1. O CRÉDITO E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO


     A palavra crédito se origina do vocabulário latin credere, que quer
dizer: crer, confiar, acreditar (SILVA, 1997). Se utilizar-se o
substantivo crédito, verifica-se que ele significa literalmente
“confiança”.
     Para Ferreira (1986), a palavra crédito significa: segurança na
verdade de alguma coisa; suas afirmações merecem crédito. Essa
confiança está presente nas relações diárias das pessoas e das
empresas, possibilitando a compra e venda de serviços ou produtos.
    Segundo Schrickel (1998):
                  Crédito é todo ato de vontade ou disposição de alguém de
                  destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a
                  um terceiro, com a expectativa de que esta parcela volte a sua
                  posse integralmente após decorrido o tempo estipulado.


     O crédito assume fundamental participação no desenvolvimento de
um país. Em qualquer de suas possibilidades, seja financiando o
consumo de pessoas físicas, assistindo o capital de giro de empresas
ou financiando investimentos, estará sempre ligado a desenvolvimento
econômico e social.
        Numa analogia bastante simples, promover o crescimento
econômico envolve mobilizar insumos assim como no feitio de um bolo. É
necessário ter em mão todos os ingredientes – farinha, leite, ovos,
fermento, açúcar – e poder (e saber) usá-los. Esses ingredientes são
interligados e complementares. Na falta de um deles, não haverá bolo.
        O crédito é um insumo essencial para o crescimento econômico.
Vejamos como isso acontece, iniciando com alguns conceitos econômicos,
como PIB e poupança.
        O PIB (Produto Interno Bruto) de um país é o resultado da soma de
todos os bens, produtos e serviços produzidos pela sociedade. Poupança,
no contexto econômico, representa a parcela não consumida (o
excedente) da sociedade.
        O Crédito, assim, está ligado à produção, na medida em que
disponibiliza recursos ociosos da economia à assistência creditícia de
empresa produtoras de bens ou serviços. Por isso, o volume de crédito e
PIB estão intimamente ligados.
        Mas não é só no financiamento de infra-estrutura e na aquisição de
bens de capital que o crédito contribui para a evolução do PIB. Ao mesmo
tempo em que faz chegar ao empreendedor recursos para que este possa
produzir bens ou serviços para a sociedade, o crédito assume fundamental
importância para o desenvolvimento econômico em outras áreas.
        Quando fornece recursos para o consumidor antecipar a aquisição de
bens, o crédito está auxiliando o processo econômico na medida em que
facilita o consumo, aquece a produção e mantém os níveis de emprego.

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Quando disponibiliza recursos aos exportadores, o crédito está
facilitando o superávit comercial e proporcionando o ingresso de divisas no
país.
        Quando destinado ao setor agroindustrial, o crédito fomenta a
produção e auxilia o processo de geração de emprego e renda.
        Se destinados às famílias de baixa renda, via microcrédito ou
programas governamentais, o crédito tem função social relevante na
redução da exclusão social e na melhor distribuição de renda.
        Em qualquer de suas formas, o crédito sempre estará ligado ao
desenvolvimento econômico e social de um país.
        Em países mais desenvolvidos, o volume de crédito é tão elevado
que chega a ultrapassar o PIB. No Brasil, essa relação é ainda bem
moderada. Entretanto, o País deverá acompanhar a tendência
internacional, com significativo aumento para os próximos anos.


2 – OS C’s DO CRÉDITO


     É muito importante numa análise criteriosa para concessão do
crédito. No processo decisório, geralmente o agente financiador,
geralmente, o concessor de crédito tem como parâmetros alguns
fatores ao definir sobre a concessão ou não do crédito e o seu
montante. Vários autores citam esses fatores chamando-os de “Os C’s”
e os apresentam como sendo partes de sua análise. Para Weston e
Brigham (apud Silva, 1988, p. 130), os cinco C’s do crédito são:
caráter, condições, capacidade, capital e colateral. Porém, Silva, 1988,
acrescenta o sexto C que é conglomerado.
     Gitman (1997, p. 696-7) também cita os C’s do crédito
enfatizando os aspectos pessoais, caráter e capacidade, considerando-
os como fatores mais importantes para a concessão de empréstimos,
pois, o analista de crédito geralmente dá maior importância aos dois
primeiros C’s do crédito – caráter e capacidade – uma vez que eles
representam os requisitos fundamentais para a concessão de crédito a
um solicitante.


2.1 - Caráter


     Por ser um fator pessoal torna-se muito difícil uma análise cem por
cento segura em relação ao caráter de um pretendente de crédito. Por
isso o analista recorre a dados históricos para verificar como o tomador
de crédito honrou seus compromissos anteriores, sem tem restrições
junto aos órgãos de proteção ao crédito e se foi pontual no pagamento
dos créditos a ele concedidos.



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Nesse sentido Gitman (1997, p. 696) reporta-se ao caráter como
sendo “... o histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas
obrigações financeiras, contratuais e morais”.

     Mesmo considerando esses aspectos não fica descartada a
possibilidade de a qualquer momento o postulante ao crédito deixar de
ter esse “caráter”, ou seja, mudar a forma de agir em relação a seus
credores ao longo do tempo. Preocupação apresentada por Silva (1988,
p. 130) quando cita o ditado popular: “alguém só é honesto até o dia
em que deixa de ser”.

      Para ressaltar ainda mais a relevância do caráter em análise,
destaca-se que para Schrikel (1988): “... este é o mais importante e
crítico C em qualquer concessão de crédito, não importando, em
absoluto, o valor da transação”, pois:

      “como um empréstimo, a rigor, é uma permuta de alguma coisa tangível... é
imperativo que o devedor tenha um animus de devolver a coisa após decorrido o
prazo convencionado entre as partes. O caráter, relacionado aos empréstimos em
geral, diz respeito, portanto, à determinação de pagar do tomador (SCHRIKEL, 1998,
p. 48)”

     Outro fator relevante relacionado ao caráter é a inadimplência.
Esta se refere ao não pagamento de um empréstimo no prazo
combinado entre as partes. “As empresas tornam-se inadimplentes por
terem retornos baixos ou negativos, sendo incapazes de pagar
obrigações, no vencimento” (GITMAN, 1997, p. 757).

     Além de se considerar que a inadimplência pode ser decorrente do
caráter do devedor, ou seja, da vontade de não pagar a obrigação,
existem outras causas da inadimplência como as apresentadas por
Gitman (1997) que considera a principal delas a má administração da
empresa, como também dificuldades setoriais em tempo de crises
econômicas.

2.2 - Capacidade

     A capacidade de se honrar o pagamento de um determinado
empréstimo pode ser analisada sobre vários aspectos de forma a se
mensurar as habilidades do devedor pagar suas dívidas, no âmbito
interno de suas atividades.

     Para Gitman (1997, p. 696) capacidade é: “... o potencial do
cliente para quitar o crédito solicitado”. E esse potencial pode ser
avaliado, segundo esse autor, pelos índices de liquidez e
endividamento da empresa.

    A utilização dos indicadores de liquidez na determinação da
capacidade de pagamento é muito oportuna, pois o conceito de
capacidade e liquidez é muito parecido. A diferença é que, quando se
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trata de liquidez, além da capacidade que é o potencial do cliente em
quitar o crédito obtido, deve haver pontualidade quanto ao prazo
combinado. Pois, “... a liquidez é a capacidade de liquidar obrigações
em dia” (SCHRIKEL, 1998, p. 223).

     Outras formas de análise de capacidade poderão também ser
usadas, como, por exemplo, uma investigação, segundo Silva (1998, p.
149-151), sobre aspectos como a estrutura organizacional que se pode
revelar o grau de modernização de seus produtos e serviços; o sistema
de informações gerenciais para prestar informações cada vez mais
rápidas e seguras, de forma a manter a competitividade da empresa; o
sistema de marketing da empresa, para ganhar e manter mercados e
garantir um faturamento condizente com sua estrutura, assim, como o
grau de investimento em pesquisas para desenvolvimento de novos
produtos e manutenção da lucratividade.

     Para bem se avaliar a capacidade do tomador de crédito, o
emprestador deve conseguir respostas a uma série de perguntas,
segundo Schrikel (1998) que se referem a dados pessoais do mesmo,
tais como: idade, grau de educação, formação acadêmica, experiência
profissional, posicionamento gerencial sobre os negócios, etc.
      Tendo essas informações como apoio para medir a capacidade do
devedor, Schrickel (1998) faz uma análise mais voltada ao aspecto
gerencial do negócio e aos recursos humanos do devedor. Enfatiza os
valores educacionais, capacitação profissional e forma de gestão como
maneira de se analisar a capacidade de pagamento e de permanência
das empresas do mercado. É um aspecto de análise diferente do
apresentado por Gitman (1997), já mencionado, que enfatiza o
processo mais técnico, através da utilização das demonstrações
financeiras, para a realização da análise da capacidade de pagamento.
Ainda, outra visão com ênfase no aspecto mercadológico é apresentado
por Silva (1988), voltada para a análise das estratégias utilizadas pela
empresa de forma a se manter competitiva, acompanhando as
inovações na estrutura, nos produtos e serviços, mantendo sua
lucratividade e contribuindo para sua permanência no mercado, o que
levará ao bom termo de seus negócios com os credores e
conseqüentemente, à determinação de sua capacidade em honrar seus
compromissos.

2.3   Capital

      O capital, considerado como um dos C’s do crédito refere-se à
solidez da empresa, ou a estrutura de composição da mesma no sentido
de a empresa ter recursos próprios que aplicados na atividade produtiva
vai gerar resultados que permitirão arcar com o ônus dos créditos
conseguidos junto a terceiros. Assim, para uma análise de crédito, é
importante verificar o montante de capital próprio que é empregado em
uma empresa e também sua estrutura, comparativamente, ao capital
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de terceiros, o que deverá gerar receita capaz de soldar os empréstimos
realizados.
      Como apresenta Ruth (1991, p.118):

                       O capital refere-se aos fundos disponíveis para operar
                       uma empresa. A esse respeito existem duas considerações
                       fundamentais a fazer: o montante de capital patrimonial
                       que os proprietários investiram na empresa e o grau de
                       eficiência com que o total do capital é nela empregado.
                       Geralmente, é um mau sinal quando a participação de
                       capital dos proprietários é consideravelmente menor do
                       que a participação de capital de credores. Existem
                       exceções – a própria indústria bancária é uma delas...

      Schrickel (1998, p.52) para descrever o C capital, apresenta esse
item relacionado às pessoas físicas e jurídicas. Para a pessoa física o
capital, na análise de credito, não se reporta ao patrimônio dessa
pessoa, mas sim à sua renda, ou seu salário, pois são dessas fontes que
provêem os recursos para saldar seus empréstimos.
      Porém para as empresas, esses recursos provêem da utilização de
seu capital. Dessa forma a análise de crédito, quando se trata de
pessoa jurídica, principalmente, no que se refere ao capital, é baseada
no patrimônio do tomador do empréstimo, mas não só considerado o
montante desse Patrimônio Líquido, ou capital social, mas sim à forma
como ele está investido, sua composição em relação ao capital de
terceiros, sua taxa de retorno e outros indicadores revelados pela
análise econômico-financeira da empresa.

2.4   Condições

     A análise a ser feita considerando o C condições é a observação
das variáveis micro e macro econômicas externas à atividade do
tomador do empréstimo. Segundo Scrickel (1998 p.53-4):

                       “... as condições dizem respeito ao micro e macrocenário
                       em que o tomador de empréstimos está inserido. No caso
                       de empresas, tal cenário é o ramo de atividade e
                       economia como um todo. Vale dizer, é muito importante
                       saber avaliar o momento do empréstimo.”

      A identificação de tendências setoriais, crescimento e recessão de
mercados relacionados com o ramo de atividade da empresa, sua
dependência do governo, do mercado externo, informações sobre
concorrência do setor e políticas econômicas que possam vir a alterar as
condições de comercialização de produtos relacionados com sua
operacionalização, são alguns fatores de auxílio para a identificação das
condições que poderão ser favoráveis ou não ao retorno do crédito
concedido.
      Porém, além de analisar as condições do tomador do empréstimo,
em alguns casos, circunstâncias especiais poderão influenciar

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favoravelmente a outra parte na concessão do credito. Essas
circunstâncias podem ser:
                      “... as condições econômicas e empresariais vigentes,
                        bem como circunstâncias particulares que possam afetar
                        qualquer dar partes envolvidas na negociação” (GITMAN
                        1997, p.697).



      2.5   Colateral

      Colateral Significa garantia. Esse C do crédito deve ser, como os
demais, sempre analisado no conjunto da situação em que deve ocorrer
o crédito.
      Santos (2000, p.33) define:

                        “... garantia, em seu aspecto de risco, como a vinculação
                        de um bem de uma responsabilidade conversível em
                        números que assegure a liquidação do empréstimo.”

       É natural que se o pretendente ao crédito, por exemplo, não tiver
caráter, mesmo oferecendo suficientes garantias, o risco desse
empréstimo não voltar no prazo combinado será muito grande. A
garantia nunca deve ser o motivo para se efetuar o crédito. Somente
ela não faz com que o crédito retorne no prazo combinado. Ações
judiciais para cobrança do crédito inadimplente podem ser muito
demoradas e na maioria das vezes serão questionadas muitas cláusulas
do acordo previamente firmado entre as partes. A intenção de qualquer
instituição de crédito é o retorno dos empréstimos concedidos e que
seja no prazo combinado para que possam realizar novos negócios com
rendimento melhor que pendências nos tribunais de cobrança de
devedores inadimplentes, que podem se arrastar por anos sem solução.
       Assim, Santos (2000, p.33) qualifica as melhores garantias como
sendo:
                        “... as de maior liquidez, especialmente as chamadas
                        autoliquidáveis, ou seja, aquelas cuja conversão em caixa
                        e respectiva liquidação do contrato de crédito independem
                        de sentença judicial.

      Enquanto Santos (2000) aponta as qualidades da garantia Gitman
(1997) preocupa-se com sua quantidade, pois este é outro tipo de
análise que deve ser feita sobre o colateral, ou seja, verificar se as
garantias oferecidas para quitar a dívida em caso de inadimplência.
Assim menciona Gitman (1997, p.696) sobre o assunto:
                        “Colateral é o montante de ativos colocados à disposição
                        pelo solicitante para garantir o crédito. Naturalmente,
                        quanto maior esse montante, maior será a probabilidade
                        de se recuperar valor creditado, no caso de
                        inadimplência.”

     Porém sua existência, mesmo que seja autoliquidez e de
montante suficiente, não assegura totalmente o pagamento do crédito
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no prazo combinado, nem deve ser a justificativa para a concessão de
empréstimos. Como argumenta Santos (2000, p.34): “... A decisão de
conceder crédito deve ser baseada na capacidade de reembolso do
cliente e não sobre as garantias”.
      Nesse Sentido também argumenta Schrickel (1998, p.55) que o
colateral apenas serve para atenuar impactos negativos relativos à
capacidade, ao capital e às condições, porém nunca deve ser utilizado
para compensar elementos que caracterizem falta de caráter por parte
do pretendente ao crédito.
      Outra análise, que deve ser feita sobre o colateral, que ressalta
ainda mais a sua importância, é a que um empréstimo a um tomador de
crédito que não ofereça garantias pode se tornar de alto risco, porque o
caráter desse tomador pode se modificar ao longo do prazo de
pagamento do mesmo. Pois, como já comentado, “todo mundo é
honesto até o dia em que deixa de ser”. Dessa forma, se alguém
pretende obter um empréstimo já com a intenção de não o pagar,
quando essa intenção não for identificada na análise de crédito, a
exigência de uma solida garantia pode inibir o desejo do tomador mal
intencionado, pois em caso de inadimplência ele será cobrado
judicialmente e, provavelmente, perderá o objeto da garantia. Se não
houver garantia e se o tomador do empréstimo não tiver bens em seu
nome, que possam ser penhorados no processo de cobrança judicial, a
única medida a ser tomada pelo credor contra o devedor é a inclusão de
seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito. Assim fica revelado
ao público o seu caráter, o que o impedirá de angariar novos créditos,
porém o valor emprestado dificilmente voltará ao credor.
      Além da qualidade e do montante, outros aspectos devem ser
considerados na análise das garantias. Um deles está relacionado à sua
desvalorização: existem bens que perdem seu valor com muita rapidez,
como é o caso de equipamentos de informática.

2.6 Conglomerado

      A análise para a concessão de crédito às empresas que participam
de um grupo econômico deve ser feita de forma geral para todo o
conglomerado. Geralmente as empresas pertencentes a um
determinado grupo seguem as tendências desse grupo. A preocupação
com o conglomerado com um todo é papel do analista no momento da
investigação de todos os C’s do crédito, pois se o grupo econômico é
bem ou mal avaliado quanto aos itens caráter e capacidade, por
exemplo, dificilmente uma das empresas desse grupo em particular
avaliada diferentemente.
      Outros fatores devem ser observados para se analisar a performa
da empresa e se chegar à decisão correta quanto ao crédito a ser
concedido, além dos vários já considerados: quanto às instalações da
empresa, se são imóveis alugados ou próprios; o grau de
informatização da mesma e a questão da seguridade.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABREU, Aline França de. Sistemas de informações gerenciais –
uma abordagem orientada a negócios. Florianópolis: IGTI, 2000.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 7ª.
Ed. Harbra, 1997.

RUTH, George E. Empréstimos a pessoas jurídicas. São Paulo:
IBCB, 1991.

SANTOS, José Odálio dos. Análise de crédito: empresas e pessoas
físicas. São Paulo: Atlas, 2000.

SCHRICKEL, Wolfgang Kurt. Análise de crédito: concessão e
gerência de empréstimos. 4ª. Ed. São Paulo: Atlas, 1998.

SILVA, José Pereira da. Análise e decisão de crédito. São Paulo:
Atlas, 1988.




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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO - LEVANTAMENTO

        O relatório abaixo apresenta as seguintes contas:

                                   CONTAS                                    SALDO EM R$
        Capital Social                                                           3.000.000
        Financiamentos a Longo Prazo                                               361.956
        Outros créditos de longo prazo                                              93.760
        Banco conta-corrente                                                       669.243
        Fornecedores                                                             3.512.965
        Clientes                                                                 9.553.773
        Investimentos em ações                                                     301.218
        Contas a Receber de Coligadas                                               34.621
        Estoques                                                                 1.786.003
        Dividendos a Pagar                                                         121.500
        Contas a Pagar a Longo Prazo                                                 4.794
        Financiamentos                                                           1.021.243
        Duplicatas Descontadas                                                  -1.756.812
        Imobilizado Liquido                                                      4.129.366
        Reservas de Capital                                                      3.262.608
        Encargos Trabalhistas a Recolher                                           595.557
        Provisão para Devedores Duvidosos                                         -275.359
        Impostos a Recolher                                                        596.110
        Reservas de Lucros                                                       1.876.420
        Contas a Receber                                                           161.770
        Despesas Pagas Antecipadamente                                             120.262
        Provisão para IR                                                           205.039
        Contas a Pagar                                                             358.681
        Depósitos judiciais                                                         99.028

        TOTAL                                                                   29.833.746


        Pede-se:

           a) Classificar cada uma das contas acima em AC; ARLP; AP; PC; PELP ou PL.

           b) Montar o Balanço Patrimonial.




ANÁLISE DA SITUAÇÃO PATRIMONIAL A PARTIR DO BALANÇO ABAIXO
                                                                                             9
31/03/2008   31/12/2007
                              ATIVO             (A)          (B)
Circulante                                     6.851         6.596
 . Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras       1.727         2.139
 . Contas a Receber                             1.362         1.497
 . Estoques                                     2.733         2.264
 . Impostos a Recuperar                           482           310
 . Dividendos e Juros s/ Capital Próprio            3             4
 . Despesas do Exercício Seguinte                  56            73
 . Outros                                         488           310
Realizável a Longo Prazo                       2.005         1.959
 . Sociedades Ligadas                              47            49
 . Depósitos Judiciais e Compulsórios             113           108
 . IR e CS Diferidos                              405           395
 . Impostos a Recuperar                         1.126         1.175
 . Outros                                         314           232
Permanente                                    12.251        12.337
 .Investimentos                                    42         1.073
 .Imobilizado                                   9.540         8.576
 .Diferido                                      2.669         2.687
Total do Ativo                                21.108        20.892



                                            31/03/2008   31/12/2007
             PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO       (A)          (B)

Circulante                                     5.213           5.923
 . Fornecedores                                 2.866              2.968
 . Financiamentos                               1.387              1.180
 . Salários e Encargos Sociais                    261                261
 . Dividendos e Juros s/ Capital Próprio          308                308
 . Imposto de Renda a Pagar                        55                 15
 . Impostos a Recolher                            158                162
 . Adiantamentos de Clientes                       65                 23
 . Outros                                         112              1.006
Exigível a Longo Prazo                         9.397           8.589
 . Financiamentos                               7.976              7.202
 . Impostos e Contribuições a Recolher          1.247              1.210
 . Outros                                         174                177
Resultados de Exercícios Futuros                  24              25
Participação Acionistas Minoritários             635             598
Patrimônio Líquido                             5.839           5.757
 . Capital Social                               4.641              4.641
 . Reservas de Capital                            457                458
 . Ações em Tesouraria                            -13               -258
 . Reserva de lucros                              671                915
 . Lucros Acumulados                               83                  0
Total do Passivo e PL                         21.108          20.892


          Balanço Patrimonial
                                                              10
Obs.: Data: 31 de Dezembro. Em milhares de reais

                    ATIVO                          2010      2009       2008

                  Circulante
Caixa e bancos                                       3.989      6.197      5.539
Aplicações financeiras                              93.789   116.209    236.413
Duplicatas a Receber                               208.766   178.315    155.746
Provisão para contas de realização duvidosa         (6230)    (5.563)    (5.198)

Tributos a recuperar                                20.696    26.850     15.033

Demais contas a receber                             24.193    21.158      8.186
Estoques                                           181.843   117.754     79.338
Despesas do exercício seguinte                       5.177     1.963      1.319

                                                   532.223   462.883    496.376
Não circulante

           Realizável a longo prazo
Empresas controladoras e controladas                                      1.120
Depósitos e empréstimos compulsórios                13.033    11.946      9.926
Depósitos judiciais                                 17.755    17.056     11.079
Imposto de renda e contribuição social
diferidos                                           36.661    36.179     28.821
Tributos a recuperar                                27.883    32.867
Adiantamento a fornecedores                         23.380
Demais contas a receber                                157     1.008        299

                                                   118.869    99.056     51.245

                 Permanente
Investimento
Empresas coligadas e outros investimentos         1.976     2.892         1.798
Imobilizado                                   1.449.959 1.486.639       886.289
Diferido                                         18.682    21.131        14.066

                                              1.470.617 1.510.662       902.153

                 Total do Ativo               2.121.709 2.072.601 1.449.774




    PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO               2010          2009       2008


                                                                            11
Circulante
Empréstimos e financiamentos                144.654    133.647    91.196
Fornecedores                                 92.820     84.409    62.907
Salários e encargos sociais                  20.512     14.772    12.133
Impostos a recolher                           8.045      6.846
Imposto de renda e contribuição social a
pagar                                         2.436      6.842     4.962
Dividendos propostos                          5.524      4.517
Demais contas a pagar                        23.078     22.047    19.503

                                            297.069    273.080   190.701

Não circulante
           Exigível a longo prazo
Empréstimos e Financiamentos                288.412    344.641   317.205
Imposto de renda e contribuição social
diferidos                                    31.420      7.088    11.576
Financiamentos de importações                98.717     94.144    71.178
Demais contas a pagar                         2.545      4.789     3.396

                                            421.094    450.662   403.355



             Patrimônio Líquido
Capital social                             1.116.817   916.817   634.797
Reserva de reavaliação                       104.304   172.869    36.570
Reserva de lucros                            182.425   259.173   184.351
Lucros acumulados
                                           1.403.546 1.348.859   855.718

  Total do Passivo e Patrimônio Líquido    2.121.709 2.072.601 1.449.774




                                             2010      2009      2008
        Receita Operacional Bruta          1.574.836 1.061.497   995.348
Mercado interno                            1.192.171   961.867   766.220
Mercado externo                              382.665   199.630   229.128

                                                                     12
Deduções e imposto sobre vendas                   (203.440) (132.684)       (90.150)
Receita Operacional Líquida                       1.371.396 1.028.813       905.198
Custo dos produtos vendidos                         881.577   580.717       469.948




Lucro Bruto                                        489.819      448.096     435.250

     Despesas (receitas) Operacionais
Com vendas                                          132.271     103.560       97.345
Gerais e administrativas                             79.692       68.670      56.202
Honorários dos administradores                        5.021        4.072       3.547
Despesas financeiras                                165.250     114.350       93.290
Receitas financeiras                              (179.881)     (86.134)    (73.805)
Equivalência patrimonial
Empresa coligada
Outras despesas operacionais, líquidas               5.655       20.837      13.932
                                                   208.008      225.355     190.511

Lucro Operacional Líquido                          281.811      222.741     244.739

Lucro (pejuízo) não operacional, líquido              2.230        (262)      -4.779

Lucro antes do imposto de renda
e da contribuição social                           284.041      222.479     239.960

 Imposto de Renda e Contribuição Social
Do exercício                                       (37.483)     (40.295)    (31.684)
Diferidos                                          (22.142)       11.846       3.337

                                                   (59.625)     (28.449)    (28.347)

Lucro antes da participação dos
acionistas minoritários                            224.416      194.030     211.613
Participação dos acionistas minoritários                          (856)       (894)

Lucro líquido do exercício                         224.416      193.174     210.719

                            PONTO DE EQUILÍBRIO

       O ponto de equilíbrio é uma ferramenta indispensável na gestão financeira
e, tem por objetivo, determinar o equilíbrio entre vendas, custos variáveis, custos
fixos, margem de contribuição e lucro.
       Na análise financeira para crédito, torna-se essencial conhecer a realidade
de nossos futuros pretendentes ao crédito e saber como anda a sua gestão nesta
área.
                                                                                 13
Assim, de uma forma bem rápida utilizando-se da fórmula abaixo, podemos
     obter a referida informação:

          PONTO DE EQUILÍBRIO = CUSTOS FIXOS : MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO x VENDAS

                                         PE = CF : MC x VENDA
           Nesse sentido, presente os dados abaixo, calcule o ponto de equilíbrio da
     empresa Ind. e Com. de Frios Ltda. Após, faça a demonstração para confirmar o
     que se pede.

     Venda....................................................................................             R$ 450.000,00

     Custos Variáveis:
     CPV...............................................................................................    R$ 292.500,00
     Fretes............................................................................................    R$   8.389,50
     PIS/Confins...................................................................................        R$   9.132,30
     Embalagem...................................................................................          R$ 18.621,50
     Mão-de-obra + encargos...............................................................                 R$ 32.413,40
                                                                                                           R$      613,30
     Serviços........................................................................................
     Comissões....................................................................................          R$   12.500,00


     Custos fixos................................................................................           R$   37.466,48
     4.1 Pró-labore...............................................................................          R$   12.000,00
     4.2 Sal. + encargos.......................................................................             R$    2.800,00
     4.3 Seguros...................................................................................         R$    1.000,00
     4.4 Despesas Bancárias...............................................................                  R$      500,00
     4.5 Juros.......................................................................................       R$      450,00
     4.6 Honorários Contábeis.............................................................                  R$    1.800,00
     4.7 Material de Consumo.............................................................                   R$    2.200,00
     4.8 Aluguel....................................................................................        R$    6.000,00
     4.9 Despesas de Viagens.............................................................                   R$           0
     4.10 Água, luz e telefone..............................................................                R$    1.850,00
     4.11 Propaganda..........................................................................              R$    1.000,00
     4.12 Depreciação..........................................................................             R$    2.800,00

     4.14 Ônibus, táxi, selos.................................................................              R$      166,48
     4.15 Outras despesas...................................................................                R$    4.900,00




                         ESTRUTURA DE
                 RESULTADO
NOME DA EMPRESA:
DISCRIMINAÇÃO                                               MÊS                   %                  MÊS            %


1. VENDAS TOTAIS

                                                                                                                        14
1.1 Vendas
1.2 Serviços
2. CUSTOS VARIÁVEIS
2.1 CPV ou CMV
2.2 Fretes
2.3 PIS/CONFINS
2.4 Embalagens
2.5 Mão de obra + encargos.
2.6 Serviços de terceiros
2.7 Comissões



3. MARCEM CONTRIBUIÇÃO
4. CUSTOS FIXOS
4.1 Pró-labore
4.2 Sal. + encargos
4.3 Seguros
4.4 Despesas Bancárias
4.5 Juros
4.6 Honorários Contábeis
4.7 Material de Consumo
4.8 Aluguel
4.9 Despesas de Viagens
4.10 Água, luz e telefone
4.11 Propaganda
4.12 Depreciação
4.13 Veículos
4.14 Ônibus, táxi, selos
4.15 Outras despesas


5. LUCRO OPERACIONAL
6. RES. EXTRA OPERAC.
7. LUCRO LÍQUIDO
8. PONTO DE EQUILIBRIO



      1. Exercício proposto – fluxo de caixa direto

      Elabore o fluxo de caixa com os dados abaixo

                                    M     E      S      E     S
      DISCRIMINAÇÃO                 1     2      3      4     5     6
      1. Saldo inicial             80     -      -      -     -     -
      2. Recebimento das          700   650    720    780   600   680
      vendas
                                                                        15
3. Outros recebimentos            -     5    15       8    10     12
4. Pagamentos de                280   260   290     310   240    270
compras
5. Pagamento de                 350   330   360     390   300    340
despesas
6. Outros pagamentos            310   150      -     25    50       25

A empresa solicitou ao Banco, pedido de empréstimo no valor de R$200
mil. Referido empréstimos tem data prevista em 15.01 e seu
pagamento está marcado para 15.04. Assim, deverá ser incorporado no
mês 01 e será pago no mês 4, com juros simples de 2% a. m.


2. Exercício proposto – fluxo de caixa indireto

Com base na DRE abaixo, elabore fluxo de caixa projetado – método
indireto -, pelo período de 03 anos, concluindo se tecnicamente a
empresa obterá o empréstimo para construção da nova sede.

                                              A      N    O     S
         DISCRIMINAÇÃO
                                               1            2           3
RECEITA OPER. BRUTA                    1.300.000    1.400.000   1.500.000
(-) Vendas canceladas                     30.000       40.000      50.000
(-) CPV                                  870.000      900.000   1.000.000
(-) Despesas comerciais                  120.000      140.000     150.000
(-) Despesas administrativas              40.000       50.000      60.000
(-) Juros s/ Empr. Existentes                   -           -           -
(+) Res. Equiv. Patrimonial                1.000        1.000       2.000
(=) Lucro Operacional                    241.000      271.000     242.000
(-) Dividendos                            40.000       50.000      30.000
(=) Lucro do Exercício                   201.000      221.000     212.000


O financiamento bancário de longo prazo, constante do balanço
anterior, no valor de R$18.000,00, será pago em 3 parcelas iguais,
sendo a primeira em 30.06.2011 (projetado), a segunda em
31.12.2011 (projetado) e a terceira em 30.06.2012 (projetado). A taxa
de juros – simples - é de 12% a.a. Considere como inicio do período a
data de 02.01.2011.

As despesas de depreciação estão incluídas no CPV e apresentam
respectivamente os seguintes valores: R$5.000,00; R$6.000,00 e
R$7.000.00.

Em 02.01.2011 (projetado) a empresa está considerando uma entrada
no seu fluxo de caixa o valor do financiamento pretendido de
R$600.000,00 para construção da nova sede.

                                                                         16
A linha de crédito prevê juros simples anuais de 12% a.a., reposição do
principal em 05 parcelas iguais, anuais e sucessivas, vencendo a
primeira em 31.12.2011.

A taxa de juros praticada pelo mercado para operações de capital de
giro é de 24% ao ano. A alíquota de Imposto de Renda mais
contribuição social é de 30%.



3. DRE – COM FLUXO DE CAIXA




      A empresa solicitou ao Banco de Investimento valor de R$8.000,00,
como forma de complementar a implantação de seu projeto. A análise
dos demais fatores intervenientes do crédito foi realizada e aponta para a
normalidade. Resta conhecer o fluxo de caixa da empresa e decidir pela
aprovação ou não do referido empréstimos.
      A empresa Albatroz tem serviços contratados pelos próximos 3
anos de 20 contratos em t=1, 30 contratos em t=2 e 40 contratos em
t=3. Os preços de venda destes contratos são respectivamente:
$1.400,00, $1.500,00 e $1.600,00 pelos próximos 3 anos. O Custo
variável Unitário é $700,00, $800,00 e $900,00 em t=1, t=2 e t=3
respectivamente. Os Custos fixos são de $3.200,00 ao ano pelos
próximos 3 anos. A alíquota do IR é 30%.
      Considere que o imposto de renda é com base no Lucro real. Os
investimentos totais necessários para o perfeito atendimento destes
contratos são da ordem de $20.000,00, hoje.
      Os sócios só têm $12.000,00. As taxas de juros disponíveis são de
22% ao ano. Assuma que somente serão feitos os pagamentos dos juros
dos empréstimos, ficando o principal para o final.




4. ELABORAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ANUAL – DECISÃO PARA
   CRÉDITO


     Seu grupo é proprietário de uma revenda de caminhões. A
Locadora PESADA Ltda, está fazendo uma proposta para comprar 20
caminhões zero quilômetro, cujo preço de aquisição é de $100.000,00

                                                                       17
cada um. A empresa aportou recursos da ordem de $1.500.000,00,
como forma de realizar o referido negócio. Também, dos referidos
recursos, reservaram $100.000,00 para deixar no caixa da empresa a
título de capital de giro, isto é, para pagar as despesas que vierem a
ocorrer antes das receitas no curso das operações normais. O restante
necessário para a aquisição dos autos será financiado em 3 anos, com
carência do principal no primeiro ano (isto é, pagamento apenas dos
juros mensais, quanto ao capital será parcelado em duas vezes – 50%
no ano II e 50% no ano III) pela Empresa de Revenda de Caminhões, a
uma taxa de 3% ao mês.
Todas as instalações físicas necessárias, lojas, garagens e escritórios
são alugados.
Valor médio da locação de cada caminhão por mês: $7.200,00.
Custos   operacionais   variáveis   por   veículo   por   mês   (lavagem,
manutenção, etc): $400,00.
Custos operacionais fixos da PESADA por mês (aluguéis, salários dos
funcionários, etc): 6.000,00.
A taxa de locação é de 95%. Isto significa que ao longo do tempo, em
média, a empresa tem 95% dos veículos alugados a clientes.
A alíquota do IR é 25%.
Para os anos seguintes, as receitas crescerão a ordem de 10% ao ano e
as despesas terão crescimento médio de 5%.
Elabore o demonstrativo de resultados – fluxo de caixa anual e decida a
operação. Considere que as demais informações da cliente são boas.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira – editora
Harbra – 1997 – São Paulo-SP.
BRASIL, Haroldo Vinagre. Gestão Financeira das Empresas – Um
modelo Dinâmico. Editora Qualitymark, 1997 – Rio de Janeiro-RJ.
MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. Editora Atlas, 1995 –
São Paulo – SP.
                                                                   18
Anexo I

      FLUXO DE CAIXA PROJETADO

                                                MESES
        DISCRIMINAÇÃO
                                 1          2   3       4   5        6
1.SALDO INICIO RECEBIDO

2.RECEBIMENTO DE VENDAS

3.OUTROS RECEBIMENTOS

4.ENTRADA DE CAIXA (1+2+3)

5.PAGAMENTO DE COMPRAS

6.PAGAMENTO DE DESPESAS

7.OUTROS PAGAMENTOS

8.SAÍDAS DE CAIXA (5+6+7)

9.SOBRAS OU DÉFICIT DE CAIXA
(4-8)
10.PAGAMENTO EMPRÉSTIMO

11.SALDO FINAL (9-10)




                                 Anexo II




                                                                19
DESCRIMINAÇÃO                  A        N        O    S

      GERAÇÃO INTERNA DE RECURSOS                X1       X2       X3       X4        X5
1.RECEITAS OPER.BRUTA
2.(-)Devoluções de Vendas
3.(-)Custo Produtos Vendidos
4.(-)Despesas Monetárias
5.(-)Juros s/Emprest.(19+20)
6.= Lucro Tributável
7.(-)I. R. e Contr. Social
8.= Lucro após o I. Renda
9.(-)Dividendos/Participações
10.(+)Depreciação/Amortização Gastos Diferidos
11.(+)Juros s/Emprest.(5)
12.= Lucro Financ. antes Juros
        FONTES (ENTRADAS)
13.(+)LUCRO FINANCEIRO(12)
14.(+)RECURSOS PROPRIOS
        Aumento de Capital
        Desimobilizações
        Outras
15.(+)RECURSOS DE TERC.
        Empréstimos bancários
               • Contratados
               • Pretendidos
16.(+)DEBENTURES
17.= TOTAL DAS FONTES
        USOS (SAÍDAS)
18.(+)INVESTIMENTOS
19.(+)JUROS SOBRE EMPR. EXISTENTES
20(+)JUROS SOBRE EMPR. PRETENDIDOS
21.(+)REPOS. DE EMPREST.
               • Existente
               • Pretendidos
22.(+)
23.(+)OUTRAS
24.= TOTAL DOS USOS
25.POSIÇÃO DE CAIXA DO PERÍODO (17-24)
26.POSIÇÃO DE CAIXA ACUMULADA (25+26
ANTERIOR)




                                                                                 20

Gestão e análise de risco de crédito apostila i

  • 1.
    1. O CRÉDITOE O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO A palavra crédito se origina do vocabulário latin credere, que quer dizer: crer, confiar, acreditar (SILVA, 1997). Se utilizar-se o substantivo crédito, verifica-se que ele significa literalmente “confiança”. Para Ferreira (1986), a palavra crédito significa: segurança na verdade de alguma coisa; suas afirmações merecem crédito. Essa confiança está presente nas relações diárias das pessoas e das empresas, possibilitando a compra e venda de serviços ou produtos. Segundo Schrickel (1998): Crédito é todo ato de vontade ou disposição de alguém de destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a um terceiro, com a expectativa de que esta parcela volte a sua posse integralmente após decorrido o tempo estipulado. O crédito assume fundamental participação no desenvolvimento de um país. Em qualquer de suas possibilidades, seja financiando o consumo de pessoas físicas, assistindo o capital de giro de empresas ou financiando investimentos, estará sempre ligado a desenvolvimento econômico e social. Numa analogia bastante simples, promover o crescimento econômico envolve mobilizar insumos assim como no feitio de um bolo. É necessário ter em mão todos os ingredientes – farinha, leite, ovos, fermento, açúcar – e poder (e saber) usá-los. Esses ingredientes são interligados e complementares. Na falta de um deles, não haverá bolo. O crédito é um insumo essencial para o crescimento econômico. Vejamos como isso acontece, iniciando com alguns conceitos econômicos, como PIB e poupança. O PIB (Produto Interno Bruto) de um país é o resultado da soma de todos os bens, produtos e serviços produzidos pela sociedade. Poupança, no contexto econômico, representa a parcela não consumida (o excedente) da sociedade. O Crédito, assim, está ligado à produção, na medida em que disponibiliza recursos ociosos da economia à assistência creditícia de empresa produtoras de bens ou serviços. Por isso, o volume de crédito e PIB estão intimamente ligados. Mas não é só no financiamento de infra-estrutura e na aquisição de bens de capital que o crédito contribui para a evolução do PIB. Ao mesmo tempo em que faz chegar ao empreendedor recursos para que este possa produzir bens ou serviços para a sociedade, o crédito assume fundamental importância para o desenvolvimento econômico em outras áreas. Quando fornece recursos para o consumidor antecipar a aquisição de bens, o crédito está auxiliando o processo econômico na medida em que facilita o consumo, aquece a produção e mantém os níveis de emprego. 1
  • 2.
    Quando disponibiliza recursosaos exportadores, o crédito está facilitando o superávit comercial e proporcionando o ingresso de divisas no país. Quando destinado ao setor agroindustrial, o crédito fomenta a produção e auxilia o processo de geração de emprego e renda. Se destinados às famílias de baixa renda, via microcrédito ou programas governamentais, o crédito tem função social relevante na redução da exclusão social e na melhor distribuição de renda. Em qualquer de suas formas, o crédito sempre estará ligado ao desenvolvimento econômico e social de um país. Em países mais desenvolvidos, o volume de crédito é tão elevado que chega a ultrapassar o PIB. No Brasil, essa relação é ainda bem moderada. Entretanto, o País deverá acompanhar a tendência internacional, com significativo aumento para os próximos anos. 2 – OS C’s DO CRÉDITO É muito importante numa análise criteriosa para concessão do crédito. No processo decisório, geralmente o agente financiador, geralmente, o concessor de crédito tem como parâmetros alguns fatores ao definir sobre a concessão ou não do crédito e o seu montante. Vários autores citam esses fatores chamando-os de “Os C’s” e os apresentam como sendo partes de sua análise. Para Weston e Brigham (apud Silva, 1988, p. 130), os cinco C’s do crédito são: caráter, condições, capacidade, capital e colateral. Porém, Silva, 1988, acrescenta o sexto C que é conglomerado. Gitman (1997, p. 696-7) também cita os C’s do crédito enfatizando os aspectos pessoais, caráter e capacidade, considerando- os como fatores mais importantes para a concessão de empréstimos, pois, o analista de crédito geralmente dá maior importância aos dois primeiros C’s do crédito – caráter e capacidade – uma vez que eles representam os requisitos fundamentais para a concessão de crédito a um solicitante. 2.1 - Caráter Por ser um fator pessoal torna-se muito difícil uma análise cem por cento segura em relação ao caráter de um pretendente de crédito. Por isso o analista recorre a dados históricos para verificar como o tomador de crédito honrou seus compromissos anteriores, sem tem restrições junto aos órgãos de proteção ao crédito e se foi pontual no pagamento dos créditos a ele concedidos. 2
  • 3.
    Nesse sentido Gitman(1997, p. 696) reporta-se ao caráter como sendo “... o histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações financeiras, contratuais e morais”. Mesmo considerando esses aspectos não fica descartada a possibilidade de a qualquer momento o postulante ao crédito deixar de ter esse “caráter”, ou seja, mudar a forma de agir em relação a seus credores ao longo do tempo. Preocupação apresentada por Silva (1988, p. 130) quando cita o ditado popular: “alguém só é honesto até o dia em que deixa de ser”. Para ressaltar ainda mais a relevância do caráter em análise, destaca-se que para Schrikel (1988): “... este é o mais importante e crítico C em qualquer concessão de crédito, não importando, em absoluto, o valor da transação”, pois: “como um empréstimo, a rigor, é uma permuta de alguma coisa tangível... é imperativo que o devedor tenha um animus de devolver a coisa após decorrido o prazo convencionado entre as partes. O caráter, relacionado aos empréstimos em geral, diz respeito, portanto, à determinação de pagar do tomador (SCHRIKEL, 1998, p. 48)” Outro fator relevante relacionado ao caráter é a inadimplência. Esta se refere ao não pagamento de um empréstimo no prazo combinado entre as partes. “As empresas tornam-se inadimplentes por terem retornos baixos ou negativos, sendo incapazes de pagar obrigações, no vencimento” (GITMAN, 1997, p. 757). Além de se considerar que a inadimplência pode ser decorrente do caráter do devedor, ou seja, da vontade de não pagar a obrigação, existem outras causas da inadimplência como as apresentadas por Gitman (1997) que considera a principal delas a má administração da empresa, como também dificuldades setoriais em tempo de crises econômicas. 2.2 - Capacidade A capacidade de se honrar o pagamento de um determinado empréstimo pode ser analisada sobre vários aspectos de forma a se mensurar as habilidades do devedor pagar suas dívidas, no âmbito interno de suas atividades. Para Gitman (1997, p. 696) capacidade é: “... o potencial do cliente para quitar o crédito solicitado”. E esse potencial pode ser avaliado, segundo esse autor, pelos índices de liquidez e endividamento da empresa. A utilização dos indicadores de liquidez na determinação da capacidade de pagamento é muito oportuna, pois o conceito de capacidade e liquidez é muito parecido. A diferença é que, quando se 3
  • 4.
    trata de liquidez,além da capacidade que é o potencial do cliente em quitar o crédito obtido, deve haver pontualidade quanto ao prazo combinado. Pois, “... a liquidez é a capacidade de liquidar obrigações em dia” (SCHRIKEL, 1998, p. 223). Outras formas de análise de capacidade poderão também ser usadas, como, por exemplo, uma investigação, segundo Silva (1998, p. 149-151), sobre aspectos como a estrutura organizacional que se pode revelar o grau de modernização de seus produtos e serviços; o sistema de informações gerenciais para prestar informações cada vez mais rápidas e seguras, de forma a manter a competitividade da empresa; o sistema de marketing da empresa, para ganhar e manter mercados e garantir um faturamento condizente com sua estrutura, assim, como o grau de investimento em pesquisas para desenvolvimento de novos produtos e manutenção da lucratividade. Para bem se avaliar a capacidade do tomador de crédito, o emprestador deve conseguir respostas a uma série de perguntas, segundo Schrikel (1998) que se referem a dados pessoais do mesmo, tais como: idade, grau de educação, formação acadêmica, experiência profissional, posicionamento gerencial sobre os negócios, etc. Tendo essas informações como apoio para medir a capacidade do devedor, Schrickel (1998) faz uma análise mais voltada ao aspecto gerencial do negócio e aos recursos humanos do devedor. Enfatiza os valores educacionais, capacitação profissional e forma de gestão como maneira de se analisar a capacidade de pagamento e de permanência das empresas do mercado. É um aspecto de análise diferente do apresentado por Gitman (1997), já mencionado, que enfatiza o processo mais técnico, através da utilização das demonstrações financeiras, para a realização da análise da capacidade de pagamento. Ainda, outra visão com ênfase no aspecto mercadológico é apresentado por Silva (1988), voltada para a análise das estratégias utilizadas pela empresa de forma a se manter competitiva, acompanhando as inovações na estrutura, nos produtos e serviços, mantendo sua lucratividade e contribuindo para sua permanência no mercado, o que levará ao bom termo de seus negócios com os credores e conseqüentemente, à determinação de sua capacidade em honrar seus compromissos. 2.3 Capital O capital, considerado como um dos C’s do crédito refere-se à solidez da empresa, ou a estrutura de composição da mesma no sentido de a empresa ter recursos próprios que aplicados na atividade produtiva vai gerar resultados que permitirão arcar com o ônus dos créditos conseguidos junto a terceiros. Assim, para uma análise de crédito, é importante verificar o montante de capital próprio que é empregado em uma empresa e também sua estrutura, comparativamente, ao capital 4
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    de terceiros, oque deverá gerar receita capaz de soldar os empréstimos realizados. Como apresenta Ruth (1991, p.118): O capital refere-se aos fundos disponíveis para operar uma empresa. A esse respeito existem duas considerações fundamentais a fazer: o montante de capital patrimonial que os proprietários investiram na empresa e o grau de eficiência com que o total do capital é nela empregado. Geralmente, é um mau sinal quando a participação de capital dos proprietários é consideravelmente menor do que a participação de capital de credores. Existem exceções – a própria indústria bancária é uma delas... Schrickel (1998, p.52) para descrever o C capital, apresenta esse item relacionado às pessoas físicas e jurídicas. Para a pessoa física o capital, na análise de credito, não se reporta ao patrimônio dessa pessoa, mas sim à sua renda, ou seu salário, pois são dessas fontes que provêem os recursos para saldar seus empréstimos. Porém para as empresas, esses recursos provêem da utilização de seu capital. Dessa forma a análise de crédito, quando se trata de pessoa jurídica, principalmente, no que se refere ao capital, é baseada no patrimônio do tomador do empréstimo, mas não só considerado o montante desse Patrimônio Líquido, ou capital social, mas sim à forma como ele está investido, sua composição em relação ao capital de terceiros, sua taxa de retorno e outros indicadores revelados pela análise econômico-financeira da empresa. 2.4 Condições A análise a ser feita considerando o C condições é a observação das variáveis micro e macro econômicas externas à atividade do tomador do empréstimo. Segundo Scrickel (1998 p.53-4): “... as condições dizem respeito ao micro e macrocenário em que o tomador de empréstimos está inserido. No caso de empresas, tal cenário é o ramo de atividade e economia como um todo. Vale dizer, é muito importante saber avaliar o momento do empréstimo.” A identificação de tendências setoriais, crescimento e recessão de mercados relacionados com o ramo de atividade da empresa, sua dependência do governo, do mercado externo, informações sobre concorrência do setor e políticas econômicas que possam vir a alterar as condições de comercialização de produtos relacionados com sua operacionalização, são alguns fatores de auxílio para a identificação das condições que poderão ser favoráveis ou não ao retorno do crédito concedido. Porém, além de analisar as condições do tomador do empréstimo, em alguns casos, circunstâncias especiais poderão influenciar 5
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    favoravelmente a outraparte na concessão do credito. Essas circunstâncias podem ser: “... as condições econômicas e empresariais vigentes, bem como circunstâncias particulares que possam afetar qualquer dar partes envolvidas na negociação” (GITMAN 1997, p.697). 2.5 Colateral Colateral Significa garantia. Esse C do crédito deve ser, como os demais, sempre analisado no conjunto da situação em que deve ocorrer o crédito. Santos (2000, p.33) define: “... garantia, em seu aspecto de risco, como a vinculação de um bem de uma responsabilidade conversível em números que assegure a liquidação do empréstimo.” É natural que se o pretendente ao crédito, por exemplo, não tiver caráter, mesmo oferecendo suficientes garantias, o risco desse empréstimo não voltar no prazo combinado será muito grande. A garantia nunca deve ser o motivo para se efetuar o crédito. Somente ela não faz com que o crédito retorne no prazo combinado. Ações judiciais para cobrança do crédito inadimplente podem ser muito demoradas e na maioria das vezes serão questionadas muitas cláusulas do acordo previamente firmado entre as partes. A intenção de qualquer instituição de crédito é o retorno dos empréstimos concedidos e que seja no prazo combinado para que possam realizar novos negócios com rendimento melhor que pendências nos tribunais de cobrança de devedores inadimplentes, que podem se arrastar por anos sem solução. Assim, Santos (2000, p.33) qualifica as melhores garantias como sendo: “... as de maior liquidez, especialmente as chamadas autoliquidáveis, ou seja, aquelas cuja conversão em caixa e respectiva liquidação do contrato de crédito independem de sentença judicial. Enquanto Santos (2000) aponta as qualidades da garantia Gitman (1997) preocupa-se com sua quantidade, pois este é outro tipo de análise que deve ser feita sobre o colateral, ou seja, verificar se as garantias oferecidas para quitar a dívida em caso de inadimplência. Assim menciona Gitman (1997, p.696) sobre o assunto: “Colateral é o montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para garantir o crédito. Naturalmente, quanto maior esse montante, maior será a probabilidade de se recuperar valor creditado, no caso de inadimplência.” Porém sua existência, mesmo que seja autoliquidez e de montante suficiente, não assegura totalmente o pagamento do crédito 6
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    no prazo combinado,nem deve ser a justificativa para a concessão de empréstimos. Como argumenta Santos (2000, p.34): “... A decisão de conceder crédito deve ser baseada na capacidade de reembolso do cliente e não sobre as garantias”. Nesse Sentido também argumenta Schrickel (1998, p.55) que o colateral apenas serve para atenuar impactos negativos relativos à capacidade, ao capital e às condições, porém nunca deve ser utilizado para compensar elementos que caracterizem falta de caráter por parte do pretendente ao crédito. Outra análise, que deve ser feita sobre o colateral, que ressalta ainda mais a sua importância, é a que um empréstimo a um tomador de crédito que não ofereça garantias pode se tornar de alto risco, porque o caráter desse tomador pode se modificar ao longo do prazo de pagamento do mesmo. Pois, como já comentado, “todo mundo é honesto até o dia em que deixa de ser”. Dessa forma, se alguém pretende obter um empréstimo já com a intenção de não o pagar, quando essa intenção não for identificada na análise de crédito, a exigência de uma solida garantia pode inibir o desejo do tomador mal intencionado, pois em caso de inadimplência ele será cobrado judicialmente e, provavelmente, perderá o objeto da garantia. Se não houver garantia e se o tomador do empréstimo não tiver bens em seu nome, que possam ser penhorados no processo de cobrança judicial, a única medida a ser tomada pelo credor contra o devedor é a inclusão de seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito. Assim fica revelado ao público o seu caráter, o que o impedirá de angariar novos créditos, porém o valor emprestado dificilmente voltará ao credor. Além da qualidade e do montante, outros aspectos devem ser considerados na análise das garantias. Um deles está relacionado à sua desvalorização: existem bens que perdem seu valor com muita rapidez, como é o caso de equipamentos de informática. 2.6 Conglomerado A análise para a concessão de crédito às empresas que participam de um grupo econômico deve ser feita de forma geral para todo o conglomerado. Geralmente as empresas pertencentes a um determinado grupo seguem as tendências desse grupo. A preocupação com o conglomerado com um todo é papel do analista no momento da investigação de todos os C’s do crédito, pois se o grupo econômico é bem ou mal avaliado quanto aos itens caráter e capacidade, por exemplo, dificilmente uma das empresas desse grupo em particular avaliada diferentemente. Outros fatores devem ser observados para se analisar a performa da empresa e se chegar à decisão correta quanto ao crédito a ser concedido, além dos vários já considerados: quanto às instalações da empresa, se são imóveis alugados ou próprios; o grau de informatização da mesma e a questão da seguridade. 7
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, AlineFrança de. Sistemas de informações gerenciais – uma abordagem orientada a negócios. Florianópolis: IGTI, 2000. GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 7ª. Ed. Harbra, 1997. RUTH, George E. Empréstimos a pessoas jurídicas. São Paulo: IBCB, 1991. SANTOS, José Odálio dos. Análise de crédito: empresas e pessoas físicas. São Paulo: Atlas, 2000. SCHRICKEL, Wolfgang Kurt. Análise de crédito: concessão e gerência de empréstimos. 4ª. Ed. São Paulo: Atlas, 1998. SILVA, José Pereira da. Análise e decisão de crédito. São Paulo: Atlas, 1988. 8
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    EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO- LEVANTAMENTO O relatório abaixo apresenta as seguintes contas: CONTAS SALDO EM R$ Capital Social 3.000.000 Financiamentos a Longo Prazo 361.956 Outros créditos de longo prazo 93.760 Banco conta-corrente 669.243 Fornecedores 3.512.965 Clientes 9.553.773 Investimentos em ações 301.218 Contas a Receber de Coligadas 34.621 Estoques 1.786.003 Dividendos a Pagar 121.500 Contas a Pagar a Longo Prazo 4.794 Financiamentos 1.021.243 Duplicatas Descontadas -1.756.812 Imobilizado Liquido 4.129.366 Reservas de Capital 3.262.608 Encargos Trabalhistas a Recolher 595.557 Provisão para Devedores Duvidosos -275.359 Impostos a Recolher 596.110 Reservas de Lucros 1.876.420 Contas a Receber 161.770 Despesas Pagas Antecipadamente 120.262 Provisão para IR 205.039 Contas a Pagar 358.681 Depósitos judiciais 99.028 TOTAL 29.833.746 Pede-se: a) Classificar cada uma das contas acima em AC; ARLP; AP; PC; PELP ou PL. b) Montar o Balanço Patrimonial. ANÁLISE DA SITUAÇÃO PATRIMONIAL A PARTIR DO BALANÇO ABAIXO 9
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    31/03/2008 31/12/2007 ATIVO (A) (B) Circulante 6.851 6.596 . Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras 1.727 2.139 . Contas a Receber 1.362 1.497 . Estoques 2.733 2.264 . Impostos a Recuperar 482 310 . Dividendos e Juros s/ Capital Próprio 3 4 . Despesas do Exercício Seguinte 56 73 . Outros 488 310 Realizável a Longo Prazo 2.005 1.959 . Sociedades Ligadas 47 49 . Depósitos Judiciais e Compulsórios 113 108 . IR e CS Diferidos 405 395 . Impostos a Recuperar 1.126 1.175 . Outros 314 232 Permanente 12.251 12.337 .Investimentos 42 1.073 .Imobilizado 9.540 8.576 .Diferido 2.669 2.687 Total do Ativo 21.108 20.892 31/03/2008 31/12/2007 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO (A) (B) Circulante 5.213 5.923 . Fornecedores 2.866 2.968 . Financiamentos 1.387 1.180 . Salários e Encargos Sociais 261 261 . Dividendos e Juros s/ Capital Próprio 308 308 . Imposto de Renda a Pagar 55 15 . Impostos a Recolher 158 162 . Adiantamentos de Clientes 65 23 . Outros 112 1.006 Exigível a Longo Prazo 9.397 8.589 . Financiamentos 7.976 7.202 . Impostos e Contribuições a Recolher 1.247 1.210 . Outros 174 177 Resultados de Exercícios Futuros 24 25 Participação Acionistas Minoritários 635 598 Patrimônio Líquido 5.839 5.757 . Capital Social 4.641 4.641 . Reservas de Capital 457 458 . Ações em Tesouraria -13 -258 . Reserva de lucros 671 915 . Lucros Acumulados 83 0 Total do Passivo e PL 21.108 20.892 Balanço Patrimonial 10
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    Obs.: Data: 31de Dezembro. Em milhares de reais ATIVO 2010 2009 2008 Circulante Caixa e bancos 3.989 6.197 5.539 Aplicações financeiras 93.789 116.209 236.413 Duplicatas a Receber 208.766 178.315 155.746 Provisão para contas de realização duvidosa (6230) (5.563) (5.198) Tributos a recuperar 20.696 26.850 15.033 Demais contas a receber 24.193 21.158 8.186 Estoques 181.843 117.754 79.338 Despesas do exercício seguinte 5.177 1.963 1.319 532.223 462.883 496.376 Não circulante Realizável a longo prazo Empresas controladoras e controladas 1.120 Depósitos e empréstimos compulsórios 13.033 11.946 9.926 Depósitos judiciais 17.755 17.056 11.079 Imposto de renda e contribuição social diferidos 36.661 36.179 28.821 Tributos a recuperar 27.883 32.867 Adiantamento a fornecedores 23.380 Demais contas a receber 157 1.008 299 118.869 99.056 51.245 Permanente Investimento Empresas coligadas e outros investimentos 1.976 2.892 1.798 Imobilizado 1.449.959 1.486.639 886.289 Diferido 18.682 21.131 14.066 1.470.617 1.510.662 902.153 Total do Ativo 2.121.709 2.072.601 1.449.774 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2010 2009 2008 11
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    Circulante Empréstimos e financiamentos 144.654 133.647 91.196 Fornecedores 92.820 84.409 62.907 Salários e encargos sociais 20.512 14.772 12.133 Impostos a recolher 8.045 6.846 Imposto de renda e contribuição social a pagar 2.436 6.842 4.962 Dividendos propostos 5.524 4.517 Demais contas a pagar 23.078 22.047 19.503 297.069 273.080 190.701 Não circulante Exigível a longo prazo Empréstimos e Financiamentos 288.412 344.641 317.205 Imposto de renda e contribuição social diferidos 31.420 7.088 11.576 Financiamentos de importações 98.717 94.144 71.178 Demais contas a pagar 2.545 4.789 3.396 421.094 450.662 403.355 Patrimônio Líquido Capital social 1.116.817 916.817 634.797 Reserva de reavaliação 104.304 172.869 36.570 Reserva de lucros 182.425 259.173 184.351 Lucros acumulados 1.403.546 1.348.859 855.718 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 2.121.709 2.072.601 1.449.774 2010 2009 2008 Receita Operacional Bruta 1.574.836 1.061.497 995.348 Mercado interno 1.192.171 961.867 766.220 Mercado externo 382.665 199.630 229.128 12
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    Deduções e impostosobre vendas (203.440) (132.684) (90.150) Receita Operacional Líquida 1.371.396 1.028.813 905.198 Custo dos produtos vendidos 881.577 580.717 469.948 Lucro Bruto 489.819 448.096 435.250 Despesas (receitas) Operacionais Com vendas 132.271 103.560 97.345 Gerais e administrativas 79.692 68.670 56.202 Honorários dos administradores 5.021 4.072 3.547 Despesas financeiras 165.250 114.350 93.290 Receitas financeiras (179.881) (86.134) (73.805) Equivalência patrimonial Empresa coligada Outras despesas operacionais, líquidas 5.655 20.837 13.932 208.008 225.355 190.511 Lucro Operacional Líquido 281.811 222.741 244.739 Lucro (pejuízo) não operacional, líquido 2.230 (262) -4.779 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 284.041 222.479 239.960 Imposto de Renda e Contribuição Social Do exercício (37.483) (40.295) (31.684) Diferidos (22.142) 11.846 3.337 (59.625) (28.449) (28.347) Lucro antes da participação dos acionistas minoritários 224.416 194.030 211.613 Participação dos acionistas minoritários (856) (894) Lucro líquido do exercício 224.416 193.174 210.719 PONTO DE EQUILÍBRIO O ponto de equilíbrio é uma ferramenta indispensável na gestão financeira e, tem por objetivo, determinar o equilíbrio entre vendas, custos variáveis, custos fixos, margem de contribuição e lucro. Na análise financeira para crédito, torna-se essencial conhecer a realidade de nossos futuros pretendentes ao crédito e saber como anda a sua gestão nesta área. 13
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    Assim, de umaforma bem rápida utilizando-se da fórmula abaixo, podemos obter a referida informação: PONTO DE EQUILÍBRIO = CUSTOS FIXOS : MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO x VENDAS PE = CF : MC x VENDA Nesse sentido, presente os dados abaixo, calcule o ponto de equilíbrio da empresa Ind. e Com. de Frios Ltda. Após, faça a demonstração para confirmar o que se pede. Venda.................................................................................... R$ 450.000,00 Custos Variáveis: CPV............................................................................................... R$ 292.500,00 Fretes............................................................................................ R$ 8.389,50 PIS/Confins................................................................................... R$ 9.132,30 Embalagem................................................................................... R$ 18.621,50 Mão-de-obra + encargos............................................................... R$ 32.413,40 R$ 613,30 Serviços........................................................................................ Comissões.................................................................................... R$ 12.500,00 Custos fixos................................................................................ R$ 37.466,48 4.1 Pró-labore............................................................................... R$ 12.000,00 4.2 Sal. + encargos....................................................................... R$ 2.800,00 4.3 Seguros................................................................................... R$ 1.000,00 4.4 Despesas Bancárias............................................................... R$ 500,00 4.5 Juros....................................................................................... R$ 450,00 4.6 Honorários Contábeis............................................................. R$ 1.800,00 4.7 Material de Consumo............................................................. R$ 2.200,00 4.8 Aluguel.................................................................................... R$ 6.000,00 4.9 Despesas de Viagens............................................................. R$ 0 4.10 Água, luz e telefone.............................................................. R$ 1.850,00 4.11 Propaganda.......................................................................... R$ 1.000,00 4.12 Depreciação.......................................................................... R$ 2.800,00 4.14 Ônibus, táxi, selos................................................................. R$ 166,48 4.15 Outras despesas................................................................... R$ 4.900,00 ESTRUTURA DE RESULTADO NOME DA EMPRESA: DISCRIMINAÇÃO MÊS % MÊS % 1. VENDAS TOTAIS 14
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    1.1 Vendas 1.2 Serviços 2.CUSTOS VARIÁVEIS 2.1 CPV ou CMV 2.2 Fretes 2.3 PIS/CONFINS 2.4 Embalagens 2.5 Mão de obra + encargos. 2.6 Serviços de terceiros 2.7 Comissões 3. MARCEM CONTRIBUIÇÃO 4. CUSTOS FIXOS 4.1 Pró-labore 4.2 Sal. + encargos 4.3 Seguros 4.4 Despesas Bancárias 4.5 Juros 4.6 Honorários Contábeis 4.7 Material de Consumo 4.8 Aluguel 4.9 Despesas de Viagens 4.10 Água, luz e telefone 4.11 Propaganda 4.12 Depreciação 4.13 Veículos 4.14 Ônibus, táxi, selos 4.15 Outras despesas 5. LUCRO OPERACIONAL 6. RES. EXTRA OPERAC. 7. LUCRO LÍQUIDO 8. PONTO DE EQUILIBRIO 1. Exercício proposto – fluxo de caixa direto Elabore o fluxo de caixa com os dados abaixo M E S E S DISCRIMINAÇÃO 1 2 3 4 5 6 1. Saldo inicial 80 - - - - - 2. Recebimento das 700 650 720 780 600 680 vendas 15
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    3. Outros recebimentos - 5 15 8 10 12 4. Pagamentos de 280 260 290 310 240 270 compras 5. Pagamento de 350 330 360 390 300 340 despesas 6. Outros pagamentos 310 150 - 25 50 25 A empresa solicitou ao Banco, pedido de empréstimo no valor de R$200 mil. Referido empréstimos tem data prevista em 15.01 e seu pagamento está marcado para 15.04. Assim, deverá ser incorporado no mês 01 e será pago no mês 4, com juros simples de 2% a. m. 2. Exercício proposto – fluxo de caixa indireto Com base na DRE abaixo, elabore fluxo de caixa projetado – método indireto -, pelo período de 03 anos, concluindo se tecnicamente a empresa obterá o empréstimo para construção da nova sede. A N O S DISCRIMINAÇÃO 1 2 3 RECEITA OPER. BRUTA 1.300.000 1.400.000 1.500.000 (-) Vendas canceladas 30.000 40.000 50.000 (-) CPV 870.000 900.000 1.000.000 (-) Despesas comerciais 120.000 140.000 150.000 (-) Despesas administrativas 40.000 50.000 60.000 (-) Juros s/ Empr. Existentes - - - (+) Res. Equiv. Patrimonial 1.000 1.000 2.000 (=) Lucro Operacional 241.000 271.000 242.000 (-) Dividendos 40.000 50.000 30.000 (=) Lucro do Exercício 201.000 221.000 212.000 O financiamento bancário de longo prazo, constante do balanço anterior, no valor de R$18.000,00, será pago em 3 parcelas iguais, sendo a primeira em 30.06.2011 (projetado), a segunda em 31.12.2011 (projetado) e a terceira em 30.06.2012 (projetado). A taxa de juros – simples - é de 12% a.a. Considere como inicio do período a data de 02.01.2011. As despesas de depreciação estão incluídas no CPV e apresentam respectivamente os seguintes valores: R$5.000,00; R$6.000,00 e R$7.000.00. Em 02.01.2011 (projetado) a empresa está considerando uma entrada no seu fluxo de caixa o valor do financiamento pretendido de R$600.000,00 para construção da nova sede. 16
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    A linha decrédito prevê juros simples anuais de 12% a.a., reposição do principal em 05 parcelas iguais, anuais e sucessivas, vencendo a primeira em 31.12.2011. A taxa de juros praticada pelo mercado para operações de capital de giro é de 24% ao ano. A alíquota de Imposto de Renda mais contribuição social é de 30%. 3. DRE – COM FLUXO DE CAIXA A empresa solicitou ao Banco de Investimento valor de R$8.000,00, como forma de complementar a implantação de seu projeto. A análise dos demais fatores intervenientes do crédito foi realizada e aponta para a normalidade. Resta conhecer o fluxo de caixa da empresa e decidir pela aprovação ou não do referido empréstimos. A empresa Albatroz tem serviços contratados pelos próximos 3 anos de 20 contratos em t=1, 30 contratos em t=2 e 40 contratos em t=3. Os preços de venda destes contratos são respectivamente: $1.400,00, $1.500,00 e $1.600,00 pelos próximos 3 anos. O Custo variável Unitário é $700,00, $800,00 e $900,00 em t=1, t=2 e t=3 respectivamente. Os Custos fixos são de $3.200,00 ao ano pelos próximos 3 anos. A alíquota do IR é 30%. Considere que o imposto de renda é com base no Lucro real. Os investimentos totais necessários para o perfeito atendimento destes contratos são da ordem de $20.000,00, hoje. Os sócios só têm $12.000,00. As taxas de juros disponíveis são de 22% ao ano. Assuma que somente serão feitos os pagamentos dos juros dos empréstimos, ficando o principal para o final. 4. ELABORAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ANUAL – DECISÃO PARA CRÉDITO Seu grupo é proprietário de uma revenda de caminhões. A Locadora PESADA Ltda, está fazendo uma proposta para comprar 20 caminhões zero quilômetro, cujo preço de aquisição é de $100.000,00 17
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    cada um. Aempresa aportou recursos da ordem de $1.500.000,00, como forma de realizar o referido negócio. Também, dos referidos recursos, reservaram $100.000,00 para deixar no caixa da empresa a título de capital de giro, isto é, para pagar as despesas que vierem a ocorrer antes das receitas no curso das operações normais. O restante necessário para a aquisição dos autos será financiado em 3 anos, com carência do principal no primeiro ano (isto é, pagamento apenas dos juros mensais, quanto ao capital será parcelado em duas vezes – 50% no ano II e 50% no ano III) pela Empresa de Revenda de Caminhões, a uma taxa de 3% ao mês. Todas as instalações físicas necessárias, lojas, garagens e escritórios são alugados. Valor médio da locação de cada caminhão por mês: $7.200,00. Custos operacionais variáveis por veículo por mês (lavagem, manutenção, etc): $400,00. Custos operacionais fixos da PESADA por mês (aluguéis, salários dos funcionários, etc): 6.000,00. A taxa de locação é de 95%. Isto significa que ao longo do tempo, em média, a empresa tem 95% dos veículos alugados a clientes. A alíquota do IR é 25%. Para os anos seguintes, as receitas crescerão a ordem de 10% ao ano e as despesas terão crescimento médio de 5%. Elabore o demonstrativo de resultados – fluxo de caixa anual e decida a operação. Considere que as demais informações da cliente são boas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira – editora Harbra – 1997 – São Paulo-SP. BRASIL, Haroldo Vinagre. Gestão Financeira das Empresas – Um modelo Dinâmico. Editora Qualitymark, 1997 – Rio de Janeiro-RJ. MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. Editora Atlas, 1995 – São Paulo – SP. 18
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    Anexo I FLUXO DE CAIXA PROJETADO MESES DISCRIMINAÇÃO 1 2 3 4 5 6 1.SALDO INICIO RECEBIDO 2.RECEBIMENTO DE VENDAS 3.OUTROS RECEBIMENTOS 4.ENTRADA DE CAIXA (1+2+3) 5.PAGAMENTO DE COMPRAS 6.PAGAMENTO DE DESPESAS 7.OUTROS PAGAMENTOS 8.SAÍDAS DE CAIXA (5+6+7) 9.SOBRAS OU DÉFICIT DE CAIXA (4-8) 10.PAGAMENTO EMPRÉSTIMO 11.SALDO FINAL (9-10) Anexo II 19
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    DESCRIMINAÇÃO A N O S GERAÇÃO INTERNA DE RECURSOS X1 X2 X3 X4 X5 1.RECEITAS OPER.BRUTA 2.(-)Devoluções de Vendas 3.(-)Custo Produtos Vendidos 4.(-)Despesas Monetárias 5.(-)Juros s/Emprest.(19+20) 6.= Lucro Tributável 7.(-)I. R. e Contr. Social 8.= Lucro após o I. Renda 9.(-)Dividendos/Participações 10.(+)Depreciação/Amortização Gastos Diferidos 11.(+)Juros s/Emprest.(5) 12.= Lucro Financ. antes Juros FONTES (ENTRADAS) 13.(+)LUCRO FINANCEIRO(12) 14.(+)RECURSOS PROPRIOS Aumento de Capital Desimobilizações Outras 15.(+)RECURSOS DE TERC. Empréstimos bancários • Contratados • Pretendidos 16.(+)DEBENTURES 17.= TOTAL DAS FONTES USOS (SAÍDAS) 18.(+)INVESTIMENTOS 19.(+)JUROS SOBRE EMPR. EXISTENTES 20(+)JUROS SOBRE EMPR. PRETENDIDOS 21.(+)REPOS. DE EMPREST. • Existente • Pretendidos 22.(+) 23.(+)OUTRAS 24.= TOTAL DOS USOS 25.POSIÇÃO DE CAIXA DO PERÍODO (17-24) 26.POSIÇÃO DE CAIXA ACUMULADA (25+26 ANTERIOR) 20