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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
       FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS




              ALAN MAICON DE OLIVEIRA
         TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS




FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO:
         mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos




                  FERNANDÓPOLIS
                       2011
ALAN MAICON DE OLIVEIRA
         TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS




FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO:
         Mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos




                 Trabalho de conclusão de curso apresentado à
                 Banca Examinadora do Curso de Graduação em
                 Farmácia      da    Fundação       Educacional  de
                 Fernandópolis como exigência parcial para obtenção
                 do título de bacharel em farmácia.


                 Orientador: Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia
                 Fancio




     FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
               FERNANDÓPOLIS – SP
                     2011
ALAN MAICON DE OLIVEIRA
                    TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS




        FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO:
                 Mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos.



                              Trabalho de conclusão de curso aprovado como
                              requisito parcial para obtenção do título de bacharel
                              em farmácia.

                              Aprovado em: 04 de novembro de 2011.




        Banca examinadora                  Assinatura               Conceito
Profª.ESp. Valéria Cristina José
Erédia Fancio
Profª. MSc. Daiane Fernanda Pereira
Mastrocola
(Avaliador 1)
Profª. MSc.
Vania Luiza Ferreira Lucatti Sato
(Avaliadora 2)




                 Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia Fancio
                         Presidente da Banca Examinadora
”Primeiramente ao meu Pai Deus, por todas as
oportunidades oferecidas, pela minha vida e por sua
existência em minha vida. Aos meus pais que estão
sempre dedicando o seu apoio para as minhas
decisões. Ao meu irmão e minha irmã por
colaborarem com o esforço depositado nesse
trabalho e aos meus amigos por estarem sempre por
perto em todos os momentos”.



                          Alan Maicon de Oliveira
”Primeiramente a Deus, pelas oportunidades que
vem surgindo a cada dia. Aos meus pais que sempre
estiveram me apoiando nas horas que mais precisei,
e que acreditam no meu potencial de crescer cada
vez mais. Ao meu irmão que também me auxiliou
muito no fechamento desse trabalho. Obrigada pela
força, vocês são os que ensinam a não desistir dos
meus sonhos.”

                Talita Miasato Nogueira de Assis
                                              13
AGRADECIMENTOS

        Somos extremamente gratos primeiramente e principalmente a Deus, por ser
o guia e mentor de todas as oportunidades oferecidas e por sua crença depositada
em nós.
        Agradecemos a Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia Frâncio por toda
dedicação e orientação requerida a esse trabalho e o aprendizado transferido para
nós de uma forma tão generosa e válida que vamos levar para o resto de nossas
vidas.
        Aos nossos pais por direta ou indiretamente está sempre ligado aos nossos
méritos alcançados.
        Nosso agradecimento também às pessoas que participaram e
compartilharam com agente suas experiências através de nossa pesquisa.
Deferimos o nosso muito obrigado.
“Ao que ele lhes disse: quando orardes, dizei: Pai,
santificado seja o teu nome; venha o teu reino; dá-
nos cada dia o nosso pão cotidiano; e perdoa-nos os
nossos pecados, pois também nós perdoamos a
todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar
em tentação, [mas livra-nos do mal.]”.
(Versículos do 11º capítulo de Lucas da Bíblia).
Fatores que influenciam no envelhecimento cutâneo


Diversas modificações anatômicas e fisiológicas estão relacionadas com o
envelhecimento e sendo observadas com o passar do tempo. Podemos
“envelhecer”, este fato implica nas formas distintas, sendo propiciado por como:
exposição à luz solar, a pratica do tabagismo, poluição ambiental e falta de
hidratação da cútis que ameaçam precocemente o envelhecimento cutâneo. Este
trabalho mostra os diferentes tipos e aspectos relacionados ao envelhecimento.
Objetivando-se em desenvolver uma pesquisa relacionada com nove mulheres, na
faixa etária de 50 a 70 anos na região de Fernandópolis-SP, apresentando diversos
tipos de pele, abordando várias questões sobre fatores extrínsecos que atuam no
envelhecimento e formas de prevenção. Entre os dados obtidos aponta-se que
quanto à prática do tabagismo, seis mulheres não fumam, uma é ex fumante e duas
fumam, tanto as ex fumantes como as fumantes apresentam um tecido cutâneo com
visíveis alterações. Do mesmo modo quanto às mulheres que fazem uso de
hidratantes, três nunca o fizeram, duas fazem o uso raramente e quatro fazem o uso
diariamente, já em relação ao protetor solar quatro mulheres nunca fizeram o uso,
cinco fazem o uso raramente e nenhuma faz o uso diário, independentemente da
freqüência de uso do hidratante e do protetor, resulta em muita diferença das que
nunca o fizeram. Em consideração à exposição solar, nenhuma tem uma exposição
normal, duas tem exposição intermediaria e sete tiveram exposição excessiva e
quanto a exibirem-se a poluentes ambientais, sete tiveram rara exposição, uma teve
exposição mediana e uma teve exposição excessiva. Servindo este estudo para
confirmar a importância da prevenção e proteção dos agentes envolvidos com o
envelhecimento precoce.

Palavras-chaves: exposição à luz solar, a prática do tabagismo, poluição ambiental,
falta de hidratação da cútis.
Factors that influencian skin aging

Several anatomical and psychological changes are related to aging and being
observed over time. We can “get old”, this fact implies in different ways, being
fostered by as exposure to sunlight, the practice of smoking, environmental pollution
and lack of hydration of the skin that threaten to prematurely aging skin. This work
shows the different types and aspects related to aging. With the objective of
developing a research related to nine women, aged 50 to 70 years in the region of
Fernandópolis-SP, presenting various skin types, addressing various issues on
extrinsic factors that act in aging and prevention. Among the data that points to the
practice of smoking, six women did not smoke,is a former smoker and smoke two,
both ex-smokers as smokers have a tissue with visible skin changes. In the same
way as women who use moisturizers, three never made it, two make four, and rarely
make use daily. As compared to sunscreen, four women did not use, do the five
rarely use it and no daily use, regardless of frequency of use of moisturizer and
protector, results in a difference of which they never did. In regards to sun exposure,
none has a normal exposure, two has intermediate exposure and seven had
excessive exposure to exhibit and how much to environmental pollutants, seven were
rare exhibition, one had had a median exposure and overexposure. Serving this
study to confirm the importance of prevention and protection of those involved with
aging.

Keywords: sunlight exposure, practic of smoking, environmental pollution, lack of
skin hydration.
LISTA DE FIGURAS


Figura 1: Estrutura cutânea................................................................................…..14
Figura 2:………………………………………………...…………………………………..29
Figura 3:………………………………………………………...……..…………….……..30
Figura 4:…………………………………………………………………....………..……..31
Figura 5:………………………………………………………..…………..…………….…32
Figura 6:…………………………………………..…………………………..…………….33
Figura 7: Imagem 8…………………………………………………………..…………....34
Figura 8: Imagem 7……………………………………………………………..………....35
Figura 9: Imagem 8………………………………………………………………..………36
Figura 10: Imagem 9……………………………………………………………...……….37
Figura 11: Imagem 10 .......................................................................................…...38
Figura 12: Imagem 11..........................................................................................….39
Figura 13: Imagem 12..........................................................................................….40
Figura 14: Imagem 13........................................................................................……41
Figura 15: Imagem 14...........................................................................................…42
LISTA DE TABELAS


Tabela 1: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento intrínseco.............22
Tabela 2: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento extrínseco............24
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................13
2 PELE COMO UM ÓRGÃO........................................................................................13
2.1 CONSTITUIÇÃO CUTÂNEA.................................…............................................14
 2.1.1 Epiderme…………………………………………………….............……….........14
2.1.1.1 Camada basal....……….....…………………...…………..……………...............15
  2.1.1.2 Camada espinhosa………………………………………………….…..............15
  2.1.1.3 Camada granulosa…………………………………………………...............…15
  2.1.1.4 Estrato lúcido .……………………………………………….....…….......…….15
  2.1.1.5 Camada córnea…………………………………....……………..…............…..16
  2.1.1.6 Junção dermo-epidérmica……………………………………................….…..16
2.1.2 Derme………………………………….....………………........………...…….…...16
2.1.3 Hipoderme…………………………………………………....……........….…..…..16
 2.1.4 Anexos cutâneos……………………………………………...........….........…..…17
3 HIDRATAÇÃO NATURAL DA PELE.............................................................. .18
4 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E SUAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES….... 19
4.1 FATORES INTRÍNSECOS……………………………….…….....…......…….. 19
   4.1.1 Desidratação………........…………………….………......……………........…..19
   4.1.2 Envelhecimento cronológico……………………………….…....………...........20
 4.2 FATORES EXTRÍNSECOS ........................................................................…22
   4.2.1 Fotoenvelhecimento e fotoexposição........................................................…..22
    4.2.1.1 Danos observados no fotoenvelhecimento ...............................................…23
    4.2.1.2 Como evitar o fotoenvelhecimento ............................................................….24
   4.2.2 A influência das diferentes etnias no envelhecimento da pele……....................24
   4.2.3 Avaliação do envelhecimento relacionado ao tabagismo……...............….…....25
   4.2.4 A poluição ambiental como fator de influencia no envelhecimento…................26
OBJETIVO .....................................................................................................................27
OBJETIVO GERAL................................................................................................…...27
OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................27
MATERIAIS E MÉTODOS...........................................................................................28
 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................................29
CONCLUSÃO .................................................................................................................43
REFERÊNCIAS ..............................................................................................................44
1 INTRODUÇÃO


           A pele se caracteriza por ser o recobrimento externo completo do corpo. Suas
camadas (epiderme, derme e hipoderme) e seus anexos (glândulas, pêlos e unhas) constituem
o sistema tegumentar. Esse que é o maior órgão do corpo humano sofre modificações lícitas e
ilícitas, que acarretam no envelhecimento (SPENCE, 1991).
           O envelhecimento está relacionado com diversas modificações anatômicas e
fisiológicas, que com o passar do tempo de vida pode ser observado e avaliado em todos nós,
sujeitos a esse tipo de processo (KEDE; SABATOVICH, 2004).
           Modificações essas que afetam nitidamente a pele são biológicas e estão relacionados
ao tipo cutâneo de cada indivíduo (MACIEL; OLIVEIRA, 2011).
           Podemos “envelhecer” de duas formas distintas implicando componentes tanto
endógenos quanto exógenos, nos propiciando ao processo de envelhecimento intrínseco e ao
extrínseco (KEDE; SABATOVICH, 2004).
           Perda de colágeno, elastina e fibras reticulares, estruturas responsáveis pela
elasticidade, firmeza e sustentação da pele, trazem rugas e flacidez, as quais são
características imprescindíveis do ato de envelhecer (MACIEL; OLIVEIRA, 2011).
           Inevitável, assim podemos denominar o envelhecimento intrínseco ou cronológico,
que progride de acordo com as mutações genéticas e período vivido. Tem suas modificações
esperadas de alguma forma por ser um processo comum em nossas vidas (KEDE;
SABATOVICH, 2004).
           Entretanto existem fatores extrínsecos ao qual estamos expostos fazendo com que
esse processo seja agilizado e adulterado, causando o envelhecimento precoce cutâneo. Entre
eles podemos citar a fotoexposição à luz solar, o cigarro, a bebida alcoólica e fatores ligados a
poluição ambiental. Contudo, 80% desses casos estão relacionados à exposição solar
(radiações ultravioletas UVA, UVB e UVC), ameaça a qual estamos expostos a todo o
momento e que pode causar danos fatais e irreversíveis. Evitável, esse processo pode sofrer
nossa influência através de proteção e esforços a fim de retardar o envelhecimento, nos
oferecendo assim uma melhor qualidade de vida (BAUMANN, 2004).



2 PELE COMO UM ÓRGÃO


         A superfície corpórea é constituída por um órgão, ao qual chamamos de pele.
Apresenta vários aspectos, de acordo com raças e regiões, e é dotado de múltiplas funções.
Seu peso constitui aproximadamente 16% da massa do corpo humano e sua superfície mede
aproximadamente 1,50 m². Inúmeros sulcos se apresentam na pele, devido à ondulação dos
feixes colágenos e pelo repuxamento das fibras elásticas com eles entremeadas. Os sulcos em
sua direção acompanham as linhas de clivagem e também saliências que estão dispostas entre
os mesmos, formadas pelas papilas da derme. O aspecto de fino mosaico cutâneo é devido a
união, separação ou entrecruzamento dos sulcos. De acordo com sexo, idade e região
anatômica, a espessura cutânea pode variar. Na face posterior do pescoço e em regiões
palmares e plantares, o tegumento é mais espesso (até 3mm e 4mm respectivamente) e menos
espesso no dorso dos pés e mãos, antebraço e braço, seios, escroto, pálpebras, face anterior do
pescoço (1/5 a 2/5 de mm de espessura). É de espessura mais fina em crianças e mulheres. A
coloração específica da pele está ligada à raça, condições do meio e do indivíduo conforme a
região do corpo. Nos órgãos genitais e regiões próximas, aréolas mamárias e nas partes
                                                                                             13
expostas a luz, a pigmentação é mais intensa. Enquanto em um indivíduo de raça negra existe
quantidade máxima de pigmento melânico, no albino existe a ausência. O pigmento melânico
oferece proteção contra a luz solar, sendo assim, um meio natural de defesa (BECHELLI;
CURBAN, 1978).




                                Figura 1: Estrutura cutânea
                                 Fonte: MIGUEL JR, 2007


2.1 CONSTITUIÇÃO CUTÂNEA


         Os tecidos de origem ectodérmica e mesodérmica é que originam a pele. Esses
tecidos se arranjam em três camadas distintas: a epiderme, a derme e a hipoderme (KEDE;
SEBATOVICH, 2004).
         Essas camadas, juntamente com estruturas assessoras, como glândulas, pêlos e unhas
desenvolvem o sistema tegumentar (SPENCE, 1991).


2.1.1 Epiderme


         A epiderme constitui a camada mais superficial da pele, sendo assim, um epitélio de
revestimento cutâneo. Revestimento estratificado e pavimentoso por possuir várias camadas
de células que vão se achatando conforme se tornam mais superficiais, as quais de dentro para
fora recebem, respectivamente, o nome de germinativa ou basal, espinhosa, granulosa e
córnea. Produzir queratina é a principal função da epiderme (KEDE; SEBATOVICH, 2004).
         Por não possuírem vasos sanguíneos próprios, essas camadas adquirem os elementos
nutritivos necessários do plasma circulante nos espaços intercelulares, oriundo dos capilares
da derme. Queratinócitos, melanócitos e células de Langerhans são as células presentes na
epiderme (BECHELLI; CURBAN, 1978).




                                                                                          14
2.1.1.1 Camada basal


         É a camada mais profunda. As células basais são responsáveis pela manutenção da
epiderme, por meio da renovação contínua da população celular. Podemos encontrar dois
tipos de células nessa camada:
             • Queratinócitos: tem como função a produção de queratina. Ela atua como
                 impermeabilizante, protege o organismo contra a desidratação e podemos
                 encontrar uma barreira contra invasão de micro-organismos do ambiente feita
                 por células mortas de queratina (BECHELLI; CURBAN, 1978).

            •   Melanócitos (melanoblastos): conhecidas também como células claras,
                também são um tipo de células dendríticas; são centradas por núcleo
                intensamente corado. Responsáveis pela produção de pigmento melânico.
                Melanossomas são as partículas citoplásmicas de pigmento, que os
                melanócitos transferem para as células espinhosas, que acabam por se
                distribuírem na epiderme nesse processo na deslocação do corpo mucoso para
                camada córnea, conferindo assim a coloração da pele (melanina)
                (BECHELLI; CURBAN, 1978).


2.1.1.2 Camada espinhosa


         É formada por várias células provenientes da camada basal que vão se achatando à
medida que se exteriorizam. Essas células são unidas umas as outras por desmossomos, o que
dá o aspecto espinhoso. Tanto os filamentos de queratina quanto os desmossomos
desempenham importante papel na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na
resistência ao atrito (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004).


2.1.1.3 Camada granulosa


         É caracterizada pela presença de alguns grânulos de queratina, isso ocorre devido à
perda do núcleo e do achatamento dos queratinócitos, formando assim placas de queratina. No
estrato granuloso, também é realizado a síntese das proteínas (citoqueratinas) responsáveis
pela estruturação do estrato córneo (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004).




2.1.1.4 Estrato lúcido


        Encontrada apenas em regiões cutâneas mais espessas, originada pela fricção e com a
função de proteção mecânica aparentemente. Estrato intermediário entre a camada córnea e a
camada granulosa da epiderme (HARRIS, 2009).


                                                                                         15
2.1.1.5 Camada córnea


         Possui espessura muito variável e é constituída por várias filas de células repletas de
queratina que, entretanto já perderam o seu núcleo e que não desempenham qualquer
atividade vital, sendo por isso células mortas. A composição dos tonofilamentos são
modificados a medida que os queratinócitos se diferenciam. Na camada córnea os
tonofilamentos se aglutinam juntamente com a matriz formada pelos grânulos de querato-
hialina (basófilos). Nesta fase, os queratinócitos estão transformados em placas sem vida
descamando continuamente (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004).
         Devido a fatores do envelhecimento essa camada sofre alterações sobre suas funções
normais (proteger contra incursão de substâncias externas e limitar a perda de água do
organismo), desequilibrando a retenção de água e causando a desidratação cutânea. Fato que
ocasiona a pele “seca” e abrange a desorganização da descamação corneócita (COSTA, 2009)


2.1.1.6 Junção dermo-epidérmica


          Interfacialmente entre a derme e a epiderme, a membrana basal tem a função de
fornecer adesão entre as duas camadas (derme e epiderme), e é constituída por quatro regiões
distintas: membrana celular dos queratinócitos da camada basal, lâmina lúcida (35 nm),
lâmina densa (30 nm a 50 nm)e lâmina fibrosa sub-basal (rede fibrorreticular) (HARRIS,
2009).


2.1.2 Derme


        É a camada conjuntiva que forma a parte estrutural do corpo. Camada vascularizada,
contendo nervos, células matrizes, fibroblastos, miofibroblastos e macrófagos. A derme tem
função de termorregulação, pelo suporte da rede vascular e pela defesa imunológica. Ela é
composta pela derme papilar, que fica mais próxima da epiderme, e a derme reticular, tecido
conectivo denso e irregular, que garante força e elasticidade (HARRIS, 2009).
            • Derme reticular: garante elasticidade e força para pele, tecido de conexão
               irregular e denso. Na derme reticular encontram-se abrigados os anexos
               cutâneos como os folículos pilossebáceos e glândulas sudoríparas écrinas e
               apócrinas (HARRIS, 2009).

            •   Derme papilar: porção com maior número de fibroblastos e responsável pela
                fixação entre a membrana basal e a rede de fibras elásticas da derme
                (HARRIS, 2009).


2.1.3 Hipoderme


        Camada mais profunda da pele, localizada após a derme, podendo conter uma
quantidade variável de tecido adiposo. É um tecido conjuntivo frouxo, que faz a ligação entre
a derme e o músculo, sendo assim altamente vascularizada contendo assim uma vasta rede de
                                                                                          16
fibras reticulares e nervosas. Suas funções são de: reservatório energético, isolante térmico,
absorção de choque e fixação dos órgãos. A hipoderme é constituída por dois tipos de células
importantes: os fibroblastos e os adipócitos (HARRIS, 2009).
         O acúmulo de gordura nessa área subcutânea pode ser muito vasto, em algumas
regiões (abdome e nádegas) (SPENCE, 1991).



2.1.4 Anexos cutâneos


         Os anexos da pele são constituídos por pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e
glândulas sebáceas, caracterizando assim as estruturas acessórias cutâneas (BECHELLI;
CURBAN, 1978).
         Os pêlos são resultantes de invaginações na epiderme e estão contidos nos folículos
pilossebáceos. Formados de três camadas concêntricas: medula, córtex e epidermícula
(BECHELLI; CURBAN, 1978).
         Os folículos pilosos são responsáveis pela proteção e conservação da temperatura
corporal. Através da secreção das glândulas sebáceas, que tem sua eliminação feita através
desses canais, ocorre a impermeabilização da pelagem e lubrificação superficial (KEDE;
SEBATOVICH, 2004).
         As unhas são constituídas através da camada lúcida e a camada córnea que são
extremamente corneificadas nas falanges superficiais distais dos dedos dos pés e das mãos. A
camada germinativa forma o leito da unha, que é o local em cima do qual se encontra a unha.
Lúnula é o nome que se da à região esbranquiçada com formato de meia lua, encontrada
abaixo da extremidade da unha, formada pela camada germinativa que é espessada nessa área,
à qual denominamos matriz da unha, responsável pelo crescimento da mesma através das
mitoses, impulsionando para frente às células que já sofreram o processo de corneificação. A
cutícula ou eponíquio resulta do estendimento de uma estreita prega da epiderme sobre a
superfície livre. Na parte inferior da ponta da unha livre a camada córnea se encontra
espessada e é denominada hiponíquio. Sua coloração rosada se origina da rede capilar
existente por baixo da unha e que se faz visível pelo meio das células corneificadas
(SPENCE, 1991).
         As glândulas sudoríparas, por meio de poros, estão presentes em toda a superfície
cutânea, também podem ser denominadas glândulas sudoríferas, sendo responsáveis pela
colaboração na regulação térmica corpórea (BECHELLI; CURBAN, 1978).
         A secreção de suor se caracteriza por sua função. Em regiões como nos mamilos,
pedaço cutâneo dos genitais e lábios as glândulas sudoríparas se ausentam (SPENCE, 1991)
             • Glândulas Sudoríparas Écrinas: distribuídas na profundidade da derme por
                 todo o tecido, mas com mais numerosidade nas palmas, plantas e axilas.
                 Produzem suor ou uma secreção inodora que através da degradação por
                 bactérias na superfície, juntamente com os restos epiteliais resultam no odor
                 que se atribui ao suor (KEDE; SEBATOVICH, 2004).

            •   Glândulas Sudoríparas Apócrinas: localizadas nas regiões pubianas, em torno
                dos mamilos dos seios e também nas axilas, sua secreção se relaciona com o
                estímulo sexual. Tem o seu funcionamento inicializado a partir do início da
                puberdade, devido a necessidade da atividade de excreção de grande
                quantidade de hormônios sexuais (BECHELLI; CURBAN, 1978).

                                                                                           17
Já as glândulas sebáceas estão distribuídas por todo o tegumento, com exceção da
região plantar e palmar. Desembocam geralmente no folículo piloso e contanto com apenas
10% diretamente na camada da epiderme, nas áreas glabras (regiões do corpo sem pêlos).
Com função de impermeabiliza a camada córnea assim ocorrendo a proteção da mesma e
também do óstio folicular. Acredita-se que tal sebo juntamente com o suor, teria certa ação
bactericida (BECHELLI; CURBAN, 1978).


3 HIDRATAÇÃO NATURAL DA PELE


         Na superfície da pele existe um filme hidrolipídico, constituído de graxo que é
excretado pelas glândulas sebáceas e componentes excretados pelo suor, formando uma
emulsão epicutânea, que serve para proteger a pele contra ressecamento. Participa na
manutenção de sua flexibilidade e ajuda a formar uma barreira de proteção acídica,
protegendo a penetração de agentes externos que prejudicam o organismo (GONÇALVES;
CAMPOS, 2009).
         O conteúdo aquoso do estrato córneo deve-se a este filme, que dependendo da
fisiologia cutânea e do tempo pode causar um desequilíbrio nessa barreira, causando assim
uma perda de água transepidérmica, deixando a pele mais susceptível a irritações ou ate
mesmo algumas doenças cutâneas (GONÇALVES; CAMPOS, 2009).
         Um dos principais componentes de uma pele hidratada é a água que fica retida no
extrato córneo. As condições climáticas interferem na característica da pele; quando o clima
está úmido faz com que a pele fique úmida também. Já o clima seco, desidrata a pele. A
capacidade de água no extrato córneo é de até 30%; se essa capacidade estiver menor que
10% podemos constatar que há uma desidratação cutânea (KEDE; SABATOVICH, 2009).
         O fator de hidratação natural (FHN) e os lipídeos são encontrados somente no
interior do extrato córneo controlando assim a permeabilidade da água, sendo um fator
importante na hidratação, elasticidade e flexibilidade. O FHN tem capacidade de reter grandes
quantidades de água, mesmo a umidade estando baixa. Esse vai sendo diminuído com a idade,
contribuindo assim para que a população idosa tenha uma pele mais ressecada (BAUMANN,
2004).
         A barreira epidérmica é composta por ceratinócitos que limitados externamente pelos
corneócitos, e pela dupla camada lipídica, as quais quando estão em equilíbrio repelem a água
das camadas mais superficiais e retém a das mais profundas (COSTA, 2009).
         O componente iônico também é muito importante para a estrutura molecular do
FHN. Os oligoelementos (elementos químicos) estão em constante interação estabelecendo
um equilíbrio primaz e contribuindo para um perfil de hidratação adequada (COSTA, 2009).
          Existem diferentes concentrações de íons tanto no meio intra como no extracelular,
contribuindo para a integridade celular e para um equilíbrio e manutenção do conteúdo de
água nos meios (COSTA, 2009).
          Os compostos orgânicos estão presentes no meio intracelular, levando a um estado
hiperosmótico, atraindo água para o seu interior, garantindo um equilíbrio hídrico entre os
meios celulares, componente conhecido como bomba de Na+/K+ (COSTA, 2009).
          Quando esses componentes estão em perfeita sintonia, exercendo as propriedades da
barreira epidérmica, teremos um funcionamento total com equilíbrio d’água, hidratação e
descamação corneocítica, organizada (COSTA, 2009).



                                                                                          18
4 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E SUAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4.1 FATORES INTRÍNSECOS


         O ato de envelhecer ou as modificações fenomenais do envelhecimento está em
constante ligação com a idade biológica pessoal que de acordo com fatores e sintomas
imprecisos é difícil definir. Conceitua-se, envelhecer um processo progressivo e dinâmico, no
qual ficam perceptíveis alterações psicológicas, operacionais, bioquímicas e morfológicas,
que traz maior facilidade em adquirir patologias ao indivíduo, devido seu declínio de
habilidade de adequação ao meio em que vive. Também podemos inserir características como
a capacidade de adaptação homeostática reduzida em casos de grande carga funcional do
organismo. As alterações morfofuncionais citadas se manifestam depois da maturação sexual
e são inevitáveis e irreversíveis. A pele envelhecida pode ser originada através de fatores
intrínsecos genéticos, alterações emocionais e hormonais também se classificam como fatores
que podem desencadear o envelhecimento (KEDE; SABATOVICH, 2009).


4.1.1 Desidratação


         O ressecamento da pele pode ser causado pelo desequilíbrio hídrico da camada, pela
exposição ao sol, vento e calor. A falta de hidratação aumenta a perda de água, causando um
maior ressecamento (BAUMANN, 2004).
         Os lipídios da barreira hídrica são compostos de: 40% de ceramidas, 25% de ácido
graxo e 20% de colesterol. Quando algum desses compostos estiver em desequilíbrio, vai
haver também um desequilíbrio hídrico no corneócito. O conteúdo de água no estrato córneo é
de 20% a 35%; quando inferior a 10% sinais de desidratação são vistos e evidenciados. Isso
pode ocorrer devido à alteração da barreira hídrica ou por fatores externos. Essa perda de água
excessiva pode causar rachaduras com inflamações (BAUMANN, 2004).
         A fisiologia exerce influência na barreira transepidérmica, pois a pele realiza uma
troca de gases com o ambiente, difusão de oxigênio e dióxido de carbono através da
superfície. Essa troca pode ser influenciada de acordo com a temperatura e umidade do ar. A
regulação da temperatura corporal também influência essa perda, pois o organismo compensa
a diferença entre a temperatura do corpo com a do ambiente por meio da evaporação de água,
então quanto maior a temperatura do ambiente, maior a perda de água transepidérmica
(GONÇALVES; CAMPOS, 2009).
         No envelhecimento cutâneo não há uma relação precisa entre a perda de água
transepidérmica, com o grau de modificações degenerativas, sendo que a mesma tende a
redução. Esse efeito é evidente após 60 anos, e a camada é mais afetada expostas ao sol, onde
a agressão da radiação é um grande fator para acentuação do envelhecimento. O aumento
simultâneo da perda da barreira transepidérmica e do conteúdo de água do estrato córneo é
uma das características do envelhecimento cutâneo. Caracterizando assim uma pele seca,
aspecto opaco, com linhas de expressão mais profundas (GONÇALVES; CAMPOS, 2009).
         Pele seca ou xerose pode ser branda ou grave (quando a pele resseca causando
rachaduras tão profundas podendo causar inflamações purulentas). Esse ressecamento
prejudica a formação das enzimas que faz a digestão dos desmossomos, levando assim a
descamação anormal. Na pele ressecada os corneócitos vão perdendo a adesão e vão se
enrolando, impossibilitando a refração da luz, deixando assim a pele com a aparência mais
opaca. Ocorre também um afrouxamento das células, resultando uma descamação anormal
                                                                                             19
dos corneócitos, deixando a pele com um aspecto mais áspero, com rachaduras, pois a
elasticidade vai ficando reduzida (BAUMANN, 2004).
         Fatos que requerem cuidados com hidratantes cosméticos que irão atuar na proteção
da pele contra a perda de água. Alguns hidratantes deixam a pele mais umedecida, atuam na
proteção da perda de água, restaurando a hidratação interna (MICHALUN; MICHALUN,
2010).
          Os hidratantes são classificados como: oclusivos, umectantes, emolientes e
reparadores protéicos (BAUMANN, 2004).
          Os oclusivos formam um filme hidrofílico no estrato córneo que retardam a
evaporação e a perda de água transepidérmica. São compostos freqüentemente gordurosos,
que possui a capacidade de dissolver gorduras, proporcionando um efeito emoliente e
diminuindo a capacidade da perda de água transepidérmica, sendo muito utilizados em
cosméticos para o tratamento de pele seca. Alguns agentes oclusivos comercializados são:
petrolato (possui 170 vezes mais resistência de perda de vapor de água que o óleo mineral),
óleo mineral, parafina, esqualeno, dimeticona, óleo de soja, óleo de semente de uva,
propilenoglicol, lanolina, cera de abelhas. Eles possuem o efeito de retardar a perda de água,
dando-a uma textura lisa (BAUMANN, 2004).
          Os umectantes ao mesmo tempo em que podem hidratar, podem também desidratar a
pele (dependendo do ambiente) por ter influência com o meio externo. Se a umidade do ar
estiver alta, ele capta a umidade do meio externo para o meio interno, funcionando assim
melhor em conjunto com um agente oclusivo. Os umectantes aumentam a duração do produto
e possui atividade bacteriostática. Direcionam a água para dentro da pele, dando a ela uma
aparência mais lisa, com poucas rugas, mas essa penetração causa pequenos edemas na
mesma. Muitos dizem que os produtos umectantes são antienvelhecimento. Alguns
umectantes: glicerina, sorbitol, hialuronato de sódio, uréia, propilenoglicol, açúcares
(BAUMANN, 2004).
          Os emolientes atuam nos corneócitos, preenchendo seus espaços e deixando a
superfície mais lisa com menor fricção e maior refração da luz. Tem a função de amolecer e
suavizar a superfície da pele. Atua no alisamento dos corneócitos deixando com aparência lisa
e hidratada (BAUMANN, 2004).


4.1.2 Envelhecimento cronológico


         Os tecidos no decorrer do tempo passam por mudanças de acordo com a idade, sendo
que na pele essas alterações são mais visíveis. Os sinais mais observados em uma pele senil
são a atrofia, enrugamento, ptose e lassidão (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
         O envelhecimento cronológico afeta tanto a pele como a outros órgãos. O
envelhecimento são mudanças e alterações na matriz da expressão dos fibroblastos, que
permanecem em fase estacionária e somente se proliferam quando existe estimulação, não
ocorrendo o encurtamento dos telômeros (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
         O envelhecimento cutâneo começa a partir dos 30 anos, onde a maior parte dos
problemas acontece no colágeno e na elastina, que são as fibras proteicas formadoras da parte
do suporte, que vão perdendo sua função tornando a pele menos elástica e mais rígida
(TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
         O colágeno é formado principalmente de aminoácidos glicina, prolina, alanina e
hidroxiprolina. Eles constituem cadeia formando o tropocolágeno, que por sua vez origina o
colágeno. Dispondo-se em forma correta (fibrilas que se entrelaçam) formam-se ligações

                                                                                           20
cruzadas, obtendo assim a fibra colágena. O fibroblasto é uma das principais células da
derme, que produz o colágeno e a elastina (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
          A pele envelhecida é caracterizada por rugas, aspereza da pele, amarelamento,
atrofia, pintas pigmentadas, máculas amarronzadas e vasodilatação; inclui displasia e atipia,
com redução no número de células de Langerhans (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
           A formação das rugas ocorre devido à perda de elasticidade, fruto da diminuição das
fibras elásticas, da rigidez do colágeno e da diminuição das funções do tecido conjuntivo,
falta de oxigenação tecidual provocando a desidratação excessiva da pele. Todos esses fatores
resultam em rugas. Podem ser classificadas em: rugas dinâmicas, de movimentos repetitivos
dos músculos da expressão do rosto; rugas estáticas, que aparecem mesmo sem qualquer tipo
de movimento, podem ser entendidas como fadiga das estruturas da pele; rugas profundas,
ação do sol, na maioria dos casos, em peles exposta, não sofre modificações quando a pele é
esticada; e rugas superficiais, quando há diminuição ou perda das fibras elásticas na derme,
decorrentes do envelhecimento cronológico, sofrendo modificações quando a pele é esticada.
As rugas são observadas na superfície cutânea, sendo mais evidenciadas nas áreas ao redor
dos olhos, fronte, nariz ao redor dos lábios e pequenas rugas peribucais, que mostra os sinais
da irradiação solar, do vento, do frio no agravamento da atrofia fisiológica (TESTON;
NARDINO; PIVATO, 2010).
          Devido a uma desorganização da camada basal da epiderme é que o envelhecimento
cutâneo ocorre, criando assim uma pele mais seca, flácida e fina. Há uma perda das cristas
epidérmicas e uma diminuição do tamanho dos queratinócitos e da proliferação celular, que
ocorre na camada germinativa, devido ao achatamento das papilas dérmicas juntando
epiderme e derme. Compromete a transferência de nutrientes entre as barreiras, afeta assim a
barreira mecânica, as funções imunológicas da epiderme, que diminuía a adesão entre as
camadas, reflete o aumento da sensibilidade da pele envelhecida em ser danificada após sofrer
traumas mecânicos (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
          Os melanócitos tendem a se atrofiar causando manchas pela redução de pigmentação
na pele. A principal função endócrina na pele é a síntese de vitamina D, que também é
comprometida de acordo com a idade, pela falta de exposição solar, ou por deficiência direta
desta vitamina. A diminuição da atividade metabólica dos fibroblastos causa uma queda na
síntese e na secreção das fibras colágenas e elásticas. Ambos os fatores, somados, convergem
assim em uma diminuição de aproximadamente 20% da espessura da pele. As fibras elásticas
perdem grande parte de sua elasticidade, diminuindo assim as células de sustentação. Mais
colágeno é formado, tornando as fibras mais espessas. É percebida uma diminuição da
gordura depositada no tecido subcutâneo, surgindo ligações cruzadas na molécula, tendo
maior resistência a ação da colagenase. A rigidez dos tecidos aumenta e há uma maior
dificuldade da passagem de nutrientes dos capilares para as células e dos metabólitos para os
capilares, ocasionando assim uma deterioração progressiva na função celular (TESTON;
NARDINO; PIVATO, 2010).
          Com relação aos anexos cutâneos, há menor atividade e número das glândulas
sebáceas e sudoríparas, e redução na atividade dos pêlos. Na hipoderme, os adipócitos iniciam
um processo de atrofia que contribui para a formação das rugas, atrofia muscular e fragilidade
capilar (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
          “O tipo genético da pele, fatores hormonais, nutricionais, vasculares, climáticos,
intoxicações e tratamentos eventuais poderão influenciar no aspecto saudável ou no seu
envelhecimento precoce” (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).




                                                                                           21
Tabela 1: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento intrínseco
                                                     Envelhecimento intrínseco
                                                            (Cronológico)
   Rugas                                                         Finas
   Camada córnea                                              Inalterada
   Células displásicas                                          Poucas
   Fibras de colágeno                         Pequena alteração no tamanho e organização
   Fibras elásticas                                         Reorganizadas
   Folículo capilar                                  Baixo número de afinamento
   Melanócitos                                                  Normal
   Glândulas sebáceas e sudoríparas                          Baixo número
   Junção dermoepidérmica                                  Leve achatamento
   Microvasculatura                                          Área reduzida
   Alterações Benignas                                    Ceratose seborreica
   Alterações pré-malignas                                         -
   Alterações malignas                                             -
                          Fonte: MONTAGNER; COSTA, 2009


4.2 FATORES EXTRÍNSECOS


         O processo de envelhecimento ao qual estamos expostos tem suas mutações
influenciadas em grande escala por agressões exógenas que a pele sofre com danos causados
pelo meio ambiente. Denominamos esse de envelhecimento extrínseco, ao qual a radiação
solar, o tabagismo e os poluentes ambientais são os principais fatores responsáveis pelo
mesmo. Dentre tais fatores podemos dar destaque aos danos causados pela radiação solar que
atravessa muitas vezes sem controle a superfície terrestre nos tornando alvo de um grande
problema a nível mundial (TORRES; SABBAG, 2005).


4.2.1 Fotoenvelhecimento e fotoexposição


         O sol é de grande importância para vida na terra, causando efeitos sobre o homem
que varia e depende de alguns fatores, como característica da pele exposta, freqüência,
intensidade e duração de exposição, espécie climática, estação do ano, período ao longo do
dia e sua localização geográfica. A luz solar nos proporciona benefícios, como: bem-estar
físico e mental e bronzeamento da pele, devido à estimulação da produção de melanina são
muito proveitosos no tratamento em casos de icterícia (excesso de presença de bilirrubina no
sangue). Porém a falta de cuidados e exposição abusiva pode causar danos irreversíveis ao
nosso organismo. O espectro solar que nos atinge é composto predominantemente de
radiações ultravioletas, radiações visíveis e radiações infravermelhas. Podemos perceber a
radiação ultravioleta (UV) pelo meio de reações fotoquímicas, a radiação visível (Vis) através
do sistema óptico que detecta várias cores e a radiação infravermelha (IV) se manifesta sob a
forma de calor (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007).
         As alterações cutâneas precoces acontecem devido à fotoexposição de determinadas
áreas expostas aos raios ultravioletas solares, acelerando assim o processo de envelhecimento,
que é chamado de envelhecimento extrínseco ou fotoenvelhecimento (KEDE;
SABATOVICH, 2004).
                                                                                           22
A exposição solar pode gerar conseqüências evidentes quando se compara a área
exposta facial, com a pele não-exposta das nádegas, e as partes internas de determinada área
do corpo. Essa precocidade da pele em envelhecer é resultado de uma vida que se caracteriza
por contato com a radiação ultravioleta (UV) que se manifestam através da irregularidade na
pigmentação da pele dando a ela uma aparência amarelada, sardas, rugas e lentigos que são
mais comumente observados e acarretando a lesões pré-malignas (BAUMANN, 2004).
A radiação ultravioleta (UV) interage com as células e suas respectivas camadas de acordo
com o comprimento de onda apresentado pela radiação, que pode ser de três tipos:
    • UVA (320-400nm): 95% da radiação que atinge a superfície terrestre. Promove o
       bronzeamento da pele por indução da pigmentação causando o escurecimento da
       melanina pela fotoxidação da leucomelanina. Pode ocasionar o câncer de pele,
       dependendo das características cutâneas. Formas radicais livres de maneira indireta
       (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007).
    • UVB (280-320nm): 5% da radiação que atinge a superfície terrestre. Depois de sua
       travessia para atmosfera, ela atinge toda superfície. Ocasiona o envelhecimento
       precoce celular, queimaduras (quando a exposição é freqüente), por possuir alta
       energia, alterações no DNA, além de extinguir a resposta imunológica da pele
       proporcionando maior risco e casos cancerígenos por reduzir o conhecimento e
       destruição de células malignas pelo organismo. Estimula o bronzeamento, no qual se
       responsabiliza pela modificação do ergosterol epidérmico em vitamina D (FLOR;
       DAVOLOS; CORREA, 2007).
    • UVC (100-280nm): é extremamente lesiva em contato com a pele, mas é a que menos
       causa danos ao homem pelo fato de ser toda filtrada na camada de ozônio (FLOR;
       DAVOLOS; CORREA, 2007).


4.2.1.1 Danos observados no fotoenvelhecimento


         O conjugado de deformações que a pele sofre devido à exposição solar, denomina-se,
actinossenescência cutânea ou dermato actinossenescência, variando de acordo com a
melanização, tipo e grau de contato solar com a pele e se caracteriza por aparecer quando se
completa os 40 anos, que dependendo do caso pode se manifestar antes da idade citada. O
aspecto que se observa com isso é pele fina e lisa, aparentemente pálida e com elasticidade
diminuída, comparada assim a uma casca de cebola. Na área do rosto com a má formação
tecidual, é comum analisar o caimento das pálpebras e bochechas e a flacidez cutânea.
Acontece o abatimento de gordura e umidade tecidual. Surgem os sintomas externos como as
rugas, mas que também são profundas; os pêlos se abrandam e tornam-se rarefeitos. A
espessura cutânea nesse ponto é mais do que visível. A exposição solar gera máculas
hiperpigmentadas, que pode apresentar diferentes cores e bordas não regulares que são
chamadas de lentigos solares que conhecemos comumente como “manchas” que tem o
aspecto benigno, diferenciando se assim da melanose de Dubreuilh ou lentigo maligno que se
apresenta na face e predominantemente em mulheres, sua evolução origina um prognóstico
danoso (KEDE; SABATOVICH, 2004).
         Alem de alterações externas, o fotoenvelhecimento apresenta danos histológicos e
patológicos na pele interna que se caracteriza por elastose (processo causador da aparência da
pele envelhecida. Linhas cutâneas de diferentes tons). Na camada epidérmica podem ser
relatados atrofiamentos (estreitamento da camada espinhosa e a depressão da junção
dermoepidérmica). As fibras de colágeno e elastina são alteradas por má formação na derme,

                                                                                           23
que se agrava ainda mais com a continuada exposição à radiação, fazendo assim, com que as
fibras de colágeno se fragmentem e as fibras de elastina também (BAUMANN, 2004).
         A radiação contribui com a deterioração do colágeno causando a redução de sua
síntese (MONTAGNER; COSTA, 2009).
         A radiação em qualquer forma adquirida pode ser responsável pela formação de
células cancerígenas. Os raios ultravioletas que compõem a luz solar é uma das principais
causas da displasia epitelial, tendo em vista as condições de exposição adotada, no que
prevalece a exposição crônica e sem proteção (BECHELLI; CURBAN, 1978).

          Tabela 2: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento extrínseco
                                                         Envelhecimento extrínseco
                                                      (Fotoenvelhecimento)
   •   Rugas                                                        Profundas
   •   Camada córnea                                                 Afilada
   •   Células displásicas                                            Muitas
   •   Fibras de colágeno                          Grande alteração no tamanho e organização
   •   Fibras elásticas                               Menor produção e maior degeneração
   •   Folículo capilar                              Menor número e estrutura: perda capilar
   •   Melanócitos                                         Menor número e melanina
   •   Glândulas sebáceas e sudoríparas                     Menor número: pele seca
   •   Junção dermo-epidérmica                               Importante achatamento
   •   Microvasculatura                         Telangiectasias, equimoses, infiltrado inflamatório
                                                                   perivascular.
   •   Alterações Benignas                                     Ceratose seborreica
   •   Alterações pré-malignas                                   Ceratose actícina
   •   Alterações malignas                                    Carcinoma basocelular
                                                            Carcinoma espinocelular
                           Fonte: MONTAGNER; COSTA, 2009

4.2.1.2 Como evitar o fotoenvelhecimento


          A proteção dos raios solares através de protetor solar é indispensável e seu uso deve
ser diário mesmo com a permanência dentro de casa, para combater a fotoexposição, que pode
ultrapassar vidros. Nem sempre é possível a prevenção do contato com o sol, mas deve ser
evitado entre as 10 e 16 horas e deve ser dispensado o uso de câmaras bronzeadoras. As
variadas formas de proteção de barreiras físicas como chapéus, bonés, coberturas e uso de
FPS adequado para cada tipo de pele é bem vindo. Retinóides e antioxidantes também têm sua
atividade de proteção utilizada quando a luz solar não é prevenido (BAUMANN, 2004).


4.2.2 A influência das diferentes etnias no envelhecimento da pele


         De acordo com as influências raciais podemos constatar diferentes tipos de pele, que
aos nossos olhos são semelhantes, mas suas alterações são de importantes considerações em
vista bioquímica, anatômica e funcional (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).
São considerados na atualidade grupos distintos raciais, ao qual podemos classificar como:
    • Caucasianos: aparente pele clara ou com aparência ligeira morena, nariz
        predominantemente estreito (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).

                                                                                                  24
•   Negróides: Pele com coloração escura, cabelos com fios encaracolados, nariz largo e
       comumente achatados (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).
   • Mongolóides: Pele que possui aparência mais clara, cabelo escuro, grosso e liso, olhos
       geralmente puxados (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).
            O que predomina nas diferenças raciais, é a pigmentação. Os melanossomas
   formados de melanina se localizam dentro da célula em formas de grânulos e são os
   responsáveis por essas alterações pigmentares. Caucasianos apresentam melanossomas
   menores, se agrupam em grupos de três e atingem o estrato córneo após serem quebrados
   por enzimas. Negróides caracterizam-se por melanossomas grandes, persistindo até o
   estrato córneo devido a sua distribuição isolada nos queratinócitos. Mongolóides,
   caracterizam-se pela cor amarelada por apresentarem baixo teor de melanina, mas,
   quantidade avantajada de betacaroteno (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).
            A perda transepidérmica se diferencia entre as raças especificas em comparação a
   perda de água entre as pele de cor branca, negra e asiática se acentua em negros
   caracterizando o ressecamento da pele. Na raça que predomina a cor negra observam-se
   mais camadas celulares e maior conteúdo lipídico no estrato córneo. Esse fato se torna
   válido quando abordamos reações irritativas, dermatites de contato e absorção percutânea
   (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).
            Em relação com a pele negra, a pele branca é mais permeável a compostos
   químicos específicos. A pele em sua função de barreira caracteriza-se na camada córnea e
   suas propriedades, portanto, devido à característica compacta do estrato córneo da pele
   negra lhe confere uma menor permeabilidade (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA,
   2007).
   Pode-se dizer com isso que os aspectos fisiológicos e anatômicos de cada tipo de pele
   devem ser levados em consideração, visto a amenização do envelhecimento precoce
   cutâneo (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007).


4.2.3 Avaliação do envelhecimento relacionado ao tabagismo


         Para Magalhães (2008) é a partir dos 30 anos que pode começar a se observar o
envelhecimento da pele, com presença de rugas finas, pele amarelada, seca, com presença de
manchas senis, envelhecimento das áreas mais expostas à radiação solar (PASSOS. et al.).
         O tabagismo acelera esse processo do envelhecimento devido às suas várias
substâncias tóxicas. A fumaça do cigarro contém nicotina que é um dos compostos mais
nocivos entre os 4.000 presentes no cigarro. O uso deste causa a vasoconstrição gerando uma
diminuição do fluxo sanguíneo, estimula a vasopressina, causa isquemia crônica dos tecidos,
gerando lesão nas fibras elásticas diminuindo a síntese de colágeno (PASSOS. et al.).
         A nicotina passa pela corrente sanguínea atingindo a pele, sendo responsável pela
vasoconstrição, diminuindo assim o fluxo sanguíneo, consequentemente há também uma
diminuição de oxigênio no sangue que interfere no fluxo de estrogênio, que é o principal
hormônio da síntese de colágeno e elastina (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006).
         O fumo pode também pode causar um aumento na agregação plaquetária, diminuição
da formação da prostaciclinas, aumento da viscosidade sanguínea e aumento da atividade
plasmática da elastase que causa formação defeituosa da elastina, tornando a pele mais
espessa e mais fragmentada (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006).
         O tabagismo pode piorar o estado da pele tornando-a seca e atrófica, com piora no
seu aspecto geral, determinando nas mulheres um estado hipoestrogênico, pois há um
aumento na hidroxilação do estradiol na pele (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006).
                                                                                         25
Santos e Godoy, afirmam que indivíduos fumantes possuem níveis de
carboxiemoglobina de duas a quinze vezes maior que indivíduos não fumantes, tendo
conseqüentemente uma diminuição do porte de oxigênio no sangue deixando assim de suprir
as necessidades vitais das células do organismo, ocorrendo assim um produção excessiva de
oxidantes, que podem lesionar a parede dos vasos sanguíneos. Essa falta de oxigênio no
sangue causa também uma quebra da harmonia dos tecidos, lesionando as células, resultando
assim no envelhecimento precoce de todas as células, interferindo na integridade da pele
(PASSOS; C. et al.).
         As substâncias tóxicas do cigarro estimulam a produção de leucócitos que são
responsáveis por liberar radicais livres, que inativa à produção da enzima que protege a pele.
Há uma diminuição das vitaminas tocoferol, betacaroteno e retinol, prejudicando assim a
defesa do organismo contra os radicais livres, tendo alterações das fibras de colágeno e
elastina causada pelo aumento da elastose, comprometendo a derme, causando rugas mais
intensas, diminuindo os níveis de vitamina, tendo assim uma diminuição crônica de oxigênio
(PASSOS; C. et al.).
         Os radicais livres estão presentes no organismo como defensores, contra infecções e
tem função vasodilatadora. Diante de moléculas estranhas, desemparelhados, a maioria dos
radicais livres torna-se muito reativo e prejudicial a saúde por desenvolver células
cancerígenas e provocar envelhecimento precoce. Estão envolvidos diretamente ou
indiretamente a doenças onde ocorre lesão dos tecidos, como a exposição solar, na qual há
uma formação de radicais livres, resultando câncer de pele e o envelhecimento precoce da
pele (PASSOS; C. et al.).


4.2.4 A poluição ambiental como fator de influência no envelhecimento cutâneo


         Os radicais livres são um dos fatores mais aceitos para a elucidação do
envelhecimento. Conhecidos mais comumente como espécies reativas de oxigênio, os radicais
livres são formados por combinações de moléculas de oxigênio com outras moléculas, o que
ocasiona um grande número de elétrons. Elétrons pareados em uma molécula de oxigênio são
estáveis ao contrário da molécula que contém um elétron sem par, que se torna reativo pela
capacidade de captar e danificar elétrons de componentes vitais, gerando fatores implicados
no processo de envelhecimento cutâneo devido à reação feita nas proteínas e membranas
celulares, assim como o DNA e elementos citoesqueléticos (BAUMANN, 2004).
         A poluição encontrada na camada de ozônio produz os radicais livres, devido o
desencadeamento da oxidação de lipídios que a poluição provoca tendo como alvo as
membranas celulares epidérmicas, ocasionando uma depleção de agentes vitamínicos E e C
(KEDE; SABATOVICH, 2009).
         Pode-se dizer com isso que os radicais livres proporcionados pela poluição
desempenham um papel muito válido no envelhecimento da pele (BAUMANN, 2004).




                                                                                           26
OBJETIVOS


                                  OBJETIVO GERAL
Aperfeiçoar o conhecimento sobre os diversos fatores intrínsecos e extrínsecos, que
influenciam no envelhecimento cutâneo em mulheres de 50 a 70 anos.


                             OBJETIVOS ESPECÍFICOS

   1. Identificar fatores que influenciam o envelhecimento da pele.
   2. Abordar aspectos sobre: desidratação, fotoexposição, diferentes etnias, tabagismo e
      poluição ambiental.




                                                                                      27
MATERIAIS E MÉTODOS


         Este trabalho foi realizado com auxílio de pesquisa de campo realizado em 24 de
julho de 2011 com pessoas comuns entre 50 a 70 anos.
         Foi desenvolvido em papel A4, um questionário (segue anexado), contendo 06
questões com pessoas de classes sociais diferentes, com total de 09 participantes.




                                                                                     28
RESULTADOS E DISCUSSÕES




   8

   7

   6

   5

   4                                                                     Intermediário
                                                                         Excessivo
   3

   2

   1

   0
           50-70 anos         50-70 anos         50-70 anos




                 Figura 2: O índice de exposição solar até os dias atuais


Das nove mulheres entrevistadas entre 50 a 70 anos, duas delas tiveram um índice de
exposição solar intermediário até os dias atuais. Porém sete delas apresentaram um índice de
exposição solar excessivo. Isso se explica devido à falta de informação aos prejuízos que
causam essa exposição, ou por residirem na zona rural e exercerem atividades nas áreas
agropecuárias.
Segundo Montagner e Costa (2009) o fotoenvelhecimento trata-se de processo cumulativo que
depende do grau de exposição solar e da pigmentação cutânea. A pele envelhecida pelo sol
apresenta-se amarelada, com pigmentação irregular, enrugada, atrófica, com telangiectasias e
lesões pré-malignas.




                                                                                         29
6


    5


    4

                                                                             Nunca
    3
                                                                             Raramente
                                                                             Diariamente
    2


    1


    0
             50-70 anos            50-70 anos            50-70 anos


                            Figura 3: O uso de protetor solar

Entre as nove entrevistadas, quatro nunca fizeram o uso de protetor solar, cinco raramente e
nenhuma faz uso diário. Nota-se que o índice de mulheres que fazem o uso diário de protetor
solar é nulo na faixa etária de 50 a 70 anos, justificado por esquecimento ou por falta de
tempo de se cuidar.
Davolos e Correa (2007) observam que a necessidade do uso de protetores solares, também
denominados fotoprotetores, é uma realidade indiscutível. Estima-se que em 1992 o mercado
nacional de protetores solares tenha comercializado 650 t de produtos1. Dez anos mais tarde,
em 2002, este mesmo mercado atingiu a produção de aproximadamente 4.200 t1.




                                                                                           30
4,5

      4

    3,5

      3

    2,5                                                                       Nunca
      2                                                                       Raramente
                                                                              Diariamente
    1,5

      1

    0,5

      0
               50-70 anos              50-70 anos          50-70 anos


                            Figura 4: O uso de cosméticos hidratantes

Das nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, quatro delas relataram fazer o uso diário de
hidratantes, três delas nunca utilizou hidratantes e duas raramente utilizam. Esse uso diário
ocorre devido à necessidade que elas sentem em utilizar um hidratante, devido à sensação de
uma pele mais ressecada no dia a dia. As que não utilizam, reclamam do desconforto que o
hidratante pode trazer, ou até mesmo alergias ao produto.
Segundo Gonçalves e Campos (2009) em relação aos cosméticos, a umectação cutânea pode,
na maioria das vezes, ser melhorada ou corrigida pelo uso destes produtos. O equilíbrio do
conteúdo aquoso no estrato córneo é imprescindível para a manutenção da eudermia, ou seja,
das condições de normalidade da pele, que é o objetivo das formulações cosméticas.




                                                                                            31
8

    7

    6

    5
                                                                              Rara
    4
                                                                              Mediana
    3                                                                         Excessiva

    2

    1

    0
             50-70 anos            50-70 anos            50-70 anos


                Figura 5: Índice de poluição ambiental ate os dias atuais

Das nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, sete tiveram rara exposição a poluição
ambiental, uma relatou ter exposição mediana e houve um relato de exposição excessiva. A
rara exposição à poluição ambiental foi relatada pela maioria das mulheres entrevistadas,
devido à região onde moravam ser a zona rural considerada com um baixo índice de poluição.
Montagner e Costa (2009) observam que segundo teoria desenvolvida em 1956 por Denham
Harman, os radicais livres também estão envolvidos nesse processo de envelhecimento: eles
provocariam dano celular, que seria acumulado durante a vida, resultando em aceleração de
disfunções.




                                                                                          32
7

    6

    5

    4
                                                                             Não fuma

    3                                                                        Ex fumante
                                                                             Fumante
    2

    1

    0
             50-70 anos            50-70 anos            50-70 anos


                               Figura 6: O uso de cigarro

Entre as nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, seis relataram não serem fumante; uma
relatou ser ex-fumante, duas relataram fumar. O índice de mulheres fumantes de 50 a 70 anos
que pesquisamos foi constatado ser baixo devido os relatos em terem noções de que o cigarro
não faz bem a saúde.
Segundo Simone, Maia e Suehara (2006) o tabagismo gera aumento da hidroxilação do
estradiol na pele, determinando, nas mulheres, um estado hipoestrogênico que pode estar
associado com pele seca e atrófica e com piora do seu aspecto geral.




                                                                                          33
Figura 7 – Imagem 6

         Através da pesquisa observamos essa mulher de 50 anos de idade; sempre teve muita
exposição ao sol, nunca fez o uso de nenhum tipo de protetor solar, nem de hidratantes, esteve
sempre exposta aos poluentes, sempre fez o uso de cigarro, não utiliza bebidas alcoólicas.
Dentro dessas informações e da imagem da pessoa podemos analisar que ela tem uma pele
considerada parda, com sinais de muita exposição solar, podemos também observar muitas
linhas de expressão e rugas ao redor da boca, nas proximidades do nariz até a boca, região
envolta dos olhos e testa. Podemos observar também que sua pele é mais oleosa na testa e
seca nas outras extremidades.




                                                                                           34
Figura 8 – Imagem 7

         De acordo com o questionário que realizamos observamos uma mulher de 68 anos de
idade, que teve pouca exposição ao sol, fazendo pouco uso do protetor solar, mas está
diariamente fazendo o uso de hidratantes, esteve sempre exposta aos agentes poluentes, nunca
fez o uso de cigarro e faz o uso de bebidas alcoólicas de vez em quando. Com essas
informações e com a imagem observamos que ela possui uma pele parda, com poucas
manchas do sol e poucas linhas de expressão, com presença de rugas na região do nariz até a
boca, na região dos olhos e um pouco na testa. Sua pele já tem um aspecto mais firme dando
uma aparência menos envelhecida.




                                                                                         35
Figura 9 – Imagem 8

         Com o questionário podemos observar uma mulher de 63 anos, que teve muita
exposição ao sol, não fazendo o uso de protetor solar, nem de hidratantes, pois reclama de
alergia aos produtos, não fazendo questão de usá-lo. Tem pouca exposição aos agentes
poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Já com a imagem podemos
observar que ela possui uma pele mais branca, com algumas machas embaixo dos olhos e
nariz, tem pouca linha de expressão e rugas, do nariz até a boca, ao redor da boca, nos olhos e
bem pouco na testa. Sua pele tem uma aparência de ser desidratada e bem sensível.




                                                                                            36
Figura 10 – Imagem 9

        Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 67 anos, que sempre teve muita
exposição ao sol, faz muito pouco o uso do protetor solar, fazendo o uso do hidratante
diariamente, tem pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fumou nem fez o uso de
bebidas alcoólicas. Com a imagem podemos concluir que ela tem uma pele branca, com
alguns aparecimentos de manchas, tem pouca linha de expressão e poucas rugas, na região
dos olhos e da testa.




                                                                                    37
Figura 11 – Imagem 10

         Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 63 anos de idade, que teve muita
exposição ao sol, usando muito raramente o protetor solar, mas fazendo o uso do hidratante
diariamente. Pouca exposição a agentes poluentes, não faz o uso de cigarro nem de bebidas
alcoólicas. Nessa imagem já podemos observar uma pele do tipo caucasiana, bem mais
sensível, que tem algumas manchas do sol, com muitas linhas de expressão e rugas, ao redor
da boca, olhos e testa. Aparentando uma pele fina e desidratada.




                                                                                       38
Figura 12 - Imagem 11

         Com relação a pesquisa observamos uma mulher de 68 anos, que teve muita
exposição ao sol, nunca fez o uso de proteção solar, nem de hidratantes, teve pouca exposição
aos agentes poluentes, fumava a muito tempo, mas conseguiu parar, não faz o uso de bebidas
alcoólicas. Na figura podemos observar que ela possui uma pele mais morena, com poucas
manchas, há muitas linhas de expressão e rugas, na região da face inteira, aparenta ter uma
pele fina e desidratada.




                                                                                          39
Figura 13 - Imagem 12

         De acordo com a pesquisa que realizamos podemos observar uma mulher de 59 anos,
que teve uma exposição ao sol excessiva, usa raramente o protetor solar e raramente o
hidratante, teve pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de
bebidas alcoólicas. Na imagem podemos observar uma pele mais clara com algumas manchas
embaixo dos olhos, tem pouca linha de expressão e rugas. Aparenta ter uma pele desidratada,
fina, mas bem tratada.




                                                                                        40
Figura 14 - Imagem 13

         Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 69 anos, que teve muita exposição
ao sol, nunca fez o uso de protetor solar, faz o uso de hidratantes raramente, teve pouca
exposição aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Na
imagem podemos observar uma pele parda, com algumas manchas, com poucas linhas de
expressão e rugas do nariz até a boca e na região dos olhos. Aparenta ter uma pele fina e bem
desidratada.




                                                                                          41
Figura 15 - Imagem 14

         Na pesquisa podemos observar uma mulher de 56 anos, teve muita exposição ao sol,
usando muito pouco o protetor solar, faz o uso de hidratantes diariamente, teve pouca
exposição aos agentes poluentes, fuma desde muito nova, nunca fez o uso de bebidas
alcoólicas. Na imagem observamos uma pele parda, com muitos sinais e manchas da
exposição excessiva a luz do sol, tem muitas linhas de expressão e rugas, na face inteira.
Aparenta ter uma pele fina muito desidratada.




                                                                                       42
CONCLUSÃO


          Através destes dados estatísticos obtidos nesta pesquisa, foi possível concluir quanto
as interferências de alguns fatores atuando diretamente no envelhecimento cutâneo. Tivemos
como fatores considerados:
- Índice de exposição solar sendo observada a exposição normal, intermediária e excessiva;
- Índice do uso de protetor solar sendo observado o não uso, o uso raramente e o diariamente
do protetor;
- Índice do uso de hidratantes sendo observado também o não uso, uso raramente e o
diariamente de hidratantes;
-Índice de exposição ambiental sendo observada a exposição rara, média e excessiva.
-Índice do uso de cigarro sendo observados os não fumantes, ex-fumantes e fumantes.
          Mediante os dados acima e as imagens que obtivemos dos grupos de mulheres
entrevistadas foi possível estabelecer a relação entre alguns parâmetros. Com a prática do
tabagismo deduz-se que não importando ser ex ou ainda fumante, foram constatados sinais de
envelhecimento em ambos os casos. Quanto ao uso de protetor e hidratante foram observados
que independentemente da freqüência do uso, faz toda a diferença quando comparados com as
mulheres que nunca usaram. Estas apresentaram uma quantidade bem maior de linhas de
expressões, rugas e grau de desidratação bem mais acentuada. Justificando-se por relatos
oriundo da fonte de pesquisa devido o poder aquisitivo, a falta de informação e o descaso com
a prevenção das deformidades externas visíveis, decorrentes das alterações cutâneas.
Constatou-se em relação a exposição a poluentes ambientais, que raramente as mulheres
sofriam este tipo de agressão a pele, devido a maioria residir em zona rural. Com esse estudo
fica evidente a importância de se usar um protetor solar como forma de se proteger aos raios
solares. Na prática quanto ao uso de um hidratante evitando o ressecamento da pele e também
a não exposição a agentes poluentes, visando sempre manter o bom aspecto da pele e
promovendo desta forma o rejuvenescimento cutâneo.




                                                                                             43
REFERÊNCIAS

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19, cap 3. pág. 105, cap. 15.

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observacional de eficácia e segurança do uso de extratos de imperata cylindrica e de
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GONÇALVES, G.; CAMPOS, P. Aplicação de métodos de biofísica no estudo da eficácia
de produtos dermocosméticos. Ed. Braz J. Pharm. Sci. vol.45 nº1 São paulo: 2009
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-
82502009000100002&script=sci_arttext&tlng=pt>
Acesso em: 18 out. 2011.

HARRIS, M. Pele: estrutura, propriedades e envelhecimento. 3º edição. Ed. Senac. São
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LEONARDI, G.; CHORILLI, M.; BATISTELA, M. Abordagens no estudo do
envelhecimento cutâneo em diferentes etnias. Ed. Bras. Farm., 88(2): 59-62.Piracicaba:
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Disponível em: <
http://www.revbrasfarm.org.br/pdf/2007/RBF_V88_N2_2007/PAG59a62_ABORDAGENS.p
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Acesso em: 17 out. 2011.

KEDE, M.P.V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 1º Edição, Ed. Atheneu, São
paulo: 2004.




                                                                                          44
KEDE, M.P.V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2º Edição, Ed. Atheneu, São
paulo: 2009. pag. 53, cap 4.

MACIEL, D.; OLIVEIRA, G.G. Prevenção do envelhecimento cutâneo e atenuação de
linhas de expressão pelo aumento da síntese de colágeno. Unifil. Londrina: 2011.
Disponível em: <
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MICHALUN, M.; MICHALUN, N. Dicionário de ingredientes para cosmética e cuidados
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MONTAGNER, S.; COSTA, A. Bases Biomoleculares do Fotoenvelhecimento. Ed. Anais.
Brasileiros de Dermatologia. Campina: 2009.
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PASSOS, C.; PINHEIRO, V.; MIRANDA, M.; PIAZZA, F. Efeitos do tabagismo no
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http://siaibib01.univali.br/pdf/Caroline%20dos%20Passos%20e%20Vania%20Pinheiro.pdf >
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SIMONE, K.; MAIA, M.; SUEHARA, L. Avaliação do envelhecimento facial relacionado
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Disponivel em: < http://www.scielo.br/pdf/%0D/abd/v81n1/v81n01a04.pdf >
Acesso em: 18 otu. 2011.

SPENCE, A.P. Anatomia humana básica. Ed. Manole LTDA,1991. pag. 77-84, cap 4.

TESTON, A. P.; NARDINO, D.; PIVATO, L. Envelhecimento cutâneo: teoria dos radicais
livres e tratamento visando a prevenção e o rejuvenescimento. Ed. Revista Uningá n.24 p.
71-92. Maringá: abr./jun.2010
Disponível em: <http://www.uninga.br/uploads/f1b5c1c8842748ba9eef40e1aa5f485a.pdf>.
Acesso em: 18 out. 2011.

TORRES, P.; SABBAG, M. A Atenção Farmacêutica nos Processos do Envelhecimento
Cutâneo e Suas Relações com a Vaidade. Ed. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano
III, nº 5. Santa Cecília: 2005.
Disponível em: <
http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/view/664/510 >
Acesso em: 28 out. 2011.




                                                                                      45
ANEXOS




         46
ANEXO A- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

       TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu_________________________________________________________________________
_,
RG___________________,          estado      civil   ________________________
idade________________
Residente____________________________n°_______
Bairro___________________________
Cidade___________________________________ CEP_____________________
Estado ______ Telefone_____________________

Concordo em participar como voluntário, para a realização do trabalho referente aos
“FATORES DE DESIDRATAÇÃO CUTÂNEA” de conclusão do curso, tendo como
autores os alunos de Farmácia, 8°semestre noturno, da Fundação Educacional de
Fernandópolis e orientadores da área.
    • Este trabalho tem por objetivo identificar os diversos meios de envelhecimento da pele
    • As coletas de dados (questionários) serão realizadas na Região de Fernandópolis
    • Os dados serão coletados durante quatro semanas consecutivas e após será realizada a
       tabulação dos resultados sobre orientação dos pesquisadores.
    • Estou ciente que a minha participação na pesquisa é fornecer informações para a
       realização do projeto.
    • Todo material utilizado será anexado
    • Fui esclarecido que a realização da pesquisa não implica em riscos para o participante,
       visto que não haverá divulgação de nomes.
    • Estarei contribuindo para a diminuição dos fatores de risco encontrados nas pesquisas
       médicas.
    • Estou ciente que estarei esclarecido durante todo o decorrer da pesquisa sobre
       quaisquer duvidas relacionadas à coleta de dados.
    • Estou ciente que possuo plena liberdade para desistir da referida pesquisa, retirando o
       meu consentimento a qualquer momento, sem sofrer nenhuma penalização por isso.
    • Estou ciente que os dados e resultados obtidos na pesquisa serão utilizados para fins
       didáticos e de divulgação em revistas cientificas brasileiras ou estrangeiras, porem
       será garantido o sigilo da minha identidade, assegurando a minha privacidade.
    • Após ter recebido as informações sobre essa pesquisa, declaro que entendi o que me
       foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitos a seguir,
       conforme a resolução 196/96 do conselho nacional de saúde.

       Estou ciente que os resultados obtidos poderão ser publicados num único trabalho ou
       em publicações individuais.
       Desta forma, uma vez tendo lido e entendido tais esclarecimentos dados e assino esse
       termo de consentimento, por estar de pleno acordo com o teor do mesmo.


       Fernandópolis,..........de ........................................................................de 2011
                                                                                                                    47
________________________________________________________________
Assinatura do paciente ou responsável legal


________________________________________________________________

Assinatura do orientador

________________________________________________________________

Assinatura do pesquisador


________________________________________________________________
Assinatura do pesquisador




                                                                   48
APÊNDICE A – Questionário aplicado em campo

QUESTIONÁRIO
Nome -
Idade -
Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino
Naturalidade -
Cor da Pele - ( ) Branca ( ) Amarela ( ) Parda ( ) Negra ( ) Indígena
Tipo de Pele - ( ) Envelhecida ( ) Manchas ( ) Pintas ( ) Cancerígena


1-) Qual foi o índice da exposição solar até os dias atuais?

( ) Nenhum
( ) Pouco
( ) Muito

Obs_____________________________________________________________

2-) Faz o uso de protetor sola?

( ) Nunca
( ) Raramente
( ) Diariamente

Obs____________________________________________________________

3-) Faz o uso de cosméticos hidratantes?

( ) Nunca
( ) Raramente
( ) Diariamente

Obs____________________________________________________________

4-) Qual o índice de poluição ambiental até os dias atuais?

( ) Pouca
( ) Muita
( ) Sempre esteve em contato com poluentes

Obs____________________________________________________________

5-) Faz o uso de cigarro?

( ) Não fuma
( ) Ex fumante
                                                                        49
( ) Fumante

Obs____________________________________________________________

6-) Faz o uso de bebidas alcoólicas?

( ) Nunca
( ) Raramente
( ) Freqüentemente




                                                                  50
ANEXO B – Consentimento para Reprodução de Imagens


      CONSENTIMENTO PARA REPRODUÇÃO DE IMAGENS


Eu, _________________________________________________, permito que o
grupo de pesquisadores da Fundação Educacional de Fernandópolis, do 8°
semestre, noturno, obtenha as reproduções de imagem de minha face para o
trabalho do grupo de conclusão do curso.
Porém, a minha imagem da face integra não deve ser identificada, por nome ou
qualquer outra forma.
As fotografias ficarão sob a propriedade do grupo de pesquisadores pertinentes ao
estudo sob guarda.
Nome do sujeito da pesquisa e/ou paciente:
_______________________________________________________________
RG:____________________________________________________________
Endereço:_______________________________________________________
Assinatura: ______________________________________________________




Nomes: _________________________________________________________
_______________________________________________________________


Data e Local onde será realizado o projeto:
_______________________________________________________________




                                                                                    51

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Fatores que influenciam no envelhecimento cutâneo mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos

  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS ALAN MAICON DE OLIVEIRA TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO: mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos FERNANDÓPOLIS 2011
  • 2. ALAN MAICON DE OLIVEIRA TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO: Mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia Fancio FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2011
  • 3. ALAN MAICON DE OLIVEIRA TALITA MIASATO NOGUEIRA DE ASSIS FATORES QUE INFLUENCIAM NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO: Mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos. Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 04 de novembro de 2011. Banca examinadora Assinatura Conceito Profª.ESp. Valéria Cristina José Erédia Fancio Profª. MSc. Daiane Fernanda Pereira Mastrocola (Avaliador 1) Profª. MSc. Vania Luiza Ferreira Lucatti Sato (Avaliadora 2) Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia Fancio Presidente da Banca Examinadora
  • 4. ”Primeiramente ao meu Pai Deus, por todas as oportunidades oferecidas, pela minha vida e por sua existência em minha vida. Aos meus pais que estão sempre dedicando o seu apoio para as minhas decisões. Ao meu irmão e minha irmã por colaborarem com o esforço depositado nesse trabalho e aos meus amigos por estarem sempre por perto em todos os momentos”. Alan Maicon de Oliveira
  • 5. ”Primeiramente a Deus, pelas oportunidades que vem surgindo a cada dia. Aos meus pais que sempre estiveram me apoiando nas horas que mais precisei, e que acreditam no meu potencial de crescer cada vez mais. Ao meu irmão que também me auxiliou muito no fechamento desse trabalho. Obrigada pela força, vocês são os que ensinam a não desistir dos meus sonhos.” Talita Miasato Nogueira de Assis 13
  • 6. AGRADECIMENTOS Somos extremamente gratos primeiramente e principalmente a Deus, por ser o guia e mentor de todas as oportunidades oferecidas e por sua crença depositada em nós. Agradecemos a Profª. Esp. Valéria Cristina José Erédia Frâncio por toda dedicação e orientação requerida a esse trabalho e o aprendizado transferido para nós de uma forma tão generosa e válida que vamos levar para o resto de nossas vidas. Aos nossos pais por direta ou indiretamente está sempre ligado aos nossos méritos alcançados. Nosso agradecimento também às pessoas que participaram e compartilharam com agente suas experiências através de nossa pesquisa. Deferimos o nosso muito obrigado.
  • 7. “Ao que ele lhes disse: quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; dá- nos cada dia o nosso pão cotidiano; e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, [mas livra-nos do mal.]”. (Versículos do 11º capítulo de Lucas da Bíblia).
  • 8. Fatores que influenciam no envelhecimento cutâneo Diversas modificações anatômicas e fisiológicas estão relacionadas com o envelhecimento e sendo observadas com o passar do tempo. Podemos “envelhecer”, este fato implica nas formas distintas, sendo propiciado por como: exposição à luz solar, a pratica do tabagismo, poluição ambiental e falta de hidratação da cútis que ameaçam precocemente o envelhecimento cutâneo. Este trabalho mostra os diferentes tipos e aspectos relacionados ao envelhecimento. Objetivando-se em desenvolver uma pesquisa relacionada com nove mulheres, na faixa etária de 50 a 70 anos na região de Fernandópolis-SP, apresentando diversos tipos de pele, abordando várias questões sobre fatores extrínsecos que atuam no envelhecimento e formas de prevenção. Entre os dados obtidos aponta-se que quanto à prática do tabagismo, seis mulheres não fumam, uma é ex fumante e duas fumam, tanto as ex fumantes como as fumantes apresentam um tecido cutâneo com visíveis alterações. Do mesmo modo quanto às mulheres que fazem uso de hidratantes, três nunca o fizeram, duas fazem o uso raramente e quatro fazem o uso diariamente, já em relação ao protetor solar quatro mulheres nunca fizeram o uso, cinco fazem o uso raramente e nenhuma faz o uso diário, independentemente da freqüência de uso do hidratante e do protetor, resulta em muita diferença das que nunca o fizeram. Em consideração à exposição solar, nenhuma tem uma exposição normal, duas tem exposição intermediaria e sete tiveram exposição excessiva e quanto a exibirem-se a poluentes ambientais, sete tiveram rara exposição, uma teve exposição mediana e uma teve exposição excessiva. Servindo este estudo para confirmar a importância da prevenção e proteção dos agentes envolvidos com o envelhecimento precoce. Palavras-chaves: exposição à luz solar, a prática do tabagismo, poluição ambiental, falta de hidratação da cútis.
  • 9. Factors that influencian skin aging Several anatomical and psychological changes are related to aging and being observed over time. We can “get old”, this fact implies in different ways, being fostered by as exposure to sunlight, the practice of smoking, environmental pollution and lack of hydration of the skin that threaten to prematurely aging skin. This work shows the different types and aspects related to aging. With the objective of developing a research related to nine women, aged 50 to 70 years in the region of Fernandópolis-SP, presenting various skin types, addressing various issues on extrinsic factors that act in aging and prevention. Among the data that points to the practice of smoking, six women did not smoke,is a former smoker and smoke two, both ex-smokers as smokers have a tissue with visible skin changes. In the same way as women who use moisturizers, three never made it, two make four, and rarely make use daily. As compared to sunscreen, four women did not use, do the five rarely use it and no daily use, regardless of frequency of use of moisturizer and protector, results in a difference of which they never did. In regards to sun exposure, none has a normal exposure, two has intermediate exposure and seven had excessive exposure to exhibit and how much to environmental pollutants, seven were rare exhibition, one had had a median exposure and overexposure. Serving this study to confirm the importance of prevention and protection of those involved with aging. Keywords: sunlight exposure, practic of smoking, environmental pollution, lack of skin hydration.
  • 10. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Estrutura cutânea................................................................................…..14 Figura 2:………………………………………………...…………………………………..29 Figura 3:………………………………………………………...……..…………….……..30 Figura 4:…………………………………………………………………....………..……..31 Figura 5:………………………………………………………..…………..…………….…32 Figura 6:…………………………………………..…………………………..…………….33 Figura 7: Imagem 8…………………………………………………………..…………....34 Figura 8: Imagem 7……………………………………………………………..………....35 Figura 9: Imagem 8………………………………………………………………..………36 Figura 10: Imagem 9……………………………………………………………...……….37 Figura 11: Imagem 10 .......................................................................................…...38 Figura 12: Imagem 11..........................................................................................….39 Figura 13: Imagem 12..........................................................................................….40 Figura 14: Imagem 13........................................................................................……41 Figura 15: Imagem 14...........................................................................................…42
  • 11. LISTA DE TABELAS Tabela 1: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento intrínseco.............22 Tabela 2: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento extrínseco............24
  • 12. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................13 2 PELE COMO UM ÓRGÃO........................................................................................13 2.1 CONSTITUIÇÃO CUTÂNEA.................................…............................................14 2.1.1 Epiderme…………………………………………………….............……….........14 2.1.1.1 Camada basal....……….....…………………...…………..……………...............15 2.1.1.2 Camada espinhosa………………………………………………….…..............15 2.1.1.3 Camada granulosa…………………………………………………...............…15 2.1.1.4 Estrato lúcido .……………………………………………….....…….......…….15 2.1.1.5 Camada córnea…………………………………....……………..…............…..16 2.1.1.6 Junção dermo-epidérmica……………………………………................….…..16 2.1.2 Derme………………………………….....………………........………...…….…...16 2.1.3 Hipoderme…………………………………………………....……........….…..…..16 2.1.4 Anexos cutâneos……………………………………………...........….........…..…17 3 HIDRATAÇÃO NATURAL DA PELE.............................................................. .18 4 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E SUAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES….... 19 4.1 FATORES INTRÍNSECOS……………………………….…….....…......…….. 19 4.1.1 Desidratação………........…………………….………......……………........…..19 4.1.2 Envelhecimento cronológico……………………………….…....………...........20 4.2 FATORES EXTRÍNSECOS ........................................................................…22 4.2.1 Fotoenvelhecimento e fotoexposição........................................................…..22 4.2.1.1 Danos observados no fotoenvelhecimento ...............................................…23 4.2.1.2 Como evitar o fotoenvelhecimento ............................................................….24 4.2.2 A influência das diferentes etnias no envelhecimento da pele……....................24 4.2.3 Avaliação do envelhecimento relacionado ao tabagismo……...............….…....25 4.2.4 A poluição ambiental como fator de influencia no envelhecimento…................26 OBJETIVO .....................................................................................................................27 OBJETIVO GERAL................................................................................................…...27 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................27 MATERIAIS E MÉTODOS...........................................................................................28 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................................29 CONCLUSÃO .................................................................................................................43 REFERÊNCIAS ..............................................................................................................44
  • 13. 1 INTRODUÇÃO A pele se caracteriza por ser o recobrimento externo completo do corpo. Suas camadas (epiderme, derme e hipoderme) e seus anexos (glândulas, pêlos e unhas) constituem o sistema tegumentar. Esse que é o maior órgão do corpo humano sofre modificações lícitas e ilícitas, que acarretam no envelhecimento (SPENCE, 1991). O envelhecimento está relacionado com diversas modificações anatômicas e fisiológicas, que com o passar do tempo de vida pode ser observado e avaliado em todos nós, sujeitos a esse tipo de processo (KEDE; SABATOVICH, 2004). Modificações essas que afetam nitidamente a pele são biológicas e estão relacionados ao tipo cutâneo de cada indivíduo (MACIEL; OLIVEIRA, 2011). Podemos “envelhecer” de duas formas distintas implicando componentes tanto endógenos quanto exógenos, nos propiciando ao processo de envelhecimento intrínseco e ao extrínseco (KEDE; SABATOVICH, 2004). Perda de colágeno, elastina e fibras reticulares, estruturas responsáveis pela elasticidade, firmeza e sustentação da pele, trazem rugas e flacidez, as quais são características imprescindíveis do ato de envelhecer (MACIEL; OLIVEIRA, 2011). Inevitável, assim podemos denominar o envelhecimento intrínseco ou cronológico, que progride de acordo com as mutações genéticas e período vivido. Tem suas modificações esperadas de alguma forma por ser um processo comum em nossas vidas (KEDE; SABATOVICH, 2004). Entretanto existem fatores extrínsecos ao qual estamos expostos fazendo com que esse processo seja agilizado e adulterado, causando o envelhecimento precoce cutâneo. Entre eles podemos citar a fotoexposição à luz solar, o cigarro, a bebida alcoólica e fatores ligados a poluição ambiental. Contudo, 80% desses casos estão relacionados à exposição solar (radiações ultravioletas UVA, UVB e UVC), ameaça a qual estamos expostos a todo o momento e que pode causar danos fatais e irreversíveis. Evitável, esse processo pode sofrer nossa influência através de proteção e esforços a fim de retardar o envelhecimento, nos oferecendo assim uma melhor qualidade de vida (BAUMANN, 2004). 2 PELE COMO UM ÓRGÃO A superfície corpórea é constituída por um órgão, ao qual chamamos de pele. Apresenta vários aspectos, de acordo com raças e regiões, e é dotado de múltiplas funções. Seu peso constitui aproximadamente 16% da massa do corpo humano e sua superfície mede aproximadamente 1,50 m². Inúmeros sulcos se apresentam na pele, devido à ondulação dos feixes colágenos e pelo repuxamento das fibras elásticas com eles entremeadas. Os sulcos em sua direção acompanham as linhas de clivagem e também saliências que estão dispostas entre os mesmos, formadas pelas papilas da derme. O aspecto de fino mosaico cutâneo é devido a união, separação ou entrecruzamento dos sulcos. De acordo com sexo, idade e região anatômica, a espessura cutânea pode variar. Na face posterior do pescoço e em regiões palmares e plantares, o tegumento é mais espesso (até 3mm e 4mm respectivamente) e menos espesso no dorso dos pés e mãos, antebraço e braço, seios, escroto, pálpebras, face anterior do pescoço (1/5 a 2/5 de mm de espessura). É de espessura mais fina em crianças e mulheres. A coloração específica da pele está ligada à raça, condições do meio e do indivíduo conforme a região do corpo. Nos órgãos genitais e regiões próximas, aréolas mamárias e nas partes 13
  • 14. expostas a luz, a pigmentação é mais intensa. Enquanto em um indivíduo de raça negra existe quantidade máxima de pigmento melânico, no albino existe a ausência. O pigmento melânico oferece proteção contra a luz solar, sendo assim, um meio natural de defesa (BECHELLI; CURBAN, 1978). Figura 1: Estrutura cutânea Fonte: MIGUEL JR, 2007 2.1 CONSTITUIÇÃO CUTÂNEA Os tecidos de origem ectodérmica e mesodérmica é que originam a pele. Esses tecidos se arranjam em três camadas distintas: a epiderme, a derme e a hipoderme (KEDE; SEBATOVICH, 2004). Essas camadas, juntamente com estruturas assessoras, como glândulas, pêlos e unhas desenvolvem o sistema tegumentar (SPENCE, 1991). 2.1.1 Epiderme A epiderme constitui a camada mais superficial da pele, sendo assim, um epitélio de revestimento cutâneo. Revestimento estratificado e pavimentoso por possuir várias camadas de células que vão se achatando conforme se tornam mais superficiais, as quais de dentro para fora recebem, respectivamente, o nome de germinativa ou basal, espinhosa, granulosa e córnea. Produzir queratina é a principal função da epiderme (KEDE; SEBATOVICH, 2004). Por não possuírem vasos sanguíneos próprios, essas camadas adquirem os elementos nutritivos necessários do plasma circulante nos espaços intercelulares, oriundo dos capilares da derme. Queratinócitos, melanócitos e células de Langerhans são as células presentes na epiderme (BECHELLI; CURBAN, 1978). 14
  • 15. 2.1.1.1 Camada basal É a camada mais profunda. As células basais são responsáveis pela manutenção da epiderme, por meio da renovação contínua da população celular. Podemos encontrar dois tipos de células nessa camada: • Queratinócitos: tem como função a produção de queratina. Ela atua como impermeabilizante, protege o organismo contra a desidratação e podemos encontrar uma barreira contra invasão de micro-organismos do ambiente feita por células mortas de queratina (BECHELLI; CURBAN, 1978). • Melanócitos (melanoblastos): conhecidas também como células claras, também são um tipo de células dendríticas; são centradas por núcleo intensamente corado. Responsáveis pela produção de pigmento melânico. Melanossomas são as partículas citoplásmicas de pigmento, que os melanócitos transferem para as células espinhosas, que acabam por se distribuírem na epiderme nesse processo na deslocação do corpo mucoso para camada córnea, conferindo assim a coloração da pele (melanina) (BECHELLI; CURBAN, 1978). 2.1.1.2 Camada espinhosa É formada por várias células provenientes da camada basal que vão se achatando à medida que se exteriorizam. Essas células são unidas umas as outras por desmossomos, o que dá o aspecto espinhoso. Tanto os filamentos de queratina quanto os desmossomos desempenham importante papel na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004). 2.1.1.3 Camada granulosa É caracterizada pela presença de alguns grânulos de queratina, isso ocorre devido à perda do núcleo e do achatamento dos queratinócitos, formando assim placas de queratina. No estrato granuloso, também é realizado a síntese das proteínas (citoqueratinas) responsáveis pela estruturação do estrato córneo (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004). 2.1.1.4 Estrato lúcido Encontrada apenas em regiões cutâneas mais espessas, originada pela fricção e com a função de proteção mecânica aparentemente. Estrato intermediário entre a camada córnea e a camada granulosa da epiderme (HARRIS, 2009). 15
  • 16. 2.1.1.5 Camada córnea Possui espessura muito variável e é constituída por várias filas de células repletas de queratina que, entretanto já perderam o seu núcleo e que não desempenham qualquer atividade vital, sendo por isso células mortas. A composição dos tonofilamentos são modificados a medida que os queratinócitos se diferenciam. Na camada córnea os tonofilamentos se aglutinam juntamente com a matriz formada pelos grânulos de querato- hialina (basófilos). Nesta fase, os queratinócitos estão transformados em placas sem vida descamando continuamente (CARNEIRO; JUNQUEIRA 2004). Devido a fatores do envelhecimento essa camada sofre alterações sobre suas funções normais (proteger contra incursão de substâncias externas e limitar a perda de água do organismo), desequilibrando a retenção de água e causando a desidratação cutânea. Fato que ocasiona a pele “seca” e abrange a desorganização da descamação corneócita (COSTA, 2009) 2.1.1.6 Junção dermo-epidérmica Interfacialmente entre a derme e a epiderme, a membrana basal tem a função de fornecer adesão entre as duas camadas (derme e epiderme), e é constituída por quatro regiões distintas: membrana celular dos queratinócitos da camada basal, lâmina lúcida (35 nm), lâmina densa (30 nm a 50 nm)e lâmina fibrosa sub-basal (rede fibrorreticular) (HARRIS, 2009). 2.1.2 Derme É a camada conjuntiva que forma a parte estrutural do corpo. Camada vascularizada, contendo nervos, células matrizes, fibroblastos, miofibroblastos e macrófagos. A derme tem função de termorregulação, pelo suporte da rede vascular e pela defesa imunológica. Ela é composta pela derme papilar, que fica mais próxima da epiderme, e a derme reticular, tecido conectivo denso e irregular, que garante força e elasticidade (HARRIS, 2009). • Derme reticular: garante elasticidade e força para pele, tecido de conexão irregular e denso. Na derme reticular encontram-se abrigados os anexos cutâneos como os folículos pilossebáceos e glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas (HARRIS, 2009). • Derme papilar: porção com maior número de fibroblastos e responsável pela fixação entre a membrana basal e a rede de fibras elásticas da derme (HARRIS, 2009). 2.1.3 Hipoderme Camada mais profunda da pele, localizada após a derme, podendo conter uma quantidade variável de tecido adiposo. É um tecido conjuntivo frouxo, que faz a ligação entre a derme e o músculo, sendo assim altamente vascularizada contendo assim uma vasta rede de 16
  • 17. fibras reticulares e nervosas. Suas funções são de: reservatório energético, isolante térmico, absorção de choque e fixação dos órgãos. A hipoderme é constituída por dois tipos de células importantes: os fibroblastos e os adipócitos (HARRIS, 2009). O acúmulo de gordura nessa área subcutânea pode ser muito vasto, em algumas regiões (abdome e nádegas) (SPENCE, 1991). 2.1.4 Anexos cutâneos Os anexos da pele são constituídos por pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas, caracterizando assim as estruturas acessórias cutâneas (BECHELLI; CURBAN, 1978). Os pêlos são resultantes de invaginações na epiderme e estão contidos nos folículos pilossebáceos. Formados de três camadas concêntricas: medula, córtex e epidermícula (BECHELLI; CURBAN, 1978). Os folículos pilosos são responsáveis pela proteção e conservação da temperatura corporal. Através da secreção das glândulas sebáceas, que tem sua eliminação feita através desses canais, ocorre a impermeabilização da pelagem e lubrificação superficial (KEDE; SEBATOVICH, 2004). As unhas são constituídas através da camada lúcida e a camada córnea que são extremamente corneificadas nas falanges superficiais distais dos dedos dos pés e das mãos. A camada germinativa forma o leito da unha, que é o local em cima do qual se encontra a unha. Lúnula é o nome que se da à região esbranquiçada com formato de meia lua, encontrada abaixo da extremidade da unha, formada pela camada germinativa que é espessada nessa área, à qual denominamos matriz da unha, responsável pelo crescimento da mesma através das mitoses, impulsionando para frente às células que já sofreram o processo de corneificação. A cutícula ou eponíquio resulta do estendimento de uma estreita prega da epiderme sobre a superfície livre. Na parte inferior da ponta da unha livre a camada córnea se encontra espessada e é denominada hiponíquio. Sua coloração rosada se origina da rede capilar existente por baixo da unha e que se faz visível pelo meio das células corneificadas (SPENCE, 1991). As glândulas sudoríparas, por meio de poros, estão presentes em toda a superfície cutânea, também podem ser denominadas glândulas sudoríferas, sendo responsáveis pela colaboração na regulação térmica corpórea (BECHELLI; CURBAN, 1978). A secreção de suor se caracteriza por sua função. Em regiões como nos mamilos, pedaço cutâneo dos genitais e lábios as glândulas sudoríparas se ausentam (SPENCE, 1991) • Glândulas Sudoríparas Écrinas: distribuídas na profundidade da derme por todo o tecido, mas com mais numerosidade nas palmas, plantas e axilas. Produzem suor ou uma secreção inodora que através da degradação por bactérias na superfície, juntamente com os restos epiteliais resultam no odor que se atribui ao suor (KEDE; SEBATOVICH, 2004). • Glândulas Sudoríparas Apócrinas: localizadas nas regiões pubianas, em torno dos mamilos dos seios e também nas axilas, sua secreção se relaciona com o estímulo sexual. Tem o seu funcionamento inicializado a partir do início da puberdade, devido a necessidade da atividade de excreção de grande quantidade de hormônios sexuais (BECHELLI; CURBAN, 1978). 17
  • 18. Já as glândulas sebáceas estão distribuídas por todo o tegumento, com exceção da região plantar e palmar. Desembocam geralmente no folículo piloso e contanto com apenas 10% diretamente na camada da epiderme, nas áreas glabras (regiões do corpo sem pêlos). Com função de impermeabiliza a camada córnea assim ocorrendo a proteção da mesma e também do óstio folicular. Acredita-se que tal sebo juntamente com o suor, teria certa ação bactericida (BECHELLI; CURBAN, 1978). 3 HIDRATAÇÃO NATURAL DA PELE Na superfície da pele existe um filme hidrolipídico, constituído de graxo que é excretado pelas glândulas sebáceas e componentes excretados pelo suor, formando uma emulsão epicutânea, que serve para proteger a pele contra ressecamento. Participa na manutenção de sua flexibilidade e ajuda a formar uma barreira de proteção acídica, protegendo a penetração de agentes externos que prejudicam o organismo (GONÇALVES; CAMPOS, 2009). O conteúdo aquoso do estrato córneo deve-se a este filme, que dependendo da fisiologia cutânea e do tempo pode causar um desequilíbrio nessa barreira, causando assim uma perda de água transepidérmica, deixando a pele mais susceptível a irritações ou ate mesmo algumas doenças cutâneas (GONÇALVES; CAMPOS, 2009). Um dos principais componentes de uma pele hidratada é a água que fica retida no extrato córneo. As condições climáticas interferem na característica da pele; quando o clima está úmido faz com que a pele fique úmida também. Já o clima seco, desidrata a pele. A capacidade de água no extrato córneo é de até 30%; se essa capacidade estiver menor que 10% podemos constatar que há uma desidratação cutânea (KEDE; SABATOVICH, 2009). O fator de hidratação natural (FHN) e os lipídeos são encontrados somente no interior do extrato córneo controlando assim a permeabilidade da água, sendo um fator importante na hidratação, elasticidade e flexibilidade. O FHN tem capacidade de reter grandes quantidades de água, mesmo a umidade estando baixa. Esse vai sendo diminuído com a idade, contribuindo assim para que a população idosa tenha uma pele mais ressecada (BAUMANN, 2004). A barreira epidérmica é composta por ceratinócitos que limitados externamente pelos corneócitos, e pela dupla camada lipídica, as quais quando estão em equilíbrio repelem a água das camadas mais superficiais e retém a das mais profundas (COSTA, 2009). O componente iônico também é muito importante para a estrutura molecular do FHN. Os oligoelementos (elementos químicos) estão em constante interação estabelecendo um equilíbrio primaz e contribuindo para um perfil de hidratação adequada (COSTA, 2009). Existem diferentes concentrações de íons tanto no meio intra como no extracelular, contribuindo para a integridade celular e para um equilíbrio e manutenção do conteúdo de água nos meios (COSTA, 2009). Os compostos orgânicos estão presentes no meio intracelular, levando a um estado hiperosmótico, atraindo água para o seu interior, garantindo um equilíbrio hídrico entre os meios celulares, componente conhecido como bomba de Na+/K+ (COSTA, 2009). Quando esses componentes estão em perfeita sintonia, exercendo as propriedades da barreira epidérmica, teremos um funcionamento total com equilíbrio d’água, hidratação e descamação corneocítica, organizada (COSTA, 2009). 18
  • 19. 4 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E SUAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES 4.1 FATORES INTRÍNSECOS O ato de envelhecer ou as modificações fenomenais do envelhecimento está em constante ligação com a idade biológica pessoal que de acordo com fatores e sintomas imprecisos é difícil definir. Conceitua-se, envelhecer um processo progressivo e dinâmico, no qual ficam perceptíveis alterações psicológicas, operacionais, bioquímicas e morfológicas, que traz maior facilidade em adquirir patologias ao indivíduo, devido seu declínio de habilidade de adequação ao meio em que vive. Também podemos inserir características como a capacidade de adaptação homeostática reduzida em casos de grande carga funcional do organismo. As alterações morfofuncionais citadas se manifestam depois da maturação sexual e são inevitáveis e irreversíveis. A pele envelhecida pode ser originada através de fatores intrínsecos genéticos, alterações emocionais e hormonais também se classificam como fatores que podem desencadear o envelhecimento (KEDE; SABATOVICH, 2009). 4.1.1 Desidratação O ressecamento da pele pode ser causado pelo desequilíbrio hídrico da camada, pela exposição ao sol, vento e calor. A falta de hidratação aumenta a perda de água, causando um maior ressecamento (BAUMANN, 2004). Os lipídios da barreira hídrica são compostos de: 40% de ceramidas, 25% de ácido graxo e 20% de colesterol. Quando algum desses compostos estiver em desequilíbrio, vai haver também um desequilíbrio hídrico no corneócito. O conteúdo de água no estrato córneo é de 20% a 35%; quando inferior a 10% sinais de desidratação são vistos e evidenciados. Isso pode ocorrer devido à alteração da barreira hídrica ou por fatores externos. Essa perda de água excessiva pode causar rachaduras com inflamações (BAUMANN, 2004). A fisiologia exerce influência na barreira transepidérmica, pois a pele realiza uma troca de gases com o ambiente, difusão de oxigênio e dióxido de carbono através da superfície. Essa troca pode ser influenciada de acordo com a temperatura e umidade do ar. A regulação da temperatura corporal também influência essa perda, pois o organismo compensa a diferença entre a temperatura do corpo com a do ambiente por meio da evaporação de água, então quanto maior a temperatura do ambiente, maior a perda de água transepidérmica (GONÇALVES; CAMPOS, 2009). No envelhecimento cutâneo não há uma relação precisa entre a perda de água transepidérmica, com o grau de modificações degenerativas, sendo que a mesma tende a redução. Esse efeito é evidente após 60 anos, e a camada é mais afetada expostas ao sol, onde a agressão da radiação é um grande fator para acentuação do envelhecimento. O aumento simultâneo da perda da barreira transepidérmica e do conteúdo de água do estrato córneo é uma das características do envelhecimento cutâneo. Caracterizando assim uma pele seca, aspecto opaco, com linhas de expressão mais profundas (GONÇALVES; CAMPOS, 2009). Pele seca ou xerose pode ser branda ou grave (quando a pele resseca causando rachaduras tão profundas podendo causar inflamações purulentas). Esse ressecamento prejudica a formação das enzimas que faz a digestão dos desmossomos, levando assim a descamação anormal. Na pele ressecada os corneócitos vão perdendo a adesão e vão se enrolando, impossibilitando a refração da luz, deixando assim a pele com a aparência mais opaca. Ocorre também um afrouxamento das células, resultando uma descamação anormal 19
  • 20. dos corneócitos, deixando a pele com um aspecto mais áspero, com rachaduras, pois a elasticidade vai ficando reduzida (BAUMANN, 2004). Fatos que requerem cuidados com hidratantes cosméticos que irão atuar na proteção da pele contra a perda de água. Alguns hidratantes deixam a pele mais umedecida, atuam na proteção da perda de água, restaurando a hidratação interna (MICHALUN; MICHALUN, 2010). Os hidratantes são classificados como: oclusivos, umectantes, emolientes e reparadores protéicos (BAUMANN, 2004). Os oclusivos formam um filme hidrofílico no estrato córneo que retardam a evaporação e a perda de água transepidérmica. São compostos freqüentemente gordurosos, que possui a capacidade de dissolver gorduras, proporcionando um efeito emoliente e diminuindo a capacidade da perda de água transepidérmica, sendo muito utilizados em cosméticos para o tratamento de pele seca. Alguns agentes oclusivos comercializados são: petrolato (possui 170 vezes mais resistência de perda de vapor de água que o óleo mineral), óleo mineral, parafina, esqualeno, dimeticona, óleo de soja, óleo de semente de uva, propilenoglicol, lanolina, cera de abelhas. Eles possuem o efeito de retardar a perda de água, dando-a uma textura lisa (BAUMANN, 2004). Os umectantes ao mesmo tempo em que podem hidratar, podem também desidratar a pele (dependendo do ambiente) por ter influência com o meio externo. Se a umidade do ar estiver alta, ele capta a umidade do meio externo para o meio interno, funcionando assim melhor em conjunto com um agente oclusivo. Os umectantes aumentam a duração do produto e possui atividade bacteriostática. Direcionam a água para dentro da pele, dando a ela uma aparência mais lisa, com poucas rugas, mas essa penetração causa pequenos edemas na mesma. Muitos dizem que os produtos umectantes são antienvelhecimento. Alguns umectantes: glicerina, sorbitol, hialuronato de sódio, uréia, propilenoglicol, açúcares (BAUMANN, 2004). Os emolientes atuam nos corneócitos, preenchendo seus espaços e deixando a superfície mais lisa com menor fricção e maior refração da luz. Tem a função de amolecer e suavizar a superfície da pele. Atua no alisamento dos corneócitos deixando com aparência lisa e hidratada (BAUMANN, 2004). 4.1.2 Envelhecimento cronológico Os tecidos no decorrer do tempo passam por mudanças de acordo com a idade, sendo que na pele essas alterações são mais visíveis. Os sinais mais observados em uma pele senil são a atrofia, enrugamento, ptose e lassidão (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). O envelhecimento cronológico afeta tanto a pele como a outros órgãos. O envelhecimento são mudanças e alterações na matriz da expressão dos fibroblastos, que permanecem em fase estacionária e somente se proliferam quando existe estimulação, não ocorrendo o encurtamento dos telômeros (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). O envelhecimento cutâneo começa a partir dos 30 anos, onde a maior parte dos problemas acontece no colágeno e na elastina, que são as fibras proteicas formadoras da parte do suporte, que vão perdendo sua função tornando a pele menos elástica e mais rígida (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). O colágeno é formado principalmente de aminoácidos glicina, prolina, alanina e hidroxiprolina. Eles constituem cadeia formando o tropocolágeno, que por sua vez origina o colágeno. Dispondo-se em forma correta (fibrilas que se entrelaçam) formam-se ligações 20
  • 21. cruzadas, obtendo assim a fibra colágena. O fibroblasto é uma das principais células da derme, que produz o colágeno e a elastina (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). A pele envelhecida é caracterizada por rugas, aspereza da pele, amarelamento, atrofia, pintas pigmentadas, máculas amarronzadas e vasodilatação; inclui displasia e atipia, com redução no número de células de Langerhans (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). A formação das rugas ocorre devido à perda de elasticidade, fruto da diminuição das fibras elásticas, da rigidez do colágeno e da diminuição das funções do tecido conjuntivo, falta de oxigenação tecidual provocando a desidratação excessiva da pele. Todos esses fatores resultam em rugas. Podem ser classificadas em: rugas dinâmicas, de movimentos repetitivos dos músculos da expressão do rosto; rugas estáticas, que aparecem mesmo sem qualquer tipo de movimento, podem ser entendidas como fadiga das estruturas da pele; rugas profundas, ação do sol, na maioria dos casos, em peles exposta, não sofre modificações quando a pele é esticada; e rugas superficiais, quando há diminuição ou perda das fibras elásticas na derme, decorrentes do envelhecimento cronológico, sofrendo modificações quando a pele é esticada. As rugas são observadas na superfície cutânea, sendo mais evidenciadas nas áreas ao redor dos olhos, fronte, nariz ao redor dos lábios e pequenas rugas peribucais, que mostra os sinais da irradiação solar, do vento, do frio no agravamento da atrofia fisiológica (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). Devido a uma desorganização da camada basal da epiderme é que o envelhecimento cutâneo ocorre, criando assim uma pele mais seca, flácida e fina. Há uma perda das cristas epidérmicas e uma diminuição do tamanho dos queratinócitos e da proliferação celular, que ocorre na camada germinativa, devido ao achatamento das papilas dérmicas juntando epiderme e derme. Compromete a transferência de nutrientes entre as barreiras, afeta assim a barreira mecânica, as funções imunológicas da epiderme, que diminuía a adesão entre as camadas, reflete o aumento da sensibilidade da pele envelhecida em ser danificada após sofrer traumas mecânicos (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). Os melanócitos tendem a se atrofiar causando manchas pela redução de pigmentação na pele. A principal função endócrina na pele é a síntese de vitamina D, que também é comprometida de acordo com a idade, pela falta de exposição solar, ou por deficiência direta desta vitamina. A diminuição da atividade metabólica dos fibroblastos causa uma queda na síntese e na secreção das fibras colágenas e elásticas. Ambos os fatores, somados, convergem assim em uma diminuição de aproximadamente 20% da espessura da pele. As fibras elásticas perdem grande parte de sua elasticidade, diminuindo assim as células de sustentação. Mais colágeno é formado, tornando as fibras mais espessas. É percebida uma diminuição da gordura depositada no tecido subcutâneo, surgindo ligações cruzadas na molécula, tendo maior resistência a ação da colagenase. A rigidez dos tecidos aumenta e há uma maior dificuldade da passagem de nutrientes dos capilares para as células e dos metabólitos para os capilares, ocasionando assim uma deterioração progressiva na função celular (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). Com relação aos anexos cutâneos, há menor atividade e número das glândulas sebáceas e sudoríparas, e redução na atividade dos pêlos. Na hipoderme, os adipócitos iniciam um processo de atrofia que contribui para a formação das rugas, atrofia muscular e fragilidade capilar (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). “O tipo genético da pele, fatores hormonais, nutricionais, vasculares, climáticos, intoxicações e tratamentos eventuais poderão influenciar no aspecto saudável ou no seu envelhecimento precoce” (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010). 21
  • 22. Tabela 1: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento intrínseco Envelhecimento intrínseco (Cronológico) Rugas Finas Camada córnea Inalterada Células displásicas Poucas Fibras de colágeno Pequena alteração no tamanho e organização Fibras elásticas Reorganizadas Folículo capilar Baixo número de afinamento Melanócitos Normal Glândulas sebáceas e sudoríparas Baixo número Junção dermoepidérmica Leve achatamento Microvasculatura Área reduzida Alterações Benignas Ceratose seborreica Alterações pré-malignas - Alterações malignas - Fonte: MONTAGNER; COSTA, 2009 4.2 FATORES EXTRÍNSECOS O processo de envelhecimento ao qual estamos expostos tem suas mutações influenciadas em grande escala por agressões exógenas que a pele sofre com danos causados pelo meio ambiente. Denominamos esse de envelhecimento extrínseco, ao qual a radiação solar, o tabagismo e os poluentes ambientais são os principais fatores responsáveis pelo mesmo. Dentre tais fatores podemos dar destaque aos danos causados pela radiação solar que atravessa muitas vezes sem controle a superfície terrestre nos tornando alvo de um grande problema a nível mundial (TORRES; SABBAG, 2005). 4.2.1 Fotoenvelhecimento e fotoexposição O sol é de grande importância para vida na terra, causando efeitos sobre o homem que varia e depende de alguns fatores, como característica da pele exposta, freqüência, intensidade e duração de exposição, espécie climática, estação do ano, período ao longo do dia e sua localização geográfica. A luz solar nos proporciona benefícios, como: bem-estar físico e mental e bronzeamento da pele, devido à estimulação da produção de melanina são muito proveitosos no tratamento em casos de icterícia (excesso de presença de bilirrubina no sangue). Porém a falta de cuidados e exposição abusiva pode causar danos irreversíveis ao nosso organismo. O espectro solar que nos atinge é composto predominantemente de radiações ultravioletas, radiações visíveis e radiações infravermelhas. Podemos perceber a radiação ultravioleta (UV) pelo meio de reações fotoquímicas, a radiação visível (Vis) através do sistema óptico que detecta várias cores e a radiação infravermelha (IV) se manifesta sob a forma de calor (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007). As alterações cutâneas precoces acontecem devido à fotoexposição de determinadas áreas expostas aos raios ultravioletas solares, acelerando assim o processo de envelhecimento, que é chamado de envelhecimento extrínseco ou fotoenvelhecimento (KEDE; SABATOVICH, 2004). 22
  • 23. A exposição solar pode gerar conseqüências evidentes quando se compara a área exposta facial, com a pele não-exposta das nádegas, e as partes internas de determinada área do corpo. Essa precocidade da pele em envelhecer é resultado de uma vida que se caracteriza por contato com a radiação ultravioleta (UV) que se manifestam através da irregularidade na pigmentação da pele dando a ela uma aparência amarelada, sardas, rugas e lentigos que são mais comumente observados e acarretando a lesões pré-malignas (BAUMANN, 2004). A radiação ultravioleta (UV) interage com as células e suas respectivas camadas de acordo com o comprimento de onda apresentado pela radiação, que pode ser de três tipos: • UVA (320-400nm): 95% da radiação que atinge a superfície terrestre. Promove o bronzeamento da pele por indução da pigmentação causando o escurecimento da melanina pela fotoxidação da leucomelanina. Pode ocasionar o câncer de pele, dependendo das características cutâneas. Formas radicais livres de maneira indireta (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007). • UVB (280-320nm): 5% da radiação que atinge a superfície terrestre. Depois de sua travessia para atmosfera, ela atinge toda superfície. Ocasiona o envelhecimento precoce celular, queimaduras (quando a exposição é freqüente), por possuir alta energia, alterações no DNA, além de extinguir a resposta imunológica da pele proporcionando maior risco e casos cancerígenos por reduzir o conhecimento e destruição de células malignas pelo organismo. Estimula o bronzeamento, no qual se responsabiliza pela modificação do ergosterol epidérmico em vitamina D (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007). • UVC (100-280nm): é extremamente lesiva em contato com a pele, mas é a que menos causa danos ao homem pelo fato de ser toda filtrada na camada de ozônio (FLOR; DAVOLOS; CORREA, 2007). 4.2.1.1 Danos observados no fotoenvelhecimento O conjugado de deformações que a pele sofre devido à exposição solar, denomina-se, actinossenescência cutânea ou dermato actinossenescência, variando de acordo com a melanização, tipo e grau de contato solar com a pele e se caracteriza por aparecer quando se completa os 40 anos, que dependendo do caso pode se manifestar antes da idade citada. O aspecto que se observa com isso é pele fina e lisa, aparentemente pálida e com elasticidade diminuída, comparada assim a uma casca de cebola. Na área do rosto com a má formação tecidual, é comum analisar o caimento das pálpebras e bochechas e a flacidez cutânea. Acontece o abatimento de gordura e umidade tecidual. Surgem os sintomas externos como as rugas, mas que também são profundas; os pêlos se abrandam e tornam-se rarefeitos. A espessura cutânea nesse ponto é mais do que visível. A exposição solar gera máculas hiperpigmentadas, que pode apresentar diferentes cores e bordas não regulares que são chamadas de lentigos solares que conhecemos comumente como “manchas” que tem o aspecto benigno, diferenciando se assim da melanose de Dubreuilh ou lentigo maligno que se apresenta na face e predominantemente em mulheres, sua evolução origina um prognóstico danoso (KEDE; SABATOVICH, 2004). Alem de alterações externas, o fotoenvelhecimento apresenta danos histológicos e patológicos na pele interna que se caracteriza por elastose (processo causador da aparência da pele envelhecida. Linhas cutâneas de diferentes tons). Na camada epidérmica podem ser relatados atrofiamentos (estreitamento da camada espinhosa e a depressão da junção dermoepidérmica). As fibras de colágeno e elastina são alteradas por má formação na derme, 23
  • 24. que se agrava ainda mais com a continuada exposição à radiação, fazendo assim, com que as fibras de colágeno se fragmentem e as fibras de elastina também (BAUMANN, 2004). A radiação contribui com a deterioração do colágeno causando a redução de sua síntese (MONTAGNER; COSTA, 2009). A radiação em qualquer forma adquirida pode ser responsável pela formação de células cancerígenas. Os raios ultravioletas que compõem a luz solar é uma das principais causas da displasia epitelial, tendo em vista as condições de exposição adotada, no que prevalece a exposição crônica e sem proteção (BECHELLI; CURBAN, 1978). Tabela 2: Alterações cutâneas provocadas por envelhecimento extrínseco Envelhecimento extrínseco (Fotoenvelhecimento) • Rugas Profundas • Camada córnea Afilada • Células displásicas Muitas • Fibras de colágeno Grande alteração no tamanho e organização • Fibras elásticas Menor produção e maior degeneração • Folículo capilar Menor número e estrutura: perda capilar • Melanócitos Menor número e melanina • Glândulas sebáceas e sudoríparas Menor número: pele seca • Junção dermo-epidérmica Importante achatamento • Microvasculatura Telangiectasias, equimoses, infiltrado inflamatório perivascular. • Alterações Benignas Ceratose seborreica • Alterações pré-malignas Ceratose actícina • Alterações malignas Carcinoma basocelular Carcinoma espinocelular Fonte: MONTAGNER; COSTA, 2009 4.2.1.2 Como evitar o fotoenvelhecimento A proteção dos raios solares através de protetor solar é indispensável e seu uso deve ser diário mesmo com a permanência dentro de casa, para combater a fotoexposição, que pode ultrapassar vidros. Nem sempre é possível a prevenção do contato com o sol, mas deve ser evitado entre as 10 e 16 horas e deve ser dispensado o uso de câmaras bronzeadoras. As variadas formas de proteção de barreiras físicas como chapéus, bonés, coberturas e uso de FPS adequado para cada tipo de pele é bem vindo. Retinóides e antioxidantes também têm sua atividade de proteção utilizada quando a luz solar não é prevenido (BAUMANN, 2004). 4.2.2 A influência das diferentes etnias no envelhecimento da pele De acordo com as influências raciais podemos constatar diferentes tipos de pele, que aos nossos olhos são semelhantes, mas suas alterações são de importantes considerações em vista bioquímica, anatômica e funcional (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). São considerados na atualidade grupos distintos raciais, ao qual podemos classificar como: • Caucasianos: aparente pele clara ou com aparência ligeira morena, nariz predominantemente estreito (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). 24
  • 25. Negróides: Pele com coloração escura, cabelos com fios encaracolados, nariz largo e comumente achatados (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). • Mongolóides: Pele que possui aparência mais clara, cabelo escuro, grosso e liso, olhos geralmente puxados (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). O que predomina nas diferenças raciais, é a pigmentação. Os melanossomas formados de melanina se localizam dentro da célula em formas de grânulos e são os responsáveis por essas alterações pigmentares. Caucasianos apresentam melanossomas menores, se agrupam em grupos de três e atingem o estrato córneo após serem quebrados por enzimas. Negróides caracterizam-se por melanossomas grandes, persistindo até o estrato córneo devido a sua distribuição isolada nos queratinócitos. Mongolóides, caracterizam-se pela cor amarelada por apresentarem baixo teor de melanina, mas, quantidade avantajada de betacaroteno (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). A perda transepidérmica se diferencia entre as raças especificas em comparação a perda de água entre as pele de cor branca, negra e asiática se acentua em negros caracterizando o ressecamento da pele. Na raça que predomina a cor negra observam-se mais camadas celulares e maior conteúdo lipídico no estrato córneo. Esse fato se torna válido quando abordamos reações irritativas, dermatites de contato e absorção percutânea (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). Em relação com a pele negra, a pele branca é mais permeável a compostos químicos específicos. A pele em sua função de barreira caracteriza-se na camada córnea e suas propriedades, portanto, devido à característica compacta do estrato córneo da pele negra lhe confere uma menor permeabilidade (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). Pode-se dizer com isso que os aspectos fisiológicos e anatômicos de cada tipo de pele devem ser levados em consideração, visto a amenização do envelhecimento precoce cutâneo (LEONARDI; CHORILLI; BATISTELA, 2007). 4.2.3 Avaliação do envelhecimento relacionado ao tabagismo Para Magalhães (2008) é a partir dos 30 anos que pode começar a se observar o envelhecimento da pele, com presença de rugas finas, pele amarelada, seca, com presença de manchas senis, envelhecimento das áreas mais expostas à radiação solar (PASSOS. et al.). O tabagismo acelera esse processo do envelhecimento devido às suas várias substâncias tóxicas. A fumaça do cigarro contém nicotina que é um dos compostos mais nocivos entre os 4.000 presentes no cigarro. O uso deste causa a vasoconstrição gerando uma diminuição do fluxo sanguíneo, estimula a vasopressina, causa isquemia crônica dos tecidos, gerando lesão nas fibras elásticas diminuindo a síntese de colágeno (PASSOS. et al.). A nicotina passa pela corrente sanguínea atingindo a pele, sendo responsável pela vasoconstrição, diminuindo assim o fluxo sanguíneo, consequentemente há também uma diminuição de oxigênio no sangue que interfere no fluxo de estrogênio, que é o principal hormônio da síntese de colágeno e elastina (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006). O fumo pode também pode causar um aumento na agregação plaquetária, diminuição da formação da prostaciclinas, aumento da viscosidade sanguínea e aumento da atividade plasmática da elastase que causa formação defeituosa da elastina, tornando a pele mais espessa e mais fragmentada (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006). O tabagismo pode piorar o estado da pele tornando-a seca e atrófica, com piora no seu aspecto geral, determinando nas mulheres um estado hipoestrogênico, pois há um aumento na hidroxilação do estradiol na pele (SIMONE; MAIA; SUEHARA, 2006). 25
  • 26. Santos e Godoy, afirmam que indivíduos fumantes possuem níveis de carboxiemoglobina de duas a quinze vezes maior que indivíduos não fumantes, tendo conseqüentemente uma diminuição do porte de oxigênio no sangue deixando assim de suprir as necessidades vitais das células do organismo, ocorrendo assim um produção excessiva de oxidantes, que podem lesionar a parede dos vasos sanguíneos. Essa falta de oxigênio no sangue causa também uma quebra da harmonia dos tecidos, lesionando as células, resultando assim no envelhecimento precoce de todas as células, interferindo na integridade da pele (PASSOS; C. et al.). As substâncias tóxicas do cigarro estimulam a produção de leucócitos que são responsáveis por liberar radicais livres, que inativa à produção da enzima que protege a pele. Há uma diminuição das vitaminas tocoferol, betacaroteno e retinol, prejudicando assim a defesa do organismo contra os radicais livres, tendo alterações das fibras de colágeno e elastina causada pelo aumento da elastose, comprometendo a derme, causando rugas mais intensas, diminuindo os níveis de vitamina, tendo assim uma diminuição crônica de oxigênio (PASSOS; C. et al.). Os radicais livres estão presentes no organismo como defensores, contra infecções e tem função vasodilatadora. Diante de moléculas estranhas, desemparelhados, a maioria dos radicais livres torna-se muito reativo e prejudicial a saúde por desenvolver células cancerígenas e provocar envelhecimento precoce. Estão envolvidos diretamente ou indiretamente a doenças onde ocorre lesão dos tecidos, como a exposição solar, na qual há uma formação de radicais livres, resultando câncer de pele e o envelhecimento precoce da pele (PASSOS; C. et al.). 4.2.4 A poluição ambiental como fator de influência no envelhecimento cutâneo Os radicais livres são um dos fatores mais aceitos para a elucidação do envelhecimento. Conhecidos mais comumente como espécies reativas de oxigênio, os radicais livres são formados por combinações de moléculas de oxigênio com outras moléculas, o que ocasiona um grande número de elétrons. Elétrons pareados em uma molécula de oxigênio são estáveis ao contrário da molécula que contém um elétron sem par, que se torna reativo pela capacidade de captar e danificar elétrons de componentes vitais, gerando fatores implicados no processo de envelhecimento cutâneo devido à reação feita nas proteínas e membranas celulares, assim como o DNA e elementos citoesqueléticos (BAUMANN, 2004). A poluição encontrada na camada de ozônio produz os radicais livres, devido o desencadeamento da oxidação de lipídios que a poluição provoca tendo como alvo as membranas celulares epidérmicas, ocasionando uma depleção de agentes vitamínicos E e C (KEDE; SABATOVICH, 2009). Pode-se dizer com isso que os radicais livres proporcionados pela poluição desempenham um papel muito válido no envelhecimento da pele (BAUMANN, 2004). 26
  • 27. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Aperfeiçoar o conhecimento sobre os diversos fatores intrínsecos e extrínsecos, que influenciam no envelhecimento cutâneo em mulheres de 50 a 70 anos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Identificar fatores que influenciam o envelhecimento da pele. 2. Abordar aspectos sobre: desidratação, fotoexposição, diferentes etnias, tabagismo e poluição ambiental. 27
  • 28. MATERIAIS E MÉTODOS Este trabalho foi realizado com auxílio de pesquisa de campo realizado em 24 de julho de 2011 com pessoas comuns entre 50 a 70 anos. Foi desenvolvido em papel A4, um questionário (segue anexado), contendo 06 questões com pessoas de classes sociais diferentes, com total de 09 participantes. 28
  • 29. RESULTADOS E DISCUSSÕES 8 7 6 5 4 Intermediário Excessivo 3 2 1 0 50-70 anos 50-70 anos 50-70 anos Figura 2: O índice de exposição solar até os dias atuais Das nove mulheres entrevistadas entre 50 a 70 anos, duas delas tiveram um índice de exposição solar intermediário até os dias atuais. Porém sete delas apresentaram um índice de exposição solar excessivo. Isso se explica devido à falta de informação aos prejuízos que causam essa exposição, ou por residirem na zona rural e exercerem atividades nas áreas agropecuárias. Segundo Montagner e Costa (2009) o fotoenvelhecimento trata-se de processo cumulativo que depende do grau de exposição solar e da pigmentação cutânea. A pele envelhecida pelo sol apresenta-se amarelada, com pigmentação irregular, enrugada, atrófica, com telangiectasias e lesões pré-malignas. 29
  • 30. 6 5 4 Nunca 3 Raramente Diariamente 2 1 0 50-70 anos 50-70 anos 50-70 anos Figura 3: O uso de protetor solar Entre as nove entrevistadas, quatro nunca fizeram o uso de protetor solar, cinco raramente e nenhuma faz uso diário. Nota-se que o índice de mulheres que fazem o uso diário de protetor solar é nulo na faixa etária de 50 a 70 anos, justificado por esquecimento ou por falta de tempo de se cuidar. Davolos e Correa (2007) observam que a necessidade do uso de protetores solares, também denominados fotoprotetores, é uma realidade indiscutível. Estima-se que em 1992 o mercado nacional de protetores solares tenha comercializado 650 t de produtos1. Dez anos mais tarde, em 2002, este mesmo mercado atingiu a produção de aproximadamente 4.200 t1. 30
  • 31. 4,5 4 3,5 3 2,5 Nunca 2 Raramente Diariamente 1,5 1 0,5 0 50-70 anos 50-70 anos 50-70 anos Figura 4: O uso de cosméticos hidratantes Das nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, quatro delas relataram fazer o uso diário de hidratantes, três delas nunca utilizou hidratantes e duas raramente utilizam. Esse uso diário ocorre devido à necessidade que elas sentem em utilizar um hidratante, devido à sensação de uma pele mais ressecada no dia a dia. As que não utilizam, reclamam do desconforto que o hidratante pode trazer, ou até mesmo alergias ao produto. Segundo Gonçalves e Campos (2009) em relação aos cosméticos, a umectação cutânea pode, na maioria das vezes, ser melhorada ou corrigida pelo uso destes produtos. O equilíbrio do conteúdo aquoso no estrato córneo é imprescindível para a manutenção da eudermia, ou seja, das condições de normalidade da pele, que é o objetivo das formulações cosméticas. 31
  • 32. 8 7 6 5 Rara 4 Mediana 3 Excessiva 2 1 0 50-70 anos 50-70 anos 50-70 anos Figura 5: Índice de poluição ambiental ate os dias atuais Das nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, sete tiveram rara exposição a poluição ambiental, uma relatou ter exposição mediana e houve um relato de exposição excessiva. A rara exposição à poluição ambiental foi relatada pela maioria das mulheres entrevistadas, devido à região onde moravam ser a zona rural considerada com um baixo índice de poluição. Montagner e Costa (2009) observam que segundo teoria desenvolvida em 1956 por Denham Harman, os radicais livres também estão envolvidos nesse processo de envelhecimento: eles provocariam dano celular, que seria acumulado durante a vida, resultando em aceleração de disfunções. 32
  • 33. 7 6 5 4 Não fuma 3 Ex fumante Fumante 2 1 0 50-70 anos 50-70 anos 50-70 anos Figura 6: O uso de cigarro Entre as nove mulheres entrevistadas de 50 a 70 anos, seis relataram não serem fumante; uma relatou ser ex-fumante, duas relataram fumar. O índice de mulheres fumantes de 50 a 70 anos que pesquisamos foi constatado ser baixo devido os relatos em terem noções de que o cigarro não faz bem a saúde. Segundo Simone, Maia e Suehara (2006) o tabagismo gera aumento da hidroxilação do estradiol na pele, determinando, nas mulheres, um estado hipoestrogênico que pode estar associado com pele seca e atrófica e com piora do seu aspecto geral. 33
  • 34. Figura 7 – Imagem 6 Através da pesquisa observamos essa mulher de 50 anos de idade; sempre teve muita exposição ao sol, nunca fez o uso de nenhum tipo de protetor solar, nem de hidratantes, esteve sempre exposta aos poluentes, sempre fez o uso de cigarro, não utiliza bebidas alcoólicas. Dentro dessas informações e da imagem da pessoa podemos analisar que ela tem uma pele considerada parda, com sinais de muita exposição solar, podemos também observar muitas linhas de expressão e rugas ao redor da boca, nas proximidades do nariz até a boca, região envolta dos olhos e testa. Podemos observar também que sua pele é mais oleosa na testa e seca nas outras extremidades. 34
  • 35. Figura 8 – Imagem 7 De acordo com o questionário que realizamos observamos uma mulher de 68 anos de idade, que teve pouca exposição ao sol, fazendo pouco uso do protetor solar, mas está diariamente fazendo o uso de hidratantes, esteve sempre exposta aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro e faz o uso de bebidas alcoólicas de vez em quando. Com essas informações e com a imagem observamos que ela possui uma pele parda, com poucas manchas do sol e poucas linhas de expressão, com presença de rugas na região do nariz até a boca, na região dos olhos e um pouco na testa. Sua pele já tem um aspecto mais firme dando uma aparência menos envelhecida. 35
  • 36. Figura 9 – Imagem 8 Com o questionário podemos observar uma mulher de 63 anos, que teve muita exposição ao sol, não fazendo o uso de protetor solar, nem de hidratantes, pois reclama de alergia aos produtos, não fazendo questão de usá-lo. Tem pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Já com a imagem podemos observar que ela possui uma pele mais branca, com algumas machas embaixo dos olhos e nariz, tem pouca linha de expressão e rugas, do nariz até a boca, ao redor da boca, nos olhos e bem pouco na testa. Sua pele tem uma aparência de ser desidratada e bem sensível. 36
  • 37. Figura 10 – Imagem 9 Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 67 anos, que sempre teve muita exposição ao sol, faz muito pouco o uso do protetor solar, fazendo o uso do hidratante diariamente, tem pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fumou nem fez o uso de bebidas alcoólicas. Com a imagem podemos concluir que ela tem uma pele branca, com alguns aparecimentos de manchas, tem pouca linha de expressão e poucas rugas, na região dos olhos e da testa. 37
  • 38. Figura 11 – Imagem 10 Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 63 anos de idade, que teve muita exposição ao sol, usando muito raramente o protetor solar, mas fazendo o uso do hidratante diariamente. Pouca exposição a agentes poluentes, não faz o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Nessa imagem já podemos observar uma pele do tipo caucasiana, bem mais sensível, que tem algumas manchas do sol, com muitas linhas de expressão e rugas, ao redor da boca, olhos e testa. Aparentando uma pele fina e desidratada. 38
  • 39. Figura 12 - Imagem 11 Com relação a pesquisa observamos uma mulher de 68 anos, que teve muita exposição ao sol, nunca fez o uso de proteção solar, nem de hidratantes, teve pouca exposição aos agentes poluentes, fumava a muito tempo, mas conseguiu parar, não faz o uso de bebidas alcoólicas. Na figura podemos observar que ela possui uma pele mais morena, com poucas manchas, há muitas linhas de expressão e rugas, na região da face inteira, aparenta ter uma pele fina e desidratada. 39
  • 40. Figura 13 - Imagem 12 De acordo com a pesquisa que realizamos podemos observar uma mulher de 59 anos, que teve uma exposição ao sol excessiva, usa raramente o protetor solar e raramente o hidratante, teve pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Na imagem podemos observar uma pele mais clara com algumas manchas embaixo dos olhos, tem pouca linha de expressão e rugas. Aparenta ter uma pele desidratada, fina, mas bem tratada. 40
  • 41. Figura 14 - Imagem 13 Com a pesquisa podemos observar uma mulher de 69 anos, que teve muita exposição ao sol, nunca fez o uso de protetor solar, faz o uso de hidratantes raramente, teve pouca exposição aos agentes poluentes, nunca fez o uso de cigarro nem de bebidas alcoólicas. Na imagem podemos observar uma pele parda, com algumas manchas, com poucas linhas de expressão e rugas do nariz até a boca e na região dos olhos. Aparenta ter uma pele fina e bem desidratada. 41
  • 42. Figura 15 - Imagem 14 Na pesquisa podemos observar uma mulher de 56 anos, teve muita exposição ao sol, usando muito pouco o protetor solar, faz o uso de hidratantes diariamente, teve pouca exposição aos agentes poluentes, fuma desde muito nova, nunca fez o uso de bebidas alcoólicas. Na imagem observamos uma pele parda, com muitos sinais e manchas da exposição excessiva a luz do sol, tem muitas linhas de expressão e rugas, na face inteira. Aparenta ter uma pele fina muito desidratada. 42
  • 43. CONCLUSÃO Através destes dados estatísticos obtidos nesta pesquisa, foi possível concluir quanto as interferências de alguns fatores atuando diretamente no envelhecimento cutâneo. Tivemos como fatores considerados: - Índice de exposição solar sendo observada a exposição normal, intermediária e excessiva; - Índice do uso de protetor solar sendo observado o não uso, o uso raramente e o diariamente do protetor; - Índice do uso de hidratantes sendo observado também o não uso, uso raramente e o diariamente de hidratantes; -Índice de exposição ambiental sendo observada a exposição rara, média e excessiva. -Índice do uso de cigarro sendo observados os não fumantes, ex-fumantes e fumantes. Mediante os dados acima e as imagens que obtivemos dos grupos de mulheres entrevistadas foi possível estabelecer a relação entre alguns parâmetros. Com a prática do tabagismo deduz-se que não importando ser ex ou ainda fumante, foram constatados sinais de envelhecimento em ambos os casos. Quanto ao uso de protetor e hidratante foram observados que independentemente da freqüência do uso, faz toda a diferença quando comparados com as mulheres que nunca usaram. Estas apresentaram uma quantidade bem maior de linhas de expressões, rugas e grau de desidratação bem mais acentuada. Justificando-se por relatos oriundo da fonte de pesquisa devido o poder aquisitivo, a falta de informação e o descaso com a prevenção das deformidades externas visíveis, decorrentes das alterações cutâneas. Constatou-se em relação a exposição a poluentes ambientais, que raramente as mulheres sofriam este tipo de agressão a pele, devido a maioria residir em zona rural. Com esse estudo fica evidente a importância de se usar um protetor solar como forma de se proteger aos raios solares. Na prática quanto ao uso de um hidratante evitando o ressecamento da pele e também a não exposição a agentes poluentes, visando sempre manter o bom aspecto da pele e promovendo desta forma o rejuvenescimento cutâneo. 43
  • 44. REFERÊNCIAS BAUMANN, L. Dermatologia cosmética princípios e prática. Ed. Revinter,2004. pag. 13- 19, cap 3. pág. 105, cap. 15. BECHELLI, L. M.; CURBAN, G.V. Compêndio de dermatologia. 5º edição. Ed. Atheneu, 1978. pág. 01-07, cap 1. pág.398, cap. 29. CARNEIRO, J.; JUNQUEIRA, L.C. Histologia básica. 10ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. COSTA, A. Hidratação Cutânea: Cutaneous moisturizing. Ed. Moreira Jr. Campinas: 2009. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3999> Acesso em: 15 set. 2011. COSTA, A. PIRES, M.; GONÇALVES, H.; GONTIJO, B.; BECHELLI, L. Estudo clínica observacional de eficácia e segurança do uso de extratos de imperata cylindrica e de triticum vulgare. Ed Moreira Jr. Campinas: 2009. Disponível em:< http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=4081&fase=imprime > Acesso em: 16 set 2011 FLOR, J.; DAVOLOS, M.; CORREA, M. Protetores Solares. Ed. Quim. Nova, Vol. 30, No. 1, 153-158. Araraquara: 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n1/26.pdf> Acesso em: 16 out. 2011 GONÇALVES, G.; CAMPOS, P. Aplicação de métodos de biofísica no estudo da eficácia de produtos dermocosméticos. Ed. Braz J. Pharm. Sci. vol.45 nº1 São paulo: 2009 Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984- 82502009000100002&script=sci_arttext&tlng=pt> Acesso em: 18 out. 2011. HARRIS, M. Pele: estrutura, propriedades e envelhecimento. 3º edição. Ed. Senac. São Paulo: 2009. pág. 25, 26, 34 – 36, 108, 109. LEONARDI, G.; CHORILLI, M.; BATISTELA, M. Abordagens no estudo do envelhecimento cutâneo em diferentes etnias. Ed. Bras. Farm., 88(2): 59-62.Piracicaba: 2007. Disponível em: < http://www.revbrasfarm.org.br/pdf/2007/RBF_V88_N2_2007/PAG59a62_ABORDAGENS.p df > Acesso em: 17 out. 2011. KEDE, M.P.V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 1º Edição, Ed. Atheneu, São paulo: 2004. 44
  • 45. KEDE, M.P.V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2º Edição, Ed. Atheneu, São paulo: 2009. pag. 53, cap 4. MACIEL, D.; OLIVEIRA, G.G. Prevenção do envelhecimento cutâneo e atenuação de linhas de expressão pelo aumento da síntese de colágeno. Unifil. Londrina: 2011. Disponível em: < http://www.unifil.br/portal/arquivos/publicacoes/paginas/2011/7/350_438_publipg.pdf > Acesso em: 17 out. 2011. MICHALUN, M.; MICHALUN, N. Dicionário de ingredientes para cosmética e cuidados da pele. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010. pag. 35-37, cap. 3. MONTAGNER, S.; COSTA, A. Bases Biomoleculares do Fotoenvelhecimento. Ed. Anais. Brasileiros de Dermatologia. Campina: 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/abd/v84n3/v84n03a08.pdf> Acesso em: 14 out. 2011. PASSOS, C.; PINHEIRO, V.; MIRANDA, M.; PIAZZA, F. Efeitos do tabagismo no envelhecimento cutâneo. Santa Catarina Disponível em: < http://siaibib01.univali.br/pdf/Caroline%20dos%20Passos%20e%20Vania%20Pinheiro.pdf > Acesso em: 18 otu. 2011. SIMONE, K.; MAIA, M.; SUEHARA, L. Avaliação do envelhecimento facial relacionado ao tabagismo. Ed. An Bras Dermatol. São Paulo: 2006. Disponivel em: < http://www.scielo.br/pdf/%0D/abd/v81n1/v81n01a04.pdf > Acesso em: 18 otu. 2011. SPENCE, A.P. Anatomia humana básica. Ed. Manole LTDA,1991. pag. 77-84, cap 4. TESTON, A. P.; NARDINO, D.; PIVATO, L. Envelhecimento cutâneo: teoria dos radicais livres e tratamento visando a prevenção e o rejuvenescimento. Ed. Revista Uningá n.24 p. 71-92. Maringá: abr./jun.2010 Disponível em: <http://www.uninga.br/uploads/f1b5c1c8842748ba9eef40e1aa5f485a.pdf>. Acesso em: 18 out. 2011. TORRES, P.; SABBAG, M. A Atenção Farmacêutica nos Processos do Envelhecimento Cutâneo e Suas Relações com a Vaidade. Ed. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, nº 5. Santa Cecília: 2005. Disponível em: < http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/view/664/510 > Acesso em: 28 out. 2011. 45
  • 46. ANEXOS 46
  • 47. ANEXO A- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Eu_________________________________________________________________________ _, RG___________________, estado civil ________________________ idade________________ Residente____________________________n°_______ Bairro___________________________ Cidade___________________________________ CEP_____________________ Estado ______ Telefone_____________________ Concordo em participar como voluntário, para a realização do trabalho referente aos “FATORES DE DESIDRATAÇÃO CUTÂNEA” de conclusão do curso, tendo como autores os alunos de Farmácia, 8°semestre noturno, da Fundação Educacional de Fernandópolis e orientadores da área. • Este trabalho tem por objetivo identificar os diversos meios de envelhecimento da pele • As coletas de dados (questionários) serão realizadas na Região de Fernandópolis • Os dados serão coletados durante quatro semanas consecutivas e após será realizada a tabulação dos resultados sobre orientação dos pesquisadores. • Estou ciente que a minha participação na pesquisa é fornecer informações para a realização do projeto. • Todo material utilizado será anexado • Fui esclarecido que a realização da pesquisa não implica em riscos para o participante, visto que não haverá divulgação de nomes. • Estarei contribuindo para a diminuição dos fatores de risco encontrados nas pesquisas médicas. • Estou ciente que estarei esclarecido durante todo o decorrer da pesquisa sobre quaisquer duvidas relacionadas à coleta de dados. • Estou ciente que possuo plena liberdade para desistir da referida pesquisa, retirando o meu consentimento a qualquer momento, sem sofrer nenhuma penalização por isso. • Estou ciente que os dados e resultados obtidos na pesquisa serão utilizados para fins didáticos e de divulgação em revistas cientificas brasileiras ou estrangeiras, porem será garantido o sigilo da minha identidade, assegurando a minha privacidade. • Após ter recebido as informações sobre essa pesquisa, declaro que entendi o que me foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitos a seguir, conforme a resolução 196/96 do conselho nacional de saúde. Estou ciente que os resultados obtidos poderão ser publicados num único trabalho ou em publicações individuais. Desta forma, uma vez tendo lido e entendido tais esclarecimentos dados e assino esse termo de consentimento, por estar de pleno acordo com o teor do mesmo. Fernandópolis,..........de ........................................................................de 2011 47
  • 48. ________________________________________________________________ Assinatura do paciente ou responsável legal ________________________________________________________________ Assinatura do orientador ________________________________________________________________ Assinatura do pesquisador ________________________________________________________________ Assinatura do pesquisador 48
  • 49. APÊNDICE A – Questionário aplicado em campo QUESTIONÁRIO Nome - Idade - Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino Naturalidade - Cor da Pele - ( ) Branca ( ) Amarela ( ) Parda ( ) Negra ( ) Indígena Tipo de Pele - ( ) Envelhecida ( ) Manchas ( ) Pintas ( ) Cancerígena 1-) Qual foi o índice da exposição solar até os dias atuais? ( ) Nenhum ( ) Pouco ( ) Muito Obs_____________________________________________________________ 2-) Faz o uso de protetor sola? ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Diariamente Obs____________________________________________________________ 3-) Faz o uso de cosméticos hidratantes? ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Diariamente Obs____________________________________________________________ 4-) Qual o índice de poluição ambiental até os dias atuais? ( ) Pouca ( ) Muita ( ) Sempre esteve em contato com poluentes Obs____________________________________________________________ 5-) Faz o uso de cigarro? ( ) Não fuma ( ) Ex fumante 49
  • 50. ( ) Fumante Obs____________________________________________________________ 6-) Faz o uso de bebidas alcoólicas? ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Freqüentemente 50
  • 51. ANEXO B – Consentimento para Reprodução de Imagens CONSENTIMENTO PARA REPRODUÇÃO DE IMAGENS Eu, _________________________________________________, permito que o grupo de pesquisadores da Fundação Educacional de Fernandópolis, do 8° semestre, noturno, obtenha as reproduções de imagem de minha face para o trabalho do grupo de conclusão do curso. Porém, a minha imagem da face integra não deve ser identificada, por nome ou qualquer outra forma. As fotografias ficarão sob a propriedade do grupo de pesquisadores pertinentes ao estudo sob guarda. Nome do sujeito da pesquisa e/ou paciente: _______________________________________________________________ RG:____________________________________________________________ Endereço:_______________________________________________________ Assinatura: ______________________________________________________ Nomes: _________________________________________________________ _______________________________________________________________ Data e Local onde será realizado o projeto: _______________________________________________________________ 51