Certificação
Florestal
Teixeira de Freitas, Maio de 2012.
Certificação Florestal:
        1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia; o que é
           (sustentabilidade)?
        2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?
        3. Impacto no mercado
        4. Principais certificações
        5. Tipos de certificação
        6. O que é exigido (é justo?)
        7. Como se adaptar
        8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?)
            a. Certificação x barreira não-tarifária
            b. Evolução de qualidade atrativa para qualidade
                compulsória
        9. Principais dificuldades
        10.Papel do profissional de florestas no processo


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Certificação Florestal




                 O que é

                 Certificação Florestal?


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Certificação Florestal



        O que é Certificação Florestal?

        “É um processo voluntário, no qual uma
        organização busca o reconhecimento, através
        da garantia dada aos seus        clientes e à
        sociedade, por meio da Certificação, de que
        seu produto tem origem em florestas
        adequadamente manejadas, quanto aos
        aspectos ambiental, social e econômico”.
        Fonte: Luís Antônio Silva, 2005.




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        1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

             Cuyahoga River, final década de 1960

             Década de 1980 (a década do fogo), levando aos boicotes
              no Hemisfério Norte, no início dos anos 1990

             ISO 14001, início dos anos 1990

             Eco-92, Agenda 21, Sutentabilidade

             Certificações de grupos de usuários locais de madeira

             WARP - Woodworkers Alliance for the Rainforest
              Protection


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        1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

             Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990




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        1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

             Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990




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          1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

               Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990, queda
                da renda nos países produtores




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          1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

               Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990, queda
                da renda nos países produtores




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         1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?

              Fundação do FSC, 1993. Brasil foi o país com maior
               representação.

              Abertura da possibilidade de certificação de florestas
               plantadas no FSC, 1994 => Restrição a plantio em
               áreas desmatadas após 1994 => Imagens de satélite
               da Mata Atlântica.

              Criação do CERFLOR 2002.




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        1. Histórico da certificação:



                     O que é

                     sustentabilidade?


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        1. Histórico da certificação:
                                        O que é sustentabilidade?




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        2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?


            Produtores primários, extrativistas (produtos madeireiros
             e não-madeireiros)


            Processadores


            Prestadores de serviço à cadeia


            Cadeia de custódia



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        2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?


             Cadeia de custódia




         Fonte: Loire Consultores




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        2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?

             Cadeia de custódia




        Fonte: Caminhos da Mudança, IMAFLORA



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        2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?

            Cadeia de custódia




             Fonte: Caminhos da Mudança, IMAFLORA




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Certificação Florestal:

        3. Impacto no mercado


            Revalorização dos produtos oriundos de florestas
             tropicais, desde que certificados (resposta aos boicotes)


            Diferenciação (maior valorização) de produtos de
             florestas plantadas, desde que certificados


            Facilitação de acesso aos mercados (dos produtos
             primários e dos produtos finais obtidos a partir de
             matéria-prima certificada – cadeia de custódia)



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        4. Principais Certificações no Brasil:



             CERFLOR – INMETRO – Normas ISO e NBRs



             FSC – Princípios e conceitos – Certificadoras acreditadas


             Atenção: Não confundir orgãos acreditadores
               com certificadoras!



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        4. Principais Certificações no Brasil:

             FSC - Exemplo de princípio, critério e indicadores:
            Princípio 1 - OBEDIÊNCIA ÀS LEIS E AOS PRINCIPIOS DO FSC
            P1. O Manejo Florestal deve respeitar toda legislação aplicável no País
            onde ocorre, os tratados e acordos internacionais dos quais o País é
            signatário e cumprir com todos os Princípios e Critérios do FSC.

            P1.c1.O manejo florestal deve respeitar todas as leis nacionais e locais,
            bem como as exigências administrativas.

            P1.c1.i1. Não há evidências de descumprimento da legislação aplicável e
            exigências administrativas.
            P1.c1.i2. e P1.c1.i3. (aplicáveis apenas a nativas)
            P1.c1.i4. Qualquer pendência relacionada ao cumprimento da legislação
            (exemplo: ambiental, legislação que regulamenta o manejo florestal, entre
            outros) está sendo resolvida ou em processo de resolução, junto às
            autoridades responsáveis.


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        4. Principais Certificadoras no Brasil:

         BRTÜV Avaliações da Qualidade LTDA (CERFLOR)
         Bureau Veritas Certification (FSC e CERFLOR)
         GFA Consulting Group (FSC)
         IMO - Instituto de Mercado Ecológico (FSC)
         Imaflora/Rainforest Alliance - Programa Smart Wood (FSC)
         SCS - Scientific Certification System, Inc. Programa Forest
          Conservation (FSC)
         SGS ICS Certificadora Ltda (FSC e CERFLOR)
         Skal International - Control Union Certification (FSC)
         TECPAR - Instituto de Tecnologia do Paraná (CERFLOR)
           Fonte: CIFlorestas

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        5. Tipos de certificação?

             Individual, de manejo

             Em grupo, de manejo

             Conceito de SLIMF

             Certificação de cadeia de custódia

             Certificação de Produto (ex. FSC Fontes Mistas, pelo
              menos 70% originado de florestas certificadas)




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        6. O que é exigido? É justo?

             Tripé da sustentabilidade

             Respeito à legislação trabalhista, ambiental (o que
              comprova cumprimento? =>indicador e/ou verificador)

             Controle financeiro, comprovando sustentabilidade

             Legislação de cada país

             Verificadores podem variar entre certificadoras



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        7. Como se adaptar?

            Certificação em grupo

            Adaptação de estruturas da fazenda (NR 31)

            Adaptação de prestadores de serviço

            Adequação ambiental

            Consulta e informação a comunidades circunvizinhas e
             outros stakeholders

            Conceito de SLIMF => Muito importante para o Extr.
             Sul/BA


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        8. Operacionalização e custos?

           Passo a passo para a Certificação:

            Requerimento e proposta para certificação;
            Pré-avaliação (opcional);
            Consulta a lideranças locais/regionais - consulta pública;
            Auditoria principal;
            Relatório e revisão do processo;
            Disponibilizar aos interessados um resumo público
             referente à certificação;
            Monitoramento anual;
            Renovação da certificação.

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        8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?)

            Adaptação mais visitas técnicas e auditorias –
             consultores, gestores de grupo (técnicos das empresas) e
             certificadoras

            Diagnóstico (porte), visitas técnicas, recomendações,
             vistoria=>certificação. Certificação renovada a cada 5
             anos. Exemplo para grupo com 2500 ha: R$ 72,80 por
             hectare por ciclo de 5 anos de certificação ou R$ 14,56
             /ha/ano

            Adaptação => o x da questão?

            Consultoria ou gestão dos grupos => empresas

            E as prestadoras, quem paga sua adaptação?
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Certificação Florestal:

        8. Operacionalização e Custos (quem e como se paga?)

            Exemplo Suzano-BA: bonificação de R$ 1,36/m³ de
             madeira certificada => +- R$ 326,40 por ha/ciclo ou R$
             54,40 por ha/ano (colheita aos 6 anos). Paga e bem, até
             quando?
            Quem paga sempre é o produto !!
                Mercador tomador de preço

                Lucro supernormal atraindo entrantes

                Equilíbrio de preços

                Tendência de queda a longo prazo

                Certicação versus Barreira Não-Tarifária
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        8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?)

        Evolução de qualidade atrativa para qualidade compulsória




          Gráfico: Nakano e Colaboradores, citados por Cheng, 1995

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        9. Principais dificuldades:


             Legislação trabalhista, NR 31

                 Estruturas na fazenda

                 Mão-de-obra fixa

                 Prestadores => certificação, tabelas engessadas

             Legislação Ambiental

                 Entraves na Bahia

                 Novo Código Florestal

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  10. Papel do profissional de florestas no processo:

         Níveis hierárquicos das decisões e da gestão



                                         Nível
                                      Estratégico

                                  Nível Tático ou
                                    Gerencial



                               Nivel Operacional

        Fonte: HICKS (1986), citado por VALE (2003).

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        10. Papel do profissional de florestas no processo:

             Nível Estratégico:

                 Escolha da certificação

                 Definição de diretrizes e metas

                 Identificação de necessidades de adaptação

                 Escolha entre certificação individual ou em grupo?

                 Para quê usar a certificação



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        10. Papel do profissional de florestas no processo:

             Nível Tático:

                 Consultoria ou emprego?
                 Definição de táticas e ferramentas para adaptação
                 Definição de metas, com prazos para adaptação
                 Criação ou escolha de formulários ou outros
                  controles
                 Definição de processos e controles
                 Definição de formas de motivação (certificação é
                  processo voluntário!)



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        10. Papel do profissional de florestas no processo:

             Nível Operacional:

                 Coordenação e vistoria de obras para adaptação

                 Preenchimento, recolhimento e verificação da
                  fidedignidade da informação contida em formulários
                  ou outros controles

                 Verificação de obediência aos processos e sua
                  repetibilidade

                 Motivação (certificação é processo voluntário!) e
                  cobrança


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        Para ler mais:

         Cuyahoga River, http://en.wikipedia.org/wiki/Cuyahoga_River

         Certificação Florestal, Luís Antônio Guerra Conceição Silva, 2005 .
           http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1431/certificacao_florestal_silva.pdf?s
           equence=1

         O que é certificação florestal?,
           http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/certificacao_florestal/

         Caminhos para a mudança / Sérgio Adeodato – Piracicaba, SP: Imaflora,
          2009. 152 p. http://www.imaflora.org/index.php/biblioteca/detalhe/130

         Brasil certificado : a história da certificação florestal no Brasil / Imaflora. -
          Piracicaba, SP . Imaflora, 2005.
           http://www.imaflora.org/index.php/biblioteca/detalhe/409

         Dificuldades para a Certificação Florestal no Brasil.
           http://www.ciflorestas.com.br/arquivos/doc_dificuldades_brasil_28806.pdf

         Certificação Florestal, INMETRO.
            http://www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor.asp

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Certificação Florestal

        Para ler mais:

         Padrão de Certificação do FSC para o Manejo Florestal em Pequena Escala e
          de Baixa Intensidade - SLIMF - Versão 1.0
           http://www.florestascertificadas.org.br/consulta-publica

         NR 31 Comentada - http://www.riscorural.com.br/nr-31-comentada

         Cristiano Zaranza, Assessor Jurídico da CNA – Palestra sobre NR 31 -
           http://www.abiove.com.br/palestras/palestra_sojaplus_NR31.pdf

         FISCHER, A. Incentivos em Programas de Fomento Florestal na Indústria de
          Celulose. São Paulo: USP, 2007. 260 f. Tese (Doutorado em Administração)
          FEA- USP.
           http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CE8QFjAA&url=http%3A%2F%
           2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F12%2F12139%2Ftde-04052007-
           112459%2Fpublico%2FINCENTIVOSFOMENTOFLORESTAL.pdf&ei=OtPET_XLFaag6QHRz6WsCg&usg=AFQjCNF1OBl
           fusY7nhEwBQeCyi4mBxAt7Q&sig2=EoBKv3zRa4qgQorfEOY6Cw

         BASSO, V. Certificação de Manejo em Programas de Fomento. Viçosa: UFV,
          2011. 133P. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) UFV.
           http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/index.php




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                     Muito
                     Obrigado!
              Renato Fernandes
              renato.h.fernandes@gmail.com

              http://www.slideshare.net/RenatoFernandes

Certificação Florestal, maio 2012

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    Certificação Florestal: 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia; o que é (sustentabilidade)? 2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado? 3. Impacto no mercado 4. Principais certificações 5. Tipos de certificação 6. O que é exigido (é justo?) 7. Como se adaptar 8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?) a. Certificação x barreira não-tarifária b. Evolução de qualidade atrativa para qualidade compulsória 9. Principais dificuldades 10.Papel do profissional de florestas no processo 02/35
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    Certificação Florestal O que é Certificação Florestal? 03/35
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    Certificação Florestal O que é Certificação Florestal? “É um processo voluntário, no qual uma organização busca o reconhecimento, através da garantia dada aos seus clientes e à sociedade, por meio da Certificação, de que seu produto tem origem em florestas adequadamente manejadas, quanto aos aspectos ambiental, social e econômico”. Fonte: Luís Antônio Silva, 2005. 04/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Cuyahoga River, final década de 1960  Década de 1980 (a década do fogo), levando aos boicotes no Hemisfério Norte, no início dos anos 1990  ISO 14001, início dos anos 1990  Eco-92, Agenda 21, Sutentabilidade  Certificações de grupos de usuários locais de madeira  WARP - Woodworkers Alliance for the Rainforest Protection 05/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990 06/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990 07/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990, queda da renda nos países produtores 08/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Efeitos dos boicotes do início dos anos 1990, queda da renda nos países produtores 09/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: de onde surgiu a ideia?  Fundação do FSC, 1993. Brasil foi o país com maior representação.  Abertura da possibilidade de certificação de florestas plantadas no FSC, 1994 => Restrição a plantio em áreas desmatadas após 1994 => Imagens de satélite da Mata Atlântica.  Criação do CERFLOR 2002. 10/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: O que é sustentabilidade? 11/35
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    Certificação Florestal 1. Histórico da certificação: O que é sustentabilidade? 12/35
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    Certificação Florestal 2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?  Produtores primários, extrativistas (produtos madeireiros e não-madeireiros)  Processadores  Prestadores de serviço à cadeia  Cadeia de custódia 13/35
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    Certificação Florestal 2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?  Cadeia de custódia Fonte: Loire Consultores 14/35
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    Certificação Florestal 2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?  Cadeia de custódia Fonte: Caminhos da Mudança, IMAFLORA 15/35
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    Certificação Florestal 2. Quem faz parte? Quem pode ser certificado?  Cadeia de custódia Fonte: Caminhos da Mudança, IMAFLORA 16/35
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    Certificação Florestal: 3. Impacto no mercado  Revalorização dos produtos oriundos de florestas tropicais, desde que certificados (resposta aos boicotes)  Diferenciação (maior valorização) de produtos de florestas plantadas, desde que certificados  Facilitação de acesso aos mercados (dos produtos primários e dos produtos finais obtidos a partir de matéria-prima certificada – cadeia de custódia) 17/35
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    Certificação Florestal 4. Principais Certificações no Brasil:  CERFLOR – INMETRO – Normas ISO e NBRs  FSC – Princípios e conceitos – Certificadoras acreditadas  Atenção: Não confundir orgãos acreditadores com certificadoras! 18/35
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    Certificação Florestal 4. Principais Certificações no Brasil:  FSC - Exemplo de princípio, critério e indicadores: Princípio 1 - OBEDIÊNCIA ÀS LEIS E AOS PRINCIPIOS DO FSC P1. O Manejo Florestal deve respeitar toda legislação aplicável no País onde ocorre, os tratados e acordos internacionais dos quais o País é signatário e cumprir com todos os Princípios e Critérios do FSC. P1.c1.O manejo florestal deve respeitar todas as leis nacionais e locais, bem como as exigências administrativas. P1.c1.i1. Não há evidências de descumprimento da legislação aplicável e exigências administrativas. P1.c1.i2. e P1.c1.i3. (aplicáveis apenas a nativas) P1.c1.i4. Qualquer pendência relacionada ao cumprimento da legislação (exemplo: ambiental, legislação que regulamenta o manejo florestal, entre outros) está sendo resolvida ou em processo de resolução, junto às autoridades responsáveis. 19/35
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    Certificação Florestal 4. Principais Certificadoras no Brasil:  BRTÜV Avaliações da Qualidade LTDA (CERFLOR)  Bureau Veritas Certification (FSC e CERFLOR)  GFA Consulting Group (FSC)  IMO - Instituto de Mercado Ecológico (FSC)  Imaflora/Rainforest Alliance - Programa Smart Wood (FSC)  SCS - Scientific Certification System, Inc. Programa Forest Conservation (FSC)  SGS ICS Certificadora Ltda (FSC e CERFLOR)  Skal International - Control Union Certification (FSC)  TECPAR - Instituto de Tecnologia do Paraná (CERFLOR) Fonte: CIFlorestas 20/35
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    Certificação Florestal 5. Tipos de certificação?  Individual, de manejo  Em grupo, de manejo  Conceito de SLIMF  Certificação de cadeia de custódia  Certificação de Produto (ex. FSC Fontes Mistas, pelo menos 70% originado de florestas certificadas) 21/35
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    Certificação Florestal 6. O que é exigido? É justo?  Tripé da sustentabilidade  Respeito à legislação trabalhista, ambiental (o que comprova cumprimento? =>indicador e/ou verificador)  Controle financeiro, comprovando sustentabilidade  Legislação de cada país  Verificadores podem variar entre certificadoras 22/35
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    Certificação Florestal 7. Como se adaptar?  Certificação em grupo  Adaptação de estruturas da fazenda (NR 31)  Adaptação de prestadores de serviço  Adequação ambiental  Consulta e informação a comunidades circunvizinhas e outros stakeholders  Conceito de SLIMF => Muito importante para o Extr. Sul/BA 23/35
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    Certificação Florestal 8. Operacionalização e custos? Passo a passo para a Certificação:  Requerimento e proposta para certificação;  Pré-avaliação (opcional);  Consulta a lideranças locais/regionais - consulta pública;  Auditoria principal;  Relatório e revisão do processo;  Disponibilizar aos interessados um resumo público referente à certificação;  Monitoramento anual;  Renovação da certificação. 24/35
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    Certificação Florestal: 8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?)  Adaptação mais visitas técnicas e auditorias – consultores, gestores de grupo (técnicos das empresas) e certificadoras  Diagnóstico (porte), visitas técnicas, recomendações, vistoria=>certificação. Certificação renovada a cada 5 anos. Exemplo para grupo com 2500 ha: R$ 72,80 por hectare por ciclo de 5 anos de certificação ou R$ 14,56 /ha/ano  Adaptação => o x da questão?  Consultoria ou gestão dos grupos => empresas  E as prestadoras, quem paga sua adaptação? 25/35
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    Certificação Florestal: 8. Operacionalização e Custos (quem e como se paga?)  Exemplo Suzano-BA: bonificação de R$ 1,36/m³ de madeira certificada => +- R$ 326,40 por ha/ciclo ou R$ 54,40 por ha/ano (colheita aos 6 anos). Paga e bem, até quando?  Quem paga sempre é o produto !!  Mercador tomador de preço  Lucro supernormal atraindo entrantes  Equilíbrio de preços  Tendência de queda a longo prazo  Certicação versus Barreira Não-Tarifária 26/35
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    Certificação Florestal: 8. Operacionalização e custos (quem e como se paga?) Evolução de qualidade atrativa para qualidade compulsória Gráfico: Nakano e Colaboradores, citados por Cheng, 1995 27/35
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    Certificação Florestal 9. Principais dificuldades:  Legislação trabalhista, NR 31  Estruturas na fazenda  Mão-de-obra fixa  Prestadores => certificação, tabelas engessadas  Legislação Ambiental  Entraves na Bahia  Novo Código Florestal 28/35
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    Certificação Florestal 10. Papel do profissional de florestas no processo:  Níveis hierárquicos das decisões e da gestão Nível Estratégico Nível Tático ou Gerencial Nivel Operacional Fonte: HICKS (1986), citado por VALE (2003). 29/35
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    Certificação Florestal 10. Papel do profissional de florestas no processo:  Nível Estratégico:  Escolha da certificação  Definição de diretrizes e metas  Identificação de necessidades de adaptação  Escolha entre certificação individual ou em grupo?  Para quê usar a certificação 30/35
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    Certificação Florestal 10. Papel do profissional de florestas no processo:  Nível Tático:  Consultoria ou emprego?  Definição de táticas e ferramentas para adaptação  Definição de metas, com prazos para adaptação  Criação ou escolha de formulários ou outros controles  Definição de processos e controles  Definição de formas de motivação (certificação é processo voluntário!) 31/33
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    Certificação Florestal 10. Papel do profissional de florestas no processo:  Nível Operacional:  Coordenação e vistoria de obras para adaptação  Preenchimento, recolhimento e verificação da fidedignidade da informação contida em formulários ou outros controles  Verificação de obediência aos processos e sua repetibilidade  Motivação (certificação é processo voluntário!) e cobrança 32/35
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    Certificação Florestal Para ler mais:  Cuyahoga River, http://en.wikipedia.org/wiki/Cuyahoga_River  Certificação Florestal, Luís Antônio Guerra Conceição Silva, 2005 . http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1431/certificacao_florestal_silva.pdf?s equence=1  O que é certificação florestal?, http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/certificacao_florestal/  Caminhos para a mudança / Sérgio Adeodato – Piracicaba, SP: Imaflora, 2009. 152 p. http://www.imaflora.org/index.php/biblioteca/detalhe/130  Brasil certificado : a história da certificação florestal no Brasil / Imaflora. - Piracicaba, SP . Imaflora, 2005. http://www.imaflora.org/index.php/biblioteca/detalhe/409  Dificuldades para a Certificação Florestal no Brasil. http://www.ciflorestas.com.br/arquivos/doc_dificuldades_brasil_28806.pdf  Certificação Florestal, INMETRO. http://www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor.asp 33/35
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    Certificação Florestal Para ler mais:  Padrão de Certificação do FSC para o Manejo Florestal em Pequena Escala e de Baixa Intensidade - SLIMF - Versão 1.0 http://www.florestascertificadas.org.br/consulta-publica  NR 31 Comentada - http://www.riscorural.com.br/nr-31-comentada  Cristiano Zaranza, Assessor Jurídico da CNA – Palestra sobre NR 31 - http://www.abiove.com.br/palestras/palestra_sojaplus_NR31.pdf  FISCHER, A. Incentivos em Programas de Fomento Florestal na Indústria de Celulose. São Paulo: USP, 2007. 260 f. Tese (Doutorado em Administração) FEA- USP. http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CE8QFjAA&url=http%3A%2F% 2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F12%2F12139%2Ftde-04052007- 112459%2Fpublico%2FINCENTIVOSFOMENTOFLORESTAL.pdf&ei=OtPET_XLFaag6QHRz6WsCg&usg=AFQjCNF1OBl fusY7nhEwBQeCyi4mBxAt7Q&sig2=EoBKv3zRa4qgQorfEOY6Cw  BASSO, V. Certificação de Manejo em Programas de Fomento. Viçosa: UFV, 2011. 133P. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) UFV. http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/index.php 34/35
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    Certificação Florestal Muito Obrigado! Renato Fernandes renato.h.fernandes@gmail.com http://www.slideshare.net/RenatoFernandes