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EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIFICULDADES
DE APRENDIZAGEM
1
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
ESTADO DO PARÁ
PREFEITURA DE TUCURUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Helen G. Wanderley Ferreira
DIRETORA EXECUTIVA DE ENSINO
Leulina Antônio Mendanha
COORDENADORA MUNICIPAL DO PACTO
Vera Maria do Socorro Oliveira
ORIENTADORAS DE ESTUDO
1º ANO
Fabiana Cavalcante Lopes
Luzia de Sousa Barbosa
Mª Elena Nunes Meneses
2º ANO
Mª Celina Soares Pereira
Mª da Conceição Neves Marcelino
Odilene Silva Barradas
3º ANO
Francisca Arruda de Oliveira
Francinete Pereira dos Santos
Mª Santana Ferreira Guerra
Osiany Rodrigues Vieira
EDUCAÇÃO NO CAMPO
Ana Lucia Bendelaqui
Waldilene Nunes Rodrigues
2
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
SUMÁRIO
1 -DEFICIENCIA FISICA .....................................................01
2 -DEFICIÊNCIA INTELECTUAL .............................................02
3 –SURDO ...................................................................... 05
4-CEGOS/BAIXA VISÃO ......................................................07
5 -ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO .................................12
6 -TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD).............13
HIPERATIVIDADE ............................................................. 15
7 -CURRÍCULO/ ADAPTAÇÃO CURRICULAR .................................17
8-DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/DISTURBIOS DE
APRENDIZAGEM.................................................................18
REFERÊNCIAS ................................................................. 22
3
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
A escola inclusiva oferece oportunidades de aprendizagens múltiplas a todos.
Não apenas as aprendizagens acadêmicas, mas aquelas que se referem à
sensibilidade pela diversidade humana, a experiência com a riqueza da diferença e o
desenvolvimento do espírito de colaboração, aspectos tão significativos na constituição
de um sujeito.
Buscamos neste caderno apresentar estratégias de ensino que possa ajudá-los
em sala de aula com crianças inclusas na Rede Municipal.
1 -DEFICIENCIA FISICA
Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a coordenação
motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por lesões neurológicas,
neuromusculares e ortopédicas, más-formações congênitas ou por condições
adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal (doença que causa fraqueza muscular),
hidrocefalia (excesso do líquido que serve de proteção ao sistema nervoso central) e
paralisia cerebral (desordem no sistema nervoso central).
Características:
São comuns as dificuldades no grafismo em função do comprometimento motor.
Às vezes o aprendizado é mais lento, mas, exceto nos casos de alteração na
motricidade oral, a linguagem é adquirida sem problemas. Muitos precisam de cadeira
de rodas ou muletas para se locomover. Outros apenas de apoios especiais e material
escolar adaptados, como apontadores, suportes para lápis etc.
PARALISIA CEREBRAL
Lesão no sistema nervoso central causada, na maioria das vezes, por uma falta
de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao nascer ou até dois anos após o
parto. Em 75% dos casos, a paralisia vem acompanhada de um dano intelectual.
Características:
A principal é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que
causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no
equilíbrio. Pode afetar a fala.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Recomendações:
Para contornar as restrições de coordenação motora, use canetas e lápis mais
grossos, uma espuma em volta deles costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais
fáceis de manusear que os cadernos grandes e peça que os alunos se sentem na
frente. É importante que a carteira seja inclinada.
Se o aluno não consegue falar, providencie uma prancha com desenhos ou fotos
para que se estabeleça a comunicação. Ela pode ser feita com papel cartão, em que
são coladas figuras pequenas e fotos que representem pessoas e coisas significativas,
como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o alfabeto e palavras-chave
como: sim, não, fome, sede entrar, sair. Para informar o que quer ou sente, o aluno
aponta para as figuras e se comunica.
Podem ainda ser utilizados:
 Utilizar cópia em xerox etc.
 O professor ou um colega como escriba.
 Letras emborrachadas/imantadas/em madeira/com velcro.
 Livros didáticos e de literatura com marcadores para facilitar o passar das folhas,
páginas ampliadas.
 Atividades ampliadas.
 Diferentes formas de representação simbólica (fotografias, figuras, desenhos,
símbolos, palavras).
 As fotografias representativas e pertencentes ao contexto do aluno muito
contribuem para o estabelecimento da interação, da comunicação e do interesse.
2 -DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma
pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de
tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no
desenvolvimento dessas pessoas.
A pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e
realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se
comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
• Manusear livros e revistas infantis
• Histórias à vista das gravuras do livro ( histórias pequenas).
• Histórias contadas pelo educador com o apoio de fantoches.
• Fazer o reconto das histórias lidas ( professor).
• Colocar o nome do aluno e mostrar-lhe.
• Oferecer canetas, lápis colorido, giz de cera e deixa-la rabiscar livremente.
• Cantar ou recitar parlendas, poesias, músicas ou quadras, dando estímulos para que
a criança antecipe ações. EX.: parabéns pra você. Espera-se que a criança bata
palmas logo que comece a canção.
• Solicitar à criança que antecipe gestos e ações as atividades de rotina do dia. EX.:
Apanhar a lancheira na hora da merenda.
• Ajudar o aluno a identificar objetos e figuras de pessoas conhecidas.
• Trabalhar diariamente os combinados.
• Brincar de empilhar caixas vazias de embalagens diversas.
• Imitar sons e gestos sugeridos por um modelo.
• Soltar objetos dentro de uma caixa.
• Empurrar caixas de vários tamanhos com os pés.
• Enfileirar blocos, embalagens, caixas, etc.
• Saltar pequenos obstáculos.
• Bater bola no chão e agarrar em seguida.
• Encaixar blocos e cubos diversos para fazer “torres e fileiras”.
• Solicitar a criança em diferentes situações que atenda a ordens simples como pegar
um brinquedo, ninar a boneca, pega o lápis, etc.
• Rasgar folhas de revistas e tentar unir os pedaços reconstruindo as figuras.
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• Brincar de dar passos grandes e pequenos, para que ela adquira as noções de
dimensão espacial em relação ao próprio corpo.
• Colocar as crianças em frente ao espelho, pedindo que mostre algumas partes de seu
corpo.
• Fazê-la sentir necessidade de pedir o que deseja, dizendo o nome não apenas
apontando.
• Pedir que diga seu próprio nome ou apelido.
• Fornecer a variedade de materiais que estimulem os diferentes sentidos (visão
audição, tato, etc.) permitindo intensa manipulação.
• Valorizá-las nas suas recém adquiridas habilidades.
• Incentivar o aluno a desenvolver hábitos de higiene. EX.: lavar e secas as mãos antes
de se alimentar, escovar dentes, etc.
• Apresentar a ficha ou crachá com nome próprio.
• Levar a criança a imitar a voz dos personagens das histórias trabalhadas.
• Levar a criança a identificar figuras e objetos familiares e pessoas, inclusive a si
mesma.
MATERIAIS QUE PODEM SER USADOS
• Jogos de borracha ou plástico desmontáveis.
• Brinquedos representativos de sua realidade (carrinhos, panelinhas, bonecas,
bichinhos, etc.).
• Blocos diversos para montar.
• Cubos de diversos tamanhos.
• Lápis de cera, giz, pincéis, tintas, lápis de cor, etc.
• Espelho grande na parede.
• Brinquedos sonoros.
• Caixas com orifícios.
• Embalagens diversas, vazias.
• Fantoches.
• Bolas, bonecas, brinquedos para brincar de casinha.
• Caixas de papelão de vários tamanhos.
• Regador, brinquedos de puxar.
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• Copos de plástico e potes de iogurte.
• Fichas com o nome dos alunos.
• Argolas coloridas.
• Potes, garrafas, latas fechadas, contendo dentro materiais diversos (areia, arroz,
feijão, milho, etc.).
• Brinquedos coloridos e sonoros.
• Instrumentos musicais.
• Painéis com vários estímulos para exploração.
• Papeis coloridos de texturas variadas.
• Revistas e revistas infantis.
• Massa plástica, lixas, etc.
• Jogos diversos de montar e desmontar.
• Jogos de madeira e plásticos desmontáveis.
• Massa de modelar e argila.
• Tinta guache, aquarela, tinta de dedo, etc.
• Materiais representativos da realidade: bonecas, carrinhos, panelinhas, telefone,
espelho, banquetas, bolsas, etc.
• Bolas de diversos tamanhos e cores.
• Casinha de boneca, corda.
• Jogos simples de completar figuras.
• Caixas de papelão de variados tamanhos.
• Quebra cabeça simples.
3 -SURDO
Dicas para o professor
 Procurar elaborar atividades com ilustrações (quanto mais concreto e ilustrado,
melhor será a compreensão).
 Procurar incentivar atividades em grupo.
 Realizar atividades de dramatizações (histórias, filmes).
 Oferecer atenção individualizada para a perfeita compreensão.
 Estar atento ao aparelho auditivo (caso o aluno use) e revisá-lo ao início de cada
aula.
 Manter uma relação próxima com a família.
 Os alunos com deficiências auditivas (surdos) devem ficar sempre na primeira fila
na sala de aula.
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 Há alunos que conseguem ler os movimentos dos lábios. Assim, o professor e os
colegas devem falar o mais claramente possível.
 Este estudante poderá necessitar de tempo extra para responder a avaliações.
 O professor deve falar com naturalidade e clareza, não exagerando no tom de voz.
 O professor deve evitar estar em frente à janela ou outras fontes de luz, pois o
reflexo pode obstruir a visão.
 Quando falar, não bloqueie a área à volta da boca.
 Quando utilizar o quadro ou outros materiais de apoio audiovisual, primeiro exponha
os materiais e só depois explique ou vice-versa (ex: escreva o exercício no quadro
ou no caderno e explique depois e não simultaneamente).
 Professor, um pequeno toque no ombro do aluno poderá ser um bom sistema para
lhe chamar a atenção, antes de fazer um esclarecimento.
Dicas para trabalhar com aluno surdo em sala de aula
• Para contar histórias (oralizadas) aos alunos, se você tem na sala alunos surdos ou
com deficiência auditiva, utilize recursos visuais e, ao longo da narrativa.
• Para a alfabetização, principalmente se você tem alunos surdos, não é muito
indicado que utilize o método sintético – silabação. A escrita deve estar sempre
associada ao seu significado, ou seja, a palavras, frases ou textos.
• Faça uma atividade de escrita dos nomes dos objetos da sala e, em seguida,
afixe-os nos lugares correspondentes a eles: porta, janela, lousa, etc. Faça listas
de outros objetos da escola, da casa, da cidade, do parque, da igreja, etc.
• Faça um painel com as letras do alfabeto e, na vertical, na direção da letra, peça
aos alunos que colem figuras e escrevam o nome correspondente.
• Recorte figuras de revistas, cole-as em cartolina, faça legendas que as descrevam
e pendure-as na parede da sala. Alguns dias depois, retire as legendas e peça que,
com base nas figuras, os alunos reescrevam as legendas.
• Faça um painel com rótulos de produtos. Faça a leitura desses rótulos, associando-
os á utilização dos produtos a que correspondem. Essa atividade
possibilita ao aluno surdo ampliar e especificar a linguagem por meio do
vocabulário.
• Caso haja surdos em sua turma, para auxiliar a memorização da escrita, faça
crachás com os nomes de todos, incluindo o seu, para serem usados durante a
aula.
• Para fazer um ditado, utilize desenhos, objetos, ou diga as palavras de forma bem
pausada, olhando para os alunos. Você pode também utilizar a mímica de animais:
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
• macaco, onça, pássaro, etc; objetos: escova de dentes, peças de vestuário, livro,
etc; ações: nadar, pular, escrever, etc.
• Para escrever os nomes das cores, utilize o lápis da cor escrita. Por exemplo,
escreva vermelho com lápis vermelho, etc.
• Escreva palavras faltando letras, para que sejam completadas. A essas palavras
associe desenhos. Essa atividade chama a atenção dos alunos para o número de
letras necessário á composição das palavras.
• Faça um quebra-cabeça de palavras associando-as um desenho, pois as imagens
constituem um suporte importante no processo de aprendizagem.
• Faça palavras cruzadas com nomes de alunos da classe ou com outras palavras,
sempre associadas a uma imagem.
• Para auxiliar a escrita de textos, faça com os alunos alguns passeios pelos
arredores da escola e peça que descrevam, na modalidade escrita, o que viram.
• Para alunos que ainda não identificam as letras, o professor pode desenvolver
jogos que envolvam as letras. Por exemplo:
* Faça um alfabeto de cores: amarelo, branco, creme, dourado, etc.;
* De objetos: aliança, boneca, carroça, etc.;
* De frutas: abacate, banana, carambola, damasco, etc.;
* De nomes de pessoas, etc.;
• Para ensinar letras e números, faça em sua sala de aula um jogo de bingo.
• Partindo do próprio nome da criança, criar novas palavras associando-as ás
características da criança.
• Confeccionar vários cartões com palavras que estejam sendo trabalhadas.
Obs. algumas das sugestões apresentadas, podem ser usadas com crianças com
crianças DI.
4-CEGOS/BAIXA VISÃO
O professor deve no primeiro dia de aula apresentar os ambientes da escola:
sala de aula, banheiros, quadras, corredores, sala de professor, cantina, refeitório,
biblioteca e demais instalações, para que o aluno com deficiência visual vai tateando as
paredes, móveis, corrimãos, para, assim, fazer o mapa mental do ambiente;
O aluno cego necessita do sistema Braille como sistema de leitura e escrita,
portanto, este desde a tenra idade frequenta uma sala de alfabetização Braille. Quando
o mesmo ainda não domina este código todas as disciplinas devem ser gravadas e/ou
lidas.
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Apesar das limitações visuais é preciso lembrar que o aluno com deficiência
visual compreenderá o que lhe disser, pois a deficiência visual não implica
comprometimento mental.
No caso de não terem disponível em sua classe o método Braille, faça para eles
um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais: madeira, papelão, rolos de
jornal, etc. As letras de rolo de jornal são produzidas assim:
• Enrole a folha de jornal na posição diagonal, mantendo-a sempre o mais apertado
possível.
• Ao terminar, passe cola na ponta que ficou solta.
• Modele então a letra – para isso, use a fita adesiva.
• Você poderá fazer também cartelas com letras em alto-relevo, usando sementes,
restos de lixa de ferro ou madeira, etc.
Torne suas aulas mais auditivas. Todos os textos utilizados devem ser lidos em
voz alta, se for necessário mais de uma vez. A compreensão e a interpretação do texto
devem ser sempre feitas oralmente, antes de ser escritas.
Baixa Visão
O aluno com baixa visão, ou seja, visão subnormal, é aquele que apresenta uma
perda significativa da visão não corrigível por tratamento clínico/ cirúrgico ou com uso
de óculos convencionais.
Recomendações:
• Especificamente para o aluno com baixa visão, a escola deve dispor de cadernos
de pautas largas e reforçadas, lápis de grafite escuro (3B, 4B, 6B), canetas de
pontas grossas e textos ampliados.
• A carteira escolar deve estar posicionada o mais próximo possível do quadro ou do
material visual que estiver sendo apresentado.
• Ter clareza de que o aluno enxerga as palavras e ilustrações mostradas.
• Faça para o aluno um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais:
madeira, papelão, rolos de jornal etc.
• O contraste de objeto e fundo é muito importante ; cores ideais: amarelo em fundo
preto, azul escuro e verde escuro, preto, verde, vermelho em fundo branco.
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ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO
Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver
ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).
Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as
pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio.
Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).
Incentive e ajude a desenvolver comportamentos e habilidades para participar
de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de
socialização e inclusão.
Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-
o sempre ao progresso.
Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
Oriente o estudante a procurar recursos como o computador, pois, ele se
cansará menos e aumentará sua independência. Pense nos estudantes com baixa
visão como pessoas que veem.
Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum
tempo.
Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.
Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos
familiares. Peça-lhes para descrever o que vê. Torne o “olhar” e “ver” uma situação
agradável, sem pressionar.
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OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se
canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.
Características de material impresso para baixa visão
- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
- Uso de maiúsculas;
- Usar o tipo (letra) Arial;
- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
- Usar entrelinhas e espaços;
- Cor do papel e tinta (contraste).
- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços
regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.
Materiais
- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
- Suporte para livros;
- Guia para leitura;
- Luminária com braços ajustáveis (caso na sala a iluminação não esteja apropriada);
- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas, pode ser confeccionado utilizando o
próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra
não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras,
não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais
clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso
utilizando 2 linhas);
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não
encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se encadernar um maço de sulfite,
colocar uma capa e traçar as linhas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a
necessidade do aluno como neste caso, 5 cm. As mães costumam colaborar quando
orientadas neste sentido.
Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora pode-se
utilizar de letras móveis em papel para que o aluno cole as letras, formando palavras,
ao invés de escrever.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno,
pode-se utilizar um suporte para leitura, pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados
livros, como suporte, embaixo do caderno para que este possa ficar mais elevado.
O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do aluno
com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do
tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel
cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno.
Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.
OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue
enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar
as tarefas.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
5 -ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
Alunos com Altas Habilidades/ Superdotação, são aqueles que apresentam
notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos,
isolados ou combinados:
• Capacidade intelectual geral,
• Aptidão acadêmica específica,
• Pensamento criador ou produtivo,
• Capacidade de liderança,
• Talento especial para artes e capacidade psicomotora.
Como orientar o professor
Cabe ao professor como agente do conhecimento saber identificar as áreas de
alta potencialidade do aluno; esteja disposto a trabalhar e encontrar alternativas de
atendimento viáveis, observando como a capacidade está sendo utilizada no contexto
escolar, planejando suas atividades de ensino de forma a promover o crescimento de
acordo com os ritmos, possibilidades, interesses e necessidades de tais alunos.
• Deve ainda criar um ambiente no qual os alunos procurem aprender sempre,
conversando entre si, questionando, trocando ideias entre eles e com o professor,
e utilizando os recursos disponíveis;
• Apoiar novas ideias, encorajando os alunos a desenvolvê-las;
• Acompanhar permanentemente as experiências;
• Aceitar suas limitações, promover uma relação de confiança com os alunos;
• Ajudar o aluno diante do fracasso e incentivá-lo em seu progresso;
• Procurar conhecer bem seus alunos e estabelecer comunicações direta com eles,
mostrando-se solidário e conselheiro quando necessário.
6 -TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD)
Nessa classificação, estão incluídas cinco categorias diagnósticas:
 Transtorno Autista,
 Transtorno de Rett,
 Transtorno Desintegrativo da Infância,
 Transtorno de Asperger,
 Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Transtorno Autista
É uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a
capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer
relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente —
segundo as normas que regulam essas respostas).
Características
 Atenção passageira por um curto tempo para a maioria das atividades, ainda que
possa gastar um longo tempo enfocado em uma atividade de seu próprio interesse.
 Habilidades motoras, de memória e de solução de problemas não-verbais são
desenvolvidas numa proporção normal ou relativamente avançada, quando
comparadas às habilidades de linguagem e sociais.
 Uma tendência a brincar só ou se engajar em brincadeira ativa com outras
crianças, mas não em sentar-se em paralelo ou em brincadeira interativa.
 Uma maneira de trazer os pais aos itens de interesse ao invés de apontar,
vocalizar ou utilizar o olhar fixo de olhos coordenados.
 Dificuldade de imitar ações.
 Episódios de risos ou choros sem razão aparente.
 Fala como eco (responde perguntas papagueando-as de volta).
 A habilidade de às vezes parecer surda, ainda que ouça sons distantes quando são
particularmente conhecidos.
 Uma preferência por repetição (brinquedos alinhados, ordenação, assistir guia de
pré-estreia ou canal de previsão do tempo).
 Demora na comunicação. Começam a falar tarde - quando falam.
 Usualmente não verbaliza antes dos 3 anos de idade.
 Apresenta sons estereotipados, repetitivos e sem funcionalidade.
 Usa gestual.
 Não interagem.
 Prejuízo na sociabilização.
 Preferem se isolar.
 Interesse (frequente) por objetos mecânicos.
 Gira bizarramente.
 Apego inadequado a objetos.
 Comportamentos e fala estereotipado.
 Fobias.
 Marcha ( andar) estereotipado ( nas pontas dos dedos).
 Memória seletiva ( só o que ele tem interesse).
 Decoram com facilidade
 Dificuldade de comunicação e interação social.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
 Eles são agitados.
 Têm horror de fugir à rotina.
 Não conseguem olhar nos olhos de outras pessoas.
 Fuga da realidade,
 Retraimento para o mundo interior,
 Indiferença à presença das pessoas,
 Dificuldades em estabelecer relações sociais.
Orientações para professores
• É importante que o professor verifique com alguma frequência que o aluno esteja
acompanhando o assunto da aula.
• Além disto, é aconselhável, também, que este aluno:
*Sente o mais próximo possível do professor.
*Seja requisitado como ajudante do professor algumas vezes.
• Use agendas e calendários, listas de tarefas e listas de verificação.
• Seja ajudado para poder trabalhar e concentrar-se por períodos cada vez mais
longos.
• Seja estimulado a trabalhar em grupo e a aprender a esperar a vez.
• Aprenda a pedir ajuda.
• Tenha apoio durante o recreio onde, por exemplo, poderá dedicar se a seus
assuntos de interesse, pois caso contrário poderá vagar,
• Dedicar-se a algum assunto inusitado ou ser alvo de brincadeiras dos colegas.
• Seja elogiado sempre que for bem sucedido.
• Faça uma lista dos comportamentos que precisam de limites, estabeleça
prioridades e aposte na coerência.
• A resistência à tentativa de colocação de limites é normal, mas o mais frequente é
que esta resistência diminua e a criança passe a adotar rapidamente padrões mais
adequados de comportamento.
• Uma criança autista, alfabetizada e acompanhando uma sala regular, é importante
planejar apenas em curto prazo, enfrentando um pequeno desafio de cada vez.
Assim é possível analisar o resultado de cada passo, dimensionar uma possível
mudança de estratégia, recuar um pouco quando necessário e avançar mais no
que for possível.
• Planejar em longo prazo pode ser um erro muito comprometedor com este tipo de
criança. Portanto, como em muitas outras coisas, devemos evitar a ansiedade e o
exagero de expectativas.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
HIPERATIVIDADE
A hiperatividade, denominada na medicina de desordem do déficit de atenção,
pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos.
Principais consequências do TDAH
• Baixo desempenho escolar
• Dificuldades de relacionamento
• Baixa autoestima
• Interferência no desenvolvimento educacional e social
Sugestão Pedagógica: TDAH
• Deve-se proporcionar uma boa estrutura, organização e constância (exemplo:
sempre a mesma arrumação das cadeiras ou carteiras, programas diários, regras
claramente definidas).
• Colocar a criança perto de colegas que não o provoquem ou perto da mesa do
professor.
• Encorajar frequentemente, elogiar e ser afetuoso, para que os alunos não
desanimem facilmente.
• Procurar dar responsabilidades que possam cumprir fazendo com que se sintam
necessárias e valorizadas.
• Iniciar sempre com tarefas simples e gradualmente mudar para mais complexas.
• Proporcionar trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favorecer
oportunidades sociais.
• Dar oportunidades para movimentos monitorados, como uma ida à secretaria,
levantar para apontar o lápis, levar um bilhete para o professor, ou outras
obrigações.
• Reconhecer as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH, fazendo
adaptações necessárias. (Exemplo: se a atenção é muito curta, não deve esperar
concentração em uma única tarefa).
• Colocar limites claros e objetivos; tendo uma atitude disciplinar equilibrada e
proporcionar avaliação frequente, com sugestões concretas e que ajudem a
desenvolver um comportamento adequado.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
• Fornecer instruções claras, simples e dadas uma de cada vez, com um mínimo de
distrações.
• Proporcionar intervalos previsíveis sem trabalho que o aluno pode ganhar como
recompensa por esforço feito, aumentando o tempo da atenção concentrada e o
controle da impulsividade através de um processo gradual de treinamento.
• Trabalhar com métodos variados (som, visão, tato), entretanto, novas experiências
envolvem muitas sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), e
provavelmente irá precisar de tempo extra para completar a tarefa.
• Reconhecer que os alunos com TDAH necessitam de aulas diversificadas,
modificando o programa para que o aluno sinta conforto.
• Substituir as aulas monótonas aulas mais estimulantes que venham prender a
atenção do aluno. Utilizar recursos variados que não são habituais na sala de aula
(informática, experiências, construção de maquetes, atividades desafiadoras de
criar, construir e explorar).
• Fazer um roteiro das atividades do dia, para que o aluno perceba as regras pré-
definidas e que todos devem cumpri-las.
• As tarefas devem ser curtas, para que ele consiga concluir a tarefa e não pare pela
metade, o que é muito comum.
• Possibilitar a saída do aluno algumas vezes da sala para levar bilhetes, pegar giz
em outra sala, ir ao banheiro, assim estará evitando que ele fuja da sala por conta
própria.
• Elogiar o bom comportamento e as produções, ajudando a elevar sua autoestima.
• Utilizar uma agenda de comunicação entre pais e escola.
7 -CURRÍCULO/ ADAPTAÇÃO CURRICULAR
Adaptações curriculares constituem conjunto de modificações que se realizam
nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação, atividades e
metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos.
20
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
A escola inclusiva deve atender ao pluralismo cultural do seu alunado e buscar
respostas individuais para as necessidades especiais individuais. Se antes cabia ao
aluno com deficiência se adaptar a escola, agora, dentro da concepção da escola
inclusiva, é ela quem deve se adaptar.
As adequações curriculares são entendidas como aquelas possibilidades
educacionais que permitem o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem
frente aos diferenciados ritmos e processos de construção do conhecimento. Não se
constitui em um novo currículo, mas em um “[...] currículo dinâmico, alterável, passível
de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos”, definindo um
planejamento pedagógico baseado em critérios que estabelecem o que, como e
quando o aluno deve aprender e ser avaliado e quais as formas de organização de
ensino mais eficientes para o processo de aprendizagem (brasil, 1999, p.33).
Adaptações permanentes
As adaptações mantêm-se durante grande parte ou todo o percurso escolar do aluno.
Adaptações temporárias
- Exigem modificações parciais do currículo escolar, adaptando-o às características do
aluno num determinado momento do seu percurso escolar.
-Problemas ligeiros ao nível do desenvolvimento das funções superiores:
desenvolvimento motor, perceptivo, linguístico e sócio emocional.
-Problemas ligeiros relacionados com a aprendizagem da leitura, da escrita e do
cálculo.
8 -DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM
O aprendizado é um processo bastante complexo e exige um conjunto de pré-
requisitos para que o indivíduo esteja preparado para assimilar e usar o que está lhe
sendo ensinado.
A aprendizagem escolar depende de alguns aspectos, tais como:
Dislexia
É uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura,
Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva. Não tem como causa falta de interesse,
de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou
auditiva como causa primária.
21
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
Sinais da dislexia na idade escolar
• Dificuldade na aquisição de habilidades linguísticas;
• Dificuldade com análise e síntese de um som de uma palavra;
• Pobre reconhecimento de rimas e aliteração;
• Desatenção e dispersão;
• Dificuldade na coordenação motora fina;
• Dificuldade na coordenação motora grossa;
• Desorganização geral;
• Dificuldades visuais;
• Confusão entre esquerda e direita;
• Dificuldade em manusear mapas e dicionários;
• Dificuldade com uma segunda língua;
• Dificuldade na linguagem e na fala, com vocabulário pobre;
• Problemas de conduta;
• Dificuldade de copiar de livros ou da lousa;
• Dificuldade na leitura;
• Dificuldade de memória de curto termo;
• Dificuldade na matemática e em desenho geométrico;
• Disnomias (incapacidade em nomear pessoas ou objetos);
• Emocional afetado;
• Grande desempenho em provas orais.
Características na leitura e escrita dos disléxicos
 Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-
o; e-c; f-t: h-n; i-j; m-n;v-u etc.;
 Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos
sons são acusticamente próximos: f-v; t-d; p-b;
 Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente
orientação no espaço: b-d; p-b; b-q; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
 Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som- mos;
sal-las; pal-pla;
 Substituição de palavras por outras de estrutura mais ou menos similar ou
criação de palavras , porém com diferente significado: soltou-salvou; era-ficava;
 Adições ou omissões de sons, sílabas ou palavras: famoso por fama , casa por
casaco;
 Repetições de sílabas, palavras ou frases;
22
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
 Pular uma linha, retroceder para linha anterior e perder a linha ao ler;
 Excessiva fixação do olho na linha;
 Soletração defeituosa; reconhece letras isoladamente; porém, sem poder
organizar a palavra com um todo, ou então lê a palavra sílaba por sílaba, ou
ainda lê o texto ” palavra por palavra”;
 Problemas de compreensão;
 Leitura e escrita em espelho em casos excepcionais;
 Ilegibilidade;
A CRIANÇA DEVE SER ENCAMINHADA PARA AVALIAÇÃO COM PSICOLOGO,
FONOAUDIOLOGO E PSICOPEDAGOGA.
Como trabalhar com o disléxico
• Treino da linguagem + fala + leitura do disléxico
• Ressalte os acertos, ainda que pequenos, e não enfatize os erros;
• Valorize o esforço e interesse do aluno;
• Atribua-lhe tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil;
• Evite usar a expressão "tente esforçar-se" ou outras semelhantes, pois o que ele
faz é c que ele é capaz de fazer no momento;
• Fale francamente sobre suas dificuldades sem, porém, fazê-lo sentir-se inca paz,
mas auxiliando-o a superá-las;
• Respeite o seu ritmo, pois a criança com dificuldade de linguagem tem problemas
de processamento da informação.
• Ela precisa de mais tempo para pensar, para dar sentido que ela viu e ouviu;
• Um professor pode elevar a autoestima de um aluno.
Disgrafia/ Disortografia
A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma
incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve
muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra
ilegível.
Algumas crianças com disgrafia possui também uma Disortografia amontoando
letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos digráficos que possuem
Disortografia.
23
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento
intelectual.
Características:
 Lentidão na escrita
 Letra ilegível
 Escrita desorganizada
 Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves.
 Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.
 Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou
ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda
da folha.
 Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas,
omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários
à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).
 Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita
alongada ou comprida.
 O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares.
Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.
Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:
 Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra
dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e
números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para
escrever.
 Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as
grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da
dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à
escrita.
O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de
algumas destas citadas acima.
Discalculia
Falha na aquisição e na habilidade de lidar com conceitos e símbolos
matemáticos, transcrever números e sinais erradamente, no momento em que resolve
24
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
um problema matemático, pode estar associada à dificuldade com processamento de
linguagem (dislexia).
Características
 Lentidão no trabalho: não assimila os mecanismos necessários para resolução
da tarefa como: tabuada decorada, sequências decoradas;
 Problemas com orientação espacial: não sabe posicionar os números de uma
operação na folha de papel, gasta muito espaço ou faz contas “apertadas” num
cantinho da folha;
 Dificuldade em lidar com operações básicas: soma, subtração, multiplicação e
divisão;
 Dificuldade na memória de curto e longo prazo, tabuadas, fórmulas;
 Dificuldade em lidar com grande quantidade de informação de uma vez só;
 Confusão de símbolos (= + - : . < >).
Sugestões para o professor:
 Permitir o uso de calculadora e tabela de tabuada;
 Uso de caderno quadriculado;
 Provas com questões claras e diretas, reduzindo o número de questões;
 Fazer prova sozinho, sem limite de tempo e com um tutor para certificar que
entendeu as questões;
 Fazer prova oralmente, desenvolvendo as expressões mentalmente e ditando
para que alguém transcreva;
 Moderar a quantidade de lição de casa;
 Passar exercícios repetitivos e cumulativos;
 Incentivar a visualização do problema, com desenhos;
25
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.
REFERÊNCIAS
Lopes, Fabiana Cavalcante. Adaptações Curriculares. Disponível em:
<http://fabiannalopes40.blogspot.com.br>. Acesso em:10 de Jun. de 2014.
Manhani. Lourdes P.de Souza. Et al. Uma caracterização sobre distúrbios de
aprendizagem. Disponível em: <.http://www.abpp.com.br/artigos/58.htm>. Acesso
em:10 de Jun. de 2014.
A Criança Disléxica. Disponível em:<http://www.dislexia.org.br> Acesso em: 20 de Maio
de 2014.
Santos, Célia. Atendimento pedagógico baixa visão. Disponível
em:<http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/2010/06/atendimento-ao-aluno-com-baixa-
visao_30.html> Acesso em: 10 de Maio de 2014.

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Educação Inclusiva Tucuruí PNAIC - 2014

  • 1. EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
  • 2. 1 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. ESTADO DO PARÁ PREFEITURA DE TUCURUÍ SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA Helen G. Wanderley Ferreira DIRETORA EXECUTIVA DE ENSINO Leulina Antônio Mendanha COORDENADORA MUNICIPAL DO PACTO Vera Maria do Socorro Oliveira ORIENTADORAS DE ESTUDO 1º ANO Fabiana Cavalcante Lopes Luzia de Sousa Barbosa Mª Elena Nunes Meneses 2º ANO Mª Celina Soares Pereira Mª da Conceição Neves Marcelino Odilene Silva Barradas 3º ANO Francisca Arruda de Oliveira Francinete Pereira dos Santos Mª Santana Ferreira Guerra Osiany Rodrigues Vieira EDUCAÇÃO NO CAMPO Ana Lucia Bendelaqui Waldilene Nunes Rodrigues
  • 3. 2 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. SUMÁRIO 1 -DEFICIENCIA FISICA .....................................................01 2 -DEFICIÊNCIA INTELECTUAL .............................................02 3 –SURDO ...................................................................... 05 4-CEGOS/BAIXA VISÃO ......................................................07 5 -ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO .................................12 6 -TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD).............13 HIPERATIVIDADE ............................................................. 15 7 -CURRÍCULO/ ADAPTAÇÃO CURRICULAR .................................17 8-DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM.................................................................18 REFERÊNCIAS ................................................................. 22
  • 4. 3 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. A escola inclusiva oferece oportunidades de aprendizagens múltiplas a todos. Não apenas as aprendizagens acadêmicas, mas aquelas que se referem à sensibilidade pela diversidade humana, a experiência com a riqueza da diferença e o desenvolvimento do espírito de colaboração, aspectos tão significativos na constituição de um sujeito. Buscamos neste caderno apresentar estratégias de ensino que possa ajudá-los em sala de aula com crianças inclusas na Rede Municipal. 1 -DEFICIENCIA FISICA Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a coordenação motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, más-formações congênitas ou por condições adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal (doença que causa fraqueza muscular), hidrocefalia (excesso do líquido que serve de proteção ao sistema nervoso central) e paralisia cerebral (desordem no sistema nervoso central). Características: São comuns as dificuldades no grafismo em função do comprometimento motor. Às vezes o aprendizado é mais lento, mas, exceto nos casos de alteração na motricidade oral, a linguagem é adquirida sem problemas. Muitos precisam de cadeira de rodas ou muletas para se locomover. Outros apenas de apoios especiais e material escolar adaptados, como apontadores, suportes para lápis etc. PARALISIA CEREBRAL Lesão no sistema nervoso central causada, na maioria das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao nascer ou até dois anos após o parto. Em 75% dos casos, a paralisia vem acompanhada de um dano intelectual. Características: A principal é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no equilíbrio. Pode afetar a fala.
  • 5. 4 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Recomendações: Para contornar as restrições de coordenação motora, use canetas e lápis mais grossos, uma espuma em volta deles costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que os cadernos grandes e peça que os alunos se sentem na frente. É importante que a carteira seja inclinada. Se o aluno não consegue falar, providencie uma prancha com desenhos ou fotos para que se estabeleça a comunicação. Ela pode ser feita com papel cartão, em que são coladas figuras pequenas e fotos que representem pessoas e coisas significativas, como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o alfabeto e palavras-chave como: sim, não, fome, sede entrar, sair. Para informar o que quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se comunica. Podem ainda ser utilizados:  Utilizar cópia em xerox etc.  O professor ou um colega como escriba.  Letras emborrachadas/imantadas/em madeira/com velcro.  Livros didáticos e de literatura com marcadores para facilitar o passar das folhas, páginas ampliadas.  Atividades ampliadas.  Diferentes formas de representação simbólica (fotografias, figuras, desenhos, símbolos, palavras).  As fotografias representativas e pertencentes ao contexto do aluno muito contribuem para o estabelecimento da interação, da comunicação e do interesse. 2 -DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social.
  • 6. 5 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas. A pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem. SUGESTÕES DE ATIVIDADES • Manusear livros e revistas infantis • Histórias à vista das gravuras do livro ( histórias pequenas). • Histórias contadas pelo educador com o apoio de fantoches. • Fazer o reconto das histórias lidas ( professor). • Colocar o nome do aluno e mostrar-lhe. • Oferecer canetas, lápis colorido, giz de cera e deixa-la rabiscar livremente. • Cantar ou recitar parlendas, poesias, músicas ou quadras, dando estímulos para que a criança antecipe ações. EX.: parabéns pra você. Espera-se que a criança bata palmas logo que comece a canção. • Solicitar à criança que antecipe gestos e ações as atividades de rotina do dia. EX.: Apanhar a lancheira na hora da merenda. • Ajudar o aluno a identificar objetos e figuras de pessoas conhecidas. • Trabalhar diariamente os combinados. • Brincar de empilhar caixas vazias de embalagens diversas. • Imitar sons e gestos sugeridos por um modelo. • Soltar objetos dentro de uma caixa. • Empurrar caixas de vários tamanhos com os pés. • Enfileirar blocos, embalagens, caixas, etc. • Saltar pequenos obstáculos. • Bater bola no chão e agarrar em seguida. • Encaixar blocos e cubos diversos para fazer “torres e fileiras”. • Solicitar a criança em diferentes situações que atenda a ordens simples como pegar um brinquedo, ninar a boneca, pega o lápis, etc. • Rasgar folhas de revistas e tentar unir os pedaços reconstruindo as figuras.
  • 7. 6 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. • Brincar de dar passos grandes e pequenos, para que ela adquira as noções de dimensão espacial em relação ao próprio corpo. • Colocar as crianças em frente ao espelho, pedindo que mostre algumas partes de seu corpo. • Fazê-la sentir necessidade de pedir o que deseja, dizendo o nome não apenas apontando. • Pedir que diga seu próprio nome ou apelido. • Fornecer a variedade de materiais que estimulem os diferentes sentidos (visão audição, tato, etc.) permitindo intensa manipulação. • Valorizá-las nas suas recém adquiridas habilidades. • Incentivar o aluno a desenvolver hábitos de higiene. EX.: lavar e secas as mãos antes de se alimentar, escovar dentes, etc. • Apresentar a ficha ou crachá com nome próprio. • Levar a criança a imitar a voz dos personagens das histórias trabalhadas. • Levar a criança a identificar figuras e objetos familiares e pessoas, inclusive a si mesma. MATERIAIS QUE PODEM SER USADOS • Jogos de borracha ou plástico desmontáveis. • Brinquedos representativos de sua realidade (carrinhos, panelinhas, bonecas, bichinhos, etc.). • Blocos diversos para montar. • Cubos de diversos tamanhos. • Lápis de cera, giz, pincéis, tintas, lápis de cor, etc. • Espelho grande na parede. • Brinquedos sonoros. • Caixas com orifícios. • Embalagens diversas, vazias. • Fantoches. • Bolas, bonecas, brinquedos para brincar de casinha. • Caixas de papelão de vários tamanhos. • Regador, brinquedos de puxar.
  • 8. 7 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. • Copos de plástico e potes de iogurte. • Fichas com o nome dos alunos. • Argolas coloridas. • Potes, garrafas, latas fechadas, contendo dentro materiais diversos (areia, arroz, feijão, milho, etc.). • Brinquedos coloridos e sonoros. • Instrumentos musicais. • Painéis com vários estímulos para exploração. • Papeis coloridos de texturas variadas. • Revistas e revistas infantis. • Massa plástica, lixas, etc. • Jogos diversos de montar e desmontar. • Jogos de madeira e plásticos desmontáveis. • Massa de modelar e argila. • Tinta guache, aquarela, tinta de dedo, etc. • Materiais representativos da realidade: bonecas, carrinhos, panelinhas, telefone, espelho, banquetas, bolsas, etc. • Bolas de diversos tamanhos e cores. • Casinha de boneca, corda. • Jogos simples de completar figuras. • Caixas de papelão de variados tamanhos. • Quebra cabeça simples. 3 -SURDO Dicas para o professor  Procurar elaborar atividades com ilustrações (quanto mais concreto e ilustrado, melhor será a compreensão).  Procurar incentivar atividades em grupo.  Realizar atividades de dramatizações (histórias, filmes).  Oferecer atenção individualizada para a perfeita compreensão.  Estar atento ao aparelho auditivo (caso o aluno use) e revisá-lo ao início de cada aula.  Manter uma relação próxima com a família.  Os alunos com deficiências auditivas (surdos) devem ficar sempre na primeira fila na sala de aula.
  • 9. 8 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.  Há alunos que conseguem ler os movimentos dos lábios. Assim, o professor e os colegas devem falar o mais claramente possível.  Este estudante poderá necessitar de tempo extra para responder a avaliações.  O professor deve falar com naturalidade e clareza, não exagerando no tom de voz.  O professor deve evitar estar em frente à janela ou outras fontes de luz, pois o reflexo pode obstruir a visão.  Quando falar, não bloqueie a área à volta da boca.  Quando utilizar o quadro ou outros materiais de apoio audiovisual, primeiro exponha os materiais e só depois explique ou vice-versa (ex: escreva o exercício no quadro ou no caderno e explique depois e não simultaneamente).  Professor, um pequeno toque no ombro do aluno poderá ser um bom sistema para lhe chamar a atenção, antes de fazer um esclarecimento. Dicas para trabalhar com aluno surdo em sala de aula • Para contar histórias (oralizadas) aos alunos, se você tem na sala alunos surdos ou com deficiência auditiva, utilize recursos visuais e, ao longo da narrativa. • Para a alfabetização, principalmente se você tem alunos surdos, não é muito indicado que utilize o método sintético – silabação. A escrita deve estar sempre associada ao seu significado, ou seja, a palavras, frases ou textos. • Faça uma atividade de escrita dos nomes dos objetos da sala e, em seguida, afixe-os nos lugares correspondentes a eles: porta, janela, lousa, etc. Faça listas de outros objetos da escola, da casa, da cidade, do parque, da igreja, etc. • Faça um painel com as letras do alfabeto e, na vertical, na direção da letra, peça aos alunos que colem figuras e escrevam o nome correspondente. • Recorte figuras de revistas, cole-as em cartolina, faça legendas que as descrevam e pendure-as na parede da sala. Alguns dias depois, retire as legendas e peça que, com base nas figuras, os alunos reescrevam as legendas. • Faça um painel com rótulos de produtos. Faça a leitura desses rótulos, associando- os á utilização dos produtos a que correspondem. Essa atividade possibilita ao aluno surdo ampliar e especificar a linguagem por meio do vocabulário. • Caso haja surdos em sua turma, para auxiliar a memorização da escrita, faça crachás com os nomes de todos, incluindo o seu, para serem usados durante a aula. • Para fazer um ditado, utilize desenhos, objetos, ou diga as palavras de forma bem pausada, olhando para os alunos. Você pode também utilizar a mímica de animais:
  • 10. 9 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. • macaco, onça, pássaro, etc; objetos: escova de dentes, peças de vestuário, livro, etc; ações: nadar, pular, escrever, etc. • Para escrever os nomes das cores, utilize o lápis da cor escrita. Por exemplo, escreva vermelho com lápis vermelho, etc. • Escreva palavras faltando letras, para que sejam completadas. A essas palavras associe desenhos. Essa atividade chama a atenção dos alunos para o número de letras necessário á composição das palavras. • Faça um quebra-cabeça de palavras associando-as um desenho, pois as imagens constituem um suporte importante no processo de aprendizagem. • Faça palavras cruzadas com nomes de alunos da classe ou com outras palavras, sempre associadas a uma imagem. • Para auxiliar a escrita de textos, faça com os alunos alguns passeios pelos arredores da escola e peça que descrevam, na modalidade escrita, o que viram. • Para alunos que ainda não identificam as letras, o professor pode desenvolver jogos que envolvam as letras. Por exemplo: * Faça um alfabeto de cores: amarelo, branco, creme, dourado, etc.; * De objetos: aliança, boneca, carroça, etc.; * De frutas: abacate, banana, carambola, damasco, etc.; * De nomes de pessoas, etc.; • Para ensinar letras e números, faça em sua sala de aula um jogo de bingo. • Partindo do próprio nome da criança, criar novas palavras associando-as ás características da criança. • Confeccionar vários cartões com palavras que estejam sendo trabalhadas. Obs. algumas das sugestões apresentadas, podem ser usadas com crianças com crianças DI. 4-CEGOS/BAIXA VISÃO O professor deve no primeiro dia de aula apresentar os ambientes da escola: sala de aula, banheiros, quadras, corredores, sala de professor, cantina, refeitório, biblioteca e demais instalações, para que o aluno com deficiência visual vai tateando as paredes, móveis, corrimãos, para, assim, fazer o mapa mental do ambiente; O aluno cego necessita do sistema Braille como sistema de leitura e escrita, portanto, este desde a tenra idade frequenta uma sala de alfabetização Braille. Quando o mesmo ainda não domina este código todas as disciplinas devem ser gravadas e/ou lidas.
  • 11. 10 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Apesar das limitações visuais é preciso lembrar que o aluno com deficiência visual compreenderá o que lhe disser, pois a deficiência visual não implica comprometimento mental. No caso de não terem disponível em sua classe o método Braille, faça para eles um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais: madeira, papelão, rolos de jornal, etc. As letras de rolo de jornal são produzidas assim: • Enrole a folha de jornal na posição diagonal, mantendo-a sempre o mais apertado possível. • Ao terminar, passe cola na ponta que ficou solta. • Modele então a letra – para isso, use a fita adesiva. • Você poderá fazer também cartelas com letras em alto-relevo, usando sementes, restos de lixa de ferro ou madeira, etc. Torne suas aulas mais auditivas. Todos os textos utilizados devem ser lidos em voz alta, se for necessário mais de uma vez. A compreensão e a interpretação do texto devem ser sempre feitas oralmente, antes de ser escritas. Baixa Visão O aluno com baixa visão, ou seja, visão subnormal, é aquele que apresenta uma perda significativa da visão não corrigível por tratamento clínico/ cirúrgico ou com uso de óculos convencionais. Recomendações: • Especificamente para o aluno com baixa visão, a escola deve dispor de cadernos de pautas largas e reforçadas, lápis de grafite escuro (3B, 4B, 6B), canetas de pontas grossas e textos ampliados. • A carteira escolar deve estar posicionada o mais próximo possível do quadro ou do material visual que estiver sendo apresentado. • Ter clareza de que o aluno enxerga as palavras e ilustrações mostradas. • Faça para o aluno um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais: madeira, papelão, rolos de jornal etc. • O contraste de objeto e fundo é muito importante ; cores ideais: amarelo em fundo preto, azul escuro e verde escuro, preto, verde, vermelho em fundo branco.
  • 12. 11 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso). Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão). Incentive e ajude a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão. Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando- o sempre ao progresso. Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos. Oriente o estudante a procurar recursos como o computador, pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência. Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que veem. Use as palavras “olhe” e “veja” livremente. Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo. Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão. Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê. Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.
  • 13. 12 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações. Características de material impresso para baixa visão - Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem); - Uso de maiúsculas; - Usar o tipo (letra) Arial; - Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada); - Usar entrelinhas e espaços; - Cor do papel e tinta (contraste). - Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres. Materiais - Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta; - Suporte para livros; - Guia para leitura; - Luminária com braços ajustáveis (caso na sala a iluminação não esteja apropriada); - Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas, pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas);
  • 14. 13 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se encadernar um maço de sulfite, colocar uma capa e traçar as linhas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno como neste caso, 5 cm. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido. Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora pode-se utilizar de letras móveis em papel para que o aluno cole as letras, formando palavras, ao invés de escrever.
  • 15. 14 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura, pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do caderno para que este possa ficar mais elevado. O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos. OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas.
  • 16. 15 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. 5 -ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO Alunos com Altas Habilidades/ Superdotação, são aqueles que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: • Capacidade intelectual geral, • Aptidão acadêmica específica, • Pensamento criador ou produtivo, • Capacidade de liderança, • Talento especial para artes e capacidade psicomotora. Como orientar o professor Cabe ao professor como agente do conhecimento saber identificar as áreas de alta potencialidade do aluno; esteja disposto a trabalhar e encontrar alternativas de atendimento viáveis, observando como a capacidade está sendo utilizada no contexto escolar, planejando suas atividades de ensino de forma a promover o crescimento de acordo com os ritmos, possibilidades, interesses e necessidades de tais alunos. • Deve ainda criar um ambiente no qual os alunos procurem aprender sempre, conversando entre si, questionando, trocando ideias entre eles e com o professor, e utilizando os recursos disponíveis; • Apoiar novas ideias, encorajando os alunos a desenvolvê-las; • Acompanhar permanentemente as experiências; • Aceitar suas limitações, promover uma relação de confiança com os alunos; • Ajudar o aluno diante do fracasso e incentivá-lo em seu progresso; • Procurar conhecer bem seus alunos e estabelecer comunicações direta com eles, mostrando-se solidário e conselheiro quando necessário. 6 -TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD) Nessa classificação, estão incluídas cinco categorias diagnósticas:  Transtorno Autista,  Transtorno de Rett,  Transtorno Desintegrativo da Infância,  Transtorno de Asperger,  Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação.
  • 17. 16 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Transtorno Autista É uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Características  Atenção passageira por um curto tempo para a maioria das atividades, ainda que possa gastar um longo tempo enfocado em uma atividade de seu próprio interesse.  Habilidades motoras, de memória e de solução de problemas não-verbais são desenvolvidas numa proporção normal ou relativamente avançada, quando comparadas às habilidades de linguagem e sociais.  Uma tendência a brincar só ou se engajar em brincadeira ativa com outras crianças, mas não em sentar-se em paralelo ou em brincadeira interativa.  Uma maneira de trazer os pais aos itens de interesse ao invés de apontar, vocalizar ou utilizar o olhar fixo de olhos coordenados.  Dificuldade de imitar ações.  Episódios de risos ou choros sem razão aparente.  Fala como eco (responde perguntas papagueando-as de volta).  A habilidade de às vezes parecer surda, ainda que ouça sons distantes quando são particularmente conhecidos.  Uma preferência por repetição (brinquedos alinhados, ordenação, assistir guia de pré-estreia ou canal de previsão do tempo).  Demora na comunicação. Começam a falar tarde - quando falam.  Usualmente não verbaliza antes dos 3 anos de idade.  Apresenta sons estereotipados, repetitivos e sem funcionalidade.  Usa gestual.  Não interagem.  Prejuízo na sociabilização.  Preferem se isolar.  Interesse (frequente) por objetos mecânicos.  Gira bizarramente.  Apego inadequado a objetos.  Comportamentos e fala estereotipado.  Fobias.  Marcha ( andar) estereotipado ( nas pontas dos dedos).  Memória seletiva ( só o que ele tem interesse).  Decoram com facilidade  Dificuldade de comunicação e interação social.
  • 18. 17 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.  Eles são agitados.  Têm horror de fugir à rotina.  Não conseguem olhar nos olhos de outras pessoas.  Fuga da realidade,  Retraimento para o mundo interior,  Indiferença à presença das pessoas,  Dificuldades em estabelecer relações sociais. Orientações para professores • É importante que o professor verifique com alguma frequência que o aluno esteja acompanhando o assunto da aula. • Além disto, é aconselhável, também, que este aluno: *Sente o mais próximo possível do professor. *Seja requisitado como ajudante do professor algumas vezes. • Use agendas e calendários, listas de tarefas e listas de verificação. • Seja ajudado para poder trabalhar e concentrar-se por períodos cada vez mais longos. • Seja estimulado a trabalhar em grupo e a aprender a esperar a vez. • Aprenda a pedir ajuda. • Tenha apoio durante o recreio onde, por exemplo, poderá dedicar se a seus assuntos de interesse, pois caso contrário poderá vagar, • Dedicar-se a algum assunto inusitado ou ser alvo de brincadeiras dos colegas. • Seja elogiado sempre que for bem sucedido. • Faça uma lista dos comportamentos que precisam de limites, estabeleça prioridades e aposte na coerência. • A resistência à tentativa de colocação de limites é normal, mas o mais frequente é que esta resistência diminua e a criança passe a adotar rapidamente padrões mais adequados de comportamento. • Uma criança autista, alfabetizada e acompanhando uma sala regular, é importante planejar apenas em curto prazo, enfrentando um pequeno desafio de cada vez. Assim é possível analisar o resultado de cada passo, dimensionar uma possível mudança de estratégia, recuar um pouco quando necessário e avançar mais no que for possível. • Planejar em longo prazo pode ser um erro muito comprometedor com este tipo de criança. Portanto, como em muitas outras coisas, devemos evitar a ansiedade e o exagero de expectativas.
  • 19. 18 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. HIPERATIVIDADE A hiperatividade, denominada na medicina de desordem do déficit de atenção, pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Principais consequências do TDAH • Baixo desempenho escolar • Dificuldades de relacionamento • Baixa autoestima • Interferência no desenvolvimento educacional e social Sugestão Pedagógica: TDAH • Deve-se proporcionar uma boa estrutura, organização e constância (exemplo: sempre a mesma arrumação das cadeiras ou carteiras, programas diários, regras claramente definidas). • Colocar a criança perto de colegas que não o provoquem ou perto da mesa do professor. • Encorajar frequentemente, elogiar e ser afetuoso, para que os alunos não desanimem facilmente. • Procurar dar responsabilidades que possam cumprir fazendo com que se sintam necessárias e valorizadas. • Iniciar sempre com tarefas simples e gradualmente mudar para mais complexas. • Proporcionar trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favorecer oportunidades sociais. • Dar oportunidades para movimentos monitorados, como uma ida à secretaria, levantar para apontar o lápis, levar um bilhete para o professor, ou outras obrigações. • Reconhecer as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH, fazendo adaptações necessárias. (Exemplo: se a atenção é muito curta, não deve esperar concentração em uma única tarefa). • Colocar limites claros e objetivos; tendo uma atitude disciplinar equilibrada e proporcionar avaliação frequente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado.
  • 20. 19 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. • Fornecer instruções claras, simples e dadas uma de cada vez, com um mínimo de distrações. • Proporcionar intervalos previsíveis sem trabalho que o aluno pode ganhar como recompensa por esforço feito, aumentando o tempo da atenção concentrada e o controle da impulsividade através de um processo gradual de treinamento. • Trabalhar com métodos variados (som, visão, tato), entretanto, novas experiências envolvem muitas sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), e provavelmente irá precisar de tempo extra para completar a tarefa. • Reconhecer que os alunos com TDAH necessitam de aulas diversificadas, modificando o programa para que o aluno sinta conforto. • Substituir as aulas monótonas aulas mais estimulantes que venham prender a atenção do aluno. Utilizar recursos variados que não são habituais na sala de aula (informática, experiências, construção de maquetes, atividades desafiadoras de criar, construir e explorar). • Fazer um roteiro das atividades do dia, para que o aluno perceba as regras pré- definidas e que todos devem cumpri-las. • As tarefas devem ser curtas, para que ele consiga concluir a tarefa e não pare pela metade, o que é muito comum. • Possibilitar a saída do aluno algumas vezes da sala para levar bilhetes, pegar giz em outra sala, ir ao banheiro, assim estará evitando que ele fuja da sala por conta própria. • Elogiar o bom comportamento e as produções, ajudando a elevar sua autoestima. • Utilizar uma agenda de comunicação entre pais e escola. 7 -CURRÍCULO/ ADAPTAÇÃO CURRICULAR Adaptações curriculares constituem conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação, atividades e metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos.
  • 21. 20 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. A escola inclusiva deve atender ao pluralismo cultural do seu alunado e buscar respostas individuais para as necessidades especiais individuais. Se antes cabia ao aluno com deficiência se adaptar a escola, agora, dentro da concepção da escola inclusiva, é ela quem deve se adaptar. As adequações curriculares são entendidas como aquelas possibilidades educacionais que permitem o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem frente aos diferenciados ritmos e processos de construção do conhecimento. Não se constitui em um novo currículo, mas em um “[...] currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos”, definindo um planejamento pedagógico baseado em critérios que estabelecem o que, como e quando o aluno deve aprender e ser avaliado e quais as formas de organização de ensino mais eficientes para o processo de aprendizagem (brasil, 1999, p.33). Adaptações permanentes As adaptações mantêm-se durante grande parte ou todo o percurso escolar do aluno. Adaptações temporárias - Exigem modificações parciais do currículo escolar, adaptando-o às características do aluno num determinado momento do seu percurso escolar. -Problemas ligeiros ao nível do desenvolvimento das funções superiores: desenvolvimento motor, perceptivo, linguístico e sócio emocional. -Problemas ligeiros relacionados com a aprendizagem da leitura, da escrita e do cálculo. 8 -DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM O aprendizado é um processo bastante complexo e exige um conjunto de pré- requisitos para que o indivíduo esteja preparado para assimilar e usar o que está lhe sendo ensinado. A aprendizagem escolar depende de alguns aspectos, tais como: Dislexia É uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária.
  • 22. 21 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. Sinais da dislexia na idade escolar • Dificuldade na aquisição de habilidades linguísticas; • Dificuldade com análise e síntese de um som de uma palavra; • Pobre reconhecimento de rimas e aliteração; • Desatenção e dispersão; • Dificuldade na coordenação motora fina; • Dificuldade na coordenação motora grossa; • Desorganização geral; • Dificuldades visuais; • Confusão entre esquerda e direita; • Dificuldade em manusear mapas e dicionários; • Dificuldade com uma segunda língua; • Dificuldade na linguagem e na fala, com vocabulário pobre; • Problemas de conduta; • Dificuldade de copiar de livros ou da lousa; • Dificuldade na leitura; • Dificuldade de memória de curto termo; • Dificuldade na matemática e em desenho geométrico; • Disnomias (incapacidade em nomear pessoas ou objetos); • Emocional afetado; • Grande desempenho em provas orais. Características na leitura e escrita dos disléxicos  Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c- o; e-c; f-t: h-n; i-j; m-n;v-u etc.;  Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: f-v; t-d; p-b;  Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; p-b; b-q; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;  Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som- mos; sal-las; pal-pla;  Substituição de palavras por outras de estrutura mais ou menos similar ou criação de palavras , porém com diferente significado: soltou-salvou; era-ficava;  Adições ou omissões de sons, sílabas ou palavras: famoso por fama , casa por casaco;  Repetições de sílabas, palavras ou frases;
  • 23. 22 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA.  Pular uma linha, retroceder para linha anterior e perder a linha ao ler;  Excessiva fixação do olho na linha;  Soletração defeituosa; reconhece letras isoladamente; porém, sem poder organizar a palavra com um todo, ou então lê a palavra sílaba por sílaba, ou ainda lê o texto ” palavra por palavra”;  Problemas de compreensão;  Leitura e escrita em espelho em casos excepcionais;  Ilegibilidade; A CRIANÇA DEVE SER ENCAMINHADA PARA AVALIAÇÃO COM PSICOLOGO, FONOAUDIOLOGO E PSICOPEDAGOGA. Como trabalhar com o disléxico • Treino da linguagem + fala + leitura do disléxico • Ressalte os acertos, ainda que pequenos, e não enfatize os erros; • Valorize o esforço e interesse do aluno; • Atribua-lhe tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil; • Evite usar a expressão "tente esforçar-se" ou outras semelhantes, pois o que ele faz é c que ele é capaz de fazer no momento; • Fale francamente sobre suas dificuldades sem, porém, fazê-lo sentir-se inca paz, mas auxiliando-o a superá-las; • Respeite o seu ritmo, pois a criança com dificuldade de linguagem tem problemas de processamento da informação. • Ela precisa de mais tempo para pensar, para dar sentido que ela viu e ouviu; • Um professor pode elevar a autoestima de um aluno. Disgrafia/ Disortografia A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível. Algumas crianças com disgrafia possui também uma Disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos digráficos que possuem Disortografia.
  • 24. 23 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual. Características:  Lentidão na escrita  Letra ilegível  Escrita desorganizada  Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves.  Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.  Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.  Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).  Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida.  O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares. Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular. Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:  Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.  Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita. O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima. Discalculia Falha na aquisição e na habilidade de lidar com conceitos e símbolos matemáticos, transcrever números e sinais erradamente, no momento em que resolve
  • 25. 24 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. um problema matemático, pode estar associada à dificuldade com processamento de linguagem (dislexia). Características  Lentidão no trabalho: não assimila os mecanismos necessários para resolução da tarefa como: tabuada decorada, sequências decoradas;  Problemas com orientação espacial: não sabe posicionar os números de uma operação na folha de papel, gasta muito espaço ou faz contas “apertadas” num cantinho da folha;  Dificuldade em lidar com operações básicas: soma, subtração, multiplicação e divisão;  Dificuldade na memória de curto e longo prazo, tabuadas, fórmulas;  Dificuldade em lidar com grande quantidade de informação de uma vez só;  Confusão de símbolos (= + - : . < >). Sugestões para o professor:  Permitir o uso de calculadora e tabela de tabuada;  Uso de caderno quadriculado;  Provas com questões claras e diretas, reduzindo o número de questões;  Fazer prova sozinho, sem limite de tempo e com um tutor para certificar que entendeu as questões;  Fazer prova oralmente, desenvolvendo as expressões mentalmente e ditando para que alguém transcreva;  Moderar a quantidade de lição de casa;  Passar exercícios repetitivos e cumulativos;  Incentivar a visualização do problema, com desenhos;
  • 26. 25 Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – Educação Inclusiva - SEMEC/Tucuruí-PA. REFERÊNCIAS Lopes, Fabiana Cavalcante. Adaptações Curriculares. Disponível em: <http://fabiannalopes40.blogspot.com.br>. Acesso em:10 de Jun. de 2014. Manhani. Lourdes P.de Souza. Et al. Uma caracterização sobre distúrbios de aprendizagem. Disponível em: <.http://www.abpp.com.br/artigos/58.htm>. Acesso em:10 de Jun. de 2014. A Criança Disléxica. Disponível em:<http://www.dislexia.org.br> Acesso em: 20 de Maio de 2014. Santos, Célia. Atendimento pedagógico baixa visão. Disponível em:<http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/2010/06/atendimento-ao-aluno-com-baixa- visao_30.html> Acesso em: 10 de Maio de 2014.