SlideShare uma empresa Scribd logo
O Homem e a Cultura

02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

1
O Homem e a Cultura
 Quais são as diferenças entre o trabalho do homem e o animal? Por
exemplo, entre o "trabalho" paciente da aranha tecendo a sua teia e o
homem que constrói uma estrada?
 O trabalho da aranha não têm história, não se renova. É o mesmo em
todos os tempos, salvo as modificações determinadas pela evolução das
espécies e as decorrentes de mutações genéticas.
 O animal não inventa o instrumento, não o aperfeiçoa, nem o conserva
para uso posterior. Não há nada que se compare as transformações
realizadas pelo homem enquanto criador.
 O homem é um ser que fala e a palavra se encontra no limiar do seu
universo, pois o caracteriza fundamentalmente e o distingue do animal.

02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

2
A Linguagem
 Poderíamos dizer, porém, que os animais também têm linguagem. Mas,

a natureza dessa comunicação não se compara à revolução que a
linguagem humana provoca na relação do homem com o mundo.
 A diferença entre a linguagem humana e a do animal está no fato de
que o animal não conhece o símbolo, somente o índice. O índice está
relacionado de forma fixa e única com a coisa a que se refere. Por
exemplo, as frases com que adestramos o cachorro devem ser sempre
as mesmas, pois são índices, isto é, indicam alguma coisa muito
específica.
 O símbolo é universal e flexível. A palavra cruz não tem um sentido
unívoco, o que ela representa no cristianismo não é o mesmo para certos
roqueiros, se usada de cabeça para baixo, adquire outro significado.

02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

3
A Linguagem
 A linguagem animal visa a adaptação à situação concreta, enquanto a

linguagem humana intervém como uma forma abstrata que distancia o
homem da experiência vivida, tornando-o capaz de reorganizá-la numa
outra totalidade e lhe dar novo sentido.
 É pela palavra que somos capazes de nos situar no tempo. Lembramos
o que ocorreu no passado e antecipando o futuro pelo pensamento.
 Enquanto o animal vive sempre no presente, as dimensões humanas
se ampliam para além de cada momento.
 A linguagem humana permite a transformação do homem sobre o
mundo e com isso completamos a distinção: o homem é um ser que
trabalha, produz o mundo e a si mesmo.

02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

4
O Trabalho
 O animal não produz a sua existência, mas apenas a conserva agindo
instintivamente. Na verdade o animal não trabalha de forma racional, ele
o faz para preservar a espécie.
 No trabalho humano a ação é dirigida por finalidades conscientes, como
uma resposta aos desafios da natureza, na luta pela sobrevivência, de
forma racional.
 Ao reproduzir técnicas que outros homens já usaram e ao inventar
outras novas, a ação humana se torna fonte de idéias e ao mesmo tempo
uma experiência propriamente dita.
 O trabalho, ao mesmo tempo que transforma a natureza, adaptando-a
às necessidades humanas, altera o próprio homem desenvolvendo suas
faculdades.
02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

5
O Trabalho
 Pelo trabalho, o homem se autoproduz, enquanto o animal permanece
sempre o mesmo. A existência humana precede a sua essência na visão
existencialista de Sartre.
 O animal permanece sempre o mesmo já que repete os gestos comuns
da sua espécie. Já o homem muda as maneiras pelas quais age sobre o
mundo, estabelecendo relações também mutáveis, que por sua vez
alteram sua maneira de perceber, de pensar e de sentir.
 Por ser uma atividade relacional, o trabalho além de desenvolver
habilidades, permite que a convivência não só facilite a aprendizagem e
o aperfeiçoamento dos instrumentos, mas também enriqueça a
afetividade resultante do relacionamento humano: experimentando
emoções de expectativa, desejo, prazer, medo, inveja, o homem aprende
a conhecer a natureza, as pessoas e a si mesmo.

02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

6
Humanização
 O trabalho é a atividade humana por excelência, pela qual o homem
intervém na natureza e em si mesmo, por ser assim, o trabalho é
condição de transcendência, portanto é expressão da liberdade.
 O mundo resultante da ação humana é um mundo que não podemos
chamar de natural, pois se encontra transformado pelo homem, assim
como sua Cultura.
 A palavra Cultura também tem vários significados, tais como o de
Cultura da terra ou Cultura de um homem letrado. Em Antropologia
Filosófica, Cultura significa tudo que o homem produz ao construir sua
existência como: as práticas, as teorias, as instituições, os valores
materiais e espirituais.
 Logo, Cultura é um conjunto de símbolos elaborados por um povo em
determinado tempo e lugar. Dada a infinita possibilidade de simbolizar,
as culturas dos povos são múltiplas e variadas.
02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

7
A Comunidade dos Homens
 O homem não se define apenas por um modelo que o antecede, nem é
apenas o que as circunstanciais fizeram dele.
 Ele se define pelo lançar-se no futuro, antecipando por meio de um
projeto a sua ação consciente sobre o mundo.
 Não há caminho feito, mas a fazer. Não há modelo de conduta, mas um
processo contínuo de estabelecimento de valores. Nada mais se
apresenta como absolutamente certo e inquestionável.
 Ao mesmo tempo em que parece ser sua fragilidade (não ter uma
essência pronta) é justamente sua característica mais nobre, por ter o
homem a capacidade de escolher, construir “o que ele vai ser”. A isso a
Filosofia chama de liberdade.
02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

8
A Comunidade dos Homens
 O homem é um ser que fala e por meio da palavra e da ação

transforma e é transformado. Por ser a ação humana coletiva, o trabalho
é executado como tarefa social e a palavra toma sentido pelo diálogo.
 O mundo cultural é um sistema de significados já estabelecidos por
outros, de modo que ao nascer, a criança encontra o mundo de valores
já dados, onde ela vai se situar.
 A língua que aprende, a maneira de se alimentar, o jeito de sentar,
andar, correr, as relações familiares, tudo enfim se acha codificado. Até
na emoção, que pareceria ser uma manifestação espontânea, o homem
fica à mercê de regras que dirigem de certa forma a sua expressão.
 Podemos observar como a nossa sociedade, preocupada com a visão
estereotipada da masculinidade, por exemplo, vê com complacência o
choro feminino e o recrimina no homem.
02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

9
A Comunidade dos Homens
 Cabe ao homem a preocupação constante de manter viva a dialética, a

contradição fecunda de pólos que se opõem mas, não se separam. Ao
mesmo tempo em que o homem é um ser social, ele também é uma
pessoa. Logo, tem uma individualidade que o distingue dos demais.
 A função de "estranhamento" é fundamental para o homem
desencadear as forças criativas e que se manifesta de múltiplas formas,
ou seja, quando paramos para refletir na vida diária, quando o filósofo se
admira com o que parece óbvio, quando o artista lança um olhar novo
sobre a sensibilidade já embaçada pelo costume, quando o cientista
descobre uma nova hipótese.
 O "sair de si" é remédio para o preconceito, para o dogmatismo, as
convicções inabaláveis e portanto paralisantes. A finalidade da Filosofia
é levar o homem para um mergulho dentro do seu próprio ser e ao
retomar dessa "viagem", ele possa entender o significado da existência.
02/13/14

Prof. Jorge Freire Póvoas

10

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Identidade, igualdade e diferença
Identidade, igualdade e diferençaIdentidade, igualdade e diferença
Identidade, igualdade e diferença
Claudio Henrique Ramos Sales
 
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
Paulo Alexandre
 
Platão
PlatãoPlatão
01 - O que é Sociologia
01 - O que é Sociologia01 - O que é Sociologia
01 - O que é Sociologia
Claudio Henrique Ramos Sales
 
O que é Filosofia?
O que é Filosofia?O que é Filosofia?
O que é Filosofia?
Claudio Henrique Ramos Sales
 
Filosofia política
Filosofia políticaFilosofia política
Filosofia política
Edirlene Fraga
 
A condição humana
A condição humanaA condição humana
A condição humana
Italo Colares
 
Karl marx
Karl marxKarl marx
Poder, Política e Estado.
Poder, Política e Estado.Poder, Política e Estado.
Poder, Política e Estado.
Paula Raphaela
 
Sociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e SociedadeSociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e Sociedade
Moacyr Anício
 
Filosofia Política
Filosofia PolíticaFilosofia Política
Filosofia Política
José Ferreira Júnior
 
Política e poder
Política e poderPolítica e poder
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
José Aristides Silva Gamito
 
Nietzsche
NietzscheNietzsche
Aula de filosofia
Aula de filosofia Aula de filosofia
Aula de filosofia
Ricardogomes123
 
Filosofia medieval
Filosofia medievalFilosofia medieval
Filosofia medieval
Juliana Corvino de Araújo
 
4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum 4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum
Erica Frau
 
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul SartreFilosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Juliana Corvino de Araújo
 
O MUNDO DO TRABALHO
O MUNDO DO TRABALHO O MUNDO DO TRABALHO
O MUNDO DO TRABALHO
Rudolf Rotchild Costa Cavalcante
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e SociedadeSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Turma Olímpica
 

Mais procurados (20)

Identidade, igualdade e diferença
Identidade, igualdade e diferençaIdentidade, igualdade e diferença
Identidade, igualdade e diferença
 
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
 
Platão
PlatãoPlatão
Platão
 
01 - O que é Sociologia
01 - O que é Sociologia01 - O que é Sociologia
01 - O que é Sociologia
 
O que é Filosofia?
O que é Filosofia?O que é Filosofia?
O que é Filosofia?
 
Filosofia política
Filosofia políticaFilosofia política
Filosofia política
 
A condição humana
A condição humanaA condição humana
A condição humana
 
Karl marx
Karl marxKarl marx
Karl marx
 
Poder, Política e Estado.
Poder, Política e Estado.Poder, Política e Estado.
Poder, Política e Estado.
 
Sociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e SociedadeSociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e Sociedade
 
Filosofia Política
Filosofia PolíticaFilosofia Política
Filosofia Política
 
Política e poder
Política e poderPolítica e poder
Política e poder
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 
Nietzsche
NietzscheNietzsche
Nietzsche
 
Aula de filosofia
Aula de filosofia Aula de filosofia
Aula de filosofia
 
Filosofia medieval
Filosofia medievalFilosofia medieval
Filosofia medieval
 
4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum 4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum
 
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul SartreFilosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
 
O MUNDO DO TRABALHO
O MUNDO DO TRABALHO O MUNDO DO TRABALHO
O MUNDO DO TRABALHO
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e SociedadeSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
 

Destaque

Eixos da educação infantil
Eixos da educação infantilEixos da educação infantil
Eixos da educação infantil
leticiaamendes
 
Projeto arte e africanidades
Projeto arte e africanidadesProjeto arte e africanidades
Projeto arte e africanidades
campacheco
 
Brincadeiras africanas
Brincadeiras africanasBrincadeiras africanas
Brincadeiras africanas
aledalbo
 
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanas
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanasBrinquedos e brincadeiras de crianças africanas
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanas
Perseu Silva
 
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação InfantilIntroduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
ElaineCristiana
 
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educação
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educaçãoSugestões para trabalhar a cultura africana na educação
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educação
jaqueegervasio
 
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
Carol Smith
 

Destaque (7)

Eixos da educação infantil
Eixos da educação infantilEixos da educação infantil
Eixos da educação infantil
 
Projeto arte e africanidades
Projeto arte e africanidadesProjeto arte e africanidades
Projeto arte e africanidades
 
Brincadeiras africanas
Brincadeiras africanasBrincadeiras africanas
Brincadeiras africanas
 
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanas
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanasBrinquedos e brincadeiras de crianças africanas
Brinquedos e brincadeiras de crianças africanas
 
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação InfantilIntroduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
Introduzindo a Cultura Afro-Brasileira na Educação Infantil
 
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educação
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educaçãoSugestões para trabalhar a cultura africana na educação
Sugestões para trabalhar a cultura africana na educação
 
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
AI and Machine Learning Demystified by Carol Smith at Midwest UX 2017
 

Semelhante a Introdução à Filosofia - O Homem e a Cultura

02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
Marcelo Filosofia
 
Cap 14 homem-animal
Cap 14  homem-animalCap 14  homem-animal
Cap 14 homem-animal
Joao Balbi
 
A cultura
A culturaA cultura
A cultura
Otavio Pedroso
 
Cultura
CulturaCultura
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
Joyce Cardoso
 
Caderno 03
Caderno 03Caderno 03
1 slide modulo 3
1 slide  modulo 31 slide  modulo 3
1 slide modulo 3
Maria Ludes Maria
 
Corporeidade aula 1
Corporeidade   aula 1 Corporeidade   aula 1
Corporeidade aula 1
laiscarlini
 
A1 CULTURA.pptx
A1 CULTURA.pptxA1 CULTURA.pptx
A1 CULTURA.pptx
GENIGARCIABATISTA1
 
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série IV nota de filosofia
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série   IV nota de filosofiaCOLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série   IV nota de filosofia
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série IV nota de filosofia
Jorge Marcos Oliveira
 
O ser humano é Natural ou Cultural?
O ser humano é Natural ou Cultural?O ser humano é Natural ou Cultural?
O ser humano é Natural ou Cultural?
Bruno Carrasco
 
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdfnaturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
Marcelo Filosofia
 
Aula a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
Aula   a singularidade do ser humano - Prof. Noe AssunçãoAula   a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
Aula a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
Prof. Noe Assunção
 
Aula a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
Aula   a singularidade do ser humano- Prof. Noe AssunçãoAula   a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
Aula a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
Prof. Noe Assunção
 
A condição humana
A condição humanaA condição humana
A condição humana
Canício Scherer
 
Cultura e sociedade
Cultura e sociedadeCultura e sociedade
Cultura e sociedade
Flávio Paz II
 
Apostila de filosofia senac 2012
Apostila de filosofia senac 2012Apostila de filosofia senac 2012
Apostila de filosofia senac 2012
LuizfmRamos
 
Cristina costa sociologia ciencia da sociedade
Cristina costa sociologia ciencia da sociedadeCristina costa sociologia ciencia da sociedade
Cristina costa sociologia ciencia da sociedade
Luiz Henrique Rodrigues
 
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docxRESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
andresilvahis
 
Filosofia - O Ser Humano
Filosofia - O Ser HumanoFilosofia - O Ser Humano
Filosofia - O Ser Humano
Victoria Souza
 

Semelhante a Introdução à Filosofia - O Homem e a Cultura (20)

02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
02-ohomemeacultura-140213120335-phpapp01.pdf
 
Cap 14 homem-animal
Cap 14  homem-animalCap 14  homem-animal
Cap 14 homem-animal
 
A cultura
A culturaA cultura
A cultura
 
Cultura
CulturaCultura
Cultura
 
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
 
Caderno 03
Caderno 03Caderno 03
Caderno 03
 
1 slide modulo 3
1 slide  modulo 31 slide  modulo 3
1 slide modulo 3
 
Corporeidade aula 1
Corporeidade   aula 1 Corporeidade   aula 1
Corporeidade aula 1
 
A1 CULTURA.pptx
A1 CULTURA.pptxA1 CULTURA.pptx
A1 CULTURA.pptx
 
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série IV nota de filosofia
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série   IV nota de filosofiaCOLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série   IV nota de filosofia
COLÉGIO OLAVO BILAC - 2ª série IV nota de filosofia
 
O ser humano é Natural ou Cultural?
O ser humano é Natural ou Cultural?O ser humano é Natural ou Cultural?
O ser humano é Natural ou Cultural?
 
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdfnaturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
naturezaecultura-130628073109-phpapp02.pdf
 
Aula a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
Aula   a singularidade do ser humano - Prof. Noe AssunçãoAula   a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
Aula a singularidade do ser humano - Prof. Noe Assunção
 
Aula a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
Aula   a singularidade do ser humano- Prof. Noe AssunçãoAula   a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
Aula a singularidade do ser humano- Prof. Noe Assunção
 
A condição humana
A condição humanaA condição humana
A condição humana
 
Cultura e sociedade
Cultura e sociedadeCultura e sociedade
Cultura e sociedade
 
Apostila de filosofia senac 2012
Apostila de filosofia senac 2012Apostila de filosofia senac 2012
Apostila de filosofia senac 2012
 
Cristina costa sociologia ciencia da sociedade
Cristina costa sociologia ciencia da sociedadeCristina costa sociologia ciencia da sociedade
Cristina costa sociologia ciencia da sociedade
 
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docxRESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
 
Filosofia - O Ser Humano
Filosofia - O Ser HumanoFilosofia - O Ser Humano
Filosofia - O Ser Humano
 

Mais de Diego Sampaio

Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e EmpirismoIntrodução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
Diego Sampaio
 
Introdução à Filosofia - Aristóteles
Introdução à Filosofia - AristótelesIntrodução à Filosofia - Aristóteles
Introdução à Filosofia - Aristóteles
Diego Sampaio
 
Caso de Ciência Política - STA 175
Caso de Ciência Política - STA 175 Caso de Ciência Política - STA 175
Caso de Ciência Política - STA 175
Diego Sampaio
 
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
Diego Sampaio
 
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
Diego Sampaio
 
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
Diego Sampaio
 
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
Diego Sampaio
 
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
Diego Sampaio
 
Fundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
Fundamentos da Economia - Noções de MacroeconomiaFundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
Fundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
Diego Sampaio
 
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETOFundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
Diego Sampaio
 
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest RenanCiência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
Diego Sampaio
 
Psicologia Geral - Ponto de Mutação
Psicologia Geral - Ponto de MutaçãoPsicologia Geral - Ponto de Mutação
Psicologia Geral - Ponto de Mutação
Diego Sampaio
 
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia CientificaPsicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Diego Sampaio
 
Psicologia Geral - Behaviorismo
Psicologia Geral - BehaviorismoPsicologia Geral - Behaviorismo
Psicologia Geral - Behaviorismo
Diego Sampaio
 
Psicologia Geral - A Nova Psicologia
Psicologia Geral - A Nova PsicologiaPsicologia Geral - A Nova Psicologia
Psicologia Geral - A Nova Psicologia
Diego Sampaio
 
Introdução à Filosofia - Platão
Introdução à Filosofia - PlatãoIntrodução à Filosofia - Platão
Introdução à Filosofia - Platão
Diego Sampaio
 
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e SócratesIntrodução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
Diego Sampaio
 
Introdução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
Introdução à Filosofia - Aprendendo a AprenderIntrodução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
Introdução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
Diego Sampaio
 
Introdução à Filosofia - Do Mito à Razão
Introdução à Filosofia - Do Mito à RazãoIntrodução à Filosofia - Do Mito à Razão
Introdução à Filosofia - Do Mito à Razão
Diego Sampaio
 
Caso de Ciência Política - RE 436996
Caso de Ciência Política -  RE 436996Caso de Ciência Política -  RE 436996
Caso de Ciência Política - RE 436996
Diego Sampaio
 

Mais de Diego Sampaio (20)

Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e EmpirismoIntrodução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
Introdução à Filosofia - Patrística e Escolástica, Eacionalismo e Empirismo
 
Introdução à Filosofia - Aristóteles
Introdução à Filosofia - AristótelesIntrodução à Filosofia - Aristóteles
Introdução à Filosofia - Aristóteles
 
Caso de Ciência Política - STA 175
Caso de Ciência Política - STA 175 Caso de Ciência Política - STA 175
Caso de Ciência Política - STA 175
 
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
I.E.D - Norma Jurídica: Conceito e Elementos Constitutivos (2)
 
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
I.E.D - Caracteres e Campos Temáticos (1)
 
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
I.E.D - Integração do Direito e o Problema das Lacunas Jurídicas (4)
 
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
I.E.D - Classificação das Normas Jurídicas: Critérios Distintivos (3)
 
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
I.E.D - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (5)
 
Fundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
Fundamentos da Economia - Noções de MacroeconomiaFundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
Fundamentos da Economia - Noções de Macroeconomia
 
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETOFundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
Fundamentos da Economia - Slide do Primeiro Semestre COMPLETO
 
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest RenanCiência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
Ciência Política - Texto Obrigatório 4 - "Que É Uma Nação?" de Ernest Renan
 
Psicologia Geral - Ponto de Mutação
Psicologia Geral - Ponto de MutaçãoPsicologia Geral - Ponto de Mutação
Psicologia Geral - Ponto de Mutação
 
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia CientificaPsicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
 
Psicologia Geral - Behaviorismo
Psicologia Geral - BehaviorismoPsicologia Geral - Behaviorismo
Psicologia Geral - Behaviorismo
 
Psicologia Geral - A Nova Psicologia
Psicologia Geral - A Nova PsicologiaPsicologia Geral - A Nova Psicologia
Psicologia Geral - A Nova Psicologia
 
Introdução à Filosofia - Platão
Introdução à Filosofia - PlatãoIntrodução à Filosofia - Platão
Introdução à Filosofia - Platão
 
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e SócratesIntrodução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
Introdução à Filosofia - Os Pré-socráticos, Os Sofistas e Sócrates
 
Introdução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
Introdução à Filosofia - Aprendendo a AprenderIntrodução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
Introdução à Filosofia - Aprendendo a Aprender
 
Introdução à Filosofia - Do Mito à Razão
Introdução à Filosofia - Do Mito à RazãoIntrodução à Filosofia - Do Mito à Razão
Introdução à Filosofia - Do Mito à Razão
 
Caso de Ciência Política - RE 436996
Caso de Ciência Política -  RE 436996Caso de Ciência Política -  RE 436996
Caso de Ciência Política - RE 436996
 

Último

apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
shirleisousa9166
 
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdfApostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
pattyhsilva271204
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
felipescherner
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
C4io99
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Mary Alvarenga
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
felipescherner
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
Ligia Galvão
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Mary Alvarenga
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e CaminhosAprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Leonel Morgado
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Mary Alvarenga
 

Último (20)

apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
 
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdfApostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
Apostila em LIBRAS - Curso Básico ENAP 2019.pdf
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e CaminhosAprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
 

Introdução à Filosofia - O Homem e a Cultura

  • 1. O Homem e a Cultura 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 1
  • 2. O Homem e a Cultura  Quais são as diferenças entre o trabalho do homem e o animal? Por exemplo, entre o "trabalho" paciente da aranha tecendo a sua teia e o homem que constrói uma estrada?  O trabalho da aranha não têm história, não se renova. É o mesmo em todos os tempos, salvo as modificações determinadas pela evolução das espécies e as decorrentes de mutações genéticas.  O animal não inventa o instrumento, não o aperfeiçoa, nem o conserva para uso posterior. Não há nada que se compare as transformações realizadas pelo homem enquanto criador.  O homem é um ser que fala e a palavra se encontra no limiar do seu universo, pois o caracteriza fundamentalmente e o distingue do animal. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 2
  • 3. A Linguagem  Poderíamos dizer, porém, que os animais também têm linguagem. Mas, a natureza dessa comunicação não se compara à revolução que a linguagem humana provoca na relação do homem com o mundo.  A diferença entre a linguagem humana e a do animal está no fato de que o animal não conhece o símbolo, somente o índice. O índice está relacionado de forma fixa e única com a coisa a que se refere. Por exemplo, as frases com que adestramos o cachorro devem ser sempre as mesmas, pois são índices, isto é, indicam alguma coisa muito específica.  O símbolo é universal e flexível. A palavra cruz não tem um sentido unívoco, o que ela representa no cristianismo não é o mesmo para certos roqueiros, se usada de cabeça para baixo, adquire outro significado. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 3
  • 4. A Linguagem  A linguagem animal visa a adaptação à situação concreta, enquanto a linguagem humana intervém como uma forma abstrata que distancia o homem da experiência vivida, tornando-o capaz de reorganizá-la numa outra totalidade e lhe dar novo sentido.  É pela palavra que somos capazes de nos situar no tempo. Lembramos o que ocorreu no passado e antecipando o futuro pelo pensamento.  Enquanto o animal vive sempre no presente, as dimensões humanas se ampliam para além de cada momento.  A linguagem humana permite a transformação do homem sobre o mundo e com isso completamos a distinção: o homem é um ser que trabalha, produz o mundo e a si mesmo. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 4
  • 5. O Trabalho  O animal não produz a sua existência, mas apenas a conserva agindo instintivamente. Na verdade o animal não trabalha de forma racional, ele o faz para preservar a espécie.  No trabalho humano a ação é dirigida por finalidades conscientes, como uma resposta aos desafios da natureza, na luta pela sobrevivência, de forma racional.  Ao reproduzir técnicas que outros homens já usaram e ao inventar outras novas, a ação humana se torna fonte de idéias e ao mesmo tempo uma experiência propriamente dita.  O trabalho, ao mesmo tempo que transforma a natureza, adaptando-a às necessidades humanas, altera o próprio homem desenvolvendo suas faculdades. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 5
  • 6. O Trabalho  Pelo trabalho, o homem se autoproduz, enquanto o animal permanece sempre o mesmo. A existência humana precede a sua essência na visão existencialista de Sartre.  O animal permanece sempre o mesmo já que repete os gestos comuns da sua espécie. Já o homem muda as maneiras pelas quais age sobre o mundo, estabelecendo relações também mutáveis, que por sua vez alteram sua maneira de perceber, de pensar e de sentir.  Por ser uma atividade relacional, o trabalho além de desenvolver habilidades, permite que a convivência não só facilite a aprendizagem e o aperfeiçoamento dos instrumentos, mas também enriqueça a afetividade resultante do relacionamento humano: experimentando emoções de expectativa, desejo, prazer, medo, inveja, o homem aprende a conhecer a natureza, as pessoas e a si mesmo. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 6
  • 7. Humanização  O trabalho é a atividade humana por excelência, pela qual o homem intervém na natureza e em si mesmo, por ser assim, o trabalho é condição de transcendência, portanto é expressão da liberdade.  O mundo resultante da ação humana é um mundo que não podemos chamar de natural, pois se encontra transformado pelo homem, assim como sua Cultura.  A palavra Cultura também tem vários significados, tais como o de Cultura da terra ou Cultura de um homem letrado. Em Antropologia Filosófica, Cultura significa tudo que o homem produz ao construir sua existência como: as práticas, as teorias, as instituições, os valores materiais e espirituais.  Logo, Cultura é um conjunto de símbolos elaborados por um povo em determinado tempo e lugar. Dada a infinita possibilidade de simbolizar, as culturas dos povos são múltiplas e variadas. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 7
  • 8. A Comunidade dos Homens  O homem não se define apenas por um modelo que o antecede, nem é apenas o que as circunstanciais fizeram dele.  Ele se define pelo lançar-se no futuro, antecipando por meio de um projeto a sua ação consciente sobre o mundo.  Não há caminho feito, mas a fazer. Não há modelo de conduta, mas um processo contínuo de estabelecimento de valores. Nada mais se apresenta como absolutamente certo e inquestionável.  Ao mesmo tempo em que parece ser sua fragilidade (não ter uma essência pronta) é justamente sua característica mais nobre, por ter o homem a capacidade de escolher, construir “o que ele vai ser”. A isso a Filosofia chama de liberdade. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 8
  • 9. A Comunidade dos Homens  O homem é um ser que fala e por meio da palavra e da ação transforma e é transformado. Por ser a ação humana coletiva, o trabalho é executado como tarefa social e a palavra toma sentido pelo diálogo.  O mundo cultural é um sistema de significados já estabelecidos por outros, de modo que ao nascer, a criança encontra o mundo de valores já dados, onde ela vai se situar.  A língua que aprende, a maneira de se alimentar, o jeito de sentar, andar, correr, as relações familiares, tudo enfim se acha codificado. Até na emoção, que pareceria ser uma manifestação espontânea, o homem fica à mercê de regras que dirigem de certa forma a sua expressão.  Podemos observar como a nossa sociedade, preocupada com a visão estereotipada da masculinidade, por exemplo, vê com complacência o choro feminino e o recrimina no homem. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 9
  • 10. A Comunidade dos Homens  Cabe ao homem a preocupação constante de manter viva a dialética, a contradição fecunda de pólos que se opõem mas, não se separam. Ao mesmo tempo em que o homem é um ser social, ele também é uma pessoa. Logo, tem uma individualidade que o distingue dos demais.  A função de "estranhamento" é fundamental para o homem desencadear as forças criativas e que se manifesta de múltiplas formas, ou seja, quando paramos para refletir na vida diária, quando o filósofo se admira com o que parece óbvio, quando o artista lança um olhar novo sobre a sensibilidade já embaçada pelo costume, quando o cientista descobre uma nova hipótese.  O "sair de si" é remédio para o preconceito, para o dogmatismo, as convicções inabaláveis e portanto paralisantes. A finalidade da Filosofia é levar o homem para um mergulho dentro do seu próprio ser e ao retomar dessa "viagem", ele possa entender o significado da existência. 02/13/14 Prof. Jorge Freire Póvoas 10