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MODERNIDADE E RELIGIÃO Prof. Dr. Juarez Aparecido Costa
A modernidade marcou definitivamente a caminhada da humanidade. Ela promoveu grandes acontecimentos que revolucionou o mundo ocidental. A modernidade anunciou-se sob diversas formas: No mundo econômico, vinha já dos finais da Idade Média a tecitura do capitalismo até firmar-se nos séculos XVII e XVIII com a Revolução Industrial.
Aspirações comunitárias, associativas revelaram um anseio político democrático que a Revolução Francesa consagrou com a tríade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A enorme mudança que estes dados introduziram provocou uma crise no cristianismo, exigindo que se o repense, que possa refazer uma releitura moderna dessa religião.
O cristianismo, especialmente sob a forma católica, resistiu ao embate com a modernidade. Cercou-se de duplo cuidados como: a Contra-Reforma e a antimodernização. Construiu uma identidade tão sólida e firme que resiste até hoje, com fragmentos de uma mentalidade pré-moderna, em muitos lugares.
Conceito de Modernidade Entende-se por modernidade um modo e civilização que se desenvolveu na Europa ocidental a partir do século XVI, com o Humanismo Renascentista e a Reforma Protestante. Encontrou seus fundamentos filosóficos e políticos nos séculos XVII e XVIII, com o pensamento empirista, racionalista e iluminista.
Modernidade diz respeito ao modo como as elites culturais ilustradas passaram  caracterizar a própria posição em relação a um longo período “obscurantista” estruturado pelo cristianismo e dominado pela tradição religiosa católica, num ambiente rural “atrasado e ignorante”, e pejorativamente chamado de Idade Média.
A nova civilização alcança o seu apogeu em meados do século XVIII com o Iluminismo e um acontecimento decisivo: a Revolução Francesa que traz a modernização e o desencantamento do mundo religioso.
Os conceitos de subjetividade e racionalidade descreveram a dinâmica da modernidade: A entrada na modernidade coincide com a emergência de um sujeito humano consciente da sua autonomia e com a vitória de uma análise racional de todos os fenômenos da natureza e da sociedade.
Etimologicamente o termo Modernidade tem sua origem no advérbio latino  modo , que significa “ há pouco ”, “ recentemente ”. O vocábulo latino  modernus,  significa literalmente “ atual ”, ou  modo. Ao falar de modernidade estamos nos referindo a um tempo atual, presente ou a um tempo recente, as coisas novas, àquilo que é novo.
A ideia de modernidade no contínuo histórico como emergência de novos “atos da razão”, de novos padrões e paradigmas da vida vivida e pensada, volta-se para o século XVI para  estabelecer uma linha de ruptura entre o declínio do antigo e a emergência do novo, a emergência de uma modernidade ocidental.
O século XVI é considerado o século da ruptura com a Idade Média Latina reconhecida como Idade de uma Civilização Cristã. Essa ruptura passa a ser entendida como ruptura com um paradigma histórico cristão, onde este novo paradigma avança pelos séculos XVII, XVIII e XIX, essa ruptura atravessa toda  espessura do tecido social e cultural.
No campo do pensamento, uma dessas formas de ruptura radical foram o Iluminismo e o advento da ciência como nova interpretação do mundo e da história. O Iluminismo substituiu o modelo teológico de pensamento,  a base teórica da Idade Média. Portanto, o paradigma cristão perde força e cede lugar para o paradigma da ciência na interpretação do mundo.
Com o advento da ciência ocorre a perda do privilégio do credo cristão como centro de referências das ideias e valores dominantes no mundo ocidental. Assim toda forma de conhecimento e de representação da realidade que não fosse subordinada aos princípios da razão deveria ser eliminado.
A sociedade moderna se opõe constantemente à tradição cristã, considera superado o que é velho, e substitui a ideia de Deus pela ideia de ciência e de progresso.
A modernidade, principalmente a partir do século XVIII, pelo fato de “privatizar” a religião, não significou o seu fim, mas o fim da fundamentação e legitimação religiosa das estruturas sociais e políticas que é a marca da construção da primeira civilização não-religiosa da história, na qual a modernidade se afirma n sua novidade e na justificação de seus valores.
A modernidade pela ótica histórica A história introduziu de forma irreversível a perspectiva crítica da avaliação da cultura, das instituições e também da religião. Cada vez mais o ser humano moderno tem a consciência de estar criando a si mesmo e o seu mundo, e construindo a sua própria história.
Nesta nova mentalidade, a verdade não é mais aceita porque foi dita ou ditada de fora por uma autoridade divina ou humana.  O conhecimento, em certo sentido, está subordinado à experiência pessoal, ou seja, a auto-experiência do ser humano passa a ser o ponto de partida de qualquer forma de conhecimento.
As mudanças históricas produziram a sensação de que, com a mudança ou com a destruição dos moldes culturais estabelecidos, ocorresse uma perda da própria essência da fé.
Mas o que ocorreu foi que a tradição possibilitou a compreensão da mudança e a necessidade de relativizar o que era secundário e fez ressaltar o que era de fato fundamental, ou seja, uma leitura crítica para a eliminação dos enganos e os danos sem deixar perder o autêntico significado, abrindo-se para o diálogo não agressivo.
As novas estruturas colocadas pelos movimento históricos que inauguraram a modernidade, como o Renascimento, a Reforma Protestante e o Iluminismo, mostram que as mudanças são determinantes para percebermos que não existe em estado puro a fé e nem mesmo a Escritura.
Cada contexto deve realizar sua própria versão de revelação e de vivência da fé, possibilitando fazer uma nova releitura religiosa e o repensar do cristianismo.
A modernidade na ótica da pluralidade A modernidade significou a pluralidade a partir do desmoronamento do mundo cultural pré-moderno, conduzindo a sociedade a uma nova forma de relacionamento através da razão.
Com a perda da autoridade tradicional, o que passou a determinar o mundo moderno foi a autonomia alcançada no âmbito social, econômico e político constituindo em um dado completamente irreversível, ou seja, a mutação cultural proporcionada pela centralidade da razão humana, o que no Ocidente significou a emancipação da cultura da tutela do cristianismo, mais propriamente da Igreja Católica.
A modernidade contribuiu para a abertura de um campo vasto de uma variedade de sentidos, seguindo um processo de ideologização caracterizado pela perda do domínio por parte da Igreja, marcando o fim da Cristandade Medieval, acompanharam o ganho de espaço crescente das chamadas formas racionais de conhecimento.
O racionalismo empírico,  autonomização do homem, a postura crítica que questiona as explicações situadas para além do próprio homem, principalmente, representam, no plano da produção do saber, o descrédito das certezas religiosas ocidentais.
O impacto da modernidade colocou em pauta não somente a diversidade da religião em si, mas trouxe a emancipação do indivíduo, o progresso da sociedade, a proclamação da subjetividade frente às autoridades tradicionais.  Abriu a esfera privada do cidadão, que deixa de ser submetida às normas da tradição religiosa, para questioná-las.
Em uma sociedade moderna a fé já não é mais  aceita automaticamente e nem uniformemente, pois a sociedade é marcada por um pluralismo de convicções e de várias religiões. O cristianismo perde sua absolutez.
A modernidade pela ótica da secularização A ruptura radical e irreversível com o passado caracteriza o processo de secularização na modernidade.  As grandes transformações tecnológicas, filosóficas, culturais, políticas, etc. redesenham o perfil social da humanidade ocidental .
Como a racionalidade moderna possui um efeito reflexivo e crítico, o indivíduo é chamado a inquirir sobre sua interação com a natureza e a sociedade.  Diante desse panorama, a sociedade européia vivenciava a mais profunda crise existencial de sua história.
O europeu, desde os seus primórdios, esteve imerso em valores morais com base em doutrinas metafísicas. Os valores se estruturavam em uma vida dedicada à experiência do sagrado: o modo de ser dos homens no mundo era uma profunda ligação com a essência metafísica e seus atos eram carregados de sacralidade.
O impacto da secularização sobre a religião, especialmente em suas formas institucionalizadas, o que acarretou enorme colapso da plausibilidade das definições religiosas tradicionais. Ocorreu uma secularização subjetiva e o próprio indivíduo foi dessacralizado.
Instalou-se um conflito entre a sociedade moderna, cientifica, economicamente organizada, de um lado, e a esfera religiosa, agora circunscrita à vida particular ou privada dos indivíduos. Ruíram os esquemas tradicionais que faziam das instituições religiosas agências reguladoras do pensamento e da ação os indivíduos.
A racionalização atingiu também o domínio do Estado moderno, criando a dominação baseada em leis abstratas e efetivada por um corpo técnico-administrativo especializado, que Weber denominou  burocracia.
Estava sendo efetivada a periferização da religião, a ela agora só cabia um papel secundário na formação dos indivíduos e da sociedade, os assuntos políticos não era mais sua função.
A secularização foi um momento de um processo de racionalização da cultura que surgiu com a modernidade.  Há de se entender a secularização como saída, como superação, não de um mundo encantado pela magia, mas de um mundo controlado quase que absolutamente pela Igreja Cristã.
Uma das características da secularização, é o ganho de autonomia a respeito da interpretação religiosa do mundo, e mais especialmente, a respeito da instituição religiosa.
Heteronomia religiosa é o que melhor caracteriza a sociedade medieval porque nela não havia autonomia nem para pensar. Tudo era controlado pela Igreja, até o tempo e a intimidade. Mas a heteronomia religiosa foi sendo minada com o avanço do conhecimento humano. A explicação dos fenômenos naturais implicava com a explicação religiosa do mundo, fazendo com que a instituição religiosa perdesse autoridade.
No entanto, um fenômeno político viria a definir outra referência estruturadora da organização social: o surgimento do Estado.  Na passagem da heteronomia para autonomia, diferentes fatos históricos cumpriram importante função.
Deve-se entender como secularização o enfraquecimento do controle da Igreja sobre a vida da sociedade e das pessoas. É na realidade o ganho de autonomia, das pessoas, para decidir sem a participação de leis ou normas religiosas impostas pela tradição, pela instituição ou por ambas.
A modernidade possibilitou o abandono da visão mítica do mundo, que era proporcionada pela leitura bíblica.  Criou-se uma nova objetividade religiosa uma nova configuração teológica, no qual o pensamento místico-religioso perdia paulatinamente espaço para o pensamento racional e utilitário.
Ocorreu a falência do mundo estático e a introdução de novos paradigmas no Ocidente, exigindo um repensar profundo, mostrando que o homem da modernidade estava mais aberto para novos acontecimentos, voltado para o processo de secularização.
A religião deixa de ser o conhecimento fundante da visão de mundo e do comportamento humano.
Em síntese o mundo secularizado é aquele em que os fenômenos físicos ou os acontecimentos da história humana não precisam da hipótese de Deus como fonte de explicação de tudo.  Não se atribui a Deus a causa imediata de tudo. Uma postura de defesa teimosa e de volta ao teocentrismo coloca em questão e prejudica a própria credibilidade da fé cristã para o homem moderno.
BIBLIOGRAFIA COSTA, Juarez Aparecido. Contribuição de Andrés Torres Queiruga para uma releitura moderna do cristianismo. Tese de doutorado PUC/SP. 2009.

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Modernidade e Religião

  • 1. MODERNIDADE E RELIGIÃO Prof. Dr. Juarez Aparecido Costa
  • 2. A modernidade marcou definitivamente a caminhada da humanidade. Ela promoveu grandes acontecimentos que revolucionou o mundo ocidental. A modernidade anunciou-se sob diversas formas: No mundo econômico, vinha já dos finais da Idade Média a tecitura do capitalismo até firmar-se nos séculos XVII e XVIII com a Revolução Industrial.
  • 3. Aspirações comunitárias, associativas revelaram um anseio político democrático que a Revolução Francesa consagrou com a tríade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A enorme mudança que estes dados introduziram provocou uma crise no cristianismo, exigindo que se o repense, que possa refazer uma releitura moderna dessa religião.
  • 4. O cristianismo, especialmente sob a forma católica, resistiu ao embate com a modernidade. Cercou-se de duplo cuidados como: a Contra-Reforma e a antimodernização. Construiu uma identidade tão sólida e firme que resiste até hoje, com fragmentos de uma mentalidade pré-moderna, em muitos lugares.
  • 5. Conceito de Modernidade Entende-se por modernidade um modo e civilização que se desenvolveu na Europa ocidental a partir do século XVI, com o Humanismo Renascentista e a Reforma Protestante. Encontrou seus fundamentos filosóficos e políticos nos séculos XVII e XVIII, com o pensamento empirista, racionalista e iluminista.
  • 6. Modernidade diz respeito ao modo como as elites culturais ilustradas passaram caracterizar a própria posição em relação a um longo período “obscurantista” estruturado pelo cristianismo e dominado pela tradição religiosa católica, num ambiente rural “atrasado e ignorante”, e pejorativamente chamado de Idade Média.
  • 7. A nova civilização alcança o seu apogeu em meados do século XVIII com o Iluminismo e um acontecimento decisivo: a Revolução Francesa que traz a modernização e o desencantamento do mundo religioso.
  • 8. Os conceitos de subjetividade e racionalidade descreveram a dinâmica da modernidade: A entrada na modernidade coincide com a emergência de um sujeito humano consciente da sua autonomia e com a vitória de uma análise racional de todos os fenômenos da natureza e da sociedade.
  • 9. Etimologicamente o termo Modernidade tem sua origem no advérbio latino modo , que significa “ há pouco ”, “ recentemente ”. O vocábulo latino modernus, significa literalmente “ atual ”, ou modo. Ao falar de modernidade estamos nos referindo a um tempo atual, presente ou a um tempo recente, as coisas novas, àquilo que é novo.
  • 10. A ideia de modernidade no contínuo histórico como emergência de novos “atos da razão”, de novos padrões e paradigmas da vida vivida e pensada, volta-se para o século XVI para estabelecer uma linha de ruptura entre o declínio do antigo e a emergência do novo, a emergência de uma modernidade ocidental.
  • 11. O século XVI é considerado o século da ruptura com a Idade Média Latina reconhecida como Idade de uma Civilização Cristã. Essa ruptura passa a ser entendida como ruptura com um paradigma histórico cristão, onde este novo paradigma avança pelos séculos XVII, XVIII e XIX, essa ruptura atravessa toda espessura do tecido social e cultural.
  • 12. No campo do pensamento, uma dessas formas de ruptura radical foram o Iluminismo e o advento da ciência como nova interpretação do mundo e da história. O Iluminismo substituiu o modelo teológico de pensamento, a base teórica da Idade Média. Portanto, o paradigma cristão perde força e cede lugar para o paradigma da ciência na interpretação do mundo.
  • 13. Com o advento da ciência ocorre a perda do privilégio do credo cristão como centro de referências das ideias e valores dominantes no mundo ocidental. Assim toda forma de conhecimento e de representação da realidade que não fosse subordinada aos princípios da razão deveria ser eliminado.
  • 14. A sociedade moderna se opõe constantemente à tradição cristã, considera superado o que é velho, e substitui a ideia de Deus pela ideia de ciência e de progresso.
  • 15. A modernidade, principalmente a partir do século XVIII, pelo fato de “privatizar” a religião, não significou o seu fim, mas o fim da fundamentação e legitimação religiosa das estruturas sociais e políticas que é a marca da construção da primeira civilização não-religiosa da história, na qual a modernidade se afirma n sua novidade e na justificação de seus valores.
  • 16. A modernidade pela ótica histórica A história introduziu de forma irreversível a perspectiva crítica da avaliação da cultura, das instituições e também da religião. Cada vez mais o ser humano moderno tem a consciência de estar criando a si mesmo e o seu mundo, e construindo a sua própria história.
  • 17. Nesta nova mentalidade, a verdade não é mais aceita porque foi dita ou ditada de fora por uma autoridade divina ou humana. O conhecimento, em certo sentido, está subordinado à experiência pessoal, ou seja, a auto-experiência do ser humano passa a ser o ponto de partida de qualquer forma de conhecimento.
  • 18. As mudanças históricas produziram a sensação de que, com a mudança ou com a destruição dos moldes culturais estabelecidos, ocorresse uma perda da própria essência da fé.
  • 19. Mas o que ocorreu foi que a tradição possibilitou a compreensão da mudança e a necessidade de relativizar o que era secundário e fez ressaltar o que era de fato fundamental, ou seja, uma leitura crítica para a eliminação dos enganos e os danos sem deixar perder o autêntico significado, abrindo-se para o diálogo não agressivo.
  • 20. As novas estruturas colocadas pelos movimento históricos que inauguraram a modernidade, como o Renascimento, a Reforma Protestante e o Iluminismo, mostram que as mudanças são determinantes para percebermos que não existe em estado puro a fé e nem mesmo a Escritura.
  • 21. Cada contexto deve realizar sua própria versão de revelação e de vivência da fé, possibilitando fazer uma nova releitura religiosa e o repensar do cristianismo.
  • 22. A modernidade na ótica da pluralidade A modernidade significou a pluralidade a partir do desmoronamento do mundo cultural pré-moderno, conduzindo a sociedade a uma nova forma de relacionamento através da razão.
  • 23. Com a perda da autoridade tradicional, o que passou a determinar o mundo moderno foi a autonomia alcançada no âmbito social, econômico e político constituindo em um dado completamente irreversível, ou seja, a mutação cultural proporcionada pela centralidade da razão humana, o que no Ocidente significou a emancipação da cultura da tutela do cristianismo, mais propriamente da Igreja Católica.
  • 24. A modernidade contribuiu para a abertura de um campo vasto de uma variedade de sentidos, seguindo um processo de ideologização caracterizado pela perda do domínio por parte da Igreja, marcando o fim da Cristandade Medieval, acompanharam o ganho de espaço crescente das chamadas formas racionais de conhecimento.
  • 25. O racionalismo empírico, autonomização do homem, a postura crítica que questiona as explicações situadas para além do próprio homem, principalmente, representam, no plano da produção do saber, o descrédito das certezas religiosas ocidentais.
  • 26. O impacto da modernidade colocou em pauta não somente a diversidade da religião em si, mas trouxe a emancipação do indivíduo, o progresso da sociedade, a proclamação da subjetividade frente às autoridades tradicionais. Abriu a esfera privada do cidadão, que deixa de ser submetida às normas da tradição religiosa, para questioná-las.
  • 27. Em uma sociedade moderna a fé já não é mais aceita automaticamente e nem uniformemente, pois a sociedade é marcada por um pluralismo de convicções e de várias religiões. O cristianismo perde sua absolutez.
  • 28. A modernidade pela ótica da secularização A ruptura radical e irreversível com o passado caracteriza o processo de secularização na modernidade. As grandes transformações tecnológicas, filosóficas, culturais, políticas, etc. redesenham o perfil social da humanidade ocidental .
  • 29. Como a racionalidade moderna possui um efeito reflexivo e crítico, o indivíduo é chamado a inquirir sobre sua interação com a natureza e a sociedade. Diante desse panorama, a sociedade européia vivenciava a mais profunda crise existencial de sua história.
  • 30. O europeu, desde os seus primórdios, esteve imerso em valores morais com base em doutrinas metafísicas. Os valores se estruturavam em uma vida dedicada à experiência do sagrado: o modo de ser dos homens no mundo era uma profunda ligação com a essência metafísica e seus atos eram carregados de sacralidade.
  • 31. O impacto da secularização sobre a religião, especialmente em suas formas institucionalizadas, o que acarretou enorme colapso da plausibilidade das definições religiosas tradicionais. Ocorreu uma secularização subjetiva e o próprio indivíduo foi dessacralizado.
  • 32. Instalou-se um conflito entre a sociedade moderna, cientifica, economicamente organizada, de um lado, e a esfera religiosa, agora circunscrita à vida particular ou privada dos indivíduos. Ruíram os esquemas tradicionais que faziam das instituições religiosas agências reguladoras do pensamento e da ação os indivíduos.
  • 33. A racionalização atingiu também o domínio do Estado moderno, criando a dominação baseada em leis abstratas e efetivada por um corpo técnico-administrativo especializado, que Weber denominou burocracia.
  • 34. Estava sendo efetivada a periferização da religião, a ela agora só cabia um papel secundário na formação dos indivíduos e da sociedade, os assuntos políticos não era mais sua função.
  • 35. A secularização foi um momento de um processo de racionalização da cultura que surgiu com a modernidade. Há de se entender a secularização como saída, como superação, não de um mundo encantado pela magia, mas de um mundo controlado quase que absolutamente pela Igreja Cristã.
  • 36. Uma das características da secularização, é o ganho de autonomia a respeito da interpretação religiosa do mundo, e mais especialmente, a respeito da instituição religiosa.
  • 37. Heteronomia religiosa é o que melhor caracteriza a sociedade medieval porque nela não havia autonomia nem para pensar. Tudo era controlado pela Igreja, até o tempo e a intimidade. Mas a heteronomia religiosa foi sendo minada com o avanço do conhecimento humano. A explicação dos fenômenos naturais implicava com a explicação religiosa do mundo, fazendo com que a instituição religiosa perdesse autoridade.
  • 38. No entanto, um fenômeno político viria a definir outra referência estruturadora da organização social: o surgimento do Estado. Na passagem da heteronomia para autonomia, diferentes fatos históricos cumpriram importante função.
  • 39. Deve-se entender como secularização o enfraquecimento do controle da Igreja sobre a vida da sociedade e das pessoas. É na realidade o ganho de autonomia, das pessoas, para decidir sem a participação de leis ou normas religiosas impostas pela tradição, pela instituição ou por ambas.
  • 40. A modernidade possibilitou o abandono da visão mítica do mundo, que era proporcionada pela leitura bíblica. Criou-se uma nova objetividade religiosa uma nova configuração teológica, no qual o pensamento místico-religioso perdia paulatinamente espaço para o pensamento racional e utilitário.
  • 41. Ocorreu a falência do mundo estático e a introdução de novos paradigmas no Ocidente, exigindo um repensar profundo, mostrando que o homem da modernidade estava mais aberto para novos acontecimentos, voltado para o processo de secularização.
  • 42. A religião deixa de ser o conhecimento fundante da visão de mundo e do comportamento humano.
  • 43. Em síntese o mundo secularizado é aquele em que os fenômenos físicos ou os acontecimentos da história humana não precisam da hipótese de Deus como fonte de explicação de tudo. Não se atribui a Deus a causa imediata de tudo. Uma postura de defesa teimosa e de volta ao teocentrismo coloca em questão e prejudica a própria credibilidade da fé cristã para o homem moderno.
  • 44. BIBLIOGRAFIA COSTA, Juarez Aparecido. Contribuição de Andrés Torres Queiruga para uma releitura moderna do cristianismo. Tese de doutorado PUC/SP. 2009.