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PRODUÇÃO DE MUDAS
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
MARANHÃO
Campus Açailândia
MUDA – material de propagação vegetal de
qualquer gênero, espécie ou cultivar, proveniente
de reprodução sexuada ou assexuada, que tenha
finalidade específica de plantio.
Propagação de mudas:
1. REPRODUÇÃO - propagação sexuada, via
seminal, por semente.
2. MULTIPLICAÇÃO - propagação vegetativa ou
assexuada, utiliza-se partes da planta.
A produção de mudas é uma atividade
muito importante, pois o sucesso da
implantação e da produção estão diretamente
relacionados à qualidade das operações de
viveiro e do seu produto, que são as mudas.
A necessidade de produzir mudas com
melhor qualidade e menor custo é um
desafio constante, e que tem exigido a
capacitação e atualização dos profissionais
que atuam nesta atividade.
O Art. 11 da Lei Nº 6.507, de 19 de
dezembro de 1977, que trata da Produção de
sementes e mudas dispõe que: É obrigatório o
registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, de todo o viveiro de mudas
destinado à exploração comercial ou industrial,
inclusive quando utilizado para florestamento ou
reflorestamento.
SISTEMA DE PRODUÇÃO DE MUDAS EM
RECIPIENTE
1 - SEMEADURA EM SEMENTEIRAS
As sementes são semeadas em canteiros para
posteriormente serem repicadas em recipientes,
onde completarão o seu desenvolvimento.
Essa prática já foi a mais utilizada para a
produção de mudas florestais, hoje este processo
ainda é utilizado para espécies que levam muito
tempo para germinar, espécies que apresentam
germinação desuniforme ou que possuem sementes
muito pequenas.
Vantagens:
 Possibilitam alta densidade de mudas por m2;
 Garantem o suprimento de mudas no caso de
perdas;
 Propicia maior uniformidade nos canteiros após
a repicagem.
Desvantagens:
 A repicagem requer cuidados especiais no
manuseio das mudas, evitando-se danos
principalmente ao sistema radicular;
 Exigência de condições climáticas adequadas
(dias úmidos e nublados) para o processo de
repicagem;
 Utilização de um aparato de cobertura (sombrite
(tela de sombreamento) ou ripado) para os canteiros
de mudas recém repicadas;
 O custo de produção final da muda se torna um
pouco superior.
Produção do substrato
O substrato deve ser constituído de uma
mistura de terra arenosa, terra argilosa e esterco
curtido na proporção de 2:1:1. A terra deve ser
retirada do subsolo, a uma profundidade de + 20
cm e deve ser peneirada.
Deve-se dar preferência ao uso do esterco
curtido. Na ausência de esterco o mesmo pode ser
substituído por 2 a 4 kg de NPK (6:15:6) por m3 de
mistura.
Semeadura
Pode ser de duas formas:
a) A lanço: para sementes pequenas;
b) Em sulcos: para sementes maiores.
É fundamental que se distribua as sementes
na sementeira de forma uniforme, a fim de oferecer
o mesmo espaço para cada planta, evitando-se
assim grande número de mudas por unidade de
área, o que propicia o aparecimento de fungos, além
de aumentar os efeitos da competição.
Após a semeadura, as sementes são cobertas
com uma fina camada de substrato, seguida de uma
cobertura morta, a fim de proteger as sementes pré-
germinadas dos raios solares, ventos, pingos
d’água, além de manter a umidade.
Materiais que podem ser utilizados para
cobertura morta:
 Casca de arroz;
 Capim picado;
 Serragem.
Retirada de mudas
Deve ser feita por meio de uma espátula ou
ferramenta semelhante. A permanência das
plântulas na sementeira, desde a germinação até
sua repicagem varia de espécie para espécie.
Cuidados na retirada das mudas
 Molhar bem o canteiro antes de iniciar a operação;
 Molhar bem as embalagens que irão receber as
mudas;
 Evitar dias de sol, ou se necessário, fazê-lo no
início da manhã ou no fim da tarde;
 Cobrir as mudas com um sombrite ou um ripado
pelo período mínimo (dependendo da espécie) de
dois dias.
2 - SEMEADURA DIRETA EM RECIPIENTES
Vantagens:
 A área do canteiro servirá apenas de base física
para a colocação dos recipientes;
 Reduz o período para a produção de mudas;
 Produz mudas mais vigorosas;
 O substrato utilizado para encher os recipientes
não é o do local do viveiro;
 Menor perda de mudas por doenças;
 Consegue-se mudas com o sistema radicular
de melhor conformação;
 Menor custo, em relação as mudas produzidas
por repicagem.
Confecção dos canteiros
1) No chão: as mudas são depositadas
diretamente sobre o solo, enterradas ou
então encaixadas;
2)Suspenso: os canteiros são
confeccionados a uma altura média de 0,90
m de altura.
Tipos de recipientes
 Tubetes ou tubos de plástico rígido
(polipropileno)
As principais vantagens destes recipientes
são:
 Reaproveitamento da embalagem após o uso;
 Menor diâmetro, ocupando menor área;
 Menor peso;
 Maior possibilidade de mecanização das
operações de produção de mudas;
 Menor incidência de pragas/doenças;
 Propicia operações ergonométricas.
Desvantagens:
 Custo elevado de implantação;
 A lixiviação de nutrientes, tanto pela chuva como
por irrigação, ocasiona a necessidade de uma
reposição de nutrientes em maior escala.
 Saco plástico (polietileno)
Os sacos devem ser providos de furos na
sua parte inferior, com a função de escoar o
excesso de umidade e permitir o arejamento.
O enchimento pode ser manual, através de
uma lata ou cano em formato cônico e sem fundo.
Vantagens:
 Baixo custo;
Desvantagens :
 Difícil decomposição, sendo necessário sua
retirada antes do plantio;
Dimensões inadequadas da embalagem, bem
como períodos muito longos da muda no viveiro
podem ocasionar deformações no sistema radicular
pelo enovelamento e dobra da raiz pivotante;
 Utilização de grandes áreas no viveiro;
 Alto custo de transporte das mudas ao campo;
 Baixo rendimento na operação de plantio.
 Copinhos, bandejas de isopor e outros
recipientes.
COPINHO
DE PAPEL JORNAL
3 – SUBSTRATO
Sua principal função é sustentar a planta e
fornecer-lhe nutrientes, água e oxigênio.
Deve apresentar boas características físicas
e químicas, sendo as físicas as mais importantes,
uma vez que a parte química pode ser mais
facilmente manuseada pelo técnico.
Maior atenção:
 Textura: quanto mais grosseira a textura do
substrato, mais rápida é a drenagem, que previne
contra o aparecimento de fungos pela baixa
umidade.
 Porosidade: são os espaços ocupados por ar,
água, organismos e raízes.
 Estrutura: trata do modo ou como as partículas
são unidas, arranjadas com os poros, em forma de
agregados no substrato.
 Matéria orgânica: capacidade de reter a
umidade e nutrientes no substrato.
4 - PREPARO DOS CANTEIROS
Após o revolvimento do solo, os canteiros são
levantados e destorroados com enxada.
Deve-se evitar preparar o canteiro quando o
solo estiver muito seco ou muito úmido.
Preparo de canteiro
Canteiro preparado
para semeadura
Os canteiros depois de prontos ficarão com
cerca de 1m de largura, 15 a 20cm de altura e
separados por 50 a 60 cm entre si, para facilitar a
passagem das pessoas que cuidarão da horta e
para passagem do carrinho de mão, usado para
transporte de adubos, estercos e produtos colhidos.
Em terrenos inclinados, os canteiros devem
ficar atravessados em relação à declividade para
evitar que as águas das chuvas os destruam.
4 – ADUBAÇÃO
 Resíduos vegetais e animais, tais como palhas,
galhos, restos de cultura, cascas e polpas de
frutas, pó de café, folhas, esterco e outros, quando
acumulados apodrecem e, com o tempo,
transformam-se em adubo orgânico ou húmus,
também conhecido por composto orgânico.
A fertilização química deve ser feita em duas
etapas:
1) Fertilização de base: parte dos nutrientes é
misturada diretamente no substrato, antes do
enchimento dos recipientes. Aplicar 50% das doses
de N e K, e 100% das doses de calcário, P e
micronutrientes.
2) Fertilização de cobertura: o restante dos
nutrientes é aplicado, em várias doses, no decorrer
do desenvolvimento das mudas. Aplicar em doses,
parceladamente em cobertura, na forma de
soluções ou suspensões aquosas.
5 – SEMEADURA
Deve-se semear 2 a 3 sementes por copinho
ou em cada célula da bandeja. Após a semeadura,
regar mantendo a umidade do substrato durante
todo o período de crescimento das plântulas.
Eliminar plântulas mal formadas e monitorar o
desenvolvimento e a sanidade. Caso necessário,
fazer o controle dos insetos-pragas e das doenças.
6 – IRRIGAÇÃO
Para as sementeiras ou canteiros em
germinação, as regas devem ser freqüentes até as
mudas atingirem uma altura aproximada de cinco
centímetros (folhas formadas), sendo os melhores
horários pela manhã ou no período final da tarde.
Os trabalhos de irrigação poderão ser feitos
com a utilização de mangueiras, regadores ou
aspersores, dependendo das condições de cada
viveiro.
Deve-se tomar cuidado com o excesso da
irrigação, pois isto poderá acarretar as seguintes
conseqüências:
a) Diminuição da circulação de ar no substrato
b) Lixiviação das substâncias nutritivas
c) Aumento da sensibilidade das mudas ao ataque
de fungos
TIPOS DE INSTALAÇÕES PARA A
PRODUÇÃO DE MUDAS
As instalações mais utilizadas são:
 Tarimbas ou Espaldares: estruturas suspensas
do solo, a pleno sol ou com sombreamento,
construídas para aproveitar áreas baixas sujeitas a
alagamentos em períodos chuvosos, ou para facilitar
as operações de manipulação na produção de
mudas. Podem ser construídas de bambu, madeira
roliça, ripados e/ou telados de arame galvanizado.
As mudas assim produzidas necessitam de
cuidados maiores com a irrigação, pois os sacos
perdem facilmente a umidade. A maior desvantagem
do método é o alto custo de mão-de-obra na
construção e a necessidade de manutenção
esporádica, com reforços periódicos da sua
estrutura.
 Telados: permitem o sombreamento artificial para
as plantas mais sensíveis, principalmente para
aclimatação em períodos mais quentes do ano e
com alta luminosidade, tornando possível a
produção de mudas durante todo o ano. Não é
muito recomendado para regiões frias e de baixa
luminosidade, sendo recomendável o
sombreamento móvel.
 Estufas: são instalações construídas para a
produção de mudas, constituídas de telado e
fechamento com plástico agrícola, que permitem
maior controle de umidade e temperatura, em
ambiente controlado, para maior eficiência de
controle fitossanitário. Para tal, o viveirista necessita
de maiores conhecimentos técnicos e agronômicos
para o seu perfeito funcionamento.
As mudas assim produzidas, normalmente,
possuem maior qualidade e vigor quando
comparadas às mudas produzidas em outros
sistemas.

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  • 1. PRODUÇÃO DE MUDAS INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA MARANHÃO Campus Açailândia
  • 2. MUDA – material de propagação vegetal de qualquer gênero, espécie ou cultivar, proveniente de reprodução sexuada ou assexuada, que tenha finalidade específica de plantio.
  • 3. Propagação de mudas: 1. REPRODUÇÃO - propagação sexuada, via seminal, por semente. 2. MULTIPLICAÇÃO - propagação vegetativa ou assexuada, utiliza-se partes da planta.
  • 4. A produção de mudas é uma atividade muito importante, pois o sucesso da implantação e da produção estão diretamente relacionados à qualidade das operações de viveiro e do seu produto, que são as mudas.
  • 5. A necessidade de produzir mudas com melhor qualidade e menor custo é um desafio constante, e que tem exigido a capacitação e atualização dos profissionais que atuam nesta atividade.
  • 6. O Art. 11 da Lei Nº 6.507, de 19 de dezembro de 1977, que trata da Produção de sementes e mudas dispõe que: É obrigatório o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de todo o viveiro de mudas destinado à exploração comercial ou industrial, inclusive quando utilizado para florestamento ou reflorestamento.
  • 7. SISTEMA DE PRODUÇÃO DE MUDAS EM RECIPIENTE 1 - SEMEADURA EM SEMENTEIRAS As sementes são semeadas em canteiros para posteriormente serem repicadas em recipientes, onde completarão o seu desenvolvimento.
  • 8. Essa prática já foi a mais utilizada para a produção de mudas florestais, hoje este processo ainda é utilizado para espécies que levam muito tempo para germinar, espécies que apresentam germinação desuniforme ou que possuem sementes muito pequenas.
  • 9. Vantagens:  Possibilitam alta densidade de mudas por m2;  Garantem o suprimento de mudas no caso de perdas;  Propicia maior uniformidade nos canteiros após a repicagem.
  • 10. Desvantagens:  A repicagem requer cuidados especiais no manuseio das mudas, evitando-se danos principalmente ao sistema radicular;  Exigência de condições climáticas adequadas (dias úmidos e nublados) para o processo de repicagem;
  • 11.  Utilização de um aparato de cobertura (sombrite (tela de sombreamento) ou ripado) para os canteiros de mudas recém repicadas;  O custo de produção final da muda se torna um pouco superior.
  • 12. Produção do substrato O substrato deve ser constituído de uma mistura de terra arenosa, terra argilosa e esterco curtido na proporção de 2:1:1. A terra deve ser retirada do subsolo, a uma profundidade de + 20 cm e deve ser peneirada. Deve-se dar preferência ao uso do esterco curtido. Na ausência de esterco o mesmo pode ser substituído por 2 a 4 kg de NPK (6:15:6) por m3 de mistura.
  • 13. Semeadura Pode ser de duas formas: a) A lanço: para sementes pequenas; b) Em sulcos: para sementes maiores. É fundamental que se distribua as sementes na sementeira de forma uniforme, a fim de oferecer o mesmo espaço para cada planta, evitando-se assim grande número de mudas por unidade de área, o que propicia o aparecimento de fungos, além de aumentar os efeitos da competição.
  • 14. Após a semeadura, as sementes são cobertas com uma fina camada de substrato, seguida de uma cobertura morta, a fim de proteger as sementes pré- germinadas dos raios solares, ventos, pingos d’água, além de manter a umidade. Materiais que podem ser utilizados para cobertura morta:  Casca de arroz;  Capim picado;  Serragem.
  • 15. Retirada de mudas Deve ser feita por meio de uma espátula ou ferramenta semelhante. A permanência das plântulas na sementeira, desde a germinação até sua repicagem varia de espécie para espécie.
  • 16. Cuidados na retirada das mudas  Molhar bem o canteiro antes de iniciar a operação;  Molhar bem as embalagens que irão receber as mudas;  Evitar dias de sol, ou se necessário, fazê-lo no início da manhã ou no fim da tarde;  Cobrir as mudas com um sombrite ou um ripado pelo período mínimo (dependendo da espécie) de dois dias.
  • 17. 2 - SEMEADURA DIRETA EM RECIPIENTES Vantagens:  A área do canteiro servirá apenas de base física para a colocação dos recipientes;  Reduz o período para a produção de mudas;  Produz mudas mais vigorosas;  O substrato utilizado para encher os recipientes não é o do local do viveiro;
  • 18.  Menor perda de mudas por doenças;  Consegue-se mudas com o sistema radicular de melhor conformação;  Menor custo, em relação as mudas produzidas por repicagem.
  • 19. Confecção dos canteiros 1) No chão: as mudas são depositadas diretamente sobre o solo, enterradas ou então encaixadas; 2)Suspenso: os canteiros são confeccionados a uma altura média de 0,90 m de altura.
  • 20.
  • 21. Tipos de recipientes  Tubetes ou tubos de plástico rígido (polipropileno)
  • 22. As principais vantagens destes recipientes são:  Reaproveitamento da embalagem após o uso;  Menor diâmetro, ocupando menor área;  Menor peso;  Maior possibilidade de mecanização das operações de produção de mudas;  Menor incidência de pragas/doenças;  Propicia operações ergonométricas.
  • 23. Desvantagens:  Custo elevado de implantação;  A lixiviação de nutrientes, tanto pela chuva como por irrigação, ocasiona a necessidade de uma reposição de nutrientes em maior escala.
  • 24.  Saco plástico (polietileno) Os sacos devem ser providos de furos na sua parte inferior, com a função de escoar o excesso de umidade e permitir o arejamento. O enchimento pode ser manual, através de uma lata ou cano em formato cônico e sem fundo.
  • 26. Desvantagens :  Difícil decomposição, sendo necessário sua retirada antes do plantio; Dimensões inadequadas da embalagem, bem como períodos muito longos da muda no viveiro podem ocasionar deformações no sistema radicular pelo enovelamento e dobra da raiz pivotante;  Utilização de grandes áreas no viveiro;  Alto custo de transporte das mudas ao campo;  Baixo rendimento na operação de plantio.
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  • 28.  Copinhos, bandejas de isopor e outros recipientes.
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  • 36. 3 – SUBSTRATO Sua principal função é sustentar a planta e fornecer-lhe nutrientes, água e oxigênio. Deve apresentar boas características físicas e químicas, sendo as físicas as mais importantes, uma vez que a parte química pode ser mais facilmente manuseada pelo técnico.
  • 37. Maior atenção:  Textura: quanto mais grosseira a textura do substrato, mais rápida é a drenagem, que previne contra o aparecimento de fungos pela baixa umidade.  Porosidade: são os espaços ocupados por ar, água, organismos e raízes.
  • 38.  Estrutura: trata do modo ou como as partículas são unidas, arranjadas com os poros, em forma de agregados no substrato.  Matéria orgânica: capacidade de reter a umidade e nutrientes no substrato.
  • 39. 4 - PREPARO DOS CANTEIROS Após o revolvimento do solo, os canteiros são levantados e destorroados com enxada. Deve-se evitar preparar o canteiro quando o solo estiver muito seco ou muito úmido.
  • 40. Preparo de canteiro Canteiro preparado para semeadura
  • 41. Os canteiros depois de prontos ficarão com cerca de 1m de largura, 15 a 20cm de altura e separados por 50 a 60 cm entre si, para facilitar a passagem das pessoas que cuidarão da horta e para passagem do carrinho de mão, usado para transporte de adubos, estercos e produtos colhidos. Em terrenos inclinados, os canteiros devem ficar atravessados em relação à declividade para evitar que as águas das chuvas os destruam.
  • 42. 4 – ADUBAÇÃO  Resíduos vegetais e animais, tais como palhas, galhos, restos de cultura, cascas e polpas de frutas, pó de café, folhas, esterco e outros, quando acumulados apodrecem e, com o tempo, transformam-se em adubo orgânico ou húmus, também conhecido por composto orgânico.
  • 43. A fertilização química deve ser feita em duas etapas: 1) Fertilização de base: parte dos nutrientes é misturada diretamente no substrato, antes do enchimento dos recipientes. Aplicar 50% das doses de N e K, e 100% das doses de calcário, P e micronutrientes.
  • 44. 2) Fertilização de cobertura: o restante dos nutrientes é aplicado, em várias doses, no decorrer do desenvolvimento das mudas. Aplicar em doses, parceladamente em cobertura, na forma de soluções ou suspensões aquosas.
  • 45. 5 – SEMEADURA Deve-se semear 2 a 3 sementes por copinho ou em cada célula da bandeja. Após a semeadura, regar mantendo a umidade do substrato durante todo o período de crescimento das plântulas. Eliminar plântulas mal formadas e monitorar o desenvolvimento e a sanidade. Caso necessário, fazer o controle dos insetos-pragas e das doenças.
  • 46. 6 – IRRIGAÇÃO Para as sementeiras ou canteiros em germinação, as regas devem ser freqüentes até as mudas atingirem uma altura aproximada de cinco centímetros (folhas formadas), sendo os melhores horários pela manhã ou no período final da tarde. Os trabalhos de irrigação poderão ser feitos com a utilização de mangueiras, regadores ou aspersores, dependendo das condições de cada viveiro.
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  • 51. Deve-se tomar cuidado com o excesso da irrigação, pois isto poderá acarretar as seguintes conseqüências: a) Diminuição da circulação de ar no substrato b) Lixiviação das substâncias nutritivas c) Aumento da sensibilidade das mudas ao ataque de fungos
  • 52. TIPOS DE INSTALAÇÕES PARA A PRODUÇÃO DE MUDAS As instalações mais utilizadas são:  Tarimbas ou Espaldares: estruturas suspensas do solo, a pleno sol ou com sombreamento, construídas para aproveitar áreas baixas sujeitas a alagamentos em períodos chuvosos, ou para facilitar as operações de manipulação na produção de mudas. Podem ser construídas de bambu, madeira roliça, ripados e/ou telados de arame galvanizado.
  • 53. As mudas assim produzidas necessitam de cuidados maiores com a irrigação, pois os sacos perdem facilmente a umidade. A maior desvantagem do método é o alto custo de mão-de-obra na construção e a necessidade de manutenção esporádica, com reforços periódicos da sua estrutura.
  • 54.  Telados: permitem o sombreamento artificial para as plantas mais sensíveis, principalmente para aclimatação em períodos mais quentes do ano e com alta luminosidade, tornando possível a produção de mudas durante todo o ano. Não é muito recomendado para regiões frias e de baixa luminosidade, sendo recomendável o sombreamento móvel.
  • 55.  Estufas: são instalações construídas para a produção de mudas, constituídas de telado e fechamento com plástico agrícola, que permitem maior controle de umidade e temperatura, em ambiente controlado, para maior eficiência de controle fitossanitário. Para tal, o viveirista necessita de maiores conhecimentos técnicos e agronômicos para o seu perfeito funcionamento.
  • 56. As mudas assim produzidas, normalmente, possuem maior qualidade e vigor quando comparadas às mudas produzidas em outros sistemas.