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LÍNGUA PORTUGUESA
Roger Brito
PROFESSOR: Márcio Sobrinho
TEORIA E QUESTÕES DE CONCURSOS
MATERIAL CONTENDO
CURSO PREPARATÓRIO
POLÍCIA CIVIL - 2016
Arlindo Pionti
SUMÁRIO
UNIDADE 1 FONÉTICA E FONOLOGIA ................................................................................................................................................5
UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA.................................................................................................................................................8
UNIDADE 3 SEMÂNTICA ......................................................................................................................................................................10
UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ......................................................................................12
UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS ....................................................................................................................................................15
UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” ....................................................................................................................34
UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA .........................................................................................................................................................37
UNIDADE 8 PONTUAÇÃO ...................................................................................................................................................................48
UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS ..................................................................................................................................................51
UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL.....................................................................................................................................53
UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL......................................................................................................................................56
UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL ..........................................................................................................................................58
UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL........................................................................................................................................................61
UNIDADE 14 CRASE ...........................................................................................................................................................................64
UNIDADE 15 COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS .............................................................................................................................66
UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA ............................................................................................69
PROVAS DE CONCURSOS...................................................................................................................................................................73
GABARITOS.........................................................................................................................................................................................113
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LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE
1
FONÉTICA E FONOLOGIA
Estuda os sons como são produzidos a partir de um significante dado:
 












se
tônicoa
tsomT
Táxi:Ex.
isomi
ksonsx
somá
1 – Classificação das Letras e dos Fonemas
 Letra é representação gráfica (vogal, semivogal e consoante).
 Fonema é a realização sonora da letra (fonema vocálico, fonema neutro, fonema consonantal).
Veja a relação:
1. Fonema vocálico é representado pelas vogais.
2. Fonema neutro é representado pelas semivogais.
3. Fonema consonantal é representado pelas consoante.
Observação: Para se contar o número de letras e de fonemas, siga o seguinte macete
 Dígrafo = duas letras que correspondem a um fonema e este pode ser vocálico ou consonantal.
 Dígrafo Consonantal: duas letras representando apenas um fonema consonantal. São eles: rr, ss, nh, lh, sc, sç, xc,
ch, nh, qu, gu
Exemplo:
Quantas letras, fonemas e dígrafos há na palavra Exceção
7L (e-x-c-e-ç-ã-o) / 1D (xc)  F = L – D  F = 7 – 1  F = 6 Resposta: 7L 1D 6F
 Dígrafo Vocálico: duas letras representando apenas um fonema vocálico. São eles: am, an /ã/, em, em /ẽ/, im,
in /ĩ/ om, on /õ/, um, um /ũ/
Exemplo: campo = 5L (c-a-m-p-o) / 1D / 4F
Observação 1: Tal macete não funciona em duas situações:
1ª) Quando o ―x‖ possui valor de ―ks‖
Exemplo: táxi = 4L e 5F
2ª) Quando possuir a consoante ―h‖, pois essa não possui valor fonético.
Exemplo: hotel = 5L e 4F
Observação 2: Os conjuntos ―am‖ e ―em‖ podem representar, foneticamente, ditongos decrescentes nasais. Isso
ocorrerá em palavras como:
Amavam: ―am‖ possui som de /ãu/
Também: ―em‖ possui som de /ẽi/
Fonemas = Letras – Dígrafos F = L – D
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2 – Sílabas
É a menor unidade da palavra que possui como núcleo uma vogal. Devido a isso, o número de sílabas de uma pa-
lavra será igual ao número de vogais.
Exemplo: caneta possui três sílabas – ca-ne-ta – e três vogais – a – e – a.
Além disso, as palavras podem ser classificadas:
1º) Quanto ao número de sílabas na palavra.
– monossílabas  nó, chá (uma sílaba)
– dissílabas  chalé, porta (duas sílabas)
– trissílabas  música, íamos (três sílabas)
– polissílabas  paralelo, dicionário (mais de três sílabas)
2º) Quanto à tonicidade
– tônica = músculo (mus)
– átona = chalé (cha)
– subtônica = somente (so)
Observação 1: A subtônica só ocorre em palavras derivadas, pois recebe tal classificação a sílaba tônica da
palavra primitiva.
Exemplo: chapéu (palavra primitiva)
sílaba tônica
cha peu zi nho (palavra derivada)
sílaba tônica
sílaba subtônica
 A sílaba tônica da palavra primitiva tornar-se-á subtônica na derivada.
Observação 2: A átona será toda sílaba diferente da tônica e da subtônica. Além disso, podem ser classificadas
como pretônica e postônica. Tais classificações só são empregadas nas sílabas vizinhas à tônica.
Exemplo: história: his ( átona pretônica ), tó ( tônica ), ria ( átona postônica )
3º) Quanto à posição da sílaba tônica
- Oxítona: a última sílaba é a tônica. Exemplo: ureter, cateter, sutil, jiló, chalé.
- Paroxítona: a penúltima sílaba é a tônica. Exemplo: apóio, apoio, flúor, grátis, Márcio.
- Proparoxítona: a antepenúltima sílaba é a tônica. Exemplo: último, ímpares, díspares, sílaba, tônico.
3 – Encontros Vocálicos
a) Ditongo
É o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com outra vogal. Por isso, há:
1º) Ditongo Crescente – encontro de semivogal com vogal.
Exemplo: História (ia)  i – semivogal
a – vogal
2º) Ditongo Decrescente – encontro de vogal com semivogal.
Exemplo: Jóquei (ei)  e – vogal
i – semivogal
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Observação:
Dependendo da classificação vogal, o encontro vocálico também pode ser classificado como oral e nasal. Além
disso, o oral pode ainda ser aberto e fechado.
Exemplo:
ação - /ãu/ ditongo decrescente nasal
Quando - /uã/ ditongo crescente nasal
Íeis - /ei/ - ditongo decrescente oral fechado
Anéis - /éi/ - ditongo decrescente oral aberto
História - /ia/ - ditongo crescente oral aberto
Mário - /io/ - ditongo crescente oral fechado
b) Tritongo
É o encontro inseparável de uma semivogal, uma vogal com outra semivogal.
Exemplo Paraguai (uai) 
u – semivogal
a – vogal
i – semivogal
Além disso, eles podem ser:
1º) Oral – quando a vogal for oral.
Exemplo Uruguai (a) – oral.
2º) Nasal – quando a vogal for nasal.
Exemplo saguão (ã) – nasal.
c) Hiato
É o encontro de uma vogal com outra que permanecem em sílabas diferentes.
Exemplo: Saúde – sa-ú-de.
Observação: Qualquer encontro de vogais iguais é classificado como hiato. Exemplo: Saara, xiita, caatinga, veemência
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UNIDADE
2
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
1 – Regras de Acentuação
1º) Acentuam-se todas as proparoxítonas. Exemplo: Ortográfico, gástrico, íamos, hífenes.
2º) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
MACETE: Us/ei /um/ l/i/r/ão /n/ /on/x/ps
(Macete que sintetiza as terminações das paroxítonas acentuadas.)
us – vírus
ei – (ditongo) - jóquei, história
um – álbum / álbuns
l – amável
i(s) – júri / lápis
r – repórter
ão(ã) – órgão / órfã
n – hífen
on – próton
x – ônix
ps – bíceps
Obs.: Ao ser justificado o uso de acento paroxítono, faça-o assim:
Exemplo: dicionário – paroxítona terminada em ditongo crescente (io).
3º) Acentuam-se as oxítonas terminadas em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖, ―em‖ ou ―ens‖.
Exemplo.: sofá, ananás, café, revés, dominó, retrós, refém, parabéns.
4º) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖.
Exemplo: má, pás, ré, mês, dó, nós
Observação: Monossílabo tônico terminado em ―u‖ não recebe acento. Exemplo: nu
5º) Acentuam-se os ditongos abertos ―éi‖, ―éu‖, e ―ói‖.
Exemplo: lençóis, anéis, véu.
Observação 1: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009,.não se aplica mais para as
palavras paroxítonas. Vocábulos como assembleia, apoio, Coreia devem ser grafadas sem acento.
6º) Acentuam-se o ―i‖ e o ―u‖ tônicos que formarem hiato com a vogal anterior e estiverem sós ou juntos de ‖s‖.
Exemplo: saída, saúde, saíste.
Observação: ―Sairdes‖ não recebe acento pois o ―i‖ está junto de ―r‖.
SA - IR - DES
―Sem acento‖
Observação: De acordo com a reforma de 2009, se a regra do hiato ocorrer em palavra paroxítona e antes
houver um ditongo, não mais ocorrerá acento gráfico. Exemplo disso é a palavra feiura ( fei-u-ra ).
Observação: As paroxítonas terminadas
em ens não recebem acento.
Exemplo: hifens, itens, polens, jovens.
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7º) Acento diferencial, usa-se o acento para diferenciar palavras homônimas.
Exemplo.:
pôr (verbo) por (preposição)
pôde (pret. Perfeito) pode (presente)
têm (3ª pessoa plural) tem (3ªpes singular)
vêm (3ª pessoa plural) vem (3ªpes singular)
Observação:
1. O acento diferencial das paroxítonas está extinto conforme a reforma ortográfica de 2009. Exceção ape-
nas para o par ―pôde‖ X ―pode‖.
2. São facultativos forma X fôrma e demos X dêmos
Regras extintas
1º) Acentua-se a primeira vogal dos encontros vocálicos ―êe‖ e ―ôo‖, quando forem tônicas.
Exemplo: Vôo, vêem.
Observação: Para o encontro ―ee‖, lembre-se de credeleve, pois temos aí as únicas palavras acentuadas.
Veja:
CRE DE LE VE
vêem
lêem
dêem
crêem
Observação 1: Não existe têem, pois no português grafa-se ―ele tem‖, ―eles têm‖ e ―ele retém‖, ―eles retêm‖.
Observação 2: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009, está extinta.
2º) Usa-se trema nos conjuntos ―qu‖ e ―gu‖ seguidos pelas vogais ―e‖ ou ―i‖ com ―u‖ pronunciado.
Exemplo: cinqüenta, tranqüilo, aguentar, linguiça.
Observação: O trema, salvo em palavras estrangeiras como ―Muller‖, não se usa Língua Portuguesa, con-
forme a reforma pela qual a língua passou em 2009.
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UNIDADE
3
SEMÂNTICA
1 – Conceito
É a parte da linguística que estuda a significação.
―A palavra e o seu sentido: a polissemia‖
Uma palavra pode apresentar mais de um significado (como nos indicam os dicionários) de tal modo que somente
o contexto (a frase, o texto) determina o seu sentido: Veja:
Aquela ave está perdendo as penas. (plumas)
Quebrei a pena de sua caneta. (lâmina da caneta)
2 – A Relação Semântica entre as Palavras
1 – Sinonímia:
Palavras que apresentam sentido parecido e podem ser trocadas umas pelas outras.
Exemplo.: A fantasia foi feita com penas.
A fantasia foi feita com plumas.
Obs.: Lembre-se de que não há sinônimos perfeitos. Cada palavra possui em si uma significação mais ampla ou mais
restrita.
Exemplo.: bicho – inseto
oculista – oftalmologista
belo – bonito
2 – Antonímia:
Palavras que apresentam oposição de sentido
Exemplo: bonito – feio
Podem ser representados por:
a) Radicais diferentes.
Exemplo: antigo - novo
b) Por prefixo.
Exemplo: infeliz - feliz
3 – Homonímia:
Palavras foneticamente iguais que possuem sentidos diferentes.
Exemplo: são (verbo ser / eles são)
são (saudável)
são (santo)
são ( verbo ser)
Além disso, os homônimos podem ser:
a – Homônimos Perfeitos – apresentam mesma grafia e pronúncia.
Exemplo: fui (verbo ir - pretérito perfeito)
fui (verbo ser - pretérito perfeito)
b – Homônimos Homófonos – apresentam grafias diferentes e mesma pronúncia.
Exemplo: caçar (apanhar)
cassar (anular)
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c – Homônimos Homógrafos – apresentam mesma grafia e pronúncia diferente.
Exemplo: ele (pronome)
ele (substantivo, nome da letra L)
4. Significante e significado
―Saussure pensa que o signo linguístico resulta da união de um conceito com uma imagem acústica...sendo este o
significante e aquele o significado.‖
(Adaptado de Edward Lopes)
Então, pode-se definir assim:
 Significante: parte física, visual.
 Significado: definição ou conceito.
A associação dos dois cria o vocábulo ou signo linguístico.
= ÁRVORE
significante
significado
5. Polissemia
A partir de um significante, podem-se criar várias possibilidades de sentido – um paradigma semântico. Tal fato é
próprio da língua, por isso não é um fenômeno restrito a um pequeno grupo de palavras.
Exemplo: Embarcação: veleiro; canoa; iate; jangada. / Assistir: ver; ter direito; caber; morar.
6. Hiperonímia: uma palavra com sentido geral em relação a outras com sentido mais restrito. A estas se atribui o
nome hipônimos.
Exemplo: mamíferos (hiperônimo) cão, gato, leão, tigre, lobo, baleia, morcego ( hipônimos)
3 – Palavras e Seus Efeitos de Sentido
1 – Denotação: Significação básica de uma palavra, levando em consideração a informação que ela traz, sua refe-
rência.
Exemplo: amásio / amante
2 – Conotação:
Significação de uma palavra, considerando o seu sentido subjetivo, circunstancial.
Exemplo: irresponsável e desmiolado (uso popular)
Observação: Normalmente construído no contexto.
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UNIDADE
4
ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
1 – Estrutura das Palavras
A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos ou morfemas.
Exemplo: menininho – menin- + -inho
felicidade – felic- + -dade
MORFEMA DEFINIÇÃO: Menor unidade de sentido da palavras.
1. ELEMENTOS MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
 Radical;
 Vogal temática;
 Tema;
 Desinência;
 Afixo;
 Vogais e consoantes de ligação.
1.1. RADICAL
O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos.
Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
1.2. VOGAL TEMÁTICA VERBAL
Possui a função de preparar o radical para receber as desinências e também indicar a conjugação a que o verbo
pertence.
Exemplo: cantar, vender, partir.
1.3. VOGAL TEMÁTICA NOMINAL
Possui a função de preparar o radical para receber as desinências nominais de gênero ou número.
Exemplo: bolo ( bol- + -o )
As vogais temáticas nominais são –a, -e, -o.
OBSERVAÇÃO 1:
Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
Exemplo: parto (radical + desinência)
OBSERVAÇÃO 1:
1.4. TEMA:
É o radical com a presença da vogal temática.
Exemplo: o choro, ele canta.
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1.5. DESINÊNCIAS
São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em:
a) DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de
número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.
Exemplo:
 gat-( Radical) / -o (desinência nominal de gênero)
 Gat- (Radical) / -o (desinência nominal de gênero) / -s (desinência nominal de número)
b) DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos.
Exemplo: cant-( radical ) / -á(vogal temática) / -va ( desinência modo-temporal ) - mos (desinência número-
pessoal)
1.6. AFIXOS
São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:
 PREFIXOS – quando colocado antes do radical;
Exemplo: impróprio
 SUFIXOS – quando colocado depois do radical
Exemplo: alegremente
1.7. VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO
São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja,
para facilitar a pronúncia de certas palavras.
Exemplos: silvícola, paulada, cafeicultura.
2 – Processo de Formação das Palavras
 PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
 PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já Existentes.
Exemplo: pedreiro (derivada de pedra), livreiro (derivada de livro).
 PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.
Exemplo: mesa, palavra, crise.
 PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que apresentam dois ou mais radicais.
Exemplo: pão-de-ló, planalto, guarda-noturno.
Os dois principais processos de formação de palavras são: derivação e composição.
1. DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem
ocorrer das seguintes maneiras:
 Prefixal;
 Sufixal;
 Prefixal e sufixal;
 Parassintética;
 Regressiva;
 Imprópria.
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1.1. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical.
Exemplo: descrer, impróprio.
1.2. SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical.
Exemplo: camiseiro, livreiro.
1.3. PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.
Exemplo: anoitecer, pernoitar.
1.4. PREFIXAL E SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo não simultaneamente ao
radical.
Exemplo: deslealdade, infelizmente
1.5. REGRESSIVA – processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos.
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) / O debate foi longo. (do verbo debater)
1.6. IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua
forma se altere.
Exemplo: O jantar estava ótimo
2. COMPOSIÇÃO
É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de
duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO.
2.1. JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma
como eram antes da composição.
Exemplo: girassol (gira+sol), pé-de-moleque (pé+de+moleque)
2.2. AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Exemplo: planalto (plano + alto)
Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação
e onomatopeia.
3. ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
É a forma reduzida apresentada por algumas palavras:
Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta).
4. HIBRIDISMO
É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes.
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego).
5. ONOMATOPEIA
Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.
Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!
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UNIDADE
5
CLASSE DE PALAVRAS
As palavras da língua portuguesa estão agrupadas em dez classes gramaticais agregadas em duas classificações:
1 – Variáveis












Verbo-
Numeral-
Pronome-
Artigo-
Adjetivo-
oSubstantiv-
Variáveis
Obs.: São variáveis as palavras que flexionam em gênero, número, pessoa, modo, tempo ou voz.
Exemplo:
Eu canto porque o instante existe.
E minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste.
Sou poeta.
1.1 – Substantivo
Substantivo: nomeia seres e é, normalmente, especificado por outra palavra.
Exemplo: ... ―o instante‖
subs. –p especificado por ―o‖ artigo
1º) Gênero – no português, os substantivos, podem ser masculinas e femininas. Por isso, eles podem ser classificados
como uniforme ou biforme.
1. Substantivos Biformes
São os que apresentam duas formas; uma para o masculino e outra para o feminino.
Exemplo:
médico / médica
senhor / senhora
pai / mãe
genro / nora
2. Substantivos Uniformes
São os que apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino e, além disso, subdivide-se em epice-
no, sobrecomum e comum-de-dois.
2.1. Substantivos Uniformes Epicenos
São designativos de animais e para determinar gênero, faz uso dos adjetivos macho e fêmea.
Exemplos:
o jacaré macho / o jacaré fêmea
a onça macho / a onça fêmea
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2.2. Substantivos Uniformes Sobrecomuns
São designativos de pessoas. Neste caso, a diferença de uso não é especifica por artigos ou outros determinantes,
que são invariáveis.
Exemplos:
a criança
o cônjuge
2.3. Substantivos Uniformes Comuns-de-dois
Aqui a diferença é atribuída à variação do especificador.
Exemplo:
o artista/ a artista
o dentista / a dentista
o estudante / a estudante
2º) Número – no português, os substantivos podem ser singulares ou plurais.
Exemplo:
Aluno, mãe, pé-de-moleque ( singular)
Alunos , mães, pés-de-moleque ( plural)
1. Plural das palavras simples
a) Terminadas em -r ou -z recebem -es
Exemplo:
mar es
vez es
cruz es
lar es
b) Terminadas em -s, se oxítonas, recebem - es. Caso contrário, são invariáveis.
Exemplo:
ananás - ananases ( oxítona)
o lápis - os lápis ( paroxítona)
o ônibus - os ônibus ( proparoxítona )
c) Terminadas em l e antecedido por a, e, o, u , troca-se o l por is.
Exemplo:
animal - animais.
anel - anéis
farol - faróis
paul - pauis
Obs.: Se a palavra terminar em - il, haverá duas regras:
1ª ) Se oxítona , troca-se L por - s.
Exemplo: barril - barris
2ª ) Se não-oxítonas, troca-se o il por -eis.
Exemplo: fóssil - fósseis
d) Terminadas em -x , são invariáveis.
Exemplo: o tórax/ os tórax
2. Plural das palavras compostas.
a – Variam todos os elementos.
Substantivo + substantivo Exemplo: cirurgiões-dentistas
Substantivo + adjetivo Exemplo: amores-perfeitos
Adjetivo + substantivo Exemplo: boas-vidas
Numeral + substantivo Exemplo: terças-feiras
Verbo + Verbo (iguais) Exemplo: corres-corres
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b – Varia só o primeiro elemento
Substantivo + preposição + substantivo
Exemplo: pés-de-moleque
Substantivo + substantivo qualificador
Exemplo: navios-escola
c – Varia só o último elemento
Verbo + substantivo: Exemplo: beija-flores
Advérbio + adjetivo: Exemplo: sempre-vivas
Onomatopeia: Exemplo: bem-te-vis
Palavra invariável + palavra variável: Exemplo: além-mares.
Palavras repetidas: Exemplo: quero-queros.
d – São invariáveis
Verbo + palavra pluralizada: Exemplo: saca-rolhas
Verbo + verbo: Exemplo: leva e traz.
(Mas como sentidos opostos)
Palavras Como: Exemplo: arco-íris.
1.2 – Adjetivo
Adjetivo: qualifica seres.
Exemplo: ―Não sou alegre nem triste...‖.
Indicam um estado do ―eu‖, palavra substantiva.
1. Gênero = quanto ao gênero, o adjetivo pode ser uniforme e biforme.
1.1. Uniforme = única forma para os dois gêneros.
Exemplo: doente, paciente, simples, feliz.
1.2. Biforme = duas formas; uma para o masculino e, outra, para o feminino.
Exemplo: simpático (a), bom/boa, novo (a).
2. Número = quanto ao número, o adjetivo pode ser singular e plural.
2.1. Palavras Simples = mesmas regras dos substantivos.
2.2. Palavras Compostas = varia só o último elemento.
Adjetivo + adjetivo
Exemplo: sapatos marrom-escuros.
acordos sócio-luso-brasileiros.
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3. Grau = os adjetivos podem ser comparativos e superlativos. Veja esquema abaixo :






























adesuperioridde
adeinferioridde
relativo
analítico
sintético
absoluto
oSuperlativGrau
adesuperioridde
adeinferioridde
igualdadede
oComparativGrau
AdjetivodoGrau
3.1. Grau Comparativo de Igualdade: tão ... quanto (como).
Exemplo: Fabiana é tão bela quanto/como a irmã.
3.2. Grau Comparativo de Superioridade: mais ... (do) que.
Exemplo: Fabiana é mais bonita (do) que a irmã.
3.3. Grau Comparativo de Inferioridade: menos ... (do) que.
Exemplo: Fabiana é menos feia (do) que a irmã.
3.4. Grau Superlativo Relativo de Inferioridade: menos ... de .
Exemplo: Fabiana é a menos feia de todas.
 
artigo preposição.
3.5. Grau Superlativo Relativo de Superioridade: mais ... de.
Exemplo: Fabiana é a mais bonita de todas.
 
artigo preposição
3.6. Grau Superlativo Absoluto Sintético:






ílimo
íssimo
érrimo
adjetivo
Exemplo: Fabiana é boníssima.
3.7. Grau Superlativo Absoluto Analítico:
Adv. (muito) + adjetivo.

normalmente
Exemplo: Fabiana é muito bonita.
Obs.: mais grande e mais pequeno serão corretos caso se comparem duas características .
Exemplo: A casa é mais grande que confortável .
adj. 1 adj. 2
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1.3 – Artigo
Artigo: determina ou indetermina o substantivo. Por isso, divide-se em duas categorias:
a) Definidos ou Determinantes: o, a, os, as.
Exemplo: ―o instante‖
substantivos
artigo: determina o substantivo.
b) Indefinido ou Indeterminante: um, uma, uns, umas.
Exemplo: ―um poeta‖
substantivo
artigo: indetermina o substantivo
1.4 – Pronome
Pronome: substitui ou acompanha o nome, indicando uma das três pessoas gramaticais.
Exemplo: ―E minha vida está completa‖.
Especifica o substantivo ―vida‖, acompanhando-o e dando-lhe noção de posse.
1°) Demonstrativos
1° Pessoa: este(s), esta(s), isto.
2° Pessoa: esse(s), essa(s), isso.
3° Pessoa: aquele(s), aquela(s), aquilo.
Para indicar noção espacial.
a) Proximidade à pessoa com quem se fala (1° pessoa)
Exemplo: Estes papéis aqui são do meu testamento.
b) Proximidade à pessoa com quem se fala (2° pessoa)
Exemplo: Esses livros aí são os mais importantes.
c) Proximidade à pessoa de quem se fala (3° pessoa)
Exemplo: Aqueles cartazes lá representam minhas esperanças.
Para indicar noções temporais.
a) Na indicação de um fato que ocorre no tempo presente ou no momento em que se fala. (1° pessoa).
Exemplo: Neste ano, irei à Espanha.
No ano em que me encontro.
b) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado relativamente próximo ao presente. (2° pessoa).
Exemplo: Em maio fui viajar. Nesse mês encontrei muitos amigos.
.
c) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado, mas distante do presente. (tempo remoto e incerto).
Exemplo: Em 1950 realizou-se a Copa do Mundo no Brasil; naquele ano o Uruguai foi campeão.
(tempo distante)
 presenteaoproximomaspassado,éreferesequeamesO
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Para indicar o que já foi dito ou sê-lo-á.
a) Fato que será dito.
Exemplo: Só desejo isto: sua felicidade.
b) Fato que já foi dito.
Exemplo: Subjetivismo , apego à natureza ; essas são algumas características do Romantismo.
Emprega-se ―este‖ em oposição a ―aquele‖ na indicação de elementos já mencionados.
Exemplo: Estudo as línguas português e espanhola; esta por devoção; aquela por patriotismo.
 
espanhola portuguesa
2º ) Pessoais
1 – Pessoais dos casos reto e oblíquo.
Reto Oblíquo
1° pessoa eu, nós me, nos, mim, comigo, nós, conosco
2° pessoa tu, vós te, vos, ti, contigo, vós, convosco
3° pessoa ele(s), ela(s) se, si, consigo, ele(s),ela(s), o (s), a (s), lhe, lhes
Uso dos pronomes pessoais
a) mim/eu – ti/tu
a.1) Usam-se eu e tu quando esses possuírem a função de sujeito.
Exemplo: Isto é para eu fazer / Isto é para tu fazeres.
 
sujeito de fazer sujeito de fazer.
a.2) Usam-se mim e ti ( ou você) quando esses vierem preposicionados e não possuírem após verbo no infinitivo.
Exemplo: Não há nada entre mim e ti ( ou você).

preposição
b) Conosco – com nós/ convosco – com vós.
b.1) Com nós e com vós usam-se quando existir algum especificador após. (Usa-se forma analítica).
Exemplo: Elas querem sair com nós dois.

forma analítica especificador
b.2) Conosco e convosco usam-se quando não existir algum especificador após . (usa-se forma sintética).
Exemplo: Elas querem sair conosco.
Forma sintética
c) Consigo: só pode ser utilizado como referência a ―com ele(a)(s) mesmo(a)(s)‖ ou ―com você(s) mesmo(a)(s)‖.
Exemplos: O advogado levou consigo todas as provas. / Você poderá levar consigo todos os livros didáticos.
d) Contigo, te e ti : quando o referente for tu.
Exemplo: Quando fores à praia, leva contigo o protetor solar.
e) Com você, se, lhe e si: quando o referente for você.
Exemplo: Quando for à praia, leve com você o protetor solar.
não há verbo no
infinitivo após
não há verbo no
infinitivo após
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2 – Pronomes Pessoais de Tratamento: são pronomes de segunda pessoa que pedem verbos e complementos na terceira.
Pronomes Abreviações Usos
Você v. familiar
Senhorita(s) Srta/ Srtas moças solteiras
Senhor Sr Respeitoso para homens
Senhora(s) Sra. / Sr.as Respeitoso para mulheres
Vossa(s) senhoria(s) V.S.a./ V.S.as. Correspondências comerciais
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa(s) Reverendíssima(s) V.Rev.ma (s) sacerdotes
Vossa (s) Eminência V.Em.a (s). cardeais
Vossa(s) Alteza(s) V.A./V.V.A.A. Príncipes e duques
Vossa(s) Majestade(s) V.M./V.V.M.M. Reis e imperadores
Vossa(s) Magnificência(s) V.Mag ª(s) Reitores de universidade
Vossa(s) Excelência(s) V. Ex. ª(s) Altas autoridades
Exemplo: Vossa Excelência conhece os seus verdadeiros amigos
 
verbo complemento
 
Ambos na 3 ª pessoa
Observação: Em alguns contextos, o tratamento pode ser iniciado pela forma Sua. Isso ocorrerá quando a autori-
dade for a pessoa de quem se fala, ou seja, terceira pessoa.
Exemplo: Se Sua Excelência, o governador, estiver disponível, pergunte-lhe se ele pode atender-me agora.
1.5 – Numeral
Numeral: quantifica os seres ou designa a ordem numérica.
Exemplo:
Duas mulheres  Duas (enumera)  cardinal.
O dobro de pessoas  Dobro (multiplica)  multiplicativo.
A metade das folhas  metade (fraciona)  fracionário.
Primeiro dia  Primeiro (ordena)  ordinal.
1.6 – Verbo
Verbo: indica uma ação ou um estado do sujeito, concordando com o último em número e pessoa.
Exemplo: A aeronave chegou. (ação do sujeito)
ação
1. Conceito
Verbo é a palavra variável que exprime ação, fenômeno, estado ou mudança de estado, na perspectiva do tempo.
Exemplo:
Ele joga no Guarani. (ação no tempo presente)
Venta pouco hoje. (fenômeno no tempo presente)
João estava preocupado. (estado no tempo passado)
Ele se tornará um grande líder sindical. (mudança de estado no tempo futuro)
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2. Estrutura
Os elementos que constituem as formas verbais são: radical, vogal temática, tema (radical + vogal temática) e de-
sinência. Exemplo:
estud. á sse mos
radical vogal desin. desin. número-
temática modo-temporal -pessoal
3. Conjugação
Quanto à conjugação, os verbos são classificados em:
1ª conjugação: verbos terminados em ar. Exemplo: cantar, falar, amar.
2ª conjugação: verbos terminados em er. Exemplo: vender, beber, comer.
3ª conjugação: verbos terminados em ir. Exemplo: partir, fugir, florir.
Às vogais que caracterizam a conjugação dá-se o nome de vogais temáticas.
Exemplo: cantar (a = vogal temática), vender (e = vogal temática), partir (i = vogal temática).
4. Formas rizotônicas e arrizotônicas
Em grego, rhíza significa raiz.
Formas rizotônicas são aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece dentro do radical (da raiz). Exemplo:
canto, venda, parta.
Formas arrizotônicas são, por sua vez, aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece fora do radical. Exem-
plo: cantamos, vendamos, partirás.
5. Flexões
O verbo varia quanto a número, pessoa, modo, tempo e voz.
a) Número: o verbo admite dois números – singular e plural. É singular quando se refere a só uma pessoa ou coisa, e
plural quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa.
Exemplo: eu estudo, ele estuda (singular); nós estudamos, eles estudam (plural).
b) Pessoa: o verbo apresenta três pessoas:
a primeira – a que fala: eu canto (singular), nós cantamos (plural);
a segunda – a quem se fala: tu cantas (singular), vós cantais (plural);
a terceira – de quem se fala: ele canta (singular), eles cantam (plural).
c) Modo: o verbo possui diferentes maneiras de expressar a ação ou estado do sujeito. Além das formas nominais
(infinitivo, gerúndio e particípio), há três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo.
O indicativo exprime um fato real, indica uma informação.
Exemplo: Eu estudo Português.
O subjuntivo indica um fato provável, possível de se acontecer, mas que depende de algo.
Exemplo: Meu mestre deseja que eu estude Português.
O imperativo apresenta uma ordem, uma súplica, um pedido.
Exemplo: Estude Português.
d) Tempo: indica o momento em que se dá a ação. Os três tempos fundamentais são: presente, passado e futuro.
O presente designa uma ação ocorrida no momento em que se fala.
Exemplo: Eu estudo.
O passado ou pretérito designa uma ação ocorrida anteriormente ao momento em que se fala.
Exemplo: Eu estudei durante todas as férias.
O futuro designa uma ação que ainda vai acontecer.
Exemplo: Eu estudarei.
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 O conjunto dos tempos verbais, dentro de seus respectivos modos, pode ser assim esquematizados com o verbo
estudar, da 1ª conjugação:
INDICATIVO
a) Presente: eu estudo
b) Pretérito Imperfeito: eu estudava
c) Pretérito Perfeito Simples: eu estudei
d) Pretérito Perfeito Composto eu tenho estudado
e) Pretérito mais-que-perfeito Simples eu estudara
f) Pretérito mais-que-perfeito Composto: eu tivera estudado
g) Futuro do presente Simples: eu estudarei
h) Futuro do presente Composto: eu terei estudado
i) Futuro do pretérito Simples: eu estudaria
j) Futuro do pretérito Composto: eu teria estudado
SUBJUNTIVO
a) Presente: que eu estude
b) Pretérito Imperfeito: se eu estudasse
c) Pretérito Perfeito Composto: que eu tenha estudado
d) Pretérito Mais-que-perfeito Composto: se eu estudasse
e) Futuro Simples: quando eu estudar
f) Futuro Composto: quando eu tiver estudado
IMPERATIVO
Afirmativo estuda tu, estude você, estudemos nós, estudai vós, estudem vocês.
Negativo não estudes tu, não estude você, não estudemos nós, não estudeis vós, não estudem vocês.
 Emprego dos modos e tempos verbais (verbos regulares)
MODO INDICATIVO
TEMPO DESINÊNCIAS
Presente
1ª conj. o, as, a, amos, amais, amam
2ª conj. o, es, e, emos, eis, em
3ª conj. o, es, e, imos, is, em
Pretérito perfeito
1ª conj. ei, aste, ou, amos, astes, aram
2ª conj. i, este, eu, emos, estes, eram
3ª conj. i. iste, iu, imos, istes, iram
Pretérito mais-que-perfeito
1ª conj. ara, aras, ara, áramos, áreis, aram
2ª conj. era, eras, era, êramos, êreis, eram
3ª conj. ira, iras, ira, íramos, íreis, iram
Pretérito imperfeito
1ª conj. ava, avas, ava, ávamos, áveis, avam
2ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
3ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
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Futuro do presente
1ª conj. arei, arás, ará, aremos, areis, arão
2ª conj. erei, erás, erá, eremos, ereis, erão
3ª conj. irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Futuro do pretérito
1ª conj. aria, arias, aria, aríamos, aríeis, ariam
2ª conj. eria, erias, eria, eríamos, eríeis, eriam
3ª conj. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
MODO SUBJUNTIVO (Que)
Presente
1ª conj. e, es, e, emos, eis, em
2ª conj. a, as, a, amos, ais, am
3ª conj. a, as, a, amos, ais, am
Pretérito imperfeito (Se)
1ª conj. asse, asses, asse, ássemos, ásseis, assem
2ª conj. esse, esses, esse, êssemos, êsseis, essem
3ª conj. isse, isses, isse, íssemos, ísseis, issem
Futuro (Quando)
1ª conj. ar, ares, ar, armos, ardes, arem
2ª conj. er, eres, er, ermos, erdes, erem
3ª conj. ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
FORMAÇÃO DO IMPERATIVO
a) Imperativo afirmativo
- 2ª pessoa do singular e plural à derivadas do presente do indicativo sem o s final.
- 3ª pessoa do singular e plural, 1ª pessoa do plural à derivadas do presente do subjuntivo.
b) Imperativo negativo – derivado do presente do subjuntivo
Pres. Indicativo Imp. Afirmativo Pres. Subjuntivo Imp. Negativo
Eu estudo Que eu estude
Tu estudas Estuda tu Que tu estudes Não estudes tu
Ele estuda Estude você/ele Que ele estude Não estude você
Nós estudamos Estudemos nós Que nós estudemos Não estudemos nós
Vós estudais Estudai vós Que vós estudeis Não estudeis vós
Eles estudam Estudem vocês/eles Que eles estudem Não estudem eles
 Classificação dos Verbos
Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; irregulares; defectivos; abundantes.
– Regulares – são aqueles que seguem o modelo da conjugação. Quando um verbo é regular, o radical se mantém
em todas as formas e as desinências são as mesmas.
– Irregulares – são aqueles que se apresentam com alterações no radical ou nas desinências.
Exemplo: eu sou tu és
eu faço tu fazes
– Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas.
Exemplo: colorir, falir.
Consideram-se defectivos os chamados verbos unipessoais:
- verbos que exprimem fenômenos da natureza (só se empregam na terceira pessoa do singular).
Exemplo: chover, nevar, etc.
- verbos que exprimem vozes de animais (só se empregam na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural.)
Exemplo: miar, uivar, latir, etc.
O gato mia muito.
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– Abundantes – são aqueles que possuem duas ou mais formas em um único modo, geralmente no particípio de
alguns verbos.
Infinitivo particípio regular particípio irregular
aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
benzer benzido bento
concluir concluído concluso
exprimir exprimido expresso
expulsar expulsado expulso
enxugar enxugado enxuto
prender prendido preso
Observação: Com o particípio regular deve-se usar os auxiliares ter e haver e no particípio irregular empregam-se os
auxiliares ser e estar.
Exemplo:
Tinha aceitado a proposta.
A proposta foi aceita.
Conjugação de alguns verbos irregulares que podem causar dificuldades quanto a determinados tempos.
Odiar
Indicativo
- presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
Subjuntivo
- presente (que eu): odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
Dar
Indicativo
- presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão
- pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram
Subjuntivo
- presente: dê, dês, dê, demos, deis dêem
- pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Mobiliar
Indicativo
- presente: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam
Subjuntivo
- presente: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem
Aguar
Indicativo
- presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
- pretérito perfeito: aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Subjuntivo
- presente: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem
Averiguar
Indicativo
- presente: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam
- pretérito perfeito: averiguei, averiguaste, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram
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Subjuntivo
- presente: averigúe, averigúes, averigúe, averiguemos, averigueis, averigúem
Magoar
Indicativo
- presente: magôo, magoas, magoa, ,magoamos, magoais, magoam
- pretérito perfeito: magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoaram
Subjuntivo
- presente: magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Nomear
Indicativo
- presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
- pretérito imperfeito: nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam
Subjuntivo
- presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
Caber
Indicativo
- presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
- pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
Subjuntivo
- presente (que eu): caiba, caibas, caibamos, caibais, caibam
- pretérito imperfeito (se eu): coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem
- futuro: (quando eu): couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem
Crer
Indicativo
- presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
- pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram
Subjuntivo
- presente (que eu): creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
- pretérito imperfeito (se eu): cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem
Haver
Indicativo
- presente: hei, hás, há, havemos, haveis, hão
- pretérito perfeito: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram
Subjuntivo
- presente (que eu): haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam
- futuro (quando eu): houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem
Reaver
Esse verbo é conjugado da mesma maneira que haver, mas só apresenta as formas em que o verbo haver tem a
letra v.
Indicativo
- presente: (eu) -, (tu) -, (ele) -, reavemos, reaveis, (eles)
- pretérito perfeito: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram (e não: eu
"reavi", tu "reaveste", etc.)
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Subjuntivo
- presente: não possui nenhuma das seis pessoas, são incorretas, portanto, formas como: que eu reaveja, que tu
reavejas, etc.
- futuro (quando eu): reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem (e não: quando eu reaver,
quando tu reaveres, etc)
- pretérito imperfeito (se eu): reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem (e não: se eu
reavesse, se tu reavesses, etc.)
Requerer
Indicativo
- presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem
- pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram
Subjuntivo
- presente (que eu): requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram
- pretérito imperfeito (se eu): requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem.
Ter
Indicativo
- presente: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm
- pretérito perfeito: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem
- pretérito imperfeito (se eu): tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem
Dizer
Indicativo
- presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
- pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
- futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão
Subjuntivo
- presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam
- pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem
Fazer
Indicativo
- presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
- pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram
Subjuntivo
- presente: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
Trazer
Indicativo
- presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
- pretérito imperfeito: trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
Subjuntivo
- presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
- pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem
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Valer
Indicativo
- presente: valho, vale, valemos, valeis, valem
- pretérito perfeito: vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram
Subjuntivo
- presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
- pretérito imperfeito: valesse, valesses, valesse, valêssemos, valêsseis, valessem
Jazer
Indicativo
- presente: jazo, jazes, jaz, jazemos, jazeis, jazem
- pretérito perfeito: jazi, jazeste, jazeu, jazemos, jazestes, jazeram
Subjuntivo
- presente: jaza, jazas, jaza, jaza, jazamos, jazais, jazam
- pretérito imperfeito: jazesse, jazesses, jazesse, jazêssemos, jazêsseis, jazessem
Moer
Indicativo
- presente: môo, móis, mói, moemos, moeis, moem
- pretérito perfeito: mói, moeste, moeu, moemos, moestes, moeram
Subjuntivo
- presente: moa, moas, moa, moamos, moais, moam
- pretérito imperfeito: moesse, moesses, moesse, moêssemos, moêsseis, moessem
Perder
Indicativo
- presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
Subjuntivo
- presente: perca, percas, perca, percamos, percais, percam
Querer
Indicativo
- presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
- pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Subjuntivo
- presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
- pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem
Saber
Indicativo
- presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
- pretérito perfeito: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Subjuntivo
- presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam
- pretérito imperfeito: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem
Construir
Indicativo
- presente: construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem
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Ferir
Indicativo
- presente: firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem
Subjuntivo
- presente: fira, firas, fira, firamos, firais, firam
Aderir
Indicativo
- presente: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem
- pretérito perfeito: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram.
Subjuntivo
- presente: (que eu) adira, adiras, adira, adiramos, adirais, adiram.
Vir
Indicativo
- presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
- pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
- pretérito imperfeito (se eu): viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Sumir
Indicativo
- presente: sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Subjuntivo
- presente: suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Rir
Indicativo
- presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem
- pretérito perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Subjuntivo
- presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam
- pretérito imperfeito: risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Possuir
Indicativo
- presente: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem
- pretérito perfeito: possuí, possuíste, possuiu, possuímos, possuístes, possuíram
Subjuntivo
- presente: possua, possuas, possua, possuamos, possuais, possuam
- pretérito imperfeito: possuísse, possuísses, possuísse, possuíssemos, possuísseis, possuíssem
Polir
Indicativo
- presente: pulo, pule, pule, polimos, polis, pulem
Subjuntivo
- presente: pula, pulas, pula, pulamos, poli, pulam
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 30
Pedir
Indicativo
- presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Subjuntivo
- presente peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Ouvir
Indicativo
- presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Subjuntivo
- presente: ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Ir
Indicativo
- presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão
- pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Subjuntivo
- presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão
- pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Pôr
Indicativo
- presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem
- pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem
e) Voz: a ação expressa pelo verbo pode se dar de três formas: ativa, passiva e reflexiva.
 Ativa: quando a ação é praticada pelo sujeito.
Exemplo: O presidente sancionou uma lei.
 Passiva: quando a ação é recebida pelo sujeito.
Exemplo: A lei foi sancionada pelo presidente.
 Reflexiva: quando o sujeito pratica e sofre a ação.
Exemplo: O escorpião envenenou-se.
e.1) Voz ativa
Exemplo: A criança viu Papai Noel.
Na frase acima, a criança pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente.
Em: Papai Noel levou um susto, o sujeito. Papai Noel é também considerado agente, embora não pratique ação
nenhuma.
e.2) Voz passiva
Exemplo: Papai Noel foi visto pela criança.
Papai Noel sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. A criança é o elemento que pratica a
ação de ver. É o agente da passiva.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 31
A voz passiva pode ser:
a) analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal.
Exemplo: As queixas da sociedade forma ouvidas.
b) sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3ª pessoa, seguido do pronome se.
Exemplo:Ouviram-se as queixas da sociedades problemas desta classe.
A voz passiva ainda pode ser formada por outros verbos auxiliares, como estar, andar, ficar, ir, vir, viver etc.
Exemplo:
As queixas da sociedade estavam sendo ouvidas pelo Congresso Nacional.
Eles sempre iam manipulados pela mídia.
Essa sociedade vive marginalizada pelo Primeiro Mundo.
e.3) Voz reflexiva
Exemplo: O escorpião feriu-se.
Escorpião é o agente e o paciente da ação expressa pelo verbo.
6. Formas Nominais
Além do modo, o verbo ainda flexiona nas formas nominais, podendo exercer as funções próprias do nome (subs-
tantivo, adjetivo e advérbio). São três: infinitivo (impessoal e pessoal), gerúndio e particípio.
a) Infinitivo impessoal: é o nome do verbo e tem valor e função do substantivo.
Exemplo: Cantar é espantar os males.
Veja: o canto é espantar os males, o cantar é espantar os males. Cantar, pois, é o sujeito da oração "Cantar é es-
pantar os males".
Quero vencer.
b) infinitivo pessoal: é o que está relacionado às três pessoas do discurso. Flexiona-se assim (na 1ª e 3ª pessoa do
singular o morfema é zero):
SINGULAR
1ª infinitivo + ø poder (eu)
2ª infinitivo + es poderes (tu)
3ª infinitivo + ø poder (ele)
PLURAL
1ª infinitivo + mos podermos (nós)
2ª infinitivo + des poderdes (vós)
3ª infinitivo + em poderem (eles)
c) Particípio: tanto pode servir para a formação dos tempos compostos como de adjunto a um substantivo.
Exemplo: A candidata foi anunciada. (resultado de uma ação)
A candidata anunciada saiu em carreata. (adjetivo)
d) Gerúndio: tanto pode funcionar como adjetivo ou como advérbio.
Exemplo: Aprende-se estudando. (= Aprende-se assim). Aqui o gerúndio funciona como advérbio.
Observo idosos descansando na praça. (= Observo idosos que descansam). Aqui o gerúndio funciona como adjeti-
vo ou oração adjetiva.
7. Locução Verbal
É o conjunto de dois ou mais verbos, sendo que um é o principal e os demais auxiliares. O verbo auxiliar aparece
conjugado, e o verbo principal, numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Chame a sair. Ia saindo. Haviam saído.
Prepare para estudar. Andam estudando. Foi estudado.
Estavam estudando. Tinham estudado. Pôs-se a estudar.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 32
2 – Invariáveis







Preposição-
Conjunção-
oInterjeiçã-
Advérbio-
sInvariávei
Obs.: São as palavras que não flexionam em nenhuma das categorias gramaticais, ou seja, gênero, número...
2.1 – Advérbio
Advérbio: Exprime circunstância de modo, tempo, negação, etc.
Exemplo: Amanhã, nas instalações públicas ...
locução adverbial de lugar
adv. tempo
Obs.: locução adverbial refere-se a mais de uma palavra com função de advérbio.
Exemplo: ―... nos últimos anos.‖ ( de tempo )
―... na praia.‖ ( de lugar )
2.2 – Interjeição
Interjeição: tem, como função, destacar um sentimento sem, no entanto, estabelecer relação de dependência
com o resto da frase.
Exemplo: Ah! Como sou feliz.
interjeição
2.3 – Conjunção
Conjunção: relaciona duas orações ou dois termos com a mesma função sintática.
Exemplo: Eu canto porque o momento existe.
relaciona duas orações
Eu e você...
relaciona dois termos
Coordenadas
I. Conjunções Coordenativas Aditivas: possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função grama-
tical, bem como adiciona uma oração à outra de mesma função gramatical. As principais são: e, nem, mas tam-
bém, não só...como também, não só...como também.
II. Conjunções Coordenativas Adversativas: possuem a função de estabelecer uma relação de contraste o –
oposição semântica – entre os sentidos de dois termos ou duas orações. As principais são: mas, contudo, no entan-
to, entretanto, porém, todavia, e.
III. Conjunções Coordenativas Alternativas: unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se ne-
gam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da
outra oração. As principais são: ou, ou...ou, ora...ora, seja...seja, quer...quer
IV. Conjunções Coordenativas Conclusivas: são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime
conclusão ou fechamento de uma idéia. As principais são: assim, logo, portanto, por isso, pois ( depois do verbo).
V. Conjunções Coordenativas Explicativas: são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o
conteúdo da primeira. As principais são: porque, que, pois, porquanto.
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Subordinadas
I. Conjunções Subordinativas Causais: subordinam uma oração à outra, iniciando uma oração que exprime causa
de outra oração, a qual se subordina. As principais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que,
visto que, por isso que, etc.
II. Conjunções Subordinativas Consecutivas: estabelecem o efeito de uma fato que seja a causa em um período
composto. Devido a isso, sempre haverá uma relação de CAUSA X CONSEQUÊNCIA. As principais conjunções são:
por conseguinte, por consequência, que ( antecedido por tão, tal, tamanho ou tanto ).
III. Conjunções Subordinativas Comparativas: conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por
meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As principais são: que, do que
(quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual
(quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como).
IV. Conjunções Subordinativas Concessivas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem
a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de
uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As principais são: embora, mesmo que, ainda que,
posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc.
V. Conjunções Subordinativas Condicionais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra,
exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato
principal não se realiza). As principais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc.
VI. Conjunções Subordinativas Conformativas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra,
expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As principais são: conforme, segundo, con-
soante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme).
VII. Conjunções Subordinativas Finais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam
a finalidade dos atos contidos na oração principal. As principais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo
sentido da conjunção para que), que.
VIII. Conjunções Subordinativas Integrantes: são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem
essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, pre-
dicativos ou apostos). As conjunções são porque, que e se
IX. Conjunções Subordinativas Proporcionais: são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionali-
dade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As princi-
pais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto me-
nos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais
X. Conjunções Subordinativas Temporais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa
oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As principais são: quando,
enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal
(equivalente a tão logo), sempre que.
2.4 – Preposição
Preposição: estabelece uma relação de dependência entre uma palavra e outra.
Exemplo: O primeiro beijo é para você.
preposição
Elas se dividem em dois grupos:
I Essenciais: são as que possuem como função primeira preposição. Exemplos: a, de, por, para, com, sem, entre,
sobre, sob, durante etc.
II. Acidentais: são as que, por derivação imprópria, funcionam como preposição. Isso significa que a função primeira
de tais vocábulos é, por exemplo, advérbio, conjunção etc.
Exemplo: Agirei conforme a lei. ( originalmente é conjunção, mas aqui, por ligar palavras, funciona como
preposição.
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0UNIDADE
6
FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE”
1 – Funções da Palavra “QUE”
A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja
abaixo quais são essas funções e classificações.
01. Substantivo – é acentuado e precedido por artigo ou outro determinante.
Exemplo: Ele tem um quê de louco.
02. Preposição – Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxilia-
res ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição
de.
Exemplo: Tem que combinar? (= de)
Exemplo: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para)
Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo.
Exemplo : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante.
03. Interjeição – acentuado e seguido de ponto de Exclamação.
Exemplo: Quê! Voc6e ainda não resolveu os Exercícios?!
04. Partícula Expletiva ou de realce – pode ser retirado da frase sem prejuízo ao contexto.
Exemplo: Quase que não chego a tempo.
05. Pronome relativo – pode ser trocado por ―o qual‖ e flexões.
Exemplo: A menina que chegou é minha prima.
06. Advérbio – vem ao lado de um adjetivo ou de um advérbio.
Exemplo: Que longe é esta fazenda!
 
advérbio advérbio
07. Pronome substantivo interrogativo – igual a ―que coisa‖.
Exemplo: Que houve aqui?
08. Pronome adjetivo interrogativo – ao lado de um substantivo.
Exemplo: Que livros você comprou!
09. Pronome indefinido substantivo – Quando equivale a "que coisa".
Exemplo: Que caiu?
Exemplo: A fantasia era feita de quê?
10. Pronome indefinido adjetivo – Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo.
Exemplo: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor.
Exemplo: Que vista linda há aqui!
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11. Conjunção coordenada aditiva – entre palavras iguais.
Exemplo: Ela mexe que mexe sem parar.
12. Conjunção coordenada explicativa – equivale a ―porque‖.
Exemplo: Venha que seu pai a espera.
13. Conjunção coordenada alternativa – ocorre quando equivaler a ou...ou, ora...ora etc
Exemplo: Que eu a veja hoje, que eu o faça amanhã, não importa mais.
14. Conjunção coordenada adversativa – ocorre quando equivaler a mas, porém.
Exemplo: De outras pessoas cuidarei, que não de vocês.
15. Conjunção subordinada consecutiva – antecedido pelas palavras tão, tal, tamanho e tanto.
Exemplo: A questão era tão difícil que não consegui fazer.
16. Conjunção subordinada integrante – O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração su-
bordinada substantiva.
Exemplo: "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro)
Exemplo: Parecia-me que as paredes tinham vulto.
17. Conjunção subordinada causal – Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque.
Exemplo: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe.
Exemplo: Não esperaria mais, que elas podiam voar
18. Conjunção subordinada final – Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de
que.
Exemplo: "...Dizei que eu saiba." ( João Cabral de Melo Neto)
Exemplo: Todos lhe fizeram sinal que se calasse.
19. Conjunção subordinada comparativa – Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas.
Exemplo: Eu sou maior que os vermes e todos os animais.
Exemplo: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã.
20. Conjunção subordinada concessiva – Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora.
Exemplo: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando.
Exemplo: Estude, menino, um pouco que seja!
21. Conjunção subordinada temporal – Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado
ao de desde que, quando.
Exemplo: "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." ( Camões)
Exemplo: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo.
22. Conjunção subordinada condicional – Introduz oração subordinada adverbial condicional, tendo valor aproxi-
mado ao de caso.
Exemplo: Irei com você, desde que se comporte bem.
23. Conjunção subordinada proporcional – Introduz oração subordinada adverbial proporcional. Fará parte, nesse
caso, de expressões como à medida que, à proporção que etc.
Exemplo: À medida que a conheço, mais me encanto.
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2 – Funções da Palavra “SE”
01. Conjunções subordinada integrante – introduz oração substantiva.
Exemplo: Não sei se ela voltará.
02. Conjunção subordinada condicional – igual a caso.
Exemplo: Se chegássemos a tempo, falaríamos com ela.
03. Partícula de realce – pode ser retirado que não é essencial ao contexto.
Exemplo: Ele se morria de ciúmes pelo patrão.
04. Parte integrante do verbo – acompanha os verbos pronominais.
Exemplo: Ajoelhou-se no chão.
05. Pronome apassivador – acompanha verbo que se encontra na voz passiva sintética.
Exemplo: Vendem-se carros.
06. Índice de indeterminação do sujeito – vem com verbo na voz ativa, na 3° pessoa do singular e com sujeito inde-
terminado.
Exemplo: Precisa-se de compreensão mútua.
07. Pronome reflexivo – quando equivale a ―a si mesmo‖.
Exemplo: Ele cortou-se com a faca.

a si mesmo.
08. Pronome reflexivo recíproco – quando há troca de ações entre os enunciadores.
Exemplo: Todos se cumprimentavam pela vitória alcançada.
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UNIDADE
7
ANÁLISE SINTÁTICA
1 – Período Simples
Em primeira instância, é importante a diferenciação entre frase, período e oração.
a) FRASE – é todo enunciado dotado de significação completa.
Exemplo: E agora, José? – Frase Nominal ( sem verbo )
Exemplo: Quero fazer uma poesia. – Frase Verbal ( com verbo )
(Vinícius de Morais)
b) ORAÇÃO – palavra ou conjunto de palavras que se estruturam a partir de um verbo. Entretanto, nem sempre uma
oração possui sentido completo.
Exemplo: Eu analisarei o seu pedido ainda hoje. ( Uma oração apenas )
Exemplo: Ao analisar o tema, percebi a sua complexidade. ( Duas orações )
c) PERÍODO – é o enunciado constituído de uma ou mais orações. Quando possuir uma, chamar-se-á absoluta e o
período será simples. Mas, quando possuir mais de uma oração, elas possuirão nomes diversos e o período será
composto.
Exemplo: Baratas velhas emergiam dos esgotos. (Clarice Lispector)
(Período simples, pois possui um verbo. A oração é chamada absoluta)
Exemplo: Eu não sabia que isso se passava em casa de baronesa que tinha a modista ao pé de si. (Machado de Assis).
(Período composto, pois possui três verbos. Isso significa que há três orações)
2 – Termos da Oração
Os termos das orações se dividem conforme o quadro abaixo:
Termos
da
Oração

















































Vocativo-teIndependen-
Aposto
AdverbialAdjunto
AdnominalAdjunto
Acessórios-
aPassidaAgente
IndiretoObjeto
DiretoObjeto
VerbaloComplement
NominaloComplement
sIntegrante-
NominalVerbo
eVerbalNominal,
Predicado
eInexistenteadoIndetermin
OcultoComposto,Simples,
Sujeito
Essenciais-
v
Observação: Os termos da oração são denominados, linguisticamente, sintagmas. Estes receberão três denominações:
a- Sintagma Nominal: o núcleo é um nome. Exemplos: sujeito, objeto direto, objeto indireto etc.
Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O advogado e a derrota são dois sintagmas nominais )
b- Sintagma Verbal: O núcleo é um verbo. Exemplo: predicado.
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Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O termo destacado é um sintagma verbal, já que o núcleo é um verbo ).
c- Sintagma Oracional: é representado pelas orações subordinadas.
Exemplo: Sei que amanha choverá mais.( A oração destacada, por funcionar como objeto direto, funciona como
um sintagma oracional.
2.1 – Termos Essenciais da Oração
2.1.1 – Sujeito
Sujeito – é o ser da oração a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma declaração. Com isso, o sujeito re-
ceberá cinco denominações diferentes.
a) Sujeito Simples: é aquele que só possui um núcleo substantivo.
Exemplo: Os sinos silenciaram.
Sujeito simples (núcleo substantivo – ―sinos‖)
b) Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos substantivos.
Exemplo: Os sargentos e os cabos nos ensinaram a atirar.
Sujeito composto (núcleos substantivo – ―sargentos‖, ―cabos‖)
c) Sujeito Oculto: indicado pela desinência verbal.
Exemplo: Encontramos os visitantes na sala.
Sujeito oculto (nós)
Observação: A N.G.B. – Nomenclatura Gramatical Brasileira – não menciona o sujeito oculto. Segundo tal norma,
trata-se de um caso de sujeito simples. Para efeito de provas, ambas as classificações são corretas.
Exemplo: Analisarei seu pedido hoje há tarde. ( Sujeito de analisarei é simples ou oculto. )
d) Sujeito Indeterminado: é aquele que existe, mas não está determinado na oração.
Ocorrerá em duas circunstâncias:
1º) Verbo na terceira pessoa do plural sem referência anterior a sujeito.
Exemplo: Falaram muito mal de você na reunião.
2º) Verbo na terceira pessoa do singular acompanhado pela partícula ―se‖ com função de índice de inde-
terminação do sujeito. Tal fenômeno ocorrerá com verbo transitivo indireto ou intransitivo.
Exemplo: Acredita-se na existência de discos voadores.
I.I.S
e) Sujeito Inexistente ou Oração sem Sujeito: quando a informação transmitida pelo verbo não se refere a sujeito
algum. Ocorre com verbos impessoais e nos seguintes casos:
1º) Verbo indicando fenômeno da natureza.
Exemplo: Choveu muito no mês passado.
2º) Verbos ―fazer‖, ―ser‖, ―haver‖ e ―estar‖ indicando tempo cronológico ou clima.
Exemplo: Faz cinco dias que ela partiu.
São sete horas.
Há dois meses que não vejo Fabiana.
Está frio.
3º) Verbo ―haver‖ no sentido de existir.
Exemplo: Havia cinco alunos na biblioteca.
Sempre no singular – Atenção !!!
4º) Verbo ―ser‖ indicando tempo ou distância.
Exemplo: É meio-dia e meia. / São cinco quilômetros sem asfalto.
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2.1.2 – Predicado
Predicado – pode se comportar como verbal, nominal ou verbo-nominal.
a) Verbal: quando possui verbo transitivo ou intransitivo sem predicativo possuindo como núcleo o verbo.
Exemplo: Lígia sumiu.
Observação: Noção de ação, basicamente.
Atenção: Verbo transitivo é aquele que pede complemento verbal. Se o complemento for um objeto direto, o verbo
será transitivo direto; mas se for objeto indireto, o verbo será transitivo indireto. Verbo Intransitivo é aquele que
não pede complemento verbal, ou seja, objeto direto ou objeto indireto.
1. PV = VT





indiretoedireto-
indireto-
direto-










opredicativsem
2. P V= VI (sem predicativo)
acompanhado ou não por adjunto adverbial
b) Predicado Nominal: o núcleo da informação veiculada está contida em um nome (predicativo do sujeito) e o
verbo será de ligação.
Exemplo: A prova era difícil.
Predicativo do sujeito (aquilo que se afirma do sujeito).
Verbo de ligação: liga o sujeito àquilo que se afirma dele.
Além disso, indica o estado do sujeito.
MACETEX: P.N.: VL + PS
c) Predicado Verbo - Nominal: é aquele que possui dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo.
Exemplo: O trem chegou atrasado à estação.
Núcleo do predicado nominal (predicativo do sujeito)
Verbo intransitivo (núcleo do predicado verbal)
Observação.: Unindo o verbo intransitivo com o predicativo ocorre o predicado verbo - nominal.
MACETEX: PVN=VT















opredicativcom
indiretoedireto-
indireto-
direto-
2.2 – Termos Integrantes da Oração
2.2.1 – Complemento Verbal
a) Objeto Direto: é o termo da oração que complementa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de
preposição obrigatória.
Exemplo: Carlos vendia livros.
V.T.D O.D.
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b) Objeto Indireto: é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o
auxílio de uma preposição obrigatória.
Exemplo: O professor confia em seus alunos.
V.T.I O.I.
Observação: Os complementos verbais possuem subclassificações. Analise os casos abaixo.
a) Objetos pleonásticos: ocorrerão quando em uma sentença, por razoes estilísticas, um objeto é duplamente marcado.
Exemplo 1: O dinheiro, já o enviei a você ontem à tarde. ( O dinheiro – objeto direto / o – objeto direto pleonástico,
por ser a repetição)
Exemplo 2: Ao réu, não lhe ofertaram perdão. (ao réu – objeto indireto / lhe – objeto indireto pleonástico, por ser a
repetição)
2.2.2 – Complemento Nominal
É o termo que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) sempre através de preposição, com o objetivo
de completar o sentido desse vocábulo.
Exemplo: O povo tinha necessidade de alimentos.
Substantivo. Compl. nominal
Falou favoravelmente ao réu.
Advérbio Compl. nominal
Este remédio é prejudicial ao organismo.
Adjetivo Compl. nominal
2.2.3 – Agente da Passiva
É o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de
indicar o elemento que executa a ação verbal.
Exemplo: As terras foram desapropriadas pelo Governo.
Voz passiva Agente da passiva
A cidade estava cercada de inimigos.
Voz passiva Agente da passiva
Observação.: Para encontrar o agente da passiva, faça a pergunta ―por quem‖ aos verbos.
2.3 – Termos Acessórios da Oração e Vocativo
2.3.1 – Adjunto Adnominal
Termo que sempre se refere a um substantivo, especificando-o. Por isso, podem se comportar como adjuntos ad-
nominais:
a) Artigo – Os dias eram difíceis.
Artigo, portanto, adj. Adnominal
b) Numeral – Dois meninos chegaram.
Numeral – adj. Adnominal
c) Pronome Adjetivo – Aqueles meninos chegaram.
Pronome adjetivo, pois vem ao lado do substantivo (adj. Adnominal)
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d) Adjetivo – Meninos alegres partiram.
Adjetivo – adj. Adnominal
e) Locução Adjetiva – Meninas do interior partiram para a cidade.
Locução adj. – adj. Adnominal
2.3.2 – Adjunto Adverbial
Expressa circunstâncias de modo, lugar, tempo, instrumento e outras:
a) Advérbio – Cheguei cedo.
Advérbio (Adj. adverbial de tempo)
b) Locução Adverbial – Cortou-se com a faca.
Locução Adverbial (adjunto adverbial de instrumento)
Abaixo segue uma lista de algumas circunstâncias do adjunto adverbial:
 Afirmação: Sim, efetivamente estive lá naquela noite.
 Assunto: Falar-lhes-ei sobre política.
 Causa: Por convicção pessoal, serei breve com você.
 Companhia: Eu e a sua família iremos com Pedro.
 Concessão: Apesar da briga, os depoentes apresentaram seus argumentos.
 Condição: Sem estudo, nada conseguirás.
 Conformidade: Agirei conforme a lei.
 Dúvida: Talvez eu a veja amanhã à tarde.
 Exclusão: Todos irão, menos você.
 Finalidade: Convidei-a para uma conversa franca.
 Inclusão: Todos irão, inclusive você.
 Instrumento: A criança feriu-se com uma tesoura.
 Intensidade: Estou muito preocupado.
 Lugar: Estou no meu quarto.
 Modo: Agi com determinação.
 Origem: Vim de São Paulo.( Não é errado classificar como de lugar )
 Negação: Não a vi na reunião.
 Tempo: Na próxima semana, irei com vocês.
Observação: O sentido da preposição é determinado pela locução adverbial que introduz. Não raro, concursos
abordam semântica de preposição e o candidato erra a questão. Cuidado, se, por exemplo, o adjunto adverbial
de lugar– ou a locução adverbial de lugar – for introduzido por uma preposição em, esta também possuirá sentido de
lugar.
Exemplo: Todos moram em casas próximas. É um adjunto adverbial de lugar e a preposição também exerce a se-
mântica lugar.
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2.3.3 – Aposto
É o termo da oração que sempre se liga à palavra que o antecede com a função de explicar, esclarecer, identifi-
car, discriminar esse nome. Geralmente, vem separado por vírgula, mas há outros empregos:
Exemplo 01: Lúcia, aluna do terceiro colegial, foi bem na prova.
Aposto explicativo
Exemplo 02: Só espero isto: teu sucesso.
Aposto explicativo
Exemplo 03: O autor Machado de Assis escreveu Dom Casmurro.
Aposto delimitativo ou especificativo (não separado por vírgula)
Exemplo 04: Necessito disto: livros, apostilas, revistas, jornais e muita dedicação.
Aposto enumerativo
Exemplo 05: Livros, apostilas, jornais atualizados, nada foi suficiente para resolver as questões.
Aposto resumitivo
2.3.4 – Vocativo
Termo isolado da oração que tem a função de indicar o elemento a quem nos dirigimos.
Exemplo: Alunos, dirijam-se à secretária.
Vocativo
Observação.: Não pertence à estrutura da oração, pois não se encaixa nem no sujeito nem no predicado.
3 – Período Composto
É considerado período composto todo aquele formado por mais de uma oração.
Obs.: O período formado por apenas uma oração recebe o nome de período simples com oração absoluta. Veja o Exemplo.
Exemplo: Para mim, só aceito uma estrela mais brilhante.
1º) Período Composto por coordenação – é considerado composto por coordenação todo período formado por
mais de uma oração independente, ou seja, por mais de uma sentença que possua autonomia significativa, se iso-
lada como contexto.
Exemplo: No outro dia tomei o trem, ferrei no sono e acordei às dez na estação central.
Veja:
ordem 1: No outro dia tomei o trem, (três orações independentes ligados por elementos conectores (vírgula e a con-
junção ―e‖).
ordem 2: Ferrei no sono. (e)
ordem 3: Acordei às dez na estação central.
Obs.: Veja que cada oração possui sentido completo, portanto são independentes e, por consequente, coordenadas.
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3.1 – Período Composto por Coordenação
1. Oração coordenada assindética – são aquelas desconstituídas de conjunção.
Exemplo: ordem 1 e ordem 2 do exemplo anterior.
Exemplo: Pare, admire, beije-me.
or.1 or.2 or.3
2. Oração coordenada sindética – são aquelas que vêm introduzidas por conector e recebe o nome dele.
Veja o quadro seguinte:
Classificação
Conjunções que a
introduzem
Conceito Exemplo
Aditivas e, nem
Expressam uma idéia de adição. São
introduzidas por conjunções coordenati-
vas aditivas.
Trabalha e estuda.
Vem, vi e venci
Adversativas
mas, porém, to-
davia, contudo,
no entanto, entre-
tanto
Expressam uma idéia de aparente con-
tradição ou posição. São introduzidas por
conjunções coordenativas adversativas
Estudou muito, mas não foi
aprovado
Alternativas
ou ... ou ora ...ora
quer ... quer
Indicam alternância de fatos ou idéias.
São introduzidas por conjunções coorde-
nativas alternativas
Ora chove, ora faz Sol
Conclusivas
logo, portanto, por
isso, assim, pois,
(posposto ao ver-
bo)
Exprimem idéia de conclusão ou conse-
quência. São introduzidas por conjun-
ções coordenativas conclusivas.
Estudas, portanto passarás.
Explicativas
porque, pois (An-
teposto ao verbo);
porquanto, que
(no sentido de
pois)
Justificam a idéia contida na oração
anterior. São introduzidas por uma con-
junção coordenativas Explicativa.
OBS.: Se a 1ª oração der idéia de ordem,
a 2ª será coordenada Explicativa.
Não chores, que a vida é luta
renhida.
3.2 – Período Composto por Subordinação
Trata-se da formação de um período a partir da relação entre uma oração chamada ―principal‖ com outra(s)
chamada(s) dependente(s) dela. Além disso, esse período divide-se em três classificações:
1. Período composto por subordinação com orações substantivas.
Exemplo: É verdade que te amo.
Oração principal oração subord. subst.
Observação: Assume função de um termo – sintagma – substantivo. São as funções possíveis: sujeito, complemento
verbal, aposto, complemento nominal e predicativo.
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2. Período composto por subordinação com orações adjetivas.
Exemplo: Deus, que é nosso pai, nos salvará.
or. subst. adjetiva
Oração principal
Observação: Assume a função de uma qualidade de um substantivo, ou seja, indicar a qual elemento – substantivo
– o contexto se refere.
3. Período composto por subordinação com orações adverbiais.
Exemplo: Quanto mais te vejo, mais percebo como te amo.
Or. subord. adverbial or. principal
Observação: Indica um circunstancial – com verbo em sua estrutura –, introduzido por uma conjunção adverbial
com o mesmo nome da oração.
3.2.1 – Orações Subordinadas Substantivas
Período composto por subordinação
Resumo Orações subordinadas substantivas
1) VL (3º pessoa singular) + predicativo + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
2) VTD+se ( pronome apassivador ) + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
3) VTDI+se ( pronome apassivador ) + OI + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
4) Verbo Intransitivo = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
5) Sujeito+VTD + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
6) Sujeito+VTDI + OI + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
7) Sujeito+VTI + PREP + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Indireta.
8) Nome + preposição + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Completiva Nominal.
9) Suj. + VL + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Predicativa.
10) Depois de dois pontos = 2º oração: Subordinada Substantiva Apositiva.
Classificação Conceito Exemplo
Subjetiva
Exerce a função de sujeito da oração principal.
Vem sempre após as locuções verbais: é preciso,
é conveniente, é urgente, etc. ou após um verbo
transitivo seguido de se.
É necessário que partas.
Sabe-se que a terra é redonda.
Objetiva Direta
Exerce a função de objeto direto da oração
principal. Completa o sentido de um verbo transi-
tivo direto.
Declarou que não viria.
Objetiva Indireta
Exerce a função de objeto indireto da principal.
Complete o sentido de um verbo transitivo indireto.
Necessito de que me ajude.
Completiva Nominal
Exerce a função de complemento nominal da
principal. Completa um nome e não o verbo.
Tenho medo de que voltes
Predicativa
Exerce a função de predicativo da oração prin-
cipal. Vem após verbos de ligação.
Meu desejo é que sejas feliz
Apositiva
Exerce a função de aposto da oração principal.
Aparece após os dois pontos, normalmente.
Só desejo uma coisa: que sejas feliz.
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3.2.2 – Orações Subordinadas Adjetivas
Oração introduzida por pronome relativo com ou sem preposição.
Classificação Característica Exemplo e interpretação
Restritiva
 Restringe a significação do substantivo ou da palavra
antecedente.
 É indispensável ao sentido da frase.
 Não se separa por vírgula da oração principal
 Delimita a informação a um ou alguns elementos, em
exclusão a outros.
 Particulariza a informação.
Os homens cujos princípios não são
sólidos acabam se acorrentando. (
Entre vários homens possíveis, há os
com princípios sólidos e os que não
tem, ou seja, nem todo homem
possui princípios sólidos.)
Explicativa
 Acrescenta uma qualidade acessória ao anteceden-
te.
 É dispensável.
 Vem entre vírgulas.
 Generaliza a informação.
Os homens, cujos princípios não
são sólidos, acabam se acorren-
tando. (Todos os homens possuem
princípios sólidos.)
Observação e novo esclarecimento: Normalmente a restritiva vem sem vírgula e a Explicativa com vírgula.
Veja os dois exemplos abaixo, retirados de Infante(1996):
Exemplo 01: Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se corrompendo.
Exemplo 02: Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se corrompendo.
Segundo o celebre gramático, ―no primeiro período, está-se afirmando que determinado tipo de homens – aqueles
que não têm princípios sólidos – são corruptíveis. O termo homens tem seu sentido especificado pela oração subor-
dinada adjetiva restritiva.‖ Já no segundo, ― é muito mais pessimista: nele se afirma que todos os homens são corrup-
tíveis, porque se considera a falta de solidez dos princípios uma característica comum a todo e qualquer homem. A
oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.‖
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3.2.3 – Orações Subordinadas Adverbiais
Orações introduzidas por conjunção subordinada. Além disso, a oração recebe o nome do conectivo.
Classificação Conceito Exemplo
Causal
Indica a causa da ação expressa pelo verbo.
Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas
causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como.
Não veio, porque estava doente.
Comparativa
Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo
verbo da oração principal.
Frequentemente se apresenta sem verbo, já que ele é o
mesmo da O.P. Liga-se à principal por meio de conjunções
subordinativas comparativas: que e do que (procedidos
de mais, menos, melhor, pior, tão), como, quanto (proce-
dido de tanto).
A luz é mais veloz do que o som.
Concessiva
Indica uma concessão às ações do verbo da oração prin-
cipal, isto é, admite uma contradição ou um fato inespe-
rado. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi-
nativas concessivas: embora. A menos que, se bem que,
ainda que, conquanto.
Irei à aula, ainda que chova.
Condicional
Indica a condição necessária à ocorrência do verbo da
oração principal. Liga-se à principal por meio de conjun-
ções subordinadas condicionais: se, salvo, Exceto, caso,
desde que, contanto que, sem que.
Irei à aula, se não chover.
Conformativa
Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a
ação do verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio
de conjunções subordinadas conformativas: como, con-
soante, segundo, conforme.
Fiz tudo conforme pediu.
Consecutiva
Indica consequência resultante do verbo da oração prin-
cipal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi-
nadas consecutivas: (tão) ... que, (tanto) ... que, (tal) ...
que, (tamanho) ... que.
Falou tanto que ficou rouco.
Final
Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da ora-
ção principal. Liga-se a ela por meio de conjunções su-
bordinativas finais: a fim de que, para que, que (=para
que).
Falou alto, para que todos ouvis-
sem.
Proporcional
Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo
da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções
subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção
que, quanto mais ... mais.
Á medida que vive, mais se a-
prende.
Temporal
Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação
do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio
de conjunções subordinativas temporais: antes, que,
quando, logo que, assim que, depois que, mal, apenas.
Quando cheguei, todas partiram.
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4 – Orações Reduzidas
São consideradas reduzidas as orações que não apresentam conjunção expressa, mas subentendida. Além disso,
possuem verbo em uma das formas nominais do verbo, ou seja, infinitivo, gerúndio ou particípio.
Classificação Conceito Exemplo
Reduzida de
Infinito
Apresenta o verbo no infinitivo.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada subs-
tantiva ou adverbial.
É preciso partir.
Reduzida de
Gerúndio
Apresenta o verbo no gerúndio.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver-
bial ou adjetiva ou numa coordenada.
Chegando, avise-me.
Reduzida de
Particípio
Apresenta o verbo no particípio.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver-
bial
Terminada a aula, eles retiraram-se.
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UNIDADE
8
PONTUAÇÃO
1 – Vírgula
1.1 – Regras Gerais
1) No período, empregamos vírgula entre as orações coordenadas assindéticas.
Exemplo:
―Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a co-
ser‖. (M. de Assis)
―Pela manhã, bebi o café enjoativo, comi um pedação de pão sem manteiga‖. (Graciliano Ramos)
2) Na oração, empregamos a vírgula entre termos independentes entre si, não ligados por conjunção.
Exemplo:
―A poesia, o teatro, a oratória, a música, a ornamentação dos altares, a arte de curar, o poder sugestionante ... tudo
comunica a esse apostolado eficácia e autoridade‖. (Celso Vieira)
3) Sendo que a vírgula apenas indica o que já esta separado pelo sentido, não a podemos empregar entre os ter-
mos que mantém entre si estreita ligação lógica, mesmo que aí façamos, eventualmente, pausa expressiva. Seria,
assim, grave erro colocá-la entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e seu complemento, entre o substantivo e seu
adjunto adnominal.
Exemplo: Incorreto: Minha irmã mais velha, fazia anos naquele dia.
Correto: Minha irmã mais velha fazia anos naquele dia.
4) Como norma geral, não empregamos vírgula antes da conjunção aditiva ―e‖.
Exemplo:
Pedro e Paulo são bons amigos.
Maria estudou e fez esplêndidos exames.
Não obstante, à conjunção aditiva porém associar-se ideias secundarias de grande importância estilística: adversi-
dade, tempo, consequência, finalidade, etc. Tais ideias conotativas serão magnificamente realçadas pela vírgula
colocada antes do ―e‖. A vírgula aí funciona como um aviso antecipado ao leitor que, fazendo pequena pausa,
pode, pela inflexão da voz, interpretar aquelas ideias.
examinem-se os exemplos:
- ―Estudamos com afinco, e o professor nos reprovou‖.
- ―Então, Teodomiro voltou-se contra o renegado, e um violento combate travou-se entre ambos‖. (Herculano)
- ―Sofrem, lutam, perseguem, e vencem afinal‖. (Rui Barbosa)
- ―Preparou-se para trabalhar no comércio, e alcançar um dia a desejada posição‖.
A vírgula se torna obrigatória antes do ―e‖ quando o termo seguinte é pleonástico ou quando o ―e‖ é repetido enfa-
ticamente em termos seguidos (polissíndeto).
Exemplo:
―Neguei-o eu, e nego‖. (Rui Barbosa)
―Disse, e respeito, sem incorrer em afronta ao mestre...‖ (Rui Barbosa)
―E suspira, e geme, e sofre, e sua .. (O. Bilac)
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 49
5) As intercalações, por cortarem o que está logicamente ligado, devem ser obrigatoriamente colocadas entre vírgulas.
Exemplo:
―Não o direi, pensei comigo, a ninguém‖.
―Não me porá, creio eu, abaixo dos seus lanzudos alunos‖.
―Dentro em pouco tempo, os capinhas, saltando a pulos as trincheiras, fugiam à velocidade espantosa do animal‖.
(Rebelo da Silva).
6) Há uma série muito extensa de expressões corretivas, explicativas, escusativas, etc, que, por virem sempre interca-
ladas, devem ser colocadas entre vírgulas.
Exemplo:
isto é, por exemplo, ou melhor, ou por outra, quero dizer, ou seja , digo melhor, digo, data vênia, etc.
7) Também as conjunções coordenativas devem ser colocadas entre vírgulas, quando intercaladas.
Exemplo:
―Oprimido, todavia, por muitos gêneros de violência...‖ (Herculano)
― Eu, contudo, digo que é hipérbole...‖ (Vieira)
― Era mister, pois, que eu fosse posto as varas do ridículo...‖ ( Rui Barbosa)
― Teu amigo está doente e sem recursos; deves, portanto, auxiliá-lo e confortá-lo. (Said Ali)
8) Os vocativos, os apostos, as orações adjetivas Explicativas, as orações apositivas quando intercaladas na sua
principal, todos esses são termos que devem ficar, obrigatoriamente, entre vírgulas.
Exemplo:
― Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? ― (Vieira)
― Aristóteles, o maior filósofo de todos os tempos, foi o criador da lógica‖. (Leonel França)
― Os homens, que são seres racionais, dominam os outros animais.‖
― Aquelas palavras, que eu não seria capaz de subir, feriram-me a sensibilidade. ―
2 – Vírgula e Ponto-e-Vírgula
1) Separam-se, em geral, as orações adverbiais, normalmente quando iniciam período ou se intercalam.
Exemplo:
―Vão sofrer duras penas, porque transgrediram as normas gravemente.‖
―Que importa a vida ou a morte, se o padecer é eterno ?! ―
―Quando ela desapareceu , o jovem recostou-se ao tronco da emburana e esperou‖. (Alencar)
―Mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas‖. (Coelho Neto)
―O congresso, embora correspondesse os motivos da renúncia, não a quis autorizar com o seu consenso‖. (Latino Coelho)
2) Não se devem separar as orações substantivas integrantes, a não ser que se trate de uma opositiva. Se a substan-
tiva estiver na ordem inversa, antes da sua principal, aí então separa-se por vírgula.
Exemplo:
―O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.‖
― Que cada um cumpra com o seu dever, o Brasil espera.‖
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3) Separam-se, em geral, os adjuntos adverbiais, mormente quando estão na ordem inversa ou ficam entre dois
verbos ( neste caso, por motivo de clareza).
Exemplo:
―Uma noite, no seio da cabana, a virgem de Tupã tornou-se esposa de Martim‖. (Alencar)
―Pudemos, finalmente, deixar aquela casa.‖
―É fácil dar bons conselhos; segui-los sempre, custa mais‖. ( J. Nogueira)
―Conforme se verificou a tarde, já o sabíamos.‖
4) Separamos por vírgula os termos aos quais queremos dar realce, mormente quando pleonásticos ou na ordem
inversa.
Exemplo:
―As folhas, levou-as o vento‖.
―Ao homem, deu-lhe Deus a sensibilidade para amar o bem‖. (Herculano)
―Arquiteto do Mosteiro de santa Maria, já o não sou‖. (Herculano)
―Havia, mesmo, um recruta inexperiente‖.
5) A vírgula também é empregada para indicar a elipse do verbo.
Exemplo:
―Finalmente, vão os bons para o céu e os maus, para o inferno‖. (Vieira)
―O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca‖. (R. Pompéia)
―Na feira, compramos frutas, no supermercado, açúcar, no açougue, carne‖.
6) Nas datas separam-se os topônimos, também se separam o numeral que vem após o nome da rua, mas que,
entretanto, se refere à palavra casa subentendida.
Exemplo:
São Paulo, 20 de Setembro de 1973.
Rua Padre Machado, 931.
3 – Ponto-e-Vírgula
O ponto-e-vírgula indica pausa maior que a da vírgula e deve ser empregado para manter e entoação usada na
oração anterior.
Exemplo:
―Os pirilampos são insetos fanáticos por madeira apodrecida, pequenos insetos e lesmas; os vaga-lumes preferem
comer apenas folhas e plantas, por isso são chamados de filófagos‖.
―Os pássaros têm asas e voam; os animais têm patas e andam; que tens feito do teu pensamento‖ ?
O ponto-e-vírgula substitui a vírgula quando se deseja acentuar o sentido adversativo ou o conclusivo das conjunções.
Exemplo:
―A minha alegria apareceu e desapareceu, a modo de relâmpago; mas a minha afronta durará sempre‖.
―Nossa intenção é ajudá-los, dar de nós o que temos de melhor, por isso estamos aqui‖.
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UNIDADE
9
PRONOMES RELATIVOS
1 – Funções Sintáticas
O pronome relativo possuirá diversas funções sintáticas. A variação ocorrerá conforme a frase e a relação que ele
mantiver com o contexto.
1ª) Sujeito: Comprei a casa / que foi anunciada.
oração 1  oração 2
pronome relativo – que
(substitui o substantivo que o antecede).
Oração 1 = Comprei a casa
Oração 2 = A casa foi anunciada
Casa é a palavra repetida e, por isso, o ―que‖ assume a mesma função sintática de tal palavra.
2ª) Objeto direto: Comprei a casa / que você indicou
oração 1  oração 2
pronome relativo
(substitui o substantivo ―casa‖)
Oração 1 = Comprei a casa
Oração 2 = Você indicou a casa

o.d.
– O ―que‖ tem a mesma função da palavra ―casa‖ repetida.
3ª) Objeto indireto: A casa/a que me referi/ é esta.
Or.1 | oração 2 or.3

Preposicionado – Quando o relativo vier preposicionado, assumirá a função de tal forma.
Oração 1 = A casa é esta.
Oração 2 = Referi-me à casa.
 
V.T.I. obj. indireto
– ―A que‖ tem a função de objeto indireto.
4ª) Adjunto Adverbial = Esta é a casa/onde nasci.
 
Oração 1 Oração 2
Oração 1 = Esta é a casa
Oração 2 = Nasci na casa

adj. adverbial
– ―Onde‖ tem a função do termo repetido.
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5ª) Adjunto Adnominal:
Este é o autor / cujo romance foi elogiado.
or. 1  or. 2
adj. adnominal
(desse autor)
Obs.: Cujo, cuja, cujos e cujas, têm valor possessivo e equivalem a ―de que‖, ―do qual‖, ―de quem‖ e variações.
6ª) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Este é o animal
Fui atacado / pelo animal (= por que)

agente da passiva
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UNIDADE
10
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Entende-se por colocação pronominal a relação adequada do pronome oblíquo átono com o verbo. Por isso, re-
ceberá o nome ―proclítico‖ o que vier antes do verbo.
Exemplo: Eu te amo
 verbo
Pronome oblíquo átono.
Pronomes Oblíquos Átonos
1° pessoa : me, nos 2° pessoa : te, vos 3° pessoa : se, lhe(s), o(s), a(s)
1 – Casos de Próclise
1°) Ocorre próclise quando houver partícula atrativa. São elas :
1.1 – Partícula de negação: não, nunca, jamais.
Exemplo: Não te verei hoje.
 Pronome antes do verbo
Partícula de negação.
1.2 – Pronome demonstrativo: este, esse, aquele etc.
Exemplo: Isto me interessa.
 pronome antes do verbo
pronome demonstrativo
1.3 – Pronome indefinido: alguém, ninguém etc.
Exemplo: Alguém me disse isto.
 pronome antes do verbo
pronome indefinido.
1.4 – Pronome interrogativo: que ?, quem ? etc.
Exemplo: Quem me chamou ?
 pronome antes do verbo
pronome interrogativo
1.5 – Pronome relativo: que, quem etc.
Exemplo: A pessoa que me chama de amigo não veio.
 pronome antes de verbo
pronome relativo.
1.6 – Advérbio: Agora, já, sempre, etc.
Exemplo: Sempre me consideraram amigo.
 pronome antes de verbo
advérbio.
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1.7 – Conjunção Subordinada: Embora, visto que, caso
Exemplo: Caso me procures amanha, eu poderei ajudar-te
 pronome antes de verbo
Conjunção Subordinada
2º) Ocorre próclise quando houver uma frase exclamativa.
Exemplo: Quanto me esforcei para chegar aqui !
3º) Ocorre próclise quando houver frase optativa.
Exemplo: Deus te abençoe.
4º) Ocorre próclise quando houver verbo no gerúndio preposicionado.
Exemplo: Em se tratando de flores, Fabiana é uma rosa.
Observação.: Se em uma frase houver mais de uma partícula atrativa, o pronome poderá vir ao lado de qualquer
uma delas.
Exemplo: Eu já não mais te tenho como amiga.
Eu já não te mais tenho como amiga.
Eu já te não mais tenho como amiga.
Eu te já não mais tenho como amiga.
Todas as sentenças estão gramaticalmente corretas.
Combinações pronominais:
lhe + o = lho  lhes + o = lho  lhes + os = lhos lhe + a = lha  lhes + a = lha  lhes + as  lhas
te + o = to  vos + o = vo-lo te + a = ta  vos + a = vo-la
me + o = mo  nos + o = no-lo me + a = ma  nos + a = no-la
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2 – Ênclise, Mesóclise e Colocação de Pronomes Átonos em Locuções e Perífrases Verbais
1°) Ocorrerá “ênclise” quando o pronome oblíquo átono vier depois do verbo. Basicamente ocorrerá tal fenômeno
quando não Existir partícula atrativa.
Exemplo:
Deram-lhe o recado ?
Obs.: Cuidado, pois se houver uma partícula atrativa isolada por vírgula ocorrerá ênclise também.
Exemplo:
Agora lhe fale a verdade. (próclise).
Agora, fale-lhe a verdade. (ênclise).
2°) Ocorrerá “Mesóclise” quando houver verbos no futuro do presente ou do pretérito sem partícula atrativa.
Exemplo: Darei (te) o presente – Dar-te-ei o presente.  futuro do presente.
Daria (te) o presente – Dar-te-ia o presente.
3°) A colocação dos pronomes em locuções varia conforme a sentença. Veja:
3.1 – Locução com verbo principal no particípio.
Obedeça a uma regra básica: Não se usa pronome após particípio.
Exemplo:
Não tenho encontrado-te (errado).
Não te tenho encontrado (certo).
Obs.: Em qualquer situação, será proibida a colocação do pronome átono entre os verbos se houver partícula atrativa.
Exemplo:
Não tenho te encontrado. (errado)
3.2 – Locução com verbo principal no gerúndio ou no infinitivo.
1. Se houver partícula atrativa, o pronome só não poderá vir entre os verbos.
Exemplo:
Não te estou vendo ou Não estou vendo-te.
2. Caso contrário, poderá vir em qualquer posição desde que se obedeça ao princípio básico de que não se inicia
frase com pronome oblíquo átono.
Exemplo:
O menino te vai ver.
O menino vai te ver. (infinitivo).
O menino vai ver-te.
Observação.: O mesmo vale ao gerúndio.
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UNIDADE
11
CONCORDÂNCIA NOMINAL
1 – Casos de Concordância Nominal
Entende-se por concordância nominal como sendo a relação de um substantivo com o termo que com ele manti-
ver relação.
1 – Regra Geral:
artigo
concordam com o substantivo com
que mantiverem relação.
numeral
pronome
adjetivo
locução adje-
tiva
Exemplo: Os meus dois melhores amigos de infância ...
artigo
pronome
numeral
adjetivo
substantivo
locução adjetiva
2 – Adjetivo Anteposto a mais de um substantivo.
Exemplo: Tiveste má idéia e pensamento.
|  subs. masculino
 subs. feminino
(adjetivo concorda com o subs. mais próximo)
3 – Adjetivo posposto a mais de um substantivo.
Exemplo 1: Encontramos um jovem e uma jovem preocupados.
 
subs. subs.
Se a concordância ocorrer com os dois substantivos.
Observação:.: Se forem de gêneros diferentes, prevalece o masculino plural.
Exemplo 2: Encontramos um jovem e uma jovem preocupada.
 
subst. masculino subst. Feminino
Se a concordância ocorre com o substantivo mais próximo.
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4 – Mais de um adjetivo concordando com um substantivo.
Exemplo 1: Estudo as línguas portuguesa e espanhola
  
subs. plural adjetivo adjetivo
Exemplo 2>- Estudo a língua portuguesa e a espanhola.
   
subs. sing. Adjetivo. Artigo adjetivo.
Se ao lado do último adjetivo existir artigo, substantivo singular; caso contrário, plural.
5 – Expressões é bom, é necessário etc.
A Concordância se faz com o artigo do termo ―sujeito‖. Na ausência, prevalecerá masculino.
Exemplo: Pimenta é bom – masculino

sujeito sem artigo
Exemplo: A pimenta é boa – feminino

sujeito com artigo
(concordância de ―boa‖ com o artigo ―a‖.)
6 – Palavras como menos, alerta e o prefixo pseudo são invariáveis.
Exemplo: Meu caderno possui menos informações.
Eles estão alerta.
Ela é uma pseudoprofessora.
7 – Bastante / Bastantes.
7.1 – Bastantes pessoas já chegaram.

substantivo
(variável se vier ao lado de um substantivo)
Já possuo informações bastantes. (suficientes)
7.2 – Já estudei bastante. (invariável se possuir a função de advérbio)
8 – A palavra “possível”, quando acompanhada pelas Expressões o mais, o melhor etc..., varia segundo o artigo de
tais expressões.
Exemplo: Compro alimentos o mais caros possível.

artigo singular
Observação.: Quanto possível é invariável.
Exemplo: Obtive informações quanto possível.
Não está precedido
por artigo
possível concorda com o artigo
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UNIDADE
12
CONCORDÂNCIA VERBAL
1 – Casos de Concordância Verbal
Basicamente trata-se da relação entre sujeito e verbo.
1 – Sujeito Composto posposto ao verbo.
Exemplo: Chegou o livro e a revista
S. C.
Verbo concorda com o núcleo mais próximo.
Chegaram o livro e a revista.
S. C.
Concorda com os dois núcleos.
2 – Sujeito Composto reduzido por indefinido pede verbo concordando com tal pronome.
Exemplo: Amigos, parentes, esposa ninguém me ajudou.
3 – Outros casos com sujeito composto.
a) Núcleos sinônimos.
b) Núcleos dispostos em gradação.
c) Núcleos são infinitivos.
Exemplo: O rancor e o ódio deixou-o/ deixaram-no perplexo(s).
Uma indignação, uma raiva profunda, um ódio mortal dominava-o/dominavam-no.
Trabalhar e estudar fazia-o feliz.
4 – Sujeito Coletivo.
4.1 – A multidão aplaudiu a linda jogada santista.
– Sem especificador, verbo concorda com o coletivo.
4.2 – A multidão de torcedores aplaudiu/aplaudiram a linda jogada santista.
– Com especificador, verbo concorda ou com o coletivo ou com o especificador.
Coletivo especificador verbo
5 – Sujeito formado por nome pluralizado.
5.1 – Se precedido de artigo, verbo concorda com ele.
Exemplo: Os Estados Unidos enviaram poderosos reforço.

artigo
5.2 – Caso, contrário, verbo permanece no singular.
Exemplo: Estados Unidos enviou poderoso reforço.
6 – Sujeito é pronome de tratamento.
– Pede verbos e complementos na terceira pessoa.
Exemplo: Vossa Alteza sabe o lugar.
Singular ou
plural.
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7 – Sujeito é pronome relativo.
7.1 – que = Fui eu que cheguei.
– Concorda com o antecedente do ―que‖.
7.2 – quem = Fui eu quem cheguei/chegou.
– concorda ou com o quem (3°pessoa) ou com o antecedente.
Macetex:
antecedente que verbo
antecedente quem verbo
2 – Outros Casos de Concordância Verbal
1 – Sujeito é a expressão “mais de” seguido de numeral.
mais de (numeral) verbo.
- Verbo concorda com o numeral.
2 – Sujeito é formado das expressões alguns de nós , poucos de nós etc.
Exemplo: Alguns de nós fomos/ foram escolhidos.
Pronome indefinido plural + nós ou vos + verbo.
Obs.: Se o pronome indefinido estiver no singular, verbo concorda com o indefinido .
Exemplo: Algum de nós foi escolhido.
Pronome indefinido singular + nós ou vos + verbo
3 – Verbo seguido por pronome apassivados pede concordância com o sujeito.
Exemplo: Vendem-se casas.
4 – Verbos dar, bater e soar na indicação de horas.
4.1 – O relógio deu dez horas.
– concorda com o elemento que dá as horas.
4.2 - Deram dez horas no relógio.
– concorda com o número de horas.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 60
5 – Verbos haver e fazer na indicação de tempo transcorrido são impessoais, portanto, ficam na 3a pessoa
do singular.
Exemplo: Faz dez anos? Há dez anos atrás.
6 – Parecer + infinitivo possui duas concordâncias possíveis.
6.1 – As flores parecem crescer.
6.2 – As flores parece crescerem.
7 – Verbo “ser”
7.1 – Sujeito sendo pronome invariável, verbo concorda com o predicativo.
Exemplo: Tudo são flores.
Que são células ?
7.2 – Na indicação de tempo, data ou distância, a concordância faz-se com o numeral.
Exemplo: É meio-dia e meia.
É primeiro de março.
Observação: Na indicação de datas, ocorre concordância especial.
Exemplo: Hoje é ―o dia‖ 14 de março (concorda com a palavra ―dia‖ subentendida.)
Hoje são 14 de março. (concorda com o numeral).
7.3 – Havendo dois substantivos de números diferentes, verbo concordará com o plural.
Singular ser plural. Plural ser singular.
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UNIDADE
13
REGÊNCIA VERBAL
1 – Regência Verbal I
1 – Chegar: Exige a preposição a‖, normalmente.
Exemplo: Cheguei a Sorocaba.
Observação.: Poderá exigir ―em‖ caso o elemento seguinte aceitar movimento.
Exemplo: Cheguei no avião. ( Aceita deslocar-se de um ponto ao outro.)
2 – Ir: pede preposição a ou para.
Exemplo: Irei a São Paulo.
Observação: Poderá usar ―em‖ caso e elemento seguinte aceitar movimento.
Exemplo: Irei no banco do meio do ônibus.
Aceita deslocar-se de um ponto a outro.
3 – Obedecer: é verbo transitivo indireto com preposição a‖.
Exemplo: O amigo obedece à amizade.
4 – Preferir: VTDI com preposição ―a‖
Exemplo: Prefiro Vôlei a basquete.
Obs.: Cuidado que tal verbo não aceita ―que‖/ ―do que‖ e os advérbios mais, menor, etc.
5 – Assistir
5.1 – Assisti ao filme.
Sentido = ver
Regência = VTI – a .
5.2 – Assisti o doente.
Sentido = ajudar
Regência = VTD.
5.3 – Os amigos assistem a nossos verdadeiros sentimentos.
Sentido = caber, ter direito.
Regência = V.T.I. – a.
5.4 – Assisto em Campo Grande.
Sentido = morar.
Regência = VI – em.
6 – Aspirar
6.1 – Aspiro o odor das flores.
Sentido = sorver, cheirar.
Regência = V.T.D.
6.2 – Aspiro a uma nova chance.
Sentido = desejar
Regência = VTI –a.
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7 – Visar
7.1 – Viso o documento.
Sentido = vistar, dar visto.
Regência = V.T.d.
7.2 – Viso a uma esposa.
Sentido = desejar, almejar.
Regência = VTI -a .
7.3 – O caçador visou a caça.
Sentido = mirar.
Regência = V.T.D.
2 – Regência Verbal II
1 – Namorar: V.t.d.
– Não aceita preposição ―com‖.
Exemplo: Fabiana namora Carlos.
Observação: É incorreta a frase: Quer namorar comigo? O correto é: Quer namorar-me?
2 – Simpatizar: VTI com preposição ―com‖.
Obs.: não é pronominal.
Exemplo: Simpatizei com você.
Obs.: É incorreta a forma simpatizar-se
3 – Morar: VI com preposição ―em‖.
Exemplo: Moro em Campo Grande.
Verbos com sentido de morar pedem preposição ―em‖ e não ―a‖.
4 – Esquecer/lembrar:
4.1 – Pronominal = VTI - de.
Exemplo: Esqueci-me de você.
4.2 – Não-pronominal = Vtd.
Exemplo: Esqueci o seu nome.
4.3 – No sentido de cair na lembrança ou no esquecimento
Exemplo: Lembrou-me o fato // Esqueceu-me seu nome.
5 – Chamar:
5.1 – No sentido de convocar é V.T.D.
Exemplo: Chamei Fabiana para sair.
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5.2 – No sentido de dar nome, cognominar.
a) Chamei Fabiana linda.
Vtd + predicativo do objeto (sem preposição)
b) Chamei a Fabiana linda .
V.T.I. - a + predic. do obj. (sem preposição)
c) Chamei Fabiana de linda.
Vt.d. + predic do obj. (com preposição de)
d) Chamei a Fabiana de linda.
Vt.I. - a+predic. do obj. (com preposição de)
6 – Informar:
6.1 – VTDI+od (pessoa)+OI (não-pessoa – de /sobre.)
Exemplo: Informei Márcia do problema.
6.2 – VTDI+od. (não-pessoa)+OI (pessoa-a)
Exemplo: Informei o problema a Márcia.
7 – Pagar/Perdoar/ Agradecer:
7.1 – a uma pessoa = Paguei à credora/ Perdoou à irmã/ Agradeci ao amigo.
VTI – a.
7.2 – a uma não-pessoa = Paguei a conta/ Perdoei a dívida/ Agradeci a ajuda. V.T.D. sem preposição.
3 – Regência Nominal
Alguns pedem preposições especiais. Veja:
acessível a comum a, de horror a
afável com, para com curioso de, por impossível de
agradável a difícil de indeciso em
alheio a escasso de indigno de
amante de fácil de leal a
análogo a fiel a natural de
ansioso de, por, para hábil em nocivo a
paralelo a preferível a sensível a
passível de propício a sito em
possível de responsável por útil a, para
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UNIDADE
14
CRASE
1 – Usa-se Crase
1. Antes de palavras femininas.
Exemplo: Referi-me à menina.
2. Antes de topônimos que aceitem artigo.
Macetex:
Se para o topônimo couber esquema:
Vou à – Volto da  usa-se crase
Exemplo: Vou à Espanha / Volto da Espanha.
3. Em locuções conjuntivas ou prepositivas femininas.
Exemplo: À medida que, à proporção que ...
4. Em locuções adverbiais femininas.
Exemplo: À direita da casa, estão os meus pertences.
5. Em locuções adverbiais indicativos de horas.
Exemplo: Às dez horas, chegamos.
6. Antes dos pronomes senhora, senhorita, dona, dama e madame.
Exemplo: Referi-me à senhora.
2 – Não se usa Crase
1. Antes de palavras masculinas
Exemplo: Vou a pé.
Exceção : Quando ficar subentendida a palavra ―moda‖.
Exemplo: Poltrona à Luís XV.
Poema à Machado de Assis.
2. Entre palavras iguais.
Exemplo: Estávamos cara a cara.
3. Antes de pronomes que não aceitem artigo.
Exemplo: Não me referi à ninguém.
4. Antes de palavra feminina plural com “a” singular.
Exemplo: Não me refiro a meninas.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 65
5. Antes de verbos.
Exemplo: Estou a esperá-la.
6. Antes de artigo indefinido.
Exemplo: Refiro-me a uma pessoa em especial.
7. Antes das palavras casa e terra quando não vierem especificadas.
Exemplo: Vou a terra. Irei a casa.
Obs.: Vou à
Irei à
8. Antes de topônimos que não aceitem artigo.
Macetex: Vou a ... / Voltei de ...
(Vou a Campinas / Voltei de Campinas)
EXCEÇÃO:
Haverá se o topônimo for especificado.
especificador
3 – Crase Facultativa
1. Antes de nomes próprios femininos.
Exemplo: Informei o problema à Márcia.
2. Após a preposição até se a palavra seguinte for feminina.
Exemplo: Vou até a praia/ Vou até à praia.
3. Antes de pronomes possessivos femininos.
Exemplo: Isto pertence à minha família.
4 – Casos Especiais
1. Com aquele(s), aquela(s), aquilo ou a se o antecedente exigir preposição.
Exemplo: Assisti àquele filme.
2. Antes do relativo “que”quando ficar subentendido “àquela”.
Exemplo: Sua caneta era igual à que comprei.

àquela
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UNIDADE
15
Coesão e Coerência Textuais
1 – Coesão Textual
Um texto será coeso se as suas diferentes partes constitutivas estiverem articuladas e interligadas, garantindo a sua
unidade semântica. A coesão textual pode ser assegurada através dos seguintes mecanismos linguísticos:
— cadeias de referência;
— repetições;
— substituições lexicais;
— conectores interfrásicos;
— compatibilidade entre informações temporais e aspectuais.
1.1 – Cadeias de Referência
Uma cadeia de referência ocorre quando, num texto, há um ou vários elementos textuais sem referência
autônoma. A sua interpretação está, por isso, dependente de outra expressão presente no texto.
1) Amava, amava as mulheres com sensualidade, estima e ternura. Sinceramente me julgava, perante elas, um
sensual, um sentimental e um idealista. Decerto me não tinham inspirado grande ternura ou respeito as que até
então fisicamente amara. Mas até essas, não pudera amar (amar da maneira que qualifiquei) sem uma ponta de
afetividade e umas veleidades de moralista regenerador. (J. Régio, O Vestido Cor de Fogo)
A expressão nominal as mulheres e os pronomes elas, as e essas, tal como a elipse do pronome pessoal elas antes do
complexo verbal tinham inspirado, formam uma cadeia de referência, uma vez que o referente dos pronomes é o
mesmo do da expressão nominal. Todas as expressões reenviam para a mesma entidade extralinguística.
Podem integrar as cadeias de referência as anáforas, as catáforas, as elipses e a co-referência não anafórica.
a- Anáfora: expressão cuja interpretação depende de uma outra expressão presente no contexto verbal anterior.
Exemplo: Ao longe, no alto mar, há ainda o exercício da pesca. Há lá homens. Não os vejo.
(V. Ferreira, Até ao Fim)
O pronome pessoal oblíquo os remete para uma expressão referida anteriormente no discurso (homens), sendo, por
isso, uma anáfora.
b- Catáfora: expressão cuja interpretação depende de outra presente no contexto verbal que vem imediatamente
depois.
Exemplo: Com o meu irmão tudo foi diferente, sabe, as mulheres preferem-nos, aos filhos.
(A. P. Inácio, Os Invisíveis)
O pronome pessoal os (nos) remete para uma expressão que aparece posteriormente no discurso (os filhos), sendo,
por isso, uma catáfora.
c- Elipse: omissão de uma expressão recuperável pelo contexto, evitando assim a sua repetição.
Exemplo 01: Marcelo foi ao museu. Lá encontrou os amigos.
d- Co-referência não anafórica: existe co-referência não anafórica quando duas ou mais expressões linguísticas
remetem para o mesmo referente, não havendo dependência referencial de uma em relação a outra(s).
Exemplo: A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor.
(M. Sá-Carneiro, Loucura)
Tanto Raul Vilar como grande escultor remetem para a mesma personagem. No entanto, ambas as expressões têm
referência autônoma.
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1.2 – Coesão Lexical
A coesão lexical pode ser garantida através de diferentes processos.
a- Repetição: por não ser possível a sua substituição, a repetição da mesma unidade lexical ao longo do texto
pode revelar-se necessária para a coesão do texto.
(7) Professor riu. Assim passaram a manhã, Professor fazendo a cara dos que vinham pela rua, Pedro Bala recolhen-
do as pratas ou os níqueis que jogavam.
(J. Amado, Capitães da Areia)
Neste exemplo, a repetição do nome Professor é necessária para evitar a ambiguidade.
b- Substituição lexical: para evitar repetições desnecessárias, pode substituir-se uma unidade lexical por outras que
com ela mantenham relações semânticas de sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia.
Exemplo: (Sinonímia) O treinador afirmou que o jogo correu bem. O comandante disse ainda que estava orgulhoso
da sua equipe.
Exemplo: (Antonímia) A maior parte das vítimas de violência doméstica são mulheres. Os homens, quando agredi-
dos, raramente denunciam a situação.
Exemplo: (hiponímia – gatinho e hiperonímia – animal) Na semana passada, encontrei um gatinho. O animal estava
cheio de fome e sede.
1.3 – Podem funcionar como Conectores
— conjunções e locuções coordenativas e subordinativas (porque, no entanto...);
— advérbios conectivos (agora, assim, depois...);
— adjetivos (bom...);
— verbos (quer dizer...);
— grupos preposicionais/locuções adverbiais (pelo contrário, do mesmo modo...);
— orações (para concluir, pelo que referi anteriormente...).
Exemplo: Não vou de férias, porque não acabei o relatório.
Exemplo: Vou fazer horas extraordinárias a semana toda. Agora, não me peçam para trabalhar no fim-de-semana.
1.4 – Tipos de Conectores
Exemplos:
a- Temporais (indicam relações temporais entre as frases ou orações) quando, enquanto, por fim, depois, em se-
guida, antes, entretanto, então...
b- Contrastivos (indicam relações de oposição) mas, embora, no entanto, apesar de, pelo contrário, contrariamen-
te, por oposição...
c- Aditivos (acrescentam informação) e, também, além disso, mais ainda, igualmente, do mesmo modo, pela
mesma razão, adicionalmente, ainda...
d- Causa-consequência (indicam uma relação causa-efeito) porque, por isso, consequentemente, pois, portanto,
logo, por conseguinte, por esta razão, deste modo, então, de maneira que...
e- Confirmativos /exemplificativos por exemplo, de fato, efetivamente, com efeito...
f- Explicativos/ reformulativos quer dizer, ou seja, isto é, por outras palavras...
g- Síntese / conclusão em resumo, em suma, concluindo, para concluir...
h- Alternativos ou, alternativamente, em alternativa.
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2 – Coerência Textual
Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a com-
preensão do que se lê diz.
Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito ou dito são
os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que
compõem a oração, como também entre a sequência de orações dentro do texto.
Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores
que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o pú-
blico a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis.
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária – composta de termos e expressões – que une
os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles.
Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais – repetição, substituição, associação –,
sejam gramaticais – emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses – constroem-se frases, orações, períodos,
que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual.
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa
incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de pa-
rágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído
com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, ―o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e
orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, re-
cobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios‖.
Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos. É imprescindível que haja uma
unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Além disso, relembre-se de que,
por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual.
Texto retirado de http://www.mundovestibular.com.br. Escrito por Cláudia Kozlowski
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UNIDADE
16
REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas
em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin,
yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos
gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinquenta cinquenta
delinquente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
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Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico
na penúltima sílaba).
Como era Como fi ca
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as
palavras
oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
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Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára / para, péla(s) / pela(s), pêlo(s) / pelo(s), pólo(s) / po-
lo(s) e pêra / pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito
do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados
(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 72
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do
indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar,
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente
do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Resumo
Emprego do hífen com prefixos Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras ini-
ciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação,
coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva,
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar,
aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
PROVA
1
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – MS – 2016
As questões de 01 a 06 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo
previsto para esta prova.
Beber ou não beber, eis a questão
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
As discussões sobre o suposto benefício do vinho à saúde estão longe de
acabar. Apesar das muitas tentativas de relacioná-lo à saúde do coração e a outros
benefícios, novos estudos garantem que não há evidência suficiente para essas
dec lar aç ões.
Na primeira atualização de diretrizes sobre álcool no Reino Unido, em 1995,
especialistas já advertiam claramente que nenhum nível de co nsumo regular de
álc ool é i sento de ri sc os.
As novas disposições divulgadas no início deste ano são, entretanto, ainda
mais enfáticas em afirmar que a evidência que sustenta efeitos protetores do vinho
agor a é mai s fr ac a do qu e há 20 anos atrás.
A médica Sally Davies, diretora do grupo de pesquisa, diz que, levando isso
em c onta,alé m de to dos os c onheci dos risc os à saú de, agu dos e c r ônic os,
decorrentes do consume de bebida, ainda que em níveis baixos, confirma -se a
conclusão de que não há justificativas para a recomendação de beber por motivos
de saúde, nem para começar a beber por razões de saúde. (Revista Vida e Saúde,
ano 78, nº4, abril 2016, p.6, Seção Sala de Espera. Com adaptações).
1. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Sobre as relações de coesão, está correta a correlação apresentada na
alternativa:
a) –lo (l. 2) = vinho (l. 1).
b) –lo (l. 2) = benefício (l. 1).
c) essas declarações (l. 3-4) = novos estudos (l. 3).
d) bebida (l. 13) = vinho (l. 9).
e) isso (l. 1) = efeitos protetores (l. 9).
2. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo
previsto em edital. Assinale a alternativa que traz a informação verdadeira ou correta sobre o respectivo item:
a) Períodos compostos: A oração ―de relacioná-lo à saúde do coração e a outros benefícios‖ (l. 2-3) classifica-se
como subordinada substantiva objetiva indireta.
b) Compreensão de textos: A palavra ―ainda‖ tem o mesmo sentido em ―ainda mais‖ (l. 8-9) e ―ainda mais que em
níveis mais baixos‖ (l. 13).
c) Concordância: Se substituirmos o verbo ―haver‖ por ―existir‖ em ―não há justificativas‖ (l. 14), teremos ―não existe
justificativas‖.
d) Acentuação: A palavra ―por‖ (l. 15) não está graficamente acentuada porque, conforme as normas ortográficas
em vigor, não há acentos diferenciais.
e) Compreensão e interpretação: os articuladores ―além de‖ (l. 12) e ―nem‖ (l. 15) veiculam sentido de adição.
3. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Há, no texto, um problema de regência. Assinale a alternativa que
apresenta o enunciado em que esse problema ocorre:
a) relacioná-lo (l. 2).
b) advertiram claramente que nenhum nível de consumo (l. 6).
c) isento de riscos (l. 7).
d) riscos à saúde (l. 12).
e) decorrentes de consumo de bebida (l. 13).
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4. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que traz a classificação correta da oração reduzida:
a) de acabar (l. 1-2): subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
b) de acabar (l. 1-2): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.
c) de relacioná-lo à saúde coração e a outros benefícios (l. 2-3): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida
de infinitivo.
d) levando isso em conta (l. 11-12): subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio.
e) levando isso em conta (l. 11-12): subordinada substantivo objetiva direta reduzida de gerúndio.
5. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A única palavra que NÃO foi empregada como substantivo é:
a) evidência (l. 3).
b) especialistas (l. 6).
c) protetores (l. 9).
d) diretora (l. 11).
e) consumo (l. 13).
6. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Pela leitura global do texto, é possível concluir que:
a) É recomendável beber vinho, pois traz benefícios à saúde, especialmente ao coração.
b) Se a bebida for ingerida com moderação (em níveis regulares de consumo), pode trazer benefícios à saúde.
c) As pesquisas atuais sobre os benefícios do vinho ao organismo humano são menos conclusivas do que as que
foram realizadas em 1995.
d) O consumo de vinho pode provocar problemas de saúde agudos e crônicos, a menos que essa bebida seja
ingerida em pequenas doses e não regularmente.
e) A resposta à ―questão‖ mencionada no título é: ―não beber‖.
7. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto a
seguir, observando, para isso, a acentuação, as relações e as regras de concordância e regência (incluindo crase) e
o uso de homônimos ou formas variantes: Não sei dizer ___________ partidas do time ___________ torço já assisti. Só sei
que, ___ cada ―peleja‖, parece que os jogadores _____ demonstrando menos ―amor ___ camisa‖ e menos
capacidade de articular e concluir jogadas. Isso me leva a _____ em ________ o valor do futebol para a minha vida e
a questionar-me ________ das razões _____ continuo, ____ quartas ou quintas e aos domingos, a contar horas e
minutos que ________ para o início dos jogos.
a) quantas; que; a; vem; à; pôr; xeque; há cerca; porque; às; falta.
b) à quantas; o qual; à; vêm; à; por; cheque; a cerca; por que; às; faltam.
c) a quantas; cujo; a: vêm; na; por; cheque; a cerca; porquê; as; faltam.
d) a quantas; pelo qual; a; vêm; á; pôr; xeque; acerca; por que; às; faltam.
e) quantas; que: à; vem; à pôr; xeque; acerca; porque; nas; faltam.
8. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) O emprego de sinais de pontuação está correto na alternativa:
a) Um dos principais cuidados que podemos ter conosco é nos protegermos de situações que possam ser nocivas
em médio e em longo prazo. Ter clareza a respeito dos limites que veremos manter ─ ou romper ─ costuma ser tarefa
de toda a vida, mas a prática mostra que vale a pena assumi-la.
b) Um dos principais cuidados, que podemos ter conosco, é nos protegermos de situações que possam ser nocivas
em médio e em longo prazo. Ter clareza a respeito dos limites, que queremos manter (ou romper) costuma ser tarefa
de toda a vida, mas a prática mostra que vale a pena assumi-la.
c) Um dos principais cuidados, que podemos ter conosco, é nos protegermos de situações, que possam ser nocivas
em médio e em longo prazo. Ter clareza, a respeito de limites que queremos manter ou romper costuma ser tarefa
de toda a vida. Mas, a prática mostra que, vale a pena assumi-la.
d) Pesquisadores americanos que monitoraram estudantes, durante períodos prolongados, descobriram que, tirar
boas notas, resulta em maior autoestima posterior, entretanto, ter maior autoestima não produz por si só boletins
excepcionais, o núcleo da questão, parece ser discriminar: o que realmente nos fazem bem? E investir nisso.
e) Pesquisadores americanos, que monitoraram estudantes durante períodos prolongados descobriram, que tirar
boas notas resulta em maior autoestima posterior. Entretanto, ter maior autoestima, não produz por si só, boletins
excepcionais. O núcleo da questão, parece ser discriminar: o que realmente nos fazem bem e investir nisso.
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9. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão incide sobre os enumerados das alternativas da questão
anterior (questão 8) e avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto para esta prova. Assinale a
alternativa que apresenta o comentário verdadeiro ou correto sobra o respectivo item:
a) O pronome ―-la‖, em ―assumi-la‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖) refere-se a ―vida‖.
b) O pronome ―isso‖ (alternativas ―D‖ e ―E‖) retoma ―tirar boas notas‖.
c) No enunciado das alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖, há três orações subordinadas adjetivas com valor de explicação.
d) No enunciado das alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖, há três orações subordinadas adjetivas; as três introduzem ideia de
restrição.
e) Em ―assumi-la‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖), o ―i‖ deveria estar graficamente acentuado, enquanto em
―autoestima ‖faltou hífen.
10. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observadas as relações de concordância e de regência, incluindo
ocorrência ou não de crase, a alternativa correta é:
a) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não têm recebido verbas suficientes dos governos
estaduais, municipais e federal.
b) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate as drogas não tem recebido verbas suficientes dos governos
estaduais, municipais e federal.
c) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não tem recebido verbas suficientes dos governos
estaduais, municipais e federais.
d) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não têm recebido verbas suficientes dos governos
estaduais, municipais e federais.
e) Qual jogo da Libertadores você vai assistir amanhã? Por falar em Libertadores, daqui à duas horas entrará em
campo duas equipes que precisam de vitória.
11. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) É necessário que homens e mulheres que enfrentam um problema
busquem não só soluções, mas também se empenhem em desmontar argumentos contrários àqueles que
defendem. No pequeno texto, há um problema. Assinale a alternativa que o aponta:
a) Problema de coesão, envolvendo o uso do articulador ―não só‖, que deveria estar antes de ―busquem‖.
b) Problema de pontuação: falta de vírgula após o primeiro ―que‖.
c) Uso indevido de ―acento‖ indicativo de crase em ―àqueles‖.
d) Uso indevido do presente do subjuntivo em ―busquem‖ e ―empenhem‖.
e) Problema de regência: uso indevido da preposição ―em‖.
12. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de regência:
a) Sempre que se divulga um produto na mídia, visa-se sua comercialização.
b) Se houvesse punição para pedestres e ciclistas que não obedecem às regras de trânsito, o número de vítimas em
vias urbanas seria indiscutivelmente menor.
c) Em respeito a professora, preferiu calar-se do que falara algo que lhe ofendesse.
d) Entre obedecer a sinalização e mostrar a potência do carro novo, ele escolheu a segunda opção, que levaria a
mote de três inocentes.
e) Perdoar uma pessoa que lhe ofendeu produz mais efeitos positivos sobre a sua vida do que na dela.
13. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa correta quanto ao uso (presença ou ausência) do ―acento‖
indicativo da crase é:
a) Há diagnósticos por imagem que chegam a demorar de duas a três horas. O problema é que, às vezes,
precisamos repeti-los ano a ano.
b) Em processos de desapropriação de latifúndios, seus proprietários precisam provar, aqueles que julgam a causa,
que as terras são produtivas. Muitos dizem que, da entrada do processo à decisão final, a demora é de dois a cinco
anos.
c) Em processos de desapropriação de latifúndios, seus proprietários precisam provar, aqueles que julgam à causa,
que as terras são produtivas. Muitos dizem que, da entrada do processo à decisão final, a demora é de dois a
cincos.
d) Todas às vezes que a repórter liga para marcar entrevista com o poderoso empresário, a secretária até marca,
mas sempre ―explica‖ que tanto o horário quanto à data ficam sujeitos à confirmação.
e) Todas as vezes que a repórter liga para marcar entrevista com o poderoso empresário, a secretária até marca,
mas sempre ―explica‖ que tanto o horário quanto a data ficam sujeitos a confirmação.
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14. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Consideradas as normas ortográficas em vigor, está correta a alternativa:
a) plateia; infieis; joia; heroi; coriano.
b) açoriano; papéis; anzóis; fôrma; acriano.
c) fôrma; feiúra; paranoia; anzois; acreano.
d) apneia; revêem; reus; acreano; taubateano.
e) tramoia; coreanos; trofeu; constroi; baiúca.
15. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte
enunciado: ―Até agora, nenhum de nós _________ entender _________ o __________ membro de Legislativo expressou-
se tão _____ na ________ de ontem à tarde.
a) pode; porque; iminente; mau; seção.
b) pôde; por que; eminente; mal; sessão.
c) pudemos; porque; eminente; mal; sessão.
d) pôde; porquê; eminente; mal; seção.
e) podemos; por que; iminente; mau; cessão.
16. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa correta quanto à concordância:
a) Embora houvessem três atacantes na área, nenhum deles conseguiram fazer o gol.
b) Embora houvessem três atacantes na área, nenhum deles conseguiu fazer o gol.
c) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltavam bastantes quadras para chegar ao destino e a rua já estava
meio deserta.
d) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltava bastantes quadras para chegar ao destino e a rua já estava meia
deserta.
e) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltavam bastante quadras para chegar ao destino e a rua já estava meio
deserta.
17. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observando o emprego de tempos e modos verbais, a acentuação e a
concordância, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte texto: Antes que se
____________ a reunião, um dos membros do Conselho Deliberativo ___________ e argumentou: ― O rumo que
_______________ as discussões não __________; é preciso que se ___________ os impactos de uma decisão tão
importante sobre a gestão desta secretaria.‖
a) encerra-se; interviu; está tomando; é bom; averigue.
b)encerrace; interveio; estão tomando; são boas; averígue.
c) encerrasse; interveio; estão tomando; é bom; averiguem.
d) encerrasse; interveio; está tomando; é bom; averígue.
e) encerrasse; interviu; está tomando; são bons; averiguem.
18. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação, a grafia e o uso de formas variantes estão corretos na
alternativa:
a) Em todo mundo, milhões de pessoas, tomam antidepressivos de venda controlada diariamente. Ignorando o fato
de que para aumentar naturalmente os níveis de serotonina e alcançar bem-estar, bastaria promover mudanças na
alimentação e no estilo de vida.
b) Em todo mundo milhões de pessoas, tomam antidepressivos de venda controlada, diariamente, ignorando o fato
de que para aumentar naturalmente os níveis de serotonina, e alcançar bem-estar bastaria promover mudanças, na
alimentação e no estilo de vida.
c) Segundo a autora de Segredos da serotonina doutora Carol Hart, a serotonina é um hormônio que, exerce fortes
efeitos sobre o cérebro. Níveis normais, produzem bem estar. Níveis muito baixos, causam compulsão alimentar,
enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para eu, ler o livro foi muito útil.
d) Segundo a autora de Segredos da serotonina, doutora Carol Hart, a serotonina é um hormônio que exerce fortes
efeitos sobre o cérebro: níveis normais produzem bem-estar; níveis muito baixos causam compulsão alimentar,
enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para mim, ler o livro foi muito útil.
e) Segundo a autora, do Segredos da serotonina, doutora Carol Hart, a serotonina, é um hormônio, que exerce fortes
efeitos sobre o cérebro,níveis normais produzem bem estar, níveis muito baixos causam compulsão alimentar,
enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para eu ler o livro foi muito útil.
19. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Consideradas as normas ortográficas em vigor, a alternativa que NÃO
contém erro quanto ao emprego de hífen é:
a) lobo guará; pós-operatório; parabrisa; portarretrato; ante-projeto.
b) pára-choque; microorganismos; auto-regulação; mini-série; socioeconômico.
c) para-olimpíadas; campograndense; sócio-educativo; autoorganização; autoescola.
d) sem terra; sub-humano; auxílio-doença; bombarrelógio; microrregiões.
e) campo-grandense; para-raios; paraquedista; semi-inconsciente; sem-terra.
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20. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa correta quanto à concordância é:
a) Já havia sido apresentado provas bastante para a cassação do deputado, mas um expressivo número de
parlamentares ainda insistia em sua inocência.
b) Já havia sido apresentadas bastante provas para a cassação do deputado, mas um expressivo número de
parlamentares ainda insistiam em sua inocência.
c) Já haviam sido apresentadas bastantes provas para a cassação do deputado, mas um expressivo número de
parlamentares ainda insistia em sua inocência.
d) Considerado as inúmeras interrupções de fornecimento de água no bairro, não se podia descartar quaisquer
reservas, ainda que fosse de fontes apontada como imprópria.
e) Consideradas as inúmeras interrupções de fornecimento de água no bairro, não se podia descartar quaisquer
reservas, ainda que fosse de fontes apontadas como imprópria.
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PROVA
2
AGENTE FISCAL DE MEIO AMBIENTE/ENGENHARIA ELETRICISTA PMCG/MS – 2016
As questões de 01 a 07 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo
previsto para esta prova.
Com açúcar faz mal
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
O a u m e n t o d a g o r d u r a v i s c e r a l , q u e s e a c u m u l a n o a b d ô m e n e e s t á
r el ac i on a d a a o a p ar e c i men t o de d oe nç as c ar d ía c as e di a be te s , é dec or r en t e d o
consumo diário de bebidas industrializadas com açúcar. A conclusão vem do Estudo
F r a mi n g h a m d o C o r a ç ã o , p e s q u i s a p u b l i c a d a n a r e v i s t a c i e n t í f i c a C i r c u l a t i o n .
Ao todo, 1.003 adultos com idade média de 45 anos foram acompanhados por
seis anos. No iníci o e no fi m desse per íodo, eles r esponder am a qu esti onári os sobre
o c o n s u m o d e b e b i d a s e p a s s a r a m p o r e x a m e s d e i m a g e m p a r a v e r i f i c a r a
quantidade de gordura no corpo.
O s p e sq u i s a d or e s c on s t a t ar a m q u e , e n tr e o s qu e c o ns u mi am b e b i d as
a ç u c a r a d as , o v ol u me de g o r du r a vi sc e r al c r e sc e r a , c h e g an do a 8 5 2 c en t í me t r os
cúbicos. Já os que não consumiam esse tipo de bebida tiveram um aumento de 658
centímetros cúbicos.
Caroline S. Fox, principal autora do estudo, alerta: ―Nosso recado àqueles que
c on s o me m e s s e ti p o d e pr o d u to é qu e si ga m a s d i r e tr i z e s a t u ais d e a li men t aç ã o e
estejam conscientes da quantidade de bebidas com açúcar que ingerem. Para as
autoridades, esse estudo acrescenta evidências a um crescente corpo de pesquisa
qu e su gere qu e bebidas c om aç ú c ar podem f aze r mal à saú d e.‖ (R ev ist a Vida e
Saúde, ano 78, nº4, abril 2016, p.6, Seção Sala de Espera. Com adaptações).
1. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A compreensão de texto
depende, entre outros fatores, da identificação dos sentidos produzidos pelo uso de sinais de pontuação e orações
adjetivas. Analisados esses recursos linguísticos, assinale a alternativa que apresenta o comentário verdadeiro:
a) Considerando o valor de restrição que veiculam, a orações ―que se acumula no abdômen‖ (l. 1) e ―estás
relacionada ao aparecimento de doenças cardíacas e diabetes‖ (l. 1-2) não poderiam estar entre vírgulas.
b) As orações ―que se acumula no abdômen‖ (l. 1) e ―está relacionada ao aparecimento de doenças cardíacas e
diabetes‖ (l. 1-2) são de natureza explicativa e seu sentido é generalizante. Por isso, estão intercaladas.
c) A oração ―os que consumiam bebidas açucaradas‖ (l. 9-10) é de natureza explicativa, razão pela qual está
isolada por vírgulas.
d) A oração ―que consomem este tipo de produto‖ (l. 13-14) é de natureza explicativa e, portanto, deveria estar
entre vírgulas.
e) A oração ―que sugere‖ (l. 17) é de valor explicativo, razão pela qual não está isolada por vírgulas.
2. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão avalia
conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que apresenta a
informação correta ou verdadeira sobre o respectivo item:
a) Orações reduzidas: A oração ―para verificar a quantidade de gordura no corpo‖ (l. 7-8) introduz, no período,
ideia de finalidade.
b) Compreensão: A palavra ―Já‖ (l. 11) veicula ideia de ‗agora‘, ‗neste momento‘.
c) Coesão referencial: bebidas‖ (l. 7) retoma ―bebidas industrializadas com açúcar‖ (l. 3).
d) Coesão referencial: ―os‖ (l. 9) retoma ―1003 adultos‖ (l. 5).
e) Concordância verbal: ―ingerem‖ (l. 15) poderia estar no singular, concordando com ―quantidade‖ (l. 15).
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3. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Analisadas as relações de
regência estabelecidas no texto e o emprego (presença ou ausência) do acento indicativo de crase, é correto
afirmar que:
a) Em ―chegando a 852 centímetros cúbicos‖ (l. 10-11), o ―a‖ poderia receber ―acento indicativo de crase.
b) Em ―sigam as diretrizes‖ (l. 14), deveria ter sido usado o ―acento‖ indicativo de crase, pois, no sentido em que foi
empregado, o verbo ―seguir‖ rege a preposição ―a‖.
c) Em ―àqueles‖ (l. 13), usou-se indevidamente o ―acento‖, pois crase só ocorre diante de palavras femininas.
d) Em ―responderam a questionários‖ (l. 6) usou-se a preposição porque o verbo ―responder‖, no sentido em que foi
empregado, é transitivo indireto.
e) Em ―responderam a questionários‖ (l. 6), usou-se indevidamente a preposição porque o verbo ―responder‖, no
sentido em que foi empregado, é transitivo direto e, portanto, não rege preposição.
4. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A oração está corretamente
classificada na alternativa:
a) para verificar a quantidade de gordura no corpo (l. 7-8): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de
infinito.
b) entre o que consumiam bebidas açucaradas (l. 9-10): subordinada substantiva subjetiva.
c) que o volume de gordura visceral crescera (l. 9-10): subordinada substantiva objetiva direta.
d) que sigam as diretrizes atuais de alimentação (l. 14): subordinada substantiva apositiva.
e) que sigam as diretrizes atuais de alimentação (l. 14): subordinada substantiva objetiva direta.
5. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto ao emprego de tempos e
modos verbais no texto, a alternativa correta é:
a) O emprego do presente do indicativo produz o mesmo efeito de sentido em ―alerta‖ (l. 13), ―consomem‖ (l. 14) e
―ingerem‖ (l. 15): ideia de fatos que ocorrem frequentemente.
b) O emprego do presente produz o mesmo efeito de sentido em ―alerta‖ (l. 13), ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l.
15): ideia de ―agora‖, ―neste momento‖.
c) Tanto em ―consumiam (l. 9) quanto em ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15), o sentido é de fatos que
ocorreram mais de uma vez no passado.
d) As formas ―constataram‖ (l. 9), ―crescera‖ (l. 10) e ―tiveram‖ (l. 11) representam, pelo pretérito mais-que-perfeito
do indicativo, fatos concluídos, que ocorreram no mesmo momento do passado.
e) O sentido de processos habituais é produzido tanto pelo emprego do pretérito imperfeito do indicativo, em
―consumiam‖ (l. 9), quanto pelo presente do indicativo, em ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15).
6. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A classe da palavra está
corretamente indicada na alternativa:
a) gordura (l. 1): adjetivo.
b) consume (l. 7): verbo.
c) os (l. 9): artigo.
d) entre (l. 9): preposição.
e) mal (l. 17): adjetivo.
7. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) O comentário verdadeiro sobre o
emprego de ―esse‖ (―desse‖) e as relações de coesão encontra-se na alternativa:
a) Em ―desse período‖ (l. 6) e ―esse estudo‖ (l. 16), o pronome adequado seria ―este‖, e não ―esse‖.
b) Apenas em ―desse período‖ (l. 6) o pronome adequado seria ―este‖.
c) Tanto em ―esse tipo de bebida‖ (l. 11) e ―esse tipo de produto‖ (l. 14), usou-se ―esse‖ (e não ―este‖) por se tratar
de referências a normas ou referentes já mencionados anteriormente no texto. O mesmo se aplica o uso de ―esse‖
em ―desse período‖ (l. 6).
d) Tanto em ―esse tipo de bebida‖ quanto em ―esse tipo de produto‖ (l. 14) e ―desse período‖ (l. 6), usou-se ―esse‖
porque o autor se refere ao aqui e agora.
e) Em ―esse estudo‖ (l. 16), o correto seria usar ―este‖, pois o pronome em questão faz referência ao próprio texto.
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8. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto à ortografia e ao
emprego de parônimos, a alternativa correta é:
a) Por inflingir a regra de respeitar pedestre na faixa, foi infringida ao condutor do veículo uma pena alternativa.
b) Por infringir a regra de respeitar pedestre na faixa, foi infrigida ao condutor do veículo uma pena alternativa.
c) Ao auferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não hesitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente a
unidade de saúde mais próxima.
d) Ao auferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não exitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente uma
unidade de saúde mais próxima.
e) Ao aferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não hesitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente a
unidade de saúde mais próxima.
9. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que
NÃO há erro de grafia e de emprego de parônimos, homônimos ou formas variantes:
a) Eu já sei por que nosso colega não compareceu à sessão de ontem: o tráfego ficou interrompido por cerca de
duas horas em razão de uma paralisação de caminhoneiros.
b) Eu já sei porque nosso colega não compareceu à sessão de ontem: o tráfego ficou interrompido por cerca de
duas horas em razão de uma paralização de camioneiros.
c) Eu já sei porquê nosso colega não compareceu à seção de ontem: o tráfico ficou interrompido por cerca de duas
horas em razão de uma paralização de camioneiros.
d) Para mim, dizer-lhe a verdade a cerca da verdadeira razão porque o filho foi detido é muito difícil.
e) Para eu, dizer-lhe a verdade há cerca da verdadeira razão porque o filho foi detido é muito difícil.
10. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A concordância está correta na
alternativa:
a) Preparado os argumentos, cabiam a ela defendê-los.
b) Os bastidores da política são obscuros, assim como o é os interesses da maioria dos políticos. São por isso que, a
cada eleição, reduz-se as esperanças do povo.
c) Os bastidores da política são obscuros, assim como o são o interesse da maioria dos políticos. São por isso que, a
cada eleição, reduzem-se as esperanças do povo.
d) Dudu foi um dos jogadores que mais se esforçaram durante a partida. A maior recompensa pelo esforço não foi o
gol que fez; foram os comentários da crítica desportiva e o alívio da torcida.
e) O grande prestígio daquela rede de supermercados provêm não só da qualidade de clientes mas também da
qualidade do atendimento.
11. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que
NÃO há erro de pontuação:
a) Considerando que, o acidente foi resultado de sua irresponsabilidade. Porque você bebeu antes de dirigir, aceite,
pois as consequências de seu ato.
b) Considerando que o acidente foi resultado de sua irresponsabilidade, porque você bebeu antes de dirigir, aceite,
pois, as consequências de seu ato.
c) Considerando que o acidente, foi resultado de sua irresponsabilidade já que você bebeu, antes de dirigir, aceite
pois as consequências de seu ato.
d) Você não tem argumentos para contestar a pena que lhe foi atribuída, pois, bebeu antes de dirigir.
e) Os rumos, que a investigação está tomando, dão sinais de que, a qualquer momento por determinação da
Justiça ele será preso.
12. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto à regência e ao uso
(presença ou ausência) do ―acento‖ indicativo de crase, a alternativa correta é:
a) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram que ficassem a distância. Aliás, especificaram que, se
quisessem assistir à retirada dos feridos, deveriam ficar à distância de no mínimo vinte metros do local do
desabamento.
b) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram para que se mantivessem à distância. Aliás, especificaram
que, se quisessem assistir a retirada dos feridos, deveriam ficar a uma distância de no mínimo vinte metros do local do
desabamento.
c) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram para que se mantivessem à distância. Aliás, especificaram
que, se quisessem assistir a retirada dos feridos, deveriam ficar à uma distância de no mínimo vinte metros do local do
desabamento.
d) Daqui à seis horas meu time entrará em campo para enfrentar um adversário muito forte. Espero que vença, pois,
se perder, estarei sujeito à gozação ou à piadas.
e) De segunda à quarta-feira, a quadra é usada por alunos de primeira à quarta série; às quintas às sextas, o uso é
reservado aos de quinta à oitava.
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13. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa em que NÃO há
erro de acentuação é:
a) econômia, piramboia; escarceu; tuiuiu.
b) tuiuiú; jataí; aquí; ítens; nêutron.
c) tuiuiu; bocaiuva; alí; açaí; nêutrons.
d) piramboia; cauboi; enjoo; tuiuiú; econômia.
e) caúna; bocaiuva; tuiuiú; caubói; jiboia.
As questões 14,15 e 16 referem-se ao seguinte texto: Ao rever o prédio ______ trabalhara, o aposentado lembrou-se
dos anos de exercício da profissão que escolhera e _______ se dedicara com tanto esmero. Também ____ vieram à
memória algumas atribuições do cargo que exercera, _________ ___________ se empenhara tanto.
14. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observando as regras de
regência e o emprego de parônimos e pronomes relativos, assinale a alternativa que preenche adequadamente as
lacunas do texto:
a) onde; que; o; cujo; cumprimento.
b) onde; a que; lhe; para cujo; cumprimento.
c) que; onde; lhe; o qual; comprimento.
d) o qual; na qual; lhe; no qual; comprimento.
e) em que; o qual; lhe; onde; cumprimento.
15. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinaladas as orações que
compõem os períodos em que articula o texto, é correto o que consta na alternativa:
a) Os dois períodos são compostos por coordenação e subordinação.
b) No primeiro período, a última oração é subordinada substantiva objetiva direta.
c) No segundo período, as duas últimas orações são subordinadas adjetivas explicativas.
d) No primeiro período é composto exclusivamente por coordenação.
e) No primeiro período, temos uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. Se a
desenvolvermos, o verbo será assim expresso: ―reviu‖.
16. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Sobre o emprego de tempos e
modos verbais, está correta a alternativa:
a) As formas ―trabalhara‖, ―escolhera‖; ―dedicara‖, ―exercera‖, ―empenhara‖ estão empregadas no futuro do
presente do indicativo, sugerindo possibilidade ou fantasia.
b) Todas as formas verbais foram empregadas no pretérito perfeito do indicativo, representando fatos anteriores a
―rever‖.
c) Enquanto ―rever‖ está no presente do indicativo, todas as demais formas estão no pretérito mais-que-perfeito do
indicativo, indicando fatos passados.
d) As formas ―trabalhara‖, ―escolhera‖; ―dedicara‖, ―exercera‖, ―empenhara‖ estão empregadas no pretérito mais-
que-perfeito do indicativo. As três primeiras expressam fatos anteriores a ―lembrou-se‖, que está no pretérito perfeito;
as duas últimas indicam fatos anteriores a ―vieram‖, que também está no pretérito perfeito.
e) A única forma empregada no pretérito perfeito é ―lembrou-se‖.
17. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação está correta na
alternativa:
a) A maior parte das pessoas pensa que o narguilé é menos prejudicial que o cigarro, mas ─ por não ser capaz de
filtrar a fumaça, proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas contidas no tabaco, como o alcatrão,
a nicotina e o monóxido de carbono ─ pode ser mais perigoso.
b) A maior parte das pessoas, pensa que o narguilé, é menos prejudicial que o cigarro, mas por não ser capaz de
filtrar a fumaça proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas contidas no tabaco, como o alcatrão,
a nicotina e o monóxido de carbono pode ser mais perigoso.
c) A maior parte das pessoas pensa que, o narguilé é menos prejudicial que o cigarro, mas por não ser capaz de
filtrar a fumaça. Proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas; contidas no tabaco como o alcatrão,
a nicotina e o monóxido de carbono pode ser mais perigoso.
d) Pilates e RPG, são dois ―métodos‖ muito utilizados para prevenção ou correção de lesões, o primeiro é indicado
para pessoas que não têm patologias como forma de condicionamento físico. Enquanto o segundo é voltado para
patologias relacionadas à coluna ou outros desvios.
e) Pilates e RPG são dois ―métodos‖. Muito utilizados para prevenção ou correção de lesões, o primeiro é indicado
para pessoas, que não têm patologias, como forma de condicionamento físico. Enquanto o segundo é voltado para
patologias relacionadas à coluna, ou outros desvios.
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As questões 18 e 19 referem-se aos enunciados das alternativas da questão anterior (17) e poderão ajudá-lo/ajudá-la
a compreender os textos e a confirmar se a alternativa que assinalou na questão 17 está correta.
18. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) No enunciado das alternativas
―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17, há orações reduzidas. Assinale a alternativa que apresenta a informação verdadeira
sobre a respectiva oração:
a) A oração reduzida de infinitivo ―por não ser capaz‖ introduz, no período, ideia de explicação, classificando-se
como subordinada adjetiva explicativa.
b) A oração ―de filtrar a fumaça‖ é subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.
c) A oração reduzida de gerúndio ―proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas‖ indica causa,
classificando-se como subordinada adverbial causal.
d) Por seu sentido generalizante, a oração reduzida de particípio ―contidas no tabaco‖ pode ser classificada como
subordinada adjetiva explicativa.
e) As orações ―por não ser capaz‖ (reduzida de infinitivo) e ―proporcionando um consumo maior das substâncias
nocivas‖ (reduzida de gerúndio) introduzem ideias de causa e consequência, respectivamente. Ambas são
subordinadas adverbiais.
19. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Agora considerando os
enunciados de todas as alternativas da questão 17 e observando as relações de concordância, assinale a
alternativa que apresenta a informação correta ou verdadeira:
a) Nas alternativas ―A‖, ―B e ―C‖ da questão 17, há um erro de concordância: o verbo ―pensar‖ deveria estar no
plural (―pensam‖) para concordar com ―pessoas‖.
b) Nas alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17, usou-se o singular em ―pode‖ e ―perigoso‖ para concordar com
―monóxido de carbono‖.
c) Nas alternativas ―D‖ e ―E‖ da questão 17, a palavra ―utilizados‖ está no masculino plural para concordar com
―métodos‖.
d) Nas alternativas ―D‖ e ―E‖ da questão 17, a palavra ―utilizados‖ está no plural para concordar com os núcleos do
sujeito composto a que se refere.
e) A palavra ―contidas‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17) deveria estar no masculino singular para
concordar com ―tabaco‖.
20. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observadas as normas
ortográficas para o uso de hífen, a alternativa correta é:
a) salário-família; mal-humorado; bemaventurado; sócio-econômica; portaluvas.
b) base; inter-relações; portagarrafas; co-responsabilidade; autorretrato.
c) salário-reclusão; bem-humorado; porta-soro; sócio-gerente; malvestido.
d) porta-aviões; portassoro; malentendido; mal-limpo; bem-mandado.
e) pseudo-história; auto-sustentável; portasseringas; salário mínimo; predatado.
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PROVA
3
PREFEITURA MUNICIPAL DE NIOAQUE – MS – 2016
Faltam 3 minutos para o Apocalipse, dizem os cientistas
Simbólico ―relógio do Apocalipse‖ é adiantado para 23h57. Horário é o mais crítico em mais de 30 anos
Cientistas da Bulletin of the Atomic Sciences adiantaram o simbólico "Relógio do Apocalipse" para 23h57.
Quanto mais próximo da meia-noite, mais perto estamos da extinção da humanidade. O horário é um dos mais
críticos de todos os tempos, igualando 1984, quando se temia uma possível guerra nuclear causada pela Guerra Fria.
Há mais de um motivo para justificar o novo horário, mas a manutenção e a produção de armas nucleares
ainda é o fator mais propício a nos levar ao fim definitivo.
O boletim aponta que, apesar de o Ocidente dar atenção apenas às movimentações nucleares da Coréia
do Norte e do Irã, outras 20 nações possuem capacidade, ou intenção, de construir material bélico nuclear. Até o
Brasil, suspeito de tentar elaborar uma arma nuclear em 2010, é citado na avaliação. "Enquanto armas nucleares
forem tratadas como formas legítimas de segurança nacional, toda a humanidade permanecerá sob o risco da
tecnologia mais perigosa que existe na face da Terra", diagnostica o órgão.
Apesar de países emergentes no ramo nuclear serem uma preocupação, o comunicado também mira em
velhos conhecidos. Rússia, Estados Unidos, França, e Reino Unido continuam a modernizar seus arsenais nucleares,
mesmo sem qualquer justificativa. Além disso, esses países apresentam novas formas de tecnologia para fins militares,
principalmente de espionagem.
Outro risco apontado pelo Bulletin são as mudanças climáticas. O órgão alerta sobre o clima desde 2007
(quando o relógio batia a sete minutos para meia noite), mas acredita que os esforços de líderes mundiais foram
ineficazes desde então. "Tudo o que foi feito até agora se mostrou insuficiente para frear o aquecimento global", diz
o novo manifesto. Na última semana, pesquisadores da Nasa e Noaa (a agência americana de oceanos e atmosfera)
afirmaram que 2015 foi o ano mais quente da história - e a previsão é que 2016 seja ainda mais quente.
O "Relógio do Apocalipse"foi idealizado em 1947 como um símbolo para alertar a sociedade sobre uma
possível catástrofe nuclear. Naquela época, com o mundo recém-saído da Segunda Guerra e dois anos após os
bombardeios nucleares contra Hiroshima e Nagazaki, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite. Até hoje,
foram 22 ajustes. O horário 23h57 já havia sido marcado em 1949, quando a URSS testou sua primeira bomba atômica.
Em 1953, quando Estados Unidos e União Soviética fizeram os primeiros testes com bombas de hidrogênio, o relógio
chegou a 23h58, o mais tarde que já foi registrado. Com o fim da Guerra Fria, o relógio se distanciou da meia-noite,
adiantando-se para 23:43 em 1991. Mas, de lá para cá, com a disseminação de arsenais nucleares por países cada
vez menos confiáveis e o aprofundamento das mudanças climáticas, ele só andou para frente.
Disponível em: <http://super.abril.com.br/cotidiano/faltam-3-minutos-para-o-apocalipse-dizem-cientistas.Acesso em: 05/03/2016.
1. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) De acordo com o texto, é INCORRETO:
a) O horário atual, 23h57, não é inédito;
b) De acordo com o texto já estivemos a 2 minutos do fim do mundo;
c) A última mudança no relógio foi em 1991;
d) A primeira hora marcada no ―Relógio do Apocalipse‖ foi 23h53.
2. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Considere as afirmativas:
I) De acordo com o texto, o ―relógio do Apocalipse‖ existe a quase 70 anos, foi pensado para alertar,
simbolicamente, a sociedade para uma possível catástrofe nuclear.
II) O aquecimento global é o principal fator para a movimentação do ―Relógio do Apocalipse‖, de acordo com
os cientistas.
III) As armas nucleares são necessárias para a segurança nacional, de acordo com o texto.
IV) A propagação de materiais de guerra nuclear e as mudanças climáticas são fatores que provocam o
adiantamento do ―Relógio do Apocalipse‖.
Estão CORRETAS as afirmativas:
a) I e II;
b) II e III;
c) I e IV;
d) I, III e IV.
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3. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Em ―Há mais de um motivo para justificar o novo
horário, mas a manutenção e a produção de armas nucleares ainda é o fator mais propício a nos levar ao fim
definitivo.‖, é CORRETO afirmar sobre a palavra em destaque:
a) Trata-se de uma conjunção coordenativa conclusiva e pode ser substituída por ―portanto‖ sem alteração de
sentido;
b) è uma conjunção coordenativa adversativa que pode ser substituída por ―todavia‖ sem mudar o sentido do texto.
c) Trata-se de uma conjunção coordenativa explicativa, substituí-la por ―pois‖ não altera o sentido do período.
d) É uma conjunção coordenativa aditiva, a substituição por ―e‖ não compromete o sentido do período.
4. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre a análise sintática do período ―Horário é o
mais crítico em mais de 30 anos‖, é CORRETO afirmar:
a) O verbo de ligação é o núcleo do predicativo;
b) O termo ―crítico‖ exerce a função de predicativo do sujeito;
c) Trata-se de um predicativo verbo-nominal;
d) ―o mais crítico‖ tem função de objeto direto.
5. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Em ―Apesar de países emergentes no ramo nuclear
serem uma preocupação, o comunicado também mira em velhos conhecidos.‖, sobre a expressão em destaque é
CORRETO afirmar.
a) A forma correta é ―a pesar de‖;
b) Trata-se de um advérbio que transmite ideia contrária;
c) ―Não obstante‖ é o antônimo da expressão destacada;
d) A expressão é uma locução prepositiva com o mesmo sentido de ―ainda que‖.
6. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Quanto à acentuação gráfica estão corretas as
afirmativas, EXCETO:
a) Em ―de lá para cá‖ há dois monossílabos tônicos;
b) As palavras ―simbólico‖ e ―símbolo‖ recebem acento gráfico porque são proparoxítonas;
c) As palavras ―recém‖ e ―também‖ são acentuadas graficamente em razão da mesmo regra, são oxítonas
terminadas em ―em‖;
d) A palavra ―países‖ é acentuada graficamente por ser uma paroxítona terminada em ―e‖ seguida de ―s‖.
7. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise as afirmativas:
I) Na palavra ―mudança‖ há um dígrafo vocálico.
II) Em ―preocupação‖ há um encontro consonantal, um hiato e um ditongo nasal.
III) A palavra ―meia‖ possui um ditongo e um hiato, respectivamente.
IV) ―climáticas‖ e ―símbolo‖ possuem encontros consonantais em ―cl‖ e ―MB‖.
É CORRETO afirmar que:
a) Todas as afirmativas estão corretas;
b) Estão corretas as afirmativas I, II e III;
c) Estão corretas as afirmativas III e IV;
d) Estão corretas as afirmativas II, III e IV.
8. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise asa afirmativas e assinale a INCORRETA.
a) A palavra ―quente‖ possui 6 letras e 4 fonemas;
b) No trecho ―Além disso, esses países apresentam novas formas de tecnologias para fins militares‖, a vírgula foi
usada para isolar uma locução adverbial;
c) A palavra ―diagnostica‖ é o feminino do substantivo masculino diagnóstico;
d) Há na palavra ―ineficazes‖ um prefixo que atribui ao radical sentido contrário.
9. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) A separação silábica está incorreta na alternativa:
a) In – su – fi – cien – te;
b) Ór - gão;
c) Nu – cle – ar;
d) At – mos – Fe – Ra.
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10. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque - MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que TODAS as palavras
possuem ditongo decrescente:
a) Tecnologia, países, andou.
b) História, confiáveis, nucleares;
c) Soviética, saído, causada;
d) Meia, noite, primeira.
11. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre o uso do acento grave, indicativo de crase,
está incorreta a alternativa.
a) A aula terminará às 22h;
b) Chegaremos após às 14h;
c) A reunião está marcada para as 8h30min;
d) Estou esperando-a desde as 18h.
As questões 12 a 14 referem-se ao texto que segue.
―Muitas crenças ______________ são bem peculiares. Na Turquia, não se deve mascar chiclete _______, _______ ele se
transformará na carne dos mortos. Os italianos acham que ver freiras dá ____; para ucranianos, são os padres, mas só
antes do ________.‖
(http://www.selecoes.com.br/dedos-cruzados)
12. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que apresenta as palavras
que preenchem CORRETAMENTE e respectivamente as lacunas do texto:
a) Supersticiosas – a noite – porquê – azar – meio dia;
b) Superstisiosas – à noite – por que – azar – meio dia;
c) Supersticiosa – a noite – porque – asar – meio-dia;
d) Supersticiosas – à noite - porque – azar – meio-dia.
13. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre a questão anterior, NÃO está correta a
explicação.
a) Na primeira lacuna a palavra correta é ―supersticiosas‖ porque concorda em gênero e número com ―Muitas
crenças‖;
b) Na segunda lacuna a forma correta é a ―à noite‖, pois toda locução adverbial recebe o acento grave indicativo
de crase;
c) Na terceira lacuna o correto é ―porque‖, esta forma é equivalente a pois e foi utilizado para uma explicação;
d) Na última coluna a forma correta é ―meio-dia‖, uma vez que se trata de um substantivo composto por
justaposição das palavras ―meio‖ e ―dia‖.
14. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise as afirmativas e assinale a CORRETA.
a) ―crendice‖ e ―superstição‖ são palavras antônimas;
b) Em ―ele se transformará na carne dos mortos.‖, o pronome destacado refere-se a ―mascar‖;
c) No texto, o termo ―que‖, em destaque no texto, exerce a função conjunção integrante;
d) O verbo ―transformará‖ está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
15. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Quanto à concordância está CORRETA a
alternativa:
a) Cerca de 170 mil casos de dengue já foi registrado este ano no Brasil;
b) Houveram diminuições de 80% nos casos graves de dengue;
c) 100% da população precisam ajudar na eliminação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti;
d) Portugal foi um dos países que conheceram a dengue este ano.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 86
PROVA
4
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ALVORADA DO SUL – MS – 2016
As questões 01, 02 e 03 referem-se ao seguinte texto:
Nas avaliações oficiais da qualidade do ensino oferecido no Brasil, os índices ___________ não _____ atingido
o esperado. Além disso, revelam que um número significativo de crianças que ____________ as aulas não _______
resultados satisfatórios de aprendizagem.
Para transformar esse quadro, programas para formação de professores _____ sendo ____________ pelo
governo.
Durante as capacitações, os professores comentam que querem __________ tudo o que for possível sobre
dificuldades de aprendizagem, na expectativa ________ as informações oferecidas nos cursos os conduzam a
entender muitas questões _________ ainda não tenham familiaridade.
1. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as relações de
concordância e regência e o uso de parônimos, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
a) auferidos; tem; frequenta; obtém; vem; oferecidos; absorver; que; onde.
b) aferidos; têm; frequenta; obtêm; vêm; oferecidos; absolver; que; no qual.
c) auferidos; têm; frequentam; obtêm; vêm; oferecido; absorver; de que; que.
d) aferidos; têm; frequentam;, obtém; vêm; oferecidos; absorver; de que; com que.
e) auferidos; têm; frequenta; obtém; vem; oferecido; absolver; que; na qual.
2. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Quanto ao emprego das classes das
palavras destacadas, a alternativa correta é:
a) qualidade = adjetivo.
b) esperado = verbo.
c) esperado = substantivo.
d) o = artigo definido.
e) os = artigo definido.
3. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) O comentário verdadeiro sobre o
emprego de tempos e modos verbais está na alternativa:
a) Tanto em "revelam" (primeiro parágrafo) quanto em "comentam" (ultimo parágrafo), o autor presentifica fatos já
concluídos, mas que ocorreram em um passado próximo.
b) Tanto em "querem" quanto em "for" (último parágrafo) foi usado o futuro do subjuntivo para indicar possibilidade.
c) Nas formas "querem" e "conduzam" (último parágrafo), ambas no presente, foram usados modos verbais diferentes
(indicativo e subjuntivo, respectivamente) para produzir o mesmo efeito de processos habituais, de modo que a
segunda forma poderia ser substituída por "conduzem".
d) Em "revelam" (primeiro parágrafo) e em "comentam" (último parágrafo), o presente do indicativo representa o
agora, ou seja, um fato simultâneo ao momento em que o texto é produzido.
e) Para representar o processo como possibilidade ('vir a ter'), o autor emprega do subjuntivo em "tenham" (último
parágrafo); se a pretensão fosse representá-lo como um fato, como verdade, teria empregado o presente do
indicativo ─ "têm" ─, que também seria correto.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 87
As questões de 04 a 07 referem-se ao seguinte texto:
1
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5
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7
8
9
10
11
12
13
14
Pesquisas revelam que aproximadamente 40% da população mundial _______
em regiões _________ a oferta anual de água potável é menor que 1700 metros cúbicos
por habitante, índice mínimo apresentado como seguro pela ONU.
No Brasil, o tema é recorrente e, há alguns meses, intensificou -se sua
discussão. Constatou-se que a falta de planejamento e discussão do problema
_____________ para que, após um grande período de seca, os reservatórios de água,
sobretudo nas metrópoles, reduzissem drasticamente os volumes, implicando ____
necessidade de racionamento.
O problema da escassez desse recurso tão vital ultrapassa os interesses e
necessidades individuais, atingindo ________ coletividade, influenciando negativamente
____ economia e afetando a qualidade de vida de gerações futuras.
Persiste, porém, a pergunta que ninguém ainda se dignou a responder: O que
eu posso f azer par a c ontri buir _ ___ __ minh a comu ni dade na pr eser vaç ão desse
bem? (Adaptado do texto "A escassez na abundância". por Marcus V. de A. Rol).
4. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as relações de coesão,
concordância e regência bem como o emprego de pronomes relativos e formas variantes, assinale a alternativa
que completa corretamente as lacunas do texto:
a) vivem; onde; concorreu; a; toda a; a; com.
b) vive; aonde; concorreram; na; toda, na; para.
c) vive; que; concorreram; na; toda a; a; para.
d) vivem; na qual; concorreu; na; toda a; na; com.
e) vive; cuja; concorreram; a; toda a; na; com.
5. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Sobre períodos compostos e orações
reduzidas, está correta a informação contida na alternativa:
a) No primeiro parágrafo, a terceira oração (l. 2-3) é subordinada adjetiva e introduz sentido de generalização,
criando o pressuposto de que o mencionado índice de oferta de água aplica-se a todas as regiões.
b) No segundo período do segundo parágrafo, a oração que completa o sentido de "Constatou-se" (l. 5-6) classifica-
se como subordinada substantiva subjetiva.
c) No segundo período do segundo parágrafo, a oração que completa o sentido de "Constatou-se" (l. 5-6) classifica-
se como subordinada substantiva objetiva direta.
d) A última oração do segundo parágrafo (l. 7-8) é reduzida de gerúndio e introduz, no período de que faz parte,
ideia de causa.
e) A penúltima oração do segundo parágrafo (l. 6-7) classifica-se como subordinada adverbial final.
6. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Consideradas as relações de coesão,
assinale a alternativa que traz a correta correspondência entre os termos:
a) "tema" (l. 4) retoma "população mundial" (l. 1).
b) "sua" (l. 4) retoma "água potável" (l. 2).
c) "problema" (l. 5) retoma "água potável" (l.2).
d) "recurso" (l. 9) e "bem" (l. 14) retomam "água" (l. 6).
e) ―bem" (l. 14) refere-se a "economia" (l. 11).
7. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Sobre funções da linguagem e
tipologias textuais, predominam no texto:
a) Função referencial e sequências expositivas ou dissertativas.
b) Função conativa e sequências dialogais.
c) Função metalinguística e sequências descritivas.
d) Função referencial e sequências narrativas.
e) Funções conativa e emotiva e sequências instrucionais ou injuntivas.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 88
8. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Os enunciados desta questão foram
todos adaptados da revista Dossié Super Interessante, "Detox", edição 357-A, fev. 2016, p. 11. Assinale a alternativa
em que NÃO há erro de pontuação:
a) Algumas toxinas são flagradas pelas células das paredes do intestino que impedem sua entrada no metabolismo, é o
que acontece quando você come aquela maionese suspeita; que confirmando o temor está intoxicada com salmonela.
b) Algumas toxinas, flagradas pelas células das paredes do intestino que impedem a sua entrada no metabolismo. É o que
acontece, quando você come aquela maionese suspeita, que, confirmando o temor, está intoxicada com salmonela.
c) Cada segmento do intestino, é especializado na absorção de determinada substância; há áreas, que capturam o
ferro, outras o ácido fálico, etc. As células das paredes do intestino, puxam essas substâncias que são jogadas, na
corrente sanguínea.
d) Cada segmento do intestino é especializado, na absorção de determinada substância, há áreas que capturam o
ferro, outras o ácido fálico, etc, as células das paredes do intestino, puxam essas substâncias que, são jogadas na
corrente sanguínea.
e) Cada segmento do intestino é especializado na absorção de determinada substância: há áreas que capturam o
ferro, outras, o ácido fálico etc. As células das paredes do intestino puxam essas substâncias, que são jogadas na
corrente sanguínea.
As questões 09 e 10 incidem sobre os enunciados da questão anterior (questão 08) e, concorrendo para sua
compreensão, avaliam conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto para esta prova.
9. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos
sobre compreensão de textos e períodos compostos, incluindo orações reduzidas. Assinale a alternativa que traz a
informação verdadeira ou correta sobre o respectivo item:
a) A oração subordinada reduzida de gerúndio "confirmando o temor" (alternativas A e B da questão 08) é de
natureza adverbial e introduz, no período, ideia de condição.
b) A oração subordinada reduzida de gerúndio "confirmando o temor' (alternativas A e B da questão 08) é de
natureza adverbial e introduz, no período, ideia de causa.
c) A oração "que são jogadas na corrente sanguínea" (alternativas C, D e E da questão 08) tem valor explicativo e
generalizante (aplica-se a todas "essas substâncias").
d) A oração "que são jogadas na corrente sanguínea" (alternativas C, D e E da questão 08) tem valor restritivo,
aplicando-se apenas a algumas "substâncias".
e) A oração "que [...] está intoxicada com salmonela" (alternativas A e B da questão 08) tem valor restritivo, pois
aplica-se apenas a "maionese".
10. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Nesta questão, o foco são apenas as
alternativas A e B da questão 08, avaliando-se conhecimentos sobre coesão, emprego de parônimos:
a) Coesão: Os pronomes "que" e "sua",em "que impedem a sua entrada" referem-se, ambos, a "células das paredes dointestino".
b) Coesão: Os pronomes "que" e "sua", em "que impedem a sua entrada". referem-se, respectivamente, a "células
das paredes do intestino" e "Algumas toxinas".
c) Coesão: Os pronomes "que" e "sua", em "que impedem a sua entrada", referem-se, respectivamente, a "células
das paredes do intestino" e "você".
d) Emprego de parônimos: a palavra "flagradas" foi indevidamente empregada; o correto seria "fragradas".
e) Coesão/concordância: em "que impedem", o verbo deveria estar no singular, pois o pronome "que" refere-se a "intestino".
11. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as normas ortográficas
em vigor, assinale a alternativa correta:
a) autorrecuperação; altorrelevo; portabandeira; retroescavadeira; paranoia.
b) decibéis; assembleia; anti-herói; sub-região; microrregião.
c) auto-recuperação; superresistente; auto-explicativo; intersetorial.
d) autoatendimento; microorganizações; co-herdeiro; baiúca; saúde.
e) socialdemocracia; sociofamiliar; inter-regional; decibeis; alto-relevo.
12. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) O emprego (presença ou ausência)
do "acento" indicativo de crase está correto na alternativa:
a) O piloto liderou a prova de ponta a ponta, mas está sujeito a desclassificação por desrespeito a algumas regras.
Também deverá haver punição à sua equipe.
b) O piloto liderou a prova de ponta à ponta, mas está sujeito a desclassificação por desrespeito à algumas regras.
Também deverá haver punição à sua equipe.
c) O piloto liderou à prova de ponta à ponta, mas está sujeito à desclassificação por desrespeito a algumas regras.
Também deverá haver punição a sua equipe.
d) A espera por atendimento em unidades públicas de saúde, dezenas de pacientes têm perdido de uma à quatro
horas. O pior é quando o que se perde é a vida.
e) À espera por atendimento em unidades públicas de saúde, dezenas de pacientes têm perdido de uma à quatro
horas. O pior é quando o que se perde é a vida.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 89
PROVA
5
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRILHANTE – MS – 2016
As questão de 01 a 04 referem-se ao seguinte texto:
O fenômeno da globalização econômica implicou uma série de mudanças na sociedade, seja em seu âmbito
interno, seja externamente, influenciando, em especial, o poder regulador do Estado. Apesar da rapidez dessas
transformações sociais e de sua abrangência, deve-se considerar que, em qualquer sociedade, independente do
momento histórico, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social. (Adaptado [da p. 52] do artigo:
CARIOCA, Paulo C. de A. As mudanças do papel regulador do Estado em face da globalização. Revista do TCU, nº
82, out-dez.1999, p. 39-69).
1. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Analisadas as relações de coesão
referencial estabelecidas no texto, é correto afirmar:
a) Os pronomes "seu" e "sua" referem-se a "fenômeno".
b) Os pronomes "seu" e "sua" referem-se, respectivamente, a ―fenômeno" e ‖sociedade‖.
c) O pronome "seu" refere-se a "globalização"; "sua" refere-se a "Estado".
d) O pronome "algo" retoma "momento histórico‖.
e) O pronome "seu" refere-se a "sociedade", enquanto "sua" refere-se a "transformações sociais".
2. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que traz o
comentário verdadeiro ou correto sobre as relações de regência estabelecidas no texto:
a) Como o verbo "implicar‖, no sentido em que foi empregado, é transitivo indireto, o correto seria usar a preposição
"em" antes de "uma série de mudanças".
b) Como o verbo "influenciar" é transitivo indireto, seu complemento deveria estar introduzido por preposição.
c) Por serem os verbos ―implicar" (no sentido em que foi empregado) e "influenciar' transitivos diretos, seus
complementos não regem preposição.
d) Como o verbo "influenciar" é transitivo indireto, usou-se corretamente a preposição "em‖ para introduzir seu
complemento "em especial‖.
e) Em ―inerente ao‖, usou-se indevidamente a preposição "a".
3. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos
sobre distintos itens do conteúdo previsto para esta prova. Assinale a alternativa que traz a informação correta ou
verdadeira sobre o respectivo item:
a) Compreensão de texto: A oração 'influenciando, em especial, o poder regulador do Estado‖ introduz ideias de
tempo e causa.
b) Ortografia: a palavra "Estado" deveria ter sido grafada com inicial minúscula, pois as normas ortográficas em vigor
determinam o uso de inicial minúsculas em todos os vocábulos de uso corrente.
c) Compreensão de texto: A palavra ―como" introduz, no texto, ideia de comparação.
d) Períodos compostos: A última oração do segundo período classifica-se como subordinada substantiva subjetiva.
e) Períodos compostos: A última oração do período classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta.
4. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) A classe se das palavras está
corretamente indicada na alternativa:
a) interno e independente: adjetivos.
b) externamente e independente: advérbios.
c) interno e rapidez: adjetivos.
d) globalização e regulador: substantivos.
e) seja e poder: verbos.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 90
Considere os três pequenos textos a seguir para responder às questões de 05 e 07: i) Ao ser interrogado, respondeu
primeiramente que, percebendo a aproximação do veículo em altíssima velocidade, só pôde pedir a Deus que o
salvasse da morte. ii) Percebendo que os vários veículos vinham em altíssima velocidade e quase emparelhados,
chegou à conclusão de que se tratava de um ―racha‖. iii) Durante palestras sobre trânsito, o experiente policial pede
aos país de alunos que, percebendo dois ou mais veículos em alta velocidade trafegando pela grande avenida do
bairro, acionem a policia.
5. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Sobre períodos compostos, a
alternativa que apresenta informação verdadeira ou correta é:
a) As orações "que o salvasse de morte, em i), e "que acionem a polícia‖, em ii), são subordinadas substantivas
objetivas diretas.
b) Em i), há uma oração subordinada adjetiva restritiva; em ii), há uma oração coordenada conclusiva.
c) Em i), há uma oração subordinada adjetiva explicativa.
d) Em ii), a oração "de que se tratava de um 'racha"' classifica-se como subordinada substantiva objetiva indireta.
e) Os três textos são organizados em um único período, composto por coordenação.
6. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Analisadas as orações reduzidas
que compõem os três textos, é verdadeiro o comentário contido na alternativa:
a) Todas introduzem, no respectivo período, sentido de tempo.
b) Em i), a primeira oração é reduzida de infinitivo: em iii), a última é reduzida de gerúndio. Ambas são adverbiais
temporais.
c) Em ii), a oração de gerúndio introduz ideia de consequência.
d) Todas as reduzidas de gerúndio são subordinadas, sendo três adverbiais e uma adjetiva restritiva. Em i), o sentido
que prevalece é de tempo; em ii), além do sentido de tempo há o de causa; em iii), o sentido que prevalece em
"percebendo dois ou mais veículos em alta velocidade" é de condição.
e) A oração "trafegando pela grande avenida do bairro" veicula ideia de proporção.
7. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos
sobre diferentes itens do conteúdo previsto em edital. Assinale a alternativa que traz a informação correta ou
verdadeira sobre o respectivo item:
a) Emprego de tempos e modos verbais: Em iii), o uso do presente do indicativo (―pede‖) produz efeito de sentido de
processo habitual.
b) Compreensão de texto: se, em i), mudarmos de posição a palavra ―só‖, deslocando-a para depois da palavra
"Deus" ou da palavra "salvasse", não haverá alteração de sentido.
c) Emprego de classes de palavras: em i), a palavra "só" comporta-se como adjetivo.
d) Acentuação: a forma verbal "pôde" não precisaria estar acentuada, pois, segundo as normas ortográficas em
vigor, o acento diferencial tornou-se facultativo.
e) Emprego de tempos e modos verbais: Em iii), o presente do indicativo ("pede") representa um fato simultâneo ao
momento em que o texto é produzido, enquanto o presente do subjuntivo ("acionem") expressa futuro.
8. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que NÃO
apresenta erro de pontuação e emprego de formas variantes ou homônimas:
a) Especialistas de todo mundo, garantem; fique a obesidade é o maior problema de saúde pública em países
desenvolvidos e em desenvolvimento. Sendo também um preocupante fator de risco para a progressão de alguns
tipos de câncer.
b) Especialistas de todo o mundo garantem que a obesidade, é o maior problema de saúde pública em países
desenvolvidos e em desenvolvimento sendo também, um preocupante fator de risco para a progressão de alguns
tipos de câncer.
c) Especialistas de todo o mundo garantem que a obesidade é o maior problema de saúde pública em países
desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo também um preocupante fator de risco para a progressão de alguns
tipos de câncer.
d) Acho que, já lhe perguntei mais de cem vezes porquê você não põe a roupa suja no cesto...Não me lembro,
entretanto nem de ter ouvido uma resposta.
e) Acho que já lhe perguntei mais de cem vezes, por que você não põe a roupa suja no cesto? Não me lembro
entretanto, nem de ter ouvido uma resposta.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 91
9. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) A concordância está correta na
alternativa:
a) Não consigo adivinhar o que contém estes envelopes tão peculiares. Só posso dizer que, da última vez que abri
outros semelhante, haviam cartas de cobrança e, anexo as cartas, cópias de cheques.
b) Não consigo adivinhar o que contêm estes envelopes tão peculiares. Só posso dizer que, da última vez que abri
outros semelhantes, havia cartas de cobrança e, anexas às cartas, cópias de cheques.
c) Não consigo adivinhar o que contém estes envelopes tão peculiar. Só posso dizer que, da última vez que abri
outros semelhante, havia cartas de cobrança e, anexa às cartas, cópias de cheques.
d) Restava apenas dez minutos para expirar o prazo de entrega da Declaração, mas ainda faltava mais de quinze
itens para lançar.
e) Não se pode descartar quaisquer hipóteses neste caso. A mais forte delas é a de que havia mais pessoas
envolvida.
10. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) O uso de homônimos e/ou
parônimos está correto na alternativa:
a) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não taxá-lo de
incipiente.
b) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não tachá-lo de
insipiente.
c) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não tachá-lo de
incipiente.
d) O presidente explicou que, para além da competência e da descrição, a principal característica de uma
comissão examinadora é a imparcialidade. Assim, não pode haver interseção dos membros em favor deste ou
daquele candidato.
e) Qualquer tentativa de intercessão de membro de banca em favor de um candidato pode por em cheque os
princípios da discrição e da imparcialidade.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 92
PROVA
6
PROFESSOR-EDUCAÇÃO INFANTIL- SEMED-CG/MS – 2016
As questões de 01 a 05 referem-se ao texto a seguir. O texto apresenta algumas lacunas (l.5, l.16, l.18 e l.26), de cujo
preenchimento depende a resposta à questão 01:
A vida é uma mercadoria
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
Talvez você nem perceba, mas, de tão comum que se tornou, consumir para
ter saúde até parece natural. Mas não deveria...
Segundo D. Portugal (2012), ― a centralidade do esforço de permanecer belo,
jovem, magro e feliz por muito tempo, no conjunto das preocupações existenc iais
dos indivíduos, ajuda a explicar _______ a indústria farmacêutica ____ ter crescido
tanto nos últimos 30 anos‖.
Só em 2012, conforme dados da Abradilan, os fármacos alcançaram u m
f a tu r a men t o d e R $ 4 9 ,6 bi lh õ es , o qu e r e pr e sen t a u m c r e sc i me n t o d e 1 5 ,8 % e m
relação ao ano anterior. Os genéricos também tiveram desempenho positivo nesse
mesmo período: o faturamento chegou aos R$11,1 bilhões, apontando crescimento
d e 2 6 , 8 % . J á o s m e d i c a m e n t o s d e f o r m a g e r a l , e m v o l u m e s d e u n i d a d e s d e
me d i c a me n t o s , ti v er a m, e m 2 0 1 2 , c r e sc i me n t o d e 1 0 ,6 % en qu a n to o s g ené r i c os
cresceram 16,7%, ambos em rel ação a 2011.
E m 1 9 9 1 , L ef è v r e , p es q u i s a d or d a F ac u l da d e d e S aú de P ú b li c a d a U S P ,
afirmava que, do ponto de vista do sistema produtivo, a saúde era um dos valores a
ser retificado em mercadorias ou serviços, _______ uso implicava __ posse do valor
c onsu mi do. O pesquisador j á aler tava par a algo qu e viri a a ser c ompr ovado: ―os
indivíduos _____ saúde pelo consume, direto ou indireto, de algum tipo de produto
ou serviço considerado, c om base ou não em critérios técnicos, como produtor ou
indutor externo de saúde ou de proteção contra doenças‖.
M ai s r ec en t e me n te , o u tr o pe s qu i s a d or da U S P (R i bei r ã o Pr e to ), E d w a r d
Meirelles de Oliveira, em sua tese de dou toramento sobre o SUS, concluiu qu e ―o
p r i nc i p al i n ter es s e da s p o l í ti c as pú b li c as d e s aú d e n o Br a si l é o lu c r o , o u sej a , a
saúde como mercadoria ou negócio‖.
Na prática, o que isso significa? O pesquisador explica que a maneira como a
s a ú d e v e m s e n d o a s s o c i a d a a u m b e m c o n s u m í v e l , _ _ m e r c a d o r i a , a c a b a p o r
r eduzi r os c onc ei tos qu e a levam a ser compr eendi da c omo dir ei to. E i sso é u m
c o m p l i c a d o r , e s p e c i a l m e n t e p a r a f a m í l i a s d e b a i x a r e n d a , q u e d e p e n d e m
exclusivamente da assistência pública.
Assim, a saúde não só em representado um negócio de interesse ao grande
complexo industrial da saúde, mas também está no imaginário das pessoas como
algo que deve ser adquirido por um preço, quando deveria ser entendida como uma
conquista pública.
Nada contra uma geração absurdamente fitness, mas está na hora de pensar
mais para agir com mais capacidade de efetuar transformações positivas por si, por
sua família e pela sociedade. Seja um sujeito mais atuante no controle da sua saúde
─ e n ã o à m e r c ê d e t e n d ê n c i a s e m e r a s i n s i n u a ç õ e s d e u m m e r c a d o q u e
transformou a saúde em mais um objeto da cultura capitalista.
Fragmento do texto ―A saúde que cabe no bolso‖, escrito por Ágatha Lemos, publicado em
Vida e saúde, Tatuí: CPB, ano 78, nº 3, p. 34-36, março-2016. Com supressões e adaptações).
1. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Observando a grafia e uso de hormônios ou formas
variantes, a acentuação, o emprego das classes (pronomes relativos) e as relações de regência (incluindo crase) e
concordância, assinale a alternativa que preenche corretamente as seis lacunas do texto:
a) por que; pôde; em que; na; obtêm; à.
b) porque; pode; na qual; a; obtém; à.
c) porquê; pôde; o qual; na; obtêm; a.
d) porque; pode; no qual; na; obtém; a.
e) por que; pôde; cujo; a; obtêm;a.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 93
2. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A compreensão de textos depende, entre outros fatores,
da identificação de sentidos de palavras, expressões ou construções e recursos linguísticos. Assinale a alternativa em
que a informação a esse respeito è verdadeira:
a) A palavra ―até‖ (l.2) veicula sentido de deslocamento espacial.
b) A oração ―que dependem exclusivamente da assistência pública‖ (l.28-29) introduz, no período de que faz parte,
ideia de restrição.
c) A oração ―que dependem exclusivamente da assistência pública‖ introduz, no período de que faz parte, sentido
de generalização.
d) A palavra ―já‖ tem o mesmo sentido (tempo passado) nas duas ocorrências textuais (l.11 e l. 17).
e) O uso do travessão em ―─ e não à mercê de tendências [...]‖ (l.37) indica mudança de interlocutor.
3. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Sobre gêneros e tipologias textuais e funções da
linguagem, a alternativa que apresenta informação pertinente é:
a) O texto apresenta características de artigo de opinião e nele prevalecem sequências informativas e dissertativas.
A função da linguagem predominante é a referencial.
b) Articulado em sequências predominantemente descritivas e caracterizado pelo predomínio da função conativa,
o texto pode ser enquadrado no gênero editorial.
c) Com predomínio de traços de texto publicitário e da função conativa, o texto articula-se em sequências injuntivas
e dialogais.
d) Predominam no texto: características de artigo de divulgação científica, função metalingüísticas e sequências
narrativas.
e) Com predomínio de sequências instrucionais e função fática, o texto enquadra-se no gênero propaganda.
4. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A Análise das relações de coesão concorre, ao lado de
outros fatores, para a compreensão ou interpretação de textos. Assim, assinale a alternativa que traz o comentário
verdadeiro sobre o texto em foco:
a) Não é possível identificar o que se tornou ―tão comum‖ (l.1).
b) No ―conjunto das preocupações existenciais dos indivíduos‖ (l.4-5), ―o esforço de permanecer belo, jovem, magro
e feliz por muito tempo‖ (l.3-4) ocupa lugar central.
c) O enunciado ―no conjunto das preocupações existenciais dos indivíduos‖ (l.4-5) retoma ―tempo‖ (l.4).
d) O pronome ―isso (l.25) retoma ―mercadoria ou negócio‖ (l.24).
e) O pronome ―isso‖ (l.27)retoma ―ser compreendida como direito‖ (l.27).
5. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A(s) classe(s) das palavras está(ao) corretamente
indicada(s) na alternativa:
a) ―jovem‖ (l.4) e ―genéricos‖ (l.9) = substantivos.
b) ―indutor‖ (l.20) e ―interesse‖ (l.23) = adjetivo e substantivo, respectivamente.
c) ―consumo‖ (l.18) e ―complicador‖ (l.28) = substantivo e adjetivo, respectivamente.
d) ―mais‖, em ―pensar mais‖ (l. 34-35) e em ―mais capacidade‖ (l.35) = advérbio e pronome, respectivamente.
e) ―conquista‖ (l.33) e ―controle‖ (l.36) = verbo e substantivo, respectivamente.
6. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação está correta na alternativa:
a) A busca de saúde e bem-estar é um valor muito marcado em nossa era, para gerações mais recentes, gente que
nasceu nesse contexto pode parecer que, a saúde sempre teve esse status, sendo naturalizada como bem
inestimável.
b) A busca de saúde e bem-estar é um valor muito marcado em nossa era. Para gerações mais recentes, gente que
nasceu nesse contexto, pode parecer, que a saúde sempre teve esse status. Sendo naturalizada como bem
inestimável.
c) A velhice para uns, ou longevidade para outros, já foi idealizada e também aviltada até a Idade Média. Por
exemplo, os anciãos eram belos, bons e inspiradores. No entanto, os séculos 16 e 17, não foram tão promissores para
o ancionato, e os ―velhos‖só voltaram a receber atenção no século 18. Quando a relação entre condições de vida
e saúde, começou a ser estudada pela medicina.
d) A velhice, para uns, ou longevidade, para outros, já foi idealizada e também, aviltada até a Idade Média, Por
exemplo. Os anciãos eram belos, bons e inspiradores no entanto, os séculos 16 e 17, não foram tão promissores para
o ancionato e os ―velhos‖, só voltaram a receber atenção no século 18, quando a relação entre condições de vida
e saúde, começou a ser estudada pela medicina.
e) A velhice (para uns) ou longevidade (para outros) já foi idealizada e também aviltada. Até a Idade Média, por
exemplo, os anciãos eram belos, bons e inspiradores, no entanto, os séculos 16 e 17 não foram tão promissores para
o ancionato, e os ―velhos‖só voltaram a receber atenção no século 18, quando a relação entre condições de vida e
saúde começou a ser estudada pela medicina.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 94
7. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa correta quanto à regência, ao uso
do ―acento‖ indicativo de crase e à concordância:
a) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos que, para
responder as questões objetiva da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que
conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa haviam na área no momento do
segundo gol do time visitante.
b) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou aos alunos de que, para
responder as questões objetivas da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que
conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa haviam na área no momento do
segundo gol do time visitante.
c) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou aos alunos de que, para
responder às questões objetivas da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que
conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa havia na área no momento do segundo
gol do time visitante.
d) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos de que, para
responder às questões objetivas da prova, eles precisariam assistir ao replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que
conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa havia na área no momento do segundo
gol do time visitante.
e) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos que, para
responder as questões objetivas da prova, eles precisaria assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que
conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogador de defesa haviam na área no momento do segundo
gol do time visitante.
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PROVA
7
AGEPEN MS – SEGURANÇA E CUSTÓDIA – 2016
TEXTO I
CONSUMIDOR QUE COMPRA PELA INTERNET TEM ASSEGURADO O DIREITO DE SE ARREPENDER
Quem nunca se arrependeu de uma compra por impulso que atire o primeiro cartão de crédito. De
acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a situação é muito frequente, mas poucos
consumidores sabem que podem desistir da aquisição e receber seu dinheiro de volta, sem ter de dar nenhuma
explicação, se a compra tiver sido feita por telefone ou pela internet. É o chamado direito de arrependimento,
garantido pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O dispositivo assegura que ―o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio‖.
Seu parágrafo único estabelece que ―se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste
artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de
imediato, monetariamente atualizados‖.
Vale ressaltar que o direito de arrependimento não se aplica a compras realizadas dentro do
estabelecimento comercial. Nessa hipótese, o consumidor só poderá pedir a devolução do dinheiro se o produto
tiver defeito que não seja sanado no prazo de 30 dias. Essa é a regra prevista no artigo 18 do CDC.
Excerto extraído do sítio doSuperior Tribunal de Justiça. Disponíve em: http://stj.jusbrasil.com.br/noticias/185091718/consumidor-que-compra-pela-
internet-tem-assegurado-o-direito-de-se-arrepender.Acesso em: 28 jan. 2016
As questões 01 e 02 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto I.
1. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA
quanto à interpretação.
a) Caso o consumidor venha a desistir de uma compra realizada por telefone, as empresas têm sete dias úteis para
substituir o produto por outro de igual marca ou valor.
b) Em caso de defeito, o consumidor virtual deverá primeiramente entrar em contato com o fabricante para verificar
as condições da garantia contratada.
c) O consumidor, brasileiro vem comprando cada vez mais produtos pela internei e, quase sempre, o produto
apresenta algum tipo de irregularidade.
d) O direito ao arrependimento é garantido ao consumidor que tenha realizado uma compra de forma não
presencial desde que a solicitação de cancelamento da compra não exceda o prazo de reflexão.
e) O número de reclamações sobre produtos adquiridos tem diminuído em virtude das campanhas de
esclarecimento voltadas aos consumidores.
2. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale, também com base no texto 1, a alternativa em que se
emprega a linguagem no sentido conotativo.
a) De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a situação é muito frequente, mas pouco
consumidores sabem que podem desistir da aquisição e receber seu dinheiro de volta, sem ter de dar nenhuma
explicação, se a compra tiver sido feita por telefone ou pela internet.
b) É o chamado direito de arrependimento, garantido pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). c)
Nessa hipótese, o consumidor só poderá pedir a devolução do dinheiro se o produto tiver defeito que não seja
sanado no prazo de 30 dias.
d) Quem nunca se arrependeu de uma compra por impulso que atire o primeiro cartão de crédito.
e) Vale ressaltar que o direito de arrependimento não se aplica a compras realizadas dentro do estabelecimento comercial.
3. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao uso do acento indicativo de crase.
a) A decisão foi tomada a revelia de uma das partes.
b) Ando a esmo pela cidade.
c) Assisti àquela aula com peso na consciência.
d) Nunca fomos às festas promovidas pelo diretor.
e) O estudante se manteve à distância de dos passos da porta de entrada.
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4. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Analise o seguinte texto
TEXTO II
Disponível em: HTTP://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/566798.Acesso em: 29 jan. 2016.
Com base charge do cartunista Raimundo Rucke, recentemente premiada com o Ranan Lurie Political Cartoon
Awards, da Oranização das Nações Unidas (ONU), assinale a alternativa CORRETA quanto à interpretação.
a) A charge aborda de forma apelativa a fluidez das relações humanas em um mundo globalizado.
b) A charge alude aos abusos e aos maus tratos sofridos pelas minorias em um cenário de luta armada.
c) A charge critica por meio do humor o sensacionalismo midiático utilizando-se de uma situação cotidiana.
d) A charge defende a intervenção governamental com o intuito de garantir o direito de coexistência pacífica entre
os animais domésticos e seus donos.
e) A charge retrata uma sena absurda a mediada que elabora a noção de transitoriedade identitária.
5. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa em que ocorre indeterminação do sujeito.
a) Alguém contou que você não vinha.
b) Cortaram os próprios pulsos os pacientes desesperados.
c) fiz questão de dizer que, não sabia de nada.
d) Nunca se sabe quando as coisas vão piorar.
e) Um desconhecido esteve aqui te procurando.
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TEXTO III
STÉVIA, AÇÚCAR MASCAVO E MEL SÃO OPÇÕES PARA
PRESERVAR A SAÚDE SEM CORTAR A SOBREMESA
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27
Bolos, tortas, doces, sorvetes e sobremesas
são guloseimas que levam na receita o açúcar,
componente apontado como vilão da alimentação
saudável. Apesar de ser agradável ao paladar, o
açúcar comum, branco e refinado não carrega
quantidades significativas de nutrientes e ainda
recebe aditivos químicos no seu processo de
industrialização. Isso faz dele um alimento nocivo
ao funcionamento do organismo. Tanto é que,
segundo pesquisas recentemente desenvolvidas
por universidades norte-americanas, o açúcar
é tão perigoso quanto o álcool e o cigarro, e seu
consumo também deveria ser controlado.
Em artigo publicado em uma revista
especializada, os cientistas afirmam que o açúcar
é o responsável por problemas de saúde que
vão além da obesidade e diabetes.
A substância também provoca a elevação do
triglicérides, alterações no fígado e na hipertensão
arterial.
Mas há uma saída para manter a saúde sem tirar
o doce da alimentação: substituir o açúcar comum
por adoçantes mais saudáveis, entre eles o mel, o
açúcar mascavo e a estévia, uma planta originária
da América do Sul que, além de não possuir tantas
calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura
muito maior.
Excerto adaptado de PAGAN, Manuela. Troque o açúcar por estes sete substitutos saudáveis. Disponível em:
HTTP//www.minhavida.com.br/alientacao. Acesso em 30 jan. 2016
As questões 06 e 07 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto III.
6. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
a) O termo ―açúcar‖ (linha 26) especifica ―mascavo‖ (linha 24).
b) O termo ―que‖ (linha 25) retoma ― América do Sul‖ (linha 25).
c) O termo ―seu‖ (linha 7) alude a ―paladar‖ (linha 4).
d) O termo ―seu‖ (linha 12) complementa ―o álcool‖ e o cigarro‖ (linha 12).
e) O termo ―substância‖ (linha 18) se refere a ― açúcar‖ (linha 15).
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7. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase do parágrafo
em destaque.
Mas há uma saída para manter a saúde sem tirar o
doce da alimentação: substituir o açúcar comum por
adoçantes mais saudáveis, entre eles o mel, o açúcar
mascavo e a estévia, uma planta originária da
América do Sul que, além de não possuir tantas
calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura
muito maior.
a) Contudo é possível permanecer saudável sem abrir mão de pratos doces, trocar o açúcar branco e refinado por
doces menos prejudiciais à saúde, como o mel, o açúcar semirrefinado e a estévia, planta sul-americana menos
calórica e com maior capacidade de adoçar que o açúcar.
b) De qualquer forma existe uma maneira de continuar esbanjando saúde e não precisar parar de consumir açúcar:
substituir o doce comum por sucralose e outros adoçantes químicos, entre eles o mel, o açúcar demerara e a
estevita, oriunda da América do Sul, planta que possui menos calorias e é bem mais doce que o açúcar comum. c)
Mas existe uma solução para manter-se saudável sem necessitar tirar o gosto doce de nossos pratos: utilizar, ao invés
do açúcar comum, adoçantes mais puros, com destaque para o mel, o açúcar in natura e a estévia, planta
brasileira que, embora não possua tantas calorias quanto o açúcar, apresenta um grau de adoção muito maior.
d) Não há uma saída para manter a saúde sem tirar o doce da alimentação: substituir o açúcar comum por
adoçantes menos saudáveis, entre eles o mel, o açúcar mascavo, e a estévia, uma planta originária da América do
Sul que, além de possuir tantas calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura muito menor.
e) Porém uma saída existe para se manter livre de doenças sem precisar suprimir a doçura das refeições: substituir o
branco refinado por outros açúcares mais saudáveis, entre eles o mascavo, o mel de abelhas e a estévia, uma
planta comum na América do Sul que possui tanto poder de adoçar quanto o açúcar, com menor teor calórico que este.
8. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa CORRETA com relação ao uso de "porque", "por
que", ―porquê' ou ―por quê".
a) Cada um sabe o porque de sua má sorte.
b) Não sabia porquê.
c) Por que não?
d) Por quê razão tive dúvida?
e) Porque essa e não aquela
Texto IV
Leia o texto a seguir.
Disponivel emhttp://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/coletaneas/calvin-seus-amigos-428892.shtml.
9. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base na interpretação da tirinha de Bill Watterson, assinale a
alternativa CORRETA.
a) tirinha critica a violência na sala de aula ao enfatizar o fenômeno do bulling.
b) A tirinha denuncia a falência do sistema educacional brasileiro atual.
c) A tirinha desconstrói a história oficial e tematiza a opressão da classe trabalhadora nos países capitalistas.
d) A tirinha fundamenta-se na discussão dos direitos e deveres dos estudantes sobre ficar ou não depois da aula.
e) A tirinha reflete sobre a relevância do currículo escolar para os estudantes.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 99
10. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa CORRETA quanto à concordância nominal.
a) A cidadã anda meia cansada.
b) A professora disse muito obrigado.
c) Encontramos o carro e o celular roubados.
d) Envio anexo as certidões de nascimento.
e) esta receita é bom para a vista.
Texto V
COM MÁ FAMA, PRESÍDIO GAÚCHO ESTÁ AINDA MAIS CHEIO APÓS DEMOLIÇÃO DE ALA
Por Felipe Bächtold, de Porto Alegre
O Presídio Central de Porto Alegre, que já foi considerado a pior cadeia do Brasil, está ainda mais
superlotado após um fracassado plano de demolição de uma de suas alas.
O complexo abriga hoje 4.400 presos, 400 detentos a mais do que um ano atrás, quando o espaço físico
era maior. A capacidade é de 1.800 presos.
Em outubro de 2014, o governo gaúcho, à época comandando por Tarso Genro (PT), demoliu um dos
pavilhões da cadeia, em uma iniciativa divulgada como o início do fim do presídio, que tem má fama histórica e já
foi alvo de CPI.
Com a posse de José Ivo Sartori (PMDB) no início do ano e o congelamento de obras provocado pela falta
de verbas, o Estado se viu com menos vagas na cadeia e o presídio continuou recebendo novos detentos.
O juiz da Vara de Execuções Penais da capital gaúcha Sidinei Brzuska diz que a parte demolida, onde
ficavam até 600 pessoas, era a que estava em melhores condições.
O setor foi o escolhido para iniciar o processo, afirma o juiz, porque abrigava detentos não ligados a
facções, que puderam ser transferidos para outras unidades mais facilmente. ―Não foi uma decisão acertada [a
demolição]. Diminuiu o número de vagas e aumentou o número de presos. Nos dias de visitas, é um apartamento
muito grande, com familiares, mães, crianças.‖
Diante da crise financeira do Estado e da drástica redução de investimentos públicos neste ano, o governo
Sartori não dá mais prazos para implementar melhorias ou reformar o Presídio Central. O projeto do governo anterior
de demolir gradualmente mais alas foi arquivado.
O Estado hoje tem 31 mil presos e um déficit de 8.000 vagas nas cadeias. A conclusão de obras em outras
unidades prisionais para desafogar a cadeia de Porto Alegre também é incerta. O governo gaúcho vem atrasando
até o pagamento do funcionalismo.
Em 2009, a CPI do Sistema Carcerário classificou o Presídio Central como a pior cadeia visitada pela
comissão no país.
Entre os principais problemas do presídio, estão a falta de atendimento médico, o esgoto disperso pelo
ambiente e o domínio de galerias por facções. Há décadas a segurança é feita por policiais militares –e não por
agentes penitenciários– devido ao alto risco.
No fim de 2013, após iniciativa liderada por um grupo de juízes, a Comissão de Direitos Humanos da OEA
(Organização dos Estados Americanos) expediu uma resolução pedindo ao governo brasileiro medidas imediatas
para solucionar a precariedade da cadeia.
Até agora, o problema só fez se espalhar por delegacias. Como a Superintendência de Serviços
Penitenciários do Estado não consegue achar vagas no sistema, os novos presos são mantidos por até uma semana
em celas sem estrutura de delegacias de polícia da região metropolitana. Delegados afirmam que há dificuldades
em fornecer alimentação aos detidos e um risco permanente à segurança.
A Superintendência de Serviços Penitenciários diz que há ―projetos de reestruturação física em
andamento‖ para o presídio e que conta com a inauguração da primeira fase de uma penitenciária no município
de Canoas para fevereiro, com 400 vagas.
Também diz que a permanência de detidos em delegacias vêm ocorrendo quando esgota a capacidade
do Presídio Central de receber novos presos provisórios.
O secretário da Segurança no governo Tarso Genro, Airton Michels, afirma que não houve precipitação na
demolição das alas e que a gestão anterior atuou dentro do compromisso assumido de desativar o complexo. ―O
pavilhão não faz falta nenhuma. Deixamos o lastro pronto para iniciar o processo de acabar com o inferno que é o
Presídio Central‖, diz.
Ele afirma que o plano à época levava em conta a inauguração no início de 2015 do complexo de
Canoas, com 2.800 vagas, que está com a inauguração atrasada.
BÄCHTOLD, Felipe. Com má fama, presídio gaúcho está ainda mais cheio após
demolição de ala. Folha de São Paulo online, 21/01/2016 (adaptado). Disponível
em: http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2016/01/21/com-ma-fama-presidio-gaucho-
esta-ainda-mais-cheio-apos-demolicao-de-ala/. Acesso em: 26 de jan. de 2016.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 100
As questões 11 a 15 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto V.
11. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] De acordo com o texto, o Presídio Central de Porto Alegre já foi
considerado a pior cadeia do Brasil porque
a) excede a capacidade de detentos e a segurança não é feita por agentes penitenciários.
b) foi parcialmente destruído, o que acarretou a sua superlotação, gerando conflitos entre os detentos, inclusive os
de diferentes facções.
c) há diversos problemas resultantes da superlotação, o que compromete a saúde, a segurança e o bem-estar dos detentos.
d) possui um sistema precário de segurança, o que resulta em muitas fugas de prisioneiros.
e) tem má fama e já foi alvo de CPI, o que motivou o ex-governador Tarso Genro a iniciar a demolição.
12. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Infere-se do texto que a superlotação do Presídio Central de Porto
Alegre decorre:
I) Da demolição de um dos pavilhões que abrigava até 600 pessoas.
II) Da falta de espaços em outras unidades prisionais.
III) Da quantidade de presos ser maior que a quantidade de vagas.
IV) Do congelamento de obras provocado pela falta de verbas.
V) Da diminuição do número de vagas e do aumento de número de presos.
Assinale a alternativa que indica as inferências CORRETAS.
a) Apenas I e III.
b) Apenas I, IV e V.
c) Apenas II e IV.
d) Apenas III e V.
e) Todas estão corretas.
13. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] De acordo com Airton Michels, a demolição de um dos pavilhões
do Presídio Central de Porto Alegre:
I) Provocou a superlotação do presídio momentaneamente.
II) Não alterou a realidade já vivenciada.
III) Repercutiu negativamente na mídia.
IV) Estava previsto no plano assumido de desativar o complexo.
V) Resultou no fim do inferno que era o Presídio Central.
Está CORRETA apenas o que afirma em:
a) I e II.
b) I e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e V.
14. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] No período ―O presídio Central de Porto Alegre, que já foi
considerado a pior cadeia do Brasil, está ainda mais superlotado após um fracasso plano de demolição de uma de
suas alas‖, pode-se afirmar que a oração em destaque:
I) Está entre vírgulas por ser uma oração subordinada adjetiva explicativa.
II) Foi iniciada pelo pronome relativo que.
III) Está entre vírgulas por ser uma oração subordinada substantiva apositiva.
IV) Foi iniciada pela conjunção que.
V) Não pode ser suprimida do período sem prejuízo gramatical.
Assinale a alternativa CORRETA.
a) Apenas I e II.
b) Apenas I, II e V.
c) Apenas I.
d) Apenas III e IV.
e) Apenas III, IV e V.
PROF. MÁRCIO SOBRINHO POLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA
O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 101
15. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] No período o juiz da Vara de Execuções Penais da capital gaúcha,
Sidinei Bruzuska, diz que a parte demolida, onde ficavam até 600 pessoas, era a que estava em melhores condições‖.
I) O segundo a pertence à classe de pronomes demonstrativos.
II) O primeiro a é um artigo definido e o segundo a é uma preposição.
III) O segundo a deveria receber acento grave da crase.
IV) O segundo a tem como referente ―a parte demolida‖.
V) O primeiro e o segundo a em destaque pertencem à mesma classe gramatical.
Está CORRETO apenas o que afirma em
a) I e IV.
b) I, II e IV.
c) II e III.
d) III, IV e V.
e) IV e V.
Texto VI
HOMICÍDIOS NO ESTADO DE SP EM 2015 FICAM ABAIXO DE NÍNEL EPIDÊMICO
A taxa de homicídios no Estado de São Paulo caiu de 10,06 por 100 mil habitantes em 2014 para 8,73 em
2015, segundo balanço divulgado no dia 26 de janeiro de 2016 pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
É a primeira vez, desde o início da atual série histórica, em 2001, em que o índice anual de homicídios fica
abaixo da casa de 10 por 100 mil habitantes. Acima desse número, o governo de São Paulo considera que há
epidemia de homicídios.
Os casos de homicídios dolosos no estado caíram de 4.293 em 2014 para 3.757 em 2015, uma redução de
12,48%. Os "casos de homicídios" podem incluir em um único registro de ocorrência a morte de mais de uma pessoa,
caso de uma chacina, por exemplo. Já o número de vítimas de homicídios caiu de 4.527 para 3.962, redução
também de 12,48%.
A gestão estadual divulgou os dados de 2015, em entrevista coletiva, com a presença do governador
Geraldo Alckmin (PSDB) e do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes. "Pela primeira vez, desde que os dados
são divulgados, tivemos em 2015 o número de registros de homicídios abaixo de 4 mil no estado. Tivemos em 2015
cerca de 600 vidas poupadas, se incluídos os números de latrocínios", disse Alexandre de Moraes. Já o governador
Geraldo Alckmin elogiou a polícia. "Não é obra o acaso. É fruto de muita dedicação", disse.
"Por isso a importância da divulgação deste dado depois de um ano é o caminho correto. Ainda temos
muito trabalho para reduzir todos os índices de criminalidade, mas é importante também reconhecer que São Paulo,
tanto o estado quanto a capital são as únicas unidades da federação que tem menos de 9 homicídios por 100 mil
habitantes: o estado tem 8,73, e a capital 8,56", afirmou Alexandre de Moraes.
STOCHERO, Tahiane. Homicídios no estado de SP em 2015 ficam baixo de nível epidêmico.
G1 de São Paulo. (adaptado). Disponível em: http://g1.globo.com/sao-
paulo/noticia/2016/01/homicidios-no-estado-de-sp-em-2015-ficam-abaixo-de-nivel-
epidemico.html. Acesso em: 26 de jan. de 2016.
As questões 16 a 20 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto VI.
16. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] O objetivo principal do texto é:
a) afirmar que o estado de São Paulo está livre de uma epidemia de homicídios.
b) demonstrar que São Paulo é o estado menos violento do país, tendo em vista a diminuição de homicídios no ano
de 2015.
c) divulgar os dados que atestam a diminuição de homicídios no estado de São Paulo no ano de 2015.
d) tornar visível a possibilidade de diminuição de crimes a partir de uma ação policial ostensiva.
e) valorizar a ação da polícia frente à diminuição di índice de homicídio no estado de São Paulo no ano de 2015.
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17. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:
I) Desde 2001 há uma diminuição gradativa do número de homicídios em São Paulo.
II) Em 2014, houve uma epidemia de homicídios em São Paulo.
III) A porcentagem referente aoscasos de homicídios e aos de vítimas de homicídios no ano de 2015 é a mesma em São Paulo.
IV) Não houve chacina no ano de 2015 no estado de São Paulo.
V) Houve uma redução não apenas de homicídios, mas de todos os índices de criminalidade no ano de 2015 no
estado de São Paulo.
Assinale a alternativa que contém as informações CORRETAS.
a) Apenas I e II.
b) Apenas II, III e V.
c) Apenas II e III.
d) Apenas IV e V.
e) Todas estão corretas.
18. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016]
―Tivemos em 2015 cerca de 600 vidas poupadas, se incluídos os números de latrocínios", disse Alexandre de
Moraes. Já o governador Geraldo Alckmin elogiou a polícia. "Não é obra o acaso. É fruto de muita dedicação",
disse.
Nesse trecho:
I) O uso das aspas é justificado por se tratar de uma citação direta nas suas duas ocorrências.
II) O trecho é constituído predominantemente pelo discurso direto.
III) Tanto ―Alexandre de Moraes‖ quanto ―o governador Geraldo Alckmin‖ exercem a função de sujeito nas
orações a que pertencem.
IV) Pode-se afirmar que a reescrita da fala do governador de ―Não é obra do acaso. É fruto de muita dedicação‖
para ―Não é obra do acaso, mas sim fruto de muita dedicação‖ não altera o sentido e mantém o correção gramatical.
V) O primeiro período do trecho corresponde a um período composto por subordinação.
Assinale a alternativa CORRETA.
a) I, II e III apenas.
b) I, II e IV apenas.
c) I, II, III, IV e V.
d) I, III e IV.
e) I, IV e V apenas.
19. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016]
A gestão estadual divulgou os dados de 2015, em entrevista coletiva, com a presença do governador Geraldo
Alckmin e do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes.
No trecho, as palavras em destaque são, respectivamente,
a) adjetivo, artigo, preposição e adjetivo.
b) adjetivo, artigo, preposição e substantivo.
c) advérbio, artigo, preposição e advérbio.
d) substantivo, artigo, advérbio e preposição.
e) substantivo, artigo, preposição e advérbio.
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20. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016]
"Por isso a importância da divulgação deste dado depois de um ano é o caminho correto.‖
Neste trecho:
I) A expressão em destaque é uma conjunção coordenativa.
II) A expressão em destaque indica a ideia de explicação.
III) A expressão em destaque indica a ideia de conclusão.
IV) A expressão em destaque pode ser substituída por ―no entanto‖ sem alterar o sentido do texto.
V) A expressão em destaque pode ser substituída por ―entretanto‖ sem alterar o sentido do texto.
Está CORRETO apenas a que se afirma em
a) I e II.
b) I e III.
c) I, III e IV.
d) I, III e V.
e) I, III, IV e V.
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PROVA
8
PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ – MS - 2016
Texto I
Cada vez, um homem conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou as seus amigos o que havia visto.
Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas: ─ O mundo
é isso ─ revelou ─ Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem
fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem
percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam
nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanho vontade que é impossível olhar para eles sem se
pestanejar, e quem chega perto pega fogo.
(O Livro dos Abraços.)
1. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Com foco no Texto 1 e em
conformidade com os princípios organizacionais, trata-se de um texto ____________.
a) narrativo.
b) descritivo.
c) expositivo.
d) dissertativo.
e) coordenado.
2. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) O texto traduz, como ideia principal:
a) Pessoas são iguais em seu calor humano.
b) Homens também podem voar até o alto dos céus.
c) Seres humanos apresentam características diferenciadas.
d) Os seres humanos são feitos de uma substância diferente.
e) O texto conta a história de um homem que morreu e ressuscitou.
3. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) Antônimos são signos linguísticos
que estabelecem relações contrárias com outros. Essas, nem sempre são demonstradas por única palavra, pode ser
também por expressões, ideias, períodos simples ou compostos, imagens... A partir disso, a única alternativa em que
não ocorreu uma relação antonímica é:
a) Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas.
b) Existe gente de fogo sereno e gente de fogo louco.
c) Um homem conseguiu subir aos céus, mas quando voltou (...)
d) O mundo é isso (...) Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
e) Existem alguns fogos que nem alumiam, mas outros incendeiam a vida.
4. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) De acordo com a gramática
normativa da Língua Portuguesa, a frase CORRETA é:
a) Lá do alto é possível ver a rua que nós moramos.
b) O mundo é um mar de fogueirinhas que ele dá grande importância.
c) Ele tem muita sabedoria. É a única pessoa do grupo que confiamos.
d) Ontem, fiquei vendo estrelas da minha janela. Esse é programa que eu mais gosto.
e) Ontem, fiquei vendo estrelas da minha janela. Esse é o programa de que mais gosto.
5. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Analise as assertivas e indique
(V) para verdadeiro ou (F) para falso.
(___) ―Certa vez, um homem conseguiu subir ao céu‖. O termo ―um‖ na frase é artigo indefinido.
(___) Usa-se Aonde para indicar a pergunta: ―_____, afinal, devo dirigir-me‖?
(___) ―Não seremos nós que contará a verdadeira história‖.
(___) ―Sentiu-se meia chateada desde que soube do caso‖.
(___) ―Nós mesmas pintamos nossas unhas, disseram as meninas‖.
A sequência CORRETA é:
a) V ─ V ─ F ─ F ─ V
b) V ─ F ─ V ─ F ─ V
c) F ─ V ─ V ─ F ─ F
d) V ─ F ─ V ─ V ─ F
e) F ─ F ─ V ─ F ─ V
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 105
6. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Nas frases a seguir ocorreram
exemplos de aposto ou vocativo. Indique (A) para frases que apresentam aposto e (V) para as com vocativo.
(___) Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam.
(___) João Gabriel, filho da D. Lili, é um menino muito responsável.
(___) Cissa, nossa cabeleireira é uma ótima profissional.
(___) Não sabia que exigia tanto: coragem e sigilo.
(___) Ó menina, venha logo buscar sua fantasia.
A alternativa CORRETA é:
a) A ─ A ─ V ─ A ─ V
b) V ─ V ─ A ─ V ─ A
c) A ─ V ─ A ─ V ─ A
d) V ─ A ─ V ─ A ─ V
e) A ─ A ─ A ─ A ─ V
7. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) A única palavra que, após a
Reforma Ortográfica, perdeu seu acento é:
a) taxi
b) orfã
c) facil
d) ideia
e) gloria
8. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Preencha as lacunas com a
palavra correta apresentada dentro dos parênteses:
I) Não _______ diferenças tão grandes assim. (existem/há)
II) Eles não ____ a vida desta forma. (veem/vêem)
III) Os alunos não ____ tanto quanto deveriam. (lêem/lêem)
IV) Existem alguns _____ brancos no queixo. (pelos/pêlos)
A sequência CORRETA é:
a) há ─ vêem ─ lêem ─ pêlos
b) há ─ veem ─ lêem ─ pelos
c) existem ─veem ─ lêem ─ pelos
d) existem ─ vêem ─ lêem ─ pêlos
e) existem ─ vêem ─ lêem ─ pêlos
9. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Continue como no exercício
anterior.
I) Seus pais ______ os dois cachorros soltos. (mantém/mantêm)
II) Que _____ saborosas! (peras/peras)
III) Eles _____ que podem ver melhor lá do alto. (crêem/crêem)
IV) Conheceu, afinal, o que era ________. (bocaiúva/bocaiúva)
A sequência CORRETA é:
a) mantêm ─ peras ─ creem ─ bocaiuva
b) mantêm ─ peras ─ creem ─ bocaiúva
c) mantêm ─peras ─ crêem ─ bocaiúva
d) mantém ─ pêras ─ crêem ─ bocaiuva
e) mantém ─ pêras ─ creem ─ bocaiuva
10. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) A frase, a seguir, em que está
falando o acento indicativo de crase na partícula em destaque é:
a) A música de fronteira é representada pelo chamamé.
b) Ao fazer a descoberta, sentiu-se ferida a fogo e a ferro.
c) Observou que a experiência dos mais velhos era digna de respeito.
d) Decidiu subir lá no alto para explicar sobre a natureza dos homens.
e) É preciso deixar os professores a vontade para poder colaborar com o relatório.
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Texto II
Mato Grosso do Sul, dentre seus representantes de boa prosa literária, tem o escritor Luiz Alfredo Marques
Magalhães, nascido em Ponta Porã. São deles essas palavras reflexivas:
―Com cinco anos de idade já lia revistas, sempre gostei de arte. Escrevi alguns poemas... Na adolescência,
já gostava de escrever. Está no meu sangue. (...) Mas tudo muda. Não sabemos como será o futuro, com este
mundo globalizado. Estamos perdendo a identidade, a matriz, a base‖.
Pelegrini, Fábio (Org.) Vozes da Literatura de MS. FCMS, 2014, p. 2009.
11. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) ―[...] já lia revistas, [...] já gostava
de escrever‖. Os verbos estão flexionados no tempo:
a) pretérito perfeito.
b) presente do subjuntivo.
c) pretérito mais que perfeito.
d) futuro do presente do indicativo.
e) pretérito imperfeito do indicativo.
12. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Na frase do escritor Marques
Magalhães: ―Não sabemos como será o futuro‖, o verbo em destaque exprime um estado que se encontra no:
a) pretérito perfeito.
b) futuro do pretérito.
c) presente do subjuntivo.
d) futuro do presente do indicativo.
e) pretérito imperfeito do subjuntivo.
13. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Das ideias do escritor nascido
em Ponta Porã, a única incompatível com o texto é:
a) O futuro é algo imprevisível.
b) Aprendeu a ler mais cedo como o de costume.
c) A globalização é algo prejudicial ao hábito de fazer literatura.
d) O autor ponta-poranense dedicou-se apenas à literatura da prosa.
e) A questão é que se está perdendo a identidade com o passar dos anos.
14. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) ―Mas tudo muda‖. O termo em
destaque pode ser substituído por vários outros, sem perder seu sentido original. Aquele que está em desacordo com
tal assertiva é:
a) Mas tudo acaba.
b) Mas tudo é substituível.
c) Porém, tudo se transforma.
d) Entretanto, nada permanece igual.
e) No entanto, todas as coisas mudam.
15. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Selecione uma das opções do
parêntese para preencher as lacunas das frases.
I) Uma das ovelhas ______________ do bando e acabou caindo na boca de um lobo faminto. (desgarrou-se /
desgarraram-se)
II) Tanto o lobo quanto as ovelhas ________ caindo na armadilha de um falso pastor. (acabou / acabaram)
III) Cerca de 5,5% do rebanho ________ da geada do mês de junho. (morreu / morreram)
IV) ___ (Há / Hão) muitas pessoas que ainda ___ (tem / têm) medo de lobo mau.
A sequência CORRETA é:
a) desgarrou-se ─ acabou ─ morreu ─ Há ─tem
b) desgarrou-se ─ acabou ─ morreram ─ Há ─ tem
c) desgarraram-se ─ acabou ─ morreu ─ Hão ─ tem
d) desgarrou-se ─ acabaram ─ morreram ─ Há ─ têm
e) desgarraram-se ─ acabaram ─ morreram ─ Hão ─ tem
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PROVA
9
ANALISTA DE CONTROLE INTERNO II – FUNSAUD – MS – 2015
As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo
previsto no edital:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
A lista das coisas que podem ser preparadas na grelha não tem fim. Dito
isso, é inegável que a carne bovina desempenha o protagonismo em um
churrasco clássico.
Para ser preparada na churrasqueira, uma peça de carne precisa de
alguma maciez, porque a grelha é um método de cocção que atua em
altíssimas temperaturas, extraindo velozmente a umidade da comida. Qualquer
tentativa de fazer churrasco com carne dura resultará em algo parecido com
uma pedra ou um toco de carvão. Para romper suas fibras musculares e
derreter o colágeno - que vem na forma de tendões e de outros tecidos
conjuntivos -, é necessário cozinhar lentamente, em calor -brando e com muito
líquido, ou picar tudo muito bem picadinho Saborosos, cortes como o acém e a
paleta são ótimos para cozidos e hambúrgueres, mas o churrasco exige carnes
que fiquem prontas rapidamente, tenras e ainda suculentas.
Animais confinados tendem a ter carne macia, assim como aqueles
abatidos jovens e com estresse mínimo. A genética do gado faz sua parte:
algumas raças são desenvolvidas .para produzir indivíduos obesos,
sedentários, cujos bifes exigem esforço mínimo de mastigação. Após o abate,
ainda é possível amaciar a carne com a ação de enzimas que digerem as fibras
musculares. É à chamada maturação - um processo de decomposição
controlada, que exclui os micro-organismos causadores do apodrecimento.
O fator mais importante é, porém, a anatomia do animal. Os músculos
menos exercitados são menos rijos. As pernas são usadas na locomoção; o
pescoço e os ombros sustentam a cabeça. Evite essas partes e prefira as
carnes do lombo. das costas e próximas à barriga do boi: picanha, contrafilé,
alcatra, maminha, fraldinha.
Outros dois atributos fundamentais para a carne grelhada são o sabor e
a suculência, que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do
tecido muscular.
(Antes de prosseguir, uma pequena pausa para esclarecer um mito
largamente difundido. O líquido que escorre de um pedaço de carne
malpassada não é sangue - este é totalmente drenado do animal no
abatedouro -; é mioglobina, proteína que transporta e estoca oxigênio nas
células dos músculos).
Uma peça de carne muito irrigada é mais suculenta porque, obviamente,
tem mais umidade, a gordura, ao derreter com o calor, também protege o bife
do ressecamento. Quanto ao sabor, há controvérsias acerca do que o define —
a gordura entremeada na fibra muscular, ou a mioglobina na irrigação muscular?
—, mas pode depender da raça, da dieta ou do regime de criação do animal.
Existe uma forma de escapar do dilema sabor versus maciez ela se
chama "picanha". Antes, porém, que você saia correndo para o açougue, duas
dicas; 1) compre sempre a peça inteira, pois a picanha fatiada é muito parecida
com o coxão duro fatiado; 2) leve uma picanha pequena, pois quem adquire
uma peça de cinco quilos vai pôr na sacola cerca de 3,8 kg de coxão duro...
[Adaptado do texto "Não é tecnologia: é feitiçaria", escrito por Marcos Nogueira, publicado em
Dossiê Superinteressante, p. 23-24 São Paulo-SP, Abril, edição 342-A, jan 2015. O texto completo estende-se
da p 18 à p. 25].
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1. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.1) Sobre tipologias textuais, é verdadeiro o que
consta na alternativa:
a) No segundo parágrafo (l. 4-13), articulam-se mais sequências explicativas e descritivas, no último (l 39-43),
explicativas e injuntivas.
b) Ao longo de todo o texto, predominam sequências dissertativas e argumentativas.
c) Ao longo de todo o texto, predominam sequências narrativas .
d) O texto é marcado, do início ao fim, por sequências injuntivas, entremeadas por sequências narrativas.
e) No último parágrafo (l. 39-43), as sequências dialogais concorrem com as narrativas e dissertativas.
2. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.2) Independente do gênero em que se enquadram,
os textos caracterizam-se pela ocorrência de uma ou mais funções da linguagem, que podem ser expressas ou
manifestas em diferentes enunciados. No texto em análise, pode-se afirmar que, além da função referencial, ocorre(m):
a) Função fática 2° período do último parágrafo (l. 40-43).
b) Funções conativa e fática: último período do 7° parágrafo (l. 36-38).
c) Função metalinguística último período do 3° parágrafo (l.19-20); 2° período do 6° parágrafo (especificamente l. 32-33).
d) Funções poética e emotiva: último período do segundo parágrafo (l. 11-13).
e) Função emotiva: primeiro período do 6° parágrafo (l. 29-30).
3. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q. 3) A identificação do sentido ou valor das orações
subordinadas adjetivas nos períodos compostos é um dos fatores relevantes para a compreensão ou interpretação
de textos. Assinale a alternativa que traz o comentário pertinente a esse respeito
a) A oração "que vem na forma de tendões e de outros tecidos conjuntivos" (l. 9-10) é de valor restritivo, ou seja
restringe o sentido da palavra a que se refere ("colágeno").
b) As orações "que digerem as fibras musculares" (l. 18-19) e "que exclui os micro-organismos causadores do
apodrecimento" (l. 20) introduzem, nos respectivos períodos, ideia de restrição.
c) As orações "que digerem as fibras musculares" (l. 18-19) e "que exclui os micro-organismos causadores do
apodrecimento" (l. 20) introduzem, nos respectivos períodos, ideia de generalização.
d) As orações "que vem na forma de tendões e de outros tecidos conjuntivos" (l. 9-10) e "que exclui os micro-
organismos causadores do apodrecimento" (l. 20) têm, nos respectivos períodos, valor explicativo.
e) A oração "que transporta e estoca oxigênio nas células dos músculos" (l. 32-33) introduz, no período, ideia de
generalização, explicando o sentido da palavra "proteína" (l. 32).
4. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.4) Sobre as relações de coesão estabelecidas no
texto é correto o que consta na alternativa
a) O pronome relativo "que" (l.1) retoma "lista" (l. 1).
b) O pronome "este" (l. 31) retoma "líquido" (l. 30).
c) A expressão "essas partes" (l. 23) retoma "músculos" (l. 21).
d) O pronome "Outros" (l. 26) aponta para "sabor" (l. 26) e "suculência" (l. 27) e também evoca ou retoma "maciez" (l. 5).
e) O uso de "porém" (l. 21) não se justifica, pois não há ideia de oposição; o correto seria 'portanto".
5. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.5) Dentre os fatores que contribuem para a
constituição de um texto escrito, pode-se destacar a pontuação identificar os sentidos ou efeitos produzidos pelo
emprego dos sinais, por sua vez, permite ao leitor compreendê-lo ou interpretá-lo. Assim, assinale a alternativa que
traz comentário verdadeiro sobre a pontuação do texto em análise:
a) Em "Saborosos, cortes como o acém e a paleta são ótimos [...]." (l. 11-12), se deslocarmos a vírgula para depois da
palavra "paleta", o sentido do enunciado não se alterará.
b) Em "Saborosos, cortes como o acém e a paleta são ótimos [...],‖ (l. 11-12), o uso da vírgula produz, no enunciado,
efeito de sentido de causalidade, que desaparecerá caso suprimamos o sinal.
c) Em todas as ocorrências (linhas 9 e 10, 19, 31 e 32, 36 e 38), o travessão é usado para intercalar orações.
d) Assim como na linha 11, o uso da vírgula antes de "ou" indica, na linha 37, inclusão: as duas alternativas
mencionadas são igualmente possíveis em ambos os casos.
e) O uso do travessão nas linhas 31 e 32 indica mudança de interlocutor.
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6. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.6) Pela análise de períodos compostos contidos no
texto, é correto afirmar que:
a) As orações "que a carne bovina desempenha o protagonismo em um churrasco clássico" (l. 2-3) e "amaciar a
carne com a ação de enzimas" (l. 18) são subordinadas substantivas predicativas, sendo a segunda reduzida de infinitivo.
b) As orações "que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do tecido muscular" (l. 27-28) e "que
escorre de um pedaço de carne malpassada" (l. 30-31) são subordinadas adjetivas restritivas.
c) As orações "que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do tecido muscular" (l. 27-28) e "que
escorre de um pedaço de carne malpassada" (l. 30-31) são subordinadas adjetivas explicativas.
d) As orações "porque, obviamente, tem mais umidade" (l. 34-35) e "pois vai pôr na sacola cerca de 3,8 kg de coxão
duro..." (l. 42-43) são subordinadas adverbiais causais.
e) No enunciado "é necessário cozinhar lentamente, em calor brando e com muito líquido ou picar tudo muito bem
picadinho" (l. 10-11), há duas orações subordinadas substantivas subjetivas reduzidas de infinitivo, coordenadas entre si.
7. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.7) A classificação da oração reduzida está correta
na alternativa.
a) "de fazer churrasco com carne dura" (l. 7) subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.
b) "Para romper suas fibras musculares" (l. 8) subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo.
c) "amaciar a carne com a ação de enzimas" (l. 18): subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo.
d) "ao derreter com o calor" (l. 35) subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio.
e) ―de escapar do dilema sabor versus maciez" (l. 39): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.
8. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.8) A classe da palavra está corretamente indicada
na alternativa:
a) "maciez" (l. 5) = adjetivo.
b) "cozidos" (l. 12) = adjetivo
c) "jovens" (l. 15) = substantivo.
d)"abate" (l. 17) = substantivo
e) "mais", em "mais umidade" (l. 35) = advérbio de intensidade.
9. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.9) Considerada a ortografia (incluindo uso de hífen)
e a acentuação, está correto o que consta na alternativa:
a) A palavra "cocção" (l. 5) poderia ter sido grafada "coção", pois o Acordo Ortográfico eliminou o primeiro "c" das
sequências consonânticas interiores "cc", "cç" e "ct".
b) Usou-se o hífen em "micro-organismos" (l. 20), porque, de acordo com as novas normas, quando o prefixo ou
pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, deve-se usar o hífen.
c) A palavra "anatomia" (l. 21) deveria estar graficamente acentuada ("anatomia"), assim como era antes do
Acordo Ortográfico.
d) Consideradas as novas normas, as palavras "contrafilé" (l. 24) e "malpassada" (l. 31) deveriam ter sido grafadas com hífen.
e) A palavra "pôr" (l. 43) está indevidamente acentuada, pois o Acordo Ortográfico aboliu os acentos diferenciais.
10. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.10) Esta questão avalia conhecimentos sobre itens
diversos do conteúdo previsto para a prova. Assinale a alternativa que apresenta o comentário correto sobre o(s)
respectivo(s) item(itens):
a) Concordância: O autor usou o singular em ―tem‖ (l. 1) para concordar com "lista" (l. 1), o que, no contexto, é a
forma correta de concordância.
b) Concordância: A forma verbal "tem" (l. 1) deveria estar acentuada ("têm") para indicar o plural, já que o núcleo
do sujeito a que se refere é "coisas".
c) Coesão: O pronome "suas" (l. 8) retoma "carne" (l. 4).
d) Coesão: O pronome "cujos" (l. 17) poderia ser substituído por "onde", sem prejuízos para a coesão textual.
e) Regência e crase: Em "prefira as carnes do lombo" (l. 23-24), faltou "acento" indicativo de crase, pois o verbo
"preferir" é transitivo indireto e rege preposição "a".
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11. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.11) Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas dos enunciados a seguir:
i)__________ punir os funcionários corruptos, a empresa promoveu-__________ ii) Suas ideias pareciam__________ , mas,
mesmo assim, o__________ que apresentou foi aprovado e até__________de inovador. iii) Ele tinha
certeza__________sua proposta de campanha, recheada de benefícios para o povo, iria__________ aspirações
daquela comunidade tão carente. Assim, não entendeu__________ alguns__________ vaiaram.
a) Ao invés de — os, antediluvianas — anteprojeto — tachado, de que — ao encontro das — por que — o.
b) Em vez de — lhes; antidiluvianas — antiprojeto — taxado, que — de encontro às — porque —lhe.
c) Ao invés de — lhes; antidiluvianas — anteprojeto — tachado, que — ao encontro das — porquê — o
d) Em vez de — os, antediluvianas — anteprojeto — taxado, de que — de encontro às —porquê — lhe.
e) Em vez de — os, antediluvianas — antiprojeto — tachado, de que — ao encontro das —porque — o
12. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.12) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de
concordância nem de pontuação:
a) De modo geral, são em momentos conturbados da história de uma sociedade que vem à tona problemáticas
antes não visualizada e, por isso, consideradas inexistente.
b) De modo geral, é em momentos conturbado da história de uma sociedade que, vem à tona problemáticas antes
não visualizada e por isso consideradas inexistente.
c) De modo geral, é em momentos conturbados da história de uma sociedade que vêm tona problemáticas antes
não visualizadas e, por isso, consideradas inexistentes.
d) De modo geral são, em momentos conturbados da história de uma sociedade, que vem à tona problemáticas,
antes, não visualizada e, por isso, considerada inexistente.
e) De modo geral, são, em momentos conturbados da história de uma sociedade, que, vêm à tona problemáticas
antes não visualizadas e por isso, consideradas inexistentes.
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PROVA
10
PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO – MPE – MS – FAPEC - 2015
1. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.95) Interpretação do texto
A arte de ser feliz – Cecília Meireles
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, pra que o jardim não
morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de
seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Glossário: Félix Lope de Vega y Carpio – Dramaturgo espanhol nascido em Madri, fundador da comédia espanhola e um dos mais
prolíficos autores da literatura universal.
A partir da leitura e interpretação do texto acima, assinale a alternativa correta:
a) O texto apresenta o modo descritivo-narrativo, trazendo como uma de suas mensagens a ideia de que o ser
humano precisa aprender a ver com olhos conscientes para poder captar a realidade em sua plenitude.
b) O texto apresenta o modo dissertativo-argumentativo, porque está baseado na defesa de uma ideia visando
convencer o leitor de que as pessoas precisam enxergar as coisas e fatos mais singelos do cotidiano para alcançar a
felicidade.
c) O texto apresenta somente o modo narrativo, trazendo a ideia de que todos devem ter uma só visão sobre o
mundo.
d) O texto apresenta somente o modo injuntivo ou instrucional, pois objetiva, sobretudo, trazer explicações sobre a
visão do ser humano, sem a finalidade de convencer o leitor por meio de argumentos.
e) O texto apresenta somente o modo descritivo ao fazer o retrato minucioso escrito de um lugar, uma cena, uma
pessoa e alguns animais, identificados como “pequenas felicidades certas”.
2. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.96) Assinale a alternativa em que a crase foi
empregada corretamente:
a) Vieram à pé.
b) Ficamos à admirá-los.
c) Refiro-me à uma pessoa educada.
d) Enfrentaram-se cara à cara.
e) Fernanda entrou em medicina, na federal, à força de muito estudo.
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3. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.97) Assinale a opção correta em relação à função
gramatical da palavra ―quê‖ empregada na seguinte frase: ―QUE poderemos desejar melhor que a saúde?‖:
a) Pronome substantivo indefinido.
b) Partícula expletiva.
c) Advérbio de intensidade.
d) Conjunção consecutiva.
e) Substantivo.
4. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.98) Assinale a questão correta de concordância
verbal, referente ao verbo haver (em sentido de existir) e fazer (indicando tempo):
a) Havia aparecido manchas de óleo no mar.
b) Deve haver coisas erradas.
c) Houveram vários debates sobre o tema.
d) Haviam candidatos distraídos.
e) Estão fazendo três anos que ela nasceu.
5. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.99) Assinale a hipótese que apresenta a grafia
correta dos vocábulos e locuções:
a) Bandeja, a que horas, em redor, na saída.
b) Bandeija, apoiamento, à socapa, asterisco.
c) Em que horas, asterístico, ao redor, à saída.
d) À sorrelfa, à paisano, ao meu ver, amiúde.
e) A meu ver, à mesa, em que horas, aforisma.
6. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.100) Assinale a alternativa da oração que empregou
incorretamente o uso do porquê:
a) Estes são os direitos por que estamos lutando.
b) Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
c) Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
d) Você não vai à festa? Diga pelo menos um porquê.
e) Você veio até aqui por que não conseguiu telefonar?
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 113
GABARITOS
PROVA
1
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A E B D C E D A D A A B E B B C C D E C
PROVA
2
AGENTE FISCAL DE MEIO AMBIENTE/ENGENHARIA ELETRICISTA PMCG/MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B A D C E D C B A D B A E B E D A E C C
PROVA
3
PREFEITURA MUNICIPAL DE NIOAQUE – MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
C C B B D D B C A D B D X C D
PROVA
4
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ALVORADA DO SUL – MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
D C E A B D A E C B B A
PROVA
5
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRILHANTE – MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E C D B A D A C B B
PROVA
6
PROFESSOR-EDUCAÇÃO INFANTIL- SEMED-CG/MS – 2016
1 2 3 4 5 6 7
E C A B D E D
PROVA
7
AGEPEN MS – SEGURANÇA E CUSTÓDIA – 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D D A C D E A C E C C E D A A C C C X B
PROVA
8
PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ – MS - 2016
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
A C D E A A D C A E E D D A D
PROF. MÁRCIO SOBRINHO POLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA
O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 114
PROVA
9
ANALISTA DE CONTROLE INTERNO II – FUNSAUD – MS – 2015
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
A C D D B E D D B A A C
PROVA
10
PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO – MPE – MS – 2015
1 2 3 4 5 6
A E A B A E

pc-portugues-neon

  • 1.
    Neon Concursos Ltda AtividadeEconômica: educação continuada, permanente e aprendizagem profissional Diretora: Maura Moura Dortas Savioli Empresa fundada em janeiro de 1998 ANO XIX – Av. Mato Grosso, 88 – Centro – Campo Grande – Mato Grosso do Sul Fone/fax: (67) 3324 - 5388 www.neonconcursos.com.br Aluno(a): ______________________________________________________________________ Período: _______________________________ Fone: __________________________________ Equipe Técnica: Johni Santhiago LÍNGUA PORTUGUESA Roger Brito PROFESSOR: Márcio Sobrinho TEORIA E QUESTÕES DE CONCURSOS MATERIAL CONTENDO CURSO PREPARATÓRIO POLÍCIA CIVIL - 2016 Arlindo Pionti
  • 3.
    SUMÁRIO UNIDADE 1 FONÉTICAE FONOLOGIA ................................................................................................................................................5 UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA.................................................................................................................................................8 UNIDADE 3 SEMÂNTICA ......................................................................................................................................................................10 UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ......................................................................................12 UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS ....................................................................................................................................................15 UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” ....................................................................................................................34 UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA .........................................................................................................................................................37 UNIDADE 8 PONTUAÇÃO ...................................................................................................................................................................48 UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS ..................................................................................................................................................51 UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL.....................................................................................................................................53 UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL......................................................................................................................................56 UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL ..........................................................................................................................................58 UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL........................................................................................................................................................61 UNIDADE 14 CRASE ...........................................................................................................................................................................64 UNIDADE 15 COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS .............................................................................................................................66 UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA ............................................................................................69 PROVAS DE CONCURSOS...................................................................................................................................................................73 GABARITOS.........................................................................................................................................................................................113
  • 5.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 5 LÍNGUA PORTUGUESA UNIDADE 1 FONÉTICA E FONOLOGIA Estuda os sons como são produzidos a partir de um significante dado:               se tônicoa tsomT Táxi:Ex. isomi ksonsx somá 1 – Classificação das Letras e dos Fonemas  Letra é representação gráfica (vogal, semivogal e consoante).  Fonema é a realização sonora da letra (fonema vocálico, fonema neutro, fonema consonantal). Veja a relação: 1. Fonema vocálico é representado pelas vogais. 2. Fonema neutro é representado pelas semivogais. 3. Fonema consonantal é representado pelas consoante. Observação: Para se contar o número de letras e de fonemas, siga o seguinte macete  Dígrafo = duas letras que correspondem a um fonema e este pode ser vocálico ou consonantal.  Dígrafo Consonantal: duas letras representando apenas um fonema consonantal. São eles: rr, ss, nh, lh, sc, sç, xc, ch, nh, qu, gu Exemplo: Quantas letras, fonemas e dígrafos há na palavra Exceção 7L (e-x-c-e-ç-ã-o) / 1D (xc)  F = L – D  F = 7 – 1  F = 6 Resposta: 7L 1D 6F  Dígrafo Vocálico: duas letras representando apenas um fonema vocálico. São eles: am, an /ã/, em, em /ẽ/, im, in /ĩ/ om, on /õ/, um, um /ũ/ Exemplo: campo = 5L (c-a-m-p-o) / 1D / 4F Observação 1: Tal macete não funciona em duas situações: 1ª) Quando o ―x‖ possui valor de ―ks‖ Exemplo: táxi = 4L e 5F 2ª) Quando possuir a consoante ―h‖, pois essa não possui valor fonético. Exemplo: hotel = 5L e 4F Observação 2: Os conjuntos ―am‖ e ―em‖ podem representar, foneticamente, ditongos decrescentes nasais. Isso ocorrerá em palavras como: Amavam: ―am‖ possui som de /ãu/ Também: ―em‖ possui som de /ẽi/ Fonemas = Letras – Dígrafos F = L – D
  • 6.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 6 2 – Sílabas É a menor unidade da palavra que possui como núcleo uma vogal. Devido a isso, o número de sílabas de uma pa- lavra será igual ao número de vogais. Exemplo: caneta possui três sílabas – ca-ne-ta – e três vogais – a – e – a. Além disso, as palavras podem ser classificadas: 1º) Quanto ao número de sílabas na palavra. – monossílabas  nó, chá (uma sílaba) – dissílabas  chalé, porta (duas sílabas) – trissílabas  música, íamos (três sílabas) – polissílabas  paralelo, dicionário (mais de três sílabas) 2º) Quanto à tonicidade – tônica = músculo (mus) – átona = chalé (cha) – subtônica = somente (so) Observação 1: A subtônica só ocorre em palavras derivadas, pois recebe tal classificação a sílaba tônica da palavra primitiva. Exemplo: chapéu (palavra primitiva) sílaba tônica cha peu zi nho (palavra derivada) sílaba tônica sílaba subtônica  A sílaba tônica da palavra primitiva tornar-se-á subtônica na derivada. Observação 2: A átona será toda sílaba diferente da tônica e da subtônica. Além disso, podem ser classificadas como pretônica e postônica. Tais classificações só são empregadas nas sílabas vizinhas à tônica. Exemplo: história: his ( átona pretônica ), tó ( tônica ), ria ( átona postônica ) 3º) Quanto à posição da sílaba tônica - Oxítona: a última sílaba é a tônica. Exemplo: ureter, cateter, sutil, jiló, chalé. - Paroxítona: a penúltima sílaba é a tônica. Exemplo: apóio, apoio, flúor, grátis, Márcio. - Proparoxítona: a antepenúltima sílaba é a tônica. Exemplo: último, ímpares, díspares, sílaba, tônico. 3 – Encontros Vocálicos a) Ditongo É o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com outra vogal. Por isso, há: 1º) Ditongo Crescente – encontro de semivogal com vogal. Exemplo: História (ia)  i – semivogal a – vogal 2º) Ditongo Decrescente – encontro de vogal com semivogal. Exemplo: Jóquei (ei)  e – vogal i – semivogal
  • 7.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 7 Observação: Dependendo da classificação vogal, o encontro vocálico também pode ser classificado como oral e nasal. Além disso, o oral pode ainda ser aberto e fechado. Exemplo: ação - /ãu/ ditongo decrescente nasal Quando - /uã/ ditongo crescente nasal Íeis - /ei/ - ditongo decrescente oral fechado Anéis - /éi/ - ditongo decrescente oral aberto História - /ia/ - ditongo crescente oral aberto Mário - /io/ - ditongo crescente oral fechado b) Tritongo É o encontro inseparável de uma semivogal, uma vogal com outra semivogal. Exemplo Paraguai (uai)  u – semivogal a – vogal i – semivogal Além disso, eles podem ser: 1º) Oral – quando a vogal for oral. Exemplo Uruguai (a) – oral. 2º) Nasal – quando a vogal for nasal. Exemplo saguão (ã) – nasal. c) Hiato É o encontro de uma vogal com outra que permanecem em sílabas diferentes. Exemplo: Saúde – sa-ú-de. Observação: Qualquer encontro de vogais iguais é classificado como hiato. Exemplo: Saara, xiita, caatinga, veemência
  • 8.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 8 UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 1 – Regras de Acentuação 1º) Acentuam-se todas as proparoxítonas. Exemplo: Ortográfico, gástrico, íamos, hífenes. 2º) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: MACETE: Us/ei /um/ l/i/r/ão /n/ /on/x/ps (Macete que sintetiza as terminações das paroxítonas acentuadas.) us – vírus ei – (ditongo) - jóquei, história um – álbum / álbuns l – amável i(s) – júri / lápis r – repórter ão(ã) – órgão / órfã n – hífen on – próton x – ônix ps – bíceps Obs.: Ao ser justificado o uso de acento paroxítono, faça-o assim: Exemplo: dicionário – paroxítona terminada em ditongo crescente (io). 3º) Acentuam-se as oxítonas terminadas em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖, ―em‖ ou ―ens‖. Exemplo.: sofá, ananás, café, revés, dominó, retrós, refém, parabéns. 4º) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖. Exemplo: má, pás, ré, mês, dó, nós Observação: Monossílabo tônico terminado em ―u‖ não recebe acento. Exemplo: nu 5º) Acentuam-se os ditongos abertos ―éi‖, ―éu‖, e ―ói‖. Exemplo: lençóis, anéis, véu. Observação 1: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009,.não se aplica mais para as palavras paroxítonas. Vocábulos como assembleia, apoio, Coreia devem ser grafadas sem acento. 6º) Acentuam-se o ―i‖ e o ―u‖ tônicos que formarem hiato com a vogal anterior e estiverem sós ou juntos de ‖s‖. Exemplo: saída, saúde, saíste. Observação: ―Sairdes‖ não recebe acento pois o ―i‖ está junto de ―r‖. SA - IR - DES ―Sem acento‖ Observação: De acordo com a reforma de 2009, se a regra do hiato ocorrer em palavra paroxítona e antes houver um ditongo, não mais ocorrerá acento gráfico. Exemplo disso é a palavra feiura ( fei-u-ra ). Observação: As paroxítonas terminadas em ens não recebem acento. Exemplo: hifens, itens, polens, jovens.
  • 9.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 9 7º) Acento diferencial, usa-se o acento para diferenciar palavras homônimas. Exemplo.: pôr (verbo) por (preposição) pôde (pret. Perfeito) pode (presente) têm (3ª pessoa plural) tem (3ªpes singular) vêm (3ª pessoa plural) vem (3ªpes singular) Observação: 1. O acento diferencial das paroxítonas está extinto conforme a reforma ortográfica de 2009. Exceção ape- nas para o par ―pôde‖ X ―pode‖. 2. São facultativos forma X fôrma e demos X dêmos Regras extintas 1º) Acentua-se a primeira vogal dos encontros vocálicos ―êe‖ e ―ôo‖, quando forem tônicas. Exemplo: Vôo, vêem. Observação: Para o encontro ―ee‖, lembre-se de credeleve, pois temos aí as únicas palavras acentuadas. Veja: CRE DE LE VE vêem lêem dêem crêem Observação 1: Não existe têem, pois no português grafa-se ―ele tem‖, ―eles têm‖ e ―ele retém‖, ―eles retêm‖. Observação 2: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009, está extinta. 2º) Usa-se trema nos conjuntos ―qu‖ e ―gu‖ seguidos pelas vogais ―e‖ ou ―i‖ com ―u‖ pronunciado. Exemplo: cinqüenta, tranqüilo, aguentar, linguiça. Observação: O trema, salvo em palavras estrangeiras como ―Muller‖, não se usa Língua Portuguesa, con- forme a reforma pela qual a língua passou em 2009.
  • 10.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 10 UNIDADE 3 SEMÂNTICA 1 – Conceito É a parte da linguística que estuda a significação. ―A palavra e o seu sentido: a polissemia‖ Uma palavra pode apresentar mais de um significado (como nos indicam os dicionários) de tal modo que somente o contexto (a frase, o texto) determina o seu sentido: Veja: Aquela ave está perdendo as penas. (plumas) Quebrei a pena de sua caneta. (lâmina da caneta) 2 – A Relação Semântica entre as Palavras 1 – Sinonímia: Palavras que apresentam sentido parecido e podem ser trocadas umas pelas outras. Exemplo.: A fantasia foi feita com penas. A fantasia foi feita com plumas. Obs.: Lembre-se de que não há sinônimos perfeitos. Cada palavra possui em si uma significação mais ampla ou mais restrita. Exemplo.: bicho – inseto oculista – oftalmologista belo – bonito 2 – Antonímia: Palavras que apresentam oposição de sentido Exemplo: bonito – feio Podem ser representados por: a) Radicais diferentes. Exemplo: antigo - novo b) Por prefixo. Exemplo: infeliz - feliz 3 – Homonímia: Palavras foneticamente iguais que possuem sentidos diferentes. Exemplo: são (verbo ser / eles são) são (saudável) são (santo) são ( verbo ser) Além disso, os homônimos podem ser: a – Homônimos Perfeitos – apresentam mesma grafia e pronúncia. Exemplo: fui (verbo ir - pretérito perfeito) fui (verbo ser - pretérito perfeito) b – Homônimos Homófonos – apresentam grafias diferentes e mesma pronúncia. Exemplo: caçar (apanhar) cassar (anular)
  • 11.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 11 c – Homônimos Homógrafos – apresentam mesma grafia e pronúncia diferente. Exemplo: ele (pronome) ele (substantivo, nome da letra L) 4. Significante e significado ―Saussure pensa que o signo linguístico resulta da união de um conceito com uma imagem acústica...sendo este o significante e aquele o significado.‖ (Adaptado de Edward Lopes) Então, pode-se definir assim:  Significante: parte física, visual.  Significado: definição ou conceito. A associação dos dois cria o vocábulo ou signo linguístico. = ÁRVORE significante significado 5. Polissemia A partir de um significante, podem-se criar várias possibilidades de sentido – um paradigma semântico. Tal fato é próprio da língua, por isso não é um fenômeno restrito a um pequeno grupo de palavras. Exemplo: Embarcação: veleiro; canoa; iate; jangada. / Assistir: ver; ter direito; caber; morar. 6. Hiperonímia: uma palavra com sentido geral em relação a outras com sentido mais restrito. A estas se atribui o nome hipônimos. Exemplo: mamíferos (hiperônimo) cão, gato, leão, tigre, lobo, baleia, morcego ( hipônimos) 3 – Palavras e Seus Efeitos de Sentido 1 – Denotação: Significação básica de uma palavra, levando em consideração a informação que ela traz, sua refe- rência. Exemplo: amásio / amante 2 – Conotação: Significação de uma palavra, considerando o seu sentido subjetivo, circunstancial. Exemplo: irresponsável e desmiolado (uso popular) Observação: Normalmente construído no contexto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 12 UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 1 – Estrutura das Palavras A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos ou morfemas. Exemplo: menininho – menin- + -inho felicidade – felic- + -dade MORFEMA DEFINIÇÃO: Menor unidade de sentido da palavras. 1. ELEMENTOS MÓRFICOS Os elementos mórficos são:  Radical;  Vogal temática;  Tema;  Desinência;  Afixo;  Vogais e consoantes de ligação. 1.1. RADICAL O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos. Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha. 1.2. VOGAL TEMÁTICA VERBAL Possui a função de preparar o radical para receber as desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence. Exemplo: cantar, vender, partir. 1.3. VOGAL TEMÁTICA NOMINAL Possui a função de preparar o radical para receber as desinências nominais de gênero ou número. Exemplo: bolo ( bol- + -o ) As vogais temáticas nominais são –a, -e, -o. OBSERVAÇÃO 1: Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática. Exemplo: parto (radical + desinência) OBSERVAÇÃO 1: 1.4. TEMA: É o radical com a presença da vogal temática. Exemplo: o choro, ele canta.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 13 1.5. DESINÊNCIAS São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em: a) DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria. Exemplo:  gat-( Radical) / -o (desinência nominal de gênero)  Gat- (Radical) / -o (desinência nominal de gênero) / -s (desinência nominal de número) b) DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos. Exemplo: cant-( radical ) / -á(vogal temática) / -va ( desinência modo-temporal ) - mos (desinência número- pessoal) 1.6. AFIXOS São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:  PREFIXOS – quando colocado antes do radical; Exemplo: impróprio  SUFIXOS – quando colocado depois do radical Exemplo: alegremente 1.7. VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras. Exemplos: silvícola, paulada, cafeicultura. 2 – Processo de Formação das Palavras  PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras. Exemplo: pedra, casa, paz, etc.  PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já Existentes. Exemplo: pedreiro (derivada de pedra), livreiro (derivada de livro).  PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical. Exemplo: mesa, palavra, crise.  PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que apresentam dois ou mais radicais. Exemplo: pão-de-ló, planalto, guarda-noturno. Os dois principais processos de formação de palavras são: derivação e composição. 1. DERIVAÇÃO É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras:  Prefixal;  Sufixal;  Prefixal e sufixal;  Parassintética;  Regressiva;  Imprópria.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 14 1.1. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. Exemplo: descrer, impróprio. 1.2. SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical. Exemplo: camiseiro, livreiro. 1.3. PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. Exemplo: anoitecer, pernoitar. 1.4. PREFIXAL E SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo não simultaneamente ao radical. Exemplo: deslealdade, infelizmente 1.5. REGRESSIVA – processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) / O debate foi longo. (do verbo debater) 1.6. IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. Exemplo: O jantar estava ótimo 2. COMPOSIÇÃO É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO. 2.1. JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição. Exemplo: girassol (gira+sol), pé-de-moleque (pé+de+moleque) 2.2. AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. Exemplo: planalto (plano + alto) Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação e onomatopeia. 3. ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta). 4. HIBRIDISMO É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego). 5. ONOMATOPEIA Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 15 UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS As palavras da língua portuguesa estão agrupadas em dez classes gramaticais agregadas em duas classificações: 1 – Variáveis             Verbo- Numeral- Pronome- Artigo- Adjetivo- oSubstantiv- Variáveis Obs.: São variáveis as palavras que flexionam em gênero, número, pessoa, modo, tempo ou voz. Exemplo: Eu canto porque o instante existe. E minha vida está completa. Não sou alegre nem triste. Sou poeta. 1.1 – Substantivo Substantivo: nomeia seres e é, normalmente, especificado por outra palavra. Exemplo: ... ―o instante‖ subs. –p especificado por ―o‖ artigo 1º) Gênero – no português, os substantivos, podem ser masculinas e femininas. Por isso, eles podem ser classificados como uniforme ou biforme. 1. Substantivos Biformes São os que apresentam duas formas; uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplo: médico / médica senhor / senhora pai / mãe genro / nora 2. Substantivos Uniformes São os que apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino e, além disso, subdivide-se em epice- no, sobrecomum e comum-de-dois. 2.1. Substantivos Uniformes Epicenos São designativos de animais e para determinar gênero, faz uso dos adjetivos macho e fêmea. Exemplos: o jacaré macho / o jacaré fêmea a onça macho / a onça fêmea
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 16 2.2. Substantivos Uniformes Sobrecomuns São designativos de pessoas. Neste caso, a diferença de uso não é especifica por artigos ou outros determinantes, que são invariáveis. Exemplos: a criança o cônjuge 2.3. Substantivos Uniformes Comuns-de-dois Aqui a diferença é atribuída à variação do especificador. Exemplo: o artista/ a artista o dentista / a dentista o estudante / a estudante 2º) Número – no português, os substantivos podem ser singulares ou plurais. Exemplo: Aluno, mãe, pé-de-moleque ( singular) Alunos , mães, pés-de-moleque ( plural) 1. Plural das palavras simples a) Terminadas em -r ou -z recebem -es Exemplo: mar es vez es cruz es lar es b) Terminadas em -s, se oxítonas, recebem - es. Caso contrário, são invariáveis. Exemplo: ananás - ananases ( oxítona) o lápis - os lápis ( paroxítona) o ônibus - os ônibus ( proparoxítona ) c) Terminadas em l e antecedido por a, e, o, u , troca-se o l por is. Exemplo: animal - animais. anel - anéis farol - faróis paul - pauis Obs.: Se a palavra terminar em - il, haverá duas regras: 1ª ) Se oxítona , troca-se L por - s. Exemplo: barril - barris 2ª ) Se não-oxítonas, troca-se o il por -eis. Exemplo: fóssil - fósseis d) Terminadas em -x , são invariáveis. Exemplo: o tórax/ os tórax 2. Plural das palavras compostas. a – Variam todos os elementos. Substantivo + substantivo Exemplo: cirurgiões-dentistas Substantivo + adjetivo Exemplo: amores-perfeitos Adjetivo + substantivo Exemplo: boas-vidas Numeral + substantivo Exemplo: terças-feiras Verbo + Verbo (iguais) Exemplo: corres-corres
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 17 b – Varia só o primeiro elemento Substantivo + preposição + substantivo Exemplo: pés-de-moleque Substantivo + substantivo qualificador Exemplo: navios-escola c – Varia só o último elemento Verbo + substantivo: Exemplo: beija-flores Advérbio + adjetivo: Exemplo: sempre-vivas Onomatopeia: Exemplo: bem-te-vis Palavra invariável + palavra variável: Exemplo: além-mares. Palavras repetidas: Exemplo: quero-queros. d – São invariáveis Verbo + palavra pluralizada: Exemplo: saca-rolhas Verbo + verbo: Exemplo: leva e traz. (Mas como sentidos opostos) Palavras Como: Exemplo: arco-íris. 1.2 – Adjetivo Adjetivo: qualifica seres. Exemplo: ―Não sou alegre nem triste...‖. Indicam um estado do ―eu‖, palavra substantiva. 1. Gênero = quanto ao gênero, o adjetivo pode ser uniforme e biforme. 1.1. Uniforme = única forma para os dois gêneros. Exemplo: doente, paciente, simples, feliz. 1.2. Biforme = duas formas; uma para o masculino e, outra, para o feminino. Exemplo: simpático (a), bom/boa, novo (a). 2. Número = quanto ao número, o adjetivo pode ser singular e plural. 2.1. Palavras Simples = mesmas regras dos substantivos. 2.2. Palavras Compostas = varia só o último elemento. Adjetivo + adjetivo Exemplo: sapatos marrom-escuros. acordos sócio-luso-brasileiros.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 18 3. Grau = os adjetivos podem ser comparativos e superlativos. Veja esquema abaixo :                               adesuperioridde adeinferioridde relativo analítico sintético absoluto oSuperlativGrau adesuperioridde adeinferioridde igualdadede oComparativGrau AdjetivodoGrau 3.1. Grau Comparativo de Igualdade: tão ... quanto (como). Exemplo: Fabiana é tão bela quanto/como a irmã. 3.2. Grau Comparativo de Superioridade: mais ... (do) que. Exemplo: Fabiana é mais bonita (do) que a irmã. 3.3. Grau Comparativo de Inferioridade: menos ... (do) que. Exemplo: Fabiana é menos feia (do) que a irmã. 3.4. Grau Superlativo Relativo de Inferioridade: menos ... de . Exemplo: Fabiana é a menos feia de todas.   artigo preposição. 3.5. Grau Superlativo Relativo de Superioridade: mais ... de. Exemplo: Fabiana é a mais bonita de todas.   artigo preposição 3.6. Grau Superlativo Absoluto Sintético:       ílimo íssimo érrimo adjetivo Exemplo: Fabiana é boníssima. 3.7. Grau Superlativo Absoluto Analítico: Adv. (muito) + adjetivo.  normalmente Exemplo: Fabiana é muito bonita. Obs.: mais grande e mais pequeno serão corretos caso se comparem duas características . Exemplo: A casa é mais grande que confortável . adj. 1 adj. 2
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 19 1.3 – Artigo Artigo: determina ou indetermina o substantivo. Por isso, divide-se em duas categorias: a) Definidos ou Determinantes: o, a, os, as. Exemplo: ―o instante‖ substantivos artigo: determina o substantivo. b) Indefinido ou Indeterminante: um, uma, uns, umas. Exemplo: ―um poeta‖ substantivo artigo: indetermina o substantivo 1.4 – Pronome Pronome: substitui ou acompanha o nome, indicando uma das três pessoas gramaticais. Exemplo: ―E minha vida está completa‖. Especifica o substantivo ―vida‖, acompanhando-o e dando-lhe noção de posse. 1°) Demonstrativos 1° Pessoa: este(s), esta(s), isto. 2° Pessoa: esse(s), essa(s), isso. 3° Pessoa: aquele(s), aquela(s), aquilo. Para indicar noção espacial. a) Proximidade à pessoa com quem se fala (1° pessoa) Exemplo: Estes papéis aqui são do meu testamento. b) Proximidade à pessoa com quem se fala (2° pessoa) Exemplo: Esses livros aí são os mais importantes. c) Proximidade à pessoa de quem se fala (3° pessoa) Exemplo: Aqueles cartazes lá representam minhas esperanças. Para indicar noções temporais. a) Na indicação de um fato que ocorre no tempo presente ou no momento em que se fala. (1° pessoa). Exemplo: Neste ano, irei à Espanha. No ano em que me encontro. b) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado relativamente próximo ao presente. (2° pessoa). Exemplo: Em maio fui viajar. Nesse mês encontrei muitos amigos. . c) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado, mas distante do presente. (tempo remoto e incerto). Exemplo: Em 1950 realizou-se a Copa do Mundo no Brasil; naquele ano o Uruguai foi campeão. (tempo distante)  presenteaoproximomaspassado,éreferesequeamesO
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 20 Para indicar o que já foi dito ou sê-lo-á. a) Fato que será dito. Exemplo: Só desejo isto: sua felicidade. b) Fato que já foi dito. Exemplo: Subjetivismo , apego à natureza ; essas são algumas características do Romantismo. Emprega-se ―este‖ em oposição a ―aquele‖ na indicação de elementos já mencionados. Exemplo: Estudo as línguas português e espanhola; esta por devoção; aquela por patriotismo.   espanhola portuguesa 2º ) Pessoais 1 – Pessoais dos casos reto e oblíquo. Reto Oblíquo 1° pessoa eu, nós me, nos, mim, comigo, nós, conosco 2° pessoa tu, vós te, vos, ti, contigo, vós, convosco 3° pessoa ele(s), ela(s) se, si, consigo, ele(s),ela(s), o (s), a (s), lhe, lhes Uso dos pronomes pessoais a) mim/eu – ti/tu a.1) Usam-se eu e tu quando esses possuírem a função de sujeito. Exemplo: Isto é para eu fazer / Isto é para tu fazeres.   sujeito de fazer sujeito de fazer. a.2) Usam-se mim e ti ( ou você) quando esses vierem preposicionados e não possuírem após verbo no infinitivo. Exemplo: Não há nada entre mim e ti ( ou você).  preposição b) Conosco – com nós/ convosco – com vós. b.1) Com nós e com vós usam-se quando existir algum especificador após. (Usa-se forma analítica). Exemplo: Elas querem sair com nós dois.  forma analítica especificador b.2) Conosco e convosco usam-se quando não existir algum especificador após . (usa-se forma sintética). Exemplo: Elas querem sair conosco. Forma sintética c) Consigo: só pode ser utilizado como referência a ―com ele(a)(s) mesmo(a)(s)‖ ou ―com você(s) mesmo(a)(s)‖. Exemplos: O advogado levou consigo todas as provas. / Você poderá levar consigo todos os livros didáticos. d) Contigo, te e ti : quando o referente for tu. Exemplo: Quando fores à praia, leva contigo o protetor solar. e) Com você, se, lhe e si: quando o referente for você. Exemplo: Quando for à praia, leve com você o protetor solar. não há verbo no infinitivo após não há verbo no infinitivo após
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 21 2 – Pronomes Pessoais de Tratamento: são pronomes de segunda pessoa que pedem verbos e complementos na terceira. Pronomes Abreviações Usos Você v. familiar Senhorita(s) Srta/ Srtas moças solteiras Senhor Sr Respeitoso para homens Senhora(s) Sra. / Sr.as Respeitoso para mulheres Vossa(s) senhoria(s) V.S.a./ V.S.as. Correspondências comerciais Vossa Santidade V.S. papas Vossa(s) Reverendíssima(s) V.Rev.ma (s) sacerdotes Vossa (s) Eminência V.Em.a (s). cardeais Vossa(s) Alteza(s) V.A./V.V.A.A. Príncipes e duques Vossa(s) Majestade(s) V.M./V.V.M.M. Reis e imperadores Vossa(s) Magnificência(s) V.Mag ª(s) Reitores de universidade Vossa(s) Excelência(s) V. Ex. ª(s) Altas autoridades Exemplo: Vossa Excelência conhece os seus verdadeiros amigos   verbo complemento   Ambos na 3 ª pessoa Observação: Em alguns contextos, o tratamento pode ser iniciado pela forma Sua. Isso ocorrerá quando a autori- dade for a pessoa de quem se fala, ou seja, terceira pessoa. Exemplo: Se Sua Excelência, o governador, estiver disponível, pergunte-lhe se ele pode atender-me agora. 1.5 – Numeral Numeral: quantifica os seres ou designa a ordem numérica. Exemplo: Duas mulheres  Duas (enumera)  cardinal. O dobro de pessoas  Dobro (multiplica)  multiplicativo. A metade das folhas  metade (fraciona)  fracionário. Primeiro dia  Primeiro (ordena)  ordinal. 1.6 – Verbo Verbo: indica uma ação ou um estado do sujeito, concordando com o último em número e pessoa. Exemplo: A aeronave chegou. (ação do sujeito) ação 1. Conceito Verbo é a palavra variável que exprime ação, fenômeno, estado ou mudança de estado, na perspectiva do tempo. Exemplo: Ele joga no Guarani. (ação no tempo presente) Venta pouco hoje. (fenômeno no tempo presente) João estava preocupado. (estado no tempo passado) Ele se tornará um grande líder sindical. (mudança de estado no tempo futuro)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 22 2. Estrutura Os elementos que constituem as formas verbais são: radical, vogal temática, tema (radical + vogal temática) e de- sinência. Exemplo: estud. á sse mos radical vogal desin. desin. número- temática modo-temporal -pessoal 3. Conjugação Quanto à conjugação, os verbos são classificados em: 1ª conjugação: verbos terminados em ar. Exemplo: cantar, falar, amar. 2ª conjugação: verbos terminados em er. Exemplo: vender, beber, comer. 3ª conjugação: verbos terminados em ir. Exemplo: partir, fugir, florir. Às vogais que caracterizam a conjugação dá-se o nome de vogais temáticas. Exemplo: cantar (a = vogal temática), vender (e = vogal temática), partir (i = vogal temática). 4. Formas rizotônicas e arrizotônicas Em grego, rhíza significa raiz. Formas rizotônicas são aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece dentro do radical (da raiz). Exemplo: canto, venda, parta. Formas arrizotônicas são, por sua vez, aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece fora do radical. Exem- plo: cantamos, vendamos, partirás. 5. Flexões O verbo varia quanto a número, pessoa, modo, tempo e voz. a) Número: o verbo admite dois números – singular e plural. É singular quando se refere a só uma pessoa ou coisa, e plural quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa. Exemplo: eu estudo, ele estuda (singular); nós estudamos, eles estudam (plural). b) Pessoa: o verbo apresenta três pessoas: a primeira – a que fala: eu canto (singular), nós cantamos (plural); a segunda – a quem se fala: tu cantas (singular), vós cantais (plural); a terceira – de quem se fala: ele canta (singular), eles cantam (plural). c) Modo: o verbo possui diferentes maneiras de expressar a ação ou estado do sujeito. Além das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio), há três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo. O indicativo exprime um fato real, indica uma informação. Exemplo: Eu estudo Português. O subjuntivo indica um fato provável, possível de se acontecer, mas que depende de algo. Exemplo: Meu mestre deseja que eu estude Português. O imperativo apresenta uma ordem, uma súplica, um pedido. Exemplo: Estude Português. d) Tempo: indica o momento em que se dá a ação. Os três tempos fundamentais são: presente, passado e futuro. O presente designa uma ação ocorrida no momento em que se fala. Exemplo: Eu estudo. O passado ou pretérito designa uma ação ocorrida anteriormente ao momento em que se fala. Exemplo: Eu estudei durante todas as férias. O futuro designa uma ação que ainda vai acontecer. Exemplo: Eu estudarei.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 23  O conjunto dos tempos verbais, dentro de seus respectivos modos, pode ser assim esquematizados com o verbo estudar, da 1ª conjugação: INDICATIVO a) Presente: eu estudo b) Pretérito Imperfeito: eu estudava c) Pretérito Perfeito Simples: eu estudei d) Pretérito Perfeito Composto eu tenho estudado e) Pretérito mais-que-perfeito Simples eu estudara f) Pretérito mais-que-perfeito Composto: eu tivera estudado g) Futuro do presente Simples: eu estudarei h) Futuro do presente Composto: eu terei estudado i) Futuro do pretérito Simples: eu estudaria j) Futuro do pretérito Composto: eu teria estudado SUBJUNTIVO a) Presente: que eu estude b) Pretérito Imperfeito: se eu estudasse c) Pretérito Perfeito Composto: que eu tenha estudado d) Pretérito Mais-que-perfeito Composto: se eu estudasse e) Futuro Simples: quando eu estudar f) Futuro Composto: quando eu tiver estudado IMPERATIVO Afirmativo estuda tu, estude você, estudemos nós, estudai vós, estudem vocês. Negativo não estudes tu, não estude você, não estudemos nós, não estudeis vós, não estudem vocês.  Emprego dos modos e tempos verbais (verbos regulares) MODO INDICATIVO TEMPO DESINÊNCIAS Presente 1ª conj. o, as, a, amos, amais, amam 2ª conj. o, es, e, emos, eis, em 3ª conj. o, es, e, imos, is, em Pretérito perfeito 1ª conj. ei, aste, ou, amos, astes, aram 2ª conj. i, este, eu, emos, estes, eram 3ª conj. i. iste, iu, imos, istes, iram Pretérito mais-que-perfeito 1ª conj. ara, aras, ara, áramos, áreis, aram 2ª conj. era, eras, era, êramos, êreis, eram 3ª conj. ira, iras, ira, íramos, íreis, iram Pretérito imperfeito 1ª conj. ava, avas, ava, ávamos, áveis, avam 2ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam 3ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 24 Futuro do presente 1ª conj. arei, arás, ará, aremos, areis, arão 2ª conj. erei, erás, erá, eremos, ereis, erão 3ª conj. irei, irás, irá, iremos, ireis, irão Futuro do pretérito 1ª conj. aria, arias, aria, aríamos, aríeis, ariam 2ª conj. eria, erias, eria, eríamos, eríeis, eriam 3ª conj. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam MODO SUBJUNTIVO (Que) Presente 1ª conj. e, es, e, emos, eis, em 2ª conj. a, as, a, amos, ais, am 3ª conj. a, as, a, amos, ais, am Pretérito imperfeito (Se) 1ª conj. asse, asses, asse, ássemos, ásseis, assem 2ª conj. esse, esses, esse, êssemos, êsseis, essem 3ª conj. isse, isses, isse, íssemos, ísseis, issem Futuro (Quando) 1ª conj. ar, ares, ar, armos, ardes, arem 2ª conj. er, eres, er, ermos, erdes, erem 3ª conj. ir, ires, ir, irmos, irdes, irem FORMAÇÃO DO IMPERATIVO a) Imperativo afirmativo - 2ª pessoa do singular e plural à derivadas do presente do indicativo sem o s final. - 3ª pessoa do singular e plural, 1ª pessoa do plural à derivadas do presente do subjuntivo. b) Imperativo negativo – derivado do presente do subjuntivo Pres. Indicativo Imp. Afirmativo Pres. Subjuntivo Imp. Negativo Eu estudo Que eu estude Tu estudas Estuda tu Que tu estudes Não estudes tu Ele estuda Estude você/ele Que ele estude Não estude você Nós estudamos Estudemos nós Que nós estudemos Não estudemos nós Vós estudais Estudai vós Que vós estudeis Não estudeis vós Eles estudam Estudem vocês/eles Que eles estudem Não estudem eles  Classificação dos Verbos Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; irregulares; defectivos; abundantes. – Regulares – são aqueles que seguem o modelo da conjugação. Quando um verbo é regular, o radical se mantém em todas as formas e as desinências são as mesmas. – Irregulares – são aqueles que se apresentam com alterações no radical ou nas desinências. Exemplo: eu sou tu és eu faço tu fazes – Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. Exemplo: colorir, falir. Consideram-se defectivos os chamados verbos unipessoais: - verbos que exprimem fenômenos da natureza (só se empregam na terceira pessoa do singular). Exemplo: chover, nevar, etc. - verbos que exprimem vozes de animais (só se empregam na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural.) Exemplo: miar, uivar, latir, etc. O gato mia muito.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 25 – Abundantes – são aqueles que possuem duas ou mais formas em um único modo, geralmente no particípio de alguns verbos. Infinitivo particípio regular particípio irregular aceitar aceitado aceito acender acendido aceso benzer benzido bento concluir concluído concluso exprimir exprimido expresso expulsar expulsado expulso enxugar enxugado enxuto prender prendido preso Observação: Com o particípio regular deve-se usar os auxiliares ter e haver e no particípio irregular empregam-se os auxiliares ser e estar. Exemplo: Tinha aceitado a proposta. A proposta foi aceita. Conjugação de alguns verbos irregulares que podem causar dificuldades quanto a determinados tempos. Odiar Indicativo - presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Subjuntivo - presente (que eu): odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Dar Indicativo - presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão - pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram Subjuntivo - presente: dê, dês, dê, demos, deis dêem - pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Mobiliar Indicativo - presente: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam Subjuntivo - presente: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem Aguar Indicativo - presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam - pretérito perfeito: aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Subjuntivo - presente: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem Averiguar Indicativo - presente: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam - pretérito perfeito: averiguei, averiguaste, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 26 Subjuntivo - presente: averigúe, averigúes, averigúe, averiguemos, averigueis, averigúem Magoar Indicativo - presente: magôo, magoas, magoa, ,magoamos, magoais, magoam - pretérito perfeito: magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoaram Subjuntivo - presente: magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem Nomear Indicativo - presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam - pretérito imperfeito: nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam Subjuntivo - presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Caber Indicativo - presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem - pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Subjuntivo - presente (que eu): caiba, caibas, caibamos, caibais, caibam - pretérito imperfeito (se eu): coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem - futuro: (quando eu): couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Crer Indicativo - presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram Subjuntivo - presente (que eu): creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam - pretérito imperfeito (se eu): cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem Haver Indicativo - presente: hei, hás, há, havemos, haveis, hão - pretérito perfeito: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram Subjuntivo - presente (que eu): haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam - futuro (quando eu): houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem Reaver Esse verbo é conjugado da mesma maneira que haver, mas só apresenta as formas em que o verbo haver tem a letra v. Indicativo - presente: (eu) -, (tu) -, (ele) -, reavemos, reaveis, (eles) - pretérito perfeito: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram (e não: eu "reavi", tu "reaveste", etc.)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 27 Subjuntivo - presente: não possui nenhuma das seis pessoas, são incorretas, portanto, formas como: que eu reaveja, que tu reavejas, etc. - futuro (quando eu): reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem (e não: quando eu reaver, quando tu reaveres, etc) - pretérito imperfeito (se eu): reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem (e não: se eu reavesse, se tu reavesses, etc.) Requerer Indicativo - presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem - pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram Subjuntivo - presente (que eu): requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram - pretérito imperfeito (se eu): requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem. Ter Indicativo - presente: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm - pretérito perfeito: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram Subjuntivo - futuro (quando eu): tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem - pretérito imperfeito (se eu): tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem Dizer Indicativo - presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem - pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram - futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Subjuntivo - presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam - pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem Fazer Indicativo - presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem - pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram Subjuntivo - presente: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Trazer Indicativo - presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem - pretérito imperfeito: trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Subjuntivo - presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam - pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 28 Valer Indicativo - presente: valho, vale, valemos, valeis, valem - pretérito perfeito: vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram Subjuntivo - presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham - pretérito imperfeito: valesse, valesses, valesse, valêssemos, valêsseis, valessem Jazer Indicativo - presente: jazo, jazes, jaz, jazemos, jazeis, jazem - pretérito perfeito: jazi, jazeste, jazeu, jazemos, jazestes, jazeram Subjuntivo - presente: jaza, jazas, jaza, jaza, jazamos, jazais, jazam - pretérito imperfeito: jazesse, jazesses, jazesse, jazêssemos, jazêsseis, jazessem Moer Indicativo - presente: môo, móis, mói, moemos, moeis, moem - pretérito perfeito: mói, moeste, moeu, moemos, moestes, moeram Subjuntivo - presente: moa, moas, moa, moamos, moais, moam - pretérito imperfeito: moesse, moesses, moesse, moêssemos, moêsseis, moessem Perder Indicativo - presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Subjuntivo - presente: perca, percas, perca, percamos, percais, percam Querer Indicativo - presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem - pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Subjuntivo - presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram - pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem Saber Indicativo - presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem - pretérito perfeito: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Subjuntivo - presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam - pretérito imperfeito: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem Construir Indicativo - presente: construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 29 Ferir Indicativo - presente: firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Subjuntivo - presente: fira, firas, fira, firamos, firais, firam Aderir Indicativo - presente: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem - pretérito perfeito: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram. Subjuntivo - presente: (que eu) adira, adiras, adira, adiramos, adirais, adiram. Vir Indicativo - presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm - pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Subjuntivo - futuro (quando eu): vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem - pretérito imperfeito (se eu): viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem Sumir Indicativo - presente: sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Subjuntivo - presente: suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Rir Indicativo - presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram Subjuntivo - presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam - pretérito imperfeito: risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem Possuir Indicativo - presente: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem - pretérito perfeito: possuí, possuíste, possuiu, possuímos, possuístes, possuíram Subjuntivo - presente: possua, possuas, possua, possuamos, possuais, possuam - pretérito imperfeito: possuísse, possuísses, possuísse, possuíssemos, possuísseis, possuíssem Polir Indicativo - presente: pulo, pule, pule, polimos, polis, pulem Subjuntivo - presente: pula, pulas, pula, pulamos, poli, pulam
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 30 Pedir Indicativo - presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem Subjuntivo - presente peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam Ouvir Indicativo - presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem Subjuntivo - presente: ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam Ir Indicativo - presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Subjuntivo - presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão - pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem Pôr Indicativo - presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem - pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram Subjuntivo - futuro (quando eu): puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem e) Voz: a ação expressa pelo verbo pode se dar de três formas: ativa, passiva e reflexiva.  Ativa: quando a ação é praticada pelo sujeito. Exemplo: O presidente sancionou uma lei.  Passiva: quando a ação é recebida pelo sujeito. Exemplo: A lei foi sancionada pelo presidente.  Reflexiva: quando o sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: O escorpião envenenou-se. e.1) Voz ativa Exemplo: A criança viu Papai Noel. Na frase acima, a criança pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente. Em: Papai Noel levou um susto, o sujeito. Papai Noel é também considerado agente, embora não pratique ação nenhuma. e.2) Voz passiva Exemplo: Papai Noel foi visto pela criança. Papai Noel sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. A criança é o elemento que pratica a ação de ver. É o agente da passiva.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 31 A voz passiva pode ser: a) analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal. Exemplo: As queixas da sociedade forma ouvidas. b) sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3ª pessoa, seguido do pronome se. Exemplo:Ouviram-se as queixas da sociedades problemas desta classe. A voz passiva ainda pode ser formada por outros verbos auxiliares, como estar, andar, ficar, ir, vir, viver etc. Exemplo: As queixas da sociedade estavam sendo ouvidas pelo Congresso Nacional. Eles sempre iam manipulados pela mídia. Essa sociedade vive marginalizada pelo Primeiro Mundo. e.3) Voz reflexiva Exemplo: O escorpião feriu-se. Escorpião é o agente e o paciente da ação expressa pelo verbo. 6. Formas Nominais Além do modo, o verbo ainda flexiona nas formas nominais, podendo exercer as funções próprias do nome (subs- tantivo, adjetivo e advérbio). São três: infinitivo (impessoal e pessoal), gerúndio e particípio. a) Infinitivo impessoal: é o nome do verbo e tem valor e função do substantivo. Exemplo: Cantar é espantar os males. Veja: o canto é espantar os males, o cantar é espantar os males. Cantar, pois, é o sujeito da oração "Cantar é es- pantar os males". Quero vencer. b) infinitivo pessoal: é o que está relacionado às três pessoas do discurso. Flexiona-se assim (na 1ª e 3ª pessoa do singular o morfema é zero): SINGULAR 1ª infinitivo + ø poder (eu) 2ª infinitivo + es poderes (tu) 3ª infinitivo + ø poder (ele) PLURAL 1ª infinitivo + mos podermos (nós) 2ª infinitivo + des poderdes (vós) 3ª infinitivo + em poderem (eles) c) Particípio: tanto pode servir para a formação dos tempos compostos como de adjunto a um substantivo. Exemplo: A candidata foi anunciada. (resultado de uma ação) A candidata anunciada saiu em carreata. (adjetivo) d) Gerúndio: tanto pode funcionar como adjetivo ou como advérbio. Exemplo: Aprende-se estudando. (= Aprende-se assim). Aqui o gerúndio funciona como advérbio. Observo idosos descansando na praça. (= Observo idosos que descansam). Aqui o gerúndio funciona como adjeti- vo ou oração adjetiva. 7. Locução Verbal É o conjunto de dois ou mais verbos, sendo que um é o principal e os demais auxiliares. O verbo auxiliar aparece conjugado, e o verbo principal, numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Chame a sair. Ia saindo. Haviam saído. Prepare para estudar. Andam estudando. Foi estudado. Estavam estudando. Tinham estudado. Pôs-se a estudar.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 32 2 – Invariáveis        Preposição- Conjunção- oInterjeiçã- Advérbio- sInvariávei Obs.: São as palavras que não flexionam em nenhuma das categorias gramaticais, ou seja, gênero, número... 2.1 – Advérbio Advérbio: Exprime circunstância de modo, tempo, negação, etc. Exemplo: Amanhã, nas instalações públicas ... locução adverbial de lugar adv. tempo Obs.: locução adverbial refere-se a mais de uma palavra com função de advérbio. Exemplo: ―... nos últimos anos.‖ ( de tempo ) ―... na praia.‖ ( de lugar ) 2.2 – Interjeição Interjeição: tem, como função, destacar um sentimento sem, no entanto, estabelecer relação de dependência com o resto da frase. Exemplo: Ah! Como sou feliz. interjeição 2.3 – Conjunção Conjunção: relaciona duas orações ou dois termos com a mesma função sintática. Exemplo: Eu canto porque o momento existe. relaciona duas orações Eu e você... relaciona dois termos Coordenadas I. Conjunções Coordenativas Aditivas: possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função grama- tical, bem como adiciona uma oração à outra de mesma função gramatical. As principais são: e, nem, mas tam- bém, não só...como também, não só...como também. II. Conjunções Coordenativas Adversativas: possuem a função de estabelecer uma relação de contraste o – oposição semântica – entre os sentidos de dois termos ou duas orações. As principais são: mas, contudo, no entan- to, entretanto, porém, todavia, e. III. Conjunções Coordenativas Alternativas: unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se ne- gam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As principais são: ou, ou...ou, ora...ora, seja...seja, quer...quer IV. Conjunções Coordenativas Conclusivas: são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão ou fechamento de uma idéia. As principais são: assim, logo, portanto, por isso, pois ( depois do verbo). V. Conjunções Coordenativas Explicativas: são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As principais são: porque, que, pois, porquanto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 33 Subordinadas I. Conjunções Subordinativas Causais: subordinam uma oração à outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As principais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc. II. Conjunções Subordinativas Consecutivas: estabelecem o efeito de uma fato que seja a causa em um período composto. Devido a isso, sempre haverá uma relação de CAUSA X CONSEQUÊNCIA. As principais conjunções são: por conseguinte, por consequência, que ( antecedido por tão, tal, tamanho ou tanto ). III. Conjunções Subordinativas Comparativas: conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As principais são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como). IV. Conjunções Subordinativas Concessivas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As principais são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc. V. Conjunções Subordinativas Condicionais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As principais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc. VI. Conjunções Subordinativas Conformativas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As principais são: conforme, segundo, con- soante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme). VII. Conjunções Subordinativas Finais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As principais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que. VIII. Conjunções Subordinativas Integrantes: são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, pre- dicativos ou apostos). As conjunções são porque, que e se IX. Conjunções Subordinativas Proporcionais: são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionali- dade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As princi- pais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto me- nos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais X. Conjunções Subordinativas Temporais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As principais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que. 2.4 – Preposição Preposição: estabelece uma relação de dependência entre uma palavra e outra. Exemplo: O primeiro beijo é para você. preposição Elas se dividem em dois grupos: I Essenciais: são as que possuem como função primeira preposição. Exemplos: a, de, por, para, com, sem, entre, sobre, sob, durante etc. II. Acidentais: são as que, por derivação imprópria, funcionam como preposição. Isso significa que a função primeira de tais vocábulos é, por exemplo, advérbio, conjunção etc. Exemplo: Agirei conforme a lei. ( originalmente é conjunção, mas aqui, por ligar palavras, funciona como preposição.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 34 0UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” 1 – Funções da Palavra “QUE” A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são essas funções e classificações. 01. Substantivo – é acentuado e precedido por artigo ou outro determinante. Exemplo: Ele tem um quê de louco. 02. Preposição – Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxilia- res ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição de. Exemplo: Tem que combinar? (= de) Exemplo: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo. Exemplo : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante. 03. Interjeição – acentuado e seguido de ponto de Exclamação. Exemplo: Quê! Voc6e ainda não resolveu os Exercícios?! 04. Partícula Expletiva ou de realce – pode ser retirado da frase sem prejuízo ao contexto. Exemplo: Quase que não chego a tempo. 05. Pronome relativo – pode ser trocado por ―o qual‖ e flexões. Exemplo: A menina que chegou é minha prima. 06. Advérbio – vem ao lado de um adjetivo ou de um advérbio. Exemplo: Que longe é esta fazenda!   advérbio advérbio 07. Pronome substantivo interrogativo – igual a ―que coisa‖. Exemplo: Que houve aqui? 08. Pronome adjetivo interrogativo – ao lado de um substantivo. Exemplo: Que livros você comprou! 09. Pronome indefinido substantivo – Quando equivale a "que coisa". Exemplo: Que caiu? Exemplo: A fantasia era feita de quê? 10. Pronome indefinido adjetivo – Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo. Exemplo: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor. Exemplo: Que vista linda há aqui!
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 35 11. Conjunção coordenada aditiva – entre palavras iguais. Exemplo: Ela mexe que mexe sem parar. 12. Conjunção coordenada explicativa – equivale a ―porque‖. Exemplo: Venha que seu pai a espera. 13. Conjunção coordenada alternativa – ocorre quando equivaler a ou...ou, ora...ora etc Exemplo: Que eu a veja hoje, que eu o faça amanhã, não importa mais. 14. Conjunção coordenada adversativa – ocorre quando equivaler a mas, porém. Exemplo: De outras pessoas cuidarei, que não de vocês. 15. Conjunção subordinada consecutiva – antecedido pelas palavras tão, tal, tamanho e tanto. Exemplo: A questão era tão difícil que não consegui fazer. 16. Conjunção subordinada integrante – O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração su- bordinada substantiva. Exemplo: "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) Exemplo: Parecia-me que as paredes tinham vulto. 17. Conjunção subordinada causal – Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque. Exemplo: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe. Exemplo: Não esperaria mais, que elas podiam voar 18. Conjunção subordinada final – Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de que. Exemplo: "...Dizei que eu saiba." ( João Cabral de Melo Neto) Exemplo: Todos lhe fizeram sinal que se calasse. 19. Conjunção subordinada comparativa – Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas. Exemplo: Eu sou maior que os vermes e todos os animais. Exemplo: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã. 20. Conjunção subordinada concessiva – Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora. Exemplo: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando. Exemplo: Estude, menino, um pouco que seja! 21. Conjunção subordinada temporal – Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado ao de desde que, quando. Exemplo: "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." ( Camões) Exemplo: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo. 22. Conjunção subordinada condicional – Introduz oração subordinada adverbial condicional, tendo valor aproxi- mado ao de caso. Exemplo: Irei com você, desde que se comporte bem. 23. Conjunção subordinada proporcional – Introduz oração subordinada adverbial proporcional. Fará parte, nesse caso, de expressões como à medida que, à proporção que etc. Exemplo: À medida que a conheço, mais me encanto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 36 2 – Funções da Palavra “SE” 01. Conjunções subordinada integrante – introduz oração substantiva. Exemplo: Não sei se ela voltará. 02. Conjunção subordinada condicional – igual a caso. Exemplo: Se chegássemos a tempo, falaríamos com ela. 03. Partícula de realce – pode ser retirado que não é essencial ao contexto. Exemplo: Ele se morria de ciúmes pelo patrão. 04. Parte integrante do verbo – acompanha os verbos pronominais. Exemplo: Ajoelhou-se no chão. 05. Pronome apassivador – acompanha verbo que se encontra na voz passiva sintética. Exemplo: Vendem-se carros. 06. Índice de indeterminação do sujeito – vem com verbo na voz ativa, na 3° pessoa do singular e com sujeito inde- terminado. Exemplo: Precisa-se de compreensão mútua. 07. Pronome reflexivo – quando equivale a ―a si mesmo‖. Exemplo: Ele cortou-se com a faca.  a si mesmo. 08. Pronome reflexivo recíproco – quando há troca de ações entre os enunciadores. Exemplo: Todos se cumprimentavam pela vitória alcançada.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 37 UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA 1 – Período Simples Em primeira instância, é importante a diferenciação entre frase, período e oração. a) FRASE – é todo enunciado dotado de significação completa. Exemplo: E agora, José? – Frase Nominal ( sem verbo ) Exemplo: Quero fazer uma poesia. – Frase Verbal ( com verbo ) (Vinícius de Morais) b) ORAÇÃO – palavra ou conjunto de palavras que se estruturam a partir de um verbo. Entretanto, nem sempre uma oração possui sentido completo. Exemplo: Eu analisarei o seu pedido ainda hoje. ( Uma oração apenas ) Exemplo: Ao analisar o tema, percebi a sua complexidade. ( Duas orações ) c) PERÍODO – é o enunciado constituído de uma ou mais orações. Quando possuir uma, chamar-se-á absoluta e o período será simples. Mas, quando possuir mais de uma oração, elas possuirão nomes diversos e o período será composto. Exemplo: Baratas velhas emergiam dos esgotos. (Clarice Lispector) (Período simples, pois possui um verbo. A oração é chamada absoluta) Exemplo: Eu não sabia que isso se passava em casa de baronesa que tinha a modista ao pé de si. (Machado de Assis). (Período composto, pois possui três verbos. Isso significa que há três orações) 2 – Termos da Oração Os termos das orações se dividem conforme o quadro abaixo: Termos da Oração                                                  Vocativo-teIndependen- Aposto AdverbialAdjunto AdnominalAdjunto Acessórios- aPassidaAgente IndiretoObjeto DiretoObjeto VerbaloComplement NominaloComplement sIntegrante- NominalVerbo eVerbalNominal, Predicado eInexistenteadoIndetermin OcultoComposto,Simples, Sujeito Essenciais- v Observação: Os termos da oração são denominados, linguisticamente, sintagmas. Estes receberão três denominações: a- Sintagma Nominal: o núcleo é um nome. Exemplos: sujeito, objeto direto, objeto indireto etc. Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O advogado e a derrota são dois sintagmas nominais ) b- Sintagma Verbal: O núcleo é um verbo. Exemplo: predicado.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 38 Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O termo destacado é um sintagma verbal, já que o núcleo é um verbo ). c- Sintagma Oracional: é representado pelas orações subordinadas. Exemplo: Sei que amanha choverá mais.( A oração destacada, por funcionar como objeto direto, funciona como um sintagma oracional. 2.1 – Termos Essenciais da Oração 2.1.1 – Sujeito Sujeito – é o ser da oração a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma declaração. Com isso, o sujeito re- ceberá cinco denominações diferentes. a) Sujeito Simples: é aquele que só possui um núcleo substantivo. Exemplo: Os sinos silenciaram. Sujeito simples (núcleo substantivo – ―sinos‖) b) Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos substantivos. Exemplo: Os sargentos e os cabos nos ensinaram a atirar. Sujeito composto (núcleos substantivo – ―sargentos‖, ―cabos‖) c) Sujeito Oculto: indicado pela desinência verbal. Exemplo: Encontramos os visitantes na sala. Sujeito oculto (nós) Observação: A N.G.B. – Nomenclatura Gramatical Brasileira – não menciona o sujeito oculto. Segundo tal norma, trata-se de um caso de sujeito simples. Para efeito de provas, ambas as classificações são corretas. Exemplo: Analisarei seu pedido hoje há tarde. ( Sujeito de analisarei é simples ou oculto. ) d) Sujeito Indeterminado: é aquele que existe, mas não está determinado na oração. Ocorrerá em duas circunstâncias: 1º) Verbo na terceira pessoa do plural sem referência anterior a sujeito. Exemplo: Falaram muito mal de você na reunião. 2º) Verbo na terceira pessoa do singular acompanhado pela partícula ―se‖ com função de índice de inde- terminação do sujeito. Tal fenômeno ocorrerá com verbo transitivo indireto ou intransitivo. Exemplo: Acredita-se na existência de discos voadores. I.I.S e) Sujeito Inexistente ou Oração sem Sujeito: quando a informação transmitida pelo verbo não se refere a sujeito algum. Ocorre com verbos impessoais e nos seguintes casos: 1º) Verbo indicando fenômeno da natureza. Exemplo: Choveu muito no mês passado. 2º) Verbos ―fazer‖, ―ser‖, ―haver‖ e ―estar‖ indicando tempo cronológico ou clima. Exemplo: Faz cinco dias que ela partiu. São sete horas. Há dois meses que não vejo Fabiana. Está frio. 3º) Verbo ―haver‖ no sentido de existir. Exemplo: Havia cinco alunos na biblioteca. Sempre no singular – Atenção !!! 4º) Verbo ―ser‖ indicando tempo ou distância. Exemplo: É meio-dia e meia. / São cinco quilômetros sem asfalto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 39 2.1.2 – Predicado Predicado – pode se comportar como verbal, nominal ou verbo-nominal. a) Verbal: quando possui verbo transitivo ou intransitivo sem predicativo possuindo como núcleo o verbo. Exemplo: Lígia sumiu. Observação: Noção de ação, basicamente. Atenção: Verbo transitivo é aquele que pede complemento verbal. Se o complemento for um objeto direto, o verbo será transitivo direto; mas se for objeto indireto, o verbo será transitivo indireto. Verbo Intransitivo é aquele que não pede complemento verbal, ou seja, objeto direto ou objeto indireto. 1. PV = VT      indiretoedireto- indireto- direto-           opredicativsem 2. P V= VI (sem predicativo) acompanhado ou não por adjunto adverbial b) Predicado Nominal: o núcleo da informação veiculada está contida em um nome (predicativo do sujeito) e o verbo será de ligação. Exemplo: A prova era difícil. Predicativo do sujeito (aquilo que se afirma do sujeito). Verbo de ligação: liga o sujeito àquilo que se afirma dele. Além disso, indica o estado do sujeito. MACETEX: P.N.: VL + PS c) Predicado Verbo - Nominal: é aquele que possui dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo. Exemplo: O trem chegou atrasado à estação. Núcleo do predicado nominal (predicativo do sujeito) Verbo intransitivo (núcleo do predicado verbal) Observação.: Unindo o verbo intransitivo com o predicativo ocorre o predicado verbo - nominal. MACETEX: PVN=VT                opredicativcom indiretoedireto- indireto- direto- 2.2 – Termos Integrantes da Oração 2.2.1 – Complemento Verbal a) Objeto Direto: é o termo da oração que complementa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória. Exemplo: Carlos vendia livros. V.T.D O.D.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 40 b) Objeto Indireto: é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o auxílio de uma preposição obrigatória. Exemplo: O professor confia em seus alunos. V.T.I O.I. Observação: Os complementos verbais possuem subclassificações. Analise os casos abaixo. a) Objetos pleonásticos: ocorrerão quando em uma sentença, por razoes estilísticas, um objeto é duplamente marcado. Exemplo 1: O dinheiro, já o enviei a você ontem à tarde. ( O dinheiro – objeto direto / o – objeto direto pleonástico, por ser a repetição) Exemplo 2: Ao réu, não lhe ofertaram perdão. (ao réu – objeto indireto / lhe – objeto indireto pleonástico, por ser a repetição) 2.2.2 – Complemento Nominal É o termo que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) sempre através de preposição, com o objetivo de completar o sentido desse vocábulo. Exemplo: O povo tinha necessidade de alimentos. Substantivo. Compl. nominal Falou favoravelmente ao réu. Advérbio Compl. nominal Este remédio é prejudicial ao organismo. Adjetivo Compl. nominal 2.2.3 – Agente da Passiva É o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de indicar o elemento que executa a ação verbal. Exemplo: As terras foram desapropriadas pelo Governo. Voz passiva Agente da passiva A cidade estava cercada de inimigos. Voz passiva Agente da passiva Observação.: Para encontrar o agente da passiva, faça a pergunta ―por quem‖ aos verbos. 2.3 – Termos Acessórios da Oração e Vocativo 2.3.1 – Adjunto Adnominal Termo que sempre se refere a um substantivo, especificando-o. Por isso, podem se comportar como adjuntos ad- nominais: a) Artigo – Os dias eram difíceis. Artigo, portanto, adj. Adnominal b) Numeral – Dois meninos chegaram. Numeral – adj. Adnominal c) Pronome Adjetivo – Aqueles meninos chegaram. Pronome adjetivo, pois vem ao lado do substantivo (adj. Adnominal)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 41 d) Adjetivo – Meninos alegres partiram. Adjetivo – adj. Adnominal e) Locução Adjetiva – Meninas do interior partiram para a cidade. Locução adj. – adj. Adnominal 2.3.2 – Adjunto Adverbial Expressa circunstâncias de modo, lugar, tempo, instrumento e outras: a) Advérbio – Cheguei cedo. Advérbio (Adj. adverbial de tempo) b) Locução Adverbial – Cortou-se com a faca. Locução Adverbial (adjunto adverbial de instrumento) Abaixo segue uma lista de algumas circunstâncias do adjunto adverbial:  Afirmação: Sim, efetivamente estive lá naquela noite.  Assunto: Falar-lhes-ei sobre política.  Causa: Por convicção pessoal, serei breve com você.  Companhia: Eu e a sua família iremos com Pedro.  Concessão: Apesar da briga, os depoentes apresentaram seus argumentos.  Condição: Sem estudo, nada conseguirás.  Conformidade: Agirei conforme a lei.  Dúvida: Talvez eu a veja amanhã à tarde.  Exclusão: Todos irão, menos você.  Finalidade: Convidei-a para uma conversa franca.  Inclusão: Todos irão, inclusive você.  Instrumento: A criança feriu-se com uma tesoura.  Intensidade: Estou muito preocupado.  Lugar: Estou no meu quarto.  Modo: Agi com determinação.  Origem: Vim de São Paulo.( Não é errado classificar como de lugar )  Negação: Não a vi na reunião.  Tempo: Na próxima semana, irei com vocês. Observação: O sentido da preposição é determinado pela locução adverbial que introduz. Não raro, concursos abordam semântica de preposição e o candidato erra a questão. Cuidado, se, por exemplo, o adjunto adverbial de lugar– ou a locução adverbial de lugar – for introduzido por uma preposição em, esta também possuirá sentido de lugar. Exemplo: Todos moram em casas próximas. É um adjunto adverbial de lugar e a preposição também exerce a se- mântica lugar.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 42 2.3.3 – Aposto É o termo da oração que sempre se liga à palavra que o antecede com a função de explicar, esclarecer, identifi- car, discriminar esse nome. Geralmente, vem separado por vírgula, mas há outros empregos: Exemplo 01: Lúcia, aluna do terceiro colegial, foi bem na prova. Aposto explicativo Exemplo 02: Só espero isto: teu sucesso. Aposto explicativo Exemplo 03: O autor Machado de Assis escreveu Dom Casmurro. Aposto delimitativo ou especificativo (não separado por vírgula) Exemplo 04: Necessito disto: livros, apostilas, revistas, jornais e muita dedicação. Aposto enumerativo Exemplo 05: Livros, apostilas, jornais atualizados, nada foi suficiente para resolver as questões. Aposto resumitivo 2.3.4 – Vocativo Termo isolado da oração que tem a função de indicar o elemento a quem nos dirigimos. Exemplo: Alunos, dirijam-se à secretária. Vocativo Observação.: Não pertence à estrutura da oração, pois não se encaixa nem no sujeito nem no predicado. 3 – Período Composto É considerado período composto todo aquele formado por mais de uma oração. Obs.: O período formado por apenas uma oração recebe o nome de período simples com oração absoluta. Veja o Exemplo. Exemplo: Para mim, só aceito uma estrela mais brilhante. 1º) Período Composto por coordenação – é considerado composto por coordenação todo período formado por mais de uma oração independente, ou seja, por mais de uma sentença que possua autonomia significativa, se iso- lada como contexto. Exemplo: No outro dia tomei o trem, ferrei no sono e acordei às dez na estação central. Veja: ordem 1: No outro dia tomei o trem, (três orações independentes ligados por elementos conectores (vírgula e a con- junção ―e‖). ordem 2: Ferrei no sono. (e) ordem 3: Acordei às dez na estação central. Obs.: Veja que cada oração possui sentido completo, portanto são independentes e, por consequente, coordenadas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 43 3.1 – Período Composto por Coordenação 1. Oração coordenada assindética – são aquelas desconstituídas de conjunção. Exemplo: ordem 1 e ordem 2 do exemplo anterior. Exemplo: Pare, admire, beije-me. or.1 or.2 or.3 2. Oração coordenada sindética – são aquelas que vêm introduzidas por conector e recebe o nome dele. Veja o quadro seguinte: Classificação Conjunções que a introduzem Conceito Exemplo Aditivas e, nem Expressam uma idéia de adição. São introduzidas por conjunções coordenati- vas aditivas. Trabalha e estuda. Vem, vi e venci Adversativas mas, porém, to- davia, contudo, no entanto, entre- tanto Expressam uma idéia de aparente con- tradição ou posição. São introduzidas por conjunções coordenativas adversativas Estudou muito, mas não foi aprovado Alternativas ou ... ou ora ...ora quer ... quer Indicam alternância de fatos ou idéias. São introduzidas por conjunções coorde- nativas alternativas Ora chove, ora faz Sol Conclusivas logo, portanto, por isso, assim, pois, (posposto ao ver- bo) Exprimem idéia de conclusão ou conse- quência. São introduzidas por conjun- ções coordenativas conclusivas. Estudas, portanto passarás. Explicativas porque, pois (An- teposto ao verbo); porquanto, que (no sentido de pois) Justificam a idéia contida na oração anterior. São introduzidas por uma con- junção coordenativas Explicativa. OBS.: Se a 1ª oração der idéia de ordem, a 2ª será coordenada Explicativa. Não chores, que a vida é luta renhida. 3.2 – Período Composto por Subordinação Trata-se da formação de um período a partir da relação entre uma oração chamada ―principal‖ com outra(s) chamada(s) dependente(s) dela. Além disso, esse período divide-se em três classificações: 1. Período composto por subordinação com orações substantivas. Exemplo: É verdade que te amo. Oração principal oração subord. subst. Observação: Assume função de um termo – sintagma – substantivo. São as funções possíveis: sujeito, complemento verbal, aposto, complemento nominal e predicativo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 44 2. Período composto por subordinação com orações adjetivas. Exemplo: Deus, que é nosso pai, nos salvará. or. subst. adjetiva Oração principal Observação: Assume a função de uma qualidade de um substantivo, ou seja, indicar a qual elemento – substantivo – o contexto se refere. 3. Período composto por subordinação com orações adverbiais. Exemplo: Quanto mais te vejo, mais percebo como te amo. Or. subord. adverbial or. principal Observação: Indica um circunstancial – com verbo em sua estrutura –, introduzido por uma conjunção adverbial com o mesmo nome da oração. 3.2.1 – Orações Subordinadas Substantivas Período composto por subordinação Resumo Orações subordinadas substantivas 1) VL (3º pessoa singular) + predicativo + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 2) VTD+se ( pronome apassivador ) + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 3) VTDI+se ( pronome apassivador ) + OI + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 4) Verbo Intransitivo = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 5) Sujeito+VTD + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta. 6) Sujeito+VTDI + OI + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta. 7) Sujeito+VTI + PREP + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Indireta. 8) Nome + preposição + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Completiva Nominal. 9) Suj. + VL + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Predicativa. 10) Depois de dois pontos = 2º oração: Subordinada Substantiva Apositiva. Classificação Conceito Exemplo Subjetiva Exerce a função de sujeito da oração principal. Vem sempre após as locuções verbais: é preciso, é conveniente, é urgente, etc. ou após um verbo transitivo seguido de se. É necessário que partas. Sabe-se que a terra é redonda. Objetiva Direta Exerce a função de objeto direto da oração principal. Completa o sentido de um verbo transi- tivo direto. Declarou que não viria. Objetiva Indireta Exerce a função de objeto indireto da principal. Complete o sentido de um verbo transitivo indireto. Necessito de que me ajude. Completiva Nominal Exerce a função de complemento nominal da principal. Completa um nome e não o verbo. Tenho medo de que voltes Predicativa Exerce a função de predicativo da oração prin- cipal. Vem após verbos de ligação. Meu desejo é que sejas feliz Apositiva Exerce a função de aposto da oração principal. Aparece após os dois pontos, normalmente. Só desejo uma coisa: que sejas feliz.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 45 3.2.2 – Orações Subordinadas Adjetivas Oração introduzida por pronome relativo com ou sem preposição. Classificação Característica Exemplo e interpretação Restritiva  Restringe a significação do substantivo ou da palavra antecedente.  É indispensável ao sentido da frase.  Não se separa por vírgula da oração principal  Delimita a informação a um ou alguns elementos, em exclusão a outros.  Particulariza a informação. Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se acorrentando. ( Entre vários homens possíveis, há os com princípios sólidos e os que não tem, ou seja, nem todo homem possui princípios sólidos.) Explicativa  Acrescenta uma qualidade acessória ao anteceden- te.  É dispensável.  Vem entre vírgulas.  Generaliza a informação. Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se acorren- tando. (Todos os homens possuem princípios sólidos.) Observação e novo esclarecimento: Normalmente a restritiva vem sem vírgula e a Explicativa com vírgula. Veja os dois exemplos abaixo, retirados de Infante(1996): Exemplo 01: Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se corrompendo. Exemplo 02: Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se corrompendo. Segundo o celebre gramático, ―no primeiro período, está-se afirmando que determinado tipo de homens – aqueles que não têm princípios sólidos – são corruptíveis. O termo homens tem seu sentido especificado pela oração subor- dinada adjetiva restritiva.‖ Já no segundo, ― é muito mais pessimista: nele se afirma que todos os homens são corrup- tíveis, porque se considera a falta de solidez dos princípios uma característica comum a todo e qualquer homem. A oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.‖
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 46 3.2.3 – Orações Subordinadas Adverbiais Orações introduzidas por conjunção subordinada. Além disso, a oração recebe o nome do conectivo. Classificação Conceito Exemplo Causal Indica a causa da ação expressa pelo verbo. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como. Não veio, porque estava doente. Comparativa Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo verbo da oração principal. Frequentemente se apresenta sem verbo, já que ele é o mesmo da O.P. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas comparativas: que e do que (procedidos de mais, menos, melhor, pior, tão), como, quanto (proce- dido de tanto). A luz é mais veloz do que o som. Concessiva Indica uma concessão às ações do verbo da oração prin- cipal, isto é, admite uma contradição ou um fato inespe- rado. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi- nativas concessivas: embora. A menos que, se bem que, ainda que, conquanto. Irei à aula, ainda que chova. Condicional Indica a condição necessária à ocorrência do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio de conjun- ções subordinadas condicionais: se, salvo, Exceto, caso, desde que, contanto que, sem que. Irei à aula, se não chover. Conformativa Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a ação do verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções subordinadas conformativas: como, con- soante, segundo, conforme. Fiz tudo conforme pediu. Consecutiva Indica consequência resultante do verbo da oração prin- cipal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi- nadas consecutivas: (tão) ... que, (tanto) ... que, (tal) ... que, (tamanho) ... que. Falou tanto que ficou rouco. Final Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da ora- ção principal. Liga-se a ela por meio de conjunções su- bordinativas finais: a fim de que, para que, que (=para que). Falou alto, para que todos ouvis- sem. Proporcional Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais ... mais. Á medida que vive, mais se a- prende. Temporal Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas temporais: antes, que, quando, logo que, assim que, depois que, mal, apenas. Quando cheguei, todas partiram.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 47 4 – Orações Reduzidas São consideradas reduzidas as orações que não apresentam conjunção expressa, mas subentendida. Além disso, possuem verbo em uma das formas nominais do verbo, ou seja, infinitivo, gerúndio ou particípio. Classificação Conceito Exemplo Reduzida de Infinito Apresenta o verbo no infinitivo. Pode ser desdobrada numa oração subordinada subs- tantiva ou adverbial. É preciso partir. Reduzida de Gerúndio Apresenta o verbo no gerúndio. Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver- bial ou adjetiva ou numa coordenada. Chegando, avise-me. Reduzida de Particípio Apresenta o verbo no particípio. Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver- bial Terminada a aula, eles retiraram-se.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 48 UNIDADE 8 PONTUAÇÃO 1 – Vírgula 1.1 – Regras Gerais 1) No período, empregamos vírgula entre as orações coordenadas assindéticas. Exemplo: ―Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a co- ser‖. (M. de Assis) ―Pela manhã, bebi o café enjoativo, comi um pedação de pão sem manteiga‖. (Graciliano Ramos) 2) Na oração, empregamos a vírgula entre termos independentes entre si, não ligados por conjunção. Exemplo: ―A poesia, o teatro, a oratória, a música, a ornamentação dos altares, a arte de curar, o poder sugestionante ... tudo comunica a esse apostolado eficácia e autoridade‖. (Celso Vieira) 3) Sendo que a vírgula apenas indica o que já esta separado pelo sentido, não a podemos empregar entre os ter- mos que mantém entre si estreita ligação lógica, mesmo que aí façamos, eventualmente, pausa expressiva. Seria, assim, grave erro colocá-la entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e seu complemento, entre o substantivo e seu adjunto adnominal. Exemplo: Incorreto: Minha irmã mais velha, fazia anos naquele dia. Correto: Minha irmã mais velha fazia anos naquele dia. 4) Como norma geral, não empregamos vírgula antes da conjunção aditiva ―e‖. Exemplo: Pedro e Paulo são bons amigos. Maria estudou e fez esplêndidos exames. Não obstante, à conjunção aditiva porém associar-se ideias secundarias de grande importância estilística: adversi- dade, tempo, consequência, finalidade, etc. Tais ideias conotativas serão magnificamente realçadas pela vírgula colocada antes do ―e‖. A vírgula aí funciona como um aviso antecipado ao leitor que, fazendo pequena pausa, pode, pela inflexão da voz, interpretar aquelas ideias. examinem-se os exemplos: - ―Estudamos com afinco, e o professor nos reprovou‖. - ―Então, Teodomiro voltou-se contra o renegado, e um violento combate travou-se entre ambos‖. (Herculano) - ―Sofrem, lutam, perseguem, e vencem afinal‖. (Rui Barbosa) - ―Preparou-se para trabalhar no comércio, e alcançar um dia a desejada posição‖. A vírgula se torna obrigatória antes do ―e‖ quando o termo seguinte é pleonástico ou quando o ―e‖ é repetido enfa- ticamente em termos seguidos (polissíndeto). Exemplo: ―Neguei-o eu, e nego‖. (Rui Barbosa) ―Disse, e respeito, sem incorrer em afronta ao mestre...‖ (Rui Barbosa) ―E suspira, e geme, e sofre, e sua .. (O. Bilac)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 49 5) As intercalações, por cortarem o que está logicamente ligado, devem ser obrigatoriamente colocadas entre vírgulas. Exemplo: ―Não o direi, pensei comigo, a ninguém‖. ―Não me porá, creio eu, abaixo dos seus lanzudos alunos‖. ―Dentro em pouco tempo, os capinhas, saltando a pulos as trincheiras, fugiam à velocidade espantosa do animal‖. (Rebelo da Silva). 6) Há uma série muito extensa de expressões corretivas, explicativas, escusativas, etc, que, por virem sempre interca- ladas, devem ser colocadas entre vírgulas. Exemplo: isto é, por exemplo, ou melhor, ou por outra, quero dizer, ou seja , digo melhor, digo, data vênia, etc. 7) Também as conjunções coordenativas devem ser colocadas entre vírgulas, quando intercaladas. Exemplo: ―Oprimido, todavia, por muitos gêneros de violência...‖ (Herculano) ― Eu, contudo, digo que é hipérbole...‖ (Vieira) ― Era mister, pois, que eu fosse posto as varas do ridículo...‖ ( Rui Barbosa) ― Teu amigo está doente e sem recursos; deves, portanto, auxiliá-lo e confortá-lo. (Said Ali) 8) Os vocativos, os apostos, as orações adjetivas Explicativas, as orações apositivas quando intercaladas na sua principal, todos esses são termos que devem ficar, obrigatoriamente, entre vírgulas. Exemplo: ― Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? ― (Vieira) ― Aristóteles, o maior filósofo de todos os tempos, foi o criador da lógica‖. (Leonel França) ― Os homens, que são seres racionais, dominam os outros animais.‖ ― Aquelas palavras, que eu não seria capaz de subir, feriram-me a sensibilidade. ― 2 – Vírgula e Ponto-e-Vírgula 1) Separam-se, em geral, as orações adverbiais, normalmente quando iniciam período ou se intercalam. Exemplo: ―Vão sofrer duras penas, porque transgrediram as normas gravemente.‖ ―Que importa a vida ou a morte, se o padecer é eterno ?! ― ―Quando ela desapareceu , o jovem recostou-se ao tronco da emburana e esperou‖. (Alencar) ―Mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas‖. (Coelho Neto) ―O congresso, embora correspondesse os motivos da renúncia, não a quis autorizar com o seu consenso‖. (Latino Coelho) 2) Não se devem separar as orações substantivas integrantes, a não ser que se trate de uma opositiva. Se a substan- tiva estiver na ordem inversa, antes da sua principal, aí então separa-se por vírgula. Exemplo: ―O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.‖ ― Que cada um cumpra com o seu dever, o Brasil espera.‖
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 50 3) Separam-se, em geral, os adjuntos adverbiais, mormente quando estão na ordem inversa ou ficam entre dois verbos ( neste caso, por motivo de clareza). Exemplo: ―Uma noite, no seio da cabana, a virgem de Tupã tornou-se esposa de Martim‖. (Alencar) ―Pudemos, finalmente, deixar aquela casa.‖ ―É fácil dar bons conselhos; segui-los sempre, custa mais‖. ( J. Nogueira) ―Conforme se verificou a tarde, já o sabíamos.‖ 4) Separamos por vírgula os termos aos quais queremos dar realce, mormente quando pleonásticos ou na ordem inversa. Exemplo: ―As folhas, levou-as o vento‖. ―Ao homem, deu-lhe Deus a sensibilidade para amar o bem‖. (Herculano) ―Arquiteto do Mosteiro de santa Maria, já o não sou‖. (Herculano) ―Havia, mesmo, um recruta inexperiente‖. 5) A vírgula também é empregada para indicar a elipse do verbo. Exemplo: ―Finalmente, vão os bons para o céu e os maus, para o inferno‖. (Vieira) ―O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca‖. (R. Pompéia) ―Na feira, compramos frutas, no supermercado, açúcar, no açougue, carne‖. 6) Nas datas separam-se os topônimos, também se separam o numeral que vem após o nome da rua, mas que, entretanto, se refere à palavra casa subentendida. Exemplo: São Paulo, 20 de Setembro de 1973. Rua Padre Machado, 931. 3 – Ponto-e-Vírgula O ponto-e-vírgula indica pausa maior que a da vírgula e deve ser empregado para manter e entoação usada na oração anterior. Exemplo: ―Os pirilampos são insetos fanáticos por madeira apodrecida, pequenos insetos e lesmas; os vaga-lumes preferem comer apenas folhas e plantas, por isso são chamados de filófagos‖. ―Os pássaros têm asas e voam; os animais têm patas e andam; que tens feito do teu pensamento‖ ? O ponto-e-vírgula substitui a vírgula quando se deseja acentuar o sentido adversativo ou o conclusivo das conjunções. Exemplo: ―A minha alegria apareceu e desapareceu, a modo de relâmpago; mas a minha afronta durará sempre‖. ―Nossa intenção é ajudá-los, dar de nós o que temos de melhor, por isso estamos aqui‖.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 51 UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS 1 – Funções Sintáticas O pronome relativo possuirá diversas funções sintáticas. A variação ocorrerá conforme a frase e a relação que ele mantiver com o contexto. 1ª) Sujeito: Comprei a casa / que foi anunciada. oração 1  oração 2 pronome relativo – que (substitui o substantivo que o antecede). Oração 1 = Comprei a casa Oração 2 = A casa foi anunciada Casa é a palavra repetida e, por isso, o ―que‖ assume a mesma função sintática de tal palavra. 2ª) Objeto direto: Comprei a casa / que você indicou oração 1  oração 2 pronome relativo (substitui o substantivo ―casa‖) Oração 1 = Comprei a casa Oração 2 = Você indicou a casa  o.d. – O ―que‖ tem a mesma função da palavra ―casa‖ repetida. 3ª) Objeto indireto: A casa/a que me referi/ é esta. Or.1 | oração 2 or.3  Preposicionado – Quando o relativo vier preposicionado, assumirá a função de tal forma. Oração 1 = A casa é esta. Oração 2 = Referi-me à casa.   V.T.I. obj. indireto – ―A que‖ tem a função de objeto indireto. 4ª) Adjunto Adverbial = Esta é a casa/onde nasci.   Oração 1 Oração 2 Oração 1 = Esta é a casa Oração 2 = Nasci na casa  adj. adverbial – ―Onde‖ tem a função do termo repetido.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 52 5ª) Adjunto Adnominal: Este é o autor / cujo romance foi elogiado. or. 1  or. 2 adj. adnominal (desse autor) Obs.: Cujo, cuja, cujos e cujas, têm valor possessivo e equivalem a ―de que‖, ―do qual‖, ―de quem‖ e variações. 6ª) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado. Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: Este é o animal Fui atacado / pelo animal (= por que)  agente da passiva
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 53 UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL Entende-se por colocação pronominal a relação adequada do pronome oblíquo átono com o verbo. Por isso, re- ceberá o nome ―proclítico‖ o que vier antes do verbo. Exemplo: Eu te amo  verbo Pronome oblíquo átono. Pronomes Oblíquos Átonos 1° pessoa : me, nos 2° pessoa : te, vos 3° pessoa : se, lhe(s), o(s), a(s) 1 – Casos de Próclise 1°) Ocorre próclise quando houver partícula atrativa. São elas : 1.1 – Partícula de negação: não, nunca, jamais. Exemplo: Não te verei hoje.  Pronome antes do verbo Partícula de negação. 1.2 – Pronome demonstrativo: este, esse, aquele etc. Exemplo: Isto me interessa.  pronome antes do verbo pronome demonstrativo 1.3 – Pronome indefinido: alguém, ninguém etc. Exemplo: Alguém me disse isto.  pronome antes do verbo pronome indefinido. 1.4 – Pronome interrogativo: que ?, quem ? etc. Exemplo: Quem me chamou ?  pronome antes do verbo pronome interrogativo 1.5 – Pronome relativo: que, quem etc. Exemplo: A pessoa que me chama de amigo não veio.  pronome antes de verbo pronome relativo. 1.6 – Advérbio: Agora, já, sempre, etc. Exemplo: Sempre me consideraram amigo.  pronome antes de verbo advérbio.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 54 1.7 – Conjunção Subordinada: Embora, visto que, caso Exemplo: Caso me procures amanha, eu poderei ajudar-te  pronome antes de verbo Conjunção Subordinada 2º) Ocorre próclise quando houver uma frase exclamativa. Exemplo: Quanto me esforcei para chegar aqui ! 3º) Ocorre próclise quando houver frase optativa. Exemplo: Deus te abençoe. 4º) Ocorre próclise quando houver verbo no gerúndio preposicionado. Exemplo: Em se tratando de flores, Fabiana é uma rosa. Observação.: Se em uma frase houver mais de uma partícula atrativa, o pronome poderá vir ao lado de qualquer uma delas. Exemplo: Eu já não mais te tenho como amiga. Eu já não te mais tenho como amiga. Eu já te não mais tenho como amiga. Eu te já não mais tenho como amiga. Todas as sentenças estão gramaticalmente corretas. Combinações pronominais: lhe + o = lho  lhes + o = lho  lhes + os = lhos lhe + a = lha  lhes + a = lha  lhes + as  lhas te + o = to  vos + o = vo-lo te + a = ta  vos + a = vo-la me + o = mo  nos + o = no-lo me + a = ma  nos + a = no-la
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 55 2 – Ênclise, Mesóclise e Colocação de Pronomes Átonos em Locuções e Perífrases Verbais 1°) Ocorrerá “ênclise” quando o pronome oblíquo átono vier depois do verbo. Basicamente ocorrerá tal fenômeno quando não Existir partícula atrativa. Exemplo: Deram-lhe o recado ? Obs.: Cuidado, pois se houver uma partícula atrativa isolada por vírgula ocorrerá ênclise também. Exemplo: Agora lhe fale a verdade. (próclise). Agora, fale-lhe a verdade. (ênclise). 2°) Ocorrerá “Mesóclise” quando houver verbos no futuro do presente ou do pretérito sem partícula atrativa. Exemplo: Darei (te) o presente – Dar-te-ei o presente.  futuro do presente. Daria (te) o presente – Dar-te-ia o presente. 3°) A colocação dos pronomes em locuções varia conforme a sentença. Veja: 3.1 – Locução com verbo principal no particípio. Obedeça a uma regra básica: Não se usa pronome após particípio. Exemplo: Não tenho encontrado-te (errado). Não te tenho encontrado (certo). Obs.: Em qualquer situação, será proibida a colocação do pronome átono entre os verbos se houver partícula atrativa. Exemplo: Não tenho te encontrado. (errado) 3.2 – Locução com verbo principal no gerúndio ou no infinitivo. 1. Se houver partícula atrativa, o pronome só não poderá vir entre os verbos. Exemplo: Não te estou vendo ou Não estou vendo-te. 2. Caso contrário, poderá vir em qualquer posição desde que se obedeça ao princípio básico de que não se inicia frase com pronome oblíquo átono. Exemplo: O menino te vai ver. O menino vai te ver. (infinitivo). O menino vai ver-te. Observação.: O mesmo vale ao gerúndio.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 56 UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL 1 – Casos de Concordância Nominal Entende-se por concordância nominal como sendo a relação de um substantivo com o termo que com ele manti- ver relação. 1 – Regra Geral: artigo concordam com o substantivo com que mantiverem relação. numeral pronome adjetivo locução adje- tiva Exemplo: Os meus dois melhores amigos de infância ... artigo pronome numeral adjetivo substantivo locução adjetiva 2 – Adjetivo Anteposto a mais de um substantivo. Exemplo: Tiveste má idéia e pensamento. |  subs. masculino  subs. feminino (adjetivo concorda com o subs. mais próximo) 3 – Adjetivo posposto a mais de um substantivo. Exemplo 1: Encontramos um jovem e uma jovem preocupados.   subs. subs. Se a concordância ocorrer com os dois substantivos. Observação:.: Se forem de gêneros diferentes, prevalece o masculino plural. Exemplo 2: Encontramos um jovem e uma jovem preocupada.   subst. masculino subst. Feminino Se a concordância ocorre com o substantivo mais próximo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 57 4 – Mais de um adjetivo concordando com um substantivo. Exemplo 1: Estudo as línguas portuguesa e espanhola    subs. plural adjetivo adjetivo Exemplo 2>- Estudo a língua portuguesa e a espanhola.     subs. sing. Adjetivo. Artigo adjetivo. Se ao lado do último adjetivo existir artigo, substantivo singular; caso contrário, plural. 5 – Expressões é bom, é necessário etc. A Concordância se faz com o artigo do termo ―sujeito‖. Na ausência, prevalecerá masculino. Exemplo: Pimenta é bom – masculino  sujeito sem artigo Exemplo: A pimenta é boa – feminino  sujeito com artigo (concordância de ―boa‖ com o artigo ―a‖.) 6 – Palavras como menos, alerta e o prefixo pseudo são invariáveis. Exemplo: Meu caderno possui menos informações. Eles estão alerta. Ela é uma pseudoprofessora. 7 – Bastante / Bastantes. 7.1 – Bastantes pessoas já chegaram.  substantivo (variável se vier ao lado de um substantivo) Já possuo informações bastantes. (suficientes) 7.2 – Já estudei bastante. (invariável se possuir a função de advérbio) 8 – A palavra “possível”, quando acompanhada pelas Expressões o mais, o melhor etc..., varia segundo o artigo de tais expressões. Exemplo: Compro alimentos o mais caros possível.  artigo singular Observação.: Quanto possível é invariável. Exemplo: Obtive informações quanto possível. Não está precedido por artigo possível concorda com o artigo
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 58 UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL 1 – Casos de Concordância Verbal Basicamente trata-se da relação entre sujeito e verbo. 1 – Sujeito Composto posposto ao verbo. Exemplo: Chegou o livro e a revista S. C. Verbo concorda com o núcleo mais próximo. Chegaram o livro e a revista. S. C. Concorda com os dois núcleos. 2 – Sujeito Composto reduzido por indefinido pede verbo concordando com tal pronome. Exemplo: Amigos, parentes, esposa ninguém me ajudou. 3 – Outros casos com sujeito composto. a) Núcleos sinônimos. b) Núcleos dispostos em gradação. c) Núcleos são infinitivos. Exemplo: O rancor e o ódio deixou-o/ deixaram-no perplexo(s). Uma indignação, uma raiva profunda, um ódio mortal dominava-o/dominavam-no. Trabalhar e estudar fazia-o feliz. 4 – Sujeito Coletivo. 4.1 – A multidão aplaudiu a linda jogada santista. – Sem especificador, verbo concorda com o coletivo. 4.2 – A multidão de torcedores aplaudiu/aplaudiram a linda jogada santista. – Com especificador, verbo concorda ou com o coletivo ou com o especificador. Coletivo especificador verbo 5 – Sujeito formado por nome pluralizado. 5.1 – Se precedido de artigo, verbo concorda com ele. Exemplo: Os Estados Unidos enviaram poderosos reforço.  artigo 5.2 – Caso, contrário, verbo permanece no singular. Exemplo: Estados Unidos enviou poderoso reforço. 6 – Sujeito é pronome de tratamento. – Pede verbos e complementos na terceira pessoa. Exemplo: Vossa Alteza sabe o lugar. Singular ou plural.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 59 7 – Sujeito é pronome relativo. 7.1 – que = Fui eu que cheguei. – Concorda com o antecedente do ―que‖. 7.2 – quem = Fui eu quem cheguei/chegou. – concorda ou com o quem (3°pessoa) ou com o antecedente. Macetex: antecedente que verbo antecedente quem verbo 2 – Outros Casos de Concordância Verbal 1 – Sujeito é a expressão “mais de” seguido de numeral. mais de (numeral) verbo. - Verbo concorda com o numeral. 2 – Sujeito é formado das expressões alguns de nós , poucos de nós etc. Exemplo: Alguns de nós fomos/ foram escolhidos. Pronome indefinido plural + nós ou vos + verbo. Obs.: Se o pronome indefinido estiver no singular, verbo concorda com o indefinido . Exemplo: Algum de nós foi escolhido. Pronome indefinido singular + nós ou vos + verbo 3 – Verbo seguido por pronome apassivados pede concordância com o sujeito. Exemplo: Vendem-se casas. 4 – Verbos dar, bater e soar na indicação de horas. 4.1 – O relógio deu dez horas. – concorda com o elemento que dá as horas. 4.2 - Deram dez horas no relógio. – concorda com o número de horas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 60 5 – Verbos haver e fazer na indicação de tempo transcorrido são impessoais, portanto, ficam na 3a pessoa do singular. Exemplo: Faz dez anos? Há dez anos atrás. 6 – Parecer + infinitivo possui duas concordâncias possíveis. 6.1 – As flores parecem crescer. 6.2 – As flores parece crescerem. 7 – Verbo “ser” 7.1 – Sujeito sendo pronome invariável, verbo concorda com o predicativo. Exemplo: Tudo são flores. Que são células ? 7.2 – Na indicação de tempo, data ou distância, a concordância faz-se com o numeral. Exemplo: É meio-dia e meia. É primeiro de março. Observação: Na indicação de datas, ocorre concordância especial. Exemplo: Hoje é ―o dia‖ 14 de março (concorda com a palavra ―dia‖ subentendida.) Hoje são 14 de março. (concorda com o numeral). 7.3 – Havendo dois substantivos de números diferentes, verbo concordará com o plural. Singular ser plural. Plural ser singular.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 61 UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL 1 – Regência Verbal I 1 – Chegar: Exige a preposição a‖, normalmente. Exemplo: Cheguei a Sorocaba. Observação.: Poderá exigir ―em‖ caso o elemento seguinte aceitar movimento. Exemplo: Cheguei no avião. ( Aceita deslocar-se de um ponto ao outro.) 2 – Ir: pede preposição a ou para. Exemplo: Irei a São Paulo. Observação: Poderá usar ―em‖ caso e elemento seguinte aceitar movimento. Exemplo: Irei no banco do meio do ônibus. Aceita deslocar-se de um ponto a outro. 3 – Obedecer: é verbo transitivo indireto com preposição a‖. Exemplo: O amigo obedece à amizade. 4 – Preferir: VTDI com preposição ―a‖ Exemplo: Prefiro Vôlei a basquete. Obs.: Cuidado que tal verbo não aceita ―que‖/ ―do que‖ e os advérbios mais, menor, etc. 5 – Assistir 5.1 – Assisti ao filme. Sentido = ver Regência = VTI – a . 5.2 – Assisti o doente. Sentido = ajudar Regência = VTD. 5.3 – Os amigos assistem a nossos verdadeiros sentimentos. Sentido = caber, ter direito. Regência = V.T.I. – a. 5.4 – Assisto em Campo Grande. Sentido = morar. Regência = VI – em. 6 – Aspirar 6.1 – Aspiro o odor das flores. Sentido = sorver, cheirar. Regência = V.T.D. 6.2 – Aspiro a uma nova chance. Sentido = desejar Regência = VTI –a.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 62 7 – Visar 7.1 – Viso o documento. Sentido = vistar, dar visto. Regência = V.T.d. 7.2 – Viso a uma esposa. Sentido = desejar, almejar. Regência = VTI -a . 7.3 – O caçador visou a caça. Sentido = mirar. Regência = V.T.D. 2 – Regência Verbal II 1 – Namorar: V.t.d. – Não aceita preposição ―com‖. Exemplo: Fabiana namora Carlos. Observação: É incorreta a frase: Quer namorar comigo? O correto é: Quer namorar-me? 2 – Simpatizar: VTI com preposição ―com‖. Obs.: não é pronominal. Exemplo: Simpatizei com você. Obs.: É incorreta a forma simpatizar-se 3 – Morar: VI com preposição ―em‖. Exemplo: Moro em Campo Grande. Verbos com sentido de morar pedem preposição ―em‖ e não ―a‖. 4 – Esquecer/lembrar: 4.1 – Pronominal = VTI - de. Exemplo: Esqueci-me de você. 4.2 – Não-pronominal = Vtd. Exemplo: Esqueci o seu nome. 4.3 – No sentido de cair na lembrança ou no esquecimento Exemplo: Lembrou-me o fato // Esqueceu-me seu nome. 5 – Chamar: 5.1 – No sentido de convocar é V.T.D. Exemplo: Chamei Fabiana para sair.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 63 5.2 – No sentido de dar nome, cognominar. a) Chamei Fabiana linda. Vtd + predicativo do objeto (sem preposição) b) Chamei a Fabiana linda . V.T.I. - a + predic. do obj. (sem preposição) c) Chamei Fabiana de linda. Vt.d. + predic do obj. (com preposição de) d) Chamei a Fabiana de linda. Vt.I. - a+predic. do obj. (com preposição de) 6 – Informar: 6.1 – VTDI+od (pessoa)+OI (não-pessoa – de /sobre.) Exemplo: Informei Márcia do problema. 6.2 – VTDI+od. (não-pessoa)+OI (pessoa-a) Exemplo: Informei o problema a Márcia. 7 – Pagar/Perdoar/ Agradecer: 7.1 – a uma pessoa = Paguei à credora/ Perdoou à irmã/ Agradeci ao amigo. VTI – a. 7.2 – a uma não-pessoa = Paguei a conta/ Perdoei a dívida/ Agradeci a ajuda. V.T.D. sem preposição. 3 – Regência Nominal Alguns pedem preposições especiais. Veja: acessível a comum a, de horror a afável com, para com curioso de, por impossível de agradável a difícil de indeciso em alheio a escasso de indigno de amante de fácil de leal a análogo a fiel a natural de ansioso de, por, para hábil em nocivo a paralelo a preferível a sensível a passível de propício a sito em possível de responsável por útil a, para
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 64 UNIDADE 14 CRASE 1 – Usa-se Crase 1. Antes de palavras femininas. Exemplo: Referi-me à menina. 2. Antes de topônimos que aceitem artigo. Macetex: Se para o topônimo couber esquema: Vou à – Volto da  usa-se crase Exemplo: Vou à Espanha / Volto da Espanha. 3. Em locuções conjuntivas ou prepositivas femininas. Exemplo: À medida que, à proporção que ... 4. Em locuções adverbiais femininas. Exemplo: À direita da casa, estão os meus pertences. 5. Em locuções adverbiais indicativos de horas. Exemplo: Às dez horas, chegamos. 6. Antes dos pronomes senhora, senhorita, dona, dama e madame. Exemplo: Referi-me à senhora. 2 – Não se usa Crase 1. Antes de palavras masculinas Exemplo: Vou a pé. Exceção : Quando ficar subentendida a palavra ―moda‖. Exemplo: Poltrona à Luís XV. Poema à Machado de Assis. 2. Entre palavras iguais. Exemplo: Estávamos cara a cara. 3. Antes de pronomes que não aceitem artigo. Exemplo: Não me referi à ninguém. 4. Antes de palavra feminina plural com “a” singular. Exemplo: Não me refiro a meninas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 65 5. Antes de verbos. Exemplo: Estou a esperá-la. 6. Antes de artigo indefinido. Exemplo: Refiro-me a uma pessoa em especial. 7. Antes das palavras casa e terra quando não vierem especificadas. Exemplo: Vou a terra. Irei a casa. Obs.: Vou à Irei à 8. Antes de topônimos que não aceitem artigo. Macetex: Vou a ... / Voltei de ... (Vou a Campinas / Voltei de Campinas) EXCEÇÃO: Haverá se o topônimo for especificado. especificador 3 – Crase Facultativa 1. Antes de nomes próprios femininos. Exemplo: Informei o problema à Márcia. 2. Após a preposição até se a palavra seguinte for feminina. Exemplo: Vou até a praia/ Vou até à praia. 3. Antes de pronomes possessivos femininos. Exemplo: Isto pertence à minha família. 4 – Casos Especiais 1. Com aquele(s), aquela(s), aquilo ou a se o antecedente exigir preposição. Exemplo: Assisti àquele filme. 2. Antes do relativo “que”quando ficar subentendido “àquela”. Exemplo: Sua caneta era igual à que comprei.  àquela
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 66 UNIDADE 15 Coesão e Coerência Textuais 1 – Coesão Textual Um texto será coeso se as suas diferentes partes constitutivas estiverem articuladas e interligadas, garantindo a sua unidade semântica. A coesão textual pode ser assegurada através dos seguintes mecanismos linguísticos: — cadeias de referência; — repetições; — substituições lexicais; — conectores interfrásicos; — compatibilidade entre informações temporais e aspectuais. 1.1 – Cadeias de Referência Uma cadeia de referência ocorre quando, num texto, há um ou vários elementos textuais sem referência autônoma. A sua interpretação está, por isso, dependente de outra expressão presente no texto. 1) Amava, amava as mulheres com sensualidade, estima e ternura. Sinceramente me julgava, perante elas, um sensual, um sentimental e um idealista. Decerto me não tinham inspirado grande ternura ou respeito as que até então fisicamente amara. Mas até essas, não pudera amar (amar da maneira que qualifiquei) sem uma ponta de afetividade e umas veleidades de moralista regenerador. (J. Régio, O Vestido Cor de Fogo) A expressão nominal as mulheres e os pronomes elas, as e essas, tal como a elipse do pronome pessoal elas antes do complexo verbal tinham inspirado, formam uma cadeia de referência, uma vez que o referente dos pronomes é o mesmo do da expressão nominal. Todas as expressões reenviam para a mesma entidade extralinguística. Podem integrar as cadeias de referência as anáforas, as catáforas, as elipses e a co-referência não anafórica. a- Anáfora: expressão cuja interpretação depende de uma outra expressão presente no contexto verbal anterior. Exemplo: Ao longe, no alto mar, há ainda o exercício da pesca. Há lá homens. Não os vejo. (V. Ferreira, Até ao Fim) O pronome pessoal oblíquo os remete para uma expressão referida anteriormente no discurso (homens), sendo, por isso, uma anáfora. b- Catáfora: expressão cuja interpretação depende de outra presente no contexto verbal que vem imediatamente depois. Exemplo: Com o meu irmão tudo foi diferente, sabe, as mulheres preferem-nos, aos filhos. (A. P. Inácio, Os Invisíveis) O pronome pessoal os (nos) remete para uma expressão que aparece posteriormente no discurso (os filhos), sendo, por isso, uma catáfora. c- Elipse: omissão de uma expressão recuperável pelo contexto, evitando assim a sua repetição. Exemplo 01: Marcelo foi ao museu. Lá encontrou os amigos. d- Co-referência não anafórica: existe co-referência não anafórica quando duas ou mais expressões linguísticas remetem para o mesmo referente, não havendo dependência referencial de uma em relação a outra(s). Exemplo: A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor. (M. Sá-Carneiro, Loucura) Tanto Raul Vilar como grande escultor remetem para a mesma personagem. No entanto, ambas as expressões têm referência autônoma.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 67 1.2 – Coesão Lexical A coesão lexical pode ser garantida através de diferentes processos. a- Repetição: por não ser possível a sua substituição, a repetição da mesma unidade lexical ao longo do texto pode revelar-se necessária para a coesão do texto. (7) Professor riu. Assim passaram a manhã, Professor fazendo a cara dos que vinham pela rua, Pedro Bala recolhen- do as pratas ou os níqueis que jogavam. (J. Amado, Capitães da Areia) Neste exemplo, a repetição do nome Professor é necessária para evitar a ambiguidade. b- Substituição lexical: para evitar repetições desnecessárias, pode substituir-se uma unidade lexical por outras que com ela mantenham relações semânticas de sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia. Exemplo: (Sinonímia) O treinador afirmou que o jogo correu bem. O comandante disse ainda que estava orgulhoso da sua equipe. Exemplo: (Antonímia) A maior parte das vítimas de violência doméstica são mulheres. Os homens, quando agredi- dos, raramente denunciam a situação. Exemplo: (hiponímia – gatinho e hiperonímia – animal) Na semana passada, encontrei um gatinho. O animal estava cheio de fome e sede. 1.3 – Podem funcionar como Conectores — conjunções e locuções coordenativas e subordinativas (porque, no entanto...); — advérbios conectivos (agora, assim, depois...); — adjetivos (bom...); — verbos (quer dizer...); — grupos preposicionais/locuções adverbiais (pelo contrário, do mesmo modo...); — orações (para concluir, pelo que referi anteriormente...). Exemplo: Não vou de férias, porque não acabei o relatório. Exemplo: Vou fazer horas extraordinárias a semana toda. Agora, não me peçam para trabalhar no fim-de-semana. 1.4 – Tipos de Conectores Exemplos: a- Temporais (indicam relações temporais entre as frases ou orações) quando, enquanto, por fim, depois, em se- guida, antes, entretanto, então... b- Contrastivos (indicam relações de oposição) mas, embora, no entanto, apesar de, pelo contrário, contrariamen- te, por oposição... c- Aditivos (acrescentam informação) e, também, além disso, mais ainda, igualmente, do mesmo modo, pela mesma razão, adicionalmente, ainda... d- Causa-consequência (indicam uma relação causa-efeito) porque, por isso, consequentemente, pois, portanto, logo, por conseguinte, por esta razão, deste modo, então, de maneira que... e- Confirmativos /exemplificativos por exemplo, de fato, efetivamente, com efeito... f- Explicativos/ reformulativos quer dizer, ou seja, isto é, por outras palavras... g- Síntese / conclusão em resumo, em suma, concluindo, para concluir... h- Alternativos ou, alternativamente, em alternativa.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 68 2 – Coerência Textual Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a com- preensão do que se lê diz. Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito ou dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que compõem a oração, como também entre a sequência de orações dentro do texto. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o pú- blico a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis. Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária – composta de termos e expressões – que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais – repetição, substituição, associação –, sejam gramaticais – emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses – constroem-se frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de pa- rágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, ―o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, re- cobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios‖. Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos. É imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Além disso, relembre-se de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. Texto retirado de http://www.mundovestibular.com.br. Escrito por Cláudia Kozlowski
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 69 UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA Mudanças no alfabeto O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt); b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano. Trema Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Como era Como fica agüentar aguentar argüir arguir bilíngüe bilíngue cinquenta cinquenta delinquente delinquente eloqüente eloquente ensangüentado ensanguentado eqüestre equestre freqüente frequente lingüeta lingueta lingüiça linguiça qüinqüênio quinquênio sagüi sagui seqüência sequência seqüestro sequestro tranqüilo tranquilo Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 70 Mudanças nas regras de acentuação 1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Como era Como fi ca alcalóide alcaloide alcatéia alcateia andróide androide apóia (verbo apoiar) apoia apóio (verbo apoiar) apoio asteróide asteroide bóia boia celulóide celuloide clarabóia claraboia colméia colmeia Coréia Coreia debilóide debiloide epopéia epopeia estóico estoico estréia estreia estréio (verbo estrear) estreio geléia geleia heróico heroico idéia ideia jibóia jiboia jóia joia odisséia odisseia paranóia paranoia paranóico paranoico platéia plateia tramóia tramoia Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. 2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como era Como fica baiúca baiuca bocaiúva bocaiuva cauíla cauila feiúra feiura
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 71 Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. 3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). Como era Como fica abençôo abençoo crêem (verbo crer) creem dêem (verbo dar) deem dôo (verbo doar) doo enjôo enjoo lêem (verbo ler) leem magôo (verbo magoar) magoo perdôo (verbo perdoar) perdoo povôo (verbo povoar) povoo vêem (verbo ver) veem vôos voos zôo zoo 4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára / para, péla(s) / pela(s), pêlo(s) / pelo(s), pólo(s) / po- lo(s) e pêra / pera. Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pêra. Comi uma pera. Atenção: • Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. • Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. • É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 72 5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir. 6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: • verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. • verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. • verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos. Resumo Emprego do hífen com prefixos Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos 1. Prefixo terminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo. • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom. • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas. 2. Prefixo terminado em consoante: • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário. • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico. • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante. Observações 1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras ini- ciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 73 PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PROVA 1 PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – MS – 2016 As questões de 01 a 06 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para esta prova. Beber ou não beber, eis a questão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 As discussões sobre o suposto benefício do vinho à saúde estão longe de acabar. Apesar das muitas tentativas de relacioná-lo à saúde do coração e a outros benefícios, novos estudos garantem que não há evidência suficiente para essas dec lar aç ões. Na primeira atualização de diretrizes sobre álcool no Reino Unido, em 1995, especialistas já advertiam claramente que nenhum nível de co nsumo regular de álc ool é i sento de ri sc os. As novas disposições divulgadas no início deste ano são, entretanto, ainda mais enfáticas em afirmar que a evidência que sustenta efeitos protetores do vinho agor a é mai s fr ac a do qu e há 20 anos atrás. A médica Sally Davies, diretora do grupo de pesquisa, diz que, levando isso em c onta,alé m de to dos os c onheci dos risc os à saú de, agu dos e c r ônic os, decorrentes do consume de bebida, ainda que em níveis baixos, confirma -se a conclusão de que não há justificativas para a recomendação de beber por motivos de saúde, nem para começar a beber por razões de saúde. (Revista Vida e Saúde, ano 78, nº4, abril 2016, p.6, Seção Sala de Espera. Com adaptações). 1. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Sobre as relações de coesão, está correta a correlação apresentada na alternativa: a) –lo (l. 2) = vinho (l. 1). b) –lo (l. 2) = benefício (l. 1). c) essas declarações (l. 3-4) = novos estudos (l. 3). d) bebida (l. 13) = vinho (l. 9). e) isso (l. 1) = efeitos protetores (l. 9). 2. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto em edital. Assinale a alternativa que traz a informação verdadeira ou correta sobre o respectivo item: a) Períodos compostos: A oração ―de relacioná-lo à saúde do coração e a outros benefícios‖ (l. 2-3) classifica-se como subordinada substantiva objetiva indireta. b) Compreensão de textos: A palavra ―ainda‖ tem o mesmo sentido em ―ainda mais‖ (l. 8-9) e ―ainda mais que em níveis mais baixos‖ (l. 13). c) Concordância: Se substituirmos o verbo ―haver‖ por ―existir‖ em ―não há justificativas‖ (l. 14), teremos ―não existe justificativas‖. d) Acentuação: A palavra ―por‖ (l. 15) não está graficamente acentuada porque, conforme as normas ortográficas em vigor, não há acentos diferenciais. e) Compreensão e interpretação: os articuladores ―além de‖ (l. 12) e ―nem‖ (l. 15) veiculam sentido de adição. 3. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Há, no texto, um problema de regência. Assinale a alternativa que apresenta o enunciado em que esse problema ocorre: a) relacioná-lo (l. 2). b) advertiram claramente que nenhum nível de consumo (l. 6). c) isento de riscos (l. 7). d) riscos à saúde (l. 12). e) decorrentes de consumo de bebida (l. 13).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 74 4. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que traz a classificação correta da oração reduzida: a) de acabar (l. 1-2): subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. b) de acabar (l. 1-2): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. c) de relacioná-lo à saúde coração e a outros benefícios (l. 2-3): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. d) levando isso em conta (l. 11-12): subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio. e) levando isso em conta (l. 11-12): subordinada substantivo objetiva direta reduzida de gerúndio. 5. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A única palavra que NÃO foi empregada como substantivo é: a) evidência (l. 3). b) especialistas (l. 6). c) protetores (l. 9). d) diretora (l. 11). e) consumo (l. 13). 6. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Pela leitura global do texto, é possível concluir que: a) É recomendável beber vinho, pois traz benefícios à saúde, especialmente ao coração. b) Se a bebida for ingerida com moderação (em níveis regulares de consumo), pode trazer benefícios à saúde. c) As pesquisas atuais sobre os benefícios do vinho ao organismo humano são menos conclusivas do que as que foram realizadas em 1995. d) O consumo de vinho pode provocar problemas de saúde agudos e crônicos, a menos que essa bebida seja ingerida em pequenas doses e não regularmente. e) A resposta à ―questão‖ mencionada no título é: ―não beber‖. 7. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto a seguir, observando, para isso, a acentuação, as relações e as regras de concordância e regência (incluindo crase) e o uso de homônimos ou formas variantes: Não sei dizer ___________ partidas do time ___________ torço já assisti. Só sei que, ___ cada ―peleja‖, parece que os jogadores _____ demonstrando menos ―amor ___ camisa‖ e menos capacidade de articular e concluir jogadas. Isso me leva a _____ em ________ o valor do futebol para a minha vida e a questionar-me ________ das razões _____ continuo, ____ quartas ou quintas e aos domingos, a contar horas e minutos que ________ para o início dos jogos. a) quantas; que; a; vem; à; pôr; xeque; há cerca; porque; às; falta. b) à quantas; o qual; à; vêm; à; por; cheque; a cerca; por que; às; faltam. c) a quantas; cujo; a: vêm; na; por; cheque; a cerca; porquê; as; faltam. d) a quantas; pelo qual; a; vêm; á; pôr; xeque; acerca; por que; às; faltam. e) quantas; que: à; vem; à pôr; xeque; acerca; porque; nas; faltam. 8. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) O emprego de sinais de pontuação está correto na alternativa: a) Um dos principais cuidados que podemos ter conosco é nos protegermos de situações que possam ser nocivas em médio e em longo prazo. Ter clareza a respeito dos limites que veremos manter ─ ou romper ─ costuma ser tarefa de toda a vida, mas a prática mostra que vale a pena assumi-la. b) Um dos principais cuidados, que podemos ter conosco, é nos protegermos de situações que possam ser nocivas em médio e em longo prazo. Ter clareza a respeito dos limites, que queremos manter (ou romper) costuma ser tarefa de toda a vida, mas a prática mostra que vale a pena assumi-la. c) Um dos principais cuidados, que podemos ter conosco, é nos protegermos de situações, que possam ser nocivas em médio e em longo prazo. Ter clareza, a respeito de limites que queremos manter ou romper costuma ser tarefa de toda a vida. Mas, a prática mostra que, vale a pena assumi-la. d) Pesquisadores americanos que monitoraram estudantes, durante períodos prolongados, descobriram que, tirar boas notas, resulta em maior autoestima posterior, entretanto, ter maior autoestima não produz por si só boletins excepcionais, o núcleo da questão, parece ser discriminar: o que realmente nos fazem bem? E investir nisso. e) Pesquisadores americanos, que monitoraram estudantes durante períodos prolongados descobriram, que tirar boas notas resulta em maior autoestima posterior. Entretanto, ter maior autoestima, não produz por si só, boletins excepcionais. O núcleo da questão, parece ser discriminar: o que realmente nos fazem bem e investir nisso.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 75 9. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão incide sobre os enumerados das alternativas da questão anterior (questão 8) e avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto para esta prova. Assinale a alternativa que apresenta o comentário verdadeiro ou correto sobra o respectivo item: a) O pronome ―-la‖, em ―assumi-la‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖) refere-se a ―vida‖. b) O pronome ―isso‖ (alternativas ―D‖ e ―E‖) retoma ―tirar boas notas‖. c) No enunciado das alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖, há três orações subordinadas adjetivas com valor de explicação. d) No enunciado das alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖, há três orações subordinadas adjetivas; as três introduzem ideia de restrição. e) Em ―assumi-la‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖), o ―i‖ deveria estar graficamente acentuado, enquanto em ―autoestima ‖faltou hífen. 10. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observadas as relações de concordância e de regência, incluindo ocorrência ou não de crase, a alternativa correta é: a) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não têm recebido verbas suficientes dos governos estaduais, municipais e federal. b) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate as drogas não tem recebido verbas suficientes dos governos estaduais, municipais e federal. c) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não tem recebido verbas suficientes dos governos estaduais, municipais e federais. d) No Brasil, as campanhas de prevenção e combate às drogas não têm recebido verbas suficientes dos governos estaduais, municipais e federais. e) Qual jogo da Libertadores você vai assistir amanhã? Por falar em Libertadores, daqui à duas horas entrará em campo duas equipes que precisam de vitória. 11. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) É necessário que homens e mulheres que enfrentam um problema busquem não só soluções, mas também se empenhem em desmontar argumentos contrários àqueles que defendem. No pequeno texto, há um problema. Assinale a alternativa que o aponta: a) Problema de coesão, envolvendo o uso do articulador ―não só‖, que deveria estar antes de ―busquem‖. b) Problema de pontuação: falta de vírgula após o primeiro ―que‖. c) Uso indevido de ―acento‖ indicativo de crase em ―àqueles‖. d) Uso indevido do presente do subjuntivo em ―busquem‖ e ―empenhem‖. e) Problema de regência: uso indevido da preposição ―em‖. 12. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de regência: a) Sempre que se divulga um produto na mídia, visa-se sua comercialização. b) Se houvesse punição para pedestres e ciclistas que não obedecem às regras de trânsito, o número de vítimas em vias urbanas seria indiscutivelmente menor. c) Em respeito a professora, preferiu calar-se do que falara algo que lhe ofendesse. d) Entre obedecer a sinalização e mostrar a potência do carro novo, ele escolheu a segunda opção, que levaria a mote de três inocentes. e) Perdoar uma pessoa que lhe ofendeu produz mais efeitos positivos sobre a sua vida do que na dela. 13. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa correta quanto ao uso (presença ou ausência) do ―acento‖ indicativo da crase é: a) Há diagnósticos por imagem que chegam a demorar de duas a três horas. O problema é que, às vezes, precisamos repeti-los ano a ano. b) Em processos de desapropriação de latifúndios, seus proprietários precisam provar, aqueles que julgam a causa, que as terras são produtivas. Muitos dizem que, da entrada do processo à decisão final, a demora é de dois a cinco anos. c) Em processos de desapropriação de latifúndios, seus proprietários precisam provar, aqueles que julgam à causa, que as terras são produtivas. Muitos dizem que, da entrada do processo à decisão final, a demora é de dois a cincos. d) Todas às vezes que a repórter liga para marcar entrevista com o poderoso empresário, a secretária até marca, mas sempre ―explica‖ que tanto o horário quanto à data ficam sujeitos à confirmação. e) Todas as vezes que a repórter liga para marcar entrevista com o poderoso empresário, a secretária até marca, mas sempre ―explica‖ que tanto o horário quanto a data ficam sujeitos a confirmação.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 76 14. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Consideradas as normas ortográficas em vigor, está correta a alternativa: a) plateia; infieis; joia; heroi; coriano. b) açoriano; papéis; anzóis; fôrma; acriano. c) fôrma; feiúra; paranoia; anzois; acreano. d) apneia; revêem; reus; acreano; taubateano. e) tramoia; coreanos; trofeu; constroi; baiúca. 15. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte enunciado: ―Até agora, nenhum de nós _________ entender _________ o __________ membro de Legislativo expressou- se tão _____ na ________ de ontem à tarde. a) pode; porque; iminente; mau; seção. b) pôde; por que; eminente; mal; sessão. c) pudemos; porque; eminente; mal; sessão. d) pôde; porquê; eminente; mal; seção. e) podemos; por que; iminente; mau; cessão. 16. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa correta quanto à concordância: a) Embora houvessem três atacantes na área, nenhum deles conseguiram fazer o gol. b) Embora houvessem três atacantes na área, nenhum deles conseguiu fazer o gol. c) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltavam bastantes quadras para chegar ao destino e a rua já estava meio deserta. d) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltava bastantes quadras para chegar ao destino e a rua já estava meia deserta. e) Ela começou a sentir medo, pois ainda faltavam bastante quadras para chegar ao destino e a rua já estava meio deserta. 17. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observando o emprego de tempos e modos verbais, a acentuação e a concordância, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte texto: Antes que se ____________ a reunião, um dos membros do Conselho Deliberativo ___________ e argumentou: ― O rumo que _______________ as discussões não __________; é preciso que se ___________ os impactos de uma decisão tão importante sobre a gestão desta secretaria.‖ a) encerra-se; interviu; está tomando; é bom; averigue. b)encerrace; interveio; estão tomando; são boas; averígue. c) encerrasse; interveio; estão tomando; é bom; averiguem. d) encerrasse; interveio; está tomando; é bom; averígue. e) encerrasse; interviu; está tomando; são bons; averiguem. 18. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação, a grafia e o uso de formas variantes estão corretos na alternativa: a) Em todo mundo, milhões de pessoas, tomam antidepressivos de venda controlada diariamente. Ignorando o fato de que para aumentar naturalmente os níveis de serotonina e alcançar bem-estar, bastaria promover mudanças na alimentação e no estilo de vida. b) Em todo mundo milhões de pessoas, tomam antidepressivos de venda controlada, diariamente, ignorando o fato de que para aumentar naturalmente os níveis de serotonina, e alcançar bem-estar bastaria promover mudanças, na alimentação e no estilo de vida. c) Segundo a autora de Segredos da serotonina doutora Carol Hart, a serotonina é um hormônio que, exerce fortes efeitos sobre o cérebro. Níveis normais, produzem bem estar. Níveis muito baixos, causam compulsão alimentar, enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para eu, ler o livro foi muito útil. d) Segundo a autora de Segredos da serotonina, doutora Carol Hart, a serotonina é um hormônio que exerce fortes efeitos sobre o cérebro: níveis normais produzem bem-estar; níveis muito baixos causam compulsão alimentar, enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para mim, ler o livro foi muito útil. e) Segundo a autora, do Segredos da serotonina, doutora Carol Hart, a serotonina, é um hormônio, que exerce fortes efeitos sobre o cérebro,níveis normais produzem bem estar, níveis muito baixos causam compulsão alimentar, enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas. Para eu ler o livro foi muito útil. 19. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) Consideradas as normas ortográficas em vigor, a alternativa que NÃO contém erro quanto ao emprego de hífen é: a) lobo guará; pós-operatório; parabrisa; portarretrato; ante-projeto. b) pára-choque; microorganismos; auto-regulação; mini-série; socioeconômico. c) para-olimpíadas; campograndense; sócio-educativo; autoorganização; autoescola. d) sem terra; sub-humano; auxílio-doença; bombarrelógio; microrregiões. e) campo-grandense; para-raios; paraquedista; semi-inconsciente; sem-terra.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 77 20. (Administrador PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa correta quanto à concordância é: a) Já havia sido apresentado provas bastante para a cassação do deputado, mas um expressivo número de parlamentares ainda insistia em sua inocência. b) Já havia sido apresentadas bastante provas para a cassação do deputado, mas um expressivo número de parlamentares ainda insistiam em sua inocência. c) Já haviam sido apresentadas bastantes provas para a cassação do deputado, mas um expressivo número de parlamentares ainda insistia em sua inocência. d) Considerado as inúmeras interrupções de fornecimento de água no bairro, não se podia descartar quaisquer reservas, ainda que fosse de fontes apontada como imprópria. e) Consideradas as inúmeras interrupções de fornecimento de água no bairro, não se podia descartar quaisquer reservas, ainda que fosse de fontes apontadas como imprópria.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 78 PROVA 2 AGENTE FISCAL DE MEIO AMBIENTE/ENGENHARIA ELETRICISTA PMCG/MS – 2016 As questões de 01 a 07 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para esta prova. Com açúcar faz mal 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 O a u m e n t o d a g o r d u r a v i s c e r a l , q u e s e a c u m u l a n o a b d ô m e n e e s t á r el ac i on a d a a o a p ar e c i men t o de d oe nç as c ar d ía c as e di a be te s , é dec or r en t e d o consumo diário de bebidas industrializadas com açúcar. A conclusão vem do Estudo F r a mi n g h a m d o C o r a ç ã o , p e s q u i s a p u b l i c a d a n a r e v i s t a c i e n t í f i c a C i r c u l a t i o n . Ao todo, 1.003 adultos com idade média de 45 anos foram acompanhados por seis anos. No iníci o e no fi m desse per íodo, eles r esponder am a qu esti onári os sobre o c o n s u m o d e b e b i d a s e p a s s a r a m p o r e x a m e s d e i m a g e m p a r a v e r i f i c a r a quantidade de gordura no corpo. O s p e sq u i s a d or e s c on s t a t ar a m q u e , e n tr e o s qu e c o ns u mi am b e b i d as a ç u c a r a d as , o v ol u me de g o r du r a vi sc e r al c r e sc e r a , c h e g an do a 8 5 2 c en t í me t r os cúbicos. Já os que não consumiam esse tipo de bebida tiveram um aumento de 658 centímetros cúbicos. Caroline S. Fox, principal autora do estudo, alerta: ―Nosso recado àqueles que c on s o me m e s s e ti p o d e pr o d u to é qu e si ga m a s d i r e tr i z e s a t u ais d e a li men t aç ã o e estejam conscientes da quantidade de bebidas com açúcar que ingerem. Para as autoridades, esse estudo acrescenta evidências a um crescente corpo de pesquisa qu e su gere qu e bebidas c om aç ú c ar podem f aze r mal à saú d e.‖ (R ev ist a Vida e Saúde, ano 78, nº4, abril 2016, p.6, Seção Sala de Espera. Com adaptações). 1. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A compreensão de texto depende, entre outros fatores, da identificação dos sentidos produzidos pelo uso de sinais de pontuação e orações adjetivas. Analisados esses recursos linguísticos, assinale a alternativa que apresenta o comentário verdadeiro: a) Considerando o valor de restrição que veiculam, a orações ―que se acumula no abdômen‖ (l. 1) e ―estás relacionada ao aparecimento de doenças cardíacas e diabetes‖ (l. 1-2) não poderiam estar entre vírgulas. b) As orações ―que se acumula no abdômen‖ (l. 1) e ―está relacionada ao aparecimento de doenças cardíacas e diabetes‖ (l. 1-2) são de natureza explicativa e seu sentido é generalizante. Por isso, estão intercaladas. c) A oração ―os que consumiam bebidas açucaradas‖ (l. 9-10) é de natureza explicativa, razão pela qual está isolada por vírgulas. d) A oração ―que consomem este tipo de produto‖ (l. 13-14) é de natureza explicativa e, portanto, deveria estar entre vírgulas. e) A oração ―que sugere‖ (l. 17) é de valor explicativo, razão pela qual não está isolada por vírgulas. 2. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que apresenta a informação correta ou verdadeira sobre o respectivo item: a) Orações reduzidas: A oração ―para verificar a quantidade de gordura no corpo‖ (l. 7-8) introduz, no período, ideia de finalidade. b) Compreensão: A palavra ―Já‖ (l. 11) veicula ideia de ‗agora‘, ‗neste momento‘. c) Coesão referencial: bebidas‖ (l. 7) retoma ―bebidas industrializadas com açúcar‖ (l. 3). d) Coesão referencial: ―os‖ (l. 9) retoma ―1003 adultos‖ (l. 5). e) Concordância verbal: ―ingerem‖ (l. 15) poderia estar no singular, concordando com ―quantidade‖ (l. 15).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 79 3. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Analisadas as relações de regência estabelecidas no texto e o emprego (presença ou ausência) do acento indicativo de crase, é correto afirmar que: a) Em ―chegando a 852 centímetros cúbicos‖ (l. 10-11), o ―a‖ poderia receber ―acento indicativo de crase. b) Em ―sigam as diretrizes‖ (l. 14), deveria ter sido usado o ―acento‖ indicativo de crase, pois, no sentido em que foi empregado, o verbo ―seguir‖ rege a preposição ―a‖. c) Em ―àqueles‖ (l. 13), usou-se indevidamente o ―acento‖, pois crase só ocorre diante de palavras femininas. d) Em ―responderam a questionários‖ (l. 6) usou-se a preposição porque o verbo ―responder‖, no sentido em que foi empregado, é transitivo indireto. e) Em ―responderam a questionários‖ (l. 6), usou-se indevidamente a preposição porque o verbo ―responder‖, no sentido em que foi empregado, é transitivo direto e, portanto, não rege preposição. 4. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A oração está corretamente classificada na alternativa: a) para verificar a quantidade de gordura no corpo (l. 7-8): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinito. b) entre o que consumiam bebidas açucaradas (l. 9-10): subordinada substantiva subjetiva. c) que o volume de gordura visceral crescera (l. 9-10): subordinada substantiva objetiva direta. d) que sigam as diretrizes atuais de alimentação (l. 14): subordinada substantiva apositiva. e) que sigam as diretrizes atuais de alimentação (l. 14): subordinada substantiva objetiva direta. 5. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto ao emprego de tempos e modos verbais no texto, a alternativa correta é: a) O emprego do presente do indicativo produz o mesmo efeito de sentido em ―alerta‖ (l. 13), ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15): ideia de fatos que ocorrem frequentemente. b) O emprego do presente produz o mesmo efeito de sentido em ―alerta‖ (l. 13), ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15): ideia de ―agora‖, ―neste momento‖. c) Tanto em ―consumiam (l. 9) quanto em ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15), o sentido é de fatos que ocorreram mais de uma vez no passado. d) As formas ―constataram‖ (l. 9), ―crescera‖ (l. 10) e ―tiveram‖ (l. 11) representam, pelo pretérito mais-que-perfeito do indicativo, fatos concluídos, que ocorreram no mesmo momento do passado. e) O sentido de processos habituais é produzido tanto pelo emprego do pretérito imperfeito do indicativo, em ―consumiam‖ (l. 9), quanto pelo presente do indicativo, em ―consomem‖ (l. 14) e ―ingerem‖ (l. 15). 6. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A classe da palavra está corretamente indicada na alternativa: a) gordura (l. 1): adjetivo. b) consume (l. 7): verbo. c) os (l. 9): artigo. d) entre (l. 9): preposição. e) mal (l. 17): adjetivo. 7. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) O comentário verdadeiro sobre o emprego de ―esse‖ (―desse‖) e as relações de coesão encontra-se na alternativa: a) Em ―desse período‖ (l. 6) e ―esse estudo‖ (l. 16), o pronome adequado seria ―este‖, e não ―esse‖. b) Apenas em ―desse período‖ (l. 6) o pronome adequado seria ―este‖. c) Tanto em ―esse tipo de bebida‖ (l. 11) e ―esse tipo de produto‖ (l. 14), usou-se ―esse‖ (e não ―este‖) por se tratar de referências a normas ou referentes já mencionados anteriormente no texto. O mesmo se aplica o uso de ―esse‖ em ―desse período‖ (l. 6). d) Tanto em ―esse tipo de bebida‖ quanto em ―esse tipo de produto‖ (l. 14) e ―desse período‖ (l. 6), usou-se ―esse‖ porque o autor se refere ao aqui e agora. e) Em ―esse estudo‖ (l. 16), o correto seria usar ―este‖, pois o pronome em questão faz referência ao próprio texto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 80 8. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto à ortografia e ao emprego de parônimos, a alternativa correta é: a) Por inflingir a regra de respeitar pedestre na faixa, foi infringida ao condutor do veículo uma pena alternativa. b) Por infringir a regra de respeitar pedestre na faixa, foi infrigida ao condutor do veículo uma pena alternativa. c) Ao auferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não hesitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente a unidade de saúde mais próxima. d) Ao auferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não exitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente uma unidade de saúde mais próxima. e) Ao aferir-lhe a pressão arterial, o farmacêutico não hesitou: sugeriu que o jovem procurasse imediatamente a unidade de saúde mais próxima. 9. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de grafia e de emprego de parônimos, homônimos ou formas variantes: a) Eu já sei por que nosso colega não compareceu à sessão de ontem: o tráfego ficou interrompido por cerca de duas horas em razão de uma paralisação de caminhoneiros. b) Eu já sei porque nosso colega não compareceu à sessão de ontem: o tráfego ficou interrompido por cerca de duas horas em razão de uma paralização de camioneiros. c) Eu já sei porquê nosso colega não compareceu à seção de ontem: o tráfico ficou interrompido por cerca de duas horas em razão de uma paralização de camioneiros. d) Para mim, dizer-lhe a verdade a cerca da verdadeira razão porque o filho foi detido é muito difícil. e) Para eu, dizer-lhe a verdade há cerca da verdadeira razão porque o filho foi detido é muito difícil. 10. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A concordância está correta na alternativa: a) Preparado os argumentos, cabiam a ela defendê-los. b) Os bastidores da política são obscuros, assim como o é os interesses da maioria dos políticos. São por isso que, a cada eleição, reduz-se as esperanças do povo. c) Os bastidores da política são obscuros, assim como o são o interesse da maioria dos políticos. São por isso que, a cada eleição, reduzem-se as esperanças do povo. d) Dudu foi um dos jogadores que mais se esforçaram durante a partida. A maior recompensa pelo esforço não foi o gol que fez; foram os comentários da crítica desportiva e o alívio da torcida. e) O grande prestígio daquela rede de supermercados provêm não só da qualidade de clientes mas também da qualidade do atendimento. 11. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de pontuação: a) Considerando que, o acidente foi resultado de sua irresponsabilidade. Porque você bebeu antes de dirigir, aceite, pois as consequências de seu ato. b) Considerando que o acidente foi resultado de sua irresponsabilidade, porque você bebeu antes de dirigir, aceite, pois, as consequências de seu ato. c) Considerando que o acidente, foi resultado de sua irresponsabilidade já que você bebeu, antes de dirigir, aceite pois as consequências de seu ato. d) Você não tem argumentos para contestar a pena que lhe foi atribuída, pois, bebeu antes de dirigir. e) Os rumos, que a investigação está tomando, dão sinais de que, a qualquer momento por determinação da Justiça ele será preso. 12. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Quanto à regência e ao uso (presença ou ausência) do ―acento‖ indicativo de crase, a alternativa correta é: a) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram que ficassem a distância. Aliás, especificaram que, se quisessem assistir à retirada dos feridos, deveriam ficar à distância de no mínimo vinte metros do local do desabamento. b) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram para que se mantivessem à distância. Aliás, especificaram que, se quisessem assistir a retirada dos feridos, deveriam ficar a uma distância de no mínimo vinte metros do local do desabamento. c) Para segurança dos curiosos, os bombeiros pediram para que se mantivessem à distância. Aliás, especificaram que, se quisessem assistir a retirada dos feridos, deveriam ficar à uma distância de no mínimo vinte metros do local do desabamento. d) Daqui à seis horas meu time entrará em campo para enfrentar um adversário muito forte. Espero que vença, pois, se perder, estarei sujeito à gozação ou à piadas. e) De segunda à quarta-feira, a quadra é usada por alunos de primeira à quarta série; às quintas às sextas, o uso é reservado aos de quinta à oitava.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 81 13. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A alternativa em que NÃO há erro de acentuação é: a) econômia, piramboia; escarceu; tuiuiu. b) tuiuiú; jataí; aquí; ítens; nêutron. c) tuiuiu; bocaiuva; alí; açaí; nêutrons. d) piramboia; cauboi; enjoo; tuiuiú; econômia. e) caúna; bocaiuva; tuiuiú; caubói; jiboia. As questões 14,15 e 16 referem-se ao seguinte texto: Ao rever o prédio ______ trabalhara, o aposentado lembrou-se dos anos de exercício da profissão que escolhera e _______ se dedicara com tanto esmero. Também ____ vieram à memória algumas atribuições do cargo que exercera, _________ ___________ se empenhara tanto. 14. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observando as regras de regência e o emprego de parônimos e pronomes relativos, assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto: a) onde; que; o; cujo; cumprimento. b) onde; a que; lhe; para cujo; cumprimento. c) que; onde; lhe; o qual; comprimento. d) o qual; na qual; lhe; no qual; comprimento. e) em que; o qual; lhe; onde; cumprimento. 15. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Assinaladas as orações que compõem os períodos em que articula o texto, é correto o que consta na alternativa: a) Os dois períodos são compostos por coordenação e subordinação. b) No primeiro período, a última oração é subordinada substantiva objetiva direta. c) No segundo período, as duas últimas orações são subordinadas adjetivas explicativas. d) No primeiro período é composto exclusivamente por coordenação. e) No primeiro período, temos uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. Se a desenvolvermos, o verbo será assim expresso: ―reviu‖. 16. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Sobre o emprego de tempos e modos verbais, está correta a alternativa: a) As formas ―trabalhara‖, ―escolhera‖; ―dedicara‖, ―exercera‖, ―empenhara‖ estão empregadas no futuro do presente do indicativo, sugerindo possibilidade ou fantasia. b) Todas as formas verbais foram empregadas no pretérito perfeito do indicativo, representando fatos anteriores a ―rever‖. c) Enquanto ―rever‖ está no presente do indicativo, todas as demais formas estão no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, indicando fatos passados. d) As formas ―trabalhara‖, ―escolhera‖; ―dedicara‖, ―exercera‖, ―empenhara‖ estão empregadas no pretérito mais- que-perfeito do indicativo. As três primeiras expressam fatos anteriores a ―lembrou-se‖, que está no pretérito perfeito; as duas últimas indicam fatos anteriores a ―vieram‖, que também está no pretérito perfeito. e) A única forma empregada no pretérito perfeito é ―lembrou-se‖. 17. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação está correta na alternativa: a) A maior parte das pessoas pensa que o narguilé é menos prejudicial que o cigarro, mas ─ por não ser capaz de filtrar a fumaça, proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas contidas no tabaco, como o alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono ─ pode ser mais perigoso. b) A maior parte das pessoas, pensa que o narguilé, é menos prejudicial que o cigarro, mas por não ser capaz de filtrar a fumaça proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas contidas no tabaco, como o alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono pode ser mais perigoso. c) A maior parte das pessoas pensa que, o narguilé é menos prejudicial que o cigarro, mas por não ser capaz de filtrar a fumaça. Proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas; contidas no tabaco como o alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono pode ser mais perigoso. d) Pilates e RPG, são dois ―métodos‖ muito utilizados para prevenção ou correção de lesões, o primeiro é indicado para pessoas que não têm patologias como forma de condicionamento físico. Enquanto o segundo é voltado para patologias relacionadas à coluna ou outros desvios. e) Pilates e RPG são dois ―métodos‖. Muito utilizados para prevenção ou correção de lesões, o primeiro é indicado para pessoas, que não têm patologias, como forma de condicionamento físico. Enquanto o segundo é voltado para patologias relacionadas à coluna, ou outros desvios.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 82 As questões 18 e 19 referem-se aos enunciados das alternativas da questão anterior (17) e poderão ajudá-lo/ajudá-la a compreender os textos e a confirmar se a alternativa que assinalou na questão 17 está correta. 18. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) No enunciado das alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17, há orações reduzidas. Assinale a alternativa que apresenta a informação verdadeira sobre a respectiva oração: a) A oração reduzida de infinitivo ―por não ser capaz‖ introduz, no período, ideia de explicação, classificando-se como subordinada adjetiva explicativa. b) A oração ―de filtrar a fumaça‖ é subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. c) A oração reduzida de gerúndio ―proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas‖ indica causa, classificando-se como subordinada adverbial causal. d) Por seu sentido generalizante, a oração reduzida de particípio ―contidas no tabaco‖ pode ser classificada como subordinada adjetiva explicativa. e) As orações ―por não ser capaz‖ (reduzida de infinitivo) e ―proporcionando um consumo maior das substâncias nocivas‖ (reduzida de gerúndio) introduzem ideias de causa e consequência, respectivamente. Ambas são subordinadas adverbiais. 19. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Agora considerando os enunciados de todas as alternativas da questão 17 e observando as relações de concordância, assinale a alternativa que apresenta a informação correta ou verdadeira: a) Nas alternativas ―A‖, ―B e ―C‖ da questão 17, há um erro de concordância: o verbo ―pensar‖ deveria estar no plural (―pensam‖) para concordar com ―pessoas‖. b) Nas alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17, usou-se o singular em ―pode‖ e ―perigoso‖ para concordar com ―monóxido de carbono‖. c) Nas alternativas ―D‖ e ―E‖ da questão 17, a palavra ―utilizados‖ está no masculino plural para concordar com ―métodos‖. d) Nas alternativas ―D‖ e ―E‖ da questão 17, a palavra ―utilizados‖ está no plural para concordar com os núcleos do sujeito composto a que se refere. e) A palavra ―contidas‖ (alternativas ―A‖, ―B‖ e ―C‖ da questão 17) deveria estar no masculino singular para concordar com ―tabaco‖. 20. (Agente Fiscal de Meio Ambiente/Engenharia Eletricista PMCG/MS – 2016 – (NS)) Observadas as normas ortográficas para o uso de hífen, a alternativa correta é: a) salário-família; mal-humorado; bemaventurado; sócio-econômica; portaluvas. b) base; inter-relações; portagarrafas; co-responsabilidade; autorretrato. c) salário-reclusão; bem-humorado; porta-soro; sócio-gerente; malvestido. d) porta-aviões; portassoro; malentendido; mal-limpo; bem-mandado. e) pseudo-história; auto-sustentável; portasseringas; salário mínimo; predatado.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 83 PROVA 3 PREFEITURA MUNICIPAL DE NIOAQUE – MS – 2016 Faltam 3 minutos para o Apocalipse, dizem os cientistas Simbólico ―relógio do Apocalipse‖ é adiantado para 23h57. Horário é o mais crítico em mais de 30 anos Cientistas da Bulletin of the Atomic Sciences adiantaram o simbólico "Relógio do Apocalipse" para 23h57. Quanto mais próximo da meia-noite, mais perto estamos da extinção da humanidade. O horário é um dos mais críticos de todos os tempos, igualando 1984, quando se temia uma possível guerra nuclear causada pela Guerra Fria. Há mais de um motivo para justificar o novo horário, mas a manutenção e a produção de armas nucleares ainda é o fator mais propício a nos levar ao fim definitivo. O boletim aponta que, apesar de o Ocidente dar atenção apenas às movimentações nucleares da Coréia do Norte e do Irã, outras 20 nações possuem capacidade, ou intenção, de construir material bélico nuclear. Até o Brasil, suspeito de tentar elaborar uma arma nuclear em 2010, é citado na avaliação. "Enquanto armas nucleares forem tratadas como formas legítimas de segurança nacional, toda a humanidade permanecerá sob o risco da tecnologia mais perigosa que existe na face da Terra", diagnostica o órgão. Apesar de países emergentes no ramo nuclear serem uma preocupação, o comunicado também mira em velhos conhecidos. Rússia, Estados Unidos, França, e Reino Unido continuam a modernizar seus arsenais nucleares, mesmo sem qualquer justificativa. Além disso, esses países apresentam novas formas de tecnologia para fins militares, principalmente de espionagem. Outro risco apontado pelo Bulletin são as mudanças climáticas. O órgão alerta sobre o clima desde 2007 (quando o relógio batia a sete minutos para meia noite), mas acredita que os esforços de líderes mundiais foram ineficazes desde então. "Tudo o que foi feito até agora se mostrou insuficiente para frear o aquecimento global", diz o novo manifesto. Na última semana, pesquisadores da Nasa e Noaa (a agência americana de oceanos e atmosfera) afirmaram que 2015 foi o ano mais quente da história - e a previsão é que 2016 seja ainda mais quente. O "Relógio do Apocalipse"foi idealizado em 1947 como um símbolo para alertar a sociedade sobre uma possível catástrofe nuclear. Naquela época, com o mundo recém-saído da Segunda Guerra e dois anos após os bombardeios nucleares contra Hiroshima e Nagazaki, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite. Até hoje, foram 22 ajustes. O horário 23h57 já havia sido marcado em 1949, quando a URSS testou sua primeira bomba atômica. Em 1953, quando Estados Unidos e União Soviética fizeram os primeiros testes com bombas de hidrogênio, o relógio chegou a 23h58, o mais tarde que já foi registrado. Com o fim da Guerra Fria, o relógio se distanciou da meia-noite, adiantando-se para 23:43 em 1991. Mas, de lá para cá, com a disseminação de arsenais nucleares por países cada vez menos confiáveis e o aprofundamento das mudanças climáticas, ele só andou para frente. Disponível em: <http://super.abril.com.br/cotidiano/faltam-3-minutos-para-o-apocalipse-dizem-cientistas.Acesso em: 05/03/2016. 1. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) De acordo com o texto, é INCORRETO: a) O horário atual, 23h57, não é inédito; b) De acordo com o texto já estivemos a 2 minutos do fim do mundo; c) A última mudança no relógio foi em 1991; d) A primeira hora marcada no ―Relógio do Apocalipse‖ foi 23h53. 2. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Considere as afirmativas: I) De acordo com o texto, o ―relógio do Apocalipse‖ existe a quase 70 anos, foi pensado para alertar, simbolicamente, a sociedade para uma possível catástrofe nuclear. II) O aquecimento global é o principal fator para a movimentação do ―Relógio do Apocalipse‖, de acordo com os cientistas. III) As armas nucleares são necessárias para a segurança nacional, de acordo com o texto. IV) A propagação de materiais de guerra nuclear e as mudanças climáticas são fatores que provocam o adiantamento do ―Relógio do Apocalipse‖. Estão CORRETAS as afirmativas: a) I e II; b) II e III; c) I e IV; d) I, III e IV.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 84 3. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Em ―Há mais de um motivo para justificar o novo horário, mas a manutenção e a produção de armas nucleares ainda é o fator mais propício a nos levar ao fim definitivo.‖, é CORRETO afirmar sobre a palavra em destaque: a) Trata-se de uma conjunção coordenativa conclusiva e pode ser substituída por ―portanto‖ sem alteração de sentido; b) è uma conjunção coordenativa adversativa que pode ser substituída por ―todavia‖ sem mudar o sentido do texto. c) Trata-se de uma conjunção coordenativa explicativa, substituí-la por ―pois‖ não altera o sentido do período. d) É uma conjunção coordenativa aditiva, a substituição por ―e‖ não compromete o sentido do período. 4. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre a análise sintática do período ―Horário é o mais crítico em mais de 30 anos‖, é CORRETO afirmar: a) O verbo de ligação é o núcleo do predicativo; b) O termo ―crítico‖ exerce a função de predicativo do sujeito; c) Trata-se de um predicativo verbo-nominal; d) ―o mais crítico‖ tem função de objeto direto. 5. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Em ―Apesar de países emergentes no ramo nuclear serem uma preocupação, o comunicado também mira em velhos conhecidos.‖, sobre a expressão em destaque é CORRETO afirmar. a) A forma correta é ―a pesar de‖; b) Trata-se de um advérbio que transmite ideia contrária; c) ―Não obstante‖ é o antônimo da expressão destacada; d) A expressão é uma locução prepositiva com o mesmo sentido de ―ainda que‖. 6. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Quanto à acentuação gráfica estão corretas as afirmativas, EXCETO: a) Em ―de lá para cá‖ há dois monossílabos tônicos; b) As palavras ―simbólico‖ e ―símbolo‖ recebem acento gráfico porque são proparoxítonas; c) As palavras ―recém‖ e ―também‖ são acentuadas graficamente em razão da mesmo regra, são oxítonas terminadas em ―em‖; d) A palavra ―países‖ é acentuada graficamente por ser uma paroxítona terminada em ―e‖ seguida de ―s‖. 7. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise as afirmativas: I) Na palavra ―mudança‖ há um dígrafo vocálico. II) Em ―preocupação‖ há um encontro consonantal, um hiato e um ditongo nasal. III) A palavra ―meia‖ possui um ditongo e um hiato, respectivamente. IV) ―climáticas‖ e ―símbolo‖ possuem encontros consonantais em ―cl‖ e ―MB‖. É CORRETO afirmar que: a) Todas as afirmativas estão corretas; b) Estão corretas as afirmativas I, II e III; c) Estão corretas as afirmativas III e IV; d) Estão corretas as afirmativas II, III e IV. 8. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise asa afirmativas e assinale a INCORRETA. a) A palavra ―quente‖ possui 6 letras e 4 fonemas; b) No trecho ―Além disso, esses países apresentam novas formas de tecnologias para fins militares‖, a vírgula foi usada para isolar uma locução adverbial; c) A palavra ―diagnostica‖ é o feminino do substantivo masculino diagnóstico; d) Há na palavra ―ineficazes‖ um prefixo que atribui ao radical sentido contrário. 9. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) A separação silábica está incorreta na alternativa: a) In – su – fi – cien – te; b) Ór - gão; c) Nu – cle – ar; d) At – mos – Fe – Ra.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 85 10. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque - MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa em que TODAS as palavras possuem ditongo decrescente: a) Tecnologia, países, andou. b) História, confiáveis, nucleares; c) Soviética, saído, causada; d) Meia, noite, primeira. 11. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre o uso do acento grave, indicativo de crase, está incorreta a alternativa. a) A aula terminará às 22h; b) Chegaremos após às 14h; c) A reunião está marcada para as 8h30min; d) Estou esperando-a desde as 18h. As questões 12 a 14 referem-se ao texto que segue. ―Muitas crenças ______________ são bem peculiares. Na Turquia, não se deve mascar chiclete _______, _______ ele se transformará na carne dos mortos. Os italianos acham que ver freiras dá ____; para ucranianos, são os padres, mas só antes do ________.‖ (http://www.selecoes.com.br/dedos-cruzados) 12. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem CORRETAMENTE e respectivamente as lacunas do texto: a) Supersticiosas – a noite – porquê – azar – meio dia; b) Superstisiosas – à noite – por que – azar – meio dia; c) Supersticiosa – a noite – porque – asar – meio-dia; d) Supersticiosas – à noite - porque – azar – meio-dia. 13. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Sobre a questão anterior, NÃO está correta a explicação. a) Na primeira lacuna a palavra correta é ―supersticiosas‖ porque concorda em gênero e número com ―Muitas crenças‖; b) Na segunda lacuna a forma correta é a ―à noite‖, pois toda locução adverbial recebe o acento grave indicativo de crase; c) Na terceira lacuna o correto é ―porque‖, esta forma é equivalente a pois e foi utilizado para uma explicação; d) Na última coluna a forma correta é ―meio-dia‖, uma vez que se trata de um substantivo composto por justaposição das palavras ―meio‖ e ―dia‖. 14. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Analise as afirmativas e assinale a CORRETA. a) ―crendice‖ e ―superstição‖ são palavras antônimas; b) Em ―ele se transformará na carne dos mortos.‖, o pronome destacado refere-se a ―mascar‖; c) No texto, o termo ―que‖, em destaque no texto, exerce a função conjunção integrante; d) O verbo ―transformará‖ está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo. 15. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nioaque-MS - 2016 – (NS)) Quanto à concordância está CORRETA a alternativa: a) Cerca de 170 mil casos de dengue já foi registrado este ano no Brasil; b) Houveram diminuições de 80% nos casos graves de dengue; c) 100% da população precisam ajudar na eliminação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti; d) Portugal foi um dos países que conheceram a dengue este ano.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 86 PROVA 4 PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ALVORADA DO SUL – MS – 2016 As questões 01, 02 e 03 referem-se ao seguinte texto: Nas avaliações oficiais da qualidade do ensino oferecido no Brasil, os índices ___________ não _____ atingido o esperado. Além disso, revelam que um número significativo de crianças que ____________ as aulas não _______ resultados satisfatórios de aprendizagem. Para transformar esse quadro, programas para formação de professores _____ sendo ____________ pelo governo. Durante as capacitações, os professores comentam que querem __________ tudo o que for possível sobre dificuldades de aprendizagem, na expectativa ________ as informações oferecidas nos cursos os conduzam a entender muitas questões _________ ainda não tenham familiaridade. 1. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as relações de concordância e regência e o uso de parônimos, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: a) auferidos; tem; frequenta; obtém; vem; oferecidos; absorver; que; onde. b) aferidos; têm; frequenta; obtêm; vêm; oferecidos; absolver; que; no qual. c) auferidos; têm; frequentam; obtêm; vêm; oferecido; absorver; de que; que. d) aferidos; têm; frequentam;, obtém; vêm; oferecidos; absorver; de que; com que. e) auferidos; têm; frequenta; obtém; vem; oferecido; absolver; que; na qual. 2. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Quanto ao emprego das classes das palavras destacadas, a alternativa correta é: a) qualidade = adjetivo. b) esperado = verbo. c) esperado = substantivo. d) o = artigo definido. e) os = artigo definido. 3. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) O comentário verdadeiro sobre o emprego de tempos e modos verbais está na alternativa: a) Tanto em "revelam" (primeiro parágrafo) quanto em "comentam" (ultimo parágrafo), o autor presentifica fatos já concluídos, mas que ocorreram em um passado próximo. b) Tanto em "querem" quanto em "for" (último parágrafo) foi usado o futuro do subjuntivo para indicar possibilidade. c) Nas formas "querem" e "conduzam" (último parágrafo), ambas no presente, foram usados modos verbais diferentes (indicativo e subjuntivo, respectivamente) para produzir o mesmo efeito de processos habituais, de modo que a segunda forma poderia ser substituída por "conduzem". d) Em "revelam" (primeiro parágrafo) e em "comentam" (último parágrafo), o presente do indicativo representa o agora, ou seja, um fato simultâneo ao momento em que o texto é produzido. e) Para representar o processo como possibilidade ('vir a ter'), o autor emprega do subjuntivo em "tenham" (último parágrafo); se a pretensão fosse representá-lo como um fato, como verdade, teria empregado o presente do indicativo ─ "têm" ─, que também seria correto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 87 As questões de 04 a 07 referem-se ao seguinte texto: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Pesquisas revelam que aproximadamente 40% da população mundial _______ em regiões _________ a oferta anual de água potável é menor que 1700 metros cúbicos por habitante, índice mínimo apresentado como seguro pela ONU. No Brasil, o tema é recorrente e, há alguns meses, intensificou -se sua discussão. Constatou-se que a falta de planejamento e discussão do problema _____________ para que, após um grande período de seca, os reservatórios de água, sobretudo nas metrópoles, reduzissem drasticamente os volumes, implicando ____ necessidade de racionamento. O problema da escassez desse recurso tão vital ultrapassa os interesses e necessidades individuais, atingindo ________ coletividade, influenciando negativamente ____ economia e afetando a qualidade de vida de gerações futuras. Persiste, porém, a pergunta que ninguém ainda se dignou a responder: O que eu posso f azer par a c ontri buir _ ___ __ minh a comu ni dade na pr eser vaç ão desse bem? (Adaptado do texto "A escassez na abundância". por Marcus V. de A. Rol). 4. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as relações de coesão, concordância e regência bem como o emprego de pronomes relativos e formas variantes, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto: a) vivem; onde; concorreu; a; toda a; a; com. b) vive; aonde; concorreram; na; toda, na; para. c) vive; que; concorreram; na; toda a; a; para. d) vivem; na qual; concorreu; na; toda a; na; com. e) vive; cuja; concorreram; a; toda a; na; com. 5. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Sobre períodos compostos e orações reduzidas, está correta a informação contida na alternativa: a) No primeiro parágrafo, a terceira oração (l. 2-3) é subordinada adjetiva e introduz sentido de generalização, criando o pressuposto de que o mencionado índice de oferta de água aplica-se a todas as regiões. b) No segundo período do segundo parágrafo, a oração que completa o sentido de "Constatou-se" (l. 5-6) classifica- se como subordinada substantiva subjetiva. c) No segundo período do segundo parágrafo, a oração que completa o sentido de "Constatou-se" (l. 5-6) classifica- se como subordinada substantiva objetiva direta. d) A última oração do segundo parágrafo (l. 7-8) é reduzida de gerúndio e introduz, no período de que faz parte, ideia de causa. e) A penúltima oração do segundo parágrafo (l. 6-7) classifica-se como subordinada adverbial final. 6. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Consideradas as relações de coesão, assinale a alternativa que traz a correta correspondência entre os termos: a) "tema" (l. 4) retoma "população mundial" (l. 1). b) "sua" (l. 4) retoma "água potável" (l. 2). c) "problema" (l. 5) retoma "água potável" (l.2). d) "recurso" (l. 9) e "bem" (l. 14) retomam "água" (l. 6). e) ―bem" (l. 14) refere-se a "economia" (l. 11). 7. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Sobre funções da linguagem e tipologias textuais, predominam no texto: a) Função referencial e sequências expositivas ou dissertativas. b) Função conativa e sequências dialogais. c) Função metalinguística e sequências descritivas. d) Função referencial e sequências narrativas. e) Funções conativa e emotiva e sequências instrucionais ou injuntivas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 88 8. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Os enunciados desta questão foram todos adaptados da revista Dossié Super Interessante, "Detox", edição 357-A, fev. 2016, p. 11. Assinale a alternativa em que NÃO há erro de pontuação: a) Algumas toxinas são flagradas pelas células das paredes do intestino que impedem sua entrada no metabolismo, é o que acontece quando você come aquela maionese suspeita; que confirmando o temor está intoxicada com salmonela. b) Algumas toxinas, flagradas pelas células das paredes do intestino que impedem a sua entrada no metabolismo. É o que acontece, quando você come aquela maionese suspeita, que, confirmando o temor, está intoxicada com salmonela. c) Cada segmento do intestino, é especializado na absorção de determinada substância; há áreas, que capturam o ferro, outras o ácido fálico, etc. As células das paredes do intestino, puxam essas substâncias que são jogadas, na corrente sanguínea. d) Cada segmento do intestino é especializado, na absorção de determinada substância, há áreas que capturam o ferro, outras o ácido fálico, etc, as células das paredes do intestino, puxam essas substâncias que, são jogadas na corrente sanguínea. e) Cada segmento do intestino é especializado na absorção de determinada substância: há áreas que capturam o ferro, outras, o ácido fálico etc. As células das paredes do intestino puxam essas substâncias, que são jogadas na corrente sanguínea. As questões 09 e 10 incidem sobre os enunciados da questão anterior (questão 08) e, concorrendo para sua compreensão, avaliam conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto para esta prova. 9. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre compreensão de textos e períodos compostos, incluindo orações reduzidas. Assinale a alternativa que traz a informação verdadeira ou correta sobre o respectivo item: a) A oração subordinada reduzida de gerúndio "confirmando o temor" (alternativas A e B da questão 08) é de natureza adverbial e introduz, no período, ideia de condição. b) A oração subordinada reduzida de gerúndio "confirmando o temor' (alternativas A e B da questão 08) é de natureza adverbial e introduz, no período, ideia de causa. c) A oração "que são jogadas na corrente sanguínea" (alternativas C, D e E da questão 08) tem valor explicativo e generalizante (aplica-se a todas "essas substâncias"). d) A oração "que são jogadas na corrente sanguínea" (alternativas C, D e E da questão 08) tem valor restritivo, aplicando-se apenas a algumas "substâncias". e) A oração "que [...] está intoxicada com salmonela" (alternativas A e B da questão 08) tem valor restritivo, pois aplica-se apenas a "maionese". 10. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Nesta questão, o foco são apenas as alternativas A e B da questão 08, avaliando-se conhecimentos sobre coesão, emprego de parônimos: a) Coesão: Os pronomes "que" e "sua",em "que impedem a sua entrada" referem-se, ambos, a "células das paredes dointestino". b) Coesão: Os pronomes "que" e "sua", em "que impedem a sua entrada". referem-se, respectivamente, a "células das paredes do intestino" e "Algumas toxinas". c) Coesão: Os pronomes "que" e "sua", em "que impedem a sua entrada", referem-se, respectivamente, a "células das paredes do intestino" e "você". d) Emprego de parônimos: a palavra "flagradas" foi indevidamente empregada; o correto seria "fragradas". e) Coesão/concordância: em "que impedem", o verbo deveria estar no singular, pois o pronome "que" refere-se a "intestino". 11. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) Observando as normas ortográficas em vigor, assinale a alternativa correta: a) autorrecuperação; altorrelevo; portabandeira; retroescavadeira; paranoia. b) decibéis; assembleia; anti-herói; sub-região; microrregião. c) auto-recuperação; superresistente; auto-explicativo; intersetorial. d) autoatendimento; microorganizações; co-herdeiro; baiúca; saúde. e) socialdemocracia; sociofamiliar; inter-regional; decibeis; alto-relevo. 12. (Enfermeiro – Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul-MS - 2016 – (NS)) O emprego (presença ou ausência) do "acento" indicativo de crase está correto na alternativa: a) O piloto liderou a prova de ponta a ponta, mas está sujeito a desclassificação por desrespeito a algumas regras. Também deverá haver punição à sua equipe. b) O piloto liderou a prova de ponta à ponta, mas está sujeito a desclassificação por desrespeito à algumas regras. Também deverá haver punição à sua equipe. c) O piloto liderou à prova de ponta à ponta, mas está sujeito à desclassificação por desrespeito a algumas regras. Também deverá haver punição a sua equipe. d) A espera por atendimento em unidades públicas de saúde, dezenas de pacientes têm perdido de uma à quatro horas. O pior é quando o que se perde é a vida. e) À espera por atendimento em unidades públicas de saúde, dezenas de pacientes têm perdido de uma à quatro horas. O pior é quando o que se perde é a vida.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 89 PROVA 5 PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRILHANTE – MS – 2016 As questão de 01 a 04 referem-se ao seguinte texto: O fenômeno da globalização econômica implicou uma série de mudanças na sociedade, seja em seu âmbito interno, seja externamente, influenciando, em especial, o poder regulador do Estado. Apesar da rapidez dessas transformações sociais e de sua abrangência, deve-se considerar que, em qualquer sociedade, independente do momento histórico, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social. (Adaptado [da p. 52] do artigo: CARIOCA, Paulo C. de A. As mudanças do papel regulador do Estado em face da globalização. Revista do TCU, nº 82, out-dez.1999, p. 39-69). 1. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Analisadas as relações de coesão referencial estabelecidas no texto, é correto afirmar: a) Os pronomes "seu" e "sua" referem-se a "fenômeno". b) Os pronomes "seu" e "sua" referem-se, respectivamente, a ―fenômeno" e ‖sociedade‖. c) O pronome "seu" refere-se a "globalização"; "sua" refere-se a "Estado". d) O pronome "algo" retoma "momento histórico‖. e) O pronome "seu" refere-se a "sociedade", enquanto "sua" refere-se a "transformações sociais". 2. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que traz o comentário verdadeiro ou correto sobre as relações de regência estabelecidas no texto: a) Como o verbo "implicar‖, no sentido em que foi empregado, é transitivo indireto, o correto seria usar a preposição "em" antes de "uma série de mudanças". b) Como o verbo "influenciar" é transitivo indireto, seu complemento deveria estar introduzido por preposição. c) Por serem os verbos ―implicar" (no sentido em que foi empregado) e "influenciar' transitivos diretos, seus complementos não regem preposição. d) Como o verbo "influenciar" é transitivo indireto, usou-se corretamente a preposição "em‖ para introduzir seu complemento "em especial‖. e) Em ―inerente ao‖, usou-se indevidamente a preposição "a". 3. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre distintos itens do conteúdo previsto para esta prova. Assinale a alternativa que traz a informação correta ou verdadeira sobre o respectivo item: a) Compreensão de texto: A oração 'influenciando, em especial, o poder regulador do Estado‖ introduz ideias de tempo e causa. b) Ortografia: a palavra "Estado" deveria ter sido grafada com inicial minúscula, pois as normas ortográficas em vigor determinam o uso de inicial minúsculas em todos os vocábulos de uso corrente. c) Compreensão de texto: A palavra ―como" introduz, no texto, ideia de comparação. d) Períodos compostos: A última oração do segundo período classifica-se como subordinada substantiva subjetiva. e) Períodos compostos: A última oração do período classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta. 4. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) A classe se das palavras está corretamente indicada na alternativa: a) interno e independente: adjetivos. b) externamente e independente: advérbios. c) interno e rapidez: adjetivos. d) globalização e regulador: substantivos. e) seja e poder: verbos.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 90 Considere os três pequenos textos a seguir para responder às questões de 05 e 07: i) Ao ser interrogado, respondeu primeiramente que, percebendo a aproximação do veículo em altíssima velocidade, só pôde pedir a Deus que o salvasse da morte. ii) Percebendo que os vários veículos vinham em altíssima velocidade e quase emparelhados, chegou à conclusão de que se tratava de um ―racha‖. iii) Durante palestras sobre trânsito, o experiente policial pede aos país de alunos que, percebendo dois ou mais veículos em alta velocidade trafegando pela grande avenida do bairro, acionem a policia. 5. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Sobre períodos compostos, a alternativa que apresenta informação verdadeira ou correta é: a) As orações "que o salvasse de morte, em i), e "que acionem a polícia‖, em ii), são subordinadas substantivas objetivas diretas. b) Em i), há uma oração subordinada adjetiva restritiva; em ii), há uma oração coordenada conclusiva. c) Em i), há uma oração subordinada adjetiva explicativa. d) Em ii), a oração "de que se tratava de um 'racha"' classifica-se como subordinada substantiva objetiva indireta. e) Os três textos são organizados em um único período, composto por coordenação. 6. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Analisadas as orações reduzidas que compõem os três textos, é verdadeiro o comentário contido na alternativa: a) Todas introduzem, no respectivo período, sentido de tempo. b) Em i), a primeira oração é reduzida de infinitivo: em iii), a última é reduzida de gerúndio. Ambas são adverbiais temporais. c) Em ii), a oração de gerúndio introduz ideia de consequência. d) Todas as reduzidas de gerúndio são subordinadas, sendo três adverbiais e uma adjetiva restritiva. Em i), o sentido que prevalece é de tempo; em ii), além do sentido de tempo há o de causa; em iii), o sentido que prevalece em "percebendo dois ou mais veículos em alta velocidade" é de condição. e) A oração "trafegando pela grande avenida do bairro" veicula ideia de proporção. 7. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Esta questão avalia conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto em edital. Assinale a alternativa que traz a informação correta ou verdadeira sobre o respectivo item: a) Emprego de tempos e modos verbais: Em iii), o uso do presente do indicativo (―pede‖) produz efeito de sentido de processo habitual. b) Compreensão de texto: se, em i), mudarmos de posição a palavra ―só‖, deslocando-a para depois da palavra "Deus" ou da palavra "salvasse", não haverá alteração de sentido. c) Emprego de classes de palavras: em i), a palavra "só" comporta-se como adjetivo. d) Acentuação: a forma verbal "pôde" não precisaria estar acentuada, pois, segundo as normas ortográficas em vigor, o acento diferencial tornou-se facultativo. e) Emprego de tempos e modos verbais: Em iii), o presente do indicativo ("pede") representa um fato simultâneo ao momento em que o texto é produzido, enquanto o presente do subjuntivo ("acionem") expressa futuro. 8. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) Assinale a alternativa que NÃO apresenta erro de pontuação e emprego de formas variantes ou homônimas: a) Especialistas de todo mundo, garantem; fique a obesidade é o maior problema de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Sendo também um preocupante fator de risco para a progressão de alguns tipos de câncer. b) Especialistas de todo o mundo garantem que a obesidade, é o maior problema de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento sendo também, um preocupante fator de risco para a progressão de alguns tipos de câncer. c) Especialistas de todo o mundo garantem que a obesidade é o maior problema de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo também um preocupante fator de risco para a progressão de alguns tipos de câncer. d) Acho que, já lhe perguntei mais de cem vezes porquê você não põe a roupa suja no cesto...Não me lembro, entretanto nem de ter ouvido uma resposta. e) Acho que já lhe perguntei mais de cem vezes, por que você não põe a roupa suja no cesto? Não me lembro entretanto, nem de ter ouvido uma resposta.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 91 9. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) A concordância está correta na alternativa: a) Não consigo adivinhar o que contém estes envelopes tão peculiares. Só posso dizer que, da última vez que abri outros semelhante, haviam cartas de cobrança e, anexo as cartas, cópias de cheques. b) Não consigo adivinhar o que contêm estes envelopes tão peculiares. Só posso dizer que, da última vez que abri outros semelhantes, havia cartas de cobrança e, anexas às cartas, cópias de cheques. c) Não consigo adivinhar o que contém estes envelopes tão peculiar. Só posso dizer que, da última vez que abri outros semelhante, havia cartas de cobrança e, anexa às cartas, cópias de cheques. d) Restava apenas dez minutos para expirar o prazo de entrega da Declaração, mas ainda faltava mais de quinze itens para lançar. e) Não se pode descartar quaisquer hipóteses neste caso. A mais forte delas é a de que havia mais pessoas envolvida. 10. (Enfermeiro-Equipe ESF – Prefeitura Municipal de Rio Brilhante-MS - 2016 – (NS)) O uso de homônimos e/ou parônimos está correto na alternativa: a) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não taxá-lo de incipiente. b) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não tachá-lo de insipiente. c) Mesmo constatando a completa ignorância do candidato sobre o tema, o entrevistador preferiu não tachá-lo de incipiente. d) O presidente explicou que, para além da competência e da descrição, a principal característica de uma comissão examinadora é a imparcialidade. Assim, não pode haver interseção dos membros em favor deste ou daquele candidato. e) Qualquer tentativa de intercessão de membro de banca em favor de um candidato pode por em cheque os princípios da discrição e da imparcialidade.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 92 PROVA 6 PROFESSOR-EDUCAÇÃO INFANTIL- SEMED-CG/MS – 2016 As questões de 01 a 05 referem-se ao texto a seguir. O texto apresenta algumas lacunas (l.5, l.16, l.18 e l.26), de cujo preenchimento depende a resposta à questão 01: A vida é uma mercadoria 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Talvez você nem perceba, mas, de tão comum que se tornou, consumir para ter saúde até parece natural. Mas não deveria... Segundo D. Portugal (2012), ― a centralidade do esforço de permanecer belo, jovem, magro e feliz por muito tempo, no conjunto das preocupações existenc iais dos indivíduos, ajuda a explicar _______ a indústria farmacêutica ____ ter crescido tanto nos últimos 30 anos‖. Só em 2012, conforme dados da Abradilan, os fármacos alcançaram u m f a tu r a men t o d e R $ 4 9 ,6 bi lh õ es , o qu e r e pr e sen t a u m c r e sc i me n t o d e 1 5 ,8 % e m relação ao ano anterior. Os genéricos também tiveram desempenho positivo nesse mesmo período: o faturamento chegou aos R$11,1 bilhões, apontando crescimento d e 2 6 , 8 % . J á o s m e d i c a m e n t o s d e f o r m a g e r a l , e m v o l u m e s d e u n i d a d e s d e me d i c a me n t o s , ti v er a m, e m 2 0 1 2 , c r e sc i me n t o d e 1 0 ,6 % en qu a n to o s g ené r i c os cresceram 16,7%, ambos em rel ação a 2011. E m 1 9 9 1 , L ef è v r e , p es q u i s a d or d a F ac u l da d e d e S aú de P ú b li c a d a U S P , afirmava que, do ponto de vista do sistema produtivo, a saúde era um dos valores a ser retificado em mercadorias ou serviços, _______ uso implicava __ posse do valor c onsu mi do. O pesquisador j á aler tava par a algo qu e viri a a ser c ompr ovado: ―os indivíduos _____ saúde pelo consume, direto ou indireto, de algum tipo de produto ou serviço considerado, c om base ou não em critérios técnicos, como produtor ou indutor externo de saúde ou de proteção contra doenças‖. M ai s r ec en t e me n te , o u tr o pe s qu i s a d or da U S P (R i bei r ã o Pr e to ), E d w a r d Meirelles de Oliveira, em sua tese de dou toramento sobre o SUS, concluiu qu e ―o p r i nc i p al i n ter es s e da s p o l í ti c as pú b li c as d e s aú d e n o Br a si l é o lu c r o , o u sej a , a saúde como mercadoria ou negócio‖. Na prática, o que isso significa? O pesquisador explica que a maneira como a s a ú d e v e m s e n d o a s s o c i a d a a u m b e m c o n s u m í v e l , _ _ m e r c a d o r i a , a c a b a p o r r eduzi r os c onc ei tos qu e a levam a ser compr eendi da c omo dir ei to. E i sso é u m c o m p l i c a d o r , e s p e c i a l m e n t e p a r a f a m í l i a s d e b a i x a r e n d a , q u e d e p e n d e m exclusivamente da assistência pública. Assim, a saúde não só em representado um negócio de interesse ao grande complexo industrial da saúde, mas também está no imaginário das pessoas como algo que deve ser adquirido por um preço, quando deveria ser entendida como uma conquista pública. Nada contra uma geração absurdamente fitness, mas está na hora de pensar mais para agir com mais capacidade de efetuar transformações positivas por si, por sua família e pela sociedade. Seja um sujeito mais atuante no controle da sua saúde ─ e n ã o à m e r c ê d e t e n d ê n c i a s e m e r a s i n s i n u a ç õ e s d e u m m e r c a d o q u e transformou a saúde em mais um objeto da cultura capitalista. Fragmento do texto ―A saúde que cabe no bolso‖, escrito por Ágatha Lemos, publicado em Vida e saúde, Tatuí: CPB, ano 78, nº 3, p. 34-36, março-2016. Com supressões e adaptações). 1. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Observando a grafia e uso de hormônios ou formas variantes, a acentuação, o emprego das classes (pronomes relativos) e as relações de regência (incluindo crase) e concordância, assinale a alternativa que preenche corretamente as seis lacunas do texto: a) por que; pôde; em que; na; obtêm; à. b) porque; pode; na qual; a; obtém; à. c) porquê; pôde; o qual; na; obtêm; a. d) porque; pode; no qual; na; obtém; a. e) por que; pôde; cujo; a; obtêm;a.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 93 2. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A compreensão de textos depende, entre outros fatores, da identificação de sentidos de palavras, expressões ou construções e recursos linguísticos. Assinale a alternativa em que a informação a esse respeito è verdadeira: a) A palavra ―até‖ (l.2) veicula sentido de deslocamento espacial. b) A oração ―que dependem exclusivamente da assistência pública‖ (l.28-29) introduz, no período de que faz parte, ideia de restrição. c) A oração ―que dependem exclusivamente da assistência pública‖ introduz, no período de que faz parte, sentido de generalização. d) A palavra ―já‖ tem o mesmo sentido (tempo passado) nas duas ocorrências textuais (l.11 e l. 17). e) O uso do travessão em ―─ e não à mercê de tendências [...]‖ (l.37) indica mudança de interlocutor. 3. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Sobre gêneros e tipologias textuais e funções da linguagem, a alternativa que apresenta informação pertinente é: a) O texto apresenta características de artigo de opinião e nele prevalecem sequências informativas e dissertativas. A função da linguagem predominante é a referencial. b) Articulado em sequências predominantemente descritivas e caracterizado pelo predomínio da função conativa, o texto pode ser enquadrado no gênero editorial. c) Com predomínio de traços de texto publicitário e da função conativa, o texto articula-se em sequências injuntivas e dialogais. d) Predominam no texto: características de artigo de divulgação científica, função metalingüísticas e sequências narrativas. e) Com predomínio de sequências instrucionais e função fática, o texto enquadra-se no gênero propaganda. 4. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A Análise das relações de coesão concorre, ao lado de outros fatores, para a compreensão ou interpretação de textos. Assim, assinale a alternativa que traz o comentário verdadeiro sobre o texto em foco: a) Não é possível identificar o que se tornou ―tão comum‖ (l.1). b) No ―conjunto das preocupações existenciais dos indivíduos‖ (l.4-5), ―o esforço de permanecer belo, jovem, magro e feliz por muito tempo‖ (l.3-4) ocupa lugar central. c) O enunciado ―no conjunto das preocupações existenciais dos indivíduos‖ (l.4-5) retoma ―tempo‖ (l.4). d) O pronome ―isso (l.25) retoma ―mercadoria ou negócio‖ (l.24). e) O pronome ―isso‖ (l.27)retoma ―ser compreendida como direito‖ (l.27). 5. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A(s) classe(s) das palavras está(ao) corretamente indicada(s) na alternativa: a) ―jovem‖ (l.4) e ―genéricos‖ (l.9) = substantivos. b) ―indutor‖ (l.20) e ―interesse‖ (l.23) = adjetivo e substantivo, respectivamente. c) ―consumo‖ (l.18) e ―complicador‖ (l.28) = substantivo e adjetivo, respectivamente. d) ―mais‖, em ―pensar mais‖ (l. 34-35) e em ―mais capacidade‖ (l.35) = advérbio e pronome, respectivamente. e) ―conquista‖ (l.33) e ―controle‖ (l.36) = verbo e substantivo, respectivamente. 6. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) A pontuação está correta na alternativa: a) A busca de saúde e bem-estar é um valor muito marcado em nossa era, para gerações mais recentes, gente que nasceu nesse contexto pode parecer que, a saúde sempre teve esse status, sendo naturalizada como bem inestimável. b) A busca de saúde e bem-estar é um valor muito marcado em nossa era. Para gerações mais recentes, gente que nasceu nesse contexto, pode parecer, que a saúde sempre teve esse status. Sendo naturalizada como bem inestimável. c) A velhice para uns, ou longevidade para outros, já foi idealizada e também aviltada até a Idade Média. Por exemplo, os anciãos eram belos, bons e inspiradores. No entanto, os séculos 16 e 17, não foram tão promissores para o ancionato, e os ―velhos‖só voltaram a receber atenção no século 18. Quando a relação entre condições de vida e saúde, começou a ser estudada pela medicina. d) A velhice, para uns, ou longevidade, para outros, já foi idealizada e também, aviltada até a Idade Média, Por exemplo. Os anciãos eram belos, bons e inspiradores no entanto, os séculos 16 e 17, não foram tão promissores para o ancionato e os ―velhos‖, só voltaram a receber atenção no século 18, quando a relação entre condições de vida e saúde, começou a ser estudada pela medicina. e) A velhice (para uns) ou longevidade (para outros) já foi idealizada e também aviltada. Até a Idade Média, por exemplo, os anciãos eram belos, bons e inspiradores, no entanto, os séculos 16 e 17 não foram tão promissores para o ancionato, e os ―velhos‖só voltaram a receber atenção no século 18, quando a relação entre condições de vida e saúde começou a ser estudada pela medicina.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 94 7. (Professor-Educação Infantil- SEMED-CG/MS – 2016 – (NS)) Assinale a alternativa correta quanto à regência, ao uso do ―acento‖ indicativo de crase e à concordância: a) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos que, para responder as questões objetiva da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa haviam na área no momento do segundo gol do time visitante. b) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou aos alunos de que, para responder as questões objetivas da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa haviam na área no momento do segundo gol do time visitante. c) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou aos alunos de que, para responder às questões objetivas da prova, eles precisariam assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa havia na área no momento do segundo gol do time visitante. d) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos de que, para responder às questões objetivas da prova, eles precisariam assistir ao replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogadores de defesa havia na área no momento do segundo gol do time visitante. e) Concluída a explicação das regras de futebol, o professor de Educação Física informou os alunos que, para responder as questões objetivas da prova, eles precisaria assistir o replay do jogo. Júlio foi um dos poucos que conseguiu acertar a questão que perguntava quantos jogador de defesa haviam na área no momento do segundo gol do time visitante.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 95 PROVA 7 AGEPEN MS – SEGURANÇA E CUSTÓDIA – 2016 TEXTO I CONSUMIDOR QUE COMPRA PELA INTERNET TEM ASSEGURADO O DIREITO DE SE ARREPENDER Quem nunca se arrependeu de uma compra por impulso que atire o primeiro cartão de crédito. De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a situação é muito frequente, mas poucos consumidores sabem que podem desistir da aquisição e receber seu dinheiro de volta, sem ter de dar nenhuma explicação, se a compra tiver sido feita por telefone ou pela internet. É o chamado direito de arrependimento, garantido pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O dispositivo assegura que ―o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio‖. Seu parágrafo único estabelece que ―se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados‖. Vale ressaltar que o direito de arrependimento não se aplica a compras realizadas dentro do estabelecimento comercial. Nessa hipótese, o consumidor só poderá pedir a devolução do dinheiro se o produto tiver defeito que não seja sanado no prazo de 30 dias. Essa é a regra prevista no artigo 18 do CDC. Excerto extraído do sítio doSuperior Tribunal de Justiça. Disponíve em: http://stj.jusbrasil.com.br/noticias/185091718/consumidor-que-compra-pela- internet-tem-assegurado-o-direito-de-se-arrepender.Acesso em: 28 jan. 2016 As questões 01 e 02 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto I. 1. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA quanto à interpretação. a) Caso o consumidor venha a desistir de uma compra realizada por telefone, as empresas têm sete dias úteis para substituir o produto por outro de igual marca ou valor. b) Em caso de defeito, o consumidor virtual deverá primeiramente entrar em contato com o fabricante para verificar as condições da garantia contratada. c) O consumidor, brasileiro vem comprando cada vez mais produtos pela internei e, quase sempre, o produto apresenta algum tipo de irregularidade. d) O direito ao arrependimento é garantido ao consumidor que tenha realizado uma compra de forma não presencial desde que a solicitação de cancelamento da compra não exceda o prazo de reflexão. e) O número de reclamações sobre produtos adquiridos tem diminuído em virtude das campanhas de esclarecimento voltadas aos consumidores. 2. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale, também com base no texto 1, a alternativa em que se emprega a linguagem no sentido conotativo. a) De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a situação é muito frequente, mas pouco consumidores sabem que podem desistir da aquisição e receber seu dinheiro de volta, sem ter de dar nenhuma explicação, se a compra tiver sido feita por telefone ou pela internet. b) É o chamado direito de arrependimento, garantido pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). c) Nessa hipótese, o consumidor só poderá pedir a devolução do dinheiro se o produto tiver defeito que não seja sanado no prazo de 30 dias. d) Quem nunca se arrependeu de uma compra por impulso que atire o primeiro cartão de crédito. e) Vale ressaltar que o direito de arrependimento não se aplica a compras realizadas dentro do estabelecimento comercial. 3. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao uso do acento indicativo de crase. a) A decisão foi tomada a revelia de uma das partes. b) Ando a esmo pela cidade. c) Assisti àquela aula com peso na consciência. d) Nunca fomos às festas promovidas pelo diretor. e) O estudante se manteve à distância de dos passos da porta de entrada.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 96 4. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Analise o seguinte texto TEXTO II Disponível em: HTTP://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/566798.Acesso em: 29 jan. 2016. Com base charge do cartunista Raimundo Rucke, recentemente premiada com o Ranan Lurie Political Cartoon Awards, da Oranização das Nações Unidas (ONU), assinale a alternativa CORRETA quanto à interpretação. a) A charge aborda de forma apelativa a fluidez das relações humanas em um mundo globalizado. b) A charge alude aos abusos e aos maus tratos sofridos pelas minorias em um cenário de luta armada. c) A charge critica por meio do humor o sensacionalismo midiático utilizando-se de uma situação cotidiana. d) A charge defende a intervenção governamental com o intuito de garantir o direito de coexistência pacífica entre os animais domésticos e seus donos. e) A charge retrata uma sena absurda a mediada que elabora a noção de transitoriedade identitária. 5. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa em que ocorre indeterminação do sujeito. a) Alguém contou que você não vinha. b) Cortaram os próprios pulsos os pacientes desesperados. c) fiz questão de dizer que, não sabia de nada. d) Nunca se sabe quando as coisas vão piorar. e) Um desconhecido esteve aqui te procurando.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 97 TEXTO III STÉVIA, AÇÚCAR MASCAVO E MEL SÃO OPÇÕES PARA PRESERVAR A SAÚDE SEM CORTAR A SOBREMESA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 21 23 24 25 26 27 Bolos, tortas, doces, sorvetes e sobremesas são guloseimas que levam na receita o açúcar, componente apontado como vilão da alimentação saudável. Apesar de ser agradável ao paladar, o açúcar comum, branco e refinado não carrega quantidades significativas de nutrientes e ainda recebe aditivos químicos no seu processo de industrialização. Isso faz dele um alimento nocivo ao funcionamento do organismo. Tanto é que, segundo pesquisas recentemente desenvolvidas por universidades norte-americanas, o açúcar é tão perigoso quanto o álcool e o cigarro, e seu consumo também deveria ser controlado. Em artigo publicado em uma revista especializada, os cientistas afirmam que o açúcar é o responsável por problemas de saúde que vão além da obesidade e diabetes. A substância também provoca a elevação do triglicérides, alterações no fígado e na hipertensão arterial. Mas há uma saída para manter a saúde sem tirar o doce da alimentação: substituir o açúcar comum por adoçantes mais saudáveis, entre eles o mel, o açúcar mascavo e a estévia, uma planta originária da América do Sul que, além de não possuir tantas calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura muito maior. Excerto adaptado de PAGAN, Manuela. Troque o açúcar por estes sete substitutos saudáveis. Disponível em: HTTP//www.minhavida.com.br/alientacao. Acesso em 30 jan. 2016 As questões 06 e 07 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto III. 6. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA. a) O termo ―açúcar‖ (linha 26) especifica ―mascavo‖ (linha 24). b) O termo ―que‖ (linha 25) retoma ― América do Sul‖ (linha 25). c) O termo ―seu‖ (linha 7) alude a ―paladar‖ (linha 4). d) O termo ―seu‖ (linha 12) complementa ―o álcool‖ e o cigarro‖ (linha 12). e) O termo ―substância‖ (linha 18) se refere a ― açúcar‖ (linha 15).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 98 7. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase do parágrafo em destaque. Mas há uma saída para manter a saúde sem tirar o doce da alimentação: substituir o açúcar comum por adoçantes mais saudáveis, entre eles o mel, o açúcar mascavo e a estévia, uma planta originária da América do Sul que, além de não possuir tantas calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura muito maior. a) Contudo é possível permanecer saudável sem abrir mão de pratos doces, trocar o açúcar branco e refinado por doces menos prejudiciais à saúde, como o mel, o açúcar semirrefinado e a estévia, planta sul-americana menos calórica e com maior capacidade de adoçar que o açúcar. b) De qualquer forma existe uma maneira de continuar esbanjando saúde e não precisar parar de consumir açúcar: substituir o doce comum por sucralose e outros adoçantes químicos, entre eles o mel, o açúcar demerara e a estevita, oriunda da América do Sul, planta que possui menos calorias e é bem mais doce que o açúcar comum. c) Mas existe uma solução para manter-se saudável sem necessitar tirar o gosto doce de nossos pratos: utilizar, ao invés do açúcar comum, adoçantes mais puros, com destaque para o mel, o açúcar in natura e a estévia, planta brasileira que, embora não possua tantas calorias quanto o açúcar, apresenta um grau de adoção muito maior. d) Não há uma saída para manter a saúde sem tirar o doce da alimentação: substituir o açúcar comum por adoçantes menos saudáveis, entre eles o mel, o açúcar mascavo, e a estévia, uma planta originária da América do Sul que, além de possuir tantas calorias quanto o açúcar, possui um teor de doçura muito menor. e) Porém uma saída existe para se manter livre de doenças sem precisar suprimir a doçura das refeições: substituir o branco refinado por outros açúcares mais saudáveis, entre eles o mascavo, o mel de abelhas e a estévia, uma planta comum na América do Sul que possui tanto poder de adoçar quanto o açúcar, com menor teor calórico que este. 8. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa CORRETA com relação ao uso de "porque", "por que", ―porquê' ou ―por quê". a) Cada um sabe o porque de sua má sorte. b) Não sabia porquê. c) Por que não? d) Por quê razão tive dúvida? e) Porque essa e não aquela Texto IV Leia o texto a seguir. Disponivel emhttp://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/coletaneas/calvin-seus-amigos-428892.shtml. 9. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Com base na interpretação da tirinha de Bill Watterson, assinale a alternativa CORRETA. a) tirinha critica a violência na sala de aula ao enfatizar o fenômeno do bulling. b) A tirinha denuncia a falência do sistema educacional brasileiro atual. c) A tirinha desconstrói a história oficial e tematiza a opressão da classe trabalhadora nos países capitalistas. d) A tirinha fundamenta-se na discussão dos direitos e deveres dos estudantes sobre ficar ou não depois da aula. e) A tirinha reflete sobre a relevância do currículo escolar para os estudantes.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 99 10. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Assinale a alternativa CORRETA quanto à concordância nominal. a) A cidadã anda meia cansada. b) A professora disse muito obrigado. c) Encontramos o carro e o celular roubados. d) Envio anexo as certidões de nascimento. e) esta receita é bom para a vista. Texto V COM MÁ FAMA, PRESÍDIO GAÚCHO ESTÁ AINDA MAIS CHEIO APÓS DEMOLIÇÃO DE ALA Por Felipe Bächtold, de Porto Alegre O Presídio Central de Porto Alegre, que já foi considerado a pior cadeia do Brasil, está ainda mais superlotado após um fracassado plano de demolição de uma de suas alas. O complexo abriga hoje 4.400 presos, 400 detentos a mais do que um ano atrás, quando o espaço físico era maior. A capacidade é de 1.800 presos. Em outubro de 2014, o governo gaúcho, à época comandando por Tarso Genro (PT), demoliu um dos pavilhões da cadeia, em uma iniciativa divulgada como o início do fim do presídio, que tem má fama histórica e já foi alvo de CPI. Com a posse de José Ivo Sartori (PMDB) no início do ano e o congelamento de obras provocado pela falta de verbas, o Estado se viu com menos vagas na cadeia e o presídio continuou recebendo novos detentos. O juiz da Vara de Execuções Penais da capital gaúcha Sidinei Brzuska diz que a parte demolida, onde ficavam até 600 pessoas, era a que estava em melhores condições. O setor foi o escolhido para iniciar o processo, afirma o juiz, porque abrigava detentos não ligados a facções, que puderam ser transferidos para outras unidades mais facilmente. ―Não foi uma decisão acertada [a demolição]. Diminuiu o número de vagas e aumentou o número de presos. Nos dias de visitas, é um apartamento muito grande, com familiares, mães, crianças.‖ Diante da crise financeira do Estado e da drástica redução de investimentos públicos neste ano, o governo Sartori não dá mais prazos para implementar melhorias ou reformar o Presídio Central. O projeto do governo anterior de demolir gradualmente mais alas foi arquivado. O Estado hoje tem 31 mil presos e um déficit de 8.000 vagas nas cadeias. A conclusão de obras em outras unidades prisionais para desafogar a cadeia de Porto Alegre também é incerta. O governo gaúcho vem atrasando até o pagamento do funcionalismo. Em 2009, a CPI do Sistema Carcerário classificou o Presídio Central como a pior cadeia visitada pela comissão no país. Entre os principais problemas do presídio, estão a falta de atendimento médico, o esgoto disperso pelo ambiente e o domínio de galerias por facções. Há décadas a segurança é feita por policiais militares –e não por agentes penitenciários– devido ao alto risco. No fim de 2013, após iniciativa liderada por um grupo de juízes, a Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) expediu uma resolução pedindo ao governo brasileiro medidas imediatas para solucionar a precariedade da cadeia. Até agora, o problema só fez se espalhar por delegacias. Como a Superintendência de Serviços Penitenciários do Estado não consegue achar vagas no sistema, os novos presos são mantidos por até uma semana em celas sem estrutura de delegacias de polícia da região metropolitana. Delegados afirmam que há dificuldades em fornecer alimentação aos detidos e um risco permanente à segurança. A Superintendência de Serviços Penitenciários diz que há ―projetos de reestruturação física em andamento‖ para o presídio e que conta com a inauguração da primeira fase de uma penitenciária no município de Canoas para fevereiro, com 400 vagas. Também diz que a permanência de detidos em delegacias vêm ocorrendo quando esgota a capacidade do Presídio Central de receber novos presos provisórios. O secretário da Segurança no governo Tarso Genro, Airton Michels, afirma que não houve precipitação na demolição das alas e que a gestão anterior atuou dentro do compromisso assumido de desativar o complexo. ―O pavilhão não faz falta nenhuma. Deixamos o lastro pronto para iniciar o processo de acabar com o inferno que é o Presídio Central‖, diz. Ele afirma que o plano à época levava em conta a inauguração no início de 2015 do complexo de Canoas, com 2.800 vagas, que está com a inauguração atrasada. BÄCHTOLD, Felipe. Com má fama, presídio gaúcho está ainda mais cheio após demolição de ala. Folha de São Paulo online, 21/01/2016 (adaptado). Disponível em: http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2016/01/21/com-ma-fama-presidio-gaucho- esta-ainda-mais-cheio-apos-demolicao-de-ala/. Acesso em: 26 de jan. de 2016.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 100 As questões 11 a 15 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto V. 11. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] De acordo com o texto, o Presídio Central de Porto Alegre já foi considerado a pior cadeia do Brasil porque a) excede a capacidade de detentos e a segurança não é feita por agentes penitenciários. b) foi parcialmente destruído, o que acarretou a sua superlotação, gerando conflitos entre os detentos, inclusive os de diferentes facções. c) há diversos problemas resultantes da superlotação, o que compromete a saúde, a segurança e o bem-estar dos detentos. d) possui um sistema precário de segurança, o que resulta em muitas fugas de prisioneiros. e) tem má fama e já foi alvo de CPI, o que motivou o ex-governador Tarso Genro a iniciar a demolição. 12. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Infere-se do texto que a superlotação do Presídio Central de Porto Alegre decorre: I) Da demolição de um dos pavilhões que abrigava até 600 pessoas. II) Da falta de espaços em outras unidades prisionais. III) Da quantidade de presos ser maior que a quantidade de vagas. IV) Do congelamento de obras provocado pela falta de verbas. V) Da diminuição do número de vagas e do aumento de número de presos. Assinale a alternativa que indica as inferências CORRETAS. a) Apenas I e III. b) Apenas I, IV e V. c) Apenas II e IV. d) Apenas III e V. e) Todas estão corretas. 13. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] De acordo com Airton Michels, a demolição de um dos pavilhões do Presídio Central de Porto Alegre: I) Provocou a superlotação do presídio momentaneamente. II) Não alterou a realidade já vivenciada. III) Repercutiu negativamente na mídia. IV) Estava previsto no plano assumido de desativar o complexo. V) Resultou no fim do inferno que era o Presídio Central. Está CORRETA apenas o que afirma em: a) I e II. b) I e V. c) II e III. d) II e IV. e) III e V. 14. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] No período ―O presídio Central de Porto Alegre, que já foi considerado a pior cadeia do Brasil, está ainda mais superlotado após um fracasso plano de demolição de uma de suas alas‖, pode-se afirmar que a oração em destaque: I) Está entre vírgulas por ser uma oração subordinada adjetiva explicativa. II) Foi iniciada pelo pronome relativo que. III) Está entre vírgulas por ser uma oração subordinada substantiva apositiva. IV) Foi iniciada pela conjunção que. V) Não pode ser suprimida do período sem prejuízo gramatical. Assinale a alternativa CORRETA. a) Apenas I e II. b) Apenas I, II e V. c) Apenas I. d) Apenas III e IV. e) Apenas III, IV e V.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 101 15. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] No período o juiz da Vara de Execuções Penais da capital gaúcha, Sidinei Bruzuska, diz que a parte demolida, onde ficavam até 600 pessoas, era a que estava em melhores condições‖. I) O segundo a pertence à classe de pronomes demonstrativos. II) O primeiro a é um artigo definido e o segundo a é uma preposição. III) O segundo a deveria receber acento grave da crase. IV) O segundo a tem como referente ―a parte demolida‖. V) O primeiro e o segundo a em destaque pertencem à mesma classe gramatical. Está CORRETO apenas o que afirma em a) I e IV. b) I, II e IV. c) II e III. d) III, IV e V. e) IV e V. Texto VI HOMICÍDIOS NO ESTADO DE SP EM 2015 FICAM ABAIXO DE NÍNEL EPIDÊMICO A taxa de homicídios no Estado de São Paulo caiu de 10,06 por 100 mil habitantes em 2014 para 8,73 em 2015, segundo balanço divulgado no dia 26 de janeiro de 2016 pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. É a primeira vez, desde o início da atual série histórica, em 2001, em que o índice anual de homicídios fica abaixo da casa de 10 por 100 mil habitantes. Acima desse número, o governo de São Paulo considera que há epidemia de homicídios. Os casos de homicídios dolosos no estado caíram de 4.293 em 2014 para 3.757 em 2015, uma redução de 12,48%. Os "casos de homicídios" podem incluir em um único registro de ocorrência a morte de mais de uma pessoa, caso de uma chacina, por exemplo. Já o número de vítimas de homicídios caiu de 4.527 para 3.962, redução também de 12,48%. A gestão estadual divulgou os dados de 2015, em entrevista coletiva, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes. "Pela primeira vez, desde que os dados são divulgados, tivemos em 2015 o número de registros de homicídios abaixo de 4 mil no estado. Tivemos em 2015 cerca de 600 vidas poupadas, se incluídos os números de latrocínios", disse Alexandre de Moraes. Já o governador Geraldo Alckmin elogiou a polícia. "Não é obra o acaso. É fruto de muita dedicação", disse. "Por isso a importância da divulgação deste dado depois de um ano é o caminho correto. Ainda temos muito trabalho para reduzir todos os índices de criminalidade, mas é importante também reconhecer que São Paulo, tanto o estado quanto a capital são as únicas unidades da federação que tem menos de 9 homicídios por 100 mil habitantes: o estado tem 8,73, e a capital 8,56", afirmou Alexandre de Moraes. STOCHERO, Tahiane. Homicídios no estado de SP em 2015 ficam baixo de nível epidêmico. G1 de São Paulo. (adaptado). Disponível em: http://g1.globo.com/sao- paulo/noticia/2016/01/homicidios-no-estado-de-sp-em-2015-ficam-abaixo-de-nivel- epidemico.html. Acesso em: 26 de jan. de 2016. As questões 16 a 20 devem ser respondidas, exclusivamente, com base no Texto VI. 16. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] O objetivo principal do texto é: a) afirmar que o estado de São Paulo está livre de uma epidemia de homicídios. b) demonstrar que São Paulo é o estado menos violento do país, tendo em vista a diminuição de homicídios no ano de 2015. c) divulgar os dados que atestam a diminuição de homicídios no estado de São Paulo no ano de 2015. d) tornar visível a possibilidade de diminuição de crimes a partir de uma ação policial ostensiva. e) valorizar a ação da polícia frente à diminuição di índice de homicídio no estado de São Paulo no ano de 2015.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 102 17. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] Sobre o texto, é CORRETO afirmar que: I) Desde 2001 há uma diminuição gradativa do número de homicídios em São Paulo. II) Em 2014, houve uma epidemia de homicídios em São Paulo. III) A porcentagem referente aoscasos de homicídios e aos de vítimas de homicídios no ano de 2015 é a mesma em São Paulo. IV) Não houve chacina no ano de 2015 no estado de São Paulo. V) Houve uma redução não apenas de homicídios, mas de todos os índices de criminalidade no ano de 2015 no estado de São Paulo. Assinale a alternativa que contém as informações CORRETAS. a) Apenas I e II. b) Apenas II, III e V. c) Apenas II e III. d) Apenas IV e V. e) Todas estão corretas. 18. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] ―Tivemos em 2015 cerca de 600 vidas poupadas, se incluídos os números de latrocínios", disse Alexandre de Moraes. Já o governador Geraldo Alckmin elogiou a polícia. "Não é obra o acaso. É fruto de muita dedicação", disse. Nesse trecho: I) O uso das aspas é justificado por se tratar de uma citação direta nas suas duas ocorrências. II) O trecho é constituído predominantemente pelo discurso direto. III) Tanto ―Alexandre de Moraes‖ quanto ―o governador Geraldo Alckmin‖ exercem a função de sujeito nas orações a que pertencem. IV) Pode-se afirmar que a reescrita da fala do governador de ―Não é obra do acaso. É fruto de muita dedicação‖ para ―Não é obra do acaso, mas sim fruto de muita dedicação‖ não altera o sentido e mantém o correção gramatical. V) O primeiro período do trecho corresponde a um período composto por subordinação. Assinale a alternativa CORRETA. a) I, II e III apenas. b) I, II e IV apenas. c) I, II, III, IV e V. d) I, III e IV. e) I, IV e V apenas. 19. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] A gestão estadual divulgou os dados de 2015, em entrevista coletiva, com a presença do governador Geraldo Alckmin e do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes. No trecho, as palavras em destaque são, respectivamente, a) adjetivo, artigo, preposição e adjetivo. b) adjetivo, artigo, preposição e substantivo. c) advérbio, artigo, preposição e advérbio. d) substantivo, artigo, advérbio e preposição. e) substantivo, artigo, preposição e advérbio.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 103 20. [AGEPEN – Segurança e Custódia - MS - 2016] "Por isso a importância da divulgação deste dado depois de um ano é o caminho correto.‖ Neste trecho: I) A expressão em destaque é uma conjunção coordenativa. II) A expressão em destaque indica a ideia de explicação. III) A expressão em destaque indica a ideia de conclusão. IV) A expressão em destaque pode ser substituída por ―no entanto‖ sem alterar o sentido do texto. V) A expressão em destaque pode ser substituída por ―entretanto‖ sem alterar o sentido do texto. Está CORRETO apenas a que se afirma em a) I e II. b) I e III. c) I, III e IV. d) I, III e V. e) I, III, IV e V.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 104 PROVA 8 PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ – MS - 2016 Texto I Cada vez, um homem conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou as seus amigos o que havia visto. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas: ─ O mundo é isso ─ revelou ─ Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanho vontade que é impossível olhar para eles sem se pestanejar, e quem chega perto pega fogo. (O Livro dos Abraços.) 1. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Com foco no Texto 1 e em conformidade com os princípios organizacionais, trata-se de um texto ____________. a) narrativo. b) descritivo. c) expositivo. d) dissertativo. e) coordenado. 2. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) O texto traduz, como ideia principal: a) Pessoas são iguais em seu calor humano. b) Homens também podem voar até o alto dos céus. c) Seres humanos apresentam características diferenciadas. d) Os seres humanos são feitos de uma substância diferente. e) O texto conta a história de um homem que morreu e ressuscitou. 3. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) Antônimos são signos linguísticos que estabelecem relações contrárias com outros. Essas, nem sempre são demonstradas por única palavra, pode ser também por expressões, ideias, períodos simples ou compostos, imagens... A partir disso, a única alternativa em que não ocorreu uma relação antonímica é: a) Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas. b) Existe gente de fogo sereno e gente de fogo louco. c) Um homem conseguiu subir aos céus, mas quando voltou (...) d) O mundo é isso (...) Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. e) Existem alguns fogos que nem alumiam, mas outros incendeiam a vida. 4. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2016 – (NM)) De acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, a frase CORRETA é: a) Lá do alto é possível ver a rua que nós moramos. b) O mundo é um mar de fogueirinhas que ele dá grande importância. c) Ele tem muita sabedoria. É a única pessoa do grupo que confiamos. d) Ontem, fiquei vendo estrelas da minha janela. Esse é programa que eu mais gosto. e) Ontem, fiquei vendo estrelas da minha janela. Esse é o programa de que mais gosto. 5. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Analise as assertivas e indique (V) para verdadeiro ou (F) para falso. (___) ―Certa vez, um homem conseguiu subir ao céu‖. O termo ―um‖ na frase é artigo indefinido. (___) Usa-se Aonde para indicar a pergunta: ―_____, afinal, devo dirigir-me‖? (___) ―Não seremos nós que contará a verdadeira história‖. (___) ―Sentiu-se meia chateada desde que soube do caso‖. (___) ―Nós mesmas pintamos nossas unhas, disseram as meninas‖. A sequência CORRETA é: a) V ─ V ─ F ─ F ─ V b) V ─ F ─ V ─ F ─ V c) F ─ V ─ V ─ F ─ F d) V ─ F ─ V ─ V ─ F e) F ─ F ─ V ─ F ─ V
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 105 6. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Nas frases a seguir ocorreram exemplos de aposto ou vocativo. Indique (A) para frases que apresentam aposto e (V) para as com vocativo. (___) Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam. (___) João Gabriel, filho da D. Lili, é um menino muito responsável. (___) Cissa, nossa cabeleireira é uma ótima profissional. (___) Não sabia que exigia tanto: coragem e sigilo. (___) Ó menina, venha logo buscar sua fantasia. A alternativa CORRETA é: a) A ─ A ─ V ─ A ─ V b) V ─ V ─ A ─ V ─ A c) A ─ V ─ A ─ V ─ A d) V ─ A ─ V ─ A ─ V e) A ─ A ─ A ─ A ─ V 7. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) A única palavra que, após a Reforma Ortográfica, perdeu seu acento é: a) taxi b) orfã c) facil d) ideia e) gloria 8. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Preencha as lacunas com a palavra correta apresentada dentro dos parênteses: I) Não _______ diferenças tão grandes assim. (existem/há) II) Eles não ____ a vida desta forma. (veem/vêem) III) Os alunos não ____ tanto quanto deveriam. (lêem/lêem) IV) Existem alguns _____ brancos no queixo. (pelos/pêlos) A sequência CORRETA é: a) há ─ vêem ─ lêem ─ pêlos b) há ─ veem ─ lêem ─ pelos c) existem ─veem ─ lêem ─ pelos d) existem ─ vêem ─ lêem ─ pêlos e) existem ─ vêem ─ lêem ─ pêlos 9. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Continue como no exercício anterior. I) Seus pais ______ os dois cachorros soltos. (mantém/mantêm) II) Que _____ saborosas! (peras/peras) III) Eles _____ que podem ver melhor lá do alto. (crêem/crêem) IV) Conheceu, afinal, o que era ________. (bocaiúva/bocaiúva) A sequência CORRETA é: a) mantêm ─ peras ─ creem ─ bocaiuva b) mantêm ─ peras ─ creem ─ bocaiúva c) mantêm ─peras ─ crêem ─ bocaiúva d) mantém ─ pêras ─ crêem ─ bocaiuva e) mantém ─ pêras ─ creem ─ bocaiuva 10. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) A frase, a seguir, em que está falando o acento indicativo de crase na partícula em destaque é: a) A música de fronteira é representada pelo chamamé. b) Ao fazer a descoberta, sentiu-se ferida a fogo e a ferro. c) Observou que a experiência dos mais velhos era digna de respeito. d) Decidiu subir lá no alto para explicar sobre a natureza dos homens. e) É preciso deixar os professores a vontade para poder colaborar com o relatório.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 106 Texto II Mato Grosso do Sul, dentre seus representantes de boa prosa literária, tem o escritor Luiz Alfredo Marques Magalhães, nascido em Ponta Porã. São deles essas palavras reflexivas: ―Com cinco anos de idade já lia revistas, sempre gostei de arte. Escrevi alguns poemas... Na adolescência, já gostava de escrever. Está no meu sangue. (...) Mas tudo muda. Não sabemos como será o futuro, com este mundo globalizado. Estamos perdendo a identidade, a matriz, a base‖. Pelegrini, Fábio (Org.) Vozes da Literatura de MS. FCMS, 2014, p. 2009. 11. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) ―[...] já lia revistas, [...] já gostava de escrever‖. Os verbos estão flexionados no tempo: a) pretérito perfeito. b) presente do subjuntivo. c) pretérito mais que perfeito. d) futuro do presente do indicativo. e) pretérito imperfeito do indicativo. 12. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Na frase do escritor Marques Magalhães: ―Não sabemos como será o futuro‖, o verbo em destaque exprime um estado que se encontra no: a) pretérito perfeito. b) futuro do pretérito. c) presente do subjuntivo. d) futuro do presente do indicativo. e) pretérito imperfeito do subjuntivo. 13. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Das ideias do escritor nascido em Ponta Porã, a única incompatível com o texto é: a) O futuro é algo imprevisível. b) Aprendeu a ler mais cedo como o de costume. c) A globalização é algo prejudicial ao hábito de fazer literatura. d) O autor ponta-poranense dedicou-se apenas à literatura da prosa. e) A questão é que se está perdendo a identidade com o passar dos anos. 14. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) ―Mas tudo muda‖. O termo em destaque pode ser substituído por vários outros, sem perder seu sentido original. Aquele que está em desacordo com tal assertiva é: a) Mas tudo acaba. b) Mas tudo é substituível. c) Porém, tudo se transforma. d) Entretanto, nada permanece igual. e) No entanto, todas as coisas mudam. 15. (Assistente Administrativo II – Prefeitura Municipal de Ponta Porã-MS - 2015 – (NM)) Selecione uma das opções do parêntese para preencher as lacunas das frases. I) Uma das ovelhas ______________ do bando e acabou caindo na boca de um lobo faminto. (desgarrou-se / desgarraram-se) II) Tanto o lobo quanto as ovelhas ________ caindo na armadilha de um falso pastor. (acabou / acabaram) III) Cerca de 5,5% do rebanho ________ da geada do mês de junho. (morreu / morreram) IV) ___ (Há / Hão) muitas pessoas que ainda ___ (tem / têm) medo de lobo mau. A sequência CORRETA é: a) desgarrou-se ─ acabou ─ morreu ─ Há ─tem b) desgarrou-se ─ acabou ─ morreram ─ Há ─ tem c) desgarraram-se ─ acabou ─ morreu ─ Hão ─ tem d) desgarrou-se ─ acabaram ─ morreram ─ Há ─ têm e) desgarraram-se ─ acabaram ─ morreram ─ Hão ─ tem
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 107 PROVA 9 ANALISTA DE CONTROLE INTERNO II – FUNSAUD – MS – 2015 As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto no edital: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 A lista das coisas que podem ser preparadas na grelha não tem fim. Dito isso, é inegável que a carne bovina desempenha o protagonismo em um churrasco clássico. Para ser preparada na churrasqueira, uma peça de carne precisa de alguma maciez, porque a grelha é um método de cocção que atua em altíssimas temperaturas, extraindo velozmente a umidade da comida. Qualquer tentativa de fazer churrasco com carne dura resultará em algo parecido com uma pedra ou um toco de carvão. Para romper suas fibras musculares e derreter o colágeno - que vem na forma de tendões e de outros tecidos conjuntivos -, é necessário cozinhar lentamente, em calor -brando e com muito líquido, ou picar tudo muito bem picadinho Saborosos, cortes como o acém e a paleta são ótimos para cozidos e hambúrgueres, mas o churrasco exige carnes que fiquem prontas rapidamente, tenras e ainda suculentas. Animais confinados tendem a ter carne macia, assim como aqueles abatidos jovens e com estresse mínimo. A genética do gado faz sua parte: algumas raças são desenvolvidas .para produzir indivíduos obesos, sedentários, cujos bifes exigem esforço mínimo de mastigação. Após o abate, ainda é possível amaciar a carne com a ação de enzimas que digerem as fibras musculares. É à chamada maturação - um processo de decomposição controlada, que exclui os micro-organismos causadores do apodrecimento. O fator mais importante é, porém, a anatomia do animal. Os músculos menos exercitados são menos rijos. As pernas são usadas na locomoção; o pescoço e os ombros sustentam a cabeça. Evite essas partes e prefira as carnes do lombo. das costas e próximas à barriga do boi: picanha, contrafilé, alcatra, maminha, fraldinha. Outros dois atributos fundamentais para a carne grelhada são o sabor e a suculência, que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do tecido muscular. (Antes de prosseguir, uma pequena pausa para esclarecer um mito largamente difundido. O líquido que escorre de um pedaço de carne malpassada não é sangue - este é totalmente drenado do animal no abatedouro -; é mioglobina, proteína que transporta e estoca oxigênio nas células dos músculos). Uma peça de carne muito irrigada é mais suculenta porque, obviamente, tem mais umidade, a gordura, ao derreter com o calor, também protege o bife do ressecamento. Quanto ao sabor, há controvérsias acerca do que o define — a gordura entremeada na fibra muscular, ou a mioglobina na irrigação muscular? —, mas pode depender da raça, da dieta ou do regime de criação do animal. Existe uma forma de escapar do dilema sabor versus maciez ela se chama "picanha". Antes, porém, que você saia correndo para o açougue, duas dicas; 1) compre sempre a peça inteira, pois a picanha fatiada é muito parecida com o coxão duro fatiado; 2) leve uma picanha pequena, pois quem adquire uma peça de cinco quilos vai pôr na sacola cerca de 3,8 kg de coxão duro... [Adaptado do texto "Não é tecnologia: é feitiçaria", escrito por Marcos Nogueira, publicado em Dossiê Superinteressante, p. 23-24 São Paulo-SP, Abril, edição 342-A, jan 2015. O texto completo estende-se da p 18 à p. 25].
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 108 1. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.1) Sobre tipologias textuais, é verdadeiro o que consta na alternativa: a) No segundo parágrafo (l. 4-13), articulam-se mais sequências explicativas e descritivas, no último (l 39-43), explicativas e injuntivas. b) Ao longo de todo o texto, predominam sequências dissertativas e argumentativas. c) Ao longo de todo o texto, predominam sequências narrativas . d) O texto é marcado, do início ao fim, por sequências injuntivas, entremeadas por sequências narrativas. e) No último parágrafo (l. 39-43), as sequências dialogais concorrem com as narrativas e dissertativas. 2. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.2) Independente do gênero em que se enquadram, os textos caracterizam-se pela ocorrência de uma ou mais funções da linguagem, que podem ser expressas ou manifestas em diferentes enunciados. No texto em análise, pode-se afirmar que, além da função referencial, ocorre(m): a) Função fática 2° período do último parágrafo (l. 40-43). b) Funções conativa e fática: último período do 7° parágrafo (l. 36-38). c) Função metalinguística último período do 3° parágrafo (l.19-20); 2° período do 6° parágrafo (especificamente l. 32-33). d) Funções poética e emotiva: último período do segundo parágrafo (l. 11-13). e) Função emotiva: primeiro período do 6° parágrafo (l. 29-30). 3. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q. 3) A identificação do sentido ou valor das orações subordinadas adjetivas nos períodos compostos é um dos fatores relevantes para a compreensão ou interpretação de textos. Assinale a alternativa que traz o comentário pertinente a esse respeito a) A oração "que vem na forma de tendões e de outros tecidos conjuntivos" (l. 9-10) é de valor restritivo, ou seja restringe o sentido da palavra a que se refere ("colágeno"). b) As orações "que digerem as fibras musculares" (l. 18-19) e "que exclui os micro-organismos causadores do apodrecimento" (l. 20) introduzem, nos respectivos períodos, ideia de restrição. c) As orações "que digerem as fibras musculares" (l. 18-19) e "que exclui os micro-organismos causadores do apodrecimento" (l. 20) introduzem, nos respectivos períodos, ideia de generalização. d) As orações "que vem na forma de tendões e de outros tecidos conjuntivos" (l. 9-10) e "que exclui os micro- organismos causadores do apodrecimento" (l. 20) têm, nos respectivos períodos, valor explicativo. e) A oração "que transporta e estoca oxigênio nas células dos músculos" (l. 32-33) introduz, no período, ideia de generalização, explicando o sentido da palavra "proteína" (l. 32). 4. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.4) Sobre as relações de coesão estabelecidas no texto é correto o que consta na alternativa a) O pronome relativo "que" (l.1) retoma "lista" (l. 1). b) O pronome "este" (l. 31) retoma "líquido" (l. 30). c) A expressão "essas partes" (l. 23) retoma "músculos" (l. 21). d) O pronome "Outros" (l. 26) aponta para "sabor" (l. 26) e "suculência" (l. 27) e também evoca ou retoma "maciez" (l. 5). e) O uso de "porém" (l. 21) não se justifica, pois não há ideia de oposição; o correto seria 'portanto". 5. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.5) Dentre os fatores que contribuem para a constituição de um texto escrito, pode-se destacar a pontuação identificar os sentidos ou efeitos produzidos pelo emprego dos sinais, por sua vez, permite ao leitor compreendê-lo ou interpretá-lo. Assim, assinale a alternativa que traz comentário verdadeiro sobre a pontuação do texto em análise: a) Em "Saborosos, cortes como o acém e a paleta são ótimos [...]." (l. 11-12), se deslocarmos a vírgula para depois da palavra "paleta", o sentido do enunciado não se alterará. b) Em "Saborosos, cortes como o acém e a paleta são ótimos [...],‖ (l. 11-12), o uso da vírgula produz, no enunciado, efeito de sentido de causalidade, que desaparecerá caso suprimamos o sinal. c) Em todas as ocorrências (linhas 9 e 10, 19, 31 e 32, 36 e 38), o travessão é usado para intercalar orações. d) Assim como na linha 11, o uso da vírgula antes de "ou" indica, na linha 37, inclusão: as duas alternativas mencionadas são igualmente possíveis em ambos os casos. e) O uso do travessão nas linhas 31 e 32 indica mudança de interlocutor.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 109 6. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.6) Pela análise de períodos compostos contidos no texto, é correto afirmar que: a) As orações "que a carne bovina desempenha o protagonismo em um churrasco clássico" (l. 2-3) e "amaciar a carne com a ação de enzimas" (l. 18) são subordinadas substantivas predicativas, sendo a segunda reduzida de infinitivo. b) As orações "que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do tecido muscular" (l. 27-28) e "que escorre de um pedaço de carne malpassada" (l. 30-31) são subordinadas adjetivas restritivas. c) As orações "que dependem, ambos, do teor de gordura e da irrigação do tecido muscular" (l. 27-28) e "que escorre de um pedaço de carne malpassada" (l. 30-31) são subordinadas adjetivas explicativas. d) As orações "porque, obviamente, tem mais umidade" (l. 34-35) e "pois vai pôr na sacola cerca de 3,8 kg de coxão duro..." (l. 42-43) são subordinadas adverbiais causais. e) No enunciado "é necessário cozinhar lentamente, em calor brando e com muito líquido ou picar tudo muito bem picadinho" (l. 10-11), há duas orações subordinadas substantivas subjetivas reduzidas de infinitivo, coordenadas entre si. 7. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.7) A classificação da oração reduzida está correta na alternativa. a) "de fazer churrasco com carne dura" (l. 7) subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. b) "Para romper suas fibras musculares" (l. 8) subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo. c) "amaciar a carne com a ação de enzimas" (l. 18): subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. d) "ao derreter com o calor" (l. 35) subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio. e) ―de escapar do dilema sabor versus maciez" (l. 39): subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. 8. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.8) A classe da palavra está corretamente indicada na alternativa: a) "maciez" (l. 5) = adjetivo. b) "cozidos" (l. 12) = adjetivo c) "jovens" (l. 15) = substantivo. d)"abate" (l. 17) = substantivo e) "mais", em "mais umidade" (l. 35) = advérbio de intensidade. 9. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.9) Considerada a ortografia (incluindo uso de hífen) e a acentuação, está correto o que consta na alternativa: a) A palavra "cocção" (l. 5) poderia ter sido grafada "coção", pois o Acordo Ortográfico eliminou o primeiro "c" das sequências consonânticas interiores "cc", "cç" e "ct". b) Usou-se o hífen em "micro-organismos" (l. 20), porque, de acordo com as novas normas, quando o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, deve-se usar o hífen. c) A palavra "anatomia" (l. 21) deveria estar graficamente acentuada ("anatomia"), assim como era antes do Acordo Ortográfico. d) Consideradas as novas normas, as palavras "contrafilé" (l. 24) e "malpassada" (l. 31) deveriam ter sido grafadas com hífen. e) A palavra "pôr" (l. 43) está indevidamente acentuada, pois o Acordo Ortográfico aboliu os acentos diferenciais. 10. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.10) Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto para a prova. Assinale a alternativa que apresenta o comentário correto sobre o(s) respectivo(s) item(itens): a) Concordância: O autor usou o singular em ―tem‖ (l. 1) para concordar com "lista" (l. 1), o que, no contexto, é a forma correta de concordância. b) Concordância: A forma verbal "tem" (l. 1) deveria estar acentuada ("têm") para indicar o plural, já que o núcleo do sujeito a que se refere é "coisas". c) Coesão: O pronome "suas" (l. 8) retoma "carne" (l. 4). d) Coesão: O pronome "cujos" (l. 17) poderia ser substituído por "onde", sem prejuízos para a coesão textual. e) Regência e crase: Em "prefira as carnes do lombo" (l. 23-24), faltou "acento" indicativo de crase, pois o verbo "preferir" é transitivo indireto e rege preposição "a".
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 110 11. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.11) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos enunciados a seguir: i)__________ punir os funcionários corruptos, a empresa promoveu-__________ ii) Suas ideias pareciam__________ , mas, mesmo assim, o__________ que apresentou foi aprovado e até__________de inovador. iii) Ele tinha certeza__________sua proposta de campanha, recheada de benefícios para o povo, iria__________ aspirações daquela comunidade tão carente. Assim, não entendeu__________ alguns__________ vaiaram. a) Ao invés de — os, antediluvianas — anteprojeto — tachado, de que — ao encontro das — por que — o. b) Em vez de — lhes; antidiluvianas — antiprojeto — taxado, que — de encontro às — porque —lhe. c) Ao invés de — lhes; antidiluvianas — anteprojeto — tachado, que — ao encontro das — porquê — o d) Em vez de — os, antediluvianas — anteprojeto — taxado, de que — de encontro às —porquê — lhe. e) Em vez de — os, antediluvianas — antiprojeto — tachado, de que — ao encontro das —porque — o 12. [Analista De Controle Interno II – FUNSAUD – FAPEC – 2015].(Q.12) Assinale a alternativa em que NÃO há erro de concordância nem de pontuação: a) De modo geral, são em momentos conturbados da história de uma sociedade que vem à tona problemáticas antes não visualizada e, por isso, consideradas inexistente. b) De modo geral, é em momentos conturbado da história de uma sociedade que, vem à tona problemáticas antes não visualizada e por isso consideradas inexistente. c) De modo geral, é em momentos conturbados da história de uma sociedade que vêm tona problemáticas antes não visualizadas e, por isso, consideradas inexistentes. d) De modo geral são, em momentos conturbados da história de uma sociedade, que vem à tona problemáticas, antes, não visualizada e, por isso, considerada inexistente. e) De modo geral, são, em momentos conturbados da história de uma sociedade, que, vêm à tona problemáticas antes não visualizadas e por isso, consideradas inexistentes.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 111 PROVA 10 PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO – MPE – MS – FAPEC - 2015 1. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.95) Interpretação do texto A arte de ser feliz – Cecília Meireles Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, pra que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. Glossário: Félix Lope de Vega y Carpio – Dramaturgo espanhol nascido em Madri, fundador da comédia espanhola e um dos mais prolíficos autores da literatura universal. A partir da leitura e interpretação do texto acima, assinale a alternativa correta: a) O texto apresenta o modo descritivo-narrativo, trazendo como uma de suas mensagens a ideia de que o ser humano precisa aprender a ver com olhos conscientes para poder captar a realidade em sua plenitude. b) O texto apresenta o modo dissertativo-argumentativo, porque está baseado na defesa de uma ideia visando convencer o leitor de que as pessoas precisam enxergar as coisas e fatos mais singelos do cotidiano para alcançar a felicidade. c) O texto apresenta somente o modo narrativo, trazendo a ideia de que todos devem ter uma só visão sobre o mundo. d) O texto apresenta somente o modo injuntivo ou instrucional, pois objetiva, sobretudo, trazer explicações sobre a visão do ser humano, sem a finalidade de convencer o leitor por meio de argumentos. e) O texto apresenta somente o modo descritivo ao fazer o retrato minucioso escrito de um lugar, uma cena, uma pessoa e alguns animais, identificados como “pequenas felicidades certas”. 2. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.96) Assinale a alternativa em que a crase foi empregada corretamente: a) Vieram à pé. b) Ficamos à admirá-los. c) Refiro-me à uma pessoa educada. d) Enfrentaram-se cara à cara. e) Fernanda entrou em medicina, na federal, à força de muito estudo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 112 3. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.97) Assinale a opção correta em relação à função gramatical da palavra ―quê‖ empregada na seguinte frase: ―QUE poderemos desejar melhor que a saúde?‖: a) Pronome substantivo indefinido. b) Partícula expletiva. c) Advérbio de intensidade. d) Conjunção consecutiva. e) Substantivo. 4. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.98) Assinale a questão correta de concordância verbal, referente ao verbo haver (em sentido de existir) e fazer (indicando tempo): a) Havia aparecido manchas de óleo no mar. b) Deve haver coisas erradas. c) Houveram vários debates sobre o tema. d) Haviam candidatos distraídos. e) Estão fazendo três anos que ela nasceu. 5. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.99) Assinale a hipótese que apresenta a grafia correta dos vocábulos e locuções: a) Bandeja, a que horas, em redor, na saída. b) Bandeija, apoiamento, à socapa, asterisco. c) Em que horas, asterístico, ao redor, à saída. d) À sorrelfa, à paisano, ao meu ver, amiúde. e) A meu ver, à mesa, em que horas, aforisma. 6. [Promotor De Justiça Substituto – MPE/MS – FAPEC – 2015]. (Q.100) Assinale a alternativa da oração que empregou incorretamente o uso do porquê: a) Estes são os direitos por que estamos lutando. b) Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê? c) Vou ao supermercado porque não temos mais frutas. d) Você não vai à festa? Diga pelo menos um porquê. e) Você veio até aqui por que não conseguiu telefonar?
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 113 GABARITOS PROVA 1 PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 A E B D C E D A D A A B E B B C C D E C PROVA 2 AGENTE FISCAL DE MEIO AMBIENTE/ENGENHARIA ELETRICISTA PMCG/MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A D C E D C B A D B A E B E D A E C C PROVA 3 PREFEITURA MUNICIPAL DE NIOAQUE – MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 C C B B D D B C A D B D X C D PROVA 4 PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ALVORADA DO SUL – MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 D C E A B D A E C B B A PROVA 5 PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRILHANTE – MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E C D B A D A C B B PROVA 6 PROFESSOR-EDUCAÇÃO INFANTIL- SEMED-CG/MS – 2016 1 2 3 4 5 6 7 E C A B D E D PROVA 7 AGEPEN MS – SEGURANÇA E CUSTÓDIA – 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 D D A C D E A C E C C E D A A C C C X B PROVA 8 PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ – MS - 2016 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 A C D E A A D C A E E D D A D
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOPOLÍCIA CIVIL  2016 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 114 PROVA 9 ANALISTA DE CONTROLE INTERNO II – FUNSAUD – MS – 2015 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 A C D D B E D D B A A C PROVA 10 PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO – MPE – MS – 2015 1 2 3 4 5 6 A E A B A E