ANESTESIA PARA CIRURGIA COLORETAL POR VIDEOLAPAROSCOPIA – A TÉCNICA ANESTÉSICA PODE INFLUENCIAR O RESULTADO?Dr. Arthur VitorRosentiSeguradoTSA-SBACET São Paulo - ServiçosMédicos de Anestesia /SMA
Indicações de cirurgia coloretalEndometriose
 Prolapso Retal
 Doença diverticular
 Câncer
 OutrasEventos adversos em cirurgias coloretaisMortalidade1,6% a 7,4% dos casosMorbidadeEm torno de 25%Ragg JL et al. Dis Colon Rectum 2009; 52:1296-1303
Identificando fatores de riscoDefinir desfechoMortalidadeMorbidadeTempo de internação, admissão em UTI, satisfação do pacienteMútiplas variáveisPré, intra e pós-operatóriasTécnica anestésica????
Possum e P-PossumPrytherch D et al. Br J Surg 1998; 85(9):1217-1220.
CR-PossumTekkis P et al. Br J Surg 2004; 91:1174-1182.
Possum x P-Possum x CR-PossumRevisão sistemáticaP-Possum é superiorln(R/1-R) = -9.065 + (0.1692 * escorefisiológico) + (0.1550 * escoreoperatório)Richards C et al. Br J Surg 2010; 97(S2):56
Estratificação de risco em cirurgias coloretais de grande porte887 pacientes, só dados pré-operatórios Mortalidade (i=4,51%)ASA III a VIdadeNúmero de comorbidadesInexperiência do cirurgiãoFatores de risco independentesRagg JL et al. Dis Colon Rectum 2009;52:1296-1303
Estratificação de risco em cirurgias coloretais de grande porteMorbidade (i=19,6%. Graus III, IV e V da escala de Clavien)ASA III a VOperação de urgência (peritonite, obstrução, sangramento)cirurgia de extirpação do retoFatores pouco manipuláveis!Ragg JL et al. Dis Colon Rectum 2009;52:1296-1303
Classificação de complicações cirúrgicas de ClavienI - Any deviation from the normal postoperative course without the need for pharmacologic treatment or surgical, endoscopic and radiologic interventions. Allowed therapeutic regimens are drugs, such as antiemetics, antipyretics, analgesics, diuretics, electrolytes, and physiotherapy. This grade also includes wound infections opened at the bedside.II - Requiring pharmacologic treatment with drugs other than such allowed for Grade I complications. Blood transfusions and total parenteral nutrition are also included.III - Requiring surgical, endoscopic, or radiologic interventionIV - Life-threatening complication (including central nervous system complications) requiring intermediate care or intensive care unit managementV - Death of a patientDindo D et al. Ann Surg 2004;240:205–13.
Anestesia como fator de risco de morbi-mortalidadeÍtens avaliadosExperiência do anestesistaTroca de anestesistas em salaMonitorização intraoperatóriaTécnica anestésica  500 pacientes, mesma equipe cirúrgicaVariações de FC e PASangramentoTransfusão de hemoderivadosComplicações pós-operatóriasBottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
Anestesia como fator de risco de morbi-mortalidadeComplicaçõesCardíacas (ICC, arritmias, angina, IAM, PCR), Pulmonares (atelectasia, pneumonia, derrame pleural, insuf. respiratória), VCM prolongada, piora da função renal ou hepática, trombose, TEP, úlcera de estresse, bacteremia sintomática, temperatura ≥ 38,5C, necessidade de antibioticoterapia, seromas, hematomas ou deiscência de parede, ileo˃4 dias, transfusão ˃ 4CH)Bottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
Anestesia como fator de risco de morbi-mortalidadeMaiores complicaçõesASA III e IVCirurgias de emergênciaSangramento, tempo cirúrgico elevadoAnestesista inexperiente cirurgias longas e de emergênciaBottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
Papel da anestesiaMortalidade e morbidadeReabilitação precoce
Fast Track em cirurgia coloretalMelhora no cuidado perioperatórioTécnica anestésicaCirurgia minimamente invasivaMenor stress cirúrgicoInício na década de 90Tempo de internação de 2 a 3 diasEvidência científica consistenteWind et al. Br J Surg 2006; 93: 800–09
Fast Track em cirurgia coloretalAbordagem multimodal e multidisciplinarRecuperaçãoacelerada e menormorbidadeKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
Fast Track em cirurgia coloretalPré-operatórioAvaliaçãopré-operatóriaCompensaçãopré-operatóriaPerioperatórioAnestesiaCirurgiaDisfunção de órgãosPós-operatório imediatoResposta ao estresse cirúrgicoDorNáusea, vômitos, íleoReposição hídricaMobilizaçãoNutriçãoCansaço e distúrbios do sonoPós-operatório tardioDorCansaço e distúrbios do sonoConvalescênciaKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
Fast Track em cirurgia coloretalMétodos baseados em evidênciasInformação preoperatória e otimização da disfunção orgânicaAnalgesia peridural ou analgesia multimodal sem opióidesReposição volêmica comedida ou baseada em objetivosNão realizar preparo de cólonNão usar drenos de rotinaNão usar SNG de rotinaAlimentação e mobilização precoceConsiderar carboidrato pré-operatórioCuidados de enfermagem e critérios de alta bem definidosFast Track X cirurgia tradicionalMenor ÍleoMaior massa e força muscular, maior capacidade de exercícioMaior ingesta de proteínas e fontes de energiaMenor morbidade cardio-pulmonarAlta precoceNão promove maior reinternaçãoMenor período de convalescênciaCusto reduzidoKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
Boas práticas anestésicas em cirurgia coloretalwww.sma.com.brwww.anestesiasegura.com
Visita pré-anestésicaEmergência ou eletivaHistória clínica e exames laboratoriaisNecessidade de UTI no pós-operatórioIdentificar via aérea difícilPlanejar acesso venoso, monitorização e analgesiaTermos de consentimento informado
Sala de cirurgiaChecagem do material de anestesiaTime out (checagem de segurança)	- Identificação do paciente	- Checagem do procedimento cirúrgico	- Checagem da lateralidade	- Materiais em sala
Monitorização
AnalgesiaPCA periduralPCA venosaRevisão sistemáticaMelhor controle da dor com PCA periduralEquivalentes quanto a alta precece ou íleo prolongadoLevy B et al. Colorectal Dis. 2010 Jan;(12)1:5-15
Posicionamento
PosicionamentoBraços ao longo do corpoMonitorizaçãoColeta de amostras de sangueVenoclise periféricaPernas espaçadas e fixasTrendelemburg acentuadoDificuldade ventilatória

Aula Cirurgias Coloretais COPA 2010 - Dr. Arthur Segurado

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    ANESTESIA PARA CIRURGIACOLORETAL POR VIDEOLAPAROSCOPIA – A TÉCNICA ANESTÉSICA PODE INFLUENCIAR O RESULTADO?Dr. Arthur VitorRosentiSeguradoTSA-SBACET São Paulo - ServiçosMédicos de Anestesia /SMA
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    Indicações de cirurgiacoloretalEndometriose
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    OutrasEventos adversosem cirurgias coloretaisMortalidade1,6% a 7,4% dos casosMorbidadeEm torno de 25%Ragg JL et al. Dis Colon Rectum 2009; 52:1296-1303
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    Identificando fatores deriscoDefinir desfechoMortalidadeMorbidadeTempo de internação, admissão em UTI, satisfação do pacienteMútiplas variáveisPré, intra e pós-operatóriasTécnica anestésica????
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    Possum e P-PossumPrytherchD et al. Br J Surg 1998; 85(9):1217-1220.
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    CR-PossumTekkis P etal. Br J Surg 2004; 91:1174-1182.
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    Possum x P-Possumx CR-PossumRevisão sistemáticaP-Possum é superiorln(R/1-R) = -9.065 + (0.1692 * escorefisiológico) + (0.1550 * escoreoperatório)Richards C et al. Br J Surg 2010; 97(S2):56
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    Estratificação de riscoem cirurgias coloretais de grande porte887 pacientes, só dados pré-operatórios Mortalidade (i=4,51%)ASA III a VIdadeNúmero de comorbidadesInexperiência do cirurgiãoFatores de risco independentesRagg JL et al. Dis Colon Rectum 2009;52:1296-1303
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    Estratificação de riscoem cirurgias coloretais de grande porteMorbidade (i=19,6%. Graus III, IV e V da escala de Clavien)ASA III a VOperação de urgência (peritonite, obstrução, sangramento)cirurgia de extirpação do retoFatores pouco manipuláveis!Ragg JL et al. Dis Colon Rectum 2009;52:1296-1303
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    Classificação de complicaçõescirúrgicas de ClavienI - Any deviation from the normal postoperative course without the need for pharmacologic treatment or surgical, endoscopic and radiologic interventions. Allowed therapeutic regimens are drugs, such as antiemetics, antipyretics, analgesics, diuretics, electrolytes, and physiotherapy. This grade also includes wound infections opened at the bedside.II - Requiring pharmacologic treatment with drugs other than such allowed for Grade I complications. Blood transfusions and total parenteral nutrition are also included.III - Requiring surgical, endoscopic, or radiologic interventionIV - Life-threatening complication (including central nervous system complications) requiring intermediate care or intensive care unit managementV - Death of a patientDindo D et al. Ann Surg 2004;240:205–13.
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    Anestesia como fatorde risco de morbi-mortalidadeÍtens avaliadosExperiência do anestesistaTroca de anestesistas em salaMonitorização intraoperatóriaTécnica anestésica 500 pacientes, mesma equipe cirúrgicaVariações de FC e PASangramentoTransfusão de hemoderivadosComplicações pós-operatóriasBottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
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    Anestesia como fatorde risco de morbi-mortalidadeComplicaçõesCardíacas (ICC, arritmias, angina, IAM, PCR), Pulmonares (atelectasia, pneumonia, derrame pleural, insuf. respiratória), VCM prolongada, piora da função renal ou hepática, trombose, TEP, úlcera de estresse, bacteremia sintomática, temperatura ≥ 38,5C, necessidade de antibioticoterapia, seromas, hematomas ou deiscência de parede, ileo˃4 dias, transfusão ˃ 4CH)Bottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
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    Anestesia como fatorde risco de morbi-mortalidadeMaiores complicaçõesASA III e IVCirurgias de emergênciaSangramento, tempo cirúrgico elevadoAnestesista inexperiente cirurgias longas e de emergênciaBottger T et al. Surg Endosc 2009; 23:2016-2025
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    Papel da anestesiaMortalidadee morbidadeReabilitação precoce
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    Fast Track emcirurgia coloretalMelhora no cuidado perioperatórioTécnica anestésicaCirurgia minimamente invasivaMenor stress cirúrgicoInício na década de 90Tempo de internação de 2 a 3 diasEvidência científica consistenteWind et al. Br J Surg 2006; 93: 800–09
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    Fast Track emcirurgia coloretalAbordagem multimodal e multidisciplinarRecuperaçãoacelerada e menormorbidadeKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
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    Fast Track emcirurgia coloretalPré-operatórioAvaliaçãopré-operatóriaCompensaçãopré-operatóriaPerioperatórioAnestesiaCirurgiaDisfunção de órgãosPós-operatório imediatoResposta ao estresse cirúrgicoDorNáusea, vômitos, íleoReposição hídricaMobilizaçãoNutriçãoCansaço e distúrbios do sonoPós-operatório tardioDorCansaço e distúrbios do sonoConvalescênciaKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
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    Fast Track emcirurgia coloretalMétodos baseados em evidênciasInformação preoperatória e otimização da disfunção orgânicaAnalgesia peridural ou analgesia multimodal sem opióidesReposição volêmica comedida ou baseada em objetivosNão realizar preparo de cólonNão usar drenos de rotinaNão usar SNG de rotinaAlimentação e mobilização precoceConsiderar carboidrato pré-operatórioCuidados de enfermagem e critérios de alta bem definidosFast Track X cirurgia tradicionalMenor ÍleoMaior massa e força muscular, maior capacidade de exercícioMaior ingesta de proteínas e fontes de energiaMenor morbidade cardio-pulmonarAlta precoceNão promove maior reinternaçãoMenor período de convalescênciaCusto reduzidoKehlet H et al. Lancet 2003; 362:1921-8
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    Boas práticas anestésicasem cirurgia coloretalwww.sma.com.brwww.anestesiasegura.com
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    Visita pré-anestésicaEmergência oueletivaHistória clínica e exames laboratoriaisNecessidade de UTI no pós-operatórioIdentificar via aérea difícilPlanejar acesso venoso, monitorização e analgesiaTermos de consentimento informado
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    Sala de cirurgiaChecagemdo material de anestesiaTime out (checagem de segurança) - Identificação do paciente - Checagem do procedimento cirúrgico - Checagem da lateralidade - Materiais em sala
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    AnalgesiaPCA periduralPCA venosaRevisãosistemáticaMelhor controle da dor com PCA periduralEquivalentes quanto a alta precece ou íleo prolongadoLevy B et al. Colorectal Dis. 2010 Jan;(12)1:5-15
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    PosicionamentoBraços ao longodo corpoMonitorizaçãoColeta de amostras de sangueVenoclise periféricaPernas espaçadas e fixasTrendelemburg acentuadoDificuldade ventilatória
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    Reposição Volêmica HES5%AlbuminaRL600500400300Modificação no volume sanguíneo2001000306090120150180ControleInícioFinalMinShoemaker Int J Int Care 1996
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    AquecimentoAquecedor de fluídosMantatérmicaColchão térmicoPerda de calor semelhante em cirurgia laparoscópica ou abertaDanielli G et al. Anesth Analg 2002; 95:467-71
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