Demonstrações
Financeiras
2011Exercício Findo em 31 de dezembro bilhão
1,1R$
Patrimônio
Líquido
3,4R$
Ativo Total
bilhões
359R$
Lucro
Líquido
milhões
bilhão
1,9R$
Recursos
Disponíveis
Part. em Seguros e Resseguros
Participação no Mercado
Nacional de Seguros Garantia (%)
Mercado
62,7%
JMalucelli
37,3%
Fonte: Susep: 06/2011
Participação no Mercado
Prêmios de Resseguro Total do Grupo
Riscos Financeiros (%)
Mercado
61,4%
JMalucelli
38,6%
Fonte: Susep: 06/2011
Evolução do Patrimônio Líquido
Consolidado (R$ Milhões)
275
220
918
dez-09 dez-10 dez-11
Evolução das Aplicações Financeiras
Consolidado (R$ Milhões)
431
337
1.087
dez-09 dez-10 dez-11
ConsolidadoSeguroseResseguros
Lucro Líquido Consolidado
(R$ Milhões)
104
359
117
dez-09 dez-10 dez-11
1.897
1.575
1.235
Recursos Captados
(R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
Operações de Crédito Consolidado
(R$ Milhões)
1.297
1.895
1.552
dez-09 dez-10 dez-11
2.617
3.427
3.074
Ativo Total Consolidado
(R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
1.093
828
789
Evolução do Patrimônio Líquido
Consolidado (R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
13,00
36,20
14,60
Rentabilidade - ROAE
(%)
dez-09 dez-10 dez-11
JMALUCELLI
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
CNPJ nº 76.621.457/0001-85
Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
PARANÁ BANCO S.A.
Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89
CNPJ nº 14.388.334/0001-99
Companhia Aberta de Capital Autorizado
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
Lucro Líquido Consolidado
(R$ Milhões)
104
359
117
dez-09 dez-10 dez-11
1.897
1.575
1.235
Recursos Captados
(R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
Operações de Crédito Consolidado
(R$ Milhões)
1.297
1.895
1.552
dez-09 dez-10 dez-11
2.617
3.427
3.074
Ativo Total Consolidado
(R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
1.093
828
789
Evolução do Patrimônio Líquido
Consolidado (R$ Milhões)
dez-09 dez-10 dez-11
13,00
36,20
14,60
Rentabilidade - ROAE
(%)
dez-09 dez-10 dez-11
continua
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
A Administração do Paraná Banco S.A. (BOVESPA: PRBC4/ADR Nível I: PARPY), banco múltiplo privado, especializado em crédito consignado, crédito para
pequenas e médias empresas (PME), seguro garantia e resseguros, através de suas controladas e controladas em conjunto, em conformidade com as disposições
legais e estatutárias apresenta a seus acionistas as Demonstrações Financeiras do Banco e consolidado do exercício de 2011, juntamente com o Relatório dos
Auditores Independentes. Todas as Demonstrações Financeiras aqui apresentadas são consolidadas, abrangendo as Demonstrações Financeiras do Banco e suas
controladas e controladas em conjunto, a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Re., a JMalucelli Seguradora de Crédito, a JMalucelli Distribuidora de Títulos e
Valores Mobiliários, a JMalucelli Agenciamento e Serviços e Paraná Administradora de Consórcio. As informações, exceto quando indicado de forma diferente,
são expressas em moeda corrente nacional (em milhares reais) e foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira,
associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”),
do Conselho Nacional de Seguros Privados - (CNSP) e da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados, quando aplicável.
MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO
Entendemos que o crescimento só é satisfatório quando vem acompanhado de qualidade e por isso encerramos 2011 satisfeitos com a nossa estrutura de
negócio. Neste ano vimos a carteira de crédito crescer 21,2% enquanto a inadimplência, quando medida por créditos vencidos há mais de 180 dias,
ficou praticamente estável aumentando 0,1 ponto percentual. Ao mesmo tempo na outra ponta do negócio, sustentamos o crescimento por meio da captação
de depósitos a prazo, que cresceu 31,3% no ano e que entendemos ser a fonte de funding mais adequada a nossa estrutura de negócio. Não realizamos cessão
de crédito e não necessitamos de nenhuma provisão adicional além do que usualmente fazemos, em atendimento as exigências da resolução 2.682 do
Conselho Monetário Nacional. Frente as alterações no Fator de Ponderação do Risco (FPR) pelo Banco Central do Brasil para as operações de crédito a pessoas
físicas, tivemos uma capitalização adequada que nos permitiu dar continuidade a originação de operações sem a necessidade de redução nos prazos.
Remodelamos a estratégia do segmento de middle market, lançamos novos produtos, e tivemos um crescimento expressivo de carteira de 36,2% na
comparação com 2010. Em dezembro de 2011 o BNDES estabeleceu limite de crédito para a realização de novas operações com seus recursos no valor de
R$ 100 milhões. Seremos uma instituição financeira credenciada priorizando o repasse das seguintes linhas: FINAME, PSI - Bens de Capital e o PROGEREN,
o que possibilitará mais efetividade no relacionamento com as empresas de middle market. A sequência será o início das operações com o BNDES ainda
no 1S12.
No ambiente de crédito consignado em 2011 superamos o crescimento do mercado de 14,9% apresentando uma evolução de carteira de 19,0%. Em dezembro
abrimos uma nova loja Paraná Crédito em Foz do Iguaçu, no Paraná, e em 2012 temos planos de abrir outras 7 lojas, totalizando 23 lojas ao final de 2012.
Paralelamente pretendemos firmar parceria com 30 correspondentes bancários exclusivos no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, que somados aos atuais
performará uma rede de 84 correspondentes exclusivos. Acreditamos que a originação de crédito por meio de canais próprios nos possibilita um maior controle
sobre a base de clientes e consequentemente maior força de refinanciamento de operações, algo muito comum no mercado de crédito consignado.
SOBRE O PARANÁ BANCO
Perfil
O Paraná Banco, banco múltiplo privado, é especializado em crédito consignado, crédito para pequenas e médias empresas (PME), seguro garantia e resseguros.
Governança Corporativa
Atualmente, o Paraná Banco está listado entre as empresas do Nível 1 da BM&FBovespa, segmento que reúne empresas com diferenciadas práticas de
Governança Corporativa. Adicionalmente às normas exigidas pelo Nível 1, o Banco confere 100% de tag-along para suas ações preferenciais.
Em acordo com o Regulamento do Nível 1 de Governança Corporativa da BM&FBovespa o Paraná Banco alterou em dezembro o cálculo do total de ações em
circulação (“free float”). Seguindo a definição constante da Seção II do Regulamento de que “Ações em Circulação” são “todas as ações emitidas pela
Companhia, excetuadas as ações detidas pelo Acionista Controlador, por pessoas a ele vinculadas, por Administradores da Companhia, aquelas em tesouraria
e preferenciais de classe especial que tenham por fim garantir direitos políticos diferenciados, sejam intransferíveis e de propriedade exclusiva do ente
desestatizante”, passou a integrar ações ordinárias de emissão da Companhia não detidas por Acionista Controlador, pessoas a ele vinculadas e Administradores
da Companhia as ações em circulação. Com a alteração o total de ações em circulação no mercado do Paraná Banco em 31 de dezembro de 2011 passou a
ser de 33.462.104 ações de emissão da Companhia, das quais 11.570.032 ações ordinárias e 21.892.072 ações preferenciais, equivalentes a 38,3% do total
de ações de emissão da Companhia. Abaixo, está indicada a estrutura acionária com data-base em 31 de dezembro de 2011.
Estrutura Acionária ON PN Total %
Grupo de controle 41.121.063 7.070.863 48.191.926 55,2%
Conselho de administração 3.293.400 1.532.500 4.825.900 5,5%
Diretoria 740.481 162.221 902.702 1,0%
Tesouraria – – – 0,0%
Free-float 11.570.032 21.892.072 33.462.104 38,3%
Total 56.724.976 30.657.656 87.382.632 100,0%
Em reunião realizada em dezembro de 2011 o Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de ações com limite de aquisição de
2.189.207 ações preferenciais de emissão da Companhia até 13 de dezembro de 2012. No total a Companhia já concluiu 10 programas de recompra de ações
por meio dos quais adquiriu 23.750.700 ações preferenciais já canceladas.
Juros sobre Capital Próprio e Dividendos
Foram destacados R$ 49.107 de juros sobre o capital próprio referente ao exercício findo em 2011. Os referidos juros reduziram os encargos tributários
registrados no resultado do trimestre em R$ 19.643 serão incluídos nos dividendos mínimos obrigatórios do exercício.
Foram destacados R$ 36.883 de dividendos referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Dividendos esses mínimos obrigatórios reconhecidos
no exercício de 2011.
JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora e JMalucelli Seguradora de Crédito
• Lucro Líquido
No ano as seguradoras JMalucelli apresentaram um lucro líquido ajustado de R$ 83,2 milhões, ante R$ 55,2 milhões em 2010, evolução de 50,7%. O ano para
o mercado de seguro garantia foi atípico tendo apresentado crescimento de prêmios diretos de 14,0% no comparativo do acumulado de junho de 2010 a
junho de 2011 (últimos dados disponibilizados pela SUSEP), abaixo da média histórica de crescimento anual deste mercado de 2007 a 2010 (CAGR de 28,1%).
• Política de Investimentos
Em dezembro de 2011, o saldo das aplicações financeiras da JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora e JMalucelli Seguros era de R$ 1.034,2 milhões.
Deste total, em dezembro 60,8% estava alocado em ativos de renda fixa, 25,7% em títulos públicos, 8,0% em fundos multimercado e 5,5% em ativos de
renda variável. As receitas financeiras advindas desta carteira representaram R$ 92,7 milhões em 2011. A Administração pretende é de manter a disciplina na
alocação atual dos investimentos, seguindo a política de investimentos estabelecida e visando retornos de médios e longos prazos.
Evolução da Originação de Crédito Consignado
(R$ Milhões)
277,9
302,1
291,9
300,2
318,1
4T10 1T11 2T11 3T11 4T11
Evolução da Carteira de Middle Market
(R$ Milhares)
212,1
175,7
224,4
267,4
289,0
4T10 1T11 2T11 3T11 4T11
Evolução da Originação de Crédito Consignado
(R$ Milhões)
4T10 1T11 2T11 3T11 4T11
4T11 2011
2,67%
11,60%
3,77%
12,08%
Rentabilidade das Aplicações Financeiras
CDI Aplicações JM Seguros
4T10 1T11 2T11 3T11 4T11
Evolução da Carteira de Crédito - Consolidada
(R$ Milhões)
3,3%
1,9%
26,2 18,7 7,3 5,5 4,0
1,9% 1,9%2,0% 2,0%
3,2%
1.625,91.551,9 1.753,1 1.837,2 1.894,8
3,3% 3,3% 3,4%
Saldo da cessão de crédito Operações de crédito em balanço
Nível H/Carteira de créditoPDD/Carteira de crédito
259,0
624,8 49,4
1.010,576,9
25,6%
61,8%
12,5%
Títulos
Públicos
Renda
Fixa
Renda
Variável
Fundo
Multimercado
Total
Carteira das Aplicações Financeiras
(R$ Milhões)
CDB = R$ 6,8
DPGE = R$ 484,2
Outros = R$ 133,7
1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11
4,0
270,5
187,6
1.438.3
Fontes de Captação
(R$ Milhões)
Cessão de Créditos DPGE MTN Depósitos
44,5%
26,3%
22,7%
6,4%
Distribuição da Carteira de Crédito Consignado
Governos
Estaduais
Prefeituras
INSS
Entidades
Federais
29,0%
28,5%
23,2%
19,3%
Captação - Operações a Vencer
Até 3 Meses
De 3 a 12 Meses
De 1 a 3 anos
Acima de 3 anos
22,9%
23,3%
40,3%
Carteira de Crédito - Operações a Vencer
13,6%
Até 3 Meses
De 3 a 12 Meses
De 1 a 3 anos
Acima de 3 anos
4T10 3T11 4T11
Evolução dos Ativos Totais
(R$ Mil)
Operações de Crédito TVM Outros
3.293.743 3.427.461
3.073.980
579.851
942.211
1.551.918
397.988
1.058.549
1.837.206
456.841
1.075.793
1.894.827
277,9
302,1
291,9
300,2
318,1
A rentabilidade média das aplicações financeiras das seguradoras JMalucelli em 2011 ficou em 104,1% do CDI. Em outubro de 2011 a aplicação em fundo
multimercado que utiliza renda variável (financiamento com opções - compra de ações e venda de opções) com objetivo de superar a rentabilidade da renda
fixa, conforme anunciado no release de resultados anterior, recuperou o impacto negativo gerado pela marcação a mercado dos investimentos em um
ambiente de desvalorização do mercado acionário. Isto possibilitou a recuperação da rentabilidade dos investimentos.
A política de investimentos do braço de seguros do Paraná Banco tem como objetivo assegurar a capacidade das seguradoras e resseguradora de dar
atendimento a obrigações previstas em contratos de seguros. A alocação de recursos é definida visando metas, limites e metodologias para a gestão de
investimentos de forma a maximizar retornos de acordo com as diretrizes definidas pela legislação em vigor. A política define que para o total das aplicações
financeiras até 100% pode ser destinado para investimento em Títulos Públicos Federais de emissão da República Federativa do Brasil e que até 95% em
DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial) até limites estabelecidos por lei, com vencimento em três anos ou menos. Até 40% do total das aplicações
financeiras podem ser destinados para investimentos de renda fixa com baixo risco, ou seja, em Instituições com classificação de risco AAA, até 20% em renda
fixa de Instituições com classificação de risco superior a AA-, e até 10% para investimentos de renda fixa em instituições com classificação de risco superior a
BBB-. Todos os investimentos em instituições financeiras também são limitados ao porte da instituição (total de ativos). Para investimentos em renda variável a
política define como teto máximo que 8% dos investimentos possam ser alocados em fundos multimercado e 5% em renda variável. Investimentos que
ultrapassarem o limite estipulado por razões que não sejam novas aquisições (o caso dos investimentos em renda variável em 2011), são geridos de modo a
atender os melhores interesses da Companhia. Os recursos alocados em renda variável estão 100% investidos em um fundo de ações cujo portfólio é composto
majoritariamente por ações de empresas com dividend yield superior a 6% ao ano, há pelo menos três anos.
DESEMPENHO OPERACIONAL
• Gestão de Ativos e Passivos
Em dezembro de 2011, os ativos totais somaram R$ 3.427,5 milhões ante R$ 3.074,0 milhões na mesma data de 2010. No final de 2011 as operações de
crédito representaram 55,3% dos ativos, títulos e valores mobiliários 31,4% e outros ativos 13,3%.
A tesouraria do Paraná Banco opera o caixa da Companhia de forma passiva aplicando 94,5% dos recursos em títulos cujo risco é soberano e 4,5% em um
fundo multimercado. As aplicações financeiras das seguradoras JMalucelli são alocadas conforme o descrito anteriormente e são geridas pelo Banco. A carteira
de TVM é composta basicamente por operações compromissadas lastreadas em Letras Financeiras do Tesouro (LFT). A carteira consolidada de títulos e
investimentos apresentou evolução de 14,2% em relação a dezembro de 2010.
• Crédito Consignado
A maior concentração da carteira de crédito consignado do Paraná Banco em dezembro de 2011 estava nas operações de crédito a funcionários dos governos
estaduais (44,5%), seguido de prefeituras (26,3%), aposentados e pensionistas do INSS (22,7%) e entidades federais (6,4%). Esta pulverização dilui o risco
regulatório e de concentração da carteira.
O crédito consignado à funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS, é tradicionalmente considerado como baixo risco de crédito. Desta forma,
dada a grande concentração nestas operações, o Paraná Banco possui uma carteira de crédito de excelente qualidade. O quadro abaixo apresenta a classificação
de risco da carteira de crédito consignado em 31 de dezembro de 2011 segundo normas do Banco Central, sendo a categoria A de menor risco e a categoria
H de maior risco.
Classif. Provisão Requerida Carteira Cessão Carteira + Cessão
Classif. / Carteira
+ Cessão
Provisão
Carteira
Provisão
Cessão Provisão Total
A 0,5% 1.439.118 3.809 1.442.928 92,4% 7.196 19 7.215
B 1,0% 37.111 – 37.111 2,4% 371 – 371
C 3,0% 22.121 – 22.121 1,4% 664 – 664
D 10,0% 12.744 – 12.744 0,8% 1.274 – 1.274
E 30,0% 8.962 – 8.962 0,6% 2.689 – 2.689
F 50,0% 6.927 – 6.927 0,4% 3.463 – 3.464
G 70,0% 5.797 – 5.797 0,4% 4.058 – 4.058
H 100,0% 24.202 193 24.395 1,6% 24.202 193 24.395
Total 1.556.982 4.003 1.560.984 100,0% 43.916 213 44.129
Ao final de dezembro, 96,2% da carteira de consignado do banco estava classificada entre AA e C, 2,2% entre D e G e 1,6% da carteira estava classificada
no nível H. Enquanto a inadimplência, acima de 90 dias, registrada para pessoa física no SFN em dezembro era de 7,3%, a inadimplência do Paraná Banco
para o crédito consignado era de 3,0%.
RATINGS
O Paraná Banco possui cobertura de quatro agências de rating que corroboram a sua solidez e confortável situação econômico-financeiro, fundamentados em
um crescimento sustentável e conservadora gestão dos seus ativos e exposição aos riscos.
Em dezembro de 2011 a agência de classificação de risco Standard & Poor`s, seguindo uma nova metodologia de avaliação de bancos divulgada pela agência
no início de novembro, elevou o rating na escala nacional do Paraná Banco de “brA-“ para “brAA”, e na escala global de “BB-“ para “BB+”, ambos com
perspectiva estável. A agência considerou como fatores determinantes para a elevação do rating do Paraná Banco a solidez da base de capital, rentabilidade e
os baixos riscos relacionados às atividades da Companhia.
Dezembro/2011 Dezembro/2011 Janeiro/2012Janeiro/2012
‘brAA‘ ‘A’ ‘A+’
11,46
Perspectiva estável Baixo risco de crédito
Baixo risco de crédito
para médio prazoBaixo risco de crédito
GERENCIAMENTO DE RISCOS DE MERCADO
• Riscos para os quais se busca proteção
Risco de Taxas de Juros - O risco de taxa de juros decorre da precificação de ativos e passivos em momentos distintos, bem como de oscilações inesperadas na
inclinação e forma das curvas de rendimento e de alterações na correlação entre as taxas de juros de diferentes instrumentos financeiros.
A Companhia fica diretamente exposta aos riscos de oscilação das taxas de juros quando ocorre um descasamento entre as taxas de juros que adota e as taxas
de juros praticadas pelo mercado. Procuramos administrar nossos ativos e passivos por meio de controles eficazes e adequados ao porte operacional da
Companhia, para que com isso consigamos evitar e/ou reduzir eventual impacto negativo que poderá ser causado por oscilações nas taxas de juros sobre a
receita de intermediação financeira líquida da Companhia.
Risco de Variação Cambial - O risco cambial decorre da titularidade de ativos, passivos e itens denominados ou indexados a moedas estrangeiras.
A Companhia administra sua exposição cambial objetivando ajustar os descasamentos entre ativos e passivos indexados a variação de moedas estrangeiras,
particularmente com uso de operações de derivativos. Não faz parte de nossa estratégia manter exposições significativas e prolongadas ao risco cambial.
Risco de Mercados das atividades de trading - O risco de mercado relacionado às atividades de trading (negociação) decorre, principalmente, das posições
adotadas pela Companhia em relação a títulos federais prefixados, resultantes de operações compromissadas, aquelas realizadas no mercado de Balcão das
Instituições do SFN - Sistema Financeiro Nacional em que o vendedor assume o compromisso de recomprar os títulos por ele vendidos em uma data prefixada
e também mediante ao pagamento de juros prefixados. E o comprador, em contrapartida, deve assumir o compromisso irreversível de revender o título na data
de vencimento do compromisso pelo preço fixado. As atividades de trading (negociação) são supervisionadas e aprovadas pelos órgãos componentes do
Comitê de Riscos da Companhia, objetivando-se, desta maneira, evitar a exposição da Companhia aos riscos inerentes a esta atividade bem como reduzir a
intensidade de seus eventuais efeitos negativos sobre as atividades da Companhia.
• Estratégia de proteção patrimonial (hedge)
A estruturação de operações de defesa de posições de risco da Companhia, em geral chamada de hedge, é um dos aspectos mais importantes da gestão
financeira da Companhia e decorrem da necessidade de proteção à volatilidade verificada no mercado financeiro. Observamos, entretanto, que como as
operações de hedge apresentam, de um modo geral, elevados custos de implementação, optamos por utilizar tais instrumentos de maneira planejada e
alinhada aos resultados negociais da Companhia, evitando exposições desnecessárias e consolidando posições seguras de atuação.
As operações de vendas definitivas de ativos e de cessões de crédito com coobrigação são usualmente operações pré-fixadas. Este tipo de operação, comum
no mercado financeiro, permite o controle da liquidez da Companhia e é um instrumento que pode ser utilizado como redutor do risco de mercado das
operações pré-fixadas desenvolvidas pela Companhia.
No que tange às exposições decorrente de operações realizadas em moeda estrangeira (variação cambial), a Companhia efetua contratos de Swap da taxa de
câmbio (dólar) para o indexador CDI em sua totalidade do valor principal de sua exposição.
Instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge)
Atualmente, a Companhia pode utilizar os seguintes instrumentos para implementar sua estratégia de proteção patrimonial:
• Contratos de Swap de taxas de juros e taxas de câmbio no mercado local.
Parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos
A Companhia adota os critérios constantes de orientações do Banco Central para identificação, monitoramento e apreçamento de ativos financeiros,
bem como para a quantificação dos riscos que lhes são inerentes.
O cálculo das parcelas referentes ao Risco de Mercado de Taxas de Juros Pré-fixadas, por exemplo, é efetuado pela aplicação do VAR - Value-at-Risk,
medida estatística que sumariza uma perda ou ganho potencial derivada da exposição de uma carteira de crédito ao risco de mercado em condições normais,
considerando uma probabilidade de ocorrência de 99%, com horizonte de tempo de 10 dias e volatilidades e parâmetros definidos diariamente pelo Banco
Central. Além dos cálculos realizados, como o VAR - Value-at-Risk, a Companhia utiliza, também como parâmetro para gerenciar os riscos de mercado, a
análise de sensibilidade das exposições a que está sujeita, o que permite a fixação de limites e controles de riscos e alavancagem, os quais são definidos e
autorizados por seu Comitê de Riscos.
As atividades relacionadas à estrutura de controle de gerenciamento de riscos da Companhia são divididas entre órgãos e cargos da Companhia, conforme
abaixo:
Diretoria e Conselho de Administração: A Diretoria e o Conselho de Administração são responsáveis pela aprovação e revisão periódica da Política de
Gerenciamento do Risco de Mercado da Companhia, devendo também monitorar periodicamente os limites operacionais e os procedimentos adotados pela
Companhia com o escopo de manter a exposição ao risco de mercado em níveis considerados regulares, evitando variações repentinas.
Comitê de Riscos: O Comitê de Riscos da Companhia foi criado para suportar o Comitê Executivo Sênior e atuar de forma colegiada na identificação, análise,
monitoramento, mensuração, acompanhamento e controle dos riscos corporativos a que a Companhia está sujeita, devendo garantir o cumprimento das
Resoluções do CMN nº 2.804/00, 3.380/06, 3.464/07 e 3.721/09, que dispõem sobre a implementação das estruturas de gerenciamento dos riscos de liquidez,
operacionais, de mercado e de crédito. O Comitê de Riscos da Companhia é composto pelos gerentes das áreas de risco de mercado, liquidez, operacional,
crédito, pelo Diretor Financeiro e Vice-Presidente da Companhia.
Diretor Responsável pelo Risco de Mercado: O Diretor Responsável pelo Risco de Mercado é indicado pela Companhia para representá-la perante o
Banco Central, sendo, juntamente com o Comitê de Riscos, responsável por validar e aprovar as políticas e objetivos gerais da Companhia, alertando o
Conselho de Administração e a Diretoria com informações relevantes sobre a estrutura e os resultados do gerenciamento de riscos de mercado.
Gestor Responsável pelo Risco de Mercado: O Gestor Responsável pela gerência dos riscos de mercado é um colaborador designado pelo Diretor Responsável
pelo Risco de Mercado para gerir a estrutura de gerenciamento de riscos de mercado. Ao Gestor Responsável pelo Risco de Mercado também é atribuída a
responsabilidade pelo processo de informação, comunicação e divulgação da estrutura de risco adotada pela Companhia.
A estrutura de gerenciamento de riscos contempla metodologias e ferramentas para medir, monitorar e controlar a exposição ao risco de mercado.
Desta forma, a Companhia, em cumprimento as disposições da Resolução CMN nº 3.464/07, gerencia seus riscos de mercado em total consonância com as
disposições regulamentares e as melhores práticas do mercado.
As principais atribuições da Gerência de Risco de Mercado são:
- mensurar e controlar a sujeição a riscos de mercado pela Companhia;
- definir as metodologias a serem utilizadas na mensuração dos riscos de mercado;
- fornecer informações relativas às exposições aos riscos de mercado;
- realizar diariamente o controle da utilização dos limites operacionais autorizados e informar ao Comitê de Riscos eventuais excessos e desconsiderações aos
limites de exposição previamente estabelecidos;
- realizar testes para monitoramento da precisão dos modelos de avaliação do risco de mercado; e
- realizar simulações de condições extremas de mercado (testes de estresse), baseados em cenários definidos pelo Comitê de Risco.
• Risco de liquidez
A aplicação da política de risco de liquidez é coordenada pelo comitê de riscos da Companhia, que se reúne periodicamente para avaliar os possíveis cenários.
A Gestão de liquidez é avaliada através da analise da projeção do fluxo de caixa do banco.
O gestor de liquidez executa diferentes cenários na condição de liquidez de seu fluxo de caixa levando em consideração fatores interno e externo à Companhia,
elabora relatório que permite o monitoramento dos riscos assumidos, realiza avaliações voltadas a identificar posições que coloquem em risco situação
econômica financeira da instituição.
São realizados periodicamente testes de estresse, onde são considerados; resgates antecipados, aumento da inadimplência, saídas inesperadas, c/c rotativos,
cdc, middle/small e dificuldade ao acesso a novos recursos, é emitido mensalmente relatório gráfico que permitem avaliar a aderência do fluxo de caixa.
• Plano de contingência
Utilizamos como mitigadores de riscos, a redução drástica na produção de novos ativos aumentando a taxa de juros, acréscimo nas taxas de juros das
captações, disponibilidade de limite na captação de DPGE, reversão de lucros, constituição de fundos de direitos creditórios, venda de ativos consignáveis
através de acordos operacionais para cessão de crédito.
O Comitê de riscos é responsável pelo monitoramento e cumprimento da política de liquidez.
As atividades de monitoramento dos riscos de mercado e liquidez estão sujeitas a avaliação da área de compliance da Companhia, bem como das auditorias
interna e externa.
Em relação ao último exercício social, não houve alterações significativas nos principais riscos de mercado e liquidez a que a Companhia está exposta ou na
política de gerenciamento de riscos adotada, bem como outras informações em que a Companhia julgue relevante.
Atuação da Equipe de RI
O Paraná Banco possui uma área de relações com investidores que busca manter uma postura proativa, constantemente em contato com analistas e investidores
nacionais e estrangeiros, que tem como objetivo melhor atender as demandas do mercado e fortalecer a imagem e presença do Banco.
A área de Relações com Investidores reforça o objetivo de criação de valor aos seus acionistas, e realiza esforços objetivando a maior liquidez de suas ações,
com transparência nas divulgações dos resultados e em constante comunicação com o mercado.
Divulgação das informações
Em atendimento à instrução CVM n° 480, os Diretores revisaram, discutiram e concordam com o relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações
Financeiras.
Auditores Independentes
Em atendimento à Instrução CVM n° 381, o Banco e as empresas controladas não contrataram e nem tiveram serviços prestados pela KPMG Auditores
Independentes relacionados a essas empresas que não os serviços de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência
do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções
gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste.
Agradecimentos
Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros de negócios pela confiança demonstrada ao longo do tempo, e aos Diretores, Conselheiros,
funcionários e colaboradores, pelos esforços, competência, lealdade e dedicação frente aos desafios passados e do futuro.
ALEXANDRE MALUCELLI
Presidente do Conselho de Administração
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
CNPJ nº 76.621.457/0001-85
Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
PARANÁ BANCO S.A.
Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89
CNPJ nº 14.388.334/0001-99
Companhia Aberta de Capital Autorizado
Banco Consolidado
Ativo Nota 2011 2010 2011 2010
Circulante 1.337.723 840.362 1.715.338 1.429.298
Disponibilidades 502 293 1.698 6.220
Aplicações interfinanceiras de liquidez 4 111.655 7.128 111.655 7.128
Aplicações no mercado aberto 97.301 – 97.301 –
Aplicações em depósitos interfinanceiros 14.354 7.128 14.354 7.128
Títulos e valores mobiliários e
instrumentos financeiros derivativos 5 336.782 71.777 532.726 363.442
Carteira própria 336.532 25.207 532.476 316.872
Vinculados a compromisso de recompra – 46.570 – 46.570
Instrumentos financeiros derivativos 250 – 250 –
Relações interfinanceiras 376 55 376 55
Pagamentos e recebimentos a liquidar 118 – 118 –
Depósitos no Banco Central 258 55 258 55
Operações de crédito 6 822.739 699.388 815.380 685.144
Operações de crédito - setor privado 881.715 745.664 874.356 731.420
Provisão para perdas com operações de crédito (58.976) (46.276) (58.976) (46.276)
Outros créditos 28.950 21.079 141.065 195.252
Rendas a receber 146 3 7.378 5.780
Crédito das operações com seguros
e resseguros 7 – – 92.364 169.133
Diversos 8 28.947 21.301 44.930 24.028
Provisão para perdas outros créditos diversos (143) (225) (3.607) (3.689)
Outros valores e bens 36.719 40.642 112.438 172.057
Outros valores e bens 317 163 333 189
Despesas antecipadas 9 36.402 40.479 112.105 171.868
Não circulante
Realizável a longo prazo 1.202.445 1.330.086 1.685.976 1.564.368
Aplicações interfinanceiras de liquidez 4 – 101 – 101
Aplicações em depósitos interfinanceiros – 101 – 101
Títulos e valores mobiliários e
instrumentos financeiros derivativos 5 116.236 435.665 543.067 578.769
Carteira própria 116.236 435.665 543.067 578.769
Operações de crédito 6 1.023.062 832.038 1.014.474 816.060
Operações de crédito - setor privado 1.029.059 836.476 1.020.471 820.498
Provisão para perdas com operações de crédito (5.997) (4.438) (5.997) (4.438)
Outros créditos 20.432 16.643 28.513 31.523
Crédito das operações com seguros
e resseguros 7 – – 8.016 14.813
Diversos 8 20.432 16.726 20.497 16.793
Provisão para perdas outros créditos diversos – (83) – (83)
Outros valores e bens 42.715 45.639 99.922 137.915
Outros valores e bens 254 287 254 287
Provisão para desvalorizações (24) (58) (25) (58)
Despesas antecipadas 9 42.485 45.410 99.693 137.686
Permanente 544.583 345.836 26.146 80.314
Investimentos 539.653 341.047 950 1.407
Participação em controladas e coligada no País 10 539.586 340.980 – –
Outros investimentos 84 84 979 1.436
Provisão para perdas (17) (17) (29) (29)
Imobilizado de uso 4.681 4.375 12.891 17.078
Imóveis de uso 1.867 1.867 2.367 2.367
Outras imobilizações de uso 5.678 4.707 15.496 18.868
Depreciação acumulada (2.864) (2.199) (4.972) (4.157)
Intangível 11 249 414 12.305 61.829
Ativos intangíveis 941 965 21.569 77.395
Amortização acumulada (692) (551) (9.264) (15.566)
Total 3.084.751 2.516.284 3.427.460 3.073.980
Banco Consolidado
Passivo Nota 2011 2010 2011 2010
Circulante 1.239.738 894.235 1.491.385 1.326.843
Depósitos 12 982.587 717.775 981.975 717.253
Depósitos à vista 15.619 17.127 15.415 16.605
Depósitos interfinanceiros 170.197 217.215 170.197 217.215
Depósitos a prazo 796.771 483.433 796.363 483.433
Captações no mercado aberto 13 – 46.267 – 46.267
Carteira própria – 46.267 – 46.267
Recursos de aceites e emissão de títulos 14 187.580 59.915 187.580 59.915
Obrigações por títulos e valores mobiliários
emitidos no exterior 187.580 59.915 187.580 59.915
Relações interfinanceiras 104 – 104 –
Recebimentos e pagamentos a liquidar 104 – 104 –
Instrumentos financeiros derivativos – 2.228 – 2.228
Outras obrigações 69.467 68.050 321.726 501.180
Cobrança e arrecadação de tributos e
assemelhados 919 482 919 482
Sociais e estatutárias 34.332 21.553 35.911 22.967
Fiscais e previdenciárias 5.383 6.815 25.910 39.190
Débito de operações com seguros e resseguros 15 – – 66.049 146.586
Provisões técnicas - seguros e resseguros 16 – – 161.346 242.727
Diversas 17/18 28.833 39.200 31.591 49.228
Não circulante
Exigível a longo prazo 735.553 764.167 842.561 919.477
Depósitos 12 726.866 584.965 726.866 584.589
Depósitos a prazo 726.866 584.965 726.866 584.589
Recursos de aceites e emissão de títulos 14 – 166.540 – 166.540
Obrigações por títulos e valores mobiliários
emitidos no exterior – 166.540 – 166.540
Instrumentos financeiros derivativos 5 – 4.764 – 4.764
Outras obrigações 8.687 7.898 115.695 163.584
Fiscais e previdenciárias 18 2.641 944 2.646 944
Débito de operações com seguros e resseguros 15 – – 23.471 29.132
Provisões técnicas - seguros e resseguros 16 – – 82.249 124.754
Diversas 17/18 6.046 6.954 7.329 8.754
Resultado de exercícios futuros 15.947 30.222 – –
Participação minoritária nas controladas – – 1 –
Patrimônio líquido 20 1.093.513 827.660 1.093.513 827.660
Capital social
De domiciliados no País 630.559 619.954 630.559 619.954
De domiciliados no exterior 133.308 143.913 133.308 143.913
Reserva de capital 265 265 265 265
Reservas de lucros 328.515 63.842 328.515 63.842
Ajuste ao valor de mercado -
Títulos e valores mobiliários 866 (314) 866 (314)
Total 3.084.751 2.516.284 3.427.460 3.073.980
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Banco Consolidado
Segundo
semestre Exercício Exercício
Nota 2011 2011 2010 2011 2010
Receitas da intermediação
financeira 250.086 477.932 382.859 536.172 420.490
Operações de crédito 221.840 421.519 332.732 421.519 332.732
Resultado de operações
com títulos e valores mobiliários 28.246 56.413 50.127 114.653 87.758
Despesas da intermediação
financeira (148.986) (281.682) (199.750) (281.636) (199.713)
Operações de captação no mercado (138.055) (219.389) (123.216) (219.343) (123.179)
Resultado com instrumentos
financeiros derivativos 21.303 (1.457) (37.141) (1.457) (37.141)
Provisão para perdas com créditos 6 (32.234) (60.836) (39.393) (60.836) (39.393)
Resultado bruto da intermediação
financeira 101.100 196.250 183.109 254.536 220.777
Outras receitas (despesas)
operacionais (45.100) (88.777) (58.333) (100.457) (57.941)
Receitas de prestação de serviços – – – 9.606 1.633
Receitas de tarifas bancárias 3.049 6.133 4.541 6.133 4.541
Prêmios de seguros – – – 319.471 408.797
Prêmios de cosseguros e
resseguros cedidos – – – (188.434) (244.335)
Variação de provisões técnicas
de seguros – – – (13.913) (39.723)
Sinistros retidos – – – (48.930) (51.417)
Despesas de pessoal (8.879) (17.163) (16.769) (45.733) (37.694)
Honorários da administração (1.683) (3.270) (3.028) (7.679) (3.930)
Outras despesas administrativas 22 (67.656) (135.235) (89.511) (136.593) (91.626)
Despesas tributárias (5.704) (10.403) (8.800) (19.869) (16.390)
Resultado de participação
em controladas 10 32.787 59.149 55.336 – –
Outras receitas operacionais 23 12.302 30.625 25.529 50.952 46.548
Outras despesas operacionais 23 (9.316) (18.613) (25.631) (25.468) (34.345)
Resultado operacional 56.000 107.473 124.776 154.082 162.836
Resultado não operacional 48 249.829 602 249.906 514
Resultado antes da tributação
sobre o lucro 56.048 357.302 125.378 403.990 163.350
Imposto de renda e contribuição
social 19 5.953 4.708 (4.556) (35.250) (38.446)
Imposto de renda - corrente 3.122 1.093 993 (23.811) (19.836)
Contribuição social - corrente 1.150 (120) – (15.122) (13.061)
Imposto de renda e
contribuição social diferidos 1.681 3.735 (5.549) 3.683 (5.549)
Participação dos empregados e
administradores nos lucros (2.535) (2.536) (3.370) (9.261) (7.481)
Lucro líquido do semestre/exercício 59.466 359.474 117.452 359.474 117.423
Juros sobre o capital próprio (34.115) (49.107) (46.143) (49.107) (46.143)
Quantidade de ações (em milhares) 87.580 87.580 88.209
Lucro líquido por ação - R$ 0,68 4,10 1,33
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Reserva de capital Ajuste ao valor
Atualização Reservas de lucros de mercado -
de títulos Títulos e valores Ações em Lucros
Capital social patrimoniais Legal Estatutária mobiliários tesouraria acumulados Total
Saldos em 1 de julho de 2011 763.867 265 33.592 294.986 (763) (433) – 1.091.514
Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (8.378) – (8.378)
Cancelamento de ações em tesouraria – – – (8.811) – 8.811 – –
Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – 1.629 – – 1.629
Lucro líquido do semestre – – – – – – 59.466 59.466
Destinações
Reserva legal – – 2.973 – – – (2.973) –
Juros sobre o capital próprio – – – – – – (34.115) (34.115)
Dividendos pagos – – – (16.603) – – – (16.603)
Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 22.378 – – (22.378) –
Saldos em 31 de dezembro de 2011 763.867 265 36.565 291.950 866 – – 1.093.513
Mutações do semestre – – 2.973 (3.036) 1.629 433 – 1.999
Saldos em 1 de janeiro de 2011 763.867 265 18.592 45.250 (314) – – 827.660
Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (8.811) – (8.811)
Cancelamento de ações em tesouraria – – – (8.811) – 8.811 – –
Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – 1.180 – – 1.180
Lucro líquido do exercício – – – – – – 359.474 359.474
Destinações
Reserva legal – – 17.973 – – – (17.973) –
Juros sobre o capital próprio – – – – – – (49.107) (49.107)
Dividendos pagos – – – (36.883) – – – (36.883)
Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 292.394 – – (292.394) –
Saldos em 31 de dezembro de 2011 763.867 265 36.565 291.950 866 – – 1.093.513
Mutações do exercício – – 17.973 246.700 1.180 – – 265.853
Saldos em 1 de janeiro de 2010 763.867 265 12.718 32.571 (91) (20.548) – 788.782
Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (32.208) – (32.208)
Cancelamento de ações em tesouraria – – – (52.756) – 52.756 – –
Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – (223) – – (223)
Lucro líquido do exercício – – – – – – 117.452 117.452
Destinações
Reserva legal – – 5.874 – – – (5.874) –
Juros sobre o capital próprio – – – – – – (46.143) (46.143)
Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 65.435 – – (65.435) –
Saldos em 31 de dezembro de 2010 763.867 265 18.592 45.250 (314) – – 827.660
Mutações do exercício – – 5.874 12.679 (223) 20.548 – 38.878
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Banco Consolidado
Segundo
semestre Exercício Exercício
2011 2011 2010 2011 2010
Fluxos de caixa das atividades
operacionais
Lucro líquido ajustado do
exercício/semestre 60.992 115.951 107.290 177.753 166.934
Lucro líquido do exercício/semestre 59.466 359.474 117.452 359.474 117.423
Ajustes ao lucro líquido:
Depreciações e amortizações 470 908 762 3.872 5.099
Resultado de participação em controladas (32.787) (59.149) (55.336) – –
Provisão para perdas com créditos 32.234 60.836 39.393 60.836 39.393
Imposto de renda e
contribuição social diferidos 1.681 3.735 5.549 3.683 5.549
Resultado não operacional (72) (249.853) (530) (250.112) (530)
Variações dos ativos e obrigações 34.916 (25.901) (82.484) (267.204) (110.403)
Ajuste de títulos e valores mobiliários
ao valor de mercado 1.629 1.180 (223) 1.180 (230)
Redução (aumento) recursos
de curto prazo – – 171.753 – 171.753
(Aumento) em aplicações
interfinanceiras de liquidez 3.869 (1.203) (706) (1.203) (706)
(Aumento) redução em títulos
e valores mobiliários 9.440 29.217 (221.884) (64.373) (291.956)
Redução (aumento) em relações
interfinanceiras (ativos/passivos) 296 (217) 39 (217) 39
(Aumento) em operações de crédito (161.515) (375.211) (330.953) (389.486) (310.899)
Redução (aumento) em outros créditos (1.827) (15.395) (198) 53.513 (88.555)
Aumento em depósitos 232.541 406.713 321.821 407.000 304.660
Aumento (redução) em captações
no mercado aberto (18.080) (46.267) 43.465 (46.267) 43.465
(Aumento) em outros valores e bens 59 6.847 (15.053) 97.611 (15.384)
(Redução) aumento em
instrumentos financeiros derivativos (22.153) (6.993) 6.980 (6.993) 6.979
(Redução) aumento em outras obrigações (4.753) (10.297) (72.803) (317.969) 70.431
Resultado de exercícios futuros (4.590) (14.275) 15.278 – –
Disponibilidades líquidas aplicadas
(geradas) nas atividades operacionais 95.908 90.050 24.806 (89.451) 56.531
Fluxos de caixa das atividades
de investimentos
Alienação de outros investimentos – 1 13 2 13
Dividendos recebidos – 110.000 – – –
Alienação de imobilizado de uso 19 38 32 433 666
Aquisição de investimentos – – (15.272) (271) –
Aplicação no intangível – – – 8.997 (15.319)
(Aumento) em títulos mobiliários – – – (74.537) –
Aquisição de imobilizado de uso (706) (1.089) (1.375) (2.952) (13.344)
Disponibilidades líquidas geradas
(aplicadas) nas atividades
de investimentos (687) 108.950 (16.602) (68.328) (27.984)
Fluxos de caixa das atividades
de financiamentos
(Redução) aumento em recursos de
aceites e emissão de títulos (24.730) (38.875) (8.911) (38.875) (8.911)
Juros sobre o capital próprio (24.582) (52.809) (40.200) (52.809) (40.200)
Dividendos pagos (20.280) (20.280) – (20.280) –
Aumento de capital – – – 657.113 –
Redução de participações – – – (285.187) –
Aquisição líquida de ações próprias (8.378) (8.811) (32.208) (8.811) (32.208)
Disponibilidades líquidas geradas pelas
atividades de financiamentos (77.970) (120.775) (81.319) 251.151 (81.319)
Aumento (redução) de caixa
e equivalentes de caixa 17.251 78.225 (73.115) 93.372 (52.772)
Caixa e equivalentes de caixa no início
do exercício/semestre 91.687 30.713 103.828 72.966 201.673
Caixa e equivalentes de caixa no final
do exercício/semestre 108.938 108.938 30.713 166.338 148.901
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Banco Consolidado
Segundo
semestre Exercício Exercício
2011 2011 2010 2011 2010
Receitas 233.274 717.885 396.225 1.024.916 737.480
Intermediação financeira 250.086 477.932 382.859 536.172 420.490
Prestação de serviços – – – 9.606 1.633
Provisão para créditos de
liquidação duvidosa (32.234) (60.836) (39.393) (60.836) (39.393)
Outras 15.422 300.789 52.759 267.790 52.777
Receitas com operações de seguros – – – 272.184 301.973
Despesas de intermediação financeira (84.904) (203.154) (182.245) (203.108) (182.208)
Insumos adquiridos de terceiros (102.231) (173.440) (110.008) (254.424) (207.129)
Materiais, energia e outros (1.795) (3.385) (2.637) (14.436) (14.085)
Serviços de terceiros (63.484) (128.362) (84.275) (195.206) (166.800)
Perda/recuperação de valores ativos – – – 11.801 –
Outros (36.952) (41.693) (23.096) (56.583) (26.244)
Valor adicionado bruto 46.139 341.291 103.972 567.384 348.143
Depreciação, amortização e exaustão (5.460) (10.889) (4.932) (13.436) (5.876)
Valor adicionado líquido produzido
pela entidade 40.679 330.402 99.040 553.948 342.267
Valor adicionado recebido em
transferência 32.787 59.149 55.336 (79.022) (116.690)
Resultado de participação em controladas 32.787 59.149 55.336 – –
Resultado com operações de seguros
e resseguros cedidos – – – (79.022) (116.690)
Valor adicionado total a distribuir 73.466 389.551 154.376 474.926 225.577
Distribuição do valor adicionado 73.466 389.551 154.376 474.926 225.577
Pessoal 11.659 20.179 20.422 54.986 47.032
Remuneração direta 9.894 16.782 17.062 44.125 38.233
Benefícios 1.173 2.205 2.192 6.612 6.395
F.G.T.S. 360 713 669 1.923 1.662
Outros 232 479 499 2.326 742
Impostos, taxas e contribuições 1.191 8.491 16.111 57.473 58.447
Federais 1.039 8.184 15.903 55.727 57.123
Estaduais – – – 1 –
Municipais 152 307 208 1.745 1.324
Remuneração de capitais de terceiros 1.149 1.407 391 2.993 2.675
Aluguel 1.149 1.407 391 2.957 2.675
Outras – – – 36 –
Remuneração de capital próprio 59.467 359.474 117.452 359.474 117.423
Juros sobre o capital próprio 34.115 49.107 46.143 49.107 46.143
Dividendos 16.603 36.883 – 36.883 –
Lucros retidos 8.749 273.484 71.309 273.484 71.280
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
1. CONTEXTO OPERACIONAL
O Paraná Banco S.A. (“Banco”) (BM&FBOVESPA: PRBC4/ADR Nível I: PRBAY) é um banco múltiplo e tem
por objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às carteiras comercial e de
crédito, financiamento e investimento e administração de cartão de crédito.
Por meio de suas controladas em conjunto com a Travelers, atua também, nas operações de seguros e
resseguros em ramos elementares e de danos, operando principalmente nos ramos de garantias de
obrigações contratuais, nos quais é especializado, por meio de sua controlada direta atua na
administração de fundos de investimento.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras do Banco e as demonstrações financeiras consolidadas, as quais abrangem
as demonstrações financeiras do Banco, suas controladas e controladas em conjunto (em 2011) e em 2010
o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Paraná Banco II (encerrado em 15 de março de 2010)
foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação
societária brasileira, as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), associadas às normas
e instruções do Conselho Monetário Nacional (“CMN”), do Banco Central do Brasil (“BACEN”), do
Conselho Nacional de Seguros Privados - (“CNSP”), e da Superintendência de Seguros Privados (“SUSEP”).
Em 30 de janeiro de 2012, as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em
27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e
autorizou a Diretoria do Banco a divulgá-las, a partir do dia 28 de fevereiro de 2012.
Para a elaboração dessas demonstrações financeiras consolidadas, foram eliminadas as participações de
uma empresa em outra, os saldos das contas patrimoniais, as receitas, as despesas e os lucros
não realizados entre as empresas. Os ganhos e perdas com variação cambial das operações de
“Fixed Rated Notes” (vide nota 14) foram reclassificados para Resultado com operações de captação no
mercado. Os saldos de Resultados de exercícios futuros foram reclassificados para carteira de crédito
para fins de consolidação. Observa-se que em dezembro de 2010 a participação do Paraná Banco nas
empresas de seguros e resseguros era de 100% e a partir de junho de 2011 passou a ser de 56,6%,
sendo essas denominadas controladas em conjunto. Para controladas em conjunto a consolidação dos
componentes de ativo e passivo, as receitas e despesas são agregadas às demonstrações contábeis da
investidora na proporção da participação desta no seu capital, as operacões realizadas entre as
controladas em conjunto são eliminadas nas demonstrações consolidadas.
31 de dezembro de 2011
JMalucelli Participações % Saldo Final
Seguros e Resseguros Participação Consolidado
Balanço Patrimonial
Ativo circulante 658.667 56,60% 372.806
Realizável a longo prazo 867.242 56,60% 490.859
Permanente 14.314 56,60% 8.102
Ativo total 1.540.223 871.766
Passivo circulante 434.981 56,60% 246.199
Exigível a longo prazo 186.840 56,60% 105.751
Patrimônio líquido 918.402 56,60% 519.816
Passivo total 1.540.223 871.766
Até 31/05/2011 (a)
De 01/06/2011 a
31/12/2011
Porto de
Cima
Holding
Ltda.
JMalucelli
Participa-
ções Se-
guros e
Ressegu-
ros
Saldo
acumulado
até
31/05/2011
% Partici-
pação até
31/05/2011
JMalucelli
Participa-
ções Se-
guros e
Ressegu-
ros
% Partici-
pação de
01/06/2011
a
31/12/2011
Saldo
Final
Conso-
lidado
Demonstração de
Resultado
Receitas da intermediação
financeira 10.898 9.117 20.015 100% 66.409 56,60% 57.602
Despesas da intermediação
financeira – – – 100% – 56,60% –
Resultado bruto da
intermediação financeira 10.898 9.117 20.015 66.409 57.602
Outras receitas (despesas)
operacionais 18.884 9.608 28.492 100% 21.022 56,60% 40.390
Resultado operacional 29.782 18.725 48.507 87.431 97.993
Resultado não operacional – – – 100% – 56,60% –
Resultado antes da
tributação sobre o lucro 29.782 18.725 48.507 87.431 97.993
Imposto de renda e
contribuição social (11.884) (7.500) (19.384) 100% (31.550) 56,60% (37.241)
Participações no lucro (269) (47) (316) 100% (8.176) 56,60% (4.944)
Lucro líquido 17.629 11.178 28.807 47.705 55.808
(a) Empresa holding do investimento na controlada indireta J Malucelli Seguradora S.A. até 31 de maio
de 2011, após esta data, os saldos referentes à Porto de Cima Holding foram incorporados pela
J Malucelli Seguradora S.A. e o controle foi transferido para a J Malucelli Participações em Seguros
e Resseguros.
Destacamos as principais empresas incluídas na consolidação e as participações detidas pelo Banco:
2011
Controladas Ativo Passivo Resultado
% de
participação
JMalucelli Participações em Seguros
e Resseguros S.A. (g) 520.401 585 38.176 56,6(**)
JMalucelli Seguradora S.A. (a) 442.816 320.817 34.364 56,6(**)
JMalucelli Resseguradora S.A. (b) 568.454 229.791 21.309 56,6(**)
JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (e) 76.198 17.263 1.331 56,6(**)
Tresor Holdings S.A. (c) 317 45 – 100,00
Paraná Administração e Serviços Ltda. (d) 470 249 (3) 99,99
JMalucelli Agenciamento e Serviços Ltda. (f) 2.997 3.554 (843) 99,99
JMalucelli Distribuidora de Títulos
e Valores Mobiliários Ltda. (i) 11.591 3.470 4.187 99,99
2010
Controladas Ativo Passivo Resultado
% de
participação
JMalucelli Participações em Seguros
e Resseguros S.A. (g) 324.773 221 35.128 100,00
JMalucelli Seguradora S.A. (a) 691.829 541.944 37.799 100,00(*)
JMalucelli Resseguradora S.A. (b) 464.569 360.197 15.810 100,00(*)
JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (e) 45.751 25.082 1.626 99,99(*)
Tresor Holdings S.A. (c) 317 45 2.907 100,00
Paraná Administração e Serviços Ltda. (d) 435 211 (58) 99,99
JMalucelli Agenciamento e Serviços Ltda. (f) 4.571 4.286 (245) 99,99
JMalucelli Distribuidora de Títulos
e Valores Mobiliários Ltda. (i) 4.735 800 375 99,99
Porto de Cima Holding Ltda. (h) 161.351 – 16.477 100,00
(*) Participação indireta através da controlada JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A.
(**) Participação de controladas em conjunto com a Travelers.
Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e
em conformidade com os termos previamente divulgados no Fato Relevante de 4 de novembro de 2010,
foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc
(“Travelers”), uma companhia americana líder em seguros de ramos elementares, na JMalucelli
Participações em Seguros e Resseguros S.A., controlada pelo Paraná Banco S.A. (“Paraná Banco”).
Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da Companhia
passando a exercer o controle compartilhado conforme descrito no Acordo de Acionista firmado entre a
Travelers e o Paraná Banco naquela data. Em atendimento à Instrução CVM 247/96 e alterações
subsequentes, o investimento foi consolidado proporcionalmente à participação do Paraná Banco S.A. de
56,6% a partir da data de celebração do Acordo de Acionista. Dessa forma, no consolidado, as contas
patrimoniais foram apresentadas proporcionalmente à participação do Paraná Banco e as contas de
resultado apresentados proporcionalmente somente para o mês de junho de 2011, quando o controle da
JMalucelli Participação em Seguros e Resseguros tornou-se compartilhado. Os resultados de janeiro à
maio de 2011 foram contabilizados integralmente nas demonstrações de resultado, dos fluxos de caixa e
do valor adicionado.
(a) Tem por objeto social, as operações de seguros e cosseguros de danos, operando principalmente no
ramo de garantia de obrigações contratuais, no qual é especializada. Seu capital social sofreu um
aumento de R$ 80 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na JMalucelli
Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28.
(b) Tem por objeto social efetuar operações de resseguros e retrocessão no segmento de ramos de
danos, operando principalmente no ramo de garantia de obrigações contratuais. Seu capital social
sofreu um aumento de R$ 492 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na
JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28.
(c) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembleia geral onde foi
aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado
por 1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. incorporadas pela JMalucelli Participações em
Seguros e Resseguros S.A.
(d) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa, em 14 de outubro de
2011 o Banco Central do Brasil, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia.
(e) Empresa constituída em 17 de outubro de 2006 e homologada conforme Portaria nº 2.731 de
13 de agosto de 2007 da Superintendência de seguros Privados - SUSEP. A empresa encontra-se em fase
pré-operacional. A Portaria nº 3.325 de 22 de setembro de 2009 da Superintendência de seguros
Privados - SUSEP, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia. Seu capital social
sofreu um aumento de R$ 85 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na
JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28.
(f) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa opera na prestação de serviços de
assessoria e controle das operações de desconto em folha, no controle e implantação de correspondentes
franqueados do Banco e fornece estrutura própria de atendimento ao público nas localidades de
interesse do Banco.
(g) Empresa holding que detém investimento na controlada JMalucelli Seguradora S.A., JMalucelli
Seguradora de Crédito S.A. e JMalucelli Resseguradora S.A. Em 31 de dezembro de 2010 o controle era
na JMalucelli Resseguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. Seu capital social sofreu um
aumento de R$ 657 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil, vide nota 28.
(h) Incorporada pela J Malucelli Seguradora S.A. em 31 de maio de 2011. Na incorporação a J Malucelli
Seguradora, absorveu um ágio no montante de R$ 49.625 cujo o valor representou um beneficio fiscal
de R$ 19.850, que estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses de acordo com as projeções
da expectativa de resultado futuro. Após a incorporação, o Paraná Banco aumentou o capital
continuação
continua
BALANÇOS PATRIMONIAIS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (BANCO)
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em
31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação)
DEMONSTRAÇÕES DOVALORADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e
semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
Método Indireto - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre
findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
CNPJ nº 76.621.457/0001-85
Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
PARANÁ BANCO S.A.
Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89
CNPJ nº 14.388.334/0001-99
Companhia Aberta de Capital Autorizado
da J Malucelli Participações em Seguros e Resseguros com as ações que detinha indiretamente da
J Malucelli Seguradora no montante de R$ 97.734.
(i) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto
social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover
o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em
23 de dezembro de 2010.
(j) Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos
de seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de
contabilização. Com a nova codificação os ramos do grupo Riscos Financeiros (0739 - Garantia financeira
/ 0740 - Garantia de Obrigações privadas / 0745 - Garantia de obrigações públicas / 0747 - Garantia de
concessões públicas / 0750 - Garantia Judicial) são classificados em dois ramos, 0775 Garantia Segurado
- Setor Público e 0776 Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011. Como
impacto dessas alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos
apresentam somente cancelamento e reversões de provisões, como um processo de run-off, e as novas
emissões de prêmios e constituição de provisões estão apresentadas nos novos ramos. A nota explicativa
que foi impactada pelo efeito é: Nota 7) Crédito das operações com seguros e resseguros - Consolidado.
3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a. Apuração do resultado
As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência.
As despesas de comissão pela intermediação de operações de crédito e de honorários de agenciamento
ou introdução de negócios são reconhecidas ao resultado com base no cálculo exponencial das
operações de crédito. Até 31 de dezembro de 2010, o cálculo era efetuado em base linear. O saldo das
comissões diferidas é registrado em despesas antecipadas.
As receitas com o ressarcimento de despesas de serviços de terceiros, incluídas nos contratos de
operações de crédito, são reconhecidas em resultado com base no calculo exponencial dos respectivos
contratos. O saldo de receitas diferidas é registrado no passivo em “Resultado de exercícios futuros” no
balanço individual e reclassificado para “Operações de crédito” no balanço consolidado, com o objetivo
de apresentar a carteira de crédito pela taxa efetiva.
A contabilização dos prêmios de seguros e resseguros é feita na data de emissão das apólices. Os prêmios
de seguros e resseguros e as correspondentes despesas/receitas de comercialização são reconhecidos no
resultado de acordo com o prazo de vigência das apólices. Os prêmios de seguros relativos a riscos
vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas são calculados conforme nota técnica atuarial.
As participações nos lucros das apólices com resseguros cedidos a resseguradoras são registradas no
ativo circulante e resultado do período, pelo prazo de vigência das apólices, à medida que os resultados
decorrentes do resseguro cedidos possam ser estimados com razoável segurança.
b. Estimativas contábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis.
Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a provisão para perdas
com créditos, imposto de renda diferido ativo, provisão para contingências, a valorização a mercado de
títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, as participações nos lucros de
resseguros cedidos a resseguradoras e as provisões técnicas. A liquidação das transações envolvendo
essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao
processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas mensalmente.
c. Aplicações interfinanceiras de liquidez
São registradas pelo valor de aplicação ou aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data
do balanço.
d. Títulos e valores mobiliários
Conforme previsto na Circular BACEN n° 3.068, de 8 de novembro de 2001, os títulos e valores
mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da Administração em
mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis para a venda”
- representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos
rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos
valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes
com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários. Quando esse título e valor mobiliário é
realizado, o ganho ou perda acumulado no patrimônio líquido é transferido para resultado; (ii) “Títulos
mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a
Administração possui a intenção e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento,
sendo contabilizados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data-base das
demonstrações financeiras.
e. Operações de crédito, crédito das operações com seguros e resseguros, depósitos a prazo,
interfinanceiros e outras operações ativas e passivas
As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas
correspondentes a períodos futuros são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos.
As operações com taxas pós-fixadas estão atualizadas até a data do balanço. As rendas das operações
de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são
reconhecidas como receita, quando efetivamente recebidas. As captações em moeda estrangeira estão
registradas em Recursos de aceites e emissão de títulos classificados no curto prazo de acordo com o
vencimento e convertida pela cotação do dólar na data do balanço e as despesas de captação são
reconhecidas pro-rata temporis.
As despesas de comercialização diferidas são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das
apólices e estão registradas na rubrica “Outros valores e bens - despesas antecipadas”.
f. Provisão para perdas com créditos
A provisão para perdas com créditos e para os créditos cedidos com coobrigação, foi constituída em
montante compatível com a avaliação geral de risco de crédito, conforme análise da Administração e
normas emanadas do Banco Central do Brasil, que estabelece a criação de nove faixas de riscos,
sendo AA (mínimo) e H (perda), e percentuais mínimos de provisionamento para cada faixa.
As operações classificadas como nível H, permanecem nessa classificação por seis meses, quando então
são baixadas contra a provisão existente e controladas, por cinco anos, em contas de compensação, não
mais figurando em contas patrimoniais. As operações renegociadas não consignadas são mantidas, no
mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações não consignadas que já haviam
sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação são classificadas como H e os
eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita, quando
efetivamente recebidos. A provisão para perdas com crédito, considerada suficiente pela Administração,
atende ao requisito mínimo estabelecido nas normas anteriormente referidas.
A provisão para perdas sobre créditos das operações com seguros e resseguros foi constituída para fazer
face às eventuais perdas na realização desses créditos.
As operações de crédito com consignação de parcelas em folha de pagamento (“Crédito Consignado”)
são classificadas levando em consideração o status individual de cada contrato de empréstimo, não
atribuindo de forma automática o mesmo nível de risco para todas as operações de um mesmo cliente.
Na hipótese de um cliente possuir mais de 1 (um) contrato, aquele(s) que encontra(m)-se em curso
normal (com as parcelas de principal e encargos sendo amortizadas total ou parcialmente em base
mensal) será(ão) classificado(s) conforme a situação do(s) contrato(s), individualmente,
independentemente da classificação dos demais contratos (mesmo que um ou mais estejam em
prejuízo).
Para as demais modalidades de crédito, a classificação das operações de um mesmo cliente ou grupo
econômico deve ser definida considerando aquela que apresentar maior risco.
g. Investimentos
Os investimentos em controladas e controladas em conjunto são avaliados pelo método da equivalência
patrimonial acrescidos de ágio, quando aplicável que vêem sendo amortizado pelo método linear em
função da expectativa de rentabilidade futura. Os demais investimentos são avaliados pelo custo,
deduzidos de provisão para perdas. No banco o ágio gerado até 2010 está retificado por provisão
integral e amortizado, com a correspondente reversão da provisão. No consolidado o ágio de controlada
está retificado por provisão para refletir o benefício fiscal.
h. Imobilizado
Demonstrado pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada
pelo método linear, observando-se as seguintes taxas anuais: 4% para imóveis de uso; 10% para móveis
e equipamentos de uso; sistemas de comunicação e sistema de segurança; e 20% para sistema de
processamento de dados.
i. Ativos Intangíveis
No consolidado, os ativos intangíveis incluem os ágios apurados nas aquisições envolvendo combinação
de negócios.
O ativo intangível tem o seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de
perda de valor.
j. Outros passivos circulantes e exigíveis a longo prazo relacionados às operações de seguros
e resseguros
Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos
encargos e variações monetárias incorridos, combinado com os seguintes aspectos:
• As receitas de comercialização diferidas são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das
apólices e estão registradas na rubrica “Débito de operações com seguros e resseguros”.
As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP,
cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentados em notas técnicas atuariais - NTA.
• A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor bruto dos prêmios de seguro retidos
correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata
dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não
emitidos (“RVNE”). Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao
disposto na Circular nº 379/2008;
• A provisão de insuficiência de prêmios (PIP) é calculada para cobrir possíveis insuficiências da PPNG para
fazer face aos compromissos futuros com os contratos de seguro em vigor. A PIP é calculada de acordo
com metodologia própria descrita em nota técnica atuarial. Para os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2011 e 2010 não havia provisão a constituir;
• A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos
avisos de sinistros recebidos, e ajustada periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas
técnicas da Seguradora. A PSL inclui estimativa para cobrir o pagamento de indenizações e custos
associados, em decorrência de disputas judiciais em curso a qual é constituída com base nas notificações
de ajuizamento recebidas e de processos em fase de regulação de sinistros, até a data base das
demonstrações financeiras. Seu valor é determinado com base nos critérios estabelecidos pela Resolução
CNSP nº 162/2006 e alterada pela Resolução CNSP nº 181/2007; e
• A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) para o ramo DPVAT é constituída com
base em informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. e leva
em consideração os critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nº 174/07. Sobre a provisão constituída
são capitalizados encargos financeiros, os quais são registrados e classificados no grupo de
“outras despesas operacionais”.
k. Teste de adequação de passivos
O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do
montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas
pela SUSEP.
Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas, por ramo ou
grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data-base descontando-os
através de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco. Foram consideradas premissas atuariais
baseadas em dados contábeis do ano de 2011 e a projeção dos sinistros a serem pagos baseados em
dados históricos de julho de 2005 a dezembro de 2011, para a JMalucelli Seguradora S.A. e; de julho de
2008 a junho de 2011 para a JMalucelli Resseguradora S.A.
O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº 410/2010 em linha com o
requerido pelo CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados, informações
fidedignas e considerações realistas, em consistência com as informações presentes no mercado
financeiro.
Caso seja identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente, uma provisão complementar
àquelas já registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do período, primeiramente
reduzindo-se despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis diretamente relacionados aos
contratos de seguros.
O cálculo é realizado semestralmente e em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não revelou passivos a constituir.
l. Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas
alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240
mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido,
e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a
30% do lucro real.
Os impostos ativos diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da Contribuição Social
e diferenças temporárias foram constituídos em conformidade com a Instrução CVM nº 371 de
27 de junho de 2002 e Resolução BACEN 3.355 de 31 de março de 2006, e consideram o histórico de
rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentados em estudo técnico
de viabilidade aprovado pelos órgãos da administração. Esses estão apresentados nas rubricas
“Outros créditos - Diversos” e “Outras obrigações - Fiscais e previdenciárias” refletidos no resultado do
período ou, quando aplicável, no patrimônio líquido e, constituídos nas mesmas alíquotas descritas no
parágrafo anterior.
m. Saldos de operações em moeda estrangeira
Demonstrados com base nas cotações vigentes na data do balanço.
n. Provisões
Uma provisão é reconhecida no balanço quando o Banco ou suas subsidiárias possuem uma obrigação
legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja
requerido para saldar a obrigação. Adicionalmente para as contingências cíveis e trabalhistas é realizada
uma avaliação individual das contingências com base no histórico de perdas independentemente da
classificação do risco. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco
envolvido. Com relação a provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício encerrado em
31 de dezembro de 2011 e 2010, o Banco não identificou indicadores de que determinados ativos desta
poderiam estar reconhecidos contabilmente por montantes acima do valor recuperável.
o. Créditos tributários do ágio
Os benefícios fiscais de IRPJ e CSLL, decorrentes do ágio na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda.,
estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com as projeções da expectativa de
resultado futuro. O montante registrado com passível de compensação refere-se aos valores de IRPJ e
CSLL diferidos, os quais a entidade tem o direito legal de compensação e há perspectiva concreta de
realização. No exercício amortização do benefício foi de R$ 2.647.
p. Balanço patrimonial consolidado e demonstração de resultado consolidada ajustados por
segmento de negócio
Balanço Patrimonial Financeiro Seguros
Outras/
Eliminações Consolidado
Ativo
Circulante e realizável a longo prazo 2.551.726 863.664 (14.071) 3.401.315
Disponibilidades 516 1.057 125 1.698
Aplicações interfinanceiras de liquidez 111.655 – – 111.655
Títulos e valores mobiliários 460.346 615.447 – 1.075.793
Relações interfinanceiras 376 – – 376
Operações de crédito 1.845.801 – (15.947) 1.829.854
Outros créditos 53.598 114.250 1.731 169.579
Outros valores e bens 79.434 132.910 14 212.361
Permanente 544.616 8.102 (526.576) 26.146
Investimentos 539.661 871 (539.586) 950
Imobilizado de uso 4.705 6.892 1.295 12.892
Intangível 250 340 11.715 12.305
Total em 31 de dezembro de 2011 3.096.342 871.766 (540.647) 3.427.461
Total em 31 de dezembro de 2010 2.521.019 1.202.149 (649.188) 3.073.980
Financeiro Seguros
Outras/
Eliminações Consolidado
Passivo
Circulante e exigível a longo prazo 1.978.761 351.950 3.236 2.333.947
Depósitos 1.709.453 – (612) 1.708.841
Recursos de aceites e emissão de títulos 187.580 – – 187.580
Relações interfinanceiras 104 – – 104
Outras obrigações 81.624 351.950 3.848 437.422
Resultado de exercícios futuros 15.947 – (15.947) –
Patrimônio líquido 1.101.634 519.816 (527.737) 1.093.513
Total em 31 de dezembro de 2011 3.096.342 871.766 (540.647) 3.427.461
Total em 31 de dezembro de 2010 2.521.019 1.202.149 (649.188) 3.073.980
Demonstração de resultado Financeiro Seguros
Outras/
Eliminações Consolidado
Receitas da intermediação financeira 478.570 57.602 – 536.172
Despesas da intermediação financeira (281.682) – 46 (281.636)
Resultado bruto da
intermediação financeira 196.888 57.602 46 254.536
Outras receitas (despesas) operacionais (82.450) 40.390 (58.394) (100.454)
Resultado operacional 114.438 (97.992) (58.348) 154.082
Resultado não operacional 250.088 – (181) 249.908
Resultado antes da tributação sobre o
lucro e participações 364.526 97.992 (58.527) 403.990
Imposto de renda e contribuição social 2.049 (37.241) (58) (35.250)
Participações no lucro (2.915) (4.943) (1.403) (9.261)
Lucro líquido em 31 de dezembro de 2011 363.660 55.808 (59.988) 359.478
Lucro líquido em 31 de dezembro de 2010 117.827 55.235 (55.639) 117.423
4. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ
Refere-se a operações compromissadas e aplicações em depósitos interfinanceiros, conforme segue:
Banco Consolidado
2011 2010 2011 2010
Operações compromissadas - Posição bancada
Letras Financeiras do Tesouro 97.301 – 97.301 –
Aplicações em depósitos interfinanceiros 14.354 7.229 14.354 7.229
Total 111.655 7.229 111.655 7.229
5. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS
a. Títulos e valores mobiliários
Os títulos e valores mobiliários foram classificados nas categorias de “Títulos disponíveis para venda e
mantidos até o vencimento” apresentados como segue:
31 de dezembro de 2011 Banco
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6
meses a
1 ano
Acima de
1 ano
Valor de
mercado
Valor de
curva
Ajuste no
patrimônio
Papel
Disponíveis para venda
Carteira própria
LFT (a.1) – – 2.832 116.236 119.068 119.095 (27)
LTN (a.1) – – 308.730 – 308.730 306.539 2.191
Fundos (a.2) 24.970 – – – 24.970 24.970 –
Instrumentos
financeiros derivativos – – 250 – 250 250 –
Total - Banco 24.970 – 311.812 116.236 453.018 450.854 2.164
Efeitos tributários (866)
Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco 1.298
31 de dezembro de 2011 Consolidado
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6
meses a
1 ano
Acima
de 1 ano
Valor
contábil
Valor de
curva
Papel
Disponíveis para venda
Carteira própria
Instrumentos financeiros derivativos – – 250 – 250 250
Fundos (a.2) 196.255 – – – 196.255 196.255
Outras aplicações IRB 30 – – – 30 30
Mantidos até o vencimento
CDB/RDB (a.3) – – 3.973 – 3.973 3.973
CDB/DPGE (a.3) – 3.943 9.064 282.776 295.783 295.783
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6
meses
a 1 ano
Acima
de 1
ano
Valor
contábil
Valor de
curva
Valor de
mercado
Ajuste no
patrimônio
Disponíveis
para venda
Carteira
própria
LFT (a.1) – – 3.503 260.290 263.793 263.820 263.793 (26)
LTN (a.1) – – 315.709 – 315.709 313.518 315.709 2.191
Total -
Consolidado 196.285 3.943 332.499 543.066 1.075.793 1.073.629 579.502 2.165
Efeitos tributários (866)
Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco e Consolidado 1.299
31 de dezembro de 2010 Banco
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6
meses a
1 ano
Acima de
1 ano
Valor de
mercado
Valor de
curva
Ajuste no
patrimônio
Papel
Disponíveis para
venda
Carteira própria
LFT (a.1) – – – 259.151 259.151 259.248 (97)
LTN (a.1) – – – 176.514 176.514 176.851 (337)
Fundos (a.2) 25.207 – – – 25.207 25.207 –
Vinculados a
Compromisso de
Recompra
LTN (a.1) 46.570 – – – 46.570 46.659 (89)
Total - Banco 71.777 – – 435.665 507.442 507.965 (523)
Efeitos tributários 209
Ajuste líquido no
patrimônio líquido -
Banco (314)
31 de dezembro de 2010 Consolidado
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6
meses a
1 ano
Acima de
1 ano
Valor de
mercado
Valor de
curva
Ajuste no
patrimônio
Papel
Disponíveis para
venda
Carteira própria
LFT (a.1) – – – 280.216 280.216 280.313 (97)
LTN (a.1) – – – 190.492 190.492 190.829 (337)
Fundos (a.2) 162.967 – – – 162.967 162.967 –
Outras aplicações IRB 52 – – – 52 52 –
Ações de
companhias
abertas (a.4) 459 – – – 459 459 –
Mantidos até o
vencimento
CDB/RDB (a.3) – 11.335 25.156 6.218 42.709 42.709 –
CDB - DPGE (a.3) – 55.739 61.164 101.843 218.746 218.746 –
Vinculados a
Compromisso de
Recompra
LTN (a.1) 46.570 – – – 46.570 46.659 (89)
Total - Consolidado 210.048 67.074 86.320 578.769 942.211 942.734 (523)
Efeitos tributários 209
Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco e Consolidado (314)
(a.1) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços
divulgados pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
(a.2) Refere-se as aplicações em cotas de fundo multimercado e de renda fixa.
(a.3) Os Certificados e Recibos de Depósitos Bancários (CDB/RDB) foram pactuados com taxas pós-fixada
que variam entre 107% e 125% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) e foram registrados pelo
seu valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço.
(a.4) Referem-se a 34.000 ações do Paraná Banco S.A. adquiridas em outubro de 2008 pela J Malucelli DTVM.
b. Instrumentos financeiros derivativos (Banco e Consolidado)
Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a carteira de instrumentos financeiros
derivativos é formada integralmente por contratos de “swaps”, registrados pelo valor de mercado,
e utilizado para proteção das captações de “fixed rate notes” como demonstrado a seguir:
Conta de Conta patrimonial
Valor compensação Valor a receber/(a pagar)
referencial 31/12/2011 31/12/2011
Até 1 ano De 1 a 3 anos Total
Posição ativa
Moeda estrangeira -
Dólar americano 167.400 181.543 – – –
Posição passiva
Mercado interfinanceiro
- taxa pós (CDI) 167.400 181.293 250 – 250
Conta de Conta patrimonial
Valor compensação Valor a receber / (a pagar)
referencial 31/12/2010 31/12/2010
Até 1 ano De 1 a 3 anos Total
Posição ativa
Moeda estrangeira -
Dólar americano 230.525 218.584 – – –
Posição passiva
Mercado interfinanceiro
- taxa pós (CDI) 230.525 225.576 (2.228) (4.764) (6.992)
c. Política de utilização, objetivos e estratégias dos instrumentos financeiros derivativos
O Banco tem como política a eliminação de parte do risco de mercado, evitando assumir posições
expostas a flutuações nas taxas de câmbio e operando apenas instrumentos que permitam o controle de
riscos. Os contratos de derivativos estão representados por operações de swap, envolvendo outras
instituições financeiras, os quais estão registrados na CETIP. Esses contratos são utilizados para hedge
cambial da captação por emissão de títulos e valores mobiliários no exterior (fixed rate notes - nota
explicativa n° 14).
d. Valores estimados de mercado
Os valores de mercado foram estimados na data de 31 de dezembro de 2011, baseados em
“informações relevantes de mercado”. Mudanças nas premissas e alterações nas operações do mercado
financeiro podem afetar significativamente as estimativas apresentadas. Os métodos e premissas
adotados pelo Banco para estimar a contabilização e divulgação do valor de mercado de seus derivativos
em 31 de dezembro de 2011 estão descritos abaixo:
Swap de taxas de câmbio: Estimados com base nas cotações de mercado para contratos com condições
similares. Estes contratos prevêem pagamentos/recebimentos da diferença do valor contábil e de
mercado trimestralmente antes da data de vencimento. O Banco não tem por objetivo liquidar estes
contratos antes de seu vencimento.
6. OPERAÇÕES DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA PERDAS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO
a. Composição da carteira por modalidade de crédito
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Cheque especial 2 539 2 539
Conta garantida 99.235 39.493 99.235 39.493
Capital de giro 144.402 128.776 144.402 128.776
Crédito pessoal parcelado (a.1) 1.568.496 1.339.224 1.552.549 1.309.002
Crédito pessoal parcelado (a.2) 6.086 1.720 6.086 1.720
Financiamentos - veículos 1.585 4.272 1.585 4.272
Financiamentos - outros (a.3) 21.504 37.489 21.504 37.489
Desconto de títulos 24.446 17.462 24.446 17.462
Desconto de cheques 1.347 771 1.347 771
Cartão de crédito 43.671 12.394 43.671 12.394
Total 1.910.774 1.582.140 1.894.827 1.551.918
(a.1) Refere-se a operações de crédito consignado em folha de pagamento. No consolidado o saldo de
resultados de exercícios futuros foi reclassificado para a rubrica de operações de crédito com vista à
apresentação da carteira pela taxa efetiva da operação.
(a.2) Refere-se a operações de crédito não consignadas.
(a.3) Inclui R$ 4.925 (R$ 2.209 em 31 de dezembro de 2010), referente aquisição de crédito terceiros.
b. Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento, tipo de cliente e
atividade econômica
Banco
Carteira a vencer
Carteira
vencida partir
de 15 dias (b.1)
até 3
meses
3 a 12
meses
1 a 3
anos
Acima de
3 anos
Total
31/12/11
Total
31/12/10
Público Estadual – 29 30 – – 59 –
Indústria 248 27.643 24.805 13.457 – 66.153 30.496
Comércio 3.886 35.134 12.871 562 – 52.453 22.666
Serviços 1.528 87.649 37.544 16.417 2.230 145.368 133.340
Pessoa física 135.633 144.017 370.698 671.854 324.539 1.646.741 1.395.638
Total - 31/12/11 141.295 294.472 445.948 702.290 326.769 1.910.774 1.582.140
Total - 31/12/10 110.275 223.811 411.578 587.223 249.253 1.582.140
(b.1) Classificado no Ativo Circulante. Esses valores estão representados pelo saldo total das parcelas
em atraso.
Consolidado
Carteira a vencer
Carteira
vencida a partir
de 15 dias (b.1)
até 3
meses
3 a 12
meses
1 a 3
anos
Acima de
3 anos
Total
31/12/11
Total
31/12/10
Público Estadual – 29 30 – – 59 –
Indústria 248 27.643 24.805 13.457 – 66.153 30.496
Comércio 3.886 35.134 12.871 562 – 52.453 22.666
Serviços 1.528 87.649 37.544 16.417 2.230 145.368 133.340
Pessoa física 134.320 142.622 366.047 732.777 255.028 1.630.794 1.365.416
Total - 31/12/11 139.982 293.077 441.297 763.213 257.258 1.894.827 1.551.918
Total - 31/12/10 107.978 220.909 402.533 576.642 243.856 1.551.918
(b.1) Classificado no Ativo Circulante. Esses valores estão representados pelo saldo total das parcelas
em atraso.
c. Composição da carteira de crédito por nível de risco
Banco
31/12/11 31/12/10
Nível Situação
Atraso
em dias
% de
provisão
Total
geral
Valor da
provisão
Total
geral
Valor da
Provisão
AA Normal – – – – –
A Normal (c.1) 0,50 1.497.744 7.489 1.291.532 6.457
B Normal 224.826 2.248 169.885 1.699
Vencido De 15 a 30 1,00 37.784 378 29.261 293
C Normal 43.666 1.308 9.490 284
Vencido De 31 a 60 3,00 24.848 742 16.603 497
D Normal 2.373 237 786 78
Vencido De 61 a 90 10,00 14.245 1.425 11.999 1.200
E Normal 162 49 6 2
Vencido De 91 a 120 30,00 10.741 3.222 9.572 2.872
F Normal 99 50 9 5
Vencido De 121 a 150 50,00 8.471 4.236 6.039 3.020
G Normal 115 81 7 5
Vencido De 151 a 180 70,00 7.308 5.116 8.826 6.177
H Normal 494 494 151 151
Vencido Acima de 180 100,00 37.898 37.898 27.974 27.974
Total geral 1.910.774 64.973 1.582.140 50.714
(c.1) - Inclui saldos em atraso até 14 dias.
Consolidado
31/12/11 31/12/10
Nível Situação
Atraso
em dias
% de
Provisão
Total
geral
Valor da
provisão
Total
geral
Valor da
provisão
AA Normal – – – – –
A Normal (c.1) 0,50 1.481.797 7.489 1.261.310 6.457
B Normal 224.826 2.248 169.885 1.699
Vencido De 15 a 30 1,00 37.784 378 29.261 293
C Normal 43.666 1.308 9.490 284
Vencido De 31 a 60 3,00 24.848 742 16.603 497
D Normal 2.373 237 786 78
Vencido De 61 a 90 10,00 14.245 1.425 11.999 1.200
E Normal 162 49 6 2
Vencido De 91 a 120 30,00 10.741 3.222 9.572 2.872
F Normal 99 50 9 5
Vencido De 121 a 150 50,00 8.471 4.236 6.039 3.020
G Normal 115 81 7 5
Vencido De 151 a 180 70,00 7.308 5.116 8.826 6.177
H Normal 494 494 151 151
Vencido Acima de 180 100,00 37.898 37.898 27.974 27.974
Total geral 1.894.827 64.973 1.551.918 50.714
(c.1) - Incluí saldos em atraso até 14 dias.
d. Movimentação da provisão para perdas com operações de crédito
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Saldo inicial 50.714 59.778 50.714 67.304
Constituição 60.836 39.393 60.836 39.393
Baixas (46.577) (48.457) (46.577) (55.983)
Saldo final 64.973 50.714 64.973 50.714
Recuperação de créditos baixados 11.086 8.757 11.086 8.757
A provisão para perdas com créditos cedidos com coobrigação no montante de R$ 212 (R$ 1.227 em
31 de dezembro de 2010) está apresentada em “Outras obrigações - diversas” (vide nota explicativa 17).
e. Concentração de créditos e risco de crédito
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Dez maiores devedores 112.958 81.932 112.958 81.932
Percentual do total da carteira de operações de crédito 5,91% 5,18% 5,96% 5,19%
Cinquenta maiores devedores seguintes 126.200 87.916 126.200 87.916
Percentual do total da carteira de operações de crédito 6,60% 5,56% 6,66% 5,57%
f. Créditos renegociados e refinanciados
O saldo dos créditos refinanciados e renegociados em 31 de dezembro de 2011 era de R$ 1.113.841
(R$ 781.050 em 31 de dezembro de 2010). O saldo apresentado foi apurado com base nos critérios
descritos na Resolução BACEN 2.682/99, que considera como renegociação qualquer acordo ou
alteração nos prazos de vencimento e nas condições de pagamento originalmente pactuadas.
g. Cessão de créditos
Não foram realizadas cessões de crédito no exercício findo em 31 de dezembro de 2011. O saldo em
aberto dessas cessões, as quais em sua totalidade foram realizadas anteriormente com coobrigação,
em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 4.003 (R$ 26.203 em 31 de dezembro de 2010).
Existem acordos de cooperação para cessão de créditos com outras instituições financeiras, por períodos
diversos, com valor máximo de até R$ 1.020.000. O saldo disponível não utilizado desses acordos em
31 de dezembro de 2011 era de R$ 1.013.144 (R$ 976.117 em 31 de dezembro de 2010).
7. CRÉDITO DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CONSOLIDADO
31/12/11 31/12/10
Prêmios a receber (a)
Garantia financeira 66 1.508
Garantia obrigações privadas 8.648 23.666
Garantia obrigações públicas 12.866 73.967
Garantia concessões públicas 37 2.767
Garantia judicial 4.274 40.149
Garantia segurada setor publico (b) 41.116 –
Garantia segurada setor privado (b) 5.817 –
Subtotal 72.824 142.057
Participação nos lucros de resseguro cedido 11.128 17.396
Outros créditos operacionais 16.428 24.493
Total 100.380 183.946
Circulante 92.364 169.133
Exigível a longo prazo 8.016 14.813
(a) Os prêmios a receber contemplam os prêmios de seguros e resseguros de emissão direta e aceita,
cosseguro aceito, bem com as operações de retrocessão.
(b) As apólices emitidas a partir de 01 de janeiro de 2011 estão classificadas e apresentadas nas linhas
garantia segurado setor público e garantia segurado setor privado conforme circular SUSEP nº 395 de
2009.
8. OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS
Circulante
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Imposto de renda e contribuição social 18.514 12.659 19.006 12.661
Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.585 1.588 1.589 1.643
Faturados a vencer - Mastercard (a) 64 64 64 64
Créditos de convênios (b) 444 1.064 444 1.064
Adiantamentos diversos (c) 5.240 3.784 5.324 3.879
Impostos a recuperar 77 339 13.715 2.348
Devedores diversos outras instituições 2.083 787 2.083 787
Depósitos judiciais – – 541 –
Outros créditos 940 1.016 2.164 1.582
Total 28.947 21.301 44.930 24.028
(a) Refere-se a valores a receber, por faturamento emitido aos titulares de cartões de crédito. Esse valor
representa a soma das faturas do mês, cujo saldo pode ser liquidado pelo valor total ou mínimo e,
nesse caso, financiado como crédito rotativo.
(b) Refere-se a valores repassados pelos órgãos conveniados, cuja compensação está pendente de
regularização.
(c) Refere-se a adiantamentos de comissões e antecipações salariais.
Realizável a longo prazo Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Imposto de renda e contribuição social diferidos 20.011 16.300 20.011 16.302
Depósitos judiciais 417 426 425 441
Outros impostos diferidos – – 14 13
Outros 4 – 47 37
Total 20.432 16.726 20.497 16.793
9. DESPESAS ANTECIPADAS
As despesas antecipadas referem-se a comissão de intermediação de negócios, despesa de
comercialização diferida de seguros e despesas de seguros e retrocessões. Esse último refere-se a PPNG
ativa, e os demais a valores pagos antecipadamente decorrentes de comissão de intermediação de
negócios do Paraná Banco S.A. e de comercialização de seguros, que estão sendo apropriados pelos
prazos restantes dos contratos.
continuação
continua
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
CNPJ nº 76.621.457/0001-85
Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
PARANÁ BANCO S.A.
Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89
CNPJ nº 14.388.334/0001-99
Companhia Aberta de Capital Autorizado
A composição dos valores registrados pelo Paraná Banco S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de
2011 e 31 de dezembro de 2010 é a seguinte:
Banco 31/12/11 31/12/10
Circulante
Realizável
longo prazo Total Total
Comissão de intermediação de negócios 36.402 42.485 78.887 85.889
Total 36.402 42.485 78.887 85.889
Consolidado 31/12/11 31/12/10
Realizável
Circulante longo prazo Total Total
Comissão de intermediação de negócios 36.402 42.485 78.887 85.889
Despesa de comercialização diferida de seguros 10.528 5.503 16.031 30.566
Despesas de seguros e retrocessões diferidas 65.175 51.705 116.880 193.099
Total 112.105 99.693 211.798 309.554
10. PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADAS NO PAÍS
Banco
Paraná JMalucelli JMalucelli JMalucelli Distribuidora
Tresor Administração Porto de Cima Agenciamento Participações em Seguros de Títulos e Valores
Holdings S.A. e Serviços Ltda. Holding Ltda. e Serviços Ltda. e Resseguros S.A. Mobiliários Ltda. Total
(a) (b) (c) (d) (e) (f)
Em 31 de dezembro de 2011
Informações sobre as controladas
Número de quotas/ações do capital (em milhares) 39 13.212 – 117.281 70.000 23.000
Patrimônio líquido 272 221 – (557) 519.816 8.121
Lucro líquido do exercício – (3) – (843) 38.176 4.187
Informações sobre os investimentos nas controladas
Número de quotas/ações possuídas (em milhares) 39 13.211 – 117.280 39.620 22.999
Percentual de participação 100,00% 99,99% – 99,98% 56,60% 99,99%
Valor da movimentação das contas
Saldos iniciais 272 222 177.028 286 147.524 15.648 340.980
Dividendos recebidos – – – – (110.000) – (110.000)
Ganho de capital – – – – 249.457 – 249.457
Incorporação – – (194.658) – 194.658 – –
Resultado de equivalência patrimonial - operacional – (3) 17.630 (841) 38.176 4.187 59.149
Saldo das participações 272 219 – (554) 519.814 19.835 539.586
Saldos com o Banco
Ativos 6 408 – 140 2 5
Receitas – 46 – 17.911 – –
Principais saldos de balanço e resultado
Ativos
Disponibilidades 6 1 – 322 6 14
Aplicações financeiras – 408 – – – 7.328
Investimento em controlada – – – – 519.596 –
Outros 311 61 – 2.675 799 4.249
Passivos (45) (249) – (3.554) (585) (3.470)
Patrimônio líquido 272 221 – (557) 519.816 8.121
Receitas – 49 – 18.319 51.204 10.556
Despesas – (52) – (19.162) (13.029) (6.370)
(a) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por
1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A.
(b) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa, em 14 de outubro de 2011 o Banco Central do Brasil, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia.
(c) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Seguradora S.A. até a data 31 de maio de 2011. Após esta data, os saldos referentes à Porto de Cima Holding foram incorporados pela
JMalucelli Seguradora S.A., conforme descrito na nota explicativa 2(h).
(d) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa atua na assessoria para implantação de franquias do Banco. A receita no período foi de R$ 17.911 e refere-se integralmente a serviços prestados
na assessoria de franquias e lojas próprias do Banco.
(e) Empresa holding dos investimentos nas controladas indiretas JMalucelli Resseguradora S.A., JMalucelli Seguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., e está em operação desde de 2 de junho de
2008. A equivalência patrimônial registrada pelo Paraná Banco no 1º semestre de 2011 é resultado de: (i) 100% de participação sobre o resultado até 31 de maio de 2011 no montante de R$ 11.173; e (ii) 56,6%
de participação sobre o prejuízo auferido do mês de junho de 2011 no montante de (R$ 4.080). Totalizando assim, um resultado com equivalência patrimonial de R$ 7.093. A alteração percentual na participação
do Paraná Banco S.A.de 100% para 56,6% foi explicado na nota explicativa nº 2 (g).
(f) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o
lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010. O ágio apurado na aquisição desta empresa é devido da diferença do valor do patrimônio Líquido
contra o valor pago, ágio este no valor de R$ 11.712.
Banco
Paraná JMalucelli JMalucelli JMalucelli JMalucelli Distribuidora
Tresor Administradora Seguradora Porto de Cima Agenciamento Participações em Seguros de Títulos e Valores
Holdings S.A. de Consórcio Ltda. de Crédito S.A. Holding Ltda. e Serviços Ltda. e Resseguros S.A. Mobiliários Ltda. Total
(a) (b) (c) (d) (e) (f) (g)
Em 31 de dezembro de 2010
Informações sobre as controladas
Número de quotas/ações do
capital (em milhares) 39 13.212 16.000 102.815 117 270.862 23.000
Patrimônio líquido 272 222 20.669 144.875 285 324.552 (h) 3.935
Lucro líquido do exercício – (59) 1.626 16.477 (245) 35.127 1.250
Informações sobre os investimentos
nas controladas
Número de quotas/ações
possuídas (em milhares) 39 13.211 15.999 102.815 116 270.862 22.999
Percentual de participação 100,00% 99,99% 99,99% 100,00% 99,98% 100,00% 99,99%
Valor da movimentação das contas
Saldos iniciais 17.081 282 19.041 144.875 (9) 88.562 – 269.832
Transferência de investimentos (19.716) – (19.796) – – 39.512 – –
Aquisição de investimento – – – – – – 3.560 3.560
Ágio na aquisição de investimentos – – – – – – 11.712 11.712
Resultado de equivalência
patrimonial - operacional 2.907 (58) 245 16.477 293 35.127 375 55.336
Saldo das participações 272 222 – 161.351 286 163.201 15.648 340.980
Saldos com o Banco
Ativos 6 376 2 1 429 – 463
Receitas – 37 486 – 20.232 – 170
Principais saldos de balanço
e resultado
Ativos
Disponibilidades 6 3 2 1 504 3 13
Aplicações financeiras – 376 39.999 – – – –
Investimento em controlada – – – 111.726 – 327.199 458
Ágio na aquisição de investimento – – – 49.625 – – –
Outros 311 52 5.750 – 4.067 218 4.264
Passivos (45) (211) (25.082) – (4.287) (221) (800)
Patrimônio líquido 272 222 20.669 144.875 285 324.552 (h) 3.935
Receitas 2.907 30 24.064 – 20.958 41.633 950
Despesas – (88) (22.438) – (21.203) (6.506) (575)
(a) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por
1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A.
(b) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa.
(c) Empresa constituída em 17 de outubro de 2006, e homologada conforme Portaria nº 2.731 de 13 de agosto de 2007 da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Em 26 de julho de 2010 o Banco
aumentou o capital da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., transferindo suas ações de emissão da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., no montante de R$ 19.796.
(d) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Seguradora S.A. até a data 30 de abril de 2010, e em 26 de julho de 2010 o controle foi transferido para JMalucelli Participações em Seguros
e Resseguros (aguardando homologação da SUSEP). O ágio apurado na aquisição deste investimento refere-se à diferença entre o valor da emissão das ações do Banco provenientes do exercício de subscrição do
primeiro e segundo bônus exercido pela Advent International em 29 de agosto de 2007 e em 15 de janeiro de 2008, e o valor contábil das ações da Seguradora em 31 de julho de 2007.
(e) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa atua na assessoria para implantação de franquias do Banco. A receita no período foi de R$ 37.775 e refere-se integralmente a serviços prestados
na assessoria de franquias e lojas próprias do Banco.
(f) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Resseguradora S.A., JMalucelli Seguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., essa empresa passou a operar a partir de 2 de junho
de 2008 (aguardando homologação da SUSEP).
(g) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o
lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010. O ágio apurado na aquisição desta empresa é devido da diferença do valor do patrimônio Líquido
contra o valor pago, ágio este no valor de R$ 11.712.
(h) O patrimônio líquido da investida JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., inclui em 31 de dezembro de 2010 a parcela do investimento da Porto de Cima Holding Ltda. na JMalucelli Seguradora
S.A., pendente de homologação da Susep no montante de R$ 161.351.
11. INTANGÍVEL
Banco
31/12/11 31/12/10
Taxa anual de
amortização (%)
Custo de
aquisição
Amortização
acumulada/provisão
Custo
líquido
Custo de
aquisição
Amortização
acumulada/provisão
Custo
líquido
Benfeitorias em imóveis de terceiros 20 77 (76) 1 90 (85) 5
Ágio na aquisição de sociedade (a) 20 49.900 (29.940) 19.960 49.900 (19.960) 29.940
Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (a) 20 (49.900) 29.940 (19.960) (49.900) 19.960 (29.940)
Outros gastos diferidos 20 864 (616) 248 876 (467) 409
Total 941 (692) 249 965 (551) 414
Consolidado
31/12/11 31/12/10
Taxa anual de
amortização (%)
Custo de
aquisição
Amortização
acumulada/provisão
Custo
líquido
Custo de
aquisição
Amortização
acumulada/provisão
Custo
líquido
Ágio na aquisição de sociedades (a) 20 49.900 (29.940) 19.960 49.900 (19.960) 29.940
Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (a) 20 (49.900) 29.940 (19.960) (49.900) 19.960 (29.940)
Ágio na aquisição de sociedades (d) 20 – – – 49.625 – 49.625
Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (d) 20 – – – – – –
Ágio na aquisição de sociedades (c) 20 24.054 (24.054) – 42.498 (42.498) –
Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (c) 20 (15.875) 15.875 – (28.049) 28.049 –
Gastos com desenvolvimento de logiciais 20 1.678 (1.085) 593 1.609 (1.117) 492
Ágio na aquisição de sociedades (b) 20 11.712 – 11.712 11.712 – 11.712
Total 21.569 (9.264) 12.305 77.395 (15.566) 61.829
(a) Refere-se ao ágio na incorporação da Fors Holdings S.A. no montante de R$ 49.900, que foi provisionado integralmente na data da incorporação em atendimento às normas do Bacen. A despesa com
amortização do ágio no exercício foi de R$ 9.980 (R$ 9.980 em 31 de dezembro de 2010), com a correspondente reversão da provisão e está classificada na conta de “Outras despesas operacionais”.
(b) Refere-se ao ágio na aquisição da J Malucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”), empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010 (vide nota 28).
(c) Refere-se ao ágio registrado na controlada J Malucelli Seguradora S.A quando da incorporação da JMS do Brasil, no montante de R$ 42.498. Em atendimento às normas da CVM, uma provisão foi constituída
(PMIPL) para que o saldo entre ágio e provisão resulte no benefício fiscal. Não houve montante amortizado em 31 de dezembro de 2011 pois a amortização final ocorreu durante o 4º trimestre de 2010 no valor
de R$ 3.371, para data-base 31 de dezembro de 2011 deve-se considerar a participação do Paraná Banco de 56,6%.
(d) Refere-se ao ágio da Porto de Cima Holding Ltda., quando adquiriu a J Malucelli e Seguradora S.A. Em 31 de maio de 2011 a Porto de Cima Holding foi incorporada pela J Malucelli Seguradora que absorveu um ágio no montante
de R$ 49.625, cujo valor representou um benefício fiscal de R$ 19.850 que estão reconhecidos linearmente pelo prazo de 60 meses. O montante registrado como passível de compensação refere-se aos valores de IRPJ e CSLL diferidos.
12. DEPÓSITOS
Segue-se a composição por prazo de vencimento:
Banco
À vista Interfinanceiros A prazo
Vencimento 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
(b) (b) (c ) (c )
Sem vencimento 15.619 17.127 – – – –
Até 90 dias – – 89.061 146.181 390.839 275.953
De 91 a 360 dias – – 81.136 71.034 405.932 207.480
Acima de 360 dias (a) – – – – 726.866 584.965
Total 15.619 17.127 170.197 217.215 1.523.637 1.068.398
Consolidado
À vista Interfinanceiros A prazo
Vencimento 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
(b) (b) (c ) (c )
Sem vencimento 15.415 16.605 – – – –
Até 90 dias – – 89.061 146.181 390.572 275.953
De 91 a 360 dias – – 81.136 71.034 405.791 207.480
Acima de 360 dias (a) – – – – 726.866 584.589
Total 15.415 16.605 170.197 217.215 1.523.229 1.068.022
(a) Em 31 de dezembro de 2011, os depósitos a prazo, com prazo de vencimento acima de 360 dias,
foram captados com taxas que variam de 12,50% a 14,20% (12,30% a 14,30% em 31 de dezembro de
2010) ao ano nas operações pré-fixadas e 70% a 113% (65% a 113% em 31 de dezembro de 2010) da
variação dos Certificados de Depósitos Interbancários nas operações pós-fixadas.
(b) Apresentadas como “sem vencimento”, independente do giro normal dos depósitos.
(c) Inclui depósitos com garantia especial, Resolução nº 3.692 de 26 de março de 2009, no montante de
R$ 270.491 (R$ 79.135 em 31 de dezembro de 2010). O limite do Banco em 31 de dezembro de 2011
para esse tipo de captação é de R$ 2.098.410.
13. CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO (BANCO E CONSOLIDADO)
Referem-se as operações de recompras a liquidar, lastreadas em títulos públicos federais. Não houveram
recompras em 31 dezembro de 2011 (R$ 46.267 em 31 de dezembro de 2010).
14. RECURSOS DE ACEITES E EMISSÃO DE TÍTULOS (BANCO E CONSOLIDADO)
Referem-se a obrigações por títulos e valores mobiliários emitidos no exterior captados por intermédio da
emissão de “fixed rate notes”, no montante de US$ 100.000 mil (US$ 135.000 mil em 31 de dezembro
de 2010), como segue:
Tranche (em US$ mil) Emissão Vencimento Taxa de juros 31/12/11 31/12/10
35.000 06/08/2008 08/08/2011 7,7500% – 59.286
100.000 23/12/2009 21/12/2012 7,3750% 187.580 167.169
Total 187.580 226.455
Circulante 187.580 59.915
Exigível a longo prazo – 166.540
As operações de “fixed rate notes” estão protegidas pelos instrumentos derivativos que a instituição
possui, representadas por 1 contrato de swap (instrumentos financeiros derivativos nota explicativa 5b.)
com valor de mercado a receber de R$ 250.
15. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CONSOLIDADO
31/12/11 31/12/10
Operações com seguradoras 2.776 23.071
Operações com resseguradoras 34.227 67.942
Comissões sobre prêmios emitidos 3.791 11.640
Receita de comercialização diferida 38.773 60.671
Outros débitos operacionais 9.953 12.394
Total 89.520 175.718
Circulante 66.049 146.586
Exigível a longo prazo 23.471 29.132
16. PROVISÕES TÉCNICAS - CONSOLIDADO
31/12/11
Provisão de Provisão de Provisão de
prêmios não sinistros a sinistros
ganhos liquidar ocorridos, mas
(PPNG) (PSL) não avisados (IBNR) Total
Ramos
Garantia financeira 171 – – 171
Garantia obrigações privadas 23.361 9.952 – 33.313
Garantia obrigações públicas 40.171 2.171 – 42.342
Garantia concessões públicas 1.019 – – 1.019
Garantia judicial 17.693 – – 17.693
Crédito doméstico risco comercial – 3.893 – 3.893
Garantia Segurado - Setor Público (a) 78.288 344 – 78.632
Garantia Segurado - Setor Privado (a) 31.751 174 4.003 35.928
DPVAT – 20.113 9.847 29.960
Retrocessão – 303 4 307
Subtotal 192.454 36.950 13.854 243.258
Outras provisões – – 337 337
Total 192.454 36.950 14.191 243.595
Circulante 161.346
Exigível a longo prazo 82.249
(a) As apólices emitidas a partir de 1º janeiro de 2011 estão classificadas e apresentadas nas linhas
garantia Segurado - Setor Público e Garantia Segurado - Setor Privado conforme circular SUSEP nº 395
de 2009.
31/12/10
Provisão de Provisão de Provisão de
prêmios não sinistros a sinistros
ganhos liquidar ocorridos, mas
(PPNG) (PSL) não avisados (IBNR) Total
Ramos
Garantia financeira 2.164 – – 2.164
Garantia obrigações privadas 74.227 6.083 – 80.310
Garantia obrigações públicas 145.307 3.000 – 148.307
Garantia concessões públicas 11.736 – – 11.736
Garantia judicial 71.973 – – 71.973
Crédito doméstico risco comercial – 497 5.014 5.511
DPVAT – 42.448 2.719 45.167
Retrocessão – 531 7 538
Subtotal 305.407 52.559 7.740 365.706
Outras provisões 1.775
Total 367.481
Circulante 242.727
Exigível a longo prazo 124.754
17. OUTRAS OBRIGAÇÕES - DIVERSAS
Banco Consolidado
Circulante 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Provisão para pagamento a efetuar - outras
despesas administrativas 8.364 6.559 8.364 6.559
Recebimento antecipado de operações de créditos (a) 16.032 19.578 16.032 19.578
Recebimento antecipado de operações de créditos cedidas (b) 1.974 7.210 1.974 7.210
Valores a pagar - cartão de crédito (c) 246 246 246 246
Provisão para devolução de tarifas sobre
liquidação antecipada de contratos (d) 284 3.665 284 3.665
Provisão para perdas com cessões de crédito
com coobrigação – 834 – 834
Credores diversos - País 364 883 1.198 1.697
Depósitos de terceiros (e) – – 1.339 9.214
Provisão tarifas Ted/doc/op. 1.432 – 1.432 –
Outros 137 225 722 225
Total 28.833 39.200 31.591 49.228
(a) Refere-se a valores pagos de empréstimos pelos clientes, cuja identificação da operação a ser baixada
ainda não foi efetuada.
(b) Refere-se a valores pagos de empréstimos pelos clientes a serem repassados aos cessionários,
referente a créditos cedidos, cuja cobrança é efetuada pelo Banco.
(c) Refere-se a valores a pagar aos lojistas.
(d) Refere-se a valores de tarifas sobre liquidações antecipadas cobradas indevidamente.
(e) Refere-se a recebimento de prêmios do último dia útil do período que estão pendentes de identificação.
Banco Consolidado
Exigível a longo prazo 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Provisão para contingências cíveis 4.164 4.222 4.201 4.434
Provisão para contingências trabalhistas 1.670 2.338 1.716 2.584
Provisão para perdas com cessões
de crédito com coobrigação 212 394 212 394
Adiantamento de clientes – – 994 1.168
Recursos de consórcios não procurados – – 206 174
Total 6.046 6.954 7.329 8.754
18. PROVISÕES, PASSIVOS, CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS (BANCO E CONSOLIDADO)
O Banco é parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos
governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias,
trabalhistas, aspectos cíveis e outros assuntos.
a. Composição das provisões
A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais
pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias
reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas
com as ações em curso, como segue:
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Cíveis 4.165 4.222 4.202 4.398
Cíveis - Sinistros – – 911 2.018
Trabalhistas 1.670 2.338 1.716 2.583
Tributárias 1.342 917 1.342 917
Total 7.177 7.477 8.171 9.916
b. Movimentação das provisões
2011
Saldos
em 1º de
Janeiro Constituição Reversão Pagamento
Saldos
em 31 de
Dezembro
Cíveis 4.222 4.247 (1.555) (2.749) 4.165
Trabalhistas 2.338 1.430 (988) (1.110) 1.670
Tributárias 917 437 – (12) 1.342
Total - Banco 7.477 6.114 (2.543) (3.871) 7.177
Total - 2010 8.217 6.031 (4.745) (2.026) 7.477
2011
Saldos
em 1º de
Janeiro Constituição Reversão Pagamento
Saldos
em 31 de
Dezembro
Cíveis 4.398 4.466 (1.658) (2.927) 4.202
Cíveis - sinistros 2.018 2.051 (1.014) (1.268) 911
Trabalhistas 2.583 1.838 (1.455) (1.226) 1.716
Tributárias 917 437 – (12) 1.342
Total - Consolidado 9.916 8.792 (4.127) (5.433) 8.171
Total - 2010 9.689 7.112 (4.836) (2.049) 9.916
c. Contingências ativas e passivas
Em 31 de dezembro de 2011, o Banco possui contingências tributárias avaliadas por nossos assessores
jurídicos como risco provável no montante original de R$ 1.342 (R$ 802 em 31 de dezembro de 2010)
cuja provisão é de R$ 1.342 (R$ 917 em 31 de dezembro de 2010). A matéria discutida é a seguinte:
• INSS patronal: ação judicial referente débitos de contribuições previdências calculadas sobre benefícios
pagos por meio de tíquetes e cartões de débito. De acordo com nossos assessores jurídicos o valor de
provisão atualizado é de R$ 390 (R$ 53 em 31 de dezembro de 2010).
• PIS: ação judicial referente à falta recolhimento PIS sobre faturamento de 1998. De acordo com nossos
assessores jurídicos o valor de provisão atualizado é de R$ 214 (R$ 195 em 31 de dezembro de 2010).
• INSS SAT: ação judicial referente recolhimento do Seguro Acidente do trabalho recolhida com alíquota
diferente da legislação no período de 06/2007 a 11/2009. De acordo com nossos assessores jurídicos o
valor de provisão atualizado é de R$ 738 (R$ 668 em 31 dezembro de 2010).
Em 31 de dezembro de 2011, existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo
de risco possível ou remoto, relativos a processos trabalhistas e cíveis no montante de R$ 1.033 e
R$ 14.727 respectivamente (R$ 1.114 e R$ 30.201 em 31 de dezembro de 2010). Para essas contingências
são constituídas provisões, exceto para processos cíveis consumidor, com base no histórico de perdas
independentemente da classificação do risco, cujo montante em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 1.033
e R$ 67 (R$ 1.246 e R$ 3.361 de 31 de dezembro de 2010).
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, não foram registradas
contingências ativas.
19. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
a. Imposto de renda e contribuição social incidentes sobre as operações do exercício
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Resultado antes da tributação sobre o lucro
(após as participações e com exclusão da JCP) 354.766 122.008 394.729 155.869
Encargos do imposto de renda e da contribuição social às
alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (141.906) (48.803) (157.892) (62.348)
Exclusões (adições) permanentes 146.614 44.247 122.642 23.902
Participações em controladas 23.660 22.134 – –
Juros sobre o capital próprio 19.643 18.457 19.643 18.457
Amortização de ágio 3.992 3.992 3.992 5.340
Ganho de capital (nota 24 b) 111.693 – 111.693 –
Provisão ágio incorporado (nota 10) (11.910) – (11.910) –
Outras (464) (336) (776) 105
Imposto de renda e contribuição social devidos
sobre o resultado do exercício 4.708 (4.556) (35.250) (38.446)
b. Composição das contas de despesas com imposto de renda e contribuição social
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Impostos diferidos - Constituição no exercício,
sobre adições temporárias 3.735 (5.549) 3.683 (5.549)
Impostos correntes - Imposto de renda e contribuição
social correntes 973 993 (38.933) (32.897)
Total 4.708 (4.556) (35.250) (38.446)
c. Movimentação e origem do saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos
Banco
31/12/11
Saldos Saldos
em 1º de Constituição/ em 31 de
Descrição janeiro (realização) dezembro
Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo
Sobre a provisão para perdas com créditos 15.224 3.502 18.726
Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.664 206 2.870
17.888 3.708 21.596
Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo
Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos
e valores mobiliários 209 1.089 1.298
Sobre despesas de comissões diferidas 27 (27) –
236 1.062 1.298
Consolidado
31/12/11
Saldos Saldos
em 1º de Constituição/ em 31 de
Descrição janeiro (realização) dezembro
Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo
Sobre a provisão para perdas com créditos 15.224 3.502 18.726
Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.721 153 2.874
17.945 3.655 21.600
Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo
Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos
e valores mobiliários 209 1.089 1.298
Sobre despesas de comissões diferidas 51 (51) –
260 1.038 1.298
Banco
31/12/10
Saldos Saldos
em 1º de Constituição/ em 30 de
Descrição janeiro (realização) dezembro
Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo
Sobre a provisão para perdas com créditos 20.982 (5.758) 15.224
Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.698 (34) 2.664
23.680 (5.792) 17.888
Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo
Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos
e valores mobiliários 61 148 209
Sobre despesas de comissões diferidas 269 (242) 27
330 (94) 236
Consolidado
31/12/10
Saldos Saldos
em 1º de Constituição/ em 31 de
Descrição janeiro (realização) dezembro
Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo
Sobre lucro não realizado com o FIDCs 161 (161) –
Sobre a provisão para perdas com créditos 20.982 (5.758) 15.224
Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.713 (8) 2.721
23.856 (5.927) 17.945
Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo
Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos
e valores mobiliários 61 148 209
Sobre despesas de comissões diferidas 293 (242) 51
354 (94) 260
continuação
continua
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.
CNPJ nº 76.621.457/0001-85
Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
PARANÁ BANCO S.A.
Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89
CNPJ nº 14.388.334/0001-99
Companhia Aberta de Capital Autorizado
d. Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias de imposto de
renda e contribuição social
No Banco os créditos tributários somam R$ 13.498 (R$ 11.180 em 31 de dezembro de 2010) para
imposto de renda e R$ 8.098 (R$ 6.708 em 31 de dezembro de 2010) para contribuição social e a
previsão de realização é de até cinco anos, fundamentado no estudo de recuperabilidade realizado com
base no orçamento do Banco. O valor presente dos créditos tributários, considerando a taxa média de
captação, é de R$ 15.844 (R$ 12.619 em 31 de dezembro de 2010).
No Consolidado os créditos tributários somam R$ 13.501 (R$ 19.836 em 31 de dezembro de 2010) para
imposto de renda e R$ 8.099 (R$ 13.061 em 31 de dezembro de 2010) para contribuição social e a
previsão de realização é em até cinco anos. O valor presente dos créditos tributários, considerando a taxa
média de captação, é de R$ 15.361 (R$ 12.659 em 31 de dezembro de 2010).
e. Créditos tributários não registrados (Banco e Consolidado)
O Banco e as subsidiárias não possuem créditos tributários não registrados nas demonstrações financeiras
em 31 de dezembro de 2011 e em 31 de dezembro de 2010.
20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a. Capital social
O capital social do Banco, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 56.724.976
(56.724.976 em 31 de dezembro de 2010) de ações ordinárias nominativas e 21.333.276 (21.205.026
em 31 de dezembro de 2010) de ações preferenciais pertencentes a acionistas domiciliados no País,
e 9.521.980 (10.279.530 em 31 de dezembro de 2010) de ações preferenciais, pertencentes a acionistas
domiciliados no exterior, todas sem valor nominal.
b. Ações em tesouraria
Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 o Banco não possui ações em tesouraria de sua
própria emissão, adquiridas no mercado, para futura alienação e/ou cancelamento.
Em Reunião do Conselho de Administração de 24 de junho de 2011, os conselheiros aprovaram um
programa de recompra de ações de própria emissão até o limite de 630.000 por meio do qual foram
adquiridas, até 30 de junho de 2011, 34.000 ações preferenciais de emissão do Banco adquiridas no
mercado pelo montante de R$ 433 para futura alienação e/ou cancelamento.
Em Reunião do Conselho de Administração de 28 de setembro de 2011, os conselheiros aprovaram:
(i) o encerramento do programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 24 de junho de
2011, por meio do qual foram adquiridas 629.300 ações preferenciais de emissão do Banco e o
cancelamento dessas ações preferenciais, sem redução do valor do capital social, mediante absorção de
R$ 6.893 na conta de Reserva de Lucros - Reserva para Integridade do Patrimônio Líquido; e (ii) aprovação
do novo programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 28 de setembro de 2011,
no qual aprovaram um programa de recompra de ações até o limite de 198.000 ações preferenciais de
emissão do Banco adquiridas no mercado para futura alienação e/ou cancelamento.
Em Reunião do Conselho de Administração de 13 de dezembro de 2011, os conselheiros aprovaram:
(i) o encerramento do programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 28 de setembro
de 2011, por meio do qual foram adquiridas 197.600 ações preferenciais de emissão do Banco e o
cancelamento dessas ações preferenciais, sem redução do valor do capital social, mediante absorção de
R$ 1.918 na conta de Reserva de Lucros - Reserva para Integridade do Patrimônio Líquido; e (ii) aprovação
do novo programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 13 de dezembro de 2011,
no qual aprovaram um programa de recompra de ações até o limite de 2.189.207 ações preferenciais de
emissão do Banco adquiridas no mercado para futura alienação e/ou cancelamento.
c. Reserva de capital
Refere-se à atualização de títulos patrimoniais da CETIP, a qual era efetuada com base em informações
fornecidas pela referida entidade, enquanto título patrimonial.
d. Reservas de lucros
A reserva legal é constituída por 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social.
A reserva estatutária refere-se a reserva para integridade do patrimônio líquido, que tem por fim
assegurar recursos para atender as necessidades regulatórias e operacional de valor de patrimônio
líquido do Banco e suas controladas, podendo ser convertida em capital social por deliberação do
Conselho de Administração, observado o limite do capital autorizado, e será formada, observada
proposta do Conselho de Administração, com até 100% do lucro líquido que remanescer após as
destinações para reserva legal e dividendo mínimo obrigatório, não podendo ultrapassar o valor do
capital social.
Conforme disposições estatutárias, o Conselho de Administração efetua a proposta de destinação do
lucro líquido do exercício após a constituição da reserva legal e do pagamento do dividendo obrigatório
mínimo, cuja proposta é levada à aprovação na Assembléia Geral Ordinária.
e. Dividendos e juros sobre o capital próprio
Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos
termos da lei societária. Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nos critérios definidos
pela legislação fiscal em vigor. O registro contábil obedece às diretrizes contábeis do Banco Central do
Brasil, sendo o montante da despesa incorrida reclassificado da demonstração do resultado para a
rubrica de Lucros acumulados, para efeito de elaboração e publicação das demonstrações financeiras,
consoante o artigo 3º da Circular nº 2.739 de 19 de fevereiro de 1997, do Banco Central do Brasil.
Foram destacados R$ 49.107 de juros sobre o capital próprio referente ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2011 (R$ 46.143 em 31 de dezembro de 2010). Os referidos juros reduziram os encargos
tributários registrados no resultado exercício em R$ 19.643 (R$ 18.457 em 31 de dezembro de 2010).
Foram destacados R$ 36.883 de dividendos referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011.
Dividendos esses mínimos obrigatórios reconhecido no exercício de 2011.
Segue-se a demonstração do cálculo dos dividendos e juros sobre o capital próprio:
31/12/11 31/12/10
Lucro líquido 359.474 117.452
(–) Reserva legal (17.974) (5.874)
Base de cálculo dos dividendos 341.500 111.578
Dividendos mínimos obrigatórios (25% da base) 85.375 27.894
Juros sobre o capital próprio 49.107 46.143
Dividendos destacados antecipadamente 36.882 –
Total de juros e dividendos pagos/creditados 85.989 46.143
21. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
Banco
31/12/2011
Descrição Obrigações Receitas Despesas
Depósitos à vista e outros 485 – –
Depósitos a prazo (b) 115.409 – 12.016
Remuneração da Administração (a) – – 7.426
Prestação de serviços – 306 19.527
Ressarcimento de receitas/despesas – – 3.353
Aluguel – 35 –
Banco
31/12/2010
Descrição Obrigações Receitas Despesas
Depósitos à vista e outros 3.356 – –
Depósitos a prazo (b) 80.707 – 6.626
Remuneração da Administração (a) – – 3.028
Prestação de serviços – – 20.231
Ressarcimento de receitas/despesas – 144 2.233
Aluguel – 94 –
(a) Refere-se à remuneração do pessoal chave da administração do Banco.
Consolidado
31/12/2011
Descrição Obrigações Receitas Despesas
Depósitos à vista e outros 281 – –
Depósitos a prazo (b) 115.001 – 11.970
Remuneração da Administração (a) – – 7.426
Ressarcimento de receitas/despesas – – 3.353
Aluguel – 35 –
Consolidado
31/12/2010
Descrição Obrigações Receitas Despesas
Depósitos à vista e outros 2.834 – –
Depósitos a prazo (b) 80.331 – 6.563
Remuneração da Administração (a) – – 2.371
Ressarcimento de receitas/despesas – – 2.233
Aluguel – 94 –
(a) Refere-se à remuneração do pessoal chave da administração das empresas do consolidado.
(b) Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas
respectivas datas, e em condições de comutatividade.
As operações realizadas entre partes relacionadas são divulgadas em atendimento à Deliberação nº 642,
de 7 de outubro de 2010, da CVM. Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais
de mercado, vigentes nas respectivas datas, e em condições de comutatividade.
As operações entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminadas nas demonstrações
consolidadas e consideram, ainda, as operações entre JMalucelli Seguradora e JMalucelli Resseguradora
conforme demonstrado no quadro abaixo.
31/12/11
Ativos
Descrição (Passivos) Receitas Despesas
Prêmios cedidos em resseguros 37.393 93.207 –
Recuperação de indenização de resseguro (6.769) – (6.302)
Comissão sobre prêmios cedidos a resseguradoras a receber (11.200) – (28.030)
Participação nos lucros de resseguros cedidos a receber (7.065) – (7.779)
Resseguro a liquidar - Contrato de excesso de danos 3.218 11.916 (6.672)
31/12/10
Ativos
Descrição (Passivos) Receitas Despesas
Prêmios cedidos em resseguros (84.435) – (155.921)
Recuperação de indenização de resseguro 4.203 2.806 –
Comissão sobre prêmios cedidos a resseguradoras a receber 24.558 46.086 –
Participação nos lucros de resseguros cedidos a receber 6.747 11.836 –
Resseguro a liquidar - Contrato de excesso de danos (3.479) 6.819 (11.017)
As partes relacionadas não consolidadas são as seguintes:
• A JMalucelli Holding, principal controladora do Paraná Banco e seus controladores.
• A JMalucelli Administração e Participação e suas controladas não financeiras, destacando-se a
JMalucelli Construtoras de Obras, a JMalucelli Energia, a JMalucelli Rental, a JMalucelli Equipamentos, a
JMalucelli Ambiental, a JMalucelli Administradora de Bens, a JMalucelli Consultoria, a JMalucelli
Gerenciadora de Projetos, a Porto de Cima Concessões e a Porto de Cima Incorporações Imobiliárias.
22. OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Banco Consolidado
2º semestre 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Comissões e corretagens (25.553) (59.508) (36.782) (49.019) (20.821)
Serviços técnicos especializados (27.787) (50.628) (29.031) (45.174) (29.183)
Processamento de dados (3.352) (5.812) (5.291) (6.643) (5.816)
Propaganda e publicidade (2.213) (3.401) (4.925) (4.006) (6.040)
Serviços gráficos (237) (441) (482) (457) (510)
Despesas do sistema financeiro (902) (1.972) (1.805) (2.484) (2.021)
Despesas com comunicações (340) (760) (869) (1.550) (1.717)
Despesas com transportes (138) (245) (282) (1.021) (1.207)
Despesas com aluguel (1.150) (1.408) (391) (3.106) (2.675)
Promoções e relações públicas (474) (679) (904) (740) (1.003)
Manutenção e conservação de bens (763) (1.058) (772) (1.886) (1.984)
Material expediente (128) (221) (246) (669) (496)
Despesas com publicações (237) (378) (324) (448) (423)
Despesas com tarifas de convênios (1.609) (3.335) (3.017) (3.335) (3.017)
Despesas com viagens (348) (515) (635) (2.565) (2.454)
Despesas administrativas - DPVAT – – – (3.943) (4.571)
Outras (2.425) (4.874) (3.755) (9.546) (7.688)
Total (67.656) (135.235) (89.511) (136.593) (91.626)
23. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
Banco Consolidado
2º semestre 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Outras receitas
Comissão sobre liquidação
antecipada (a) 155 591 2.298 591 2.298
Reversão de provisão PMIPL
(nota 11) 4.990 9.980 9.980 9.980 9.980
Recuperação de despesas 4.761 14.788 7.539 14.788 7.539
Reversão de provisão cível
e trabalhista 1.362 2.577 3.156 2.943 3.156
Adicional de fracionamento – – – 2.544 5.402
Custo de apólice – – – 3.812 4.764
Participações nos lucros de
operações com resseguros e
retrocessões – – – 11.638 10.684
Outras 1.034 2.689 2.556 4.656 2.725
Total 12.302 30.625 25.529 50.952 46.548
Outras despesas
Atualização de cessões de crédito
liquidadas antecipadamente (b) (377) (2.484) (9.388) (2.484) (9.388)
Contingências cíveis, trabalhistas
e tributárias (3.869) (5.906) (6.133) (6.253) (6.133)
Cobrança - DPVAT – – – (2.785) (3.394)
Outras despesas com operações
de seguros – – – (3.877) (1.277)
Amortização de ágio (nota 11) (4.990) (9.980) (9.980) (9.980) (13.351)
Outros (80) (243) (130) (89) (802)
Total (9.316) (18.613) (25.631) (25.468) (34.345)
(a) Referem-se a comissões cobradas pela liquidação antecipada de contratos de empréstimo consignado.
(b) Refere-se a atualização das parcelas cedidas e liquidadas antecipadamente e pendentes de repasse
aos cessionários.
24. RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
Ganho de capital (b) 279.232 – 279.232 –
Perda na variação patrimonial (a) (29.775) – (29.775) –
Outras 372 602 451 514
Total 249.829 602 249.908 514
(a) Em 31 de maio de 2011, na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda, a JMalucelli Seguradora
absorveu um ágio no montante de R$ 49.625, cujo o valor representou um beneficio fiscal de R$ 19.850,
que estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com as projeções de expectativa
de resultados futuros, o que acarretou no aumento do patrimônio líquido da Seguradora de R$ 19.850
pela incorporação e uma perda de variação patrimonial para o Paraná Banco S.A. de R$ 29.775 devido
a provisão constituída antes da incorporação.
(b) Em junho de 2011, o Paraná Banco S.A. reconheceu no seu resultado o montante de R$ 279.232
milhões referente ao ganho de capital proveniente da variação do percentual de participação societária
após o aumento de capital de R$ 657.113 efetuado pela Travelers Brazil Acquisition LLC na controlada
JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., vide nota 28.
25. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os principais instrumentos financeiros em 31 de dezembro de 2011 em 31 de dezembro de 2010
referem-se aos títulos e valores mobiliários, os quais estão avaliados ao valor de mercado com exceção
das aplicações em CDB’s e divulgados na nota explicativa n° 5, as operações de crédito na nota explicativa
n° 6, depósitos a prazo na nota explicativa n° 12 e recursos de aceites e emissão de títulos na nota
explicativa n° 14, cujos valores de mercado são:
Banco
31/12/11 31/12/10
Valor
contábil
Valor de
mercado
Lucro (prejuízo)
não realizado
Valor
contábil
Valor de
mercado
Lucro (prejuízo)
não realizado
Títulos e valores
mobiliários 427.798 425.634 2.164 482.235 482.758 (523)
Operações
de crédito 1.910.774 1.718.946 (191.827) 1.582.140 1.658.877 76.737
Depósitos a prazo 1.523.637 1.522.202 (1.435) 1.068.398 1.067.376 (1.022)
Consolidado
31/12/11 31/12/10
Valor
contábil
Valor de
mercado
Lucro (prejuízo)
não realizado
Valor
contábil
Valor de
mercado
Lucro (prejuízo)
não realizado
Títulos e valores
mobiliários 579.511 577.338 2.173 517.278 517.801 (523)
Operações
de crédito 1.894.826 1.702.999 (191.827) 1.551.918 1.628.655 76.737
Depósitos a prazo 1.523.229 1.521.794 (1.435) 1.068.022 1.067.000 (1.022)
Os valores de mercado foram calculados mediante desconto dos fluxos de caixa nas condições contratuais
e as taxas de operações de crédito praticadas no mercado na data do balanço.
As operações do Banco e das suas controladas estão sujeitas aos fatores de riscos abaixo descritos:
a. Risco de crédito
As políticas de crédito do Banco são fixadas pela Administração e visam minimizar eventuais problemas
decorrentes da inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado por meio da análise de crédito
criteriosa da carteira de clientes que considera a capacidade de pagamento (análise de crédito) e da
diversificação de seus produtos (pulverização do risco).
O Banco possui ainda, a provisão para perdas com operações de crédito, no montante de
R$ 64.973 (R$ 50.714 em 31 de dezembro de 2010) e R$ 64.973 (R$ 50.714 em 31 de dezembro 2010)
no Consolidado, para fazer face ao risco de crédito, além de provisão de R$ 212 (R$ 1.227 em
31 de dezembro de 2010) para fazer face aos créditos cedidos com coobrigação.
b. Risco de taxa de câmbio
Os resultados do Banco estão suscetíveis de sofrer variações significativas, em função dos efeitos da
volatilidade da taxa de câmbio sobre os passivos atrelados a moedas estrangeiras, principalmente do
dólar norte-americano, que encerrou o exercício de 2011 com a valorização de 12,59% (desvalorização
de 1,65% em 31 de dezembro de 2010).
Como estratégia para prevenção e redução dos efeitos da flutuação da taxa de câmbio, a Administração
tem adotado a política de proteção parcial contra os riscos da variação cambial, o que não se qualifica
como hedge conforme definição Circular Bacen nº 3.082 de 30 de janeiro de 2002, pois somente o
derivativo está marcado a mercado, utilizando operações de “swap”, conforme quadro abaixo:
Banco e Consolidado 31/12/11 31/12/10
Operações de “swap” (a) 181.543 218.584
Fixed rate notes (187.580) (226.455)
Exposição líquida (6.037) (7.871)
(a) Saldo da posição ativa atualizada na data-base.
c. Risco de taxa de juros
Os resultados do Banco estão suscetíveis de sofrer variações significativas decorrentes das operações
contratadas a taxa de juros pós-fixada e prefixada. A Administração gerencia o risco de taxa de juros
e o risco de liquidez, por meio de sistemas que incluem VAR, relatórios de rentabilidade, de liquidez e
outros relatórios gerenciais.
d. Posições de instrumentos financeiros e operações de hedge (Quadro de análise de
sensibilidade - Banco e Consolidado)
A Instrução CVM 475 de 17 de dezembro de 2008 dispôs sobre a apresentação de informações sobre
instrumentos financeiros, inclusive os derivativos de hedge, que inclui a análise de sensibilidade para
cada tipo de risco de mercado considerado relevante pela Administração. A referida instrução também
determinou os percentuais de deterioração os quais a Administração deve considerar na avaliação dos
cenários. Cabe ressaltar que os resultados apresentados revelam os impactos para cada cenário numa
posição estática da carteira.
Para mensurar estas sensibilidades, são utilizados os seguintes cenários:
• Cenário I: Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização
das operações constantes do balanço patrimonial, considera a aplicação de 1 ponto percentual,
tanto de crescimento quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário
aplicado sobre as posições de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 1,8938 e 1,8563,
para o cenário de juros foi utilizado a taxa média DI Pré-Over de 10,9754 e 10,7581.
• Cenário II: Considera a aplicação de, pelo menos, 25 pontos percentuais (d.1), tanto de crescimento
quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário aplicado sobre as posições
de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 2,3438 e R$ 1,4063, para o cenário de juros foi
utilizado a taxa média DI Pré-Over de 13,5835 e 8,1501.
• Cenário III: Considera a aplicação de, pelo menos, 50 pontos percentuais (d.1), tanto de crescimento
quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário aplicado sobre as posições
de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 2,8126 e R$ 0,9375, para o cenário de juros foi
utilizado a taxa média DI Pré-Over de 16,3002 e 5,4334.
Banco em 31 de dezembro de 2011
Cenário de alta na taxa do dólar I II III
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Valorização:
Operação 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 3.395 85.089 170.197
Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 (3.508) (87.919) (175.856)
Efeito líquido (113) (2.830) (5.660)
Cenário de baixa na taxa do dólar I II III
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Deterioração:
Operação 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 (3.395) (85.089) (170.197)
Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 3.508 87.919 175.856
Efeito líquido 113 2.830 5.660
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Valorização:
1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 16 390 780
Títulos e valores mobiliários Índice DI 427.798 10,8668 129 3.235 6.469
Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 276 6.908 13.816
Depósitos a prazo Índice DI (1.490.752) 10,8668 (1.619) (40.499) (80.998)
Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 (185) (4.624) (9.247)
Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 (197) (4.925) (9.849)
Efeito líquido (1.580) (39.515) (79.029)
Cenário de baixa na taxa DI I II III
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Deterioração:
1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 (16) (390) (780)
Títulos e valores mobiliários Índice DI 427.798 10,8668 (129) (3.235) (6.469)
Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 (276) (6.908) (13.816)
Depósitos a prazo Índice DI (1.490.752) 10,8668 1.619 40.499 80.998
Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 185 4.624 9.247
Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 197 4.925 9.849
Efeito líquido 1.580 39.515 (79.029)
(d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08.
Consolidado em 31 de dezembro de 2011
Cenário de alta na taxa do dólar I II III
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Valorização:
1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 3.395 85.089 170.197
Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 (3.508) (87.919) (175.856)
Efeito líquido (113) (2.830) (5.660)
Cenário de baixa na taxa do dólar I II III
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Valorização:
1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 (3.395) (85.089) (170.197)
Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 3.508 87.919 175.856
Efeito líquido 113 2.830 5.660
Cenário de alta na taxa DI I II III
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base
Valorização:
1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 16 390 780
Títulos e valores mobiliários Índice DI 559.576 10,8668 608 15.202 30.404
Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 276 6.908 13.816
Depósitos a prazo Índice DI (1.490.344) 10,8668 (1.619) (40.488) (80.976)
Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 (185) (4.624) (9.247)
Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 (197) (4.925) (9.850)
Efeito líquido (1.100) (27.537) (55.073)
Cenário de baixa na taxa DI I II III
Deterioração:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 (16) (390) (780)
Títulos e valores mobiliários Índice DI 559.576 10,8668 (608) (15.202) (30.404)
Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 (276) (6.908) (13.816)
Depósitos a prazo Índice DI (1.490.344) 10,8668 1.619 40.488 80.976
Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 185 4.624 9.247
Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 197 4.925 9.850
Efeito líquido 1.100 27.537 55.073
(d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08.
Banco em 31 de dezembro de 2010
Cenário de alta na taxa do dólar I II III
Valorização:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 2.275 57.043 114.100
Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 (2.265) (56.794) (113.601)
Efeito líquido 10 249 499
Cenário de baixa na taxa do dólar I II III
Deterioração:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100)
Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601
Efeito líquido (10) (249) (499)
Cenário de baixa na taxa do dólar I II III
Deterioração:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100)
Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601
Efeito líquido (10) (249) (499)
Cenário de alta na taxa DI I II III
Valorização:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 8 192 385
Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 311 7.775 15.550
Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 134 3.353 6.706
Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 (1.138) (28.419) (56.838)
Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 (231) (5.778) (11.556)
Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 (248) (6.209) (12.417)
Efeito líquido (1.164) (29.086) (58.170)
(d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08.
Consolidado em 31 de dezembro de 2010
Cenário de alta na taxa do dólar I II III
Valorização:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 2.275 57.043 114.100
Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 (2.265) (56.794) (113.601)
Efeito líquido (10) (249) (499)
Cenário de baixa na taxa do dólar I II III
Valorização:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100)
Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601
Efeito líquido 10 249 499
Cenário de alta na taxa DI I II III
Valorização:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 8 192 385
Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 311 7.775 15.550
Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 134 3.353 6.706
Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 (1.138) (28.419) (56.838)
Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 (231) (5.778) (11.556)
Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 (248) (6.209) (12.417)
Efeito líquido (1.164) (29.086) (58.170)
Cenário de baixa na taxa DI I II III
Deterioração:
Operação
Risco de
Variação em:
Valor
Base
Cenário
Base 1% 25% 50%
Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 (8) (192) (385)
Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 (311) (7.775) (15.550)
Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 (134) (3.353) (6.706)
Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 1.138 28.419 56.838
Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 231 5.778 11.556
Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 248 6.209 12.417
Efeito líquido 1.164 29.086 58.170
(d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08.
26. OUTRAS INFORMAÇÕES
a. O Banco mantém patrimônio líquido compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos,
calculado de forma consolidada com a JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., que
constituem o Conglomerado Financeiro nos termos da Resolução BACEN nº 2.099/94 e normas
posteriores. Em 31 de dezembro de 2011, o patrimônio líquido ajustado representava 38,03% (32.70%
em 31 de dezembro de 2011) dos ativos ponderados por risco, estando superior ao índice mínimo
exigido de 11%.
b. O Banco possui contrato de leasing de equipamentos de informática e processamento de dados com
prazo remanescente de 1 mês.
c. Os avais e fianças concedidos pelo Banco totalizavam R$ 12.940 (R$ 22.496 em 31 de
dezembro de 2010).
d. O Banco e suas controladas são patrocinadores de um plano de aposentadoria complementar para os
seus funcionários, que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime
financeiro de capitalização, o qual foi instituído em dezembro de 2004. O Banco é responsável por
custear somente as despesas administrativas e os custos relativos ao prêmio de seguro de benefícios de
morte e invalidez dos participantes. As contribuições, no exercício findo em 31 de dezembro de 2011,
totalizaram R$ 233 no Banco (R$ 121 em 31 de dezembro de 2010) e no consolidado R$ 486
(R$ 325 em 31 de dezembro de 2010) . As contribuições relativas a acumulação das obrigações do plano
são inteiramente custeadas pelos participantes.
e. A empresa controlada JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. administra fundos
de investimentos, cujos patrimônios líquidos em 30 de junho de 2011 totalizaram R$ 631.838
(R$ 413.318 em 31 de dezembro de 2010).
f. O total dos ativos vinculados em garantia das provisões técnicas da Seguradora e da Resseguradora
estão representados da seguinte forma:
Composição dos ativos vinculados - Consolidado 31/12/11 31/12/10
Títulos de renda fixa - Públicos 22.388 35.043
Certificados e recibos de depósitos bancários 87.857 261.455
Fundos de investimento 30.053 –
Total 140.298 296.498
g. Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são
compostos por:
Banco Consolidado
31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10
No início do exercício:
Disponibilidades 293 146 6.221 1.271
Aplicações interfinanceiras de liquidez (g.1) 5.213 46.546 5.213 46.546
Aplicações em fundos de investimentos (g.1) 25.207 – 25.207 69.127
Títulos e valores mobiliários (g.1) – 57.136 36.325 84.729
Total 30.713 103.828 72.966 201.673
No final do exercício:
Disponibilidades 502 293 1.698 6.221
Aplicações interfinanceiras de liquidez (g.1) 108.436 5.213 108.436 5.213
Aplicações em fundos de investimentos (g.1) – 25.207 56.204 101.142
Títulos e valores mobiliários (g.1) – – – 36.325
Total 108.938 30.713 166.338 148.901
(g.1) Refere-se a aplicações do Banco e de controladas em cotas de fundos de investimento com liquidez
imediata e, títulos e valores mobiliários com prazo de vencimento de até 90 dias.
27. REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA
A incorporação da Porto de Cima pela JMalucelli Seguradora S.A., conforme AGE de 30 de abril de 2010
foi protocolada na Susep - Superintendência de Seguros Privados em 27 de maio de 2010 e pré-aprovada
26 de maio de 2011, aumentando o patrimônio líquido da JMalucelli Seguradora em R$ 19.850.
Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada
a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por
1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em
Seguros e Resseguros S.A.
Em decorrência da cisão a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. incorporou o acervo
cindindo e aumentou seu capital social no mesmo montante.
Nessa mesma data, o Banco aumentou o capital da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros
S.A., transferindo suas ações de emissão da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., no montante de
R$ 19.794, e suas ações da JMalucelli Seguradora S.A., no montante de R$ 161.351.
28. EVENTO RELEVANTE
Em 17 de junho de 2011 o Paraná Banco S.A.. informou a seus acionistas e ao mercado em geral que,
após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e em conformidade com os
termos previamente divulgados no Fato Relevante de 4 de novembro de 2010, que foi concluído o
investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc, uma
companhia americana líder em seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e
Resseguros S.A., controlada pelo Paraná Banco S.A., mediante a subscrição e a integralização de
191.651.225 ações ordinárias de emissão da Companhia, pelo valor total de R$ 657.113, correspondentes
aos R$ 625.000 corrigidos pelo CDI desde o dia 1º de janeiro de 2011 até a data do fechamento da
operação, nos termos do Contrato de Subscrição, celebrado pelas partes em 3 de novembro de 2010.
Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da Companhia.
Ainda nesta data, foi celebrado Acordo de Acionistas entre o Paraná Banco S.A. e Travelers Brazil que
regulará os direitos das partes enquanto acionistas da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros,
incluindo direitos políticos com respeito à Companhia e suas subsidiárias, JMalucelli Seguradora S.A.,
JMalucelli Resseguradora S.A.. e a JMalucelli Seguradora de Créditos S.A., responsáveis pelas operações
de seguros do Grupo JMalucelli. Nos termos do acordo, foi conferida à Travelers Brazil a opção de, pelo
prazo de 18 meses após a data de fechamento, aumentar sua participação total para até 49,9% do
capital votante da Companhia.
29. ALTERAÇÕES NA LEI DAS S.A. (LEI Nº 6.404/76)
A Lei nº 11.638, publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 e complementada
pela Medida Provisória nº 449 de 3 de dezembro de 2008, convertida na Lei 11.941 de 27 de maio de
2009, alterou diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedade por Ações). A normatização do Banco
Central do Brasil editada até o momento considera: a) tratamento do saldo das reservas de capital e da
destinação dos lucros acumulados; b) tratamento do ativo imobilizado e diferido; c) reconhecimento,
mensuração e divulgação de perdas em relação ao valor recuperável; d) apresentação da demonstração
do fluxo de caixa; e) divulgação de partes relacionadas; f) apresentação e mensuração das provisões,
passivos contingentes e ativos contingentes.
Na avaliação da Administração do Banco, que considera as normas do BACEN editadas até o momento,
apenas o item (d) afetou significativamente a elaboração/apresentação das demonstrações financeiras
do Banco.
Nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2011 as alterações provocaram:
• Apresentação dos quadros demonstrativos do fluxo de caixa e do valor adicionado;
• Avaliação de ativos, relativamente às aplicações em instrumentos financeiros e aos direitos classificados
no intangível;
• Avaliação do valor de recuperação de bens e direitos do imobilizado e do diferido, sem efeito no
momento, mas que deverá ser periodicamente avaliado para que se possa efetuar o registro de perdas
potenciais;
• Reclassificação do saldo acumulado de gastos com aquisição e desenvolvimento de softwares do ativo
diferido para o ativo intangível; e
• Reclassificação dos Resultados de exercícios futuros para o passivo circulante.
continuação
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
continua
JMALUCELLI
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CNPJ nº 76.621.457/0001-85
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Os membros efetivos do Conselho Fiscal do Paraná Banco S.A., abaixo assinados, dentro de
suas atribuições e responsabilidades legais, procederam ao exame das demonstrações contábeis,
das notas explicativas, e do Relatório da Administração, referentes ao exercício social findo
em 31 de dezembro de 2011, e com base nos exames efetuados, nos esclarecimentos prestados
pela Administração, considerando, ainda, o Relatório do Auditor Independente sem
modificação, emitido pela KPMG Auditores Independentes, datado de 27 de fevereiro de 2012,
concluíram que os documentos acima, em todos os seus aspectos relevantes, estão
devidamente apresentados e opinam pelo seu encaminhamento para deliberação da
Assembleia Geral Ordinária de Acionistas.
Ao Conselho de Administração e aos Acionistas do Paraná Banco S.A. Curitiba - PR - Examinamos
as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Paraná Banco S.A. (“Banco”),
que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações
do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos
naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para o exercício findo naquela data para as
demonstrações financeiras consolidadas, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras:
A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações
financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas
a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou
como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante,
independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes:
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base
em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja
planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras
estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados
para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações
financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por
fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para
a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeira do Banco para planejar os
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma
opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação
da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela
administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em
conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas:
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Paraná Banco
S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para
o exercício e semestre findos naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para o
exercício findo naquela data para as demonstrações financeiras consolidadas, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil. Demonstração do valor adicionado: Examinamos também a demonstração individual do valor
adicionado (DVA) para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011 e consolidada para
o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da administração
do Banco, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas.
Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente
e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes,
em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Curitiba, 27 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes Alberto Spilborghs Neto
CRC 2SP014428/O-6-F-PR Contador CRC 1SP167455/O-0-S-PR
continuação
PARECER DO CONSELHO FISCAL
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Curitiba, 27 de fevereiro de 2012
Luiz Roberto Castiglione de Lima Nelson Carlos Cavichiolo Reginaldo Ferreira Alexandre
Cristiano Malucelli - Diretor Vice-Presidente, RI e RH Luis Cesar Miara - Diretor Financeiro Anilson Fieker Pedrozo -Diretor Adjunto
Jorge Nacli Neto - Diretor Presidente André Luiz Malucelli -Diretor Comercial Vander Della Coletta - Diretor Administrativo Hilário Mário Walesko
CRC/PR 29.585/O-9 - CPF 510.710.969-15
DIRETORIA CONTADOR
Luiz Roberto Castiglione de Lima
Presidente Conselho Fiscal
Nelson Carlos Cavichiolo
Conselheiro Fiscal
Reginaldo Ferreira Alexandre
Conselheiro Fiscal
CONSELHO FISCAL
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Alexandre Malucelli
Presidente Conselho de Administração
Jorge Nacli Neto
Vice Presidente Conselho de Administração
Paola Malucelli de Arruda
Conselheira
Hilário Mário Walesko
Conselheiro
Wesley Montechiari Figueira
Conselheiro Independente
www.jmalucellinvestimentos.com.br
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Nota 2011 2010
Passivo
Circulante 3.470 800
Outras obrigações 3.470 800
Sociais e estatutárias 305 55
Fiscais e previdenciárias 3.060 662
Diversas 105 83
Patrimônio líquido 6 8.121 3.935
Capital social
De domiciliados no País 2.300 2.300
Reserva de capital 317 317
Reservas de lucros 5.504 1.318
Total 11.591 4.735
Nota 2011 2010
Ativo
Circulante 10.353 3.958
Disponibilidades 14 13
Títulos e valores mobiliários 4 6.123 3.038
Carteira própria 6.123 3.038
Outros créditos 4.216 907
Rendas a receber 3.761 901
Diversos 455 6
Realizável a longo prazo 1.205 738
Títulos e valores mobiliários 4 1.205 738
Carteira própria 1.205 738
Permanente 33 39
Investimentos 8 8
Outros investimentos 20 20
Provisão para perdas (12) (12)
Imobilizado de uso 24 30
Outras imobilizações de uso 67 71
Depreciações acumuladas (43) (41)
Intangível 1 1
Gastos de organização e expansão 4 4
Amortizações acumuladas (3) (3)
Total 11.591 4.735
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeirasAs notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Nota 2º semestre Exercício
2011 2011 2010
Receita da intermediação financeira 450 638 353
Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 450 638 353
Resultado bruto da intermediação financeira 450 638 353
Outras receitas (despesas) operacionais 4.370 6.327 1.507
Receita de prestação de serviços 8 6.243 9.589 3.744
Despesas de pessoal (679) (1.209) (872)
Outras despesas administrativas (609) (1.148) (1.074)
Despesas tributárias (618) (957) (383)
Outras receitas operacionais 51 70 92
Outras despesas operacionais (18) (18) –
Resultado operacional 4.820 6.965 1.860
Resultado não operacional – 259 231
Receitas não operacionais – 259 231
Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações 4.820 7.224 2.091
Imposto de renda e contribuição social 5 (1.727) (2.659) (786)
Imposto de renda - corrente (1.057) (1.628) (481)
Contribuição social - corrente (670) (1.031) (305)
Participações no lucro (379) (379) (55)
Lucro líquido do Semestre / exercício 2.714 4.186 1.250
Número de quotas - em milhares 6 23.000 23.000 23.000
Lucro líquido por lote de mil quotas - R$ 118,00 182,00 54,35
Reserva de capital Reservas de lucros
Capital social
Atualização de
títulos patrimoniais Legal Estatutária
Lucros (prejuízos)
acumulados Total
Saldos em 01 de julho de 2011 2.300 317 460 2.330 – 5.407
Lucro líquido do semestre – – – – 2.714 2.714
Dividendos pagos exercícios anteriores – – – – – –
Destinações:
Reserva legal – – 136 – (136) –
Reserva estatutária – – – 2.578 (2.578) –
Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.300 317 596 4.908 – 8.121
Mutações do semestre – – 136 2.578 – 2.714
Saldos em 1 de janeiro de 2011 2.300 317 400 918 – 3.935
Lucro líquido do exercício – – – – 4.186 4.186
Dividendos pagos exercícios anteriores – – – – – –
Destinações:
Reserva legal – – 196 – (196) –
Reserva estatutária – – – 3.990 (3.990) –
Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.300 317 596 4.908 – 8.121
Mutações do exercício – – 196 3.990 – 4.186
Saldos em 1 de janeiro de 2010 2.300 317 337 1.553 – 4.507
Lucro líquido do exercício – – – – 1.250 1.250
Dividendos pagos exercícios anteriores – – – (1.822) – (1.822)
Destinações:
Reserva legal – – 63 – (63) –
Reserva estatutária – – – 1.187 (1.187) –
Saldos em 31 de dezembro de 2010 2.300 317 400 918 – 3.935
Mutações do exercício – – 63 (635) – (572)
2º
semestre Exercício
2011 2011 2010
Fluxos de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido ajustado do semestre/exercício 2.718 4.194 1.258
Lucro líquido do semestre/exercício 2.714 4.186 1.250
Ajustes ao lucro líquido:
Depreciações e amortizações 4 8 8
Variações dos ativos e obrigações (558) (991) 899
(Aumento) redução em títulos e valores mobiliários (905) (350) 1.345
(Aumento) em outros créditos (1.796) (3.310) (667)
Aumento (redução) em outras obrigações 2.143 2.669 221
Disponibilidades líquidas (aplicadas) originadas nas
atividades operacionais 2.160 3.203 2.157
Fluxos de caixa das atividades de investimentos
Aquisição de ativo imobilizado – – (17)
Disponibilidades líquidas geradas (aplicadas) nas
atividades de investimentos – – (17)
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Dividendos pagos – – (1.822)
Disponibilidades líquidas aplicadas pelas
atividades de financiamentos – – (1.822)
Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa 2.160 3.203 318
Modificação na posição financeira
Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre/exercício 3.636 2.593 2.275
Caixa e equivalentes de caixa no final do semestre/exercício 5.796 5.796 2.593
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A J. Malucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”), tendo como
controladora a empresa Paraná Banco S.A., tem como objeto social a administração de carteiras de
valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores
mobiliários, públicos e particulares.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,
as quais abrangem a legislação societária brasileira, as normas emitidas pelo Conselho Monetário
Nacional - CMN e pelo Banco Central do Brasil. A apresentação dessas demonstrações financeiras está
em conformidade com o Plano contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF.
Em 30 de janeiro de 2012, as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em
27 de fevereiro de 2012, a diretoria aprovou as demonstrações financeiras.
3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a. Apuração do resultado
As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência.
b. Estimativas contábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis.
Ativos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a valorização a mercado de títulos e
valores mobiliários. A liquidação das transações envolvendo essa estimativa poderá resultar em valores
diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação.
A Distribuidora revisa as estimativas e premissas periodicamente.
c. Títulos e valores mobiliários
Conforme previsto na Circular BACEN n° 3.068, de 8 de novembro de 2001, os títulos e valores
mobiliários classificados na categoria “disponíveis para venda” foram avaliados pelo valor de aplicação,
acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço (valor de curva) e ajustados pelos seus
respectivos valores de mercado. Esses ajustes são contabilizados na conta do patrimônio líquido
denominada “Ajustes de avaliação patrimonial”, líquido dos efeitos tributários. Quando da venda de um
título e valor mobiliário classificado nessa categoria, o ganho ou perda acumulado no patrimônio líquido
é transferido para resultado.
d. Passivo circulante
Demonstrado por valores conhecidos ou calculáveis incluindo, quando aplicável, os encargos e as
variações monetárias incorridas “pró-rata temporis”.
e. Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente são calculados com base nas alíquotas
de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil, para
imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido,
e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a
30% do lucro real.
4. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS
a. Títulos e valores mobiliários
Os títulos e valores mobiliários foram classificados na categoria disponíveis para venda e encontram-se
apresentados como segue:
2011
Papel Sem vencimento
De 1 a
3 anos
De 3 a
5 anos
Valor de
mercado
Valor de
curva
LFT (*) – – 1.205 1.205 1.205
Fundos de renda fixa 5.782 – – 5.782 5.782
Fundos de renda variável (**) 341 – – 341 341
Total 6.123 – 1.205 7.328 7.328
2010
Papel Sem vencimento
De 1 a
3 anos
De 3 a
5 anos
Valor de
mercado
Valor de
curva
LFT (*) – 104 634 738 738
Ações de companhias abertas (***) 459 – – 459 459
Fundos de renda fixa 2.579 – – 2.579 2.579
Total 3.038 104 634 3.776 3.776
(*) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados
pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
(**) O fundo de renda variável é composto por ações de demais companhias abertas, fundo renda fixa e
cotas de fundo de investimentos, salienta-se que não é um fundo exclusivo.
(***) Referem-se a 34.000 ações do Paraná Banco S.A. adquiridas em outubro de 2008 e alienados em
30/06/2011.
b. Instrumentos financeiros derivativos
A Distribuidora não realizou operações com derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de
2011 e 2010.
5. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO
Segue-se o cálculo do imposto de renda e da contribuição social incidentes sobre as operações do
exercício:
2011 2010
Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social
(após participações no lucro) 6.845 2.036
Encargos do imposto de renda e da contribuição social
às alíquotas vigentes (2.738) (814)
Exclusões permanentes 79 28
Imposto de renda e contribuição social devidos sobre o
resultado do exercício - Corrente (2.659) (786)
6. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O capital social, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 23.000.000 quotas, no valor
nominal de R$ 0,10 cada uma, pertencentes a quotistas domiciliados no país.
A Administração propôs a destinação de 5% do lucro líquido para formação de reserva legal.
Os dividendos podem ser constituídos com base em balanços intermediários ou final e, a critério dos sócios,
distribuídos na proporção de suas quotas, dependendo de aprovação pela Assembleia Geral de Quotistas.
A reserva estatutária refere-se a reserva para integridade do patrimônio líquido, que tem por fim
assegurar recursos para atender as necessidades regulatórias e operacionais de valor de patrimônio
líquido da Distribuidora, podendo ser convertida em capital social por deliberação de seus administradores
e reduzida pelo pagamento de dividendos. Será formada com até 100% do lucro líquido que remanescer
após as destinações para reserva legal.
7. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
2011
Descrição Ativo Receitas Despesas
Disponibilidades 5 – –
Remuneração da Administração – – 20
Ressarcimento de despesas – – 153
Aluguel – – 35
2010
Descrição Ativo Receitas Despesas
Disponibilidades 4 – –
Aplicação em ações 459 170 59
Remuneração da Administração – – 38
Ressarcimento de despesas – – 138
Aluguel – – 20
As transações mencionadas acima foram pactuadas com o Paraná Banco S.A.
8. ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS
A Distribuidora administra 9 fundos de investimentos (9 em 31 de dezembro de 2010) e 1 clube de
investimento (2 em 31 de dezembro de 2010), cujos patrimônios líquidos em 31 de dezembro de 2011
totalizam R$ 631.838 (R$ 413.318 em 31 de dezembro de 2010). A receita de prestação de serviços
refere-se, integralmente, a administração de recursos de terceiros.
9. PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGIDO (ACORDO DE BASILÉIA)
A Distribuidora mantém patrimônio compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos, calculado
de forma consolidada com o Paraná Banco S.A., que constituem o Conglomerado Financeiro nos termos
da Resolução BACEN nº 2.099/94 e normas posteriores. Em 31 de dezembro de 2011, o patrimônio
líquido ajustado representava 38,03% (32,70% em 31 de dezembro de 2010) dos ativos ponderados
por risco, estando superior ao índice mínimo exigido de 11%.
10. OUTRAS INFORMAÇÕES
a. Contingências ativas e passivas
A Distribuidora não possui contingências ativas e passivas, as quais a Administração avalia que deveriam
ser registradas ou divulgadas em suas demonstrações financeiras nos exercícios findos em
31 de dezembro de 2011 e 2010 considerando a regulamentação em vigor (Res. BACEN 3.823/09 e CPC
25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes).
b. Caixa e equivalentes de caixa
Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são
compostos por: 2011 2010
No início do exercício:
Disponibilidades 13 13
Fundos de renda fixa (nota explicativa 4.a) 2.579 2.262
Total 2.593 2.275
No final do exercício:
Disponibilidades 14 13
Fundos de renda fixa (nota explicativa 4.a) 5.782 2.579
Total 5.796 2.593
DIRETORIA CONTADOR
Aos
Diretores e Quotistas da
JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
Curitiba - PR
Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários
Ltda. (Instituição), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as
respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para
o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e
demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos
que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base
em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja
planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras
estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção
relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa
avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada
apresentação das demonstrações financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria
que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia
desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das
práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem
como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos
os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores
Mobiliários Ltda. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de
caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no
Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Curitiba, 27 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes
CRC 2SP014428/O-6-F-PR
Alberto Spilborghs Neto
Contador CRC 1SP167455-O-0-S-PR
CRISTIANO MALUCELLI
Diretor Presidente
ROBERTO PAULINO SEVALLI
Diretor
HILÁRIO MÁRIO WALESKO
Contador - CRC-PR 29.585/O-9 - CPF 510.710.969-15
BALANÇOS PATRIMONIAIS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
e semestre findo em 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil quotas)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
Método indireto
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
Senhores Acionistas,
Submetemos à apreciação de Vossas Senhorias, o Relatório da Administração, as Demonstrações
Financeiras e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao
exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011.
Perfil
A JMalucelli Seguradora é a companhia líder no Brasil e na America Latina do ramo de Seguro Garantia.
Tendo como principais características a especialização neste tipo de seguros, aliado a agilidade e expertise
no processo de cadastramento e emissão das apólices. Operando em todo o território Nacional, sejam por
sucursais ou através de sua rede de aproximadamente 3.600 corretores, respaldados por uma estrutura
de suporte localizada na Matriz. Buscando atender cada vez melhor os clientes e corretores, a JMalucelli
Seguradora está presente nas seguintes localidades: Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza,
Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Possui participação ativa na APF - PASA -
Associação Panamericana de Fianças e Garantias, entidade mundial que congrega mais de 150
Seguradoras e Resseguradoras de 53 países, presidida pelo Sr. Alexandre Malucelli, vice presidente da
JMalucelli Seguradora.
ParceriacomaTravelers
Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho
o contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações
em Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria
estratégica teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da
Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões.
Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo de
seguros da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas e também de
uma operação cada vez mais forte. A liderança no mercado de garantia neste momento torna-se um
bem valioso para o crescimento das novas operações do grupo, pois permite a sinergia de informações
na prospecção de novos clientes.
De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro
e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas
(subscrição, comercial, e sinistros) abaixo na seguradora. As empresas controladas pela Holding de
Seguros passam a apresentar suas marcas em conjunto com a da Travelers, evidenciando a associação
das duas empresas.
DesempenhoOperacional
A JMalucelli Seguradora, encerrou o primeiro semestre de 2011 com mais de 60 mil apólices emitidas e
aproximadamente 40 mil tomadores cadastrados, resultando em um market share no mercado de Seguro
Garantia de 37,3% (dados SUSEP - junho/2011).
DesempenhoFinanceiro
A JMalucelli Seguradora obteve um volume de prêmios ganhos no exercício de 2011 de R$ 255,4
milhões contra R$ 231,2 milhões no mesmo período de 2010, representando um crescimento de 10%.
Destacando-se somente o ramo de Seguro Garantia, o volume de prêmios ganhos atingiu R$ 220,7
milhões nesta data contra R$ 200,0 milhões em 2010, também representando um crescimento de 10%.
O capital investido pela Travelers aumentou o capital social da JMalucelli Seguradora S.A. em R$ 80
milhões. Após a distribuição de dividendos no valor de R$ 79 milhões, o patrimônio líquido da companhia
passou de R$ 149,8 para R$ 215,5 milhões.
O lucro líquido no exercício de 2011 foi de R$ 44,8 milhões contra R$ 37,7 milhões em 2010 representando
um crescimento de 19%. O lucro por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 3.095,64 enquanto
que o valor patrimonial por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 14.890,44.
AplicaçõesFinanceiras
A JMalucelli Seguradora através de seus administradores, declara possuir capacidade financeira para
manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da companhia. Em
31de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 209,8 milhões (R$ 123,2 milhões em 31 de dezembro
de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 327,1 milhões (R$ 260,7
milhões em dezembro de 2010).
RecursosHumanos
Dando continuidade à filosofia de participação nos resultados, os colaboradores da JMalucelli
Seguradora obtiveram neste exercício uma participação nos resultados equivalente a 2 salários base
de cada colaborador. Esta participação se deve ao esforço coletivo de dirigentes e colaboradores e à
união existente entre as diversas unidades. O programa de bolsa auxílio tem como principal objetivo
o desenvolvimento intelectual cada vez maior de nossos colaboradores, beneficiando no exercício,
26% do quadro funcional.
Agradecimentos
Agradecemos aos nossos Acionistas, Clientes, Corretores e parceiros de negócios, pela confiança
demonstrada ao longo do tempo e aos Diretores e Colaboradores pelos esforços, competência, lealdade
e dedicação que possibilitaram os resultados alcançados no exercício.
João Gilberto Possiede
Diretor Presidente
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Ativo Notas 2011 2010
Circulante 373.485 445.306
Disponível 1.346 5.842
Caixaebancos 23.d 1.346 5.842
Aplicações 5 113.951 181.934
Créditosdasoperaçõescomseguroseresseguros 121.028 142.834
Prêmiosareceber 6.a 89.749 114.518
Operaçõescomresseguradoras 6.c 974 6.142
Outroscréditosoperacionais 6.d 30.305 22.174
Ativosderesseguro-provisõestécnicas 7.a/7.b/16 111.117 95.028
Titulosecréditosareceber 7.564 1.116
Títulosecréditosareceber 436 155
Créditostributários 8.a/21.c/21.d 6.610 791
Depositosjudiciaisefiscais 8.b – 72
Outroscréditos 518 98
Custosdeaquisiçãodiferidos 18.479 18.552
Seguros 9.a 18.479 18.552
Ativonãocirculante 340.884 185.072
Aplicações 5 213.127 78.837
Créditosdasoperaçõescomseguroseresseguros 14.162 14.813
Prêmiosareceber 6.a 14.162 14.813
Ativosderesseguro-provisõestécnicas 7.a/16 76.906 67.501
Títulosecréditosareceber 14.203 15
Depósitosjudiciaisefiscais 8.b 970 15
Créditostributários 8.a/21.c/21.d 13.233 –
Custosdeaquisiçãodiferidos 9.654 11.679
Seguros 9.a 9.654 11.679
Investimentos 10/19 1.382 1.173
Participaçõessocietárias 1.382 1.173
Imobilizado 11 11.369 10.973
Bensmóveis 11.260 10.864
Outrasimobilizações 109 109
Intangivel 12/19 4 4
Outrosintangíveis 4 4
Diferido 13/19 77 77
Despesasdeorganização,implantaçãoeinstalação 77 77
Total 714.369 630.378
Passivo Notas 2011 2010
Circulante 344.140 345.697
Contasapagar 23.878 25.575
Obrigaçõesapagar 1.791 1.957
Impostoseencargossociaisarecolher 7.953 10.283
Encargostrabalhistas 1.285 966
Impostosecontribuições 11.977 11.763
Outrascontasapagar 872 606
Débitosdeoperaçõescomseguroseresseguros 78.140 105.783
Operaçõescomseguradoras 14.a 4.905 23.071
Operaçõescomresseguradoras 14.b 58.178 65.717
Corretoresdeseguroseresseguros 14.c 4.911 9.850
Outrosdébitosoperacionais 14.d 10.146 7.145
Depósitosdeterceiros 2.365 9.214
Provisõestécnicas-seguros 239.757 205.125
Danos 15.a/15.b/15.c/15.d/16 239.757 205.125
Passivonãocirculante 154.682 134.796
Débitosdasoperaçõescomseguroseresseguros 9.546 9.790
Operaçõescomresseguradoras 14.b 8.053 8.166
Corretoresdeseguroseresseguros 14.c 1.493 1.624
Provisõestécnicas-seguros 145.081 124.754
Danos 15.a/16 145.081 124.754
Outrosdébitos 55 252
Provisõesjudiciais 55 252
Patrimôniolíquido 18/19 215.547 149.885
Capitalsocial 40.000 40.000
Aumentodecapital(emaprovação) 80.000 –
Reservasdecapital 35.626 15.775
Reservasdelucros 59.921 94.110
Total 714.369 630.378
Nota 2011 2010
Prêmiosemitidoslíquidos 290.987 281.041
Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (35.586) (49.776)
Prêmiosganhos 20.a 255.401 231.265
Sinistrosocorridos 20.b (48.210) (36.470)
Custosdeaquisição 20.c (27.849) (26.887)
Outrasreceitasedespesasoperacionais 20.d/20.e 3.651 4.104
Resultadocomresseguro 20.f (87.402) (94.856)
Receitacomresseguro 24.335 17.406
Despesacomresseguro (111.737) (112.262)
Despesasadministrativas 20.g (49.192) (32.192)
Despesascomtributos 20.h (2.793) (2.550)
Resultadofinanceiro 20.i/20.j 33.522 23.079
Resultadopatrimonial 20.k 193 (3.371)
Resultadooperacional 77.321 62.122
Resultadoantesdosimpostoseparticipações 77.321 62.122
Impostoderenda 21.a/21.b (17.877) (13.463)
Contribuiçãosocial 21.a/21.b (10.703) (8.488)
Participaçõessobreoresultado 22/23.c (3.930) (2.372)
Lucrolíquidodoexercicio 44.811 37.799
Quantidadedeações 14.475.521 8.427.600
Lucrolíquidoporlotedemilações-R$ 3.095,64 4.485,14
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
2011 2010
Receitas 344.633 342.472
Receitascomoperaçõesdeseguros 322.123 324.913
Outrasreceitasaperacionais 22.257 18.230
Provisãoparadevedoresduvidosos-Reversão 253 (671)
Variaçãodasprovisõestécnicas-Operaçõesdeseguros (13.197) (28.593)
Receitaoperacional 331.436 313.879
Sinistros (48.407) (36.381)
Sinistros (46.256) (33.854)
Variaçãodaprovisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados (2.151) (2.527)
Insumosadquiridosdeterceiros (68.236) (56.354)
Materiais,energiaeoutros (10.031) (7.492)
Serviçosdeterceiros,comissõeslíquidas (49.562) (45.493)
Variaçãodasreceitasedespesasdecomercializaçãodiferidas (8.643) (3.369)
Valoradicionadobruto 214.793 221.144
Depreciaçãoeamortização (1.100) (788)
Valoradicionadolíquidoproduzidopelacompanhia 213.693 220.356
Valoradicionadocedidoemtransferência (114.780) (143.134)
Receitasfinanceiras 33.522 23.079
Resultadodeequivalênciapatrimonial 193 –
Resultadocomoperaçõesderesseguroscedidos (116.795) (119.914)
Resultadocomoperaçõesdecosseguroscedidos (26.583) (39.738)
Outrasdespesasoperacionais (5.117) (6.561)
Valoradicionadoadistribuir
98.913 77.222
Distribuiçãodovaloradicionado
98.913 77.222
Pessoal 21.927 14.227
Remuneraçãodireta 18.738 11.402
Benefícios 2.563 2.320
F.G.T.S. 626 505
Impostos,taxasecontribuições 31.373 24.500
Federais 31.300 24.451
Municipais 73 49
Remuneraçãodecapitaldeterceiros 802 696
Alugéis 802 696
Remuneraçãodecapitalpróprio 44.811 37.799
Lucrosretidos 44.811 37.799
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
2011 2010
Atividadesoperacionais
Recebimentosdeprêmiosdeseguro 371.587 288.667
Recuperaçõesdesinistrosecomissões 69.701 46.052
Outrosrecebimentosoperacionais(ressarcimentoseoutros) 17.553 9.589
Pagamentosdesinistrosecomissões (40.699) (43.681)
Repassesdeprêmiosporcessãoderiscos (261.218) (168.803)
Pagamentosdedespesaseobrigações (50.829) (28.409)
Outrospagamentosoperacionais (14.499) (14.712)
Recebimentosdejurosedividendos 79 40
Constituiçãodedepósitosjudiciais (780) –
Pagamentosdeparticipaçõesnosresultados (2.175) (689)
Caixageradopelasoperações 88.720 88.054
Impostosecontribuiçõespagos: (63.135) (43.393)
Jurospagos (93) (133)
Investimentosfinanceiros:
Aplicações (252.228) (186.522)
Vendaseresgates 202.564 154.049
Caixalíquido(consumido)/geradonasatividadesoperacionais (24.172) 12.055
Atividadesdeinvestimentos
Pagamentopelacompradeativopermanente:
Investimentos (16) (10)
Imobilizado (1.496) (10.866)
Caixalíquido(consumido)nasatividadesdeinvestimento (1.512) (10.876)
Atividadesdefinanciamento
Aumentodecapital 80.000 –
Distribuiçãodedividendos (79.000) –
Caixalíquidogeradonasatividadesdefinanciamento 1.000 –
(Redução)/Aumentolíquidodecaixaeequivalentesdecaixa (24.684) 1.179
Saldodecaixaeequivalentesdecaixanoiníciodoexercício 36.292 35.113
Saldodecaixaeequivalentesdecaixaaofinaldoexercício 11.608 36.292
(Redução)/Aumentonasaplicaçõesfinanceiras-recursoslivres (24.684) 1.179
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
RELATÓRIODAADMINISTRAÇÃO
BALANÇOSPATRIMONIAIS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕESDASMUTAÇÕESDOPATRIMÔNIOLÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕESDERESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
MÉTODODIRETO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕESDOVALORADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
dez-10 dez-11
149,8
215,5
dez-10 dez-11
260,7
327,0
Participação no Mercado
Nacional de Seguros Garantia (%)
Mercado
62,7%
JMalucelli
37,3%
Fonte: Susep: 06/11
Evolução do Patrimônio Líquido
(R$ Milhões)
Evolução das Aplicações Financeiras
(R$ Milhões)
dez-10 dez-11
149,8
215,5
dez-10 dez-11
260,7
327,0
Participação no Mercado
Nacional de Seguros Garantia (%)
Mercado
62,7%
JMalucelli
37,3%
Fonte: Susep: 06/11
Evolução do Patrimônio Líquido
(R$ Milhões)
Evolução das Aplicações Financeiras
(R$ Milhões)
dez-10 dez-11
149,8
215,5
dez-10 dez-11
260,7
327,0
Participação no Mercado
Nacional de Seguros Garantia (%)
Mercado
62,7%
JMalucelli
37,3%
Fonte: Susep: 06/11
Evolução do Patrimônio Líquido
(R$ Milhões)
Evolução das Aplicações Financeiras
(R$ Milhões)
Capital
Social
Aumentode
Capital
(emaprovação)
Reserva
deCapital
ReservasdeLucros Ajusteavalor
demercado
Títulosevalores
mobiliários
Lucros
Acumulados Total
Reserva
Legal
Reservaespecial
paradividendos
Outras
reservas
delucros
Saldosem31dedezembrode2009 40.000 – 15.747 3.954 14.477 37.880 – – 112.058
AtualizaçãodeinvestimentoemaçõesdoIRB – – 28 – – – – – 28
Lucrolíquidodoexercício – – – – – – – 37.799 37.799
DestinaçõespropostaspelaAdministração:
Reservalegal – – – 1.890 – – – (1.890)
Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 8.977 – – (8.977) –
Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – – – 26.932 – (26.932)
Saldosem31dedezembrode2010 40.000 – 15.775 5.844 23.454 64.812 – – 149.885
Saldosem31dedezembrode2010 40.000 – 15.775 5.844 23.454 64.812 – – 149.885
AumentodeCapitalSocial(emaprovação) – 80.000 – – – – – – 80.000
IncorporaçãodacontroladoraPortodeCimaHoldingLtdaem31/05/2011 – – 19.851 – – – – – 19.851
DistribuiçãodedividendosconformeRCAde07/06/2011 – – – – (23.454) (55.546) – – (79.000)
Lucrolíquidodoexercício – – – – – – – 44.811 44.811
DestinaçõespropostaspelaAdministração:
Reservalegal – – – 2.240 – – – (2.240) –
Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 10.643 – – (10.643) –
Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – – – 31.928 – (31.928) –
Saldosem31dedezembrode2011 40.000 80.000 35.626 8.084 10.643 41.194 – – 215.547
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A JMalucelli Seguradora S.A tem por objetivo social, as operações de seguros e co-seguros em ramos
de danos, operando principalmente nos ramos de garantias de obrigações contratuais, nos quais é
especializada. Tem como seu principal acionista a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S/A
(Controladora) que possui 100 % de suas ações ordinárias. A Companhia integra o Grupo JMalucelli
e suas operações são conduzidas no contexto de um grupo de instituições que atua integradamente.
A Companhia mantém com a JMalucelli Resseguradora S.A. contrato de excesso de danos para cobertura
do excedente de retenção das operações de seguros, contrato esse com vigência anual e pagamentos
trimestrais.
A Companhia possui contrato de participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido
a partes relacionadas e terceiros, calculada mensalmente e recebida anualmente conforme contrato.
Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em
27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou
a divulgação das informações a partir do dia 28 de fevereiro de 2012.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas
no Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP),
as quais abrangem as normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), os pronunciamentos,
as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis quando
referendados pela SUSEP.
a. Mudanças nas políticas contábeis
A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das
demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades
abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida circular impactam no balanço
patrimonial e nas demonstrações de resultados com a segregação das operações de resseguros e
retrocessão. O balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010 e a demonstração do resultado foram
ajustados para fins de comparação conforme demonstrados abaixo. As alterações trazidas pela referida
circular, não impactaram os saldos de patrimônio liquido e o lucro líquido da Companhia.
Saldo
publicado
em31/12/2010 Reclassificação
Saldo
reclassificado
em31/12/2010
Ativo
Circulante 478.751 (33.445) 445.306
Créditosdasoperações
comseguroseresseguros 147.967 (5.133) 142.834
Prêmiosareceber 115.332 (814) 114.518
Operaçõescomresseguradoras 11.275 (5.133) 6.142
Outroscréditosoperacionais 22.174 – 22.174
Provisãoparariscosdecréditos (814) 814
Despesasdecomercializaçãodiferidas 18.552 (18.552) –
Custosdeaquisiçãodiferidos – 18.552 18.552
Despesasderesseguros
eretrocessõesdiferidas 123.340 (123.340) –
Ativosderesseguro-provisõestécnicas – 95.028 95.028
Nãocirculante 213.078 (28.006) 185.072
Despesasdecomercializaçãodiferidas 11.679 (11.679) –
Custosdeaquisiçãodiferidos – 11.679 11.679
Despesasderesseguros
eretrocessõesdiferidas 95.507 (95.507) –
Ativosderesseguro-provisõestécnicas – 67.501 67.501
Imobilizado 10.980 389 11.369
Totaldoativo 691.829 (61.451) 630.378
Passivo
Circulante 379.142 (33.445) 345.697
Débitosdeoperações
comseguroseresseguros 139.228 (33.445) 105.783
Receitasdecomercializaçãodiferidas 33.445 (33.445) –
Nãocirculante 162.802 (28.006) 134.796
Débitosdeoperações
comseguroseresseguros 37.796 (28.006) 9.790
Receitasdecomercializaçãodiferidas 28.006 (28.006) –
Totaldopassivo 691.829 (61.451) 630.378
Saldo
publicado
em31/12/2010 Reclassificação
Saldo
reclassificado
em31/12/2010
Demonstraçãoderesultados
Prêmiosemitidoslíquidos 281.041 – 281.041
Premiosderesseguroscedidos (178.376) 178.376 –
Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (49.776) – (49.776)
VariaçãoPPNG-ressegurocedido 21.183 (21.183) –
Prêmiosganhos 74.072 157.193 231.265
Sinistrosretidos (29.329) 29.329 –
Sinistrosocorridos – (36.470) (36.470)
Receitas(despesas)decomercialização 18.044 (18.044) –
Custosdeaquisição – (26.887) (26.887)
Outrasreceitasedespesasoperacionais 14.369 (10.265) 4.104
Resultadocomresseguro – (94.856) (94.856)
Despesasadministrativas (32.192) – (32.192)
Despesascomtributos (2.550) – (2.550)
Resultadofinanceiro 23.079 – 23.079
Resultadopatrimonial (3.371) – (3.371)
Resultadooperacional 62.122 – 62.122
Impostoderenda (13.463) – (13.463)
Contribuiçãosocial (8.488) – (8.488)
Participaçõessobreoresultado (2.372) – (2.372)
Lucrolíquidodoexercício 37.799 – 37.799
Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos de
seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de
contabilização. Com a nova codificação os ramos do grupo Riscos financeiros (0739 - Garantia
financeira/0740 - Garantia de Obrigações privadas/0745 - Garantia de obrigações públicas/0747 - Garantia
de concessões públicas/0750 - Garantia Judicial) são classificados em dois novos ramos, 0775 Garantia
Segurado - Setor Público e 0776 Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011.
Como impacto dessas alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos
apresentam somente cancelamento e reversões de provisões, como um processo de run-off, e as novas
emissões de prêmios e constituição de provisões estão apresentadas nos novos ramos. As notas explicativas
que foram impactadas pelo efeito são: Nota explicativa 20) Detalhamento das contas de resultado,letra “c”-
Custos de aquisição e letra “f” - Resultados com resseguros nos itens Prêmios de resseguros cedidos,
VariaçãodasdespesasderesseguroseRecuperaçãodosCustosdeaquisição.
As demonstrações de fluxos de caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados como
caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as aplicações em
fundosdeinvestimentosderendafixa.
A demonstração de resultado abrangente não apresentou saldos de movimentação e portanto não
foielaborada.
A Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstração do
valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - demonstração do valor adicionado, emitido pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam uma
análiseadicionaldasdemonstraçõesfinanceiras.
3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a.Apuraçãodoresultado
Asreceitasedespesasforamreconhecidaspeloregimedecompetência.
A contabilização dos prêmios de seguros é feita na data de emissão das apólices. Os prêmios de seguros,
deduzidos dos prêmios cedidos em co-seguro e resseguro, e as correspondentes despesas/receitas de
comercialização são reconhecidos no resultado de acordo com o prazo de vigência das apólices. Os prêmios
de seguros relativos a riscos vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas (RVNE) são calculados
conformenotatécnicaatuarial,quelevaemcontaaexperiênciahistóricadaCompanhia.
As participações nos lucros das apólices com resseguros cedidos são registradas de acordo com o prazo de
vigência das apólices, à medida que os resultados decorrentes do resseguro cedidos possam ser estimados
comrazoávelsegurança.
As receitas e despesas relativas ao ramo DPVAT, são reconhecidas mensalmente ao resultado com base nos
demonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.
b.Estimativascontábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer
que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e
passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem, o valor de mercado das aplicações,
o valor das provisões requeridas para ajustar os ativos ao seu valor provável de realização ou recuperação,
o valor dos prêmios e comissões relativos a seguros cujo risco já se encontra em curso, cujas apólices e faturas
ainda não foram emitidas, as participações nos lucros de resseguro cedido aos resseguradores, as provisões
técnicas,provisõesparapassivoscontingenteseosimpostosdiferidos.Aliquidaçãodastransaçõesenvolvendo
essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao
processodesuadeterminação.AAdministraçãorevisaessasestimativasepremissasperiodicamente.
c.Balançopatrimonial
•Caixaeequivalentesdecaixa
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original
de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de
alteraçãonovalor,esãoutilizadasnagestãodasobrigaçõesdecurtoprazo.
•Aplicações
Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da
Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis
para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido
dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos
valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com
títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” -
Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a
capacidadefinanceirademantê-losatéovencimento,sendocontabilizadosaocustodeaquisição,acrescido
dosrendimentosauferidosatéadata-basedasdemonstraçõesfinanceiras.
• Crédito das operações com seguros e resseguros, ativos de resseguro, títulos e créditos a receber
ecustosdeaquisiçãodiferidos
Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos e
variações monetárias auferidos até as datas de encerramento dos balanços, combinados com os seguintes
aspectos:
• A provisão para riscos sobre créditos foi constituída para fazer face às eventuais perdas na realização dos
créditos. É calculada sobre a carteira de prêmios vencidos, com base em estudo que leva em conta o histórico
deinadimplênciaparaosprêmiosareceberdossegurados.
• Os ativos de resseguro - Provisões técnicas referem-se aos prêmios de resseguro diferidos, os quais são
constituídas pelo valor dos prêmios cedidos em resseguro, correspondente ao período restante de cobertura
do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. Esta provisão está sendo constituída de acordo
com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentadas em
notastécnicasatuariais-NTA.
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
• Os créditos tributários de imposto de renda e da contribuição social sobre adições temporárias foram
constituídoscombasenasalíquotasvigentesnadatadobalanço;
• Custo de Aquisição Diferido - As despesas de comercialização com comissões de seguros a pagar paras os
corretoressãodiferidasdeacordocomoprazodevigênciadasapólices.
• A Companhia possui contrato de participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido a
partesrelacionadaseterceiros,calculadamensalmenteerecebidaanualmenteconformecontrato.
•Investimentos
Os investimentos em controladas são avaliados pelo método da equivalência patrimonial, reconhecida no
resultado da controladora. Os demais investimentos compreendem participações minoritárias em
sociedadesnãofinanceirasesãoavaliadospelocusto.
•Imobilizado
•Osativosimobilizadocompreendeequipamentos,móveiseutensíliosutilizadosnaconduçãodosnegócios
daCompanhia,oqualédemonstradoaocusto.
• Os custos dos ativos imobilizado são reduzidos por depreciação acumulada até a data-base destas
demonstrações. A depreciação dos itens do ativo é calculada segundo o método linear e conforme o período
devidaútilestimadadosativos.Astaxasdedepreciaçãoutilizadasestãodivulgadasnanota11.
•Intangível
Os ativos intangíveis da Companhia compreendem, marcas e patentes e despesas com desenvolvimento
parasistemadecomputaçãodemonstradospelocusto.
A marcas e patentes tem o seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de
perdadevalor.
Os custos das despesas com desenvolvimento para sistema de computação são reduzidos por amortização
acumulada até a data-base destas demonstrações. A amortização dos itens do ativo intangível é calculada
segundo o método linear e conforme o período de vida útil estimada dos ativos. As taxas de amortização
utilizadaestádivulgadananota12.
•Passivoscirculantesenãocirculantes
Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos
encargosevariaçõesmonetáriasincorridos,combinadocomosseguintesaspectos:
• As receitas de comercialização diferidas referem-se às recuperações de comissões dos resseguradores.
Sãoreconhecidascontabilmentepeloperíododevigênciadasapólices.
As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios,
parâmetrosefórmulassãodocumentadasemnotastécnicasatuariais-NTA.
• A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor bruto dos prêmios de seguro retidos
correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata
dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não emitidos
(“RVNE”). Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao disposto nas
ResoluçõesCNSP162/06,195/08e204/09.
• A provisão de insuficiência de prêmios (PIP) é calculada para cobrir possíveis insuficiências da
PPNG para fazer face aos compromissos futuros com os contratos de seguro em vigor. A PIP é calculada de
acordo com metodologia própria descrita em nota técnica atuarial, sendo que para o exercício findo em
31deDezembrode2011eexercíciofindoem31dedezembro2010nãohaviaprovisãoaconstituir.
• A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos avisos
de sinistros recebidos, e ajustada, periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas técnicas.
A PSL inclui estimativa para cobrir o pagamento de indenizações e custos associados, em decorrência de
disputas judiciais em curso a qual é constituída com base nas notificações de ajuizamento recebidas e de
processos em fase de regulação de sinistros, até a data base das demonstrações financeiras. Seu valor é
determinadocombasenoscritériosestabelecidospelasResoluçõesCNSPnº162/06e195/08.
• A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) para o ramo DPVAT é constituída com base em
informaçõesrecebidasdaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.,elevaemconsideraçãoos
critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nº 192/2008. Sobre a provisão constituída são capitalizados
encargosfinanceiros,osquaissãoregistradoseclassificadosnogrupode“despesasfinanceiras”.
• A provisão complementar de prêmio (PCP), é constituída para complementar a provisão de prêmios não
ganhos(PPNG),considerandotodososriscosvigentes,emitidosounão.Estaprovisãoestásendoconstituída
conformecálculoatuarialatendendoaodispostonasResoluçõesCNSP162/06,195/08e204/09.
• O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do montante
registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas pela SUSEP.
Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas, por ramo ou
grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data base descontando-os através
de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco (ETTJ), apresentada no artigo “ A estrutura a termo de
taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e testes”, divulgado pela SUSEP.
Foram consideradas premissas atuariais baseadas em dados contábeis do ano de 2011 e a projeção dos
sinistros a serem pagos baseados em dados históricos de julho 2005 a dezembro de 2011. O teste foi
realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº410/2010 e em linha com o requerido pelo
CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados, informações fidedignas e
considerações realistas, em consistência com as informações presentes no mercado financeiro. Caso seja
identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente, uma provisão complementar àquelas já
registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do período, primeiramente reduzindo-se
despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis diretamente relacionados aos contratos de
seguros.Ocálculorealizadonãoreveloupassivosaconstituirem31dedezembrode2011.
• Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma obrigação
presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para
saldar a obrigação. Adicionalmente para as contingências cíveis e trabalhistas é realizada uma avaliação
individual das contingências com base no histórico de perdas independentemente da classificação do risco.
Asprovisõessãoregistradastendocomobaseasmelhoresestimativasdoriscoenvolvido.
ACompanhianãopossuiprocessosfiscaisem31dedezembrode2011.
•Provisãoparaimpostoderendaecontribuiçãosocialsobreolucro
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas
alíquotasde15%,acrescidasdoadicionalde10%sobreolucrotributávelanualexcedentedeR$240mil,para
imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a
compensaçãodeprejuízosfiscaisebasenegativadecontribuiçãosocial,limitadaa30%dolucroreal.
Os impostos ativos diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da Contribuição Social e diferenças
temporárias foram constituídos em conformidade com a legislação vigente, e consideram o histórico de
rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. Esses estão apresentados nas rubricas
“Créditos tributários e previdenciários “ refletidos no resultado do período ou, quando aplicável,
nopatrimôniolíquidoe,constituídosnasmesmasalíquotasdescritasnoparágrafoanterior.
d.Reduçãoaovalorrecuperável
Ativosfinanceiros
Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidencia objetiva indica que um evento de perda
ocorreu apos o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos
fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como:
desvalorização significativa e prolongada de instrumentos financeiros reconhecida publicamente pelo
mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Seguradora S.A. investiu,
tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda
incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições
econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as
sugeridaspelastendênciashistóricas.
Ativosnãofinanceiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há
indicaçãodeperdanovalorrecuperável.
A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor
de recuperação, que será o maior valor entre o valor estimado na venda e o seu valor em uso, determinado
pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade
geradoradecaixa.
Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de
2011, a Companhia não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar
reconhecidoscontabilmentepormontantesacimadovalorrecuperável.
e.Receitasedespesasfinanceiras
As receitas financeiras abrangem rendimentos sobre fundos investimentos não exclusivos e títulos de renda
fixa privados e públicos, receitas com de créditos tributários, receitas de dividendos e juros ao capital
recebidos do IRB Instituto de Resseguros do Brasil, receitas de operações do ramo DPVAT que são
reconhecidasmensalmenteaoresultadocombasenosdemonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdos
ConsórciosdoSeguroDPVATS.A.
As despesas financeiras abrangem despesas de operações do ramo DPVAT que são reconhecidas
mensalmente ao resultado com base nos demonstrativos fornecidos pela Seguradora Líder dos Consórcios
doSeguroDPVATS.A,jurospagosnasoperaçõesderesseguros,edespesaseencargoscomtributos.
f.Créditostributáriosdoágio
Os benefícios fiscais de IRPJ e CSLL, decorrentes do ágio na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda.,
conforme descrito na nota “8”, estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com
as projeções da expectativa de resultado futuro. O montante registrado como passível de compensação
refere-se aos valores de imposto de renda e contribuição social diferidos, os qual a entidade tem o direito
legaldecompensaçãoeháperspectivaconcretaderealização.
4. GERENCIAMENTO DE RISCOS
Estruturadegerenciamentoderisco
O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor
ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades,
maximizandoautilizaçãoderecursosprópriosedeterceiros,embenefíciodosacionistasedaSeguradora.
Entendemos ainda que a atividade de gerenciamento de riscos é altamente relevante em virtude da
complexidade dos serviços e produtos ofertados e também em função da globalização dos negócios.
Por essa razão as atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente,
buscandoasmelhorespráticasutilizadasinternacionalmente,devidamenteadaptadasànossarealidade.
Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados,
especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade
de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte
valoragregado.
Nesse contexto, nosso Processo de Gerenciamento de Riscos conta com a participação de todas as camadas
contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a alta Administração até as
diversasáreasdenegócioseprodutosnaidentificaçãodosriscos.
Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês
com funções específicas e estrutura diretiva dedicada, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos
humanosetecnológicos,voltadosaestasatividades.
O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um
processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos e Compliance (no que tange a regulamentos,
normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos
de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação
emensuração.
A estrutura do processo de gerenciamento de riscos da Seguradora permite que os riscos de Seguro,
Crédito, Liquidez, Mercado e Operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados,
controladosemitigadosdemodounificado.
a.Riscooperacional
A Seguradora define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e
sistemasinadequadosoufalhosedeeventosexternosqueocasionemounãoainterrupçãodenegócios.
Controlederiscooperacional
A Seguradora possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são
responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à gerência de controles internos, responsável pela
formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é
de responsabilidade da gerencia de controles internos. As principais Gerências da Seguradora possuem os
riscosavaliadosconformemetodologiadefinida.
b.Riscodeseguro
O gerenciamento de risco de seguros é um aspecto crítico no negócio. Para uma proporção significante dos
contratosdeseguroofluxodecaixaestávinculado,diretaeindiretamente,comosativosquesuportamesses
contratos. Para os demais contratos de seguros, o objetivo é selecionar ativos com prazos e valores com
vencimentoequivalenteaofluxodecaixaesperadoparaossinistrosdestesramos.
A teoria de probabilidade é aplicada para a precificação e provisionamento das operações de seguros.
Oprincipalriscoéqueafreqüênciaouseveridadedesinistrossejamaiordoqueoestimado.Oriscodeseguro
geral inclui a possibilidade razoável de perda significativa devido à incerteza na frequência da ocorrência dos
incidentesseguradosbemcomonagravidadedasreclamaçõesresultantes.
A gerência de controles internos monitora e avalia a exposição de risco sendo responsável pelo
desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros,
resseguro e provisões técnicas de seguros e resseguros. A implementação dessas políticas e o gerenciamento
dessesriscossãoapoiadospelosdepartamentostécnicosparacadaáreaderisco.
Os departamentos técnicos desenvolveram mecanismos que identificam, quantificam e gerenciam
exposiçõesariscosdesegurosacumuladosparacontê-lasdentrodoslimitesdefinidosnaspolíticasinternas.
Estratégiadesubscrição
A Seguradora oferece seguros no ramo de Seguro Garantia no qual é especializada. A Seguradora tem como
objetivo investir em novos e melhores processos de seleção de riscos e precificação e acredita que as técnicas
de subscrição de riscos empregadas oferecem vantagem na identificação e seleção dos riscos sobre os
contratos de seguros assumidos. As estratégias e metas de subscrição são ajustadas pela Administração e
divulgadasatravésdepolíticasinternasemanuaisdepráticaseprocedimentos.
Estratégiaderesseguro
Como forma de reduzir o risco foi definida a política de resseguro, a qual é revisada, no mínimo, anualmente.
Dessadefiniçãoconstam:osriscosaressegurar,listadosresseguradoresegraudeconcentração.
Os contratos de resseguro firmados consideram condições proporcionais e não proporcionais, de forma a
reduziraexposiçãoariscosisolados,alémdetermosfacultativosparadeterminadascircunstâncias.
Casamentodeativosepassivos
Umdosaspectosprincipaisnogerenciamentoderiscoséoencontrodosfluxosdecaixadosativosepassivos.
Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre
qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento. O principal objetivo do processo de
investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa
dos passivos. Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis,
prazos,rentabilidade,sensibilidade,liquidez,limitesdeconcentraçãodeativosporemissoreriscodecrédito.
As estimativas utilizadas para determinar os valores e prazos aproximados para o pagamento de
indenizações são periodicamente revisadas. Essas estimativas são inerentemente subjetivas e podem
impactardiretamentenacapacidadeemmanterobalanceamentodeativosepassivos.
Omonitoramentodacarteiradecontratosdesegurospermiteoacompanhamentoeaadequaçãodastarifas
praticadas bem como avaliar a eventual necessidade de alterações. São consideradas, também,
outras ferramentas de monitoramento como a análises de sensibilidade, e verificação de algoritmos e alertas
dos sistemas corporativos (de subscrição, emissão e sinistros) e casamento de ativos e passivos. Além disso,
o TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado, semestralmente, como objetivo de averiguar a
adequação do montante registrado contábil a título de provisões técnicas, considerando as premissas
mínimasdeterminadaspelaSUSEP.
Resultadosdotestedesensibilidade
Passivosatuariais
No teste de sensibilidade foram projetados os passivos atuarias e demonstrado o impacto de uma mudança
razoavelmentepossívelemapenasumúnicofator.Osresultadosdotesteestãoapresentadosabaixo.
RiscosFinanceiros(Garantia)em31dedezembrode2011
Sensibilidade
Totalde
Provisão
deSinistros
Valor
Presente
Sinistros
Passados
Ajuste
Sinistros
Passados
Total
PPNG
Valor
Presente
Sinistros
Futuros
Ajuste
Sinistros
Futuros
Ajuste
Passivos
Atuariais
CenáriobaseTAP 22.341 21.429 (912) 312.711 38.554 (274.157) –
Juros+10% 22.341 21.273 (1.068) 312.711 38.199 (274.512) –
Juros-10% 22.341 21.590 (751) 312.711 38.920 (273.791) –
Despesas+10% 22.341 21.429 (912) 312.711 70.549 (242.162) –
Sinistralidade+10% 22.341 21.429 (912) 312.711 68.101 (244.610) –
RiscosFinanceiros(Garantia)em31dedezembrode2010
Sensibilidade
Totalde
Provisão
deSinistros
Valor
Presente
Sinistros
Passados
Ajuste
Sinistros
Passados
Total
PPNG
Valor
Presente
Sinistros
Futuros
Ajuste
Sinistros
Futuros
Ajuste
Passivos
Atuariais
CenáriobaseTAP 9.187 9.434 247 275.930 25.489 (250.441) –
Juros+1% 9.187 9.397 210 275.930 25.489 (250.441) –
Juros-1% 9.187 9.472 285 275.930 25.883 (250.047) –
Despesas+10% 9.187 9.434 247 275.930 53.770 (222.160) –
Sinistralidade+5% 9.187 9.434 247 275.930 39.023 (236.907) –
Ativosfinanceiros
A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de
riscosfinanceiros.
Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e
percentuaisdedeterioração,asaber:
I - Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização/deterioração
dasoperaçõesconstantesdobalançopatrimonial.
II-Situaçãocomvalorização/deterioraçãode,pelomenos,25%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros).
III-Situaçãocomvalorização/deterioraçãode,pelomenos,50%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros).
PosiçõesdosTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2011
CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Valorização:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT AltaDI 20.034 22 544 1.088
CDB-DPGE AltaDI 217.260 236 5.902 11.805
Efeitolíquido 258 6.446 12.893
CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Deterioração:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT QuedaDI 20.034 (22) (544) (1.088)
CDB-DPGE QuedaDI 217.260 (236) (5.902) (11.805)
Efeitolíquido (258) (6.446) (12.893)
PosiçõesdosTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2010
CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Valorização:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT AltaDI 16.039 17 427 853
CDB-DPGE AltaDI 135.428 144 3.602 7.205
CDB AltaDI 11.335 12 302 603
Efeitolíquido 173 4.331 8.661
CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Deterioração:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT QuedaDI 16.039 (17) (427) (853)
CDB-DPGE QuedaDI 135.428 (144) (3.602) (7.205)
CDB QuedaDI 11.335 (12) (302) (603)
Efeitolíquido (173) (4.331) (8.661)
Limitaçõesdaanálisedesensibilidade
Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante (a alta na taxa DI e
baixanataxaDI)enquantoasoutraspremissaspermaneceminalteradas,pois,existeumacorrelaçãoentreas
premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares,
impactosmaioresoumenoresnãodevemserinterpoladosouextrapoladosapartirdessesresultados.
Asanálisesdesensibilidadenãolevamemconsideraçãoqueosativosepassivossãoaltamentegerenciadose
controlados. Além disso, a posição financeira da Seguradora poderá variar na ocasião em que qualquer
movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar a
exposição a flutuações no mercado e conforme os mercados de investimentos se movimentam através de
diversos níveis, as ações de gerenciamento poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação
dacarteira,entreoutrasmedidasdeproteção.
Outras limitações nas análises de sensibilidade acima incluem o uso de movimentações hipotéticas no
mercado para demonstrar o risco potencial que somente representa a visão da Administração de possíveis
mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de
considerarcomopremissa,quetodasastaxasdejurossemovimentamdeformaidêntica.
Apuraçãoaovalorjusto
A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo.
Osvaloresdereferênciaforamdefinidoscomosesegue:
•Nível1:títuloscomcotaçãoemmercadoativo;
• Nível 2: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou
indiretamenteobservável;
•Nível3:títulosquenãopossuemseuvalorjustodeterminadocombaseemummercadoobservável.
31dedezembrode2011 Nível1 Nível2 Nível3 Total
Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 84.498 32.776 – 117.274
Total 84.498 32.776 – 117.274
31dedezembrode2010 Nível1 Nível2 Nível3 Total
Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 92.385 45.158 – 137.543
Total 92.385 45.158 – 137.543
Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo
contábil,conformedemonstradonanota5.
c.Desenvolvimentodesinistros
Oquadrodedesenvolvimentodesinistrostemcomoobjetivoilustraroriscodeseguroinerente,comparando
os sinistros pagos com as suas respectivas provisões. Partindo do ano em que o sinistro foi avisado, a parte
superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia a medida que as
informações mais precisas a respeito da freqüência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do
quadrodemonstraareconciliaçãodosmontantescomossaldoscontábeis.
Anodeavisodosinistro
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total
Montanteestimadoparaossinistros
•Noanodoaviso 3.622 5.265 8.387 10.250 13.370 14.299 19.220 –
•Umanoapósoaviso 10.280 3.809 7.192 6.275 8.530 13.563 – –
•Doisanosapósoaviso 10.200 3.809 8.593 5.293 8.321 – – –
•Trêsanosapósoaviso 10.200 959 8.768 5.293 – – – –
•Quatroanosapósoaviso 10.200 1.322 8.504 – – – – –
•Cincoanosapósoaviso 10.142 1.443 – – – – – –
•Seisanosapósoaviso 10.138 – – – – – – –
Estimativadossinistrosna
data-base(Dezembrode2011) 10.138 1.443 8.504 5.293 8.321 13.563 19.220 66.482
Pagamentosdesinistrosefetuados 10.076 474 8.326 5.293 7.987 9.253 2.741 44.149
SinistrosPendentes 62 969 179 – 334 4.310 16.480 22.333
Anodeavisodosinistro
Anterior 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total
Montanteestimadoparaossinistros – 3.622 5.265 8.387 10.250 13.370 14.298 –
•Noanodoaviso – 10.280 3.809 192 6.275 8.530 – –
•Umanoapósoaviso – 10.200 3.809 8.593 5.293 – – –
•Doisanosapósoaviso – 10.200 959 8.768 – – – –
•Trêsanosapósoaviso – 10.200 1.322 – – – – –
•Quatroanosapósoaviso – 10.142 – – – – – –
•Cincoanosapósoaviso – – – – – – – –
Estimativadossinistrosna
data-base(Dezembrode2010) 56 10.142 1.322 8.768 5.293 8.530 14.298 48.409
Pagamentosdesinistrosefetuados – 10.076 474 8.326 5.293 6.764 8.394 39.327
SinistrosPendentes 56 66 848 442 – 1.766 5.904 9.082
d.Riscodecrédito
Risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer alteração
na capacidade de honrar suas obrigações contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a
Seguradora.
O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de
contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por Companhias avaliadoras de riscos,
taisFitchRatings,Standard&Poor’s,Moody’sentreoutras.
Exposiçõesaocréditodeseguro
A Seguradora está exposta a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do
mercado de resseguro e à faixa estrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis.
A Seguradora adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de resseguro, limitando as
resseguradoras que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das resseguradoras é avaliado
regularmente.
Oriscodecréditorelacionadoàprêmiosareceber,foitratadonaNotaExplicativa3letra“c”.
e.Riscodeliquidez
Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos
financeirossuficientesparacumprirsuasobrigaçõesàmedidaqueestasatinjamseuvencimento.
Gerenciamentoderiscodeliquidez
O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os
diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos
instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o
acompanhamento desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Seguradora a liquidar as operações em
tempohábiledemodoseguro.
Controlederiscodeliquidez
A Seguradora tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política
estão definidos os níveis mínimos de liquidez a serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da
liquidezemcenárionormaleemcenáriodecrise.
Exposiçãoaoriscodeliquidez
O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os
passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de
seguro.Aqualidadedenossosinvestimentosésuficienteparacobrimosasdemandasdeliquidez.
A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito
ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos
financeirosutilizados.
5. APLICAÇÕES
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia possuía títulos classificados nas categorias de
“Títulosdisponíveisparavenda”e“Mantidosatéovencimento”,apresentadascomosegue:
31dedezembrode2011
Sem
venci-
mento
Até6
meses
De6
meses
a1ano
Acima
de1
ano
Valor
de
curva
Valor
contábil
Valorde
mercado
Ajusteno
patrimônio
líquido
LFT(a) – – 1.186 18.848 20.034 20.034 20.034 –
LTN(a) – 7.472 – 7.472 7.472 7.472 –
Quotasdefundosde
investimentosrendafixa(c) 41.042 – – – 41.042 41.042 41.042 –
Quotasdefundosde
investimentosrenda
variável(c) 41.218 – – – 41.218 41.218 41.218 –
Outrasaplicações 52 – – – 52 52 52 –
CDB-DPGE(b) – – – 7.456 7.456 7.456 7.456 –
Disponíveisparavenda(*) 82.312 – 8.658 26.304 117.274 117.274 117.274 –
CDB-DPGE(b) – 6.967 16.014 186.823 209.804 209.804 209.804 –
Mantidosatéo
vencimento(*) – 6.967 16.014 186.823 209.804 209.804 209.804 –
Totaldeaplicações 82.312 6.967 24.672 213.127 327.078 327.078 327.078 –
31dedezembrode2010
Sem
venci-
mento
Até6
meses
De6
meses
a1ano
Acima
de1
ano
Valor
de
curva
Valor
contábil
Valorde
mercado
Ajusteno
patrimônio
líquido
LFT(a) – – – 16.039 16.039 16.039 16.039 –
LTN(a) – – – 6.593 6.593 6.593 6.593 –
Quotasdefundosde
investimentosderendafixa(c) 56.307 – – – 56.307 56.307 56.307 –
Quotasdefundosde
investimentosrenda
variável(c) 35.017 – – – 35.017 35.017 35.017 –
Outrasaplicações 52 – – – 52 52 52 –
CDB-DPGE(b) – 17.180 – 6.355 23.535 23.535 23.535 –
Disponíveisparavenda(*) 91.376 17.180 – 28.987 137.543 137.543 137.543 –
CDB-DPGE(b) – 34.248 39.130 49.850 123.228 123.228 123.228 –
Mantidosaté
ovencimento(*) – 34.248 39.130 49.850 123.228 123.228 123.228 –
Totaldeaplicações 91.376 51.428 39.130 78.837 260.771 260.771 260.771 –
(*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para
venda” que representam em 31 de dezembro de 2011 34% (48% em 31 de dezembro de 2010) da carteira
de investimentos e “Mantidos até o vencimento” representando em 31 de dezembro de 2011 66%
(52%em31dedezembrode2010).
(a) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela
ANBIMA-AssociaçãoBrasileiradasEntidadesdosMercadosFinanceiroedeCapitais.
(b)OsCertificadosdedepósitosbancários(CDB)forampactuadoscomtaxapós-fixadaquevariaentre112%
e 125,5% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) e foram registrados pelo seu valor de aplicação,
acrescidodosrendimentosauferidosatéadatadobalanço.
(c) Referem-se às quotas de fundos de investimentos não exclusivos que são valorizadas pelo valor da quota
informadopelosadministradoresdosfundosnadatadeencerramentodobalanço.
6. CRÉDITOS DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CIRCULANTE E
NÃO CIRCULANTE
a.Prêmiosareceber-Seguros
31dedezembrode2011
Prêmios
areceber
Prêmios
RVNE
Provisão
Riscosde
crédito Total
Ramos
Garantiafinanceira 110 3 – 113
Garantiaobrigaçõesprivadas 715 2.415 (21) 3.109
Garantiaobrigaçõespúblicas 14.759 2.857 (150) 17.465
Garantiaconcessõespúblicas 8 28 (1) 35
Garantiajudicial 7.349 124 (35) 7.438
Garantiaseguradosetorpúblico 62.379 5.547 (304) 67.622
Garantiaseguradosetorprivado 4.887 3.291 (50) 8.129
Total 90.207 14.265 (561) 103.911
31dedezembrode2010
Prêmios
areceber
Prêmios
RVNE
Provisão
Riscosde
crédito Total
Ramos
Garantiafinanceira 330 61 – 391
Garantiaobrigaçõesprivadas 18.864 2.042 (280) 20.626
Garantiaobrigaçõespúblicas 66.512 2.918 (491) 68.939
Garantiaconcessõespúblicas 2.297 229 (8) 2.518
Garantiajudicial 36.425 467 (35) 36.857
Total 124.428 5.717 (814) 129.331
b.Prêmiosareceber-Segurosporvencimento
12/2011 12/2010
Vencidos
entre1e30dias 3.516 1.499
entre31e60dias 233 375
entre61e180dias 210 135
entre181e365dias 97 29
acimade365dias 909 587
Totalvencidos 4.965 2.625
Avencer
entre1e30dias 22.246 52.054
entre31e60dias 3.201 16.556
entre61e180dias 38.094 30.261
entre181e365dias 7.539 8.119
acimade365dias 14.162 14.813
Totalavencer 85.242 121.803
Totalvencidoseavencer 90.207 124.428
c.Operaçõescomresseguradoras
Asoperaçõescomresseguradorassãocompostasporsaldosderecuperaçãodesinistrospagos.
2011 2010
Recuperaçãocomsinistrospagos 974 6.142
Total 974 6.142
d.Outroscréditosoperacionais
2011 2010
DPVAT 10.677 7.430
Participaçãonoslucrosderessegurocedido(a) 19.553 13.817
Outros 75 927
Total 30.305 22.174
(a) Refere-se à participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido, calculada mensalmente e
recebidaanualmenteconformecontrato.
7. ATIVOS DE RESSEGURO - PROVISÕES TÉCNICAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
Os ativos de resseguro referem-se aos prêmios de resseguros diferidos que são constituídos pelo valor dos
prêmios cedidos em resseguro, correspondente ao período restante de cobertura do risco, por saldos de
recuperaçãodesinistrosdoramogarantia.
a.Prêmiosderessegurosdiferidos
31dedezembrode2011
Ramos PPNG RCD PPNGLíquida
Garantiafinanceira 255 (73) 182
Garantiaobrigaçõesprivadas 30.868 (8.282) 22.586
Garantiaobrigaçõespúblicas 52.289 (15.219) 37.070
Garantiaconcessõespúblicas 1.517 (437) 1.080
Garantiajudicial 22.791 (6.446) 16.345
Garantiaseguradosetorpúblico 93.807 (27.186) 66.621
Garantiaseguradosetorprivado 36.129 (10.349) 25.780
Subtotal 237.656 (67.992) 169.664
Contratoderesseguro-garantiadeexcessodedanos 4.738
Total 174.402
31dedezembrode2010
Ramos PPNG RCD PPNGLíquida
Garantiafinanceira 1.399 (379) 1.020
Garantiaobrigaçõesprivadas 50.261 (13.697) 36.564
Garantiaobrigaçõespúblicas 103.415 (30.170) 73.245
Garantiaconcessõespúblicas 9.035 (2.538) 6.497
Garantiajudicial 51.838 (14.667) 37.171
Garantiaseguradosetorpúblico – – –
Garantiaseguradosetorprivado – – –
Subtotal 215.948 (61.451) 154.497
Contratoderetrocessão-garantiadeexcessodedanos 2.899
Total 157.396
b.Sinistrospendentesdepagamento/IBNR
2011 2010
Sinistrospendentesdepagamentos 13.621 5.050
IBNR – 83
Total 13.621 5.133
8. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER
a.Créditostributários
2011 2010
Creditostributários-Impostoderenda
Impostoderendaacompensar 760 488
Beneficiofiscalincorporadodecontroladora(a.1) 10.752 –
Créditostributários-Contribuiçãosocial
Contribuiçãosocialacompensar 8 14
Beneficiofiscalincorporadodecontroladora(a.1) 6.451 –
Créditostributários-PiseCofins
Cofinsacompensar(a.2) 1.585 223
Pisacompensar(a.2) 273 52
Outroscréditostributários 14 14
Total 19.843 791
(a.1) O saldo representa o benefício fiscal futuro decorrente da incorporação da controladora Porto de Cima
Holding Ltda., em 31 de maio de 2011. Na incorporação a JMalucelli Seguradora S.A., absorveu um ágio no
montantedeR$49.625,cujovalorrepresentouumbenefíciofiscaltotaldeR$19.850.
Em 2011 a JMalucelli Seguradora S.A. iniciou a amortização do ágio para fins fiscais, que, suportado pela
expectativa de rentabilidade futura, terá sua utilização realizada no prazo de 60 meses. No exercício a
movimentaçãodobenefícioocorreudaseguinteforma:
Detalhes IRPJ CSLL
SaldoInicialem31/05/2011 12.406 7.444
-Amortizaçãodoperíodo(8/60avos) (1.654) (993)
SaldoFinalem31/12/2011 10.752 6.451
(a.2) O saldo representa créditos decorrentes de recolhimentos realizados a maior em períodos anteriores,
identificados e levantados extemporaneamente no exercício de 2011. A realização dos créditos dar-se-á por
pedidodecompensaçãoadministrativa,comdébitosdasprópriascontribuições,nodecursode2012
b.Depósitosjudiciais
Os depósitos judiciais são valores referentes à ações judiciais de sinistros, cuja provisão está registrada no
grupo de Provisões técnicas - Provisão de sinistros a liquidar, em 31 de dezembro de 2011 o montante era de
R$970(R$87em2010).
9. CUSTOS DE AQUISIÇÃO DIFERIDOS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
Asdespesasdecomercializaçãosãodiferidaseamortizadasdeacordocomoprazodevigênciadasapólices.
a.Despesasdecomercializaçãodiferidasdeseguros
2011 2010
Ramos
Garantiafinanceira 39 228
Garantiaobrigaçõesprivadas 3.689 7.102
Garantiaobrigaçõespúblicas 6.242 16.230
Garantiaconcessõespúblicas 245 1.461
Garantiajudicial 2.626 5.210
Garantiasegurado-setorpúblico 11.240 –
Garantiasegurado-setorprivado 4.052 –
Total 28.133 30.231
10. INVESTIMENTOS
Representadopelasparticipaçõessocietáriasabaixo:
2011 2010
InstitutodeRessegurosdoBrasil 969 969
SeguradoraLíderdosConsórciosDPVATS.A 210 204
JMalucelliControledeRiscosLtda(a) 203 –
Total 1.382 1.173
(a) A Controlada JMalucelli Controle de Riscos Ltda. foi constituída em 26/04/2011. Tem como principal
atividade econômica a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial. O capital social da
Controlada registrado no valor de R$ 10 encontra-se totalmente subscrito e integralizado pelas acionistas
JMalucelli Seguradora S.A participando com 99,99% e a JMalucelli Resseguradora S.A. detendo em seu
poder0,01%dasações.
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
www.jmalucelliseguradora.com.br
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NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
11. IMOBILIZADO
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não evidenciou indício de perda
efetivanovalorrecuperáveldeseusativos.
Taxade
depreciação
anual
2011
1ºde
janeiro Adições Alienações Depreciação
31de
dezembro
Equipamentosdeinformática 20% 1.124 860 (23) (819) 1.142
Móveis,máquinaseutensílios 10% 666 811 (66) (261) 1.150
Aeronaves 10% 10.495 – – (1.668) 8827
Telecomunicações 10% 81 63 (40) 104
Outrasimobilizações 10% 129 22 – (5) 146
Total 12.495 1.756 (89) (2.793) 11.369
Taxade
depreciação
anual
2010
1ºde
janeiro Adições Alienações Depreciação
31de
dezembro
Equipamentosdeinformática 20% 1.016 167 – (735) 448
Móveis,máquinaseutensílios 10% 511 213 – (210) 514
Aeronaves 10% – 10.495 – (630) 9.865
Outrasimobilizações 10% 131 19 (4) – 146
Total 1.658 10.894 (4) (1.575) 10.973
12. INTANGÍVEL
Taxade
amortização
anual 2011 2010
Intangível
Ágionaincorporaçãodecontroladora(a) 20% 42.498 42.498
Provisãoparamanutençãodaintegridadedopatrimôniolíquido(a) 20% (28.049) (28.049)
Amortizaçãoacumuladadoágionaincorporação(a) (42.498) (42.498)
Reversãoacumuladadaprovisãoparamanutenção
daintegridadedopatrimôniolíquido(a) 28.049 28.049
Subtotal – –
Marcasepatentes 4 4
Total 4 4
(a) Representado por ágio decorrente de aquisição da parcela do capital social da Companhia anteriormente
detida por terceiros, registrado na sua antiga controladora JMS do Brasil S.A., a qual foi incorporada pela
Companhiaem30denovembrode2005.Aprovisãoparamanutençãodaintegridadedopatrimôniolíquido
foi constituída no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da
incorporação.OágioestásuportadopelaexpectativaderentabilidadefuturadaCompanhia.Paradata-base
de 31 de dezembro de 2011 e 2010, o benefício fiscal decorrente desta incorporação esta totalmente
amortizado.
13. DIFERIDO
2011 2010
Despesaspré-operacionais 77 77
Total 77 77
14. DÉBITOSDEOPERAÇÕESCOMSEGUROSERESSEGUROS-CIRCULANTEENÃOCIRCULANTE
a.Operaçõescomseguradoras
Refere-se aos prêmios de cosseguros cedidos, dos ramos garantia a serem pagos as seguradoras,
nomontantedeR$4.905em2011(R$23.071em2010).
b.Operaçõescomresseguradoras
31dedezembrode2011
Prêmiosde
Resseguro
Prêmios
RVNE
Excesso
dedanos Total
Ramos
Garantiafinanceira 238 3 – 241
Garantiaobrigaçõesprivadas 1.234 1.433 – 2.667
Garantiaobrigaçõespúblicas 8.014 1.718 – 9.732
Garantiaconcessõespúblicas 313 25 – 338
Garantiajudicial 3.422 98 – 3.520
Garantiaseguradosetorpúblico 37.249 2.817 3.127 43.193
Garantiaseguradosetorprivado 2.674 1.306 2.560 6.540
Total 53.144 7.400 5.687 66.231
31dedezembrode2010
Prêmiosde
Resseguro
Prêmios
RVNE
Excesso
dedanos Total
Ramos
Garantiafinanceira 431 46 35 512
Garantiaobrigaçõesprivadas 13.546 848 974 15.368
Garantiaobrigaçõespúblicas 30.641 1.562 1.252 33.455
Garantiaconcessõespúblicas 3.193 154 522 3.869
Garantiajudicial 19.709 274 696 20.679
Total 67.520 2.884 3.479 73.883
c.CorretoresdeSeguroseresseguros
Refere-seàscomissõesdesegurossobreosprêmiosemitidosdiretos,dosramosgarantiaecréditodoméstico
riscocomercialaserempagosaoscorretoresnomontantedeR$6.404(R$11.474em2010).
d.Outrosdébitosoperacionais
Refere-seaoperaçõesrealizadasdaCiaLíderdeSeguros-DPVATnomontanteR$10.135em2011(R$7.134
em2010)eIRB-BrasilReS.A.nomontanteR$11em2011(R$11em2010).
15. PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGUROS - CIRCULANTEENÃOCIRCULANTE
a.Provisãodeprêmiosnãoganhos(PPNG)
2011 2010
Ramos
Garantiafinanceira 301 2.091
Garantiaobrigaçõesprivadas 39.858 70.807
Garantiaobrigaçõespúblicas 69.130 139.745
Garantiaconcessõespúblicas 1.731 11.195
Garantiajudicial 31.165 68.978
Garantiaseguradosetorpúblico 134.243 –
Garantiaseguradosetorprivado 54.315 –
Total 330.743 292.816
b.Provisãodesinistrosaliquidar(PSL)
2011 2010
Ramos
Garantiaobrigaçõesprivadas 17.583 6.083
Garantiaobrigaçõespúblicas 3.837 3.000
Garantiaconcessõespúblicas – –
Garantiajudicial – –
Garantiaseguradosetorpúblico 607 –
Garantiaseguradosetorprivado 307 –
DPVAT 20.599 24.068
Retrocessão 536 532
Total 43.469 33.683
c.Provisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados(IBNR)
2011 2010
Ramos
DPVAT 10.085 1.539
Créditodomésticoriscocomercial – 104
Retrocessão 7 7
Total 10.092 1.650
d.OutrasProvisões
Refere-se à provisão complementar de prêmios (PCP) no montante de R$ 450 em 2011
(R$1.670em2010),constituídaconformenotatécnicaatuarial,eoutrasprovisões-DPVATnovalordeR$84
em2011(R$60em2010).
16. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS
Provisõestécnicasdeseguroseresseguros 2011 2010
ProvisãodePrêmiosnãoGanhos 330.743 292.816
ProvisãodeSinistrosaLiquidar 43.469 33.683
ProvisãodeSinistrosOcorridosmasnãoAvisados 10.092 1.650
OutrasProvisões 534 1.730
Total 384.838 329.879
Sinistrosocorridos (13.621) (5.050)
Prêmiosderessegurosdiferidos (234.556) (212.167)
Total (248.177) (217.217)
Totalasercoberto 136.661 112.662
Composiçãodosativosvinculados
Títulosderendafixa-Públicos 26.451 22.633
Certificadosdedepósitosbancários 90.668 80.583
Quotasdefundosdeinvestimentos 30.780 25.858
Total 147.899 129.074
Suficiênciadecobertura 11.238 16.412
17. PROVISÕES, PASSIVOS, CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS
As provisões da Companhia estão representadas por ações judiciais, decorrentes do curso normal das
operações,envolvendoquestõestrabalhistas,aspectoscíveiseoutrosassuntos.
a.Composiçãodasprovisões
A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais
pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias
reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com
asaçõesemcurso,comosegue:
Provisões judiciais relacionadas a sinistros - referem-se a ações judiciais relacionadas a processos de sinistros
decorrentesdaoperaçãodeseguros.
Provisões judiciais trabalhistas - referem-se a ações judiciais de reclamatórias trabalhistas de autoria de
ex-funcionários.
Provisõesjudiciaiscíveis-referem-seaaçõesoutrasjudiciaisnãorelacionadasaoperaçãodeseguros.
Acompanhianãoapresentaaçõesfiscaisem31dedezembrode2011e2010.
2011 2010
Sinistrosemdiscussãojudicial(*) 1.609 2.018
Trabalhistas 55 76
Cíveis – 176
1.664 2.270
b.Movimentaçãodasprovisões
Saldosem
1dejaneiro
Adiçãoa
provisão Reversão Pagamento
Saldosem
31dedezembro
Sinistrosemdiscussãojudicial(*) 2.018 3.622 (1.790) (2.241) 1.609
Trabalhistas 76 30 (51) – 55
Cíveis 176 321 (182) (315) –
Total-2011 2.270 3.973 (2.023) (2.556) 1.664
Quantidade 34 26 (7) (4) 49
Total-2010 1.427 957 (91) (23) 2.270
Quantidade 21 17 (2) (2) 34
(*) Classificado como provisão para sinistros a liquidar no circulante, apresentados no quadro acima líquido
daparceladeresseguroclassificadanoativo.
18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a.Capitalsocial
O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011,
é de R$ 120.000 (em 2010 - R$ 40.000) dividido em 14.475.521 ações ordinárias nominativas e sem valor
nominal (em 2010 - 8.427.600 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal) pertencente a acionistas
domiciliados no país. Em 17 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi aprovado pelos
acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 80.000 que passou de R$ 40.000 para R$ 120.000
queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP.
b.Reservasdecapital
Refere-seareservasparafuturoaumentodocapitalsocial.
c.Reservasdelucros
A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira,
pelaparcelade5%dolucrolíquidodoexercício,limitadaa20%docapitalsocial.
A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica “Outras reservas
de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais. De acordo com o estatuto
social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício é levada à
aprovaçãopelaAssembléiaGeral.
d.Dividendos
Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma
prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de junho de 2011 em Reunião do Conselho
de Administração foi aprovado pelos conselheiros a distribuição de dividendos no valor de R$ 79.000
já destacados no balanço da Companhia na conta reservas de lucros. O valor foi pago com a
seguinte distribuição: R$ 67.150 para o acionista Paraná Banco S.A e R$ 11.850 para o acionista
JMalucelliParticipaçõesemSeguroseRessegurosS.A.em17dejunhode2011.
Segue-seademonstraçãodocálculodosdividendos:
2011 2010
Lucrolíquido 44.811 37.799
(–)Reservalegal (2.240) (1.890)
Basedecálculodosdividendos 42.571 35.909
Dividendosmínimosobrigatórios(25%dabase) 10.643 8.977
19. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO, MARGEM DE
SOLVÊNCIA E SUFICIÊNCIA DE CAPITAL
2011 2010
Patrimôniolíquido 215.547 149.885
(–)Ativodiferido (77) (70)
(–)Ativointangível (4) (4)
(–)Participaçõessocietárias (1.382) (1.173)
(–)Créditostributários – (791)
Patrimôniolíquidoajustado 214.084 147.847
Margemdesolvência:
Prêmioretidoanual-últimos12meses 22.541 22.035
Sinistroretidoanualmédio-últimos36meses 10.365 8.317
Margemdesolvência 22.541 22.035
Capitalbase 15.000 15.000
Capitaladicionaldesubscrição 15.120 10.989
Capitalmínimorequerido-CMR 30.120 25.989
Exigênciadecapital-EC 30.120 25.989
Capitaladicionalbaseadonoriscodecrédito
(ResoluçãoCNSPNº228de2010) 22.490 –
Suficiênciadecapital 161.474 121.858
20. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO.
Principaisramosdeatuação
a.Prêmiosganhos(brutoderesseguro)
2011 2010
Ramos
Garantiafinanceira 1.994 2.431
Garantiaobrigaçõesprivadas 30.385 45.737
Garantiaobrigaçõespúblicas 81.067 99.733
Garantiaconcessõespúblicas 10.152 23.247
Garantiajudicial 29.562 28.593
Créditodomésticoriscocomercial – 358
Garantiasegurado-setorpúblico 46.238 –
Garantiasegurado-setorprivado 21.346 –
DPVAT 34.657 31.166
Total 255.401 231.265
b.Sinistralidade(sinistrosocorridossobreoprêmioganhobrutosderesseguro)
2011 2010
Ramos
Sinistros
ocorridos
%sobreo
prêmioganho
Sinistros
ocorridos
%sobreo
prêmioganho
Garantiaobrigaçõesprivadas (13.225) 44 (5.469) 12
Garantiaobrigaçõespúblicas (3.921) 5 (3.607) 4
Garantiaconcessõespúblicas (38) – – –
Garantiajudicial – – – –
Créditodomésticoriscocomercial 104 – (279) 78
Garantiasegurado-setorpúblico (655) 1 – –
Garantiasegurado-setorprivado (332) 2 – –
DPVAT (30.158) 87 (27.126) 87
Retrocessão 15 – 11 –
Total (48.210) 19 (36.470) 16
c.Custosdeaquisição
Despesasdecomercialização
2011 2010
Comissão
%sobreoprêmio
emitidolíquido Comissão
%sobreoprêmio
emitidolíquido
Garantiafinanceira (51) 16 (305) 10
Garantiaobrigaçõesprivadas (137) 2 (8.003) 13
Garantiaobrigaçõespúblicas (800) 6 (15.551) 12
Garantiaconcessõespúblicas (108) 12 (2.183) 13
Garantiajudicial 202 6 (3.478) 7
Créditodomésticoriscocomercial – – (33) 12
Garantiasegurado-setorpúblico (17.788) 10 – –
Garantiasegurado-setorprivado (6.561) 9 –
DPVAT (504) 1 (445) 1
Total (25.747) 8 (29.998) 10
Avariaçãodasdespesasdecomercializaçãodiferidasem2011apresentouumsaldodevedordeR$2.102em
2011(ecredordeR$3.111em2010).
d.Outrasreceitasoperacionais
2011 2010
Custodeapólice 3.495 3.245
Adicionaldefracionamento 2.706 2.661
OutrasreceitasDPVAT 2.232 2.055
Provisãoriscosdecréditosduvidosos(reversão) 253 –
Outras 82 4
Total 8.768 7.965
e.Outrasdespesasoperacionais
2011 2010
Cobrança-DPVAT (2.018) (1.914)
Outrasdespesascomoperaçõesdeseguros (3.099) (1.947)
Total (5.117) (3.861)
f.Resultadoscomresseguros
Em31dedezembrode2011
Receitascomresseguros
Recuperaçãodesinistrosocorridos 10.592
Outrasreceitasoperacionais 13.743
Subtotal 24.335
Despesascomresseguros
Prêmiosderesseguroscedidos (178.282)
Variaçãodasreceitasdecomercializaçãodiferidas (6.541)
Variaçãodasdespesasderesseguro 22.389
Receitasdecomercializaçãocomresseguro 50.697
Subtotal (111.737)
Total (87.402)
Em31dedezembrode2010
Receitascomresseguros
Recuperaçãodesinistrosocorridos 7.141
Outrasreceitasoperacionais 10.265
Subtotal 17.406
Despesascomresseguros
Prêmiosderesseguroscedidos (178.376)
Variaçãodasreceitasdecomercializaçãodiferidas (6.481)
Variaçãodasdespesasderesseguro 21.183
Receitasdecomercializaçãocomresseguro 51.412
Subtotal (112.262)
Total (94.856)
Prêmiosderesseguroscedidos
2011 2010
Ramos
Garantiafinanceira (377) (2.039)
Garantiaobrigaçõesprivadas (76) (44.759)
Garantiaobrigaçõespúblicas (7.922) (83.767)
Garantiaconcessõespúblicas (721) (13.764)
Garantiajudicial 6.562 (33.827)
Créditodomésticoriscocomercial – (220)
Garantiaseguradosetorpúblico (123.444) –
Garantiaseguradosetorprivado (52.304) –
Total (178.282) (178.376)
Variaçãodasdespesasderesseguro-Provisãodeprêmionãoganho
2011 2010
Ramos
Garantiafinanceira (1.039) 346
Garantiaobrigaçõesprivadas (19.307) 9.987
Garantiaobrigaçõespúblicas (50.995) 7.080
Garantiaconcessõespúblicas (7.588) (5.524)
Garantiajudicial (29.007) 9.358
Créditodomesticoriscocomercial – (64)
Garantiaseguradosetorpúblico 93.390 –
Garantiaseguradosetorprivado 36.935 –
Total 22.389 21.183
Recuperaçãodesinistrosocorridos
Opercentualdesinistralidadeestácalculadoutilizando-searecuperaçãosinistrosocorridossobreovalordos
prêmioscedidosemresseguros,líquidosdasvariaçõesdasdespesasderesseguro(PPNG).
2011 2010
Ramos
Recup.Sinistros
ocorridos
%sobreo
prêmio
resseguro
Recup.Sinistros
ocorridos
%sobreo
prêmio
resseguro
Garantiaobrigaçõesprivadas 8.662 45 4.022 –
Garantiaobrigaçõespúblicas 1.626 3 2.885 12
Garantiaconcessõespúblicas 21 – – 4
Garantiajudicial – – – –
Créditodoméstico-Riscocomercial (83) – 234 83
Garantiaseguradosetorpúblico 243 1 – –
Garantiaseguradosetorprivado 123 1 – –
Total 10.592 7 7.141 5
Recuperaçãodoscustosdeaquisição
Receitasdecomercializaçãocomresseguro
2011 2010
Ramos Comissão
%sobreo
prêmio
resseguro Comissão
%sobreo
prêmio
resseguro
Garantiafinanceira 112 30 594 29
Garantiaobrigaçõesprivadas 52 69 12.223 27
Garantiaobrigaçõespúblicas 2.294 29 26.101 31
Garantiaconcessõespúblicas 229 32 3.345 24
Garantiajudicial (2.012) 31 9.083 27
Créditodoméstico-Riscocomercial – – 66 30
Garantiaseguradosetorpúblico 35.890 29 – –
Garantiaseguradosetorprivado 14.132 27 – –
Total 50.697 28 51.412 29
A variação das receitas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo devedor de R$ 6.541
(edevedordeR$6.481em2010).
Outrasreceitasoperacionais
2011 2010
Participaçõesnoslucrosderessegurocedido 13.743 10.265
Total 13.743 10.265
g.Despesasadministrativas
2011 2010
Pessoalpróprio (17.997) (11.855)
Serviçosdeterceiros (19.261) (11.360)
Localizaçãoefuncionamento (7.394) (5.163)
Publicidadeepropaganda (639) (550)
Despesascompublicações (28) (52)
Despesascomdonativosecontribuições (588) (308)
DPVAT (2.946) (2.580)
Outrasdespesasadministrativas (339) (324)
Total (49.192) (32.192)
h.Despesacomtributos
2011 2010
Impostosmunicipais (74) (49)
Impostosfederais (22) –
ContribuiçõesparaaCOFINS (1.806) (1.870)
ContribuiçõesparaoPIS (293) (304)
Taxadefiscalização (598) (327)
Total (2.793) (2.550)
i.Receitasfinanceiras
2011 2010
Comfundosdeinvestimentos 4.870 6.032
Títulosderendafixaprivados 24.389 14.575
Títulosderendafixapúblicos 2.878 1.836
DPVAT 3.470 2.524
Operaçõesdeseguros 70 531
Outrasreceitasfinanceiras 1.319 631
Total 36.996 26.129
j.Despesasfinanceiras
2011 2010
Operaçõesderesseguros (111) (510)
DPVAT (3.333) (2.435)
Outrasdespesasfinanceiras (30) (105)
Total (3.474) (3.050)
k.Resultadopatrimonial
Representado pelo resultado de equivalência patrimonial referente a participação societária no montante de
R$ 193 em 2011, também pela amortização do ágio e pela reversão da provisão para manutenção da
integridade do patrimônio líquido em função da amortização, mencionado na nota explicativa 12 (a) no
montantedeR$3.371em2010.
21. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
a.Impostoderendaecontribuiçãosocialincidentessobreasoperaçõesdoexercício
2011 2010
Resultadoantesdatributaçãosobreolucro(apósasparticipações) 73.391 59.750
Encargosdoimpostoderendaedacontribuiçãosocial
àsalíquotasde25%e15%,respectivamente (29.356) (23.900)
Exclusões(adições)permanentes 776 1.949
Participaçãonoslucrosadministradores (944) (613)
ExclusãoparticipaçãonoslucrosadministradoresdabaseCSLL 584 –
DeduçõesIRPJ-Doações 699 525
Amortizaçãodeágio – 2.335
Outras 437 (298)
Impostoderendaecontribuiçãosocialdevidossobreoresultadodoexercício (28.580) (21.951)
b.Composiçãodascontasdedespesascomimpostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos
2011 2010
Impostosdiferidos-Constituiçãonoexercício,sobreadiçõestemporárias (2.647) –
Impostoscorrentes-Impostoderendaecontribuiçãosocialcorrentes (25.933) (21.951)
Total (28.580) (21.951)
c.Movimentaçãoeorigemdosaldodeimpostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos
2011
Descrição
Saldosem01
deJaneiro
Constituição/
(realização)
Saldosem31
deDezembro
Impostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos
-ativoajustestemporais – 17.203 17.203
– 17.203 17.203
d. Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias de imposto de
rendaecontribuiçãosocial
Os créditos tributários em 31 de dezembro de 2011 somam R$ 10.752 para imposto de renda e R$ 6.451
para contribuição social e a previsão de realização é de até cinco anos, suportado pela expectativa de
rentabilidadefuturadaCompanhia.
e.ProjeçãoestimadaderealizaçãodoscréditostributáriosdoIRPJedaCSLLsobreoÁgio
Ocronogramaderealizaçãodocréditotributárioseapresentaaseguir:
Exercício
Realizaçãodo
CréditoTributário
TaxaSelic
(Meta)%
TaxaSelicAcumulada
noPeríodo(%)
ValorPresentedo
CréditoTributário
2012 3.970 9,50% 10,75% 3.593
2013 3.970 10,75% 20,25% 3.166
2014 3.970 10,75% 31,00% 2.739
2015 3.970 10,75% 41,75% 2.313
2016 1.323 10,75% 52,50% 628
Total 17.203 12.439
f.Créditostributáriosnãoregistrados
A Companhia não possui créditos tributários não registrados nas demonstrações financeiras em
31dedezembrode2011eem31dedezembrode2010.
22.TRANSAÇÕESCOMPARTESRELACIONADAS
A Sociedade efetuou operações com partes relacionadas pertencentes ao Grupo JMalucelli. Os principais
saldosnadatadobalanço,bemcomoasreceitas(despesas)doexercício,estãoapresentadosaseguir:
2011
Ativos(Passivos) Receitas Despesas
ParanáBancoS.A. 42 – (94)
PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (1.430)
JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. (562) – (9.657)
JMalucelliControledeRiscosLtda. 203 193 (656)
SportClubCorinthiansParanaenseS.A. – – (178)
2010
Ativos(Passivos) Receitas Despesas
ParanáBancoS.A. 3 28 (192)
PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. (986)
JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. (4.139)
SportClubCorinthiansParanaenseS.A. (147)
Asreceitasedespesascompartesrelacionadassãoconstituídas,principalmente,deressarcimentosdecustos e
despesas administrativas, prestação de serviços de consultoria técnica e patrocínio. Os direitos e obrigações
sãodecorrentes,basicamentedesaldosbancários,investimentoseparticipaçõesnoslucrosapagar.
As transações com partes relacionadas incluem ainda, as operações com JMalucelli Resseguradora S.A.
conformedemonstradonoquadroabaixo.
2011
Descrição Ativos(Passivos) Receitas Despesas
Prêmioscedidosemresseguros (66.065) – (164.676)
Recuperaçãodeindenizaçãoderesseguro 11.960 11.133 (1.026)
Comissãosobreprêmioscedidosaresseguradorasareceber 19.788 49.523 –
Participaçãonoslucrosderesseguroscedidosareceber 12.483 13.744 –
Resseguroaliquidar-Contratodeexcessodedanos (5.686) 11.788 (21.052)
2010
Descrição Ativos(Passivos) Receitas Despesas
Prêmioscedidosemresseguros (84.435) – (155.921)
Recuperaçãodeindenizaçãoderesseguro 4.203 2.806 –
Comissãosobreprêmioscedidosaresseguradorasareceber 24.558 46.086 –
Participaçãonoslucrosderesseguroscedidosareceber 6.747 11.836 –
Resseguroaliquidar-Contratodeexcessodedanos (3.479) 6.819 (11.017)
Remuneraçãodosadministradores
As despesas com honorários de diretoria no montante de R$ 2.678 (R$ 728 em 2010) estão registradas na
rubrica “Despesas administrativas - pessoal próprio”. Aos administradores também é destinado, a título de
remuneração variável, o montante de 7% do lucro líquido, após a constituição da reserva especial para
dividendos, a serem pagos semestralmente. O montante da despesa com remuneração aos administradores
totalizouR$2.361(R$1.532em2010).
23. OUTRAS INFORMAÇÕES
a.Planodeaposentadoriacomplementar
A Companhia é patrocinadora de um plano de aposentadoria complementar para os seus funcionários,
que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime financeiro de
capitalização, o qual foi instituído em dezembro de 2004. A Companhia é responsável por custear somente
as despesas administrativas e os custos relativos ao prêmio de seguro de benefícios de morte e invalidez dos
participantes. As contribuições, no exercicio findo em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 274
(R$ 162 em 2010). As contribuições relativas à acumulação das obrigações do plano são inteiramente
custeadaspelosparticipantes.
b.Instrumentosfinanceirosderivativos
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não realizou operações envolvendo
instrumentosfinanceirosderivativos.
c.Participaçãodosfuncionáriosnosresultados
A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados
7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário,
pagos conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados,
nos Lucros e Resultados da JMalucelli Seguradora S.A.”. Tais despesas são registradas no resultado do
exercicio na rubrica “Participações sobre o resultado”. Em 31 de dezembro de 2011, o saldo dessa despesa é
deR$1.569(R$840em2010).
d.Caixaeequivalentesdecaixa
Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são
compostospor:
2011 2010
Noiníciodoexercício:
Disponibilidades 5.843 965
Fundosdeinvestimento(notaexplicativa5) 30.449 34.148
Total 36.292 35.113
Nofinaldoexercício:
Disponibilidades 1.346 5.843
Fundosdeinvestimento(notaexplicativa5) 10.262 30.449
Total 11.608 36.292
e.Conciliaçãoentreolucrolíquidoeocaixageradonasatividadesoperacionais
2011 2011
Lucrolíquidodoexercício 44.811 37.799
Mais
Depreciaçõeseamortizações 1.100 788
Amortizaçãoágio – 3.371
Menos
Resultadodeequivalênciapatrimonial (194) –
Lucrolíquidodoexercícioajustado 45.717 41.958
Variaçõesdascontaspatrimoniais (69.889) (29.903)
Variaçãodasaplicações (86.493) (61.910)
Variaçãodoscréditosdeoperaçõescomseguros 22.457 (59.330)
Variaçãodostítulosecréditosareceber (786) (136)
Variaçãodosativosderesseguro-provisõestécnicas (25.494) 2.913
Variaçãodoscustosdeaquisiçãodiferidos 2.098 (2.608)
Variaçãodascontasapagar (1.697) 9.944
Variaçãodosdébitosdeoperaçõescomseguros (27.887) 44.386
Variaçãodosdepósitosdeterceiros (6.849) 8.962
Variaçãodasprovisõestécnicas-seguros 54.959 27.702
Outrosdébitos (197) 174
Caixalíquido(consumido)/geradonasatividadesoperacionais (24.172) 12.055
24. REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA
Em 31 de maio de 2011, foi instalada a Assembléia Geral Extraordinária, para aprovar a incorporação da
controladora Porto de Cima Holding Ltda pela Companhia, ato que recebeu aprovação prévia da SUSEP pela
Carta nº 077/2011 SUSEP - SEGER. Na incorporação a JMalucelli Seguradora S.A, absorveu um ágio no
montante de R$ 49.625 com uma provisão de R$ 29.775 representando o efeito fiscal futuro de R$ 19.850,
o que acarretou no aumento do Patrimônio da Seguradora, conforme descrito na nota 8 (a.1). Após a
incorporação, o Paraná Banco S.A. transferiu suas ações da JMalucelli Seguradora S.A para JMalucelli
ParticipaçõesemSeguroseRessegurosS.A.,queassumiuentãoocontroleacionáriodaCompanhia.
25. EVENTO RELEVANTE
Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP foi
concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc,
uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e
Resseguros S.A., mediante a subscrição e a integralização de 191.651.225 ações ordinárias, pelo valor total
de R$ 657.113 milhões. Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital
votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. Com este investimento em sua
controladora, a JMalucelli Seguradora S.A sofreu um aumento em seu capital social no montante de
R$80.000milhõesqueencontra-seemfasedehomologaçãonaSUSEP.
O investimento da Travelers Companies possibilitará a Companhia uma alavancagem operacional com
ganhos estratégicos e proporcionará a JMalucelli Seguradora S.A. e a Travelers Companies fortalecer as
operações de seguro garantia no Brasil, explorar o mercado de seguro garantia na América Latina e criar uma
sinergia de know how. Além disto, o suporte de uma marca conhecida e respeitada internacionalmente
como a Travelers, proporcionará à JMalucelli Seguradora S.A. um maior apoio de resseguradores
internacionaisquesãofundamentaisnaemissãodeapólicesdegrandeporte.
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
GERHARDDUTZMANN
MIBA-345
JOÃOGILBERTOPOSSIEDE
Presidente
ALEXANDREMALUCELLI
Vice-presidente
GUSTAVOHENRICH
DiretorTécnico
SãoPaulo,17defevereirode2012
GerhardDutzmann
AtuárioResponsávelTécnico
MIBA345
RicardoCésarPessoa
Atuário
MIBA1076
EscritórioTécnicodeAssessoriaAtuarialS/SLtda.
CNPJ57.125.353/0001-35
CIBA-33
GustavoHenrich
DiretorResponsávelTécnico
JMalucelliSeguradoraS.A.
Aos
AdministradoreseAcionistasda
JMalucelliSeguradoraS.A.
Curitiba-PR
Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Seguradora S.A. (“Companhia”),
que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do
resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data,
assimcomooresumodasprincipaispráticascontábeisedemaisnotasexplicativas.
ResponsabilidadedaAdministraçãosobreasdemonstraçõesfinanceiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades
supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção
relevante,independentementesecausadaporfraudeouerro.
Responsabilidadedosauditoresindependentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base
em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada
e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de
distorçãorelevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito
dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados
dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas
demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos,
o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados
nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da
Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a
razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação
dasdemonstraçõesfinanceirastomadasemconjunto.
Acreditamosqueaevidênciadeauditoriaobtidaésuficienteeapropriadaparafundamentarnossaopinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Seguradora S.A.
em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades
supervisionadaspelaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP.
Demonstraçãodovaloradicionado
Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em 31 de dezembro
de 2011, cuja apresentação esta sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração
foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião,
está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações
financeirastomadasemconjunto.
Curitiba,27defevereirode2012
KPMGAuditoresIndependentes AlbertoSpilborghsNeto
CRC2SP014428/O-6-F-PR ContadorCRC1SP167455/O-0-S-PR
DIRETORIA
PARECERATUARIAL
RELATÓRIODOSAUDITORESINDEPENDENTESSOBREASDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS
ATUÁRIORESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
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HILÁRIOMARIOWALESKO
CRC-PR29.585/O-9-CPF.510.710.969-15
De acordo com o disposto na Resolução CNSP Nº 135, de 11/10/2005, e na Circular SUSEP Nº 272, de
22/10/2004, foi realizada a Avaliação Atuarial de cada um dos ramos de seguro operacionalizados pela
JMalucelliSeguradoraS.A.,noexercíciode2011.
A Avaliação Atuarial foi elaborada a partir dos efetivos períodos de competência dos riscos assumidos pelos
contratos de seguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011, recalculando, para
cadaramo,ascorrespondentesprovisõestécnicascontabilizadasnestasdatas-base.
O recálculo das provisões técnicas determina a totalidade dos compromissos financeiros que a Seguradora
terá com o pagamento dos sinistros já ocorridos e que ainda vão ocorrer e com a manutenção dos custos
administrativos de todos os contratos de seguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e
31/12/2011,independentedaemissãodenovosprêmios.
Os resultados encontrados demonstram que as provisões técnicas consignadas no Balanço Patrimonial de
31/12/2011daJMalucelliSeguradoraS.A.estãoadequadas,nãohavendonecessidadedeconstituiçãoda
Provisão de Insuficiência de Prêmios e de ajustes de valores, bem como não foi detectada nenhuma situação
relevantequecomprometaasolvênciaatuarialdaSeguradora.
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
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Passivo Nota 2011 2010
Circulante 30.500 25.082
Contasapagar 11 749 229
Obrigaçõesapagar 547 –
Impostoseencargossociaisarecolher 104 227
Encargostrabalhistas 78 –
Impostosecontribuições 14 –
Outrascontasapagar 6 2
Débitosdeoperaçõescomseguros 7.442 5.249
Outrosdébitosoperacionais 12 7.442 5.249
Provisõestécnicas-seguros 22.309 19.604
Danos 13 22.309 19.604
Patrimôniolíquido 14/15 104.125 20.669
Capitalsocial 16.000 16.000
Aumentodecapital(emaprovação) 85.000 –
Reservasdelucros 3.125 4.669
Total 134.625 45.751
Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras
Ativo Nota 2011 2010
Circulante 50.653 37.627
Disponível 8 2
Caixaebancos 18.c 8 2
Aplicações 5 42.295 32.030
Créditosdeoperaçõescomseguros 7.939 5.591
Outroscréditosoperacionais 6 7.939 5.591
Títulosecréditosareceber 7 411 4
Créditostributárioseprevidenciários 234 4
Outroscréditos 177 –
Nãocirculante 83.972 8.124
Aplicações 5 83.330 7.969
Investimentos 155 155
Participaçõessocietárias 8 155 155
Imobilizado 255 –
Bensmóveis 9 255 –
Intangível 232 –
Outrosintangíveis 10 232 –
Total 134.625 45.751
Capital
Social
Aumento
deCapital
(emaprovação)
Reserva
Legal
ReservasdeLucros Ajusteavalorde
mercadode
Títulosevalores
mobiliários
Lucros
Acumulados Total
Outrasreservas
delucros
Reservaespecial
paradividendos
Saldosem31dedezembrode2009 16.000 – 152 2.168 723 – – 19.043
Lucrolíquidodoexercício – – – – – – 1.626 1.626
Reservalegal – – 81 – – – (81) –
Dividendosobrigatóriosenãodistribuidos – – – – 386 – (386) –
Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – 1.159 – – (1.159) –
Saldosem31dedezembrode2010 16.000 – 233 3.327 1.109 – – 20.669
Saldosem31dedezembrode2010 16.000 – 233 3.327 1.109 – – 20.669
AumentodeCapitalSocial(emaprovação) – 85.000 – – – – – 85.000
DistribuiçãodedividendosconformeAGEde07/06/2011 – – – (2.791) (1.109) – – (3.900)
ReservaLegal – – 118 – – – (118) –
Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 560 – (560) –
Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – 1.679 – – (1.679) –
Lucrolíquidodoexercício – – – – – – 2.356 2.356
Saldosem31dedezembrode2011 16.000 85.000 351 2.215 560 – – 104.125
Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., (Companhia) foi constituída por meio de Assembléia Geral de
Constituição em 17 de outubro de 2006, e obteve autorização para operar em todo território nacional,
por meio da Portaria SUSEP nº 2.731 de 13 de agosto de 2007, tendo como seu objeto social operar no
grupamento de seguros de danos, podendo, ainda, participar como acionista em outras sociedades,
observadas as disposições legais e estatutárias pertinentes. Tem como seu principal acionista a JMalucelli
Participações em Seguros e Resseguros S.A. (Controladora) que possui 100% de suas ações ordinárias.
A Companhia integra o Grupo JMalucelli e suas operações são conduzidas no contexto de um grupo de
instituiçõesqueatuaintegradamente.
A partir de janeiro de 2009, a Companhia iniciou suas operações no ramo DPVAT conforme acordo com a
SeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.
Em31demarçode2011osacionistassereuniramemAssembléiaGeralOrdináriaparadeliberarentreoutros
assuntos, a alteração do nome social da Companhia que passará a se chamar JMalucelli Seguros S.A.,
queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP.
Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em
27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou a
divulgaçãodasinformaçõesapartirdodia28defevereirode2012.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no
Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), as quais
abrangem as normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), os pronunciamentos,
as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis quando
referendadospelaSUSEP.
A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das
demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades
abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida Circular não impactaram a
apresentaçãodasdemonstraçõesfinanceirasdaCompanhia,umavezqueatuaapenasnoramoDPVAT.
As Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados
como caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as aplicações
emfundosdeinvestimentosderendafixa.
A demonstração de resultado abrangente não apresentou saldos de movimentação e, portanto não foi
elaborada.
A Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstração do
valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - Demonstração do valor adicionado, emitido pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam
umaanáliseadicionaldasdemonstraçõesfinanceiras.
3. RESUMODASPRINCIPAISPRÁTICASCONTÁBEIS
a.Apuraçãodoresultado
As receitas e despesas relativas ao ramo DPVAT, são reconhecidas mensalmente ao resultado com base nos
demonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.
Asdemaisreceitasedespesasforamreconhecidaspeloregimedecompetência.
b.Estimativascontábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer
que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e
passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor de mercado dos títulos
mobiliários. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes
dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa
essasestimativasepremissasperiodicamente.
c.Balançopatrimonial
•Caixaeequivalentesdecaixa
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original
de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de
alteraçãonovalor,esãoutilizadasnagestãodasobrigaçõesdecurtoprazo.
•Aplicações
Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da
Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis
para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido
dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos
valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com
títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” -
Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a
capacidadefinanceirademantê-losatéovencimento,sendocontabilizadosaocustodeaquisição,acrescido
dosrendimentosauferidosatéadata-basedasdemonstraçõesfinanceiras.
•Créditodasoperaçõescomseguros
As operações relativas ao ramo DPVAT, são registradas e reconhecidas mensalmente ao resultado com base
nosdemonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.
•Títulosecréditosareceber
Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos e
variaçõesmonetárias,auferidosatéadatadeencerramentodosbalanços.
•Passivocirculante
Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos
encargosevariaçõesmonetáriasincorridos,combinadoscomoseguinteaspecto:
• As provisões técnicas contemplam a Provisão de sinistros a liquidar (PSL) e a provisão de sinistros ocorridos
mas não avisados (IBNR), para o ramo DPVAT é constituída com base em informações recebidas da
Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A., e leva em consideração os critérios estabelecidos
pela Resolução CNSP nºs 162/06 e 195/08 para PSL e Resolução CNSP nº 192/08 para IBNR. Sobre a provisão
constituída são capitalizados encargos financeiros, os quais são registrados e classificados no grupo de
“despesasfinanceiras”.
•TestedeadequaçãodePassivos(TAP):aCircularSUSEP410/2010instituiuotestedeadequaçãodepassivos
para que as sociedades seguradoras analisem a adequação de seus passivos registrados em cada data de
divulgação das demonstrações financeiras através de um teste mínimo de adequação. Conforme o artigo 1º
§3ºdareferidaCircularotestenãoseaplicaaoramoDPVAT.
• Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma obrigação
presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para
saldar a obrigação. As provisões para contingências de natureza cível, trabalhista e fiscal são registradas
tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não
temconhecimentodeprocessoscíveis,fiscaisetrabalhistas.
•Provisãoparaimpostoderendaecontribuiçãosocialsobreolucro
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas
alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil,
para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido,
e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do
lucroreal.
d.Reduçãodovalorrecuperável
Ativosfinanceiros
Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda
ocorreu apos o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos
fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como:
desvalorização significativa e prolongada de instrumentos financeiros reconhecida publicamente pelo
mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.
investiu, tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de
perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições
econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as
sugeridaspelastendênciashistóricas.
Ativosnãofinanceiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há
indicaçãodeperdanovalorrecuperável.
A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor de
recuperação, que será o maior valor entre o valor estimado na venda e o seu valor em uso, determinado pelo
valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade geradora
decaixa.
Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de
2011, a Companhia não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar
reconhecidoscontabilmentepormontantesacimadovalorrecuperável.
4. GERENCIAMENTODERISCOS
Estruturadegerenciamentoderisco
O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor
ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades,
maximizandoautilizaçãoderecursosprópriosedeterceiros,embenefíciodosacionistasedaSeguradora.
Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados,
especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de
gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor
agregado.
Nesse contexto, nosso Processo de Gerenciamento de Riscos conta com a participação de todas as camadas
contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a alta Administração até as
diversasáreasdenegócioseprodutosnaidentificaçãodosriscos.
Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês
com funções específicas e estrutura diretiva dedicada, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos
humanosetecnológicos,voltadosaestasatividades.
O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um
processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos e Compliance (no que tange a regulamentos,
normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de
gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e
mensuração.
AestruturadoprocessodegerenciamentoderiscosdaCompanhiapermitequeosriscosdeSeguro,Crédito,
Liquidez, Mercado e Operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e
mitigadosdemodounificado.
a.Riscooperacional
A Companhia define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e
sistemasinadequadosoufalhosedeeventosexternosqueocasionemounãoainterrupçãodenegócios.
Controlederiscooperacional
A Companhia possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são
responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à gerência de controles Internos, responsável pela
formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é
de responsabilidade da gerência de controles internos. As principais gerências da Seguradora possuem os
riscosavaliadosconformemetodologiadefinida.
b.Riscodeseguro
A Companhia atua no ramo DPVAT conforme acordo com a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro
DPVAT S.A.,dessaformaosriscossãogerenciadospelaLíderdosConsórciosdoSeguroDPVAT S.A.
Casamentodeativosepassivos
Umdosaspectosprincipaisnogerenciamentoderiscoséoencontrodosfluxosdecaixadosativosepassivos.
Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre
qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento. O principal objetivo do processo de
investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa
dos passivos. Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis,
prazos,rentabilidade,sensibilidade,liquidez,limitesdeconcentraçãodeativosporemissoreriscodecrédito.
c.Riscodecrédito
O risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer
alteração na capacidade de honrar suas obrigações contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a
Seguradora.
O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de
contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por Companhias avaliadoras de riscos,
taisFitchRatings,Standard&Poor’s,Moody’s entreoutras.
Exposiçõesaocréditodeseguro
A Seguradora está exposta a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do
mercado de resseguro e à faixa estrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis.
A Seguradora adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de resseguro, limitando as
resseguradoras que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das resseguradoras é avaliado
regularmente.
d.Riscodeliquidez
Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos
financeirossuficientesparacumprirsuasobrigaçõesàmedidaqueestasatinjamseuvencimento.
Gerenciamentoderiscodeliquidez
O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os
diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos
instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o
acompanhamento desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Seguradora a liquidar as operações em
tempohábiledemodoseguro.
Controlederiscodeliquidez
A Companhia tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política
estão definidos os níveis mínimos de liquidez a serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da
liquidezemcenárionormaleemcenáriodecrise.
Exposiçãoaoriscodeliquidez
O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os
passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de
seguro.Aqualidadedenossosinvestimentosésuficienteparacobrimosasdemandasdeliquidez.
A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito
ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos
financeirosutilizados.
Ativosfinanceiros
A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de
riscosfinanceiros.
Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e
percentuaisdedeterioração,asaber:
I)SituaçãoconsideradaprovávelpelaAdministraçãoequejáestácontempladanavalorizaçãodasoperações
constantesdobalançopatrimonial.
Nota 2011 2010
Prêmiosemitidoslíquidos 25.452 23.933
Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (28) 131
Prêmiosganhos 16.a 25.424 24.064
Sinistrosocorridos 16.b (22.124) (20.945)
Custosdeaquisição 16.c (370) (343)
Outrasreceitasedespesasoperacionais 16.d/16.e 156 105
Despesasadministrativas 16.f (6.894) (2.347)
Despesascomtributos 16.g (122) (60)
Resultadofinanceiro 16.h/16.i 8.036 2.182
Resultadooperacional 4.106 2.656
Resultadoantesdosimpostoseparticipações 4.106 2.656
Impostoderenda 17 (962) (629)
Contribuiçãosocial 17 (591) (401)
Participaçõessobreoresultado 18/19 (197) –
Lucrolíquidodoexercício 2.356 1.626
Quantidadedeações 97.133.352 16.000.000
Lucrolíquidoporlotedemilações-R$ 24,26 101,63
Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras
2011 2010
Receitas 27.089 25.518
Receitascomoperaçõesdeseguros 25.452 23.933
Outras 1.637 1.585
Variaçãodasprovisõestécnicas (28) 131
Operaçõesdeseguros (28) 131
Receitaoperacional 27.061 25.649
Sinistros (22.124) (20.945)
Sinistros (20.446) (18.917)
Variaçãodaprovisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados (1.678) (2.028)
Insumosadquiridosdeterceiros (5.738) (2.690)
Materiais,energiaeoutros (2.500) (2.036)
Serviçosdeterceiros,comissõeslíquidas (3.238) (654)
Valoradicionadobruto (801) 2.014
ValoradicionadolíquidoproduzidopelaSociedade (801) 2.014
Depreciação,amortizaçãoeexaustão (9) –
Valoradicionadocedidoemtransferência 6.555 702
Receitasfinanceiras 8.036 2.182
Outras (1.481) (1.480)
Valoradicionadoadistribuir 5.745 2.716
Distribuiçãodovaloradicionado 5.745 2.716
Pessoal 1.625 –
Remuneraçãodireta 1.524 –
Benefícios 60 –
FGTS 41 –
Impostos,taxasecontribuições 1.675 1.090
Federais 1.673 1.090
Estaduais 1 –
Municipais 1 –
Remuneraçãodecapitaisdeterceiros 89 –
Aluguéis 89 –
Remuneraçãodecapitalpróprio 2.356 1.626
Lucrosretidos 2.356 1.626
Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras
Atividadesoperacionais 2011 2010
Outrosrecebimentosoperacionais-DPVAT 1.453 1.236
Pagamentosdedespesaseobrigações (4.199) (417)
Caixa(Consumido)/GeradopelasOperações (2.746) 819
ImpostoseContribuiçõesPagos: (2.966) (1.337)
Investimentosfinanceiros:
Aplicações (94.350) (11.753)
Vendaseresgates 25.293 12.270
CaixaLíquido(Consumido)nasAtividadesOperacionais (74.769) (1)
Atividadesdeinvestimento
PagamentopelaCompradeAtivoPermanente:
Investimentos (5) (5)
Imobilizado (264) –
CaixaLíquidoConsumidonasAtividadesdeInvestimento (269) (5)
Atividadesdefinanciamento
Aumentodecapital 85.000 –
Distribuiçãodedividendosejurossobreocapitalpróprio (3.900) –
CaixaLíquidoGeradonasAtividadesdeFinanciamento 81.100 –
Aumento(Redução)LíquidodeCaixaeEquivalentesdeCaixa 6.062 (6)
CaixaeEquivalentesdeCaixanoIníciodoexercício 119 125
CaixaeEquivalentesdeCaixanoFinaldoexercício 6.181 119
Aumento/(Redução)nasaplicaçõesfinanceiras-recursoslivres 6.062 (6)
Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras
II)Situaçãocomdeterioraçãode,pelomenos,25%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros).
III)Situaçãocomdeterioraçãode,pelomenos,50%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros).
PosiçõesdeTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2011
CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Valorização:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT AltaDI 21.518 23 585 1.169
CDB-DPGE AltaDI 61.812 67 1.679 3.358
Efeitolíquido 90 2.264 4.527
CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Deterioração:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
LFT QuedaDI 21.518 (23) (585) (1.169)
CDB-DPGE QuedaDI 61.812 (67) (1.679) (3.358)
Efeitolíquido (90) (2.264) (4.527)
PosiçõesTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2010
CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Valorização:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
CDB-DPGE AltaDI 19.231 20 512 1.023
Efeitolíquido 20 512 1.023
CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII
Deterioração:
Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50%
CDB-DPGE QuedaDI 19.231 (20) (512) (1.023)
Efeitolíquido (20) (512) (1.023)
Apuraçãoaovalorjusto
A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os
valoresdereferênciaforamdefinidoscomosesegue:
•Nível1:títuloscomcotaçãoemmercadoativo;
• Nível 2: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou
indiretamenteobservável;
•Nível3:títulosquenãopossuemseuvalorjustodeterminadocombaseemummercadoobservável.
31dedezembrode2011 Nível1 Nível2 Nível3 Total
Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 42.295 21.518 – 63.813
Total 42.295 21.518 – 63.813
31dedezembrode2010 Nível1 Nível2 Nível3 Total
Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 20.768 – – 20.768
Total 20.768 – – 20.768
Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo
contábil,conformedemonstradonanota5.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
BALANÇOS PATRIMONIAIS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
-MÉTODO DIRETO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DOVALOR ADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
SenhoresAcionistas,
SubmetemosàapreciaçãodeVossasSenhorias,oRelatóriodaAdministração,asDemonstraçõesFinanceiras
e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao exercício
encerradoem31dedezembrode2011.
Perfil
A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. foi constituída por meio da Assembléia Geral de Constituição em
17 de outubro de 2006, e obteve autorização para operar em todo território nacional, por meio da Portaria
SUSEPnº2.731de13deagostode2007.
Em 31 de Março de 2011 os acionistas se reuniram em Assembléia Geral Extraordinária para deliberar entre
outros assuntos, a alteração do nome social da Companhia que passará a se chamar JMalucelli Seguros S.A.,
queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP.
ParceriacomaTravelers
Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho o
contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações em
Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria estratégica
teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de
Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões. Além do reforço de capital, a parceria visa ainda à expansão de
novaslinhasdenegócios,comooriscodeengenhariaeseguroderesponsabilidadecivildeadministradorese
diretores(D&O).
Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo de seguros
da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas e também de uma
operação cada vez mais forte no setor de seguros. No segmento de P&C os resultados serão gradativamente
alcançados de acordo com a nossa estratégia já posta em prática. A liderança no mercado de garantia neste
momento torna-se um bem valioso para o crescimento das operações de P&C, pois permite a sinergia de
informaçõesnaprospecçãodenovosclientes.
Dois produtos já estão definidos para o lançamento da estrutura de P&C: riscos de engenharia e
responsabilidade civil de administradores e diretores (D&O). O seguro de riscos de engenharia se caracteriza
por ser bastante técnico e por proteger contratantes de obras contra prejuízos decorrentes de acidentes em
obrascivisouinstalações,deacordocomasespecificaçõesdaapólice.
De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e
planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição,
comercial, e sinistros) abaixo na seguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam a
apresentarsuasmarcasemconjuntocomadaTravelers,evidenciandoaassociaçãodasduasempresas.
DesempenhoOperacional
A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. permanece operacionalizando apenas o seguro DPVAT,
masiráiniciarsuaatuaçãoemprodutosdeProperty&Casualty(P&C)noanode2012.
DesempenhoFinanceiro
O Lucro líquido da companhia no exercício de 2011 foi de R$ 2.356 (R$ 1.626 em 2010) representando um
crescimento de 45%. O lucro líquido por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 24,26 (R$ 101,63
em2010).
AplicaçõesFinanceiras
A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., através de seus administradores, declara possuir capacidade
financeira para manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da
Companhia. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 61,8 milhões (R$ 19,2 milhões em
31 de dezembro de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 125,6
milhões(R$39,9milhõesemdezembro2010).
dez-10 dez-11
20,6
104,1
dez-10 dez-11
39,9
125,6
Participação no Mercado Prêmios de Resseguro
Total do Grupo Riscos Financeiros (%)
64,3%
35,7%
Fonte: Susep: 05/11
Mercado
JMalucelli
Evolução do Patrimônio Líquido Evolução das Aplicações Financeira
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
dez-10 dez-11
20,6
104,1
dez-10 dez-11
39,9
125,6
Participação no Mercado Prêmios de Resseguro
Total do Grupo Riscos Financeiros (%)
64,3%
35,7%
Fonte: Susep: 05/11
Mercado
JMalucelli
Evolução do Patrimônio Líquido Evolução das Aplicações Financeiras
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
Agradecimentos
Agradecemos aos nossos acionistas e parceiros de negócios, pela confiança demonstrada, e aos diretores e
colaboradores pelos esforços, competência, lealdade e dedicação que possibilitaram os resultados
alcançadosnoexercício.
ALEXANDREMALUCELLI
DiretorPresidente
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
www.paranabanco.com.br
www.jmalucelliseguradora.com.br
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
5. APLICAÇÕES
Em31dedezembrode2011,aCompanhiapossuíaaplicaçõesnacategoriade“Títulosdisponíveisparavenda”e“Mantidosatéovencimento”,apresentadoscomosegue:
31dedezembrode2011
Semvencimento Até6meses De6mesesa1ano Acimade1ano Valordecurva Valorcontábil
Valorde
mercado
Ajustenopatrimônio
líquido
Quotasdefundosdeinvestimentosderendafixa(b) 28.490 – – – 28.490 28.490 28.490 –
Quotasdefundosdeinvestimentosrendavariável(b) 13.805 – – – 13.805 13.805 13.805 –
LFT(c) – – – 21.518 21.518 21.518 21.518 –
Totaldisponíveisparavenda(*) 42.295 – – 21.518 63.813 63.813 63.813 –
CDB-DPGE(a) – – – 61.812 61.812 61.812 61.812 –
Totalmantidosatéovencimento(*) – – – 61.812 61.812 61.812 61.812 –
Totalaplicações 42.295 – – 83.330 125.625 125.625 125.625 –
31dedezembrode2010
Semvencimento Até6meses De6mesesa1ano Acimade1ano Valordecurva Valorcontábil
Valorde
mercado
Ajustenopatrimônio
líquido
Quotasdefundosdeinvestimentosderendafixa(b) 19.864 – – – 19.864 19.864 19.864 –
Quotasdefundosdeinvestimentosrendavariável(b) 904 – – – 904 904 904 –
Disponíveisparavenda(*) 20.768 – – – 20.768 20.768 20.768 –
CDB-DPGE(a) – 5.462 5.800 7.969 19.231 19.231 19.231 –
Mantidosatéovencimento(*) – 5.462 5.800 7.969 19.231 19.231 19.231 –
Totalaplicações 20.768 5.462 5.800 7.969 39.999 39.999 39.999 –
(*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para venda” que representam na data-base 51% (52% em 31 de Dezembro de 2010) da carteira de investimentos e
“Mantidosatéovencimento”representandonadata-base49%(48%em31dedezembrode2010).
(a) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) bem como os Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE) foram pactuados com taxa pós-fixada que varia entre 113% e 119% do CDI (Certificado de Depósitos
Interbancário)eforamregistradospeloseuvalordeaplicação,acrescidodosrendimentosauferidosatéadatadobalanço.
(b)Referem-seàsquotasdefundosdeinvestimentosnãoexclusivosquesãovalorizadaspelovalordaquotainformadopelosadministradoresdosfundosnadatadeencerramentodobalanço.
(c)OvalordemercadodostítulospúblicosfederaiséobtidopormeiodautilizaçãodepreçosdivulgadospelaANBIMA-AssociaçãoBrasileiradasEntidadesdosMercadosFinanceirosedeCapitais.
6. CRÉDITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS
2011 2010
DPVAT 7.939 5.591
7. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER
2011 2010
Créditostributários 234 4
Outros 177 –
411 4
8. INVESTIMENTOS
Representado pela participação na Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. no montante
deR$155em2011e2010.
9. IMOBILIZADO
Em31dedezembrode2011
Taxade
depreciaçãoanual
Custona
aquisição
Depreciação
dobem Valorcontábil
Equipamentosdeinformática 20% 38 (2) 36
Veículos 20% 226 (7) 219
Total 264 (9) 255
10. INTANGÍVEL
Em31dedezembrode2011
Taxade
amortizaçãoanual
Custona
aquisição
Amortização
dobem Valorcontábil
Software 20% 232 – 232
Total 232 – 232
11. CONTAS A PAGAR
2011 2010
Obrigaçõesapagar 547 –
Impostoseencargossociaisarecolher 104 –
Encargostrabalhistas 78 –
Impostosecontribuições 14 227
Outrascontasapagar 6 2
Total 749 229
O aumento do saldo de obrigações a pagar em 2011 ocorreu em função da provisão de fornecedores pela
aquisiçãodeativoimobilizadoedaprovisãodeparticipaçãonoslucrosdosadministradoresefuncionários.
12. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS
2011 2010
DPVAT 7.442 5.249
13. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS
Provisõestécnicasdeseguros 2011 2010
Provisãodesinistrosaliquidar 14.936 18.380
Provisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados 7.312 1.179
Outrasprovisões 61 45
Totalasercoberto 22.309 19.604
Composiçãodosativosvinculados 2011 2010
Títulosderendafixa-privados 9.053 –
Certificadosdedepósitosbancários – 10.288
Quotasdefundosdeinvestimentos-DPVAT 22.317 19.747
Total 31.370 30.035
Suficiênciadecobertura 9.061 10.431
14. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a.Capitalsocial
O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011, é de
R$ 101.000 (em 2010 - R$ 16.000) dividido em 97.133.352 ações ordinárias nominativas e sem valor
nominal (em 2010 - 16.000.000 ações ordinárias nominativas, no valor nominal de um real cada)
pertencente a acionistas domiciliados no país. Em 17 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária
foi aprovado pelos acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 85.000 que passou de
R$ 16.000 para R$ 101.000, que encontra-se em fase de homologação na Superintendência de Seguros
Privados-SUSEP.
b.Reservasdelucros
A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira,
pelaparcelade5%dolucrolíquidodoexercício,limitadaa20%docapitalsocial.
A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica “ Outras reservas
de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais. De acordo com o estatuto
social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício é levada à
aprovaçãopelaAssembléiaGeral.
c.Dividendos
Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma
prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi
aprovada pelos acionistas a distribuição de dividendos no valor de R$ 3.900 já destacados no balanço da
Companhianacontareservasdelucros.OvalorfoipagoparaoacionistaJMalucelliParticipaçõesemSeguros
eRessegurosS.A.em17dejunhode2011.
Segue-seademonstraçãodocálculodosdividendos:
2011 2010
Lucrolíquido 2.356 1.626
(-)Reservalegal (118) (81)
Basedecálculodosdividendos 2.238 1.545
Dividendosmínimosobrigatórios(25%dabase) 560 386
15. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO E SUFICIÊNCIA
DE CAPITAL
2011 2010
Patrimôniolíquido 104.125 20.669
(-)Ativointangível (232) –
(-)Créditostributários – (4)
Patrimôniolíquidoajustado 103.893 20.665
Capitalbase 15.000 15.000
Capitalmínimorequerido-CMR 15.000 15.000
Exigênciadecapital-EC 15.000 15.000
Capitaladicionalbaseadonoriscodecrédito(ResoluçãoCNSPNº228de2010) 6.983 –
Suficiênciadecapital 81.910 5.665
16. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO
Principaisramosdeatuação
a.Prêmiosganhos
2011 2010
DPVAT 25.424 24.064
b.Sinistralidade(sinistrosocorridossobreoprêmioganho)
2011 2010
Sinistroocorridos
%sobreoprêmio
ganho Sinistroretidos
%sobreoprêmio
ganho
DPVAT (22.124) 87 (20.945) 87
c.Custosdeaquisição
2011 2010
Comissão
%sobreo
prêmiolíquido Comissão
%sobreoprêmio
líquido
DPVAT (370) 2 (343) 1
d.Outrasreceitasoperacionais
2011 2010
Custodeapólice-DPVAT 1.637 1.519
Outras-DPVAT - 66
Total 1.637 1.585
e.Outrasdespesasoperacionais
2011 2010
Cobrança-DPVAT (1.481) (1.480)
f.Despesasadministrativas
2011 2010
PessoalPróprio (1.428) -
Remuneraçãoporserviçosdeterceiros (2.868) (311)
Localizaçãoefuncionamento (395) (11)
Despesascompublicidadeepropaganda (3) -
Despesascompublicações (11) (19)
Donativos (23) (15)
DPVAT (2.158) (1.991)
Outros (8) -
Total (6.894) (2.347)
g.Despesascomtributos
2011 2010
Impostosestaduais (1) –
Impostosmunicipais (1) –
Taxadefiscalização (120) (60)
Total (122) (60)
h.Receitasfinanceiras
2011 2010
Quotasdefundosdeinvestimentos 1.665 221
Títulosderendafixaprivados 5.030 1.941
Títulosderendafixapúblicos 1.248 78
Créditostributários 8 –
DPVAT 2.534 1.760
Total 10.485 4.000
i.Despesasfinanceiras
2011 2010
DPVAT (2.435) (1.802)
Outros (14) (16)
Total (2.449) (1.818)
17. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Impostoderendaecontribuiçãosocialincidentessobreasoperaçõesdoexercício
2011 2010
Resultadoantesdatributaçãosobreolucroeapósasparticipaçõesnolucro 3.909 2.656
Encargosdoimpostoderendaàalíquotade25%
edacontribuiçãosocialàalíquotade15% (1.564) (1.062)
Adiçõespermanentes
Outras 11 32
Impostoderendaecontribuiçãosocialdevidossobreoresultadodoexercício (1.553) (1.030)
18. OUTRAS INFORMAÇÕES
a.Participaçãodosfuncionáriosnosresultados
A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados
7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário,
pagos conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados,
nos Lucros e Resultados da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.”. Tais despesas são registradas no
resultado do exercício na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011 o saldo
dessadespesaédeR$99.
b.Instrumentosfinanceirosderivativos
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Companhia não realizou operações
envolvendoinstrumentosfinanceirosderivativos.
c.Caixaeequivalentesdecaixa
Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são compostos
pelas Disponibilidades e pelos Fundos de investimentos em renda fixa de titularidade da Companhia
apresentadoscomosegue:
2011 2010
Noiníciodoexercício:
Disponibilidades 2 23
Fundosdeinvestimento 117 102
Total 119 125
Nofinaldoexercício:
Disponibilidades 8 2
Fundosdeinvestimento 6.173 117
Total 6.181 119
d.Conciliaçãoentreolucrolíquidoeocaixageradonasatividadesoperacionais
2011 2010
Lucrolíquidodoexercício 2.356 1.626
Mais
Depreciaçõeseamortizações 9 –
Atividadesoperacionais
Variaçãodasaplicações (79.570) (18.105)
Variaçãodoscréditosdeoperaçõescomseguros (2.348) (3.706)
Variaçãodostitulosecréditosareceber (407) (4)
Variaçãodascontasapagar 293 114
Variaçãodosdébitosdeoperaçõescomseguros 2.193 3.455
Variaçãodasprovisõestécnicas-seguros 2.705 16.619
Caixalíquido(consumido)nasatividadesoperacionais (74.769) (1)
19. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
ASociedadeefetuouoperaçõescompartesrelacionadaspertencentesaoGrupoJMalucelli.
Os principais saldos na data do balanço, bem como as receitas (despesas) do exercício, estão apresentados a
seguir:
2011
Ativos
(Passivos) Receitas Despesas
ParanáBancoS.A. 5 – (30)
PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (95)
JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. – – (923)
2010
Ativos
(Passivos) Receitas Despesas
ParanáBancoS/A 2 – –
PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (69)
JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. – – (229)
As receitas e despesas com partes relacionadas são constituídas de ressarcimentos de custos e despesas
administrativas.Osdireitoseobrigaçõessãodecorrentesdesaldosbancários.
Remuneraçãodosadministradores
Aos administradores foi pago a título de remuneração o valor total de R$ 446 em 2011, sendo que foi
registrado no resultado do exercício na rubrica de “Despesas administrativas - “Honorários da diretoria”.
Ainda conforme contrato foi provisionado a participação nos lucros ao administradores. Tal despesa é
registrada no resultado do período na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de
2011,osaldodessadespesaédeR$98.
20. EVENTO RELEVANTE
Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP foi
concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc,
uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e
Resseguros S.A. (controladora da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.), mediante a subscrição e a
integralizaçãode191.651.225açõesordinárias,pelovalortotaldeR$657.113.Emrazãodoinvestimento,a
Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e
Resseguros S.A.. Com este investimento em sua controladora, a JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.
sofreu um aumento em seu capital social no montante de R$ 85.000 que encontra-se em fase de
homologaçãonaSUSEP.
O investimento da Travelers Companies possibilitará a Companhia uma alavancagem operacional com
ganhos estratégicos em diversos ramos de seguros, outro ponto positivo desta operação será o ingresso da
Companhia no mercado de Property and Casualty, também conhecido como seguro contra danos.
A intenção é aproveitar a sinergia com a Travelers e todo o seu expertise neste produto para iniciar a atuação
daCompanhianestemercadonoBrasil.
GERHARDDUTZMANN
MIBA–345
HILÁRIOMARIOWALESKO
CRC-PR29.585/O-9-CPF.510.710.969-15
Em atendimento à RESOLUÇÃO CNSP Nº 135, de 11/10/2005, e à CIRCULAR SUSEP Nº 272, de 22/10/2004, que tratam sobre a Avaliação Atuarial das seguradoras, foi realizado um levantamento das operações da J MALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. e constatado que os riscos vigentes e operacionalizados pela
seguradoranoexercíciode2011referem-seaoramoDPVAT,oqualestáexcluídodaavaliaçãoatuarial,conformedeterminadonoparágrafo2ºdoartigo1ºdoAnexoIdareferidaCircular,razãopelaqualnãocabearealizaçãodaAvaliaçãoAtuarialdesteexercício.
SãoPaulo,17defevereirode2012
GerhardDutzman
AtuárioResponsávelTécnico
MIBA345
RicardoCésarPessoa
Atuário
MIBA1076
EscritórioTécnicodeAssessoriaAtuarialS/SLtda.
CNPJ57.125.353/0001-35
CIBA–33
AlexandreMalucelli
DiretorResponsávelTécnico
JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A.
Aos
AdministradoreseAcionistasda
JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A.
Curitiba-PR
Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (“Companhia”),
que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do
resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data,
assimcomooresumodasprincipaispráticascontábeisedemaisnotasexplicativas.
ResponsabilidadedaAdministraçãosobreasdemonstraçõesfinanceiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades
supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção
relevante,independentementesecausadaporfraudeouerro.
Responsabilidadedosauditoresindependentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada
e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de
distorçãorelevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito
dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados
dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas
demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos,
o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados
nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da
Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a
razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação
dasdemonstraçõesfinanceirastomadasemconjunto.
Acreditamosqueaevidênciadeauditoriaobtidaésuficienteeapropriadaparafundamentarnossaopinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anteriormente referidas apresentam adequadamente, em
todososaspectosrelevantes,aposiçãopatrimonialefinanceirada JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A.
em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades
supervisionadaspelaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP.
Demonstraçãodovaloradicionado
Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em 31 de dezembro
de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração
foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião,
está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações
financeirastomadasemconjunto.
Curitiba,27defevereirode2012
KPMGAuditoresIndependentes AlbertoSpilborghsNeto
CRC2SP014428/O-6-F-PR ContadorCRC1SP167455/O-0-S-PR
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DIRETORIA
PARECER ATUARIAL
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
ATUÁRIO RESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL
JOELMALUCELLI
Presidente
ALEXANDREMALUCELLI
Vice-Presidente
JORGENACLINETO
Diretor
continuação
Senhores Acionistas,
Submetemos à apreciação de Vossas Senhorias, o Relatório da Administração às Demonstrações
Financeiras e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao
exercício findo em 31 de dezembro de 2011.
Perfil
A JMalucelli Resseguradora S.A. obteve autorização de funcionamento em 06/2008 como resseguradora
local, operando em todo território nacional, focando as operações no ramo de seguro garantia. Possui
filial em São Paulo - SP. Possui participação ativa na APF - Associação Panamericana de Fianças e
Garantias, entidade mundial que congrega mais de 150 Seguradoras e Resseguradoras de 53 países,
presidida pelo Sr. Alexandre Malucelli, Presidente da JMalucelli Resseguradora S.A.
Parceria com a Travelers
Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho
o contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações
em Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria
estratégica teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da
Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões.
Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo
de seguros da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas
e também de uma operação cada vez mais forte. O expressivo incremento na retenção da
JMalucelli Resseguradora S.A. possibilitará um maior volume de prêmios e rentabilidade. Com isso
liderança no mercado de garantia neste momento torna-se um bem valioso para o crescimento das novas
operações do grupo, pois permite a sinergia de informações na prospecção de novos clientes.
De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e
planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição,
comercial, e sinistros) abaixo na resseguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam
a apresentar suas marcas em conjunto com a da Travelers, evidenciando a associação das duas empresas.
Desempenho Financeiro
O volume de prêmios de resseguros ganhos no exercício de 2011 totalizou R$ 165,9 milhões,
(R$ 129,6 milhões em 2010) representando um crescimento de 28%.
O lucro líquido no exercício de 2011 foi de R$ 31,4 milhões (R$ 15,8 milhões em 2010), representando
um crescimento de 99%, enquanto o patrimônio líquido ao final do exercício de 2011 totalizou
R$ 598,3 milhões (104,3 milhões em dezembro 2010).
O capital investido pela Travelers aumentou o capital social da JMalucelli Resseguradora S.A.
em R$ 492.1 milhões. Após a distribuição de dividendos no valor de R$ 29,5 milhões, o patrimônio
líquido da companhia passou de R$ 104,3 para R$ 598,3 milhões. O lucro por lote de 1.000 ações
representou nesta data R$ 66,43 enquanto que o valor patrimonial por lote de 1.000 ações representou
nesta data R$ 1.263,26.
Aplicações Financeiras
A JMalucelli Resseguradora S.A. através de seus administradores, declara possuir capacidade financeira
para manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da companhia.
Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 250,3 milhões (R$ 63,2 milhões em
31 de dezembro de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 634,6
milhões (R$ 130,2 milhões em dezembro 2010).
Recursos Humanos
No exercício de 2011 os colaboradores da JMalucelli Resseguradora S.A. obtiveram uma participação nos
resultados equivalente a 2 salários base de cada colaborador. Esta participação se deve ao esforço
coletivo de dirigentes e colaboradores e à união existente entre as diversas unidades.
Agradecimentos
Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros de negócios, pela confiança demonstrada,
e aos diretores e colaboradores pelos esforços, competência, lealdade e dedicação que possibilitaram os
resultados alcançados no exercício.
Alexandre Malucelli
Diretor Presidente
Ativo Nota 2011 2010
Circulante 384.885 272.282
Disponível 503 75
Caixa e Bancos 20.d 503 75
Aplicações 5 179.129 74.663
Créditos das operações com resseguros e retrocessões 83.911 99.981
Prêmios a receber 6.a 71.382 90.482
Operações com retrocessionárias 14 100
Outros créditos operacionais 6.b 12.515 9.399
Ativos de resseguro - provisões técnicas 7.a/7.b/14 87.047 68.955
Titulos e créditos a receber 1.324 30
Créditos tributários 9 1.319 3
Outros créditos 5 27
Custos de aquisição diferidos 32.971 28.578
Resseguros 8 32.971 28.578
Ativo não circulante 554.519 138.592
Aplicações 5 455.532 55.560
Créditos das operações com resseguros e retrocessões 11.503 9.343
Prêmios a receber 6.a 11.503 9.343
Ativos de resseguro - provisões técnicas 7.a/14 55.421 47.348
Custos de aquisição diferidos 31.635 26.232
Resseguros 8 31.635 26.232
Imobilizado 85 108
Bens móveis 10 85 108
Intangível 343 1
Outros intangíveis 11/16 343 1
Total 939.404 410.874
Passivo Nota 2011 2010
Circulante 224.860 209.312
Contas a pagar 5.196 4.784
Obrigações a pagar 566 590
Impostos e encargos sociais a recolher 64 67
Encargos trabalhistas 25 102
Impostos e contribuições 3.800 4.024
Outras contas a pagar 741 1
Débitos de operações com resseguros e retrocessões 69.205 83.485
Prêmios a restituir 71 2.620
Operações com retrocessionárias 12.a 40.022 52.096
Comissões de resseguros 12.b 16.630 22.022
Outros débitos operacionais 12.c 12.482 6.747
Provisões técnicas - resseguradoras 13.a/13.b/13.c/14 150.459 121.043
Passivo não circulante 116.201 97.190
Débitos de operações com resseguros e retrocessões 9.560 8.021
Operações com retrocessionárias 12.a 6.109 5.319
Comissões de resseguros 12.b 3.451 2.702
Provisões técnicas - resseguradoras 13.a/14 106.641 89.169
Patrimônio líquido 15/16 598.343 104.372
Capital social 70.000 70.000
Aumento de capital (em aprovação) 492.113 –
Reservas de lucros 36.239 34.372
Ajustes com Títulos e valores mobiliários (9) –
Total 939.404 410.874
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Nota 2011 2010
Prêmios emitidos líquidos 199.721 175.486
Variações das provisões técnicas (33.774) (46.219)
Prêmios ganhos 17.a 165.947 129.267
Sinistros ocorridos 17.b (21.079) (8.342)
Custos de aquisição 17.c (44.215) (37.309)
Outras receitas e despesas operacionais 17.d/17.e (13.456) (11.065)
Resultado com retrocessão 17.f (64.270) (50.243)
Despesas administrativas 17.g (11.942) (5.903)
Despesas com tributos 17.h (2.701) (1.597)
Resultado financeiro 44.865 12.345
Receitas financeiras 17.i 45.199 12.543
Despesas financeiras 17.j (334) (198)
Resultado operacional 53.149 27.153
Ganhos ou perdas com ativos não correntes (4) –
Resultado antes dos impostos e participações 53.145 27.153
Imposto de renda 18 (12.994) (6.616)
Contribuição social 18 (7.807) (4.090)
Participações sobre o resultado 19/20 (880) (637)
Lucro líquido do exercício 31.464 15.810
Quantidade de ações 473.650.441 70.000.000
Lucro líquido por lote de mil ações - R$ 66,43 225,86
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
2011 2010
Lucro líquido do exercício 31.464 15.810
Perda líquida da avaliação de ativos financeiros disponíveis para venda (9) –
Lucro líquido abrangente do exercício 31.455 15.810
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Atividades operacionais 2011 2010
Recebimentos de prêmios de resseguro 224.920 137.095
Recuperações de sinistros e comissões 62.048 34.402
Outros recebimentos operacionais (ressarcimentos e outros) 20.231 7.004
Pagamentos de sinistros e comissões (66.117) (37.409)
Repasses de prêmios por cessão de riscos (187.190) (109.183)
Pagamentos de participações nos resultados (8.295) (5.142)
Pagamentos de despesas e obrigações (11.123) (5.777)
Outros pagamentos operacionais (restituições de prêmios) (9.856) (4.299)
Recebimentos de juros e dividendos 5 –
Caixa gerado pelas operações 24.623 16.691
Impostos e contribuições pagos (26.921) (12.379)
Juros pagos (1) –
Investimentos financeiros:
Aplicações (519.121) (81.296)
Vendas e resgates 133.554 72.755
Caixa líquido (consumido) nas atividades operacionais (387.866) (4.229)
Atividades de investimento
Pagamento pela compra de ativo permanente
Imobilizado (401) (34)
Caixa líquido (consumido) nas atividades de investimento (401) (34)
Atividades de financiamento
Aumento de capital 492.113 –
Distribuição de dividendos (29.597) –
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento 462.516 –
Aumento/(Redução) de caixa e equivalentes de caixa 74.249 (4.263)
Saldo de caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 9.118 13.381
Saldo de caixa e equivalentes de caixa ao final do exercício 83.367 9.118
Aumento/(Redução) nas aplicações financeiras - recursos livres 74.249 (4.263)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Receitas 2011 2010
Receitas com operações de resseguros 213.388 188.510
Outras 199.721 175.486
Variação das provisões técnicas - Operações de resseguros 13.667 13.024
Receita operacional (6.833) (11.261)
Sinistros 206.555 177.249
Sinistros (3.770) (1.143)
Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (3.860) (1.281)
Insumos adquiridos de terceiros 90 138
Materiais, energia e outros (65.661) (53.978)
Serviços de terceiros, comissões líquidas (1.510) (905)
Variação das despesas de comercialização diferidas (62.708) (53.900)
Perda/Recuperação de valores ativos (1.439) 827
(4) –
Valor adicionado bruto 137.124 122.128
Depreciação e amortização (77) (12)
Valor adicionado líquido produzido pela Companhia 137.047 122.116
Valor adicionado cedido em transferência (79.543) (92.644)
Receitas financeiras 44.865 12.345
Resultado com operações de resseguros cedidos (110.665) (93.152)
Outras (13.743) (11.837)
Valor adicionado a distribuir 57.504 29.472
Distribuição do valor adicionado 57.504 29.472
Pessoal 2.875 1.535
Remuneração direta 2.728 1.471
Benefícios 117 30
F.G.T.S 30 34
Impostos, taxas e contribuições 23.113 12.014
Federais 23.110 12.012
Municipais 3 2
Remuneração de capital de terceiros 52 113
Aluguéis 52 113
Remuneração de capital próprio 31.464 15.810
Lucros retidos 31.464 15.810
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Reservas de Lucros
Capital social
Aumento de
capital (em
aprovação)
Reserva
legal
Reserva
especial para
dividendos
Outras
reservas de
lucros
Ajuste a valor de
mercado títulos e
valores mobiliários
Lucros
acumulados Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 70.000 – 928 4.409 13.225 – – 88.562
Lucro líquido do exercício – – – – – – 15.810 15.810
Destinações propostas pela Administração:
Reserva legal – – 790 – – – (790) –
Dividendos obrigatórios e não distribuídos – – – 3.755 – – (3.755) –
Reserva estatutária para aumento de capital – – – – 11.265 – (11.265) –
Saldos em 31 de dezembro de 2010 70.000 – 1.718 8.164 24.490 – – 104.372
Saldos em 31 de dezembro de 2010 70.000 – 1.718 8.164 24.490 – – 104.372
Aumento de Capital Social (em aprovação) – 492.113 – – – – – 492.113
Lucro líquido do exercício – – – – – – 31.464 31.464
Distribuição de dividendos conforme RCA de 07/06/2011 – – – (8.164) (18.936) – – (27.100)
Distribuição de dividendos conforme AGE de 08/07/2011 – – – (2.497) – – – (2.497)
Destinações propostas pela Administração:
Reserva legal – – 1.573 – – – (1.573) –
Dividendos obrigatórios e não distribuídos – – – 7.473 – – (7.473) –
Reserva estatutária para aumento de capital – – – – 22.418 – (22.418) –
Ganhos e perdas não realizados com TVM – – – – – (9) – (9)
Saldos em 31 de dezembro de 2011 70.000 492.113 3.291 4.976 27.972 (9) – 598.343
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A JMalucelli Resseguradora S.A., (Companhia) constituída por meio da Assembléia Geral de Constituição
em 7 de maio de 2008, obteve autorização para operar em todo território nacional, por meio da Portaria
SUSEP nº 2.942 de 23 de maio de 2008, tendo como objetivo social efetuar operações de resseguro e
retrocessão no segmento de ramos de danos, podendo ainda participar como acionista em outras
sociedades, observadas as disposições legais e estatutárias pertinentes. Tem como seu principal acionista
a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (Controladora) que possui 100% de suas ações
ordinárias. A Companhia integra o Grupo JMalucelli e suas operações são conduzidas no contexto de um
grupo de instituições que atua integradamente.
A Companhia mantém com seguradoras contratos de excesso de danos para cobertura do excedente de
retenção das operações de seguros, com vigências anuais e recebimentos trimestrais. Com relação a
operações com retrocessionárias, a Companhia também mantém contratos para cobertura do excedente
de retenção das operações de resseguro, com vigências anuais e pagamentos trimestrais.
Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em
27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou
a divulgação das informações a partir do dia 28 de fevereiro de 2012.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no
Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), as
quais abrangem a legislação societária brasileira e normas do Conselho Nacional de Seguros Privados
(CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das
demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades
abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida circular impactam no balanço
patrimonial e nas demonstrações de resultados com a segregação das operações de resseguros e
retrocessão. O balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010 e a demonstração do resultado foram
ajustados para fins de comparação conforme demonstrados abaixo. As alterações trazidas pela referida
circular, não impactaram os saldos de patrimônio liquido e o lucro líquido da Companhia.
Saldo
publicado em
31/12/2010 Reclassificação
Saldo
reclassificado
em 31/12/2010
Ativo
Circulante 299.066 (26.784) 272.282
Créditos das operações com
resseguros e retrocessões 107.716 (7.735) 99.981
Operações com retrocessionárias 7.835 (7.735) 100
Despesas de comercialização diferidas 28.578 (28.578) –
Custos de aquisição diferidos – 28.578 28.578
Despesas de retrocessão diferidas 88.004 (88.004) –
Ativos de resseguro - provisões técnicas – 68.955 68.955
Não Circulante 165.503 (26.911) 138.592
Despesas de comercialização diferidas 26.232 (26.232) –
Custos de aquisição diferidos – 26.232 26.232
Despesas de retrocessão diferidas 74.259 (74.259) –
Ativos de resseguro - provisões técnicas – 47.348 47.348
Total do ativo 464.569 (53.695) 410.874
Passivo
Circulante 244.117 (34.805) 209.312
Débitos de operações com
resseguros e retrocessões 118.290 (34.805) 83.485
Receitas de comercialização diferidas 26.784 (26.784) –
Operações com retrocessionárias 57.415 (5.319) 52.096
Corretores de resseguros 24.724 (2.702) 22.022
Passivo não circulante 116.080 (18.890) 97.190
Débitos de operações com
resseguros e retrocessões 26.911 (18.890) 8.021
Receitas de comercialização diferidas 26.911 (26.911) –
Operações com retrocessionárias – 5.319 5.319
Corretores de resseguros – 2.702 2.702
Total do passivo 464.569 (53.695) 410.874
Demonstrações de resultados
Prêmios retidos 37.866 (37.866) –
Prêmios emitidos líquidos – 175.486 175.486
Variações das provisões técnicas (11.261) (34.958) (46.219)
Prêmios ganhos 26.605 102.662 129.267
Sinistros retidos (1.143) 1.143 –
Sinistros ocorridos – (8.342) (8.342)
Receitas e despesas de
comercialização diferidas (4.341) 4.341 –
Custos de aquisição – (37.309) (37.309)
Outras receitas e despesas operacionais 1.187 (12.252) (11.065)
Resultado com retrocessão – (50.243) (50.243)
Despesas administrativas (5.903) – (5.903)
Despesas com tributos (1.597) – (1.597)
Resultado financeiro 12.345 – 12.345
Resultado operacional 27.153 – 27.153
Imposto de renda (6.616) – (6.616)
Contribuição social (4.090) – (4.090)
Participações sobre o resultado (637) – (637)
Lucro líquido do exercício 15.810 – 15.810
Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos
de seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de
contabilização, produzindo efeitos a partir de 01 de janeiro de 2011. Com a nova codificação os ramos
do grupo Riscos financeiros (0739 - Garantia financeira/0740 - Garantia de Obrigações privadas/0745 -
Garantia de obrigações públicas/0747 - Garantia de concessões públicas/0750 - Garantia Judicial) são
classificados em dois novos ramos: 0775 - Garantia Segurado - Setor Público e 0776 e 0775 -
Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011. Como impacto dessas alterações
nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos apresentam somente cancelamento
e reversões de provisões, como um processo de run-office e as novas emissões de prêmios e constituição
de provisões estão apresentadas nos novos ramos. As notas explicativas que foram impactadas pelo
efeito são: Nota explicativa 17) Detalhamento das contas do resultado, letra “c”- Custo de aquisição e
letra “f” – Resultado com retrocessão nos itens Prêmios cedidos em retrocessão, Variação das despesas
de retrocessão e Recuperação dos Custos de aquisição.
As Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados
como caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as
aplicações em fundos de investimentos de renda fixa.
Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstrações do
valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - demonstração do valor adicionado, emitido pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam uma
análise adicional das demonstrações financeiras.
3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a. Apuração do resultado
As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência.
A contabilização dos prêmios de resseguros é feita na data de emissão das apólices/contratos. Os
prêmios de resseguros, deduzidos dos prêmios cedidos em retrocessão, e as correspondentes despesas/
receitas de comercialização são reconhecidas no resultado de acordo com o prazo de vigência das
apólices. Os prêmios de resseguros relativos a riscos vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas,
são calculados conforme nota técnica atuarial, que leva em conta a experiência histórica da Companhia.
As participações nos lucros a receber sobre os contratos de retrocessão e as participações nos lucros a
pagar sobre os prêmios de resseguros emitidos são registradas de acordo com o prazo de vigência das
apólices, à medida que os resultados decorrentes dessas retrocessões possam ser estimados com razoável
segurança.
b. Estimativas contábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis.
Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor de mercado dos
títulos mobiliários, as participações nos lucros cedidos em retrocessão, provisões técnicas e os impostos
diferidos. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes
dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa
essas estimativas e premissas periodicamente.
c. Balanços patrimoniais
• Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento
original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco
insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo.
• Aplicações
Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da
Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data:
(i) “Títulos disponíveis para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo
valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável,
ajustados pelos seus respectivos valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio
líquido denominada “Ajustes com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários;
(ii) “Títulos mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais
a Administração possui a intenção e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento,
sendo contabilizados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data-base das
demonstrações financeiras.
• Crédito das operações com resseguros e retrocessões, títulos e outros créditos a receber,
ativos de resseguro e custos de aquisição diferidos
Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos
e variações monetárias auferidos até as datas de encerramento do balanço, combinados com o seguinte
aspecto:
• Os ativos de resseguro - Provisões técnicas referem-se aos prêmios de retrocessões diferidos, os quais
são constituídos pelo valor dos prêmios cedidos em retrocessão, correspondente ao período restante de
cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. Esta provisão está sendo
constituída de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas
são documentadas em notas técnicas atuariais - NTA.
• Custo de aquisição diferido - As despesas de comercialização com comissões de resseguros a pagar
para as seguradoras são diferidas de acordo com o prazo de vigência das apólices.
• A Companhia possui contrato de participação nos lucros a pagar sobre os prêmios de resseguro com
partes relacionadas e a receber com terceiros, calculada mensalmente e paga anualmente.
• Imobilizado e intangível
• Os ativos imobilizado e intangível compreendem equipamentos, softwares, móveis e utensílios
utilizados na condução dos negócios da Companhia, e são demonstrados ao custo.
• Os custos do ativo imobilizado e intangível são reduzidos por depreciação e amortização acumuladas
até a data-base destas demonstrações. A depreciação e amortização dos itens do ativo imobilizado e
intangível são calculadas segundo o método linear e conforme o período de vida útil estimada dos ativos.
As taxas de depreciação e amortização utilizadas estão divulgadas nas notas 10 e 11.
• Passivos circulantes e não circulantes
Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos
encargos e variações monetárias incorridos até a data-base das demonstrações financeiras.
• Receitas de comercialização diferidas, referem-se a recuperação de comissões dos retrocessionários,
que são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das apólices.
• As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP,
cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentadas em notas técnicas atuariais - NTA.
• A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor dos prêmios de resseguros
correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata
dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não
emitidos (“RVNE”); Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao
disposto nas Resoluções CNSP 162/06, 195/08 e 204/09.
• A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos
avisos de sinistros recebidos, e ajustada, periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas
técnicas. Seu valor é determinado com base nos critérios estabelecidos pelas Resoluções CNSP
nº 162/2006 e 195/08.
• A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) é constituída com base na Circular SUSEP
nº 283 de 24 de janeiro de 2005.
• O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do
montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas
pela SUSEP. Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas,
por ramo ou grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data-base
descontando-os através de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco (ETTJ), apresentada no artigo
“A estrutura a termo de taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e
testes”, divulgado pela SUSEP. Foram consideradas premissas atuariais baseadas em dados contábeis do
ano de 2011 e a projeção dos sinistros a serem pagos baseados em dados históricos de julho de 2008 a
dezembro de 2011. O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº 410/2010
em linha com o requerido pelo CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados,
informações fidedignas e considerações realistas, em consistência com as informações presentes no
mercado financeiro. Caso seja identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente,
uma provisão complementar àquelas já registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do
período, primeiramente reduzindo-se despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis
diretamente relacionados aos contratos de seguros. O cálculo realizado não revelou passivos a constituir
em 31 de dezembro de 2011.
• Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma
obrigação presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja
requerido para saldar a obrigação. As provisões para contingências de natureza cível, trabalhista e fiscal
são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Em 31 de dezembro de
2011 a Companhia não tem conhecimento de processos cíveis, fiscais e trabalhistas.
• Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas
alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240
mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido,
e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30%
do lucro real.
d. Redução ao valor recuperável
Ativos financeiros
Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda
ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
BALANÇOS PATRIMONIAIS
em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
Método direto - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
ABRANGENTES
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Evolução do Patrimônio Líquido
dez-10 dez-11
104,3
598,3
dez-10 dez-11
130,2
634,6
Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro
Total do Grupo Riscos Financeiros (%)
61,4%
38,6%
Fonte: Susep: 06/11
Mercado
JMalucelli
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
Evolução do Patrimônio Líquido
dez-10 dez-11
104,3
598,3
dez-10 dez-11
130,2
634,6
Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro
Total do Grupo Riscos Financeiros (%)
61,4%
38,6%
Fonte: Susep: 06/11
Mercado
JMalucelli
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
Evolução do Patrimônio Líquido
dez-10 dez-11
104,3
598,3
dez-10 dez-11
130,2
634,6
Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro
Total do Grupo Riscos Financeiros (%)
61,4%
38,6%
Fonte: Susep: 06/11
Mercado
JMalucelli
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como: desvalorização significativa e prolongada de instrumentos
financeiros reconhecida publicamente pelo mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Resseguradora S.A. investiu, tendências
históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administração
quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas
pelas tendências históricas.
Ativos não financeiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há indicação de perda no valor recuperável.
A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor de recuperação, que será o maior valor entre o valor
estimado na venda e o seu valor em uso, determinado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade
geradora de caixa.
Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não identificou indicadores de
que determinados ativos desta poderiam estar reconhecidos contabilmente por montantes acima do valor recuperável.
e. Receitas e despesas financeiras
As receitas financeiras abrangem rendimentos sobre fundos investimentos não exclusivos, títulos de renda fixa privados e públicos, e receitas com de créditos
tributários.
As despesas financeiras abrangem juros pagos nas operações de resseguros, e despesas e encargos com tributos.
4. GERENCIAMENTO DE RISCOS
Estrutura de gerenciamento de risco
O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às
áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia.
Entendemos ainda que a atividade de gerenciamento de riscos é altamente relevante em virtude da complexidade dos serviços e produtos ofertados e também
em função da globalização dos negócios. Por essa razão as atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as
melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à nossa realidade.
Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de
funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor
agregado.
Nesse contexto, nosso processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa
que abrange desde a alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação dos riscos.
Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês com funções específicas e estrutura diretiva dedicada,
estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos, voltados a estas atividades.
O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos
e Compliance (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos
e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração.
A estrutura do processo de gerenciamento de riscos da Companhia permite que os riscos de Resseguro, Crédito, Liquidez, Mercado e Operacional sejam
efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado.
a. Risco operacional
Gerenciamento de risco operacional
A Companhia define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos
que ocasionem ou não a interrupção de negócios.
Controle de risco operacional
A Companhia possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à
gerência de controles internos, responsável pela formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é
de responsabilidade da gerência de controles internos. As principais gerências da Companhia possuem os riscos avaliados conforme metodologia definida.
b. Risco de resseguro
A Companhia aceita principalmente prêmios de resseguros dos ramos de Seguro Garantia, e tem como objetivo investir em novos e melhores processos de
seleção de riscos e precificação e acredita que as técnicas de subscrição de riscos empregadas oferecem vantagem na identificação e seleção dos riscos sobre
os contratos de resseguros assumidos. Os departamentos técnicos desenvolveram mecanismos que identificam, quantificam e gerenciam exposições
acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas.
Estratégia de retrocessão
Como forma de reduzir o risco foi definida a política de retrocessão, a qual é revisada, no mínimo, anualmente. Dessa definição constam: os riscos a serem
cedidos, lista dos retrocessionários e grau de concentração.
Os contratos de retrocessão firmados consideram condições proporcionais e não proporcionais, de forma a reduzir a exposição a riscos isolados, além de termos
facultativos para determinadas circunstâncias.
Casamento de ativos e passivos
Um dos aspectos principais no gerenciamento de riscos é o encontro dos fluxos de caixa dos ativos e passivos.
Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento.
O principal objetivo do processo de investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa dos passivos.
Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis, prazos, rentabilidade, sensibilidade, liquidez, limites de concentração
de ativos por emissor e risco de crédito.
As estimativas utilizadas para determinar os valores e prazos aproximados para o pagamento de indenizações são periodicamente revisadas. Essas estimativas
são inerentemente subjetivas e podem impactar diretamente na capacidade em manter o balanceamento de ativos e passivos.
O monitoramento da carteira de contratos de resseguros e retrocessão permite o acompanhamento e a adequação das tarifas praticadas bem como avaliar a
eventual necessidade de alterações. São consideradas, também, outras ferramentas de monitoramento: (i) análises de sensibilidade; (ii) verificação de
algoritmos e alertas dos sistemas corporativos (aceite, emissão e sinistros); casamento de ativos e passivos. Além disso, o TAP (Teste de Adequação dos Passivos)
é realizado, semestralmente, com o objetivo de averiguar a adequação do montante registrado contábil a título de provisões técnicas, considerando as
premissas mínimas determinadas pela SUSEP.
Resultados do teste de sensibilidade
No teste de sensibilidade foram projetados os passivos atuarias e demonstrado o impacto de uma mudança razoavelmente possível em apenas um único fator.
Os resultados do teste estão apresentados abaixo:
Riscos Financeiros = Sensibilidade em 31 de dezembro de 2011
Sensibilidade
Total de
Provisão de
Sinistros
Valor Presente
Sinistros Passados
Ajustes
Sinistros
Passados
Total de
Provisão de
Prêmios
Valor Presente
Sinistros Futuros
Ajuste
Sinistros
Futuros
Ajuste
Passivos
Atuariais
Cenário base TAP 25.910 22.406 (3.504) 197.875 33.004 (164.871) –
Juros + 1% 25.910 22.267 (3.643) 197.875 32.691 (165.184) –
Juros - 1% 25.910 22.549 (3.361) 197.875 33.324 (164.551) –
Despesas + 10% 25.910 22.407 (3.503) 197.875 55.368 (142.507) –
Sinistralidade + 5% 25.910 22.407 (3.503) 197.875 54.369 (143.506) –
Riscos Financeiros (Garantia) em 31 de dezembro de 2010
Sensibilidade
Total de
Provisão de
Sinistros
Valor Presente
Sinistros Passados
Ajustes
Sinistros
Passados
Total de
Provisão de
Prêmios
Valor Presente
Sinistros Futuros
Ajuste
Sinistros
Futuros
Ajuste
Passivos
Atuariais
Cenário base TAP 9.610 9.426 (184) 172.025 12.194 (159.831) –
Juros + 1% 9.610 9.376 (234) 172.025 12.079 (159.946) –
Juros - 1% 9.610 9.477 (133) 172.025 12.311 (159.714) –
Despesas + 10% 9.610 9.426 (184) 172.025 31.435 (140.590) –
Sinistralidade + 5% 9.610 9.426 (184) 172.025 21.332 (150.693) –
Ativos financeiros
A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de riscos financeiros.
Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e percentuais de deterioração, a saber:
I) Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização/deterioração das operações constantes do balanço patrimonial.
II) Situação com valorização/deterioração de, pelo menos, 25% na variável de risco considerada (taxa de juros).
III) Situação com valorização/deterioração de, pelo menos, 50% na variável de risco considerada (taxa de juros).
Posições de Títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2011
Cenário de alta na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III
Valorização:
Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50%
LFT Alta DI 212.035 230 5.760 11.521
CDB-DPGE Alta DI 243.512 264 6.615 13.231
CDB Alta DI 7.020 8 191 381
Efeito líquido 502 12.566 25.133
Cenário de baixa na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III
Deterioração:
Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50%
LFT Queda DI 212.035 (230) (5.760) (11.521)
CDB-DPGE Queda DI 243.512 (264) (6.615) (13.231)
CDB-DPGE Queda DI 7.020 (8) (191) (381)
Efeito líquido (502) (12.566) (25.133)
Posições de Títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2010
Cenário de alta na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III
Valorização:
Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50%
LFT Alta DI 7.385 8 196 393
CDB-DPGE Alta DI 57.079 61 1.518 3.037
CDB Alta DI 38.382 41 1.021 2.042
Efeito líquido 110 2.735 5.472
Cenário de baixa na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III
Deterioração:
Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50%
LFT Queda DI 7.385 (8) (196) (393)
CDB-DPGE Queda DI 57.079 (61) (1.518) (3.037)
CDB Queda DI 38.382 (41) (1.021) (2.042)
Efeito líquido (110) (2.735) (5.472)
Limitações da análise de sensibilidade
Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante (a alta na taxa DI e baixa na taxa DI) enquanto as outras premissas permanecem
inalteradas, pois, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores
ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados.
As análises de sensibilidade não levam em consideração que os ativos e passivos são altamente gerenciados e controlados. Além disso, a posição financeira da
Companhia poderá variar na ocasião em que qualquer movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar
a exposição a flutuações no mercado e conforme os mercados de investimentos se movimentam através de diversos níveis, as ações de gerenciamento
poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação da carteira, entre outras medidas de proteção.
Outras limitações nas análises de sensibilidade acima incluem o uso de movimentações hipotéticas no mercado para demonstrar o risco potencial que somente
representa a visão da Administração de possíveis mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de
considerar como premissa, que todas as taxas de juros se movimentam de forma idêntica.
Apuração ao valor justo
A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os valores de referência foram definidos como se
segue:
• Nível I: títulos com cotação em mercado ativo;
• Nível II: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou indiretamente observável;
• Nível III: títulos que não possuem seu valor justo determinado com base em um mercado observável.
31 de dezembro de 2011 Nível I Nível II Nível III Total
Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda 167.250 216.879 – 384.129
Total 167.250 216.879 – 384.129
31 de dezembro de 2010 Nível I Nível II Nível III Total
Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda 23.089 43.837 – 66.926
Total 23.089 43.837 – 66.926
Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo contábil, conforme demonstrado na nota 5.
c. Desenvolvimento de sinistros
O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de resseguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas
provisões. Partindo do ano em que o sinistro foi avisado, a parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia
a medida que as informações mais precisas a respeito da frequência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação
dos montantes com os saldos contábeis.
Ano de aviso do sinistro
2008 2009 2010 2011 Total
Montante estimado para os sinistros
• No ano do aviso 1.258 5.308 5.655 19.476 –
• Um ano após o aviso 944 3.258 4.888 – –
• Dois anos após o aviso 944 3.360 – – –
• Três anos após o aviso 944 – – – –
Estimativa dos sinistros na data-base
(Dezembro de 2011) 944 3.360 4.888 19.476 28.668
Pagamentos de sinistros efetuados 944 3.279 3.239 2.368 9.830
Sinistros Pendentes 81 1.649 17.108 18.838
Ano de aviso do sinistro
2008 2009 2010 Total
Montante estimado para os sinistros
• No ano do aviso 1.258 5.308 5.655 –
• Um ano após o aviso 944 3.258 – –
• Dois anos após o aviso 944 – – –
Estimativa dos sinistros na data-base (Dezembro de 2010) 944 3.258 5.655 9.857
Pagamentos de sinistros efetuados 944 2.545 1.668 5.157
Sinistros Pendentes – 713 3.987 4.700
d. Risco de crédito
Risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer alteração na capacidade de honrar suas obrigações
contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a Companhia.
O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de
crédito por Companhias avaliadoras de riscos, tais Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s entre outras.
Exposições ao crédito de resseguro
A Companhia está exposta a concentrações de risco com retrocessionárias individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa estrita de
retrocessionárias que possuem classificações de crédito aceitáveis. A Companhia adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de
retrocessão, limitando as que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das retrocessionárias é avaliado regularmente.
e. Risco de liquidez
Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos financeiros suficientes para cumprir suas obrigações
à medida que estas atinjam seu vencimento.
Gerenciamento de risco de liquidez
O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de
direitos e obrigações, assim como a liquidez dos instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o acompanhamento
desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Companhia a liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro.
Controle de risco de liquidez
A Companhia tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política estão definidos os níveis mínimos de liquidez a
serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da liquidez em cenário normal e em cenário de crise.
Exposição ao risco de liquidez
O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais
para estimar os passivos oriundos de contratos de resseguro. A qualidade de nossos investimentos é suficiente para cobrimos as demandas de liquidez.
A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos,
com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados.
5. APLICAÇÕES
Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía aplicações na categoria de “Títulos disponíveis para venda” e “Mantidos até
o vencimento”, apresentadas como segue:
31 de dezembro de 2011
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6 meses
a 1 ano
Acima
de 1 ano
Valor de
curva
Valor
contábil
Valor de
mercado
Ajuste no
patrimônio líquido
LFT (a) – – – 212.035 212.035 212.035 212.020 (15)
LTN (a) – – 4.858 – 4.858 4.858 4.858 –
Quotas de fundos de investimentos
de renda fixa (a) 82.865 – – – 82.865 82.865 82.865 –
Quotas de fundos de investimentos
renda variável (c) 84.386 – – – 84.386 84.386 84.386 –
Total disponíveis para venda (*) 167.251 – 4.858 212.035 384.144 384.144 384.129 (15)
CDB(b) – – 7.020 – 7.020 7.020 7.020
CDB-DPGE (b) – – – 243.512 243.512 243.512 243.512 –
Total mantidos até o vencimento (*) – – 7.020 243.512 250.532 250.532 250.532 –
Total aplicações 167.251 – 11.878 455.547 634.676 634.676 634.661 (15)
31 de dezembro de 2010
Sem
vencimento
Até 6
meses
De 6 meses
a 1 ano
Acima
de 1 ano
Valor de
curva
Valor
contábil
Valor de
mercado
Ajuste no
patrimônio líquido
LFT (a) – – – 7.385 7.385 7.385 7.385 –
LTN (a) – – – 4.288 4.288 4.288 4.288 –
Quotas de fundos de investimentos
de renda fixa (a) 9.043 – – – 9.043 9.043 9.043 –
Quotas de fundos de investimentos
renda variável (c) 14.046 – – – 14.046 14.046 14.046 –
CDB (b) – 7.008 25.156 – 32.164 32.164 32.164 –
Total disponíveis para venda (*) 23.089 7.008 25.156 11.673 66.926 66.926 66.926 –
CDB-DPGE (b) – 3.176 16.234 37.669 57.079 57.079 57.079 –
CDB (d) – – – 6.218 6.218 6.218 6.218 –
Total mantidos até o vencimento (*) – 3.176 16.234 43.887 63.297 63.297 63.297 –
Total aplicações 23.089 10.184 41.390 55.560 130.223 130.223 130.223 –
(*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para venda” que representam na data-base 61% (27% em
31 de dezembro de 2010) da carteira de investimentos e “Mantidos até o vencimento” representando na data-base 39% (73% em 31 de dezembro de 2010).
(a) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades
dos Mercados Financeiros e de Capitais.
(b) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) foram pactuados com taxa pós-fixada que varia entre 112% e 120% do CDI (Certificado de Depósitos
Interbancário) e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço.
(c) Referem-se às quotas de fundos de investimentos não exclusivos que são valorizadas pelo valor da quota informado pelos administradores dos fundos na
data de encerramento do balanço.
(d) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) foram pactuados com taxa pré-fixada de 12,95% a.a. e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescido
dos rendimentos auferidos até a data do balanço.
6. CRÉDITOS DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RETROCESSÕES - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
a. Prêmios a receber - Resseguros
Os prêmios a receber contemplam os prêmios de resseguro de emissão direta, a provisão para riscos vigentes mas não emitidos e o prêmio mínimo de contratos
de excesso de danos firmados com seguradoras. Os prêmios de resseguro emitidos, em média são recebidos em parcela única.
31 de dezembro de 2011
Ramos Prêmios a receber Prêmios RVNE Excesso de danos Total
Garantia financeira 159 3 – 162
Garantia obrigações privadas 190 1.422 – 1.612
Garantia obrigações públicas 7.539 1.953 – 9.492
Garantia concessões públicas – 31 – 31
Garantia judicial 4.423 90 – 4.513
Garantia segurado setor público 50.442 4.730 3.127 58.299
Garantia segurado setor privado 4.192 2.025 2.559 8.776
Total 66.945 10.254 5.686 82.885
31 de dezembro de 2010
Ramos Prêmios a receber Prêmios RVNE Excesso de danos Total
Garantia financeira 436 72 35 543
Garantia obrigações privadas 17.099 3.101 974 21.174
Garantia obrigações públicas 38.540 4.826 1.252 44.618
Garantia concessões públicas 3.025 480 522 4.027
Garantia judicial 25.832 2.935 696 29.463
Total 84.932 11.414 3.479 99.825
b. Outros créditos operacionais
2011 2010
Participação nos lucros de retrocessão cedida 12.515 9.399
Refere-se à participação nos lucros a receber sobre contratos de prêmio de retrocessão cedido, calculada mensalmente e recebida anualmente.
7. ATIVOS DE RETROCESSÃO - PROVISÕES TÉCNICAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
Os ativos de retrocessão referem-se aos prêmios de retrocessões diferidos que são constituídos pelo valor dos prêmios cedidos em retrocessão, correspondente
ao período restante de cobertura do risco, por saldos de recuperação de sinistros do ramo garantia e provisão de sinistros ocorridos mas não avisados do ramo
crédito doméstico - risco comercial.
a. Despesas de retrocessão diferidas
31 de dezembro de 2011
Ramos PPNG RCD PPNG Líquida
Garantia financeira 192 (65) 127
Garantia obrigações privadas 21.154 (7.118) 14.036
Garantia obrigações públicas 34.876 (12.720) 22.156
Garantia concessões públicas 1.276 (478) 798
Garantia judicial 14.349 (4.852) 9.497
Garantia segurado setor público 80.174 (29.521) 50.653
Garantia segurado setor privado 28.663 (10.177) 18.486
Subtotal 180.684 (64.931) 115.753
Contrato de retrocessão - garantia de excesso de danos 5.335
Total 121.088
31 de dezembro de 2010
Ramos PPNG RCD PPNG Líquida
Garantia financeira 914 (311) 603
Garantia obrigações privadas 34.242 (11.398) 22.843
Garantia obrigações públicas 71.700 (25.073) 46.627
Garantia concessões públicas 7.272 (2.556) 4.716
Garantia judicial 43.172 (14.357) 28.816
Garantia segurado setor público – – –
Garantia segurado setor privado – – –
Subtotal 157.300 (53.695) 103.605
Contrato de retrocessão - garantia de excesso de danos 4.963
Total 108.568
b. Sinistros pendentes de pagamento/IBNR
2011 2010
Sinistros pendentes de pagamentos 14.308 2.915
Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados 7.072 4.820
Total 21.380 7.735
8. CUSTOS DE AQUISIÇÃO DIFERIDOS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
As despesas de comercialização são diferidas e amortizadas de acordo com o prazo de vigência das apólices.
Despesas de comercialização diferidas de resseguros
Ramos 2011 2010
Garantia financeira 73 380
Garantia obrigações privadas 7.183 12.233
Garantia obrigações públicas 12.014 25.045
Garantia concessões públicas 448 2.469
Garantia judicial 5.290 14.683
Garantia segurado setor público 29.030 –
Garantia segurado setor privado 10.568 –
Total 64.606 54.810
9. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER
Créditos tributários
Os créditos tributários referem-se a impostos a compensar no valor de R$ 1.319 em 2011 (R$ 3 em 2010).
10. IMOBILIZADO
O ativo imobilizado compreende equipamentos, móveis, máquinas e utensílios utilizados na condução dos negócios da Companhia.
Em 31 de dezembro de 2011
Taxa de
depreciação anual
Custo na
aquisição
Depreciação
do bem
Valor
contábil
Equipamentos de informática 20% 46 (17) 29
Móveis, máquinas e utensílios 10% 66 (19) 47
Telecomunicações 10% 3 (1) 2
Outras imobilizações 7 – 7
Total 122 (37) 85
Em 31 de dezembro de 2010
Taxa de
depreciação anual
Custo na
aquisição
Depreciação
do bem
Valor
contábil
Equipamentos de informática 20% 46 (7) 39
Móveis, máquinas e utensílios 10% 73 (14) 59
Telecomunicações 10% 3 – 3
Outras imobilizações 7 – 7
Total 129 (21) 108
11. INTANGÍVEL
O ativo intangível compreende softwares utilizados na condução dos negócios da Companhia.
Em 31 de dezembro de 2011
Taxa de
depreciação anual
Custo na
aquisição
Depreciação
do bem
Valor
contábil
Software 20% 403 (61) 342
Marcas e patentes 1 – 1
Total 404 (61) 343
Em 31 de dezembro de 2010
Taxa de
depreciação anual
Custo na
aquisição
Depreciação
do bem
Valor
contábil
Marcas e patentes 1 – 1
Total 1 – 1
12. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM RESSEGUROS E RETROCESSÕES - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
a. Operações com retrocessionárias
Referem-se aos prêmios de retrocessão cedidos, a provisão para riscos vigentes mas não emitidos e o prêmio mínimo de contratos de excesso de danos
firmados com retrocessionárias.
31 de dezembro de 2011
Prêmios de
Retrocessão
Prêmios
RVNE
Excesso
de danos Total
Ramos
Garantia financeira 79 2 – 81
Garantia obrigações privadas 142 954 – 1.096
Garantia obrigações públicas 3.486 1.469 – 4.955
Garantia concessões públicas – 28 – 28
Garantia judicial 1.643 77 – 1.720
Garantia segurado setor público 25.839 3.248 3.393 32.480
Garantia segurado setor privado 1.538 1.224 3.009 5.771
Total 32.727 7.002 6.402 46.131
31 de dezembro de 2010
Prêmios de
Retrocessão
Prêmios
RVNE
Excesso
de danos Total
Ramos
Garantia financeira 209 50 60 319
Garantia obrigações privadas 8.849 2.356 1.846 13.051
Garantia obrigações públicas 18.727 3.905 1.846 24.478
Garantia concessões públicas 1.625 396 953 2.974
Garantia judicial 12.991 2.352 1.250 16.593
Total 42.401 9.059 5.955 57.415
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
www.jmalucellire.com.br
www.jmalucelli.com.br
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
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b. Comissões de resseguros
2011 2010
Ramos
Garantia financeira 44 418
Garantia obrigações privadas 76 5.010
Garantia obrigações públicas 2.293 10.998
Garantia concessões públicas – 1.562
Crédito interno – 475
Garantia judicial 1.318 6.261
Garantia segurado setor público 15.033 –
Garantia segurado setor privado 1.317 –
Total 20.081 24.724
c. Outros débitos operacionais
Refere-se à participação nos lucros a pagar sobre prêmio de resseguro emitido, estimada mensalmente e
paga anualmente conforme contrato, no montante de R$ 12.482 em 31 de dezembro de 2011
(R$ 6.747 em 31 de dezembro de 2010).
13. PROVISÕES TÉCNICAS - RESSEGURADORAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
a. Provisão de prêmios não ganhos (PPNG)
2011 2010
Ramos
Garantia financeira 249 1.330
Garantia obrigações privadas 26.195 45.063
Garantia obrigações públicas 41.594 88.617
Garantia concessões públicas 1.515 8.821
Garantia judicial 18.848 53.872
Garantia segurado setor público 100.764 –
Garantia segurado setor privado 37.287 –
Subtotal 226.452 197.703
Contrato de resseguro - garantia de excesso de danos 4.738 2.899
Total 231.190 200.602
b. Provisão de sinistros a liquidar (PSL)
2011 2010
Ramos
Garantia obrigações privadas 10.411 3.700
Garantia obrigações públicas 1.052 373
Crédito interno 6.973 591
Garantia judicial 36 36
Garantia segurado setor público 243 –
Garantia segurado setor privado 123 –
Total 18.838 4.700
A provisão de sinistros a liquidar contempla sinistros avisados em processo de regulação de sinistros,
sendo que a parte a recuperar da retrocessionária, encontra-se no Ativo.
c. Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR)
2011 2010
Ramos
Crédito doméstico risco comercial 7.072 4.910
14. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS
Provisões técnicas de resseguros e retrocessões 2011 2010
Provisão de prêmios não ganhos 231.190 200.602
Provisão de sinistros a liquidar 18.838 4.700
Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados 7.072 4.910
Total 257.100 210.212
Recuperação de sinistros (14.308) (2.915)
Prêmios de retrocessão diferidos (186.019) (162.263)
Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (7.072) (4.820)
Total (207.399) (169.998)
Total a ser coberto 49.701 40.214
Composição dos ativos vinculados
Títulos de renda fixa - Públicos 13.103 11.673
Certificados de Depósitos Bancários 55.504 49.570
Total 68.607 61.243
Suficiência de cobertura 18.906 21.029
15. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a. Capital social
O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011,
é de R$ 562.113 (em 2010 - R$ 70.000) dividido em 473.650.441 ações ordinárias nominativas e sem
valor nominal (em 2010 - 70.000.000 ações ordinárias nominativas, no valor nominal de um real cada)
pertencente a acionistas domiciliados no país. Em 17 de Junho de 2011 em Assembléia Geral
Extraordinária foi aprovado pelos acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 492.113 que
passou de R$ 70.000 para R$ 562.113 que encontra-se em fase de homologação na Superintendência
de Seguros Privados - SUSEP.
b. Reservas de lucros
A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira,
pela parcela de 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social.
A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica
“Outras reservas de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais.
De acordo com o estatuto social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro
líquido do exercício é levada à aprovação pela Assembléia Geral.
c. Dividendos
Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma
prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de Junho de 2011 em Reunião do Conselho de
Administração foi aprovado pelos conselheiros a distribuição de dividendos no valor de R$ 27.100, e no
dia 08 de julho de 2011 em Assembleia Geral Extraordinária foi aprovada pelos diretores a distribuição
de dividendos no valor de R$ 2.497, já destacados no balanço da Companhia na conta reservas de lucros.
Os valores foram pagos para o acionista JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. em
17 de junho de 2011 e 08 de julho de 2011, respectivamente.
Segue-se a demonstração do cálculo dos dividendos:
2011 2010
Lucro líquido 31.464 15.810
(–) Reserva legal (1.573) (790)
Base de cálculo dos dividendos 29.891 15.020
Dividendos mínimos obrigatórios (25% da base) 7.473 3.755
16. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO, MARGEM DE
SOLVÊNCIA E SUFICIÊNCIA DE CAPITAL
2011 2010
Patrimônio líquido 598.343 104.372
(–) Ativo intangível (343) (1)
(–) Créditos tributários – (3)
Patrimônio líquido ajustado 598.000 104.368
Margem de solvência:
Prêmio retido anual - últimos 12 meses 7.031 7.573
Sinistro retido anual médio - últimos 36 meses 2011 (24 meses 2010) 543 559
Margem de solvência 7.031 7.573
Capital base 60.000 60.000
Capital adicional de subscrição 7.765 11.600
Capital mínimo requerido - CMR 67.765 71.600
Exigência de capital - EC 67.765 71.600
Capital adicional baseado no risco de crédito (Resolução CNSP nº 228 de 2010) 28.724 33.429
Suficiência de capital 501.511 32.768
17. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO
Principais ramos de atuação
a. Prêmios ganhos (bruto de retrocessão)
2011 2010
Ramos
Garantia financeira 1.329 1.250
Garantia obrigações privadas 15.948 27.302
Garantia obrigações públicas 43.805 64.719
Garantia concessões públicas 6.437 12.775
Crédito interno 18.659 13.019
Garantia judicial 6.679 10.202
Garantia segurado setor público 54.627 –
Garantia segurado setor privado 18.463 –
Total 165.947 129.267
b. Sinistralidade (sinistros ocorridos sobre o prêmio ganho brutos de retrocessão)
2011 2010
Ramos
Sinistros
Ocorridos
% sobre o
prêmio ganho
Sinistros
ocorridos
% sobre o
prêmio ganho
Garantia obrigações privadas (8.443) 53 (892) 3
Garantia obrigações públicas (1.402) 3 (1.824) 3
Garantia concessões públicas (23) – – –
Crédito interno (10.865) 58 (5.576) 43
Garantia judicial 20 – (50) –
Garantia segurado setor público (243) – – –
Garantia segurado setor privado (123) 1 – –
Total (21.079) 13 (8.342) 6
c. Custo de aquisição
Despesas de comercialização com resseguros
2011 2010
Comissão
% sobre o
prêmio
emitido líquido Comissão
% sobre o
prêmio
emitido líquido
Garantia financeira (85) 29 (474) 27
Garantia obrigações privadas 618 32 (11.136) 27
Garantia obrigações públicas 653 58 (27.138) 31
Garantia concessões públicas 246 29 (3.357) 38
Crédito interno (3.599) 19 (2.862) 22
Garantia judicial 7.353 28 (4.669) 20
Garantia segurado setor público (44.164) 29 – –
Garantia segurado setor privado (15.034) 27 – –
Total (54.012) 27 (49.636) 28
A variação das despesas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo credor de R$ 9.797
(e credor de R$ 12.327 em 2010).
d. Outras receitas operacionais
2011 2010
Adicional de fracionamento - Prêmios emitidos 287 771
Total 287 771
e. Outras despesas operacionais
2011 2010
Participação nos lucros sobre prêmios de resseguros emitidos (13.743) (11.836)
Total (13.743) (11.836)
f. Resultado com retrocessão
2011 2010
Prêmios cedidos em retrocessão (164.567) (137.621)
Variação das despesas de retrocessão 26.942 34.957
Recuperação de sinistros ocorridos 17.309 7.199
Recuperação dos custos de aquisição 53.902 44.469
Variação das receitas de comercialização diferidas (11.236) (11.500)
Outras receitas com operações de retrocessão 13.380 12.253
Total (64.270) (50.243)
Prêmios cedidos em retrocessão
2011 2010
Ramos
Garantia financeira (238) (1.363)
Garantia obrigações privadas 778 (34.072)
Garantia obrigações públicas 1.489 (61.029)
Garantia concessões públicas 845 (6.732)
Crédito interno (18.712) (12.717)
Garantia judicial 21.251 (21.708)
Garantia segurado setor público (125.373) –
Garantia segurado setor privado (44.607) –
Total (164.567) (137.621)
Variação das despesas de retrocessão - Provisão de prêmio não ganho
2011 2010
Ramos
Garantia financeira (518) 521
Garantia obrigações privadas (13.102) 10.675
Garantia obrigações públicas (35.669) 16.867
Garantia concessões públicas (6.413) (3.152)
Crédito interno – (39)
Garantia judicial (27.783) 10.085
Garantia segurado setor público 80.326 –
Garantia segurado setor privado 30.101 –
Total 26.942 34.957
Recuperação de sinistros ocorridos
O percentual de sinistralidade está calculado utilizando-se a recuperação sinistros ocorridos sobre o valor
dos prêmios cedidos em retrocessão, líquidos das variações das despesas de retrocessão (PPNG).
2011 2010
Ramos
Recup.
Sinistros
ocorridos
% sobre o
prêmio
retrocessão
Recup.
Sinistros
ocorridos
% sobre o
prêmio
retrocessão
Garantia obrigações privadas 5.446 44 421 1
Garantia obrigações públicas 744 2 1.082 2
Garantia concessões públicas 11 1 857 13
Crédito interno 10.955 59 4.839 38
Garantia judicial – – – –
Garantia segurado setor publico 104 –
Garantia segurado setor privado 49 – – –
Total 17.309 13 7.199 5
Recuperação dos custos de aquisição
Receitas de comercialização com retrocessão
2011 2010
Comissão
% sobre o
prêmio
retrocessão Comissão
% sobre o
prêmio
retrocessão
Garantia financeira 97 41 281 21
Garantia obrigações privadas (338) 43 7.242 21
Garantia obrigações públicas (721) 48 15.198 25
Garantia concessões públicas (303) 36 3.450 51
Crédito interno 4.529 24 3.807 18
Garantia judicial (5.521) 26 2.990 24
Garantia segurado setor público 42.161 34 – –
Garantia segurado setor privado 13.998 31 – –
Total 53.902 33 32.968 24
A variação das receitas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo devedor de
R$ 11.236 (e devedor de R$ 11.500 em 2010).
Outras receitas com operações de retrocessão
2011 2010
Participação nos lucros de retrocessão 13.380 12.253
Total 13.380 12.253
g. Despesas administrativas
2011 2010
Pessoal próprio (1.995) (898)
Serviços de terceiros (8.696) (4.264)
Localização e funcionamento (764) (442)
Publicidade e propaganda (71) (69)
Despesas com publicações (22) (37)
Donativos e contribuições (388) (191)
Outras despesas administrativas (6) (2)
Total (11.942) (5.903)
h. Despesa com tributos
2011 2010
Impostos federais (911) –
Impostos municipais (3) (2)
Contribuições para a COFINS (1.203) (1.124)
Contribuições para o PIS (195) (182)
Taxa de fiscalização (389) (289)
Total (2.701) (1.597)
i. Receitas financeiras
2011 2010
Títulos de renda fixa 34.769 10.336
Receitas com créditos tributários 49 –
Com fundos de investimentos 10.352 2.205
Receitas financeiras com operações de seguros – 2
Receitas financeiras eventuais 29 –
Total 45.199 12.543
j. Despesas financeiras
2011 2010
Despesas com impostos e contribuições sobre transações financeiras (277) (152)
Despesas financeiras eventuais (57) (46)
Total (334) (198)
18. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Imposto de renda e contribuição social incidentes sobre as operações do exercício
2011 2010
Resultado antes da tributação sobre o lucro e após as participações no lucro 52.265 26.516
Encargos do imposto de renda à alíquota de 25%
e da contribuição social à alíquota de 15% (20.906) (10.606)
Exclusões (adições) permanentes
Outras 105 (100)
Imposto de renda e contribuição social devidos sobre o resultado do exercício (20.801) (10.706)
19. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
A Sociedade efetuou operações com partes relacionadas pertencentes ao Grupo JMalucelli. Os principais
saldos na data do balanço, bem como as receitas (despesas) do exercício, estão apresentados a seguir:
2011
Ativos (Passivos) Receitas Despesas
Paraná Banco S.A. 11 – (181)
Porto de Cima Adm. Part. e Serviços S.A. – – (321)
JMalucelli Part. em Seguros e Resseguros S.A. (464) – (4.939)
Sport Club Corinthians Paranaense S.A. – – (65)
2010
Ativos (Passivos) Receitas Despesas
Paraná Banco S.A. 47 – –
Porto de Cima Adm. Part. e Serviços S.A. – – (275)
JMalucelli Part. em Seguros e Resseguros S.A. – – (1.826)
Sport Club Corinthians Paranaense S.A. – – (60)
As receitas e despesas com partes relacionadas são constituídas, principalmente, de ressarcimentos de
custos e despesas administrativas e patrocínio. Os direitos e obrigações são decorrentes, basicamente de
saldos bancários, e participações nos lucros a pagar.
As transações com partes relacionadas incluem ainda, as operações com JMalucelli Seguradora conforme
demonstrado no quadro abaixo.
2011
Descrição Ativos (Passivos) Receitas Despesas
Prêmios emitidos de resseguros 66.065 164.676 –
Recuperação de indenização de resseguro (11.960) 1.026 (11.133)
Comissão sobre prêmios emitidos de resseguros a pagar (19.788) – (49.523)
Participação nos lucros a pagar (12.483) – (13.744)
Prêmios a receber - Contrato de excesso de danos 5.686 21.052 (11.788)
2010
Descrição Ativos (Passivos) Receitas Despesas
Prêmios emitidos de resseguros 84.435 155.921 –
Recuperação de indenização de resseguro (4.203) – (2.806)
Comissão sobre prêmios emitidos de resseguros a pagar (24.558) – (46.086)
Participação nos lucros a pagar (6.747) – (11.836)
Prêmios a receber - Contrato de excesso de danos 3.479 11.017 (6.819)
Remuneração dos administradores
Aos administradores foi pago a título de remuneração o valor total de R$ 1.194 (R$ 1.578 em 2010),
sendo que foi registrado no resultado do exercício na rubrica de “Despesas administrativas - “Honorários
da diretoria” (Serviços de terceiros” em 2010). Ainda conforme contrato foi provisionado a participação
nos lucros aos administradores. Tal despesa é registrada no resultado do período na rubrica “Participações
sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011, o saldo dessa despesa é de R$ 835 (R$ 570 em 2010).
20. OUTRAS INFORMAÇÕES
a. Participação dos funcionários nos resultados
A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados
7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário, pagos
conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados,
nos Lucros e Resultados da JMalucelli Resseguradora S.A.”. Tais despesas são registradas no resultado do
exercício na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011 o saldo dessa
despesa é de R$ 45 (R$ 67 em 2010).
b. Plano de aposentadoria complementar
A Companhia é patrocinadora de um plano de aposentadoria complementar para os seus funcionários,
que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime financeiro de
capitalização. A Companhia é responsável por custear somente as despesas administrativas e os custos
relativos ao prêmio de seguro de benefícios de morte e invalidez dos participantes. As contribuições,
em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 9 (R$ 12 em 2010). As contribuições relativas à acumulação
das obrigações do plano são inteiramente custeadas pelos participantes.
c. Instrumentos financeiros derivativos
Durante os exercícios findos em 2011 e 2010 a Companhia não realizou operações envolvendo
instrumentos financeiros derivativos.
d. Caixa e equivalentes de caixa
Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados nas demonstrações dos fluxos de caixa são
compostos por:
2011 2010
No início do exercício:
Disponibilidades 75 486
Fundos de investimento (nota explicativa 5) 9.043 12.895
Total 9.118 13.381
No final do exercício:
Disponibilidades 503 75
Fundos de investimento (nota explicativa 5) 82.864 9.043
Total 83.367 9.118
e. Conciliação entre o lucro líquido e caixa gerado nas atividades operacionais
2011 2010
Lucro líquido do exercício 31.464 15.810
Mais
Depreciações e amortizações 77 12
Outras despesas não operacionais 4 –
Menos
Ajustes com títulos e valores mobiliários (9) –
Lucro líquido do exercício ajustado 31.536 15.822
Variações das contas patrimoniais (419.402) (20.051)
Variação das aplicações (430.616) (21.078)
Variação dos créditos de operações com seguros 13.910 (42.872)
Variação dos títulos e créditos a receber (1.294) (24)
Variação dos ativos de resseguro - provisões técnicas (26.165) (21.645)
Variação dos custos de aquisição diferidos (9.796) (5.695)
Variação das contas a pagar 412 1.332
Variação dos débitos de operações com seguros (12.741) 35.331
Variação das provisões técnicas - seguros 46.888 34.600
Caixa líquido gerado nas atividades operacionais (387.866) (4.229)
21. EVENTO RELEVANTE
Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies
Inc., uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em
Seguros e Resseguros S.A. (controladora da JMalucelli Resseguradora S.A.), mediante a subscrição e a
integralização de 191.651.225 ações ordinárias, pelo valor total de R$ 657.113. Em razão do
investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações
em Seguros e Resseguros S.A. Com este investimento em sua controladora, a JMalucelli Resseguradora
S.A. sofreu um aumento em seu capital social no montante de R$ 492.113 milhões que encontra-se em
fase de homologação na SUSEP.
O investimento da Travelers Companies possibilitará a JMalucelli Resseguradora uma alavancagem
operacional com ganhos estratégicos, além de explorar o mercado de resseguro garantia na América
Latina e criar uma sinergia de know how. Ainda, com o suporte de uma marca conhecida e respeitada
internacionalmente como a Travelers, proporcionará à JMalucelli Resseguradora S.A um maior apoio de
resseguradores internacionais que são fundamentais na emissão de apólices de grande porte.
GERHARD DUTZMANN
MIBA - 345
HILÁRIO MARIO WALESKO
CRC-PR 29.585/O-9 - CPF: 510.710.969-15
De acordo com o disposto na Resolução CNSP nº 135, de 11/10/2005, e na Circular SUSEP nº 272,
de 22/10/2004, foi realizada a Avaliação Atuarial de cada um dos ramos de seguro operacionalizados
pela JMalucelli Resseguradora S.A., no exercício de 2011.
A Avaliação Atuarial foi elaborada a partir dos efetivos períodos de competência dos riscos assumidos
pelos contratos de resseguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011,
recalculando, para cada ramo, as correspondentes provisões técnicas contabilizadas nestas datas-base.
O recálculo das provisões técnicas determina a totalidade dos compromissos financeiros que a
Resseguradora terá com o pagamento dos sinistros já ocorridos e que ainda vão ocorrer e com a
manutenção dos custos administrativos de todos os contratos de resseguro em vigor em 30/09/2011,
31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011, independente da emissão de novos prêmios.
Os resultados encontrados demonstram que as provisões técnicas consignadas no Balanço Patrimonial de
31/12/2011 da JMalucelli Resseguradora S.A. estão adequadas, não havendo necessidade de
constituição da Provisão de Riscos em Curso e de ajustes de valores, bem como não foi detectada
nenhuma situação relevante que comprometa a solvência atuarial da Resseguradora.
São Paulo, 17 de fevereiro de 2012
Gerhard Dutzmann
Atuário Responsável Técnico - MIBA 345
Ricardo César Pessoa
Atuário - MIBA 1076
Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda.
CNPJ 57.125.353/0001-35 - CIBA - 33
Eduardo O. Nóbrega
Diretor Responsável Técnico
JMalucelli Resseguradora S.A.
Aos
Administradores e Acionistas da
JMalucelli Resseguradora S.A.
Curitiba - PR
Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Resseguradora S.A. (“Companhia”),
que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações
do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas
explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades
supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base
em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja
planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras
estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito
dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante
nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de
riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação
das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são
apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses
controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas
contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos
os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Resseguradora S.A. em
31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades
supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP.
Demonstração do valor adicionado
Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em
31 de dezembro de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia.
Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e,
em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação
às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Curitiba, 27 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes Alberto Spilborghs Neto
CRC 2SP014428/O-6-F-PR Contador CRC 1SP167455/O-0-S-PR
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)
ATUÁRIO RESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL
PARECER ATUARIAL
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DIRETORIA
JMALUCELLI
RESSEGURADORA S.A.
CNPJ nº 09.594.758/0001-70
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA S.A.
CNPJ nº 84.948.157/0001-33
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
JMALUCELLI
SEGURADORA DE CRÉDITO S.A.
CNPJ nº 09.064.453/0001-56
Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
ALEXANDRE MALUCELLI
Presidente
JOÃO GILBERTO POSSIEDE
Vice-Presidente
EDUARDO DE OLIVEIRA NOBREGA
Diretor Técnico
Balanço completo 2011

Balanço completo 2011

  • 1.
    Demonstrações Financeiras 2011Exercício Findo em31 de dezembro bilhão 1,1R$ Patrimônio Líquido 3,4R$ Ativo Total bilhões 359R$ Lucro Líquido milhões bilhão 1,9R$ Recursos Disponíveis Part. em Seguros e Resseguros Participação no Mercado Nacional de Seguros Garantia (%) Mercado 62,7% JMalucelli 37,3% Fonte: Susep: 06/2011 Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) Mercado 61,4% JMalucelli 38,6% Fonte: Susep: 06/2011 Evolução do Patrimônio Líquido Consolidado (R$ Milhões) 275 220 918 dez-09 dez-10 dez-11 Evolução das Aplicações Financeiras Consolidado (R$ Milhões) 431 337 1.087 dez-09 dez-10 dez-11 ConsolidadoSeguroseResseguros Lucro Líquido Consolidado (R$ Milhões) 104 359 117 dez-09 dez-10 dez-11 1.897 1.575 1.235 Recursos Captados (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 Operações de Crédito Consolidado (R$ Milhões) 1.297 1.895 1.552 dez-09 dez-10 dez-11 2.617 3.427 3.074 Ativo Total Consolidado (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 1.093 828 789 Evolução do Patrimônio Líquido Consolidado (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 13,00 36,20 14,60 Rentabilidade - ROAE (%) dez-09 dez-10 dez-11
  • 2.
    JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br Lucro Líquido Consolidado (R$ Milhões) 104 359 117 dez-09 dez-10 dez-11 1.897 1.575 1.235 Recursos Captados (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 Operações de Crédito Consolidado (R$ Milhões) 1.297 1.895 1.552 dez-09 dez-10 dez-11 2.617 3.427 3.074 Ativo Total Consolidado (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 1.093 828 789 Evolução do Patrimônio Líquido Consolidado (R$ Milhões) dez-09 dez-10 dez-11 13,00 36,20 14,60 Rentabilidade - ROAE (%) dez-09 dez-10 dez-11 continua RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO A Administração do Paraná Banco S.A. (BOVESPA: PRBC4/ADR Nível I: PARPY), banco múltiplo privado, especializado em crédito consignado, crédito para pequenas e médias empresas (PME), seguro garantia e resseguros, através de suas controladas e controladas em conjunto, em conformidade com as disposições legais e estatutárias apresenta a seus acionistas as Demonstrações Financeiras do Banco e consolidado do exercício de 2011, juntamente com o Relatório dos Auditores Independentes. Todas as Demonstrações Financeiras aqui apresentadas são consolidadas, abrangendo as Demonstrações Financeiras do Banco e suas controladas e controladas em conjunto, a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Re., a JMalucelli Seguradora de Crédito, a JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a JMalucelli Agenciamento e Serviços e Paraná Administradora de Consórcio. As informações, exceto quando indicado de forma diferente, são expressas em moeda corrente nacional (em milhares reais) e foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), do Conselho Nacional de Seguros Privados - (CNSP) e da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados, quando aplicável. MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO Entendemos que o crescimento só é satisfatório quando vem acompanhado de qualidade e por isso encerramos 2011 satisfeitos com a nossa estrutura de negócio. Neste ano vimos a carteira de crédito crescer 21,2% enquanto a inadimplência, quando medida por créditos vencidos há mais de 180 dias, ficou praticamente estável aumentando 0,1 ponto percentual. Ao mesmo tempo na outra ponta do negócio, sustentamos o crescimento por meio da captação de depósitos a prazo, que cresceu 31,3% no ano e que entendemos ser a fonte de funding mais adequada a nossa estrutura de negócio. Não realizamos cessão de crédito e não necessitamos de nenhuma provisão adicional além do que usualmente fazemos, em atendimento as exigências da resolução 2.682 do Conselho Monetário Nacional. Frente as alterações no Fator de Ponderação do Risco (FPR) pelo Banco Central do Brasil para as operações de crédito a pessoas físicas, tivemos uma capitalização adequada que nos permitiu dar continuidade a originação de operações sem a necessidade de redução nos prazos. Remodelamos a estratégia do segmento de middle market, lançamos novos produtos, e tivemos um crescimento expressivo de carteira de 36,2% na comparação com 2010. Em dezembro de 2011 o BNDES estabeleceu limite de crédito para a realização de novas operações com seus recursos no valor de R$ 100 milhões. Seremos uma instituição financeira credenciada priorizando o repasse das seguintes linhas: FINAME, PSI - Bens de Capital e o PROGEREN, o que possibilitará mais efetividade no relacionamento com as empresas de middle market. A sequência será o início das operações com o BNDES ainda no 1S12. No ambiente de crédito consignado em 2011 superamos o crescimento do mercado de 14,9% apresentando uma evolução de carteira de 19,0%. Em dezembro abrimos uma nova loja Paraná Crédito em Foz do Iguaçu, no Paraná, e em 2012 temos planos de abrir outras 7 lojas, totalizando 23 lojas ao final de 2012. Paralelamente pretendemos firmar parceria com 30 correspondentes bancários exclusivos no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, que somados aos atuais performará uma rede de 84 correspondentes exclusivos. Acreditamos que a originação de crédito por meio de canais próprios nos possibilita um maior controle sobre a base de clientes e consequentemente maior força de refinanciamento de operações, algo muito comum no mercado de crédito consignado. SOBRE O PARANÁ BANCO Perfil O Paraná Banco, banco múltiplo privado, é especializado em crédito consignado, crédito para pequenas e médias empresas (PME), seguro garantia e resseguros. Governança Corporativa Atualmente, o Paraná Banco está listado entre as empresas do Nível 1 da BM&FBovespa, segmento que reúne empresas com diferenciadas práticas de Governança Corporativa. Adicionalmente às normas exigidas pelo Nível 1, o Banco confere 100% de tag-along para suas ações preferenciais. Em acordo com o Regulamento do Nível 1 de Governança Corporativa da BM&FBovespa o Paraná Banco alterou em dezembro o cálculo do total de ações em circulação (“free float”). Seguindo a definição constante da Seção II do Regulamento de que “Ações em Circulação” são “todas as ações emitidas pela Companhia, excetuadas as ações detidas pelo Acionista Controlador, por pessoas a ele vinculadas, por Administradores da Companhia, aquelas em tesouraria e preferenciais de classe especial que tenham por fim garantir direitos políticos diferenciados, sejam intransferíveis e de propriedade exclusiva do ente desestatizante”, passou a integrar ações ordinárias de emissão da Companhia não detidas por Acionista Controlador, pessoas a ele vinculadas e Administradores da Companhia as ações em circulação. Com a alteração o total de ações em circulação no mercado do Paraná Banco em 31 de dezembro de 2011 passou a ser de 33.462.104 ações de emissão da Companhia, das quais 11.570.032 ações ordinárias e 21.892.072 ações preferenciais, equivalentes a 38,3% do total de ações de emissão da Companhia. Abaixo, está indicada a estrutura acionária com data-base em 31 de dezembro de 2011. Estrutura Acionária ON PN Total % Grupo de controle 41.121.063 7.070.863 48.191.926 55,2% Conselho de administração 3.293.400 1.532.500 4.825.900 5,5% Diretoria 740.481 162.221 902.702 1,0% Tesouraria – – – 0,0% Free-float 11.570.032 21.892.072 33.462.104 38,3% Total 56.724.976 30.657.656 87.382.632 100,0% Em reunião realizada em dezembro de 2011 o Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de ações com limite de aquisição de 2.189.207 ações preferenciais de emissão da Companhia até 13 de dezembro de 2012. No total a Companhia já concluiu 10 programas de recompra de ações por meio dos quais adquiriu 23.750.700 ações preferenciais já canceladas. Juros sobre Capital Próprio e Dividendos Foram destacados R$ 49.107 de juros sobre o capital próprio referente ao exercício findo em 2011. Os referidos juros reduziram os encargos tributários registrados no resultado do trimestre em R$ 19.643 serão incluídos nos dividendos mínimos obrigatórios do exercício. Foram destacados R$ 36.883 de dividendos referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Dividendos esses mínimos obrigatórios reconhecidos no exercício de 2011. JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora e JMalucelli Seguradora de Crédito • Lucro Líquido No ano as seguradoras JMalucelli apresentaram um lucro líquido ajustado de R$ 83,2 milhões, ante R$ 55,2 milhões em 2010, evolução de 50,7%. O ano para o mercado de seguro garantia foi atípico tendo apresentado crescimento de prêmios diretos de 14,0% no comparativo do acumulado de junho de 2010 a junho de 2011 (últimos dados disponibilizados pela SUSEP), abaixo da média histórica de crescimento anual deste mercado de 2007 a 2010 (CAGR de 28,1%). • Política de Investimentos Em dezembro de 2011, o saldo das aplicações financeiras da JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora e JMalucelli Seguros era de R$ 1.034,2 milhões. Deste total, em dezembro 60,8% estava alocado em ativos de renda fixa, 25,7% em títulos públicos, 8,0% em fundos multimercado e 5,5% em ativos de renda variável. As receitas financeiras advindas desta carteira representaram R$ 92,7 milhões em 2011. A Administração pretende é de manter a disciplina na alocação atual dos investimentos, seguindo a política de investimentos estabelecida e visando retornos de médios e longos prazos. Evolução da Originação de Crédito Consignado (R$ Milhões) 277,9 302,1 291,9 300,2 318,1 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 Evolução da Carteira de Middle Market (R$ Milhares) 212,1 175,7 224,4 267,4 289,0 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 Evolução da Originação de Crédito Consignado (R$ Milhões) 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 4T11 2011 2,67% 11,60% 3,77% 12,08% Rentabilidade das Aplicações Financeiras CDI Aplicações JM Seguros 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 Evolução da Carteira de Crédito - Consolidada (R$ Milhões) 3,3% 1,9% 26,2 18,7 7,3 5,5 4,0 1,9% 1,9%2,0% 2,0% 3,2% 1.625,91.551,9 1.753,1 1.837,2 1.894,8 3,3% 3,3% 3,4% Saldo da cessão de crédito Operações de crédito em balanço Nível H/Carteira de créditoPDD/Carteira de crédito 259,0 624,8 49,4 1.010,576,9 25,6% 61,8% 12,5% Títulos Públicos Renda Fixa Renda Variável Fundo Multimercado Total Carteira das Aplicações Financeiras (R$ Milhões) CDB = R$ 6,8 DPGE = R$ 484,2 Outros = R$ 133,7 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 4,0 270,5 187,6 1.438.3 Fontes de Captação (R$ Milhões) Cessão de Créditos DPGE MTN Depósitos 44,5% 26,3% 22,7% 6,4% Distribuição da Carteira de Crédito Consignado Governos Estaduais Prefeituras INSS Entidades Federais 29,0% 28,5% 23,2% 19,3% Captação - Operações a Vencer Até 3 Meses De 3 a 12 Meses De 1 a 3 anos Acima de 3 anos 22,9% 23,3% 40,3% Carteira de Crédito - Operações a Vencer 13,6% Até 3 Meses De 3 a 12 Meses De 1 a 3 anos Acima de 3 anos 4T10 3T11 4T11 Evolução dos Ativos Totais (R$ Mil) Operações de Crédito TVM Outros 3.293.743 3.427.461 3.073.980 579.851 942.211 1.551.918 397.988 1.058.549 1.837.206 456.841 1.075.793 1.894.827 277,9 302,1 291,9 300,2 318,1 A rentabilidade média das aplicações financeiras das seguradoras JMalucelli em 2011 ficou em 104,1% do CDI. Em outubro de 2011 a aplicação em fundo multimercado que utiliza renda variável (financiamento com opções - compra de ações e venda de opções) com objetivo de superar a rentabilidade da renda fixa, conforme anunciado no release de resultados anterior, recuperou o impacto negativo gerado pela marcação a mercado dos investimentos em um ambiente de desvalorização do mercado acionário. Isto possibilitou a recuperação da rentabilidade dos investimentos. A política de investimentos do braço de seguros do Paraná Banco tem como objetivo assegurar a capacidade das seguradoras e resseguradora de dar atendimento a obrigações previstas em contratos de seguros. A alocação de recursos é definida visando metas, limites e metodologias para a gestão de investimentos de forma a maximizar retornos de acordo com as diretrizes definidas pela legislação em vigor. A política define que para o total das aplicações financeiras até 100% pode ser destinado para investimento em Títulos Públicos Federais de emissão da República Federativa do Brasil e que até 95% em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial) até limites estabelecidos por lei, com vencimento em três anos ou menos. Até 40% do total das aplicações financeiras podem ser destinados para investimentos de renda fixa com baixo risco, ou seja, em Instituições com classificação de risco AAA, até 20% em renda fixa de Instituições com classificação de risco superior a AA-, e até 10% para investimentos de renda fixa em instituições com classificação de risco superior a BBB-. Todos os investimentos em instituições financeiras também são limitados ao porte da instituição (total de ativos). Para investimentos em renda variável a política define como teto máximo que 8% dos investimentos possam ser alocados em fundos multimercado e 5% em renda variável. Investimentos que ultrapassarem o limite estipulado por razões que não sejam novas aquisições (o caso dos investimentos em renda variável em 2011), são geridos de modo a atender os melhores interesses da Companhia. Os recursos alocados em renda variável estão 100% investidos em um fundo de ações cujo portfólio é composto majoritariamente por ações de empresas com dividend yield superior a 6% ao ano, há pelo menos três anos. DESEMPENHO OPERACIONAL • Gestão de Ativos e Passivos Em dezembro de 2011, os ativos totais somaram R$ 3.427,5 milhões ante R$ 3.074,0 milhões na mesma data de 2010. No final de 2011 as operações de crédito representaram 55,3% dos ativos, títulos e valores mobiliários 31,4% e outros ativos 13,3%. A tesouraria do Paraná Banco opera o caixa da Companhia de forma passiva aplicando 94,5% dos recursos em títulos cujo risco é soberano e 4,5% em um fundo multimercado. As aplicações financeiras das seguradoras JMalucelli são alocadas conforme o descrito anteriormente e são geridas pelo Banco. A carteira de TVM é composta basicamente por operações compromissadas lastreadas em Letras Financeiras do Tesouro (LFT). A carteira consolidada de títulos e investimentos apresentou evolução de 14,2% em relação a dezembro de 2010. • Crédito Consignado A maior concentração da carteira de crédito consignado do Paraná Banco em dezembro de 2011 estava nas operações de crédito a funcionários dos governos estaduais (44,5%), seguido de prefeituras (26,3%), aposentados e pensionistas do INSS (22,7%) e entidades federais (6,4%). Esta pulverização dilui o risco regulatório e de concentração da carteira. O crédito consignado à funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS, é tradicionalmente considerado como baixo risco de crédito. Desta forma, dada a grande concentração nestas operações, o Paraná Banco possui uma carteira de crédito de excelente qualidade. O quadro abaixo apresenta a classificação de risco da carteira de crédito consignado em 31 de dezembro de 2011 segundo normas do Banco Central, sendo a categoria A de menor risco e a categoria H de maior risco. Classif. Provisão Requerida Carteira Cessão Carteira + Cessão Classif. / Carteira + Cessão Provisão Carteira Provisão Cessão Provisão Total A 0,5% 1.439.118 3.809 1.442.928 92,4% 7.196 19 7.215 B 1,0% 37.111 – 37.111 2,4% 371 – 371 C 3,0% 22.121 – 22.121 1,4% 664 – 664 D 10,0% 12.744 – 12.744 0,8% 1.274 – 1.274 E 30,0% 8.962 – 8.962 0,6% 2.689 – 2.689 F 50,0% 6.927 – 6.927 0,4% 3.463 – 3.464 G 70,0% 5.797 – 5.797 0,4% 4.058 – 4.058 H 100,0% 24.202 193 24.395 1,6% 24.202 193 24.395 Total 1.556.982 4.003 1.560.984 100,0% 43.916 213 44.129 Ao final de dezembro, 96,2% da carteira de consignado do banco estava classificada entre AA e C, 2,2% entre D e G e 1,6% da carteira estava classificada no nível H. Enquanto a inadimplência, acima de 90 dias, registrada para pessoa física no SFN em dezembro era de 7,3%, a inadimplência do Paraná Banco para o crédito consignado era de 3,0%. RATINGS O Paraná Banco possui cobertura de quatro agências de rating que corroboram a sua solidez e confortável situação econômico-financeiro, fundamentados em um crescimento sustentável e conservadora gestão dos seus ativos e exposição aos riscos. Em dezembro de 2011 a agência de classificação de risco Standard & Poor`s, seguindo uma nova metodologia de avaliação de bancos divulgada pela agência no início de novembro, elevou o rating na escala nacional do Paraná Banco de “brA-“ para “brAA”, e na escala global de “BB-“ para “BB+”, ambos com perspectiva estável. A agência considerou como fatores determinantes para a elevação do rating do Paraná Banco a solidez da base de capital, rentabilidade e os baixos riscos relacionados às atividades da Companhia. Dezembro/2011 Dezembro/2011 Janeiro/2012Janeiro/2012 ‘brAA‘ ‘A’ ‘A+’ 11,46 Perspectiva estável Baixo risco de crédito Baixo risco de crédito para médio prazoBaixo risco de crédito GERENCIAMENTO DE RISCOS DE MERCADO • Riscos para os quais se busca proteção Risco de Taxas de Juros - O risco de taxa de juros decorre da precificação de ativos e passivos em momentos distintos, bem como de oscilações inesperadas na inclinação e forma das curvas de rendimento e de alterações na correlação entre as taxas de juros de diferentes instrumentos financeiros. A Companhia fica diretamente exposta aos riscos de oscilação das taxas de juros quando ocorre um descasamento entre as taxas de juros que adota e as taxas de juros praticadas pelo mercado. Procuramos administrar nossos ativos e passivos por meio de controles eficazes e adequados ao porte operacional da Companhia, para que com isso consigamos evitar e/ou reduzir eventual impacto negativo que poderá ser causado por oscilações nas taxas de juros sobre a receita de intermediação financeira líquida da Companhia. Risco de Variação Cambial - O risco cambial decorre da titularidade de ativos, passivos e itens denominados ou indexados a moedas estrangeiras. A Companhia administra sua exposição cambial objetivando ajustar os descasamentos entre ativos e passivos indexados a variação de moedas estrangeiras, particularmente com uso de operações de derivativos. Não faz parte de nossa estratégia manter exposições significativas e prolongadas ao risco cambial. Risco de Mercados das atividades de trading - O risco de mercado relacionado às atividades de trading (negociação) decorre, principalmente, das posições adotadas pela Companhia em relação a títulos federais prefixados, resultantes de operações compromissadas, aquelas realizadas no mercado de Balcão das Instituições do SFN - Sistema Financeiro Nacional em que o vendedor assume o compromisso de recomprar os títulos por ele vendidos em uma data prefixada e também mediante ao pagamento de juros prefixados. E o comprador, em contrapartida, deve assumir o compromisso irreversível de revender o título na data de vencimento do compromisso pelo preço fixado. As atividades de trading (negociação) são supervisionadas e aprovadas pelos órgãos componentes do Comitê de Riscos da Companhia, objetivando-se, desta maneira, evitar a exposição da Companhia aos riscos inerentes a esta atividade bem como reduzir a intensidade de seus eventuais efeitos negativos sobre as atividades da Companhia. • Estratégia de proteção patrimonial (hedge) A estruturação de operações de defesa de posições de risco da Companhia, em geral chamada de hedge, é um dos aspectos mais importantes da gestão financeira da Companhia e decorrem da necessidade de proteção à volatilidade verificada no mercado financeiro. Observamos, entretanto, que como as operações de hedge apresentam, de um modo geral, elevados custos de implementação, optamos por utilizar tais instrumentos de maneira planejada e alinhada aos resultados negociais da Companhia, evitando exposições desnecessárias e consolidando posições seguras de atuação. As operações de vendas definitivas de ativos e de cessões de crédito com coobrigação são usualmente operações pré-fixadas. Este tipo de operação, comum no mercado financeiro, permite o controle da liquidez da Companhia e é um instrumento que pode ser utilizado como redutor do risco de mercado das operações pré-fixadas desenvolvidas pela Companhia. No que tange às exposições decorrente de operações realizadas em moeda estrangeira (variação cambial), a Companhia efetua contratos de Swap da taxa de câmbio (dólar) para o indexador CDI em sua totalidade do valor principal de sua exposição. Instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge) Atualmente, a Companhia pode utilizar os seguintes instrumentos para implementar sua estratégia de proteção patrimonial: • Contratos de Swap de taxas de juros e taxas de câmbio no mercado local. Parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos A Companhia adota os critérios constantes de orientações do Banco Central para identificação, monitoramento e apreçamento de ativos financeiros, bem como para a quantificação dos riscos que lhes são inerentes. O cálculo das parcelas referentes ao Risco de Mercado de Taxas de Juros Pré-fixadas, por exemplo, é efetuado pela aplicação do VAR - Value-at-Risk, medida estatística que sumariza uma perda ou ganho potencial derivada da exposição de uma carteira de crédito ao risco de mercado em condições normais, considerando uma probabilidade de ocorrência de 99%, com horizonte de tempo de 10 dias e volatilidades e parâmetros definidos diariamente pelo Banco Central. Além dos cálculos realizados, como o VAR - Value-at-Risk, a Companhia utiliza, também como parâmetro para gerenciar os riscos de mercado, a análise de sensibilidade das exposições a que está sujeita, o que permite a fixação de limites e controles de riscos e alavancagem, os quais são definidos e autorizados por seu Comitê de Riscos. As atividades relacionadas à estrutura de controle de gerenciamento de riscos da Companhia são divididas entre órgãos e cargos da Companhia, conforme abaixo: Diretoria e Conselho de Administração: A Diretoria e o Conselho de Administração são responsáveis pela aprovação e revisão periódica da Política de Gerenciamento do Risco de Mercado da Companhia, devendo também monitorar periodicamente os limites operacionais e os procedimentos adotados pela Companhia com o escopo de manter a exposição ao risco de mercado em níveis considerados regulares, evitando variações repentinas. Comitê de Riscos: O Comitê de Riscos da Companhia foi criado para suportar o Comitê Executivo Sênior e atuar de forma colegiada na identificação, análise, monitoramento, mensuração, acompanhamento e controle dos riscos corporativos a que a Companhia está sujeita, devendo garantir o cumprimento das Resoluções do CMN nº 2.804/00, 3.380/06, 3.464/07 e 3.721/09, que dispõem sobre a implementação das estruturas de gerenciamento dos riscos de liquidez, operacionais, de mercado e de crédito. O Comitê de Riscos da Companhia é composto pelos gerentes das áreas de risco de mercado, liquidez, operacional, crédito, pelo Diretor Financeiro e Vice-Presidente da Companhia. Diretor Responsável pelo Risco de Mercado: O Diretor Responsável pelo Risco de Mercado é indicado pela Companhia para representá-la perante o Banco Central, sendo, juntamente com o Comitê de Riscos, responsável por validar e aprovar as políticas e objetivos gerais da Companhia, alertando o Conselho de Administração e a Diretoria com informações relevantes sobre a estrutura e os resultados do gerenciamento de riscos de mercado. Gestor Responsável pelo Risco de Mercado: O Gestor Responsável pela gerência dos riscos de mercado é um colaborador designado pelo Diretor Responsável pelo Risco de Mercado para gerir a estrutura de gerenciamento de riscos de mercado. Ao Gestor Responsável pelo Risco de Mercado também é atribuída a responsabilidade pelo processo de informação, comunicação e divulgação da estrutura de risco adotada pela Companhia. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla metodologias e ferramentas para medir, monitorar e controlar a exposição ao risco de mercado. Desta forma, a Companhia, em cumprimento as disposições da Resolução CMN nº 3.464/07, gerencia seus riscos de mercado em total consonância com as disposições regulamentares e as melhores práticas do mercado. As principais atribuições da Gerência de Risco de Mercado são: - mensurar e controlar a sujeição a riscos de mercado pela Companhia; - definir as metodologias a serem utilizadas na mensuração dos riscos de mercado; - fornecer informações relativas às exposições aos riscos de mercado; - realizar diariamente o controle da utilização dos limites operacionais autorizados e informar ao Comitê de Riscos eventuais excessos e desconsiderações aos limites de exposição previamente estabelecidos; - realizar testes para monitoramento da precisão dos modelos de avaliação do risco de mercado; e - realizar simulações de condições extremas de mercado (testes de estresse), baseados em cenários definidos pelo Comitê de Risco. • Risco de liquidez A aplicação da política de risco de liquidez é coordenada pelo comitê de riscos da Companhia, que se reúne periodicamente para avaliar os possíveis cenários. A Gestão de liquidez é avaliada através da analise da projeção do fluxo de caixa do banco. O gestor de liquidez executa diferentes cenários na condição de liquidez de seu fluxo de caixa levando em consideração fatores interno e externo à Companhia, elabora relatório que permite o monitoramento dos riscos assumidos, realiza avaliações voltadas a identificar posições que coloquem em risco situação econômica financeira da instituição. São realizados periodicamente testes de estresse, onde são considerados; resgates antecipados, aumento da inadimplência, saídas inesperadas, c/c rotativos, cdc, middle/small e dificuldade ao acesso a novos recursos, é emitido mensalmente relatório gráfico que permitem avaliar a aderência do fluxo de caixa. • Plano de contingência Utilizamos como mitigadores de riscos, a redução drástica na produção de novos ativos aumentando a taxa de juros, acréscimo nas taxas de juros das captações, disponibilidade de limite na captação de DPGE, reversão de lucros, constituição de fundos de direitos creditórios, venda de ativos consignáveis através de acordos operacionais para cessão de crédito. O Comitê de riscos é responsável pelo monitoramento e cumprimento da política de liquidez. As atividades de monitoramento dos riscos de mercado e liquidez estão sujeitas a avaliação da área de compliance da Companhia, bem como das auditorias interna e externa. Em relação ao último exercício social, não houve alterações significativas nos principais riscos de mercado e liquidez a que a Companhia está exposta ou na política de gerenciamento de riscos adotada, bem como outras informações em que a Companhia julgue relevante. Atuação da Equipe de RI O Paraná Banco possui uma área de relações com investidores que busca manter uma postura proativa, constantemente em contato com analistas e investidores nacionais e estrangeiros, que tem como objetivo melhor atender as demandas do mercado e fortalecer a imagem e presença do Banco. A área de Relações com Investidores reforça o objetivo de criação de valor aos seus acionistas, e realiza esforços objetivando a maior liquidez de suas ações, com transparência nas divulgações dos resultados e em constante comunicação com o mercado. Divulgação das informações Em atendimento à instrução CVM n° 480, os Diretores revisaram, discutiram e concordam com o relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações Financeiras. Auditores Independentes Em atendimento à Instrução CVM n° 381, o Banco e as empresas controladas não contrataram e nem tiveram serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes relacionados a essas empresas que não os serviços de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. Agradecimentos Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros de negócios pela confiança demonstrada ao longo do tempo, e aos Diretores, Conselheiros, funcionários e colaboradores, pelos esforços, competência, lealdade e dedicação frente aos desafios passados e do futuro. ALEXANDRE MALUCELLI Presidente do Conselho de Administração
  • 3.
    www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado Banco Consolidado Ativo Nota 2011 2010 2011 2010 Circulante 1.337.723 840.362 1.715.338 1.429.298 Disponibilidades 502 293 1.698 6.220 Aplicações interfinanceiras de liquidez 4 111.655 7.128 111.655 7.128 Aplicações no mercado aberto 97.301 – 97.301 – Aplicações em depósitos interfinanceiros 14.354 7.128 14.354 7.128 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 5 336.782 71.777 532.726 363.442 Carteira própria 336.532 25.207 532.476 316.872 Vinculados a compromisso de recompra – 46.570 – 46.570 Instrumentos financeiros derivativos 250 – 250 – Relações interfinanceiras 376 55 376 55 Pagamentos e recebimentos a liquidar 118 – 118 – Depósitos no Banco Central 258 55 258 55 Operações de crédito 6 822.739 699.388 815.380 685.144 Operações de crédito - setor privado 881.715 745.664 874.356 731.420 Provisão para perdas com operações de crédito (58.976) (46.276) (58.976) (46.276) Outros créditos 28.950 21.079 141.065 195.252 Rendas a receber 146 3 7.378 5.780 Crédito das operações com seguros e resseguros 7 – – 92.364 169.133 Diversos 8 28.947 21.301 44.930 24.028 Provisão para perdas outros créditos diversos (143) (225) (3.607) (3.689) Outros valores e bens 36.719 40.642 112.438 172.057 Outros valores e bens 317 163 333 189 Despesas antecipadas 9 36.402 40.479 112.105 171.868 Não circulante Realizável a longo prazo 1.202.445 1.330.086 1.685.976 1.564.368 Aplicações interfinanceiras de liquidez 4 – 101 – 101 Aplicações em depósitos interfinanceiros – 101 – 101 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 5 116.236 435.665 543.067 578.769 Carteira própria 116.236 435.665 543.067 578.769 Operações de crédito 6 1.023.062 832.038 1.014.474 816.060 Operações de crédito - setor privado 1.029.059 836.476 1.020.471 820.498 Provisão para perdas com operações de crédito (5.997) (4.438) (5.997) (4.438) Outros créditos 20.432 16.643 28.513 31.523 Crédito das operações com seguros e resseguros 7 – – 8.016 14.813 Diversos 8 20.432 16.726 20.497 16.793 Provisão para perdas outros créditos diversos – (83) – (83) Outros valores e bens 42.715 45.639 99.922 137.915 Outros valores e bens 254 287 254 287 Provisão para desvalorizações (24) (58) (25) (58) Despesas antecipadas 9 42.485 45.410 99.693 137.686 Permanente 544.583 345.836 26.146 80.314 Investimentos 539.653 341.047 950 1.407 Participação em controladas e coligada no País 10 539.586 340.980 – – Outros investimentos 84 84 979 1.436 Provisão para perdas (17) (17) (29) (29) Imobilizado de uso 4.681 4.375 12.891 17.078 Imóveis de uso 1.867 1.867 2.367 2.367 Outras imobilizações de uso 5.678 4.707 15.496 18.868 Depreciação acumulada (2.864) (2.199) (4.972) (4.157) Intangível 11 249 414 12.305 61.829 Ativos intangíveis 941 965 21.569 77.395 Amortização acumulada (692) (551) (9.264) (15.566) Total 3.084.751 2.516.284 3.427.460 3.073.980 Banco Consolidado Passivo Nota 2011 2010 2011 2010 Circulante 1.239.738 894.235 1.491.385 1.326.843 Depósitos 12 982.587 717.775 981.975 717.253 Depósitos à vista 15.619 17.127 15.415 16.605 Depósitos interfinanceiros 170.197 217.215 170.197 217.215 Depósitos a prazo 796.771 483.433 796.363 483.433 Captações no mercado aberto 13 – 46.267 – 46.267 Carteira própria – 46.267 – 46.267 Recursos de aceites e emissão de títulos 14 187.580 59.915 187.580 59.915 Obrigações por títulos e valores mobiliários emitidos no exterior 187.580 59.915 187.580 59.915 Relações interfinanceiras 104 – 104 – Recebimentos e pagamentos a liquidar 104 – 104 – Instrumentos financeiros derivativos – 2.228 – 2.228 Outras obrigações 69.467 68.050 321.726 501.180 Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados 919 482 919 482 Sociais e estatutárias 34.332 21.553 35.911 22.967 Fiscais e previdenciárias 5.383 6.815 25.910 39.190 Débito de operações com seguros e resseguros 15 – – 66.049 146.586 Provisões técnicas - seguros e resseguros 16 – – 161.346 242.727 Diversas 17/18 28.833 39.200 31.591 49.228 Não circulante Exigível a longo prazo 735.553 764.167 842.561 919.477 Depósitos 12 726.866 584.965 726.866 584.589 Depósitos a prazo 726.866 584.965 726.866 584.589 Recursos de aceites e emissão de títulos 14 – 166.540 – 166.540 Obrigações por títulos e valores mobiliários emitidos no exterior – 166.540 – 166.540 Instrumentos financeiros derivativos 5 – 4.764 – 4.764 Outras obrigações 8.687 7.898 115.695 163.584 Fiscais e previdenciárias 18 2.641 944 2.646 944 Débito de operações com seguros e resseguros 15 – – 23.471 29.132 Provisões técnicas - seguros e resseguros 16 – – 82.249 124.754 Diversas 17/18 6.046 6.954 7.329 8.754 Resultado de exercícios futuros 15.947 30.222 – – Participação minoritária nas controladas – – 1 – Patrimônio líquido 20 1.093.513 827.660 1.093.513 827.660 Capital social De domiciliados no País 630.559 619.954 630.559 619.954 De domiciliados no exterior 133.308 143.913 133.308 143.913 Reserva de capital 265 265 265 265 Reservas de lucros 328.515 63.842 328.515 63.842 Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários 866 (314) 866 (314) Total 3.084.751 2.516.284 3.427.460 3.073.980 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Banco Consolidado Segundo semestre Exercício Exercício Nota 2011 2011 2010 2011 2010 Receitas da intermediação financeira 250.086 477.932 382.859 536.172 420.490 Operações de crédito 221.840 421.519 332.732 421.519 332.732 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 28.246 56.413 50.127 114.653 87.758 Despesas da intermediação financeira (148.986) (281.682) (199.750) (281.636) (199.713) Operações de captação no mercado (138.055) (219.389) (123.216) (219.343) (123.179) Resultado com instrumentos financeiros derivativos 21.303 (1.457) (37.141) (1.457) (37.141) Provisão para perdas com créditos 6 (32.234) (60.836) (39.393) (60.836) (39.393) Resultado bruto da intermediação financeira 101.100 196.250 183.109 254.536 220.777 Outras receitas (despesas) operacionais (45.100) (88.777) (58.333) (100.457) (57.941) Receitas de prestação de serviços – – – 9.606 1.633 Receitas de tarifas bancárias 3.049 6.133 4.541 6.133 4.541 Prêmios de seguros – – – 319.471 408.797 Prêmios de cosseguros e resseguros cedidos – – – (188.434) (244.335) Variação de provisões técnicas de seguros – – – (13.913) (39.723) Sinistros retidos – – – (48.930) (51.417) Despesas de pessoal (8.879) (17.163) (16.769) (45.733) (37.694) Honorários da administração (1.683) (3.270) (3.028) (7.679) (3.930) Outras despesas administrativas 22 (67.656) (135.235) (89.511) (136.593) (91.626) Despesas tributárias (5.704) (10.403) (8.800) (19.869) (16.390) Resultado de participação em controladas 10 32.787 59.149 55.336 – – Outras receitas operacionais 23 12.302 30.625 25.529 50.952 46.548 Outras despesas operacionais 23 (9.316) (18.613) (25.631) (25.468) (34.345) Resultado operacional 56.000 107.473 124.776 154.082 162.836 Resultado não operacional 48 249.829 602 249.906 514 Resultado antes da tributação sobre o lucro 56.048 357.302 125.378 403.990 163.350 Imposto de renda e contribuição social 19 5.953 4.708 (4.556) (35.250) (38.446) Imposto de renda - corrente 3.122 1.093 993 (23.811) (19.836) Contribuição social - corrente 1.150 (120) – (15.122) (13.061) Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.681 3.735 (5.549) 3.683 (5.549) Participação dos empregados e administradores nos lucros (2.535) (2.536) (3.370) (9.261) (7.481) Lucro líquido do semestre/exercício 59.466 359.474 117.452 359.474 117.423 Juros sobre o capital próprio (34.115) (49.107) (46.143) (49.107) (46.143) Quantidade de ações (em milhares) 87.580 87.580 88.209 Lucro líquido por ação - R$ 0,68 4,10 1,33 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Reserva de capital Ajuste ao valor Atualização Reservas de lucros de mercado - de títulos Títulos e valores Ações em Lucros Capital social patrimoniais Legal Estatutária mobiliários tesouraria acumulados Total Saldos em 1 de julho de 2011 763.867 265 33.592 294.986 (763) (433) – 1.091.514 Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (8.378) – (8.378) Cancelamento de ações em tesouraria – – – (8.811) – 8.811 – – Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – 1.629 – – 1.629 Lucro líquido do semestre – – – – – – 59.466 59.466 Destinações Reserva legal – – 2.973 – – – (2.973) – Juros sobre o capital próprio – – – – – – (34.115) (34.115) Dividendos pagos – – – (16.603) – – – (16.603) Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 22.378 – – (22.378) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 763.867 265 36.565 291.950 866 – – 1.093.513 Mutações do semestre – – 2.973 (3.036) 1.629 433 – 1.999 Saldos em 1 de janeiro de 2011 763.867 265 18.592 45.250 (314) – – 827.660 Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (8.811) – (8.811) Cancelamento de ações em tesouraria – – – (8.811) – 8.811 – – Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – 1.180 – – 1.180 Lucro líquido do exercício – – – – – – 359.474 359.474 Destinações Reserva legal – – 17.973 – – – (17.973) – Juros sobre o capital próprio – – – – – – (49.107) (49.107) Dividendos pagos – – – (36.883) – – – (36.883) Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 292.394 – – (292.394) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 763.867 265 36.565 291.950 866 – – 1.093.513 Mutações do exercício – – 17.973 246.700 1.180 – – 265.853 Saldos em 1 de janeiro de 2010 763.867 265 12.718 32.571 (91) (20.548) – 788.782 Aquisição de ações em tesouraria – – – – – (32.208) – (32.208) Cancelamento de ações em tesouraria – – – (52.756) – 52.756 – – Ajuste ao valor de mercado - Títulos e valores mobiliários – – – – (223) – – (223) Lucro líquido do exercício – – – – – – 117.452 117.452 Destinações Reserva legal – – 5.874 – – – (5.874) – Juros sobre o capital próprio – – – – – – (46.143) (46.143) Reserva para integridade do patrimônio líquido – – – 65.435 – – (65.435) – Saldos em 31 de dezembro de 2010 763.867 265 18.592 45.250 (314) – – 827.660 Mutações do exercício – – 5.874 12.679 (223) 20.548 – 38.878 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Banco Consolidado Segundo semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido ajustado do exercício/semestre 60.992 115.951 107.290 177.753 166.934 Lucro líquido do exercício/semestre 59.466 359.474 117.452 359.474 117.423 Ajustes ao lucro líquido: Depreciações e amortizações 470 908 762 3.872 5.099 Resultado de participação em controladas (32.787) (59.149) (55.336) – – Provisão para perdas com créditos 32.234 60.836 39.393 60.836 39.393 Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.681 3.735 5.549 3.683 5.549 Resultado não operacional (72) (249.853) (530) (250.112) (530) Variações dos ativos e obrigações 34.916 (25.901) (82.484) (267.204) (110.403) Ajuste de títulos e valores mobiliários ao valor de mercado 1.629 1.180 (223) 1.180 (230) Redução (aumento) recursos de curto prazo – – 171.753 – 171.753 (Aumento) em aplicações interfinanceiras de liquidez 3.869 (1.203) (706) (1.203) (706) (Aumento) redução em títulos e valores mobiliários 9.440 29.217 (221.884) (64.373) (291.956) Redução (aumento) em relações interfinanceiras (ativos/passivos) 296 (217) 39 (217) 39 (Aumento) em operações de crédito (161.515) (375.211) (330.953) (389.486) (310.899) Redução (aumento) em outros créditos (1.827) (15.395) (198) 53.513 (88.555) Aumento em depósitos 232.541 406.713 321.821 407.000 304.660 Aumento (redução) em captações no mercado aberto (18.080) (46.267) 43.465 (46.267) 43.465 (Aumento) em outros valores e bens 59 6.847 (15.053) 97.611 (15.384) (Redução) aumento em instrumentos financeiros derivativos (22.153) (6.993) 6.980 (6.993) 6.979 (Redução) aumento em outras obrigações (4.753) (10.297) (72.803) (317.969) 70.431 Resultado de exercícios futuros (4.590) (14.275) 15.278 – – Disponibilidades líquidas aplicadas (geradas) nas atividades operacionais 95.908 90.050 24.806 (89.451) 56.531 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Alienação de outros investimentos – 1 13 2 13 Dividendos recebidos – 110.000 – – – Alienação de imobilizado de uso 19 38 32 433 666 Aquisição de investimentos – – (15.272) (271) – Aplicação no intangível – – – 8.997 (15.319) (Aumento) em títulos mobiliários – – – (74.537) – Aquisição de imobilizado de uso (706) (1.089) (1.375) (2.952) (13.344) Disponibilidades líquidas geradas (aplicadas) nas atividades de investimentos (687) 108.950 (16.602) (68.328) (27.984) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos (Redução) aumento em recursos de aceites e emissão de títulos (24.730) (38.875) (8.911) (38.875) (8.911) Juros sobre o capital próprio (24.582) (52.809) (40.200) (52.809) (40.200) Dividendos pagos (20.280) (20.280) – (20.280) – Aumento de capital – – – 657.113 – Redução de participações – – – (285.187) – Aquisição líquida de ações próprias (8.378) (8.811) (32.208) (8.811) (32.208) Disponibilidades líquidas geradas pelas atividades de financiamentos (77.970) (120.775) (81.319) 251.151 (81.319) Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa 17.251 78.225 (73.115) 93.372 (52.772) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício/semestre 91.687 30.713 103.828 72.966 201.673 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício/semestre 108.938 108.938 30.713 166.338 148.901 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Banco Consolidado Segundo semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010 2011 2010 Receitas 233.274 717.885 396.225 1.024.916 737.480 Intermediação financeira 250.086 477.932 382.859 536.172 420.490 Prestação de serviços – – – 9.606 1.633 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (32.234) (60.836) (39.393) (60.836) (39.393) Outras 15.422 300.789 52.759 267.790 52.777 Receitas com operações de seguros – – – 272.184 301.973 Despesas de intermediação financeira (84.904) (203.154) (182.245) (203.108) (182.208) Insumos adquiridos de terceiros (102.231) (173.440) (110.008) (254.424) (207.129) Materiais, energia e outros (1.795) (3.385) (2.637) (14.436) (14.085) Serviços de terceiros (63.484) (128.362) (84.275) (195.206) (166.800) Perda/recuperação de valores ativos – – – 11.801 – Outros (36.952) (41.693) (23.096) (56.583) (26.244) Valor adicionado bruto 46.139 341.291 103.972 567.384 348.143 Depreciação, amortização e exaustão (5.460) (10.889) (4.932) (13.436) (5.876) Valor adicionado líquido produzido pela entidade 40.679 330.402 99.040 553.948 342.267 Valor adicionado recebido em transferência 32.787 59.149 55.336 (79.022) (116.690) Resultado de participação em controladas 32.787 59.149 55.336 – – Resultado com operações de seguros e resseguros cedidos – – – (79.022) (116.690) Valor adicionado total a distribuir 73.466 389.551 154.376 474.926 225.577 Distribuição do valor adicionado 73.466 389.551 154.376 474.926 225.577 Pessoal 11.659 20.179 20.422 54.986 47.032 Remuneração direta 9.894 16.782 17.062 44.125 38.233 Benefícios 1.173 2.205 2.192 6.612 6.395 F.G.T.S. 360 713 669 1.923 1.662 Outros 232 479 499 2.326 742 Impostos, taxas e contribuições 1.191 8.491 16.111 57.473 58.447 Federais 1.039 8.184 15.903 55.727 57.123 Estaduais – – – 1 – Municipais 152 307 208 1.745 1.324 Remuneração de capitais de terceiros 1.149 1.407 391 2.993 2.675 Aluguel 1.149 1.407 391 2.957 2.675 Outras – – – 36 – Remuneração de capital próprio 59.467 359.474 117.452 359.474 117.423 Juros sobre o capital próprio 34.115 49.107 46.143 49.107 46.143 Dividendos 16.603 36.883 – 36.883 – Lucros retidos 8.749 273.484 71.309 273.484 71.280 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 1. CONTEXTO OPERACIONAL O Paraná Banco S.A. (“Banco”) (BM&FBOVESPA: PRBC4/ADR Nível I: PRBAY) é um banco múltiplo e tem por objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às carteiras comercial e de crédito, financiamento e investimento e administração de cartão de crédito. Por meio de suas controladas em conjunto com a Travelers, atua também, nas operações de seguros e resseguros em ramos elementares e de danos, operando principalmente nos ramos de garantias de obrigações contratuais, nos quais é especializado, por meio de sua controlada direta atua na administração de fundos de investimento. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras do Banco e as demonstrações financeiras consolidadas, as quais abrangem as demonstrações financeiras do Banco, suas controladas e controladas em conjunto (em 2011) e em 2010 o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Paraná Banco II (encerrado em 15 de março de 2010) foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária brasileira, as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (“CMN”), do Banco Central do Brasil (“BACEN”), do Conselho Nacional de Seguros Privados - (“CNSP”), e da Superintendência de Seguros Privados (“SUSEP”). Em 30 de janeiro de 2012, as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em 27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou a Diretoria do Banco a divulgá-las, a partir do dia 28 de fevereiro de 2012. Para a elaboração dessas demonstrações financeiras consolidadas, foram eliminadas as participações de uma empresa em outra, os saldos das contas patrimoniais, as receitas, as despesas e os lucros não realizados entre as empresas. Os ganhos e perdas com variação cambial das operações de “Fixed Rated Notes” (vide nota 14) foram reclassificados para Resultado com operações de captação no mercado. Os saldos de Resultados de exercícios futuros foram reclassificados para carteira de crédito para fins de consolidação. Observa-se que em dezembro de 2010 a participação do Paraná Banco nas empresas de seguros e resseguros era de 100% e a partir de junho de 2011 passou a ser de 56,6%, sendo essas denominadas controladas em conjunto. Para controladas em conjunto a consolidação dos componentes de ativo e passivo, as receitas e despesas são agregadas às demonstrações contábeis da investidora na proporção da participação desta no seu capital, as operacões realizadas entre as controladas em conjunto são eliminadas nas demonstrações consolidadas. 31 de dezembro de 2011 JMalucelli Participações % Saldo Final Seguros e Resseguros Participação Consolidado Balanço Patrimonial Ativo circulante 658.667 56,60% 372.806 Realizável a longo prazo 867.242 56,60% 490.859 Permanente 14.314 56,60% 8.102 Ativo total 1.540.223 871.766 Passivo circulante 434.981 56,60% 246.199 Exigível a longo prazo 186.840 56,60% 105.751 Patrimônio líquido 918.402 56,60% 519.816 Passivo total 1.540.223 871.766 Até 31/05/2011 (a) De 01/06/2011 a 31/12/2011 Porto de Cima Holding Ltda. JMalucelli Participa- ções Se- guros e Ressegu- ros Saldo acumulado até 31/05/2011 % Partici- pação até 31/05/2011 JMalucelli Participa- ções Se- guros e Ressegu- ros % Partici- pação de 01/06/2011 a 31/12/2011 Saldo Final Conso- lidado Demonstração de Resultado Receitas da intermediação financeira 10.898 9.117 20.015 100% 66.409 56,60% 57.602 Despesas da intermediação financeira – – – 100% – 56,60% – Resultado bruto da intermediação financeira 10.898 9.117 20.015 66.409 57.602 Outras receitas (despesas) operacionais 18.884 9.608 28.492 100% 21.022 56,60% 40.390 Resultado operacional 29.782 18.725 48.507 87.431 97.993 Resultado não operacional – – – 100% – 56,60% – Resultado antes da tributação sobre o lucro 29.782 18.725 48.507 87.431 97.993 Imposto de renda e contribuição social (11.884) (7.500) (19.384) 100% (31.550) 56,60% (37.241) Participações no lucro (269) (47) (316) 100% (8.176) 56,60% (4.944) Lucro líquido 17.629 11.178 28.807 47.705 55.808 (a) Empresa holding do investimento na controlada indireta J Malucelli Seguradora S.A. até 31 de maio de 2011, após esta data, os saldos referentes à Porto de Cima Holding foram incorporados pela J Malucelli Seguradora S.A. e o controle foi transferido para a J Malucelli Participações em Seguros e Resseguros. Destacamos as principais empresas incluídas na consolidação e as participações detidas pelo Banco: 2011 Controladas Ativo Passivo Resultado % de participação JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (g) 520.401 585 38.176 56,6(**) JMalucelli Seguradora S.A. (a) 442.816 320.817 34.364 56,6(**) JMalucelli Resseguradora S.A. (b) 568.454 229.791 21.309 56,6(**) JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (e) 76.198 17.263 1.331 56,6(**) Tresor Holdings S.A. (c) 317 45 – 100,00 Paraná Administração e Serviços Ltda. (d) 470 249 (3) 99,99 JMalucelli Agenciamento e Serviços Ltda. (f) 2.997 3.554 (843) 99,99 JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (i) 11.591 3.470 4.187 99,99 2010 Controladas Ativo Passivo Resultado % de participação JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (g) 324.773 221 35.128 100,00 JMalucelli Seguradora S.A. (a) 691.829 541.944 37.799 100,00(*) JMalucelli Resseguradora S.A. (b) 464.569 360.197 15.810 100,00(*) JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (e) 45.751 25.082 1.626 99,99(*) Tresor Holdings S.A. (c) 317 45 2.907 100,00 Paraná Administração e Serviços Ltda. (d) 435 211 (58) 99,99 JMalucelli Agenciamento e Serviços Ltda. (f) 4.571 4.286 (245) 99,99 JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (i) 4.735 800 375 99,99 Porto de Cima Holding Ltda. (h) 161.351 – 16.477 100,00 (*) Participação indireta através da controlada JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (**) Participação de controladas em conjunto com a Travelers. Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e em conformidade com os termos previamente divulgados no Fato Relevante de 4 de novembro de 2010, foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc (“Travelers”), uma companhia americana líder em seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., controlada pelo Paraná Banco S.A. (“Paraná Banco”). Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da Companhia passando a exercer o controle compartilhado conforme descrito no Acordo de Acionista firmado entre a Travelers e o Paraná Banco naquela data. Em atendimento à Instrução CVM 247/96 e alterações subsequentes, o investimento foi consolidado proporcionalmente à participação do Paraná Banco S.A. de 56,6% a partir da data de celebração do Acordo de Acionista. Dessa forma, no consolidado, as contas patrimoniais foram apresentadas proporcionalmente à participação do Paraná Banco e as contas de resultado apresentados proporcionalmente somente para o mês de junho de 2011, quando o controle da JMalucelli Participação em Seguros e Resseguros tornou-se compartilhado. Os resultados de janeiro à maio de 2011 foram contabilizados integralmente nas demonstrações de resultado, dos fluxos de caixa e do valor adicionado. (a) Tem por objeto social, as operações de seguros e cosseguros de danos, operando principalmente no ramo de garantia de obrigações contratuais, no qual é especializada. Seu capital social sofreu um aumento de R$ 80 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28. (b) Tem por objeto social efetuar operações de resseguros e retrocessão no segmento de ramos de danos, operando principalmente no ramo de garantia de obrigações contratuais. Seu capital social sofreu um aumento de R$ 492 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28. (c) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembleia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por 1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. incorporadas pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (d) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa, em 14 de outubro de 2011 o Banco Central do Brasil, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia. (e) Empresa constituída em 17 de outubro de 2006 e homologada conforme Portaria nº 2.731 de 13 de agosto de 2007 da Superintendência de seguros Privados - SUSEP. A empresa encontra-se em fase pré-operacional. A Portaria nº 3.325 de 22 de setembro de 2009 da Superintendência de seguros Privados - SUSEP, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia. Seu capital social sofreu um aumento de R$ 85 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, vide nota 28. (f) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa opera na prestação de serviços de assessoria e controle das operações de desconto em folha, no controle e implantação de correspondentes franqueados do Banco e fornece estrutura própria de atendimento ao público nas localidades de interesse do Banco. (g) Empresa holding que detém investimento na controlada JMalucelli Seguradora S.A., JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. e JMalucelli Resseguradora S.A. Em 31 de dezembro de 2010 o controle era na JMalucelli Resseguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. Seu capital social sofreu um aumento de R$ 657 milhões por conta do investimento realizado pela Travelers Brazil, vide nota 28. (h) Incorporada pela J Malucelli Seguradora S.A. em 31 de maio de 2011. Na incorporação a J Malucelli Seguradora, absorveu um ágio no montante de R$ 49.625 cujo o valor representou um beneficio fiscal de R$ 19.850, que estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses de acordo com as projeções da expectativa de resultado futuro. Após a incorporação, o Paraná Banco aumentou o capital continuação continua BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (BANCO) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação) DEMONSTRAÇÕES DOVALORADICIONADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Método Indireto - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)
  • 4.
    www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado da J Malucelli Participações em Seguros e Resseguros com as ações que detinha indiretamente da J Malucelli Seguradora no montante de R$ 97.734. (i) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010. (j) Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos de seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de contabilização. Com a nova codificação os ramos do grupo Riscos Financeiros (0739 - Garantia financeira / 0740 - Garantia de Obrigações privadas / 0745 - Garantia de obrigações públicas / 0747 - Garantia de concessões públicas / 0750 - Garantia Judicial) são classificados em dois ramos, 0775 Garantia Segurado - Setor Público e 0776 Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011. Como impacto dessas alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos apresentam somente cancelamento e reversões de provisões, como um processo de run-off, e as novas emissões de prêmios e constituição de provisões estão apresentadas nos novos ramos. A nota explicativa que foi impactada pelo efeito é: Nota 7) Crédito das operações com seguros e resseguros - Consolidado. 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a. Apuração do resultado As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência. As despesas de comissão pela intermediação de operações de crédito e de honorários de agenciamento ou introdução de negócios são reconhecidas ao resultado com base no cálculo exponencial das operações de crédito. Até 31 de dezembro de 2010, o cálculo era efetuado em base linear. O saldo das comissões diferidas é registrado em despesas antecipadas. As receitas com o ressarcimento de despesas de serviços de terceiros, incluídas nos contratos de operações de crédito, são reconhecidas em resultado com base no calculo exponencial dos respectivos contratos. O saldo de receitas diferidas é registrado no passivo em “Resultado de exercícios futuros” no balanço individual e reclassificado para “Operações de crédito” no balanço consolidado, com o objetivo de apresentar a carteira de crédito pela taxa efetiva. A contabilização dos prêmios de seguros e resseguros é feita na data de emissão das apólices. Os prêmios de seguros e resseguros e as correspondentes despesas/receitas de comercialização são reconhecidos no resultado de acordo com o prazo de vigência das apólices. Os prêmios de seguros relativos a riscos vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas são calculados conforme nota técnica atuarial. As participações nos lucros das apólices com resseguros cedidos a resseguradoras são registradas no ativo circulante e resultado do período, pelo prazo de vigência das apólices, à medida que os resultados decorrentes do resseguro cedidos possam ser estimados com razoável segurança. b. Estimativas contábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a provisão para perdas com créditos, imposto de renda diferido ativo, provisão para contingências, a valorização a mercado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, as participações nos lucros de resseguros cedidos a resseguradoras e as provisões técnicas. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas mensalmente. c. Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas pelo valor de aplicação ou aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. d. Títulos e valores mobiliários Conforme previsto na Circular BACEN n° 3.068, de 8 de novembro de 2001, os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários. Quando esse título e valor mobiliário é realizado, o ganho ou perda acumulado no patrimônio líquido é transferido para resultado; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento, sendo contabilizados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data-base das demonstrações financeiras. e. Operações de crédito, crédito das operações com seguros e resseguros, depósitos a prazo, interfinanceiros e outras operações ativas e passivas As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes a períodos futuros são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas estão atualizadas até a data do balanço. As rendas das operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita, quando efetivamente recebidas. As captações em moeda estrangeira estão registradas em Recursos de aceites e emissão de títulos classificados no curto prazo de acordo com o vencimento e convertida pela cotação do dólar na data do balanço e as despesas de captação são reconhecidas pro-rata temporis. As despesas de comercialização diferidas são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das apólices e estão registradas na rubrica “Outros valores e bens - despesas antecipadas”. f. Provisão para perdas com créditos A provisão para perdas com créditos e para os créditos cedidos com coobrigação, foi constituída em montante compatível com a avaliação geral de risco de crédito, conforme análise da Administração e normas emanadas do Banco Central do Brasil, que estabelece a criação de nove faixas de riscos, sendo AA (mínimo) e H (perda), e percentuais mínimos de provisionamento para cada faixa. As operações classificadas como nível H, permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas, por cinco anos, em contas de compensação, não mais figurando em contas patrimoniais. As operações renegociadas não consignadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações não consignadas que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação são classificadas como H e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita, quando efetivamente recebidos. A provisão para perdas com crédito, considerada suficiente pela Administração, atende ao requisito mínimo estabelecido nas normas anteriormente referidas. A provisão para perdas sobre créditos das operações com seguros e resseguros foi constituída para fazer face às eventuais perdas na realização desses créditos. As operações de crédito com consignação de parcelas em folha de pagamento (“Crédito Consignado”) são classificadas levando em consideração o status individual de cada contrato de empréstimo, não atribuindo de forma automática o mesmo nível de risco para todas as operações de um mesmo cliente. Na hipótese de um cliente possuir mais de 1 (um) contrato, aquele(s) que encontra(m)-se em curso normal (com as parcelas de principal e encargos sendo amortizadas total ou parcialmente em base mensal) será(ão) classificado(s) conforme a situação do(s) contrato(s), individualmente, independentemente da classificação dos demais contratos (mesmo que um ou mais estejam em prejuízo). Para as demais modalidades de crédito, a classificação das operações de um mesmo cliente ou grupo econômico deve ser definida considerando aquela que apresentar maior risco. g. Investimentos Os investimentos em controladas e controladas em conjunto são avaliados pelo método da equivalência patrimonial acrescidos de ágio, quando aplicável que vêem sendo amortizado pelo método linear em função da expectativa de rentabilidade futura. Os demais investimentos são avaliados pelo custo, deduzidos de provisão para perdas. No banco o ágio gerado até 2010 está retificado por provisão integral e amortizado, com a correspondente reversão da provisão. No consolidado o ágio de controlada está retificado por provisão para refletir o benefício fiscal. h. Imobilizado Demonstrado pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear, observando-se as seguintes taxas anuais: 4% para imóveis de uso; 10% para móveis e equipamentos de uso; sistemas de comunicação e sistema de segurança; e 20% para sistema de processamento de dados. i. Ativos Intangíveis No consolidado, os ativos intangíveis incluem os ágios apurados nas aquisições envolvendo combinação de negócios. O ativo intangível tem o seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perda de valor. j. Outros passivos circulantes e exigíveis a longo prazo relacionados às operações de seguros e resseguros Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos encargos e variações monetárias incorridos, combinado com os seguintes aspectos: • As receitas de comercialização diferidas são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das apólices e estão registradas na rubrica “Débito de operações com seguros e resseguros”. As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentados em notas técnicas atuariais - NTA. • A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor bruto dos prêmios de seguro retidos correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não emitidos (“RVNE”). Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao disposto na Circular nº 379/2008; • A provisão de insuficiência de prêmios (PIP) é calculada para cobrir possíveis insuficiências da PPNG para fazer face aos compromissos futuros com os contratos de seguro em vigor. A PIP é calculada de acordo com metodologia própria descrita em nota técnica atuarial. Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não havia provisão a constituir; • A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos avisos de sinistros recebidos, e ajustada periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas técnicas da Seguradora. A PSL inclui estimativa para cobrir o pagamento de indenizações e custos associados, em decorrência de disputas judiciais em curso a qual é constituída com base nas notificações de ajuizamento recebidas e de processos em fase de regulação de sinistros, até a data base das demonstrações financeiras. Seu valor é determinado com base nos critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nº 162/2006 e alterada pela Resolução CNSP nº 181/2007; e • A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) para o ramo DPVAT é constituída com base em informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. e leva em consideração os critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nº 174/07. Sobre a provisão constituída são capitalizados encargos financeiros, os quais são registrados e classificados no grupo de “outras despesas operacionais”. k. Teste de adequação de passivos O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas pela SUSEP. Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas, por ramo ou grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data-base descontando-os através de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco. Foram consideradas premissas atuariais baseadas em dados contábeis do ano de 2011 e a projeção dos sinistros a serem pagos baseados em dados históricos de julho de 2005 a dezembro de 2011, para a JMalucelli Seguradora S.A. e; de julho de 2008 a junho de 2011 para a JMalucelli Resseguradora S.A. O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº 410/2010 em linha com o requerido pelo CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados, informações fidedignas e considerações realistas, em consistência com as informações presentes no mercado financeiro. Caso seja identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente, uma provisão complementar àquelas já registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do período, primeiramente reduzindo-se despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis diretamente relacionados aos contratos de seguros. O cálculo é realizado semestralmente e em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não revelou passivos a constituir. l. Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. Os impostos ativos diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da Contribuição Social e diferenças temporárias foram constituídos em conformidade com a Instrução CVM nº 371 de 27 de junho de 2002 e Resolução BACEN 3.355 de 31 de março de 2006, e consideram o histórico de rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentados em estudo técnico de viabilidade aprovado pelos órgãos da administração. Esses estão apresentados nas rubricas “Outros créditos - Diversos” e “Outras obrigações - Fiscais e previdenciárias” refletidos no resultado do período ou, quando aplicável, no patrimônio líquido e, constituídos nas mesmas alíquotas descritas no parágrafo anterior. m. Saldos de operações em moeda estrangeira Demonstrados com base nas cotações vigentes na data do balanço. n. Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço quando o Banco ou suas subsidiárias possuem uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. Adicionalmente para as contingências cíveis e trabalhistas é realizada uma avaliação individual das contingências com base no histórico de perdas independentemente da classificação do risco. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Com relação a provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o Banco não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar reconhecidos contabilmente por montantes acima do valor recuperável. o. Créditos tributários do ágio Os benefícios fiscais de IRPJ e CSLL, decorrentes do ágio na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda., estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com as projeções da expectativa de resultado futuro. O montante registrado com passível de compensação refere-se aos valores de IRPJ e CSLL diferidos, os quais a entidade tem o direito legal de compensação e há perspectiva concreta de realização. No exercício amortização do benefício foi de R$ 2.647. p. Balanço patrimonial consolidado e demonstração de resultado consolidada ajustados por segmento de negócio Balanço Patrimonial Financeiro Seguros Outras/ Eliminações Consolidado Ativo Circulante e realizável a longo prazo 2.551.726 863.664 (14.071) 3.401.315 Disponibilidades 516 1.057 125 1.698 Aplicações interfinanceiras de liquidez 111.655 – – 111.655 Títulos e valores mobiliários 460.346 615.447 – 1.075.793 Relações interfinanceiras 376 – – 376 Operações de crédito 1.845.801 – (15.947) 1.829.854 Outros créditos 53.598 114.250 1.731 169.579 Outros valores e bens 79.434 132.910 14 212.361 Permanente 544.616 8.102 (526.576) 26.146 Investimentos 539.661 871 (539.586) 950 Imobilizado de uso 4.705 6.892 1.295 12.892 Intangível 250 340 11.715 12.305 Total em 31 de dezembro de 2011 3.096.342 871.766 (540.647) 3.427.461 Total em 31 de dezembro de 2010 2.521.019 1.202.149 (649.188) 3.073.980 Financeiro Seguros Outras/ Eliminações Consolidado Passivo Circulante e exigível a longo prazo 1.978.761 351.950 3.236 2.333.947 Depósitos 1.709.453 – (612) 1.708.841 Recursos de aceites e emissão de títulos 187.580 – – 187.580 Relações interfinanceiras 104 – – 104 Outras obrigações 81.624 351.950 3.848 437.422 Resultado de exercícios futuros 15.947 – (15.947) – Patrimônio líquido 1.101.634 519.816 (527.737) 1.093.513 Total em 31 de dezembro de 2011 3.096.342 871.766 (540.647) 3.427.461 Total em 31 de dezembro de 2010 2.521.019 1.202.149 (649.188) 3.073.980 Demonstração de resultado Financeiro Seguros Outras/ Eliminações Consolidado Receitas da intermediação financeira 478.570 57.602 – 536.172 Despesas da intermediação financeira (281.682) – 46 (281.636) Resultado bruto da intermediação financeira 196.888 57.602 46 254.536 Outras receitas (despesas) operacionais (82.450) 40.390 (58.394) (100.454) Resultado operacional 114.438 (97.992) (58.348) 154.082 Resultado não operacional 250.088 – (181) 249.908 Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações 364.526 97.992 (58.527) 403.990 Imposto de renda e contribuição social 2.049 (37.241) (58) (35.250) Participações no lucro (2.915) (4.943) (1.403) (9.261) Lucro líquido em 31 de dezembro de 2011 363.660 55.808 (59.988) 359.478 Lucro líquido em 31 de dezembro de 2010 117.827 55.235 (55.639) 117.423 4. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Refere-se a operações compromissadas e aplicações em depósitos interfinanceiros, conforme segue: Banco Consolidado 2011 2010 2011 2010 Operações compromissadas - Posição bancada Letras Financeiras do Tesouro 97.301 – 97.301 – Aplicações em depósitos interfinanceiros 14.354 7.229 14.354 7.229 Total 111.655 7.229 111.655 7.229 5. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a. Títulos e valores mobiliários Os títulos e valores mobiliários foram classificados nas categorias de “Títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento” apresentados como segue: 31 de dezembro de 2011 Banco Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor de mercado Valor de curva Ajuste no patrimônio Papel Disponíveis para venda Carteira própria LFT (a.1) – – 2.832 116.236 119.068 119.095 (27) LTN (a.1) – – 308.730 – 308.730 306.539 2.191 Fundos (a.2) 24.970 – – – 24.970 24.970 – Instrumentos financeiros derivativos – – 250 – 250 250 – Total - Banco 24.970 – 311.812 116.236 453.018 450.854 2.164 Efeitos tributários (866) Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco 1.298 31 de dezembro de 2011 Consolidado Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor contábil Valor de curva Papel Disponíveis para venda Carteira própria Instrumentos financeiros derivativos – – 250 – 250 250 Fundos (a.2) 196.255 – – – 196.255 196.255 Outras aplicações IRB 30 – – – 30 30 Mantidos até o vencimento CDB/RDB (a.3) – – 3.973 – 3.973 3.973 CDB/DPGE (a.3) – 3.943 9.064 282.776 295.783 295.783 Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor contábil Valor de curva Valor de mercado Ajuste no patrimônio Disponíveis para venda Carteira própria LFT (a.1) – – 3.503 260.290 263.793 263.820 263.793 (26) LTN (a.1) – – 315.709 – 315.709 313.518 315.709 2.191 Total - Consolidado 196.285 3.943 332.499 543.066 1.075.793 1.073.629 579.502 2.165 Efeitos tributários (866) Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco e Consolidado 1.299 31 de dezembro de 2010 Banco Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor de mercado Valor de curva Ajuste no patrimônio Papel Disponíveis para venda Carteira própria LFT (a.1) – – – 259.151 259.151 259.248 (97) LTN (a.1) – – – 176.514 176.514 176.851 (337) Fundos (a.2) 25.207 – – – 25.207 25.207 – Vinculados a Compromisso de Recompra LTN (a.1) 46.570 – – – 46.570 46.659 (89) Total - Banco 71.777 – – 435.665 507.442 507.965 (523) Efeitos tributários 209 Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco (314) 31 de dezembro de 2010 Consolidado Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor de mercado Valor de curva Ajuste no patrimônio Papel Disponíveis para venda Carteira própria LFT (a.1) – – – 280.216 280.216 280.313 (97) LTN (a.1) – – – 190.492 190.492 190.829 (337) Fundos (a.2) 162.967 – – – 162.967 162.967 – Outras aplicações IRB 52 – – – 52 52 – Ações de companhias abertas (a.4) 459 – – – 459 459 – Mantidos até o vencimento CDB/RDB (a.3) – 11.335 25.156 6.218 42.709 42.709 – CDB - DPGE (a.3) – 55.739 61.164 101.843 218.746 218.746 – Vinculados a Compromisso de Recompra LTN (a.1) 46.570 – – – 46.570 46.659 (89) Total - Consolidado 210.048 67.074 86.320 578.769 942.211 942.734 (523) Efeitos tributários 209 Ajuste líquido no patrimônio líquido - Banco e Consolidado (314) (a.1) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. (a.2) Refere-se as aplicações em cotas de fundo multimercado e de renda fixa. (a.3) Os Certificados e Recibos de Depósitos Bancários (CDB/RDB) foram pactuados com taxas pós-fixada que variam entre 107% e 125% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. (a.4) Referem-se a 34.000 ações do Paraná Banco S.A. adquiridas em outubro de 2008 pela J Malucelli DTVM. b. Instrumentos financeiros derivativos (Banco e Consolidado) Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a carteira de instrumentos financeiros derivativos é formada integralmente por contratos de “swaps”, registrados pelo valor de mercado, e utilizado para proteção das captações de “fixed rate notes” como demonstrado a seguir: Conta de Conta patrimonial Valor compensação Valor a receber/(a pagar) referencial 31/12/2011 31/12/2011 Até 1 ano De 1 a 3 anos Total Posição ativa Moeda estrangeira - Dólar americano 167.400 181.543 – – – Posição passiva Mercado interfinanceiro - taxa pós (CDI) 167.400 181.293 250 – 250 Conta de Conta patrimonial Valor compensação Valor a receber / (a pagar) referencial 31/12/2010 31/12/2010 Até 1 ano De 1 a 3 anos Total Posição ativa Moeda estrangeira - Dólar americano 230.525 218.584 – – – Posição passiva Mercado interfinanceiro - taxa pós (CDI) 230.525 225.576 (2.228) (4.764) (6.992) c. Política de utilização, objetivos e estratégias dos instrumentos financeiros derivativos O Banco tem como política a eliminação de parte do risco de mercado, evitando assumir posições expostas a flutuações nas taxas de câmbio e operando apenas instrumentos que permitam o controle de riscos. Os contratos de derivativos estão representados por operações de swap, envolvendo outras instituições financeiras, os quais estão registrados na CETIP. Esses contratos são utilizados para hedge cambial da captação por emissão de títulos e valores mobiliários no exterior (fixed rate notes - nota explicativa n° 14). d. Valores estimados de mercado Os valores de mercado foram estimados na data de 31 de dezembro de 2011, baseados em “informações relevantes de mercado”. Mudanças nas premissas e alterações nas operações do mercado financeiro podem afetar significativamente as estimativas apresentadas. Os métodos e premissas adotados pelo Banco para estimar a contabilização e divulgação do valor de mercado de seus derivativos em 31 de dezembro de 2011 estão descritos abaixo: Swap de taxas de câmbio: Estimados com base nas cotações de mercado para contratos com condições similares. Estes contratos prevêem pagamentos/recebimentos da diferença do valor contábil e de mercado trimestralmente antes da data de vencimento. O Banco não tem por objetivo liquidar estes contratos antes de seu vencimento. 6. OPERAÇÕES DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA PERDAS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO a. Composição da carteira por modalidade de crédito Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Cheque especial 2 539 2 539 Conta garantida 99.235 39.493 99.235 39.493 Capital de giro 144.402 128.776 144.402 128.776 Crédito pessoal parcelado (a.1) 1.568.496 1.339.224 1.552.549 1.309.002 Crédito pessoal parcelado (a.2) 6.086 1.720 6.086 1.720 Financiamentos - veículos 1.585 4.272 1.585 4.272 Financiamentos - outros (a.3) 21.504 37.489 21.504 37.489 Desconto de títulos 24.446 17.462 24.446 17.462 Desconto de cheques 1.347 771 1.347 771 Cartão de crédito 43.671 12.394 43.671 12.394 Total 1.910.774 1.582.140 1.894.827 1.551.918 (a.1) Refere-se a operações de crédito consignado em folha de pagamento. No consolidado o saldo de resultados de exercícios futuros foi reclassificado para a rubrica de operações de crédito com vista à apresentação da carteira pela taxa efetiva da operação. (a.2) Refere-se a operações de crédito não consignadas. (a.3) Inclui R$ 4.925 (R$ 2.209 em 31 de dezembro de 2010), referente aquisição de crédito terceiros. b. Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento, tipo de cliente e atividade econômica Banco Carteira a vencer Carteira vencida partir de 15 dias (b.1) até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos Acima de 3 anos Total 31/12/11 Total 31/12/10 Público Estadual – 29 30 – – 59 – Indústria 248 27.643 24.805 13.457 – 66.153 30.496 Comércio 3.886 35.134 12.871 562 – 52.453 22.666 Serviços 1.528 87.649 37.544 16.417 2.230 145.368 133.340 Pessoa física 135.633 144.017 370.698 671.854 324.539 1.646.741 1.395.638 Total - 31/12/11 141.295 294.472 445.948 702.290 326.769 1.910.774 1.582.140 Total - 31/12/10 110.275 223.811 411.578 587.223 249.253 1.582.140 (b.1) Classificado no Ativo Circulante. Esses valores estão representados pelo saldo total das parcelas em atraso. Consolidado Carteira a vencer Carteira vencida a partir de 15 dias (b.1) até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos Acima de 3 anos Total 31/12/11 Total 31/12/10 Público Estadual – 29 30 – – 59 – Indústria 248 27.643 24.805 13.457 – 66.153 30.496 Comércio 3.886 35.134 12.871 562 – 52.453 22.666 Serviços 1.528 87.649 37.544 16.417 2.230 145.368 133.340 Pessoa física 134.320 142.622 366.047 732.777 255.028 1.630.794 1.365.416 Total - 31/12/11 139.982 293.077 441.297 763.213 257.258 1.894.827 1.551.918 Total - 31/12/10 107.978 220.909 402.533 576.642 243.856 1.551.918 (b.1) Classificado no Ativo Circulante. Esses valores estão representados pelo saldo total das parcelas em atraso. c. Composição da carteira de crédito por nível de risco Banco 31/12/11 31/12/10 Nível Situação Atraso em dias % de provisão Total geral Valor da provisão Total geral Valor da Provisão AA Normal – – – – – A Normal (c.1) 0,50 1.497.744 7.489 1.291.532 6.457 B Normal 224.826 2.248 169.885 1.699 Vencido De 15 a 30 1,00 37.784 378 29.261 293 C Normal 43.666 1.308 9.490 284 Vencido De 31 a 60 3,00 24.848 742 16.603 497 D Normal 2.373 237 786 78 Vencido De 61 a 90 10,00 14.245 1.425 11.999 1.200 E Normal 162 49 6 2 Vencido De 91 a 120 30,00 10.741 3.222 9.572 2.872 F Normal 99 50 9 5 Vencido De 121 a 150 50,00 8.471 4.236 6.039 3.020 G Normal 115 81 7 5 Vencido De 151 a 180 70,00 7.308 5.116 8.826 6.177 H Normal 494 494 151 151 Vencido Acima de 180 100,00 37.898 37.898 27.974 27.974 Total geral 1.910.774 64.973 1.582.140 50.714 (c.1) - Inclui saldos em atraso até 14 dias. Consolidado 31/12/11 31/12/10 Nível Situação Atraso em dias % de Provisão Total geral Valor da provisão Total geral Valor da provisão AA Normal – – – – – A Normal (c.1) 0,50 1.481.797 7.489 1.261.310 6.457 B Normal 224.826 2.248 169.885 1.699 Vencido De 15 a 30 1,00 37.784 378 29.261 293 C Normal 43.666 1.308 9.490 284 Vencido De 31 a 60 3,00 24.848 742 16.603 497 D Normal 2.373 237 786 78 Vencido De 61 a 90 10,00 14.245 1.425 11.999 1.200 E Normal 162 49 6 2 Vencido De 91 a 120 30,00 10.741 3.222 9.572 2.872 F Normal 99 50 9 5 Vencido De 121 a 150 50,00 8.471 4.236 6.039 3.020 G Normal 115 81 7 5 Vencido De 151 a 180 70,00 7.308 5.116 8.826 6.177 H Normal 494 494 151 151 Vencido Acima de 180 100,00 37.898 37.898 27.974 27.974 Total geral 1.894.827 64.973 1.551.918 50.714 (c.1) - Incluí saldos em atraso até 14 dias. d. Movimentação da provisão para perdas com operações de crédito Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Saldo inicial 50.714 59.778 50.714 67.304 Constituição 60.836 39.393 60.836 39.393 Baixas (46.577) (48.457) (46.577) (55.983) Saldo final 64.973 50.714 64.973 50.714 Recuperação de créditos baixados 11.086 8.757 11.086 8.757 A provisão para perdas com créditos cedidos com coobrigação no montante de R$ 212 (R$ 1.227 em 31 de dezembro de 2010) está apresentada em “Outras obrigações - diversas” (vide nota explicativa 17). e. Concentração de créditos e risco de crédito Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Dez maiores devedores 112.958 81.932 112.958 81.932 Percentual do total da carteira de operações de crédito 5,91% 5,18% 5,96% 5,19% Cinquenta maiores devedores seguintes 126.200 87.916 126.200 87.916 Percentual do total da carteira de operações de crédito 6,60% 5,56% 6,66% 5,57% f. Créditos renegociados e refinanciados O saldo dos créditos refinanciados e renegociados em 31 de dezembro de 2011 era de R$ 1.113.841 (R$ 781.050 em 31 de dezembro de 2010). O saldo apresentado foi apurado com base nos critérios descritos na Resolução BACEN 2.682/99, que considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento e nas condições de pagamento originalmente pactuadas. g. Cessão de créditos Não foram realizadas cessões de crédito no exercício findo em 31 de dezembro de 2011. O saldo em aberto dessas cessões, as quais em sua totalidade foram realizadas anteriormente com coobrigação, em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 4.003 (R$ 26.203 em 31 de dezembro de 2010). Existem acordos de cooperação para cessão de créditos com outras instituições financeiras, por períodos diversos, com valor máximo de até R$ 1.020.000. O saldo disponível não utilizado desses acordos em 31 de dezembro de 2011 era de R$ 1.013.144 (R$ 976.117 em 31 de dezembro de 2010). 7. CRÉDITO DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CONSOLIDADO 31/12/11 31/12/10 Prêmios a receber (a) Garantia financeira 66 1.508 Garantia obrigações privadas 8.648 23.666 Garantia obrigações públicas 12.866 73.967 Garantia concessões públicas 37 2.767 Garantia judicial 4.274 40.149 Garantia segurada setor publico (b) 41.116 – Garantia segurada setor privado (b) 5.817 – Subtotal 72.824 142.057 Participação nos lucros de resseguro cedido 11.128 17.396 Outros créditos operacionais 16.428 24.493 Total 100.380 183.946 Circulante 92.364 169.133 Exigível a longo prazo 8.016 14.813 (a) Os prêmios a receber contemplam os prêmios de seguros e resseguros de emissão direta e aceita, cosseguro aceito, bem com as operações de retrocessão. (b) As apólices emitidas a partir de 01 de janeiro de 2011 estão classificadas e apresentadas nas linhas garantia segurado setor público e garantia segurado setor privado conforme circular SUSEP nº 395 de 2009. 8. OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Circulante Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Imposto de renda e contribuição social 18.514 12.659 19.006 12.661 Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.585 1.588 1.589 1.643 Faturados a vencer - Mastercard (a) 64 64 64 64 Créditos de convênios (b) 444 1.064 444 1.064 Adiantamentos diversos (c) 5.240 3.784 5.324 3.879 Impostos a recuperar 77 339 13.715 2.348 Devedores diversos outras instituições 2.083 787 2.083 787 Depósitos judiciais – – 541 – Outros créditos 940 1.016 2.164 1.582 Total 28.947 21.301 44.930 24.028 (a) Refere-se a valores a receber, por faturamento emitido aos titulares de cartões de crédito. Esse valor representa a soma das faturas do mês, cujo saldo pode ser liquidado pelo valor total ou mínimo e, nesse caso, financiado como crédito rotativo. (b) Refere-se a valores repassados pelos órgãos conveniados, cuja compensação está pendente de regularização. (c) Refere-se a adiantamentos de comissões e antecipações salariais. Realizável a longo prazo Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Imposto de renda e contribuição social diferidos 20.011 16.300 20.011 16.302 Depósitos judiciais 417 426 425 441 Outros impostos diferidos – – 14 13 Outros 4 – 47 37 Total 20.432 16.726 20.497 16.793 9. DESPESAS ANTECIPADAS As despesas antecipadas referem-se a comissão de intermediação de negócios, despesa de comercialização diferida de seguros e despesas de seguros e retrocessões. Esse último refere-se a PPNG ativa, e os demais a valores pagos antecipadamente decorrentes de comissão de intermediação de negócios do Paraná Banco S.A. e de comercialização de seguros, que estão sendo apropriados pelos prazos restantes dos contratos. continuação continua NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
  • 5.
    www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado A composição dos valores registrados pelo Paraná Banco S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 é a seguinte: Banco 31/12/11 31/12/10 Circulante Realizável longo prazo Total Total Comissão de intermediação de negócios 36.402 42.485 78.887 85.889 Total 36.402 42.485 78.887 85.889 Consolidado 31/12/11 31/12/10 Realizável Circulante longo prazo Total Total Comissão de intermediação de negócios 36.402 42.485 78.887 85.889 Despesa de comercialização diferida de seguros 10.528 5.503 16.031 30.566 Despesas de seguros e retrocessões diferidas 65.175 51.705 116.880 193.099 Total 112.105 99.693 211.798 309.554 10. PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADAS NO PAÍS Banco Paraná JMalucelli JMalucelli JMalucelli Distribuidora Tresor Administração Porto de Cima Agenciamento Participações em Seguros de Títulos e Valores Holdings S.A. e Serviços Ltda. Holding Ltda. e Serviços Ltda. e Resseguros S.A. Mobiliários Ltda. Total (a) (b) (c) (d) (e) (f) Em 31 de dezembro de 2011 Informações sobre as controladas Número de quotas/ações do capital (em milhares) 39 13.212 – 117.281 70.000 23.000 Patrimônio líquido 272 221 – (557) 519.816 8.121 Lucro líquido do exercício – (3) – (843) 38.176 4.187 Informações sobre os investimentos nas controladas Número de quotas/ações possuídas (em milhares) 39 13.211 – 117.280 39.620 22.999 Percentual de participação 100,00% 99,99% – 99,98% 56,60% 99,99% Valor da movimentação das contas Saldos iniciais 272 222 177.028 286 147.524 15.648 340.980 Dividendos recebidos – – – – (110.000) – (110.000) Ganho de capital – – – – 249.457 – 249.457 Incorporação – – (194.658) – 194.658 – – Resultado de equivalência patrimonial - operacional – (3) 17.630 (841) 38.176 4.187 59.149 Saldo das participações 272 219 – (554) 519.814 19.835 539.586 Saldos com o Banco Ativos 6 408 – 140 2 5 Receitas – 46 – 17.911 – – Principais saldos de balanço e resultado Ativos Disponibilidades 6 1 – 322 6 14 Aplicações financeiras – 408 – – – 7.328 Investimento em controlada – – – – 519.596 – Outros 311 61 – 2.675 799 4.249 Passivos (45) (249) – (3.554) (585) (3.470) Patrimônio líquido 272 221 – (557) 519.816 8.121 Receitas – 49 – 18.319 51.204 10.556 Despesas – (52) – (19.162) (13.029) (6.370) (a) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por 1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (b) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa, em 14 de outubro de 2011 o Banco Central do Brasil, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia. (c) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Seguradora S.A. até a data 31 de maio de 2011. Após esta data, os saldos referentes à Porto de Cima Holding foram incorporados pela JMalucelli Seguradora S.A., conforme descrito na nota explicativa 2(h). (d) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa atua na assessoria para implantação de franquias do Banco. A receita no período foi de R$ 17.911 e refere-se integralmente a serviços prestados na assessoria de franquias e lojas próprias do Banco. (e) Empresa holding dos investimentos nas controladas indiretas JMalucelli Resseguradora S.A., JMalucelli Seguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., e está em operação desde de 2 de junho de 2008. A equivalência patrimônial registrada pelo Paraná Banco no 1º semestre de 2011 é resultado de: (i) 100% de participação sobre o resultado até 31 de maio de 2011 no montante de R$ 11.173; e (ii) 56,6% de participação sobre o prejuízo auferido do mês de junho de 2011 no montante de (R$ 4.080). Totalizando assim, um resultado com equivalência patrimonial de R$ 7.093. A alteração percentual na participação do Paraná Banco S.A.de 100% para 56,6% foi explicado na nota explicativa nº 2 (g). (f) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010. O ágio apurado na aquisição desta empresa é devido da diferença do valor do patrimônio Líquido contra o valor pago, ágio este no valor de R$ 11.712. Banco Paraná JMalucelli JMalucelli JMalucelli JMalucelli Distribuidora Tresor Administradora Seguradora Porto de Cima Agenciamento Participações em Seguros de Títulos e Valores Holdings S.A. de Consórcio Ltda. de Crédito S.A. Holding Ltda. e Serviços Ltda. e Resseguros S.A. Mobiliários Ltda. Total (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) Em 31 de dezembro de 2010 Informações sobre as controladas Número de quotas/ações do capital (em milhares) 39 13.212 16.000 102.815 117 270.862 23.000 Patrimônio líquido 272 222 20.669 144.875 285 324.552 (h) 3.935 Lucro líquido do exercício – (59) 1.626 16.477 (245) 35.127 1.250 Informações sobre os investimentos nas controladas Número de quotas/ações possuídas (em milhares) 39 13.211 15.999 102.815 116 270.862 22.999 Percentual de participação 100,00% 99,99% 99,99% 100,00% 99,98% 100,00% 99,99% Valor da movimentação das contas Saldos iniciais 17.081 282 19.041 144.875 (9) 88.562 – 269.832 Transferência de investimentos (19.716) – (19.796) – – 39.512 – – Aquisição de investimento – – – – – – 3.560 3.560 Ágio na aquisição de investimentos – – – – – – 11.712 11.712 Resultado de equivalência patrimonial - operacional 2.907 (58) 245 16.477 293 35.127 375 55.336 Saldo das participações 272 222 – 161.351 286 163.201 15.648 340.980 Saldos com o Banco Ativos 6 376 2 1 429 – 463 Receitas – 37 486 – 20.232 – 170 Principais saldos de balanço e resultado Ativos Disponibilidades 6 3 2 1 504 3 13 Aplicações financeiras – 376 39.999 – – – – Investimento em controlada – – – 111.726 – 327.199 458 Ágio na aquisição de investimento – – – 49.625 – – – Outros 311 52 5.750 – 4.067 218 4.264 Passivos (45) (211) (25.082) – (4.287) (221) (800) Patrimônio líquido 272 222 20.669 144.875 285 324.552 (h) 3.935 Receitas 2.907 30 24.064 – 20.958 41.633 950 Despesas – (88) (22.438) – (21.203) (6.506) (575) (a) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por 1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (b) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa. (c) Empresa constituída em 17 de outubro de 2006, e homologada conforme Portaria nº 2.731 de 13 de agosto de 2007 da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Em 26 de julho de 2010 o Banco aumentou o capital da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., transferindo suas ações de emissão da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., no montante de R$ 19.796. (d) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Seguradora S.A. até a data 30 de abril de 2010, e em 26 de julho de 2010 o controle foi transferido para JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros (aguardando homologação da SUSEP). O ágio apurado na aquisição deste investimento refere-se à diferença entre o valor da emissão das ações do Banco provenientes do exercício de subscrição do primeiro e segundo bônus exercido pela Advent International em 29 de agosto de 2007 e em 15 de janeiro de 2008, e o valor contábil das ações da Seguradora em 31 de julho de 2007. (e) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa atua na assessoria para implantação de franquias do Banco. A receita no período foi de R$ 37.775 e refere-se integralmente a serviços prestados na assessoria de franquias e lojas próprias do Banco. (f) Empresa holding do investimento na controlada indireta JMalucelli Resseguradora S.A., JMalucelli Seguradora S.A. e JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., essa empresa passou a operar a partir de 2 de junho de 2008 (aguardando homologação da SUSEP). (g) A JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares, empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010. O ágio apurado na aquisição desta empresa é devido da diferença do valor do patrimônio Líquido contra o valor pago, ágio este no valor de R$ 11.712. (h) O patrimônio líquido da investida JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., inclui em 31 de dezembro de 2010 a parcela do investimento da Porto de Cima Holding Ltda. na JMalucelli Seguradora S.A., pendente de homologação da Susep no montante de R$ 161.351. 11. INTANGÍVEL Banco 31/12/11 31/12/10 Taxa anual de amortização (%) Custo de aquisição Amortização acumulada/provisão Custo líquido Custo de aquisição Amortização acumulada/provisão Custo líquido Benfeitorias em imóveis de terceiros 20 77 (76) 1 90 (85) 5 Ágio na aquisição de sociedade (a) 20 49.900 (29.940) 19.960 49.900 (19.960) 29.940 Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (a) 20 (49.900) 29.940 (19.960) (49.900) 19.960 (29.940) Outros gastos diferidos 20 864 (616) 248 876 (467) 409 Total 941 (692) 249 965 (551) 414 Consolidado 31/12/11 31/12/10 Taxa anual de amortização (%) Custo de aquisição Amortização acumulada/provisão Custo líquido Custo de aquisição Amortização acumulada/provisão Custo líquido Ágio na aquisição de sociedades (a) 20 49.900 (29.940) 19.960 49.900 (19.960) 29.940 Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (a) 20 (49.900) 29.940 (19.960) (49.900) 19.960 (29.940) Ágio na aquisição de sociedades (d) 20 – – – 49.625 – 49.625 Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (d) 20 – – – – – – Ágio na aquisição de sociedades (c) 20 24.054 (24.054) – 42.498 (42.498) – Provisão para manutenção da integridade do Patrimônio Líquido (PMIPL) (c) 20 (15.875) 15.875 – (28.049) 28.049 – Gastos com desenvolvimento de logiciais 20 1.678 (1.085) 593 1.609 (1.117) 492 Ágio na aquisição de sociedades (b) 20 11.712 – 11.712 11.712 – 11.712 Total 21.569 (9.264) 12.305 77.395 (15.566) 61.829 (a) Refere-se ao ágio na incorporação da Fors Holdings S.A. no montante de R$ 49.900, que foi provisionado integralmente na data da incorporação em atendimento às normas do Bacen. A despesa com amortização do ágio no exercício foi de R$ 9.980 (R$ 9.980 em 31 de dezembro de 2010), com a correspondente reversão da provisão e está classificada na conta de “Outras despesas operacionais”. (b) Refere-se ao ágio na aquisição da J Malucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”), empresa adquirida em 23 de dezembro de 2010 (vide nota 28). (c) Refere-se ao ágio registrado na controlada J Malucelli Seguradora S.A quando da incorporação da JMS do Brasil, no montante de R$ 42.498. Em atendimento às normas da CVM, uma provisão foi constituída (PMIPL) para que o saldo entre ágio e provisão resulte no benefício fiscal. Não houve montante amortizado em 31 de dezembro de 2011 pois a amortização final ocorreu durante o 4º trimestre de 2010 no valor de R$ 3.371, para data-base 31 de dezembro de 2011 deve-se considerar a participação do Paraná Banco de 56,6%. (d) Refere-se ao ágio da Porto de Cima Holding Ltda., quando adquiriu a J Malucelli e Seguradora S.A. Em 31 de maio de 2011 a Porto de Cima Holding foi incorporada pela J Malucelli Seguradora que absorveu um ágio no montante de R$ 49.625, cujo valor representou um benefício fiscal de R$ 19.850 que estão reconhecidos linearmente pelo prazo de 60 meses. O montante registrado como passível de compensação refere-se aos valores de IRPJ e CSLL diferidos. 12. DEPÓSITOS Segue-se a composição por prazo de vencimento: Banco À vista Interfinanceiros A prazo Vencimento 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 (b) (b) (c ) (c ) Sem vencimento 15.619 17.127 – – – – Até 90 dias – – 89.061 146.181 390.839 275.953 De 91 a 360 dias – – 81.136 71.034 405.932 207.480 Acima de 360 dias (a) – – – – 726.866 584.965 Total 15.619 17.127 170.197 217.215 1.523.637 1.068.398 Consolidado À vista Interfinanceiros A prazo Vencimento 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 (b) (b) (c ) (c ) Sem vencimento 15.415 16.605 – – – – Até 90 dias – – 89.061 146.181 390.572 275.953 De 91 a 360 dias – – 81.136 71.034 405.791 207.480 Acima de 360 dias (a) – – – – 726.866 584.589 Total 15.415 16.605 170.197 217.215 1.523.229 1.068.022 (a) Em 31 de dezembro de 2011, os depósitos a prazo, com prazo de vencimento acima de 360 dias, foram captados com taxas que variam de 12,50% a 14,20% (12,30% a 14,30% em 31 de dezembro de 2010) ao ano nas operações pré-fixadas e 70% a 113% (65% a 113% em 31 de dezembro de 2010) da variação dos Certificados de Depósitos Interbancários nas operações pós-fixadas. (b) Apresentadas como “sem vencimento”, independente do giro normal dos depósitos. (c) Inclui depósitos com garantia especial, Resolução nº 3.692 de 26 de março de 2009, no montante de R$ 270.491 (R$ 79.135 em 31 de dezembro de 2010). O limite do Banco em 31 de dezembro de 2011 para esse tipo de captação é de R$ 2.098.410. 13. CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO (BANCO E CONSOLIDADO) Referem-se as operações de recompras a liquidar, lastreadas em títulos públicos federais. Não houveram recompras em 31 dezembro de 2011 (R$ 46.267 em 31 de dezembro de 2010). 14. RECURSOS DE ACEITES E EMISSÃO DE TÍTULOS (BANCO E CONSOLIDADO) Referem-se a obrigações por títulos e valores mobiliários emitidos no exterior captados por intermédio da emissão de “fixed rate notes”, no montante de US$ 100.000 mil (US$ 135.000 mil em 31 de dezembro de 2010), como segue: Tranche (em US$ mil) Emissão Vencimento Taxa de juros 31/12/11 31/12/10 35.000 06/08/2008 08/08/2011 7,7500% – 59.286 100.000 23/12/2009 21/12/2012 7,3750% 187.580 167.169 Total 187.580 226.455 Circulante 187.580 59.915 Exigível a longo prazo – 166.540 As operações de “fixed rate notes” estão protegidas pelos instrumentos derivativos que a instituição possui, representadas por 1 contrato de swap (instrumentos financeiros derivativos nota explicativa 5b.) com valor de mercado a receber de R$ 250. 15. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CONSOLIDADO 31/12/11 31/12/10 Operações com seguradoras 2.776 23.071 Operações com resseguradoras 34.227 67.942 Comissões sobre prêmios emitidos 3.791 11.640 Receita de comercialização diferida 38.773 60.671 Outros débitos operacionais 9.953 12.394 Total 89.520 175.718 Circulante 66.049 146.586 Exigível a longo prazo 23.471 29.132 16. PROVISÕES TÉCNICAS - CONSOLIDADO 31/12/11 Provisão de Provisão de Provisão de prêmios não sinistros a sinistros ganhos liquidar ocorridos, mas (PPNG) (PSL) não avisados (IBNR) Total Ramos Garantia financeira 171 – – 171 Garantia obrigações privadas 23.361 9.952 – 33.313 Garantia obrigações públicas 40.171 2.171 – 42.342 Garantia concessões públicas 1.019 – – 1.019 Garantia judicial 17.693 – – 17.693 Crédito doméstico risco comercial – 3.893 – 3.893 Garantia Segurado - Setor Público (a) 78.288 344 – 78.632 Garantia Segurado - Setor Privado (a) 31.751 174 4.003 35.928 DPVAT – 20.113 9.847 29.960 Retrocessão – 303 4 307 Subtotal 192.454 36.950 13.854 243.258 Outras provisões – – 337 337 Total 192.454 36.950 14.191 243.595 Circulante 161.346 Exigível a longo prazo 82.249 (a) As apólices emitidas a partir de 1º janeiro de 2011 estão classificadas e apresentadas nas linhas garantia Segurado - Setor Público e Garantia Segurado - Setor Privado conforme circular SUSEP nº 395 de 2009. 31/12/10 Provisão de Provisão de Provisão de prêmios não sinistros a sinistros ganhos liquidar ocorridos, mas (PPNG) (PSL) não avisados (IBNR) Total Ramos Garantia financeira 2.164 – – 2.164 Garantia obrigações privadas 74.227 6.083 – 80.310 Garantia obrigações públicas 145.307 3.000 – 148.307 Garantia concessões públicas 11.736 – – 11.736 Garantia judicial 71.973 – – 71.973 Crédito doméstico risco comercial – 497 5.014 5.511 DPVAT – 42.448 2.719 45.167 Retrocessão – 531 7 538 Subtotal 305.407 52.559 7.740 365.706 Outras provisões 1.775 Total 367.481 Circulante 242.727 Exigível a longo prazo 124.754 17. OUTRAS OBRIGAÇÕES - DIVERSAS Banco Consolidado Circulante 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Provisão para pagamento a efetuar - outras despesas administrativas 8.364 6.559 8.364 6.559 Recebimento antecipado de operações de créditos (a) 16.032 19.578 16.032 19.578 Recebimento antecipado de operações de créditos cedidas (b) 1.974 7.210 1.974 7.210 Valores a pagar - cartão de crédito (c) 246 246 246 246 Provisão para devolução de tarifas sobre liquidação antecipada de contratos (d) 284 3.665 284 3.665 Provisão para perdas com cessões de crédito com coobrigação – 834 – 834 Credores diversos - País 364 883 1.198 1.697 Depósitos de terceiros (e) – – 1.339 9.214 Provisão tarifas Ted/doc/op. 1.432 – 1.432 – Outros 137 225 722 225 Total 28.833 39.200 31.591 49.228 (a) Refere-se a valores pagos de empréstimos pelos clientes, cuja identificação da operação a ser baixada ainda não foi efetuada. (b) Refere-se a valores pagos de empréstimos pelos clientes a serem repassados aos cessionários, referente a créditos cedidos, cuja cobrança é efetuada pelo Banco. (c) Refere-se a valores a pagar aos lojistas. (d) Refere-se a valores de tarifas sobre liquidações antecipadas cobradas indevidamente. (e) Refere-se a recebimento de prêmios do último dia útil do período que estão pendentes de identificação. Banco Consolidado Exigível a longo prazo 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Provisão para contingências cíveis 4.164 4.222 4.201 4.434 Provisão para contingências trabalhistas 1.670 2.338 1.716 2.584 Provisão para perdas com cessões de crédito com coobrigação 212 394 212 394 Adiantamento de clientes – – 994 1.168 Recursos de consórcios não procurados – – 206 174 Total 6.046 6.954 7.329 8.754 18. PROVISÕES, PASSIVOS, CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS (BANCO E CONSOLIDADO) O Banco é parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis e outros assuntos. a. Composição das provisões A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso, como segue: Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Cíveis 4.165 4.222 4.202 4.398 Cíveis - Sinistros – – 911 2.018 Trabalhistas 1.670 2.338 1.716 2.583 Tributárias 1.342 917 1.342 917 Total 7.177 7.477 8.171 9.916 b. Movimentação das provisões 2011 Saldos em 1º de Janeiro Constituição Reversão Pagamento Saldos em 31 de Dezembro Cíveis 4.222 4.247 (1.555) (2.749) 4.165 Trabalhistas 2.338 1.430 (988) (1.110) 1.670 Tributárias 917 437 – (12) 1.342 Total - Banco 7.477 6.114 (2.543) (3.871) 7.177 Total - 2010 8.217 6.031 (4.745) (2.026) 7.477 2011 Saldos em 1º de Janeiro Constituição Reversão Pagamento Saldos em 31 de Dezembro Cíveis 4.398 4.466 (1.658) (2.927) 4.202 Cíveis - sinistros 2.018 2.051 (1.014) (1.268) 911 Trabalhistas 2.583 1.838 (1.455) (1.226) 1.716 Tributárias 917 437 – (12) 1.342 Total - Consolidado 9.916 8.792 (4.127) (5.433) 8.171 Total - 2010 9.689 7.112 (4.836) (2.049) 9.916 c. Contingências ativas e passivas Em 31 de dezembro de 2011, o Banco possui contingências tributárias avaliadas por nossos assessores jurídicos como risco provável no montante original de R$ 1.342 (R$ 802 em 31 de dezembro de 2010) cuja provisão é de R$ 1.342 (R$ 917 em 31 de dezembro de 2010). A matéria discutida é a seguinte: • INSS patronal: ação judicial referente débitos de contribuições previdências calculadas sobre benefícios pagos por meio de tíquetes e cartões de débito. De acordo com nossos assessores jurídicos o valor de provisão atualizado é de R$ 390 (R$ 53 em 31 de dezembro de 2010). • PIS: ação judicial referente à falta recolhimento PIS sobre faturamento de 1998. De acordo com nossos assessores jurídicos o valor de provisão atualizado é de R$ 214 (R$ 195 em 31 de dezembro de 2010). • INSS SAT: ação judicial referente recolhimento do Seguro Acidente do trabalho recolhida com alíquota diferente da legislação no período de 06/2007 a 11/2009. De acordo com nossos assessores jurídicos o valor de provisão atualizado é de R$ 738 (R$ 668 em 31 dezembro de 2010). Em 31 de dezembro de 2011, existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível ou remoto, relativos a processos trabalhistas e cíveis no montante de R$ 1.033 e R$ 14.727 respectivamente (R$ 1.114 e R$ 30.201 em 31 de dezembro de 2010). Para essas contingências são constituídas provisões, exceto para processos cíveis consumidor, com base no histórico de perdas independentemente da classificação do risco, cujo montante em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 1.033 e R$ 67 (R$ 1.246 e R$ 3.361 de 31 de dezembro de 2010). Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, não foram registradas contingências ativas. 19. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a. Imposto de renda e contribuição social incidentes sobre as operações do exercício Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Resultado antes da tributação sobre o lucro (após as participações e com exclusão da JCP) 354.766 122.008 394.729 155.869 Encargos do imposto de renda e da contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (141.906) (48.803) (157.892) (62.348) Exclusões (adições) permanentes 146.614 44.247 122.642 23.902 Participações em controladas 23.660 22.134 – – Juros sobre o capital próprio 19.643 18.457 19.643 18.457 Amortização de ágio 3.992 3.992 3.992 5.340 Ganho de capital (nota 24 b) 111.693 – 111.693 – Provisão ágio incorporado (nota 10) (11.910) – (11.910) – Outras (464) (336) (776) 105 Imposto de renda e contribuição social devidos sobre o resultado do exercício 4.708 (4.556) (35.250) (38.446) b. Composição das contas de despesas com imposto de renda e contribuição social Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Impostos diferidos - Constituição no exercício, sobre adições temporárias 3.735 (5.549) 3.683 (5.549) Impostos correntes - Imposto de renda e contribuição social correntes 973 993 (38.933) (32.897) Total 4.708 (4.556) (35.250) (38.446) c. Movimentação e origem do saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos Banco 31/12/11 Saldos Saldos em 1º de Constituição/ em 31 de Descrição janeiro (realização) dezembro Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo Sobre a provisão para perdas com créditos 15.224 3.502 18.726 Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.664 206 2.870 17.888 3.708 21.596 Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos e valores mobiliários 209 1.089 1.298 Sobre despesas de comissões diferidas 27 (27) – 236 1.062 1.298 Consolidado 31/12/11 Saldos Saldos em 1º de Constituição/ em 31 de Descrição janeiro (realização) dezembro Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo Sobre a provisão para perdas com créditos 15.224 3.502 18.726 Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.721 153 2.874 17.945 3.655 21.600 Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos e valores mobiliários 209 1.089 1.298 Sobre despesas de comissões diferidas 51 (51) – 260 1.038 1.298 Banco 31/12/10 Saldos Saldos em 1º de Constituição/ em 30 de Descrição janeiro (realização) dezembro Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo Sobre a provisão para perdas com créditos 20.982 (5.758) 15.224 Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.698 (34) 2.664 23.680 (5.792) 17.888 Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos e valores mobiliários 61 148 209 Sobre despesas de comissões diferidas 269 (242) 27 330 (94) 236 Consolidado 31/12/10 Saldos Saldos em 1º de Constituição/ em 31 de Descrição janeiro (realização) dezembro Imposto de renda e contribuição social diferidos - ativo Sobre lucro não realizado com o FIDCs 161 (161) – Sobre a provisão para perdas com créditos 20.982 (5.758) 15.224 Sobre a provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis 2.713 (8) 2.721 23.856 (5.927) 17.945 Imposto de renda e contribuição social diferidos - passivo Sobre o ajuste ao valor de mercado dos títulos e valores mobiliários 61 148 209 Sobre despesas de comissões diferidas 293 (242) 51 354 (94) 260 continuação continua NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
  • 6.
    www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado d. Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias de imposto de renda e contribuição social No Banco os créditos tributários somam R$ 13.498 (R$ 11.180 em 31 de dezembro de 2010) para imposto de renda e R$ 8.098 (R$ 6.708 em 31 de dezembro de 2010) para contribuição social e a previsão de realização é de até cinco anos, fundamentado no estudo de recuperabilidade realizado com base no orçamento do Banco. O valor presente dos créditos tributários, considerando a taxa média de captação, é de R$ 15.844 (R$ 12.619 em 31 de dezembro de 2010). No Consolidado os créditos tributários somam R$ 13.501 (R$ 19.836 em 31 de dezembro de 2010) para imposto de renda e R$ 8.099 (R$ 13.061 em 31 de dezembro de 2010) para contribuição social e a previsão de realização é em até cinco anos. O valor presente dos créditos tributários, considerando a taxa média de captação, é de R$ 15.361 (R$ 12.659 em 31 de dezembro de 2010). e. Créditos tributários não registrados (Banco e Consolidado) O Banco e as subsidiárias não possuem créditos tributários não registrados nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e em 31 de dezembro de 2010. 20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a. Capital social O capital social do Banco, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 56.724.976 (56.724.976 em 31 de dezembro de 2010) de ações ordinárias nominativas e 21.333.276 (21.205.026 em 31 de dezembro de 2010) de ações preferenciais pertencentes a acionistas domiciliados no País, e 9.521.980 (10.279.530 em 31 de dezembro de 2010) de ações preferenciais, pertencentes a acionistas domiciliados no exterior, todas sem valor nominal. b. Ações em tesouraria Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 o Banco não possui ações em tesouraria de sua própria emissão, adquiridas no mercado, para futura alienação e/ou cancelamento. Em Reunião do Conselho de Administração de 24 de junho de 2011, os conselheiros aprovaram um programa de recompra de ações de própria emissão até o limite de 630.000 por meio do qual foram adquiridas, até 30 de junho de 2011, 34.000 ações preferenciais de emissão do Banco adquiridas no mercado pelo montante de R$ 433 para futura alienação e/ou cancelamento. Em Reunião do Conselho de Administração de 28 de setembro de 2011, os conselheiros aprovaram: (i) o encerramento do programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 24 de junho de 2011, por meio do qual foram adquiridas 629.300 ações preferenciais de emissão do Banco e o cancelamento dessas ações preferenciais, sem redução do valor do capital social, mediante absorção de R$ 6.893 na conta de Reserva de Lucros - Reserva para Integridade do Patrimônio Líquido; e (ii) aprovação do novo programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 28 de setembro de 2011, no qual aprovaram um programa de recompra de ações até o limite de 198.000 ações preferenciais de emissão do Banco adquiridas no mercado para futura alienação e/ou cancelamento. Em Reunião do Conselho de Administração de 13 de dezembro de 2011, os conselheiros aprovaram: (i) o encerramento do programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 28 de setembro de 2011, por meio do qual foram adquiridas 197.600 ações preferenciais de emissão do Banco e o cancelamento dessas ações preferenciais, sem redução do valor do capital social, mediante absorção de R$ 1.918 na conta de Reserva de Lucros - Reserva para Integridade do Patrimônio Líquido; e (ii) aprovação do novo programa de recompra de ações de própria emissão iniciado em 13 de dezembro de 2011, no qual aprovaram um programa de recompra de ações até o limite de 2.189.207 ações preferenciais de emissão do Banco adquiridas no mercado para futura alienação e/ou cancelamento. c. Reserva de capital Refere-se à atualização de títulos patrimoniais da CETIP, a qual era efetuada com base em informações fornecidas pela referida entidade, enquanto título patrimonial. d. Reservas de lucros A reserva legal é constituída por 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. A reserva estatutária refere-se a reserva para integridade do patrimônio líquido, que tem por fim assegurar recursos para atender as necessidades regulatórias e operacional de valor de patrimônio líquido do Banco e suas controladas, podendo ser convertida em capital social por deliberação do Conselho de Administração, observado o limite do capital autorizado, e será formada, observada proposta do Conselho de Administração, com até 100% do lucro líquido que remanescer após as destinações para reserva legal e dividendo mínimo obrigatório, não podendo ultrapassar o valor do capital social. Conforme disposições estatutárias, o Conselho de Administração efetua a proposta de destinação do lucro líquido do exercício após a constituição da reserva legal e do pagamento do dividendo obrigatório mínimo, cuja proposta é levada à aprovação na Assembléia Geral Ordinária. e. Dividendos e juros sobre o capital próprio Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da lei societária. Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nos critérios definidos pela legislação fiscal em vigor. O registro contábil obedece às diretrizes contábeis do Banco Central do Brasil, sendo o montante da despesa incorrida reclassificado da demonstração do resultado para a rubrica de Lucros acumulados, para efeito de elaboração e publicação das demonstrações financeiras, consoante o artigo 3º da Circular nº 2.739 de 19 de fevereiro de 1997, do Banco Central do Brasil. Foram destacados R$ 49.107 de juros sobre o capital próprio referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011 (R$ 46.143 em 31 de dezembro de 2010). Os referidos juros reduziram os encargos tributários registrados no resultado exercício em R$ 19.643 (R$ 18.457 em 31 de dezembro de 2010). Foram destacados R$ 36.883 de dividendos referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Dividendos esses mínimos obrigatórios reconhecido no exercício de 2011. Segue-se a demonstração do cálculo dos dividendos e juros sobre o capital próprio: 31/12/11 31/12/10 Lucro líquido 359.474 117.452 (–) Reserva legal (17.974) (5.874) Base de cálculo dos dividendos 341.500 111.578 Dividendos mínimos obrigatórios (25% da base) 85.375 27.894 Juros sobre o capital próprio 49.107 46.143 Dividendos destacados antecipadamente 36.882 – Total de juros e dividendos pagos/creditados 85.989 46.143 21. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Banco 31/12/2011 Descrição Obrigações Receitas Despesas Depósitos à vista e outros 485 – – Depósitos a prazo (b) 115.409 – 12.016 Remuneração da Administração (a) – – 7.426 Prestação de serviços – 306 19.527 Ressarcimento de receitas/despesas – – 3.353 Aluguel – 35 – Banco 31/12/2010 Descrição Obrigações Receitas Despesas Depósitos à vista e outros 3.356 – – Depósitos a prazo (b) 80.707 – 6.626 Remuneração da Administração (a) – – 3.028 Prestação de serviços – – 20.231 Ressarcimento de receitas/despesas – 144 2.233 Aluguel – 94 – (a) Refere-se à remuneração do pessoal chave da administração do Banco. Consolidado 31/12/2011 Descrição Obrigações Receitas Despesas Depósitos à vista e outros 281 – – Depósitos a prazo (b) 115.001 – 11.970 Remuneração da Administração (a) – – 7.426 Ressarcimento de receitas/despesas – – 3.353 Aluguel – 35 – Consolidado 31/12/2010 Descrição Obrigações Receitas Despesas Depósitos à vista e outros 2.834 – – Depósitos a prazo (b) 80.331 – 6.563 Remuneração da Administração (a) – – 2.371 Ressarcimento de receitas/despesas – – 2.233 Aluguel – 94 – (a) Refere-se à remuneração do pessoal chave da administração das empresas do consolidado. (b) Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas, e em condições de comutatividade. As operações realizadas entre partes relacionadas são divulgadas em atendimento à Deliberação nº 642, de 7 de outubro de 2010, da CVM. Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas, e em condições de comutatividade. As operações entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminadas nas demonstrações consolidadas e consideram, ainda, as operações entre JMalucelli Seguradora e JMalucelli Resseguradora conforme demonstrado no quadro abaixo. 31/12/11 Ativos Descrição (Passivos) Receitas Despesas Prêmios cedidos em resseguros 37.393 93.207 – Recuperação de indenização de resseguro (6.769) – (6.302) Comissão sobre prêmios cedidos a resseguradoras a receber (11.200) – (28.030) Participação nos lucros de resseguros cedidos a receber (7.065) – (7.779) Resseguro a liquidar - Contrato de excesso de danos 3.218 11.916 (6.672) 31/12/10 Ativos Descrição (Passivos) Receitas Despesas Prêmios cedidos em resseguros (84.435) – (155.921) Recuperação de indenização de resseguro 4.203 2.806 – Comissão sobre prêmios cedidos a resseguradoras a receber 24.558 46.086 – Participação nos lucros de resseguros cedidos a receber 6.747 11.836 – Resseguro a liquidar - Contrato de excesso de danos (3.479) 6.819 (11.017) As partes relacionadas não consolidadas são as seguintes: • A JMalucelli Holding, principal controladora do Paraná Banco e seus controladores. • A JMalucelli Administração e Participação e suas controladas não financeiras, destacando-se a JMalucelli Construtoras de Obras, a JMalucelli Energia, a JMalucelli Rental, a JMalucelli Equipamentos, a JMalucelli Ambiental, a JMalucelli Administradora de Bens, a JMalucelli Consultoria, a JMalucelli Gerenciadora de Projetos, a Porto de Cima Concessões e a Porto de Cima Incorporações Imobiliárias. 22. OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Banco Consolidado 2º semestre 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Comissões e corretagens (25.553) (59.508) (36.782) (49.019) (20.821) Serviços técnicos especializados (27.787) (50.628) (29.031) (45.174) (29.183) Processamento de dados (3.352) (5.812) (5.291) (6.643) (5.816) Propaganda e publicidade (2.213) (3.401) (4.925) (4.006) (6.040) Serviços gráficos (237) (441) (482) (457) (510) Despesas do sistema financeiro (902) (1.972) (1.805) (2.484) (2.021) Despesas com comunicações (340) (760) (869) (1.550) (1.717) Despesas com transportes (138) (245) (282) (1.021) (1.207) Despesas com aluguel (1.150) (1.408) (391) (3.106) (2.675) Promoções e relações públicas (474) (679) (904) (740) (1.003) Manutenção e conservação de bens (763) (1.058) (772) (1.886) (1.984) Material expediente (128) (221) (246) (669) (496) Despesas com publicações (237) (378) (324) (448) (423) Despesas com tarifas de convênios (1.609) (3.335) (3.017) (3.335) (3.017) Despesas com viagens (348) (515) (635) (2.565) (2.454) Despesas administrativas - DPVAT – – – (3.943) (4.571) Outras (2.425) (4.874) (3.755) (9.546) (7.688) Total (67.656) (135.235) (89.511) (136.593) (91.626) 23. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS Banco Consolidado 2º semestre 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Outras receitas Comissão sobre liquidação antecipada (a) 155 591 2.298 591 2.298 Reversão de provisão PMIPL (nota 11) 4.990 9.980 9.980 9.980 9.980 Recuperação de despesas 4.761 14.788 7.539 14.788 7.539 Reversão de provisão cível e trabalhista 1.362 2.577 3.156 2.943 3.156 Adicional de fracionamento – – – 2.544 5.402 Custo de apólice – – – 3.812 4.764 Participações nos lucros de operações com resseguros e retrocessões – – – 11.638 10.684 Outras 1.034 2.689 2.556 4.656 2.725 Total 12.302 30.625 25.529 50.952 46.548 Outras despesas Atualização de cessões de crédito liquidadas antecipadamente (b) (377) (2.484) (9.388) (2.484) (9.388) Contingências cíveis, trabalhistas e tributárias (3.869) (5.906) (6.133) (6.253) (6.133) Cobrança - DPVAT – – – (2.785) (3.394) Outras despesas com operações de seguros – – – (3.877) (1.277) Amortização de ágio (nota 11) (4.990) (9.980) (9.980) (9.980) (13.351) Outros (80) (243) (130) (89) (802) Total (9.316) (18.613) (25.631) (25.468) (34.345) (a) Referem-se a comissões cobradas pela liquidação antecipada de contratos de empréstimo consignado. (b) Refere-se a atualização das parcelas cedidas e liquidadas antecipadamente e pendentes de repasse aos cessionários. 24. RESULTADO NÃO OPERACIONAL Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Ganho de capital (b) 279.232 – 279.232 – Perda na variação patrimonial (a) (29.775) – (29.775) – Outras 372 602 451 514 Total 249.829 602 249.908 514 (a) Em 31 de maio de 2011, na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda, a JMalucelli Seguradora absorveu um ágio no montante de R$ 49.625, cujo o valor representou um beneficio fiscal de R$ 19.850, que estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com as projeções de expectativa de resultados futuros, o que acarretou no aumento do patrimônio líquido da Seguradora de R$ 19.850 pela incorporação e uma perda de variação patrimonial para o Paraná Banco S.A. de R$ 29.775 devido a provisão constituída antes da incorporação. (b) Em junho de 2011, o Paraná Banco S.A. reconheceu no seu resultado o montante de R$ 279.232 milhões referente ao ganho de capital proveniente da variação do percentual de participação societária após o aumento de capital de R$ 657.113 efetuado pela Travelers Brazil Acquisition LLC na controlada JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., vide nota 28. 25. INSTRUMENTOS FINANCEIROS Os principais instrumentos financeiros em 31 de dezembro de 2011 em 31 de dezembro de 2010 referem-se aos títulos e valores mobiliários, os quais estão avaliados ao valor de mercado com exceção das aplicações em CDB’s e divulgados na nota explicativa n° 5, as operações de crédito na nota explicativa n° 6, depósitos a prazo na nota explicativa n° 12 e recursos de aceites e emissão de títulos na nota explicativa n° 14, cujos valores de mercado são: Banco 31/12/11 31/12/10 Valor contábil Valor de mercado Lucro (prejuízo) não realizado Valor contábil Valor de mercado Lucro (prejuízo) não realizado Títulos e valores mobiliários 427.798 425.634 2.164 482.235 482.758 (523) Operações de crédito 1.910.774 1.718.946 (191.827) 1.582.140 1.658.877 76.737 Depósitos a prazo 1.523.637 1.522.202 (1.435) 1.068.398 1.067.376 (1.022) Consolidado 31/12/11 31/12/10 Valor contábil Valor de mercado Lucro (prejuízo) não realizado Valor contábil Valor de mercado Lucro (prejuízo) não realizado Títulos e valores mobiliários 579.511 577.338 2.173 517.278 517.801 (523) Operações de crédito 1.894.826 1.702.999 (191.827) 1.551.918 1.628.655 76.737 Depósitos a prazo 1.523.229 1.521.794 (1.435) 1.068.022 1.067.000 (1.022) Os valores de mercado foram calculados mediante desconto dos fluxos de caixa nas condições contratuais e as taxas de operações de crédito praticadas no mercado na data do balanço. As operações do Banco e das suas controladas estão sujeitas aos fatores de riscos abaixo descritos: a. Risco de crédito As políticas de crédito do Banco são fixadas pela Administração e visam minimizar eventuais problemas decorrentes da inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado por meio da análise de crédito criteriosa da carteira de clientes que considera a capacidade de pagamento (análise de crédito) e da diversificação de seus produtos (pulverização do risco). O Banco possui ainda, a provisão para perdas com operações de crédito, no montante de R$ 64.973 (R$ 50.714 em 31 de dezembro de 2010) e R$ 64.973 (R$ 50.714 em 31 de dezembro 2010) no Consolidado, para fazer face ao risco de crédito, além de provisão de R$ 212 (R$ 1.227 em 31 de dezembro de 2010) para fazer face aos créditos cedidos com coobrigação. b. Risco de taxa de câmbio Os resultados do Banco estão suscetíveis de sofrer variações significativas, em função dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre os passivos atrelados a moedas estrangeiras, principalmente do dólar norte-americano, que encerrou o exercício de 2011 com a valorização de 12,59% (desvalorização de 1,65% em 31 de dezembro de 2010). Como estratégia para prevenção e redução dos efeitos da flutuação da taxa de câmbio, a Administração tem adotado a política de proteção parcial contra os riscos da variação cambial, o que não se qualifica como hedge conforme definição Circular Bacen nº 3.082 de 30 de janeiro de 2002, pois somente o derivativo está marcado a mercado, utilizando operações de “swap”, conforme quadro abaixo: Banco e Consolidado 31/12/11 31/12/10 Operações de “swap” (a) 181.543 218.584 Fixed rate notes (187.580) (226.455) Exposição líquida (6.037) (7.871) (a) Saldo da posição ativa atualizada na data-base. c. Risco de taxa de juros Os resultados do Banco estão suscetíveis de sofrer variações significativas decorrentes das operações contratadas a taxa de juros pós-fixada e prefixada. A Administração gerencia o risco de taxa de juros e o risco de liquidez, por meio de sistemas que incluem VAR, relatórios de rentabilidade, de liquidez e outros relatórios gerenciais. d. Posições de instrumentos financeiros e operações de hedge (Quadro de análise de sensibilidade - Banco e Consolidado) A Instrução CVM 475 de 17 de dezembro de 2008 dispôs sobre a apresentação de informações sobre instrumentos financeiros, inclusive os derivativos de hedge, que inclui a análise de sensibilidade para cada tipo de risco de mercado considerado relevante pela Administração. A referida instrução também determinou os percentuais de deterioração os quais a Administração deve considerar na avaliação dos cenários. Cabe ressaltar que os resultados apresentados revelam os impactos para cada cenário numa posição estática da carteira. Para mensurar estas sensibilidades, são utilizados os seguintes cenários: • Cenário I: Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização das operações constantes do balanço patrimonial, considera a aplicação de 1 ponto percentual, tanto de crescimento quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 1,8938 e 1,8563, para o cenário de juros foi utilizado a taxa média DI Pré-Over de 10,9754 e 10,7581. • Cenário II: Considera a aplicação de, pelo menos, 25 pontos percentuais (d.1), tanto de crescimento quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 2,3438 e R$ 1,4063, para o cenário de juros foi utilizado a taxa média DI Pré-Over de 13,5835 e 8,1501. • Cenário III: Considera a aplicação de, pelo menos, 50 pontos percentuais (d.1), tanto de crescimento quanto de queda, nos preços de moedas e índice de taxa de juros. No cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2011 a cotação do Real/Dólar foi de R$ 2,8126 e R$ 0,9375, para o cenário de juros foi utilizado a taxa média DI Pré-Over de 16,3002 e 5,4334. Banco em 31 de dezembro de 2011 Cenário de alta na taxa do dólar I II III Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Valorização: Operação 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 3.395 85.089 170.197 Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 (3.508) (87.919) (175.856) Efeito líquido (113) (2.830) (5.660) Cenário de baixa na taxa do dólar I II III Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Deterioração: Operação 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 (3.395) (85.089) (170.197) Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 3.508 87.919 175.856 Efeito líquido 113 2.830 5.660 Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Valorização: 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 16 390 780 Títulos e valores mobiliários Índice DI 427.798 10,8668 129 3.235 6.469 Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 276 6.908 13.816 Depósitos a prazo Índice DI (1.490.752) 10,8668 (1.619) (40.499) (80.998) Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 (185) (4.624) (9.247) Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 (197) (4.925) (9.849) Efeito líquido (1.580) (39.515) (79.029) Cenário de baixa na taxa DI I II III Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Deterioração: 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 (16) (390) (780) Títulos e valores mobiliários Índice DI 427.798 10,8668 (129) (3.235) (6.469) Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 (276) (6.908) (13.816) Depósitos a prazo Índice DI (1.490.752) 10,8668 1.619 40.499 80.998 Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 185 4.624 9.247 Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 197 4.925 9.849 Efeito líquido 1.580 39.515 (79.029) (d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08. Consolidado em 31 de dezembro de 2011 Cenário de alta na taxa do dólar I II III Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Valorização: 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 3.395 85.089 170.197 Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 (3.508) (87.919) (175.856) Efeito líquido (113) (2.830) (5.660) Cenário de baixa na taxa do dólar I II III Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Valorização: 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 181.523 1,8751 (3.395) (85.089) (170.197) Captação externa Taxas de Câmbio (187.580) 1,8751 3.508 87.919 175.856 Efeito líquido 113 2.830 5.660 Cenário de alta na taxa DI I II III Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base Valorização: 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 16 390 780 Títulos e valores mobiliários Índice DI 559.576 10,8668 608 15.202 30.404 Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 276 6.908 13.816 Depósitos a prazo Índice DI (1.490.344) 10,8668 (1.619) (40.488) (80.976) Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 (185) (4.624) (9.247) Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 (197) (4.925) (9.850) Efeito líquido (1.100) (27.537) (55.073) Cenário de baixa na taxa DI I II III Deterioração: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 14.354 10,8668 (16) (390) (780) Títulos e valores mobiliários Índice DI 559.576 10,8668 (608) (15.202) (30.404) Operações de crédito Índice DI 254.278 10,8668 (276) (6.908) (13.816) Depósitos a prazo Índice DI (1.490.344) 10,8668 1.619 40.488 80.976 Depósitos interfinanceiros Índice DI (170.197) 10,8668 185 4.624 9.247 Operações de “swap” Índice DI (181.293) 10,8668 197 4.925 9.850 Efeito líquido 1.100 27.537 55.073 (d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08. Banco em 31 de dezembro de 2010 Cenário de alta na taxa do dólar I II III Valorização: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 2.275 57.043 114.100 Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 (2.265) (56.794) (113.601) Efeito líquido 10 249 499 Cenário de baixa na taxa do dólar I II III Deterioração: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100) Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601 Efeito líquido (10) (249) (499) Cenário de baixa na taxa do dólar I II III Deterioração: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100) Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601 Efeito líquido (10) (249) (499) Cenário de alta na taxa DI I II III Valorização: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 8 192 385 Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 311 7.775 15.550 Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 134 3.353 6.706 Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 (1.138) (28.419) (56.838) Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 (231) (5.778) (11.556) Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 (248) (6.209) (12.417) Efeito líquido (1.164) (29.086) (58.170) (d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08. Consolidado em 31 de dezembro de 2010 Cenário de alta na taxa do dólar I II III Valorização: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 2.275 57.043 114.100 Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 (2.265) (56.794) (113.601) Efeito líquido (10) (249) (499) Cenário de baixa na taxa do dólar I II III Valorização: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Hedge (d.2) Taxas de Câmbio 137.024 1,6654 (2.275) (57.043) (114.100) Captação externa Taxas de Câmbio (136.425) 1,6654 2.265 56.794 113.601 Efeito líquido 10 249 499 Cenário de alta na taxa DI I II III Valorização: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 8 192 385 Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 311 7.775 15.550 Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 134 3.353 6.706 Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 (1.138) (28.419) (56.838) Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 (231) (5.778) (11.556) Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 (248) (6.209) (12.417) Efeito líquido (1.164) (29.086) (58.170) Cenário de baixa na taxa DI I II III Deterioração: Operação Risco de Variação em: Valor Base Cenário Base 1% 25% 50% Aplicações interfinanceiras Índice DI 7.228 10,6400 (8) (192) (385) Títulos e valores mobiliários Índice DI 292.297 10,6400 (311) (7.775) (15.550) Operações de crédito Índice DI 126.060 10,6400 (134) (3.353) (6.706) Depósitos a prazo Índice DI (1.068.398) 10,6400 1.138 28.419 56.838 Depósitos interfinanceiros Índice DI (217.215) 10,6400 231 5.778 11.556 Operações de “swap” Índice DI (233.412) 10,6400 248 6.209 12.417 Efeito líquido 1.164 29.086 58.170 (d.1) - percentuais definidos na Instrução CVM 475/08. 26. OUTRAS INFORMAÇÕES a. O Banco mantém patrimônio líquido compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos, calculado de forma consolidada com a JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., que constituem o Conglomerado Financeiro nos termos da Resolução BACEN nº 2.099/94 e normas posteriores. Em 31 de dezembro de 2011, o patrimônio líquido ajustado representava 38,03% (32.70% em 31 de dezembro de 2011) dos ativos ponderados por risco, estando superior ao índice mínimo exigido de 11%. b. O Banco possui contrato de leasing de equipamentos de informática e processamento de dados com prazo remanescente de 1 mês. c. Os avais e fianças concedidos pelo Banco totalizavam R$ 12.940 (R$ 22.496 em 31 de dezembro de 2010). d. O Banco e suas controladas são patrocinadores de um plano de aposentadoria complementar para os seus funcionários, que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime financeiro de capitalização, o qual foi instituído em dezembro de 2004. O Banco é responsável por custear somente as despesas administrativas e os custos relativos ao prêmio de seguro de benefícios de morte e invalidez dos participantes. As contribuições, no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 233 no Banco (R$ 121 em 31 de dezembro de 2010) e no consolidado R$ 486 (R$ 325 em 31 de dezembro de 2010) . As contribuições relativas a acumulação das obrigações do plano são inteiramente custeadas pelos participantes. e. A empresa controlada JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. administra fundos de investimentos, cujos patrimônios líquidos em 30 de junho de 2011 totalizaram R$ 631.838 (R$ 413.318 em 31 de dezembro de 2010). f. O total dos ativos vinculados em garantia das provisões técnicas da Seguradora e da Resseguradora estão representados da seguinte forma: Composição dos ativos vinculados - Consolidado 31/12/11 31/12/10 Títulos de renda fixa - Públicos 22.388 35.043 Certificados e recibos de depósitos bancários 87.857 261.455 Fundos de investimento 30.053 – Total 140.298 296.498 g. Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são compostos por: Banco Consolidado 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 No início do exercício: Disponibilidades 293 146 6.221 1.271 Aplicações interfinanceiras de liquidez (g.1) 5.213 46.546 5.213 46.546 Aplicações em fundos de investimentos (g.1) 25.207 – 25.207 69.127 Títulos e valores mobiliários (g.1) – 57.136 36.325 84.729 Total 30.713 103.828 72.966 201.673 No final do exercício: Disponibilidades 502 293 1.698 6.221 Aplicações interfinanceiras de liquidez (g.1) 108.436 5.213 108.436 5.213 Aplicações em fundos de investimentos (g.1) – 25.207 56.204 101.142 Títulos e valores mobiliários (g.1) – – – 36.325 Total 108.938 30.713 166.338 148.901 (g.1) Refere-se a aplicações do Banco e de controladas em cotas de fundos de investimento com liquidez imediata e, títulos e valores mobiliários com prazo de vencimento de até 90 dias. 27. REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA A incorporação da Porto de Cima pela JMalucelli Seguradora S.A., conforme AGE de 30 de abril de 2010 foi protocolada na Susep - Superintendência de Seguros Privados em 27 de maio de 2010 e pré-aprovada 26 de maio de 2011, aumentando o patrimônio líquido da JMalucelli Seguradora em R$ 19.850. Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembléia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por 1.264.138 ações da JMalucelli Seguradora S.A. a ser incorporada pela JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. Em decorrência da cisão a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. incorporou o acervo cindindo e aumentou seu capital social no mesmo montante. Nessa mesma data, o Banco aumentou o capital da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., transferindo suas ações de emissão da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., no montante de R$ 19.794, e suas ações da JMalucelli Seguradora S.A., no montante de R$ 161.351. 28. EVENTO RELEVANTE Em 17 de junho de 2011 o Paraná Banco S.A.. informou a seus acionistas e ao mercado em geral que, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e em conformidade com os termos previamente divulgados no Fato Relevante de 4 de novembro de 2010, que foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc, uma companhia americana líder em seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., controlada pelo Paraná Banco S.A., mediante a subscrição e a integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Companhia, pelo valor total de R$ 657.113, correspondentes aos R$ 625.000 corrigidos pelo CDI desde o dia 1º de janeiro de 2011 até a data do fechamento da operação, nos termos do Contrato de Subscrição, celebrado pelas partes em 3 de novembro de 2010. Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da Companhia. Ainda nesta data, foi celebrado Acordo de Acionistas entre o Paraná Banco S.A. e Travelers Brazil que regulará os direitos das partes enquanto acionistas da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, incluindo direitos políticos com respeito à Companhia e suas subsidiárias, JMalucelli Seguradora S.A., JMalucelli Resseguradora S.A.. e a JMalucelli Seguradora de Créditos S.A., responsáveis pelas operações de seguros do Grupo JMalucelli. Nos termos do acordo, foi conferida à Travelers Brazil a opção de, pelo prazo de 18 meses após a data de fechamento, aumentar sua participação total para até 49,9% do capital votante da Companhia. 29. ALTERAÇÕES NA LEI DAS S.A. (LEI Nº 6.404/76) A Lei nº 11.638, publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 e complementada pela Medida Provisória nº 449 de 3 de dezembro de 2008, convertida na Lei 11.941 de 27 de maio de 2009, alterou diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedade por Ações). A normatização do Banco Central do Brasil editada até o momento considera: a) tratamento do saldo das reservas de capital e da destinação dos lucros acumulados; b) tratamento do ativo imobilizado e diferido; c) reconhecimento, mensuração e divulgação de perdas em relação ao valor recuperável; d) apresentação da demonstração do fluxo de caixa; e) divulgação de partes relacionadas; f) apresentação e mensuração das provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Na avaliação da Administração do Banco, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas o item (d) afetou significativamente a elaboração/apresentação das demonstrações financeiras do Banco. Nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2011 as alterações provocaram: • Apresentação dos quadros demonstrativos do fluxo de caixa e do valor adicionado; • Avaliação de ativos, relativamente às aplicações em instrumentos financeiros e aos direitos classificados no intangível; • Avaliação do valor de recuperação de bens e direitos do imobilizado e do diferido, sem efeito no momento, mas que deverá ser periodicamente avaliado para que se possa efetuar o registro de perdas potenciais; • Reclassificação do saldo acumulado de gastos com aquisição e desenvolvimento de softwares do ativo diferido para o ativo intangível; e • Reclassificação dos Resultados de exercícios futuros para o passivo circulante. continuação NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais) continua
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    JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR PARANÁ BANCO S.A. Banco Múltiplo conforme o certificado de 21/06/89 CNPJ nº 14.388.334/0001-99 Companhia Aberta de Capital Autorizado www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br Os membros efetivos do Conselho Fiscal do Paraná Banco S.A., abaixo assinados, dentro de suas atribuições e responsabilidades legais, procederam ao exame das demonstrações contábeis, das notas explicativas, e do Relatório da Administração, referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, e com base nos exames efetuados, nos esclarecimentos prestados pela Administração, considerando, ainda, o Relatório do Auditor Independente sem modificação, emitido pela KPMG Auditores Independentes, datado de 27 de fevereiro de 2012, concluíram que os documentos acima, em todos os seus aspectos relevantes, estão devidamente apresentados e opinam pelo seu encaminhamento para deliberação da Assembleia Geral Ordinária de Acionistas. Ao Conselho de Administração e aos Acionistas do Paraná Banco S.A. Curitiba - PR - Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Paraná Banco S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para o exercício findo naquela data para as demonstrações financeiras consolidadas, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeira do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Paraná Banco S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para o exercício findo naquela data para as demonstrações financeiras consolidadas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Demonstração do valor adicionado: Examinamos também a demonstração individual do valor adicionado (DVA) para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011 e consolidada para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da administração do Banco, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Curitiba, 27 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes Alberto Spilborghs Neto CRC 2SP014428/O-6-F-PR Contador CRC 1SP167455/O-0-S-PR continuação PARECER DO CONSELHO FISCAL RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Curitiba, 27 de fevereiro de 2012 Luiz Roberto Castiglione de Lima Nelson Carlos Cavichiolo Reginaldo Ferreira Alexandre Cristiano Malucelli - Diretor Vice-Presidente, RI e RH Luis Cesar Miara - Diretor Financeiro Anilson Fieker Pedrozo -Diretor Adjunto Jorge Nacli Neto - Diretor Presidente André Luiz Malucelli -Diretor Comercial Vander Della Coletta - Diretor Administrativo Hilário Mário Walesko CRC/PR 29.585/O-9 - CPF 510.710.969-15 DIRETORIA CONTADOR Luiz Roberto Castiglione de Lima Presidente Conselho Fiscal Nelson Carlos Cavichiolo Conselheiro Fiscal Reginaldo Ferreira Alexandre Conselheiro Fiscal CONSELHO FISCAL CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Alexandre Malucelli Presidente Conselho de Administração Jorge Nacli Neto Vice Presidente Conselho de Administração Paola Malucelli de Arruda Conselheira Hilário Mário Walesko Conselheiro Wesley Montechiari Figueira Conselheiro Independente
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    www.jmalucellinvestimentos.com.br JMALUCELLI DISTRIBUIDORA DE TÍTULOSE VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ nº 76.621.457/0001-85 Rua Comendador Araújo, 143 - 20º andar - Curitiba - PR www.jmalucellinvestimentos.com.br Nota 2011 2010 Passivo Circulante 3.470 800 Outras obrigações 3.470 800 Sociais e estatutárias 305 55 Fiscais e previdenciárias 3.060 662 Diversas 105 83 Patrimônio líquido 6 8.121 3.935 Capital social De domiciliados no País 2.300 2.300 Reserva de capital 317 317 Reservas de lucros 5.504 1.318 Total 11.591 4.735 Nota 2011 2010 Ativo Circulante 10.353 3.958 Disponibilidades 14 13 Títulos e valores mobiliários 4 6.123 3.038 Carteira própria 6.123 3.038 Outros créditos 4.216 907 Rendas a receber 3.761 901 Diversos 455 6 Realizável a longo prazo 1.205 738 Títulos e valores mobiliários 4 1.205 738 Carteira própria 1.205 738 Permanente 33 39 Investimentos 8 8 Outros investimentos 20 20 Provisão para perdas (12) (12) Imobilizado de uso 24 30 Outras imobilizações de uso 67 71 Depreciações acumuladas (43) (41) Intangível 1 1 Gastos de organização e expansão 4 4 Amortizações acumuladas (3) (3) Total 11.591 4.735 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeirasAs notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Nota 2º semestre Exercício 2011 2011 2010 Receita da intermediação financeira 450 638 353 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 450 638 353 Resultado bruto da intermediação financeira 450 638 353 Outras receitas (despesas) operacionais 4.370 6.327 1.507 Receita de prestação de serviços 8 6.243 9.589 3.744 Despesas de pessoal (679) (1.209) (872) Outras despesas administrativas (609) (1.148) (1.074) Despesas tributárias (618) (957) (383) Outras receitas operacionais 51 70 92 Outras despesas operacionais (18) (18) – Resultado operacional 4.820 6.965 1.860 Resultado não operacional – 259 231 Receitas não operacionais – 259 231 Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações 4.820 7.224 2.091 Imposto de renda e contribuição social 5 (1.727) (2.659) (786) Imposto de renda - corrente (1.057) (1.628) (481) Contribuição social - corrente (670) (1.031) (305) Participações no lucro (379) (379) (55) Lucro líquido do Semestre / exercício 2.714 4.186 1.250 Número de quotas - em milhares 6 23.000 23.000 23.000 Lucro líquido por lote de mil quotas - R$ 118,00 182,00 54,35 Reserva de capital Reservas de lucros Capital social Atualização de títulos patrimoniais Legal Estatutária Lucros (prejuízos) acumulados Total Saldos em 01 de julho de 2011 2.300 317 460 2.330 – 5.407 Lucro líquido do semestre – – – – 2.714 2.714 Dividendos pagos exercícios anteriores – – – – – – Destinações: Reserva legal – – 136 – (136) – Reserva estatutária – – – 2.578 (2.578) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.300 317 596 4.908 – 8.121 Mutações do semestre – – 136 2.578 – 2.714 Saldos em 1 de janeiro de 2011 2.300 317 400 918 – 3.935 Lucro líquido do exercício – – – – 4.186 4.186 Dividendos pagos exercícios anteriores – – – – – – Destinações: Reserva legal – – 196 – (196) – Reserva estatutária – – – 3.990 (3.990) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.300 317 596 4.908 – 8.121 Mutações do exercício – – 196 3.990 – 4.186 Saldos em 1 de janeiro de 2010 2.300 317 337 1.553 – 4.507 Lucro líquido do exercício – – – – 1.250 1.250 Dividendos pagos exercícios anteriores – – – (1.822) – (1.822) Destinações: Reserva legal – – 63 – (63) – Reserva estatutária – – – 1.187 (1.187) – Saldos em 31 de dezembro de 2010 2.300 317 400 918 – 3.935 Mutações do exercício – – 63 (635) – (572) 2º semestre Exercício 2011 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido ajustado do semestre/exercício 2.718 4.194 1.258 Lucro líquido do semestre/exercício 2.714 4.186 1.250 Ajustes ao lucro líquido: Depreciações e amortizações 4 8 8 Variações dos ativos e obrigações (558) (991) 899 (Aumento) redução em títulos e valores mobiliários (905) (350) 1.345 (Aumento) em outros créditos (1.796) (3.310) (667) Aumento (redução) em outras obrigações 2.143 2.669 221 Disponibilidades líquidas (aplicadas) originadas nas atividades operacionais 2.160 3.203 2.157 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de ativo imobilizado – – (17) Disponibilidades líquidas geradas (aplicadas) nas atividades de investimentos – – (17) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos – – (1.822) Disponibilidades líquidas aplicadas pelas atividades de financiamentos – – (1.822) Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa 2.160 3.203 318 Modificação na posição financeira Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre/exercício 3.636 2.593 2.275 Caixa e equivalentes de caixa no final do semestre/exercício 5.796 5.796 2.593 1. CONTEXTO OPERACIONAL A J. Malucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”), tendo como controladora a empresa Paraná Banco S.A., tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária brasileira, as normas emitidas pelo Conselho Monetário Nacional - CMN e pelo Banco Central do Brasil. A apresentação dessas demonstrações financeiras está em conformidade com o Plano contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF. Em 30 de janeiro de 2012, as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em 27 de fevereiro de 2012, a diretoria aprovou as demonstrações financeiras. 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a. Apuração do resultado As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência. b. Estimativas contábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a valorização a mercado de títulos e valores mobiliários. A liquidação das transações envolvendo essa estimativa poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Distribuidora revisa as estimativas e premissas periodicamente. c. Títulos e valores mobiliários Conforme previsto na Circular BACEN n° 3.068, de 8 de novembro de 2001, os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “disponíveis para venda” foram avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço (valor de curva) e ajustados pelos seus respectivos valores de mercado. Esses ajustes são contabilizados na conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes de avaliação patrimonial”, líquido dos efeitos tributários. Quando da venda de um título e valor mobiliário classificado nessa categoria, o ganho ou perda acumulado no patrimônio líquido é transferido para resultado. d. Passivo circulante Demonstrado por valores conhecidos ou calculáveis incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias incorridas “pró-rata temporis”. e. Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. 4. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a. Títulos e valores mobiliários Os títulos e valores mobiliários foram classificados na categoria disponíveis para venda e encontram-se apresentados como segue: 2011 Papel Sem vencimento De 1 a 3 anos De 3 a 5 anos Valor de mercado Valor de curva LFT (*) – – 1.205 1.205 1.205 Fundos de renda fixa 5.782 – – 5.782 5.782 Fundos de renda variável (**) 341 – – 341 341 Total 6.123 – 1.205 7.328 7.328 2010 Papel Sem vencimento De 1 a 3 anos De 3 a 5 anos Valor de mercado Valor de curva LFT (*) – 104 634 738 738 Ações de companhias abertas (***) 459 – – 459 459 Fundos de renda fixa 2.579 – – 2.579 2.579 Total 3.038 104 634 3.776 3.776 (*) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. (**) O fundo de renda variável é composto por ações de demais companhias abertas, fundo renda fixa e cotas de fundo de investimentos, salienta-se que não é um fundo exclusivo. (***) Referem-se a 34.000 ações do Paraná Banco S.A. adquiridas em outubro de 2008 e alienados em 30/06/2011. b. Instrumentos financeiros derivativos A Distribuidora não realizou operações com derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. 5. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO Segue-se o cálculo do imposto de renda e da contribuição social incidentes sobre as operações do exercício: 2011 2010 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social (após participações no lucro) 6.845 2.036 Encargos do imposto de renda e da contribuição social às alíquotas vigentes (2.738) (814) Exclusões permanentes 79 28 Imposto de renda e contribuição social devidos sobre o resultado do exercício - Corrente (2.659) (786) 6. PATRIMÔNIO LÍQUIDO O capital social, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 23.000.000 quotas, no valor nominal de R$ 0,10 cada uma, pertencentes a quotistas domiciliados no país. A Administração propôs a destinação de 5% do lucro líquido para formação de reserva legal. Os dividendos podem ser constituídos com base em balanços intermediários ou final e, a critério dos sócios, distribuídos na proporção de suas quotas, dependendo de aprovação pela Assembleia Geral de Quotistas. A reserva estatutária refere-se a reserva para integridade do patrimônio líquido, que tem por fim assegurar recursos para atender as necessidades regulatórias e operacionais de valor de patrimônio líquido da Distribuidora, podendo ser convertida em capital social por deliberação de seus administradores e reduzida pelo pagamento de dividendos. Será formada com até 100% do lucro líquido que remanescer após as destinações para reserva legal. 7. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2011 Descrição Ativo Receitas Despesas Disponibilidades 5 – – Remuneração da Administração – – 20 Ressarcimento de despesas – – 153 Aluguel – – 35 2010 Descrição Ativo Receitas Despesas Disponibilidades 4 – – Aplicação em ações 459 170 59 Remuneração da Administração – – 38 Ressarcimento de despesas – – 138 Aluguel – – 20 As transações mencionadas acima foram pactuadas com o Paraná Banco S.A. 8. ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS A Distribuidora administra 9 fundos de investimentos (9 em 31 de dezembro de 2010) e 1 clube de investimento (2 em 31 de dezembro de 2010), cujos patrimônios líquidos em 31 de dezembro de 2011 totalizam R$ 631.838 (R$ 413.318 em 31 de dezembro de 2010). A receita de prestação de serviços refere-se, integralmente, a administração de recursos de terceiros. 9. PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGIDO (ACORDO DE BASILÉIA) A Distribuidora mantém patrimônio compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos, calculado de forma consolidada com o Paraná Banco S.A., que constituem o Conglomerado Financeiro nos termos da Resolução BACEN nº 2.099/94 e normas posteriores. Em 31 de dezembro de 2011, o patrimônio líquido ajustado representava 38,03% (32,70% em 31 de dezembro de 2010) dos ativos ponderados por risco, estando superior ao índice mínimo exigido de 11%. 10. OUTRAS INFORMAÇÕES a. Contingências ativas e passivas A Distribuidora não possui contingências ativas e passivas, as quais a Administração avalia que deveriam ser registradas ou divulgadas em suas demonstrações financeiras nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 considerando a regulamentação em vigor (Res. BACEN 3.823/09 e CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes). b. Caixa e equivalentes de caixa Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são compostos por: 2011 2010 No início do exercício: Disponibilidades 13 13 Fundos de renda fixa (nota explicativa 4.a) 2.579 2.262 Total 2.593 2.275 No final do exercício: Disponibilidades 14 13 Fundos de renda fixa (nota explicativa 4.a) 5.782 2.579 Total 5.796 2.593 DIRETORIA CONTADOR Aos Diretores e Quotistas da JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Curitiba - PR Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (Instituição), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Curitiba, 27 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6-F-PR Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455-O-0-S-PR CRISTIANO MALUCELLI Diretor Presidente ROBERTO PAULINO SEVALLI Diretor HILÁRIO MÁRIO WALESKO Contador - CRC-PR 29.585/O-9 - CPF 510.710.969-15 BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil quotas) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Método indireto Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br
  • 9.
    JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de Vossas Senhorias, o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011. Perfil A JMalucelli Seguradora é a companhia líder no Brasil e na America Latina do ramo de Seguro Garantia. Tendo como principais características a especialização neste tipo de seguros, aliado a agilidade e expertise no processo de cadastramento e emissão das apólices. Operando em todo o território Nacional, sejam por sucursais ou através de sua rede de aproximadamente 3.600 corretores, respaldados por uma estrutura de suporte localizada na Matriz. Buscando atender cada vez melhor os clientes e corretores, a JMalucelli Seguradora está presente nas seguintes localidades: Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Possui participação ativa na APF - PASA - Associação Panamericana de Fianças e Garantias, entidade mundial que congrega mais de 150 Seguradoras e Resseguradoras de 53 países, presidida pelo Sr. Alexandre Malucelli, vice presidente da JMalucelli Seguradora. ParceriacomaTravelers Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho o contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria estratégica teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões. Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo de seguros da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas e também de uma operação cada vez mais forte. A liderança no mercado de garantia neste momento torna-se um bem valioso para o crescimento das novas operações do grupo, pois permite a sinergia de informações na prospecção de novos clientes. De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição, comercial, e sinistros) abaixo na seguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam a apresentar suas marcas em conjunto com a da Travelers, evidenciando a associação das duas empresas. DesempenhoOperacional A JMalucelli Seguradora, encerrou o primeiro semestre de 2011 com mais de 60 mil apólices emitidas e aproximadamente 40 mil tomadores cadastrados, resultando em um market share no mercado de Seguro Garantia de 37,3% (dados SUSEP - junho/2011). DesempenhoFinanceiro A JMalucelli Seguradora obteve um volume de prêmios ganhos no exercício de 2011 de R$ 255,4 milhões contra R$ 231,2 milhões no mesmo período de 2010, representando um crescimento de 10%. Destacando-se somente o ramo de Seguro Garantia, o volume de prêmios ganhos atingiu R$ 220,7 milhões nesta data contra R$ 200,0 milhões em 2010, também representando um crescimento de 10%. O capital investido pela Travelers aumentou o capital social da JMalucelli Seguradora S.A. em R$ 80 milhões. Após a distribuição de dividendos no valor de R$ 79 milhões, o patrimônio líquido da companhia passou de R$ 149,8 para R$ 215,5 milhões. O lucro líquido no exercício de 2011 foi de R$ 44,8 milhões contra R$ 37,7 milhões em 2010 representando um crescimento de 19%. O lucro por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 3.095,64 enquanto que o valor patrimonial por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 14.890,44. AplicaçõesFinanceiras A JMalucelli Seguradora através de seus administradores, declara possuir capacidade financeira para manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da companhia. Em 31de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 209,8 milhões (R$ 123,2 milhões em 31 de dezembro de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 327,1 milhões (R$ 260,7 milhões em dezembro de 2010). RecursosHumanos Dando continuidade à filosofia de participação nos resultados, os colaboradores da JMalucelli Seguradora obtiveram neste exercício uma participação nos resultados equivalente a 2 salários base de cada colaborador. Esta participação se deve ao esforço coletivo de dirigentes e colaboradores e à união existente entre as diversas unidades. O programa de bolsa auxílio tem como principal objetivo o desenvolvimento intelectual cada vez maior de nossos colaboradores, beneficiando no exercício, 26% do quadro funcional. Agradecimentos Agradecemos aos nossos Acionistas, Clientes, Corretores e parceiros de negócios, pela confiança demonstrada ao longo do tempo e aos Diretores e Colaboradores pelos esforços, competência, lealdade e dedicação que possibilitaram os resultados alcançados no exercício. João Gilberto Possiede Diretor Presidente As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Ativo Notas 2011 2010 Circulante 373.485 445.306 Disponível 1.346 5.842 Caixaebancos 23.d 1.346 5.842 Aplicações 5 113.951 181.934 Créditosdasoperaçõescomseguroseresseguros 121.028 142.834 Prêmiosareceber 6.a 89.749 114.518 Operaçõescomresseguradoras 6.c 974 6.142 Outroscréditosoperacionais 6.d 30.305 22.174 Ativosderesseguro-provisõestécnicas 7.a/7.b/16 111.117 95.028 Titulosecréditosareceber 7.564 1.116 Títulosecréditosareceber 436 155 Créditostributários 8.a/21.c/21.d 6.610 791 Depositosjudiciaisefiscais 8.b – 72 Outroscréditos 518 98 Custosdeaquisiçãodiferidos 18.479 18.552 Seguros 9.a 18.479 18.552 Ativonãocirculante 340.884 185.072 Aplicações 5 213.127 78.837 Créditosdasoperaçõescomseguroseresseguros 14.162 14.813 Prêmiosareceber 6.a 14.162 14.813 Ativosderesseguro-provisõestécnicas 7.a/16 76.906 67.501 Títulosecréditosareceber 14.203 15 Depósitosjudiciaisefiscais 8.b 970 15 Créditostributários 8.a/21.c/21.d 13.233 – Custosdeaquisiçãodiferidos 9.654 11.679 Seguros 9.a 9.654 11.679 Investimentos 10/19 1.382 1.173 Participaçõessocietárias 1.382 1.173 Imobilizado 11 11.369 10.973 Bensmóveis 11.260 10.864 Outrasimobilizações 109 109 Intangivel 12/19 4 4 Outrosintangíveis 4 4 Diferido 13/19 77 77 Despesasdeorganização,implantaçãoeinstalação 77 77 Total 714.369 630.378 Passivo Notas 2011 2010 Circulante 344.140 345.697 Contasapagar 23.878 25.575 Obrigaçõesapagar 1.791 1.957 Impostoseencargossociaisarecolher 7.953 10.283 Encargostrabalhistas 1.285 966 Impostosecontribuições 11.977 11.763 Outrascontasapagar 872 606 Débitosdeoperaçõescomseguroseresseguros 78.140 105.783 Operaçõescomseguradoras 14.a 4.905 23.071 Operaçõescomresseguradoras 14.b 58.178 65.717 Corretoresdeseguroseresseguros 14.c 4.911 9.850 Outrosdébitosoperacionais 14.d 10.146 7.145 Depósitosdeterceiros 2.365 9.214 Provisõestécnicas-seguros 239.757 205.125 Danos 15.a/15.b/15.c/15.d/16 239.757 205.125 Passivonãocirculante 154.682 134.796 Débitosdasoperaçõescomseguroseresseguros 9.546 9.790 Operaçõescomresseguradoras 14.b 8.053 8.166 Corretoresdeseguroseresseguros 14.c 1.493 1.624 Provisõestécnicas-seguros 145.081 124.754 Danos 15.a/16 145.081 124.754 Outrosdébitos 55 252 Provisõesjudiciais 55 252 Patrimôniolíquido 18/19 215.547 149.885 Capitalsocial 40.000 40.000 Aumentodecapital(emaprovação) 80.000 – Reservasdecapital 35.626 15.775 Reservasdelucros 59.921 94.110 Total 714.369 630.378 Nota 2011 2010 Prêmiosemitidoslíquidos 290.987 281.041 Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (35.586) (49.776) Prêmiosganhos 20.a 255.401 231.265 Sinistrosocorridos 20.b (48.210) (36.470) Custosdeaquisição 20.c (27.849) (26.887) Outrasreceitasedespesasoperacionais 20.d/20.e 3.651 4.104 Resultadocomresseguro 20.f (87.402) (94.856) Receitacomresseguro 24.335 17.406 Despesacomresseguro (111.737) (112.262) Despesasadministrativas 20.g (49.192) (32.192) Despesascomtributos 20.h (2.793) (2.550) Resultadofinanceiro 20.i/20.j 33.522 23.079 Resultadopatrimonial 20.k 193 (3.371) Resultadooperacional 77.321 62.122 Resultadoantesdosimpostoseparticipações 77.321 62.122 Impostoderenda 21.a/21.b (17.877) (13.463) Contribuiçãosocial 21.a/21.b (10.703) (8.488) Participaçõessobreoresultado 22/23.c (3.930) (2.372) Lucrolíquidodoexercicio 44.811 37.799 Quantidadedeações 14.475.521 8.427.600 Lucrolíquidoporlotedemilações-R$ 3.095,64 4.485,14 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 2011 2010 Receitas 344.633 342.472 Receitascomoperaçõesdeseguros 322.123 324.913 Outrasreceitasaperacionais 22.257 18.230 Provisãoparadevedoresduvidosos-Reversão 253 (671) Variaçãodasprovisõestécnicas-Operaçõesdeseguros (13.197) (28.593) Receitaoperacional 331.436 313.879 Sinistros (48.407) (36.381) Sinistros (46.256) (33.854) Variaçãodaprovisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados (2.151) (2.527) Insumosadquiridosdeterceiros (68.236) (56.354) Materiais,energiaeoutros (10.031) (7.492) Serviçosdeterceiros,comissõeslíquidas (49.562) (45.493) Variaçãodasreceitasedespesasdecomercializaçãodiferidas (8.643) (3.369) Valoradicionadobruto 214.793 221.144 Depreciaçãoeamortização (1.100) (788) Valoradicionadolíquidoproduzidopelacompanhia 213.693 220.356 Valoradicionadocedidoemtransferência (114.780) (143.134) Receitasfinanceiras 33.522 23.079 Resultadodeequivalênciapatrimonial 193 – Resultadocomoperaçõesderesseguroscedidos (116.795) (119.914) Resultadocomoperaçõesdecosseguroscedidos (26.583) (39.738) Outrasdespesasoperacionais (5.117) (6.561) Valoradicionadoadistribuir 98.913 77.222 Distribuiçãodovaloradicionado 98.913 77.222 Pessoal 21.927 14.227 Remuneraçãodireta 18.738 11.402 Benefícios 2.563 2.320 F.G.T.S. 626 505 Impostos,taxasecontribuições 31.373 24.500 Federais 31.300 24.451 Municipais 73 49 Remuneraçãodecapitaldeterceiros 802 696 Alugéis 802 696 Remuneraçãodecapitalpróprio 44.811 37.799 Lucrosretidos 44.811 37.799 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 2011 2010 Atividadesoperacionais Recebimentosdeprêmiosdeseguro 371.587 288.667 Recuperaçõesdesinistrosecomissões 69.701 46.052 Outrosrecebimentosoperacionais(ressarcimentoseoutros) 17.553 9.589 Pagamentosdesinistrosecomissões (40.699) (43.681) Repassesdeprêmiosporcessãoderiscos (261.218) (168.803) Pagamentosdedespesaseobrigações (50.829) (28.409) Outrospagamentosoperacionais (14.499) (14.712) Recebimentosdejurosedividendos 79 40 Constituiçãodedepósitosjudiciais (780) – Pagamentosdeparticipaçõesnosresultados (2.175) (689) Caixageradopelasoperações 88.720 88.054 Impostosecontribuiçõespagos: (63.135) (43.393) Jurospagos (93) (133) Investimentosfinanceiros: Aplicações (252.228) (186.522) Vendaseresgates 202.564 154.049 Caixalíquido(consumido)/geradonasatividadesoperacionais (24.172) 12.055 Atividadesdeinvestimentos Pagamentopelacompradeativopermanente: Investimentos (16) (10) Imobilizado (1.496) (10.866) Caixalíquido(consumido)nasatividadesdeinvestimento (1.512) (10.876) Atividadesdefinanciamento Aumentodecapital 80.000 – Distribuiçãodedividendos (79.000) – Caixalíquidogeradonasatividadesdefinanciamento 1.000 – (Redução)/Aumentolíquidodecaixaeequivalentesdecaixa (24.684) 1.179 Saldodecaixaeequivalentesdecaixanoiníciodoexercício 36.292 35.113 Saldodecaixaeequivalentesdecaixaaofinaldoexercício 11.608 36.292 (Redução)/Aumentonasaplicaçõesfinanceiras-recursoslivres (24.684) 1.179 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras RELATÓRIODAADMINISTRAÇÃO BALANÇOSPATRIMONIAIS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕESDASMUTAÇÕESDOPATRIMÔNIOLÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕESDERESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODODIRETO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕESDOVALORADICIONADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) dez-10 dez-11 149,8 215,5 dez-10 dez-11 260,7 327,0 Participação no Mercado Nacional de Seguros Garantia (%) Mercado 62,7% JMalucelli 37,3% Fonte: Susep: 06/11 Evolução do Patrimônio Líquido (R$ Milhões) Evolução das Aplicações Financeiras (R$ Milhões) dez-10 dez-11 149,8 215,5 dez-10 dez-11 260,7 327,0 Participação no Mercado Nacional de Seguros Garantia (%) Mercado 62,7% JMalucelli 37,3% Fonte: Susep: 06/11 Evolução do Patrimônio Líquido (R$ Milhões) Evolução das Aplicações Financeiras (R$ Milhões) dez-10 dez-11 149,8 215,5 dez-10 dez-11 260,7 327,0 Participação no Mercado Nacional de Seguros Garantia (%) Mercado 62,7% JMalucelli 37,3% Fonte: Susep: 06/11 Evolução do Patrimônio Líquido (R$ Milhões) Evolução das Aplicações Financeiras (R$ Milhões) Capital Social Aumentode Capital (emaprovação) Reserva deCapital ReservasdeLucros Ajusteavalor demercado Títulosevalores mobiliários Lucros Acumulados Total Reserva Legal Reservaespecial paradividendos Outras reservas delucros Saldosem31dedezembrode2009 40.000 – 15.747 3.954 14.477 37.880 – – 112.058 AtualizaçãodeinvestimentoemaçõesdoIRB – – 28 – – – – – 28 Lucrolíquidodoexercício – – – – – – – 37.799 37.799 DestinaçõespropostaspelaAdministração: Reservalegal – – – 1.890 – – – (1.890) Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 8.977 – – (8.977) – Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – – – 26.932 – (26.932) Saldosem31dedezembrode2010 40.000 – 15.775 5.844 23.454 64.812 – – 149.885 Saldosem31dedezembrode2010 40.000 – 15.775 5.844 23.454 64.812 – – 149.885 AumentodeCapitalSocial(emaprovação) – 80.000 – – – – – – 80.000 IncorporaçãodacontroladoraPortodeCimaHoldingLtdaem31/05/2011 – – 19.851 – – – – – 19.851 DistribuiçãodedividendosconformeRCAde07/06/2011 – – – – (23.454) (55.546) – – (79.000) Lucrolíquidodoexercício – – – – – – – 44.811 44.811 DestinaçõespropostaspelaAdministração: Reservalegal – – – 2.240 – – – (2.240) – Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 10.643 – – (10.643) – Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – – – 31.928 – (31.928) – Saldosem31dedezembrode2011 40.000 80.000 35.626 8.084 10.643 41.194 – – 215.547 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 1. CONTEXTO OPERACIONAL A JMalucelli Seguradora S.A tem por objetivo social, as operações de seguros e co-seguros em ramos de danos, operando principalmente nos ramos de garantias de obrigações contratuais, nos quais é especializada. Tem como seu principal acionista a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S/A (Controladora) que possui 100 % de suas ações ordinárias. A Companhia integra o Grupo JMalucelli e suas operações são conduzidas no contexto de um grupo de instituições que atua integradamente. A Companhia mantém com a JMalucelli Resseguradora S.A. contrato de excesso de danos para cobertura do excedente de retenção das operações de seguros, contrato esse com vigência anual e pagamentos trimestrais. A Companhia possui contrato de participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido a partes relacionadas e terceiros, calculada mensalmente e recebida anualmente conforme contrato. Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em 27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou a divulgação das informações a partir do dia 28 de fevereiro de 2012. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), as quais abrangem as normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis quando referendados pela SUSEP. a. Mudanças nas políticas contábeis A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida circular impactam no balanço patrimonial e nas demonstrações de resultados com a segregação das operações de resseguros e retrocessão. O balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010 e a demonstração do resultado foram ajustados para fins de comparação conforme demonstrados abaixo. As alterações trazidas pela referida circular, não impactaram os saldos de patrimônio liquido e o lucro líquido da Companhia. Saldo publicado em31/12/2010 Reclassificação Saldo reclassificado em31/12/2010 Ativo Circulante 478.751 (33.445) 445.306 Créditosdasoperações comseguroseresseguros 147.967 (5.133) 142.834 Prêmiosareceber 115.332 (814) 114.518 Operaçõescomresseguradoras 11.275 (5.133) 6.142 Outroscréditosoperacionais 22.174 – 22.174 Provisãoparariscosdecréditos (814) 814 Despesasdecomercializaçãodiferidas 18.552 (18.552) – Custosdeaquisiçãodiferidos – 18.552 18.552 Despesasderesseguros eretrocessõesdiferidas 123.340 (123.340) – Ativosderesseguro-provisõestécnicas – 95.028 95.028 Nãocirculante 213.078 (28.006) 185.072 Despesasdecomercializaçãodiferidas 11.679 (11.679) – Custosdeaquisiçãodiferidos – 11.679 11.679 Despesasderesseguros eretrocessõesdiferidas 95.507 (95.507) – Ativosderesseguro-provisõestécnicas – 67.501 67.501 Imobilizado 10.980 389 11.369 Totaldoativo 691.829 (61.451) 630.378 Passivo Circulante 379.142 (33.445) 345.697 Débitosdeoperações comseguroseresseguros 139.228 (33.445) 105.783 Receitasdecomercializaçãodiferidas 33.445 (33.445) – Nãocirculante 162.802 (28.006) 134.796 Débitosdeoperações comseguroseresseguros 37.796 (28.006) 9.790 Receitasdecomercializaçãodiferidas 28.006 (28.006) – Totaldopassivo 691.829 (61.451) 630.378 Saldo publicado em31/12/2010 Reclassificação Saldo reclassificado em31/12/2010 Demonstraçãoderesultados Prêmiosemitidoslíquidos 281.041 – 281.041 Premiosderesseguroscedidos (178.376) 178.376 – Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (49.776) – (49.776) VariaçãoPPNG-ressegurocedido 21.183 (21.183) – Prêmiosganhos 74.072 157.193 231.265 Sinistrosretidos (29.329) 29.329 – Sinistrosocorridos – (36.470) (36.470) Receitas(despesas)decomercialização 18.044 (18.044) – Custosdeaquisição – (26.887) (26.887) Outrasreceitasedespesasoperacionais 14.369 (10.265) 4.104 Resultadocomresseguro – (94.856) (94.856) Despesasadministrativas (32.192) – (32.192) Despesascomtributos (2.550) – (2.550) Resultadofinanceiro 23.079 – 23.079 Resultadopatrimonial (3.371) – (3.371) Resultadooperacional 62.122 – 62.122 Impostoderenda (13.463) – (13.463) Contribuiçãosocial (8.488) – (8.488) Participaçõessobreoresultado (2.372) – (2.372) Lucrolíquidodoexercício 37.799 – 37.799 Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos de seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de contabilização. Com a nova codificação os ramos do grupo Riscos financeiros (0739 - Garantia financeira/0740 - Garantia de Obrigações privadas/0745 - Garantia de obrigações públicas/0747 - Garantia de concessões públicas/0750 - Garantia Judicial) são classificados em dois novos ramos, 0775 Garantia Segurado - Setor Público e 0776 Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011. Como impacto dessas alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos apresentam somente cancelamento e reversões de provisões, como um processo de run-off, e as novas emissões de prêmios e constituição de provisões estão apresentadas nos novos ramos. As notas explicativas que foram impactadas pelo efeito são: Nota explicativa 20) Detalhamento das contas de resultado,letra “c”- Custos de aquisição e letra “f” - Resultados com resseguros nos itens Prêmios de resseguros cedidos, VariaçãodasdespesasderesseguroseRecuperaçãodosCustosdeaquisição. As demonstrações de fluxos de caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados como caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as aplicações em fundosdeinvestimentosderendafixa. A demonstração de resultado abrangente não apresentou saldos de movimentação e portanto não foielaborada. A Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstração do valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - demonstração do valor adicionado, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam uma análiseadicionaldasdemonstraçõesfinanceiras. 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a.Apuraçãodoresultado Asreceitasedespesasforamreconhecidaspeloregimedecompetência. A contabilização dos prêmios de seguros é feita na data de emissão das apólices. Os prêmios de seguros, deduzidos dos prêmios cedidos em co-seguro e resseguro, e as correspondentes despesas/receitas de comercialização são reconhecidos no resultado de acordo com o prazo de vigência das apólices. Os prêmios de seguros relativos a riscos vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas (RVNE) são calculados conformenotatécnicaatuarial,quelevaemcontaaexperiênciahistóricadaCompanhia. As participações nos lucros das apólices com resseguros cedidos são registradas de acordo com o prazo de vigência das apólices, à medida que os resultados decorrentes do resseguro cedidos possam ser estimados comrazoávelsegurança. As receitas e despesas relativas ao ramo DPVAT, são reconhecidas mensalmente ao resultado com base nos demonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A. b.Estimativascontábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem, o valor de mercado das aplicações, o valor das provisões requeridas para ajustar os ativos ao seu valor provável de realização ou recuperação, o valor dos prêmios e comissões relativos a seguros cujo risco já se encontra em curso, cujas apólices e faturas ainda não foram emitidas, as participações nos lucros de resseguro cedido aos resseguradores, as provisões técnicas,provisõesparapassivoscontingenteseosimpostosdiferidos.Aliquidaçãodastransaçõesenvolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processodesuadeterminação.AAdministraçãorevisaessasestimativasepremissasperiodicamente. c.Balançopatrimonial •Caixaeequivalentesdecaixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteraçãonovalor,esãoutilizadasnagestãodasobrigaçõesdecurtoprazo. •Aplicações Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a capacidadefinanceirademantê-losatéovencimento,sendocontabilizadosaocustodeaquisição,acrescido dosrendimentosauferidosatéadata-basedasdemonstraçõesfinanceiras. • Crédito das operações com seguros e resseguros, ativos de resseguro, títulos e créditos a receber ecustosdeaquisiçãodiferidos Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos e variações monetárias auferidos até as datas de encerramento dos balanços, combinados com os seguintes aspectos: • A provisão para riscos sobre créditos foi constituída para fazer face às eventuais perdas na realização dos créditos. É calculada sobre a carteira de prêmios vencidos, com base em estudo que leva em conta o histórico deinadimplênciaparaosprêmiosareceberdossegurados. • Os ativos de resseguro - Provisões técnicas referem-se aos prêmios de resseguro diferidos, os quais são constituídas pelo valor dos prêmios cedidos em resseguro, correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. Esta provisão está sendo constituída de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentadas em notastécnicasatuariais-NTA.
  • 10.
    JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) • Os créditos tributários de imposto de renda e da contribuição social sobre adições temporárias foram constituídoscombasenasalíquotasvigentesnadatadobalanço; • Custo de Aquisição Diferido - As despesas de comercialização com comissões de seguros a pagar paras os corretoressãodiferidasdeacordocomoprazodevigênciadasapólices. • A Companhia possui contrato de participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido a partesrelacionadaseterceiros,calculadamensalmenteerecebidaanualmenteconformecontrato. •Investimentos Os investimentos em controladas são avaliados pelo método da equivalência patrimonial, reconhecida no resultado da controladora. Os demais investimentos compreendem participações minoritárias em sociedadesnãofinanceirasesãoavaliadospelocusto. •Imobilizado •Osativosimobilizadocompreendeequipamentos,móveiseutensíliosutilizadosnaconduçãodosnegócios daCompanhia,oqualédemonstradoaocusto. • Os custos dos ativos imobilizado são reduzidos por depreciação acumulada até a data-base destas demonstrações. A depreciação dos itens do ativo é calculada segundo o método linear e conforme o período devidaútilestimadadosativos.Astaxasdedepreciaçãoutilizadasestãodivulgadasnanota11. •Intangível Os ativos intangíveis da Companhia compreendem, marcas e patentes e despesas com desenvolvimento parasistemadecomputaçãodemonstradospelocusto. A marcas e patentes tem o seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perdadevalor. Os custos das despesas com desenvolvimento para sistema de computação são reduzidos por amortização acumulada até a data-base destas demonstrações. A amortização dos itens do ativo intangível é calculada segundo o método linear e conforme o período de vida útil estimada dos ativos. As taxas de amortização utilizadaestádivulgadananota12. •Passivoscirculantesenãocirculantes Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos encargosevariaçõesmonetáriasincorridos,combinadocomosseguintesaspectos: • As receitas de comercialização diferidas referem-se às recuperações de comissões dos resseguradores. Sãoreconhecidascontabilmentepeloperíododevigênciadasapólices. As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetrosefórmulassãodocumentadasemnotastécnicasatuariais-NTA. • A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor bruto dos prêmios de seguro retidos correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não emitidos (“RVNE”). Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao disposto nas ResoluçõesCNSP162/06,195/08e204/09. • A provisão de insuficiência de prêmios (PIP) é calculada para cobrir possíveis insuficiências da PPNG para fazer face aos compromissos futuros com os contratos de seguro em vigor. A PIP é calculada de acordo com metodologia própria descrita em nota técnica atuarial, sendo que para o exercício findo em 31deDezembrode2011eexercíciofindoem31dedezembro2010nãohaviaprovisãoaconstituir. • A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos avisos de sinistros recebidos, e ajustada, periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas técnicas. A PSL inclui estimativa para cobrir o pagamento de indenizações e custos associados, em decorrência de disputas judiciais em curso a qual é constituída com base nas notificações de ajuizamento recebidas e de processos em fase de regulação de sinistros, até a data base das demonstrações financeiras. Seu valor é determinadocombasenoscritériosestabelecidospelasResoluçõesCNSPnº162/06e195/08. • A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) para o ramo DPVAT é constituída com base em informaçõesrecebidasdaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A.,elevaemconsideraçãoos critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nº 192/2008. Sobre a provisão constituída são capitalizados encargosfinanceiros,osquaissãoregistradoseclassificadosnogrupode“despesasfinanceiras”. • A provisão complementar de prêmio (PCP), é constituída para complementar a provisão de prêmios não ganhos(PPNG),considerandotodososriscosvigentes,emitidosounão.Estaprovisãoestásendoconstituída conformecálculoatuarialatendendoaodispostonasResoluçõesCNSP162/06,195/08e204/09. • O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas pela SUSEP. Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas, por ramo ou grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data base descontando-os através de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco (ETTJ), apresentada no artigo “ A estrutura a termo de taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e testes”, divulgado pela SUSEP. Foram consideradas premissas atuariais baseadas em dados contábeis do ano de 2011 e a projeção dos sinistros a serem pagos baseados em dados históricos de julho 2005 a dezembro de 2011. O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº410/2010 e em linha com o requerido pelo CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados, informações fidedignas e considerações realistas, em consistência com as informações presentes no mercado financeiro. Caso seja identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente, uma provisão complementar àquelas já registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do período, primeiramente reduzindo-se despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis diretamente relacionados aos contratos de seguros.Ocálculorealizadonãoreveloupassivosaconstituirem31dedezembrode2011. • Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma obrigação presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. Adicionalmente para as contingências cíveis e trabalhistas é realizada uma avaliação individual das contingências com base no histórico de perdas independentemente da classificação do risco. Asprovisõessãoregistradastendocomobaseasmelhoresestimativasdoriscoenvolvido. ACompanhianãopossuiprocessosfiscaisem31dedezembrode2011. •Provisãoparaimpostoderendaecontribuiçãosocialsobreolucro O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas alíquotasde15%,acrescidasdoadicionalde10%sobreolucrotributávelanualexcedentedeR$240mil,para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensaçãodeprejuízosfiscaisebasenegativadecontribuiçãosocial,limitadaa30%dolucroreal. Os impostos ativos diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da Contribuição Social e diferenças temporárias foram constituídos em conformidade com a legislação vigente, e consideram o histórico de rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. Esses estão apresentados nas rubricas “Créditos tributários e previdenciários “ refletidos no resultado do período ou, quando aplicável, nopatrimôniolíquidoe,constituídosnasmesmasalíquotasdescritasnoparágrafoanterior. d.Reduçãoaovalorrecuperável Ativosfinanceiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidencia objetiva indica que um evento de perda ocorreu apos o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como: desvalorização significativa e prolongada de instrumentos financeiros reconhecida publicamente pelo mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Seguradora S.A. investiu, tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridaspelastendênciashistóricas. Ativosnãofinanceiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há indicaçãodeperdanovalorrecuperável. A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor de recuperação, que será o maior valor entre o valor estimado na venda e o seu valor em uso, determinado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade geradoradecaixa. Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar reconhecidoscontabilmentepormontantesacimadovalorrecuperável. e.Receitasedespesasfinanceiras As receitas financeiras abrangem rendimentos sobre fundos investimentos não exclusivos e títulos de renda fixa privados e públicos, receitas com de créditos tributários, receitas de dividendos e juros ao capital recebidos do IRB Instituto de Resseguros do Brasil, receitas de operações do ramo DPVAT que são reconhecidasmensalmenteaoresultadocombasenosdemonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdos ConsórciosdoSeguroDPVATS.A. As despesas financeiras abrangem despesas de operações do ramo DPVAT que são reconhecidas mensalmente ao resultado com base nos demonstrativos fornecidos pela Seguradora Líder dos Consórcios doSeguroDPVATS.A,jurospagosnasoperaçõesderesseguros,edespesaseencargoscomtributos. f.Créditostributáriosdoágio Os benefícios fiscais de IRPJ e CSLL, decorrentes do ágio na incorporação da Porto de Cima Holding Ltda., conforme descrito na nota “8”, estão reconhecidos linearmente no prazo de 60 meses, de acordo com as projeções da expectativa de resultado futuro. O montante registrado como passível de compensação refere-se aos valores de imposto de renda e contribuição social diferidos, os qual a entidade tem o direito legaldecompensaçãoeháperspectivaconcretaderealização. 4. GERENCIAMENTO DE RISCOS Estruturadegerenciamentoderisco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizandoautilizaçãoderecursosprópriosedeterceiros,embenefíciodosacionistasedaSeguradora. Entendemos ainda que a atividade de gerenciamento de riscos é altamente relevante em virtude da complexidade dos serviços e produtos ofertados e também em função da globalização dos negócios. Por essa razão as atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscandoasmelhorespráticasutilizadasinternacionalmente,devidamenteadaptadasànossarealidade. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valoragregado. Nesse contexto, nosso Processo de Gerenciamento de Riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a alta Administração até as diversasáreasdenegócioseprodutosnaidentificaçãodosriscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês com funções específicas e estrutura diretiva dedicada, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanosetecnológicos,voltadosaestasatividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos e Compliance (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação emensuração. A estrutura do processo de gerenciamento de riscos da Seguradora permite que os riscos de Seguro, Crédito, Liquidez, Mercado e Operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controladosemitigadosdemodounificado. a.Riscooperacional A Seguradora define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemasinadequadosoufalhosedeeventosexternosqueocasionemounãoainterrupçãodenegócios. Controlederiscooperacional A Seguradora possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à gerência de controles internos, responsável pela formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é de responsabilidade da gerencia de controles internos. As principais Gerências da Seguradora possuem os riscosavaliadosconformemetodologiadefinida. b.Riscodeseguro O gerenciamento de risco de seguros é um aspecto crítico no negócio. Para uma proporção significante dos contratosdeseguroofluxodecaixaestávinculado,diretaeindiretamente,comosativosquesuportamesses contratos. Para os demais contratos de seguros, o objetivo é selecionar ativos com prazos e valores com vencimentoequivalenteaofluxodecaixaesperadoparaossinistrosdestesramos. A teoria de probabilidade é aplicada para a precificação e provisionamento das operações de seguros. Oprincipalriscoéqueafreqüênciaouseveridadedesinistrossejamaiordoqueoestimado.Oriscodeseguro geral inclui a possibilidade razoável de perda significativa devido à incerteza na frequência da ocorrência dos incidentesseguradosbemcomonagravidadedasreclamaçõesresultantes. A gerência de controles internos monitora e avalia a exposição de risco sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros, resseguro e provisões técnicas de seguros e resseguros. A implementação dessas políticas e o gerenciamento dessesriscossãoapoiadospelosdepartamentostécnicosparacadaáreaderisco. Os departamentos técnicos desenvolveram mecanismos que identificam, quantificam e gerenciam exposiçõesariscosdesegurosacumuladosparacontê-lasdentrodoslimitesdefinidosnaspolíticasinternas. Estratégiadesubscrição A Seguradora oferece seguros no ramo de Seguro Garantia no qual é especializada. A Seguradora tem como objetivo investir em novos e melhores processos de seleção de riscos e precificação e acredita que as técnicas de subscrição de riscos empregadas oferecem vantagem na identificação e seleção dos riscos sobre os contratos de seguros assumidos. As estratégias e metas de subscrição são ajustadas pela Administração e divulgadasatravésdepolíticasinternasemanuaisdepráticaseprocedimentos. Estratégiaderesseguro Como forma de reduzir o risco foi definida a política de resseguro, a qual é revisada, no mínimo, anualmente. Dessadefiniçãoconstam:osriscosaressegurar,listadosresseguradoresegraudeconcentração. Os contratos de resseguro firmados consideram condições proporcionais e não proporcionais, de forma a reduziraexposiçãoariscosisolados,alémdetermosfacultativosparadeterminadascircunstâncias. Casamentodeativosepassivos Umdosaspectosprincipaisnogerenciamentoderiscoséoencontrodosfluxosdecaixadosativosepassivos. Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento. O principal objetivo do processo de investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa dos passivos. Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis, prazos,rentabilidade,sensibilidade,liquidez,limitesdeconcentraçãodeativosporemissoreriscodecrédito. As estimativas utilizadas para determinar os valores e prazos aproximados para o pagamento de indenizações são periodicamente revisadas. Essas estimativas são inerentemente subjetivas e podem impactardiretamentenacapacidadeemmanterobalanceamentodeativosepassivos. Omonitoramentodacarteiradecontratosdesegurospermiteoacompanhamentoeaadequaçãodastarifas praticadas bem como avaliar a eventual necessidade de alterações. São consideradas, também, outras ferramentas de monitoramento como a análises de sensibilidade, e verificação de algoritmos e alertas dos sistemas corporativos (de subscrição, emissão e sinistros) e casamento de ativos e passivos. Além disso, o TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado, semestralmente, como objetivo de averiguar a adequação do montante registrado contábil a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimasdeterminadaspelaSUSEP. Resultadosdotestedesensibilidade Passivosatuariais No teste de sensibilidade foram projetados os passivos atuarias e demonstrado o impacto de uma mudança razoavelmentepossívelemapenasumúnicofator.Osresultadosdotesteestãoapresentadosabaixo. RiscosFinanceiros(Garantia)em31dedezembrode2011 Sensibilidade Totalde Provisão deSinistros Valor Presente Sinistros Passados Ajuste Sinistros Passados Total PPNG Valor Presente Sinistros Futuros Ajuste Sinistros Futuros Ajuste Passivos Atuariais CenáriobaseTAP 22.341 21.429 (912) 312.711 38.554 (274.157) – Juros+10% 22.341 21.273 (1.068) 312.711 38.199 (274.512) – Juros-10% 22.341 21.590 (751) 312.711 38.920 (273.791) – Despesas+10% 22.341 21.429 (912) 312.711 70.549 (242.162) – Sinistralidade+10% 22.341 21.429 (912) 312.711 68.101 (244.610) – RiscosFinanceiros(Garantia)em31dedezembrode2010 Sensibilidade Totalde Provisão deSinistros Valor Presente Sinistros Passados Ajuste Sinistros Passados Total PPNG Valor Presente Sinistros Futuros Ajuste Sinistros Futuros Ajuste Passivos Atuariais CenáriobaseTAP 9.187 9.434 247 275.930 25.489 (250.441) – Juros+1% 9.187 9.397 210 275.930 25.489 (250.441) – Juros-1% 9.187 9.472 285 275.930 25.883 (250.047) – Despesas+10% 9.187 9.434 247 275.930 53.770 (222.160) – Sinistralidade+5% 9.187 9.434 247 275.930 39.023 (236.907) – Ativosfinanceiros A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de riscosfinanceiros. Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e percentuaisdedeterioração,asaber: I - Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização/deterioração dasoperaçõesconstantesdobalançopatrimonial. II-Situaçãocomvalorização/deterioraçãode,pelomenos,25%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros). III-Situaçãocomvalorização/deterioraçãode,pelomenos,50%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros). PosiçõesdosTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2011 CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Valorização: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT AltaDI 20.034 22 544 1.088 CDB-DPGE AltaDI 217.260 236 5.902 11.805 Efeitolíquido 258 6.446 12.893 CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Deterioração: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT QuedaDI 20.034 (22) (544) (1.088) CDB-DPGE QuedaDI 217.260 (236) (5.902) (11.805) Efeitolíquido (258) (6.446) (12.893) PosiçõesdosTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2010 CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Valorização: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT AltaDI 16.039 17 427 853 CDB-DPGE AltaDI 135.428 144 3.602 7.205 CDB AltaDI 11.335 12 302 603 Efeitolíquido 173 4.331 8.661 CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Deterioração: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT QuedaDI 16.039 (17) (427) (853) CDB-DPGE QuedaDI 135.428 (144) (3.602) (7.205) CDB QuedaDI 11.335 (12) (302) (603) Efeitolíquido (173) (4.331) (8.661) Limitaçõesdaanálisedesensibilidade Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante (a alta na taxa DI e baixanataxaDI)enquantoasoutraspremissaspermaneceminalteradas,pois,existeumacorrelaçãoentreas premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactosmaioresoumenoresnãodevemserinterpoladosouextrapoladosapartirdessesresultados. Asanálisesdesensibilidadenãolevamemconsideraçãoqueosativosepassivossãoaltamentegerenciadose controlados. Além disso, a posição financeira da Seguradora poderá variar na ocasião em que qualquer movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar a exposição a flutuações no mercado e conforme os mercados de investimentos se movimentam através de diversos níveis, as ações de gerenciamento poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação dacarteira,entreoutrasmedidasdeproteção. Outras limitações nas análises de sensibilidade acima incluem o uso de movimentações hipotéticas no mercado para demonstrar o risco potencial que somente representa a visão da Administração de possíveis mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de considerarcomopremissa,quetodasastaxasdejurossemovimentamdeformaidêntica. Apuraçãoaovalorjusto A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Osvaloresdereferênciaforamdefinidoscomosesegue: •Nível1:títuloscomcotaçãoemmercadoativo; • Nível 2: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou indiretamenteobservável; •Nível3:títulosquenãopossuemseuvalorjustodeterminadocombaseemummercadoobservável. 31dedezembrode2011 Nível1 Nível2 Nível3 Total Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 84.498 32.776 – 117.274 Total 84.498 32.776 – 117.274 31dedezembrode2010 Nível1 Nível2 Nível3 Total Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 92.385 45.158 – 137.543 Total 92.385 45.158 – 137.543 Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo contábil,conformedemonstradonanota5. c.Desenvolvimentodesinistros Oquadrodedesenvolvimentodesinistrostemcomoobjetivoilustraroriscodeseguroinerente,comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões. Partindo do ano em que o sinistro foi avisado, a parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia a medida que as informações mais precisas a respeito da freqüência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadrodemonstraareconciliaçãodosmontantescomossaldoscontábeis. Anodeavisodosinistro 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Montanteestimadoparaossinistros •Noanodoaviso 3.622 5.265 8.387 10.250 13.370 14.299 19.220 – •Umanoapósoaviso 10.280 3.809 7.192 6.275 8.530 13.563 – – •Doisanosapósoaviso 10.200 3.809 8.593 5.293 8.321 – – – •Trêsanosapósoaviso 10.200 959 8.768 5.293 – – – – •Quatroanosapósoaviso 10.200 1.322 8.504 – – – – – •Cincoanosapósoaviso 10.142 1.443 – – – – – – •Seisanosapósoaviso 10.138 – – – – – – – Estimativadossinistrosna data-base(Dezembrode2011) 10.138 1.443 8.504 5.293 8.321 13.563 19.220 66.482 Pagamentosdesinistrosefetuados 10.076 474 8.326 5.293 7.987 9.253 2.741 44.149 SinistrosPendentes 62 969 179 – 334 4.310 16.480 22.333 Anodeavisodosinistro Anterior 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total Montanteestimadoparaossinistros – 3.622 5.265 8.387 10.250 13.370 14.298 – •Noanodoaviso – 10.280 3.809 192 6.275 8.530 – – •Umanoapósoaviso – 10.200 3.809 8.593 5.293 – – – •Doisanosapósoaviso – 10.200 959 8.768 – – – – •Trêsanosapósoaviso – 10.200 1.322 – – – – – •Quatroanosapósoaviso – 10.142 – – – – – – •Cincoanosapósoaviso – – – – – – – – Estimativadossinistrosna data-base(Dezembrode2010) 56 10.142 1.322 8.768 5.293 8.530 14.298 48.409 Pagamentosdesinistrosefetuados – 10.076 474 8.326 5.293 6.764 8.394 39.327 SinistrosPendentes 56 66 848 442 – 1.766 5.904 9.082 d.Riscodecrédito Risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer alteração na capacidade de honrar suas obrigações contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a Seguradora. O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por Companhias avaliadoras de riscos, taisFitchRatings,Standard&Poor’s,Moody’sentreoutras. Exposiçõesaocréditodeseguro A Seguradora está exposta a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa estrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis. A Seguradora adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de resseguro, limitando as resseguradoras que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das resseguradoras é avaliado regularmente. Oriscodecréditorelacionadoàprêmiosareceber,foitratadonaNotaExplicativa3letra“c”. e.Riscodeliquidez Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos financeirossuficientesparacumprirsuasobrigaçõesàmedidaqueestasatinjamseuvencimento. Gerenciamentoderiscodeliquidez O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o acompanhamento desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Seguradora a liquidar as operações em tempohábiledemodoseguro. Controlederiscodeliquidez A Seguradora tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política estão definidos os níveis mínimos de liquidez a serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da liquidezemcenárionormaleemcenáriodecrise. Exposiçãoaoriscodeliquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de seguro.Aqualidadedenossosinvestimentosésuficienteparacobrimosasdemandasdeliquidez. A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeirosutilizados. 5. APLICAÇÕES Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia possuía títulos classificados nas categorias de “Títulosdisponíveisparavenda”e“Mantidosatéovencimento”,apresentadascomosegue: 31dedezembrode2011 Sem venci- mento Até6 meses De6 meses a1ano Acima de1 ano Valor de curva Valor contábil Valorde mercado Ajusteno patrimônio líquido LFT(a) – – 1.186 18.848 20.034 20.034 20.034 – LTN(a) – 7.472 – 7.472 7.472 7.472 – Quotasdefundosde investimentosrendafixa(c) 41.042 – – – 41.042 41.042 41.042 – Quotasdefundosde investimentosrenda variável(c) 41.218 – – – 41.218 41.218 41.218 – Outrasaplicações 52 – – – 52 52 52 – CDB-DPGE(b) – – – 7.456 7.456 7.456 7.456 – Disponíveisparavenda(*) 82.312 – 8.658 26.304 117.274 117.274 117.274 – CDB-DPGE(b) – 6.967 16.014 186.823 209.804 209.804 209.804 – Mantidosatéo vencimento(*) – 6.967 16.014 186.823 209.804 209.804 209.804 – Totaldeaplicações 82.312 6.967 24.672 213.127 327.078 327.078 327.078 – 31dedezembrode2010 Sem venci- mento Até6 meses De6 meses a1ano Acima de1 ano Valor de curva Valor contábil Valorde mercado Ajusteno patrimônio líquido LFT(a) – – – 16.039 16.039 16.039 16.039 – LTN(a) – – – 6.593 6.593 6.593 6.593 – Quotasdefundosde investimentosderendafixa(c) 56.307 – – – 56.307 56.307 56.307 – Quotasdefundosde investimentosrenda variável(c) 35.017 – – – 35.017 35.017 35.017 – Outrasaplicações 52 – – – 52 52 52 – CDB-DPGE(b) – 17.180 – 6.355 23.535 23.535 23.535 – Disponíveisparavenda(*) 91.376 17.180 – 28.987 137.543 137.543 137.543 – CDB-DPGE(b) – 34.248 39.130 49.850 123.228 123.228 123.228 – Mantidosaté ovencimento(*) – 34.248 39.130 49.850 123.228 123.228 123.228 – Totaldeaplicações 91.376 51.428 39.130 78.837 260.771 260.771 260.771 – (*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para venda” que representam em 31 de dezembro de 2011 34% (48% em 31 de dezembro de 2010) da carteira de investimentos e “Mantidos até o vencimento” representando em 31 de dezembro de 2011 66% (52%em31dedezembrode2010). (a) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela ANBIMA-AssociaçãoBrasileiradasEntidadesdosMercadosFinanceiroedeCapitais. (b)OsCertificadosdedepósitosbancários(CDB)forampactuadoscomtaxapós-fixadaquevariaentre112% e 125,5% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescidodosrendimentosauferidosatéadatadobalanço. (c) Referem-se às quotas de fundos de investimentos não exclusivos que são valorizadas pelo valor da quota informadopelosadministradoresdosfundosnadatadeencerramentodobalanço. 6. CRÉDITOS DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE a.Prêmiosareceber-Seguros 31dedezembrode2011 Prêmios areceber Prêmios RVNE Provisão Riscosde crédito Total Ramos Garantiafinanceira 110 3 – 113 Garantiaobrigaçõesprivadas 715 2.415 (21) 3.109 Garantiaobrigaçõespúblicas 14.759 2.857 (150) 17.465 Garantiaconcessõespúblicas 8 28 (1) 35 Garantiajudicial 7.349 124 (35) 7.438 Garantiaseguradosetorpúblico 62.379 5.547 (304) 67.622 Garantiaseguradosetorprivado 4.887 3.291 (50) 8.129 Total 90.207 14.265 (561) 103.911 31dedezembrode2010 Prêmios areceber Prêmios RVNE Provisão Riscosde crédito Total Ramos Garantiafinanceira 330 61 – 391 Garantiaobrigaçõesprivadas 18.864 2.042 (280) 20.626 Garantiaobrigaçõespúblicas 66.512 2.918 (491) 68.939 Garantiaconcessõespúblicas 2.297 229 (8) 2.518 Garantiajudicial 36.425 467 (35) 36.857 Total 124.428 5.717 (814) 129.331 b.Prêmiosareceber-Segurosporvencimento 12/2011 12/2010 Vencidos entre1e30dias 3.516 1.499 entre31e60dias 233 375 entre61e180dias 210 135 entre181e365dias 97 29 acimade365dias 909 587 Totalvencidos 4.965 2.625 Avencer entre1e30dias 22.246 52.054 entre31e60dias 3.201 16.556 entre61e180dias 38.094 30.261 entre181e365dias 7.539 8.119 acimade365dias 14.162 14.813 Totalavencer 85.242 121.803 Totalvencidoseavencer 90.207 124.428 c.Operaçõescomresseguradoras Asoperaçõescomresseguradorassãocompostasporsaldosderecuperaçãodesinistrospagos. 2011 2010 Recuperaçãocomsinistrospagos 974 6.142 Total 974 6.142 d.Outroscréditosoperacionais 2011 2010 DPVAT 10.677 7.430 Participaçãonoslucrosderessegurocedido(a) 19.553 13.817 Outros 75 927 Total 30.305 22.174 (a) Refere-se à participação nos lucros a receber sobre prêmio de resseguro cedido, calculada mensalmente e recebidaanualmenteconformecontrato. 7. ATIVOS DE RESSEGURO - PROVISÕES TÉCNICAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE Os ativos de resseguro referem-se aos prêmios de resseguros diferidos que são constituídos pelo valor dos prêmios cedidos em resseguro, correspondente ao período restante de cobertura do risco, por saldos de recuperaçãodesinistrosdoramogarantia. a.Prêmiosderessegurosdiferidos 31dedezembrode2011 Ramos PPNG RCD PPNGLíquida Garantiafinanceira 255 (73) 182 Garantiaobrigaçõesprivadas 30.868 (8.282) 22.586 Garantiaobrigaçõespúblicas 52.289 (15.219) 37.070 Garantiaconcessõespúblicas 1.517 (437) 1.080 Garantiajudicial 22.791 (6.446) 16.345 Garantiaseguradosetorpúblico 93.807 (27.186) 66.621 Garantiaseguradosetorprivado 36.129 (10.349) 25.780 Subtotal 237.656 (67.992) 169.664 Contratoderesseguro-garantiadeexcessodedanos 4.738 Total 174.402 31dedezembrode2010 Ramos PPNG RCD PPNGLíquida Garantiafinanceira 1.399 (379) 1.020 Garantiaobrigaçõesprivadas 50.261 (13.697) 36.564 Garantiaobrigaçõespúblicas 103.415 (30.170) 73.245 Garantiaconcessõespúblicas 9.035 (2.538) 6.497 Garantiajudicial 51.838 (14.667) 37.171 Garantiaseguradosetorpúblico – – – Garantiaseguradosetorprivado – – – Subtotal 215.948 (61.451) 154.497 Contratoderetrocessão-garantiadeexcessodedanos 2.899 Total 157.396 b.Sinistrospendentesdepagamento/IBNR 2011 2010 Sinistrospendentesdepagamentos 13.621 5.050 IBNR – 83 Total 13.621 5.133 8. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER a.Créditostributários 2011 2010 Creditostributários-Impostoderenda Impostoderendaacompensar 760 488 Beneficiofiscalincorporadodecontroladora(a.1) 10.752 – Créditostributários-Contribuiçãosocial Contribuiçãosocialacompensar 8 14 Beneficiofiscalincorporadodecontroladora(a.1) 6.451 – Créditostributários-PiseCofins Cofinsacompensar(a.2) 1.585 223 Pisacompensar(a.2) 273 52 Outroscréditostributários 14 14 Total 19.843 791 (a.1) O saldo representa o benefício fiscal futuro decorrente da incorporação da controladora Porto de Cima Holding Ltda., em 31 de maio de 2011. Na incorporação a JMalucelli Seguradora S.A., absorveu um ágio no montantedeR$49.625,cujovalorrepresentouumbenefíciofiscaltotaldeR$19.850. Em 2011 a JMalucelli Seguradora S.A. iniciou a amortização do ágio para fins fiscais, que, suportado pela expectativa de rentabilidade futura, terá sua utilização realizada no prazo de 60 meses. No exercício a movimentaçãodobenefícioocorreudaseguinteforma: Detalhes IRPJ CSLL SaldoInicialem31/05/2011 12.406 7.444 -Amortizaçãodoperíodo(8/60avos) (1.654) (993) SaldoFinalem31/12/2011 10.752 6.451 (a.2) O saldo representa créditos decorrentes de recolhimentos realizados a maior em períodos anteriores, identificados e levantados extemporaneamente no exercício de 2011. A realização dos créditos dar-se-á por pedidodecompensaçãoadministrativa,comdébitosdasprópriascontribuições,nodecursode2012 b.Depósitosjudiciais Os depósitos judiciais são valores referentes à ações judiciais de sinistros, cuja provisão está registrada no grupo de Provisões técnicas - Provisão de sinistros a liquidar, em 31 de dezembro de 2011 o montante era de R$970(R$87em2010). 9. CUSTOS DE AQUISIÇÃO DIFERIDOS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE Asdespesasdecomercializaçãosãodiferidaseamortizadasdeacordocomoprazodevigênciadasapólices. a.Despesasdecomercializaçãodiferidasdeseguros 2011 2010 Ramos Garantiafinanceira 39 228 Garantiaobrigaçõesprivadas 3.689 7.102 Garantiaobrigaçõespúblicas 6.242 16.230 Garantiaconcessõespúblicas 245 1.461 Garantiajudicial 2.626 5.210 Garantiasegurado-setorpúblico 11.240 – Garantiasegurado-setorprivado 4.052 – Total 28.133 30.231 10. INVESTIMENTOS Representadopelasparticipaçõessocietáriasabaixo: 2011 2010 InstitutodeRessegurosdoBrasil 969 969 SeguradoraLíderdosConsórciosDPVATS.A 210 204 JMalucelliControledeRiscosLtda(a) 203 – Total 1.382 1.173 (a) A Controlada JMalucelli Controle de Riscos Ltda. foi constituída em 26/04/2011. Tem como principal atividade econômica a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial. O capital social da Controlada registrado no valor de R$ 10 encontra-se totalmente subscrito e integralizado pelas acionistas JMalucelli Seguradora S.A participando com 99,99% e a JMalucelli Resseguradora S.A. detendo em seu poder0,01%dasações. www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br
  • 11.
    JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br NOTASEXPLICATIVASÀSDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) 11. IMOBILIZADO Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não evidenciou indício de perda efetivanovalorrecuperáveldeseusativos. Taxade depreciação anual 2011 1ºde janeiro Adições Alienações Depreciação 31de dezembro Equipamentosdeinformática 20% 1.124 860 (23) (819) 1.142 Móveis,máquinaseutensílios 10% 666 811 (66) (261) 1.150 Aeronaves 10% 10.495 – – (1.668) 8827 Telecomunicações 10% 81 63 (40) 104 Outrasimobilizações 10% 129 22 – (5) 146 Total 12.495 1.756 (89) (2.793) 11.369 Taxade depreciação anual 2010 1ºde janeiro Adições Alienações Depreciação 31de dezembro Equipamentosdeinformática 20% 1.016 167 – (735) 448 Móveis,máquinaseutensílios 10% 511 213 – (210) 514 Aeronaves 10% – 10.495 – (630) 9.865 Outrasimobilizações 10% 131 19 (4) – 146 Total 1.658 10.894 (4) (1.575) 10.973 12. INTANGÍVEL Taxade amortização anual 2011 2010 Intangível Ágionaincorporaçãodecontroladora(a) 20% 42.498 42.498 Provisãoparamanutençãodaintegridadedopatrimôniolíquido(a) 20% (28.049) (28.049) Amortizaçãoacumuladadoágionaincorporação(a) (42.498) (42.498) Reversãoacumuladadaprovisãoparamanutenção daintegridadedopatrimôniolíquido(a) 28.049 28.049 Subtotal – – Marcasepatentes 4 4 Total 4 4 (a) Representado por ágio decorrente de aquisição da parcela do capital social da Companhia anteriormente detida por terceiros, registrado na sua antiga controladora JMS do Brasil S.A., a qual foi incorporada pela Companhiaem30denovembrode2005.Aprovisãoparamanutençãodaintegridadedopatrimôniolíquido foi constituída no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da incorporação.OágioestásuportadopelaexpectativaderentabilidadefuturadaCompanhia.Paradata-base de 31 de dezembro de 2011 e 2010, o benefício fiscal decorrente desta incorporação esta totalmente amortizado. 13. DIFERIDO 2011 2010 Despesaspré-operacionais 77 77 Total 77 77 14. DÉBITOSDEOPERAÇÕESCOMSEGUROSERESSEGUROS-CIRCULANTEENÃOCIRCULANTE a.Operaçõescomseguradoras Refere-se aos prêmios de cosseguros cedidos, dos ramos garantia a serem pagos as seguradoras, nomontantedeR$4.905em2011(R$23.071em2010). b.Operaçõescomresseguradoras 31dedezembrode2011 Prêmiosde Resseguro Prêmios RVNE Excesso dedanos Total Ramos Garantiafinanceira 238 3 – 241 Garantiaobrigaçõesprivadas 1.234 1.433 – 2.667 Garantiaobrigaçõespúblicas 8.014 1.718 – 9.732 Garantiaconcessõespúblicas 313 25 – 338 Garantiajudicial 3.422 98 – 3.520 Garantiaseguradosetorpúblico 37.249 2.817 3.127 43.193 Garantiaseguradosetorprivado 2.674 1.306 2.560 6.540 Total 53.144 7.400 5.687 66.231 31dedezembrode2010 Prêmiosde Resseguro Prêmios RVNE Excesso dedanos Total Ramos Garantiafinanceira 431 46 35 512 Garantiaobrigaçõesprivadas 13.546 848 974 15.368 Garantiaobrigaçõespúblicas 30.641 1.562 1.252 33.455 Garantiaconcessõespúblicas 3.193 154 522 3.869 Garantiajudicial 19.709 274 696 20.679 Total 67.520 2.884 3.479 73.883 c.CorretoresdeSeguroseresseguros Refere-seàscomissõesdesegurossobreosprêmiosemitidosdiretos,dosramosgarantiaecréditodoméstico riscocomercialaserempagosaoscorretoresnomontantedeR$6.404(R$11.474em2010). d.Outrosdébitosoperacionais Refere-seaoperaçõesrealizadasdaCiaLíderdeSeguros-DPVATnomontanteR$10.135em2011(R$7.134 em2010)eIRB-BrasilReS.A.nomontanteR$11em2011(R$11em2010). 15. PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGUROS - CIRCULANTEENÃOCIRCULANTE a.Provisãodeprêmiosnãoganhos(PPNG) 2011 2010 Ramos Garantiafinanceira 301 2.091 Garantiaobrigaçõesprivadas 39.858 70.807 Garantiaobrigaçõespúblicas 69.130 139.745 Garantiaconcessõespúblicas 1.731 11.195 Garantiajudicial 31.165 68.978 Garantiaseguradosetorpúblico 134.243 – Garantiaseguradosetorprivado 54.315 – Total 330.743 292.816 b.Provisãodesinistrosaliquidar(PSL) 2011 2010 Ramos Garantiaobrigaçõesprivadas 17.583 6.083 Garantiaobrigaçõespúblicas 3.837 3.000 Garantiaconcessõespúblicas – – Garantiajudicial – – Garantiaseguradosetorpúblico 607 – Garantiaseguradosetorprivado 307 – DPVAT 20.599 24.068 Retrocessão 536 532 Total 43.469 33.683 c.Provisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados(IBNR) 2011 2010 Ramos DPVAT 10.085 1.539 Créditodomésticoriscocomercial – 104 Retrocessão 7 7 Total 10.092 1.650 d.OutrasProvisões Refere-se à provisão complementar de prêmios (PCP) no montante de R$ 450 em 2011 (R$1.670em2010),constituídaconformenotatécnicaatuarial,eoutrasprovisões-DPVATnovalordeR$84 em2011(R$60em2010). 16. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS Provisõestécnicasdeseguroseresseguros 2011 2010 ProvisãodePrêmiosnãoGanhos 330.743 292.816 ProvisãodeSinistrosaLiquidar 43.469 33.683 ProvisãodeSinistrosOcorridosmasnãoAvisados 10.092 1.650 OutrasProvisões 534 1.730 Total 384.838 329.879 Sinistrosocorridos (13.621) (5.050) Prêmiosderessegurosdiferidos (234.556) (212.167) Total (248.177) (217.217) Totalasercoberto 136.661 112.662 Composiçãodosativosvinculados Títulosderendafixa-Públicos 26.451 22.633 Certificadosdedepósitosbancários 90.668 80.583 Quotasdefundosdeinvestimentos 30.780 25.858 Total 147.899 129.074 Suficiênciadecobertura 11.238 16.412 17. PROVISÕES, PASSIVOS, CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS As provisões da Companhia estão representadas por ações judiciais, decorrentes do curso normal das operações,envolvendoquestõestrabalhistas,aspectoscíveiseoutrosassuntos. a.Composiçãodasprovisões A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com asaçõesemcurso,comosegue: Provisões judiciais relacionadas a sinistros - referem-se a ações judiciais relacionadas a processos de sinistros decorrentesdaoperaçãodeseguros. Provisões judiciais trabalhistas - referem-se a ações judiciais de reclamatórias trabalhistas de autoria de ex-funcionários. Provisõesjudiciaiscíveis-referem-seaaçõesoutrasjudiciaisnãorelacionadasaoperaçãodeseguros. Acompanhianãoapresentaaçõesfiscaisem31dedezembrode2011e2010. 2011 2010 Sinistrosemdiscussãojudicial(*) 1.609 2.018 Trabalhistas 55 76 Cíveis – 176 1.664 2.270 b.Movimentaçãodasprovisões Saldosem 1dejaneiro Adiçãoa provisão Reversão Pagamento Saldosem 31dedezembro Sinistrosemdiscussãojudicial(*) 2.018 3.622 (1.790) (2.241) 1.609 Trabalhistas 76 30 (51) – 55 Cíveis 176 321 (182) (315) – Total-2011 2.270 3.973 (2.023) (2.556) 1.664 Quantidade 34 26 (7) (4) 49 Total-2010 1.427 957 (91) (23) 2.270 Quantidade 21 17 (2) (2) 34 (*) Classificado como provisão para sinistros a liquidar no circulante, apresentados no quadro acima líquido daparceladeresseguroclassificadanoativo. 18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a.Capitalsocial O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011, é de R$ 120.000 (em 2010 - R$ 40.000) dividido em 14.475.521 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal (em 2010 - 8.427.600 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal) pertencente a acionistas domiciliados no país. Em 17 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi aprovado pelos acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 80.000 que passou de R$ 40.000 para R$ 120.000 queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP. b.Reservasdecapital Refere-seareservasparafuturoaumentodocapitalsocial. c.Reservasdelucros A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira, pelaparcelade5%dolucrolíquidodoexercício,limitadaa20%docapitalsocial. A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica “Outras reservas de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais. De acordo com o estatuto social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício é levada à aprovaçãopelaAssembléiaGeral. d.Dividendos Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de junho de 2011 em Reunião do Conselho de Administração foi aprovado pelos conselheiros a distribuição de dividendos no valor de R$ 79.000 já destacados no balanço da Companhia na conta reservas de lucros. O valor foi pago com a seguinte distribuição: R$ 67.150 para o acionista Paraná Banco S.A e R$ 11.850 para o acionista JMalucelliParticipaçõesemSeguroseRessegurosS.A.em17dejunhode2011. Segue-seademonstraçãodocálculodosdividendos: 2011 2010 Lucrolíquido 44.811 37.799 (–)Reservalegal (2.240) (1.890) Basedecálculodosdividendos 42.571 35.909 Dividendosmínimosobrigatórios(25%dabase) 10.643 8.977 19. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO, MARGEM DE SOLVÊNCIA E SUFICIÊNCIA DE CAPITAL 2011 2010 Patrimôniolíquido 215.547 149.885 (–)Ativodiferido (77) (70) (–)Ativointangível (4) (4) (–)Participaçõessocietárias (1.382) (1.173) (–)Créditostributários – (791) Patrimôniolíquidoajustado 214.084 147.847 Margemdesolvência: Prêmioretidoanual-últimos12meses 22.541 22.035 Sinistroretidoanualmédio-últimos36meses 10.365 8.317 Margemdesolvência 22.541 22.035 Capitalbase 15.000 15.000 Capitaladicionaldesubscrição 15.120 10.989 Capitalmínimorequerido-CMR 30.120 25.989 Exigênciadecapital-EC 30.120 25.989 Capitaladicionalbaseadonoriscodecrédito (ResoluçãoCNSPNº228de2010) 22.490 – Suficiênciadecapital 161.474 121.858 20. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO. Principaisramosdeatuação a.Prêmiosganhos(brutoderesseguro) 2011 2010 Ramos Garantiafinanceira 1.994 2.431 Garantiaobrigaçõesprivadas 30.385 45.737 Garantiaobrigaçõespúblicas 81.067 99.733 Garantiaconcessõespúblicas 10.152 23.247 Garantiajudicial 29.562 28.593 Créditodomésticoriscocomercial – 358 Garantiasegurado-setorpúblico 46.238 – Garantiasegurado-setorprivado 21.346 – DPVAT 34.657 31.166 Total 255.401 231.265 b.Sinistralidade(sinistrosocorridossobreoprêmioganhobrutosderesseguro) 2011 2010 Ramos Sinistros ocorridos %sobreo prêmioganho Sinistros ocorridos %sobreo prêmioganho Garantiaobrigaçõesprivadas (13.225) 44 (5.469) 12 Garantiaobrigaçõespúblicas (3.921) 5 (3.607) 4 Garantiaconcessõespúblicas (38) – – – Garantiajudicial – – – – Créditodomésticoriscocomercial 104 – (279) 78 Garantiasegurado-setorpúblico (655) 1 – – Garantiasegurado-setorprivado (332) 2 – – DPVAT (30.158) 87 (27.126) 87 Retrocessão 15 – 11 – Total (48.210) 19 (36.470) 16 c.Custosdeaquisição Despesasdecomercialização 2011 2010 Comissão %sobreoprêmio emitidolíquido Comissão %sobreoprêmio emitidolíquido Garantiafinanceira (51) 16 (305) 10 Garantiaobrigaçõesprivadas (137) 2 (8.003) 13 Garantiaobrigaçõespúblicas (800) 6 (15.551) 12 Garantiaconcessõespúblicas (108) 12 (2.183) 13 Garantiajudicial 202 6 (3.478) 7 Créditodomésticoriscocomercial – – (33) 12 Garantiasegurado-setorpúblico (17.788) 10 – – Garantiasegurado-setorprivado (6.561) 9 – DPVAT (504) 1 (445) 1 Total (25.747) 8 (29.998) 10 Avariaçãodasdespesasdecomercializaçãodiferidasem2011apresentouumsaldodevedordeR$2.102em 2011(ecredordeR$3.111em2010). d.Outrasreceitasoperacionais 2011 2010 Custodeapólice 3.495 3.245 Adicionaldefracionamento 2.706 2.661 OutrasreceitasDPVAT 2.232 2.055 Provisãoriscosdecréditosduvidosos(reversão) 253 – Outras 82 4 Total 8.768 7.965 e.Outrasdespesasoperacionais 2011 2010 Cobrança-DPVAT (2.018) (1.914) Outrasdespesascomoperaçõesdeseguros (3.099) (1.947) Total (5.117) (3.861) f.Resultadoscomresseguros Em31dedezembrode2011 Receitascomresseguros Recuperaçãodesinistrosocorridos 10.592 Outrasreceitasoperacionais 13.743 Subtotal 24.335 Despesascomresseguros Prêmiosderesseguroscedidos (178.282) Variaçãodasreceitasdecomercializaçãodiferidas (6.541) Variaçãodasdespesasderesseguro 22.389 Receitasdecomercializaçãocomresseguro 50.697 Subtotal (111.737) Total (87.402) Em31dedezembrode2010 Receitascomresseguros Recuperaçãodesinistrosocorridos 7.141 Outrasreceitasoperacionais 10.265 Subtotal 17.406 Despesascomresseguros Prêmiosderesseguroscedidos (178.376) Variaçãodasreceitasdecomercializaçãodiferidas (6.481) Variaçãodasdespesasderesseguro 21.183 Receitasdecomercializaçãocomresseguro 51.412 Subtotal (112.262) Total (94.856) Prêmiosderesseguroscedidos 2011 2010 Ramos Garantiafinanceira (377) (2.039) Garantiaobrigaçõesprivadas (76) (44.759) Garantiaobrigaçõespúblicas (7.922) (83.767) Garantiaconcessõespúblicas (721) (13.764) Garantiajudicial 6.562 (33.827) Créditodomésticoriscocomercial – (220) Garantiaseguradosetorpúblico (123.444) – Garantiaseguradosetorprivado (52.304) – Total (178.282) (178.376) Variaçãodasdespesasderesseguro-Provisãodeprêmionãoganho 2011 2010 Ramos Garantiafinanceira (1.039) 346 Garantiaobrigaçõesprivadas (19.307) 9.987 Garantiaobrigaçõespúblicas (50.995) 7.080 Garantiaconcessõespúblicas (7.588) (5.524) Garantiajudicial (29.007) 9.358 Créditodomesticoriscocomercial – (64) Garantiaseguradosetorpúblico 93.390 – Garantiaseguradosetorprivado 36.935 – Total 22.389 21.183 Recuperaçãodesinistrosocorridos Opercentualdesinistralidadeestácalculadoutilizando-searecuperaçãosinistrosocorridossobreovalordos prêmioscedidosemresseguros,líquidosdasvariaçõesdasdespesasderesseguro(PPNG). 2011 2010 Ramos Recup.Sinistros ocorridos %sobreo prêmio resseguro Recup.Sinistros ocorridos %sobreo prêmio resseguro Garantiaobrigaçõesprivadas 8.662 45 4.022 – Garantiaobrigaçõespúblicas 1.626 3 2.885 12 Garantiaconcessõespúblicas 21 – – 4 Garantiajudicial – – – – Créditodoméstico-Riscocomercial (83) – 234 83 Garantiaseguradosetorpúblico 243 1 – – Garantiaseguradosetorprivado 123 1 – – Total 10.592 7 7.141 5 Recuperaçãodoscustosdeaquisição Receitasdecomercializaçãocomresseguro 2011 2010 Ramos Comissão %sobreo prêmio resseguro Comissão %sobreo prêmio resseguro Garantiafinanceira 112 30 594 29 Garantiaobrigaçõesprivadas 52 69 12.223 27 Garantiaobrigaçõespúblicas 2.294 29 26.101 31 Garantiaconcessõespúblicas 229 32 3.345 24 Garantiajudicial (2.012) 31 9.083 27 Créditodoméstico-Riscocomercial – – 66 30 Garantiaseguradosetorpúblico 35.890 29 – – Garantiaseguradosetorprivado 14.132 27 – – Total 50.697 28 51.412 29 A variação das receitas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo devedor de R$ 6.541 (edevedordeR$6.481em2010). Outrasreceitasoperacionais 2011 2010 Participaçõesnoslucrosderessegurocedido 13.743 10.265 Total 13.743 10.265 g.Despesasadministrativas 2011 2010 Pessoalpróprio (17.997) (11.855) Serviçosdeterceiros (19.261) (11.360) Localizaçãoefuncionamento (7.394) (5.163) Publicidadeepropaganda (639) (550) Despesascompublicações (28) (52) Despesascomdonativosecontribuições (588) (308) DPVAT (2.946) (2.580) Outrasdespesasadministrativas (339) (324) Total (49.192) (32.192) h.Despesacomtributos 2011 2010 Impostosmunicipais (74) (49) Impostosfederais (22) – ContribuiçõesparaaCOFINS (1.806) (1.870) ContribuiçõesparaoPIS (293) (304) Taxadefiscalização (598) (327) Total (2.793) (2.550) i.Receitasfinanceiras 2011 2010 Comfundosdeinvestimentos 4.870 6.032 Títulosderendafixaprivados 24.389 14.575 Títulosderendafixapúblicos 2.878 1.836 DPVAT 3.470 2.524 Operaçõesdeseguros 70 531 Outrasreceitasfinanceiras 1.319 631 Total 36.996 26.129 j.Despesasfinanceiras 2011 2010 Operaçõesderesseguros (111) (510) DPVAT (3.333) (2.435) Outrasdespesasfinanceiras (30) (105) Total (3.474) (3.050) k.Resultadopatrimonial Representado pelo resultado de equivalência patrimonial referente a participação societária no montante de R$ 193 em 2011, também pela amortização do ágio e pela reversão da provisão para manutenção da integridade do patrimônio líquido em função da amortização, mencionado na nota explicativa 12 (a) no montantedeR$3.371em2010. 21. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a.Impostoderendaecontribuiçãosocialincidentessobreasoperaçõesdoexercício 2011 2010 Resultadoantesdatributaçãosobreolucro(apósasparticipações) 73.391 59.750 Encargosdoimpostoderendaedacontribuiçãosocial àsalíquotasde25%e15%,respectivamente (29.356) (23.900) Exclusões(adições)permanentes 776 1.949 Participaçãonoslucrosadministradores (944) (613) ExclusãoparticipaçãonoslucrosadministradoresdabaseCSLL 584 – DeduçõesIRPJ-Doações 699 525 Amortizaçãodeágio – 2.335 Outras 437 (298) Impostoderendaecontribuiçãosocialdevidossobreoresultadodoexercício (28.580) (21.951) b.Composiçãodascontasdedespesascomimpostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos 2011 2010 Impostosdiferidos-Constituiçãonoexercício,sobreadiçõestemporárias (2.647) – Impostoscorrentes-Impostoderendaecontribuiçãosocialcorrentes (25.933) (21.951) Total (28.580) (21.951) c.Movimentaçãoeorigemdosaldodeimpostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos 2011 Descrição Saldosem01 deJaneiro Constituição/ (realização) Saldosem31 deDezembro Impostoderendaecontribuiçãosocialdiferidos -ativoajustestemporais – 17.203 17.203 – 17.203 17.203 d. Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias de imposto de rendaecontribuiçãosocial Os créditos tributários em 31 de dezembro de 2011 somam R$ 10.752 para imposto de renda e R$ 6.451 para contribuição social e a previsão de realização é de até cinco anos, suportado pela expectativa de rentabilidadefuturadaCompanhia. e.ProjeçãoestimadaderealizaçãodoscréditostributáriosdoIRPJedaCSLLsobreoÁgio Ocronogramaderealizaçãodocréditotributárioseapresentaaseguir: Exercício Realizaçãodo CréditoTributário TaxaSelic (Meta)% TaxaSelicAcumulada noPeríodo(%) ValorPresentedo CréditoTributário 2012 3.970 9,50% 10,75% 3.593 2013 3.970 10,75% 20,25% 3.166 2014 3.970 10,75% 31,00% 2.739 2015 3.970 10,75% 41,75% 2.313 2016 1.323 10,75% 52,50% 628 Total 17.203 12.439 f.Créditostributáriosnãoregistrados A Companhia não possui créditos tributários não registrados nas demonstrações financeiras em 31dedezembrode2011eem31dedezembrode2010. 22.TRANSAÇÕESCOMPARTESRELACIONADAS A Sociedade efetuou operações com partes relacionadas pertencentes ao Grupo JMalucelli. Os principais saldosnadatadobalanço,bemcomoasreceitas(despesas)doexercício,estãoapresentadosaseguir: 2011 Ativos(Passivos) Receitas Despesas ParanáBancoS.A. 42 – (94) PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (1.430) JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. (562) – (9.657) JMalucelliControledeRiscosLtda. 203 193 (656) SportClubCorinthiansParanaenseS.A. – – (178) 2010 Ativos(Passivos) Receitas Despesas ParanáBancoS.A. 3 28 (192) PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. (986) JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. (4.139) SportClubCorinthiansParanaenseS.A. (147) Asreceitasedespesascompartesrelacionadassãoconstituídas,principalmente,deressarcimentosdecustos e despesas administrativas, prestação de serviços de consultoria técnica e patrocínio. Os direitos e obrigações sãodecorrentes,basicamentedesaldosbancários,investimentoseparticipaçõesnoslucrosapagar. As transações com partes relacionadas incluem ainda, as operações com JMalucelli Resseguradora S.A. conformedemonstradonoquadroabaixo. 2011 Descrição Ativos(Passivos) Receitas Despesas Prêmioscedidosemresseguros (66.065) – (164.676) Recuperaçãodeindenizaçãoderesseguro 11.960 11.133 (1.026) Comissãosobreprêmioscedidosaresseguradorasareceber 19.788 49.523 – Participaçãonoslucrosderesseguroscedidosareceber 12.483 13.744 – Resseguroaliquidar-Contratodeexcessodedanos (5.686) 11.788 (21.052) 2010 Descrição Ativos(Passivos) Receitas Despesas Prêmioscedidosemresseguros (84.435) – (155.921) Recuperaçãodeindenizaçãoderesseguro 4.203 2.806 – Comissãosobreprêmioscedidosaresseguradorasareceber 24.558 46.086 – Participaçãonoslucrosderesseguroscedidosareceber 6.747 11.836 – Resseguroaliquidar-Contratodeexcessodedanos (3.479) 6.819 (11.017) Remuneraçãodosadministradores As despesas com honorários de diretoria no montante de R$ 2.678 (R$ 728 em 2010) estão registradas na rubrica “Despesas administrativas - pessoal próprio”. Aos administradores também é destinado, a título de remuneração variável, o montante de 7% do lucro líquido, após a constituição da reserva especial para dividendos, a serem pagos semestralmente. O montante da despesa com remuneração aos administradores totalizouR$2.361(R$1.532em2010). 23. OUTRAS INFORMAÇÕES a.Planodeaposentadoriacomplementar A Companhia é patrocinadora de um plano de aposentadoria complementar para os seus funcionários, que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime financeiro de capitalização, o qual foi instituído em dezembro de 2004. A Companhia é responsável por custear somente as despesas administrativas e os custos relativos ao prêmio de seguro de benefícios de morte e invalidez dos participantes. As contribuições, no exercicio findo em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 274 (R$ 162 em 2010). As contribuições relativas à acumulação das obrigações do plano são inteiramente custeadaspelosparticipantes. b.Instrumentosfinanceirosderivativos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não realizou operações envolvendo instrumentosfinanceirosderivativos. c.Participaçãodosfuncionáriosnosresultados A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados 7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário, pagos conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados, nos Lucros e Resultados da JMalucelli Seguradora S.A.”. Tais despesas são registradas no resultado do exercicio na rubrica “Participações sobre o resultado”. Em 31 de dezembro de 2011, o saldo dessa despesa é deR$1.569(R$840em2010). d.Caixaeequivalentesdecaixa Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são compostospor: 2011 2010 Noiníciodoexercício: Disponibilidades 5.843 965 Fundosdeinvestimento(notaexplicativa5) 30.449 34.148 Total 36.292 35.113 Nofinaldoexercício: Disponibilidades 1.346 5.843 Fundosdeinvestimento(notaexplicativa5) 10.262 30.449 Total 11.608 36.292 e.Conciliaçãoentreolucrolíquidoeocaixageradonasatividadesoperacionais 2011 2011 Lucrolíquidodoexercício 44.811 37.799 Mais Depreciaçõeseamortizações 1.100 788 Amortizaçãoágio – 3.371 Menos Resultadodeequivalênciapatrimonial (194) – Lucrolíquidodoexercícioajustado 45.717 41.958 Variaçõesdascontaspatrimoniais (69.889) (29.903) Variaçãodasaplicações (86.493) (61.910) Variaçãodoscréditosdeoperaçõescomseguros 22.457 (59.330) Variaçãodostítulosecréditosareceber (786) (136) Variaçãodosativosderesseguro-provisõestécnicas (25.494) 2.913 Variaçãodoscustosdeaquisiçãodiferidos 2.098 (2.608) Variaçãodascontasapagar (1.697) 9.944 Variaçãodosdébitosdeoperaçõescomseguros (27.887) 44.386 Variaçãodosdepósitosdeterceiros (6.849) 8.962 Variaçãodasprovisõestécnicas-seguros 54.959 27.702 Outrosdébitos (197) 174 Caixalíquido(consumido)/geradonasatividadesoperacionais (24.172) 12.055 24. REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA Em 31 de maio de 2011, foi instalada a Assembléia Geral Extraordinária, para aprovar a incorporação da controladora Porto de Cima Holding Ltda pela Companhia, ato que recebeu aprovação prévia da SUSEP pela Carta nº 077/2011 SUSEP - SEGER. Na incorporação a JMalucelli Seguradora S.A, absorveu um ágio no montante de R$ 49.625 com uma provisão de R$ 29.775 representando o efeito fiscal futuro de R$ 19.850, o que acarretou no aumento do Patrimônio da Seguradora, conforme descrito na nota 8 (a.1). Após a incorporação, o Paraná Banco S.A. transferiu suas ações da JMalucelli Seguradora S.A para JMalucelli ParticipaçõesemSeguroseRessegurosS.A.,queassumiuentãoocontroleacionáriodaCompanhia. 25. EVENTO RELEVANTE Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc, uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A., mediante a subscrição e a integralização de 191.651.225 ações ordinárias, pelo valor total de R$ 657.113 milhões. Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. Com este investimento em sua controladora, a JMalucelli Seguradora S.A sofreu um aumento em seu capital social no montante de R$80.000milhõesqueencontra-seemfasedehomologaçãonaSUSEP. O investimento da Travelers Companies possibilitará a Companhia uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos e proporcionará a JMalucelli Seguradora S.A. e a Travelers Companies fortalecer as operações de seguro garantia no Brasil, explorar o mercado de seguro garantia na América Latina e criar uma sinergia de know how. Além disto, o suporte de uma marca conhecida e respeitada internacionalmente como a Travelers, proporcionará à JMalucelli Seguradora S.A. um maior apoio de resseguradores internacionaisquesãofundamentaisnaemissãodeapólicesdegrandeporte.
  • 12.
    JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR GERHARDDUTZMANN MIBA-345 JOÃOGILBERTOPOSSIEDE Presidente ALEXANDREMALUCELLI Vice-presidente GUSTAVOHENRICH DiretorTécnico SãoPaulo,17defevereirode2012 GerhardDutzmann AtuárioResponsávelTécnico MIBA345 RicardoCésarPessoa Atuário MIBA1076 EscritórioTécnicodeAssessoriaAtuarialS/SLtda. CNPJ57.125.353/0001-35 CIBA-33 GustavoHenrich DiretorResponsávelTécnico JMalucelliSeguradoraS.A. Aos AdministradoreseAcionistasda JMalucelliSeguradoraS.A. Curitiba-PR Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Seguradora S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assimcomooresumodasprincipaispráticascontábeisedemaisnotasexplicativas. ResponsabilidadedaAdministraçãosobreasdemonstraçõesfinanceiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante,independentementesecausadaporfraudeouerro. Responsabilidadedosauditoresindependentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorçãorelevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação dasdemonstraçõesfinanceirastomadasemconjunto. Acreditamosqueaevidênciadeauditoriaobtidaésuficienteeapropriadaparafundamentarnossaopinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Seguradora S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadaspelaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP. Demonstraçãodovaloradicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação esta sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeirastomadasemconjunto. Curitiba,27defevereirode2012 KPMGAuditoresIndependentes AlbertoSpilborghsNeto CRC2SP014428/O-6-F-PR ContadorCRC1SP167455/O-0-S-PR DIRETORIA PARECERATUARIAL RELATÓRIODOSAUDITORESINDEPENDENTESSOBREASDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS ATUÁRIORESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br HILÁRIOMARIOWALESKO CRC-PR29.585/O-9-CPF.510.710.969-15 De acordo com o disposto na Resolução CNSP Nº 135, de 11/10/2005, e na Circular SUSEP Nº 272, de 22/10/2004, foi realizada a Avaliação Atuarial de cada um dos ramos de seguro operacionalizados pela JMalucelliSeguradoraS.A.,noexercíciode2011. A Avaliação Atuarial foi elaborada a partir dos efetivos períodos de competência dos riscos assumidos pelos contratos de seguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011, recalculando, para cadaramo,ascorrespondentesprovisõestécnicascontabilizadasnestasdatas-base. O recálculo das provisões técnicas determina a totalidade dos compromissos financeiros que a Seguradora terá com o pagamento dos sinistros já ocorridos e que ainda vão ocorrer e com a manutenção dos custos administrativos de todos os contratos de seguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011,independentedaemissãodenovosprêmios. Os resultados encontrados demonstram que as provisões técnicas consignadas no Balanço Patrimonial de 31/12/2011daJMalucelliSeguradoraS.A.estãoadequadas,nãohavendonecessidadedeconstituiçãoda Provisão de Insuficiência de Prêmios e de ajustes de valores, bem como não foi detectada nenhuma situação relevantequecomprometaasolvênciaatuarialdaSeguradora.
  • 13.
    JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITOS.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br Passivo Nota 2011 2010 Circulante 30.500 25.082 Contasapagar 11 749 229 Obrigaçõesapagar 547 – Impostoseencargossociaisarecolher 104 227 Encargostrabalhistas 78 – Impostosecontribuições 14 – Outrascontasapagar 6 2 Débitosdeoperaçõescomseguros 7.442 5.249 Outrosdébitosoperacionais 12 7.442 5.249 Provisõestécnicas-seguros 22.309 19.604 Danos 13 22.309 19.604 Patrimôniolíquido 14/15 104.125 20.669 Capitalsocial 16.000 16.000 Aumentodecapital(emaprovação) 85.000 – Reservasdelucros 3.125 4.669 Total 134.625 45.751 Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras Ativo Nota 2011 2010 Circulante 50.653 37.627 Disponível 8 2 Caixaebancos 18.c 8 2 Aplicações 5 42.295 32.030 Créditosdeoperaçõescomseguros 7.939 5.591 Outroscréditosoperacionais 6 7.939 5.591 Títulosecréditosareceber 7 411 4 Créditostributárioseprevidenciários 234 4 Outroscréditos 177 – Nãocirculante 83.972 8.124 Aplicações 5 83.330 7.969 Investimentos 155 155 Participaçõessocietárias 8 155 155 Imobilizado 255 – Bensmóveis 9 255 – Intangível 232 – Outrosintangíveis 10 232 – Total 134.625 45.751 Capital Social Aumento deCapital (emaprovação) Reserva Legal ReservasdeLucros Ajusteavalorde mercadode Títulosevalores mobiliários Lucros Acumulados Total Outrasreservas delucros Reservaespecial paradividendos Saldosem31dedezembrode2009 16.000 – 152 2.168 723 – – 19.043 Lucrolíquidodoexercício – – – – – – 1.626 1.626 Reservalegal – – 81 – – – (81) – Dividendosobrigatóriosenãodistribuidos – – – – 386 – (386) – Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – 1.159 – – (1.159) – Saldosem31dedezembrode2010 16.000 – 233 3.327 1.109 – – 20.669 Saldosem31dedezembrode2010 16.000 – 233 3.327 1.109 – – 20.669 AumentodeCapitalSocial(emaprovação) – 85.000 – – – – – 85.000 DistribuiçãodedividendosconformeAGEde07/06/2011 – – – (2.791) (1.109) – – (3.900) ReservaLegal – – 118 – – – (118) – Dividendosobrigatóriosenãodistribuídos – – – – 560 – (560) – Reservaestatutáriaparaaumentodecapital – – – 1.679 – – (1.679) – Lucrolíquidodoexercício – – – – – – 2.356 2.356 Saldosem31dedezembrode2011 16.000 85.000 351 2.215 560 – – 104.125 Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras 1. CONTEXTO OPERACIONAL A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., (Companhia) foi constituída por meio de Assembléia Geral de Constituição em 17 de outubro de 2006, e obteve autorização para operar em todo território nacional, por meio da Portaria SUSEP nº 2.731 de 13 de agosto de 2007, tendo como seu objeto social operar no grupamento de seguros de danos, podendo, ainda, participar como acionista em outras sociedades, observadas as disposições legais e estatutárias pertinentes. Tem como seu principal acionista a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (Controladora) que possui 100% de suas ações ordinárias. A Companhia integra o Grupo JMalucelli e suas operações são conduzidas no contexto de um grupo de instituiçõesqueatuaintegradamente. A partir de janeiro de 2009, a Companhia iniciou suas operações no ramo DPVAT conforme acordo com a SeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A. Em31demarçode2011osacionistassereuniramemAssembléiaGeralOrdináriaparadeliberarentreoutros assuntos, a alteração do nome social da Companhia que passará a se chamar JMalucelli Seguros S.A., queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP. Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em 27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou a divulgaçãodasinformaçõesapartirdodia28defevereirode2012. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), as quais abrangem as normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis quando referendadospelaSUSEP. A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida Circular não impactaram a apresentaçãodasdemonstraçõesfinanceirasdaCompanhia,umavezqueatuaapenasnoramoDPVAT. As Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados como caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as aplicações emfundosdeinvestimentosderendafixa. A demonstração de resultado abrangente não apresentou saldos de movimentação e, portanto não foi elaborada. A Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstração do valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - Demonstração do valor adicionado, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam umaanáliseadicionaldasdemonstraçõesfinanceiras. 3. RESUMODASPRINCIPAISPRÁTICASCONTÁBEIS a.Apuraçãodoresultado As receitas e despesas relativas ao ramo DPVAT, são reconhecidas mensalmente ao resultado com base nos demonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A. Asdemaisreceitasedespesasforamreconhecidaspeloregimedecompetência. b.Estimativascontábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor de mercado dos títulos mobiliários. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa essasestimativasepremissasperiodicamente. c.Balançopatrimonial •Caixaeequivalentesdecaixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteraçãonovalor,esãoutilizadasnagestãodasobrigaçõesdecurtoprazo. •Aplicações Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a capacidadefinanceirademantê-losatéovencimento,sendocontabilizadosaocustodeaquisição,acrescido dosrendimentosauferidosatéadata-basedasdemonstraçõesfinanceiras. •Créditodasoperaçõescomseguros As operações relativas ao ramo DPVAT, são registradas e reconhecidas mensalmente ao resultado com base nosdemonstrativosfornecidospelaSeguradoraLíderdosConsórciosdoSeguroDPVATS.A. •Títulosecréditosareceber Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos e variaçõesmonetárias,auferidosatéadatadeencerramentodosbalanços. •Passivocirculante Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos encargosevariaçõesmonetáriasincorridos,combinadoscomoseguinteaspecto: • As provisões técnicas contemplam a Provisão de sinistros a liquidar (PSL) e a provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR), para o ramo DPVAT é constituída com base em informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A., e leva em consideração os critérios estabelecidos pela Resolução CNSP nºs 162/06 e 195/08 para PSL e Resolução CNSP nº 192/08 para IBNR. Sobre a provisão constituída são capitalizados encargos financeiros, os quais são registrados e classificados no grupo de “despesasfinanceiras”. •TestedeadequaçãodePassivos(TAP):aCircularSUSEP410/2010instituiuotestedeadequaçãodepassivos para que as sociedades seguradoras analisem a adequação de seus passivos registrados em cada data de divulgação das demonstrações financeiras através de um teste mínimo de adequação. Conforme o artigo 1º §3ºdareferidaCircularotestenãoseaplicaaoramoDPVAT. • Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma obrigação presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões para contingências de natureza cível, trabalhista e fiscal são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não temconhecimentodeprocessoscíveis,fiscaisetrabalhistas. •Provisãoparaimpostoderendaecontribuiçãosocialsobreolucro O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucroreal. d.Reduçãodovalorrecuperável Ativosfinanceiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu apos o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como: desvalorização significativa e prolongada de instrumentos financeiros reconhecida publicamente pelo mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. investiu, tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridaspelastendênciashistóricas. Ativosnãofinanceiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há indicaçãodeperdanovalorrecuperável. A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor de recuperação, que será o maior valor entre o valor estimado na venda e o seu valor em uso, determinado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade geradora decaixa. Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar reconhecidoscontabilmentepormontantesacimadovalorrecuperável. 4. GERENCIAMENTODERISCOS Estruturadegerenciamentoderisco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizandoautilizaçãoderecursosprópriosedeterceiros,embenefíciodosacionistasedaSeguradora. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado. Nesse contexto, nosso Processo de Gerenciamento de Riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a alta Administração até as diversasáreasdenegócioseprodutosnaidentificaçãodosriscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês com funções específicas e estrutura diretiva dedicada, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanosetecnológicos,voltadosaestasatividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos e Compliance (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. AestruturadoprocessodegerenciamentoderiscosdaCompanhiapermitequeosriscosdeSeguro,Crédito, Liquidez, Mercado e Operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigadosdemodounificado. a.Riscooperacional A Companhia define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemasinadequadosoufalhosedeeventosexternosqueocasionemounãoainterrupçãodenegócios. Controlederiscooperacional A Companhia possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à gerência de controles Internos, responsável pela formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é de responsabilidade da gerência de controles internos. As principais gerências da Seguradora possuem os riscosavaliadosconformemetodologiadefinida. b.Riscodeseguro A Companhia atua no ramo DPVAT conforme acordo com a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A.,dessaformaosriscossãogerenciadospelaLíderdosConsórciosdoSeguroDPVAT S.A. Casamentodeativosepassivos Umdosaspectosprincipaisnogerenciamentoderiscoséoencontrodosfluxosdecaixadosativosepassivos. Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento. O principal objetivo do processo de investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa dos passivos. Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis, prazos,rentabilidade,sensibilidade,liquidez,limitesdeconcentraçãodeativosporemissoreriscodecrédito. c.Riscodecrédito O risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer alteração na capacidade de honrar suas obrigações contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a Seguradora. O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por Companhias avaliadoras de riscos, taisFitchRatings,Standard&Poor’s,Moody’s entreoutras. Exposiçõesaocréditodeseguro A Seguradora está exposta a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa estrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis. A Seguradora adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de resseguro, limitando as resseguradoras que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das resseguradoras é avaliado regularmente. d.Riscodeliquidez Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos financeirossuficientesparacumprirsuasobrigaçõesàmedidaqueestasatinjamseuvencimento. Gerenciamentoderiscodeliquidez O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o acompanhamento desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Seguradora a liquidar as operações em tempohábiledemodoseguro. Controlederiscodeliquidez A Companhia tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política estão definidos os níveis mínimos de liquidez a serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da liquidezemcenárionormaleemcenáriodecrise. Exposiçãoaoriscodeliquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de seguro.Aqualidadedenossosinvestimentosésuficienteparacobrimosasdemandasdeliquidez. A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeirosutilizados. Ativosfinanceiros A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de riscosfinanceiros. Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e percentuaisdedeterioração,asaber: I)SituaçãoconsideradaprovávelpelaAdministraçãoequejáestácontempladanavalorizaçãodasoperações constantesdobalançopatrimonial. Nota 2011 2010 Prêmiosemitidoslíquidos 25.452 23.933 Variaçõesdasprovisõestécnicasdeprêmios (28) 131 Prêmiosganhos 16.a 25.424 24.064 Sinistrosocorridos 16.b (22.124) (20.945) Custosdeaquisição 16.c (370) (343) Outrasreceitasedespesasoperacionais 16.d/16.e 156 105 Despesasadministrativas 16.f (6.894) (2.347) Despesascomtributos 16.g (122) (60) Resultadofinanceiro 16.h/16.i 8.036 2.182 Resultadooperacional 4.106 2.656 Resultadoantesdosimpostoseparticipações 4.106 2.656 Impostoderenda 17 (962) (629) Contribuiçãosocial 17 (591) (401) Participaçõessobreoresultado 18/19 (197) – Lucrolíquidodoexercício 2.356 1.626 Quantidadedeações 97.133.352 16.000.000 Lucrolíquidoporlotedemilações-R$ 24,26 101,63 Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras 2011 2010 Receitas 27.089 25.518 Receitascomoperaçõesdeseguros 25.452 23.933 Outras 1.637 1.585 Variaçãodasprovisõestécnicas (28) 131 Operaçõesdeseguros (28) 131 Receitaoperacional 27.061 25.649 Sinistros (22.124) (20.945) Sinistros (20.446) (18.917) Variaçãodaprovisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados (1.678) (2.028) Insumosadquiridosdeterceiros (5.738) (2.690) Materiais,energiaeoutros (2.500) (2.036) Serviçosdeterceiros,comissõeslíquidas (3.238) (654) Valoradicionadobruto (801) 2.014 ValoradicionadolíquidoproduzidopelaSociedade (801) 2.014 Depreciação,amortizaçãoeexaustão (9) – Valoradicionadocedidoemtransferência 6.555 702 Receitasfinanceiras 8.036 2.182 Outras (1.481) (1.480) Valoradicionadoadistribuir 5.745 2.716 Distribuiçãodovaloradicionado 5.745 2.716 Pessoal 1.625 – Remuneraçãodireta 1.524 – Benefícios 60 – FGTS 41 – Impostos,taxasecontribuições 1.675 1.090 Federais 1.673 1.090 Estaduais 1 – Municipais 1 – Remuneraçãodecapitaisdeterceiros 89 – Aluguéis 89 – Remuneraçãodecapitalpróprio 2.356 1.626 Lucrosretidos 2.356 1.626 Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras Atividadesoperacionais 2011 2010 Outrosrecebimentosoperacionais-DPVAT 1.453 1.236 Pagamentosdedespesaseobrigações (4.199) (417) Caixa(Consumido)/GeradopelasOperações (2.746) 819 ImpostoseContribuiçõesPagos: (2.966) (1.337) Investimentosfinanceiros: Aplicações (94.350) (11.753) Vendaseresgates 25.293 12.270 CaixaLíquido(Consumido)nasAtividadesOperacionais (74.769) (1) Atividadesdeinvestimento PagamentopelaCompradeAtivoPermanente: Investimentos (5) (5) Imobilizado (264) – CaixaLíquidoConsumidonasAtividadesdeInvestimento (269) (5) Atividadesdefinanciamento Aumentodecapital 85.000 – Distribuiçãodedividendosejurossobreocapitalpróprio (3.900) – CaixaLíquidoGeradonasAtividadesdeFinanciamento 81.100 – Aumento(Redução)LíquidodeCaixaeEquivalentesdeCaixa 6.062 (6) CaixaeEquivalentesdeCaixanoIníciodoexercício 119 125 CaixaeEquivalentesdeCaixanoFinaldoexercício 6.181 119 Aumento/(Redução)nasaplicaçõesfinanceiras-recursoslivres 6.062 (6) Asnotasexplicativassãoparteintegrantedasdemonstraçõesfinanceiras II)Situaçãocomdeterioraçãode,pelomenos,25%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros). III)Situaçãocomdeterioraçãode,pelomenos,50%navariávelderiscoconsiderada(taxadejuros). PosiçõesdeTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2011 CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Valorização: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT AltaDI 21.518 23 585 1.169 CDB-DPGE AltaDI 61.812 67 1.679 3.358 Efeitolíquido 90 2.264 4.527 CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Deterioração: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% LFT QuedaDI 21.518 (23) (585) (1.169) CDB-DPGE QuedaDI 61.812 (67) (1.679) (3.358) Efeitolíquido (90) (2.264) (4.527) PosiçõesTítulosevaloresmobiliáriosem31dedezembrode2010 CenáriodealtanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Valorização: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% CDB-DPGE AltaDI 19.231 20 512 1.023 Efeitolíquido 20 512 1.023 CenáriodebaixanataxaDI CenárioI CenárioII CenárioIII Deterioração: Carteiraprópria-TVM Risco Valorbase 1% 25% 50% CDB-DPGE QuedaDI 19.231 (20) (512) (1.023) Efeitolíquido (20) (512) (1.023) Apuraçãoaovalorjusto A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os valoresdereferênciaforamdefinidoscomosesegue: •Nível1:títuloscomcotaçãoemmercadoativo; • Nível 2: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou indiretamenteobservável; •Nível3:títulosquenãopossuemseuvalorjustodeterminadocombaseemummercadoobservável. 31dedezembrode2011 Nível1 Nível2 Nível3 Total Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 42.295 21.518 – 63.813 Total 42.295 21.518 – 63.813 31dedezembrode2010 Nível1 Nível2 Nível3 Total Títulosevaloresmobiliáriosdisponíveisparavenda 20.768 – – 20.768 Total 20.768 – – 20.768 Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo contábil,conformedemonstradonanota5. RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO BALANÇOS PATRIMONIAIS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA -MÉTODO DIRETO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DOVALOR ADICIONADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) SenhoresAcionistas, SubmetemosàapreciaçãodeVossasSenhorias,oRelatóriodaAdministração,asDemonstraçõesFinanceiras e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao exercício encerradoem31dedezembrode2011. Perfil A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. foi constituída por meio da Assembléia Geral de Constituição em 17 de outubro de 2006, e obteve autorização para operar em todo território nacional, por meio da Portaria SUSEPnº2.731de13deagostode2007. Em 31 de Março de 2011 os acionistas se reuniram em Assembléia Geral Extraordinária para deliberar entre outros assuntos, a alteração do nome social da Companhia que passará a se chamar JMalucelli Seguros S.A., queencontra-seemfasedehomologaçãonaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP. ParceriacomaTravelers Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho o contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria estratégica teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões. Além do reforço de capital, a parceria visa ainda à expansão de novaslinhasdenegócios,comooriscodeengenhariaeseguroderesponsabilidadecivildeadministradorese diretores(D&O). Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo de seguros da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas e também de uma operação cada vez mais forte no setor de seguros. No segmento de P&C os resultados serão gradativamente alcançados de acordo com a nossa estratégia já posta em prática. A liderança no mercado de garantia neste momento torna-se um bem valioso para o crescimento das operações de P&C, pois permite a sinergia de informaçõesnaprospecçãodenovosclientes. Dois produtos já estão definidos para o lançamento da estrutura de P&C: riscos de engenharia e responsabilidade civil de administradores e diretores (D&O). O seguro de riscos de engenharia se caracteriza por ser bastante técnico e por proteger contratantes de obras contra prejuízos decorrentes de acidentes em obrascivisouinstalações,deacordocomasespecificaçõesdaapólice. De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição, comercial, e sinistros) abaixo na seguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam a apresentarsuasmarcasemconjuntocomadaTravelers,evidenciandoaassociaçãodasduasempresas. DesempenhoOperacional A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. permanece operacionalizando apenas o seguro DPVAT, masiráiniciarsuaatuaçãoemprodutosdeProperty&Casualty(P&C)noanode2012. DesempenhoFinanceiro O Lucro líquido da companhia no exercício de 2011 foi de R$ 2.356 (R$ 1.626 em 2010) representando um crescimento de 45%. O lucro líquido por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 24,26 (R$ 101,63 em2010). AplicaçõesFinanceiras A JMalucelli Seguradora de Crédito S.A., através de seus administradores, declara possuir capacidade financeira para manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da Companhia. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 61,8 milhões (R$ 19,2 milhões em 31 de dezembro de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 125,6 milhões(R$39,9milhõesemdezembro2010). dez-10 dez-11 20,6 104,1 dez-10 dez-11 39,9 125,6 Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) 64,3% 35,7% Fonte: Susep: 05/11 Mercado JMalucelli Evolução do Patrimônio Líquido Evolução das Aplicações Financeira (R$ Milhões) (R$ Milhões) dez-10 dez-11 20,6 104,1 dez-10 dez-11 39,9 125,6 Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) 64,3% 35,7% Fonte: Susep: 05/11 Mercado JMalucelli Evolução do Patrimônio Líquido Evolução das Aplicações Financeiras (R$ Milhões) (R$ Milhões) Agradecimentos Agradecemos aos nossos acionistas e parceiros de negócios, pela confiança demonstrada, e aos diretores e colaboradores pelos esforços, competência, lealdade e dedicação que possibilitaram os resultados alcançadosnoexercício. ALEXANDREMALUCELLI DiretorPresidente
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    JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITOS.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR www.paranabanco.com.br www.jmalucelliseguradora.com.br www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br 5. APLICAÇÕES Em31dedezembrode2011,aCompanhiapossuíaaplicaçõesnacategoriade“Títulosdisponíveisparavenda”e“Mantidosatéovencimento”,apresentadoscomosegue: 31dedezembrode2011 Semvencimento Até6meses De6mesesa1ano Acimade1ano Valordecurva Valorcontábil Valorde mercado Ajustenopatrimônio líquido Quotasdefundosdeinvestimentosderendafixa(b) 28.490 – – – 28.490 28.490 28.490 – Quotasdefundosdeinvestimentosrendavariável(b) 13.805 – – – 13.805 13.805 13.805 – LFT(c) – – – 21.518 21.518 21.518 21.518 – Totaldisponíveisparavenda(*) 42.295 – – 21.518 63.813 63.813 63.813 – CDB-DPGE(a) – – – 61.812 61.812 61.812 61.812 – Totalmantidosatéovencimento(*) – – – 61.812 61.812 61.812 61.812 – Totalaplicações 42.295 – – 83.330 125.625 125.625 125.625 – 31dedezembrode2010 Semvencimento Até6meses De6mesesa1ano Acimade1ano Valordecurva Valorcontábil Valorde mercado Ajustenopatrimônio líquido Quotasdefundosdeinvestimentosderendafixa(b) 19.864 – – – 19.864 19.864 19.864 – Quotasdefundosdeinvestimentosrendavariável(b) 904 – – – 904 904 904 – Disponíveisparavenda(*) 20.768 – – – 20.768 20.768 20.768 – CDB-DPGE(a) – 5.462 5.800 7.969 19.231 19.231 19.231 – Mantidosatéovencimento(*) – 5.462 5.800 7.969 19.231 19.231 19.231 – Totalaplicações 20.768 5.462 5.800 7.969 39.999 39.999 39.999 – (*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para venda” que representam na data-base 51% (52% em 31 de Dezembro de 2010) da carteira de investimentos e “Mantidosatéovencimento”representandonadata-base49%(48%em31dedezembrode2010). (a) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) bem como os Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE) foram pactuados com taxa pós-fixada que varia entre 113% e 119% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário)eforamregistradospeloseuvalordeaplicação,acrescidodosrendimentosauferidosatéadatadobalanço. (b)Referem-seàsquotasdefundosdeinvestimentosnãoexclusivosquesãovalorizadaspelovalordaquotainformadopelosadministradoresdosfundosnadatadeencerramentodobalanço. (c)OvalordemercadodostítulospúblicosfederaiséobtidopormeiodautilizaçãodepreçosdivulgadospelaANBIMA-AssociaçãoBrasileiradasEntidadesdosMercadosFinanceirosedeCapitais. 6. CRÉDITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS 2011 2010 DPVAT 7.939 5.591 7. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER 2011 2010 Créditostributários 234 4 Outros 177 – 411 4 8. INVESTIMENTOS Representado pela participação na Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. no montante deR$155em2011e2010. 9. IMOBILIZADO Em31dedezembrode2011 Taxade depreciaçãoanual Custona aquisição Depreciação dobem Valorcontábil Equipamentosdeinformática 20% 38 (2) 36 Veículos 20% 226 (7) 219 Total 264 (9) 255 10. INTANGÍVEL Em31dedezembrode2011 Taxade amortizaçãoanual Custona aquisição Amortização dobem Valorcontábil Software 20% 232 – 232 Total 232 – 232 11. CONTAS A PAGAR 2011 2010 Obrigaçõesapagar 547 – Impostoseencargossociaisarecolher 104 – Encargostrabalhistas 78 – Impostosecontribuições 14 227 Outrascontasapagar 6 2 Total 749 229 O aumento do saldo de obrigações a pagar em 2011 ocorreu em função da provisão de fornecedores pela aquisiçãodeativoimobilizadoedaprovisãodeparticipaçãonoslucrosdosadministradoresefuncionários. 12. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS 2011 2010 DPVAT 7.442 5.249 13. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS Provisõestécnicasdeseguros 2011 2010 Provisãodesinistrosaliquidar 14.936 18.380 Provisãodesinistrosocorridosmasnãoavisados 7.312 1.179 Outrasprovisões 61 45 Totalasercoberto 22.309 19.604 Composiçãodosativosvinculados 2011 2010 Títulosderendafixa-privados 9.053 – Certificadosdedepósitosbancários – 10.288 Quotasdefundosdeinvestimentos-DPVAT 22.317 19.747 Total 31.370 30.035 Suficiênciadecobertura 9.061 10.431 14. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a.Capitalsocial O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011, é de R$ 101.000 (em 2010 - R$ 16.000) dividido em 97.133.352 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal (em 2010 - 16.000.000 ações ordinárias nominativas, no valor nominal de um real cada) pertencente a acionistas domiciliados no país. Em 17 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi aprovado pelos acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 85.000 que passou de R$ 16.000 para R$ 101.000, que encontra-se em fase de homologação na Superintendência de Seguros Privados-SUSEP. b.Reservasdelucros A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira, pelaparcelade5%dolucrolíquidodoexercício,limitadaa20%docapitalsocial. A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica “ Outras reservas de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais. De acordo com o estatuto social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício é levada à aprovaçãopelaAssembléiaGeral. c.Dividendos Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi aprovada pelos acionistas a distribuição de dividendos no valor de R$ 3.900 já destacados no balanço da Companhianacontareservasdelucros.OvalorfoipagoparaoacionistaJMalucelliParticipaçõesemSeguros eRessegurosS.A.em17dejunhode2011. Segue-seademonstraçãodocálculodosdividendos: 2011 2010 Lucrolíquido 2.356 1.626 (-)Reservalegal (118) (81) Basedecálculodosdividendos 2.238 1.545 Dividendosmínimosobrigatórios(25%dabase) 560 386 15. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO E SUFICIÊNCIA DE CAPITAL 2011 2010 Patrimôniolíquido 104.125 20.669 (-)Ativointangível (232) – (-)Créditostributários – (4) Patrimôniolíquidoajustado 103.893 20.665 Capitalbase 15.000 15.000 Capitalmínimorequerido-CMR 15.000 15.000 Exigênciadecapital-EC 15.000 15.000 Capitaladicionalbaseadonoriscodecrédito(ResoluçãoCNSPNº228de2010) 6.983 – Suficiênciadecapital 81.910 5.665 16. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO Principaisramosdeatuação a.Prêmiosganhos 2011 2010 DPVAT 25.424 24.064 b.Sinistralidade(sinistrosocorridossobreoprêmioganho) 2011 2010 Sinistroocorridos %sobreoprêmio ganho Sinistroretidos %sobreoprêmio ganho DPVAT (22.124) 87 (20.945) 87 c.Custosdeaquisição 2011 2010 Comissão %sobreo prêmiolíquido Comissão %sobreoprêmio líquido DPVAT (370) 2 (343) 1 d.Outrasreceitasoperacionais 2011 2010 Custodeapólice-DPVAT 1.637 1.519 Outras-DPVAT - 66 Total 1.637 1.585 e.Outrasdespesasoperacionais 2011 2010 Cobrança-DPVAT (1.481) (1.480) f.Despesasadministrativas 2011 2010 PessoalPróprio (1.428) - Remuneraçãoporserviçosdeterceiros (2.868) (311) Localizaçãoefuncionamento (395) (11) Despesascompublicidadeepropaganda (3) - Despesascompublicações (11) (19) Donativos (23) (15) DPVAT (2.158) (1.991) Outros (8) - Total (6.894) (2.347) g.Despesascomtributos 2011 2010 Impostosestaduais (1) – Impostosmunicipais (1) – Taxadefiscalização (120) (60) Total (122) (60) h.Receitasfinanceiras 2011 2010 Quotasdefundosdeinvestimentos 1.665 221 Títulosderendafixaprivados 5.030 1.941 Títulosderendafixapúblicos 1.248 78 Créditostributários 8 – DPVAT 2.534 1.760 Total 10.485 4.000 i.Despesasfinanceiras 2011 2010 DPVAT (2.435) (1.802) Outros (14) (16) Total (2.449) (1.818) 17. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Impostoderendaecontribuiçãosocialincidentessobreasoperaçõesdoexercício 2011 2010 Resultadoantesdatributaçãosobreolucroeapósasparticipaçõesnolucro 3.909 2.656 Encargosdoimpostoderendaàalíquotade25% edacontribuiçãosocialàalíquotade15% (1.564) (1.062) Adiçõespermanentes Outras 11 32 Impostoderendaecontribuiçãosocialdevidossobreoresultadodoexercício (1.553) (1.030) 18. OUTRAS INFORMAÇÕES a.Participaçãodosfuncionáriosnosresultados A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados 7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário, pagos conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados, nos Lucros e Resultados da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.”. Tais despesas são registradas no resultado do exercício na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011 o saldo dessadespesaédeR$99. b.Instrumentosfinanceirosderivativos Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Companhia não realizou operações envolvendoinstrumentosfinanceirosderivativos. c.Caixaeequivalentesdecaixa Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa são compostos pelas Disponibilidades e pelos Fundos de investimentos em renda fixa de titularidade da Companhia apresentadoscomosegue: 2011 2010 Noiníciodoexercício: Disponibilidades 2 23 Fundosdeinvestimento 117 102 Total 119 125 Nofinaldoexercício: Disponibilidades 8 2 Fundosdeinvestimento 6.173 117 Total 6.181 119 d.Conciliaçãoentreolucrolíquidoeocaixageradonasatividadesoperacionais 2011 2010 Lucrolíquidodoexercício 2.356 1.626 Mais Depreciaçõeseamortizações 9 – Atividadesoperacionais Variaçãodasaplicações (79.570) (18.105) Variaçãodoscréditosdeoperaçõescomseguros (2.348) (3.706) Variaçãodostitulosecréditosareceber (407) (4) Variaçãodascontasapagar 293 114 Variaçãodosdébitosdeoperaçõescomseguros 2.193 3.455 Variaçãodasprovisõestécnicas-seguros 2.705 16.619 Caixalíquido(consumido)nasatividadesoperacionais (74.769) (1) 19. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS ASociedadeefetuouoperaçõescompartesrelacionadaspertencentesaoGrupoJMalucelli. Os principais saldos na data do balanço, bem como as receitas (despesas) do exercício, estão apresentados a seguir: 2011 Ativos (Passivos) Receitas Despesas ParanáBancoS.A. 5 – (30) PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (95) JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. – – (923) 2010 Ativos (Passivos) Receitas Despesas ParanáBancoS/A 2 – – PortodeCimaAdm.Part.eServiçosS.A. – – (69) JMalucelliPart.emSeguroseRessegurosS.A. – – (229) As receitas e despesas com partes relacionadas são constituídas de ressarcimentos de custos e despesas administrativas.Osdireitoseobrigaçõessãodecorrentesdesaldosbancários. Remuneraçãodosadministradores Aos administradores foi pago a título de remuneração o valor total de R$ 446 em 2011, sendo que foi registrado no resultado do exercício na rubrica de “Despesas administrativas - “Honorários da diretoria”. Ainda conforme contrato foi provisionado a participação nos lucros ao administradores. Tal despesa é registrada no resultado do período na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011,osaldodessadespesaédeR$98. 20. EVENTO RELEVANTE Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc, uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (controladora da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A.), mediante a subscrição e a integralizaçãode191.651.225açõesordinárias,pelovalortotaldeR$657.113.Emrazãodoinvestimento,a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A.. Com este investimento em sua controladora, a JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. sofreu um aumento em seu capital social no montante de R$ 85.000 que encontra-se em fase de homologaçãonaSUSEP. O investimento da Travelers Companies possibilitará a Companhia uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos em diversos ramos de seguros, outro ponto positivo desta operação será o ingresso da Companhia no mercado de Property and Casualty, também conhecido como seguro contra danos. A intenção é aproveitar a sinergia com a Travelers e todo o seu expertise neste produto para iniciar a atuação daCompanhianestemercadonoBrasil. GERHARDDUTZMANN MIBA–345 HILÁRIOMARIOWALESKO CRC-PR29.585/O-9-CPF.510.710.969-15 Em atendimento à RESOLUÇÃO CNSP Nº 135, de 11/10/2005, e à CIRCULAR SUSEP Nº 272, de 22/10/2004, que tratam sobre a Avaliação Atuarial das seguradoras, foi realizado um levantamento das operações da J MALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. e constatado que os riscos vigentes e operacionalizados pela seguradoranoexercíciode2011referem-seaoramoDPVAT,oqualestáexcluídodaavaliaçãoatuarial,conformedeterminadonoparágrafo2ºdoartigo1ºdoAnexoIdareferidaCircular,razãopelaqualnãocabearealizaçãodaAvaliaçãoAtuarialdesteexercício. SãoPaulo,17defevereirode2012 GerhardDutzman AtuárioResponsávelTécnico MIBA345 RicardoCésarPessoa Atuário MIBA1076 EscritórioTécnicodeAssessoriaAtuarialS/SLtda. CNPJ57.125.353/0001-35 CIBA–33 AlexandreMalucelli DiretorResponsávelTécnico JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A. Aos AdministradoreseAcionistasda JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A. Curitiba-PR Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Seguradora de Crédito S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assimcomooresumodasprincipaispráticascontábeisedemaisnotasexplicativas. ResponsabilidadedaAdministraçãosobreasdemonstraçõesfinanceiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante,independentementesecausadaporfraudeouerro. Responsabilidadedosauditoresindependentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorçãorelevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação dasdemonstraçõesfinanceirastomadasemconjunto. Acreditamosqueaevidênciadeauditoriaobtidaésuficienteeapropriadaparafundamentarnossaopinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todososaspectosrelevantes,aposiçãopatrimonialefinanceirada JMalucelliSeguradoradeCréditoS.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadaspelaSuperintendênciadeSegurosPrivados-SUSEP. Demonstraçãodovaloradicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeirastomadasemconjunto. Curitiba,27defevereirode2012 KPMGAuditoresIndependentes AlbertoSpilborghsNeto CRC2SP014428/O-6-F-PR ContadorCRC1SP167455/O-0-S-PR NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DIRETORIA PARECER ATUARIAL RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ATUÁRIO RESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL JOELMALUCELLI Presidente ALEXANDREMALUCELLI Vice-Presidente JORGENACLINETO Diretor continuação
  • 15.
    Senhores Acionistas, Submetemos àapreciação de Vossas Senhorias, o Relatório da Administração às Demonstrações Financeiras e o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras, relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Perfil A JMalucelli Resseguradora S.A. obteve autorização de funcionamento em 06/2008 como resseguradora local, operando em todo território nacional, focando as operações no ramo de seguro garantia. Possui filial em São Paulo - SP. Possui participação ativa na APF - Associação Panamericana de Fianças e Garantias, entidade mundial que congrega mais de 150 Seguradoras e Resseguradoras de 53 países, presidida pelo Sr. Alexandre Malucelli, Presidente da JMalucelli Resseguradora S.A. Parceria com a Travelers Após aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, foi concluído em 17 de junho o contrato de investimento pela Travelers Companies, Inc. (Travelers Brazil), na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, companhia Holding de Seguros controlada pelo Paraná Banco. A parceria estratégica teve início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões. Com a aprovação da parceria firmada com a Travelers, inicia-se agora uma nova fase para o grupo de seguros da JMalucelli em termos de perspectivas de mercado, de perspectivas geográficas e também de uma operação cada vez mais forte. O expressivo incremento na retenção da JMalucelli Resseguradora S.A. possibilitará um maior volume de prêmios e rentabilidade. Com isso liderança no mercado de garantia neste momento torna-se um bem valioso para o crescimento das novas operações do grupo, pois permite a sinergia de informações na prospecção de novos clientes. De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição, comercial, e sinistros) abaixo na resseguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam a apresentar suas marcas em conjunto com a da Travelers, evidenciando a associação das duas empresas. Desempenho Financeiro O volume de prêmios de resseguros ganhos no exercício de 2011 totalizou R$ 165,9 milhões, (R$ 129,6 milhões em 2010) representando um crescimento de 28%. O lucro líquido no exercício de 2011 foi de R$ 31,4 milhões (R$ 15,8 milhões em 2010), representando um crescimento de 99%, enquanto o patrimônio líquido ao final do exercício de 2011 totalizou R$ 598,3 milhões (104,3 milhões em dezembro 2010). O capital investido pela Travelers aumentou o capital social da JMalucelli Resseguradora S.A. em R$ 492.1 milhões. Após a distribuição de dividendos no valor de R$ 29,5 milhões, o patrimônio líquido da companhia passou de R$ 104,3 para R$ 598,3 milhões. O lucro por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 66,43 enquanto que o valor patrimonial por lote de 1.000 ações representou nesta data R$ 1.263,26. Aplicações Financeiras A JMalucelli Resseguradora S.A. através de seus administradores, declara possuir capacidade financeira para manter na categoria “mantidos até o vencimento”, os títulos e valores mobiliários da companhia. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia possui R$ 250,3 milhões (R$ 63,2 milhões em 31 de dezembro de 2010) em aplicações financeiras classificadas nessa categoria do total de R$ 634,6 milhões (R$ 130,2 milhões em dezembro 2010). Recursos Humanos No exercício de 2011 os colaboradores da JMalucelli Resseguradora S.A. obtiveram uma participação nos resultados equivalente a 2 salários base de cada colaborador. Esta participação se deve ao esforço coletivo de dirigentes e colaboradores e à união existente entre as diversas unidades. Agradecimentos Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros de negócios, pela confiança demonstrada, e aos diretores e colaboradores pelos esforços, competência, lealdade e dedicação que possibilitaram os resultados alcançados no exercício. Alexandre Malucelli Diretor Presidente Ativo Nota 2011 2010 Circulante 384.885 272.282 Disponível 503 75 Caixa e Bancos 20.d 503 75 Aplicações 5 179.129 74.663 Créditos das operações com resseguros e retrocessões 83.911 99.981 Prêmios a receber 6.a 71.382 90.482 Operações com retrocessionárias 14 100 Outros créditos operacionais 6.b 12.515 9.399 Ativos de resseguro - provisões técnicas 7.a/7.b/14 87.047 68.955 Titulos e créditos a receber 1.324 30 Créditos tributários 9 1.319 3 Outros créditos 5 27 Custos de aquisição diferidos 32.971 28.578 Resseguros 8 32.971 28.578 Ativo não circulante 554.519 138.592 Aplicações 5 455.532 55.560 Créditos das operações com resseguros e retrocessões 11.503 9.343 Prêmios a receber 6.a 11.503 9.343 Ativos de resseguro - provisões técnicas 7.a/14 55.421 47.348 Custos de aquisição diferidos 31.635 26.232 Resseguros 8 31.635 26.232 Imobilizado 85 108 Bens móveis 10 85 108 Intangível 343 1 Outros intangíveis 11/16 343 1 Total 939.404 410.874 Passivo Nota 2011 2010 Circulante 224.860 209.312 Contas a pagar 5.196 4.784 Obrigações a pagar 566 590 Impostos e encargos sociais a recolher 64 67 Encargos trabalhistas 25 102 Impostos e contribuições 3.800 4.024 Outras contas a pagar 741 1 Débitos de operações com resseguros e retrocessões 69.205 83.485 Prêmios a restituir 71 2.620 Operações com retrocessionárias 12.a 40.022 52.096 Comissões de resseguros 12.b 16.630 22.022 Outros débitos operacionais 12.c 12.482 6.747 Provisões técnicas - resseguradoras 13.a/13.b/13.c/14 150.459 121.043 Passivo não circulante 116.201 97.190 Débitos de operações com resseguros e retrocessões 9.560 8.021 Operações com retrocessionárias 12.a 6.109 5.319 Comissões de resseguros 12.b 3.451 2.702 Provisões técnicas - resseguradoras 13.a/14 106.641 89.169 Patrimônio líquido 15/16 598.343 104.372 Capital social 70.000 70.000 Aumento de capital (em aprovação) 492.113 – Reservas de lucros 36.239 34.372 Ajustes com Títulos e valores mobiliários (9) – Total 939.404 410.874 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Nota 2011 2010 Prêmios emitidos líquidos 199.721 175.486 Variações das provisões técnicas (33.774) (46.219) Prêmios ganhos 17.a 165.947 129.267 Sinistros ocorridos 17.b (21.079) (8.342) Custos de aquisição 17.c (44.215) (37.309) Outras receitas e despesas operacionais 17.d/17.e (13.456) (11.065) Resultado com retrocessão 17.f (64.270) (50.243) Despesas administrativas 17.g (11.942) (5.903) Despesas com tributos 17.h (2.701) (1.597) Resultado financeiro 44.865 12.345 Receitas financeiras 17.i 45.199 12.543 Despesas financeiras 17.j (334) (198) Resultado operacional 53.149 27.153 Ganhos ou perdas com ativos não correntes (4) – Resultado antes dos impostos e participações 53.145 27.153 Imposto de renda 18 (12.994) (6.616) Contribuição social 18 (7.807) (4.090) Participações sobre o resultado 19/20 (880) (637) Lucro líquido do exercício 31.464 15.810 Quantidade de ações 473.650.441 70.000.000 Lucro líquido por lote de mil ações - R$ 66,43 225,86 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 2011 2010 Lucro líquido do exercício 31.464 15.810 Perda líquida da avaliação de ativos financeiros disponíveis para venda (9) – Lucro líquido abrangente do exercício 31.455 15.810 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Atividades operacionais 2011 2010 Recebimentos de prêmios de resseguro 224.920 137.095 Recuperações de sinistros e comissões 62.048 34.402 Outros recebimentos operacionais (ressarcimentos e outros) 20.231 7.004 Pagamentos de sinistros e comissões (66.117) (37.409) Repasses de prêmios por cessão de riscos (187.190) (109.183) Pagamentos de participações nos resultados (8.295) (5.142) Pagamentos de despesas e obrigações (11.123) (5.777) Outros pagamentos operacionais (restituições de prêmios) (9.856) (4.299) Recebimentos de juros e dividendos 5 – Caixa gerado pelas operações 24.623 16.691 Impostos e contribuições pagos (26.921) (12.379) Juros pagos (1) – Investimentos financeiros: Aplicações (519.121) (81.296) Vendas e resgates 133.554 72.755 Caixa líquido (consumido) nas atividades operacionais (387.866) (4.229) Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente Imobilizado (401) (34) Caixa líquido (consumido) nas atividades de investimento (401) (34) Atividades de financiamento Aumento de capital 492.113 – Distribuição de dividendos (29.597) – Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento 462.516 – Aumento/(Redução) de caixa e equivalentes de caixa 74.249 (4.263) Saldo de caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 9.118 13.381 Saldo de caixa e equivalentes de caixa ao final do exercício 83.367 9.118 Aumento/(Redução) nas aplicações financeiras - recursos livres 74.249 (4.263) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Receitas 2011 2010 Receitas com operações de resseguros 213.388 188.510 Outras 199.721 175.486 Variação das provisões técnicas - Operações de resseguros 13.667 13.024 Receita operacional (6.833) (11.261) Sinistros 206.555 177.249 Sinistros (3.770) (1.143) Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (3.860) (1.281) Insumos adquiridos de terceiros 90 138 Materiais, energia e outros (65.661) (53.978) Serviços de terceiros, comissões líquidas (1.510) (905) Variação das despesas de comercialização diferidas (62.708) (53.900) Perda/Recuperação de valores ativos (1.439) 827 (4) – Valor adicionado bruto 137.124 122.128 Depreciação e amortização (77) (12) Valor adicionado líquido produzido pela Companhia 137.047 122.116 Valor adicionado cedido em transferência (79.543) (92.644) Receitas financeiras 44.865 12.345 Resultado com operações de resseguros cedidos (110.665) (93.152) Outras (13.743) (11.837) Valor adicionado a distribuir 57.504 29.472 Distribuição do valor adicionado 57.504 29.472 Pessoal 2.875 1.535 Remuneração direta 2.728 1.471 Benefícios 117 30 F.G.T.S 30 34 Impostos, taxas e contribuições 23.113 12.014 Federais 23.110 12.012 Municipais 3 2 Remuneração de capital de terceiros 52 113 Aluguéis 52 113 Remuneração de capital próprio 31.464 15.810 Lucros retidos 31.464 15.810 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Reservas de Lucros Capital social Aumento de capital (em aprovação) Reserva legal Reserva especial para dividendos Outras reservas de lucros Ajuste a valor de mercado títulos e valores mobiliários Lucros acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2009 70.000 – 928 4.409 13.225 – – 88.562 Lucro líquido do exercício – – – – – – 15.810 15.810 Destinações propostas pela Administração: Reserva legal – – 790 – – – (790) – Dividendos obrigatórios e não distribuídos – – – 3.755 – – (3.755) – Reserva estatutária para aumento de capital – – – – 11.265 – (11.265) – Saldos em 31 de dezembro de 2010 70.000 – 1.718 8.164 24.490 – – 104.372 Saldos em 31 de dezembro de 2010 70.000 – 1.718 8.164 24.490 – – 104.372 Aumento de Capital Social (em aprovação) – 492.113 – – – – – 492.113 Lucro líquido do exercício – – – – – – 31.464 31.464 Distribuição de dividendos conforme RCA de 07/06/2011 – – – (8.164) (18.936) – – (27.100) Distribuição de dividendos conforme AGE de 08/07/2011 – – – (2.497) – – – (2.497) Destinações propostas pela Administração: Reserva legal – – 1.573 – – – (1.573) – Dividendos obrigatórios e não distribuídos – – – 7.473 – – (7.473) – Reserva estatutária para aumento de capital – – – – 22.418 – (22.418) – Ganhos e perdas não realizados com TVM – – – – – (9) – (9) Saldos em 31 de dezembro de 2011 70.000 492.113 3.291 4.976 27.972 (9) – 598.343 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 1. CONTEXTO OPERACIONAL A JMalucelli Resseguradora S.A., (Companhia) constituída por meio da Assembléia Geral de Constituição em 7 de maio de 2008, obteve autorização para operar em todo território nacional, por meio da Portaria SUSEP nº 2.942 de 23 de maio de 2008, tendo como objetivo social efetuar operações de resseguro e retrocessão no segmento de ramos de danos, podendo ainda participar como acionista em outras sociedades, observadas as disposições legais e estatutárias pertinentes. Tem como seu principal acionista a JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (Controladora) que possui 100% de suas ações ordinárias. A Companhia integra o Grupo JMalucelli e suas operações são conduzidas no contexto de um grupo de instituições que atua integradamente. A Companhia mantém com seguradoras contratos de excesso de danos para cobertura do excedente de retenção das operações de seguros, com vigências anuais e recebimentos trimestrais. Com relação a operações com retrocessionárias, a Companhia também mantém contratos para cobertura do excedente de retenção das operações de resseguro, com vigências anuais e pagamentos trimestrais. Em 17 de fevereiro de 2012 as demonstrações financeiras foram concluídas pela Administração e em 27 de fevereiro de 2012, o Conselho de Administração aprovou as demonstrações financeiras e autorizou a divulgação das informações a partir do dia 28 de fevereiro de 2012. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), as quais abrangem a legislação societária brasileira e normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). A SUSEP através da Circular nº 424/2011, instituiu alterações na contabilização e na apresentação das demonstrações financeiras das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência complementar. As alterações trazidas pela referida circular impactam no balanço patrimonial e nas demonstrações de resultados com a segregação das operações de resseguros e retrocessão. O balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010 e a demonstração do resultado foram ajustados para fins de comparação conforme demonstrados abaixo. As alterações trazidas pela referida circular, não impactaram os saldos de patrimônio liquido e o lucro líquido da Companhia. Saldo publicado em 31/12/2010 Reclassificação Saldo reclassificado em 31/12/2010 Ativo Circulante 299.066 (26.784) 272.282 Créditos das operações com resseguros e retrocessões 107.716 (7.735) 99.981 Operações com retrocessionárias 7.835 (7.735) 100 Despesas de comercialização diferidas 28.578 (28.578) – Custos de aquisição diferidos – 28.578 28.578 Despesas de retrocessão diferidas 88.004 (88.004) – Ativos de resseguro - provisões técnicas – 68.955 68.955 Não Circulante 165.503 (26.911) 138.592 Despesas de comercialização diferidas 26.232 (26.232) – Custos de aquisição diferidos – 26.232 26.232 Despesas de retrocessão diferidas 74.259 (74.259) – Ativos de resseguro - provisões técnicas – 47.348 47.348 Total do ativo 464.569 (53.695) 410.874 Passivo Circulante 244.117 (34.805) 209.312 Débitos de operações com resseguros e retrocessões 118.290 (34.805) 83.485 Receitas de comercialização diferidas 26.784 (26.784) – Operações com retrocessionárias 57.415 (5.319) 52.096 Corretores de resseguros 24.724 (2.702) 22.022 Passivo não circulante 116.080 (18.890) 97.190 Débitos de operações com resseguros e retrocessões 26.911 (18.890) 8.021 Receitas de comercialização diferidas 26.911 (26.911) – Operações com retrocessionárias – 5.319 5.319 Corretores de resseguros – 2.702 2.702 Total do passivo 464.569 (53.695) 410.874 Demonstrações de resultados Prêmios retidos 37.866 (37.866) – Prêmios emitidos líquidos – 175.486 175.486 Variações das provisões técnicas (11.261) (34.958) (46.219) Prêmios ganhos 26.605 102.662 129.267 Sinistros retidos (1.143) 1.143 – Sinistros ocorridos – (8.342) (8.342) Receitas e despesas de comercialização diferidas (4.341) 4.341 – Custos de aquisição – (37.309) (37.309) Outras receitas e despesas operacionais 1.187 (12.252) (11.065) Resultado com retrocessão – (50.243) (50.243) Despesas administrativas (5.903) – (5.903) Despesas com tributos (1.597) – (1.597) Resultado financeiro 12.345 – 12.345 Resultado operacional 27.153 – 27.153 Imposto de renda (6.616) – (6.616) Contribuição social (4.090) – (4.090) Participações sobre o resultado (637) – (637) Lucro líquido do exercício 15.810 – 15.810 Em 03 de dezembro de 2009 a SUSEP emitiu a Circular nº 395, que estabelece a codificação dos ramos de seguro e dispõe sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de contabilização, produzindo efeitos a partir de 01 de janeiro de 2011. Com a nova codificação os ramos do grupo Riscos financeiros (0739 - Garantia financeira/0740 - Garantia de Obrigações privadas/0745 - Garantia de obrigações públicas/0747 - Garantia de concessões públicas/0750 - Garantia Judicial) são classificados em dois novos ramos: 0775 - Garantia Segurado - Setor Público e 0776 e 0775 - Garantia Segurado - Setor Privado, a partir de 01 de janeiro de 2011. Como impacto dessas alterações nas demonstrações financeiras e notas explicativas os ramos antigos apresentam somente cancelamento e reversões de provisões, como um processo de run-office e as novas emissões de prêmios e constituição de provisões estão apresentadas nos novos ramos. As notas explicativas que foram impactadas pelo efeito são: Nota explicativa 17) Detalhamento das contas do resultado, letra “c”- Custo de aquisição e letra “f” – Resultado com retrocessão nos itens Prêmios cedidos em retrocessão, Variação das despesas de retrocessão e Recuperação dos Custos de aquisição. As Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) foram elaboradas pelo método direto. Foram considerados como caixa e equivalente de caixa os saldos apresentados na rubrica contábil caixa, bancos e as aplicações em fundos de investimentos de renda fixa. Administração da Companhia optou por apresentar como informação suplementar, a demonstrações do valor adicionado preparada de acordo com o CPC 9 - demonstração do valor adicionado, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), por entender que essas informações proporcionam uma análise adicional das demonstrações financeiras. 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a. Apuração do resultado As receitas e despesas foram reconhecidas pelo regime de competência. A contabilização dos prêmios de resseguros é feita na data de emissão das apólices/contratos. Os prêmios de resseguros, deduzidos dos prêmios cedidos em retrocessão, e as correspondentes despesas/ receitas de comercialização são reconhecidas no resultado de acordo com o prazo de vigência das apólices. Os prêmios de resseguros relativos a riscos vigentes, cujas apólices ainda não foram emitidas, são calculados conforme nota técnica atuarial, que leva em conta a experiência histórica da Companhia. As participações nos lucros a receber sobre os contratos de retrocessão e as participações nos lucros a pagar sobre os prêmios de resseguros emitidos são registradas de acordo com o prazo de vigência das apólices, à medida que os resultados decorrentes dessas retrocessões possam ser estimados com razoável segurança. b. Estimativas contábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor de mercado dos títulos mobiliários, as participações nos lucros cedidos em retrocessão, provisões técnicas e os impostos diferidos. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa essas estimativas e premissas periodicamente. c. Balanços patrimoniais • Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo. • Aplicações Os títulos e valores mobiliários são classificados nas seguintes categorias de acordo com a intenção da Administração em mantê-los até o seu vencimento ou vendê-los antes dessa data: (i) “Títulos disponíveis para a venda” - representadas por títulos e valores mobiliários avaliados pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e, quando aplicável, ajustados pelos seus respectivos valores de mercado, em contrapartida à destacada conta do patrimônio líquido denominada “Ajustes com títulos e valores mobiliários”, líquido dos efeitos tributários; (ii) “Títulos mantidos até o vencimento” - Compreendem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento, sendo contabilizados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data-base das demonstrações financeiras. • Crédito das operações com resseguros e retrocessões, títulos e outros créditos a receber, ativos de resseguro e custos de aquisição diferidos Demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os respectivos rendimentos e variações monetárias auferidos até as datas de encerramento do balanço, combinados com o seguinte aspecto: • Os ativos de resseguro - Provisões técnicas referem-se aos prêmios de retrocessões diferidos, os quais são constituídos pelo valor dos prêmios cedidos em retrocessão, correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. Esta provisão está sendo constituída de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentadas em notas técnicas atuariais - NTA. • Custo de aquisição diferido - As despesas de comercialização com comissões de resseguros a pagar para as seguradoras são diferidas de acordo com o prazo de vigência das apólices. • A Companhia possui contrato de participação nos lucros a pagar sobre os prêmios de resseguro com partes relacionadas e a receber com terceiros, calculada mensalmente e paga anualmente. • Imobilizado e intangível • Os ativos imobilizado e intangível compreendem equipamentos, softwares, móveis e utensílios utilizados na condução dos negócios da Companhia, e são demonstrados ao custo. • Os custos do ativo imobilizado e intangível são reduzidos por depreciação e amortização acumuladas até a data-base destas demonstrações. A depreciação e amortização dos itens do ativo imobilizado e intangível são calculadas segundo o método linear e conforme o período de vida útil estimada dos ativos. As taxas de depreciação e amortização utilizadas estão divulgadas nas notas 10 e 11. • Passivos circulantes e não circulantes Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos respectivos encargos e variações monetárias incorridos até a data-base das demonstrações financeiras. • Receitas de comercialização diferidas, referem-se a recuperação de comissões dos retrocessionários, que são reconhecidas contabilmente pelo período de vigência das apólices. • As provisões técnicas são constituídas de acordo com as determinações do CNSP e da SUSEP, cujos critérios, parâmetros e fórmulas são documentadas em notas técnicas atuariais - NTA. • A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelo valor dos prêmios de resseguros correspondente ao período restante de cobertura do risco, calculada linearmente pelo método “pro rata dia”. A PPNG inclui um valor que corresponde aos prêmios estimados dos riscos vigentes, mas não emitidos (“RVNE”); Esta provisão está sendo constituída conforme cálculo atuarial atendendo ao disposto nas Resoluções CNSP 162/06, 195/08 e 204/09. • A provisão de sinistros a liquidar (PSL) é constituída por estimativa de valor a indenizar com base nos avisos de sinistros recebidos, e ajustada, periodicamente, com base nas análises efetuadas pelas áreas técnicas. Seu valor é determinado com base nos critérios estabelecidos pelas Resoluções CNSP nº 162/2006 e 195/08. • A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) é constituída com base na Circular SUSEP nº 283 de 24 de janeiro de 2005. • O TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado com objetivo de averiguar a adequação do montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas pela SUSEP. Foram apurados os fluxos de caixa estimados para prêmios, sinistros, comissões e despesas, por ramo ou grupo de ramos com características de riscos similares, e mensurados na data-base descontando-os através de estrutura a termos da taxa de juros livre de risco (ETTJ), apresentada no artigo “A estrutura a termo de taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e testes”, divulgado pela SUSEP. Foram consideradas premissas atuariais baseadas em dados contábeis do ano de 2011 e a projeção dos sinistros a serem pagos baseados em dados históricos de julho de 2008 a dezembro de 2011. O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº 410/2010 em linha com o requerido pelo CPC 11. Nos termos dessa norma, foram utilizados dados atualizados, informações fidedignas e considerações realistas, em consistência com as informações presentes no mercado financeiro. Caso seja identificada qualquer insuficiência, registra-se, imediatamente, uma provisão complementar àquelas já registradas na data do teste, em contrapartida ao resultado do período, primeiramente reduzindo-se despesas de comercialização diferidas e ativos intangíveis diretamente relacionados aos contratos de seguros. O cálculo realizado não revelou passivos a constituir em 31 de dezembro de 2011. • Segundo o CPC 25, uma provisão é reconhecida no balanço da Companhia quando existe uma obrigação presente como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões para contingências de natureza cível, trabalhista e fiscal são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não tem conhecimento de processos cíveis, fiscais e trabalhistas. • Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro O Imposto de Renda e a Contribuição Social do período corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 mil, para imposto de renda e 15% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. d. Redução ao valor recuperável Ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Método direto - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Evolução do Patrimônio Líquido dez-10 dez-11 104,3 598,3 dez-10 dez-11 130,2 634,6 Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) 61,4% 38,6% Fonte: Susep: 06/11 Mercado JMalucelli (R$ Milhões) (R$ Milhões) Evolução do Patrimônio Líquido dez-10 dez-11 104,3 598,3 dez-10 dez-11 130,2 634,6 Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) 61,4% 38,6% Fonte: Susep: 06/11 Mercado JMalucelli (R$ Milhões) (R$ Milhões) Evolução do Patrimônio Líquido dez-10 dez-11 104,3 598,3 dez-10 dez-11 130,2 634,6 Evolução das Aplicações Financeiras Participação no Mercado Prêmios de Resseguro Total do Grupo Riscos Financeiros (%) 61,4% 38,6% Fonte: Susep: 06/11 Mercado JMalucelli (R$ Milhões) (R$ Milhões) JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br
  • 16.
    nos fluxos decaixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável, tais como: desvalorização significativa e prolongada de instrumentos financeiros reconhecida publicamente pelo mercado, descontinuidade da operação da atividade em que a JMalucelli Resseguradora S.A. investiu, tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos no mínimo anualmente para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. A redução do valor recuperável de ativos é determinada quando o valor contábil residual exceder o valor de recuperação, que será o maior valor entre o valor estimado na venda e o seu valor em uso, determinado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados em decorrência do uso do ativo ou unidade geradora de caixa. Com relação à provisão para recuperabilidade de ativos, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não identificou indicadores de que determinados ativos desta poderiam estar reconhecidos contabilmente por montantes acima do valor recuperável. e. Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem rendimentos sobre fundos investimentos não exclusivos, títulos de renda fixa privados e públicos, e receitas com de créditos tributários. As despesas financeiras abrangem juros pagos nas operações de resseguros, e despesas e encargos com tributos. 4. GERENCIAMENTO DE RISCOS Estrutura de gerenciamento de risco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia. Entendemos ainda que a atividade de gerenciamento de riscos é altamente relevante em virtude da complexidade dos serviços e produtos ofertados e também em função da globalização dos negócios. Por essa razão as atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à nossa realidade. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado. Nesse contexto, nosso processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com, políticas, comitês com funções específicas e estrutura diretiva dedicada, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos, voltados a estas atividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado na sua estrutura de Controles Internos e Compliance (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. A estrutura do processo de gerenciamento de riscos da Companhia permite que os riscos de Resseguro, Crédito, Liquidez, Mercado e Operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. a. Risco operacional Gerenciamento de risco operacional A Companhia define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos que ocasionem ou não a interrupção de negócios. Controle de risco operacional A Companhia possui agentes de controles internos alocados nas gerências operacionais, os quais são responsáveis pela identificação dos riscos e auxílio à gerência de controles internos, responsável pela formalização de matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é de responsabilidade da gerência de controles internos. As principais gerências da Companhia possuem os riscos avaliados conforme metodologia definida. b. Risco de resseguro A Companhia aceita principalmente prêmios de resseguros dos ramos de Seguro Garantia, e tem como objetivo investir em novos e melhores processos de seleção de riscos e precificação e acredita que as técnicas de subscrição de riscos empregadas oferecem vantagem na identificação e seleção dos riscos sobre os contratos de resseguros assumidos. Os departamentos técnicos desenvolveram mecanismos que identificam, quantificam e gerenciam exposições acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas. Estratégia de retrocessão Como forma de reduzir o risco foi definida a política de retrocessão, a qual é revisada, no mínimo, anualmente. Dessa definição constam: os riscos a serem cedidos, lista dos retrocessionários e grau de concentração. Os contratos de retrocessão firmados consideram condições proporcionais e não proporcionais, de forma a reduzir a exposição a riscos isolados, além de termos facultativos para determinadas circunstâncias. Casamento de ativos e passivos Um dos aspectos principais no gerenciamento de riscos é o encontro dos fluxos de caixa dos ativos e passivos. Os investimentos financeiros são gerenciados ativamente com uma abordagem de balanceamento entre qualidade, diversificação, liquidez e retorno de investimento. O principal objetivo do processo de investimento é otimizar a relação entre taxa, risco e retorno, alinhando os investimentos aos fluxos de caixa dos passivos. Para tanto, são utilizadas estratégias que levam em consideração os níveis de risco aceitáveis, prazos, rentabilidade, sensibilidade, liquidez, limites de concentração de ativos por emissor e risco de crédito. As estimativas utilizadas para determinar os valores e prazos aproximados para o pagamento de indenizações são periodicamente revisadas. Essas estimativas são inerentemente subjetivas e podem impactar diretamente na capacidade em manter o balanceamento de ativos e passivos. O monitoramento da carteira de contratos de resseguros e retrocessão permite o acompanhamento e a adequação das tarifas praticadas bem como avaliar a eventual necessidade de alterações. São consideradas, também, outras ferramentas de monitoramento: (i) análises de sensibilidade; (ii) verificação de algoritmos e alertas dos sistemas corporativos (aceite, emissão e sinistros); casamento de ativos e passivos. Além disso, o TAP (Teste de Adequação dos Passivos) é realizado, semestralmente, com o objetivo de averiguar a adequação do montante registrado contábil a título de provisões técnicas, considerando as premissas mínimas determinadas pela SUSEP. Resultados do teste de sensibilidade No teste de sensibilidade foram projetados os passivos atuarias e demonstrado o impacto de uma mudança razoavelmente possível em apenas um único fator. Os resultados do teste estão apresentados abaixo: Riscos Financeiros = Sensibilidade em 31 de dezembro de 2011 Sensibilidade Total de Provisão de Sinistros Valor Presente Sinistros Passados Ajustes Sinistros Passados Total de Provisão de Prêmios Valor Presente Sinistros Futuros Ajuste Sinistros Futuros Ajuste Passivos Atuariais Cenário base TAP 25.910 22.406 (3.504) 197.875 33.004 (164.871) – Juros + 1% 25.910 22.267 (3.643) 197.875 32.691 (165.184) – Juros - 1% 25.910 22.549 (3.361) 197.875 33.324 (164.551) – Despesas + 10% 25.910 22.407 (3.503) 197.875 55.368 (142.507) – Sinistralidade + 5% 25.910 22.407 (3.503) 197.875 54.369 (143.506) – Riscos Financeiros (Garantia) em 31 de dezembro de 2010 Sensibilidade Total de Provisão de Sinistros Valor Presente Sinistros Passados Ajustes Sinistros Passados Total de Provisão de Prêmios Valor Presente Sinistros Futuros Ajuste Sinistros Futuros Ajuste Passivos Atuariais Cenário base TAP 9.610 9.426 (184) 172.025 12.194 (159.831) – Juros + 1% 9.610 9.376 (234) 172.025 12.079 (159.946) – Juros - 1% 9.610 9.477 (133) 172.025 12.311 (159.714) – Despesas + 10% 9.610 9.426 (184) 172.025 31.435 (140.590) – Sinistralidade + 5% 9.610 9.426 (184) 172.025 21.332 (150.693) – Ativos financeiros A Companhia utiliza uma série de análises de sensibilidade e testes de stress como ferramentas de gestão de riscos financeiros. Segue abaixo a análise de sensibilidade de instrumentos financeiros considerando cada tipo de risco e percentuais de deterioração, a saber: I) Situação considerada provável pela Administração e que já está contemplada na valorização/deterioração das operações constantes do balanço patrimonial. II) Situação com valorização/deterioração de, pelo menos, 25% na variável de risco considerada (taxa de juros). III) Situação com valorização/deterioração de, pelo menos, 50% na variável de risco considerada (taxa de juros). Posições de Títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2011 Cenário de alta na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III Valorização: Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50% LFT Alta DI 212.035 230 5.760 11.521 CDB-DPGE Alta DI 243.512 264 6.615 13.231 CDB Alta DI 7.020 8 191 381 Efeito líquido 502 12.566 25.133 Cenário de baixa na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III Deterioração: Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50% LFT Queda DI 212.035 (230) (5.760) (11.521) CDB-DPGE Queda DI 243.512 (264) (6.615) (13.231) CDB-DPGE Queda DI 7.020 (8) (191) (381) Efeito líquido (502) (12.566) (25.133) Posições de Títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2010 Cenário de alta na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III Valorização: Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50% LFT Alta DI 7.385 8 196 393 CDB-DPGE Alta DI 57.079 61 1.518 3.037 CDB Alta DI 38.382 41 1.021 2.042 Efeito líquido 110 2.735 5.472 Cenário de baixa na taxa DI Cenário I Cenário II Cenário III Deterioração: Carteira própria - TVM Risco Valor base 1% 25% 50% LFT Queda DI 7.385 (8) (196) (393) CDB-DPGE Queda DI 57.079 (61) (1.518) (3.037) CDB Queda DI 38.382 (41) (1.021) (2.042) Efeito líquido (110) (2.735) (5.472) Limitações da análise de sensibilidade Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante (a alta na taxa DI e baixa na taxa DI) enquanto as outras premissas permanecem inalteradas, pois, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. As análises de sensibilidade não levam em consideração que os ativos e passivos são altamente gerenciados e controlados. Além disso, a posição financeira da Companhia poderá variar na ocasião em que qualquer movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar a exposição a flutuações no mercado e conforme os mercados de investimentos se movimentam através de diversos níveis, as ações de gerenciamento poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação da carteira, entre outras medidas de proteção. Outras limitações nas análises de sensibilidade acima incluem o uso de movimentações hipotéticas no mercado para demonstrar o risco potencial que somente representa a visão da Administração de possíveis mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de considerar como premissa, que todas as taxas de juros se movimentam de forma idêntica. Apuração ao valor justo A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os valores de referência foram definidos como se segue: • Nível I: títulos com cotação em mercado ativo; • Nível II: títulos não cotados nos mercados abrangidos no “Nível 1” mas que cuja precificação é direta ou indiretamente observável; • Nível III: títulos que não possuem seu valor justo determinado com base em um mercado observável. 31 de dezembro de 2011 Nível I Nível II Nível III Total Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda 167.250 216.879 – 384.129 Total 167.250 216.879 – 384.129 31 de dezembro de 2010 Nível I Nível II Nível III Total Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda 23.089 43.837 – 66.926 Total 23.089 43.837 – 66.926 Além dos instrumentos financeiros apresentados acima, a Companhia possui CDBs valorizados pelo custo contábil, conforme demonstrado na nota 5. c. Desenvolvimento de sinistros O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de resseguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões. Partindo do ano em que o sinistro foi avisado, a parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia a medida que as informações mais precisas a respeito da frequência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação dos montantes com os saldos contábeis. Ano de aviso do sinistro 2008 2009 2010 2011 Total Montante estimado para os sinistros • No ano do aviso 1.258 5.308 5.655 19.476 – • Um ano após o aviso 944 3.258 4.888 – – • Dois anos após o aviso 944 3.360 – – – • Três anos após o aviso 944 – – – – Estimativa dos sinistros na data-base (Dezembro de 2011) 944 3.360 4.888 19.476 28.668 Pagamentos de sinistros efetuados 944 3.279 3.239 2.368 9.830 Sinistros Pendentes 81 1.649 17.108 18.838 Ano de aviso do sinistro 2008 2009 2010 Total Montante estimado para os sinistros • No ano do aviso 1.258 5.308 5.655 – • Um ano após o aviso 944 3.258 – – • Dois anos após o aviso 944 – – – Estimativa dos sinistros na data-base (Dezembro de 2010) 944 3.258 5.655 9.857 Pagamentos de sinistros efetuados 944 2.545 1.668 5.157 Sinistros Pendentes – 713 3.987 4.700 d. Risco de crédito Risco de crédito é a possibilidade da contraparte de uma operação financeira não cumprir ou sofrer alteração na capacidade de honrar suas obrigações contratuais, podendo gerar assim alguma perda para a Companhia. O gerenciamento de risco de crédito inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por Companhias avaliadoras de riscos, tais Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s entre outras. Exposições ao crédito de resseguro A Companhia está exposta a concentrações de risco com retrocessionárias individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa estrita de retrocessionárias que possuem classificações de crédito aceitáveis. A Companhia adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de retrocessão, limitando as que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das retrocessionárias é avaliado regularmente. e. Risco de liquidez Forte posição de liquidez e mantida através de política de gerenciamento de liquidez para manter recursos financeiros suficientes para cumprir suas obrigações à medida que estas atinjam seu vencimento. Gerenciamento de risco de liquidez O gerenciamento do risco de liquidez é realizado pela Administração e tem por objetivo controlar os diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos instrumentos financeiros utilizados na gestão das posições financeiras. O conhecimento e o acompanhamento desse risco são cruciais, sobretudo para habilitar a Companhia a liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro. Controle de risco de liquidez A Companhia tem uma política de liquidez aprovada no âmbito do Comitê de Investimentos. Nessa política estão definidos os níveis mínimos de liquidez a serem mantidos, assim como os instrumentos para gestão da liquidez em cenário normal e em cenário de crise. Exposição ao risco de liquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de resseguro. A qualidade de nossos investimentos é suficiente para cobrimos as demandas de liquidez. A Administração do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados. 5. APLICAÇÕES Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía aplicações na categoria de “Títulos disponíveis para venda” e “Mantidos até o vencimento”, apresentadas como segue: 31 de dezembro de 2011 Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor de curva Valor contábil Valor de mercado Ajuste no patrimônio líquido LFT (a) – – – 212.035 212.035 212.035 212.020 (15) LTN (a) – – 4.858 – 4.858 4.858 4.858 – Quotas de fundos de investimentos de renda fixa (a) 82.865 – – – 82.865 82.865 82.865 – Quotas de fundos de investimentos renda variável (c) 84.386 – – – 84.386 84.386 84.386 – Total disponíveis para venda (*) 167.251 – 4.858 212.035 384.144 384.144 384.129 (15) CDB(b) – – 7.020 – 7.020 7.020 7.020 CDB-DPGE (b) – – – 243.512 243.512 243.512 243.512 – Total mantidos até o vencimento (*) – – 7.020 243.512 250.532 250.532 250.532 – Total aplicações 167.251 – 11.878 455.547 634.676 634.676 634.661 (15) 31 de dezembro de 2010 Sem vencimento Até 6 meses De 6 meses a 1 ano Acima de 1 ano Valor de curva Valor contábil Valor de mercado Ajuste no patrimônio líquido LFT (a) – – – 7.385 7.385 7.385 7.385 – LTN (a) – – – 4.288 4.288 4.288 4.288 – Quotas de fundos de investimentos de renda fixa (a) 9.043 – – – 9.043 9.043 9.043 – Quotas de fundos de investimentos renda variável (c) 14.046 – – – 14.046 14.046 14.046 – CDB (b) – 7.008 25.156 – 32.164 32.164 32.164 – Total disponíveis para venda (*) 23.089 7.008 25.156 11.673 66.926 66.926 66.926 – CDB-DPGE (b) – 3.176 16.234 37.669 57.079 57.079 57.079 – CDB (d) – – – 6.218 6.218 6.218 6.218 – Total mantidos até o vencimento (*) – 3.176 16.234 43.887 63.297 63.297 63.297 – Total aplicações 23.089 10.184 41.390 55.560 130.223 130.223 130.223 – (*) As aplicações financeiras da Companhia estão classificadas nas categorias “Títulos disponíveis para venda” que representam na data-base 61% (27% em 31 de dezembro de 2010) da carteira de investimentos e “Mantidos até o vencimento” representando na data-base 39% (73% em 31 de dezembro de 2010). (a) O valor de mercado dos títulos públicos federais é obtido por meio da utilização de preços divulgados pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. (b) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) foram pactuados com taxa pós-fixada que varia entre 112% e 120% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. (c) Referem-se às quotas de fundos de investimentos não exclusivos que são valorizadas pelo valor da quota informado pelos administradores dos fundos na data de encerramento do balanço. (d) Os Certificados de Depósitos Bancários (CDB) foram pactuados com taxa pré-fixada de 12,95% a.a. e foram registrados pelo seu valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. 6. CRÉDITOS DAS OPERAÇÕES COM SEGUROS E RETROCESSÕES - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE a. Prêmios a receber - Resseguros Os prêmios a receber contemplam os prêmios de resseguro de emissão direta, a provisão para riscos vigentes mas não emitidos e o prêmio mínimo de contratos de excesso de danos firmados com seguradoras. Os prêmios de resseguro emitidos, em média são recebidos em parcela única. 31 de dezembro de 2011 Ramos Prêmios a receber Prêmios RVNE Excesso de danos Total Garantia financeira 159 3 – 162 Garantia obrigações privadas 190 1.422 – 1.612 Garantia obrigações públicas 7.539 1.953 – 9.492 Garantia concessões públicas – 31 – 31 Garantia judicial 4.423 90 – 4.513 Garantia segurado setor público 50.442 4.730 3.127 58.299 Garantia segurado setor privado 4.192 2.025 2.559 8.776 Total 66.945 10.254 5.686 82.885 31 de dezembro de 2010 Ramos Prêmios a receber Prêmios RVNE Excesso de danos Total Garantia financeira 436 72 35 543 Garantia obrigações privadas 17.099 3.101 974 21.174 Garantia obrigações públicas 38.540 4.826 1.252 44.618 Garantia concessões públicas 3.025 480 522 4.027 Garantia judicial 25.832 2.935 696 29.463 Total 84.932 11.414 3.479 99.825 b. Outros créditos operacionais 2011 2010 Participação nos lucros de retrocessão cedida 12.515 9.399 Refere-se à participação nos lucros a receber sobre contratos de prêmio de retrocessão cedido, calculada mensalmente e recebida anualmente. 7. ATIVOS DE RETROCESSÃO - PROVISÕES TÉCNICAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE Os ativos de retrocessão referem-se aos prêmios de retrocessões diferidos que são constituídos pelo valor dos prêmios cedidos em retrocessão, correspondente ao período restante de cobertura do risco, por saldos de recuperação de sinistros do ramo garantia e provisão de sinistros ocorridos mas não avisados do ramo crédito doméstico - risco comercial. a. Despesas de retrocessão diferidas 31 de dezembro de 2011 Ramos PPNG RCD PPNG Líquida Garantia financeira 192 (65) 127 Garantia obrigações privadas 21.154 (7.118) 14.036 Garantia obrigações públicas 34.876 (12.720) 22.156 Garantia concessões públicas 1.276 (478) 798 Garantia judicial 14.349 (4.852) 9.497 Garantia segurado setor público 80.174 (29.521) 50.653 Garantia segurado setor privado 28.663 (10.177) 18.486 Subtotal 180.684 (64.931) 115.753 Contrato de retrocessão - garantia de excesso de danos 5.335 Total 121.088 31 de dezembro de 2010 Ramos PPNG RCD PPNG Líquida Garantia financeira 914 (311) 603 Garantia obrigações privadas 34.242 (11.398) 22.843 Garantia obrigações públicas 71.700 (25.073) 46.627 Garantia concessões públicas 7.272 (2.556) 4.716 Garantia judicial 43.172 (14.357) 28.816 Garantia segurado setor público – – – Garantia segurado setor privado – – – Subtotal 157.300 (53.695) 103.605 Contrato de retrocessão - garantia de excesso de danos 4.963 Total 108.568 b. Sinistros pendentes de pagamento/IBNR 2011 2010 Sinistros pendentes de pagamentos 14.308 2.915 Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados 7.072 4.820 Total 21.380 7.735 8. CUSTOS DE AQUISIÇÃO DIFERIDOS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE As despesas de comercialização são diferidas e amortizadas de acordo com o prazo de vigência das apólices. Despesas de comercialização diferidas de resseguros Ramos 2011 2010 Garantia financeira 73 380 Garantia obrigações privadas 7.183 12.233 Garantia obrigações públicas 12.014 25.045 Garantia concessões públicas 448 2.469 Garantia judicial 5.290 14.683 Garantia segurado setor público 29.030 – Garantia segurado setor privado 10.568 – Total 64.606 54.810 9. TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER Créditos tributários Os créditos tributários referem-se a impostos a compensar no valor de R$ 1.319 em 2011 (R$ 3 em 2010). 10. IMOBILIZADO O ativo imobilizado compreende equipamentos, móveis, máquinas e utensílios utilizados na condução dos negócios da Companhia. Em 31 de dezembro de 2011 Taxa de depreciação anual Custo na aquisição Depreciação do bem Valor contábil Equipamentos de informática 20% 46 (17) 29 Móveis, máquinas e utensílios 10% 66 (19) 47 Telecomunicações 10% 3 (1) 2 Outras imobilizações 7 – 7 Total 122 (37) 85 Em 31 de dezembro de 2010 Taxa de depreciação anual Custo na aquisição Depreciação do bem Valor contábil Equipamentos de informática 20% 46 (7) 39 Móveis, máquinas e utensílios 10% 73 (14) 59 Telecomunicações 10% 3 – 3 Outras imobilizações 7 – 7 Total 129 (21) 108 11. INTANGÍVEL O ativo intangível compreende softwares utilizados na condução dos negócios da Companhia. Em 31 de dezembro de 2011 Taxa de depreciação anual Custo na aquisição Depreciação do bem Valor contábil Software 20% 403 (61) 342 Marcas e patentes 1 – 1 Total 404 (61) 343 Em 31 de dezembro de 2010 Taxa de depreciação anual Custo na aquisição Depreciação do bem Valor contábil Marcas e patentes 1 – 1 Total 1 – 1 12. DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM RESSEGUROS E RETROCESSÕES - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE a. Operações com retrocessionárias Referem-se aos prêmios de retrocessão cedidos, a provisão para riscos vigentes mas não emitidos e o prêmio mínimo de contratos de excesso de danos firmados com retrocessionárias. 31 de dezembro de 2011 Prêmios de Retrocessão Prêmios RVNE Excesso de danos Total Ramos Garantia financeira 79 2 – 81 Garantia obrigações privadas 142 954 – 1.096 Garantia obrigações públicas 3.486 1.469 – 4.955 Garantia concessões públicas – 28 – 28 Garantia judicial 1.643 77 – 1.720 Garantia segurado setor público 25.839 3.248 3.393 32.480 Garantia segurado setor privado 1.538 1.224 3.009 5.771 Total 32.727 7.002 6.402 46.131 31 de dezembro de 2010 Prêmios de Retrocessão Prêmios RVNE Excesso de danos Total Ramos Garantia financeira 209 50 60 319 Garantia obrigações privadas 8.849 2.356 1.846 13.051 Garantia obrigações públicas 18.727 3.905 1.846 24.478 Garantia concessões públicas 1.625 396 953 2.974 Garantia judicial 12.991 2.352 1.250 16.593 Total 42.401 9.059 5.955 57.415 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR
  • 17.
    www.jmalucellire.com.br www.jmalucelli.com.br b. Comissões deresseguros 2011 2010 Ramos Garantia financeira 44 418 Garantia obrigações privadas 76 5.010 Garantia obrigações públicas 2.293 10.998 Garantia concessões públicas – 1.562 Crédito interno – 475 Garantia judicial 1.318 6.261 Garantia segurado setor público 15.033 – Garantia segurado setor privado 1.317 – Total 20.081 24.724 c. Outros débitos operacionais Refere-se à participação nos lucros a pagar sobre prêmio de resseguro emitido, estimada mensalmente e paga anualmente conforme contrato, no montante de R$ 12.482 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 6.747 em 31 de dezembro de 2010). 13. PROVISÕES TÉCNICAS - RESSEGURADORAS - CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE a. Provisão de prêmios não ganhos (PPNG) 2011 2010 Ramos Garantia financeira 249 1.330 Garantia obrigações privadas 26.195 45.063 Garantia obrigações públicas 41.594 88.617 Garantia concessões públicas 1.515 8.821 Garantia judicial 18.848 53.872 Garantia segurado setor público 100.764 – Garantia segurado setor privado 37.287 – Subtotal 226.452 197.703 Contrato de resseguro - garantia de excesso de danos 4.738 2.899 Total 231.190 200.602 b. Provisão de sinistros a liquidar (PSL) 2011 2010 Ramos Garantia obrigações privadas 10.411 3.700 Garantia obrigações públicas 1.052 373 Crédito interno 6.973 591 Garantia judicial 36 36 Garantia segurado setor público 243 – Garantia segurado setor privado 123 – Total 18.838 4.700 A provisão de sinistros a liquidar contempla sinistros avisados em processo de regulação de sinistros, sendo que a parte a recuperar da retrocessionária, encontra-se no Ativo. c. Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) 2011 2010 Ramos Crédito doméstico risco comercial 7.072 4.910 14. GARANTIA DAS PROVISÕES TÉCNICAS Provisões técnicas de resseguros e retrocessões 2011 2010 Provisão de prêmios não ganhos 231.190 200.602 Provisão de sinistros a liquidar 18.838 4.700 Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados 7.072 4.910 Total 257.100 210.212 Recuperação de sinistros (14.308) (2.915) Prêmios de retrocessão diferidos (186.019) (162.263) Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (7.072) (4.820) Total (207.399) (169.998) Total a ser coberto 49.701 40.214 Composição dos ativos vinculados Títulos de renda fixa - Públicos 13.103 11.673 Certificados de Depósitos Bancários 55.504 49.570 Total 68.607 61.243 Suficiência de cobertura 18.906 21.029 15. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a. Capital social O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011, é de R$ 562.113 (em 2010 - R$ 70.000) dividido em 473.650.441 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal (em 2010 - 70.000.000 ações ordinárias nominativas, no valor nominal de um real cada) pertencente a acionistas domiciliados no país. Em 17 de Junho de 2011 em Assembléia Geral Extraordinária foi aprovado pelos acionistas o aumento do capital social no montante de R$ 492.113 que passou de R$ 70.000 para R$ 562.113 que encontra-se em fase de homologação na Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. b. Reservas de lucros A reserva legal é constituída ao final de cada exercício na forma prevista na legislação societária brasileira, pela parcela de 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. A Companhia constituiu a reserva estatutária de retenção de lucros, registrada na rubrica “Outras reservas de lucros” com os lucros acumulados do exercício, após as destinações legais. De acordo com o estatuto social da Companhia, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício é levada à aprovação pela Assembléia Geral. c. Dividendos Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido ajustado na forma prevista na legislação societária brasileira. Em 07 de Junho de 2011 em Reunião do Conselho de Administração foi aprovado pelos conselheiros a distribuição de dividendos no valor de R$ 27.100, e no dia 08 de julho de 2011 em Assembleia Geral Extraordinária foi aprovada pelos diretores a distribuição de dividendos no valor de R$ 2.497, já destacados no balanço da Companhia na conta reservas de lucros. Os valores foram pagos para o acionista JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. em 17 de junho de 2011 e 08 de julho de 2011, respectivamente. Segue-se a demonstração do cálculo dos dividendos: 2011 2010 Lucro líquido 31.464 15.810 (–) Reserva legal (1.573) (790) Base de cálculo dos dividendos 29.891 15.020 Dividendos mínimos obrigatórios (25% da base) 7.473 3.755 16. DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO, MARGEM DE SOLVÊNCIA E SUFICIÊNCIA DE CAPITAL 2011 2010 Patrimônio líquido 598.343 104.372 (–) Ativo intangível (343) (1) (–) Créditos tributários – (3) Patrimônio líquido ajustado 598.000 104.368 Margem de solvência: Prêmio retido anual - últimos 12 meses 7.031 7.573 Sinistro retido anual médio - últimos 36 meses 2011 (24 meses 2010) 543 559 Margem de solvência 7.031 7.573 Capital base 60.000 60.000 Capital adicional de subscrição 7.765 11.600 Capital mínimo requerido - CMR 67.765 71.600 Exigência de capital - EC 67.765 71.600 Capital adicional baseado no risco de crédito (Resolução CNSP nº 228 de 2010) 28.724 33.429 Suficiência de capital 501.511 32.768 17. DETALHAMENTO DAS CONTAS DO RESULTADO Principais ramos de atuação a. Prêmios ganhos (bruto de retrocessão) 2011 2010 Ramos Garantia financeira 1.329 1.250 Garantia obrigações privadas 15.948 27.302 Garantia obrigações públicas 43.805 64.719 Garantia concessões públicas 6.437 12.775 Crédito interno 18.659 13.019 Garantia judicial 6.679 10.202 Garantia segurado setor público 54.627 – Garantia segurado setor privado 18.463 – Total 165.947 129.267 b. Sinistralidade (sinistros ocorridos sobre o prêmio ganho brutos de retrocessão) 2011 2010 Ramos Sinistros Ocorridos % sobre o prêmio ganho Sinistros ocorridos % sobre o prêmio ganho Garantia obrigações privadas (8.443) 53 (892) 3 Garantia obrigações públicas (1.402) 3 (1.824) 3 Garantia concessões públicas (23) – – – Crédito interno (10.865) 58 (5.576) 43 Garantia judicial 20 – (50) – Garantia segurado setor público (243) – – – Garantia segurado setor privado (123) 1 – – Total (21.079) 13 (8.342) 6 c. Custo de aquisição Despesas de comercialização com resseguros 2011 2010 Comissão % sobre o prêmio emitido líquido Comissão % sobre o prêmio emitido líquido Garantia financeira (85) 29 (474) 27 Garantia obrigações privadas 618 32 (11.136) 27 Garantia obrigações públicas 653 58 (27.138) 31 Garantia concessões públicas 246 29 (3.357) 38 Crédito interno (3.599) 19 (2.862) 22 Garantia judicial 7.353 28 (4.669) 20 Garantia segurado setor público (44.164) 29 – – Garantia segurado setor privado (15.034) 27 – – Total (54.012) 27 (49.636) 28 A variação das despesas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo credor de R$ 9.797 (e credor de R$ 12.327 em 2010). d. Outras receitas operacionais 2011 2010 Adicional de fracionamento - Prêmios emitidos 287 771 Total 287 771 e. Outras despesas operacionais 2011 2010 Participação nos lucros sobre prêmios de resseguros emitidos (13.743) (11.836) Total (13.743) (11.836) f. Resultado com retrocessão 2011 2010 Prêmios cedidos em retrocessão (164.567) (137.621) Variação das despesas de retrocessão 26.942 34.957 Recuperação de sinistros ocorridos 17.309 7.199 Recuperação dos custos de aquisição 53.902 44.469 Variação das receitas de comercialização diferidas (11.236) (11.500) Outras receitas com operações de retrocessão 13.380 12.253 Total (64.270) (50.243) Prêmios cedidos em retrocessão 2011 2010 Ramos Garantia financeira (238) (1.363) Garantia obrigações privadas 778 (34.072) Garantia obrigações públicas 1.489 (61.029) Garantia concessões públicas 845 (6.732) Crédito interno (18.712) (12.717) Garantia judicial 21.251 (21.708) Garantia segurado setor público (125.373) – Garantia segurado setor privado (44.607) – Total (164.567) (137.621) Variação das despesas de retrocessão - Provisão de prêmio não ganho 2011 2010 Ramos Garantia financeira (518) 521 Garantia obrigações privadas (13.102) 10.675 Garantia obrigações públicas (35.669) 16.867 Garantia concessões públicas (6.413) (3.152) Crédito interno – (39) Garantia judicial (27.783) 10.085 Garantia segurado setor público 80.326 – Garantia segurado setor privado 30.101 – Total 26.942 34.957 Recuperação de sinistros ocorridos O percentual de sinistralidade está calculado utilizando-se a recuperação sinistros ocorridos sobre o valor dos prêmios cedidos em retrocessão, líquidos das variações das despesas de retrocessão (PPNG). 2011 2010 Ramos Recup. Sinistros ocorridos % sobre o prêmio retrocessão Recup. Sinistros ocorridos % sobre o prêmio retrocessão Garantia obrigações privadas 5.446 44 421 1 Garantia obrigações públicas 744 2 1.082 2 Garantia concessões públicas 11 1 857 13 Crédito interno 10.955 59 4.839 38 Garantia judicial – – – – Garantia segurado setor publico 104 – Garantia segurado setor privado 49 – – – Total 17.309 13 7.199 5 Recuperação dos custos de aquisição Receitas de comercialização com retrocessão 2011 2010 Comissão % sobre o prêmio retrocessão Comissão % sobre o prêmio retrocessão Garantia financeira 97 41 281 21 Garantia obrigações privadas (338) 43 7.242 21 Garantia obrigações públicas (721) 48 15.198 25 Garantia concessões públicas (303) 36 3.450 51 Crédito interno 4.529 24 3.807 18 Garantia judicial (5.521) 26 2.990 24 Garantia segurado setor público 42.161 34 – – Garantia segurado setor privado 13.998 31 – – Total 53.902 33 32.968 24 A variação das receitas de comercialização diferidas em 2011 apresentou um saldo devedor de R$ 11.236 (e devedor de R$ 11.500 em 2010). Outras receitas com operações de retrocessão 2011 2010 Participação nos lucros de retrocessão 13.380 12.253 Total 13.380 12.253 g. Despesas administrativas 2011 2010 Pessoal próprio (1.995) (898) Serviços de terceiros (8.696) (4.264) Localização e funcionamento (764) (442) Publicidade e propaganda (71) (69) Despesas com publicações (22) (37) Donativos e contribuições (388) (191) Outras despesas administrativas (6) (2) Total (11.942) (5.903) h. Despesa com tributos 2011 2010 Impostos federais (911) – Impostos municipais (3) (2) Contribuições para a COFINS (1.203) (1.124) Contribuições para o PIS (195) (182) Taxa de fiscalização (389) (289) Total (2.701) (1.597) i. Receitas financeiras 2011 2010 Títulos de renda fixa 34.769 10.336 Receitas com créditos tributários 49 – Com fundos de investimentos 10.352 2.205 Receitas financeiras com operações de seguros – 2 Receitas financeiras eventuais 29 – Total 45.199 12.543 j. Despesas financeiras 2011 2010 Despesas com impostos e contribuições sobre transações financeiras (277) (152) Despesas financeiras eventuais (57) (46) Total (334) (198) 18. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imposto de renda e contribuição social incidentes sobre as operações do exercício 2011 2010 Resultado antes da tributação sobre o lucro e após as participações no lucro 52.265 26.516 Encargos do imposto de renda à alíquota de 25% e da contribuição social à alíquota de 15% (20.906) (10.606) Exclusões (adições) permanentes Outras 105 (100) Imposto de renda e contribuição social devidos sobre o resultado do exercício (20.801) (10.706) 19. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS A Sociedade efetuou operações com partes relacionadas pertencentes ao Grupo JMalucelli. Os principais saldos na data do balanço, bem como as receitas (despesas) do exercício, estão apresentados a seguir: 2011 Ativos (Passivos) Receitas Despesas Paraná Banco S.A. 11 – (181) Porto de Cima Adm. Part. e Serviços S.A. – – (321) JMalucelli Part. em Seguros e Resseguros S.A. (464) – (4.939) Sport Club Corinthians Paranaense S.A. – – (65) 2010 Ativos (Passivos) Receitas Despesas Paraná Banco S.A. 47 – – Porto de Cima Adm. Part. e Serviços S.A. – – (275) JMalucelli Part. em Seguros e Resseguros S.A. – – (1.826) Sport Club Corinthians Paranaense S.A. – – (60) As receitas e despesas com partes relacionadas são constituídas, principalmente, de ressarcimentos de custos e despesas administrativas e patrocínio. Os direitos e obrigações são decorrentes, basicamente de saldos bancários, e participações nos lucros a pagar. As transações com partes relacionadas incluem ainda, as operações com JMalucelli Seguradora conforme demonstrado no quadro abaixo. 2011 Descrição Ativos (Passivos) Receitas Despesas Prêmios emitidos de resseguros 66.065 164.676 – Recuperação de indenização de resseguro (11.960) 1.026 (11.133) Comissão sobre prêmios emitidos de resseguros a pagar (19.788) – (49.523) Participação nos lucros a pagar (12.483) – (13.744) Prêmios a receber - Contrato de excesso de danos 5.686 21.052 (11.788) 2010 Descrição Ativos (Passivos) Receitas Despesas Prêmios emitidos de resseguros 84.435 155.921 – Recuperação de indenização de resseguro (4.203) – (2.806) Comissão sobre prêmios emitidos de resseguros a pagar (24.558) – (46.086) Participação nos lucros a pagar (6.747) – (11.836) Prêmios a receber - Contrato de excesso de danos 3.479 11.017 (6.819) Remuneração dos administradores Aos administradores foi pago a título de remuneração o valor total de R$ 1.194 (R$ 1.578 em 2010), sendo que foi registrado no resultado do exercício na rubrica de “Despesas administrativas - “Honorários da diretoria” (Serviços de terceiros” em 2010). Ainda conforme contrato foi provisionado a participação nos lucros aos administradores. Tal despesa é registrada no resultado do período na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011, o saldo dessa despesa é de R$ 835 (R$ 570 em 2010). 20. OUTRAS INFORMAÇÕES a. Participação dos funcionários nos resultados A Companhia possui programa de participação nos resultados para seus funcionários sendo destinados 7,5% do lucro líquido de cada semestre, limitado a dois salários por ano para cada funcionário, pagos conforme previsto no “Acordo Coletivo de Trabalho Específico sobre a Participação dos Empregados, nos Lucros e Resultados da JMalucelli Resseguradora S.A.”. Tais despesas são registradas no resultado do exercício na rubrica “Participações sobre o resultado”, em 31 de dezembro de 2011 o saldo dessa despesa é de R$ 45 (R$ 67 em 2010). b. Plano de aposentadoria complementar A Companhia é patrocinadora de um plano de aposentadoria complementar para os seus funcionários, que aderiram ao referido plano, na modalidade de contribuição definida, no regime financeiro de capitalização. A Companhia é responsável por custear somente as despesas administrativas e os custos relativos ao prêmio de seguro de benefícios de morte e invalidez dos participantes. As contribuições, em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 9 (R$ 12 em 2010). As contribuições relativas à acumulação das obrigações do plano são inteiramente custeadas pelos participantes. c. Instrumentos financeiros derivativos Durante os exercícios findos em 2011 e 2010 a Companhia não realizou operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos. d. Caixa e equivalentes de caixa Os saldos de caixa e equivalentes de caixa apresentados nas demonstrações dos fluxos de caixa são compostos por: 2011 2010 No início do exercício: Disponibilidades 75 486 Fundos de investimento (nota explicativa 5) 9.043 12.895 Total 9.118 13.381 No final do exercício: Disponibilidades 503 75 Fundos de investimento (nota explicativa 5) 82.864 9.043 Total 83.367 9.118 e. Conciliação entre o lucro líquido e caixa gerado nas atividades operacionais 2011 2010 Lucro líquido do exercício 31.464 15.810 Mais Depreciações e amortizações 77 12 Outras despesas não operacionais 4 – Menos Ajustes com títulos e valores mobiliários (9) – Lucro líquido do exercício ajustado 31.536 15.822 Variações das contas patrimoniais (419.402) (20.051) Variação das aplicações (430.616) (21.078) Variação dos créditos de operações com seguros 13.910 (42.872) Variação dos títulos e créditos a receber (1.294) (24) Variação dos ativos de resseguro - provisões técnicas (26.165) (21.645) Variação dos custos de aquisição diferidos (9.796) (5.695) Variação das contas a pagar 412 1.332 Variação dos débitos de operações com seguros (12.741) 35.331 Variação das provisões técnicas - seguros 46.888 34.600 Caixa líquido gerado nas atividades operacionais (387.866) (4.229) 21. EVENTO RELEVANTE Em 17 de junho de 2011, após a aprovação prévia pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP foi concluído o investimento pela Travelers Brazil Acquisition LLC, controlada pela Travelers Companies Inc., uma Companhia americana de seguros de ramos elementares, na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (controladora da JMalucelli Resseguradora S.A.), mediante a subscrição e a integralização de 191.651.225 ações ordinárias, pelo valor total de R$ 657.113. Em razão do investimento, a Travelers Brazil tornou-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. Com este investimento em sua controladora, a JMalucelli Resseguradora S.A. sofreu um aumento em seu capital social no montante de R$ 492.113 milhões que encontra-se em fase de homologação na SUSEP. O investimento da Travelers Companies possibilitará a JMalucelli Resseguradora uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos, além de explorar o mercado de resseguro garantia na América Latina e criar uma sinergia de know how. Ainda, com o suporte de uma marca conhecida e respeitada internacionalmente como a Travelers, proporcionará à JMalucelli Resseguradora S.A um maior apoio de resseguradores internacionais que são fundamentais na emissão de apólices de grande porte. GERHARD DUTZMANN MIBA - 345 HILÁRIO MARIO WALESKO CRC-PR 29.585/O-9 - CPF: 510.710.969-15 De acordo com o disposto na Resolução CNSP nº 135, de 11/10/2005, e na Circular SUSEP nº 272, de 22/10/2004, foi realizada a Avaliação Atuarial de cada um dos ramos de seguro operacionalizados pela JMalucelli Resseguradora S.A., no exercício de 2011. A Avaliação Atuarial foi elaborada a partir dos efetivos períodos de competência dos riscos assumidos pelos contratos de resseguros em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011, recalculando, para cada ramo, as correspondentes provisões técnicas contabilizadas nestas datas-base. O recálculo das provisões técnicas determina a totalidade dos compromissos financeiros que a Resseguradora terá com o pagamento dos sinistros já ocorridos e que ainda vão ocorrer e com a manutenção dos custos administrativos de todos os contratos de resseguro em vigor em 30/09/2011, 31/10/2011, 30/11/2011 e 31/12/2011, independente da emissão de novos prêmios. Os resultados encontrados demonstram que as provisões técnicas consignadas no Balanço Patrimonial de 31/12/2011 da JMalucelli Resseguradora S.A. estão adequadas, não havendo necessidade de constituição da Provisão de Riscos em Curso e de ajustes de valores, bem como não foi detectada nenhuma situação relevante que comprometa a solvência atuarial da Resseguradora. São Paulo, 17 de fevereiro de 2012 Gerhard Dutzmann Atuário Responsável Técnico - MIBA 345 Ricardo César Pessoa Atuário - MIBA 1076 Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda. CNPJ 57.125.353/0001-35 - CIBA - 33 Eduardo O. Nóbrega Diretor Responsável Técnico JMalucelli Resseguradora S.A. Aos Administradores e Acionistas da JMalucelli Resseguradora S.A. Curitiba - PR Examinamos as demonstrações financeiras da JMalucelli Resseguradora S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da JMalucelli Resseguradora S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Curitiba, 27 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes Alberto Spilborghs Neto CRC 2SP014428/O-6-F-PR Contador CRC 1SP167455/O-0-S-PR NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) ATUÁRIO RESPONSÁVEL CONTADOR RESPONSÁVEL PARECER ATUARIAL RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DIRETORIA JMALUCELLI RESSEGURADORA S.A. CNPJ nº 09.594.758/0001-70 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA S.A. CNPJ nº 84.948.157/0001-33 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR JMALUCELLI SEGURADORA DE CRÉDITO S.A. CNPJ nº 09.064.453/0001-56 Rua Visconde de Nacar, 1.441 - Curitiba - PR ALEXANDRE MALUCELLI Presidente JOÃO GILBERTO POSSIEDE Vice-Presidente EDUARDO DE OLIVEIRA NOBREGA Diretor Técnico