Processos Emocionais

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Processos Emocionais

  1. 1. PSICOLOGIAProcessos EmocionaisEmoções e SentimentosAfectividade e Juízo Psicologia Jorge Barbosa, 2011
  2. 2. Emoções,  Sen,mentos  e  Afectos   Reacção complexa a estímulos externos e internos, traduzida em alterações fisiológicas, comportamentais, cognitivas e em expressões faciaisEMOÇÕES SOCIAISVergonha, por ex. EMOÇÕES PRIMÁRIAS Medo, por ex.
  3. 3. Emoções Primárias•  As emoções primárias são: –  Universais (partilhadas por indivíduos de todas as culturas – exemplo: medo, cólera, etc) –  Evolutivas (fazem parte do processo adaptativo da espécie humana) –  Ligadas a processos neurais e fisiológicos específicos Psicologia JB 3
  4. 4. Emoções Secundárias•  As emoções secundárias contêm as características fisiológicas das emoções primárias, mas distinguem-se: –  Pelo seu carácter social (dizem respeito às relações sociais) –  Pelo facto de os aspectos socioculturais das emoções secundárias sofrerem influências significativas da aprendizagem (por exemplo: vergonha) Psicologia JB 4
  5. 5. Afecto•  O afecto define-se como: –  Uma sensação subjectiva e imediata (positiva ou negativa) que o indivíduo experimenta em relação a um objecto, situação ou pessoa e que orienta o seu comportamento•  O afecto exprime-se através de: –  Emoções e sentimentos Psicologia JB 5
  6. 6. Emoção e Sentimento•  As emoções: –  São reacções em geral publicamente observáveis –  Não requerem consciência –  A sua duração é limitada –  Desenrolam-se no “teatro do corpo”•  Os sentimentos: –  São experiências mentais privadas (não podem ser observadas por outras pessoas) –  Resultam do trabalho mental de elaboração das experiências emocionais (os sentimentos são sentimentos de emoções) Psicologia JB 6
  7. 7. Emoção e Sentimento Emoções AFECTIVIDADE Afectos Sentimentos Psicologia JB 7
  8. 8. Componentes  da  Emoção   Fisiológica Social Cognitiva
  9. 9. Teorias  Fisiológicas   40% 30% 20% 10%Reacções corporais aestímulos ambientais
  10. 10. Teorias Fisiológicas Argumentos da Teoria de James-Lange Em primeiro lugar, uma situação provoca um excitação fisiológica. A excitação fisiológica conduz a uma resposta física. Só então interpretamos ou percepcionamos a resposta física como emoção.
  11. 11. Teorias  Fisiológicas  Teoria  de  james-­‐Lange   1   Resposta  do  Excitação  fisiológica   2   Organismo   3   4   Interpretação  da   Resposta  do   Organismo  
  12. 12. Teorias  Fisiológicas   40% 30% 20% 10%Reacções corporais aestímulos ambientais
  13. 13. Teorias Fisiológicas Argumentos da Teoria de Cannon-Bard A experiência fisiológica da emoção não varia de emoção para emoção. O aspecto fisiológico ou corporal da emoção acontece, por vezes, depois da experiência subjectiva da emoção. Respostas fisiológicas artificialmente criadas não dão origem a emoções.
  14. 14. Teorias  Fisiológicas  Teoria  de  Cannon-­‐Bard   1  Resposta  Emocional  do   Reacção  Cérebro   2   Fisiológica   3   4   O  Sen>mento  da  emoção  é   provocado  pelo  tratamento   cerebral  da  informação.  
  15. 15. Teoria  Cogni>va  Teoria  Bifactorial  das  Emoções  de  Schachter  e   Singer  
  16. 16. Teorias  Cogni,vas  
  17. 17. Photo  Icons  with  mo,ves   SCENE  Teoria  de  Schachter  e  Singer   EsCmulo  Emocional   Sen>mento  da  Emoção   Reacção  Emocional   Rótulo  Cogni>vo  
  18. 18. Afec,vidade  e  Juízo  
  19. 19. Afec,vidade  e  Juízo  
  20. 20. Afec,vidade  e  Juízo   Duas Vias
  21. 21. Afec,vidade  e  Juízo   Raciocínios complementares podem ser necessários Sinal de alarme As operações lógicas teriam de operar com demasiadas variáveis Limitam o espaço de decisão
  22. 22. Afec,vidade  e  Juízo  Estabelece-se sempre uma ligação entre o tipo de situação e o estadosomático.As manifestações corporais simulam as consequências esperadas,orientando as escolhas.
  23. 23. Afec,vidade  e  Juízo  
  24. 24. Afec,vidade  e  Juízo  
  25. 25. Emoções  e  Sen>mentos   Sexualidade  
  26. 26. 1  2  3  4  5  
  27. 27. 1   SEXUALIDADE…   O  Papel  das  emoções,  dos  sen,mentos,  da  afec,vidade  e  do  juízo  nas  tomadas  de  decisão  
  28. 28. Sexualidade  e  Mo,vação   A  sexualidade  é  um  processo  complexo  que  implica  todos  os  ,pos  de  tendências  humanas  Tendências   Tendências  Primárias   secundárias  Manifestam-­‐se  desde  o   São  aprendidas,  adquiridas  nascimento  e  são   no  processo  de  independentes  da   Sexualidade   socialização  e  aprendizagem   correspondem  a   necessidades  sociais  
  29. 29. Sexualidade  e  Mo,vação   SCENE   A  sexualidade  é  um  processo  complexo  que  implica  todos  os  ,pos  de  tendências  humanas  Tendências   Tendências  Individuais   Sociais   Estão  na  base  das  Relacionam-­‐se  com  os   interacções  sociais  e  têm  a  interesses  do  indivíduo  e   ver  com  o  estabelecimento  visam  o  seu   Sexualidade   das  relações  com  os  desenvolvimento  e   outros.  preservação   Tendências   Ideais   Relacionam-­‐se  com  a  promoção   de  valores.  
  30. 30. Teoria  Mo,vacional  de  Freud  
  31. 31. Teoria  Mo,vacional  de  Freud  
  32. 32. Perspectiva Freudiana da Sexualidade ID Base dinâmica de toda a vida psíquica Reservatório de energia pulsional Tende à auto-satisfação imediata, procurando obter o prazer e evitar a dor.
  33. 33. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Ego Representante da realidade e do mundo externo Deriva da tensão entre as pulsões do Id e as exigências morais do Superego Tende a procurar o equilíbrio entre as forças contrárias do Id e do Superego..
  34. 34. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Superego Interiorização das normas externas, é constituído por normas e ideais morais Tende a controlar o Id, através do Ego Reprime as infracções à moralidade.
  35. 35. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Ansiedade Ansiedade Real - Medo de perigos ou ameaças externas Ansiedade Neurótica – receio de que os impulsos do Id fujam ao controlo do Ego. Ansiedade moral – receio de ser punido por violar normas morais interiorizadas.
  36. 36. 2   SEXUALIDADE…  Mecanismos  de  defesa  do  Ego  
  37. 37. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Recalcamento Reprime e afasta da consciência impulsos do Id e recordações traumáticas Bloqueia pulsões, desejos, sentimentos e recordações. Mecanismo inconsciente que nos permite não tomar consciência de conflitos causadores de ansiedade. O que é recalcado não é eliminado: pode manifestar- se de formas disfarçadas, nem sempre inofensivas (caso das neuroses).
  38. 38. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Racionalização Protege a auto-estima e evita sentimentos de inferioridade Recorre a argumentos ou justificações racionais que mascaram os fracassos ou frustrações.
  39. 39. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Projecção Redução da ansiedade através da atribuição dos nossos impulsos, desejos e sentimentos inaceitáveis à pessoa que deles é alvo. O objecto da pulsão torna-se em sujeito: “o alvo transforma-se em atirador”.
  40. 40. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Deslocamento Substituição do objecto original de um impulso por outro sobre o qual liberta a tensão.
  41. 41. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Sublimação Orientação dos impulsos indesejáveis para actividades socialmente aprovadas e valorizadas. (Segundo Freud, a sublimação é um mecanismo de defesa do Ego crucial para o desenvolvimento da cultura e da civilização)
  42. 42. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Compensação Visa a superação de situações ou sentimentos de inferioridade, através do envolvimento em actividades que promovam a auto-afirmação.
  43. 43. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Regressão Adopção de formas de comportamento características de estádios anteriores do desenvolvimento psicossexual. A regressão é o retorno simbólico a um estádio anterior, no qual ocorreu uma fixação.
  44. 44. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade Em cada estádio psicossexual, os impulsos do Id, em busca de prazer, concentram-se numa determinada área do corpo e em actividades ligadas àquela área. As áreas do corpo que, nos seis primeiros anos de vida, são objecto de manifestações do Id, são as que estão presentes de forma mais significativa no prazer sexual na idade adulta.
  45. 45. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade FASE ORAL – Primeiro ano de vida. Os bebés obtêm prazer da amamentação e da sucção.
  46. 46. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade FASE ANAL – Segundo ano de vida. As crianças obtêm prazer da retenção e da expulsão das fezes.
  47. 47. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade FASE FÁLICA – Dos 3 aos 6 anos. As crianças obtêm prazer da manipulação dos genitais.
  48. 48. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade COMPLEXO DE ÉDIPO– Entre os 5 e os 6 anos. Os impulsos sexuais do rapaz dirigem-se para a mãe; O pai é fantasiado como rival com quem o rapaz tem de se identificar. Ansiedade de castração
  49. 49. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade COMPLEXO DE ÉDIPO– Entre os 5 e os 6 anos. Os impulsos sexuais da rapariga dirigem-se para o pai; A mãe é fantasiada como rival, responsável pela falta de pénis na rapariga.
  50. 50. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade FASE DE LATÊNCIA – Entre os 7 e os 12 anos. Recalcamento da situação edipiana As crianças preocupam-se menos com o seu corpo.
  51. 51. Perspectiva Freudiana da Sexualidade Desenvolvimento da Sexualidade FASE GENITAL – A partir da adolescência. A situação edipiana toma novas formas: o impulso sexual dirige-se para fora do ambiente familiar. As partes do corpo, fonte de prazer nas fases anteriores, são integradas na vida sexual adulta.
  52. 52. Contributos Actuais Emoções, marcadores somáticos e pulsões1.  Freud utilizou a linguagem possível no seu tempo.2.  Não é sensato atribuir-lhe o rigor científico que actualmente a Psicologia possui.3.  É, todavia, evidente que Freud teve intuições muito importantes.4.  Vamos, então, discutir hipóteses que compatibilizem os conceitos de emoção, marcador, pulsão, inconsciente, sentimento, sexualidade, Id, etc. ...
  53. 53. Emoções  e  Sen>mentos   Jorge  Barbosa,  2011   Sexualidade  
  54. 54. Não  se  esqueça   de  fazer  os   exercícios  

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