Desenvolvimento profissional


1. De que estamos a falar?
2. Há ideias para o desenvolver?
3. História(s) recente(s) do Grupo 550
4. Desafios atuais
5. Reflexões finais …
1. De que estamos a falar?



                                    DP = Formação?!

      Envolvimento em projetos
                                                       Leituras e debates

             Participação em seminários

                                      Aprender (para)(na)(da) prática
         Investigação-ação
                                                          Reflexão
                                                 (prática objeto de análise)

                                   Colaboração
                                 (tarefa comum)

“Aprendizagem pessoal (…) oportunidades formais e informais (…) centradas nas necessidades”
                                                                                 (Day, 2001)
2. Há ideias para o desenvolver?



      O desenvolvimento do conhecimento profissional para ensinar

    • … do assunto (Informática)
    • … dos alunos
    • … do currículo
    • … do processo de condução do ensino

Intencionalidade e envolvimento…
                                      Resolução de problemas
         Estudos de casos
                             Comunidades de aprendizagem

         Estudo de aulas (lesson study)
                                                               (Duarte, 2011)
2. Há ideias para o desenvolver?




Comunidades de aprendizagem

   Partilhar um propósito …
   … melhorar a prática e a aprendizagem dos seus alunos
   … experimentar (novos) materiais curriculares
                                                                 (Sowder, 2007)


   Contexto para discutir boas experiências e dificuldades/frustrações

                                                              (Mewborn, 2003)
2. Há ideias para o desenvolver?




As lesson study


  Desenvolver conhecimento na prática, orientado para a ação;
  Professores caminham juntos no ‘desenho’ de uma aula;
  Rotativamente, um implementa e os outros observam/registam.
                                           (Ruthven & Goodchild, 2008)

  Discutem a aula, introduzem alterações, podem refletir com apoio
  externo
                                                           (Krainer, 2011)
2. Há ideias para o desenvolver?



         Experiências de desenvolvimento profissional

Aspetos (+)
    Dar sentido às experiências pessoais de ensino do professor

                                                   (Llinares & Krainer, 2006 )
    Desenvolver a perceção profissional
    Isomorfismo: experiências de DP e sala de aula
                                                              (Sowder, 2007)
    Mudança individual - cultura escolar
    Colaboração: oportunidade para correr riscos
3. História(s) recente(s) do Grupo 550



                Disciplina TIC, 9º e 10º ano (2003)




              Prática, articulada, usada em contexto


Que desafios para os novos professores?

  Turmas grandes, alunos mais novos, formação para todos, trabalho
  de projeto (conteúdo e processo)
3. História(s) recente(s) do Grupo 550
3. História(s) recente(s) do Grupo 550
3. História(s) recente(s) do Grupo 550
4. Desafios atuais …




As TIC no 7º e 8º anos


As metas …

Domínios: informação, produção e comunicação/colaboração

Autonomia e exploração guiada
Não obrigatoriedade de sequencialidade
Diagnóstico -> Decisões sobre o quê
Projetos, resolução de problemas, prática contextualizada
Colaboração (outras escolas)
4. Desafios atuais …




Não é possível realizar pequenos projetos quando se tem apenas 90
minutos por semana, num único semestre. Ou bem que se consegue
lecionar conteúdos ou bem que se desenvolve um projeto que precisa de
conhecimentos consolidados para o fazer .

Penso que pelo pouco tempo que temos de disciplina, deveremos apenas
selecionar o mais essencial e sermos exigentes nessas aprendizagens.
5. Reflexões finais …




Como pensar o desenvolvimento profissional?


    1) A intemporalidade das mensagens


    2) A atualidade dos novos media sociais


    3) Experiências ousadas e intensas
5. Reflexões finais …



1) A intemporalidade das mensagens
Educação e experiência
Criatividade, capacidade de raciocínio e espírito crítico
A Pedagogia de Projetos



             Rejeita o computador e o software que ensina
             O LOGO, para além da linguagem: uma filosofia educacional, com o
             aluno no comando, explorando, criando e aprendendo com o erro.


“A grande preocupação das escolas do presente é compartimentar
o saber, em vez de oferecer contextos para compreendermos um
mundo de diversidade, em que vivemos cada vez mais sequiosos
de saber e mais afogados em informação”
5. Reflexões finais …




2) A atualidade dos novos media sociais

É no mundo (real e virtual) dos media sociais que vai acontecer
grande parte da vida profissional.


     • Como gerir a convivência entre duas gerações ?
     • Que competências para tirar partido das novas literacias ?
     • Como articular a aprendizagem dentro e fora da escola?




                           Figueiredo (2010). A Geração 2.0 e os Novos Saberes
5. Reflexões finais …




3) Experiências ousadas e intensas

   • Um objetivo/tarefa comum
   • Condições para experimentar com os seus alunos
   • Colaboração e reflexão sobre a prática (ferramentas)
   • Envolvam a observação e análise do que fazem os alunos
   • Prolongadas no tempo

   Ir além das boas tarefas e desafios
   • A comunicação e a organização dos processos de trabalho
   • A monitorização das tarefas na sala de aula
O facto de a escola ser vivida pelos alunos como uma espécie de vida adiada é,
certamente, o nosso pior adversário
                                                          (Barbosa & al., 1993)




Assim como há vida para além do deficit … também há vida para além das
metas … e dos exames
                                               (Duarte, Novembro de 2012)
Referências bibliográficas

Dewey, J. (2010). Experiência e Educação. Tradução de Renata Gaspar. Rio de Janeiro: Petrópolis.
Duarte, J. A. (2011). Tecnologias e Pensamento algébrico: um estudo sobre o conhecimento
profissional dos professores. Lisboa: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
Figueiredo, A. D. (2010). A geração 2.0 e os Novos Saberes. In Seminário “Papel dos Media” das
Jornadas “Cá fora também se aprende”. Lisboa: Conselho Nacional de Educação.
LLinares, S., & Krainer, K. (2006). Mathematics (student) teachers and teacher educators as learners.
In A. Gutiérrez, & P. Boer (Eds.). Handbook of Research on the Psychology of Mathematics Education:
Past, present and future (pp. 429-459). Rotherdam: Sense Publishers.
Mewborn, D. S. (2003). Teaching, teachers’ knowledge, and their professional development. In J.
Kilpatrick, W. G. Martin, & D. Schifter (Eds.), A Research Companion to Principles and Standards for
School Mathematics (pp. 45-52). Reston: NCTM.
Papert, S. (1985). Logo: Computadores e Educação. São Paulo: Editora Brasiliense.
Ruthven, K., & Goodchild, S. (2008). Linking researching with teaching. In L. English (Ed.), Handbook
of International Research in Mathematics Education (pp. 561-588). Mahwah, NJ: Laurence Erlbaum.
Sowder, J. T. (2007). The mathematical education and development of teachers. In F. K. Lester (Ed.),
Second handbook of research on mathematics teaching and learning: A project of the National
Council of Teachers of Mathematics (Vol. I, pp. 157-223). Charlotte, NC: Information Age Publishing.

Desenvolvimento Profissional do Docente - Percursos da vida de um professor

  • 2.
    Desenvolvimento profissional 1. Deque estamos a falar? 2. Há ideias para o desenvolver? 3. História(s) recente(s) do Grupo 550 4. Desafios atuais 5. Reflexões finais …
  • 3.
    1. De queestamos a falar? DP = Formação?! Envolvimento em projetos Leituras e debates Participação em seminários Aprender (para)(na)(da) prática Investigação-ação Reflexão (prática objeto de análise) Colaboração (tarefa comum) “Aprendizagem pessoal (…) oportunidades formais e informais (…) centradas nas necessidades” (Day, 2001)
  • 4.
    2. Há ideiaspara o desenvolver? O desenvolvimento do conhecimento profissional para ensinar • … do assunto (Informática) • … dos alunos • … do currículo • … do processo de condução do ensino Intencionalidade e envolvimento… Resolução de problemas Estudos de casos Comunidades de aprendizagem Estudo de aulas (lesson study) (Duarte, 2011)
  • 5.
    2. Há ideiaspara o desenvolver? Comunidades de aprendizagem Partilhar um propósito … … melhorar a prática e a aprendizagem dos seus alunos … experimentar (novos) materiais curriculares (Sowder, 2007) Contexto para discutir boas experiências e dificuldades/frustrações (Mewborn, 2003)
  • 6.
    2. Há ideiaspara o desenvolver? As lesson study Desenvolver conhecimento na prática, orientado para a ação; Professores caminham juntos no ‘desenho’ de uma aula; Rotativamente, um implementa e os outros observam/registam. (Ruthven & Goodchild, 2008) Discutem a aula, introduzem alterações, podem refletir com apoio externo (Krainer, 2011)
  • 7.
    2. Há ideiaspara o desenvolver? Experiências de desenvolvimento profissional Aspetos (+) Dar sentido às experiências pessoais de ensino do professor (Llinares & Krainer, 2006 ) Desenvolver a perceção profissional Isomorfismo: experiências de DP e sala de aula (Sowder, 2007) Mudança individual - cultura escolar Colaboração: oportunidade para correr riscos
  • 8.
    3. História(s) recente(s)do Grupo 550 Disciplina TIC, 9º e 10º ano (2003) Prática, articulada, usada em contexto Que desafios para os novos professores? Turmas grandes, alunos mais novos, formação para todos, trabalho de projeto (conteúdo e processo)
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    4. Desafios atuais… As TIC no 7º e 8º anos As metas … Domínios: informação, produção e comunicação/colaboração Autonomia e exploração guiada Não obrigatoriedade de sequencialidade Diagnóstico -> Decisões sobre o quê Projetos, resolução de problemas, prática contextualizada Colaboração (outras escolas)
  • 13.
    4. Desafios atuais… Não é possível realizar pequenos projetos quando se tem apenas 90 minutos por semana, num único semestre. Ou bem que se consegue lecionar conteúdos ou bem que se desenvolve um projeto que precisa de conhecimentos consolidados para o fazer . Penso que pelo pouco tempo que temos de disciplina, deveremos apenas selecionar o mais essencial e sermos exigentes nessas aprendizagens.
  • 14.
    5. Reflexões finais… Como pensar o desenvolvimento profissional? 1) A intemporalidade das mensagens 2) A atualidade dos novos media sociais 3) Experiências ousadas e intensas
  • 15.
    5. Reflexões finais… 1) A intemporalidade das mensagens Educação e experiência Criatividade, capacidade de raciocínio e espírito crítico A Pedagogia de Projetos Rejeita o computador e o software que ensina O LOGO, para além da linguagem: uma filosofia educacional, com o aluno no comando, explorando, criando e aprendendo com o erro. “A grande preocupação das escolas do presente é compartimentar o saber, em vez de oferecer contextos para compreendermos um mundo de diversidade, em que vivemos cada vez mais sequiosos de saber e mais afogados em informação”
  • 16.
    5. Reflexões finais… 2) A atualidade dos novos media sociais É no mundo (real e virtual) dos media sociais que vai acontecer grande parte da vida profissional. • Como gerir a convivência entre duas gerações ? • Que competências para tirar partido das novas literacias ? • Como articular a aprendizagem dentro e fora da escola? Figueiredo (2010). A Geração 2.0 e os Novos Saberes
  • 17.
    5. Reflexões finais… 3) Experiências ousadas e intensas • Um objetivo/tarefa comum • Condições para experimentar com os seus alunos • Colaboração e reflexão sobre a prática (ferramentas) • Envolvam a observação e análise do que fazem os alunos • Prolongadas no tempo Ir além das boas tarefas e desafios • A comunicação e a organização dos processos de trabalho • A monitorização das tarefas na sala de aula
  • 18.
    O facto dea escola ser vivida pelos alunos como uma espécie de vida adiada é, certamente, o nosso pior adversário (Barbosa & al., 1993) Assim como há vida para além do deficit … também há vida para além das metas … e dos exames (Duarte, Novembro de 2012)
  • 19.
    Referências bibliográficas Dewey, J.(2010). Experiência e Educação. Tradução de Renata Gaspar. Rio de Janeiro: Petrópolis. Duarte, J. A. (2011). Tecnologias e Pensamento algébrico: um estudo sobre o conhecimento profissional dos professores. Lisboa: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Figueiredo, A. D. (2010). A geração 2.0 e os Novos Saberes. In Seminário “Papel dos Media” das Jornadas “Cá fora também se aprende”. Lisboa: Conselho Nacional de Educação. LLinares, S., & Krainer, K. (2006). Mathematics (student) teachers and teacher educators as learners. In A. Gutiérrez, & P. Boer (Eds.). Handbook of Research on the Psychology of Mathematics Education: Past, present and future (pp. 429-459). Rotherdam: Sense Publishers. Mewborn, D. S. (2003). Teaching, teachers’ knowledge, and their professional development. In J. Kilpatrick, W. G. Martin, & D. Schifter (Eds.), A Research Companion to Principles and Standards for School Mathematics (pp. 45-52). Reston: NCTM. Papert, S. (1985). Logo: Computadores e Educação. São Paulo: Editora Brasiliense. Ruthven, K., & Goodchild, S. (2008). Linking researching with teaching. In L. English (Ed.), Handbook of International Research in Mathematics Education (pp. 561-588). Mahwah, NJ: Laurence Erlbaum. Sowder, J. T. (2007). The mathematical education and development of teachers. In F. K. Lester (Ed.), Second handbook of research on mathematics teaching and learning: A project of the National Council of Teachers of Mathematics (Vol. I, pp. 157-223). Charlotte, NC: Information Age Publishing.