EDUCAÇÃO NO BRASIL
Professor Herbert Galeno
www.herbertgaleno.blogspot.com.br
www.youtube.com.br/herbertmiguel
www.youtube.com.br/professorherbertgaleno
OBJETIVO
• Analisar a educação no Brasil, visto como um dos principais meios de ação
social inclusiva para combater a pobreza.
• Entender o contexto de analfabetismo total e analfabetismo precário
(funcional).
• Entender porque o déficit educacional gera maior exclusão social,
fortalecendo ainda mais os contrastes regionais.
A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI
• A Educação é vista como um dos principais meios para combater a pobreza no
mundo.
• Em Dacar – Senegal, no ano de 2000, foi realizado um conferência mundial
promovida pela ONU; o Fórum Educação para Todos, onde foram estabelecidas
metas para serem atingidas até 2015.
• Dentre as metas podemos destacar:
Assegurar que todas as crianças tenham acesso ao ensino primário,
principalmente as minorias étnicas.
Alcançar um nível de alfabetização de 50% dos adultos a nível mundial.
Eliminar as disparidades de gênero, etc ...
OS AVANÇOS NA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA
• De acordo com a UNESCO o Brasil alcançou alguns progressos, como: alto índice
de taxa de conclusão do ensino fundamental (aprox. 95%), como consequência
desse indicador a taxa de alfabetização melhorou em termos quantitativos. Altos
índices de matrículas no ensino secundário (aprox. 80%).
Das quatros metas usadas pela UNESCO o país registra altos índices em três:
atendimento universal, igualdade de gênero a analfabetismo.
O IVH NO BRASIL
• O Índice de Valores Humanos é um indicador criado em 2010 que serve para
complementar o IDH.
• O IVH avalia e estima as experiências vividas pelas pessoas no seu dia a dia em relação a
saúde educação e trabalho. A fórmula do IVH é semelhante ao IDH, quanto mais
próximo de 1 melhor, quanto mais próximo de 0, pior.
• O índice médio do Brasil em educação oscila em 0,54 (0,55 na regiões Sul e Sudeste,
0,54 no Centro Oeste, 0,53 no Nordeste e 0,47 no Norte.
De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE em 2010, a educação deve priorizar: o
Bom cidadão (35,7%), Emprego (30,5%), Boas pessoas (23,3%) e Boa vida (10,5%).
Um levantamento da PNUD avaliou que, em média os brasileiros tem 7,3 anos de
escolaridade, sendo que o ideal seria no mínimo o dobro.
A EDUCAÇÃO NO BRASIL
• No Brasil, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, a Educação divide-se em
dois níveis, a educação básica e o ensino superior. A educação básica
compreende a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. A
educação nacional remete para o grupo de órgãos que fazem a gestão do ensino
público e fiscalização do ensino particular.
COMO ESTÁ O BRASIL?
• O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA).
• Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre
6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE).
• O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no
ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda
não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino
fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da
escrita (Todos pela Educação).
Fonte: www.brasilescola.com.br
ALGUNS DADOS PARA ANÁLISE
• Em 2000, apenas 16,5% dos brasileiros possuíam diploma superior. A taxa era
menor que a do México (20,7%), Azerbaijão (22,3%), Arábia Saudita (22,4%),
Colômbia (23,3%), Cazaquistão (30,9%) e Bolívia (35,7%).
• Dados mais recentes, coletados em 2011 pela OECD, mostravam uma piora do
índice: somente 12,74% da população possuía diploma superior. Entre os 36 países
analisados, ficamos no último lugar. Até o penúltimo colocado, a Turquia, dava uma
lição ao Brasil: 18,87%.
• 38% dos acadêmicos do país são considerados analfabetos funcionais. Entre os
alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública, 78,5% não apresentaram
proficiência mínima em leitura. Já na prova de Matemática, 95% apresentaram não
demonstrar domínio sobre conhecimentos básicos esperados para sua idade.
Fonte: http://spotniks.com/
ainda que o gasto seja proporcionalmente alto, o valor que é investido em cada
estudante está muito abaixo da média dos países da OECD, que todo ano gastam
em torno de US$ 9,5 mil com cada discente. O Brasil investe menos de US$ 2,7 mil
por ano em seus alunos. No ranking mundial, estamos ao lado de países como
Colômbia, México e Indonésia.
QUASE 40% DOS UNIVERSITÁRIOS NÃO
SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS.
Há hoje no país 9 milhões de pessoas
que até conseguem ler, mas não
conseguem interpretar o sentido da
frase – são, por definição, analfabetos
funcionais. Mas estes 9 milhões que
me refiro não são compostos de
alunos do Ensino Fundamental ou
adultos que largaram os estudos antes
de se graduarem: são todos
estudantes ou graduados do nível
superior, cerca de 38% da nossa massa
acadêmica.
NÃO CONSEGUIMOS COMPLETAR 4
DAS 5 METAS PARA EDUCAÇÃO QUE
NÓS MESMOS NOS PROPUSEMOS.
• Durante a fundação da ONG Todos
Pela Educação, em 2006, foram
estipuladas 5 metas para melhorar a
educação do país até 2022: toda
criança e jovem entre 4 a 17 anos na
escola, toda criança plenamente
alfabetizada até os 8 anos, todo
aluno com aprendizado adequado
ao seu ano, todo jovem concluindo o
ensino médio até os 19 anos e
ampliação do investimento na
educação.
73% DOS BRASILEIROS NÃO SÃO
PLENAMENTE ALFABETIZADOS.
Apenas 26% das pessoas que realizaram os
testes do Indicador de Analfabetismo Funcional
(Inaf) tiraram nota suficiente para se
enquadrarem como plenamente alfabetizadas
na última avaliação, realizada em 2011.
Além de alarmante, o número de brasileiros
plenamente alfabetizados só vem caindo: eram
28% em 2007, caíram para 27% em 2009 e no
último teste desceram para 26%. Apesar do
número de analfabetos cair desde 2000, o
número de pessoas com alfabetização
considerada Rudimentar ou Básica vem subindo,
o que significa que a educação dada aos
analfabetos não possui um padrão de qualidade.
78,5% DOS ALUNOS SAEM DO ENSINO
MÉDIO SEM CONHECIMENTOS EM
LÍNGUA PORTUGUESA ADEQUADOS
PARA A IDADE.
Dados da ONG Todos pela Educação
mostram que, entre os alunos da
rede pública matriculados no terceiro
ano do Ensino Médio em 2013,
somente 21,5% apresentaram
conhecimentos adequados para a
idade em Língua Portuguesa. Nas
regiões Norte e Nordeste, os
números são ainda piores: 12,4 e
12,7%, respectivamente.
OS RESULTADOS SÓ PIORAM COM O
PASSAR DOS ANOS.
No 5º ano do Ensino Fundamental, as
notas dos alunos da rede pública não
atingiram a meta estabelecida por menos
de 5 pontos percentuais em Língua
Portuguesa e por 7 pontos em
Matemática na média geral.
Mas na avaliação do 9º ano do Ensino
Fundamental, a distância entre as metas e
a realidade aumentou muito e nenhum
estado chegou a efetivamente cumpri-las.
Na média do país, faltaram 19 pontos
percentuais em Língua Portuguesa e 25
pontos em Matemática.
ESTAMOS EM QUEDA LIVRE NO
RANKING DO PISA DESDE 2000.
No tão aclamado ranking Pisa, organizado
pela OCDE para medir a educação em 65
países, o Brasil nunca foi destaque. O
problema é que estamos caminhando no
sentido contrário de uma evolução.
Apesar da nota do Brasil ter crescido nos
últimos anos, como fez questão de destacar
o então Ministro da Educação, Aloízio
Mercadante, em 2013, nossa posição nunca
subiu em nenhum das 3 matérias avaliadas
desde o primeiro exame.
Educação no brasil

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  • 1.
    EDUCAÇÃO NO BRASIL ProfessorHerbert Galeno www.herbertgaleno.blogspot.com.br www.youtube.com.br/herbertmiguel www.youtube.com.br/professorherbertgaleno
  • 2.
    OBJETIVO • Analisar aeducação no Brasil, visto como um dos principais meios de ação social inclusiva para combater a pobreza. • Entender o contexto de analfabetismo total e analfabetismo precário (funcional). • Entender porque o déficit educacional gera maior exclusão social, fortalecendo ainda mais os contrastes regionais.
  • 3.
    A EDUCAÇÃO NOSÉCULO XXI • A Educação é vista como um dos principais meios para combater a pobreza no mundo. • Em Dacar – Senegal, no ano de 2000, foi realizado um conferência mundial promovida pela ONU; o Fórum Educação para Todos, onde foram estabelecidas metas para serem atingidas até 2015. • Dentre as metas podemos destacar: Assegurar que todas as crianças tenham acesso ao ensino primário, principalmente as minorias étnicas. Alcançar um nível de alfabetização de 50% dos adultos a nível mundial. Eliminar as disparidades de gênero, etc ...
  • 4.
    OS AVANÇOS NAEDUCAÇÃO BRASILEIRA • De acordo com a UNESCO o Brasil alcançou alguns progressos, como: alto índice de taxa de conclusão do ensino fundamental (aprox. 95%), como consequência desse indicador a taxa de alfabetização melhorou em termos quantitativos. Altos índices de matrículas no ensino secundário (aprox. 80%). Das quatros metas usadas pela UNESCO o país registra altos índices em três: atendimento universal, igualdade de gênero a analfabetismo.
  • 5.
    O IVH NOBRASIL • O Índice de Valores Humanos é um indicador criado em 2010 que serve para complementar o IDH. • O IVH avalia e estima as experiências vividas pelas pessoas no seu dia a dia em relação a saúde educação e trabalho. A fórmula do IVH é semelhante ao IDH, quanto mais próximo de 1 melhor, quanto mais próximo de 0, pior. • O índice médio do Brasil em educação oscila em 0,54 (0,55 na regiões Sul e Sudeste, 0,54 no Centro Oeste, 0,53 no Nordeste e 0,47 no Norte. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE em 2010, a educação deve priorizar: o Bom cidadão (35,7%), Emprego (30,5%), Boas pessoas (23,3%) e Boa vida (10,5%). Um levantamento da PNUD avaliou que, em média os brasileiros tem 7,3 anos de escolaridade, sendo que o ideal seria no mínimo o dobro.
  • 6.
    A EDUCAÇÃO NOBRASIL • No Brasil, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, a Educação divide-se em dois níveis, a educação básica e o ensino superior. A educação básica compreende a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. A educação nacional remete para o grupo de órgãos que fazem a gestão do ensino público e fiscalização do ensino particular.
  • 7.
    COMO ESTÁ OBRASIL? • O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). • Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). • O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Fonte: www.brasilescola.com.br
  • 8.
    ALGUNS DADOS PARAANÁLISE • Em 2000, apenas 16,5% dos brasileiros possuíam diploma superior. A taxa era menor que a do México (20,7%), Azerbaijão (22,3%), Arábia Saudita (22,4%), Colômbia (23,3%), Cazaquistão (30,9%) e Bolívia (35,7%). • Dados mais recentes, coletados em 2011 pela OECD, mostravam uma piora do índice: somente 12,74% da população possuía diploma superior. Entre os 36 países analisados, ficamos no último lugar. Até o penúltimo colocado, a Turquia, dava uma lição ao Brasil: 18,87%. • 38% dos acadêmicos do país são considerados analfabetos funcionais. Entre os alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública, 78,5% não apresentaram proficiência mínima em leitura. Já na prova de Matemática, 95% apresentaram não demonstrar domínio sobre conhecimentos básicos esperados para sua idade. Fonte: http://spotniks.com/
  • 9.
    ainda que ogasto seja proporcionalmente alto, o valor que é investido em cada estudante está muito abaixo da média dos países da OECD, que todo ano gastam em torno de US$ 9,5 mil com cada discente. O Brasil investe menos de US$ 2,7 mil por ano em seus alunos. No ranking mundial, estamos ao lado de países como Colômbia, México e Indonésia.
  • 10.
    QUASE 40% DOSUNIVERSITÁRIOS NÃO SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS. Há hoje no país 9 milhões de pessoas que até conseguem ler, mas não conseguem interpretar o sentido da frase – são, por definição, analfabetos funcionais. Mas estes 9 milhões que me refiro não são compostos de alunos do Ensino Fundamental ou adultos que largaram os estudos antes de se graduarem: são todos estudantes ou graduados do nível superior, cerca de 38% da nossa massa acadêmica.
  • 11.
    NÃO CONSEGUIMOS COMPLETAR4 DAS 5 METAS PARA EDUCAÇÃO QUE NÓS MESMOS NOS PROPUSEMOS. • Durante a fundação da ONG Todos Pela Educação, em 2006, foram estipuladas 5 metas para melhorar a educação do país até 2022: toda criança e jovem entre 4 a 17 anos na escola, toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos, todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano, todo jovem concluindo o ensino médio até os 19 anos e ampliação do investimento na educação.
  • 12.
    73% DOS BRASILEIROSNÃO SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS. Apenas 26% das pessoas que realizaram os testes do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) tiraram nota suficiente para se enquadrarem como plenamente alfabetizadas na última avaliação, realizada em 2011. Além de alarmante, o número de brasileiros plenamente alfabetizados só vem caindo: eram 28% em 2007, caíram para 27% em 2009 e no último teste desceram para 26%. Apesar do número de analfabetos cair desde 2000, o número de pessoas com alfabetização considerada Rudimentar ou Básica vem subindo, o que significa que a educação dada aos analfabetos não possui um padrão de qualidade.
  • 13.
    78,5% DOS ALUNOSSAEM DO ENSINO MÉDIO SEM CONHECIMENTOS EM LÍNGUA PORTUGUESA ADEQUADOS PARA A IDADE. Dados da ONG Todos pela Educação mostram que, entre os alunos da rede pública matriculados no terceiro ano do Ensino Médio em 2013, somente 21,5% apresentaram conhecimentos adequados para a idade em Língua Portuguesa. Nas regiões Norte e Nordeste, os números são ainda piores: 12,4 e 12,7%, respectivamente.
  • 14.
    OS RESULTADOS SÓPIORAM COM O PASSAR DOS ANOS. No 5º ano do Ensino Fundamental, as notas dos alunos da rede pública não atingiram a meta estabelecida por menos de 5 pontos percentuais em Língua Portuguesa e por 7 pontos em Matemática na média geral. Mas na avaliação do 9º ano do Ensino Fundamental, a distância entre as metas e a realidade aumentou muito e nenhum estado chegou a efetivamente cumpri-las. Na média do país, faltaram 19 pontos percentuais em Língua Portuguesa e 25 pontos em Matemática.
  • 15.
    ESTAMOS EM QUEDALIVRE NO RANKING DO PISA DESDE 2000. No tão aclamado ranking Pisa, organizado pela OCDE para medir a educação em 65 países, o Brasil nunca foi destaque. O problema é que estamos caminhando no sentido contrário de uma evolução. Apesar da nota do Brasil ter crescido nos últimos anos, como fez questão de destacar o então Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, em 2013, nossa posição nunca subiu em nenhum das 3 matérias avaliadas desde o primeiro exame.