Cultura dos Citrinos
Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel
Sofia Lopes
Julho 2022
Conteúdo programático
1. Caracterização da cultura
2. Hábitos de frutificação
3. Sistemas de condução
4. Porta Enxertos
5. Enxertia
6. Variedades
7. Sistemas de poda
8. A polinização
9. Fertilização mineral e orgânica
10. Colheita
11. Proteção fitossanitária
Caracterização da cultura e
produção
Caracterização da cultura
ORIGEM:
• Os citrinos são originários das Regiões tropicais e sub-
tropicais do Continente Asiático e do Arquipélago Malaico.
• A laranja azeda e o limão entraram na Europa pelos Árabes
no Século X.
• A laranja doce foi trazida para Portugal na época dos
descobrimentos por D. João de Castro no ano de 1520.
• D. Francisco de Mascarenhas plantou as primeiras laranjas
doces provenientes da China. Destas árvores originaram-se
os laranjais que se estenderam pelas lezírias do Tejo e Sado
e depois à Madeira, Açores e Brasil, dando a Portugal a
categoria de maior exportador de laranjas.
O ciclo da laranja nos Açores (1750 –
1870)
• A cultura da laranjeira nos Açores remonta ao século XVI,
assinalando-se os primeiros pomares em S. Miguel e na Ilha
Terceira.
• Só a partir do século XVIII a produção de laranja destinada à
exportação, viria enriquecer os proprietários Micaelenses
durante mais de cem anos, muitos dos quais eram de
nacionalidade estrangeira.
• Os anos máximos de exportação deu-se nos anos de 1860 a
1870.
• A decadência dos pomares de laranja ocorre com o
aparecimento de pragas (Coccus hesperidium) e doenças
(“lágrima”), provocando o definhamento e morte das plantas
e à perda da qualidade da fruta.
• Concorrência da laranja de Valência.
• Abandono dos pomares e transformação de propriedades em
estufas de ananás e outras produções.
https://raparigadaslaranjas.blogs.sapo.pt/6100.html
Mirantes e torres da laranja
• Mirantes construídos em pedra que serviam de ponto de
vigia para o mar e para o interior da quinta.
Exportação de laranja pelo Arquipélago dos Açores, por
distritos, de 1833 – 1870
Unidade: caixa grande
Caixa grande: aproximadamente 750 laranjas
Situação da produção de citrinos em
Portugal
• Em Portugal o Algarve é a principal região produtora de citrinos
que ocupam uma área de 180 000 Ha e uma produção anual
de cerca de 190 000 toneladas com perto de 70% do total
Nacional.
• A laranjeira é a espécie mais plantada (83%), seguindo-se a
tangerineira com (12%).
• Nos Açores a área ocupada por citrinos é de cerca de 400 Ha.
• Na ilha de S. Miguel a laranja ocupa 138 Ha, os limoeiros 6 Ha
e a Tangerineira e Mandarineira 40 Ha.
http://www.agronegocios.eu/noticias/citricultura-um-setor-com-potencial-em-portugal/
Taxonomia dos citrinos (Segundo Walter T. Swingle)
Caracterização da cultura
As espécies do género Citrus são
alógamas e altamente heterozigotas,
podendo haver cruzamento entre si e
com géneros afins, inclusive com
produção de híbridos férteis.
Tal como acontece em outras fruteiras,
os citrinos podem se reproduzir, via
sementes, por apomixia ou
poliembrionia, além do método de
reprodução sexual, formando um ou
mais embriões a partir da diferenciação
de células do nucelo da semente.
Ocorrência de mutações de gomo.
Morfologia do fruto
Hábitos de frutificação
➢ A Laranjeira, Tangerineira e Limoeiro frutificam a partir de gomos mistos
e dos gomos exclusivamente florais que se encontram nas axilas das
folhas dos ramos com menos de um ano.
➢ Os lançamentos emitidos pelos gomos mistos, como os gomos florais,
surgem normalmente no final do inverno, princípio da primavera.
➢ No limoeiro as flores aparecem também em pequenos eixos nascidos
em ramos de dois ou mais anos e nalgumas cultivares em várias épocas
do ano, podendo assim encontrar-se na mesma planta, frutos de
diversos tamanhos e outros já maduros.
➢ A laranjeira e tangerineira frutificam principalmente na zona exterior da
copa, enquanto no limoeiro se encontra também no interior.
Frutificação
➢ O ciclo de frutificação dos citrinos é relativamente longo (jan a jun).
➢ A indução floral ocorre durante o inverno, estimulada pelo frio. As
flores abrem no final do inverno ou início da primavera e o processo de
abscisão e vingamento do fruto prolonga-se até junho.
➢ Segue-se o processo de desenvolvimento do fruto, que pode demorar
entre 3 meses (variedades temporãs) ou mais de um ano (variedades
serôdias). Durante a fase de maturação, em algumas variedades,
principalmente de laranjeiras de umbigo, há uma forte tendência para a
queda de frutos.
Ciclo de frutificação dos citrinos
Hábitos de crescimento
Os citrinos apresentam 3 ciclos de rebentação: primavera, verão e
outono.
A rebentação mais importante é a que ocorre no final do inverno/
princípio da primavera, onde se dá a produção de um grande número de
rebentos com entrenós curtos e crescimento muito limitado.
Em laranjeiras e tangerineiras, a rebentação de
primavera é a única que tem rebentos florais e
mistos.
A segunda rebentação ocorre em finais de junho a
princípios de julho - rebentação de verão.
A terceira rebentação tem lugar em setembro.
Os rebentos produzidos nessas duas rebentações
são normalmente de tipo vegetativo, menos
numerosos que na primavera, mas têm maior
número de entrenós e são mais compridos.
Exigências edafo climáticas
Clima
Temperatura
➢ Os citrinos podem ser cultivados em climas muito diferentes,
desde os tropicais até às zonas temperadas quentes.
➢ A temperatura ótima para o desenvolvimento da planta está
entre os 23 °C e os 34 °C. Temperaturas de 37-39 °C limitam
o crescimento da árvore.
➢ As plantas necessitam de uma determinada quantidade de
calor para os frutos atingirem a maturação (total de horas de
calor acima de 12,8ºC). Tangerinas < Laranja precoce <
Laranja tardia
Humidade
➢ Humidades elevadas são favoráveis pois os frutos tendem a
ficar mais tenros, casca mais fina e sumarentos.
Exigências edafo climáticas
Vento
➢ As zonas ventosas não são
adequadas para a instalação de
citrinos, pois pode provocar a
desidratação de rebentos novos, a
quebra de pernadas e a queda de
frutos e/ou folhas. Sobretudo durante
a época de floração, os ventos
prejudicam a produção.
Exigências edafo climáticas
Solos
➢ Os solos mais adequados são os de
textura franco-arenosa e franco-argilo-
arenosa, com profundidade superior a
40 cm e bem drenados.
➢ pH mais favorável: 5,5 e 7,0.
➢ Em replantações, deve-se deixar o solo
livre de citrinos entre o arranque das
árvores velhas e a plantação das novas
(pelo menos 2 anos).
➢ Na planificação do pomar deve ser previsto o diâmetro da copa, em
função da variedade e do porta-enxerto. A distância entre as filas de
árvores deve permitir que na fase adulta do pomar haja espaço para
passagem do trator, sem provocar danos na fruta (em pomares
mecanizados).
Sistema de condução e compasso
de plantação
➢ Os citrinos apresentam uma copa globosa
e normalmente são conduzidos sob a forma
livre, em vaso e em forma de bola.
➢ Nos EUA os pomares de citrinos têm
adotado a condução em sebe fruteira (hedge
row), sendo a poda e colheita efetuada
mecanicamente.
➢ A densidade de plantação deve ter em
conta a espécie, a variedade, o porta-
enxerto, o tipo de solo, as condições
climáticas e o maneio cultural a adotar.
Compassos de plantação (m):
➢ Laranjeiras: 4,5 x 6,0 R / 5,5 a 6,5 Q
➢ Limoeiros: 5,5 x 7,0 R / 6,6 a 7,5 Q
➢Tangerineiras: 4,0 x 5,5 R / 5,0 a 6,0 Q
Instalação do pomar
Critérios a ter em conta na instalação do pomar:
❑ Histórico da parcela (cultura anterior);
❑ Estrutura e textura do solo (análise do perfil);
❑ Fertilidade do solo (análise química);
❑ Ventos dominantes (exposição do local);
❑ Instalação de sebes/proteção contra o vento;
❑ Necessidade de rega;
❑ Escolha da variedade em função do local/mercado;
❑ Densidade e compasso de plantação.
A polinização dos citrinos
As flores das cultivares de citrinos, cujos frutos produzem muitas
sementes, necessitam ser polinizadas e fecundadas para produzir
frutos. Entretanto, existem variedades partenocárpicas que não
necessitam polinização e fecundação para frutificar.
Os citrinos (Laranjeira ou Limoeiro por exemplo) segregam muito
néctar, o que lhes confere grande atratividade das abelhas. Apesar da
maioria das cultivares serem autofecundas e autopolinizáveis, a
importância da presença das abelhas verifica-se no aumento do calibre
e da homogeneidade dos frutos, diminuindo também a queda dos
mesmos.
O número de colmeias a colocar
num pomar de citrinos deverá ser 2
a 8 colmeias/ha.
Variedades de citrinos
Variedades de citrinos Portugal/Açores
Laranjas brancas ou comuns
• Temporãs: Seleta, Prata, Valenciana, Salustiana
• Serôdias: Valencia late, St. Michael, D. João
Laranjas de umbigo
• Temporãs: Bahia (W. Navel), Navelina (Dalmau), Newhall, California
• Serôdia: Navelate, Lanelate, Rhode
Laranja sanguínea: St. Michael blood, Moro
Tangerineiras
• Tangerina (Setubalense, Nova, Ortanique, Murcott, Encore)
• Mandarina (Carvalhais)
• Clementinas (Nules, Fina, Clemenules)
• Satsuma (Okitsu)
Limoeiros (Branco regional, Lisboa, Eureka, Lunário, Galego)
Lima (Lima doce, Tahiti – Bears, Kaffir)
Toranja (Star Ruby, March)
Laranjas brancas ou comuns
Valência late Dom João
Prata Terra (St. Michael)
Laranjas umbigo
Lane Late
Newhall Bahia (W. Navel)
California
Tangerineiras/Clementinas
Encore
Setubalense Carvalhais
Clementina Nules
Limoeiro
Galego
Branco regional Eureka
Lisboa
Lima
Lima doce Tahiti (Bears)
Kaffir
Porta-enxertos
Porta-enxertos
A enxertia é a forma de propagação de citrinos mais utilizada e
a que produz plantas viáveis e de interesse para a
implementação de pomares comerciais.
Os porta-enxertos que têm sido utilizados na produção
comercial de citrinos são:
➢ Laranjeira azeda
➢ Limoeiro galego (cravo/rosa)
➢ Poncirus trifoliata
➢Citrange troyer
➢ Citrange carrizo
➢ Citrumeleiro
Os porta-enxertos são obtidos,
Principalmente a partir das
sementes .
Porta-enxertos
Laranjeira Azeda C. reticulata (tangerina) x C. maxima (toranja)
Porta-enxerto que tem sido mais utilizado em Portugal, até há poucos
anos devido à boa afinidade com a maioria das variedades de interesse
comercial e pela sua boa adaptação aos diferentes tipos de solos.
Características
Possui muito boa resistência à gomose; confere porte e vigor médio às
plantas enxertadas; rápida entrada em produção e boa produção;
longevidade; resistente ao frio e boa resistência à seca e muito
tolerante ao excesso de humidade.
Inconvenientes
Muito suscetível ao vírus da tristeza (exceto quando nele enxertado
limoeiro).
Porta-enxertos
Limoeiro Galego (Cravo/Rosa)
C. medica (Cidra) x C. reticulata (tangerina)
Muito usado no Brasil e tolerante ao vírus da tristeza.
Características
Apresenta crescimento rápido e antecipa a entrada em produção; boa
adaptação a solos arenosos, pedregosos e de fraca qualidade;
resistência moderada à seca; bom enraizamento de estacas.
Inconvenientes
Sensível ao frio; muito sensível à gomose (sobretudo se nele
enxertados limoeiros).
Porta-enxertos
Poncirus trifoliata
Considerado o mais rústico e mais resistente ao frio.
Características
Planta de folha caduca; tolerante ao vírus da tristeza e à gomose; de
desenvolvimento em viveiro mais lento. Adapta-se melhor a solos ricos
e húmidos e confere porte menor às variedades nele enxertadas,
reduzindo também o tamanho dos frutos.
Inconvenientes
Apresenta pouca resistência à seca; elevada suscetibilidade à
exocortis.
Porta-enxertos
Citrange Troyer P.trifoliata x C. sinensis “Washington Navel”
Citrange Carrizo P.trifoliata x C. sinensis “Washington Navel”
Muito utilizado nos EUA e Espanha. Visualmente não se distinguem.
Características
Tolerantes ao vírus da tristeza e à gomose; É frequente ocorrer
carências de zinco, ferro e manganês em plantas neles enxertadas;
Adequados para replantações. Crescimento rápido. Resistentes ao frio.
Inconvenientes
Pouco tolerantes a solos calcários e salinos; pouco tolerantes a solos
com má drenagem. Pouco resistentes à seca.
Porta-enxertos
Citrumeleiro C. paradise (Pomelo) x P. Trifoliata
Obtido nos EUA.
Características
Resistente à tristeza, à gomose, à exocortis e aos nemátodos.
Tolerante a solos salinos e ao excesso de humidade. Boa
compatibilidade com limoeiros.
Inconvenientes
Pouco tolerante ao frio.
Poda e Enxertia
Sistemas de poda
➢ Os citrinos normalmente formam uma copa equilibrada, exigindo
apenas uma poda ligeira de formação, de forma a eliminar ramos
mal inseridos que irão provocar problemas mais tarde.
➢ Nos pomares adultos a poda é necessária, para manter as
copas abertas, com entradas de luz e com arejamento. Uma copa
aberta permite produzir mais fruta e sobretudo de melhor
qualidade, além de melhorar a eficácia dos tratamentos
fitossanitários e facilitar a colheita.
➢ A poda deve ser realizada
depois da colheita, para minimizar
a perda de fruta.
Poda de formação
A poda de formação é feita durante os primeiros 3 anos de vida da
árvore. Permite estabelecer uma forma de condução, em que a
planta adquire uma estrutura de ramos principais bem posicionados
e distribuídos.
A poda de formação depende da forma de condução pretendida e
pode restringir-se à eliminação dos ladrões e à supressão de ramos
inseridos demasiado baixo (menos de 50 cm acima do nível do
solo). É também recomendável eliminar ramos que se dirigem ao
interior da copa, cruzados ou que formam ângulos demasiado
fechados. Uma poda de formação demasiado intensa atrasa a
entrada em produção.
Poda de manutenção ou de frutificação
Este tipo de poda é feita durante a fase adulta das plantas e tem
por objetivos:
• Corrigir os defeitos originados pelo desenvolvimento vegetativo da
árvore;
• Favorecer o arejamento e a entrada de radiação solar no interior da
copa;
• Manter a forma de condução;
• Regularizar a produção;
• Manter o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação;
• Renovar os ramos de produção;
• Favorecer uma boa distribuição dos ramos produtivos.
Poda de verão
Este tipo de poda é feita durante os meses de junho a agosto e
têm como objetivo controlar o excesso de vigor vegetativo e
promover o arejamento do interior da copa.
Nesta poda são suprimidos ramos ladrões e ramos improdutivos
que contribuem para o adensamento da copa e reduzem a
circulação de a ar.
Poda de rejuvenescimento
Este tipo de poda tem por objetivo o rejuvenescimento das árvores e
pode ser feito em árvores envelhecidas, esgotadas, no entanto, sãs.
Consiste na remoção de praticamente toda a copa da árvore,
deixando o tronco e as pernadas principais. A madeira velha tem
capacidade de formar gomos adventícios e emitir rebentos novos.
Estes, permitem a renovação da copa.
A poda de rejuvenescimento pode ser feita em várias fases,
removendo parte dos ramos em cada fase (ano).
Efeito da poda de rejuvenescimento
Métodos de Enxertia
Enxertia de borbulha ou gomo
Este tipo de enxertia é realizada no período de
crescimento ativo da planta que vai de junho a
setembro.
Esta técnica consiste em destacar um fragmento
de casca munido de um gomo da planta que
queremos que constitua a parte aérea e inseri-lo
no caule da planta que constitui o porta-enxerto.
Porque fazer estas enxertias no verão?
➢ Com o calor, a seiva circula em grande
quantidade e é muito rica em nutrientes;
➢ É fácil destacar a casca das plantas sem
as ferir.
Enxertia de borbulha ou gomo
Como executar
1. Escolher o enxerto. Os gomos ou borbulhas devem
ser escolhidos em ramos de plantas já em produção
e apresentarem-se suficientemente desenvolvidos e
bem visíveis.
2. Cortar o limbo da folha. Uma vez escolhido o gomo
ou borbulha a destacar, cortar-se o limbo da
folha que lhe está associada, deixando uma parte do
pecíolo da folha.
3. Remover o gomo ou borbulha. O gomo deve ficar
com casca com pelo menos 1,5 cm acima e
aproximadamente 1,5 a 2 cm abaixo.
4. Preparar o porta-enxerto. Com o canivete faz-se
um corte em “T” no local do tronco onde se quer
enxertar o gomo. Uma vez feito o corte em “T”,
destaca-se a casca abrindo os seus bordos com a
parte saliente do canivete de enxertia.
5. Introdução do enxerto. Uma vez aberta a
“janela”, introduz-se o enxerto, com o gomo
voltado para cima e de forma que fique
sensivelmente a meio.
6. Ajuste do enxerto. Com o canivete, acerta-se a
parte de cima, cortando o excedente de forma
que haja uma justaposição perfeita entre os
tecidos do enxerto e do porta-enxerto. O enxerto
só será viável se ocorrer união destas partes,
pois só assim conseguirá ser alimentado de
seiva elaborada de cima para baixo.
7. Atar o enxerto. Ata-se firmemente o enxerto da
parte de cima e da parte de baixo deixando o
gomo destapado.
Passado um mês, os tecidos já deverão estar unidos, caso contrário, o
enxerto não terá pegado. Nesta altura, corta-se a parte do porta-
enxerto acima do enxerto, para que a parte aérea seja apenas
constituída pelo ramo emitido do nosso enxerto.
Métodos de Enxertia
Enxertia de fenda cheia
Este tipo de enxertia permite alongar o período de enxertia e
que, por sua vez, realiza-se de julho a janeiro.
Como executar
1. Escolher o enxerto. Os garfos devem ser
escolhidos de ramos de plantas já em
produção.
2. Remoção das folhas. As folhas devem ser
imediatamente removidas para evitar a
desidratação do garfo.
3. Preparação do porta-enxerto. Corta-se o
porta-enxerto 15 a 20 cm acima do solo e
abre-se uma fenda na vertical com aprox. 2
cm de profundidade.
4. Corte em bisel. O garfo deverá conter 2 a 3 gomos máx. e
deverá efetuar-se um corte em bísel na extremidade.
5. Introdução do enxerto. Introduz-se o garfo no porta-enxerto
coincidindo casca com casca.
6. União da enxertia. Ata-se a zona da enxertia com fita
apropriada de forma que o enxerto não se desloque.
7. Proteção enxertia. Protege-se o enxerto com um saco de
plástico de forma a conservar a humidade e temperatura e
retira-se quando se observar rebentação com folhas com 1
cm.
Fertilização mineral e
orgânica
Taxa de absorção de nutrientes (kg/ha por dia)
https://www.lima-europe.eu/citrus/
Floração Vingamento Crescimento Maturação Pós colheita
Fertilização do pomar
A fertilização dos citrinos deverá ser efetuada de acordo com a
disponibilidade de nutrientes no solo, a qual se conhece através
de uma análise de solo e as exigências da cultura.
Tabela de classes de fertilidade do solo
Fertilização à instalação/plantação
Quantidade de fósforo, potássio e magnésio recomendadas em
Modo de Produção Integrada, à instalação do pomar conforme a
classe de fertilidade do solo.
A aplicação de azoto à plantação não é recomendada pelo risco de
perda por lixiviação. No entanto, para solos pobres em matéria
orgânica, a aplicação de azoto será vantajosa, sendo recomendado 10
a 15 kg N/ha.
A aplicação de potássio não deverá ultrapassar os 120 kg/ha em solos
de textura ligeira (solos arenosos).
Fertilização azotada à entrada em produção
▪ O azoto tende a diminuir o
tamanho dos frutos mas em
contrapartida aumento o número
de frutos, o que tem influência
no aumento da produção.
▪ O excesso de fertilização
azotada provocam atrasos na
maturação dos frutos e o
engrossamento da casca.
Fertilização de produção macronutrientes
▪ Enquanto o aumento da fertilização
azotada aumenta a espessura da
casca, o efeito da fertilização fosfatada
é contrária, isto é, o aumento de fósforo
diminui a espessura da casca.
Fertilização orgânica
Os citrinos beneficiam de solos ricos em matéria orgânica, pelo
que é recomendável a incorporação de composto orgânico de
origem vegetal ou animal, desde que a sua quantidade não
exceda as 30 toneladas/ha/ano.
O aproveitamento do material das podas deve ser privilegiado,
quando isento de doenças, o qual deverá ser triturado e
colocado sob a copa da árvore e afastado do tronco.
Sintomas de carências nutricionais nos citrinos
Carência de azoto
Carência de ferro
Carência de magnésio
Carência de enxofre
https://www.haifa-group.com/nl/citrus/crop-guide-citrus-plant-nutrition
Carência de cálcio
A carência de cálcio nos citrinos manifesta-
se sobretudo nos frutos através do seu
rachamento, quando ocorrem oscilações no
suprimento de água durante o seu
desenvolvimento.
Ou seja chuvadas ou regas abundantes
após um longo período de stress hídrico
aumenta a turgescência das células do
frutos que acabam por colapsar. A carência
de cálcio potencia esse fenómeno.
Carência de boro
Manifesta-se nos tecidos jovens em
desenvolvimento, atrasando o crescimento
das plantas e dos frutos em
desenvolvimento.
Para além disso, afeta a floração e
prejudica a polinização, obtendo frutos mal
formados e de casca grossa.
Proteção Fitossanitária
Principais pragas e doenças dos citrinos
Pragas
Mosca branca (Aleutothrixus floccosus)
Anteriormente considerada praga chave,
atualmente se mantém controlada devido à
presença do auxiliar específico Cales noacki.
Estratégias de luta
Limpeza da melada e fugamina através da
aplicação de caldas detergentes (sabão de
potássio), durante o período de maior ataque
semanalmente.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Cochonilhas dos citrinos
Cochonilha cerosa Cochonilha H Cochonilha algodão
(Saissetia oleae) (Ceroplastes sinensis) (Planococcus citri)
Cochonilha vírgula Cochonilha pinta vermelha Cochonilha parda
(Lepidosaphes beckii) (Aonidiella aurantii) (Coccus hesperidium)
Cochonilha australiana
Iceya purchasi
Estratégias de luta para combate a cochonilhas
Cultural
➢ Podas de arejamento e iluminação da copa
➢ Aplicação de caldas de detergente (sabão de potássio) para remoção da
fumagina
➢ Fertilizações azotadas equilibradas
Química
Tratamentos com produtos à base de óleo parafínico (óleo de verão) na
época das chuvas.
Consultar produtos fitofarmacêuticos autorizados
Sifito: https://sifito.dgav.pt/divulgacao/usos
Principais pragas e doenças dos citrinos
Afídeos dos citrinos (piolhos)
Atacam sobretudo a rebentação nova (primavera/verão), concentrando-se
na página inferior das folhas jovens, provocando por vezes o seu
enrolamento.
São transmissores de vírus.
Piolho do algodão Piolho negro dos citrinos
(Aphis gossypii) (Toxoptera arantii)
Estratégias de luta
➢ Fertilizações azotadas equilibradas.
➢ Eliminar ramos ladrões
➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos autorizados
Principais pragas e doenças dos citrinos
Ácaros dos citrinos
Aranhiço vermelho (Panonychus citri)
Ácaro do texas (Eutetranychus bsnksii)
Estratégias de luta
➢ Fertilizações azotadas equilibradas.
➢ Tratamento com produtos
fitofarmacêuticos autorizados
Principais pragas e doenças dos citrinos
Lagarta mineira dos rebentos
(Phyllocnistis citrella)
Provoca estragos sobretudo na nova rebentação. Provoca maiores
estragos no viveiro e em plantas jovens. Em árvores adultas os estragos
não são significativos.
Estratégias de luta
➢ Fertilizações azotadas equilibradas, evitando excesso de vigor.
➢ Em plantas jovens eliminar as folhas atacadas e queimá-las.
➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos autorizados
Principais pragas e doenças dos citrinos
Mosca da fruta/Mosca do mediterrâneo
(Ceratitis capitata)
Estratégias de luta
➢ Remoção dos frutos picados do pomar e enterrar a mais de 30 cm
de profundidade.
➢ Instalação de armadilhas atrativas para captura em massa.
➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos sem eficácia.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Doenças
Podridão do pé e da raíz/Gomose
(Phytophthora citrophthora)
Solos encharcados, com má drenagem
favorecem o aparecimento da doença,
bem como o stress hídrico (seca).
O uso de porta-enxertos sensíveis à
doença provoca o declínio do pomar.
Feridas nas raízes e no colo da planta
favorecem a instalação do fungo.
Estratégias de luta
➢ Uso de porta-enxertos resistentes à doença.
➢ Regas equilibradas.
➢ Evitar o encharcamento do solo ou períodos de seca prolongada.
➢ Limpeza do tecido afetado e tratamento com produto
fitofarmacêutico autorizado.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
Normalmente surge em plantas com
ramos secos e/ou doentes e em
condições de excesso de humidade.
Produz infeção nos rebentos novos,
nas folhas tenras e nos frutos recém
formados.
Os ramos afetados ficam escuros,
brandos e acabam por secar.
Estratégias de luta
➢ Promover um bom arejamento da copa para
reduzir a concentração de humidade.
➢ Podas sanitárias, remoção de ramos secos e
doentes.
➢ Tratamento com produto fitofarmacêutico
autorizado.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Míldio ou aguado
(Phytophthora hibernalis)
Surge com tempo húmido e chuvoso
(no período das chuvas – outono).
Solo com excesso de humidade
potencia o seu aparecimento.
Afeta sobretudo ramos, folhas e frutos.
Estratégias de luta
➢ Promover um bom arejamento da copa para reduzir a concentração
de humidade.
➢ Podas sanitárias, remoção de ramos secos e doentes.
➢ Tratamentos preventivos ao início das chuvas (outono) com produto
fitofarmacêutico autorizado.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Sarna dos citrinos/Verrugose
(Elsinoe fawcetti)
Fungo que afeta sobretudo, limoeiro
branco, mandarineira, limoeiro galego
e o porta-enxerto citrange Carrizo.
O combate a esta doença e a
realização de tratamentos só se
justificam se nos anos anteriores
tiverem sido observados ataques e
estragos ou prejuízos.
Estratégias de luta
➢ Realizar podas sanitárias, removendo ramos com folhas e frutos
afetados e queimar.
➢ Tratamentos preventivos com produto fitofarmacêutico autorizado
durante o inverno, após a queda das pétalas e durante o crescimento
do fruto.
Principais pragas e doenças dos citrinos
CTV
Vírus da Tristeza dos citrinos
Reduz o vigor da planta.
Provoca a seca de ramos.
Provoca a morte súbita das plantas.
Transmitido por afídeos.
Estratégias de luta
➢ Controlar infestações de afídeos no pomar.
➢ Utilizar porta-enxertos resistentes.
➢ Eliminar e queimar plantas doentes.
Principais pragas e doenças dos citrinos
Greening dos citrinos ou Enverdecimento dos citrinos
(HLB, Huanglongbing)
Doença provocada pela bactéria Candidatus Liberibacter que, por sua
vez, é transmitida por um inseto: psila africana (Trioza erytreae).
Estratégias de luta
➢ Controlar a presença de Psila
Africana no pomar.
➢ Utilizar plantas provenientes de
viveiros demarcados e autorizados na
produção de citrinos.
As árvores novas afetadas não chegam a
produzir e as adultas em produção sofrem
uma grande queda prematura de frutos e
definham ao longo do tempo.
Registos
Caderno de Campo
Registos em Caderno de campo
Colheita e conservação
Técnicas de
Colheita
▪ A colheita é feita manualmente (na RAA). A colheita
manual permite a colocação do fruto diretamente nas caixas
de comercialização, reduzindo assim o manuseamento do
fruto.
▪ O pedúnculo é cortado o mais rente possível junto ao
cálice. O seu manuseamento deve ser cuidadoso para evitar
golpes e lesões mecânicas.
▪ A colheita deve ser feita em sacos de lona e/ou caixas
plásticas de 15 a 20 kg.
Métodos de conservação
Cultura dos Citrinos.pdf

Cultura dos Citrinos.pdf

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    Cultura dos Citrinos Serviçode Desenvolvimento Agrário de São Miguel Sofia Lopes Julho 2022
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    Conteúdo programático 1. Caracterizaçãoda cultura 2. Hábitos de frutificação 3. Sistemas de condução 4. Porta Enxertos 5. Enxertia 6. Variedades 7. Sistemas de poda 8. A polinização 9. Fertilização mineral e orgânica 10. Colheita 11. Proteção fitossanitária
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    Caracterização da cultura ORIGEM: •Os citrinos são originários das Regiões tropicais e sub- tropicais do Continente Asiático e do Arquipélago Malaico. • A laranja azeda e o limão entraram na Europa pelos Árabes no Século X. • A laranja doce foi trazida para Portugal na época dos descobrimentos por D. João de Castro no ano de 1520. • D. Francisco de Mascarenhas plantou as primeiras laranjas doces provenientes da China. Destas árvores originaram-se os laranjais que se estenderam pelas lezírias do Tejo e Sado e depois à Madeira, Açores e Brasil, dando a Portugal a categoria de maior exportador de laranjas.
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    O ciclo dalaranja nos Açores (1750 – 1870) • A cultura da laranjeira nos Açores remonta ao século XVI, assinalando-se os primeiros pomares em S. Miguel e na Ilha Terceira. • Só a partir do século XVIII a produção de laranja destinada à exportação, viria enriquecer os proprietários Micaelenses durante mais de cem anos, muitos dos quais eram de nacionalidade estrangeira. • Os anos máximos de exportação deu-se nos anos de 1860 a 1870. • A decadência dos pomares de laranja ocorre com o aparecimento de pragas (Coccus hesperidium) e doenças (“lágrima”), provocando o definhamento e morte das plantas e à perda da qualidade da fruta. • Concorrência da laranja de Valência. • Abandono dos pomares e transformação de propriedades em estufas de ananás e outras produções. https://raparigadaslaranjas.blogs.sapo.pt/6100.html
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    Mirantes e torresda laranja • Mirantes construídos em pedra que serviam de ponto de vigia para o mar e para o interior da quinta.
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    Exportação de laranjapelo Arquipélago dos Açores, por distritos, de 1833 – 1870 Unidade: caixa grande Caixa grande: aproximadamente 750 laranjas
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    Situação da produçãode citrinos em Portugal • Em Portugal o Algarve é a principal região produtora de citrinos que ocupam uma área de 180 000 Ha e uma produção anual de cerca de 190 000 toneladas com perto de 70% do total Nacional. • A laranjeira é a espécie mais plantada (83%), seguindo-se a tangerineira com (12%). • Nos Açores a área ocupada por citrinos é de cerca de 400 Ha. • Na ilha de S. Miguel a laranja ocupa 138 Ha, os limoeiros 6 Ha e a Tangerineira e Mandarineira 40 Ha.
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    Taxonomia dos citrinos(Segundo Walter T. Swingle)
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    Caracterização da cultura Asespécies do género Citrus são alógamas e altamente heterozigotas, podendo haver cruzamento entre si e com géneros afins, inclusive com produção de híbridos férteis. Tal como acontece em outras fruteiras, os citrinos podem se reproduzir, via sementes, por apomixia ou poliembrionia, além do método de reprodução sexual, formando um ou mais embriões a partir da diferenciação de células do nucelo da semente. Ocorrência de mutações de gomo.
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    Hábitos de frutificação ➢A Laranjeira, Tangerineira e Limoeiro frutificam a partir de gomos mistos e dos gomos exclusivamente florais que se encontram nas axilas das folhas dos ramos com menos de um ano. ➢ Os lançamentos emitidos pelos gomos mistos, como os gomos florais, surgem normalmente no final do inverno, princípio da primavera. ➢ No limoeiro as flores aparecem também em pequenos eixos nascidos em ramos de dois ou mais anos e nalgumas cultivares em várias épocas do ano, podendo assim encontrar-se na mesma planta, frutos de diversos tamanhos e outros já maduros. ➢ A laranjeira e tangerineira frutificam principalmente na zona exterior da copa, enquanto no limoeiro se encontra também no interior.
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    Frutificação ➢ O ciclode frutificação dos citrinos é relativamente longo (jan a jun). ➢ A indução floral ocorre durante o inverno, estimulada pelo frio. As flores abrem no final do inverno ou início da primavera e o processo de abscisão e vingamento do fruto prolonga-se até junho. ➢ Segue-se o processo de desenvolvimento do fruto, que pode demorar entre 3 meses (variedades temporãs) ou mais de um ano (variedades serôdias). Durante a fase de maturação, em algumas variedades, principalmente de laranjeiras de umbigo, há uma forte tendência para a queda de frutos.
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    Hábitos de crescimento Oscitrinos apresentam 3 ciclos de rebentação: primavera, verão e outono. A rebentação mais importante é a que ocorre no final do inverno/ princípio da primavera, onde se dá a produção de um grande número de rebentos com entrenós curtos e crescimento muito limitado. Em laranjeiras e tangerineiras, a rebentação de primavera é a única que tem rebentos florais e mistos. A segunda rebentação ocorre em finais de junho a princípios de julho - rebentação de verão. A terceira rebentação tem lugar em setembro. Os rebentos produzidos nessas duas rebentações são normalmente de tipo vegetativo, menos numerosos que na primavera, mas têm maior número de entrenós e são mais compridos.
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    Exigências edafo climáticas Clima Temperatura ➢Os citrinos podem ser cultivados em climas muito diferentes, desde os tropicais até às zonas temperadas quentes. ➢ A temperatura ótima para o desenvolvimento da planta está entre os 23 °C e os 34 °C. Temperaturas de 37-39 °C limitam o crescimento da árvore. ➢ As plantas necessitam de uma determinada quantidade de calor para os frutos atingirem a maturação (total de horas de calor acima de 12,8ºC). Tangerinas < Laranja precoce < Laranja tardia Humidade ➢ Humidades elevadas são favoráveis pois os frutos tendem a ficar mais tenros, casca mais fina e sumarentos.
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    Exigências edafo climáticas Vento ➢As zonas ventosas não são adequadas para a instalação de citrinos, pois pode provocar a desidratação de rebentos novos, a quebra de pernadas e a queda de frutos e/ou folhas. Sobretudo durante a época de floração, os ventos prejudicam a produção.
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    Exigências edafo climáticas Solos ➢Os solos mais adequados são os de textura franco-arenosa e franco-argilo- arenosa, com profundidade superior a 40 cm e bem drenados. ➢ pH mais favorável: 5,5 e 7,0. ➢ Em replantações, deve-se deixar o solo livre de citrinos entre o arranque das árvores velhas e a plantação das novas (pelo menos 2 anos). ➢ Na planificação do pomar deve ser previsto o diâmetro da copa, em função da variedade e do porta-enxerto. A distância entre as filas de árvores deve permitir que na fase adulta do pomar haja espaço para passagem do trator, sem provocar danos na fruta (em pomares mecanizados).
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    Sistema de conduçãoe compasso de plantação ➢ Os citrinos apresentam uma copa globosa e normalmente são conduzidos sob a forma livre, em vaso e em forma de bola. ➢ Nos EUA os pomares de citrinos têm adotado a condução em sebe fruteira (hedge row), sendo a poda e colheita efetuada mecanicamente. ➢ A densidade de plantação deve ter em conta a espécie, a variedade, o porta- enxerto, o tipo de solo, as condições climáticas e o maneio cultural a adotar. Compassos de plantação (m): ➢ Laranjeiras: 4,5 x 6,0 R / 5,5 a 6,5 Q ➢ Limoeiros: 5,5 x 7,0 R / 6,6 a 7,5 Q ➢Tangerineiras: 4,0 x 5,5 R / 5,0 a 6,0 Q
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    Instalação do pomar Critériosa ter em conta na instalação do pomar: ❑ Histórico da parcela (cultura anterior); ❑ Estrutura e textura do solo (análise do perfil); ❑ Fertilidade do solo (análise química); ❑ Ventos dominantes (exposição do local); ❑ Instalação de sebes/proteção contra o vento; ❑ Necessidade de rega; ❑ Escolha da variedade em função do local/mercado; ❑ Densidade e compasso de plantação.
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    A polinização doscitrinos As flores das cultivares de citrinos, cujos frutos produzem muitas sementes, necessitam ser polinizadas e fecundadas para produzir frutos. Entretanto, existem variedades partenocárpicas que não necessitam polinização e fecundação para frutificar. Os citrinos (Laranjeira ou Limoeiro por exemplo) segregam muito néctar, o que lhes confere grande atratividade das abelhas. Apesar da maioria das cultivares serem autofecundas e autopolinizáveis, a importância da presença das abelhas verifica-se no aumento do calibre e da homogeneidade dos frutos, diminuindo também a queda dos mesmos. O número de colmeias a colocar num pomar de citrinos deverá ser 2 a 8 colmeias/ha.
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    Variedades de citrinosPortugal/Açores Laranjas brancas ou comuns • Temporãs: Seleta, Prata, Valenciana, Salustiana • Serôdias: Valencia late, St. Michael, D. João Laranjas de umbigo • Temporãs: Bahia (W. Navel), Navelina (Dalmau), Newhall, California • Serôdia: Navelate, Lanelate, Rhode Laranja sanguínea: St. Michael blood, Moro Tangerineiras • Tangerina (Setubalense, Nova, Ortanique, Murcott, Encore) • Mandarina (Carvalhais) • Clementinas (Nules, Fina, Clemenules) • Satsuma (Okitsu) Limoeiros (Branco regional, Lisboa, Eureka, Lunário, Galego) Lima (Lima doce, Tahiti – Bears, Kaffir) Toranja (Star Ruby, March)
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    Laranjas brancas oucomuns Valência late Dom João Prata Terra (St. Michael)
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    Laranjas umbigo Lane Late NewhallBahia (W. Navel) California
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    Lima Lima doce Tahiti(Bears) Kaffir
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    Porta-enxertos A enxertia éa forma de propagação de citrinos mais utilizada e a que produz plantas viáveis e de interesse para a implementação de pomares comerciais. Os porta-enxertos que têm sido utilizados na produção comercial de citrinos são: ➢ Laranjeira azeda ➢ Limoeiro galego (cravo/rosa) ➢ Poncirus trifoliata ➢Citrange troyer ➢ Citrange carrizo ➢ Citrumeleiro Os porta-enxertos são obtidos, Principalmente a partir das sementes .
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    Porta-enxertos Laranjeira Azeda C.reticulata (tangerina) x C. maxima (toranja) Porta-enxerto que tem sido mais utilizado em Portugal, até há poucos anos devido à boa afinidade com a maioria das variedades de interesse comercial e pela sua boa adaptação aos diferentes tipos de solos. Características Possui muito boa resistência à gomose; confere porte e vigor médio às plantas enxertadas; rápida entrada em produção e boa produção; longevidade; resistente ao frio e boa resistência à seca e muito tolerante ao excesso de humidade. Inconvenientes Muito suscetível ao vírus da tristeza (exceto quando nele enxertado limoeiro).
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    Porta-enxertos Limoeiro Galego (Cravo/Rosa) C.medica (Cidra) x C. reticulata (tangerina) Muito usado no Brasil e tolerante ao vírus da tristeza. Características Apresenta crescimento rápido e antecipa a entrada em produção; boa adaptação a solos arenosos, pedregosos e de fraca qualidade; resistência moderada à seca; bom enraizamento de estacas. Inconvenientes Sensível ao frio; muito sensível à gomose (sobretudo se nele enxertados limoeiros).
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    Porta-enxertos Poncirus trifoliata Considerado omais rústico e mais resistente ao frio. Características Planta de folha caduca; tolerante ao vírus da tristeza e à gomose; de desenvolvimento em viveiro mais lento. Adapta-se melhor a solos ricos e húmidos e confere porte menor às variedades nele enxertadas, reduzindo também o tamanho dos frutos. Inconvenientes Apresenta pouca resistência à seca; elevada suscetibilidade à exocortis.
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    Porta-enxertos Citrange Troyer P.trifoliatax C. sinensis “Washington Navel” Citrange Carrizo P.trifoliata x C. sinensis “Washington Navel” Muito utilizado nos EUA e Espanha. Visualmente não se distinguem. Características Tolerantes ao vírus da tristeza e à gomose; É frequente ocorrer carências de zinco, ferro e manganês em plantas neles enxertadas; Adequados para replantações. Crescimento rápido. Resistentes ao frio. Inconvenientes Pouco tolerantes a solos calcários e salinos; pouco tolerantes a solos com má drenagem. Pouco resistentes à seca.
  • 38.
    Porta-enxertos Citrumeleiro C. paradise(Pomelo) x P. Trifoliata Obtido nos EUA. Características Resistente à tristeza, à gomose, à exocortis e aos nemátodos. Tolerante a solos salinos e ao excesso de humidade. Boa compatibilidade com limoeiros. Inconvenientes Pouco tolerante ao frio.
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    Sistemas de poda ➢Os citrinos normalmente formam uma copa equilibrada, exigindo apenas uma poda ligeira de formação, de forma a eliminar ramos mal inseridos que irão provocar problemas mais tarde. ➢ Nos pomares adultos a poda é necessária, para manter as copas abertas, com entradas de luz e com arejamento. Uma copa aberta permite produzir mais fruta e sobretudo de melhor qualidade, além de melhorar a eficácia dos tratamentos fitossanitários e facilitar a colheita. ➢ A poda deve ser realizada depois da colheita, para minimizar a perda de fruta.
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    Poda de formação Apoda de formação é feita durante os primeiros 3 anos de vida da árvore. Permite estabelecer uma forma de condução, em que a planta adquire uma estrutura de ramos principais bem posicionados e distribuídos. A poda de formação depende da forma de condução pretendida e pode restringir-se à eliminação dos ladrões e à supressão de ramos inseridos demasiado baixo (menos de 50 cm acima do nível do solo). É também recomendável eliminar ramos que se dirigem ao interior da copa, cruzados ou que formam ângulos demasiado fechados. Uma poda de formação demasiado intensa atrasa a entrada em produção.
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    Poda de manutençãoou de frutificação Este tipo de poda é feita durante a fase adulta das plantas e tem por objetivos: • Corrigir os defeitos originados pelo desenvolvimento vegetativo da árvore; • Favorecer o arejamento e a entrada de radiação solar no interior da copa; • Manter a forma de condução; • Regularizar a produção; • Manter o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação; • Renovar os ramos de produção; • Favorecer uma boa distribuição dos ramos produtivos.
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    Poda de verão Estetipo de poda é feita durante os meses de junho a agosto e têm como objetivo controlar o excesso de vigor vegetativo e promover o arejamento do interior da copa. Nesta poda são suprimidos ramos ladrões e ramos improdutivos que contribuem para o adensamento da copa e reduzem a circulação de a ar.
  • 47.
    Poda de rejuvenescimento Estetipo de poda tem por objetivo o rejuvenescimento das árvores e pode ser feito em árvores envelhecidas, esgotadas, no entanto, sãs. Consiste na remoção de praticamente toda a copa da árvore, deixando o tronco e as pernadas principais. A madeira velha tem capacidade de formar gomos adventícios e emitir rebentos novos. Estes, permitem a renovação da copa. A poda de rejuvenescimento pode ser feita em várias fases, removendo parte dos ramos em cada fase (ano).
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    Efeito da podade rejuvenescimento
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    Métodos de Enxertia Enxertiade borbulha ou gomo Este tipo de enxertia é realizada no período de crescimento ativo da planta que vai de junho a setembro. Esta técnica consiste em destacar um fragmento de casca munido de um gomo da planta que queremos que constitua a parte aérea e inseri-lo no caule da planta que constitui o porta-enxerto. Porque fazer estas enxertias no verão? ➢ Com o calor, a seiva circula em grande quantidade e é muito rica em nutrientes; ➢ É fácil destacar a casca das plantas sem as ferir.
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    Enxertia de borbulhaou gomo Como executar 1. Escolher o enxerto. Os gomos ou borbulhas devem ser escolhidos em ramos de plantas já em produção e apresentarem-se suficientemente desenvolvidos e bem visíveis. 2. Cortar o limbo da folha. Uma vez escolhido o gomo ou borbulha a destacar, cortar-se o limbo da folha que lhe está associada, deixando uma parte do pecíolo da folha. 3. Remover o gomo ou borbulha. O gomo deve ficar com casca com pelo menos 1,5 cm acima e aproximadamente 1,5 a 2 cm abaixo. 4. Preparar o porta-enxerto. Com o canivete faz-se um corte em “T” no local do tronco onde se quer enxertar o gomo. Uma vez feito o corte em “T”, destaca-se a casca abrindo os seus bordos com a parte saliente do canivete de enxertia.
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    5. Introdução doenxerto. Uma vez aberta a “janela”, introduz-se o enxerto, com o gomo voltado para cima e de forma que fique sensivelmente a meio. 6. Ajuste do enxerto. Com o canivete, acerta-se a parte de cima, cortando o excedente de forma que haja uma justaposição perfeita entre os tecidos do enxerto e do porta-enxerto. O enxerto só será viável se ocorrer união destas partes, pois só assim conseguirá ser alimentado de seiva elaborada de cima para baixo. 7. Atar o enxerto. Ata-se firmemente o enxerto da parte de cima e da parte de baixo deixando o gomo destapado. Passado um mês, os tecidos já deverão estar unidos, caso contrário, o enxerto não terá pegado. Nesta altura, corta-se a parte do porta- enxerto acima do enxerto, para que a parte aérea seja apenas constituída pelo ramo emitido do nosso enxerto.
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    Métodos de Enxertia Enxertiade fenda cheia Este tipo de enxertia permite alongar o período de enxertia e que, por sua vez, realiza-se de julho a janeiro. Como executar 1. Escolher o enxerto. Os garfos devem ser escolhidos de ramos de plantas já em produção. 2. Remoção das folhas. As folhas devem ser imediatamente removidas para evitar a desidratação do garfo. 3. Preparação do porta-enxerto. Corta-se o porta-enxerto 15 a 20 cm acima do solo e abre-se uma fenda na vertical com aprox. 2 cm de profundidade.
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    4. Corte embisel. O garfo deverá conter 2 a 3 gomos máx. e deverá efetuar-se um corte em bísel na extremidade. 5. Introdução do enxerto. Introduz-se o garfo no porta-enxerto coincidindo casca com casca. 6. União da enxertia. Ata-se a zona da enxertia com fita apropriada de forma que o enxerto não se desloque. 7. Proteção enxertia. Protege-se o enxerto com um saco de plástico de forma a conservar a humidade e temperatura e retira-se quando se observar rebentação com folhas com 1 cm.
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    Taxa de absorçãode nutrientes (kg/ha por dia) https://www.lima-europe.eu/citrus/ Floração Vingamento Crescimento Maturação Pós colheita
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    Fertilização do pomar Afertilização dos citrinos deverá ser efetuada de acordo com a disponibilidade de nutrientes no solo, a qual se conhece através de uma análise de solo e as exigências da cultura. Tabela de classes de fertilidade do solo
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    Fertilização à instalação/plantação Quantidadede fósforo, potássio e magnésio recomendadas em Modo de Produção Integrada, à instalação do pomar conforme a classe de fertilidade do solo. A aplicação de azoto à plantação não é recomendada pelo risco de perda por lixiviação. No entanto, para solos pobres em matéria orgânica, a aplicação de azoto será vantajosa, sendo recomendado 10 a 15 kg N/ha. A aplicação de potássio não deverá ultrapassar os 120 kg/ha em solos de textura ligeira (solos arenosos).
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    Fertilização azotada àentrada em produção ▪ O azoto tende a diminuir o tamanho dos frutos mas em contrapartida aumento o número de frutos, o que tem influência no aumento da produção. ▪ O excesso de fertilização azotada provocam atrasos na maturação dos frutos e o engrossamento da casca.
  • 59.
    Fertilização de produçãomacronutrientes ▪ Enquanto o aumento da fertilização azotada aumenta a espessura da casca, o efeito da fertilização fosfatada é contrária, isto é, o aumento de fósforo diminui a espessura da casca.
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    Fertilização orgânica Os citrinosbeneficiam de solos ricos em matéria orgânica, pelo que é recomendável a incorporação de composto orgânico de origem vegetal ou animal, desde que a sua quantidade não exceda as 30 toneladas/ha/ano. O aproveitamento do material das podas deve ser privilegiado, quando isento de doenças, o qual deverá ser triturado e colocado sob a copa da árvore e afastado do tronco.
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    Sintomas de carênciasnutricionais nos citrinos
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    Carência de azoto Carênciade ferro Carência de magnésio Carência de enxofre https://www.haifa-group.com/nl/citrus/crop-guide-citrus-plant-nutrition
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    Carência de cálcio Acarência de cálcio nos citrinos manifesta- se sobretudo nos frutos através do seu rachamento, quando ocorrem oscilações no suprimento de água durante o seu desenvolvimento. Ou seja chuvadas ou regas abundantes após um longo período de stress hídrico aumenta a turgescência das células do frutos que acabam por colapsar. A carência de cálcio potencia esse fenómeno. Carência de boro Manifesta-se nos tecidos jovens em desenvolvimento, atrasando o crescimento das plantas e dos frutos em desenvolvimento. Para além disso, afeta a floração e prejudica a polinização, obtendo frutos mal formados e de casca grossa.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Pragas Mosca branca (Aleutothrixus floccosus) Anteriormente considerada praga chave, atualmente se mantém controlada devido à presença do auxiliar específico Cales noacki. Estratégias de luta Limpeza da melada e fugamina através da aplicação de caldas detergentes (sabão de potássio), durante o período de maior ataque semanalmente.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Cochonilhas dos citrinos Cochonilha cerosa Cochonilha H Cochonilha algodão (Saissetia oleae) (Ceroplastes sinensis) (Planococcus citri) Cochonilha vírgula Cochonilha pinta vermelha Cochonilha parda (Lepidosaphes beckii) (Aonidiella aurantii) (Coccus hesperidium)
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    Cochonilha australiana Iceya purchasi Estratégiasde luta para combate a cochonilhas Cultural ➢ Podas de arejamento e iluminação da copa ➢ Aplicação de caldas de detergente (sabão de potássio) para remoção da fumagina ➢ Fertilizações azotadas equilibradas Química Tratamentos com produtos à base de óleo parafínico (óleo de verão) na época das chuvas. Consultar produtos fitofarmacêuticos autorizados Sifito: https://sifito.dgav.pt/divulgacao/usos
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Afídeos dos citrinos (piolhos) Atacam sobretudo a rebentação nova (primavera/verão), concentrando-se na página inferior das folhas jovens, provocando por vezes o seu enrolamento. São transmissores de vírus. Piolho do algodão Piolho negro dos citrinos (Aphis gossypii) (Toxoptera arantii) Estratégias de luta ➢ Fertilizações azotadas equilibradas. ➢ Eliminar ramos ladrões ➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos autorizados
  • 69.
    Principais pragas edoenças dos citrinos Ácaros dos citrinos Aranhiço vermelho (Panonychus citri) Ácaro do texas (Eutetranychus bsnksii) Estratégias de luta ➢ Fertilizações azotadas equilibradas. ➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos autorizados
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Lagarta mineira dos rebentos (Phyllocnistis citrella) Provoca estragos sobretudo na nova rebentação. Provoca maiores estragos no viveiro e em plantas jovens. Em árvores adultas os estragos não são significativos. Estratégias de luta ➢ Fertilizações azotadas equilibradas, evitando excesso de vigor. ➢ Em plantas jovens eliminar as folhas atacadas e queimá-las. ➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos autorizados
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Mosca da fruta/Mosca do mediterrâneo (Ceratitis capitata) Estratégias de luta ➢ Remoção dos frutos picados do pomar e enterrar a mais de 30 cm de profundidade. ➢ Instalação de armadilhas atrativas para captura em massa. ➢ Tratamento com produtos fitofarmacêuticos sem eficácia.
  • 72.
    Principais pragas edoenças dos citrinos Doenças Podridão do pé e da raíz/Gomose (Phytophthora citrophthora) Solos encharcados, com má drenagem favorecem o aparecimento da doença, bem como o stress hídrico (seca). O uso de porta-enxertos sensíveis à doença provoca o declínio do pomar. Feridas nas raízes e no colo da planta favorecem a instalação do fungo. Estratégias de luta ➢ Uso de porta-enxertos resistentes à doença. ➢ Regas equilibradas. ➢ Evitar o encharcamento do solo ou períodos de seca prolongada. ➢ Limpeza do tecido afetado e tratamento com produto fitofarmacêutico autorizado.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) Normalmente surge em plantas com ramos secos e/ou doentes e em condições de excesso de humidade. Produz infeção nos rebentos novos, nas folhas tenras e nos frutos recém formados. Os ramos afetados ficam escuros, brandos e acabam por secar. Estratégias de luta ➢ Promover um bom arejamento da copa para reduzir a concentração de humidade. ➢ Podas sanitárias, remoção de ramos secos e doentes. ➢ Tratamento com produto fitofarmacêutico autorizado.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Míldio ou aguado (Phytophthora hibernalis) Surge com tempo húmido e chuvoso (no período das chuvas – outono). Solo com excesso de humidade potencia o seu aparecimento. Afeta sobretudo ramos, folhas e frutos. Estratégias de luta ➢ Promover um bom arejamento da copa para reduzir a concentração de humidade. ➢ Podas sanitárias, remoção de ramos secos e doentes. ➢ Tratamentos preventivos ao início das chuvas (outono) com produto fitofarmacêutico autorizado.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Sarna dos citrinos/Verrugose (Elsinoe fawcetti) Fungo que afeta sobretudo, limoeiro branco, mandarineira, limoeiro galego e o porta-enxerto citrange Carrizo. O combate a esta doença e a realização de tratamentos só se justificam se nos anos anteriores tiverem sido observados ataques e estragos ou prejuízos. Estratégias de luta ➢ Realizar podas sanitárias, removendo ramos com folhas e frutos afetados e queimar. ➢ Tratamentos preventivos com produto fitofarmacêutico autorizado durante o inverno, após a queda das pétalas e durante o crescimento do fruto.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos CTV Vírus da Tristeza dos citrinos Reduz o vigor da planta. Provoca a seca de ramos. Provoca a morte súbita das plantas. Transmitido por afídeos. Estratégias de luta ➢ Controlar infestações de afídeos no pomar. ➢ Utilizar porta-enxertos resistentes. ➢ Eliminar e queimar plantas doentes.
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    Principais pragas edoenças dos citrinos Greening dos citrinos ou Enverdecimento dos citrinos (HLB, Huanglongbing) Doença provocada pela bactéria Candidatus Liberibacter que, por sua vez, é transmitida por um inseto: psila africana (Trioza erytreae). Estratégias de luta ➢ Controlar a presença de Psila Africana no pomar. ➢ Utilizar plantas provenientes de viveiros demarcados e autorizados na produção de citrinos. As árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem uma grande queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo.
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    Técnicas de Colheita ▪ Acolheita é feita manualmente (na RAA). A colheita manual permite a colocação do fruto diretamente nas caixas de comercialização, reduzindo assim o manuseamento do fruto. ▪ O pedúnculo é cortado o mais rente possível junto ao cálice. O seu manuseamento deve ser cuidadoso para evitar golpes e lesões mecânicas. ▪ A colheita deve ser feita em sacos de lona e/ou caixas plásticas de 15 a 20 kg.
  • 85.