O PAPEL DO PEDAGOGO NO
USO DAS TECNOLOGIAS
Nóvoa (2002, p. 23) diz que:
“O aprender contínuo é essencial e se concentra
em dois pilares: a própria pessoa, como
agente, e a escola, como lugar de crescimento
profissional permanente.” Para esse estudioso
português, a formação continuada se dá de
maneira coletiva e depende da experiência e
da reflexão como instrumentos contínuos de
análise.
QUAL O PAPEL DO PEDAGOGO?
O pedagogo é um profissional
capaz de atuar em diversos
âmbitos educativos e de
responder às diversas
demandas e exigências de
uma sociedade cada vez mais
complexa. Para tanto, precisa
estar preparado para
enfrentar, com criatividade e
competência, os problemas
do cotidiano, ser flexível,
tolerante e atento às
questões decorrentes da
diversidade cultural que
caracteriza nossa sociedade.
Ao gestor se atribui o trabalho
pedagógico, na administração
escolar, na coordenação
pedagógica, na orientação
educacional, e na supervisão
escolar da Educação Básica.
O PEDAGOGO COMO GESTOR
O bom diretor hoje domina as questões
administrativas, sabe ser um líder, conhece
políticas públicas, estimula a participação dos
pais e da comunidade, ajuda a formar
professores e funcionários...
Tudo com um objetivo maior: garantir que
os alunos aprendam
C O M U N I C A Ç Ã O
Primeiramente precisamos entender o
significado das palavras, ou seja, sua
etimologia. Começamos pela palavra
comunicação, que do latim
communicatio de communis = comum
significa a ação de tornar algo comum
a muitos. E, agora, a palavra
interpessoal, inter (Do lat. inter) que
exprime a idéia de –entre, em meio;
e, pessoal (Do lat. personale) relativo
a pessoa.
Entendido o significado,
podemos dizer que
comunicação interpessoal é
o estabelecimento de uma
corrente de pensamento ou
mensagem, dirigida de um
indivíduo a outro ou a outros,
com o fim de informar,
persuadir, ou divertir.
Podemos, ainda, acrescentar
que é um processo interativo
e didático em que o emissor
constrói significados e
desenvolve expectativas na
mente do receptor.
COMUNICAÇÃO
Entende-se por ruído tudo o que possa interferir na
comunicação, prejudicando-a. Pode ser um som sem
harmonia, um emissor ou receptor fora de sintonia, falta
de empatia, entre outras situações que podem impedir a
realização da comunicação.
Para melhorar a comunicação existem habilidades.
Citaremos a seguir, como exemplo, três sugestões para
a realização de uma comunicação eficaz.
Iniciamos com a
habilidade de
transmissão, quero
dizer, usar a linguagem
apropriada e direta,
evitando jargões e
termos eruditos. As
informações precisam
ser claras e completas
para que não haja
dúvidas. Sendo possível,
utilizar vários canais
para estimular os
sentidos de quem recebe
a mensagem, como o
áudio e o visual.
É importante criar situações que
ajudem as pessoas a falarem o que
realmente querem dizer, para que a
nossa resposta seja satisfatória.
Outra habilidade sugerida
é a auditiva - Escuta Ativa
Finalizando, com a
habilidade de
feedback. Posso dizer
que esta é aquela que
nos asseguramos que
queremos ajudar o
outro dando retornos
ou respostas, e em
caso de feedback
negativo precisamos ir
direto ao assunto sem
criar ansiedade. Esta
habilidade, também,
requer que
descrevamos a
situação de modo
claro, evitando
equívocos.
 Visão  Delegação
 Determinação  Persistência
 Planejamento  Autodisciplina
 Percepção  Comunicação
 Coerência  Autenticidade
 Empatia  Ousadia
HABILIDADES DO LÍDER
Uso de jornal como
instrumento pedagógico
O estimulo a escrita e a
leitura, a formação crítica e
o acesso aos
acontecimentos da
comunidade são alguns dos
benefícios da utilização de
jornais como instrumento
pedagógico. Por exemplo:
“Cada professor selecionará
uma notícia de acordo com
a disciplina que leciona,
para fazer uma análise em
sala-de-aula”.
O uso da linguagem
radiofônica no processo
de ensino escolar,
colabora como
ferramenta de
transmissão de
conhecimentos
interdisciplinares e
transdisciplinares,
permite (aproxima) o
acesso a informação
cotidiana e de utilidade
pública.
RÁDIO NA ESCOLA
RÁDIO NA ESCOLA
A Rádio na Escola pode
ser implementada
através de um projeto,
que dentre outras
finalidades propicia aos
alunos aprimorar a
escrita, aprender a
observar a mídia com
outros olhos, tanto no
sentido de ampliar o
senso crítico como de
buscar exemplos de ação
a serem seguidos.
Desse modo, permitirá
a realização de
produções que possam
atender as
necessidades internas
e da comunidade ao
redor, além de
estimular a produção
de materiais de apoio
pedagógico, e
exercitar a cidadania.
RÁDIO NA ESCOLA
DESAFIOS DA TELEVISÃO E DO VÍDEO À
ESCOLA
A televisão e o vídeo partem do concreto, do
visível, do imediato, próximo, que toca todos os
sentidos. Mexem com o corpo, com a pele, as
sensações e os sentimentos - nos tocam e
"tocamos" os outros, estão ao nosso alcance
através dos recortes visuais, do close, do som
estéreo envolvente.
Para que haja interatividade
e se promova a
interdisciplinaridade,
podemos:
- Gravar materiais
educativos (Canal Futura
(TV Cultura, Discovery
Kids, comerciais, etc.) e a
partir daí,planejar
estratégias de inserir esses
materiais e atividades com
dinâmicas, interessantes,
mobilizadoras e
significativas.
ESTRATÉGIAS DE UTILIZAÇÃO
DA TV E DO VÍDEO
A televisão e a Internet não são somente tecnologias
de apoio às aulas, são mídias, meios de
comunicação. Podemos analisá-las, dominar suas
linguagens, produzir e divulgar o que fazemos. Com
filmadoras, celulares ou câmeras digitais, também
podemos incentivar que os alunos filmem, e
apresentem suas pesquisas em vídeo, em CD, DVD
ou em páginas WEB - páginas na Internet.
TELEVISÃO & INTERNET
I N T E R N E T
Ensinar utilizando a
Internet
(rede mundial de
computadores)pressupõe
uma atitude do
professor diferente da
convencional.
O professor não é o
"informador", o que
centraliza a informação.
I N T E R N E T
A informação está em
inúmeros bancos de
dados, em revistas,
livros, textos, endereços
de todo o mundo. O
professor é o
coordenador do
processo, o responsável
na sala de aula. Sua
primeira tarefa é
sensibilizar os alunos,
motivá-los para a
importância da matéria,
mostrando entusiasmo,
ligação da matéria com
os interesses dos alunos,
com a totalidade da
habilitação escolhida.
1 Escolher conteúdos
Eleger e estudar os conteúdos que serão apresentados ou aprofundados na sala de
informática é essencial para que a aula seja objetiva e produtiva. Além disso, faz
com que o professor se sinta mais seguro na hora da aula.
2 Selecionar programas
Com o conteúdo escolhido, é hora de encontrar os programas e sites mais
apropriados para atingir as metas de aprendizagem. Se a aula é de redação, um
editor de textos é uma boa opção.
3 Fazer o roteiro da aula
Todas as atividades precisam ser bem estruturadas e bem planejadas, prevendo
momentos de pesquisa, de visualização do conteúdo estudado e de troca de
informações. Isso evita a dispersão.
4 Incentivar a interação
Os alunos devem interagir para construir conhecimento. Para tanto, que tal
criar blogs, e-mails e fóruns?
5 Usar jogos educativos
Os desafios propostos pelos softwares e jogos virtuais estimulam os jovens e
complementam a aula de forma lúdica.
Computador como aliado - sugestões
6 Explorar o audiovisual
A internet e os programas educativos oferecem vídeos e animações que favorecem
o aprendizado. Use-os!
7 Permitir que o aluno crie
Publicar textos em blogs ou sites e fazer apresentações em slides torna o
estudante produtor de conteúdo e de conhecimento.
8 Evitar a desatenção
Para a turma não perder o foco da aula, vale bloquear o acesso a sites de
relacionamento, salas de bate-papo e programas de mensagens que não sejam
coerentes com o conteúdo ensinado.
9 Criar espaço lúdico
Todos precisam ficar à vontade na sala de informática. Por isso, coloque nas
paredes cartazes, mapas, ilustrações e trabalhos dos alunos, criando um
ambiente acolhedor e rico em informações.
10 Preparar-se bastante
Você se sentirá mais seguro na sala de informática se aprender a usar a máquina, a
internet e os programas básicos. Além disso, terá melhores resultados.
Computador como aliado - sugestões
O uso pedagógico do chat,
ou sala de bate-papo on
line é um campo a se
investigar e pode trazer
novas dimensões não só
para o ensino à distância,
mas como instrumento de
construção de
conhecimentos, pesquisa,
troca de informação e
comunicação entre sujeitos
que buscam aprender, seja
com instituições de ensino
ou não.
Uso Pedagógico do
Bate Papo/Chat
Pensar no chat como uma
ferramenta pedagógica é algo
desafiador para o professor,
visto que ele assumirá outro
papel, o de não ser mais
meramente um repassador de
informações, mas um
mediador. Ele deixa de ser o
centro do saber e estará
interagindo com os
participantes por meio das
novas tecnologias. Desta
forma, o professor na era da
informação está envolvido
com processos múltiplos do
conhecimento que pressupõe
flexibilidade, interatividade,
adaptação e cooperação.Uso Pedagógico do
Bate Papo/Chat
BLOGS EM EDUCAÇÃO
O QUE É UM BLOG?
Um blog (ou weblog) é um
registro publicado na Internet
relativo a algum assunto e
organizado cronologicamente
(como um diário). Pode ainda
permitir comentários dos
leitores aos textos publicados
(denominados posts).
Tem como grande vantagem o
fato de o autor do blog não
necessitar de saber construir
páginas para a Internet, ou
trabalhar com código.
Podem ser criados e geridos por professores
(individualmente ou em grupo), por alunos
(individualmente, por grupos de trabalho, ou por
turmas) e até simultaneamente por professores e
os seus alunos. O público-alvo de um blog destes
poderá ser professores, alunos, pais, comunidade
educativa em geral, e pode até não ter um
público-alvo específico.
O uso das novas ferramentas tecnológicas on-line deve
ter sempre em conta as limitações e potencialidades
destas, para que de fato exista mais valia na sua
aplicação. Portanto, o seu uso e escolha depende, em
grande parte, dos objetivos a que nos propomos.
•Apresentação das várias etapas
de um projeto educativo de um ou
mais professores;
•Preparação de encontros em
Educação;
•Reflexão em torno de temas
educativos;
•Apresentação de
projeto/trabalhos realizados por
alunos (em grupo ou
individualmente);
•Criação de um jornal escolar
online;
•Divulgação das atividades de um
clube de escola;
•Apoio a um disciplina.
Sugiro aqui uma lista de
aplicações possíveis para uso de
blogs na Educação:
BLOGS EM
EDUCAÇÃO
ALVES, Nilda (Coord.) Educação e Supervisão: o trabalho coletivo na
escola. 6ed. São Paulo: Cortez Autores Associados, 1991. 103p.
ANTUNES, Celso. Como transformar informações em conhecimento.
Fascículo 2. Petrópolis: Editora Vozes, 2001.
CASTRO, Amélia Domingues (et all). Ensinar a ensinar. São Paulo, Pioneira
Thomsom Learning, 2002, 195 p.
GARCÍA, C.M. Formação de professores: para uma mudança educativa.
Porto: Porto Editora, 1999.
MORAN, José Manuel. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 3.ed.
Campinas, SP: Papirus, 2001.
______. Mudanças na Comunicação Pessoal: gerenciamento integrado da
comunicação pessoal, social e tecnológica. 2.ed. São Paulo: Paulinas,
2000.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São
Paulo: Cortez, DF: Unesco, 2000.
NÓVOA, A. “A formação de professores e profissão docente”. In: NÓVOA,
A. (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 2002.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Trad.
Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. p.11-21.
SNYDERS, Georges. Para onde vão as pedagogias não diretivas. São
Paulo: Centauro, 2002, 372 p.
BIBLIOGRAFIA
Sueli Dib
Email: suelidib@gmail.com
Graduada pela Universidade São Marcos (SP) em
Pedagogia – Licenciatura Plena com Formação para
Docência das Séries Iniciais do Ensino Fundamental,
Administração Escolar, Supervisão Escolar e
Orientação Educacional; Especialização em Recursos
Digitais e Cultura de Uso na Educação pela
Universidade de São Paulo, USP-SP. Especialização
em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação pela
Pontifícia Universidade Católica, PUC-SP, e
Especialização em Educação Básica pela Organização
dos Estados Americanos (OEA).
Site: www.origemdosaber.com.br
Blog: http://dibnasletras.blogspot.com.br

O PAPEL DO PEDAGOGO NAS TIC's

  • 1.
    O PAPEL DOPEDAGOGO NO USO DAS TECNOLOGIAS
  • 2.
    Nóvoa (2002, p.23) diz que: “O aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente.” Para esse estudioso português, a formação continuada se dá de maneira coletiva e depende da experiência e da reflexão como instrumentos contínuos de análise.
  • 3.
    QUAL O PAPELDO PEDAGOGO? O pedagogo é um profissional capaz de atuar em diversos âmbitos educativos e de responder às diversas demandas e exigências de uma sociedade cada vez mais complexa. Para tanto, precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade e competência, os problemas do cotidiano, ser flexível, tolerante e atento às questões decorrentes da diversidade cultural que caracteriza nossa sociedade.
  • 4.
    Ao gestor seatribui o trabalho pedagógico, na administração escolar, na coordenação pedagógica, na orientação educacional, e na supervisão escolar da Educação Básica. O PEDAGOGO COMO GESTOR
  • 5.
    O bom diretorhoje domina as questões administrativas, sabe ser um líder, conhece políticas públicas, estimula a participação dos pais e da comunidade, ajuda a formar professores e funcionários... Tudo com um objetivo maior: garantir que os alunos aprendam
  • 6.
    C O MU N I C A Ç Ã O Primeiramente precisamos entender o significado das palavras, ou seja, sua etimologia. Começamos pela palavra comunicação, que do latim communicatio de communis = comum significa a ação de tornar algo comum a muitos. E, agora, a palavra interpessoal, inter (Do lat. inter) que exprime a idéia de –entre, em meio; e, pessoal (Do lat. personale) relativo a pessoa.
  • 7.
    Entendido o significado, podemosdizer que comunicação interpessoal é o estabelecimento de uma corrente de pensamento ou mensagem, dirigida de um indivíduo a outro ou a outros, com o fim de informar, persuadir, ou divertir. Podemos, ainda, acrescentar que é um processo interativo e didático em que o emissor constrói significados e desenvolve expectativas na mente do receptor. COMUNICAÇÃO
  • 8.
    Entende-se por ruídotudo o que possa interferir na comunicação, prejudicando-a. Pode ser um som sem harmonia, um emissor ou receptor fora de sintonia, falta de empatia, entre outras situações que podem impedir a realização da comunicação. Para melhorar a comunicação existem habilidades. Citaremos a seguir, como exemplo, três sugestões para a realização de uma comunicação eficaz.
  • 9.
    Iniciamos com a habilidadede transmissão, quero dizer, usar a linguagem apropriada e direta, evitando jargões e termos eruditos. As informações precisam ser claras e completas para que não haja dúvidas. Sendo possível, utilizar vários canais para estimular os sentidos de quem recebe a mensagem, como o áudio e o visual.
  • 10.
    É importante criarsituações que ajudem as pessoas a falarem o que realmente querem dizer, para que a nossa resposta seja satisfatória. Outra habilidade sugerida é a auditiva - Escuta Ativa
  • 11.
    Finalizando, com a habilidadede feedback. Posso dizer que esta é aquela que nos asseguramos que queremos ajudar o outro dando retornos ou respostas, e em caso de feedback negativo precisamos ir direto ao assunto sem criar ansiedade. Esta habilidade, também, requer que descrevamos a situação de modo claro, evitando equívocos.
  • 12.
     Visão Delegação  Determinação  Persistência  Planejamento  Autodisciplina  Percepção  Comunicação  Coerência  Autenticidade  Empatia  Ousadia HABILIDADES DO LÍDER
  • 13.
    Uso de jornalcomo instrumento pedagógico O estimulo a escrita e a leitura, a formação crítica e o acesso aos acontecimentos da comunidade são alguns dos benefícios da utilização de jornais como instrumento pedagógico. Por exemplo: “Cada professor selecionará uma notícia de acordo com a disciplina que leciona, para fazer uma análise em sala-de-aula”.
  • 14.
    O uso dalinguagem radiofônica no processo de ensino escolar, colabora como ferramenta de transmissão de conhecimentos interdisciplinares e transdisciplinares, permite (aproxima) o acesso a informação cotidiana e de utilidade pública. RÁDIO NA ESCOLA
  • 15.
    RÁDIO NA ESCOLA ARádio na Escola pode ser implementada através de um projeto, que dentre outras finalidades propicia aos alunos aprimorar a escrita, aprender a observar a mídia com outros olhos, tanto no sentido de ampliar o senso crítico como de buscar exemplos de ação a serem seguidos.
  • 16.
    Desse modo, permitirá arealização de produções que possam atender as necessidades internas e da comunidade ao redor, além de estimular a produção de materiais de apoio pedagógico, e exercitar a cidadania. RÁDIO NA ESCOLA
  • 17.
    DESAFIOS DA TELEVISÃOE DO VÍDEO À ESCOLA A televisão e o vídeo partem do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexem com o corpo, com a pele, as sensações e os sentimentos - nos tocam e "tocamos" os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente.
  • 18.
    Para que hajainteratividade e se promova a interdisciplinaridade, podemos: - Gravar materiais educativos (Canal Futura (TV Cultura, Discovery Kids, comerciais, etc.) e a partir daí,planejar estratégias de inserir esses materiais e atividades com dinâmicas, interessantes, mobilizadoras e significativas. ESTRATÉGIAS DE UTILIZAÇÃO DA TV E DO VÍDEO
  • 19.
    A televisão ea Internet não são somente tecnologias de apoio às aulas, são mídias, meios de comunicação. Podemos analisá-las, dominar suas linguagens, produzir e divulgar o que fazemos. Com filmadoras, celulares ou câmeras digitais, também podemos incentivar que os alunos filmem, e apresentem suas pesquisas em vídeo, em CD, DVD ou em páginas WEB - páginas na Internet. TELEVISÃO & INTERNET
  • 20.
    I N TE R N E T Ensinar utilizando a Internet (rede mundial de computadores)pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o "informador", o que centraliza a informação.
  • 21.
    I N TE R N E T A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.
  • 22.
    1 Escolher conteúdos Elegere estudar os conteúdos que serão apresentados ou aprofundados na sala de informática é essencial para que a aula seja objetiva e produtiva. Além disso, faz com que o professor se sinta mais seguro na hora da aula. 2 Selecionar programas Com o conteúdo escolhido, é hora de encontrar os programas e sites mais apropriados para atingir as metas de aprendizagem. Se a aula é de redação, um editor de textos é uma boa opção. 3 Fazer o roteiro da aula Todas as atividades precisam ser bem estruturadas e bem planejadas, prevendo momentos de pesquisa, de visualização do conteúdo estudado e de troca de informações. Isso evita a dispersão. 4 Incentivar a interação Os alunos devem interagir para construir conhecimento. Para tanto, que tal criar blogs, e-mails e fóruns? 5 Usar jogos educativos Os desafios propostos pelos softwares e jogos virtuais estimulam os jovens e complementam a aula de forma lúdica. Computador como aliado - sugestões
  • 23.
    6 Explorar oaudiovisual A internet e os programas educativos oferecem vídeos e animações que favorecem o aprendizado. Use-os! 7 Permitir que o aluno crie Publicar textos em blogs ou sites e fazer apresentações em slides torna o estudante produtor de conteúdo e de conhecimento. 8 Evitar a desatenção Para a turma não perder o foco da aula, vale bloquear o acesso a sites de relacionamento, salas de bate-papo e programas de mensagens que não sejam coerentes com o conteúdo ensinado. 9 Criar espaço lúdico Todos precisam ficar à vontade na sala de informática. Por isso, coloque nas paredes cartazes, mapas, ilustrações e trabalhos dos alunos, criando um ambiente acolhedor e rico em informações. 10 Preparar-se bastante Você se sentirá mais seguro na sala de informática se aprender a usar a máquina, a internet e os programas básicos. Além disso, terá melhores resultados. Computador como aliado - sugestões
  • 24.
    O uso pedagógicodo chat, ou sala de bate-papo on line é um campo a se investigar e pode trazer novas dimensões não só para o ensino à distância, mas como instrumento de construção de conhecimentos, pesquisa, troca de informação e comunicação entre sujeitos que buscam aprender, seja com instituições de ensino ou não. Uso Pedagógico do Bate Papo/Chat
  • 25.
    Pensar no chatcomo uma ferramenta pedagógica é algo desafiador para o professor, visto que ele assumirá outro papel, o de não ser mais meramente um repassador de informações, mas um mediador. Ele deixa de ser o centro do saber e estará interagindo com os participantes por meio das novas tecnologias. Desta forma, o professor na era da informação está envolvido com processos múltiplos do conhecimento que pressupõe flexibilidade, interatividade, adaptação e cooperação.Uso Pedagógico do Bate Papo/Chat
  • 26.
    BLOGS EM EDUCAÇÃO OQUE É UM BLOG? Um blog (ou weblog) é um registro publicado na Internet relativo a algum assunto e organizado cronologicamente (como um diário). Pode ainda permitir comentários dos leitores aos textos publicados (denominados posts). Tem como grande vantagem o fato de o autor do blog não necessitar de saber construir páginas para a Internet, ou trabalhar com código.
  • 27.
    Podem ser criadose geridos por professores (individualmente ou em grupo), por alunos (individualmente, por grupos de trabalho, ou por turmas) e até simultaneamente por professores e os seus alunos. O público-alvo de um blog destes poderá ser professores, alunos, pais, comunidade educativa em geral, e pode até não ter um público-alvo específico. O uso das novas ferramentas tecnológicas on-line deve ter sempre em conta as limitações e potencialidades destas, para que de fato exista mais valia na sua aplicação. Portanto, o seu uso e escolha depende, em grande parte, dos objetivos a que nos propomos.
  • 28.
    •Apresentação das váriasetapas de um projeto educativo de um ou mais professores; •Preparação de encontros em Educação; •Reflexão em torno de temas educativos; •Apresentação de projeto/trabalhos realizados por alunos (em grupo ou individualmente); •Criação de um jornal escolar online; •Divulgação das atividades de um clube de escola; •Apoio a um disciplina. Sugiro aqui uma lista de aplicações possíveis para uso de blogs na Educação: BLOGS EM EDUCAÇÃO
  • 29.
    ALVES, Nilda (Coord.)Educação e Supervisão: o trabalho coletivo na escola. 6ed. São Paulo: Cortez Autores Associados, 1991. 103p. ANTUNES, Celso. Como transformar informações em conhecimento. Fascículo 2. Petrópolis: Editora Vozes, 2001. CASTRO, Amélia Domingues (et all). Ensinar a ensinar. São Paulo, Pioneira Thomsom Learning, 2002, 195 p. GARCÍA, C.M. Formação de professores: para uma mudança educativa. Porto: Porto Editora, 1999. MORAN, José Manuel. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 3.ed. Campinas, SP: Papirus, 2001. ______. Mudanças na Comunicação Pessoal: gerenciamento integrado da comunicação pessoal, social e tecnológica. 2.ed. São Paulo: Paulinas, 2000. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, DF: Unesco, 2000. NÓVOA, A. “A formação de professores e profissão docente”. In: NÓVOA, A. (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 2002. PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. p.11-21. SNYDERS, Georges. Para onde vão as pedagogias não diretivas. São Paulo: Centauro, 2002, 372 p. BIBLIOGRAFIA
  • 30.
    Sueli Dib Email: suelidib@gmail.com Graduadapela Universidade São Marcos (SP) em Pedagogia – Licenciatura Plena com Formação para Docência das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Administração Escolar, Supervisão Escolar e Orientação Educacional; Especialização em Recursos Digitais e Cultura de Uso na Educação pela Universidade de São Paulo, USP-SP. Especialização em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação pela Pontifícia Universidade Católica, PUC-SP, e Especialização em Educação Básica pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Site: www.origemdosaber.com.br Blog: http://dibnasletras.blogspot.com.br

Notas do Editor

  • #3 O que buscamos na formação continuada, é discutir problemas didáticos reais do dia-a-dia, trocar experiências, ensinar e aprender. É consenso, no dia-a-dia da sala de aula, que nenhum fator tem mais influência no desempenho dos alunos do que o professor. Aqui abordaremos alguns sucintamente o uso da tecnologia na educação, mas poderá ser observado que as situações propostas de o “o quê” e “como” fazer e ensinar. TODA FORMAÇÃO CONTINUADA oferecida, enriquece quem a recebe, a educação ganha. E questiono: Se todo esse saber não for utilizado por receio, medo, preguiça ou falta de apoio, quem perde?
  • #6 Para exercermos um papel na sociedade como bons profissionais, é imprescindível que saibamos nos comunicar. Mas afinal o que é comunicação?
  • #7 Muito bem, entendemos o significado da palavra comunicação... e agora???
  • #8 Muito bem, entendemos o significado da palavra comunicação... e agora??? Podemos dizer que é também um processo interativo e didático em que o emissor constróis significados e desenvolve expectativas na mente do receptor. E quando falamos, todas as pessoas entendem da mesma forma? Entre um recado e outro muitos ruídos acontecem.
  • #9 O que são ruídos de comunicação? Pode ser muita coisa... Sons que interferem (ao falar e/ou escutar), emissor ou receptor fora de sintonia (aquelas pessoas que estão presentes de corpo, mas a cabeça está muito longe)
  • #10 Que tal melhorar a forma de nos comunicar? Então vamos começar com a habilidade de transmissão - ser objetivo e direto
  • #11 Vamos para mais uma habilidade comunicativa: saber ouvir, ou seja, escuta ativa.
  • #12 Finalmente, vamos finalizar com a habilidade de saber dar resposta quando nos questionam, que é o retorno, ou feedback (expressão mais utilizada no ambiente corporativo).
  • #13 Diante de tudo o que vimos, você pedagogo, sabe dizer se é mesmo um líder?? É importante que um líder tenha tais habilidades, indague a si mesmo, e conclua qual habilidade que ainda não é tão latente em você e aprimore-a.
  • #14 Tecnologia são meios de comunicação, dentre eles o jornal E sim, podemos utilizar o jornal como instrumento pedagógico
  • #15 Se usamos os jornais, também podemos utilizar o rádio. O rádio foi inventado pelo engenheiro italiano Guglielmo Marconi em 1892, que antes já havia inventado o telégrafo sem fio. O uso do rádio na educação a distância teve seu início no Canadá, para discussão de problemas locais e regionais, nas comunidades rurais isoladas. No Brasil, o Ensino a Distância nasceu já no século XX. Para Saraiva (1996), o EAD tem início no Brasil entre 1922 e 1925, com Roquete Pinto e a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a partir da inserção de trechos da programação dedicados à radiodifusão da cultura, com a finalidade de ampliar o acesso à Educação. Em seguida, temos algumas experiências feitas pela Marinha e pelo Exército brasileiros, pelo Instituto Rádio Monitor, criado em 1939, assim como pelo Instituto Universal Brasileiro, fundado em 1941.
  • #16 O rádio foi utilizado no Projeto MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), criado em 1967 no governo Costa e Silva, tinha como objetivo alfabetizar adultos na faixa de 12 a 35 anos.
  • #17 É impossível retroceder a demanda tecnológica, e o rádio nas escolas de hoje podem permitir o exercício da cidadania, além obviamente de ser utilizado como estímulo a produção de materiais pedagógicos. Hoje temos rádio nos celulares, Ipods, mp3, e em outros aparelhos eletrônicos.
  • #18 A televisão, sob a ótica pedagógica, pode auxiliar a escola. TV e Escola são duas agências sociais que têm no conhecimento a sua matéria-prima. A primeira é nitidamente organizada, segundo um modelo industrial de produção, a partir do qual difunde e produz conhecimentos; a segunda, é concebida como um canal de transmissão e difusão de conhecimentos, em seus procedimentos identificados com uma pedagogia conservadora e tradicional, falida em seus propósitos, na atualidade.
  • #19 Utilizar o vídeo é vantajoso, principalmente, se considerada a facilidade com que este material didático pode ser transportado de uma classe para outra. Pode-se mudar o estilo de uma aula, transformando a sala em um moderno centro de ensino. O vídeo também cria um marco de referência para o aluno, já que é uma ferramenta que permite fácil assimilação do conceito apresentado. Por outro lado, este método facilita o processo de aprendizagem, não só para aqueles que aprendem visualmente, já que ao projetar diferentes experiências e conceitos, o estudante adquire uma imagem mais real do assunto e compartilha suas experiências com as pessoas mais próximas. Sendo assim, a imaginação é estimulada, os conceitos se reagrupam e se redefinem, e é assim que a presença do professor se reafirma.
  • #21 A tecnologia deve ser utilizada para apresentar e aprofundar conteúdos curriculares. Usar o computador somente para ensinar programas de informática é desperdício. Para isso, a internet nem sempre é imprescindível. O aluno pode fazer apresentações em slides, usar editores de texto e elaborar planilhas e gráficos. Essas ferramentas de aprendizado não requerem a rede mundial de computadores. Com ou sem a rede, o fato é que o planejamento é fundamental. "Definir as ações que serão feitas no computador é tão importante quanto ser criativo na hora de elaborar a aula“.
  • #23 Para ajudar a planejar e acabar com os equívocos sobre o uso do computador na sala de aula, colocamos os quadros elaborados e testados pela Nova Escola. Estão atitudes e procedimentos para fazer do computador um aliado.
  • #24 Para ajudar a planejar e acabar com os equívocos sobre o uso do computador na sala de aula, colocamos os quadros elaborados e testados pela Nova Escola. Estão atitudes e procedimentos para fazer do computador um aliado.
  • #26 No chat, os alunos interagem com os outros participantes por meio da comunicação escrita, utilizando códigos peculiares do ambiente virtual. Essa ferramenta pode contribuir para o aprimoramento da capacidade de raciocínio e agilidade na escrita. Após o chat, deve ser gerado um relatório de registro que deve ser analisado pelos professores e alunos na busca de identificar o que foi discutido, incluindo os assuntos mais palpitantes ou questões gramaticais, com vistas a levar os participantes a uma reflexão. Além disso, o chat pode ajudar os professores a entender os assuntos que mais interessam seus alunos e, dessa forma, desenvolver uma pedagogia de projetos que tem seu foco nas reais necessidades dos participantes.
  • #27 Em 2005, a pequena Nova Bassano, cidade com pouco mais de oito mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, ganhou destaque na internet graças à iniciativa da professora Marli Fioretin, de Língua Portuguesa, da Escola Estadual Padre Colbachini. Ela incentivou suas duas turmas de oitava série a registrar em um blog, o Vidas Secas, todo o trabalho desenvolvido em sala de aula com base na obra de Graciliano Ramos. A página acabou em quarto lugar em uma competição internacional de blogs educativos feito por escolas - o Blopes - em países de língua portuguesa e espanhola.
  • #28 Mais do que uma simples publicação na internet, o site serviu de estímulo para a leitura e a escrita dos alunos. O ponto de partida foi o romance de Graciliano. "Estabelecemos uma relação entre o sofrimento dos personagens do livro com a nossa realidade. Em 2005, parte do Rio Grande do Sul, incluindo a nossa região, foi afetada econômica e emocionalmente por um grande período de estiagem", recorda a professora. Depois, os alunos leram textos de outros autores sobre a questão da seca e publicaram seus comentários. Quem não tinha computador em casa recorreu ao laboratório de informática da escola. Na sala de aula, os alunos leram e discutiram os textos. No blog, Marli postou comentários, tarefas para a turma e a produção dos alunos. Ao ver seus escritos publicados em um endereço na internet, os estudantes se sentiram mais valorizados - e preocupados com a coerência de idéias, com a ortografia, com a gramática. A cada post, todos discutiam o retorno dos leitores - pessoal da escola, alunos e professores de outras instituições e até autores de textos propostos por Marli, como o escritor gaúcho Caio Ritter. A interatividade marcou o projeto do começo ao fim.
  • #29 Blog-se Quando percebem que vão publicar uma página na internet, os alunos dão um salto de qualidade nas pesquisas, na produção de texto, no trabalho em equipe... Na aprendizagem