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                                                                                                                                                                    Nº1,	
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Ensaio "Cisne negro" - Catarina

  • 1. Escola  Secundária  Garcia  de  Orta   Psicologia-­‐B   Ensaio  sobre  o  filme  O  Cisne  Negro     O  filme  trata  uma  bailarina  obcecada  pela  perfeição  na  expectativa  de  conseguir  um  papel  principal.  Nina,   tímida  e  insegura,  tem  como  aspiração    ascender  a  prima-­‐ballerina.   Deduzi  que  a  bailarina  sofria  de  distúrbios  que,  dada  a  sua  profissão,  até  eram  considerados  banais,  como   a  anorexia  e  a  bulimia.  Deduzi  também  a  tendência  para  a  automutilação  e  torna-­‐se  claro  que  tal  ocorre   perante   a   cumplicidade   e   atenção,   quase   sufocante,   da   mãe,  ex-­‐bailarina   frustrada,   que   abdicou   de   uma   carreira  devido  à  gravidez,  projectando  na  filha  a  sua  própria  obsessão.   Esta  rapariga  tinha  objectivos  e  sonhos,  que  a  certa  altura  se  transformam  em  delírios,  em  alucinações,    e     dificilmente  se  distingue  a  vida  real  do  mundo  ilusivo  e  demoníaco  no  qual,  com  cada  vez  maior   frequência,  a  personagem  principal  se  refugia.   Voltando   ao   distúrbio   de   automutilação,   este   associa-­‐se   a   uma   transtorno   de   personalidade   limítrofe   (borderline)  em  que  basicamente  os  indivíduos  quase  sempre  têm  um  ego  muito  incipiente  e  facilmente   se   deixam   desorganizar   pelas   pressões   provocadas   pelo   meio.   Estas   pessoas   encontram-­‐se   entre   uma   organização   depressiva   e   uma   organização   psicótica.   Deste   traumatismo   muito   precoce   resulta   que   os   objectos   são   sempre   divididos   em   bons   e   maus,   não   havendo   objectos   inteiros,   passando   com   grande   facilidade   do   amor   ao   ódio.   Podem-­‐se   distinguir   duas   linhagens   dentro   desta   patologia:   -­‐   Esquizofrénica:   onde   os   afectos   e   as   coisas   estão   muito   divididos.   Sendo   os   traços   característicos   a   timidez,   intelectualidade,   dificuldade   de   intimidade,   relações   superficiais   e   grande   instabilidade   na   vida   em  geral.   -­‐  Histérica:  onde  a  principal  queixa  existente  é  a  falta  de  afecto.  Uma  das  características  destes  sujeitos  é  o   elevado   grau   de   ansiedade.   Eles   normalmente   mentem   muito,   têm   baixa   auto-­‐estima   e   falta   de   amor-­‐ próprio.   Demonstram   quase   sempre   uma   enorme   agressividade   contra   os   objectos   internos.     Nos   dois   casos   está   sempre   presente   uma   grande   imaturidade   do   ego   e   o   recurso   à   projecção   como   principal   mecanismo   de   defesa,   acusando   os   outros   de   o   perseguirem,   no   caso   da   linhagem   esquizofrénica;   ou   de   falta   de   amor,   exibindo   grande   carência   afectiva,   no   caso   da   linhagem   histérica.   “Uma  patologia  que  se  caracteriza  por  um  narcisismo  doentio,  hipersensibilidade,  reacções  terapêuticas   negativas,   sentimentos   de   inferioridade,   masoquismo,   rigidez   psíquica   e   física,   estado   de   profunda   insegurança  orgânica  e  intensa  ansiedade”,  diz  o  psicanalista  Adolph  Stern.  As  pessoas  que  sofrem  deste   transtorno   debatem-­‐se   com   problemas   de   identidade,   sensações   de   irrealidade   e   despersonalização.   É   precisamente   isto   que   acontece   com   Nina,   que   pelo   perfil   frágil   e   virginal   seria   ideal   para   cisne   branco,   mas  que  o  director  da  companhia  decide  que  vai  ter  o  privilégio  de  desempenhar  o  papel  de  “Rainha  dos   Cisnes”,  tendo  por  isso  de  ter  capacidade  para  desempenhar  ambos  os  papéis,  encarnando  em  simultâneo   o  bem  e  o  mal,  não  separados  mas  integrados  num  só.   Nina  esforça-­‐se  ao  máximo  para  estar  ao  nível  do  papel.  Mas  o  cisne  negro,  sedutor  e  traiçoeiro,  não  surge   espontaneamente  nos  seus  movimentos,  apesar  da  sua  técnica  exacta  e  perfeita  e  da  sua  determinação.   Com  tanta  pressão  Nina  encontra-­‐se  entre  o  real  e  a  loucura  estando  no  limite  da  sua  sanidade  mental.  
  • 2. Escola  Secundária  Garcia  de  Orta   Outro   distúrbio   de   personalidade   surge   também,   com   a   exigência   que   é   feita   sobre   Nina,   ao   ter   de   representar   em   simultâneo   a   inocência   e   a   perversidade,   desenvolvendo   uma   faceta   agressiva   e   sexual,   não  sendo  mais  do  que  uma  manipulação  de  personalidade,  que  acaba  por  ser  fatal  dada  a  sua  fragilidade.   Quando   o   director   grita  “a   perfeição   não   está   no   controlo”,   ele   tenta   que   a   bailarina   perceba   que   não   precisa   de   ter   controlo   absoluto   para   ser   perfeita   e,   tal   se   pode   ajustar   ao   dia-­‐a-­‐dia,   uma   vez   que   há   pessoas   que   pensam   que   ao   terem   a   vida   controlada,   esta   é   perfeita,   podendo   nem   estar   a   vivê-­‐la   e   até   nem  ter  estabilidade  emocional.  As  alucinações  vão  estar  cada  vez  mais  presentes  ao  longo  do  filme  e  a   interpretação  da  personagem  melhora  e  torna-­‐se  perfeita  graças  a  elas.  Ao  chegar  a  data  do  espectáculo   torna-­‐se  evidente,  até  para  a  sua  mãe,  a  presença  do  demónio  e  do  descontrolo.     Finalmente   consegue   livrar-­‐se   do   seu   único   obstáculo,   ela   própria,   como   diz   o   director,   que   é   ilusoriamente  representado  por  Lily,  que  acaba  por  matar,  sentindo-­‐se  possuída  pelo  lado  negro.  Assim,   interpreta   na   perfeição   toda   a   sensualidade,   ousadia   e   malícia   do   cisne   negro,   conseguindo   causar   sensações   na   plateia.   Esta   bailarina   conseguiu,   por   fim,   conciliar   e   incorporar   as   duas   faces   opostas   da   perfeição,  a  introvertida  e  a  extrovertida,  a  controlada  e  a  descontrolada,  a  ousada  e  a  virginal,  custando-­‐ lhe,  nem  mais  nem  menos,  a  sua  sanidade,  quer  mental,  quer  física,  de  forma  trágica  e  atroz.     Catarina   Nº1,  12ºB