Estrutura, fisiologia e bioquímica da pele
aplicadas à ciência cosmética.
Alexandre Ferreira
Celulite & Estrias
Celulite
• Pouca atenção do meio acadêmico
• Considerado um tópico frívolo
• Dificuldade de compreender a etiologia
– Muitos fatores envolvidos
– Ocorrem simultaneamente e sequencialmente
• Não existe publicação que tenha descrito
precisamente o estado fisiológico da celulite
• Fator de risco/fator de proteção doenças
cardíacas
Definição
• Distúrbio estético
• Distorção localizada da arquitetura da pele
que é acompanhado pelo aumento da
espessura do tecido adiposo subcutâneo
Prevalência
• Não existe dado epidemiológico disponível
– Dito de 80 a 90%
• Alta prevalência entre mulheres
– Maiores preocupações de mulheres para
tratamentos cosméticos
• Sem dados mostrando diferenças raciais
– Raças asiáticas menos acometidas comparado
com Caucasoide
Sítios Acometidos
• Barriga
• Cintura
• Nádegas
• Coxas
A Hipoderme
Epiderme
Derme
Órgão subjacente
(musculo, osso)
• Frouxo
• Frágil
• Pouca gordura
Mamíferos com pelo
Varia entre espécies
Mamíferos sem Pelo
• Rico em gordura
• Presença de bandas
fibrosas
• Adesão a fáscia
profunda
Hipoderme
Tecido Conjuntivo
Frouxo
Homem; Porco; Cetáceos
Estrutura de camadas
Órgão subjacente
(musculo, osso)
Fáscia Profunda
Epiderme + Derme
Panniculus adiposum
• Bem desenvolvido no ser
humano
• Passagem de:
– Nervos
– Vasos Sanguíneos/Linfáticos
• Gordura subcutânea
• Tecido subcutâneo
A Hipoderme
Fáscia Superficial
Tecido conectivo
Define a
forma da pele
Fáscia Profunda
Panniculus adiposum
Ancoragem da pele
Confere estrutura ao tecido
Diversidade da Fáscia
Profunda
Grossa
Não extensiva Extensiva
Frouxa
Algumas Regiões
abdominais
Muito fina/ausente
Osso
Periósteo
Músculo
Fáscia Profunda
O Tecido Conectivo
♀♂
≠ Tecido conetivo
9 mês de
gravidez
Andrógenos
Atividade dos
Fibroblastos
Septos fibrosos
Mais espesso ♂
Deficiência em Andrógenos
Tecido Adiposo
mais fino
Resposta ao pinçamento
Alterações anatômicas
• Excesso local tecido adiposo subdermal-
subcutâneo
• Alteração da arquitetura da pele
Alterações Gerais
> Lobos Adiposos
< fibras entre lobos adiposos
> Evaginações na derme
Celulite
Derme mais fina
< relação CT/tecido adiposo
na junção dermo-hipodérmica
Circulação Sanguínea
Padrão Clássico
• Ausência de Anastomoses
Arteriovenosas
• Mais abundante do que na derme
• Parede dos vasos mais finas
• Interação próxima com adipócitos
com mínima substância intersticial
• Baixa presença de
mastócitos/fibroblastos
• Mais glicosaminoglicanas fibras
colágenas e elastina
VênulasArteríolas
Artérias Veias
Capilares
Favorecer troca de substâncias
Circulação Linfática
Sistema linfático não é
extensivamente presente
Desnecessário para
a função normal do
tecido adiposo
normal
Importante em
edemas ricos em
macromoléculas
VálvulasSistemas Linfático
Linfoedema
Processo
Fibroesclerótico
Fatores de risco
Celulite
Capacidade de distensão
Índice de massa corpórea
Massa corpórea
Rigidez do tecido (-)
Arquitetura da interface entre
derme-hipoderme
% de gordura do
segmento corpóreo
Diâmetro da Coxa
Influências
Fatores gravitacionais
Alteração de Volume
Ciclo Menstrual
Fatores Ambientais
Hiperinsulemia
Genética
Comportamento
Fatores Metabólicas
Produção de gordura
Celulite
Envelhecimento
Gavidez
Alterações Hormonais
Etiologia Multifuncional
Celulite
Influências Genéticas
Ciclo Menstrual
Atividade hormonal
Inflamação crônica 2aria
Alterações vasculares
Edema da região intercelular da
hipoderme
Diferenças na estrutura do tecido
subcutâneo entre os gêneros e
alterações no tecido conectivo
Características da pele
• Normal
– Melhor qualidade
– Mais firme
– < flacidez
– < capacidade de deformação
• Celulite
– Flacidez e fraqueza da derme e Tecido conjuntivo
– Até superfície da fáscia profunda
– > pressão intersticial
+ envelhecimento
Disrupção do
Tecido conjuntivo
Facilitação da formação
de hérnia do tecido
gorduroso na derme
Tecido Conjuntivo
• Mais fraco
• Menos denso
Área Acometida
• ↑ Volume aquoso
• ↑ Adipócitos
Índice de
Massa corpórea
Celulite
Causado por
envelhecimento
prematuro
Regressão
Melhora mas
não resolve
Não varia com
perda de massa
Padrão
Permanente
↑ mitose
Diminuição das fibras
colágenas
70% (20aa) – 40% (60aa)
Tecido Conectivo
Afinamento / diminuição da
densidade da derme
Aumento da interface
derme-Hipoderme
Características de pele
envelhecida
Envelhecimento Prematuro
↑ a-actina
miofibroblastos
↓ da Elasticidade
extensibilidade da pele
Orientação vertical
Orientação Horizontal
Striae
Tecido Conectivo
Proliferação do tecido
conjuntivo
Adipócitos divididos
em Clusters menores
↑ da Rigidez do Tecido
↑ fibras elásticas /
colágenas
Alterações na Circulação
Esclerotização de válvulas que controlam
fluxo sanguíneo
Alteração do Balanço de
Fluídos
Estase
Venosa
↑ permeabilidade dos
vasos ao plasma
Sistema Linfático
dissociado
• Facilita
• Acelera
• Piora não dispara
Não há
dilatação de
vasos linfáticos
Afetado por
desbalanço
hídrico
Aumento da
permeabilidade
Fator
desconhecido
Compressão
↑ adipócito
Congestão
Degeneração
Vacuolar células
endoteliais
Edema
Ausência de
drenagem linfática
efetiva
Ação de
Estrógenos
↑ deposição de
mucopolissacárideos
Eliminação
↑ Colágeno / Elastina /
Glicosaminoglicanas
↑ deposição CT
+
Dificulta
eliminação
Fibrose
Grânulos
fibrosos
↑ miofibroblastos
Alteração na
forma e desenho
geral das fibras
elásticas
Empobrecimento do
desenvolvimento de vasos
sanguíneos no subcutâneo
+
Fibroblasto
EDEMA
Fibrose
Fibrose
Falha na
circulação
periférica
Adipócitos
Falha
metabólica
Degeneração do
tecido adiposo
Inflamação Crônica
HOMÔNIOS
OVARIANOS
Manutenção da
integridade de
fibras colágenas
Armazenamento
de adiposidade
Ciclo Menstrual
Resposta 2aria
Degradação da malha
de colágeno
Protrusão da
Hipoderme
Descamação do
endométrio
Ação estende
à derme
↑ colagenases / gelatinase
Infiltração de leucócitos
polimorfonucleados
(Eosinófilo; Basófilo; Neutrófilo)
↑ colagenases
Produção de GAGs
Retenção de Água
Destruição contínua de
colágeno
Enfraquecimento da
derme papilar e
reticular
Extrusão do conteúdo
adiposo
Inflamação Crônica
Efeitos Genéticos
Enzima conversora de
Angiotensina
POLIMORFISMO
Desregulação do fluxo
sanguíneo
Facilita hipertrofia do
adipócito
↑ deposição de matriz
extracelular
Cigarro
+
Celulite
formação de malha
complexa no CT
↑ angiotensina II
Efeitos Genéticos
Adipontecina
Bloqueio na melhora
da microcirculação
CELULITE
↓ do mRNA na
região glútea
Supressão da ação
anti-inflamatória local
Hormônio Proteico
Secretado por
adipócitos
Regulação de
processos
metabólicos
regulação
glicemia e o
catabolismo de
ácidos graxos
Efeitos Genéticos
CELULITE
-
Alelo T
Subunidade a do fator 1
induzido por Hipóxia
Angiogênesis ↓ processos fibro-
inflamatórios
↑ HIF1A
Mutado (raro)
Efeito da Massa Corpórea
Aumento da
espessura
Menos
afetadas
Amento dos Lóbulos
Mais
afetadas
Alteração da
qualidade de CT
Efeito da Perda de Massa
Maioria Minoria
= espessura da
derme / interface
derme-hipoderme
↑ frouxidão ↑
distensabilidade e
deformação elástica
↓ densidade
dermal e rigidez
da pele
Reduz a severidade
da celulite
Aumenta severidade
da celulite
Tratamentos
• Muitos são aplicados de forma empírica sem
embasamento científico
• Medicação oral ou tópica
– Muito pouco benefícios
• Laser, Ultrassom, Radiofrequência
– Falham em trazer efeitos significativos
• Terapia Laser baseado em diodo verde de baixa
energia
– Mostrou eficácia (não mostrado longa duração)
Perspectivas futuras
Exercício físico
↓ vasoconstrição
Prover fluxo sanguíneo
adequado ao Tecido
Adiposo subcutâne
Farmacológica
Inibição de Enzima
Conversora de
Angiotensina
Bloqueio do receptor de
angiotensina II tipo 1
↑ Fluxo sanguíneo
↑ TGF-b↓ Fibrose
Inibição da
proteína HIF1A
Frações ricas em
polifenóis de fontes
naturais
↓ ½ vida
ESTRIAS
Características
• Cicatriz dermal muito comum
• Tratamento terapêutico desafiador
• Muito a se compreender
– Epidemiologia, diagnóstico e tratamento
Fatores de Risco
• Gravidez
• Idade da mãe
• Índice de massa
corpórea
• Peso ao nascer
• Idade gestacional
• Ganho de peso durante
gestação
• Polihidrâmnio
• Adolescência
• Obesidade na infância
• Índice de massa
corpórea
• Histórico Familiar
• Condição clínica
• Algumas Intervenções
cirúrgica
• Medicação
Prevalência
Grupo
Região
Afetada
Mecanismo de formação
Idade
média (aa)
Prevalência
(%)
Mulher
grávida
adulta
Abdômen
Seios
Coxas
• Extensão devido a crescimento
abdominal
• Hiperatividade adrenal cortical
23-27 43-88
Mulher
adulta
Seios
Coxas
• Pós-parto 29 35
Mulher
adolescente
Seios
Coxas
Nádegas
• Alongamento da pele durante
crescimento
• Hiper-reatividade Adrenocortical
13-14 72-77
Homem
Adolescente
Nádegas
Coxas
Panturrilha
Costas
• Alongamento da pele durante
crescimento
• Hiper-reatividade Adrenocortical
14 6-86
Homem
Adulto
Nádegas
• Perda/ganho rápido de massa corpórea
• Exercício muscular
ND 11
Prevalência
Nádegas (89%)
Lombar (28%)
Joelho (25%)
Nádegas (86%)
Panturrilha (30%)
Coxas(46%)
Abdômen (48%)
Seios (25%)
Coxas(25%)
♂ ♀
Adolescente Adolescente Grávida
Tipos
Striae Distensae (SD)
• Marcas semelhantes a cicatriz
• atrófica
• Enrugada
• hipopigmentada
(estria atrófica cutânea)
• Lesões violáceas e eritematosas
Ligadas evolutivamente
Striae Rubra Striae alba
Distintos
Implicações
terapêuticas
Alterações na Pele
Striaealba
• Atrofia epiderme
• Perda de cristas epiteliais
• Ausência de folículos pilosos
• Redução de melanócitos
• Edema entre melanócitos /
queratinócitos
• ↑ melanogênesis
Striaerubra
• Ectasia Vascular
• Possível Angiogênesis
• Sem alterações vasculares
Epiderme Papilar
Derme
Reticular
• Alteração de fibras colágenas
• ↓ Fibras elásticas
• Reorganizadas = delgadas com
fibras periféricas grossas e
tortuosas
• ↓ microfibrilas de fibrilina na
junção demal-epidermal
• Colágeno densamente
empacotado paralelo à
superfície de pele
• Fibras elásticas grossas com
aparências normal na periferia
Células inflamatórias
Edema Dermal
Adesão de linfócitos ao
redor dos vasos
Ausência de mastóticos /
fibroblastos proeminentes
Predominância de
mastócitos entre as
fibras colágenas
Striae albaStriae rubra
↑ Aumento conteúdo de Glicosaminoglicanas
Outros Tipos
Striae Distensae (SD)
(estria atrófica cutânea)
Striae nigrae
Striae CaeruleaStriae Gravidarum
Gravidez
Pele escura
• ↑ da melanização da pele
Alteração de Cor
COR
Estado de evolução
Hipopigmentada HiperpigmentadaVermelha
Melanização
Etiologia - Teorias
Striae
Distensae
Desequilíbrio
endócrino
Alongamento
mecânico da pele
Distúrbio estrutural
congênito da pele
(fibras colágenas e elásticas)
Alongamento mecânico
• Formação perpendicular da SD
• Teoria polêmica
– Não existe correlação com SD e superfícies
extensoras das juntas
Alteração Hormonal
• SD associada a alterações hormonais
• Acredita-se haver relação de hormônios
associados a gravidez
Ação Hormonal
Hormônio
AdrenocorticotróficoCortisol
Fibroblasto
+
Catabolismo
Proteico
Alteração em fibras
elásticas e colágenas
Pele
↑ Receptores de
Andrógenos e
Estrógenos
Gravidez
SD
↑ excreção
urinária
Corticosteróide
(17-cetosteroide)
↑ risco de danos estruturais
a fibras elásticas
↓ Pele menos
flexível
↓ nível sérico
de Relaxina
Características
Celulares/Moleculares
Fibroblasto
↓ Capacidade
proliferativa e migratória
SD
Associado com
Prolapso
↓ Conteúdo de
Colágeno
↓ Expressão
Pró-colágeno /
Fibronectina
Alterações
histopatológicas
Alterações
Recentes
Degranulação
Ativação
Mastócito
Macrófago
Elastósis na derme
média
Elastase
Enzimas
Processo Inflamatório
Importante
para Iniciação
de SD
Reorganização
↓ Fibrilina
Alteração no conteúdo
• Colágeno
• Elastina
• Fibrilina
Pele Normal
Colágeno
Elastina
Substância
Amorfa
Derme
PapilarReticular
• Feixes grossos de Fibras
colágenas paralela a pele
• Fibras elásticas grosseiras
• Fibras colágenas finas
randomicamente
distribuídas
• Fibras elásticas finas
Striae RubraDerme
• Predominância de fibras
elásticas finas + fibras mais
grossas na periferia
• ↓ e reorganização da
elastina e fibras de fibrilina
• Alteração estrutural no
colágeno
Striae AlbaDerme
• Feixes de colágenos finos
densamente empacotadas
• Arranjo paralelo à
superfície da pele
• Parecido com cicatriz
• Atrofia
• Perda de cristas
epidermais
Epiderme
Avaliação
• Não existe método universal
• Pontuação visual ou modalidades
baseadas em imagens tem sido usadas
• Métodos não validos
• Alternativas para a medição objetiva
– Avaliação de Topografia da pele
– Uso de equipamentos de imagem
• Câmeras 3D; microscopia confocal de reflectante,
colorimetria de epifluorescência.
Tratamentos
• Não existe tratamento eficaz se efeito adverso
• Depende de
– Tipo SD
– Tipo de pele de Fitzpatrick
• Tipos
– Agentes de ação tópica
– Técnicas químicas/mecânicas de desbridamento
– Técnicas a laser não ablativas
Classificação de
Fitzpatrick
Tipo Cor Características
I
Branca, muito claro, cabelo loiro ou ruivo, olhos azuis,
com sardas
Sempre queima, nunca bronzeia
II Branco, claro, cabelo ruivo ou loiro, olhos claros
Normalmente queima, bronzeia com
dificuldade
III
Branco bege, claro com qualquer tipo de cor de cabelo
ou olhos (mais comum)
Algumas vezes com queimadura
leve, bronzeia gradualmente
IV Marrom, pele caucasoide típica do mediterrâneo
Raramente queima, bronzeia
facilmente
V Marrom escuro, tipos de pele do oriente médio
Muito raramente queimam, bronzeia
facilmente
VI Negro
Nunca queima, bronzeia muito
falcilmente
Agentes de uso tópico
Fibroblasto
Ac. Retinóico
Cremes
Loções
Pomadas
Colágeno
Não mostrou efeito ou
resultados não
confiáveis
Striae Rubra
Eficácia
máxima
Striae Alba
Pouco
efeito
Preventivo
(Striae Gravidarum)
Tratamentos
químicos/mecânicos
Peeling
Ac. Glcólico
Ac. Tricloroacético
Striae AlbaStriae Rubra
Microdermoabrasão
Óxido de Alumínio
↑ Colágeno Tipo 1
Eficaz
↓ largura do Sulco
↓ Hemoglobina
↓ largura do Sulco
↑ Melanina
Deficiências no desenho experimental
Laser Não-ablativo
Laser corante
pulsado - PDL
(585nm)
Fibras elásticas
retomam
aparência normal
YAG dopado com
neodímio – Nd-YAG
(1064-nm)
laser de excímero de
cloreto de xenônio - XeCl
(308 nm)
lasers de brometo de cobre
(578 nm)
• Atinge vasos dilatados
• ↑ colágeno
Ação Vascular
Melhoria do
estado da pele
↑ Pigmentação
6 meses
Laser Ablativo
Laser CO2 de
pulso curto
• Vaporização Epidermal
• Coagulação da Derme Próxima
Fototermólisis
fracional
Pele Escura
Apresenta risco de
hiperpigmentação
• Zonas Microtermais
• Necrose epidermal
• Síntese de colágeno
Luz Intensa
Pulsada (LIP)
Terapia com
Radiação UV
Radiofrequência
(RF)
Luz Visível
(515–1200 nm)
Organiza fibras
colágenas
Outras Técnicas
Induz Expressão
do mRNA de
colágeno tipo 1
↑ colágeno tipo 1
Indução
percutânea de
colágeno
Terapia com
agulhas
Não existem
procedimentos
cirúrgicos
KnowWhy treinamentos especializados
Alexandre HP Ferreira, Ph.D.
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alexhpf@yahoo.com.br
Campinas - SP
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Seminário 09: Celulite e Estrias

  • 1.
    Estrutura, fisiologia ebioquímica da pele aplicadas à ciência cosmética. Alexandre Ferreira Celulite & Estrias
  • 2.
    Celulite • Pouca atençãodo meio acadêmico • Considerado um tópico frívolo • Dificuldade de compreender a etiologia – Muitos fatores envolvidos – Ocorrem simultaneamente e sequencialmente • Não existe publicação que tenha descrito precisamente o estado fisiológico da celulite • Fator de risco/fator de proteção doenças cardíacas
  • 3.
    Definição • Distúrbio estético •Distorção localizada da arquitetura da pele que é acompanhado pelo aumento da espessura do tecido adiposo subcutâneo
  • 4.
    Prevalência • Não existedado epidemiológico disponível – Dito de 80 a 90% • Alta prevalência entre mulheres – Maiores preocupações de mulheres para tratamentos cosméticos • Sem dados mostrando diferenças raciais – Raças asiáticas menos acometidas comparado com Caucasoide
  • 5.
    Sítios Acometidos • Barriga •Cintura • Nádegas • Coxas
  • 6.
    A Hipoderme Epiderme Derme Órgão subjacente (musculo,osso) • Frouxo • Frágil • Pouca gordura Mamíferos com pelo Varia entre espécies Mamíferos sem Pelo • Rico em gordura • Presença de bandas fibrosas • Adesão a fáscia profunda Hipoderme Tecido Conjuntivo Frouxo Homem; Porco; Cetáceos
  • 7.
    Estrutura de camadas Órgãosubjacente (musculo, osso) Fáscia Profunda Epiderme + Derme Panniculus adiposum • Bem desenvolvido no ser humano • Passagem de: – Nervos – Vasos Sanguíneos/Linfáticos • Gordura subcutânea • Tecido subcutâneo
  • 8.
    A Hipoderme Fáscia Superficial Tecidoconectivo Define a forma da pele Fáscia Profunda Panniculus adiposum Ancoragem da pele Confere estrutura ao tecido
  • 9.
    Diversidade da Fáscia Profunda Grossa Nãoextensiva Extensiva Frouxa Algumas Regiões abdominais Muito fina/ausente Osso Periósteo Músculo Fáscia Profunda
  • 10.
    O Tecido Conectivo ♀♂ ≠Tecido conetivo 9 mês de gravidez Andrógenos Atividade dos Fibroblastos Septos fibrosos Mais espesso ♂ Deficiência em Andrógenos Tecido Adiposo mais fino
  • 11.
  • 12.
    Alterações anatômicas • Excessolocal tecido adiposo subdermal- subcutâneo • Alteração da arquitetura da pele
  • 13.
    Alterações Gerais > LobosAdiposos < fibras entre lobos adiposos > Evaginações na derme Celulite Derme mais fina < relação CT/tecido adiposo na junção dermo-hipodérmica
  • 14.
    Circulação Sanguínea Padrão Clássico •Ausência de Anastomoses Arteriovenosas • Mais abundante do que na derme • Parede dos vasos mais finas • Interação próxima com adipócitos com mínima substância intersticial • Baixa presença de mastócitos/fibroblastos • Mais glicosaminoglicanas fibras colágenas e elastina VênulasArteríolas Artérias Veias Capilares Favorecer troca de substâncias
  • 15.
    Circulação Linfática Sistema linfáticonão é extensivamente presente Desnecessário para a função normal do tecido adiposo normal Importante em edemas ricos em macromoléculas VálvulasSistemas Linfático Linfoedema Processo Fibroesclerótico
  • 16.
    Fatores de risco Celulite Capacidadede distensão Índice de massa corpórea Massa corpórea Rigidez do tecido (-) Arquitetura da interface entre derme-hipoderme % de gordura do segmento corpóreo Diâmetro da Coxa
  • 17.
    Influências Fatores gravitacionais Alteração deVolume Ciclo Menstrual Fatores Ambientais Hiperinsulemia Genética Comportamento Fatores Metabólicas Produção de gordura Celulite Envelhecimento Gavidez Alterações Hormonais
  • 18.
    Etiologia Multifuncional Celulite Influências Genéticas CicloMenstrual Atividade hormonal Inflamação crônica 2aria Alterações vasculares Edema da região intercelular da hipoderme Diferenças na estrutura do tecido subcutâneo entre os gêneros e alterações no tecido conectivo
  • 19.
    Características da pele •Normal – Melhor qualidade – Mais firme – < flacidez – < capacidade de deformação • Celulite – Flacidez e fraqueza da derme e Tecido conjuntivo – Até superfície da fáscia profunda – > pressão intersticial + envelhecimento Disrupção do Tecido conjuntivo Facilitação da formação de hérnia do tecido gorduroso na derme
  • 20.
    Tecido Conjuntivo • Maisfraco • Menos denso Área Acometida • ↑ Volume aquoso • ↑ Adipócitos Índice de Massa corpórea Celulite Causado por envelhecimento prematuro Regressão Melhora mas não resolve Não varia com perda de massa Padrão Permanente ↑ mitose Diminuição das fibras colágenas 70% (20aa) – 40% (60aa)
  • 21.
    Tecido Conectivo Afinamento /diminuição da densidade da derme Aumento da interface derme-Hipoderme Características de pele envelhecida Envelhecimento Prematuro ↑ a-actina miofibroblastos ↓ da Elasticidade extensibilidade da pele Orientação vertical Orientação Horizontal Striae
  • 22.
    Tecido Conectivo Proliferação dotecido conjuntivo Adipócitos divididos em Clusters menores ↑ da Rigidez do Tecido ↑ fibras elásticas / colágenas
  • 23.
    Alterações na Circulação Esclerotizaçãode válvulas que controlam fluxo sanguíneo Alteração do Balanço de Fluídos Estase Venosa ↑ permeabilidade dos vasos ao plasma Sistema Linfático dissociado • Facilita • Acelera • Piora não dispara Não há dilatação de vasos linfáticos Afetado por desbalanço hídrico Aumento da permeabilidade Fator desconhecido Compressão ↑ adipócito Congestão Degeneração Vacuolar células endoteliais
  • 24.
    Edema Ausência de drenagem linfática efetiva Açãode Estrógenos ↑ deposição de mucopolissacárideos Eliminação ↑ Colágeno / Elastina / Glicosaminoglicanas ↑ deposição CT + Dificulta eliminação Fibrose Grânulos fibrosos ↑ miofibroblastos Alteração na forma e desenho geral das fibras elásticas Empobrecimento do desenvolvimento de vasos sanguíneos no subcutâneo + Fibroblasto EDEMA
  • 25.
  • 26.
    Inflamação Crônica HOMÔNIOS OVARIANOS Manutenção da integridadede fibras colágenas Armazenamento de adiposidade Ciclo Menstrual Resposta 2aria Degradação da malha de colágeno Protrusão da Hipoderme Descamação do endométrio Ação estende à derme ↑ colagenases / gelatinase Infiltração de leucócitos polimorfonucleados (Eosinófilo; Basófilo; Neutrófilo) ↑ colagenases Produção de GAGs Retenção de Água Destruição contínua de colágeno Enfraquecimento da derme papilar e reticular Extrusão do conteúdo adiposo Inflamação Crônica
  • 27.
    Efeitos Genéticos Enzima conversorade Angiotensina POLIMORFISMO Desregulação do fluxo sanguíneo Facilita hipertrofia do adipócito ↑ deposição de matriz extracelular Cigarro + Celulite formação de malha complexa no CT ↑ angiotensina II
  • 28.
    Efeitos Genéticos Adipontecina Bloqueio namelhora da microcirculação CELULITE ↓ do mRNA na região glútea Supressão da ação anti-inflamatória local Hormônio Proteico Secretado por adipócitos Regulação de processos metabólicos regulação glicemia e o catabolismo de ácidos graxos
  • 29.
    Efeitos Genéticos CELULITE - Alelo T Subunidadea do fator 1 induzido por Hipóxia Angiogênesis ↓ processos fibro- inflamatórios ↑ HIF1A Mutado (raro)
  • 30.
    Efeito da MassaCorpórea Aumento da espessura Menos afetadas Amento dos Lóbulos Mais afetadas Alteração da qualidade de CT
  • 31.
    Efeito da Perdade Massa Maioria Minoria = espessura da derme / interface derme-hipoderme ↑ frouxidão ↑ distensabilidade e deformação elástica ↓ densidade dermal e rigidez da pele Reduz a severidade da celulite Aumenta severidade da celulite
  • 32.
    Tratamentos • Muitos sãoaplicados de forma empírica sem embasamento científico • Medicação oral ou tópica – Muito pouco benefícios • Laser, Ultrassom, Radiofrequência – Falham em trazer efeitos significativos • Terapia Laser baseado em diodo verde de baixa energia – Mostrou eficácia (não mostrado longa duração)
  • 33.
    Perspectivas futuras Exercício físico ↓vasoconstrição Prover fluxo sanguíneo adequado ao Tecido Adiposo subcutâne Farmacológica Inibição de Enzima Conversora de Angiotensina Bloqueio do receptor de angiotensina II tipo 1 ↑ Fluxo sanguíneo ↑ TGF-b↓ Fibrose Inibição da proteína HIF1A Frações ricas em polifenóis de fontes naturais ↓ ½ vida
  • 34.
  • 35.
    Características • Cicatriz dermalmuito comum • Tratamento terapêutico desafiador • Muito a se compreender – Epidemiologia, diagnóstico e tratamento
  • 36.
    Fatores de Risco •Gravidez • Idade da mãe • Índice de massa corpórea • Peso ao nascer • Idade gestacional • Ganho de peso durante gestação • Polihidrâmnio • Adolescência • Obesidade na infância • Índice de massa corpórea • Histórico Familiar • Condição clínica • Algumas Intervenções cirúrgica • Medicação
  • 37.
    Prevalência Grupo Região Afetada Mecanismo de formação Idade média(aa) Prevalência (%) Mulher grávida adulta Abdômen Seios Coxas • Extensão devido a crescimento abdominal • Hiperatividade adrenal cortical 23-27 43-88 Mulher adulta Seios Coxas • Pós-parto 29 35 Mulher adolescente Seios Coxas Nádegas • Alongamento da pele durante crescimento • Hiper-reatividade Adrenocortical 13-14 72-77 Homem Adolescente Nádegas Coxas Panturrilha Costas • Alongamento da pele durante crescimento • Hiper-reatividade Adrenocortical 14 6-86 Homem Adulto Nádegas • Perda/ganho rápido de massa corpórea • Exercício muscular ND 11
  • 38.
    Prevalência Nádegas (89%) Lombar (28%) Joelho(25%) Nádegas (86%) Panturrilha (30%) Coxas(46%) Abdômen (48%) Seios (25%) Coxas(25%) ♂ ♀ Adolescente Adolescente Grávida
  • 39.
    Tipos Striae Distensae (SD) •Marcas semelhantes a cicatriz • atrófica • Enrugada • hipopigmentada (estria atrófica cutânea) • Lesões violáceas e eritematosas Ligadas evolutivamente Striae Rubra Striae alba Distintos Implicações terapêuticas
  • 40.
    Alterações na Pele Striaealba •Atrofia epiderme • Perda de cristas epiteliais • Ausência de folículos pilosos • Redução de melanócitos • Edema entre melanócitos / queratinócitos • ↑ melanogênesis Striaerubra • Ectasia Vascular • Possível Angiogênesis • Sem alterações vasculares Epiderme Papilar Derme Reticular • Alteração de fibras colágenas • ↓ Fibras elásticas • Reorganizadas = delgadas com fibras periféricas grossas e tortuosas • ↓ microfibrilas de fibrilina na junção demal-epidermal • Colágeno densamente empacotado paralelo à superfície de pele • Fibras elásticas grossas com aparências normal na periferia
  • 41.
    Células inflamatórias Edema Dermal Adesãode linfócitos ao redor dos vasos Ausência de mastóticos / fibroblastos proeminentes Predominância de mastócitos entre as fibras colágenas Striae albaStriae rubra ↑ Aumento conteúdo de Glicosaminoglicanas
  • 42.
    Outros Tipos Striae Distensae(SD) (estria atrófica cutânea) Striae nigrae Striae CaeruleaStriae Gravidarum Gravidez Pele escura • ↑ da melanização da pele
  • 43.
    Alteração de Cor COR Estadode evolução Hipopigmentada HiperpigmentadaVermelha Melanização
  • 44.
    Etiologia - Teorias Striae Distensae Desequilíbrio endócrino Alongamento mecânicoda pele Distúrbio estrutural congênito da pele (fibras colágenas e elásticas)
  • 45.
    Alongamento mecânico • Formaçãoperpendicular da SD • Teoria polêmica – Não existe correlação com SD e superfícies extensoras das juntas
  • 46.
    Alteração Hormonal • SDassociada a alterações hormonais • Acredita-se haver relação de hormônios associados a gravidez
  • 47.
    Ação Hormonal Hormônio AdrenocorticotróficoCortisol Fibroblasto + Catabolismo Proteico Alteração emfibras elásticas e colágenas Pele ↑ Receptores de Andrógenos e Estrógenos Gravidez SD ↑ excreção urinária Corticosteróide (17-cetosteroide) ↑ risco de danos estruturais a fibras elásticas ↓ Pele menos flexível ↓ nível sérico de Relaxina
  • 48.
    Características Celulares/Moleculares Fibroblasto ↓ Capacidade proliferativa emigratória SD Associado com Prolapso ↓ Conteúdo de Colágeno ↓ Expressão Pró-colágeno / Fibronectina
  • 49.
    Alterações histopatológicas Alterações Recentes Degranulação Ativação Mastócito Macrófago Elastósis na derme média Elastase Enzimas ProcessoInflamatório Importante para Iniciação de SD Reorganização ↓ Fibrilina Alteração no conteúdo • Colágeno • Elastina • Fibrilina
  • 50.
    Pele Normal Colágeno Elastina Substância Amorfa Derme PapilarReticular • Feixesgrossos de Fibras colágenas paralela a pele • Fibras elásticas grosseiras • Fibras colágenas finas randomicamente distribuídas • Fibras elásticas finas
  • 51.
    Striae RubraDerme • Predominânciade fibras elásticas finas + fibras mais grossas na periferia • ↓ e reorganização da elastina e fibras de fibrilina • Alteração estrutural no colágeno
  • 52.
    Striae AlbaDerme • Feixesde colágenos finos densamente empacotadas • Arranjo paralelo à superfície da pele • Parecido com cicatriz • Atrofia • Perda de cristas epidermais Epiderme
  • 53.
    Avaliação • Não existemétodo universal • Pontuação visual ou modalidades baseadas em imagens tem sido usadas • Métodos não validos • Alternativas para a medição objetiva – Avaliação de Topografia da pele – Uso de equipamentos de imagem • Câmeras 3D; microscopia confocal de reflectante, colorimetria de epifluorescência.
  • 54.
    Tratamentos • Não existetratamento eficaz se efeito adverso • Depende de – Tipo SD – Tipo de pele de Fitzpatrick • Tipos – Agentes de ação tópica – Técnicas químicas/mecânicas de desbridamento – Técnicas a laser não ablativas
  • 55.
    Classificação de Fitzpatrick Tipo CorCaracterísticas I Branca, muito claro, cabelo loiro ou ruivo, olhos azuis, com sardas Sempre queima, nunca bronzeia II Branco, claro, cabelo ruivo ou loiro, olhos claros Normalmente queima, bronzeia com dificuldade III Branco bege, claro com qualquer tipo de cor de cabelo ou olhos (mais comum) Algumas vezes com queimadura leve, bronzeia gradualmente IV Marrom, pele caucasoide típica do mediterrâneo Raramente queima, bronzeia facilmente V Marrom escuro, tipos de pele do oriente médio Muito raramente queimam, bronzeia facilmente VI Negro Nunca queima, bronzeia muito falcilmente
  • 56.
    Agentes de usotópico Fibroblasto Ac. Retinóico Cremes Loções Pomadas Colágeno Não mostrou efeito ou resultados não confiáveis Striae Rubra Eficácia máxima Striae Alba Pouco efeito Preventivo (Striae Gravidarum)
  • 57.
    Tratamentos químicos/mecânicos Peeling Ac. Glcólico Ac. Tricloroacético StriaeAlbaStriae Rubra Microdermoabrasão Óxido de Alumínio ↑ Colágeno Tipo 1 Eficaz ↓ largura do Sulco ↓ Hemoglobina ↓ largura do Sulco ↑ Melanina Deficiências no desenho experimental
  • 58.
    Laser Não-ablativo Laser corante pulsado- PDL (585nm) Fibras elásticas retomam aparência normal YAG dopado com neodímio – Nd-YAG (1064-nm) laser de excímero de cloreto de xenônio - XeCl (308 nm) lasers de brometo de cobre (578 nm) • Atinge vasos dilatados • ↑ colágeno Ação Vascular Melhoria do estado da pele ↑ Pigmentação 6 meses
  • 59.
    Laser Ablativo Laser CO2de pulso curto • Vaporização Epidermal • Coagulação da Derme Próxima Fototermólisis fracional Pele Escura Apresenta risco de hiperpigmentação • Zonas Microtermais • Necrose epidermal • Síntese de colágeno
  • 60.
    Luz Intensa Pulsada (LIP) Terapiacom Radiação UV Radiofrequência (RF) Luz Visível (515–1200 nm) Organiza fibras colágenas Outras Técnicas Induz Expressão do mRNA de colágeno tipo 1 ↑ colágeno tipo 1 Indução percutânea de colágeno Terapia com agulhas Não existem procedimentos cirúrgicos
  • 61.
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