Neon Concursos Ltda
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Aluno(a): ______________________________________________________________________
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John Santhiago
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PROFESSOR: Márcio Sobrinho
TEORIA E 176 QUESTÕES DE PROVAS (COPEVE E FAPEC)
MATERIAL CONTENDO
UFMS - 2015
LÍNGUA PORTUGUESA
ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO
SUMÁRIO
UNIDADE 1 FONÉTICA E FONOLOGIA ................................................................................................................................................3
UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA.................................................................................................................................................6
UNIDADE 3 SEMÂNTICA ........................................................................................................................................................................8
UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ......................................................................................10
UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS ....................................................................................................................................................13
UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” ....................................................................................................................32
UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA .........................................................................................................................................................35
UNIDADE 8 PONTUAÇÃO ...................................................................................................................................................................46
UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS ..................................................................................................................................................49
UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL.....................................................................................................................................51
UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL......................................................................................................................................54
UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL ..........................................................................................................................................56
UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL........................................................................................................................................................59
UNIDADE 14 CRASE ...........................................................................................................................................................................62
UNIDADE 15 COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS .............................................................................................................................64
UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA ............................................................................................67
PROVAS DE CONCURSOS...................................................................................................................................................................71
GABARITOS.........................................................................................................................................................................................115
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LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE
1
FONÉTICA E FONOLOGIA
Estuda os sons como são produzidos a partir de um significante dado:
 












se
tônicoa
tsomT
Táxi:Ex.
isomi
ksonsx
somá
1 – Classificação das Letras e dos Fonemas
 Letra é representação gráfica (vogal, semivogal e consoante).
 Fonema é a realização sonora da letra (fonema vocálico, fonema neutro, fonema consonantal).
Veja a relação:
1. Fonema vocálico é representado pelas vogais.
2. Fonema neutro é representado pelas semivogais.
3. Fonema consonantal é representado pelas consoante.
Observação: Para se contar o número de letras e de fonemas, siga o seguinte macete
 Dígrafo = duas letras que correspondem a um fonema e este pode ser vocálico ou consonantal.
 Dígrafo Consonantal: duas letras representando apenas um fonema consonantal. São eles: rr, ss, nh, lh, sc, sç, xc,
ch, nh, qu, gu
Exemplo:
Quantas letras, fonemas e dígrafos há na palavra Exceção
7L (e-x-c-e-ç-ã-o) / 1D (xc)  F = L – D  F = 7 – 1  F = 6 Resposta: 7L 1D 6F
 Dígrafo Vocálico: duas letras representando apenas um fonema vocálico. São eles: am, an /ã/, em, em /ẽ/, im,
in /ĩ/ om, on /õ/, um, um /ũ/
Exemplo: campo = 5L (c-a-m-p-o) / 1D / 4F
Observação 1: Tal macete não funciona em duas situações:
1ª) Quando o ―x‖ possui valor de ―ks‖
Exemplo: táxi = 4L e 5F
2ª) Quando possuir a consoante ―h‖, pois essa não possui valor fonético.
Exemplo: hotel = 5L e 4F
Observação 2: Os conjuntos ―am‖ e ―em‖ podem representar, foneticamente, ditongos decrescentes nasais. Isso
ocorrerá em palavras como:
Amavam: ―am‖ possui som de /ãu/
Também: ―em‖ possui som de /ẽi/
Fonemas = Letras – Dígrafos F = L – D
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2 – Sílabas
É a menor unidade da palavra que possui como núcleo uma vogal. Devido a isso, o número de sílabas de uma pa-
lavra será igual ao número de vogais.
Exemplo: caneta possui três sílabas – ca-ne-ta – e três vogais – a – e – a.
Além disso, as palavras podem ser classificadas:
1º) Quanto ao número de sílabas na palavra.
– monossílabas  nó, chá (uma sílaba)
– dissílabas  chalé, porta (duas sílabas)
– trissílabas  música, íamos (três sílabas)
– polissílabas  paralelo, dicionário (mais de três sílabas)
2º) Quanto à tonicidade
– tônica = músculo (mus)
– átona = chalé (cha)
– subtônica = somente (so)
Observação 1: A subtônica só ocorre em palavras derivadas, pois recebe tal classificação a sílaba tônica da
palavra primitiva.
Exemplo: chapéu (palavra primitiva)
sílaba tônica
cha peu zi nho (palavra derivada)
sílaba tônica
sílaba subtônica
 A sílaba tônica da palavra primitiva tornar-se-á subtônica na derivada.
Observação 2: A átona será toda sílaba diferente da tônica e da subtônica. Além disso, podem ser classificadas
como pretônica e postônica. Tais classificações só são empregadas nas sílabas vizinhas à tônica.
Exemplo: história: his ( átona pretônica ), tó ( tônica ), ria ( átona postônica )
3º) Quanto à posição da sílaba tônica
- Oxítona: a última sílaba é a tônica. Exemplo: ureter, cateter, sutil, jiló, chalé.
- Paroxítona: a penúltima sílaba é a tônica. Exemplo: apóio, apoio, flúor, grátis, Márcio.
- Proparoxítona: a antepenúltima sílaba é a tônica. Exemplo: último, ímpares, díspares, sílaba, tônico.
3 – Encontros Vocálicos
a) Ditongo
É o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com outra vogal. Por isso, há:
1º) Ditongo Crescente – encontro de semivogal com vogal.
Exemplo: História (ia)  i – semivogal
a – vogal
2º) Ditongo Decrescente – encontro de vogal com semivogal.
Exemplo: Jóquei (ei)  e – vogal
i – semivogal
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Observação:
Dependendo da classificação vogal, o encontro vocálico também pode ser classificado como oral e nasal. Além
disso, o oral pode ainda ser aberto e fechado.
Exemplo:
ação - /ãu/ ditongo decrescente nasal
Quando - /uã/ ditongo crescente nasal
Íeis - /ei/ - ditongo decrescente oral fechado
Anéis - /éi/ - ditongo decrescente oral aberto
História - /ia/ - ditongo crescente oral aberto
Mário - /io/ - ditongo crescente oral fechado
b) Tritongo
É o encontro inseparável de uma semivogal, uma vogal com outra semivogal.
Exemplo Paraguai (uai) 
u – semivogal
a – vogal
i – semivogal
Além disso, eles podem ser:
1º) Oral – quando a vogal for oral.
Exemplo Uruguai (a) – oral.
2º) Nasal – quando a vogal for nasal.
Exemplo saguão (ã) – nasal.
c) Hiato
É o encontro de uma vogal com outra que permanecem em sílabas diferentes.
Exemplo: Saúde – sa-ú-de.
Observação: Qualquer encontro de vogais iguais é classificado como hiato. Exemplo: Saara, xiita, caatinga, veemência
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UNIDADE
2
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
1 – Regras de Acentuação
1º) Acentuam-se todas as proparoxítonas. Exemplo: Ortográfico, gástrico, íamos, hífenes.
2º) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
MACETE: Us/ei /um/ l/i/r/ão /n/ /on/x/ps
(Macete que sintetiza as terminações das paroxítonas acentuadas.)
us – vírus
ei – (ditongo) - jóquei, história
um – álbum / álbuns
l – amável
i(s) – júri / lápis
r – repórter
ão(ã) – órgão / órfã
n – hífen
on – próton
x – ônix
ps – bíceps
Obs.: Ao ser justificado o uso de acento paroxítono, faça-o assim:
Exemplo: dicionário – paroxítona terminada em ditongo crescente (io).
3º) Acentuam-se as oxítonas terminadas em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖, ―em‖ ou ―ens‖.
Exemplo.: sofá, ananás, café, revés, dominó, retrós, refém, parabéns.
4º) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖.
Exemplo: má, pás, ré, mês, dó, nós
Observação: Monossílabo tônico terminado em ―u‖ não recebe acento. Exemplo: nu
5º) Acentuam-se os ditongos abertos ―éi‖, ―éu‖, e ―ói‖.
Exemplo: lençóis, anéis, véu.
Observação 1: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009,.não se aplica mais para as
palavras paroxítonas. Vocábulos como assembleia, apoio, Coreia devem ser grafadas sem acento.
6º) Acentuam-se o ―i‖ e o ―u‖ tônicos que formarem hiato com a vogal anterior e estiverem sós ou juntos de ‖s‖.
Exemplo: saída, saúde, saíste.
Observação: ―Sairdes‖ não recebe acento pois o ―i‖ está junto de ―r‖.
SA - IR - DES
―Sem acento‖
Observação: De acordo com a reforma de 2009, se a regra do hiato ocorrer em palavra paroxítona e antes
houver um ditongo, não mais ocorrerá acento gráfico. Exemplo disso é a palavra feiura ( fei-u-ra ).
Observação: As paroxítonas terminadas
em ens não recebem acento.
Exemplo: hifens, itens, polens, jovens.
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7º) Acento diferencial, usa-se o acento para diferenciar palavras homônimas.
Exemplo.:
pôr (verbo) por (preposição)
pôde (pret. Perfeito) pode (presente)
têm (3ª pessoa plural) tem (3ªpes singular)
vêm (3ª pessoa plural) vem (3ªpes singular)
Observação:
1. O acento diferencial das paroxítonas está extinto conforme a reforma ortográfica de 2009. Exceção ape-
nas para o par ―pôde‖ X ―pode‖.
2. São facultativos forma X fôrma e demos X dêmos
Regras extintas
1º) Acentua-se a primeira vogal dos encontros vocálicos ―êe‖ e ―ôo‖, quando forem tônicas.
Exemplo: Vôo, vêem.
Observação: Para o encontro ―ee‖, lembre-se de credeleve, pois temos aí as únicas palavras acentuadas.
Veja:
CRE DE LE VE
vêem
lêem
dêem
crêem
Observação 1: Não existe têem, pois no português grafa-se ―ele tem‖, ―eles têm‖ e ―ele retém‖, ―eles retêm‖.
Observação 2: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009, está extinta.
2º) Usa-se trema nos conjuntos ―qu‖ e ―gu‖ seguidos pelas vogais ―e‖ ou ―i‖ com ―u‖ pronunciado.
Exemplo: cinqüenta, tranqüilo, aguentar, linguiça.
Observação: O trema, salvo em palavras estrangeiras como ―Muller‖, não se usa Língua Portuguesa, con-
forme a reforma pela qual a língua passou em 2009.
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UNIDADE
3
SEMÂNTICA
1 – Conceito
É a parte da linguística que estuda a significação.
―A palavra e o seu sentido: a polissemia‖
Uma palavra pode apresentar mais de um significado (como nos indicam os dicionários) de tal modo que somente
o contexto (a frase, o texto) determina o seu sentido: Veja:
Aquela ave está perdendo as penas. (plumas)
Quebrei a pena de sua caneta. (lâmina da caneta)
2 – A Relação Semântica entre as Palavras
1 – Sinonímia:
Palavras que apresentam sentido parecido e podem ser trocadas umas pelas outras.
Exemplo.: A fantasia foi feita com penas.
A fantasia foi feita com plumas.
Obs.: Lembre-se de que não há sinônimos perfeitos. Cada palavra possui em si uma significação mais ampla ou mais
restrita.
Exemplo.: bicho – inseto
oculista – oftalmologista
belo – bonito
2 – Antonímia:
Palavras que apresentam oposição de sentido
Exemplo: bonito – feio
Podem ser representados por:
a) Radicais diferentes.
Exemplo: antigo - novo
b) Por prefixo.
Exemplo: infeliz - feliz
3 – Homonímia:
Palavras foneticamente iguais que possuem sentidos diferentes.
Exemplo: são (verbo ser / eles são)
são (saudável)
são (santo)
são ( verbo ser)
Além disso, os homônimos podem ser:
a – Homônimos Perfeitos – apresentam mesma grafia e pronúncia.
Exemplo: fui (verbo ir - pretérito perfeito)
fui (verbo ser - pretérito perfeito)
b – Homônimos Homófonos – apresentam grafias diferentes e mesma pronúncia.
Exemplo: caçar (apanhar)
cassar (anular)
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c – Homônimos Homógrafos – apresentam mesma grafia e pronúncia diferente.
Exemplo: ele (pronome)
ele (substantivo, nome da letra L)
4. Significante e significado
―Saussure pensa que o signo linguístico resulta da união de um conceito com uma imagem acústica...sendo este o
significante e aquele o significado.‖
(Adaptado de Edward Lopes)
Então, pode-se definir assim:
 Significante: parte física, visual.
 Significado: definição ou conceito.
A associação dos dois cria o vocábulo ou signo linguístico.
= ÁRVORE
significante
significado
5. Polissemia
A partir de um significante, podem-se criar várias possibilidades de sentido – um paradigma semântico. Tal fato é
próprio da língua, por isso não é um fenômeno restrito a um pequeno grupo de palavras.
Exemplo: Embarcação: veleiro; canoa; iate; jangada. / Assistir: ver; ter direito; caber; morar.
6. Hiperonímia: uma palavra com sentido geral em relação a outras com sentido mais restrito. A estas se atribui o
nome hipônimos.
Exemplo: mamíferos (hiperônimo) cão, gato, leão, tigre, lobo, baleia, morcego ( hipônimos)
3 – Palavras e Seus Efeitos de Sentido
1 – Denotação: Significação básica de uma palavra, levando em consideração a informação que ela traz, sua refe-
rência.
Exemplo: amásio / amante
2 – Conotação:
Significação de uma palavra, considerando o seu sentido subjetivo, circunstancial.
Exemplo: irresponsável e desmiolado (uso popular)
Observação: Normalmente construído no contexto.
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UNIDADE
4
ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
1 – Estrutura das Palavras
A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos ou morfemas.
Exemplo: menininho – menin- + -inho
felicidade – felic- + -dade
MORFEMA DEFINIÇÃO: Menor unidade de sentido da palavras.
1. ELEMENTOS MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
 Radical;
 Vogal temática;
 Tema;
 Desinência;
 Afixo;
 Vogais e consoantes de ligação.
1.1. RADICAL
O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos.
Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
1.2. VOGAL TEMÁTICA VERBAL
Possui a função de preparar o radical para receber as desinências e também indicar a conjugação a que o verbo
pertence.
Exemplo: cantar, vender, partir.
1.3. VOGAL TEMÁTICA NOMINAL
Possui a função de preparar o radical para receber as desinências nominais de gênero ou número.
Exemplo: bolo ( bol- + -o )
As vogais temáticas nominais são –a, -e, -o.
OBSERVAÇÃO 1:
Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
Exemplo: parto (radical + desinência)
OBSERVAÇÃO 1:
1.4. TEMA:
É o radical com a presença da vogal temática.
Exemplo: o choro, ele canta.
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1.5. DESINÊNCIAS
São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em:
a) DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de
número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.
Exemplo:
 gat-( Radical) / -o (desinência nominal de gênero)
 Gat- (Radical) / -o (desinência nominal de gênero) / -s (desinência nominal de número)
b) DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos.
Exemplo: cant-( radical ) / -á(vogal temática) / -va ( desinência modo-temporal ) - mos (desinência número-
pessoal)
1.6. AFIXOS
São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:
 PREFIXOS – quando colocado antes do radical;
Exemplo: impróprio
 SUFIXOS – quando colocado depois do radical
Exemplo: alegremente
1.7. VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO
São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja,
para facilitar a pronúncia de certas palavras.
Exemplos: silvícola, paulada, cafeicultura.
2 – Processo de Formação das Palavras
 PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
 PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já Existentes.
Exemplo: pedreiro (derivada de pedra), livreiro (derivada de livro).
 PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.
Exemplo: mesa, palavra, crise.
 PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que apresentam dois ou mais radicais.
Exemplo: pão-de-ló, planalto, guarda-noturno.
Os dois principais processos de formação de palavras são: derivação e composição.
1. DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem
ocorrer das seguintes maneiras:
 Prefixal;
 Sufixal;
 Prefixal e sufixal;
 Parassintética;
 Regressiva;
 Imprópria.
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1.1. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical.
Exemplo: descrer, impróprio.
1.2. SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical.
Exemplo: camiseiro, livreiro.
1.3. PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.
Exemplo: anoitecer, pernoitar.
1.4. PREFIXAL E SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo não simultaneamente ao
radical.
Exemplo: deslealdade, infelizmente
1.5. REGRESSIVA – processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos.
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) / O debate foi longo. (do verbo debater)
1.6. IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua
forma se altere.
Exemplo: O jantar estava ótimo
2. COMPOSIÇÃO
É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de
duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO.
2.1. JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma
como eram antes da composição.
Exemplo: girassol (gira+sol), pé-de-moleque (pé+de+moleque)
2.2. AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Exemplo: planalto (plano + alto)
Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação
e onomatopeia.
3. ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
É a forma reduzida apresentada por algumas palavras:
Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta).
4. HIBRIDISMO
É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes.
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego).
5. ONOMATOPEIA
Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.
Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!
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UNIDADE
5
CLASSE DE PALAVRAS
As palavras da língua portuguesa estão agrupadas em dez classes gramaticais agregadas em duas classificações:
1 – Variáveis












Verbo-
Numeral-
Pronome-
Artigo-
Adjetivo-
oSubstantiv-
Variáveis
Obs.: São variáveis as palavras que flexionam em gênero, número, pessoa, modo, tempo ou voz.
Exemplo:
Eu canto porque o instante existe.
E minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste.
Sou poeta.
1.1 – Substantivo
Substantivo: nomeia seres e é, normalmente, especificado por outra palavra.
Exemplo: ... ―o instante‖
subs. –p especificado por ―o‖ artigo
1º) Gênero – no português, os substantivos, podem ser masculinas e femininas. Por isso, eles podem ser classificados
como uniforme ou biforme.
1. Substantivos Biformes
São os que apresentam duas formas; uma para o masculino e outra para o feminino.
Exemplo:
médico / médica
senhor / senhora
pai / mãe
genro / nora
2. Substantivos Uniformes
São os que apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino e, além disso, subdivide-se em epice-
no, sobrecomum e comum-de-dois.
2.1. Substantivos Uniformes Epicenos
São designativos de animais e para determinar gênero, faz uso dos adjetivos macho e fêmea.
Exemplos:
o jacaré macho / o jacaré fêmea
a onça macho / a onça fêmea
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2.2. Substantivos Uniformes Sobrecomuns
São designativos de pessoas. Neste caso, a diferença de uso não é especifica por artigos ou outros determinantes,
que são invariáveis.
Exemplos:
a criança
o cônjuge
2.3. Substantivos Uniformes Comuns-de-dois
Aqui a diferença é atribuída à variação do especificador.
Exemplo:
o artista/ a artista
o dentista / a dentista
o estudante / a estudante
2º) Número – no português, os substantivos podem ser singulares ou plurais.
Exemplo:
Aluno, mãe, pé-de-moleque ( singular)
Alunos , mães, pés-de-moleque ( plural)
1. Plural das palavras simples
a) Terminadas em -r ou -z recebem -es
Exemplo:
mar es
vez es
cruz es
lar es
b) Terminadas em -s, se oxítonas, recebem - es. Caso contrário, são invariáveis.
Exemplo:
ananás - ananases ( oxítona)
o lápis - os lápis ( paroxítona)
o ônibus - os ônibus ( proparoxítona )
c) Terminadas em l e antecedido por a, e, o, u , troca-se o l por is.
Exemplo:
animal - animais.
anel - anéis
farol - faróis
paul - pauis
Obs.: Se a palavra terminar em - il, haverá duas regras:
1ª ) Se oxítona , troca-se L por - s.
Exemplo: barril - barris
2ª ) Se não-oxítonas, troca-se o il por -eis.
Exemplo: fóssil - fósseis
d) Terminadas em -x , são invariáveis.
Exemplo: o tórax/ os tórax
2. Plural das palavras compostas.
a – Variam todos os elementos.
Substantivo + substantivo Exemplo: cirurgiões-dentistas
Substantivo + adjetivo Exemplo: amores-perfeitos
Adjetivo + substantivo Exemplo: boas-vidas
Numeral + substantivo Exemplo: terças-feiras
Verbo + Verbo (iguais) Exemplo: corres-corres
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b – Varia só o primeiro elemento
Substantivo + preposição + substantivo
Exemplo: pés-de-moleque
Substantivo + substantivo qualificador
Exemplo: navios-escola
c – Varia só o último elemento
Verbo + substantivo: Exemplo: beija-flores
Advérbio + adjetivo: Exemplo: sempre-vivas
Onomatopeia: Exemplo: bem-te-vis
Palavra invariável + palavra variável: Exemplo: além-mares.
Palavras repetidas: Exemplo: quero-queros.
d – São invariáveis
Verbo + palavra pluralizada: Exemplo: saca-rolhas
Verbo + verbo: Exemplo: leva e traz.
(Mas como sentidos opostos)
Palavras Como: Exemplo: arco-íris.
1.2 – Adjetivo
Adjetivo: qualifica seres.
Exemplo: ―Não sou alegre nem triste...‖.
Indicam um estado do ―eu‖, palavra substantiva.
1. Gênero = quanto ao gênero, o adjetivo pode ser uniforme e biforme.
1.1. Uniforme = única forma para os dois gêneros.
Exemplo: doente, paciente, simples, feliz.
1.2. Biforme = duas formas; uma para o masculino e, outra, para o feminino.
Exemplo: simpático (a), bom/boa, novo (a).
2. Número = quanto ao número, o adjetivo pode ser singular e plural.
2.1. Palavras Simples = mesmas regras dos substantivos.
2.2. Palavras Compostas = varia só o último elemento.
Adjetivo + adjetivo
Exemplo: sapatos marrom-escuros.
acordos sócio-luso-brasileiros.
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3. Grau = os adjetivos podem ser comparativos e superlativos. Veja esquema abaixo :






























adesuperioridde
adeinferioridde
relativo
analítico
sintético
absoluto
oSuperlativGrau
adesuperioridde
adeinferioridde
igualdadede
oComparativGrau
AdjetivodoGrau
3.1. Grau Comparativo de Igualdade: tão ... quanto (como).
Exemplo: Fabiana é tão bela quanto/como a irmã.
3.2. Grau Comparativo de Superioridade: mais ... (do) que.
Exemplo: Fabiana é mais bonita (do) que a irmã.
3.3. Grau Comparativo de Inferioridade: menos ... (do) que.
Exemplo: Fabiana é menos feia (do) que a irmã.
3.4. Grau Superlativo Relativo de Inferioridade: menos ... de .
Exemplo: Fabiana é a menos feia de todas.
 
artigo preposição.
3.5. Grau Superlativo Relativo de Superioridade: mais ... de.
Exemplo: Fabiana é a mais bonita de todas.
 
artigo preposição
3.6. Grau Superlativo Absoluto Sintético:






ílimo
íssimo
érrimo
adjetivo
Exemplo: Fabiana é boníssima.
3.7. Grau Superlativo Absoluto Analítico:
Adv. (muito) + adjetivo.

normalmente
Exemplo: Fabiana é muito bonita.
Obs.: mais grande e mais pequeno serão corretos caso se comparem duas características .
Exemplo: A casa é mais grande que confortável .
adj. 1 adj. 2
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1.3 – Artigo
Artigo: determina ou indetermina o substantivo. Por isso, divide-se em duas categorias:
a) Definidos ou Determinantes: o, a, os, as.
Exemplo: ―o instante‖
substantivos
artigo: determina o substantivo.
b) Indefinido ou Indeterminante: um, uma, uns, umas.
Exemplo: ―um poeta‖
substantivo
artigo: indetermina o substantivo
1.4 – Pronome
Pronome: substitui ou acompanha o nome, indicando uma das três pessoas gramaticais.
Exemplo: ―E minha vida está completa‖.
Especifica o substantivo ―vida‖, acompanhando-o e dando-lhe noção de posse.
1°) Demonstrativos
1° Pessoa: este(s), esta(s), isto.
2° Pessoa: esse(s), essa(s), isso.
3° Pessoa: aquele(s), aquela(s), aquilo.
Para indicar noção espacial.
a) Proximidade à pessoa com quem se fala (1° pessoa)
Exemplo: Estes papéis aqui são do meu testamento.
b) Proximidade à pessoa com quem se fala (2° pessoa)
Exemplo: Esses livros aí são os mais importantes.
c) Proximidade à pessoa de quem se fala (3° pessoa)
Exemplo: Aqueles cartazes lá representam minhas esperanças.
Para indicar noções temporais.
a) Na indicação de um fato que ocorre no tempo presente ou no momento em que se fala. (1° pessoa).
Exemplo: Neste ano, irei à Espanha.
No ano em que me encontro.
b) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado relativamente próximo ao presente. (2° pessoa).
Exemplo: Em maio fui viajar. Nesse mês encontrei muitos amigos.
.
c) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado, mas distante do presente. (tempo remoto e incerto).
Exemplo: Em 1950 realizou-se a Copa do Mundo no Brasil; naquele ano o Uruguai foi campeão.
(tempo distante)
 presenteaoproximomaspassado,éreferesequeamesO
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Para indicar o que já foi dito ou sê-lo-á.
a) Fato que será dito.
Exemplo: Só desejo isto: sua felicidade.
b) Fato que já foi dito.
Exemplo: Subjetivismo , apego à natureza ; essas são algumas características do Romantismo.
Emprega-se ―este‖ em oposição a ―aquele‖ na indicação de elementos já mencionados.
Exemplo: Estudo as línguas português e espanhola; esta por devoção; aquela por patriotismo.
 
espanhola portuguesa
2º ) Pessoais
1 – Pessoais dos casos reto e oblíquo.
Reto Oblíquo
1° pessoa eu, nós me, nos, mim, comigo, nós, conosco
2° pessoa tu, vós te, vos, ti, contigo, vós, convosco
3° pessoa ele(s), ela(s) se, si, consigo, ele(s),ela(s), o (s), a (s), lhe, lhes
Uso dos pronomes pessoais
a) mim/eu – ti/tu
a.1) Usam-se eu e tu quando esses possuírem a função de sujeito.
Exemplo: Isto é para eu fazer / Isto é para tu fazeres.
 
sujeito de fazer sujeito de fazer.
a.2) Usam-se mim e ti ( ou você) quando esses vierem preposicionados e não possuírem após verbo no infinitivo.
Exemplo: Não há nada entre mim e ti ( ou você).

preposição
b) Conosco – com nós/ convosco – com vós.
b.1) Com nós e com vós usam-se quando existir algum especificador após. (Usa-se forma analítica).
Exemplo: Elas querem sair com nós dois.

forma analítica especificador
b.2) Conosco e convosco usam-se quando não existir algum especificador após . (usa-se forma sintética).
Exemplo: Elas querem sair conosco.
Forma sintética
c) Consigo: só pode ser utilizado como referência a ―com ele(a)(s) mesmo(a)(s)‖ ou ―com você(s) mesmo(a)(s)‖.
Exemplos: O advogado levou consigo todas as provas. / Você poderá levar consigo todos os livros didáticos.
d) Contigo, te e ti : quando o referente for tu.
Exemplo: Quando fores à praia, leva contigo o protetor solar.
e) Com você, se, lhe e si: quando o referente for você.
Exemplo: Quando for à praia, leve com você o protetor solar.
não há verbo no
infinitivo após
não há verbo no
infinitivo após
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2 – Pronomes Pessoais de Tratamento: são pronomes de segunda pessoa que pedem verbos e complementos na terceira.
Pronomes Abreviações Usos
Você v. familiar
Senhorita(s) Srta/ Srtas moças solteiras
Senhor Sr Respeitoso para homens
Senhora(s) Sra. / Sr.as Respeitoso para mulheres
Vossa(s) senhoria(s) V.S.a./ V.S.as. Correspondências comerciais
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa(s) Reverendíssima(s) V.Rev.ma (s) sacerdotes
Vossa (s) Eminência V.Em.a (s). cardeais
Vossa(s) Alteza(s) V.A./V.V.A.A. Príncipes e duques
Vossa(s) Majestade(s) V.M./V.V.M.M. Reis e imperadores
Vossa(s) Magnificência(s) V.Mag ª(s) Reitores de universidade
Vossa(s) Excelência(s) V. Ex. ª(s) Altas autoridades
Exemplo: Vossa Excelência conhece os seus verdadeiros amigos
 
verbo complemento
 
Ambos na 3 ª pessoa
Observação: Em alguns contextos, o tratamento pode ser iniciado pela forma Sua. Isso ocorrerá quando a autori-
dade for a pessoa de quem se fala, ou seja, terceira pessoa.
Exemplo: Se Sua Excelência, o governador, estiver disponível, pergunte-lhe se ele pode atender-me agora.
1.5 – Numeral
Numeral: quantifica os seres ou designa a ordem numérica.
Exemplo:
Duas mulheres  Duas (enumera)  cardinal.
O dobro de pessoas  Dobro (multiplica)  multiplicativo.
A metade das folhas  metade (fraciona)  fracionário.
Primeiro dia  Primeiro (ordena)  ordinal.
1.6 – Verbo
Verbo: indica uma ação ou um estado do sujeito, concordando com o último em número e pessoa.
Exemplo: A aeronave chegou. (ação do sujeito)
ação
1. Conceito
Verbo é a palavra variável que exprime ação, fenômeno, estado ou mudança de estado, na perspectiva do tempo.
Exemplo:
Ele joga no Guarani. (ação no tempo presente)
Venta pouco hoje. (fenômeno no tempo presente)
João estava preocupado. (estado no tempo passado)
Ele se tornará um grande líder sindical. (mudança de estado no tempo futuro)
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2. Estrutura
Os elementos que constituem as formas verbais são: radical, vogal temática, tema (radical + vogal temática) e de-
sinência. Exemplo:
estud. á sse mos
radical vogal desin. desin. número-
temática modo-temporal -pessoal
3. Conjugação
Quanto à conjugação, os verbos são classificados em:
1ª conjugação: verbos terminados em ar. Exemplo: cantar, falar, amar.
2ª conjugação: verbos terminados em er. Exemplo: vender, beber, comer.
3ª conjugação: verbos terminados em ir. Exemplo: partir, fugir, florir.
Às vogais que caracterizam a conjugação dá-se o nome de vogais temáticas.
Exemplo: cantar (a = vogal temática), vender (e = vogal temática), partir (i = vogal temática).
4. Formas rizotônicas e arrizotônicas
Em grego, rhíza significa raiz.
Formas rizotônicas são aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece dentro do radical (da raiz). Exemplo:
canto, venda, parta.
Formas arrizotônicas são, por sua vez, aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece fora do radical. Exem-
plo: cantamos, vendamos, partirás.
5. Flexões
O verbo varia quanto a número, pessoa, modo, tempo e voz.
a) Número: o verbo admite dois números – singular e plural. É singular quando se refere a só uma pessoa ou coisa, e
plural quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa.
Exemplo: eu estudo, ele estuda (singular); nós estudamos, eles estudam (plural).
b) Pessoa: o verbo apresenta três pessoas:
a primeira – a que fala: eu canto (singular), nós cantamos (plural);
a segunda – a quem se fala: tu cantas (singular), vós cantais (plural);
a terceira – de quem se fala: ele canta (singular), eles cantam (plural).
c) Modo: o verbo possui diferentes maneiras de expressar a ação ou estado do sujeito. Além das formas nominais
(infinitivo, gerúndio e particípio), há três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo.
O indicativo exprime um fato real, indica uma informação.
Exemplo: Eu estudo Português.
O subjuntivo indica um fato provável, possível de se acontecer, mas que depende de algo.
Exemplo: Meu mestre deseja que eu estude Português.
O imperativo apresenta uma ordem, uma súplica, um pedido.
Exemplo: Estude Português.
d) Tempo: indica o momento em que se dá a ação. Os três tempos fundamentais são: presente, passado e futuro.
O presente designa uma ação ocorrida no momento em que se fala.
Exemplo: Eu estudo.
O passado ou pretérito designa uma ação ocorrida anteriormente ao momento em que se fala.
Exemplo: Eu estudei durante todas as férias.
O futuro designa uma ação que ainda vai acontecer.
Exemplo: Eu estudarei.
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 O conjunto dos tempos verbais, dentro de seus respectivos modos, pode ser assim esquematizados com o verbo
estudar, da 1ª conjugação:
INDICATIVO
a) Presente: eu estudo
b) Pretérito Imperfeito: eu estudava
c) Pretérito Perfeito Simples: eu estudei
d) Pretérito Perfeito Composto eu tenho estudado
e) Pretérito mais-que-perfeito Simples eu estudara
f) Pretérito mais-que-perfeito Composto: eu tivera estudado
g) Futuro do presente Simples: eu estudarei
h) Futuro do presente Composto: eu terei estudado
i) Futuro do pretérito Simples: eu estudaria
j) Futuro do pretérito Composto: eu teria estudado
SUBJUNTIVO
a) Presente: que eu estude
b) Pretérito Imperfeito: se eu estudasse
c) Pretérito Perfeito Composto: que eu tenha estudado
d) Pretérito Mais-que-perfeito Composto: se eu estudasse
e) Futuro Simples: quando eu estudar
f) Futuro Composto: quando eu tiver estudado
IMPERATIVO
Afirmativo estuda tu, estude você, estudemos nós, estudai vós, estudem vocês.
Negativo não estudes tu, não estude você, não estudemos nós, não estudeis vós, não estudem vocês.
 Emprego dos modos e tempos verbais (verbos regulares)
MODO INDICATIVO
TEMPO DESINÊNCIAS
Presente
1ª conj. o, as, a, amos, amais, amam
2ª conj. o, es, e, emos, eis, em
3ª conj. o, es, e, imos, is, em
Pretérito perfeito
1ª conj. ei, aste, ou, amos, astes, aram
2ª conj. i, este, eu, emos, estes, eram
3ª conj. i. iste, iu, imos, istes, iram
Pretérito mais-que-perfeito
1ª conj. ara, aras, ara, áramos, áreis, aram
2ª conj. era, eras, era, êramos, êreis, eram
3ª conj. ira, iras, ira, íramos, íreis, iram
Pretérito imperfeito
1ª conj. ava, avas, ava, ávamos, áveis, avam
2ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
3ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
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Futuro do presente
1ª conj. arei, arás, ará, aremos, areis, arão
2ª conj. erei, erás, erá, eremos, ereis, erão
3ª conj. irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Futuro do pretérito
1ª conj. aria, arias, aria, aríamos, aríeis, ariam
2ª conj. eria, erias, eria, eríamos, eríeis, eriam
3ª conj. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
MODO SUBJUNTIVO (Que)
Presente
1ª conj. e, es, e, emos, eis, em
2ª conj. a, as, a, amos, ais, am
3ª conj. a, as, a, amos, ais, am
Pretérito imperfeito (Se)
1ª conj. asse, asses, asse, ássemos, ásseis, assem
2ª conj. esse, esses, esse, êssemos, êsseis, essem
3ª conj. isse, isses, isse, íssemos, ísseis, issem
Futuro (Quando)
1ª conj. ar, ares, ar, armos, ardes, arem
2ª conj. er, eres, er, ermos, erdes, erem
3ª conj. ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
FORMAÇÃO DO IMPERATIVO
a) Imperativo afirmativo
- 2ª pessoa do singular e plural à derivadas do presente do indicativo sem o s final.
- 3ª pessoa do singular e plural, 1ª pessoa do plural à derivadas do presente do subjuntivo.
b) Imperativo negativo – derivado do presente do subjuntivo
Pres. Indicativo Imp. Afirmativo Pres. Subjuntivo Imp. Negativo
Eu estudo Que eu estude
Tu estudas Estuda tu Que tu estudes Não estudes tu
Ele estuda Estude você/ele Que ele estude Não estude você
Nós estudamos Estudemos nós Que nós estudemos Não estudemos nós
Vós estudais Estudai vós Que vós estudeis Não estudeis vós
Eles estudam Estudem vocês/eles Que eles estudem Não estudem eles
 Classificação dos Verbos
Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; irregulares; defectivos; abundantes.
– Regulares – são aqueles que seguem o modelo da conjugação. Quando um verbo é regular, o radical se mantém
em todas as formas e as desinências são as mesmas.
– Irregulares – são aqueles que se apresentam com alterações no radical ou nas desinências.
Exemplo: eu sou tu és
eu faço tu fazes
– Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas.
Exemplo: colorir, falir.
Consideram-se defectivos os chamados verbos unipessoais:
- verbos que exprimem fenômenos da natureza (só se empregam na terceira pessoa do singular).
Exemplo: chover, nevar, etc.
- verbos que exprimem vozes de animais (só se empregam na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural.)
Exemplo: miar, uivar, latir, etc.
O gato mia muito.
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– Abundantes – são aqueles que possuem duas ou mais formas em um único modo, geralmente no particípio de
alguns verbos.
Infinitivo particípio regular particípio irregular
aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
benzer benzido bento
concluir concluído concluso
exprimir exprimido expresso
expulsar expulsado expulso
enxugar enxugado enxuto
prender prendido preso
Observação: Com o particípio regular deve-se usar os auxiliares ter e haver e no particípio irregular empregam-se os
auxiliares ser e estar.
Exemplo:
Tinha aceitado a proposta.
A proposta foi aceita.
Conjugação de alguns verbos irregulares que podem causar dificuldades quanto a determinados tempos.
Odiar
Indicativo
- presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
Subjuntivo
- presente (que eu): odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
Dar
Indicativo
- presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão
- pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram
Subjuntivo
- presente: dê, dês, dê, demos, deis dêem
- pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Mobiliar
Indicativo
- presente: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam
Subjuntivo
- presente: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem
Aguar
Indicativo
- presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
- pretérito perfeito: aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Subjuntivo
- presente: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem
Averiguar
Indicativo
- presente: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam
- pretérito perfeito: averiguei, averiguaste, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram
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Subjuntivo
- presente: averigúe, averigúes, averigúe, averiguemos, averigueis, averigúem
Magoar
Indicativo
- presente: magôo, magoas, magoa, ,magoamos, magoais, magoam
- pretérito perfeito: magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoaram
Subjuntivo
- presente: magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Nomear
Indicativo
- presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
- pretérito imperfeito: nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam
Subjuntivo
- presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
Caber
Indicativo
- presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
- pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
Subjuntivo
- presente (que eu): caiba, caibas, caibamos, caibais, caibam
- pretérito imperfeito (se eu): coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem
- futuro: (quando eu): couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem
Crer
Indicativo
- presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
- pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram
Subjuntivo
- presente (que eu): creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
- pretérito imperfeito (se eu): cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem
Haver
Indicativo
- presente: hei, hás, há, havemos, haveis, hão
- pretérito perfeito: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram
Subjuntivo
- presente (que eu): haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam
- futuro (quando eu): houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem
Reaver
Esse verbo é conjugado da mesma maneira que haver, mas só apresenta as formas em que o verbo haver tem a
letra v.
Indicativo
- presente: (eu) -, (tu) -, (ele) -, reavemos, reaveis, (eles)
- pretérito perfeito: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram (e não: eu
"reavi", tu "reaveste", etc.)
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Subjuntivo
- presente: não possui nenhuma das seis pessoas, são incorretas, portanto, formas como: que eu reaveja, que tu
reavejas, etc.
- futuro (quando eu): reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem (e não: quando eu reaver,
quando tu reaveres, etc)
- pretérito imperfeito (se eu): reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem (e não: se eu
reavesse, se tu reavesses, etc.)
Requerer
Indicativo
- presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem
- pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram
Subjuntivo
- presente (que eu): requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram
- pretérito imperfeito (se eu): requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem.
Ter
Indicativo
- presente: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm
- pretérito perfeito: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem
- pretérito imperfeito (se eu): tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem
Dizer
Indicativo
- presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
- pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
- futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão
Subjuntivo
- presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam
- pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem
Fazer
Indicativo
- presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
- pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram
Subjuntivo
- presente: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
Trazer
Indicativo
- presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
- pretérito imperfeito: trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
Subjuntivo
- presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
- pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem
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Valer
Indicativo
- presente: valho, vale, valemos, valeis, valem
- pretérito perfeito: vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram
Subjuntivo
- presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
- pretérito imperfeito: valesse, valesses, valesse, valêssemos, valêsseis, valessem
Jazer
Indicativo
- presente: jazo, jazes, jaz, jazemos, jazeis, jazem
- pretérito perfeito: jazi, jazeste, jazeu, jazemos, jazestes, jazeram
Subjuntivo
- presente: jaza, jazas, jaza, jaza, jazamos, jazais, jazam
- pretérito imperfeito: jazesse, jazesses, jazesse, jazêssemos, jazêsseis, jazessem
Moer
Indicativo
- presente: môo, móis, mói, moemos, moeis, moem
- pretérito perfeito: mói, moeste, moeu, moemos, moestes, moeram
Subjuntivo
- presente: moa, moas, moa, moamos, moais, moam
- pretérito imperfeito: moesse, moesses, moesse, moêssemos, moêsseis, moessem
Perder
Indicativo
- presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
Subjuntivo
- presente: perca, percas, perca, percamos, percais, percam
Querer
Indicativo
- presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
- pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Subjuntivo
- presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
- pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem
Saber
Indicativo
- presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
- pretérito perfeito: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Subjuntivo
- presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam
- pretérito imperfeito: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem
Construir
Indicativo
- presente: construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem
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Ferir
Indicativo
- presente: firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem
Subjuntivo
- presente: fira, firas, fira, firamos, firais, firam
Aderir
Indicativo
- presente: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem
- pretérito perfeito: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram.
Subjuntivo
- presente: (que eu) adira, adiras, adira, adiramos, adirais, adiram.
Vir
Indicativo
- presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
- pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
- pretérito imperfeito (se eu): viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Sumir
Indicativo
- presente: sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Subjuntivo
- presente: suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Rir
Indicativo
- presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem
- pretérito perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Subjuntivo
- presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam
- pretérito imperfeito: risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Possuir
Indicativo
- presente: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem
- pretérito perfeito: possuí, possuíste, possuiu, possuímos, possuístes, possuíram
Subjuntivo
- presente: possua, possuas, possua, possuamos, possuais, possuam
- pretérito imperfeito: possuísse, possuísses, possuísse, possuíssemos, possuísseis, possuíssem
Polir
Indicativo
- presente: pulo, pule, pule, polimos, polis, pulem
Subjuntivo
- presente: pula, pulas, pula, pulamos, poli, pulam
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Pedir
Indicativo
- presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Subjuntivo
- presente peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Ouvir
Indicativo
- presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Subjuntivo
- presente: ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Ir
Indicativo
- presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão
- pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Subjuntivo
- presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão
- pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Pôr
Indicativo
- presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem
- pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram
Subjuntivo
- futuro (quando eu): puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem
e) Voz: a ação expressa pelo verbo pode se dar de três formas: ativa, passiva e reflexiva.
 Ativa: quando a ação é praticada pelo sujeito.
Exemplo: O presidente sancionou uma lei.
 Passiva: quando a ação é recebida pelo sujeito.
Exemplo: A lei foi sancionada pelo presidente.
 Reflexiva: quando o sujeito pratica e sofre a ação.
Exemplo: O escorpião envenenou-se.
e.1) Voz ativa
Exemplo: A criança viu Papai Noel.
Na frase acima, a criança pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente.
Em: Papai Noel levou um susto, o sujeito. Papai Noel é também considerado agente, embora não pratique ação
nenhuma.
e.2) Voz passiva
Exemplo: Papai Noel foi visto pela criança.
Papai Noel sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. A criança é o elemento que pratica a
ação de ver. É o agente da passiva.
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A voz passiva pode ser:
a) analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal.
Exemplo: As queixas da sociedade forma ouvidas.
b) sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3ª pessoa, seguido do pronome se.
Exemplo:Ouviram-se as queixas da sociedades problemas desta classe.
A voz passiva ainda pode ser formada por outros verbos auxiliares, como estar, andar, ficar, ir, vir, viver etc.
Exemplo:
As queixas da sociedade estavam sendo ouvidas pelo Congresso Nacional.
Eles sempre iam manipulados pela mídia.
Essa sociedade vive marginalizada pelo Primeiro Mundo.
e.3) Voz reflexiva
Exemplo: O escorpião feriu-se.
Escorpião é o agente e o paciente da ação expressa pelo verbo.
6. Formas Nominais
Além do modo, o verbo ainda flexiona nas formas nominais, podendo exercer as funções próprias do nome (subs-
tantivo, adjetivo e advérbio). São três: infinitivo (impessoal e pessoal), gerúndio e particípio.
a) Infinitivo impessoal: é o nome do verbo e tem valor e função do substantivo.
Exemplo: Cantar é espantar os males.
Veja: o canto é espantar os males, o cantar é espantar os males. Cantar, pois, é o sujeito da oração "Cantar é es-
pantar os males".
Quero vencer.
b) infinitivo pessoal: é o que está relacionado às três pessoas do discurso. Flexiona-se assim (na 1ª e 3ª pessoa do
singular o morfema é zero):
SINGULAR
1ª infinitivo + ø poder (eu)
2ª infinitivo + es poderes (tu)
3ª infinitivo + ø poder (ele)
PLURAL
1ª infinitivo + mos podermos (nós)
2ª infinitivo + des poderdes (vós)
3ª infinitivo + em poderem (eles)
c) Particípio: tanto pode servir para a formação dos tempos compostos como de adjunto a um substantivo.
Exemplo: A candidata foi anunciada. (resultado de uma ação)
A candidata anunciada saiu em carreata. (adjetivo)
d) Gerúndio: tanto pode funcionar como adjetivo ou como advérbio.
Exemplo: Aprende-se estudando. (= Aprende-se assim). Aqui o gerúndio funciona como advérbio.
Observo idosos descansando na praça. (= Observo idosos que descansam). Aqui o gerúndio funciona como adjeti-
vo ou oração adjetiva.
7. Locução Verbal
É o conjunto de dois ou mais verbos, sendo que um é o principal e os demais auxiliares. O verbo auxiliar aparece
conjugado, e o verbo principal, numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Chame a sair. Ia saindo. Haviam saído.
Prepare para estudar. Andam estudando. Foi estudado.
Estavam estudando. Tinham estudado. Pôs-se a estudar.
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2 – Invariáveis







Preposição-
Conjunção-
oInterjeiçã-
Advérbio-
sInvariávei
Obs.: São as palavras que não flexionam em nenhuma das categorias gramaticais, ou seja, gênero, número...
2.1 – Advérbio
Advérbio: Exprime circunstância de modo, tempo, negação, etc.
Exemplo: Amanhã, nas instalações públicas ...
locução adverbial de lugar
adv. tempo
Obs.: locução adverbial refere-se a mais de uma palavra com função de advérbio.
Exemplo: ―... nos últimos anos.‖ ( de tempo )
―... na praia.‖ ( de lugar )
2.2 – Interjeição
Interjeição: tem, como função, destacar um sentimento sem, no entanto, estabelecer relação de dependência
com o resto da frase.
Exemplo: Ah! Como sou feliz.
interjeição
2.3 – Conjunção
Conjunção: relaciona duas orações ou dois termos com a mesma função sintática.
Exemplo: Eu canto porque o momento existe.
relaciona duas orações
Eu e você...
relaciona dois termos
Coordenadas
I. Conjunções Coordenativas Aditivas: possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função grama-
tical, bem como adiciona uma oração à outra de mesma função gramatical. As principais são: e, nem, mas tam-
bém, não só...como também, não só...como também.
II. Conjunções Coordenativas Adversativas: possuem a função de estabelecer uma relação de contraste o –
oposição semântica – entre os sentidos de dois termos ou duas orações. As principais são: mas, contudo, no entan-
to, entretanto, porém, todavia, e.
III. Conjunções Coordenativas Alternativas: unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se ne-
gam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da
outra oração. As principais são: ou, ou...ou, ora...ora, seja...seja, quer...quer
IV. Conjunções Coordenativas Conclusivas: são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime
conclusão ou fechamento de uma idéia. As principais são: assim, logo, portanto, por isso, pois ( depois do verbo).
V. Conjunções Coordenativas Explicativas: são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o
conteúdo da primeira. As principais são: porque, que, pois, porquanto.
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Subordinadas
I. Conjunções Subordinativas Causais: subordinam uma oração à outra, iniciando uma oração que exprime causa
de outra oração, a qual se subordina. As principais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que,
visto que, por isso que, etc.
II. Conjunções Subordinativas Consecutivas: estabelecem o efeito de uma fato que seja a causa em um período
composto. Devido a isso, sempre haverá uma relação de CAUSA X CONSEQUÊNCIA. As principais conjunções são:
por conseguinte, por consequência, que ( antecedido por tão, tal, tamanho ou tanto ).
III. Conjunções Subordinativas Comparativas: conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por
meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As principais são: que, do que
(quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual
(quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como).
IV. Conjunções Subordinativas Concessivas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem
a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de
uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As principais são: embora, mesmo que, ainda que,
posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc.
V. Conjunções Subordinativas Condicionais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra,
exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato
principal não se realiza). As principais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc.
VI. Conjunções Subordinativas Conformativas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra,
expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As principais são: conforme, segundo, con-
soante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme).
VII. Conjunções Subordinativas Finais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam
a finalidade dos atos contidos na oração principal. As principais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo
sentido da conjunção para que), que.
VIII. Conjunções Subordinativas Integrantes: são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem
essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, pre-
dicativos ou apostos). As conjunções são porque, que e se
IX. Conjunções Subordinativas Proporcionais: são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionali-
dade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As princi-
pais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto me-
nos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais
X. Conjunções Subordinativas Temporais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa
oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As principais são: quando,
enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal
(equivalente a tão logo), sempre que.
2.4 – Preposição
Preposição: estabelece uma relação de dependência entre uma palavra e outra.
Exemplo: O primeiro beijo é para você.
preposição
Elas se dividem em dois grupos:
I Essenciais: são as que possuem como função primeira preposição. Exemplos: a, de, por, para, com, sem, entre,
sobre, sob, durante etc.
II. Acidentais: são as que, por derivação imprópria, funcionam como preposição. Isso significa que a função primeira
de tais vocábulos é, por exemplo, advérbio, conjunção etc.
Exemplo: Agirei conforme a lei. ( originalmente é conjunção, mas aqui, por ligar palavras, funciona como
preposição.
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0UNIDADE
6
FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE”
1 – Funções da Palavra “QUE”
A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja
abaixo quais são essas funções e classificações.
01. Substantivo – é acentuado e precedido por artigo ou outro determinante.
Exemplo: Ele tem um quê de louco.
02. Preposição – Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxilia-
res ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição
de.
Exemplo: Tem que combinar? (= de)
Exemplo: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para)
Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo.
Exemplo : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante.
03. Interjeição – acentuado e seguido de ponto de Exclamação.
Exemplo: Quê! Voc6e ainda não resolveu os Exercícios?!
04. Partícula Expletiva ou de realce – pode ser retirado da frase sem prejuízo ao contexto.
Exemplo: Quase que não chego a tempo.
05. Pronome relativo – pode ser trocado por ―o qual‖ e flexões.
Exemplo: A menina que chegou é minha prima.
06. Advérbio – vem ao lado de um adjetivo ou de um advérbio.
Exemplo: Que longe é esta fazenda!
 
advérbio advérbio
07. Pronome substantivo interrogativo – igual a ―que coisa‖.
Exemplo: Que houve aqui?
08. Pronome adjetivo interrogativo – ao lado de um substantivo.
Exemplo: Que livros você comprou!
09. Pronome indefinido substantivo – Quando equivale a "que coisa".
Exemplo: Que caiu?
Exemplo: A fantasia era feita de quê?
10. Pronome indefinido adjetivo – Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo.
Exemplo: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor.
Exemplo: Que vista linda há aqui!
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11. Conjunção coordenada aditiva – entre palavras iguais.
Exemplo: Ela mexe que mexe sem parar.
12. Conjunção coordenada explicativa – equivale a ―porque‖.
Exemplo: Venha que seu pai a espera.
13. Conjunção coordenada alternativa – ocorre quando equivaler a ou...ou, ora...ora etc
Exemplo: Que eu a veja hoje, que eu o faça amanhã, não importa mais.
14. Conjunção coordenada adversativa – ocorre quando equivaler a mas, porém.
Exemplo: De outras pessoas cuidarei, que não de vocês.
15. Conjunção subordinada consecutiva – antecedido pelas palavras tão, tal, tamanho e tanto.
Exemplo: A questão era tão difícil que não consegui fazer.
16. Conjunção subordinada integrante – O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração su-
bordinada substantiva.
Exemplo: "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro)
Exemplo: Parecia-me que as paredes tinham vulto.
17. Conjunção subordinada causal – Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque.
Exemplo: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe.
Exemplo: Não esperaria mais, que elas podiam voar
18. Conjunção subordinada final – Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de
que.
Exemplo: "...Dizei que eu saiba." ( João Cabral de Melo Neto)
Exemplo: Todos lhe fizeram sinal que se calasse.
19. Conjunção subordinada comparativa – Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas.
Exemplo: Eu sou maior que os vermes e todos os animais.
Exemplo: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã.
20. Conjunção subordinada concessiva – Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora.
Exemplo: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando.
Exemplo: Estude, menino, um pouco que seja!
21. Conjunção subordinada temporal – Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado
ao de desde que, quando.
Exemplo: "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." ( Camões)
Exemplo: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo.
22. Conjunção subordinada condicional – Introduz oração subordinada adverbial condicional, tendo valor aproxi-
mado ao de caso.
Exemplo: Irei com você, desde que se comporte bem.
23. Conjunção subordinada proporcional – Introduz oração subordinada adverbial proporcional. Fará parte, nesse
caso, de expressões como à medida que, à proporção que etc.
Exemplo: À medida que a conheço, mais me encanto.
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2 – Funções da Palavra “SE”
01. Conjunções subordinada integrante – introduz oração substantiva.
Exemplo: Não sei se ela voltará.
02. Conjunção subordinada condicional – igual a caso.
Exemplo: Se chegássemos a tempo, falaríamos com ela.
03. Partícula de realce – pode ser retirado que não é essencial ao contexto.
Exemplo: Ele se morria de ciúmes pelo patrão.
04. Parte integrante do verbo – acompanha os verbos pronominais.
Exemplo: Ajoelhou-se no chão.
05. Pronome apassivador – acompanha verbo que se encontra na voz passiva sintética.
Exemplo: Vendem-se carros.
06. Índice de indeterminação do sujeito – vem com verbo na voz ativa, na 3° pessoa do singular e com sujeito inde-
terminado.
Exemplo: Precisa-se de compreensão mútua.
07. Pronome reflexivo – quando equivale a ―a si mesmo‖.
Exemplo: Ele cortou-se com a faca.

a si mesmo.
08. Pronome reflexivo recíproco – quando há troca de ações entre os enunciadores.
Exemplo: Todos se cumprimentavam pela vitória alcançada.
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UNIDADE
7
ANÁLISE SINTÁTICA
1 – Período Simples
Em primeira instância, é importante a diferenciação entre frase, período e oração.
a) FRASE – é todo enunciado dotado de significação completa.
Exemplo: E agora, José? – Frase Nominal ( sem verbo )
Exemplo: Quero fazer uma poesia. – Frase Verbal ( com verbo )
(Vinícius de Morais)
b) ORAÇÃO – palavra ou conjunto de palavras que se estruturam a partir de um verbo. Entretanto, nem sempre uma
oração possui sentido completo.
Exemplo: Eu analisarei o seu pedido ainda hoje. ( Uma oração apenas )
Exemplo: Ao analisar o tema, percebi a sua complexidade. ( Duas orações )
c) PERÍODO – é o enunciado constituído de uma ou mais orações. Quando possuir uma, chamar-se-á absoluta e o
período será simples. Mas, quando possuir mais de uma oração, elas possuirão nomes diversos e o período será
composto.
Exemplo: Baratas velhas emergiam dos esgotos. (Clarice Lispector)
(Período simples, pois possui um verbo. A oração é chamada absoluta)
Exemplo: Eu não sabia que isso se passava em casa de baronesa que tinha a modista ao pé de si. (Machado de Assis).
(Período composto, pois possui três verbos. Isso significa que há três orações)
2 – Termos da Oração
Os termos das orações se dividem conforme o quadro abaixo:
Termos
da
Oração

















































Vocativo-teIndependen-
Aposto
AdverbialAdjunto
AdnominalAdjunto
Acessórios-
aPassidaAgente
IndiretoObjeto
DiretoObjeto
VerbaloComplement
NominaloComplement
sIntegrante-
NominalVerbo
eVerbalNominal,
Predicado
eInexistenteadoIndetermin
OcultoComposto,Simples,
Sujeito
Essenciais-
v
Observação: Os termos da oração são denominados, linguisticamente, sintagmas. Estes receberão três denominações:
a- Sintagma Nominal: o núcleo é um nome. Exemplos: sujeito, objeto direto, objeto indireto etc.
Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O advogado e a derrota são dois sintagmas nominais )
b- Sintagma Verbal: O núcleo é um verbo. Exemplo: predicado.
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Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O termo destacado é um sintagma verbal, já que o núcleo é um verbo ).
c- Sintagma Oracional: é representado pelas orações subordinadas.
Exemplo: Sei que amanha choverá mais.( A oração destacada, por funcionar como objeto direto, funciona como
um sintagma oracional.
2.1 – Termos Essenciais da Oração
2.1.1 – Sujeito
Sujeito – é o ser da oração a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma declaração. Com isso, o sujeito re-
ceberá cinco denominações diferentes.
a) Sujeito Simples: é aquele que só possui um núcleo substantivo.
Exemplo: Os sinos silenciaram.
Sujeito simples (núcleo substantivo – ―sinos‖)
b) Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos substantivos.
Exemplo: Os sargentos e os cabos nos ensinaram a atirar.
Sujeito composto (núcleos substantivo – ―sargentos‖, ―cabos‖)
c) Sujeito Oculto: indicado pela desinência verbal.
Exemplo: Encontramos os visitantes na sala.
Sujeito oculto (nós)
Observação: A N.G.B. – Nomenclatura Gramatical Brasileira – não menciona o sujeito oculto. Segundo tal norma,
trata-se de um caso de sujeito simples. Para efeito de provas, ambas as classificações são corretas.
Exemplo: Analisarei seu pedido hoje há tarde. ( Sujeito de analisarei é simples ou oculto. )
d) Sujeito Indeterminado: é aquele que existe, mas não está determinado na oração.
Ocorrerá em duas circunstâncias:
1º) Verbo na terceira pessoa do plural sem referência anterior a sujeito.
Exemplo: Falaram muito mal de você na reunião.
2º) Verbo na terceira pessoa do singular acompanhado pela partícula ―se‖ com função de índice de inde-
terminação do sujeito. Tal fenômeno ocorrerá com verbo transitivo indireto ou intransitivo.
Exemplo: Acredita-se na existência de discos voadores.
I.I.S
e) Sujeito Inexistente ou Oração sem Sujeito: quando a informação transmitida pelo verbo não se refere a sujeito
algum. Ocorre com verbos impessoais e nos seguintes casos:
1º) Verbo indicando fenômeno da natureza.
Exemplo: Choveu muito no mês passado.
2º) Verbos ―fazer‖, ―ser‖, ―haver‖ e ―estar‖ indicando tempo cronológico ou clima.
Exemplo: Faz cinco dias que ela partiu.
São sete horas.
Há dois meses que não vejo Fabiana.
Está frio.
3º) Verbo ―haver‖ no sentido de existir.
Exemplo: Havia cinco alunos na biblioteca.
Sempre no singular – Atenção !!!
4º) Verbo ―ser‖ indicando tempo ou distância.
Exemplo: É meio-dia e meia. / São cinco quilômetros sem asfalto.
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2.1.2 – Predicado
Predicado – pode se comportar como verbal, nominal ou verbo-nominal.
a) Verbal: quando possui verbo transitivo ou intransitivo sem predicativo possuindo como núcleo o verbo.
Exemplo: Lígia sumiu.
Observação: Noção de ação, basicamente.
Atenção: Verbo transitivo é aquele que pede complemento verbal. Se o complemento for um objeto direto, o verbo
será transitivo direto; mas se for objeto indireto, o verbo será transitivo indireto. Verbo Intransitivo é aquele que
não pede complemento verbal, ou seja, objeto direto ou objeto indireto.
1. PV = VT





indiretoedireto-
indireto-
direto-










opredicativsem
2. P V= VI (sem predicativo)
acompanhado ou não por adjunto adverbial
b) Predicado Nominal: o núcleo da informação veiculada está contida em um nome (predicativo do sujeito) e o
verbo será de ligação.
Exemplo: A prova era difícil.
Predicativo do sujeito (aquilo que se afirma do sujeito).
Verbo de ligação: liga o sujeito àquilo que se afirma dele.
Além disso, indica o estado do sujeito.
MACETEX: P.N.: VL + PS
c) Predicado Verbo - Nominal: é aquele que possui dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo.
Exemplo: O trem chegou atrasado à estação.
Núcleo do predicado nominal (predicativo do sujeito)
Verbo intransitivo (núcleo do predicado verbal)
Observação.: Unindo o verbo intransitivo com o predicativo ocorre o predicado verbo - nominal.
MACETEX: PVN=VT















opredicativcom
indiretoedireto-
indireto-
direto-
2.2 – Termos Integrantes da Oração
2.2.1 – Complemento Verbal
a) Objeto Direto: é o termo da oração que complementa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de
preposição obrigatória.
Exemplo: Carlos vendia livros.
V.T.D O.D.
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b) Objeto Indireto: é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o
auxílio de uma preposição obrigatória.
Exemplo: O professor confia em seus alunos.
V.T.I O.I.
Observação: Os complementos verbais possuem subclassificações. Analise os casos abaixo.
a) Objetos pleonásticos: ocorrerão quando em uma sentença, por razoes estilísticas, um objeto é duplamente marcado.
Exemplo 1: O dinheiro, já o enviei a você ontem à tarde. ( O dinheiro – objeto direto / o – objeto direto pleonástico,
por ser a repetição)
Exemplo 2: Ao réu, não lhe ofertaram perdão. (ao réu – objeto indireto / lhe – objeto indireto pleonástico, por ser a
repetição)
2.2.2 – Complemento Nominal
É o termo que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) sempre através de preposição, com o objetivo
de completar o sentido desse vocábulo.
Exemplo: O povo tinha necessidade de alimentos.
Substantivo. Compl. nominal
Falou favoravelmente ao réu.
Advérbio Compl. nominal
Este remédio é prejudicial ao organismo.
Adjetivo Compl. nominal
2.2.3 – Agente da Passiva
É o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de
indicar o elemento que executa a ação verbal.
Exemplo: As terras foram desapropriadas pelo Governo.
Voz passiva Agente da passiva
A cidade estava cercada de inimigos.
Voz passiva Agente da passiva
Observação.: Para encontrar o agente da passiva, faça a pergunta ―por quem‖ aos verbos.
2.3 – Termos Acessórios da Oração e Vocativo
2.3.1 – Adjunto Adnominal
Termo que sempre se refere a um substantivo, especificando-o. Por isso, podem se comportar como adjuntos ad-
nominais:
a) Artigo – Os dias eram difíceis.
Artigo, portanto, adj. Adnominal
b) Numeral – Dois meninos chegaram.
Numeral – adj. Adnominal
c) Pronome Adjetivo – Aqueles meninos chegaram.
Pronome adjetivo, pois vem ao lado do substantivo (adj. Adnominal)
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d) Adjetivo – Meninos alegres partiram.
Adjetivo – adj. Adnominal
e) Locução Adjetiva – Meninas do interior partiram para a cidade.
Locução adj. – adj. Adnominal
2.3.2 – Adjunto Adverbial
Expressa circunstâncias de modo, lugar, tempo, instrumento e outras:
a) Advérbio – Cheguei cedo.
Advérbio (Adj. adverbial de tempo)
b) Locução Adverbial – Cortou-se com a faca.
Locução Adverbial (adjunto adverbial de instrumento)
Abaixo segue uma lista de algumas circunstâncias do adjunto adverbial:
 Afirmação: Sim, efetivamente estive lá naquela noite.
 Assunto: Falar-lhes-ei sobre política.
 Causa: Por convicção pessoal, serei breve com você.
 Companhia: Eu e a sua família iremos com Pedro.
 Concessão: Apesar da briga, os depoentes apresentaram seus argumentos.
 Condição: Sem estudo, nada conseguirás.
 Conformidade: Agirei conforme a lei.
 Dúvida: Talvez eu a veja amanhã à tarde.
 Exclusão: Todos irão, menos você.
 Finalidade: Convidei-a para uma conversa franca.
 Inclusão: Todos irão, inclusive você.
 Instrumento: A criança feriu-se com uma tesoura.
 Intensidade: Estou muito preocupado.
 Lugar: Estou no meu quarto.
 Modo: Agi com determinação.
 Origem: Vim de São Paulo.( Não é errado classificar como de lugar )
 Negação: Não a vi na reunião.
 Tempo: Na próxima semana, irei com vocês.
Observação: O sentido da preposição é determinado pela locução adverbial que introduz. Não raro, concursos
abordam semântica de preposição e o candidato erra a questão. Cuidado, se, por exemplo, o adjunto adverbial
de lugar– ou a locução adverbial de lugar – for introduzido por uma preposição em, esta também possuirá sentido de
lugar.
Exemplo: Todos moram em casas próximas. É um adjunto adverbial de lugar e a preposição também exerce a se-
mântica lugar.
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2.3.3 – Aposto
É o termo da oração que sempre se liga à palavra que o antecede com a função de explicar, esclarecer, identifi-
car, discriminar esse nome. Geralmente, vem separado por vírgula, mas há outros empregos:
Exemplo 01: Lúcia, aluna do terceiro colegial, foi bem na prova.
Aposto explicativo
Exemplo 02: Só espero isto: teu sucesso.
Aposto explicativo
Exemplo 03: O autor Machado de Assis escreveu Dom Casmurro.
Aposto delimitativo ou especificativo (não separado por vírgula)
Exemplo 04: Necessito disto: livros, apostilas, revistas, jornais e muita dedicação.
Aposto enumerativo
Exemplo 05: Livros, apostilas, jornais atualizados, nada foi suficiente para resolver as questões.
Aposto resumitivo
2.3.4 – Vocativo
Termo isolado da oração que tem a função de indicar o elemento a quem nos dirigimos.
Exemplo: Alunos, dirijam-se à secretária.
Vocativo
Observação.: Não pertence à estrutura da oração, pois não se encaixa nem no sujeito nem no predicado.
3 – Período Composto
É considerado período composto todo aquele formado por mais de uma oração.
Obs.: O período formado por apenas uma oração recebe o nome de período simples com oração absoluta. Veja o Exemplo.
Exemplo: Para mim, só aceito uma estrela mais brilhante.
1º) Período Composto por coordenação – é considerado composto por coordenação todo período formado por
mais de uma oração independente, ou seja, por mais de uma sentença que possua autonomia significativa, se iso-
lada como contexto.
Exemplo: No outro dia tomei o trem, ferrei no sono e acordei às dez na estação central.
Veja:
ordem 1: No outro dia tomei o trem, (três orações independentes ligados por elementos conectores (vírgula e a con-
junção ―e‖).
ordem 2: Ferrei no sono. (e)
ordem 3: Acordei às dez na estação central.
Obs.: Veja que cada oração possui sentido completo, portanto são independentes e, por consequente, coordenadas.
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3.1 – Período Composto por Coordenação
1. Oração coordenada assindética – são aquelas desconstituídas de conjunção.
Exemplo: ordem 1 e ordem 2 do exemplo anterior.
Exemplo: Pare, admire, beije-me.
or.1 or.2 or.3
2. Oração coordenada sindética – são aquelas que vêm introduzidas por conector e recebe o nome dele.
Veja o quadro seguinte:
Classificação
Conjunções que a
introduzem
Conceito Exemplo
Aditivas e, nem
Expressam uma idéia de adição. São
introduzidas por conjunções coordenati-
vas aditivas.
Trabalha e estuda.
Vem, vi e venci
Adversativas
mas, porém, to-
davia, contudo,
no entanto, entre-
tanto
Expressam uma idéia de aparente con-
tradição ou posição. São introduzidas por
conjunções coordenativas adversativas
Estudou muito, mas não foi
aprovado
Alternativas
ou ... ou ora ...ora
quer ... quer
Indicam alternância de fatos ou idéias.
São introduzidas por conjunções coorde-
nativas alternativas
Ora chove, ora faz Sol
Conclusivas
logo, portanto, por
isso, assim, pois,
(posposto ao ver-
bo)
Exprimem idéia de conclusão ou conse-
quência. São introduzidas por conjun-
ções coordenativas conclusivas.
Estudas, portanto passarás.
Explicativas
porque, pois (An-
teposto ao verbo);
porquanto, que
(no sentido de
pois)
Justificam a idéia contida na oração
anterior. São introduzidas por uma con-
junção coordenativas Explicativa.
OBS.: Se a 1ª oração der idéia de ordem,
a 2ª será coordenada Explicativa.
Não chores, que a vida é luta
renhida.
3.2 – Período Composto por Subordinação
Trata-se da formação de um período a partir da relação entre uma oração chamada ―principal‖ com outra(s)
chamada(s) dependente(s) dela. Além disso, esse período divide-se em três classificações:
1. Período composto por subordinação com orações substantivas.
Exemplo: É verdade que te amo.
Oração principal oração subord. subst.
Observação: Assume função de um termo – sintagma – substantivo. São as funções possíveis: sujeito, complemento
verbal, aposto, complemento nominal e predicativo.
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2. Período composto por subordinação com orações adjetivas.
Exemplo: Deus, que é nosso pai, nos salvará.
or. subst. adjetiva
Oração principal
Observação: Assume a função de uma qualidade de um substantivo, ou seja, indicar a qual elemento – substantivo
– o contexto se refere.
3. Período composto por subordinação com orações adverbiais.
Exemplo: Quanto mais te vejo, mais percebo como te amo.
Or. subord. adverbial or. principal
Observação: Indica um circunstancial – com verbo em sua estrutura –, introduzido por uma conjunção adverbial
com o mesmo nome da oração.
3.2.1 – Orações Subordinadas Substantivas
Período composto por subordinação
Resumo Orações subordinadas substantivas
1) VL (3º pessoa singular) + predicativo + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
2) VTD+se ( pronome apassivador ) + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
3) VTDI+se ( pronome apassivador ) + OI + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
4) Verbo Intransitivo = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva.
5) Sujeito+VTD + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
6) Sujeito+VTDI + OI + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
7) Sujeito+VTI + PREP + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Indireta.
8) Nome + preposição + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Completiva Nominal.
9) Suj. + VL + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Predicativa.
10) Depois de dois pontos = 2º oração: Subordinada Substantiva Apositiva.
Classificação Conceito Exemplo
Subjetiva
Exerce a função de sujeito da oração principal.
Vem sempre após as locuções verbais: é preciso,
é conveniente, é urgente, etc. ou após um verbo
transitivo seguido de se.
É necessário que partas.
Sabe-se que a terra é redonda.
Objetiva Direta
Exerce a função de objeto direto da oração
principal. Completa o sentido de um verbo transi-
tivo direto.
Declarou que não viria.
Objetiva Indireta
Exerce a função de objeto indireto da principal.
Complete o sentido de um verbo transitivo indireto.
Necessito de que me ajude.
Completiva Nominal
Exerce a função de complemento nominal da
principal. Completa um nome e não o verbo.
Tenho medo de que voltes
Predicativa
Exerce a função de predicativo da oração prin-
cipal. Vem após verbos de ligação.
Meu desejo é que sejas feliz
Apositiva
Exerce a função de aposto da oração principal.
Aparece após os dois pontos, normalmente.
Só desejo uma coisa: que sejas feliz.
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3.2.2 – Orações Subordinadas Adjetivas
Oração introduzida por pronome relativo com ou sem preposição.
Classificação Característica Exemplo e interpretação
Restritiva
 Restringe a significação do substantivo ou da palavra
antecedente.
 É indispensável ao sentido da frase.
 Não se separa por vírgula da oração principal
 Delimita a informação a um ou alguns elementos, em
exclusão a outros.
 Particulariza a informação.
Os homens cujos princípios não são
sólidos acabam se acorrentando. (
Entre vários homens possíveis, há os
com princípios sólidos e os que não
tem, ou seja, nem todo homem
possui princípios sólidos.)
Explicativa
 Acrescenta uma qualidade acessória ao anteceden-
te.
 É dispensável.
 Vem entre vírgulas.
 Generaliza a informação.
Os homens, cujos princípios não
são sólidos, acabam se acorren-
tando. (Todos os homens possuem
princípios sólidos.)
Observação e novo esclarecimento: Normalmente a restritiva vem sem vírgula e a Explicativa com vírgula.
Veja os dois exemplos abaixo, retirados de Infante(1996):
Exemplo 01: Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se corrompendo.
Exemplo 02: Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se corrompendo.
Segundo o celebre gramático, ―no primeiro período, está-se afirmando que determinado tipo de homens – aqueles
que não têm princípios sólidos – são corruptíveis. O termo homens tem seu sentido especificado pela oração subor-
dinada adjetiva restritiva.‖ Já no segundo, ― é muito mais pessimista: nele se afirma que todos os homens são corrup-
tíveis, porque se considera a falta de solidez dos princípios uma característica comum a todo e qualquer homem. A
oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.‖
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3.2.3 – Orações Subordinadas Adverbiais
Orações introduzidas por conjunção subordinada. Além disso, a oração recebe o nome do conectivo.
Classificação Conceito Exemplo
Causal
Indica a causa da ação expressa pelo verbo.
Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas
causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como.
Não veio, porque estava doente.
Comparativa
Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo
verbo da oração principal.
Frequentemente se apresenta sem verbo, já que ele é o
mesmo da O.P. Liga-se à principal por meio de conjunções
subordinativas comparativas: que e do que (procedidos
de mais, menos, melhor, pior, tão), como, quanto (proce-
dido de tanto).
A luz é mais veloz do que o som.
Concessiva
Indica uma concessão às ações do verbo da oração prin-
cipal, isto é, admite uma contradição ou um fato inespe-
rado. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi-
nativas concessivas: embora. A menos que, se bem que,
ainda que, conquanto.
Irei à aula, ainda que chova.
Condicional
Indica a condição necessária à ocorrência do verbo da
oração principal. Liga-se à principal por meio de conjun-
ções subordinadas condicionais: se, salvo, Exceto, caso,
desde que, contanto que, sem que.
Irei à aula, se não chover.
Conformativa
Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a
ação do verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio
de conjunções subordinadas conformativas: como, con-
soante, segundo, conforme.
Fiz tudo conforme pediu.
Consecutiva
Indica consequência resultante do verbo da oração prin-
cipal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi-
nadas consecutivas: (tão) ... que, (tanto) ... que, (tal) ...
que, (tamanho) ... que.
Falou tanto que ficou rouco.
Final
Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da ora-
ção principal. Liga-se a ela por meio de conjunções su-
bordinativas finais: a fim de que, para que, que (=para
que).
Falou alto, para que todos ouvis-
sem.
Proporcional
Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo
da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções
subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção
que, quanto mais ... mais.
Á medida que vive, mais se a-
prende.
Temporal
Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação
do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio
de conjunções subordinativas temporais: antes, que,
quando, logo que, assim que, depois que, mal, apenas.
Quando cheguei, todas partiram.
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4 – Orações Reduzidas
São consideradas reduzidas as orações que não apresentam conjunção expressa, mas subentendida. Além disso,
possuem verbo em uma das formas nominais do verbo, ou seja, infinitivo, gerúndio ou particípio.
Classificação Conceito Exemplo
Reduzida de
Infinito
Apresenta o verbo no infinitivo.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada subs-
tantiva ou adverbial.
É preciso partir.
Reduzida de
Gerúndio
Apresenta o verbo no gerúndio.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver-
bial ou adjetiva ou numa coordenada.
Chegando, avise-me.
Reduzida de
Particípio
Apresenta o verbo no particípio.
Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver-
bial
Terminada a aula, eles retiraram-se.
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UNIDADE
8
PONTUAÇÃO
1 – Vírgula
1.1 – Regras Gerais
1) No período, empregamos vírgula entre as orações coordenadas assindéticas.
Exemplo:
―Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a co-
ser‖. (M. de Assis)
―Pela manhã, bebi o café enjoativo, comi um pedação de pão sem manteiga‖. (Graciliano Ramos)
2) Na oração, empregamos a vírgula entre termos independentes entre si, não ligados por conjunção.
Exemplo:
―A poesia, o teatro, a oratória, a música, a ornamentação dos altares, a arte de curar, o poder sugestionante ... tudo
comunica a esse apostolado eficácia e autoridade‖. (Celso Vieira)
3) Sendo que a vírgula apenas indica o que já esta separado pelo sentido, não a podemos empregar entre os ter-
mos que mantém entre si estreita ligação lógica, mesmo que aí façamos, eventualmente, pausa expressiva. Seria,
assim, grave erro colocá-la entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e seu complemento, entre o substantivo e seu
adjunto adnominal.
Exemplo: Incorreto: Minha irmã mais velha, fazia anos naquele dia.
Correto: Minha irmã mais velha fazia anos naquele dia.
4) Como norma geral, não empregamos vírgula antes da conjunção aditiva ―e‖.
Exemplo:
Pedro e Paulo são bons amigos.
Maria estudou e fez esplêndidos exames.
Não obstante, à conjunção aditiva porém associar-se ideias secundarias de grande importância estilística: adversi-
dade, tempo, consequência, finalidade, etc. Tais ideias conotativas serão magnificamente realçadas pela vírgula
colocada antes do ―e‖. A vírgula aí funciona como um aviso antecipado ao leitor que, fazendo pequena pausa,
pode, pela inflexão da voz, interpretar aquelas ideias.
examinem-se os exemplos:
- ―Estudamos com afinco, e o professor nos reprovou‖.
- ―Então, Teodomiro voltou-se contra o renegado, e um violento combate travou-se entre ambos‖. (Herculano)
- ―Sofrem, lutam, perseguem, e vencem afinal‖. (Rui Barbosa)
- ―Preparou-se para trabalhar no comércio, e alcançar um dia a desejada posição‖.
A vírgula se torna obrigatória antes do ―e‖ quando o termo seguinte é pleonástico ou quando o ―e‖ é repetido enfa-
ticamente em termos seguidos (polissíndeto).
Exemplo:
―Neguei-o eu, e nego‖. (Rui Barbosa)
―Disse, e respeito, sem incorrer em afronta ao mestre...‖ (Rui Barbosa)
―E suspira, e geme, e sofre, e sua .. (O. Bilac)
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 47
5) As intercalações, por cortarem o que está logicamente ligado, devem ser obrigatoriamente colocadas entre vírgulas.
Exemplo:
―Não o direi, pensei comigo, a ninguém‖.
―Não me porá, creio eu, abaixo dos seus lanzudos alunos‖.
―Dentro em pouco tempo, os capinhas, saltando a pulos as trincheiras, fugiam à velocidade espantosa do animal‖.
(Rebelo da Silva).
6) Há uma série muito extensa de expressões corretivas, explicativas, escusativas, etc, que, por virem sempre interca-
ladas, devem ser colocadas entre vírgulas.
Exemplo:
isto é, por exemplo, ou melhor, ou por outra, quero dizer, ou seja , digo melhor, digo, data vênia, etc.
7) Também as conjunções coordenativas devem ser colocadas entre vírgulas, quando intercaladas.
Exemplo:
―Oprimido, todavia, por muitos gêneros de violência...‖ (Herculano)
― Eu, contudo, digo que é hipérbole...‖ (Vieira)
― Era mister, pois, que eu fosse posto as varas do ridículo...‖ ( Rui Barbosa)
― Teu amigo está doente e sem recursos; deves, portanto, auxiliá-lo e confortá-lo. (Said Ali)
8) Os vocativos, os apostos, as orações adjetivas Explicativas, as orações apositivas quando intercaladas na sua
principal, todos esses são termos que devem ficar, obrigatoriamente, entre vírgulas.
Exemplo:
― Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? ― (Vieira)
― Aristóteles, o maior filósofo de todos os tempos, foi o criador da lógica‖. (Leonel França)
― Os homens, que são seres racionais, dominam os outros animais.‖
― Aquelas palavras, que eu não seria capaz de subir, feriram-me a sensibilidade. ―
2 – Vírgula e Ponto-e-Vírgula
1) Separam-se, em geral, as orações adverbiais, normalmente quando iniciam período ou se intercalam.
Exemplo:
―Vão sofrer duras penas, porque transgrediram as normas gravemente.‖
―Que importa a vida ou a morte, se o padecer é eterno ?! ―
―Quando ela desapareceu , o jovem recostou-se ao tronco da emburana e esperou‖. (Alencar)
―Mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas‖. (Coelho Neto)
―O congresso, embora correspondesse os motivos da renúncia, não a quis autorizar com o seu consenso‖. (Latino Coelho)
2) Não se devem separar as orações substantivas integrantes, a não ser que se trate de uma opositiva. Se a substan-
tiva estiver na ordem inversa, antes da sua principal, aí então separa-se por vírgula.
Exemplo:
―O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.‖
― Que cada um cumpra com o seu dever, o Brasil espera.‖
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3) Separam-se, em geral, os adjuntos adverbiais, mormente quando estão na ordem inversa ou ficam entre dois
verbos ( neste caso, por motivo de clareza).
Exemplo:
―Uma noite, no seio da cabana, a virgem de Tupã tornou-se esposa de Martim‖. (Alencar)
―Pudemos, finalmente, deixar aquela casa.‖
―É fácil dar bons conselhos; segui-los sempre, custa mais‖. ( J. Nogueira)
―Conforme se verificou a tarde, já o sabíamos.‖
4) Separamos por vírgula os termos aos quais queremos dar realce, mormente quando pleonásticos ou na ordem
inversa.
Exemplo:
―As folhas, levou-as o vento‖.
―Ao homem, deu-lhe Deus a sensibilidade para amar o bem‖. (Herculano)
―Arquiteto do Mosteiro de santa Maria, já o não sou‖. (Herculano)
―Havia, mesmo, um recruta inexperiente‖.
5) A vírgula também é empregada para indicar a elipse do verbo.
Exemplo:
―Finalmente, vão os bons para o céu e os maus, para o inferno‖. (Vieira)
―O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca‖. (R. Pompéia)
―Na feira, compramos frutas, no supermercado, açúcar, no açougue, carne‖.
6) Nas datas separam-se os topônimos, também se separam o numeral que vem após o nome da rua, mas que,
entretanto, se refere à palavra casa subentendida.
Exemplo:
São Paulo, 20 de Setembro de 1973.
Rua Padre Machado, 931.
3 – Ponto-e-Vírgula
O ponto-e-vírgula indica pausa maior que a da vírgula e deve ser empregado para manter e entoação usada na
oração anterior.
Exemplo:
―Os pirilampos são insetos fanáticos por madeira apodrecida, pequenos insetos e lesmas; os vaga-lumes preferem
comer apenas folhas e plantas, por isso são chamados de filófagos‖.
―Os pássaros têm asas e voam; os animais têm patas e andam; que tens feito do teu pensamento‖ ?
O ponto-e-vírgula substitui a vírgula quando se deseja acentuar o sentido adversativo ou o conclusivo das conjunções.
Exemplo:
―A minha alegria apareceu e desapareceu, a modo de relâmpago; mas a minha afronta durará sempre‖.
―Nossa intenção é ajudá-los, dar de nós o que temos de melhor, por isso estamos aqui‖.
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UNIDADE
9
PRONOMES RELATIVOS
1 – Funções Sintáticas
O pronome relativo possuirá diversas funções sintáticas. A variação ocorrerá conforme a frase e a relação que ele
mantiver com o contexto.
1ª) Sujeito: Comprei a casa / que foi anunciada.
oração 1  oração 2
pronome relativo – que
(substitui o substantivo que o antecede).
Oração 1 = Comprei a casa
Oração 2 = A casa foi anunciada
Casa é a palavra repetida e, por isso, o ―que‖ assume a mesma função sintática de tal palavra.
2ª) Objeto direto: Comprei a casa / que você indicou
oração 1  oração 2
pronome relativo
(substitui o substantivo ―casa‖)
Oração 1 = Comprei a casa
Oração 2 = Você indicou a casa

o.d.
– O ―que‖ tem a mesma função da palavra ―casa‖ repetida.
3ª) Objeto indireto: A casa/a que me referi/ é esta.
Or.1 | oração 2 or.3

Preposicionado – Quando o relativo vier preposicionado, assumirá a função de tal forma.
Oração 1 = A casa é esta.
Oração 2 = Referi-me à casa.
 
V.T.I. obj. indireto
– ―A que‖ tem a função de objeto indireto.
4ª) Adjunto Adverbial = Esta é a casa/onde nasci.
 
Oração 1 Oração 2
Oração 1 = Esta é a casa
Oração 2 = Nasci na casa

adj. adverbial
– ―Onde‖ tem a função do termo repetido.
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5ª) Adjunto Adnominal:
Este é o autor / cujo romance foi elogiado.
or. 1  or. 2
adj. adnominal
(desse autor)
Obs.: Cujo, cuja, cujos e cujas, têm valor possessivo e equivalem a ―de que‖, ―do qual‖, ―de quem‖ e variações.
6ª) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Este é o animal
Fui atacado / pelo animal (= por que)

agente da passiva
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 51
UNIDADE
10
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Entende-se por colocação pronominal a relação adequada do pronome oblíquo átono com o verbo. Por isso, re-
ceberá o nome ―proclítico‖ o que vier antes do verbo.
Exemplo: Eu te amo
 verbo
Pronome oblíquo átono.
Pronomes Oblíquos Átonos
1° pessoa : me, nos 2° pessoa : te, vos 3° pessoa : se, lhe(s), o(s), a(s)
1 – Casos de Próclise
1°) Ocorre próclise quando houver partícula atrativa. São elas :
1.1 – Partícula de negação: não, nunca, jamais.
Exemplo: Não te verei hoje.
 Pronome antes do verbo
Partícula de negação.
1.2 – Pronome demonstrativo: este, esse, aquele etc.
Exemplo: Isto me interessa.
 pronome antes do verbo
pronome demonstrativo
1.3 – Pronome indefinido: alguém, ninguém etc.
Exemplo: Alguém me disse isto.
 pronome antes do verbo
pronome indefinido.
1.4 – Pronome interrogativo: que ?, quem ? etc.
Exemplo: Quem me chamou ?
 pronome antes do verbo
pronome interrogativo
1.5 – Pronome relativo: que, quem etc.
Exemplo: A pessoa que me chama de amigo não veio.
 pronome antes de verbo
pronome relativo.
1.6 – Advérbio: Agora, já, sempre, etc.
Exemplo: Sempre me consideraram amigo.
 pronome antes de verbo
advérbio.
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1.7 – Conjunção Subordinada: Embora, visto que, caso
Exemplo: Caso me procures amanha, eu poderei ajudar-te
 pronome antes de verbo
Conjunção Subordinada
2º) Ocorre próclise quando houver uma frase exclamativa.
Exemplo: Quanto me esforcei para chegar aqui !
3º) Ocorre próclise quando houver frase optativa.
Exemplo: Deus te abençoe.
4º) Ocorre próclise quando houver verbo no gerúndio preposicionado.
Exemplo: Em se tratando de flores, Fabiana é uma rosa.
Observação.: Se em uma frase houver mais de uma partícula atrativa, o pronome poderá vir ao lado de qualquer
uma delas.
Exemplo: Eu já não mais te tenho como amiga.
Eu já não te mais tenho como amiga.
Eu já te não mais tenho como amiga.
Eu te já não mais tenho como amiga.
Todas as sentenças estão gramaticalmente corretas.
Combinações pronominais:
lhe + o = lho  lhes + o = lho  lhes + os = lhos lhe + a = lha  lhes + a = lha  lhes + as  lhas
te + o = to  vos + o = vo-lo te + a = ta  vos + a = vo-la
me + o = mo  nos + o = no-lo me + a = ma  nos + a = no-la
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2 – Ênclise, Mesóclise e Colocação de Pronomes Átonos em Locuções e Perífrases Verbais
1°) Ocorrerá “ênclise” quando o pronome oblíquo átono vier depois do verbo. Basicamente ocorrerá tal fenômeno
quando não Existir partícula atrativa.
Exemplo:
Deram-lhe o recado ?
Obs.: Cuidado, pois se houver uma partícula atrativa isolada por vírgula ocorrerá ênclise também.
Exemplo:
Agora lhe fale a verdade. (próclise).
Agora, fale-lhe a verdade. (ênclise).
2°) Ocorrerá “Mesóclise” quando houver verbos no futuro do presente ou do pretérito sem partícula atrativa.
Exemplo: Darei (te) o presente – Dar-te-ei o presente.  futuro do presente.
Daria (te) o presente – Dar-te-ia o presente.
3°) A colocação dos pronomes em locuções varia conforme a sentença. Veja:
3.1 – Locução com verbo principal no particípio.
Obedeça a uma regra básica: Não se usa pronome após particípio.
Exemplo:
Não tenho encontrado-te (errado).
Não te tenho encontrado (certo).
Obs.: Em qualquer situação, será proibida a colocação do pronome átono entre os verbos se houver partícula atrativa.
Exemplo:
Não tenho te encontrado. (errado)
3.2 – Locução com verbo principal no gerúndio ou no infinitivo.
1. Se houver partícula atrativa, o pronome só não poderá vir entre os verbos.
Exemplo:
Não te estou vendo ou Não estou vendo-te.
2. Caso contrário, poderá vir em qualquer posição desde que se obedeça ao princípio básico de que não se inicia
frase com pronome oblíquo átono.
Exemplo:
O menino te vai ver.
O menino vai te ver. (infinitivo).
O menino vai ver-te.
Observação.: O mesmo vale ao gerúndio.
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UNIDADE
11
CONCORDÂNCIA NOMINAL
1 – Casos de Concordância Nominal
Entende-se por concordância nominal como sendo a relação de um substantivo com o termo que com ele manti-
ver relação.
1 – Regra Geral:
artigo
concordam com o substantivo com
que mantiverem relação.
numeral
pronome
adjetivo
locução adje-
tiva
Exemplo: Os meus dois melhores amigos de infância ...
artigo
pronome
numeral
adjetivo
substantivo
locução adjetiva
2 – Adjetivo Anteposto a mais de um substantivo.
Exemplo: Tiveste má idéia e pensamento.
|  subs. masculino
 subs. feminino
(adjetivo concorda com o subs. mais próximo)
3 – Adjetivo posposto a mais de um substantivo.
Exemplo 1: Encontramos um jovem e uma jovem preocupados.
 
subs. subs.
Se a concordância ocorrer com os dois substantivos.
Observação:.: Se forem de gêneros diferentes, prevalece o masculino plural.
Exemplo 2: Encontramos um jovem e uma jovem preocupada.
 
subst. masculino subst. Feminino
Se a concordância ocorre com o substantivo mais próximo.
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4 – Mais de um adjetivo concordando com um substantivo.
Exemplo 1: Estudo as línguas portuguesa e espanhola
  
subs. plural adjetivo adjetivo
Exemplo 2>- Estudo a língua portuguesa e a espanhola.
   
subs. sing. Adjetivo. Artigo adjetivo.
Se ao lado do último adjetivo existir artigo, substantivo singular; caso contrário, plural.
5 – Expressões é bom, é necessário etc.
A Concordância se faz com o artigo do termo ―sujeito‖. Na ausência, prevalecerá masculino.
Exemplo: Pimenta é bom – masculino

sujeito sem artigo
Exemplo: A pimenta é boa – feminino

sujeito com artigo
(concordância de ―boa‖ com o artigo ―a‖.)
6 – Palavras como menos, alerta e o prefixo pseudo são invariáveis.
Exemplo: Meu caderno possui menos informações.
Eles estão alerta.
Ela é uma pseudoprofessora.
7 – Bastante / Bastantes.
7.1 – Bastantes pessoas já chegaram.

substantivo
(variável se vier ao lado de um substantivo)
Já possuo informações bastantes. (suficientes)
7.2 – Já estudei bastante. (invariável se possuir a função de advérbio)
8 – A palavra “possível”, quando acompanhada pelas Expressões o mais, o melhor etc..., varia segundo o artigo de
tais expressões.
Exemplo: Compro alimentos o mais caros possível.

artigo singular
Observação.: Quanto possível é invariável.
Exemplo: Obtive informações quanto possível.
Não está precedido
por artigo
possível concorda com o artigo
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UNIDADE
12
CONCORDÂNCIA VERBAL
1 – Casos de Concordância Verbal
Basicamente trata-se da relação entre sujeito e verbo.
1 – Sujeito Composto posposto ao verbo.
Exemplo: Chegou o livro e a revista
S. C.
Verbo concorda com o núcleo mais próximo.
Chegaram o livro e a revista.
S. C.
Concorda com os dois núcleos.
2 – Sujeito Composto reduzido por indefinido pede verbo concordando com tal pronome.
Exemplo: Amigos, parentes, esposa ninguém me ajudou.
3 – Outros casos com sujeito composto.
a) Núcleos sinônimos.
b) Núcleos dispostos em gradação.
c) Núcleos são infinitivos.
Exemplo: O rancor e o ódio deixou-o/ deixaram-no perplexo(s).
Uma indignação, uma raiva profunda, um ódio mortal dominava-o/dominavam-no.
Trabalhar e estudar fazia-o feliz.
4 – Sujeito Coletivo.
4.1 – A multidão aplaudiu a linda jogada santista.
– Sem especificador, verbo concorda com o coletivo.
4.2 – A multidão de torcedores aplaudiu/aplaudiram a linda jogada santista.
– Com especificador, verbo concorda ou com o coletivo ou com o especificador.
Coletivo especificador verbo
5 – Sujeito formado por nome pluralizado.
5.1 – Se precedido de artigo, verbo concorda com ele.
Exemplo: Os Estados Unidos enviaram poderosos reforço.

artigo
5.2 – Caso, contrário, verbo permanece no singular.
Exemplo: Estados Unidos enviou poderoso reforço.
6 – Sujeito é pronome de tratamento.
– Pede verbos e complementos na terceira pessoa.
Exemplo: Vossa Alteza sabe o lugar.
Singular ou
plural.
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7 – Sujeito é pronome relativo.
7.1 – que = Fui eu que cheguei.
– Concorda com o antecedente do ―que‖.
7.2 – quem = Fui eu quem cheguei/chegou.
– concorda ou com o quem (3°pessoa) ou com o antecedente.
Macetex:
antecedente que verbo
antecedente quem verbo
2 – Outros Casos de Concordância Verbal
1 – Sujeito é a expressão “mais de” seguido de numeral.
mais de (numeral) verbo.
- Verbo concorda com o numeral.
2 – Sujeito é formado das expressões alguns de nós , poucos de nós etc.
Exemplo: Alguns de nós fomos/ foram escolhidos.
Pronome indefinido plural + nós ou vos + verbo.
Obs.: Se o pronome indefinido estiver no singular, verbo concorda com o indefinido .
Exemplo: Algum de nós foi escolhido.
Pronome indefinido singular + nós ou vos + verbo
3 – Verbo seguido por pronome apassivados pede concordância com o sujeito.
Exemplo: Vendem-se casas.
4 – Verbos dar, bater e soar na indicação de horas.
4.1 – O relógio deu dez horas.
– concorda com o elemento que dá as horas.
4.2 - Deram dez horas no relógio.
– concorda com o número de horas.
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5 – Verbos haver e fazer na indicação de tempo transcorrido são impessoais, portanto, ficam na 3a pessoa
do singular.
Exemplo: Faz dez anos? Há dez anos atrás.
6 – Parecer + infinitivo possui duas concordâncias possíveis.
6.1 – As flores parecem crescer.
6.2 – As flores parece crescerem.
7 – Verbo “ser”
7.1 – Sujeito sendo pronome invariável, verbo concorda com o predicativo.
Exemplo: Tudo são flores.
Que são células ?
7.2 – Na indicação de tempo, data ou distância, a concordância faz-se com o numeral.
Exemplo: É meio-dia e meia.
É primeiro de março.
Observação: Na indicação de datas, ocorre concordância especial.
Exemplo: Hoje é ―o dia‖ 14 de março (concorda com a palavra ―dia‖ subentendida.)
Hoje são 14 de março. (concorda com o numeral).
7.3 – Havendo dois substantivos de números diferentes, verbo concordará com o plural.
Singular ser plural. Plural ser singular.
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UNIDADE
13
REGÊNCIA VERBAL
1 – Regência Verbal I
1 – Chegar: Exige a preposição a‖, normalmente.
Exemplo: Cheguei a Sorocaba.
Observação.: Poderá exigir ―em‖ caso o elemento seguinte aceitar movimento.
Exemplo: Cheguei no avião. ( Aceita deslocar-se de um ponto ao outro.)
2 – Ir: pede preposição a ou para.
Exemplo: Irei a São Paulo.
Observação: Poderá usar ―em‖ caso e elemento seguinte aceitar movimento.
Exemplo: Irei no banco do meio do ônibus.
Aceita deslocar-se de um ponto a outro.
3 – Obedecer: é verbo transitivo indireto com preposição a‖.
Exemplo: O amigo obedece à amizade.
4 – Preferir: VTDI com preposição ―a‖
Exemplo: Prefiro Vôlei a basquete.
Obs.: Cuidado que tal verbo não aceita ―que‖/ ―do que‖ e os advérbios mais, menor, etc.
5 – Assistir
5.1 – Assisti ao filme.
Sentido = ver
Regência = VTI – a .
5.2 – Assisti o doente.
Sentido = ajudar
Regência = VTD.
5.3 – Os amigos assistem a nossos verdadeiros sentimentos.
Sentido = caber, ter direito.
Regência = V.T.I. – a.
5.4 – Assisto em Campo Grande.
Sentido = morar.
Regência = VI – em.
6 – Aspirar
6.1 – Aspiro o odor das flores.
Sentido = sorver, cheirar.
Regência = V.T.D.
6.2 – Aspiro a uma nova chance.
Sentido = desejar
Regência = VTI –a.
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7 – Visar
7.1 – Viso o documento.
Sentido = vistar, dar visto.
Regência = V.T.d.
7.2 – Viso a uma esposa.
Sentido = desejar, almejar.
Regência = VTI -a .
7.3 – O caçador visou a caça.
Sentido = mirar.
Regência = V.T.D.
2 – Regência Verbal II
1 – Namorar: V.t.d.
– Não aceita preposição ―com‖.
Exemplo: Fabiana namora Carlos.
Observação: É incorreta a frase: Quer namorar comigo? O correto é: Quer namorar-me?
2 – Simpatizar: VTI com preposição ―com‖.
Obs.: não é pronominal.
Exemplo: Simpatizei com você.
Obs.: É incorreta a forma simpatizar-se
3 – Morar: VI com preposição ―em‖.
Exemplo: Moro em Campo Grande.
Verbos com sentido de morar pedem preposição ―em‖ e não ―a‖.
4 – Esquecer/lembrar:
4.1 – Pronominal = VTI - de.
Exemplo: Esqueci-me de você.
4.2 – Não-pronominal = Vtd.
Exemplo: Esqueci o seu nome.
4.3 – No sentido de cair na lembrança ou no esquecimento
Exemplo: Lembrou-me o fato // Esqueceu-me seu nome.
5 – Chamar:
5.1 – No sentido de convocar é V.T.D.
Exemplo: Chamei Fabiana para sair.
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5.2 – No sentido de dar nome, cognominar.
a) Chamei Fabiana linda.
Vtd + predicativo do objeto (sem preposição)
b) Chamei a Fabiana linda .
V.T.I. - a + predic. do obj. (sem preposição)
c) Chamei Fabiana de linda.
Vt.d. + predic do obj. (com preposição de)
d) Chamei a Fabiana de linda.
Vt.I. - a+predic. do obj. (com preposição de)
6 – Informar:
6.1 – VTDI+od (pessoa)+OI (não-pessoa – de /sobre.)
Exemplo: Informei Márcia do problema.
6.2 – VTDI+od. (não-pessoa)+OI (pessoa-a)
Exemplo: Informei o problema a Márcia.
7 – Pagar/Perdoar/ Agradecer:
7.1 – a uma pessoa = Paguei à credora/ Perdoou à irmã/ Agradeci ao amigo.
VTI – a.
7.2 – a uma não-pessoa = Paguei a conta/ Perdoei a dívida/ Agradeci a ajuda. V.T.D. sem preposição.
3 – Regência Nominal
Alguns pedem preposições especiais. Veja:
acessível a comum a, de horror a
afável com, para com curioso de, por impossível de
agradável a difícil de indeciso em
alheio a escasso de indigno de
amante de fácil de leal a
análogo a fiel a natural de
ansioso de, por, para hábil em nocivo a
paralelo a preferível a sensível a
passível de propício a sito em
possível de responsável por útil a, para
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UNIDADE
14
CRASE
1 – Usa-se Crase
1. Antes de palavras femininas.
Exemplo: Referi-me à menina.
2. Antes de topônimos que aceitem artigo.
Macetex:
Se para o topônimo couber esquema:
Vou à – Volto da  usa-se crase
Exemplo: Vou à Espanha / Volto da Espanha.
3. Em locuções conjuntivas ou prepositivas femininas.
Exemplo: À medida que, à proporção que ...
4. Em locuções adverbiais femininas.
Exemplo: À direita da casa, estão os meus pertences.
5. Em locuções adverbiais indicativos de horas.
Exemplo: Às dez horas, chegamos.
6. Antes dos pronomes senhora, senhorita, dona, dama e madame.
Exemplo: Referi-me à senhora.
2 – Não se usa Crase
1. Antes de palavras masculinas
Exemplo: Vou a pé.
Exceção : Quando ficar subentendida a palavra ―moda‖.
Exemplo: Poltrona à Luís XV.
Poema à Machado de Assis.
2. Entre palavras iguais.
Exemplo: Estávamos cara a cara.
3. Antes de pronomes que não aceitem artigo.
Exemplo: Não me referi à ninguém.
4. Antes de palavra feminina plural com “a” singular.
Exemplo: Não me refiro a meninas.
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5. Antes de verbos.
Exemplo: Estou a esperá-la.
6. Antes de artigo indefinido.
Exemplo: Refiro-me a uma pessoa em especial.
7. Antes das palavras casa e terra quando não vierem especificadas.
Exemplo: Vou a terra. Irei a casa.
Obs.: Vou à terra (do meu avô)especificador
Irei à casa (dos meus primos)especificador
8. Antes de topônimos que não aceitem artigo.
Macetex: Vou a ... / Voltei de ...
(Vou a Campinas / Voltei de Campinas)
EXCEÇÃO:
Haverá se o topônimo for especificado.
Exemplo: Vou à Campinas (dos seus amigos) 
especificador
3 – Crase Facultativa
1. Antes de nomes próprios femininos.
Exemplo: Informei o problema à Márcia.
2. Após a preposição até se a palavra seguinte for feminina.
Exemplo: Vou até a praia/ Vou até à praia.
3. Antes de pronomes possessivos femininos.
Exemplo: Isto pertence à minha família.
4 – Casos Especiais
1. Com aquele(s), aquela(s), aquilo ou a se o antecedente exigir preposição.
Exemplo: Assisti àquele filme.
2. Antes do relativo “que”quando ficar subentendido “àquela”.
Exemplo: Sua caneta era igual à que comprei.

àquela
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UNIDADE
15
Coesão e Coerência Textuais
1 – Coesão Textual
Um texto será coeso se as suas diferentes partes constitutivas estiverem articuladas e interligadas, garantindo a sua
unidade semântica. A coesão textual pode ser assegurada através dos seguintes mecanismos linguísticos:
— cadeias de referência;
— repetições;
— substituições lexicais;
— conectores interfrásicos;
— compatibilidade entre informações temporais e aspectuais.
1.1 – Cadeias de Referência
Uma cadeia de referência ocorre quando, num texto, há um ou vários elementos textuais sem referência
autônoma. A sua interpretação está, por isso, dependente de outra expressão presente no texto.
1) Amava, amava as mulheres com sensualidade, estima e ternura. Sinceramente me julgava, perante elas, um
sensual, um sentimental e um idealista. Decerto me não tinham inspirado grande ternura ou respeito as que até
então fisicamente amara. Mas até essas, não pudera amar (amar da maneira que qualifiquei) sem uma ponta de
afetividade e umas veleidades de moralista regenerador. (J. Régio, O Vestido Cor de Fogo)
A expressão nominal as mulheres e os pronomes elas, as e essas, tal como a elipse do pronome pessoal elas antes do
complexo verbal tinham inspirado, formam uma cadeia de referência, uma vez que o referente dos pronomes é o
mesmo do da expressão nominal. Todas as expressões reenviam para a mesma entidade extralinguística.
Podem integrar as cadeias de referência as anáforas, as catáforas, as elipses e a co-referência não anafórica.
a- Anáfora: expressão cuja interpretação depende de uma outra expressão presente no contexto verbal anterior.
Exemplo: Ao longe, no alto mar, há ainda o exercício da pesca. Há lá homens. Não os vejo.
(V. Ferreira, Até ao Fim)
O pronome pessoal oblíquo os remete para uma expressão referida anteriormente no discurso (homens), sendo, por
isso, uma anáfora.
b- Catáfora: expressão cuja interpretação depende de outra presente no contexto verbal que vem imediatamente
depois.
Exemplo: Com o meu irmão tudo foi diferente, sabe, as mulheres preferem-nos, aos filhos.
(A. P. Inácio, Os Invisíveis)
O pronome pessoal os (nos) remete para uma expressão que aparece posteriormente no discurso (os filhos), sendo,
por isso, uma catáfora.
c- Elipse: omissão de uma expressão recuperável pelo contexto, evitando assim a sua repetição.
Exemplo 01: Marcelo foi ao museu. Lá encontrou os amigos.
d- Co-referência não anafórica: existe co-referência não anafórica quando duas ou mais expressões linguísticas
remetem para o mesmo referente, não havendo dependência referencial de uma em relação a outra(s).
Exemplo: A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor.
(M. Sá-Carneiro, Loucura)
Tanto Raul Vilar como grande escultor remetem para a mesma personagem. No entanto, ambas as expressões têm
referência autônoma.
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1.2 – Coesão Lexical
A coesão lexical pode ser garantida através de diferentes processos.
a- Repetição: por não ser possível a sua substituição, a repetição da mesma unidade lexical ao longo do texto
pode revelar-se necessária para a coesão do texto.
(7) Professor riu. Assim passaram a manhã, Professor fazendo a cara dos que vinham pela rua, Pedro Bala recolhen-
do as pratas ou os níqueis que jogavam.
(J. Amado, Capitães da Areia)
Neste exemplo, a repetição do nome Professor é necessária para evitar a ambiguidade.
b- Substituição lexical: para evitar repetições desnecessárias, pode substituir-se uma unidade lexical por outras que
com ela mantenham relações semânticas de sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia.
Exemplo: (Sinonímia) O treinador afirmou que o jogo correu bem. O comandante disse ainda que estava orgulhoso
da sua equipe.
Exemplo: (Antonímia) A maior parte das vítimas de violência doméstica são mulheres. Os homens, quando agredi-
dos, raramente denunciam a situação.
Exemplo: (hiponímia – gatinho e hiperonímia – animal) Na semana passada, encontrei um gatinho. O animal estava
cheio de fome e sede.
1.3 – Podem funcionar como Conectores
— conjunções e locuções coordenativas e subordinativas (porque, no entanto...);
— advérbios conectivos (agora, assim, depois...);
— adjetivos (bom...);
— verbos (quer dizer...);
— grupos preposicionais/locuções adverbiais (pelo contrário, do mesmo modo...);
— orações (para concluir, pelo que referi anteriormente...).
Exemplo: Não vou de férias, porque não acabei o relatório.
Exemplo: Vou fazer horas extraordinárias a semana toda. Agora, não me peçam para trabalhar no fim-de-semana.
1.4 – Tipos de Conectores
Exemplos:
a- Temporais (indicam relações temporais entre as frases ou orações) quando, enquanto, por fim, depois, em se-
guida, antes, entretanto, então...
b- Contrastivos (indicam relações de oposição) mas, embora, no entanto, apesar de, pelo contrário, contrariamen-
te, por oposição...
c- Aditivos (acrescentam informação) e, também, além disso, mais ainda, igualmente, do mesmo modo, pela
mesma razão, adicionalmente, ainda...
d- Causa-consequência (indicam uma relação causa-efeito) porque, por isso, consequentemente, pois, portanto,
logo, por conseguinte, por esta razão, deste modo, então, de maneira que...
e- Confirmativos /exemplificativos por exemplo, de fato, efetivamente, com efeito...
f- Explicativos/ reformulativos quer dizer, ou seja, isto é, por outras palavras...
g- Síntese / conclusão em resumo, em suma, concluindo, para concluir...
h- Alternativos ou, alternativamente, em alternativa.
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2 – Coerência Textual
Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a com-
preensão do que se lê diz.
Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito ou dito são
os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que
compõem a oração, como também entre a sequência de orações dentro do texto.
Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores
que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o pú-
blico a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis.
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária – composta de termos e expressões – que une
os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles.
Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais – repetição, substituição, associação –,
sejam gramaticais – emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses – constroem-se frases, orações, períodos,
que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual.
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa
incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de pa-
rágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído
com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, ―o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e
orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, re-
cobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios‖.
Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos. É imprescindível que haja uma
unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Além disso, relembre-se de que,
por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual.
Texto retirado de http://www.mundovestibular.com.br. Escrito por Cláudia Kozlowski
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UNIDADE
16
REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas
em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin,
yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos
gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinquenta cinquenta
delinquente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
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Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico
na penúltima sílaba).
Como era Como fi ca
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as
palavras
oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
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Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára / para, péla(s) / pela(s), pêlo(s) / pelo(s), pólo(s) / po-
lo(s) e pêra / pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito
do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados
(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 70
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do
indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar,
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente
do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Resumo
Emprego do hífen com prefixos Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras ini-
ciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação,
coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva,
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar,
aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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PROVAS DE CONCURSOS
PROVA
1
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)-
(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS
Data: 06/04/2014
Dado o seguinte quadro, responda às questões 1 a 3.
PALAVRA SIGNIFICADO
Novis Novidades.
Sqn Só que não (usado para desmentir a própria frase. Exemplo: Sou linda... Sqn)
Partiu Usada para dizer que está indo para algum lugar. Exemplo: Partiu banho
Aff Demonstra desaprovação, decepção.
Brinks Usado para dizer que o que foi falado antes era brincadeira. Exemplo: Você é feio... tô de brinks!
Milgrau Uma coisa exagerada, exemplo: Você está demais! Tá ―milgrau‖
Pirar Achar muito bom, muito legal.
Trolar Sacanear, zombar. Vem do inglês to troll.
Divar É usado quando você faz algo digno de uma diva.
Sensualizar Sensualizar significa fazer sucesso, chamar a atenção positivamente.
(MAGI, Luzdalva S. ―As gírias: instrumentos de manutenção e renovação da língua‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 46, p. 11)
1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.1) As gírias ―di-
var‖ e ―sensualizar‖ estão empregadas como:
a) Verbos.
b) Adjetivos.
c) Advérbios.
d) Pronomes.
e) Substantivos.
2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.2) A palavra
―milgrau‖, em Você está demais! Tá ―milgrau‖, está empregada como:
a) Verbo.
b) Adjetivo.
c) Advérbio.
d) Pronome.
e) Substantivo.
3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.3) A palavra
―milgrau‖ se associa à expressão ―mil graus‖, mas não sofre flexão de número em ―Você está demais! Tá ―milgrau‖‖,
porque:
a) O adjetivo concorda com o verbo.
b) O advérbio é uma palavra invariável.
c) O adjetivo concorda com o substantivo.
d) Há uma relação de concordância entre o predicativo do sujeito e o sujeito.
e) O adjetivo concorda com o numeral.
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Com base no texto, responda as questões 4 a 6.
A profecia
Caraíbas têm cabeça oca. Deviam ter aprendido muitas lições com o povo filho da terra e não
souberam enxergar, nem ouvir, nem sentir. E sofrerão por isso.
Dia virá em que ficarão com sede, muita sede, e não terão água para beber: os rios e lagoas e
valos e regatos e até a água da chuva estarão sujos e podres. E chorarão. E continuarão com
sede porque a água do choro é salgada e amarga...
Tempo da fome também virá. E a terra estará seca, o chão duro. As sementes de milho e man-
dioca não mais nascerão verdes, alimentando a esperança de guarups ao redor do fogo com
muita comida e bebida. A caça e o peixe também terão fugido ou morrido. E a fome apertará
o estômago do caraíba e ele não poderá comer nem a sua riqueza, nem sua terra nua e fértil.
Os dias serão sempre mais quentes. E quando o caraíba procurar uma sombra como abrigo,
descobrirá que a terra não tem mais árvores.
As noites serão escuras e frias. Sem lua, sem estrelas. E sem fogueiras quentes.
E o caraíba, o homem-branco, chorará. E quando acordar de sua imensa estupidez será tarde,
muito tarde.
Eu, Tamãi, o velho pajé, falei.
(ZOTZ, W. Apenas um curumim, 12ª ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979, p. 14)
4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.4) Nas linhas 01
a 05, observa-se, no texto, a elipse nominal do termo que se encontra na função, sujeito, que é:
a) Água.
b) Fome.
c) Tamãi.
d) Caraíbas.
e) Guarups.
5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.5) Observa-se,
no texto, o uso dos conectivos ―e‖ e ―nem‖. Assinale qual o tipo de conjunção e sua função no texto.
a) Conjunção aditiva sem efeito estilístico no texto.
b) Conjunção conclusiva indicando consequências.
c) Conjunção coordenativa com valor adversativo no texto.
d) Conjunção aditiva que tem apenas a função de enumerar as ações.
e) Conjunções aditivas que dão fluidez ao texto, sugerindo ações contínuas e consequências dessas ações.
6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.6) Nas orações
―E o caraíba, o homem-branco, chorará.‖ e ―Eu, Tamãi, o velho pajé, falei.‖ A vírgula está sendo usada para:
a) Isolar o posto.
b) Separar orações.
c) Isolar o vocativo.
d) Isolar elementos repetidos.
e) Separar elementos com a mesma função sintática.
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Dado o seguinte texto, responda a questão a seguir.
A LÓGICA É O PODER
(OU SIM, ―TINHA CHEGO‖ EXISTE!)
Muitos estranhariam se soubessem que a forma ―pêgo‖, um dia, já foi considerada inculta,
somente empregada por Incultos (Caldas Aulete, 1958). Estranhariam porque, atualmente,
é empregada por pessoa com nível de escolaridade superior – ou seja, cultas.
(Excerto: RODRIGUES, Bruno. ―A lógica é o poder (ou sim, ―tinha chego‖ existe‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 44, p. 14)
7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.7) Com base no
texto, ―tinha chego‖ tem sido usado por pessoas cultas. Assinale a locução verbal correta, segundo a linguagem
escrita, com os verbos ―pegar‖, ―comprar‖, ―trazer‖ e ―entregar‖.
a) Tinha pego, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregado.
b) Tinha pegado, tinha compro, tinha trazido, tinha entregado.
c) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trago, tinha entregado.
d) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregue.
e) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregado.
8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.8) Complete o
quadro, com a forma equivalente na linguagem escrita:
LINGUAGEM FALADA LINGUAGEM ESCRITA
Os atletas bateram o récorde.
Os vices-prefeitos estão reunidos.
Ela mesmo disse a verdade.
Os cidadões chegaram cedo.
(Excerto: SILVA, Leonardo da. ―A língua que falamos X a língua que escrevemos‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 44, p. 24)
Assinale a alternativa correta.
a) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadãos chega-
ram cedo.
b) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadães chega-
ram cedo.
c) Os atletas bateram o recorde. Os vices-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadãos chega-
ram cedo.
d) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesmo disse a verdade. Os cidadãos chega-
ram cedo.
e) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadões chega-
ram cedo.
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Dado o seguinte texto, adaptado da propaganda da Sanofi Pasteur. Revista Exame. 3 abr. 2013, responda às ques-
tões 9 e 10.
NESTE INVERNO,
ALGUMAS FALTAS PODEM
PREJUDICAR SUA EMPRESA.
PROTEJA SEUS FUNCIONÁRIOS CONTRA A GRIPE.
A gripe é a principal causa de faltas ao trabalho
e a vacinação é uma das maneiras mais eficazes
de preveni-la. Diversas empresas no Brasil
já beneficiam seus funcionários todos os anos.
9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.10) Compare o
emprego da palavra ―faltas‖ no texto e responda:
I. A palavra ―faltas‖ demanda um complemento nominal.
II. O sintagma ―ao trabalho‖ é o adjunto adnominal da palavra ―faltas‖.
III. A ambiguidade desaparece se o complemento nominal é explicitado.
IV. O sintagma ―ao trabalho‖ é o complemento nominal da palavra ―faltas‖.
V. A palavra ―faltas‖ torna-se ambígua na ausência de um adjunto adnominal.
Estão corretos apenas os itens:
a) II e V.
b) I, II e V.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.11) Sobre o
emprego o pronome‖-la‖ em ―preveni-la‖ é correto afirmar que
I. O pronome ―-la‖ é um pronome oblíquo.
II. O pronome ―-la‖ está proclítico ao verbo.
III. O pronome ―-la‖ refere-se à palavra gripe.
IV. O pronome ―-la‖ está na função de objeto direto do verbo ―prevenir‖.
V. O pronome ―-la‖ está na função de objeto indireto do verbo ―prevenir‖.
Estão corretos apenas os itens:
a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) III, IV e V.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 75
Veja a propaganda abaixo, disponível em http://labbioiee.blogspot.com.br/2009/06/fumar-faz-bem-saude.html,
acesso: fev./2014, e a seguir, responda às questões 12 a 15.
11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.12) Tendo em
vista os elementos que constituem essa propaganda, é correto afirmar que:
a) o efeito de sentido está completo, considerando-se apenas a linguagem não verbal.
b) o sentido apreendido a partir da linguagem não-verbal é oposto ao construído pela linguagem verbal.
c) as campanhas contra o fumo foram desconsideradas pelo enunciador.
d) a linguagem verbal é suficiente para a apreensão do sentido.
e) o contexto social é irrelevante para a construção do sentido.
12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.13) O recurso
estilístico predominante utilizado na construção de sentido da propaganda foi:
a) eufemismo.
b) hipérbato.
c) ironia.
d) metáfora.
e) metonímia.
13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.14) O pronome
demonstrativo este, presente na estrutura verbal da propaganda, faz referência a algo
a) citado de maneira imprecisa.
b) genérico a não ser citado.
c) citado de modo indefinido.
d) citado anteriormente.
e) a ser citado.
14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.15) O uso de
acento indicativo de crase na expressão à saúde, presente no contexto verbal da propaganda, justifica-se porque,
de acordo com a gramática normativa,
a) a palavra bem pede uma preposição.
b) a palavra saúde é um substantivo feminino.
c) a expressão ―fazer bem‖ rege a preposição a e o seu complemento admite o artigo a.
d) a expressão à saúde é uma exceção que representa um caso especial de crase.
e) o advérbio bem exige a preposição a e o substantivo saúde é uma palavra feminina.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 76
Leia o anúncio, abaixo, e responda às questões 15 a 18.
(Fonte: MTV. In: Veja, abr. 2011, p. 124-125.)
15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.16) A classe
gramatical de várias palavras, em situação de discurso, é alterada por causa do efeito de sentido que se busca.
Dessa forma, é correto afirmar que, no anúncio, as formas bonito e feio foram
a) verbalizadas.
b) adverbializadas.
c) adjetivizadas.
d) substantivadas.
e) preposicionalizadas.
16. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.17) O uso das
formas variantes tá e pra são marcas linguísticas características da modalidade oral da língua, porém, no anúncio,
foram empregadas no texto escrito. Isso se deve ao fato de
a) o locutor tentar buscar um efeito de intimidade com o interlocutor.
b) os integrantes da emissora usarem normalmente esses termos.
c) o anúncio dirigir-se a pessoas de classes sociais mais baixas.
d) a emissora procurar uma linguagem mais formal.
e) o anúncio ser dirigido a uma faixa etária diversificada.
17. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.18) O efeito de
humor construído no anúncio é obtido por meio
a) do uso das formas variantes tá e prá.
b) do uso de expressões que são de domínio público.
c) da relação de antonímia entre as palavras feio e bonito.
d) da aparência das pessoas retratadas no texto não verbal.
e) dos verbos utilizados.
18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.19) As constru-
ções condicionais podem expressar vários tipos de relação. Dessa forma, no seguinte trecho do anúncio, Se você
acha que a programação da MTV só vai ter música, errou feio, a natureza factual da construção condicional se
estabelece porque
a) a primeira parte da construção contrasta com a segunda.
b) o locutor parte de um fato apresentado como verificado.
c) a oração condicionada está baseada em fatos reais.
d) a proposição consequente tem por base a verdade.
e) a oração condicional é iniciada pela conjunção se.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 77
19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.20) Em quais
situações, a vírgula é utilizada corretamente e produz sentidos diferentes na frase ―Se o homem soubesse o valor que
tem a mulher andaria de rastos à sua procura‖?
I. Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de rastos à sua procura.
II. Se o homem soubesse o valor, que tem a mulher andaria de rastos à sua procura.
III. Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de rastos à sua procura.
IV. Se o homem soubesse o valor, que tem a mulher, andaria de rastos à sua procura.
V. Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria, de rastos, à sua procura.
Estão corretos apenas os itens:
a) I e V.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
PROVA
2
Auxiliar em Administração-(Classe C)-(Nível Fundamental)-(Tarde) 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS
Data: 20/10/2013
Leia o texto que segue, de Lizandra Magon de Almeida, extraído do sítio http://super.abril.com.br, em 10/09/2013.
Em seguida, responda às questões de 1 a 4.
E se... o mundo falasse a mesma língua?
Imagine se, de comum acordo, todos os habitantes da Terra falassem um só idioma. Você poderia tomar um avi-
ão no Brasil, descer no Japão e se entender com todo mundo. Para alguns estudiosos, esse seria o fim de muitos
desentendimentos. A Bíblia, por exemplo, diz que a harmonia entre os povos acabou na Torre de Babel, quando,
por um castigo divino, pessoas que antes falavam a mesma língua passaram a ter diferentes idiomas. Desde en-
tão, ninguém mais se entendeu, diz o texto.
Mas uma língua unificada teria vida breve. Em pouco tempo, cada grupo selecionaria os termos adequados ao
seu ambiente e à sua cultura, diferenciando novamente as linguagens. Enquanto os idiomas têm entre 2.000 e
20.000 palavras, uma língua mundial precisaria de mais de 25.000 termos, para absorver, por exemplo, as 40 pala-
vras que os esquimós dão para a cor branca. No Saara, essas palavras seriam abandonadas em breve. ―O latim
era uma língua unificada, mas dele saíram 10 ou 12 línguas latinas‖, diz o professor de Filosofia Românica da USP,
Bruno Fregni Bassetto. É o que explica as diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal.
Já houve tentativas, fracassadas, de criar uma língua universal. Filósofos como Voltaire, Montesquieu e Descartes
foram alguns dos que tentaram. Uns achavam que o idioma único deveria ser totalmente novo. Outros, que ele
deveria ser formado de palavras já existentes, combinadas. Mas em um ponto eles concordavam: não é possível
impor a todos uma língua já existente. O esperanto, criado em 1887 pelo polonês Lázaro Zamenhof e hoje adota-
do por 3 milhões de pessoas, foi o mais próximo que se chegou desse sonho. Mas mesmo seus adeptos, espalha-
dos por mais de cem países, o consideram uma segunda língua, que se deve aprender sem perder o idioma na-
tal.
A difusão dessa língua mundial seria delicada. E, com certeza, não haveria mistura com os idiomas locais. Onde
houvesse resistência, a linguagem original simplesmente predominaria. Trata-se de uma verdade histórica: as lín-
guas nunca se fundem – uma sempre predomina e a outra desaparece. Foi o que houve na Gália, terra de Asterix
e Obelix, onde vivem os celtas, com sua própria língua. Quando os romanos conquistaram a região, impuseram o
latim, que foi adotado. Com mudanças de pronúncia e enxertos de palavras, mas ainda latim.
Há quem defenda a tese de que já se falou um idioma universal, quando a linguagem foi inventada pela huma-
nidade. Mas essa é uma grande polêmica. Alguns pesquisadores acham que a raça humana surgiu na África e,
dali, se espalhou pelo resto dos continentes. Outros supõem que povos diferentes surgiram em várias regiões, cada
um com sua língua. No primeiro caso, as línguas teriam uma origem comum. No segundo, não.
―Tudo o que sabemos sobre a linguagem parte do que a língua é hoje. O resto é especulação‖, diz Carlos Alberto
Faraco, professor de Linguística da Universidade Federal do Paraná. De certo, sabe-se que, no passado, houve um
povo que falava uma só língua, o indo-europeu, do norte da Índia à Europa, com poucas exceções, como o país
Basco e a Finlândia. Esse idioma deu origem a quase todas as línguas ocidentais e a algumas orientais. Antes disso,
a controvérsia é tão grande que, no final do século XIX, os linguistas proibiram que se discutisse o tema.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 78
1. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Conforme o texto, na opinião da autora,
uma língua universal não teria vida longa considerando
a) as interferências socioculturais das diversas comunidades do mundo.
b) as dificuldades impostas pelas diferentes religiões do mundo.
c) a capacidade articulatória dos diferentes povos do mundo, asiáticos, africanos, dentre outros.
d) os mecanismos próprios de estruturação linguística, característicos de todos os povos do mundo.
e) a capacidade intelectual dos diferentes habitantes do planeta, como por exemplo, dos Esquimós.
2. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.2) De acordo com o texto, é correto afirmar:
a) O esperanto é a única língua que atingiu o status de língua universal.
b) O indo-europeu foi o primeiro idioma a ser falado em todas as regiões do mundo.
c) O latim foi a língua que durante mais tempo se manteve de forma unificada.
d) As línguas são modificadas, principalmente, a partir das influências de outras línguas.
e) O indo-europeu deu origem a todas as línguas, exceto o latim que teve origem céltica.
3. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.3) A palavra ―adeptos‖, na frase ―Mas
mesmo seus adeptos, espalhados por mais de cem países...‖, pode ser substituída no texto, sem alternância de sen-
tido por:
a) rixosos.
b) sediosos.
c) dependentes.
d) falantes.
e) infidos.
4. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Com relação ao período ―cada grupo
selecionaria os termos adequados ao seu ambiente e à sua cultura‖, é correto afirmar que:
a) configura uma ação marcadamente no passado.
b) expressa traços temporais unicamente de futuro.
c) constitui uma sentença contendo pelo menos dois tempos verbais.
d) depreende uma marcação temporal não explícita.
e) apresenta uma conjugação verbal no tempo futuro do pretérito.
5. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.5) A unidade ―que‖ na sentença ―Os meni-
nos que chegaram atrasados trouxeram os livros‖ caracteriza-se como:
a) um pronome adjetivo.
b) um pronome interrogativo.
c) um pronome objeto.
d) um pronome demonstrativo.
e) um pronome relativo.
6. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.6) O artigo 37, da Constituição Federal,
dispõe que ―A administração pública direta, indireta ou funcional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publici-
dade e eficiência (...)‖. Diante disso, é correto afirmar que a redação oficial deve ser caracterizada pela(o):
a) impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
b) emprego do padrão culto da linguagem, mas respeitando os jargões dos vários segmentos da sociedade.
c) impessoalidade e as várias modalidades que caracterizam a variedade linguística brasileira.
d) clareza, univocidade, concisão e nomenclaturas gerais do padrão coloquial da língua portuguesa.
e) concisão, pessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, codificada, conforme as necessidades de cada área.
7. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.7) Como se sabe, os substantivos na língua
portuguesa possuem uma variedade no que se refere ao gênero. Diante disso, assinale a alternativa que apresenta
apenas substantivos de gênero epiceno.
a) intérprete – fã – jurista – estudante.
b) jacaré – minhoca – besouro – palmeira.
c) redator – traidor – comprador – maquiador.
d) sentinela – sujeito – pivô – cadáver – criatura.
e) motorista – nó cego – vidente – testemunha.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 79
8. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Sabe-se que a vírgula determina uma
pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si em uma mesma frase. Assim
sendo, assinale dentre as alternativas abaixo, a que apresenta INADEQUADAMENTE o uso da vírgula.
a) O bispo, indeferiu todos os pedidos.
b) Além do mais, não estou a fim de fazer isso.
c) Permiti uma vez, duas vezes, mas não três.
d) Agindo assim conseguirá, pelo menos, o mínimo.
e) A busca é contínua, incessante.
9. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.9) Uma das características relacionadas ao
estilo da correspondência oficial é a formalidade, evidenciada, por exemplo, pelo uso de determinadas formas de
tratamento. Nesse sentido, escolha, dentre as alternativas abaixo a forma abreviada que deve ser utilizada unica-
mente com reitores.
a) V.S.
b) Revma.
c) Rtr.
d) V.M.
e) V.Mag.ª
10. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.10) Assinale, dentre as alternativas abaixo,
a palavra que está com sua definição INCORRETA.
a) séptico – que causa infecção.
b) experto – perito.
c) espirar – terminar.
d) senso – entendimento.
e) cassar – tornar sem efeito.
PROVA
3
Assistente em Administração-(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS
Data: 20/10/2013
Leia o texto que segue, escrito por Julia Michaels, retirado do sítio www.revistagalileu.globo.com, em 18/09/2013. Em
seguida, responda às questões de 1 a 5.
Nossa nova língua portuguesa
Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é
maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma
ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam: sentam-se. Uma porta não se fecha: fecha-se.
O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou “fi-lo porque qui-lo”. Tradução: fiz porque quis – e foi por causa da
ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados
certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história.
É quase como se fosse um outro idioma.
O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimen-
to nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala de Aids, a sigla em
inglês. Outro dia li “bêbado como um gambá” numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês
original, pensando que o tradutor a tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão “drunk
as a skunk”. Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no
texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio há tempos de minha terra natal, talvez
por meio de algum filme.
Neste momento histórico de globalização e acesso máximo à informação, as pessoas no mundo inteiro prezam
acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como “vc” (você) “rs”
(risos), “pq” (por que) e “tranks” (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da co-
municação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse
falando em voz alta com seus leitores: “Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...”, para
ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato de que os brasileiros, estão mudando. No
seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o
“tu”, e não o “vous”, quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 80
Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever “como eu te disse
há pouco”, “como eu lhe disse há pouco” ou “como eu disse há pouco”.
Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!)
mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização de linguagem,
séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados popu-
lares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a
própria democratização brasileira que leva a abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide
política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita.
Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos
eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: Bebo porque é líquido. Se fosse sólido comê-lo-
ia”. Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômi-
ca: “Quero ler um livro que minha filha está lendo, não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús-
cu-lo”.
1. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Com base no texto, é correto afirmar
que na opinião da autora
a) os falantes de língua portuguesa não são tão ufanistas quanto os espanhóis e os franceses no que se refere à
língua.
b) o Brasil possui duas línguas, uma referente à modalidade oral e outra referente à modalidade escrita.
c) as línguas do mundo tendem a ter uma linguagem simplificada tanto na modalidade escrita, quanto na oralida-
de.
d) na língua inglesa, as ênclises não são comuns na oralidade, ficando restritas a textos na modalidade escrita.
e) as discrepâncias entre oralidade e escrita são mais substanciais na língua inglesa do que na língua portuguesa.
2. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.2) Com relação à expressão ―bêbado
como um gambá‖, a autora afirma que
a) trata-se de um empréstimo da língua inglesa, incorporada ao português por meio de um filme.
b) expressa uma relação de sentido entre o cheiro do álcool e o forte odor do gambá.
c) na língua inglesa há uma relação de sentido entre as palavras ―drunk‖ e ―skunk‖.
d) caracteriza uma expressão de uso corrente tanto na língua inglesa quanto na língua portuguesa.
e) caracteriza uma expressão com equivalentes em todas as línguas.
3. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.3) Com relação ao sentido da palavra
―crua‖ empregada na frase ―esse tipo de abordagem soa muito crua‖, é correto afirmar que
a) possui uma conotação metafórica.
b) possui um sentido ambíguo.
c) caracteriza-se como uma metonímia.
d) expressa conotações hiperbólicas.
e) apresenta uma conotação estritamente literal.
4. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Com base no trecho ―Fica difícil saber
se é melhor escrever ―como eu te disse há pouco‖, ―como eu lhe disse há pouco‖ ou ―como eu disse há pouco‖,
depreende-se que para a autora
a) a modalidade oral da língua portuguesa é diversa, no que se refere ao emprego de pronomes.
b) os pronomes deveriam ser omitidos na oralidade, pois muitos não caracterizam seus referentes de maneira ade-
quada.
c) a língua portuguesa possui regras estritas na sua norma culta que não são seguidas na oralidade.
d) muitos pronomes da língua portuguesa são empregados na escrita, mas nunca são empregados na oralidade.
e) a língua portuguesa apresenta formas restritas, no que se refere ao emprego de pronomes.
5. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.5) No último parágrafo do texto, a pala-
vra ―eruditos‖ pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
a) inteligentes.
b) experientes.
c) experts.
d) iliteratos.
e) doutos.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 81
6. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.6) A crase caracteriza graficamente a
fusão de dois fonemas vocálicos idênticos e consecutivos. Diante disso, escolha a alternativa que expressa adequa-
damente o uso da crase
a) Decidi isso à partir da tua opinião.
b) Estes barcos estão voltando à Santos.
c) Os selecionados concorreram à revistas infantis.
d) A frequência dos acadêmicos às aulas será prejudicada.
e) Todos chegaram à uma hora do principal evento.
7. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.7) A concordância verbal tem-se carac-
terizado como um dos problemas mais evidentes no que se refere à produção escrita da língua portuguesa. Nesse
sentido, escolha dentre as alternativas abaixo, a única INCORRETA, no que se refere à concordância verbal.
a) Trouxeram-lhe o que faltava;
b) Há ainda muitos problemas a serem resolvidos.
c) Entraram minha mãe e meu irmão apenas.
d) Faz tantos anos que não a vejo.
e) Houveram inúmeros acidentes no ano passado.
8. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Assinale, dentre as alternativas abai-
xo, a palavra que está com sua definição INCORRETA.
a) séptico – que causa infecção.
b) experto – perito.
c) espirar – terminar.
d) senso – entendimento.
e) cassar – tornar sem efeito.
9. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.9) Como se sabe, a vírgula determina
uma pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si em uma mesma frase. As-
sim sendo, assinale dentre as alternativas abaixo, a que apresenta INADEQUADAMENTE o uso da vírgula.
a) Busque tudo, tudo mesmo.
b) Não, queremos saber somente a verdade.
c) A felicidade, verdadeira, não é para todos.
d) O comprador, velho conhecido, conseguirá se estabelecer, enfim.
e) O poeta, cumpre sua missão de encantar com palavras.
10. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.10) A língua portuguesa, por ser uma
língua natural, está sujeita a uma variedade de fenômenos linguísticos que caracterizam as identidades sociocultu-
rais dos povos que as falam. Diante disso, é correto afirmar que o português do Brasil
a) apresenta uma variedade de dialetos que tem comprometido sua norma culta.
b) tem sido prejudicado pela grande influência da oralidade na modalidade escrita.
c) possui várias modalidades que não interagem entre si e que podem levar a um caos linguístico.
d) tem recebido ao longo dos últimos séculos influências de diversas línguas, sobretudo no âmbito lexical.
e) levará certamente ao surgimento de uma outra língua, diferente dos demais países que falam o português.
PROVA
4
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)-
(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS
Data: 22/09/2013
1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Assinale a
alternativa na qual o uso de vírgulas está INCORRETO, conforme a norma padrão escrita do Brasil.
a) Primeiro a dor, depois a lamentação e, finalmente, o suicídio.
b) A safra surpreendeu a todos, inclusive aso especuladores.
c) Depois da meia noite, todos estarão em suas camas, dormindo.
d) O processo, transcorreu dentro da normalidade, assegurou o responsável.
e) Paris, a cidade luz, já não é mais a mesma.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 82
2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.2) Na frase
―Meu medo é minha fraqueza‖, a palavra ―meu‖ é empregada como
a) um pronome adjetivo.
b) um adjunto adverbial.
c) um pronome demonstrativo.
d) uma locução pré-verbial.
e) um pronome sujeito.
3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.3) De acordo
com a norma padrão escrita da língua portuguesa, unidades como a, o, de, lhe, em e por são consideradas
a) monossílabos pré-tônicos.
b) monossílabos tônicos.
c) monossílabos oxítonos.
d) monossílabos conjuntivos.
e) monossílabos átonos.
4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Analise as
proposições abaixo:
I. A corrupção acabou.
II. Eu sabia a verdade sobre aquele caso.
III. Eu sabia que ela não aceitaria nada do que propus.
IV. Nós sabíamos a verdade, mas ele negou tudo.
V. A mãe ficou inconsolável, mas o menino nem quis saber do resultado.
No que se refere à organização sintática da língua portuguesa, são orações constituídas por períodos compostos,
apenas as proposições.
a) II e V.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) I, III e V.
e) IV e V.
5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.5) Em todas as
alternativas abaixo há, pelo menos, uma palavra com um hiato, EXCETO:
a) enjoo – Paraguai – mão – Paraíba.
b) boi – fui – grão – queijo.
c) álcool – averiguei – mão – cílios.
d) joelho – quais – chão – glória.
e) baú – enxaguei – põe – saúde.
6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.6) No que diz
respeito ao emprego da crase, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO:
a) O erro foi confiar tudo à amiga.
b) O meu sonho é retornar à Argentina.
c) Quando a polícia chegou, ele já estava às portas da morte.
d) Disse à ela tudo o que estava engasgado.
e) Na próxima rua, vire à esquerda.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 83
Analise o texto do anúncio abaixo, extraído do sítio www.lusiadas.comunidades.net, acesso em julho de 2013. Em
seguida responda à questão 7.
7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Com relação
à palavra ―whooper‖, é correto afirmar que, no texto do anúncio, é empregada como
a) uma locução adverbial.
b) um substantivo masculino.
c) um adjetivo masculino.
d) um advérbio de intensidade.
e) um complemento substantival.
8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.9) De acordo
com a norma padrão escrita da língua portuguesa, a concordância verbal está feita corretamente em todas as
alternativas abaixo, EXCETO:
a) Os Estados Unidos jamais tinham passado por crise semelhante.
b) Fui eu quem quebrei tudo.
c) A multidão clamou pela minha presença.
d) Faz muitos anos que não a vejo.
e) Houveram muitas situações iguais a essa.
Leia o trecho abaixo, copiado do texto ―O lado esquisito da água‖, de autoria de Marcos Pivetta, publicado na
revista Pesquisa Fapesp em julho de 2013. Em seguida, responda às questões de 10 a 12.
Imagine um líquido que se movimenta mas rápido quando confinado em um ambiente menor do que se retido em
um maior. Um composto que passa por um nanotubo com um fluxo centenas de vezes maior do que o esperado se
o mecanismo fosse o mesmo que o da água atravessando uma torneira. Essa estranha substância é a água, a ubí-
qua H2O que recobre 70% do globo terrestre, constitui mais da metade do corpo humano e está envolvida com a
produção e manutenção das formas de vida. Por que a água apresenta esses e outros comportamentos estranhos
é alvo de debates entre pesquisadores e não raro aparecem explicações complicadas tentando dar conta desses
fenômenos, como a ideia de que há algo de quântico nesse líquido quando exposto a determinadas condições.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 84
9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.10) No texto, as
palavras ―confinado‖ (1ª linha) e ―ubíqua‖ (4ª linha) podem ser substituídas, respectivamente, sem alteração de
sentido por
a) isolado e líquida.
b) isolado e onipresente
c) retido e esparsa.
d) isolado e densa.
e) circunscrito e profunda.
10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.11) Com rela-
ção ao processo de formação da palavra ―nanotubo‖ (2ª linha), é correto afirmar que ela é constituída
a) de dois adjetivos masculinos.
b) por dois afixos de sentidos diferentes.
c) por um prefixo e um substantivo.
d) de dois substantivos concretos.
e) de um adjetivo e um substantivo.
11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.12) No que se
refere à locução ―não raro‖ (7ª linha), é correto afirmar que, no texto, é empregada como
a) um advérbio de frequência.
b) um pronome relativo.
c) uma locução adjetiva.
d) um advérbio de intensidade.
e) um advérbio de lugar.
12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.13) No que se
refere à colocação pronominal, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
a) Aqui não se fala alemão.
b) Naquele dia me contaram tudo.
c) Quem lhe disse tal mentira?
d) Em se tratando de dinheiro, não haverá problemas.
e) A pessoa que ensinou-me tudo isso, já se foi.
Leia o trecho abaixo, dito pelo personagem Odorico Paraguaçu, de Dias Gomes. Em seguida, responda às questões
de 13 a 15.
“Meu caro jornalista, isso me deixa bastante entristecido, com o coração afogado na deceptude e no desgosto.
Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite-de-dendê do estágio retaguardista do manufaturamento (...), me
vêm com esse acusatório destabocado somentemente porque meia dúzia de baiacus apareceram mortos na prai-
a.”
13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.15) Com rela-
ção ao conteúdo do texto, é correto afirmar que
a) expressa de forma evidente um caráter emotivo e expressivo.
b) a falta de coesão compromete o entendimento do texto.
c) os desvios em relação à norma padrão da língua portuguesa torna o texto completamente obscuro.
d) está totalmente adequado à norma padrão da língua portuguesa.
e) a linguagem predominante é poética e pleonástica.
14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.16) Com rela-
ção à expressão ―coração afogado‖, é correto afirmar que ela expressa um significado
a) conotativo, metafórico.
b) afetivo, pleonástico.
c) homonímio, metafórico.
d) polissêmico, denotativo.
e) poético, denotativo.
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15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.17) Com rela-
ção à formação das palavras ―bastantemente‖ e ―somentemente‖, é correto afirmar que
a) por não estarem de acordo com o padrão da língua portuguesa são de sentido incoerente.
b) embora não estejam adequadas à norma culta, não tem seus significados prejudicados.
c) não recorrem ao léxico da língua portuguesa, no que se refere ao emprego de afixos.
d) caracterizam metáforas que expressam sentidos basicamente pelo emprego de afixos incomuns.
e) caracterizam sentidos meramente redundantes, a partir do emprego de prefixos.
18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.18) Todos os
períodos abaixo apresentam somente objeto direto, EXCETO:
a) Ela buscava a razão de tudo.
b) Comprei todas as frutas da banca.
c) A mim falaram apenas o essencial.
d) Com muita paciência, tomei a decisão.
e) Enfim, consegui seu endereço.
19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.19) Dentre as
alternativas abaixo, todas as palavras estão definidas adequadamente, EXCETO:
a) eminente = prestes a ocorrer.
b) arriar = descer, cair.
c) estrato = camada.
d) tachar = atribuir defeito a.
e) fragrante = perfumado.
20. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.20) De acordo
com a última reforma ortográfica da língua portuguesa, no que se refere ao uso do hífen, todas as alternativas estão
corretas, EXCETO:
a) anti-higiênico.
b) anti-inflamatório.
c) infra-estrutura.
d) tricampeão.
e) super-resistente.
PROVA
5
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração) –
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS
Data: 18/03/2012
Leia o texto a seguir e responda às questões 1 e 2.
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante...
(Osório Duque Estrada)
1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.1) O sujeito do
verbo ouvir é o termo correspondente a:
a) Eles.
b) Indeterminado.
c) Um povo heróico.
d) Do Ipiranga.
e) As margens plácidas do Ipiranga.
2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.2) O termo ―o
brado retumbante‖, sintaticamente, é analisado como:
a) Objeto direto.
b) Aposto.
c) Adjunto.
d) Predicativo do sujeito.
e) Vocativo.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 86
3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.3) A partir das
sentenças ditas por um ministro da educação ―Eu não sou ministro; estou ministro‖, assinale a alternativa correta
com relação ao termo ministro.
a) São dois objetos diretos.
b) São dois predicativos do sujeito.
c) O primeiro é objeto e o segundo é predicativo.
d) São dois adjuntos adnominais.
e) São dois complementos nominais.
4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.4) Leia as frases
abaixo:
I. Houveram vários casos de desistência de matrícula.
II. Hoje são quinze de novembro do ano de dois mil e dois.
III. Bastantes ideias surgiram no decorrer da nossa reunião
IV. Um e outro aluno se afirmam pelo estilo diferenciado.
V. Seguem anexas ao e-mail as resoluções mencionadas.
A partir das regras de concordância verbal e concordância nominal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa
correta.
a) Apenas os itens, I, II e IV estão corretos.
b) Apenas os itens II e III estão corretos.
c) Apenas os itens II, III, IV e V estão corretos.
d) Apenas os itens II, III e IV estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.
5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.5) Assinale a
alternativa em que o acento gráfico é necessário para que a palavra fique correta.
a) Gratuito.
b) Rubrica
c) Recorte.
d) Fluido.
e) Substituido.
6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.6) Na expressão
―haja vista os maus exemplos desses homens‖.
I. A expressão ―haja vista‖ apresenta o valor de ―veja‖.
II. Nesta expressão, o verbo é invariável, qualquer que seja o número do substantivo.
III. A expressão ―verbo invariável‖ indica que o verbo é flexionado na terceira pessoa do singular.
IV. O emprego da expressão ―haja vista‖ está incorreto, porque o verbo deve concordar com ―os maus exemplos
desses homens‖.
Assinale a alternativa correta.
a) Os itens I, II, III e IV estão corretos.
b) Apenas os itens I, II e III estão corretos.
c) Apenas os itens I, II e IV estão corretos.
d) Apenas os itens II, III e IV estão corretos.
e) Apenas os itens III e IV estão corretos.
7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.7) Nas constru-
ções verbais com o apassivador se, passiva sintética, como, por exemplo em ―Consertam-se calçados‖, o verbo vai
para o plural porque:
a) O sujeito está no plural.
b) O objeto está no plural.
c) O aposto está no plural.
d) O complemento está no plural.
e) O adjunto está no plural.
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8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.8) No período
―Feita com amor, qualquer ação educa‖, há um oração reduzida. Assinale a alternativa correta.
a) Reduzida adverbial temporal.
b) Reduzida adverbial conformativa.
c) Reduzida adverbial consecutiva.
d) Reduzida adverbial condicional.
e) Reduzida adverbial concessiva.
9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.9) Nas palavras
sábia, sabia e sabiá, temos respectivamente:
a) Paroxítona, proparoxítona e paroxítona.
b) Oxítona, paroxítona e proparoxítona.
c) Paroxítona, oxítona e oxítona.
d) Paroxítona, proparoxítona e proparoxítona.
e) Paroxítona, paroxítona e oxítona.
10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.10) Em ―cin-
qüenta por cento do Brasil assistirá às Olimpíadas de Londres‖ e ―cinqüenta por cento dos brasileiros assistirão às
Olimpíadas de Londres‖
I. A concordância se dá com o termo preposicionado que porta referência numérica.
II. Na primeira oração, a concordância se dá com ―o Brasil‖.
III. Na segunda oração, a concordância se dá com ―os brasileiros‖.
IV. A primeira oração é incorreta, porque a concordância deve ser com ―cinqüenta por cento‖.
V. A forma correta da primeira oração é ―cinquenta por cento do Brasil assistirão às Olimpíadas de Londres‖.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas os itens IV e V estão corretos.
b) Apenas os itens III, IV e V estão corretos.
c) Apenas os itens I, II e III estão corretos.
d) Apenas os itens I, II e IV estão corretos.
e) Apenas os itens I,II e V estão corretos.
11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.11) A flexão de
plural está inteiramente correta em:
a) Caça-níqueis; terças-feira.
b) Obras-prima; arroz-doces.
c) Tiras-teima; beija-flores.
d) Reco-recos; guarda-chuvas.
e) Grãos-de-bicos; portas-bandeiras.
12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.12) Assinale a
alternativa em que a regência verbal foi feita corretamente.
a) Ele reside a Rua Maracaju.
b) Ele reside à Rua Maracaju.
c) Ele reside na Rua Maracaju.
d) Ninguém aspira ao ar da noite.
e) Prefiro mais viajar de avião do que de ônibus.
13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.13) Com rela-
ção à colocação dos pronomes, assinale a alternativa correta.
a) Isto explica-se facilmente.
b) Ela nunca conformou-se.
c) Que virem-se eles.
d) Aquilo me deixou triste.
e) Nada perde-se.
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14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.14) Em ―João
gastou duas horas procurando a sua roupa e não a encontrou‖, pergunta-sede quem é a roupa?
a) Do João.
b) Do interlocutor.
c) De quem procura.
d) Do João ou do interlocutor.
e) Não tem dono.
15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.15) Em ―isto é
para mim‖ e ―isto é para eu fazer‖:
I. Nas duas orações, o emprego dos pronomes de primeira pessoa do singular ―mim‖ e ―eu‖ está correto.
II. Na primeira oração, a preposição ―para‖ introduz um pronome que não funciona como sujeito.
III. Na primeira oração, a forma ―mim‖é empregada como complemento da preposição.
Assinale a alternativa correta.
a) Os itens I, II e III estão corretos.
b) Apenas os itens I e II estão corretos.
c) Apenas os itens I e III estão corretos.
d) Apenas os itens II e III estão corretos.
e) Apenas o item I está correto.
16. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.16) Compare
as seguintes orações: ―não me parece fácil essa tarefa‖, me parece fácil essa tarefa‖, parece-me fácil essa tarefa‖
e essa tarefa me parece fácil‖:
I. A negação atrai o pronome para antes do verbo.
II. Na segunda oração, a colocação pronominal é correta.
III. Na segunda oração, o pronome deve ser posposto verbo.
IV. A segunda oração deve ser reformulada como ―parece-me fácil essa tarefa‖ ou ―essa tarefa me parece fácil‖.
São corretos apenas os itens:
a) I, II e III.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) III e IV.
e) I, III e IV.
17. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.17) Assinale a
alternativa correta:
a) É proibido a entrada de crianças.
b) É proibida a entrada de crianças.
c) É proibida as entradas de crianças.
d) São proibidas a entrada de crianças.
e) É proibida as discussões na sala.
18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.18) No período
―Veja se ele chegou‖, a palavra se é:
a) Conjunção integrante.
b) Partícula apassivadora.
c) Conjunção condicional.
d) Pronome relativo.
e) Pronome reflexivo.
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19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.19) A partir dos
versos de Almir Sater e Renato Teixeira, assinale a alternativa correta com relação às figuras de linguagem.
Ando devagar porque já tive pressa / Levo este sorriso porque já chorei demais,
a) Elipse e anacoluto.
b) Pleonasmo e ironia.
c) Antítese elipse.
d) Hipérbole e antítese.
e) Onomatopéia e gradação.
20. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.20) Leia as
frases abaixo:
I. O secretário antecipou-se à solicitação feita pela reitoria. II. O candidato está apto a assumir o cargo que lhe
compete.
III. Eles assistiram em silêncio a conferência proferida pelo professor.
A partir das regras de regência da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
a) Apenas I está correta.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas III está correta.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.
PROVA
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ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargo Efetivo do
Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul
SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL MÉDIO
Cargo: Assistente de Serviços de Saúde I
Assistente de Serviços de Saúde
Data: 19/10/2014
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O “porquê” e o “como”
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Volta e meia, leitores me perguntam sobre os limites da ciência, sobre até onde
nós podemos chegar, munidos que somos de cérebro finito. Afinal, como podemos
responder a todas as perguntas se mal sabemos formulá-las? E, mesmo se soubés-
semos, será que existe um limite máximo do conhecimento, uma espécie de barrei-
ra além da qual a nossa razão não pode penetrar? Será que é justamente a exis-
tência dessa barreira que justifica o nosso apetite por assuntos espirituais, místicos,
que transcendem os limites da razão?
Sem a menor dúvida, nos últimos 40 anos, a ciência progrediu imensamente,
revelando mundos absolutamente fantásticos e inesperados: com os microscópios,
vislumbramos um mundo repleto de minúsculos seres vivos, de células, de estruturas
minerais e cristais belíssimos. Em níveis ainda menores, descobrimos o mundo dos
átomos e das partículas elementares, os tijolos fundamentais da matéria. Com os
telescópios, vislumbramos mundos distantes, de estrelas e planetas a galáxias e
buracos negros, alguns a bilhões de anos-luz de distância, mais velhos do que a
Terra. Seria inútil tenta fazer justiça às nossas descobertas neste ensaio ou mesmo
em outro muito maior. O próprio sucesso da ciência redefine os seus limites, como um
horizonte que se afasta continuamente. Muitos acreditam que, devido a esse sucesso,
um dia teremos todas as respostas. Eu não poderia discordar mais.
O meu avô dizia, sabiamente, que, se usarmos um chapéu maior do que a nossa
cabeça, ele cobrirá os nossos olhos. É importante manter isso em mente quando
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lidamos com os limites do conhecimento humano. [...] O problema é que a comple-
xidade o Universo é tamanha e os arranjos de matéria tão variados que seria impossí-
vel poder armazenar conhecimentos sobre tudo que existe, vive e ocorre no Univer-
so. Portanto, só podemos ter informações aproximadas sobre o cosmo. Jamais per-
feitas e completas.
Os cientistas sabem disso e constroem os seus modelos sobre os fenômenos
naturais de forma aproximada, deixando de lado detalhes irrelevantes. Ou seja, os
cientistas usam o mínimo de informação possível em sua descrição da natureza. Por
exemplo, em 1915, Albert Einsten propôs a sua teoria da gravitação, mostrando que
essa atração se deve à curvatura do espaço em torno das massas. Porém, ele não
saberia explicar por que a presença de uma massa encurva a geometria do espaço à
sua volta. A ciência explica o ―como‖, não o ―porquê‖.
Voltando à questão da barreira do conhecimento, eu não acredito que ela exista.
Ou, se existe, ela tem uma fronteira móvel, que vai se alargando com o tempo:
ecoando o grego Sócrates, quanto mais aprendemos sobre o mundo e sobre nós
mesmos, mais aprendemos o quanto não sabemos. A natureza é muito mais esperta
do que nós, com as nossas explicações de como isso ou aquilo funciona. Afinal, nós
também somos produto de sua criatividade, o que necessariamente implica que
seremos sempre incapazes de compreendê-la em sua totalidade. Se existe algo de
fascinante aqui, é a nossa capacidade de aprender tanto sobre o mundo, dadas as
nossas limitações. Algumas questões, especialmente aquelas ligadas a origens, de-
safiam a nossa imaginação: será que algum da iremos entender como surgiu o
Universo, a vida e a mente? Acredito que sim, mas não antes de surgirem outras
questões ―impossíveis‖.
GLEISER, Marcelo. In: Folha de S. Paulo, jun/2012.
1. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.1) O objetivo do texto é:
a) discutir os limites do conhecimento.
b) dar respostas prontas às perguntas feitas sobre as barreiras da ciência.
c) debater a respeito do sucesso da ciência e da competência que hoje se tem para concluir teorias sobre o universo.
d) explicar as causas de fenômenos, sendo que estas são esclarecidas totalmente quando os cientistas aprofun-
dam-se em sua teoria.
e) esclarecer que o porquê e o como são facilmente desvendáveis quando se tem um objetivo claro e coerente.
2. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Assinale a alternativa cuja afirmação
NÃO condiz com o texto.
a) Este tema: “Conhecer para satisfazer a curiosidade” está de acordo com o que o autor pretendeu transmitir.
b) O título pode enquadrar-se nesta referência: “É possível explicar o como, mas as causas, de forma incompleta”.
c) A comparação usada pelo autor, no terceiro parágrafo relaciona-se à percepção que o ser humano tem dos
limites do conhecimento.
d) O trecho “O próprio sucesso da ciência redefine os seus limites [...]”(linha 16) tem relação com busca constante.
e) O excesso de confiança do homem pode interferir quanto à busca de respostas.
3. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.3) O terceiro parágrafo contém uma afirmação:
a) com sentido apenas denotativo.
b) com sentido figurado.
c) que apela para a ironia.
d) indicativa de que “chapéu grande” e “excesso de confiança” são expressões compatíveis com o bom senso.
e) que, em termos comparativos, parte do abstrato para o concreto.
4. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.4) A respeito do emprego das palavras
e/ou expressões empregadas do texto, assinale a alternativa correta.
a) A expressão “Volta e meia” (linha 01) traduz uma circunstância adverbial, significando frequentemente.
b) Na linha 31, “por que” deveria ser um único vocábulo, pois na frase há o motivo expresso.
c) Aparecem em sentido literal, barreira / apetite (linha 06) e tijolos (linha 12) / horizonte (linha 17).
d) A palavra sempre (linha 39) é um advérbio indicativo de que entre homem e natureza não há abismos quanto ao
conhecimento.
e) A palavra “impossível” (linha 44) está entre aspas porque quer sugerir o sentido de nunca desvendáveis.
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5. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Sobre a regência verbal presente no
texto, conclui-se que:
a) na linha 01, a palavra onde deveria estar escrita aonde, por exigência da regência do verbo chegar (linha 02).
b) o verbo responder (linha 03), com o sentido de “dar resposta”, exige preposição, por isso aparece como transitivo
indireto.
c) os verbos vislumbramos (linha 10) e descobrimos (linha 11) admitem objeto indireto.
d) o verbo implica (linha 38) foi usado incorretamente, já que o correto é “implica em”, portanto, transitivo indireto.
e) no trecho “A natureza é muito mais esperta do que nós[...]” (linha 36-37), o núcleo do complemento verbal é um
objeto direto: esperta.
6. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.6) A palavra como aparece várias vezes no
texto, exercendo diferentes papéis morfológicos conforme a construção frasal. Assim, a palavra como, no(a):
a) título, é um advérbio.
b) linha 37, funciona como preposição.
c) linha 16, é uma conjunção.
d) título, sendo uma derivação imprópria, exerce a função de pronome.
e) linha 2, tem a mesma classificação morfológica que na linha 32.
7. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Assinale a alternativa que contém a pa-
lavra do texto com o sinônimo relacionado de forma INADEQUADA ao contexto.
a) finito (linha 02): limitado.
b) transcendem (linha 07): ultrapassam.
c) vislumbramos (linha 10): entrevemos.
d) elementares (linha 12): primárias.
e) irrelevantes (linha 27): necessários.
8. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.8) A estrutura de algumas frases do texto
deu-se da seguinte forma:
a) 2ª frase do 1° parágrafo – período composto com orações independentes.
b) penúltima frase do 2° parágrafo – período composto por subordinação; oração com função de aposto.
c) 2 ª frase do 3° parágrafo – período composto por subordinação, com presença de oração adverbial causal.
d) 2ª frase do 2° parágrafo – período composto por coordenação.
e) 1ª frase do 3° parágrafo – período composto por subordinação; orações substantiva com função de objeto direto
e adverbial condicional, respectivamente.
9. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Ao elaborar seu pensamento, para dar
sustentação a seus argumentos, o autor empregou os itens abaixo relacionados, EXCETO:
a) mistura de linguagem culta e popular.
b) aproximação com o leitor e discurso indireto.
c) exemplificação e citação indireta.
d) questionamentos.
e) referências textuais e de autoridade.
10. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A coesão textual é manifestada por
elementos formais, que assinalam o vínculo entre os componentes do texto. Com base nessa informação, assinale a
alterativa que contém a coerente explicação para os elementos coesivos que ocorrem no texto:
a) “da qual” (linha 05) retoma o substantivo razão (linha 05).
b) o pronome possessivo seus (linha 16) refere-se apenas a limites.
c) O pronome pessoal ele (linha 20) retoma o termo chapéu (linha 19) e o demonstrativo isso (linha 20) se refere a
todo o período anterior.
d) Os pronomes sua (linha 28) e essa (linha 30) retomam apenas teoria (linha 29) e atração (linha 30), respectiva-
mente.
e) O pronome sua (linha 38) retoma o adjetivo esperta (linha 36), aquelas (linha 41) se refere a questões (linha 41).
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11. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Faça a concordância nominal com
uma das formas indicadas nos parênteses.
 O candidato conseguiu __________ votos na campanha. (bastante / bastantes)
 Os juros estão o mais elevados __________. (possível / possíveis)
 Nossas contas parecem as mais exatas __________. (possível / possíveis)
 É __________ prevenção contra a AIDS. (necessário / necessária)
As palavras que preenchem corretamente as lacunas são:
a) bastante – possível – possíveis – necessária.
b) bastantes – possível – possíveis – necessário.
c) bastante – possíveis – possível – necessário.
d) bastantes – possível – possível – necessário.
e) bastantes – possíveis – possíveis – necessária.
12. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Leia estas frases, atentando-se à colo-
cação pronominal exigida pela norma culta.
I. Encontrei-o deitado. / Quando o encontrei, estava deitado.
II. Seguir-te-ei sempre. / Sempre te seguirei. / Sempre seguir-te-ei.
III. Aqui, estuda-se. / Aqui se estuda. / Aqui estuda-se.
IV. Arrependemo-nos desse ato. / Nunca nos arrependemos desse ato.
Assinale a alternativa que contém apenas opções corretas:
a) I e II.
b) I, IIII e IV.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
13. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.13) A série em que todas as palavras de-
vem ser acentuadas é:
a) juizo – erroneo – ziper – dinamo – por (verbo).
b) boleia – jesuita – bainha – pelo (substantivo e preposição).
c) guri – almoço (substantivo) – egoismo – juri.
d) cardapio – polo – pode (pretérito perfeito do indicativo) – polen.
e) magoa (substantivo e verbo) – virus – instruido – tem (plural).
14. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Assinale a alternativa que contém o
comentário correto quanto à necessidade de colocação (ou não) da(s) vírgula(s) na(s) frase(s).
a) 1. Estudei porém não consegui ser aprovado. / 2. Estudei não consegui porém ser aprovado – Em 1, a conjunção
deve vir entre vírgulas. Em 2, há uma vírgula após Estudei e apenas uma antes da conjunção.
b) Vim vi lutei e venci – É fundamental somente uma vírgula nesse período, porque as orações não dependem uma
da outra.
c) O vento estava forte; o mar agitado. – Vírgula necessária após mar, pois houve elipse de um termo anteriormente
expresso.
d) Pegue os lápis as canetas e as folhas que estão na gaveta. – Duas vírgulas são fundamentais após lápis e cane-
tas, pois separam elementos de uma enumeração.
e) Meu tio um velho professor de desenho gostava de visitar museus. – Uma vírgula obrigatória apenas após tio, que
é para separar o aposto.
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15. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Leia esta tira, observando a concor-
dância verbal.
(Caco Galhardd. Folha de São Paulo, 17/03/2005)
Assinale a alternativa que contém a afirmação correta.
a) Houve erro na flexão verbal, que deveria ser permites, na segunda pessoa do singular.
b) O pronome de tratamento exige a flexão em segunda pessoa do plural já que ―Vossa‖ indica mais de um.
c) Se houvesse mais de um rato perto do queijo, o verbo deveria ter a flexão permitis para concordar com “Vossas
Excelências”, que iria para o plural.
d) O rato empregou a norma culta correta, mesmo sendo uma situação de informalidade: pronome de tratamento
com verbo na 3ª pessoa.
e) Para convencer o interlocutor, o falante usou a segunda pessoa verbal e o pronome de tratamento, por ser mais
respeitoso.
16. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Respectivamente, preencha as lacu-
nas das frases com o parônimo/homônimo adequado ao contexto, fazendo as flexões necessárias.
– Em São Paulo, o rodízio de automóveis apenas melhorou o __________. (tráfico/tráfego)
– Atualmente tudo __________ depressa, portanto vamos __________ cada momento. (fruir/fluir)
– A fumaça _________ rápido assim que ele __________ a tocha. (ascender/acender)
As palavras que preenchem corretamente as lacunas acima são:
a) tráfego – flui – fruir – ascendeu – ascendeu.
b) tráfego – frui – fruir – ascendeu – acendeu.
c) tráfico – flui – fluir – acendeu – ascendeu.
d) tráfico – frui – fluir – acendeu – acendeu.
e) tráfego – flui – fluir – ascendeu – acendeu.
17. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.17) As palavras que obedecem às regras
ortográficas do nosso idioma são:
a) gaseificar – presunção – trage – ligeireza.
b) purezinho – paralizar – oscilação – indescente.
c) pacencioso – distenção – infringir – florescer.
d) beneficiente – sintetizar – gorgeta – alisante.
e) piresinho – apreensão – surdez – hélice.
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A derivação sufixal é responsável pela formação da maioria das palavras derivadas. Os sufixos podem trazer forte
efeito expressivo às palavras e aos textos. Assim, leia este trecho de música para responder às questões 18 e 19.
Pedro Pedreiro
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa
E a gente vai ficando pra trás
[...]
www. Chicobuarque.com.br
18. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Sobre as palavras empregadas no
texto, conclui-se que:
a) Pedro é uma palavra primitiva e pedreiro derivada por sufixo.
b) o substantivo pedreiro deriva de pedra e o sufixo é destituído de significado.
c) a palavra penseiro, além de ser formada por sufixação, tem outro processo de formação: o neologismo.
d) a expressão: “pedreiro penseiro”, por repetir o sufixo, causa um mau som (disfonia), prejudicando a construção
musical.
e) o uso repetido do gerúndio indica que as ações presentes estão encerradas, ficaram para trás.
19. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Ainda sobre a música, é INCORRETO
afirmar que:
a) o uso das palavras cognatas sugere que Pedro é uma pessoa resistente como a pedra com que ele lida na profis-
são.
b) a palavra penseiro, no contexto, pode significar “que pensa muito” ou “que se envolve em preocupações”.
c) a sequência “pedreiro penseiro” é um recurso sintático-morfológica para dar ênfase às qualificações de Pedro.
d) o emprego de palavra inovadora e sufixos idênticos deram à música originalidade, amplitude e riqueza de signi-
ficação.
e) foi inconsciente a manipulação do processo de formação de palavras; o foco do poeta era apenas a constru-
ção melódica.
20. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Segundo as regras do Novo Acordo
Ortográfico, a alternativa que atende às exigências do emprego (ou não) do hífen é:
a) autopunitivo / ultra-humano / semirreta / auto-observação.
b) semiinteiro / multissecular / co-autor / semideus.
c) semiopaco / anti-rugas / hiperacidez / subseção.
d) interescolar / pró-europeu / super-amigo / aeroespacial.
e) macroeconômico / anteprojeto / biorritmo / sub-área.
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PROVA
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ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargo Efetivo do
Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul
SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL SUPERIOR
Cargo: Biólogo
Data: 19/10/2014
Os Titãs e as urnas: a ameaça ao fundamento de pluralismo político
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Às vésperas de eleições evidenciam-se alguns problemas no processo democrático
nacional. A incompatibilidade entre a regulamentação da propaganda eleitoral e a
Constituição Federal, no tocante à pluralidade política, é um dos mais relevantes e visíveis,
sobretudo no pleito à presidência. Atualmente, entre os onze presidenciáveis, aqueles ditos
(e acreditados) mais populares acabam tornando-se forças ―titânicas‖ se comparados aos
demais.
A pluralidade foi colocada como fundamento na maior lei que rege o país para que
todas as ideologias políticas tivessem igual possibilidade de expressão. Garantir-se-ia,
dessa forma, a construção de um Estado efetivamente democrático; no entanto a regu-
lamentação eleitoral dá brechas à desigualdade, estabelecendo um sistema no qual a
visibilidade depende de recursos, sejam eles políticos, como no caso das coligações, ou
financeiros, nas doações feitas aos partidos. Logo, quem os tem em demasia acaba tendo
mais chances. Por isso, percebem-se candidatos moldados sob o mesmo formato, pois,
afinal, têm fontes de recursos similares. Esses ―titãs‖ são apresentados como únicas op-
ções, e a eleição torna-se uma mera batalha da popularidade, na qual se fere o ego do
outro na impossibilidade de promover, racionalmente, o seu.
Há diferenças e similitudes entre eles, porém aquelas se impõem nos discursos en-
quanto estas povoam a realidade. Mesmo considerando o mundo de Alice que são os
discursos políticos, existem certas semelhanças na formulação, como a unanimidade na
subestimação da inteligência dos eleitores e uma incapacidade crônica de admitir os
próprios erros e reconhecer qualidades alheias.
Do outro lado da arena, num canto restrito, ridicularizados pela mídia e ignorados pelo
povo, posicionam-se os candidatos com menor possibilidade de vencer o pleito. São eles
candidatos com históricos, pensamentos e posições realmente diferentes, mas cujos desti-
nos já são, desde cedo, selados pela (in)visibilidade que lhes é oferecida.
O mais preocupante é como a opinião pública aprende essas veiculações e as adota
como suas. Essa perspectiva (de que apenas determinados candidatos têm possibilidade
de ocupar um cargo) conecta-se ao discurso da massa, que passa a reproduzi-la e fortalecê-
la. Todos, do desempregado e analfabeto ao professor universitário, acabamos tendo que
escolher a opção que menos se choque com nossos valores, uma vez que a corrupção e
o respeito a certos nichos sociais, por exemplo, não poderiam ser critério eliminatório entre
os candidatos ―titanizados‖ pela propaganda.
Assim, tão logo se abre a temporada de campanhas eleitorais, o pluralismo partidário
vira bi ou tripartidarismo. A realidade parece ter revogado o fundamento constitucional que
preza a diversidade de ideologias políticas. Malgrado haja legalidade, a propaganda eleitoral
é imoral e, mais do que isso, um impedimento à democracia plena. Por conseguinte, é
imprescindível uma revisão legislativa da regulamentação do sistema de funcionamento das
campanhas eleitorais, visando à democratização das possibilidades de participação de todas
as parcelas da população e dos partidos que as representem. Ademais, é crucial que
reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto, que devem ser
encaradas como simples informação – e não orientação ou restrição. (Por Ariel Silva e
Vanessa C. L. C. F. da Palma. Correio do Estado, 14-9-2014, p. 2. Outras opiniões. Com
adaptações).
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As questões de 1 a 15 referem-se ao texto da página anterior e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do
conteúdo previsto para esta prova.
1. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.1) O reconhecimento do valor ou sentido (explicação
ou restrição) de orações subordinadas adjetivas é um dos requisitos para a compreensão de textos: Assinale a alter-
nativa em que esse sentido está devidamente identificado.
a) A oração ―que rege o país‖ (l. 7) introduz, no período, ideia de generalização, aplicando-se, portando, a todas as
leis.
b) A oração ―que passa a reproduzi-la e fortalecê-la‖ (l. 28-29) introduz, no período, ideia de restrição, não se apli-
cando, portanto, a todos os componentes da massa, mas sim a ―apenas determinados candidatos‖ (l. 27).
c) A oração ―que preza a diversidade de ideologias políticas‖ (l. 34-35) produz, no período, o pressuposto de que
todos os fundamentos constitucionais prezam a diversidade de ideologias políticas.
d) A oração ―que devem ser encaradas como simples informação‖ (l. 40-41) é de valor explicativo e de sentido
generalizante, aplicando-se, pois, a todas as pesquisas de intenção de voto.
e) A oração ―que devem ser encaradas como simples informação‖ (l. 40-41) é de natureza restritiva, indicando que
nem todas as pesquisas de intenção de voto devem ser assim encaradas.
2. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Entre os requisitos para a compreensão de textos
está (também) o reconhecimento do(s) sentido(s) que ali assumem tempos e/ou modos verbais. Em relação ao
emprego desses tempos e/ou modos no texto em questão, é correto afirmar que:
a) As formas ―acabamos‖ (l. 29) e ―reavaliemos‖ (l. 40) estão no pretérito perfeito do indicativo, expressando os fatos
como concluídos e efetivamente realizados.
b) Como as formas ―garantir-se-ia‖ (l. 8) e ―poderiam‖ (l. 31) estão no modo indicativo, enquanto ―haja‖ (l. 35),
―choque‖ (l. 30) e ―representem‖ (l. 39) estão no subjuntivo, aquelas expressam os fatos como verdades e estas,
como possibilidades.
c) As formas ―foi‖ (l. 7) e ―garantir-se-ia‖ (l. 8) estão no modo indicativo, enquanto ―choque‖ (l. 30) e ―haja‖ (l. 35)
estão no subjuntivo, porém apenas na primeira o fato é expressão como verdadeiro e efetivamente realizado.
d) Em ―tão logo se abre‖ (l. 33), o presente do indicativo tem valor de futuro, pondo ser substituído pelo presente do
subjuntivo (―abra‖), sem que isso provoque alteração no sentido do enunciado.
e) As formas verbais ―haja‖ (l. 35) e ―representem‖ (l. 39) expressam os fatos como verdades, razão por que estão no
modo indicativo.
3. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A identificação do papel da pontuação na constru-
ção de sentidos em um texto é fundamental a sua compreensão. A alternativa que apresenta o comentário correto
sobre o emprego dos respectivos sinais é:
a) A palavra ―pois‖ (l. 13) está entre vírgulas porque é uma conjunção conclusiva.
b) No último período do segundo parágrafo (l. 14-16) usa-se vírgula antes de ―e‖ (l. 15) porque se trata de orações
(coordenadas) com sujeitos diferentes; já a vírgula que antecede a oração introduzida por ―na qual‖ (l. 15), é em-
pregada para marcar sua condição de oração subordinada adjetiva explicativa.
c) Os parênteses são empregados com a mesma função – intercalar uma reflexão – em ―(e acreditados)‖ (l. 5) e em
―(de que apenas determinados candidatos têm possibilidade de ocupar um cargo)‖ (l. 27-28).
d) Em ―e, mais do que isso, um impedimento à democracia plena‖ (l. 36), há uso indevido de vírgula após ―e‖.
e) Em ―– e não orientação ou restrição‖ (l. 41), o travessão é usado para anunciar a falta de outra, que não os auto-
res do texto.
4. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Assinale a alternativa que apresenta corretamente a
relação de coesão referencial entre os termos
a) ―os‖ (l. 12) = ―recursos‖ (l. 11).
b) ―isso‖ (l. 13) = ―doações feitas aos partidos‖ (l. 12).
c) ―aquelas‖ (l. 17) = ―opções‖ (l. 15).
d) ―-la‖ (l. 28) = ―massa‖ (l. 28).
e) ―as‖ (o 2° da l. 39) = ―campanhas eleitorais‖ (l. 38).
5. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Considerada a significação das palavras no texto, é
compatível a correspondência apresentada na alternativa:
a) ―pleito‖ (l. 4) = ‗dependência‘.
b) ―logo‖ (l. 12) = ‗brevemente‘.
c) ―sob‖ (l. 13) = ‗em cima de‘.
d) ―titanizados‖ (l. 32) = ‗moldados‘.
e) ―malgrado‖ (l. 35) = ‗não obstante‘
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6. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.6) O comentário correto sobre as relações de concor-
dância estabelecidas no texto está na alternativa:
a) A forma verbal ―evidenciam-se‖ (l. 1) está no plural para concordar com o sujeito a que se relaciona, cujo núcleo
é ―problemas‖.
b) As palavras ―relevantes‖ e ―visíveis‖ (l. 3) deveriam estar no singular, concordando com a palavra ―um‖ (l. 3).
c) Em ‗percebem-se candidatos moldados sob o mesmo formato‖ (l. 13), o verbo deveria estar no singular, pois o
sujeito da oração é indeterminado.
d) A forma verbal ‖adota‖ (l. 26) deveria estar no plural para concordar com ―as‖ (l. 26) e ―suas‖ (l. 27).
e) Em ―Todos [...] acabamos‖ (l. 29), há um grave erro de concordância: como o sujeito está na terceira pessoa do
plural, o verbo deveria ser flexionado na mesma pessoa gramatical (―acabam‖).
7. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Sobre as relações de coesão e de regência (incluin-
do casos de crase) estabelecidas no texto, é correta a explicação contida na alternativa
a) Na expressão ―no qual‖ (l. 10), usa-se a preposição ―em‖ porque o sentido é de que a visibilidade ocorre no inte-
rior do sistema; usa-se o artigo masculino porque o pronome relativo ―qual‖ refere-se a ―sistema‖ (l. 10).
b) A expressão ―no qual‖ (l. 10) deveria ser substituída por ―cuja‖, pois o enunciado refere-se à visibilidade do siste-
ma.
c) Se usarmos o ―acento‖ indicativo de crase em ―a temporada‖ (l. 33), não haveria mudança de sentido no texto,
pois se trata de um caso de uso facultativo.
d) Como ―a temporada‖ (l. 33) exerce função de adjunto adverbial, o ―a‖ deveria receber ―acento‖ indicativo de
crase.
e) Em ―visando à democratização‖ (l. 38), usou-se indevidamente o ―acento‖ indicativo de crase, pois, na acepção
em que o verbo foi empregado, ele não rege preposição; é transitivo direto.
8. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.8) A oração está corretamente classificada na alterna-
tiva:
a) ―para que todas as ideologias políticas tivessem igual possibilidade de expressão‖ (l. 7-8) = subordinada substanti-
va objetiva indireta.
b) ―pois, afinal, têm fontes de recursos similares‖ (l. 13-14) = coordenada sindética conclusiva.
c) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva
predicativa.
d) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva
objetiva direta.
e) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva
subjetiva.
9. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa em que a classe da palavra
está corretamente indicada:
a) ―mais‖ (l. 5) = pronome indefinido.
b) ―para‖ (l. 7) = preposição.
c) ―mais‖ (l. 13) = pronome indefinido.
d) ―desempregado‖ (l. 29) = adjetivo.
e) ―respeito‖ (l. 31) = verbo.
10. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A análise correta do termo oracional encontra-se
na alternativa:
a) ―problemas‖ (l. 1) = núcleo do objeto direto.
b) ―de um Estado‖ (l. 9) objeto indireto.
c) ―de um Estado‖ (l. 9) adjunto adnominal.
d) ―à democracia‖ (l. 36) = complemento nominal.
e) ―revisão‖ (l. 37) = núcleo de objeto direto.
11. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.11) A alternativa que classifica corretamente a ora-
ção ―como a opinião pública apreende essas veiculações‖ (l. 26) é
a) Subordinada adverbial comparativa.
b) Subordinada substantiva predicativa.
c) Subordinada adverbial conformativa.
d) Subordinada substantiva apositiva.
e) Coordenada sindética explicativa.
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12. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Assinale a alternativa em que a palavra não apre-
senta, em sua estrutura, prefixo e sufixo:
a) incompatibilidade l. 2).
b) desigualdade (l. 10).
c) impossibilidade (l. 16).
d) tripartidarismo (l. 34).
e) impedimento (l. 36).
13. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Há, no texto, um caso de colocação pronominal
que se desvia das regras prescritas pela gramática normativa. Em qual alternativa se indica essa ocorrência?
a) ―evidenciam-se‖ (l. 1).
b) ―acabam tornando-se‖ (l. 5).
c) ―na qual se fere‖ (l. 15).
d) ―as adota‖ (l. 26).
e) ―reproduzi-la‖ (l. 28).
14. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.14) A alternativa que melhor esclarece, respectiva-
mente, os termos ―ameaça‖ e ―fundamento‖ contidos no título do texto é:
a) ―um sistema no qual a visibilidade depende de recursos‖ (l. 10-11) e ―diversidade de ideologias políticas‖ (l. 35).
b) ―desigualdade‖ (l. 10) e ―a corrupção e o respeito a certos nichos sociais‖. (l. 30-31).
c) ―ao discurso da massa‖ (l. 28) e ―igual possibilidade de expressão‖ (l. 8).
d) ―a propaganda eleitoral é imoral‖ (l. 35-36) e ―(in)visibilidade‖ (l. 25).
e) ―pesquisas de intenção de voto‖ (l. 40) e ―respeito a certos nichos sociais‖ (l. 31).
15. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Assinale a alternativa em que a palavra é forma-
da por derivação regressiva:
a) ameaça (título).
b) erros (l. 21).
c) preocupante (l. 26).
d) bi (l. 34).
e) voto (l. 40).
16. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Assinale a alternativa em cujas palavras há, res-
pectivamente, tritongo e dígrafo:
a) colote; qual.
b) distinguiu; pesquisas.
c) alheias; adequados.
d) alheias; corrupção.
e) delinquiu; corrupção.
17. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Considerando o emprego de pronomes, a regên-
cia (incluindo crase) e o uso de parônimos, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto a
seguir:
Senhor Gestor do Programa Saúde Coletiva, respondendo _____ solicitação de __________________________, vimos
__________________ ________ em ____________________ _____ cláusulas pertinentes _____ internação de pacientes parti-
culares ou de convênios, temos exigido, ________ hospital, o número de cadastro no SUS e a assinatura do termo de
responsabilidade e do comunicado sobre golpes. Caso necessite de mais esclarecimentos ou de informações sobre
outras cláusulas, estamos ______ ___________ disposição.
a) a; Vossa Senhoria; informá-lo; que; comprimento; às; á; neste; á; sua.
b) à; Vossa Excelência; informar-lhe; de que; comprimento; as; a; nesse; à; vossa.
c) a; Vossa Senhoria; informá-lo; de que; cumprimento; a; á; neste; a; sua.
d) a; Vossa Excelência; informá-lo; de que; cumprimento; as; á; nesse; a; vossa.
e) a; Vossa Senhoria; informar-lhe; que; cumprimento; à; á; neste; a; vossa.
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18. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Assinale a alternativa correta quanto à concor-
dância e ao emprego de homônimos e parônimos:
a) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em fragrante desacordo com as normas de
higiene definida pela Secretaria. Correm-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisada por irresponsabili-
dade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda age como insipientes.
b) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de
higiene definidas pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisadas por irresponsabili-
dade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda agem como incipien-
tes.
c) O armazenamento de produtos hospitalar naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de
higiene definido pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital ser paralisada por irresponsabilidade
de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda ajem como incipientes.
d) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em fragrante desacordo com as normas de
higiene definida pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisada por irresponsabilida-
de de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda ajem como insipiente.
e) O armazenamento de produtos hospitalar naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de
higiene definida pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital ser paralisado por irresponsabilidade
de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda agem como insipientes.
19. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.19) A concordância está correta na alternativa:
a) Essas regras não convém ao paciente, mas devem haver alternativas para favorecê-lo em outros aspectos mais
relevantes.
b) Essa regra não convêm aos pacientes do SUS, mas deve haver alternativas para favorecê-los em outros aspectos
mais relevante.
c) As atendentes já os havia alertado bastante vezes sobre o fato de que ficaria assegurado ao hospital a autoriza-
ção para cobrar por procedimentos não cobertos por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continuaram
a reclamar.
d) As atendentes já os haviam alertado bastantes vezes sobre o fato de que ficaria assegurada ao hospital a autori-
zação para cobrar por procedimentos não cobertos por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continua-
ram a reclamar.
e) As atendentes já os havia alertado bastantes vezes sobre o fato de que ficaria assegurada ao hospital a autoriza-
ção para cobrar por procedimentos não coberto por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continuaram
a reclamar.
20. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Consideradas as regras de acentuação e empre-
go de hífen definidas na ―Reforma Ortográfica – 2009‖, estão corretamente acentuadas/grafadas as palavras que
se apresentam na alternativa.
a) cruéis; anti-infeccioso; micro-organismos; anti-higiênico; porta-soro.
b) crueis cefaleia; anti-reumático; antiepático; portassoro.
c) bocaiuva; diarréia; antirreumático; anti-inflamatório; portatalas.
d) viuva; autooftalmoscopia; auto-radiografia; antiistamínico; porta-toalhas.
e) pôr (verbo); girassois; autorradiografar; portassonda; antiinflamatório.
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Cargo: Fiscal de Vigilância Sanitária – Nutricionista
Data: 19/10/2014
As questões 1 e 2 referem-se ao seguinte texto (Texto 1):
1. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.1) Sobre esse pequeno texto, é correto
afirmar que:
a) É constituído por um único período, cujas orações, ambas assindéticas, articulam-se por coordenação.
b) É constituído por um único período, cujas orações são, respectivamente, coordenada assindética e coordenada
sindética explicativa.
c) É organizado em um único período, composto por subordinação, cuja segunda oração (de natureza adverbial)
introduz ideia de consequência do fato expresso na primeira.
d) É constituído por um único período, composto por subordinação, cuja segunda oração é adverbial e introduz
ideia de causa do fato expresso na primeira.
e) É constituído por duas orações coordenadas que se articulam por uma relação de adição.
2. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.2) A alternativa que traz uma informação
verdadeira a respeito de estruturas que compõem o texto ou de relações sintáticas e semânticas que nele se esta-
belecem é:
a) O texto apresenta problemas de pontuação: deveria haver vírgula após a palavra ―que‖ antes de ―todos os di-
as‖.
b) Há, no texto, um problema de concordância: a forma verbal da primeira oração deveria estar na primeira pes-
soa do plural (―acreditamos‖).
c) Na primeira oração, o sujeito é simples; na segunda, é indeterminado, o que causa problemas de coesão e de
coerência, impedindo a compreensão do texto.
d) Se analisarmos o texto à luz de irrestrita obediência à norma culta, podemos afirmar que, na segunda oração, há
um erro de concordância verbal.
e) Há, no texto, problemas de coesão: não é possível identificar a quem se refere o pronome ―nele‖ nem o sujeito
de ―investimos‖.
Para responder às questões de 3 a 7, leia este pequeno texto (Texto 2):
3. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A oração está corretamente analisada
na alternativa:
a) ―para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia‖ = subordinada substantiva objetiva indireta.
b) ―que pune com o bloqueio de bens pessoais todos os diretores da Petrobras‖ = subordinada adjetiva explicativa.
c) ―A decisão do TCU é inexequível‖ = coordenada assindética conclusiva.
d) ―pode contribuir‖ = subordinada substantiva objetiva direta.
e) ―para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia‖ = subordinada adverbial final.
A gente credita em um mundo melhor: tanto que investimos nele todos os dias. (Adaptado de Propaganda da
AmBev – Companhia de Bebidas das Américas). (Texto 1)
A decisão do TCU que pune com o bloqueio de bens pessoais todos os diretores da Petrobras é inexequível e
pode contribuir para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia.
(Texto 2)
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4. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Assinale a alternativa em que o termos
oracionais estão corretamente analisados:
a) ―de bens‖ e ―da cadeia‖ = complemento nominal e complemento nominal, respectivamente.
b) ―e bens‖ e ―da cadeia‖ = objeto indireto e adjunto adnominal, respectivamente.
c) ―inexequível‖ e ―verdadeiros‖ = adjunto adnominal e adjunto adnominal, respectivamente.
d) ―do TCU‖ e ―da Petrobras‖ = objeto indireto e complemento nominal, respectivamente.
e) ―do TCU‖ e ―da Petrobras‖ = complemento nominal e adjunto adnominal, respectivamente.
5. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Sobre dígrafos e encontros vocálicos,
está correta a informação contida na alternativa:
a) As palavras ―bloqueio‖ e ―pessoais‖ contêm dígrafo e tritongo.
b) As palavras ―bloqueio‖ e ―pessoais‖ contêm dígrafo e ditongo.
c) A palavra ―fiquem‖ contém dígrafo e ditongo; ―cadeia‖ contém tritongo.
d) A palavra ―inexequível‖ contém dígrafo.
e) A palavra ―contribuir‖ contém ditongo; ―pessoais‖ contém tritongo.
6. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Considerando a estrutura ou o processo
de formação da palavra, assinale alternativa que traz a informação correta:
a) A palavra ―bens‖ é formada por derivação imprópria.
b) A palavra ―verdadeiros‖ é formada por derivação imprópria.
c) A palavra ―inexequível‖ é formada por parassíntese.
d) A palavra ―bloqueio‖ é formada por derivação imprópria.
e) A palavra ―bloqueio‖ é formada por derivação regressiva.
7. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.7) A alternativa que equivale ao significa-
do da palavra ―inexequível‖ é:
a) que não se pode aceitar ou admitir.
b) imoral.
c) inacreditável.
d) que não se pode pôr em prática.
e) que não se pode contestar.
As questões de 8 a 12 referem-se ao seguinte texto (Texto 3).
8. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Esta questão avalia seus conhecimentos
sobre períodos compostos. Assinale a alternativa que apresenta a informação correta.
a) As orações ―se ela é mesmo ‗apenas uma miragem‘‖ e ―se é uma opção política de verdade‖ são subordinadas subs-
tantivas objetivas diretas em relação a ―saber‖ e coordenam-se, entre si, por meio de uma conjunção alternativa.
b) Há, no texto, duas orações subordinadas adverbiais condicionais, coordenadas entre si por uma conjunção alternativa.
c) O texto organiza-se em um período composto por coordenação, classificando-se a oração ―Com a entrada da
ex-senadora Marina Silva na corrida eleitoral, o Brasil tem pouco tempo‖ como oração principal.
d) O texto organiza-se em um período composto exclusivamente por subordinação, classificando-se a oração ―para
saber‖ como oração principal.
e) As orações ―se ela é mesmo ‗apenas uma miragem‘‖ e ―ou se é uma opção política de verdade‖ são, respecti-
vamente, subordinada adverbial condicional e coordenada sindética alternativa.
9. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Sobre a pontuação, é correto afirmar
que:
a) O uso de aspas em ―apenas uma miragem‖ assinala ironia do autor do texto.
b) O autor poderia ter usado uma vírgula após ―Brasil‖.
c) O uso de vírgula antes da conjunção ―ou‖ assinala uma relação de exclusão entre que os fatos expressos nas
duas orações articuladas por esse conectivo.
d) A expressão ―pouco tempo‖ poderia estar entre vírgulas.
e) O uso de aspas em ―apenas uma miragem‖ indica a intenção de fazer sobressair uma expressão incompatível
com o grau de formalidade do texto.
Com a entrada da ex-senadora Marina Silva na corrida eleitoral, o Brasil tem pouco tempo para saber se ela é
mesmo “apenas uma miragem”, ou se é uma opção política de verdade.
(Texto 3)
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 102
10. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A função sintática do termo oracional
está corretamente indicada na alternativa:
a) pouco = adjunto adverbial.
b) tempo = núcleo do objeto direto.
c) pouco tempo = adjunto adverbial.
d) de verdade = objeto indireto.
e) de verdade = complemento nominal.
11. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.11) A classificação correta da palavra ou
expressão é apresentada na alternativa:
a) ex-senadora = adjetivo.
b) entrada = verbo
c) tempo = advérbio.
d) miragem = adjetivo.
e) política = adjetivo.
12. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.12) É possível afirmar que o Texto 3 con-
tém réplica(s) a dizeres conflitantes com o ponto de vista de seu autor. A palavra que cria esse pressuposto é:
a) ex-senadora.
b) mesmo.
c) apenas.
d) miragem.
e) de verdade.
13. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Esta questão incide sobre os textos
usados para as questões anteriores (Texto 1, Texto 2 e/ou Texto 3) e avalia conhecimento sobre tempos e modos
verbais. Assinale a alternativa correta:
a) As formas verbais ―acredita‖, ―investimos‖ (Texto 1); ―pune‖, ―pode‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente
do indicativo, representando, todas, o presente momentâneo, o momento em que o texto foi escrito.
b) As formas verbais ―acredita‖ (Texto 1); ―pune‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente do indicativo, repre-
sentando, todas, o agora, o momento em que o texto foi escrito. Já ―investimos‖ (Texto 1) está no pretérito perfeito
(fato concluído),‖pode‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no futuro.
c) As formas ―pune‖, ―fiquem‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) expressam os fatos como possibilidades, razão por que
estão no modo subjuntivo.
d) Embora estejam no presente, as formas verbais ―investimos‖ (Texto 1) e ―pune‖ (Texto 2) expressam os fatos como
concluídos, enquanto ―fiquem‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) expressam futuro.
e) As formas ―investimos‖ (Texto 1) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente do indicativo, representando os fatos como
verdadeiros. A diferença é que a primeira assume o sentido de processo costumeiro, enquanto o uso da segunda
produz efeito de futuro.
As questões de 14 a 18 referem-se ao fragmento de texto a seguir (Texto 4) e avaliam conhecimentos sobre diferen-
tes itens do conteúdo previsto para esta prova:
Igualdade e desigualdade: a dignidade humana sob ameaça
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O Brasil é um país diverso, complexo e miscigenado, características notórias e constituti-
vas de seu povo e sociedade. Formado por brancos, negros, índios e da mistura e interação
entre esses povos e etnias, é, pois, uma nação que traz, da diversidade, a sua unidade. Teori-
camente, essas características, por si sós, não permitiram o abrigo do preconceito, mas as
arbitrariedades têm descaracterizado o sentido de diversidade – e o país passa, de variado,
diverso, a homogêneo: a ordem parece ser branca.
[...] Branco já não mais condiz com uma tonalidade de cor, mas comum modo de ser,
agir e pensar. Por isso, fala-se no mito da democracia racial brasileira. A igualdade entre povos
é inexistente. Negros e índios são pobres, em regra, porque enfrentam uma monumental hosti-
lidade étnica (quase racial) no espaço escolar; práticas discriminatórias proliferam-se no seu
acesso a emprego, porque são os últimos a ser admitidos e os primeiros candidatos a demis-
são. Esse resultado é ―presente‖ de um passado sombrio e que tem gerado, ao longo de sé-
culos, sequelas, como as polêmicas ações afirmativas, que visam a beneficiar esses grupos
discriminados.
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Muitas são as críticas feitas contra tais medidas, mas, levando-se em consideração que
se visa à democracia na representação do perfil demográfico da sociedade e ao combate à
desigualdade social, a política de cotas nas universidades federais, no quesito socialização,
seria também uma maneira de extinguir o etnocentrismo branco. Há quem diga que esses atos
causariam a diminuição da qualidade do ensino, pois a capacidade de um adolescente advindo
de escolas públicas não se compara à de outro que veio de escola privada e fez curso pré-
vestibular, e poderiam ocasionar a criação de um sistema de castas e buracos no sistema
educacional. Isso pode representar um pensamento racial, classista e preconceituoso, pois as
políticas compensatórias têm-se constituído numa oportunidade ímpar para a população pobre
do Brasil. Gente que nunca teve oportunidades na vida ―vai com tudo‖ quando as tem. [...]
É certo que cotas constituem-se apenas em medida paliativa e não resolverão o pro-
blema brasileiro quanto à educação, entretanto, no que se refere à convivência com o ―dife-
rente‖ (meio estranho dizer isso, levando em consideração o processo de formação da socie-
dade brasileira), serão um ponto positivo. [...]. (por Pedro Augusto Sousa Silva Neves e Cláudio
Ribeiro Lopes. Disponível em http://www.oregional.com.br/2014/05/igualdade-e-desigualdade-a-
dignidade-humana-sob-ameaca 309374. Catanduva-SP. Publicado em 6-5-2014.
14. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Um dos requisitos para a compreen-
são de um texto é a identificação do significado de palavras, expressões ou construções linguísticas que o constitu-
em. A alternativa que apresenta a informação verdadeira a esse respeito é:
a) A palavra ―sós‖ (l.4) é sinônima de ―somente‖, ―apenas‖.
b) A palavra ―presente‖ (l.12)) corresponde ao antônimo de ―passado‖ (l.12).
c) A expressão ―ações afirmativas‖ (l.13) é sinônima de ―políticas compensatórias‖ (l.23).
d) A presença da vírgula antecedendo a oração ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14) mar-
ca o sentido de generalização ali construído.
e) Se suprimirmos a vírgula que antecede a oração ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14), o
sentido do período ficará inalterado.
15. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Analisadas as relações de coesão, é
correto afirmar que:
a) ―Formado‖ (l. 2) deveria estar no feminino, pois refere-se a ―nação‖ (l. 3).
b) As expressões "os últimos‖ (l. 11) e ―os primeiros‖ (l. 11) retomam, respectivamente, ―índios‖ (l. 9) e ―negros‖ (l. 9).
c) As expressões ―os últimos‖ (l. 11) e ―os primeiros‖ (l. 11), referem-se, ambas, ―negros e índios‖ (l. 9).
d) A palavra ―castas‖ (l. 21) é retomada por ―população pobre‖ (l. 23).
e) ―as‖ (l. 24) retoma ―gente‖ (l. 24), razão por que deveria estar no singular.
16. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.16) O termo que NÃO desempenha fun-
ção de complemento nominal está na alternativa:
a) ―a emprego‖ (l. 11).
b) ―da qualidade‖ (l. 19).
c) ―de um sistema‖ (l. 21).
d) ―à convivência‖ (l. 26).
e) ―da sociedade brasileira‖ (l. 27-28).
17. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Assinale a alternativa cuja palavra
teve sua grafia (uso ou não de hífen, acentuação ou emprego de trema) alterada pela ―Reforma Ortográfica-
2009‖, ou seja, era grafada de modo diferente antes da ―Reforma‖:
a) ―por‖ (l. 4).
b) ―sequelas‖ (l. 13).
c) ―extinguir‖ (l. 18).
d) ―pré-vestibular‖ (l. 20-21)
e) ―tem‖ (l. 24)
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 104
18. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.18) A oração está corretamente classifi-
cada na alternativa:
a) ―que traz, da diversidade, a sua unidade‖ (l. 3-4) = subordinada adjetiva explicativa.
b) ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14) = subordinada adjetiva restritiva.
c) ―pois a capacidade de um adolescente advindo de escolas públicas não se compara à de outro‖ (l. 19-20) =
subordinada adverbial causal.
d) ―que cotas constituem-se apenas em medida paliativa‖ (l. 25) = subordinada substantiva objetiva direta.
e) ―que cotas constituem-se apenas em medida paliativa‖ (l. 25) = subordinada substantiva subjetiva.
19. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.19) A alternativa que contém o comentá-
rio correto sobre as relações de concordância estabelecidas no texto é:
a) Em ―têm descaracterizado‖ (l. 5), a forma verbal está acentuada porque está no plural, concordando com o
sujeito cujo núcleo é ‖arbitrariedades‖ (l. 5).
b) Em ―têm descaracterizado‖ (l. 5), a forma verbal está acentuada porque está no plural, concordando com o
sujeito cujo núcleo é ‖arbitrariedades‖ (l. 5). O mesmo deveria ter ocorrido em ―as tem‖ (l. 24), em que o sujeito
também está no plural.
c) A forma verbal ―proliferam-se‖ (l. 10) poderia estar no singular, pois o sujeito da oração é indeterminado.
d) A construção ―têm-se constituído‖ (l. 23) não poderia apresentar-se no plural (marcado pelo acento em ―têm‖)
porque o sujeito da frase é indeterminado, pois o verbo ―constituir‖ é transitivo indireto.
e) Por se referir a ‖cotas‖ (l. 25), a expressão ―É certo‖ (l. 25) deveria estar no plural ―São certas‖.
20. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Cada alternativa desta questão versa sobre
um item do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que traz um comentário correto sobre o respectivo item.
a) Pontuação = Em ―presente‖ (l. 12), ―vai com tudo‖ (l. 24) e ―diferente‖ (l. 27), as aspas são empregadas pra assi-
nalar ironia.
b) Crase = Em ―candidatos a demissão‖ (l. 11-12), o ―a‖ deveria receber o ‖acento‖ indicativo de crase.
c) Colocação pronominal = Em ―têm-se constituído‖ (l. 23), como não há partícula atrativa (o que justificaria a pró-
clise) e o verbo principal está no particípio (o que impede a ênclise ao particípio), o pronome está enclítico ao ver-
bo auxiliar, sendo usado o hífen para evitar que o pronome fique ―solto‖ entre as formas verbais da perífrase.
d) Dígrafos = A sequência ―sc‖, em ―miscigenado‖ (l. 1) e em ―descaracterizado‖ (l. 5) corresponde a um dígrafo.
e) Regência = Em ―que visam a beneficiar‖ (l. 13), foi usada indevidamente a preposição, pois o verbo ―visar‖, no
sentido em que foi empregado, não rege preposição.
PROVA
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ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA
Concurso Público de Provas para Provimento de Cargos da Carreira
Gestão de Atividades de Trânsito do Quadro de Pessoal do
Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul
SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL MÉDIO
Cargo: Técnico Administrativo
Data: 21/09/2014
Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.
VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO
Para Júlio César Fontana Rosa, psiquiatra especializado em comportamento de trânsito da Associação Brasilei-
ra de Medicina de Tráfego (Abramet), o risco de se envolver num ato de violência é potencializado quando o veí-
culo se torna um meio para que a pessoa libere sua agressividade e assim facilite a provocação do outro.
A belicosidade pode começar com uma simples troca de olhares, seguindo para cara feia, gestos obscenos,
palavrões, chegando à agressão. ―O motorista, muitas vezes, não sabe o que vai causar ali, como um dano ao car-
ro ou à pessoa, mas ele precisa se afirmar. Depois vem o arrependimento. Ou não.‖
Pedir desculpas ao realizar uma manobra arriscada sem a intenção de agredir outo motorista pode evitar mui-
tas discussões no trânsito. ―Quem está estressado não vai se sentir desafiado se o outro demonstrar arrependimento.
Normalmente, esse indivíduo que está agressivo é adorável, calmo. Totalmente irreconhecível em uma briga no
trânsito‖, afirma Júlio César.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 105
Para Raquel Almqvist, diretora do Departamento de Psicologia de Trânsito da Abramet, a combinação de ho-
ras ao volante com problemas do dia-a-dia também causa um desgaste muito grande ao motorista. ―Os sintomas
físicos são tensão muscular, mãos suadas, taquicardia e respiração alterada, porque há uma descarga de adrenali-
na.‖
Se quase sempre é difícil fazer uma autoavaliação, é impossível adivinhar o estado de espírito do motorista ao
lado. Assim, uma atitude preventiva – e, por que não, defensiva – é a melhor maneira de não se envolver em situa-
ções de violência. O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir uma briga, evi-
tando, por exemplo, contato de olhos com o condutor agressivo, não fazer ou revidar gestos obscenos, não ficar na
cola de ninguém e não bloquear a mão esquerda, por exemplo. Medalhista olímpico em 1992, o judoca Rogério
Sampaio não pensa muito diferente: Respire fundo, tenha consciência de que não vale a pena brigar e, principal-
mente, pense em sua família‖.
Não há estatísticas para agressões no trânsito no Brasil, nem punição específica no Código de Trânsito Brasileiro
(CTB). ―O crime que ocorre no trânsito é julgado pelo Código Penal. Já o crime de trânsito é analisado por meio do
CTB. Esta realidade não é diferente nos outros países‖, diz Ciro Vidal, presidente da Comissão de Assuntos e Estudos
sobre o Direito de Trânsito da OAB de São Paulo e ex-diretor do Detran-SP. Na opinião do advogado, os envolvidos
em agressões de trânsito deveriam ser submetidos a avaliações psicológicas para, caso exista necessidade, realizar
tratamento e ter a habilitação suspensa.
O trânsito é um ambiente de interação social como qualquer outro. ―O carro é um ambiente particular, mas é
preciso seguir regras, treinar o autocontrole e planejar os deslocamentos. É um local em que é preciso agir com
civilidade e consciência‖, diz a hoje doutora em trânsito Cláudia Monteiro.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o carro não é o escudo protetor que se supõe. Exercitar a
paciência e o autocontrole não faz parte do currículo das autoescolas, mas são práticas cada vez mais necessárias
à sobrevivência no trânsito.
Revista Quatro Rodas, 07/2008. In: Abptran.
1. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.1) De acordo com o texto:
a) com o objetivo de liberar as tensões do dia-a-dia, as pessoas abusam no volante e se envolvem em acidentes.
b) o conflito dos cidadãos no trânsito tem etapas para acontecer e a primeira inicia com palavras ofensivas.
c) o estresse do trabalho pode levar o cidadão a mudar momentaneamente seu temperamento, caso se envolva
em um acidente de trânsito.
d) as discussões no trânsito são evitadas quando o infrator se esculpa perante o outro.
e) como é previsível detectar a reação do envolvido no acidente de trânsito, a prevenção é aconselhável.
2. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Nesse texto, NÃO está(ão) presente(s):
a) argumentos de autoridade e especialista.
b) emprego de linguagem coloquial.
c) discursos direto e indireto.
d) linguagem erudita.
e) predominância da subjetividade.
3. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Leia estes trechos do texto, analisando a coloca-
ção pronominal.
I – [...] mas ele precisa se afirmar [...]
II – [...] é a melhor maneira de não se envolver [...]
III – [...] escudo protetor que se supõe.
Conclui-se que, em:
a) I, há partícula atrativa que exige a próclise.
b) I e II, é possível colocar o pronome depois do verbo.
c) III, pode-se empregar a mesóclise.
d) I, II e III, há duas possibilidades de colocação dos pronomes oblíquos átonos.
e) II e III, é inadmissível a ênclise.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 106
4. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.5) A respeito das palavras empregadas no texto,
pode-se afirmar que:
a) autoavaliação e autoescolas deveriam estar com hífen, segundo o Novo Acordo Ortográfico.
b) suadas (4º parágrafo) é parônima de soadas, e tensão (4º parágrafo) é homônima de tenção todas existentes na
língua portuguesa.
c) dia-a-dia (4º parágrafo) é um substantivo, igual na frase “Ele trabalha dia-a-dia”.
d) trânsito e específica (6º parágrafo), em outro contexto, podem ser escritas sem acento, com a mesma tonicida-
de, mas sentidos diferentes.
e) cola (5º parágrafo) e escudo(último parágrafo) aparecem empregadas literalmente.
5. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Ainda sobre as palavras e/ou frases do texto,
conclui-se que:
a) no 2º parágrafo, o trecho “Ou não.” é uma frase nominal já que não há verbo.
b) na palavra taquicardia, “taqui” é um elemento de composição que significa: rápido, como nas palavras taquí-
grafo e taquigrafia.
c) as palavras mas e e (7º parágrafo) são conjunções adversativas e aditiva, nessa sequência, e ligam ideias que se
dependem.
d) os verbos Pedir (3º parágrafo) e Exercitar (último parágrafo) funcionam na frase como formas nominais pessoais.
e) a palavra olhares (2º parágrafo) é um verbo flexionado na segunda pessoa do futuro do subjuntivo. Exemplo:
Quando tu olhares, estarei longe.
6. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Quanto à pontuação empregada no texto, assi-
nale a alternativa que obedece às regras gramaticais.
a) As vírgulas presentes no 1º parágrafo são necessárias porque separam uma oração intercalada.
b) No primeiro parágrafo, a oração subordinada adverbial [...] quando o veículo se torna um meio...[...] deveria vir
entre vírgulas, pois está inserida na frase.
c) No 2º e 3º parágrafo, as aspas estão incorretas quanto ao posicionamento.
d) Na 2ª frase do 5º parágrafo, o uso dos travessões é um bom recurso para evitar o excesso de vírgulas, que, além
de regras, devem ser usadas com bom senso.
e) A última vírgula do 3º parágrafo separa a frase nominal do vocativo.
7. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Leia este miniconto, denominado Disfarces.
Gostava de máscaras. Tinha-as todas, dos mais variados tipos e expressões. Chegava a usar várias em um só
dia, trocando-as de acordo com o ambiente e a necessidade da hora.
Uma vez, olhando-se com seu próprio rosto não se reconheceu, pois o espelho não refletia imagem alguma. As
máscaras substituídas frequentemente deixaram tantas marcas diferentes que terminaram por apagar-lhe os traços.
(SIMÕES, Maria Lúcia. Contos Contidos)
Esse texto é narrativo porque:
a) não há relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados.
b) procura colocar em discussão um assunto, analisando dados da realidade.
c) há um conjunto de mudanças de situação para construir um universo dinâmico.
d) oculta a progressão de uma situação anterior para outra posterior.
e) o que se produz é simultâneo, dando importância à sensoriedade.
8. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa que contém a série de
palavras acentuadas corretamente.
a) sobrevêm (pl.) – angú – anéis – gratuíto.
b) fôrma (ou forma) – interim – raízes – rúbrica.
c) para (verbo e preposição) – troféu – moínho – ruim.
d) garôa – instituíram – paranoia – cafeína.
e) corrói – deságua (ou desagua) – egoísmo – averígue.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 107
9. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.10) Leia este poema concreto, cuja construção
baseia-se na utilização de recursos visuais, sonoros e/ou gráficos.
durassolado
petrifincado
amargamado
agrusurado
capitalienado
massamorfado
solumano
corpumano
fardumano
servumano
gadumano
desumano
José Lino Grünewald. In: Poesia concreta.
Quanto à interpretação, estrutura e formação de palavras, assinale a alternativa que contém a afirmação
INCORRETA.
a) Na fileira vertical da direita, cada palavra tem um único radical, não havendo palavra com formação por
prefixo.
b) A maioria das palavras são neologismos, processo de formação muito utilizado na criação literária e também
modernamente.
c) A partir de radicais, depreendem-se significados intencionais do autor.
d) A maior parte dos radicais se relaciona à área semântica: trabalho e capital.
e) Na fileira da direita, de uma palavra a outra, ocorre uma ideia gradativa, que leva à desumanização do homem.
Leia a tira a seguir para responder às questões 11 e 12.
10. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Observando a cena, conclui-se que:
a) a expressão ―linha cruzada‖ indica que o fio vibrou, havendo pane na comunicação.
b) embora surpreso, o amigo de Lucas age como se os passarinhos fizessem parte da brincadeira.
c) a palavra indicativa de que o menino dirige-se a Lucas é: ―Ops‖.
d) o menino não se demonstrou surpreso ao perceber que os pássaros pousaram na linha, já que era uma brincadei-
ra.
e) a fala “Cuidado! Eles podem bicar você!” seria adequada ao contexto apresentado.
11. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Nessa tira, a expressão ―linha cruzada‖:
a) aparece em sentido denotativo e o primeiro termo significa barbante.
b) contém uma conotação irônica e subjetiva.
c) refere-se ao fio que liga as duas latas, indicando sentido próprio.
d) tem relação com rede telefônica, já que os meninos brincam de ―telefone de lata‖, brincadeira conhecida das
crianças.
e) apresenta os dois sentidos: conotativo e denotativo.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 108
12. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Complete as lacunas das frases om os porquês.
I – Ignoro __________ ocorreu o blecaute ontem á noite.
II – Neste ano faremos a viagem _________ você tanto anseia.
III – O ministro da Saúde não explicou __________ ele deixou o cargo.
Assinale a alternativa que contém a palavra e a justificativa corretas.
a) I e III ―por que‖. – Não há causa expressa.
b) Em I e II: ―porque‖. – É adequado ao contexto das frases.
c) Nos três itens: ―porque‖. – Há causa expressa.
d) Nos três itens: ―por que‖. – Essa palavra funciona como conjunção subordinativa.
e) Em II e III: ―porque‖. Exerce a função de conjunção e pronome relativo, respectivamente.
Leia este texto referente à Campanha Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução
e acidentes de trânsito, e responda às questões 13 e 14.
Para reduzir o número de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo, chegou o movimento Maio Amarelo,
um convite à reflexão do nosso comportamento no trânsito. Vamos fazer no trânsito um lugar seguro para todos:
pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e motoristas. Seja responsável: siga as leis e pratique gentileza e respei-
to. Maio Amarelo, compartilhe essa ideia.
13. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Considerando os períodos do texto, pode-se
dizer que
a) a oração principal, sendo a primeira do texto, traduz uma ideia de finalidade.
b) a oração “[...] chegou o movimento Maio Amarelo [...]” é coordenada assindética porque é destituída de con-
junção.
c) a segunda frase do texto é um período composto porque tem dois verbos, portanto, duas orações.
d) a primeira oração d texto é subordinada reduzida de infinitivo, cuja intensão é transmitir à população a noção de
consequência.
e) o terceiro período é formado por coordenação e uma das orações é coordenada sindética.
14. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Quanto à gramática do texto, assinale a alter-
nativa que contém a afirmação correta.
a) O trecho “[...] um convite à reflexão do nosso comportamento no trânsito [...]” caracteriza-se como aposto.
b) A locução verbal “Vamos fazer” pode ser substituída por apenas um verbo, na 1ª pessoa do plural do pretérito
perfeito do indicativo.
c) Os quaro verbos finais procuram, de forma impessoal, chamar o cidadão à consciência sobre o trânsito, sem
haver aproximação com o leitor.
d) A expressão “o movimento Maio Amarelo”, sintaticamente, funciona como objeto direto do verbo chegou.
e) As palavras responsável, gentileza e respeito exercem a função sintática de predicativo do sujeito.
15. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Leia estas frases, considerando que a regência
mantém a relação sintática entre o verbo e os complementos verbais.
I – Ele lhe queria bem.
II – Maria visava à aposentadoria.
III – A canção agradou ao público.
IV – Nós comunicamos a conclusão da pesquisa aos alunos.
V – Paguei a dona do armazém.
Pode-se afirmar que, em:
a) I, o verbo está com o sentido de desejar, exigindo objeto indireto.
b) II, a construção está incorreta, pois o verbo tem o sentido de mirar.
c) III, a frase está correta com objeto indireto. Com objeto direto, mudaria o sentido.
d) IV, essa construção não é aceita na norma culta. Devem-se inverter os objetos.
e) V, como o complemento é pessoa, admite-se essa forma.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 109
16. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Todas as palavras estão corretamente grafa-
das em:
a) escasses – berinjela – susceder – consenso.
b) explêndido – atravez – pretensão – concessão.
c) preceder – chimpanzé – quizer – espontâneo.
d) botequim – toucinho – gorjeio – propensão.
e) extravasar – intercessão – suscessivo – extensão.
17. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Leia as frases a seguir, analisando-as quanto à
concordância verbal.
I – No teatro, houveram muitas interpretações.
II – Mais de um pedestre criticaram o condutor.
III – A maioria das árvores caiu (ou caíram).
IV – Um grito ou um tiro assustaram o animal.
V – Ainda deve haver alguns livros na biblioteca.
Está(ão) correta(s) a(s) frase(s) do(s) item(ns):
a) I.
b) III, IV e V.
c) II, III e IV.
d) I e V.
e) I, II e III.
Leia o poema para responder às questões 18 e 19.
Desencontrários
Mandei a palavra rimar, Mandei a frase sonhar,
ela não me obedeceu. e ela se foi num labirinto.
Falou em mar, em céu, em rosa, Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
em grego, em silêncio, em prosa. Dar ordens a um exército,
Parecia fora de si, para conquistar um império extinto.
A sílaba silenciosa.
LEMINSKI, Paulo. Melhores Poemas.
18. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Segundo o texto:
a) naquele momento, a criação poética fluía na mente do poeta.
b) o poeta se sente realizado ao criar.
c) há um desacordo entre o que o poeta pensa e o que tenta expor.
d) as palavras agrupam-se de forma harmoniosa.
e) há sempre uma palavra à espera de outra, pois a rima é natural.
19. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Quanto à gramática do poema, assinale a
alternativa correta.
a) No verso “e ela se foi num labirinto”, o pronome sublinhado foi usado como realce, podendo ser retirado.
b) No segundo verso da primeira estrofe, o pronome me classifica-se como pessoal oblíquo, com função de objeto
direto.
c) O verbo Parecia refere-se ao sujeito sílaba, que está somente na voz passiva.
d) No segundo verso da segunda estrofe, o pronome se não poderia ser retirado porque alteraria a significação da
ideia.
e) Os pronomes se e si, como são reflexivos, significam “de si mesma”.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 110
PROVA
10
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA
Concurso Público de Provas para Provimento de Cargos da Carreira
Gestão de Atividades de Trânsito do Quadro de Pessoal do
Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul
SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL SUPERIOR
Cargo: GESTOR DE ATIVIDADES GERAIS DE TRÂNSITO
Data: 21/09/2014
As questões de 1 a 15 referem-se ao texto que segue e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo
previsto.
As mortes no trânsito: onde estamos falhando?
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36
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) acaba de completar 15 anos de vigência e veri-
fica-se que o quadro de acidentes não se modificou positivamente; primeiro, porque a lei
vem revelando falhas e lacunas imensas; segundo, porque as medidas complementares,
como investimento em infraestrutura viária, educação e fiscalização de trânsito, são ine-
ficientes. Ou seja: para o Estado, trânsito não é prioridade. E a lei, por si só, não opera
milagres.
O aspecto legal tem no CTB uma norma enciclopédica que trouxe overdoses de di-
reitos e obrigações quase impossíveis de serem implementadas. A norma restou banaliza-
da. A gama de infrações de trânsito é enorme, e os infratores, quando autuados, têm à
sua disposição amplo direito de defesa em processos administrativos que se arrastam por
anos. Boa parte das penalidades sequer é aplicada, por falta de estrutura dos órgãos de
trânsito para dar celeridade aos processos. E as penas restritivas do direito de dirigir mui-
tas vezes deixam de ser aplicadas devido à prescrição. Os Detrans estimam que cerca
de 40% dos veículos em circulação estão em situação irregular. Incluem-se aí veículos
não licenciados e condutores com direito de dirigir suspenso. O sistema falho acaba em-
purrando as pessoas para uma situação de clandestinidade. Os maus condutores não
veem motivos para respeitar as normas de trânsito, apostando na letargia do Estado, e os
bons acabam se contagiando com os maus exemplos.
Em se tratando de mobilidade, o país vive uma contradição. De um lado, o governo
federal desenvolve programas de estímulo ao transporte coletivo, com a participação
social na definição das políticas locais e regionais, e propaga a necessidade do transporte
sustentável, com a disseminação de veículos não motorizados. De outro, estimula a aqui-
sição de veículos automotores para o transporte individual, por meio da isenção de im-
postos e subsídios ao financiamento, em função da dependência da indústria automobi-
lística para garantir emprego e gerar receita. Enquanto isso, falta espaço para ciclovias e
passeios de pedestres. As pessoas acabam abandonando gradativamente o transporte
coletivo, e as vias públicas ficam cada vez mais conflagradas.
O fenômeno da acidentalidade deve, portanto, levar em conta essa realidade. Pre-
cisamos repensar esse quadro de inoperância do Estado, incluindo seus mecanismos re-
pressores, especialmente na área do trânsito. Apesar do excesso e do rigor das normas,
as mortes continuam acontecendo em escala crescente. Nem a Lei Seca sensibiliza os
infratores contumazes. O aparato do Estado foi criado para punir, quando deveria ser
concebido para alterar comportamentos e assim salvar vidas.
Acabou mais um feriadão de Carnaval. O retorno deveria ser só de alegria, mas es-
tamos contando nossos mortos. (Sérgio Luiz Perotto. [Jornal] Zero Hora, Porto Alegre – RS,
14 de fevereiro de 2014. Opinião ZH. Com adaptações).
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 111
1. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.1) Entre os requisitos para a compre-
ensão de um texto, está o reconhecimento do significado ou do sentido de palavras ou expressões. Assim, assinale a
alternativa em que a(s) relação(ões) de significação está(ão) devidamente indicada(s):
a) A conjunção ―e‖ tem o mesmo sentido (de adição) em: ―e verifica-se (l. 1-2); ―e os infratores‖ (l. 9); ―e os bons
acabam‖ (l. 18); ―e propaga‖ (l. 21).
b) Em ―acaba de completar‖ (l. 1), o verbo ―acabar‖ veicula sentido de ação recentemente concluída, sem dura-
ção significativa, diferente do que ocorre em ―acaba empurrando‖ (l. 16).
c) O verbo ―repensar‖ é usado denotativamente, equivalendo a ‗pensar de novo‘, razão pela qual não rege a pre-
posição ―em‖.
d) Na expressão ―em função da‖ (l. 24), a palavra ―função‖ está no campo de significação de ―funcionar‖, ―funcio-
namento‖.
e) ―do Estado‖ (l. 32) equivale a ―estadual‖.
2. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Sobre as relações de significação
ou sentido que se estabelecem entre as orações no interior dos períodos que constituem o texto, é correto afirmar que:
a) A oração ―que trouxe overdoses de direitos e obrigações quase impossíveis‖ (l. 7-8) é de natureza explicativa,
introduzindo, no período, ideia de generalização.
b) A oração ―quando autuados‖ (l. 9) tem valor única e exclusivamente temporal, sem qualquer conotação adicional.
c) A oração ―que se arrastam por anos‖ (l. 10-11) introduz, no período, o pressuposto de que todos os processos ad-
ministrativos ―se arrastam por anos‖, produzindo, portanto, efeito de generalização.
d) Em ―quando autuados‖ (l. 9), o autor deixa implícito que nem sempre ocorre a autuação daqueles que cometem
infrações de trânsito.
e) A oração ―quando deveria ser concebido‖ (l. 32-33) introduz, no período, ideia de tempo, indicando, simplesmen-
te, o momento em que ocorreu o processo de criação do aparato do Estado, sem qualquer outro sentido ou qual-
quer conotação.
3. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A alternativa que contém a infor-
mação pertinente quanto à significação das palavras ou relações de sinonímia é:
a) A palavra ―só‖ tem o mesmo sentido em ―por si só‖ (l. 5-6) e em ―só de alegria‖ (l. 34).
b) ―celeridade‖ (l. 12) é sinônimo de ―importância‖ ou ―eminência‖.
c) ―prescrição‖ (l. 13) é sinônimo de ―normatização‖ ou ―regulamentação‖.
d) ―conflagradas‖ (l. 27) equivale a ―incendiadas‖ ou a ―deflagradas‖, ―já iniciadas‖.
e) ―contumazes‖ (l. 32) equivale a ―teimosos‖ ou ―que insistem em não mudar comportamentos‖.
4. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Sobre o emprego de sinais de pon-
tuação e considerado o conceito de período e sua estrutura, está correto o que consta na alternativa:
a) No terceiro período do segundo parágrafo, em ―A gama de infrações de trânsito é enorme, e os infratores, quan-
do autuados, têm à sua disposição [...]‖ (l. 9-10), são transgredidas duas regras de pontuação: usa-se vírgula antes
de ―e‖ e separa-se, com vírgula, o sujeito (―os infratores‖) do predicado.
b) No segundo período do terceiro parágrafo (l. 19-22), o autor usa vírgulas para intercalar a expressão ―com a par-
ticipação social na definição das políticas locais e regionais‖ (l. 20-21), evitando, assim, comprometer a relação de
adição entre duas orações coordenadas por ―e‖.
c) assim como faz no terceiro período do segundo parágrafo (l. 9-11), o autor usa indevidamente uma vírgula antes
de ―e‖ no segundo período do terceiro parágrafo (l. 19-22).
d) A última oração do terceiro período do segundo parágrafo (l. 10-11) deveria ter sido precedida de vírgula para
reforçar o sentido pretendido.
e) No sexto período do segundo parágrafo (l. 13-14), deveria ter sido usada vírgula após a conjunção ―que‖ (Os
Detrans estimam que, cera de [...]‖). Além disso, a expressão ―em circulação‖ poderia estar entre vírgulas, sem
qualquer prejuízo para o sentido do texto.
5. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Assinale a alternativa que traz o
comentário correto sobre o emprego de tempos e modos verbais:
a) Em ―acaba de completar‖ (l. 1), o presente do indicativo é usado para representar um fato passado; em ―veem‖
(l. 17), o uso desse mesmo tempo produz efeito de fato costumeiro.
b) Em ―vem revelando‖ (l. 3) e em ―estamos contando‖ (l. 35), o uso do presente do indicativo indica ―o agora‖:
fatos simultâneos ao momento em que o texto é escrito.
c) Em ―acabam se contagiando‖ (l. 18) e ―acabam abandonando‖ (l. 26), o presente do indicativo é usado para
representar os fatos como possibilidade para um futuro incerto.
d) A forma ―Precisamos‖ (l. 29) foi empregada no pretérito perfeito, indicando processo recentemente concluído.
e) Em ―deveria ser‖ (l. 33), o autor usa o pretérito imperfeito do indicativo para representar um fato que ainda não se
completou.
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6. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Identificar relações de coesão é
outro requisito essencial à compreensão de textos. Em qual das alternativas a relação coesiva está devidamente
indicada?
a) A palavra ―lei‖ (l. 3 e l. 5) é usada em sentido genérico, não tendo, portanto, referente no interior do texto.
b) A palavra ―lei‖ tem o mesmo referente nas três ocorrências textuais (l. 3, l. 5 e l. 31): Código de Trânsito Brasileiro
(l. 1).
c) A palavra ―aí‖ (l. 14) refere-se a ―cerca de 40% dos veículos em circulação em situação irregular‖.
d) A expressão ―situação irregular‖ (l. 14) é esclarecida adiante, sendo retomada por ―veículos não licenciados‖
(l. 15).
e) A expressão ―mecanismos repressores‖ (l. 29-30) retoma ―medidas complementares‖, (l. 3-4).
7. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Pela análise das relações de con-
cordância (verbal e/ou nominal) estabelecidas no primeiro período do segundo parágrafo (l. 7-8), é correto afirmar
que:
a) A palavra ―implementadas‖ (l. 8) está no feminino plural porque o autor optou pela concordância com o subs-
tantivo mais próximo.
b) A palavra ―implementadas‖ (l. 8) poderia estar no masculino plural, concordando com as palavras de gêneros
diferentes a que se refere ―direitos‖ e ―obrigações‖ (l. 8).
c) ―implementadas‖ (l. 8) está no feminino plural porque se refere (apenas) a ―obrigações‖ (l. 8).
d) O autor usou a forma verbal ―serem‖ (l. 8), flexionada no plural, porque é a única forma correta, já que se refere a
um sujeito composto e no plural (―direitos e obrigações‖).
e) Em lugar de ―impossíveis de serem implementadas‖ (l. 8), o autor poderia ter optado pela construção no singular
(―impossível de ser implementada‖), concordando com ―norma‖, sem comprometer o sentido do enunciado.
8. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Ainda sobre concordância, a al-
ternativa que traz a informação correta é:
a) Em ―locais e regionais‖ (l. 21), o autor deveria ter usado o singular, observando o que ocorre, por exemplo, em
―línguas portuguesa e italiana‖.
b) A palavra ―suspenso‖ (l. 15) poderia estar no plural para concordar com ―condutores‖ (l. 15).
c) Em ―incluem-se aí‖ (l. 14), o autor deveria ter usado o verbo no singular, pois o sujeito da frase é indeterminado.
d) Em ―incluem-se aí‖ (l. 14), o autor usou o verbo no plural para estabelecer a concordância com o sujeito (com-
posto), cujos núcleos são ―veículos‖ e ―condutores‖.
e) Tanto em ―o quadro de acidentes não se modificou‖ (l. 2) quanto em ―A gama de infrações de trânsito é enor-
me‖ (l. 9), o autor poderia ter usado o verbo no plural (―modificaram‖ e ―são‖, respectivamente), assim como fez em
―cerca de 40% dos veículos em circulação estão‖ (l. 14).
9. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa em que a
análise do termo oracional está correta:
a) ―do direito‖ (l. 12) = adjunto adnominal.
b) ―ao transporte‖ (l. 20) = objeto indireto.
c) ―do transporte‖ (l. 21) = adjunto adnominal.
d) ―de veículos‖ (l. 23) = complemento nominal.
e) ―da indústria‖ (l. 24) = objeto indireto.
10. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A classe da palavra está corre-
tamente indicada na alternativa:
a) ―infratores‖ (l. 9) = substantivo.
b) ―letargia‖ (l. 17) = adjetivo.
c) ―estímulo‖ (l. 20) = verbo.
d) ―para‖ (l. 32) = preposição.
e) ―só‖ (l. 34) = adjetivo.
11. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Consideradas as regras de colo-
cação pronominal, pode-se afirmar que o texto traz um erro. Assinale a alternativa que aponta esse erro:
a) ―verifica-se‖ (l. 2).
b) ―não se modificou‖ (l. 2).
c) ―que se arrastam‖ (l. 10-11).
d) ―acabam se contagiado‖ (l. 18).
e) ―Em se tratando‖ (l. 19).
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12. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Ainda com base no texto, a pa-
lavra que não está empregada como adjetivo é:
a) ―ineficientes‖ (l. 5).
b) ―maus‖ (l. 16).
c) ―bons‖ (l. 18).
d) ―maus‖ (l. 18).
e) ―automotores‖ (l. 23).
13. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Com base no que dispõe o A-
cordo Ortográfico que resultou na ―Reforma Ortográfica – 2009‖, a alternativa que traz a informação correta é:
a) infraestrutura (l. 4) = por ser palavra composta, deveria ter sido grafada com hífen (―infra-estrutura‖).
b) têm (l. 10) = A palavra está indevidamente acentuada, pois a ―Reforma‖ aboliu os acentos diferenciais.
c) veem (l. 17) = Assim como ―têm‖, a palavra deveria receber acento circunflexo no primeiro ―e‖, pois se trata de
forma verbal na 3ª pessoa do plural.
d) fenômeno (l. 28) = esta palavra proparoxítona, cujo ―o‖ tônico é seguido da consoante e com timbre fechado.
Nos casos ou lugares em que a pronúncia culta adota o timbre aberto para esse ―o‖, pode ser grafada com acento
agudo (―fenómeno‖).
e) Estado (l. 29 e l. 5) = poderia ter sido grafada com inicial maiúscula, pois se refere, nas duas ocorrências, à unida-
de da federação em que o texto é escrito (Rio Grande do Sul).
14. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Esta questão avalia conheci-
mentos sobre estrutura, formação e/ou flexão de palavras. Assinale a alternativa que traz a informação correta so-
bre o respectivo item:
a) Assim como ―revelando‖ (l. 3), a palavra ―repensar‖ (l. 29) contém prefixo em sua estrutura.
b) O processo de formação das palavras ―infraestrutura‖ (l. 4) e ―automotores‖ (l. 23) é a composição por aglutina-
ção.
c) Em ―retorno‖ (l. 34), temos um exemplo de derivação imprópria; em ―inoperância‖ (l. 29), uma caso de derivação
parassintética.
d) A palavra ―falho‖ (l. 15) é exemplo de derivação regressiva.
e) Em ―feriadão‖ (l. 34), o sufixo ―-ão‖ produz sentido de ‗feriado prolongado‘.
15. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Assinale a alternativa que apre-
senta a classificação correta da oração:
a) ―que o quadro de acidentes não se modificou positivamente‖ (l. 2) = subordinada substantiva objetiva direta.
b) ―que o quadro de acidentes não se modificou positivamente‖ (l. 2) = subordinada substantiva subjetiva.
c) ―porque as medidas complementares, como investimento em infraestrutura viária, educação e fiscalização de
trânsito, são ineficientes‖ (l. 3-5) = subordinada adverbial consecutiva.
d) ―que trouxe overdoses de direitos e obrigações quase impossíveis‖ (l. 7-8) = subordinada adjetiva explicativa.
e) ―De um lado, o governo federal desenvolve programas de estímulo ao transporte coletivo, com a participação
social na definição das políticas locais e regionais‖ (l. 19-21) = oração principal.
16. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.16) A correspondência entre o que
está sublinhado no exemplo e o fato linguístico indicado está correta na alternativa:
a) quadro = dígrafo.
b) maior = tritongo.
c) quadro = ditongo.
d) saúde = ditongo.
e) escola = dígrafo.
17. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Consideradas as novas regras
definidas pelo Acordo de que resultou a assim chamada Reforma Ortográfica-2009‖, assinale a alternativa que não
contém erro:
a) para-brisa; sul-mato-grossense; anti-horário; autoescola; porta-documentos.
b) trêslagoense; sulmatogrossense; antiorário; auto-escola; portadocumentos.
c) trêslagoense; sul-matogrossense; anti-horário; auto escola; portadocumentos.
d) anti-radar; parachoque; contracurva; aneis; parabrisa.
e) pára-choque; parabrisa; autoescola; moto-carreta; escarceu.
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18. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Assinale a alternativa em que
não há erro de concordância nem de emprego do ―acento‖ indicativo de crase:
a) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram a mão única, agentes de trânsito co-
meçarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos a multa os condutores incautos ou desatentos.
b) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram à mão única, agentes de trânsito co-
meçarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos à multa os condutores incautos ou desatentos.
c) Decorrido 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram a mão única, agentes de trânsito come-
çarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeito à multa os condutores incauto ou desatento.
d) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passou à mão única, agentes de trânsito come-
çará a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos à multa correspondente a infração os condutores incauto ou
desatento.
e) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passou à mão única, agentes de trânsito come-
çarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeito a multa correspondente à infração os condutores incauto ou
desatento.
19. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Assinale a alternativa que com-
pleta corretamente as lacunas do fragmento de texto a seguir:
―Senhor Presidente da Jari, em atenção ___ ______ solicitação, informo- ____ ________ na condição de Diretora do
Deptran e embasada no caput do art. 281 do CTB, combinado com o art. 8º da Resolução Contran nº 404/2012,
indeferi o recurso de Fulana de Tal, __________ por estacionar em vaga reservada ___ idoso, apliquei a penalidade
pertinente e determinei a expedição da respectiva notificação, facultando, porém, ___ requerente, o direito de
recurso ___ _______ Junta, a quem caberá julgar o mérito e definir a tipificação da ____________.‖ (Texto fictício cria-
do especificamente para esta prova).
a) a; vossa; lhe; de que; atuada; a; à; à; esta; infração.
b) a; sua; lhe; que; autuada; a; à; a; essa; infração.
c) à; vossa; o; que; autuada; à; a; à; esta; inflação.
d) à; tua; o; de que; autuada; a; à; à; essa; infração.
e) a; vossa; lhe; que; autuada; a; à; a; esta; infração.
20. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.20) A alternativa correta quanto à
regência, à coesão e à concordância é:
a) Todos os condutores de veículos automotor devemos obediência as normas de circulação e conduta estabele-
cida no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveriam haver regras.
b) Todos os condutores de veículos automotores devem obediência às normas de circulação e conduta estabele-
cido no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveria haver regras.
c) Todos os condutores de veículos automotores devemos obediência às normas de circulação e conduta estabe-
lecida no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveriam haver regras.
d) O que mantêm as irresponsabilidades de ciclistas e pedestres é a própria legislação de trânsito, que não prevê
punições ou, se lhes prevê, não as aplica a esses cidadãos.
e) O que mantém as irresponsabilidades de ciclistas e pedestres é a própria legislação de trânsito, que não prevê
punições a eles, ou, se as prevê, não as aplica a esses cidadãos.
PROF. MÁRCIO SOBRINHO ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA
O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 115
GABARITOS (176 QUESTÕES)
PROVA
1
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)-
(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
A B D D E A E A D D B C E C B A C B C
PROVA
2
Auxiliar em Administração-(Classe C)-(Nível Fundamental)-(Tarde) 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A D D E E A B A E C
PROVA
3
Assistente em Administração-(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A D A A E D E C E D
PROVA
4
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)-
(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde) 
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
D A E E B D B E B C A E A A B C A C
PROVA
5
Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração) –
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E A B C E B A C E C D C D D A E B A C B
PROVA
6
SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL MÉDIO
Cargo: Assistente de Serviços de Saúde I
Assistente de Serviços de Saúde
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A C B A B C E E A C B C A C D A E C E A
PROVA
7
SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL SUPERIOR
Cargo: Biólogo
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D C B A E A A E C D B E D A B E C B D a
PROF. MÁRCIO SOBRINHO ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA
O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 116
PROVA
8
SAD/SES/2014 – NÍVEL SUPERIOR
Cargo: Fiscal de Vigilância Sanitária – Nutricionista
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C D A A B E D A C B E B E D C D B E A C
PROVA
9
Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul
SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL MÉDIO
Cargo: Técnico Administrativo
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
C E E B B D C E A B D A E A C D B C A
PROVA
10
Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul
SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL SUPERIOR
Cargo: GESTOR DE ATIVIDADES GERAIS DE TRÂNSITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B D E B A C C D D A D C D E B C A A B E
Neon Concursos Ltda
Atividade Econômica: educação continuada, permanente e aprendizagem profissional
Diretora: Maura Moura Dortas Savioli
Empresa fundada em janeiro de 1998
ANO XVIII – Av. Mato Grosso, 88 – Centro – Campo Grande – Mato Grosso do Sul
Fone/fax: (67) 3324 - 5388
www.neonconcursos.com.br
Aluno(a): ______________________________________________________________________
Período: _______________________________ Fone: __________________________________
Equipe Técnica:
John Santhiago
Arlindo Pionti
Johni Santhiago
Mariane Reis
PROFESSOR: Márcio Sobrinho
TEORIA E 25 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS
MATERIAL CONTENDO
UFMS - 2015
CORRESPONDÊNCIAS E
ATOS OFICIAIS
ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO
SUMÁRIO
1 – RECOMENDAÇÕES BÁSICAS...........................................................................................................05
2 – COMUNICAÇÕES OFICIAIS ...............................................................................................................10
3 – AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS – TEORIA E MODELOS..................................................................10
4 – BATERIA DE QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS...............................................................31
GABARITOS ................................................................................................................................................37
PROF.ª ANA MARIA BERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 5
CORRESPONDÊNCIAS E ATOS OFICIAIS
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Correspondência oficial é aquela que tem origem em órgãos da administração pública; é elaborada por agentes
públicos credenciados para falar em nome da instituição. A redação oficial tem como objetivo racionalizar o trabalho e diminuir
o custo; sendo assim, procura disciplinar o uso de expressões e fórmulas, aconselhando determinados fechos em lugar de
outros que se apresentam prolixos, inadequados, em desuso.
Tem como finalidade tratar de assuntos relacionados com o serviço público. A correspondência oficial pode ser interna, quando
se dá entre os setores de uma repartição, ou externa, quando ocorre entre dois órgãos públicos ou entre órgãos públicos e
particulares.
Diversamente da particular, a correspondência oficial não põe em relação dois indivíduos, mas sim dois órgãos
públicos, ou um órgão público e um particular, por meio de seus agentes. Em razão disso, as marcas autorais do texto de
correspondência oficial tendem a dar lugar a fórmulas impessoais e, em grande parte, padronizadas.
A uniformidade da redação oficial é imprescindível, pois há sempre um único emissor (o Serviço Público) e dois
receptores (o próprio Serviço Público ou os cidadãos).
Isso não quer dizer que a redação oficial deve ser árida e infensa à evolução da língua. A sua finalidade básica –
comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa
daquela da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular.
A correspondência oficial apresenta como documentos o ofício, o memorando, a carta, o telegrama, como também as
mensagens de correio eletrônico, o cartão ou qualquer texto escrito que tenha como origem um órgão público e por finalidade o
tratamento de assuntos a ele relativos.
1-RECOMENDAÇÕES BÁSICAS
Na correspondência oficial, alguns aspectos básicos devem ser observados, a saber:
- redação: deve ser clara, objetiva, concisa, impessoal, restrita ao assunto e as expressões simples ou vulgares
devem ser evitadas;
- uso da norma culta é obrigatório.
A redação oficial deve caracterizar-se pela
Impessoalidade;
Uso do padrão culto de linguagem;
Clareza;
Concisão;
Formalidade;
Uniformidade.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37:
“A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência (...)”.
Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que
devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.
Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) aplicam-
se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o
que exige o uso de certo nível de linguagem.
Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada uma
delas.
A comunicação se efetiva pela presença de três elementos:
a) Alguém que comunica – emissor;
b) Algo a ser comunicado – mensagem;
c) Alguém que receba essa comunicação – receptor.
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Na redação oficial, o emissor é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento,
Divisão, Serviço, Seção).
A mensagem é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica.
O receptor dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo, do
Legislativo ou do Judiciário.
A impessoalidade que deve ser característica da redação oficial decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado:
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade, precisão vocabular de que nos valemos para elaborar os
expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade.
1.1. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do
próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade.
Por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso
do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que
a) se observam as regras da gramática formal, e
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.
É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está
acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas,
permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
1.2. Formalidade e Padronização
A formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são
indispensáveis para a padronização. A medida do papel, em função dos diferentes tipos de impressora, sugerimos que a
medida do papel a ser utilizado nos modelos constantes deste manual seja: A4 210 x 297 mm
1.3. Concisão e Clareza
Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao
texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação
restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos aqui já explicitados. Além disso, há
características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à
sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos
pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário.
1.4 Formas de Tratamento.
As formas de tratamento são utilizadas de acordo com o nível hierárquico a quem se destina.
Pronomes de Tratamento: são pronomes empregados no trato com as pessoas, respeitosamente. Embora o pronome de
tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a concordância deve ser feita com a terceira pessoa.
Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e Sua, quando falamos da pessoa.
Ex. Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o Prefeito, que se
encontra ausente.
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1.4.1 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER EXECUTIVO
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Presidente da República
Vossa
Excelência
Não se usa
Excelentíssimo Senhor
Presidente da
República,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Presidente da
República Endereço
Vice-Presidente da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor Vice-
Presidente,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Vice-
Presidente da República
Ministros de Estado
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Ministro,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Ministro...
Secretário-Geral da
Presidência da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Secretário,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Secretário-
Geral da Presidência
Consultor-Geral da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Consultor,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Consultor-
Geral da República
Chefe do Estado-Maior das
Três Armas
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Chefe,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Chefe do
Estado-Maior das Três Armas
Oficiais-Generais das Forças
Armadas
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Oficial-General
das Forças Armadas
Chefe do Gabinete Militar da
Presidência da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Chefe,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Chefe do
Gabinete Militar da
Presidência da República
Chefe do Gabinete Pessoal
do Presidência da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Chefe,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Chefe do
Gabinete Pessoal do
Presidência da República
Secretários da Presidência
da República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Secretário
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Secretário da
Presidência da República
Secretário Executivo e
Secretário Nacional de
Ministérios
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Secretário
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Secretário
Executivo ou Secretário
Nacional de Ministérios
Procurador-Geral da
República
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Procurador,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Procurador-
Geral da República
Governador de Estado
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Governador,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Governador do
Estado
Vice-Governador de Estado
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor Vice-
Governador,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Vice-
Governador do...
Secretário de Estado dos
Governos Estaduais
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Secretário,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Secretário de
Estado de
Prefeitos Municipais
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Prefeito,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Prefeito do
Município
Embaixador
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Embaixador,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Embaixador do...
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1.4.2 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER LEGISLATIVO
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Presidente do Congresso
Nacional
Vossa
Excelência
Não se usa
Excelentíssimo Senhor
Presidente do
Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Presidente do
Congresso Nacional
Presidente da Câmara
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Presidente,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Presidente da
Câmara
Vice-Presidente da Câmara
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor Vice-
Presidente,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Vice-
Presidente da Câmara
Membros da Câmara dos
Deputados
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Deputado,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Deputado
Membros do Senado Federal
Vossa
Excelência
V. Ex ª. Senhor Senador,
Excelentíssimo Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal endereço
Presidente e Membros do
Tribunal de Contas da União
e dos Tribunais de Contas
Estaduais
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal cargo
respectivo,
Presidente e Membros das
Assembléias Legislativas
Estaduais
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal cargo
respectivo,
Presidentes das Câmaras
Municipais
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal cargo
respectivo,
1.4.3 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER JUDICIÁRIO
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Presidente do Supremo
Tribunal Federal
Vossa
Excelência
Não se usa
Excelentíssimo Senhor
Presidente do
Supremo Tribunal
Federal
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Presidente
Supremo Tribunal Federal
Membros do Supremo
Tribunal Federal
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros do
Superior Tribunal de Justiça
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros do
Tribunal Superior Militar
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros do
Tribunal Superior Eleitoral
Vossa
Excelência
V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros do
Tribunal Superior do
Trabalho
Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros dos
Tribunais de Justiça
Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidente e Membros dos
Tribunais Regionais Federais
Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
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Presidente e Membros dos
Tribunais Regionais
Eleitorais
Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Presidentes e Membros dos
Tribunais Regionais do
Trabalho
Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + Cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Juízes Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Juiz,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Desembargadores Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor
Desembargador,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
Auditores daJustiça Militar Vossa Excelência V. Ex ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal Cargo
respectivo
1.4.4 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - OUTROS CASOS
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Reitor de Universidade
Vossa
Magnificência
Não se usa Magnífico Reitor,
A vossa Magnificência o
Senhor Fulano de Tal Reitor
da Universidade
Presidentes e diretores de
empresas
Vossa Senhoria V.S ª.
Senhor Fulano de Tal
ou Senhor + cargo
respectivo,
Ao Senhor Fulano de Tal
Cargo Respectivo
Cônsul Vossa Senhoria V.S ª. Senhor Cônsul,
Ao Senhor Fulano de Tal
Cônsul da Embaixada Local
Outras autoridades Vossa Senhoria V.S ª.
Senhor + cargo
respectivo,
Ao Senhor Fulano de Tal
Cargo respectivo Endereço
1.4.5 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - HIERARQUIA ECLESIÁSTICA
Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope
Papa Vossa Santidade Não existe Santíssimo Padre,
Santíssimo Padre Fulano de
Tal Endereço
Cardeais
Vossa Eminência
ou Vossa
Eminência
Reverendíssima
Não existe
Eminentíssimo Senhor
Cardeal, ou
Eminentíssimo e
Reverendíssimo
Senhor Cardeal,
Senhor Cardeal Fulano de
Tal Endereço
Arcebispos e Bispos
Vossa Excelência
Reverendíssima
Não existe
Excelentíssimo e
Reverendíssimo
Senhor Arcebispo (ou
Bispo),
Senhor Arcebispo (ou Bispo)
Fulano de Tal Endereço
Monsenhores, Cônegos e
superiores religiosos
Vossa
Reverendíssima ou
Vossa Senhoria
Reverendíssima
Não existe
Reverendíssimo
Monsenhor (ou
Cônegos, etc.), ou
Reverendíssimo
Senhor Cônego,
Senhor Monsenhor (ou
Cônego, etc.) Fulano de Tal
Endereço
Sacerdotes, Clérigos e
demais religiosos
Vossa Reverência Não existe
Reverendo Sacerdote
(ou Clérigo , etc.),
Senhor Sacerdote (ou
Clérigo, etc.) Fulano de Tal
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2-COMUNICAÇÕES OFICIAIS
Além de seguir os preceitos de impessoalidade, formalidade, padronização, clareza, concisão e uso padrão culto da linguagem, a
Redação Oficial tem características específicas para cada tipo de expediente. Outros aspectos comuns a quase todas as
modalidades de comunicação oficial são o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário.
CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES DE TRATAMENTO
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal.
a) Referem-se à segunda pessoa gramatical;
b) Concordam com a terceira pessoal gramatical.
Assim sendo, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os de terceira pessoa: “Vossa
Senhoria levará seu secretário?” (verbo na terceira pessoa/ pronome possessivo na terceira pessoa)
Os adjetivos que se referem a esses pronomes concordam com o sexo da pessoa a quem se dirigem e não com o substantivo
que compõe a locução:
“Vossa Excelência está preocupado?” Apesar de a expressão Vossa Excelência ser feminina, o adjetivo vai para o masculino
se a pessoa que ocupa o cargo for do sexo masculino.
FECHOS PARA AS COMUNICAÇÕES
O fecho para as comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os
modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria n°.1 do Ministério da Justiça, de 1937, que
estabelecia quinze padrões. Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, a Instrução Normativa n°.4, de 6 de março de
1992, estabeleceu o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios,
devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.
IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e
o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma Da identificação deve ser a seguinte;
(espaço para assinatura)
FERNANDO HADDAD
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao
menos a última frase anterior ao fecho.
3-AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS – TEORIA E MODELOS
Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede:
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:
Exemplo:
Brasília, 15 de março de 2014.
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c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o
endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação.
Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser
tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e
subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver
sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados
completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2014, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2013,
do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.”
ou
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n
o
12, de 1
o
de fevereiro de 2014, do Presidente da
Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha,
poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou
ofício de mero encaminhamento.
f) fecho
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário
1-AVISO E OFÍCIO
Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas.
A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma
hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de
assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
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Exemplos de ofício e aviso
Modelo de um ofício com duas páginas. (29,7 x 21,0 cm)
2-MEMORANDO
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Definição e Finalidade
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar
hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente
interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. a serem
adotados por determinado setor do serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela
simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos
ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse
procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e
permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando.
3-FAX
Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao
desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de
documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico.
Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos,
se deteriora rapidamente.
4- CORREIO ELETRÔNICO
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Definição e finalidade
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para
transmissão de documentos. Valor documental - Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio
eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação
digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
5- ATA
Definição e finalidade
É um documento de caráter expositivo que registra resumidamente e com clareza as ocorrências, deliberações, resoluções e
decisões de reuniões ou assembleias. Deve ser redigida de maneira que não seja possível qualquer modificação posterior.
Para que isso deve ser escrita:
- sem parágrafos ou alíneas (ocupando todo o espaço da página);
- sem abreviaturas de palavras ou expressões;
- sem emendas ou rasuras;
- sem uso de corretivo;
- com emprego do verbo no tempo pretérito perfeito do indicativo (Exemplo: verbo falar: falou, falaram; verbo discutir: discutiu,
discutiram; verbo comentar: comentou, comentaram);
– encerramento e assinaturas.
Estrutura
1. Título – ATA. Em se tratando de atas elaboradas sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou sessão, em
caixa alta.
2. Texto, incluindo:
a) Preâmbulo – registro da situação espacial e temporal e participantes;
b) Registro dos assuntos abordados e de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, se for o caso; e
c) Fecho – termo de encerramento com indicação, se necessário, do redator, do horário de encerramento, de convocação de nova
reunião etc.
Observações
1. A ata será assinada e/ou rubricada por todos os presentes à reunião ou apenas pelo Presidente e Relator, dependendo das
exigências regimentais do órgão.
2. A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguida da informação
correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou de erros constatados após a redação, usa-se a expressão “Em
tempo” ao final da ata, com o registro das informações corretas.
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6 - ATESTADO
Documento firmado por servidor em razão do cargo que ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do qual
tem conhecimento, a favor de uma pessoa.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e centralizado sobre o texto.
2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, o número de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e a
matéria do Atestado.
3. Local e data, por extenso.
4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o Atestado.
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7- DECLARAÇÃO
Declaração é um instrumento de comunicação, usado quando se quer afirmar a veracidade de um fato. Pode ser feita de dois
modos: verbalmente ou por escrito. A declaração também é definida como um depoimento.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
(Endereço, telefones, correio-eletrônico)
DEPARTAMENTO DE PESSOAL
Coordenação de Registro Funcional
DECLARAÇÃO
Declaro para os devidos fins, que o Sr..........(nome da pessoa a que se refere as
informações prestadas), é funcionário deste Orgão ........(nome do órgão) desde 02 de
novembro de 2008, cumprindo as funções de secretário-executivo.
São Paulo, 20 de dezembro de 2009.
__________________________
Nome
cargo
8 - PROCURAÇÃO
Procuração é um documento por meio do qual uma pessoa transfere a outra poderes para praticar atos em seu nome.
Com base no exemplo a seguir, podemos destacar as características principais da procuração:
a. Apresentação dos dados pessoais do outorgante (aquele que passa a procuração) e do outorgado (aquele que recebe a
procuração). Esses dados são: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, residência e identidade.
b. Explicação da finalidade da procuração.
c. Indicação do local e data, seguida da assinatura do outorgante.
A procuração pode ser pública ou particular. A pública é registrada em cartório; a particular é geralmente conservada sem
registro. Mas as assinaturas devem ser sempre reconhecidas em cartório.
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9- CARTA
Forma de comunicação externa dirigida a pessoa (física ou jurídica) estranha à administração pública, utilizada para fazer
solicitações, convites, externar agradecimentos, ou transmitir informações.
Suas partes componentes são:
1. Local e data, por extenso, à esquerda da página.
2. Endereçamento (alinhado à esquerda): nome do destinatário, precedido da forma de tratamento, e o endereço.
3. Vocativo: a palavra Senhor (a), seguida do cargo do destinatário, e de vírgula.
4. Texto paragrafado, com a exposição do(s) assunto(s) e o objetivo da carta.
5. Fecho de cortesia, seguido de advérbio adequado: Cordialmente, Atenciosamente, ou Respeitosamente.
6. Assinatura, nome e cargo do emitente da carta.
EXEMPLO:
Rio de Janeiro, 28 de abril de 2004
Ilm.º Sr.
Professor Evanildo Bechara
Rua da Ajuda n.º 0 / apto 208
Centro - Rio de Janeiro - RJ
20000-000
Senhor Professor,
A Secretaria de Estado de Administração e Reestruturação vem desenvolvendo ações no sentido de uniformizar e
racionalizar os procedimentos administrativos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, visando à transparência dos atos
governamentais, à melhoria dos serviços prestados e ao controle, por parte do cidadão, das políticas públicas implementadas.
Para atender aos objetivos propostos, estão sendo desenvolvidos diversos projetos que alcançam diferentes setores
da administração, dentre eles, o Manual de Redação Oficial do Estado do Rio de Janeiro.
Os trabalhos de seleção dos atos, conceituação e elaboração de modelos foram realizados por grupo de especialistas
das áreas de direito, letras, administração, documentação e comunicação e já se encontram em fase final. No entanto, ainda se
faz necessária uma revisão por profissional de reconhecida experiência, para garantir a excelência da publicação.
Para este fim, conforme entendimentos anteriores havidos com a Professora Helenice Valias de Moraes, venho
solicitar sua colaboração.
Na expectativa de pronunciamento favorável, agradecemos antecipadamente a gentileza.
Atenciosamente,
HUGO LEAL MELO DA SILVA
Secretário de Estado de Administração e Reestruturação
10 - REQUERIMENTO
Requerimento é um meio de comunicação escrita usado para fazer um pedido a uma autoridade pública. Será sempre redigido
na terceira pessoa.
É a sua estrutura:
a. invocação - pronome de tratamento adequado e título da pessoa a quem se dirige;
b. preâmbulo - identificação do requerente (nome, número do documento de identidade, nacionalidade, estado civil, endereço, profissão);
c. texto - exposição do que o requerente solicita, e justificativa;
d. fecho - onde aparecem fórmulas como: Nestes termos pede deferimento. Termos em que pede deferimento.
e. data e assinatura do requerente.
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11 - CERTIFICADO
É o documento que dá testemunho de ato ou fato. Ele é diferente de Certidão, pois a certidão é uma cópia, resumida ou
integral, de algum registro escrito já existente.
É importante saber que os seguintes documentos: atestado, certificado e declaração têm semelhanças, tanto na finalidade,
quanto na forma. A diferença é que o Atestado é expedido em favor de alguém; a Declaração e o Certificado são emitidos em
relação a alguém, podendo, ou não, ser-lhes favoráveis.
A sequência de redação do Certificado é esta:
a) Título, isto é, a palavra “CERTIFICADO” (em maiúsculas);
b) Nome e identificação da autoridade que o emite (também podem ser expressos no final, após a assinatura);
c) O Texto é sempre resumido e preciso, contendo apenas o que se está certificando (que inicia por “certifico ou certificamos”).
d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem certifica.
12 - PETIÇÃO
CÂMARA DOS DEPUTADOS
(Endereço, telefones, correio-eletrônico)
CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E
APERFEIÇOAMENTO
Coordenação Técnico-Pedagógica
REQUERIMENTO
Ao Sr. (nome da pessoa a quem se destina)
Chefe do Departamento (indicar o cargo)
Eu, .....(nome), brasileiro, (estado civil), ( profissão), inscrito no CPF sob o nº
(informar) e no RG nº (informar), residente e domiciliado à/na (informar endereço), vem
à presença de Vossa Senhoria requerer (descreva aqui o seu requerimento)
Nestes termos,
Pede deferimento
São Paulo. 23 de janeiro de 2003.
__________________________________
nome
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É uma solicitação ou pedido em documento escrito que se encaminha à autoridade administrativa ou judicial. Na área jurídica,
é o documento com o qual se formula o pedido, de reivindicação ou de defesa do direito de alguém, dirigido ao juiz competente
para julgá-lo.
Por se tratar de um documento muito empregado na área jurídica, é indicado que o requerente ou peticionário reforce a
quantidade e a força dos dispositivos legais que apresenta para justificar seu pedido.
Basicamente, a Petição tem a mesma estrutura do Requerimento. Apenas não é usada no final do texto a expressão “Nestes
termos, pede deferimento” como no requerimento.
Entre a invocação (pronome de tratamento) e o início do texto, o peticionário deve deixar um espaço de sete linhas, se for
manuscrito ou de sete espaços duplos, se for datilografado ou digitado, para que a autoridade responsável forense aplique seu
despacho.
É comum que as petições sejam lavradas em papel timbrado do advogado no qual contenha seu nome e endereço, número da
OAB, dentre outras informações.
Acompanhado, quando for o caso, de procuração passada ao advogado pelo peticionário (requerente).
O documento deve apresentar a seguinte estrutura:
a) Invocação (pronome de tratamento devido, nome da autoridade e do cargo por ela exercido), no alto do papel;
b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do requerente e, em seguida, a exposição do pedido
com as alegações que o fundamentam (se forem muitas é indicado numerá-las);
c) Fecho, utilizando-se apenas a expressão “Pede deferimento”;
d) Local e data;
e) Assinatura do peticionário.
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PETIÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTORJUIZ DEDIREITO DA .... ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE....
.................................., (qualificação), residente e domiciliado na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., portadorda Cédula de Identidade/RG nº ...., inscrito no CPF/MF sobo nº .... e ....
(qualificação), residente e domiciliada na Rua .... nº ...., Cidade de ...., Estado....., portadorada Cédula de Identidade/RG sobo nº .... e inscrita no CPF/MF sobonº ...., porseu procurador
e advogado (procuração em anexo),com escritório profissionalna Rua .... nº ...., na Cidade de ...., vêm respeitosamenteperante V. Exa. requerer
SEPARAÇÃO CONSENSUAL DE CORPOS
o que fazem nos termos seguintes:
1. Os Requerentes contraíram matrimônio em ...., pelo regime de comunhão parcial de bens, advindo dessa união um filho de nome ...., nascido em .... (certidão inclusa).
2. Os Requerentes acham-se separados de fatodesde o dia ...., valendo a presentecomo ratificação da intenção de promover, ocorrendo o biênio legal, a Separação Consensual, com vistas
à dissolução da sociedade conjugal, acordando, desde já, as cláusulas a respeitodaquele procedimento.
a) O cônjuge varão contribuirá à cônjuge virago e ao filho menor, com uma pensãoalimentícia no valor de 1/3 de seusrendimentos brutos,menos descontos obrigatórios.
A guarda do filho ficará com a mãe.
A verba referida deverá ser implantada em folha de pagamento junto ao empregador do varão - .... -, empresa está situada na Rua .... nº ...., e estará à disposição do cônjuge virago, ....,
mensalmente, ou na conta bancária que estaindicar, onde deverá ser depositada.
b) A pensãoalimentícia será reajustada automaticamente conforme os vencimentos do varão devedor.
c) O cônjuge varão poderávisitar o filho menor em horário aberto e de sua conveniência, desde que não prejudique o menor.
d) A separanda, após a homologação da presente,ratificada em juízo, após o decurso do biênio legal, em procedimento próprio,passaráa usar o seu nome de solteira, ou seja ....
e) O casal separando não possuibens ou dívidas a partilhar.
3. Convictos do pedidoora formulado, em caráter preventivoe cautelar, firmam o presente,visando sua homologação e no aguardo do prazolegal da Lei do Divórcio em vigor, para que,
em procedimento próprioeigual ratificação na oportunidade, peranteo JUÍZO DEDIREITO DA VARA DE FAMÍLIA respectivo,possamtornarefetiva a dissolução da sociedade
conjugal pretendida e, após o que, transitadaem julgado aquela decisão homologatória, seja na oportunidade expedido o competentemandado de averbação ao Registro Civil, ouvido o
Doutorepresentadopelo MinistérioPúblico, e pagas as custas de lei.
Valor R$ ....
Termos em que,
Pede deferimento.
...., .... de .... de ....
..................
Advogado OAB/...
13 - RELATÓRIO
É um tipo de comunicação escrita que expõe ou descreve atos ou fatos referentes a uma instituição, empresa ou entidade, em
que devem constar análise e apreciação de quem o produz.
Existem relatórios que são produzidos em decorrência de normas legais, administrativas ou estatutárias e são apresentados
dentro de prazos e modelos previamente estabelecidos.
Utilizaremos, como exemplo um Modelo-Síntese de Relatório Administrativo. Este modelo de relatório é mais utilizado por
empresas e entidades.
Vamos conhecer um pouco sobre ele.
Conceito: é o documento elaborado com a finalidade de avaliar o desempenho de um a empresa, entidade ou instituição. A sua
elaboração é essencial para acompanhar e melhorar o funcionamento destas organizações. É através do relatório que o dirigente ou
gestor toma conhecimento dos dados e informações relativos às diversas áreas da organização e de suas atuações.
A redação do relatório administrativo deve utilizar uma linguagem mais técnica referente à área de atuação da organização, porém,
sua linguagem deve ser clara e objetiva;
A apresentação das informações e dos dados é feita de forma descritiva, devendo-se fazer, também, uma análise dos fatos ocorridos;
Em sua elaboração é comum a utilização de tabelas e gráficos, que têm o objetivo de sintetizar os dados e informações, bem
como, ilustrar fenômenos ocorridos.
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A estrutura usual de um relatório administrativo é a seguinte:
a) Capa;
b) Folha de rosto;
c) Sumário;
d) Introdução ou apresentação;
e) Conclusão e logo após local,
f) Data e assinatura do relator (logo abaixo da conclusão);
g) Referências;
h) Anexos
14 - CIRCULAR
Texto utilizado para comunicação simultânea da mensagem a várias pessoas.
CIRCULAR INTERNA: Diretor ou chefe remete a mesma mensagem a 2 ou mais subordinados:
• informações sobre o curso de providências já solicitadas
• previsão de despesas com material ou pessoal etc
• providências para a realização de atividade, cumprimento de ordens, implementação de projeto
• opinião ou parecer técnico sobre assunto que envolva diversas áreas
• decisão sobre assunto de diversas áreas
• recomendação sobre a observância de norma aplicável a diversas áreas.
CIRCULAR EXTERNA: Secretário-Geral de um Ministério faz comunicação ou solicitação, idêntica e na mesma data, aos
dirigentes dos órgãos subordinados.
15 - ALVARÁ
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Alvará é o documento firmado por autoridade competente, certificando, autorizando ou aprovando atos ou direitos.
16 - CERTIDÃO
Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se
encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumidas,
desde que exprimam fielmente o conteúdo do original.
Observação:
Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição pública, é
obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, XXXIV, b).
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à esquerda, sobre o texto, com numeração.
2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da Certidão.
3. Local e data, por extenso, em seqüência ao texto.
4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia maior.
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CERTIDÃO
CERTIFICO, a pedido verbal da parte interessada e à vista dos registros existentes na Seção do Pessoal, que a
Senhora................ocupa, atualmente, o cargo de Chefe de Secretaria, do Quadro de Pessoal da
Secretaria..................., do Setor Administrativo, para o qual foi nomeada pelo Ato nº ...., de dois de agosto de mil
novecentos e noventa e nove, tendo tomado posse e entrado em exercício na mesma data, ficando lotada na
.................... deste Município. CERTIFICO ainda que, as atribuições inerentes ao referido cargo se acham
enumeradas no artigo ............ da Lei nº 185, de 01 de Janeiro de 1990. CERTIFICO finalmente que, a Senhora
........ foi efetivada no cargo de Chefe de Secretaria desde a data de sua nomeação até a data em que é expedida a
presente certidão. Do que, para constar, eu, .........................., Auxiliar Administrativo, nível 7A, extraí a presente
certidão, aos nove dias do mês de maio de dois mil e onze, a qual vai devidamente conferida e assinada pelo
Senhor..................., Chefe da Seção de Pessoal, e visada pelo Senhor ..................., Diretor da Divisão
Administrativa da Secretaria..................................
São Paulo, 10 de setembro de 2010.
Visto:
_____________________ _______ ________________________________
NOME NOME
Diretorda Divisão Administrativa Chefe da Seção do Pessoal
17 - DESPACHO
É espécie do gênero ato administrativo ordinatório.
Os despachos podem ser informativos (ordinatórios ou de mero expediente) ou decisórios. Podem ter conteúdo de mera
informação dando prosseguimento a um processo ou expediente ou conter uma decisão administrativa.
Observações:
1 - O Despacho não deve ser exarado na mesma folha do original submetido à autoridade, e sim em folha separada, para
permitir o correto arquivamento dos autos.
2 - A publicação do Despacho é o princípio que tem por objetivo assegurar moralidade administrativa, excetuados os
Despachos considerados sigilosos.
Suas partes componentes são:
1. Destinatário, precedido da preposição adequada.
2. Texto que expressa o teor da decisão.
3. Local e data, por extenso.
4. Assinatura, nome e cargo da autoridade que exara o Despacho.
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18 - PARECER
Manifestação de órgãos especializados sobre assuntos submetidos à sua consideração;
indica a solução, ou razões e fundamentos necessários à decisão a ser tomada pela autoridade competente. Pode ser
enunciativo, opinativo ou normativo. Em se tratando de parecer emitido por colegiado, este somente surtirá efeitos se aprovado
pelo plenário, caso em que deve ser explicitado no documento.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra PARECER), seguido de numeração e sigla do órgão em letras maiúsculas.
2. Número do processo, seguido de numeração e sigla do órgão em letras maiúsculas.
3. Ementa da matéria do Parecer, em letras maiúsculas e à direita da página.
4. Texto paragrafado, analisando a matéria em questão e formulando o Parecer.
5. Data, por extenso.
6. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que emite o Parecer.
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19 - PORTARIA
Ato pelo qual as autoridades competentes (titulares de órgãos) determinam providências de caráter administrativo, visando a
estabelecer normas de serviço e procedimentos para o(s) órgão(s), bem como definir situações funcionais e medidas de ordem
disciplinar.
Suas partes componentes são:
1. Título ( a palavra PORTARIA), seguido da sigla do órgão, numeração e data, em letras maiúsculas, e em negrito.
2. Ementa da matéria da Portaria, em letras maiúsculas, à direita da página.
3. Preâmbulo: denominação completa da autoridade que expede o documento, em maiúsculas e negrito; fundamentação legal,
seguida da palavra RESOLVE, também em maiúsculas, acompanhada de dois pontos, à esquerda da folha.
4. Texto, subdividido em artigos, parágrafos e alíneas, explicitando a matéria da Portaria.
5. Local e data, por extenso.
6. Assinatura, nome e cargo da autoridade que subscreve a Portaria.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
GABINETE DA REITORIA
CAMPUS UNIVERSITÁRIO REITOR JOÃO DAVID FERREIRA LIMA - TRINDADE
CEP: 88040-900 - FLORIANÓPOLIS - SC
TELEFONE (048) 3721-9320 - FAX (048) 3721-8422
E-mail: gabinete@reitoria.ufsc.br
PORTARIA N.º X/2012/GR, DE 10 DE JUNHO DE 2012.
DISPÕE ACERCA DA NOMEAÇÃO DE FULANA DE TAL
A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, no uso de suas atribuições
estatutárias e regimentais, tendo em vista o que consta no Memorando n.º 1/2012/PPGN/CCS/UFSC, de 29 de maio
de 2012,
R E S O L V E:
Designar Fulana de Tal, Assistente em Administração, MASIS n.º 000000, SIAPE n.º 0000000, para
exercer as funções de Chefe do Serviço de Expediente da Coordenadoriado Programa de Pós-Graduação em
Nutrição do Centro de Ciências da Saúde, código FG-X, integrante do Quadro Distributivo de Cargos de Direção e
Funções Gratificadas.
Os efeitos financeiros vigorarão a partir da publicação desta Portaria no Diário Oficial da União.
______________________________
ROSELANE NECKEL
20 –EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os
Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
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Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a
exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante.A
exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha
caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.No
primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República,
sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
21- MENSAGEM
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional (ou Assembleia Legislativa ou Câmara
Municipal) matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de
tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação, do Estado ou Município.
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As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira.
b) encaminhamento de medida provisória.
c) indicação de autoridades.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por mais de 15 dias.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV.
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
h) comunicação de sanção
i) comunicação de veto
Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda:
Mensagem n
o
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem
esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de seu signatário.
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NUMERAÇÃO DAS PARTES DE UMA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL
Artigo: até o artigo nono (art. 9o), adota-se a numeração ordinal. A partir do de número 10, emprega-se o algarismo arábico
correspondente, seguido de ponto-final (art. 10). Os artigos serão designados pela abreviatura "Art." sem traço antes do início
do texto. Cada artigo deve tratar de um único assunto.
Parágrafos (§§): desdobramentos dos artigos; numeração ordinal até o nono (§ 9o) e cardinal a partir do parágrafo dez (§ 10).
No caso de haver apenas um parágrafo, adota-se a grafia Parágrafo único (e não "§ único").
Incisos: elementos discriminativos de artigo se o assunto nele tratado não puder ser condensado no próprio artigo ou não se
mostrar adequado a constituir parágrafo. Os incisos são indicados por algarismos romanos.
Alíneas: desdobramentos dos incisos e dos parágrafos; são representadas por letras. A alínea ou letra será grafada em
minúsculo e seguida de parêntese: a); b); c); etc. O desdobramento das alíneas faz-se com números cardinais, seguidos do
ponto: 1.; 2.; etc.
FORMA DE DIAGRAMAÇÃO:
Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé.
símbolos não existentes na fonte Times New Roman - fontes Symbol e Wingdings.
número da página - obrigatório a partir da segunda.
impressão - possível em ambas as faces do papel; Nesse caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias
invertidas nas páginas pares ("margem espelho"); cor preta em papel branco.
início de cada parágrafo - 2,5 cm de distância da margem esquerda.
margem lateral esquerda – mínimo de 3,0 cm de largura.
margem lateral direita - 1,5 cm.
espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo (uma linha em branco).
sobriedade do documento.
papel de tamanho A-4.
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O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 31
4 – QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS
1. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.55) O Manual de Redação da Presidência
da República busca normatizar a documentação e a redação oficial no Brasil. Além disso, procura a consolidação
de uma cultura administrativa de profissionalização dos servidores públicos e de respeito aos princípios constitucionais
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, com a consequente melhoria dos serviços
prestados à sociedade. Esse Manual também traz modelos para os documentos oficiais. Nesse sentido, assinale a
alternativa que indica a qual gênero textual pertence o modelo a seguir:
a) Ofício.
b) Memorando.
c) Relatório.
d) Aviso.
e) Requerimento.
2. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.54) Sobre a Portaria, documento de ato
administrativo de uma autoridade pública, assinale a alternativa correta.
a) É a forma pela qual a autoridade de nível inferior ao Chefe do Executivo fixa normas gerais para disciplina e
conduta de seus subordinados (atos normativos e ordinatórios).
b) É a forma pela qual são expedidos os atos de competência privativa ou exclusiva do Chefe do executivo. Tem a
função de promover a fiel execução da lei.
c) É a forma pela qual são expedidas comunicações administrativas entre autoridades ou entre autoridades
particulares (atos ordinatórios).
d) É a forma pela qual s órgãos consultivos firmam manifestações opinativas acerca de questões que lhe são postas
a exame. Não vincula a autoridade (atos enunciativos).
e) É a forma pela qual as autoridades firmam determinações para que as pessoas realizem atividades a que estão
obrigadas (atos ordinatórios).
3. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.56) Um Edital é escrito, por exemplo, quando
uma reunião precisa ser convocada, anunciando ou tornando público o fato a ser conhecido, no caso, uma reunião
ordinária ou extraordinária. Outros tipos de Edital são possíveis, como Edital de Casamento, Edital de Citação e Edital
de Praça. Para definir o Edital de Citação, assinale a alternativa correta.
a) É a solenidade dos proclamas, devendo ser formulado pelo escrivão.
b) Serve para cumprir chamada inicial à pessoa não encontrada ou que se encontre em local desconhecido ou de
difícil acesso.
c) Utilizado para anunciar a venda em hasta pública.
d) Para reuniões em geral, ordinária ou extraordinária.
e) O funcionário responsável pela sua formulação informa sobre a cerimônia que se pretende realizar.
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4. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.57) Ainda, sobre o documento oficial
pertencente ao gênero Edital, assinale a alternativa INCORRETA.
a) É um ato escrito oficial em que há determinação, aviso, postura, citação, etc., que é afixado em lugares públicos
ou se anuncia na imprensa tanto para conhecimento geral, quanto para conhecimento de alguns interessados.
b) A abertura de um concurso público são divulgadas através de edital.
c) Edital é um ato da Administração Pública pelo qual se faz divulgar pela imprensa, ou nos lugares públicos, certa
notícia, fato ou ordem, que deva ser divulgada ou difundida, para conhecimento das próprias pessoas nele
mencionadas, bem como às demais interessadas no assunto.
d) O edital pode ter diversas formas de divulgação oficial de atos administrativos, como um ato oficial contendo
aviso, citação, determinação etc., que a autoridade competente ordena que seja publicada em imprensa oficial ou
não. Um exemplo é a abertura de uma licitação.
e) O edital pode ter forma de correspondência no serviço público oficial entre autoridades da mesma categoria ou
de interiores a superiores hierárquicos. É também considerada uma forma de correspondência protocolar entre
entidades públicas ou particulares.
5. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.58) O comunicado é um tipo de aviso ou
recado oficial que é utilizado com o objetivo de passar uma determinada informação. Uma empresa, um colégio,
órgãos da administração pública, entre outros costumam promover eventos, reuniões, etc., com divulgação nos
meios de comunicação. Essa divulgação é feita através do comunicado. Assinale a alternativa que apresenta
corretamente as duas formas de circulação que um comunicado pode ter:
a) Interna ou particular, de acordo com o objetivo de quem faz o comunicado.
b) Externa ou privada, de acordo com o departamento da instituição.
c) Interna ou externa, de acordo com o objetivo do comunicado.
d) Externa ou pública, de acordo com o objetivo do comunicado.
e) Pública ou privada, de acordo com o objetivo do comunicado.
6. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.59) Aviso e ofício são duas modalidades de
comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre elas é que o aviso é expedido exclusivamente
por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas
demais autoridades. Sendo assim, assinale a alternativa que indica qual é a finalidade de ambos.
a) O tratamento de assuntos extraoficiais pelas empresas em geral.
b) O tratamento de assuntos extraoficiais pelos órgãos da Administração Privada entre si.
c) O tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Privada entre si.
d) O tratamento de assuntos extraoficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do oficio,
também com particulares.
e) O tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do oficio, também
com particulares.
7. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.60) O requerimento é uma petição por
escrito, segundo as normas legais, na qual se solicita alguma coisa a uma entidade oficial, da justiça ou da
administração. Sobre sua intencionalidade comunicativa, assinale a alternativa correta.
a) Requerer algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar
providências; publicar resultado de processo seletivo; obter determinado documento.
b) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar
providências; convocar um ou mais sessões; expedir determinações a serem executadas.
c) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar
providências; obter determinado documento.
d) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter, obter informações sobre determinado assunto; solicitar
providências; convocar um ou mais sessões; tratar de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si.
e) Requerer algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar
providências; publicar resultado de processo seletivo; divulgar oficialmente atos administrativos.
8. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/ 2013-COPEVE].(Q.59) Caso o Reitor de uma universidade
federal precise emitir um documento para expedir instruções sobre a organização e funcionamento de serviço dessa
universidade, ele utiliza:
a) Ordem de Serviço.
b) Portaria.
c) Comunicação interna.
d) Edital.
e) Instrução de Serviço.
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9. [Agente Adm.-(NM)-Pref. Munic. Rio Maria/2013-FADESP]. (Q.24) Ao se dirigir oficialmente ao Prefeito de seu
município, o servidor deve utilizar a forma de tratamento __________ e o vocativo __________.
A alternativa que completa a frase anterior é
a) Vossa Excelência / Meritíssimo Gestor Municipal.
b) Vossa Senhoria / Eminente Administrador Municipal.
c) Vossa Senhoria / Magnífico Senhor Prefeito.
d) Vossa Excelência / Excelentíssimo Senhor Prefeito.
10. [Agente Adm.-(NM)-Pref. Munic. Rio Maria/2013-FADESP]. (Q.25) A expressão correta no que diz respeito à
utilização da forma de tratamento para autoridade de sexo masculino é
a) Vossa Senhoria está sendo convidado a assistir ao III Encontro de Servidores Municipais.
b) Vossa Excelência será informada a respeito das conclusões do Congresso Municipal de Educação.
c) Vosso Senhor está sendo convocado a participar de reunião com o Prefeito Municipal.
d) Vossa Excelência foi omissa no cargo público em questão.
INSTRUÇÃO: Leia o documento abaixo, fictício, para responder às questões de 11 e 12
11. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.37) Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas
numeradas de I a V de acordo com as regras do Manual de Redação da Presidência da República.
a) Memorando, Ao Senhor, Ilustríssimo Senhor Ministro, Vossa Magnificência, Atenciosamente.
b) Aviso, Ao Senhor, Excelentíssimo Senhor Ministro, Vossa Senhoria, Cordialmente.
c) Ofício, A Sua Excelência o Senhor, Senhor Ministro, Vossa Senhoria, Respeitosamente.
d) Of., Ao Digníssimo Senhor, Prezado Senhor, Vossa Magnificência, Respeitosamente.
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12. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.38) Em relação às características fundamentais na redação de documentos
oficiais, segundo o Manual de Redação da Presidência da República, marque V para as afirmativas verdadeiras e F
para as falsas.
( ) Para assegurar ao interlocutor a compreensão da mensagem emitida, é necessário o uso de expressões e
clichês do jargão burocrático.
( ) A mensagem contida no documento oficial deve apresentar uma única interpretação e ser estritamente
impessoal.
( ) Como é um documento assinado por autoridade de instituição pública, a linguagem deve ser informal e
marcada por impressões individuais de quem comunica.
( ) O uso da linguagem rebuscada é imprescindível para desenvolver comunicação plena entre os órgãos
públicos.
Assinale a sequência correta.
a) V, F, V, V
b) F, V, F, F
c) F, V, V, F
d) V, F, F, V
13. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.21) Sobre o documento Ata, analise as afirmativas.
I - Registro minucioso, claro e fiel das ocorrências de uma reunião de pessoas para um determinado fim previamente
divulgado.
II - Por se tratar de documento de valor jurídico, deve ser lavrada de forma que nada lhe poderá ser acrescentado
ou modificado.
III - O tempo verbal utilizado é o pretérito perfeito do indicativo.
IV - Ao constatar erro durante a escrita da ata, emprega-se a frase “Em tempo: onde se lê...., leia-se....”, retificando
assim a informação registrada.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II e III, apenas
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas
d) I, II, III e IV.
14. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2011].(Q.24) Na elaboração de um texto no padrão oficial, deve-se:
a) Dominar o assunto e ser subjetivo na linguagem.
b) Usar expressões pessoais e demonstrar respeito ao destinatário.
c) Transmitir as informações com concisão e clareza.
d) Utilizar o fecho Respeitosamente para qualquer destinatário.
e) Fazer concordância dos pronomes de tratamento com outros pronomes na segunda pessoa gramatical.
15. (Assist. Adm.-UFMT/2011).(Q.25) Em um órgão público, a autoridade competente designa membros para
constituírem comissão por meio de
a) Portaria.
b) Memorando.
c) Atestado.
d) Declaração.
e) Certidão.
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16. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2011].(Q.26) Em relação às especificidades do documento ata, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Documento oficial em que se registra de modo resumido, claro e fiel, as ocorrências de uma reunião de
pessoas para determinado fim previamente divulgado em edital de convocação.
( ) Correspondência oficial utilizada para tomada de preços e fixada em lugares públicos ou anunciada na
imprensa.
( ) No cabeçalho, deve constar o número da ata ou reunião e a denominação do grupo que se encontra
reunido.
( ) Na abertura, deve constar, por extenso, dia, mês, ano, hora e local da reunião, nome de quem preside e a sua
finalidade.
Assinale a sequência correta.
a) F, V, V, F
b) V, V, F, F
c) V, F, F, V
d) V, F, V, V
e) F, V, F,
17. [Téc. Jud.-(Ár. Adm.)-(CH08)-(T1)-TRE-SP/2012-FCC].(Q.10) Constante de correspondência oficial enviada a um
Ministro de Estado, a frase redigida de modo correto e adequado é:
a) Solicitamos a Sua Excelência, Senhor Ministro, que avalieis a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária,
que enviamos anexo à esse documento.
b) Solicitamos a Sua Excelência, Senhor Ministro, que avalies a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária,
que enviamos anexada a este documento.
c) Solicitamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, que avalie a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária,
que enviamos anexa a este documento.
d) Solicitamos a Vossa Senhoria, Senhor Ministro, que avalie a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária,
que enviamos anexado à este documento.
e) Solicitamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, que avalieis a proposta de pauta para a próxima reunião
ordinária, que enviamos em anexo a esse documento.
18. [Téc. Jud.-(Ár. Ap. Esp.)-(Espec. Oper. Comp.)-(CI09)-(T1)-TRE-SP/2012-FCC].(Q.30) O trecho redigido de acordo
com as qualidades exigidas em um documento oficial, principalmente clareza e correção, é:
a) Em obediência às normas deste Departamento, encaminhamos este relatório, que tem por objetivo informar a V.
Sa. o andamento de nossos serviços durante o bimestre, em que as metas foram integralmente cumpridas.
b) Enquanto Chefe deste Departamento, devo dirigir-me à V. Sa. para que sabeis dos nossos procedimentos durante
o bimestre, com a meta a ser atingida por nossos serviços, já determinada antes.
c) Devemos encaminhar a V. Sa. este relatório de que, na qualidade de Chefe do Departamento, damos conta dos
nossos serviços no bimestre, feitos com toda a boa vontade de atender bem nosso público.
d) Me dirijo a V. Sa., como o Chefe deste Departamento, para informar-vos que estamos atingindo a meta prevista
de realização no bimestre, em que atuamos de acordo com as regras estabelecidas.
e) Cumprimos nosso dever, como o Chefe do Departamento, para informar V. Sa. que o andamento dos nossos
serviços se saiu de acordo com o que já estava sendo previsto desde o início, meta que conseguimos, felizmente,
atingir.
19. [Téc. Jud.-(Ár. Adm.)-(CH08)-(T1)-TRE-CE/2012-FCC].(Q.10) As normas de redação dos documentos oficiais estão
inteiramente respeitadas em:
a) Devemos informar a V. Exa., com a máxima exatidão o que vem acontecendo nas nossas unidades de prestação
de serviços a esta comunidade, criando então problemas de reclamações que não podemos atender.
b) Nos dirigimos, com todo respeito, à V. Exa., para informar que estamos providenciando mudanças em nossa sede,
no sentido de atender essas pessoas em condição melhor e assim evitar as freqüentes queixas que chegam a V. Exa.
c) Para que V. Exa. fiqueis sabendo, é nosso dever informar-vos, nossa equipe de atendimento ao público vem
desenvolvendo esforços no sentido de bem encaminhar as solicitações que nos enviam.
d) Dirigimo-nos a V. Exa. para esclarecer os fatos que deram origem às queixas enviadas a esse órgão e informar as
providências que estão sendo tomadas quanto à qualidade e à agilidade na prestação de nossos serviços.
e) É com a devida atenção que enviamos à esse órgão superior, as informações que necessitam para V. Exa.
mandar realizar algumas alterações em nosso serviço, o qual precisa ser remodelado para atender com maior
presteza o público.
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20. [Téc. Bancário I-(CC03)-(T1)-BANESE/2012-FCC].(Q.10) As qualidades exigidas na redação de um documento
oficial estão respeitadas em:
a) Mui prezado Senhor: estou vos encaminhando este relatório para comprovar que não houveram os problemas
denunciados a esta diretoria, e bem como justificar o que nós estamos fazendo, para atender com satisfação o
nosso público.
b) Já que nos é necessário, estamos enviando a V. Sa., este relatório, que vai mostrar como o andamento dos nossos
serviços estão sendo feitos de modo seguro e profissional, sem interferências desastrosas para chegar à nossa meta
de produção.
c) No envio deste, estamos apresentando à V. Sa., como nos compete ao final do semestre, uma demonstração do
que foi feito nesse tempo, aqui no nosso setor, com propostas de melhorar o atendimento ao público e atingir metas.
d) Encaminhamos a V. Sa. este relatório, que expõe as atividades realizadas durante o semestre, período em que foi
atingida a meta de produtividade, com a obtenção de lucros consistentes.
e) É este o relatório que vos enviamos a V. Sa., no sentido de que tomeis o devido conhecimento do que foi feito
neste semestre, com os lucros que se obteve nas atividades por nós desempenhadas.
21. [Escriturário-(CESC)-(T1)-BB/2011.3-FCC].(Q.20) A frase cuja redação está inteiramente correta e apropriada para
uma correspondência oficial é:
a) É com muito prazer que encaminho à V. Exa. Os convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se fará
homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, importantíssima na execução dos nossos serviços.
b) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para
informar de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já está sendo tomadas, para evitar-se os
atrasos dos prazos.
c) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que chegaram nossos analistas sobre as condições de
funcionamento deste setor, bem como as providências a serem tomadas para a consecução dos serviços e o
cumprimento dos prazos estipulados.
d) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se possa estar tomando as medidas mais do que importantes
para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos trâmites legais dos documentos que passam por
aqui.
e) Peço com todo o respeito a V. Exa., que tomeis providências cabíveis para vir novos funcionários para esse nosso
setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar todos os documentos que precisamos enviar.
22. [Escriturário-(CESC)-(T1)-BB/2011.2-FCC].(Q.20) A redação inteiramente apropriada e correta de um documento
oficial é:
a) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em
vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
b) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais
para os departamentos que foram recentemente criados.
c) Estou encaminhando a presença de V. Sa. este jovem, muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os
problemas do sistema de informatização de seu gabinete.
d) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal aqui neste departamento, faltaram um número grande de
servidores para os andamentos do serviço.
e) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar de quais providências vão ser tomadas para resolver essa
confusão que foi criado pelos manifestantes.
23. [Escriturário-(C01 a 06)-(T1)-BB/2011.1-FCC].(Q.20) Analise:
1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima referido, vimos encaminhar a V. Sa. as informações
referentes ao andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor.
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para o cumprimento dos prazos
estipulados e o atingimento das metas estabelecidas.
A redação do documento acima indica tratar-se
a) do encaminhamento de uma ata.
b) do início de um requerimento.
c) de trecho do corpo de um ofício.
d) da introdução de um relatório.
e) do fecho de um memorando.
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24. [Escriturário-(CA01)-(T1)-BB/2010-FCC].(Q.10) A respeito dos padrões de redação de um ofício, é INCORRETO
afirmar que:
a) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.
b) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local de onde é expedido e a data em que foi assinado.
c) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do documento.
d) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, respeitando-se a formalidade que deve haver nos
expedientes oficiais.
e) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por exemplo: Agradeço a V. Sa. a atenção dispensada.
25. [Of. Def. Pública-(T1)-DPE-SP/2010-FCC].(Q.20) A afirmativa INCORRETA, considerando-se a redação de um
ofício, é:
a) O local e a data devem aparecer por extenso, com alinhamento à direita da página.
b) Devem constar o tipo e o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.
c) Deve haver identificação do signatário, constando nome e cargo abaixo da assinatura, exceto se for o Presidente
da República.
d) O fecho deve conter as expressões Respeitosamente ou Atenciosamente, de acordo com a autoridade a que se
destina o documento.
e) É facultativa a indicação do teor do documento, ou seja, o assunto, pois ele vem expresso no corpo do ofício.
GABARITO (25 QUESTÕES)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
B A B E C E C B D A C B B C A D C A D D C B C E E

Marcio ufms

  • 1.
    Neon Concursos Ltda AtividadeEconômica: educação continuada, permanente e aprendizagem profissional Diretora: Maura Moura Dortas Savioli Empresa fundada em janeiro de 1998 ANO XVIII – Av. Mato Grosso, 88 – Centro – Campo Grande – Mato Grosso do Sul Fone/fax: (67) 3324 - 5388 www.neonconcursos.com.br Aluno(a): ______________________________________________________________________ Período: _______________________________ Fone: __________________________________ Equipe Técnica: John Santhiago Arlindo Pionti Johni Santhiago Mariane Reis PROFESSOR: Márcio Sobrinho TEORIA E 176 QUESTÕES DE PROVAS (COPEVE E FAPEC) MATERIAL CONTENDO UFMS - 2015 LÍNGUA PORTUGUESA ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO
  • 3.
    SUMÁRIO UNIDADE 1 FONÉTICAE FONOLOGIA ................................................................................................................................................3 UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA.................................................................................................................................................6 UNIDADE 3 SEMÂNTICA ........................................................................................................................................................................8 UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ......................................................................................10 UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS ....................................................................................................................................................13 UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” ....................................................................................................................32 UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA .........................................................................................................................................................35 UNIDADE 8 PONTUAÇÃO ...................................................................................................................................................................46 UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS ..................................................................................................................................................49 UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL.....................................................................................................................................51 UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL......................................................................................................................................54 UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL ..........................................................................................................................................56 UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL........................................................................................................................................................59 UNIDADE 14 CRASE ...........................................................................................................................................................................62 UNIDADE 15 COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS .............................................................................................................................64 UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA ............................................................................................67 PROVAS DE CONCURSOS...................................................................................................................................................................71 GABARITOS.........................................................................................................................................................................................115
  • 5.
    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 3 LÍNGUA PORTUGUESA UNIDADE 1 FONÉTICA E FONOLOGIA Estuda os sons como são produzidos a partir de um significante dado:               se tônicoa tsomT Táxi:Ex. isomi ksonsx somá 1 – Classificação das Letras e dos Fonemas  Letra é representação gráfica (vogal, semivogal e consoante).  Fonema é a realização sonora da letra (fonema vocálico, fonema neutro, fonema consonantal). Veja a relação: 1. Fonema vocálico é representado pelas vogais. 2. Fonema neutro é representado pelas semivogais. 3. Fonema consonantal é representado pelas consoante. Observação: Para se contar o número de letras e de fonemas, siga o seguinte macete  Dígrafo = duas letras que correspondem a um fonema e este pode ser vocálico ou consonantal.  Dígrafo Consonantal: duas letras representando apenas um fonema consonantal. São eles: rr, ss, nh, lh, sc, sç, xc, ch, nh, qu, gu Exemplo: Quantas letras, fonemas e dígrafos há na palavra Exceção 7L (e-x-c-e-ç-ã-o) / 1D (xc)  F = L – D  F = 7 – 1  F = 6 Resposta: 7L 1D 6F  Dígrafo Vocálico: duas letras representando apenas um fonema vocálico. São eles: am, an /ã/, em, em /ẽ/, im, in /ĩ/ om, on /õ/, um, um /ũ/ Exemplo: campo = 5L (c-a-m-p-o) / 1D / 4F Observação 1: Tal macete não funciona em duas situações: 1ª) Quando o ―x‖ possui valor de ―ks‖ Exemplo: táxi = 4L e 5F 2ª) Quando possuir a consoante ―h‖, pois essa não possui valor fonético. Exemplo: hotel = 5L e 4F Observação 2: Os conjuntos ―am‖ e ―em‖ podem representar, foneticamente, ditongos decrescentes nasais. Isso ocorrerá em palavras como: Amavam: ―am‖ possui som de /ãu/ Também: ―em‖ possui som de /ẽi/ Fonemas = Letras – Dígrafos F = L – D
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 4 2 – Sílabas É a menor unidade da palavra que possui como núcleo uma vogal. Devido a isso, o número de sílabas de uma pa- lavra será igual ao número de vogais. Exemplo: caneta possui três sílabas – ca-ne-ta – e três vogais – a – e – a. Além disso, as palavras podem ser classificadas: 1º) Quanto ao número de sílabas na palavra. – monossílabas  nó, chá (uma sílaba) – dissílabas  chalé, porta (duas sílabas) – trissílabas  música, íamos (três sílabas) – polissílabas  paralelo, dicionário (mais de três sílabas) 2º) Quanto à tonicidade – tônica = músculo (mus) – átona = chalé (cha) – subtônica = somente (so) Observação 1: A subtônica só ocorre em palavras derivadas, pois recebe tal classificação a sílaba tônica da palavra primitiva. Exemplo: chapéu (palavra primitiva) sílaba tônica cha peu zi nho (palavra derivada) sílaba tônica sílaba subtônica  A sílaba tônica da palavra primitiva tornar-se-á subtônica na derivada. Observação 2: A átona será toda sílaba diferente da tônica e da subtônica. Além disso, podem ser classificadas como pretônica e postônica. Tais classificações só são empregadas nas sílabas vizinhas à tônica. Exemplo: história: his ( átona pretônica ), tó ( tônica ), ria ( átona postônica ) 3º) Quanto à posição da sílaba tônica - Oxítona: a última sílaba é a tônica. Exemplo: ureter, cateter, sutil, jiló, chalé. - Paroxítona: a penúltima sílaba é a tônica. Exemplo: apóio, apoio, flúor, grátis, Márcio. - Proparoxítona: a antepenúltima sílaba é a tônica. Exemplo: último, ímpares, díspares, sílaba, tônico. 3 – Encontros Vocálicos a) Ditongo É o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com outra vogal. Por isso, há: 1º) Ditongo Crescente – encontro de semivogal com vogal. Exemplo: História (ia)  i – semivogal a – vogal 2º) Ditongo Decrescente – encontro de vogal com semivogal. Exemplo: Jóquei (ei)  e – vogal i – semivogal
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 5 Observação: Dependendo da classificação vogal, o encontro vocálico também pode ser classificado como oral e nasal. Além disso, o oral pode ainda ser aberto e fechado. Exemplo: ação - /ãu/ ditongo decrescente nasal Quando - /uã/ ditongo crescente nasal Íeis - /ei/ - ditongo decrescente oral fechado Anéis - /éi/ - ditongo decrescente oral aberto História - /ia/ - ditongo crescente oral aberto Mário - /io/ - ditongo crescente oral fechado b) Tritongo É o encontro inseparável de uma semivogal, uma vogal com outra semivogal. Exemplo Paraguai (uai)  u – semivogal a – vogal i – semivogal Além disso, eles podem ser: 1º) Oral – quando a vogal for oral. Exemplo Uruguai (a) – oral. 2º) Nasal – quando a vogal for nasal. Exemplo saguão (ã) – nasal. c) Hiato É o encontro de uma vogal com outra que permanecem em sílabas diferentes. Exemplo: Saúde – sa-ú-de. Observação: Qualquer encontro de vogais iguais é classificado como hiato. Exemplo: Saara, xiita, caatinga, veemência
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 6 UNIDADE 2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 1 – Regras de Acentuação 1º) Acentuam-se todas as proparoxítonas. Exemplo: Ortográfico, gástrico, íamos, hífenes. 2º) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: MACETE: Us/ei /um/ l/i/r/ão /n/ /on/x/ps (Macete que sintetiza as terminações das paroxítonas acentuadas.) us – vírus ei – (ditongo) - jóquei, história um – álbum / álbuns l – amável i(s) – júri / lápis r – repórter ão(ã) – órgão / órfã n – hífen on – próton x – ônix ps – bíceps Obs.: Ao ser justificado o uso de acento paroxítono, faça-o assim: Exemplo: dicionário – paroxítona terminada em ditongo crescente (io). 3º) Acentuam-se as oxítonas terminadas em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖, ―em‖ ou ―ens‖. Exemplo.: sofá, ananás, café, revés, dominó, retrós, refém, parabéns. 4º) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em ―a(s)‖, ―e(s)‖, ―o(s)‖. Exemplo: má, pás, ré, mês, dó, nós Observação: Monossílabo tônico terminado em ―u‖ não recebe acento. Exemplo: nu 5º) Acentuam-se os ditongos abertos ―éi‖, ―éu‖, e ―ói‖. Exemplo: lençóis, anéis, véu. Observação 1: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009,.não se aplica mais para as palavras paroxítonas. Vocábulos como assembleia, apoio, Coreia devem ser grafadas sem acento. 6º) Acentuam-se o ―i‖ e o ―u‖ tônicos que formarem hiato com a vogal anterior e estiverem sós ou juntos de ‖s‖. Exemplo: saída, saúde, saíste. Observação: ―Sairdes‖ não recebe acento pois o ―i‖ está junto de ―r‖. SA - IR - DES ―Sem acento‖ Observação: De acordo com a reforma de 2009, se a regra do hiato ocorrer em palavra paroxítona e antes houver um ditongo, não mais ocorrerá acento gráfico. Exemplo disso é a palavra feiura ( fei-u-ra ). Observação: As paroxítonas terminadas em ens não recebem acento. Exemplo: hifens, itens, polens, jovens.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 7 7º) Acento diferencial, usa-se o acento para diferenciar palavras homônimas. Exemplo.: pôr (verbo) por (preposição) pôde (pret. Perfeito) pode (presente) têm (3ª pessoa plural) tem (3ªpes singular) vêm (3ª pessoa plural) vem (3ªpes singular) Observação: 1. O acento diferencial das paroxítonas está extinto conforme a reforma ortográfica de 2009. Exceção ape- nas para o par ―pôde‖ X ―pode‖. 2. São facultativos forma X fôrma e demos X dêmos Regras extintas 1º) Acentua-se a primeira vogal dos encontros vocálicos ―êe‖ e ―ôo‖, quando forem tônicas. Exemplo: Vôo, vêem. Observação: Para o encontro ―ee‖, lembre-se de credeleve, pois temos aí as únicas palavras acentuadas. Veja: CRE DE LE VE vêem lêem dêem crêem Observação 1: Não existe têem, pois no português grafa-se ―ele tem‖, ―eles têm‖ e ―ele retém‖, ―eles retêm‖. Observação 2: Esta regra, conforme a nova reforma ortográfica de 2009, está extinta. 2º) Usa-se trema nos conjuntos ―qu‖ e ―gu‖ seguidos pelas vogais ―e‖ ou ―i‖ com ―u‖ pronunciado. Exemplo: cinqüenta, tranqüilo, aguentar, linguiça. Observação: O trema, salvo em palavras estrangeiras como ―Muller‖, não se usa Língua Portuguesa, con- forme a reforma pela qual a língua passou em 2009.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 8 UNIDADE 3 SEMÂNTICA 1 – Conceito É a parte da linguística que estuda a significação. ―A palavra e o seu sentido: a polissemia‖ Uma palavra pode apresentar mais de um significado (como nos indicam os dicionários) de tal modo que somente o contexto (a frase, o texto) determina o seu sentido: Veja: Aquela ave está perdendo as penas. (plumas) Quebrei a pena de sua caneta. (lâmina da caneta) 2 – A Relação Semântica entre as Palavras 1 – Sinonímia: Palavras que apresentam sentido parecido e podem ser trocadas umas pelas outras. Exemplo.: A fantasia foi feita com penas. A fantasia foi feita com plumas. Obs.: Lembre-se de que não há sinônimos perfeitos. Cada palavra possui em si uma significação mais ampla ou mais restrita. Exemplo.: bicho – inseto oculista – oftalmologista belo – bonito 2 – Antonímia: Palavras que apresentam oposição de sentido Exemplo: bonito – feio Podem ser representados por: a) Radicais diferentes. Exemplo: antigo - novo b) Por prefixo. Exemplo: infeliz - feliz 3 – Homonímia: Palavras foneticamente iguais que possuem sentidos diferentes. Exemplo: são (verbo ser / eles são) são (saudável) são (santo) são ( verbo ser) Além disso, os homônimos podem ser: a – Homônimos Perfeitos – apresentam mesma grafia e pronúncia. Exemplo: fui (verbo ir - pretérito perfeito) fui (verbo ser - pretérito perfeito) b – Homônimos Homófonos – apresentam grafias diferentes e mesma pronúncia. Exemplo: caçar (apanhar) cassar (anular)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 9 c – Homônimos Homógrafos – apresentam mesma grafia e pronúncia diferente. Exemplo: ele (pronome) ele (substantivo, nome da letra L) 4. Significante e significado ―Saussure pensa que o signo linguístico resulta da união de um conceito com uma imagem acústica...sendo este o significante e aquele o significado.‖ (Adaptado de Edward Lopes) Então, pode-se definir assim:  Significante: parte física, visual.  Significado: definição ou conceito. A associação dos dois cria o vocábulo ou signo linguístico. = ÁRVORE significante significado 5. Polissemia A partir de um significante, podem-se criar várias possibilidades de sentido – um paradigma semântico. Tal fato é próprio da língua, por isso não é um fenômeno restrito a um pequeno grupo de palavras. Exemplo: Embarcação: veleiro; canoa; iate; jangada. / Assistir: ver; ter direito; caber; morar. 6. Hiperonímia: uma palavra com sentido geral em relação a outras com sentido mais restrito. A estas se atribui o nome hipônimos. Exemplo: mamíferos (hiperônimo) cão, gato, leão, tigre, lobo, baleia, morcego ( hipônimos) 3 – Palavras e Seus Efeitos de Sentido 1 – Denotação: Significação básica de uma palavra, levando em consideração a informação que ela traz, sua refe- rência. Exemplo: amásio / amante 2 – Conotação: Significação de uma palavra, considerando o seu sentido subjetivo, circunstancial. Exemplo: irresponsável e desmiolado (uso popular) Observação: Normalmente construído no contexto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 10 UNIDADE 4 ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 1 – Estrutura das Palavras A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos ou morfemas. Exemplo: menininho – menin- + -inho felicidade – felic- + -dade MORFEMA DEFINIÇÃO: Menor unidade de sentido da palavras. 1. ELEMENTOS MÓRFICOS Os elementos mórficos são:  Radical;  Vogal temática;  Tema;  Desinência;  Afixo;  Vogais e consoantes de ligação. 1.1. RADICAL O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos. Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha. 1.2. VOGAL TEMÁTICA VERBAL Possui a função de preparar o radical para receber as desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence. Exemplo: cantar, vender, partir. 1.3. VOGAL TEMÁTICA NOMINAL Possui a função de preparar o radical para receber as desinências nominais de gênero ou número. Exemplo: bolo ( bol- + -o ) As vogais temáticas nominais são –a, -e, -o. OBSERVAÇÃO 1: Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática. Exemplo: parto (radical + desinência) OBSERVAÇÃO 1: 1.4. TEMA: É o radical com a presença da vogal temática. Exemplo: o choro, ele canta.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 11 1.5. DESINÊNCIAS São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em: a) DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria. Exemplo:  gat-( Radical) / -o (desinência nominal de gênero)  Gat- (Radical) / -o (desinência nominal de gênero) / -s (desinência nominal de número) b) DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos. Exemplo: cant-( radical ) / -á(vogal temática) / -va ( desinência modo-temporal ) - mos (desinência número- pessoal) 1.6. AFIXOS São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:  PREFIXOS – quando colocado antes do radical; Exemplo: impróprio  SUFIXOS – quando colocado depois do radical Exemplo: alegremente 1.7. VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras. Exemplos: silvícola, paulada, cafeicultura. 2 – Processo de Formação das Palavras  PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras. Exemplo: pedra, casa, paz, etc.  PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já Existentes. Exemplo: pedreiro (derivada de pedra), livreiro (derivada de livro).  PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical. Exemplo: mesa, palavra, crise.  PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que apresentam dois ou mais radicais. Exemplo: pão-de-ló, planalto, guarda-noturno. Os dois principais processos de formação de palavras são: derivação e composição. 1. DERIVAÇÃO É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras:  Prefixal;  Sufixal;  Prefixal e sufixal;  Parassintética;  Regressiva;  Imprópria.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 12 1.1. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. Exemplo: descrer, impróprio. 1.2. SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical. Exemplo: camiseiro, livreiro. 1.3. PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. Exemplo: anoitecer, pernoitar. 1.4. PREFIXAL E SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo não simultaneamente ao radical. Exemplo: deslealdade, infelizmente 1.5. REGRESSIVA – processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) / O debate foi longo. (do verbo debater) 1.6. IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. Exemplo: O jantar estava ótimo 2. COMPOSIÇÃO É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO. 2.1. JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição. Exemplo: girassol (gira+sol), pé-de-moleque (pé+de+moleque) 2.2. AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. Exemplo: planalto (plano + alto) Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação e onomatopeia. 3. ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta). 4. HIBRIDISMO É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego). 5. ONOMATOPEIA Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 13 UNIDADE 5 CLASSE DE PALAVRAS As palavras da língua portuguesa estão agrupadas em dez classes gramaticais agregadas em duas classificações: 1 – Variáveis             Verbo- Numeral- Pronome- Artigo- Adjetivo- oSubstantiv- Variáveis Obs.: São variáveis as palavras que flexionam em gênero, número, pessoa, modo, tempo ou voz. Exemplo: Eu canto porque o instante existe. E minha vida está completa. Não sou alegre nem triste. Sou poeta. 1.1 – Substantivo Substantivo: nomeia seres e é, normalmente, especificado por outra palavra. Exemplo: ... ―o instante‖ subs. –p especificado por ―o‖ artigo 1º) Gênero – no português, os substantivos, podem ser masculinas e femininas. Por isso, eles podem ser classificados como uniforme ou biforme. 1. Substantivos Biformes São os que apresentam duas formas; uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplo: médico / médica senhor / senhora pai / mãe genro / nora 2. Substantivos Uniformes São os que apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino e, além disso, subdivide-se em epice- no, sobrecomum e comum-de-dois. 2.1. Substantivos Uniformes Epicenos São designativos de animais e para determinar gênero, faz uso dos adjetivos macho e fêmea. Exemplos: o jacaré macho / o jacaré fêmea a onça macho / a onça fêmea
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 14 2.2. Substantivos Uniformes Sobrecomuns São designativos de pessoas. Neste caso, a diferença de uso não é especifica por artigos ou outros determinantes, que são invariáveis. Exemplos: a criança o cônjuge 2.3. Substantivos Uniformes Comuns-de-dois Aqui a diferença é atribuída à variação do especificador. Exemplo: o artista/ a artista o dentista / a dentista o estudante / a estudante 2º) Número – no português, os substantivos podem ser singulares ou plurais. Exemplo: Aluno, mãe, pé-de-moleque ( singular) Alunos , mães, pés-de-moleque ( plural) 1. Plural das palavras simples a) Terminadas em -r ou -z recebem -es Exemplo: mar es vez es cruz es lar es b) Terminadas em -s, se oxítonas, recebem - es. Caso contrário, são invariáveis. Exemplo: ananás - ananases ( oxítona) o lápis - os lápis ( paroxítona) o ônibus - os ônibus ( proparoxítona ) c) Terminadas em l e antecedido por a, e, o, u , troca-se o l por is. Exemplo: animal - animais. anel - anéis farol - faróis paul - pauis Obs.: Se a palavra terminar em - il, haverá duas regras: 1ª ) Se oxítona , troca-se L por - s. Exemplo: barril - barris 2ª ) Se não-oxítonas, troca-se o il por -eis. Exemplo: fóssil - fósseis d) Terminadas em -x , são invariáveis. Exemplo: o tórax/ os tórax 2. Plural das palavras compostas. a – Variam todos os elementos. Substantivo + substantivo Exemplo: cirurgiões-dentistas Substantivo + adjetivo Exemplo: amores-perfeitos Adjetivo + substantivo Exemplo: boas-vidas Numeral + substantivo Exemplo: terças-feiras Verbo + Verbo (iguais) Exemplo: corres-corres
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 15 b – Varia só o primeiro elemento Substantivo + preposição + substantivo Exemplo: pés-de-moleque Substantivo + substantivo qualificador Exemplo: navios-escola c – Varia só o último elemento Verbo + substantivo: Exemplo: beija-flores Advérbio + adjetivo: Exemplo: sempre-vivas Onomatopeia: Exemplo: bem-te-vis Palavra invariável + palavra variável: Exemplo: além-mares. Palavras repetidas: Exemplo: quero-queros. d – São invariáveis Verbo + palavra pluralizada: Exemplo: saca-rolhas Verbo + verbo: Exemplo: leva e traz. (Mas como sentidos opostos) Palavras Como: Exemplo: arco-íris. 1.2 – Adjetivo Adjetivo: qualifica seres. Exemplo: ―Não sou alegre nem triste...‖. Indicam um estado do ―eu‖, palavra substantiva. 1. Gênero = quanto ao gênero, o adjetivo pode ser uniforme e biforme. 1.1. Uniforme = única forma para os dois gêneros. Exemplo: doente, paciente, simples, feliz. 1.2. Biforme = duas formas; uma para o masculino e, outra, para o feminino. Exemplo: simpático (a), bom/boa, novo (a). 2. Número = quanto ao número, o adjetivo pode ser singular e plural. 2.1. Palavras Simples = mesmas regras dos substantivos. 2.2. Palavras Compostas = varia só o último elemento. Adjetivo + adjetivo Exemplo: sapatos marrom-escuros. acordos sócio-luso-brasileiros.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 16 3. Grau = os adjetivos podem ser comparativos e superlativos. Veja esquema abaixo :                               adesuperioridde adeinferioridde relativo analítico sintético absoluto oSuperlativGrau adesuperioridde adeinferioridde igualdadede oComparativGrau AdjetivodoGrau 3.1. Grau Comparativo de Igualdade: tão ... quanto (como). Exemplo: Fabiana é tão bela quanto/como a irmã. 3.2. Grau Comparativo de Superioridade: mais ... (do) que. Exemplo: Fabiana é mais bonita (do) que a irmã. 3.3. Grau Comparativo de Inferioridade: menos ... (do) que. Exemplo: Fabiana é menos feia (do) que a irmã. 3.4. Grau Superlativo Relativo de Inferioridade: menos ... de . Exemplo: Fabiana é a menos feia de todas.   artigo preposição. 3.5. Grau Superlativo Relativo de Superioridade: mais ... de. Exemplo: Fabiana é a mais bonita de todas.   artigo preposição 3.6. Grau Superlativo Absoluto Sintético:       ílimo íssimo érrimo adjetivo Exemplo: Fabiana é boníssima. 3.7. Grau Superlativo Absoluto Analítico: Adv. (muito) + adjetivo.  normalmente Exemplo: Fabiana é muito bonita. Obs.: mais grande e mais pequeno serão corretos caso se comparem duas características . Exemplo: A casa é mais grande que confortável . adj. 1 adj. 2
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 17 1.3 – Artigo Artigo: determina ou indetermina o substantivo. Por isso, divide-se em duas categorias: a) Definidos ou Determinantes: o, a, os, as. Exemplo: ―o instante‖ substantivos artigo: determina o substantivo. b) Indefinido ou Indeterminante: um, uma, uns, umas. Exemplo: ―um poeta‖ substantivo artigo: indetermina o substantivo 1.4 – Pronome Pronome: substitui ou acompanha o nome, indicando uma das três pessoas gramaticais. Exemplo: ―E minha vida está completa‖. Especifica o substantivo ―vida‖, acompanhando-o e dando-lhe noção de posse. 1°) Demonstrativos 1° Pessoa: este(s), esta(s), isto. 2° Pessoa: esse(s), essa(s), isso. 3° Pessoa: aquele(s), aquela(s), aquilo. Para indicar noção espacial. a) Proximidade à pessoa com quem se fala (1° pessoa) Exemplo: Estes papéis aqui são do meu testamento. b) Proximidade à pessoa com quem se fala (2° pessoa) Exemplo: Esses livros aí são os mais importantes. c) Proximidade à pessoa de quem se fala (3° pessoa) Exemplo: Aqueles cartazes lá representam minhas esperanças. Para indicar noções temporais. a) Na indicação de um fato que ocorre no tempo presente ou no momento em que se fala. (1° pessoa). Exemplo: Neste ano, irei à Espanha. No ano em que me encontro. b) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado relativamente próximo ao presente. (2° pessoa). Exemplo: Em maio fui viajar. Nesse mês encontrei muitos amigos. . c) Na indicação de um fato que ocorreu no tempo passado, mas distante do presente. (tempo remoto e incerto). Exemplo: Em 1950 realizou-se a Copa do Mundo no Brasil; naquele ano o Uruguai foi campeão. (tempo distante)  presenteaoproximomaspassado,éreferesequeamesO
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 18 Para indicar o que já foi dito ou sê-lo-á. a) Fato que será dito. Exemplo: Só desejo isto: sua felicidade. b) Fato que já foi dito. Exemplo: Subjetivismo , apego à natureza ; essas são algumas características do Romantismo. Emprega-se ―este‖ em oposição a ―aquele‖ na indicação de elementos já mencionados. Exemplo: Estudo as línguas português e espanhola; esta por devoção; aquela por patriotismo.   espanhola portuguesa 2º ) Pessoais 1 – Pessoais dos casos reto e oblíquo. Reto Oblíquo 1° pessoa eu, nós me, nos, mim, comigo, nós, conosco 2° pessoa tu, vós te, vos, ti, contigo, vós, convosco 3° pessoa ele(s), ela(s) se, si, consigo, ele(s),ela(s), o (s), a (s), lhe, lhes Uso dos pronomes pessoais a) mim/eu – ti/tu a.1) Usam-se eu e tu quando esses possuírem a função de sujeito. Exemplo: Isto é para eu fazer / Isto é para tu fazeres.   sujeito de fazer sujeito de fazer. a.2) Usam-se mim e ti ( ou você) quando esses vierem preposicionados e não possuírem após verbo no infinitivo. Exemplo: Não há nada entre mim e ti ( ou você).  preposição b) Conosco – com nós/ convosco – com vós. b.1) Com nós e com vós usam-se quando existir algum especificador após. (Usa-se forma analítica). Exemplo: Elas querem sair com nós dois.  forma analítica especificador b.2) Conosco e convosco usam-se quando não existir algum especificador após . (usa-se forma sintética). Exemplo: Elas querem sair conosco. Forma sintética c) Consigo: só pode ser utilizado como referência a ―com ele(a)(s) mesmo(a)(s)‖ ou ―com você(s) mesmo(a)(s)‖. Exemplos: O advogado levou consigo todas as provas. / Você poderá levar consigo todos os livros didáticos. d) Contigo, te e ti : quando o referente for tu. Exemplo: Quando fores à praia, leva contigo o protetor solar. e) Com você, se, lhe e si: quando o referente for você. Exemplo: Quando for à praia, leve com você o protetor solar. não há verbo no infinitivo após não há verbo no infinitivo após
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 19 2 – Pronomes Pessoais de Tratamento: são pronomes de segunda pessoa que pedem verbos e complementos na terceira. Pronomes Abreviações Usos Você v. familiar Senhorita(s) Srta/ Srtas moças solteiras Senhor Sr Respeitoso para homens Senhora(s) Sra. / Sr.as Respeitoso para mulheres Vossa(s) senhoria(s) V.S.a./ V.S.as. Correspondências comerciais Vossa Santidade V.S. papas Vossa(s) Reverendíssima(s) V.Rev.ma (s) sacerdotes Vossa (s) Eminência V.Em.a (s). cardeais Vossa(s) Alteza(s) V.A./V.V.A.A. Príncipes e duques Vossa(s) Majestade(s) V.M./V.V.M.M. Reis e imperadores Vossa(s) Magnificência(s) V.Mag ª(s) Reitores de universidade Vossa(s) Excelência(s) V. Ex. ª(s) Altas autoridades Exemplo: Vossa Excelência conhece os seus verdadeiros amigos   verbo complemento   Ambos na 3 ª pessoa Observação: Em alguns contextos, o tratamento pode ser iniciado pela forma Sua. Isso ocorrerá quando a autori- dade for a pessoa de quem se fala, ou seja, terceira pessoa. Exemplo: Se Sua Excelência, o governador, estiver disponível, pergunte-lhe se ele pode atender-me agora. 1.5 – Numeral Numeral: quantifica os seres ou designa a ordem numérica. Exemplo: Duas mulheres  Duas (enumera)  cardinal. O dobro de pessoas  Dobro (multiplica)  multiplicativo. A metade das folhas  metade (fraciona)  fracionário. Primeiro dia  Primeiro (ordena)  ordinal. 1.6 – Verbo Verbo: indica uma ação ou um estado do sujeito, concordando com o último em número e pessoa. Exemplo: A aeronave chegou. (ação do sujeito) ação 1. Conceito Verbo é a palavra variável que exprime ação, fenômeno, estado ou mudança de estado, na perspectiva do tempo. Exemplo: Ele joga no Guarani. (ação no tempo presente) Venta pouco hoje. (fenômeno no tempo presente) João estava preocupado. (estado no tempo passado) Ele se tornará um grande líder sindical. (mudança de estado no tempo futuro)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 20 2. Estrutura Os elementos que constituem as formas verbais são: radical, vogal temática, tema (radical + vogal temática) e de- sinência. Exemplo: estud. á sse mos radical vogal desin. desin. número- temática modo-temporal -pessoal 3. Conjugação Quanto à conjugação, os verbos são classificados em: 1ª conjugação: verbos terminados em ar. Exemplo: cantar, falar, amar. 2ª conjugação: verbos terminados em er. Exemplo: vender, beber, comer. 3ª conjugação: verbos terminados em ir. Exemplo: partir, fugir, florir. Às vogais que caracterizam a conjugação dá-se o nome de vogais temáticas. Exemplo: cantar (a = vogal temática), vender (e = vogal temática), partir (i = vogal temática). 4. Formas rizotônicas e arrizotônicas Em grego, rhíza significa raiz. Formas rizotônicas são aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece dentro do radical (da raiz). Exemplo: canto, venda, parta. Formas arrizotônicas são, por sua vez, aquelas em que a sílaba tônica do verbo permanece fora do radical. Exem- plo: cantamos, vendamos, partirás. 5. Flexões O verbo varia quanto a número, pessoa, modo, tempo e voz. a) Número: o verbo admite dois números – singular e plural. É singular quando se refere a só uma pessoa ou coisa, e plural quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa. Exemplo: eu estudo, ele estuda (singular); nós estudamos, eles estudam (plural). b) Pessoa: o verbo apresenta três pessoas: a primeira – a que fala: eu canto (singular), nós cantamos (plural); a segunda – a quem se fala: tu cantas (singular), vós cantais (plural); a terceira – de quem se fala: ele canta (singular), eles cantam (plural). c) Modo: o verbo possui diferentes maneiras de expressar a ação ou estado do sujeito. Além das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio), há três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo. O indicativo exprime um fato real, indica uma informação. Exemplo: Eu estudo Português. O subjuntivo indica um fato provável, possível de se acontecer, mas que depende de algo. Exemplo: Meu mestre deseja que eu estude Português. O imperativo apresenta uma ordem, uma súplica, um pedido. Exemplo: Estude Português. d) Tempo: indica o momento em que se dá a ação. Os três tempos fundamentais são: presente, passado e futuro. O presente designa uma ação ocorrida no momento em que se fala. Exemplo: Eu estudo. O passado ou pretérito designa uma ação ocorrida anteriormente ao momento em que se fala. Exemplo: Eu estudei durante todas as férias. O futuro designa uma ação que ainda vai acontecer. Exemplo: Eu estudarei.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 21  O conjunto dos tempos verbais, dentro de seus respectivos modos, pode ser assim esquematizados com o verbo estudar, da 1ª conjugação: INDICATIVO a) Presente: eu estudo b) Pretérito Imperfeito: eu estudava c) Pretérito Perfeito Simples: eu estudei d) Pretérito Perfeito Composto eu tenho estudado e) Pretérito mais-que-perfeito Simples eu estudara f) Pretérito mais-que-perfeito Composto: eu tivera estudado g) Futuro do presente Simples: eu estudarei h) Futuro do presente Composto: eu terei estudado i) Futuro do pretérito Simples: eu estudaria j) Futuro do pretérito Composto: eu teria estudado SUBJUNTIVO a) Presente: que eu estude b) Pretérito Imperfeito: se eu estudasse c) Pretérito Perfeito Composto: que eu tenha estudado d) Pretérito Mais-que-perfeito Composto: se eu estudasse e) Futuro Simples: quando eu estudar f) Futuro Composto: quando eu tiver estudado IMPERATIVO Afirmativo estuda tu, estude você, estudemos nós, estudai vós, estudem vocês. Negativo não estudes tu, não estude você, não estudemos nós, não estudeis vós, não estudem vocês.  Emprego dos modos e tempos verbais (verbos regulares) MODO INDICATIVO TEMPO DESINÊNCIAS Presente 1ª conj. o, as, a, amos, amais, amam 2ª conj. o, es, e, emos, eis, em 3ª conj. o, es, e, imos, is, em Pretérito perfeito 1ª conj. ei, aste, ou, amos, astes, aram 2ª conj. i, este, eu, emos, estes, eram 3ª conj. i. iste, iu, imos, istes, iram Pretérito mais-que-perfeito 1ª conj. ara, aras, ara, áramos, áreis, aram 2ª conj. era, eras, era, êramos, êreis, eram 3ª conj. ira, iras, ira, íramos, íreis, iram Pretérito imperfeito 1ª conj. ava, avas, ava, ávamos, áveis, avam 2ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam 3ª conj. ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 22 Futuro do presente 1ª conj. arei, arás, ará, aremos, areis, arão 2ª conj. erei, erás, erá, eremos, ereis, erão 3ª conj. irei, irás, irá, iremos, ireis, irão Futuro do pretérito 1ª conj. aria, arias, aria, aríamos, aríeis, ariam 2ª conj. eria, erias, eria, eríamos, eríeis, eriam 3ª conj. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam MODO SUBJUNTIVO (Que) Presente 1ª conj. e, es, e, emos, eis, em 2ª conj. a, as, a, amos, ais, am 3ª conj. a, as, a, amos, ais, am Pretérito imperfeito (Se) 1ª conj. asse, asses, asse, ássemos, ásseis, assem 2ª conj. esse, esses, esse, êssemos, êsseis, essem 3ª conj. isse, isses, isse, íssemos, ísseis, issem Futuro (Quando) 1ª conj. ar, ares, ar, armos, ardes, arem 2ª conj. er, eres, er, ermos, erdes, erem 3ª conj. ir, ires, ir, irmos, irdes, irem FORMAÇÃO DO IMPERATIVO a) Imperativo afirmativo - 2ª pessoa do singular e plural à derivadas do presente do indicativo sem o s final. - 3ª pessoa do singular e plural, 1ª pessoa do plural à derivadas do presente do subjuntivo. b) Imperativo negativo – derivado do presente do subjuntivo Pres. Indicativo Imp. Afirmativo Pres. Subjuntivo Imp. Negativo Eu estudo Que eu estude Tu estudas Estuda tu Que tu estudes Não estudes tu Ele estuda Estude você/ele Que ele estude Não estude você Nós estudamos Estudemos nós Que nós estudemos Não estudemos nós Vós estudais Estudai vós Que vós estudeis Não estudeis vós Eles estudam Estudem vocês/eles Que eles estudem Não estudem eles  Classificação dos Verbos Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; irregulares; defectivos; abundantes. – Regulares – são aqueles que seguem o modelo da conjugação. Quando um verbo é regular, o radical se mantém em todas as formas e as desinências são as mesmas. – Irregulares – são aqueles que se apresentam com alterações no radical ou nas desinências. Exemplo: eu sou tu és eu faço tu fazes – Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. Exemplo: colorir, falir. Consideram-se defectivos os chamados verbos unipessoais: - verbos que exprimem fenômenos da natureza (só se empregam na terceira pessoa do singular). Exemplo: chover, nevar, etc. - verbos que exprimem vozes de animais (só se empregam na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural.) Exemplo: miar, uivar, latir, etc. O gato mia muito.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 23 – Abundantes – são aqueles que possuem duas ou mais formas em um único modo, geralmente no particípio de alguns verbos. Infinitivo particípio regular particípio irregular aceitar aceitado aceito acender acendido aceso benzer benzido bento concluir concluído concluso exprimir exprimido expresso expulsar expulsado expulso enxugar enxugado enxuto prender prendido preso Observação: Com o particípio regular deve-se usar os auxiliares ter e haver e no particípio irregular empregam-se os auxiliares ser e estar. Exemplo: Tinha aceitado a proposta. A proposta foi aceita. Conjugação de alguns verbos irregulares que podem causar dificuldades quanto a determinados tempos. Odiar Indicativo - presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Subjuntivo - presente (que eu): odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Dar Indicativo - presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão - pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram Subjuntivo - presente: dê, dês, dê, demos, deis dêem - pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Mobiliar Indicativo - presente: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam Subjuntivo - presente: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem Aguar Indicativo - presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam - pretérito perfeito: aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Subjuntivo - presente: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem Averiguar Indicativo - presente: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam - pretérito perfeito: averiguei, averiguaste, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 24 Subjuntivo - presente: averigúe, averigúes, averigúe, averiguemos, averigueis, averigúem Magoar Indicativo - presente: magôo, magoas, magoa, ,magoamos, magoais, magoam - pretérito perfeito: magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoaram Subjuntivo - presente: magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem Nomear Indicativo - presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam - pretérito imperfeito: nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam Subjuntivo - presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Caber Indicativo - presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem - pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Subjuntivo - presente (que eu): caiba, caibas, caibamos, caibais, caibam - pretérito imperfeito (se eu): coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem - futuro: (quando eu): couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Crer Indicativo - presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram Subjuntivo - presente (que eu): creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam - pretérito imperfeito (se eu): cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem Haver Indicativo - presente: hei, hás, há, havemos, haveis, hão - pretérito perfeito: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram Subjuntivo - presente (que eu): haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam - futuro (quando eu): houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem Reaver Esse verbo é conjugado da mesma maneira que haver, mas só apresenta as formas em que o verbo haver tem a letra v. Indicativo - presente: (eu) -, (tu) -, (ele) -, reavemos, reaveis, (eles) - pretérito perfeito: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram (e não: eu "reavi", tu "reaveste", etc.)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 25 Subjuntivo - presente: não possui nenhuma das seis pessoas, são incorretas, portanto, formas como: que eu reaveja, que tu reavejas, etc. - futuro (quando eu): reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem (e não: quando eu reaver, quando tu reaveres, etc) - pretérito imperfeito (se eu): reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem (e não: se eu reavesse, se tu reavesses, etc.) Requerer Indicativo - presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem - pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram Subjuntivo - presente (que eu): requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram - pretérito imperfeito (se eu): requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem. Ter Indicativo - presente: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm - pretérito perfeito: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram Subjuntivo - futuro (quando eu): tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem - pretérito imperfeito (se eu): tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem Dizer Indicativo - presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem - pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram - futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Subjuntivo - presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam - pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem Fazer Indicativo - presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem - pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram Subjuntivo - presente: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Trazer Indicativo - presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem - pretérito imperfeito: trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Subjuntivo - presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam - pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 26 Valer Indicativo - presente: valho, vale, valemos, valeis, valem - pretérito perfeito: vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram Subjuntivo - presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham - pretérito imperfeito: valesse, valesses, valesse, valêssemos, valêsseis, valessem Jazer Indicativo - presente: jazo, jazes, jaz, jazemos, jazeis, jazem - pretérito perfeito: jazi, jazeste, jazeu, jazemos, jazestes, jazeram Subjuntivo - presente: jaza, jazas, jaza, jaza, jazamos, jazais, jazam - pretérito imperfeito: jazesse, jazesses, jazesse, jazêssemos, jazêsseis, jazessem Moer Indicativo - presente: môo, móis, mói, moemos, moeis, moem - pretérito perfeito: mói, moeste, moeu, moemos, moestes, moeram Subjuntivo - presente: moa, moas, moa, moamos, moais, moam - pretérito imperfeito: moesse, moesses, moesse, moêssemos, moêsseis, moessem Perder Indicativo - presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Subjuntivo - presente: perca, percas, perca, percamos, percais, percam Querer Indicativo - presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem - pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Subjuntivo - presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram - pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem Saber Indicativo - presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem - pretérito perfeito: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Subjuntivo - presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam - pretérito imperfeito: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem Construir Indicativo - presente: construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 27 Ferir Indicativo - presente: firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Subjuntivo - presente: fira, firas, fira, firamos, firais, firam Aderir Indicativo - presente: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem - pretérito perfeito: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram. Subjuntivo - presente: (que eu) adira, adiras, adira, adiramos, adirais, adiram. Vir Indicativo - presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm - pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Subjuntivo - futuro (quando eu): vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem - pretérito imperfeito (se eu): viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem Sumir Indicativo - presente: sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Subjuntivo - presente: suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Rir Indicativo - presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram Subjuntivo - presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam - pretérito imperfeito: risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem Possuir Indicativo - presente: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem - pretérito perfeito: possuí, possuíste, possuiu, possuímos, possuístes, possuíram Subjuntivo - presente: possua, possuas, possua, possuamos, possuais, possuam - pretérito imperfeito: possuísse, possuísses, possuísse, possuíssemos, possuísseis, possuíssem Polir Indicativo - presente: pulo, pule, pule, polimos, polis, pulem Subjuntivo - presente: pula, pulas, pula, pulamos, poli, pulam
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 28 Pedir Indicativo - presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem Subjuntivo - presente peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam Ouvir Indicativo - presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem Subjuntivo - presente: ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam Ir Indicativo - presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Subjuntivo - presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão - pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem Pôr Indicativo - presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem - pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram Subjuntivo - futuro (quando eu): puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem e) Voz: a ação expressa pelo verbo pode se dar de três formas: ativa, passiva e reflexiva.  Ativa: quando a ação é praticada pelo sujeito. Exemplo: O presidente sancionou uma lei.  Passiva: quando a ação é recebida pelo sujeito. Exemplo: A lei foi sancionada pelo presidente.  Reflexiva: quando o sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: O escorpião envenenou-se. e.1) Voz ativa Exemplo: A criança viu Papai Noel. Na frase acima, a criança pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente. Em: Papai Noel levou um susto, o sujeito. Papai Noel é também considerado agente, embora não pratique ação nenhuma. e.2) Voz passiva Exemplo: Papai Noel foi visto pela criança. Papai Noel sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. A criança é o elemento que pratica a ação de ver. É o agente da passiva.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 29 A voz passiva pode ser: a) analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal. Exemplo: As queixas da sociedade forma ouvidas. b) sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3ª pessoa, seguido do pronome se. Exemplo:Ouviram-se as queixas da sociedades problemas desta classe. A voz passiva ainda pode ser formada por outros verbos auxiliares, como estar, andar, ficar, ir, vir, viver etc. Exemplo: As queixas da sociedade estavam sendo ouvidas pelo Congresso Nacional. Eles sempre iam manipulados pela mídia. Essa sociedade vive marginalizada pelo Primeiro Mundo. e.3) Voz reflexiva Exemplo: O escorpião feriu-se. Escorpião é o agente e o paciente da ação expressa pelo verbo. 6. Formas Nominais Além do modo, o verbo ainda flexiona nas formas nominais, podendo exercer as funções próprias do nome (subs- tantivo, adjetivo e advérbio). São três: infinitivo (impessoal e pessoal), gerúndio e particípio. a) Infinitivo impessoal: é o nome do verbo e tem valor e função do substantivo. Exemplo: Cantar é espantar os males. Veja: o canto é espantar os males, o cantar é espantar os males. Cantar, pois, é o sujeito da oração "Cantar é es- pantar os males". Quero vencer. b) infinitivo pessoal: é o que está relacionado às três pessoas do discurso. Flexiona-se assim (na 1ª e 3ª pessoa do singular o morfema é zero): SINGULAR 1ª infinitivo + ø poder (eu) 2ª infinitivo + es poderes (tu) 3ª infinitivo + ø poder (ele) PLURAL 1ª infinitivo + mos podermos (nós) 2ª infinitivo + des poderdes (vós) 3ª infinitivo + em poderem (eles) c) Particípio: tanto pode servir para a formação dos tempos compostos como de adjunto a um substantivo. Exemplo: A candidata foi anunciada. (resultado de uma ação) A candidata anunciada saiu em carreata. (adjetivo) d) Gerúndio: tanto pode funcionar como adjetivo ou como advérbio. Exemplo: Aprende-se estudando. (= Aprende-se assim). Aqui o gerúndio funciona como advérbio. Observo idosos descansando na praça. (= Observo idosos que descansam). Aqui o gerúndio funciona como adjeti- vo ou oração adjetiva. 7. Locução Verbal É o conjunto de dois ou mais verbos, sendo que um é o principal e os demais auxiliares. O verbo auxiliar aparece conjugado, e o verbo principal, numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Chame a sair. Ia saindo. Haviam saído. Prepare para estudar. Andam estudando. Foi estudado. Estavam estudando. Tinham estudado. Pôs-se a estudar.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 30 2 – Invariáveis        Preposição- Conjunção- oInterjeiçã- Advérbio- sInvariávei Obs.: São as palavras que não flexionam em nenhuma das categorias gramaticais, ou seja, gênero, número... 2.1 – Advérbio Advérbio: Exprime circunstância de modo, tempo, negação, etc. Exemplo: Amanhã, nas instalações públicas ... locução adverbial de lugar adv. tempo Obs.: locução adverbial refere-se a mais de uma palavra com função de advérbio. Exemplo: ―... nos últimos anos.‖ ( de tempo ) ―... na praia.‖ ( de lugar ) 2.2 – Interjeição Interjeição: tem, como função, destacar um sentimento sem, no entanto, estabelecer relação de dependência com o resto da frase. Exemplo: Ah! Como sou feliz. interjeição 2.3 – Conjunção Conjunção: relaciona duas orações ou dois termos com a mesma função sintática. Exemplo: Eu canto porque o momento existe. relaciona duas orações Eu e você... relaciona dois termos Coordenadas I. Conjunções Coordenativas Aditivas: possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função grama- tical, bem como adiciona uma oração à outra de mesma função gramatical. As principais são: e, nem, mas tam- bém, não só...como também, não só...como também. II. Conjunções Coordenativas Adversativas: possuem a função de estabelecer uma relação de contraste o – oposição semântica – entre os sentidos de dois termos ou duas orações. As principais são: mas, contudo, no entan- to, entretanto, porém, todavia, e. III. Conjunções Coordenativas Alternativas: unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se ne- gam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As principais são: ou, ou...ou, ora...ora, seja...seja, quer...quer IV. Conjunções Coordenativas Conclusivas: são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão ou fechamento de uma idéia. As principais são: assim, logo, portanto, por isso, pois ( depois do verbo). V. Conjunções Coordenativas Explicativas: são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As principais são: porque, que, pois, porquanto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 31 Subordinadas I. Conjunções Subordinativas Causais: subordinam uma oração à outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As principais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc. II. Conjunções Subordinativas Consecutivas: estabelecem o efeito de uma fato que seja a causa em um período composto. Devido a isso, sempre haverá uma relação de CAUSA X CONSEQUÊNCIA. As principais conjunções são: por conseguinte, por consequência, que ( antecedido por tão, tal, tamanho ou tanto ). III. Conjunções Subordinativas Comparativas: conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As principais são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como). IV. Conjunções Subordinativas Concessivas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As principais são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc. V. Conjunções Subordinativas Condicionais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As principais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc. VI. Conjunções Subordinativas Conformativas: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As principais são: conforme, segundo, con- soante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme). VII. Conjunções Subordinativas Finais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As principais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que. VIII. Conjunções Subordinativas Integrantes: são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, pre- dicativos ou apostos). As conjunções são porque, que e se IX. Conjunções Subordinativas Proporcionais: são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionali- dade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As princi- pais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto me- nos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais X. Conjunções Subordinativas Temporais: são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As principais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que. 2.4 – Preposição Preposição: estabelece uma relação de dependência entre uma palavra e outra. Exemplo: O primeiro beijo é para você. preposição Elas se dividem em dois grupos: I Essenciais: são as que possuem como função primeira preposição. Exemplos: a, de, por, para, com, sem, entre, sobre, sob, durante etc. II. Acidentais: são as que, por derivação imprópria, funcionam como preposição. Isso significa que a função primeira de tais vocábulos é, por exemplo, advérbio, conjunção etc. Exemplo: Agirei conforme a lei. ( originalmente é conjunção, mas aqui, por ligar palavras, funciona como preposição.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 32 0UNIDADE 6 FUNÇÕES DAS PALAVRAS “QUE” E “SE” 1 – Funções da Palavra “QUE” A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são essas funções e classificações. 01. Substantivo – é acentuado e precedido por artigo ou outro determinante. Exemplo: Ele tem um quê de louco. 02. Preposição – Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxilia- res ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição de. Exemplo: Tem que combinar? (= de) Exemplo: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo. Exemplo : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante. 03. Interjeição – acentuado e seguido de ponto de Exclamação. Exemplo: Quê! Voc6e ainda não resolveu os Exercícios?! 04. Partícula Expletiva ou de realce – pode ser retirado da frase sem prejuízo ao contexto. Exemplo: Quase que não chego a tempo. 05. Pronome relativo – pode ser trocado por ―o qual‖ e flexões. Exemplo: A menina que chegou é minha prima. 06. Advérbio – vem ao lado de um adjetivo ou de um advérbio. Exemplo: Que longe é esta fazenda!   advérbio advérbio 07. Pronome substantivo interrogativo – igual a ―que coisa‖. Exemplo: Que houve aqui? 08. Pronome adjetivo interrogativo – ao lado de um substantivo. Exemplo: Que livros você comprou! 09. Pronome indefinido substantivo – Quando equivale a "que coisa". Exemplo: Que caiu? Exemplo: A fantasia era feita de quê? 10. Pronome indefinido adjetivo – Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo. Exemplo: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor. Exemplo: Que vista linda há aqui!
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 33 11. Conjunção coordenada aditiva – entre palavras iguais. Exemplo: Ela mexe que mexe sem parar. 12. Conjunção coordenada explicativa – equivale a ―porque‖. Exemplo: Venha que seu pai a espera. 13. Conjunção coordenada alternativa – ocorre quando equivaler a ou...ou, ora...ora etc Exemplo: Que eu a veja hoje, que eu o faça amanhã, não importa mais. 14. Conjunção coordenada adversativa – ocorre quando equivaler a mas, porém. Exemplo: De outras pessoas cuidarei, que não de vocês. 15. Conjunção subordinada consecutiva – antecedido pelas palavras tão, tal, tamanho e tanto. Exemplo: A questão era tão difícil que não consegui fazer. 16. Conjunção subordinada integrante – O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração su- bordinada substantiva. Exemplo: "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) Exemplo: Parecia-me que as paredes tinham vulto. 17. Conjunção subordinada causal – Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque. Exemplo: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe. Exemplo: Não esperaria mais, que elas podiam voar 18. Conjunção subordinada final – Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de que. Exemplo: "...Dizei que eu saiba." ( João Cabral de Melo Neto) Exemplo: Todos lhe fizeram sinal que se calasse. 19. Conjunção subordinada comparativa – Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas. Exemplo: Eu sou maior que os vermes e todos os animais. Exemplo: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã. 20. Conjunção subordinada concessiva – Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora. Exemplo: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando. Exemplo: Estude, menino, um pouco que seja! 21. Conjunção subordinada temporal – Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado ao de desde que, quando. Exemplo: "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." ( Camões) Exemplo: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo. 22. Conjunção subordinada condicional – Introduz oração subordinada adverbial condicional, tendo valor aproxi- mado ao de caso. Exemplo: Irei com você, desde que se comporte bem. 23. Conjunção subordinada proporcional – Introduz oração subordinada adverbial proporcional. Fará parte, nesse caso, de expressões como à medida que, à proporção que etc. Exemplo: À medida que a conheço, mais me encanto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 34 2 – Funções da Palavra “SE” 01. Conjunções subordinada integrante – introduz oração substantiva. Exemplo: Não sei se ela voltará. 02. Conjunção subordinada condicional – igual a caso. Exemplo: Se chegássemos a tempo, falaríamos com ela. 03. Partícula de realce – pode ser retirado que não é essencial ao contexto. Exemplo: Ele se morria de ciúmes pelo patrão. 04. Parte integrante do verbo – acompanha os verbos pronominais. Exemplo: Ajoelhou-se no chão. 05. Pronome apassivador – acompanha verbo que se encontra na voz passiva sintética. Exemplo: Vendem-se carros. 06. Índice de indeterminação do sujeito – vem com verbo na voz ativa, na 3° pessoa do singular e com sujeito inde- terminado. Exemplo: Precisa-se de compreensão mútua. 07. Pronome reflexivo – quando equivale a ―a si mesmo‖. Exemplo: Ele cortou-se com a faca.  a si mesmo. 08. Pronome reflexivo recíproco – quando há troca de ações entre os enunciadores. Exemplo: Todos se cumprimentavam pela vitória alcançada.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 35 UNIDADE 7 ANÁLISE SINTÁTICA 1 – Período Simples Em primeira instância, é importante a diferenciação entre frase, período e oração. a) FRASE – é todo enunciado dotado de significação completa. Exemplo: E agora, José? – Frase Nominal ( sem verbo ) Exemplo: Quero fazer uma poesia. – Frase Verbal ( com verbo ) (Vinícius de Morais) b) ORAÇÃO – palavra ou conjunto de palavras que se estruturam a partir de um verbo. Entretanto, nem sempre uma oração possui sentido completo. Exemplo: Eu analisarei o seu pedido ainda hoje. ( Uma oração apenas ) Exemplo: Ao analisar o tema, percebi a sua complexidade. ( Duas orações ) c) PERÍODO – é o enunciado constituído de uma ou mais orações. Quando possuir uma, chamar-se-á absoluta e o período será simples. Mas, quando possuir mais de uma oração, elas possuirão nomes diversos e o período será composto. Exemplo: Baratas velhas emergiam dos esgotos. (Clarice Lispector) (Período simples, pois possui um verbo. A oração é chamada absoluta) Exemplo: Eu não sabia que isso se passava em casa de baronesa que tinha a modista ao pé de si. (Machado de Assis). (Período composto, pois possui três verbos. Isso significa que há três orações) 2 – Termos da Oração Os termos das orações se dividem conforme o quadro abaixo: Termos da Oração                                                  Vocativo-teIndependen- Aposto AdverbialAdjunto AdnominalAdjunto Acessórios- aPassidaAgente IndiretoObjeto DiretoObjeto VerbaloComplement NominaloComplement sIntegrante- NominalVerbo eVerbalNominal, Predicado eInexistenteadoIndetermin OcultoComposto,Simples, Sujeito Essenciais- v Observação: Os termos da oração são denominados, linguisticamente, sintagmas. Estes receberão três denominações: a- Sintagma Nominal: o núcleo é um nome. Exemplos: sujeito, objeto direto, objeto indireto etc. Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O advogado e a derrota são dois sintagmas nominais ) b- Sintagma Verbal: O núcleo é um verbo. Exemplo: predicado.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 36 Exemplo: O advogado reconheceu a derrota. ( O termo destacado é um sintagma verbal, já que o núcleo é um verbo ). c- Sintagma Oracional: é representado pelas orações subordinadas. Exemplo: Sei que amanha choverá mais.( A oração destacada, por funcionar como objeto direto, funciona como um sintagma oracional. 2.1 – Termos Essenciais da Oração 2.1.1 – Sujeito Sujeito – é o ser da oração a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma declaração. Com isso, o sujeito re- ceberá cinco denominações diferentes. a) Sujeito Simples: é aquele que só possui um núcleo substantivo. Exemplo: Os sinos silenciaram. Sujeito simples (núcleo substantivo – ―sinos‖) b) Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos substantivos. Exemplo: Os sargentos e os cabos nos ensinaram a atirar. Sujeito composto (núcleos substantivo – ―sargentos‖, ―cabos‖) c) Sujeito Oculto: indicado pela desinência verbal. Exemplo: Encontramos os visitantes na sala. Sujeito oculto (nós) Observação: A N.G.B. – Nomenclatura Gramatical Brasileira – não menciona o sujeito oculto. Segundo tal norma, trata-se de um caso de sujeito simples. Para efeito de provas, ambas as classificações são corretas. Exemplo: Analisarei seu pedido hoje há tarde. ( Sujeito de analisarei é simples ou oculto. ) d) Sujeito Indeterminado: é aquele que existe, mas não está determinado na oração. Ocorrerá em duas circunstâncias: 1º) Verbo na terceira pessoa do plural sem referência anterior a sujeito. Exemplo: Falaram muito mal de você na reunião. 2º) Verbo na terceira pessoa do singular acompanhado pela partícula ―se‖ com função de índice de inde- terminação do sujeito. Tal fenômeno ocorrerá com verbo transitivo indireto ou intransitivo. Exemplo: Acredita-se na existência de discos voadores. I.I.S e) Sujeito Inexistente ou Oração sem Sujeito: quando a informação transmitida pelo verbo não se refere a sujeito algum. Ocorre com verbos impessoais e nos seguintes casos: 1º) Verbo indicando fenômeno da natureza. Exemplo: Choveu muito no mês passado. 2º) Verbos ―fazer‖, ―ser‖, ―haver‖ e ―estar‖ indicando tempo cronológico ou clima. Exemplo: Faz cinco dias que ela partiu. São sete horas. Há dois meses que não vejo Fabiana. Está frio. 3º) Verbo ―haver‖ no sentido de existir. Exemplo: Havia cinco alunos na biblioteca. Sempre no singular – Atenção !!! 4º) Verbo ―ser‖ indicando tempo ou distância. Exemplo: É meio-dia e meia. / São cinco quilômetros sem asfalto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 37 2.1.2 – Predicado Predicado – pode se comportar como verbal, nominal ou verbo-nominal. a) Verbal: quando possui verbo transitivo ou intransitivo sem predicativo possuindo como núcleo o verbo. Exemplo: Lígia sumiu. Observação: Noção de ação, basicamente. Atenção: Verbo transitivo é aquele que pede complemento verbal. Se o complemento for um objeto direto, o verbo será transitivo direto; mas se for objeto indireto, o verbo será transitivo indireto. Verbo Intransitivo é aquele que não pede complemento verbal, ou seja, objeto direto ou objeto indireto. 1. PV = VT      indiretoedireto- indireto- direto-           opredicativsem 2. P V= VI (sem predicativo) acompanhado ou não por adjunto adverbial b) Predicado Nominal: o núcleo da informação veiculada está contida em um nome (predicativo do sujeito) e o verbo será de ligação. Exemplo: A prova era difícil. Predicativo do sujeito (aquilo que se afirma do sujeito). Verbo de ligação: liga o sujeito àquilo que se afirma dele. Além disso, indica o estado do sujeito. MACETEX: P.N.: VL + PS c) Predicado Verbo - Nominal: é aquele que possui dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo. Exemplo: O trem chegou atrasado à estação. Núcleo do predicado nominal (predicativo do sujeito) Verbo intransitivo (núcleo do predicado verbal) Observação.: Unindo o verbo intransitivo com o predicativo ocorre o predicado verbo - nominal. MACETEX: PVN=VT                opredicativcom indiretoedireto- indireto- direto- 2.2 – Termos Integrantes da Oração 2.2.1 – Complemento Verbal a) Objeto Direto: é o termo da oração que complementa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória. Exemplo: Carlos vendia livros. V.T.D O.D.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 38 b) Objeto Indireto: é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o auxílio de uma preposição obrigatória. Exemplo: O professor confia em seus alunos. V.T.I O.I. Observação: Os complementos verbais possuem subclassificações. Analise os casos abaixo. a) Objetos pleonásticos: ocorrerão quando em uma sentença, por razoes estilísticas, um objeto é duplamente marcado. Exemplo 1: O dinheiro, já o enviei a você ontem à tarde. ( O dinheiro – objeto direto / o – objeto direto pleonástico, por ser a repetição) Exemplo 2: Ao réu, não lhe ofertaram perdão. (ao réu – objeto indireto / lhe – objeto indireto pleonástico, por ser a repetição) 2.2.2 – Complemento Nominal É o termo que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) sempre através de preposição, com o objetivo de completar o sentido desse vocábulo. Exemplo: O povo tinha necessidade de alimentos. Substantivo. Compl. nominal Falou favoravelmente ao réu. Advérbio Compl. nominal Este remédio é prejudicial ao organismo. Adjetivo Compl. nominal 2.2.3 – Agente da Passiva É o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de indicar o elemento que executa a ação verbal. Exemplo: As terras foram desapropriadas pelo Governo. Voz passiva Agente da passiva A cidade estava cercada de inimigos. Voz passiva Agente da passiva Observação.: Para encontrar o agente da passiva, faça a pergunta ―por quem‖ aos verbos. 2.3 – Termos Acessórios da Oração e Vocativo 2.3.1 – Adjunto Adnominal Termo que sempre se refere a um substantivo, especificando-o. Por isso, podem se comportar como adjuntos ad- nominais: a) Artigo – Os dias eram difíceis. Artigo, portanto, adj. Adnominal b) Numeral – Dois meninos chegaram. Numeral – adj. Adnominal c) Pronome Adjetivo – Aqueles meninos chegaram. Pronome adjetivo, pois vem ao lado do substantivo (adj. Adnominal)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 39 d) Adjetivo – Meninos alegres partiram. Adjetivo – adj. Adnominal e) Locução Adjetiva – Meninas do interior partiram para a cidade. Locução adj. – adj. Adnominal 2.3.2 – Adjunto Adverbial Expressa circunstâncias de modo, lugar, tempo, instrumento e outras: a) Advérbio – Cheguei cedo. Advérbio (Adj. adverbial de tempo) b) Locução Adverbial – Cortou-se com a faca. Locução Adverbial (adjunto adverbial de instrumento) Abaixo segue uma lista de algumas circunstâncias do adjunto adverbial:  Afirmação: Sim, efetivamente estive lá naquela noite.  Assunto: Falar-lhes-ei sobre política.  Causa: Por convicção pessoal, serei breve com você.  Companhia: Eu e a sua família iremos com Pedro.  Concessão: Apesar da briga, os depoentes apresentaram seus argumentos.  Condição: Sem estudo, nada conseguirás.  Conformidade: Agirei conforme a lei.  Dúvida: Talvez eu a veja amanhã à tarde.  Exclusão: Todos irão, menos você.  Finalidade: Convidei-a para uma conversa franca.  Inclusão: Todos irão, inclusive você.  Instrumento: A criança feriu-se com uma tesoura.  Intensidade: Estou muito preocupado.  Lugar: Estou no meu quarto.  Modo: Agi com determinação.  Origem: Vim de São Paulo.( Não é errado classificar como de lugar )  Negação: Não a vi na reunião.  Tempo: Na próxima semana, irei com vocês. Observação: O sentido da preposição é determinado pela locução adverbial que introduz. Não raro, concursos abordam semântica de preposição e o candidato erra a questão. Cuidado, se, por exemplo, o adjunto adverbial de lugar– ou a locução adverbial de lugar – for introduzido por uma preposição em, esta também possuirá sentido de lugar. Exemplo: Todos moram em casas próximas. É um adjunto adverbial de lugar e a preposição também exerce a se- mântica lugar.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 40 2.3.3 – Aposto É o termo da oração que sempre se liga à palavra que o antecede com a função de explicar, esclarecer, identifi- car, discriminar esse nome. Geralmente, vem separado por vírgula, mas há outros empregos: Exemplo 01: Lúcia, aluna do terceiro colegial, foi bem na prova. Aposto explicativo Exemplo 02: Só espero isto: teu sucesso. Aposto explicativo Exemplo 03: O autor Machado de Assis escreveu Dom Casmurro. Aposto delimitativo ou especificativo (não separado por vírgula) Exemplo 04: Necessito disto: livros, apostilas, revistas, jornais e muita dedicação. Aposto enumerativo Exemplo 05: Livros, apostilas, jornais atualizados, nada foi suficiente para resolver as questões. Aposto resumitivo 2.3.4 – Vocativo Termo isolado da oração que tem a função de indicar o elemento a quem nos dirigimos. Exemplo: Alunos, dirijam-se à secretária. Vocativo Observação.: Não pertence à estrutura da oração, pois não se encaixa nem no sujeito nem no predicado. 3 – Período Composto É considerado período composto todo aquele formado por mais de uma oração. Obs.: O período formado por apenas uma oração recebe o nome de período simples com oração absoluta. Veja o Exemplo. Exemplo: Para mim, só aceito uma estrela mais brilhante. 1º) Período Composto por coordenação – é considerado composto por coordenação todo período formado por mais de uma oração independente, ou seja, por mais de uma sentença que possua autonomia significativa, se iso- lada como contexto. Exemplo: No outro dia tomei o trem, ferrei no sono e acordei às dez na estação central. Veja: ordem 1: No outro dia tomei o trem, (três orações independentes ligados por elementos conectores (vírgula e a con- junção ―e‖). ordem 2: Ferrei no sono. (e) ordem 3: Acordei às dez na estação central. Obs.: Veja que cada oração possui sentido completo, portanto são independentes e, por consequente, coordenadas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 41 3.1 – Período Composto por Coordenação 1. Oração coordenada assindética – são aquelas desconstituídas de conjunção. Exemplo: ordem 1 e ordem 2 do exemplo anterior. Exemplo: Pare, admire, beije-me. or.1 or.2 or.3 2. Oração coordenada sindética – são aquelas que vêm introduzidas por conector e recebe o nome dele. Veja o quadro seguinte: Classificação Conjunções que a introduzem Conceito Exemplo Aditivas e, nem Expressam uma idéia de adição. São introduzidas por conjunções coordenati- vas aditivas. Trabalha e estuda. Vem, vi e venci Adversativas mas, porém, to- davia, contudo, no entanto, entre- tanto Expressam uma idéia de aparente con- tradição ou posição. São introduzidas por conjunções coordenativas adversativas Estudou muito, mas não foi aprovado Alternativas ou ... ou ora ...ora quer ... quer Indicam alternância de fatos ou idéias. São introduzidas por conjunções coorde- nativas alternativas Ora chove, ora faz Sol Conclusivas logo, portanto, por isso, assim, pois, (posposto ao ver- bo) Exprimem idéia de conclusão ou conse- quência. São introduzidas por conjun- ções coordenativas conclusivas. Estudas, portanto passarás. Explicativas porque, pois (An- teposto ao verbo); porquanto, que (no sentido de pois) Justificam a idéia contida na oração anterior. São introduzidas por uma con- junção coordenativas Explicativa. OBS.: Se a 1ª oração der idéia de ordem, a 2ª será coordenada Explicativa. Não chores, que a vida é luta renhida. 3.2 – Período Composto por Subordinação Trata-se da formação de um período a partir da relação entre uma oração chamada ―principal‖ com outra(s) chamada(s) dependente(s) dela. Além disso, esse período divide-se em três classificações: 1. Período composto por subordinação com orações substantivas. Exemplo: É verdade que te amo. Oração principal oração subord. subst. Observação: Assume função de um termo – sintagma – substantivo. São as funções possíveis: sujeito, complemento verbal, aposto, complemento nominal e predicativo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 42 2. Período composto por subordinação com orações adjetivas. Exemplo: Deus, que é nosso pai, nos salvará. or. subst. adjetiva Oração principal Observação: Assume a função de uma qualidade de um substantivo, ou seja, indicar a qual elemento – substantivo – o contexto se refere. 3. Período composto por subordinação com orações adverbiais. Exemplo: Quanto mais te vejo, mais percebo como te amo. Or. subord. adverbial or. principal Observação: Indica um circunstancial – com verbo em sua estrutura –, introduzido por uma conjunção adverbial com o mesmo nome da oração. 3.2.1 – Orações Subordinadas Substantivas Período composto por subordinação Resumo Orações subordinadas substantivas 1) VL (3º pessoa singular) + predicativo + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 2) VTD+se ( pronome apassivador ) + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 3) VTDI+se ( pronome apassivador ) + OI + C. Integrante = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 4) Verbo Intransitivo = 2º oração: Subordinada Substantiva Subjetiva. 5) Sujeito+VTD + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta. 6) Sujeito+VTDI + OI + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Direta. 7) Sujeito+VTI + PREP + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Objetiva Indireta. 8) Nome + preposição + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Completiva Nominal. 9) Suj. + VL + CI = 2º oração: Subordinada Substantiva Predicativa. 10) Depois de dois pontos = 2º oração: Subordinada Substantiva Apositiva. Classificação Conceito Exemplo Subjetiva Exerce a função de sujeito da oração principal. Vem sempre após as locuções verbais: é preciso, é conveniente, é urgente, etc. ou após um verbo transitivo seguido de se. É necessário que partas. Sabe-se que a terra é redonda. Objetiva Direta Exerce a função de objeto direto da oração principal. Completa o sentido de um verbo transi- tivo direto. Declarou que não viria. Objetiva Indireta Exerce a função de objeto indireto da principal. Complete o sentido de um verbo transitivo indireto. Necessito de que me ajude. Completiva Nominal Exerce a função de complemento nominal da principal. Completa um nome e não o verbo. Tenho medo de que voltes Predicativa Exerce a função de predicativo da oração prin- cipal. Vem após verbos de ligação. Meu desejo é que sejas feliz Apositiva Exerce a função de aposto da oração principal. Aparece após os dois pontos, normalmente. Só desejo uma coisa: que sejas feliz.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 43 3.2.2 – Orações Subordinadas Adjetivas Oração introduzida por pronome relativo com ou sem preposição. Classificação Característica Exemplo e interpretação Restritiva  Restringe a significação do substantivo ou da palavra antecedente.  É indispensável ao sentido da frase.  Não se separa por vírgula da oração principal  Delimita a informação a um ou alguns elementos, em exclusão a outros.  Particulariza a informação. Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se acorrentando. ( Entre vários homens possíveis, há os com princípios sólidos e os que não tem, ou seja, nem todo homem possui princípios sólidos.) Explicativa  Acrescenta uma qualidade acessória ao anteceden- te.  É dispensável.  Vem entre vírgulas.  Generaliza a informação. Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se acorren- tando. (Todos os homens possuem princípios sólidos.) Observação e novo esclarecimento: Normalmente a restritiva vem sem vírgula e a Explicativa com vírgula. Veja os dois exemplos abaixo, retirados de Infante(1996): Exemplo 01: Os homens cujos princípios não são sólidos acabam se corrompendo. Exemplo 02: Os homens, cujos princípios não são sólidos, acabam se corrompendo. Segundo o celebre gramático, ―no primeiro período, está-se afirmando que determinado tipo de homens – aqueles que não têm princípios sólidos – são corruptíveis. O termo homens tem seu sentido especificado pela oração subor- dinada adjetiva restritiva.‖ Já no segundo, ― é muito mais pessimista: nele se afirma que todos os homens são corrup- tíveis, porque se considera a falta de solidez dos princípios uma característica comum a todo e qualquer homem. A oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.‖
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 44 3.2.3 – Orações Subordinadas Adverbiais Orações introduzidas por conjunção subordinada. Além disso, a oração recebe o nome do conectivo. Classificação Conceito Exemplo Causal Indica a causa da ação expressa pelo verbo. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como. Não veio, porque estava doente. Comparativa Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo verbo da oração principal. Frequentemente se apresenta sem verbo, já que ele é o mesmo da O.P. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas comparativas: que e do que (procedidos de mais, menos, melhor, pior, tão), como, quanto (proce- dido de tanto). A luz é mais veloz do que o som. Concessiva Indica uma concessão às ações do verbo da oração prin- cipal, isto é, admite uma contradição ou um fato inespe- rado. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi- nativas concessivas: embora. A menos que, se bem que, ainda que, conquanto. Irei à aula, ainda que chova. Condicional Indica a condição necessária à ocorrência do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio de conjun- ções subordinadas condicionais: se, salvo, Exceto, caso, desde que, contanto que, sem que. Irei à aula, se não chover. Conformativa Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a ação do verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções subordinadas conformativas: como, con- soante, segundo, conforme. Fiz tudo conforme pediu. Consecutiva Indica consequência resultante do verbo da oração prin- cipal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordi- nadas consecutivas: (tão) ... que, (tanto) ... que, (tal) ... que, (tamanho) ... que. Falou tanto que ficou rouco. Final Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da ora- ção principal. Liga-se a ela por meio de conjunções su- bordinativas finais: a fim de que, para que, que (=para que). Falou alto, para que todos ouvis- sem. Proporcional Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo da oração principal. Liga-se a ela por meio de conjunções subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais ... mais. Á medida que vive, mais se a- prende. Temporal Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação do verbo da oração principal. Liga-se à principal por meio de conjunções subordinativas temporais: antes, que, quando, logo que, assim que, depois que, mal, apenas. Quando cheguei, todas partiram.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 45 4 – Orações Reduzidas São consideradas reduzidas as orações que não apresentam conjunção expressa, mas subentendida. Além disso, possuem verbo em uma das formas nominais do verbo, ou seja, infinitivo, gerúndio ou particípio. Classificação Conceito Exemplo Reduzida de Infinito Apresenta o verbo no infinitivo. Pode ser desdobrada numa oração subordinada subs- tantiva ou adverbial. É preciso partir. Reduzida de Gerúndio Apresenta o verbo no gerúndio. Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver- bial ou adjetiva ou numa coordenada. Chegando, avise-me. Reduzida de Particípio Apresenta o verbo no particípio. Pode ser desdobrada numa oração subordinada adver- bial Terminada a aula, eles retiraram-se.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 46 UNIDADE 8 PONTUAÇÃO 1 – Vírgula 1.1 – Regras Gerais 1) No período, empregamos vírgula entre as orações coordenadas assindéticas. Exemplo: ―Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a co- ser‖. (M. de Assis) ―Pela manhã, bebi o café enjoativo, comi um pedação de pão sem manteiga‖. (Graciliano Ramos) 2) Na oração, empregamos a vírgula entre termos independentes entre si, não ligados por conjunção. Exemplo: ―A poesia, o teatro, a oratória, a música, a ornamentação dos altares, a arte de curar, o poder sugestionante ... tudo comunica a esse apostolado eficácia e autoridade‖. (Celso Vieira) 3) Sendo que a vírgula apenas indica o que já esta separado pelo sentido, não a podemos empregar entre os ter- mos que mantém entre si estreita ligação lógica, mesmo que aí façamos, eventualmente, pausa expressiva. Seria, assim, grave erro colocá-la entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e seu complemento, entre o substantivo e seu adjunto adnominal. Exemplo: Incorreto: Minha irmã mais velha, fazia anos naquele dia. Correto: Minha irmã mais velha fazia anos naquele dia. 4) Como norma geral, não empregamos vírgula antes da conjunção aditiva ―e‖. Exemplo: Pedro e Paulo são bons amigos. Maria estudou e fez esplêndidos exames. Não obstante, à conjunção aditiva porém associar-se ideias secundarias de grande importância estilística: adversi- dade, tempo, consequência, finalidade, etc. Tais ideias conotativas serão magnificamente realçadas pela vírgula colocada antes do ―e‖. A vírgula aí funciona como um aviso antecipado ao leitor que, fazendo pequena pausa, pode, pela inflexão da voz, interpretar aquelas ideias. examinem-se os exemplos: - ―Estudamos com afinco, e o professor nos reprovou‖. - ―Então, Teodomiro voltou-se contra o renegado, e um violento combate travou-se entre ambos‖. (Herculano) - ―Sofrem, lutam, perseguem, e vencem afinal‖. (Rui Barbosa) - ―Preparou-se para trabalhar no comércio, e alcançar um dia a desejada posição‖. A vírgula se torna obrigatória antes do ―e‖ quando o termo seguinte é pleonástico ou quando o ―e‖ é repetido enfa- ticamente em termos seguidos (polissíndeto). Exemplo: ―Neguei-o eu, e nego‖. (Rui Barbosa) ―Disse, e respeito, sem incorrer em afronta ao mestre...‖ (Rui Barbosa) ―E suspira, e geme, e sofre, e sua .. (O. Bilac)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 47 5) As intercalações, por cortarem o que está logicamente ligado, devem ser obrigatoriamente colocadas entre vírgulas. Exemplo: ―Não o direi, pensei comigo, a ninguém‖. ―Não me porá, creio eu, abaixo dos seus lanzudos alunos‖. ―Dentro em pouco tempo, os capinhas, saltando a pulos as trincheiras, fugiam à velocidade espantosa do animal‖. (Rebelo da Silva). 6) Há uma série muito extensa de expressões corretivas, explicativas, escusativas, etc, que, por virem sempre interca- ladas, devem ser colocadas entre vírgulas. Exemplo: isto é, por exemplo, ou melhor, ou por outra, quero dizer, ou seja , digo melhor, digo, data vênia, etc. 7) Também as conjunções coordenativas devem ser colocadas entre vírgulas, quando intercaladas. Exemplo: ―Oprimido, todavia, por muitos gêneros de violência...‖ (Herculano) ― Eu, contudo, digo que é hipérbole...‖ (Vieira) ― Era mister, pois, que eu fosse posto as varas do ridículo...‖ ( Rui Barbosa) ― Teu amigo está doente e sem recursos; deves, portanto, auxiliá-lo e confortá-lo. (Said Ali) 8) Os vocativos, os apostos, as orações adjetivas Explicativas, as orações apositivas quando intercaladas na sua principal, todos esses são termos que devem ficar, obrigatoriamente, entre vírgulas. Exemplo: ― Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? ― (Vieira) ― Aristóteles, o maior filósofo de todos os tempos, foi o criador da lógica‖. (Leonel França) ― Os homens, que são seres racionais, dominam os outros animais.‖ ― Aquelas palavras, que eu não seria capaz de subir, feriram-me a sensibilidade. ― 2 – Vírgula e Ponto-e-Vírgula 1) Separam-se, em geral, as orações adverbiais, normalmente quando iniciam período ou se intercalam. Exemplo: ―Vão sofrer duras penas, porque transgrediram as normas gravemente.‖ ―Que importa a vida ou a morte, se o padecer é eterno ?! ― ―Quando ela desapareceu , o jovem recostou-se ao tronco da emburana e esperou‖. (Alencar) ―Mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas‖. (Coelho Neto) ―O congresso, embora correspondesse os motivos da renúncia, não a quis autorizar com o seu consenso‖. (Latino Coelho) 2) Não se devem separar as orações substantivas integrantes, a não ser que se trate de uma opositiva. Se a substan- tiva estiver na ordem inversa, antes da sua principal, aí então separa-se por vírgula. Exemplo: ―O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.‖ ― Que cada um cumpra com o seu dever, o Brasil espera.‖
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 48 3) Separam-se, em geral, os adjuntos adverbiais, mormente quando estão na ordem inversa ou ficam entre dois verbos ( neste caso, por motivo de clareza). Exemplo: ―Uma noite, no seio da cabana, a virgem de Tupã tornou-se esposa de Martim‖. (Alencar) ―Pudemos, finalmente, deixar aquela casa.‖ ―É fácil dar bons conselhos; segui-los sempre, custa mais‖. ( J. Nogueira) ―Conforme se verificou a tarde, já o sabíamos.‖ 4) Separamos por vírgula os termos aos quais queremos dar realce, mormente quando pleonásticos ou na ordem inversa. Exemplo: ―As folhas, levou-as o vento‖. ―Ao homem, deu-lhe Deus a sensibilidade para amar o bem‖. (Herculano) ―Arquiteto do Mosteiro de santa Maria, já o não sou‖. (Herculano) ―Havia, mesmo, um recruta inexperiente‖. 5) A vírgula também é empregada para indicar a elipse do verbo. Exemplo: ―Finalmente, vão os bons para o céu e os maus, para o inferno‖. (Vieira) ―O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca‖. (R. Pompéia) ―Na feira, compramos frutas, no supermercado, açúcar, no açougue, carne‖. 6) Nas datas separam-se os topônimos, também se separam o numeral que vem após o nome da rua, mas que, entretanto, se refere à palavra casa subentendida. Exemplo: São Paulo, 20 de Setembro de 1973. Rua Padre Machado, 931. 3 – Ponto-e-Vírgula O ponto-e-vírgula indica pausa maior que a da vírgula e deve ser empregado para manter e entoação usada na oração anterior. Exemplo: ―Os pirilampos são insetos fanáticos por madeira apodrecida, pequenos insetos e lesmas; os vaga-lumes preferem comer apenas folhas e plantas, por isso são chamados de filófagos‖. ―Os pássaros têm asas e voam; os animais têm patas e andam; que tens feito do teu pensamento‖ ? O ponto-e-vírgula substitui a vírgula quando se deseja acentuar o sentido adversativo ou o conclusivo das conjunções. Exemplo: ―A minha alegria apareceu e desapareceu, a modo de relâmpago; mas a minha afronta durará sempre‖. ―Nossa intenção é ajudá-los, dar de nós o que temos de melhor, por isso estamos aqui‖.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 49 UNIDADE 9 PRONOMES RELATIVOS 1 – Funções Sintáticas O pronome relativo possuirá diversas funções sintáticas. A variação ocorrerá conforme a frase e a relação que ele mantiver com o contexto. 1ª) Sujeito: Comprei a casa / que foi anunciada. oração 1  oração 2 pronome relativo – que (substitui o substantivo que o antecede). Oração 1 = Comprei a casa Oração 2 = A casa foi anunciada Casa é a palavra repetida e, por isso, o ―que‖ assume a mesma função sintática de tal palavra. 2ª) Objeto direto: Comprei a casa / que você indicou oração 1  oração 2 pronome relativo (substitui o substantivo ―casa‖) Oração 1 = Comprei a casa Oração 2 = Você indicou a casa  o.d. – O ―que‖ tem a mesma função da palavra ―casa‖ repetida. 3ª) Objeto indireto: A casa/a que me referi/ é esta. Or.1 | oração 2 or.3  Preposicionado – Quando o relativo vier preposicionado, assumirá a função de tal forma. Oração 1 = A casa é esta. Oração 2 = Referi-me à casa.   V.T.I. obj. indireto – ―A que‖ tem a função de objeto indireto. 4ª) Adjunto Adverbial = Esta é a casa/onde nasci.   Oração 1 Oração 2 Oração 1 = Esta é a casa Oração 2 = Nasci na casa  adj. adverbial – ―Onde‖ tem a função do termo repetido.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 50 5ª) Adjunto Adnominal: Este é o autor / cujo romance foi elogiado. or. 1  or. 2 adj. adnominal (desse autor) Obs.: Cujo, cuja, cujos e cujas, têm valor possessivo e equivalem a ―de que‖, ―do qual‖, ―de quem‖ e variações. 6ª) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado. Substituindo o pronome pelo antecedente, temos: Este é o animal Fui atacado / pelo animal (= por que)  agente da passiva
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 51 UNIDADE 10 COLOCAÇÃO PRONOMINAL Entende-se por colocação pronominal a relação adequada do pronome oblíquo átono com o verbo. Por isso, re- ceberá o nome ―proclítico‖ o que vier antes do verbo. Exemplo: Eu te amo  verbo Pronome oblíquo átono. Pronomes Oblíquos Átonos 1° pessoa : me, nos 2° pessoa : te, vos 3° pessoa : se, lhe(s), o(s), a(s) 1 – Casos de Próclise 1°) Ocorre próclise quando houver partícula atrativa. São elas : 1.1 – Partícula de negação: não, nunca, jamais. Exemplo: Não te verei hoje.  Pronome antes do verbo Partícula de negação. 1.2 – Pronome demonstrativo: este, esse, aquele etc. Exemplo: Isto me interessa.  pronome antes do verbo pronome demonstrativo 1.3 – Pronome indefinido: alguém, ninguém etc. Exemplo: Alguém me disse isto.  pronome antes do verbo pronome indefinido. 1.4 – Pronome interrogativo: que ?, quem ? etc. Exemplo: Quem me chamou ?  pronome antes do verbo pronome interrogativo 1.5 – Pronome relativo: que, quem etc. Exemplo: A pessoa que me chama de amigo não veio.  pronome antes de verbo pronome relativo. 1.6 – Advérbio: Agora, já, sempre, etc. Exemplo: Sempre me consideraram amigo.  pronome antes de verbo advérbio.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 52 1.7 – Conjunção Subordinada: Embora, visto que, caso Exemplo: Caso me procures amanha, eu poderei ajudar-te  pronome antes de verbo Conjunção Subordinada 2º) Ocorre próclise quando houver uma frase exclamativa. Exemplo: Quanto me esforcei para chegar aqui ! 3º) Ocorre próclise quando houver frase optativa. Exemplo: Deus te abençoe. 4º) Ocorre próclise quando houver verbo no gerúndio preposicionado. Exemplo: Em se tratando de flores, Fabiana é uma rosa. Observação.: Se em uma frase houver mais de uma partícula atrativa, o pronome poderá vir ao lado de qualquer uma delas. Exemplo: Eu já não mais te tenho como amiga. Eu já não te mais tenho como amiga. Eu já te não mais tenho como amiga. Eu te já não mais tenho como amiga. Todas as sentenças estão gramaticalmente corretas. Combinações pronominais: lhe + o = lho  lhes + o = lho  lhes + os = lhos lhe + a = lha  lhes + a = lha  lhes + as  lhas te + o = to  vos + o = vo-lo te + a = ta  vos + a = vo-la me + o = mo  nos + o = no-lo me + a = ma  nos + a = no-la
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 53 2 – Ênclise, Mesóclise e Colocação de Pronomes Átonos em Locuções e Perífrases Verbais 1°) Ocorrerá “ênclise” quando o pronome oblíquo átono vier depois do verbo. Basicamente ocorrerá tal fenômeno quando não Existir partícula atrativa. Exemplo: Deram-lhe o recado ? Obs.: Cuidado, pois se houver uma partícula atrativa isolada por vírgula ocorrerá ênclise também. Exemplo: Agora lhe fale a verdade. (próclise). Agora, fale-lhe a verdade. (ênclise). 2°) Ocorrerá “Mesóclise” quando houver verbos no futuro do presente ou do pretérito sem partícula atrativa. Exemplo: Darei (te) o presente – Dar-te-ei o presente.  futuro do presente. Daria (te) o presente – Dar-te-ia o presente. 3°) A colocação dos pronomes em locuções varia conforme a sentença. Veja: 3.1 – Locução com verbo principal no particípio. Obedeça a uma regra básica: Não se usa pronome após particípio. Exemplo: Não tenho encontrado-te (errado). Não te tenho encontrado (certo). Obs.: Em qualquer situação, será proibida a colocação do pronome átono entre os verbos se houver partícula atrativa. Exemplo: Não tenho te encontrado. (errado) 3.2 – Locução com verbo principal no gerúndio ou no infinitivo. 1. Se houver partícula atrativa, o pronome só não poderá vir entre os verbos. Exemplo: Não te estou vendo ou Não estou vendo-te. 2. Caso contrário, poderá vir em qualquer posição desde que se obedeça ao princípio básico de que não se inicia frase com pronome oblíquo átono. Exemplo: O menino te vai ver. O menino vai te ver. (infinitivo). O menino vai ver-te. Observação.: O mesmo vale ao gerúndio.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 54 UNIDADE 11 CONCORDÂNCIA NOMINAL 1 – Casos de Concordância Nominal Entende-se por concordância nominal como sendo a relação de um substantivo com o termo que com ele manti- ver relação. 1 – Regra Geral: artigo concordam com o substantivo com que mantiverem relação. numeral pronome adjetivo locução adje- tiva Exemplo: Os meus dois melhores amigos de infância ... artigo pronome numeral adjetivo substantivo locução adjetiva 2 – Adjetivo Anteposto a mais de um substantivo. Exemplo: Tiveste má idéia e pensamento. |  subs. masculino  subs. feminino (adjetivo concorda com o subs. mais próximo) 3 – Adjetivo posposto a mais de um substantivo. Exemplo 1: Encontramos um jovem e uma jovem preocupados.   subs. subs. Se a concordância ocorrer com os dois substantivos. Observação:.: Se forem de gêneros diferentes, prevalece o masculino plural. Exemplo 2: Encontramos um jovem e uma jovem preocupada.   subst. masculino subst. Feminino Se a concordância ocorre com o substantivo mais próximo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 55 4 – Mais de um adjetivo concordando com um substantivo. Exemplo 1: Estudo as línguas portuguesa e espanhola    subs. plural adjetivo adjetivo Exemplo 2>- Estudo a língua portuguesa e a espanhola.     subs. sing. Adjetivo. Artigo adjetivo. Se ao lado do último adjetivo existir artigo, substantivo singular; caso contrário, plural. 5 – Expressões é bom, é necessário etc. A Concordância se faz com o artigo do termo ―sujeito‖. Na ausência, prevalecerá masculino. Exemplo: Pimenta é bom – masculino  sujeito sem artigo Exemplo: A pimenta é boa – feminino  sujeito com artigo (concordância de ―boa‖ com o artigo ―a‖.) 6 – Palavras como menos, alerta e o prefixo pseudo são invariáveis. Exemplo: Meu caderno possui menos informações. Eles estão alerta. Ela é uma pseudoprofessora. 7 – Bastante / Bastantes. 7.1 – Bastantes pessoas já chegaram.  substantivo (variável se vier ao lado de um substantivo) Já possuo informações bastantes. (suficientes) 7.2 – Já estudei bastante. (invariável se possuir a função de advérbio) 8 – A palavra “possível”, quando acompanhada pelas Expressões o mais, o melhor etc..., varia segundo o artigo de tais expressões. Exemplo: Compro alimentos o mais caros possível.  artigo singular Observação.: Quanto possível é invariável. Exemplo: Obtive informações quanto possível. Não está precedido por artigo possível concorda com o artigo
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 56 UNIDADE 12 CONCORDÂNCIA VERBAL 1 – Casos de Concordância Verbal Basicamente trata-se da relação entre sujeito e verbo. 1 – Sujeito Composto posposto ao verbo. Exemplo: Chegou o livro e a revista S. C. Verbo concorda com o núcleo mais próximo. Chegaram o livro e a revista. S. C. Concorda com os dois núcleos. 2 – Sujeito Composto reduzido por indefinido pede verbo concordando com tal pronome. Exemplo: Amigos, parentes, esposa ninguém me ajudou. 3 – Outros casos com sujeito composto. a) Núcleos sinônimos. b) Núcleos dispostos em gradação. c) Núcleos são infinitivos. Exemplo: O rancor e o ódio deixou-o/ deixaram-no perplexo(s). Uma indignação, uma raiva profunda, um ódio mortal dominava-o/dominavam-no. Trabalhar e estudar fazia-o feliz. 4 – Sujeito Coletivo. 4.1 – A multidão aplaudiu a linda jogada santista. – Sem especificador, verbo concorda com o coletivo. 4.2 – A multidão de torcedores aplaudiu/aplaudiram a linda jogada santista. – Com especificador, verbo concorda ou com o coletivo ou com o especificador. Coletivo especificador verbo 5 – Sujeito formado por nome pluralizado. 5.1 – Se precedido de artigo, verbo concorda com ele. Exemplo: Os Estados Unidos enviaram poderosos reforço.  artigo 5.2 – Caso, contrário, verbo permanece no singular. Exemplo: Estados Unidos enviou poderoso reforço. 6 – Sujeito é pronome de tratamento. – Pede verbos e complementos na terceira pessoa. Exemplo: Vossa Alteza sabe o lugar. Singular ou plural.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 57 7 – Sujeito é pronome relativo. 7.1 – que = Fui eu que cheguei. – Concorda com o antecedente do ―que‖. 7.2 – quem = Fui eu quem cheguei/chegou. – concorda ou com o quem (3°pessoa) ou com o antecedente. Macetex: antecedente que verbo antecedente quem verbo 2 – Outros Casos de Concordância Verbal 1 – Sujeito é a expressão “mais de” seguido de numeral. mais de (numeral) verbo. - Verbo concorda com o numeral. 2 – Sujeito é formado das expressões alguns de nós , poucos de nós etc. Exemplo: Alguns de nós fomos/ foram escolhidos. Pronome indefinido plural + nós ou vos + verbo. Obs.: Se o pronome indefinido estiver no singular, verbo concorda com o indefinido . Exemplo: Algum de nós foi escolhido. Pronome indefinido singular + nós ou vos + verbo 3 – Verbo seguido por pronome apassivados pede concordância com o sujeito. Exemplo: Vendem-se casas. 4 – Verbos dar, bater e soar na indicação de horas. 4.1 – O relógio deu dez horas. – concorda com o elemento que dá as horas. 4.2 - Deram dez horas no relógio. – concorda com o número de horas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 58 5 – Verbos haver e fazer na indicação de tempo transcorrido são impessoais, portanto, ficam na 3a pessoa do singular. Exemplo: Faz dez anos? Há dez anos atrás. 6 – Parecer + infinitivo possui duas concordâncias possíveis. 6.1 – As flores parecem crescer. 6.2 – As flores parece crescerem. 7 – Verbo “ser” 7.1 – Sujeito sendo pronome invariável, verbo concorda com o predicativo. Exemplo: Tudo são flores. Que são células ? 7.2 – Na indicação de tempo, data ou distância, a concordância faz-se com o numeral. Exemplo: É meio-dia e meia. É primeiro de março. Observação: Na indicação de datas, ocorre concordância especial. Exemplo: Hoje é ―o dia‖ 14 de março (concorda com a palavra ―dia‖ subentendida.) Hoje são 14 de março. (concorda com o numeral). 7.3 – Havendo dois substantivos de números diferentes, verbo concordará com o plural. Singular ser plural. Plural ser singular.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 59 UNIDADE 13 REGÊNCIA VERBAL 1 – Regência Verbal I 1 – Chegar: Exige a preposição a‖, normalmente. Exemplo: Cheguei a Sorocaba. Observação.: Poderá exigir ―em‖ caso o elemento seguinte aceitar movimento. Exemplo: Cheguei no avião. ( Aceita deslocar-se de um ponto ao outro.) 2 – Ir: pede preposição a ou para. Exemplo: Irei a São Paulo. Observação: Poderá usar ―em‖ caso e elemento seguinte aceitar movimento. Exemplo: Irei no banco do meio do ônibus. Aceita deslocar-se de um ponto a outro. 3 – Obedecer: é verbo transitivo indireto com preposição a‖. Exemplo: O amigo obedece à amizade. 4 – Preferir: VTDI com preposição ―a‖ Exemplo: Prefiro Vôlei a basquete. Obs.: Cuidado que tal verbo não aceita ―que‖/ ―do que‖ e os advérbios mais, menor, etc. 5 – Assistir 5.1 – Assisti ao filme. Sentido = ver Regência = VTI – a . 5.2 – Assisti o doente. Sentido = ajudar Regência = VTD. 5.3 – Os amigos assistem a nossos verdadeiros sentimentos. Sentido = caber, ter direito. Regência = V.T.I. – a. 5.4 – Assisto em Campo Grande. Sentido = morar. Regência = VI – em. 6 – Aspirar 6.1 – Aspiro o odor das flores. Sentido = sorver, cheirar. Regência = V.T.D. 6.2 – Aspiro a uma nova chance. Sentido = desejar Regência = VTI –a.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 60 7 – Visar 7.1 – Viso o documento. Sentido = vistar, dar visto. Regência = V.T.d. 7.2 – Viso a uma esposa. Sentido = desejar, almejar. Regência = VTI -a . 7.3 – O caçador visou a caça. Sentido = mirar. Regência = V.T.D. 2 – Regência Verbal II 1 – Namorar: V.t.d. – Não aceita preposição ―com‖. Exemplo: Fabiana namora Carlos. Observação: É incorreta a frase: Quer namorar comigo? O correto é: Quer namorar-me? 2 – Simpatizar: VTI com preposição ―com‖. Obs.: não é pronominal. Exemplo: Simpatizei com você. Obs.: É incorreta a forma simpatizar-se 3 – Morar: VI com preposição ―em‖. Exemplo: Moro em Campo Grande. Verbos com sentido de morar pedem preposição ―em‖ e não ―a‖. 4 – Esquecer/lembrar: 4.1 – Pronominal = VTI - de. Exemplo: Esqueci-me de você. 4.2 – Não-pronominal = Vtd. Exemplo: Esqueci o seu nome. 4.3 – No sentido de cair na lembrança ou no esquecimento Exemplo: Lembrou-me o fato // Esqueceu-me seu nome. 5 – Chamar: 5.1 – No sentido de convocar é V.T.D. Exemplo: Chamei Fabiana para sair.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 61 5.2 – No sentido de dar nome, cognominar. a) Chamei Fabiana linda. Vtd + predicativo do objeto (sem preposição) b) Chamei a Fabiana linda . V.T.I. - a + predic. do obj. (sem preposição) c) Chamei Fabiana de linda. Vt.d. + predic do obj. (com preposição de) d) Chamei a Fabiana de linda. Vt.I. - a+predic. do obj. (com preposição de) 6 – Informar: 6.1 – VTDI+od (pessoa)+OI (não-pessoa – de /sobre.) Exemplo: Informei Márcia do problema. 6.2 – VTDI+od. (não-pessoa)+OI (pessoa-a) Exemplo: Informei o problema a Márcia. 7 – Pagar/Perdoar/ Agradecer: 7.1 – a uma pessoa = Paguei à credora/ Perdoou à irmã/ Agradeci ao amigo. VTI – a. 7.2 – a uma não-pessoa = Paguei a conta/ Perdoei a dívida/ Agradeci a ajuda. V.T.D. sem preposição. 3 – Regência Nominal Alguns pedem preposições especiais. Veja: acessível a comum a, de horror a afável com, para com curioso de, por impossível de agradável a difícil de indeciso em alheio a escasso de indigno de amante de fácil de leal a análogo a fiel a natural de ansioso de, por, para hábil em nocivo a paralelo a preferível a sensível a passível de propício a sito em possível de responsável por útil a, para
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 62 UNIDADE 14 CRASE 1 – Usa-se Crase 1. Antes de palavras femininas. Exemplo: Referi-me à menina. 2. Antes de topônimos que aceitem artigo. Macetex: Se para o topônimo couber esquema: Vou à – Volto da  usa-se crase Exemplo: Vou à Espanha / Volto da Espanha. 3. Em locuções conjuntivas ou prepositivas femininas. Exemplo: À medida que, à proporção que ... 4. Em locuções adverbiais femininas. Exemplo: À direita da casa, estão os meus pertences. 5. Em locuções adverbiais indicativos de horas. Exemplo: Às dez horas, chegamos. 6. Antes dos pronomes senhora, senhorita, dona, dama e madame. Exemplo: Referi-me à senhora. 2 – Não se usa Crase 1. Antes de palavras masculinas Exemplo: Vou a pé. Exceção : Quando ficar subentendida a palavra ―moda‖. Exemplo: Poltrona à Luís XV. Poema à Machado de Assis. 2. Entre palavras iguais. Exemplo: Estávamos cara a cara. 3. Antes de pronomes que não aceitem artigo. Exemplo: Não me referi à ninguém. 4. Antes de palavra feminina plural com “a” singular. Exemplo: Não me refiro a meninas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 63 5. Antes de verbos. Exemplo: Estou a esperá-la. 6. Antes de artigo indefinido. Exemplo: Refiro-me a uma pessoa em especial. 7. Antes das palavras casa e terra quando não vierem especificadas. Exemplo: Vou a terra. Irei a casa. Obs.: Vou à terra (do meu avô)especificador Irei à casa (dos meus primos)especificador 8. Antes de topônimos que não aceitem artigo. Macetex: Vou a ... / Voltei de ... (Vou a Campinas / Voltei de Campinas) EXCEÇÃO: Haverá se o topônimo for especificado. Exemplo: Vou à Campinas (dos seus amigos)  especificador 3 – Crase Facultativa 1. Antes de nomes próprios femininos. Exemplo: Informei o problema à Márcia. 2. Após a preposição até se a palavra seguinte for feminina. Exemplo: Vou até a praia/ Vou até à praia. 3. Antes de pronomes possessivos femininos. Exemplo: Isto pertence à minha família. 4 – Casos Especiais 1. Com aquele(s), aquela(s), aquilo ou a se o antecedente exigir preposição. Exemplo: Assisti àquele filme. 2. Antes do relativo “que”quando ficar subentendido “àquela”. Exemplo: Sua caneta era igual à que comprei.  àquela
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 64 UNIDADE 15 Coesão e Coerência Textuais 1 – Coesão Textual Um texto será coeso se as suas diferentes partes constitutivas estiverem articuladas e interligadas, garantindo a sua unidade semântica. A coesão textual pode ser assegurada através dos seguintes mecanismos linguísticos: — cadeias de referência; — repetições; — substituições lexicais; — conectores interfrásicos; — compatibilidade entre informações temporais e aspectuais. 1.1 – Cadeias de Referência Uma cadeia de referência ocorre quando, num texto, há um ou vários elementos textuais sem referência autônoma. A sua interpretação está, por isso, dependente de outra expressão presente no texto. 1) Amava, amava as mulheres com sensualidade, estima e ternura. Sinceramente me julgava, perante elas, um sensual, um sentimental e um idealista. Decerto me não tinham inspirado grande ternura ou respeito as que até então fisicamente amara. Mas até essas, não pudera amar (amar da maneira que qualifiquei) sem uma ponta de afetividade e umas veleidades de moralista regenerador. (J. Régio, O Vestido Cor de Fogo) A expressão nominal as mulheres e os pronomes elas, as e essas, tal como a elipse do pronome pessoal elas antes do complexo verbal tinham inspirado, formam uma cadeia de referência, uma vez que o referente dos pronomes é o mesmo do da expressão nominal. Todas as expressões reenviam para a mesma entidade extralinguística. Podem integrar as cadeias de referência as anáforas, as catáforas, as elipses e a co-referência não anafórica. a- Anáfora: expressão cuja interpretação depende de uma outra expressão presente no contexto verbal anterior. Exemplo: Ao longe, no alto mar, há ainda o exercício da pesca. Há lá homens. Não os vejo. (V. Ferreira, Até ao Fim) O pronome pessoal oblíquo os remete para uma expressão referida anteriormente no discurso (homens), sendo, por isso, uma anáfora. b- Catáfora: expressão cuja interpretação depende de outra presente no contexto verbal que vem imediatamente depois. Exemplo: Com o meu irmão tudo foi diferente, sabe, as mulheres preferem-nos, aos filhos. (A. P. Inácio, Os Invisíveis) O pronome pessoal os (nos) remete para uma expressão que aparece posteriormente no discurso (os filhos), sendo, por isso, uma catáfora. c- Elipse: omissão de uma expressão recuperável pelo contexto, evitando assim a sua repetição. Exemplo 01: Marcelo foi ao museu. Lá encontrou os amigos. d- Co-referência não anafórica: existe co-referência não anafórica quando duas ou mais expressões linguísticas remetem para o mesmo referente, não havendo dependência referencial de uma em relação a outra(s). Exemplo: A morte de Raul Vilar foi muito lamentada. Todos os jornais consagraram longos artigos ao grande escultor. (M. Sá-Carneiro, Loucura) Tanto Raul Vilar como grande escultor remetem para a mesma personagem. No entanto, ambas as expressões têm referência autônoma.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 65 1.2 – Coesão Lexical A coesão lexical pode ser garantida através de diferentes processos. a- Repetição: por não ser possível a sua substituição, a repetição da mesma unidade lexical ao longo do texto pode revelar-se necessária para a coesão do texto. (7) Professor riu. Assim passaram a manhã, Professor fazendo a cara dos que vinham pela rua, Pedro Bala recolhen- do as pratas ou os níqueis que jogavam. (J. Amado, Capitães da Areia) Neste exemplo, a repetição do nome Professor é necessária para evitar a ambiguidade. b- Substituição lexical: para evitar repetições desnecessárias, pode substituir-se uma unidade lexical por outras que com ela mantenham relações semânticas de sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia. Exemplo: (Sinonímia) O treinador afirmou que o jogo correu bem. O comandante disse ainda que estava orgulhoso da sua equipe. Exemplo: (Antonímia) A maior parte das vítimas de violência doméstica são mulheres. Os homens, quando agredi- dos, raramente denunciam a situação. Exemplo: (hiponímia – gatinho e hiperonímia – animal) Na semana passada, encontrei um gatinho. O animal estava cheio de fome e sede. 1.3 – Podem funcionar como Conectores — conjunções e locuções coordenativas e subordinativas (porque, no entanto...); — advérbios conectivos (agora, assim, depois...); — adjetivos (bom...); — verbos (quer dizer...); — grupos preposicionais/locuções adverbiais (pelo contrário, do mesmo modo...); — orações (para concluir, pelo que referi anteriormente...). Exemplo: Não vou de férias, porque não acabei o relatório. Exemplo: Vou fazer horas extraordinárias a semana toda. Agora, não me peçam para trabalhar no fim-de-semana. 1.4 – Tipos de Conectores Exemplos: a- Temporais (indicam relações temporais entre as frases ou orações) quando, enquanto, por fim, depois, em se- guida, antes, entretanto, então... b- Contrastivos (indicam relações de oposição) mas, embora, no entanto, apesar de, pelo contrário, contrariamen- te, por oposição... c- Aditivos (acrescentam informação) e, também, além disso, mais ainda, igualmente, do mesmo modo, pela mesma razão, adicionalmente, ainda... d- Causa-consequência (indicam uma relação causa-efeito) porque, por isso, consequentemente, pois, portanto, logo, por conseguinte, por esta razão, deste modo, então, de maneira que... e- Confirmativos /exemplificativos por exemplo, de fato, efetivamente, com efeito... f- Explicativos/ reformulativos quer dizer, ou seja, isto é, por outras palavras... g- Síntese / conclusão em resumo, em suma, concluindo, para concluir... h- Alternativos ou, alternativamente, em alternativa.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 66 2 – Coerência Textual Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a com- preensão do que se lê diz. Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito ou dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que compõem a oração, como também entre a sequência de orações dentro do texto. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o pú- blico a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis. Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária – composta de termos e expressões – que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais – repetição, substituição, associação –, sejam gramaticais – emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses – constroem-se frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de pa- rágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, ―o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, re- cobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios‖. Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos. É imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Além disso, relembre-se de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. Texto retirado de http://www.mundovestibular.com.br. Escrito por Cláudia Kozlowski
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 67 UNIDADE 16 REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA Mudanças no alfabeto O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt); b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano. Trema Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Como era Como fica agüentar aguentar argüir arguir bilíngüe bilíngue cinquenta cinquenta delinquente delinquente eloqüente eloquente ensangüentado ensanguentado eqüestre equestre freqüente frequente lingüeta lingueta lingüiça linguiça qüinqüênio quinquênio sagüi sagui seqüência sequência seqüestro sequestro tranqüilo tranquilo Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 68 Mudanças nas regras de acentuação 1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Como era Como fi ca alcalóide alcaloide alcatéia alcateia andróide androide apóia (verbo apoiar) apoia apóio (verbo apoiar) apoio asteróide asteroide bóia boia celulóide celuloide clarabóia claraboia colméia colmeia Coréia Coreia debilóide debiloide epopéia epopeia estóico estoico estréia estreia estréio (verbo estrear) estreio geléia geleia heróico heroico idéia ideia jibóia jiboia jóia joia odisséia odisseia paranóia paranoia paranóico paranoico platéia plateia tramóia tramoia Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. 2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como era Como fica baiúca baiuca bocaiúva bocaiuva cauíla cauila feiúra feiura
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 69 Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. 3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). Como era Como fica abençôo abençoo crêem (verbo crer) creem dêem (verbo dar) deem dôo (verbo doar) doo enjôo enjoo lêem (verbo ler) leem magôo (verbo magoar) magoo perdôo (verbo perdoar) perdoo povôo (verbo povoar) povoo vêem (verbo ver) veem vôos voos zôo zoo 4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára / para, péla(s) / pela(s), pêlo(s) / pelo(s), pólo(s) / po- lo(s) e pêra / pera. Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pêra. Comi uma pera. Atenção: • Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. • Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. • É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 70 5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir. 6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: • verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. • verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. • verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos. Resumo Emprego do hífen com prefixos Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos 1. Prefixo terminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo. • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom. • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas. 2. Prefixo terminado em consoante: • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário. • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico. • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante. Observações 1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras ini- ciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 71 PROVAS DE CONCURSOS PROVA 1 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)- (Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS Data: 06/04/2014 Dado o seguinte quadro, responda às questões 1 a 3. PALAVRA SIGNIFICADO Novis Novidades. Sqn Só que não (usado para desmentir a própria frase. Exemplo: Sou linda... Sqn) Partiu Usada para dizer que está indo para algum lugar. Exemplo: Partiu banho Aff Demonstra desaprovação, decepção. Brinks Usado para dizer que o que foi falado antes era brincadeira. Exemplo: Você é feio... tô de brinks! Milgrau Uma coisa exagerada, exemplo: Você está demais! Tá ―milgrau‖ Pirar Achar muito bom, muito legal. Trolar Sacanear, zombar. Vem do inglês to troll. Divar É usado quando você faz algo digno de uma diva. Sensualizar Sensualizar significa fazer sucesso, chamar a atenção positivamente. (MAGI, Luzdalva S. ―As gírias: instrumentos de manutenção e renovação da língua‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 46, p. 11) 1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.1) As gírias ―di- var‖ e ―sensualizar‖ estão empregadas como: a) Verbos. b) Adjetivos. c) Advérbios. d) Pronomes. e) Substantivos. 2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.2) A palavra ―milgrau‖, em Você está demais! Tá ―milgrau‖, está empregada como: a) Verbo. b) Adjetivo. c) Advérbio. d) Pronome. e) Substantivo. 3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.3) A palavra ―milgrau‖ se associa à expressão ―mil graus‖, mas não sofre flexão de número em ―Você está demais! Tá ―milgrau‖‖, porque: a) O adjetivo concorda com o verbo. b) O advérbio é uma palavra invariável. c) O adjetivo concorda com o substantivo. d) Há uma relação de concordância entre o predicativo do sujeito e o sujeito. e) O adjetivo concorda com o numeral.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 72 Com base no texto, responda as questões 4 a 6. A profecia Caraíbas têm cabeça oca. Deviam ter aprendido muitas lições com o povo filho da terra e não souberam enxergar, nem ouvir, nem sentir. E sofrerão por isso. Dia virá em que ficarão com sede, muita sede, e não terão água para beber: os rios e lagoas e valos e regatos e até a água da chuva estarão sujos e podres. E chorarão. E continuarão com sede porque a água do choro é salgada e amarga... Tempo da fome também virá. E a terra estará seca, o chão duro. As sementes de milho e man- dioca não mais nascerão verdes, alimentando a esperança de guarups ao redor do fogo com muita comida e bebida. A caça e o peixe também terão fugido ou morrido. E a fome apertará o estômago do caraíba e ele não poderá comer nem a sua riqueza, nem sua terra nua e fértil. Os dias serão sempre mais quentes. E quando o caraíba procurar uma sombra como abrigo, descobrirá que a terra não tem mais árvores. As noites serão escuras e frias. Sem lua, sem estrelas. E sem fogueiras quentes. E o caraíba, o homem-branco, chorará. E quando acordar de sua imensa estupidez será tarde, muito tarde. Eu, Tamãi, o velho pajé, falei. (ZOTZ, W. Apenas um curumim, 12ª ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979, p. 14) 4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.4) Nas linhas 01 a 05, observa-se, no texto, a elipse nominal do termo que se encontra na função, sujeito, que é: a) Água. b) Fome. c) Tamãi. d) Caraíbas. e) Guarups. 5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.5) Observa-se, no texto, o uso dos conectivos ―e‖ e ―nem‖. Assinale qual o tipo de conjunção e sua função no texto. a) Conjunção aditiva sem efeito estilístico no texto. b) Conjunção conclusiva indicando consequências. c) Conjunção coordenativa com valor adversativo no texto. d) Conjunção aditiva que tem apenas a função de enumerar as ações. e) Conjunções aditivas que dão fluidez ao texto, sugerindo ações contínuas e consequências dessas ações. 6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.6) Nas orações ―E o caraíba, o homem-branco, chorará.‖ e ―Eu, Tamãi, o velho pajé, falei.‖ A vírgula está sendo usada para: a) Isolar o posto. b) Separar orações. c) Isolar o vocativo. d) Isolar elementos repetidos. e) Separar elementos com a mesma função sintática.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 73 Dado o seguinte texto, responda a questão a seguir. A LÓGICA É O PODER (OU SIM, ―TINHA CHEGO‖ EXISTE!) Muitos estranhariam se soubessem que a forma ―pêgo‖, um dia, já foi considerada inculta, somente empregada por Incultos (Caldas Aulete, 1958). Estranhariam porque, atualmente, é empregada por pessoa com nível de escolaridade superior – ou seja, cultas. (Excerto: RODRIGUES, Bruno. ―A lógica é o poder (ou sim, ―tinha chego‖ existe‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 44, p. 14) 7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.7) Com base no texto, ―tinha chego‖ tem sido usado por pessoas cultas. Assinale a locução verbal correta, segundo a linguagem escrita, com os verbos ―pegar‖, ―comprar‖, ―trazer‖ e ―entregar‖. a) Tinha pego, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregado. b) Tinha pegado, tinha compro, tinha trazido, tinha entregado. c) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trago, tinha entregado. d) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregue. e) Tinha pegado, tinha comprado, tinha trazido, tinha entregado. 8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.8) Complete o quadro, com a forma equivalente na linguagem escrita: LINGUAGEM FALADA LINGUAGEM ESCRITA Os atletas bateram o récorde. Os vices-prefeitos estão reunidos. Ela mesmo disse a verdade. Os cidadões chegaram cedo. (Excerto: SILVA, Leonardo da. ―A língua que falamos X a língua que escrevemos‖. Revista Língua Portuguesa. Nº 44, p. 24) Assinale a alternativa correta. a) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadãos chega- ram cedo. b) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadães chega- ram cedo. c) Os atletas bateram o recorde. Os vices-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadãos chega- ram cedo. d) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesmo disse a verdade. Os cidadãos chega- ram cedo. e) Os atletas bateram o recorde. Os vice-prefeitos estão reunidos. Ela mesma disse a verdade. Os cidadões chega- ram cedo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 74 Dado o seguinte texto, adaptado da propaganda da Sanofi Pasteur. Revista Exame. 3 abr. 2013, responda às ques- tões 9 e 10. NESTE INVERNO, ALGUMAS FALTAS PODEM PREJUDICAR SUA EMPRESA. PROTEJA SEUS FUNCIONÁRIOS CONTRA A GRIPE. A gripe é a principal causa de faltas ao trabalho e a vacinação é uma das maneiras mais eficazes de preveni-la. Diversas empresas no Brasil já beneficiam seus funcionários todos os anos. 9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.10) Compare o emprego da palavra ―faltas‖ no texto e responda: I. A palavra ―faltas‖ demanda um complemento nominal. II. O sintagma ―ao trabalho‖ é o adjunto adnominal da palavra ―faltas‖. III. A ambiguidade desaparece se o complemento nominal é explicitado. IV. O sintagma ―ao trabalho‖ é o complemento nominal da palavra ―faltas‖. V. A palavra ―faltas‖ torna-se ambígua na ausência de um adjunto adnominal. Estão corretos apenas os itens: a) II e V. b) I, II e V. c) I, II e III. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.11) Sobre o emprego o pronome‖-la‖ em ―preveni-la‖ é correto afirmar que I. O pronome ―-la‖ é um pronome oblíquo. II. O pronome ―-la‖ está proclítico ao verbo. III. O pronome ―-la‖ refere-se à palavra gripe. IV. O pronome ―-la‖ está na função de objeto direto do verbo ―prevenir‖. V. O pronome ―-la‖ está na função de objeto indireto do verbo ―prevenir‖. Estão corretos apenas os itens: a) I, II e IV. b) I, III e V. c) I, II e III. d) I, III e IV. e) III, IV e V.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 75 Veja a propaganda abaixo, disponível em http://labbioiee.blogspot.com.br/2009/06/fumar-faz-bem-saude.html, acesso: fev./2014, e a seguir, responda às questões 12 a 15. 11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.12) Tendo em vista os elementos que constituem essa propaganda, é correto afirmar que: a) o efeito de sentido está completo, considerando-se apenas a linguagem não verbal. b) o sentido apreendido a partir da linguagem não-verbal é oposto ao construído pela linguagem verbal. c) as campanhas contra o fumo foram desconsideradas pelo enunciador. d) a linguagem verbal é suficiente para a apreensão do sentido. e) o contexto social é irrelevante para a construção do sentido. 12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.13) O recurso estilístico predominante utilizado na construção de sentido da propaganda foi: a) eufemismo. b) hipérbato. c) ironia. d) metáfora. e) metonímia. 13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.14) O pronome demonstrativo este, presente na estrutura verbal da propaganda, faz referência a algo a) citado de maneira imprecisa. b) genérico a não ser citado. c) citado de modo indefinido. d) citado anteriormente. e) a ser citado. 14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.15) O uso de acento indicativo de crase na expressão à saúde, presente no contexto verbal da propaganda, justifica-se porque, de acordo com a gramática normativa, a) a palavra bem pede uma preposição. b) a palavra saúde é um substantivo feminino. c) a expressão ―fazer bem‖ rege a preposição a e o seu complemento admite o artigo a. d) a expressão à saúde é uma exceção que representa um caso especial de crase. e) o advérbio bem exige a preposição a e o substantivo saúde é uma palavra feminina.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 76 Leia o anúncio, abaixo, e responda às questões 15 a 18. (Fonte: MTV. In: Veja, abr. 2011, p. 124-125.) 15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.16) A classe gramatical de várias palavras, em situação de discurso, é alterada por causa do efeito de sentido que se busca. Dessa forma, é correto afirmar que, no anúncio, as formas bonito e feio foram a) verbalizadas. b) adverbializadas. c) adjetivizadas. d) substantivadas. e) preposicionalizadas. 16. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.17) O uso das formas variantes tá e pra são marcas linguísticas características da modalidade oral da língua, porém, no anúncio, foram empregadas no texto escrito. Isso se deve ao fato de a) o locutor tentar buscar um efeito de intimidade com o interlocutor. b) os integrantes da emissora usarem normalmente esses termos. c) o anúncio dirigir-se a pessoas de classes sociais mais baixas. d) a emissora procurar uma linguagem mais formal. e) o anúncio ser dirigido a uma faixa etária diversificada. 17. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.18) O efeito de humor construído no anúncio é obtido por meio a) do uso das formas variantes tá e prá. b) do uso de expressões que são de domínio público. c) da relação de antonímia entre as palavras feio e bonito. d) da aparência das pessoas retratadas no texto não verbal. e) dos verbos utilizados. 18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.19) As constru- ções condicionais podem expressar vários tipos de relação. Dessa forma, no seguinte trecho do anúncio, Se você acha que a programação da MTV só vai ter música, errou feio, a natureza factual da construção condicional se estabelece porque a) a primeira parte da construção contrasta com a segunda. b) o locutor parte de um fato apresentado como verificado. c) a oração condicionada está baseada em fatos reais. d) a proposição consequente tem por base a verdade. e) a oração condicional é iniciada pela conjunção se.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 77 19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2014-COPEVE].(Q.20) Em quais situações, a vírgula é utilizada corretamente e produz sentidos diferentes na frase ―Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de rastos à sua procura‖? I. Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de rastos à sua procura. II. Se o homem soubesse o valor, que tem a mulher andaria de rastos à sua procura. III. Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de rastos à sua procura. IV. Se o homem soubesse o valor, que tem a mulher, andaria de rastos à sua procura. V. Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria, de rastos, à sua procura. Estão corretos apenas os itens: a) I e V. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) III e IV. PROVA 2 Auxiliar em Administração-(Classe C)-(Nível Fundamental)-(Tarde)  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS Data: 20/10/2013 Leia o texto que segue, de Lizandra Magon de Almeida, extraído do sítio http://super.abril.com.br, em 10/09/2013. Em seguida, responda às questões de 1 a 4. E se... o mundo falasse a mesma língua? Imagine se, de comum acordo, todos os habitantes da Terra falassem um só idioma. Você poderia tomar um avi- ão no Brasil, descer no Japão e se entender com todo mundo. Para alguns estudiosos, esse seria o fim de muitos desentendimentos. A Bíblia, por exemplo, diz que a harmonia entre os povos acabou na Torre de Babel, quando, por um castigo divino, pessoas que antes falavam a mesma língua passaram a ter diferentes idiomas. Desde en- tão, ninguém mais se entendeu, diz o texto. Mas uma língua unificada teria vida breve. Em pouco tempo, cada grupo selecionaria os termos adequados ao seu ambiente e à sua cultura, diferenciando novamente as linguagens. Enquanto os idiomas têm entre 2.000 e 20.000 palavras, uma língua mundial precisaria de mais de 25.000 termos, para absorver, por exemplo, as 40 pala- vras que os esquimós dão para a cor branca. No Saara, essas palavras seriam abandonadas em breve. ―O latim era uma língua unificada, mas dele saíram 10 ou 12 línguas latinas‖, diz o professor de Filosofia Românica da USP, Bruno Fregni Bassetto. É o que explica as diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal. Já houve tentativas, fracassadas, de criar uma língua universal. Filósofos como Voltaire, Montesquieu e Descartes foram alguns dos que tentaram. Uns achavam que o idioma único deveria ser totalmente novo. Outros, que ele deveria ser formado de palavras já existentes, combinadas. Mas em um ponto eles concordavam: não é possível impor a todos uma língua já existente. O esperanto, criado em 1887 pelo polonês Lázaro Zamenhof e hoje adota- do por 3 milhões de pessoas, foi o mais próximo que se chegou desse sonho. Mas mesmo seus adeptos, espalha- dos por mais de cem países, o consideram uma segunda língua, que se deve aprender sem perder o idioma na- tal. A difusão dessa língua mundial seria delicada. E, com certeza, não haveria mistura com os idiomas locais. Onde houvesse resistência, a linguagem original simplesmente predominaria. Trata-se de uma verdade histórica: as lín- guas nunca se fundem – uma sempre predomina e a outra desaparece. Foi o que houve na Gália, terra de Asterix e Obelix, onde vivem os celtas, com sua própria língua. Quando os romanos conquistaram a região, impuseram o latim, que foi adotado. Com mudanças de pronúncia e enxertos de palavras, mas ainda latim. Há quem defenda a tese de que já se falou um idioma universal, quando a linguagem foi inventada pela huma- nidade. Mas essa é uma grande polêmica. Alguns pesquisadores acham que a raça humana surgiu na África e, dali, se espalhou pelo resto dos continentes. Outros supõem que povos diferentes surgiram em várias regiões, cada um com sua língua. No primeiro caso, as línguas teriam uma origem comum. No segundo, não. ―Tudo o que sabemos sobre a linguagem parte do que a língua é hoje. O resto é especulação‖, diz Carlos Alberto Faraco, professor de Linguística da Universidade Federal do Paraná. De certo, sabe-se que, no passado, houve um povo que falava uma só língua, o indo-europeu, do norte da Índia à Europa, com poucas exceções, como o país Basco e a Finlândia. Esse idioma deu origem a quase todas as línguas ocidentais e a algumas orientais. Antes disso, a controvérsia é tão grande que, no final do século XIX, os linguistas proibiram que se discutisse o tema.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 78 1. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Conforme o texto, na opinião da autora, uma língua universal não teria vida longa considerando a) as interferências socioculturais das diversas comunidades do mundo. b) as dificuldades impostas pelas diferentes religiões do mundo. c) a capacidade articulatória dos diferentes povos do mundo, asiáticos, africanos, dentre outros. d) os mecanismos próprios de estruturação linguística, característicos de todos os povos do mundo. e) a capacidade intelectual dos diferentes habitantes do planeta, como por exemplo, dos Esquimós. 2. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.2) De acordo com o texto, é correto afirmar: a) O esperanto é a única língua que atingiu o status de língua universal. b) O indo-europeu foi o primeiro idioma a ser falado em todas as regiões do mundo. c) O latim foi a língua que durante mais tempo se manteve de forma unificada. d) As línguas são modificadas, principalmente, a partir das influências de outras línguas. e) O indo-europeu deu origem a todas as línguas, exceto o latim que teve origem céltica. 3. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.3) A palavra ―adeptos‖, na frase ―Mas mesmo seus adeptos, espalhados por mais de cem países...‖, pode ser substituída no texto, sem alternância de sen- tido por: a) rixosos. b) sediosos. c) dependentes. d) falantes. e) infidos. 4. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Com relação ao período ―cada grupo selecionaria os termos adequados ao seu ambiente e à sua cultura‖, é correto afirmar que: a) configura uma ação marcadamente no passado. b) expressa traços temporais unicamente de futuro. c) constitui uma sentença contendo pelo menos dois tempos verbais. d) depreende uma marcação temporal não explícita. e) apresenta uma conjugação verbal no tempo futuro do pretérito. 5. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.5) A unidade ―que‖ na sentença ―Os meni- nos que chegaram atrasados trouxeram os livros‖ caracteriza-se como: a) um pronome adjetivo. b) um pronome interrogativo. c) um pronome objeto. d) um pronome demonstrativo. e) um pronome relativo. 6. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.6) O artigo 37, da Constituição Federal, dispõe que ―A administração pública direta, indireta ou funcional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publici- dade e eficiência (...)‖. Diante disso, é correto afirmar que a redação oficial deve ser caracterizada pela(o): a) impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. b) emprego do padrão culto da linguagem, mas respeitando os jargões dos vários segmentos da sociedade. c) impessoalidade e as várias modalidades que caracterizam a variedade linguística brasileira. d) clareza, univocidade, concisão e nomenclaturas gerais do padrão coloquial da língua portuguesa. e) concisão, pessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, codificada, conforme as necessidades de cada área. 7. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.7) Como se sabe, os substantivos na língua portuguesa possuem uma variedade no que se refere ao gênero. Diante disso, assinale a alternativa que apresenta apenas substantivos de gênero epiceno. a) intérprete – fã – jurista – estudante. b) jacaré – minhoca – besouro – palmeira. c) redator – traidor – comprador – maquiador. d) sentinela – sujeito – pivô – cadáver – criatura. e) motorista – nó cego – vidente – testemunha.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 79 8. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Sabe-se que a vírgula determina uma pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si em uma mesma frase. Assim sendo, assinale dentre as alternativas abaixo, a que apresenta INADEQUADAMENTE o uso da vírgula. a) O bispo, indeferiu todos os pedidos. b) Além do mais, não estou a fim de fazer isso. c) Permiti uma vez, duas vezes, mas não três. d) Agindo assim conseguirá, pelo menos, o mínimo. e) A busca é contínua, incessante. 9. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.9) Uma das características relacionadas ao estilo da correspondência oficial é a formalidade, evidenciada, por exemplo, pelo uso de determinadas formas de tratamento. Nesse sentido, escolha, dentre as alternativas abaixo a forma abreviada que deve ser utilizada unica- mente com reitores. a) V.S. b) Revma. c) Rtr. d) V.M. e) V.Mag.ª 10. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.10) Assinale, dentre as alternativas abaixo, a palavra que está com sua definição INCORRETA. a) séptico – que causa infecção. b) experto – perito. c) espirar – terminar. d) senso – entendimento. e) cassar – tornar sem efeito. PROVA 3 Assistente em Administração-(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS Data: 20/10/2013 Leia o texto que segue, escrito por Julia Michaels, retirado do sítio www.revistagalileu.globo.com, em 18/09/2013. Em seguida, responda às questões de 1 a 5. Nossa nova língua portuguesa Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam: sentam-se. Uma porta não se fecha: fecha-se. O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou “fi-lo porque qui-lo”. Tradução: fiz porque quis – e foi por causa da ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história. É quase como se fosse um outro idioma. O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimen- to nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala de Aids, a sigla em inglês. Outro dia li “bêbado como um gambá” numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês original, pensando que o tradutor a tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão “drunk as a skunk”. Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio há tempos de minha terra natal, talvez por meio de algum filme. Neste momento histórico de globalização e acesso máximo à informação, as pessoas no mundo inteiro prezam acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como “vc” (você) “rs” (risos), “pq” (por que) e “tranks” (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da co- municação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse falando em voz alta com seus leitores: “Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...”, para ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato de que os brasileiros, estão mudando. No seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o “tu”, e não o “vous”, quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 80 Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever “como eu te disse há pouco”, “como eu lhe disse há pouco” ou “como eu disse há pouco”. Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!) mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização de linguagem, séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados popu- lares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a própria democratização brasileira que leva a abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita. Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: Bebo porque é líquido. Se fosse sólido comê-lo- ia”. Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômi- ca: “Quero ler um livro que minha filha está lendo, não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús- cu-lo”. 1. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Com base no texto, é correto afirmar que na opinião da autora a) os falantes de língua portuguesa não são tão ufanistas quanto os espanhóis e os franceses no que se refere à língua. b) o Brasil possui duas línguas, uma referente à modalidade oral e outra referente à modalidade escrita. c) as línguas do mundo tendem a ter uma linguagem simplificada tanto na modalidade escrita, quanto na oralida- de. d) na língua inglesa, as ênclises não são comuns na oralidade, ficando restritas a textos na modalidade escrita. e) as discrepâncias entre oralidade e escrita são mais substanciais na língua inglesa do que na língua portuguesa. 2. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.2) Com relação à expressão ―bêbado como um gambá‖, a autora afirma que a) trata-se de um empréstimo da língua inglesa, incorporada ao português por meio de um filme. b) expressa uma relação de sentido entre o cheiro do álcool e o forte odor do gambá. c) na língua inglesa há uma relação de sentido entre as palavras ―drunk‖ e ―skunk‖. d) caracteriza uma expressão de uso corrente tanto na língua inglesa quanto na língua portuguesa. e) caracteriza uma expressão com equivalentes em todas as línguas. 3. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.3) Com relação ao sentido da palavra ―crua‖ empregada na frase ―esse tipo de abordagem soa muito crua‖, é correto afirmar que a) possui uma conotação metafórica. b) possui um sentido ambíguo. c) caracteriza-se como uma metonímia. d) expressa conotações hiperbólicas. e) apresenta uma conotação estritamente literal. 4. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Com base no trecho ―Fica difícil saber se é melhor escrever ―como eu te disse há pouco‖, ―como eu lhe disse há pouco‖ ou ―como eu disse há pouco‖, depreende-se que para a autora a) a modalidade oral da língua portuguesa é diversa, no que se refere ao emprego de pronomes. b) os pronomes deveriam ser omitidos na oralidade, pois muitos não caracterizam seus referentes de maneira ade- quada. c) a língua portuguesa possui regras estritas na sua norma culta que não são seguidas na oralidade. d) muitos pronomes da língua portuguesa são empregados na escrita, mas nunca são empregados na oralidade. e) a língua portuguesa apresenta formas restritas, no que se refere ao emprego de pronomes. 5. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.5) No último parágrafo do texto, a pala- vra ―eruditos‖ pode ser substituída, sem alteração de sentido, por a) inteligentes. b) experientes. c) experts. d) iliteratos. e) doutos.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 81 6. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.6) A crase caracteriza graficamente a fusão de dois fonemas vocálicos idênticos e consecutivos. Diante disso, escolha a alternativa que expressa adequa- damente o uso da crase a) Decidi isso à partir da tua opinião. b) Estes barcos estão voltando à Santos. c) Os selecionados concorreram à revistas infantis. d) A frequência dos acadêmicos às aulas será prejudicada. e) Todos chegaram à uma hora do principal evento. 7. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.7) A concordância verbal tem-se carac- terizado como um dos problemas mais evidentes no que se refere à produção escrita da língua portuguesa. Nesse sentido, escolha dentre as alternativas abaixo, a única INCORRETA, no que se refere à concordância verbal. a) Trouxeram-lhe o que faltava; b) Há ainda muitos problemas a serem resolvidos. c) Entraram minha mãe e meu irmão apenas. d) Faz tantos anos que não a vejo. e) Houveram inúmeros acidentes no ano passado. 8. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Assinale, dentre as alternativas abai- xo, a palavra que está com sua definição INCORRETA. a) séptico – que causa infecção. b) experto – perito. c) espirar – terminar. d) senso – entendimento. e) cassar – tornar sem efeito. 9. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.9) Como se sabe, a vírgula determina uma pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si em uma mesma frase. As- sim sendo, assinale dentre as alternativas abaixo, a que apresenta INADEQUADAMENTE o uso da vírgula. a) Busque tudo, tudo mesmo. b) Não, queremos saber somente a verdade. c) A felicidade, verdadeira, não é para todos. d) O comprador, velho conhecido, conseguirá se estabelecer, enfim. e) O poeta, cumpre sua missão de encantar com palavras. 10. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.10) A língua portuguesa, por ser uma língua natural, está sujeita a uma variedade de fenômenos linguísticos que caracterizam as identidades sociocultu- rais dos povos que as falam. Diante disso, é correto afirmar que o português do Brasil a) apresenta uma variedade de dialetos que tem comprometido sua norma culta. b) tem sido prejudicado pela grande influência da oralidade na modalidade escrita. c) possui várias modalidades que não interagem entre si e que podem levar a um caos linguístico. d) tem recebido ao longo dos últimos séculos influências de diversas línguas, sobretudo no âmbito lexical. e) levará certamente ao surgimento de uma outra língua, diferente dos demais países que falam o português. PROVA 4 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)- (Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS Data: 22/09/2013 1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.1) Assinale a alternativa na qual o uso de vírgulas está INCORRETO, conforme a norma padrão escrita do Brasil. a) Primeiro a dor, depois a lamentação e, finalmente, o suicídio. b) A safra surpreendeu a todos, inclusive aso especuladores. c) Depois da meia noite, todos estarão em suas camas, dormindo. d) O processo, transcorreu dentro da normalidade, assegurou o responsável. e) Paris, a cidade luz, já não é mais a mesma.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 82 2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.2) Na frase ―Meu medo é minha fraqueza‖, a palavra ―meu‖ é empregada como a) um pronome adjetivo. b) um adjunto adverbial. c) um pronome demonstrativo. d) uma locução pré-verbial. e) um pronome sujeito. 3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.3) De acordo com a norma padrão escrita da língua portuguesa, unidades como a, o, de, lhe, em e por são consideradas a) monossílabos pré-tônicos. b) monossílabos tônicos. c) monossílabos oxítonos. d) monossílabos conjuntivos. e) monossílabos átonos. 4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.4) Analise as proposições abaixo: I. A corrupção acabou. II. Eu sabia a verdade sobre aquele caso. III. Eu sabia que ela não aceitaria nada do que propus. IV. Nós sabíamos a verdade, mas ele negou tudo. V. A mãe ficou inconsolável, mas o menino nem quis saber do resultado. No que se refere à organização sintática da língua portuguesa, são orações constituídas por períodos compostos, apenas as proposições. a) II e V. b) I e IV. c) I, II e III. d) I, III e V. e) IV e V. 5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.5) Em todas as alternativas abaixo há, pelo menos, uma palavra com um hiato, EXCETO: a) enjoo – Paraguai – mão – Paraíba. b) boi – fui – grão – queijo. c) álcool – averiguei – mão – cílios. d) joelho – quais – chão – glória. e) baú – enxaguei – põe – saúde. 6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.6) No que diz respeito ao emprego da crase, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO: a) O erro foi confiar tudo à amiga. b) O meu sonho é retornar à Argentina. c) Quando a polícia chegou, ele já estava às portas da morte. d) Disse à ela tudo o que estava engasgado. e) Na próxima rua, vire à esquerda.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 83 Analise o texto do anúncio abaixo, extraído do sítio www.lusiadas.comunidades.net, acesso em julho de 2013. Em seguida responda à questão 7. 7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.8) Com relação à palavra ―whooper‖, é correto afirmar que, no texto do anúncio, é empregada como a) uma locução adverbial. b) um substantivo masculino. c) um adjetivo masculino. d) um advérbio de intensidade. e) um complemento substantival. 8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.9) De acordo com a norma padrão escrita da língua portuguesa, a concordância verbal está feita corretamente em todas as alternativas abaixo, EXCETO: a) Os Estados Unidos jamais tinham passado por crise semelhante. b) Fui eu quem quebrei tudo. c) A multidão clamou pela minha presença. d) Faz muitos anos que não a vejo. e) Houveram muitas situações iguais a essa. Leia o trecho abaixo, copiado do texto ―O lado esquisito da água‖, de autoria de Marcos Pivetta, publicado na revista Pesquisa Fapesp em julho de 2013. Em seguida, responda às questões de 10 a 12. Imagine um líquido que se movimenta mas rápido quando confinado em um ambiente menor do que se retido em um maior. Um composto que passa por um nanotubo com um fluxo centenas de vezes maior do que o esperado se o mecanismo fosse o mesmo que o da água atravessando uma torneira. Essa estranha substância é a água, a ubí- qua H2O que recobre 70% do globo terrestre, constitui mais da metade do corpo humano e está envolvida com a produção e manutenção das formas de vida. Por que a água apresenta esses e outros comportamentos estranhos é alvo de debates entre pesquisadores e não raro aparecem explicações complicadas tentando dar conta desses fenômenos, como a ideia de que há algo de quântico nesse líquido quando exposto a determinadas condições.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 84 9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.10) No texto, as palavras ―confinado‖ (1ª linha) e ―ubíqua‖ (4ª linha) podem ser substituídas, respectivamente, sem alteração de sentido por a) isolado e líquida. b) isolado e onipresente c) retido e esparsa. d) isolado e densa. e) circunscrito e profunda. 10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.11) Com rela- ção ao processo de formação da palavra ―nanotubo‖ (2ª linha), é correto afirmar que ela é constituída a) de dois adjetivos masculinos. b) por dois afixos de sentidos diferentes. c) por um prefixo e um substantivo. d) de dois substantivos concretos. e) de um adjetivo e um substantivo. 11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.12) No que se refere à locução ―não raro‖ (7ª linha), é correto afirmar que, no texto, é empregada como a) um advérbio de frequência. b) um pronome relativo. c) uma locução adjetiva. d) um advérbio de intensidade. e) um advérbio de lugar. 12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.13) No que se refere à colocação pronominal, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: a) Aqui não se fala alemão. b) Naquele dia me contaram tudo. c) Quem lhe disse tal mentira? d) Em se tratando de dinheiro, não haverá problemas. e) A pessoa que ensinou-me tudo isso, já se foi. Leia o trecho abaixo, dito pelo personagem Odorico Paraguaçu, de Dias Gomes. Em seguida, responda às questões de 13 a 15. “Meu caro jornalista, isso me deixa bastante entristecido, com o coração afogado na deceptude e no desgosto. Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite-de-dendê do estágio retaguardista do manufaturamento (...), me vêm com esse acusatório destabocado somentemente porque meia dúzia de baiacus apareceram mortos na prai- a.” 13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.15) Com rela- ção ao conteúdo do texto, é correto afirmar que a) expressa de forma evidente um caráter emotivo e expressivo. b) a falta de coesão compromete o entendimento do texto. c) os desvios em relação à norma padrão da língua portuguesa torna o texto completamente obscuro. d) está totalmente adequado à norma padrão da língua portuguesa. e) a linguagem predominante é poética e pleonástica. 14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.16) Com rela- ção à expressão ―coração afogado‖, é correto afirmar que ela expressa um significado a) conotativo, metafórico. b) afetivo, pleonástico. c) homonímio, metafórico. d) polissêmico, denotativo. e) poético, denotativo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 85 15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.17) Com rela- ção à formação das palavras ―bastantemente‖ e ―somentemente‖, é correto afirmar que a) por não estarem de acordo com o padrão da língua portuguesa são de sentido incoerente. b) embora não estejam adequadas à norma culta, não tem seus significados prejudicados. c) não recorrem ao léxico da língua portuguesa, no que se refere ao emprego de afixos. d) caracterizam metáforas que expressam sentidos basicamente pelo emprego de afixos incomuns. e) caracterizam sentidos meramente redundantes, a partir do emprego de prefixos. 18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.18) Todos os períodos abaixo apresentam somente objeto direto, EXCETO: a) Ela buscava a razão de tudo. b) Comprei todas as frutas da banca. c) A mim falaram apenas o essencial. d) Com muita paciência, tomei a decisão. e) Enfim, consegui seu endereço. 19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.19) Dentre as alternativas abaixo, todas as palavras estão definidas adequadamente, EXCETO: a) eminente = prestes a ocorrer. b) arriar = descer, cair. c) estrato = camada. d) tachar = atribuir defeito a. e) fragrante = perfumado. 20. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2013-COPEVE].(Q.20) De acordo com a última reforma ortográfica da língua portuguesa, no que se refere ao uso do hífen, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: a) anti-higiênico. b) anti-inflamatório. c) infra-estrutura. d) tricampeão. e) super-resistente. PROVA 5 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS Data: 18/03/2012 Leia o texto a seguir e responda às questões 1 e 2. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante... (Osório Duque Estrada) 1. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.1) O sujeito do verbo ouvir é o termo correspondente a: a) Eles. b) Indeterminado. c) Um povo heróico. d) Do Ipiranga. e) As margens plácidas do Ipiranga. 2. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.2) O termo ―o brado retumbante‖, sintaticamente, é analisado como: a) Objeto direto. b) Aposto. c) Adjunto. d) Predicativo do sujeito. e) Vocativo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 86 3. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.3) A partir das sentenças ditas por um ministro da educação ―Eu não sou ministro; estou ministro‖, assinale a alternativa correta com relação ao termo ministro. a) São dois objetos diretos. b) São dois predicativos do sujeito. c) O primeiro é objeto e o segundo é predicativo. d) São dois adjuntos adnominais. e) São dois complementos nominais. 4. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.4) Leia as frases abaixo: I. Houveram vários casos de desistência de matrícula. II. Hoje são quinze de novembro do ano de dois mil e dois. III. Bastantes ideias surgiram no decorrer da nossa reunião IV. Um e outro aluno se afirmam pelo estilo diferenciado. V. Seguem anexas ao e-mail as resoluções mencionadas. A partir das regras de concordância verbal e concordância nominal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. a) Apenas os itens, I, II e IV estão corretos. b) Apenas os itens II e III estão corretos. c) Apenas os itens II, III, IV e V estão corretos. d) Apenas os itens II, III e IV estão corretos. e) Todos os itens estão corretos. 5. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.5) Assinale a alternativa em que o acento gráfico é necessário para que a palavra fique correta. a) Gratuito. b) Rubrica c) Recorte. d) Fluido. e) Substituido. 6. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.6) Na expressão ―haja vista os maus exemplos desses homens‖. I. A expressão ―haja vista‖ apresenta o valor de ―veja‖. II. Nesta expressão, o verbo é invariável, qualquer que seja o número do substantivo. III. A expressão ―verbo invariável‖ indica que o verbo é flexionado na terceira pessoa do singular. IV. O emprego da expressão ―haja vista‖ está incorreto, porque o verbo deve concordar com ―os maus exemplos desses homens‖. Assinale a alternativa correta. a) Os itens I, II, III e IV estão corretos. b) Apenas os itens I, II e III estão corretos. c) Apenas os itens I, II e IV estão corretos. d) Apenas os itens II, III e IV estão corretos. e) Apenas os itens III e IV estão corretos. 7. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.7) Nas constru- ções verbais com o apassivador se, passiva sintética, como, por exemplo em ―Consertam-se calçados‖, o verbo vai para o plural porque: a) O sujeito está no plural. b) O objeto está no plural. c) O aposto está no plural. d) O complemento está no plural. e) O adjunto está no plural.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 87 8. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.8) No período ―Feita com amor, qualquer ação educa‖, há um oração reduzida. Assinale a alternativa correta. a) Reduzida adverbial temporal. b) Reduzida adverbial conformativa. c) Reduzida adverbial consecutiva. d) Reduzida adverbial condicional. e) Reduzida adverbial concessiva. 9. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.9) Nas palavras sábia, sabia e sabiá, temos respectivamente: a) Paroxítona, proparoxítona e paroxítona. b) Oxítona, paroxítona e proparoxítona. c) Paroxítona, oxítona e oxítona. d) Paroxítona, proparoxítona e proparoxítona. e) Paroxítona, paroxítona e oxítona. 10. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.10) Em ―cin- qüenta por cento do Brasil assistirá às Olimpíadas de Londres‖ e ―cinqüenta por cento dos brasileiros assistirão às Olimpíadas de Londres‖ I. A concordância se dá com o termo preposicionado que porta referência numérica. II. Na primeira oração, a concordância se dá com ―o Brasil‖. III. Na segunda oração, a concordância se dá com ―os brasileiros‖. IV. A primeira oração é incorreta, porque a concordância deve ser com ―cinqüenta por cento‖. V. A forma correta da primeira oração é ―cinquenta por cento do Brasil assistirão às Olimpíadas de Londres‖. Assinale a alternativa correta. a) Apenas os itens IV e V estão corretos. b) Apenas os itens III, IV e V estão corretos. c) Apenas os itens I, II e III estão corretos. d) Apenas os itens I, II e IV estão corretos. e) Apenas os itens I,II e V estão corretos. 11. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.11) A flexão de plural está inteiramente correta em: a) Caça-níqueis; terças-feira. b) Obras-prima; arroz-doces. c) Tiras-teima; beija-flores. d) Reco-recos; guarda-chuvas. e) Grãos-de-bicos; portas-bandeiras. 12. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.12) Assinale a alternativa em que a regência verbal foi feita corretamente. a) Ele reside a Rua Maracaju. b) Ele reside à Rua Maracaju. c) Ele reside na Rua Maracaju. d) Ninguém aspira ao ar da noite. e) Prefiro mais viajar de avião do que de ônibus. 13. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.13) Com rela- ção à colocação dos pronomes, assinale a alternativa correta. a) Isto explica-se facilmente. b) Ela nunca conformou-se. c) Que virem-se eles. d) Aquilo me deixou triste. e) Nada perde-se.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 88 14. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.14) Em ―João gastou duas horas procurando a sua roupa e não a encontrou‖, pergunta-sede quem é a roupa? a) Do João. b) Do interlocutor. c) De quem procura. d) Do João ou do interlocutor. e) Não tem dono. 15. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.15) Em ―isto é para mim‖ e ―isto é para eu fazer‖: I. Nas duas orações, o emprego dos pronomes de primeira pessoa do singular ―mim‖ e ―eu‖ está correto. II. Na primeira oração, a preposição ―para‖ introduz um pronome que não funciona como sujeito. III. Na primeira oração, a forma ―mim‖é empregada como complemento da preposição. Assinale a alternativa correta. a) Os itens I, II e III estão corretos. b) Apenas os itens I e II estão corretos. c) Apenas os itens I e III estão corretos. d) Apenas os itens II e III estão corretos. e) Apenas o item I está correto. 16. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.16) Compare as seguintes orações: ―não me parece fácil essa tarefa‖, me parece fácil essa tarefa‖, parece-me fácil essa tarefa‖ e essa tarefa me parece fácil‖: I. A negação atrai o pronome para antes do verbo. II. Na segunda oração, a colocação pronominal é correta. III. Na segunda oração, o pronome deve ser posposto verbo. IV. A segunda oração deve ser reformulada como ―parece-me fácil essa tarefa‖ ou ―essa tarefa me parece fácil‖. São corretos apenas os itens: a) I, II e III. b) II e III. c) II, III e IV. d) III e IV. e) I, III e IV. 17. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.17) Assinale a alternativa correta: a) É proibido a entrada de crianças. b) É proibida a entrada de crianças. c) É proibida as entradas de crianças. d) São proibidas a entrada de crianças. e) É proibida as discussões na sala. 18. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.18) No período ―Veja se ele chegou‖, a palavra se é: a) Conjunção integrante. b) Partícula apassivadora. c) Conjunção condicional. d) Pronome relativo. e) Pronome reflexivo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 89 19. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.19) A partir dos versos de Almir Sater e Renato Teixeira, assinale a alternativa correta com relação às figuras de linguagem. Ando devagar porque já tive pressa / Levo este sorriso porque já chorei demais, a) Elipse e anacoluto. b) Pleonasmo e ironia. c) Antítese elipse. d) Hipérbole e antítese. e) Onomatopéia e gradação. 20. [Téc.-Adm. Educação-(Assistente em Administração)-(Classe D)-(NM)-(T)-UFMS/2012-COPEVE].(Q.20) Leia as frases abaixo: I. O secretário antecipou-se à solicitação feita pela reitoria. II. O candidato está apto a assumir o cargo que lhe compete. III. Eles assistiram em silêncio a conferência proferida pelo professor. A partir das regras de regência da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. a) Apenas I está correta. b) Apenas I e II estão corretas. c) Apenas III está correta. d) Apenas II e III estão corretas. e) Todas estão corretas. PROVA 6 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL MÉDIO Cargo: Assistente de Serviços de Saúde I Assistente de Serviços de Saúde Data: 19/10/2014 Leia o texto para responder às questões de 1 a 10. O “porquê” e o “como” 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Volta e meia, leitores me perguntam sobre os limites da ciência, sobre até onde nós podemos chegar, munidos que somos de cérebro finito. Afinal, como podemos responder a todas as perguntas se mal sabemos formulá-las? E, mesmo se soubés- semos, será que existe um limite máximo do conhecimento, uma espécie de barrei- ra além da qual a nossa razão não pode penetrar? Será que é justamente a exis- tência dessa barreira que justifica o nosso apetite por assuntos espirituais, místicos, que transcendem os limites da razão? Sem a menor dúvida, nos últimos 40 anos, a ciência progrediu imensamente, revelando mundos absolutamente fantásticos e inesperados: com os microscópios, vislumbramos um mundo repleto de minúsculos seres vivos, de células, de estruturas minerais e cristais belíssimos. Em níveis ainda menores, descobrimos o mundo dos átomos e das partículas elementares, os tijolos fundamentais da matéria. Com os telescópios, vislumbramos mundos distantes, de estrelas e planetas a galáxias e buracos negros, alguns a bilhões de anos-luz de distância, mais velhos do que a Terra. Seria inútil tenta fazer justiça às nossas descobertas neste ensaio ou mesmo em outro muito maior. O próprio sucesso da ciência redefine os seus limites, como um horizonte que se afasta continuamente. Muitos acreditam que, devido a esse sucesso, um dia teremos todas as respostas. Eu não poderia discordar mais. O meu avô dizia, sabiamente, que, se usarmos um chapéu maior do que a nossa cabeça, ele cobrirá os nossos olhos. É importante manter isso em mente quando
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 90 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 lidamos com os limites do conhecimento humano. [...] O problema é que a comple- xidade o Universo é tamanha e os arranjos de matéria tão variados que seria impossí- vel poder armazenar conhecimentos sobre tudo que existe, vive e ocorre no Univer- so. Portanto, só podemos ter informações aproximadas sobre o cosmo. Jamais per- feitas e completas. Os cientistas sabem disso e constroem os seus modelos sobre os fenômenos naturais de forma aproximada, deixando de lado detalhes irrelevantes. Ou seja, os cientistas usam o mínimo de informação possível em sua descrição da natureza. Por exemplo, em 1915, Albert Einsten propôs a sua teoria da gravitação, mostrando que essa atração se deve à curvatura do espaço em torno das massas. Porém, ele não saberia explicar por que a presença de uma massa encurva a geometria do espaço à sua volta. A ciência explica o ―como‖, não o ―porquê‖. Voltando à questão da barreira do conhecimento, eu não acredito que ela exista. Ou, se existe, ela tem uma fronteira móvel, que vai se alargando com o tempo: ecoando o grego Sócrates, quanto mais aprendemos sobre o mundo e sobre nós mesmos, mais aprendemos o quanto não sabemos. A natureza é muito mais esperta do que nós, com as nossas explicações de como isso ou aquilo funciona. Afinal, nós também somos produto de sua criatividade, o que necessariamente implica que seremos sempre incapazes de compreendê-la em sua totalidade. Se existe algo de fascinante aqui, é a nossa capacidade de aprender tanto sobre o mundo, dadas as nossas limitações. Algumas questões, especialmente aquelas ligadas a origens, de- safiam a nossa imaginação: será que algum da iremos entender como surgiu o Universo, a vida e a mente? Acredito que sim, mas não antes de surgirem outras questões ―impossíveis‖. GLEISER, Marcelo. In: Folha de S. Paulo, jun/2012. 1. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.1) O objetivo do texto é: a) discutir os limites do conhecimento. b) dar respostas prontas às perguntas feitas sobre as barreiras da ciência. c) debater a respeito do sucesso da ciência e da competência que hoje se tem para concluir teorias sobre o universo. d) explicar as causas de fenômenos, sendo que estas são esclarecidas totalmente quando os cientistas aprofun- dam-se em sua teoria. e) esclarecer que o porquê e o como são facilmente desvendáveis quando se tem um objetivo claro e coerente. 2. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Assinale a alternativa cuja afirmação NÃO condiz com o texto. a) Este tema: “Conhecer para satisfazer a curiosidade” está de acordo com o que o autor pretendeu transmitir. b) O título pode enquadrar-se nesta referência: “É possível explicar o como, mas as causas, de forma incompleta”. c) A comparação usada pelo autor, no terceiro parágrafo relaciona-se à percepção que o ser humano tem dos limites do conhecimento. d) O trecho “O próprio sucesso da ciência redefine os seus limites [...]”(linha 16) tem relação com busca constante. e) O excesso de confiança do homem pode interferir quanto à busca de respostas. 3. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.3) O terceiro parágrafo contém uma afirmação: a) com sentido apenas denotativo. b) com sentido figurado. c) que apela para a ironia. d) indicativa de que “chapéu grande” e “excesso de confiança” são expressões compatíveis com o bom senso. e) que, em termos comparativos, parte do abstrato para o concreto. 4. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.4) A respeito do emprego das palavras e/ou expressões empregadas do texto, assinale a alternativa correta. a) A expressão “Volta e meia” (linha 01) traduz uma circunstância adverbial, significando frequentemente. b) Na linha 31, “por que” deveria ser um único vocábulo, pois na frase há o motivo expresso. c) Aparecem em sentido literal, barreira / apetite (linha 06) e tijolos (linha 12) / horizonte (linha 17). d) A palavra sempre (linha 39) é um advérbio indicativo de que entre homem e natureza não há abismos quanto ao conhecimento. e) A palavra “impossível” (linha 44) está entre aspas porque quer sugerir o sentido de nunca desvendáveis.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 91 5. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Sobre a regência verbal presente no texto, conclui-se que: a) na linha 01, a palavra onde deveria estar escrita aonde, por exigência da regência do verbo chegar (linha 02). b) o verbo responder (linha 03), com o sentido de “dar resposta”, exige preposição, por isso aparece como transitivo indireto. c) os verbos vislumbramos (linha 10) e descobrimos (linha 11) admitem objeto indireto. d) o verbo implica (linha 38) foi usado incorretamente, já que o correto é “implica em”, portanto, transitivo indireto. e) no trecho “A natureza é muito mais esperta do que nós[...]” (linha 36-37), o núcleo do complemento verbal é um objeto direto: esperta. 6. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.6) A palavra como aparece várias vezes no texto, exercendo diferentes papéis morfológicos conforme a construção frasal. Assim, a palavra como, no(a): a) título, é um advérbio. b) linha 37, funciona como preposição. c) linha 16, é uma conjunção. d) título, sendo uma derivação imprópria, exerce a função de pronome. e) linha 2, tem a mesma classificação morfológica que na linha 32. 7. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Assinale a alternativa que contém a pa- lavra do texto com o sinônimo relacionado de forma INADEQUADA ao contexto. a) finito (linha 02): limitado. b) transcendem (linha 07): ultrapassam. c) vislumbramos (linha 10): entrevemos. d) elementares (linha 12): primárias. e) irrelevantes (linha 27): necessários. 8. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.8) A estrutura de algumas frases do texto deu-se da seguinte forma: a) 2ª frase do 1° parágrafo – período composto com orações independentes. b) penúltima frase do 2° parágrafo – período composto por subordinação; oração com função de aposto. c) 2 ª frase do 3° parágrafo – período composto por subordinação, com presença de oração adverbial causal. d) 2ª frase do 2° parágrafo – período composto por coordenação. e) 1ª frase do 3° parágrafo – período composto por subordinação; orações substantiva com função de objeto direto e adverbial condicional, respectivamente. 9. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Ao elaborar seu pensamento, para dar sustentação a seus argumentos, o autor empregou os itens abaixo relacionados, EXCETO: a) mistura de linguagem culta e popular. b) aproximação com o leitor e discurso indireto. c) exemplificação e citação indireta. d) questionamentos. e) referências textuais e de autoridade. 10. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A coesão textual é manifestada por elementos formais, que assinalam o vínculo entre os componentes do texto. Com base nessa informação, assinale a alterativa que contém a coerente explicação para os elementos coesivos que ocorrem no texto: a) “da qual” (linha 05) retoma o substantivo razão (linha 05). b) o pronome possessivo seus (linha 16) refere-se apenas a limites. c) O pronome pessoal ele (linha 20) retoma o termo chapéu (linha 19) e o demonstrativo isso (linha 20) se refere a todo o período anterior. d) Os pronomes sua (linha 28) e essa (linha 30) retomam apenas teoria (linha 29) e atração (linha 30), respectiva- mente. e) O pronome sua (linha 38) retoma o adjetivo esperta (linha 36), aquelas (linha 41) se refere a questões (linha 41).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 92 11. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Faça a concordância nominal com uma das formas indicadas nos parênteses.  O candidato conseguiu __________ votos na campanha. (bastante / bastantes)  Os juros estão o mais elevados __________. (possível / possíveis)  Nossas contas parecem as mais exatas __________. (possível / possíveis)  É __________ prevenção contra a AIDS. (necessário / necessária) As palavras que preenchem corretamente as lacunas são: a) bastante – possível – possíveis – necessária. b) bastantes – possível – possíveis – necessário. c) bastante – possíveis – possível – necessário. d) bastantes – possível – possível – necessário. e) bastantes – possíveis – possíveis – necessária. 12. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Leia estas frases, atentando-se à colo- cação pronominal exigida pela norma culta. I. Encontrei-o deitado. / Quando o encontrei, estava deitado. II. Seguir-te-ei sempre. / Sempre te seguirei. / Sempre seguir-te-ei. III. Aqui, estuda-se. / Aqui se estuda. / Aqui estuda-se. IV. Arrependemo-nos desse ato. / Nunca nos arrependemos desse ato. Assinale a alternativa que contém apenas opções corretas: a) I e II. b) I, IIII e IV. c) I e IV. d) I, II e III. e) II, III e IV. 13. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.13) A série em que todas as palavras de- vem ser acentuadas é: a) juizo – erroneo – ziper – dinamo – por (verbo). b) boleia – jesuita – bainha – pelo (substantivo e preposição). c) guri – almoço (substantivo) – egoismo – juri. d) cardapio – polo – pode (pretérito perfeito do indicativo) – polen. e) magoa (substantivo e verbo) – virus – instruido – tem (plural). 14. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Assinale a alternativa que contém o comentário correto quanto à necessidade de colocação (ou não) da(s) vírgula(s) na(s) frase(s). a) 1. Estudei porém não consegui ser aprovado. / 2. Estudei não consegui porém ser aprovado – Em 1, a conjunção deve vir entre vírgulas. Em 2, há uma vírgula após Estudei e apenas uma antes da conjunção. b) Vim vi lutei e venci – É fundamental somente uma vírgula nesse período, porque as orações não dependem uma da outra. c) O vento estava forte; o mar agitado. – Vírgula necessária após mar, pois houve elipse de um termo anteriormente expresso. d) Pegue os lápis as canetas e as folhas que estão na gaveta. – Duas vírgulas são fundamentais após lápis e cane- tas, pois separam elementos de uma enumeração. e) Meu tio um velho professor de desenho gostava de visitar museus. – Uma vírgula obrigatória apenas após tio, que é para separar o aposto.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 93 15. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Leia esta tira, observando a concor- dância verbal. (Caco Galhardd. Folha de São Paulo, 17/03/2005) Assinale a alternativa que contém a afirmação correta. a) Houve erro na flexão verbal, que deveria ser permites, na segunda pessoa do singular. b) O pronome de tratamento exige a flexão em segunda pessoa do plural já que ―Vossa‖ indica mais de um. c) Se houvesse mais de um rato perto do queijo, o verbo deveria ter a flexão permitis para concordar com “Vossas Excelências”, que iria para o plural. d) O rato empregou a norma culta correta, mesmo sendo uma situação de informalidade: pronome de tratamento com verbo na 3ª pessoa. e) Para convencer o interlocutor, o falante usou a segunda pessoa verbal e o pronome de tratamento, por ser mais respeitoso. 16. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Respectivamente, preencha as lacu- nas das frases com o parônimo/homônimo adequado ao contexto, fazendo as flexões necessárias. – Em São Paulo, o rodízio de automóveis apenas melhorou o __________. (tráfico/tráfego) – Atualmente tudo __________ depressa, portanto vamos __________ cada momento. (fruir/fluir) – A fumaça _________ rápido assim que ele __________ a tocha. (ascender/acender) As palavras que preenchem corretamente as lacunas acima são: a) tráfego – flui – fruir – ascendeu – ascendeu. b) tráfego – frui – fruir – ascendeu – acendeu. c) tráfico – flui – fluir – acendeu – ascendeu. d) tráfico – frui – fluir – acendeu – acendeu. e) tráfego – flui – fluir – ascendeu – acendeu. 17. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.17) As palavras que obedecem às regras ortográficas do nosso idioma são: a) gaseificar – presunção – trage – ligeireza. b) purezinho – paralizar – oscilação – indescente. c) pacencioso – distenção – infringir – florescer. d) beneficiente – sintetizar – gorgeta – alisante. e) piresinho – apreensão – surdez – hélice.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 94 A derivação sufixal é responsável pela formação da maioria das palavras derivadas. Os sufixos podem trazer forte efeito expressivo às palavras e aos textos. Assim, leia este trecho de música para responder às questões 18 e 19. Pedro Pedreiro Pedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem De quem não tem vintém Pedro pedreiro fica assim pensando Assim pensando o tempo passa E a gente vai ficando pra trás [...] www. Chicobuarque.com.br 18. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Sobre as palavras empregadas no texto, conclui-se que: a) Pedro é uma palavra primitiva e pedreiro derivada por sufixo. b) o substantivo pedreiro deriva de pedra e o sufixo é destituído de significado. c) a palavra penseiro, além de ser formada por sufixação, tem outro processo de formação: o neologismo. d) a expressão: “pedreiro penseiro”, por repetir o sufixo, causa um mau som (disfonia), prejudicando a construção musical. e) o uso repetido do gerúndio indica que as ações presentes estão encerradas, ficaram para trás. 19. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Ainda sobre a música, é INCORRETO afirmar que: a) o uso das palavras cognatas sugere que Pedro é uma pessoa resistente como a pedra com que ele lida na profis- são. b) a palavra penseiro, no contexto, pode significar “que pensa muito” ou “que se envolve em preocupações”. c) a sequência “pedreiro penseiro” é um recurso sintático-morfológica para dar ênfase às qualificações de Pedro. d) o emprego de palavra inovadora e sufixos idênticos deram à música originalidade, amplitude e riqueza de signi- ficação. e) foi inconsciente a manipulação do processo de formação de palavras; o foco do poeta era apenas a constru- ção melódica. 20. [Assist. Serv. Saúde-(NM)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico, a alternativa que atende às exigências do emprego (ou não) do hífen é: a) autopunitivo / ultra-humano / semirreta / auto-observação. b) semiinteiro / multissecular / co-autor / semideus. c) semiopaco / anti-rugas / hiperacidez / subseção. d) interescolar / pró-europeu / super-amigo / aeroespacial. e) macroeconômico / anteprojeto / biorritmo / sub-área.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 95 PROVA 7 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: Biólogo Data: 19/10/2014 Os Titãs e as urnas: a ameaça ao fundamento de pluralismo político 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 Às vésperas de eleições evidenciam-se alguns problemas no processo democrático nacional. A incompatibilidade entre a regulamentação da propaganda eleitoral e a Constituição Federal, no tocante à pluralidade política, é um dos mais relevantes e visíveis, sobretudo no pleito à presidência. Atualmente, entre os onze presidenciáveis, aqueles ditos (e acreditados) mais populares acabam tornando-se forças ―titânicas‖ se comparados aos demais. A pluralidade foi colocada como fundamento na maior lei que rege o país para que todas as ideologias políticas tivessem igual possibilidade de expressão. Garantir-se-ia, dessa forma, a construção de um Estado efetivamente democrático; no entanto a regu- lamentação eleitoral dá brechas à desigualdade, estabelecendo um sistema no qual a visibilidade depende de recursos, sejam eles políticos, como no caso das coligações, ou financeiros, nas doações feitas aos partidos. Logo, quem os tem em demasia acaba tendo mais chances. Por isso, percebem-se candidatos moldados sob o mesmo formato, pois, afinal, têm fontes de recursos similares. Esses ―titãs‖ são apresentados como únicas op- ções, e a eleição torna-se uma mera batalha da popularidade, na qual se fere o ego do outro na impossibilidade de promover, racionalmente, o seu. Há diferenças e similitudes entre eles, porém aquelas se impõem nos discursos en- quanto estas povoam a realidade. Mesmo considerando o mundo de Alice que são os discursos políticos, existem certas semelhanças na formulação, como a unanimidade na subestimação da inteligência dos eleitores e uma incapacidade crônica de admitir os próprios erros e reconhecer qualidades alheias. Do outro lado da arena, num canto restrito, ridicularizados pela mídia e ignorados pelo povo, posicionam-se os candidatos com menor possibilidade de vencer o pleito. São eles candidatos com históricos, pensamentos e posições realmente diferentes, mas cujos desti- nos já são, desde cedo, selados pela (in)visibilidade que lhes é oferecida. O mais preocupante é como a opinião pública aprende essas veiculações e as adota como suas. Essa perspectiva (de que apenas determinados candidatos têm possibilidade de ocupar um cargo) conecta-se ao discurso da massa, que passa a reproduzi-la e fortalecê- la. Todos, do desempregado e analfabeto ao professor universitário, acabamos tendo que escolher a opção que menos se choque com nossos valores, uma vez que a corrupção e o respeito a certos nichos sociais, por exemplo, não poderiam ser critério eliminatório entre os candidatos ―titanizados‖ pela propaganda. Assim, tão logo se abre a temporada de campanhas eleitorais, o pluralismo partidário vira bi ou tripartidarismo. A realidade parece ter revogado o fundamento constitucional que preza a diversidade de ideologias políticas. Malgrado haja legalidade, a propaganda eleitoral é imoral e, mais do que isso, um impedimento à democracia plena. Por conseguinte, é imprescindível uma revisão legislativa da regulamentação do sistema de funcionamento das campanhas eleitorais, visando à democratização das possibilidades de participação de todas as parcelas da população e dos partidos que as representem. Ademais, é crucial que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto, que devem ser encaradas como simples informação – e não orientação ou restrição. (Por Ariel Silva e Vanessa C. L. C. F. da Palma. Correio do Estado, 14-9-2014, p. 2. Outras opiniões. Com adaptações).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 96 As questões de 1 a 15 referem-se ao texto da página anterior e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para esta prova. 1. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.1) O reconhecimento do valor ou sentido (explicação ou restrição) de orações subordinadas adjetivas é um dos requisitos para a compreensão de textos: Assinale a alter- nativa em que esse sentido está devidamente identificado. a) A oração ―que rege o país‖ (l. 7) introduz, no período, ideia de generalização, aplicando-se, portando, a todas as leis. b) A oração ―que passa a reproduzi-la e fortalecê-la‖ (l. 28-29) introduz, no período, ideia de restrição, não se apli- cando, portanto, a todos os componentes da massa, mas sim a ―apenas determinados candidatos‖ (l. 27). c) A oração ―que preza a diversidade de ideologias políticas‖ (l. 34-35) produz, no período, o pressuposto de que todos os fundamentos constitucionais prezam a diversidade de ideologias políticas. d) A oração ―que devem ser encaradas como simples informação‖ (l. 40-41) é de valor explicativo e de sentido generalizante, aplicando-se, pois, a todas as pesquisas de intenção de voto. e) A oração ―que devem ser encaradas como simples informação‖ (l. 40-41) é de natureza restritiva, indicando que nem todas as pesquisas de intenção de voto devem ser assim encaradas. 2. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Entre os requisitos para a compreensão de textos está (também) o reconhecimento do(s) sentido(s) que ali assumem tempos e/ou modos verbais. Em relação ao emprego desses tempos e/ou modos no texto em questão, é correto afirmar que: a) As formas ―acabamos‖ (l. 29) e ―reavaliemos‖ (l. 40) estão no pretérito perfeito do indicativo, expressando os fatos como concluídos e efetivamente realizados. b) Como as formas ―garantir-se-ia‖ (l. 8) e ―poderiam‖ (l. 31) estão no modo indicativo, enquanto ―haja‖ (l. 35), ―choque‖ (l. 30) e ―representem‖ (l. 39) estão no subjuntivo, aquelas expressam os fatos como verdades e estas, como possibilidades. c) As formas ―foi‖ (l. 7) e ―garantir-se-ia‖ (l. 8) estão no modo indicativo, enquanto ―choque‖ (l. 30) e ―haja‖ (l. 35) estão no subjuntivo, porém apenas na primeira o fato é expressão como verdadeiro e efetivamente realizado. d) Em ―tão logo se abre‖ (l. 33), o presente do indicativo tem valor de futuro, pondo ser substituído pelo presente do subjuntivo (―abra‖), sem que isso provoque alteração no sentido do enunciado. e) As formas verbais ―haja‖ (l. 35) e ―representem‖ (l. 39) expressam os fatos como verdades, razão por que estão no modo indicativo. 3. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A identificação do papel da pontuação na constru- ção de sentidos em um texto é fundamental a sua compreensão. A alternativa que apresenta o comentário correto sobre o emprego dos respectivos sinais é: a) A palavra ―pois‖ (l. 13) está entre vírgulas porque é uma conjunção conclusiva. b) No último período do segundo parágrafo (l. 14-16) usa-se vírgula antes de ―e‖ (l. 15) porque se trata de orações (coordenadas) com sujeitos diferentes; já a vírgula que antecede a oração introduzida por ―na qual‖ (l. 15), é em- pregada para marcar sua condição de oração subordinada adjetiva explicativa. c) Os parênteses são empregados com a mesma função – intercalar uma reflexão – em ―(e acreditados)‖ (l. 5) e em ―(de que apenas determinados candidatos têm possibilidade de ocupar um cargo)‖ (l. 27-28). d) Em ―e, mais do que isso, um impedimento à democracia plena‖ (l. 36), há uso indevido de vírgula após ―e‖. e) Em ―– e não orientação ou restrição‖ (l. 41), o travessão é usado para anunciar a falta de outra, que não os auto- res do texto. 4. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação de coesão referencial entre os termos a) ―os‖ (l. 12) = ―recursos‖ (l. 11). b) ―isso‖ (l. 13) = ―doações feitas aos partidos‖ (l. 12). c) ―aquelas‖ (l. 17) = ―opções‖ (l. 15). d) ―-la‖ (l. 28) = ―massa‖ (l. 28). e) ―as‖ (o 2° da l. 39) = ―campanhas eleitorais‖ (l. 38). 5. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Considerada a significação das palavras no texto, é compatível a correspondência apresentada na alternativa: a) ―pleito‖ (l. 4) = ‗dependência‘. b) ―logo‖ (l. 12) = ‗brevemente‘. c) ―sob‖ (l. 13) = ‗em cima de‘. d) ―titanizados‖ (l. 32) = ‗moldados‘. e) ―malgrado‖ (l. 35) = ‗não obstante‘
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 97 6. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.6) O comentário correto sobre as relações de concor- dância estabelecidas no texto está na alternativa: a) A forma verbal ―evidenciam-se‖ (l. 1) está no plural para concordar com o sujeito a que se relaciona, cujo núcleo é ―problemas‖. b) As palavras ―relevantes‖ e ―visíveis‖ (l. 3) deveriam estar no singular, concordando com a palavra ―um‖ (l. 3). c) Em ‗percebem-se candidatos moldados sob o mesmo formato‖ (l. 13), o verbo deveria estar no singular, pois o sujeito da oração é indeterminado. d) A forma verbal ‖adota‖ (l. 26) deveria estar no plural para concordar com ―as‖ (l. 26) e ―suas‖ (l. 27). e) Em ―Todos [...] acabamos‖ (l. 29), há um grave erro de concordância: como o sujeito está na terceira pessoa do plural, o verbo deveria ser flexionado na mesma pessoa gramatical (―acabam‖). 7. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Sobre as relações de coesão e de regência (incluin- do casos de crase) estabelecidas no texto, é correta a explicação contida na alternativa a) Na expressão ―no qual‖ (l. 10), usa-se a preposição ―em‖ porque o sentido é de que a visibilidade ocorre no inte- rior do sistema; usa-se o artigo masculino porque o pronome relativo ―qual‖ refere-se a ―sistema‖ (l. 10). b) A expressão ―no qual‖ (l. 10) deveria ser substituída por ―cuja‖, pois o enunciado refere-se à visibilidade do siste- ma. c) Se usarmos o ―acento‖ indicativo de crase em ―a temporada‖ (l. 33), não haveria mudança de sentido no texto, pois se trata de um caso de uso facultativo. d) Como ―a temporada‖ (l. 33) exerce função de adjunto adverbial, o ―a‖ deveria receber ―acento‖ indicativo de crase. e) Em ―visando à democratização‖ (l. 38), usou-se indevidamente o ―acento‖ indicativo de crase, pois, na acepção em que o verbo foi empregado, ele não rege preposição; é transitivo direto. 8. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.8) A oração está corretamente classificada na alterna- tiva: a) ―para que todas as ideologias políticas tivessem igual possibilidade de expressão‖ (l. 7-8) = subordinada substanti- va objetiva indireta. b) ―pois, afinal, têm fontes de recursos similares‖ (l. 13-14) = coordenada sindética conclusiva. c) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva predicativa. d) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva objetiva direta. e) ―que reavaliemos nossos conceitos sobre as pesquisas de intenção de voto‖ (l. 39-40) = subordinada substantiva subjetiva. 9. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa em que a classe da palavra está corretamente indicada: a) ―mais‖ (l. 5) = pronome indefinido. b) ―para‖ (l. 7) = preposição. c) ―mais‖ (l. 13) = pronome indefinido. d) ―desempregado‖ (l. 29) = adjetivo. e) ―respeito‖ (l. 31) = verbo. 10. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A análise correta do termo oracional encontra-se na alternativa: a) ―problemas‖ (l. 1) = núcleo do objeto direto. b) ―de um Estado‖ (l. 9) objeto indireto. c) ―de um Estado‖ (l. 9) adjunto adnominal. d) ―à democracia‖ (l. 36) = complemento nominal. e) ―revisão‖ (l. 37) = núcleo de objeto direto. 11. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.11) A alternativa que classifica corretamente a ora- ção ―como a opinião pública apreende essas veiculações‖ (l. 26) é a) Subordinada adverbial comparativa. b) Subordinada substantiva predicativa. c) Subordinada adverbial conformativa. d) Subordinada substantiva apositiva. e) Coordenada sindética explicativa.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 98 12. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Assinale a alternativa em que a palavra não apre- senta, em sua estrutura, prefixo e sufixo: a) incompatibilidade l. 2). b) desigualdade (l. 10). c) impossibilidade (l. 16). d) tripartidarismo (l. 34). e) impedimento (l. 36). 13. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Há, no texto, um caso de colocação pronominal que se desvia das regras prescritas pela gramática normativa. Em qual alternativa se indica essa ocorrência? a) ―evidenciam-se‖ (l. 1). b) ―acabam tornando-se‖ (l. 5). c) ―na qual se fere‖ (l. 15). d) ―as adota‖ (l. 26). e) ―reproduzi-la‖ (l. 28). 14. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.14) A alternativa que melhor esclarece, respectiva- mente, os termos ―ameaça‖ e ―fundamento‖ contidos no título do texto é: a) ―um sistema no qual a visibilidade depende de recursos‖ (l. 10-11) e ―diversidade de ideologias políticas‖ (l. 35). b) ―desigualdade‖ (l. 10) e ―a corrupção e o respeito a certos nichos sociais‖. (l. 30-31). c) ―ao discurso da massa‖ (l. 28) e ―igual possibilidade de expressão‖ (l. 8). d) ―a propaganda eleitoral é imoral‖ (l. 35-36) e ―(in)visibilidade‖ (l. 25). e) ―pesquisas de intenção de voto‖ (l. 40) e ―respeito a certos nichos sociais‖ (l. 31). 15. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Assinale a alternativa em que a palavra é forma- da por derivação regressiva: a) ameaça (título). b) erros (l. 21). c) preocupante (l. 26). d) bi (l. 34). e) voto (l. 40). 16. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Assinale a alternativa em cujas palavras há, res- pectivamente, tritongo e dígrafo: a) colote; qual. b) distinguiu; pesquisas. c) alheias; adequados. d) alheias; corrupção. e) delinquiu; corrupção. 17. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Considerando o emprego de pronomes, a regên- cia (incluindo crase) e o uso de parônimos, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto a seguir: Senhor Gestor do Programa Saúde Coletiva, respondendo _____ solicitação de __________________________, vimos __________________ ________ em ____________________ _____ cláusulas pertinentes _____ internação de pacientes parti- culares ou de convênios, temos exigido, ________ hospital, o número de cadastro no SUS e a assinatura do termo de responsabilidade e do comunicado sobre golpes. Caso necessite de mais esclarecimentos ou de informações sobre outras cláusulas, estamos ______ ___________ disposição. a) a; Vossa Senhoria; informá-lo; que; comprimento; às; á; neste; á; sua. b) à; Vossa Excelência; informar-lhe; de que; comprimento; as; a; nesse; à; vossa. c) a; Vossa Senhoria; informá-lo; de que; cumprimento; a; á; neste; a; sua. d) a; Vossa Excelência; informá-lo; de que; cumprimento; as; á; nesse; a; vossa. e) a; Vossa Senhoria; informar-lhe; que; cumprimento; à; á; neste; a; vossa.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 99 18. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Assinale a alternativa correta quanto à concor- dância e ao emprego de homônimos e parônimos: a) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em fragrante desacordo com as normas de higiene definida pela Secretaria. Correm-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisada por irresponsabili- dade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda age como insipientes. b) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de higiene definidas pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisadas por irresponsabili- dade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda agem como incipien- tes. c) O armazenamento de produtos hospitalar naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de higiene definido pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital ser paralisada por irresponsabilidade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda ajem como incipientes. d) O armazenamento de produtos hospitalares naquele espaço estão em fragrante desacordo com as normas de higiene definida pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital serem paralisada por irresponsabilida- de de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda ajem como insipiente. e) O armazenamento de produtos hospitalar naquele espaço estão em flagrante desacordo com as normas de higiene definida pela Secretaria. Corre-se o risco de as atividades do Hospital ser paralisado por irresponsabilidade de servidores que, apesar dos muitos anos de experiência na mesma atividade, ainda agem como insipientes. 19. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.19) A concordância está correta na alternativa: a) Essas regras não convém ao paciente, mas devem haver alternativas para favorecê-lo em outros aspectos mais relevantes. b) Essa regra não convêm aos pacientes do SUS, mas deve haver alternativas para favorecê-los em outros aspectos mais relevante. c) As atendentes já os havia alertado bastante vezes sobre o fato de que ficaria assegurado ao hospital a autoriza- ção para cobrar por procedimentos não cobertos por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continuaram a reclamar. d) As atendentes já os haviam alertado bastantes vezes sobre o fato de que ficaria assegurada ao hospital a autori- zação para cobrar por procedimentos não cobertos por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continua- ram a reclamar. e) As atendentes já os havia alertado bastantes vezes sobre o fato de que ficaria assegurada ao hospital a autoriza- ção para cobrar por procedimentos não coberto por seu plano de saúde. Mesmo assim, os pacientes continuaram a reclamar. 20. [Biólogo-(NS)-(T)-SAD-SES-HEMORREDE-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Consideradas as regras de acentuação e empre- go de hífen definidas na ―Reforma Ortográfica – 2009‖, estão corretamente acentuadas/grafadas as palavras que se apresentam na alternativa. a) cruéis; anti-infeccioso; micro-organismos; anti-higiênico; porta-soro. b) crueis cefaleia; anti-reumático; antiepático; portassoro. c) bocaiuva; diarréia; antirreumático; anti-inflamatório; portatalas. d) viuva; autooftalmoscopia; auto-radiografia; antiistamínico; porta-toalhas. e) pôr (verbo); girassois; autorradiografar; portassonda; antiinflamatório.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 100 PROVA 8 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Saúde SAD/SES/2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: Fiscal de Vigilância Sanitária – Nutricionista Data: 19/10/2014 As questões 1 e 2 referem-se ao seguinte texto (Texto 1): 1. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.1) Sobre esse pequeno texto, é correto afirmar que: a) É constituído por um único período, cujas orações, ambas assindéticas, articulam-se por coordenação. b) É constituído por um único período, cujas orações são, respectivamente, coordenada assindética e coordenada sindética explicativa. c) É organizado em um único período, composto por subordinação, cuja segunda oração (de natureza adverbial) introduz ideia de consequência do fato expresso na primeira. d) É constituído por um único período, composto por subordinação, cuja segunda oração é adverbial e introduz ideia de causa do fato expresso na primeira. e) É constituído por duas orações coordenadas que se articulam por uma relação de adição. 2. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.2) A alternativa que traz uma informação verdadeira a respeito de estruturas que compõem o texto ou de relações sintáticas e semânticas que nele se esta- belecem é: a) O texto apresenta problemas de pontuação: deveria haver vírgula após a palavra ―que‖ antes de ―todos os di- as‖. b) Há, no texto, um problema de concordância: a forma verbal da primeira oração deveria estar na primeira pes- soa do plural (―acreditamos‖). c) Na primeira oração, o sujeito é simples; na segunda, é indeterminado, o que causa problemas de coesão e de coerência, impedindo a compreensão do texto. d) Se analisarmos o texto à luz de irrestrita obediência à norma culta, podemos afirmar que, na segunda oração, há um erro de concordância verbal. e) Há, no texto, problemas de coesão: não é possível identificar a quem se refere o pronome ―nele‖ nem o sujeito de ―investimos‖. Para responder às questões de 3 a 7, leia este pequeno texto (Texto 2): 3. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A oração está corretamente analisada na alternativa: a) ―para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia‖ = subordinada substantiva objetiva indireta. b) ―que pune com o bloqueio de bens pessoais todos os diretores da Petrobras‖ = subordinada adjetiva explicativa. c) ―A decisão do TCU é inexequível‖ = coordenada assindética conclusiva. d) ―pode contribuir‖ = subordinada substantiva objetiva direta. e) ―para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia‖ = subordinada adverbial final. A gente credita em um mundo melhor: tanto que investimos nele todos os dias. (Adaptado de Propaganda da AmBev – Companhia de Bebidas das Américas). (Texto 1) A decisão do TCU que pune com o bloqueio de bens pessoais todos os diretores da Petrobras é inexequível e pode contribuir para que os verdadeiros corruptos fiquem longe da cadeia. (Texto 2)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 101 4. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Assinale a alternativa em que o termos oracionais estão corretamente analisados: a) ―de bens‖ e ―da cadeia‖ = complemento nominal e complemento nominal, respectivamente. b) ―e bens‖ e ―da cadeia‖ = objeto indireto e adjunto adnominal, respectivamente. c) ―inexequível‖ e ―verdadeiros‖ = adjunto adnominal e adjunto adnominal, respectivamente. d) ―do TCU‖ e ―da Petrobras‖ = objeto indireto e complemento nominal, respectivamente. e) ―do TCU‖ e ―da Petrobras‖ = complemento nominal e adjunto adnominal, respectivamente. 5. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Sobre dígrafos e encontros vocálicos, está correta a informação contida na alternativa: a) As palavras ―bloqueio‖ e ―pessoais‖ contêm dígrafo e tritongo. b) As palavras ―bloqueio‖ e ―pessoais‖ contêm dígrafo e ditongo. c) A palavra ―fiquem‖ contém dígrafo e ditongo; ―cadeia‖ contém tritongo. d) A palavra ―inexequível‖ contém dígrafo. e) A palavra ―contribuir‖ contém ditongo; ―pessoais‖ contém tritongo. 6. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Considerando a estrutura ou o processo de formação da palavra, assinale alternativa que traz a informação correta: a) A palavra ―bens‖ é formada por derivação imprópria. b) A palavra ―verdadeiros‖ é formada por derivação imprópria. c) A palavra ―inexequível‖ é formada por parassíntese. d) A palavra ―bloqueio‖ é formada por derivação imprópria. e) A palavra ―bloqueio‖ é formada por derivação regressiva. 7. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.7) A alternativa que equivale ao significa- do da palavra ―inexequível‖ é: a) que não se pode aceitar ou admitir. b) imoral. c) inacreditável. d) que não se pode pôr em prática. e) que não se pode contestar. As questões de 8 a 12 referem-se ao seguinte texto (Texto 3). 8. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Esta questão avalia seus conhecimentos sobre períodos compostos. Assinale a alternativa que apresenta a informação correta. a) As orações ―se ela é mesmo ‗apenas uma miragem‘‖ e ―se é uma opção política de verdade‖ são subordinadas subs- tantivas objetivas diretas em relação a ―saber‖ e coordenam-se, entre si, por meio de uma conjunção alternativa. b) Há, no texto, duas orações subordinadas adverbiais condicionais, coordenadas entre si por uma conjunção alternativa. c) O texto organiza-se em um período composto por coordenação, classificando-se a oração ―Com a entrada da ex-senadora Marina Silva na corrida eleitoral, o Brasil tem pouco tempo‖ como oração principal. d) O texto organiza-se em um período composto exclusivamente por subordinação, classificando-se a oração ―para saber‖ como oração principal. e) As orações ―se ela é mesmo ‗apenas uma miragem‘‖ e ―ou se é uma opção política de verdade‖ são, respecti- vamente, subordinada adverbial condicional e coordenada sindética alternativa. 9. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Sobre a pontuação, é correto afirmar que: a) O uso de aspas em ―apenas uma miragem‖ assinala ironia do autor do texto. b) O autor poderia ter usado uma vírgula após ―Brasil‖. c) O uso de vírgula antes da conjunção ―ou‖ assinala uma relação de exclusão entre que os fatos expressos nas duas orações articuladas por esse conectivo. d) A expressão ―pouco tempo‖ poderia estar entre vírgulas. e) O uso de aspas em ―apenas uma miragem‖ indica a intenção de fazer sobressair uma expressão incompatível com o grau de formalidade do texto. Com a entrada da ex-senadora Marina Silva na corrida eleitoral, o Brasil tem pouco tempo para saber se ela é mesmo “apenas uma miragem”, ou se é uma opção política de verdade. (Texto 3)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 102 10. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A função sintática do termo oracional está corretamente indicada na alternativa: a) pouco = adjunto adverbial. b) tempo = núcleo do objeto direto. c) pouco tempo = adjunto adverbial. d) de verdade = objeto indireto. e) de verdade = complemento nominal. 11. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.11) A classificação correta da palavra ou expressão é apresentada na alternativa: a) ex-senadora = adjetivo. b) entrada = verbo c) tempo = advérbio. d) miragem = adjetivo. e) política = adjetivo. 12. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.12) É possível afirmar que o Texto 3 con- tém réplica(s) a dizeres conflitantes com o ponto de vista de seu autor. A palavra que cria esse pressuposto é: a) ex-senadora. b) mesmo. c) apenas. d) miragem. e) de verdade. 13. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Esta questão incide sobre os textos usados para as questões anteriores (Texto 1, Texto 2 e/ou Texto 3) e avalia conhecimento sobre tempos e modos verbais. Assinale a alternativa correta: a) As formas verbais ―acredita‖, ―investimos‖ (Texto 1); ―pune‖, ―pode‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente do indicativo, representando, todas, o presente momentâneo, o momento em que o texto foi escrito. b) As formas verbais ―acredita‖ (Texto 1); ―pune‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente do indicativo, repre- sentando, todas, o agora, o momento em que o texto foi escrito. Já ―investimos‖ (Texto 1) está no pretérito perfeito (fato concluído),‖pode‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) estão no futuro. c) As formas ―pune‖, ―fiquem‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) expressam os fatos como possibilidades, razão por que estão no modo subjuntivo. d) Embora estejam no presente, as formas verbais ―investimos‖ (Texto 1) e ―pune‖ (Texto 2) expressam os fatos como concluídos, enquanto ―fiquem‖ (Texto 2) e ―tem‖ (Texto 3) expressam futuro. e) As formas ―investimos‖ (Texto 1) e ―tem‖ (Texto 3) estão no presente do indicativo, representando os fatos como verdadeiros. A diferença é que a primeira assume o sentido de processo costumeiro, enquanto o uso da segunda produz efeito de futuro. As questões de 14 a 18 referem-se ao fragmento de texto a seguir (Texto 4) e avaliam conhecimentos sobre diferen- tes itens do conteúdo previsto para esta prova: Igualdade e desigualdade: a dignidade humana sob ameaça 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 O Brasil é um país diverso, complexo e miscigenado, características notórias e constituti- vas de seu povo e sociedade. Formado por brancos, negros, índios e da mistura e interação entre esses povos e etnias, é, pois, uma nação que traz, da diversidade, a sua unidade. Teori- camente, essas características, por si sós, não permitiram o abrigo do preconceito, mas as arbitrariedades têm descaracterizado o sentido de diversidade – e o país passa, de variado, diverso, a homogêneo: a ordem parece ser branca. [...] Branco já não mais condiz com uma tonalidade de cor, mas comum modo de ser, agir e pensar. Por isso, fala-se no mito da democracia racial brasileira. A igualdade entre povos é inexistente. Negros e índios são pobres, em regra, porque enfrentam uma monumental hosti- lidade étnica (quase racial) no espaço escolar; práticas discriminatórias proliferam-se no seu acesso a emprego, porque são os últimos a ser admitidos e os primeiros candidatos a demis- são. Esse resultado é ―presente‖ de um passado sombrio e que tem gerado, ao longo de sé- culos, sequelas, como as polêmicas ações afirmativas, que visam a beneficiar esses grupos discriminados.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 103 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Muitas são as críticas feitas contra tais medidas, mas, levando-se em consideração que se visa à democracia na representação do perfil demográfico da sociedade e ao combate à desigualdade social, a política de cotas nas universidades federais, no quesito socialização, seria também uma maneira de extinguir o etnocentrismo branco. Há quem diga que esses atos causariam a diminuição da qualidade do ensino, pois a capacidade de um adolescente advindo de escolas públicas não se compara à de outro que veio de escola privada e fez curso pré- vestibular, e poderiam ocasionar a criação de um sistema de castas e buracos no sistema educacional. Isso pode representar um pensamento racial, classista e preconceituoso, pois as políticas compensatórias têm-se constituído numa oportunidade ímpar para a população pobre do Brasil. Gente que nunca teve oportunidades na vida ―vai com tudo‖ quando as tem. [...] É certo que cotas constituem-se apenas em medida paliativa e não resolverão o pro- blema brasileiro quanto à educação, entretanto, no que se refere à convivência com o ―dife- rente‖ (meio estranho dizer isso, levando em consideração o processo de formação da socie- dade brasileira), serão um ponto positivo. [...]. (por Pedro Augusto Sousa Silva Neves e Cláudio Ribeiro Lopes. Disponível em http://www.oregional.com.br/2014/05/igualdade-e-desigualdade-a- dignidade-humana-sob-ameaca 309374. Catanduva-SP. Publicado em 6-5-2014. 14. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Um dos requisitos para a compreen- são de um texto é a identificação do significado de palavras, expressões ou construções linguísticas que o constitu- em. A alternativa que apresenta a informação verdadeira a esse respeito é: a) A palavra ―sós‖ (l.4) é sinônima de ―somente‖, ―apenas‖. b) A palavra ―presente‖ (l.12)) corresponde ao antônimo de ―passado‖ (l.12). c) A expressão ―ações afirmativas‖ (l.13) é sinônima de ―políticas compensatórias‖ (l.23). d) A presença da vírgula antecedendo a oração ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14) mar- ca o sentido de generalização ali construído. e) Se suprimirmos a vírgula que antecede a oração ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14), o sentido do período ficará inalterado. 15. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Analisadas as relações de coesão, é correto afirmar que: a) ―Formado‖ (l. 2) deveria estar no feminino, pois refere-se a ―nação‖ (l. 3). b) As expressões "os últimos‖ (l. 11) e ―os primeiros‖ (l. 11) retomam, respectivamente, ―índios‖ (l. 9) e ―negros‖ (l. 9). c) As expressões ―os últimos‖ (l. 11) e ―os primeiros‖ (l. 11), referem-se, ambas, ―negros e índios‖ (l. 9). d) A palavra ―castas‖ (l. 21) é retomada por ―população pobre‖ (l. 23). e) ―as‖ (l. 24) retoma ―gente‖ (l. 24), razão por que deveria estar no singular. 16. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.16) O termo que NÃO desempenha fun- ção de complemento nominal está na alternativa: a) ―a emprego‖ (l. 11). b) ―da qualidade‖ (l. 19). c) ―de um sistema‖ (l. 21). d) ―à convivência‖ (l. 26). e) ―da sociedade brasileira‖ (l. 27-28). 17. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Assinale a alternativa cuja palavra teve sua grafia (uso ou não de hífen, acentuação ou emprego de trema) alterada pela ―Reforma Ortográfica- 2009‖, ou seja, era grafada de modo diferente antes da ―Reforma‖: a) ―por‖ (l. 4). b) ―sequelas‖ (l. 13). c) ―extinguir‖ (l. 18). d) ―pré-vestibular‖ (l. 20-21) e) ―tem‖ (l. 24)
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 104 18. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.18) A oração está corretamente classifi- cada na alternativa: a) ―que traz, da diversidade, a sua unidade‖ (l. 3-4) = subordinada adjetiva explicativa. b) ―que visam a beneficiar esses grupos discriminados‖ (l. 13-14) = subordinada adjetiva restritiva. c) ―pois a capacidade de um adolescente advindo de escolas públicas não se compara à de outro‖ (l. 19-20) = subordinada adverbial causal. d) ―que cotas constituem-se apenas em medida paliativa‖ (l. 25) = subordinada substantiva objetiva direta. e) ―que cotas constituem-se apenas em medida paliativa‖ (l. 25) = subordinada substantiva subjetiva. 19. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.19) A alternativa que contém o comentá- rio correto sobre as relações de concordância estabelecidas no texto é: a) Em ―têm descaracterizado‖ (l. 5), a forma verbal está acentuada porque está no plural, concordando com o sujeito cujo núcleo é ‖arbitrariedades‖ (l. 5). b) Em ―têm descaracterizado‖ (l. 5), a forma verbal está acentuada porque está no plural, concordando com o sujeito cujo núcleo é ‖arbitrariedades‖ (l. 5). O mesmo deveria ter ocorrido em ―as tem‖ (l. 24), em que o sujeito também está no plural. c) A forma verbal ―proliferam-se‖ (l. 10) poderia estar no singular, pois o sujeito da oração é indeterminado. d) A construção ―têm-se constituído‖ (l. 23) não poderia apresentar-se no plural (marcado pelo acento em ―têm‖) porque o sujeito da frase é indeterminado, pois o verbo ―constituir‖ é transitivo indireto. e) Por se referir a ‖cotas‖ (l. 25), a expressão ―É certo‖ (l. 25) deveria estar no plural ―São certas‖. 20. [Fiscal Vigil. Sanit.-(Nutricionista)-(NS)-(M)-SAD-SES-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Cada alternativa desta questão versa sobre um item do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que traz um comentário correto sobre o respectivo item. a) Pontuação = Em ―presente‖ (l. 12), ―vai com tudo‖ (l. 24) e ―diferente‖ (l. 27), as aspas são empregadas pra assi- nalar ironia. b) Crase = Em ―candidatos a demissão‖ (l. 11-12), o ―a‖ deveria receber o ‖acento‖ indicativo de crase. c) Colocação pronominal = Em ―têm-se constituído‖ (l. 23), como não há partícula atrativa (o que justificaria a pró- clise) e o verbo principal está no particípio (o que impede a ênclise ao particípio), o pronome está enclítico ao ver- bo auxiliar, sendo usado o hífen para evitar que o pronome fique ―solto‖ entre as formas verbais da perífrase. d) Dígrafos = A sequência ―sc‖, em ―miscigenado‖ (l. 1) e em ―descaracterizado‖ (l. 5) corresponde a um dígrafo. e) Regência = Em ―que visam a beneficiar‖ (l. 13), foi usada indevidamente a preposição, pois o verbo ―visar‖, no sentido em que foi empregado, não rege preposição. PROVA 9 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA Concurso Público de Provas para Provimento de Cargos da Carreira Gestão de Atividades de Trânsito do Quadro de Pessoal do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL MÉDIO Cargo: Técnico Administrativo Data: 21/09/2014 Leia o texto para responder às questões de 1 a 7. VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO Para Júlio César Fontana Rosa, psiquiatra especializado em comportamento de trânsito da Associação Brasilei- ra de Medicina de Tráfego (Abramet), o risco de se envolver num ato de violência é potencializado quando o veí- culo se torna um meio para que a pessoa libere sua agressividade e assim facilite a provocação do outro. A belicosidade pode começar com uma simples troca de olhares, seguindo para cara feia, gestos obscenos, palavrões, chegando à agressão. ―O motorista, muitas vezes, não sabe o que vai causar ali, como um dano ao car- ro ou à pessoa, mas ele precisa se afirmar. Depois vem o arrependimento. Ou não.‖ Pedir desculpas ao realizar uma manobra arriscada sem a intenção de agredir outo motorista pode evitar mui- tas discussões no trânsito. ―Quem está estressado não vai se sentir desafiado se o outro demonstrar arrependimento. Normalmente, esse indivíduo que está agressivo é adorável, calmo. Totalmente irreconhecível em uma briga no trânsito‖, afirma Júlio César.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 105 Para Raquel Almqvist, diretora do Departamento de Psicologia de Trânsito da Abramet, a combinação de ho- ras ao volante com problemas do dia-a-dia também causa um desgaste muito grande ao motorista. ―Os sintomas físicos são tensão muscular, mãos suadas, taquicardia e respiração alterada, porque há uma descarga de adrenali- na.‖ Se quase sempre é difícil fazer uma autoavaliação, é impossível adivinhar o estado de espírito do motorista ao lado. Assim, uma atitude preventiva – e, por que não, defensiva – é a melhor maneira de não se envolver em situa- ções de violência. O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir uma briga, evi- tando, por exemplo, contato de olhos com o condutor agressivo, não fazer ou revidar gestos obscenos, não ficar na cola de ninguém e não bloquear a mão esquerda, por exemplo. Medalhista olímpico em 1992, o judoca Rogério Sampaio não pensa muito diferente: Respire fundo, tenha consciência de que não vale a pena brigar e, principal- mente, pense em sua família‖. Não há estatísticas para agressões no trânsito no Brasil, nem punição específica no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). ―O crime que ocorre no trânsito é julgado pelo Código Penal. Já o crime de trânsito é analisado por meio do CTB. Esta realidade não é diferente nos outros países‖, diz Ciro Vidal, presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre o Direito de Trânsito da OAB de São Paulo e ex-diretor do Detran-SP. Na opinião do advogado, os envolvidos em agressões de trânsito deveriam ser submetidos a avaliações psicológicas para, caso exista necessidade, realizar tratamento e ter a habilitação suspensa. O trânsito é um ambiente de interação social como qualquer outro. ―O carro é um ambiente particular, mas é preciso seguir regras, treinar o autocontrole e planejar os deslocamentos. É um local em que é preciso agir com civilidade e consciência‖, diz a hoje doutora em trânsito Cláudia Monteiro. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o carro não é o escudo protetor que se supõe. Exercitar a paciência e o autocontrole não faz parte do currículo das autoescolas, mas são práticas cada vez mais necessárias à sobrevivência no trânsito. Revista Quatro Rodas, 07/2008. In: Abptran. 1. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.1) De acordo com o texto: a) com o objetivo de liberar as tensões do dia-a-dia, as pessoas abusam no volante e se envolvem em acidentes. b) o conflito dos cidadãos no trânsito tem etapas para acontecer e a primeira inicia com palavras ofensivas. c) o estresse do trabalho pode levar o cidadão a mudar momentaneamente seu temperamento, caso se envolva em um acidente de trânsito. d) as discussões no trânsito são evitadas quando o infrator se esculpa perante o outro. e) como é previsível detectar a reação do envolvido no acidente de trânsito, a prevenção é aconselhável. 2. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Nesse texto, NÃO está(ão) presente(s): a) argumentos de autoridade e especialista. b) emprego de linguagem coloquial. c) discursos direto e indireto. d) linguagem erudita. e) predominância da subjetividade. 3. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Leia estes trechos do texto, analisando a coloca- ção pronominal. I – [...] mas ele precisa se afirmar [...] II – [...] é a melhor maneira de não se envolver [...] III – [...] escudo protetor que se supõe. Conclui-se que, em: a) I, há partícula atrativa que exige a próclise. b) I e II, é possível colocar o pronome depois do verbo. c) III, pode-se empregar a mesóclise. d) I, II e III, há duas possibilidades de colocação dos pronomes oblíquos átonos. e) II e III, é inadmissível a ênclise.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 106 4. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.5) A respeito das palavras empregadas no texto, pode-se afirmar que: a) autoavaliação e autoescolas deveriam estar com hífen, segundo o Novo Acordo Ortográfico. b) suadas (4º parágrafo) é parônima de soadas, e tensão (4º parágrafo) é homônima de tenção todas existentes na língua portuguesa. c) dia-a-dia (4º parágrafo) é um substantivo, igual na frase “Ele trabalha dia-a-dia”. d) trânsito e específica (6º parágrafo), em outro contexto, podem ser escritas sem acento, com a mesma tonicida- de, mas sentidos diferentes. e) cola (5º parágrafo) e escudo(último parágrafo) aparecem empregadas literalmente. 5. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Ainda sobre as palavras e/ou frases do texto, conclui-se que: a) no 2º parágrafo, o trecho “Ou não.” é uma frase nominal já que não há verbo. b) na palavra taquicardia, “taqui” é um elemento de composição que significa: rápido, como nas palavras taquí- grafo e taquigrafia. c) as palavras mas e e (7º parágrafo) são conjunções adversativas e aditiva, nessa sequência, e ligam ideias que se dependem. d) os verbos Pedir (3º parágrafo) e Exercitar (último parágrafo) funcionam na frase como formas nominais pessoais. e) a palavra olhares (2º parágrafo) é um verbo flexionado na segunda pessoa do futuro do subjuntivo. Exemplo: Quando tu olhares, estarei longe. 6. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Quanto à pontuação empregada no texto, assi- nale a alternativa que obedece às regras gramaticais. a) As vírgulas presentes no 1º parágrafo são necessárias porque separam uma oração intercalada. b) No primeiro parágrafo, a oração subordinada adverbial [...] quando o veículo se torna um meio...[...] deveria vir entre vírgulas, pois está inserida na frase. c) No 2º e 3º parágrafo, as aspas estão incorretas quanto ao posicionamento. d) Na 2ª frase do 5º parágrafo, o uso dos travessões é um bom recurso para evitar o excesso de vírgulas, que, além de regras, devem ser usadas com bom senso. e) A última vírgula do 3º parágrafo separa a frase nominal do vocativo. 7. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Leia este miniconto, denominado Disfarces. Gostava de máscaras. Tinha-as todas, dos mais variados tipos e expressões. Chegava a usar várias em um só dia, trocando-as de acordo com o ambiente e a necessidade da hora. Uma vez, olhando-se com seu próprio rosto não se reconheceu, pois o espelho não refletia imagem alguma. As máscaras substituídas frequentemente deixaram tantas marcas diferentes que terminaram por apagar-lhe os traços. (SIMÕES, Maria Lúcia. Contos Contidos) Esse texto é narrativo porque: a) não há relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. b) procura colocar em discussão um assunto, analisando dados da realidade. c) há um conjunto de mudanças de situação para construir um universo dinâmico. d) oculta a progressão de uma situação anterior para outra posterior. e) o que se produz é simultâneo, dando importância à sensoriedade. 8. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa que contém a série de palavras acentuadas corretamente. a) sobrevêm (pl.) – angú – anéis – gratuíto. b) fôrma (ou forma) – interim – raízes – rúbrica. c) para (verbo e preposição) – troféu – moínho – ruim. d) garôa – instituíram – paranoia – cafeína. e) corrói – deságua (ou desagua) – egoísmo – averígue.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 107 9. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.10) Leia este poema concreto, cuja construção baseia-se na utilização de recursos visuais, sonoros e/ou gráficos. durassolado petrifincado amargamado agrusurado capitalienado massamorfado solumano corpumano fardumano servumano gadumano desumano José Lino Grünewald. In: Poesia concreta. Quanto à interpretação, estrutura e formação de palavras, assinale a alternativa que contém a afirmação INCORRETA. a) Na fileira vertical da direita, cada palavra tem um único radical, não havendo palavra com formação por prefixo. b) A maioria das palavras são neologismos, processo de formação muito utilizado na criação literária e também modernamente. c) A partir de radicais, depreendem-se significados intencionais do autor. d) A maior parte dos radicais se relaciona à área semântica: trabalho e capital. e) Na fileira da direita, de uma palavra a outra, ocorre uma ideia gradativa, que leva à desumanização do homem. Leia a tira a seguir para responder às questões 11 e 12. 10. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Observando a cena, conclui-se que: a) a expressão ―linha cruzada‖ indica que o fio vibrou, havendo pane na comunicação. b) embora surpreso, o amigo de Lucas age como se os passarinhos fizessem parte da brincadeira. c) a palavra indicativa de que o menino dirige-se a Lucas é: ―Ops‖. d) o menino não se demonstrou surpreso ao perceber que os pássaros pousaram na linha, já que era uma brincadei- ra. e) a fala “Cuidado! Eles podem bicar você!” seria adequada ao contexto apresentado. 11. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Nessa tira, a expressão ―linha cruzada‖: a) aparece em sentido denotativo e o primeiro termo significa barbante. b) contém uma conotação irônica e subjetiva. c) refere-se ao fio que liga as duas latas, indicando sentido próprio. d) tem relação com rede telefônica, já que os meninos brincam de ―telefone de lata‖, brincadeira conhecida das crianças. e) apresenta os dois sentidos: conotativo e denotativo.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 108 12. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Complete as lacunas das frases om os porquês. I – Ignoro __________ ocorreu o blecaute ontem á noite. II – Neste ano faremos a viagem _________ você tanto anseia. III – O ministro da Saúde não explicou __________ ele deixou o cargo. Assinale a alternativa que contém a palavra e a justificativa corretas. a) I e III ―por que‖. – Não há causa expressa. b) Em I e II: ―porque‖. – É adequado ao contexto das frases. c) Nos três itens: ―porque‖. – Há causa expressa. d) Nos três itens: ―por que‖. – Essa palavra funciona como conjunção subordinativa. e) Em II e III: ―porque‖. Exerce a função de conjunção e pronome relativo, respectivamente. Leia este texto referente à Campanha Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução e acidentes de trânsito, e responda às questões 13 e 14. Para reduzir o número de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo, chegou o movimento Maio Amarelo, um convite à reflexão do nosso comportamento no trânsito. Vamos fazer no trânsito um lugar seguro para todos: pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e motoristas. Seja responsável: siga as leis e pratique gentileza e respei- to. Maio Amarelo, compartilhe essa ideia. 13. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Considerando os períodos do texto, pode-se dizer que a) a oração principal, sendo a primeira do texto, traduz uma ideia de finalidade. b) a oração “[...] chegou o movimento Maio Amarelo [...]” é coordenada assindética porque é destituída de con- junção. c) a segunda frase do texto é um período composto porque tem dois verbos, portanto, duas orações. d) a primeira oração d texto é subordinada reduzida de infinitivo, cuja intensão é transmitir à população a noção de consequência. e) o terceiro período é formado por coordenação e uma das orações é coordenada sindética. 14. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Quanto à gramática do texto, assinale a alter- nativa que contém a afirmação correta. a) O trecho “[...] um convite à reflexão do nosso comportamento no trânsito [...]” caracteriza-se como aposto. b) A locução verbal “Vamos fazer” pode ser substituída por apenas um verbo, na 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. c) Os quaro verbos finais procuram, de forma impessoal, chamar o cidadão à consciência sobre o trânsito, sem haver aproximação com o leitor. d) A expressão “o movimento Maio Amarelo”, sintaticamente, funciona como objeto direto do verbo chegou. e) As palavras responsável, gentileza e respeito exercem a função sintática de predicativo do sujeito. 15. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.16) Leia estas frases, considerando que a regência mantém a relação sintática entre o verbo e os complementos verbais. I – Ele lhe queria bem. II – Maria visava à aposentadoria. III – A canção agradou ao público. IV – Nós comunicamos a conclusão da pesquisa aos alunos. V – Paguei a dona do armazém. Pode-se afirmar que, em: a) I, o verbo está com o sentido de desejar, exigindo objeto indireto. b) II, a construção está incorreta, pois o verbo tem o sentido de mirar. c) III, a frase está correta com objeto indireto. Com objeto direto, mudaria o sentido. d) IV, essa construção não é aceita na norma culta. Devem-se inverter os objetos. e) V, como o complemento é pessoa, admite-se essa forma.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 109 16. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Todas as palavras estão corretamente grafa- das em: a) escasses – berinjela – susceder – consenso. b) explêndido – atravez – pretensão – concessão. c) preceder – chimpanzé – quizer – espontâneo. d) botequim – toucinho – gorjeio – propensão. e) extravasar – intercessão – suscessivo – extensão. 17. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Leia as frases a seguir, analisando-as quanto à concordância verbal. I – No teatro, houveram muitas interpretações. II – Mais de um pedestre criticaram o condutor. III – A maioria das árvores caiu (ou caíram). IV – Um grito ou um tiro assustaram o animal. V – Ainda deve haver alguns livros na biblioteca. Está(ão) correta(s) a(s) frase(s) do(s) item(ns): a) I. b) III, IV e V. c) II, III e IV. d) I e V. e) I, II e III. Leia o poema para responder às questões 18 e 19. Desencontrários Mandei a palavra rimar, Mandei a frase sonhar, ela não me obedeceu. e ela se foi num labirinto. Falou em mar, em céu, em rosa, Fazer poesia, eu sinto, apenas isso. em grego, em silêncio, em prosa. Dar ordens a um exército, Parecia fora de si, para conquistar um império extinto. A sílaba silenciosa. LEMINSKI, Paulo. Melhores Poemas. 18. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Segundo o texto: a) naquele momento, a criação poética fluía na mente do poeta. b) o poeta se sente realizado ao criar. c) há um desacordo entre o que o poeta pensa e o que tenta expor. d) as palavras agrupam-se de forma harmoniosa. e) há sempre uma palavra à espera de outra, pois a rima é natural. 19. [Téc. Adm.-(NM)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.20) Quanto à gramática do poema, assinale a alternativa correta. a) No verso “e ela se foi num labirinto”, o pronome sublinhado foi usado como realce, podendo ser retirado. b) No segundo verso da primeira estrofe, o pronome me classifica-se como pessoal oblíquo, com função de objeto direto. c) O verbo Parecia refere-se ao sujeito sílaba, que está somente na voz passiva. d) No segundo verso da segunda estrofe, o pronome se não poderia ser retirado porque alteraria a significação da ideia. e) Os pronomes se e si, como são reflexivos, significam “de si mesma”.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 110 PROVA 10 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA Concurso Público de Provas para Provimento de Cargos da Carreira Gestão de Atividades de Trânsito do Quadro de Pessoal do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: GESTOR DE ATIVIDADES GERAIS DE TRÂNSITO Data: 21/09/2014 As questões de 1 a 15 referem-se ao texto que segue e avaliam conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto. As mortes no trânsito: onde estamos falhando? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) acaba de completar 15 anos de vigência e veri- fica-se que o quadro de acidentes não se modificou positivamente; primeiro, porque a lei vem revelando falhas e lacunas imensas; segundo, porque as medidas complementares, como investimento em infraestrutura viária, educação e fiscalização de trânsito, são ine- ficientes. Ou seja: para o Estado, trânsito não é prioridade. E a lei, por si só, não opera milagres. O aspecto legal tem no CTB uma norma enciclopédica que trouxe overdoses de di- reitos e obrigações quase impossíveis de serem implementadas. A norma restou banaliza- da. A gama de infrações de trânsito é enorme, e os infratores, quando autuados, têm à sua disposição amplo direito de defesa em processos administrativos que se arrastam por anos. Boa parte das penalidades sequer é aplicada, por falta de estrutura dos órgãos de trânsito para dar celeridade aos processos. E as penas restritivas do direito de dirigir mui- tas vezes deixam de ser aplicadas devido à prescrição. Os Detrans estimam que cerca de 40% dos veículos em circulação estão em situação irregular. Incluem-se aí veículos não licenciados e condutores com direito de dirigir suspenso. O sistema falho acaba em- purrando as pessoas para uma situação de clandestinidade. Os maus condutores não veem motivos para respeitar as normas de trânsito, apostando na letargia do Estado, e os bons acabam se contagiando com os maus exemplos. Em se tratando de mobilidade, o país vive uma contradição. De um lado, o governo federal desenvolve programas de estímulo ao transporte coletivo, com a participação social na definição das políticas locais e regionais, e propaga a necessidade do transporte sustentável, com a disseminação de veículos não motorizados. De outro, estimula a aqui- sição de veículos automotores para o transporte individual, por meio da isenção de im- postos e subsídios ao financiamento, em função da dependência da indústria automobi- lística para garantir emprego e gerar receita. Enquanto isso, falta espaço para ciclovias e passeios de pedestres. As pessoas acabam abandonando gradativamente o transporte coletivo, e as vias públicas ficam cada vez mais conflagradas. O fenômeno da acidentalidade deve, portanto, levar em conta essa realidade. Pre- cisamos repensar esse quadro de inoperância do Estado, incluindo seus mecanismos re- pressores, especialmente na área do trânsito. Apesar do excesso e do rigor das normas, as mortes continuam acontecendo em escala crescente. Nem a Lei Seca sensibiliza os infratores contumazes. O aparato do Estado foi criado para punir, quando deveria ser concebido para alterar comportamentos e assim salvar vidas. Acabou mais um feriadão de Carnaval. O retorno deveria ser só de alegria, mas es- tamos contando nossos mortos. (Sérgio Luiz Perotto. [Jornal] Zero Hora, Porto Alegre – RS, 14 de fevereiro de 2014. Opinião ZH. Com adaptações).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 111 1. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.1) Entre os requisitos para a compre- ensão de um texto, está o reconhecimento do significado ou do sentido de palavras ou expressões. Assim, assinale a alternativa em que a(s) relação(ões) de significação está(ão) devidamente indicada(s): a) A conjunção ―e‖ tem o mesmo sentido (de adição) em: ―e verifica-se (l. 1-2); ―e os infratores‖ (l. 9); ―e os bons acabam‖ (l. 18); ―e propaga‖ (l. 21). b) Em ―acaba de completar‖ (l. 1), o verbo ―acabar‖ veicula sentido de ação recentemente concluída, sem dura- ção significativa, diferente do que ocorre em ―acaba empurrando‖ (l. 16). c) O verbo ―repensar‖ é usado denotativamente, equivalendo a ‗pensar de novo‘, razão pela qual não rege a pre- posição ―em‖. d) Na expressão ―em função da‖ (l. 24), a palavra ―função‖ está no campo de significação de ―funcionar‖, ―funcio- namento‖. e) ―do Estado‖ (l. 32) equivale a ―estadual‖. 2. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.2) Sobre as relações de significação ou sentido que se estabelecem entre as orações no interior dos períodos que constituem o texto, é correto afirmar que: a) A oração ―que trouxe overdoses de direitos e obrigações quase impossíveis‖ (l. 7-8) é de natureza explicativa, introduzindo, no período, ideia de generalização. b) A oração ―quando autuados‖ (l. 9) tem valor única e exclusivamente temporal, sem qualquer conotação adicional. c) A oração ―que se arrastam por anos‖ (l. 10-11) introduz, no período, o pressuposto de que todos os processos ad- ministrativos ―se arrastam por anos‖, produzindo, portanto, efeito de generalização. d) Em ―quando autuados‖ (l. 9), o autor deixa implícito que nem sempre ocorre a autuação daqueles que cometem infrações de trânsito. e) A oração ―quando deveria ser concebido‖ (l. 32-33) introduz, no período, ideia de tempo, indicando, simplesmen- te, o momento em que ocorreu o processo de criação do aparato do Estado, sem qualquer outro sentido ou qual- quer conotação. 3. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.3) A alternativa que contém a infor- mação pertinente quanto à significação das palavras ou relações de sinonímia é: a) A palavra ―só‖ tem o mesmo sentido em ―por si só‖ (l. 5-6) e em ―só de alegria‖ (l. 34). b) ―celeridade‖ (l. 12) é sinônimo de ―importância‖ ou ―eminência‖. c) ―prescrição‖ (l. 13) é sinônimo de ―normatização‖ ou ―regulamentação‖. d) ―conflagradas‖ (l. 27) equivale a ―incendiadas‖ ou a ―deflagradas‖, ―já iniciadas‖. e) ―contumazes‖ (l. 32) equivale a ―teimosos‖ ou ―que insistem em não mudar comportamentos‖. 4. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.4) Sobre o emprego de sinais de pon- tuação e considerado o conceito de período e sua estrutura, está correto o que consta na alternativa: a) No terceiro período do segundo parágrafo, em ―A gama de infrações de trânsito é enorme, e os infratores, quan- do autuados, têm à sua disposição [...]‖ (l. 9-10), são transgredidas duas regras de pontuação: usa-se vírgula antes de ―e‖ e separa-se, com vírgula, o sujeito (―os infratores‖) do predicado. b) No segundo período do terceiro parágrafo (l. 19-22), o autor usa vírgulas para intercalar a expressão ―com a par- ticipação social na definição das políticas locais e regionais‖ (l. 20-21), evitando, assim, comprometer a relação de adição entre duas orações coordenadas por ―e‖. c) assim como faz no terceiro período do segundo parágrafo (l. 9-11), o autor usa indevidamente uma vírgula antes de ―e‖ no segundo período do terceiro parágrafo (l. 19-22). d) A última oração do terceiro período do segundo parágrafo (l. 10-11) deveria ter sido precedida de vírgula para reforçar o sentido pretendido. e) No sexto período do segundo parágrafo (l. 13-14), deveria ter sido usada vírgula após a conjunção ―que‖ (Os Detrans estimam que, cera de [...]‖). Além disso, a expressão ―em circulação‖ poderia estar entre vírgulas, sem qualquer prejuízo para o sentido do texto. 5. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.5) Assinale a alternativa que traz o comentário correto sobre o emprego de tempos e modos verbais: a) Em ―acaba de completar‖ (l. 1), o presente do indicativo é usado para representar um fato passado; em ―veem‖ (l. 17), o uso desse mesmo tempo produz efeito de fato costumeiro. b) Em ―vem revelando‖ (l. 3) e em ―estamos contando‖ (l. 35), o uso do presente do indicativo indica ―o agora‖: fatos simultâneos ao momento em que o texto é escrito. c) Em ―acabam se contagiando‖ (l. 18) e ―acabam abandonando‖ (l. 26), o presente do indicativo é usado para representar os fatos como possibilidade para um futuro incerto. d) A forma ―Precisamos‖ (l. 29) foi empregada no pretérito perfeito, indicando processo recentemente concluído. e) Em ―deveria ser‖ (l. 33), o autor usa o pretérito imperfeito do indicativo para representar um fato que ainda não se completou.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 112 6. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.6) Identificar relações de coesão é outro requisito essencial à compreensão de textos. Em qual das alternativas a relação coesiva está devidamente indicada? a) A palavra ―lei‖ (l. 3 e l. 5) é usada em sentido genérico, não tendo, portanto, referente no interior do texto. b) A palavra ―lei‖ tem o mesmo referente nas três ocorrências textuais (l. 3, l. 5 e l. 31): Código de Trânsito Brasileiro (l. 1). c) A palavra ―aí‖ (l. 14) refere-se a ―cerca de 40% dos veículos em circulação em situação irregular‖. d) A expressão ―situação irregular‖ (l. 14) é esclarecida adiante, sendo retomada por ―veículos não licenciados‖ (l. 15). e) A expressão ―mecanismos repressores‖ (l. 29-30) retoma ―medidas complementares‖, (l. 3-4). 7. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.7) Pela análise das relações de con- cordância (verbal e/ou nominal) estabelecidas no primeiro período do segundo parágrafo (l. 7-8), é correto afirmar que: a) A palavra ―implementadas‖ (l. 8) está no feminino plural porque o autor optou pela concordância com o subs- tantivo mais próximo. b) A palavra ―implementadas‖ (l. 8) poderia estar no masculino plural, concordando com as palavras de gêneros diferentes a que se refere ―direitos‖ e ―obrigações‖ (l. 8). c) ―implementadas‖ (l. 8) está no feminino plural porque se refere (apenas) a ―obrigações‖ (l. 8). d) O autor usou a forma verbal ―serem‖ (l. 8), flexionada no plural, porque é a única forma correta, já que se refere a um sujeito composto e no plural (―direitos e obrigações‖). e) Em lugar de ―impossíveis de serem implementadas‖ (l. 8), o autor poderia ter optado pela construção no singular (―impossível de ser implementada‖), concordando com ―norma‖, sem comprometer o sentido do enunciado. 8. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.8) Ainda sobre concordância, a al- ternativa que traz a informação correta é: a) Em ―locais e regionais‖ (l. 21), o autor deveria ter usado o singular, observando o que ocorre, por exemplo, em ―línguas portuguesa e italiana‖. b) A palavra ―suspenso‖ (l. 15) poderia estar no plural para concordar com ―condutores‖ (l. 15). c) Em ―incluem-se aí‖ (l. 14), o autor deveria ter usado o verbo no singular, pois o sujeito da frase é indeterminado. d) Em ―incluem-se aí‖ (l. 14), o autor usou o verbo no plural para estabelecer a concordância com o sujeito (com- posto), cujos núcleos são ―veículos‖ e ―condutores‖. e) Tanto em ―o quadro de acidentes não se modificou‖ (l. 2) quanto em ―A gama de infrações de trânsito é enor- me‖ (l. 9), o autor poderia ter usado o verbo no plural (―modificaram‖ e ―são‖, respectivamente), assim como fez em ―cerca de 40% dos veículos em circulação estão‖ (l. 14). 9. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.9) Assinale a alternativa em que a análise do termo oracional está correta: a) ―do direito‖ (l. 12) = adjunto adnominal. b) ―ao transporte‖ (l. 20) = objeto indireto. c) ―do transporte‖ (l. 21) = adjunto adnominal. d) ―de veículos‖ (l. 23) = complemento nominal. e) ―da indústria‖ (l. 24) = objeto indireto. 10. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.10) A classe da palavra está corre- tamente indicada na alternativa: a) ―infratores‖ (l. 9) = substantivo. b) ―letargia‖ (l. 17) = adjetivo. c) ―estímulo‖ (l. 20) = verbo. d) ―para‖ (l. 32) = preposição. e) ―só‖ (l. 34) = adjetivo. 11. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.11) Consideradas as regras de colo- cação pronominal, pode-se afirmar que o texto traz um erro. Assinale a alternativa que aponta esse erro: a) ―verifica-se‖ (l. 2). b) ―não se modificou‖ (l. 2). c) ―que se arrastam‖ (l. 10-11). d) ―acabam se contagiado‖ (l. 18). e) ―Em se tratando‖ (l. 19).
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 113 12. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.12) Ainda com base no texto, a pa- lavra que não está empregada como adjetivo é: a) ―ineficientes‖ (l. 5). b) ―maus‖ (l. 16). c) ―bons‖ (l. 18). d) ―maus‖ (l. 18). e) ―automotores‖ (l. 23). 13. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.13) Com base no que dispõe o A- cordo Ortográfico que resultou na ―Reforma Ortográfica – 2009‖, a alternativa que traz a informação correta é: a) infraestrutura (l. 4) = por ser palavra composta, deveria ter sido grafada com hífen (―infra-estrutura‖). b) têm (l. 10) = A palavra está indevidamente acentuada, pois a ―Reforma‖ aboliu os acentos diferenciais. c) veem (l. 17) = Assim como ―têm‖, a palavra deveria receber acento circunflexo no primeiro ―e‖, pois se trata de forma verbal na 3ª pessoa do plural. d) fenômeno (l. 28) = esta palavra proparoxítona, cujo ―o‖ tônico é seguido da consoante e com timbre fechado. Nos casos ou lugares em que a pronúncia culta adota o timbre aberto para esse ―o‖, pode ser grafada com acento agudo (―fenómeno‖). e) Estado (l. 29 e l. 5) = poderia ter sido grafada com inicial maiúscula, pois se refere, nas duas ocorrências, à unida- de da federação em que o texto é escrito (Rio Grande do Sul). 14. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.14) Esta questão avalia conheci- mentos sobre estrutura, formação e/ou flexão de palavras. Assinale a alternativa que traz a informação correta so- bre o respectivo item: a) Assim como ―revelando‖ (l. 3), a palavra ―repensar‖ (l. 29) contém prefixo em sua estrutura. b) O processo de formação das palavras ―infraestrutura‖ (l. 4) e ―automotores‖ (l. 23) é a composição por aglutina- ção. c) Em ―retorno‖ (l. 34), temos um exemplo de derivação imprópria; em ―inoperância‖ (l. 29), uma caso de derivação parassintética. d) A palavra ―falho‖ (l. 15) é exemplo de derivação regressiva. e) Em ―feriadão‖ (l. 34), o sufixo ―-ão‖ produz sentido de ‗feriado prolongado‘. 15. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.15) Assinale a alternativa que apre- senta a classificação correta da oração: a) ―que o quadro de acidentes não se modificou positivamente‖ (l. 2) = subordinada substantiva objetiva direta. b) ―que o quadro de acidentes não se modificou positivamente‖ (l. 2) = subordinada substantiva subjetiva. c) ―porque as medidas complementares, como investimento em infraestrutura viária, educação e fiscalização de trânsito, são ineficientes‖ (l. 3-5) = subordinada adverbial consecutiva. d) ―que trouxe overdoses de direitos e obrigações quase impossíveis‖ (l. 7-8) = subordinada adjetiva explicativa. e) ―De um lado, o governo federal desenvolve programas de estímulo ao transporte coletivo, com a participação social na definição das políticas locais e regionais‖ (l. 19-21) = oração principal. 16. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.16) A correspondência entre o que está sublinhado no exemplo e o fato linguístico indicado está correta na alternativa: a) quadro = dígrafo. b) maior = tritongo. c) quadro = ditongo. d) saúde = ditongo. e) escola = dígrafo. 17. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.17) Consideradas as novas regras definidas pelo Acordo de que resultou a assim chamada Reforma Ortográfica-2009‖, assinale a alternativa que não contém erro: a) para-brisa; sul-mato-grossense; anti-horário; autoescola; porta-documentos. b) trêslagoense; sulmatogrossense; antiorário; auto-escola; portadocumentos. c) trêslagoense; sul-matogrossense; anti-horário; auto escola; portadocumentos. d) anti-radar; parachoque; contracurva; aneis; parabrisa. e) pára-choque; parabrisa; autoescola; moto-carreta; escarceu.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 114 18. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.18) Assinale a alternativa em que não há erro de concordância nem de emprego do ―acento‖ indicativo de crase: a) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram a mão única, agentes de trânsito co- meçarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos a multa os condutores incautos ou desatentos. b) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram à mão única, agentes de trânsito co- meçarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos à multa os condutores incautos ou desatentos. c) Decorrido 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passaram a mão única, agentes de trânsito come- çarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeito à multa os condutores incauto ou desatento. d) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passou à mão única, agentes de trânsito come- çará a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeitos à multa correspondente a infração os condutores incauto ou desatento. e) Decorridos 60 dias da mudança na direção das ruas X e Y, que passou à mão única, agentes de trânsito come- çarão a atuar diariamente nessas vias, ficando sujeito a multa correspondente à infração os condutores incauto ou desatento. 19. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.19) Assinale a alternativa que com- pleta corretamente as lacunas do fragmento de texto a seguir: ―Senhor Presidente da Jari, em atenção ___ ______ solicitação, informo- ____ ________ na condição de Diretora do Deptran e embasada no caput do art. 281 do CTB, combinado com o art. 8º da Resolução Contran nº 404/2012, indeferi o recurso de Fulana de Tal, __________ por estacionar em vaga reservada ___ idoso, apliquei a penalidade pertinente e determinei a expedição da respectiva notificação, facultando, porém, ___ requerente, o direito de recurso ___ _______ Junta, a quem caberá julgar o mérito e definir a tipificação da ____________.‖ (Texto fictício cria- do especificamente para esta prova). a) a; vossa; lhe; de que; atuada; a; à; à; esta; infração. b) a; sua; lhe; que; autuada; a; à; a; essa; infração. c) à; vossa; o; que; autuada; à; a; à; esta; inflação. d) à; tua; o; de que; autuada; a; à; à; essa; infração. e) a; vossa; lhe; que; autuada; a; à; a; esta; infração. 20. [Gestor. Ativ. Ger. Trânsito-(NS)-(M)-SAD-SEJUSP-DETRAN-MS/2014-FAPEC].(Q.20) A alternativa correta quanto à regência, à coesão e à concordância é: a) Todos os condutores de veículos automotor devemos obediência as normas de circulação e conduta estabele- cida no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveriam haver regras. b) Todos os condutores de veículos automotores devem obediência às normas de circulação e conduta estabele- cido no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveria haver regras. c) Todos os condutores de veículos automotores devemos obediência às normas de circulação e conduta estabe- lecida no Código de Trânsito. Para pedestres e ciclistas também deveriam haver regras. d) O que mantêm as irresponsabilidades de ciclistas e pedestres é a própria legislação de trânsito, que não prevê punições ou, se lhes prevê, não as aplica a esses cidadãos. e) O que mantém as irresponsabilidades de ciclistas e pedestres é a própria legislação de trânsito, que não prevê punições a eles, ou, se as prevê, não as aplica a esses cidadãos.
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 115 GABARITOS (176 QUESTÕES) PROVA 1 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)- (Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 A B D D E A E A D D B C E C B A C B C PROVA 2 Auxiliar em Administração-(Classe C)-(Nível Fundamental)-(Tarde)  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A D D E E A B A E C PROVA 3 Assistente em Administração-(Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul  IFMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A D A A E D E C E D PROVA 4 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração)- (Classe D)-(Nível Médio)-(Tarde)  Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  UFMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 D A E E B D B E B C A E A A B C A C PROVA 5 Técnico-Administrativo em Educação-(Assistente em Administração) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 E A B C E B A C E C D C D D A E B A C B PROVA 6 SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL MÉDIO Cargo: Assistente de Serviços de Saúde I Assistente de Serviços de Saúde 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 A C B A B C E E A C B C A C D A E C E A PROVA 7 SAD/SES/HEMORREDE – 2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: Biólogo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 D C B A E A A E C D B E D A B E C B D a
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    PROF. MÁRCIO SOBRINHOASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 LÍNGUA PORTUGUESA O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 116 PROVA 8 SAD/SES/2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: Fiscal de Vigilância Sanitária – Nutricionista 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 C D A A B E D A C B E B E D C D B E A C PROVA 9 Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL MÉDIO Cargo: Técnico Administrativo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 C E E B B D C E A B D A E A C D B C A PROVA 10 Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul SAD/SEJUSP/DETRAN/MS – 2014 – NÍVEL SUPERIOR Cargo: GESTOR DE ATIVIDADES GERAIS DE TRÂNSITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B D E B A C C D D A D C D E B C A A B E
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    Neon Concursos Ltda AtividadeEconômica: educação continuada, permanente e aprendizagem profissional Diretora: Maura Moura Dortas Savioli Empresa fundada em janeiro de 1998 ANO XVIII – Av. Mato Grosso, 88 – Centro – Campo Grande – Mato Grosso do Sul Fone/fax: (67) 3324 - 5388 www.neonconcursos.com.br Aluno(a): ______________________________________________________________________ Período: _______________________________ Fone: __________________________________ Equipe Técnica: John Santhiago Arlindo Pionti Johni Santhiago Mariane Reis PROFESSOR: Márcio Sobrinho TEORIA E 25 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS MATERIAL CONTENDO UFMS - 2015 CORRESPONDÊNCIAS E ATOS OFICIAIS ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO
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    SUMÁRIO 1 – RECOMENDAÇÕESBÁSICAS...........................................................................................................05 2 – COMUNICAÇÕES OFICIAIS ...............................................................................................................10 3 – AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS – TEORIA E MODELOS..................................................................10 4 – BATERIA DE QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS...............................................................31 GABARITOS ................................................................................................................................................37
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 5 CORRESPONDÊNCIAS E ATOS OFICIAIS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Correspondência oficial é aquela que tem origem em órgãos da administração pública; é elaborada por agentes públicos credenciados para falar em nome da instituição. A redação oficial tem como objetivo racionalizar o trabalho e diminuir o custo; sendo assim, procura disciplinar o uso de expressões e fórmulas, aconselhando determinados fechos em lugar de outros que se apresentam prolixos, inadequados, em desuso. Tem como finalidade tratar de assuntos relacionados com o serviço público. A correspondência oficial pode ser interna, quando se dá entre os setores de uma repartição, ou externa, quando ocorre entre dois órgãos públicos ou entre órgãos públicos e particulares. Diversamente da particular, a correspondência oficial não põe em relação dois indivíduos, mas sim dois órgãos públicos, ou um órgão público e um particular, por meio de seus agentes. Em razão disso, as marcas autorais do texto de correspondência oficial tendem a dar lugar a fórmulas impessoais e, em grande parte, padronizadas. A uniformidade da redação oficial é imprescindível, pois há sempre um único emissor (o Serviço Público) e dois receptores (o próprio Serviço Público ou os cidadãos). Isso não quer dizer que a redação oficial deve ser árida e infensa à evolução da língua. A sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquela da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular. A correspondência oficial apresenta como documentos o ofício, o memorando, a carta, o telegrama, como também as mensagens de correio eletrônico, o cartão ou qualquer texto escrito que tenha como origem um órgão público e por finalidade o tratamento de assuntos a ele relativos. 1-RECOMENDAÇÕES BÁSICAS Na correspondência oficial, alguns aspectos básicos devem ser observados, a saber: - redação: deve ser clara, objetiva, concisa, impessoal, restrita ao assunto e as expressões simples ou vulgares devem ser evitadas; - uso da norma culta é obrigatório. A redação oficial deve caracterizar-se pela Impessoalidade; Uso do padrão culto de linguagem; Clareza; Concisão; Formalidade; Uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) aplicam- se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem. Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada uma delas. A comunicação se efetiva pela presença de três elementos: a) Alguém que comunica – emissor; b) Algo a ser comunicado – mensagem; c) Alguém que receba essa comunicação – receptor.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 6 Na redação oficial, o emissor é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção). A mensagem é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica. O receptor dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. A impessoalidade que deve ser característica da redação oficial decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação; c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade, precisão vocabular de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 1.1. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. 1.2. Formalidade e Padronização A formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização. A medida do papel, em função dos diferentes tipos de impressora, sugerimos que a medida do papel a ser utilizado nos modelos constantes deste manual seja: A4 210 x 297 mm 1.3. Concisão e Clareza Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Para ela concorrem: a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam. A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos aqui já explicitados. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário. 1.4 Formas de Tratamento. As formas de tratamento são utilizadas de acordo com o nível hierárquico a quem se destina. Pronomes de Tratamento: são pronomes empregados no trato com as pessoas, respeitosamente. Embora o pronome de tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a concordância deve ser feita com a terceira pessoa. Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e Sua, quando falamos da pessoa. Ex. Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o Prefeito, que se encontra ausente.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 7 1.4.1 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER EXECUTIVO Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope Presidente da República Vossa Excelência Não se usa Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Presidente da República Endereço Vice-Presidente da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Vice- Presidente, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Vice- Presidente da República Ministros de Estado Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Ministro, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Ministro... Secretário-Geral da Presidência da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Secretário, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Secretário- Geral da Presidência Consultor-Geral da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Consultor, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Consultor- Geral da República Chefe do Estado-Maior das Três Armas Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Chefe, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Chefe do Estado-Maior das Três Armas Oficiais-Generais das Forças Armadas Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Oficial-General das Forças Armadas Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Chefe, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República Chefe do Gabinete Pessoal do Presidência da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Chefe, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Chefe do Gabinete Pessoal do Presidência da República Secretários da Presidência da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Secretário Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Secretário da Presidência da República Secretário Executivo e Secretário Nacional de Ministérios Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Secretário Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Secretário Executivo ou Secretário Nacional de Ministérios Procurador-Geral da República Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Procurador, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Procurador- Geral da República Governador de Estado Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Governador, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Governador do Estado Vice-Governador de Estado Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Vice- Governador, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Vice- Governador do... Secretário de Estado dos Governos Estaduais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Secretário, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Secretário de Estado de Prefeitos Municipais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Prefeito, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Prefeito do Município Embaixador Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Embaixador, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Embaixador do...
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 8 1.4.2 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER LEGISLATIVO Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope Presidente do Congresso Nacional Vossa Excelência Não se usa Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Presidente do Congresso Nacional Presidente da Câmara Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Presidente, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Presidente da Câmara Vice-Presidente da Câmara Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Vice- Presidente, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Vice- Presidente da Câmara Membros da Câmara dos Deputados Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Deputado, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Deputado Membros do Senado Federal Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Senador, Excelentíssimo Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal endereço Presidente e Membros do Tribunal de Contas da União e dos Tribunais de Contas Estaduais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal cargo respectivo, Presidente e Membros das Assembléias Legislativas Estaduais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal cargo respectivo, Presidentes das Câmaras Municipais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal cargo respectivo, 1.4.3 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER JUDICIÁRIO Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope Presidente do Supremo Tribunal Federal Vossa Excelência Não se usa Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Presidente Supremo Tribunal Federal Membros do Supremo Tribunal Federal Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros do Superior Tribunal de Justiça Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros do Tribunal Superior Militar Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros do Tribunal Superior Eleitoral Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros do Tribunal Superior do Trabalho Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros dos Tribunais de Justiça Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Federais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 9 Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Eleitorais Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Presidentes e Membros dos Tribunais Regionais do Trabalho Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + Cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Juízes Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Juiz, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Desembargadores Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor Desembargador, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Auditores daJustiça Militar Vossa Excelência V. Ex ª. Senhor + cargo respectivo, Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo 1.4.4 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - OUTROS CASOS Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope Reitor de Universidade Vossa Magnificência Não se usa Magnífico Reitor, A vossa Magnificência o Senhor Fulano de Tal Reitor da Universidade Presidentes e diretores de empresas Vossa Senhoria V.S ª. Senhor Fulano de Tal ou Senhor + cargo respectivo, Ao Senhor Fulano de Tal Cargo Respectivo Cônsul Vossa Senhoria V.S ª. Senhor Cônsul, Ao Senhor Fulano de Tal Cônsul da Embaixada Local Outras autoridades Vossa Senhoria V.S ª. Senhor + cargo respectivo, Ao Senhor Fulano de Tal Cargo respectivo Endereço 1.4.5 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - HIERARQUIA ECLESIÁSTICA Destinatário Tratamento Abrev. Vocativo Envelope Papa Vossa Santidade Não existe Santíssimo Padre, Santíssimo Padre Fulano de Tal Endereço Cardeais Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima Não existe Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, Senhor Cardeal Fulano de Tal Endereço Arcebispos e Bispos Vossa Excelência Reverendíssima Não existe Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo (ou Bispo), Senhor Arcebispo (ou Bispo) Fulano de Tal Endereço Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima Não existe Reverendíssimo Monsenhor (ou Cônegos, etc.), ou Reverendíssimo Senhor Cônego, Senhor Monsenhor (ou Cônego, etc.) Fulano de Tal Endereço Sacerdotes, Clérigos e demais religiosos Vossa Reverência Não existe Reverendo Sacerdote (ou Clérigo , etc.), Senhor Sacerdote (ou Clérigo, etc.) Fulano de Tal
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 10 2-COMUNICAÇÕES OFICIAIS Além de seguir os preceitos de impessoalidade, formalidade, padronização, clareza, concisão e uso padrão culto da linguagem, a Redação Oficial tem características específicas para cada tipo de expediente. Outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial são o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário. CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES DE TRATAMENTO Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. a) Referem-se à segunda pessoa gramatical; b) Concordam com a terceira pessoal gramatical. Assim sendo, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os de terceira pessoa: “Vossa Senhoria levará seu secretário?” (verbo na terceira pessoa/ pronome possessivo na terceira pessoa) Os adjetivos que se referem a esses pronomes concordam com o sexo da pessoa a quem se dirigem e não com o substantivo que compõe a locução: “Vossa Excelência está preocupado?” Apesar de a expressão Vossa Excelência ser feminina, o adjetivo vai para o masculino se a pessoa que ocupa o cargo for do sexo masculino. FECHOS PARA AS COMUNICAÇÕES O fecho para as comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria n°.1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, a Instrução Normativa n°.4, de 6 de março de 1992, estabeleceu o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma Da identificação deve ser a seguinte; (espaço para assinatura) FERNANDO HADDAD MINISTRO DA EDUCAÇÃO Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 3-AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS – TEORIA E MODELOS Partes do documento no Padrão Ofício O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília, 15 de março de 2014.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 11 c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço. e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta; – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2014, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2013, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.” ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n o 12, de 1 o de fevereiro de 2014, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho g) assinatura do autor da comunicação; e h) identificação do signatário 1-AVISO E OFÍCIO Definição e Finalidade Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 12 Exemplos de ofício e aviso Modelo de um ofício com duas páginas. (29,7 x 21,0 cm) 2-MEMORANDO
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 13 Definição e Finalidade O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público. Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando. 3-FAX Definição e Finalidade O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente. 4- CORREIO ELETRÔNICO
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 14 Definição e finalidade O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos. Valor documental - Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. 5- ATA Definição e finalidade É um documento de caráter expositivo que registra resumidamente e com clareza as ocorrências, deliberações, resoluções e decisões de reuniões ou assembleias. Deve ser redigida de maneira que não seja possível qualquer modificação posterior. Para que isso deve ser escrita: - sem parágrafos ou alíneas (ocupando todo o espaço da página); - sem abreviaturas de palavras ou expressões; - sem emendas ou rasuras; - sem uso de corretivo; - com emprego do verbo no tempo pretérito perfeito do indicativo (Exemplo: verbo falar: falou, falaram; verbo discutir: discutiu, discutiram; verbo comentar: comentou, comentaram); – encerramento e assinaturas. Estrutura 1. Título – ATA. Em se tratando de atas elaboradas sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou sessão, em caixa alta. 2. Texto, incluindo: a) Preâmbulo – registro da situação espacial e temporal e participantes; b) Registro dos assuntos abordados e de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, se for o caso; e c) Fecho – termo de encerramento com indicação, se necessário, do redator, do horário de encerramento, de convocação de nova reunião etc. Observações 1. A ata será assinada e/ou rubricada por todos os presentes à reunião ou apenas pelo Presidente e Relator, dependendo das exigências regimentais do órgão. 2. A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguida da informação correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou de erros constatados após a redação, usa-se a expressão “Em tempo” ao final da ata, com o registro das informações corretas.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 15 6 - ATESTADO Documento firmado por servidor em razão do cargo que ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do qual tem conhecimento, a favor de uma pessoa. Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e centralizado sobre o texto. 2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, o número de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e a matéria do Atestado. 3. Local e data, por extenso. 4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o Atestado.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 16 7- DECLARAÇÃO Declaração é um instrumento de comunicação, usado quando se quer afirmar a veracidade de um fato. Pode ser feita de dois modos: verbalmente ou por escrito. A declaração também é definida como um depoimento. CÂMARA DOS DEPUTADOS (Endereço, telefones, correio-eletrônico) DEPARTAMENTO DE PESSOAL Coordenação de Registro Funcional DECLARAÇÃO Declaro para os devidos fins, que o Sr..........(nome da pessoa a que se refere as informações prestadas), é funcionário deste Orgão ........(nome do órgão) desde 02 de novembro de 2008, cumprindo as funções de secretário-executivo. São Paulo, 20 de dezembro de 2009. __________________________ Nome cargo 8 - PROCURAÇÃO Procuração é um documento por meio do qual uma pessoa transfere a outra poderes para praticar atos em seu nome. Com base no exemplo a seguir, podemos destacar as características principais da procuração: a. Apresentação dos dados pessoais do outorgante (aquele que passa a procuração) e do outorgado (aquele que recebe a procuração). Esses dados são: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, residência e identidade. b. Explicação da finalidade da procuração. c. Indicação do local e data, seguida da assinatura do outorgante. A procuração pode ser pública ou particular. A pública é registrada em cartório; a particular é geralmente conservada sem registro. Mas as assinaturas devem ser sempre reconhecidas em cartório.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 17 9- CARTA Forma de comunicação externa dirigida a pessoa (física ou jurídica) estranha à administração pública, utilizada para fazer solicitações, convites, externar agradecimentos, ou transmitir informações. Suas partes componentes são: 1. Local e data, por extenso, à esquerda da página. 2. Endereçamento (alinhado à esquerda): nome do destinatário, precedido da forma de tratamento, e o endereço. 3. Vocativo: a palavra Senhor (a), seguida do cargo do destinatário, e de vírgula. 4. Texto paragrafado, com a exposição do(s) assunto(s) e o objetivo da carta. 5. Fecho de cortesia, seguido de advérbio adequado: Cordialmente, Atenciosamente, ou Respeitosamente. 6. Assinatura, nome e cargo do emitente da carta. EXEMPLO: Rio de Janeiro, 28 de abril de 2004 Ilm.º Sr. Professor Evanildo Bechara Rua da Ajuda n.º 0 / apto 208 Centro - Rio de Janeiro - RJ 20000-000 Senhor Professor, A Secretaria de Estado de Administração e Reestruturação vem desenvolvendo ações no sentido de uniformizar e racionalizar os procedimentos administrativos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, visando à transparência dos atos governamentais, à melhoria dos serviços prestados e ao controle, por parte do cidadão, das políticas públicas implementadas. Para atender aos objetivos propostos, estão sendo desenvolvidos diversos projetos que alcançam diferentes setores da administração, dentre eles, o Manual de Redação Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Os trabalhos de seleção dos atos, conceituação e elaboração de modelos foram realizados por grupo de especialistas das áreas de direito, letras, administração, documentação e comunicação e já se encontram em fase final. No entanto, ainda se faz necessária uma revisão por profissional de reconhecida experiência, para garantir a excelência da publicação. Para este fim, conforme entendimentos anteriores havidos com a Professora Helenice Valias de Moraes, venho solicitar sua colaboração. Na expectativa de pronunciamento favorável, agradecemos antecipadamente a gentileza. Atenciosamente, HUGO LEAL MELO DA SILVA Secretário de Estado de Administração e Reestruturação 10 - REQUERIMENTO Requerimento é um meio de comunicação escrita usado para fazer um pedido a uma autoridade pública. Será sempre redigido na terceira pessoa. É a sua estrutura: a. invocação - pronome de tratamento adequado e título da pessoa a quem se dirige; b. preâmbulo - identificação do requerente (nome, número do documento de identidade, nacionalidade, estado civil, endereço, profissão); c. texto - exposição do que o requerente solicita, e justificativa; d. fecho - onde aparecem fórmulas como: Nestes termos pede deferimento. Termos em que pede deferimento. e. data e assinatura do requerente.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 18 11 - CERTIFICADO É o documento que dá testemunho de ato ou fato. Ele é diferente de Certidão, pois a certidão é uma cópia, resumida ou integral, de algum registro escrito já existente. É importante saber que os seguintes documentos: atestado, certificado e declaração têm semelhanças, tanto na finalidade, quanto na forma. A diferença é que o Atestado é expedido em favor de alguém; a Declaração e o Certificado são emitidos em relação a alguém, podendo, ou não, ser-lhes favoráveis. A sequência de redação do Certificado é esta: a) Título, isto é, a palavra “CERTIFICADO” (em maiúsculas); b) Nome e identificação da autoridade que o emite (também podem ser expressos no final, após a assinatura); c) O Texto é sempre resumido e preciso, contendo apenas o que se está certificando (que inicia por “certifico ou certificamos”). d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem certifica. 12 - PETIÇÃO CÂMARA DOS DEPUTADOS (Endereço, telefones, correio-eletrônico) CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO Coordenação Técnico-Pedagógica REQUERIMENTO Ao Sr. (nome da pessoa a quem se destina) Chefe do Departamento (indicar o cargo) Eu, .....(nome), brasileiro, (estado civil), ( profissão), inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar), residente e domiciliado à/na (informar endereço), vem à presença de Vossa Senhoria requerer (descreva aqui o seu requerimento) Nestes termos, Pede deferimento São Paulo. 23 de janeiro de 2003. __________________________________ nome
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 19 É uma solicitação ou pedido em documento escrito que se encaminha à autoridade administrativa ou judicial. Na área jurídica, é o documento com o qual se formula o pedido, de reivindicação ou de defesa do direito de alguém, dirigido ao juiz competente para julgá-lo. Por se tratar de um documento muito empregado na área jurídica, é indicado que o requerente ou peticionário reforce a quantidade e a força dos dispositivos legais que apresenta para justificar seu pedido. Basicamente, a Petição tem a mesma estrutura do Requerimento. Apenas não é usada no final do texto a expressão “Nestes termos, pede deferimento” como no requerimento. Entre a invocação (pronome de tratamento) e o início do texto, o peticionário deve deixar um espaço de sete linhas, se for manuscrito ou de sete espaços duplos, se for datilografado ou digitado, para que a autoridade responsável forense aplique seu despacho. É comum que as petições sejam lavradas em papel timbrado do advogado no qual contenha seu nome e endereço, número da OAB, dentre outras informações. Acompanhado, quando for o caso, de procuração passada ao advogado pelo peticionário (requerente). O documento deve apresentar a seguinte estrutura: a) Invocação (pronome de tratamento devido, nome da autoridade e do cargo por ela exercido), no alto do papel; b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do requerente e, em seguida, a exposição do pedido com as alegações que o fundamentam (se forem muitas é indicado numerá-las); c) Fecho, utilizando-se apenas a expressão “Pede deferimento”; d) Local e data; e) Assinatura do peticionário.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 20 PETIÇÃO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTORJUIZ DEDIREITO DA .... ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE.... .................................., (qualificação), residente e domiciliado na Rua .... nº ...., na Cidade de ...., portadorda Cédula de Identidade/RG nº ...., inscrito no CPF/MF sobo nº .... e .... (qualificação), residente e domiciliada na Rua .... nº ...., Cidade de ...., Estado....., portadorada Cédula de Identidade/RG sobo nº .... e inscrita no CPF/MF sobonº ...., porseu procurador e advogado (procuração em anexo),com escritório profissionalna Rua .... nº ...., na Cidade de ...., vêm respeitosamenteperante V. Exa. requerer SEPARAÇÃO CONSENSUAL DE CORPOS o que fazem nos termos seguintes: 1. Os Requerentes contraíram matrimônio em ...., pelo regime de comunhão parcial de bens, advindo dessa união um filho de nome ...., nascido em .... (certidão inclusa). 2. Os Requerentes acham-se separados de fatodesde o dia ...., valendo a presentecomo ratificação da intenção de promover, ocorrendo o biênio legal, a Separação Consensual, com vistas à dissolução da sociedade conjugal, acordando, desde já, as cláusulas a respeitodaquele procedimento. a) O cônjuge varão contribuirá à cônjuge virago e ao filho menor, com uma pensãoalimentícia no valor de 1/3 de seusrendimentos brutos,menos descontos obrigatórios. A guarda do filho ficará com a mãe. A verba referida deverá ser implantada em folha de pagamento junto ao empregador do varão - .... -, empresa está situada na Rua .... nº ...., e estará à disposição do cônjuge virago, ...., mensalmente, ou na conta bancária que estaindicar, onde deverá ser depositada. b) A pensãoalimentícia será reajustada automaticamente conforme os vencimentos do varão devedor. c) O cônjuge varão poderávisitar o filho menor em horário aberto e de sua conveniência, desde que não prejudique o menor. d) A separanda, após a homologação da presente,ratificada em juízo, após o decurso do biênio legal, em procedimento próprio,passaráa usar o seu nome de solteira, ou seja .... e) O casal separando não possuibens ou dívidas a partilhar. 3. Convictos do pedidoora formulado, em caráter preventivoe cautelar, firmam o presente,visando sua homologação e no aguardo do prazolegal da Lei do Divórcio em vigor, para que, em procedimento próprioeigual ratificação na oportunidade, peranteo JUÍZO DEDIREITO DA VARA DE FAMÍLIA respectivo,possamtornarefetiva a dissolução da sociedade conjugal pretendida e, após o que, transitadaem julgado aquela decisão homologatória, seja na oportunidade expedido o competentemandado de averbação ao Registro Civil, ouvido o Doutorepresentadopelo MinistérioPúblico, e pagas as custas de lei. Valor R$ .... Termos em que, Pede deferimento. ...., .... de .... de .... .................. Advogado OAB/... 13 - RELATÓRIO É um tipo de comunicação escrita que expõe ou descreve atos ou fatos referentes a uma instituição, empresa ou entidade, em que devem constar análise e apreciação de quem o produz. Existem relatórios que são produzidos em decorrência de normas legais, administrativas ou estatutárias e são apresentados dentro de prazos e modelos previamente estabelecidos. Utilizaremos, como exemplo um Modelo-Síntese de Relatório Administrativo. Este modelo de relatório é mais utilizado por empresas e entidades. Vamos conhecer um pouco sobre ele. Conceito: é o documento elaborado com a finalidade de avaliar o desempenho de um a empresa, entidade ou instituição. A sua elaboração é essencial para acompanhar e melhorar o funcionamento destas organizações. É através do relatório que o dirigente ou gestor toma conhecimento dos dados e informações relativos às diversas áreas da organização e de suas atuações. A redação do relatório administrativo deve utilizar uma linguagem mais técnica referente à área de atuação da organização, porém, sua linguagem deve ser clara e objetiva; A apresentação das informações e dos dados é feita de forma descritiva, devendo-se fazer, também, uma análise dos fatos ocorridos; Em sua elaboração é comum a utilização de tabelas e gráficos, que têm o objetivo de sintetizar os dados e informações, bem como, ilustrar fenômenos ocorridos.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 21 A estrutura usual de um relatório administrativo é a seguinte: a) Capa; b) Folha de rosto; c) Sumário; d) Introdução ou apresentação; e) Conclusão e logo após local, f) Data e assinatura do relator (logo abaixo da conclusão); g) Referências; h) Anexos 14 - CIRCULAR Texto utilizado para comunicação simultânea da mensagem a várias pessoas. CIRCULAR INTERNA: Diretor ou chefe remete a mesma mensagem a 2 ou mais subordinados: • informações sobre o curso de providências já solicitadas • previsão de despesas com material ou pessoal etc • providências para a realização de atividade, cumprimento de ordens, implementação de projeto • opinião ou parecer técnico sobre assunto que envolva diversas áreas • decisão sobre assunto de diversas áreas • recomendação sobre a observância de norma aplicável a diversas áreas. CIRCULAR EXTERNA: Secretário-Geral de um Ministério faz comunicação ou solicitação, idêntica e na mesma data, aos dirigentes dos órgãos subordinados. 15 - ALVARÁ
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 22 Alvará é o documento firmado por autoridade competente, certificando, autorizando ou aprovando atos ou direitos. 16 - CERTIDÃO Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do original. Observação: Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição pública, é obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, XXXIV, b). Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à esquerda, sobre o texto, com numeração. 2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da Certidão. 3. Local e data, por extenso, em seqüência ao texto. 4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia maior.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 23 CERTIDÃO CERTIFICO, a pedido verbal da parte interessada e à vista dos registros existentes na Seção do Pessoal, que a Senhora................ocupa, atualmente, o cargo de Chefe de Secretaria, do Quadro de Pessoal da Secretaria..................., do Setor Administrativo, para o qual foi nomeada pelo Ato nº ...., de dois de agosto de mil novecentos e noventa e nove, tendo tomado posse e entrado em exercício na mesma data, ficando lotada na .................... deste Município. CERTIFICO ainda que, as atribuições inerentes ao referido cargo se acham enumeradas no artigo ............ da Lei nº 185, de 01 de Janeiro de 1990. CERTIFICO finalmente que, a Senhora ........ foi efetivada no cargo de Chefe de Secretaria desde a data de sua nomeação até a data em que é expedida a presente certidão. Do que, para constar, eu, .........................., Auxiliar Administrativo, nível 7A, extraí a presente certidão, aos nove dias do mês de maio de dois mil e onze, a qual vai devidamente conferida e assinada pelo Senhor..................., Chefe da Seção de Pessoal, e visada pelo Senhor ..................., Diretor da Divisão Administrativa da Secretaria.................................. São Paulo, 10 de setembro de 2010. Visto: _____________________ _______ ________________________________ NOME NOME Diretorda Divisão Administrativa Chefe da Seção do Pessoal 17 - DESPACHO É espécie do gênero ato administrativo ordinatório. Os despachos podem ser informativos (ordinatórios ou de mero expediente) ou decisórios. Podem ter conteúdo de mera informação dando prosseguimento a um processo ou expediente ou conter uma decisão administrativa. Observações: 1 - O Despacho não deve ser exarado na mesma folha do original submetido à autoridade, e sim em folha separada, para permitir o correto arquivamento dos autos. 2 - A publicação do Despacho é o princípio que tem por objetivo assegurar moralidade administrativa, excetuados os Despachos considerados sigilosos. Suas partes componentes são: 1. Destinatário, precedido da preposição adequada. 2. Texto que expressa o teor da decisão. 3. Local e data, por extenso. 4. Assinatura, nome e cargo da autoridade que exara o Despacho.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 24 18 - PARECER Manifestação de órgãos especializados sobre assuntos submetidos à sua consideração; indica a solução, ou razões e fundamentos necessários à decisão a ser tomada pela autoridade competente. Pode ser enunciativo, opinativo ou normativo. Em se tratando de parecer emitido por colegiado, este somente surtirá efeitos se aprovado pelo plenário, caso em que deve ser explicitado no documento. Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra PARECER), seguido de numeração e sigla do órgão em letras maiúsculas. 2. Número do processo, seguido de numeração e sigla do órgão em letras maiúsculas. 3. Ementa da matéria do Parecer, em letras maiúsculas e à direita da página. 4. Texto paragrafado, analisando a matéria em questão e formulando o Parecer. 5. Data, por extenso. 6. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que emite o Parecer.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 26 19 - PORTARIA Ato pelo qual as autoridades competentes (titulares de órgãos) determinam providências de caráter administrativo, visando a estabelecer normas de serviço e procedimentos para o(s) órgão(s), bem como definir situações funcionais e medidas de ordem disciplinar. Suas partes componentes são: 1. Título ( a palavra PORTARIA), seguido da sigla do órgão, numeração e data, em letras maiúsculas, e em negrito. 2. Ementa da matéria da Portaria, em letras maiúsculas, à direita da página. 3. Preâmbulo: denominação completa da autoridade que expede o documento, em maiúsculas e negrito; fundamentação legal, seguida da palavra RESOLVE, também em maiúsculas, acompanhada de dois pontos, à esquerda da folha. 4. Texto, subdividido em artigos, parágrafos e alíneas, explicitando a matéria da Portaria. 5. Local e data, por extenso. 6. Assinatura, nome e cargo da autoridade que subscreve a Portaria. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA GABINETE DA REITORIA CAMPUS UNIVERSITÁRIO REITOR JOÃO DAVID FERREIRA LIMA - TRINDADE CEP: 88040-900 - FLORIANÓPOLIS - SC TELEFONE (048) 3721-9320 - FAX (048) 3721-8422 E-mail: gabinete@reitoria.ufsc.br PORTARIA N.º X/2012/GR, DE 10 DE JUNHO DE 2012. DISPÕE ACERCA DA NOMEAÇÃO DE FULANA DE TAL A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais, tendo em vista o que consta no Memorando n.º 1/2012/PPGN/CCS/UFSC, de 29 de maio de 2012, R E S O L V E: Designar Fulana de Tal, Assistente em Administração, MASIS n.º 000000, SIAPE n.º 0000000, para exercer as funções de Chefe do Serviço de Expediente da Coordenadoriado Programa de Pós-Graduação em Nutrição do Centro de Ciências da Saúde, código FG-X, integrante do Quadro Distributivo de Cargos de Direção e Funções Gratificadas. Os efeitos financeiros vigorarão a partir da publicação desta Portaria no Diário Oficial da União. ______________________________ ROSELANE NECKEL 20 –EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Definição e Finalidade Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para: a) informá-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 27 Forma e Estrutura Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante.A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício. 21- MENSAGEM É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional (ou Assembleia Legislativa ou Câmara Municipal) matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação, do Estado ou Município.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 28 As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira. b) encaminhamento de medida provisória. c) indicação de autoridades. d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por mais de 15 dias. e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV. f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior. g) mensagem de abertura da sessão legislativa. h) comunicação de sanção i) comunicação de veto Forma e Estrutura As mensagens contêm: a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda: Mensagem n o b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda; Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de seu signatário.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO −−−− UFMS −−−− 2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 30 NUMERAÇÃO DAS PARTES DE UMA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL Artigo: até o artigo nono (art. 9o), adota-se a numeração ordinal. A partir do de número 10, emprega-se o algarismo arábico correspondente, seguido de ponto-final (art. 10). Os artigos serão designados pela abreviatura "Art." sem traço antes do início do texto. Cada artigo deve tratar de um único assunto. Parágrafos (§§): desdobramentos dos artigos; numeração ordinal até o nono (§ 9o) e cardinal a partir do parágrafo dez (§ 10). No caso de haver apenas um parágrafo, adota-se a grafia Parágrafo único (e não "§ único"). Incisos: elementos discriminativos de artigo se o assunto nele tratado não puder ser condensado no próprio artigo ou não se mostrar adequado a constituir parágrafo. Os incisos são indicados por algarismos romanos. Alíneas: desdobramentos dos incisos e dos parágrafos; são representadas por letras. A alínea ou letra será grafada em minúsculo e seguida de parêntese: a); b); c); etc. O desdobramento das alíneas faz-se com números cardinais, seguidos do ponto: 1.; 2.; etc. FORMA DE DIAGRAMAÇÃO: Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé. símbolos não existentes na fonte Times New Roman - fontes Symbol e Wingdings. número da página - obrigatório a partir da segunda. impressão - possível em ambas as faces do papel; Nesse caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas páginas pares ("margem espelho"); cor preta em papel branco. início de cada parágrafo - 2,5 cm de distância da margem esquerda. margem lateral esquerda – mínimo de 3,0 cm de largura. margem lateral direita - 1,5 cm. espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo (uma linha em branco). sobriedade do documento. papel de tamanho A-4.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 31 4 – QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS 1. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.55) O Manual de Redação da Presidência da República busca normatizar a documentação e a redação oficial no Brasil. Além disso, procura a consolidação de uma cultura administrativa de profissionalização dos servidores públicos e de respeito aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, com a consequente melhoria dos serviços prestados à sociedade. Esse Manual também traz modelos para os documentos oficiais. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica a qual gênero textual pertence o modelo a seguir: a) Ofício. b) Memorando. c) Relatório. d) Aviso. e) Requerimento. 2. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.54) Sobre a Portaria, documento de ato administrativo de uma autoridade pública, assinale a alternativa correta. a) É a forma pela qual a autoridade de nível inferior ao Chefe do Executivo fixa normas gerais para disciplina e conduta de seus subordinados (atos normativos e ordinatórios). b) É a forma pela qual são expedidos os atos de competência privativa ou exclusiva do Chefe do executivo. Tem a função de promover a fiel execução da lei. c) É a forma pela qual são expedidas comunicações administrativas entre autoridades ou entre autoridades particulares (atos ordinatórios). d) É a forma pela qual s órgãos consultivos firmam manifestações opinativas acerca de questões que lhe são postas a exame. Não vincula a autoridade (atos enunciativos). e) É a forma pela qual as autoridades firmam determinações para que as pessoas realizem atividades a que estão obrigadas (atos ordinatórios). 3. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.56) Um Edital é escrito, por exemplo, quando uma reunião precisa ser convocada, anunciando ou tornando público o fato a ser conhecido, no caso, uma reunião ordinária ou extraordinária. Outros tipos de Edital são possíveis, como Edital de Casamento, Edital de Citação e Edital de Praça. Para definir o Edital de Citação, assinale a alternativa correta. a) É a solenidade dos proclamas, devendo ser formulado pelo escrivão. b) Serve para cumprir chamada inicial à pessoa não encontrada ou que se encontre em local desconhecido ou de difícil acesso. c) Utilizado para anunciar a venda em hasta pública. d) Para reuniões em geral, ordinária ou extraordinária. e) O funcionário responsável pela sua formulação informa sobre a cerimônia que se pretende realizar.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 32 4. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.57) Ainda, sobre o documento oficial pertencente ao gênero Edital, assinale a alternativa INCORRETA. a) É um ato escrito oficial em que há determinação, aviso, postura, citação, etc., que é afixado em lugares públicos ou se anuncia na imprensa tanto para conhecimento geral, quanto para conhecimento de alguns interessados. b) A abertura de um concurso público são divulgadas através de edital. c) Edital é um ato da Administração Pública pelo qual se faz divulgar pela imprensa, ou nos lugares públicos, certa notícia, fato ou ordem, que deva ser divulgada ou difundida, para conhecimento das próprias pessoas nele mencionadas, bem como às demais interessadas no assunto. d) O edital pode ter diversas formas de divulgação oficial de atos administrativos, como um ato oficial contendo aviso, citação, determinação etc., que a autoridade competente ordena que seja publicada em imprensa oficial ou não. Um exemplo é a abertura de uma licitação. e) O edital pode ter forma de correspondência no serviço público oficial entre autoridades da mesma categoria ou de interiores a superiores hierárquicos. É também considerada uma forma de correspondência protocolar entre entidades públicas ou particulares. 5. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.58) O comunicado é um tipo de aviso ou recado oficial que é utilizado com o objetivo de passar uma determinada informação. Uma empresa, um colégio, órgãos da administração pública, entre outros costumam promover eventos, reuniões, etc., com divulgação nos meios de comunicação. Essa divulgação é feita através do comunicado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as duas formas de circulação que um comunicado pode ter: a) Interna ou particular, de acordo com o objetivo de quem faz o comunicado. b) Externa ou privada, de acordo com o departamento da instituição. c) Interna ou externa, de acordo com o objetivo do comunicado. d) Externa ou pública, de acordo com o objetivo do comunicado. e) Pública ou privada, de acordo com o objetivo do comunicado. 6. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.59) Aviso e ofício são duas modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre elas é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Sendo assim, assinale a alternativa que indica qual é a finalidade de ambos. a) O tratamento de assuntos extraoficiais pelas empresas em geral. b) O tratamento de assuntos extraoficiais pelos órgãos da Administração Privada entre si. c) O tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Privada entre si. d) O tratamento de assuntos extraoficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do oficio, também com particulares. e) O tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do oficio, também com particulares. 7. [Auxiliar em Administração-(Classe C)-(NF)-(T)-IFMS/2013-COPEVE].(Q.60) O requerimento é uma petição por escrito, segundo as normas legais, na qual se solicita alguma coisa a uma entidade oficial, da justiça ou da administração. Sobre sua intencionalidade comunicativa, assinale a alternativa correta. a) Requerer algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar providências; publicar resultado de processo seletivo; obter determinado documento. b) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar providências; convocar um ou mais sessões; expedir determinações a serem executadas. c) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar providências; obter determinado documento. d) Solicitar algo a que se tem direito ou se julga ter, obter informações sobre determinado assunto; solicitar providências; convocar um ou mais sessões; tratar de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si. e) Requerer algo a que se tem direito ou se julga ter; obter informações sobre determinado assunto; solicitar providências; publicar resultado de processo seletivo; divulgar oficialmente atos administrativos. 8. [Assistente em Administração-(Classe D)-(NM)-(T)-IFMS/ 2013-COPEVE].(Q.59) Caso o Reitor de uma universidade federal precise emitir um documento para expedir instruções sobre a organização e funcionamento de serviço dessa universidade, ele utiliza: a) Ordem de Serviço. b) Portaria. c) Comunicação interna. d) Edital. e) Instrução de Serviço.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 33 9. [Agente Adm.-(NM)-Pref. Munic. Rio Maria/2013-FADESP]. (Q.24) Ao se dirigir oficialmente ao Prefeito de seu município, o servidor deve utilizar a forma de tratamento __________ e o vocativo __________. A alternativa que completa a frase anterior é a) Vossa Excelência / Meritíssimo Gestor Municipal. b) Vossa Senhoria / Eminente Administrador Municipal. c) Vossa Senhoria / Magnífico Senhor Prefeito. d) Vossa Excelência / Excelentíssimo Senhor Prefeito. 10. [Agente Adm.-(NM)-Pref. Munic. Rio Maria/2013-FADESP]. (Q.25) A expressão correta no que diz respeito à utilização da forma de tratamento para autoridade de sexo masculino é a) Vossa Senhoria está sendo convidado a assistir ao III Encontro de Servidores Municipais. b) Vossa Excelência será informada a respeito das conclusões do Congresso Municipal de Educação. c) Vosso Senhor está sendo convocado a participar de reunião com o Prefeito Municipal. d) Vossa Excelência foi omissa no cargo público em questão. INSTRUÇÃO: Leia o documento abaixo, fictício, para responder às questões de 11 e 12 11. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.37) Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas numeradas de I a V de acordo com as regras do Manual de Redação da Presidência da República. a) Memorando, Ao Senhor, Ilustríssimo Senhor Ministro, Vossa Magnificência, Atenciosamente. b) Aviso, Ao Senhor, Excelentíssimo Senhor Ministro, Vossa Senhoria, Cordialmente. c) Ofício, A Sua Excelência o Senhor, Senhor Ministro, Vossa Senhoria, Respeitosamente. d) Of., Ao Digníssimo Senhor, Prezado Senhor, Vossa Magnificência, Respeitosamente.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 34 12. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.38) Em relação às características fundamentais na redação de documentos oficiais, segundo o Manual de Redação da Presidência da República, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Para assegurar ao interlocutor a compreensão da mensagem emitida, é necessário o uso de expressões e clichês do jargão burocrático. ( ) A mensagem contida no documento oficial deve apresentar uma única interpretação e ser estritamente impessoal. ( ) Como é um documento assinado por autoridade de instituição pública, a linguagem deve ser informal e marcada por impressões individuais de quem comunica. ( ) O uso da linguagem rebuscada é imprescindível para desenvolver comunicação plena entre os órgãos públicos. Assinale a sequência correta. a) V, F, V, V b) F, V, F, F c) F, V, V, F d) V, F, F, V 13. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2013].(Q.21) Sobre o documento Ata, analise as afirmativas. I - Registro minucioso, claro e fiel das ocorrências de uma reunião de pessoas para um determinado fim previamente divulgado. II - Por se tratar de documento de valor jurídico, deve ser lavrada de forma que nada lhe poderá ser acrescentado ou modificado. III - O tempo verbal utilizado é o pretérito perfeito do indicativo. IV - Ao constatar erro durante a escrita da ata, emprega-se a frase “Em tempo: onde se lê...., leia-se....”, retificando assim a informação registrada. Estão corretas as afirmativas a) I, II e III, apenas b) II e III, apenas. c) I e IV, apenas d) I, II, III e IV. 14. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2011].(Q.24) Na elaboração de um texto no padrão oficial, deve-se: a) Dominar o assunto e ser subjetivo na linguagem. b) Usar expressões pessoais e demonstrar respeito ao destinatário. c) Transmitir as informações com concisão e clareza. d) Utilizar o fecho Respeitosamente para qualquer destinatário. e) Fazer concordância dos pronomes de tratamento com outros pronomes na segunda pessoa gramatical. 15. (Assist. Adm.-UFMT/2011).(Q.25) Em um órgão público, a autoridade competente designa membros para constituírem comissão por meio de a) Portaria. b) Memorando. c) Atestado. d) Declaração. e) Certidão.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 35 16. [Assist. Adm.-(NM)-UFMT/2011].(Q.26) Em relação às especificidades do documento ata, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Documento oficial em que se registra de modo resumido, claro e fiel, as ocorrências de uma reunião de pessoas para determinado fim previamente divulgado em edital de convocação. ( ) Correspondência oficial utilizada para tomada de preços e fixada em lugares públicos ou anunciada na imprensa. ( ) No cabeçalho, deve constar o número da ata ou reunião e a denominação do grupo que se encontra reunido. ( ) Na abertura, deve constar, por extenso, dia, mês, ano, hora e local da reunião, nome de quem preside e a sua finalidade. Assinale a sequência correta. a) F, V, V, F b) V, V, F, F c) V, F, F, V d) V, F, V, V e) F, V, F, 17. [Téc. Jud.-(Ár. Adm.)-(CH08)-(T1)-TRE-SP/2012-FCC].(Q.10) Constante de correspondência oficial enviada a um Ministro de Estado, a frase redigida de modo correto e adequado é: a) Solicitamos a Sua Excelência, Senhor Ministro, que avalieis a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária, que enviamos anexo à esse documento. b) Solicitamos a Sua Excelência, Senhor Ministro, que avalies a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária, que enviamos anexada a este documento. c) Solicitamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, que avalie a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária, que enviamos anexa a este documento. d) Solicitamos a Vossa Senhoria, Senhor Ministro, que avalie a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária, que enviamos anexado à este documento. e) Solicitamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, que avalieis a proposta de pauta para a próxima reunião ordinária, que enviamos em anexo a esse documento. 18. [Téc. Jud.-(Ár. Ap. Esp.)-(Espec. Oper. Comp.)-(CI09)-(T1)-TRE-SP/2012-FCC].(Q.30) O trecho redigido de acordo com as qualidades exigidas em um documento oficial, principalmente clareza e correção, é: a) Em obediência às normas deste Departamento, encaminhamos este relatório, que tem por objetivo informar a V. Sa. o andamento de nossos serviços durante o bimestre, em que as metas foram integralmente cumpridas. b) Enquanto Chefe deste Departamento, devo dirigir-me à V. Sa. para que sabeis dos nossos procedimentos durante o bimestre, com a meta a ser atingida por nossos serviços, já determinada antes. c) Devemos encaminhar a V. Sa. este relatório de que, na qualidade de Chefe do Departamento, damos conta dos nossos serviços no bimestre, feitos com toda a boa vontade de atender bem nosso público. d) Me dirijo a V. Sa., como o Chefe deste Departamento, para informar-vos que estamos atingindo a meta prevista de realização no bimestre, em que atuamos de acordo com as regras estabelecidas. e) Cumprimos nosso dever, como o Chefe do Departamento, para informar V. Sa. que o andamento dos nossos serviços se saiu de acordo com o que já estava sendo previsto desde o início, meta que conseguimos, felizmente, atingir. 19. [Téc. Jud.-(Ár. Adm.)-(CH08)-(T1)-TRE-CE/2012-FCC].(Q.10) As normas de redação dos documentos oficiais estão inteiramente respeitadas em: a) Devemos informar a V. Exa., com a máxima exatidão o que vem acontecendo nas nossas unidades de prestação de serviços a esta comunidade, criando então problemas de reclamações que não podemos atender. b) Nos dirigimos, com todo respeito, à V. Exa., para informar que estamos providenciando mudanças em nossa sede, no sentido de atender essas pessoas em condição melhor e assim evitar as freqüentes queixas que chegam a V. Exa. c) Para que V. Exa. fiqueis sabendo, é nosso dever informar-vos, nossa equipe de atendimento ao público vem desenvolvendo esforços no sentido de bem encaminhar as solicitações que nos enviam. d) Dirigimo-nos a V. Exa. para esclarecer os fatos que deram origem às queixas enviadas a esse órgão e informar as providências que estão sendo tomadas quanto à qualidade e à agilidade na prestação de nossos serviços. e) É com a devida atenção que enviamos à esse órgão superior, as informações que necessitam para V. Exa. mandar realizar algumas alterações em nosso serviço, o qual precisa ser remodelado para atender com maior presteza o público.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 36 20. [Téc. Bancário I-(CC03)-(T1)-BANESE/2012-FCC].(Q.10) As qualidades exigidas na redação de um documento oficial estão respeitadas em: a) Mui prezado Senhor: estou vos encaminhando este relatório para comprovar que não houveram os problemas denunciados a esta diretoria, e bem como justificar o que nós estamos fazendo, para atender com satisfação o nosso público. b) Já que nos é necessário, estamos enviando a V. Sa., este relatório, que vai mostrar como o andamento dos nossos serviços estão sendo feitos de modo seguro e profissional, sem interferências desastrosas para chegar à nossa meta de produção. c) No envio deste, estamos apresentando à V. Sa., como nos compete ao final do semestre, uma demonstração do que foi feito nesse tempo, aqui no nosso setor, com propostas de melhorar o atendimento ao público e atingir metas. d) Encaminhamos a V. Sa. este relatório, que expõe as atividades realizadas durante o semestre, período em que foi atingida a meta de produtividade, com a obtenção de lucros consistentes. e) É este o relatório que vos enviamos a V. Sa., no sentido de que tomeis o devido conhecimento do que foi feito neste semestre, com os lucros que se obteve nas atividades por nós desempenhadas. 21. [Escriturário-(CESC)-(T1)-BB/2011.3-FCC].(Q.20) A frase cuja redação está inteiramente correta e apropriada para uma correspondência oficial é: a) É com muito prazer que encaminho à V. Exa. Os convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se fará homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, importantíssima na execução dos nossos serviços. b) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para informar de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos prazos. c) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que chegaram nossos analistas sobre as condições de funcionamento deste setor, bem como as providências a serem tomadas para a consecução dos serviços e o cumprimento dos prazos estipulados. d) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se possa estar tomando as medidas mais do que importantes para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos trâmites legais dos documentos que passam por aqui. e) Peço com todo o respeito a V. Exa., que tomeis providências cabíveis para vir novos funcionários para esse nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar todos os documentos que precisamos enviar. 22. [Escriturário-(CESC)-(T1)-BB/2011.2-FCC].(Q.20) A redação inteiramente apropriada e correta de um documento oficial é: a) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais. b) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais para os departamentos que foram recentemente criados. c) Estou encaminhando a presença de V. Sa. este jovem, muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas do sistema de informatização de seu gabinete. d) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal aqui neste departamento, faltaram um número grande de servidores para os andamentos do serviço. e) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar de quais providências vão ser tomadas para resolver essa confusão que foi criado pelos manifestantes. 23. [Escriturário-(C01 a 06)-(T1)-BB/2011.1-FCC].(Q.20) Analise: 1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima referido, vimos encaminhar a V. Sa. as informações referentes ao andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor. 2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o atingimento das metas estabelecidas. A redação do documento acima indica tratar-se a) do encaminhamento de uma ata. b) do início de um requerimento. c) de trecho do corpo de um ofício. d) da introdução de um relatório. e) do fecho de um memorando.
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    PROF.ª ANA MARIABERNARDELLI ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO  UFMS  2015 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O CURSO PERMANENTE que mais APROVA! 37 24. [Escriturário-(CA01)-(T1)-BB/2010-FCC].(Q.10) A respeito dos padrões de redação de um ofício, é INCORRETO afirmar que: a) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede. b) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local de onde é expedido e a data em que foi assinado. c) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do documento. d) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes oficiais. e) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por exemplo: Agradeço a V. Sa. a atenção dispensada. 25. [Of. Def. Pública-(T1)-DPE-SP/2010-FCC].(Q.20) A afirmativa INCORRETA, considerando-se a redação de um ofício, é: a) O local e a data devem aparecer por extenso, com alinhamento à direita da página. b) Devem constar o tipo e o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede. c) Deve haver identificação do signatário, constando nome e cargo abaixo da assinatura, exceto se for o Presidente da República. d) O fecho deve conter as expressões Respeitosamente ou Atenciosamente, de acordo com a autoridade a que se destina o documento. e) É facultativa a indicação do teor do documento, ou seja, o assunto, pois ele vem expresso no corpo do ofício. GABARITO (25 QUESTÕES) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 B A B E C E C B D A C B B C A D C A D D C B C E E