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ÍNDICE
A Palavra...................................................................................................................................... 2
Alfabeto ........................................................................................................................................................................ 2
Ordenação alfabética de palavras........................................................................................................................... 2
Classificação de palavras quanto à sílaba tónica ................................................................................................... 2
Formação de palavras............................................................................................................... 3
Palavra simples/palavra complexa............................................................................................................................ 3
Palavras da mesma família ......................................................................................................................................... 3
Derivação ..................................................................................................................................................................... 3
Composição................................................................................................................................................................. 4
Processos irregulares de formação de palavras ....................................................................................................... 4
Relações entre palavras ............................................................................................................ 5
Relações de grafia e fonia.......................................................................................................................................... 5
Relações de hierarquia entre palavras...................................................................................................................... 5
Relações de parte/todo entre palavras .................................................................................................................... 5
Relações de semelhança/oposição entre palavras ................................................................................................ 6
Monossemia e polissemia............................................................................................................................................ 6
Classes de palavras ................................................................................................................... 6
Nomes ........................................................................................................................................................................... 7
Adjetivos........................................................................................................................................................................ 8
Interjeições.................................................................................................................................................................... 9
Verbos ........................................................................................................................................................................... 9
Advérbios.................................................................................................................................................................... 11
Determinantes ............................................................................................................................................................ 11
Pronomes .................................................................................................................................................................... 11
Quantificadores.......................................................................................................................................................... 12
Preposições................................................................................................................................................................. 12
Conjunções................................................................................................................................................................. 12
Frase ........................................................................................................................................... 13
Tipos de frase.............................................................................................................................................................. 13
Formas de frase .......................................................................................................................................................... 13
Grupos de frase.......................................................................................................................................................... 14
Funções sintáticas ...................................................................................................................................................... 14
Pronominalização ...................................................................................................................................................... 16
Frase simples e frase complexa................................................................................................................................. 17
Classificação de orações.......................................................................................................................................... 17
Discurso...................................................................................................................................... 20
Discurso direto e discurso indireto............................................................................................................................. 20
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FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA
A Palavra
Alfabeto
O alfabeto é o conjunto ordenado de letras, constituintes das palavras, que
são utilizadas na escrita de uma língua.
O alfabeto da língua portuguesa é constituído por 26 letras:
 Maísculas: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
 Minúsculas: a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z
 Vogais: a e i o u
 Consoantes: b c d f g h j k l m n p q r s t v w x y z
Ordenação alfabética de palavras
Para ordenar alfabeticamente as palavras devemos começar pela primeira
letra. Se a primeira letra for igual, comparamos a segunda letra das palavras.
Se a segunda letra das palavras também for igual, comparamos a terceira, e
assim sucessivamente.
Exemplos:
Amanhã, Barco, Cão, Coimbra, Dado, Daniel, Ego, Egoísta, Família, Faminto, ...
Classificação de palavras quanto à sílaba tónica
Quanto à posição da sílaba tónica, as palavras podem classificar-se como:
 Agudas: se a sílaba tónica for a última
 Graves: se a sílaba tónica for a penúltima
 Exdrúxulas: se a sílaba tónica for a antepenúltima
Exemplos:
Chaminé (CHA-MI-NÉ) – aguda
Sapato (SA-PA-TO) – grave
Água (Á-GU-A) - exdrúxula
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Formação de palavras
Palavra simples/palavra complexa
As palavras podem ser classificadas como:
 Simples: se são formadas apenas por um radical, ao qual se pode
associar um índice temático e um sufixo de flexão
 Complexa: se a uma palavra simples se adicionou afixos derivacionais
(derivação) ou se contém mais que um radical (composição)
Exemplos:
Mar – palavra simples (radical - mar)
Espertos – palavra simples (radical - espert + índice temático - o + sufixo de flexão - s)
Palavras da mesma família
Palavras da mesma família são palavras derivadas e compostas a partir do
mesmo radical.
Exemplo:
Mar, maré, marinha, marinheiro, maresia, marítimo, ...
Derivação
Processo em que são acrescentados afixos (prefixos ou sufixos) a um radical:
 Derivação por prefixação: quando se acrescenta um prefixo
 Derivação por sufixação: quando se acrescenta um sufixo
 Derivação por prefixação e sufixação: quando se acrecescenta
simultaneamente um prefixo e um sufixo
 Parassíntese: quando se acrescenta simultaneamente um prefixo e um
sufixo, embora neste caso se retirarmos um dos afixos a palavra deixa
de ter sentido
Exemplos:
Infeliz (in + feliz) – palavra derivada por prefixação
Felizmente (feliz + mente) – palavra derivada por sufixação
Infelizmente (in + feliz + mente) – palavra derivada por prefixação e por sufixação
Engrandecer (en + grande + cer) – palavra derivada por parassíntese
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Composição
Processo em que as palavras são formadas por mais que uma palavra ou por
radicais:
 Composição morfossintática: associação de duas ou mais palavras,
cuja grafia e acentuação se mantêm
 Composição morfológica: associação de dois radicais, de um radical
com uma palavra, ou de duas palavras cuja grafia e acentuação
muda
Exemplos:
Estrela-do-mar (estrela + do + mar) – composição morfossintática (palavra + palavra)
Vaivém (vai + vém) – composição morfossintática (palavra + palavra)
Biologia (bio + logia) – composição morfológica (radical + radical)
Agricultura (agri + cultura) – composição morfológica (radical + palavra)
Girassol (gira + sol) – composição morfológica (palavra + palavra)
Processos irregulares de formação de palavras
Existem ainda outros processos irregulares de formação de palavras:
 Sigla: palavra formada pelas iniciais das palavras que a origina; lê-se
letra a letra.
 Acrónimo: palavra formada pelas iniciais e/ou sílabas das palavras que
a origina; lê-se como uma palavra só
 Empréstimo: palavra proveniente de outra língua
 Onomatopeia: palavra criada por imitação de um som ou ruído
 Truncação: palavra criada pelo apagamento de parte da sua parte
original
 Amálgama: palavra criada pela junção de parte de duas ou mais
palavras
 Extensão semântica: palavra já existente que ganha um novo
significado
Exemplos:
UE (União Europeia)- sigla
FIL (Feira Internacional de Lisboa)- acrónimo
Croissant - empréstimo
Ão-ão – onomatopeia
Foto (fotografia) – truncação
Informática (informação + automática) – amálgama
Rato (equipamento informático cujo nome tem origem no nome de um animal) –
extensão semântica
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Relações entre palavras
Relações de grafia e fonia
Consoante a grafia e a fonia forem iguais ou diferentes, duas palavras com
significado diferente podem ser classificadas como:
 Homógrafas: se têm grafia igual e som diferente
 Homófonas: se têm grafia diferente e som igual
 Homónimas: se têm grafia igual e som igual
 Parónimas: se têm grafia semelhante e som semelhante
Exemplos:
Come com a colher / Vamos colher batatas – palavras homógrafas
Coser um botão / Cozer bacalhau – palavras homófonas
Eles são altos / Ele está são e salvo – palavras homónimas
Comprimento da mesa / Dei um cumprimento ao senhor – palavras parónimas
Relações de hierarquia entre palavras
Consoante o sentido mais geral ou restrito, uma palavra classifica-se como:
 Hiperónimo: se tem sentido mais geral
 Hipónimo: se tem sentido mais restrito
Exemplos:
Animal – hiperónimo (de cão)
Cão, gato, piriquito, sardinha, crocodilo – hipónimos (de animal)
Relações de parte/todo entre palavras
Consoante se refere a uma parte ou a um todo, uma palavra classifica-se
como:
 Holónimo: quando se refere a um todo
 Merónimo: quando se refere a uma parte
Exemplos:
Bicicleta – holónimo (de pedal)
Pedal, guiador, roda – merónimos (de bicicleta)
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Relações de semelhança/oposição entre palavras
Consoante o significado, duas palavras classificam-se como:
 Sinónimas: se têm significado semelhante
 Antónimas: se têm significado contrário
Exemplos:
Feliz e contente – sinónimos
Feliz e triste – antónimos
Monossemia e polissemia
As palavras podem ter um ou vários significados:
 Monossemia: se uma palavra apenas tem um significado
 Polissemia: se uma palavra tem mais que um significado
Exemplos:
Logaritmo – palavra monossémica
Banco – palavra polissémica
Classes de palavras
As palavras podem ser agrupadas em classes de acordo com as suas
características e a sua utilização na língua.
 Classes abertas:
o Nomes (ou substantivos)
o Adjetivos
o Interjeições
o Verbos
o Advérbios
 Classes fechadas:
o Determinantes
o Pronomes
o Quantificadores
o Preposições
o Conjunções
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Nomes
Os nomes (ou substantivos) servem para designar seres, objetos e outras
entidades.
 Subclasses:
o Comuns
 Contáveis (cão, cães, ...)
 Não contáveis (manteiga, leite, ...)
 Coletivos (rebanho, matilha, ...)
o Próprios (Lisboa, João, ...)
 Flexão em número:
o Singular (gato)
o Plural (filmes)
Os nomes podem ainda ser biformes ou uniformes quanto ao número. Os
nomes biformes apresentam duas formas, uma para o singular e outra para o
plural. Os nomes uniformes têm apenas uma forma para o singular e para o
plural.
o Biformes (o jornal / os jornais)
o Uniformes (o lápis / os lápis)
 Flexão em género:
o Masculino (cão)
o Feminino (cadela)
Os nomes também podem ser biformes ou uniformes quanto ao género. Os
nomes biformes apresentam duas formas, uma para o masculino e outra para
o feminino. Os nomes uniformes têm apenas uma forma para o masculino e
para o feminino.
o Biformes (o cão / a cadela)
o Uniformes (o pianista / a pianista)
 Flexão em grau:
o Normal (casa)
o Diminutivo (casinha)
o Aumentativo (casarão)
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Adjetivos
Os adjetivos servem para designar qualidades ou propriedades dos nomes.
 Subclasses:
o Qualificativos (bonito, feio, ...)
o Relacionais (semanal, marítimo, ...)
o Numerais (primeiro, segundo, ...)
 Flexão em número:
o Singular (perigoso)
o Plural (grandes)
Os adjetivos podem ainda ser biformes ou uniformes quanto ao número. Os
adjetivos biformes apresentam duas formas, uma para o singular e outra para
o plural. Os adjetivos uniformes têm apenas uma forma para o singular e para
o plural.
o Biforme (o bom / os bons)
o Uniforme (o simples / os simples)
 Flexão em género:
o Masculino (magro)
o Feminino (alta)
Os adjetivos também podem ser biformes ou uniformes quanto ao género. Os
adjetivos biformes apresentam duas formas, uma para o masculino e outra
para o feminino. Os adjetivos uniformes têm apenas uma forma para o
masculino e para o feminino.
o Biforme (o justo / a justa)
o Uniforme (o inteligente / a inteligente)
 Flexão em grau:
o Normal (...alto)
o Comparativo de superioridade (...mais alto do que...)
o Comparativo de inferioridade (...menos alto do que...)
o Comparativo de igualdade (... tão alto como...)
o Superlativo Relativo de superioridade (...o mais alto)
o Superlativo Relativo de inferioridade (... o menos alto)
o Superlativo Absoluto analítico (... muito alto)
o Superlativo Absoluto sintético (... altíssimo)
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Interjeições
As interjeições têm como função transmitir emoções.
 Algumas interjeições:
o Ah!, Oh!, Ai!, Ui!, Hi!, Oxalá!, Olá!, Eh!, Ó!, Psiu!, Irra!, Alto!, Basta!, Bravo!...
Verbos
Os verbos servem para designar ações.
 Subclasses:
o Verbo principal
 Intransitivo: não exige complementos
 Transitivo direto: exige complemento direto
 Transitivo indireto: exige complemento indireto
 Transitivo direto e indireto: exige complemento direto e
complemento indireto
 Copulativo: exige predicativo do sujeito
o Verbo auxiliar
 Dos tempos compostos
 Das frases passivas
 Temporal: indica o tempo da ação
 Aspetual: indica a fase de desenvolvimento da ação
 Modal: indica a subjetividade e atitudes do sujeito verbal
Exemplos:
Ele acordou – verbo intransitivo
Ele viu o filme – verbo transitivo direto (verbo + CD)
Ele telefonou à tia – verbo transitivo indireto (verbo + CI)
Ele deu um presente à Ana – verbo transitivo direto e indireto (verbo + CD + CI)
Ele é alto – verbo copulativo (verbo + Predicativo do Sujeito)
Ele tem estudado muito – verbo auxiliar do tempo composto
O teste foi corrigido pela professora – verbo auxiliar da passiva
Ia a comer quando te vi – verbo auxiliar temporal
Amanhã vou ver um filme ao cinema – verbo auxiliar temporal
Ele está a brincar – verbo auxiliar aspetual
Começámos a jantar – verbo auxiliar aspetual
Ela tem de estudar mais – verbo auxiliar modal
Havemos de conseguir – verbo auxiliar modal
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 Tipos de conjugação:
o 1ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –ar (cantar)
o 2ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –er (dizer)
o 3ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –ir (pedir)
 Flexão em pessoa e número:
o 1ª pessoa do singular (Eu canto)
o 2ª pessoa do singular (Tu cantas)
o 3ª pessoa do singular (Ele canta)
o 1ª pessoa do plural (Nós cantamos)
o 2ª pessoa do plural (Vós cantais)
o 3ª pessoa do plural (Eles cantam)
 Flexão em modo e tempo
o Modo Indicativo
 Presente (Eu canto)
 Pretérito Perfeito (Eu cantei)
 Pretérito Imperfeito (Eu cantava)
 Pretérito Mais-Que-Perfeito (Eu cantara)
 Futuro (Eu cantarei)
 Pretérito Perfeito Composto (Eu tenho cantado)
 Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto (Eu tinha cantado)
 Futuro Composto (Eu terei cantado)
o Modo Conjuntivo
 Presente (Eu que cante)
 Pretérito Imperfeito (Eu se cantasse)
 Futuro (Eu quando cantar)
 Pretérito Perfeito Composto (Eu que tenha cantado)
 Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto (Eu se tivesse
cantado)
 Futuro Composto (Eu quando tiver cantado)
o Modo Condicional (Eu cantaria)
o Modo Imperativo (Canta/cantai)
 Formas verbais não finitas
o Infinitivo (cantar)
o Gerúndio (cantando)
o Particípio passado (cantado)
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Advérbios
Os advérbios servem mudar ou evidenciar o sentido de outras palavras.
 Subclasses:
o Advérbio de predicado:
 com valor de tempo (hoje, amanhã, ontem, logo...)
 com valor de lugar (aqui, cá, lá, acolá, ali...)
 com valor de modo (infelizmente, depressa, bem...)
o Advérbio de negação (não, jamais, nunca...)
o Advérbio de afirmação (sim, certamente...)
o Advérbio de quantidade e grau (apenas, bastante, muito, menos...)
o Advérbio de inclusão e exclusão (até, também, apenas, exceto...)
o Advérbio interrogativo (como?, onde?, quando?, porque?...)
o Advérbio de frase (talvez, possivelmente, felizmente...)
o Advérbio conetivo (assim, consequentemente, porém...)
Determinantes
Os determinantes aparecem antes dos nomes e conconcordam com eles em
género e em número.
 Subclasses:
o Artigos definidos (o, a, os, as)
o Artigos indefinidos (um, uma, uns, umas)
o Possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seus...)
o Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso,aquilo...)
o Indefinidos (outro, certo...)
o Relativos (cujo...)
o Interrogativos (quais?, que?...)
Pronomes
Os pronomes substituem os nomes.
 Subclasses:
o Pessoais (Ele, se, o, a, lhe, consigo...)
o Possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seus...)
o Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso,aquilo...)
o Indefinidos (algum, nenhum, todo, muito, pouco...)
o Relativos (que, quem, o qual...)
o Interrogativos (quais?, que?...)
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Quantificadores
Os quantificadores apresentam informação relacionada com o número,
quantidade ou a parte de um todo.
 Alguns quantificadores:
o Todo, nenhum, tudo, cada, uma, dois, dobro, metade, terço...
Preposições
As preposições estabelecem relações de sentido entre os vários elementos da
frase.
 Algumas preposições simples:
o A, após, até, com, contra, de, desde, em , entre, para, perante, por,
sem, sob, sobre
 Algumas preposições contraídas:
o À (a+a), ao (a+o), àquele (a+aquele), deste (de+este), do (de+o), no
(em+o), neste (em+este), nesse (em+esse), dele (de+ele), pelo (por+o)
Conjunções
As conjunções introduzem orações ou elementos das frases.
 Subclasses:
o Coordenativas
 Copulativas (e, nem)
 Adversativas (mas, contudo, porém)
 Disjuntivas (ou)
 Conclusivas (logo, portanto)
 Explicativas (pois)
o Subordinativas
 Causais (porque)
 Finais (para)
 Temporais (quando, logo, mal)
 Condicionais (se)
 Comparativas (como)
 Concessivas (embora)
 Consecutivas (que)
 Completivas (que)
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Frase
Tipos de frase
As frases podem classificar-se como do tipo:
 Declarativo: quando está a apresentar informações ou a declarar algo
 Interrogativo: quando se está a fazer uma pergunta
 Exclamativo: quando se revela sentimentos
 Imperativo: quando se dá ordens, conselhos, ou se faz pedidos
Exemplos:
Fui às compras – Frase do tipo declarativo
Foste às compras? – Frase do tipo interrogativo
Ele fui às compras! – Frase do tipo exclamativo
Vai às compras. – Frase do tipo imperativo
Formas de frase
As frases podem classificar-se ainda conforme o seu valor de afirmação ou
negação:
 Forma afirmativa: se apresenta valor de afirmação
 Forma negativa: se apresenta valor de negação expresso por um
elemento de negação, como é o caso do advérbio não
Exemplos:
Fui às compras – Frase afirmativa
Não fui às compras – Frase negativa
Conforme o sujeito da frase faz ou sofre a ação, as frase apresentam as
seguintes formas:
 Forma ativa: se o sujeito faz a ação
 Forma passiva: se o sujeito sofre a ação
Exemplos:
O João comeu um bolo – Forma ativa
Um bolo foi comido pelo João – Forma passiva
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Grupos de frase
As frases têm como constituintes os seguintes grupos:
 Grupo nominal: cujo núcleo é um nome ou pronome
 Grupo verbal: cujo núcleo é o verbo
 Grupo preposicional: cujo núcleo é uma preposição
 Grupo adverbial: cujo núcleo é um advébio
 Grupo adjetival: cujo núcleo é um adjetivo
Exemplos:
A casa amarela foi pintada ontem de manhã.
- Grupo nominal: A casa amarela
- Grupo verbal: foi pintada ontem de manhã
- Grupo preposicional: de manhã
- Grupo adverbial: ontem
- Grupo adjetival: amarela
Funções sintáticas
As palavras estabelecem relações entre si e com o verbo, desempenhando
assim diferentes funções:
 Vocativo
 Sujeito
o Simples
o Composto
o Nulo
 Subententido
 Indeterminado
 Expletivo
 Predicado
o Predicativo do sujeito
o Complemento direto
o Complemento indireto
o Complemento oblíquo
o Modificador do grupo verbal
o Complemento agente da passiva
 Modificador de frase
 Modificador do nome
o Restritivo
o Apositivo
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Vocativo
O vocativo é utilizado em contextos de chamamento ou interpelação do
interlocutor. Aparece separado do resto da frase por vírgulas.
Exemplos:
Entra, Ana, e está à vontade.
Sujeito
O sujeito é sobre o que ou quem se declara algo.
Exemplos:
O João foi às compras – Sujeito simples
A Mariana e as suas amigas foram passear – Sujeito composto
Comemos muito bem – Sujeito nulo subentendido
Dizem que vai chover – Sujeito nulo indeterminado
Choveu a noite inteira – Sujeito nulo expletivo
Predicado
O predicado corresponde ao grupo verbal, cujo núcleo é o verbo e onde se
encontram os vários complementos.
 Predicativo do sujeito: responde à pergunta “o quê?” e refere-se ao
sujeito
 Comp. direto: responde à pergunta “o quê?” não se referindo ao sujeito
 Comp. indireto: responde à pergunta “a quem?”
 Comp. oblíquo: é exigido pelo verbo logo é obrigatório na frase
 Modificador do grupo verbal: não é exigido pelo verbo logo é opcional
 Comp. Agente da passiva: responde à pergunta “por quem?” quando
a frase está na passiva
Exemplos:
O João está contente – verbo + predicativo do sujeito
O Miguel deu um presente à Maria – verbo + comp. direto + comp. indireto
Ele foi a Lisboa ontem – verbo + comp. oblíquo + modificador do grupo verbal
O teste foi corrigido pela professora – complexo verbal + comp. agente da passiva
Modificador de frase
O modificador de frase tem presença em toda a frase.
Exemplo:
Felizmente, os estudos estão a correr bem.
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Modificador do nome
Os modificadores do nome podem restringir ou não a realidade referida pelo
nome.
 Modificador restritivo: torna o nome mais específico
 Modificador apositivo: acrescenta uma informação sobre o nome
Exemplos:
A casa amarela está à venda – modificador restritivo
A casa, nova e espaçosa, está à venda – modificador apositivo
Pronominalização
Podemos simplificar as frases substituíndo os complementos diretos,
complementos indiretos, sujeitos e outros elementos da frase por pronomes.
O complemento direto pode ser substituído por -o, -os, -a, -as. O complemento
indireto pode ser substituído por -me, -te, -se, -lhe, -nos, -vos, -lhes.
Regras de articulação com o verbo:
 Quando a forma verbal termina em R, S, ou Z, estas consoantes caem e
o pronome pessoal passa a ser: -lo, -la, -los, -las.
 Se a forma verbal terminar em M ou em ditongo nasal (õe, ão), o
pronome tomará as formas: -no, -na, -nos, -nas.
 No futuro, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as
terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). O radical perde o R e
o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
 No condicional, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as
terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam).O radical perde o R
e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
 No conjuntivo e na negativa, o pronome coloca-se antes do verbo
 É possível juntar num só pronome os complementos direto e indireto
Exemplos:
Ele fez a carta ontem. - Ele fê-la ontem.
Eles cantaram uma música. - Eles cantaram-na.
Ele fará um bolo. - Ele fazê-lo-à
Ele ganharia o totoloto. - Ele ganhá-lo-ia.
Ele que faça o jantar. - Ele que o faça.
Ele não comeu o bolo. - Ele não o comeu.
Ele deu um presente à Maria. - Ele deu-lho.
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Frase simples e frase complexa
Consoante o número de predicados, as frases podem ser classificadas como:
 Frases simples: se têm um só verbo ou complexo verbal (um predicado)
 Frases complexa: se têm dois ou mais verbos ou complexos verbais (dois
ou mais predicados)
Exemplos:
O João está contente – frase simples
O Miguel foi pescar com o seu amigo Tozé ontem em Setúbal – frase simples
Ele estudou e teve boa nota – frase complexa
Classificação de orações
As frases complexas são constituídas por duas ou mais orações e classificam-se
como:
 Coordenadas:
o Copulativas (adição)
o Adversativas (contraste)
o Disjuntivas (alternativa)
o Conclusivas (conclusão)
o Explicativas (explicação)
 Subordinadas
o Adverbiais
 Causais (causa)
 Finais (finalidade)
 Temporais (tempo)
 Condicionais (condição)
 Comparativas (comparação)
 Concessivas (concessão)
 Consecutivas (consequência)
o Substantivas
 Completivas (complemento)
o Adjetivas
 Relativas
 restritivas
 explicativas
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Coordenação
A coordenação entre orações pode ocorrer de duas formas:
 coordenação sindética: se a oração é introduzida através de uma
conjunção ou locução conjuncional
 coordenação assindética: se a oração é introduzida sem uma
conjunção ou locução conjuncional expressa
Coordenação assindética
Hoje é dia de festa, vamos brincar!
Coordenação sindética
A Rafaela está a estudar e está a aprender bem.
A Rafaela está a estudar – oração coordenada
e está a aprender bem – oração coordenada copulativa
A Rafaela está a estudar mas não percebe a matéria.
A Rafaela está a estudar – oração coordenada
mas não percebe a matéria – oração coordenada adversativa
A Rafaela está a estudar ou está a ver televisão.
A Rafaela está a estudar – oração coordenada
ou está a ver televisão – oração coordenada disjuntiva
A Rafaela está a estudar logo não pode sair.
A Rafaela está a estudar – oração coordenada
logo não pode sair – oração coordenada conclusiva
A Rafaela está a estudar pois vai ter teste amanhã.
A Rafaela está a estudar – oração coordenada
pois vai ter teste amanhã – oração coordenada explicativa
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Subordinação
O João está doente porque bebeu leite estragado.
O João está doente – oração subordinante
porque bebeu leite estragado – oração subordinada adverbial causal
O João vai ao hospital para fazer análises.
O João vai ao hospital – oração subordinante
para fazer análises – oração subordinada adverbial final
O João ficou aflito quando viu a agulha.
O João ficou aflito – oração subordinante
quando viu a agulha – oração subordinada adverbial temporal
Se não chorar, a mãe prometeu dar um chocolate.
Se não chorar – oração subordinada adverbial condicional
a mãe prometeu dar um chocolate – oração subordinante
O João ficou calmo como se estivesse a relaxar na piscina.
O João ficou calmo – oração subordinante
como se estivesse a relaxar na psicina – oração subordinada adverbial comparativa
Embora estivesse preocupado, não doeu nada.
Embora estivesse preocupado – oração subordinada adverbial concessiva
não doeu nada – oração subordinante
Ficou tão aliviado que deu pulos de alegria.
Ficou tão aliviado – oração subordinante
que deu pulos de alegria – oração subordinada adverbial consecutiva
O médico disse que não era nada de grave.
O médico disse – oração subordinante
que não era nada de grave – oração subordinada substantiva completiva
A mãe, que lhe fez uma promessa, deu-lhe um chocolate que tinha na mala.
A mãe ... deu-lhe um chocolate – oração subordinante
que lhe fez uma promessa – oração subordinada adjetiva relativa explicativa
que tinha na mala – oração subordinada adjetiva relativa restritiva
PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS
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Discurso
Discurso direto e discurso indireto
Num texto as palavras podem reproduzir as falas de alguém de duas formas:
 Discurso direto: se as falas são reproduzidas tal como foram ditas
 Discurso indireto: se as falas são referidas por uma outra pessoa
Principais mudanças:
Discurso direto Discurso indireto
Tempos: Tempos:
Presente Pretérito Imperfeito
Pretérito Perfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito (C)
Futuro Condicional
Advérbios: Advérbios:
Aqui Ali
Cá Lá
Hoje Naquele dia
Amanhã No dia seguinte
Ontem No dia anterior
Na próxima semana Na semana seguinte
Determinantes e pronomes: Determinantes e pronomes:
1ª e 2ª pessoa 3ª pessoa
Alguns verbos introdutórios do discurso indireto:
 Dizer, afirmar, comunicar, proferir
 Exclamar, perguntar, questionar
 Sussurrar, murmurar, gritar, berrar
 Desabafar, lamentar
 Prometer, ordenar, aconselhar
Exemplos:
- Estudei muito porque quero melhorar a minha nota de português e assim, na próxima
semana, poderei ir de férias com este tempo maravilhoso.- Discurso direto
Ele disse que tinha estudado muito porque queria melhorar a sua nota de português e
assim, na semana seguinte, poderia ir de férias com aquele tempo maravilhoso.-
Discurso indireto
- O que estás aqui a fazer hoje? – Discurso direto
Ele perguntou o que ele estava ali a fazer naquele dia. – Discurso indireto

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complexa............................................................................................................................ 3 Palavras da mesma família ......................................................................................................................................... 3 Derivação ..................................................................................................................................................................... 3 Composição................................................................................................................................................................. 4 Processos irregulares de formação de palavras ....................................................................................................... 4 Relações entre palavras ............................................................................................................ 5 Relações de grafia e fonia.......................................................................................................................................... 5 Relações de hierarquia entre palavras...................................................................................................................... 5 Relações de parte/todo entre palavras .................................................................................................................... 5 Relações de semelhança/oposição entre palavras ................................................................................................ 6 Monossemia e polissemia............................................................................................................................................ 6 Classes de palavras ................................................................................................................... 6 Nomes ........................................................................................................................................................................... 7 Adjetivos........................................................................................................................................................................ 8 Interjeições.................................................................................................................................................................... 9 Verbos ........................................................................................................................................................................... 9 Advérbios.................................................................................................................................................................... 11 Determinantes ............................................................................................................................................................ 11 Pronomes .................................................................................................................................................................... 11 Quantificadores.......................................................................................................................................................... 12 Preposições................................................................................................................................................................. 12 Conjunções................................................................................................................................................................. 12 Frase ........................................................................................................................................... 13 Tipos de frase.............................................................................................................................................................. 13 Formas de frase .......................................................................................................................................................... 13 Grupos de frase.......................................................................................................................................................... 14 Funções sintáticas ...................................................................................................................................................... 14 Pronominalização ...................................................................................................................................................... 16 Frase simples e frase complexa................................................................................................................................. 17 Classificação de orações.......................................................................................................................................... 17 Discurso...................................................................................................................................... 20 Discurso direto e discurso indireto............................................................................................................................. 20
  • 3. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 2 FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA A Palavra Alfabeto O alfabeto é o conjunto ordenado de letras, constituintes das palavras, que são utilizadas na escrita de uma língua. O alfabeto da língua portuguesa é constituído por 26 letras:  Maísculas: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z  Minúsculas: a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z  Vogais: a e i o u  Consoantes: b c d f g h j k l m n p q r s t v w x y z Ordenação alfabética de palavras Para ordenar alfabeticamente as palavras devemos começar pela primeira letra. Se a primeira letra for igual, comparamos a segunda letra das palavras. Se a segunda letra das palavras também for igual, comparamos a terceira, e assim sucessivamente. Exemplos: Amanhã, Barco, Cão, Coimbra, Dado, Daniel, Ego, Egoísta, Família, Faminto, ... Classificação de palavras quanto à sílaba tónica Quanto à posição da sílaba tónica, as palavras podem classificar-se como:  Agudas: se a sílaba tónica for a última  Graves: se a sílaba tónica for a penúltima  Exdrúxulas: se a sílaba tónica for a antepenúltima Exemplos: Chaminé (CHA-MI-NÉ) – aguda Sapato (SA-PA-TO) – grave Água (Á-GU-A) - exdrúxula
  • 4. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 3 Formação de palavras Palavra simples/palavra complexa As palavras podem ser classificadas como:  Simples: se são formadas apenas por um radical, ao qual se pode associar um índice temático e um sufixo de flexão  Complexa: se a uma palavra simples se adicionou afixos derivacionais (derivação) ou se contém mais que um radical (composição) Exemplos: Mar – palavra simples (radical - mar) Espertos – palavra simples (radical - espert + índice temático - o + sufixo de flexão - s) Palavras da mesma família Palavras da mesma família são palavras derivadas e compostas a partir do mesmo radical. Exemplo: Mar, maré, marinha, marinheiro, maresia, marítimo, ... Derivação Processo em que são acrescentados afixos (prefixos ou sufixos) a um radical:  Derivação por prefixação: quando se acrescenta um prefixo  Derivação por sufixação: quando se acrescenta um sufixo  Derivação por prefixação e sufixação: quando se acrecescenta simultaneamente um prefixo e um sufixo  Parassíntese: quando se acrescenta simultaneamente um prefixo e um sufixo, embora neste caso se retirarmos um dos afixos a palavra deixa de ter sentido Exemplos: Infeliz (in + feliz) – palavra derivada por prefixação Felizmente (feliz + mente) – palavra derivada por sufixação Infelizmente (in + feliz + mente) – palavra derivada por prefixação e por sufixação Engrandecer (en + grande + cer) – palavra derivada por parassíntese
  • 5. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 4 Composição Processo em que as palavras são formadas por mais que uma palavra ou por radicais:  Composição morfossintática: associação de duas ou mais palavras, cuja grafia e acentuação se mantêm  Composição morfológica: associação de dois radicais, de um radical com uma palavra, ou de duas palavras cuja grafia e acentuação muda Exemplos: Estrela-do-mar (estrela + do + mar) – composição morfossintática (palavra + palavra) Vaivém (vai + vém) – composição morfossintática (palavra + palavra) Biologia (bio + logia) – composição morfológica (radical + radical) Agricultura (agri + cultura) – composição morfológica (radical + palavra) Girassol (gira + sol) – composição morfológica (palavra + palavra) Processos irregulares de formação de palavras Existem ainda outros processos irregulares de formação de palavras:  Sigla: palavra formada pelas iniciais das palavras que a origina; lê-se letra a letra.  Acrónimo: palavra formada pelas iniciais e/ou sílabas das palavras que a origina; lê-se como uma palavra só  Empréstimo: palavra proveniente de outra língua  Onomatopeia: palavra criada por imitação de um som ou ruído  Truncação: palavra criada pelo apagamento de parte da sua parte original  Amálgama: palavra criada pela junção de parte de duas ou mais palavras  Extensão semântica: palavra já existente que ganha um novo significado Exemplos: UE (União Europeia)- sigla FIL (Feira Internacional de Lisboa)- acrónimo Croissant - empréstimo Ão-ão – onomatopeia Foto (fotografia) – truncação Informática (informação + automática) – amálgama Rato (equipamento informático cujo nome tem origem no nome de um animal) – extensão semântica
  • 6. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 5 Relações entre palavras Relações de grafia e fonia Consoante a grafia e a fonia forem iguais ou diferentes, duas palavras com significado diferente podem ser classificadas como:  Homógrafas: se têm grafia igual e som diferente  Homófonas: se têm grafia diferente e som igual  Homónimas: se têm grafia igual e som igual  Parónimas: se têm grafia semelhante e som semelhante Exemplos: Come com a colher / Vamos colher batatas – palavras homógrafas Coser um botão / Cozer bacalhau – palavras homófonas Eles são altos / Ele está são e salvo – palavras homónimas Comprimento da mesa / Dei um cumprimento ao senhor – palavras parónimas Relações de hierarquia entre palavras Consoante o sentido mais geral ou restrito, uma palavra classifica-se como:  Hiperónimo: se tem sentido mais geral  Hipónimo: se tem sentido mais restrito Exemplos: Animal – hiperónimo (de cão) Cão, gato, piriquito, sardinha, crocodilo – hipónimos (de animal) Relações de parte/todo entre palavras Consoante se refere a uma parte ou a um todo, uma palavra classifica-se como:  Holónimo: quando se refere a um todo  Merónimo: quando se refere a uma parte Exemplos: Bicicleta – holónimo (de pedal) Pedal, guiador, roda – merónimos (de bicicleta)
  • 7. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 6 Relações de semelhança/oposição entre palavras Consoante o significado, duas palavras classificam-se como:  Sinónimas: se têm significado semelhante  Antónimas: se têm significado contrário Exemplos: Feliz e contente – sinónimos Feliz e triste – antónimos Monossemia e polissemia As palavras podem ter um ou vários significados:  Monossemia: se uma palavra apenas tem um significado  Polissemia: se uma palavra tem mais que um significado Exemplos: Logaritmo – palavra monossémica Banco – palavra polissémica Classes de palavras As palavras podem ser agrupadas em classes de acordo com as suas características e a sua utilização na língua.  Classes abertas: o Nomes (ou substantivos) o Adjetivos o Interjeições o Verbos o Advérbios  Classes fechadas: o Determinantes o Pronomes o Quantificadores o Preposições o Conjunções
  • 8. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 7 Nomes Os nomes (ou substantivos) servem para designar seres, objetos e outras entidades.  Subclasses: o Comuns  Contáveis (cão, cães, ...)  Não contáveis (manteiga, leite, ...)  Coletivos (rebanho, matilha, ...) o Próprios (Lisboa, João, ...)  Flexão em número: o Singular (gato) o Plural (filmes) Os nomes podem ainda ser biformes ou uniformes quanto ao número. Os nomes biformes apresentam duas formas, uma para o singular e outra para o plural. Os nomes uniformes têm apenas uma forma para o singular e para o plural. o Biformes (o jornal / os jornais) o Uniformes (o lápis / os lápis)  Flexão em género: o Masculino (cão) o Feminino (cadela) Os nomes também podem ser biformes ou uniformes quanto ao género. Os nomes biformes apresentam duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Os nomes uniformes têm apenas uma forma para o masculino e para o feminino. o Biformes (o cão / a cadela) o Uniformes (o pianista / a pianista)  Flexão em grau: o Normal (casa) o Diminutivo (casinha) o Aumentativo (casarão)
  • 9. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 8 Adjetivos Os adjetivos servem para designar qualidades ou propriedades dos nomes.  Subclasses: o Qualificativos (bonito, feio, ...) o Relacionais (semanal, marítimo, ...) o Numerais (primeiro, segundo, ...)  Flexão em número: o Singular (perigoso) o Plural (grandes) Os adjetivos podem ainda ser biformes ou uniformes quanto ao número. Os adjetivos biformes apresentam duas formas, uma para o singular e outra para o plural. Os adjetivos uniformes têm apenas uma forma para o singular e para o plural. o Biforme (o bom / os bons) o Uniforme (o simples / os simples)  Flexão em género: o Masculino (magro) o Feminino (alta) Os adjetivos também podem ser biformes ou uniformes quanto ao género. Os adjetivos biformes apresentam duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Os adjetivos uniformes têm apenas uma forma para o masculino e para o feminino. o Biforme (o justo / a justa) o Uniforme (o inteligente / a inteligente)  Flexão em grau: o Normal (...alto) o Comparativo de superioridade (...mais alto do que...) o Comparativo de inferioridade (...menos alto do que...) o Comparativo de igualdade (... tão alto como...) o Superlativo Relativo de superioridade (...o mais alto) o Superlativo Relativo de inferioridade (... o menos alto) o Superlativo Absoluto analítico (... muito alto) o Superlativo Absoluto sintético (... altíssimo)
  • 10. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 9 Interjeições As interjeições têm como função transmitir emoções.  Algumas interjeições: o Ah!, Oh!, Ai!, Ui!, Hi!, Oxalá!, Olá!, Eh!, Ó!, Psiu!, Irra!, Alto!, Basta!, Bravo!... Verbos Os verbos servem para designar ações.  Subclasses: o Verbo principal  Intransitivo: não exige complementos  Transitivo direto: exige complemento direto  Transitivo indireto: exige complemento indireto  Transitivo direto e indireto: exige complemento direto e complemento indireto  Copulativo: exige predicativo do sujeito o Verbo auxiliar  Dos tempos compostos  Das frases passivas  Temporal: indica o tempo da ação  Aspetual: indica a fase de desenvolvimento da ação  Modal: indica a subjetividade e atitudes do sujeito verbal Exemplos: Ele acordou – verbo intransitivo Ele viu o filme – verbo transitivo direto (verbo + CD) Ele telefonou à tia – verbo transitivo indireto (verbo + CI) Ele deu um presente à Ana – verbo transitivo direto e indireto (verbo + CD + CI) Ele é alto – verbo copulativo (verbo + Predicativo do Sujeito) Ele tem estudado muito – verbo auxiliar do tempo composto O teste foi corrigido pela professora – verbo auxiliar da passiva Ia a comer quando te vi – verbo auxiliar temporal Amanhã vou ver um filme ao cinema – verbo auxiliar temporal Ele está a brincar – verbo auxiliar aspetual Começámos a jantar – verbo auxiliar aspetual Ela tem de estudar mais – verbo auxiliar modal Havemos de conseguir – verbo auxiliar modal
  • 11. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 10  Tipos de conjugação: o 1ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –ar (cantar) o 2ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –er (dizer) o 3ª conjugação: verbos de infinitivo acabados em –ir (pedir)  Flexão em pessoa e número: o 1ª pessoa do singular (Eu canto) o 2ª pessoa do singular (Tu cantas) o 3ª pessoa do singular (Ele canta) o 1ª pessoa do plural (Nós cantamos) o 2ª pessoa do plural (Vós cantais) o 3ª pessoa do plural (Eles cantam)  Flexão em modo e tempo o Modo Indicativo  Presente (Eu canto)  Pretérito Perfeito (Eu cantei)  Pretérito Imperfeito (Eu cantava)  Pretérito Mais-Que-Perfeito (Eu cantara)  Futuro (Eu cantarei)  Pretérito Perfeito Composto (Eu tenho cantado)  Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto (Eu tinha cantado)  Futuro Composto (Eu terei cantado) o Modo Conjuntivo  Presente (Eu que cante)  Pretérito Imperfeito (Eu se cantasse)  Futuro (Eu quando cantar)  Pretérito Perfeito Composto (Eu que tenha cantado)  Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto (Eu se tivesse cantado)  Futuro Composto (Eu quando tiver cantado) o Modo Condicional (Eu cantaria) o Modo Imperativo (Canta/cantai)  Formas verbais não finitas o Infinitivo (cantar) o Gerúndio (cantando) o Particípio passado (cantado)
  • 12. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 11 Advérbios Os advérbios servem mudar ou evidenciar o sentido de outras palavras.  Subclasses: o Advérbio de predicado:  com valor de tempo (hoje, amanhã, ontem, logo...)  com valor de lugar (aqui, cá, lá, acolá, ali...)  com valor de modo (infelizmente, depressa, bem...) o Advérbio de negação (não, jamais, nunca...) o Advérbio de afirmação (sim, certamente...) o Advérbio de quantidade e grau (apenas, bastante, muito, menos...) o Advérbio de inclusão e exclusão (até, também, apenas, exceto...) o Advérbio interrogativo (como?, onde?, quando?, porque?...) o Advérbio de frase (talvez, possivelmente, felizmente...) o Advérbio conetivo (assim, consequentemente, porém...) Determinantes Os determinantes aparecem antes dos nomes e conconcordam com eles em género e em número.  Subclasses: o Artigos definidos (o, a, os, as) o Artigos indefinidos (um, uma, uns, umas) o Possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seus...) o Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso,aquilo...) o Indefinidos (outro, certo...) o Relativos (cujo...) o Interrogativos (quais?, que?...) Pronomes Os pronomes substituem os nomes.  Subclasses: o Pessoais (Ele, se, o, a, lhe, consigo...) o Possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seus...) o Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso,aquilo...) o Indefinidos (algum, nenhum, todo, muito, pouco...) o Relativos (que, quem, o qual...) o Interrogativos (quais?, que?...)
  • 13. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 12 Quantificadores Os quantificadores apresentam informação relacionada com o número, quantidade ou a parte de um todo.  Alguns quantificadores: o Todo, nenhum, tudo, cada, uma, dois, dobro, metade, terço... Preposições As preposições estabelecem relações de sentido entre os vários elementos da frase.  Algumas preposições simples: o A, após, até, com, contra, de, desde, em , entre, para, perante, por, sem, sob, sobre  Algumas preposições contraídas: o À (a+a), ao (a+o), àquele (a+aquele), deste (de+este), do (de+o), no (em+o), neste (em+este), nesse (em+esse), dele (de+ele), pelo (por+o) Conjunções As conjunções introduzem orações ou elementos das frases.  Subclasses: o Coordenativas  Copulativas (e, nem)  Adversativas (mas, contudo, porém)  Disjuntivas (ou)  Conclusivas (logo, portanto)  Explicativas (pois) o Subordinativas  Causais (porque)  Finais (para)  Temporais (quando, logo, mal)  Condicionais (se)  Comparativas (como)  Concessivas (embora)  Consecutivas (que)  Completivas (que)
  • 14. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 13 Frase Tipos de frase As frases podem classificar-se como do tipo:  Declarativo: quando está a apresentar informações ou a declarar algo  Interrogativo: quando se está a fazer uma pergunta  Exclamativo: quando se revela sentimentos  Imperativo: quando se dá ordens, conselhos, ou se faz pedidos Exemplos: Fui às compras – Frase do tipo declarativo Foste às compras? – Frase do tipo interrogativo Ele fui às compras! – Frase do tipo exclamativo Vai às compras. – Frase do tipo imperativo Formas de frase As frases podem classificar-se ainda conforme o seu valor de afirmação ou negação:  Forma afirmativa: se apresenta valor de afirmação  Forma negativa: se apresenta valor de negação expresso por um elemento de negação, como é o caso do advérbio não Exemplos: Fui às compras – Frase afirmativa Não fui às compras – Frase negativa Conforme o sujeito da frase faz ou sofre a ação, as frase apresentam as seguintes formas:  Forma ativa: se o sujeito faz a ação  Forma passiva: se o sujeito sofre a ação Exemplos: O João comeu um bolo – Forma ativa Um bolo foi comido pelo João – Forma passiva
  • 15. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 14 Grupos de frase As frases têm como constituintes os seguintes grupos:  Grupo nominal: cujo núcleo é um nome ou pronome  Grupo verbal: cujo núcleo é o verbo  Grupo preposicional: cujo núcleo é uma preposição  Grupo adverbial: cujo núcleo é um advébio  Grupo adjetival: cujo núcleo é um adjetivo Exemplos: A casa amarela foi pintada ontem de manhã. - Grupo nominal: A casa amarela - Grupo verbal: foi pintada ontem de manhã - Grupo preposicional: de manhã - Grupo adverbial: ontem - Grupo adjetival: amarela Funções sintáticas As palavras estabelecem relações entre si e com o verbo, desempenhando assim diferentes funções:  Vocativo  Sujeito o Simples o Composto o Nulo  Subententido  Indeterminado  Expletivo  Predicado o Predicativo do sujeito o Complemento direto o Complemento indireto o Complemento oblíquo o Modificador do grupo verbal o Complemento agente da passiva  Modificador de frase  Modificador do nome o Restritivo o Apositivo
  • 16. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 15 Vocativo O vocativo é utilizado em contextos de chamamento ou interpelação do interlocutor. Aparece separado do resto da frase por vírgulas. Exemplos: Entra, Ana, e está à vontade. Sujeito O sujeito é sobre o que ou quem se declara algo. Exemplos: O João foi às compras – Sujeito simples A Mariana e as suas amigas foram passear – Sujeito composto Comemos muito bem – Sujeito nulo subentendido Dizem que vai chover – Sujeito nulo indeterminado Choveu a noite inteira – Sujeito nulo expletivo Predicado O predicado corresponde ao grupo verbal, cujo núcleo é o verbo e onde se encontram os vários complementos.  Predicativo do sujeito: responde à pergunta “o quê?” e refere-se ao sujeito  Comp. direto: responde à pergunta “o quê?” não se referindo ao sujeito  Comp. indireto: responde à pergunta “a quem?”  Comp. oblíquo: é exigido pelo verbo logo é obrigatório na frase  Modificador do grupo verbal: não é exigido pelo verbo logo é opcional  Comp. Agente da passiva: responde à pergunta “por quem?” quando a frase está na passiva Exemplos: O João está contente – verbo + predicativo do sujeito O Miguel deu um presente à Maria – verbo + comp. direto + comp. indireto Ele foi a Lisboa ontem – verbo + comp. oblíquo + modificador do grupo verbal O teste foi corrigido pela professora – complexo verbal + comp. agente da passiva Modificador de frase O modificador de frase tem presença em toda a frase. Exemplo: Felizmente, os estudos estão a correr bem.
  • 17. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 16 Modificador do nome Os modificadores do nome podem restringir ou não a realidade referida pelo nome.  Modificador restritivo: torna o nome mais específico  Modificador apositivo: acrescenta uma informação sobre o nome Exemplos: A casa amarela está à venda – modificador restritivo A casa, nova e espaçosa, está à venda – modificador apositivo Pronominalização Podemos simplificar as frases substituíndo os complementos diretos, complementos indiretos, sujeitos e outros elementos da frase por pronomes. O complemento direto pode ser substituído por -o, -os, -a, -as. O complemento indireto pode ser substituído por -me, -te, -se, -lhe, -nos, -vos, -lhes. Regras de articulação com o verbo:  Quando a forma verbal termina em R, S, ou Z, estas consoantes caem e o pronome pessoal passa a ser: -lo, -la, -los, -las.  Se a forma verbal terminar em M ou em ditongo nasal (õe, ão), o pronome tomará as formas: -no, -na, -nos, -nas.  No futuro, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). O radical perde o R e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.  No condicional, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam).O radical perde o R e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.  No conjuntivo e na negativa, o pronome coloca-se antes do verbo  É possível juntar num só pronome os complementos direto e indireto Exemplos: Ele fez a carta ontem. - Ele fê-la ontem. Eles cantaram uma música. - Eles cantaram-na. Ele fará um bolo. - Ele fazê-lo-à Ele ganharia o totoloto. - Ele ganhá-lo-ia. Ele que faça o jantar. - Ele que o faça. Ele não comeu o bolo. - Ele não o comeu. Ele deu um presente à Maria. - Ele deu-lho.
  • 18. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 17 Frase simples e frase complexa Consoante o número de predicados, as frases podem ser classificadas como:  Frases simples: se têm um só verbo ou complexo verbal (um predicado)  Frases complexa: se têm dois ou mais verbos ou complexos verbais (dois ou mais predicados) Exemplos: O João está contente – frase simples O Miguel foi pescar com o seu amigo Tozé ontem em Setúbal – frase simples Ele estudou e teve boa nota – frase complexa Classificação de orações As frases complexas são constituídas por duas ou mais orações e classificam-se como:  Coordenadas: o Copulativas (adição) o Adversativas (contraste) o Disjuntivas (alternativa) o Conclusivas (conclusão) o Explicativas (explicação)  Subordinadas o Adverbiais  Causais (causa)  Finais (finalidade)  Temporais (tempo)  Condicionais (condição)  Comparativas (comparação)  Concessivas (concessão)  Consecutivas (consequência) o Substantivas  Completivas (complemento) o Adjetivas  Relativas  restritivas  explicativas
  • 19. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 18 Coordenação A coordenação entre orações pode ocorrer de duas formas:  coordenação sindética: se a oração é introduzida através de uma conjunção ou locução conjuncional  coordenação assindética: se a oração é introduzida sem uma conjunção ou locução conjuncional expressa Coordenação assindética Hoje é dia de festa, vamos brincar! Coordenação sindética A Rafaela está a estudar e está a aprender bem. A Rafaela está a estudar – oração coordenada e está a aprender bem – oração coordenada copulativa A Rafaela está a estudar mas não percebe a matéria. A Rafaela está a estudar – oração coordenada mas não percebe a matéria – oração coordenada adversativa A Rafaela está a estudar ou está a ver televisão. A Rafaela está a estudar – oração coordenada ou está a ver televisão – oração coordenada disjuntiva A Rafaela está a estudar logo não pode sair. A Rafaela está a estudar – oração coordenada logo não pode sair – oração coordenada conclusiva A Rafaela está a estudar pois vai ter teste amanhã. A Rafaela está a estudar – oração coordenada pois vai ter teste amanhã – oração coordenada explicativa
  • 20. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 19 Subordinação O João está doente porque bebeu leite estragado. O João está doente – oração subordinante porque bebeu leite estragado – oração subordinada adverbial causal O João vai ao hospital para fazer análises. O João vai ao hospital – oração subordinante para fazer análises – oração subordinada adverbial final O João ficou aflito quando viu a agulha. O João ficou aflito – oração subordinante quando viu a agulha – oração subordinada adverbial temporal Se não chorar, a mãe prometeu dar um chocolate. Se não chorar – oração subordinada adverbial condicional a mãe prometeu dar um chocolate – oração subordinante O João ficou calmo como se estivesse a relaxar na piscina. O João ficou calmo – oração subordinante como se estivesse a relaxar na psicina – oração subordinada adverbial comparativa Embora estivesse preocupado, não doeu nada. Embora estivesse preocupado – oração subordinada adverbial concessiva não doeu nada – oração subordinante Ficou tão aliviado que deu pulos de alegria. Ficou tão aliviado – oração subordinante que deu pulos de alegria – oração subordinada adverbial consecutiva O médico disse que não era nada de grave. O médico disse – oração subordinante que não era nada de grave – oração subordinada substantiva completiva A mãe, que lhe fez uma promessa, deu-lhe um chocolate que tinha na mala. A mãe ... deu-lhe um chocolate – oração subordinante que lhe fez uma promessa – oração subordinada adjetiva relativa explicativa que tinha na mala – oração subordinada adjetiva relativa restritiva
  • 21. PREPARAÇÃO PARA PROVA FINAL 3º CICLO PORTUGUÊS www.obichinhodosaber.com 20 Discurso Discurso direto e discurso indireto Num texto as palavras podem reproduzir as falas de alguém de duas formas:  Discurso direto: se as falas são reproduzidas tal como foram ditas  Discurso indireto: se as falas são referidas por uma outra pessoa Principais mudanças: Discurso direto Discurso indireto Tempos: Tempos: Presente Pretérito Imperfeito Pretérito Perfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito (C) Futuro Condicional Advérbios: Advérbios: Aqui Ali Cá Lá Hoje Naquele dia Amanhã No dia seguinte Ontem No dia anterior Na próxima semana Na semana seguinte Determinantes e pronomes: Determinantes e pronomes: 1ª e 2ª pessoa 3ª pessoa Alguns verbos introdutórios do discurso indireto:  Dizer, afirmar, comunicar, proferir  Exclamar, perguntar, questionar  Sussurrar, murmurar, gritar, berrar  Desabafar, lamentar  Prometer, ordenar, aconselhar Exemplos: - Estudei muito porque quero melhorar a minha nota de português e assim, na próxima semana, poderei ir de férias com este tempo maravilhoso.- Discurso direto Ele disse que tinha estudado muito porque queria melhorar a sua nota de português e assim, na semana seguinte, poderia ir de férias com aquele tempo maravilhoso.- Discurso indireto - O que estás aqui a fazer hoje? – Discurso direto Ele perguntou o que ele estava ali a fazer naquele dia. – Discurso indireto