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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
                           SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
                  DEPARTAMENTO DE AÇÕES EDUCACIONAIS
                         SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


         PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                      EMEB “GRACILIANO RAMOS”




 “A construção de uma pedagogia especialmente voltada para a primeira
    etapa da educação básica, aponta para alguns momentos nos quais
   muitas lacunas são percebidas entre o velho e o novo, o que sempre
fizemos e o que estamos aprendendo ou temos que aprender a fazer para
                                produzir diferente.”
                              (Maria Aparecida Gobbi)


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                            PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                               EMEB GRACILIANO RAMOS
SUMÁRIO


I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR .......................................... 5
1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ............................ 6
2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES ............................... 8
II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE
ATUAÇÃO DA ESCOLA .......................................................................... 9
1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA ............................................................... 9
    1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA .................................... 12
    1.2. ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA ............................................... 13
    1.3. COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM AS
FAMÍLIAS .......................................................................................... 16
    1.4.     PROFESSORES              –     EDUCADORES              E    SEUS        PAPÉIS
DIFERENCIADOS................................................................................ 18
    1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ....... 20
    1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 22
    1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS ........... 26
       1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS................... 26
    1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE ........................................................ 30
       1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 E 6 ANOS ......................................... 30
2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS ............................... 33
    2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE .................... 35
    2.2.     PRINCÍPIO          –    SUSTENTABILIDADE,                  DEMOCRACIA            E
PARTICIPAÇÃO .................................................................................. 37
    2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR .................. 39
    2.4. PRINCÍPIO – LUDICIDADE E BRINCADEIRA .......................... 40
    2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL
E COLETIVA ....................................................................................... 43
3. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ............................................. 46
    3.1. RECURSOS DA COMUNIDADE ................................................. 48
4. COMUNIDADE ESCOLAR ................................................................. 50
    4.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 50

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                               PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                                  EMEB GRACILIANO RAMOS
5. CONSELHO DE ESCOLA................................................................... 53
    5.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 53
    5.2. OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE ESCOLA ......... 54
    5.3. QUADRO DO CONSELHO DE ESCOLA ...................................... 55
6. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES ................................................. 55
    6.1. CARACTERIZAÇÃO DA APM .................................................... 55
    6.2. OBJETIVOS GERAIS DA APM .................................................. 56
    6.3. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DA APM ....................................... 57
    6.4. AVALIAÇÃO............................................................................ 57
7. PLANO DE AÇÃO COM AS FAMÍLIAS ............................................... 58
    7.1. ORGANIZAÇÃO DOS EVENTOS COM A COMUNIDADE .............. 61
8. EQUIPE ESCOLAR ........................................................................... 64
    8.1. PROFESSORES ....................................................................... 64
       8.1.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 64
    8.2. FUNCIONÁRIOS ..................................................................... 65
       8.2.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 65
9. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES, QUALIDADE NA
EDUCAÇÃO INFANTIL ........................................................................ 67
10. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES .................................... 74
    10.1. PROJETO “APRENDIZES DA NOSSA BRASILIDADE” ............. 74
11. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ............................... 81
12. LEVANTAMENTO DOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS POR ÁREA DE
CONHECIMENTO ................................................................................ 84
    12.1. ÁREA: LINGUA PORTUGUESA ............................................... 84
       12.1.1. CONTEÚDO: ESCRITA ..................................................... 84
       12.1.2. CONTEÚDO: ORALIDADE ................................................ 87
    12.2. ÁREA: MATEMÁTICA ............................................................. 90
    12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95
    12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95
       12.3.1. O BRINCAR .................................................................... 99
    12.4. ÁREA: CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL ........................ 104
    12.5. ÁREA: ARTES ..................................................................... 109

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                             PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                                EMEB GRACILIANO RAMOS
12.5.1. CONTEÚDO: ARTES VISUAIS ........................................ 109
       12.5.2. ÁREA: MÚSICA ............................................................. 112
13. ROTINA ..................................................................................... 114
    13.1. PERÍODO DE ADAPTAÇÃO .................................................. 114
    13.2. ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS ........................................ 116
    13.3. ROTINA DA EQUIPE GESTORA ............................................ 117
       13.3.1. DIRETORA ................................................................... 117
       13.3.2. PROFESSORA DE APOIO À DIREÇÃO ............................ 118
       13.3.2. COORDENADOR PEDAGÓGICO ..................................... 119
    13.4. ROTINA DOS PROFESSORES .............................................. 121
       13.4.1. ORGANIZAÇÃO DOS MOMENTOS DE HTPC ................... 121
       13.4.2. TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM ..................... 123
          13.4.2.1. BIBLIOTECA .......................................................... 123
          13.4.1.2. PARQUE E PRAÇA .................................................. 125
          13.4.1.3. ATELIÊ .................................................................. 127
          13.4.1.4. QUADRA ................................................................ 129
          13.4.1.5. REFEITÓRIO – SELF-SERVICE ................................ 131
          13.4.1.6. ATIVIDADE DIVERSIFICADA ................................. 134
          13.4.1.7. RODA DE CONVERSA ............................................. 137
          13.4.1.8. HORA DA HISTÓRIA .............................................. 139
14. ATIVIDADE EXTRACLASSE E ESTUDO DO MEIO .......................... 141
15. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS ....................... 142
    15.1. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 144
16. ACOMPANHAMENTO DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS .... 145
V. ANEXOS ....................................................................................... 147
1. HISTÓRICO DA ESCOLA ............................................................... 147
    1.1. NOSSO PATRONO ................................................................. 148
    1.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA .................. 150
    1.3. MATERIAIS PEDAGÓGICOS E EQUIPAMENTOS ..................... 151
IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................ 152
CALENDÁRIO ESCOLAR – EDUCAÇÃO BÁSICA - 2012 ....................... 154



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                              PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                                  EMEB GRACILIANO RAMOS
I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR


      EMEB Graciliano Ramos
      Rua João D’Ângelo, 71 – Riacho Grande
      São Bernardo do Campo – SP – CEP 09830-350
      Telefones: 4354-9917/ 4101-6090/ 4354-0804
      Email: graciliano.ramos@saobernardo.sp.gov.br
      Blog: blogdogracilianoramos.blogspot.com
      Código CIE: 050805


      Equipe Gestora
      Diretora: Elenir Fagundes Santos Freitas
      PRD: Filomena Cabral Pais Jasiulonis
      PAD: Tatiana Moreira Barbosa
      Coordenador Pedagógico: Francisco de Assis Fagundes de Oliveira


      Orientadora Pedagógica: Sandra Regina Brito de Macedo


      Modalidades de ensino
      Infantil II – 01 Turma
      Infantil III – 03 Turmas
      Infantil IV – 04 Turmas
      Infantil V – 05 Turmas
      SEMI – 02 Turmas


      Horário de funcionamento da escola
      Manhã: das 07h30m às 11h30m
      Tarde: das 13h00m às 17h00m
      Obs.: são observados 10 minutos de tolerância para os atrasos na
entrada e na saída das crianças.




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                            PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                                EMEB GRACILIANO RAMOS
                                                                                       5
Período Integral
         Temos duas turmas de período integral divididas em dois horários.
         Semi A – das 07h00m às 17h00m
         Semi B – das 07h30m às 17h30m


         Infantil II
         Nossa turma do infantil II possui o seguinte horário:
         Entrada: a partir das 07h00m até as 08h00m
         Saída: a partir das 17h00m até as 18h00m


         Horário de atendimento da secretaria
         07h00m às 18h00m


         1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS


                                                     Cargo/             Horário de       Período de
           Nome                     Matrícula
                                                     Função              trabalho          férias
Aldinete Nogueira Matos              19.840-4      Aux. Limpeza        08h15m – 18h00m     Março
                                                  Prof. Ed. Básica
Andrea Gois Koslosky                 34.850-0                          13h00m – 17h00m     Janeiro
                                                      Infantil

Alexandre Barasino                   37.590-9     Aux. Educação        08h00m – 17h00m     Janeiro
                                                  Prof. Ed. Básica
Cleide Lima Rosa                     36.039-6                          07h00m – 15h00m     Janeiro
                                                      Infantil
                                                  Prof. Ed. Básica
Cristiane Moro                       35.549-0                          13h00m – 17h00m     Janeiro
                                                      Infantil

Débora    Renata          Nunes                   Prof. Ed. Básica
                                     32.858-8                          07h30m – 11h30m     Janeiro
Lourenção                                             Infantil

Dina   Aparecida          Pereira
                                     60.777-8      Aux. Limpeza        09h00m – 18h00m    Novembro
Perone
                                                     Prof. Ed.
Ederli Soares Ferreira               35.158-5                          07h30m – 11h30m     Janeiro
                                                   Básica Infantil
                                                  Prof. Ed. Básica
Elena Marson Favero                  20.210-2                          07h30m – 11h30m     Janeiro
                                                      Infantil
                                                                          2ª, 4ª e 6ª
                                                     Prof. Ed.         11h30m – 17h30m
Eliane Correia da Silva              37.798-5                                              Janeiro
                                                   Básica Infantil         3ª e 6ª
                                                                       08h00m – 17h30m

                                                  Prof. Ed. Básica
Eliane Pereira Mendes                35.472-9                          13h00m – 17h00m     Janeiro
                                                      Infantil

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                                    PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012
                                       EMEB GRACILIANO RAMOS
                                                                                                   6
Prof. Ed.
Fernanda Soares Gonçalves           38.196-6                          10h00m – 18h00m    Janeiro
                                                  Básica infantil
                                                 Prof. Ed. Básica
Fernanda Feliciano Andrade          32.533-6                          07h30m – 11h30m    Janeiro
                                                     Infantil

Filomena       Cabral       Pais
                                     9.499-5           PRD            07h00m – 16h30m    Janeiro
Jasiulonis
                                                 Prof. Ed. Básica
Francisca Maria Oliveira Felix      33.633-5                          07h30m – 11h30m    Janeiro
                                                     Infantil
                                                  Coordenador
Francisco de Assis Fagundes         35.112-9                          07h00m – 17h00m    Janeiro
                                                   pedagógico
                                                                         2ª, 4ª e 6ª
                                                 Prof. Ed. Básica     07h00m – 13h00m
Isabel Cristina de Souza            35.190-9                                             Janeiro
                                                     Infantil             3ª e 5ª
                                                                      07h00m – 16h30m

Leia Chaves Alves                       -          Cozinheira         07h00m – 16h48m    Janeiro
                                                 Prof. Subst. Ed.
Ligia Melo Morita                   35.568-6                          13h00m – 17h00m    Janeiro
                                                  Básica Infantil

Márcia Lima Santos                      -         Aux. Cozinha        07h00m – 16h48m    Janeiro
                                                 Prof. Ed. Básica
Maria Isabel de Farias Leal         27.689-8                          13h00m – 17h00m    Janeiro
                                                     Infantil
                                                    Prof. Ed.
Maria Iraneide Silva                35.555-5                          13h00m – 17h00m    Janeiro
                                                  Básica Infantil
Neli Marques da Silva               34.580-3     Aux. Educação        08h00m – 17h00m    Janeiro
                                                 Prof. Subst. Ed.
Patrícia Fusari Stella              61.439-1                          13h00m – 17h00m    Janeiro
                                                  Básica Infantil
                                                 Prof. Ed. Básica
Paula Ishikawa                      35.554-7                          13h00m – 17h00m    Janeiro
                                                     Infantil
                                                 Prof. Ed. Básica
Rafaella Simões Demai               38.397-6                          07h30m – 17h00m    Janeiro
                                                     Infantil

Rosemary Amador                         -         Aux. Cozinha        06h30m – 15h00m    Janeiro
Rosilene de Andrade                     -         Aux. Cozinha        07h00m – 16h48m    Janeiro
Sandra de Jesus Alves               60.016-6      Aux. Limpeza        08h15m – 18h00m    Janeiro
Silvia Helena Morais Dias           19.661-4      Aux. Limpeza        06h30m – 16h15m    Janeiro
Tatiana Moreira Barbosa             28.824-1           PAD            09h00m – 18h00m    Janeiro
Terezinha de Sousa Martins          60.146-3      Aux. Limpeza        06h10m – 15h42m    Janeiro
Wellington Oliveira Buosi           35.898-5     Aux. Educação        07h30m – 17h00m    Janeiro
Wilton Fujinaga Takeda              32.938-0     Oficial de escola    08h30m – 17h30m   A combinar




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2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES


                                                                   Total de    Total de
              Agrupamento/                                          alunos      alunos
 Período                              Turma       Professora(s)
                   Ano                                                por         por
                                                                    turma      período
                                                      Cleide/
 Integral         Infantil II            A                           19           19
                                                     Fernanda
                    Semi                 A             Isabel        25
                 Infantil III            A           Francisca       23
                 Infantil IV             A            Debora         24
  Manhã          Infantil IV             B             Ederli        24          146
                  Infantil V             A         Maria Isabel      17
                  Infantil V             B             Elena         17
                  Infantil V             C           Fernanda        16
                    Semi                 B             Eliane        26
                 Infantil III            B            Andrea         27
                 Infantil III            C        Maria Iraneide     25
  Tarde          Infantil IV             C             Paula         30          185
                 Infantil IV             D              Ligia        28
                  Infantil V             D           Cristiane       26
                  Infantil V             E             Eliane        23




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II.    CARACTERIZAÇÃO             E    PLANO       DE     AÇÃO      PARA       OS
             SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA


      1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA


      Nossa concepção de Desenvolvimento e de Aprendizagem está
baseada nos teóricos que defenderam a concepção dialética, na qual o
sujeito modifica o mundo e é modificado por este. Concordamos com eles
quando afirmam:


                           “Conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo,
                           apreendendo os mecanismos dessa transformação
                           vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é,
                           pois, assimilar o real às estruturas de transformações,
                           e são as estruturas elaboradas pela inteligência
                           enquanto prolongamento direto da ação.” (Piaget)


                           “Ao conseguir conhecer alguma coisa, o aprendiz
                           transforma o real, o mundo, e a si mesmo.” (Piaget)


                           “O aprendizado é o que possibilita o despertar de
                           processos internos de desenvolvimento que, não fosse
                           o contato do indivíduo com certo ambiente cultural, não
                           ocorreriam.” (Vygotsky)


                           “A estrutura fisiológica humana, aquilo que é inato, não
                           é suficiente para produzir o indivíduo humano, na
                           ausência do ambiente social. As características
                           individuais (modo de agir, de pensar, de sentir, valores,
                           conhecimentos, visão de mundo, etc.) depende da
                           interação do ser humano com o meio físico e social.”
                           (Vygotsky)


      Um ponto de reflexão


                           “A escola dos pequeninos em de ser um ambiente livre,
                           onde o princípio pedagógico deve ser o respeito à
                           liberdade e à criatividade das crianças. Nela, os

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pequeninos devem poder se locomover, ter atividades
                             criativas que permitam sua auto suficiência, e a
                             desobediência e a agressividade não devem ser
                             coibidas e, sim, orientadas, por serem condições
                             necessárias ao sucesso das pessoas.” (Antônio Márcio
                             Junqueira)


       Nosso objetivo é apresentar um panorama geral quanto a varias
concepções,      e     configurar      as    tendências        que   tem       prevalecido
pedagogicamente, assim conceituaremos: escola; infância; comunidade;
professores, equipe gestora e currículo, entendendo que todas essas
concepções relacionam-se, porém trataremos dividindo por assuntos.
       Entendemos que a organização do trabalho pedagógico na Educação
Infantil deve ser orientada pelo princípio básico de procurar proporcionar,
à criança, o desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade de
apropriarem-se das regras construídas historicamente pela sociedade,
construir as suas próprias regras e ações, que sejam flexíveis e possam
ser negociadas com outras pessoas, sejam eles adultos ou crianças.
Obviamente, esta construção não se esgota no período do 0 aos 5 anos de
idade, devido às próprias características do desenvolvimento infantil. Mas
tal construção necessita ser iniciada na Educação Infantil.
        Pensamos a educação das crianças pequenas, como um processo
relevante em uma sociedade contemporânea, pois de um lado vivemos
uma confusa identidade da escola e, de outro, uma busca pela
compreensão       e   pela    proposição      de     formas,     espaços   e    processos
educacionais que procuram uma educação sem escolarização.
       Salientamos que a ênfase na Educação não deve estar colocada em
como    se   ensina,     na    transmissão      de    conhecimentos        culturalmente
produzidos, concordamos com Freire quando disse “Desta maneira, a
educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os
depositários e o educador o depositante” (1987. pg. 58).
       A aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e jovens já não
se dão como outrora, o conhecimento está por toda parte, em lugares
diferentes e espaços distintos, há tempos o livro didático já não é mais o
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único recurso pedagógico de trabalho do professor. Acreditamos na
concepção de desenvolvimento interacionista, que considera os aspectos
biológicos e sociais importantes, ambos interferindo e contribuindo para o
desenvolvimento do sujeito. Nesta perspectiva, o sujeito interfere, atua,
modifica    o   ambiente      e    é   por    ele   modificado.     Esta    concepção
desenvolvimentista entende a aquisição de conhecimento como uma
construção permanente, isto é, o sujeito nem nasce pronto, como
acreditava a concepção inatista, nem é passivo diante do meio, como
acreditava a concepção ambientalista.
      Portanto, nossa concepção de aprendizagem é a construtivista,
definida por Solé e Coll 2003 “o construtivismo é um conjunto articulado
de princípios em que é possível diagnosticar, julgar e tomar decisões
fundamentais sobre o ensino” (2003 p.35).
      Concluímos que, o conhecimento não é concebido como uma cópia
do real, incorporado diretamente pelo sujeito, não é uma impressão que o
mundo externo realiza na mente, um processo de fora para dentro.                       A
construção do conhecimento pressupõe uma atividade, por parte do
sujeito, que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes,
sendo, portanto, o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem,
é alguém que vai produzir a transformação que converte informação em
conhecimento próprio. Construção que se dá a partir de situações nas
quais o sujeito possa agir sobre o que é objeto de estudo, pensar sobre
ele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir, interagindo com outras
pessoas.
      Baseado nisso, adotamos o modelo de ensino relacionado ao
construtivismo que segundo Wilson (1992), definiu como “Planejar,
proporcionar e avaliar o currículo, ótimo para cada aluno, no contexto de
uma diversidade de indivíduos que aprendem” (2001 p. 54). Nossa
aprendizagem é estabelecida através da resolução de problemas, e
pressupõe uma intervenção pedagógica de natureza própria. Um modelo
de ensino que reconhecendo o papel                   da ação do aprendiz e a
especificidade da aprendizagem de cada conteúdo, propõe que a didática
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construa situações em que o aluno precise pôr em jogo o que sabe no
esforço de realizar a tarefa proposta, mobilizando conhecimentos que já
possui, usando-os para construir novos conhecimentos.


         1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA




      Primeiramente trataremos da escola como fator essencial, como um
valioso espaço que contribui nas práticas do ensino-aprendizagem, no
desenvolvimento de valores essências para o convívio humano. Nesse
sentido, cabe a escola proporcionar oportunidades que ofereça igualdade
de condições para o acesso e permanência na escola, inspirada no
principio de liberdade de aprender, no pluralismo de ideias e de
concepções pedagógicas e nos ideais de solidariedade humana, garantindo
as crianças num processo de aprendizagens interativo, acesso a cultura,
ao conhecimento cientifico, artístico e tecnológico.
      Acreditamos em uma escola constituída num ambiente aberto, de
transformações, pautada nos princípios de igualdade e liberdade para
aprender; no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e
permanência. Todavia, promover ideais de solidariedade humana na
escola é um dever a comunidade escolar nos dias de hoje,
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Cabe à escola, zelar pela inclusão social de nossas crianças,
mantendo-se atenta as necessidades e formas de aprendizagens que
permeiam uma educação contemporânea, com suas especificidades de
como aprende e desenvolve. Nesse sentido Carvalho explicita que:


                           “Essas concepções não nos autorizam a pensar numa
                           escola centrada em si mesma, como uma ilha e
                           distante dos interesses dos alunos. A escola deve ser
                           também, o espaço da alegria onde os alunos possam
                           conviver desenvolvendo sentimentos sadios em relação
                           ao “outro”, a si mesmos e em relação ao conhecimento.
                           Para tanto a pratica pedagógica deve ser inclusiva, no
                           sentido de envolver a todos e a cada um, graças ao
                           interesse a motivação para a aprendizagem.” (2010,
                           p.32)


      Numa perspectiva dialógica salientamos que a escola se coloca como
espaço    privilegiado     para     o   domínio    dos    conhecimentos     básicos    e
avançados e, sobretudo com fins de complementaridade à educação da
família. Enfim, nossa escola tem como princípio fundamental a construção
da aprendizagem e do desenvolvimento levando em conta e valorizando
as diferenças, a singularidade, heterogeneidade e subjetividade da
criança, fator fundamental para potencializar o desenvolvimento de um
processo coletivo de aprendizagem.


         1.2     ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA


      Num      processo      de      construção      de    conceitos    teóricos    nos
embasaremos na concepção de criança, como protagonista no processo da
educação       infantil.   Orientamo-nos          pelos    princípios    básicos      do
desenvolvimento, da autonomia da interação e inclusão social, assim
objetivamos o pleno desenvolvimento integral da criança e a construção
da autonomia infantil.
      Em um breve histórico, verificamos que foi no início do século XV
que surge às primeiras as primeiras preocupações com a educação das
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crianças pequenas. Nesta época, a criança era considerada um pequeno
adulto, que executava as mesmas atividades dos mais velhos. O
importante era a criança crescer rápido para entrar na vida adulta. No
século XVI e XVII os colégios existentes eram dirigidos pela igreja e
estavam reservados para um pequeno grupo de cléricos (principalmente
do sexo masculino), de todas as idades.
      Enfim, a educação entra no século XVIII um pouco mais pedagógica,
porem, é nessa época que surge o castigo corporal como forma de
educação disciplinar, por considerar a criança frágil, incompleta que
precisa a prender obedecer a determinadas regras impostas pela
sociedade da época. Também surgem nos países mais desenvolvidos, ou
seja, no velho continente, as primeiras creches para abrigar filhos de
mães trabalhadoras da indústria.
      No Brasil, a educação infantil é muito nova, sendo aplicada
realmente a partir dos anos 30 com os mesmos propósitos que nos
demais países e principalmente, como um fator necessário para apoiar a
formação de mão de obra qualificada para a industrialização do país, pois
o intuito da escola de educação infantil era único e exclusivamente tomar
conta dos filhos das mães trabalhadoras. Por volta de 1970 ocorreu uma
crescente evasão escolar e repetência das crianças das classes pobres no
primeiro grau. Por causa disso, foi intitulada a educação pré-escolar
(chamada de educação compensatória) para crianças de 4 a 6 anos.
      Nos anos 80, a perspectiva pedagógica vê a criança como um ser
social, histórico, pertencente a uma determinada classe social e cultural.
Ela desmascara a educação compensatória, que delegava à escola a
responsabilidade de resolver os problemas da miséria entre outros. A
educação compensatória começou no século XIX com Pestalozzi, Froebel,
Montessori e McMillan. A pré-escola era encarada por esses pensadores
como uma forma de superar a miséria, a pobreza, a negligência das
famílias. As primeiras iniciativas á criança tiveram um caráter higienista,
cujo trabalho era realizado por médicos e demais profissionais da saúde.


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Diante disso, é fato e notório que a educação infantil está
contaminada de concepções, princípios e ideias que ao longo dos tempos
foram sendo criadas e se aprimorando, levando em consideração os
posicionamentos dos adultos, seus interesses pessoais, das instancias
religiosas e mercadologia. Contrapomo-nos a esse modelo educacional,
entendendo      que    infância    e   criança    estão    imbricadas,    associam-se
historicamente e culturalmente.
      Discordamos da ideia de criança culturalmente defendida pelos
adultos de outrora, onde defendiam que criança é o ser da falta de razão,
de juízo, de controle do corpo. Para essa sociedade “adultocêntrica”,
crianças     boas     são     crianças      que    permanecem         sentadas,     são
“comportadinhas”, andam em filas; não se sujam, voltam das escolas
limpinhas e são reconhecidas como um ser imaturo, dependente, que
nada sabe e que precisa, portanto, ser “moldado” para se tornar um
“futuro” cidadão. Uma imagem quase sempre marcada pelo caráter pueril,
ingênuo, simples e prematuro, como afirma Kohan (2005, p. 233).
      Assim sendo, vemos as crianças não como falta, mas como sujeitos
sociais e históricos, que produzem cultura e também são produtos desta.
Compreendemos que a ausência não é falta. Neste sentido, não
posicionamos a criança como aquele que não tem voz, mas sim aquele/a
que está aprendendo a falar, que está se constituindo como sujeito na e
pela linguagem. Recorremo-nos então ao conceito de infância defendido
por Agamben (2005), infância como condição da existência humana, e
não apenas como uma etapa passageira do desenvolvimento.
      Nessa linha de pensamento entendemos                      que a escola deve
proporcionar situações nas quais as crianças em seus momentos,
vivenciem     diversas      experiências,   façam       escolhas,   tomem     decisões,
socializem-se e se descubram. Vale ressaltar que não se trata apenas de
uma abordagem sociológica da infância precisamos ir além das relações
das famílias, pensando numa sociedade mais ampla de forma a construir-
se interativamente, criando vínculos afetivos em coletividades. Assim a
infância é uma construção social, histórica e cultural, onde a criança deve
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ser vista como sendo um ser ativo, face ao seu mundo próprio e à
sociedade; construtores e modificadores de novos paradigmas, sendo elas
protagonistas da história.
      Entendemos a criança como ser de linguagem, verbal e não verbal,
em constante construção e interação, período em que se começa a ler o
mundo e em diferentes formas, na brincadeira, no faz de conta, na
ludicidade, no simbolismo de forma aberta, inocente, ampla e critica.
Concluímos que no tempo de criança temos o tempo da infância que deve
ser visto como único e prazeroso, tempo de aprender, e de aprender como
crianças.


         1.3    COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO
                COM AS FAMÍLIAS


                           “As famílias são elementos constituintes das relações
                           que acontecem na instituição educativa, afinal as
                           crianças são pequenas e para se sentirem acolhidas na
                           creche dependem da sintonia entre a família e os
                           profissionais da escola. Essa é mais uma das
                           especificidades dos estabelecimentos de educação
                           infantil. Nesse sentido, complementariedade e partilha
                           são palavras decisivas na relação, escola criança e
                           família.” (BARBOSA, p. 33, 2009)


      Que relação é essa entre escola, criança e família?
      O que cabe a cada um dos participantes dessa relação?
      Essas perguntas nos fazem refletir que a criança, peça chave do
contexto educacional onde essa relação acontece, cabe ser cuidada,
protegida e provocada. Já as duas instituições escola e família precisam
interagir estabelecendo conversas e trocas que possibilitem que ambas se
conheçam dentro de uma perspectiva de respeito e escuta do ponto de
vista do outro.
      Concebemos que a base de uma relação cordial e de respeito é
fundamental e se estabelece no cotidiano da escola. Pode ser dentro de

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situações    conflitantes     ou    harmoniosas,         mas   sempre     pautadas     e
reconhecidas através do diálogo.


                            “A família é o lugar onde se ouvem as primeiras falas,
                            com as quais se constrói a autoimagem e a imagem do
                            mundo exterior. Assim, é fundamental como lugar de
                            aquisição de linguagem, que a família define seu
                            caráter social. Nela, aprende- se a falar e por meio da
                            linguagem a ordenar e dar sentido as experiências
                            vividas. A família, seja como for composta, vivida e
                            organizada, é o filtro através do qual se começa a ver e
                            a significar o mundo.” (SARTI, p. 14, 2004)


      Conhecer as necessidades, potencialidades e individualidades das
famílias, permite que o significado de mundo de cada uma delas, ou seja,
a linguagem construída se torne a base do nosso trabalho na escola. É
preciso que a escola junto com a família defina o âmbito de atuação de
cada uma tendo sempre em vista o contexto sociocultural em que estão
inseridas.    Assim     juntas     poderão     propor     formas    de    participação
condizentes com a realidade.
      Para a autora Heloiza Szymanski (2007) a aproximação como forma
de participação entre escola e família é sempre enriquecedora, pois
garante a família o direito de conhecer o que é feito na escola, como é
feito e para que. Entendemos que quando a escola abre com acolhimento
e clareza as portas e com objetividade nas ações, a tendência das famílias
é sempre colaborar a manter um diálogo que ajuda a conhecer as
particularidades das crianças.
      Acreditamos que considerar as expectativas das famílias em relação
ao desenvolvimento das crianças durante o ano letivo, dividindo as
conquistas, os anseios, os passeios enfim as aprendizagens é uma
maneira de compartilhar o acompanhamento do desenvolvimento infantil.
Outra maneira que possibilita às famílias uma participação efetiva no
desenvolvimento nas ações e decisões da escola em geral é o Conselho de
Escola e a Associação de Pais e Mestres, que se reúnem toda primeira
terça-feira de cada mês.
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Investimos nesses encontros, pois nessa relação de parceria e troca
de conhecimentos com as famílias, somos formadores e somos formados,
informamos e somos informados. E essa troca nos dá subsídios com
apontamentos preciosos na tentativa de melhorar nossa qualidade de
ensino junto às crianças e fortalecer a relação com as famílias.


                           “[...] Assumir um trabalho de acolhimento as diferentes
                           expressões e manifestações das crianças e suas
                           famílias significa valorizar e respeitar a diversidade, não
                           implicando a adesão incondicional aos valores do outro.
                           Cada família e suas crianças são portadoras de um
                           vasto repertório que se constitui em material rico e
                           farto para o exercício do diálogo, da aprendizagem com
                           a diferença, a não discriminação e as atitudes não
                           preconceituosas.” (MEC/ SEF, Referencial Curricular
                           Nacional para a Educação Infantil, V. 1, p.77, 1998)


         1.4. PROFESSORES              –    EDUCADORES           E   SEUS      PAPÉIS
                DIFERENCIADOS


       A educação infantil, que há tempos foi caracterizada pelo cuidar
como     função    assistencialista,       atualmente     traz   como    demanda       a
necessidade dos profissionais da educação que trabalham com crianças
pequenas de terem uma formação especifica e contínua, pois não se trata
apenas de uma tarefa de guarda, mas de responsabilidade educacional, o
que    torna   a   necessidade       de    cuidar   e    de    educar   indissociáveis.
Concordamos com Barbosa quando afirma que:


                      “Trabalhar com crianças pequenas exige formação, pois não
                      é apenas uma tarefa de guarda ou proteção, mas uma
                      responsabilidade educacional na qual são necessárias
                      proposições teóricas claras, planejamento e registros.”
                      (BARBOSA, 2009, p.35).


       Atendendo      a   essa    necessidade,      a    formação    continuada     dos
professores deve ser um dos principais focos da gestão, levando em conta

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as atribuições que ocupam e o constante processo de construção de sua
identidade profissional. Neste aspecto, a formação pautada na “Qualidade
na Educação Infantil”, visa refletir sobre práticas e posturas associadas a
fundamentações teóricas que tratam desta modalidade de ensino.
      Contudo, refletir sobre as posturas que educam, o papel do adulto a
concepção de infância entre outras especificidades do trabalho na
educação infantil, requer momentos de formação não apenas para os
professores, mas também com todos os adultos que atuam no ambiente
escolar. Afinal, todos têm papel importante na formação das crianças
através das relações que se estabelecem desde o portão até a sala de
aula. Priorizamos assim momentos de formação em que todos da equipe
escolar    participem,     refletindo    através     de   leituras,    dinâmicas      de
sensibilizações que tragam o universo da infância para ser compartilhado
com o grupo.
      Reconhecendo-se parte do grupo de educadores da escola, todo o
funcionário quer sejam auxiliares em educação, da equipe de apoio, da
equipe da cozinha, da secretaria, são convidados a compreenderem-se
como profissionais que cuidam e educam as crianças na escola, gerando a
necessidade de formação do coletivo da escola “[...] objetivando a
construção     de   consensos      pedagógicos,     ainda      que   provisórios,   que
explicitem a proposta pedagógica, pensando e amadurecendo as decisões
sobre a vida coletiva na escola” (BARBOSA, 2009, p. 39). Ainda como
afirma Barbosa:


                      “Todos os adultos que participam da escola são educadores.
                      Pois, mesmo quando executando suas funções específicas,
                      ensinam as crianças o respeito às suas tarefas profissionais
                      e o cuidado com os outros.” (BARBOSA, 2009, p.40).


Os momentos de reflexão e discussão do grupo acerca da formação foram
registrados através da produção de cartazes, com escritas e imagens
representativas de um percurso de construção de saberes acerca da
infância e suas especificidades. Neste movimento, que ocorreu com o
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coletivo da escola em momentos de Reunião Pedagógica e em HTPCs,
destacamos a fala de Léia, cozinheira da escola, registrada em cartaz
produzido por seu grupo e que sintetiza as discussões, em que os adultos
se colocam no papel de aprendizes frente às descobertas da criança. Léia
afirma que:




                            “Somos educadores e somos educados através das
                           experiências vividas com eles.” (Léia, cozinheira)


         1.5. EQUIPE         GESTORA         –   A      GESTÃO     NA     EDUCAÇÃO
                INFANTIL


      Advindo de um processo continuo de construção, de reflexão,
discutindo e conceituando: escola, criança e infância, comunidade e
professores, trataremos em especial da equipe gestora, cuja função se
focaliza em direcionar a escola em seus aspectos práticos, pedagógicos,
de ordem funcional e administrativa. Entendemos o trabalho da equipe
gestora como de inovação, de sempre estar com propostas de mudança,
pois o hoje é diferente do ontem e o amanhã diferente dos dois.
      Qual o papel de um gestor num processo de mudança ou de
inovação escolar? Podemos dizer que como os processos de inovação não
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se desenvolvem sozinhos a liderança é essencial na construção do sentido
de mudança. Nesse sentido, podemos afirmar que o sucesso é mais
garantido    quando     a   liderança      é    cooperativa,    quando    o   poder    é
compartilhado, quando a cultura do individualismo dá lugar á cooperação,
as relações hierárquicas são substituídas pelo trabalho em equipe, a super
visão evolui para animação das práticas e a abordagem contratual
negociada entre parceiros substitui as decisões autoritárias.
        Assim, uma equipe de gestão escolar deve ter em seu quadro,
profissionais com conhecimentos e habilidades para exercer uma liderança
compartilhada e responsável, capacidade de trabalhar em equipe e de
comunicação para saber lidar com conflitos, iniciativa, deve saber se
distanciar da lógica burocrática que padroniza as escolas, com ações
democráticas e projetos desenvolvidos em comum acordo, este deve ter
uma visão de conjunto e uma atuação que apreenda a escola nos seus
aspectos pedagógicos, culturais, administrativos, financeiros.
      Conceituamos          gestão      pedagógica        segundo      Luck      “como
entendimento do conceito, de gestão pedagógica, portanto, por assentar-
se sobre a maximização dos processos de mudanças, já pressupõe, em si,
a ideia de participação, isto é, do trabalho associado e cooperativo de
pessoas na analise de situações, na tomada de decisões sobre seu
encaminhamento e na ação sobre elas, em conjunto, a partir de objetos
organizacionais entendidos e abraçados por todos” Luck (2010, p. 17).
      Ressalta-se     que    a    gestão       educacional,    em   caráter   amplo    e
 abrangente, do sistema de ensino, e a gestão escolar, referente à escola,
 constituem-se em áreas estrutural de ação na determinação da dinâmica
 e da qualidade do ensino. Isso porque é pela gestão que se estabelece
 unidade, direcionamento, ímpeto, consistência e coerência à ação
 educacional, a partir do paradigma. Ideário e estratégias adotadas para
 tanto, a gestão deve visar por meio de suas ações e processos
 educacionais, melhoria da aprendizagem dos alunos, ressaltando a
 formação, garantindo equidade e maximizando as oportunidades e
 aprendizagem dos educandos.
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Em se tratando de uma gestão pedagógica da aprendizagem e do
desenvolvimento, é necessário que a gestão pedagógica estabeleça
formas de participação em processo de gestão, de forma a alcançar a
participação de todos, assim entendemos como necessário: participação
de toda comunidade escolar na discussão de ideias com contribuições
visando uma aprendizagem melhor, promover reuniões pedagógicas na
escola     com   professores,     pais   e   alunos;    proporcionar      estudos     do
conhecimento sobre a realidade escolar; visão global do processo social;
dimensão pedagógica entre outros itens que se faz necessário na gestão
escolar.


           1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


      Quanto ao currículo, a discussão visará trata-lo na escola e sua
relação com o sujeito da aprendizagem, as crianças, assim, todo o foco do
trabalho estará nas habilidades e competências a serem desenvolvidos
através dos conteúdos a serem trabalhados com as crianças, respeitando
o tempo, o espaço e o jeito de como cada um aprende.
      Para tanto, ao pensar em currículo, cabe pensar em planejamento,
em ações coordenadas, em atividades significativas e desafiadoras cuja
finalidade seja impulsionar o desenvolvimento das crianças, ampliando
seu conhecimento para que produzam experiência nas práticas sociais.
      Dessa forma, conceituaremos currículo segundo Moreira e Candau
(2008, p. 18): "[...] currículo como as experiências escolares que se
desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que
contribuem para a construção de identidades de nossos estudantes”.
Dessa forma, ao currículo se relacionam todas as atividades pedagógicas
intencionais que contribuem para a construção de saberes dos alunos na
instituição escolar.


      È interessante ressaltar que o professor deve se posicionar como um
mediador entre a proposta curricular e as crianças, numa interação
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constate com o conhecimento, num movimento de equilíbrio, desequilíbrio
e reequilíbrio do que se aprende. Essa mediação deve ocorrer através de
atividades significativas para criança.
       Enfim, por intermédio do currículo, devemos potencializar uma
aprendizagem       contextualizando       seu    conteúdo,       através    de    práticas
pedagógicas que garantam o desenvolvimento e aprendizagem. Nesse
sentido, um professor que acredita no potencial das crianças e vê o
currículo como uma ferramenta do seu trabalho, deve se atentar a
algumas providências tais como:


           Disponibilizar materiais que possibilitem a interação de todas
              as crianças;
             Promover situações compatíveis para a idade;
           Criar contextos inteligentes para as diversas formas de
              comunicação e expressão infantil;
           Promover trocas e descobertas entre as crianças;
           Ressaltar os cuidados, carinhos e afetos entre adulto e
              criança;
           Estabelecer um clima de confiança para que as crianças se
              sintam seguras e construam uma auto-imagem positiva;
             Partir dos conhecimentos que os pequenos já possuem e
              propor desafios que os façam avançar;
           Planejar atividades nas quais as crianças possam confrontar
              suas    hipóteses     espontâneas      com        hipóteses   e    conceitos
              convencionais;
           Preparar diariamente o ambiente para recebê-las;
           Coordenar rodas de conversa, nas quais se privilegia a voz da
              criança;
           Analisar as produções infantis sistematicamente e selecionar
              com as crianças, aqueles que serão expostos;
           Manter comunicação aberta com os familiares a fim de
              conhecer melhor as crianças;
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 Articula diferentes áreas do conhecimento com projetos
              interdisciplinares e transdisciplinar;
           Favorecer a expressão por meio da linguagem interagindo com
              as crianças e proporcionando a conversação entre elas;
           Fundamentar-se nos princípios pré-estabelecidos pela escola e
              conforma estabelece as diretrizes curriculares nacionais.


      Concluímos, explicitando a importância de se trabalhar o currículo
no contexto escolar, possibilitando a construção de saberes de forma
construtiva e interativa. Contudo cabe ressaltar a criança como sujeito
ativo, capaz de pensar, simbolizar, agir e transformar suas ações em
conhecimento, em linguagem e pela linguagem, construindo e interagindo
coletivamente e individualmente.
      O currículo como instrumento que define o que se considera o
conhecimento válido, deverá se organizar de forma que os alunos
construam as seguintes capacidades de:


       Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas,
reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relações
entre os seres humanos;
       Ampliar o conhecimento sobre seu corpo, suas possibilidades de
atuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidado
com a saúde e bem estar;
       Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suas
capacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situações
cotidianas;
       Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas de
valores e princípios, demonstrando respeito e valorização a diversidade;
       Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articular
seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando as
diferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas;


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 Valorizar     e    desenvolver     atitudes     de     preservação       do     meio
ambiente,     reconhecendo-se        como    integrante        dependente        e    agente
transformador do mesmo;
       Construir      e   apropriar-se     do    conhecimento       organizado           nas
diferentes    linguagens     (corporal,     musical,    plástica,   oral     e       escrita),
utilizando-as para expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e
desejos, ampliando sua rede de significações;
       Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitando
sua curiosidade frente ao objeto de conhecimento.


      Neste ano de 2012 prosseguiremos com o trabalho de formação do
grupo iniciada em 2011 e voltada para “Qualidade na Educação Infantil”,
destacando a função social (acolher, para educar e cuidar), função
política ( respeitando os direitos sociais e políticos, de participação,
visando a formação para a cidadania) e função pedagógica da escola
(lugar privilegiado de convivência, ampliação de saberes e conhecimentos
de diferentes naturezas entre crianças e adultos). (BARBOSA, 2009)
      Para isso, utilizaremos como referência para a formação e o debate
sobre a concepção do trabalho com criança pequena na educação infantil
o Referencial “Práticas cotidianas na educação Infantil – bases para a
reflexão sobre as orientações curriculares” de Maria Carmen Silveira
Barbosa, publicado pelo Ministério da Educação (2009). Embasados nesta
fonte, nosso trabalho buscará compreender que...


                           “A educação infantil, em sua especificidade de primeira
                           etapa da educação básica, exige ser pensada na
                           perspectiva da complementaridade e da continuidade.
                           Os primeiros anos de escolarização são momentos de
                           intensas e rápidas aprendizagens para as crianças. Elas
                           estão chegando ao mundo aprendendo a compreender
                           seu corpo e suas ações, a interagir com diferentes
                           parceiros e gradualmente se integrando com e na
                           complexidade de sua(s) cultura(s) ao corporalizá-la(s)”.
                           (BARBOSA, 2009, p.20.)


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1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS




               1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS


      Uma história recente...


      Era uma vez, em 2010 o início desta história...


                           “[...] nossa preocupação era atender com qualidade
                           crianças de uma faixa etária inferior a que atendemos
                           em nossa unidade há 42 anos (4 a 6 anos), respeitando
                           suas especificidades, necessidades, diante de um
                           espaço que em nada se assemelhava a estrutura da
                           creche.” (PPP 2011)


      Para o ano de 2011:



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“[...] a preocupação com a formação das professoras e
                           do auxiliar também fazem parte das ações
                           permanentes que objetivam um olhar voltado para a
                           infância e principalmente para as especificidades desta
                           faixa etária mediante a intencionalidade educativa do
                           fazer pedagógico.” (PPP 2011)


      Essa formação esteve voltada o tempo todo para a adequação dos
espaços e para a rotina “[...]A organização do ambiente é uma parte
construtiva e irrenunciável do projeto educacional, já que ela traduz uma
maneira de compreender a infância do papel da educação e do professor”
(BARBOSA, 2009, p.94). Assim, com algumas adequações no espaço
desenvolvemos temáticas voltadas para ações de educar e cuidar como:
conquista da autonomia, construção da identidade, das manifestações
corporais e expressivas da criança e da ludicidade. Mas por que discutir
sobre educar e cuidar na creche?
      Segundo Carvalho (2006), a palavra “cuidar” pode ser definida por
inúmeros significados, “ reparar, prestar atenção em, preocupar-se com,
interessar-se por, tratar da saúde e do bem estar de alguém, ter muita
atenção consigo mesmo, zelar diligentemente pelo outro, e ainda
ponderar, pensar, projetar”. Só reparar, prestar atenção não é o
suficiente, com crianças pequenas é preciso ter uma intencionalidade
pedagógica nestas ações, nessa linha de pensamento que incorporamos o
educar, ou seja, unimos as ações do cotidiano como tratar do bem estar
das crianças com o que chamamos de um contexto pedagógico.
       Com esses estudos realizados durante o ano de 2011 com as
professoras e com o educador foi possível descobrir que em relação as
nossas crianças o contexto pedagógico precisava estar repleto de
expressividade e ludicidade. O convívio com os adultos não se reduzia a
cuidar, proteger e esperar. Era muito mais precioso. Cuidar sim, sempre,
pois as crianças precisavam de alimentação, higiene e conforto. Mas não
era só isso, cuidar e educar é indissociável e uma ação complexa.
      De acordo com Barbosa:

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“[...] cuidar e educar significa afirmar na educação
                           infantil a dimensão de defesa dos direitos das crianças,
                           não somente aqueles vinculados a proteção da vida, a
                           participação social, cultural e política, mas também aos
                           direitos universais de aprender a sonhar, a duvidar, a
                           pensar, a fingir, a não saber.” (2009, p. 69)


      Nessa perspectiva, as reflexões que ocorreram durante o ano
ficaram voltadas para as práticas cotidianas como os momentos das
conversas,       histórias,       brincadeiras,       experimentações,        repouso,
investigações, leituras e cantorias de modo que essas ações provocassem
o desejo de explorar e descobrir das crianças. Os educadores ficaram mais
atentos para as falas das crianças, colhendo suas opiniões sobre os
momentos das rotinas sobre suas preferências e seus descontentamentos
e choros.
      Mas o trabalho não parou por aí! Tem mais! Para o ano de 2012 com
a dupla de professoras novas alguns conhecimentos foram explorados e
socializados. Pensamos para este ano descortinar alguns conceitos tão
importantes e atuais para a educação das crianças pequenas. São eles: a
fala ou melhor dizendo o desenvolvimento da linguagem, o desenho, e a
brincadeira.
      Na faixa etária de 2 a 3 anos a aquisição da linguagem é a maior
conquista da primeira infância. Podemos afirmar que segundo Mello (p.9)
“as crianças viram perguntadeiras e conversadeiras”. Mais do que uma
necessidade individual a apropriação da linguagem é uma necessidade no
coletivo, no convívio com o outro.
       Assumindo uma postura de provocar e manter essa conversação
durante este ano refletiremos sobre as possibilidades das crianças em
construir linguagens, termo este muito utilizado na literatura acadêmica
no que se refere a expressão cultural, a diferentes manifestações
artísticas e científicas da vida.
      Conforme afirma Barbosa:



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“Nas crianças pequenas as linguagens são aprendidas
                           nas ações, corporais, gestuais e verbais que acontecem
                           no encontro entre crianças e crianças, entre crianças e
                           adultos e entre adultos e adultos, propiciadas através
                           de ações como correr, falar, chorar, cantar ou ainda
                           atividades mais integradas com a presença de
                           fantoches, do teatro de sombras, de diálogos, de
                           maquiagens e de outros materiais que favoreçam o
                           encontro entre o movimento do corpo e as linguagens
                           para a produção de significados.” (2009, p. 85)


       Nessa linha de pensamento elaboramos já no início deste ano a ideia
de que quando as crianças desenham, brincam de roda, com palavras, ou
apenas brincam livremente pelo pátio, significa que estão elaborando suas
capacidades linguísticas e cognitivas e suas capacidades de argumentação
e explicação, ampliando assim o seu conhecimento de mundo.
       Investir na brincadeira e ampliar as possibilidades de expressão,
considerando que as crianças pensam e investigam, pois “[...] passam os
dias   brincando,     transformando       e   inventando       coisas   com     prazer”
(CARVALHO, 2006, p. 31), será uma de nossas tarefas da educação.
       Resgatando os escritos da autora Sueli Amaral Mello (p.9) nos
apropriamos de algumas tarefas da educação que acreditamos serem
fundamentais para o professor nesta faixa etária, são elas:


                              “Aprofundar as experiências das crianças com
                               movimentos (andar, subir e descer escadas, correr,
                               pular, mover o corpo com mais desenvoltura) por
                               meio de passeios, pular de pequena altura, subir e
                               descer de pneus e caixas, engatinhar por baixo e
                               por meio de coisas.
                              Ensinar a independência em relação atos simples
                               (reconhecer suas coisas na creche, guardar seus
                               pertences na mochila, guardar o chinelo/ sapato,
                               encontrar seus sapatos no final das atividades, lavar
                               as mãos... mais tarde, cuidar da sua própria
                               higiene: vestir-se e desvestir-se, escovar os dentes,
                               pentear-se.
                              Ensinar (quem ainda não sabe) a usar sozinho
                               objetos de uso diário.

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   Ensinar a explorar e usar brinquedos e guardar no
                               final das atividades.
                              Estimular a linguagem oral (falando com as crianças
                               e ouvindo-as).
                              Aperfeiçoar a percepção visual, auditiva e tátil no
                               manuseio de livros de história e revistas, a atenção
                               por meio de histórias, passeios e materiais
                               diversificados.
                              Aproveitar as situações para exercitar a fala, a
                               memória e o pensamento das crianças.
                              Ensinar a conviver com os amigos, dividindo,
                               compartilhando, esperando e brincando muito.”


          1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE




               1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 A 6 ANOS


        Estes dois agrupamentos possuem a característica de atender
crianças com diferentes idades no contra turno do período regular, ou
seja,   as   duas    turmas    são    compostas         por   crianças   de   diferentes
agrupamentos. Acreditamos que essas características contribuem para a
ampliação de vivências entre as crianças, para a construção de saberes e
superação de dificuldades.
        Um dos objetivos das professoras para o trabalho com as crianças
destas faixas etárias é o de desenvolver um trabalho de valorização das
diversidades e respeito às necessidades individuais, considerando as
diferentes idades que compõem estas turmas, a fim de que as

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experiências     e    saberes   dos    grupos     possam        ser   compartilhados   e
ampliados.
      Um dia em uma escola de educação infantil é recheado de
conhecimentos muito importantes. Podemos dizer que o cotidiano é cheio
de coisas de criança.


                             “O que existe dentro da Pirâmide
                             – Muitas pedras.
                             – Diversos monstros
                             – Mas Lá não tem janela, será que ele não morre, sem
                             respirar?
                             – É mesmo, Divani, ele vira múmia e vai dormir lá.
                             – E como eram feitas as múmias?
                             – Ah!!! Eles pegavam um morto e colocavam panos até
                             a pessoa ficar bem dura.
                             – Mas, se você apenas enfaixar essa pessoa, será que
                             não fica cheirando mal?
                             – Eles usavam álcool para que o morto não morresse.”
                             (CARVALHO, 2006, p. 28)


      Coisas     de       criança   são    histórias,     conversas,       brincadeiras,
imaginações, investigações, amizades, contemplações e muito mais. É o
acesso a um mundo grande, interessante e ao alcance das crianças. Este
mundo que nos referimos tem relação com alguns conceitos que serão
focos de estudo no acompanhamento da formação das professoras e dos
educadores durante este ano de 2012. São eles: tempos e espaços,
imaginação, identidade e brincadeiras. Estes temas serão estudados e
refletidos através de práticas pedagógicas que envolvam as crianças e os
adultos.
      Com relação às práticas pedagógicas, tomamos como referência
acadêmica a autora Sueli Amaral Mello (p.18) quando afirma que para a
faixa etária de 3 a 6 anos as tarefas da educação são:


                            Relacionar- se com os outros.
                            Aprender os hábitos e costumes culturais


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    Interpretar     o   que      vão    conhecendo,      buscando
                      explicações     para     as    situações    e   fenômenos     que
                      vivenciam, expressando- se através das diferentes
                      linguagens      (desenho,         modelagem,      fala,     dança,
                      dramatização e pintura)
                          Desenvolver uma atitude de cuidado em relação a
                      natureza, as outras pessoas, a si mesmas.


      A partir destas tarefas serão pensadas atividades para que as
crianças eduquem os sentidos, o pensamento, a estética e também
atividades que favoreçam uma educação científica. Essas atividades
estarão sustentadas nos conteúdos que farão sentido para as crianças.


                           “[...] tudo o que elas queiram conhecer, com tudo o
                           que trouxermos para a sala e para a escola (livros,
                           vídeos, objetos da natureza, brinquedos, material
                           reciclável, música) e situações (leitura de histórias,
                           brincadeiras modernas e brincadeiras dos tempos dos
                           avós, contato com a natureza, passeios pelos arredores
                           da escola, picnics, idas a biblioteca...).” (p. 19)


      Enfim é um consenso entre os educadores que estarão envolvidos
nestes estudos durante este ano, que as crianças passam a maior parte
de seu tempo na escola, então será nossa tarefa descobrir que tempo é
este? Que coisas de criança são criadas e transformadas neste espaço?
Esse será o nosso desafio: perseguir os caminhos das crianças, na busca
pelo conhecimento.




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2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS




      Objetivando discutir a qualidade na educação infantil, elaboramos
conjuntamente,        nós,     equipe     gestora,      professores,     funcionários,
orientadora     pedagógica,      princípios    educacionais      que    promovam       a
igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, bem como
melhor qualidade de aprendizagem e desenvolvimento da criança.
Contudo, ressaltamos a diversidade presente em nossa comunidade em
aspectos, sociais, econômicos e culturais, aspectos esses que de certa
forma, potencializam nosso trabalho.
      Primeiramente, entendemos ser relevante conhecer o conceito do
termo principio, que segundo o Dicionário Aurélio define como “preceitos,
regras” (2000, p. 557), assim, ressaltamos que, ao tratar de princípios
enfatizaremos uma coadunação entre educação e os princípios aqui
explorados, pois      entendemos que ambos estão relacionados. Segundo
Luckesi (1990, p. 21):


                             “A educação é uma prática humana direcionada por
                             uma determinada concepção teórica. A pratica
                             pedagógica está articulada com uma pedagogia, que

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nada mais é que uma concepção filosófica da educação,
                           tal concepção ordena os elementos que direcionam a
                           prática educacional.”


      Considerando ser esse momento um fato histórico e relevante, não
apenas pelo assunto apresentado, mas pela significação do contexto na
contemporaneidade e das conquistas nessa primeira etapa na Educação
Básica, trataremos de alguns princípios relacionados à educação infantil.
      Diante do exposto, apresentaremos os princípios que regem a
educação infantil em nossa escola, observando que os mesmos foram
organizados em cinco tópicos, cujo objetivo foi o de facilitar o manuseio,
leitura e compreensão, realizável pelos leitores. Explicitamos que segundo
Barbosa (2009, p. 59) os princípios que trataremos são:


         Diversidade e singularidade;
          Sustentabilidade e participação;
         Indissociabilidade entre educar e cuidar;
         Ludicidade e brincadeira;
         Estética como experiência individual e coletiva.


      Assim, esperamos que, esses princípios se constituam como mais
um passo na direção transformadora, entre práticas reais do cotidiano
educacional, bem como sendo parâmetros de qualidade, garantindo os
direitos das crianças de dois a seis anos na educação infantil. Para tanto
se faz necessário, refletir a cerca de como se constrói a aprendizagem,
rever práticas cotidianas, bem como consensos entre pares buscando
sempre melhorias no processo de aprendizagem, que ao nosso ver devem
ser sempre revistos e renovados, de forma democrática, contemplando as
necessidades sócio-educacionais, culturais em constantes mudanças,
incorporando novos conhecimentos relacionados às crianças pequenas.
Importa salientar o desenvolvimento em instituições educacionais, bem
como os diversos ambientes familiares e sociais que interagem e se
desenvolvem bem como suas variadas formas de expressão.
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Clarificamos     que      todas    essas     informações       devem     estar   em
congruência      com     o    que     abordaremos        a   seguir,        assim   sendo,
explicitaremos os princípios, detalhadamente.


          2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE


      Entendendo ser diversidades, diferenças, semelhanças, variedades
em aspectos sociais, culturais, linguísticas, entre outros, buscamos
abordar a diversidade em todos os seus aspectos. Quanto à singularidade,
ressaltamos      a   mesma        como     individual,    contudo,      trataremos      da
diversidade humana enfatizaremos a diversidade de características:
Físicas, psíquicas, sociais, culturais e biológicas do ser humano presentes
na escola.
      Logo se faz importante estudarmos esse princípio na escola,
esclarecemos haver dois lados, o positivo e o negativo. O lado negativo da
diversidade na escola, não se dá pelo fato da existência da diversidade, e
sim, pela não aceitação do diverso, pelo não entendimento de que somos
diferentes, pela falta de formação para compreendermos como cada
criança   aprendi,     seus     tempos,     seus    ritmos       e   suas    necessidades
individuais. Reiteramos que trataremos o lado positivo da diversidade,
cujas diferenças possam vir acrescentar conhecimentos e não gerar
exclusão.
       Assim, nos apoiamos numa educação sócio-construtivista, cujo
objetivo está focado no estudo do passado para entender o presente e
transformar o futuro. Distanciando-nos de um passado recente, onde o
objetivo da escola era apenas o de preparar a criança para o ensino
fundamental, ou um preparo para o seguimento seguinte, propomos uma
educação infantil voltado para o desenvolvimento das aprendizagens para
criança pequena, como um ser em desenvolvimento integral, em seu
tempo, espaço e possibilidades específicas.
      Após a constituição federal de 1988,o Estatuto da Criança e
Adolescente e lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional                        LDB de
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1996 entre outros documentos de nível nacional e mundial, surge à
preocupação no sentido de compreender que todas as crianças brasileiras
são diversas e tem direito a uma                escolarização que valorize essa
diversidade. Quanto à singularidade, a qualidade do que é singular, a
unicidade, ressaltamos práticas que respeitem as particularidades das
crianças em todos os seus aspectos, pois na diversidade produzem
mediante sua individualidade.
      Assim, entendemos que, toda criança merece ser respeitada,
preservada     e    compreendida       em     sua    singularidade,     nas    práticas
educativas. Contudo, consideramos que devem ser ouvidas, devem se
expressar, interagir, devem ser respeitadas em sua singularidade e
sentimentos, pois de acordo com o exposto, cada criança tem sua forma
de ser e se manifestar diversificadamente, socialmente e culturalmente.
      Dessa forma, é importante garantir o respeito à singularidade numa
diversidade, tanto familiar, quanto na comunidade ou em ambientes
escolares, preservando o convívio social, entretanto a escola deve ensinar
a   viver   conjuntamente,        se    desenvolver      solidariamente.      Torna-se
importante, reflexões a esse respeito, discussões e metodologias que
tratem desse principio fundamental a humanidade.




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2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA E
                PARTICIPAÇÃO




      Na qualidade de definir, de investir na concepção sustentável,
democrática e participativa de gestão, envolvemos todos os segmentos
presentes no processo educacional: crianças, pais, professores, gestores e
funcionários.    Afinal,    a   educação       das   crianças    pequenas      é   uma
responsabilidade a ser compartilhada.
      Primeiramente        trataremos     da   gestão    relacionada     ao    princípio
democrático, pois entendemos que surge como condição, segundo
Barbosa (2009, p.65).


                           “Na gestão, o principio democrático surge como
                           condição para o encontro das combinações e dos
                           conflitos entre equipe diretiva e demais membros das
                           escolas. Trata-se de garantir para o estabelecimento
                           educacional de crianças pequenas um lugar de
                           formação de projetos e de experiências de vida
                           integradas a partir da promoção de condições de
                           existência e de iniciativa para cada um dos
                           participantes que são, ao mesmo tempo, diferentes de
                           todos, mas, como sujeitos, iguais a todos.”

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Assim, é fundamental observar as práticas pedagógicas, observar
que cabe a gestão organizar e gerir as escolas, dar ênfase a democracia e
a participação. É importante ressaltar que as crianças devem ser
protagonistas em suas interações no coletivo, portanto, também com
direito a participarem de algumas definições políticas e pedagógicas da
vida escolar.
       Segundo convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da
(ONU, 1989) a criança passa a ter o direito à participação em diversas
situações sociais, elas podem “falar” em seu próprio interesse. Isto é, as
crianças podem participar de decisões, desenvolver suas opiniões,
participar das escolhas no ambiente escolar, ou seja, participar como
protagonista da sua aprendizagem,e do seu processo de desenvolvimento.
      Assim, afirmamos os direitos das crianças, e reconhecemos esses
direitos como direitos absolutos, porem, não devem ser impostos nem tão
pouco estáticos.
      É imprescindível numa sociedade contemporânea, a mobilização de
toda a sociedade civil organizada para a construção de novos direitos e a
reflexão    e   manutenção        dos    já   existentes,      condicionando-os       as
experiências, aos processos de aprendizagens e desenvolvimento da
criança, condicionados aos direitos e deveres dos pais ou responsáveis, as
responsabilidades de toda a equipe escolar, bem como por leis.


       Segundo Barbosa (2009, p.67), a participação das crianças na
escola não se reduz à atenção, aos desejos individuais e interesses
momentâneos de um grupo, muito menos à espera dos adultos pela
“clareza” das “palavras” que comunica interesses ou opiniões naquilo que
as afeta no coletivo”.


      Logo a seguir, trataremos de sustentabilidade como principio,
explicitaremos o imbrincamento da sustentabilidade com a democracia na
gestão educacional. Clarificamos que uma instituição escolar necessita ser
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sustentável     economicamente,         socialmente      e     culturalmente.     Enfim,
concluímos     que,    sustentabilidade,     democracia        e   participação   como
princípios políticos se encarregam de direcionar e organizar a gestão
escolar, devendo estar comprometidas com os princípios éticos e estéticos
no cotidiano, com os que compõem a escola, crianças, professores,
famílias, gestores, entre outros.
      Concluímos que, esse princípio deve ser articulado na vida escolar,
não devendo estar e permanecer estático, no currículo, mas inseridos na
vida, na interação.


            2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR


      Sabendo que o termo dissociar vem especificamente para significar
“separar o que estava associado; desunir; desagregar. v. t.” assim
partimos para entender que com a junção do prefixo “in” na palavra
dissociar    caracteriza uma outra          base   de    significação, alterando       o
significado,então      (in+dissociabilidade) conceituaremos como qualidade
indissociável, ou seja, de não separar, contudo, cabe ressaltar que educar
e cuidar são indissociáveis, não se separam. No inicio da educação infantil
a função da escola era apenas cuidar, para que mães trabalhassem. Essa
visão arcaica propunha um trabalho com foco no atendimento às
necessidades físicas, como alimentação, higiene, conforto. Conforme o
passar do tempo, a educação infantil passou a ser considerada a 1ª etapa
da educação básica, ou seja, a ter caráter educativo e com isso, foi
necessário interrogar e pensar suas especificidades.
      Assim, se faz necessário primeiramente, o que nos traz WINNICOT
(1982, p. 214)


                           A função da escola maternal não é ser um substituto
                           para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o
                           papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe
                           desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de
                           infância, será possivelmente considerado, de modo

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mais correto, uma ampliação da família „para cima‟, em
                           vez de uma extensão „para baixo‟ da escola primária.


      Entendemos que o cuidar ultrapassa processos ligados a proteção e
ao atendimento das necessidades físicas. Cuidar inclui acolher, garantir
segurança, alimentação, incentiva a curiosidade e a expressividade infantil
em um movimento de educação através do cuidado. Nesse sentido, cuidar
é educar, é dar condições para o pleno desenvolvimento das crianças
explorarem ambientes e se desenvolverem, portanto cuidar e educar são
dimensões indissociáveis de todas as ações dos educadores, implica entre
outros:


         Acolher nos momentos difíceis, fazê-la se sentir confortável e
          segura.
         Garantir    experiência     bem     sucedida      de   aprendizagem,      sem
          discriminação.
         Cuidados mútuos, autonomia, trabalhar na perspectiva de que as
          crianças aprendam a se cuidar mutuamente, respeitando as
          diferenças, provendo autonomia.


      Concluímos que, cuidar e educar parte das relações da escuta, do
afeto, dos desejos, inquietações e da necessidade de aprender a se
desenvolver. Educar e cuidar sempre devem estar juntos, imbricados,
misturados.


          2.4. PRINCÍPIO - LUDICIDADE E BRINCADEIRA


                           “Quanto tempo leva uma passagem de afetos, o tempo
                           para encontrar uma alegria da vida?” (Pablo Neruda)


      O    quarto    princípio,    ludicidade    e      brincadeira   pressupõe     que
entendamos o que seja e como acontece, por conseguinte entendemos
que o brincar pressupõe regras, possibilidades, tempo, espaço e inovação,
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é um campo de ação, de experimentação, rumo a uma construção
significativa, prazerosa no processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Segundo Baron, “a brincadeira é um campo de ação, tensão, de
construção e de abertura para a aprendizagem carreie o desenvolvimento;
é uma zona de experimentação é criação” (2002, p.53).
       Contudo, o respeito é incondicional ao brincar, sendo esse principio
essencial a criança, e uma das atividades mais importante para a
construção das funções psicossuperiores na educação infantil. Portanto,
compreendemos que as funções psicossuperiores, exemplificando como
fala, a imaginação, a memória, o autocontrole da conduta; desenvolvem-
se   através    das   relações    interpessoais     onde       o   brincar    se   faz   de
fundamental importância. Dessa forma a criança se relaciona consigo
mesma e interage socialmente com outras crianças, ou melhor, com o
meio que se dispõe na brincadeira.
      Assim, ao brincar, a criança necessita de: cuidados corporais,
atenção, diálogo cooperação e de estabelecimento de regras, pois a
brincadeira perpassa pelo campo da confiança, cuidados, atenção e
segurança, num ambiente que favoreça o êxito das ações desenvolvidas
pela criança.
      É interessante ressaltar a autonomia, como direito pessoal, pois são
suas primeiras experiências, brincar requer gostar de brincar, requer
experiências sensoriais e motoras, é uma experiência criativa.
      Como pratica cultural, percebemos o brincar como uma atividade
lúdica e universal, que supõe aprendizagens e o desenvolvimento de
repertórios, pois é por meio da brincadeira que a criança adquire as
primeiras       representações       do    mundo,       artefatos,       se        expande
linguisticamente, observa e se desenvolve com o auxílio dos adultos.
      Consideramos que num contexto lúdico, a brincadeira e a ludicidade
se mostram correlacionadas por meio de muitas ações sendo as crianças
protagonistas, realizando ações não apenas para comunicar ideias e sim
para brincar sem compromisso, contudo, o planejamento das situações
lúdicas e demais atividades, requer o preparo de materiais (recurso),
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organização de espaços, tempo, estratégias e ação, com o intuito de
garantir um contexto que ofereçam oportunidades para as crianças.
      Quanto à ludicidade, Zaporozhets ressalta que “É indispensável o
desenvolvimento        amplo     e    o   enriquecimento         máximo      das    formas
especificamente infantis de atividade lúdica, pratica e também da
comunicação das crianças entre si e com os adultos “(1987, p.247).
      Tendo em vista os aspectos observados, ressaltamos o ambiente,
como fundamental, dessa forma enfatizamos a importância do ambiente
ser seguro, limpo e confortável propiciando atitude e o descanso,
movimento a atividade exploratória, minuciosa, num pertencimento social
na tentativa de representando o papel do adulto.
      Brincar e brincadeira são uma experiência inaugural de sentir-se,
aprender a criar e aprender linguagens, nesse sentido enfatizamos a
importância     do    Planejamento,       organização      de     espaços,    tempos      e
materiais, preparação do ambiente físico que converta ao lúdico, ás
descobertas e á diversidade. No entanto devemos nos preocupar que esse
ambiente deva ser seguro, limpo, confortável, propiciando atividades e
descanso, movimento e exploração, bem como lugares desafiadores para
o desenvolvimento das brincadeiras.
      Concluímos       que,     ao   brincar     a   criança     constrói,    desenvolve
repertório, vocabulário, artefatos, experiências, sentimentos, expressões,
fantasias, sonhos e ideia; Assim, entendemos a Brincadeira como
experiência vivida, interpretada, construídas por cada criança e cada
grupo de crianças em seu contexto cultural dado por tradições. Cabe
destacar que o ato de brincar não é preparação para nada, é fazer o que
se faz em total aceitação da brincadeira não mantendo apenas relação
com o futuro, mas um bem viver no presente.
      Dado     o     exposto,    é   imprescindível      que     professores       reflitam,
reaprendam, maravilhe-se, sensibilize-se, atente-se para transformar o
ambiente escolar em local onde predomina o lúdico, cabendo esse desafio
aos educadores.


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2.5. PRINCÍPIO             –     ESTÉTICO        COMO        EXPERIÊNCIA
                INDIVIDUAL E COLETIVA


      Ao abordar o principio estético, nos apoiaremos em Mattos e
Ferreira (2004, p. 50) que afirma.


                           “Ora, se morar em uma residência fixa, trabalhar
                           formalmente e constituir família são padrões sociais
                           que caracterizam os indivíduos normais, logo, sem
                           residência fixa, sem família e trabalho formal, as
                           pessoas em situação de rua são alvos de investidas
                           ideológicas que acentuam suas anormalidades.”


              O texto nos faz refletir sobre os perigos da estética que nem
sempre tem um sentido positivo, falamos aqui da estética do igual, da
padronização, do normal quê se vincula erroneamente a aceitação do
outro como ser humano, essa estética quando vinculada a padrões sociais,
estabelece regras para viver numa determinada classe social, e quem não
está dentro dessa estética imposta por essa classe esta dentro de uma
anormalidade, pois, para essa sociedade o normal é ter família com pai,
mãe, irmãos e etc, enfim, podemos concluir que a estética familiar como
aponta o texto, é determinante para dividir a sociedade em classes,
valorizando e potencializando a exclusão social.
  Mas vamos avançar e entender mais sobre esse princípio que é tão rico?
       Filosoficamente,      o    termo     “estética”,   designa    uma     dimensão
humana, caracterizando algo como belo, agradável, sublime, grandioso,
alegre, gracioso, poético ou então como feio, desagradável, inferior,
desgracioso, trágico. O termo “estética” pode ser utilizado em diferentes
sentidos, nomeadamente enfatizaremos o sentido positivo, rumo ao belo,
ao gracioso, estética do fazer bem feito, perfeito, com qualidade, assim
entendemos que parte do estimulo, da criatividade, do espírito inventivo,
da curiosidade pelo inusitado.
      É importante salientar que grandes aliados da estética como os
fatores físicos e mecânicos,são determinantes nos modos de produzir,
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Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012
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Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012

  • 1. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE AÇÕES EDUCACIONAIS SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB “GRACILIANO RAMOS” “A construção de uma pedagogia especialmente voltada para a primeira etapa da educação básica, aponta para alguns momentos nos quais muitas lacunas são percebidas entre o velho e o novo, o que sempre fizemos e o que estamos aprendendo ou temos que aprender a fazer para produzir diferente.” (Maria Aparecida Gobbi) _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 2. SUMÁRIO I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR .......................................... 5 1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ............................ 6 2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES ............................... 8 II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA .......................................................................... 9 1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA ............................................................... 9 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA .................................... 12 1.2. ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA ............................................... 13 1.3. COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM AS FAMÍLIAS .......................................................................................... 16 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉIS DIFERENCIADOS................................................................................ 18 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ....... 20 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 22 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS ........... 26 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS................... 26 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE ........................................................ 30 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 E 6 ANOS ......................................... 30 2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS ............................... 33 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE .................... 35 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO .................................................................................. 37 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR .................. 39 2.4. PRINCÍPIO – LUDICIDADE E BRINCADEIRA .......................... 40 2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA ....................................................................................... 43 3. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ............................................. 46 3.1. RECURSOS DA COMUNIDADE ................................................. 48 4. COMUNIDADE ESCOLAR ................................................................. 50 4.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 50 _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 3. 5. CONSELHO DE ESCOLA................................................................... 53 5.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 53 5.2. OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE ESCOLA ......... 54 5.3. QUADRO DO CONSELHO DE ESCOLA ...................................... 55 6. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES ................................................. 55 6.1. CARACTERIZAÇÃO DA APM .................................................... 55 6.2. OBJETIVOS GERAIS DA APM .................................................. 56 6.3. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DA APM ....................................... 57 6.4. AVALIAÇÃO............................................................................ 57 7. PLANO DE AÇÃO COM AS FAMÍLIAS ............................................... 58 7.1. ORGANIZAÇÃO DOS EVENTOS COM A COMUNIDADE .............. 61 8. EQUIPE ESCOLAR ........................................................................... 64 8.1. PROFESSORES ....................................................................... 64 8.1.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 64 8.2. FUNCIONÁRIOS ..................................................................... 65 8.2.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 65 9. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES, QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL ........................................................................ 67 10. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES .................................... 74 10.1. PROJETO “APRENDIZES DA NOSSA BRASILIDADE” ............. 74 11. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ............................... 81 12. LEVANTAMENTO DOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO ................................................................................ 84 12.1. ÁREA: LINGUA PORTUGUESA ............................................... 84 12.1.1. CONTEÚDO: ESCRITA ..................................................... 84 12.1.2. CONTEÚDO: ORALIDADE ................................................ 87 12.2. ÁREA: MATEMÁTICA ............................................................. 90 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3.1. O BRINCAR .................................................................... 99 12.4. ÁREA: CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL ........................ 104 12.5. ÁREA: ARTES ..................................................................... 109 _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 4. 12.5.1. CONTEÚDO: ARTES VISUAIS ........................................ 109 12.5.2. ÁREA: MÚSICA ............................................................. 112 13. ROTINA ..................................................................................... 114 13.1. PERÍODO DE ADAPTAÇÃO .................................................. 114 13.2. ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS ........................................ 116 13.3. ROTINA DA EQUIPE GESTORA ............................................ 117 13.3.1. DIRETORA ................................................................... 117 13.3.2. PROFESSORA DE APOIO À DIREÇÃO ............................ 118 13.3.2. COORDENADOR PEDAGÓGICO ..................................... 119 13.4. ROTINA DOS PROFESSORES .............................................. 121 13.4.1. ORGANIZAÇÃO DOS MOMENTOS DE HTPC ................... 121 13.4.2. TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM ..................... 123 13.4.2.1. BIBLIOTECA .......................................................... 123 13.4.1.2. PARQUE E PRAÇA .................................................. 125 13.4.1.3. ATELIÊ .................................................................. 127 13.4.1.4. QUADRA ................................................................ 129 13.4.1.5. REFEITÓRIO – SELF-SERVICE ................................ 131 13.4.1.6. ATIVIDADE DIVERSIFICADA ................................. 134 13.4.1.7. RODA DE CONVERSA ............................................. 137 13.4.1.8. HORA DA HISTÓRIA .............................................. 139 14. ATIVIDADE EXTRACLASSE E ESTUDO DO MEIO .......................... 141 15. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS ....................... 142 15.1. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 144 16. ACOMPANHAMENTO DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS .... 145 V. ANEXOS ....................................................................................... 147 1. HISTÓRICO DA ESCOLA ............................................................... 147 1.1. NOSSO PATRONO ................................................................. 148 1.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA .................. 150 1.3. MATERIAIS PEDAGÓGICOS E EQUIPAMENTOS ..................... 151 IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................ 152 CALENDÁRIO ESCOLAR – EDUCAÇÃO BÁSICA - 2012 ....................... 154 _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 5. I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR EMEB Graciliano Ramos Rua João D’Ângelo, 71 – Riacho Grande São Bernardo do Campo – SP – CEP 09830-350 Telefones: 4354-9917/ 4101-6090/ 4354-0804 Email: graciliano.ramos@saobernardo.sp.gov.br Blog: blogdogracilianoramos.blogspot.com Código CIE: 050805 Equipe Gestora Diretora: Elenir Fagundes Santos Freitas PRD: Filomena Cabral Pais Jasiulonis PAD: Tatiana Moreira Barbosa Coordenador Pedagógico: Francisco de Assis Fagundes de Oliveira Orientadora Pedagógica: Sandra Regina Brito de Macedo Modalidades de ensino Infantil II – 01 Turma Infantil III – 03 Turmas Infantil IV – 04 Turmas Infantil V – 05 Turmas SEMI – 02 Turmas Horário de funcionamento da escola Manhã: das 07h30m às 11h30m Tarde: das 13h00m às 17h00m Obs.: são observados 10 minutos de tolerância para os atrasos na entrada e na saída das crianças. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 5
  • 6. Período Integral Temos duas turmas de período integral divididas em dois horários. Semi A – das 07h00m às 17h00m Semi B – das 07h30m às 17h30m Infantil II Nossa turma do infantil II possui o seguinte horário: Entrada: a partir das 07h00m até as 08h00m Saída: a partir das 17h00m até as 18h00m Horário de atendimento da secretaria 07h00m às 18h00m 1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS Cargo/ Horário de Período de Nome Matrícula Função trabalho férias Aldinete Nogueira Matos 19.840-4 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m Março Prof. Ed. Básica Andrea Gois Koslosky 34.850-0 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Alexandre Barasino 37.590-9 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Ed. Básica Cleide Lima Rosa 36.039-6 07h00m – 15h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. Básica Cristiane Moro 35.549-0 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Débora Renata Nunes Prof. Ed. Básica 32.858-8 07h30m – 11h30m Janeiro Lourenção Infantil Dina Aparecida Pereira 60.777-8 Aux. Limpeza 09h00m – 18h00m Novembro Perone Prof. Ed. Ederli Soares Ferreira 35.158-5 07h30m – 11h30m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. Básica Elena Marson Favero 20.210-2 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. 11h30m – 17h30m Eliane Correia da Silva 37.798-5 Janeiro Básica Infantil 3ª e 6ª 08h00m – 17h30m Prof. Ed. Básica Eliane Pereira Mendes 35.472-9 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 6
  • 7. Prof. Ed. Fernanda Soares Gonçalves 38.196-6 10h00m – 18h00m Janeiro Básica infantil Prof. Ed. Básica Fernanda Feliciano Andrade 32.533-6 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil Filomena Cabral Pais 9.499-5 PRD 07h00m – 16h30m Janeiro Jasiulonis Prof. Ed. Básica Francisca Maria Oliveira Felix 33.633-5 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil Coordenador Francisco de Assis Fagundes 35.112-9 07h00m – 17h00m Janeiro pedagógico 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. Básica 07h00m – 13h00m Isabel Cristina de Souza 35.190-9 Janeiro Infantil 3ª e 5ª 07h00m – 16h30m Leia Chaves Alves - Cozinheira 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Subst. Ed. Ligia Melo Morita 35.568-6 13h00m – 17h00m Janeiro Básica Infantil Márcia Lima Santos - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Ed. Básica Maria Isabel de Farias Leal 27.689-8 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. Maria Iraneide Silva 35.555-5 13h00m – 17h00m Janeiro Básica Infantil Neli Marques da Silva 34.580-3 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Subst. Ed. Patrícia Fusari Stella 61.439-1 13h00m – 17h00m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. Básica Paula Ishikawa 35.554-7 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. Básica Rafaella Simões Demai 38.397-6 07h30m – 17h00m Janeiro Infantil Rosemary Amador - Aux. Cozinha 06h30m – 15h00m Janeiro Rosilene de Andrade - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m Janeiro Sandra de Jesus Alves 60.016-6 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m Janeiro Silvia Helena Morais Dias 19.661-4 Aux. Limpeza 06h30m – 16h15m Janeiro Tatiana Moreira Barbosa 28.824-1 PAD 09h00m – 18h00m Janeiro Terezinha de Sousa Martins 60.146-3 Aux. Limpeza 06h10m – 15h42m Janeiro Wellington Oliveira Buosi 35.898-5 Aux. Educação 07h30m – 17h00m Janeiro Wilton Fujinaga Takeda 32.938-0 Oficial de escola 08h30m – 17h30m A combinar _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 7
  • 8. 2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES Total de Total de Agrupamento/ alunos alunos Período Turma Professora(s) Ano por por turma período Cleide/ Integral Infantil II A 19 19 Fernanda Semi A Isabel 25 Infantil III A Francisca 23 Infantil IV A Debora 24 Manhã Infantil IV B Ederli 24 146 Infantil V A Maria Isabel 17 Infantil V B Elena 17 Infantil V C Fernanda 16 Semi B Eliane 26 Infantil III B Andrea 27 Infantil III C Maria Iraneide 25 Tarde Infantil IV C Paula 30 185 Infantil IV D Ligia 28 Infantil V D Cristiane 26 Infantil V E Eliane 23 _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 8
  • 9. II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA 1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA Nossa concepção de Desenvolvimento e de Aprendizagem está baseada nos teóricos que defenderam a concepção dialética, na qual o sujeito modifica o mundo e é modificado por este. Concordamos com eles quando afirmam: “Conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo, apreendendo os mecanismos dessa transformação vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é, pois, assimilar o real às estruturas de transformações, e são as estruturas elaboradas pela inteligência enquanto prolongamento direto da ação.” (Piaget) “Ao conseguir conhecer alguma coisa, o aprendiz transforma o real, o mundo, e a si mesmo.” (Piaget) “O aprendizado é o que possibilita o despertar de processos internos de desenvolvimento que, não fosse o contato do indivíduo com certo ambiente cultural, não ocorreriam.” (Vygotsky) “A estrutura fisiológica humana, aquilo que é inato, não é suficiente para produzir o indivíduo humano, na ausência do ambiente social. As características individuais (modo de agir, de pensar, de sentir, valores, conhecimentos, visão de mundo, etc.) depende da interação do ser humano com o meio físico e social.” (Vygotsky) Um ponto de reflexão “A escola dos pequeninos em de ser um ambiente livre, onde o princípio pedagógico deve ser o respeito à liberdade e à criatividade das crianças. Nela, os _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 9
  • 10. pequeninos devem poder se locomover, ter atividades criativas que permitam sua auto suficiência, e a desobediência e a agressividade não devem ser coibidas e, sim, orientadas, por serem condições necessárias ao sucesso das pessoas.” (Antônio Márcio Junqueira) Nosso objetivo é apresentar um panorama geral quanto a varias concepções, e configurar as tendências que tem prevalecido pedagogicamente, assim conceituaremos: escola; infância; comunidade; professores, equipe gestora e currículo, entendendo que todas essas concepções relacionam-se, porém trataremos dividindo por assuntos. Entendemos que a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil deve ser orientada pelo princípio básico de procurar proporcionar, à criança, o desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade de apropriarem-se das regras construídas historicamente pela sociedade, construir as suas próprias regras e ações, que sejam flexíveis e possam ser negociadas com outras pessoas, sejam eles adultos ou crianças. Obviamente, esta construção não se esgota no período do 0 aos 5 anos de idade, devido às próprias características do desenvolvimento infantil. Mas tal construção necessita ser iniciada na Educação Infantil. Pensamos a educação das crianças pequenas, como um processo relevante em uma sociedade contemporânea, pois de um lado vivemos uma confusa identidade da escola e, de outro, uma busca pela compreensão e pela proposição de formas, espaços e processos educacionais que procuram uma educação sem escolarização. Salientamos que a ênfase na Educação não deve estar colocada em como se ensina, na transmissão de conhecimentos culturalmente produzidos, concordamos com Freire quando disse “Desta maneira, a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante” (1987. pg. 58). A aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e jovens já não se dão como outrora, o conhecimento está por toda parte, em lugares diferentes e espaços distintos, há tempos o livro didático já não é mais o _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 10
  • 11. único recurso pedagógico de trabalho do professor. Acreditamos na concepção de desenvolvimento interacionista, que considera os aspectos biológicos e sociais importantes, ambos interferindo e contribuindo para o desenvolvimento do sujeito. Nesta perspectiva, o sujeito interfere, atua, modifica o ambiente e é por ele modificado. Esta concepção desenvolvimentista entende a aquisição de conhecimento como uma construção permanente, isto é, o sujeito nem nasce pronto, como acreditava a concepção inatista, nem é passivo diante do meio, como acreditava a concepção ambientalista. Portanto, nossa concepção de aprendizagem é a construtivista, definida por Solé e Coll 2003 “o construtivismo é um conjunto articulado de princípios em que é possível diagnosticar, julgar e tomar decisões fundamentais sobre o ensino” (2003 p.35). Concluímos que, o conhecimento não é concebido como uma cópia do real, incorporado diretamente pelo sujeito, não é uma impressão que o mundo externo realiza na mente, um processo de fora para dentro. A construção do conhecimento pressupõe uma atividade, por parte do sujeito, que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes, sendo, portanto, o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem, é alguém que vai produzir a transformação que converte informação em conhecimento próprio. Construção que se dá a partir de situações nas quais o sujeito possa agir sobre o que é objeto de estudo, pensar sobre ele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir, interagindo com outras pessoas. Baseado nisso, adotamos o modelo de ensino relacionado ao construtivismo que segundo Wilson (1992), definiu como “Planejar, proporcionar e avaliar o currículo, ótimo para cada aluno, no contexto de uma diversidade de indivíduos que aprendem” (2001 p. 54). Nossa aprendizagem é estabelecida através da resolução de problemas, e pressupõe uma intervenção pedagógica de natureza própria. Um modelo de ensino que reconhecendo o papel da ação do aprendiz e a especificidade da aprendizagem de cada conteúdo, propõe que a didática _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 11
  • 12. construa situações em que o aluno precise pôr em jogo o que sabe no esforço de realizar a tarefa proposta, mobilizando conhecimentos que já possui, usando-os para construir novos conhecimentos. 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA Primeiramente trataremos da escola como fator essencial, como um valioso espaço que contribui nas práticas do ensino-aprendizagem, no desenvolvimento de valores essências para o convívio humano. Nesse sentido, cabe a escola proporcionar oportunidades que ofereça igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, inspirada no principio de liberdade de aprender, no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e nos ideais de solidariedade humana, garantindo as crianças num processo de aprendizagens interativo, acesso a cultura, ao conhecimento cientifico, artístico e tecnológico. Acreditamos em uma escola constituída num ambiente aberto, de transformações, pautada nos princípios de igualdade e liberdade para aprender; no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e permanência. Todavia, promover ideais de solidariedade humana na escola é um dever a comunidade escolar nos dias de hoje, _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 12
  • 13. Cabe à escola, zelar pela inclusão social de nossas crianças, mantendo-se atenta as necessidades e formas de aprendizagens que permeiam uma educação contemporânea, com suas especificidades de como aprende e desenvolve. Nesse sentido Carvalho explicita que: “Essas concepções não nos autorizam a pensar numa escola centrada em si mesma, como uma ilha e distante dos interesses dos alunos. A escola deve ser também, o espaço da alegria onde os alunos possam conviver desenvolvendo sentimentos sadios em relação ao “outro”, a si mesmos e em relação ao conhecimento. Para tanto a pratica pedagógica deve ser inclusiva, no sentido de envolver a todos e a cada um, graças ao interesse a motivação para a aprendizagem.” (2010, p.32) Numa perspectiva dialógica salientamos que a escola se coloca como espaço privilegiado para o domínio dos conhecimentos básicos e avançados e, sobretudo com fins de complementaridade à educação da família. Enfim, nossa escola tem como princípio fundamental a construção da aprendizagem e do desenvolvimento levando em conta e valorizando as diferenças, a singularidade, heterogeneidade e subjetividade da criança, fator fundamental para potencializar o desenvolvimento de um processo coletivo de aprendizagem. 1.2 ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA Num processo de construção de conceitos teóricos nos embasaremos na concepção de criança, como protagonista no processo da educação infantil. Orientamo-nos pelos princípios básicos do desenvolvimento, da autonomia da interação e inclusão social, assim objetivamos o pleno desenvolvimento integral da criança e a construção da autonomia infantil. Em um breve histórico, verificamos que foi no início do século XV que surge às primeiras as primeiras preocupações com a educação das _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 13
  • 14. crianças pequenas. Nesta época, a criança era considerada um pequeno adulto, que executava as mesmas atividades dos mais velhos. O importante era a criança crescer rápido para entrar na vida adulta. No século XVI e XVII os colégios existentes eram dirigidos pela igreja e estavam reservados para um pequeno grupo de cléricos (principalmente do sexo masculino), de todas as idades. Enfim, a educação entra no século XVIII um pouco mais pedagógica, porem, é nessa época que surge o castigo corporal como forma de educação disciplinar, por considerar a criança frágil, incompleta que precisa a prender obedecer a determinadas regras impostas pela sociedade da época. Também surgem nos países mais desenvolvidos, ou seja, no velho continente, as primeiras creches para abrigar filhos de mães trabalhadoras da indústria. No Brasil, a educação infantil é muito nova, sendo aplicada realmente a partir dos anos 30 com os mesmos propósitos que nos demais países e principalmente, como um fator necessário para apoiar a formação de mão de obra qualificada para a industrialização do país, pois o intuito da escola de educação infantil era único e exclusivamente tomar conta dos filhos das mães trabalhadoras. Por volta de 1970 ocorreu uma crescente evasão escolar e repetência das crianças das classes pobres no primeiro grau. Por causa disso, foi intitulada a educação pré-escolar (chamada de educação compensatória) para crianças de 4 a 6 anos. Nos anos 80, a perspectiva pedagógica vê a criança como um ser social, histórico, pertencente a uma determinada classe social e cultural. Ela desmascara a educação compensatória, que delegava à escola a responsabilidade de resolver os problemas da miséria entre outros. A educação compensatória começou no século XIX com Pestalozzi, Froebel, Montessori e McMillan. A pré-escola era encarada por esses pensadores como uma forma de superar a miséria, a pobreza, a negligência das famílias. As primeiras iniciativas á criança tiveram um caráter higienista, cujo trabalho era realizado por médicos e demais profissionais da saúde. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 14
  • 15. Diante disso, é fato e notório que a educação infantil está contaminada de concepções, princípios e ideias que ao longo dos tempos foram sendo criadas e se aprimorando, levando em consideração os posicionamentos dos adultos, seus interesses pessoais, das instancias religiosas e mercadologia. Contrapomo-nos a esse modelo educacional, entendendo que infância e criança estão imbricadas, associam-se historicamente e culturalmente. Discordamos da ideia de criança culturalmente defendida pelos adultos de outrora, onde defendiam que criança é o ser da falta de razão, de juízo, de controle do corpo. Para essa sociedade “adultocêntrica”, crianças boas são crianças que permanecem sentadas, são “comportadinhas”, andam em filas; não se sujam, voltam das escolas limpinhas e são reconhecidas como um ser imaturo, dependente, que nada sabe e que precisa, portanto, ser “moldado” para se tornar um “futuro” cidadão. Uma imagem quase sempre marcada pelo caráter pueril, ingênuo, simples e prematuro, como afirma Kohan (2005, p. 233). Assim sendo, vemos as crianças não como falta, mas como sujeitos sociais e históricos, que produzem cultura e também são produtos desta. Compreendemos que a ausência não é falta. Neste sentido, não posicionamos a criança como aquele que não tem voz, mas sim aquele/a que está aprendendo a falar, que está se constituindo como sujeito na e pela linguagem. Recorremo-nos então ao conceito de infância defendido por Agamben (2005), infância como condição da existência humana, e não apenas como uma etapa passageira do desenvolvimento. Nessa linha de pensamento entendemos que a escola deve proporcionar situações nas quais as crianças em seus momentos, vivenciem diversas experiências, façam escolhas, tomem decisões, socializem-se e se descubram. Vale ressaltar que não se trata apenas de uma abordagem sociológica da infância precisamos ir além das relações das famílias, pensando numa sociedade mais ampla de forma a construir- se interativamente, criando vínculos afetivos em coletividades. Assim a infância é uma construção social, histórica e cultural, onde a criança deve _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 15
  • 16. ser vista como sendo um ser ativo, face ao seu mundo próprio e à sociedade; construtores e modificadores de novos paradigmas, sendo elas protagonistas da história. Entendemos a criança como ser de linguagem, verbal e não verbal, em constante construção e interação, período em que se começa a ler o mundo e em diferentes formas, na brincadeira, no faz de conta, na ludicidade, no simbolismo de forma aberta, inocente, ampla e critica. Concluímos que no tempo de criança temos o tempo da infância que deve ser visto como único e prazeroso, tempo de aprender, e de aprender como crianças. 1.3 COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM AS FAMÍLIAS “As famílias são elementos constituintes das relações que acontecem na instituição educativa, afinal as crianças são pequenas e para se sentirem acolhidas na creche dependem da sintonia entre a família e os profissionais da escola. Essa é mais uma das especificidades dos estabelecimentos de educação infantil. Nesse sentido, complementariedade e partilha são palavras decisivas na relação, escola criança e família.” (BARBOSA, p. 33, 2009) Que relação é essa entre escola, criança e família? O que cabe a cada um dos participantes dessa relação? Essas perguntas nos fazem refletir que a criança, peça chave do contexto educacional onde essa relação acontece, cabe ser cuidada, protegida e provocada. Já as duas instituições escola e família precisam interagir estabelecendo conversas e trocas que possibilitem que ambas se conheçam dentro de uma perspectiva de respeito e escuta do ponto de vista do outro. Concebemos que a base de uma relação cordial e de respeito é fundamental e se estabelece no cotidiano da escola. Pode ser dentro de _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 16
  • 17. situações conflitantes ou harmoniosas, mas sempre pautadas e reconhecidas através do diálogo. “A família é o lugar onde se ouvem as primeiras falas, com as quais se constrói a autoimagem e a imagem do mundo exterior. Assim, é fundamental como lugar de aquisição de linguagem, que a família define seu caráter social. Nela, aprende- se a falar e por meio da linguagem a ordenar e dar sentido as experiências vividas. A família, seja como for composta, vivida e organizada, é o filtro através do qual se começa a ver e a significar o mundo.” (SARTI, p. 14, 2004) Conhecer as necessidades, potencialidades e individualidades das famílias, permite que o significado de mundo de cada uma delas, ou seja, a linguagem construída se torne a base do nosso trabalho na escola. É preciso que a escola junto com a família defina o âmbito de atuação de cada uma tendo sempre em vista o contexto sociocultural em que estão inseridas. Assim juntas poderão propor formas de participação condizentes com a realidade. Para a autora Heloiza Szymanski (2007) a aproximação como forma de participação entre escola e família é sempre enriquecedora, pois garante a família o direito de conhecer o que é feito na escola, como é feito e para que. Entendemos que quando a escola abre com acolhimento e clareza as portas e com objetividade nas ações, a tendência das famílias é sempre colaborar a manter um diálogo que ajuda a conhecer as particularidades das crianças. Acreditamos que considerar as expectativas das famílias em relação ao desenvolvimento das crianças durante o ano letivo, dividindo as conquistas, os anseios, os passeios enfim as aprendizagens é uma maneira de compartilhar o acompanhamento do desenvolvimento infantil. Outra maneira que possibilita às famílias uma participação efetiva no desenvolvimento nas ações e decisões da escola em geral é o Conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres, que se reúnem toda primeira terça-feira de cada mês. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 17
  • 18. Investimos nesses encontros, pois nessa relação de parceria e troca de conhecimentos com as famílias, somos formadores e somos formados, informamos e somos informados. E essa troca nos dá subsídios com apontamentos preciosos na tentativa de melhorar nossa qualidade de ensino junto às crianças e fortalecer a relação com as famílias. “[...] Assumir um trabalho de acolhimento as diferentes expressões e manifestações das crianças e suas famílias significa valorizar e respeitar a diversidade, não implicando a adesão incondicional aos valores do outro. Cada família e suas crianças são portadoras de um vasto repertório que se constitui em material rico e farto para o exercício do diálogo, da aprendizagem com a diferença, a não discriminação e as atitudes não preconceituosas.” (MEC/ SEF, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, V. 1, p.77, 1998) 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉIS DIFERENCIADOS A educação infantil, que há tempos foi caracterizada pelo cuidar como função assistencialista, atualmente traz como demanda a necessidade dos profissionais da educação que trabalham com crianças pequenas de terem uma formação especifica e contínua, pois não se trata apenas de uma tarefa de guarda, mas de responsabilidade educacional, o que torna a necessidade de cuidar e de educar indissociáveis. Concordamos com Barbosa quando afirma que: “Trabalhar com crianças pequenas exige formação, pois não é apenas uma tarefa de guarda ou proteção, mas uma responsabilidade educacional na qual são necessárias proposições teóricas claras, planejamento e registros.” (BARBOSA, 2009, p.35). Atendendo a essa necessidade, a formação continuada dos professores deve ser um dos principais focos da gestão, levando em conta _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 18
  • 19. as atribuições que ocupam e o constante processo de construção de sua identidade profissional. Neste aspecto, a formação pautada na “Qualidade na Educação Infantil”, visa refletir sobre práticas e posturas associadas a fundamentações teóricas que tratam desta modalidade de ensino. Contudo, refletir sobre as posturas que educam, o papel do adulto a concepção de infância entre outras especificidades do trabalho na educação infantil, requer momentos de formação não apenas para os professores, mas também com todos os adultos que atuam no ambiente escolar. Afinal, todos têm papel importante na formação das crianças através das relações que se estabelecem desde o portão até a sala de aula. Priorizamos assim momentos de formação em que todos da equipe escolar participem, refletindo através de leituras, dinâmicas de sensibilizações que tragam o universo da infância para ser compartilhado com o grupo. Reconhecendo-se parte do grupo de educadores da escola, todo o funcionário quer sejam auxiliares em educação, da equipe de apoio, da equipe da cozinha, da secretaria, são convidados a compreenderem-se como profissionais que cuidam e educam as crianças na escola, gerando a necessidade de formação do coletivo da escola “[...] objetivando a construção de consensos pedagógicos, ainda que provisórios, que explicitem a proposta pedagógica, pensando e amadurecendo as decisões sobre a vida coletiva na escola” (BARBOSA, 2009, p. 39). Ainda como afirma Barbosa: “Todos os adultos que participam da escola são educadores. Pois, mesmo quando executando suas funções específicas, ensinam as crianças o respeito às suas tarefas profissionais e o cuidado com os outros.” (BARBOSA, 2009, p.40). Os momentos de reflexão e discussão do grupo acerca da formação foram registrados através da produção de cartazes, com escritas e imagens representativas de um percurso de construção de saberes acerca da infância e suas especificidades. Neste movimento, que ocorreu com o _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 19
  • 20. coletivo da escola em momentos de Reunião Pedagógica e em HTPCs, destacamos a fala de Léia, cozinheira da escola, registrada em cartaz produzido por seu grupo e que sintetiza as discussões, em que os adultos se colocam no papel de aprendizes frente às descobertas da criança. Léia afirma que: “Somos educadores e somos educados através das experiências vividas com eles.” (Léia, cozinheira) 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Advindo de um processo continuo de construção, de reflexão, discutindo e conceituando: escola, criança e infância, comunidade e professores, trataremos em especial da equipe gestora, cuja função se focaliza em direcionar a escola em seus aspectos práticos, pedagógicos, de ordem funcional e administrativa. Entendemos o trabalho da equipe gestora como de inovação, de sempre estar com propostas de mudança, pois o hoje é diferente do ontem e o amanhã diferente dos dois. Qual o papel de um gestor num processo de mudança ou de inovação escolar? Podemos dizer que como os processos de inovação não _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 20
  • 21. se desenvolvem sozinhos a liderança é essencial na construção do sentido de mudança. Nesse sentido, podemos afirmar que o sucesso é mais garantido quando a liderança é cooperativa, quando o poder é compartilhado, quando a cultura do individualismo dá lugar á cooperação, as relações hierárquicas são substituídas pelo trabalho em equipe, a super visão evolui para animação das práticas e a abordagem contratual negociada entre parceiros substitui as decisões autoritárias. Assim, uma equipe de gestão escolar deve ter em seu quadro, profissionais com conhecimentos e habilidades para exercer uma liderança compartilhada e responsável, capacidade de trabalhar em equipe e de comunicação para saber lidar com conflitos, iniciativa, deve saber se distanciar da lógica burocrática que padroniza as escolas, com ações democráticas e projetos desenvolvidos em comum acordo, este deve ter uma visão de conjunto e uma atuação que apreenda a escola nos seus aspectos pedagógicos, culturais, administrativos, financeiros. Conceituamos gestão pedagógica segundo Luck “como entendimento do conceito, de gestão pedagógica, portanto, por assentar- se sobre a maximização dos processos de mudanças, já pressupõe, em si, a ideia de participação, isto é, do trabalho associado e cooperativo de pessoas na analise de situações, na tomada de decisões sobre seu encaminhamento e na ação sobre elas, em conjunto, a partir de objetos organizacionais entendidos e abraçados por todos” Luck (2010, p. 17). Ressalta-se que a gestão educacional, em caráter amplo e abrangente, do sistema de ensino, e a gestão escolar, referente à escola, constituem-se em áreas estrutural de ação na determinação da dinâmica e da qualidade do ensino. Isso porque é pela gestão que se estabelece unidade, direcionamento, ímpeto, consistência e coerência à ação educacional, a partir do paradigma. Ideário e estratégias adotadas para tanto, a gestão deve visar por meio de suas ações e processos educacionais, melhoria da aprendizagem dos alunos, ressaltando a formação, garantindo equidade e maximizando as oportunidades e aprendizagem dos educandos. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 21
  • 22. Em se tratando de uma gestão pedagógica da aprendizagem e do desenvolvimento, é necessário que a gestão pedagógica estabeleça formas de participação em processo de gestão, de forma a alcançar a participação de todos, assim entendemos como necessário: participação de toda comunidade escolar na discussão de ideias com contribuições visando uma aprendizagem melhor, promover reuniões pedagógicas na escola com professores, pais e alunos; proporcionar estudos do conhecimento sobre a realidade escolar; visão global do processo social; dimensão pedagógica entre outros itens que se faz necessário na gestão escolar. 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Quanto ao currículo, a discussão visará trata-lo na escola e sua relação com o sujeito da aprendizagem, as crianças, assim, todo o foco do trabalho estará nas habilidades e competências a serem desenvolvidos através dos conteúdos a serem trabalhados com as crianças, respeitando o tempo, o espaço e o jeito de como cada um aprende. Para tanto, ao pensar em currículo, cabe pensar em planejamento, em ações coordenadas, em atividades significativas e desafiadoras cuja finalidade seja impulsionar o desenvolvimento das crianças, ampliando seu conhecimento para que produzam experiência nas práticas sociais. Dessa forma, conceituaremos currículo segundo Moreira e Candau (2008, p. 18): "[...] currículo como as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para a construção de identidades de nossos estudantes”. Dessa forma, ao currículo se relacionam todas as atividades pedagógicas intencionais que contribuem para a construção de saberes dos alunos na instituição escolar. È interessante ressaltar que o professor deve se posicionar como um mediador entre a proposta curricular e as crianças, numa interação _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 22
  • 23. constate com o conhecimento, num movimento de equilíbrio, desequilíbrio e reequilíbrio do que se aprende. Essa mediação deve ocorrer através de atividades significativas para criança. Enfim, por intermédio do currículo, devemos potencializar uma aprendizagem contextualizando seu conteúdo, através de práticas pedagógicas que garantam o desenvolvimento e aprendizagem. Nesse sentido, um professor que acredita no potencial das crianças e vê o currículo como uma ferramenta do seu trabalho, deve se atentar a algumas providências tais como:  Disponibilizar materiais que possibilitem a interação de todas as crianças;  Promover situações compatíveis para a idade;  Criar contextos inteligentes para as diversas formas de comunicação e expressão infantil;  Promover trocas e descobertas entre as crianças;  Ressaltar os cuidados, carinhos e afetos entre adulto e criança;  Estabelecer um clima de confiança para que as crianças se sintam seguras e construam uma auto-imagem positiva;  Partir dos conhecimentos que os pequenos já possuem e propor desafios que os façam avançar;  Planejar atividades nas quais as crianças possam confrontar suas hipóteses espontâneas com hipóteses e conceitos convencionais;  Preparar diariamente o ambiente para recebê-las;  Coordenar rodas de conversa, nas quais se privilegia a voz da criança;  Analisar as produções infantis sistematicamente e selecionar com as crianças, aqueles que serão expostos;  Manter comunicação aberta com os familiares a fim de conhecer melhor as crianças; _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 23
  • 24.  Articula diferentes áreas do conhecimento com projetos interdisciplinares e transdisciplinar;  Favorecer a expressão por meio da linguagem interagindo com as crianças e proporcionando a conversação entre elas;  Fundamentar-se nos princípios pré-estabelecidos pela escola e conforma estabelece as diretrizes curriculares nacionais. Concluímos, explicitando a importância de se trabalhar o currículo no contexto escolar, possibilitando a construção de saberes de forma construtiva e interativa. Contudo cabe ressaltar a criança como sujeito ativo, capaz de pensar, simbolizar, agir e transformar suas ações em conhecimento, em linguagem e pela linguagem, construindo e interagindo coletivamente e individualmente. O currículo como instrumento que define o que se considera o conhecimento válido, deverá se organizar de forma que os alunos construam as seguintes capacidades de:  Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas, reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relações entre os seres humanos;  Ampliar o conhecimento sobre seu corpo, suas possibilidades de atuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidado com a saúde e bem estar;  Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suas capacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situações cotidianas;  Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas de valores e princípios, demonstrando respeito e valorização a diversidade;  Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando as diferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas; _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 24
  • 25.  Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meio ambiente, reconhecendo-se como integrante dependente e agente transformador do mesmo;  Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nas diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita), utilizando-as para expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos, ampliando sua rede de significações;  Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitando sua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. Neste ano de 2012 prosseguiremos com o trabalho de formação do grupo iniciada em 2011 e voltada para “Qualidade na Educação Infantil”, destacando a função social (acolher, para educar e cuidar), função política ( respeitando os direitos sociais e políticos, de participação, visando a formação para a cidadania) e função pedagógica da escola (lugar privilegiado de convivência, ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas entre crianças e adultos). (BARBOSA, 2009) Para isso, utilizaremos como referência para a formação e o debate sobre a concepção do trabalho com criança pequena na educação infantil o Referencial “Práticas cotidianas na educação Infantil – bases para a reflexão sobre as orientações curriculares” de Maria Carmen Silveira Barbosa, publicado pelo Ministério da Educação (2009). Embasados nesta fonte, nosso trabalho buscará compreender que... “A educação infantil, em sua especificidade de primeira etapa da educação básica, exige ser pensada na perspectiva da complementaridade e da continuidade. Os primeiros anos de escolarização são momentos de intensas e rápidas aprendizagens para as crianças. Elas estão chegando ao mundo aprendendo a compreender seu corpo e suas ações, a interagir com diferentes parceiros e gradualmente se integrando com e na complexidade de sua(s) cultura(s) ao corporalizá-la(s)”. (BARBOSA, 2009, p.20.) _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 25
  • 26. 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS Uma história recente... Era uma vez, em 2010 o início desta história... “[...] nossa preocupação era atender com qualidade crianças de uma faixa etária inferior a que atendemos em nossa unidade há 42 anos (4 a 6 anos), respeitando suas especificidades, necessidades, diante de um espaço que em nada se assemelhava a estrutura da creche.” (PPP 2011) Para o ano de 2011: _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 26
  • 27. “[...] a preocupação com a formação das professoras e do auxiliar também fazem parte das ações permanentes que objetivam um olhar voltado para a infância e principalmente para as especificidades desta faixa etária mediante a intencionalidade educativa do fazer pedagógico.” (PPP 2011) Essa formação esteve voltada o tempo todo para a adequação dos espaços e para a rotina “[...]A organização do ambiente é uma parte construtiva e irrenunciável do projeto educacional, já que ela traduz uma maneira de compreender a infância do papel da educação e do professor” (BARBOSA, 2009, p.94). Assim, com algumas adequações no espaço desenvolvemos temáticas voltadas para ações de educar e cuidar como: conquista da autonomia, construção da identidade, das manifestações corporais e expressivas da criança e da ludicidade. Mas por que discutir sobre educar e cuidar na creche? Segundo Carvalho (2006), a palavra “cuidar” pode ser definida por inúmeros significados, “ reparar, prestar atenção em, preocupar-se com, interessar-se por, tratar da saúde e do bem estar de alguém, ter muita atenção consigo mesmo, zelar diligentemente pelo outro, e ainda ponderar, pensar, projetar”. Só reparar, prestar atenção não é o suficiente, com crianças pequenas é preciso ter uma intencionalidade pedagógica nestas ações, nessa linha de pensamento que incorporamos o educar, ou seja, unimos as ações do cotidiano como tratar do bem estar das crianças com o que chamamos de um contexto pedagógico. Com esses estudos realizados durante o ano de 2011 com as professoras e com o educador foi possível descobrir que em relação as nossas crianças o contexto pedagógico precisava estar repleto de expressividade e ludicidade. O convívio com os adultos não se reduzia a cuidar, proteger e esperar. Era muito mais precioso. Cuidar sim, sempre, pois as crianças precisavam de alimentação, higiene e conforto. Mas não era só isso, cuidar e educar é indissociável e uma ação complexa. De acordo com Barbosa: _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 27
  • 28. “[...] cuidar e educar significa afirmar na educação infantil a dimensão de defesa dos direitos das crianças, não somente aqueles vinculados a proteção da vida, a participação social, cultural e política, mas também aos direitos universais de aprender a sonhar, a duvidar, a pensar, a fingir, a não saber.” (2009, p. 69) Nessa perspectiva, as reflexões que ocorreram durante o ano ficaram voltadas para as práticas cotidianas como os momentos das conversas, histórias, brincadeiras, experimentações, repouso, investigações, leituras e cantorias de modo que essas ações provocassem o desejo de explorar e descobrir das crianças. Os educadores ficaram mais atentos para as falas das crianças, colhendo suas opiniões sobre os momentos das rotinas sobre suas preferências e seus descontentamentos e choros. Mas o trabalho não parou por aí! Tem mais! Para o ano de 2012 com a dupla de professoras novas alguns conhecimentos foram explorados e socializados. Pensamos para este ano descortinar alguns conceitos tão importantes e atuais para a educação das crianças pequenas. São eles: a fala ou melhor dizendo o desenvolvimento da linguagem, o desenho, e a brincadeira. Na faixa etária de 2 a 3 anos a aquisição da linguagem é a maior conquista da primeira infância. Podemos afirmar que segundo Mello (p.9) “as crianças viram perguntadeiras e conversadeiras”. Mais do que uma necessidade individual a apropriação da linguagem é uma necessidade no coletivo, no convívio com o outro. Assumindo uma postura de provocar e manter essa conversação durante este ano refletiremos sobre as possibilidades das crianças em construir linguagens, termo este muito utilizado na literatura acadêmica no que se refere a expressão cultural, a diferentes manifestações artísticas e científicas da vida. Conforme afirma Barbosa: _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 28
  • 29. “Nas crianças pequenas as linguagens são aprendidas nas ações, corporais, gestuais e verbais que acontecem no encontro entre crianças e crianças, entre crianças e adultos e entre adultos e adultos, propiciadas através de ações como correr, falar, chorar, cantar ou ainda atividades mais integradas com a presença de fantoches, do teatro de sombras, de diálogos, de maquiagens e de outros materiais que favoreçam o encontro entre o movimento do corpo e as linguagens para a produção de significados.” (2009, p. 85) Nessa linha de pensamento elaboramos já no início deste ano a ideia de que quando as crianças desenham, brincam de roda, com palavras, ou apenas brincam livremente pelo pátio, significa que estão elaborando suas capacidades linguísticas e cognitivas e suas capacidades de argumentação e explicação, ampliando assim o seu conhecimento de mundo. Investir na brincadeira e ampliar as possibilidades de expressão, considerando que as crianças pensam e investigam, pois “[...] passam os dias brincando, transformando e inventando coisas com prazer” (CARVALHO, 2006, p. 31), será uma de nossas tarefas da educação. Resgatando os escritos da autora Sueli Amaral Mello (p.9) nos apropriamos de algumas tarefas da educação que acreditamos serem fundamentais para o professor nesta faixa etária, são elas:  “Aprofundar as experiências das crianças com movimentos (andar, subir e descer escadas, correr, pular, mover o corpo com mais desenvoltura) por meio de passeios, pular de pequena altura, subir e descer de pneus e caixas, engatinhar por baixo e por meio de coisas.  Ensinar a independência em relação atos simples (reconhecer suas coisas na creche, guardar seus pertences na mochila, guardar o chinelo/ sapato, encontrar seus sapatos no final das atividades, lavar as mãos... mais tarde, cuidar da sua própria higiene: vestir-se e desvestir-se, escovar os dentes, pentear-se.  Ensinar (quem ainda não sabe) a usar sozinho objetos de uso diário. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 29
  • 30. Ensinar a explorar e usar brinquedos e guardar no final das atividades.  Estimular a linguagem oral (falando com as crianças e ouvindo-as).  Aperfeiçoar a percepção visual, auditiva e tátil no manuseio de livros de história e revistas, a atenção por meio de histórias, passeios e materiais diversificados.  Aproveitar as situações para exercitar a fala, a memória e o pensamento das crianças.  Ensinar a conviver com os amigos, dividindo, compartilhando, esperando e brincando muito.” 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 A 6 ANOS Estes dois agrupamentos possuem a característica de atender crianças com diferentes idades no contra turno do período regular, ou seja, as duas turmas são compostas por crianças de diferentes agrupamentos. Acreditamos que essas características contribuem para a ampliação de vivências entre as crianças, para a construção de saberes e superação de dificuldades. Um dos objetivos das professoras para o trabalho com as crianças destas faixas etárias é o de desenvolver um trabalho de valorização das diversidades e respeito às necessidades individuais, considerando as diferentes idades que compõem estas turmas, a fim de que as _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 30
  • 31. experiências e saberes dos grupos possam ser compartilhados e ampliados. Um dia em uma escola de educação infantil é recheado de conhecimentos muito importantes. Podemos dizer que o cotidiano é cheio de coisas de criança. “O que existe dentro da Pirâmide – Muitas pedras. – Diversos monstros – Mas Lá não tem janela, será que ele não morre, sem respirar? – É mesmo, Divani, ele vira múmia e vai dormir lá. – E como eram feitas as múmias? – Ah!!! Eles pegavam um morto e colocavam panos até a pessoa ficar bem dura. – Mas, se você apenas enfaixar essa pessoa, será que não fica cheirando mal? – Eles usavam álcool para que o morto não morresse.” (CARVALHO, 2006, p. 28) Coisas de criança são histórias, conversas, brincadeiras, imaginações, investigações, amizades, contemplações e muito mais. É o acesso a um mundo grande, interessante e ao alcance das crianças. Este mundo que nos referimos tem relação com alguns conceitos que serão focos de estudo no acompanhamento da formação das professoras e dos educadores durante este ano de 2012. São eles: tempos e espaços, imaginação, identidade e brincadeiras. Estes temas serão estudados e refletidos através de práticas pedagógicas que envolvam as crianças e os adultos. Com relação às práticas pedagógicas, tomamos como referência acadêmica a autora Sueli Amaral Mello (p.18) quando afirma que para a faixa etária de 3 a 6 anos as tarefas da educação são:  Relacionar- se com os outros.  Aprender os hábitos e costumes culturais _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 31
  • 32. Interpretar o que vão conhecendo, buscando explicações para as situações e fenômenos que vivenciam, expressando- se através das diferentes linguagens (desenho, modelagem, fala, dança, dramatização e pintura)  Desenvolver uma atitude de cuidado em relação a natureza, as outras pessoas, a si mesmas. A partir destas tarefas serão pensadas atividades para que as crianças eduquem os sentidos, o pensamento, a estética e também atividades que favoreçam uma educação científica. Essas atividades estarão sustentadas nos conteúdos que farão sentido para as crianças. “[...] tudo o que elas queiram conhecer, com tudo o que trouxermos para a sala e para a escola (livros, vídeos, objetos da natureza, brinquedos, material reciclável, música) e situações (leitura de histórias, brincadeiras modernas e brincadeiras dos tempos dos avós, contato com a natureza, passeios pelos arredores da escola, picnics, idas a biblioteca...).” (p. 19) Enfim é um consenso entre os educadores que estarão envolvidos nestes estudos durante este ano, que as crianças passam a maior parte de seu tempo na escola, então será nossa tarefa descobrir que tempo é este? Que coisas de criança são criadas e transformadas neste espaço? Esse será o nosso desafio: perseguir os caminhos das crianças, na busca pelo conhecimento. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 32
  • 33. 2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS Objetivando discutir a qualidade na educação infantil, elaboramos conjuntamente, nós, equipe gestora, professores, funcionários, orientadora pedagógica, princípios educacionais que promovam a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, bem como melhor qualidade de aprendizagem e desenvolvimento da criança. Contudo, ressaltamos a diversidade presente em nossa comunidade em aspectos, sociais, econômicos e culturais, aspectos esses que de certa forma, potencializam nosso trabalho. Primeiramente, entendemos ser relevante conhecer o conceito do termo principio, que segundo o Dicionário Aurélio define como “preceitos, regras” (2000, p. 557), assim, ressaltamos que, ao tratar de princípios enfatizaremos uma coadunação entre educação e os princípios aqui explorados, pois entendemos que ambos estão relacionados. Segundo Luckesi (1990, p. 21): “A educação é uma prática humana direcionada por uma determinada concepção teórica. A pratica pedagógica está articulada com uma pedagogia, que _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 33
  • 34. nada mais é que uma concepção filosófica da educação, tal concepção ordena os elementos que direcionam a prática educacional.” Considerando ser esse momento um fato histórico e relevante, não apenas pelo assunto apresentado, mas pela significação do contexto na contemporaneidade e das conquistas nessa primeira etapa na Educação Básica, trataremos de alguns princípios relacionados à educação infantil. Diante do exposto, apresentaremos os princípios que regem a educação infantil em nossa escola, observando que os mesmos foram organizados em cinco tópicos, cujo objetivo foi o de facilitar o manuseio, leitura e compreensão, realizável pelos leitores. Explicitamos que segundo Barbosa (2009, p. 59) os princípios que trataremos são:  Diversidade e singularidade;  Sustentabilidade e participação;  Indissociabilidade entre educar e cuidar;  Ludicidade e brincadeira;  Estética como experiência individual e coletiva. Assim, esperamos que, esses princípios se constituam como mais um passo na direção transformadora, entre práticas reais do cotidiano educacional, bem como sendo parâmetros de qualidade, garantindo os direitos das crianças de dois a seis anos na educação infantil. Para tanto se faz necessário, refletir a cerca de como se constrói a aprendizagem, rever práticas cotidianas, bem como consensos entre pares buscando sempre melhorias no processo de aprendizagem, que ao nosso ver devem ser sempre revistos e renovados, de forma democrática, contemplando as necessidades sócio-educacionais, culturais em constantes mudanças, incorporando novos conhecimentos relacionados às crianças pequenas. Importa salientar o desenvolvimento em instituições educacionais, bem como os diversos ambientes familiares e sociais que interagem e se desenvolvem bem como suas variadas formas de expressão. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 34
  • 35. Clarificamos que todas essas informações devem estar em congruência com o que abordaremos a seguir, assim sendo, explicitaremos os princípios, detalhadamente. 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE Entendendo ser diversidades, diferenças, semelhanças, variedades em aspectos sociais, culturais, linguísticas, entre outros, buscamos abordar a diversidade em todos os seus aspectos. Quanto à singularidade, ressaltamos a mesma como individual, contudo, trataremos da diversidade humana enfatizaremos a diversidade de características: Físicas, psíquicas, sociais, culturais e biológicas do ser humano presentes na escola. Logo se faz importante estudarmos esse princípio na escola, esclarecemos haver dois lados, o positivo e o negativo. O lado negativo da diversidade na escola, não se dá pelo fato da existência da diversidade, e sim, pela não aceitação do diverso, pelo não entendimento de que somos diferentes, pela falta de formação para compreendermos como cada criança aprendi, seus tempos, seus ritmos e suas necessidades individuais. Reiteramos que trataremos o lado positivo da diversidade, cujas diferenças possam vir acrescentar conhecimentos e não gerar exclusão. Assim, nos apoiamos numa educação sócio-construtivista, cujo objetivo está focado no estudo do passado para entender o presente e transformar o futuro. Distanciando-nos de um passado recente, onde o objetivo da escola era apenas o de preparar a criança para o ensino fundamental, ou um preparo para o seguimento seguinte, propomos uma educação infantil voltado para o desenvolvimento das aprendizagens para criança pequena, como um ser em desenvolvimento integral, em seu tempo, espaço e possibilidades específicas. Após a constituição federal de 1988,o Estatuto da Criança e Adolescente e lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional LDB de _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 35
  • 36. 1996 entre outros documentos de nível nacional e mundial, surge à preocupação no sentido de compreender que todas as crianças brasileiras são diversas e tem direito a uma escolarização que valorize essa diversidade. Quanto à singularidade, a qualidade do que é singular, a unicidade, ressaltamos práticas que respeitem as particularidades das crianças em todos os seus aspectos, pois na diversidade produzem mediante sua individualidade. Assim, entendemos que, toda criança merece ser respeitada, preservada e compreendida em sua singularidade, nas práticas educativas. Contudo, consideramos que devem ser ouvidas, devem se expressar, interagir, devem ser respeitadas em sua singularidade e sentimentos, pois de acordo com o exposto, cada criança tem sua forma de ser e se manifestar diversificadamente, socialmente e culturalmente. Dessa forma, é importante garantir o respeito à singularidade numa diversidade, tanto familiar, quanto na comunidade ou em ambientes escolares, preservando o convívio social, entretanto a escola deve ensinar a viver conjuntamente, se desenvolver solidariamente. Torna-se importante, reflexões a esse respeito, discussões e metodologias que tratem desse principio fundamental a humanidade. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 36
  • 37. 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO Na qualidade de definir, de investir na concepção sustentável, democrática e participativa de gestão, envolvemos todos os segmentos presentes no processo educacional: crianças, pais, professores, gestores e funcionários. Afinal, a educação das crianças pequenas é uma responsabilidade a ser compartilhada. Primeiramente trataremos da gestão relacionada ao princípio democrático, pois entendemos que surge como condição, segundo Barbosa (2009, p.65). “Na gestão, o principio democrático surge como condição para o encontro das combinações e dos conflitos entre equipe diretiva e demais membros das escolas. Trata-se de garantir para o estabelecimento educacional de crianças pequenas um lugar de formação de projetos e de experiências de vida integradas a partir da promoção de condições de existência e de iniciativa para cada um dos participantes que são, ao mesmo tempo, diferentes de todos, mas, como sujeitos, iguais a todos.” _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 37
  • 38. Assim, é fundamental observar as práticas pedagógicas, observar que cabe a gestão organizar e gerir as escolas, dar ênfase a democracia e a participação. É importante ressaltar que as crianças devem ser protagonistas em suas interações no coletivo, portanto, também com direito a participarem de algumas definições políticas e pedagógicas da vida escolar. Segundo convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da (ONU, 1989) a criança passa a ter o direito à participação em diversas situações sociais, elas podem “falar” em seu próprio interesse. Isto é, as crianças podem participar de decisões, desenvolver suas opiniões, participar das escolhas no ambiente escolar, ou seja, participar como protagonista da sua aprendizagem,e do seu processo de desenvolvimento. Assim, afirmamos os direitos das crianças, e reconhecemos esses direitos como direitos absolutos, porem, não devem ser impostos nem tão pouco estáticos. É imprescindível numa sociedade contemporânea, a mobilização de toda a sociedade civil organizada para a construção de novos direitos e a reflexão e manutenção dos já existentes, condicionando-os as experiências, aos processos de aprendizagens e desenvolvimento da criança, condicionados aos direitos e deveres dos pais ou responsáveis, as responsabilidades de toda a equipe escolar, bem como por leis. Segundo Barbosa (2009, p.67), a participação das crianças na escola não se reduz à atenção, aos desejos individuais e interesses momentâneos de um grupo, muito menos à espera dos adultos pela “clareza” das “palavras” que comunica interesses ou opiniões naquilo que as afeta no coletivo”. Logo a seguir, trataremos de sustentabilidade como principio, explicitaremos o imbrincamento da sustentabilidade com a democracia na gestão educacional. Clarificamos que uma instituição escolar necessita ser _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 38
  • 39. sustentável economicamente, socialmente e culturalmente. Enfim, concluímos que, sustentabilidade, democracia e participação como princípios políticos se encarregam de direcionar e organizar a gestão escolar, devendo estar comprometidas com os princípios éticos e estéticos no cotidiano, com os que compõem a escola, crianças, professores, famílias, gestores, entre outros. Concluímos que, esse princípio deve ser articulado na vida escolar, não devendo estar e permanecer estático, no currículo, mas inseridos na vida, na interação. 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR Sabendo que o termo dissociar vem especificamente para significar “separar o que estava associado; desunir; desagregar. v. t.” assim partimos para entender que com a junção do prefixo “in” na palavra dissociar caracteriza uma outra base de significação, alterando o significado,então (in+dissociabilidade) conceituaremos como qualidade indissociável, ou seja, de não separar, contudo, cabe ressaltar que educar e cuidar são indissociáveis, não se separam. No inicio da educação infantil a função da escola era apenas cuidar, para que mães trabalhassem. Essa visão arcaica propunha um trabalho com foco no atendimento às necessidades físicas, como alimentação, higiene, conforto. Conforme o passar do tempo, a educação infantil passou a ser considerada a 1ª etapa da educação básica, ou seja, a ter caráter educativo e com isso, foi necessário interrogar e pensar suas especificidades. Assim, se faz necessário primeiramente, o que nos traz WINNICOT (1982, p. 214) A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de infância, será possivelmente considerado, de modo _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 39
  • 40. mais correto, uma ampliação da família „para cima‟, em vez de uma extensão „para baixo‟ da escola primária. Entendemos que o cuidar ultrapassa processos ligados a proteção e ao atendimento das necessidades físicas. Cuidar inclui acolher, garantir segurança, alimentação, incentiva a curiosidade e a expressividade infantil em um movimento de educação através do cuidado. Nesse sentido, cuidar é educar, é dar condições para o pleno desenvolvimento das crianças explorarem ambientes e se desenvolverem, portanto cuidar e educar são dimensões indissociáveis de todas as ações dos educadores, implica entre outros:  Acolher nos momentos difíceis, fazê-la se sentir confortável e segura.  Garantir experiência bem sucedida de aprendizagem, sem discriminação.  Cuidados mútuos, autonomia, trabalhar na perspectiva de que as crianças aprendam a se cuidar mutuamente, respeitando as diferenças, provendo autonomia. Concluímos que, cuidar e educar parte das relações da escuta, do afeto, dos desejos, inquietações e da necessidade de aprender a se desenvolver. Educar e cuidar sempre devem estar juntos, imbricados, misturados. 2.4. PRINCÍPIO - LUDICIDADE E BRINCADEIRA “Quanto tempo leva uma passagem de afetos, o tempo para encontrar uma alegria da vida?” (Pablo Neruda) O quarto princípio, ludicidade e brincadeira pressupõe que entendamos o que seja e como acontece, por conseguinte entendemos que o brincar pressupõe regras, possibilidades, tempo, espaço e inovação, _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 40
  • 41. é um campo de ação, de experimentação, rumo a uma construção significativa, prazerosa no processo de aprendizagem e desenvolvimento. Segundo Baron, “a brincadeira é um campo de ação, tensão, de construção e de abertura para a aprendizagem carreie o desenvolvimento; é uma zona de experimentação é criação” (2002, p.53). Contudo, o respeito é incondicional ao brincar, sendo esse principio essencial a criança, e uma das atividades mais importante para a construção das funções psicossuperiores na educação infantil. Portanto, compreendemos que as funções psicossuperiores, exemplificando como fala, a imaginação, a memória, o autocontrole da conduta; desenvolvem- se através das relações interpessoais onde o brincar se faz de fundamental importância. Dessa forma a criança se relaciona consigo mesma e interage socialmente com outras crianças, ou melhor, com o meio que se dispõe na brincadeira. Assim, ao brincar, a criança necessita de: cuidados corporais, atenção, diálogo cooperação e de estabelecimento de regras, pois a brincadeira perpassa pelo campo da confiança, cuidados, atenção e segurança, num ambiente que favoreça o êxito das ações desenvolvidas pela criança. É interessante ressaltar a autonomia, como direito pessoal, pois são suas primeiras experiências, brincar requer gostar de brincar, requer experiências sensoriais e motoras, é uma experiência criativa. Como pratica cultural, percebemos o brincar como uma atividade lúdica e universal, que supõe aprendizagens e o desenvolvimento de repertórios, pois é por meio da brincadeira que a criança adquire as primeiras representações do mundo, artefatos, se expande linguisticamente, observa e se desenvolve com o auxílio dos adultos. Consideramos que num contexto lúdico, a brincadeira e a ludicidade se mostram correlacionadas por meio de muitas ações sendo as crianças protagonistas, realizando ações não apenas para comunicar ideias e sim para brincar sem compromisso, contudo, o planejamento das situações lúdicas e demais atividades, requer o preparo de materiais (recurso), _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 41
  • 42. organização de espaços, tempo, estratégias e ação, com o intuito de garantir um contexto que ofereçam oportunidades para as crianças. Quanto à ludicidade, Zaporozhets ressalta que “É indispensável o desenvolvimento amplo e o enriquecimento máximo das formas especificamente infantis de atividade lúdica, pratica e também da comunicação das crianças entre si e com os adultos “(1987, p.247). Tendo em vista os aspectos observados, ressaltamos o ambiente, como fundamental, dessa forma enfatizamos a importância do ambiente ser seguro, limpo e confortável propiciando atitude e o descanso, movimento a atividade exploratória, minuciosa, num pertencimento social na tentativa de representando o papel do adulto. Brincar e brincadeira são uma experiência inaugural de sentir-se, aprender a criar e aprender linguagens, nesse sentido enfatizamos a importância do Planejamento, organização de espaços, tempos e materiais, preparação do ambiente físico que converta ao lúdico, ás descobertas e á diversidade. No entanto devemos nos preocupar que esse ambiente deva ser seguro, limpo, confortável, propiciando atividades e descanso, movimento e exploração, bem como lugares desafiadores para o desenvolvimento das brincadeiras. Concluímos que, ao brincar a criança constrói, desenvolve repertório, vocabulário, artefatos, experiências, sentimentos, expressões, fantasias, sonhos e ideia; Assim, entendemos a Brincadeira como experiência vivida, interpretada, construídas por cada criança e cada grupo de crianças em seu contexto cultural dado por tradições. Cabe destacar que o ato de brincar não é preparação para nada, é fazer o que se faz em total aceitação da brincadeira não mantendo apenas relação com o futuro, mas um bem viver no presente. Dado o exposto, é imprescindível que professores reflitam, reaprendam, maravilhe-se, sensibilize-se, atente-se para transformar o ambiente escolar em local onde predomina o lúdico, cabendo esse desafio aos educadores. _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 42
  • 43. 2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA Ao abordar o principio estético, nos apoiaremos em Mattos e Ferreira (2004, p. 50) que afirma. “Ora, se morar em uma residência fixa, trabalhar formalmente e constituir família são padrões sociais que caracterizam os indivíduos normais, logo, sem residência fixa, sem família e trabalho formal, as pessoas em situação de rua são alvos de investidas ideológicas que acentuam suas anormalidades.” O texto nos faz refletir sobre os perigos da estética que nem sempre tem um sentido positivo, falamos aqui da estética do igual, da padronização, do normal quê se vincula erroneamente a aceitação do outro como ser humano, essa estética quando vinculada a padrões sociais, estabelece regras para viver numa determinada classe social, e quem não está dentro dessa estética imposta por essa classe esta dentro de uma anormalidade, pois, para essa sociedade o normal é ter família com pai, mãe, irmãos e etc, enfim, podemos concluir que a estética familiar como aponta o texto, é determinante para dividir a sociedade em classes, valorizando e potencializando a exclusão social. Mas vamos avançar e entender mais sobre esse princípio que é tão rico? Filosoficamente, o termo “estética”, designa uma dimensão humana, caracterizando algo como belo, agradável, sublime, grandioso, alegre, gracioso, poético ou então como feio, desagradável, inferior, desgracioso, trágico. O termo “estética” pode ser utilizado em diferentes sentidos, nomeadamente enfatizaremos o sentido positivo, rumo ao belo, ao gracioso, estética do fazer bem feito, perfeito, com qualidade, assim entendemos que parte do estimulo, da criatividade, do espírito inventivo, da curiosidade pelo inusitado. É importante salientar que grandes aliados da estética como os fatores físicos e mecânicos,são determinantes nos modos de produzir, _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 43