O feijoeiro possui raiz pivotante, sensível à seca e a solos compactados, e realiza fixação biológica de nitrogênio. Seu caule é herbáceo, com crescimento determinado ou indeterminado, formado por nós que podem originar folhas, ramos ou flores. As folhas podem ser simples ou trifolioladas; a inflorescência é do tipo rácimo, e o fruto é a vagem, com grande diversidade de cores.
Quanto ao hábito de crescimento, existem quatro tipos: I (ereto e precoce), II (semiereto), III (prostrado/semi-prostrado) e IV (trepador, ciclo longo). O ciclo fenológico divide-se em fases vegetativas (germinação até pré-floração) e reprodutivas (floração, formação, enchimento e maturação das vagens).
A cultura exige entre 250 e 350 mm de água por ciclo, desenvolvendo-se melhor entre 18 °C e 30 °C, com máxima eficiência de fotossíntese entre 150 e 250 W/m². O metabolismo é do tipo C3, e as folhas atuam como fonte de assimilados, enquanto frutos, raízes e caules funcionam como drenos.
Os hormônios exercem papéis essenciais: giberelinas estimulam germinação e floração, auxinas regulam crescimento e tropismos, citocininas favorecem divisão celular, ácido abscísico atua na dormência e resposta a estresses, e o etileno promove amadurecimento e senescência.
Por fim, a ecofisiologia estuda como a planta responde às condições ambientais, auxiliando no manejo adequado e aumento da produtividade.