Ciência, Tecnologia e Sociedade
Abrindo a Caixa de Pandora – Bruno Latour
Vitor Vieira Vasconcelos
BC0602
Novembro de 2021
Conteúdo
 Teoria do Ator –Rede
 Estudos de Laboratório
 Tradução científica
 Tecnociência como construção
social
 Comparação Latour x Bourdieu
LATOUR, Bruno. Nous n'avons jamais été modernes: essai d'anthropologie
symétrique. La découverte, 2013 [1991].
Jamais fomos modernos:
ensaios de antropologia simétrica
 Conceito de “moderno”: usado como contraposição à sociedades
“primitivas”
 Modernidade supõe dualidade entre Social e Natural, que não
acontece na prática
 Sociedade Euro-americana faz estudos antropológicos em
sociedades “primitivas”/”exóticas”, mas não sobre si mesma
 Proposição de usar a antropologia como auto-reflexão sobre a
sociedade intitulada “moderna”
Bruno Latour
LATOUR, B. (2000). Ciencia em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP.
ARAÚJO, R.F., FROTA, M.G.C.; CARDOSO, A.M.P. Práticas, inscrições e redes sociotécnicas: contribuições de Bruno Latour e dos
Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia para a Ciência da Informação. In: A ciência da informaçao criadora de conhecimento:
Actas do IV Encontro Ibérico EDIBCIC, 2009 (pp. 135-146). Universidade de Coimbra.
 Teoria Ator-Rede
• Redes envolvendo atores humanos e não-humanos
(incluindo artefatos)
 Estudos de Laboratório
• Etnografia:
o Acompanhamento dos cientistas em ação
o A ciência é uma prática, e não uma ideia
• Popularização do método no meio acadêmico de CTS
Bruno Latour
 Tradução
• O cientista interpreta o mundo social e natural
para tomar suas decisões
• Comparação com teoria dos campos
(Bourdieu)
o Campo científico traduz as regras sociais
(autonomia relativa)
o Diferenças:
 Latour: tradução significa que objetividade e imparcialidade
da ciência são impossíveis
 Bourdieu: tradução permite autonomia para defender
objetividade e imparcialidade da ciência
Bruno Latour
LATOUR, B. (2000). Ciencia em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP.
ARAÚJO, R.F., FROTA, M.G.C.; CARDOSO, A.M.P. Práticas, inscrições e redes sociotécnicas: contribuições de Bruno Latour e dos
Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia para a Ciência da Informação. In: A ciência da informaçao criadora de conhecimento:
Actas do IV Encontro Ibérico EDIBCIC, 2009 (pp. 135-146). Universidade de Coimbra.
 A ciência é uma construção social
• Teoria científica como discurso
• Validade da teoria científica pelo
convencimento de aliados
Bruno Latour
Riscos, incertezas, controvérsias
Contexto e conteúdo se confundem
Jano Bifronte
Deus das portas, transformações, inícios e fins
Início
Fim
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Deixai o saber sobre
o saber, ó vós que
entrais
Fatos e máquinas
bem determinados
Fatos e máquinas
em construção
A caixa de
Pandora
Perigo, não abra!
Na ciência pronta...
Caixa Preta
Entrada Saída
John W. Waterhouse (1986) Pandora
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Contra-laboratórios
 Laboratórios para questionar fatos propostos por
outro laboratório
 Visita a laboratórios inimigos para entender
pontos falhos
 Precisa abrir e questionar as caixas-pretas usadas
como aliadas do laboratório inimigo
 Estratégia de cooptar os aliados dos laboratório
inimigo
 Precisa convencer os novos cientistas a
concordarem com a contraproposta
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Terceira regra metodológica
uma vez que a resolução de urna controvérsia é a causa da
representação da Natureza, e não a consequência, nunca
poderemos usar o resultado - Natureza - para explicar como
e por que uma controvérsia foi resolvida.
Realista Relativista
Quarta regra metodológica
uma vez que a resolução de urna controvérsia é a causa da
estabilidade na Sociedade, não podemos usar a Sociedade
para explicar como e por que uma controvérsia foi
dirimida.
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Caixa preta A estrutura primária do hormônio liberador do hormônio do
crescimento (GHRH) é
Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala.
Uso de aliados
para novos
desenvolvimentos
Agora que o Dr. Schally descobriu a estrutura primária do
GHRH, é possível dar início a estudos clínicos em hospitais para
tratar de certos casos de nanismo, visto que o GHRH deve
estimular o hormônio do crescimento carente nesses casos.
Crítica O Dr. A. Schally afirmou durante vários anos em seu laboratório
de New Orleans que a estrutura do GHRH é Val-His-Leu-Ser-
Ala-Glu-Glu-Lys-Glu-Ala. No entanto, por incrível coincidência,
essa também é a estrutura da hemoglobina, componente
comum do sangue e frequente contaminante de extrato de
encéfalo purificado, quando a manipulação é feita por
pesquisadores incompetentes.
Caixa preta A estrutura primária do hormônio liberador do hormônio do
crescimento (GHRH) é
Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala.
Uso de aliados
para novos
desenvolvimentos
Agora que o Dr. Schally descobriu a estrutura primária do
GHRH, é possível dar início a estudos clínicos em hospitais para
tratar de certos casos de nanismo, visto que o GHRH deve
estimular o hormônio do crescimento carente nesses casos.
Aliados e Inimigos nos textos científicos
 Citam-se aliados e, se possível, “caixas-pretas” para reforçar a
teoria proposta e caminhar para o seu “fechamento” (consenso)
 Citam-se inimigos para criticar suas proposições, antecipando
críticas dos leitores e já se defendendo
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Caixa preta A estrutura primária do hormônio liberador do hormônio do
crescimento (GHRH) é
Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala.
Aliados
Inimigos
(criticados)
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
Aliados
Inimigos
(criticados)
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
• Uso da teoria do ator-rede
para analisar as pesquisas
sobre mudanças
climáticas
• Empresas poluidoras
financiam cientistas
corruptos para questionar
consensos da comunidade
acadêmica e gerar mais
incerteza na sociedade
LATOUR, Bruno. Down to earth: Politics
in the new climatic regime. John Wiley &
Sons, 2018.
 Teoria do Ator-Rede (Latour)
• Relações horizontais e conexões
 Teoria dos Campos (Bourdieu)
• Relações verticais (estruturas de poder)
Bruno Latour X Pierre Bourdieu
LORENZI, B.,; ANDRADE, T. Latour e Bourdieu: rediscutindo as controvérsias. Teoria e Pesquisa, v. 20, n. 2, p. 107-121, 2011.
Mais flexível que a noção de sistema,
mais histórica que a de estrutura,
mais empírica que a complexidade,
a Rede é o Fio de Ariadne
destas histórias confusas
Bruno Latour X Pierre Bourdieu
Teoria
dos
Campos
Latour, B. (1994). Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica.
Rio de Janeiro: Ed. 34.
 As redes horizontais não focam as relações de poder,
criando visões ingênuas do meio científico
 Latour estaria criticando a ciência para desacreditá-la
como conhecimento objetivo
 O que se deve fazer é apontar como a ciência pode ser
tornar mais objetiva e confiável
 Defender a autonomia científica tem um significado
político, assim como defender a força da ciência
(racionalismo)
Crítica de Bourdieu a Latour
BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência. Lisboa: Edições 70, 2004
LORENZI, B.,; ANDRADE, T. Latour e Bourdieu: rediscutindo as controvérsias. Teoria e Pesquisa, v. 20, n. 2, p. 107-121, 2011.
26
Quadro Comparativo
Progresso da
C&T
Composição do
universo da
C&T
Autonomia da ciência
Descritividade
vs.
Normatividade
Robert
Merton
Linear e
cumulativo,
ampliação do
conhecimento
válido
Instituição da
ciência:
cientistas,
academias e
universidade
Institucionalização da
ciência
Predominante-
mente
normativo
Pierre
Bourdieu
Competição no
interior do
campo
científico
Agentes do
campo
(indivíduos e
instituições)
Razão entre capital
científico e capital
político/institucional
Predominante-
mente
descritivo
Bruno
Latour
Fechamento de
controvérsias
em caixas
pretas
Humanos e
não-humanos
Ciência apenas parte
indiferenciada de uma
rede de pessoas,
máquinas,
organizações e teorias
Predominante-
mente
descritivo
27
Exercício
 Faça uma proposta (descrição metodológica) sobre
como poderiam ser utilizadas para estudar as
controvérsias científicas sobre mudanças climáticas
por meio do viés teórico de:
• Pierre Bourdieu
• Bruno Latour
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Bruno Latour - Ciência em Ação

  • 1.
    Ciência, Tecnologia eSociedade Abrindo a Caixa de Pandora – Bruno Latour Vitor Vieira Vasconcelos BC0602 Novembro de 2021
  • 2.
    Conteúdo  Teoria doAtor –Rede  Estudos de Laboratório  Tradução científica  Tecnociência como construção social  Comparação Latour x Bourdieu
  • 3.
    LATOUR, Bruno. Nousn'avons jamais été modernes: essai d'anthropologie symétrique. La découverte, 2013 [1991]. Jamais fomos modernos: ensaios de antropologia simétrica  Conceito de “moderno”: usado como contraposição à sociedades “primitivas”  Modernidade supõe dualidade entre Social e Natural, que não acontece na prática  Sociedade Euro-americana faz estudos antropológicos em sociedades “primitivas”/”exóticas”, mas não sobre si mesma  Proposição de usar a antropologia como auto-reflexão sobre a sociedade intitulada “moderna” Bruno Latour
  • 4.
    LATOUR, B. (2000).Ciencia em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP. ARAÚJO, R.F., FROTA, M.G.C.; CARDOSO, A.M.P. Práticas, inscrições e redes sociotécnicas: contribuições de Bruno Latour e dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia para a Ciência da Informação. In: A ciência da informaçao criadora de conhecimento: Actas do IV Encontro Ibérico EDIBCIC, 2009 (pp. 135-146). Universidade de Coimbra.  Teoria Ator-Rede • Redes envolvendo atores humanos e não-humanos (incluindo artefatos)  Estudos de Laboratório • Etnografia: o Acompanhamento dos cientistas em ação o A ciência é uma prática, e não uma ideia • Popularização do método no meio acadêmico de CTS Bruno Latour
  • 5.
     Tradução • Ocientista interpreta o mundo social e natural para tomar suas decisões • Comparação com teoria dos campos (Bourdieu) o Campo científico traduz as regras sociais (autonomia relativa) o Diferenças:  Latour: tradução significa que objetividade e imparcialidade da ciência são impossíveis  Bourdieu: tradução permite autonomia para defender objetividade e imparcialidade da ciência Bruno Latour
  • 6.
    LATOUR, B. (2000).Ciencia em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP. ARAÚJO, R.F., FROTA, M.G.C.; CARDOSO, A.M.P. Práticas, inscrições e redes sociotécnicas: contribuições de Bruno Latour e dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia para a Ciência da Informação. In: A ciência da informaçao criadora de conhecimento: Actas do IV Encontro Ibérico EDIBCIC, 2009 (pp. 135-146). Universidade de Coimbra.  A ciência é uma construção social • Teoria científica como discurso • Validade da teoria científica pelo convencimento de aliados Bruno Latour
  • 7.
    Riscos, incertezas, controvérsias Contextoe conteúdo se confundem Jano Bifronte Deus das portas, transformações, inícios e fins Início Fim LATOUR, Bruno. Introdução: Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26. Deixai o saber sobre o saber, ó vós que entrais Fatos e máquinas bem determinados Fatos e máquinas em construção
  • 8.
    A caixa de Pandora Perigo,não abra! Na ciência pronta... Caixa Preta Entrada Saída John W. Waterhouse (1986) Pandora
  • 9.
    LATOUR, Bruno. Introdução:Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 10.
    LATOUR, Bruno. Introdução:Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 11.
    LATOUR, Bruno. Introdução:Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 12.
    LATOUR, Bruno. Introdução:Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 14.
    LATOUR, Bruno. Introdução:Abrindo a caixa preta de Pandora. Em: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 15.
    Contra-laboratórios  Laboratórios paraquestionar fatos propostos por outro laboratório  Visita a laboratórios inimigos para entender pontos falhos  Precisa abrir e questionar as caixas-pretas usadas como aliadas do laboratório inimigo  Estratégia de cooptar os aliados dos laboratório inimigo  Precisa convencer os novos cientistas a concordarem com a contraproposta LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 16.
    LATOUR, Bruno: Ciênciaem ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26. Terceira regra metodológica uma vez que a resolução de urna controvérsia é a causa da representação da Natureza, e não a consequência, nunca poderemos usar o resultado - Natureza - para explicar como e por que uma controvérsia foi resolvida. Realista Relativista
  • 17.
    Quarta regra metodológica umavez que a resolução de urna controvérsia é a causa da estabilidade na Sociedade, não podemos usar a Sociedade para explicar como e por que uma controvérsia foi dirimida. LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 18.
    Caixa preta Aestrutura primária do hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) é Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala. Uso de aliados para novos desenvolvimentos Agora que o Dr. Schally descobriu a estrutura primária do GHRH, é possível dar início a estudos clínicos em hospitais para tratar de certos casos de nanismo, visto que o GHRH deve estimular o hormônio do crescimento carente nesses casos. Crítica O Dr. A. Schally afirmou durante vários anos em seu laboratório de New Orleans que a estrutura do GHRH é Val-His-Leu-Ser- Ala-Glu-Glu-Lys-Glu-Ala. No entanto, por incrível coincidência, essa também é a estrutura da hemoglobina, componente comum do sangue e frequente contaminante de extrato de encéfalo purificado, quando a manipulação é feita por pesquisadores incompetentes. Caixa preta A estrutura primária do hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) é Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala. Uso de aliados para novos desenvolvimentos Agora que o Dr. Schally descobriu a estrutura primária do GHRH, é possível dar início a estudos clínicos em hospitais para tratar de certos casos de nanismo, visto que o GHRH deve estimular o hormônio do crescimento carente nesses casos. Aliados e Inimigos nos textos científicos  Citam-se aliados e, se possível, “caixas-pretas” para reforçar a teoria proposta e caminhar para o seu “fechamento” (consenso)  Citam-se inimigos para criticar suas proposições, antecipando críticas dos leitores e já se defendendo LATOUR, Bruno: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26. Caixa preta A estrutura primária do hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) é Val_His_Leu_Ser_Ala_Glu_Glu_Lys_Glu_Ala.
  • 19.
    Aliados Inimigos (criticados) LATOUR, Bruno: Ciênciaem ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 20.
    Aliados Inimigos (criticados) LATOUR, Bruno: Ciênciaem ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 21.
    LATOUR, Bruno: Ciênciaem ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, 2000. P. 1-26.
  • 22.
    • Uso dateoria do ator-rede para analisar as pesquisas sobre mudanças climáticas • Empresas poluidoras financiam cientistas corruptos para questionar consensos da comunidade acadêmica e gerar mais incerteza na sociedade LATOUR, Bruno. Down to earth: Politics in the new climatic regime. John Wiley & Sons, 2018.
  • 23.
     Teoria doAtor-Rede (Latour) • Relações horizontais e conexões  Teoria dos Campos (Bourdieu) • Relações verticais (estruturas de poder) Bruno Latour X Pierre Bourdieu LORENZI, B.,; ANDRADE, T. Latour e Bourdieu: rediscutindo as controvérsias. Teoria e Pesquisa, v. 20, n. 2, p. 107-121, 2011.
  • 24.
    Mais flexível quea noção de sistema, mais histórica que a de estrutura, mais empírica que a complexidade, a Rede é o Fio de Ariadne destas histórias confusas Bruno Latour X Pierre Bourdieu Teoria dos Campos Latour, B. (1994). Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. Rio de Janeiro: Ed. 34.
  • 25.
     As redeshorizontais não focam as relações de poder, criando visões ingênuas do meio científico  Latour estaria criticando a ciência para desacreditá-la como conhecimento objetivo  O que se deve fazer é apontar como a ciência pode ser tornar mais objetiva e confiável  Defender a autonomia científica tem um significado político, assim como defender a força da ciência (racionalismo) Crítica de Bourdieu a Latour BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência. Lisboa: Edições 70, 2004 LORENZI, B.,; ANDRADE, T. Latour e Bourdieu: rediscutindo as controvérsias. Teoria e Pesquisa, v. 20, n. 2, p. 107-121, 2011.
  • 26.
    26 Quadro Comparativo Progresso da C&T Composiçãodo universo da C&T Autonomia da ciência Descritividade vs. Normatividade Robert Merton Linear e cumulativo, ampliação do conhecimento válido Instituição da ciência: cientistas, academias e universidade Institucionalização da ciência Predominante- mente normativo Pierre Bourdieu Competição no interior do campo científico Agentes do campo (indivíduos e instituições) Razão entre capital científico e capital político/institucional Predominante- mente descritivo Bruno Latour Fechamento de controvérsias em caixas pretas Humanos e não-humanos Ciência apenas parte indiferenciada de uma rede de pessoas, máquinas, organizações e teorias Predominante- mente descritivo
  • 27.
    27 Exercício  Faça umaproposta (descrição metodológica) sobre como poderiam ser utilizadas para estudar as controvérsias científicas sobre mudanças climáticas por meio do viés teórico de: • Pierre Bourdieu • Bruno Latour
  • 28.