I Encontro Planeta ASPIE

      Educação Inclusiva
O Aluno com Asperger e a Escola
   Desafios e Possibilidades

           Ms. Izabel Moura
             CRP 05.12796
       izabelsmoura@gmail.com
Escola – Espaço de TODOS!




Inclusão não é uma metodologia de ensino, e sim
um processo, um ideário, uma proposta política de
mundo, e não apenas de educação.
1854 – Imperial Inst. dos Meninos Cegos – IBC
1857 – Instituto dos Surdos Mudos – INES
1926 – Pestalozzi RJ
1954 – APAE Ass. Pais e Amigos dos Excepcionais.
1992 – SME/RJ autoriza o projeto de atendimento a alunos
      portadores da Síndrome do Autismo e Síndromes
      correlatas.
1993 – Proj. de Classes Especiais de Condutas Típicas.
1994 – Ampliação de novas classes especiais de CT em
      escolas regulares.Definição do MEC Política Nacional
de Educação Especial – Livro1 /MEC/ SEES Brasília,1994
•2006 – Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
        Deficiência (aprovada no Brasil em 2008 e promulgada em
        2009, pelo Decreto 6949 de 25 de agosto)
•2008 – Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
        Escola Inclusiva Decreto 6571
•2009 – Parecer 13/2009 -Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009
        (Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional
        Especializado na Educação Básica, modalidade Educação
        Especial).
•2011 – Decreto Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011
        Dispõe sobre a Educacão Especial, o Atendimento
        Educacional Especializado e dá outras providências.
•2012 – Nota Técnica 62 SECADI/MEC
De quem estamos falando?

     Sociedade – Busca do Modelo
                (SUCESSO)
•   Atitudes (combinação distinta de
    sentimentos, inclinações para agir e
    convicções) – afeto/tendências
    comportamentais/ cognição
•   Preconceitos (julgamento negativo)
•   Estereótipos (generalizações)
•   Estigmas
• A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
  Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar a inclusão
  escolar de alunos com deficiências, transtornos globais do
  desenvolvimento e altas habilidades/superdotação,
  orientando os sistemas de ensino para garantir: acesso ao
  ensino regular, participação, aprendizagem e continuidade nos
  níveis mais elevados do ensino; transversalidade da
  modalidade de educação especial desde a educação infantil
  até a educação superior; oferta do atendimento educacional
  especializado; formação de professores para o atendimento
  educacional especializado e demais profissionais da educação
  para a inclusão; participação da família e da comunidade;
  acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários,
  nas comunicações e informações; e articulação intersetorial na
  implementação das políticas públicas.
Aluno com TGD
Os alunos com Transtornos Globais do
Desenvolvimento são aqueles que apresentam
alterações qualitativas das interações sociais
recíprocas e na comunicação, um repertório de
interesses e atividades restrito, estereotipado e
repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com
autismo, síndromes do espectro autismo e psicose
infantil.
                      (MEC/SEESP, 2007)
Parecer 13/2009
• - Alunos com transtornos globais do
  desenvolvimento: aqueles que apresentam um
  quadro de alterações no desenvolvimento
  neuropsicomotor, comprometimento nas relações
  sociais, na comunicação ou estereotipias
  motoras. Incluem-se nessa definição alunos com
  autismo clássico, síndrome de Asperger,
  Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da
  Infância (psicoses) e Transtornos Invasivos Sem
  outra Especificação.
“A compreensão dos transtornos
classificados como TGD, a partir das
funções envolvidas no
desenvolvimento, aponta
perspectivas de abordagens, tanto
clínicas quanto educacionais,
bastante inovadoras, além de
contribuir para a compreensão
dessas funções no desenvolvimento
de todas as crianças”. MEC.
Universidade Federal do Ceará/2010
 A inclusão escolar tem início na
  educação infantil, onde se
  desenvolvem as bases necessárias
  para a construção do conhecimento e
  seu desenvolvimento global.
 Do nascimento aos três anos, o
  atendimento educacional especializado
  se expressa por meio de serviços de
  intervenção precoce que objetivam
  otimizar o processo de
  desenvolvimento e aprendizagem em
  interface com os serviços de saúde e
  assistência social.
EDUCAÇÃO                          SUPERIOR




                                EDUCAÇÃO ESPECIAL
                  ENSINO                                 MÉDIO
EDUCAÇÃO BÁSICA




                   ENSINO                           FUNDAMENTAL


                  EDUCAÇÃO                              INFANTIL
                   Pré escola                           Creche
O aluno com TGD tem como principais características
  aspectos que estão diretamente vinculados às relações
  interpessoais :


                             LINGUAGEM
                             Modalidades /
                             Comunicação



                                             Comportamento
                 Interação                    Interesses e
                   Social                      atividades
                 Recíproca                      restritos
Simões,2011
ESPECIFICIDADES
     TGD
Por Jacy Perissinoto:
Conjunto de inabilidade de comportamentos sociais:
   • Raramente iniciam interação social / conversação;
   • Mantém pouca atenção às outras pessoas;
   • Comportamentos não verbais de iniciação e
   manutenção de contato;
   • Dificuldades em reconhecer e expressar emoções
   (valores culturais);
   • Raramente buscam referências sociais (atitude do outro
   / auto-regulação)
   • Falta de empatia (ausência / limitação de respostas)
•Apresentam grande variedade de comportamentos incomuns.
•Utilização de gestos sem “intenção comunicativa”.
•Ausência de fala ou fala tardia com algumas especificidades:
        - Inabilidade na prosódia;
        - Fala repetitiva;
        - Uso idiossincrático de palavras.
      - Dificuldade nos aspectos pragmáticos da comunicação e
        na estruturação da narrativa.
        - Limitação na compreensão da função da linguagem e
         interpretação de narrativas.
• Tendem a engajar-se em atividades repetitivas e
  estereotipadas com os objetos.
• Raro comportamento de jogo simbólico (faz de conta).
• Interesse por números, datas, horários, figuras, fotos,
  mapas, leitura de palavras, de forma sistemática /
  persistente.
• Maior interesse em atividades relacionadas à memória.
• Resistência a mudanças de rotina de vida diária e a
  incorporação de novos hábitos.
• Estruturação de rituais sem funcionalidade real.
ASPECTOS
IMPORTANTES
Função Executiva
Conjunto de condutas de
pensamentos que permite a utilização
de estratégias adequadas para se
alcançar um objetivo.(Fuster,1997)
Capacidade de antecipar, planificar,
controlar impulsos, inibir respostas
inadequadas,flexibilizar
pensamento e ação.
Há evidências consistentes de déficits
da Função Executiva em pessoas com
TGD (Goldman – Rakic 1987)
Atenção
Compartilhada
     Consiste na capacidade da criança
compartilhar seu interesse por um objeto
com outra pessoa – é um fator
fundamental para o desenvolvimento da
intersubjetividade secundária e tem papel
fundamental no desenvolvimento da
capacidade simbólica do bebê. Seguir a
atenção do outro e os de dirigir sua
atenção- comunicação intencional /
função imperativa e função declarativa.
 (Lampreia,2008)
Teoria da Mente
“Capacidade de atribuir estados
mentais a outras pessoas e
predizer o seu comportamento em
função destas atribuições”
(Premack & Woodruff,1978 – in
MEC/UFCeará.2010
CONSTRUINDO AMBIENTES
         INCLUSIVOS (SMITH, 2008, p. 372)
• Promova Eventos Previsíveis
•Desenvolva uma programação
•Faça experiências narrativas previsíveis
•Evite surpresa
•Não faça mudanças sem prévia comunicação
•Mantenha uma estrutura e uma rotina
•Saiba como o indivíduo administra o seu tempo livre
•Comunique Cuidadosamente as Instruções e as
Conseqüências
•Procure coerência nas reações de todos os alunos para
comportamentos inapropriados
•Dê explicações diretas
•Não utilize gírias ou metáforas
•Evite usar somente pistas não-verbais
•Use cuidadosamente os pronomes pessoais
•Estimule a Participação Positiva
•Apresente feedback sobre a adequação de reações
•Lembre-se de dizer ao indivíduo quando o comportamento
está adequado
•Crie tarefas que a pessoa possa realizar
•Traduza o tempo em algo tangível ou visível
•Enriqueça as comunicações verbais com ilustrações ou
figuras
•Use exemplos concretos
• Aprendizagem Significativa
• Funcionalidade da Aprendizagem
• Presença do Lúdico
• Planejamento – Possibilidades
• Múltiplas Linguagens
• Uso de recursos visuais –
  Ambiente Alfabetizador
• Trocas entre pares
• E outras...
•   Como se Comunica?
•   Como reage as outras pessoas?
•   Qual seu interesse? O que olha?
•   O que mantêm sua atenção?
•   O que compreende quando falo?
•   Apresenta seriação de objetos?
•   Como esta seu processo de construção da
    leitura? Decodifica? Lê?
Aluno
                    Habilidades,
                  COMPETÊNCIAS E
                     SABERES
    Grupo de                       Escola : PP
  Referência –
                                   Habilidades e
alunos da mesma
                     Especifi      competências
      idade
                     cidades    Saberes científicos
 AGRUPADOS
                                para a série /ciclos
  POR FAIXA
   ETÁRIA                       CONSTRUÇAO DO
                                CONHECIMENTO
Coleção “A Educação Especial na
Perspectiva da Inclusão Escolar”
             •A Escola Comum Inclusiva
             O Atendimento Educacional
             •Especializado para Alunos com
             Deficiência Intelectual
             •Os Alunos com Deficiência Visual: Baixa
             Visão e Cegueira
             •Abordagem Bilíngue na Escolarização de
             Pessoas com Surdez
             •Recursos Pedagógicos Acessíveis e
             Comunicação Aumentativa e Alternativa
             •Orientação e Mobilidade, Adequação
             Postural e Acessibilidade Espacial
             •Livro Acessível e Informática Acessível
             •Transtornos Globais do Desenvolvimento
             •Altas Habilidades / Superdotação
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Cadernos Com
                     Pautas Ampliadas




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ORIENTAÇÕES CURRICULARES
• Ênfase nos processos de produção/ compreensão oral e
  escrita, com o estímulo a processos de negociação de
  sentidos (fotos, sons, imagens, música, cores, jornais,
  revistas, computadores...)
• Concepção de linguagem como um fenômeno social e
  histórico
• Reconhecimento de diversidades culturais, raciais,
  sexuais, de gênero etc.
• Interações orais e escritas sociohistoricamente situadas
  (contextualizadas)
• Propósito comunicativo, dinâmica e emprego associados
  a QUEM FALA, PARA QUEM, ONDE, QUANDO e COM
  QUE PROPÓSITO COMUNICATIVO.
Procedimentos na Sala de Aula
• Caracterizar o espaço de sala de aula como encontro
  intercultural e como fórum de trocas de idéias, opiniões,
  experiências, debates e discussões.
• Desenvolver o hábito de observação, geração de
  informação, organização e apresentação da informação,
  utilizando múltiplos recursos (imagens, fotos, desenhos,
  gestos, músicas, vídeos, objetos, sucata,
  fantoches,jogos, histórias, computador,dramatizações
  etc)
• Criar uma rotina de trabalho
• Aproveitamento das situações cotidianas de uso
  contextualizado da língua que surgem espontaneamente
Sugestões
• Banco de imagens
• Vocabulário do material didático e do cotidiano exposto para
  consulta
• Caixa do vocabulário para manuseio
• Jogos- imagens/palavras
• Embalagens e produtos conhecidos
• Arquivo por temas trabalhados
• Biblioteca (livros, charges, quadrinhos, propagandas,
  revistas)
• Videoteca (filmes, desenhos animados,documentários,
  programas, séries)
• Aproveitamento do foco de interesse dos alunos
• Flexibilização e adaptações aos diferentes contextos
  educacionais, levando em conta as necessidades, interesses,
  faixa etária dos alunos e o PPP da escola
ELEMENTO PROPICIADOR
  OBSERVADOR MEDIADOR
PERSISTENTE / CONSISTENTE
   SENSÍVEL / AFETUOSO
     FIRME / SEGURO
O que acreditamos...

O crescimento da criança é resultado das
experiências que ela tem no seu grupo social ou
em outros grupos com os quais convive.
O      desenvolvimento    está     atrelado   a
aprendizagem, por meio de processos de
elaboração partilhada.
Não existe nenhum método ou técnica
inteiramente eficaz e satisfatória capaz de ser
aplicada com sucesso a todos os casos.
O que acreditamos...

    Nenhum        aluno,      por    maior
comprometimento que apresente, deve ser
considerado sem condições de se beneficiar
do trabalho escolar. A educação é um bem
a que todos têm direito e, mesmo nos casos
mais difíceis deve-se ter como meta a
construção de conhecimentos que levem à
independência e autonomia, que permitam a
integração social
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Bibliografia Consultada
BRASIL/MEC. Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento
Educacional Especializado na Educação Básica. Brasília: SEESP, 2008b.
______. DECRETO No 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. Brasília, DF, 2008a.
______. Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva. Brasília: SEESP, 2007.
______. Plano Nacional de Educação 2001-2010. Brasília: Inep, 2001.
UNESCO. Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Paris: UNESCO, 1990.
______.A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Transtornos
Globais do Desenvolvimento. Belisário Junior,J.F. e Cunha,P. Ministério da SEE,
Universidade Federal do Ceará. Brasília,2010.
Baptista,C. E Bosa,C.Autismo e Educação: reflexões e propostas de intervenção–
Porto Alegre : Artmed, 2002
•Camargo Junior,W.(Coord). Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, 3º Milênio,
Brasília. Ministério da Justiça. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa
com Deficiência. AMES. ABRA.2202.
•Lampreia,C. Instrumento de vigilância precoce do autismo: manual e video. Rio de
Janeiro:Ed.PUC.Rio; Sao Paulo: Ed. Loyola. 2008.
Ms. Izabel Moura
        Tels.: 9945-2236
           3457.6201
   izabelsmoura@gmail.com
 Instituto Municipal Helena
              Antipoff
Tels.: 3234-4473/ 2234-7962/
           2234-8709
    smeiha@rioeduca.net
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Planeta Aspie, Izabel Moura 2012

  • 1.
    I Encontro PlanetaASPIE Educação Inclusiva O Aluno com Asperger e a Escola Desafios e Possibilidades Ms. Izabel Moura CRP 05.12796 izabelsmoura@gmail.com
  • 2.
    Escola – Espaçode TODOS! Inclusão não é uma metodologia de ensino, e sim um processo, um ideário, uma proposta política de mundo, e não apenas de educação.
  • 3.
    1854 – ImperialInst. dos Meninos Cegos – IBC 1857 – Instituto dos Surdos Mudos – INES 1926 – Pestalozzi RJ 1954 – APAE Ass. Pais e Amigos dos Excepcionais. 1992 – SME/RJ autoriza o projeto de atendimento a alunos portadores da Síndrome do Autismo e Síndromes correlatas. 1993 – Proj. de Classes Especiais de Condutas Típicas. 1994 – Ampliação de novas classes especiais de CT em escolas regulares.Definição do MEC Política Nacional de Educação Especial – Livro1 /MEC/ SEES Brasília,1994
  • 4.
    •2006 – Convençãosobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (aprovada no Brasil em 2008 e promulgada em 2009, pelo Decreto 6949 de 25 de agosto) •2008 – Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Escola Inclusiva Decreto 6571 •2009 – Parecer 13/2009 -Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009 (Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial). •2011 – Decreto Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011 Dispõe sobre a Educacão Especial, o Atendimento Educacional Especializado e dá outras providências. •2012 – Nota Técnica 62 SECADI/MEC
  • 5.
    De quem estamosfalando? Sociedade – Busca do Modelo (SUCESSO) • Atitudes (combinação distinta de sentimentos, inclinações para agir e convicções) – afeto/tendências comportamentais/ cognição • Preconceitos (julgamento negativo) • Estereótipos (generalizações) • Estigmas
  • 6.
    • A PolíticaNacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de ensino para garantir: acesso ao ensino regular, participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino; transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior; oferta do atendimento educacional especializado; formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informações; e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.
  • 7.
    Aluno com TGD Osalunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro autismo e psicose infantil. (MEC/SEESP, 2007)
  • 8.
    Parecer 13/2009 • -Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância (psicoses) e Transtornos Invasivos Sem outra Especificação.
  • 9.
    “A compreensão dostranstornos classificados como TGD, a partir das funções envolvidas no desenvolvimento, aponta perspectivas de abordagens, tanto clínicas quanto educacionais, bastante inovadoras, além de contribuir para a compreensão dessas funções no desenvolvimento de todas as crianças”. MEC. Universidade Federal do Ceará/2010
  • 10.
     A inclusãoescolar tem início na educação infantil, onde se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e seu desenvolvimento global.  Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de serviços de intervenção precoce que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social.
  • 11.
    EDUCAÇÃO SUPERIOR EDUCAÇÃO ESPECIAL ENSINO MÉDIO EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO FUNDAMENTAL EDUCAÇÃO INFANTIL Pré escola Creche
  • 12.
    O aluno comTGD tem como principais características aspectos que estão diretamente vinculados às relações interpessoais : LINGUAGEM Modalidades / Comunicação Comportamento Interação Interesses e Social atividades Recíproca restritos Simões,2011
  • 13.
  • 14.
    Por Jacy Perissinoto: Conjuntode inabilidade de comportamentos sociais: • Raramente iniciam interação social / conversação; • Mantém pouca atenção às outras pessoas; • Comportamentos não verbais de iniciação e manutenção de contato; • Dificuldades em reconhecer e expressar emoções (valores culturais); • Raramente buscam referências sociais (atitude do outro / auto-regulação) • Falta de empatia (ausência / limitação de respostas)
  • 15.
    •Apresentam grande variedadede comportamentos incomuns. •Utilização de gestos sem “intenção comunicativa”. •Ausência de fala ou fala tardia com algumas especificidades: - Inabilidade na prosódia; - Fala repetitiva; - Uso idiossincrático de palavras. - Dificuldade nos aspectos pragmáticos da comunicação e na estruturação da narrativa. - Limitação na compreensão da função da linguagem e interpretação de narrativas.
  • 16.
    • Tendem aengajar-se em atividades repetitivas e estereotipadas com os objetos. • Raro comportamento de jogo simbólico (faz de conta). • Interesse por números, datas, horários, figuras, fotos, mapas, leitura de palavras, de forma sistemática / persistente. • Maior interesse em atividades relacionadas à memória. • Resistência a mudanças de rotina de vida diária e a incorporação de novos hábitos. • Estruturação de rituais sem funcionalidade real.
  • 17.
  • 18.
    Função Executiva Conjunto decondutas de pensamentos que permite a utilização de estratégias adequadas para se alcançar um objetivo.(Fuster,1997) Capacidade de antecipar, planificar, controlar impulsos, inibir respostas inadequadas,flexibilizar pensamento e ação. Há evidências consistentes de déficits da Função Executiva em pessoas com TGD (Goldman – Rakic 1987)
  • 19.
    Atenção Compartilhada Consiste na capacidade da criança compartilhar seu interesse por um objeto com outra pessoa – é um fator fundamental para o desenvolvimento da intersubjetividade secundária e tem papel fundamental no desenvolvimento da capacidade simbólica do bebê. Seguir a atenção do outro e os de dirigir sua atenção- comunicação intencional / função imperativa e função declarativa. (Lampreia,2008)
  • 20.
    Teoria da Mente “Capacidadede atribuir estados mentais a outras pessoas e predizer o seu comportamento em função destas atribuições” (Premack & Woodruff,1978 – in MEC/UFCeará.2010
  • 21.
    CONSTRUINDO AMBIENTES INCLUSIVOS (SMITH, 2008, p. 372) • Promova Eventos Previsíveis •Desenvolva uma programação •Faça experiências narrativas previsíveis •Evite surpresa •Não faça mudanças sem prévia comunicação •Mantenha uma estrutura e uma rotina •Saiba como o indivíduo administra o seu tempo livre •Comunique Cuidadosamente as Instruções e as Conseqüências •Procure coerência nas reações de todos os alunos para comportamentos inapropriados •Dê explicações diretas
  • 22.
    •Não utilize gíriasou metáforas •Evite usar somente pistas não-verbais •Use cuidadosamente os pronomes pessoais •Estimule a Participação Positiva •Apresente feedback sobre a adequação de reações •Lembre-se de dizer ao indivíduo quando o comportamento está adequado •Crie tarefas que a pessoa possa realizar •Traduza o tempo em algo tangível ou visível •Enriqueça as comunicações verbais com ilustrações ou figuras •Use exemplos concretos
  • 23.
    • Aprendizagem Significativa •Funcionalidade da Aprendizagem • Presença do Lúdico • Planejamento – Possibilidades • Múltiplas Linguagens • Uso de recursos visuais – Ambiente Alfabetizador • Trocas entre pares • E outras...
  • 24.
    Como se Comunica? • Como reage as outras pessoas? • Qual seu interesse? O que olha? • O que mantêm sua atenção? • O que compreende quando falo? • Apresenta seriação de objetos? • Como esta seu processo de construção da leitura? Decodifica? Lê?
  • 25.
    Aluno Habilidades, COMPETÊNCIAS E SABERES Grupo de Escola : PP Referência – Habilidades e alunos da mesma Especifi competências idade cidades Saberes científicos AGRUPADOS para a série /ciclos POR FAIXA ETÁRIA CONSTRUÇAO DO CONHECIMENTO
  • 26.
    Coleção “A EducaçãoEspecial na Perspectiva da Inclusão Escolar” •A Escola Comum Inclusiva O Atendimento Educacional •Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual •Os Alunos com Deficiência Visual: Baixa Visão e Cegueira •Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez •Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa •Orientação e Mobilidade, Adequação Postural e Acessibilidade Espacial •Livro Acessível e Informática Acessível •Transtornos Globais do Desenvolvimento •Altas Habilidades / Superdotação
  • 27.
  • 28.
    Cadernos Com Pautas Ampliadas Ihainforma.wordpress.com
  • 29.
    ORIENTAÇÕES CURRICULARES • Ênfasenos processos de produção/ compreensão oral e escrita, com o estímulo a processos de negociação de sentidos (fotos, sons, imagens, música, cores, jornais, revistas, computadores...) • Concepção de linguagem como um fenômeno social e histórico • Reconhecimento de diversidades culturais, raciais, sexuais, de gênero etc. • Interações orais e escritas sociohistoricamente situadas (contextualizadas) • Propósito comunicativo, dinâmica e emprego associados a QUEM FALA, PARA QUEM, ONDE, QUANDO e COM QUE PROPÓSITO COMUNICATIVO.
  • 30.
    Procedimentos na Salade Aula • Caracterizar o espaço de sala de aula como encontro intercultural e como fórum de trocas de idéias, opiniões, experiências, debates e discussões. • Desenvolver o hábito de observação, geração de informação, organização e apresentação da informação, utilizando múltiplos recursos (imagens, fotos, desenhos, gestos, músicas, vídeos, objetos, sucata, fantoches,jogos, histórias, computador,dramatizações etc) • Criar uma rotina de trabalho • Aproveitamento das situações cotidianas de uso contextualizado da língua que surgem espontaneamente
  • 31.
    Sugestões • Banco deimagens • Vocabulário do material didático e do cotidiano exposto para consulta • Caixa do vocabulário para manuseio • Jogos- imagens/palavras • Embalagens e produtos conhecidos • Arquivo por temas trabalhados • Biblioteca (livros, charges, quadrinhos, propagandas, revistas) • Videoteca (filmes, desenhos animados,documentários, programas, séries) • Aproveitamento do foco de interesse dos alunos • Flexibilização e adaptações aos diferentes contextos educacionais, levando em conta as necessidades, interesses, faixa etária dos alunos e o PPP da escola
  • 32.
    ELEMENTO PROPICIADOR OBSERVADOR MEDIADOR PERSISTENTE / CONSISTENTE SENSÍVEL / AFETUOSO FIRME / SEGURO
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    O que acreditamos... Ocrescimento da criança é resultado das experiências que ela tem no seu grupo social ou em outros grupos com os quais convive. O desenvolvimento está atrelado a aprendizagem, por meio de processos de elaboração partilhada. Não existe nenhum método ou técnica inteiramente eficaz e satisfatória capaz de ser aplicada com sucesso a todos os casos.
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    O que acreditamos... Nenhum aluno, por maior comprometimento que apresente, deve ser considerado sem condições de se beneficiar do trabalho escolar. A educação é um bem a que todos têm direito e, mesmo nos casos mais difíceis deve-se ter como meta a construção de conhecimentos que levem à independência e autonomia, que permitam a integração social
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  • 36.
    Bibliografia Consultada BRASIL/MEC. DiretrizesOperacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Brasília: SEESP, 2008b. ______. DECRETO No 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. Brasília, DF, 2008a. ______. Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: SEESP, 2007. ______. Plano Nacional de Educação 2001-2010. Brasília: Inep, 2001. UNESCO. Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Paris: UNESCO, 1990. ______.A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Transtornos Globais do Desenvolvimento. Belisário Junior,J.F. e Cunha,P. Ministério da SEE, Universidade Federal do Ceará. Brasília,2010. Baptista,C. E Bosa,C.Autismo e Educação: reflexões e propostas de intervenção– Porto Alegre : Artmed, 2002 •Camargo Junior,W.(Coord). Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, 3º Milênio, Brasília. Ministério da Justiça. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência. AMES. ABRA.2202. •Lampreia,C. Instrumento de vigilância precoce do autismo: manual e video. Rio de Janeiro:Ed.PUC.Rio; Sao Paulo: Ed. Loyola. 2008.
  • 37.
    Ms. Izabel Moura Tels.: 9945-2236 3457.6201 izabelsmoura@gmail.com Instituto Municipal Helena Antipoff Tels.: 3234-4473/ 2234-7962/ 2234-8709 smeiha@rioeduca.net
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