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GRAMÁTICAFRENTE 1
1. (UNISAL) – O texto a seguir encontra-se fora de ordem. Leia-o
atentamente e indique que alternativa apresenta a correta organização
para ele.
I. Dessa forma, os colonizados de ontem e de hoje são obrigados a
assumir formas políticas, hábitos culturais, estilos de comunicação,
gêneros de música e modos de produção e consumo dos coloni-
zadores.
II. Atualmente se verifica uma poderosa “hamburguerização” da cul-
tura culinária e uma “rockiquização” dos estilos musicais. Os que
detêm o monopólio do ter, do poder e do saber controlam os mercados
e decidem sobre o que se deve produzir, consumir e exportar.
III. Toda colonização – seja a antiga, pela invasão dos territórios, seja
a moderna, pela integração forçada no mercado mundial – significa
sempre um ato de grandíssima violência.
IV. Numa palavra, portanto, os colonizados são impedidos de fazer suas
escolhas, de tomar as decisões que constroem a sua própria história.
V. Isso ocorre porque a colonização implica o bloqueio do
desenvolvimento autônomo de um povo. Representa a submissão de
parcelas importantes da cultura, com sua memória, seus valores, suas
instituições, sua religião, à outra cultura invasora.
(Adaptado de BOFF, Leonardo. A águia e a galinha.
24.a ed., Petrópolis: Vozes, 1998. pp. 21-22.)
a) III – V – I – II – IV.
b) I – II – IV – V – III.
c) III –V – I – IV – II.
d) III – II – I – V – IV.
e) IV – I – III – V – II.
Ele: — Pois é.
Ela: — Pois é o quê?
Ele: — Eu só disse pois é!
Ela: — Mas “pois é” o quê?
Ele: — Melhor mudar de conversa porque você não me entende.
Ela: — Entender o quê?
Ele: — Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já!
Ela: — Falar então de quê?
Ele: — Por exemplo, de você.
Ela: — Eu?!
(Clarice Lispector, A Hora da Estrela)
1. No texto transcrito, que se volta para o contato entre o
interlocutores, prevalece a função fática. Essa função só não está
presente
a) nas frases feitas.
b) nas repetições.
c) nas interjeições.
d) nas expressões destituídas de conteúdo informativo.
e) na ênfase à elaboração da linguagem.
2. Identifique a função de linguagem predominante nos trechos
abaixo:
a)
b) Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(Carlos D. de Andrade)
c) “Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito
cuidadosas e delicadas, quando expressem seu ponto de vista, espe-
cialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipó-
critas.”
(Clarice Lispector, A Hora da Estrela)
d) “Descomplique. De qualquer lugar para qualquer lugar, disque
23.”
e) Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas
Passam tantas visões sobre o meu peito!
Palor de febre meu semblante cobre,
Bate meu coração com tanto fogo!
(Álvares de Azevedo)
MÓDULO 1
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
E CRITÉRIOS DE CORREÇÃO
MÓDULO 2
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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2 –
1. (IBMEC) – Dados os seguintes adjetivos: pluvial, occipital,
lupino e lacustre, assinale a alternativa que apresenta as locuções
adjetivas correspondentes.
a) de chuva, de olho, de lobo e de rio, respectivamente.
b) de chuva, de nuca, de lupa e de lago, respectivamente.
c) de rio, de nuca, de lobo e de lago, respectivamente.
d) de chuva, de nuca, de lobo e de lago, respectivamente.
e) de rio, de olho, de lupa e de lago, respectivamente.
2. (MACKENZIE) – De acordo com a norma culta, assinale a alter-
nativa que apresenta inadequação no processo de nominalização.
a) As passistas da escola de samba estavam dispersas.
Dispersão das passistas da escola de samba.
b) Os jovens perseveram em busca de soluções para os problemas do
país.
Perseverança dos jovens em busca de soluções para os problemas do
país.
c) A herança foi dissipada pelos herdeiros.
Dissipação da herança pelos herdeiros.
d) O movimento de protesto foi reprimido pelas autoridades.
Repressão do movimento de protesto pelas autoridades.
e) A França asilou muitos brasileiros durante a ditadura militar.
Asilamento de muitos brasileiros pela França durante a ditadura militar.
1. (FUVEST-Transferência) – Considere a mensagem publicitária
de um hospital:
HÁ MOMENTOS EM QUE ATÉ
OS ADULTOS PRECISAM
DE UM COLO. NÓS ESTAMOS AQUI
PARA ISSO E MUITO MAIS.
A referência do pronome isso, no texto, permite deduzir que o hospital
oferece
a) recursos da mais alta tecnologia.
b) momentos de descontração, lazer.
c) assistência médica ininterrupta.
d) atendimento diferenciado, atencioso.
e) ambiente higienizado, agradável.
2. (PUC-SP) – Nos versos:
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou no exílio amargo.
A expressão em que, neles destacada, refere-se, respectivamente, a
a) idioma, voz. b) idioma, idioma.
c) rude e doloroso, Camões. d) eu, eu.
3. (ESPM) – Assinale o item em que o pronome grifado tenha valor
semântico de possessivo:
a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-
me na testa.” (Machado de Assis)
b) “Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu
não tenho que fazer.” (Machado de Assis)
c) “Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto.” (Mário de Sá
Carneiro)
d) “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” (Manuel
Bandeira)
e) “Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.”
(Clarice Lispector)
Texto para a questão 4.
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
4. (MACKENZIE) – Em relação ao termo destacado no fragmento
acima, de Morte e Vida Severina, é correto afirmar que se trate de
a) um artigo definido. b) um pronome demonstrativo.
c) um pronome pessoal. d) uma conjunção.
e) um substantivo.
5. (FAAP-SP) Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte
como sabê-lo?
O pronome o está no lugar da oração:
a) “ouvindo-te”. b) “dizer”. c) “eu te amo”.
d) “que sou amado”. e) “como sabê-lo”.
6. (UFRN) – Fazendo uso do registro culto da língua, reescreva, na
terceira pessoa do singular, o depoimento reproduzido abaixo. Altere
apenas o necessário, não acrescentando nem omitindo informações.
Lembrar a infância deixa-me triste. Jamais entendi
por que me batiam tanto. Às vezes, chegava até a
me revoltar com os castigos a que me submetiam.
Texto para a questão 7.
Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelheci: olha, em relevo,
estes sinais em mim, não das carícias
(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que ao sol-posto
perde a sabedoria das crianças.
(Carlos Drummond de Andrade)
7. Classifique os pronomes destacados no poema de Carlos
Drummond de Andrade.
MÓDULO 4
CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS (II) –
PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS
MÓDULO 3
CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS (I) –
PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS
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8. (MACKENZIE) – Indique a única alternativa em que há um
advérbio modificando um adjetivo.
a) Ele falava bastante rapidamente.
b) Um pão bem quente com manteiga.
c) Os homens trabalhavam muito bem.
d) Ele agiu calma e decididamente.
e) Você esteve bem mal hoje.
9. (ITA) – Considere o excerto abaixo:
“No Brasil, [o trote] é um meio de reafirmar, na passagem para a
vida adulta, que o jovem estudante pertence mesmo a uma sociedade
autoritária, violenta e de privilégio.”
Preserva-se o sentido da frase acima, caso a palavra em destaque seja
substituída por
a) ainda. b) também. c) realmente. d) porém. e) portanto.
Texto para a questão 10.
A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com uma
portinha pequena. Logo à entrada um cheiro mole e salobro enojou-
a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre
paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas. No patamar da
sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame, parda do pó
acumulado, coberta de teias de aranha, coava a luz suja do saguão.
E por trás de uma portinha, ao lado, sentia-se o ranger de um berço,
o chorar doloroso de uma criança.
(Eça de Queirós, O Primo Basílio)
10.(FUVEST) – O segmento do texto em que a preposição de
estabelece uma relação de causa é:
a) “ao pé de uma casa amarelada”. b) “escada, de degraus gastos”.
c) “gradeadozinho de arame”. d) “parda do pó acumulado”.
e) “luz suja do saguão”.
1. Sublinhe e classifique o sujeito dos verbos destacados.
a) "A curiosidade é o pavio do aprendizado." (William Arthur Ward)
b) "Educar é ensinar a pensar." (Paulo Francis)
c) "Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia."
(Machado de Assis)
2. Classifique o sujeito dos verbos grifados.
"Mas essas criaturas de aparência frágil, os escritores, tornam a vida
muito mais intensa, fazem das palavras um instrumento de magia,
distribuem sonhos e emoções." (Rodolfo Konder)
3. (FESP) – Em "Retira-te, criatura ávida de vingança.", o sujeito é
a) te. b) inexistente. c) oculto. d) criatura. e) n.d.a.
1. (CÁSPER LÍBERO)
I. Devem haver soluções mais viáveis para os problemas apresentados.
II. O relator afirmou que já fazem dois meses que o processo está
tramitando...
III. Para que não haja dúvidas, é preciso ler as instruções.
V. No verão faz dias quentes, mas os turistas adoram.
Sobre as frases transcritas, pode-se afirmar que
a) I e III estão corretas. b) II e IV estão incorretas.
c) III e IV estão incorretas. d) III e IV estão corretas.
e) Todas estão incorretas.
2. Nem toda oração apresenta sujeito. Muitas vezes o sujeito é inexis-
tente. Examine atentamente o período a seguir. Formule perguntas
usando quem ou que antes dos verbos sublinhados para encontrar o
sujeito. Se houver sujeito determinado, circule-o e classifique-o.
"Não sei se existem farmácias de homeopatia. No meu tempo de
criança havia muitas, e elas me deslumbravam, apesar de eu nunca
ter-me tratado pelas suas pastilhas e gotas." (Carlos Heitor Cony)
3. (ESPM) – Em uma das opções abaixo, o verbo haver é impessoal
e, por isso, não deveria estar no plural. Assinale-a:
a) Os sonegadores de imposto de renda se haverão com a Receita Federal.
b) No mês de abril, conhecido como "abril vermelho", houveram
muitas invasões de terra empreendidas pelo MST, em todo o país.
c) Por haverem muitas propriedades rurais, vários deputados e
senadores sempre se colocaram contra a reforma agrária.
d) Traficantes da Favela da Rocinha haviam ordenado o fechamento
do comércio local, como represália à morte de um deles.
e) Times paulistas não se houveram bem nos jogos da última rodada.
4. (UNIMONTES) – Observe o uso do verbo haver na frase:
Hoje não há razões para otimismo."
Dasconstruçõesabaixo,assinaleaquelaemqueoverbo haver foi empregado
na mesma acepção (= sentido) em que foi usado no exemplo acima.
a) Havia fontes a borbulhar no coração.
b) Haveria de descobrir a beleza das pequenas coisas.
c) Houve-se muito bem o rapaz na singular situação em que se meteu.
d) O autor houve por bem suprimir um trecho de sua crônica.
1. Examine os verbos destacados no seguinte trecho, extraído de
Iracema, de José de Alencar.
Além, muito além daquela serra, que ainda aula no horizonte,
nasceu Iracema .
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais
negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo do jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha
recendia no bosque como seu hálito perfumado.
a) No poema, há verbos que indicam uma ação do sujeito, são chama-
dos verbos nocionais, ou seja, verbos significativos. Transcreva-os.
b) Quando o predicado indica ação, seu núcleo é um verbo nocional,
como os verbos da resposta anterior. Como se chama o predicado que
contém esses verbos?
c) No poema, verifique se há um ou mais verbos que apenas indi-
quem estado, isto é, que apenas unam ao sujeito uma qualidade,
situação ou propriedade. Se houver, transcreva-o(s).
d) Quando o predicado indica uma propriedade (qualidade, estado)
do sujeito, seu núcleo é um nome (substantivo ou adjetivo) e nesse
caso os verbos são de ligação, como o verbo ser. Como se chama o
predicado que contém esses verbos?
MÓDULO 6
ORAÇÃO SEM SUJEITO
MÓDULO 7
PREDICADO NOMINAL
MÓDULO 5
SUJEITO E PREDICADO
– 3
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4 –
2. (FUVEST) – No texto: “Acho-me tranqüilo – sem desejos, sem
esperanças. Não me preocupa o futuro”, os termos destacados são,
respectivamente:
a) predicativo – objeto direto – sujeito.
b) predicativo – sujeito – objeto direto.
c) adjunto adnominal – objeto direto – objeto indireto.
d) predicativo – objeto direto – objeto indireto.
e) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto.
3. (Esc. Sup. Agr. Lavras-MG) – Em “O tempo estava de morte, de
carnificina”, o verbo é:
a) de ligação. b) transitivo indireto.
c) intransitivo. d) transitivo direto.
e) transitivo direto e indireto.
4. (EFEI-MG) – Em “Sonhosque parecem os dias que acabam nesta
madrugada”, classifique os dois predicados e explique a diferença
entre eles.
1. Associe:
a) oração com verbo nocional cujo sentido pode ser completado por
um complemento que especifique alguma coisa ou alguém.
b) oração com verbo nocional que rege preposição e cujo sentido
pode ser completado por um complemento que especifique prepo-
sição + alguma coisa ou preposição + alguém.
I. ( ) “A paixão pertence aos deuses e às deusas...” (Robert A.
Johnson)
II. ( ) “Publiquei o jornal.” (Machado de Assis)
III. ( ) “Tinha dado a Dona Plácida cinco contos de réis...”
(Machado de Assis)
2. Sublinhe com um traço o predicativo do sujeito e com dois traços
o predicativo do objeto.
a) "Os outros são o inferno." (Jean Paul Sartre)
b) "... separamo-nos contentes..." (Machado de Assis)
c) "De certo tempo em diante, não ouvi coisa nenhuma, porque meu
pensamento, ardiloso e traquinas, saltou pela janela fora..." (Machado
de Assis)
3. As frases abaixo têm verbo transitivo direto e predicativo. Para
localizar o predicativo, substitua o objeto direto por um pronome
oblíquo e observe que o adjetivo que sobra funciona sintaticamente
como predicativo do sujeito ou do objeto.
a) Consideraram severa a punição do juiz.
b) A herança deixou rica a família.
c) Ele pronunciou tais palavras revoltadíssimo.
d) Julgaram a lei inconstitucional.
4. As frases abaixo foram extraídas da crônica "Amada Neve", de Cecília
Meireles. Assinale a alternativa em que há predicado verbo-nominal:
a) "...as criaturas pareciam mais amigas, próximas, cordiais."
b) "...os telhados e as árvores foram ficando brancos..."
c) "...a paisagem era uma enorme folha de papel com breves linhas e
pontinhos negros..."
d) " O mundo parecia desabitado e morto."
e) "...os lavradores enfiavam, apressados, suas capas de palha."
5. (UEPG-PR) – Assinale a opção cuja frase possui predicado verbo-
nominal.
a) O professor entrou na sala pensativo.
b) Ele andava a passos largos.
c) Ninguém lhe era agradável.
d) Em qualquer situação, continuava sorrindo.
e) Foi sofrível tua participação.
6. Substitua os termos sublinhas por um pronome pessoal.
a) O engenheiro refez os cálculos.
b) Entregaram as provas ao professor.
c) Entregaram as provas ao professor.
d) O ministro discutiu o assunto com seus assessores.
e) O promotor analisou as provas do crime.
1. (FEI-SP) – Substitua a expressão destacada por um advérbio de
significação equivalente.
a) Recebeu a repreensão sem dizer palavras.
b) Falava sempre no mesmo tom.
c) Aceitou tudo sem se revoltar.
d) Trataram-me como irmão.
2. (FUVEST-SP) – Reescreva a passagem: “Humildemente pen-
sando na vida...”, substituindo o advérbio por uma locução adverbial
equivalente.
3. (VUNESP-SP) – “Não foi ausência por uma semana: o batom ainda
no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.”
Os termos em destaque analisam-se, respectivamente, como:
a) agente da passiva e objeto indireto.
b) adjunto adverbial de tempo e adjunto adnominal.
c) adjunto adverbial de tempo e adjunto adverbial de causa.
d) predicativo do sujeito e predicativo do objeto.
e) complemento nominal e agente da passiva.
4. (UNIFIL) – Mesmo pessoas que aparentemente superaram a
inibição apresentaram hiperatividade na amígdala, o “centro do
medo”, … O termo isolado por vírgulas na oração destacada
a) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como vocativo.
b) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como aposto.
c) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como sujeito.
d) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como objeto direto.
e) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como vocativo
e aposto.
5. (UNITAU) – Os termos em negrito no poema exercem, respecti-
vamente, a função sintática de
Ó pedaço de mim
Ó metade de afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que esquecimento
É pior do que se entrevar.
(Chico Buarque de Holanda)
MÓDULO 10
ADJUNTO ADVERBIAL, APOSTO E VOCATIVO
MÓDULOS 8 e 9
PREDICADO VERBAL E VERBO-NOMINAL
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a) sujeito; objeto direto.
b) sujeito; sujeito.
c) aposto; objeto direto.
d) aposto; sujeito.
e) vocativo; objeto direto.
1. (PUC-PR-modificada) – Preencha corretamente os pontilhados:
1. Querer, eles querem.
2. Ler, eles _____________________________________________
3. Ter, eles _____________________________________________
4. Crer, eles ____________________________________________
5. Vir, eles _____________________________________________
6. Ver, eles _____________________________________________
2. (ENEM) – Diante da visão de um prédio com uma placa
indicando SAPATARIA PAPALIA, um jovem deparou com a dúvida:
como pronunciar a palavra PAPALIA?
Levado o problema à sala de aula, a discussão girou em torno da
utilidade de conhecer as regras de acentuação e, especialmente, do
auxílio que elas podem dar à correta pronúncia de palavras.
Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e escrita, três alunos
apresentaram as seguintes conclusões a respeito da palavra PAPALIA:
I. Se a sílaba tônica for o segundo PA, a escrita deveria ser
PAPÁLIA, pois a palavra seria paroxítona terminada em ditongo
crescente.
II. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALÍA, pois "i"
e "a" estariam formando hiato.
III. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALIA, pois não
haveria razão para o uso de acento gráfico.
A conclusão está correta apenas em:
a) I b) II c) III d) I e II e) I e III
Leia o texto a seguir e responda às questões de 3 a 5.
(Nova Escola. São Paulo: 8/4/2008, 4.a capa)
3. (UEL) – O texto faz parte da propaganda de um dicionário de
língua portuguesa.
Sobre as marcas de correção presentes no texto, assinale a alternativa
correta.
a) Trata-se de retificações, no plano semântico, das palavras do
léxico brasileiro.
b) Referem-se às alterações ortográficas a serem feitas na língua
portuguesa.
c) São correções necessárias para a modificação da pronúncia dessas
palavras.
d) São parte das mudanças sintáticas que deverão ocorrer em breve
no Português.
e) Configuram sugestões de correção para que o texto se torne mais
coeso.
4. (UEL) – Sobre cada uma das marcações feitas no texto, considere
as afirmativas a seguir.
I. A palavra "ideia" perderá o acento, visto que haverá alteração no
timbre dessa palavra cujo ditongo aberto passará a ser fechado.
II. Em "tranquilo", a eliminação do trema implicará alteração na
pronúncia, aproximando-a da palavra "aquilo".
III. "Para" perderá o acento que o diferencia de "para", o que exigirá do
leitor a observação do contexto para a correta distinção desses
vocábulos.
IV. Quanto a "autossuficiente", o acréscimo do "s" visa manter a
pronúncia original de "suficiente" quando este se juntar ao prefixo
"auto" sem a presença do hífen.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
MÓDULO 11
ACENTUAÇÃO E REGRAS ESPECIAIS
– 5
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6 –
5. (UEL) – Levando-se em conta que o texto é dirigido a um
potencial comprador do dicionário anunciado, assinale a alternativa
correta quanto à sua construção.
I. O anúncio, ao dirigir-se ao leitor, reforça a finalidade persuasiva
própria do gênero anúncio publicitário.
II. A segunda frase pressupõe desconhecimento, por parte do leitor, do
conteúdo das mudanças referidas na pergunta lançada anteriormente.
III. O uso do modo imperativo, comum em anúncios publicitários,
está contrariando a norma padrão do Português, por misturar pessoas
verbais.
IV. Os adjetivos presentes no anúncio publicitário conferem ao texto
maior cientificidade.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
6. (FGV – ECON.) – Leia o texto.
Como bem mostra João Adolfo Hansen, no prefácio, Samuel
Beckett atinge a história nessas eliminações da voz. Como matéria
manuseada, __________ que está no meio, entre o dentro e o fora,
entre o crânio e o mundo, só resta falar, “continuar a tagarelice
aterrorizada dos condenados ao silêncio”. Recusando, contudo, todas
as determinações, conceitos e os pretensos sentidos, impedindo que a
voz se torne universal; esvaziá-la, até torná-la estéril, entulho do
fracasso histórico do sensus communis e do linguistic turn: para
Beckett, verso e reverso de uma vida historicamente danificada.
(Jornal de Resenhas, número 4, agosto de 2009)
a) A lacuna do texto deve ser preenchida com a voz ou à voz?
Justifique a sua resposta.
b) Considerando as palavras recondito, femur, hifens, paul, bacharel
e aljofar, transcreva e acentue aquelas que, a exemplo de estéril,
devem receber acento gráfico por serem paroxítonas.
1. (FGV) – Leia o poema de Alberto Caeiro.
(...)
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é ________________ saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
________________ quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe ________________ ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência
E a eterna inocência não pensar...
Empregue, correta e respectivamente, nas lacunas do poema, as
palavras: porque, por que, porquê ou por quê.
Para responder à questão 2, observe o cartum.
(Ziraldo, em Antologia do Pasquim, v. 2: 1972-1973.
Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.)
2. (UFABC) – Assinale a alternativa em que a fala da personagem
tem a expressão adequada tanto à norma padrão escrita quanto aos
dados de realidade a que o cartum remete.
a) Por que tantas notícias? Por que tanta cobertura dos jornais, da
TV? O que é que nós temos a ver com as eleições norte-americanas?
b) Porque tantas notícias? Porque tanta cobertura dos jornais, da TV?
O que é que as pessoas tem à ver com as eleições norte-americanas?
c) Porquê tantas notícias? Porquê tanta cobertura dos jornais, da TV?
O que é que a gente tem haver com as eleições americanas?
d) Por quê tantas notícias? Por quê tanta cobertura dos jornais, da
TV? O que é que se tem à ver com as eleições norte-americanas?
e) Por quê tantas notícias? Por quê tanta cobertura dos jornais, da
TV? O que é que a gente temos que ver com as eleições americanas?
3. (UFABC) – Observe a frase – “Onde chega o bonde, chega o
progresso.” – e assinale a alternativa em que o emprego da palavra
destacada está de acordo com a norma padrão.
a) Aonde para o bonde, para o progresso.
b) Aonde se perde o bonde, perde-se o progresso.
c) Aonde há bonde, há progresso.
d) Aonde circula o bonde, circula o progresso.
e) Aonde vai o bonde, vai o progresso.
4. (FUVEST-transferência) – Das palavras ou expressões subli-
nhadas nas seguintes frases, a única corretamente grafada é:
a) Se por ventura for convidado para a festa de formatura, você irá?
b) Não gostava de falar em público tão pouco de dar entrevistas.
c) Não aceitou o convite, porquanto antipatizava com o dono da casa.
d) Distribuiu muitos convites, afim de que seu casamento fosse
bastante concorrido.
e) Dormiu demais, porisso acabou não podendo fazer a prova.
MÓDULO 12
ORTOGRAFIA – EMPREGO DO PORQUÊ,
MAL E OUTROS
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5. (UFSCar) – Considere a tirinha.
(www.custodio.net)
Na situação comunicativa em que se encontram, os personagens
valem-se de uma variedade linguística marcada pela informalidade.
Reescreva as frases a seguir, adequando-as à norma padrão, e
justifique as alterações realizadas.
a) – Onde ele foi? – e – Vai onde for preciso!
b) – Você conhece ele... – e – A gente tem camisa pro frio?
6. (IBMEC) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as
lacunas dos enunciados a seguir.
• Respondeu, num tom seco e ..........., que era atualmente um
especialista em crueldades da existência.
• Após quase oito anos de guerra no Afeganistão, nota-se o
......................... do grupo radical islâmico Taleban.
• Merecimento e tempo de serviço determinam a ................de quem
atua em órgãos públicos da administração direta.
• A ..............é que o presidente sancione hoje o projeto da reforma
eleitoral.
a) pretensioso, recrudecimento, ascensão, expectativa.
b) pretencioso, recrudecimento, ascensão, espectativa.
c) pretencioso, recrudescimento, ascenção, espectativa.
d) pretensioso, recrudescimento, ascensão, expectativa.
e) pretencioso, recrudescimento, ascenção, expectativa.
1. No terceiro quadrinho da tira, qual é o sujeito de “...como
resolveria essa questão?” Esse sujeito pratica a ação da forma verbal
resolveria ou sofre essa ação?
2. No primeiro quadrinho, qual é o agente e o paciente do processo
verbal “fosse invadida”?
3. Transforme a oração: “... se a sua fazenda fosse invadida por uma
corja de famintos” de forma que “uma corja de famintos” passe a ser
o sujeito que pratica a ação. Analise a oração transformada.
4. (MACKENZIE) – Depois de um ano, você é considerado um ex
por muitos pneumologistas.
Transpondo o trecho acima para a voz ativa, o segmento destacado
corresponde a:
a) pode considerá-lo. b) lhe considerarão.
c) consideram-no. d) vão estar considerando-o.
e) devem considerar-lhes.
5. (VUNESP) – Assinale a alternativa em que ocorrem frases com
verbos na voz ativa e passiva, respectivamente.
a) Quase metade de todo o metano e do óxido nitroso produzidos no
país é emitida por esses animais./É emitida por esses animais quase
metade de todo o metano e do óxido nitroso produzidos no país.
b) No Brasil, é preciso dar muito estímulo a pesquisas como as da
Embrapa.../Muito estímulo a pesquisas como as da Embrapa é preciso
dar, no Brasil.
c) Os cientistas fazem previsões complicadas para as próximas
décadas./Para as próximas décadas fazem os cientistas previsões
complicadas.
d) As nações vão reduzir a produção de alimentos no mundo./Vão
reduzir as nações a produção de alimentos no mundo.
e) A bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest enumera a
redução no consumo de carne por semana a 400 gramas por pessoa./A
redução no consumo de carne por semana a 400 gramas por pessoa é
enumerada pela bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest.
MÓDULO 13
VOZES VERBAIS
– 7
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8 –
6. (FATEC) – Observe que o verbo da oração em destaque está na
voz passiva.
Assinale a alternativa cuja expressão verbal destacada se encontra na
voz passiva.
a) A forma mais difundida de paquera entre os sauditas são os cafés...
b) ... o governo da Arábia Saudita restringiu alguns hábitos
considerados “ocidentalizados” da população...
c) Na esteira do fechamento dessas casas, perde-se uma forma
centenária de encontrar um namorado...
d) A alternativa para quem não costuma usar os sites de namoro é
escrever nome e telefone...
e) ... deixá-los nos vidros dos carros para achar, com a ajuda do
destino, um candidato a cara-metade...
1. Você deve ter observado que, na voz passiva sintética, o pronome
apassivador se acompanha o verbo, o qual concorda com o sujeito
paciente. Com base no que foi explicado, transcreva da tira a oração
que está na voz passiva sintética.
2. Passe a oração da resposta anterior para a voz passiva analítica,
para ter certeza de que ela está na passiva sintética.
3. (FGV) – Atente para as formas verbais dos segmentos:
a) Uma vez ali dentro, ouvirei as moças falando mal do chefe na fila do
Subway, descobrirei o que planejam os jovens de terno na mesa do
Súbito, verei a felicidade do garoto do interior… . Os verbos ouvirei,
descobrirei e verei, no contexto, indicam uma ação concluída? Explique.
b) … fofocas são discretamente difundidas… . Articule outra
possibilidade de voz passiva da frase, sem alterar o tempo do verbo.
4. (FGV) – Leia a frase: “A lei de lucros extraordinários foi detida no
Congresso”. Assinale a alternativa que corresponde exatamente a essa
frase.
a) O Congresso deteve a lei de lucros extraordinários.
b) Deteu-se no Congresso a lei de lucros extraordinários.
c) O Congresso deteu a lei de lucros extraordinários.
d) Deteve-se no Congresso a lei de lucros extraordinários.
e) A lei de lucros extraordinários era detida no Congresso.
5. (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que não ocorre a voz
passiva.
a) Enraizaram o Mebol de tal forma, nestas terras, que o povo acabou
por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo, que é o idioma.
b) Bentinho era casmurro. O “Dom” fora acrescentado por um
vizinho que lhe atribuía ares de fidalgo.
c) É verdade que o Edílson foi expulso da Seleção por fazer umas
embaixadas lindas, mas fora de hora?
d) Poucos ganharão muito com a construção da torre de 500 metros
de altura a ser levantada no Pari.
e) De agora em diante, conhecer-se-á Surdulica, na Iugoslávia, como
a cidade que perdeu suas crianças, vítimas de uma bomba da OTAN.
6. (METODISTA) – Foi anunciada na semana passada uma
descoberta que pode lançar novas luzes sobre as origens da língua
escrita. Arqueólogos chineses encontraram nas escavações de um
antigo altar usado para sacrifícios, na província de Shandong, leste
da China, dois pedaços de ossos de cordeiro onde foram esculpidos
oito caracteres, considerados uma forma primitiva de chinês. Junto
com os ossos, desenterraram-se 360 peças de cerâmica pertencentes
à cultura yueshi, que viveu em Shandong 3.500 anos atrás.
(Ricardo Villela. Veja, ed. 1640)
Assinale a alternativa correta sobre os trechos destacados.
a) Nas três frases, grifadas no trecho, observa-se o uso de voz passiva.
b) Nas duas primeiras frases grifadas, observa-se o uso de voz
passiva; na última, o sujeito está indeterminado.
c) Nas três frases grifadas no trecho, observa-se o uso de sujeito
posposto e não o uso de voz passiva.
d) Nas três frases grifadas no trecho, não se observa o uso de voz
passiva, porque não há a presença de complemento agente da passiva.
e) Nas três frases grifadas no trecho, observa-se uso de oração sem sujeito.
Texto para a questão 7.
CXXXV
OTELO
Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo,
que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a
coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, –
um simples lenço! – e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos
deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de
que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais
sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos
os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas.
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
7. (FUVEST) – No texto do capítulo CXXXV, o se ocorre duas
vezes como partícula apassivadora.
a) Transcreva as orações que estão na voz passiva sintética.
b) Transponha as frases para a voz passiva analítica.
MÓDULO 14
VOZ PASSIVA SINTÉTICA,
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO,
VOZ REFLEXIVA E RECÍPROCA
Teatros, cinemas e boates foram proibidos de funcionar (...)
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Texto para as questões de 8 a 11.
Nada é menos conveniente que revelar os erros do marido
quando a mulher ouve, os do pai sob os olhos de seus filhos, os
do amante diante do ser amado. Fica-se profundamente
penalizado e indignado, quando se é submetido a humilhação
diante das pessoas aos olhos das quais se pretende brilhar.
A delicadeza e a doçura com as quais se busca persuadir um
culpado corroem e destroem seu vício, que se enche de embaraço
diante da discrição de que se dá prova. É por isto que este verso
é excelente:
“Ele aproxima sua cabeça, a fim de que ninguém perceba.”
(Adaptado de Plutarco, Como Tirar Proveito de seus Inimigos.
Trad. Isis B. B. da Fonseca.)
8. (FUVEST-transferência) – Considerando-se o contexto, o gesto
indicado na frase “Ele aproxima sua cabeça, a fim de que ninguém
perceba” (linha 10) expressa
a) a humilhação a que um indiscreto é exposto.
b) a resignação diante de uma inconveniência.
c) a reação discreta de quem é recriminado.
d) o embaraço de quem busca persuadir alguém.
e) a delicadeza de uma discreta recriminação.
9. (FUVEST-transferência) – No segmento “A delicadeza e a
doçura com as quais se busca persuadir um culpado” (linhas 6 e 7), o
elemento sublinhado pode ser corretamente substituído, sem prejuízo
para o sentido, por:
a) com cujas busca-se o convencimento.
b) por cujas intenta-se orientar.
c) em que se busca ao consenso.
d) às quais dispõe-se a dissuadir.
e) com que se busca convencer.
10.(FUVEST-transferência) – No trecho “Fica-se profundamente
penalizado e indignado...” (linhas 3 e 4), a partícula se é empregada
com a mesma função que exerce na frase:
a) Se você for, não volte nunca mais.
b) Aqui se come esplendidamente.
c) Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
d) Quero saber se posso ou não contar com você.
e) Perderam-se os livros na mudança.
11. (FUVEST-transferência) – O verbo indicado entre parênteses
deverá adotar uma forma do plural para integrar de modo correto a frase:
a) É preciso observar que se (propagar), na classe dos bem postos na
vida, muitos preconceitos contra a cultura hip-hop.
b) Não (caber) aos jovens que abraçam a cultura hip-hop a solução
de conflitos que eles não criaram.
c) Por que algum desses jovens (deixar) de se identificar com uma
cultura que lhes abre tantos caminhos?
d) (Assistir) aos jovens da periferia o pleno direito de produzir
linguagens que encarnam valores de sua cultura.
e) A cada uma das quatro formas de expressão desses jovens
(corresponder) um específico anseio de reconhecimento social.
12.Assinale a alternativa em que o se não seja pronome apassivador.
a) “Comia-se uma bolacha ao café (…)” (José Lins do Rego)
b) “Travou-se então uma luta renhida e surda entre o português
negociante de fazendas por atacado e o português negociante de secos
e molhados.” (Aluísio Azevedo)
c) “Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente
(…)” (Camões)
d) “Nossos lábios se procuram, se acham, se esmagam.” (Érico
Veríssimo)
e) “Fez-se novo silêncio.” (Coelho Neto)
13.(UFAM) – Assinale a alternativa em que o verbo não se apresenta
em uma das formas da voz passiva:
a) Realizar-se-ão as promessas veementemente feitas?
b) Computados os votos, divulgou-se, em meio a grande alarido, a
vontade das urnas.
c) Foram registradas poucas abstenções, ao contrário do previsto.
d) Têm-se descoberto ultimamente muitos sítios arqueológicos.
e) Procedeu-se em seguida à leitura do manifesto.
14.(FGV) – A palavra se presente no verso — a lagoa se pinta —
também é encontrada com mesmo valor semântico e mesma função
sintática em:
a) ... o rapaz e a moça se atribuíram a mesma culpa no acidente.
b) ... disparava lépida como se a casa estivesse pegando fogo.
c) ... embora a moça compreendesse tratar-se de um rito inofensivo.
d) ... ela se penteava. Nunca fora mulher de ir passear sem antes
pentear bem os cabelos.
e) Se soubesse que a filha morreria de parto, é claro que não
precisaria gritar.
15.Reconheça a voz dos verbos das frases abaixo, indicando com
1 – voz ativa 2 – voz passiva analítica
3 – voz passiva sintética 4 – voz reflexiva
5 – voz reflexiva recíproca
a) ( ) “Os manifestantes deram-se as mãos em sinal de solidarie-
dade.”
b) ( ) “Mirava-se naquela covardia, via-se mais lastimoso e mise-
rável que o outro.” (Graciliano Ramos)
c) ( ) “... o soldado ganhou coragem, avançou, pisou firme,
perguntou o caminho.” (Graciliano Ramos)
d) ( ) “Observou-se a ocorrência de ventos fortes na região.”
e) ( ) “Estratégias de prevenção à febre aftosa devem ser orga-
nizadas pelo Estado.”
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10 –
1) A
1) E
2) – fática – poética e metalinguística – referencial – conatina –
poética e emotiva
1) D
2) E – "Asilamento" é palavra não registrada (ou seja, "inexis-
tente"). O substantivo adequado para corresponder a
"asilar" é "asilo", cujo emprego, no entanto, implicaria a
transformação do adjunto adverbial ("pela França" seria
substituído por "na França").
1) D 2) B 3) A 4) B 5) D
6) Lembrar a infância o/a deixa triste. Jamais entendeu por que
lhe batiam tanto. Às vezes, chegava até a revoltar-se com os
castigos a que o/a submetiam (a que era submetido(a)).
7) Os pronomes são: muito: indefinido; te: pessoal oblíquo;
todas: indefinido; eu: pessoal reto; mesmo: demonstrativo;
estes: demonstrativo; mim: pessoal oblíquo; que: relativo;
meu: possessivo; teu: possessivo.
8) B – O advérbio bem indica circunstância de intensidade do ad-
jetivo quente. Também são advérbios: em a, bastante, rapida-
mente; em c, muito, bem; em d, calma, decididamente; em e,
bem, mal, hoje.
9) C – O termo mesmo funciona sintaticamente como adjunto
adverbial de afirmação e modifica o verbo pertencer, assim
como o advérbio realmente da alternativa correta. Em ambos,
o sentido é de enfatizar a afirmação.
10) D – A preposição de introduz expressão que indica o motivo, o
fator determinante de estar parda a janela da casa amarelada.
1) a) "A curiosidade" é sujeito simples.
b) "Educar" é sujeito simples.
c) "Dois deputados e um chefe político da paróquia" é
sujeito composto.
2) "Essas criaturas de aparência frágil" é sujeito simples de
"tornam"; "fazem" e "distribuem" têm sujeito oculto (elas –
essas criaturas de aparência frágil).
3) C – O sujeito é oculto (tu); "criatura ávida de vingança" é
vocativo.
1) D
2) sei: sujeito oculto "eu".
existem: sujeito simples "farmácias de homeopatia".
havia: sujeito inexistente.
deslumbravam: sujeito simples "elas".
ter-me tratado: sujeito simples "eu".
3) B – a) “prestar contas”; c) sentido de “possuir”; d) auxiliar do
verbo “ordenar”, concordando com o sujeito “traficantes”; e)
sentido de “ser bem-sucedido na consecução de”, “sair-se”.
4) A – Tanto no enunciado como na alternativa a, o verbo
“haver” está com sentido de “existir”. Em b, “haver” é
auxiliar de “descobrir”; em c, o sentido é de “portar-se”,
“sair-se”; em d, o sentido é de “considerar”.
1) a) Nasceu, tinha, recendia.
b) Chama-se predicado verbal.
c) Era.
d) Chama-se predicado nominal.
2) A 3) A
4) “parecem os dias” é predicado nominal (verbo de ligação +
predicativo); “acabam nesta madrugada” é predicado verbal,
cujo núcleo é o verbo “acabam”.
1) I. b; II. a; III. a/b
2) a) "Os outros são o inferno." (Jean Paul Sartre)
b) "... separamo-nos contentes..." (Machado de Assis)
c) "De certo tempo em diante, não ouvi coisa nenhuma,
porque meu pensamento, ardiloso e traquinas, saltou pela
janela fora..." (Machado de Assis)
3) a) Consideraram-na severa. (predicativo do objeto)
b) A herança deixou-a rica. (predicativo do objeto)
c) Ele pronunciou-as revoltadíssimo. (predicativo do sujeito)
d) Julgaram-na inconstitucional. (predicativo do objeto)
4) E (VTD + PS)
5) A (VI + PS)
6) Substituindo os termos destacados, tem-se:
a) O engenheiro refê-los.
b) Entregaram-nas ao professor.
c) Entregaram-lhe as provas.
d) O ministro discutiu-o com seus assessores.
e) O promotor analisou-as.
MÓDULO 3
MÓDULO 4
MÓDULO 6
MÓDULO 5
MÓDULO 7
MÓDULOS 8 e 9
MÓDULO 1
MÓDULO 2
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1) a) caladamente, silenciosamente;
b) monotonamente;
c) resignadamente;
d) irmanamente, fraternalmente.
2) “com humildade”
3) C 4) B 5) E
1) 2) leem; 3) têm; 4) creem; 5) vêm; 6) veem.
2) E – A afirmação II está errada, porque, no caso, se aplicaria a
regra das paroxítonas, que não levam acento gráfico quando
terminadas em a. A regra referente aos hiatos é de teor
totalmente diverso e diz respeito apenas a hiatos em que o
segundo elemento, não o primeiro, seja i ou u.
3) B – As alterações assinaladas referem-se apenas a um aspecto
da ortografia, a acentuação, e não afetam nenhum outro
sistema da língua (morfologia, sintaxe, semântica). São
alterações determinadas pelo Acordo Ortográfico celebrado
entre os países de língua portuguesa.
4) C – I e II estão erradas porque as alterações só afetam a
grafia, não a pronúncia das palavras.
5) D – Quanto à afirmação III, note-se que, para manter-se a
concordância na terceira pessoa, as formas do imperativo
deveriam ser fique e pare, em vez de fica e para. A IV está
errada: não há nenhum adjetivo no texto, mas, se houvesse,
não seria o emprego de qualquer adjetivo que poderia
conferir cientificidade ao texto.
6) a) O sintagma que preenche adequadamente a lacuna é à
voz, em que se encontram craseados o artigo a, que define
o substantivo voz, e a preposição a, regime do verbo restar,
de que à voz é objeto indireto: “à voz que está no meio(...)
só resta falar”.
b) São paroxítonas e se acentuam apenas fêmur e aljôfar,
como todas as paroxítonas terminadas em -r. Das demais,
só recôndito é acentuada, por ser proparoxítona; hifens,
oxítona em -ens, e paul e bacharel, oxítonas em -l, não
recebem acento gráfico.
1) “Se falo na Natureza não é PORQUE saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
PORQUE quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe POR QUE ama, nem o que é amar...”
2) A – As orações interrogativas devem ser introduzidas pela
locução interrogativa por que, formada pelo pronome
interrogativo que precedido da preposição por, com o sentido de
“por qual razão?”Aexpressão “a ver” é formada da preposição
a e do verbo ver (não haver), não se justificando, portanto, a
crase assinalada nas alternativas b e d.
3) E – A rigor, todas as alternativas estão de acordo com a
norma-padrão, se se considerar que esta é determinada pelo
uso da tradição culta, ou seja, das grandes “autoridades” da
língua, que são os escritores consagrados como “mestres da
língua”. Ora, como observa Aurélio Buarque de Holanda, “o
uso dos melhores autores, (...) desde um Azurara, da fase
arcaica da língua, até um José Régio ou um Miguel Torga, dos
nossos dias, não distingue onde de aonde. Clássico dos mais
reputados, Rebelo da Silva usa aonde por onde cerca de 40
vezes nos seus Contos e Lendas; uma delas (só para exem-
plificar), na pág. 20: “o cemitério aonde dormem os que nos
amaram.” Por vezes, ocorre o emprego simultâneo de um e
outro advérbio com a mesma significação: “Nise? Nise? onde
estás? aonde? aonde?” (Cláudio Manuel da Costa, Obras
Poéticas, I, p. 109); “Mas aonde te vais agora, / Onde vais,
esposo meu?” (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 207).
Note-se, na abonação machadiana, que a métrica não se
oporia à repetição do aonde. Não obstante, os gramáticos
normativos de visão limitada, tomados como legisladores da
língua pela Banca Examinadora, defendem o uso de aonde
apenas quando complementa verbos (ou substantivos) de
movimento, que regem a preposição a, como ocorre na frase
da alternativa e.
4) C
5) a) O Examinador considerou que a forma “correta”, ou seja,
conforme à norma culta, devesse ser, nos dois casos, aonde,
pois o verbo de movimento ir rege a preposição a: Aonde ele
foi e Vai aonde for preciso. Ocorre, porém, que a melhor
tradição da língua portuguesa não justifica a distinção, tão
cara à arbitrariedade e ao autoritarismo de gramáticos
normativos, entre onde e aonde. Uma simples consulta ao
Dicionário Aurélio, s. v. aonde, esclarece a questão: “O uso
dos melhores autores (...) desde umAzurara, da fase arcaica
da língua, até um José Régio ou um Miguel Torga, dos
nossos dias, não distingue onde de aonde. Clássico dos mais
reputados, Rebelo da Silva usa aonde por onde cerca de 40
vezes nos seus Contos e Lendas; uma delas (só para
exemplificar), na pág. 20: ‘o cemitério aonde dormem os
que nos amaram’. Por vezes ocorre o emprego simultâneo
de um e outro advérbio com a mesma significação: ‘Nise?
Nise? onde estás? aonde? aonde?’ (Cláudio Manuel da
Costa, Obras Poéticas, I, p. 109); ‘Mas aonde te vais agora,
/ Onde vais, esposo meu?’ (Machado de Assis, Poesias
Completas, p. 207). Note-se, na abonação machadiana, que
a métrica não se oporia à repetição do aonde.”
b) Você o conhece? – Em vez do caso reto do pronome ele,
deve-se usar o caso oblíquo o como complemento verbal
de objeto direto.
Nós temos camisa para o frio? – São tipicamente
coloquiais os empregos de a gente em lugar do pronome
nós e de pro como fusão da preposição para com o artigo
definido o.
6) D
1) O sujeito é oculto, você, agente da ação expressa pelo verbo
resolver. Como o sujeito pratica a ação, a frase está na voz
ativa.
2) O agente verbal, chamado agente da passiva, é “uma corja de
famintos”. O paciente da ação é o sujeito “a sua fazenda”.
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MÓDULO 11
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Como o sujeito sofre a ação verbal, a frase está na voz passiva
analítica.
3) Se uma corja de famintos invadisse a sua fazenda.
Uma corja de famintos = sujeito
invadisse = VTD
a sua fazenda = OD
4) C – O sujeito da oração na voz ativa é a expressão “muitos
pneumologistas”, portanto o verbo deve ir para a terceira
pessoa do plural (consideram) e o pronome oblíquo, com
função de objeto direto, deve ser de terceira pessoa: o.
5) E
6) C – Na frase do caput, a construção é de voz passiva analítica,
ou seja, formada com verbo auxiliar (“foram proibidos”); na
alternativa c, a construção é de voz passiva sintética ou
pronominal (“perde-se”). No primeiro caso, o sujeito é
“teatros, cinemas e boates”; no segundo, “uma forma
centenária de encontrar namorado”.
1) “...não se matam as ideias...”
2) As ideias não são mortas.
3) a) Os verbos estão no futuro do presente; pertencem,
portanto, ao sistema do infectum ou dos tempos
imperfeitos, isto é, não concluídos.
b) ...fofocas difundem-se discretamente... seria a forma da
frase na voz passiva sintética ou pronominal, mantendo-
se o verbo no presente do indicativo.
4) D – A oração apresentada está na voz passiva analítica e sua
passagem para a passiva sintética está correta na alternativa
apontada, observando-se a flexão do verbo deter, derivado de
ter (deteve), o emprego do pronome apassivador se e a
concordância do verbo com o sujeito “a lei de lucros
extraordinários”.
5) A – Em b, a construção passiva ocorre em fora acrescentado;
em c, em foi expulso; em d, em ser levantada; em e, em
conhecer-se-á. Neste último caso, trata-se de voz passiva
sintética ou pronominal, ou seja, formada com o concurso do
pronome apassivador ou partícula apassivadora se; nos
demais, ocorre a voz passiva analítica, ou seja, formada com
o emprego de verbo auxiliar (ser, em todos os casos).
6) A – As duas primeiras orações estão na voz passiva analítica,
sem agente da passiva; a última oração está na voz passiva
sintética.
7) a) "Representava-se justamente Otelo..." e "Os lenços per-
deram-se...".
b) 1. Justamente Otelo era representado. (Observar que o
advérbio só pode ocupar esta posição para manter o
sentido que tem no texto de Machado).
2. Os lenços foram perdidos.
8) E 9) E 10) B 11) A
12) D – Trata-se de pronome reflexivo recíproco.
13) E – Trata-se de índice de indeterminação do sujeito, pois o
verbo é transitivo indireto.
14) D – No trecho em questão, o pronome se é reflexivo: A lagoa se
pinta a si mesma. O mesmo ocorre em “... ela se penteava”. Em
a, o pronome se é reflexivo recíproco; em b, é parte da locução
como se, que indica comparação hipotética; em c, trata-se de
índice de indeterminação do sujeito e, em e, de conjunção
subordinativa condicional.
15) a) 5 – b) 4 – c) 1 – d) 3 – e) 2
MÓDULO 14
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1. Todas as alternativas a seguir apresentam versos na medida nova,
exceto:
a) “O meu pensamento altivo.”
b) “Vós outros, que buscais repouso certo.”
c) “Oh! como se me alonga, de ano em ano.”
d) “Se a ninguém tratais com desamor.”
e) “Debaixo desta pedra sepultada.”
Texto para as questões de 2 a 5.
Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes uma alma oferecida.
Nela experimentai, se sois servida,
Desprezos, desfavores e asperezas;
Que mores sofrimentos e firmezas maiores – resistências
Sustentarei na guerra desta vida.
Mas contra vossos olhos quais serão?
Forçado é que tudo se lhe renda;
Mas porei por escudo o coração.
Porque, em tão dura e áspera contenda, luta
É bem que, pois não acho defensão, defesa
Com me meter nas lanças me defenda.
(Camões)
2. Como se denomina a forma em que o poema foi composto?
3. Qual é o esquema de rimas?
4. Qual é o esquema métrico? (Escanda o primeiro verso.)
5. O poema é exemplo de medida nova ou de medida velha?
Textos para os testes de 6 a 8.
Texto I
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram,
(...)
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
(Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas)
Texto II
Cesse de uma vez meu vão desejo
de que o poema sirva a todas as fomes.
(...)
letras eu quero é pra pedir emprego,
agradecer favores,
escrever meu nome completo.
O mais são as mal traçadas linhas.
(Adélia Prado, “O que a musa eterna canta”)
6. (MACKENZIE-SP) – Considerado o contexto da obra Os Lusía-
das, é correto dizer que, no texto I, o poeta
a) expressa, com seu canto, o desejo de negar a tradição épica, já que
considera ultrapassado “o que a Musa antiga canta” (v. 3).
b) faz alusão à grandeza heroica do povo português, quando se refere
ao “valor mais alto” (v. 4).
c) opõe-se às representações mitológicas greco-romanas (v. 3), dei-
xando implícita sua adesão ao cristianismo.
d) incita os portugueses a rejeitarem todo o conhecimento universal
(v. 1), para inscreverem seu nome na história.
e) explicita sua crítica aos antigos navegadores, ao utilizar ironica-
mente o adjetivo “grandes” (verso 2).
7. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações sobre
Os Lusíadas:
I. É um poema épico que tem como núcleo narrativo as origens
históricas de Portugal, relatadas pela voz do próprio poeta.
II. Embora pertença à Épica, incorpora à sua linguagem traços esti-
lísticos do gênero lírico, em episódios antológicos como o de “Inês de
Castro” e o da “Ilha dos Amores”, por exemplo.
III. Obedece a uma regularidade formal, valendo-se de versos decas-
sílabos, traço valorizado no Renascimento.
Assinale:
a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas.
d) se apenas a afirmação III estiver correta.
e) se todas as afirmações estiverem corretas.
8. (MACKENZIE-SP) – No texto II, o eu lírico
a) reaproveita ironicamente a linguagem camoniana, para relativizar
a necessidade e a importância do canto poético.
b) retoma o discurso grandiloquente de Os Lusíadas, adequado para
expressar o heroísmo presente no cotidiano das pessoas humildes.
c) incorpora ao poema a dicção clássica, não só parafraseando o ver-
so camoniano, mas também imitando o padrão formal do século XVI.
d) recusa a forte influência que a tradição lírica quinhentista exerceu
sobre a literatura brasileira.
e) manifesta, sarcasticamente, sua compreensão de que os poetas, des-
de a Antiguidade, sempre consideraram o poema como algo supérfluo.
MÓDULO 1
CLASSICISMO: LUÍS DE CAMÕES
FRENTE 2
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14 –
Texto para os testes de 9 a 11.
(...)
Por isso, ó vós que as famas estimais
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo,
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente.
Melhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.
(Camões)
9. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto um tom
a) descritivo.
b) narrativo.
c) filosófico.
d) patriótico.
e) satírico.
10. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (...) um freio duro (...)” é
completado pelos termos
a) “cobiça”, “ambição” e “ócio”.
b) “ambição”, “vício da tirania” e “honras vãs”.
c) “escravidão” e “cobiça”.
d) “cobiça”, “ambição” e “vício da tirania”.
e) “cobiça” e “honras vãs”.
11. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs”:
a) a ambição de glória.
b) a ociosidade.
c) a liberdade de ânimo.
d) o refreamento da cobiça.
e) os vícios em geral.
Texto para as questões de 1 a 3.
Querendo ter Amor ardente ensaio,
Quando em teus olhos seu poder inflama,
Teus sóis me acendem logo chama a chama,
Teus sóis me cegam logo raio a raio.
Mas quando de teu rosto o belo maio
Desdenha amores no rigor que aclama,
De meus olhos o pranto se derrama
Com viva queixa, com mortal desmaio.
(Manuel Botelho de Oliveira)
1. Reescreva a primeira estrofe, colocando os termos na ordem
direta.
2. Extraia dos versos duas metáforas relacionadas a calor e luz.
3. A segunda estrofe expressa os mesmos sentimentos que a primei-
ra? Justifique.
4. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores
fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco,
de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, da outra parte
há de estar noite; de uma parte dizem luz, de outra parte hão de dizer
sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu.
Aprendamos do céu o estilo da disposição, e também o das palavras.
No excerto anterior, o Padre Vieira, condenando o abuso de
______________, critica alguns excessos do estilo ______________ .
a) antíteses – barroco
b) metáforas – arcádico
c) metonímias – romântico
d) antíteses – arcádico
e) metonímias – barroco
5. (FUVEST-SP) – Dê argumentos que permitam considerar o
Padre Vieira como um expoente tanto da Literatura Portuguesa quanto
da Literatura Brasileira.
Texto para as questões 6 e 7.
Ó tu do meu amor fiel traslado,
Mariposa entre as chamas consumida,
Pois, se à força do ardor perdes a vida,
A violência do fogo me há prostrado;
Tu de amante o teu fim hás encontrado,
Essa flama girando apetecida;
Eu girando uma penha endurecida,
No fogo que exalou morro abrasado.
Ambos de firmes anelando chamas,
Tu a vida deixas, eu a morte imploro,
Nas constâncias iguais, iguais nas chamas.
Mas ai! que a diferença entre nós choro,
Pois acabando tu ao fogo que amas,
Eu morro sem chegar à luz que adoro.
(MATOS, Gregório de. Obra Poética.
Ed. de James Amado, Rio de Janeiro, Record, 1990. V. 1, p. 425.)
6. A quem se dirige o eu lírico? Quem é seu(sua) interlocutor(a)?
7. De acordo com a última estrofe, o eu lírico se encontra em situa-
ção desfavorável em relação a seu(sua) interlocutor(a). Por quê?
MÓDULO 2
BARROCO
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– 15
Texto para o teste 8.
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda a ligeireza
E imprime em toda flor sua pisada.
Ó não aguardes que a madura idade
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
8. (UFV-MG – adaptado) – Com relação aos dois tercetos acima,
pode-se afirmar que eles ilustram
a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI,
sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza.
b) o jogo metafórico próprio do Barroco, a respeito da fugacidade da
vida, exaltando o gozo do momento.
c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, ratificando as reflexões
do poeta sobre as mulheres maduras.
d) as características de um texto romântico, porque fala de flores,
terra, sombras.
e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que
espiritual, própria da visão de mundo nostálgica cultista.
Texto para o teste 1.
Alguém há de cuidar que é frase inchada,
Daquela que lá se usa entre essa gente,
Que julga que diz muito, e não diz nada.
O nosso humilde gênio não consente
Que outra coisa se diga, mais que aquilo
Que só convém ao espírito inocente.
1. Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que
a) a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é
traço da literatura colonial brasileira e dos primeiros movimentos
estéticos pós-independência.
b) o Arcadismo defendia o estilo cultista ou gongórico.
c) o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrica-
da e aos excessos do cultismo barroco.
d) o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo
neoclássico, tomou por base o sentimentalismo originário desse movi-
mento estético.
e) o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e
comedida, a fim de espelhar os grandes conflitos da alma do homem da
época.
2. (UFSM-RS) – Sobre o Arcadismo, é correto afirmar que
a) a preocupação com a simplicidade leva o escritor a escolher temas
de caráter religioso.
b) o pastoralismo, uma das principais manifestações da naturalidade,
reproduz fielmente a vida no campo.
c) entre as convenções do pastoralismo, está a utilização de uma
linguagem simples que reproduz a linguagem rude dos pastores.
d) propõe um retorno à ordem e à naturalidade, tendo por modelo a
literatura clássica, em oposição ao artificialismo barroco.
e) a linguagem, adequada e quase sem ornamentos, retrata realistica-
mente intensas emoções de dor e alegria.
Texto para as questões 3 e 4.
Verás em cima da espaçosa mesa
altos volumes de enredados feitos:
ver-me-ás folhear os grandes livros
e decidir os pleitos.
Enquanto revolver os meus consultos,
tu me farás gostosa companhia,
lendo os fastos da sábia, mestra História
e os cantos da poesia.
3. No texto, extraído de Marília de Dirceu, o poeta deseja ter
a) uma vida agitada nos tribunais.
b) uma vida de participação na sociedade.
c) uma existência calma, altamente intelectualizada, burguesa, em
um ambiente poético.
d) um envolvimento nos pleitos da capital mineira.
e) apenas o estudo da História.
4. A quem se dirige o eu lírico?
5. (MACKENZIE-SP) – Sobre o Arcadismo no Brasil, assinale a
alternativa incorreta.
a) Cláudio Manuel da Costa, um de seus autores mais importantes,
embora tenha assumido uma atitude pastoril, traz, em parte de sua
obra poética, aspectos ligados à lírica camoniana.
b) Em Liras de Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga não
segue aspectos formais rígidos, como o soneto e a redondilha, em
todas as partes da obra.
c) Nas Cartas Chilenas, seu autor satiriza Luís da Cunha Menezes
por suas arbitrariedades como governador da capitania de Minas.
d) Basílio da Gama, em O Uraguai, seguiu a rígida estrutura camo-
niana de Os Lusíadas, usando versos decassílabos em oitava-rima.
e) Caramuru tem, como tema principal, o descobrimento da Bahia
por Diogo Álvares Correia, apresentando, também, os rituais e as
tradições indígenas.
Texto para o teste 6.
Descobrem que se enrola no seu corpo
Verde serpente, e lhe passeia, e cinge
Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.
(...)
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado e triste,
Que os corações mais duros enternece.
Tanto era bela no seu rosto a morte!
(Basílio da Gama)
6. (UFV-MG – adaptado) – Assinale a alternativa verdadeira em
relação ao texto.
a) Os fragmentos narram a história de Moema, heroína da epopeia
Caramuru.
b) Reflete a ideologia nacionalista de valorização do lirismo popular,
procurando libertar-se da influência europeia.
MÓDULO 3
ARCADISMO
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16 –
c) É a manifestação de uma tendência poética do século XIX, o
“mal-do-século”, que cultua a morte.
d) Trata-se do episódio da morte de Lindoia, extraído de O Uraguai,
poema épico do Arcadismo.
e) Descreve a morte de Inês de Castro no episódio lírico do poema
épico português Os Lusíadas.
1. No Brasil, o Romantismo inicia-se no ano de ________________
________________ com a publicação de ______________________
_______________________, de Gonçalves de Magalhães.
2. O Romantismo no Brasil elegeu o ___________ como símbolo do
heroísmo brasileiro. Os textos poéticos produzidos com temática
indígena recebem a denominação de ____________________.
Esse gênero de poesia tem como um de seus principais representantes
o poeta _________________________________ .
3. A Segunda Geração Romântica foi influenciada diretamente pelo
poeta inglês _________________ , cujo nome passa a designar uma
corrente, denominada _______________________.
4. Sobre Álvares de Azevedo, assinale as proposições verdadeiras
(V) e as falsas (F).
I. ( ) A morbidez, o tédio, a dúvida, o satanismo e o amor
idealizado são temas constantes em sua obra.
II. ( ) Sua poesia é dominada por antinomias (dualidades),
oscilando entre depressão e ironia, medo e desejo, sonho e realidade.
III. ( ) Lira dos Vinte Anos, livro de poemas dividido em três
partes, é considerado obra prematura e a menos interessante do autor.
IV. ( ) O livro de contos Noite na Taverna apresenta ele-
mentos do gênero fantástico e demonstra influência do escritor
alemão E.T.A. Hoffmann.
V. ( ) Conde Lopo e Poema do Frade pertencem ao gênero
dramático, apresentando personagens que emblematizam o
Ultrarromantismo.
VI. ( ) Na primeira parte de Lira dos Vinte Anos, predomi-
nam poemas que retratam o amor romântico idealizado e inacessível,
enquanto na segunda parte o humor, a ironia e a metalinguagem estão
presentes até mesmo nos poemas de amor.
Texto para o teste 5.
Auriverde pendão da minha terra
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança…
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…
5. (ITA-SP) – Esta é uma das estrofes de um famoso poema de linha
social, cujo autor revela em grande parte de sua obra uma libertação
daquele egocentrismo exagerado que marcou a geração ultrarromân-
tica. Trata-se de:
a) Fagundes Varela.
b) Olavo Bilac.
c) Castro Alves.
d) Casimiro de Abreu.
e) Gonçalves Dias.
6. Assinale, entre as afirmações que se seguem, aquela que faz men-
ção à vertente subjetiva e confessional da produção de Castro Alves.
a) “Ele realiza o tipo completo do poeta brasileiro: um gigante,
despegador de rochedos, saltador de abismos, cantor da rudeza ameri-
cana, mas cujas mãos, enormes, calejadas, cultivam lírios e mimam
crianças.” (José Oiticica)
b) “Há aí [nas Vozes d’África] eloquência da melhor espécie, senti-
mento, emoção e, sobretudo, uma elevada idealização da situação do
Continente maldito e das reivindicações que o nosso ideal humano lhe
atribui.” (José Veríssimo)
c) “Em 1946 ainda ouvimos os hinos ao 2 de julho declamados em
praça pública no seu forte estilo condoreiro. Fez a linguagem da
epopeia a ponto de não a separarmos de seu cantor.” (Pedro Calmon)
Texto para a questão 7.
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar! por que não apagas
Coa esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
(Castro Alves)
7. (PUC-SP – modificada) – No Romantismo brasileiro, podemos
reconhecer três gerações poéticas, com traços peculiares a cada uma,
distintos entre si. Assim sendo,
a) o que torna a obra de Castro Alves diferente da obra de poetas
como Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo,
nesse contexto romântico?
b) mostre, no trecho acima, recursos estilísticos empregados pelo
poeta.
1. Levando em conta a afirmação de que os primeiros romances edi-
tados no Brasil marcam-se pelo predomínio do aspecto folhetinesco,
responda:
Quais as características de um enredo folhetinesco?
MÓDULO 5
ROMANTISMO NO BRASIL: PROSA
MÓDULO 4
ROMANTISMO NO BRASIL: POESIA
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– 17
2. Assinale a alternativa incorreta.
a) Folhetim é o romance publicado em capítulos, diariamente, nos
jornais – prática frequente no início do Romantismo brasileiro.
b) Desde o início, a atividade jornalística irmana-se com a literária,
atraindo um grande número de escritores, que encontram no jornal um
veículo privilegiado para a publicação, alcançando um grande número
de leitores.
c) A publicação do romance em partes contribui para a criação de
um enredo que se apoia na complicação sentimental, na aventura, no
mistério e no suspense, de forma a atiçar a curiosidade do leitor para
o que virá no dia seguinte.
d) Nos primeiros folhetins brasileiros predomina a narrativa centra-
da na tensão bem x mal, com personagens lineares (herói x vilão) e
intenção moralizante.
e) Teixeira e Sousa e Joaquim Manuel de Macedo foram os inicia-
dores do romance folhetinesco, abandonado por José de Alencar.
3. (MACKENZIE-SP – modificado) – …com a morte do avô,
Aurélia recebe inesperadamente uma grande herança e torna-se
muito rica da noite para o dia. Movida pelo despeito, resolve tentar
comprar seu ex-noivo; está disposta, no entanto, a confessar-lhe que
ainda o ama e o quer, se ele mostrar dignidade, recusando a propos-
ta degradante. Ela incumbe seu tutor, Lemos, de propor a Fernando,
através de negociações secretas, o casamento com uma rica jovem,
que poderia oferecer-lhe um dote; em troca, exige que ele assine um
contrato aceitando a condição de vir a conhecer a noiva apenas
alguns dias antes do casamento.
As informações anteriores referem-se a importante obra da prosa
romântica brasileira. Assinale a alternativa em que aparece o nome de
tal obra.
a) A Moreninha. b) Inocência. c) Lucíola.
d) Senhora. e) Cinco Minutos.
4. (UFSM-RS) – Com relação à Iracema, de José de Alencar, pode-
se afirmar que
I. a figura do índio é idealizada, uma vez que o autor a constrói a
partir dos valores do homem branco;
II. a história de amor entre a virgem índia e o guerreiro branco sim-
boliza a conquista da terra americana pelo europeu;
III. o narrador, na estruturação do romance, atribui a mesma impor-
tância à fundação mítica da nacionalidade e ao registro de fatos
históricos.
Está correto o que se afirma apenas em
a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) II e III.
5. (FAC. TABAJARA-SP) – Associe autor e obra do Romantismo:
(1) José de Alencar ( ) Inocência
(2) Bernardo Guimarães ( ) Iracema
(3) Taunay ( ) A Moreninha
(4) Joaquim M. de Macedo ( ) O Seminarista
a) 1, 4, 3 e 2 b) 2, 1, 4 e 3 c) 3, 1, 4 e 2
d) 2, 4, 1 e 3 e) 3, 1, 2 e 4
Leia o texto abaixo e responda à questão de número 6.
O crítico Alfredo Bosi, em sua História Concisa da Literatura
Brasileira, tece algumas considerações sobre o romance Senhora, de
José de Alencar.
Se admitimos que [a mola do enredo] é o fato de o jovem Seixas
casar-se pelo dote, em virtude da educação que recebera, damos a
Alencar o crédito de narrador realista, capaz de pôr no centro do
romance não mais heróis (...) mas um ser venal, inferior. O que seria
falso, pois o fato não passava de um recurso.
6. (UNICAMP-SP) – “O fato não passava de um recurso.” Con-
siderando esta afirmação de A. Bosi, explicite as características do
romance Senhora que permitem considerá-lo uma obra romântica.
Texto para o teste 7.
Leonardo não é um pícaro saído da tradição espanhola, mas sim
o primeiro grande malandro que entra na novelística brasileira,
vindo de uma tradição folclórica e correspondendo, mais do que se
costuma dizer, a certa atmosfera cômica e popularesca de seu tempo
no Brasil.
(Antonio Candido)
7. (UFV-MG) – Podemos afirmar também que Leonardo
a) caracteriza sarcasticamente o malandro, típico do subúrbio do Rio
de Janeiro, que deseja levar vantagens em tudo.
b) passa por inúmeras peripécias, superando sempre as dificuldades,
sendo que, através dele, triunfa o Bem e o primeiro amor.
c) vive inúmeras aventuras amorosas, como é próprio dos heróis do
século XIX.
d) retrata o tipo alegre e extrovertido, mas a hostilidade de todos
torna-o um revoltado.
e) inverte a trajetória do “herói” do mundo burguês, uma vez que é
ironizado e não consegue ascender socialmente.
8. (UEL-PR – adaptado) – A prosa literária adquiriu consistência
com as obras desses dois grandes romancistas: o primeiro com estilo
ágil e preciso de seu único romance, que descreve pitorescamente os
tipos, os ambientes e os costumes do Rio da primeira metade do
século XIX; o segundo, pelo leque de romances que abriu, inspirados
tanto na vida citadina do Brasil Imperial quanto nas personagens
míticas e tipos regionais de nossa terra.
O texto acima está se referindo, respectivamente, aos escritores
a) José de Alencar e Joaquim Manuel de Macedo.
b) Basílio da Gama e José de Alencar.
c) Joaquim Manuel de Macedo e Álvares de Azevedo.
d) Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar.
e) Bernardo Guimarães e Castro Alves.
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18 –
1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa incorreta a respeito
de Eça de Queirós.
a) Costuma-se dividir sua obra em três fases, sendo a segunda aquela
em que desenvolveu um estilo realista implacável.
b) Sua obra é considerada o ponto mais alto da prosa realista portu-
guesa.
c) Em O Crime do Padre Amaro, critica a sociedade burguesa de
Portugal e mostra a influência do clero na sociedade provinciana.
d) Em O Primo Basílio, temos um romance no qual se denuncia a
rede de vícios e de adultérios que infestava a Lisboa de então.
e) Embora tenha militado intensamente na implantação do Realismo
em Portugal, não participou das Conferências do Cassino Lisbonense.
Texto para a questão 2.
Que noite para Luísa! A cada momento acordava num sobressal-
to, abria os olhos na penumbra do quarto, e caía-lhe logo na alma,
como uma punhalada, aquele cuidado pungente: Que havia de fazer?
Como havia de arranjar dinheiro? Seiscentos mil-réis! As suas joias
valiam talvez duzentos mil-réis. Mas depois, que diria Jorge? Tinha
as pratas… Mas era o mesmo!
(…) Quem lhe poderia valer? — Sebastião! Sebastião era rico,
era bom. Mas mandá-lo chamar e dizer-lhe ela, ela Luísa, mulher de
Jorge: — Empreste-me seiscentos mil-réis. — Para quê, minha senho-
ra? E podia lá responder: para resgatar umas cartas que escrevi ao
meu amante. Era lá possível! Não, estava perdida. Restava-lhe ir
para um convento.
(Eça de Queirós, O Primo Basílio, cap. VIII)
2. Que elementos aí presentes demonstram que o texto pertence à
segunda fase da produção de Eça de Queirós?
3. (FUVEST-SP) – O Primo Basílio pertence à fase dita realista de
seu autor, Eça de Queirós. É reconhecido, também, como um romance
de tese — tipo de narrativa em que se demonstra uma ideia, em geral
com intenção crítica e reformadora. Tendo em vista essas determi-
nações gerais, é correto afirmar que, nesse romance,
a) o foco expressivo se concentra na interioridade subjetiva das
personagens, que se dão a conhecer por suas ideias e sentimentos, e
não por suas falas ou ações.
b) as personagens se afastam de caracterizações típicas, tornando-se
psicologicamente mais complexas e individualizadas.
c) a preferência é dada à narração direta, evitando-se recursos como
a ironia, o suspense, o refinamento estilístico de períodos e frases.
d) o interesse pelas relações entre o homem e o meio amplia o espaço
e as funções das descrições, tornadas mais minuciosas e significativas.
e) a narração de ações, a criação de enredos e as reflexões do nar-
rador são amplamente substituídas pelo debate ideológico-moral entre
Jorge e o Conselheiro Acácio.
4. (FUVEST-SP) – Personagem do romance O Primo Basílio, de
Eça de Queirós, tornou-se tão conhecida por suas intervenções, que
seu nome deu origem a palavras dele derivadas, como acaciano,
acacianismo, acacianamente.
Assinalar a alternativa que explica o significado atribuído a estas
palavras em função do Conselheiro Acácio:
a) trivialidade com feição sentenciosa ou gravemente ridículas.
b) inesperadas declarações ou informações que dão novo rumo à
conversa.
c) afirmações irrefutáveis ou solidamente argumentadas.
d) ironias profundas ou sutis ridicularizações imprevisíveis.
e) argumentação cerrada ou raciocínios cerebrinamente elaborados.
5. Qual a obra, da terceira fase de Eça de Queirós, em que o prota-
gonista, representante da nobreza e dos velhos valores portugueses,
busca redenção moral através de uma viagem ao mundo colonial
português na África?
6. Qual o romance em que Eça de Queirós retrata o contraste entre o
artificialismo da civilização moderna e a naturalidade saudável da
vida rural portuguesa? A que fase ele pertence?
7. Em relação à obra A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, expli-
que por que se diz que seu enredo tem a forma dialética.
1. (UEL-PR) – Considere os seguintes fragmentos de um romance
de Machado de Assis.
I. José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição
monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases.
II. Minha mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido (...)
vendeu a fazendola e os escravos, comprou alguns que pôs ao ganho
ou alugou, uma dúzia de prédios, certo número de apólices e deixou-se
estar na casa de Matacavalos, onde vivera os dois últimos anos de
casada.
III. Tio Cosme vivia com minha mãe, desde que ela enviuvou. Já
então era viúvo, como prima Justina; era a casa de três viúvos.
As personagens mencionadas nestes fragmentos convivem numa his-
tória cujos protagonistas são
a) Brás Cubas e Virgília. b) os gêmeos Pedro e Paulo.
c) Rubião e Brás Cubas. d) Bento Santiago e Capitu.
e) Aires e Fidélia.
2. (PUCCamp-SP) – O modo como é tratado o adultério nos
romances de Machado de Assis permite afirmar que
a) o escritor defende a tese de que o homem é determinado pelas
forças do meio, da hereditariedade e do momento.
b) o tema permitiu ao autor desvendar os interesses da sociedade bur-
guesa da época (posição, prestígio, dinheiro) e as forças do incons-
ciente.
c) o triângulo amoroso é abordado de maneira a deixar transparecer
o sentimentalismo que caracterizou a produção romântica do autor.
d) o interesse maior do escritor se fixa no fato em si, orientando
todos os elementos da narrativa no sentido de comprovar a traição das
personagens.
e) o pessimismo do escritor o impede de perceber a relatividade dos
fatos, fazendo-o apegar-se às características mais negativas da
natureza humana.
MÓDULO 6
REALISMO EM PORTUGAL: EÇA DE QUEIRÓS
MÓDULO 7
REALISMO NO BRASIL: MACHADO DE ASSIS
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– 19
3. Considere as seguintes afirmações, referentes a Dom Casmurro:
I. O título do romance indica o temperamento que o protagonista
conserva ao longo de sua vida.
II. O narrador vale-se de sua velhice e experiência para relativizar as
certezas de seu ciúme juvenil.
III. O ciúme do protagonista é indiscutível; discute-se a imparcia-
lidade do narrador na avaliação do que o gerou.
Das afirmações acima, apenas
a) II está correta.
b) III está correta.
c) I e II estão corretas.
d) I e III estão corretas.
e) II e III estão corretas.
Texto para o teste 4.
Ora, aí está justamente a epígrafe do livro, se eu lhe quisesse pôr
alguma e não me ocorresse outra. Não é somente um meio de
completar as pessoas da narração com as ideias que deixarem, mas
ainda um par de lunetas para que o leitor do livro penetre o que for
menos claro ou totalmente escuro.
Por outro lado, há proveito em irem as pessoas da minha história
colaborando nela, ajudando o autor, por uma lei de solidariedade,
espécie de troca de serviços, entre o enxadrista e os seus trebelhos*.
Se aceitas a comparação, distinguirás o rei e a dama, o bispo e o
cavalo, sem que o cavalo possa fazer de torre, nem a torre de peão.
Há ainda a diferença da cor, branca e preta, mas esta não tira o poder
da marcha de cada peça, e afinal umas e outras podem ganhar a par-
tida, e assim vai o mundo.
(Machado de Assis, Esaú e Jacó)
*trebelhos: peças do jogo de xadrez.
4. (FUVEST-SP – modificado) – A intervenção direta do narrador
no texto cumpre a função de
a) distanciar o leitor da articulação da história, evitando identifica-
ção emocional com as personagens.
b) despertar a atenção do leitor para a estrutura da obra, convidando-
o a compreender a organização da narrativa.
c) levar o leitor a refletir sobre as narrativas tradicionais, cuja se-
quência lógico-temporal é complexa.
d) sintetizar a sequência dos episódios, para explicar a trama da
narração.
e) confundir o leitor, provocando incompreensão da sequência nar-
rativa.
5. Nos itens de I a V, assinale:
A) Memórias Póstumas de Brás Cubas.
B) Quincas Borba
C) Dom Casmurro
D) Esaú e Jacó
E) Memorial de Aires
I. ( ) Narrado em primeira pessoa, sob a forma de um diário.
Tematiza a solidão e o desencanto da velhice. Não há
humor ou ironia. Personagens: Dona Carmo, Aguiar,
Tristão, Fidélia e o Conselheiro Aires.
II. ( ) Narrado em terceira pessoa, por personagem-observador,
o Conselheiro Aires, frequentemente interrompido pelo
próprio Machado. Personagens: Pedro, Paulo, Natividade
e Flora.
III. ( ) Narrado em primeira pessoa, por Bento Santiago, que, na
velhice, procura “atar as duas pontas da vida”. Perso-
nagens: Escobar, Sancha, Ezequiel, Dona Glória, José
Dias e Capitu.
IV. ( ) Narrado em terceira pessoa. Rubião, herdeiro de Quincas
Borba, é envolvido por Sofia e seu marido, Cristiano
Palha, e é levado à miséria e à loucura.
V. ( ) Narrado por um “defunto autor”, em posição transtem-
poral, que, “do outro lado do mistério”, revê a sua exis-
tência de “homem que tudo tentou e nada conseguiu”.
Personagens: Marcela, Virgília, Lobo Neves, Conselheiro
Dutra, Dona Plácida, Nhã Loló, Sabrina Cotrim e Quincas
Borba.
6. Examine os três textos transcritos a seguir e identifique a carac-
terística que é comum a todos eles.
Texto I
Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu
não tenho que fazer e, realmente, expedir alguns magros capítulos
para este mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade.
Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração ca-
davérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste
livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer e o livro anda devagar;
tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este
livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda,
an-dam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu,
escorregam e caem...
(Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Texto II
Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás
Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne ou de um Xavier de
Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode
ser obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da
melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio.
(Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Texto III
E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior
transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de
Virgília, que foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude
sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos
nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram?
Numa juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do
leitor: nada.
(Memórias Póstumas de Brás Cubas)
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20 –
1. (ITA-SP) – Assinale a alternativa em que se completa erradamen-
te a seguinte proposição: Do romance O Cortiço pode-se dizer que
a) é um romance urbano.
b) o autor admite a influência do meio no comportamento do indi-
víduo.
c) alcança a época da escravidão.
d) Romão é tudo, menos um ingrato.
e) o protagonista não se contenta com a ascensão econômica, quer a
social também.
2. A primeira que se pôs a lavar foi a Leandra, por alcunha a
“Machona”, portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e
grossos, anca de animal do campo.
O texto permite afirmar que
a) o Naturalismo e o Realismo, a fim de evidenciar as mazelas do
tempo, deram ênfase à análise do comportamento psicológico.
b) a prosa romântica se pautou por uma visão mecanicista do homem
e das relações humanas.
c) o Realismo caracterizou a realidade por meio da metáfora elegan-
te, da ironia, de um cinismo penetrante e refinado.
d) o Romantismo, incorporando elementos populares e prosaicos,
idealizou a força física e a pujança moral do povo.
e) a estética naturalista realça certos pormenores do quadro, modifi-
cando o equilíbrio entre as partes que o compõem.
3. O Naturalismo tem como princípio fundamental o ____________
______________________________.
4. O escritor naturalista tem por objetivo produzir uma arte _______
_______________________.
5. Associe:
A) O Mulato B) O Cortiço
I. ( ) Crítica à exploração econômica.
II. ( ) Crítica ao preconceito racial e ao clero.
1. Sobre O Ateneu, é incorreto afirmar:
a) Entre os aspectos fundamentais da obra, incluem-se psicologismo
e intelectualismo.
b) Mesmo valorizando aspectos autobiográficos, o autor dá à
narrativa um tratamento próprio de ficção.
c) Percebem-se algumas influências do Naturalismo, no entanto não
se trata de um romance de tese.
d) A memória possibilita a substituição do tempo objetivo pela no-
ção da duração interior.
e) O uso das técnicas impressionista e expressionista, aliado à
linguagem romântica, vivifica as imagens do sofrimento do passado.
2. (FUVEST-SP) – Assinalar a afirmação correta a respeito de O
Ateneu, romance de Raul Pompeia.
a) Romance de formação que avalia a experiência colegial, por meio
de Sérgio, alter ego do autor.
b) Romance romântico que explora as relações pessoais de adoles-
centes no colégio, acenando para o homossexualismo latente.
c) Romance naturalista que retrata a tirania do diretor do colégio e o
maternalismo de sua mulher para com os alunos.
d) Romance realista que apresenta um padrão de excelência da
escola brasileira do final do Império.
e) Romance da escola do Brasil no final do Império, cuja falência
vem assinalada pelo incêndio do prédio, no final da narrativa.
Nos testes de 1 a 4, assinale, em cada série, a afirmação incorreta.
1. Enfocando as atitudes e os temas parnasianos,
a) a poesia parnasiana é alienada, visto que ignora as questões que
não sejam essencialmente estéticas.
b) há um acentuado desprezo pela plebe e pelas aspirações populares.
c) o artesanato poético é sua principal preocupação.
d) os parnasianos diferem da atitude impassível e antissentimental
dos realistas.
e) é uma poesia de elaboração, fruto do “esforço intelectual”.
2. Ainda quanto a essas atitudes e temas,
a) existe uma preferência pelos temas universais, objetivos.
b) ao fazer a fixação de cenas históricas, o poeta coloca-se ao lado
dos anseios de sua época.
c) a mitologia é revalorizada.
d) filosoficamente, os parnasianos são pessimistas.
e) a descrição de fenômenos naturais é frequente em seus versos.
3. Em relação à poesia parnasiana,
a) a linguagem é redundante, repleta de repetições dispensáveis.
b) emprega-se uma linguagem pura, sem incorreções e sem vulgaris-
mos.
c) procura-se a sobriedade, a expressão comedida.
d) o soneto e os versos alexandrinos constituem a preferência métri-
ca do Parnasianismo.
e) como no Naturalismo, a descrição é um recurso de largo uso.
4. Tendo como ponto de partida a obra de Olavo Bilac,
a) em termos épicos, realizou um autêntico retorno ao Romantismo.
b) esse retorno se caracteriza pela exaltação da Pátria e dos heróis
nacionais.
c) a concepção de amor desse poeta é invariavelmente sensual, como
a que se manifesta nos poemas de Castro Alves.
d) formou com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira a “Trindade
Parnasiana”.
e) foi implacavelmente atacado pelos modernistas, que o viam como
formal e acadêmico.
MÓDULO 8
NATURALISMO: ALUÍSIO AZEVEDO
MÓDULO 9
RAUL POMPEIA
MÓDULO 10
PARNASIANISMO
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1. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) a respeito das características
ou atitudes simbolistas.
I. ( ) Retoma o misticismo medieval, o espírito conflituoso
do Barroco e o subjetivismo romântico, renovando-
os, por vezes radicalizando-os; busca a expressão do
inconsciente, da sugestão, da intuição, do trans-
cendente, do indefinível, do impreciso, do nebuloso,
do “eu-profundo”.
II. ( ) A teoria das correspondências, a musicalidade, a
alquimia do verbo, a alucinação sensorial, a instru-
mentação verbal são algumas das propostas de seus
teorizadores: Baudelaire, Verlaine e Rimbaud.
III. ( ) É antimaterialista, antipositivista e propõe o primado
do espiritual, do suprarracional, da metafísica.
IV. ( ) Retoma a metáfora como célula germinal da poesia,
apoiando-se em uma imagética rica, original e, por
vezes, insólita.
V. ( ) Vale-se de sinestesias, aliterações, assonâncias e
maiúsculas alegorizantes, realizando uma poesia que
tende ao hermetismo.
VI. ( ) A preocupação com a musicalidade condiciona a
seleção de vocábulos raros, de termos litúrgicos, de
arcaísmos e neologismos.
VII. ( ) Introspecção, religião do “eu”, o homem voltado para
si mesmo, levado à dúvida, à angústia e à ânsia de
ascensão, de fuga desse mundo terreno, intentando
uma comunhão com o Alto, com os Astros, com o
Espírito.
VIII. ( ) AArte não é comunicação ou informação, mas a fonte
de fortes experiências emocionais e a revelação do
mistério do mundo.
IX. ( ) Tem, às vezes, pontos de contato com o Parnasianis-
mo (afastamento das questões mundanas, preocupa-
ções com a forma exterior, com a perfeição expressio-
nal) e, outras vezes, antecipa a modernidade (ruptura
com a linearidade, desarticulação sintática e semân-
tica, linguagem da interioridade, sondagem infini-
tesimal da memória).
X. ( ) Seu reconhecimento foi tardio, por se tratar de uma
poesia “difícil”, em dissonância com o gosto afeito à
poesia declamatória e descritiva.
XI. ( ) Teve desdobramentos que extrapolaram seus limites
cronológicos: a fase inicial da obra de vários moder-
nistas da fase heroica e a reação espiritualista do se-
gundo tempo modernista (Cecília Meireles, Augusto
Frederico Schmidt, Vinicius de Moraes).
2. Cruz e Sousa, com duas obras publicadas em 1893, é considerado
o iniciador do Simbolismo no Brasil. Qual o título dessas obras e que
diferenças apresentam entre si?
3. No vocabulário e nas imagens que Cruz e Sousa emprega há um
elemento muito recorrente, obsessivo até. Que elemento é esse?
Transcreva exemplos extraídos de poemas desse autor.
Texto para a questão 4.
SUPREMO DESEJO
1 Eternas, imortais origens vivas
2 Da Luz, do Aroma, segredantes vozes
3 Do mar e luares de contemplativas,
4 Vagas visões volúpicas, velozes...
5 Aladas alegrias sugestivas
6 De asa radiante e branca de albornozes,
7 Tribos gloriosas, fúlgidas, altivas,
8 De condores e de águias e albatrozes...
9 Espiritualizai nos Astros louros,
10 Do sol entre os clarões imorredouros
11 Toda esta dor que na minh’alma clama...
12 Quero vê-la subir, ficar cantando
13 Na chama das Estrelas, dardejando
14 Nas luminosas sensações da chama. (Cruz e Sousa)
4. O soneto de Cruz e Sousa constrói-se todo através de sensações.
Qual a sensação predominante? Relacione as palavras do texto que se
inscrevem na área semântica dessa sensação.
5. Qual o tema dominante na poesia de Alphonsus de Guimaraens e
que relação tem esse tema com fatos de sua vida?
6. Qual é a figura da liturgia católica que Alphonsus de Guimaraens
exalta com frequência?
Texto para os testes 7 e 8.
ERAS A SOMBRA DO POENTE
Eras a sombra do poente
Em calmarias bem calmas;
E no ermo agreste, silente,
Palmeira cheia de palmas.
Eras a canção de outrora,
Por entre nuvens de prece;
Palidez que ao longe cora
E beijo que aos lábios desce.
Eras a harmonia esparsa
Em violas e violoncelos:
E como um voo de garça
Em solitários castelos.
Eras tudo, tudo quanto
De suave esperança existe;
Manto dos pobres e manto
Com que as chagas me cobriste.
Eras o Cordeiro, a Pomba,
A crença que o amor renova...
És agora a cruz que tomba
À beira da tua cova.
(Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte, 1923,
In Alphonsus de Guimaraens. Poesias – I.
Rio de Janeiro, Org. Simões, 1955, p. 284.)
MÓDULO 11
SIMBOLISMO
– 21
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22 –
7. (VUNESP-SP – adaptado) – O texto em pauta, de Alphonsus de
Guimaraens (1870-1921), apresenta nítidas características do
Simbolismo literário brasileiro. As alternativas seguintes apontam
alguns desses elementos simbolistas, menos uma. Assinale-a.
a) Espiritualismo.
b) Maiúscula alegorizante.
c) Musicalidade.
d) Mitologia clássica.
e) Imagens sinestésicas.
8. (VUNESP-SP – adaptado) – O poema é rico no emprego de figu-
ras de linguagem, como se comprova em todas as alternativas a se-
guir, exceto em:
a) aliteração (fonema /s/, por exemplo).
b) antítese (“palidez” x “cora”).
c) prosopopeia (“nuvens de prece”).
d) anáfora (repetição de eras no início de cada estrofe).
e) metáfora (“Cordeiro”, “Pomba”).
1. Aponte algumas características que indiquem o aspecto conser-
vador do Pré-Modernismo e algumas que antecipam o Modernismo,
levando em conta a produção em prosa pré-modernista.
Sobre Os Sertões, de Euclides da Cunha, responda:
2. Quando a obra foi publicada em livro?
3. De que partes é constituída essa obra?
4. Por que se pode dizer que Os Sertões apresentam influência deter-
minista?
5. Quais foram os livros que deram consagração e popularidade a
Monteiro Lobato?
6. O que Monteiro Lobato denuncia nessas obras?
7. Assinale A quando se tratar de Monteiro Lobato e B quando se
tratar de Augusto dos Anjos.
I. ( ) Em Cidades Mortas, retrata a decadente região do Vale do
Paraíba, exaurida pela monocultura do café. Consagra-se então como
caracterizador de tipos e ambientes, num processo narrativo que beira
muitas vezes o anedótico, num talentoso jeito de contador de
“estórias”.
II. ( ) A originalidade de sua obra está justamente em sua visão
de mundo, que, ajustada em palavras, proporcionará uma nova
expressão na poesia brasileira. A imagem em sua poesia é intencional-
mente deformada, desconcertante, transfiguradora da realidade.
III. ( ) Publicou em vida um único livro, Eu, em 1912, reeditado
em 1919 com o título Eu e Outras Poesias.
IV. ( ) É autor de Urupês, Ideias de Jeca Tatu e Negrinha.
1. Cite algumas características da poesia modernista.
2. Quando surge o Modernismo em Portugal?
3. Que são os chamados heterônimos de Fernando Pessoa?
4. Mensagem, de Fernando Pessoa, apresenta relação de intertex-
tualidade com outra obra da Literatura Portuguesa. Que obra é essa?
5. Quais são as características básicas do heterônimo Alberto Caeiro?
Texto para a questão 6.
O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos.
(Fernando Pessoa, Obra Poética)
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha canudo
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as coisas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
(…)
(Fernando Pessoa, Obra Poética)
6. (UFSCar-SP) – O que há de comum nesses dois poemas em
termos de estilo? Justifique a sua resposta.
7. Quais são as características básicas do heterônimo Ricardo Reis?
8. Assinale A para Alberto Caeiro e B para Ricardo Reis.
I. ( ) Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
MÓDULO 12
PRÉ-MODERNISMO
MÓDULO 13
MODERNISMO EM PORTUGAL:
FERNANDO PESSOA
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II. ( ) Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
III. ( ) E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
IV. ( ) Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a Lua toda
Brilha, porque alta vive.
9. Aponte sucintamente os aspectos dominantes da poesia do heterô-
nimo Álvaro de Campos.
A Semana de Arte Moderna de 22 agregou artistas que mais tarde
seguiriam caminhos divergentes, formando grupos ou correntes.
1. Indique as correntes modernistas mais importantes e seus prin-
cipais representantes.
2. Aponte as principais revistas que veiculavam as ideias do movi-
mento e, mais tarde, dos grupos que se formaram.
3. Pretendendo “reintegrar o homem na livre expansão dos seus ins-
tintos vitais”, essa corrente propunha não uma aceitação passiva do
legado europeu pela cultura brasileira, mas a devoração crítica desse
legado e sua transformação em algo novo, com identidade própria e
alcance universal. Essa é a proposta do grupo __________________
_______________________ .
MÓDULO 14
A SEMANA DE ARTE MODERNA
– 23
1) O verso apresentado na alternativa a contém sete sílabas mé-
tricas, correspondendo, pois, à medida velha, e não à medida
nova.
Resposta: A
2) Trata-se de um soneto, forma fixa composta de quatro estro-
fes: dois quartetos e dois tercetos.
3) A rima é oposta ou interpolada nos quartetos (ABBA-ABBA)
e cruzada ou alternada nos tercetos (CDC-DCD).
4) O poema foi composto em versos decassílabos:
Se / tan / ta / pe / na / te / nho / me / re / ci(da).
5) É exemplo de medida nova.
6) O fragmento da terceira estrofe da Proposição de Os Lusíadas
exalta o “valor mais alto”, o povo português, enfatizando que
as navegações lusitanas foram maiores e mais importantes
que as dos heróis da Antiguidade, Ulisses (“o sábio grego”) e
Eneias (“Troiano”).
Resposta: B
7) Em I, não procedem as informações de que o núcleo narrativo
de Os Lusíadas sejam as origens históricas de Portugal, rela-
tadas pela voz do próprio poeta. O episódio nuclear da epo-
peia camoniana é a viagem de Vasco da Gama que resultou no
descobrimento do caminho marítimo para as “Índias”. Ainda
que o poema também relate as origens de Portugal, o narra-
dor desse relato não é o eu poemático. O passado de Portugal
tem como narrador principal Vasco da Gama, secundado por
outros narradores a quem o poeta concede a palavra. As afir-
mações II e III consignam adequadamente a presença de
episódios líricos na epopeia lusitana e o formalismo clássico,
que em Portugal assumiu a denominação de medida nova.
Resposta: B
8) A natureza paródica do texto de Adélia Prado retoma, pelo
avesso, o caráter épico da Proposição de Os Lusíadas e sua
enfática exaltação da superioridade portuguesa, colocando-a
em chave irônica, para relativizar o “desejo de que o poema
sirva a todas as fomes”, atribuindo à linguagem funções
pragmáticas: “pedir emprego”, “agradecer favores”, “escre-
ver meu nome completo” etc.
Resposta: A
9) O texto encerra o episódio da Ilha dos Amores, quando o
poeta tece considerações sobre as glórias terrenas, a cobiça, a
ambição e o poder (a tirania).
Resposta: C
10) O sentido de “ponde (...) um freio duro (...)” é completado
pelos termos “cobiça”, “ambição” e “vício da tirania”: “E
ponde na cobiça um freio duro, / E na ambição também... / ...e
no torpe e escuro / Vício da tirania...”.
Resposta: D
11) Nos versos, afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro, / E
na ambição também... / (...) / Porque essas honras vãs... /
Verdadeiro valor não dão à gente”.
Resposta: A
1) Teus sóis me acendem logo chama a chama, teus sóis me
cegam logo raio a raio, quando Amor, querendo ter ardente
ensaio (ou ensaio ardente), inflama seu poder em teus olhos.
2) “Sóis”, “acendem”, “chama” e “raio” são metáforas relacio-
nadas a calor e luz.
3) Não, pois a segunda estrofe fala da tristeza e falta de ânimo do
eu lírico, ao passo que a primeira fala de seu arrebatamento e
excitação. A conjunção mas, no verso 5, já indica que haverá
uma relação de oposição entre as estrofes.
MÓDULO 1
MÓDULO 2
C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 23
24 –
4) A
5) Vieira escreveu na língua culta e literária e fez de sua prosa a
representante do conceptismo na Literatura Portuguesa. Fer-
nando Pessoa o chamou o “imperador da Língua Portu-
guesa”, o que mostra que em sua palavra e em seu estilo vibra
o espírito de Portugal. Vieira também pertence à Literatura
Brasileira, pois vários de seus sermões e cartas traduzem o
interesse pela realidade do Brasil colonial. É o que se nota, por
exemplo, na defesa de índios e de negros escravizados, como
se lê no Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal
contra as de Holanda, Sermão de Santo Antônio aos Peixes etc.
6) À mariposa, como se verifica no segundo verso.
7) Segundo o eu lírico, a mariposa, ainda que acabe morrendo,
consegue chegar ao objeto amado (a chama de um candeeiro),
ao passo que ele “morre” sem chegar à luz que ama (a mulher
amada).
8) B
1) C 2) D 3) C
4) À Marília, sua musa. 5) D 6) D
1) 1836; Suspiros Poéticos e Saudades.
2) índio; indianistas; Gonçalves Dias.
3) Lord Byron; byronismo.
4) I. V II. V III. F IV. V V. F VI. V
5) C 6) A
7) a) A obra de Castro Alves é marcada pela preocupação com
os acontecimentos de seu tempo, como a campanha aboli-
cionista e o movimento republicano. Gonçalves Dias, dife-
rentemente, volta-se para uma realidade passada, buscan-
do a imagem do herói medieval na figura do índio, idea-
lizado em seus poemas. Álvares de Azevedo e Casimiro de
Abreu, por outro lado, voltam-se para seus universos
pessoais, íntimos, e projetam em sua poesia o desejo de
escapar das limitações do presente. Outro ponto de dife-
rença está no lirismo amoroso de Castro Alves, que é
caracterizado por uma sensualidade realista, ao contrário
das idealizações amorosas que se encontram nas obras dos
demais poetas mencionados.
b) Castro Alves, em sua retórica inflamada, utiliza frequen-
temente a figura chamada apóstrofe, que consiste na inter-
pelação súbita de uma figura ausente. No trecho trans-
crito, há apóstrofe nos vocativos “Senhor Deus dos desgra-
çados!”, “Ó mar!”, “Astros! noite! tempestades!”, “tufão!”.
Outro recurso frequente em Castro Alves, presente no tre-
cho em questão, é a anáfora, que corresponde à retomada
da(s) mesma(s) palavra(s) no início de várias sequências
contíguas: “Se é loucura... se é verdade”. Imagens gran-
diosas, como as presentes nos três últimos versos, também
são comuns na poesia social deste poeta. Há ainda outros
recursos estilísticos presentes no trecho, como, por exem-
plo, a métrica, as rimas, as metáforas etc.
1) A publicação do romance em partes favorece a criação de um
enredo que se apoia na complicação sentimental, na aventura,
no mistério e no suspense, de forma a atiçar a curiosidade do
leitor para o que virá no dia seguinte. Nos primeiros folhetins
brasileiros predomina a narrativa centrada na tensão bem
versus mal, com personagens lineares (herói versus vilão) e
intenção moralizante.
2) José de Alencar também escreveu romances em forma de
folhetim.
Resposta: E
3) O enunciado resume o enredo do romance Senhora, de José de
Alencar, obra que se inclui na sua ficção urbana como um
“perfil de mulher”. As referências ao regime dotal de casa-
mento e às personagens Aurélia, Lemos e Fernando fazem
inequívoca a identificação.
Resposta: D
4) C 5) C
6) Alfredo Bosi entende que o fato (a submissão do protagonista
a um determinante socioeconômico), que aproximaria Senho-
ra da óptica realista-naturalista, não passa de recurso,
expediente ficcional, artifício narrativo da obra, cujo caráter
romântico é evidenciado, entre outras razões:
– pelo triunfo do amor sobre o dinheiro, do altruísmo sobre
o egoísmo, do indivíduo sobre os determinantes sociais;
– pelo ilogismo do comportamento de Aurélia, entregue a
sentimentos antagônicos;
– pela adjetivação intensiva, pela linguagem pictórica, colo-
rida;
– pela articulação folhetinesca, assentada na peripécia e
omissão de dado essencial.
7) As Memórias de um Sargento de Milícias revelam uma malan-
dragem ainda meio idílica, distante da via-crúcis dos
excluídos sociais que o subsequente Realismo irá retratar de
maneira contundente.
Resposta: B
8) D
1) E
2) Abordagem de uma questão moral (o adultério), vista como
consequência da formação da personagem e dos valores da
sociedade em que vive.
3) O romance O Primo Basílio tem como objetivo criticar a bur-
guesia de Lisboa, analisando o cotidiano morno e fútil dos
tipos que a compõem. As descrições minuciosas são bastante
significativas no conjunto da obra, pois funcionam como
explicitação da submissão do homem ao meio.
Resposta: D
4) A personagem Conselheiro Acácio tem como traço principal o
caráter sentencioso e afetado de suas intervenções, na maioria
das vezes revestidas de artificialismo e pseudointelectuali-
dade.
Resposta: A
5) A Ilustre Casa de Ramires.
MÓDULO 5
MÓDULO 3
MÓDULO 4
MÓDULO 6
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6) A Cidade e as Serras; pertence à terceira fase.
7) A trama de A Cidade e as Serras segue a forma dialética tese
versus antítese = síntese. No primeiro momento, que corres-
ponde à exposição da tese, o protagonista Jacinto vive em
Paris e defende os benefícios e vantagens da civilização urba-
na; no segundo momento, que corresponde à antítese, o prota-
gonista vai para o campo e passa a contestar o artificialismo
da vida na cidade; no terceiro e último momento, o da síntese,
cidade e campo se conciliam, já que a personagem usa o
conhecimento técnico da civilização para melhorar as
condições da vida rural.
1) D 2) B 3) B
4) Um dos recursos mais característicos do estilo machadiano,
marca de sua reconhecida atualidade, é a posição metalin-
guística que assume diante da produção de seu texto e de sua
narrativa, como quem escreve e, ao mesmo tempo, vê-se escre-
vendo.
Através de digressões, Machado dialoga constantemente com
o leitor, com o seu próprio texto e com textos de grandes
autores de todos os tempos. Essas digressões veiculam as
mensagens artísticas e filosóficas do autor e/ou de seus
narradores. Desnudam para o leitor os procedimentos nar-
rativos e estilísticos que estruturam suas narrativas.
Resposta: B
5) I: E II: D III: C IV: B V: A
6) Os textos I, II e III têm em comum o fato de serem meta-
linguísticos. Observa-se, nos três, que o narrador está comen-
tando a própria narrativa, fazendo com que o leitor tome
conhecimento da “montagem” do romance.
1) João Romão é o estereótipo do capitalista selvagem, que
enriqueceu, a qualquer custo, explorando a massa
animalizada do cortiço e seres mais próximos, como
Bertoleza, sua amante, iludida por ele, que vende a ela uma
falsa carta de alforria e, posteriormente, a entrega como
escrava fugida.
Resposta: D
2) E 3) determinismo cientificista
4) documental 5) I: B; II: A.
1) E
2) Sérgio, personagem-narrador, é geralmente tomado como
representante do autor, que, no livro, se “vingaria” do internato
em que estudou, assim como da sociedade que criticava.
Resposta: A
1) D 2) B 3) A 4) C
1) Todas as afirmações são verdadeiras.
2) Os títulos das obras são Missal e Broquéis. Missal reúne poe-
mas em prosa e Broquéis reúne poemas em verso.
3) A presença direta ou indireta da cor branca. “Brancuras
imortais da Lua Nova...”; “Ó formas alvas, brancas, claras...”.
4) O poeta, através de sensações diáfanas e sugestivas, metafori-
za a sua dor (verso 11), transcendendo-a e transformando-a
em luz, claridade, brilho. Assim, relacionam-se à área semân-
tica da palavra “brilho”: “luz”; “luares”; “radiante”; “bran-
ca”; “fúlgidas”; “astros louros”; “sol”; “clarões”; “chama das
estrelas”; “dardejando”; “luminosas sensações de chama”.
Observe que, através do jogo de sinestesias, o poeta
metaforiza sua dor em brilho, luz (entendimento, aceitação),
que ascende ao sol, à chama das estrelas.
Há também a presença das sensações olfativa (“aroma“) e
sonora (“vozes“).
5) Praticamente toda a poesia de Alphonsus de Guimaraens tem
como tema o amor ligado à morte, à morte da amada. Isso se
relaciona à morte precoce da prima Constança, a quem o
poeta amava.
6) Alphonsus de Guimaraens exalta a Virgem, que identifica
com a amada, morta precocemente.
7) Não há nenhum elemento ligado à mitologia clássica; aliás, a
mitologia clássica é frequente na poesia parnasiana, e não na
simbolista.
Resposta: D
8) Na expressão “nuvens de prece” não há prosopopeia (per-
sonificação), mas sim uma metáfora sinestésica.
Resposta: C
1) No Pré-Modernismo vigora ainda a mentalidade positivista e
determinista do Realismo-Naturalismo. O uso das formas e do
vocabulário revela os mesmos hábitos dos autores do fim do
século XIX. Mas o Pré-Modernismo, fazendo jus à sua deno-
minação, antecipa o Modernismo, por problematizar a
realidade brasileira, por criticar instituições envelhecidas e
pelo espírito inconformista.
2) Os Sertões foram publicados em 1902.
3) Os Sertões constituem-se de três partes: “A Terra”, “O
Homem”, “A Luta”.
4) Os Sertões apresentam influência determinista, pois porque a
divisão “A Terra”, “O Homem”, “A Luta” se apoia no
conceito de que o homem é produto do meio, da raça e do
momento.
5) Urupês e Cidades Mortas.
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6) Em Urupês e Cidades Mortas, Monteiro Lobato denuncia o
marasmo, a indolência do homem do interior paulista.
7) I: A II: B III: B IV: A
1) A poesia modernista, entre outras características, apresenta
liberdade formal, manifestada no emprego do verso livre e no
abandono de formas tradicionais; ampliação temática, com a
inclusão de temas do cotidiano e da civilização moderna (a
máquina, a velocidade etc.). Apresenta ainda cosmopolitismo
do processo literário, dessacralização da obra de arte, humor,
antiacademicismo, linguagem coloquial, interesse pelo
imediato, pelo homem comum.
2) O Modernismo em Portugal surge em 1915, com a publicação
da revista Orpheu.
3) É característica da obra poética de Fernando Pessoa a
fragmentação do sujeito lírico em várias personalidades
poéticas, os chamados heterônimos. Os heterônimos de Pessoa
funcionam como “máscaras” de posturas poéticas distintas,
que chegam a contradizer-se, mas dialogam entre si.
4) Os Lusíadas, de Luís de Camões.
5) Alberto Caeiro é o menos culto dos heterônimos, é o mais sim-
ples. Alheio à sofisticação cultural dos outros heterônimos, é
mestre de paganismo, de uma visão não espiritualizada da
vida. Os versos de Caeiro são livres, parecendo prosa. O voca-
bulário é simples. Não há esforços de evitar repetições de
palavras ou frases inteiras.
6) Em Caeiro, a simplicidade da “forma” é também “conteúdo”,
intenção, programa. Por isso realiza uma poesia intencional-
mente prosaica, com o livre andamento da prosa, enfática,
redundante, com os recursos retóricos de quem visa a conven-
cer e não a encantar ou a comover, embora muitas vezes
encante e comova exatamente pela simplicidade. O vocabu-
lário afasta qualquer preciosismo, qualquer citação erudita. É
a linguagem de um camponês simples, direto e inculto.
7) Ricardo Reis é cultor dos clássicos gregos e latinos. Sua poesia
é muito culta e o paganismo que apresenta deriva da lição dos
escritores da Antiguidade, sobretudo Horácio, bem como os
temas da brevidade da vida e da necessidade de aproveitar o
momento presente. Estilisticamente, a poesia de Ricardo Reis
é caracterizada por sintaxe latinizante, com grandes inversões
na ordem das palavras, regências desusadas, vocabulário
incomum. Apresenta esquema métrico fixo, alternância de
versos longos e breves, sem rimas.
8) I: B II: A III: A IV: B
9) A poesia de Álvaro de Campos apresenta referências
frequentes à civilização e ao progresso: é notável a presença
de elementos da paisagem urbana, como fábricas, lâmpadas
elétricas, máquinas de escrever. Na poesia desse heterônimo,
que é engenheiro, é mais perceptível o caráter de moder-
nidade, que tem ligações com Cesário Verde, o americano
Walt Whitman e o Futurismo. Esses aspectos manisfestam-se
na predominância (mas não exclusividade) de versos de tom
coloquial, livres, de grande força rítmica em seus momentos
mais intensos.
1) Após a Semana de 22, formou-se a corrente nacionalista, reu-
nida nos grupos “Verde-Amarelo” (1924), “Anta” (1929), em
torno de Menotti del Picchia, Plínio Salgado e Cassiano Ri-
cardo. Esses intelectuais eram de Direita, próximos do Inte-
gralismo. Formou-se a corrente primitivista, reunida nos
grupos “Pau-Brasil” (1924) e “Antropofagia” (1929), sob a
liderança de Oswald de Andrade.
2) Veiculavam as ideias modernistas: a revista Klaxon, que
durou de maio de 1922 a fevereiro de 1923 e reunia os
modernistas da primeira fase do movimento, chamada “fase
heroica”; a revista Estética, que teve três números em 1924 e
dedicava-se especialmente à crítica e análise literária; a Revis-
ta de Antropofagia, que durou de maio de 1928 a janeiro de
1929, em edição mensal, e de março a agosto de 1929, em
edição semanal. Em seu primeiro número, a Revista de
Antropofagia divulgou o “Manifesto Antropófago”, de Oswald
de Andrade, em que se dão a conhecer as ideias da corrente.
3) Antropofagia.
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MÓDULO 1 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para os testes de 1 a 3.
Um mover de olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quase forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;
Um despejo quieto e vergonhoso; desembaraço, desenvoltura
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;
Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:
Esta foi a celeste fermosura formosura
Da minha Circe,1 e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.
(Camões)
1 – Circe: feiticeira que aparece na Odisseia, de Homero.
1. “Quando das belezas inferiores nos elevamos, através de uma
bem entendida pedagogia amorosa, até a beleza suprema e perfeita
que começamos então a vislumbrar, chegamos quase no fim, pois na
estrada reta do amor, quer o sigamos sozinhos, quer nela sejamos
guiados por outrem, cumpre sempre subir usando desses belos objetos
visíveis como dos degraus de uma escada.” (Platão, O Banquete)
Considerando o texto de Platão acima transcrito, indique o verso que
sugere a ascensão do eu lírico, no soneto de Camões, rumo à “beleza
suprema e perfeita”.
a) “Sem ver de quê; um riso brando e honesto”
b) “Quase forçado; um doce e humilde gesto”
c) “Que pôde transformar meu pensamento”
d) “Um despejo quieto e vergonhoso”
e) “Um longo e obediente sofrimento”
2. A descrição da figura feminina contida na terceira estrofe apoia-
se em características
a) intelectuais. b) religiosas. c) físicas.
d) morais. e) sociais.
3. Assinale a alternativa em que se expressa influência do neopla-
tonismo.
a) “...um riso brando e honesto, / Quase forçado...”
b) “Uma pura bondade, manifesto / Indício da alma...”
c) “Um medo sem ter culpa; um ar sereno”
d) “Um longo e obediente sofrimento”
e) “Esta foi a celeste fermosura / Da minha Circe...”
4. Identifique, pelo fragmento transcrito, a parte estrutural de Os
Lusíadas, sendo:
A – se for a Proposição do poema;
B – se for a Invocação às Tágides;
C – se for a Dedicatória a D. Sebastião;
D – se for o início da Narração do poema e
E – se for o Epílogo.
I. ( ) Vós, tenro e novo ramo florescente,
De uma árvore, de Cristo mais amada
Que nenhuma nascida no Ocidente,
Cesárea ou Cristianíssima chamada,
Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada.
II. ( ) E também as memórias gloriosas
Daqueles reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valorosas
Se vão da lei da Morte libertando:
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
III. ( ) Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando.
IV. ( ) Dai-me uma fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda.
V. ( ) Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
MÓDULO 2 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para a questão 1.
Não vira em minha vida a formosura,
Ouvia falar nela cada dia,
E ouvida me incitava, e me movia
A querer ver tão bela arquitetura:
Ontem a vi por minha desventura
Na cara, no bom ar, na galhardia
De uma mulher, que em anjo se mentia;
De um sol, que se trajava em criatura:
Matem-se, disse eu, vendo abrasar-me,
Se esta cousa não é, que encarecer-me
Sabia o mundo, e tanto exagerar-me!
Olhos meus, disse então por defender-me,
Se a beleza heis de ver para matar-me,
Antes olhos cegueis, do que eu perder-me.
1. O soneto transcrito pode servir de exemplo para qual vertente
barroca?
FRENTE 3
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Texto para as questões de 2 a 7.
Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo, a qualquer hora,
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca o Sol e o dia;
Enquanto, com gentil descortesia,
O ar, que fresco Adônis1 te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza
E imprime em toda flor sua pisada.
Oh, não aguardes, que a madura idade
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
1 – Adônis: jovem da mitologia grega conhecido por sua extrema beleza.
2. O poema apresentado é, na verdade, uma tradução-adaptação de
dois sonetos do grande poeta barroco espanhol Gôngora. Trata-se de
um excelente exemplo do estilo metafórico do Barroco. Na primeira
estrofe, a beleza do rosto da mulher é descrita por meio de três
metáforas. Quais são elas e a que correspondem?
3. Na segunda estrofe, a quem é comparado o vento (“ar”)? Por quê?
4. Por que, ainda na segunda estrofe, a trança do cabelo da mulher é
descrita como “rica” e “brilhadora”?
5. Qual é a metáfora associada ao tempo, na terceira estrofe? Qual o
aspecto, ou quais os aspectos, do tempo ressaltado(s) por essa metá-
fora?
6. Ainda na terceira estrofe, qual a metáfora que representa a beleza
e a juventude?
7. Qual a ideia básica do poema? Trata-se de um poema cultista ou
conceptista? Por quê?
MÓDULO 3 – ANÁLISE DE TEXTO
As questões de números 1 a 3 baseiam-se no poema de Filinto Elísio:
Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,
Um garbo senhoril, nevada alvura,
Metal de voz que enleva de doçura,
Dentes de aljôfar, em rubi cravados.
Fios de ouro, que enredam meus cuidados,
Alvo peito, que cega de candura,
Mil prendas; e (o que é mais que formosura)
Uma graça, que rouba mil agrados.
Mil extremos de preço mais subido
Encerra a linda Márcia, a quem of’reço
Um culto, que nem dela inda é sabido.
Tão pouco de mim julgo que a mereço,
Que enojá-la não quero de atrevido
Coas penas que por ela em vão padeço.
1. (UNIFESP-SP) – Considere as informações:
I. O poeta mantém certo distanciamento amoroso, pois a mulher é
vista como um ser superior e inalcançável.
II. O jogo amoroso descrito no soneto distancia-se do convencio-
nalismo, sendo exposto o amor de forma intensa.
III. A forma do poema — um soneto — e a sua metrificação permitem
considerá-lo uma produção literária do período neoclássico.
IV. Estão explícitos no soneto a sensualidade e o tema do carpe diem.
Está correto o que se afirma apenas em
a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) II e IV. e) III e IV.
2. (UNIFESP-SP) – Pelas informações do poema, é correto afirmar
que o poeta
a) sofre calado, porque não quer que a amada padeça como ele.
b) não se julga merecedor do amor da amada, que o vê como um
atrevido.
c) pretende revelar seus sentimentos à amada para deixar de padecer.
d) acredita que a amada o considerará merecedor de seu amor.
e) não se julga digno de receber o amor da amada e, por isso, sofre.
3. (UNIFESP-SP) – No verso “Metal de voz que enleva de doçura”,
a preposição de ocorre duas vezes, formando expressões que indicam,
respectivamente, relação de
a) posse e de consequência.
b) causa e de posse.
c) qualificação e de causa.
d) modo e de qualificação.
e) posse e de modo.
MÓDULO 4 – ANÁLISE DE TEXTO
O poema seguinte é um “sirventês moral”: composição satírica cujo
tema é moral, isto é, relativo ao comportamento das pessoas. Na
classificação convencional, é uma cantiga de escárnio. O texto é uma
versão em português moderno realizada por Natália Correia:
Texto 1
Porque neste mundo minguou a verdade, diminuiu
tratei eu um dia de a procurar.
Disseram-me todos: “Buscai noutra parte,
pois de tal maneira daqui desertou
que não mais notícias sequer enviou,
tanto se arredou da nossa irmandade.” comunidade
Fui aos mosteiros dos frades regrantes, que seguem regras
perguntei por ela e eis o que ouvi: [severas
“Em vão buscareis a verdade aqui;
volveram-se os anos e ignorantes passaram-se
somos da verdade que aqui já não mora,
tampouco sabemos onde está agora;
outras coisas temos por mais importantes.”
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Também em Cister, onde se dizia célebre convento
que sempre a verdade ali habitara,
disseram que há muito ela se afastara;
já nenhum dos frades a conheceria
e nem lhe daria abade hospedagem,
se acaso a soubera ali de passagem;
tão longe ela estava daquela abadia.
Estando em Santiago* na minha pousada
um dia albergado, romeiros chegaram. instalado
Por ela indaguei e me contestaram: responderam
“Ai de vós, tomastes enganosa estrada.
Se a verdade, um dia, quiserdes achar,
por outro caminho tereis de a buscar.
Aqui, da verdade não sabereis nada.”
(Airas Nunes, séc. XIII)
(*) Santiago de Compostela, na Galícia, foi um dos mais importantes centros
de peregrinação religiosa na Idade Média. Para lá acorriam romeiros
(peregrinos) vindos de toda a Península Ibérica. Esse local, em nossos dias, é
visitado por fiéis de todo o mundo.
1. Este poema representa um caso raro de sátira medieval portu-
guesa que se eleva além da maledicência e dos ataques pessoais, pois
versa sobre um tema geral. Qual é esse tema geral?
2. Por que podemos afirmar que o poema critica os religiosos da
época?
Texto 2
DIFICULDADES PARA A BUSCA DA VERDADE
Em nossa sociedade, é muito difícil despertar nas pessoas o desejo
de buscar a verdade. (…) A enorme quantidade de veículos e formas
de informação acaba tornando difícil a busca da verdade, pois todo
mundo acredita que está recebendo, de modos variados e diferentes,
informações científicas, filosóficas, políticas, artísticas e que tais
informações são verdadeiras. (…)
Bastaria, no entanto, que uma mesma pessoa, durante uma
semana, lesse (...) jornais diferentes, ouvisse (...) noticiários de rádio
diferentes; (...) visse noticiários de (...) canais diferentes de televisão,
para que, comparando (...) as informações recebidas, descobrisse que
elas “não batem” umas com as outras (...).
Uma outra dificuldade para fazer surgir o desejo da busca da
verdade, em nossa sociedade, vem da propaganda.
A propaganda trata todas as pessoas — crianças, jovens, adultos,
idosos — como crianças extremamente ingênuas e crédulas. O mundo
é sempre um mundo de “faz de conta”: nele a margarina fresca faz a
família bonita, alegre, unida e feliz; o automóvel faz o homem
confiante, inteligente, belo, sedutor, bem-sucedido nos negócios,
cheio de namoradas lindas; o desodorante faz a moça bonita,
atraente, bem empregada, bem vestida, com um belo apartamento e
lindos namorados. (...)
(...)
Uma outra dificuldade para o desejo da busca da verdade vem da
atitude dos políticos nos quais as pessoas confiam, dando-lhes o voto
e vendo-se, depois, ludibriadas, não só porque não são cumpridas as
promessas, mas também porque há corrupção, mau uso do dinheiro
público, crescimento das desigualdades e das injustiças, da miséria e
da violência.
Em vista disso, a tendência das pessoas é julgar que é impossível
a verdade (...), ou cair na descrença e no ceticismo.
No entanto, essas dificuldades podem ter o efeito oposto, isto é,
suscitar em muitas pessoas dúvidas, incertezas, desconfianças e
desilusões que as façam desejar conhecer a realidade, a sociedade, a
ciência, as artes, a política.
(...)
Podemos, dessa maneira, distinguir dois tipos de busca da
verdade. O primeiro é o que nasce da decepção, e, por si mesmo,
exige que saiamos de tal situação readquirindo certezas. O segundo
é o que nasce da deliberação ou decisão de não aceitar as certezas e
crenças estabelecidas, de ir além delas e de encontrar explicações,
interpretações e significados para a realidade que nos cerca. Esse
segundo tipo é a busca da verdade na atitude filosófica.
(Marilena Chauí, texto adaptado)
3. Segundo o texto, como poderíamos perceber que informações
sobre um mesmo assunto podem ter interpretações diferentes?
4. Por que, conforme o texto, a propaganda dificulta a nossa “busca
da verdade”?
5. No texto, o que se considera como “atitude filosófica”?
6. Conheça as acepções da palavra verdade, conforme o Dicionário
Houaiss:
– substantivo feminino
1 propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade;
exatidão, autenticidade, veracidade
Ex.: <a v. de uma afirmação, de uma interpretação> <v. histórica>
1.1 a fidelidade de uma representação em relação ao modelo ou
original; exatidão, rigor, precisão
Ex.: a v. de um quadro, de uma foto
2 Derivação: por extensão de sentido.
coisa, fato ou evento real, verdadeiro, certo
Ex.: o que eu contei corresponde à v.
3 Derivação: por extensão de sentido.
qualquer ideia, proposição, princípio ou julgamento que se aceita
como autêntico, digno de fé; axioma, máxima
Ex.: as v. de uma religião, de uma filosofia
4 Derivação: por extensão de sentido.
procedimento sincero, retidão ou pureza de intenções; boa-fé
Ex.: agir com v.
5 Derivação: sentido figurado.
o que caracteriza algo ou alguém; caráter, feitio
Ex.: demonstrar a sua própria v.
No último parágrafo do texto 2, a palavra verdade é empregada em
duas diferentes acepções, explicadas pela autora. Indique quais são
essas acepções segundo o Dicionário Houaiss.
a) Acepções 1 e 1.1.
b) Acepções 4 e 5.
c) Acepções 1 (inclusive 1.1) e 2.
d) Acepções 3 e 1 (inclusive 1.1).
e) Acepções 2 e 4.
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MÓDULO 5 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para as questões 1 e 2.
O Pajé vibrou o maracá e saiu da cabana, porém o estrangeiro
não ficou só.
Iracema voltara com as mulheres chamadas para servir o hóspe-
de de Araquém e os guerreiros vindos para obedecer-lhe.
— Guerreiro branco, disse a virgem, o prazer embale tua rede
durante a noite; e o sol traga luz a teus olhos, alegria à tua alma.
E assim dizendo, Iracema tinha o lábio trêmulo e úmida a pálpe-
bra.
— Tu me deixas? perguntou Martim.
— As mais belas mulheres da grande taba contigo ficam.
— Para elas a filha de Araquém não devia ter conduzido o hóspe-
de à cabana do Pajé.
— Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda
o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o
Pajé a bebida de Tupã.
O guerreiro cristão atravessou a cabana e sumiu-se na treva.
(José de Alencar, Iracema)
1. — Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda
o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o
Pajé a bebida de Tupã.
a) No trecho acima, quem se dirige ao “estrangeiro”?
b) Reescreva essa passagem, valendo-se das marcas linguísticas
correspondentes à primeira pessoa do discurso.
2. A antonomásia é uma figura de linguagem que “consiste em subs-
tituir um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra denomi-
nação, que pode ser um nome comum (ou uma perífrase), um gen-
tílico, um adjetivo etc., que seja sugestivo, explicativo, laudatório,
eufêmico, irônico ou pejorativo e que caracterize uma qualidade
universal ou conhecida do possuidor” (Dicionário Houaiss). Dê dois
exemplos de antonomásia presentes no trecho de Alencar.
Texto para o teste 3.
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia
nas frondes da carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do
sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coquei-
ros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para
que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
(José de Alencar, Iracema)
3. (PUC-SP) – No texto apresentado, o uso repetitivo da expressão
verdes mares e os verbos serenai e alisai, indicadores de ação do
agente natural, imprimem ao trecho um tom poético apoiado em duas
figuras de linguagem:
a) anáfora e prosopopeia. b) pleonasmo e metáfora.
c) antítese e inversão. d) apóstrofe e metonímia.
e) metáfora e hipérbole.
4. Tomando como base um estudo do crítico E. M. Forster, Antonio
Candido, ao se referir às Memórias, fala de personagens planas (flat
characters), que são os tipos, dotados sempre das mesmas caracterís-
ticas de comportamento e que, portanto, não se alteram psicologi-
camente (isto é, em seu comportamento) no decorrer da história. Exis-
tem, por outro lado, as personagens “esféricas” (round characters, na
expressão do mesmo crítico). Estas últimas mudam de comportamento
no curso dos acontecimentos e, portanto, não são inteiramente
previsíveis.
Considerando essas informações, é correto concluir que as persona-
gens “esféricas” estão para os tipos (personagens planas), assim como
a) as personagens sociais estão para as personagens típicas.
b) o nome da personagem está para a sua profissão.
c) o acontecimento está para o protagonista.
d) a norma está para a singularidade.
e) o convencionalismo está para o anticonvencionalismo.
MÓDULO 6 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para as questões de 1 a 3.
No largo, por trás da estação, debaixo dos eucaliptos, que revi
com gosto, esperavam os três cavalos e dois belos burros brancos, um
com cadeirinha para a Teresa, outro com um cesto de verga, para
meter dentro o heroico Jacintinho, um e outro servidos à estribeira,
por um criado. Eu ajudara a prima Joaninha a montar, quando o
carregador apareceu com um maço de jornais e papéis, que eu
esquecera na carruagem. Era uma papelada, de que sortira na
Estação de Orleães, toda recheada de mulheres nuas, de historietas
sujas, de parisianismo, de erotismo. Jacinto, que as reconhecera,
gritou rindo.
— Deita isso fora!
E eu atirei, para um montão de lixo, ao canto do pátio, aquele
pútrido rebotalho de civilização.
(Eça de Queirós, A Cidade e as Serras)
1. Em que lugar se passa a ação desse fragmento? Cite seu nome,
caracterize-o e apresente duas palavras ou frases que comprovem sua
resposta.
2. Neste fragmento, aparece a antítese central do livro. De que se
trata?
3. Observe os adjetivos empregados e responda: qual espaço — o
campo ou a cidade — é “moralmente” superior, segundo o trecho?
MÓDULO 7 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para os testes de 1 a 3.
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás,
gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão
daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte
um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a
tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum;
parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
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– 31
1. (FUVEST-SP) – Do ponto de vista da composição, é correto
afirmar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios”
a) é predominantemente dissertativo, servindo os dados do enredo e
do ambiente como fundo para a digressão.
b) é predominantemente descritivo, com a suspensão do curso da
história dando lugar à construção do cenário.
c) equilibra em harmonia narração e descrição, à medida que faz
avançar a história e cria o cenário de sua ambientação.
d) é predominantemente narrativo, visto que o narrador evoca os
acontecimentos que marcaram sua saída.
e) equilibra narração e dissertação, com o uso do discurso indireto
para registrar as impressões que o ambiente provoca no narrador.
2. (FUVEST-SP) – “Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios.” – Dando nova redação a essa frase, sem alterar as relações
sintáticas e semânticas nela presentes, obtém-se:
a) Quando me afastei dos grupos, fingi ler os epitáfios e então saí.
b) Enquanto me afastava dos grupos e fingia ler os epitáfios, fui
saindo.
c) Fingi ler os epitáfios, afastei-me dos grupos e saí.
d) Ao afastar-me dos grupos, fingi ler os epitáfios, antes de sair.
e) Ao sair, fingia ler os epitáfios e afastei-me dos grupos.
3. (FUVEST-SP) – O processo de transposição de uma palavra de
uma classe gramatical para outra é conhecido pelo nome de derivação
imprópria. É correto afirmar que, no texto, esse processo ocorre no
emprego do vocábulo
a) epitáfios. b) tristeza.
c) inconsolável. d) mortos.
e) podridão.
Texto para os testes de 4 a 7.
AS PAZES
As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste
livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim;
mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu
estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os
olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis
levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria.
Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão
súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela
pegou-me na ponta dos dedos, e...
Outra vez Dona Fortunata apareceu à porta da casa; não sei
para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu
logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia,
como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a
não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que
o coração lhe dizia...
Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da
filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós
queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão.
Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito,
e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse
tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos
padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação.
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
4. (UNIP-SP) – De acordo com o texto, pode-se afirmar que o
narrador
a) atingiria a glória se vencesse a guerra contra Capitu.
b) provocou a guerra contra Capitu para atingir a glória.
c) arroga a si a iniciativa de fazer as pazes com Capitu.
d) atribui a Capitu a iniciativa da reconciliação.
e) considera gloriosa sua posição para conseguir a reconciliação.
5. (UNIP-SP) – Com relação à aparição de Dona Fortunata à janela,
o narrador
a) afirma que ela fiscalizava o namoro entre ele e Capitu.
b) crê que ela desconfia que há namoro entre ele e Capitu.
c) tem certeza de que ela está fiscalizando os dois.
d) afirma que foi obrigado a disfarçar seus movimentos.
e) tem certeza de que ela sabe o que acontece entre ele e Capitu.
6. (UNIP-SP) – No momento da reconciliação,
a) tanto o narrador quanto Capitu querem assumir a culpa pelo
desentendimento.
b) ambos concluem que a culpa fora de Capitu.
c) ambos concluem que a culpa fora do narrador.
d) atribuem a culpa ao mau humor do narrador.
e) atribuem a culpa ao mau humor de Capitu.
7. (UNIP-SP) – A indecisão do narrador aparece em:
a) “Buscasse eu neste livro a minha glória...”.
b) “...como eu estivesse cabisbaixo...”.
c) “Fiz-me de rogado...”.
d) “...nem me levantei, nem sei se iria...”.
e) “se nem me deixou tempo de puxar o braço...”.
MÓDULO 8 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para as questões 1 e 2.
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não
os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete
horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência1 de
neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente,
dissolvendo-se à luz loura e tenra2 da aurora, que nem um suspiro de
saudade perdido em terra alheia.
(...)
Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono;
ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar3 das ondas;
pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a
tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros;
trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-
dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá
fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de
crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava,
destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam4, sem se saber
onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De
alguns quartos saíam mulheres que vinham pendurar cá fora, na
parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos,
cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.
Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma
aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros,
lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria
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32 –
da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres
precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar;
via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas
despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco5; os
homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao
contrário metiam a cabeça debaixo da água e esfregavam com força
as ventas e as barbas, fossando6 e fungando contra as palmas da
mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar
de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá
dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças
não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no
capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das
hortas.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço, cap. III)
1. Sinestesia é um tipo de metáfora em que se misturam sensações
de diferentes órgãos dos sentidos. Exemplo: em “Avistava-se o grito
das araras” (Guimarães Rosa), estabeleceu-se relação entre a
percepção auditiva (“grito”) e a visual (“avistava-se”). É um tipo de
metáfora porque, no caso, há comparação implícita entre um grito e um
objeto visível.
Há sinestesia em:
a) “um acordar alegre e farto”.
b) “sete horas de chumbo”.
c) “a roupa lavada (...) umedecia o ar”.
d) “o cheiro quente do café”.
e) “os louros (...) cumprimentavam-se ruidosamente”.
2. No início do terceiro parágrafo, o que indica o vocábulo entretanto?
MÓDULO 9 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para o teste 1.
Os homens temem o pensamento mais do que qualquer outra
coisa sobre a Terra — mais do que a ruína, mais do que a própria
morte. O pensamento é subversivo e revolucionário, destrutivo e
terrível; o pensamento é impiedoso com o privilégio, com as
instituições estabelecidas e os hábitos cômodos; o pensamento é
anárquico e sem lei, indiferente à autoridade, displicente com a
comprovada sabedoria dos séculos. O pensamento olha para as
profundezas do inferno e não se amedronta. Vê o homem, frágil ponto
cercado de insondáveis abismos de silêncio, e ainda assim sustenta-
se orgulhosamente, tão impassível como se fosse senhor do universo.
O pensamento é grandioso, ágil e livre, a luz do mundo e a principal
glória do homem.
(Bertrand Russell)
I. Pensar é destruir todas as instituições estabelecidas, que são a
base da felicidade e segurança do homem, e, por essa razão, é uma
atividade temida.
II. Porque o pensamento se caracteriza pela indisciplina, pelo desres-
peito à ordem e pela tendência à anarquia, o homem sensato deve
temê-lo.
III. O pensamento pode ser um agente catalisador de mudanças.
1. (MACKENZIE-SP) – A partir da relação das afirmações com o
texto, assinale:
a) se apenas III está correta.
b) se todas estão corretas.
c) se apenas II está correta.
d) se todas estão incorretas.
e) se apenas I está correta.
Texto para o teste 2.
É muito melhor ter um sistema escolar que treine para a
docilidade, passividade, obediência e estupidez, basicamente. Isto é
bastante funcional. É muito bom para esta sociedade. É preciso
manter sua estabilidade, é preciso garantir que o sistema escolar
seja, a esse respeito, um pouco como a televisão.
(Noam Chomsky)
2. (MACKENZIE-SP) – O texto,
a) numa linguagem dissertativa, recria a realidade, apresentando
alguns modelos participativos como o ideal para toda a humanidade.
b) numa prosa de ficção, projeta personagens que superam a estupidez
de uma dada sociedade ideal.
c) numa prosa poética, em que as aliterações recriam os significados,
mais sugere do que informa conceitos.
d) num período cuja sintaxe é subordinativa, começa a exposição de
ideias, especificando, em gradação, a finalidade de um determinado
sistema.
e) numa sintaxe de predominante relação coordenativa, o enunciador
relata a própria experiência com um dado sistema escolar.
Texto para o teste 3.
Habermas, filósofo da Escola de Frankfurt, denuncia que, nesse
mundo de alta tecnologia, orientado basicamente pelas preocupações
relativas ao desenvolvimento acelerado da economia, uma das
dimensões genuínas da espécie humana — a linguagem e a
possibilidade de com ela nos comunicarmos — termina por se
submeter também às regras de natureza técnica e por perder, dessa
forma, a sua autonomia.
(Eduardo Jardim de Moraes e Kátia Muricy)
I. Habermas denuncia que no mundo atual só há preocupação com o
desenvolvimento tecnológico, em detrimento do progresso econômico.
II. A linguagem, que permite a comunicação entre os homens, é a
única característica que diferencia a espécie humana das demais.
III. Como a linguagem não é a única dimensão genuína da espécie
humana, ela jamais desfrutou de autonomia.
3. (MACKENZIE-SP) – A partir da relação das afirmações com o
texto, assinale:
a) se todas estão corretas.
b) se todas estão incorretas.
c) se apenas III está correta.
d) se apenas II está correta.
e) se I e III estão corretas.
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MÓDULO 10 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para as questões de 1 a 5.
INANIA VERBA1
Ah! Quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
— Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Ideia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! Quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? E o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? E o asco mudo? E o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?!
(Olavo Bilac)
1 – Inania Verba (latim): palavras vãs.
1. O Parnasianismo privilegiava a métrica rigorosa e os modelos
poéticos fixos. O poema de Bilac reflete essas características do
Parnasianismo? Justifique.
2. Em linhas gerais, do que trata o poema?
3. Aponte as antíteses das duas primeiras estrofes.
4. Segundo a crítica dos modernistas, a poesia dos parnasianos,
devido aos excessos formalistas, era vazia de conteúdo. Este poema
de Olavo Bilac comportaria essa crítica? Justifique.
5. Os autores parnasianos pregavam contra os excessos da lingua-
gem romântica e preconizavam uma atitude impassível e objetiva por
parte do poeta. Este poema reflete essas características?
MÓDULO 11 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para o teste 1.
Relembrando turíbulos de prata
Incensos aromáticos desata
Teu corpo ebúrneo, de sedosos flancos.
Claros incensos imortais que exalam,
Que lânguidas e límpidas trescalam
As luas virgens dos teus seios brancos.
(Cruz e Sousa)
1. (UNICID-SP) – Os dois tercetos acima fazem parte do soneto
“Incensos”, de Cruz e Sousa. Neles observamos:
a) associação do incenso, e de tudo o mais que ele nos sugere, ao
perfume exalado pelo corpo de uma mulher.
b) musicalidade, valorização do inconsciente e do diáfano.
c) afastamento do fato objetivo, sublimação alcançada pela morte.
d) linguagem carregada de símbolos, sentimentalismo piegas.
e) amor espiritualizado, que atesta o misticismo do poeta.
Leia o fragmento do poema “Antífona”, de Cruz e Sousa, e responda
ao teste 2.
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
Formas do Amor, constelarmente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
2. (PUC-SP – modificado) – Este trecho do poema, que abre o livro
Broquéis, é considerado uma espécie de profissão de fé simbolista.
Reflita sobre as afirmações abaixo.
I. O fragmento revela o culto das formas caracterizadas pela cor bran-
ca, pelas cintilações, pela vaguidade, pelo diáfano e pelo transparente.
II. O fragmento constrói-se apoiado na justaposição de frases nomi-
nais, com o intuito de descrever os objetos com clareza e precisão.
III. O fragmento mostra alguns procedimentos estilísticos do
Simbolismo, como, por exemplo, a musicalidade das palavras, o uso
de reticências, o emprego de iniciais maiúsculas e a indefinição do
referente.
Conforme se verifica, está correto o que se afirma
a) apenas em I e II.
b) apenas em I e III.
c) apenas em II e III.
d) apenas em I.
e) em I, II e III.
As questões de 3 a 5 referem-se ao texto abaixo:
CARNAL E MÍSTICO
Pelas regiões tenuíssimas da bruma
Vagam as Virgens e as Estrelas raras...
Como que o leve aroma das searas
Todo o horizonte em derredor perfuma.
Numa evaporação de branca espuma
Vão diluindo as perspectivas claras...
Com brilhos crus e fúlgidos de tiaras
As Estrelas apagam-se uma a uma.
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34 –
E então, na treva, em místicas dormências,
Desfila, com sidéreas latescências,
Das Virgens o sonâmbulo cortejo...
Ó formas vagas, nebulosidades!
Essência das eternas virgindades!
Ó intensas quimeras do Desejo...
(Cruz e Sousa)
3. Observa-se, a partir do título, que o poema apresenta dois
aspectos: carnalidade e misticismo. No corpo do soneto, o que
simboliza a carnalidade? E o misticismo?
4. Obedecendo à “teoria das correspondências”, o simbolista vale-se
frequentemente das cores para expressar seus sentimentos. Qual a cor
mais explorada pelo poeta e o que ela sugere?
5. Há “maiúsculas alegorizantes”? Para que servem?
Leia com atenção as duas estrofes abaixo e compare-as quanto ao
conteúdo e à forma.
I
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo que a ninguém fique nua.
Rica mas sóbria, como um templo grego.
II
Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem,
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.
6. (ITA-SP) – Comparando as duas estrofes, conclui-se que
a) I é parnasiana e II, simbolista.
b) I é simbolista e II, romântica.
c) I é árcade e II, parnasiana.
d) I e II são parnasianas.
e) I e II são simbolistas.
Textos para o teste 7.
Texto 1
Grande amor, grande amor, grande mistério,
Que as nossas almas trêmulas enlaça...
Céu que nos beija, céu que nos abraça
Num abismo de luz profundo e céreo.
Eterno espasmo de um desejo etéreo
E bálsamo dos bálsamos da graça,
Chama secreta que nas almas passa
E deixa nelas um clarão sidéreo.
(Cruz e Sousa)
Texto 2
Ah, quem me dera ver-te
Sempre ao meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais: cuidado...
Ah, quem me dera ver-te!
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te
Morar-te até morrer-te...
(Vinicius de Moraes)
7. (ECMAL-AL – MODELO ENEM) – Comparando-se os dois
textos, pode-se afirmar:
a) O sujeito poético, em ambos os textos, vê a amada como objeto
de desejo reprimido e sublimado.
b) O texto 1 sugere ser o grande amor experiência transcendental; no
texto 2, o eu lírico deseja viver o amor por meio da posse plena
da amada.
c) A linguagem predominante no texto 1 é a conotativa e, no texto 2,
é a denotativa.
d) Os dois textos aproximam-se pela forma, uma vez que apresentam
rima e métrica semelhantes.
e) A Natureza, nos dois textos, reflete os sentimentos do sujeito
poético, redefinindo-os.
MÓDULO 12 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para os testes de 1 a 3.
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele
feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar
a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a
sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua
virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o
recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava?
Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua
vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara — todo esse
lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza
necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele
fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios?
Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a
felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O
importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas
cousas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... Restava
disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
(Triste Fim de Policarpo Quaresma)
1. (MODELO ENEM) – O autor do trecho anterior é Lima Barreto.
Suas obras integram o período literário chamado Pré-Modernismo.
Tal designação para esse período se justifica, porque ele
a) desenvolve temas do nacionalismo e se liga às vanguardas
europeias.
b) engloba toda a produção literária que se fez antes do Modernismo.
c) antecipa temática e formalmente as manifestações modernistas.
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d) se preocupa com o estudo das raças e das culturas forma-doras do
nordestino brasileiro.
e) prepara, pela irreverência de sua linguagem, as conquistas
estilísticas do Modernismo.
2. (PUC-SP) – Da personagem que dá título ao romance, podemos
afirmar que
a) foi um nacionalista extremado, mas nunca estudou com afinco as
coisas brasileiras.
b) perpetrou seu suicídio, porque se sentia decepcionado com a
realidade brasileira.
c) defendeu os valores nacionais, brigou por eles a vida toda e foi
condenado à morte justamente pelos valores que defendia.
d) foi considerado traidor da pátria, pois participou da conspiração
contra Floriano Peixoto.
e) era um louco e, por isso, não foi levado a sério pelas pessoas que
o cercavam.
3. (FUVEST-SP) – No romance Triste Fim de Policarpo Quaresma,
o nacionalismo exaltado e delirante da personagem principal motiva
seu engajamento em três diferentes projetos, que objetivam “refor-
mar” o país. Esses projetos visam, sucessivamente, aos seguintes
setores da vida nacional:
a) escolar, agrícola e militar.
b) linguístico, industrial e militar.
c) cultural, agrícola e político.
d) linguístico, político e militar.
e) cultural, industrial e político.
Textos para os testes de 4 a 6.
Texto 1
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo
exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o
contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura
corretíssima das organizações atléticas.
(...)
É o homem permanentemente fatigado.
(...)
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.
Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de
improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos,
transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer inciden-
te exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem
transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas
na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros
possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte.
(Euclides da Cunha, Os Sertões)
Texto 2
Este funesto parasita da terra é o caboclo, espécie de homem
baldio, seminômade, inadaptável à civilização, mas que vive à beira
dela na penumbra das zonas fronteiriças. À medida que o progresso
vem chegando com a via férrea, o italiano, o arado, a valorização das
terras, vai ele refugindo em silêncio com o seu cachorro, o seu pilão,
o pica-pau e o isqueiro, de modo a sempre conservar-se mudo e
sorna1. Encoscorado em uma rotina de pedra, recua mas não se
adapta.
(Monteiro Lobato, Urupês)
1 – Sorna: manhoso, dissimulado.
4. Um aspecto comum aos dois textos é a(o)
a) visão crítica da realidade nacional.
b) nacionalismo exagerado.
c) engrandecimento da natureza.
d) apego ao ambiente rural.
e) recusa ao mundo urbano.
5. (MODELO ENEM) – Para Monteiro Lobato, no texto dado, o
caboclo representa
a) a autenticidade de um caráter que não segue modismos.
b) o atraso e a indolência de um tipo brasileiro.
c) a revolta diante das mudanças tecnológicas.
d) o medo em relação às influências estrangeiras.
e) o poder de resistência em face da chegada de imigrantes.
6. Para Euclides da Cunha, o sertanejo
a) tem um caráter neurastênico.
b) é dono de feiura semelhante à do mestiço litorâneo.
c) possui fraqueza apenas na aparência.
d) aliena-se porque é um fraco.
e) envergonha seus próprios semelhantes.
MÓDULO 13 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para o teste 1.
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo.
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
1. (VUNESP-SP) – O poema transcrito é de Fernando Pessoa e
pode ser considerado um dos melhores exemplos do processo poético
de seu autor. Qual das alternativas seguintes corresponde a esse
processo?
a) A descrição perfeita dos vincos na água adormecida do lago.
b) A relação entre o ver, o sentir e o pensar.
c) A certeza de que a vida é feita de sonhos.
d) O colorido das imagens e a riqueza das metáforas.
e) A animização do lago como motivação poética.
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36 –
Texto para o teste 2.
O que nós vemos das coisas são as coisas
Por que veríamos nós uma coisa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludir-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
O essencial é saber ver.
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
2. (PUC-SP) – O poema transcrito, de Alberto Caeiro, propõe
a) desvalorizar o ver e o ouvir.
b) minimizar o valor do ver e do ouvir.
c) conciliar o pensar e o ver.
d) abolir o pensar para apenas ver e ouvir.
e) fugir da linguagem real/denotativa dos poetas.
Texto para as questões 3 e 4.
Aquela senhora tem um piano
Que é agradável mas não é o correr dos rios
Nem o murmúrio que as árvores fazem...
Para que é preciso ter um piano?
O melhor é ter ouvidos
E amar a Natureza.
(Alberto Caeiro)
3. (FUVEST-SP) – Qual é a opinião do eu lírico em relação ao piano?
4. (FUVEST-SP) – Que simboliza o piano no poema?
MÓDULO 14 – ANÁLISE DE TEXTO
Texto para as questões de 1 a 3.
Olhar para o céu noturno é quase um privilégio em nossa
atribulada e iluminada vida moderna. (...) Companhias de turismo
deveriam criar “excursões noturnas”, em que grupos de pessoas são
transportados até pontos estratégicos para serem instruídos por um
astrônomo sobre as maravilhas do céu noturno. Seria o nascimento
do “turismo astronômico”, que complementaria perfeitamente o novo
turismo ecológico. E por que não?
Turismo astronômico ou não, talvez a primeira impressão ao
observarmos o céu noturno seja uma enorme sensação de paz, de
permanência, de profunda ausência de movimento, fora um eventual
avião ou mesmo um satélite distante (uma estrela que se move!).
Vemos incontáveis estrelas, emitindo sua radiação eletromagnética,
perfeitamente indiferentes às atribulações humanas.
Essa visão pacata dos céus é completamente diferente da visão de
um astrofísico moderno. As inocentes estrelas são verdadeiras
fornalhas nucleares, produzindo uma quantidade enorme de energia
a cada segundo. A morte de uma estrela modesta como o Sol, por
exemplo, virá acompanhada de uma explosão que chegará até a
nossa vizinhança, transformando tudo o que encontrar pela frente em
poeira cósmica. (O leitor não precisa se preocupar muito. O Sol
ainda produzirá energia “docilmente” por mais uns 5 bilhões de
anos.)
(Marcelo Gleiser, Retalhos Cósmicos)
1. (FUVEST-SP) – O autor considera a possibilidade de se olhar
para o céu noturno a partir de duas distintas perspectivas, que se
evidenciam no confronto das expressões:
a) “maravilhas do céu noturno” / “sensação de paz”.
b) “instruídos por um astrônomo” / “visão de um astrofísico”.
c) “radiação eletromagnética” / “quantidade enorme de energia”.
d) “poeira cósmica” / “visão de um astrofísico”.
e) “ausência de movimento” / “fornalhas nucleares”.
2. (FUVEST-SP) – Considere as seguintes afirmações:
I. Na primeira frase do texto, os termos “atribulada” e “iluminada”
caracterizam dois aspectos contraditórios e inconciliáveis do que o
autor chama de “vida moderna”.
II. No segundo parágrafo, o sentido da expressão “perfeitamente
indiferentes às atribulações humanas” indica que já se desfez aquela
“primeira impressão” e desapareceu a “sensação de paz”.
III. No terceiro parágrafo, a expressão “estrela modesta”, referente ao
Sol, implica uma avaliação que vai além das impressões ou sensações
de um observador comum.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III.
3. (FUVEST-SP) – De acordo com o texto, as estrelas
a) são consideradas “maravilhas do céu noturno” pelos observadores
leigos, mas não pelos astrônomos.
b) possibilitam uma “visão pacata dos céus”, impressão que pode ser
desfeita pelas instruções de um astrônomo.
c) produzem, no observador leigo, um efeito encantatório, em razão
de serem “verdadeiras fornalhas nucleares”.
d) promovem um espetáculo noturno tão grandioso, que os mora-
dores das cidades modernas se sentem privilegiados.
e) confundem-se, por vezes, com um avião ou um satélite, por se
movimentarem do mesmo modo que estes.
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– 37
1) C 2) D 3) B
4) I: C; II: A; III: D; IV: B e V: E.
1) O soneto exemplifica a vertente cultista ou gongórica. A con-
traposição sensualidade x refreamento, na imagem da “mu-
lher que em anjo se mentia”, as metáforas, o jogo antitético, a
sintaxe sofisticada e as hipérboles líricas são recursos carac-
terísticos da vertente cultista ou gongórica do estilo barroco.
2) As metáforas da primeira estrofe são: “aurora”, para as faces
rosadas; “Sol”, para o brilho dos olhos; “dia”, no sentido de
manhã, para o frescor da boca.
3) O vento é comparado a Adônis, porque, ao espalhar o cabelo
de Maria, parece um belo jovem que quisesse namorar a
moça.
4) Os cabelos de Maria são louros, daí a associação metafórica
com “ouro” e os adjetivos “rica” e “brilhadora” aplicados à
sua trança.
5) É a metáfora de um cavalo que passa rápido em seu trote e
que vai pisando as flores que há pelo caminho. Essa imagem
insiste na passagem veloz do tempo e na brutalidade dos
estragos que acarreta, destruindo toda juventude e toda
beleza.
6) É a metáfora da flor.
7) A ideia básica do poema é que a beleza e a juventude devem
ser aproveitadas antes que o tempo as destrua. Trata-se de um
poema cultista, porque, em torno dessa ideia simples, são
organizadas diversas metáforas visuais, realçadas por ritmos
sugestivos, tudo compondo um espetáculo sensorial típico do
cultismo.
1) A afirmação I é correta, pois a figura feminina, superlativa-
mente descrita no soneto, é objeto de um “culto” (verso 11). A
afirmação II é errada porque o poema é bastante conven-
cional nos seus traços barroquistas (apesar de o seu autor ser
um árcade) presentes na descrição da mulher e na expressão
do sentimento. A afirmação III é correta, pois o poema é um
soneto e o poeta é um neoclássico. A afirmação IV é errada por
não haver no poema nem sensualidade nem a exortação ao
carpe diem.
Resposta: B
2) A alternativa e corresponde ao que o poeta exprime no último
terceto do poema.
Resposta: E
3) Na expressão “metal de voz”, a preposição qualifica o timbre
da voz (voz de metal, metálica). Em “que enleva de doçura”,
a preposição indica relação de causa: enleva por causa da
doçura.
Resposta: C
1) O tema do poema é a ausência da verdade no mundo.
2) Porque o poeta afirma que não encontrou a verdade nos
ambientes religiosos em que a procurou.
3) Comparando as informações recebidas.
4) Porque ela cria um mundo de “faz de conta”.
5) A decisão de “não aceitar as certezas e crenças estabelecidas,
de ir além delas e de encontrar explicações, interpretações e
significados para a realidade que nos cerca”.
6) São as acepções 3 e 1 (inclusive 1.1), respectivamente.
Resposta: D
1) a) Iracema é quem se dirige ao estrangeiro, Martim.
b) Reescrita a passagem com as marcas linguísticas da pri-
meira pessoa do discurso, tem-se: Estrangeiro, eu não
posso ser tua serva. Sou eu que guardo o segredo e o mis-
tério do sonho. Minha mão fabrica para o Pajé a bebida
de Tupã.
2) Poderiam ser mencionadas as seguintes ocorrências: “estran-
geiro”, “hóspede de Araquém”, “guerreiro branco”, “guer-
reiro cristão”, referindo-se a Martim, e “virgem” e “filha de
Araquém”, referindo-se a Iracema.
3) A 4) B
1) A ação passa-se em Portugal, em Tormes, lugar bucólico
(“debaixo dos eucaliptos que revi com gosto, esperavam três
cavalos...”).
2) É o jogo dialético entre a cidade e as serras (o campo). O lugar
bucólico liga-se às serras. As revistas libertinas provêm de
Paris, da cidade.
MÓDULO 3
MÓDULO 4
MÓDULO 5
MÓDULO 6
MÓDULO 1
MÓDULO 2
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38 –
3) O campo é moralmente superior, segundo o texto, e a ele se
associam os adjetivos “positivos”, ao contrário do que ocorre
quando se faz referência aos elementos da cidade.
1) Neste fragmento, há uma série de reflexões do narrador Brás
Cubas sobre os epitáfios. Essa digressão tem como ponto de
partida os dados do enredo e do ambiente (Saí, afastando-me
dos grupos, e fingindo ler os epitáfios), caracterizando-se co-
mo predominantemente dissertativa, já que existe sequência
de raciocínios.
Resposta: A
2) No texto, as orações reduzidas de gerúndio indicam circuns-
tância adverbial de tempo, sendo a segunda aditiva em rela-
ção à primeira. A equivalência ocorre, pois, em “Enquanto me
afastava dos grupos e fingia ler os epitáfios, fui saindo”.
Resposta: B
3) Ocorre derivação imprópria, pois o particípio verbal morto foi
empregado como substantivo.
Resposta: D
4) D 5) B 6) A 7) D
1) Há relação entre o olfato (cheiro) e o tato (quente).
Resposta: D
2) Indica que as ações aí relatadas ocorrem simultaneamente ao
que foi relatado nos parágrafos anteriores.
1) Na afirmação I, não corresponde ao texto a asserção de que
“pensar é destruir todas as instituições estabelecidas”. O texto
afirma apenas que “o pensamento é impiedoso (...) com as
instituições estabelecidas”. O restante da afirmação também
está errado. A afirmação II é igualmente distante do texto. A
afirmação III corresponde a uma conclusão aceitável do que
afirma o texto.
Resposta: A
2) A alternativa d descreve adequadamente o primeiro período
do texto: composto por subordinação (oração principal +
oração substantiva subjetiva, subordinada à anterior e prin-
cipal da seguinte + oração subordinada adjetiva restritiva);
ele apresenta, numa gradação (“docilidade, passividade,
obediência e estupidez”), o que parece ao autor ser a
finalidade do sistema educacional da sociedade em questão.
Resposta: D
3) Em I, o erro está no adjunto final, “em detrimento do
progresso econômico”, que contraria frontalmente o que
afirma o texto. Em II, afirma-se algo totalmente estranho ao
conteúdo do texto. Em III, é errada a afirmação de que a
linguagem “jamais desfrutou de autonomia”, pois o ponto
central do conteúdo do texto está justamente na denúncia da
perda de autonomia da linguagem.
Resposta: B
1) Sim, pois é um soneto, composto com versos de 12 sílabas
(alexandrinos), com a seguinte distribuição de rimas: ABBA
ABBA CDE CDE.
2) O poema apresenta uma reflexão sobre a linguagem, sobre o
ato de escrever, insuficiente para exprimir todas as emoções,
ideias, pensamentos.
3) 1. “Ah! Quem há de exprimir, alma impotente e escrava, / O
que a boca não diz, o que a mão não escreve?”
2. “Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...”
3. “O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: / A Forma,
fria e espessa, é um sepulcro de neve...”
4. “E a Palavra pesada abafa a Ideia leve.”
4) Em certo sentido não, se considerarmos que o próprio poema
revela a consciência do poeta sobre as limitações da linguagem
e, em decorrência, da poesia.
5) Não, pois nele se observa envolvimento do poeta, pelo uso de
linguagem carregada de emoção.
1) Nos versos, o eu lírico afirma “teu corpo ebúrneo desata
incensos aromáticos”. Há, portanto, associação do incenso
com o corpo da mulher a quem o eu lírico se dirige.
Resposta: A
2) As afirmações I e III consignam algumas constantes temáticas
e formais da poesia simbolista de Cruz e Sousa. Identificam,
com pertinência, o culto à brancura, ao brilho e à transpa-
rência; a fixação em formas esbatidas, vagas e translúcidas; a
exploração intensiva do tecido sonoro através de aliterações e
assonâncias; as maiúsculas alegorizantes “Amor”, “Virgens”,
“Santas”, “Cor”, “Perfume”; o uso frequente de reticências,
instaurando um clima de vaguidade, amplificado pelas cons-
tantes sinestesias. Tudo isso configura as características mais
notórias da lírica de Cruz e Sousa. A afirmação II contradiz a
essência do Simbolismo, já que declara, indevidamente, do
fragmento que há nele o “intuito de descrever os objetos com
clareza e precisão”.
Resposta: B
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MÓDULO 9
MÓDULO 10
MÓDULO 11
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3) “Virgens” metaforiza a carnalidade e “Estrelas”, o misticis-
mo, a transcendência.
4) O poema organiza-se em torno do campo semântico de brilho
e brancura: “bruma”, “Estrelas”, “branca espuma”, “bri-
lhos”, “fúlgidos”, “latescências”, “nebulosidades”. Essas pala-
vras criam uma ambiência de pureza e espiritualidade.
5) As palavras “Virgens”, “Estrelas” e “Desejo” estão grafadas
no meio do verso com iniciais maiúsculas. Essas maiúsculas
alegorizantes constituem um recurso expressivo para ampliar
a significação da palavra, conferindo-lhe um valor absoluto,
transcendente.
6) O texto I faz parte de um famoso soneto de Olavo Bilac, o
mais notável dos parnasianos brasileiros. O texto II é uma
estrofe de “Antífona”, espécie de manifesto poético que abre o
primeiro livro de poesia simbolista do Brasil: Broquéis, de
Cruz e Sousa.
Resposta: A
7) Os erros das demais alternativas consistem em: a) a expressão
“desejo reprimido e sublimado” não se aplica ao texto 2; c) a
linguagem é figurada ou conotativa em ambos os fragmentos;
em d) a métrica e o esquema de rimas dos dois textos não são
semelhantes; e) não há nada, no texto 2, que estabeleça uma
relação entre a Natureza e os sentimentos expressos.
Resposta: B
1) Pré-Modernismo ou Sincretismo (1902-1922) são denomina-
ções que a literatura brasileira dá ao período de transição
entre as correntes do fim do século XIX (Realismo, Natu-
ralismo, Parnasianismo, Simbolismo e Impressionismo) e as
antecipações modernistas (atitude crítica quanto à realidade
nacional, quanto à República Velha, regionalismo vigoroso
etc.). A expressão Pré-Modernismo, cunhada por Alceu de
Amoroso Lima (Tristão de Athaíde) e encampada por Alfredo
Bosi, passou a designar, na nossa periodização literária, um
conjunto de autores (Euclides da Cunha, Lima Barreto, Mon-
teiro Lobato e Graça Aranha) que, ainda embasados na esté-
tica realista-naturalista e tributários do cientificismo, revelam
uma inquietação social e algumas “ousadias” formais que
seriam retomadas e aprofundadas no Modernismo. São
precursores da atitude iconoclasta do Primeiro Modernismo,
da literatura social do Segundo e, como os modernistas,
atacam o “beletrismo”, a literatura ornamental, a retórica
vazia e a alienação dos poetas de “torre de marfim”, dos
nefelibatas (os que “vivem nas nuvens”).
Resposta: C
2) Como um idealista louco, um Dom Quixote suburbano, o
major Quaresma é uma figura tragicômica. Representa um
nacionalismo arcaico, xenófobo que, deitando suas raízes no
ufanismo romântico, superdimensiona nossos valores e poten-
cialidades. Puro, ingênuo, ele nada contra a correnteza,
contra o pedantismo da cultura oficial; contra a colonização
cultural, contra o afrancesamento da nossa cultura, contra a
inércia da oligarquia agrária, contra a inépcia da burocracia
e contra a opressão da ditadura florianista que, no início,
apoiara, numa atitude messiânica de crença salvacionista.
Ironicamente, esse defensor fanático do folclore, do índio, da
natureza e dos valores nacionais é condenado à morte, como
traidor da pátria, justo ele, um defensor extremado de seus
valores.
Resposta: C
3) Os três projetos a que Policarpo Quaresma, quixotescamente,
como era de seu caráter, se entregou, sucessivamente: a valo-
rização cultural de nossas raízes étnicas indígenas; a reforma
agrária, a partir do sítio Sossego; e a moralização política, que
via encarnada na figura de Floriano Peixoto. Esses três proje-
tos balizam, também, as três partes em que se divide o romance.
Resposta: C
4) Nos dois textos, examinam-se, de forma crítica, duas persona-
gens típicas e importantes do Brasil: o sertanejo e o caboclo.
Resposta: A
5) Monteiro Lobato considera que o caboclo vive à margem da
civilização e é inadaptável a ela, fugindo do progresso e man-
tendo-se “mudo e sorna”, “encoscorado (endurecido, para-
lisado) em uma rotina de pedra”.
Resposta: B
6) Os dois primeiros parágrafos do texto 1 falam da força do
sertanejo e de sua aparência de fraqueza.
Resposta: C
1) Ao longo das três estrofes, o eu lírico oscila entre o ver (versos
1, 2, 9 e 10), o pensar (versos 3, 4, 7, 8, 11 e 12) e o sentir, que
significa, no contexto, “ter uma sensação, perceber pelos
sentidos” (verso 6).
Resposta: B
2) Neste fragmento de “O Guardador de Rebanhos”, evidencia-
se, reiteradas vezes, o caráter anti-intelectual, antimetafísico
da poesia de Alberto Caeiro. O mundo, a existência, as coisas
são somente físicos, desprovidos de qualquer elemento ideal;
só podem ser vivenciados sensorialmente.
Resposta: D
3) O eu lírico considera o piano um objeto dispensável frente aos
elementos da natureza, capazes de produzir sons tão ou mais
agradáveis do que aqueles que o instrumento produz, sem, no
entanto, precisarem ser fabricados pelo homem.
4) O piano representa o antinatural, o objeto produzido
artificialmente pela civilização, que despreza a Natureza e
tenta substituí-la com artifícios desnecessários, segundo pensa
o eu lírico.
MÓDULO 13
MÓDULO 12
– 39
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40 –
1) A expressão “fornalhas nucleares” descreve as estrelas na
“visão de um astrofísico moderno”, que contrasta cabalmente
com a “visão pacata dos céus”, devida à impressão falsa de
que eles se caracterizam por “permanência” e “ausência de
movimento”.
Resposta: E
2) O erro da afirmação I está em que “atribulada” e “ilumina-
da” descrevem dois aspectos, por assim dizer, solidários da
“vida moderna”, já que ambos sugerem a agitação incessante
que caracterizaria, segundo o texto, a existência humana em
nossos dias. O erro da afirmação II consiste no fato de que ela
declara o oposto do que quer dizer a expressão indicada, pois
a ideia de que as estrelas sejam “perfeitamente indiferentes às
atribulações humanas” decorre, precisamente, daquela
“enorme sensação de paz” provocada pela “primeira
impressão” que temos ao contemplar o céu noturno.
Resposta: C
3) A resposta a esta questão encontra-se no primeiro período do
terceiro parágrafo do texto: “Essa visão pacata dos céus é
completamente diferente da visão de um astrofísico
moderno”.
Resposta: B
MÓDULO 14
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Exrciciios

  • 1.
    – 1 GRAMÁTICAFRENTE 1 1.(UNISAL) – O texto a seguir encontra-se fora de ordem. Leia-o atentamente e indique que alternativa apresenta a correta organização para ele. I. Dessa forma, os colonizados de ontem e de hoje são obrigados a assumir formas políticas, hábitos culturais, estilos de comunicação, gêneros de música e modos de produção e consumo dos coloni- zadores. II. Atualmente se verifica uma poderosa “hamburguerização” da cul- tura culinária e uma “rockiquização” dos estilos musicais. Os que detêm o monopólio do ter, do poder e do saber controlam os mercados e decidem sobre o que se deve produzir, consumir e exportar. III. Toda colonização – seja a antiga, pela invasão dos territórios, seja a moderna, pela integração forçada no mercado mundial – significa sempre um ato de grandíssima violência. IV. Numa palavra, portanto, os colonizados são impedidos de fazer suas escolhas, de tomar as decisões que constroem a sua própria história. V. Isso ocorre porque a colonização implica o bloqueio do desenvolvimento autônomo de um povo. Representa a submissão de parcelas importantes da cultura, com sua memória, seus valores, suas instituições, sua religião, à outra cultura invasora. (Adaptado de BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 24.a ed., Petrópolis: Vozes, 1998. pp. 21-22.) a) III – V – I – II – IV. b) I – II – IV – V – III. c) III –V – I – IV – II. d) III – II – I – V – IV. e) IV – I – III – V – II. Ele: — Pois é. Ela: — Pois é o quê? Ele: — Eu só disse pois é! Ela: — Mas “pois é” o quê? Ele: — Melhor mudar de conversa porque você não me entende. Ela: — Entender o quê? Ele: — Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já! Ela: — Falar então de quê? Ele: — Por exemplo, de você. Ela: — Eu?! (Clarice Lispector, A Hora da Estrela) 1. No texto transcrito, que se volta para o contato entre o interlocutores, prevalece a função fática. Essa função só não está presente a) nas frases feitas. b) nas repetições. c) nas interjeições. d) nas expressões destituídas de conteúdo informativo. e) na ênfase à elaboração da linguagem. 2. Identifique a função de linguagem predominante nos trechos abaixo: a) b) Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever. No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo. Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira. (Carlos D. de Andrade) c) “Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas, quando expressem seu ponto de vista, espe- cialmente sobre temas polêmicos. Alguns as julgam falsas e hipó- critas.” (Clarice Lispector, A Hora da Estrela) d) “Descomplique. De qualquer lugar para qualquer lugar, disque 23.” e) Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas Passam tantas visões sobre o meu peito! Palor de febre meu semblante cobre, Bate meu coração com tanto fogo! (Álvares de Azevedo) MÓDULO 1 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO E CRITÉRIOS DE CORREÇÃO MÓDULO 2 FUNÇÕES DA LINGUAGEM C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 1
  • 2.
    2 – 1. (IBMEC)– Dados os seguintes adjetivos: pluvial, occipital, lupino e lacustre, assinale a alternativa que apresenta as locuções adjetivas correspondentes. a) de chuva, de olho, de lobo e de rio, respectivamente. b) de chuva, de nuca, de lupa e de lago, respectivamente. c) de rio, de nuca, de lobo e de lago, respectivamente. d) de chuva, de nuca, de lobo e de lago, respectivamente. e) de rio, de olho, de lupa e de lago, respectivamente. 2. (MACKENZIE) – De acordo com a norma culta, assinale a alter- nativa que apresenta inadequação no processo de nominalização. a) As passistas da escola de samba estavam dispersas. Dispersão das passistas da escola de samba. b) Os jovens perseveram em busca de soluções para os problemas do país. Perseverança dos jovens em busca de soluções para os problemas do país. c) A herança foi dissipada pelos herdeiros. Dissipação da herança pelos herdeiros. d) O movimento de protesto foi reprimido pelas autoridades. Repressão do movimento de protesto pelas autoridades. e) A França asilou muitos brasileiros durante a ditadura militar. Asilamento de muitos brasileiros pela França durante a ditadura militar. 1. (FUVEST-Transferência) – Considere a mensagem publicitária de um hospital: HÁ MOMENTOS EM QUE ATÉ OS ADULTOS PRECISAM DE UM COLO. NÓS ESTAMOS AQUI PARA ISSO E MUITO MAIS. A referência do pronome isso, no texto, permite deduzir que o hospital oferece a) recursos da mais alta tecnologia. b) momentos de descontração, lazer. c) assistência médica ininterrupta. d) atendimento diferenciado, atencioso. e) ambiente higienizado, agradável. 2. (PUC-SP) – Nos versos: Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou no exílio amargo. A expressão em que, neles destacada, refere-se, respectivamente, a a) idioma, voz. b) idioma, idioma. c) rude e doloroso, Camões. d) eu, eu. 3. (ESPM) – Assinale o item em que o pronome grifado tenha valor semântico de possessivo: a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou- me na testa.” (Machado de Assis) b) “Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer.” (Machado de Assis) c) “Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto.” (Mário de Sá Carneiro) d) “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” (Manuel Bandeira) e) “Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.” (Clarice Lispector) Texto para a questão 4. Severino de Maria; como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias. 4. (MACKENZIE) – Em relação ao termo destacado no fragmento acima, de Morte e Vida Severina, é correto afirmar que se trate de a) um artigo definido. b) um pronome demonstrativo. c) um pronome pessoal. d) uma conjunção. e) um substantivo. 5. (FAAP-SP) Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte como sabê-lo? O pronome o está no lugar da oração: a) “ouvindo-te”. b) “dizer”. c) “eu te amo”. d) “que sou amado”. e) “como sabê-lo”. 6. (UFRN) – Fazendo uso do registro culto da língua, reescreva, na terceira pessoa do singular, o depoimento reproduzido abaixo. Altere apenas o necessário, não acrescentando nem omitindo informações. Lembrar a infância deixa-me triste. Jamais entendi por que me batiam tanto. Às vezes, chegava até a me revoltar com os castigos a que me submetiam. Texto para a questão 7. Há muito tempo, sim, que não te escrevo. Ficaram velhas todas as notícias. Eu mesmo envelheci: olha, em relevo, estes sinais em mim, não das carícias (tão leves) que fazias no meu rosto: são golpes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino, que ao sol-posto perde a sabedoria das crianças. (Carlos Drummond de Andrade) 7. Classifique os pronomes destacados no poema de Carlos Drummond de Andrade. MÓDULO 4 CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS (II) – PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS MÓDULO 3 CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS (I) – PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 2
  • 3.
    8. (MACKENZIE) –Indique a única alternativa em que há um advérbio modificando um adjetivo. a) Ele falava bastante rapidamente. b) Um pão bem quente com manteiga. c) Os homens trabalhavam muito bem. d) Ele agiu calma e decididamente. e) Você esteve bem mal hoje. 9. (ITA) – Considere o excerto abaixo: “No Brasil, [o trote] é um meio de reafirmar, na passagem para a vida adulta, que o jovem estudante pertence mesmo a uma sociedade autoritária, violenta e de privilégio.” Preserva-se o sentido da frase acima, caso a palavra em destaque seja substituída por a) ainda. b) também. c) realmente. d) porém. e) portanto. Texto para a questão 10. A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com uma portinha pequena. Logo à entrada um cheiro mole e salobro enojou- a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas. No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado, coberta de teias de aranha, coava a luz suja do saguão. E por trás de uma portinha, ao lado, sentia-se o ranger de um berço, o chorar doloroso de uma criança. (Eça de Queirós, O Primo Basílio) 10.(FUVEST) – O segmento do texto em que a preposição de estabelece uma relação de causa é: a) “ao pé de uma casa amarelada”. b) “escada, de degraus gastos”. c) “gradeadozinho de arame”. d) “parda do pó acumulado”. e) “luz suja do saguão”. 1. Sublinhe e classifique o sujeito dos verbos destacados. a) "A curiosidade é o pavio do aprendizado." (William Arthur Ward) b) "Educar é ensinar a pensar." (Paulo Francis) c) "Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia." (Machado de Assis) 2. Classifique o sujeito dos verbos grifados. "Mas essas criaturas de aparência frágil, os escritores, tornam a vida muito mais intensa, fazem das palavras um instrumento de magia, distribuem sonhos e emoções." (Rodolfo Konder) 3. (FESP) – Em "Retira-te, criatura ávida de vingança.", o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto. d) criatura. e) n.d.a. 1. (CÁSPER LÍBERO) I. Devem haver soluções mais viáveis para os problemas apresentados. II. O relator afirmou que já fazem dois meses que o processo está tramitando... III. Para que não haja dúvidas, é preciso ler as instruções. V. No verão faz dias quentes, mas os turistas adoram. Sobre as frases transcritas, pode-se afirmar que a) I e III estão corretas. b) II e IV estão incorretas. c) III e IV estão incorretas. d) III e IV estão corretas. e) Todas estão incorretas. 2. Nem toda oração apresenta sujeito. Muitas vezes o sujeito é inexis- tente. Examine atentamente o período a seguir. Formule perguntas usando quem ou que antes dos verbos sublinhados para encontrar o sujeito. Se houver sujeito determinado, circule-o e classifique-o. "Não sei se existem farmácias de homeopatia. No meu tempo de criança havia muitas, e elas me deslumbravam, apesar de eu nunca ter-me tratado pelas suas pastilhas e gotas." (Carlos Heitor Cony) 3. (ESPM) – Em uma das opções abaixo, o verbo haver é impessoal e, por isso, não deveria estar no plural. Assinale-a: a) Os sonegadores de imposto de renda se haverão com a Receita Federal. b) No mês de abril, conhecido como "abril vermelho", houveram muitas invasões de terra empreendidas pelo MST, em todo o país. c) Por haverem muitas propriedades rurais, vários deputados e senadores sempre se colocaram contra a reforma agrária. d) Traficantes da Favela da Rocinha haviam ordenado o fechamento do comércio local, como represália à morte de um deles. e) Times paulistas não se houveram bem nos jogos da última rodada. 4. (UNIMONTES) – Observe o uso do verbo haver na frase: Hoje não há razões para otimismo." Dasconstruçõesabaixo,assinaleaquelaemqueoverbo haver foi empregado na mesma acepção (= sentido) em que foi usado no exemplo acima. a) Havia fontes a borbulhar no coração. b) Haveria de descobrir a beleza das pequenas coisas. c) Houve-se muito bem o rapaz na singular situação em que se meteu. d) O autor houve por bem suprimir um trecho de sua crônica. 1. Examine os verbos destacados no seguinte trecho, extraído de Iracema, de José de Alencar. Além, muito além daquela serra, que ainda aula no horizonte, nasceu Iracema . Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo do jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. a) No poema, há verbos que indicam uma ação do sujeito, são chama- dos verbos nocionais, ou seja, verbos significativos. Transcreva-os. b) Quando o predicado indica ação, seu núcleo é um verbo nocional, como os verbos da resposta anterior. Como se chama o predicado que contém esses verbos? c) No poema, verifique se há um ou mais verbos que apenas indi- quem estado, isto é, que apenas unam ao sujeito uma qualidade, situação ou propriedade. Se houver, transcreva-o(s). d) Quando o predicado indica uma propriedade (qualidade, estado) do sujeito, seu núcleo é um nome (substantivo ou adjetivo) e nesse caso os verbos são de ligação, como o verbo ser. Como se chama o predicado que contém esses verbos? MÓDULO 6 ORAÇÃO SEM SUJEITO MÓDULO 7 PREDICADO NOMINAL MÓDULO 5 SUJEITO E PREDICADO – 3 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:28 Page 3
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    4 – 2. (FUVEST)– No texto: “Acho-me tranqüilo – sem desejos, sem esperanças. Não me preocupa o futuro”, os termos destacados são, respectivamente: a) predicativo – objeto direto – sujeito. b) predicativo – sujeito – objeto direto. c) adjunto adnominal – objeto direto – objeto indireto. d) predicativo – objeto direto – objeto indireto. e) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. 3. (Esc. Sup. Agr. Lavras-MG) – Em “O tempo estava de morte, de carnificina”, o verbo é: a) de ligação. b) transitivo indireto. c) intransitivo. d) transitivo direto. e) transitivo direto e indireto. 4. (EFEI-MG) – Em “Sonhosque parecem os dias que acabam nesta madrugada”, classifique os dois predicados e explique a diferença entre eles. 1. Associe: a) oração com verbo nocional cujo sentido pode ser completado por um complemento que especifique alguma coisa ou alguém. b) oração com verbo nocional que rege preposição e cujo sentido pode ser completado por um complemento que especifique prepo- sição + alguma coisa ou preposição + alguém. I. ( ) “A paixão pertence aos deuses e às deusas...” (Robert A. Johnson) II. ( ) “Publiquei o jornal.” (Machado de Assis) III. ( ) “Tinha dado a Dona Plácida cinco contos de réis...” (Machado de Assis) 2. Sublinhe com um traço o predicativo do sujeito e com dois traços o predicativo do objeto. a) "Os outros são o inferno." (Jean Paul Sartre) b) "... separamo-nos contentes..." (Machado de Assis) c) "De certo tempo em diante, não ouvi coisa nenhuma, porque meu pensamento, ardiloso e traquinas, saltou pela janela fora..." (Machado de Assis) 3. As frases abaixo têm verbo transitivo direto e predicativo. Para localizar o predicativo, substitua o objeto direto por um pronome oblíquo e observe que o adjetivo que sobra funciona sintaticamente como predicativo do sujeito ou do objeto. a) Consideraram severa a punição do juiz. b) A herança deixou rica a família. c) Ele pronunciou tais palavras revoltadíssimo. d) Julgaram a lei inconstitucional. 4. As frases abaixo foram extraídas da crônica "Amada Neve", de Cecília Meireles. Assinale a alternativa em que há predicado verbo-nominal: a) "...as criaturas pareciam mais amigas, próximas, cordiais." b) "...os telhados e as árvores foram ficando brancos..." c) "...a paisagem era uma enorme folha de papel com breves linhas e pontinhos negros..." d) " O mundo parecia desabitado e morto." e) "...os lavradores enfiavam, apressados, suas capas de palha." 5. (UEPG-PR) – Assinale a opção cuja frase possui predicado verbo- nominal. a) O professor entrou na sala pensativo. b) Ele andava a passos largos. c) Ninguém lhe era agradável. d) Em qualquer situação, continuava sorrindo. e) Foi sofrível tua participação. 6. Substitua os termos sublinhas por um pronome pessoal. a) O engenheiro refez os cálculos. b) Entregaram as provas ao professor. c) Entregaram as provas ao professor. d) O ministro discutiu o assunto com seus assessores. e) O promotor analisou as provas do crime. 1. (FEI-SP) – Substitua a expressão destacada por um advérbio de significação equivalente. a) Recebeu a repreensão sem dizer palavras. b) Falava sempre no mesmo tom. c) Aceitou tudo sem se revoltar. d) Trataram-me como irmão. 2. (FUVEST-SP) – Reescreva a passagem: “Humildemente pen- sando na vida...”, substituindo o advérbio por uma locução adverbial equivalente. 3. (VUNESP-SP) – “Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.” Os termos em destaque analisam-se, respectivamente, como: a) agente da passiva e objeto indireto. b) adjunto adverbial de tempo e adjunto adnominal. c) adjunto adverbial de tempo e adjunto adverbial de causa. d) predicativo do sujeito e predicativo do objeto. e) complemento nominal e agente da passiva. 4. (UNIFIL) – Mesmo pessoas que aparentemente superaram a inibição apresentaram hiperatividade na amígdala, o “centro do medo”, … O termo isolado por vírgulas na oração destacada a) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como vocativo. b) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como aposto. c) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como sujeito. d) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como objeto direto. e) explica o que já foi dito e sintaticamente funciona como vocativo e aposto. 5. (UNITAU) – Os termos em negrito no poema exercem, respecti- vamente, a função sintática de Ó pedaço de mim Ó metade de afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que esquecimento É pior do que se entrevar. (Chico Buarque de Holanda) MÓDULO 10 ADJUNTO ADVERBIAL, APOSTO E VOCATIVO MÓDULOS 8 e 9 PREDICADO VERBAL E VERBO-NOMINAL C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 4
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    a) sujeito; objetodireto. b) sujeito; sujeito. c) aposto; objeto direto. d) aposto; sujeito. e) vocativo; objeto direto. 1. (PUC-PR-modificada) – Preencha corretamente os pontilhados: 1. Querer, eles querem. 2. Ler, eles _____________________________________________ 3. Ter, eles _____________________________________________ 4. Crer, eles ____________________________________________ 5. Vir, eles _____________________________________________ 6. Ver, eles _____________________________________________ 2. (ENEM) – Diante da visão de um prédio com uma placa indicando SAPATARIA PAPALIA, um jovem deparou com a dúvida: como pronunciar a palavra PAPALIA? Levado o problema à sala de aula, a discussão girou em torno da utilidade de conhecer as regras de acentuação e, especialmente, do auxílio que elas podem dar à correta pronúncia de palavras. Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e escrita, três alunos apresentaram as seguintes conclusões a respeito da palavra PAPALIA: I. Se a sílaba tônica for o segundo PA, a escrita deveria ser PAPÁLIA, pois a palavra seria paroxítona terminada em ditongo crescente. II. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALÍA, pois "i" e "a" estariam formando hiato. III. Se a sílaba tônica for LI, a escrita deveria ser PAPALIA, pois não haveria razão para o uso de acento gráfico. A conclusão está correta apenas em: a) I b) II c) III d) I e II e) I e III Leia o texto a seguir e responda às questões de 3 a 5. (Nova Escola. São Paulo: 8/4/2008, 4.a capa) 3. (UEL) – O texto faz parte da propaganda de um dicionário de língua portuguesa. Sobre as marcas de correção presentes no texto, assinale a alternativa correta. a) Trata-se de retificações, no plano semântico, das palavras do léxico brasileiro. b) Referem-se às alterações ortográficas a serem feitas na língua portuguesa. c) São correções necessárias para a modificação da pronúncia dessas palavras. d) São parte das mudanças sintáticas que deverão ocorrer em breve no Português. e) Configuram sugestões de correção para que o texto se torne mais coeso. 4. (UEL) – Sobre cada uma das marcações feitas no texto, considere as afirmativas a seguir. I. A palavra "ideia" perderá o acento, visto que haverá alteração no timbre dessa palavra cujo ditongo aberto passará a ser fechado. II. Em "tranquilo", a eliminação do trema implicará alteração na pronúncia, aproximando-a da palavra "aquilo". III. "Para" perderá o acento que o diferencia de "para", o que exigirá do leitor a observação do contexto para a correta distinção desses vocábulos. IV. Quanto a "autossuficiente", o acréscimo do "s" visa manter a pronúncia original de "suficiente" quando este se juntar ao prefixo "auto" sem a presença do hífen. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. MÓDULO 11 ACENTUAÇÃO E REGRAS ESPECIAIS – 5 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 5
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    6 – 5. (UEL)– Levando-se em conta que o texto é dirigido a um potencial comprador do dicionário anunciado, assinale a alternativa correta quanto à sua construção. I. O anúncio, ao dirigir-se ao leitor, reforça a finalidade persuasiva própria do gênero anúncio publicitário. II. A segunda frase pressupõe desconhecimento, por parte do leitor, do conteúdo das mudanças referidas na pergunta lançada anteriormente. III. O uso do modo imperativo, comum em anúncios publicitários, está contrariando a norma padrão do Português, por misturar pessoas verbais. IV. Os adjetivos presentes no anúncio publicitário conferem ao texto maior cientificidade. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 6. (FGV – ECON.) – Leia o texto. Como bem mostra João Adolfo Hansen, no prefácio, Samuel Beckett atinge a história nessas eliminações da voz. Como matéria manuseada, __________ que está no meio, entre o dentro e o fora, entre o crânio e o mundo, só resta falar, “continuar a tagarelice aterrorizada dos condenados ao silêncio”. Recusando, contudo, todas as determinações, conceitos e os pretensos sentidos, impedindo que a voz se torne universal; esvaziá-la, até torná-la estéril, entulho do fracasso histórico do sensus communis e do linguistic turn: para Beckett, verso e reverso de uma vida historicamente danificada. (Jornal de Resenhas, número 4, agosto de 2009) a) A lacuna do texto deve ser preenchida com a voz ou à voz? Justifique a sua resposta. b) Considerando as palavras recondito, femur, hifens, paul, bacharel e aljofar, transcreva e acentue aquelas que, a exemplo de estéril, devem receber acento gráfico por serem paroxítonas. 1. (FGV) – Leia o poema de Alberto Caeiro. (...) Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é ________________ saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, ________________ quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe ________________ ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência E a eterna inocência não pensar... Empregue, correta e respectivamente, nas lacunas do poema, as palavras: porque, por que, porquê ou por quê. Para responder à questão 2, observe o cartum. (Ziraldo, em Antologia do Pasquim, v. 2: 1972-1973. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.) 2. (UFABC) – Assinale a alternativa em que a fala da personagem tem a expressão adequada tanto à norma padrão escrita quanto aos dados de realidade a que o cartum remete. a) Por que tantas notícias? Por que tanta cobertura dos jornais, da TV? O que é que nós temos a ver com as eleições norte-americanas? b) Porque tantas notícias? Porque tanta cobertura dos jornais, da TV? O que é que as pessoas tem à ver com as eleições norte-americanas? c) Porquê tantas notícias? Porquê tanta cobertura dos jornais, da TV? O que é que a gente tem haver com as eleições americanas? d) Por quê tantas notícias? Por quê tanta cobertura dos jornais, da TV? O que é que se tem à ver com as eleições norte-americanas? e) Por quê tantas notícias? Por quê tanta cobertura dos jornais, da TV? O que é que a gente temos que ver com as eleições americanas? 3. (UFABC) – Observe a frase – “Onde chega o bonde, chega o progresso.” – e assinale a alternativa em que o emprego da palavra destacada está de acordo com a norma padrão. a) Aonde para o bonde, para o progresso. b) Aonde se perde o bonde, perde-se o progresso. c) Aonde há bonde, há progresso. d) Aonde circula o bonde, circula o progresso. e) Aonde vai o bonde, vai o progresso. 4. (FUVEST-transferência) – Das palavras ou expressões subli- nhadas nas seguintes frases, a única corretamente grafada é: a) Se por ventura for convidado para a festa de formatura, você irá? b) Não gostava de falar em público tão pouco de dar entrevistas. c) Não aceitou o convite, porquanto antipatizava com o dono da casa. d) Distribuiu muitos convites, afim de que seu casamento fosse bastante concorrido. e) Dormiu demais, porisso acabou não podendo fazer a prova. MÓDULO 12 ORTOGRAFIA – EMPREGO DO PORQUÊ, MAL E OUTROS C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 6
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    5. (UFSCar) –Considere a tirinha. (www.custodio.net) Na situação comunicativa em que se encontram, os personagens valem-se de uma variedade linguística marcada pela informalidade. Reescreva as frases a seguir, adequando-as à norma padrão, e justifique as alterações realizadas. a) – Onde ele foi? – e – Vai onde for preciso! b) – Você conhece ele... – e – A gente tem camisa pro frio? 6. (IBMEC) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos enunciados a seguir. • Respondeu, num tom seco e ..........., que era atualmente um especialista em crueldades da existência. • Após quase oito anos de guerra no Afeganistão, nota-se o ......................... do grupo radical islâmico Taleban. • Merecimento e tempo de serviço determinam a ................de quem atua em órgãos públicos da administração direta. • A ..............é que o presidente sancione hoje o projeto da reforma eleitoral. a) pretensioso, recrudecimento, ascensão, expectativa. b) pretencioso, recrudecimento, ascensão, espectativa. c) pretencioso, recrudescimento, ascenção, espectativa. d) pretensioso, recrudescimento, ascensão, expectativa. e) pretencioso, recrudescimento, ascenção, expectativa. 1. No terceiro quadrinho da tira, qual é o sujeito de “...como resolveria essa questão?” Esse sujeito pratica a ação da forma verbal resolveria ou sofre essa ação? 2. No primeiro quadrinho, qual é o agente e o paciente do processo verbal “fosse invadida”? 3. Transforme a oração: “... se a sua fazenda fosse invadida por uma corja de famintos” de forma que “uma corja de famintos” passe a ser o sujeito que pratica a ação. Analise a oração transformada. 4. (MACKENZIE) – Depois de um ano, você é considerado um ex por muitos pneumologistas. Transpondo o trecho acima para a voz ativa, o segmento destacado corresponde a: a) pode considerá-lo. b) lhe considerarão. c) consideram-no. d) vão estar considerando-o. e) devem considerar-lhes. 5. (VUNESP) – Assinale a alternativa em que ocorrem frases com verbos na voz ativa e passiva, respectivamente. a) Quase metade de todo o metano e do óxido nitroso produzidos no país é emitida por esses animais./É emitida por esses animais quase metade de todo o metano e do óxido nitroso produzidos no país. b) No Brasil, é preciso dar muito estímulo a pesquisas como as da Embrapa.../Muito estímulo a pesquisas como as da Embrapa é preciso dar, no Brasil. c) Os cientistas fazem previsões complicadas para as próximas décadas./Para as próximas décadas fazem os cientistas previsões complicadas. d) As nações vão reduzir a produção de alimentos no mundo./Vão reduzir as nações a produção de alimentos no mundo. e) A bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest enumera a redução no consumo de carne por semana a 400 gramas por pessoa./A redução no consumo de carne por semana a 400 gramas por pessoa é enumerada pela bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest. MÓDULO 13 VOZES VERBAIS – 7 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 7
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    8 – 6. (FATEC)– Observe que o verbo da oração em destaque está na voz passiva. Assinale a alternativa cuja expressão verbal destacada se encontra na voz passiva. a) A forma mais difundida de paquera entre os sauditas são os cafés... b) ... o governo da Arábia Saudita restringiu alguns hábitos considerados “ocidentalizados” da população... c) Na esteira do fechamento dessas casas, perde-se uma forma centenária de encontrar um namorado... d) A alternativa para quem não costuma usar os sites de namoro é escrever nome e telefone... e) ... deixá-los nos vidros dos carros para achar, com a ajuda do destino, um candidato a cara-metade... 1. Você deve ter observado que, na voz passiva sintética, o pronome apassivador se acompanha o verbo, o qual concorda com o sujeito paciente. Com base no que foi explicado, transcreva da tira a oração que está na voz passiva sintética. 2. Passe a oração da resposta anterior para a voz passiva analítica, para ter certeza de que ela está na passiva sintética. 3. (FGV) – Atente para as formas verbais dos segmentos: a) Uma vez ali dentro, ouvirei as moças falando mal do chefe na fila do Subway, descobrirei o que planejam os jovens de terno na mesa do Súbito, verei a felicidade do garoto do interior… . Os verbos ouvirei, descobrirei e verei, no contexto, indicam uma ação concluída? Explique. b) … fofocas são discretamente difundidas… . Articule outra possibilidade de voz passiva da frase, sem alterar o tempo do verbo. 4. (FGV) – Leia a frase: “A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso”. Assinale a alternativa que corresponde exatamente a essa frase. a) O Congresso deteve a lei de lucros extraordinários. b) Deteu-se no Congresso a lei de lucros extraordinários. c) O Congresso deteu a lei de lucros extraordinários. d) Deteve-se no Congresso a lei de lucros extraordinários. e) A lei de lucros extraordinários era detida no Congresso. 5. (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que não ocorre a voz passiva. a) Enraizaram o Mebol de tal forma, nestas terras, que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo, que é o idioma. b) Bentinho era casmurro. O “Dom” fora acrescentado por um vizinho que lhe atribuía ares de fidalgo. c) É verdade que o Edílson foi expulso da Seleção por fazer umas embaixadas lindas, mas fora de hora? d) Poucos ganharão muito com a construção da torre de 500 metros de altura a ser levantada no Pari. e) De agora em diante, conhecer-se-á Surdulica, na Iugoslávia, como a cidade que perdeu suas crianças, vítimas de uma bomba da OTAN. 6. (METODISTA) – Foi anunciada na semana passada uma descoberta que pode lançar novas luzes sobre as origens da língua escrita. Arqueólogos chineses encontraram nas escavações de um antigo altar usado para sacrifícios, na província de Shandong, leste da China, dois pedaços de ossos de cordeiro onde foram esculpidos oito caracteres, considerados uma forma primitiva de chinês. Junto com os ossos, desenterraram-se 360 peças de cerâmica pertencentes à cultura yueshi, que viveu em Shandong 3.500 anos atrás. (Ricardo Villela. Veja, ed. 1640) Assinale a alternativa correta sobre os trechos destacados. a) Nas três frases, grifadas no trecho, observa-se o uso de voz passiva. b) Nas duas primeiras frases grifadas, observa-se o uso de voz passiva; na última, o sujeito está indeterminado. c) Nas três frases grifadas no trecho, observa-se o uso de sujeito posposto e não o uso de voz passiva. d) Nas três frases grifadas no trecho, não se observa o uso de voz passiva, porque não há a presença de complemento agente da passiva. e) Nas três frases grifadas no trecho, observa-se uso de oração sem sujeito. Texto para a questão 7. CXXXV OTELO Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, – um simples lenço! – e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. (Machado de Assis, Dom Casmurro) 7. (FUVEST) – No texto do capítulo CXXXV, o se ocorre duas vezes como partícula apassivadora. a) Transcreva as orações que estão na voz passiva sintética. b) Transponha as frases para a voz passiva analítica. MÓDULO 14 VOZ PASSIVA SINTÉTICA, ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO, VOZ REFLEXIVA E RECÍPROCA Teatros, cinemas e boates foram proibidos de funcionar (...) C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 8
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    Texto para asquestões de 8 a 11. Nada é menos conveniente que revelar os erros do marido quando a mulher ouve, os do pai sob os olhos de seus filhos, os do amante diante do ser amado. Fica-se profundamente penalizado e indignado, quando se é submetido a humilhação diante das pessoas aos olhos das quais se pretende brilhar. A delicadeza e a doçura com as quais se busca persuadir um culpado corroem e destroem seu vício, que se enche de embaraço diante da discrição de que se dá prova. É por isto que este verso é excelente: “Ele aproxima sua cabeça, a fim de que ninguém perceba.” (Adaptado de Plutarco, Como Tirar Proveito de seus Inimigos. Trad. Isis B. B. da Fonseca.) 8. (FUVEST-transferência) – Considerando-se o contexto, o gesto indicado na frase “Ele aproxima sua cabeça, a fim de que ninguém perceba” (linha 10) expressa a) a humilhação a que um indiscreto é exposto. b) a resignação diante de uma inconveniência. c) a reação discreta de quem é recriminado. d) o embaraço de quem busca persuadir alguém. e) a delicadeza de uma discreta recriminação. 9. (FUVEST-transferência) – No segmento “A delicadeza e a doçura com as quais se busca persuadir um culpado” (linhas 6 e 7), o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído, sem prejuízo para o sentido, por: a) com cujas busca-se o convencimento. b) por cujas intenta-se orientar. c) em que se busca ao consenso. d) às quais dispõe-se a dissuadir. e) com que se busca convencer. 10.(FUVEST-transferência) – No trecho “Fica-se profundamente penalizado e indignado...” (linhas 3 e 4), a partícula se é empregada com a mesma função que exerce na frase: a) Se você for, não volte nunca mais. b) Aqui se come esplendidamente. c) Vão-se os anéis, fiquem os dedos. d) Quero saber se posso ou não contar com você. e) Perderam-se os livros na mudança. 11. (FUVEST-transferência) – O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para integrar de modo correto a frase: a) É preciso observar que se (propagar), na classe dos bem postos na vida, muitos preconceitos contra a cultura hip-hop. b) Não (caber) aos jovens que abraçam a cultura hip-hop a solução de conflitos que eles não criaram. c) Por que algum desses jovens (deixar) de se identificar com uma cultura que lhes abre tantos caminhos? d) (Assistir) aos jovens da periferia o pleno direito de produzir linguagens que encarnam valores de sua cultura. e) A cada uma das quatro formas de expressão desses jovens (corresponder) um específico anseio de reconhecimento social. 12.Assinale a alternativa em que o se não seja pronome apassivador. a) “Comia-se uma bolacha ao café (…)” (José Lins do Rego) b) “Travou-se então uma luta renhida e surda entre o português negociante de fazendas por atacado e o português negociante de secos e molhados.” (Aluísio Azevedo) c) “Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente (…)” (Camões) d) “Nossos lábios se procuram, se acham, se esmagam.” (Érico Veríssimo) e) “Fez-se novo silêncio.” (Coelho Neto) 13.(UFAM) – Assinale a alternativa em que o verbo não se apresenta em uma das formas da voz passiva: a) Realizar-se-ão as promessas veementemente feitas? b) Computados os votos, divulgou-se, em meio a grande alarido, a vontade das urnas. c) Foram registradas poucas abstenções, ao contrário do previsto. d) Têm-se descoberto ultimamente muitos sítios arqueológicos. e) Procedeu-se em seguida à leitura do manifesto. 14.(FGV) – A palavra se presente no verso — a lagoa se pinta — também é encontrada com mesmo valor semântico e mesma função sintática em: a) ... o rapaz e a moça se atribuíram a mesma culpa no acidente. b) ... disparava lépida como se a casa estivesse pegando fogo. c) ... embora a moça compreendesse tratar-se de um rito inofensivo. d) ... ela se penteava. Nunca fora mulher de ir passear sem antes pentear bem os cabelos. e) Se soubesse que a filha morreria de parto, é claro que não precisaria gritar. 15.Reconheça a voz dos verbos das frases abaixo, indicando com 1 – voz ativa 2 – voz passiva analítica 3 – voz passiva sintética 4 – voz reflexiva 5 – voz reflexiva recíproca a) ( ) “Os manifestantes deram-se as mãos em sinal de solidarie- dade.” b) ( ) “Mirava-se naquela covardia, via-se mais lastimoso e mise- rável que o outro.” (Graciliano Ramos) c) ( ) “... o soldado ganhou coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho.” (Graciliano Ramos) d) ( ) “Observou-se a ocorrência de ventos fortes na região.” e) ( ) “Estratégias de prevenção à febre aftosa devem ser orga- nizadas pelo Estado.” 1 5 10 – 9 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 9
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    10 – 1) A 1)E 2) – fática – poética e metalinguística – referencial – conatina – poética e emotiva 1) D 2) E – "Asilamento" é palavra não registrada (ou seja, "inexis- tente"). O substantivo adequado para corresponder a "asilar" é "asilo", cujo emprego, no entanto, implicaria a transformação do adjunto adverbial ("pela França" seria substituído por "na França"). 1) D 2) B 3) A 4) B 5) D 6) Lembrar a infância o/a deixa triste. Jamais entendeu por que lhe batiam tanto. Às vezes, chegava até a revoltar-se com os castigos a que o/a submetiam (a que era submetido(a)). 7) Os pronomes são: muito: indefinido; te: pessoal oblíquo; todas: indefinido; eu: pessoal reto; mesmo: demonstrativo; estes: demonstrativo; mim: pessoal oblíquo; que: relativo; meu: possessivo; teu: possessivo. 8) B – O advérbio bem indica circunstância de intensidade do ad- jetivo quente. Também são advérbios: em a, bastante, rapida- mente; em c, muito, bem; em d, calma, decididamente; em e, bem, mal, hoje. 9) C – O termo mesmo funciona sintaticamente como adjunto adverbial de afirmação e modifica o verbo pertencer, assim como o advérbio realmente da alternativa correta. Em ambos, o sentido é de enfatizar a afirmação. 10) D – A preposição de introduz expressão que indica o motivo, o fator determinante de estar parda a janela da casa amarelada. 1) a) "A curiosidade" é sujeito simples. b) "Educar" é sujeito simples. c) "Dois deputados e um chefe político da paróquia" é sujeito composto. 2) "Essas criaturas de aparência frágil" é sujeito simples de "tornam"; "fazem" e "distribuem" têm sujeito oculto (elas – essas criaturas de aparência frágil). 3) C – O sujeito é oculto (tu); "criatura ávida de vingança" é vocativo. 1) D 2) sei: sujeito oculto "eu". existem: sujeito simples "farmácias de homeopatia". havia: sujeito inexistente. deslumbravam: sujeito simples "elas". ter-me tratado: sujeito simples "eu". 3) B – a) “prestar contas”; c) sentido de “possuir”; d) auxiliar do verbo “ordenar”, concordando com o sujeito “traficantes”; e) sentido de “ser bem-sucedido na consecução de”, “sair-se”. 4) A – Tanto no enunciado como na alternativa a, o verbo “haver” está com sentido de “existir”. Em b, “haver” é auxiliar de “descobrir”; em c, o sentido é de “portar-se”, “sair-se”; em d, o sentido é de “considerar”. 1) a) Nasceu, tinha, recendia. b) Chama-se predicado verbal. c) Era. d) Chama-se predicado nominal. 2) A 3) A 4) “parecem os dias” é predicado nominal (verbo de ligação + predicativo); “acabam nesta madrugada” é predicado verbal, cujo núcleo é o verbo “acabam”. 1) I. b; II. a; III. a/b 2) a) "Os outros são o inferno." (Jean Paul Sartre) b) "... separamo-nos contentes..." (Machado de Assis) c) "De certo tempo em diante, não ouvi coisa nenhuma, porque meu pensamento, ardiloso e traquinas, saltou pela janela fora..." (Machado de Assis) 3) a) Consideraram-na severa. (predicativo do objeto) b) A herança deixou-a rica. (predicativo do objeto) c) Ele pronunciou-as revoltadíssimo. (predicativo do sujeito) d) Julgaram-na inconstitucional. (predicativo do objeto) 4) E (VTD + PS) 5) A (VI + PS) 6) Substituindo os termos destacados, tem-se: a) O engenheiro refê-los. b) Entregaram-nas ao professor. c) Entregaram-lhe as provas. d) O ministro discutiu-o com seus assessores. e) O promotor analisou-as. MÓDULO 3 MÓDULO 4 MÓDULO 6 MÓDULO 5 MÓDULO 7 MÓDULOS 8 e 9 MÓDULO 1 MÓDULO 2 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 10
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    1) a) caladamente,silenciosamente; b) monotonamente; c) resignadamente; d) irmanamente, fraternalmente. 2) “com humildade” 3) C 4) B 5) E 1) 2) leem; 3) têm; 4) creem; 5) vêm; 6) veem. 2) E – A afirmação II está errada, porque, no caso, se aplicaria a regra das paroxítonas, que não levam acento gráfico quando terminadas em a. A regra referente aos hiatos é de teor totalmente diverso e diz respeito apenas a hiatos em que o segundo elemento, não o primeiro, seja i ou u. 3) B – As alterações assinaladas referem-se apenas a um aspecto da ortografia, a acentuação, e não afetam nenhum outro sistema da língua (morfologia, sintaxe, semântica). São alterações determinadas pelo Acordo Ortográfico celebrado entre os países de língua portuguesa. 4) C – I e II estão erradas porque as alterações só afetam a grafia, não a pronúncia das palavras. 5) D – Quanto à afirmação III, note-se que, para manter-se a concordância na terceira pessoa, as formas do imperativo deveriam ser fique e pare, em vez de fica e para. A IV está errada: não há nenhum adjetivo no texto, mas, se houvesse, não seria o emprego de qualquer adjetivo que poderia conferir cientificidade ao texto. 6) a) O sintagma que preenche adequadamente a lacuna é à voz, em que se encontram craseados o artigo a, que define o substantivo voz, e a preposição a, regime do verbo restar, de que à voz é objeto indireto: “à voz que está no meio(...) só resta falar”. b) São paroxítonas e se acentuam apenas fêmur e aljôfar, como todas as paroxítonas terminadas em -r. Das demais, só recôndito é acentuada, por ser proparoxítona; hifens, oxítona em -ens, e paul e bacharel, oxítonas em -l, não recebem acento gráfico. 1) “Se falo na Natureza não é PORQUE saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, PORQUE quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe POR QUE ama, nem o que é amar...” 2) A – As orações interrogativas devem ser introduzidas pela locução interrogativa por que, formada pelo pronome interrogativo que precedido da preposição por, com o sentido de “por qual razão?”Aexpressão “a ver” é formada da preposição a e do verbo ver (não haver), não se justificando, portanto, a crase assinalada nas alternativas b e d. 3) E – A rigor, todas as alternativas estão de acordo com a norma-padrão, se se considerar que esta é determinada pelo uso da tradição culta, ou seja, das grandes “autoridades” da língua, que são os escritores consagrados como “mestres da língua”. Ora, como observa Aurélio Buarque de Holanda, “o uso dos melhores autores, (...) desde um Azurara, da fase arcaica da língua, até um José Régio ou um Miguel Torga, dos nossos dias, não distingue onde de aonde. Clássico dos mais reputados, Rebelo da Silva usa aonde por onde cerca de 40 vezes nos seus Contos e Lendas; uma delas (só para exem- plificar), na pág. 20: “o cemitério aonde dormem os que nos amaram.” Por vezes, ocorre o emprego simultâneo de um e outro advérbio com a mesma significação: “Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?” (Cláudio Manuel da Costa, Obras Poéticas, I, p. 109); “Mas aonde te vais agora, / Onde vais, esposo meu?” (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 207). Note-se, na abonação machadiana, que a métrica não se oporia à repetição do aonde. Não obstante, os gramáticos normativos de visão limitada, tomados como legisladores da língua pela Banca Examinadora, defendem o uso de aonde apenas quando complementa verbos (ou substantivos) de movimento, que regem a preposição a, como ocorre na frase da alternativa e. 4) C 5) a) O Examinador considerou que a forma “correta”, ou seja, conforme à norma culta, devesse ser, nos dois casos, aonde, pois o verbo de movimento ir rege a preposição a: Aonde ele foi e Vai aonde for preciso. Ocorre, porém, que a melhor tradição da língua portuguesa não justifica a distinção, tão cara à arbitrariedade e ao autoritarismo de gramáticos normativos, entre onde e aonde. Uma simples consulta ao Dicionário Aurélio, s. v. aonde, esclarece a questão: “O uso dos melhores autores (...) desde umAzurara, da fase arcaica da língua, até um José Régio ou um Miguel Torga, dos nossos dias, não distingue onde de aonde. Clássico dos mais reputados, Rebelo da Silva usa aonde por onde cerca de 40 vezes nos seus Contos e Lendas; uma delas (só para exemplificar), na pág. 20: ‘o cemitério aonde dormem os que nos amaram’. Por vezes ocorre o emprego simultâneo de um e outro advérbio com a mesma significação: ‘Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?’ (Cláudio Manuel da Costa, Obras Poéticas, I, p. 109); ‘Mas aonde te vais agora, / Onde vais, esposo meu?’ (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 207). Note-se, na abonação machadiana, que a métrica não se oporia à repetição do aonde.” b) Você o conhece? – Em vez do caso reto do pronome ele, deve-se usar o caso oblíquo o como complemento verbal de objeto direto. Nós temos camisa para o frio? – São tipicamente coloquiais os empregos de a gente em lugar do pronome nós e de pro como fusão da preposição para com o artigo definido o. 6) D 1) O sujeito é oculto, você, agente da ação expressa pelo verbo resolver. Como o sujeito pratica a ação, a frase está na voz ativa. 2) O agente verbal, chamado agente da passiva, é “uma corja de famintos”. O paciente da ação é o sujeito “a sua fazenda”. MÓDULO 12 MÓDULO 13 MÓDULO 11 MÓDULO 10 – 11 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 11
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    Como o sujeitosofre a ação verbal, a frase está na voz passiva analítica. 3) Se uma corja de famintos invadisse a sua fazenda. Uma corja de famintos = sujeito invadisse = VTD a sua fazenda = OD 4) C – O sujeito da oração na voz ativa é a expressão “muitos pneumologistas”, portanto o verbo deve ir para a terceira pessoa do plural (consideram) e o pronome oblíquo, com função de objeto direto, deve ser de terceira pessoa: o. 5) E 6) C – Na frase do caput, a construção é de voz passiva analítica, ou seja, formada com verbo auxiliar (“foram proibidos”); na alternativa c, a construção é de voz passiva sintética ou pronominal (“perde-se”). No primeiro caso, o sujeito é “teatros, cinemas e boates”; no segundo, “uma forma centenária de encontrar namorado”. 1) “...não se matam as ideias...” 2) As ideias não são mortas. 3) a) Os verbos estão no futuro do presente; pertencem, portanto, ao sistema do infectum ou dos tempos imperfeitos, isto é, não concluídos. b) ...fofocas difundem-se discretamente... seria a forma da frase na voz passiva sintética ou pronominal, mantendo- se o verbo no presente do indicativo. 4) D – A oração apresentada está na voz passiva analítica e sua passagem para a passiva sintética está correta na alternativa apontada, observando-se a flexão do verbo deter, derivado de ter (deteve), o emprego do pronome apassivador se e a concordância do verbo com o sujeito “a lei de lucros extraordinários”. 5) A – Em b, a construção passiva ocorre em fora acrescentado; em c, em foi expulso; em d, em ser levantada; em e, em conhecer-se-á. Neste último caso, trata-se de voz passiva sintética ou pronominal, ou seja, formada com o concurso do pronome apassivador ou partícula apassivadora se; nos demais, ocorre a voz passiva analítica, ou seja, formada com o emprego de verbo auxiliar (ser, em todos os casos). 6) A – As duas primeiras orações estão na voz passiva analítica, sem agente da passiva; a última oração está na voz passiva sintética. 7) a) "Representava-se justamente Otelo..." e "Os lenços per- deram-se...". b) 1. Justamente Otelo era representado. (Observar que o advérbio só pode ocupar esta posição para manter o sentido que tem no texto de Machado). 2. Os lenços foram perdidos. 8) E 9) E 10) B 11) A 12) D – Trata-se de pronome reflexivo recíproco. 13) E – Trata-se de índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo é transitivo indireto. 14) D – No trecho em questão, o pronome se é reflexivo: A lagoa se pinta a si mesma. O mesmo ocorre em “... ela se penteava”. Em a, o pronome se é reflexivo recíproco; em b, é parte da locução como se, que indica comparação hipotética; em c, trata-se de índice de indeterminação do sujeito e, em e, de conjunção subordinativa condicional. 15) a) 5 – b) 4 – c) 1 – d) 3 – e) 2 MÓDULO 14 12 – C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 12
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    – 13 1. Todasas alternativas a seguir apresentam versos na medida nova, exceto: a) “O meu pensamento altivo.” b) “Vós outros, que buscais repouso certo.” c) “Oh! como se me alonga, de ano em ano.” d) “Se a ninguém tratais com desamor.” e) “Debaixo desta pedra sepultada.” Texto para as questões de 2 a 5. Se tanta pena tenho merecida Em pago de sofrer tantas durezas, Provai, Senhora, em mim vossas cruezas, Que aqui tendes uma alma oferecida. Nela experimentai, se sois servida, Desprezos, desfavores e asperezas; Que mores sofrimentos e firmezas maiores – resistências Sustentarei na guerra desta vida. Mas contra vossos olhos quais serão? Forçado é que tudo se lhe renda; Mas porei por escudo o coração. Porque, em tão dura e áspera contenda, luta É bem que, pois não acho defensão, defesa Com me meter nas lanças me defenda. (Camões) 2. Como se denomina a forma em que o poema foi composto? 3. Qual é o esquema de rimas? 4. Qual é o esquema métrico? (Escanda o primeiro verso.) 5. O poema é exemplo de medida nova ou de medida velha? Textos para os testes de 6 a 8. Texto I Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram, (...) Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta. (Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas) Texto II Cesse de uma vez meu vão desejo de que o poema sirva a todas as fomes. (...) letras eu quero é pra pedir emprego, agradecer favores, escrever meu nome completo. O mais são as mal traçadas linhas. (Adélia Prado, “O que a musa eterna canta”) 6. (MACKENZIE-SP) – Considerado o contexto da obra Os Lusía- das, é correto dizer que, no texto I, o poeta a) expressa, com seu canto, o desejo de negar a tradição épica, já que considera ultrapassado “o que a Musa antiga canta” (v. 3). b) faz alusão à grandeza heroica do povo português, quando se refere ao “valor mais alto” (v. 4). c) opõe-se às representações mitológicas greco-romanas (v. 3), dei- xando implícita sua adesão ao cristianismo. d) incita os portugueses a rejeitarem todo o conhecimento universal (v. 1), para inscreverem seu nome na história. e) explicita sua crítica aos antigos navegadores, ao utilizar ironica- mente o adjetivo “grandes” (verso 2). 7. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações sobre Os Lusíadas: I. É um poema épico que tem como núcleo narrativo as origens históricas de Portugal, relatadas pela voz do próprio poeta. II. Embora pertença à Épica, incorpora à sua linguagem traços esti- lísticos do gênero lírico, em episódios antológicos como o de “Inês de Castro” e o da “Ilha dos Amores”, por exemplo. III. Obedece a uma regularidade formal, valendo-se de versos decas- sílabos, traço valorizado no Renascimento. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. d) se apenas a afirmação III estiver correta. e) se todas as afirmações estiverem corretas. 8. (MACKENZIE-SP) – No texto II, o eu lírico a) reaproveita ironicamente a linguagem camoniana, para relativizar a necessidade e a importância do canto poético. b) retoma o discurso grandiloquente de Os Lusíadas, adequado para expressar o heroísmo presente no cotidiano das pessoas humildes. c) incorpora ao poema a dicção clássica, não só parafraseando o ver- so camoniano, mas também imitando o padrão formal do século XVI. d) recusa a forte influência que a tradição lírica quinhentista exerceu sobre a literatura brasileira. e) manifesta, sarcasticamente, sua compreensão de que os poetas, des- de a Antiguidade, sempre consideraram o poema como algo supérfluo. MÓDULO 1 CLASSICISMO: LUÍS DE CAMÕES FRENTE 2 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 13
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    14 – Texto paraos testes de 9 a 11. (...) Por isso, ó vós que as famas estimais Se quiserdes no mundo ser tamanhos, Despertai já do sono do ócio ignavo, Que o ânimo, de livre, faz escravo, E ponde na cobiça um freio duro, E na ambição também, que indignamente Tomais mil vezes, e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente; Porque essas honras vãs, esse ouro puro, Verdadeiro valor não dão à gente. Melhor é merecê-los sem os ter, Que possuí-los sem os merecer. (Camões) 9. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto um tom a) descritivo. b) narrativo. c) filosófico. d) patriótico. e) satírico. 10. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (...) um freio duro (...)” é completado pelos termos a) “cobiça”, “ambição” e “ócio”. b) “ambição”, “vício da tirania” e “honras vãs”. c) “escravidão” e “cobiça”. d) “cobiça”, “ambição” e “vício da tirania”. e) “cobiça” e “honras vãs”. 11. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs”: a) a ambição de glória. b) a ociosidade. c) a liberdade de ânimo. d) o refreamento da cobiça. e) os vícios em geral. Texto para as questões de 1 a 3. Querendo ter Amor ardente ensaio, Quando em teus olhos seu poder inflama, Teus sóis me acendem logo chama a chama, Teus sóis me cegam logo raio a raio. Mas quando de teu rosto o belo maio Desdenha amores no rigor que aclama, De meus olhos o pranto se derrama Com viva queixa, com mortal desmaio. (Manuel Botelho de Oliveira) 1. Reescreva a primeira estrofe, colocando os termos na ordem direta. 2. Extraia dos versos duas metáforas relacionadas a calor e luz. 3. A segunda estrofe expressa os mesmos sentimentos que a primei- ra? Justifique. 4. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, da outra parte há de estar noite; de uma parte dizem luz, de outra parte hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Aprendamos do céu o estilo da disposição, e também o das palavras. No excerto anterior, o Padre Vieira, condenando o abuso de ______________, critica alguns excessos do estilo ______________ . a) antíteses – barroco b) metáforas – arcádico c) metonímias – romântico d) antíteses – arcádico e) metonímias – barroco 5. (FUVEST-SP) – Dê argumentos que permitam considerar o Padre Vieira como um expoente tanto da Literatura Portuguesa quanto da Literatura Brasileira. Texto para as questões 6 e 7. Ó tu do meu amor fiel traslado, Mariposa entre as chamas consumida, Pois, se à força do ardor perdes a vida, A violência do fogo me há prostrado; Tu de amante o teu fim hás encontrado, Essa flama girando apetecida; Eu girando uma penha endurecida, No fogo que exalou morro abrasado. Ambos de firmes anelando chamas, Tu a vida deixas, eu a morte imploro, Nas constâncias iguais, iguais nas chamas. Mas ai! que a diferença entre nós choro, Pois acabando tu ao fogo que amas, Eu morro sem chegar à luz que adoro. (MATOS, Gregório de. Obra Poética. Ed. de James Amado, Rio de Janeiro, Record, 1990. V. 1, p. 425.) 6. A quem se dirige o eu lírico? Quem é seu(sua) interlocutor(a)? 7. De acordo com a última estrofe, o eu lírico se encontra em situa- ção desfavorável em relação a seu(sua) interlocutor(a). Por quê? MÓDULO 2 BARROCO C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 14
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    – 15 Texto parao teste 8. Goza, goza da flor da mocidade, Que o tempo trota a toda a ligeireza E imprime em toda flor sua pisada. Ó não aguardes que a madura idade Te converta essa flor, essa beleza, Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada. 8. (UFV-MG – adaptado) – Com relação aos dois tercetos acima, pode-se afirmar que eles ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI, sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. b) o jogo metafórico próprio do Barroco, a respeito da fugacidade da vida, exaltando o gozo do momento. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. d) as características de um texto romântico, porque fala de flores, terra, sombras. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual, própria da visão de mundo nostálgica cultista. Texto para o teste 1. Alguém há de cuidar que é frase inchada, Daquela que lá se usa entre essa gente, Que julga que diz muito, e não diz nada. O nosso humilde gênio não consente Que outra coisa se diga, mais que aquilo Que só convém ao espírito inocente. 1. Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que a) a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é traço da literatura colonial brasileira e dos primeiros movimentos estéticos pós-independência. b) o Arcadismo defendia o estilo cultista ou gongórico. c) o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrica- da e aos excessos do cultismo barroco. d) o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo neoclássico, tomou por base o sentimentalismo originário desse movi- mento estético. e) o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e comedida, a fim de espelhar os grandes conflitos da alma do homem da época. 2. (UFSM-RS) – Sobre o Arcadismo, é correto afirmar que a) a preocupação com a simplicidade leva o escritor a escolher temas de caráter religioso. b) o pastoralismo, uma das principais manifestações da naturalidade, reproduz fielmente a vida no campo. c) entre as convenções do pastoralismo, está a utilização de uma linguagem simples que reproduz a linguagem rude dos pastores. d) propõe um retorno à ordem e à naturalidade, tendo por modelo a literatura clássica, em oposição ao artificialismo barroco. e) a linguagem, adequada e quase sem ornamentos, retrata realistica- mente intensas emoções de dor e alegria. Texto para as questões 3 e 4. Verás em cima da espaçosa mesa altos volumes de enredados feitos: ver-me-ás folhear os grandes livros e decidir os pleitos. Enquanto revolver os meus consultos, tu me farás gostosa companhia, lendo os fastos da sábia, mestra História e os cantos da poesia. 3. No texto, extraído de Marília de Dirceu, o poeta deseja ter a) uma vida agitada nos tribunais. b) uma vida de participação na sociedade. c) uma existência calma, altamente intelectualizada, burguesa, em um ambiente poético. d) um envolvimento nos pleitos da capital mineira. e) apenas o estudo da História. 4. A quem se dirige o eu lírico? 5. (MACKENZIE-SP) – Sobre o Arcadismo no Brasil, assinale a alternativa incorreta. a) Cláudio Manuel da Costa, um de seus autores mais importantes, embora tenha assumido uma atitude pastoril, traz, em parte de sua obra poética, aspectos ligados à lírica camoniana. b) Em Liras de Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga não segue aspectos formais rígidos, como o soneto e a redondilha, em todas as partes da obra. c) Nas Cartas Chilenas, seu autor satiriza Luís da Cunha Menezes por suas arbitrariedades como governador da capitania de Minas. d) Basílio da Gama, em O Uraguai, seguiu a rígida estrutura camo- niana de Os Lusíadas, usando versos decassílabos em oitava-rima. e) Caramuru tem, como tema principal, o descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia, apresentando, também, os rituais e as tradições indígenas. Texto para o teste 6. Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia, e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio. (...) Inda conserva o pálido semblante Um não sei quê de magoado e triste, Que os corações mais duros enternece. Tanto era bela no seu rosto a morte! (Basílio da Gama) 6. (UFV-MG – adaptado) – Assinale a alternativa verdadeira em relação ao texto. a) Os fragmentos narram a história de Moema, heroína da epopeia Caramuru. b) Reflete a ideologia nacionalista de valorização do lirismo popular, procurando libertar-se da influência europeia. MÓDULO 3 ARCADISMO C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 15
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    16 – c) Éa manifestação de uma tendência poética do século XIX, o “mal-do-século”, que cultua a morte. d) Trata-se do episódio da morte de Lindoia, extraído de O Uraguai, poema épico do Arcadismo. e) Descreve a morte de Inês de Castro no episódio lírico do poema épico português Os Lusíadas. 1. No Brasil, o Romantismo inicia-se no ano de ________________ ________________ com a publicação de ______________________ _______________________, de Gonçalves de Magalhães. 2. O Romantismo no Brasil elegeu o ___________ como símbolo do heroísmo brasileiro. Os textos poéticos produzidos com temática indígena recebem a denominação de ____________________. Esse gênero de poesia tem como um de seus principais representantes o poeta _________________________________ . 3. A Segunda Geração Romântica foi influenciada diretamente pelo poeta inglês _________________ , cujo nome passa a designar uma corrente, denominada _______________________. 4. Sobre Álvares de Azevedo, assinale as proposições verdadeiras (V) e as falsas (F). I. ( ) A morbidez, o tédio, a dúvida, o satanismo e o amor idealizado são temas constantes em sua obra. II. ( ) Sua poesia é dominada por antinomias (dualidades), oscilando entre depressão e ironia, medo e desejo, sonho e realidade. III. ( ) Lira dos Vinte Anos, livro de poemas dividido em três partes, é considerado obra prematura e a menos interessante do autor. IV. ( ) O livro de contos Noite na Taverna apresenta ele- mentos do gênero fantástico e demonstra influência do escritor alemão E.T.A. Hoffmann. V. ( ) Conde Lopo e Poema do Frade pertencem ao gênero dramático, apresentando personagens que emblematizam o Ultrarromantismo. VI. ( ) Na primeira parte de Lira dos Vinte Anos, predomi- nam poemas que retratam o amor romântico idealizado e inacessível, enquanto na segunda parte o humor, a ironia e a metalinguagem estão presentes até mesmo nos poemas de amor. Texto para o teste 5. Auriverde pendão da minha terra Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra, E as promessas divinas da esperança… Tu, que da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança, Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!… 5. (ITA-SP) – Esta é uma das estrofes de um famoso poema de linha social, cujo autor revela em grande parte de sua obra uma libertação daquele egocentrismo exagerado que marcou a geração ultrarromân- tica. Trata-se de: a) Fagundes Varela. b) Olavo Bilac. c) Castro Alves. d) Casimiro de Abreu. e) Gonçalves Dias. 6. Assinale, entre as afirmações que se seguem, aquela que faz men- ção à vertente subjetiva e confessional da produção de Castro Alves. a) “Ele realiza o tipo completo do poeta brasileiro: um gigante, despegador de rochedos, saltador de abismos, cantor da rudeza ameri- cana, mas cujas mãos, enormes, calejadas, cultivam lírios e mimam crianças.” (José Oiticica) b) “Há aí [nas Vozes d’África] eloquência da melhor espécie, senti- mento, emoção e, sobretudo, uma elevada idealização da situação do Continente maldito e das reivindicações que o nosso ideal humano lhe atribui.” (José Veríssimo) c) “Em 1946 ainda ouvimos os hinos ao 2 de julho declamados em praça pública no seu forte estilo condoreiro. Fez a linguagem da epopeia a ponto de não a separarmos de seu cantor.” (Pedro Calmon) Texto para a questão 7. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus... Ó mar! por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noite! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! (Castro Alves) 7. (PUC-SP – modificada) – No Romantismo brasileiro, podemos reconhecer três gerações poéticas, com traços peculiares a cada uma, distintos entre si. Assim sendo, a) o que torna a obra de Castro Alves diferente da obra de poetas como Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo, nesse contexto romântico? b) mostre, no trecho acima, recursos estilísticos empregados pelo poeta. 1. Levando em conta a afirmação de que os primeiros romances edi- tados no Brasil marcam-se pelo predomínio do aspecto folhetinesco, responda: Quais as características de um enredo folhetinesco? MÓDULO 5 ROMANTISMO NO BRASIL: PROSA MÓDULO 4 ROMANTISMO NO BRASIL: POESIA C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 16
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    – 17 2. Assinalea alternativa incorreta. a) Folhetim é o romance publicado em capítulos, diariamente, nos jornais – prática frequente no início do Romantismo brasileiro. b) Desde o início, a atividade jornalística irmana-se com a literária, atraindo um grande número de escritores, que encontram no jornal um veículo privilegiado para a publicação, alcançando um grande número de leitores. c) A publicação do romance em partes contribui para a criação de um enredo que se apoia na complicação sentimental, na aventura, no mistério e no suspense, de forma a atiçar a curiosidade do leitor para o que virá no dia seguinte. d) Nos primeiros folhetins brasileiros predomina a narrativa centra- da na tensão bem x mal, com personagens lineares (herói x vilão) e intenção moralizante. e) Teixeira e Sousa e Joaquim Manuel de Macedo foram os inicia- dores do romance folhetinesco, abandonado por José de Alencar. 3. (MACKENZIE-SP – modificado) – …com a morte do avô, Aurélia recebe inesperadamente uma grande herança e torna-se muito rica da noite para o dia. Movida pelo despeito, resolve tentar comprar seu ex-noivo; está disposta, no entanto, a confessar-lhe que ainda o ama e o quer, se ele mostrar dignidade, recusando a propos- ta degradante. Ela incumbe seu tutor, Lemos, de propor a Fernando, através de negociações secretas, o casamento com uma rica jovem, que poderia oferecer-lhe um dote; em troca, exige que ele assine um contrato aceitando a condição de vir a conhecer a noiva apenas alguns dias antes do casamento. As informações anteriores referem-se a importante obra da prosa romântica brasileira. Assinale a alternativa em que aparece o nome de tal obra. a) A Moreninha. b) Inocência. c) Lucíola. d) Senhora. e) Cinco Minutos. 4. (UFSM-RS) – Com relação à Iracema, de José de Alencar, pode- se afirmar que I. a figura do índio é idealizada, uma vez que o autor a constrói a partir dos valores do homem branco; II. a história de amor entre a virgem índia e o guerreiro branco sim- boliza a conquista da terra americana pelo europeu; III. o narrador, na estruturação do romance, atribui a mesma impor- tância à fundação mítica da nacionalidade e ao registro de fatos históricos. Está correto o que se afirma apenas em a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) II e III. 5. (FAC. TABAJARA-SP) – Associe autor e obra do Romantismo: (1) José de Alencar ( ) Inocência (2) Bernardo Guimarães ( ) Iracema (3) Taunay ( ) A Moreninha (4) Joaquim M. de Macedo ( ) O Seminarista a) 1, 4, 3 e 2 b) 2, 1, 4 e 3 c) 3, 1, 4 e 2 d) 2, 4, 1 e 3 e) 3, 1, 2 e 4 Leia o texto abaixo e responda à questão de número 6. O crítico Alfredo Bosi, em sua História Concisa da Literatura Brasileira, tece algumas considerações sobre o romance Senhora, de José de Alencar. Se admitimos que [a mola do enredo] é o fato de o jovem Seixas casar-se pelo dote, em virtude da educação que recebera, damos a Alencar o crédito de narrador realista, capaz de pôr no centro do romance não mais heróis (...) mas um ser venal, inferior. O que seria falso, pois o fato não passava de um recurso. 6. (UNICAMP-SP) – “O fato não passava de um recurso.” Con- siderando esta afirmação de A. Bosi, explicite as características do romance Senhora que permitem considerá-lo uma obra romântica. Texto para o teste 7. Leonardo não é um pícaro saído da tradição espanhola, mas sim o primeiro grande malandro que entra na novelística brasileira, vindo de uma tradição folclórica e correspondendo, mais do que se costuma dizer, a certa atmosfera cômica e popularesca de seu tempo no Brasil. (Antonio Candido) 7. (UFV-MG) – Podemos afirmar também que Leonardo a) caracteriza sarcasticamente o malandro, típico do subúrbio do Rio de Janeiro, que deseja levar vantagens em tudo. b) passa por inúmeras peripécias, superando sempre as dificuldades, sendo que, através dele, triunfa o Bem e o primeiro amor. c) vive inúmeras aventuras amorosas, como é próprio dos heróis do século XIX. d) retrata o tipo alegre e extrovertido, mas a hostilidade de todos torna-o um revoltado. e) inverte a trajetória do “herói” do mundo burguês, uma vez que é ironizado e não consegue ascender socialmente. 8. (UEL-PR – adaptado) – A prosa literária adquiriu consistência com as obras desses dois grandes romancistas: o primeiro com estilo ágil e preciso de seu único romance, que descreve pitorescamente os tipos, os ambientes e os costumes do Rio da primeira metade do século XIX; o segundo, pelo leque de romances que abriu, inspirados tanto na vida citadina do Brasil Imperial quanto nas personagens míticas e tipos regionais de nossa terra. O texto acima está se referindo, respectivamente, aos escritores a) José de Alencar e Joaquim Manuel de Macedo. b) Basílio da Gama e José de Alencar. c) Joaquim Manuel de Macedo e Álvares de Azevedo. d) Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar. e) Bernardo Guimarães e Castro Alves. C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 17
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    18 – 1. (MACKENZIE-SP)– Assinale a alternativa incorreta a respeito de Eça de Queirós. a) Costuma-se dividir sua obra em três fases, sendo a segunda aquela em que desenvolveu um estilo realista implacável. b) Sua obra é considerada o ponto mais alto da prosa realista portu- guesa. c) Em O Crime do Padre Amaro, critica a sociedade burguesa de Portugal e mostra a influência do clero na sociedade provinciana. d) Em O Primo Basílio, temos um romance no qual se denuncia a rede de vícios e de adultérios que infestava a Lisboa de então. e) Embora tenha militado intensamente na implantação do Realismo em Portugal, não participou das Conferências do Cassino Lisbonense. Texto para a questão 2. Que noite para Luísa! A cada momento acordava num sobressal- to, abria os olhos na penumbra do quarto, e caía-lhe logo na alma, como uma punhalada, aquele cuidado pungente: Que havia de fazer? Como havia de arranjar dinheiro? Seiscentos mil-réis! As suas joias valiam talvez duzentos mil-réis. Mas depois, que diria Jorge? Tinha as pratas… Mas era o mesmo! (…) Quem lhe poderia valer? — Sebastião! Sebastião era rico, era bom. Mas mandá-lo chamar e dizer-lhe ela, ela Luísa, mulher de Jorge: — Empreste-me seiscentos mil-réis. — Para quê, minha senho- ra? E podia lá responder: para resgatar umas cartas que escrevi ao meu amante. Era lá possível! Não, estava perdida. Restava-lhe ir para um convento. (Eça de Queirós, O Primo Basílio, cap. VIII) 2. Que elementos aí presentes demonstram que o texto pertence à segunda fase da produção de Eça de Queirós? 3. (FUVEST-SP) – O Primo Basílio pertence à fase dita realista de seu autor, Eça de Queirós. É reconhecido, também, como um romance de tese — tipo de narrativa em que se demonstra uma ideia, em geral com intenção crítica e reformadora. Tendo em vista essas determi- nações gerais, é correto afirmar que, nesse romance, a) o foco expressivo se concentra na interioridade subjetiva das personagens, que se dão a conhecer por suas ideias e sentimentos, e não por suas falas ou ações. b) as personagens se afastam de caracterizações típicas, tornando-se psicologicamente mais complexas e individualizadas. c) a preferência é dada à narração direta, evitando-se recursos como a ironia, o suspense, o refinamento estilístico de períodos e frases. d) o interesse pelas relações entre o homem e o meio amplia o espaço e as funções das descrições, tornadas mais minuciosas e significativas. e) a narração de ações, a criação de enredos e as reflexões do nar- rador são amplamente substituídas pelo debate ideológico-moral entre Jorge e o Conselheiro Acácio. 4. (FUVEST-SP) – Personagem do romance O Primo Basílio, de Eça de Queirós, tornou-se tão conhecida por suas intervenções, que seu nome deu origem a palavras dele derivadas, como acaciano, acacianismo, acacianamente. Assinalar a alternativa que explica o significado atribuído a estas palavras em função do Conselheiro Acácio: a) trivialidade com feição sentenciosa ou gravemente ridículas. b) inesperadas declarações ou informações que dão novo rumo à conversa. c) afirmações irrefutáveis ou solidamente argumentadas. d) ironias profundas ou sutis ridicularizações imprevisíveis. e) argumentação cerrada ou raciocínios cerebrinamente elaborados. 5. Qual a obra, da terceira fase de Eça de Queirós, em que o prota- gonista, representante da nobreza e dos velhos valores portugueses, busca redenção moral através de uma viagem ao mundo colonial português na África? 6. Qual o romance em que Eça de Queirós retrata o contraste entre o artificialismo da civilização moderna e a naturalidade saudável da vida rural portuguesa? A que fase ele pertence? 7. Em relação à obra A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, expli- que por que se diz que seu enredo tem a forma dialética. 1. (UEL-PR) – Considere os seguintes fragmentos de um romance de Machado de Assis. I. José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. II. Minha mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido (...) vendeu a fazendola e os escravos, comprou alguns que pôs ao ganho ou alugou, uma dúzia de prédios, certo número de apólices e deixou-se estar na casa de Matacavalos, onde vivera os dois últimos anos de casada. III. Tio Cosme vivia com minha mãe, desde que ela enviuvou. Já então era viúvo, como prima Justina; era a casa de três viúvos. As personagens mencionadas nestes fragmentos convivem numa his- tória cujos protagonistas são a) Brás Cubas e Virgília. b) os gêmeos Pedro e Paulo. c) Rubião e Brás Cubas. d) Bento Santiago e Capitu. e) Aires e Fidélia. 2. (PUCCamp-SP) – O modo como é tratado o adultério nos romances de Machado de Assis permite afirmar que a) o escritor defende a tese de que o homem é determinado pelas forças do meio, da hereditariedade e do momento. b) o tema permitiu ao autor desvendar os interesses da sociedade bur- guesa da época (posição, prestígio, dinheiro) e as forças do incons- ciente. c) o triângulo amoroso é abordado de maneira a deixar transparecer o sentimentalismo que caracterizou a produção romântica do autor. d) o interesse maior do escritor se fixa no fato em si, orientando todos os elementos da narrativa no sentido de comprovar a traição das personagens. e) o pessimismo do escritor o impede de perceber a relatividade dos fatos, fazendo-o apegar-se às características mais negativas da natureza humana. MÓDULO 6 REALISMO EM PORTUGAL: EÇA DE QUEIRÓS MÓDULO 7 REALISMO NO BRASIL: MACHADO DE ASSIS C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 18
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    – 19 3. Considereas seguintes afirmações, referentes a Dom Casmurro: I. O título do romance indica o temperamento que o protagonista conserva ao longo de sua vida. II. O narrador vale-se de sua velhice e experiência para relativizar as certezas de seu ciúme juvenil. III. O ciúme do protagonista é indiscutível; discute-se a imparcia- lidade do narrador na avaliação do que o gerou. Das afirmações acima, apenas a) II está correta. b) III está correta. c) I e II estão corretas. d) I e III estão corretas. e) II e III estão corretas. Texto para o teste 4. Ora, aí está justamente a epígrafe do livro, se eu lhe quisesse pôr alguma e não me ocorresse outra. Não é somente um meio de completar as pessoas da narração com as ideias que deixarem, mas ainda um par de lunetas para que o leitor do livro penetre o que for menos claro ou totalmente escuro. Por outro lado, há proveito em irem as pessoas da minha história colaborando nela, ajudando o autor, por uma lei de solidariedade, espécie de troca de serviços, entre o enxadrista e os seus trebelhos*. Se aceitas a comparação, distinguirás o rei e a dama, o bispo e o cavalo, sem que o cavalo possa fazer de torre, nem a torre de peão. Há ainda a diferença da cor, branca e preta, mas esta não tira o poder da marcha de cada peça, e afinal umas e outras podem ganhar a par- tida, e assim vai o mundo. (Machado de Assis, Esaú e Jacó) *trebelhos: peças do jogo de xadrez. 4. (FUVEST-SP – modificado) – A intervenção direta do narrador no texto cumpre a função de a) distanciar o leitor da articulação da história, evitando identifica- ção emocional com as personagens. b) despertar a atenção do leitor para a estrutura da obra, convidando- o a compreender a organização da narrativa. c) levar o leitor a refletir sobre as narrativas tradicionais, cuja se- quência lógico-temporal é complexa. d) sintetizar a sequência dos episódios, para explicar a trama da narração. e) confundir o leitor, provocando incompreensão da sequência nar- rativa. 5. Nos itens de I a V, assinale: A) Memórias Póstumas de Brás Cubas. B) Quincas Borba C) Dom Casmurro D) Esaú e Jacó E) Memorial de Aires I. ( ) Narrado em primeira pessoa, sob a forma de um diário. Tematiza a solidão e o desencanto da velhice. Não há humor ou ironia. Personagens: Dona Carmo, Aguiar, Tristão, Fidélia e o Conselheiro Aires. II. ( ) Narrado em terceira pessoa, por personagem-observador, o Conselheiro Aires, frequentemente interrompido pelo próprio Machado. Personagens: Pedro, Paulo, Natividade e Flora. III. ( ) Narrado em primeira pessoa, por Bento Santiago, que, na velhice, procura “atar as duas pontas da vida”. Perso- nagens: Escobar, Sancha, Ezequiel, Dona Glória, José Dias e Capitu. IV. ( ) Narrado em terceira pessoa. Rubião, herdeiro de Quincas Borba, é envolvido por Sofia e seu marido, Cristiano Palha, e é levado à miséria e à loucura. V. ( ) Narrado por um “defunto autor”, em posição transtem- poral, que, “do outro lado do mistério”, revê a sua exis- tência de “homem que tudo tentou e nada conseguiu”. Personagens: Marcela, Virgília, Lobo Neves, Conselheiro Dutra, Dona Plácida, Nhã Loló, Sabrina Cotrim e Quincas Borba. 6. Examine os três textos transcritos a seguir e identifique a carac- terística que é comum a todos eles. Texto I Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer e, realmente, expedir alguns magros capítulos para este mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração ca- davérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, an-dam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... (Memórias Póstumas de Brás Cubas) Texto II Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. (Memórias Póstumas de Brás Cubas) Texto III E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília, que foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Numa juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada. (Memórias Póstumas de Brás Cubas) C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 19
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    20 – 1. (ITA-SP)– Assinale a alternativa em que se completa erradamen- te a seguinte proposição: Do romance O Cortiço pode-se dizer que a) é um romance urbano. b) o autor admite a influência do meio no comportamento do indi- víduo. c) alcança a época da escravidão. d) Romão é tudo, menos um ingrato. e) o protagonista não se contenta com a ascensão econômica, quer a social também. 2. A primeira que se pôs a lavar foi a Leandra, por alcunha a “Machona”, portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo. O texto permite afirmar que a) o Naturalismo e o Realismo, a fim de evidenciar as mazelas do tempo, deram ênfase à análise do comportamento psicológico. b) a prosa romântica se pautou por uma visão mecanicista do homem e das relações humanas. c) o Realismo caracterizou a realidade por meio da metáfora elegan- te, da ironia, de um cinismo penetrante e refinado. d) o Romantismo, incorporando elementos populares e prosaicos, idealizou a força física e a pujança moral do povo. e) a estética naturalista realça certos pormenores do quadro, modifi- cando o equilíbrio entre as partes que o compõem. 3. O Naturalismo tem como princípio fundamental o ____________ ______________________________. 4. O escritor naturalista tem por objetivo produzir uma arte _______ _______________________. 5. Associe: A) O Mulato B) O Cortiço I. ( ) Crítica à exploração econômica. II. ( ) Crítica ao preconceito racial e ao clero. 1. Sobre O Ateneu, é incorreto afirmar: a) Entre os aspectos fundamentais da obra, incluem-se psicologismo e intelectualismo. b) Mesmo valorizando aspectos autobiográficos, o autor dá à narrativa um tratamento próprio de ficção. c) Percebem-se algumas influências do Naturalismo, no entanto não se trata de um romance de tese. d) A memória possibilita a substituição do tempo objetivo pela no- ção da duração interior. e) O uso das técnicas impressionista e expressionista, aliado à linguagem romântica, vivifica as imagens do sofrimento do passado. 2. (FUVEST-SP) – Assinalar a afirmação correta a respeito de O Ateneu, romance de Raul Pompeia. a) Romance de formação que avalia a experiência colegial, por meio de Sérgio, alter ego do autor. b) Romance romântico que explora as relações pessoais de adoles- centes no colégio, acenando para o homossexualismo latente. c) Romance naturalista que retrata a tirania do diretor do colégio e o maternalismo de sua mulher para com os alunos. d) Romance realista que apresenta um padrão de excelência da escola brasileira do final do Império. e) Romance da escola do Brasil no final do Império, cuja falência vem assinalada pelo incêndio do prédio, no final da narrativa. Nos testes de 1 a 4, assinale, em cada série, a afirmação incorreta. 1. Enfocando as atitudes e os temas parnasianos, a) a poesia parnasiana é alienada, visto que ignora as questões que não sejam essencialmente estéticas. b) há um acentuado desprezo pela plebe e pelas aspirações populares. c) o artesanato poético é sua principal preocupação. d) os parnasianos diferem da atitude impassível e antissentimental dos realistas. e) é uma poesia de elaboração, fruto do “esforço intelectual”. 2. Ainda quanto a essas atitudes e temas, a) existe uma preferência pelos temas universais, objetivos. b) ao fazer a fixação de cenas históricas, o poeta coloca-se ao lado dos anseios de sua época. c) a mitologia é revalorizada. d) filosoficamente, os parnasianos são pessimistas. e) a descrição de fenômenos naturais é frequente em seus versos. 3. Em relação à poesia parnasiana, a) a linguagem é redundante, repleta de repetições dispensáveis. b) emprega-se uma linguagem pura, sem incorreções e sem vulgaris- mos. c) procura-se a sobriedade, a expressão comedida. d) o soneto e os versos alexandrinos constituem a preferência métri- ca do Parnasianismo. e) como no Naturalismo, a descrição é um recurso de largo uso. 4. Tendo como ponto de partida a obra de Olavo Bilac, a) em termos épicos, realizou um autêntico retorno ao Romantismo. b) esse retorno se caracteriza pela exaltação da Pátria e dos heróis nacionais. c) a concepção de amor desse poeta é invariavelmente sensual, como a que se manifesta nos poemas de Castro Alves. d) formou com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira a “Trindade Parnasiana”. e) foi implacavelmente atacado pelos modernistas, que o viam como formal e acadêmico. MÓDULO 8 NATURALISMO: ALUÍSIO AZEVEDO MÓDULO 9 RAUL POMPEIA MÓDULO 10 PARNASIANISMO C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 20
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    1. Assinale V(verdadeiro) ou F (falso) a respeito das características ou atitudes simbolistas. I. ( ) Retoma o misticismo medieval, o espírito conflituoso do Barroco e o subjetivismo romântico, renovando- os, por vezes radicalizando-os; busca a expressão do inconsciente, da sugestão, da intuição, do trans- cendente, do indefinível, do impreciso, do nebuloso, do “eu-profundo”. II. ( ) A teoria das correspondências, a musicalidade, a alquimia do verbo, a alucinação sensorial, a instru- mentação verbal são algumas das propostas de seus teorizadores: Baudelaire, Verlaine e Rimbaud. III. ( ) É antimaterialista, antipositivista e propõe o primado do espiritual, do suprarracional, da metafísica. IV. ( ) Retoma a metáfora como célula germinal da poesia, apoiando-se em uma imagética rica, original e, por vezes, insólita. V. ( ) Vale-se de sinestesias, aliterações, assonâncias e maiúsculas alegorizantes, realizando uma poesia que tende ao hermetismo. VI. ( ) A preocupação com a musicalidade condiciona a seleção de vocábulos raros, de termos litúrgicos, de arcaísmos e neologismos. VII. ( ) Introspecção, religião do “eu”, o homem voltado para si mesmo, levado à dúvida, à angústia e à ânsia de ascensão, de fuga desse mundo terreno, intentando uma comunhão com o Alto, com os Astros, com o Espírito. VIII. ( ) AArte não é comunicação ou informação, mas a fonte de fortes experiências emocionais e a revelação do mistério do mundo. IX. ( ) Tem, às vezes, pontos de contato com o Parnasianis- mo (afastamento das questões mundanas, preocupa- ções com a forma exterior, com a perfeição expressio- nal) e, outras vezes, antecipa a modernidade (ruptura com a linearidade, desarticulação sintática e semân- tica, linguagem da interioridade, sondagem infini- tesimal da memória). X. ( ) Seu reconhecimento foi tardio, por se tratar de uma poesia “difícil”, em dissonância com o gosto afeito à poesia declamatória e descritiva. XI. ( ) Teve desdobramentos que extrapolaram seus limites cronológicos: a fase inicial da obra de vários moder- nistas da fase heroica e a reação espiritualista do se- gundo tempo modernista (Cecília Meireles, Augusto Frederico Schmidt, Vinicius de Moraes). 2. Cruz e Sousa, com duas obras publicadas em 1893, é considerado o iniciador do Simbolismo no Brasil. Qual o título dessas obras e que diferenças apresentam entre si? 3. No vocabulário e nas imagens que Cruz e Sousa emprega há um elemento muito recorrente, obsessivo até. Que elemento é esse? Transcreva exemplos extraídos de poemas desse autor. Texto para a questão 4. SUPREMO DESEJO 1 Eternas, imortais origens vivas 2 Da Luz, do Aroma, segredantes vozes 3 Do mar e luares de contemplativas, 4 Vagas visões volúpicas, velozes... 5 Aladas alegrias sugestivas 6 De asa radiante e branca de albornozes, 7 Tribos gloriosas, fúlgidas, altivas, 8 De condores e de águias e albatrozes... 9 Espiritualizai nos Astros louros, 10 Do sol entre os clarões imorredouros 11 Toda esta dor que na minh’alma clama... 12 Quero vê-la subir, ficar cantando 13 Na chama das Estrelas, dardejando 14 Nas luminosas sensações da chama. (Cruz e Sousa) 4. O soneto de Cruz e Sousa constrói-se todo através de sensações. Qual a sensação predominante? Relacione as palavras do texto que se inscrevem na área semântica dessa sensação. 5. Qual o tema dominante na poesia de Alphonsus de Guimaraens e que relação tem esse tema com fatos de sua vida? 6. Qual é a figura da liturgia católica que Alphonsus de Guimaraens exalta com frequência? Texto para os testes 7 e 8. ERAS A SOMBRA DO POENTE Eras a sombra do poente Em calmarias bem calmas; E no ermo agreste, silente, Palmeira cheia de palmas. Eras a canção de outrora, Por entre nuvens de prece; Palidez que ao longe cora E beijo que aos lábios desce. Eras a harmonia esparsa Em violas e violoncelos: E como um voo de garça Em solitários castelos. Eras tudo, tudo quanto De suave esperança existe; Manto dos pobres e manto Com que as chagas me cobriste. Eras o Cordeiro, a Pomba, A crença que o amor renova... És agora a cruz que tomba À beira da tua cova. (Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte, 1923, In Alphonsus de Guimaraens. Poesias – I. Rio de Janeiro, Org. Simões, 1955, p. 284.) MÓDULO 11 SIMBOLISMO – 21 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 21
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    22 – 7. (VUNESP-SP– adaptado) – O texto em pauta, de Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), apresenta nítidas características do Simbolismo literário brasileiro. As alternativas seguintes apontam alguns desses elementos simbolistas, menos uma. Assinale-a. a) Espiritualismo. b) Maiúscula alegorizante. c) Musicalidade. d) Mitologia clássica. e) Imagens sinestésicas. 8. (VUNESP-SP – adaptado) – O poema é rico no emprego de figu- ras de linguagem, como se comprova em todas as alternativas a se- guir, exceto em: a) aliteração (fonema /s/, por exemplo). b) antítese (“palidez” x “cora”). c) prosopopeia (“nuvens de prece”). d) anáfora (repetição de eras no início de cada estrofe). e) metáfora (“Cordeiro”, “Pomba”). 1. Aponte algumas características que indiquem o aspecto conser- vador do Pré-Modernismo e algumas que antecipam o Modernismo, levando em conta a produção em prosa pré-modernista. Sobre Os Sertões, de Euclides da Cunha, responda: 2. Quando a obra foi publicada em livro? 3. De que partes é constituída essa obra? 4. Por que se pode dizer que Os Sertões apresentam influência deter- minista? 5. Quais foram os livros que deram consagração e popularidade a Monteiro Lobato? 6. O que Monteiro Lobato denuncia nessas obras? 7. Assinale A quando se tratar de Monteiro Lobato e B quando se tratar de Augusto dos Anjos. I. ( ) Em Cidades Mortas, retrata a decadente região do Vale do Paraíba, exaurida pela monocultura do café. Consagra-se então como caracterizador de tipos e ambientes, num processo narrativo que beira muitas vezes o anedótico, num talentoso jeito de contador de “estórias”. II. ( ) A originalidade de sua obra está justamente em sua visão de mundo, que, ajustada em palavras, proporcionará uma nova expressão na poesia brasileira. A imagem em sua poesia é intencional- mente deformada, desconcertante, transfiguradora da realidade. III. ( ) Publicou em vida um único livro, Eu, em 1912, reeditado em 1919 com o título Eu e Outras Poesias. IV. ( ) É autor de Urupês, Ideias de Jeca Tatu e Negrinha. 1. Cite algumas características da poesia modernista. 2. Quando surge o Modernismo em Portugal? 3. Que são os chamados heterônimos de Fernando Pessoa? 4. Mensagem, de Fernando Pessoa, apresenta relação de intertex- tualidade com outra obra da Literatura Portuguesa. Que obra é essa? 5. Quais são as características básicas do heterônimo Alberto Caeiro? Texto para a questão 6. O luar através dos altos ramos, Dizem os poetas todos que ele é mais Que o luar através dos altos ramos. Mas para mim, que não sei o que penso, O que o luar através dos altos ramos É, além de ser O luar através dos altos ramos, É não ser mais Que o luar através dos altos ramos. (Fernando Pessoa, Obra Poética) As bolas de sabão que esta criança Se entretém a largar de uma palhinha canudo São translucidamente uma filosofia toda. Claras, inúteis e passageiras como a Natureza, Amigas dos olhos como as coisas, São aquilo que são Com uma precisão redondinha e aérea, E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa, Pretende que elas são mais do que parecem ser. (…) (Fernando Pessoa, Obra Poética) 6. (UFSCar-SP) – O que há de comum nesses dois poemas em termos de estilo? Justifique a sua resposta. 7. Quais são as características básicas do heterônimo Ricardo Reis? 8. Assinale A para Alberto Caeiro e B para Ricardo Reis. I. ( ) Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) MÓDULO 12 PRÉ-MODERNISMO MÓDULO 13 MODERNISMO EM PORTUGAL: FERNANDO PESSOA C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 22
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    II. ( )Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não mostrou... III. ( ) E há poetas que são artistas E trabalham nos seus versos Como um carpinteiro nas tábuas!... IV. ( ) Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a Lua toda Brilha, porque alta vive. 9. Aponte sucintamente os aspectos dominantes da poesia do heterô- nimo Álvaro de Campos. A Semana de Arte Moderna de 22 agregou artistas que mais tarde seguiriam caminhos divergentes, formando grupos ou correntes. 1. Indique as correntes modernistas mais importantes e seus prin- cipais representantes. 2. Aponte as principais revistas que veiculavam as ideias do movi- mento e, mais tarde, dos grupos que se formaram. 3. Pretendendo “reintegrar o homem na livre expansão dos seus ins- tintos vitais”, essa corrente propunha não uma aceitação passiva do legado europeu pela cultura brasileira, mas a devoração crítica desse legado e sua transformação em algo novo, com identidade própria e alcance universal. Essa é a proposta do grupo __________________ _______________________ . MÓDULO 14 A SEMANA DE ARTE MODERNA – 23 1) O verso apresentado na alternativa a contém sete sílabas mé- tricas, correspondendo, pois, à medida velha, e não à medida nova. Resposta: A 2) Trata-se de um soneto, forma fixa composta de quatro estro- fes: dois quartetos e dois tercetos. 3) A rima é oposta ou interpolada nos quartetos (ABBA-ABBA) e cruzada ou alternada nos tercetos (CDC-DCD). 4) O poema foi composto em versos decassílabos: Se / tan / ta / pe / na / te / nho / me / re / ci(da). 5) É exemplo de medida nova. 6) O fragmento da terceira estrofe da Proposição de Os Lusíadas exalta o “valor mais alto”, o povo português, enfatizando que as navegações lusitanas foram maiores e mais importantes que as dos heróis da Antiguidade, Ulisses (“o sábio grego”) e Eneias (“Troiano”). Resposta: B 7) Em I, não procedem as informações de que o núcleo narrativo de Os Lusíadas sejam as origens históricas de Portugal, rela- tadas pela voz do próprio poeta. O episódio nuclear da epo- peia camoniana é a viagem de Vasco da Gama que resultou no descobrimento do caminho marítimo para as “Índias”. Ainda que o poema também relate as origens de Portugal, o narra- dor desse relato não é o eu poemático. O passado de Portugal tem como narrador principal Vasco da Gama, secundado por outros narradores a quem o poeta concede a palavra. As afir- mações II e III consignam adequadamente a presença de episódios líricos na epopeia lusitana e o formalismo clássico, que em Portugal assumiu a denominação de medida nova. Resposta: B 8) A natureza paródica do texto de Adélia Prado retoma, pelo avesso, o caráter épico da Proposição de Os Lusíadas e sua enfática exaltação da superioridade portuguesa, colocando-a em chave irônica, para relativizar o “desejo de que o poema sirva a todas as fomes”, atribuindo à linguagem funções pragmáticas: “pedir emprego”, “agradecer favores”, “escre- ver meu nome completo” etc. Resposta: A 9) O texto encerra o episódio da Ilha dos Amores, quando o poeta tece considerações sobre as glórias terrenas, a cobiça, a ambição e o poder (a tirania). Resposta: C 10) O sentido de “ponde (...) um freio duro (...)” é completado pelos termos “cobiça”, “ambição” e “vício da tirania”: “E ponde na cobiça um freio duro, / E na ambição também... / ...e no torpe e escuro / Vício da tirania...”. Resposta: D 11) Nos versos, afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro, / E na ambição também... / (...) / Porque essas honras vãs... / Verdadeiro valor não dão à gente”. Resposta: A 1) Teus sóis me acendem logo chama a chama, teus sóis me cegam logo raio a raio, quando Amor, querendo ter ardente ensaio (ou ensaio ardente), inflama seu poder em teus olhos. 2) “Sóis”, “acendem”, “chama” e “raio” são metáforas relacio- nadas a calor e luz. 3) Não, pois a segunda estrofe fala da tristeza e falta de ânimo do eu lírico, ao passo que a primeira fala de seu arrebatamento e excitação. A conjunção mas, no verso 5, já indica que haverá uma relação de oposição entre as estrofes. MÓDULO 1 MÓDULO 2 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 23
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    24 – 4) A 5)Vieira escreveu na língua culta e literária e fez de sua prosa a representante do conceptismo na Literatura Portuguesa. Fer- nando Pessoa o chamou o “imperador da Língua Portu- guesa”, o que mostra que em sua palavra e em seu estilo vibra o espírito de Portugal. Vieira também pertence à Literatura Brasileira, pois vários de seus sermões e cartas traduzem o interesse pela realidade do Brasil colonial. É o que se nota, por exemplo, na defesa de índios e de negros escravizados, como se lê no Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda, Sermão de Santo Antônio aos Peixes etc. 6) À mariposa, como se verifica no segundo verso. 7) Segundo o eu lírico, a mariposa, ainda que acabe morrendo, consegue chegar ao objeto amado (a chama de um candeeiro), ao passo que ele “morre” sem chegar à luz que ama (a mulher amada). 8) B 1) C 2) D 3) C 4) À Marília, sua musa. 5) D 6) D 1) 1836; Suspiros Poéticos e Saudades. 2) índio; indianistas; Gonçalves Dias. 3) Lord Byron; byronismo. 4) I. V II. V III. F IV. V V. F VI. V 5) C 6) A 7) a) A obra de Castro Alves é marcada pela preocupação com os acontecimentos de seu tempo, como a campanha aboli- cionista e o movimento republicano. Gonçalves Dias, dife- rentemente, volta-se para uma realidade passada, buscan- do a imagem do herói medieval na figura do índio, idea- lizado em seus poemas. Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu, por outro lado, voltam-se para seus universos pessoais, íntimos, e projetam em sua poesia o desejo de escapar das limitações do presente. Outro ponto de dife- rença está no lirismo amoroso de Castro Alves, que é caracterizado por uma sensualidade realista, ao contrário das idealizações amorosas que se encontram nas obras dos demais poetas mencionados. b) Castro Alves, em sua retórica inflamada, utiliza frequen- temente a figura chamada apóstrofe, que consiste na inter- pelação súbita de uma figura ausente. No trecho trans- crito, há apóstrofe nos vocativos “Senhor Deus dos desgra- çados!”, “Ó mar!”, “Astros! noite! tempestades!”, “tufão!”. Outro recurso frequente em Castro Alves, presente no tre- cho em questão, é a anáfora, que corresponde à retomada da(s) mesma(s) palavra(s) no início de várias sequências contíguas: “Se é loucura... se é verdade”. Imagens gran- diosas, como as presentes nos três últimos versos, também são comuns na poesia social deste poeta. Há ainda outros recursos estilísticos presentes no trecho, como, por exem- plo, a métrica, as rimas, as metáforas etc. 1) A publicação do romance em partes favorece a criação de um enredo que se apoia na complicação sentimental, na aventura, no mistério e no suspense, de forma a atiçar a curiosidade do leitor para o que virá no dia seguinte. Nos primeiros folhetins brasileiros predomina a narrativa centrada na tensão bem versus mal, com personagens lineares (herói versus vilão) e intenção moralizante. 2) José de Alencar também escreveu romances em forma de folhetim. Resposta: E 3) O enunciado resume o enredo do romance Senhora, de José de Alencar, obra que se inclui na sua ficção urbana como um “perfil de mulher”. As referências ao regime dotal de casa- mento e às personagens Aurélia, Lemos e Fernando fazem inequívoca a identificação. Resposta: D 4) C 5) C 6) Alfredo Bosi entende que o fato (a submissão do protagonista a um determinante socioeconômico), que aproximaria Senho- ra da óptica realista-naturalista, não passa de recurso, expediente ficcional, artifício narrativo da obra, cujo caráter romântico é evidenciado, entre outras razões: – pelo triunfo do amor sobre o dinheiro, do altruísmo sobre o egoísmo, do indivíduo sobre os determinantes sociais; – pelo ilogismo do comportamento de Aurélia, entregue a sentimentos antagônicos; – pela adjetivação intensiva, pela linguagem pictórica, colo- rida; – pela articulação folhetinesca, assentada na peripécia e omissão de dado essencial. 7) As Memórias de um Sargento de Milícias revelam uma malan- dragem ainda meio idílica, distante da via-crúcis dos excluídos sociais que o subsequente Realismo irá retratar de maneira contundente. Resposta: B 8) D 1) E 2) Abordagem de uma questão moral (o adultério), vista como consequência da formação da personagem e dos valores da sociedade em que vive. 3) O romance O Primo Basílio tem como objetivo criticar a bur- guesia de Lisboa, analisando o cotidiano morno e fútil dos tipos que a compõem. As descrições minuciosas são bastante significativas no conjunto da obra, pois funcionam como explicitação da submissão do homem ao meio. Resposta: D 4) A personagem Conselheiro Acácio tem como traço principal o caráter sentencioso e afetado de suas intervenções, na maioria das vezes revestidas de artificialismo e pseudointelectuali- dade. Resposta: A 5) A Ilustre Casa de Ramires. MÓDULO 5 MÓDULO 3 MÓDULO 4 MÓDULO 6 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 24
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    6) A Cidadee as Serras; pertence à terceira fase. 7) A trama de A Cidade e as Serras segue a forma dialética tese versus antítese = síntese. No primeiro momento, que corres- ponde à exposição da tese, o protagonista Jacinto vive em Paris e defende os benefícios e vantagens da civilização urba- na; no segundo momento, que corresponde à antítese, o prota- gonista vai para o campo e passa a contestar o artificialismo da vida na cidade; no terceiro e último momento, o da síntese, cidade e campo se conciliam, já que a personagem usa o conhecimento técnico da civilização para melhorar as condições da vida rural. 1) D 2) B 3) B 4) Um dos recursos mais característicos do estilo machadiano, marca de sua reconhecida atualidade, é a posição metalin- guística que assume diante da produção de seu texto e de sua narrativa, como quem escreve e, ao mesmo tempo, vê-se escre- vendo. Através de digressões, Machado dialoga constantemente com o leitor, com o seu próprio texto e com textos de grandes autores de todos os tempos. Essas digressões veiculam as mensagens artísticas e filosóficas do autor e/ou de seus narradores. Desnudam para o leitor os procedimentos nar- rativos e estilísticos que estruturam suas narrativas. Resposta: B 5) I: E II: D III: C IV: B V: A 6) Os textos I, II e III têm em comum o fato de serem meta- linguísticos. Observa-se, nos três, que o narrador está comen- tando a própria narrativa, fazendo com que o leitor tome conhecimento da “montagem” do romance. 1) João Romão é o estereótipo do capitalista selvagem, que enriqueceu, a qualquer custo, explorando a massa animalizada do cortiço e seres mais próximos, como Bertoleza, sua amante, iludida por ele, que vende a ela uma falsa carta de alforria e, posteriormente, a entrega como escrava fugida. Resposta: D 2) E 3) determinismo cientificista 4) documental 5) I: B; II: A. 1) E 2) Sérgio, personagem-narrador, é geralmente tomado como representante do autor, que, no livro, se “vingaria” do internato em que estudou, assim como da sociedade que criticava. Resposta: A 1) D 2) B 3) A 4) C 1) Todas as afirmações são verdadeiras. 2) Os títulos das obras são Missal e Broquéis. Missal reúne poe- mas em prosa e Broquéis reúne poemas em verso. 3) A presença direta ou indireta da cor branca. “Brancuras imortais da Lua Nova...”; “Ó formas alvas, brancas, claras...”. 4) O poeta, através de sensações diáfanas e sugestivas, metafori- za a sua dor (verso 11), transcendendo-a e transformando-a em luz, claridade, brilho. Assim, relacionam-se à área semân- tica da palavra “brilho”: “luz”; “luares”; “radiante”; “bran- ca”; “fúlgidas”; “astros louros”; “sol”; “clarões”; “chama das estrelas”; “dardejando”; “luminosas sensações de chama”. Observe que, através do jogo de sinestesias, o poeta metaforiza sua dor em brilho, luz (entendimento, aceitação), que ascende ao sol, à chama das estrelas. Há também a presença das sensações olfativa (“aroma“) e sonora (“vozes“). 5) Praticamente toda a poesia de Alphonsus de Guimaraens tem como tema o amor ligado à morte, à morte da amada. Isso se relaciona à morte precoce da prima Constança, a quem o poeta amava. 6) Alphonsus de Guimaraens exalta a Virgem, que identifica com a amada, morta precocemente. 7) Não há nenhum elemento ligado à mitologia clássica; aliás, a mitologia clássica é frequente na poesia parnasiana, e não na simbolista. Resposta: D 8) Na expressão “nuvens de prece” não há prosopopeia (per- sonificação), mas sim uma metáfora sinestésica. Resposta: C 1) No Pré-Modernismo vigora ainda a mentalidade positivista e determinista do Realismo-Naturalismo. O uso das formas e do vocabulário revela os mesmos hábitos dos autores do fim do século XIX. Mas o Pré-Modernismo, fazendo jus à sua deno- minação, antecipa o Modernismo, por problematizar a realidade brasileira, por criticar instituições envelhecidas e pelo espírito inconformista. 2) Os Sertões foram publicados em 1902. 3) Os Sertões constituem-se de três partes: “A Terra”, “O Homem”, “A Luta”. 4) Os Sertões apresentam influência determinista, pois porque a divisão “A Terra”, “O Homem”, “A Luta” se apoia no conceito de que o homem é produto do meio, da raça e do momento. 5) Urupês e Cidades Mortas. MÓDULO 7 MÓDULO 8 MÓDULO 9 MÓDULO 10 MÓDULO 11 MÓDULO 12 – 25 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 25
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    26 – 6) EmUrupês e Cidades Mortas, Monteiro Lobato denuncia o marasmo, a indolência do homem do interior paulista. 7) I: A II: B III: B IV: A 1) A poesia modernista, entre outras características, apresenta liberdade formal, manifestada no emprego do verso livre e no abandono de formas tradicionais; ampliação temática, com a inclusão de temas do cotidiano e da civilização moderna (a máquina, a velocidade etc.). Apresenta ainda cosmopolitismo do processo literário, dessacralização da obra de arte, humor, antiacademicismo, linguagem coloquial, interesse pelo imediato, pelo homem comum. 2) O Modernismo em Portugal surge em 1915, com a publicação da revista Orpheu. 3) É característica da obra poética de Fernando Pessoa a fragmentação do sujeito lírico em várias personalidades poéticas, os chamados heterônimos. Os heterônimos de Pessoa funcionam como “máscaras” de posturas poéticas distintas, que chegam a contradizer-se, mas dialogam entre si. 4) Os Lusíadas, de Luís de Camões. 5) Alberto Caeiro é o menos culto dos heterônimos, é o mais sim- ples. Alheio à sofisticação cultural dos outros heterônimos, é mestre de paganismo, de uma visão não espiritualizada da vida. Os versos de Caeiro são livres, parecendo prosa. O voca- bulário é simples. Não há esforços de evitar repetições de palavras ou frases inteiras. 6) Em Caeiro, a simplicidade da “forma” é também “conteúdo”, intenção, programa. Por isso realiza uma poesia intencional- mente prosaica, com o livre andamento da prosa, enfática, redundante, com os recursos retóricos de quem visa a conven- cer e não a encantar ou a comover, embora muitas vezes encante e comova exatamente pela simplicidade. O vocabu- lário afasta qualquer preciosismo, qualquer citação erudita. É a linguagem de um camponês simples, direto e inculto. 7) Ricardo Reis é cultor dos clássicos gregos e latinos. Sua poesia é muito culta e o paganismo que apresenta deriva da lição dos escritores da Antiguidade, sobretudo Horácio, bem como os temas da brevidade da vida e da necessidade de aproveitar o momento presente. Estilisticamente, a poesia de Ricardo Reis é caracterizada por sintaxe latinizante, com grandes inversões na ordem das palavras, regências desusadas, vocabulário incomum. Apresenta esquema métrico fixo, alternância de versos longos e breves, sem rimas. 8) I: B II: A III: A IV: B 9) A poesia de Álvaro de Campos apresenta referências frequentes à civilização e ao progresso: é notável a presença de elementos da paisagem urbana, como fábricas, lâmpadas elétricas, máquinas de escrever. Na poesia desse heterônimo, que é engenheiro, é mais perceptível o caráter de moder- nidade, que tem ligações com Cesário Verde, o americano Walt Whitman e o Futurismo. Esses aspectos manisfestam-se na predominância (mas não exclusividade) de versos de tom coloquial, livres, de grande força rítmica em seus momentos mais intensos. 1) Após a Semana de 22, formou-se a corrente nacionalista, reu- nida nos grupos “Verde-Amarelo” (1924), “Anta” (1929), em torno de Menotti del Picchia, Plínio Salgado e Cassiano Ri- cardo. Esses intelectuais eram de Direita, próximos do Inte- gralismo. Formou-se a corrente primitivista, reunida nos grupos “Pau-Brasil” (1924) e “Antropofagia” (1929), sob a liderança de Oswald de Andrade. 2) Veiculavam as ideias modernistas: a revista Klaxon, que durou de maio de 1922 a fevereiro de 1923 e reunia os modernistas da primeira fase do movimento, chamada “fase heroica”; a revista Estética, que teve três números em 1924 e dedicava-se especialmente à crítica e análise literária; a Revis- ta de Antropofagia, que durou de maio de 1928 a janeiro de 1929, em edição mensal, e de março a agosto de 1929, em edição semanal. Em seu primeiro número, a Revista de Antropofagia divulgou o “Manifesto Antropófago”, de Oswald de Andrade, em que se dão a conhecer as ideias da corrente. 3) Antropofagia. MÓDULO 13 MÓDULO 14 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 26
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    – 27 MÓDULO 1– ANÁLISE DE TEXTO Texto para os testes de 1 a 3. Um mover de olhos, brando e piedoso, Sem ver de quê; um riso brando e honesto, Quase forçado; um doce e humilde gesto, De qualquer alegria duvidoso; Um despejo quieto e vergonhoso; desembaraço, desenvoltura Um repouso gravíssimo e modesto; Uma pura bondade, manifesto Indício da alma, limpo e gracioso; Um encolhido ousar; uma brandura; Um medo sem ter culpa; um ar sereno; Um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste fermosura formosura Da minha Circe,1 e o mágico veneno Que pôde transformar meu pensamento. (Camões) 1 – Circe: feiticeira que aparece na Odisseia, de Homero. 1. “Quando das belezas inferiores nos elevamos, através de uma bem entendida pedagogia amorosa, até a beleza suprema e perfeita que começamos então a vislumbrar, chegamos quase no fim, pois na estrada reta do amor, quer o sigamos sozinhos, quer nela sejamos guiados por outrem, cumpre sempre subir usando desses belos objetos visíveis como dos degraus de uma escada.” (Platão, O Banquete) Considerando o texto de Platão acima transcrito, indique o verso que sugere a ascensão do eu lírico, no soneto de Camões, rumo à “beleza suprema e perfeita”. a) “Sem ver de quê; um riso brando e honesto” b) “Quase forçado; um doce e humilde gesto” c) “Que pôde transformar meu pensamento” d) “Um despejo quieto e vergonhoso” e) “Um longo e obediente sofrimento” 2. A descrição da figura feminina contida na terceira estrofe apoia- se em características a) intelectuais. b) religiosas. c) físicas. d) morais. e) sociais. 3. Assinale a alternativa em que se expressa influência do neopla- tonismo. a) “...um riso brando e honesto, / Quase forçado...” b) “Uma pura bondade, manifesto / Indício da alma...” c) “Um medo sem ter culpa; um ar sereno” d) “Um longo e obediente sofrimento” e) “Esta foi a celeste fermosura / Da minha Circe...” 4. Identifique, pelo fragmento transcrito, a parte estrutural de Os Lusíadas, sendo: A – se for a Proposição do poema; B – se for a Invocação às Tágides; C – se for a Dedicatória a D. Sebastião; D – se for o início da Narração do poema e E – se for o Epílogo. I. ( ) Vós, tenro e novo ramo florescente, De uma árvore, de Cristo mais amada Que nenhuma nascida no Ocidente, Cesárea ou Cristianíssima chamada, Vede-o no vosso escudo, que presente Vos amostra a vitória já passada. II. ( ) E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valorosas Se vão da lei da Morte libertando: Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte. III. ( ) Já no largo Oceano navegavam, As inquietas ondas apartando; Os ventos brandamente respiravam, Das naus as velas côncavas inchando. IV. ( ) Dai-me uma fúria grande e sonorosa, E não de agreste avena ou frauta ruda, Mas de tuba canora e belicosa, Que o peito acende e a cor ao gesto muda. V. ( ) Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. MÓDULO 2 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para a questão 1. Não vira em minha vida a formosura, Ouvia falar nela cada dia, E ouvida me incitava, e me movia A querer ver tão bela arquitetura: Ontem a vi por minha desventura Na cara, no bom ar, na galhardia De uma mulher, que em anjo se mentia; De um sol, que se trajava em criatura: Matem-se, disse eu, vendo abrasar-me, Se esta cousa não é, que encarecer-me Sabia o mundo, e tanto exagerar-me! Olhos meus, disse então por defender-me, Se a beleza heis de ver para matar-me, Antes olhos cegueis, do que eu perder-me. 1. O soneto transcrito pode servir de exemplo para qual vertente barroca? FRENTE 3 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 27
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    28 – Texto paraas questões de 2 a 7. Discreta, e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo, a qualquer hora, Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos e boca o Sol e o dia; Enquanto, com gentil descortesia, O ar, que fresco Adônis1 te namora, Te espalha a rica trança voadora, Quando vem passear-te pela fria: Goza, goza da flor da mocidade, Que o tempo trota a toda ligeireza E imprime em toda flor sua pisada. Oh, não aguardes, que a madura idade Te converta essa flor, essa beleza, Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada. 1 – Adônis: jovem da mitologia grega conhecido por sua extrema beleza. 2. O poema apresentado é, na verdade, uma tradução-adaptação de dois sonetos do grande poeta barroco espanhol Gôngora. Trata-se de um excelente exemplo do estilo metafórico do Barroco. Na primeira estrofe, a beleza do rosto da mulher é descrita por meio de três metáforas. Quais são elas e a que correspondem? 3. Na segunda estrofe, a quem é comparado o vento (“ar”)? Por quê? 4. Por que, ainda na segunda estrofe, a trança do cabelo da mulher é descrita como “rica” e “brilhadora”? 5. Qual é a metáfora associada ao tempo, na terceira estrofe? Qual o aspecto, ou quais os aspectos, do tempo ressaltado(s) por essa metá- fora? 6. Ainda na terceira estrofe, qual a metáfora que representa a beleza e a juventude? 7. Qual a ideia básica do poema? Trata-se de um poema cultista ou conceptista? Por quê? MÓDULO 3 – ANÁLISE DE TEXTO As questões de números 1 a 3 baseiam-se no poema de Filinto Elísio: Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados, Um garbo senhoril, nevada alvura, Metal de voz que enleva de doçura, Dentes de aljôfar, em rubi cravados. Fios de ouro, que enredam meus cuidados, Alvo peito, que cega de candura, Mil prendas; e (o que é mais que formosura) Uma graça, que rouba mil agrados. Mil extremos de preço mais subido Encerra a linda Márcia, a quem of’reço Um culto, que nem dela inda é sabido. Tão pouco de mim julgo que a mereço, Que enojá-la não quero de atrevido Coas penas que por ela em vão padeço. 1. (UNIFESP-SP) – Considere as informações: I. O poeta mantém certo distanciamento amoroso, pois a mulher é vista como um ser superior e inalcançável. II. O jogo amoroso descrito no soneto distancia-se do convencio- nalismo, sendo exposto o amor de forma intensa. III. A forma do poema — um soneto — e a sua metrificação permitem considerá-lo uma produção literária do período neoclássico. IV. Estão explícitos no soneto a sensualidade e o tema do carpe diem. Está correto o que se afirma apenas em a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) II e IV. e) III e IV. 2. (UNIFESP-SP) – Pelas informações do poema, é correto afirmar que o poeta a) sofre calado, porque não quer que a amada padeça como ele. b) não se julga merecedor do amor da amada, que o vê como um atrevido. c) pretende revelar seus sentimentos à amada para deixar de padecer. d) acredita que a amada o considerará merecedor de seu amor. e) não se julga digno de receber o amor da amada e, por isso, sofre. 3. (UNIFESP-SP) – No verso “Metal de voz que enleva de doçura”, a preposição de ocorre duas vezes, formando expressões que indicam, respectivamente, relação de a) posse e de consequência. b) causa e de posse. c) qualificação e de causa. d) modo e de qualificação. e) posse e de modo. MÓDULO 4 – ANÁLISE DE TEXTO O poema seguinte é um “sirventês moral”: composição satírica cujo tema é moral, isto é, relativo ao comportamento das pessoas. Na classificação convencional, é uma cantiga de escárnio. O texto é uma versão em português moderno realizada por Natália Correia: Texto 1 Porque neste mundo minguou a verdade, diminuiu tratei eu um dia de a procurar. Disseram-me todos: “Buscai noutra parte, pois de tal maneira daqui desertou que não mais notícias sequer enviou, tanto se arredou da nossa irmandade.” comunidade Fui aos mosteiros dos frades regrantes, que seguem regras perguntei por ela e eis o que ouvi: [severas “Em vão buscareis a verdade aqui; volveram-se os anos e ignorantes passaram-se somos da verdade que aqui já não mora, tampouco sabemos onde está agora; outras coisas temos por mais importantes.” C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 28
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    – 29 Também emCister, onde se dizia célebre convento que sempre a verdade ali habitara, disseram que há muito ela se afastara; já nenhum dos frades a conheceria e nem lhe daria abade hospedagem, se acaso a soubera ali de passagem; tão longe ela estava daquela abadia. Estando em Santiago* na minha pousada um dia albergado, romeiros chegaram. instalado Por ela indaguei e me contestaram: responderam “Ai de vós, tomastes enganosa estrada. Se a verdade, um dia, quiserdes achar, por outro caminho tereis de a buscar. Aqui, da verdade não sabereis nada.” (Airas Nunes, séc. XIII) (*) Santiago de Compostela, na Galícia, foi um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa na Idade Média. Para lá acorriam romeiros (peregrinos) vindos de toda a Península Ibérica. Esse local, em nossos dias, é visitado por fiéis de todo o mundo. 1. Este poema representa um caso raro de sátira medieval portu- guesa que se eleva além da maledicência e dos ataques pessoais, pois versa sobre um tema geral. Qual é esse tema geral? 2. Por que podemos afirmar que o poema critica os religiosos da época? Texto 2 DIFICULDADES PARA A BUSCA DA VERDADE Em nossa sociedade, é muito difícil despertar nas pessoas o desejo de buscar a verdade. (…) A enorme quantidade de veículos e formas de informação acaba tornando difícil a busca da verdade, pois todo mundo acredita que está recebendo, de modos variados e diferentes, informações científicas, filosóficas, políticas, artísticas e que tais informações são verdadeiras. (…) Bastaria, no entanto, que uma mesma pessoa, durante uma semana, lesse (...) jornais diferentes, ouvisse (...) noticiários de rádio diferentes; (...) visse noticiários de (...) canais diferentes de televisão, para que, comparando (...) as informações recebidas, descobrisse que elas “não batem” umas com as outras (...). Uma outra dificuldade para fazer surgir o desejo da busca da verdade, em nossa sociedade, vem da propaganda. A propaganda trata todas as pessoas — crianças, jovens, adultos, idosos — como crianças extremamente ingênuas e crédulas. O mundo é sempre um mundo de “faz de conta”: nele a margarina fresca faz a família bonita, alegre, unida e feliz; o automóvel faz o homem confiante, inteligente, belo, sedutor, bem-sucedido nos negócios, cheio de namoradas lindas; o desodorante faz a moça bonita, atraente, bem empregada, bem vestida, com um belo apartamento e lindos namorados. (...) (...) Uma outra dificuldade para o desejo da busca da verdade vem da atitude dos políticos nos quais as pessoas confiam, dando-lhes o voto e vendo-se, depois, ludibriadas, não só porque não são cumpridas as promessas, mas também porque há corrupção, mau uso do dinheiro público, crescimento das desigualdades e das injustiças, da miséria e da violência. Em vista disso, a tendência das pessoas é julgar que é impossível a verdade (...), ou cair na descrença e no ceticismo. No entanto, essas dificuldades podem ter o efeito oposto, isto é, suscitar em muitas pessoas dúvidas, incertezas, desconfianças e desilusões que as façam desejar conhecer a realidade, a sociedade, a ciência, as artes, a política. (...) Podemos, dessa maneira, distinguir dois tipos de busca da verdade. O primeiro é o que nasce da decepção, e, por si mesmo, exige que saiamos de tal situação readquirindo certezas. O segundo é o que nasce da deliberação ou decisão de não aceitar as certezas e crenças estabelecidas, de ir além delas e de encontrar explicações, interpretações e significados para a realidade que nos cerca. Esse segundo tipo é a busca da verdade na atitude filosófica. (Marilena Chauí, texto adaptado) 3. Segundo o texto, como poderíamos perceber que informações sobre um mesmo assunto podem ter interpretações diferentes? 4. Por que, conforme o texto, a propaganda dificulta a nossa “busca da verdade”? 5. No texto, o que se considera como “atitude filosófica”? 6. Conheça as acepções da palavra verdade, conforme o Dicionário Houaiss: – substantivo feminino 1 propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade; exatidão, autenticidade, veracidade Ex.: <a v. de uma afirmação, de uma interpretação> <v. histórica> 1.1 a fidelidade de uma representação em relação ao modelo ou original; exatidão, rigor, precisão Ex.: a v. de um quadro, de uma foto 2 Derivação: por extensão de sentido. coisa, fato ou evento real, verdadeiro, certo Ex.: o que eu contei corresponde à v. 3 Derivação: por extensão de sentido. qualquer ideia, proposição, princípio ou julgamento que se aceita como autêntico, digno de fé; axioma, máxima Ex.: as v. de uma religião, de uma filosofia 4 Derivação: por extensão de sentido. procedimento sincero, retidão ou pureza de intenções; boa-fé Ex.: agir com v. 5 Derivação: sentido figurado. o que caracteriza algo ou alguém; caráter, feitio Ex.: demonstrar a sua própria v. No último parágrafo do texto 2, a palavra verdade é empregada em duas diferentes acepções, explicadas pela autora. Indique quais são essas acepções segundo o Dicionário Houaiss. a) Acepções 1 e 1.1. b) Acepções 4 e 5. c) Acepções 1 (inclusive 1.1) e 2. d) Acepções 3 e 1 (inclusive 1.1). e) Acepções 2 e 4. C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 29
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    30 – MÓDULO 5– ANÁLISE DE TEXTO Texto para as questões 1 e 2. O Pajé vibrou o maracá e saiu da cabana, porém o estrangeiro não ficou só. Iracema voltara com as mulheres chamadas para servir o hóspe- de de Araquém e os guerreiros vindos para obedecer-lhe. — Guerreiro branco, disse a virgem, o prazer embale tua rede durante a noite; e o sol traga luz a teus olhos, alegria à tua alma. E assim dizendo, Iracema tinha o lábio trêmulo e úmida a pálpe- bra. — Tu me deixas? perguntou Martim. — As mais belas mulheres da grande taba contigo ficam. — Para elas a filha de Araquém não devia ter conduzido o hóspe- de à cabana do Pajé. — Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã. O guerreiro cristão atravessou a cabana e sumiu-se na treva. (José de Alencar, Iracema) 1. — Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã. a) No trecho acima, quem se dirige ao “estrangeiro”? b) Reescreva essa passagem, valendo-se das marcas linguísticas correspondentes à primeira pessoa do discurso. 2. A antonomásia é uma figura de linguagem que “consiste em subs- tituir um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra denomi- nação, que pode ser um nome comum (ou uma perífrase), um gen- tílico, um adjetivo etc., que seja sugestivo, explicativo, laudatório, eufêmico, irônico ou pejorativo e que caracterize uma qualidade universal ou conhecida do possuidor” (Dicionário Houaiss). Dê dois exemplos de antonomásia presentes no trecho de Alencar. Texto para o teste 3. Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coquei- ros; Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. (José de Alencar, Iracema) 3. (PUC-SP) – No texto apresentado, o uso repetitivo da expressão verdes mares e os verbos serenai e alisai, indicadores de ação do agente natural, imprimem ao trecho um tom poético apoiado em duas figuras de linguagem: a) anáfora e prosopopeia. b) pleonasmo e metáfora. c) antítese e inversão. d) apóstrofe e metonímia. e) metáfora e hipérbole. 4. Tomando como base um estudo do crítico E. M. Forster, Antonio Candido, ao se referir às Memórias, fala de personagens planas (flat characters), que são os tipos, dotados sempre das mesmas caracterís- ticas de comportamento e que, portanto, não se alteram psicologi- camente (isto é, em seu comportamento) no decorrer da história. Exis- tem, por outro lado, as personagens “esféricas” (round characters, na expressão do mesmo crítico). Estas últimas mudam de comportamento no curso dos acontecimentos e, portanto, não são inteiramente previsíveis. Considerando essas informações, é correto concluir que as persona- gens “esféricas” estão para os tipos (personagens planas), assim como a) as personagens sociais estão para as personagens típicas. b) o nome da personagem está para a sua profissão. c) o acontecimento está para o protagonista. d) a norma está para a singularidade. e) o convencionalismo está para o anticonvencionalismo. MÓDULO 6 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para as questões de 1 a 3. No largo, por trás da estação, debaixo dos eucaliptos, que revi com gosto, esperavam os três cavalos e dois belos burros brancos, um com cadeirinha para a Teresa, outro com um cesto de verga, para meter dentro o heroico Jacintinho, um e outro servidos à estribeira, por um criado. Eu ajudara a prima Joaninha a montar, quando o carregador apareceu com um maço de jornais e papéis, que eu esquecera na carruagem. Era uma papelada, de que sortira na Estação de Orleães, toda recheada de mulheres nuas, de historietas sujas, de parisianismo, de erotismo. Jacinto, que as reconhecera, gritou rindo. — Deita isso fora! E eu atirei, para um montão de lixo, ao canto do pátio, aquele pútrido rebotalho de civilização. (Eça de Queirós, A Cidade e as Serras) 1. Em que lugar se passa a ação desse fragmento? Cite seu nome, caracterize-o e apresente duas palavras ou frases que comprovem sua resposta. 2. Neste fragmento, aparece a antítese central do livro. De que se trata? 3. Observe os adjetivos empregados e responda: qual espaço — o campo ou a cidade — é “moralmente” superior, segundo o trecho? MÓDULO 7 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para os testes de 1 a 3. FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum; parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos. (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas) C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 30
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    – 31 1. (FUVEST-SP)– Do ponto de vista da composição, é correto afirmar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios” a) é predominantemente dissertativo, servindo os dados do enredo e do ambiente como fundo para a digressão. b) é predominantemente descritivo, com a suspensão do curso da história dando lugar à construção do cenário. c) equilibra em harmonia narração e descrição, à medida que faz avançar a história e cria o cenário de sua ambientação. d) é predominantemente narrativo, visto que o narrador evoca os acontecimentos que marcaram sua saída. e) equilibra narração e dissertação, com o uso do discurso indireto para registrar as impressões que o ambiente provoca no narrador. 2. (FUVEST-SP) – “Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios.” – Dando nova redação a essa frase, sem alterar as relações sintáticas e semânticas nela presentes, obtém-se: a) Quando me afastei dos grupos, fingi ler os epitáfios e então saí. b) Enquanto me afastava dos grupos e fingia ler os epitáfios, fui saindo. c) Fingi ler os epitáfios, afastei-me dos grupos e saí. d) Ao afastar-me dos grupos, fingi ler os epitáfios, antes de sair. e) Ao sair, fingia ler os epitáfios e afastei-me dos grupos. 3. (FUVEST-SP) – O processo de transposição de uma palavra de uma classe gramatical para outra é conhecido pelo nome de derivação imprópria. É correto afirmar que, no texto, esse processo ocorre no emprego do vocábulo a) epitáfios. b) tristeza. c) inconsolável. d) mortos. e) podridão. Texto para os testes de 4 a 7. AS PAZES As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez Dona Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. (Machado de Assis, Dom Casmurro) 4. (UNIP-SP) – De acordo com o texto, pode-se afirmar que o narrador a) atingiria a glória se vencesse a guerra contra Capitu. b) provocou a guerra contra Capitu para atingir a glória. c) arroga a si a iniciativa de fazer as pazes com Capitu. d) atribui a Capitu a iniciativa da reconciliação. e) considera gloriosa sua posição para conseguir a reconciliação. 5. (UNIP-SP) – Com relação à aparição de Dona Fortunata à janela, o narrador a) afirma que ela fiscalizava o namoro entre ele e Capitu. b) crê que ela desconfia que há namoro entre ele e Capitu. c) tem certeza de que ela está fiscalizando os dois. d) afirma que foi obrigado a disfarçar seus movimentos. e) tem certeza de que ela sabe o que acontece entre ele e Capitu. 6. (UNIP-SP) – No momento da reconciliação, a) tanto o narrador quanto Capitu querem assumir a culpa pelo desentendimento. b) ambos concluem que a culpa fora de Capitu. c) ambos concluem que a culpa fora do narrador. d) atribuem a culpa ao mau humor do narrador. e) atribuem a culpa ao mau humor de Capitu. 7. (UNIP-SP) – A indecisão do narrador aparece em: a) “Buscasse eu neste livro a minha glória...”. b) “...como eu estivesse cabisbaixo...”. c) “Fiz-me de rogado...”. d) “...nem me levantei, nem sei se iria...”. e) “se nem me deixou tempo de puxar o braço...”. MÓDULO 8 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para as questões 1 e 2. Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência1 de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra2 da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia. (...) Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar3 das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons- dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam4, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saíam mulheres que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos, cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia. Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 31
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    32 – da alturade uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco5; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando6 e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas. (Aluísio Azevedo, O Cortiço, cap. III) 1. Sinestesia é um tipo de metáfora em que se misturam sensações de diferentes órgãos dos sentidos. Exemplo: em “Avistava-se o grito das araras” (Guimarães Rosa), estabeleceu-se relação entre a percepção auditiva (“grito”) e a visual (“avistava-se”). É um tipo de metáfora porque, no caso, há comparação implícita entre um grito e um objeto visível. Há sinestesia em: a) “um acordar alegre e farto”. b) “sete horas de chumbo”. c) “a roupa lavada (...) umedecia o ar”. d) “o cheiro quente do café”. e) “os louros (...) cumprimentavam-se ruidosamente”. 2. No início do terceiro parágrafo, o que indica o vocábulo entretanto? MÓDULO 9 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para o teste 1. Os homens temem o pensamento mais do que qualquer outra coisa sobre a Terra — mais do que a ruína, mais do que a própria morte. O pensamento é subversivo e revolucionário, destrutivo e terrível; o pensamento é impiedoso com o privilégio, com as instituições estabelecidas e os hábitos cômodos; o pensamento é anárquico e sem lei, indiferente à autoridade, displicente com a comprovada sabedoria dos séculos. O pensamento olha para as profundezas do inferno e não se amedronta. Vê o homem, frágil ponto cercado de insondáveis abismos de silêncio, e ainda assim sustenta- se orgulhosamente, tão impassível como se fosse senhor do universo. O pensamento é grandioso, ágil e livre, a luz do mundo e a principal glória do homem. (Bertrand Russell) I. Pensar é destruir todas as instituições estabelecidas, que são a base da felicidade e segurança do homem, e, por essa razão, é uma atividade temida. II. Porque o pensamento se caracteriza pela indisciplina, pelo desres- peito à ordem e pela tendência à anarquia, o homem sensato deve temê-lo. III. O pensamento pode ser um agente catalisador de mudanças. 1. (MACKENZIE-SP) – A partir da relação das afirmações com o texto, assinale: a) se apenas III está correta. b) se todas estão corretas. c) se apenas II está correta. d) se todas estão incorretas. e) se apenas I está correta. Texto para o teste 2. É muito melhor ter um sistema escolar que treine para a docilidade, passividade, obediência e estupidez, basicamente. Isto é bastante funcional. É muito bom para esta sociedade. É preciso manter sua estabilidade, é preciso garantir que o sistema escolar seja, a esse respeito, um pouco como a televisão. (Noam Chomsky) 2. (MACKENZIE-SP) – O texto, a) numa linguagem dissertativa, recria a realidade, apresentando alguns modelos participativos como o ideal para toda a humanidade. b) numa prosa de ficção, projeta personagens que superam a estupidez de uma dada sociedade ideal. c) numa prosa poética, em que as aliterações recriam os significados, mais sugere do que informa conceitos. d) num período cuja sintaxe é subordinativa, começa a exposição de ideias, especificando, em gradação, a finalidade de um determinado sistema. e) numa sintaxe de predominante relação coordenativa, o enunciador relata a própria experiência com um dado sistema escolar. Texto para o teste 3. Habermas, filósofo da Escola de Frankfurt, denuncia que, nesse mundo de alta tecnologia, orientado basicamente pelas preocupações relativas ao desenvolvimento acelerado da economia, uma das dimensões genuínas da espécie humana — a linguagem e a possibilidade de com ela nos comunicarmos — termina por se submeter também às regras de natureza técnica e por perder, dessa forma, a sua autonomia. (Eduardo Jardim de Moraes e Kátia Muricy) I. Habermas denuncia que no mundo atual só há preocupação com o desenvolvimento tecnológico, em detrimento do progresso econômico. II. A linguagem, que permite a comunicação entre os homens, é a única característica que diferencia a espécie humana das demais. III. Como a linguagem não é a única dimensão genuína da espécie humana, ela jamais desfrutou de autonomia. 3. (MACKENZIE-SP) – A partir da relação das afirmações com o texto, assinale: a) se todas estão corretas. b) se todas estão incorretas. c) se apenas III está correta. d) se apenas II está correta. e) se I e III estão corretas. C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 32
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    MÓDULO 10 –ANÁLISE DE TEXTO Texto para as questões de 1 a 5. INANIA VERBA1 Ah! Quem há de exprimir, alma impotente e escrava, O que a boca não diz, o que a mão não escreve? — Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve, Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava... O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... E a Palavra pesada abafa a Ideia leve, Que, perfume e clarão, refulgia e voava. Quem o molde achará para a expressão de tudo? Ai! Quem há de dizer as ânsias infinitas Do sonho? E o céu que foge à mão que se levanta? E a ira muda? E o asco mudo? E o desespero mudo? E as palavras de fé que nunca foram ditas? E as confissões de amor que morrem na garganta?! (Olavo Bilac) 1 – Inania Verba (latim): palavras vãs. 1. O Parnasianismo privilegiava a métrica rigorosa e os modelos poéticos fixos. O poema de Bilac reflete essas características do Parnasianismo? Justifique. 2. Em linhas gerais, do que trata o poema? 3. Aponte as antíteses das duas primeiras estrofes. 4. Segundo a crítica dos modernistas, a poesia dos parnasianos, devido aos excessos formalistas, era vazia de conteúdo. Este poema de Olavo Bilac comportaria essa crítica? Justifique. 5. Os autores parnasianos pregavam contra os excessos da lingua- gem romântica e preconizavam uma atitude impassível e objetiva por parte do poeta. Este poema reflete essas características? MÓDULO 11 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para o teste 1. Relembrando turíbulos de prata Incensos aromáticos desata Teu corpo ebúrneo, de sedosos flancos. Claros incensos imortais que exalam, Que lânguidas e límpidas trescalam As luas virgens dos teus seios brancos. (Cruz e Sousa) 1. (UNICID-SP) – Os dois tercetos acima fazem parte do soneto “Incensos”, de Cruz e Sousa. Neles observamos: a) associação do incenso, e de tudo o mais que ele nos sugere, ao perfume exalado pelo corpo de uma mulher. b) musicalidade, valorização do inconsciente e do diáfano. c) afastamento do fato objetivo, sublimação alcançada pela morte. d) linguagem carregada de símbolos, sentimentalismo piegas. e) amor espiritualizado, que atesta o misticismo do poeta. Leia o fragmento do poema “Antífona”, de Cruz e Sousa, e responda ao teste 2. Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume... 2. (PUC-SP – modificado) – Este trecho do poema, que abre o livro Broquéis, é considerado uma espécie de profissão de fé simbolista. Reflita sobre as afirmações abaixo. I. O fragmento revela o culto das formas caracterizadas pela cor bran- ca, pelas cintilações, pela vaguidade, pelo diáfano e pelo transparente. II. O fragmento constrói-se apoiado na justaposição de frases nomi- nais, com o intuito de descrever os objetos com clareza e precisão. III. O fragmento mostra alguns procedimentos estilísticos do Simbolismo, como, por exemplo, a musicalidade das palavras, o uso de reticências, o emprego de iniciais maiúsculas e a indefinição do referente. Conforme se verifica, está correto o que se afirma a) apenas em I e II. b) apenas em I e III. c) apenas em II e III. d) apenas em I. e) em I, II e III. As questões de 3 a 5 referem-se ao texto abaixo: CARNAL E MÍSTICO Pelas regiões tenuíssimas da bruma Vagam as Virgens e as Estrelas raras... Como que o leve aroma das searas Todo o horizonte em derredor perfuma. Numa evaporação de branca espuma Vão diluindo as perspectivas claras... Com brilhos crus e fúlgidos de tiaras As Estrelas apagam-se uma a uma. – 33 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 33
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    34 – E então,na treva, em místicas dormências, Desfila, com sidéreas latescências, Das Virgens o sonâmbulo cortejo... Ó formas vagas, nebulosidades! Essência das eternas virgindades! Ó intensas quimeras do Desejo... (Cruz e Sousa) 3. Observa-se, a partir do título, que o poema apresenta dois aspectos: carnalidade e misticismo. No corpo do soneto, o que simboliza a carnalidade? E o misticismo? 4. Obedecendo à “teoria das correspondências”, o simbolista vale-se frequentemente das cores para expressar seus sentimentos. Qual a cor mais explorada pelo poeta e o que ela sugere? 5. Há “maiúsculas alegorizantes”? Para que servem? Leia com atenção as duas estrofes abaixo e compare-as quanto ao conteúdo e à forma. I Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo que a ninguém fique nua. Rica mas sóbria, como um templo grego. II Do Sonho as mais azuis diafaneidades Que fuljam, que na Estrofe se levantem, E as emoções, todas as castidades Da alma do Verso, pelos versos cantem. 6. (ITA-SP) – Comparando as duas estrofes, conclui-se que a) I é parnasiana e II, simbolista. b) I é simbolista e II, romântica. c) I é árcade e II, parnasiana. d) I e II são parnasianas. e) I e II são simbolistas. Textos para o teste 7. Texto 1 Grande amor, grande amor, grande mistério, Que as nossas almas trêmulas enlaça... Céu que nos beija, céu que nos abraça Num abismo de luz profundo e céreo. Eterno espasmo de um desejo etéreo E bálsamo dos bálsamos da graça, Chama secreta que nas almas passa E deixa nelas um clarão sidéreo. (Cruz e Sousa) Texto 2 Ah, quem me dera ver-te Sempre ao meu lado Sem precisar dizer-te Jamais: cuidado... Ah, quem me dera ver-te! Ah, quem me dera ter-te Como um lugar Plantado num chão verde Para eu morar-te Morar-te até morrer-te... (Vinicius de Moraes) 7. (ECMAL-AL – MODELO ENEM) – Comparando-se os dois textos, pode-se afirmar: a) O sujeito poético, em ambos os textos, vê a amada como objeto de desejo reprimido e sublimado. b) O texto 1 sugere ser o grande amor experiência transcendental; no texto 2, o eu lírico deseja viver o amor por meio da posse plena da amada. c) A linguagem predominante no texto 1 é a conotativa e, no texto 2, é a denotativa. d) Os dois textos aproximam-se pela forma, uma vez que apresentam rima e métrica semelhantes. e) A Natureza, nos dois textos, reflete os sentimentos do sujeito poético, redefinindo-os. MÓDULO 12 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para os testes de 1 a 3. Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara — todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas cousas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma! (Triste Fim de Policarpo Quaresma) 1. (MODELO ENEM) – O autor do trecho anterior é Lima Barreto. Suas obras integram o período literário chamado Pré-Modernismo. Tal designação para esse período se justifica, porque ele a) desenvolve temas do nacionalismo e se liga às vanguardas europeias. b) engloba toda a produção literária que se fez antes do Modernismo. c) antecipa temática e formalmente as manifestações modernistas. C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 34
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    d) se preocupacom o estudo das raças e das culturas forma-doras do nordestino brasileiro. e) prepara, pela irreverência de sua linguagem, as conquistas estilísticas do Modernismo. 2. (PUC-SP) – Da personagem que dá título ao romance, podemos afirmar que a) foi um nacionalista extremado, mas nunca estudou com afinco as coisas brasileiras. b) perpetrou seu suicídio, porque se sentia decepcionado com a realidade brasileira. c) defendeu os valores nacionais, brigou por eles a vida toda e foi condenado à morte justamente pelos valores que defendia. d) foi considerado traidor da pátria, pois participou da conspiração contra Floriano Peixoto. e) era um louco e, por isso, não foi levado a sério pelas pessoas que o cercavam. 3. (FUVEST-SP) – No romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, o nacionalismo exaltado e delirante da personagem principal motiva seu engajamento em três diferentes projetos, que objetivam “refor- mar” o país. Esses projetos visam, sucessivamente, aos seguintes setores da vida nacional: a) escolar, agrícola e militar. b) linguístico, industrial e militar. c) cultural, agrícola e político. d) linguístico, político e militar. e) cultural, industrial e político. Textos para os testes de 4 a 6. Texto 1 O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. (...) É o homem permanentemente fatigado. (...) Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer inciden- te exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte. (Euclides da Cunha, Os Sertões) Texto 2 Este funesto parasita da terra é o caboclo, espécie de homem baldio, seminômade, inadaptável à civilização, mas que vive à beira dela na penumbra das zonas fronteiriças. À medida que o progresso vem chegando com a via férrea, o italiano, o arado, a valorização das terras, vai ele refugindo em silêncio com o seu cachorro, o seu pilão, o pica-pau e o isqueiro, de modo a sempre conservar-se mudo e sorna1. Encoscorado em uma rotina de pedra, recua mas não se adapta. (Monteiro Lobato, Urupês) 1 – Sorna: manhoso, dissimulado. 4. Um aspecto comum aos dois textos é a(o) a) visão crítica da realidade nacional. b) nacionalismo exagerado. c) engrandecimento da natureza. d) apego ao ambiente rural. e) recusa ao mundo urbano. 5. (MODELO ENEM) – Para Monteiro Lobato, no texto dado, o caboclo representa a) a autenticidade de um caráter que não segue modismos. b) o atraso e a indolência de um tipo brasileiro. c) a revolta diante das mudanças tecnológicas. d) o medo em relação às influências estrangeiras. e) o poder de resistência em face da chegada de imigrantes. 6. Para Euclides da Cunha, o sertanejo a) tem um caráter neurastênico. b) é dono de feiura semelhante à do mestiço litorâneo. c) possui fraqueza apenas na aparência. d) aliena-se porque é um fraco. e) envergonha seus próprios semelhantes. MÓDULO 13 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para o teste 1. Contemplo o lago mudo Que uma brisa estremece. Não sei se penso em tudo Ou se tudo me esquece. O lago nada me diz, Não sinto a brisa mexê-lo. Não sei se sou feliz Nem se desejo sê-lo. Trêmulos vincos risonhos Na água adormecida. Por que fiz eu dos sonhos A minha única vida? 1. (VUNESP-SP) – O poema transcrito é de Fernando Pessoa e pode ser considerado um dos melhores exemplos do processo poético de seu autor. Qual das alternativas seguintes corresponde a esse processo? a) A descrição perfeita dos vincos na água adormecida do lago. b) A relação entre o ver, o sentir e o pensar. c) A certeza de que a vida é feita de sonhos. d) O colorido das imagens e a riqueza das metáforas. e) A animização do lago como motivação poética. – 35 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 35
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    36 – Texto parao teste 2. O que nós vemos das coisas são as coisas Por que veríamos nós uma coisa se houvesse outra? Por que é que ver e ouvir seria iludir-nos Se ver e ouvir são ver e ouvir? O essencial é saber ver. Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê Nem ver quando se pensa. Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!), Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender E uma sequestração na liberdade daquele convento De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas E as flores as penitentes convictas de um só dia, Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas Nem as flores senão flores, Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores. 2. (PUC-SP) – O poema transcrito, de Alberto Caeiro, propõe a) desvalorizar o ver e o ouvir. b) minimizar o valor do ver e do ouvir. c) conciliar o pensar e o ver. d) abolir o pensar para apenas ver e ouvir. e) fugir da linguagem real/denotativa dos poetas. Texto para as questões 3 e 4. Aquela senhora tem um piano Que é agradável mas não é o correr dos rios Nem o murmúrio que as árvores fazem... Para que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. (Alberto Caeiro) 3. (FUVEST-SP) – Qual é a opinião do eu lírico em relação ao piano? 4. (FUVEST-SP) – Que simboliza o piano no poema? MÓDULO 14 – ANÁLISE DE TEXTO Texto para as questões de 1 a 3. Olhar para o céu noturno é quase um privilégio em nossa atribulada e iluminada vida moderna. (...) Companhias de turismo deveriam criar “excursões noturnas”, em que grupos de pessoas são transportados até pontos estratégicos para serem instruídos por um astrônomo sobre as maravilhas do céu noturno. Seria o nascimento do “turismo astronômico”, que complementaria perfeitamente o novo turismo ecológico. E por que não? Turismo astronômico ou não, talvez a primeira impressão ao observarmos o céu noturno seja uma enorme sensação de paz, de permanência, de profunda ausência de movimento, fora um eventual avião ou mesmo um satélite distante (uma estrela que se move!). Vemos incontáveis estrelas, emitindo sua radiação eletromagnética, perfeitamente indiferentes às atribulações humanas. Essa visão pacata dos céus é completamente diferente da visão de um astrofísico moderno. As inocentes estrelas são verdadeiras fornalhas nucleares, produzindo uma quantidade enorme de energia a cada segundo. A morte de uma estrela modesta como o Sol, por exemplo, virá acompanhada de uma explosão que chegará até a nossa vizinhança, transformando tudo o que encontrar pela frente em poeira cósmica. (O leitor não precisa se preocupar muito. O Sol ainda produzirá energia “docilmente” por mais uns 5 bilhões de anos.) (Marcelo Gleiser, Retalhos Cósmicos) 1. (FUVEST-SP) – O autor considera a possibilidade de se olhar para o céu noturno a partir de duas distintas perspectivas, que se evidenciam no confronto das expressões: a) “maravilhas do céu noturno” / “sensação de paz”. b) “instruídos por um astrônomo” / “visão de um astrofísico”. c) “radiação eletromagnética” / “quantidade enorme de energia”. d) “poeira cósmica” / “visão de um astrofísico”. e) “ausência de movimento” / “fornalhas nucleares”. 2. (FUVEST-SP) – Considere as seguintes afirmações: I. Na primeira frase do texto, os termos “atribulada” e “iluminada” caracterizam dois aspectos contraditórios e inconciliáveis do que o autor chama de “vida moderna”. II. No segundo parágrafo, o sentido da expressão “perfeitamente indiferentes às atribulações humanas” indica que já se desfez aquela “primeira impressão” e desapareceu a “sensação de paz”. III. No terceiro parágrafo, a expressão “estrela modesta”, referente ao Sol, implica uma avaliação que vai além das impressões ou sensações de um observador comum. Está correto apenas o que se afirma em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. 3. (FUVEST-SP) – De acordo com o texto, as estrelas a) são consideradas “maravilhas do céu noturno” pelos observadores leigos, mas não pelos astrônomos. b) possibilitam uma “visão pacata dos céus”, impressão que pode ser desfeita pelas instruções de um astrônomo. c) produzem, no observador leigo, um efeito encantatório, em razão de serem “verdadeiras fornalhas nucleares”. d) promovem um espetáculo noturno tão grandioso, que os mora- dores das cidades modernas se sentem privilegiados. e) confundem-se, por vezes, com um avião ou um satélite, por se movimentarem do mesmo modo que estes. C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 36
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    – 37 1) C2) D 3) B 4) I: C; II: A; III: D; IV: B e V: E. 1) O soneto exemplifica a vertente cultista ou gongórica. A con- traposição sensualidade x refreamento, na imagem da “mu- lher que em anjo se mentia”, as metáforas, o jogo antitético, a sintaxe sofisticada e as hipérboles líricas são recursos carac- terísticos da vertente cultista ou gongórica do estilo barroco. 2) As metáforas da primeira estrofe são: “aurora”, para as faces rosadas; “Sol”, para o brilho dos olhos; “dia”, no sentido de manhã, para o frescor da boca. 3) O vento é comparado a Adônis, porque, ao espalhar o cabelo de Maria, parece um belo jovem que quisesse namorar a moça. 4) Os cabelos de Maria são louros, daí a associação metafórica com “ouro” e os adjetivos “rica” e “brilhadora” aplicados à sua trança. 5) É a metáfora de um cavalo que passa rápido em seu trote e que vai pisando as flores que há pelo caminho. Essa imagem insiste na passagem veloz do tempo e na brutalidade dos estragos que acarreta, destruindo toda juventude e toda beleza. 6) É a metáfora da flor. 7) A ideia básica do poema é que a beleza e a juventude devem ser aproveitadas antes que o tempo as destrua. Trata-se de um poema cultista, porque, em torno dessa ideia simples, são organizadas diversas metáforas visuais, realçadas por ritmos sugestivos, tudo compondo um espetáculo sensorial típico do cultismo. 1) A afirmação I é correta, pois a figura feminina, superlativa- mente descrita no soneto, é objeto de um “culto” (verso 11). A afirmação II é errada porque o poema é bastante conven- cional nos seus traços barroquistas (apesar de o seu autor ser um árcade) presentes na descrição da mulher e na expressão do sentimento. A afirmação III é correta, pois o poema é um soneto e o poeta é um neoclássico. A afirmação IV é errada por não haver no poema nem sensualidade nem a exortação ao carpe diem. Resposta: B 2) A alternativa e corresponde ao que o poeta exprime no último terceto do poema. Resposta: E 3) Na expressão “metal de voz”, a preposição qualifica o timbre da voz (voz de metal, metálica). Em “que enleva de doçura”, a preposição indica relação de causa: enleva por causa da doçura. Resposta: C 1) O tema do poema é a ausência da verdade no mundo. 2) Porque o poeta afirma que não encontrou a verdade nos ambientes religiosos em que a procurou. 3) Comparando as informações recebidas. 4) Porque ela cria um mundo de “faz de conta”. 5) A decisão de “não aceitar as certezas e crenças estabelecidas, de ir além delas e de encontrar explicações, interpretações e significados para a realidade que nos cerca”. 6) São as acepções 3 e 1 (inclusive 1.1), respectivamente. Resposta: D 1) a) Iracema é quem se dirige ao estrangeiro, Martim. b) Reescrita a passagem com as marcas linguísticas da pri- meira pessoa do discurso, tem-se: Estrangeiro, eu não posso ser tua serva. Sou eu que guardo o segredo e o mis- tério do sonho. Minha mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã. 2) Poderiam ser mencionadas as seguintes ocorrências: “estran- geiro”, “hóspede de Araquém”, “guerreiro branco”, “guer- reiro cristão”, referindo-se a Martim, e “virgem” e “filha de Araquém”, referindo-se a Iracema. 3) A 4) B 1) A ação passa-se em Portugal, em Tormes, lugar bucólico (“debaixo dos eucaliptos que revi com gosto, esperavam três cavalos...”). 2) É o jogo dialético entre a cidade e as serras (o campo). O lugar bucólico liga-se às serras. As revistas libertinas provêm de Paris, da cidade. MÓDULO 3 MÓDULO 4 MÓDULO 5 MÓDULO 6 MÓDULO 1 MÓDULO 2 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 37
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    38 – 3) Ocampo é moralmente superior, segundo o texto, e a ele se associam os adjetivos “positivos”, ao contrário do que ocorre quando se faz referência aos elementos da cidade. 1) Neste fragmento, há uma série de reflexões do narrador Brás Cubas sobre os epitáfios. Essa digressão tem como ponto de partida os dados do enredo e do ambiente (Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios), caracterizando-se co- mo predominantemente dissertativa, já que existe sequência de raciocínios. Resposta: A 2) No texto, as orações reduzidas de gerúndio indicam circuns- tância adverbial de tempo, sendo a segunda aditiva em rela- ção à primeira. A equivalência ocorre, pois, em “Enquanto me afastava dos grupos e fingia ler os epitáfios, fui saindo”. Resposta: B 3) Ocorre derivação imprópria, pois o particípio verbal morto foi empregado como substantivo. Resposta: D 4) D 5) B 6) A 7) D 1) Há relação entre o olfato (cheiro) e o tato (quente). Resposta: D 2) Indica que as ações aí relatadas ocorrem simultaneamente ao que foi relatado nos parágrafos anteriores. 1) Na afirmação I, não corresponde ao texto a asserção de que “pensar é destruir todas as instituições estabelecidas”. O texto afirma apenas que “o pensamento é impiedoso (...) com as instituições estabelecidas”. O restante da afirmação também está errado. A afirmação II é igualmente distante do texto. A afirmação III corresponde a uma conclusão aceitável do que afirma o texto. Resposta: A 2) A alternativa d descreve adequadamente o primeiro período do texto: composto por subordinação (oração principal + oração substantiva subjetiva, subordinada à anterior e prin- cipal da seguinte + oração subordinada adjetiva restritiva); ele apresenta, numa gradação (“docilidade, passividade, obediência e estupidez”), o que parece ao autor ser a finalidade do sistema educacional da sociedade em questão. Resposta: D 3) Em I, o erro está no adjunto final, “em detrimento do progresso econômico”, que contraria frontalmente o que afirma o texto. Em II, afirma-se algo totalmente estranho ao conteúdo do texto. Em III, é errada a afirmação de que a linguagem “jamais desfrutou de autonomia”, pois o ponto central do conteúdo do texto está justamente na denúncia da perda de autonomia da linguagem. Resposta: B 1) Sim, pois é um soneto, composto com versos de 12 sílabas (alexandrinos), com a seguinte distribuição de rimas: ABBA ABBA CDE CDE. 2) O poema apresenta uma reflexão sobre a linguagem, sobre o ato de escrever, insuficiente para exprimir todas as emoções, ideias, pensamentos. 3) 1. “Ah! Quem há de exprimir, alma impotente e escrava, / O que a boca não diz, o que a mão não escreve?” 2. “Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...” 3. “O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: / A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...” 4. “E a Palavra pesada abafa a Ideia leve.” 4) Em certo sentido não, se considerarmos que o próprio poema revela a consciência do poeta sobre as limitações da linguagem e, em decorrência, da poesia. 5) Não, pois nele se observa envolvimento do poeta, pelo uso de linguagem carregada de emoção. 1) Nos versos, o eu lírico afirma “teu corpo ebúrneo desata incensos aromáticos”. Há, portanto, associação do incenso com o corpo da mulher a quem o eu lírico se dirige. Resposta: A 2) As afirmações I e III consignam algumas constantes temáticas e formais da poesia simbolista de Cruz e Sousa. Identificam, com pertinência, o culto à brancura, ao brilho e à transpa- rência; a fixação em formas esbatidas, vagas e translúcidas; a exploração intensiva do tecido sonoro através de aliterações e assonâncias; as maiúsculas alegorizantes “Amor”, “Virgens”, “Santas”, “Cor”, “Perfume”; o uso frequente de reticências, instaurando um clima de vaguidade, amplificado pelas cons- tantes sinestesias. Tudo isso configura as características mais notórias da lírica de Cruz e Sousa. A afirmação II contradiz a essência do Simbolismo, já que declara, indevidamente, do fragmento que há nele o “intuito de descrever os objetos com clareza e precisão”. Resposta: B MÓDULO 8 MÓDULO 9 MÓDULO 10 MÓDULO 11 MÓDULO 7 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 38
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    3) “Virgens” metaforizaa carnalidade e “Estrelas”, o misticis- mo, a transcendência. 4) O poema organiza-se em torno do campo semântico de brilho e brancura: “bruma”, “Estrelas”, “branca espuma”, “bri- lhos”, “fúlgidos”, “latescências”, “nebulosidades”. Essas pala- vras criam uma ambiência de pureza e espiritualidade. 5) As palavras “Virgens”, “Estrelas” e “Desejo” estão grafadas no meio do verso com iniciais maiúsculas. Essas maiúsculas alegorizantes constituem um recurso expressivo para ampliar a significação da palavra, conferindo-lhe um valor absoluto, transcendente. 6) O texto I faz parte de um famoso soneto de Olavo Bilac, o mais notável dos parnasianos brasileiros. O texto II é uma estrofe de “Antífona”, espécie de manifesto poético que abre o primeiro livro de poesia simbolista do Brasil: Broquéis, de Cruz e Sousa. Resposta: A 7) Os erros das demais alternativas consistem em: a) a expressão “desejo reprimido e sublimado” não se aplica ao texto 2; c) a linguagem é figurada ou conotativa em ambos os fragmentos; em d) a métrica e o esquema de rimas dos dois textos não são semelhantes; e) não há nada, no texto 2, que estabeleça uma relação entre a Natureza e os sentimentos expressos. Resposta: B 1) Pré-Modernismo ou Sincretismo (1902-1922) são denomina- ções que a literatura brasileira dá ao período de transição entre as correntes do fim do século XIX (Realismo, Natu- ralismo, Parnasianismo, Simbolismo e Impressionismo) e as antecipações modernistas (atitude crítica quanto à realidade nacional, quanto à República Velha, regionalismo vigoroso etc.). A expressão Pré-Modernismo, cunhada por Alceu de Amoroso Lima (Tristão de Athaíde) e encampada por Alfredo Bosi, passou a designar, na nossa periodização literária, um conjunto de autores (Euclides da Cunha, Lima Barreto, Mon- teiro Lobato e Graça Aranha) que, ainda embasados na esté- tica realista-naturalista e tributários do cientificismo, revelam uma inquietação social e algumas “ousadias” formais que seriam retomadas e aprofundadas no Modernismo. São precursores da atitude iconoclasta do Primeiro Modernismo, da literatura social do Segundo e, como os modernistas, atacam o “beletrismo”, a literatura ornamental, a retórica vazia e a alienação dos poetas de “torre de marfim”, dos nefelibatas (os que “vivem nas nuvens”). Resposta: C 2) Como um idealista louco, um Dom Quixote suburbano, o major Quaresma é uma figura tragicômica. Representa um nacionalismo arcaico, xenófobo que, deitando suas raízes no ufanismo romântico, superdimensiona nossos valores e poten- cialidades. Puro, ingênuo, ele nada contra a correnteza, contra o pedantismo da cultura oficial; contra a colonização cultural, contra o afrancesamento da nossa cultura, contra a inércia da oligarquia agrária, contra a inépcia da burocracia e contra a opressão da ditadura florianista que, no início, apoiara, numa atitude messiânica de crença salvacionista. Ironicamente, esse defensor fanático do folclore, do índio, da natureza e dos valores nacionais é condenado à morte, como traidor da pátria, justo ele, um defensor extremado de seus valores. Resposta: C 3) Os três projetos a que Policarpo Quaresma, quixotescamente, como era de seu caráter, se entregou, sucessivamente: a valo- rização cultural de nossas raízes étnicas indígenas; a reforma agrária, a partir do sítio Sossego; e a moralização política, que via encarnada na figura de Floriano Peixoto. Esses três proje- tos balizam, também, as três partes em que se divide o romance. Resposta: C 4) Nos dois textos, examinam-se, de forma crítica, duas persona- gens típicas e importantes do Brasil: o sertanejo e o caboclo. Resposta: A 5) Monteiro Lobato considera que o caboclo vive à margem da civilização e é inadaptável a ela, fugindo do progresso e man- tendo-se “mudo e sorna”, “encoscorado (endurecido, para- lisado) em uma rotina de pedra”. Resposta: B 6) Os dois primeiros parágrafos do texto 1 falam da força do sertanejo e de sua aparência de fraqueza. Resposta: C 1) Ao longo das três estrofes, o eu lírico oscila entre o ver (versos 1, 2, 9 e 10), o pensar (versos 3, 4, 7, 8, 11 e 12) e o sentir, que significa, no contexto, “ter uma sensação, perceber pelos sentidos” (verso 6). Resposta: B 2) Neste fragmento de “O Guardador de Rebanhos”, evidencia- se, reiteradas vezes, o caráter anti-intelectual, antimetafísico da poesia de Alberto Caeiro. O mundo, a existência, as coisas são somente físicos, desprovidos de qualquer elemento ideal; só podem ser vivenciados sensorialmente. Resposta: D 3) O eu lírico considera o piano um objeto dispensável frente aos elementos da natureza, capazes de produzir sons tão ou mais agradáveis do que aqueles que o instrumento produz, sem, no entanto, precisarem ser fabricados pelo homem. 4) O piano representa o antinatural, o objeto produzido artificialmente pela civilização, que despreza a Natureza e tenta substituí-la com artifícios desnecessários, segundo pensa o eu lírico. MÓDULO 13 MÓDULO 12 – 39 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 39
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    40 – 1) Aexpressão “fornalhas nucleares” descreve as estrelas na “visão de um astrofísico moderno”, que contrasta cabalmente com a “visão pacata dos céus”, devida à impressão falsa de que eles se caracterizam por “permanência” e “ausência de movimento”. Resposta: E 2) O erro da afirmação I está em que “atribulada” e “ilumina- da” descrevem dois aspectos, por assim dizer, solidários da “vida moderna”, já que ambos sugerem a agitação incessante que caracterizaria, segundo o texto, a existência humana em nossos dias. O erro da afirmação II consiste no fato de que ela declara o oposto do que quer dizer a expressão indicada, pois a ideia de que as estrelas sejam “perfeitamente indiferentes às atribulações humanas” decorre, precisamente, daquela “enorme sensação de paz” provocada pela “primeira impressão” que temos ao contemplar o céu noturno. Resposta: C 3) A resposta a esta questão encontra-se no primeiro período do terceiro parágrafo do texto: “Essa visão pacata dos céus é completamente diferente da visão de um astrofísico moderno”. Resposta: B MÓDULO 14 C1_BBRANCO_SANTOS_PORT_EX_TAR_2011_GK 31/05/11 16:24 Page 40