Os herbicidas são produtos sintéticos com patente que tem função de inibir o crescimento ou suprimir determinada espécie vegetal indesejável. Tais produtos possuem seletividade, podem ser aplicados tanto via foliar, quanto diretamente no solo e devem ser utilizados em doses, relativamente, baixas.
Esses compostos possuem diversas classificações quanto ao seu espectro de ação, época de aplicação, translocação na planta, seletividade e mecanismo de ação, sendo o último de extrema importante para se entender seu funcionamento e realizar um manejo de aplicações adequado e com benefícios a longo prazo.
Inibidores de EPSPs são herbicidas não seletivos, de amplo espectro, normalmente de pós-emergência e muito difundidos pelo mundo. No Brasil, somente a molécula de Glifosato corresponde a um terço do mercado de herbicidas nacional, sendo mais famoso o "Roundup".
A ação desse mecanismo leva a redução dos aminoácidos aromáticos fenilalanina, tirosina e triptofano, o que acaba por paralisar o crescimento da planta.
Por outro lado, os inibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia longa/inibidores do crescimento da parte aérea são, geralmente, utilizados na pré-emergência ou incorporados ao sulco de plantio, sendo, também, de amplo espectro. Tais herbicidas inibem a síntese de lipídios com mais de 20 carbonos em sua estrutura, proteínas e flavonoides, além de impedirem a converão de amido em glicose.
Por fim, os inibidores da síntese de carotenóides são produtos pré-emergentes, principalmente para folha estreitas, mas também utilizado no controle de folhas largas anuais. Eles produzem um aspecto enbranquiçado nas bordas das folhas, pois resultam no acúmulo de precursores sem cor do caroteno nas plantas. Isso é resultado da oxidação pela luz causada pela falta de carotenóides responsáveis por proteger a planta desse processo.