SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 45
Baixar para ler offline
APOSTILA

   DE

FILOSOFIA


                   pelo

  Prof. Ms. Luiz Fellippe Matta Ramos

           luiz.mramos@sp.senac.br




 SÃO PAULO
    2012
NOTA DE DIREITOS AUTORAIS


Estimado (a) leitor (a).




                           O material que você tem em mãos foi
produzido para que o seu aproveitamento seja excelente e
proveitoso. Ele é resultado de sério trabalho de docência e
investigação intelectual.


                           Em conformidade e obediência ao Código
Penal em seu artigo 184 e à Lei 9.610/98 em seu artigo 104
divulgados pela ABDR – Associação Brasileira de Direitos
Reprográficos –, reproduzir material sem prévia permissão do autor
é crime. Portanto agradeço pelo seu gesto de cidadania em cumprir
e fazer cumprir a legislação em vigor.


                           Para efeitos exclusivamente acadêmicos,
AUTORIZAMOS         A      REPRODUÇÃO      XEROGRÁFICA     DESTE
TRABALHO, desde que o mesmo não sofra alterações em seu
conteúdo por parte do leitor e/ou reprodutor destes originais.


                       Um convite que faço a você: visite o site da
ABDR: www.abdr.org.br. Vale a pena!


                       Boa leitura e que este material lhe seja útil
em sua vida pessoal e profissional.




                       Saudações Acadêmicas




                                                          O autor
1.- Considerações Introdutórias.


                    O estudo da Filosofia em cursos de Bacharelado,
Tecnólogo e outros nos dias atuais tem o propósito de capacitar o
aluno(a)   a   aprender      a     pensar    para    poder      conduzir   com
competência e moral o processo de uma instituição e de sua própria
vida. Com efeito, pobres serão os resultados de quem é detentor de
conhecimentos pertinentes às teorias e seus procedimentos, se não
possui extensão e compreensão dos desdobramentos decorrentes
de suas decisões.
                    Dentro    do    universo     filosófico    destacamos    a
antropologia como o conteúdo para os nossos estudos. O termo é
constituído    de   dois     vocábulos      de   origem       grega:   antropos
() cujo significado é homem, no sentido de humanidade e
logos   ()     cujo     significado    é    estudo       sistemático.   A
Antropologia é o estudo sistematizado da natureza humana no
intuito de conhecê-la melhor em seus recursos e potencialidades,
proporcionando assim um maior autoconhecimento.
                    Com efeito, não basta nos dias atuais ser um
profissional tecnicamente competente. Ele precisa ser competente
em todos os aspectos de sua vida, inclusive vida pessoal, esta
constituída de relacionamentos, decisões, projeto de vida, objetivos,
metas, etc.
                    Mas afinal, quem o que é o ser humano? Esta é a
primeira pergunta que a Antropologia faz. Em primeira instância
podemos afirmar que o ser humano constitui-se em uma realidade
extremamente complexa. Muitas vezes identificados como um
triângulo eqüilátero, podemos com isso definir nossa tríplice
natureza conforme ilustra a figura 1:



                                  
                                 Fig. 1
                 Toda estrutura humana é constituída de três
dimensões. A primeira entendida como a dimensão somática (
soma, = corpo) que representa a nossa organicidade material
e que se constitui em um instrumento pelo qual e através do qual eu
me relaciono com o mundo. Sem a dimensão somática, o ser
humano deixaria de sê-lo, uma vez que nós precisamos do nosso
corpo para poder nos manifestar existencialmente.
                 A segunda dimensão deste tripé corresponde à
dimensão psíquica(psique, = mente). Nossos pensamentos
e nossos sentimentos, nossas impressões e nossas sensações
também exercem uma influência considerável sobre a maneira de
como nós nos relacionamos conosco próprios e com as outras
pessoas.
                 A terceira e última dimensão constitutiva do ser
humano é a dimensão anímica ou espiritual (anima,  = alma).
Sem uma alma o homem não seria um ser vivo e sim um cadáver,
pois lhe faltaria o princípio vital, o sopro anímico do Criador sobre a
criatura.
                 Pois bem: somos a integração de corpo + mente +
espírito. Ocorre que ao nascermos desconhecedores das regras da
boa convivência com as outras pessoas. Quando criança somos
atendidos quase todas as vezes que choramos ou utilizamos algum
artifício. Com isso, pensamos que somos os “donos do mundo”.
Complicada fica a situação quando o pequeno “reizinho” da casa
cresce e continua pensando que pode fazer o que bem entende...
                   A Filosofia é, pois o esforço deliberado do Homem
em querer se tornar alguém melhor e que busca mediante o
exercício da sua inteligência e do seu livre arbítrio, aprender a
coordenar suas atitudes, suas potencialidades em busca de um fim
último qual seja, o de ser feliz. A Filosofia e a própria Ética é arte
porque devemos aprender a conduzir com certa elegância o nosso
projeto de vida.
                   Lembremo-nos       de   que   somos   sempre    os
responsáveis       pelas   atitudes   tomadas    ou   não   tomadas,
implementadas ou não diante dos desafios do nosso cotidiano.
2.- O dinamismo do ser humano.


                 Muitos se espantam quando argumentamos que o
homem é um ser considerado como ser de relações e destinado ao
sucesso. Na verdade somos como out doors ambulantes. Todos
nos observam e somos constantemente avaliados, apreciados,
comparados e até mesmo imitados. Pensemos: qual é a imagem
que passamos para o mundo? Isto vai depender da maneira como
utilizamos este vasto potencial que nos constitui humanos. Vejamos
a seguir quais são estas forças que podem ser utilizadas tanto para
o sucesso e para a felicidade ou para o fracasso e para a tristeza.




2.1.- As atitudes do soma.


                 Podemos      utilizar   inteligentemente   a   nossa
dimensão orgânica ou somática, através da compreensão de alguns
conceitos fundamentais.
                 São eles:


° Ouvir é diferente de escutar!


                 Escutar significa receber, captar os sons que são
transmitidos pelo ambiente externo ou pelas pessoas. Muitas vezes
apenas “escutamos” os outros e não percebemos a importância
daquilo que é dito.
                  A atitude inteligente de ouvir representa o grau de
atenção necessária que foi concedida ao interlocutor.
                  Ouvimos quando focamos nossa atenção no
conteúdo do que está sendo transmitido e principalmente na pessoa
que está atuando como nosso interlocutor.
                  Quantas vezes apenas escutamos alguém mas
não a ouvimos ?


° Dizer é diferente de falar!


                  Você deve conhecer pessoas que falam, falam... e
não chegam a lugar algum. Que situação incômoda, não é
verdade? Então tomemos muito cuidado com o que falamos e com
o que dizemos. Falar significa transmitir palavras, emitir conceitos
ou expressões. Qualquer pessoa em condições psicológicas
normais pode falar muitas coisas e tratar de muitos assuntos.
                  Dizer significa um processo inteligente mais
requintado. Dizemos algo quando oferecemos ao nosso interlocutor
algo mais que palavras. Transmitimos idéias, valores e convicções.
Dizer algo significa que já amadurecemos no laboratório da nossa
razão o elixir da inteligência e queremos oferecê-lo ao próximo de
maneira respeitosa.
° Observar é diferente de ver!


                 O ato de ver é constitutivo a qualquer pessoa que
possua boa saúde visual e neurológica. Ver significa captar luz para
poder interpretar a realidade que se manifesta em nosso cotidiano.
                 A atitude da observação significa um procedimento
que vai além da recepção de luz e imagens.
                 Observar significa conduzir nossa atenção àquilo
que nós vemos ou presenciamos. Observar significa prestar
atenção àquilo que nós vemos, independentemente de gostarmos
ou não do assunto ou da situação à qual estamos vinculados pela
observação.




° Demonstrar é diferente de gesticular!


                 O gesto simboliza o propósito da demonstração de
uma idéia. Através do corpo e mais especificamente através da
cabeça, dos braços e das mãos, procuramos sempre reforçar,
salientar, destacar, confirmar uma idéia ou um conjunto de
argumentos. O gesto em si mesmo não significa muita coisa, uma
vez que ele precisa estar contextualizado na dinâmica corporal e
verbal. A demonstração busca o reforço da idéia que está sendo
apresentada. Queremos com isso concluir que a postura de uma
pessoa e de um profissional afeta em muito as relações inter
pessoais.
2.2.- As atitudes da psique.


                  A     psique   corresponde   ao    conjunto   de
pensamentos e sentimentos que criamos, processamos, mantemos
e utilizamos por toda nossa vida. Os pensamentos podem ser
definidos como a expressão do que eu entendo a respeito de um
fato ou de uma dada realidade por mim experimentada ou
vivenciada. O pensamento - ou um conjunto deles - é a
compreensão racional e a interpretação que eu tenho de algo
que eu vivi ou estou vivendo e mesmo daquilo que eu quero viver.
Diferentemente desta concepção, temos os sentimentos. Mas como
podemos definir algo tão abstrato?
                  Os sentimentos são a expressão de como eu me
sinto e interpreto diante de um fato ou situação. Um sentimento é
a tradução do meu estado emocional frente a um acontecimento
ou experiência.
                  A partir destas duas definições podemos encontrar
posturas que variam de acordo com a personalidade das pessoas.
Assim duas são as atitudes que a psique ou a nossa dimensão
afetiva pode assumir.
                  A primeira caracteriza-se como o predomínio ou
influência predominante dos sentimentos sobre os pensamentos.
Você já observou aquelas pessoas que “ficam magoadas” diante de
um incidente ou acontecimento sem grande importância? São
pessoas definidas como reativas (P x S – pensamentos versus
sentimentos), porque reagem ao que lhes acontece. Uma pessoa
reativa sempre permite que os sentimentos determinem os padrões
psicológicos dos seus pensamentos. É a característica postura
daquele “estourado que não leva desaforo para casa” ou daquela
que “comigo é assim: bateu, levou”. Também conhecemos o
valente: “Comigo é assim: escreveu não leu, o pau comeu!”.
Pessoas que possuem o cérebro no coração e pensam com os
sentimentos.
                 O oposto da atitude reativa é a postura pró-ativa.
(P + S – pensamentos junto com os sentimentos). Os pró-ativos são
pessoas que buscam um equilíbrio emocional. Sabem do valor e da
riqueza dos sentimentos no cotidiano das suas relações, mas não
se permitem conduzir por um ataque de fúria. Os pró-ativos buscam
conduzir seus pensamentos de tal modo que os mesmos
administrem os sentimentos. Com isso, em uma discussão,
entendem que este não é o momento mais adequado para
convencer alguém. Esperam que a tempestade vá embora, para
iniciar um diálogo de maneira racional.
                 Para quem quer agir eticamente, ser e agir de
maneira pró-ativa permite que a pessoa tenha mais autodomínio de
qualquer situação em que se encontrar.


2.2.1.- A estrutura do nosso psiquismo.


                 Nosso    psiquismo       articula   não   apenas   os
pensamentos e sentimentos nele contidos. Na verdade, ele é muito
mais do que isto. Como um perfeito sistema operacional, é
constituído de uma estrutura que se divide em três partes
inteiramente associadas na seguinte relação:


   Consciente               =       10% do nosso psiquismo.
   Subconsciente            =       20% do nosso psiquismo.
   Inconsciente             =       70 % do nosso psiquismo.


                Sobre    a       estrutura   apresentada,   funcionam
ativamente dois princípios ou duas forças: o “id” que é o conjunto
dos nossos impulsos regidos pelo princípio do prazer e o “super-
ego” que é regido pelo princípio do dever constituído pelos nossos
valores morais. Ainda dentro da estrutura do nosso psiquismo, é
fundamental o conhecimento do funcionamento dos níveis mentais.




Os níveis mentais.


                Os níveis mentais correspondem aos diferentes
tipos em que nos encontramos em atuação durante as diversas e
múltiplas atividades mentais e cerebrais. Ao nos referirmos ao
cérebro, entendemos ser este o órgão que administra todo o nosso
organismo e a nossa mente que equivale à função que o mesmo
desempenha.
                O cérebro equivale ao órgão e a mente equivale à
função exercida por este órgão. Conhecendo seu funcionamento e
seu dinamismo, podemos ter mais e melhores condições de
administrarmo-nos com melhores resultados e maior auto controle.
C.P.S
   Nível          (ciclos          Comportamentos e
                    por                atitudes
                 segundo)
                               Estado de vigília e atenção.
                               Processo de estudo e
                               concentração.      Nível   do
   Beta          14 a 21       trabalho e da produtividade.
                               Corresponde a tudo o que
                               fazemos acordado e com o
                               emprego da atenção.
                               Estado     de     relaxamento
                               físico, mental e espiritual.
                               Também encontrado nos
                               estados      de     meditação
                               transcendental ou religioso.
    Alfa          7 a 14       Excelente nível para o
                               exercício do relaxamento
                               anti-estresse e para a
                               criatividade. É o nível da
                               aprendizagem e da fixação
                               de tudo o que planejamos,
                               estudamos e produzimos.
                               Estado de cochilo, torpor e
   Teta            4a7         sonolência. Encontra-se na
                               semiconsciência e antecede
                               o sono profundo.
                               Nível de total inconsciência.
                               Neste nível o cérebro pode
                               descansar e sonhar. Em
   Delta          0,5 a 4      delta estamos na vida intra-
                               uterina, sono profundo e
                               estado de coma.
                               Estado de estresse elevado
     X                         e de grande agressividade.
                               Estado de esquecimento
Obinubilação   21 a 30 ou 40   provocado por emoções
  mental.                      negativas como rancor,
                               ódio,       raiva,      medo,
 “Branco”.                     insegurança e preocupação.
2.2.2.- A formação e atuação da personalidade humana
na vida pessoal e profissional.


             O termo “personalidade” é de origem latina e significa
na compreensão da época em que os romanos participavam
entusiasticamente das peças teatrais, máscara. Com efeito, para se
poder entender o personagem e a sua fala durante as peças, os
atores utilizavam a máscara (persona) para serem reconhecidos.
Com efeito, a personalidade é o canal pelo qual nós nos
relacionamos com o mundo.
             Na Ética, personalidade é o modo de alguém ser e viver
tanto no diálogo consigo próprio (relações intrapessoais) como no
diálogo com o mundo (relações interpessoais), entendendo-se este
mundo o círculo de relações sociais que estabelecemos ao longo da
vida com a família, com os amigos, no mundo do trabalho, na vida
acadêmica e tantas quantas forem as relações que eu vier a
conquistar e manter na vida.
             Nossa personalidade é formada a partir de duas fontes.
A primeira é originária da herança genética que recebemos dos
nossos pais biológicos. Assim como a cor dos olhos, da pele, altura
e   outras    características   familiares,   também   herdamos   o
temperamento que vai influenciar nossa personalidade ou modo de
ser diante do mundo. O temperamento é uma tendência que nos
influencia na maneira de entender o mundo e de reagir frente aos
desafios e oportunidades, uma vez que o conceito (= tempero) é
bastante sugestivo.
A segunda fonte de formação da nossa personalidade é
originária do processo de socialização que recebemos da nossa
família, escola, igreja, meios de comunicação social, faculdade, etc.
           A   socialização é    o processo de       transmissão e
ensinamento de valores morais, éticos, culturais, religiosos,
familiares, afetivos que recebemos de alguém. Pense um pouco em
você. Muitas das atitudes por você tomadas foram resultado dos
valores que você recebeu. Esses valores ou paradigmas são o
modo pelo qual eu interpreto o mundo, a vida e as pessoas. Há
famílias em que é imperioso o dever de todos almoçarem juntos à
mesa nos domingos. Em outras, o importante é que ninguém fique
sem comer, podendo cada um escolher onde vai saborear a sua
refeição. Qual família está certa ? As duas! Trata-se de uma
questão de valores ou se preferir, de paradigmas.
           Assim é a nossa personalidade na vida pessoal e
profissional. Cabe a cada um o bom uso da liberdade e da
inteligência em suas escolhas.


2.2.3.- Considerações sobre a vida afetiva.


                 Um dos temas que mais chama a atenção das
pessoas no que se refere ao campo das relações humanas e
interpessoais é sem a menor sombra de dúvida, a temática
relacionada à vida afetiva.
                 Com efeito, quem não gosta de discutir assuntos
sobre paixão, amor, ciúmes, possessividade ? Diariamente a mídia
nos bombardeia com músicas, filmes, casos policiais... Não dá para
ficarmos isentos da polêmica.
Para o propósito de esclarecermos estes conceitos
e nos aprofundarmos no assunto, iniciemos nosso raciocínio pela
compreensão sobre o conceito vida afetiva.
                    O termo “vida” significa em latim vita: dinamismo,
movimento, atitudes. Ora, a vida é o conjunto de atitudes que
empregamos ou deixamos de empregar na intenção de administrar
uma situação em que estejamos sós ou façamos parte de um
contexto maior. A vida é este conjunto de atitudes e deliberações
que fazem com ela se expanda, cresça e se manifeste em diversas
dimensões e perspectivas. As atitudes que eu adoto ou não em
minha vida, irão influenciar diretamente o meu futuro.
                    Já o termo “afetivo” é muito rico em seu
significado.   De    origem   latina,   grafa-se   affectus   como   um
sentimento de amizade. Affectivus significa sujeito a, dependente
de.
                    A definição oportuniza um aprofundamento maior.
Nossos afetos correspondem a um vínculo para com alguém e que
nos torna dependente desta pessoa. Por mais que estejamos nos
sentindo felizes, se temos uma pessoa amada que está passando
por uma dificuldade qualquer, nossa felicidade não é completa
porque pensamos imediatamente naquela pessoa a quem amamos
e queremos ajudar. Na vida afetiva existe um vínculo que nos une e
nos sustenta no cotidiano.
                    A vida afetiva corresponde à nossa vida de
sentimentos (emoções) + pensamentos (compreensões) +
valores (convicções) que temos e desenvolvemos de nós próprios,
dos outros e da própria vida. É importante que em minha vida eu
saiba combinar o que eu sinto pela pessoa (emoção) com o que eu
compreendo dela (compreensão, colocar-se no lugar do outro) e em
que eu acredito (convicção, valor moral) ser viável.


2.2.3.1.- Sobre o amor.


                 O que é o amor? Como poderemos definir este
sentimento do ponto de vista da Ética? Considerando-se a
experiência de amar alguém um fenômeno tipicamente humano,
podemos afirmar que este sentimento corresponde à seguinte
afirmação:


Amor = busca de completude no outro. Eu possuo um patrimônio
afetivo (experiências passadas, sonhos, desejos, valores familiares,
convicções, etc.) que busco compartilhar (com+partilhar) com o
outro. Esse patrimônio afetivo corresponde a 50 % das minhas
“ações” para esta parceria ou empreendimento.


                       IMPORTANTE !!!
Para amar e ser amado. Necessidade de se conhecer o outro e ser
conhecido pelo outro.


Conhecer ( do latim cognoscere ): Ter ou estabelecer intimidade
com algo ou                               com alguém.

           Pai: chama-se tempo ( tanto cronológico como
psicológico ).
Intimidade
           Mãe: chama-se convivência (vide adiante a explicação
do termo).
2.2.3.2.- Sobre a paixão.


                 A paixão é muito valorizada em uma sociedade de
consumo. Estar apaixonado (a) por alguém representa vivenciar
uma   experiência    muito   intensa    e   bastante    singular.   Sua
compreensão do ponto de vista filosófico é:


Paixão = busca de preenchimento do outro. O preenchimento é
decorrente de um vazio existencial, de um momento ou fase de
fragilidade em que a pessoa encontra-se momentaneamente. A
pessoa envolvida possui um vazio afetivo que busco conquistar,
preencher às custas do outro.


A paixão é a divinização do outro. “Você precisa conhecer a
Maristela. Ela é per – fei – ta!”. Típica afirmação de um rapaz
apaixonado que os gregos já definiam como um comportamento de
desequilíbrio   (paixão   vem   do     grego   pathós   que    significa
desequilíbrio, desarmonia). Depois o conceito foi traduzido para o
latim e ficou conhecido como passio, daí a expressão em Língua
Portuguesa “crime passional”.




2.3.- Sobre os tipos de amor ou das diferentes
maneiras de se entender o outro e a nós próprios.


                 Será que amamos da mesma maneira? Quais os
parâmetros para identificarmos um verdadeiro amor? Podemos
deixar de amar uma pessoa ou podemos aprender a amar outra?
Estas são algumas de várias interrogações que o
ser humano faz a si próprio desde o momento em que ele se
entende pertencente a um gênero de superioridade em relação à
Criação. A seguir apresentamos algumas ferramentas para ajudá-lo
neste processo de auto conhecimento.


2.3.1.- Amor próprio.


                    Nasce do auto conhecimento de nós próprios. O
amor próprio decorre de uma rica vida intrapessoal que é o discurso
de nós conosco. Autós (grego) = próprio e conhecimento que é
derivado do verbo conhecer, cognoscere (latim) = que significa ter
ou estabelecer intimidade com algo ou com alguém.


              Intimidade     =    tempo + convivência
                    
             Individualidade


(é a minha privacidade, o meu espaço
interno. Corresponde ao centro de
referência em que eu me encontro
comigo mesmo e de onde elaboro
minhas interpretações do mundo, da
vida, dos outros e de mim mesmo).
Aqui temos duas letras
                                       “v” que significam as
                                     duas vidas em conjunto.




Atenção para:-

    Convivência = viver com, ao lado de.
    Conivência = viver sob, embaixo de ou sob o jugo de alguém.
    Conveniência = viver sobre, acima de ou dominando alguém.


2.3.2.- Amor eros.


                 Eros foi a divindade grega do amor também
conhecida como cupido na mitologia romana. Corresponde ao amor
físico que se manifesta e se realiza por meio da corporeidade
(soma). Há uma necessidade imperiosa do contato físico e corporal
para que a libido (energia sexual) possa se manifestar em sua
totalidade. Cumpre esclarecer que o amor erótico não se manifesta
ou restringe apenas ao ato sexual. Ele é decorrência de outras
dimensões físicas como o beijo, o abraço, o estar junto fisicamente
e demais demonstrações de carinho, amor, desejo, saudade,
alegria, apoio, bem estar, etc.


2.3.3.- Amor philia (ou ágape).


                 Trata-se do amor amizade que sentimos pelas
pessoas com quem nos identificamos (empatia) e de quem nós
gostamos, bem como de quem gosta de nós. É o amor dos pais
pelos filhos e destes para com seus genitores.
                É também o sentimento de afinidade dos amigos,
parentes de todas as demais pessoas com quem nos relacionamos
e construímos uma afinidade de pensamentos, sentimentos e
convicções. Deve também ser um amor cultivado pelo casal para
além do amor erótico e em concomitância com ele, uma vez que é a
sustentação de um relacionamento maduro.


2.3.4.- Amor cáritas.


                É o amor referência do Cristianismo. Cumpre
esclarecer que o amor caridade ou amor cristão caracteriza-se pelo
respeito pela natureza do outro e pela valorização da pessoa como
alguém que é depositário de uma dignidade entendida como a
condição de filho (a) de Deus. A partir desta premissa, esta pessoa
é considerada um projeto de vida que merece consideração e
respeito independentemente do seu histórico de vida. Isto não
significa que a pessoa não deve responder pelas suas atitudes mas
que ela não deva ser confundida com as mesmas.
                Uma realidade é a pessoa merecedora de valor e
outra são os erros (sempre reprováveis) que ela comete e que não
se deve permitir ou ser leniente para com os mesmos.
                A capacidade que uma pessoa apresenta para o
amor e para a paixão traduz-se em inúmeras atitudes e formas de
comportamento. É claro que uma pessoa introvertida vai se
comportar afetivamente de acordo com esta característica da sua
personalidade. Já o extrovertido demonstrará seu amor ou sua
paixão de maneira própria e até em algumas vezes extravagante.
                  O próximo item que vamos abordar está também
relacionado com a vida afetiva e com uma certa insegurança de
nossa parte no que diz respeito ao relacionamento com o outro. Por
fim,    apresentamos    alguns    princípios    norteadores      de    um
relacionamento maduro e passível de bons frutos.


2.4.- Ciúme e Possessividade.


Ciúme:                 medo da perda do outro. Porque eu amo então
                       posso manifestar este receio da perda de alguém
                       com quem me relaciono afetivamente e construí
                       uma existência com esta pessoa.

Possessividade:        desespero da perda do outro. Porque eu estou
                       apaixonado então sinto a tragédia (imaginária) que
                       está por acontecer se esta pessoa não fizer parte do
                       enredo do sonho que estou vivenciando.



2.5.-     Princípios      éticos       norteadores          do        bom
relacionamento.


2.5.1.- o exercício do diálogo: dia = dual (latim), dois e logos (grego)
razão, idéia. O diálogo corresponde mais do que uma atitude ou
iniciativa. O diálogo deve ser o reflexo e o desdobramento de um
testemunho de vida, de uma convicção.


2.5.2.- a prática da humildade: capacidade de reconhecimento do
valor de si próprio e do outro. Isto não significa que tenhamos de
sempre aceitar o outro, mas de identificar os aspectos favoráveis e
desfavoráveis de sua personalidade.


2.5.3.- o princípio da causa e efeito: eu não me relaciono para ser
feliz. Porque eu sou feliz então eu me relaciono. Lembre-se de que
o pássaro está feliz porque canta...


2.5.4.- todo relacionamento afetivo é uma conta conjunta, uma
parceria. Nunca ultrapasse o limite da conta seja ela bancária ou
afetiva. A empresa de Consultoria Franklin Covey (vide bibliografia)
apresenta um quadro bastante interessante do que afirmamos.
Preste atenção nos depósitos e nas retiradas:


             A CONTA BANCÁRIA EMOCIONAL® (1)




           DEPÓSITOS                          RETIRADAS


         Gentileza e cortesia           Falta de gentileza e descortesia
         Manter promessas               Quebrar promessas
         Honrar expectativas            Violar expectativas
         Lealdade a quem está ausente   Deslealdade e falsidade
         Pedir desculpas                Orgulho, presunção e arrogância




2.5.5.- a iniciativa de cultivarem juntos uma filosofia de vida ou
algum credo religioso juntos.


(1) FONTE: www.franklincovey.com.br
2.5.6. – Qual a sua escolha em sua vida ? A estrutura
da moralidade pessoal e profissional.




           Pense neste enigma atribuído ao famoso filósofo e
psicólogo norte-americano William James, um dos fundadores do
Pragmatismo: “O pássaro está feliz porque canta ou ele canta
porque está feliz?” A resposta desta charada e a sua escolha
representa a nossa postura de reativos ou pró-ativos diante da vida.




2.6.- As atitudes do anima.


                 O anima corresponde à dimensão espiritual do ser
humano. Deste termo deriva o conceito alma em Língua
Portuguesa. É curioso como as pessoas não atentam para este
enorme potencial do nosso comportamento. Veja que desfigurante é
a compreensão e o diálogo com uma pessoa des-animada...
                 Um    desanimado    demonstra    a   ausência   de
entusiasmo pela vida. Nosso anima pode tanto valorizar as forças
espirituais do crescimento como as forças espirituais da morte. Com
isso, as pessoas caminham para o fracasso ou para o sucesso
dependendo da qualidade dos seus padrões espirituais. Não é a toa
que conhecemos vários “vampiros de energia”.
                Você já conversou com uma pessoa negativista?
Então já conheceu um destes vampiros...




2.6.1.- Das deformidades morais. Preliminares.


                É particularmente interessante a situação que
constatamos diariamente no trabalho, em casa ou com os amigos
quando ouvimos a expressão: “fulano não tem caráter. É uma
pessoa totalmente despida de sentimentos e respeito...”.
                Na Ética como área da natureza humana em que
nos dedicamos a estudar o ser humano no exercício da sua
existência, como podemos mensurar os desdobramentos dos seus
atos e das suas atitudes? Em quais circunstâncias uma pessoa
pode ser considerada responsável pelos seus atos? Vamos analisar
alguns aspectos importantes.


2.6.2.- Ato moralmente válido.


                Um ato para ser considerado moralmente válido ou
aceito como merecedor de uma dimensão ética ou não, precisa
estar relacionado com dois elementos.
                O primeiro elemento constitutivo é a inteligência ou
razão. Como uma faculdade própria do ser humano (somos
definidos na Filosofia como “animais racionais”), a inteligência
corresponde à capacidade que uma pessoa tem de exercer a
reflexão e o pensamento sobre a decisão que vai tomar a respeito
de algo. Utilizar a inteligência no momento de uma decisão significa
aplicar o conhecimento obtido ao longo da vida e agregá-lo à
consciência da atitude do momento. É rica a etimologia do termo:
intus significa dentro e legere significa ler. É pela inteligência que
aprendemos com as decisões tomadas e é também pela
inteligência que adquirimos experiência, conhecimento de vida.
Sem ela a Humanidade não teria evoluído tanto e já estaria
superada como inúmeros animais extintos há milhares de anos.
                 O segundo elemento que constitui            um   ato
moralmente válido é a liberdade também conhecida como livre
arbítrio. Também é uma faculdade que constitui a nossa natureza
humana.
                 A liberdade é a capacidade que uma pessoa tem
em escolher entre duas ou mais opções ou alternativas. Sem esta
condição, não podemos afirmar que uma pessoa é livre. Por outro
lado, a afirmação de alguns “não tive escolha, fui forçado...” é um
tanto uma “desculpite” de alguém que quer justificar uma conduta
ou decisão. Geralmente ou quase sempre possuímos opções de
escolha, mesmo que as mesmas não sejam aquelas ideais que nós
desejamos.
                 Cumpre esclarecermos também que toda escolha
envolve duas dimensões. Podemos falar em escolhas primárias que
se caracterizam pela opção que fazemos por algo. Também
possuímos as escolhas secundárias que são as conseqüências das
escolhas anteriores. Desta forma se um rapaz faz a escolha
primária de constituir uma família por meio do casamento e ter
filhos, isto pode representar uma importante escolha primária. As
escolhas secundárias não poderão ser mais as saídas noturnas,
chegar de madrugada, levar uma vida descompromissada com
alguém.
                  Se eu faço a escolha primária de cursar faculdade
no    período   noturno,    minhas     escolhas   secundárias   estarão
centradas no compromisso de assistir às aulas de 2ª. à 6ª. feira,
realizar trabalhos, provas, pagar a mensalidade, ter freqüência,
comprar e ler livros, etc, etc, etc.
                  Ocorre que muitas pessoas preferem o “caminho
mais fácil” e optam por atitudes não tão livres ou não inteligentes. É
o que trataremos a seguir no próximo tópico.
                  Por fim, também lembramos as duas outras
situações referentes às nossas atitudes: o do ato imoral e a do ato
amoral.


      Ato imoral = aquele pelo qual eu assumo um comportamento
       conscientemente contrário à moral (i = não, contra).
      Ato amoral = aquele pelo qual eu assumo um comportamento
       não consciente da moral em questão (a = não, ausência).


2.6.3.- As deformações éticas e capitais                      de uma
empresa, de um relacionamento e/ou de uma pessoa.

                  As deformidades éticas correspondem à maneira
própria do ser humano buscar a sua felicidade e construir a sua vida
de uma maneira desrespeitosa para consigo e para com o próximo.
A tabela abaixo nos oferece uma visão mais
ampla.


              QUADRO DAS DEFICIÊNCIAS MORAIS



                                             Desdobramentos na vida
Deficiência        Significado ético            da empresa ou da
                                                    pessoa


                   Agressividade          Nervosismo, stress, problemas
    Ira        espontânea e voluntária    de relacionamento interpessoal.
                   contra alguém.
                Sentimento de raiva e
                        ódio


                  Prontidão para não       Intrigas, fofocas, armações,,
  Inveja        reconhecer o mérito do                boicotes.
                        outro.


               Busca pela retenção dos      Roubos, desvios de verba e
  Avareza      bens materiais. Também               material.
               conhecida como cobiça.


               Postura desenfreada pela    Assédio sexual, inconstância,
  Luxúria         busca constante e              “casos” no trabalho,
                incontrolável do prazer     infidelidade, promiscuidade.
                    físico, sensual.


                Recusa ao trabalho de     Atrasos, postergações, demora
 Preguiça       qualquer natureza, seja     na entrega de documentos,
                 físico ou intelectual.   esquecimentos, improvisações.


               Demonstração agressiva      Assédio moral, agressividade
                 de superioridade em       verbal, insegurança no grupo,
 Soberba        qualquer instância no                chantagem.
                propósito de humilhar
                uma ou mais pessoas.
Desejo e iniciativa de se     Aumento de peso, síndrome da
   Gula          alimentar de algo, seja     abstinência, indisciplina pessoal e
                comida, bebida, drogas,      profissional, dificuldade ao ajuste
              remédios, cigarro no intuito   de alimentação, sono exagerado,
                 de se obter um prazer                 insegurança.
                como ganho secundário




2.7.- Sobre o exercício da liderança e da chefia.


            É particularmente interessante a oportunidade que
temos em discutir a identidade, a natureza e a postura de duas
situações muito comuns na vida profissional. Referimo-nos à
situação de liderança e de chefia.
            Embora muitos considerem termos sinônimos (liderança
= chefia), trata-se esta maneira de raciocinar como um modo
equivocado de se interpretar as relações no mundo do trabalho. Ao
tratarmos deste tema, cumpre esclarecer que liderança e chefia são
termos independentes. Eu posso ocupar um cargo de chefia e não
obstante não possuir nenhuma liderança. Por outro aspecto na
mesma empresa, há funcionários com liderança em sua equipe sem
possuir nenhum cargo de chefe, não é mesmo?
            Para que o leitor (a) possa compreender ser dificuldades
a distinção entre os dois termos, é fundamental que você saiba o
significado de um termo correlato: o da autoridade. Em seguida,
apresento outros conceitos de fundamental importância.


      Autoridade =             poder, instrumento ou ferramenta para
          a resolução de um problema, desafio, projeto e qualquer
outra situação ou dinâmica que requer uma deliberação por
        parte de pessoa física, jurídica, acadêmica ou afins.


      Chefe =        responsável pelo andamento dos trabalhos
        em um     determinado setor ou departamento. Aquele que
        recebeu uma deliberação ou ordem para cumprir ou fazer
        cumprir um cronograma ou projeto. Cargo recebido por
        delegação. Status recebido, deliberado.


      Chefia =       É o exercício de quem obteve o poder da
        autoridade


      Líder = responsável pelo andamento dos trabalhos em um
        determinado    setor   ou     departamento.    Aquele    que
        conquistou a colaboração do grupo, colegas e funcionários.
        Competência     conquistada    pelo   mérito   e   dedicação.
        Carisma trabalhado, aperfeiçoado.


      Liderança = É o exercício de quem conquistou o poder da
        autoridade.




2.7.1.- Características de um líder.


           Então, meu querido. Você pensa ou entende que
alguém é líder? Faça uma análise das 5 características !
Um líder possui bom humor. Isto
                     significa ter uma postura amigável
1a. característica   consigo mesmo (intrapessoal), com os
                     outros (interpessoal) e com a vida.


                     Um líder procura não apenas falar,
                     mas dizer. Não apenas escutar, mas
2a. característica   ouvir. Não apenas gesticular e se
                     mover, mas demonstrar. Ele sabe que
                     ele é uma referência para os outros e
                     sabe desta responsabilidade.


                     Um líder é autônomo, ou seja: sabe
                     cumprir ordens, mas também possui
                     iniciativa para criar dinâmicas e
                     alternativas   para    resolver    os
3a. característica
                     problemas. Ele não apenas leva os
                     problemas para o seu superior, mas
                     acrescenta as possíveis soluções para
                     o quadro que se apresenta.


                     Um líder tem consciência de que os
                     cargos vêm e vão de acordo com o
                     momento em que a empresa está
                     vivenciando e em muitas vezes o
4a. característica
                     poder se desloca de acordo com as
                     pessoas envolvidas e cargos em
                     questão. Não obstante entende a
                     liderança é uma conquista pessoal e é
                     exercida em qualquer circunstância
                     com ou sem cargo.


                     Um líder procura sempre ser pró-ativo.
                     Ele não constata o que falta e sim o
                     que possui. Não é um profissional que
                     reage ao que lhe acontece, mas sim
5a. característica
                     que procurar construir atitudes e
                     posturas que venham resolver o
                     problema ou a situação problemática.
2.7.2.- Liderança e o papel das críticas construtiva e
destrutiva.


         Crítica: “Exame criterioso a aprofundado a respeito de
           um assunto, tema, circusntância ou fato.Busca
           identificar os elementos positivos e negativos
           pertinentes a uma realidade observada”.


         Crítica construtiva é sempre direcionada às atitudes da
           pessoa ou da empresa, em vista ao bem comum ou à
           melhoria dos procedimentos.


         Crítica destrutiva é sempre direcionada à pessoa em
           vista à destruição (humilhação, coação moral) desta
           pessoa.




2.7.3.- DECÁLOGO DA ARTE DE CRITICAR

      Você quer ser uma pessoa saudável sob uma
                  perspectiva ética ?


1 – Comece sempre destacando os pontos positivos.


2 – Pense ( e se possível escreva de maneira organizada ) antes de
dizer aquilo que será exposto. Jamais improvise críticas.
3 – Coloque-se no lugar de quem irá ouvir sua crítica.


4 – Não faça piadinhas sobre a pessoa ou situação. Às vezes
piadinha = “tiração de sarro”.


5 – Seja honesto (a) naquilo que você está avaliando.


6 – Não emita opiniões sobre os valores das pessoas.


7 – Lembre-se de que você hoje julga (critica). Amanhã talvez (e
com certeza) será a sua vez de ser criticado.


8 – Proponha alternativas para a solução de um problema ou
situação.


9 – Não “embace”. Diga o que tem a dizer e cale-se. Em seguida,
espere o que a outra pessoa tem a dizer e não a interrompa.


10 – Termine agradecendo à pessoa (s) pela oportunidade de dizer
isto pessoalmente.
2.8.- Projeto de Vida e seu Gerenciamento.




2.8.1.- Sobre o tempo.




                 O que é o tempo? Qual o seu significado para as
pessoas em geral e para nós próprios? Sabemos bem aproveita-lo
ou somos vítimas dos nossos atrasos? Vários filósofos já tentaram
definir o que significa este fluxo contínuo da existência e que é parte
constitutiva e visível da eternidade. Tempo para nós é um mistério
que convive conosco e que se apresenta aos poucos de maneira
discreta. Vamos procurar entendê-lo.


2.8.2.- Definição.


                 Tempo é para o ser humano um patrimônio que
não lhe pertence, mas que a ele é confiada a sua administração.
Pense nas pessoas que você ama e analise se o tempo que “é seu”
pertence a você de verdade. Seu filho ou a sua namorada pede que
você providencie algo. Talvez alguém esteja restabelecendo-se de
uma operação e pede a sua companhia. O que você faz? Você não
vai ficar com esta pessoa? Por conseguinte inferimos que o tempo
representa este patrimônio que precisa ser muito bem administrado
para que possamos nos dedicar às questões verdadeiramente
importantes em nossa vida.


2.8.3.- Compreensão.


                Podemos      compreender   o   tempo   sob   duas
categorias. O tempo cronológico é aquele que todos nós
conhecemos. É o tempo constituído de 24 horas que fluem
inexoravelmente. Deus em sua infinita justiça concedeu o mesmo
tempo para o ocupado e para o desocupado, para o pobre e para o
rico... Sobre o tempo cronológico não podemos fazer alterações ou
modificar o fluxo dos acontecimentos.
                Ao tratarmos do tempo subjetivo, referimo-nos ao
conjunto de escolhas que devemos fazer para poder realizar os
nossos compromissos e tarefas ao longo do dia, da semana, do
mês, do ano e mesmo da vida.
                O tempo subjetivo é aquele pelo qual eu
estabeleço e realizo as minhas escolhas por meio das minhas
prioridades. É deste tempo que iremos tratar na elaboração do
Projeto de Vida mais adiante.


2.8.4.- Extensão.


                A extensão do meu tempo deve ser direcionada
para algum sentido próprio. Muitas pessoas vivem no corre-corre da
vida sem saber por onde começar as suas tarefas. Com isso
equivocam-se em muitas decisões precipitadas porque não
conseguem estabelecer critérios de decisão.
                A extensão do tempo permite que abordemos dois
conceitos: urgente e importante segundo a explicação em aula
sobre o “Quadrante do Tempo”.
                Uma situação é urgente pela circunstância de que
o compromisso ou a tarefa deveriam ter sido cumpridos ou
realizados e por qualquer motivo (sério ou não) não o foram. A
mensalidade da faculdade que deveria ter sido paga e não o foi,
trata de uma questão urgente... A entrega dos relatórios que o
supervisor do meu departamento vem cobrando desde a semana
passada e que eu ainda nem comecei a pensar, também é uma
questão urgente...
                Uma situação é importante pela oportunidade que
eu ainda tenho de realiza-la. Os compromissos e tarefas
importantes ainda apresentam uma certa “folga” de tempo para que
sejam realizados. Com isso, podemos nos dedicar com mais
atenção, tempo, esforço e boa vontade. Deveríamos sempre nos
dedicar às coisas importantes e nem sempre às coisas urgentes,
pois somente assim poderemos ter em nossas mãos o nosso
destino. Refiro-me ao Projeto de Vida.


2.8.5.- Sobre a vida e a elaboração do seu projeto
Pense em sua vida por alguns instantes. Pense na
qualidade da sua vida e do seu dia-a-dia. Você está satisfeito com
ela ou com você mesmo? Você já conseguiu tudo aquilo que você
sonhou na virada do ano de 2008 para 2009? Você conseguiu
realizar pelo menos metade dos objetivos que você estabeleceu?
Aliás, como andam os seus objetivos? Sem tempo para pensar
neles? E quando você vai ter este tempo?


2.8.6.- A busca do sucesso.




                É interessante como muitas pessoas buscam de
maneira desesperada o sucesso, a aprovação, o reconhecimento.
Mas sob uma perspectiva ética, o que é sucesso?
                Objetivamente    sucesso   significa   a   arte   de
conquistarmos tudo aquilo que queremos. O parâmetro da certeza
de que eu obtive sucesso é exatamente este: sua conquista. É
importante que você compreenda que o sucesso não traz
necessariamente a felicidade. Com isso, expressões como:
“Quando eu conseguir isto, vou ser feliz!” são puro engano !
Felicidade representa um outro estado da nossa existência.
2.8.7.- A procura da felicidade.


                  Do ponto de vista ético, felicidade é também uma
arte. Constitui-se na arte de sabermos reconhecer, valorizar aquilo
que somos e aquilo que possuímos.
                  Ser feliz representa um estado que supera a
alegria do momento ou da situação. Uma pessoa é feliz quando ela
está feliz, porque consegue dar valor àquilo que constitui o universo
da sua existência.




2.8.8.- A definição dos papéis


                  Um Projeto de Vida deve ter seu início a partir da
definição   dos      papéis   que   exercemos     na    vida   e    que
desempenhamos cotidianamente. Assim em um único dia somos
filho(a), esposo(a), funcionário(a), aluno(a), etc... O papel diz aquilo
que nós representamos para um determinado grupo de pessoas,
inclusive para a nossa família. A identificação dos nossos papéis
ajuda-nos a redigir a nossa Declaração de Missão Pessoal. No item
”Anexo” seguem alguns modelos de Declaração.
2.8.9.- A construção dos sonhos.


                Os sonhos são fundamentais na vida de uma
pessoal. Há quanto tempo você não sonha? Parece que nós
brasileiros cansados de tantas situações antiéticas cansamos de
sonhar.
                Não obstante a isto, os sonhos fazem parte e são
produto do exercício de uma poderosa faculdade que possuímos
chamada imaginação. A imaginação é a capacidade (=ação) que
todo ser humano tem de construir imagens, ou seja, sonhos. Se eu
não sei o que eu quero ser, ter e fazer daqui para frente, de que
vale tanto trabalho, tanto esforço, tanta dedicação? Antes de
estabelecermos qualquer procedimento, precisamos colocar no
papel qual é o nosso sonho, ou quais são os nossos sonhos.




2.9.- A formação dos objetivos.


                O passo seguinte à construção dos sonhos está na
formação dos objetivos. O que são objetivos? São sonhos com uma
data marcada para acontecer! Se eu quero ter o meu carro 0 Km,
isto significa que eu tenho um sonho. Mas se eu estabeleço que até
o final de 2010 (mês de Dezembro) estarei dirigindo o meu carro de
marca X, cor vermelha, com tantos acessórios, etc., é muito
provável que a minha mente vai trabalhar para que este objetivo
seja realizado.
                  Você já se pegou falando desta maneira: “Quando
eu tiver um tempinho, vou ler aquele livro ou fazer aquela tarefa...”
Este tempo chegou? Você leu o livro que está na estante há cerca
de um ano? É preciso entender que a mente humana trabalha com
prazos bem definidos. Somos indisciplinados por natureza e
precisamos de um plano muito bem definido acompanhado de uma
boa dose de autodisciplina.
                  Em relação aos objetivos, precisamos estabelece-
los da seguinte forma: mapear a nossa vida e encontrar as
possibilidades em que nós atuamos e vivemos. Assim como
sugestão podemos ter como objetivos mais ou menos a seguinte
relação:


   - Objetivos familiares.
   - Objetivos financeiros.
   - Objetivos físicos (saúde).
   - Objetivos profissionais.
   - Objetivos sociais (amizades)
   - Objetivos espirituais.
   - Objetivos acadêmicos.
   - Etc.
2.9.1.- O estabelecimento das metas.


                Uma meta corresponde às etapas intermediárias
que eu vou estabelecer para a consecução dos objetivos formados.
Como no exemplo da aquisição do carro tão desejado em dezembro
de 2005, podemos dizer que o objetivo será alcançado nesta data.
Todos os passos que serão dados ao longo dos meses que fazem
parte do cronograma, eu defino como metas. Assim eu devo ter
tantas metas estabelecidas quanto necessárias forem as exigências
para eu conseguir conquistar os meus objetivos.
                Aliás, o segredo da realização dos objetivos está
na consecução de pequenas (e constantes) metas.
                Finalizando quero que você pense nisto: Não
existem sonhos que não possam ser configurados em objetivos.
                Não existem objetivos que não possam se
traduzidos em metas. Não existem metas que não possam ser
satisfatoriamente cumpridas. Então por que você não toma a
decisão de assumir o controle da sua vida?
Questões de apoio ao estudo.


1.- Qual a importância do soma para a condução da nossa vida ?
Explique as diferenças entre os comportamentos e atitudes que
podemos adotar em nosso cotidiano.
2.- A dimensão psíquica tem algum papel em nosso sucesso e
fracasso ? Por quê?
3.- O que podemos entender por “dimensão anímica”? Cite e
comente a estrutura do nosso psiquismo.
4.- Defina e exemplifique os conceitos urgente e importante.
5.- Explique o funcionamento do “Quadrante do Tempo” explicado
em aula.
6.- O que é o tempo? Podemos possuí-lo? Explique seus
argumentos.
7.- O que podemos entender por projeto de vida ?
8.- Quais os elementos constitutivos de um projeto de vida?
9.- Sucesso e felicidade são incompatíveis? Justifique seu
posicionamento.
10.- O que são sonhos? Eles existem?
11.- O que são objetivos? Como transformar os sonhos em
objetivos concretos e mensuráveis?
12.- O que são metas? Como determiná-la?
13.- Por quê é importante que tenhamos bem definidos os nossos
papéis e elaboremos uma “Declaração de Missão Pessoal”? O que
vem a ser esta Declaração?
14.- Cite e explique os diferentes tipos de amor.
15.- O que é uma crítica ? Como pode ser classificada ?
16.- Em sua opinião, qual o melhor item do “Decálogo da Crítica” ?
Por quê ?
17.- O que vem a ser um ato moralmente válido ? Cite dois
exemplos.
18.- Quais as características de um líder ?
19.- Cite e explique o “Quadro de Deficiências Morais”.
20.- Qual a diferença entre eficácia e eficiência ? Cite exemplos da
vida pessoal e profissional.
Bibliografia.

                                                      Dicionários


ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. Tradução de Alfredo
Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998.


CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da Língua
Portuguesa. 2. ed. rev. e acresc. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1986.


FERRATER MORA, J. Dicionário de Filosofia. Tradução de Maria
Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, 2000. Tomo I.


                                                              Obras


ABBAGNANO,       Nicola      Nomes       e   temas   da     filosofia
contemporânea. [s.l.]: Círculo de Leitores, 1991


ARISTÓTELES Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultura, 1974.
(Coleção Os Pensadores).


CASSIRER, E. Antropologia Filosófica. Trad. de Vicente Felix de
Queiroz. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1977.


COVEY, S. R. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. 16a.
ed. Trad. de Alberto Cabral Fusaro e Márcia do Carmo Felismino
Fusaro. São Paulo: Editora Nova Cultural e Editora Best Seller,
2003.


___________. Primeiro o mais importante: como ter foco em
suas prioridades para obter resultados altamente eficazes.
Trad. de Julio Bernardo Ludemir. Rio de Janeiro: Campus, 2003.


MCDERMOTT, I. e SHIRCORE, I. Administre sue tempo
administre sua vida: novas técnicas de PNL para o sucesso
pessoal e profissional. Trad. de Orlando Bandeira. Rio de Janeiro:
Record, 2002.


PEALE, N. V. O poder do fator extra. Trad. de Maria Célia de
Medeiros Castro. Rio de Janeiro: Record, 1988.


SCHLENGER, S. e ROESCH, R. Organize-se ! Trad. de Nivaldo
Montingelli Jr. São Paulo: Editora Harbra, 1992.


SMITH, H. O que mais importa. O poder de viver seus valores.
São Paulo: Best Seller, 2003.


VAZ, H. C. L. Escritos de Filosofia IV. Introdução à Ética
Filosófica. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...
AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...
AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...Prof. Noe Assunção
 
Exercicio de filosofia
Exercicio de filosofiaExercicio de filosofia
Exercicio de filosofiaMarcio
 
Caça palavra de Filosofia - A ciência
Caça palavra  de Filosofia - A  ciênciaCaça palavra  de Filosofia - A  ciência
Caça palavra de Filosofia - A ciênciaMary Alvarenga
 
Fundamentos da filosofia
Fundamentos da filosofiaFundamentos da filosofia
Fundamentos da filosofiamegainfoin
 
Cruzadinha de Filosofia - Ética
Cruzadinha de Filosofia - Ética Cruzadinha de Filosofia - Ética
Cruzadinha de Filosofia - Ética Mary Alvarenga
 
Cruzadinha de Filosofia - estética
Cruzadinha de Filosofia  - estética    Cruzadinha de Filosofia  - estética
Cruzadinha de Filosofia - estética Mary Alvarenga
 
Prova de Artes EJA Ensino Médio
Prova de Artes EJA Ensino MédioProva de Artes EJA Ensino Médio
Prova de Artes EJA Ensino Médiodicionarista
 
Avaliação de filosofia 2 b
Avaliação de filosofia 2 bAvaliação de filosofia 2 b
Avaliação de filosofia 2 bMarcia Oliveira
 
Aula 3 a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe Assunção
Aula 3   a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe AssunçãoAula 3   a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe Assunção
Aula 3 a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe AssunçãoProf. Noe Assunção
 
Cruzadinha de filosofia (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)
Cruzadinha de filosofia  (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)Cruzadinha de filosofia  (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)
Cruzadinha de filosofia (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)Mary Alvarenga
 
4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum 4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum Erica Frau
 
Atividade de estudo orientado final da segunda etapa - via e-mail - ilmar...
Atividade de estudo orientado   final da segunda etapa -  via e-mail -  ilmar...Atividade de estudo orientado   final da segunda etapa -  via e-mail -  ilmar...
Atividade de estudo orientado final da segunda etapa - via e-mail - ilmar...Danilo Padrão
 
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humano
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humanoCuriosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humano
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humanoIdeia de Marketing
 
Estetica (atividade II)
Estetica   (atividade II)Estetica   (atividade II)
Estetica (atividade II)Mary Alvarenga
 

Mais procurados (20)

Relacionamento interpessoal
Relacionamento interpessoalRelacionamento interpessoal
Relacionamento interpessoal
 
AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...
AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...
AVALIAÇÃO DE SOCIOLOGIA - CIDADANIA- DEMOCRACIA- PARTICIPAÇÃO CIDADÃ - Prof. ...
 
Exercicio de filosofia
Exercicio de filosofiaExercicio de filosofia
Exercicio de filosofia
 
Caça palavra de Filosofia - A ciência
Caça palavra  de Filosofia - A  ciênciaCaça palavra  de Filosofia - A  ciência
Caça palavra de Filosofia - A ciência
 
Dimensões humanas
Dimensões humanas   Dimensões humanas
Dimensões humanas
 
Fundamentos da filosofia
Fundamentos da filosofiaFundamentos da filosofia
Fundamentos da filosofia
 
Cruzadinha de Filosofia - Ética
Cruzadinha de Filosofia - Ética Cruzadinha de Filosofia - Ética
Cruzadinha de Filosofia - Ética
 
Ensino religioso descoberta de si mesmo
Ensino religioso descoberta de si mesmoEnsino religioso descoberta de si mesmo
Ensino religioso descoberta de si mesmo
 
Cruzadinha de Filosofia - estética
Cruzadinha de Filosofia  - estética    Cruzadinha de Filosofia  - estética
Cruzadinha de Filosofia - estética
 
Mensagem persistencia e tudo
Mensagem persistencia e tudoMensagem persistencia e tudo
Mensagem persistencia e tudo
 
Prova de Artes EJA Ensino Médio
Prova de Artes EJA Ensino MédioProva de Artes EJA Ensino Médio
Prova de Artes EJA Ensino Médio
 
Atividade (cláudia) um dia você aprende
Atividade (cláudia) um dia você aprendeAtividade (cláudia) um dia você aprende
Atividade (cláudia) um dia você aprende
 
Avaliação de filosofia 2 b
Avaliação de filosofia 2 bAvaliação de filosofia 2 b
Avaliação de filosofia 2 b
 
Aula 3 a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe Assunção
Aula 3   a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe AssunçãoAula 3   a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe Assunção
Aula 3 a felicidade é coletiva - texto e atividade - Prof. Noe Assunção
 
Cruzadinha de filosofia (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)
Cruzadinha de filosofia  (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)Cruzadinha de filosofia  (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)
Cruzadinha de filosofia (Ética e moral – O problema da ação e dos valores)
 
4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum 4 filosofia e senso comum
4 filosofia e senso comum
 
Atividade de estudo orientado final da segunda etapa - via e-mail - ilmar...
Atividade de estudo orientado   final da segunda etapa -  via e-mail -  ilmar...Atividade de estudo orientado   final da segunda etapa -  via e-mail -  ilmar...
Atividade de estudo orientado final da segunda etapa - via e-mail - ilmar...
 
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humano
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humanoCuriosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humano
Curiosidades sobre os cinco sentidos do cérebro humano
 
Atividades de ensino religioso liberdade (1)
Atividades de ensino religioso liberdade (1)Atividades de ensino religioso liberdade (1)
Atividades de ensino religioso liberdade (1)
 
Estetica (atividade II)
Estetica   (atividade II)Estetica   (atividade II)
Estetica (atividade II)
 

Destaque

Apostila de filosofia 3º ano
Apostila de filosofia 3º anoApostila de filosofia 3º ano
Apostila de filosofia 3º anoDuzg
 
Planejamento9 ano 3 bimestre
Planejamento9 ano 3 bimestrePlanejamento9 ano 3 bimestre
Planejamento9 ano 3 bimestreMariana Pousas
 
Apostila básica filosofia
Apostila básica   filosofiaApostila básica   filosofia
Apostila básica filosofiaaloirmd
 
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidades
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidadesFilosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidades
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidadesMichele Wilbert
 
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofia
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofiaFilosofia 6 ano 3 bim origem da filosofia
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofiaLili Moreno
 
Apostila básica de extensão de cílios Marysol Almeida
Apostila  básica de extensão de cílios Marysol AlmeidaApostila  básica de extensão de cílios Marysol Almeida
Apostila básica de extensão de cílios Marysol AlmeidaMarysol De Almeida Fernandes
 
Plano Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano
Plano   Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano Plano   Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano
Plano Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano Mary Alvarenga
 
Filosofia para principiantes 1
Filosofia para principiantes 1Filosofia para principiantes 1
Filosofia para principiantes 1mateorodriguez1903
 
01 -rius_-_filosofia_para_principiantes
01  -rius_-_filosofia_para_principiantes01  -rius_-_filosofia_para_principiantes
01 -rius_-_filosofia_para_principiantesAcaFilos Iztapalapa
 
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.BREVE MANUAL DE FILOSOFÍA
 
Apostila de sociologia 2° ano
Apostila de sociologia 2° anoApostila de sociologia 2° ano
Apostila de sociologia 2° anoAlexandre Quadrado
 
Apostila de sociologia 1° ano
Apostila de sociologia 1° anoApostila de sociologia 1° ano
Apostila de sociologia 1° anoAlexandre Quadrado
 
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científico
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científicoAtividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científico
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científicoDoug Caesar
 
Filosofia I - 3º ano
Filosofia I -   3º anoFilosofia I -   3º ano
Filosofia I - 3º anoEuza Raquel
 

Destaque (20)

Filosofia ensino médio
Filosofia   ensino médioFilosofia   ensino médio
Filosofia ensino médio
 
Apostila de filosofia 3º ano
Apostila de filosofia 3º anoApostila de filosofia 3º ano
Apostila de filosofia 3º ano
 
Nota técnica Nfe 2012
Nota técnica Nfe 2012 Nota técnica Nfe 2012
Nota técnica Nfe 2012
 
1º ano filosofia
1º ano   filosofia1º ano   filosofia
1º ano filosofia
 
Artigo filosofia
Artigo filosofiaArtigo filosofia
Artigo filosofia
 
Planejamento9 ano 3 bimestre
Planejamento9 ano 3 bimestrePlanejamento9 ano 3 bimestre
Planejamento9 ano 3 bimestre
 
Apostila básica filosofia
Apostila básica   filosofiaApostila básica   filosofia
Apostila básica filosofia
 
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidades
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidadesFilosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidades
Filosofia para crianças - competências, atitudes, valores e habilidades
 
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofia
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofiaFilosofia 6 ano 3 bim origem da filosofia
Filosofia 6 ano 3 bim origem da filosofia
 
Apostila básica de extensão de cílios Marysol Almeida
Apostila  básica de extensão de cílios Marysol AlmeidaApostila  básica de extensão de cílios Marysol Almeida
Apostila básica de extensão de cílios Marysol Almeida
 
Plano Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano
Plano   Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano Plano   Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano
Plano Bimestral de Filosofia 1º, 2º e 3º ano
 
Filosofia para principiantes 1
Filosofia para principiantes 1Filosofia para principiantes 1
Filosofia para principiantes 1
 
01 -rius_-_filosofia_para_principiantes
01  -rius_-_filosofia_para_principiantes01  -rius_-_filosofia_para_principiantes
01 -rius_-_filosofia_para_principiantes
 
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.
Breve manual de Filosofía (Segunda edición) 2012.
 
Apostila de sociologia 2° ano
Apostila de sociologia 2° anoApostila de sociologia 2° ano
Apostila de sociologia 2° ano
 
Apostila de sociologia 1° ano
Apostila de sociologia 1° anoApostila de sociologia 1° ano
Apostila de sociologia 1° ano
 
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científico
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científicoAtividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científico
Atividades filosofia mito, senso comum e pensamento filosófico e científico
 
Filosofia I - 3º ano
Filosofia I -   3º anoFilosofia I -   3º ano
Filosofia I - 3º ano
 
Filosofia
Filosofia Filosofia
Filosofia
 
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
 

Semelhante a Apostila de filosofia senac 2012

Resumo Psicologia Aplicada ao Direito
Resumo Psicologia Aplicada ao DireitoResumo Psicologia Aplicada ao Direito
Resumo Psicologia Aplicada ao DireitoThaisremo
 
Psicologia da educação(2)
Psicologia da educação(2)Psicologia da educação(2)
Psicologia da educação(2)FATIMA RIBEIRO
 
Texto: Pensar e conhecer
Texto: Pensar e conhecerTexto: Pensar e conhecer
Texto: Pensar e conhecerMary Alvarenga
 
Psicanalise freud
Psicanalise   freudPsicanalise   freud
Psicanalise freudDani Silva
 
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógico
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógicoA educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógico
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógicoeducacaofederal
 
Texto44 P7
Texto44 P7Texto44 P7
Texto44 P7renatotf
 
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTO
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTOTIPOLOGIA DO cONHECIMENTO
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTOGetulio Nunes
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofiaNuno Pereira
 
O espirito e o cerebro matheus kielek
O espirito e o cerebro   matheus kielekO espirito e o cerebro   matheus kielek
O espirito e o cerebro matheus kielekMatheus Kielek
 
Psicologia do trabalho
Psicologia do trabalhoPsicologia do trabalho
Psicologia do trabalhoCaio Aguiar
 
Psicologia do trabalho (1)
Psicologia do trabalho (1)Psicologia do trabalho (1)
Psicologia do trabalho (1)Caio Aguiar
 
Psicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemPsicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemLuiz Maciel
 
Psicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemPsicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemLuiz Maciel
 
Psicologias[1]
Psicologias[1]Psicologias[1]
Psicologias[1]Rildo45
 
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivoA organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivoAnderson Cássio Oliveira
 

Semelhante a Apostila de filosofia senac 2012 (20)

Resumo Psicologia Aplicada ao Direito
Resumo Psicologia Aplicada ao DireitoResumo Psicologia Aplicada ao Direito
Resumo Psicologia Aplicada ao Direito
 
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
 
Psicologia da educação(2)
Psicologia da educação(2)Psicologia da educação(2)
Psicologia da educação(2)
 
Coaching Ontológico
Coaching OntológicoCoaching Ontológico
Coaching Ontológico
 
Texto: Pensar e conhecer
Texto: Pensar e conhecerTexto: Pensar e conhecer
Texto: Pensar e conhecer
 
Psicanalise freud
Psicanalise   freudPsicanalise   freud
Psicanalise freud
 
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógico
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógicoA educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógico
A educação espiritualizada e suas implicações no fazer pedagógico
 
Comportamento Humano
Comportamento HumanoComportamento Humano
Comportamento Humano
 
Pensamento e imaginacao
Pensamento e imaginacaoPensamento e imaginacao
Pensamento e imaginacao
 
Pensamento e imaginacao
Pensamento e imaginacaoPensamento e imaginacao
Pensamento e imaginacao
 
Texto44 P7
Texto44 P7Texto44 P7
Texto44 P7
 
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTO
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTOTIPOLOGIA DO cONHECIMENTO
TIPOLOGIA DO cONHECIMENTO
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 
O espirito e o cerebro matheus kielek
O espirito e o cerebro   matheus kielekO espirito e o cerebro   matheus kielek
O espirito e o cerebro matheus kielek
 
Psicologia do trabalho
Psicologia do trabalhoPsicologia do trabalho
Psicologia do trabalho
 
Psicologia do trabalho (1)
Psicologia do trabalho (1)Psicologia do trabalho (1)
Psicologia do trabalho (1)
 
Psicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemPsicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagem
 
Psicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagemPsicologia aplicada a enfermagem
Psicologia aplicada a enfermagem
 
Psicologias[1]
Psicologias[1]Psicologias[1]
Psicologias[1]
 
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivoA organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
 

Mais de LuizfmRamos

Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011LuizfmRamos
 
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011LuizfmRamos
 
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011LuizfmRamos
 
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011LuizfmRamos
 
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e  oratoria 2011Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e  oratoria 2011
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011LuizfmRamos
 
Canais de comunicação 2012
Canais de comunicação 2012Canais de comunicação 2012
Canais de comunicação 2012LuizfmRamos
 
Palestrasaberuniitalo2007
Palestrasaberuniitalo2007Palestrasaberuniitalo2007
Palestrasaberuniitalo2007LuizfmRamos
 
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissionalLuizfmRamos
 
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissionalLuizfmRamos
 
Palestrasaber2007
Palestrasaber2007Palestrasaber2007
Palestrasaber2007LuizfmRamos
 
Sobreliderancaechefia
SobreliderancaechefiaSobreliderancaechefia
SobreliderancaechefiaLuizfmRamos
 
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissionalLuizfmRamos
 
Ossetedesviosdacondutamoral
OssetedesviosdacondutamoralOssetedesviosdacondutamoral
OssetedesviosdacondutamoralLuizfmRamos
 
Oneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglota
OneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglotaOneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglota
OneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglotaLuizfmRamos
 
Canaisdecomunicacao
CanaisdecomunicacaoCanaisdecomunicacao
CanaisdecomunicacaoLuizfmRamos
 
Prática de ensino. fundamentos parte ii
Prática de ensino. fundamentos parte iiPrática de ensino. fundamentos parte ii
Prática de ensino. fundamentos parte iiLuizfmRamos
 
Sieeesp metodologia científica i
Sieeesp metodologia científica iSieeesp metodologia científica i
Sieeesp metodologia científica iLuizfmRamos
 
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...LuizfmRamos
 
Planos prática de ensino de filosofia 2012 manhã
Planos prática de ensino de filosofia 2012  manhãPlanos prática de ensino de filosofia 2012  manhã
Planos prática de ensino de filosofia 2012 manhãLuizfmRamos
 

Mais de LuizfmRamos (20)

O princípio
O princípioO princípio
O princípio
 
Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 1 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
 
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
 
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 4 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
 
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
Aula 3 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 3 2011
 
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e  oratoria 2011Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e  oratoria 2011
Aula 2 curso aprenda a falar em publico tecnicas de retorica e oratoria 2011
 
Canais de comunicação 2012
Canais de comunicação 2012Canais de comunicação 2012
Canais de comunicação 2012
 
Palestrasaberuniitalo2007
Palestrasaberuniitalo2007Palestrasaberuniitalo2007
Palestrasaberuniitalo2007
 
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula001eticageraleprofissional
 
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula003eticageraleprofissional
 
Palestrasaber2007
Palestrasaber2007Palestrasaber2007
Palestrasaber2007
 
Sobreliderancaechefia
SobreliderancaechefiaSobreliderancaechefia
Sobreliderancaechefia
 
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissionalSieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissional
Sieeespneuroeducacaoaula002eticageraleprofissional
 
Ossetedesviosdacondutamoral
OssetedesviosdacondutamoralOssetedesviosdacondutamoral
Ossetedesviosdacondutamoral
 
Oneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglota
OneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglotaOneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglota
Oneuroeducadorcomoumcomunicadorpoliglota
 
Canaisdecomunicacao
CanaisdecomunicacaoCanaisdecomunicacao
Canaisdecomunicacao
 
Prática de ensino. fundamentos parte ii
Prática de ensino. fundamentos parte iiPrática de ensino. fundamentos parte ii
Prática de ensino. fundamentos parte ii
 
Sieeesp metodologia científica i
Sieeesp metodologia científica iSieeesp metodologia científica i
Sieeesp metodologia científica i
 
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...
Prática de ensino. fundamentos conceituais sobre educação...
 
Planos prática de ensino de filosofia 2012 manhã
Planos prática de ensino de filosofia 2012  manhãPlanos prática de ensino de filosofia 2012  manhã
Planos prática de ensino de filosofia 2012 manhã
 

Apostila de filosofia senac 2012

  • 1. APOSTILA DE FILOSOFIA pelo Prof. Ms. Luiz Fellippe Matta Ramos luiz.mramos@sp.senac.br SÃO PAULO 2012
  • 2. NOTA DE DIREITOS AUTORAIS Estimado (a) leitor (a). O material que você tem em mãos foi produzido para que o seu aproveitamento seja excelente e proveitoso. Ele é resultado de sério trabalho de docência e investigação intelectual. Em conformidade e obediência ao Código Penal em seu artigo 184 e à Lei 9.610/98 em seu artigo 104 divulgados pela ABDR – Associação Brasileira de Direitos Reprográficos –, reproduzir material sem prévia permissão do autor é crime. Portanto agradeço pelo seu gesto de cidadania em cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor. Para efeitos exclusivamente acadêmicos, AUTORIZAMOS A REPRODUÇÃO XEROGRÁFICA DESTE
  • 3. TRABALHO, desde que o mesmo não sofra alterações em seu conteúdo por parte do leitor e/ou reprodutor destes originais. Um convite que faço a você: visite o site da ABDR: www.abdr.org.br. Vale a pena! Boa leitura e que este material lhe seja útil em sua vida pessoal e profissional. Saudações Acadêmicas O autor
  • 4. 1.- Considerações Introdutórias. O estudo da Filosofia em cursos de Bacharelado, Tecnólogo e outros nos dias atuais tem o propósito de capacitar o aluno(a) a aprender a pensar para poder conduzir com competência e moral o processo de uma instituição e de sua própria vida. Com efeito, pobres serão os resultados de quem é detentor de conhecimentos pertinentes às teorias e seus procedimentos, se não possui extensão e compreensão dos desdobramentos decorrentes de suas decisões. Dentro do universo filosófico destacamos a antropologia como o conteúdo para os nossos estudos. O termo é constituído de dois vocábulos de origem grega: antropos () cujo significado é homem, no sentido de humanidade e logos () cujo significado é estudo sistemático. A Antropologia é o estudo sistematizado da natureza humana no intuito de conhecê-la melhor em seus recursos e potencialidades, proporcionando assim um maior autoconhecimento. Com efeito, não basta nos dias atuais ser um profissional tecnicamente competente. Ele precisa ser competente em todos os aspectos de sua vida, inclusive vida pessoal, esta constituída de relacionamentos, decisões, projeto de vida, objetivos, metas, etc. Mas afinal, quem o que é o ser humano? Esta é a primeira pergunta que a Antropologia faz. Em primeira instância
  • 5. podemos afirmar que o ser humano constitui-se em uma realidade extremamente complexa. Muitas vezes identificados como um triângulo eqüilátero, podemos com isso definir nossa tríplice natureza conforme ilustra a figura 1:  Fig. 1 Toda estrutura humana é constituída de três dimensões. A primeira entendida como a dimensão somática ( soma, = corpo) que representa a nossa organicidade material e que se constitui em um instrumento pelo qual e através do qual eu me relaciono com o mundo. Sem a dimensão somática, o ser humano deixaria de sê-lo, uma vez que nós precisamos do nosso corpo para poder nos manifestar existencialmente. A segunda dimensão deste tripé corresponde à dimensão psíquica(psique, = mente). Nossos pensamentos e nossos sentimentos, nossas impressões e nossas sensações também exercem uma influência considerável sobre a maneira de como nós nos relacionamos conosco próprios e com as outras pessoas. A terceira e última dimensão constitutiva do ser humano é a dimensão anímica ou espiritual (anima,  = alma). Sem uma alma o homem não seria um ser vivo e sim um cadáver, pois lhe faltaria o princípio vital, o sopro anímico do Criador sobre a criatura. Pois bem: somos a integração de corpo + mente + espírito. Ocorre que ao nascermos desconhecedores das regras da
  • 6. boa convivência com as outras pessoas. Quando criança somos atendidos quase todas as vezes que choramos ou utilizamos algum artifício. Com isso, pensamos que somos os “donos do mundo”. Complicada fica a situação quando o pequeno “reizinho” da casa cresce e continua pensando que pode fazer o que bem entende... A Filosofia é, pois o esforço deliberado do Homem em querer se tornar alguém melhor e que busca mediante o exercício da sua inteligência e do seu livre arbítrio, aprender a coordenar suas atitudes, suas potencialidades em busca de um fim último qual seja, o de ser feliz. A Filosofia e a própria Ética é arte porque devemos aprender a conduzir com certa elegância o nosso projeto de vida. Lembremo-nos de que somos sempre os responsáveis pelas atitudes tomadas ou não tomadas, implementadas ou não diante dos desafios do nosso cotidiano.
  • 7. 2.- O dinamismo do ser humano. Muitos se espantam quando argumentamos que o homem é um ser considerado como ser de relações e destinado ao sucesso. Na verdade somos como out doors ambulantes. Todos nos observam e somos constantemente avaliados, apreciados, comparados e até mesmo imitados. Pensemos: qual é a imagem que passamos para o mundo? Isto vai depender da maneira como utilizamos este vasto potencial que nos constitui humanos. Vejamos a seguir quais são estas forças que podem ser utilizadas tanto para o sucesso e para a felicidade ou para o fracasso e para a tristeza. 2.1.- As atitudes do soma. Podemos utilizar inteligentemente a nossa dimensão orgânica ou somática, através da compreensão de alguns conceitos fundamentais. São eles: ° Ouvir é diferente de escutar! Escutar significa receber, captar os sons que são transmitidos pelo ambiente externo ou pelas pessoas. Muitas vezes
  • 8. apenas “escutamos” os outros e não percebemos a importância daquilo que é dito. A atitude inteligente de ouvir representa o grau de atenção necessária que foi concedida ao interlocutor. Ouvimos quando focamos nossa atenção no conteúdo do que está sendo transmitido e principalmente na pessoa que está atuando como nosso interlocutor. Quantas vezes apenas escutamos alguém mas não a ouvimos ? ° Dizer é diferente de falar! Você deve conhecer pessoas que falam, falam... e não chegam a lugar algum. Que situação incômoda, não é verdade? Então tomemos muito cuidado com o que falamos e com o que dizemos. Falar significa transmitir palavras, emitir conceitos ou expressões. Qualquer pessoa em condições psicológicas normais pode falar muitas coisas e tratar de muitos assuntos. Dizer significa um processo inteligente mais requintado. Dizemos algo quando oferecemos ao nosso interlocutor algo mais que palavras. Transmitimos idéias, valores e convicções. Dizer algo significa que já amadurecemos no laboratório da nossa razão o elixir da inteligência e queremos oferecê-lo ao próximo de maneira respeitosa.
  • 9. ° Observar é diferente de ver! O ato de ver é constitutivo a qualquer pessoa que possua boa saúde visual e neurológica. Ver significa captar luz para poder interpretar a realidade que se manifesta em nosso cotidiano. A atitude da observação significa um procedimento que vai além da recepção de luz e imagens. Observar significa conduzir nossa atenção àquilo que nós vemos ou presenciamos. Observar significa prestar atenção àquilo que nós vemos, independentemente de gostarmos ou não do assunto ou da situação à qual estamos vinculados pela observação. ° Demonstrar é diferente de gesticular! O gesto simboliza o propósito da demonstração de uma idéia. Através do corpo e mais especificamente através da cabeça, dos braços e das mãos, procuramos sempre reforçar, salientar, destacar, confirmar uma idéia ou um conjunto de argumentos. O gesto em si mesmo não significa muita coisa, uma vez que ele precisa estar contextualizado na dinâmica corporal e verbal. A demonstração busca o reforço da idéia que está sendo apresentada. Queremos com isso concluir que a postura de uma pessoa e de um profissional afeta em muito as relações inter pessoais.
  • 10. 2.2.- As atitudes da psique. A psique corresponde ao conjunto de pensamentos e sentimentos que criamos, processamos, mantemos e utilizamos por toda nossa vida. Os pensamentos podem ser definidos como a expressão do que eu entendo a respeito de um fato ou de uma dada realidade por mim experimentada ou vivenciada. O pensamento - ou um conjunto deles - é a compreensão racional e a interpretação que eu tenho de algo que eu vivi ou estou vivendo e mesmo daquilo que eu quero viver. Diferentemente desta concepção, temos os sentimentos. Mas como podemos definir algo tão abstrato? Os sentimentos são a expressão de como eu me sinto e interpreto diante de um fato ou situação. Um sentimento é a tradução do meu estado emocional frente a um acontecimento ou experiência. A partir destas duas definições podemos encontrar posturas que variam de acordo com a personalidade das pessoas. Assim duas são as atitudes que a psique ou a nossa dimensão afetiva pode assumir. A primeira caracteriza-se como o predomínio ou influência predominante dos sentimentos sobre os pensamentos. Você já observou aquelas pessoas que “ficam magoadas” diante de um incidente ou acontecimento sem grande importância? São pessoas definidas como reativas (P x S – pensamentos versus
  • 11. sentimentos), porque reagem ao que lhes acontece. Uma pessoa reativa sempre permite que os sentimentos determinem os padrões psicológicos dos seus pensamentos. É a característica postura daquele “estourado que não leva desaforo para casa” ou daquela que “comigo é assim: bateu, levou”. Também conhecemos o valente: “Comigo é assim: escreveu não leu, o pau comeu!”. Pessoas que possuem o cérebro no coração e pensam com os sentimentos. O oposto da atitude reativa é a postura pró-ativa. (P + S – pensamentos junto com os sentimentos). Os pró-ativos são pessoas que buscam um equilíbrio emocional. Sabem do valor e da riqueza dos sentimentos no cotidiano das suas relações, mas não se permitem conduzir por um ataque de fúria. Os pró-ativos buscam conduzir seus pensamentos de tal modo que os mesmos administrem os sentimentos. Com isso, em uma discussão, entendem que este não é o momento mais adequado para convencer alguém. Esperam que a tempestade vá embora, para iniciar um diálogo de maneira racional. Para quem quer agir eticamente, ser e agir de maneira pró-ativa permite que a pessoa tenha mais autodomínio de qualquer situação em que se encontrar. 2.2.1.- A estrutura do nosso psiquismo. Nosso psiquismo articula não apenas os pensamentos e sentimentos nele contidos. Na verdade, ele é muito mais do que isto. Como um perfeito sistema operacional, é
  • 12. constituído de uma estrutura que se divide em três partes inteiramente associadas na seguinte relação:  Consciente = 10% do nosso psiquismo.  Subconsciente = 20% do nosso psiquismo.  Inconsciente = 70 % do nosso psiquismo. Sobre a estrutura apresentada, funcionam ativamente dois princípios ou duas forças: o “id” que é o conjunto dos nossos impulsos regidos pelo princípio do prazer e o “super- ego” que é regido pelo princípio do dever constituído pelos nossos valores morais. Ainda dentro da estrutura do nosso psiquismo, é fundamental o conhecimento do funcionamento dos níveis mentais. Os níveis mentais. Os níveis mentais correspondem aos diferentes tipos em que nos encontramos em atuação durante as diversas e múltiplas atividades mentais e cerebrais. Ao nos referirmos ao cérebro, entendemos ser este o órgão que administra todo o nosso organismo e a nossa mente que equivale à função que o mesmo desempenha. O cérebro equivale ao órgão e a mente equivale à função exercida por este órgão. Conhecendo seu funcionamento e seu dinamismo, podemos ter mais e melhores condições de administrarmo-nos com melhores resultados e maior auto controle.
  • 13. C.P.S Nível (ciclos Comportamentos e por atitudes segundo) Estado de vigília e atenção. Processo de estudo e concentração. Nível do Beta 14 a 21 trabalho e da produtividade. Corresponde a tudo o que fazemos acordado e com o emprego da atenção. Estado de relaxamento físico, mental e espiritual. Também encontrado nos estados de meditação transcendental ou religioso. Alfa 7 a 14 Excelente nível para o exercício do relaxamento anti-estresse e para a criatividade. É o nível da aprendizagem e da fixação de tudo o que planejamos, estudamos e produzimos. Estado de cochilo, torpor e Teta 4a7 sonolência. Encontra-se na semiconsciência e antecede o sono profundo. Nível de total inconsciência. Neste nível o cérebro pode descansar e sonhar. Em Delta 0,5 a 4 delta estamos na vida intra- uterina, sono profundo e estado de coma. Estado de estresse elevado X e de grande agressividade. Estado de esquecimento Obinubilação 21 a 30 ou 40 provocado por emoções mental. negativas como rancor, ódio, raiva, medo, “Branco”. insegurança e preocupação.
  • 14. 2.2.2.- A formação e atuação da personalidade humana na vida pessoal e profissional. O termo “personalidade” é de origem latina e significa na compreensão da época em que os romanos participavam entusiasticamente das peças teatrais, máscara. Com efeito, para se poder entender o personagem e a sua fala durante as peças, os atores utilizavam a máscara (persona) para serem reconhecidos. Com efeito, a personalidade é o canal pelo qual nós nos relacionamos com o mundo. Na Ética, personalidade é o modo de alguém ser e viver tanto no diálogo consigo próprio (relações intrapessoais) como no diálogo com o mundo (relações interpessoais), entendendo-se este mundo o círculo de relações sociais que estabelecemos ao longo da vida com a família, com os amigos, no mundo do trabalho, na vida acadêmica e tantas quantas forem as relações que eu vier a conquistar e manter na vida. Nossa personalidade é formada a partir de duas fontes. A primeira é originária da herança genética que recebemos dos nossos pais biológicos. Assim como a cor dos olhos, da pele, altura e outras características familiares, também herdamos o temperamento que vai influenciar nossa personalidade ou modo de ser diante do mundo. O temperamento é uma tendência que nos influencia na maneira de entender o mundo e de reagir frente aos desafios e oportunidades, uma vez que o conceito (= tempero) é bastante sugestivo.
  • 15. A segunda fonte de formação da nossa personalidade é originária do processo de socialização que recebemos da nossa família, escola, igreja, meios de comunicação social, faculdade, etc. A socialização é o processo de transmissão e ensinamento de valores morais, éticos, culturais, religiosos, familiares, afetivos que recebemos de alguém. Pense um pouco em você. Muitas das atitudes por você tomadas foram resultado dos valores que você recebeu. Esses valores ou paradigmas são o modo pelo qual eu interpreto o mundo, a vida e as pessoas. Há famílias em que é imperioso o dever de todos almoçarem juntos à mesa nos domingos. Em outras, o importante é que ninguém fique sem comer, podendo cada um escolher onde vai saborear a sua refeição. Qual família está certa ? As duas! Trata-se de uma questão de valores ou se preferir, de paradigmas. Assim é a nossa personalidade na vida pessoal e profissional. Cabe a cada um o bom uso da liberdade e da inteligência em suas escolhas. 2.2.3.- Considerações sobre a vida afetiva. Um dos temas que mais chama a atenção das pessoas no que se refere ao campo das relações humanas e interpessoais é sem a menor sombra de dúvida, a temática relacionada à vida afetiva. Com efeito, quem não gosta de discutir assuntos sobre paixão, amor, ciúmes, possessividade ? Diariamente a mídia nos bombardeia com músicas, filmes, casos policiais... Não dá para ficarmos isentos da polêmica.
  • 16. Para o propósito de esclarecermos estes conceitos e nos aprofundarmos no assunto, iniciemos nosso raciocínio pela compreensão sobre o conceito vida afetiva. O termo “vida” significa em latim vita: dinamismo, movimento, atitudes. Ora, a vida é o conjunto de atitudes que empregamos ou deixamos de empregar na intenção de administrar uma situação em que estejamos sós ou façamos parte de um contexto maior. A vida é este conjunto de atitudes e deliberações que fazem com ela se expanda, cresça e se manifeste em diversas dimensões e perspectivas. As atitudes que eu adoto ou não em minha vida, irão influenciar diretamente o meu futuro. Já o termo “afetivo” é muito rico em seu significado. De origem latina, grafa-se affectus como um sentimento de amizade. Affectivus significa sujeito a, dependente de. A definição oportuniza um aprofundamento maior. Nossos afetos correspondem a um vínculo para com alguém e que nos torna dependente desta pessoa. Por mais que estejamos nos sentindo felizes, se temos uma pessoa amada que está passando por uma dificuldade qualquer, nossa felicidade não é completa porque pensamos imediatamente naquela pessoa a quem amamos e queremos ajudar. Na vida afetiva existe um vínculo que nos une e nos sustenta no cotidiano. A vida afetiva corresponde à nossa vida de sentimentos (emoções) + pensamentos (compreensões) + valores (convicções) que temos e desenvolvemos de nós próprios, dos outros e da própria vida. É importante que em minha vida eu saiba combinar o que eu sinto pela pessoa (emoção) com o que eu
  • 17. compreendo dela (compreensão, colocar-se no lugar do outro) e em que eu acredito (convicção, valor moral) ser viável. 2.2.3.1.- Sobre o amor. O que é o amor? Como poderemos definir este sentimento do ponto de vista da Ética? Considerando-se a experiência de amar alguém um fenômeno tipicamente humano, podemos afirmar que este sentimento corresponde à seguinte afirmação: Amor = busca de completude no outro. Eu possuo um patrimônio afetivo (experiências passadas, sonhos, desejos, valores familiares, convicções, etc.) que busco compartilhar (com+partilhar) com o outro. Esse patrimônio afetivo corresponde a 50 % das minhas “ações” para esta parceria ou empreendimento. IMPORTANTE !!! Para amar e ser amado. Necessidade de se conhecer o outro e ser conhecido pelo outro. Conhecer ( do latim cognoscere ): Ter ou estabelecer intimidade com algo ou com alguém. Pai: chama-se tempo ( tanto cronológico como psicológico ). Intimidade Mãe: chama-se convivência (vide adiante a explicação do termo).
  • 18. 2.2.3.2.- Sobre a paixão. A paixão é muito valorizada em uma sociedade de consumo. Estar apaixonado (a) por alguém representa vivenciar uma experiência muito intensa e bastante singular. Sua compreensão do ponto de vista filosófico é: Paixão = busca de preenchimento do outro. O preenchimento é decorrente de um vazio existencial, de um momento ou fase de fragilidade em que a pessoa encontra-se momentaneamente. A pessoa envolvida possui um vazio afetivo que busco conquistar, preencher às custas do outro. A paixão é a divinização do outro. “Você precisa conhecer a Maristela. Ela é per – fei – ta!”. Típica afirmação de um rapaz apaixonado que os gregos já definiam como um comportamento de desequilíbrio (paixão vem do grego pathós que significa desequilíbrio, desarmonia). Depois o conceito foi traduzido para o latim e ficou conhecido como passio, daí a expressão em Língua Portuguesa “crime passional”. 2.3.- Sobre os tipos de amor ou das diferentes maneiras de se entender o outro e a nós próprios. Será que amamos da mesma maneira? Quais os parâmetros para identificarmos um verdadeiro amor? Podemos deixar de amar uma pessoa ou podemos aprender a amar outra?
  • 19. Estas são algumas de várias interrogações que o ser humano faz a si próprio desde o momento em que ele se entende pertencente a um gênero de superioridade em relação à Criação. A seguir apresentamos algumas ferramentas para ajudá-lo neste processo de auto conhecimento. 2.3.1.- Amor próprio. Nasce do auto conhecimento de nós próprios. O amor próprio decorre de uma rica vida intrapessoal que é o discurso de nós conosco. Autós (grego) = próprio e conhecimento que é derivado do verbo conhecer, cognoscere (latim) = que significa ter ou estabelecer intimidade com algo ou com alguém. Intimidade = tempo + convivência  Individualidade (é a minha privacidade, o meu espaço interno. Corresponde ao centro de referência em que eu me encontro comigo mesmo e de onde elaboro minhas interpretações do mundo, da vida, dos outros e de mim mesmo).
  • 20. Aqui temos duas letras “v” que significam as duas vidas em conjunto. Atenção para:-  Convivência = viver com, ao lado de.  Conivência = viver sob, embaixo de ou sob o jugo de alguém.  Conveniência = viver sobre, acima de ou dominando alguém. 2.3.2.- Amor eros. Eros foi a divindade grega do amor também conhecida como cupido na mitologia romana. Corresponde ao amor físico que se manifesta e se realiza por meio da corporeidade (soma). Há uma necessidade imperiosa do contato físico e corporal para que a libido (energia sexual) possa se manifestar em sua totalidade. Cumpre esclarecer que o amor erótico não se manifesta ou restringe apenas ao ato sexual. Ele é decorrência de outras dimensões físicas como o beijo, o abraço, o estar junto fisicamente e demais demonstrações de carinho, amor, desejo, saudade, alegria, apoio, bem estar, etc. 2.3.3.- Amor philia (ou ágape). Trata-se do amor amizade que sentimos pelas pessoas com quem nos identificamos (empatia) e de quem nós
  • 21. gostamos, bem como de quem gosta de nós. É o amor dos pais pelos filhos e destes para com seus genitores. É também o sentimento de afinidade dos amigos, parentes de todas as demais pessoas com quem nos relacionamos e construímos uma afinidade de pensamentos, sentimentos e convicções. Deve também ser um amor cultivado pelo casal para além do amor erótico e em concomitância com ele, uma vez que é a sustentação de um relacionamento maduro. 2.3.4.- Amor cáritas. É o amor referência do Cristianismo. Cumpre esclarecer que o amor caridade ou amor cristão caracteriza-se pelo respeito pela natureza do outro e pela valorização da pessoa como alguém que é depositário de uma dignidade entendida como a condição de filho (a) de Deus. A partir desta premissa, esta pessoa é considerada um projeto de vida que merece consideração e respeito independentemente do seu histórico de vida. Isto não significa que a pessoa não deve responder pelas suas atitudes mas que ela não deva ser confundida com as mesmas. Uma realidade é a pessoa merecedora de valor e outra são os erros (sempre reprováveis) que ela comete e que não se deve permitir ou ser leniente para com os mesmos. A capacidade que uma pessoa apresenta para o amor e para a paixão traduz-se em inúmeras atitudes e formas de comportamento. É claro que uma pessoa introvertida vai se comportar afetivamente de acordo com esta característica da sua
  • 22. personalidade. Já o extrovertido demonstrará seu amor ou sua paixão de maneira própria e até em algumas vezes extravagante. O próximo item que vamos abordar está também relacionado com a vida afetiva e com uma certa insegurança de nossa parte no que diz respeito ao relacionamento com o outro. Por fim, apresentamos alguns princípios norteadores de um relacionamento maduro e passível de bons frutos. 2.4.- Ciúme e Possessividade. Ciúme: medo da perda do outro. Porque eu amo então posso manifestar este receio da perda de alguém com quem me relaciono afetivamente e construí uma existência com esta pessoa. Possessividade: desespero da perda do outro. Porque eu estou apaixonado então sinto a tragédia (imaginária) que está por acontecer se esta pessoa não fizer parte do enredo do sonho que estou vivenciando. 2.5.- Princípios éticos norteadores do bom relacionamento. 2.5.1.- o exercício do diálogo: dia = dual (latim), dois e logos (grego) razão, idéia. O diálogo corresponde mais do que uma atitude ou iniciativa. O diálogo deve ser o reflexo e o desdobramento de um testemunho de vida, de uma convicção. 2.5.2.- a prática da humildade: capacidade de reconhecimento do valor de si próprio e do outro. Isto não significa que tenhamos de
  • 23. sempre aceitar o outro, mas de identificar os aspectos favoráveis e desfavoráveis de sua personalidade. 2.5.3.- o princípio da causa e efeito: eu não me relaciono para ser feliz. Porque eu sou feliz então eu me relaciono. Lembre-se de que o pássaro está feliz porque canta... 2.5.4.- todo relacionamento afetivo é uma conta conjunta, uma parceria. Nunca ultrapasse o limite da conta seja ela bancária ou afetiva. A empresa de Consultoria Franklin Covey (vide bibliografia) apresenta um quadro bastante interessante do que afirmamos. Preste atenção nos depósitos e nas retiradas: A CONTA BANCÁRIA EMOCIONAL® (1) DEPÓSITOS RETIRADAS Gentileza e cortesia Falta de gentileza e descortesia Manter promessas Quebrar promessas Honrar expectativas Violar expectativas Lealdade a quem está ausente Deslealdade e falsidade Pedir desculpas Orgulho, presunção e arrogância 2.5.5.- a iniciativa de cultivarem juntos uma filosofia de vida ou algum credo religioso juntos. (1) FONTE: www.franklincovey.com.br
  • 24. 2.5.6. – Qual a sua escolha em sua vida ? A estrutura da moralidade pessoal e profissional. Pense neste enigma atribuído ao famoso filósofo e psicólogo norte-americano William James, um dos fundadores do Pragmatismo: “O pássaro está feliz porque canta ou ele canta porque está feliz?” A resposta desta charada e a sua escolha representa a nossa postura de reativos ou pró-ativos diante da vida. 2.6.- As atitudes do anima. O anima corresponde à dimensão espiritual do ser humano. Deste termo deriva o conceito alma em Língua Portuguesa. É curioso como as pessoas não atentam para este enorme potencial do nosso comportamento. Veja que desfigurante é a compreensão e o diálogo com uma pessoa des-animada... Um desanimado demonstra a ausência de entusiasmo pela vida. Nosso anima pode tanto valorizar as forças espirituais do crescimento como as forças espirituais da morte. Com
  • 25. isso, as pessoas caminham para o fracasso ou para o sucesso dependendo da qualidade dos seus padrões espirituais. Não é a toa que conhecemos vários “vampiros de energia”. Você já conversou com uma pessoa negativista? Então já conheceu um destes vampiros... 2.6.1.- Das deformidades morais. Preliminares. É particularmente interessante a situação que constatamos diariamente no trabalho, em casa ou com os amigos quando ouvimos a expressão: “fulano não tem caráter. É uma pessoa totalmente despida de sentimentos e respeito...”. Na Ética como área da natureza humana em que nos dedicamos a estudar o ser humano no exercício da sua existência, como podemos mensurar os desdobramentos dos seus atos e das suas atitudes? Em quais circunstâncias uma pessoa pode ser considerada responsável pelos seus atos? Vamos analisar alguns aspectos importantes. 2.6.2.- Ato moralmente válido. Um ato para ser considerado moralmente válido ou aceito como merecedor de uma dimensão ética ou não, precisa estar relacionado com dois elementos. O primeiro elemento constitutivo é a inteligência ou razão. Como uma faculdade própria do ser humano (somos definidos na Filosofia como “animais racionais”), a inteligência
  • 26. corresponde à capacidade que uma pessoa tem de exercer a reflexão e o pensamento sobre a decisão que vai tomar a respeito de algo. Utilizar a inteligência no momento de uma decisão significa aplicar o conhecimento obtido ao longo da vida e agregá-lo à consciência da atitude do momento. É rica a etimologia do termo: intus significa dentro e legere significa ler. É pela inteligência que aprendemos com as decisões tomadas e é também pela inteligência que adquirimos experiência, conhecimento de vida. Sem ela a Humanidade não teria evoluído tanto e já estaria superada como inúmeros animais extintos há milhares de anos. O segundo elemento que constitui um ato moralmente válido é a liberdade também conhecida como livre arbítrio. Também é uma faculdade que constitui a nossa natureza humana. A liberdade é a capacidade que uma pessoa tem em escolher entre duas ou mais opções ou alternativas. Sem esta condição, não podemos afirmar que uma pessoa é livre. Por outro lado, a afirmação de alguns “não tive escolha, fui forçado...” é um tanto uma “desculpite” de alguém que quer justificar uma conduta ou decisão. Geralmente ou quase sempre possuímos opções de escolha, mesmo que as mesmas não sejam aquelas ideais que nós desejamos. Cumpre esclarecermos também que toda escolha envolve duas dimensões. Podemos falar em escolhas primárias que se caracterizam pela opção que fazemos por algo. Também possuímos as escolhas secundárias que são as conseqüências das escolhas anteriores. Desta forma se um rapaz faz a escolha primária de constituir uma família por meio do casamento e ter
  • 27. filhos, isto pode representar uma importante escolha primária. As escolhas secundárias não poderão ser mais as saídas noturnas, chegar de madrugada, levar uma vida descompromissada com alguém. Se eu faço a escolha primária de cursar faculdade no período noturno, minhas escolhas secundárias estarão centradas no compromisso de assistir às aulas de 2ª. à 6ª. feira, realizar trabalhos, provas, pagar a mensalidade, ter freqüência, comprar e ler livros, etc, etc, etc. Ocorre que muitas pessoas preferem o “caminho mais fácil” e optam por atitudes não tão livres ou não inteligentes. É o que trataremos a seguir no próximo tópico. Por fim, também lembramos as duas outras situações referentes às nossas atitudes: o do ato imoral e a do ato amoral.  Ato imoral = aquele pelo qual eu assumo um comportamento conscientemente contrário à moral (i = não, contra).  Ato amoral = aquele pelo qual eu assumo um comportamento não consciente da moral em questão (a = não, ausência). 2.6.3.- As deformações éticas e capitais de uma empresa, de um relacionamento e/ou de uma pessoa. As deformidades éticas correspondem à maneira própria do ser humano buscar a sua felicidade e construir a sua vida de uma maneira desrespeitosa para consigo e para com o próximo.
  • 28. A tabela abaixo nos oferece uma visão mais ampla. QUADRO DAS DEFICIÊNCIAS MORAIS Desdobramentos na vida Deficiência Significado ético da empresa ou da pessoa Agressividade Nervosismo, stress, problemas Ira espontânea e voluntária de relacionamento interpessoal. contra alguém. Sentimento de raiva e ódio Prontidão para não Intrigas, fofocas, armações,, Inveja reconhecer o mérito do boicotes. outro. Busca pela retenção dos Roubos, desvios de verba e Avareza bens materiais. Também material. conhecida como cobiça. Postura desenfreada pela Assédio sexual, inconstância, Luxúria busca constante e “casos” no trabalho, incontrolável do prazer infidelidade, promiscuidade. físico, sensual. Recusa ao trabalho de Atrasos, postergações, demora Preguiça qualquer natureza, seja na entrega de documentos, físico ou intelectual. esquecimentos, improvisações. Demonstração agressiva Assédio moral, agressividade de superioridade em verbal, insegurança no grupo, Soberba qualquer instância no chantagem. propósito de humilhar uma ou mais pessoas.
  • 29. Desejo e iniciativa de se Aumento de peso, síndrome da Gula alimentar de algo, seja abstinência, indisciplina pessoal e comida, bebida, drogas, profissional, dificuldade ao ajuste remédios, cigarro no intuito de alimentação, sono exagerado, de se obter um prazer insegurança. como ganho secundário 2.7.- Sobre o exercício da liderança e da chefia. É particularmente interessante a oportunidade que temos em discutir a identidade, a natureza e a postura de duas situações muito comuns na vida profissional. Referimo-nos à situação de liderança e de chefia. Embora muitos considerem termos sinônimos (liderança = chefia), trata-se esta maneira de raciocinar como um modo equivocado de se interpretar as relações no mundo do trabalho. Ao tratarmos deste tema, cumpre esclarecer que liderança e chefia são termos independentes. Eu posso ocupar um cargo de chefia e não obstante não possuir nenhuma liderança. Por outro aspecto na mesma empresa, há funcionários com liderança em sua equipe sem possuir nenhum cargo de chefe, não é mesmo? Para que o leitor (a) possa compreender ser dificuldades a distinção entre os dois termos, é fundamental que você saiba o significado de um termo correlato: o da autoridade. Em seguida, apresento outros conceitos de fundamental importância.  Autoridade = poder, instrumento ou ferramenta para a resolução de um problema, desafio, projeto e qualquer
  • 30. outra situação ou dinâmica que requer uma deliberação por parte de pessoa física, jurídica, acadêmica ou afins.  Chefe = responsável pelo andamento dos trabalhos em um determinado setor ou departamento. Aquele que recebeu uma deliberação ou ordem para cumprir ou fazer cumprir um cronograma ou projeto. Cargo recebido por delegação. Status recebido, deliberado.  Chefia = É o exercício de quem obteve o poder da autoridade  Líder = responsável pelo andamento dos trabalhos em um determinado setor ou departamento. Aquele que conquistou a colaboração do grupo, colegas e funcionários. Competência conquistada pelo mérito e dedicação. Carisma trabalhado, aperfeiçoado.  Liderança = É o exercício de quem conquistou o poder da autoridade. 2.7.1.- Características de um líder. Então, meu querido. Você pensa ou entende que alguém é líder? Faça uma análise das 5 características !
  • 31. Um líder possui bom humor. Isto significa ter uma postura amigável 1a. característica consigo mesmo (intrapessoal), com os outros (interpessoal) e com a vida. Um líder procura não apenas falar, mas dizer. Não apenas escutar, mas 2a. característica ouvir. Não apenas gesticular e se mover, mas demonstrar. Ele sabe que ele é uma referência para os outros e sabe desta responsabilidade. Um líder é autônomo, ou seja: sabe cumprir ordens, mas também possui iniciativa para criar dinâmicas e alternativas para resolver os 3a. característica problemas. Ele não apenas leva os problemas para o seu superior, mas acrescenta as possíveis soluções para o quadro que se apresenta. Um líder tem consciência de que os cargos vêm e vão de acordo com o momento em que a empresa está vivenciando e em muitas vezes o 4a. característica poder se desloca de acordo com as pessoas envolvidas e cargos em questão. Não obstante entende a liderança é uma conquista pessoal e é exercida em qualquer circunstância com ou sem cargo. Um líder procura sempre ser pró-ativo. Ele não constata o que falta e sim o que possui. Não é um profissional que reage ao que lhe acontece, mas sim 5a. característica que procurar construir atitudes e posturas que venham resolver o problema ou a situação problemática.
  • 32. 2.7.2.- Liderança e o papel das críticas construtiva e destrutiva.  Crítica: “Exame criterioso a aprofundado a respeito de um assunto, tema, circusntância ou fato.Busca identificar os elementos positivos e negativos pertinentes a uma realidade observada”.  Crítica construtiva é sempre direcionada às atitudes da pessoa ou da empresa, em vista ao bem comum ou à melhoria dos procedimentos.  Crítica destrutiva é sempre direcionada à pessoa em vista à destruição (humilhação, coação moral) desta pessoa. 2.7.3.- DECÁLOGO DA ARTE DE CRITICAR Você quer ser uma pessoa saudável sob uma perspectiva ética ? 1 – Comece sempre destacando os pontos positivos. 2 – Pense ( e se possível escreva de maneira organizada ) antes de dizer aquilo que será exposto. Jamais improvise críticas.
  • 33. 3 – Coloque-se no lugar de quem irá ouvir sua crítica. 4 – Não faça piadinhas sobre a pessoa ou situação. Às vezes piadinha = “tiração de sarro”. 5 – Seja honesto (a) naquilo que você está avaliando. 6 – Não emita opiniões sobre os valores das pessoas. 7 – Lembre-se de que você hoje julga (critica). Amanhã talvez (e com certeza) será a sua vez de ser criticado. 8 – Proponha alternativas para a solução de um problema ou situação. 9 – Não “embace”. Diga o que tem a dizer e cale-se. Em seguida, espere o que a outra pessoa tem a dizer e não a interrompa. 10 – Termine agradecendo à pessoa (s) pela oportunidade de dizer isto pessoalmente.
  • 34. 2.8.- Projeto de Vida e seu Gerenciamento. 2.8.1.- Sobre o tempo. O que é o tempo? Qual o seu significado para as pessoas em geral e para nós próprios? Sabemos bem aproveita-lo ou somos vítimas dos nossos atrasos? Vários filósofos já tentaram definir o que significa este fluxo contínuo da existência e que é parte constitutiva e visível da eternidade. Tempo para nós é um mistério que convive conosco e que se apresenta aos poucos de maneira discreta. Vamos procurar entendê-lo. 2.8.2.- Definição. Tempo é para o ser humano um patrimônio que não lhe pertence, mas que a ele é confiada a sua administração. Pense nas pessoas que você ama e analise se o tempo que “é seu” pertence a você de verdade. Seu filho ou a sua namorada pede que você providencie algo. Talvez alguém esteja restabelecendo-se de uma operação e pede a sua companhia. O que você faz? Você não vai ficar com esta pessoa? Por conseguinte inferimos que o tempo representa este patrimônio que precisa ser muito bem administrado
  • 35. para que possamos nos dedicar às questões verdadeiramente importantes em nossa vida. 2.8.3.- Compreensão. Podemos compreender o tempo sob duas categorias. O tempo cronológico é aquele que todos nós conhecemos. É o tempo constituído de 24 horas que fluem inexoravelmente. Deus em sua infinita justiça concedeu o mesmo tempo para o ocupado e para o desocupado, para o pobre e para o rico... Sobre o tempo cronológico não podemos fazer alterações ou modificar o fluxo dos acontecimentos. Ao tratarmos do tempo subjetivo, referimo-nos ao conjunto de escolhas que devemos fazer para poder realizar os nossos compromissos e tarefas ao longo do dia, da semana, do mês, do ano e mesmo da vida. O tempo subjetivo é aquele pelo qual eu estabeleço e realizo as minhas escolhas por meio das minhas prioridades. É deste tempo que iremos tratar na elaboração do Projeto de Vida mais adiante. 2.8.4.- Extensão. A extensão do meu tempo deve ser direcionada para algum sentido próprio. Muitas pessoas vivem no corre-corre da vida sem saber por onde começar as suas tarefas. Com isso
  • 36. equivocam-se em muitas decisões precipitadas porque não conseguem estabelecer critérios de decisão. A extensão do tempo permite que abordemos dois conceitos: urgente e importante segundo a explicação em aula sobre o “Quadrante do Tempo”. Uma situação é urgente pela circunstância de que o compromisso ou a tarefa deveriam ter sido cumpridos ou realizados e por qualquer motivo (sério ou não) não o foram. A mensalidade da faculdade que deveria ter sido paga e não o foi, trata de uma questão urgente... A entrega dos relatórios que o supervisor do meu departamento vem cobrando desde a semana passada e que eu ainda nem comecei a pensar, também é uma questão urgente... Uma situação é importante pela oportunidade que eu ainda tenho de realiza-la. Os compromissos e tarefas importantes ainda apresentam uma certa “folga” de tempo para que sejam realizados. Com isso, podemos nos dedicar com mais atenção, tempo, esforço e boa vontade. Deveríamos sempre nos dedicar às coisas importantes e nem sempre às coisas urgentes, pois somente assim poderemos ter em nossas mãos o nosso destino. Refiro-me ao Projeto de Vida. 2.8.5.- Sobre a vida e a elaboração do seu projeto
  • 37. Pense em sua vida por alguns instantes. Pense na qualidade da sua vida e do seu dia-a-dia. Você está satisfeito com ela ou com você mesmo? Você já conseguiu tudo aquilo que você sonhou na virada do ano de 2008 para 2009? Você conseguiu realizar pelo menos metade dos objetivos que você estabeleceu? Aliás, como andam os seus objetivos? Sem tempo para pensar neles? E quando você vai ter este tempo? 2.8.6.- A busca do sucesso. É interessante como muitas pessoas buscam de maneira desesperada o sucesso, a aprovação, o reconhecimento. Mas sob uma perspectiva ética, o que é sucesso? Objetivamente sucesso significa a arte de conquistarmos tudo aquilo que queremos. O parâmetro da certeza de que eu obtive sucesso é exatamente este: sua conquista. É importante que você compreenda que o sucesso não traz necessariamente a felicidade. Com isso, expressões como: “Quando eu conseguir isto, vou ser feliz!” são puro engano ! Felicidade representa um outro estado da nossa existência.
  • 38. 2.8.7.- A procura da felicidade. Do ponto de vista ético, felicidade é também uma arte. Constitui-se na arte de sabermos reconhecer, valorizar aquilo que somos e aquilo que possuímos. Ser feliz representa um estado que supera a alegria do momento ou da situação. Uma pessoa é feliz quando ela está feliz, porque consegue dar valor àquilo que constitui o universo da sua existência. 2.8.8.- A definição dos papéis Um Projeto de Vida deve ter seu início a partir da definição dos papéis que exercemos na vida e que desempenhamos cotidianamente. Assim em um único dia somos filho(a), esposo(a), funcionário(a), aluno(a), etc... O papel diz aquilo que nós representamos para um determinado grupo de pessoas, inclusive para a nossa família. A identificação dos nossos papéis ajuda-nos a redigir a nossa Declaração de Missão Pessoal. No item ”Anexo” seguem alguns modelos de Declaração.
  • 39. 2.8.9.- A construção dos sonhos. Os sonhos são fundamentais na vida de uma pessoal. Há quanto tempo você não sonha? Parece que nós brasileiros cansados de tantas situações antiéticas cansamos de sonhar. Não obstante a isto, os sonhos fazem parte e são produto do exercício de uma poderosa faculdade que possuímos chamada imaginação. A imaginação é a capacidade (=ação) que todo ser humano tem de construir imagens, ou seja, sonhos. Se eu não sei o que eu quero ser, ter e fazer daqui para frente, de que vale tanto trabalho, tanto esforço, tanta dedicação? Antes de estabelecermos qualquer procedimento, precisamos colocar no papel qual é o nosso sonho, ou quais são os nossos sonhos. 2.9.- A formação dos objetivos. O passo seguinte à construção dos sonhos está na formação dos objetivos. O que são objetivos? São sonhos com uma data marcada para acontecer! Se eu quero ter o meu carro 0 Km, isto significa que eu tenho um sonho. Mas se eu estabeleço que até o final de 2010 (mês de Dezembro) estarei dirigindo o meu carro de marca X, cor vermelha, com tantos acessórios, etc., é muito
  • 40. provável que a minha mente vai trabalhar para que este objetivo seja realizado. Você já se pegou falando desta maneira: “Quando eu tiver um tempinho, vou ler aquele livro ou fazer aquela tarefa...” Este tempo chegou? Você leu o livro que está na estante há cerca de um ano? É preciso entender que a mente humana trabalha com prazos bem definidos. Somos indisciplinados por natureza e precisamos de um plano muito bem definido acompanhado de uma boa dose de autodisciplina. Em relação aos objetivos, precisamos estabelece- los da seguinte forma: mapear a nossa vida e encontrar as possibilidades em que nós atuamos e vivemos. Assim como sugestão podemos ter como objetivos mais ou menos a seguinte relação: - Objetivos familiares. - Objetivos financeiros. - Objetivos físicos (saúde). - Objetivos profissionais. - Objetivos sociais (amizades) - Objetivos espirituais. - Objetivos acadêmicos. - Etc.
  • 41. 2.9.1.- O estabelecimento das metas. Uma meta corresponde às etapas intermediárias que eu vou estabelecer para a consecução dos objetivos formados. Como no exemplo da aquisição do carro tão desejado em dezembro de 2005, podemos dizer que o objetivo será alcançado nesta data. Todos os passos que serão dados ao longo dos meses que fazem parte do cronograma, eu defino como metas. Assim eu devo ter tantas metas estabelecidas quanto necessárias forem as exigências para eu conseguir conquistar os meus objetivos. Aliás, o segredo da realização dos objetivos está na consecução de pequenas (e constantes) metas. Finalizando quero que você pense nisto: Não existem sonhos que não possam ser configurados em objetivos. Não existem objetivos que não possam se traduzidos em metas. Não existem metas que não possam ser satisfatoriamente cumpridas. Então por que você não toma a decisão de assumir o controle da sua vida?
  • 42. Questões de apoio ao estudo. 1.- Qual a importância do soma para a condução da nossa vida ? Explique as diferenças entre os comportamentos e atitudes que podemos adotar em nosso cotidiano. 2.- A dimensão psíquica tem algum papel em nosso sucesso e fracasso ? Por quê? 3.- O que podemos entender por “dimensão anímica”? Cite e comente a estrutura do nosso psiquismo. 4.- Defina e exemplifique os conceitos urgente e importante. 5.- Explique o funcionamento do “Quadrante do Tempo” explicado em aula. 6.- O que é o tempo? Podemos possuí-lo? Explique seus argumentos. 7.- O que podemos entender por projeto de vida ? 8.- Quais os elementos constitutivos de um projeto de vida? 9.- Sucesso e felicidade são incompatíveis? Justifique seu posicionamento. 10.- O que são sonhos? Eles existem? 11.- O que são objetivos? Como transformar os sonhos em objetivos concretos e mensuráveis? 12.- O que são metas? Como determiná-la? 13.- Por quê é importante que tenhamos bem definidos os nossos papéis e elaboremos uma “Declaração de Missão Pessoal”? O que vem a ser esta Declaração? 14.- Cite e explique os diferentes tipos de amor.
  • 43. 15.- O que é uma crítica ? Como pode ser classificada ? 16.- Em sua opinião, qual o melhor item do “Decálogo da Crítica” ? Por quê ? 17.- O que vem a ser um ato moralmente válido ? Cite dois exemplos. 18.- Quais as características de um líder ? 19.- Cite e explique o “Quadro de Deficiências Morais”. 20.- Qual a diferença entre eficácia e eficiência ? Cite exemplos da vida pessoal e profissional.
  • 44. Bibliografia. Dicionários ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. Tradução de Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998. CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. 2. ed. rev. e acresc. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. FERRATER MORA, J. Dicionário de Filosofia. Tradução de Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, 2000. Tomo I. Obras ABBAGNANO, Nicola Nomes e temas da filosofia contemporânea. [s.l.]: Círculo de Leitores, 1991 ARISTÓTELES Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultura, 1974. (Coleção Os Pensadores). CASSIRER, E. Antropologia Filosófica. Trad. de Vicente Felix de Queiroz. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1977. COVEY, S. R. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. 16a. ed. Trad. de Alberto Cabral Fusaro e Márcia do Carmo Felismino
  • 45. Fusaro. São Paulo: Editora Nova Cultural e Editora Best Seller, 2003. ___________. Primeiro o mais importante: como ter foco em suas prioridades para obter resultados altamente eficazes. Trad. de Julio Bernardo Ludemir. Rio de Janeiro: Campus, 2003. MCDERMOTT, I. e SHIRCORE, I. Administre sue tempo administre sua vida: novas técnicas de PNL para o sucesso pessoal e profissional. Trad. de Orlando Bandeira. Rio de Janeiro: Record, 2002. PEALE, N. V. O poder do fator extra. Trad. de Maria Célia de Medeiros Castro. Rio de Janeiro: Record, 1988. SCHLENGER, S. e ROESCH, R. Organize-se ! Trad. de Nivaldo Montingelli Jr. São Paulo: Editora Harbra, 1992. SMITH, H. O que mais importa. O poder de viver seus valores. São Paulo: Best Seller, 2003. VAZ, H. C. L. Escritos de Filosofia IV. Introdução à Ética Filosófica. São Paulo: Edições Loyola, 1999.