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Ciclo da
Assistência Farmacêutica
GESTÃO E PLANEJAMENTO EM SAÚDE
ANA LUIZA ALMEIDA, GABRIELA NUNES, MARIANA MORAIS,
MARLON MÁRIO LELES, RITA VIVIANE BRANDÃO
ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NO
SUS
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE ,ORGANIZADA A
PARTIR DO SUS, APRESENTA SEUS PRINCÍPIOS
DEFINIDOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
EM VIGOR .
ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NO
SUS
 O sistema Único de Saúde tem como competência:
I- Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e
substancias de interesse para a saúde e participar da
producão de medicamentos, equipamentos imunobiologicos
hemoderivados e outros insumos;
II- Ações de vigilância sanitária e epidemiologica.
III- Ordena a formação de recursos humanos na área da
saúde
 VII Participar do controle e fiscalizar a produção,
transporte , guarda e utilização de substancias e
produtos psicoativos, tóxicos e radioativo
 VIII Colaborar na proteção do meio ambiente , nele
compreendido o do trabalho.
ASSITÊNCIA FARMACÊUTICA
NO sus
 A Lei orgânica da saúde( Lei 8080/90)
- necessidade da implantação de uma politica nacional de
medicamentos -> Assistência farmacêutica
- Descentralização dos serviços de saúde no pais -> municipalização
- Gestão dos Serviços -> Secretarias Municipais
• o arcabouço legal é apresentado na internet de forma atualizada nos sites do Ministério
da Saúde e do Conselho Federal de Farmácia.
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
NO SUS
 Política Nacional de Medicamentos (Brasil,1998)
- Tem como propósito garantir o acesso da população aos
medicamentos considerados essenciais, assim como a
necessária qualidade, segurança, eficácia dos mesmos e a
promoção do seu uso racional .
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
NO SUS
 Acesso da população a esses medicamentos:
º Adoção de uma Relação Nacional de Medicamentos (Rename) – sendo que o
Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos para sua contínua atualização;
º Regulamentação sanitária dos medicamentos
º Reorientação da Assistência Farmacêutica
º Promoção do uso racional de medicamentos
º Promoção da produção de medicamentos previstos na Rename
º Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos
º Desenvolvimento e capacitação dos recursos humanos.
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO
SUS
 Para atender a nova configuração de descentralização
aplicada pelo SUS, e dando uma melhor atenção aos usuários,
ouve a inserção das práticas farmacêuticas no contexto da
politica de saúde.
Representação do novo modelo assistencial :
Prevenção de
agravos
Politica de
Medicamentos
Serviços de
Saúde
Pratica de Saúde
Assistência
Farmacêutica
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
NO SUS
 A assistência farmacêutica comtempla as
ações de prevenção de agravos, promoção e
proteção a saúde.
O CICLO DA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA
 O tecnicismo da prática e da formação farmacêutica contribuíram,
junto a toda uma conjuntura sociopolítica, contribuíram para a
desarticulação dos serviços de saúde quanto à questão do
medicamento.
 O medicamento passa a ser um objeto desvirtuado no Sistema de
Saúde, inviabilizando o desenvolvimento de um enfoque que priorize
o cuidado com a terapêutica medicamentosa, envolvendo nessa
concepção a formação dos profissionais, o processo de educação
continuada, a orientação à população e o acompanhamento do uso
adequado e racional dos medicamentos.
O CICLO DA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA
Seleção de Medicamentos
SELEÇÃODE MEDICAMENTOS
 A seleção é um processo de escolha de medicamentos, baseada em
critérios epidemiológicos, técnicos e
 econômicos, estabelecidos por uma Comissão de Farmácia e Terapêutica
(CFT), visando assegurar medicamentos
 seguros, eficazes e custo-efetivos com a finalidade de racionalizar seu
uso, harmonizar condutas terapêuticas,
 direcionar o processo de aquisição, produção e políticas farmacêuticas.
 É a atividade mais importante da Assistência
Farmacêutica, pois é a partir da seleção que são
desenvolvidas as demais atividades.
 A seleção deve ser acompanhada da elaboração de
formulário terapêutico, documento que reúne
informações técnico-científicas relevantes e
atualizadas sobre os medicamentos selecionados,
servindo de subsídio fundamental aos prescritores.
Objetivos
· Reduzir o número de especialidades farmacêuticos.
· Uniformizar condutas terapêuticas.
· Melhorar o acesso aos medicamentos selecionados.
· Contribuir para promoção do uso racional de medicamentos.
· Assegurar o acesso a medicamentos seguros, eficazes e custo-
efetivos.
· Racionalizar custos e possibilitar maior otimização dos recursos
disponíveis.
· Facilitar a integração multidisciplinar, envolvendo os profissionais de
saúde, na tomada de decisões.
· Favorecer o processo de educação continuada e atualização dos
profissionais, além do uso apropriado dos medicamentos.
· Melhorar a qualidade da farmacoterapia e facilitar o seu
monitoramento.
· Otimizar a gestão administrativa e financeira, simplificando a rotina
operacional de aquisição, armazenamento, controles e gestão de
estoques.
Importância da seleção de
medicamentos
É imprescindível dispor de seleção de medicamentos para a obtenção de
ganhos terapêuticos e econômicos, o que se deve aos seguintes fatores:
· avanços tecnológicos.
· diversidade e multiplicidade de alternativas terapêuticas disponíveis no
mercado.
· limite dos recursos financeiros e demandas cada vez mais crescentes.
· necessidade de garantir medicamentos de qualidade, seguros e eficazes.
· necessidade de manutenção da regularidade do suprimento.
PROCESSO DE SELEÇÃO DE
MEDICAMENTOS
O processo de seleção de medicamentos envolve diversos
aspectos: político, estratégico, econômico, técnico e
administrativo.
É preciso saber gerenciar bem todos os aspectos envolvidos,
. selecionar os medicamentos essenciais é uma atividade que
necessita de comparações e escolhas fundamentadas
cientificamente, para as quais torna-se vital o uso de métodos e
ferramentas capazes de produzir informações com qualidade e
em quantidade suficiente para a correta orientação das
decisões a serem tomadas.
É preciso envolver o maior número de profissionais de saúde
para que a RENAME seja referendada.
Levantar informações necessárias ao desenvolvimento do
processo.
Etapas do processo
 O processo de seleção não se limita à elaboração da relação
de medicamentos essenciais e do formulário terapêutico,
 mas consiste em um conjunto de atividades que visam ao uso
racional: prescrição, dispensação, farmacovigilância,
informação, educação continuada.
 1a etapa – fase política: apoio e sensibilização do gestor e dos
profissionais da saúde.
 2a etapa – fase técnico-normativa: criação de Comissão de
Farmácia e Terapêutica em caráter permanente e deliberativo.
 3a etapa – seleção propriamente dita.
 4a etapa – fase de divulgação e implantação: elaboração de
estratégias para divulgação da relação.
 5ª etapa – elaboração de um formulário terapêutico.
Procedimentos
 O processo de seleção necessita de planejamento,
organização, monitoramento e avaliação
Anexar ao documento
 Formulário para inclusão e exclusão de medicamentos.
 Informações a respeito de estabilidade dos medicamentos
selecionados, conservação, legislação pertinente etc.
 Critérios utilizados na seleção.
 Normas e procedimentos para prescrição/dispensação,
medicamentos de controle especial, excepcionais, antimicrobianos,
medicamentos não incluídos na relação.
 Normas de funcionamento da Comissão de Farmácia e
Terapêutica.
Critérios técnicos a serem observados na seleção
de medicamentos
 Observar disponibilidade no mercado; menor risco-benefício; melhor
custo-efetividade;
 maior estabilidade e propriedade farmacocinética mais favorável;
apresentação de melhor comodidade de uso para o paciente.
 Eficácia é um benefício sobre a doença, baseado em ensaios clínicos
controlados, delineamento experimental e relevância clínica.
 Segurança é condição indispensável para autorizar o uso clínico de
qualquer produto.
CAMPO TÉCNICO-CIENTÍFICO
CAMPO TÉCNICO-CIENTÍFICO
 Selecionar os medicamentos essenciais é uma
atividade que necessita de comparações e escolhas
fundamentadas cientificamente, para as quais torna-
se vital o uso de métodos e ferramentas capazes de
produzir informações com qualidade e em
quantidade suficiente para a correta orientação das
decisões a serem tomadas.
 Basicamente o necessário é eficácia e segurança.
A Sociedade Americana de Farmácia Hospitalar (ASHP)
publicou, em 1988, algumas proposições que auxiliam os
estudos específicos e comparativos entre os
medicamentos, apresentadas a seguir.
Dados necessários para avaliar e comparar medicamentos:
 identificação do medicamento;
 Denominação Comum Internacional (DCI);
 nomes comerciais mais comuns (opcional);
 formas farmacêuticas;
 fornecedores (opcional).
Classificação farmacológica do
produto:
 indicações terapêuticas em função do registro do produto, tanto no
próprio país como aquelas aprovadas em outro país de referência;
 biodisponibilidade e farmacocinética:
– lista de biodisponibilidade por todas as vias;
– farmacocinética do princípio ativo em todas as suas vias;
 posologia e administração em todas as vias e em casos especiais
como geriatria ou pediatria;
 efeitos adversos e toxicidade;
 precauções especiais para o uso;
 comparações:
– avaliação da utilização do medicamento em comparação com
outras terapêuticas semelhantes e o aporte de estudos clínicos
relevantes;
– comparação de custos por tratamento em relação a outros
medicamentos;
 recomendações finais com base na análise dos dados
anteriores.
Dois métodos merecem destaque:
 Método qualitativo:
1. eficácia e segurança comprovadas, devidamente registradas
e publicadas em literatura fidedigna. Preferencialmente que
tenham sido adotados ensaios clínicos controlados, com
adequado delineamento experimental e relevância clínica,
dentro do paradigma da prática baseada em evidências;
2. menor custo por tratamento;
3. farmacocinética mais favorável;
4. facilidade de administração e maior comodidade para o
paciente;
5. disponibilidade no mercado;
6. indicação para mais de uma enfermidade;
7. maior estabilidade e facilidade de armazenagem;
8. medicamentos com um único princípio ativo – monodrogas ou
monofármacos –, exceto quando a análise de custo-efetividade
indicar uma significativa superioridade da associação sobre o
uso dos fármacos isolados.
Método quantitativo:
 quando os medicamentos apresentarem
propriedades terapêuticas completamente diferentes
não é pertinente o uso dos critérios econômicos;
 quando apresentarem propriedades terapêuticas
semelhantes, devem ser utilizados, adicionalmente,
os critérios econômicos para as escolhas.
ASPECTOS ESTRATÉGICOS
 Garantir o apoio político, técnico e econômico dos vários
atores é extremamente importante.
 No caso específico da seleção de medicamentos, são
considerados atores mais importantes:
• os gestores,
• gerentes,
• profissionais da instituição
– particularmente os prescritores
– entidades representativas e os Conselhos de Saúde
 Na implementação do processo de seleção de medicamentos, além dos
atores, é fundamental estar atento também aos principais fatores que pesam
para o sucesso ou insucesso do trabalho.
 O planejamento deve ser realizado no sentido de eliminar ou amenizar tais
fatores.
 São eles:
 baixa qualidade técnica do processo ou do produto, qual seja a Relação de
Medicamentos Essenciais (RME), comprometendo sua resolutividade e
aceitação;
 desinformação e/ou desconhecimento dos prescritores e dispensadores
acerca da RME; • não aceitação da RME pela equipe de saúde;
 irregularidade e descontinuidade no suprimento dos medicamentos
selecionados, comprometendo a credibilidade quanto à garantia dos
tratamentos e, assim, a ‘fidelidade’ dos prescritores à RME.
 Assim, promover a participação e o envolvimento
dos profissionais da equipe de saúde, além de
acrescentar valor técnico ao trabalho, torna-os bem
informados e co-responsáveis com a relação de
medicamentos selecionados, ampliando o índice de
aceitação e prescrição de acordo com a mesma e o
consequente alcance dos objetivos estabelecidos.
ASPECTOS OPERACIONAIS
ASPECTOS OPERACIONAIS
 Face às considerações já realizadas, podemos observar que
o processo é tão importante quanto o produto final e, em
última análise, também define sua qualidade. Para que se
tenha o êxito almejado, deve-se considerar que a
operacionalização do trabalho de seleção de medicamentos
envolve vários aspectos importantes:
ASPECTOS OPERACIONAIS
 1. Administrativo-gerencial: necessita de planejamento,
organização, gerenciamento e controle permanente,
determinando as metas que se deseja e a melhor maneira de
alcançá-las.
 2. Técnico: demanda conhecimentos técnicos específicos nas
várias áreas da medicina, farmácia, odontologia,
enfermagem, entre outras.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 3. Econômico: demanda recursos humanos, materiais e
financeiros. É indispensável que seja viabilizado o acesso a
fontes bibliográficas fidedignas e atualizadas para subsidiar
os estudos necessários.
 4. Político: deve ser participativo, multidisciplinar e legitimado
pela instituição, pelos profissionais, entidades e comunidade.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 Assim, considerando tais aspectos, além das questões
técnicas e estratégicas já descritas anteriormente,
recomenda-se o desenvolvimento de alguns passos
fundamentais:
 1. Constituir a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT),
com caráter multidisciplinar, através de Portaria, definindo as
responsabilidades e atribuições dos seus integrantes.
 2. Elaborar um projeto ou plano para o trabalho a ser desenvolvido,
apresentando-o e aprovando-o junto ao gestor e ao respectivo
Conselho de Saúde.
 Nessa elaboração, deve-se ter especial atenção na definição das
metas, da metodologia e do cronograma de implementação.
 Em algumas situações em que se julgar necessário, pode-se
constituir subcomissões temporárias e de cunho específico (como
fitoterápicos, radiofármacos, antineoplásicos etc.), que auxiliarão
na condução de um trabalho mais descentralizado, porém, com
uma coordenação única a ser desempenhada pela CFT.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 3. Uniformizar condutas, metodologia e critérios de seleção a
serem adotados por todos os membros da Comissão e
subcomissões, quando estas existirem.
 4. Levantar todos os dados locais atualizados e disponíveis
que serão importantes para o desenvolvimento do trabalho,
tais como: perfil de morbi-mortalidade, características
demográficas da população a ser atendida, oferta de
serviços, estudos de utilização de medicamentos e padrões
de prescrição etc.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 5. Criar fóruns e outros mecanismos que possibilitem a participação direta
do maior número possível de profissionais prescritores, os quais
apresentarão suas sugestões acompanhadas por justificativas
farmacológicas e terapêuticas, devidamente referenciadas.
 Pode-se iniciar esse trabalho utilizando uma relação básica de
medicamentos que já seja de uso na instituição, a partir da qual os
profissionais poderão sugerir inclusões e exclusões.
 É interessante preparar um formulário de inclusão/exclusão de forma a
sistematizar as solicitações apresentadas e, assim, facilitar a análise pela
CFT.
 Como exemplo de fóruns e outros mecanismos de participação, pode-se
citar a realização de oficinas, seminários, disponibilização contínua de
formulários de inclusão/exclusão etc.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 6. Desenvolver os estudos pertinentes para cada medicamento proposto,
analisando também a existência de outra(s) alternativa(s) não sugerida(s),
a partir da compilação e organização/agrupamento das sugestões, e da
viabilização do acesso ao referencial bibliográfico necessário.
 As informações técnico-científicas poderão ser obtidas através de
publicações específicas – livros, periódicos etc. –, nos Centros de
Informação de Medicamentos, do Formulário Terapêutico Nacional, entre
outros.
 O acesso às publicações dependerá das condições econômicas de cada
instituição, podendo ser adquiridos ou apenas disponibilizados a partir de
parcerias com instituições de ensino e pesquisa.
 Como forma de reduzir o custo e dificuldade de acesso às fontes
bibliográficas, no Anexo 3 é apresentada uma lista de web sites com
fontes confiáveis.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 7. Elaborar a RME, numa versão preliminar, e criar novos fóruns ou
mecanismos para apresentá-la aos profissionais prescritores, objetivando
o consenso e a definição sobre o conteúdo final da RME.
 Em virtude da não participação de alguns profissionais e do processo
constante de mudanças no quadro de recursos humanos das unidades
ambulatoriais e dos hospitais, recomenda-se que sejam viabilizados
mecanismos de informação permanentes para esclarecer à equipe de
saúde sobre o consenso final que resultou na RME.
 A todo e qualquer momento em que desejarem, os profissionais de saúde
deverão ter garantido seu acesso às justificativas técnico-científicas que
respaldam a inclusão ou não dos itens sugeridos por eles na relação
selecionada.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 8. Estabelecer os mecanismos que garantam o caráter
dinâmico e flexível da seleção de medicamentos realizada,
visto que ela não representa um engessamento da prática
médica, mas sim um instrumento para orientar a equipe de
saúde na adoção do tratamento mais adequado. Para tanto,
faz-se necessário definir e normalizar os critérios e
procedimentos para:
ASPECTOS OPERACIONAIS
 8.1. Solicitação de inclusão ou exclusão de algum item na
RME, cuja análise e decisão final competirá à CFT (ver Anexo
2). Deve-se estabelecer também a periodicidade para a
revisão e atualização completa da RME e do Formulário
Terapêutico, a cada dois anos, para que esses instrumentos
não se tornem desatualizados e sem credibilidade.
 8.2. Aquisição de algum item não contemplado na RME, mas
que se faça extremamente necessário.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 8.3. Prescrição e dispensação de todos os medicamentos, em
especial para alguns grupos como os psicofármacos,
antimicrobianos, excepcionais, programas específicos etc. As
medidas de controle mais utilizadas e eficazes para a
prescrição e uso de alguns medicamentos baseiam-se na
limitação do tempo máximo de tratamento e no aviamento de
prescrições emitidas somente por especialistas.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 9. Elaborar o Formulário Terapêutico, definindo seu conteúdo,
estrutura, formato, tamanho e diagramação.
 10. Homologar oficialmente – através de Portaria – a RME e o
Formulário Terapêutico, tornando obrigatório seu uso como
instrumento para a prescrição e todas as demais atividades
relacionadas à Política de Medicamentos a ser implementada
no âmbito do município, microrregião, estado ou país.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 11. Publicar e divulgar amplamente a RME e o Formulário
Terapêutico, realizando um trabalho de envolvimento e
sensibilização de toda a equipe de saúde, em especial dos
médicos. Deve-se destacar a importância e as vantagens
terapêuticas e econômicas de se trabalhar com os
medicamentos selecionados.
ASPECTOS OPERACIONAIS
 12. Implementar ações informativas e educativas aos
prescritores e dispensadores sobre os medicamentos
selecionados. Essas ações podem ocorrer através de
informativos, palestras, seminários, cursos etc.
 O fundamental é mantê-los sempre atualizados,
especialmente naquelas situações em que houver alguma
alteração no elenco de medicamentos selecionados e/ou de
alguma de suas formas farmacêuticas ou concentração em
particular.
 13. Avaliar e monitorar permanentemente todo o processo
implementado.
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
 Atualmente, com todo o arsenal de informações existentes e
disponíveis sobre os medicamentos, subsidiando a
farmacoterapia, é inadmissível que não seja feito uso dessa
gama de informações pelos profissionais prescritores ao
definirem o tratamento mais adequado para um paciente.
 Estes dados, por sua vez, além de se apresentarem com uma
grande complexidade e extensão, estão em constante
processo de mudança e atualização, representando, assim,
um complicador para a atuação do médico e outros
profissionais que prescrevem medicamentos em situações
específicas.
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
 Não é muito raro constatarmos o emprego irracional ou incorreto de
medicamentos, acarretando falhas terapêuticas, efeitos indesejáveis,
agravos à saúde dos usuários e, sem dúvida, maiores despesas
para o sistema de atenção à saúde.
 Além disso, em geral, o prescritor usa de forma mais rotineira e
conhece um conjunto de 40 a 50 itens dentro de sua especialidade.
 Ao se atualizar a RME, eventualmente estes medicamentos serão
alterados e tanto o prescritor como os demais profissionais
precisarão de suporte técnico para lidar com o novo elenco.
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
DEFINIÇÃO
 Consiste em um documento com informações científicas
sobre os medicamentos selecionados, visando subsidiar os
profissionais de saúde na prescrição e dispensação dos
medicamentos da relação de medicamentos essenciais.
 É instrumento complementar a relação de medicamentos
essenciais, contendo todas as informações farmacológicas
sobre cada medicamento da relação.
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
IMPORTÂNCIA
 Disponibilizar as informações básicas e fundamentais sobre cada um dos
medicamentos constantes da RME, orientando e subsidiando os
prescritores numa definição crítica do tratamento mais adequado para
cada paciente.
 Contribuir para um uso mais criterioso e racional dos medicamentos.
 Estimular a aplicação do paradigma de condutas baseadas em evidências
e favorecer o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais que atuam
na área de medicamentos.
ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO
ELABORAÇÃO
 Objetivando tornar fácil o seu manuseio e a consulta às informações
disponíveis o Formulário Terapêutico deve apresentar:
 Estrutura, formato, tamanho e diagramação bem planejados e adaptados às
necessidades e realidades específicas de cada local/instituição.
 Além de uma forma adequada, o Formulário deve apresentar um conteúdo
atualizado e estar respaldado cientificamente, tornando-o confiável e aplicável
pelos profissionais da equipe de saúde.
 Para tanto, recomenda-se utilizar como fontes bibliográficas,
preferencialmente o Medline e Lilacs, periódicos internacionais indexados,
consensos de especialistas nacionais e internacionais, livros tradicionais,
Micromedex, entre outros. De maneira geral, o Formulário deve conter todos
os medicamentos da RME, agrupados por sistema ou classe farmacológica
ou terapêutica.
INFORMAÇÕES CONTIDAS NO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
DIVIDEM-SE EM:
 INFORMAÇÕES TERAPÊUTICAS E FARMACOLÓGICAS
- Manifestações gerais das doenças, descrição do medicamento,
características farmacológicas do medicamento, indicação, contra-
indicação, precauções, posologia, via de administração, duração do
tratamento, interações, efeitos adversos.
 INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
- Nome genérico, grupo terapêutico, forma farmacêutica,
concentração, apresentação; recomendações gerais quanto à
prescrição, dispensação e cuidados com os medicamentos.
CONTEÚDO MÍNIMO DO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
1- APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO:
 Título.
 Nomes dos membros da Comissão e/ou equipe
responsável pela elaboração.
 Sumário.
 Relação de todos os medicamentos selecionados
por ordem alfabética e por grupo terapêutico.
CONTEÚDO MÍNIMO DO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
2- INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS:
 Grupo farmacológico/terapêutico.
 Nome do produto por denominação genérica.
 Forma farmacêutica.
 Concentração.
 Condições de conservação.
 Validade.
 Excipientes.
 Descrição do produto.
 Categoria.
CONTEÚDO MÍNIMO DO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
3- INFORMAÇÕES FARMACOLÓGICAS
 Mecanismo de ação.
 Efeitos farmacológicos.
CONTEÚDO MÍNIMO DO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
4- INFORMAÇÕES CLÍNICAS
 Indicação com critério de diagnóstico.
 Contra-indicação.
 Posologia (dose máxima e mínima para adultos e crianças).
 Intervalo de dose.
 Via de administração.
 Duração do tratamento.
 Precaução e advertências em relação a gestantes, idosos,
lactentes etc.
CONTEÚDO MÍNIMO DO
FORMULÁRIO TERAPÊUTICO
5- EFEITOS ADVERSOS/INCOMPATIBILIDADES
 Efeitos adversos.
 Precauções.
 Interações.
 Incompatibilidades.
ESTRUTURA UTILIZADA NO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO DA RENAME
GRUPO FARMACOLÓGICO
 Sumário com os subgrupos farmacológicos
 Considerações gerais
SUBGRUPO FARMACOLÓGICO
Medicamento
• Indicações: evidência, graus de recomendação, primeira ou segunda escolha
• Justificadas.
• Não justificadas.
• Precauções: insuficiência renal, insuficiência hepática, idosos, gestação,
amamentação, prematuros, patologias subjacentes.
ESTRUTURA UTILIZADA NO FORMULÁRIO
TERAPÊUTICO DA RENAME
Contra-indicações:
 Efeitos adversos: tóxicos (absolutos e relativos), alérgicos, efeitos colaterais,
idiossincrasias etc.
 Interações: benéficas e nocivas (medicamentos, alimentos, álcool, exames
laboratoriais).
 Prescrição: dose-via (por patologia e faixa etária), intervenção, justificativas
farmacocinéticas, duração, peculiaridades (incluindo cuidados na
administração), monitorização.
 Orientação ao paciente.
 Seguimento.
 Preparações farmacêuticas.
 Aspectos farmacêuticos: estocagem, reconstituição/dissolução,
incompatibilidades.
ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO
TERAPÊUTICO
ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO
TERAPÊUTICO
DEFINIÇÃO
 Representa uma atividade complementar para
melhorar os ganhos pretendidos com a RME e
o Formulário Terapêutico.
ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO
TERAPÊUTICO
 Tendo em vista as diversidades de conduta clínica e a
complexidade de tecnologias, as indicações para a
maioria dos medicamentos não seguem padrão de
uniformidade.
ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO
TERAPÊUTICO
IMPORTÂNCIA
 Harmonizar as condutas terapêuticas, em
conformidade com a medicina baseada em
evidências.
ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO
TERAPÊUTICO
 Devem ser elaborados a partir da relação de medicamentos
essenciais e do formulário terapêutico.
 Devem ser acompanhados e avaliados sistematicamente.
 Sua elaboração precisa envolver a equipe, com a finalidade
de favorecer o processo de educação continuada e a troca de
informações.
 Devem ser elaborados de forma participativa, com
especialistas de cada clínica médica, além de sociedades
médicas.
 Devem contemplar procedimentos e condutas cientificamente
recomendadas, incluindo as não medicamentosas, buscando
definir e harmonizar especialmente indicações, posologias,
duração de tratamento.
 O ideal é que as informações dos medicamentos selecionados
estejam anexadas à relação de medicamento, em um único
documento.
Protocolo de Utilização de Albumina Humana
NÃO RECOMENDADO: como expansor volêmico nos choques hemorrágicos.
RECOMENDAÇÕES ABSOLUTAS:
1) Grandes queimados (≥ 30% da superfície corporal): depois das primeiras 24 horas.
2) Paracenteses evacuadoras de grandes ascites: após procedimento.
3) Transplantes de fígado/cirurgias hepáticas em pacientes cirróticos: pré e pós operatório imediato
de transplantados; cirurgias hepáticas em pacientes com insuficiência hepática e hipoalbuminemia.
4) Síndrome nefrótica/Insuficiência hepática grave com anasarca e refratariedade a diuréticos: não
mais de dois dias de uso contínuo.
5) Toxemia gravídica com hipovolemia e hipoalbuminemia.
6) Cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea: hemodiluição peri-operatória; prime da bomba
com albumina e cristalóide.
Protocolo de Utilização de Albumina Humana
RECOMENDAÇÕES RELATIVAS:
1) Septicemia com hipovolemia, hipoalbuminemia e edema: indicação polêmica; evidências
contraditórias. Dose sempre inferior a 20g/l.
CONTRA-INDICAÇÕES: anemia ou déficit nutricional, falência cardíaca, hipersensibilidade,
prematuridade, cirrose ou síndromes nefróticas crônicas, síndrome da angústia respiratória do
adulto.
DOSE E ADMINISTRAÇÃO: 0,5-1g/Kg/dia, administrado em infusão contínua controlada, diluída ou
não, nas seguintes soluções: glicose 5%, glicose 10%, NaCl 0,9%, soluções de Ringer e Ringer
lactato. A concentração final deve ficar em 0,5mg/ml.
CONSERVAÇÃO: utilizar até quatro horas após abertura do frasco. Proteger da luz e do ar. Frasco
fechado a 37 ℃ é estável por 3 anos e a 2 - 8 ℃ por 5 anos.
RECURSOS NECESSÁRIOS
 Humanos devem pertencer ao próprio quadro de pessoal da instituição.
 Materiais são necessários microcomputador, impressora,
arquivos, material administrativo, acesso à Internet e ao
referencial bibliográfico.
 Financeiros refere-se à aquisição de alguns materiais
de consumo, à publicação e divulgação da RME e do
Formulário Terapêutico, assim como à realização de
reuniões, oficinas, seminários, dentre outros.
AVALIAÇÃO
OBJETIVO
 Verificar a eficiência e o grau de efetividade alcançado, além das correções
a serem adotadas.
PODE SER REALIZADA ATRAVÉS:
 análise da estrutura
 processo de implementação
 resultados obtidos.
No caso específico da seleção de medicamentos, recomenda-se a avaliação
de maneira periódica, tendo em vista seu caráter dinâmico.
Para avaliar o processo, a Opas/OMS sugere o uso de alguns
indicadores importantes.
 clareza
 utilidade
 mensurabilidade
 confiabilidade
 validade
 importância
Indicadores para avaliação da estrutura da seleção, do processo de seleção e
da elaboração do Formulário Terapêutico
Indicadores Interpretação
Existência de uma Comissão de Farmácia e
Terapêutica (CFT)
Assinala a intenção de implementar uma
política de uso racional
Número de reuniões da CFT no último ano Demonstra o grau de interesse na política de uso
racional e o compromisso dos seus
membros e da instituição
Existência de critérios técnico-científicos e
econômicos de seleção de medicamentos
(expressos em algum documento)
A comparação entre os critérios técnico científicos
e econômicos permite determinar o peso de ambos
no processo
Percentual dos medicamentos selecionados que
fazem parte da Rename
Demonstra em que medida a Rename serviu como
referência ao processo de seleção
Relação entre o número de exemplares de
Formulários Terapêuticos publicados e o
número de médicos da instituição
Assinala a probabilidade de que todo médico tenha
acesso a um formulário e, portanto, que o utilize
Existência de políticas estabelecidas para uso de
antimicrobianos, antissépticos ou outro tipo de
medicamento
Demonstra política de uso racional e interesse em
racionalizar o gasto
Fonte: Opas (1997).
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
 Mensuração dos ganhos terapêuticos e econômicos
efetivamente alcançados ou não com a RME e o
Formulário.
 Para uma melhor análise, é preciso que existam
dados referentes à situação existente previamente à
implementação do referido trabalho, o que fornecerá
os parâmetros necessários à devida verificação do
impacto causado.
ANÁLISES DOS GANHOS
TERAPÊUTICOS
 É importante ter ciência de que uma terapêutica medicamentosa mais
resolutiva implica em redução de custos para todo o sistema de saúde,
ainda que esses dados sejam de difícil mensuração.
 É importante também identificar a efetiva contribuição para o uso racional
e ampliação do acesso aos medicamentos essenciais, através de uma
análise das prescrições e estudos de utilização dos mesmos.
 É fundamental a percepção de que a prescrição racional de
medicamentos requer que o profissional faça um diagnóstico correto,
selecione o melhor fármaco dentre aqueles disponíveis e prescreva-o
adequadamente, em conformidade com as normas estabelecidas.
Mensuração dos Possíveis Ganhos Econômicos
Proporcionados pela RME e Formulário
 É necessário que a avaliação agregue também os indicadores afins em
todas as atividades do Ciclo da Assistência Farmacêutica, e não apenas
aqueles relacionados à utilização final dos medicamentos, visto que a
redução do número de medicamentos possibilita ganhos em várias
atividades do Ciclo, como:
 racionalização e otimização dos recursos humanos, materiais e financeiros
necessários ao armazenamento e distribuição;
 redução das perdas e da imobilização desnecessária de capital, pois facilita
a atividade de programação e aquisição;
 redução dos preços ofertados pelos fornecedores, pois proporciona compra
de volumes maiores de um mesmo produto, gerando ganhos de escala.
Indicadores para avaliação dos resultados da seleção e
elaboração do Formulário Terapêutico e Protocolos de
Tratamento
Indicadores Interpretação
Existência de uma relação de medicamentos
essenciais
Indica se foi obtido êxito no trabalho de elaborar
um instrumento para racionalizar a prescrição e o
uso.
Existência de um Formulário Terapêutico com
atualização no máximo a cada dois anos
Indica se foi obtido êxito no trabalho de elaborar
um instrumento para racionalizar a prescrição e o
uso.
Percentual de prescrições de
medicamentos não incluídos na RME/
Formulário Terapêutico
A discriminação deste dado entre os diferentes
serviços da instituição pode indicar debilidade no
uso do Formulário ou de sua difusão no interior da
instituição, desatualização da RME ou Formulário,
pouca participação da comunidade médica, falta de
apoio da administração ao uso do Formulário,
necessidade de revisar a política de visitadores
médicos na instituição.
Indicadores Interpretação
Número médio de itens (medicamentos)
por prescrição
Indica em que medida (quantitativa) os Protocolos
de Tratamento interferiram na prática da
prescrição.
Variação anual (redução ou incremento) do número
de medicamentos na RME
Indica em que medida a seleção inicial ou sua
atualização é racional.
Variação do custo médio por tratamento
Indica, em termos relativos, em que medida a
RME/Formulário propiciaram racionalização dos
custos, ainda que em termos absolutos o volume
gasto aumente de um período para outro.
Variação do custo médio por prescrição
Indica, em termos relativos, em que medida a
RME/Formulário propiciaram racionalização dos
custos, ainda que em termos absolutos o volume
gasto aumente de um período para outro.
Variação do custo médio para os grupos
farmacológicos com maior impacto/peso no custeio
Indica, em termos relativos, em que medida a
RME/Formulário propiciaram racionalização dos
custos por grupo farmacológico, ainda que em
termos absolutos o volume gasto aumente de um
período para outro.
Indicadores Interpretações
Variação do custo médio por prescrição
Indica, em termos relativos, em que medida a
RME/Formulário propiciaram racionalização dos
custos, ainda que em termos absolutos o volume
gasto aumente de um período para outro.
Variação do custo médio para os grupos
farmacológicos com maior impacto/peso no custeio
Indica, em termos relativos, em que medida a
RME/Formulário propiciaram racionalização dos
custos por grupo farmacológico, ainda que em
termos absolutos o volume gasto aumente de um
período para outro.
Índice de cobertura em medicamentos;
índice de pacientes atendidos;
índice de tratamentos completos
Indica o nível de acesso e qualidade da cobertura
em medicamentos. Esse indicador não reflete
somente a eficiência da seleção de medicamentos,
mas de todo o Ciclo da Assistência Farmacêutica.
Fonte: OMS (1993); Machado-dos-Santos (1998).

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  • 1. Ciclo da Assistência Farmacêutica GESTÃO E PLANEJAMENTO EM SAÚDE ANA LUIZA ALMEIDA, GABRIELA NUNES, MARIANA MORAIS, MARLON MÁRIO LELES, RITA VIVIANE BRANDÃO
  • 2. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE ,ORGANIZADA A PARTIR DO SUS, APRESENTA SEUS PRINCÍPIOS DEFINIDOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 EM VIGOR .
  • 3.
  • 4. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS  O sistema Único de Saúde tem como competência: I- Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substancias de interesse para a saúde e participar da producão de medicamentos, equipamentos imunobiologicos hemoderivados e outros insumos; II- Ações de vigilância sanitária e epidemiologica. III- Ordena a formação de recursos humanos na área da saúde
  • 5.  VII Participar do controle e fiscalizar a produção, transporte , guarda e utilização de substancias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativo  VIII Colaborar na proteção do meio ambiente , nele compreendido o do trabalho.
  • 6. ASSITÊNCIA FARMACÊUTICA NO sus  A Lei orgânica da saúde( Lei 8080/90) - necessidade da implantação de uma politica nacional de medicamentos -> Assistência farmacêutica - Descentralização dos serviços de saúde no pais -> municipalização - Gestão dos Serviços -> Secretarias Municipais • o arcabouço legal é apresentado na internet de forma atualizada nos sites do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Farmácia.
  • 7. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS  Política Nacional de Medicamentos (Brasil,1998) - Tem como propósito garantir o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais, assim como a necessária qualidade, segurança, eficácia dos mesmos e a promoção do seu uso racional .
  • 8. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS  Acesso da população a esses medicamentos: º Adoção de uma Relação Nacional de Medicamentos (Rename) – sendo que o Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos para sua contínua atualização; º Regulamentação sanitária dos medicamentos º Reorientação da Assistência Farmacêutica º Promoção do uso racional de medicamentos º Promoção da produção de medicamentos previstos na Rename º Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos º Desenvolvimento e capacitação dos recursos humanos.
  • 9. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS  Para atender a nova configuração de descentralização aplicada pelo SUS, e dando uma melhor atenção aos usuários, ouve a inserção das práticas farmacêuticas no contexto da politica de saúde.
  • 10. Representação do novo modelo assistencial : Prevenção de agravos Politica de Medicamentos Serviços de Saúde Pratica de Saúde Assistência Farmacêutica
  • 11. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS  A assistência farmacêutica comtempla as ações de prevenção de agravos, promoção e proteção a saúde.
  • 12. O CICLO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA  O tecnicismo da prática e da formação farmacêutica contribuíram, junto a toda uma conjuntura sociopolítica, contribuíram para a desarticulação dos serviços de saúde quanto à questão do medicamento.  O medicamento passa a ser um objeto desvirtuado no Sistema de Saúde, inviabilizando o desenvolvimento de um enfoque que priorize o cuidado com a terapêutica medicamentosa, envolvendo nessa concepção a formação dos profissionais, o processo de educação continuada, a orientação à população e o acompanhamento do uso adequado e racional dos medicamentos.
  • 13. O CICLO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
  • 15. SELEÇÃODE MEDICAMENTOS  A seleção é um processo de escolha de medicamentos, baseada em critérios epidemiológicos, técnicos e  econômicos, estabelecidos por uma Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), visando assegurar medicamentos  seguros, eficazes e custo-efetivos com a finalidade de racionalizar seu uso, harmonizar condutas terapêuticas,  direcionar o processo de aquisição, produção e políticas farmacêuticas.
  • 16.  É a atividade mais importante da Assistência Farmacêutica, pois é a partir da seleção que são desenvolvidas as demais atividades.  A seleção deve ser acompanhada da elaboração de formulário terapêutico, documento que reúne informações técnico-científicas relevantes e atualizadas sobre os medicamentos selecionados, servindo de subsídio fundamental aos prescritores.
  • 17. Objetivos · Reduzir o número de especialidades farmacêuticos. · Uniformizar condutas terapêuticas. · Melhorar o acesso aos medicamentos selecionados. · Contribuir para promoção do uso racional de medicamentos. · Assegurar o acesso a medicamentos seguros, eficazes e custo- efetivos. · Racionalizar custos e possibilitar maior otimização dos recursos disponíveis. · Facilitar a integração multidisciplinar, envolvendo os profissionais de saúde, na tomada de decisões. · Favorecer o processo de educação continuada e atualização dos profissionais, além do uso apropriado dos medicamentos. · Melhorar a qualidade da farmacoterapia e facilitar o seu monitoramento. · Otimizar a gestão administrativa e financeira, simplificando a rotina operacional de aquisição, armazenamento, controles e gestão de estoques.
  • 18. Importância da seleção de medicamentos É imprescindível dispor de seleção de medicamentos para a obtenção de ganhos terapêuticos e econômicos, o que se deve aos seguintes fatores: · avanços tecnológicos. · diversidade e multiplicidade de alternativas terapêuticas disponíveis no mercado. · limite dos recursos financeiros e demandas cada vez mais crescentes. · necessidade de garantir medicamentos de qualidade, seguros e eficazes. · necessidade de manutenção da regularidade do suprimento.
  • 19. PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS O processo de seleção de medicamentos envolve diversos aspectos: político, estratégico, econômico, técnico e administrativo. É preciso saber gerenciar bem todos os aspectos envolvidos, . selecionar os medicamentos essenciais é uma atividade que necessita de comparações e escolhas fundamentadas cientificamente, para as quais torna-se vital o uso de métodos e ferramentas capazes de produzir informações com qualidade e em quantidade suficiente para a correta orientação das decisões a serem tomadas.
  • 20. É preciso envolver o maior número de profissionais de saúde para que a RENAME seja referendada. Levantar informações necessárias ao desenvolvimento do processo.
  • 21. Etapas do processo  O processo de seleção não se limita à elaboração da relação de medicamentos essenciais e do formulário terapêutico,  mas consiste em um conjunto de atividades que visam ao uso racional: prescrição, dispensação, farmacovigilância, informação, educação continuada.
  • 22.  1a etapa – fase política: apoio e sensibilização do gestor e dos profissionais da saúde.  2a etapa – fase técnico-normativa: criação de Comissão de Farmácia e Terapêutica em caráter permanente e deliberativo.  3a etapa – seleção propriamente dita.  4a etapa – fase de divulgação e implantação: elaboração de estratégias para divulgação da relação.  5ª etapa – elaboração de um formulário terapêutico.
  • 23. Procedimentos  O processo de seleção necessita de planejamento, organização, monitoramento e avaliação
  • 24. Anexar ao documento  Formulário para inclusão e exclusão de medicamentos.  Informações a respeito de estabilidade dos medicamentos selecionados, conservação, legislação pertinente etc.  Critérios utilizados na seleção.  Normas e procedimentos para prescrição/dispensação, medicamentos de controle especial, excepcionais, antimicrobianos, medicamentos não incluídos na relação.  Normas de funcionamento da Comissão de Farmácia e Terapêutica.
  • 25. Critérios técnicos a serem observados na seleção de medicamentos  Observar disponibilidade no mercado; menor risco-benefício; melhor custo-efetividade;  maior estabilidade e propriedade farmacocinética mais favorável; apresentação de melhor comodidade de uso para o paciente.  Eficácia é um benefício sobre a doença, baseado em ensaios clínicos controlados, delineamento experimental e relevância clínica.  Segurança é condição indispensável para autorizar o uso clínico de qualquer produto.
  • 27. CAMPO TÉCNICO-CIENTÍFICO  Selecionar os medicamentos essenciais é uma atividade que necessita de comparações e escolhas fundamentadas cientificamente, para as quais torna- se vital o uso de métodos e ferramentas capazes de produzir informações com qualidade e em quantidade suficiente para a correta orientação das decisões a serem tomadas.  Basicamente o necessário é eficácia e segurança.
  • 28. A Sociedade Americana de Farmácia Hospitalar (ASHP) publicou, em 1988, algumas proposições que auxiliam os estudos específicos e comparativos entre os medicamentos, apresentadas a seguir. Dados necessários para avaliar e comparar medicamentos:  identificação do medicamento;  Denominação Comum Internacional (DCI);  nomes comerciais mais comuns (opcional);  formas farmacêuticas;  fornecedores (opcional).
  • 29. Classificação farmacológica do produto:  indicações terapêuticas em função do registro do produto, tanto no próprio país como aquelas aprovadas em outro país de referência;  biodisponibilidade e farmacocinética: – lista de biodisponibilidade por todas as vias; – farmacocinética do princípio ativo em todas as suas vias;  posologia e administração em todas as vias e em casos especiais como geriatria ou pediatria;  efeitos adversos e toxicidade;  precauções especiais para o uso;
  • 30.  comparações: – avaliação da utilização do medicamento em comparação com outras terapêuticas semelhantes e o aporte de estudos clínicos relevantes; – comparação de custos por tratamento em relação a outros medicamentos;  recomendações finais com base na análise dos dados anteriores.
  • 31. Dois métodos merecem destaque:  Método qualitativo: 1. eficácia e segurança comprovadas, devidamente registradas e publicadas em literatura fidedigna. Preferencialmente que tenham sido adotados ensaios clínicos controlados, com adequado delineamento experimental e relevância clínica, dentro do paradigma da prática baseada em evidências; 2. menor custo por tratamento; 3. farmacocinética mais favorável;
  • 32. 4. facilidade de administração e maior comodidade para o paciente; 5. disponibilidade no mercado; 6. indicação para mais de uma enfermidade; 7. maior estabilidade e facilidade de armazenagem; 8. medicamentos com um único princípio ativo – monodrogas ou monofármacos –, exceto quando a análise de custo-efetividade indicar uma significativa superioridade da associação sobre o uso dos fármacos isolados.
  • 33. Método quantitativo:  quando os medicamentos apresentarem propriedades terapêuticas completamente diferentes não é pertinente o uso dos critérios econômicos;  quando apresentarem propriedades terapêuticas semelhantes, devem ser utilizados, adicionalmente, os critérios econômicos para as escolhas.
  • 34. ASPECTOS ESTRATÉGICOS  Garantir o apoio político, técnico e econômico dos vários atores é extremamente importante.  No caso específico da seleção de medicamentos, são considerados atores mais importantes: • os gestores, • gerentes, • profissionais da instituição – particularmente os prescritores – entidades representativas e os Conselhos de Saúde
  • 35.  Na implementação do processo de seleção de medicamentos, além dos atores, é fundamental estar atento também aos principais fatores que pesam para o sucesso ou insucesso do trabalho.  O planejamento deve ser realizado no sentido de eliminar ou amenizar tais fatores.  São eles:  baixa qualidade técnica do processo ou do produto, qual seja a Relação de Medicamentos Essenciais (RME), comprometendo sua resolutividade e aceitação;  desinformação e/ou desconhecimento dos prescritores e dispensadores acerca da RME; • não aceitação da RME pela equipe de saúde;  irregularidade e descontinuidade no suprimento dos medicamentos selecionados, comprometendo a credibilidade quanto à garantia dos tratamentos e, assim, a ‘fidelidade’ dos prescritores à RME.
  • 36.  Assim, promover a participação e o envolvimento dos profissionais da equipe de saúde, além de acrescentar valor técnico ao trabalho, torna-os bem informados e co-responsáveis com a relação de medicamentos selecionados, ampliando o índice de aceitação e prescrição de acordo com a mesma e o consequente alcance dos objetivos estabelecidos.
  • 38. ASPECTOS OPERACIONAIS  Face às considerações já realizadas, podemos observar que o processo é tão importante quanto o produto final e, em última análise, também define sua qualidade. Para que se tenha o êxito almejado, deve-se considerar que a operacionalização do trabalho de seleção de medicamentos envolve vários aspectos importantes:
  • 39. ASPECTOS OPERACIONAIS  1. Administrativo-gerencial: necessita de planejamento, organização, gerenciamento e controle permanente, determinando as metas que se deseja e a melhor maneira de alcançá-las.  2. Técnico: demanda conhecimentos técnicos específicos nas várias áreas da medicina, farmácia, odontologia, enfermagem, entre outras.
  • 40. ASPECTOS OPERACIONAIS  3. Econômico: demanda recursos humanos, materiais e financeiros. É indispensável que seja viabilizado o acesso a fontes bibliográficas fidedignas e atualizadas para subsidiar os estudos necessários.  4. Político: deve ser participativo, multidisciplinar e legitimado pela instituição, pelos profissionais, entidades e comunidade.
  • 41. ASPECTOS OPERACIONAIS  Assim, considerando tais aspectos, além das questões técnicas e estratégicas já descritas anteriormente, recomenda-se o desenvolvimento de alguns passos fundamentais:  1. Constituir a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), com caráter multidisciplinar, através de Portaria, definindo as responsabilidades e atribuições dos seus integrantes.
  • 42.  2. Elaborar um projeto ou plano para o trabalho a ser desenvolvido, apresentando-o e aprovando-o junto ao gestor e ao respectivo Conselho de Saúde.  Nessa elaboração, deve-se ter especial atenção na definição das metas, da metodologia e do cronograma de implementação.  Em algumas situações em que se julgar necessário, pode-se constituir subcomissões temporárias e de cunho específico (como fitoterápicos, radiofármacos, antineoplásicos etc.), que auxiliarão na condução de um trabalho mais descentralizado, porém, com uma coordenação única a ser desempenhada pela CFT.
  • 43. ASPECTOS OPERACIONAIS  3. Uniformizar condutas, metodologia e critérios de seleção a serem adotados por todos os membros da Comissão e subcomissões, quando estas existirem.  4. Levantar todos os dados locais atualizados e disponíveis que serão importantes para o desenvolvimento do trabalho, tais como: perfil de morbi-mortalidade, características demográficas da população a ser atendida, oferta de serviços, estudos de utilização de medicamentos e padrões de prescrição etc.
  • 44. ASPECTOS OPERACIONAIS  5. Criar fóruns e outros mecanismos que possibilitem a participação direta do maior número possível de profissionais prescritores, os quais apresentarão suas sugestões acompanhadas por justificativas farmacológicas e terapêuticas, devidamente referenciadas.  Pode-se iniciar esse trabalho utilizando uma relação básica de medicamentos que já seja de uso na instituição, a partir da qual os profissionais poderão sugerir inclusões e exclusões.  É interessante preparar um formulário de inclusão/exclusão de forma a sistematizar as solicitações apresentadas e, assim, facilitar a análise pela CFT.  Como exemplo de fóruns e outros mecanismos de participação, pode-se citar a realização de oficinas, seminários, disponibilização contínua de formulários de inclusão/exclusão etc.
  • 45. ASPECTOS OPERACIONAIS  6. Desenvolver os estudos pertinentes para cada medicamento proposto, analisando também a existência de outra(s) alternativa(s) não sugerida(s), a partir da compilação e organização/agrupamento das sugestões, e da viabilização do acesso ao referencial bibliográfico necessário.  As informações técnico-científicas poderão ser obtidas através de publicações específicas – livros, periódicos etc. –, nos Centros de Informação de Medicamentos, do Formulário Terapêutico Nacional, entre outros.  O acesso às publicações dependerá das condições econômicas de cada instituição, podendo ser adquiridos ou apenas disponibilizados a partir de parcerias com instituições de ensino e pesquisa.  Como forma de reduzir o custo e dificuldade de acesso às fontes bibliográficas, no Anexo 3 é apresentada uma lista de web sites com fontes confiáveis.
  • 46. ASPECTOS OPERACIONAIS  7. Elaborar a RME, numa versão preliminar, e criar novos fóruns ou mecanismos para apresentá-la aos profissionais prescritores, objetivando o consenso e a definição sobre o conteúdo final da RME.  Em virtude da não participação de alguns profissionais e do processo constante de mudanças no quadro de recursos humanos das unidades ambulatoriais e dos hospitais, recomenda-se que sejam viabilizados mecanismos de informação permanentes para esclarecer à equipe de saúde sobre o consenso final que resultou na RME.  A todo e qualquer momento em que desejarem, os profissionais de saúde deverão ter garantido seu acesso às justificativas técnico-científicas que respaldam a inclusão ou não dos itens sugeridos por eles na relação selecionada.
  • 47. ASPECTOS OPERACIONAIS  8. Estabelecer os mecanismos que garantam o caráter dinâmico e flexível da seleção de medicamentos realizada, visto que ela não representa um engessamento da prática médica, mas sim um instrumento para orientar a equipe de saúde na adoção do tratamento mais adequado. Para tanto, faz-se necessário definir e normalizar os critérios e procedimentos para:
  • 48. ASPECTOS OPERACIONAIS  8.1. Solicitação de inclusão ou exclusão de algum item na RME, cuja análise e decisão final competirá à CFT (ver Anexo 2). Deve-se estabelecer também a periodicidade para a revisão e atualização completa da RME e do Formulário Terapêutico, a cada dois anos, para que esses instrumentos não se tornem desatualizados e sem credibilidade.  8.2. Aquisição de algum item não contemplado na RME, mas que se faça extremamente necessário.
  • 49. ASPECTOS OPERACIONAIS  8.3. Prescrição e dispensação de todos os medicamentos, em especial para alguns grupos como os psicofármacos, antimicrobianos, excepcionais, programas específicos etc. As medidas de controle mais utilizadas e eficazes para a prescrição e uso de alguns medicamentos baseiam-se na limitação do tempo máximo de tratamento e no aviamento de prescrições emitidas somente por especialistas.
  • 50. ASPECTOS OPERACIONAIS  9. Elaborar o Formulário Terapêutico, definindo seu conteúdo, estrutura, formato, tamanho e diagramação.  10. Homologar oficialmente – através de Portaria – a RME e o Formulário Terapêutico, tornando obrigatório seu uso como instrumento para a prescrição e todas as demais atividades relacionadas à Política de Medicamentos a ser implementada no âmbito do município, microrregião, estado ou país.
  • 51. ASPECTOS OPERACIONAIS  11. Publicar e divulgar amplamente a RME e o Formulário Terapêutico, realizando um trabalho de envolvimento e sensibilização de toda a equipe de saúde, em especial dos médicos. Deve-se destacar a importância e as vantagens terapêuticas e econômicas de se trabalhar com os medicamentos selecionados.
  • 52. ASPECTOS OPERACIONAIS  12. Implementar ações informativas e educativas aos prescritores e dispensadores sobre os medicamentos selecionados. Essas ações podem ocorrer através de informativos, palestras, seminários, cursos etc.  O fundamental é mantê-los sempre atualizados, especialmente naquelas situações em que houver alguma alteração no elenco de medicamentos selecionados e/ou de alguma de suas formas farmacêuticas ou concentração em particular.  13. Avaliar e monitorar permanentemente todo o processo implementado.
  • 54. ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO  Atualmente, com todo o arsenal de informações existentes e disponíveis sobre os medicamentos, subsidiando a farmacoterapia, é inadmissível que não seja feito uso dessa gama de informações pelos profissionais prescritores ao definirem o tratamento mais adequado para um paciente.  Estes dados, por sua vez, além de se apresentarem com uma grande complexidade e extensão, estão em constante processo de mudança e atualização, representando, assim, um complicador para a atuação do médico e outros profissionais que prescrevem medicamentos em situações específicas.
  • 55. ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO  Não é muito raro constatarmos o emprego irracional ou incorreto de medicamentos, acarretando falhas terapêuticas, efeitos indesejáveis, agravos à saúde dos usuários e, sem dúvida, maiores despesas para o sistema de atenção à saúde.  Além disso, em geral, o prescritor usa de forma mais rotineira e conhece um conjunto de 40 a 50 itens dentro de sua especialidade.  Ao se atualizar a RME, eventualmente estes medicamentos serão alterados e tanto o prescritor como os demais profissionais precisarão de suporte técnico para lidar com o novo elenco.
  • 56. ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO DEFINIÇÃO  Consiste em um documento com informações científicas sobre os medicamentos selecionados, visando subsidiar os profissionais de saúde na prescrição e dispensação dos medicamentos da relação de medicamentos essenciais.  É instrumento complementar a relação de medicamentos essenciais, contendo todas as informações farmacológicas sobre cada medicamento da relação.
  • 57. ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO IMPORTÂNCIA  Disponibilizar as informações básicas e fundamentais sobre cada um dos medicamentos constantes da RME, orientando e subsidiando os prescritores numa definição crítica do tratamento mais adequado para cada paciente.  Contribuir para um uso mais criterioso e racional dos medicamentos.  Estimular a aplicação do paradigma de condutas baseadas em evidências e favorecer o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais que atuam na área de medicamentos.
  • 58. ELABORAÇÃO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO ELABORAÇÃO  Objetivando tornar fácil o seu manuseio e a consulta às informações disponíveis o Formulário Terapêutico deve apresentar:  Estrutura, formato, tamanho e diagramação bem planejados e adaptados às necessidades e realidades específicas de cada local/instituição.  Além de uma forma adequada, o Formulário deve apresentar um conteúdo atualizado e estar respaldado cientificamente, tornando-o confiável e aplicável pelos profissionais da equipe de saúde.  Para tanto, recomenda-se utilizar como fontes bibliográficas, preferencialmente o Medline e Lilacs, periódicos internacionais indexados, consensos de especialistas nacionais e internacionais, livros tradicionais, Micromedex, entre outros. De maneira geral, o Formulário deve conter todos os medicamentos da RME, agrupados por sistema ou classe farmacológica ou terapêutica.
  • 59. INFORMAÇÕES CONTIDAS NO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO DIVIDEM-SE EM:  INFORMAÇÕES TERAPÊUTICAS E FARMACOLÓGICAS - Manifestações gerais das doenças, descrição do medicamento, características farmacológicas do medicamento, indicação, contra- indicação, precauções, posologia, via de administração, duração do tratamento, interações, efeitos adversos.  INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS - Nome genérico, grupo terapêutico, forma farmacêutica, concentração, apresentação; recomendações gerais quanto à prescrição, dispensação e cuidados com os medicamentos.
  • 60. CONTEÚDO MÍNIMO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO 1- APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO:  Título.  Nomes dos membros da Comissão e/ou equipe responsável pela elaboração.  Sumário.  Relação de todos os medicamentos selecionados por ordem alfabética e por grupo terapêutico.
  • 61. CONTEÚDO MÍNIMO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO 2- INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS:  Grupo farmacológico/terapêutico.  Nome do produto por denominação genérica.  Forma farmacêutica.  Concentração.  Condições de conservação.  Validade.  Excipientes.  Descrição do produto.  Categoria.
  • 62. CONTEÚDO MÍNIMO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO 3- INFORMAÇÕES FARMACOLÓGICAS  Mecanismo de ação.  Efeitos farmacológicos.
  • 63. CONTEÚDO MÍNIMO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO 4- INFORMAÇÕES CLÍNICAS  Indicação com critério de diagnóstico.  Contra-indicação.  Posologia (dose máxima e mínima para adultos e crianças).  Intervalo de dose.  Via de administração.  Duração do tratamento.  Precaução e advertências em relação a gestantes, idosos, lactentes etc.
  • 64. CONTEÚDO MÍNIMO DO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO 5- EFEITOS ADVERSOS/INCOMPATIBILIDADES  Efeitos adversos.  Precauções.  Interações.  Incompatibilidades.
  • 65. ESTRUTURA UTILIZADA NO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO DA RENAME GRUPO FARMACOLÓGICO  Sumário com os subgrupos farmacológicos  Considerações gerais SUBGRUPO FARMACOLÓGICO Medicamento • Indicações: evidência, graus de recomendação, primeira ou segunda escolha • Justificadas. • Não justificadas. • Precauções: insuficiência renal, insuficiência hepática, idosos, gestação, amamentação, prematuros, patologias subjacentes.
  • 66. ESTRUTURA UTILIZADA NO FORMULÁRIO TERAPÊUTICO DA RENAME Contra-indicações:  Efeitos adversos: tóxicos (absolutos e relativos), alérgicos, efeitos colaterais, idiossincrasias etc.  Interações: benéficas e nocivas (medicamentos, alimentos, álcool, exames laboratoriais).  Prescrição: dose-via (por patologia e faixa etária), intervenção, justificativas farmacocinéticas, duração, peculiaridades (incluindo cuidados na administração), monitorização.  Orientação ao paciente.  Seguimento.  Preparações farmacêuticas.  Aspectos farmacêuticos: estocagem, reconstituição/dissolução, incompatibilidades.
  • 68. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO TERAPÊUTICO DEFINIÇÃO  Representa uma atividade complementar para melhorar os ganhos pretendidos com a RME e o Formulário Terapêutico.
  • 69. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO TERAPÊUTICO  Tendo em vista as diversidades de conduta clínica e a complexidade de tecnologias, as indicações para a maioria dos medicamentos não seguem padrão de uniformidade.
  • 70. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO TERAPÊUTICO IMPORTÂNCIA  Harmonizar as condutas terapêuticas, em conformidade com a medicina baseada em evidências.
  • 71. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO TERAPÊUTICO  Devem ser elaborados a partir da relação de medicamentos essenciais e do formulário terapêutico.  Devem ser acompanhados e avaliados sistematicamente.  Sua elaboração precisa envolver a equipe, com a finalidade de favorecer o processo de educação continuada e a troca de informações.  Devem ser elaborados de forma participativa, com especialistas de cada clínica médica, além de sociedades médicas.
  • 72.  Devem contemplar procedimentos e condutas cientificamente recomendadas, incluindo as não medicamentosas, buscando definir e harmonizar especialmente indicações, posologias, duração de tratamento.  O ideal é que as informações dos medicamentos selecionados estejam anexadas à relação de medicamento, em um único documento.
  • 73. Protocolo de Utilização de Albumina Humana NÃO RECOMENDADO: como expansor volêmico nos choques hemorrágicos. RECOMENDAÇÕES ABSOLUTAS: 1) Grandes queimados (≥ 30% da superfície corporal): depois das primeiras 24 horas. 2) Paracenteses evacuadoras de grandes ascites: após procedimento. 3) Transplantes de fígado/cirurgias hepáticas em pacientes cirróticos: pré e pós operatório imediato de transplantados; cirurgias hepáticas em pacientes com insuficiência hepática e hipoalbuminemia. 4) Síndrome nefrótica/Insuficiência hepática grave com anasarca e refratariedade a diuréticos: não mais de dois dias de uso contínuo. 5) Toxemia gravídica com hipovolemia e hipoalbuminemia. 6) Cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea: hemodiluição peri-operatória; prime da bomba com albumina e cristalóide.
  • 74. Protocolo de Utilização de Albumina Humana RECOMENDAÇÕES RELATIVAS: 1) Septicemia com hipovolemia, hipoalbuminemia e edema: indicação polêmica; evidências contraditórias. Dose sempre inferior a 20g/l. CONTRA-INDICAÇÕES: anemia ou déficit nutricional, falência cardíaca, hipersensibilidade, prematuridade, cirrose ou síndromes nefróticas crônicas, síndrome da angústia respiratória do adulto. DOSE E ADMINISTRAÇÃO: 0,5-1g/Kg/dia, administrado em infusão contínua controlada, diluída ou não, nas seguintes soluções: glicose 5%, glicose 10%, NaCl 0,9%, soluções de Ringer e Ringer lactato. A concentração final deve ficar em 0,5mg/ml. CONSERVAÇÃO: utilizar até quatro horas após abertura do frasco. Proteger da luz e do ar. Frasco fechado a 37 ℃ é estável por 3 anos e a 2 - 8 ℃ por 5 anos.
  • 75. RECURSOS NECESSÁRIOS  Humanos devem pertencer ao próprio quadro de pessoal da instituição.  Materiais são necessários microcomputador, impressora, arquivos, material administrativo, acesso à Internet e ao referencial bibliográfico.  Financeiros refere-se à aquisição de alguns materiais de consumo, à publicação e divulgação da RME e do Formulário Terapêutico, assim como à realização de reuniões, oficinas, seminários, dentre outros.
  • 76. AVALIAÇÃO OBJETIVO  Verificar a eficiência e o grau de efetividade alcançado, além das correções a serem adotadas. PODE SER REALIZADA ATRAVÉS:  análise da estrutura  processo de implementação  resultados obtidos. No caso específico da seleção de medicamentos, recomenda-se a avaliação de maneira periódica, tendo em vista seu caráter dinâmico.
  • 77. Para avaliar o processo, a Opas/OMS sugere o uso de alguns indicadores importantes.  clareza  utilidade  mensurabilidade  confiabilidade  validade  importância
  • 78. Indicadores para avaliação da estrutura da seleção, do processo de seleção e da elaboração do Formulário Terapêutico Indicadores Interpretação Existência de uma Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) Assinala a intenção de implementar uma política de uso racional Número de reuniões da CFT no último ano Demonstra o grau de interesse na política de uso racional e o compromisso dos seus membros e da instituição Existência de critérios técnico-científicos e econômicos de seleção de medicamentos (expressos em algum documento) A comparação entre os critérios técnico científicos e econômicos permite determinar o peso de ambos no processo Percentual dos medicamentos selecionados que fazem parte da Rename Demonstra em que medida a Rename serviu como referência ao processo de seleção Relação entre o número de exemplares de Formulários Terapêuticos publicados e o número de médicos da instituição Assinala a probabilidade de que todo médico tenha acesso a um formulário e, portanto, que o utilize Existência de políticas estabelecidas para uso de antimicrobianos, antissépticos ou outro tipo de medicamento Demonstra política de uso racional e interesse em racionalizar o gasto Fonte: Opas (1997).
  • 79. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS  Mensuração dos ganhos terapêuticos e econômicos efetivamente alcançados ou não com a RME e o Formulário.  Para uma melhor análise, é preciso que existam dados referentes à situação existente previamente à implementação do referido trabalho, o que fornecerá os parâmetros necessários à devida verificação do impacto causado.
  • 80. ANÁLISES DOS GANHOS TERAPÊUTICOS  É importante ter ciência de que uma terapêutica medicamentosa mais resolutiva implica em redução de custos para todo o sistema de saúde, ainda que esses dados sejam de difícil mensuração.  É importante também identificar a efetiva contribuição para o uso racional e ampliação do acesso aos medicamentos essenciais, através de uma análise das prescrições e estudos de utilização dos mesmos.  É fundamental a percepção de que a prescrição racional de medicamentos requer que o profissional faça um diagnóstico correto, selecione o melhor fármaco dentre aqueles disponíveis e prescreva-o adequadamente, em conformidade com as normas estabelecidas.
  • 81. Mensuração dos Possíveis Ganhos Econômicos Proporcionados pela RME e Formulário  É necessário que a avaliação agregue também os indicadores afins em todas as atividades do Ciclo da Assistência Farmacêutica, e não apenas aqueles relacionados à utilização final dos medicamentos, visto que a redução do número de medicamentos possibilita ganhos em várias atividades do Ciclo, como:  racionalização e otimização dos recursos humanos, materiais e financeiros necessários ao armazenamento e distribuição;  redução das perdas e da imobilização desnecessária de capital, pois facilita a atividade de programação e aquisição;  redução dos preços ofertados pelos fornecedores, pois proporciona compra de volumes maiores de um mesmo produto, gerando ganhos de escala.
  • 82. Indicadores para avaliação dos resultados da seleção e elaboração do Formulário Terapêutico e Protocolos de Tratamento Indicadores Interpretação Existência de uma relação de medicamentos essenciais Indica se foi obtido êxito no trabalho de elaborar um instrumento para racionalizar a prescrição e o uso. Existência de um Formulário Terapêutico com atualização no máximo a cada dois anos Indica se foi obtido êxito no trabalho de elaborar um instrumento para racionalizar a prescrição e o uso. Percentual de prescrições de medicamentos não incluídos na RME/ Formulário Terapêutico A discriminação deste dado entre os diferentes serviços da instituição pode indicar debilidade no uso do Formulário ou de sua difusão no interior da instituição, desatualização da RME ou Formulário, pouca participação da comunidade médica, falta de apoio da administração ao uso do Formulário, necessidade de revisar a política de visitadores médicos na instituição.
  • 83. Indicadores Interpretação Número médio de itens (medicamentos) por prescrição Indica em que medida (quantitativa) os Protocolos de Tratamento interferiram na prática da prescrição. Variação anual (redução ou incremento) do número de medicamentos na RME Indica em que medida a seleção inicial ou sua atualização é racional. Variação do custo médio por tratamento Indica, em termos relativos, em que medida a RME/Formulário propiciaram racionalização dos custos, ainda que em termos absolutos o volume gasto aumente de um período para outro. Variação do custo médio por prescrição Indica, em termos relativos, em que medida a RME/Formulário propiciaram racionalização dos custos, ainda que em termos absolutos o volume gasto aumente de um período para outro. Variação do custo médio para os grupos farmacológicos com maior impacto/peso no custeio Indica, em termos relativos, em que medida a RME/Formulário propiciaram racionalização dos custos por grupo farmacológico, ainda que em termos absolutos o volume gasto aumente de um período para outro.
  • 84. Indicadores Interpretações Variação do custo médio por prescrição Indica, em termos relativos, em que medida a RME/Formulário propiciaram racionalização dos custos, ainda que em termos absolutos o volume gasto aumente de um período para outro. Variação do custo médio para os grupos farmacológicos com maior impacto/peso no custeio Indica, em termos relativos, em que medida a RME/Formulário propiciaram racionalização dos custos por grupo farmacológico, ainda que em termos absolutos o volume gasto aumente de um período para outro. Índice de cobertura em medicamentos; índice de pacientes atendidos; índice de tratamentos completos Indica o nível de acesso e qualidade da cobertura em medicamentos. Esse indicador não reflete somente a eficiência da seleção de medicamentos, mas de todo o Ciclo da Assistência Farmacêutica. Fonte: OMS (1993); Machado-dos-Santos (1998).