SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 40
A EMOÇÃO “A palavra emoção traduz, em geral, à mente uma das 				seis emoções ditas primárias ou universais: alegria, 				tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão. (…)” 	Damásio, António Trabalho realizado por: ,[object Object]
Luís Bação
Rui Reis,[object Object]
Introdução ao tema;
PhineasGage.
Emoções, sentimentos e afectos:
Emoções vs Sentimentos vs Afectos;
Relações que estabelecem;
Emoções primárias e emoções secundárias;
Teorias das emoções.
Universalidade das emoções:
De que forma a expressão das emoções pode variar consoante a cultura?
Existe uma forma universal de se expressarem as emoções?
Perspectiva Evolutiva;
Perspectiva Fisiológica;
Perspectiva Cognitivista;
Perspectiva Culturalista.,[object Object]
Reactividade emocional; a amígdala;
Caso MatildaCrabtree
Função biológica das emoções;
Córtex orbitofrontal no processo da tomada de decisões;
Caso Elliot;
Marcadores somáticos.,[object Object]
Falando e pensando em emoções pela primeira vez, destacamos sempre uma de seis emoções: ,[object Object]
Tristeza;
Medo;
Ira;
Espanto;
Nojo.	Tratam-se, no fim e ao cabo, das emoções básicas ou universais. Sem que sequer nos apercebamos, desde que nos levantamos até que nos deitamos estas fazem parte das nossas experiencias diárias. Se repararmos, de facto a emoção é a primeira que característica que evidenciamos ao nascer, através do choro.
Serão as emoções importantes? Sim. Estas têm um papel muito importante na vida de cada um de nós, pois: ,[object Object]
Proporcionam-nos a hipótese de criar laços com os outros, desempenhando um papel importante na vida em sociedade;
Influenciam a tomada de decisões;
Alteram o nosso comportamento;
Fornecem aos outros informações sobre o nosso estado interno;
etc.,[object Object]
Emoções, sentimentos e afectos
Emoção As emoções: Têm origem numa causa, num objecto São reacções corporais específicas, observáveis São públicas e voltadas para o exterior São automáticas e inconscientes Polaridade: podem ser negativas ou positivas São versáteis: variam em intensidade e são de breve duração Relacionam-se com o tempo: as emoções têm principio e fim
[object Object]
Um processo passageiro, desencadeado por um estimulo (externo ou interno);
Opera a nível psíquico, maioritariamente inconsciente, e é difícil de verbalizar, no entanto, representa um poderoso meio de comunicação (expressão facial).	Os animais também experienciam emoções, a diferença é que as emoções humanas têm como característica o modo como estão ligadas às ideias, aos valores, aos princípios e aos juízos complexos que só os seres racionais podem ter.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

A IDENTIDADE
A IDENTIDADEA IDENTIDADE
A IDENTIDADE
 
Apresentação Inteligência Emocional
Apresentação Inteligência EmocionalApresentação Inteligência Emocional
Apresentação Inteligência Emocional
 
Id.Ego.Super
Id.Ego.SuperId.Ego.Super
Id.Ego.Super
 
Autoconhecimento
AutoconhecimentoAutoconhecimento
Autoconhecimento
 
Freud
FreudFreud
Freud
 
Sensação e Percepção
Sensação e PercepçãoSensação e Percepção
Sensação e Percepção
 
Ansiedade
AnsiedadeAnsiedade
Ansiedade
 
Erikson e o desenvolvimento psicossocial
Erikson e o desenvolvimento psicossocialErikson e o desenvolvimento psicossocial
Erikson e o desenvolvimento psicossocial
 
Percepção
PercepçãoPercepção
Percepção
 
Relações Interpessoais 1
Relações Interpessoais 1Relações Interpessoais 1
Relações Interpessoais 1
 
Palestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalPalestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio original
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
Emoção
EmoçãoEmoção
Emoção
 
Desenvolvimento infantil
Desenvolvimento infantilDesenvolvimento infantil
Desenvolvimento infantil
 
Saúde emocional
Saúde emocionalSaúde emocional
Saúde emocional
 
Como Lidar com as emoções
Como Lidar com as emoçõesComo Lidar com as emoções
Como Lidar com as emoções
 
Processos Emocionais
Processos EmocionaisProcessos Emocionais
Processos Emocionais
 
Ansiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superaçãoAnsiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superação
 
Familia na atualidade
Familia na atualidadeFamilia na atualidade
Familia na atualidade
 
Palestra inteligência emocional no combate ao stress no trabalho
Palestra inteligência emocional no combate ao stress no trabalhoPalestra inteligência emocional no combate ao stress no trabalho
Palestra inteligência emocional no combate ao stress no trabalho
 

Destaque

Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃO
Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃOCirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃO
Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃOAlex Albanese
 
2ª aula slides sinais vitais
2ª aula slides   sinais vitais2ª aula slides   sinais vitais
2ª aula slides sinais vitaisSimone Alvarenga
 
ClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunos
ClassificaçãO E Tipos De Implantes AlunosClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunos
ClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunosadrianacarrazoni
 
02 osteoma osteoide
02  osteoma osteoide02  osteoma osteoide
02 osteoma osteoidedantonfabio
 
Enxertos osseos abo 2013
Enxertos osseos abo 2013Enxertos osseos abo 2013
Enxertos osseos abo 2013Bruna Sartori
 
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das FraturasPrincípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das FraturasCaio Gonçalves de Souza
 
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)Sistema Articular (Anatomia Veterinária)
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)Vicente Fernandes
 
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vida
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de VidaJesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vida
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vidaigmateus
 
Desenvolvendo sentimentos!
Desenvolvendo sentimentos!Desenvolvendo sentimentos!
Desenvolvendo sentimentos!Leonardo Pereira
 
Educação e Espiritismo
Educação e EspiritismoEducação e Espiritismo
Educação e Espiritismogrupodepaisceb
 
Inesqueciveis licoes de_jesus
Inesqueciveis licoes de_jesusInesqueciveis licoes de_jesus
Inesqueciveis licoes de_jesusGraça Maciel
 
Manual para cuidadores de idosos
Manual para cuidadores de idososManual para cuidadores de idosos
Manual para cuidadores de idososgcmrs
 

Destaque (20)

Tecido ósseo
Tecido ósseo Tecido ósseo
Tecido ósseo
 
Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃO
Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃOCirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃO
Cirurgia avançada em implantodontia ALTERNATIVAS CIRURGICAS PARA REABILITAÇÃO
 
2ª aula slides sinais vitais
2ª aula slides   sinais vitais2ª aula slides   sinais vitais
2ª aula slides sinais vitais
 
Summers Alunos
Summers AlunosSummers Alunos
Summers Alunos
 
ClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunos
ClassificaçãO E Tipos De Implantes AlunosClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunos
ClassificaçãO E Tipos De Implantes Alunos
 
02 osteoma osteoide
02  osteoma osteoide02  osteoma osteoide
02 osteoma osteoide
 
Enxertos osseos abo 2013
Enxertos osseos abo 2013Enxertos osseos abo 2013
Enxertos osseos abo 2013
 
Conceito de Saúde 2
Conceito de Saúde 2Conceito de Saúde 2
Conceito de Saúde 2
 
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das FraturasPrincípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
Princípios de Consolidação e Tratamento das Fraturas
 
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)Sistema Articular (Anatomia Veterinária)
Sistema Articular (Anatomia Veterinária)
 
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vida
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de VidaJesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vida
Jesus: Roteiro de Luz, Espiritismo: Receita de Vida
 
Biografia de Jesus Cristo
Biografia de Jesus CristoBiografia de Jesus Cristo
Biografia de Jesus Cristo
 
Pessoa de jesus
Pessoa de jesusPessoa de jesus
Pessoa de jesus
 
Jesus Palestra
Jesus   PalestraJesus   Palestra
Jesus Palestra
 
Desenvolvendo sentimentos!
Desenvolvendo sentimentos!Desenvolvendo sentimentos!
Desenvolvendo sentimentos!
 
JESUS, MESTRE DA EDUCAÇÃO
JESUS, MESTRE DA EDUCAÇÃOJESUS, MESTRE DA EDUCAÇÃO
JESUS, MESTRE DA EDUCAÇÃO
 
Educação e Espiritismo
Educação e EspiritismoEducação e Espiritismo
Educação e Espiritismo
 
Inesqueciveis licoes de_jesus
Inesqueciveis licoes de_jesusInesqueciveis licoes de_jesus
Inesqueciveis licoes de_jesus
 
Manual para cuidadores de idosos
Manual para cuidadores de idososManual para cuidadores de idosos
Manual para cuidadores de idosos
 
Enxertos ósseos
Enxertos ósseosEnxertos ósseos
Enxertos ósseos
 

Semelhante a Emoções, Sentimentos e Afectos

Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptx
Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptxPsicologia Processos Básicos EMOCAO.pptx
Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptxBeatrizVieira226546
 
_Emoção- Apresentação.pdf
_Emoção- Apresentação.pdf_Emoção- Apresentação.pdf
_Emoção- Apresentação.pdfCarlaFreire34
 
01 sentimentos e emoções no comportamento humano
01 sentimentos e emoções no comportamento humano01 sentimentos e emoções no comportamento humano
01 sentimentos e emoções no comportamento humanoGraça Martins
 
Processos emocionais
Processos emocionaisProcessos emocionais
Processos emocionaisSilvia Revez
 
Emoções cognição
Emoções cogniçãoEmoções cognição
Emoções cogniçãoAulas Abel
 
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.pptfcodacruz1919
 
Processos Emocionais
Processos EmocionaisProcessos Emocionais
Processos EmocionaisJorge Barbosa
 
Linguagem emocional e afetividade na educação
Linguagem emocional e afetividade na educaçãoLinguagem emocional e afetividade na educação
Linguagem emocional e afetividade na educaçãoAdrianaBruno9
 
O que são emoções- António Damásio.pdf
O que são emoções- António Damásio.pdfO que são emoções- António Damásio.pdf
O que são emoções- António Damásio.pdfRuiNabais6
 
Comportamento Emocional
Comportamento EmocionalComportamento Emocional
Comportamento EmocionalTiago Malta
 
Afetos, Emoções e Conceitos Aparentados
Afetos, Emoções e Conceitos AparentadosAfetos, Emoções e Conceitos Aparentados
Afetos, Emoções e Conceitos AparentadosJorge Barbosa
 

Semelhante a Emoções, Sentimentos e Afectos (20)

Enoções
EnoçõesEnoções
Enoções
 
3 vida afetiva
3 vida afetiva3 vida afetiva
3 vida afetiva
 
Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptx
Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptxPsicologia Processos Básicos EMOCAO.pptx
Psicologia Processos Básicos EMOCAO.pptx
 
EMOÇÕES.pdf
EMOÇÕES.pdfEMOÇÕES.pdf
EMOÇÕES.pdf
 
NO LIMITE DAS EMOÇÕES
NO LIMITE DAS EMOÇÕESNO LIMITE DAS EMOÇÕES
NO LIMITE DAS EMOÇÕES
 
_Emoção- Apresentação.pdf
_Emoção- Apresentação.pdf_Emoção- Apresentação.pdf
_Emoção- Apresentação.pdf
 
01 sentimentos e emoções no comportamento humano
01 sentimentos e emoções no comportamento humano01 sentimentos e emoções no comportamento humano
01 sentimentos e emoções no comportamento humano
 
Processos emocionais
Processos emocionaisProcessos emocionais
Processos emocionais
 
Emoções - Mundo dos Negócios
Emoções - Mundo dos NegóciosEmoções - Mundo dos Negócios
Emoções - Mundo dos Negócios
 
Emoções cognição
Emoções cogniçãoEmoções cognição
Emoções cognição
 
Emoção
Emoção  Emoção
Emoção
 
Emoções
EmoçõesEmoções
Emoções
 
Emoções
EmoçõesEmoções
Emoções
 
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt
24-201-2017-desenvolvimentoemocionaleaprendizagem-reginamigliori.ppt
 
Processos Emocionais
Processos EmocionaisProcessos Emocionais
Processos Emocionais
 
Linguagem emocional e afetividade na educação
Linguagem emocional e afetividade na educaçãoLinguagem emocional e afetividade na educação
Linguagem emocional e afetividade na educação
 
O que são emoções- António Damásio.pdf
O que são emoções- António Damásio.pdfO que são emoções- António Damásio.pdf
O que são emoções- António Damásio.pdf
 
EMOÇOES
EMOÇOES EMOÇOES
EMOÇOES
 
Comportamento Emocional
Comportamento EmocionalComportamento Emocional
Comportamento Emocional
 
Afetos, Emoções e Conceitos Aparentados
Afetos, Emoções e Conceitos AparentadosAfetos, Emoções e Conceitos Aparentados
Afetos, Emoções e Conceitos Aparentados
 

Emoções, Sentimentos e Afectos

  • 1.
  • 3.
  • 9. Emoções primárias e emoções secundárias;
  • 12. De que forma a expressão das emoções pode variar consoante a cultura?
  • 13. Existe uma forma universal de se expressarem as emoções?
  • 17.
  • 21. Córtex orbitofrontal no processo da tomada de decisões;
  • 23.
  • 24.
  • 26. Medo;
  • 27. Ira;
  • 29. Nojo. Tratam-se, no fim e ao cabo, das emoções básicas ou universais. Sem que sequer nos apercebamos, desde que nos levantamos até que nos deitamos estas fazem parte das nossas experiencias diárias. Se repararmos, de facto a emoção é a primeira que característica que evidenciamos ao nascer, através do choro.
  • 30.
  • 31. Proporcionam-nos a hipótese de criar laços com os outros, desempenhando um papel importante na vida em sociedade;
  • 32. Influenciam a tomada de decisões;
  • 33. Alteram o nosso comportamento;
  • 34. Fornecem aos outros informações sobre o nosso estado interno;
  • 35.
  • 37. Emoção As emoções: Têm origem numa causa, num objecto São reacções corporais específicas, observáveis São públicas e voltadas para o exterior São automáticas e inconscientes Polaridade: podem ser negativas ou positivas São versáteis: variam em intensidade e são de breve duração Relacionam-se com o tempo: as emoções têm principio e fim
  • 38.
  • 39. Um processo passageiro, desencadeado por um estimulo (externo ou interno);
  • 40. Opera a nível psíquico, maioritariamente inconsciente, e é difícil de verbalizar, no entanto, representa um poderoso meio de comunicação (expressão facial). Os animais também experienciam emoções, a diferença é que as emoções humanas têm como característica o modo como estão ligadas às ideias, aos valores, aos princípios e aos juízos complexos que só os seres racionais podem ter.
  • 41. Componentes das emoções: Componente cognitiva – ocorre quando tomamos conhecimento do facto: se não houver conhecimento deste, não se experimenta qualquer emoção. Componente avaliativa – é feita uma avaliação, agradável ou desagradável da situação Componente fisiológica – manifestações orgânicas, corporais face á emoção
  • 42. Componente expressiva – expressões corporais que permitem mostrar ao outro as nossas emoções Componente comportamental – comportamento que o sujeito poderá ter face a outro, é o estado emocional que desencadeia determinado conjunto de comportamentos. Componente subjectiva – relaciona-se com o que o indivíduo sente a nível emocional e interior a que só ele tem acesso, ou seja, é o estado afectivo associado à emoção.
  • 43.
  • 44.
  • 46.
  • 47. Concluindo… È certo que a sociedade desempenha um papel muito mais importante na formação das emoções secundárias (ou não fossem elas designadas, também, de emoções sociais; emoções que se dão em sociedade). Por outro lado, as emoções primárias são inatas e biologicamente programadas. No entanto, uma coisa não leva à outra pelo que também as secundárias o são, em certa medida, e também a sociedade actua sobre as primárias.
  • 48. Afecto Existe, ainda, um terceiro conceito, o afecto. Este é bastante utilizado e empregue ao longo da nossa vida e quotidiano, podendo ser empiricamente sinónimo de emoção ou sentimento, erradamente, no entanto. Então o que é o afecto? O afecto é a sensação imediata e subjectiva que temos em relação a um objecto, pessoa, situação. Logo, os afectos estão associados às emoções e sentimentos, mas não se confundem com estes.
  • 49. Falar de afectos é falar da relação. A relação implica uma troca, em que se dá e se recebe, o que envolve sempre modificação dos elementos envolvidos. Nestas relações somos afectados pelos outros e afectamo-los. Os afectos que se estabelecem constroem a matriz da nossa vida pessoal e podem exprimir-se pelo amor mas também pelo ódio. A nossa sobrevivência psicológica funda-se nas relações interpessoais.
  • 50. Emoções: Universalidade e Diversidade As emoções básicas caracterizam-se por expressões universais, ou seja, são comuns a todos os indivíduos. Os nossos rostos não se costumam designar como “espelhos da alma” por mero caso, pois estes reflectem emoções. Estas manifestações são compreensíveis para todas as pessoas, independentemente da cultura. Exemplo: independentemente do local do planeta em que nos encontramos, qualquer pessoa saberá identificar alegria no nosso rosto ao esboçarmos um sorriso.
  • 51. Perspectivas sobre as emoções As emoções constituem um aspecto muito complexo do ser humano e são objecto de várias interpretações que se organizam em várias perspectivas. Estas perspectivas dão-nos a conhecer a natureza e a base das emoções. Perspectiva evolutiva; Perspectiva fisiológica; Perspectiva cognitivista; Perspectiva culturalista.
  • 52. Perspectiva Evolutiva Foi desenvolvida por Charles Darwin, que, através da comparação de expressões de emoções humanas com as dos animais, identificou seis emoções primárias ou universais: a alegria, a tristeza, a cólera, o desgosto, a surpresa e o medo. Para cada uma destas emoções, descreve as suas manifestações fisiológicas. Darwin considera que as emoções desempenham um papel adaptativo fundamental na história da espécie humana, sendo determinantes na nossa capacidade de sobrevivência.
  • 53. As emoções são públicas, pelo que podem ser partilhadas com os outros através de expressões faciais
  • 54. Experiencia de Ekman… Paul Ekman foi um cientista que desenvolveu uma investigação em que procurou testar uma hipótese que defendia: “indivíduos de culturas distintas sentiriam diferentes emoções”. Ekman realizou uma experiência: apresentou a uma tribo isolada da Nova Guiné, expressões emocionais de norte-americanos. Ekman concluiu que havia emoções que estavam presentes e que se manifestavam de forma semelhante nos dois povos que apresentavam culturas tão diferentes, ou seja, há emoções que são universais, independentemente da aprendizagem e da cultura, mas Paul Ekman não exclui a influência da cultura na expressão das emoções.
  • 55. Perspectiva Fisiológica O psicólogo e médico William James tem como interesse fundamental o estabelecimento da relação entre o corpo e a mente, que se influenciariam mutuamente: a mente influencia o corpo e o corpo influencia a mente. Exemplo: Posso sentir-me triste se assumir uma expressão facial de tristeza. (numa situação que nos provoca um choro de tristeza, só depois é que tomamos consciência da tristeza).
  • 56. Perspectiva Cognitivista De acordo com a perspectiva cognitista, existe uma relação entre os nossos processos cognitivos e as emoções. As nossas cognições são um elemento fundamental no desencadeamento das emoções: é o modo como eu encaro uma situação, que causa a emoção. Exemplo: Zango-me com uma pessoa porque interpreto o seu comportamento como ofensivo, (não é o comportamento da pessoa em si que provoca a minha raiva, mas o facto de eu o interpretar como tal). Conclusão: As emoções dependem assim do modo como avaliamos as situações.
  • 57. Perspectiva Cultural De acordo com a perspectiva culturalista, as emoções são comportamentos aprendidos no processo de socialização, ou seja, as emoções são como a linguagem, uma construção social. A cada cultura correspondem diferentes emoções e diferentes formas de as exprimir. Exemplo: Em algumas culturas não se admite que os homens chorem, enquanto que noutras culturas a expressão das emoções pelo choro é valorizada. Independentemente do sexo, o modo como se chora, quem pode chorar, onde se chora, varia de cultura para cultura.Cada cultura tem o seu conjunto de regras que especificam o tipo de emoções que se podem manifestar nas diferentes situaçõesExemplo: Um desgosto profundo pode ser sentido da mesma forma idêntica por um japonês, um português, ou um indiano, mas o modo de o exprimir é diferente.
  • 59. As bases biológicas da emoção são: Papel regulador, pois ajuda um organismo a sobreviver; A cultura e a aprendizagem alteram a expressão das emoções, atribuindo-lhe um significado diferente. As emoções são inatas. Os dispositivos cerebrais responsáveis ocupam um conjunto restrito de zonas: tronco cerebral, progredindo para as partes superiores. Esses dispositivos são activados automaticamente e inconscientemente.
  • 60. Regularmente, há uma grande tendência a considerar apenas os juízos racionais como determinantes na avaliação de situações e na construção de respostas aos estímulos. Para o melhor ou para o pior, os processos emocionais também influenciam esses factores, e em larga medida. O que levou, no caso MatildaCrabtree, um pai a disparar, quase instintivamente sobre a sua própria filha? Como já foi referido, as emoções são essenciais para a sobrevivência do ser humano e, na verdade, o sistema límbico (estrutura cerebral associada às emoções) toma controlo sobre nós quando nos encontramos em situações de perigo, ou possivelmente perigosas. Existem estruturas específicas que nos permitirão entender melhor este processo.
  • 61. Reactividade Emocional A amígdala é a estrutura cerebral envolvente mais importante na reactividade emocional imediata ao medo e à ira. Amígdala: Parte integrante do sistema límbico, localizada no interior de cada hemisfério, no lobo temporal; Processa o significado emocional dos estímulos, gerando reacções emocionais e comportamentais imediatas.
  • 62.
  • 63. Associando ao caso ‘Crabtree’, percebe-se que a existência de um caminho de emergência entre o tálamo e a amígdala, é chamado a intervir em casos de emergência. O pai de Matilda, pressupondo que podia estar um ladrão dentro de casa pressupôs ainda a possibilidade de ter de disparar caso este aparecesse, assim quando Matilda sai do roupeiro, como o seu pai se encontra em estado de emergência, o sistema límbico assume controlo do cérebro e antes que a sensação visual chegasse ao córtex associado, por meio do caminho de emergência, o seu pai age disparando sem ter conhecimento que dispara contra a própria filha.
  • 64. Concluindo… A função biológica das emoções é, então, dupla: Tem, por um lado, o papel de produzir uma reacção específica a uma situação indutor; Por outro lado permite a regulação do estado interno do organismo, com a finalidade de o preparar para essa reacção específica.
  • 65. Estado emocional; alterações fisiológicas e reacção específica
  • 66. A amígdala constitui uma estrutura importante no processamento do medo e ira, mas, porém, não explica a totalidade das expressões emocionais. Existe, portanto, uma estrutura (que tem sido alvo de estudos num passado recente) e que não faz, inclusive, parte do sistema límbico. Córtex orbitofrontal: Situado na face inferior do lobo fontal; Importante no planeamento e na coordenação de comportamentos destinados a atingir objectivos; Age antecipando e avaliando o valor potencial da recompensa/prejuízo de um comportamento.
  • 67. A região frontal, funciona coordenando, unificando e integrando toda a informação que chega ao cérebro, logo, a existência de casos como o de Elliot permitiram demonstrar a importância do córtex orbitofrontale do circuito pré-frontal-amígdala no processo de tomada de decisões, visto que mais nenhuma zona tinha sido danificada. Para além disso, o caso Elliot mostra-nos que a emoção faz parte integrante dos processos de raciocínio e de tomada de decisão. Elliot parece incapaz de aprender com os erros e tal acontece, apenas e só, porque o seu raciocínio deixou de ser afectado por sinais provenientes dos mecanismos de emoção.
  • 68. Concluindo… A mente funciona como um todo, unificando e integrando diversos aspectos e processos inter-relacionados; Existe um clara relação de interdependência entre processos cognitivos e emocionais.
  • 69. Marcadores Somáticos A hipótese dos marcadores somáticos, criados por António Damásio, devem-se a casos da natureza dos de Elliot. Marcadores Somáticos: Através da aprendizagem depreendemos a recompensa ou prejuízo associados a certas situações. Assim saberemos, para diferentes situações, que certa acção pode levar a um resultado menos bom; Funcionam como uma campainha de alarme
  • 70. Concluindo… Os marcadores somáticos baseiam-se no passados das nossas emoções: na medida em que uma acção levou, no passado, a uma experiência negativa, estaremos motivados a evitá-la e a pensar numa acção alternativa (e assim consecutivamente). Os marcadores somáticos aumentam a precisão e eficiência dos nossos processos de decisão.