9ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação


           Dicas para o
             ENEM
              2012
           Escola Francisca
           Moreira de Souza
E.E.M FRANCISCA MOREIRA DE SOUZA

1.Escrever com correção:
• Têm peso alto os deslizes gramaticais,
     que podem e costumam levar à
       reprovação no concurso.
2. Escrever com simplicidade:
 •Jamais esqueça de que quem lê quer
 entender. Assim, seja simples, claro e
               objetivo.
 Ex.: À socapa, o homúnculo palrador,
      vencendo a lassidão, seguia
 donairosamente pelas coxilhas em flor.
3. Ser Conciso:
    •Algo de extrema importância é a
  concisão, isto é, o emprego de poucas
     palavras para transmitir ideias.
Ex.: Ele, que há muito tempo estava preocupado com a
 prova que faria no colégio, estudou até altas horas da
  noite, provavelmente até depois das duas horas da
                     madrugada.
4. Criar frases curtas:
•Frases muito longas, mesmo concisas,
 podem tirar a noção de estruturação
                frasal.

Ex.: Quando os trabalhadores se aproximaram
da escadaria e, por conta desses equívocos que
 ninguém consegue explicar, se dirigiram de
 maneira grosseira ao presidente da empresa.
5. Observar a coesão textual:
  •Um dos principais tópicos de redação é a
coesão; por isso mesmo, um dos que mais têm
    derrubados candidatos em concursos.

   Ex.: Conquanto tenha estudado,
   conseguiu aprovação imediata.
6. Evitar repetições de palavras:
  •Embora não constitua erro gramatical,
repetir palavras denota pobreza vocabular e
               enfeia o texto.

 Ex.: Paulo, que escreve profissionalmente, diz
  que é possível que não se comentam erros.
Paulo, escritor profissional, diz ser possível não
                 cometer erros.
7. Evitar figuras de linguagem:
•Você não está proibido de empregar figuras
 de linguagem em sua redação, mas só deve
  fazê-lo com absoluta convicção, e assim
            mesmo sem exageros.
8. Evitar cacofonias, ambiguidade
                      e rimas:
a) Às vezes, sem que o percebamos de imediato, da junção
de duas palavras na frase surge uma terceira, desagradável
    por não pertencer ao contexto em que aparece: é a
                        cacofonia.
        Ex.: Nosso hino é muito bonito. (suíno)
               Ninguém toca nela. (canela)
        Não diga barbante, diga linha. (galinha)
        Uns têm pouca fé, outros têm fé demais.
                     (café, fede mais)
b) O problema do duplo sentido, conhecido como
ambiguidade ou anfibologia, em termos práticos, é mais
      grave do que a da cacofonia. Uma vez que é
imprescindível que o leitor entenda o texto, não pode o
 candidato construir frases nas quais aflore mais de um
   sentido, sob o risco de invalidar todo o parágrafo.
Ex.: Marcos disse ao amigo que sua mãe tinha viajado.
                (de quem é a mãe?)
  A mulher chegou à rua com cheiro desagradável.
        (o cheiro era da mulher ou da rua?)
O homem consertou o carro. (ele mesmo fez o conserto,
         ou pagou a alguém para fazê-lo?)
c) Um texto em prosa deve evitar palavras de mesma
 terminação, ou seja, que rimam entre si. É praticamente
 impossível impedir que isso aconteça, mas que não seja
repetitivo, que não atinja um número grande de palavras,
                pois o texto ficará ridículo.

  Ex.: Há gente indecente em qualquer continente.
       Antes do almoço, o moço fez um esboço.
          Seu cão, meu irmão, é um amigo.
9. Evitar o lugar-comum:
•Em cada época, existem termos que ganham a
preferência popular. Todos falam ou escrevem a
mesma coisa, num festival de incompetência
linguística, inadmissível numa boa redação.

     Ex.: A mãe natureza está apenas revidando.
           Ele continua focando no jogo.
    Nos primórdios da humanidade, era diferente.
               -Você gostou do jogo?
                   -Com certeza.
Ex.: O efeito estufa nada mais é do que a
         vingança da Mãe-natureza.

Ex.: Nem os monstros sagrados da literatura e do
         cinema escaparam da crítica.

     Ex.: Já não se fazem mais pais como
                 antigamente.
10. Não usar gírias, palavras chulas e
            estrangeiras:
•É terrivelmente prejudicial à redação o emprego
de palavras ou expressões ofensivas. Seja sempre
delicado, cortês e respeitador dos bons costumes.

     Ex.: Adorava boi ralado. (carne moída)
           Preciso de um time. (tempo)
             Sua vida é um “show”.
As dez habilidades básicas da vírgula
1 Pausa inconclusa
Quando surge na escrita, marca uma pausa inconclusa na
fala. Exemplo: "Quando surge na escrita, marca uma pausa
inconclusa na fala".
2 Marcar fronteiras
Opera sempre na oração, marcando fronteiras entre
orações ou entre elementos oracionais. Exemplo em que
surge com seu charme todo:
"Julião Machado, segundo me dizem, é homem culto e
ilustrado; e, como entre nós, no nosso meio doutoral e
bacharelesco, os artistas são apresentados como
ignorantes, ele quer mostrar com as suas legendas, longas,
virguladinhas, que não é" (Lima Barreto, Feiras e Mafuás).
3 Habilidades seriais
A vírgula sinaliza séries de vocábulos, de termos, de
orações: "Preguei, demonstrei, honrei a verdade eleitoral, a
verdade constitucional, a verdade republicana" (Rui
Barbosa, "Oração aos Moços").

Nesta função de seriadora, às vezes cede espaço para o
ponto e vírgula, e fazem elegantes manobras conjuntas:
"Mal o avistavam, já as caras refloriam; se fazia um gesto,
espirravam risos; se abria a boca, espigaitavam-se uns,
outros afrouxavam os coses, terceiros desabotoavam os
coletes." (Monteiro Lobato, O Engraçado Arrependido).
4 Intercalação
A vírgula marca bem a intercalação de elementos na
oração, mas não reclama se o escritor por vezes usar para
isso travessões ou parênteses: "Pode-se dizer, sem a menor
sombra de dúvida, que a vírgula é - e não por acaso - o
corpo e a alma da pontuação".

5 Dar ênfase
Sinaliza com eficácia a transposição enfática de um
elemento do meio ou do final de uma oração para o início,
ou do início para o final: "Ingênuo, o Inácio nunca foi. -
Era um sujeito de fala mansa e longas dissertações, o
Inácio.“ Colaborar com a elipse
6 Colaborar com a elipse
A vírgula marca a omissão de termos no período:
"Aqueles são a parte da natureza. Estes, a do trabalho" (Rui
Barbosa, Oração aos Moços)

7 Ser, muitas vezes, facultativa
O que abre campo a manobras estilísticas: "Mas neste clima
singular e típico destacam-se outras anomalias, que ainda
mais o agravam." Nessa passagem de Os Sertões, Euclides
também poderia ter escrito: "Mas, neste clima singular e
típico, destacam-se outras anomalias, que ainda mais o
agravam".
8 Ser lógica e articulada
Não se presta a separar o inseparável. Assim, nada
de pô-la entre sujeito e predicado ou entre verbo e
seu objeto. Não "Pedro, compra livros" ou "Pedro
compra, livros" quando se quer "Pedro compra
livros". Se há aposto, pode-se tê-la duas vezes,
antes e depois, para marcar o fato: "Pedro, meu
irmão, compra livros".
9 Substituir outros sinais
A vírgula não é egoísta. Atua em ambientes em que outros sinais
atuariam. Uma mina de ouro para escritores, que descobrem veios de
expressividade na alternância de vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-
pontos, travessões, parênteses. Veja a passagem de Euclides: "O
jagunço é menos teatralmente heroico; é mais tenaz; é mais resistente;
é mais perigoso; é mais forte; é mais duro." Belo efeito, que teria
diferente matiz com a vírgula: "O jagunço é menos teatralmente
heroico, é mais tenaz, é mais resistente, é mais perigoso, é mais forte,
é mais duro". Matiz distinto haveria com o uso de pontos: "O jagunço
é menos teatralmente heroico. É mais tenaz. É mais resistente. É mais
perigoso. É mais forte. É mais duro". Ao escritor compete a escolha
adequada ao texto.
10 Ser usada com expressividade
A vírgula costuma ser certinha no comportamento,
mas, vez por outra, por expressividade, pode surgir
onde não devia, ou não surgir onde devia. Malícias
do ofício! Foi o que fez Euclides, ao colocá-la para
marcar pausa mecânica (também chamada
respiratória) em "Mas no sul a força viva restante
no temperamento dos que vinham de romper o mar
imoto, não se delia num clima enervante."
Os sentidos da vírgula
1 Marcar inversões da ordem direta
Quando a crise chegou, estavam desprevenidos.
Embora achasse que não, disse que o amava.
Depois da lua de mel, fugiu dele para não mais
voltar.
Quando o adjunto adverbial for representado por
uma só palavra, a vírgula é dispensável, a menos
que se queira acentuar o valor do advérbio: Hoje
vamos passear no bosque. Melancolicamente se
despediram. (Ou: "Melancolicamente, se
despediram" /"Melancolicamente, despediram-se".)
2 Marcar intercalações que interrompam a ordem
natural da frase
Em explicações, retificações, ressalvas, continuações,
aposições, vocativos, conclusões, inclusive oracionais:
Aquele político, eterno candidato, se refugia na Câmara
para não ir preso.

Nós, respondeu o representante da bancada da motosserra,
daremos um jeito.
Deus meu, por que me abandonaste?
3 Marcar omissão do verbo já enunciado na oração
anterior
Ele foi de primeira classe; ela, de terceira. (Foi.)
O marido gostava de balé; a mulher, de luta livre.
(Gostava.)
Ou:
O marido gostava de balé, e a mulher, de luta livre.
Nota-se que no exemplo anterior justifica-se a vírgula
antes da conjunção "e" porque ela une duas orações com
sujeitos diferentes: marido e mulher.
4 Separar termos da mesma função em sequência,
coordenados
Laranjas, limões, bananas; ladrões, traficantes, políticos;
jogar, correr, disputar; primeiro, segundo, terceiro, quarto.
A casa onde nasceu, a rua onde viveu, a cidade onde
morreu. Ela deixou livros, discos, quadros, tapetes,
saudades.

Mas não se usa vírgula antes do verbo, após o último
elemento de uma série de núcleos de sujeito separados por
vírgula: Os livros raros, os discos da coleção, os quadros
antigos, os tapetes puídos, as lembranças amargas (sujeito)
foram deixados pela amada que partia.
Dica enem

Dica enem

  • 2.
    9ª Coordenadoria Regionalde Desenvolvimento da Educação Dicas para o ENEM 2012 Escola Francisca Moreira de Souza
  • 3.
    E.E.M FRANCISCA MOREIRADE SOUZA 1.Escrever com correção: • Têm peso alto os deslizes gramaticais, que podem e costumam levar à reprovação no concurso.
  • 4.
    2. Escrever comsimplicidade: •Jamais esqueça de que quem lê quer entender. Assim, seja simples, claro e objetivo. Ex.: À socapa, o homúnculo palrador, vencendo a lassidão, seguia donairosamente pelas coxilhas em flor.
  • 5.
    3. Ser Conciso: •Algo de extrema importância é a concisão, isto é, o emprego de poucas palavras para transmitir ideias. Ex.: Ele, que há muito tempo estava preocupado com a prova que faria no colégio, estudou até altas horas da noite, provavelmente até depois das duas horas da madrugada.
  • 6.
    4. Criar frasescurtas: •Frases muito longas, mesmo concisas, podem tirar a noção de estruturação frasal. Ex.: Quando os trabalhadores se aproximaram da escadaria e, por conta desses equívocos que ninguém consegue explicar, se dirigiram de maneira grosseira ao presidente da empresa.
  • 7.
    5. Observar acoesão textual: •Um dos principais tópicos de redação é a coesão; por isso mesmo, um dos que mais têm derrubados candidatos em concursos. Ex.: Conquanto tenha estudado, conseguiu aprovação imediata.
  • 8.
    6. Evitar repetiçõesde palavras: •Embora não constitua erro gramatical, repetir palavras denota pobreza vocabular e enfeia o texto. Ex.: Paulo, que escreve profissionalmente, diz que é possível que não se comentam erros. Paulo, escritor profissional, diz ser possível não cometer erros.
  • 9.
    7. Evitar figurasde linguagem: •Você não está proibido de empregar figuras de linguagem em sua redação, mas só deve fazê-lo com absoluta convicção, e assim mesmo sem exageros.
  • 10.
    8. Evitar cacofonias,ambiguidade e rimas: a) Às vezes, sem que o percebamos de imediato, da junção de duas palavras na frase surge uma terceira, desagradável por não pertencer ao contexto em que aparece: é a cacofonia. Ex.: Nosso hino é muito bonito. (suíno) Ninguém toca nela. (canela) Não diga barbante, diga linha. (galinha) Uns têm pouca fé, outros têm fé demais. (café, fede mais)
  • 11.
    b) O problemado duplo sentido, conhecido como ambiguidade ou anfibologia, em termos práticos, é mais grave do que a da cacofonia. Uma vez que é imprescindível que o leitor entenda o texto, não pode o candidato construir frases nas quais aflore mais de um sentido, sob o risco de invalidar todo o parágrafo. Ex.: Marcos disse ao amigo que sua mãe tinha viajado. (de quem é a mãe?) A mulher chegou à rua com cheiro desagradável. (o cheiro era da mulher ou da rua?) O homem consertou o carro. (ele mesmo fez o conserto, ou pagou a alguém para fazê-lo?)
  • 12.
    c) Um textoem prosa deve evitar palavras de mesma terminação, ou seja, que rimam entre si. É praticamente impossível impedir que isso aconteça, mas que não seja repetitivo, que não atinja um número grande de palavras, pois o texto ficará ridículo. Ex.: Há gente indecente em qualquer continente. Antes do almoço, o moço fez um esboço. Seu cão, meu irmão, é um amigo.
  • 13.
    9. Evitar olugar-comum: •Em cada época, existem termos que ganham a preferência popular. Todos falam ou escrevem a mesma coisa, num festival de incompetência linguística, inadmissível numa boa redação. Ex.: A mãe natureza está apenas revidando. Ele continua focando no jogo. Nos primórdios da humanidade, era diferente. -Você gostou do jogo? -Com certeza.
  • 14.
    Ex.: O efeitoestufa nada mais é do que a vingança da Mãe-natureza. Ex.: Nem os monstros sagrados da literatura e do cinema escaparam da crítica. Ex.: Já não se fazem mais pais como antigamente.
  • 15.
    10. Não usargírias, palavras chulas e estrangeiras: •É terrivelmente prejudicial à redação o emprego de palavras ou expressões ofensivas. Seja sempre delicado, cortês e respeitador dos bons costumes. Ex.: Adorava boi ralado. (carne moída) Preciso de um time. (tempo) Sua vida é um “show”.
  • 16.
    As dez habilidadesbásicas da vírgula 1 Pausa inconclusa Quando surge na escrita, marca uma pausa inconclusa na fala. Exemplo: "Quando surge na escrita, marca uma pausa inconclusa na fala". 2 Marcar fronteiras Opera sempre na oração, marcando fronteiras entre orações ou entre elementos oracionais. Exemplo em que surge com seu charme todo: "Julião Machado, segundo me dizem, é homem culto e ilustrado; e, como entre nós, no nosso meio doutoral e bacharelesco, os artistas são apresentados como ignorantes, ele quer mostrar com as suas legendas, longas, virguladinhas, que não é" (Lima Barreto, Feiras e Mafuás).
  • 17.
    3 Habilidades seriais Avírgula sinaliza séries de vocábulos, de termos, de orações: "Preguei, demonstrei, honrei a verdade eleitoral, a verdade constitucional, a verdade republicana" (Rui Barbosa, "Oração aos Moços"). Nesta função de seriadora, às vezes cede espaço para o ponto e vírgula, e fazem elegantes manobras conjuntas: "Mal o avistavam, já as caras refloriam; se fazia um gesto, espirravam risos; se abria a boca, espigaitavam-se uns, outros afrouxavam os coses, terceiros desabotoavam os coletes." (Monteiro Lobato, O Engraçado Arrependido).
  • 18.
    4 Intercalação A vírgulamarca bem a intercalação de elementos na oração, mas não reclama se o escritor por vezes usar para isso travessões ou parênteses: "Pode-se dizer, sem a menor sombra de dúvida, que a vírgula é - e não por acaso - o corpo e a alma da pontuação". 5 Dar ênfase Sinaliza com eficácia a transposição enfática de um elemento do meio ou do final de uma oração para o início, ou do início para o final: "Ingênuo, o Inácio nunca foi. - Era um sujeito de fala mansa e longas dissertações, o Inácio.“ Colaborar com a elipse
  • 19.
    6 Colaborar coma elipse A vírgula marca a omissão de termos no período: "Aqueles são a parte da natureza. Estes, a do trabalho" (Rui Barbosa, Oração aos Moços) 7 Ser, muitas vezes, facultativa O que abre campo a manobras estilísticas: "Mas neste clima singular e típico destacam-se outras anomalias, que ainda mais o agravam." Nessa passagem de Os Sertões, Euclides também poderia ter escrito: "Mas, neste clima singular e típico, destacam-se outras anomalias, que ainda mais o agravam".
  • 20.
    8 Ser lógicae articulada Não se presta a separar o inseparável. Assim, nada de pô-la entre sujeito e predicado ou entre verbo e seu objeto. Não "Pedro, compra livros" ou "Pedro compra, livros" quando se quer "Pedro compra livros". Se há aposto, pode-se tê-la duas vezes, antes e depois, para marcar o fato: "Pedro, meu irmão, compra livros".
  • 21.
    9 Substituir outrossinais A vírgula não é egoísta. Atua em ambientes em que outros sinais atuariam. Uma mina de ouro para escritores, que descobrem veios de expressividade na alternância de vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois- pontos, travessões, parênteses. Veja a passagem de Euclides: "O jagunço é menos teatralmente heroico; é mais tenaz; é mais resistente; é mais perigoso; é mais forte; é mais duro." Belo efeito, que teria diferente matiz com a vírgula: "O jagunço é menos teatralmente heroico, é mais tenaz, é mais resistente, é mais perigoso, é mais forte, é mais duro". Matiz distinto haveria com o uso de pontos: "O jagunço é menos teatralmente heroico. É mais tenaz. É mais resistente. É mais perigoso. É mais forte. É mais duro". Ao escritor compete a escolha adequada ao texto.
  • 22.
    10 Ser usadacom expressividade A vírgula costuma ser certinha no comportamento, mas, vez por outra, por expressividade, pode surgir onde não devia, ou não surgir onde devia. Malícias do ofício! Foi o que fez Euclides, ao colocá-la para marcar pausa mecânica (também chamada respiratória) em "Mas no sul a força viva restante no temperamento dos que vinham de romper o mar imoto, não se delia num clima enervante."
  • 23.
    Os sentidos davírgula 1 Marcar inversões da ordem direta Quando a crise chegou, estavam desprevenidos. Embora achasse que não, disse que o amava. Depois da lua de mel, fugiu dele para não mais voltar. Quando o adjunto adverbial for representado por uma só palavra, a vírgula é dispensável, a menos que se queira acentuar o valor do advérbio: Hoje vamos passear no bosque. Melancolicamente se despediram. (Ou: "Melancolicamente, se despediram" /"Melancolicamente, despediram-se".)
  • 24.
    2 Marcar intercalaçõesque interrompam a ordem natural da frase Em explicações, retificações, ressalvas, continuações, aposições, vocativos, conclusões, inclusive oracionais: Aquele político, eterno candidato, se refugia na Câmara para não ir preso. Nós, respondeu o representante da bancada da motosserra, daremos um jeito. Deus meu, por que me abandonaste?
  • 25.
    3 Marcar omissãodo verbo já enunciado na oração anterior Ele foi de primeira classe; ela, de terceira. (Foi.) O marido gostava de balé; a mulher, de luta livre. (Gostava.) Ou: O marido gostava de balé, e a mulher, de luta livre. Nota-se que no exemplo anterior justifica-se a vírgula antes da conjunção "e" porque ela une duas orações com sujeitos diferentes: marido e mulher.
  • 26.
    4 Separar termosda mesma função em sequência, coordenados Laranjas, limões, bananas; ladrões, traficantes, políticos; jogar, correr, disputar; primeiro, segundo, terceiro, quarto. A casa onde nasceu, a rua onde viveu, a cidade onde morreu. Ela deixou livros, discos, quadros, tapetes, saudades. Mas não se usa vírgula antes do verbo, após o último elemento de uma série de núcleos de sujeito separados por vírgula: Os livros raros, os discos da coleção, os quadros antigos, os tapetes puídos, as lembranças amargas (sujeito) foram deixados pela amada que partia.