As plantas daninhas são plantas indesejáveis nas culturas de interesse, podendo ser tanto ervas quanto plantas tigueras. Elas são classificadas de acordo com o ciclo de vida, que pode ser anual, bianual ou perene, e também conforme o tipo de metabolismo, sendo plantas C3 ou C4. Em áreas de cultivo, quando há talhões em pousio, ou seja, sem nenhuma cultura de interesse, as sementes das plantas daninhas permanecem em dormência e não germinam. Isso pode gerar um problema grave, pois, quando o plantio é realizado e as condições se tornam favoráveis, essas sementes germinam e passam a competir com a cultura, iniciando o processo de matocompetição.
Para o controle das plantas daninhas, existem diversas ferramentas que auxiliam na redução de sua alta incidência nas áreas agrícolas. O manejo consiste em um conjunto de práticas utilizadas para diminuir a interferência dessas plantas sobre a cultura, com o objetivo de reduzir perdas de produtividade causadas pela competição por luz, água, nutrientes e espaço, além de facilitar a colheita. Os principais tipos de controle incluem o preventivo, o cultural, o mecânico e o químico, sendo este último realizado por meio do uso de herbicidas, como os pré-emergentes, a dessecação e os pós-emergentes.