SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 15
SERÁ A ÉTICA RELATIVA?


DIVERSIDADE DE COSTUMES, DIVERGÊNCIAS
  QUANTO AO QUE É CORRECTO E ERRADO,
PERMISÍVEL OU INADMISSÍVEL. NÃO HAVERÁ
   RESPOSTA OBJECTIVA AOS PROBLEMAS
                ÉTICOS?
QUESTÃO CENTRAL      OUTRAS FORMAS DE EXPOR O PROBLEMA:

OS JUÍZOS DE VALOR  Há juízos morais universalmente válidos ou
  TÊM VALOR DE                       objectivos?
VERDADE (PODEMOS
  DIZER QUE SÃO           Há verdades morais objectivas?
 VERDADEIROS OU    Há princípios e normas morais que, seja onde
     FALSOS)?               for, é errado não respeitar?




         Para respondermos a esta questão, vamos apenas
        debruçar-nos sobre os juízos de valor com conteúdo
        moral, por serem aqueles que aplicamos com maior
        regularidade no nosso dia-a-dia.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.


      «Matar é errado», «Roubar é incorrecto» e «Mentir
       é imoral». Será que estes juízos são verdadeiros?
      Será que são objectivos e universais? «Há verdade e
      falsidade em assuntos morais?», «Faz sentido dizer
        que uma crença moral é correcta e que outra é
                           errada?»

      O Relativismo cultural afirma que aqueles juízos são
  verdadeiros mas não em todo o lado e para todas as pessoas.
  A verdade dos juízos morais é relativa ao que cada sociedade
  aprova. Moralmente verdadeiro é o que cada sociedade - ou
     a maioria dos seus membros - acredita ser verdadeiro.
    Moralmente verdadeiro é igual a socialmente aprovado e
     moralmente errado é igual a socialmente desaprovado.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.

  Um juízo moral é falso quando os membros – a maioria – de
   uma sociedade o consideram falso e verdadeiro quando o
 consideram verdadeiro. Assim, afirmar que «Matar é errado»
      significa dizer «A sociedade X considera que matar é
  moralmente incorrecto». Afirmar que «Matar é moralmente
 correcto» significa dizer «A sociedade X considera que matar é
                      moralmente correcto».
 As convicções da maioria dos membros de uma sociedade são a
 autoridade suprema em questões morais. O relativismo cultural
  acerca de assuntos morais afirma que o código moral de cada
 indivíduo se deve subordinar ao código moral da sociedade em
  que vive e foi educado. Os juízos morais de cada indivíduo são
     verdadeiros se estiverem em conformidade com o que a
         sociedade a que pertence considera verdadeiro.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.


  ARGUMENTO CENTRAL DO RELATIVISMO CULTURAL

       PREMISSA 1   O que é considerado moramente
                    correcto ou incorrecto varia de
                    sociedade para sociedade. (Diversas
                    culturas dão diferentes respostas às
                    mesmas questões morais).
       PREMISSA 2   O que é moralmente correcto ou
                    incorrecto depende do que cada
                    sociedade acredita ser moralmente
                    correcto ou incorrecto.
       CONCLUSÃO    Logo, não há nenhuma resposta
                    objectivamente verdadeira a essas
                    questões (não há verdades morais
                    universais)
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.




              RESUMINDO O ARGUMENTO:

       PREMISSA     Diversas culturas dão diferentes
                    respostas às mesmas questões
                    morais.

       CONCLUSÃO    Logo, não há nenhuma resposta
                    objectivamente verdadeira a essas
                    questões (não há verdades morais
                    universais)
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
 não são objectivas.




 PREMISSA          Diversas culturas discordaram quanto
                   à forma da Terra (umas pensaram
                   que era esférica, outras plana, outras
                   esférica mas um pouco achatada)

 CONCLUSÃO         Não há nenhuma verdade objectiva
                   acerca da forma da terra.



A premissa é verdadeira mas a conclusão é falsa (sabemos que a Terra é redonda).
Como de premissa verdadeira não pode logicamente derivar conclusão falsa este
argumento não é válido. Como o argumento do R.C. tem a mesma forma deste,
temos de concluir que não é válido.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.




       Há uma diferença significativa entre o que uma sociedade
       acredita ser moralmente correcto e algo ser moralmente
       correcto.

   O relativismo moral cultural transforma a diversidade de opiniões e de
   crenças morais em ausência de verdades objectivas. Mas isso pode ser sinal
   de que há pessoas e sociedades que estão erradas e não de que ninguém
   está errado. Se duas sociedades têm diferentes crenças acerca de uma
   questão moral, o relativista conclui que então ambas as crenças são
   verdadeiras. Os adversários do RC objectam que a conclusão não deriva
   necessariamente da premissa porque essa discórdia pode ser sinal de que
   uma sociedade está certa e a outra está errada.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.




       O RC reduz a verdade ao que a maioria julga ser verdadeiro.



  Desde quando o que maioria pensa é
  verdadeiro e moralmente aceitável? Os nazis
  acreditavam e fizeram com que a maioria
  dos alemães acreditassem que os judeus
  eram sub-humanos e que exterminá-los era
  um favor que faziam à humanidade. Isso é
  claramente falso.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
 não são objectivas.




         O RMC parece convidar-nos ao conformismo moral, a
         seguir, em nome da coesão social, as crenças dominantes.
Algumas pessoas ao longo da história quiseram e
conseguiram mudar a nossa maneira de pensar acerca
de certos problemas morais. Estou a lembrar–me de
quem combateu a escravatura em nome dos
ensinamentos de Cristo – embora os defensores da
escravatura dissessem que a Bíblia justificava o que
faziam – de quem lutou contra o apartheid na África do
Sul( Nelson Mandela) e contra a segregação racial nos
EUA (Martin Luther King). Essas pessoas fizeram bem à
humanidade, combateram injustiças e devemos–lhes
grande progresso moral. Ora, o RMC parece implicar que
a acção dos reformadores morais é sempre incorrecta.
1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas
não são objectivas.




        O relativismo moral torna incompreensível o progresso
        moral

 É verdade ou pelo menos parece que não há acordo entre os seres humanos
 sobre muitas questões morais. Mas também é verdade que a humanidade tem
 realizado progressos no plano moral. A abolição da escravatura, o
 reconhecimento dos direitos das mulheres, a condenação e a luta contra a
 discriminação racial são exemplos. Falar de progresso moral parece implicar
 que haja um padrão objectivo com o qual confrontamos as nossas acções. Se
 esse padrão objectivo não existir não temos fundamento para dizer que em
 termos morais estamos melhor agora do que antes. No passado, muitas
 sociedades praticaram a escravatura mas actualmente quase nenhuma a
 considera moralmente admissível.
O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios
morais universais.




        Há verdades morais que não dependem nem
        das crenças de cada cultura, nem dos gostos e
        sentimentos dos indivíduos, nem da vontade de
        Deus.

   Há valores e princípios universais. Essa universalidade é
   necessária (imprescindível).

   Há que distinguir verdades morais absolutas e verdades morais
   universais.
O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios
morais universais.


  Um princípio moral universal aplica-se a todos os indivíduos,
  mas admite excepções, conforme os casos. Um princípio moral
  absoluto aplica-se a todos os indivíduos seja qual for o caso,
  ou seja, não admite excepções. Todos os princípios ditos
  absolutos são universais mas nem todos os princípios ditos
  universais ou objectivos são absolutos.
O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios
morais universais.


          Verdades morais consideradas universais e
                        necessárias


              DEVEMOS PROTEGER AS CRIANÇAS
O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios
 morais universais.

        MENTIR É ERRADO


  Todas as culturas têm uma norma contra a mentira porque se
  houver a expectativa de que na maioria dos casos os outros vão
  mentir então a comunicação e a interacção social atingirão o
  ponto de ruptura e chegarão a um grave impasse.

        O ASSASSÍNIO É ERRADO

Nenhuma cultura aprova que se mate arbitrariamente alguém. Se
vivermos na expectativa permanente de que os outros nos podem
matar, se esta expectativa for a regra e não a excepção não
arriscaríamos dar um passo para fora de casa e a desconfiança
generalizada conduziria ao colapso da vida social.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A ética deontológica de kant
A ética deontológica de kantA ética deontológica de kant
A ética deontológica de kant
AnaKlein1
 
Filosofia 10ºa
Filosofia 10ºaFilosofia 10ºa
Filosofia 10ºa
Rui Neto
 
Subjectivismo Moral
Subjectivismo MoralSubjectivismo Moral
Subjectivismo Moral
Bruno Pedro
 
A necessidade de fundamentação da moral introdução
A necessidade de fundamentação da moral   introduçãoA necessidade de fundamentação da moral   introdução
A necessidade de fundamentação da moral introdução
Luis De Sousa Rodrigues
 
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética actividades
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética    actividadesDiversas respostas ao problema da objectividade da ética    actividades
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética actividades
Luis De Sousa Rodrigues
 
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdfSlides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
Natan Baptista
 
Relativismo Cultural
Relativismo CulturalRelativismo Cultural
Relativismo Cultural
Bruno Pedro
 
Os valores e a acção o subjectivismo moral (2)
Os valores e  a acção    o subjectivismo moral (2)Os valores e  a acção    o subjectivismo moral (2)
Os valores e a acção o subjectivismo moral (2)
Luis De Sousa Rodrigues
 
Slid 03 fazag karl marx - émile durkheim e max weber
Slid 03   fazag  karl marx - émile durkheim e max weberSlid 03   fazag  karl marx - émile durkheim e max weber
Slid 03 fazag karl marx - émile durkheim e max weber
VIRGÍLIO ALBERTO S. PINTO
 

Mais procurados (20)

Emotivismo
EmotivismoEmotivismo
Emotivismo
 
A ética deontológica de kant
A ética deontológica de kantA ética deontológica de kant
A ética deontológica de kant
 
FILOSOFIA DA RELIGIÃO - [PAINE, Scott Randall]
FILOSOFIA DA RELIGIÃO - [PAINE, Scott Randall]FILOSOFIA DA RELIGIÃO - [PAINE, Scott Randall]
FILOSOFIA DA RELIGIÃO - [PAINE, Scott Randall]
 
Filosofia 10ºa
Filosofia 10ºaFilosofia 10ºa
Filosofia 10ºa
 
Subjectivismo Moral
Subjectivismo MoralSubjectivismo Moral
Subjectivismo Moral
 
Filosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresFilosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os Valores
 
A teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de millA teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de mill
 
A necessidade de fundamentação da moral introdução
A necessidade de fundamentação da moral   introduçãoA necessidade de fundamentação da moral   introdução
A necessidade de fundamentação da moral introdução
 
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética actividades
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética    actividadesDiversas respostas ao problema da objectividade da ética    actividades
Diversas respostas ao problema da objectividade da ética actividades
 
Relativiso Moral
Relativiso MoralRelativiso Moral
Relativiso Moral
 
Fundamentação da moral
Fundamentação da moral Fundamentação da moral
Fundamentação da moral
 
Stuart mill
Stuart millStuart mill
Stuart mill
 
Kant e Stuart Mill
Kant e Stuart MillKant e Stuart Mill
Kant e Stuart Mill
 
O essencial para os exames de filosofia
O essencial para os exames de filosofiaO essencial para os exames de filosofia
O essencial para os exames de filosofia
 
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdfSlides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
Slides - Aula 02 - Sofistas e Sócrates.pdf
 
Relativismo Cultural
Relativismo CulturalRelativismo Cultural
Relativismo Cultural
 
Os valores e a acção o subjectivismo moral (2)
Os valores e  a acção    o subjectivismo moral (2)Os valores e  a acção    o subjectivismo moral (2)
Os valores e a acção o subjectivismo moral (2)
 
Ética e Deontologia
Ética e DeontologiaÉtica e Deontologia
Ética e Deontologia
 
Slid 03 fazag karl marx - émile durkheim e max weber
Slid 03   fazag  karl marx - émile durkheim e max weberSlid 03   fazag  karl marx - émile durkheim e max weber
Slid 03 fazag karl marx - émile durkheim e max weber
 
Introdução à Filosofia da Religião
Introdução à Filosofia da ReligiãoIntrodução à Filosofia da Religião
Introdução à Filosofia da Religião
 

Destaque

Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Luis De Sousa Rodrigues
 
Fil. 10º 2ºteste a
Fil. 10º 2ºteste aFil. 10º 2ºteste a
Fil. 10º 2ºteste a
Filipe Prado
 

Destaque (20)

A relatividade cultural
A relatividade culturalA relatividade cultural
A relatividade cultural
 
Relativismo cultural
Relativismo culturalRelativismo cultural
Relativismo cultural
 
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de mill
 
O subjectivismo moral
O subjectivismo moralO subjectivismo moral
O subjectivismo moral
 
Relativismo desafio do relativismo cultural - rachels
Relativismo   desafio do relativismo cultural - rachelsRelativismo   desafio do relativismo cultural - rachels
Relativismo desafio do relativismo cultural - rachels
 
Rm vs objetivismo moral
Rm vs objetivismo moralRm vs objetivismo moral
Rm vs objetivismo moral
 
3ºteste fil. c
3ºteste fil. c3ºteste fil. c
3ºteste fil. c
 
Problema.mal
Problema.malProblema.mal
Problema.mal
 
Objectivos 10 C, H, E
Objectivos 10 C, H, E Objectivos 10 C, H, E
Objectivos 10 C, H, E
 
Fil. 10º 2ºteste a
Fil. 10º 2ºteste aFil. 10º 2ºteste a
Fil. 10º 2ºteste a
 
Crítica ao Argumento Cosmológico
Crítica ao Argumento CosmológicoCrítica ao Argumento Cosmológico
Crítica ao Argumento Cosmológico
 
Matriz_1 teste_11ano
Matriz_1 teste_11anoMatriz_1 teste_11ano
Matriz_1 teste_11ano
 
Validade não dedutiva
Validade não dedutivaValidade não dedutiva
Validade não dedutiva
 
Testar_Validade Silogística
 Testar_Validade Silogística Testar_Validade Silogística
Testar_Validade Silogística
 
Fálicias formais silogismo categórico
Fálicias formais silogismo categóricoFálicias formais silogismo categórico
Fálicias formais silogismo categórico
 
Regras de validade silogiística
Regras de validade silogiísticaRegras de validade silogiística
Regras de validade silogiística
 
Argumentos informais
Argumentos informaisArgumentos informais
Argumentos informais
 
O conceito de argumento
O conceito de argumentoO conceito de argumento
O conceito de argumento
 
Noção de lógica
Noção de lógicaNoção de lógica
Noção de lógica
 
A clarificação de argumentos
A clarificação de argumentosA clarificação de argumentos
A clarificação de argumentos
 

Semelhante a O relativismo cultural exposição extensa

Os valores e a acção a questão da objectividade e verdade das normas e do...
Os valores e a acção   a questão da objectividade  e verdade das normas  e do...Os valores e a acção   a questão da objectividade  e verdade das normas  e do...
Os valores e a acção a questão da objectividade e verdade das normas e do...
Luis De Sousa Rodrigues
 
Será a ética relativa algumas actividades (2)
Será a ética relativa   algumas actividades (2)Será a ética relativa   algumas actividades (2)
Será a ética relativa algumas actividades (2)
Luis De Sousa Rodrigues
 
Serão os valores morais relativos?
Serão os valores morais relativos?Serão os valores morais relativos?
Serão os valores morais relativos?
Helena Serrão
 
Os valores e a acção o subjectivismo moral
Os valores e  a acção    o subjectivismo moralOs valores e  a acção    o subjectivismo moral
Os valores e a acção o subjectivismo moral
Luis De Sousa Rodrigues
 
O que é filosofia e os problemas filosoficos
O que é filosofia e os problemas filosoficosO que é filosofia e os problemas filosoficos
O que é filosofia e os problemas filosoficos
Cleonice Jordão
 
Texto25 P7
Texto25 P7Texto25 P7
Texto25 P7
renatotf
 

Semelhante a O relativismo cultural exposição extensa (20)

Os valores e a acção a questão da objectividade e verdade das normas e do...
Os valores e a acção   a questão da objectividade  e verdade das normas  e do...Os valores e a acção   a questão da objectividade  e verdade das normas  e do...
Os valores e a acção a questão da objectividade e verdade das normas e do...
 
Será a ética relativa algumas actividades (2)
Será a ética relativa   algumas actividades (2)Será a ética relativa   algumas actividades (2)
Será a ética relativa algumas actividades (2)
 
Serão os valores morais relativos?
Serão os valores morais relativos?Serão os valores morais relativos?
Serão os valores morais relativos?
 
Somos-Relativistas-Morais.pptx
Somos-Relativistas-Morais.pptxSomos-Relativistas-Morais.pptx
Somos-Relativistas-Morais.pptx
 
Ativ2 sandra
Ativ2 sandraAtiv2 sandra
Ativ2 sandra
 
Ativ2 sandra
Ativ2 sandraAtiv2 sandra
Ativ2 sandra
 
Os valores e a acção o subjectivismo moral
Os valores e  a acção    o subjectivismo moralOs valores e  a acção    o subjectivismo moral
Os valores e a acção o subjectivismo moral
 
1 - Ética
1 - Ética1 - Ética
1 - Ética
 
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
 
Deus, uma ideia improvável -- Religião, psicologia, filosofia e sociedade. - ...
Deus, uma ideia improvável -- Religião, psicologia, filosofia e sociedade. - ...Deus, uma ideia improvável -- Religião, psicologia, filosofia e sociedade. - ...
Deus, uma ideia improvável -- Religião, psicologia, filosofia e sociedade. - ...
 
Partilha ministerial
Partilha ministerialPartilha ministerial
Partilha ministerial
 
Aula filosofia sobre os valores e escolhasptx
Aula filosofia sobre os valores e escolhasptxAula filosofia sobre os valores e escolhasptx
Aula filosofia sobre os valores e escolhasptx
 
A dimensão pessoal e social da Ética.pdf
A dimensão pessoal e social da Ética.pdfA dimensão pessoal e social da Ética.pdf
A dimensão pessoal e social da Ética.pdf
 
Aula 05 07 valores e escolhas
Aula 05 07 valores e escolhasAula 05 07 valores e escolhas
Aula 05 07 valores e escolhas
 
Religião – Racionalidade incoerente
Religião – Racionalidade incoerenteReligião – Racionalidade incoerente
Religião – Racionalidade incoerente
 
Doutrina da Humanidade
Doutrina da HumanidadeDoutrina da Humanidade
Doutrina da Humanidade
 
O que é filosofia e os problemas filosoficos
O que é filosofia e os problemas filosoficosO que é filosofia e os problemas filosoficos
O que é filosofia e os problemas filosoficos
 
Filosofia comunicação e ética unidade ii(1)
Filosofia comunicação e ética unidade ii(1)Filosofia comunicação e ética unidade ii(1)
Filosofia comunicação e ética unidade ii(1)
 
Mesa redonda ética e cidadania
Mesa redonda   ética e cidadaniaMesa redonda   ética e cidadania
Mesa redonda ética e cidadania
 
Texto25 P7
Texto25 P7Texto25 P7
Texto25 P7
 

Mais de Luis De Sousa Rodrigues (20)

Unidade funcional do cérebro
Unidade funcional do cérebroUnidade funcional do cérebro
Unidade funcional do cérebro
 
Tipos de vinculação
Tipos de vinculaçãoTipos de vinculação
Tipos de vinculação
 
Tipos de aprendizagem
Tipos de aprendizagemTipos de aprendizagem
Tipos de aprendizagem
 
Teorias sobre as emoções
Teorias sobre as emoçõesTeorias sobre as emoções
Teorias sobre as emoções
 
Relações precoces
Relações precocesRelações precoces
Relações precoces
 
Raízes da vinculação
Raízes da vinculaçãoRaízes da vinculação
Raízes da vinculação
 
Processos conativos
Processos conativosProcessos conativos
Processos conativos
 
Perturbações da vinculação
Perturbações da vinculaçãoPerturbações da vinculação
Perturbações da vinculação
 
Perceção e gestalt
Perceção e gestaltPerceção e gestalt
Perceção e gestalt
 
Os processos emocionais
Os processos emocionaisOs processos emocionais
Os processos emocionais
 
Os grupos
Os gruposOs grupos
Os grupos
 
O sistema nervoso
O sistema nervosoO sistema nervoso
O sistema nervoso
 
O que nos torna humanos
O que nos torna humanosO que nos torna humanos
O que nos torna humanos
 
Maslow e a motivação
Maslow e a motivaçãoMaslow e a motivação
Maslow e a motivação
 
Lateralidade cerebral
Lateralidade cerebralLateralidade cerebral
Lateralidade cerebral
 
Freud 9
Freud 9Freud 9
Freud 9
 
Freud 8
Freud 8Freud 8
Freud 8
 
Freud 7
Freud 7Freud 7
Freud 7
 
Freud 6
Freud 6Freud 6
Freud 6
 
Freud 5
Freud 5Freud 5
Freud 5
 

O relativismo cultural exposição extensa

  • 1. SERÁ A ÉTICA RELATIVA? DIVERSIDADE DE COSTUMES, DIVERGÊNCIAS QUANTO AO QUE É CORRECTO E ERRADO, PERMISÍVEL OU INADMISSÍVEL. NÃO HAVERÁ RESPOSTA OBJECTIVA AOS PROBLEMAS ÉTICOS?
  • 2. QUESTÃO CENTRAL OUTRAS FORMAS DE EXPOR O PROBLEMA: OS JUÍZOS DE VALOR Há juízos morais universalmente válidos ou TÊM VALOR DE objectivos? VERDADE (PODEMOS DIZER QUE SÃO Há verdades morais objectivas? VERDADEIROS OU Há princípios e normas morais que, seja onde FALSOS)? for, é errado não respeitar? Para respondermos a esta questão, vamos apenas debruçar-nos sobre os juízos de valor com conteúdo moral, por serem aqueles que aplicamos com maior regularidade no nosso dia-a-dia.
  • 3. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. «Matar é errado», «Roubar é incorrecto» e «Mentir é imoral». Será que estes juízos são verdadeiros? Será que são objectivos e universais? «Há verdade e falsidade em assuntos morais?», «Faz sentido dizer que uma crença moral é correcta e que outra é errada?» O Relativismo cultural afirma que aqueles juízos são verdadeiros mas não em todo o lado e para todas as pessoas. A verdade dos juízos morais é relativa ao que cada sociedade aprova. Moralmente verdadeiro é o que cada sociedade - ou a maioria dos seus membros - acredita ser verdadeiro. Moralmente verdadeiro é igual a socialmente aprovado e moralmente errado é igual a socialmente desaprovado.
  • 4. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. Um juízo moral é falso quando os membros – a maioria – de uma sociedade o consideram falso e verdadeiro quando o consideram verdadeiro. Assim, afirmar que «Matar é errado» significa dizer «A sociedade X considera que matar é moralmente incorrecto». Afirmar que «Matar é moralmente correcto» significa dizer «A sociedade X considera que matar é moralmente correcto». As convicções da maioria dos membros de uma sociedade são a autoridade suprema em questões morais. O relativismo cultural acerca de assuntos morais afirma que o código moral de cada indivíduo se deve subordinar ao código moral da sociedade em que vive e foi educado. Os juízos morais de cada indivíduo são verdadeiros se estiverem em conformidade com o que a sociedade a que pertence considera verdadeiro.
  • 5. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. ARGUMENTO CENTRAL DO RELATIVISMO CULTURAL PREMISSA 1 O que é considerado moramente correcto ou incorrecto varia de sociedade para sociedade. (Diversas culturas dão diferentes respostas às mesmas questões morais). PREMISSA 2 O que é moralmente correcto ou incorrecto depende do que cada sociedade acredita ser moralmente correcto ou incorrecto. CONCLUSÃO Logo, não há nenhuma resposta objectivamente verdadeira a essas questões (não há verdades morais universais)
  • 6. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. RESUMINDO O ARGUMENTO: PREMISSA Diversas culturas dão diferentes respostas às mesmas questões morais. CONCLUSÃO Logo, não há nenhuma resposta objectivamente verdadeira a essas questões (não há verdades morais universais)
  • 7. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. PREMISSA Diversas culturas discordaram quanto à forma da Terra (umas pensaram que era esférica, outras plana, outras esférica mas um pouco achatada) CONCLUSÃO Não há nenhuma verdade objectiva acerca da forma da terra. A premissa é verdadeira mas a conclusão é falsa (sabemos que a Terra é redonda). Como de premissa verdadeira não pode logicamente derivar conclusão falsa este argumento não é válido. Como o argumento do R.C. tem a mesma forma deste, temos de concluir que não é válido.
  • 8. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. Há uma diferença significativa entre o que uma sociedade acredita ser moralmente correcto e algo ser moralmente correcto. O relativismo moral cultural transforma a diversidade de opiniões e de crenças morais em ausência de verdades objectivas. Mas isso pode ser sinal de que há pessoas e sociedades que estão erradas e não de que ninguém está errado. Se duas sociedades têm diferentes crenças acerca de uma questão moral, o relativista conclui que então ambas as crenças são verdadeiras. Os adversários do RC objectam que a conclusão não deriva necessariamente da premissa porque essa discórdia pode ser sinal de que uma sociedade está certa e a outra está errada.
  • 9. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. O RC reduz a verdade ao que a maioria julga ser verdadeiro. Desde quando o que maioria pensa é verdadeiro e moralmente aceitável? Os nazis acreditavam e fizeram com que a maioria dos alemães acreditassem que os judeus eram sub-humanos e que exterminá-los era um favor que faziam à humanidade. Isso é claramente falso.
  • 10. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. O RMC parece convidar-nos ao conformismo moral, a seguir, em nome da coesão social, as crenças dominantes. Algumas pessoas ao longo da história quiseram e conseguiram mudar a nossa maneira de pensar acerca de certos problemas morais. Estou a lembrar–me de quem combateu a escravatura em nome dos ensinamentos de Cristo – embora os defensores da escravatura dissessem que a Bíblia justificava o que faziam – de quem lutou contra o apartheid na África do Sul( Nelson Mandela) e contra a segregação racial nos EUA (Martin Luther King). Essas pessoas fizeram bem à humanidade, combateram injustiças e devemos–lhes grande progresso moral. Ora, o RMC parece implicar que a acção dos reformadores morais é sempre incorrecta.
  • 11. 1. O RELATIVISMO CULTURAL: Há verdades morais mas não são objectivas. O relativismo moral torna incompreensível o progresso moral É verdade ou pelo menos parece que não há acordo entre os seres humanos sobre muitas questões morais. Mas também é verdade que a humanidade tem realizado progressos no plano moral. A abolição da escravatura, o reconhecimento dos direitos das mulheres, a condenação e a luta contra a discriminação racial são exemplos. Falar de progresso moral parece implicar que haja um padrão objectivo com o qual confrontamos as nossas acções. Se esse padrão objectivo não existir não temos fundamento para dizer que em termos morais estamos melhor agora do que antes. No passado, muitas sociedades praticaram a escravatura mas actualmente quase nenhuma a considera moralmente admissível.
  • 12. O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios morais universais. Há verdades morais que não dependem nem das crenças de cada cultura, nem dos gostos e sentimentos dos indivíduos, nem da vontade de Deus. Há valores e princípios universais. Essa universalidade é necessária (imprescindível). Há que distinguir verdades morais absolutas e verdades morais universais.
  • 13. O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios morais universais. Um princípio moral universal aplica-se a todos os indivíduos, mas admite excepções, conforme os casos. Um princípio moral absoluto aplica-se a todos os indivíduos seja qual for o caso, ou seja, não admite excepções. Todos os princípios ditos absolutos são universais mas nem todos os princípios ditos universais ou objectivos são absolutos.
  • 14. O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios morais universais. Verdades morais consideradas universais e necessárias DEVEMOS PROTEGER AS CRIANÇAS
  • 15. O UNIVERSALISMO MORAL MODERADO: Há princípios morais universais. MENTIR É ERRADO Todas as culturas têm uma norma contra a mentira porque se houver a expectativa de que na maioria dos casos os outros vão mentir então a comunicação e a interacção social atingirão o ponto de ruptura e chegarão a um grave impasse. O ASSASSÍNIO É ERRADO Nenhuma cultura aprova que se mate arbitrariamente alguém. Se vivermos na expectativa permanente de que os outros nos podem matar, se esta expectativa for a regra e não a excepção não arriscaríamos dar um passo para fora de casa e a desconfiança generalizada conduziria ao colapso da vida social.