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PCN – Ed. Especial
Parâmetros Curriculares Nacionais
Adaptações Curriculares
Estratégias para educação de alunos com
necessidades educacionais especiais.
Introdução
O direito da pessoa a educação é resguardado pela
política de educação independentemente do
gênero, etnia, idade ou classe social.
Enfrentar o desafio da inclusão, é condição essencial
para atender à expectativa de democratização da
educação.
A escola que se espera para o século XXI tem
compromisso não apenas com a produção e a
difusão do saber culturalmente construído, mas
com a formação do cidadão crítico, participativo e
criativo para fazer face às demandas cada vez
mais complexas da sociedade moderna
Introdução
Com base no reconhecimento da diversidade, o
presente trabalho focaliza o currículo como
ferramenta básica da escolarização; busca
dimensionar o sentido e o alcance que se
pretende dar às adaptações curriculares como
estratégias e critérios da atuação docente;
Considerando que o processo de ensino
aprendizagem pressupõe atender a diversificação
de necessidades dos alunos da escola.
As adaptações curriculares resguardam o caráter de
flexibilidade e dinamicidade que o currículo escolar
deve ter.
Educação para todos
Movimentos impulsionados na década de 90, refere-
se a colocação dos alunos com deficiência na rede
regular de ensino e têm avançado aceleradamente
em alguns países desenvolvidos.
Implicam a inserção de todos, sem distinções de
condições linguísticas, sensoriais , cognitivas,
físicas, emocionais, étnicas, socioeconômicas ou
outras e requer sistemas educacionais planejados
e organizados que deem conta da diversidade dos
alunos e ofereçam respostas adequadas às suas
características e necessidades.
Educação para todos
O plano teórico-ideológico da escola inclusiva requer
a superação dos obstáculos impostos pelas
limitações do sistema regular de ensino. Seu
ideário defronta-se com dificuldades operacionais
e pragmáticas reais e presentes, como recursos
humanos pedagógicos e físicos não contemplados
no Brasil.
O que se afigura de maneira mais expressiva ao se
pensar na viabilidade do modelo de escola
inclusiva é a situação dos recursos humanos,
especificamente dos professores das classes
regulares, que precisam ser efetivamente
capacitados para transformar sua prática
educativa.
Educação para todos
Como atender essa diversidade? Elaborando
propostas pedagógicas baseadas na
interação com os alunos, desde a
concepção dos objetivos; reconhecer todos
os tipos de capacidades presentes na
escola; sequenciar conteúdos e adequá-los
aos diferentes ritmos de aprendizagem dos
educandos; adotar metodologias diversas e
motivadoras; avaliar os educandos numa
abordagem processual e emancipadora, em
função do seu progresso e do que poderá
vir a conquistar.
Educação para todos
Para incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser
modificada, devendo firmar a convivência no
contexto da diversidade humana, bem como
aceitar e valorizar a contribuição de cada um
conforme suas condições pessoais.
À prática escolar tem evidenciado o que pesquisas
científicas vêm comprovando: os sistemas
educacionais experimentam dificuldades para
integrar o aluno com necessidades especiais.
Revelam os efeitos dificultadores de diversos
fatores de natureza familiar, institucionais e
socioculturais.
Educação para todos
A maioria dos sistemas educacionais ainda baseia-
se na concepção médico psicopedagógica quanto
a identificação e ao atendimento dos alunos com
necessidades especiais.
Direcionam a prática pedagógica para alternativas
exclusivamente especializadas, ou seja, para
alunos com necessidades especiais, a resposta
educacional adequada consiste e recursos e
serviços especializados.
A lei nº 9.394 – LDBEN – enseja e oferece
elementos para a transformação requerida pela
escola.
Educação Especial
Conforme define a nova LDB, trata-se de uma
modalidade da educação escolar voltada
para a formação do indivíduo, com vistas
exercício da cidadania. Os serviços
educacionais especiais embora
diferenciados não podem desenvolver-se
isoladamente, mas devem fazer parte de
uma estratégia global de educação e visar a
suas finalidades gerais
Necessidades Educacionais
Especiais
Consideram que a atenção à diversidade
deve se concretizar em medidas que levam
em conta não só as capacidades
intelectuais e os conhecimentos dos alunos,
mas, também seus interesses e motivações.
Necessidades educacionais podem ser
identificadas em diversas situações
representativas de dificuldades de
aprendizagem, como decorrência de
condições, individuais, econômicas ou
socioculturais dos alunos.
Condições
- crianças com condições físicas, intelectuais,
sociais, econômicas, emocionais e
sensoriais diferenciadas.
- crianças com deficiência e bem dotadas.
- crianças trabalhadoras ou que vivem nas
ruas.
- crianças de população nômade ou distante.
- crianças de minoria linguística, étnica ou
cultural.
- crianças de grupos desfavorecidos ou
marginalizados.
Necessidade Educacionais
Especiais
A expressão necessidades educacionais
especiais pode ser utilizada para referir-se
às crianças e jovens cujas necessidades
decorrem de sua elevada capacidade ou de
suas dificuldades de aprender. Está
associada portanto, a dificuldade de
aprendizagem, não necessariamente
vinculada a deficiência.
Esse termo surgiu para evitar termos
negativos no contexto educacional como:
deficientes, excepcionais, subnormais,
superdotados, infradotados, incapacitados...
Necessidades Educacionais
Especias
Embora necessidades educacionais especiais na
escola sejam amplas e diversificadas, atual politica
nacional de educação especial, aponta para um
definição de prioridades no que se refere ao
atendimento especializado oferecido na escola
para quem dele necessitar. Nessa perspectiva,
define como um aluno portador de necessidades
especiais aquele que “...por apresentar
necessidades próprias e diferentes dos demais
alunos no domínio das aprendizagens curriculares
correspondentes à sua idade, requer recursos
pedagógicos e metodologias educacionais
específicas.
Classificação
A classificação dos alunos, para efeito de
inserção em redes educacionais, consta de
referida política e dá ênfase a:
- portadores de deficiência mental, visual,
auditiva, física e múltipla.
- portadores de condutas típicas (problemas
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- portadores de superdotação.
Objetivando a uniformização terminológica e
conceitual, a Secretaria de Educação
Especial do MEC, propõe algumas
características:
SUPERDOTAÇÃO
Notável desempenho e elevada
potencialidade em:
- capacidade intelectual geral;
- aptidão acadêmica específica;
- pensamento criativo ou produtivo;
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CONDUTAS TÍPICAS
Manifestação de comportamento típicas de
portadores de síndromes e quadros
psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos
que ocasionam atrasos no desenvolvimento
e prejuízos no relacionamento social, em
grau que requeira atendimento educacional
especializado.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Perda parcial ou total, congênita ou adquirida,
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DEFICIÊNCIA FÍSICA
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afetam o indivíduo em termos de
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ou da fala, como decorrência de lesões
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DEFICIÊNCIA MENTALCaracteriza-se por registrar um
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significativamente abaixo da média, oriundo
do período de desenvolvimento
concomitante como limitações associadas a
duas ou mais áreas adaptativas ou da
capacidade do indivíduo em responder
adequadamente às demandas da
sociedade, nos seguintes aspectos:
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habilidades sociais, desempenho na família
ou comunidade, independência na
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DEFICIÊNCIA VISUAL
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correção ótica. Manifesta-se como:
- cegueira – perda da visão em ambos os
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DEFICIÊNCIA MULTIPLA
É a associação, no mesmo indivíduo de duas
ou mais deficiências primarias
(mental/visual/auditiva/física), com
comprometimentos que acarretem atrasos
no desenvolvimento global e na capacidade
adaptativa.
NEE
Confundir necessidades educacionais
especiais com fracasso escolar é, também,
outro aspecto que merece a atenção dos
educadores. São inesgotáveis as
discussões e a produção científica sobre o
fracasso escolar e suas múltiplas faces.
Paradoxalmente, o conhecimento obtido
não tem levado a respostas eficientes para
a sua solução enquanto fenômeno
internacional marcado por influências
socioculturais, políticas e econômicas, além
de razões pedagógicas.
NEE
Não se pode negar os condicionantes orgânicos,
socioculturais e psíquicos que estão associados a
vários tipos de deficiência ou a influência que
esses fatores podem exercer no sucesso ou
insucesso escolar do educando, mas não se pode
advogar sua hegemonia como determinantes na
causalidade do fracasso escolar, ou como modo
de justificar uma ação escolar pouco eficaz.
O esforço apreendido para mudar a concepção de
educação especial baseia-se em pressupostos
atualmente defendidos ao se focalizarem as
dificuldades para aprender ou a não aprendizagem
na escola.
Caráter de interatividade
Implica na relação do aluno como aprendente
e da escola como ensinante
Caráter de relatividade
Focaliza a transitoriedade das dificuldades de
aprendizagem ao considerar as
particularidades de cada aluno.
NEE
Outro aspecto a ser considerado é o papel
desempenhado pelo professor da sala de aula.
Não se pode substituir a sua competência pela
ação de apoio exercida pelo professor
especializado ou pelo trabalho de equipes
interdisciplinares quando se trata de educação dos
alunos. Reconhecer a possibilidades de recorrer
eventualmente ao apoio de professores
especializados e de outros profissionais
(psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, etc.) não
significa abdicar e transferir para eles a
responsabilidade do professor regente como
condutor da ação docente.
Currículo Escolar
Associa-se a própria identidade da instituição escolar
à sua organização e funcionamento ao papel que
exerce ou deveria exercer a partir das aspirações
e expectativas da sociedade e da cultura em que
se insere.
Visando potencializar o seu desenvolvimento integral
a sua aprendizagem e a capacidade de conviver
de forma produtiva e construtiva na sociedade.
O currículo é construído a partir do projeto
pedagógico da escola e viabiliza a sua
operacionalização, orientando as atividades
educativas, as formas de executá-las e definindo
suas finalidades.
Currículo Escolar
Currículo inclui portanto, desde os aspectos
básicos que envolvem os fundamentos
filosóficos e sociopolíticos da educação até
os marcos teóricos e referenciais técnicos e
tecnológicos que a concretizam na sala de
aula. Relaciona princípios e
operacionalização teoria e prática,
planejamento e ação.
Currículo Escolar
O projeto político pedagógico da escola deve considerar os
seguintes aspectos:
- atitude favorável da escola para diversificar e flexibilizar o
ensino aprendizagem
- identificação das necessidades educacionais
- adoção de currículos abertos e propostas diversificadas.
- flexibilidade de organização e funcionamento da escola.
- possibilidade de incluir professores especializados e
serviços de apoio.
A concepção de currículo não deve se fixar no que de
especial possa ter a educação dos alunos , mas flexibilizar
a prática educacional para atender a todos e propiciar seu
progresso em função de suas possibilidades e diferenças
individuais.
Adaptações Curriculares
As adaptações curriculares constituem, pois,
possibilidades educacionais de atuar frente às
dificuldades de aprendizagem dos alunos. Não há
necessidade de um novo currículo, mas um
currículo dinâmico, alterável, passível de
ampliação, para que atenda realmente a todos os
educandos.
Para que alunos com necessidades educacionais
especiais possam participar integralmente em um
ambiente rico de oportunidades educacionais com
resultados favoráveis, alguns aspectos, precisam
ser considerados.
Aspectos a considerar:
- preparação e dedicação da equipe e professores;
- apoio adequado e recursos especializados
- adaptações curriculares e de acesso ao currículo.
Algumas características facilitam o atendimento ao
NEE:
- flexibilidade – não obrigatoriedade que todos os
alunos aprendam em tempo determinado;
- Acomodação – contemplar os alunos de NEE nas
atividades
- Trabalho simultâneo, cooperativo e participativo –
os alunos de NEE participam das atividades sem a
mesma intensidade.
Adaptações curriculares
As respostas as necessidade devem estar
previstas e respaldadas no projeto
pedagógico da escola, não por meio de um
curriculo novo, mas, da adaptação
progressiva do regular, buscando garantir
que os alunos com necessidades especiais
participem de uma programação tão normal
quanto possível, mas considere as
especificidades que as suas necessidades
possam requerer.
Adaptações não significativas do
Currículo
São modificações curriculares que consistem
em modificações menores no currículo
regular e são facilmente realizadas pelo
professor no planejamento normal das
atividades docentes.
Podem ser organizativas, relativas aos
objetivos e conteúdos, avaliativos, nos
procedimentos didáticos e na
temporalidade.
Adaptação Curricular significativa
São modificações que podem ser a única
alternativa para se evitar a exclusão, ou seja
sugerem planejamentos e objetivos
definidos adotados para alunos de NEE.
Podem ser de objetivos, conteúdos
metodologia ou organização didática,
avaliação e temporalidade.
Nível de Acomodação Curricular
Adaptações no nível do projeto pedagógico (curriculo escolar)
Se referem as medidas de ajuste do currículo
em geral, que nem sempre precisam
resultar em adaptações individualizadas.
As ações adaptativas visam flexibilizar o
curriculo.
Essas adaptações de projeto pedagógico
focalizam a organização escolar e os
serviços de apoio, propiciando condições
estruturais, e devem envolver toda a equipe
da escola.
Adaptações relativas ao currículo
da classe
Destinam-se a programação da classe em
relação as atividades do professor.
A adaptação ao nível da sala de aula visam a
tornar possível a real participação do aluno
e a sua aprendizagem eficiente no ambiente
da escola e do tempo de modo a incluir as
atividades destinadas ao atendimento
especializado fora do horário normal de
aula, muitas vezes necessários e
indispensáveis aos alunos.
Adaptações individualizadas do
currículo
As modalidades adaptativas, nesse nível, focalizam
a atuação do professor na avaliação e no
atendimento do aluno.
ADAPTAÇÕES DE ACESSO AO CURRÍCULO:
Correspondem ao conjunto de modificações nos
elementos físicos e materiais do ensino, bem
como os recursos pessoais do professor quanto
ao seu preparo para trabalhar com os alunos. São
definidas como alterações de recursos espaciais,
materiais, ou de comunicação que venham a
facilitar os alunos com necessidades educacionais
especiais a desenvolver o currículo escolar.
ADAPTAÇÕES NOS ELEMENTOS
CURRICULARES: focalizam as formas de
ensinar, bem como os conteúdos a serem
ministrados considerando a temporalidade.
São definidas como alterações realizadas
nos objetivos, conteúdos, critérios, e
procedimentos de avaliação, atividades
metodológicas para a prender as diferenças
individuais dos alunos, que podem ser
adaptações metodológicas e didáticas ou de
conteúdos curriculares e no processo
avaliativo.
Diversificação Curricular
Alunos com necessidades especiais que não
conseguem os objetivos e conteúdos e
componentes propostos decorrem de dificuldades
orgânicas associadas a déficits permanentes e
muitas vezes , degenerativos que comprometem o
funcionamento cognitivo, psíquico e sensorial,
vindo a constituir deficiências múltiplas graves.
Alguns programas, devido a expressividade das
adaptações curriculares adaptadas efetuadas
podem ser encarados como currículos especiais
relacionados as habilidades básicas.
Diversificação Curricular
A elaboração e a execução de um programa
devem contar com a participação da família
e ser acompanhadas de um criterioso e
sistemático processo de avaliação
pedagógica e psicopedagógica do aluno,
bem como a deficiência dos procedimentos
pedagógicos empregados na sua educação.
Sistema de Apoio
Pode se definir apoio como recursos e
estratégias que promovem o interesse e as
capacidades da pessoa bem como
oportunidades de acesso a bens e serviços,
informações e relações no ambiente em que
vive. O apoio tende a favorecer a
autonomia, a produtividade, a integração e a
funcionalidade no ambiente escolar e
comunitário.
Avaliação
O processo de avaliação é de suma importância em
todas os âmbitos do processo educacional. Deve
focalizar:
- aspectos de desenvolvimento biológico, intelectual,
motor, emocional, social, comunicação e
linguagem;
- nível de competência curricular – capacidades do
aluno;
- estilo da aprendizagem – formas como se aprende
e ambientes.
Deve ser direcionado em dois contextos:
educacional e familiar.
Promoção
A promoção ou retenção do aluno deve atender aos
aspectos de:
- a possibilidade de o aluno ter acesso a situações
escolares regulares com a menor necessidade de
apoio especial.
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favoreça o desenvolvimento
- competência curricular – atenda ao currículo
adaptado.
- efeito emocional – para a criança e a família
A decisão sobre a promoção deve envolver o mesmo
grupo responsável pela elaboração e adaptação
curricular do aluno.
Para não concluir
As adaptações curriculares são medidas pedagógicas adotadas em
diversos âmbitos no nível do projeto pedagógico da escola, da
sala de aula, das atividades e, somente quando necessário,
aplicam-se ao aluno individualmente. Visam ao atendimento das
dificuldades de aprendizagem e das necessidades especiais dos
educandos e ao favorecimento de sua escolarização.
A atual situação em que se encontram os sistemas educacionais
revela dificuldades para atender às necessidades especiais dos
alunos na escola regular, principalmente dos que apresentam
superdotação, deficiências ou condutas típicas de síndromes,
que podem vir a necessitar de apoio para a educação . A
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ser suficientes para superar as restrições do sistema
educacional ou compensar as limitações reais desses alunos.

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  • 1. PCN – Ed. Especial Parâmetros Curriculares Nacionais Adaptações Curriculares Estratégias para educação de alunos com necessidades educacionais especiais.
  • 2. Introdução O direito da pessoa a educação é resguardado pela política de educação independentemente do gênero, etnia, idade ou classe social. Enfrentar o desafio da inclusão, é condição essencial para atender à expectativa de democratização da educação. A escola que se espera para o século XXI tem compromisso não apenas com a produção e a difusão do saber culturalmente construído, mas com a formação do cidadão crítico, participativo e criativo para fazer face às demandas cada vez mais complexas da sociedade moderna
  • 3. Introdução Com base no reconhecimento da diversidade, o presente trabalho focaliza o currículo como ferramenta básica da escolarização; busca dimensionar o sentido e o alcance que se pretende dar às adaptações curriculares como estratégias e critérios da atuação docente; Considerando que o processo de ensino aprendizagem pressupõe atender a diversificação de necessidades dos alunos da escola. As adaptações curriculares resguardam o caráter de flexibilidade e dinamicidade que o currículo escolar deve ter.
  • 4. Educação para todos Movimentos impulsionados na década de 90, refere- se a colocação dos alunos com deficiência na rede regular de ensino e têm avançado aceleradamente em alguns países desenvolvidos. Implicam a inserção de todos, sem distinções de condições linguísticas, sensoriais , cognitivas, físicas, emocionais, étnicas, socioeconômicas ou outras e requer sistemas educacionais planejados e organizados que deem conta da diversidade dos alunos e ofereçam respostas adequadas às suas características e necessidades.
  • 5. Educação para todos O plano teórico-ideológico da escola inclusiva requer a superação dos obstáculos impostos pelas limitações do sistema regular de ensino. Seu ideário defronta-se com dificuldades operacionais e pragmáticas reais e presentes, como recursos humanos pedagógicos e físicos não contemplados no Brasil. O que se afigura de maneira mais expressiva ao se pensar na viabilidade do modelo de escola inclusiva é a situação dos recursos humanos, especificamente dos professores das classes regulares, que precisam ser efetivamente capacitados para transformar sua prática educativa.
  • 6. Educação para todos Como atender essa diversidade? Elaborando propostas pedagógicas baseadas na interação com os alunos, desde a concepção dos objetivos; reconhecer todos os tipos de capacidades presentes na escola; sequenciar conteúdos e adequá-los aos diferentes ritmos de aprendizagem dos educandos; adotar metodologias diversas e motivadoras; avaliar os educandos numa abordagem processual e emancipadora, em função do seu progresso e do que poderá vir a conquistar.
  • 7. Educação para todos Para incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada, devendo firmar a convivência no contexto da diversidade humana, bem como aceitar e valorizar a contribuição de cada um conforme suas condições pessoais. À prática escolar tem evidenciado o que pesquisas científicas vêm comprovando: os sistemas educacionais experimentam dificuldades para integrar o aluno com necessidades especiais. Revelam os efeitos dificultadores de diversos fatores de natureza familiar, institucionais e socioculturais.
  • 8. Educação para todos A maioria dos sistemas educacionais ainda baseia- se na concepção médico psicopedagógica quanto a identificação e ao atendimento dos alunos com necessidades especiais. Direcionam a prática pedagógica para alternativas exclusivamente especializadas, ou seja, para alunos com necessidades especiais, a resposta educacional adequada consiste e recursos e serviços especializados. A lei nº 9.394 – LDBEN – enseja e oferece elementos para a transformação requerida pela escola.
  • 9. Educação Especial Conforme define a nova LDB, trata-se de uma modalidade da educação escolar voltada para a formação do indivíduo, com vistas exercício da cidadania. Os serviços educacionais especiais embora diferenciados não podem desenvolver-se isoladamente, mas devem fazer parte de uma estratégia global de educação e visar a suas finalidades gerais
  • 10. Necessidades Educacionais Especiais Consideram que a atenção à diversidade deve se concretizar em medidas que levam em conta não só as capacidades intelectuais e os conhecimentos dos alunos, mas, também seus interesses e motivações. Necessidades educacionais podem ser identificadas em diversas situações representativas de dificuldades de aprendizagem, como decorrência de condições, individuais, econômicas ou socioculturais dos alunos.
  • 11. Condições - crianças com condições físicas, intelectuais, sociais, econômicas, emocionais e sensoriais diferenciadas. - crianças com deficiência e bem dotadas. - crianças trabalhadoras ou que vivem nas ruas. - crianças de população nômade ou distante. - crianças de minoria linguística, étnica ou cultural. - crianças de grupos desfavorecidos ou marginalizados.
  • 12. Necessidade Educacionais Especiais A expressão necessidades educacionais especiais pode ser utilizada para referir-se às crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades de aprender. Está associada portanto, a dificuldade de aprendizagem, não necessariamente vinculada a deficiência. Esse termo surgiu para evitar termos negativos no contexto educacional como: deficientes, excepcionais, subnormais, superdotados, infradotados, incapacitados...
  • 13. Necessidades Educacionais Especias Embora necessidades educacionais especiais na escola sejam amplas e diversificadas, atual politica nacional de educação especial, aponta para um definição de prioridades no que se refere ao atendimento especializado oferecido na escola para quem dele necessitar. Nessa perspectiva, define como um aluno portador de necessidades especiais aquele que “...por apresentar necessidades próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade, requer recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas.
  • 14. Classificação A classificação dos alunos, para efeito de inserção em redes educacionais, consta de referida política e dá ênfase a: - portadores de deficiência mental, visual, auditiva, física e múltipla. - portadores de condutas típicas (problemas de conduta). - portadores de superdotação. Objetivando a uniformização terminológica e conceitual, a Secretaria de Educação Especial do MEC, propõe algumas características:
  • 15. SUPERDOTAÇÃO Notável desempenho e elevada potencialidade em: - capacidade intelectual geral; - aptidão acadêmica específica; - pensamento criativo ou produtivo; - capacidade de liderança; - talento especial para artes; - capacidade psicomotora
  • 16. CONDUTAS TÍPICAS Manifestação de comportamento típicas de portadores de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado.
  • 17. DEFICIÊNCIA AUDITIVA Perda parcial ou total, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender a fala por intermédio do ouvido. Manifesta-se como: - surdez leve/moderada - surdez severa/profunda
  • 18. DEFICIÊNCIA FÍSICA Variedade de condições não sensoriais que afetam o indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação motora, geral ou da fala, como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou ainda, de malformações congênitas ou adquiridas.
  • 19. DEFICIÊNCIA MENTALCaracteriza-se por registrar um funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento concomitante como limitações associadas a duas ou mais áreas adaptativas ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, desempenho na família ou comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança,
  • 20. DEFICIÊNCIA VISUAL É a redução ou perda total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhor correção ótica. Manifesta-se como: - cegueira – perda da visão em ambos os olhos. - visão reduzida – acuidade visual que permite ver o minimo possivel.
  • 21. DEFICIÊNCIA MULTIPLA É a associação, no mesmo indivíduo de duas ou mais deficiências primarias (mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretem atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.
  • 22. NEE Confundir necessidades educacionais especiais com fracasso escolar é, também, outro aspecto que merece a atenção dos educadores. São inesgotáveis as discussões e a produção científica sobre o fracasso escolar e suas múltiplas faces. Paradoxalmente, o conhecimento obtido não tem levado a respostas eficientes para a sua solução enquanto fenômeno internacional marcado por influências socioculturais, políticas e econômicas, além de razões pedagógicas.
  • 23. NEE Não se pode negar os condicionantes orgânicos, socioculturais e psíquicos que estão associados a vários tipos de deficiência ou a influência que esses fatores podem exercer no sucesso ou insucesso escolar do educando, mas não se pode advogar sua hegemonia como determinantes na causalidade do fracasso escolar, ou como modo de justificar uma ação escolar pouco eficaz. O esforço apreendido para mudar a concepção de educação especial baseia-se em pressupostos atualmente defendidos ao se focalizarem as dificuldades para aprender ou a não aprendizagem na escola.
  • 24. Caráter de interatividade Implica na relação do aluno como aprendente e da escola como ensinante
  • 25. Caráter de relatividade Focaliza a transitoriedade das dificuldades de aprendizagem ao considerar as particularidades de cada aluno.
  • 26. NEE Outro aspecto a ser considerado é o papel desempenhado pelo professor da sala de aula. Não se pode substituir a sua competência pela ação de apoio exercida pelo professor especializado ou pelo trabalho de equipes interdisciplinares quando se trata de educação dos alunos. Reconhecer a possibilidades de recorrer eventualmente ao apoio de professores especializados e de outros profissionais (psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, etc.) não significa abdicar e transferir para eles a responsabilidade do professor regente como condutor da ação docente.
  • 27. Currículo Escolar Associa-se a própria identidade da instituição escolar à sua organização e funcionamento ao papel que exerce ou deveria exercer a partir das aspirações e expectativas da sociedade e da cultura em que se insere. Visando potencializar o seu desenvolvimento integral a sua aprendizagem e a capacidade de conviver de forma produtiva e construtiva na sociedade. O currículo é construído a partir do projeto pedagógico da escola e viabiliza a sua operacionalização, orientando as atividades educativas, as formas de executá-las e definindo suas finalidades.
  • 28. Currículo Escolar Currículo inclui portanto, desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a concretizam na sala de aula. Relaciona princípios e operacionalização teoria e prática, planejamento e ação.
  • 29. Currículo Escolar O projeto político pedagógico da escola deve considerar os seguintes aspectos: - atitude favorável da escola para diversificar e flexibilizar o ensino aprendizagem - identificação das necessidades educacionais - adoção de currículos abertos e propostas diversificadas. - flexibilidade de organização e funcionamento da escola. - possibilidade de incluir professores especializados e serviços de apoio. A concepção de currículo não deve se fixar no que de especial possa ter a educação dos alunos , mas flexibilizar a prática educacional para atender a todos e propiciar seu progresso em função de suas possibilidades e diferenças individuais.
  • 30. Adaptações Curriculares As adaptações curriculares constituem, pois, possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Não há necessidade de um novo currículo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos. Para que alunos com necessidades educacionais especiais possam participar integralmente em um ambiente rico de oportunidades educacionais com resultados favoráveis, alguns aspectos, precisam ser considerados.
  • 31. Aspectos a considerar: - preparação e dedicação da equipe e professores; - apoio adequado e recursos especializados - adaptações curriculares e de acesso ao currículo. Algumas características facilitam o atendimento ao NEE: - flexibilidade – não obrigatoriedade que todos os alunos aprendam em tempo determinado; - Acomodação – contemplar os alunos de NEE nas atividades - Trabalho simultâneo, cooperativo e participativo – os alunos de NEE participam das atividades sem a mesma intensidade.
  • 32. Adaptações curriculares As respostas as necessidade devem estar previstas e respaldadas no projeto pedagógico da escola, não por meio de um curriculo novo, mas, da adaptação progressiva do regular, buscando garantir que os alunos com necessidades especiais participem de uma programação tão normal quanto possível, mas considere as especificidades que as suas necessidades possam requerer.
  • 33. Adaptações não significativas do Currículo São modificações curriculares que consistem em modificações menores no currículo regular e são facilmente realizadas pelo professor no planejamento normal das atividades docentes. Podem ser organizativas, relativas aos objetivos e conteúdos, avaliativos, nos procedimentos didáticos e na temporalidade.
  • 34. Adaptação Curricular significativa São modificações que podem ser a única alternativa para se evitar a exclusão, ou seja sugerem planejamentos e objetivos definidos adotados para alunos de NEE. Podem ser de objetivos, conteúdos metodologia ou organização didática, avaliação e temporalidade.
  • 35.
  • 36. Nível de Acomodação Curricular Adaptações no nível do projeto pedagógico (curriculo escolar) Se referem as medidas de ajuste do currículo em geral, que nem sempre precisam resultar em adaptações individualizadas. As ações adaptativas visam flexibilizar o curriculo. Essas adaptações de projeto pedagógico focalizam a organização escolar e os serviços de apoio, propiciando condições estruturais, e devem envolver toda a equipe da escola.
  • 37. Adaptações relativas ao currículo da classe Destinam-se a programação da classe em relação as atividades do professor. A adaptação ao nível da sala de aula visam a tornar possível a real participação do aluno e a sua aprendizagem eficiente no ambiente da escola e do tempo de modo a incluir as atividades destinadas ao atendimento especializado fora do horário normal de aula, muitas vezes necessários e indispensáveis aos alunos.
  • 38. Adaptações individualizadas do currículo As modalidades adaptativas, nesse nível, focalizam a atuação do professor na avaliação e no atendimento do aluno. ADAPTAÇÕES DE ACESSO AO CURRÍCULO: Correspondem ao conjunto de modificações nos elementos físicos e materiais do ensino, bem como os recursos pessoais do professor quanto ao seu preparo para trabalhar com os alunos. São definidas como alterações de recursos espaciais, materiais, ou de comunicação que venham a facilitar os alunos com necessidades educacionais especiais a desenvolver o currículo escolar.
  • 39. ADAPTAÇÕES NOS ELEMENTOS CURRICULARES: focalizam as formas de ensinar, bem como os conteúdos a serem ministrados considerando a temporalidade. São definidas como alterações realizadas nos objetivos, conteúdos, critérios, e procedimentos de avaliação, atividades metodológicas para a prender as diferenças individuais dos alunos, que podem ser adaptações metodológicas e didáticas ou de conteúdos curriculares e no processo avaliativo.
  • 40. Diversificação Curricular Alunos com necessidades especiais que não conseguem os objetivos e conteúdos e componentes propostos decorrem de dificuldades orgânicas associadas a déficits permanentes e muitas vezes , degenerativos que comprometem o funcionamento cognitivo, psíquico e sensorial, vindo a constituir deficiências múltiplas graves. Alguns programas, devido a expressividade das adaptações curriculares adaptadas efetuadas podem ser encarados como currículos especiais relacionados as habilidades básicas.
  • 41. Diversificação Curricular A elaboração e a execução de um programa devem contar com a participação da família e ser acompanhadas de um criterioso e sistemático processo de avaliação pedagógica e psicopedagógica do aluno, bem como a deficiência dos procedimentos pedagógicos empregados na sua educação.
  • 42. Sistema de Apoio Pode se definir apoio como recursos e estratégias que promovem o interesse e as capacidades da pessoa bem como oportunidades de acesso a bens e serviços, informações e relações no ambiente em que vive. O apoio tende a favorecer a autonomia, a produtividade, a integração e a funcionalidade no ambiente escolar e comunitário.
  • 43. Avaliação O processo de avaliação é de suma importância em todas os âmbitos do processo educacional. Deve focalizar: - aspectos de desenvolvimento biológico, intelectual, motor, emocional, social, comunicação e linguagem; - nível de competência curricular – capacidades do aluno; - estilo da aprendizagem – formas como se aprende e ambientes. Deve ser direcionado em dois contextos: educacional e familiar.
  • 44. Promoção A promoção ou retenção do aluno deve atender aos aspectos de: - a possibilidade de o aluno ter acesso a situações escolares regulares com a menor necessidade de apoio especial. - a valorização da permanência com os colegas favoreça o desenvolvimento - competência curricular – atenda ao currículo adaptado. - efeito emocional – para a criança e a família A decisão sobre a promoção deve envolver o mesmo grupo responsável pela elaboração e adaptação curricular do aluno.
  • 45. Para não concluir As adaptações curriculares são medidas pedagógicas adotadas em diversos âmbitos no nível do projeto pedagógico da escola, da sala de aula, das atividades e, somente quando necessário, aplicam-se ao aluno individualmente. Visam ao atendimento das dificuldades de aprendizagem e das necessidades especiais dos educandos e ao favorecimento de sua escolarização. A atual situação em que se encontram os sistemas educacionais revela dificuldades para atender às necessidades especiais dos alunos na escola regular, principalmente dos que apresentam superdotação, deficiências ou condutas típicas de síndromes, que podem vir a necessitar de apoio para a educação . A flexibilidade e a dinamicidade do currículo regular podem não ser suficientes para superar as restrições do sistema educacional ou compensar as limitações reais desses alunos.