Conceitos Básicos sobre GRD, GRA e Terminologia
Carlos Germano F. Costa.
Engenheiro Agrônomo;
Mestre em Ecologia e Recursos Naturais;
Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente.
ESTACIO FIC
Setor de Estudo: Gestão Ambiental
Introdução
Objetivos de aprendizagem: Ao final deste módulo,
você terá:
Conhecimento de tendências mundiais na ocorrência
de desastres.
Conscientização sobre os riscos naturais e seu
impacto sobre as perspectivas de desenvolvimento.
Compreensão dos conceitos básicos em abrangente
de gestão de riscos de desastres naturais.
Compreensão da importância da formulação e
implementação de estratégias de mitigação global.
Roteiro da apresentação
I - Introdução
• Cada vez mais é reconhecido que as
deficiências das políticas de
desenvolvimento são fatores que
contribuem para a devastação resultante
de riscos naturais. Os desastres são um
problema de desenvolvimento:
• Primeiro, porque certos fenômenos
naturais tendem a ter maiores efeitos
nos países em desenvolvimento do que
nos desenvolvidos.
• Segundo, porque vários fatores
estruturais associadas a um baixo nível
de desenvolvimento exacerbam os
efeitos dos desastres.
Em terceiro lugar, porque o impacto
negativo dos fenômenos naturais sobre
as perspectivas de desenvolvimento a
longo prazo é consideravelmente maior
em países menos desenvolvidos.
I - Introdução
• Assim, confrontar questões de desastres de uma
forma sistemática e coerente deve ser um objetivo
explícito de estratégias de desenvolvimento.
Este módulo introdutório analisa as tendências
mundiais na ocorrência de desastres, distribuição
regional e perdas e danos; introduz os principais
conceitos, definições e critérios para definir os
desastres e apresenta quadros internacionais e
instituições dedicadas à redução do risco de
desastres, prevenção e recuperação.
I - Introdução
Os principais materiais de
aprendizagem do módulo
consiste em duas apresentações, e
várias leituras:
A primeira apresentação explica
em detalhes o que os desastres
são e onde eles ocorrem, e;
A segunda apresentação introduz
os principais conceitos e
terminologia de um sistema de
gestão de desastres
contemporâneo e abrangente.
As leituras trazem detalhes
adicionais sobre a agenda global
de redução de risco, a referência a
quadros e agências internacionais
para entender melhor quem são
os jogadores e seus papéis.
Regiões mais afetadas no mundo.
II - Questões
• Os desastres naturais são imprevisíveis, destrutivos e
frequentemente mortais. Em países expostos a perigos
naturais, desastres colocam um alto custo ao desenvolvimento
humano.
• Um desastre ocorre quando um perigo natural perturba
gravemente o funcionamento de uma comunidade, causando
generalizada perdas: humanas, materiais e/ou ambientais que
excedem a capacidade da comunidade para lidar sem ajuda
externa. E as ações humanas têm um papel crítico na criação
destes tipos de vulnerabilidades aos riscos naturais.
• Ao s eanalisar as tendências na ocorrência de desastres e os
seus impactos, requência e distribuição regional destaca-se a
inter-relação entre a redução do risco de desastres e redução
da pobreza e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A
parte de encerramento da apresentação informa sobre
cooperação e as iniciativas que visam reduzir o risco de
desastres em escala global internacional.
III - Conceitos e terminologia
O enfoque agora relaciona-se com os conceitos básicos relacionados
com a gestão de desastres e os principais elementos de um quadro
global de gestão de desastres.
Os objetivos desta apresentação introdutória são dois:
Ter um entendimento comum de princípios, termos e processos
envolvidos na gestão de desastres.
Guiar a complexidade das questões que profissionais de
desenvolvimento enfrentam quando lidam com desastres naturais.
A abordagem descrita nesta apresentação será utilizado ao longo
deste curso e de Gestão de Riscos de Desastres geral do Programa
de Aprendizagem.
Legislação e diferenças entre países
Ocorrência de Desastres Ambientais
Perdas Humanas por Desastres
Vulnerabilidade
Vulnerabilidade
• População Agrícola Mundial: 3 bilhões de
pessoas (metade da Humanidade).
• População Agrícola Economicamente Ativa: 1,3
bilhões de pessoas (metade da PEA mundial).
• Apenas 2% dessa população possuem tratores e
50% usam tração animal.
• 400 milhões de agricultores não tem acesso a
meios de produção adequados ou suficientes.
• Esses pequenos não possuem áreas adequadas
de cultivo ou não possuem titularidade da terra.
São afetados pela:
• Proletarização/precarização.
• Dependência (patronagem).
• Êxodo e migrações temporárias.
Zonas rurais, pobreza e insegurança alimentar
IV - A Idéia de Progresso e Desenvolvimento
• No século 20, em países e regiões afastadas dos centros da modernização, a idéia
de desenvolvimento ganha força. Na década de 1950, o termo já era empregado
correntemente na literatura econômica e na linguagem comum. A partir daí,
tornou-se um componente ideológico essencial da civilização ocidental
(WALLERSTEIN, 1985).
• A noção de progresso e a idéia de crescimento.
• O mito do progresso.
• As “crises”.
• As teorias desenvolvimentistas.
Acesso e Gestão de recursos Naturais
• Os recursos naturais são
componentes elementares
para a segurança alimentar
das populações nas áreas
rurais, na medida em que
contribuem não só para o
consumo direto de alimentos
dessas populações como
também estão na base de
atividades que possibilitam
às populações comprar
posteriormente esses
mesmos alimentos.
• Apresentam-se sucintamente
algumas questões relativas
ao acesso a recursos
fundiários, recursos hídricos
e biodiversidade, em países
pobres.
•Recursos fundiários - (legislações, acesso a mulheres e jovens, terras
comunitárias, cadastro, demarcação, gestão sustentável etc.).
•Recursos Hídricos - A água é um recurso produtivo essencial para a saúde,
higiene, cultivos e criação de animais, de importância crescente, devido ao
crescimento demográfico, à intensificação da agricultura e às alterações
climáticas e consequente maior escassez de recursos hídricos.
•Biodiversidade - um dos elementos centrais para assegurar a segurança
Alimentar. Segundo dados do IAASTD (2008 apudActionAid 2009), nos últimos
50 anos perdeu-se cerca de 75% da diversidade de sementes utilizadas pelos
agricultores. Acrescente-se que a África detém 17% das florestas mundiais e a
desflorestação, com fins lucrativos ou agrícolas, é um importante motivo de
preocupação.
Políticas de Preços, Crédito e Acesso à Mercados
• Este tópico pretende analisar as possíveis opções que se colocam aos decisores
políticos, no que respeita política de preços, acesso a mercados e financiamento
no contexto da fraca integração entre setores políticos e econômicos, o que
resulta também de antecedentes históricos.
Segurança Alimentar e Agricultura Sustentável
• Até 2008, a África registrou avanços na
redução da proporção de pessoas que
sofrem de fome. No entanto, este
progresso foi ameaçado pelo aumento
exponencial dos preços dos alimentos
que começou no início de 2008, o que
minou a segurança alimentar na região.
• De acordo com estimativas recentes, o
número de subnutridos na África
subsaariana aumentou de 212 milhões
em 2004-06 para 265 milhões em 2009.
• Embora algum progresso tenha sido
alcançado na redução da proporção de
pessoas que sofrem de fome crônica
(redução de 34 para 30%), a desnutrição
têm aumentado de forma constante na
África subsaariana desde 1990-92 (FAO,
2010).
Cooperação Internacional
Eventos catastróficos provocados por riscos naturais,
tecnológicas e ambientais estão cada vez mais ameaçando
ambas as iniciativas de desenvolvimento e de redução da
pobreza sustentáveis.
A perda de vidas humanas e o aumento do custo dos esforços
de reconstrução têm forçado os governos nacionais e
organizações internacionais a colocar a gestão de desastres e
redução de riscos na vanguarda da sua agenda política. As
agências internacionais, existentes e recém-criado, estão
coordenando os esforços dos governos, doadores, setor
privado e sociedade civil para a construção de uma cultura de
prevenção e preparação.
Desastres resultam do desenvolvimento de intervenções
inadequadas.
Risco de desastres não é inevitável mas pode ser gerenciado
e reduzido por meio de políticas e ações de desenvolvimento
adequado.
O desafio para os governos é incorporar a gestão de risco de
desastres no planejamento e decisões de desenvolvimento.
Resumo
Referências
• CAPORAL, F.R.; RAMOS, L.F. Ramos. Da extensão rural convencional
à extensão rural para o desenvolvimento sustentável: enfrentar
desafios para romper a inércia. Brasilia, Setembro 2006, 23 p.
• AGROECOLOGIA. Manejo de pragas e doenças: agricultura familiar,
agroecologia e mercado. n. 6. 2010.
• SARMENTO, F. Gênero, Acesso a Recursos Naturais e
Desenvolvimento Territorial – Programa Regional de Construção de
Capacidades(AECID / FAO). 2010.
• Agências da ONU: World Bank, UNDP, FAO, PNUMA, GFDRR,
PROVENTION, ISDR, etc.

Gestão de Risco de Desastres

  • 1.
    Conceitos Básicos sobreGRD, GRA e Terminologia Carlos Germano F. Costa. Engenheiro Agrônomo; Mestre em Ecologia e Recursos Naturais; Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente. ESTACIO FIC Setor de Estudo: Gestão Ambiental
  • 2.
    Introdução Objetivos de aprendizagem:Ao final deste módulo, você terá: Conhecimento de tendências mundiais na ocorrência de desastres. Conscientização sobre os riscos naturais e seu impacto sobre as perspectivas de desenvolvimento. Compreensão dos conceitos básicos em abrangente de gestão de riscos de desastres naturais. Compreensão da importância da formulação e implementação de estratégias de mitigação global. Roteiro da apresentação
  • 3.
    I - Introdução •Cada vez mais é reconhecido que as deficiências das políticas de desenvolvimento são fatores que contribuem para a devastação resultante de riscos naturais. Os desastres são um problema de desenvolvimento: • Primeiro, porque certos fenômenos naturais tendem a ter maiores efeitos nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos. • Segundo, porque vários fatores estruturais associadas a um baixo nível de desenvolvimento exacerbam os efeitos dos desastres. Em terceiro lugar, porque o impacto negativo dos fenômenos naturais sobre as perspectivas de desenvolvimento a longo prazo é consideravelmente maior em países menos desenvolvidos.
  • 4.
    I - Introdução •Assim, confrontar questões de desastres de uma forma sistemática e coerente deve ser um objetivo explícito de estratégias de desenvolvimento. Este módulo introdutório analisa as tendências mundiais na ocorrência de desastres, distribuição regional e perdas e danos; introduz os principais conceitos, definições e critérios para definir os desastres e apresenta quadros internacionais e instituições dedicadas à redução do risco de desastres, prevenção e recuperação.
  • 5.
    I - Introdução Osprincipais materiais de aprendizagem do módulo consiste em duas apresentações, e várias leituras: A primeira apresentação explica em detalhes o que os desastres são e onde eles ocorrem, e; A segunda apresentação introduz os principais conceitos e terminologia de um sistema de gestão de desastres contemporâneo e abrangente. As leituras trazem detalhes adicionais sobre a agenda global de redução de risco, a referência a quadros e agências internacionais para entender melhor quem são os jogadores e seus papéis. Regiões mais afetadas no mundo.
  • 6.
    II - Questões •Os desastres naturais são imprevisíveis, destrutivos e frequentemente mortais. Em países expostos a perigos naturais, desastres colocam um alto custo ao desenvolvimento humano. • Um desastre ocorre quando um perigo natural perturba gravemente o funcionamento de uma comunidade, causando generalizada perdas: humanas, materiais e/ou ambientais que excedem a capacidade da comunidade para lidar sem ajuda externa. E as ações humanas têm um papel crítico na criação destes tipos de vulnerabilidades aos riscos naturais. • Ao s eanalisar as tendências na ocorrência de desastres e os seus impactos, requência e distribuição regional destaca-se a inter-relação entre a redução do risco de desastres e redução da pobreza e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A parte de encerramento da apresentação informa sobre cooperação e as iniciativas que visam reduzir o risco de desastres em escala global internacional.
  • 7.
    III - Conceitose terminologia O enfoque agora relaciona-se com os conceitos básicos relacionados com a gestão de desastres e os principais elementos de um quadro global de gestão de desastres. Os objetivos desta apresentação introdutória são dois: Ter um entendimento comum de princípios, termos e processos envolvidos na gestão de desastres. Guiar a complexidade das questões que profissionais de desenvolvimento enfrentam quando lidam com desastres naturais. A abordagem descrita nesta apresentação será utilizado ao longo deste curso e de Gestão de Riscos de Desastres geral do Programa de Aprendizagem.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    • População AgrícolaMundial: 3 bilhões de pessoas (metade da Humanidade). • População Agrícola Economicamente Ativa: 1,3 bilhões de pessoas (metade da PEA mundial). • Apenas 2% dessa população possuem tratores e 50% usam tração animal. • 400 milhões de agricultores não tem acesso a meios de produção adequados ou suficientes. • Esses pequenos não possuem áreas adequadas de cultivo ou não possuem titularidade da terra. São afetados pela: • Proletarização/precarização. • Dependência (patronagem). • Êxodo e migrações temporárias. Zonas rurais, pobreza e insegurança alimentar
  • 14.
    IV - AIdéia de Progresso e Desenvolvimento • No século 20, em países e regiões afastadas dos centros da modernização, a idéia de desenvolvimento ganha força. Na década de 1950, o termo já era empregado correntemente na literatura econômica e na linguagem comum. A partir daí, tornou-se um componente ideológico essencial da civilização ocidental (WALLERSTEIN, 1985). • A noção de progresso e a idéia de crescimento. • O mito do progresso. • As “crises”. • As teorias desenvolvimentistas.
  • 15.
    Acesso e Gestãode recursos Naturais • Os recursos naturais são componentes elementares para a segurança alimentar das populações nas áreas rurais, na medida em que contribuem não só para o consumo direto de alimentos dessas populações como também estão na base de atividades que possibilitam às populações comprar posteriormente esses mesmos alimentos. • Apresentam-se sucintamente algumas questões relativas ao acesso a recursos fundiários, recursos hídricos e biodiversidade, em países pobres. •Recursos fundiários - (legislações, acesso a mulheres e jovens, terras comunitárias, cadastro, demarcação, gestão sustentável etc.). •Recursos Hídricos - A água é um recurso produtivo essencial para a saúde, higiene, cultivos e criação de animais, de importância crescente, devido ao crescimento demográfico, à intensificação da agricultura e às alterações climáticas e consequente maior escassez de recursos hídricos. •Biodiversidade - um dos elementos centrais para assegurar a segurança Alimentar. Segundo dados do IAASTD (2008 apudActionAid 2009), nos últimos 50 anos perdeu-se cerca de 75% da diversidade de sementes utilizadas pelos agricultores. Acrescente-se que a África detém 17% das florestas mundiais e a desflorestação, com fins lucrativos ou agrícolas, é um importante motivo de preocupação.
  • 16.
    Políticas de Preços,Crédito e Acesso à Mercados • Este tópico pretende analisar as possíveis opções que se colocam aos decisores políticos, no que respeita política de preços, acesso a mercados e financiamento no contexto da fraca integração entre setores políticos e econômicos, o que resulta também de antecedentes históricos.
  • 17.
    Segurança Alimentar eAgricultura Sustentável • Até 2008, a África registrou avanços na redução da proporção de pessoas que sofrem de fome. No entanto, este progresso foi ameaçado pelo aumento exponencial dos preços dos alimentos que começou no início de 2008, o que minou a segurança alimentar na região. • De acordo com estimativas recentes, o número de subnutridos na África subsaariana aumentou de 212 milhões em 2004-06 para 265 milhões em 2009. • Embora algum progresso tenha sido alcançado na redução da proporção de pessoas que sofrem de fome crônica (redução de 34 para 30%), a desnutrição têm aumentado de forma constante na África subsaariana desde 1990-92 (FAO, 2010).
  • 18.
  • 19.
    Eventos catastróficos provocadospor riscos naturais, tecnológicas e ambientais estão cada vez mais ameaçando ambas as iniciativas de desenvolvimento e de redução da pobreza sustentáveis. A perda de vidas humanas e o aumento do custo dos esforços de reconstrução têm forçado os governos nacionais e organizações internacionais a colocar a gestão de desastres e redução de riscos na vanguarda da sua agenda política. As agências internacionais, existentes e recém-criado, estão coordenando os esforços dos governos, doadores, setor privado e sociedade civil para a construção de uma cultura de prevenção e preparação. Desastres resultam do desenvolvimento de intervenções inadequadas. Risco de desastres não é inevitável mas pode ser gerenciado e reduzido por meio de políticas e ações de desenvolvimento adequado. O desafio para os governos é incorporar a gestão de risco de desastres no planejamento e decisões de desenvolvimento. Resumo
  • 20.
    Referências • CAPORAL, F.R.;RAMOS, L.F. Ramos. Da extensão rural convencional à extensão rural para o desenvolvimento sustentável: enfrentar desafios para romper a inércia. Brasilia, Setembro 2006, 23 p. • AGROECOLOGIA. Manejo de pragas e doenças: agricultura familiar, agroecologia e mercado. n. 6. 2010. • SARMENTO, F. Gênero, Acesso a Recursos Naturais e Desenvolvimento Territorial – Programa Regional de Construção de Capacidades(AECID / FAO). 2010. • Agências da ONU: World Bank, UNDP, FAO, PNUMA, GFDRR, PROVENTION, ISDR, etc.