

Feminina de 54 anos, branca, divorciada, dona de
casa, natural de Sao Paulo.



QP: ingresa na urgencia do HUAP com dor toraxica
opresiva, de irradiacao ao braco esquerdo, de aparicão em
repouso de mais de 1 hora de evolução no momento do
ingreso, asociado a dispneia, alem disso relata dormencia
em MIE com o mesmo tempo de duração.








APP:
HAS em tratamento com atenolol 50mg/dia, HCTZ 50
mg/dia, enalapril 10 mg/dia, sutrate 10 mg/dia.
DM em tratamento com metformina 850 mg/dia.
hipotiroidismo em tratamento com levotiroxina
175mcg/dia.
Outros medicamentos: warfarina
3,75mg/dia, Sinvastatina 40 mg/dia.
AVC em 2006, 2008, 2010 e janeiro de 2013, com
secuelas motrices.
IAM em 4 ocasaoes, ultimo em 2010, nenhumo com
estrategia de reperfusao.














APP (cont):
Foramem oval patente (diagnosticado por eco TT e
Cateterismo em 2009.
Hiperaldosteronismo???
Quirurgicos:
Tiroidectomia total por Ca de tiroides 2009.
Histerectomia por ca de cervix ha 10 anos por neo.
Traumaticos:
TEC com hemorragia intracraneal no esp. 2004.
AGO: G1P1.
H. Social: nega etilismo, tabalhismo.
Familiares:
Mae com AVC hemorragico aos 60 anos.
Filha com AVC hemorragico aos 20 anos.



Bom estado geral, lucida, acianotica, normocorada.
SINAIS VITAIS: PA 130X80 mmHg FC:64 bpm FR:
20 irpm



ACV: RCR ,2T,BNF, sem sopros ou es.



AR: MVA sem estertores .



ABD: peristáltico, timpânico, indolor.



MMII: sem edemas. Panturrilhas livres.



Neurologico: plejia MIE, paresia MID; MSD, cognitivo
sem alteracoes, pares craniais normais.
ECG de ingreso
ECG control enfermaria
09/10/13

11/10/13

14/10/13

HB

13g/dl

13g/dl

Plat:

202000

243000

Wb:

7300

9100xmm3

glicosa

18/10/13

19/10/13

123mg/dl

CK total

36u/l

38u/l

37u/l

CK-MB

17u/l

19/u/l

16 u/l

troponina

<0.20ng/l

<0.20ng/ml

<0.20ng/ml

mioglobin

14ng/ml

13,5ng/ml

16.1ng/ml

<0.20ng/ml

creatinina

0,7mg/dl

Na

0,73mg/dl

142meq/l

K

4,1meq/l

Ca

8,2mg/dl

TP

17 seg

15 seg

INR

1,37

1.07

24/10/13









Ecocardiogramas:
29/07/2007: disfuncion diastolica moderada VI,
incompetencia mitral minima.
2008, fistula coronaria-atrio direito.
2009, flujo continuo turbulento da veia inominada, veia
cava superior e de atrio direito, com vel de fluxo de 2,10
m/seg, gradiente de 19mm/hg, sugiriendo fistula coronaria
a veia inmoninada, image sugestiva de drenaje anomalo
de veia pulmonar no AD. HTP moderada.
Junio 2010: septo interatrial e interventricular integros.
Presenca de fluxo discreto de aorta a camara atrial direita.
Sem repercusao hemodinamica.
Doppler carotideo e vertebral: sem alteracoes.





Holter 24 hs, fev 22, do 2008.
Ritmo sinusal regular,
Taquicardia atrial paroxistica nao sustentada.
Sem FA, nem arritmias ventriculares.







Catetrismo enero 22 del 2009:
Coronaria direita dominante, sem lessao.
Coronaria esquerda sem oclusao significativa.
VE com volumes normais.
Nao se evidencia fistula aorto-atrial.
Angiografia de veia pulmonar amostra CIA,
tipo FOP com leve repercusao
hemodinamica.



Resonancia magnetica 05/06/2010:
Observase pequenho foco arredondado com
hipersinal em T2 e FLAIR, na substncia branca
subcortical frontal adjacente ao corno
anterior do ventriculo lateral esquerdo
(insulto isquemico)





19/10/13: episodio de dor toraxica atipica,
sem elevacao de biomarcadores nem
mudancas no ECG.
Avaliacao por psiquiatria , descartando
alteracao mental.
Avaliacao por Neurologia , sem confirmacao
de AVE, solicitam nova RMN de cerebro e
medula espinal.
Prescripcao enfermaria:
Dieta oral
Puran T4, 175mg vo em jejun.
AAS, 100 mg vo no almoco
Sinvastatina 40 mg vo na noite.
Atenolol 25mg VO x dia

Omeprazol 20 mg VO jejun.
Marevan 5 mg vo as 18 hs.
Rivotril 05 gotas as 22 hs.
Insulina, esquema movil.
Paracetamol 750 VO SOS ate &7&hs.
HGT – sinais vitais
O AVE criptogenico se define como aquele
evento isquemico transitorio ou mantido, com
origen etiologico desconhecido ou incerto.
Anticoagulacao oral:
Este estudo com 278 ptes, amostrou uma recurrencia de IS de 4,2 % por ano.

Anticoagulacao oral: 3,1% por ano
antiagregacao: 6,8% por ano.






Complicacoes do acceso vascular (menos 1%)
Arritmias (1-5%)
Aeroembolismo (menos 1%).
Derrame pericardico por lessao de parede
atrial (menos de 1%)
Embolizacao do dispositivo (1-2%)
Niste caso se observa ausencia do dipositivo no septo interatrial e localizacao na arteria
pulmonar (a), angiografia demostrou ubicacao e permeabilidade (b), tentose tirar com
dispositivo de forceps sem suceso






Pendente um RCT comparando aspirina,
anticoagulantes e fechamento de PFO .
• PFO so : risco anual 0.6% -->aspirina
• PFO+ASA: risco anual 4%-->fechamento
de PFO vs AO
• PFO so e AVC criptogenico Recurrente
(verdadeiro) --> fechamentoPFO vs. AO
• PFO + DVT: fechamento de PFO vs. AO





AVC criptogenico é o diagnostico mais dificil.
Considerar FOP e ASA como potencial causa
so se descartou outras possibilidades mais
probaveis.
A eficacia de fechamento de PFO neste
contexto ainda e controversial.

Foramen Oval patente e ACV criptogenico

  • 2.
     Feminina de 54anos, branca, divorciada, dona de casa, natural de Sao Paulo.  QP: ingresa na urgencia do HUAP com dor toraxica opresiva, de irradiacao ao braco esquerdo, de aparicão em repouso de mais de 1 hora de evolução no momento do ingreso, asociado a dispneia, alem disso relata dormencia em MIE com o mesmo tempo de duração.
  • 3.
           APP: HAS em tratamentocom atenolol 50mg/dia, HCTZ 50 mg/dia, enalapril 10 mg/dia, sutrate 10 mg/dia. DM em tratamento com metformina 850 mg/dia. hipotiroidismo em tratamento com levotiroxina 175mcg/dia. Outros medicamentos: warfarina 3,75mg/dia, Sinvastatina 40 mg/dia. AVC em 2006, 2008, 2010 e janeiro de 2013, com secuelas motrices. IAM em 4 ocasaoes, ultimo em 2010, nenhumo com estrategia de reperfusao.
  • 4.
                 APP (cont): Foramem ovalpatente (diagnosticado por eco TT e Cateterismo em 2009. Hiperaldosteronismo??? Quirurgicos: Tiroidectomia total por Ca de tiroides 2009. Histerectomia por ca de cervix ha 10 anos por neo. Traumaticos: TEC com hemorragia intracraneal no esp. 2004. AGO: G1P1. H. Social: nega etilismo, tabalhismo. Familiares: Mae com AVC hemorragico aos 60 anos. Filha com AVC hemorragico aos 20 anos.
  • 5.
      Bom estado geral,lucida, acianotica, normocorada. SINAIS VITAIS: PA 130X80 mmHg FC:64 bpm FR: 20 irpm  ACV: RCR ,2T,BNF, sem sopros ou es.  AR: MVA sem estertores .  ABD: peristáltico, timpânico, indolor.  MMII: sem edemas. Panturrilhas livres.  Neurologico: plejia MIE, paresia MID; MSD, cognitivo sem alteracoes, pares craniais normais.
  • 6.
  • 7.
  • 12.
  • 13.
          Ecocardiogramas: 29/07/2007: disfuncion diastolicamoderada VI, incompetencia mitral minima. 2008, fistula coronaria-atrio direito. 2009, flujo continuo turbulento da veia inominada, veia cava superior e de atrio direito, com vel de fluxo de 2,10 m/seg, gradiente de 19mm/hg, sugiriendo fistula coronaria a veia inmoninada, image sugestiva de drenaje anomalo de veia pulmonar no AD. HTP moderada. Junio 2010: septo interatrial e interventricular integros. Presenca de fluxo discreto de aorta a camara atrial direita. Sem repercusao hemodinamica. Doppler carotideo e vertebral: sem alteracoes.
  • 14.
        Holter 24 hs,fev 22, do 2008. Ritmo sinusal regular, Taquicardia atrial paroxistica nao sustentada. Sem FA, nem arritmias ventriculares.
  • 15.
          Catetrismo enero 22del 2009: Coronaria direita dominante, sem lessao. Coronaria esquerda sem oclusao significativa. VE com volumes normais. Nao se evidencia fistula aorto-atrial. Angiografia de veia pulmonar amostra CIA, tipo FOP com leve repercusao hemodinamica.
  • 16.
      Resonancia magnetica 05/06/2010: Observasepequenho foco arredondado com hipersinal em T2 e FLAIR, na substncia branca subcortical frontal adjacente ao corno anterior do ventriculo lateral esquerdo (insulto isquemico)
  • 17.
       19/10/13: episodio dedor toraxica atipica, sem elevacao de biomarcadores nem mudancas no ECG. Avaliacao por psiquiatria , descartando alteracao mental. Avaliacao por Neurologia , sem confirmacao de AVE, solicitam nova RMN de cerebro e medula espinal.
  • 18.
    Prescripcao enfermaria: Dieta oral PuranT4, 175mg vo em jejun. AAS, 100 mg vo no almoco Sinvastatina 40 mg vo na noite. Atenolol 25mg VO x dia Omeprazol 20 mg VO jejun. Marevan 5 mg vo as 18 hs. Rivotril 05 gotas as 22 hs. Insulina, esquema movil. Paracetamol 750 VO SOS ate &7&hs. HGT – sinais vitais
  • 19.
    O AVE criptogenicose define como aquele evento isquemico transitorio ou mantido, com origen etiologico desconhecido ou incerto.
  • 26.
    Anticoagulacao oral: Este estudocom 278 ptes, amostrou uma recurrencia de IS de 4,2 % por ano. Anticoagulacao oral: 3,1% por ano antiagregacao: 6,8% por ano.
  • 30.
         Complicacoes do accesovascular (menos 1%) Arritmias (1-5%) Aeroembolismo (menos 1%). Derrame pericardico por lessao de parede atrial (menos de 1%) Embolizacao do dispositivo (1-2%)
  • 31.
    Niste caso seobserva ausencia do dipositivo no septo interatrial e localizacao na arteria pulmonar (a), angiografia demostrou ubicacao e permeabilidade (b), tentose tirar com dispositivo de forceps sem suceso
  • 32.
         Pendente um RCTcomparando aspirina, anticoagulantes e fechamento de PFO . • PFO so : risco anual 0.6% -->aspirina • PFO+ASA: risco anual 4%-->fechamento de PFO vs AO • PFO so e AVC criptogenico Recurrente (verdadeiro) --> fechamentoPFO vs. AO • PFO + DVT: fechamento de PFO vs. AO
  • 33.
       AVC criptogenico éo diagnostico mais dificil. Considerar FOP e ASA como potencial causa so se descartou outras possibilidades mais probaveis. A eficacia de fechamento de PFO neste contexto ainda e controversial.