IMPÉRIO ROMANO
Povoamento
Origem de Roma
 Povoamento da Península Itálica, notadamente
de uma planície situada na região centro-
oriental, o Lácio
 Autóctones: lígures, ao norte e sículos, ao sul
 Invasão indo-européia: Italiotas (latinos,
sabinos, volcos e os samnitas)
 Após a segunda diáspora, a região foi
largamente ocupada pelos povos oriundos dos
Bálcãs (influencia grega na formação original de
Roma)
Formação
 Necessidade dos povos do Lácio se proteger
contra as ofensivas dos trucos
 Desenvolve-se um núcleo urbano em torno da
fortificação militar, as margens do rio Tibre, que
acabou por dar origem a Roma
Mito da formação
 A obra Eneida, do poeta Virgílio, narra a origem
de Roma através da história dos gêmeos
Rômulo e Remo, descendentes de Enéas, herói
de Tróia, que foram criados pela loba romana
 Estima-se que a fundação de Roma se deu em
meados do séc. VIII a.C. (753 a.C.)
Lenda
 Na cidade de Alba Longa, depois de uma disputa pelo poder,
Amúlio tirou o trono de seu irmão, o então rei Numitor. Acontece
que a filha de Numitor, Réia Sìlvia, foi obrigada a ser vestal, ou seja,
estava impossibilitada de ter filhos que pudessem posteriormente
reclamar o trono que havia sido de seu avô, já que as vestais eram
obrigadas a permanecer virgens. Só que o deus Marte acabou
ficando apaixonado pela Réia Sílvia e com ela teve dois filhos, que
por acaso eram gêmeos. Ao saber disso, Amúlio mandou enterrar
Réia Sílvia viva e que os gêmeos fossem jogados no rio Tibre.
Lançados ao rio dentro de um grande cesto, eles acabam sendo
encontrados e amamentados por uma loba e depois criados por
um pastor, que lhes dá o nome de Rômulo e Remo. Eles acabm
voltando até a cidade de Alba Longa e depois de devolverem o
trono ao seu avô, decidem escolher um local para fundarem uma
nova cidade. Rômulo acha o local e o demarca com um arado,
fazendo uma marca no chão. Remo acha graça disso e acaba
perturbando seu irmão, que o mata. Apesar de todos esses crimes,
a cidade estaria iniciada.
ROMA ANTIGAséculos:
III d.C.
I
VI
VII a.C.
JC
fases:
MONARQUIA
• fundação de Roma (latinos)
• divisão social:
patrícios, plebeus e escravos
REPÚBLICA
• Senado e magistraturas: patrícios
• lutas sociais: concessões à plebe
• expansão territorial e crise política
IMPÉRIO
BAIXO IMPÉRIO:
• declínio e queda
ALTO IMPÉRIO:
• auge da civilização romana
Economia
 Forma de sobrevivência: agricultura e
pastoreio
 Terra, grande fonte de riqueza
A sociedade
 Patrícios: Elite de proprietários, agrupavam-se
em gens.
O nome patrícios deriva de pater, o mesmo radical
que designava os eupátridas na Grécia
 Plebeus: Massa de pequenos proprietários,
artesãos, comerciantes e camponeses
 Clientes: Ligavam-se a uma família de
patrícios. Clientela. Obrigações políticas,
militares e econômicas.
Monarquia
 Estrutura monárquica centralizada na figura do
Rei (Rex): Chefe supremo, sacerdote e juiz
 Conselho dos Anciãos (Senado): formado pelos
chefes das principais famílias patrícias
 Houveram sete reis no período monárquico
romano (lenda):
- 4 primeiros latinos
- 3 últimos etruscos
Reis Romanos
 Rômulo
 Numa Pompílio
 Túlio Hostílio
 Anco Márcio
 Tarquínio Prisco
 Sérvio Túlio
 Tarquínio, o Soberbo.
Reis Etruscos
 A figura dos reis etruscos reflete a disputa entre
as cidades-estados pela hegemonia pela
Península Itálica
 Tentaram limitar o poder patrício aliando-se a
setores populares (comerciantes que
enriqueceram em função da presença etrusca)
Reis Etruscos
 Tarquínio, o Antigo: O primeiro rei romano sobre
,o qual existe alguma documentação escrita.
Realizou grandes obras publicas
 Sérvio Túlio: edificou a primeira muralha de
Roma e estabeleceu uma constituição
censitária, dividindo a população em cinco
classes com base na renda
 Tarquínio, o Soberbo: O ultimo rei romano,
derrubado por uma revolta patrícia
Assembléia Centurial
 Roma era governada por reis escolhidos pela
Assembléia Centurial (193 centúrias) e cujo poder
era limitado pelo Senado. A Assembléia centurial
era formada por cidadãos em idade militar que,
além de escolher os reis, elaboravam e votavam
as leis. O Senado ou Conselho de Anciãos era um
órgão consultivo, que possuía o direito de aprovar
ou vetar as leis elaboradas pelo rei.
 Divisão solidificava o domínio oligárquico, que
incluía os comerciantes ricos, mesmo de origem
plebéia
Assembléia Centurial
 193 Centúrias
 Cada centúria tem direito a 1 voto
 Centúrias = companhias de soldados
 Os cidadãos custeavam seu próprio armamento
 2 primeiras classes (mais ricas) = 98 centúrias
(infantaria pesada e cavalaria)
 Restante = 95 centúrias, contavam com um
numero maior de homens para compensar as
deficiências no armamento
Revolta Patrícia (509 a.C.)
 Queda do ultimo rei etrusco
 Ao longo do governo dos três últimos reis etruscos,
a desigualdade entre patrícios e plebeus se
aprofundou. Os patrícios não cessavam de ampliar
o seu poder com o recrutamento de clientes
 Já havia um declínio do poderio etrusco na Itália
 Tentativa dos patrícios de resgatarem o monopólio
do poder político, ameaçadas pelas reformas dos
reis etruscos
 Cria-se a República
A República (509 – 27 a.C.)
 República, do latim res publica, ou ‘‘coisa
publica’’
 Governo dos cidadãos,porém não democrático
 Governo exclusivamente patrício
 Principal medida, eliminação do cargo de rei,
acabando com a concentração de poderes.
Magistratura
 Alta Magistratura:
Cônsules – Em número de dois, com mandato
anual, comandavam o exército e pela
administração (convocavam o Senado e
presidiam os cultos públicos)
 Pretores – Responsável pela execução das leis
e da justiça
 Censor – Elaborava o censo com base nas
riquezas e vigiava as condutas dos cidadãos
(escolhidos a cada 5 anos)
Magistratura
 Questor – Responsável pela área financeira.
 Edis – Responsáveis pelo policiamento, pelo
abastecimento e pela preservação das cidades
Senado
 Com o fim da concentração dos poderes
nenhum cargo administrativo estava acima do
Senado (formado por patrícios em caráter
vitalício)
 Controlava a administração,as finanças, os
assuntos militares, e exercia os Poderes
Legislativo e Judiciário
 Elegia os magistrados
 Nomeava um ditador em casos de calamidade
pública, com mandato de 6 meses, podendo ser
prorrogado por mais 6
Assembléia Centurial
 Passa a exercer somente um papel formal de
ratificador das decisões do Senado
 Os patrícios mantém o controle da maioria das
Centúrias e , consequentemente, das decisões
da Assembléia
Lutas Sociais
 A Republica se torna sinônimo de
marginalização da plebe
 A sociedade grega passa a conviver com
intensas lutas sociais entre patrícios e plebeus
Lutas Sociais
 Após 16 anos da instalação da Republica, os
plebeus travaram 3 anos de batalha contra os
patrícios, afim de ampliar sua margem de
participação nas decisões políticas
 Os plebeus retiraram-se para o Monte Sagrado:
a primeira greve social documentada
Importância social dos plebeus
 Mão de obra essencialmente representada por
plebeus
 As centúrias plebéias, muito numerosas, eram
usadas como instrumento de primeiro combate,
servindo para desorganizar o adversário para só
então sobrevir o ataque das centúrias patrícias
 As ameaças externas e as necessidades
econômicas fazem os patrícios cederem
parcialmente as exigências
Conquistas da Plebe
 Os plebeus obtinham os tribunos da plebe,
representantes políticos da plebe com poderes
de vetar as decisões do Senado (490 a.C.)
 Concilia Plebis ou Assembléia da Plebe,
composta por plebeus com função de eleger
seus magistrados (471 a.C.)
 Lei das Doze Tábuas, compilação escrita das
leis até então orais em Roma e afixadas nas
paredes do Fórum (450 a.C.)
Conquistas da Plebe
 Suspensão do casamento entre patrícios e
plebeus (445 a.C.)
Outras conquistas:
 Leis Licínia-Sextia (367 a.C.) que aboliram a
escravidão por divida, franquearam aos plebeus
a posse das terras do Estado e estabeleceram a
obrigatoriedade de um dos cônsules ser sempre
plebeu
Conquistas da Plebe
 Em 286 a.C., as lei votadas pela Assembléia da
Plebe passam a ter validade para todo o Estado
romano (plebiscito)
A formação do Estado Itálico (395-270 a.C.)
 Marco inicial: vitória sobre os etruscos em 395
a.C. e a anexação da Etrúria aos domínios
romanos
 Expansão de caráter defensivo, a fim de
eliminar inimigos potencialmente perigosos
(Batalhas contra Pirro, Rei do Épiro)
 Vitória sobre os etruscos e sobre os gauleses
desencadeou uma reação em cadeia
 Livres dos principais adversários que tinham na
península, domina do norte da Itália até as
regiões da Sicília, rivalizando com Cartago
Guerras Púnicas
 Região de Cartago era chama da pelos
gregos de Punis = Guerras Púnicas (264-146
a.C.)
 3 confrontos (264; 202 e 146 a.C.), todos
vencidos pelos romanos, tendo o último
arrasado totalmente seu rival
Primeira Guerra (264-241 a.C.)
 Fruto da extensão do domínio romano à Sicília,
herdando a rivalidade entre Cartago e as
cidades da Magna Grécia
 Roma transforma-se em potencia terrestre e
naval, dominando as ilhas da Sicília, Córsega e
Sardenha
Segunda Guerra (219-202 a.C.)
 Aníbal,neutralizou toda a estrutura de defesa
romana invertendo toda lógica do ataque
 Ao perder grande parte de sua tropa no trajeto,
devido a difícil travessia dos Alpes e as intensas
batalhas contra os exércitos romanos, não teve
condições militares para invadir Roma
 Tropas romanas da Sicília invadem Cartago,
obrigando Aníbal a voltar
 Decisiva derrota na batalha de Zama
Segunda Guerra (219-202 a.C.)
 Roma controla os antigos domínios
cartagineses, incorporando à Península Ibérica,
o noroeste da África e o sul da França
Terceira Guerra (150-146 a.C.)
 Após a tentativa de reerguer-se, Cartago tem
sua sentença definitiva proferida pelo Senado
romano: delenga est Carthago
 Cartago foi devastada, seus habitantes mortos
ou vendidos como escravos, as ruínas levadas
ao mar e seu território declarado maldito,
salgado para que ali nada pudesse crescer
Controle do Mediterrâneo
 Após seguidas guerras Macedônia e Grécia
são transformadas em províncias (146 a.C.)
e o reino de Pérgamo, incorporado (133 a.C.)
 Conquista no ano I a.C. a Síria, o Egito e o
Ponto
 Mediterrâneo, mare nostrum
Transformações econômicas e sociais
 Aniquilação da pequena agricultura plebéia,
voltada essencialmente para a produção de
gêneros de consumo interno
 Vasto comércio ocupava o lugar da atividade
agrícola
 Classe dos pequenos proprietários tende a
desaparecer devido a concorrência das
províncias e ao latifúndio patrício, o qual tinha
seu crescimento fortemente baseado na mão de
obra escrava
Transformações econômicas e sociais
 Crescimento da escravidão = miséria da plebe
 Os plebeus endividados entregavam suas terras
aos patrícios para sanar seus débitos =
processo de concentração fundiária voltada a
uma produção extensiva de exportação
 Miséria da plebe = êxodo rural, concentrando
em Roma uma massa miserável (tensão social e
política)
Transformações econômicas e sociais
 Novo setor social de comerciantes plebeus
ricos, homens novos ou cavaleiros
 Marginalizados politicamente por serem plebeus
e adversários do Estado patrício por serem ricos
 O exército passa a ser profissional no séc. II
a.C., troca da estrutura centurial por uma força
militar permanente submetida a uma hierarquia
rígida, no topo da qual se achavam os generais
 O exército se torna uma força política a margem
da estrutura republicana, pois o general passa a
representar um poder extraordinário
Elementos que iniciaram a crise da
Republica
 Luta de plebeus miseráveis e escravos por
melhores condições de vida
+
Generais e homens novos em busca do poder
=
Guerras civis e lutas internas

Império romano 2011

  • 1.
  • 2.
    Origem de Roma Povoamento da Península Itálica, notadamente de uma planície situada na região centro- oriental, o Lácio  Autóctones: lígures, ao norte e sículos, ao sul  Invasão indo-européia: Italiotas (latinos, sabinos, volcos e os samnitas)  Após a segunda diáspora, a região foi largamente ocupada pelos povos oriundos dos Bálcãs (influencia grega na formação original de Roma)
  • 3.
    Formação  Necessidade dospovos do Lácio se proteger contra as ofensivas dos trucos  Desenvolve-se um núcleo urbano em torno da fortificação militar, as margens do rio Tibre, que acabou por dar origem a Roma
  • 4.
    Mito da formação A obra Eneida, do poeta Virgílio, narra a origem de Roma através da história dos gêmeos Rômulo e Remo, descendentes de Enéas, herói de Tróia, que foram criados pela loba romana  Estima-se que a fundação de Roma se deu em meados do séc. VIII a.C. (753 a.C.)
  • 5.
    Lenda  Na cidadede Alba Longa, depois de uma disputa pelo poder, Amúlio tirou o trono de seu irmão, o então rei Numitor. Acontece que a filha de Numitor, Réia Sìlvia, foi obrigada a ser vestal, ou seja, estava impossibilitada de ter filhos que pudessem posteriormente reclamar o trono que havia sido de seu avô, já que as vestais eram obrigadas a permanecer virgens. Só que o deus Marte acabou ficando apaixonado pela Réia Sílvia e com ela teve dois filhos, que por acaso eram gêmeos. Ao saber disso, Amúlio mandou enterrar Réia Sílvia viva e que os gêmeos fossem jogados no rio Tibre. Lançados ao rio dentro de um grande cesto, eles acabam sendo encontrados e amamentados por uma loba e depois criados por um pastor, que lhes dá o nome de Rômulo e Remo. Eles acabm voltando até a cidade de Alba Longa e depois de devolverem o trono ao seu avô, decidem escolher um local para fundarem uma nova cidade. Rômulo acha o local e o demarca com um arado, fazendo uma marca no chão. Remo acha graça disso e acaba perturbando seu irmão, que o mata. Apesar de todos esses crimes, a cidade estaria iniciada.
  • 6.
    ROMA ANTIGAséculos: III d.C. I VI VIIa.C. JC fases: MONARQUIA • fundação de Roma (latinos) • divisão social: patrícios, plebeus e escravos REPÚBLICA • Senado e magistraturas: patrícios • lutas sociais: concessões à plebe • expansão territorial e crise política IMPÉRIO BAIXO IMPÉRIO: • declínio e queda ALTO IMPÉRIO: • auge da civilização romana
  • 7.
    Economia  Forma desobrevivência: agricultura e pastoreio  Terra, grande fonte de riqueza
  • 8.
    A sociedade  Patrícios:Elite de proprietários, agrupavam-se em gens. O nome patrícios deriva de pater, o mesmo radical que designava os eupátridas na Grécia  Plebeus: Massa de pequenos proprietários, artesãos, comerciantes e camponeses  Clientes: Ligavam-se a uma família de patrícios. Clientela. Obrigações políticas, militares e econômicas.
  • 9.
    Monarquia  Estrutura monárquicacentralizada na figura do Rei (Rex): Chefe supremo, sacerdote e juiz  Conselho dos Anciãos (Senado): formado pelos chefes das principais famílias patrícias  Houveram sete reis no período monárquico romano (lenda): - 4 primeiros latinos - 3 últimos etruscos
  • 10.
    Reis Romanos  Rômulo Numa Pompílio  Túlio Hostílio  Anco Márcio  Tarquínio Prisco  Sérvio Túlio  Tarquínio, o Soberbo.
  • 11.
    Reis Etruscos  Afigura dos reis etruscos reflete a disputa entre as cidades-estados pela hegemonia pela Península Itálica  Tentaram limitar o poder patrício aliando-se a setores populares (comerciantes que enriqueceram em função da presença etrusca)
  • 12.
    Reis Etruscos  Tarquínio,o Antigo: O primeiro rei romano sobre ,o qual existe alguma documentação escrita. Realizou grandes obras publicas  Sérvio Túlio: edificou a primeira muralha de Roma e estabeleceu uma constituição censitária, dividindo a população em cinco classes com base na renda  Tarquínio, o Soberbo: O ultimo rei romano, derrubado por uma revolta patrícia
  • 13.
    Assembléia Centurial  Romaera governada por reis escolhidos pela Assembléia Centurial (193 centúrias) e cujo poder era limitado pelo Senado. A Assembléia centurial era formada por cidadãos em idade militar que, além de escolher os reis, elaboravam e votavam as leis. O Senado ou Conselho de Anciãos era um órgão consultivo, que possuía o direito de aprovar ou vetar as leis elaboradas pelo rei.  Divisão solidificava o domínio oligárquico, que incluía os comerciantes ricos, mesmo de origem plebéia
  • 14.
    Assembléia Centurial  193Centúrias  Cada centúria tem direito a 1 voto  Centúrias = companhias de soldados  Os cidadãos custeavam seu próprio armamento  2 primeiras classes (mais ricas) = 98 centúrias (infantaria pesada e cavalaria)  Restante = 95 centúrias, contavam com um numero maior de homens para compensar as deficiências no armamento
  • 15.
    Revolta Patrícia (509a.C.)  Queda do ultimo rei etrusco  Ao longo do governo dos três últimos reis etruscos, a desigualdade entre patrícios e plebeus se aprofundou. Os patrícios não cessavam de ampliar o seu poder com o recrutamento de clientes  Já havia um declínio do poderio etrusco na Itália  Tentativa dos patrícios de resgatarem o monopólio do poder político, ameaçadas pelas reformas dos reis etruscos  Cria-se a República
  • 16.
    A República (509– 27 a.C.)  República, do latim res publica, ou ‘‘coisa publica’’  Governo dos cidadãos,porém não democrático  Governo exclusivamente patrício  Principal medida, eliminação do cargo de rei, acabando com a concentração de poderes.
  • 17.
    Magistratura  Alta Magistratura: Cônsules– Em número de dois, com mandato anual, comandavam o exército e pela administração (convocavam o Senado e presidiam os cultos públicos)  Pretores – Responsável pela execução das leis e da justiça  Censor – Elaborava o censo com base nas riquezas e vigiava as condutas dos cidadãos (escolhidos a cada 5 anos)
  • 18.
    Magistratura  Questor –Responsável pela área financeira.  Edis – Responsáveis pelo policiamento, pelo abastecimento e pela preservação das cidades
  • 19.
    Senado  Com ofim da concentração dos poderes nenhum cargo administrativo estava acima do Senado (formado por patrícios em caráter vitalício)  Controlava a administração,as finanças, os assuntos militares, e exercia os Poderes Legislativo e Judiciário  Elegia os magistrados  Nomeava um ditador em casos de calamidade pública, com mandato de 6 meses, podendo ser prorrogado por mais 6
  • 20.
    Assembléia Centurial  Passaa exercer somente um papel formal de ratificador das decisões do Senado  Os patrícios mantém o controle da maioria das Centúrias e , consequentemente, das decisões da Assembléia
  • 21.
    Lutas Sociais  ARepublica se torna sinônimo de marginalização da plebe  A sociedade grega passa a conviver com intensas lutas sociais entre patrícios e plebeus
  • 22.
    Lutas Sociais  Após16 anos da instalação da Republica, os plebeus travaram 3 anos de batalha contra os patrícios, afim de ampliar sua margem de participação nas decisões políticas  Os plebeus retiraram-se para o Monte Sagrado: a primeira greve social documentada
  • 23.
    Importância social dosplebeus  Mão de obra essencialmente representada por plebeus  As centúrias plebéias, muito numerosas, eram usadas como instrumento de primeiro combate, servindo para desorganizar o adversário para só então sobrevir o ataque das centúrias patrícias  As ameaças externas e as necessidades econômicas fazem os patrícios cederem parcialmente as exigências
  • 24.
    Conquistas da Plebe Os plebeus obtinham os tribunos da plebe, representantes políticos da plebe com poderes de vetar as decisões do Senado (490 a.C.)  Concilia Plebis ou Assembléia da Plebe, composta por plebeus com função de eleger seus magistrados (471 a.C.)  Lei das Doze Tábuas, compilação escrita das leis até então orais em Roma e afixadas nas paredes do Fórum (450 a.C.)
  • 25.
    Conquistas da Plebe Suspensão do casamento entre patrícios e plebeus (445 a.C.) Outras conquistas:  Leis Licínia-Sextia (367 a.C.) que aboliram a escravidão por divida, franquearam aos plebeus a posse das terras do Estado e estabeleceram a obrigatoriedade de um dos cônsules ser sempre plebeu
  • 26.
    Conquistas da Plebe Em 286 a.C., as lei votadas pela Assembléia da Plebe passam a ter validade para todo o Estado romano (plebiscito)
  • 27.
    A formação doEstado Itálico (395-270 a.C.)  Marco inicial: vitória sobre os etruscos em 395 a.C. e a anexação da Etrúria aos domínios romanos  Expansão de caráter defensivo, a fim de eliminar inimigos potencialmente perigosos (Batalhas contra Pirro, Rei do Épiro)  Vitória sobre os etruscos e sobre os gauleses desencadeou uma reação em cadeia  Livres dos principais adversários que tinham na península, domina do norte da Itália até as regiões da Sicília, rivalizando com Cartago
  • 28.
    Guerras Púnicas  Regiãode Cartago era chama da pelos gregos de Punis = Guerras Púnicas (264-146 a.C.)  3 confrontos (264; 202 e 146 a.C.), todos vencidos pelos romanos, tendo o último arrasado totalmente seu rival
  • 29.
    Primeira Guerra (264-241a.C.)  Fruto da extensão do domínio romano à Sicília, herdando a rivalidade entre Cartago e as cidades da Magna Grécia  Roma transforma-se em potencia terrestre e naval, dominando as ilhas da Sicília, Córsega e Sardenha
  • 30.
    Segunda Guerra (219-202a.C.)  Aníbal,neutralizou toda a estrutura de defesa romana invertendo toda lógica do ataque  Ao perder grande parte de sua tropa no trajeto, devido a difícil travessia dos Alpes e as intensas batalhas contra os exércitos romanos, não teve condições militares para invadir Roma  Tropas romanas da Sicília invadem Cartago, obrigando Aníbal a voltar  Decisiva derrota na batalha de Zama
  • 31.
    Segunda Guerra (219-202a.C.)  Roma controla os antigos domínios cartagineses, incorporando à Península Ibérica, o noroeste da África e o sul da França
  • 32.
    Terceira Guerra (150-146a.C.)  Após a tentativa de reerguer-se, Cartago tem sua sentença definitiva proferida pelo Senado romano: delenga est Carthago  Cartago foi devastada, seus habitantes mortos ou vendidos como escravos, as ruínas levadas ao mar e seu território declarado maldito, salgado para que ali nada pudesse crescer
  • 33.
    Controle do Mediterrâneo Após seguidas guerras Macedônia e Grécia são transformadas em províncias (146 a.C.) e o reino de Pérgamo, incorporado (133 a.C.)  Conquista no ano I a.C. a Síria, o Egito e o Ponto  Mediterrâneo, mare nostrum
  • 34.
    Transformações econômicas esociais  Aniquilação da pequena agricultura plebéia, voltada essencialmente para a produção de gêneros de consumo interno  Vasto comércio ocupava o lugar da atividade agrícola  Classe dos pequenos proprietários tende a desaparecer devido a concorrência das províncias e ao latifúndio patrício, o qual tinha seu crescimento fortemente baseado na mão de obra escrava
  • 35.
    Transformações econômicas esociais  Crescimento da escravidão = miséria da plebe  Os plebeus endividados entregavam suas terras aos patrícios para sanar seus débitos = processo de concentração fundiária voltada a uma produção extensiva de exportação  Miséria da plebe = êxodo rural, concentrando em Roma uma massa miserável (tensão social e política)
  • 36.
    Transformações econômicas esociais  Novo setor social de comerciantes plebeus ricos, homens novos ou cavaleiros  Marginalizados politicamente por serem plebeus e adversários do Estado patrício por serem ricos  O exército passa a ser profissional no séc. II a.C., troca da estrutura centurial por uma força militar permanente submetida a uma hierarquia rígida, no topo da qual se achavam os generais  O exército se torna uma força política a margem da estrutura republicana, pois o general passa a representar um poder extraordinário
  • 37.
    Elementos que iniciarama crise da Republica  Luta de plebeus miseráveis e escravos por melhores condições de vida + Generais e homens novos em busca do poder = Guerras civis e lutas internas