Teoria de Spitz
A ausência de carinho e
de cuidados tipicamente
maternais pode conduzir
a criança à depressão e
mesmo à morte.
Quando o vínculo
emocional se forma, mas
sucede uma rutura
prolongada ou total
(hospitalismo), os efeitos
são irreversíveis e
traduzem-se em atrasos
no desenvolvimento
a todos os níveis.
PLÁTANO EDITORA
As relações precoces
Vinculação e desenvolvimento
Qual a importância da vinculação para o desenvolvimento psicossocial?
Teoria de Bolwby
Argumentou que os bebés estão
geneticamente programados para
formar vínculos com uma pessoa
– a mãe – num período de tempo
que vai até aos 2 anos.
A vinculação acontece porque
é um comportamento adaptativo,
necessário à sobrevivência.
A não constituição do vínculo ou
um vínculo muito inseguro
durante o período crítico do
nascimento aos 2 anos tem um
vasto leque de consequências
perniciosas e irreversíveis.
Teoria de Rutter
É mais o que esteve na base da separação
do que a separação em si que condiciona
o desenvolvimento posterior.
Retardo mental
Devido a deficiente estimulação
e experiências de vida pouco
agradáveis.
Fraca capacidade
de sentir afetos
(insensibilidade)
Comportamento
antissocial ou
delinquente
Resultante de falta de afeto, de
carinho e de atenção ou cuidado por
parte da figura vinculativa mais
importante (a mãe) ou de
hostilidade e mau ambiente familiar.
Se a razão da perda
do vínculo foi falta
de meios
económicos ou
doenças graves
e morte, um
comportamento
relativamente
equilibrado e
ajustado é possível.
Se a razão da
separação foram
conflitos graves
entre os pais ou
doenças de foro
psiquiático, é de
esperar que as
crianças que, muito
novas, viveram tais
experiências
revelem
desequilíbrio
emocional.
Um mau ambiente familiar é mais
pernicioso do que a separação no que
respeita à possibilidade de
comportamentos desajustados
e perturbações psíquicas futuras.
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Perturbações da vinculação

  • 1.
    Teoria de Spitz Aausência de carinho e de cuidados tipicamente maternais pode conduzir a criança à depressão e mesmo à morte. Quando o vínculo emocional se forma, mas sucede uma rutura prolongada ou total (hospitalismo), os efeitos são irreversíveis e traduzem-se em atrasos no desenvolvimento a todos os níveis. PLÁTANO EDITORA As relações precoces Vinculação e desenvolvimento Qual a importância da vinculação para o desenvolvimento psicossocial? Teoria de Bolwby Argumentou que os bebés estão geneticamente programados para formar vínculos com uma pessoa – a mãe – num período de tempo que vai até aos 2 anos. A vinculação acontece porque é um comportamento adaptativo, necessário à sobrevivência. A não constituição do vínculo ou um vínculo muito inseguro durante o período crítico do nascimento aos 2 anos tem um vasto leque de consequências perniciosas e irreversíveis. Teoria de Rutter É mais o que esteve na base da separação do que a separação em si que condiciona o desenvolvimento posterior. Retardo mental Devido a deficiente estimulação e experiências de vida pouco agradáveis. Fraca capacidade de sentir afetos (insensibilidade) Comportamento antissocial ou delinquente Resultante de falta de afeto, de carinho e de atenção ou cuidado por parte da figura vinculativa mais importante (a mãe) ou de hostilidade e mau ambiente familiar. Se a razão da perda do vínculo foi falta de meios económicos ou doenças graves e morte, um comportamento relativamente equilibrado e ajustado é possível. Se a razão da separação foram conflitos graves entre os pais ou doenças de foro psiquiático, é de esperar que as crianças que, muito novas, viveram tais experiências revelem desequilíbrio emocional. Um mau ambiente familiar é mais pernicioso do que a separação no que respeita à possibilidade de comportamentos desajustados e perturbações psíquicas futuras. U1 - Síntese esquematica:Psicologia 12.º ano 8/4/09 12:37 PM Page 51