.
   Sulfonação - O benzeno pode ser sulfonado com ácido
    sulfúrico fumegante - uma solução de SO3 em H2SO4 - em
    que o próprio SO3 será o eletrófilo:
   Halogenação - O benzeno e outros compostos
    aromá-ticos podem ser halogenados, em presença
    de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos de Lewis).
   Quando halogenamos um anel aromático que possui um
    radical alquila (cadeia lateral), pode-se conseguir dois
    produtos diferentes, dependendo das condições em que a
    reação é realizada.
   Acilação de Friedel-Crafts - Reagindo-se haletos de
    ácido com benzeno, em presença de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos
    de Lewis).
   Alquilação de Friedel-Crafts - Reagindo-se haletos
    de alquila com benzeno, em presença de AlCl3 ou FeCl3
    (ácidos de Lewis), obtém-se outro hidrocarboneto
    aromático. O eletrófilo é o carbocátion que se forma.
A segunda substituição
   Ativadores ou Orto-Para-dirigentes - Empurram elétrons para o anel.
    Pode-se dividir os grupos ativadores em três subgrupos, de acordo com a
    reatividade que eles dão ao anel:
   NH2, NHR, NR2, OH, OR, NHCOR, Radical fenilo, radicais alquilo e
    halogênios
   Desativadores ou Meta-dirigentes - Atraem para si elétrons
    do anel. Ex: NO2, NH3+, NR3+, SO3H, COOH, COOR, CHO,
    COR, CN, etc. Estes grupos geralmente apresentam ligações
    duplas, triplas ou coordenadas.
Reações orgânicas (substituição)

Reações orgânicas (substituição)

  • 1.
    REAÇÕES ORGÂNICAS REAÇÕES DESUBSTITUIÇÃO PROF. FERNANDO AFONSO
  • 2.
    Rupturas de ligações  Nas reações orgânicas é muito comum a formação de grupos intermediários instáveis, sendo, portanto, de existência transitória, nos quais o carbono não tem efetuadas suas quatro ligações. Estes grupos se originam da ruptura de ligações entre átomos, que pode ocorrer de modo homogêneo ou heterogêneo.
  • 3.
    Ruptura Homolítica  Quando a ruptura é feita igualmente, de modo que cada átomo fique com seu elétron original da ligação, temos uma rup tura ho m o lític a , que resulta na formação de radicais livres.  As rupturas homolíticas frequentemente ocorrem em moléculas apolares ou com baixa diferença de eletronegatividade.
  • 4.
    Ruptura Heterolítica  Quando a ruptura é feita de modo desigual, ficando o par eletrônico com apenas um dos átomos da ligação, temos uma rup tura he te ro lític a , resultando na formação de íons. As rupturas heterolíticas frequentemente ocorrem em ligações polarizadas, em presença de solventes polares. Estabilidade de Carbocátions= 3º>2º>1º
  • 5.
    Efeito indutivo Grupos elétron-atraentes(efeito indutivo -I): São aqueles que atraem os elétrons das ligações em sua direção. Os mais importantes grupos elétron-atraentes são aqueles que possuem elementos muito eletronegativos em relação ao carbono (F, O, N, Cl, Br, I etc.) ou radicais insaturados. Os radicais insaturados possuem ligações pi, que por efeito de ressonância, irão atrair os elétrons das ligações em sua direção.
  • 6.
    Efeito indutivo  Grupos elétron-repelentes (efeito indutivo +I): São aqueles que "empurram" os elétrons das ligações em direção oposta a eles. Os mais importantes grupos elétron-repelentes são os radicais saturados (alquila) e os que possuem carga elétrica negativa. Nos radicais alquila, quanto mais átomos de C e H (com simples ligações) tiver o radical mais elétron-repelente ele será.
  • 7.
    Tipos de reagentes X+(Agente eletrófilo) - Os eletrófilos são “deficientes de elétrons”, funcionam, portanto, como ácidos de Lewis. Ele sempre irá atacar a parte negativa da molécula. São exemplos: H+ , Br+, CH3+, BF3, NH4+ ,AlCl3, carbocátions, etc. X- (Agente nucleófilo) - Os nucleófilos são “fornecedores de elétrons”, funcionam, portanto, como bases de Lewis. Ele sempre irá atacar a parte positiva da molécula. São exemplos: OH-, CN-,Cl-, carbânions, etc.
  • 8.
    Halogenação - A halogenação de um alcano se dá por substituição de um átomo de hidrogênio por um halogênio, resultando em um haleto de alquila.
  • 9.
    Nitração - Os alcanos podem ser nitrados utilizando-se ácido nítrico concentrado em condições enérgicas (aprox. 400o C), produzindo nitro-compostos:
  • 10.
    Sulfonação - Os alcanos podem ser sulfonados utilizando- se ácido sulfúrico concentrado a altas temperatura, produzindo ácidos sulfônicos:  
  • 11.
    Compostos Aromáticos  O benzeno pode sofrer mais de uma substituição. A primeira substituição ocorre normalmente, com a entrada do eletrófilo no lugar de qualquer um dos hidrogênios do anel, já que são equivalentes. No entanto, uma segunda substituição dependerá do radical já existente, que então irá orientar a entrada do próximo grupo no anel.
  • 12.
    Nitração - O benzeno pode reagir com ácido nítrico, em presença de ácido sulfúrico que, sendo um ácido mais forte que o HNO3, faz com que este se comporte como base de Lewis, recebendo um próton do H2SO4. Trata-se de um equilíbrio ácido-base.
  • 13.
    Sulfonação - O benzeno pode ser sulfonado com ácido sulfúrico fumegante - uma solução de SO3 em H2SO4 - em que o próprio SO3 será o eletrófilo:
  • 14.
    Halogenação - O benzeno e outros compostos aromá-ticos podem ser halogenados, em presença de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos de Lewis).
  • 15.
    Quando halogenamos um anel aromático que possui um radical alquila (cadeia lateral), pode-se conseguir dois produtos diferentes, dependendo das condições em que a reação é realizada.
  • 16.
    Acilação de Friedel-Crafts - Reagindo-se haletos de ácido com benzeno, em presença de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos de Lewis).
  • 17.
    Alquilação de Friedel-Crafts - Reagindo-se haletos de alquila com benzeno, em presença de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos de Lewis), obtém-se outro hidrocarboneto aromático. O eletrófilo é o carbocátion que se forma.
  • 18.
    A segunda substituição  Ativadores ou Orto-Para-dirigentes - Empurram elétrons para o anel. Pode-se dividir os grupos ativadores em três subgrupos, de acordo com a reatividade que eles dão ao anel:  NH2, NHR, NR2, OH, OR, NHCOR, Radical fenilo, radicais alquilo e halogênios
  • 19.
    Desativadores ou Meta-dirigentes - Atraem para si elétrons do anel. Ex: NO2, NH3+, NR3+, SO3H, COOH, COOR, CHO, COR, CN, etc. Estes grupos geralmente apresentam ligações duplas, triplas ou coordenadas.