O documento discute a gestão por competências, incluindo o mapeamento de competências organizacionais e individuais, o desenvolvimento de planos de treinamento focados em lacunas de competência, e a avaliação e gestão contínua de talentos.
Rosa Maria DePaula Vilhena
Mestre em Gestão Empresarial e especialista em Desenvolvimento de
Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro,
especialista em Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) e pedagoga pela
Universidade Federal Fluminense (UFF).
Atua em consultoria na área de educação corporativa.
3.
PROGRAMA
•Novas demandas dasorganizações: ambiente, tendências e cenários
•Planejamento estratégico e gestão por competências
•O Modelo
•Gestão do Modelo de Gestão por Competências
Competências organizacionais
São habilidadese tecnologias diferenciadas que suportam uma
vantagem competitiva sustentável no longo prazo.
Dão uma contribuição importante ao produto final e são
percebidas pelo usuário como um benefício.
São não triviais e são difíceis de serem imitadas por outras
organizações.
Competências organizacionais
São habilidades e tecnologias diferenciadas que suportam uma
vantagem competitiva sustentável no longo prazo.
Dão uma contribuição importante ao produto final e são
percebidas pelo usuário como um benefício.
São não triviais e são difíceis de serem imitadas por outras
organizações.
9.
Competências individuais
“A competênciaprofissional é uma combinação de conhecimentos, de
saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exerce em um
contexto preciso. Ela é constatada quando de sua utilização em
situação profissional, a partir da qual é
passível de validação.” Philippe Zarifian
10.
As competências individuaisestão divididas em:
•Gerais - necessárias a todos os colaboradores
•Específicas - necessárias ao profissional
devido à natureza e especificidades de sua área de
atuação.
As competências individuais estão divididas em:
•Gerais - necessárias a todos os colaboradores
•Específicas - necessárias ao profissional
devido à natureza e especificidades de sua área de
atuação.
Premissas básicas domodelo
•Conscientização de que cada tipo de negócio necessita de pessoas com
perfis específicos.
•Crença de que cada posto de trabalho existente
na empresa tem características próprias e deve
ser ocupado por profissionais que apresentem
um determinado perfil de competências.
13.
• Reconhecimento deque aqueles que ocupam funções gerenciais são
responsáveis pela oferta de oportunidades de desenvolvimento da equipe
para a aquisição de competências.
• Percepção de que sempre haverá a demanda para
o desenvolvimento de novas competências.
Exemplo
“prestar um atendimentobancário baseado em padrões de excelência”.
Conhecimentos
Princípios de contabilidade e finanças.
Produtos e serviços bancários.
Princípios de relações humanos.
Habilidades
Operar computadores, periféricos e outros recursos tecnológicos.
Argumentar de maneira convincente.
Atitudes
Predisposição para a tomada de iniciativa (proatividade).
Respeito à privacidade do cliente.
Postura condizente com a função.
Fonte: Brandão, Guimarães e Borges-Andrade (2001), com adaptações.
17.
Pré-condições para implantaçãodo Modelo
•Identificação das competências organizacionais
•Compatibilização entre os objetivos dos diferentes
departamentos e o planejamento estratégico
•Identificação e alinhamento de processos de trabalho.
Gap0
Tempo
Figura 3: Identificaçãodo gap (lacuna) de competências
Fonte: Ienaga apud Brandão e Guimarães (2001), com adaptações.
Competências
Atuais
Competências
Necessárias
Gap1
Competências
Mapeadas
T0 T1
Avaliação de potenciale formação de banco de
talentos
Tem por objetivo identificar talentos com alto potencial
e que devem ser desenvolvidos com programas
diferenciados, a fim de retê-los na organização.
Gestão de desempenho
Aresponsabilidade pelo desenvolvimento
profissional está dividida em partes proporcionais
entre a organização e os funcionários.
24.
Gerenciamento de talentos
Açõespodem ser implementadas como:
•Alocação do profissional em projetos significativos e
desafiadores
•Oferta de programas de desenvolvimento específicos
•Coaching e mentoring
•Plano de desenvolvimento individual
25.
Banco de talentos
Servede base para diversas decisões gerenciais como:
•Uso de critérios objetivos e justos na escolha de profissionais
•Aperfeiçoamento do colaborador
•Aproveitamento de potenciais na formação de
•equipes multidisciplinares
•Assertividade na realocação de pessoas.
26.
Plano de desenvolvimentoindividual - PDI
O Plano de Desenvolvimento Individual garante o processo de
feedback entre o profissional e a organização
e estimula a responsabilidade compartilhada.
27.
Os objetivos doPlano de Desenvolvimento Individual devem ser:
•Mensuráveis
•Participativos
•Específicos
•Desafiadores
28.
Aplicação prática domodelo de Gestão por
competências para o RH:
•Identificação de perfil para o preenchimento de vagas
•Redimensionamento de quadro em função das atribuições e competências
requeridas
•Montagem de programas de desenvolvimento
•focado nas competências identificadas
•Atração e retenção de talentos
29.
Perguntas frequentes
•Como seidentificam competências organizacionais?
•Por que o planejamento estratégico é tão importante?
•Podemos começar a implantar o Modelo em uma única área da
organização?
•Em que momento o empregado faz o seu Plano de Desenvolvimento
Individual (PDI)?
•Qual é o papel do gerente no processo?
•Quais ações de desenvolvimento podemos utilizar?
•Em que consiste a atuação do RH?
30.
BIBLIOGRAFIA
GRAMIGNA, Maria Rita– Modelo de competências e gestão de talentos. São Paulo: Makron Books, 2002
GREEN, Paul C – Desenvolvendo competências consistentes. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999
HESSELBEIN, Frances, GOLDSMITH, Marshal e BECKHARD, Richard. A organização do futuro - São
Paulo: Futura, 1997
MEISTER, Jeanne C – Educação corporativa. São Paulo: Makron Books, 1998
WARDMAN, Kellie T - Criando organizações que aprendem.São Paulo: Futura, 1996
ZARIFIAN, Philippe- Objetivo competência – por uma nova lógica. São Paulo: Atlas. 2001