SlideShare uma empresa Scribd logo
Jurandir Peinado
GESTÃO DE OPERAÇÕES
Estudo de movimentos, tempos e
métodos
Jurandir Peinado
Objetivos da aprendizagem
Fornecer uma visão científica da administração da produção por meio das técnicas
do estudo de tempos, movimentos e métodos que são a base fundamental para
compreender o gerenciamento das atividades de produção em qualquer tipo de
organização.
1. Elaborar um detalhado estudo de movimentos de
atividades produtivas através do diagrama de movimentos
simultâneos (SIMO) permitindo analisar e propor melhorias
nestas atividades.
2. Dominar a técnica para realizar um estudo de tempos
(cronoanálise) compreender e calcular tempos padrões de
operações e sua utilidade prática nas organizações.
3. Compreender o significado e calcular fatores de tolerância
de trabalho.
Jurandir Peinado
Tempos, movimentos e métodos de trabalho
O estudo de Movimentos, Tempos e Métodos teve seu inicio em 1881. Taylor foi
seu introdutor. Atualmente é o método mais utilizado para o planejamento e
padronização do trabalho.
O estudo de movimentos, tempos e
métodos aborda técnicas que submetem a
uma detalhada análise cada operação de
uma dada tarefa, com o objetivo de eliminar
qualquer elemento desnecessário a
operação e também conseguir o melhor e
mais eficiente método para executar cada
operação da tarefa.
Jurandir Peinado
Diagrama de processo de duas mãos
•Quantos movimentos são necessários para a montagem da abraçadeira
abaixo?
O diagrama de processo de duas mãos, (SIMO) é uma técnica utilizada para
estudos de produção que envolve montagem ou desmontagem de componentes.
Fonte: Atlas geopolítico
Porca P1
Porca P2
Base
Corpo U
Jurandir Peinado
Produto: ABRAÇADEIRA Componentes: CORPO (U), BASE (B) e PORCAS (P1 e P2)
MÃO ESQUERDA MÃO DIREITA
No Descrição da atividade Descrição da atividade No
1 Para corpo (U) Aguarda 1
2 Colhe corpo Aguarda 2
3 Para área de trabalho Aguarda 3
4 Aguarda Para base (B) 4
5 Aguarda Colhe base 5
6 Aguarda Para área de trabalho 6
7 Preposiciona corpo na base Preposiciona base no corpo 7
8 Monta corpo na base Monta base no corpo 8
9 Para porca (P1) Aguarda 9
10 Colhe porca 1 Aguarda 10
11 Para área de trabalho Aguarda 11
12 Preposiciona porca 1 no corpo Preposiciona corpo na porca 1 12
13 Monta porca 1 no corpo Monta corpo na porca 1 13
14 Para porca (P2) Aguarda 14
15 Colhe porca 2 Aguarda 15
16 Para área de trabalho Aguarda 16
17 Preposiciona porca 2 no corpo Preposiciona corpo na porca 2 17
18 Monta porca 2 no corpo Monta corpo na porca 2 18
19 Para área de saída Aguarda 19
20 Solta abraçadeira montada Aguarda 20
Jurandir Peinado
Princípios da economia de movimentos
1 – As duas mãos devem iniciar e terminar os movimentos ao mesmo tempo.
2 – As mãos não devem permanecer paradas ao mesmo tempo.
3 – Os braços devem ser movimentados simetricamente e em direções opostas
4 – O movimento das mãos devem ser os mais simples possíveis.
De classe mais baixa possível.
Classes de movimentos: 1a classe movimenta apenas os dedos
2a classe: movimenta os dedos e uma parte do punho
3a classe: movimenta os dedos, uma parte do punho e da mão.
4a classe: movimenta os dedos, o punho, a mão e o braço.
5a classe: movimenta os dedos, o punho, a mão, o braço e o
corpo.
5 – Deve-se utilizar a função deslizar
6 – As mãos devem executar movimentos suaves e contínuos
7 – Usar a posição fixa sempre que necessário
8 – Manter o ritmo do trabalho
9 – Usar pedais quando possível.
10 – As peças devem ser colhidas, não agarradas.
11 – Usar entrada e saída por gravidade.
12 – Pré-posicionar ferramentas e componentes.
Fonte: (Barnes – 1999. p.178)
Jurandir Peinado
Diagrama de processo de duas mãos
•Monte um diagrama de duas mãos para o conjunto de fixação abaixo utilizando as
técnicas da economia de movimentos.
Fonte: Atlas geopolítico
Arruela de pressão
Arruela lisa
Porca
Parafuso
Jurandir Peinado
Estudo de alimentadores
•Um bom projeto de caixas alimentadoras permite que se apanhem as peças
com mais rapidez, produzindo mais, sem forçar, em demasia, o punho do
operador
O desenho adequado de uma caixa alimentadora pode eliminar problemas
relacionados com a lesão por movimentos repetitivos, eliminando tensões
musculares resultantes da necessidade de uma classe de movimento mais alta
Fonte: Itiro Lida – 2000 p. 161
Jurandir Peinado
Estudo de alimentadores
O ensaio consistiu em medir o tempo para selecionar, agarrar, transportar uma
porca ou um parafuso sextavados a uma distância de 125 milímetros, soltando a
peça em um orifício sobre a bancada de trabalho.
Fonte: Adaptado de Barnes – 1999 p. 215
Número de peças coletadas por minuto por tipo de alimentador
Porcas Parafusos Porcas Parafusos Porcas Parafusos
72,62 63,81 67,56 61,95 86,21 70,01
Jurandir Peinado
Distúrbios relacionados ao trabalho
•A LER não é uma doença nova: provocada pelos computadores.Há registros
médicos do século XVI, que descrevem essa doença e que as pessoas mais
afetadas eram os escribas e os artistas como pintores e escultores.
•A LER não tem cura efetiva: A medicina ainda é ineficaz para uma cura total,
dependendo do estágio em que a mesma é identificada.
Em várias trabalhos, os operários são submetidos a movimentos manuais
repetitivos causadores de um distúrbio conhecidos como LER.
www.mesp.com.br
LER: Lesão por Esforço Repetitivo
DORT: Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
Jurandir Peinado
Estudo de tempos
O estudo de tempos procura encontrar um padrão de referência que
servirá para:
 Determinação da capacidade produtiva da empresa
 Elaboração dos programas de produção
 Determinação do valor da mão de obra direta no cálculo do custo do
produto vendido (CPV)
 Estimar o custo de um novo produto durante seu projeto e criação
 Balancear as linhas de produção e montagem.
É a determinação do tempo necessário para se realizar uma tarefa. O termo
“cronoanálise” é bastante utilizado para designar a mensuração dos tempos
padrões das tarefas em uma organização.
Jurandir Peinado
Cronômetro de hora centesimal
Para facilitar a tomada de tempos, existe um cronômetro que conta o tempo de
forma centesimal, uma volta do ponteiro maior corresponde a 1/100 de hora, ou 36
segundos.
Tempo medido
Cronômetro comum
Tempo transformado para
o sistema centesimal
Cálculo
1 minuto e 10 segundos 1,17 minutos 1 + 10/60 = 1,17
1 minuto e 20 segundos 1,33 minutos 1 + 20/60 = 1,33
1 minuto e 30 segundos 1,50 minutos 1 + 30/60 = 1,50
1 hora, 47 min e 15 seg. 1,83 horas 1 + 47/60 + 15/360 = 1,83
Prancheta: A tomada de tempos é feita no local onde ocorre a operação e é
comum o uso de uma prancheta para anotar as tomadas de tempo em pé.
Folha de observação: Documento onde são registrados os tempos e demais
observações relativas à operação cronometrada.
Jurandir Peinado
Determinação do tempo cronometrado
Divisão da operação em elementos: Em primeiro lugar, a operação total que se
deseja determinar o tempo padrão, deve ser dividida em partes para que o método
de trabalho possa ter uma medida precisa.
Uma indústria de confecções deseja cronometrar o tempo de costura de uma
camiseta. Em que elementos esta operação pode ser dividida?
Elemento 1 – Costura dos ombros (costura da frente com as costas unindo os ombros)
Elemento 2 – Costura das mangas (costura fechando as duas mangas independentes)
Elemento 3 – Costura das mangas nos conjunto frente e costas
Elemento 4 – Fechamento de frente e costas nas laterais (abaixo das mangas)
Elemento 5 – Costura da barra das mangas
Elemento 6 – Costura da barra inferior do corpo
Elemento 7 – Colocação da Ribana (Tira de tecido especial que serve do colarinho em uma
camiseta)
Jurandir Peinado
Determinação do tempo cronometrado
Número de ciclos a serem cronometrados: É necessário que se façam várias
tomadas de tempo para obtenção de uma média aritmética destes tempos.
Número de ciclos a serem cronometrados
Onde: N = Número de ciclos a serem cronometrados
Z = Coeficiente de distribuição normal para uma probabilidade determinada
R = Amplitude da amostra
Er = Erro relativo da medida
d2 = Coeficiente em função do número de cronometragens realizadas
preliminarmente
= Média da amostra
2
2












x
d
Er
R
Z
N
x
Jurandir Peinado
Tabelas de coeficientes
Na prática costuma-se utilizar probabilidades para o grau de confiabilidade da
medida entre 90% e 95%, e erro relativo aceitável variando entre 5% e 10%.
Supondo uma média de cronometragens no valor de 10 segundos para um
grau de confiabilidade de 95% e um erro de 5%
Isto significa que, estatisticamente, existe 95% de certeza que o tempo da
atividade está entre 9,5 segundos e 10,5 segundos.
Coeficientes de distribuição normal
Probabilidade % 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99
Z 1,65 1,70 1,75 1,81 1,88 1,96 2,05 2,17 2,33 2,58
Coeficiente d2 para o número de cronometragens inicial
N 2 3 4 5 6 7 8 9 10
D2 1,128 1,693 2,059 2,326 2,534 2,704 2,847 2,970 3,078
Jurandir Peinado
Determinação do tempo normal
Quando se determina o tempo de execução uma operação é preciso levar em
conta a velocidade que o operador está realizando a operação.
Tempo normal
onde: TN = Tempo normal
TC = Tempo cronometrado
v = Velocidade do operador
v
TC
TN 

Exemplo: Utilizando o tempo cronometrado de 9,8 segundos, qual seria o
tempo normal se a velocidade do operador fosse avaliada em 116%? E se a
velocidade fosse avaliada em 97%?
a) velocidade de 116 %
segundos
v
TC
TN 37
,
11
16
,
1
8
,
9 




b) velocidade de 97%
segundos
v
TC
TN 51
,
9
97
,
0
8
,
9 




Jurandir Peinado
Determinação do tempo Padrão
O tempo padrão é calculado por meio do acréscimo de um fator de tolerância ao
tempo normal, para compensar o período que o trabalhador, efetivamente, não
trabalha.
Tempo padrão
Onde: TP = Tempo Padrão
TN = Tempo Normal
FT = Fator de Tolerância
FT
TN
TP 

Tipos de Tolerâncias
Para atendimento às necessidades pessoais
Para alívio de fadiga
Tempo de espera
Jurandir Peinado
Descrição % Descrição %
A. TOLERÂNCIAS INVARIÁVEIS: 3. Uso de força ou energia muscular
1. Tolerâncias para necessidades pessoais 5 (erguer, puxar ou levantar)
2. Tolerâncias básicas para fadiga 4 Peso levantado em quilos
B. TOLERÂNCIAS VARIÁVEIS: 2,5 0
1. Tolerância para ficar em pé 2 5,0 2
2. Tolerância quanto à postura 7,5 2
a. Ligeiramente desajeitada 0 10,0 3
b. Desajeitada (recurvada) 2 12,5 4
c. Muito desajeitada (deitada, esticada) 7 15,0 5
17,5 7
20,0 9
22,5 11
25,0 13
27,5 17
30,0 22
Tolerâncias de trabalho
Fonte: Stevenson – (2001 p. 247)
Jurandir Peinado
Descrição % Descrição %
4. Iluminação deficiente: 8. Estresse mental
a. Pouco abaixo do recomendado 0 a. Processo razoavelmente complexo 1
b. Bem abaixo do recomendado 2 b. Processo complexo atenção abrangente 4
c. Muito inadequada 5 c. Processo muito complexo 8
5. Condições atmosféricas 0 – 10 9. Monotonia:
(calor e umidade) – variáveis a. Baixa 0
6. Atenção cuidadosa b. Média 1
a. Trabalho razoavelmente fino 0 c. Elevada 4
b. Trabalho fino ou de precisão 2 10. Grau de tédio
c. Trabalho muito fino ou de precisão 5 a. Um tanto tedioso 0
7. Nível de ruído: b. Tedioso 2
a. Contínuo 0 c. Muito tedioso 5
b. Intermitente – volume alto 2
c. Intermitente – volume muito alto 5
d. Timbre elevado – volume alto 5
Fonte: Stevenson – (2001 p. 247)
Jurandir Peinado
Determinação do tempo Padrão
Muitas vezes a tolerância é calculada em função dos tempos de permissão que a
empresa está disposta a conceder. Neste caso calcula-se o fator de tolerâncias
através da fórmula:
Fator de tolerância
onde: FT = Fator de tolerância
p = Tempo de intervalo dado dividido pelo tempo de trabalho
p
FT


1
1
Jurandir Peinado
Problema proposto
Uma empresa do ramo metalúrgico deseja determinar o tempo padrão necessário, com
90% de confiabilidade e um erro relativo de 5%, para a fabricação de determinado
componente que será utilizado na linha de montagem. O analista de processos realizou
uma cronometragem preliminar de nove tomadas de tempo, obtendo os dados a seguir.
Pergunta-se:
• O número de amostragens é suficiente?
• Qual o tempo cronometrado (TC) e o tempo normal (TN)?
• Qual o tempo padrão (TP) se a fabrica definir um índice de tolerância de 15%?
• Caso a empresa conceda 12 minutos para necessidades pessoais, 15 minutos
para lanches e 20 minutos para alívio de fadiga em um dia de 8 horas de
trabalho, qual seria o novo tempo padrão?
Folha de
observação
Tempos cronometrados (centésimos de hora)
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Cortar chapa 0,07 0,08 0,09 0,09 0,08 0,07 0,07 0,08 0,07
Dobrar chapa 0,07 0,06 0,07 0,06 0,05 0,07 0,06 0,06 0,06
Furar chapa 0,15 0,14 0,16 0,15 0,14 0,13 0,13 0,15 0,14
Remover rebarbas 0,05 0,05 0,04 0,05 0,04 0,04 0,04 0,05 0,05
Velocidade avaliada: 94%
Jurandir Peinado
1 - O gerente de produção de um fabricante de perfumes deseja
levantar o tempo padrão de embalagem de um novo perfume. A
operação foi cronometrada 10 vezes, obtendo-se o tempo médio
por ciclo de 4,5 segundos. O cronoanalista avaliou a velocidade
média do operador em 95% e foi atribuído um fator de tolerância
de 16%. (R. 4,96 s)
2 - Em um estudo de tempos, foi realizada uma cronometragem
preliminar com 6 tomadas de tempo, obtendo-se os resultados em
minutos:
9,0 – 9,9 – 8,6 – 9,5 – 8,9 – 9,4.
A empresa deseja que o tempo padrão tenha 95% de
probabilidade de estar correto e uma variação máxima de 6%
sobre o tempo determinado. Quantas cronometragens devem ser
realizadas? (R. 3,3 cronometragens)
Problema proposto
Jurandir Peinado
3. Para determinar o tempo padrão, uma operação foi cronometrada
três vezes em três dias, obtendo-se os dados que se seguem.
Calcular:
a) Os tempos cronometrados médios. (R. TC1 = 22,6; TC2 = 21,3; TC3 = 20,8
minutos)
b) O tempo normal. (R. 21,8 minutos)
c) O tempo padrão, considerando que a empresa concede 30 minutos
para lanches e 40 minutos para atrasos inevitáveis em um dia de 8
horas de trabalho. (R.25,5 min)
Tempos em minutos – sistema centesimal
Velocidade %
Cronometragens 1 2 3
Dia 1 22,0 24,4 21,4 95
Dia 2 21,0 20,6 22,4 100
Dia 3 20,4 20,8 21,2 109
Jurandir Peinado
5. Um trabalhador de uma empresa de brindes comerciais coloca em uma caixa plástica: uma
caneta esferográfica, um chaveiro, um porta-cartão e um prendedor de papéis lembrete.
Assim que cada caixa plástica é completada, o trabalhador fecha a caixa plástica e a deixa
de lado até que 10 caixas sejam completadas. Após completar as 10 caixas, o trabalhador
as coloca em uma caixa de papelão para transporte e armazenamento. Considerando que
esta empresa utiliza um fator de tolerância de 12%, determine quantas caixas de papelão o
trabalhador pode produzir em um dia de trabalho de 8 horas. A folha de observações
preenchida pelo crono analista apresentou os seguintes dados: (R. ≈ 45 caixas por dia)
FOLHA DE OBSERVAÇÕES – Tempos em minutos no sistema centesimal
Tarefas – Montagem dos kits 1 2 3 4 5 v (%)
1. Apanha caixa plástica 0,11 0,12 0,11 0,10 0,11 98
2. Coloca a caneta esferográfica 0,22 0,23 0,19 0,19 0,21 92
3. Coloca o chaveiro 0,18 0,19 0,20 0,18 0,19 100
4. Coloca o porta cartões 0,14 0,13 0,12 0,11 0,13 105
5. Coloca o prendedor de lembretes 0,15 0,13 0,15 0,14 0,13 102
6. fecha caixa plástica 0,09 0,08 0,08 0,07 0,09 95
Tarefas – Montagem das embalagens 1 2 3 4 5 v (%)
1. Apanha caixa de papelão 0,13 0,13 0,12 0,11 0,12 100
2. Coloca 10 caixas plásticas na de
papelão
0,59 0,63 0,61 0,64 0,62 100
3. Fecha caixa papelão e põe de lado 0,29 0,33 0,34 0,31 0,32 110
Jurandir Peinado
6. Uma empresa de fundição deseja estimar um fator de
tolerância para determinação de seus tempos padrão,
sabe-se que os trabalhadores levantam pesos de 30
quilos em uma posição de pé, ligeiramente desajeitada,
sob iluminação bem abaixo do recomendado, sob a
influência dos ruídos de empilhadeiras, considerados
intermitentes, de volume alto. A monotonia do trabalho
é alta, a temperatura ambiente é superior a 35ºC. Incluir
uma tolerância de 5% para necessidades pessoais e de
4% para fadiga básica. (R.≈ 49%)
Problema proposto
Jurandir Peinado
7. Em um estudo de tempos, foi realizada uma
cronometragem inicial com nove tomadas de
tempo, obtendo-se os resultados em minutos:
12,0 – 11,9 – 12,6 – 11,5 – 10,1 – 11,4 – 11,0 – 12,3 – 17,0
A empresa deseja que o tempo padrão tenha
95% de probabilidade de estar correto e uma
variação máxima de 6% sobre o tempo
determinado. Quantas cronometragens devem
ser realizadas? (R. 38,7 cronometragens)
Problema proposto
Jurandir Peinado
8. No exercício anterior, o número de
cronometragens calculada pela fórmula é
bastante elevado, por que isto
aconteceu? Na prática, o que você
recomendaria? Qual seria o número
necessário de cronometragens neste
caso? (R. ≈ 6 cronometragens)
Problema proposto
Jurandir Peinado
9. Uma operação consiste em cortar chapas de aço para
confecção de blanks, que são pedaços de chapa menores
a serem estampados em prensas em um processo
posterior. Para executar o corte, a guilhotina deve ser
preparada colocando-se uma faca afiada a cada 500
operações (A faca removida será afiada novamente para
posterior utilização). Estas atividades de set up demoram
cerca de 10 minutos.
A operação de corte foi cronometrada 10 vezes e o
cronoanalista obteve o tempo médio de 15,7 segundos. A
velocidade do operador foi avaliada em 95%. Se o fator
de tolerância utilizado pela empresa for de 1,27, calcular:
a. o tempo padrão por peça, sem considerar o tempo de set up. (R. 18,9 s)
b. o tempo padrão por peça considerando o tempo de set up. (R. 20,1 s)
c. o tempo necessário para produzir um lote de 4.500 peças. (R. 25,18 horas)
Problema proposto

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Respostas exercícios para fixação de tempos e métodos
Respostas exercícios para fixação de tempos e métodosRespostas exercícios para fixação de tempos e métodos
Respostas exercícios para fixação de tempos e métodos
ENGENHARIA PRODUÇÃO 10º SEMESTRE
 
Ferramentas da qualidade
Ferramentas da qualidadeFerramentas da qualidade
Ferramentas da qualidade
Sergio Dias
 
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
Letícia Reis Rodrigues
 
Planejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
Planejamento e Organização no Ambiente de TrabalhoPlanejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
Planejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
Benjamim Garcia Netto
 
O Sistema Kanban
O Sistema KanbanO Sistema Kanban
O Sistema Kanban
CLT Valuebased Services
 
7 ferramentas da qualidade
7 ferramentas da qualidade7 ferramentas da qualidade
7 ferramentas da qualidade
Virginia Gonçalves
 
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFOO que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
Interlogis Planejamento das Operações Logísticas Ltda.
 
Caderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
Caderno de Atividades Gestão de Processos e QualidadeCaderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
Caderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
Gerisval Pessoa
 
Jit – just in time
Jit – just in timeJit – just in time
Jit – just in time
trainertek
 
Gestão/Administração da produção.
Gestão/Administração da produção.Gestão/Administração da produção.
Gestão/Administração da produção.
Henrique Ferreira
 
Medição do trabalho
Medição do trabalhoMedição do trabalho
Medição do trabalho
Mauro Enrique
 
Planejamento de Compras
Planejamento de ComprasPlanejamento de Compras
Planejamento de Compras
Nyedson Barbosa
 
20130912 curva abc
20130912 curva abc20130912 curva abc
20130912 curva abc
Dora Machado Consultoria
 
Inventários
InventáriosInventários
Inventários
Jeverson Perin
 
Custos metodos de custeio
Custos metodos de custeioCustos metodos de custeio
Custos metodos de custeio
custos contabil
 
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleberInventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
CLEBER CÂNDIDO
 
Ferramentas da Qualidade
Ferramentas da QualidadeFerramentas da Qualidade
Ferramentas da Qualidade
Mayra de Souza
 
Mapeamento de Fluxo de Valor
Mapeamento de Fluxo de ValorMapeamento de Fluxo de Valor
Mapeamento de Fluxo de Valor
Caio Santiago
 
Organização do trabalho
Organização do trabalhoOrganização do trabalho
Organização do trabalho
José Gomes
 
Custos Logísticos - Conceitos
Custos Logísticos - ConceitosCustos Logísticos - Conceitos
Custos Logísticos - Conceitos
Willian dos Santos Abreu
 

Mais procurados (20)

Respostas exercícios para fixação de tempos e métodos
Respostas exercícios para fixação de tempos e métodosRespostas exercícios para fixação de tempos e métodos
Respostas exercícios para fixação de tempos e métodos
 
Ferramentas da qualidade
Ferramentas da qualidadeFerramentas da qualidade
Ferramentas da qualidade
 
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
139853076 lista-exercicios-tempo-padrao
 
Planejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
Planejamento e Organização no Ambiente de TrabalhoPlanejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
Planejamento e Organização no Ambiente de Trabalho
 
O Sistema Kanban
O Sistema KanbanO Sistema Kanban
O Sistema Kanban
 
7 ferramentas da qualidade
7 ferramentas da qualidade7 ferramentas da qualidade
7 ferramentas da qualidade
 
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFOO que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
O que você precisa saber sobre FIFO e LIFO
 
Caderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
Caderno de Atividades Gestão de Processos e QualidadeCaderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
Caderno de Atividades Gestão de Processos e Qualidade
 
Jit – just in time
Jit – just in timeJit – just in time
Jit – just in time
 
Gestão/Administração da produção.
Gestão/Administração da produção.Gestão/Administração da produção.
Gestão/Administração da produção.
 
Medição do trabalho
Medição do trabalhoMedição do trabalho
Medição do trabalho
 
Planejamento de Compras
Planejamento de ComprasPlanejamento de Compras
Planejamento de Compras
 
20130912 curva abc
20130912 curva abc20130912 curva abc
20130912 curva abc
 
Inventários
InventáriosInventários
Inventários
 
Custos metodos de custeio
Custos metodos de custeioCustos metodos de custeio
Custos metodos de custeio
 
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleberInventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
Inventário e acuracidade trabalho completo versão cleber
 
Ferramentas da Qualidade
Ferramentas da QualidadeFerramentas da Qualidade
Ferramentas da Qualidade
 
Mapeamento de Fluxo de Valor
Mapeamento de Fluxo de ValorMapeamento de Fluxo de Valor
Mapeamento de Fluxo de Valor
 
Organização do trabalho
Organização do trabalhoOrganização do trabalho
Organização do trabalho
 
Custos Logísticos - Conceitos
Custos Logísticos - ConceitosCustos Logísticos - Conceitos
Custos Logísticos - Conceitos
 

Semelhante a Capitulo 2A - Estudo de tempos cronoanalise.ppt

1930799415 capitulo 04 adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
1930799415 capitulo 04   adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok1930799415 capitulo 04   adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
1930799415 capitulo 04 adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
Amanda Ponciano Pereira
 
Estudo de tempo
Estudo de tempoEstudo de tempo
Estudo de tempo
MateusCastilho6
 
Estudo de tempo - SENAI SP
Estudo de tempo - SENAI SPEstudo de tempo - SENAI SP
Estudo de tempo - SENAI SP
William Mazotti
 
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
Unidade Acedêmica de Engenharia de Produção
 
Unidade 3 planejamento de espaços
Unidade 3   planejamento de espaçosUnidade 3   planejamento de espaços
Unidade 3 planejamento de espaços
Daniel Moura
 
Medicao do Tempo e Filas de Espesa
Medicao do Tempo e Filas de EspesaMedicao do Tempo e Filas de Espesa
Medicao do Tempo e Filas de Espesa
CLT Valuebased Services
 
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
CLT Valuebased Services
 
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria ContínuaMTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
Associação MTM Portugal
 
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustradoGuia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
Sidonio Guerreiro
 
Estimativas de Observações de Tempos
Estimativas de Observações de TemposEstimativas de Observações de Tempos
Estimativas de Observações de Tempos
Philippe Elias
 
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
douglas
 
Booklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho finalBooklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho final
CLT Valuebased Services
 
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
Fabio Maia
 
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
douglas
 
Artigo de Ergonômia - Flávio.ppt
Artigo de Ergonômia - Flávio.pptArtigo de Ergonômia - Flávio.ppt
Artigo de Ergonômia - Flávio.ppt
Karollyna Maciel
 
Site mtm-1
Site mtm-1Site mtm-1
Site mtm-1
marcio cerqueira
 
Administração científica e teoria clássica da administração
Administração científica e teoria clássica da administraçãoAdministração científica e teoria clássica da administração
Administração científica e teoria clássica da administração
Jean Leão
 
Minicurso OEE
Minicurso OEEMinicurso OEE
Minicurso OEE
IFMG
 
Tempometodos
TempometodosTempometodos
Tempometodos
Danilo Brito
 
Indicador OEE
Indicador OEEIndicador OEE
Indicador OEE
Shark Engenharia
 

Semelhante a Capitulo 2A - Estudo de tempos cronoanalise.ppt (20)

1930799415 capitulo 04 adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
1930799415 capitulo 04   adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok1930799415 capitulo 04   adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
1930799415 capitulo 04 adm produção tempos e métodos aulas 01 - 02 - 03 ok
 
Estudo de tempo
Estudo de tempoEstudo de tempo
Estudo de tempo
 
Estudo de tempo - SENAI SP
Estudo de tempo - SENAI SPEstudo de tempo - SENAI SP
Estudo de tempo - SENAI SP
 
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
Aula 3 - Projeto de Fábrica e Layout
 
Unidade 3 planejamento de espaços
Unidade 3   planejamento de espaçosUnidade 3   planejamento de espaços
Unidade 3 planejamento de espaços
 
Medicao do Tempo e Filas de Espesa
Medicao do Tempo e Filas de EspesaMedicao do Tempo e Filas de Espesa
Medicao do Tempo e Filas de Espesa
 
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
Estudo do Trabalho - Mediao do tempo 2014
 
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria ContínuaMTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
MTM - Uma Ferramenta para a Melhoria Contínua
 
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustradoGuia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
Guia pratico-para-o-calculo-do-oee-illustrado
 
Estimativas de Observações de Tempos
Estimativas de Observações de TemposEstimativas de Observações de Tempos
Estimativas de Observações de Tempos
 
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 2 de 6
 
Booklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho finalBooklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho final
 
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
Estudo de Tempos e Movimentos na Gestão Produtiva.
 
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
Curso de Cronoanálise - Tempos e Movimentos - Parte 6 de 6
 
Artigo de Ergonômia - Flávio.ppt
Artigo de Ergonômia - Flávio.pptArtigo de Ergonômia - Flávio.ppt
Artigo de Ergonômia - Flávio.ppt
 
Site mtm-1
Site mtm-1Site mtm-1
Site mtm-1
 
Administração científica e teoria clássica da administração
Administração científica e teoria clássica da administraçãoAdministração científica e teoria clássica da administração
Administração científica e teoria clássica da administração
 
Minicurso OEE
Minicurso OEEMinicurso OEE
Minicurso OEE
 
Tempometodos
TempometodosTempometodos
Tempometodos
 
Indicador OEE
Indicador OEEIndicador OEE
Indicador OEE
 

Capitulo 2A - Estudo de tempos cronoanalise.ppt

  • 1. Jurandir Peinado GESTÃO DE OPERAÇÕES Estudo de movimentos, tempos e métodos
  • 2. Jurandir Peinado Objetivos da aprendizagem Fornecer uma visão científica da administração da produção por meio das técnicas do estudo de tempos, movimentos e métodos que são a base fundamental para compreender o gerenciamento das atividades de produção em qualquer tipo de organização. 1. Elaborar um detalhado estudo de movimentos de atividades produtivas através do diagrama de movimentos simultâneos (SIMO) permitindo analisar e propor melhorias nestas atividades. 2. Dominar a técnica para realizar um estudo de tempos (cronoanálise) compreender e calcular tempos padrões de operações e sua utilidade prática nas organizações. 3. Compreender o significado e calcular fatores de tolerância de trabalho.
  • 3. Jurandir Peinado Tempos, movimentos e métodos de trabalho O estudo de Movimentos, Tempos e Métodos teve seu inicio em 1881. Taylor foi seu introdutor. Atualmente é o método mais utilizado para o planejamento e padronização do trabalho. O estudo de movimentos, tempos e métodos aborda técnicas que submetem a uma detalhada análise cada operação de uma dada tarefa, com o objetivo de eliminar qualquer elemento desnecessário a operação e também conseguir o melhor e mais eficiente método para executar cada operação da tarefa.
  • 4. Jurandir Peinado Diagrama de processo de duas mãos •Quantos movimentos são necessários para a montagem da abraçadeira abaixo? O diagrama de processo de duas mãos, (SIMO) é uma técnica utilizada para estudos de produção que envolve montagem ou desmontagem de componentes. Fonte: Atlas geopolítico Porca P1 Porca P2 Base Corpo U
  • 5. Jurandir Peinado Produto: ABRAÇADEIRA Componentes: CORPO (U), BASE (B) e PORCAS (P1 e P2) MÃO ESQUERDA MÃO DIREITA No Descrição da atividade Descrição da atividade No 1 Para corpo (U) Aguarda 1 2 Colhe corpo Aguarda 2 3 Para área de trabalho Aguarda 3 4 Aguarda Para base (B) 4 5 Aguarda Colhe base 5 6 Aguarda Para área de trabalho 6 7 Preposiciona corpo na base Preposiciona base no corpo 7 8 Monta corpo na base Monta base no corpo 8 9 Para porca (P1) Aguarda 9 10 Colhe porca 1 Aguarda 10 11 Para área de trabalho Aguarda 11 12 Preposiciona porca 1 no corpo Preposiciona corpo na porca 1 12 13 Monta porca 1 no corpo Monta corpo na porca 1 13 14 Para porca (P2) Aguarda 14 15 Colhe porca 2 Aguarda 15 16 Para área de trabalho Aguarda 16 17 Preposiciona porca 2 no corpo Preposiciona corpo na porca 2 17 18 Monta porca 2 no corpo Monta corpo na porca 2 18 19 Para área de saída Aguarda 19 20 Solta abraçadeira montada Aguarda 20
  • 6. Jurandir Peinado Princípios da economia de movimentos 1 – As duas mãos devem iniciar e terminar os movimentos ao mesmo tempo. 2 – As mãos não devem permanecer paradas ao mesmo tempo. 3 – Os braços devem ser movimentados simetricamente e em direções opostas 4 – O movimento das mãos devem ser os mais simples possíveis. De classe mais baixa possível. Classes de movimentos: 1a classe movimenta apenas os dedos 2a classe: movimenta os dedos e uma parte do punho 3a classe: movimenta os dedos, uma parte do punho e da mão. 4a classe: movimenta os dedos, o punho, a mão e o braço. 5a classe: movimenta os dedos, o punho, a mão, o braço e o corpo. 5 – Deve-se utilizar a função deslizar 6 – As mãos devem executar movimentos suaves e contínuos 7 – Usar a posição fixa sempre que necessário 8 – Manter o ritmo do trabalho 9 – Usar pedais quando possível. 10 – As peças devem ser colhidas, não agarradas. 11 – Usar entrada e saída por gravidade. 12 – Pré-posicionar ferramentas e componentes. Fonte: (Barnes – 1999. p.178)
  • 7. Jurandir Peinado Diagrama de processo de duas mãos •Monte um diagrama de duas mãos para o conjunto de fixação abaixo utilizando as técnicas da economia de movimentos. Fonte: Atlas geopolítico Arruela de pressão Arruela lisa Porca Parafuso
  • 8. Jurandir Peinado Estudo de alimentadores •Um bom projeto de caixas alimentadoras permite que se apanhem as peças com mais rapidez, produzindo mais, sem forçar, em demasia, o punho do operador O desenho adequado de uma caixa alimentadora pode eliminar problemas relacionados com a lesão por movimentos repetitivos, eliminando tensões musculares resultantes da necessidade de uma classe de movimento mais alta Fonte: Itiro Lida – 2000 p. 161
  • 9. Jurandir Peinado Estudo de alimentadores O ensaio consistiu em medir o tempo para selecionar, agarrar, transportar uma porca ou um parafuso sextavados a uma distância de 125 milímetros, soltando a peça em um orifício sobre a bancada de trabalho. Fonte: Adaptado de Barnes – 1999 p. 215 Número de peças coletadas por minuto por tipo de alimentador Porcas Parafusos Porcas Parafusos Porcas Parafusos 72,62 63,81 67,56 61,95 86,21 70,01
  • 10. Jurandir Peinado Distúrbios relacionados ao trabalho •A LER não é uma doença nova: provocada pelos computadores.Há registros médicos do século XVI, que descrevem essa doença e que as pessoas mais afetadas eram os escribas e os artistas como pintores e escultores. •A LER não tem cura efetiva: A medicina ainda é ineficaz para uma cura total, dependendo do estágio em que a mesma é identificada. Em várias trabalhos, os operários são submetidos a movimentos manuais repetitivos causadores de um distúrbio conhecidos como LER. www.mesp.com.br LER: Lesão por Esforço Repetitivo DORT: Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
  • 11. Jurandir Peinado Estudo de tempos O estudo de tempos procura encontrar um padrão de referência que servirá para:  Determinação da capacidade produtiva da empresa  Elaboração dos programas de produção  Determinação do valor da mão de obra direta no cálculo do custo do produto vendido (CPV)  Estimar o custo de um novo produto durante seu projeto e criação  Balancear as linhas de produção e montagem. É a determinação do tempo necessário para se realizar uma tarefa. O termo “cronoanálise” é bastante utilizado para designar a mensuração dos tempos padrões das tarefas em uma organização.
  • 12. Jurandir Peinado Cronômetro de hora centesimal Para facilitar a tomada de tempos, existe um cronômetro que conta o tempo de forma centesimal, uma volta do ponteiro maior corresponde a 1/100 de hora, ou 36 segundos. Tempo medido Cronômetro comum Tempo transformado para o sistema centesimal Cálculo 1 minuto e 10 segundos 1,17 minutos 1 + 10/60 = 1,17 1 minuto e 20 segundos 1,33 minutos 1 + 20/60 = 1,33 1 minuto e 30 segundos 1,50 minutos 1 + 30/60 = 1,50 1 hora, 47 min e 15 seg. 1,83 horas 1 + 47/60 + 15/360 = 1,83 Prancheta: A tomada de tempos é feita no local onde ocorre a operação e é comum o uso de uma prancheta para anotar as tomadas de tempo em pé. Folha de observação: Documento onde são registrados os tempos e demais observações relativas à operação cronometrada.
  • 13. Jurandir Peinado Determinação do tempo cronometrado Divisão da operação em elementos: Em primeiro lugar, a operação total que se deseja determinar o tempo padrão, deve ser dividida em partes para que o método de trabalho possa ter uma medida precisa. Uma indústria de confecções deseja cronometrar o tempo de costura de uma camiseta. Em que elementos esta operação pode ser dividida? Elemento 1 – Costura dos ombros (costura da frente com as costas unindo os ombros) Elemento 2 – Costura das mangas (costura fechando as duas mangas independentes) Elemento 3 – Costura das mangas nos conjunto frente e costas Elemento 4 – Fechamento de frente e costas nas laterais (abaixo das mangas) Elemento 5 – Costura da barra das mangas Elemento 6 – Costura da barra inferior do corpo Elemento 7 – Colocação da Ribana (Tira de tecido especial que serve do colarinho em uma camiseta)
  • 14. Jurandir Peinado Determinação do tempo cronometrado Número de ciclos a serem cronometrados: É necessário que se façam várias tomadas de tempo para obtenção de uma média aritmética destes tempos. Número de ciclos a serem cronometrados Onde: N = Número de ciclos a serem cronometrados Z = Coeficiente de distribuição normal para uma probabilidade determinada R = Amplitude da amostra Er = Erro relativo da medida d2 = Coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente = Média da amostra 2 2             x d Er R Z N x
  • 15. Jurandir Peinado Tabelas de coeficientes Na prática costuma-se utilizar probabilidades para o grau de confiabilidade da medida entre 90% e 95%, e erro relativo aceitável variando entre 5% e 10%. Supondo uma média de cronometragens no valor de 10 segundos para um grau de confiabilidade de 95% e um erro de 5% Isto significa que, estatisticamente, existe 95% de certeza que o tempo da atividade está entre 9,5 segundos e 10,5 segundos. Coeficientes de distribuição normal Probabilidade % 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 Z 1,65 1,70 1,75 1,81 1,88 1,96 2,05 2,17 2,33 2,58 Coeficiente d2 para o número de cronometragens inicial N 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D2 1,128 1,693 2,059 2,326 2,534 2,704 2,847 2,970 3,078
  • 16. Jurandir Peinado Determinação do tempo normal Quando se determina o tempo de execução uma operação é preciso levar em conta a velocidade que o operador está realizando a operação. Tempo normal onde: TN = Tempo normal TC = Tempo cronometrado v = Velocidade do operador v TC TN   Exemplo: Utilizando o tempo cronometrado de 9,8 segundos, qual seria o tempo normal se a velocidade do operador fosse avaliada em 116%? E se a velocidade fosse avaliada em 97%? a) velocidade de 116 % segundos v TC TN 37 , 11 16 , 1 8 , 9      b) velocidade de 97% segundos v TC TN 51 , 9 97 , 0 8 , 9     
  • 17. Jurandir Peinado Determinação do tempo Padrão O tempo padrão é calculado por meio do acréscimo de um fator de tolerância ao tempo normal, para compensar o período que o trabalhador, efetivamente, não trabalha. Tempo padrão Onde: TP = Tempo Padrão TN = Tempo Normal FT = Fator de Tolerância FT TN TP   Tipos de Tolerâncias Para atendimento às necessidades pessoais Para alívio de fadiga Tempo de espera
  • 18. Jurandir Peinado Descrição % Descrição % A. TOLERÂNCIAS INVARIÁVEIS: 3. Uso de força ou energia muscular 1. Tolerâncias para necessidades pessoais 5 (erguer, puxar ou levantar) 2. Tolerâncias básicas para fadiga 4 Peso levantado em quilos B. TOLERÂNCIAS VARIÁVEIS: 2,5 0 1. Tolerância para ficar em pé 2 5,0 2 2. Tolerância quanto à postura 7,5 2 a. Ligeiramente desajeitada 0 10,0 3 b. Desajeitada (recurvada) 2 12,5 4 c. Muito desajeitada (deitada, esticada) 7 15,0 5 17,5 7 20,0 9 22,5 11 25,0 13 27,5 17 30,0 22 Tolerâncias de trabalho Fonte: Stevenson – (2001 p. 247)
  • 19. Jurandir Peinado Descrição % Descrição % 4. Iluminação deficiente: 8. Estresse mental a. Pouco abaixo do recomendado 0 a. Processo razoavelmente complexo 1 b. Bem abaixo do recomendado 2 b. Processo complexo atenção abrangente 4 c. Muito inadequada 5 c. Processo muito complexo 8 5. Condições atmosféricas 0 – 10 9. Monotonia: (calor e umidade) – variáveis a. Baixa 0 6. Atenção cuidadosa b. Média 1 a. Trabalho razoavelmente fino 0 c. Elevada 4 b. Trabalho fino ou de precisão 2 10. Grau de tédio c. Trabalho muito fino ou de precisão 5 a. Um tanto tedioso 0 7. Nível de ruído: b. Tedioso 2 a. Contínuo 0 c. Muito tedioso 5 b. Intermitente – volume alto 2 c. Intermitente – volume muito alto 5 d. Timbre elevado – volume alto 5 Fonte: Stevenson – (2001 p. 247)
  • 20. Jurandir Peinado Determinação do tempo Padrão Muitas vezes a tolerância é calculada em função dos tempos de permissão que a empresa está disposta a conceder. Neste caso calcula-se o fator de tolerâncias através da fórmula: Fator de tolerância onde: FT = Fator de tolerância p = Tempo de intervalo dado dividido pelo tempo de trabalho p FT   1 1
  • 21. Jurandir Peinado Problema proposto Uma empresa do ramo metalúrgico deseja determinar o tempo padrão necessário, com 90% de confiabilidade e um erro relativo de 5%, para a fabricação de determinado componente que será utilizado na linha de montagem. O analista de processos realizou uma cronometragem preliminar de nove tomadas de tempo, obtendo os dados a seguir. Pergunta-se: • O número de amostragens é suficiente? • Qual o tempo cronometrado (TC) e o tempo normal (TN)? • Qual o tempo padrão (TP) se a fabrica definir um índice de tolerância de 15%? • Caso a empresa conceda 12 minutos para necessidades pessoais, 15 minutos para lanches e 20 minutos para alívio de fadiga em um dia de 8 horas de trabalho, qual seria o novo tempo padrão? Folha de observação Tempos cronometrados (centésimos de hora) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Cortar chapa 0,07 0,08 0,09 0,09 0,08 0,07 0,07 0,08 0,07 Dobrar chapa 0,07 0,06 0,07 0,06 0,05 0,07 0,06 0,06 0,06 Furar chapa 0,15 0,14 0,16 0,15 0,14 0,13 0,13 0,15 0,14 Remover rebarbas 0,05 0,05 0,04 0,05 0,04 0,04 0,04 0,05 0,05 Velocidade avaliada: 94%
  • 22. Jurandir Peinado 1 - O gerente de produção de um fabricante de perfumes deseja levantar o tempo padrão de embalagem de um novo perfume. A operação foi cronometrada 10 vezes, obtendo-se o tempo médio por ciclo de 4,5 segundos. O cronoanalista avaliou a velocidade média do operador em 95% e foi atribuído um fator de tolerância de 16%. (R. 4,96 s) 2 - Em um estudo de tempos, foi realizada uma cronometragem preliminar com 6 tomadas de tempo, obtendo-se os resultados em minutos: 9,0 – 9,9 – 8,6 – 9,5 – 8,9 – 9,4. A empresa deseja que o tempo padrão tenha 95% de probabilidade de estar correto e uma variação máxima de 6% sobre o tempo determinado. Quantas cronometragens devem ser realizadas? (R. 3,3 cronometragens) Problema proposto
  • 23. Jurandir Peinado 3. Para determinar o tempo padrão, uma operação foi cronometrada três vezes em três dias, obtendo-se os dados que se seguem. Calcular: a) Os tempos cronometrados médios. (R. TC1 = 22,6; TC2 = 21,3; TC3 = 20,8 minutos) b) O tempo normal. (R. 21,8 minutos) c) O tempo padrão, considerando que a empresa concede 30 minutos para lanches e 40 minutos para atrasos inevitáveis em um dia de 8 horas de trabalho. (R.25,5 min) Tempos em minutos – sistema centesimal Velocidade % Cronometragens 1 2 3 Dia 1 22,0 24,4 21,4 95 Dia 2 21,0 20,6 22,4 100 Dia 3 20,4 20,8 21,2 109
  • 24. Jurandir Peinado 5. Um trabalhador de uma empresa de brindes comerciais coloca em uma caixa plástica: uma caneta esferográfica, um chaveiro, um porta-cartão e um prendedor de papéis lembrete. Assim que cada caixa plástica é completada, o trabalhador fecha a caixa plástica e a deixa de lado até que 10 caixas sejam completadas. Após completar as 10 caixas, o trabalhador as coloca em uma caixa de papelão para transporte e armazenamento. Considerando que esta empresa utiliza um fator de tolerância de 12%, determine quantas caixas de papelão o trabalhador pode produzir em um dia de trabalho de 8 horas. A folha de observações preenchida pelo crono analista apresentou os seguintes dados: (R. ≈ 45 caixas por dia) FOLHA DE OBSERVAÇÕES – Tempos em minutos no sistema centesimal Tarefas – Montagem dos kits 1 2 3 4 5 v (%) 1. Apanha caixa plástica 0,11 0,12 0,11 0,10 0,11 98 2. Coloca a caneta esferográfica 0,22 0,23 0,19 0,19 0,21 92 3. Coloca o chaveiro 0,18 0,19 0,20 0,18 0,19 100 4. Coloca o porta cartões 0,14 0,13 0,12 0,11 0,13 105 5. Coloca o prendedor de lembretes 0,15 0,13 0,15 0,14 0,13 102 6. fecha caixa plástica 0,09 0,08 0,08 0,07 0,09 95 Tarefas – Montagem das embalagens 1 2 3 4 5 v (%) 1. Apanha caixa de papelão 0,13 0,13 0,12 0,11 0,12 100 2. Coloca 10 caixas plásticas na de papelão 0,59 0,63 0,61 0,64 0,62 100 3. Fecha caixa papelão e põe de lado 0,29 0,33 0,34 0,31 0,32 110
  • 25. Jurandir Peinado 6. Uma empresa de fundição deseja estimar um fator de tolerância para determinação de seus tempos padrão, sabe-se que os trabalhadores levantam pesos de 30 quilos em uma posição de pé, ligeiramente desajeitada, sob iluminação bem abaixo do recomendado, sob a influência dos ruídos de empilhadeiras, considerados intermitentes, de volume alto. A monotonia do trabalho é alta, a temperatura ambiente é superior a 35ºC. Incluir uma tolerância de 5% para necessidades pessoais e de 4% para fadiga básica. (R.≈ 49%) Problema proposto
  • 26. Jurandir Peinado 7. Em um estudo de tempos, foi realizada uma cronometragem inicial com nove tomadas de tempo, obtendo-se os resultados em minutos: 12,0 – 11,9 – 12,6 – 11,5 – 10,1 – 11,4 – 11,0 – 12,3 – 17,0 A empresa deseja que o tempo padrão tenha 95% de probabilidade de estar correto e uma variação máxima de 6% sobre o tempo determinado. Quantas cronometragens devem ser realizadas? (R. 38,7 cronometragens) Problema proposto
  • 27. Jurandir Peinado 8. No exercício anterior, o número de cronometragens calculada pela fórmula é bastante elevado, por que isto aconteceu? Na prática, o que você recomendaria? Qual seria o número necessário de cronometragens neste caso? (R. ≈ 6 cronometragens) Problema proposto
  • 28. Jurandir Peinado 9. Uma operação consiste em cortar chapas de aço para confecção de blanks, que são pedaços de chapa menores a serem estampados em prensas em um processo posterior. Para executar o corte, a guilhotina deve ser preparada colocando-se uma faca afiada a cada 500 operações (A faca removida será afiada novamente para posterior utilização). Estas atividades de set up demoram cerca de 10 minutos. A operação de corte foi cronometrada 10 vezes e o cronoanalista obteve o tempo médio de 15,7 segundos. A velocidade do operador foi avaliada em 95%. Se o fator de tolerância utilizado pela empresa for de 1,27, calcular: a. o tempo padrão por peça, sem considerar o tempo de set up. (R. 18,9 s) b. o tempo padrão por peça considerando o tempo de set up. (R. 20,1 s) c. o tempo necessário para produzir um lote de 4.500 peças. (R. 25,18 horas) Problema proposto