A relação do jovem com o
Crédito
Influência no potencial
empreendedor
Agenda
• Crédito e sua influência no potencial empreendedor
• O que é
• Origens
• Seu papel social
• Volumes e principais modalidades no Brasil
• Benefícios
• Pontos de atenção
• A importância da Educação Financeira
• Fechamento
O que é?
1. Confiança, crença fundada nas qualidades de uma
pessoa ou coisa; segurança de que alguém ou algo é
capaz ou veraz.
"um profissional que merece crédito“
2. Bom Nome, boa reputação; confiabilidade.
"desfeita a farsa, ele perdeu todo o crédito entre os
seus pares“
1. Transação em que um comprador adquire um bem ou serviço
para pagá-lo posteriormente, em uma ou mais parcelas
“comprou a TV a crédito, em 12 parcelas iguais”
2. Condição de quem pode obter empréstimos ou comprar a prazo
"nossa empresa tem crédito na praça"
3. Contrato pelo qual um banco, uma financeira etc. põe à
disposição de alguém certa quantia de dinheiro mediante
assinatura de notas promissórias ou qualquer outro título
creditício
“após a avaliação das garantias, o banco aprovou o crédito para o
novo projeto”
mas
também é...
Empréstimos e outros métodos de pagamentos
diferidos feitos para Consumidores ou Empresas
que permitam a estes a aquisição de Bens,
Serviços, Matérias-primas e/ou Equipamentos
The Harper Collins Dictionary of Economics
uma
boa definição...
Um requisito básico
• CRÉDITO
– Deriva do latim
“Credere”
– Mais que ACREDITAR,
transmite a ideia de
CONFIAR
TER CONFIANÇA
• CONFIANÇA
– Pilar do crédito
– Permite que o Crédito
aconteça e beneficie
as partes
– A falta de Confiança
atrapalha/inibe o
crédito
Um requisito básico
Algumas implicações...
• Funciona melhor
– Quando existe maior confiança das
partes no processo
– Quando estão presentes algumas outras
condições
• Maior conhecimento entre as partes
• Garantias reais
• Legislação que proteja e estabeleça
papeis e responsabilidades das partes
Origens
– Regiões do Irã, Iraque, Síria e Kuwait
– Berço da civilização, surgido por volta de 6.000 a.C.
• Sumérios, acádios, amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas,
e os caldeus ou neobabilônicos
– As primeiras cidades: Revolução Tecnológica e agrícola (arado e
foice de sílex)
– O homem abandona o nomadismo e inicia processo de fixação à
terra e domínio do meio ambiente: Empreendedor
– A partir de 3.000 a.C. cidades como Ur, Uruque, Nipur, Quis, Lagas e
Eridu e a região do Elam desenvolvem intensa Atividade Comercial
(matérias primas, excedentes de produção, entreposto)
– O Comercio desenvolve-se com o surgimento de Caravanas de
Mercadores
• Vender de produtos da região e buscar o marfim da Índia, madeira do Líbano,
o cobre de Chipre, o estanho do Cáucaso
• Exportavam tecidos de linho, lã, e tapetes, além de pedras preciosas e
perfumes
• As transações comerciais eram feitas na base de troca inicialmente com base
em cevada, depois pelos metais
– Deu origem a uma Organização Economia sólida, que realizava
diversos tipos de operações
• Empréstimos a juros, Corretagem
• Sociedade em negócios
• Utilização de Recibos, Escrituras e Cartas de Crédito
Origens
• Advento do Código de Hamurabi
– Um dos primeiros códigos de leis, descoberto em 1901
– Escrito ao redor de 1700 a.C., durante o reinado de Hamurabi (1726
a.C. – 1686), no período de hegemonia babilônica (1800 a.C. - 1500
a.C.)
– 281 artigos a respeito de relações de trabalho, família, propriedade e
escravidão.
– Monumento monolítico (2,25 x 1,50) talhado em rocha de diorito,
sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica,
com 282 leis em 3600 linhas.
– Precursor do conceito legal “written in stone” (escrito na pedra) que
procurava dar segurança jurídica à vida em sociedade
• Já trata sobre Operações de Credito
– 150 parágrafos com citações específicas
– Regulamentação envolvendo Empréstimos, Juros,
Promessas de Pagamento, Garantias, etc
Origens
• Papel essencial na Economia
– Financiamento das Famílias, Reinados, Dinastias, Nações
– Investimentos dos Setores Produtivos
– Sustentação do Giro em todas as Cadeias Produtivas
• Crédito x Crescimento Econômico
– Mais Crédito a Maiores Taxas de Crescimento
– Vasta literatura empírica e estudos acadêmicos
Fisman and Love (2004); Lawrence (2003); Shan et Al. (2001)
Papel social
• Teoria Econômica
– Crédito ofertado em condições adequadas (prazo,
custos, volume) possibilita a concretização de
“Investimentos Promissores”
– Permite o aumento da taxa de investimento na
economia
– Resulta no aumento da produção (PIB) e crescimento
econômico e desenvolvimento social
Papel social
Crescimento econômico
– Historicamente, nada tem trabalhado melhor que
o Crescimento Econômico para permitir às nações
melhorarem as chances de vida de seus povos
Dany Rodrik, Harvard University
One Economics, Many Recipies: Globalization, Institutions and Economic Growth
Papel social
Desenvolvimento social
– O Crescimento Econômico é a forma mais efetiva
de tirar pessoas da pobreza e ampliar seus
objetivos individuais para uma vida melhor
DFID – Department For International Development
Agência do Governo - UK
Papel social
Crédito no Brasil
Saldodas operações crédito por pessoa jurídica e física
Brasil - Janeiro de 2008 a dezembro de 2017
Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários
Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
• 2008 a 2017
• Forte crescimento (PF e PJ)
• Saldo supera R$3,5 trilhões
• Após 2014
• Elevação da inflação
• Choque do preço das
commodities
• Intervenção
governamental na
economia
• Perda de confiança do
mercado
• Desaceleração do PIB,
recessão e desemprego
Crédito no Brasil
Taxa de crescimento real acumulado do Saldo1 das operações de crédito PJ e PF - Brasil
Acum. 12 meses - Janeiro de 2009 a dezembro de 2017
Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários
Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
• Queda pronunciada no período
• PF já reverteu a tendência
• PJ ainda com dificuldades
Crédito no Brasil
Evolução do saldo1 de operações de crédito: Recursos Livres e Direcionados
Janeiro de 2008 a dezembro de 2017
Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários
Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
• Direcionados
• IFs devem
obrigatoriamente aplicar
em determinadas linhas,
em função de
regulamentação, leis
• Taxas de juros subsidiadas
• Livres
• IFs aplicam conforme suas
políticas e interesse
comercial
Crédito no Brasil
Evolução do saldo1 de operações de crédito: recursos livres e direcionados Brasil -
Janeiro de 2008 a dezembro de 2017
Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários
Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
Meses
Saldo
(em R$ milhões de
dez/2017)
Participação Relativa
(em %)
Recursos Recursos Livres
Direcionados
Recursos Recursos Livres
Direcionados
jan/14 1.907.785 1.569.396 55% 45%
dez/14 1.998.331 1.745.801 52% 48%
dez/15 1.791.371 1.731.244 51% 49%
dez/16 1.601.845 1.595.193 50% 50%
dez/17 1.582.680 1.502.959 51% 49%
Variação Acumulada
de jan/2014 a dez/2017
-17,0% -4,2% -- --
Crédito no Brasil
Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito – Variação Acumulada Anual
Brasil – 2008 a 2017
Fonte: SERASA Experian Elaboração: DIEESE
O Indicador é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados
mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs é transformada em
número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica e por
classe de rendimento mensal
Crédito no Brasil
Setor de
Atividade jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17
Variação
Acumulada
Agropecuária 27.530 28.484 27.618 24.913 22.251 -19%
Indústria extrativa
mineral
40.035 43.675 49.992 32.564 21.204 -47%
Indústria de
transformação
550.124 549.025 516.515 422.771 363.061 -34%
Indústria de
construção
140.746 142.049 122.861 103.650 84.419 -40%
Serviços industriais
de utilidade pública 167.509 212.048 221.794 210.924 201.555 20%
Comércio 376.664 372.397 335.542 282.568 252.128 -33%
Transportes 182.806 188.216 184.792 144.504 131.813 -28%
Administração
pública
95.004 120.093 135.138 132.140 132.125 39%
Outros serviços 237.750 246.641 226.737 202.227 199.227 -16%
Saldo1 das operações crédito pessoa jurídica por setor de atividade
econômica Brasil - janeiro de 2014 a dezembro de 2017 (em milhões de reais)
Fonte: Banco Central do Brasil; laboração: DIEESE – Rede Bancários
Deflator IPCA-IBGE
Crédito no Brasil
Total de pedidos de recuperação judicial
2005-2017
Fonte: SERASA Experian
Elaboração: DIEESE
Crédito no Brasil
•Saldo1 das operações crédito com recursos livres – PESSOA JURÍDICA
•Brasil - Janeiro de 2013 a dezembro de 2017 (em milhões de R$ de dez/2017)
Fonte: Banco Central do Brasil; Elaboração: DIEESE - Rede Bancários; Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
Operações jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17
Variação Real
Acumulada
Financiamento a
exportações
105.493 104.823 109.130 93.632 93.378 -11,5%
Antecipação de faturas de
cartão de crédito
8.726 8.531 5.080 3.997 25.460 191,8%
Cartão de crédito 7.568 8.961 9.291 8.495 8.907 17,7%
Capital de giro 460.523 454.128 394.411 331.330 293.642 -36,2%
Aquisição de bens 36.263 34.052 26.572 22.633 23.278 -35,8%
Desconto de duplicatas 33.799 43.561 45.403 47.831 70.181 107,6%
Conta garantida 56.203 55.081 43.675 33.483 28.722 -48,9%
Adiantamento sobre
contratos de câmbio
53.957 63.626 73.591 60.099 54.749 1,5%
Cheque especial 19.824 16.603 15.791 11.026 9.169 -53,7%
Desconto de cheques 11.735 10.719 7.902 5.305 4.384 -62,6%
Arrendamento mercantil 25.753 22.079 17.253 13.604 11.501 -55,3%
Repasse externo 31.434 35.311 48.263 34.348 31.034 -1,3%
Financiamento a
importações
7.311 6.883 5.870 2.714 2.880 -60,6%
Vendor 8.557 8.729 5.898 4.536 4.069 -52,4%
Compror 18.711 20.146 16.015 13.676 13.648 -27,1%
Outros créditos livres 64.222 67.107 86.106 82.451 57.139 -11,0%
Total 950.080 960.340 910.254 769.158 732.141 -22,9%
Crédito no Brasil
•Saldo1 das operações crédito com recursos livres – PESSOA FÍSICA
•Brasil - Janeiro de 2013 a dezembro de 2017 (em milhões de R$ de dez/2017)
Fonte: Banco Central do Brasil; Elaboração: DIEESE - Rede Bancários; Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE
Modalidade jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17
Variação
Real
Acumulada
Cartão de crédito total 184.986 195.457 189.750 190.351 201.149 8,7%
Crédito pessoal
consignado total
285.326 303.395 298.203 296.065 310.440 8,8%
Crédito pessoal não
consignado vinculado à
renegociação de dívidas
30.339 27.585 30.017 31.936 30.662 1,1%
Crédito pessoal não
consignado
126.670 124.391 117.660 104.686 101.673 -19,7%
Aquisição de veículos 247.351 222.999 176.297 147.778 149.678 -39,5%
Cheque especial 32.101 29.852 27.042 24.039 21.734 -32,3%
Desconto de cheques 1.971 1.819 1.497 1.195 1.019 -48,3%
Aquisição de outros bens
14.717 14.502 12.212 10.459 9.495 -35,5%
Arrendamento mercantil
total
9.442 4.021 2.286 1.504 1.116 -88,2%
Outros créditos livres 24.800 23.969 26.154 24.674 23.575 -4,9%
Total 957.705 947.991 881.117 832.688 850.539 -11,2%
Benefício
Benefício
Empréstimos e outros métodos de pagamentos diferidos feitos
para Consumidores ou Empresas que permitam a estes a
aquisição de Bens, Serviços, Matérias-primas e/ou
Equipamentos...
...Permitindo
antecipar benefícios
Benefício
PESSOAS FÍSICAS
• Compra de bens de maior valor
–
–
–
–
• Pagamento de estudos
• Viagem de férias
• Cobertura de gastos imprevistos
–
–
–
Benefício
PESSOAS JURÍDICAS
• Financiamento de capital de giro
–
–
–
• Leasing pessoa jurídica
– Viabiliza a modernização e/ou expansão dos
negócios pela aquisição de máquinas e
equipamentos
• Desconto de títulos ou duplicatas
– Antecipação de receitas futuras lastreada em
recebíveis da empresa, a juros mais convenientes
• Cartão de crédito
– Permite postergar e organizar desencaixes
Pontos de atenção
Professor Rubens Adorno tem 120% da renda comprometida
com dívidas Foto: IDEC - O Estado de S. Paulo, 11/06/2018
Pontos de atenção
• Dívida chegou a R$ 600 mil
• Prestações em 120% de sua
renda mensal , hoje está em
torno de 70%
• Diz que nunca se dirigiu a um
banco, as ofertas chegaram até
ele, por telefone
• Sem critérios na escolha de
crédito, foi trocando uma
modalidade por outra, fazendo
seguros e aceitando produtos
Professor Rubens Adorno tem 120% da renda comprometida
com dívidas Foto: IDEC - O Estado de S. Paulo, 11/06/2018
Análise de crédito
• Satisfazer os requisitos
– Banco
– Financeira
– Fundo
– Instituição de fomento
• Política de crédito
– Informações sociodemográficas
– Informações de comportamento
creditício
– Outras informações
comportamentais
– Score de crédito
Score de crédito
Principal ferramenta de
análise de crédito, utilizada
por todas as organizações
• Pontuação que indica a
probabilidade
do proponente tornar-se
inadimplente em um período de
12 meses
• Análise estatística de info públicas
sobre o proponente
(Birôs de Crédito, BACEN, Internet,
Facebook, etc)
• Informações relevantes no
cálculo do score
– Não estar inadimplente
– Experiência com Crédito
– Histórico de pagamentos
– Comprometimento de renda
compatível
– Dados cadastrais atualizados
• Usa escala de 0 a 1000
– 0 a 300 pontos — alto risco
– 301 a 700 pontos — risco médio
– 701 a 1000 pontos — baixo risco
Score de crédito
Minha experiência...
• Período 2008 – 2014
– Comprometimento de
renda exacerbado
– Imprudência de
credores
– Atraso na aprovação do
Cadastro Positivo
– Descontrole
orçamentário como
principal causa de
Inadimplência
Por volta de 60% dos negativados
tinham dívidas cadastradas com mais
de 5 credores (superior, em média, a 8
vezes sua renda mensal)
Educação financeira
• Estamos endividados?
• Quanto é a nossa dívida
• Quanto sobrou de dinheiro?
• Estamos formando poupança?
Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR
Especialista – Família e Finanças – PUVPR
www.gestãofamiliar.com.br
Educação financeira
“Ninguém alcança
seus objetivos
financeiros se gastar
mais do que ganha”
- Disciplina
- Criatividade
- Renúncias
- Postergações
Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR
Especialista – Família e Finanças – PUVPR
www.gestãofamiliar.com.br
Educação financeira
• Gerenciar o dinheiro
–Racionalizar receitas e despesas
–Formar poupança
–Prosperar
• Estabelecimento de metas
–Explícitos
–Claros e factíveis
–Processo contínuo e disciplinado
Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR
Especialista – Família e Finanças – PUVPR
www.gestãofamiliar.com.br
1o video sobre Educação Financeira para Serasa Experian Emprego dos Sonhos.
"Empoderando o consumidor para a grana render mais”
• Poderosa ferramenta para desenvolvimento das nações e combate
à pobreza
• Remonta a tempos imemoriais, e está relacionado ao próprio
caráter civilizatório da humanidade
• Permite antecipar o desenvolvimento de nossos projetos alavancar
negócios, aumentando nossa capacidade de realização
• Exige responsabilidade, prudência e disciplina em sua utilização
• Um bom comportamento creditício permite manter as portas
sempre abertas
Fechamento

A Relação do Jovem com o Crédito

  • 1.
    A relação dojovem com o Crédito Influência no potencial empreendedor
  • 2.
    Agenda • Crédito esua influência no potencial empreendedor • O que é • Origens • Seu papel social • Volumes e principais modalidades no Brasil • Benefícios • Pontos de atenção • A importância da Educação Financeira • Fechamento
  • 3.
    O que é? 1.Confiança, crença fundada nas qualidades de uma pessoa ou coisa; segurança de que alguém ou algo é capaz ou veraz. "um profissional que merece crédito“ 2. Bom Nome, boa reputação; confiabilidade. "desfeita a farsa, ele perdeu todo o crédito entre os seus pares“
  • 4.
    1. Transação emque um comprador adquire um bem ou serviço para pagá-lo posteriormente, em uma ou mais parcelas “comprou a TV a crédito, em 12 parcelas iguais” 2. Condição de quem pode obter empréstimos ou comprar a prazo "nossa empresa tem crédito na praça" 3. Contrato pelo qual um banco, uma financeira etc. põe à disposição de alguém certa quantia de dinheiro mediante assinatura de notas promissórias ou qualquer outro título creditício “após a avaliação das garantias, o banco aprovou o crédito para o novo projeto” mas também é...
  • 5.
    Empréstimos e outrosmétodos de pagamentos diferidos feitos para Consumidores ou Empresas que permitam a estes a aquisição de Bens, Serviços, Matérias-primas e/ou Equipamentos The Harper Collins Dictionary of Economics uma boa definição...
  • 6.
    Um requisito básico •CRÉDITO – Deriva do latim “Credere” – Mais que ACREDITAR, transmite a ideia de CONFIAR TER CONFIANÇA
  • 7.
    • CONFIANÇA – Pilardo crédito – Permite que o Crédito aconteça e beneficie as partes – A falta de Confiança atrapalha/inibe o crédito Um requisito básico
  • 8.
    Algumas implicações... • Funcionamelhor – Quando existe maior confiança das partes no processo – Quando estão presentes algumas outras condições • Maior conhecimento entre as partes • Garantias reais • Legislação que proteja e estabeleça papeis e responsabilidades das partes
  • 9.
    Origens – Regiões doIrã, Iraque, Síria e Kuwait – Berço da civilização, surgido por volta de 6.000 a.C. • Sumérios, acádios, amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas, e os caldeus ou neobabilônicos – As primeiras cidades: Revolução Tecnológica e agrícola (arado e foice de sílex) – O homem abandona o nomadismo e inicia processo de fixação à terra e domínio do meio ambiente: Empreendedor – A partir de 3.000 a.C. cidades como Ur, Uruque, Nipur, Quis, Lagas e Eridu e a região do Elam desenvolvem intensa Atividade Comercial (matérias primas, excedentes de produção, entreposto)
  • 10.
    – O Comerciodesenvolve-se com o surgimento de Caravanas de Mercadores • Vender de produtos da região e buscar o marfim da Índia, madeira do Líbano, o cobre de Chipre, o estanho do Cáucaso • Exportavam tecidos de linho, lã, e tapetes, além de pedras preciosas e perfumes • As transações comerciais eram feitas na base de troca inicialmente com base em cevada, depois pelos metais – Deu origem a uma Organização Economia sólida, que realizava diversos tipos de operações • Empréstimos a juros, Corretagem • Sociedade em negócios • Utilização de Recibos, Escrituras e Cartas de Crédito Origens
  • 11.
    • Advento doCódigo de Hamurabi – Um dos primeiros códigos de leis, descoberto em 1901 – Escrito ao redor de 1700 a.C., durante o reinado de Hamurabi (1726 a.C. – 1686), no período de hegemonia babilônica (1800 a.C. - 1500 a.C.) – 281 artigos a respeito de relações de trabalho, família, propriedade e escravidão. – Monumento monolítico (2,25 x 1,50) talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis em 3600 linhas. – Precursor do conceito legal “written in stone” (escrito na pedra) que procurava dar segurança jurídica à vida em sociedade • Já trata sobre Operações de Credito – 150 parágrafos com citações específicas – Regulamentação envolvendo Empréstimos, Juros, Promessas de Pagamento, Garantias, etc Origens
  • 12.
    • Papel essencialna Economia – Financiamento das Famílias, Reinados, Dinastias, Nações – Investimentos dos Setores Produtivos – Sustentação do Giro em todas as Cadeias Produtivas • Crédito x Crescimento Econômico – Mais Crédito a Maiores Taxas de Crescimento – Vasta literatura empírica e estudos acadêmicos Fisman and Love (2004); Lawrence (2003); Shan et Al. (2001) Papel social
  • 13.
    • Teoria Econômica –Crédito ofertado em condições adequadas (prazo, custos, volume) possibilita a concretização de “Investimentos Promissores” – Permite o aumento da taxa de investimento na economia – Resulta no aumento da produção (PIB) e crescimento econômico e desenvolvimento social Papel social
  • 14.
    Crescimento econômico – Historicamente,nada tem trabalhado melhor que o Crescimento Econômico para permitir às nações melhorarem as chances de vida de seus povos Dany Rodrik, Harvard University One Economics, Many Recipies: Globalization, Institutions and Economic Growth Papel social
  • 15.
    Desenvolvimento social – OCrescimento Econômico é a forma mais efetiva de tirar pessoas da pobreza e ampliar seus objetivos individuais para uma vida melhor DFID – Department For International Development Agência do Governo - UK Papel social
  • 17.
    Crédito no Brasil Saldodasoperações crédito por pessoa jurídica e física Brasil - Janeiro de 2008 a dezembro de 2017 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE • 2008 a 2017 • Forte crescimento (PF e PJ) • Saldo supera R$3,5 trilhões • Após 2014 • Elevação da inflação • Choque do preço das commodities • Intervenção governamental na economia • Perda de confiança do mercado • Desaceleração do PIB, recessão e desemprego
  • 18.
    Crédito no Brasil Taxade crescimento real acumulado do Saldo1 das operações de crédito PJ e PF - Brasil Acum. 12 meses - Janeiro de 2009 a dezembro de 2017 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE • Queda pronunciada no período • PF já reverteu a tendência • PJ ainda com dificuldades
  • 19.
    Crédito no Brasil Evoluçãodo saldo1 de operações de crédito: Recursos Livres e Direcionados Janeiro de 2008 a dezembro de 2017 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE • Direcionados • IFs devem obrigatoriamente aplicar em determinadas linhas, em função de regulamentação, leis • Taxas de juros subsidiadas • Livres • IFs aplicam conforme suas políticas e interesse comercial
  • 20.
    Crédito no Brasil Evoluçãodo saldo1 de operações de crédito: recursos livres e direcionados Brasil - Janeiro de 2008 a dezembro de 2017 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: DIEESE - Rede Bancários Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE Meses Saldo (em R$ milhões de dez/2017) Participação Relativa (em %) Recursos Recursos Livres Direcionados Recursos Recursos Livres Direcionados jan/14 1.907.785 1.569.396 55% 45% dez/14 1.998.331 1.745.801 52% 48% dez/15 1.791.371 1.731.244 51% 49% dez/16 1.601.845 1.595.193 50% 50% dez/17 1.582.680 1.502.959 51% 49% Variação Acumulada de jan/2014 a dez/2017 -17,0% -4,2% -- --
  • 21.
    Crédito no Brasil Indicadorde Demanda do Consumidor por Crédito – Variação Acumulada Anual Brasil – 2008 a 2017 Fonte: SERASA Experian Elaboração: DIEESE O Indicador é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica e por classe de rendimento mensal
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    Crédito no Brasil Setorde Atividade jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17 Variação Acumulada Agropecuária 27.530 28.484 27.618 24.913 22.251 -19% Indústria extrativa mineral 40.035 43.675 49.992 32.564 21.204 -47% Indústria de transformação 550.124 549.025 516.515 422.771 363.061 -34% Indústria de construção 140.746 142.049 122.861 103.650 84.419 -40% Serviços industriais de utilidade pública 167.509 212.048 221.794 210.924 201.555 20% Comércio 376.664 372.397 335.542 282.568 252.128 -33% Transportes 182.806 188.216 184.792 144.504 131.813 -28% Administração pública 95.004 120.093 135.138 132.140 132.125 39% Outros serviços 237.750 246.641 226.737 202.227 199.227 -16% Saldo1 das operações crédito pessoa jurídica por setor de atividade econômica Brasil - janeiro de 2014 a dezembro de 2017 (em milhões de reais) Fonte: Banco Central do Brasil; laboração: DIEESE – Rede Bancários Deflator IPCA-IBGE
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    Crédito no Brasil Totalde pedidos de recuperação judicial 2005-2017 Fonte: SERASA Experian Elaboração: DIEESE
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    Crédito no Brasil •Saldo1das operações crédito com recursos livres – PESSOA JURÍDICA •Brasil - Janeiro de 2013 a dezembro de 2017 (em milhões de R$ de dez/2017) Fonte: Banco Central do Brasil; Elaboração: DIEESE - Rede Bancários; Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE Operações jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17 Variação Real Acumulada Financiamento a exportações 105.493 104.823 109.130 93.632 93.378 -11,5% Antecipação de faturas de cartão de crédito 8.726 8.531 5.080 3.997 25.460 191,8% Cartão de crédito 7.568 8.961 9.291 8.495 8.907 17,7% Capital de giro 460.523 454.128 394.411 331.330 293.642 -36,2% Aquisição de bens 36.263 34.052 26.572 22.633 23.278 -35,8% Desconto de duplicatas 33.799 43.561 45.403 47.831 70.181 107,6% Conta garantida 56.203 55.081 43.675 33.483 28.722 -48,9% Adiantamento sobre contratos de câmbio 53.957 63.626 73.591 60.099 54.749 1,5% Cheque especial 19.824 16.603 15.791 11.026 9.169 -53,7% Desconto de cheques 11.735 10.719 7.902 5.305 4.384 -62,6% Arrendamento mercantil 25.753 22.079 17.253 13.604 11.501 -55,3% Repasse externo 31.434 35.311 48.263 34.348 31.034 -1,3% Financiamento a importações 7.311 6.883 5.870 2.714 2.880 -60,6% Vendor 8.557 8.729 5.898 4.536 4.069 -52,4% Compror 18.711 20.146 16.015 13.676 13.648 -27,1% Outros créditos livres 64.222 67.107 86.106 82.451 57.139 -11,0% Total 950.080 960.340 910.254 769.158 732.141 -22,9%
  • 25.
    Crédito no Brasil •Saldo1das operações crédito com recursos livres – PESSOA FÍSICA •Brasil - Janeiro de 2013 a dezembro de 2017 (em milhões de R$ de dez/2017) Fonte: Banco Central do Brasil; Elaboração: DIEESE - Rede Bancários; Nota: (1) Deflator IPCA-IBGE Modalidade jan/14 dez/14 dez/15 dez/16 dez/17 Variação Real Acumulada Cartão de crédito total 184.986 195.457 189.750 190.351 201.149 8,7% Crédito pessoal consignado total 285.326 303.395 298.203 296.065 310.440 8,8% Crédito pessoal não consignado vinculado à renegociação de dívidas 30.339 27.585 30.017 31.936 30.662 1,1% Crédito pessoal não consignado 126.670 124.391 117.660 104.686 101.673 -19,7% Aquisição de veículos 247.351 222.999 176.297 147.778 149.678 -39,5% Cheque especial 32.101 29.852 27.042 24.039 21.734 -32,3% Desconto de cheques 1.971 1.819 1.497 1.195 1.019 -48,3% Aquisição de outros bens 14.717 14.502 12.212 10.459 9.495 -35,5% Arrendamento mercantil total 9.442 4.021 2.286 1.504 1.116 -88,2% Outros créditos livres 24.800 23.969 26.154 24.674 23.575 -4,9% Total 957.705 947.991 881.117 832.688 850.539 -11,2%
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  • 27.
    Benefício Empréstimos e outrosmétodos de pagamentos diferidos feitos para Consumidores ou Empresas que permitam a estes a aquisição de Bens, Serviços, Matérias-primas e/ou Equipamentos... ...Permitindo antecipar benefícios
  • 28.
    Benefício PESSOAS FÍSICAS • Comprade bens de maior valor – – – – • Pagamento de estudos • Viagem de férias • Cobertura de gastos imprevistos – – –
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    Benefício PESSOAS JURÍDICAS • Financiamentode capital de giro – – – • Leasing pessoa jurídica – Viabiliza a modernização e/ou expansão dos negócios pela aquisição de máquinas e equipamentos • Desconto de títulos ou duplicatas – Antecipação de receitas futuras lastreada em recebíveis da empresa, a juros mais convenientes • Cartão de crédito – Permite postergar e organizar desencaixes
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    Pontos de atenção ProfessorRubens Adorno tem 120% da renda comprometida com dívidas Foto: IDEC - O Estado de S. Paulo, 11/06/2018
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    Pontos de atenção •Dívida chegou a R$ 600 mil • Prestações em 120% de sua renda mensal , hoje está em torno de 70% • Diz que nunca se dirigiu a um banco, as ofertas chegaram até ele, por telefone • Sem critérios na escolha de crédito, foi trocando uma modalidade por outra, fazendo seguros e aceitando produtos Professor Rubens Adorno tem 120% da renda comprometida com dívidas Foto: IDEC - O Estado de S. Paulo, 11/06/2018
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    Análise de crédito •Satisfazer os requisitos – Banco – Financeira – Fundo – Instituição de fomento • Política de crédito – Informações sociodemográficas – Informações de comportamento creditício – Outras informações comportamentais – Score de crédito
  • 34.
    Score de crédito Principalferramenta de análise de crédito, utilizada por todas as organizações • Pontuação que indica a probabilidade do proponente tornar-se inadimplente em um período de 12 meses • Análise estatística de info públicas sobre o proponente (Birôs de Crédito, BACEN, Internet, Facebook, etc)
  • 35.
    • Informações relevantesno cálculo do score – Não estar inadimplente – Experiência com Crédito – Histórico de pagamentos – Comprometimento de renda compatível – Dados cadastrais atualizados • Usa escala de 0 a 1000 – 0 a 300 pontos — alto risco – 301 a 700 pontos — risco médio – 701 a 1000 pontos — baixo risco Score de crédito
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    Minha experiência... • Período2008 – 2014 – Comprometimento de renda exacerbado – Imprudência de credores – Atraso na aprovação do Cadastro Positivo – Descontrole orçamentário como principal causa de Inadimplência Por volta de 60% dos negativados tinham dívidas cadastradas com mais de 5 credores (superior, em média, a 8 vezes sua renda mensal)
  • 38.
    Educação financeira • Estamosendividados? • Quanto é a nossa dívida • Quanto sobrou de dinheiro? • Estamos formando poupança? Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR Especialista – Família e Finanças – PUVPR www.gestãofamiliar.com.br
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    Educação financeira “Ninguém alcança seusobjetivos financeiros se gastar mais do que ganha” - Disciplina - Criatividade - Renúncias - Postergações Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR Especialista – Família e Finanças – PUVPR www.gestãofamiliar.com.br
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    Educação financeira • Gerenciaro dinheiro –Racionalizar receitas e despesas –Formar poupança –Prosperar • Estabelecimento de metas –Explícitos –Claros e factíveis –Processo contínuo e disciplinado Prof. Emerson Fabris Coelho Martins - UFPR Especialista – Família e Finanças – PUVPR www.gestãofamiliar.com.br
  • 41.
    1o video sobreEducação Financeira para Serasa Experian Emprego dos Sonhos. "Empoderando o consumidor para a grana render mais”
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    • Poderosa ferramentapara desenvolvimento das nações e combate à pobreza • Remonta a tempos imemoriais, e está relacionado ao próprio caráter civilizatório da humanidade • Permite antecipar o desenvolvimento de nossos projetos alavancar negócios, aumentando nossa capacidade de realização • Exige responsabilidade, prudência e disciplina em sua utilização • Um bom comportamento creditício permite manter as portas sempre abertas Fechamento