Memória
Prof. Adriano
Introdução
Memória e aprendizagem
•A memória é a capacidade que têm o homem e
os animais de armazenar informações que
possam ser recuperadas e utilizadas
posteriormente.
•Aprendizagem é apenas o processo de aquisição
das informações que vão ser armazenadas.
AS PRIMEIRAS TENTATIVAS DE EXPLICAÇÃO
• Década de 1920, Karl Lashley (1890-1958) realiza experimentos
pioneiros para localizar as regiões encefálicas da memória.
Os experimentos de Karl Lashley com seu labirinto.
A. O rato sadio acaba
chegando ao ponto de
término, entrando cada vez
menos nos "becos sem saída"
do labirinto.
B. Cada área colorida representa
uma lesão bilateral no cérebro de
um animal.
C. O número de erros aumenta
proporcionalmente à proporção de
córtex cerebral lesado.
“Concepção antilocalizacionista da memória.”
Um aluno de Lashley, o canadense Donald Hebb
(1904-1985), levou à frente a concepção
antilocalizacionista da memória.
• Imaginou que, quando um evento fosse percebido por uma pessoa, certos circuitos do
neocórtex seriam ativados.
• Esses circuitos, então, "representariam" o evento, e a sua evocação (lembrança)
consistiria na reativação deles.
• Com a repetição, a ativação de apenas alguns componentes do circuito já seria suficiente
para evocar o evento.
• Este poderia entrar no sistema nervoso pela visão, e assim envolveria as regiões visuais.
Se entrasse pela audição, envolveria as regiões auditivas...
• A memória, então, seria uma propriedade distribuída, inerente a todos os circuitos
neurais.
• Na década de 1940, as sinapses eram ainda uma hipótese, mas Hebb imaginou que as
conexões mais ativas seriam fortalecidas e estabilizadas, enquanto o contrário ocorreria
com as conexões que permanecessem inativas.
A ideia de redes neurais
• Um outro psicólogo, o britânico David Marr (1945- 1980), já no final
da década de 1970, elaborou um modelo computacional a partir dos
conceitos de Hebb.
• Surgiu então a ideia de redes neuronais, isto é, circuitos de neurônios
(ou chips de computadores ... ) capazes de aprender, armazenando
informações a cada passo para serem utilizadas em etapas
subsequentes de sua operação.
• As redes neuronais são atualmente utilizadas para a construção de
computadores adaptativos, a última geração de máquinas com
capacidade de aprendizagem.
Impasses quanto ao modelo de Hebb/Marr
• O modelo de Hebb/Marr foi criticado porque o número de eventos que
somos capazes de memorizar exigiria um número enorme de circuitos, talvez
acima da nossa real capacidade biológica.
• Além disso, a evocação por ativação parcial poderia resultar em erros, já que
eventos diferentes poderiam ser evocados pelo mesmo conjunto parcial de
componentes.
• Em resposta a essas criticas, Marr sugeriu a existência de um processador
separado que armazenaria as memórias temporariamente para depois
transferi-las ao córtex.
• Esse processador funcionaria como a memória RAM dos computadores, e
tomou-se uma explicação aceitável com a descoberta de que havia realmente
regiões cerebrais - no lobo frontal ' e no lobo temporal - envolvidas com o
armazenamento temporário das informações novas.
SEQUÊNCIA DE PROCESSOS OU PROCESSOS
SEM SEQUÊNCIA? Primeiro processo
• O primeiro processo mnemônico é a aquisição.
• Pode ocorrer por vias sensoriais ou pelos próprios pensamentos
Durante a aquisição ocorre uma seleção:
• Como os eventos são geralmente múltiplos e complexos, os sistemas
de memória só permitem a aquisição de alguns aspectos mais
relevantes para a cognição, mais marcantes para a emoção, mais
focalizados pela nossa atenção, mais fortes sensorialmente, ou
simplesmente priorizados por critérios desconhecidos.
SEQUÊNCIA DE PROCESSOS OU PROCESSOS
SEM SEQUÊNCIA? Segundo processo
• Após a aquisição dos aspectos selecionados de um evento, estes são
armazenados por algum tempo:
• Às vezes por muitos anos, às vezes por não mais que alguns
segundos.
• Esse é o processo de retenção da memória, durante o qual os
aspectos selecionados de cada evento ficam de algum modo
disponíveis para serem lembrados.
• Descobriu-se que a retenção é fortemente influenciada pela presença
de elementos distratores, e que o número de distratores determinará
maior ou menor retenção.
SEQUÊNCIA DE PROCESSOS OU PROCESSOS
SEM SEQUÊNCIA? Terceiro processo
• Com o passar do tempo, alguns desses aspectos ou mesmo todos eles
podem desaparecer da memória:
• é o esquecimento.
• Isso significa que a retenção nem sempre é permanente - aliás, na
maioria das vezes, é temporária.
SEQUÊNCIA DE PROCESSOS OU PROCESSOS
SEM SEQUÊNCIA? Quarto processo
• O último dos processos mnemônicos é a evocação ou lembrança,
através do qual temos acesso à informação armazenada para utilizá-la
mentalmente na cognição e na emoção, por exemplo, ou para
exteriorizá-la através do comportamento.
SEQUÊNCIA DE
PROCESSOS OU
PROCESSOS SEM
SEQUÊNCIA?
TIPOS E SUBTIPOS DE M EMÓRIA
Tipos de memória:
• Quanto ao tempo de retenção.
• Quanto a natureza.
APRENDIZAGEM: AQUISIÇÃO DE DADOS PARA
PENSAR E AGIR
• O processo de aquisição das novas informações que vão ser retidas na
memória é chamado aprendizagem.
• Através dele nos tornamos capazes de orientar o comportamento e o
pensamento.
• Memória é o processo de arquivamento seletivo dessas informações,
pelo qual podemos evocá-las sempre que desejarmos, consciente ou
inconscientemente.
Aprendizagem não associativa
• Esse subtipo de
aprendizagem não
associativa chama-se
habituação.
• Esse subtipo de
aprendizagem não
associativa chama-se
sensibilização.
A forma não associativa de aprendizagem depende de repetição, que é na verdade uma estratégia que
empregamos para memorizar algo.
Aprendizagem
associativa
OS DEFEITOS DA MEMÓRIA: MEMÓRIA DE MENOS
• Henry Molaison (HM) era
portador de epilepsia grave
desde a adolescência.
• Em 1953 foi feita a remoção dos
focos epilépticos situados no
setor medial do lobo temporal,
bilateralmente.
• Logo após a operação constatou-
se melhora do quadro epiléptico,
mas infelizmente também um
grave distúrbio da memória.
OS DEFEITOS DA MEMÓRIA: MEMÓRIA DE
MENOS
• Os neurocirurgiões relataram haver
removido todo o setor medial do lobo
temporal em ambos os lados, e de fato
um exame de ressonância magnética (RM)
morfológica realizado em 1997
demonstrou ausência dessa região
cerebral, com exceção de uma porção
mais posterior, que no entanto poderia
estar funcionalmente alterada.
Após a cirurgia,
• HM não se lembrava da operação, sempre relatava ter 27 anos.
• Não reconhecia os profissionais de saúde que o atendiam.
• Era incapaz de lembrar de qualquer fato que tivesse acontecido a partir de
1953.
• Lembrava-se perfeitamente, entretanto, dos fatos mais antigos de sua vida,
exceto aqueles ocorridos em um período de 2 ou 3 anos imediatamente
precedente à cirurgia.
• O quadro era de uma amnésia anterógrada total!
• Os fatos ocorridos após a lesão de seu sistema nervoso associados a uma
amnésia retrógrada parcial ao período imediatamente anterior à cirurgia, e
tanta mais forte quanto mais próxima do momento da lesão cirúrgica.
• Outras funções foram conservadas...
OS DEFEITOS DA MEMÓRIA: MEMÓRIA DE
MENOS
• O caso HM permitiu
concluir que as regiões
mediais do lobo
temporal participam de
modo fundamental do
processo de
consolidação da
memória explícita
• O caso HM estimulou a observação neurológica de
outros pacientes com déficits da memória
• permitiu especificar melhor quais subtipos da
memória explícita são representados no lobo
temporal medial:
• memória episódica e memória semântica
• e quais estruturas do lobo temporal estão envolvidas
mais especificamente:
• hipocampo? amígdala?
OS DEFEITOS DA MEMÓRIA: MEMÓRIA
DEMAIS
• “Hipermnésia”, incapacidade de esquecer!
• Os casos de hipermnésia são relativamente raros, e
ainda não foi possível compreender sua determinação
neurobiológica.
• Alguns indivíduos autistas apresentam hipermnésia:
são conhecidos como savants pelos educadores e
neuropsicólogos.
MEMÓRIA PROVOCADA
Penfield (1891 -1976) estimulava eletricamente o córtex cerebral
de pacientes acordados...
MEMÓRIA PROVOCADA
• Em um desses casos, ao
estimular o giro temporal
superior de uma mulher,
ouviu dela o seguinte relato:
"Acho que ouvi uma mãe
chamando seu filhinho em
algum lugar. Parece alguma
coisa que aconteceu anos
atrás ... Alguém do lugar onde
eu moro ...
MEMÓRIA PROVOCADA
• "Penfield estimulou o córtex inferotemporal, e obteve da paciente o
seguinte relato:
"-Tive uma lembrança -uma cena em um pátio onde eles estavam
conversando - e eu vi, vi perfeitamente em minha memória".
MEMÓRIA PROVOCADA
• Os resultados obtidos com a
estimulação elétrica de diversas
regiões corticais fortaleceu a ideia de
que existem múltiplos sistemas
mnemônicos.
• Pois estimulação elétrica de regiões
auditivas evocam memórias
auditivas, regiões visuais, memórias
visuais...
Tipos de Memória
MEMÓRIA SENSORIAL
• Estágio inicial da memória
• Retém informações sensoriais,
como visuais, auditivas, olfativas...
• Retem informações por um curto
período frações de segundo a
poucos segundos.
• Ponto de entrada da memória.
Memória de curta duração
MEMÓRIA OPERACIONAL (curto prazo)
Segundo estágio
Após passagem pela memória sensorial, ocorre a primeira seleção do que poderá ser armazenado
durante um tempo um pouco maior, suficiente para orientar o pensamento e o comportamento.
MEMÓRIA OPERACIONAL (curto prazo)
Esta, destina-se a fornecer ao indivíduo a capacidade de reter
informações durante um tempo mínimo necessário para a realização
das operações do dia a dia:
• Compreensão dos fatos
• Raciocínio
• Resolução de problemas
• Ação comportamental
• e muitas outras
MEMÓRIA OPERACIONAL
A memória operacional
lida com dados
provenientes da memória
ultrarrápida, mas não
unicamente dela: utiliza
também informações
armazenadas na memória
de longa duração.
Lesões no córtex
cerebral provocam
diferentes déficits da
memória operacional:
• visuoespacial (em
laranja e amarelo)
• fonológico (em azul)
• executivo(em verde).
• Medindo memória de
trabalho - teste de
Wisconsin
O sujeito é solicitado a
agrupar as cartas como achar
melhor.
O psicólogo o informa a cada
tentativa se acertou ou errou,
e mede o número de
tentativas.
•O envolvimento do
córtex pré-frontal com
essa função é
evidenciado pelo fraco
desempenho dos
pacientes com lesões
pré-frontais no teste
de Wisconsin.
• O macaco deve apontar o cartão
verde, que não cobria o
amendoim na exposição anterior.
• Alguns neurónios do córtex pré-
frontal (E1), registrados durante o
experimento, disparam mais nos
períodos de visualização da pista,
enquanto outros (E2) são mais
ativos durante o período de
retardo, sugerindo que possam
estar mantendo "viva" a
informação de posição dos
cartões coloridos, em relação ao
amendoim.
Pré-frontal
Pode-se concluir que o córtex pré-frontal
sedia o componente executivo da
memória operacional, cuja função é
coordenar as informações visuoespaciais
armazenadas no córtex parieto-occipital
e as informações fonológicas arquivadas
rio córtex temporal esquerdo.
Memória de longa duração
Memória de longa duração
O "objetivo" é prover a nossa mente com um enorme arquivo de dados que
possam ser evocados a qualquer momento, sempre que necessário.
Memória de longa duração
• A cirurgia realizada em HM removeu vários componentes importantes
do lobo temporal medial, todos envolvidos nos mecanismos da
memória.
• (1) o hipocampo
• (2) o córtex entorrinal
• (3) o córtex perirrinal
• (4) o córtex para-hipocampal.
• (5) amígdala,
• O hipocampo é uma
estrutura alongada que se
situa no lobo temporal
medial.
• Na frente dele está a
amígdala, cuja posição é
mostrada no corte B.
• Na figura em A, amígdala e
hipocampo estão
mostrados projetados na
superfície lateral do
encéfalo, mas na verdade
posicionam-se na face
medial.
• Um corte menos inclinado
(C) permite - com maior
ampliação (D) - visualizar as
regiões vizinhas e
funcionalmente
relacionadas ao
hipocampo.
O papel do hipocampo...
•A hipótese mais provável, aceita por
muitos neurocientistas mas ainda não
comprovada, é a de que cada região
cerebral de processamento complexo
armazena informações sob comando
hipocampal.
Mal de Alzheimer:
• Idade
• Genética
• Acúmulo de Placa Beta-Amiloide
• Emaranhados de Tau
• Inflamação Crônica
• Lesões Cerebrais Traumáticas
• Doenças Cardiovasculares
• Estilo de Vida
• Depressão
A progressão do Mal de Alzheimer pode variar
entre os indivíduos:
• Estágio inicial: sintomas leves, como esquecimento
ocasional.
• Estágio intermediário: deterioração cognitiva mais
pronunciada, dificuldade em realizar tarefas diárias.
• Estágio avançado: perda de autonomia, problemas de
comunicação e mobilidade.
• Estágio terminal: dependência completa de cuidados,
impacto grave na saúde e bem-estar.
Doenças da memória
Os achados histopatológicos da doença de
Alzheimer
• 1. Placas de Amiloide: As placas de amiloide são depósitos anormais
de proteína beta-amiloide que se acumulam entre os neurônios no
cérebro.
• 2. Emaranhados Neurofibrilares: Os emaranhados neurofibrilares são
compostos por filamentos retorcidos de proteína tau anormal que se
acumulam dentro das células nervosas.
Memória e aprendizagem tudo sobre essa temática
Memória e aprendizagem tudo sobre essa temática
Memória e aprendizagem tudo sobre essa temática
Memória e aprendizagem tudo sobre essa temática

Memória e aprendizagem tudo sobre essa temática

  • 1.
  • 2.
    Introdução Memória e aprendizagem •Amemória é a capacidade que têm o homem e os animais de armazenar informações que possam ser recuperadas e utilizadas posteriormente. •Aprendizagem é apenas o processo de aquisição das informações que vão ser armazenadas.
  • 3.
    AS PRIMEIRAS TENTATIVASDE EXPLICAÇÃO • Década de 1920, Karl Lashley (1890-1958) realiza experimentos pioneiros para localizar as regiões encefálicas da memória. Os experimentos de Karl Lashley com seu labirinto. A. O rato sadio acaba chegando ao ponto de término, entrando cada vez menos nos "becos sem saída" do labirinto. B. Cada área colorida representa uma lesão bilateral no cérebro de um animal. C. O número de erros aumenta proporcionalmente à proporção de córtex cerebral lesado. “Concepção antilocalizacionista da memória.”
  • 4.
    Um aluno deLashley, o canadense Donald Hebb (1904-1985), levou à frente a concepção antilocalizacionista da memória. • Imaginou que, quando um evento fosse percebido por uma pessoa, certos circuitos do neocórtex seriam ativados. • Esses circuitos, então, "representariam" o evento, e a sua evocação (lembrança) consistiria na reativação deles. • Com a repetição, a ativação de apenas alguns componentes do circuito já seria suficiente para evocar o evento. • Este poderia entrar no sistema nervoso pela visão, e assim envolveria as regiões visuais. Se entrasse pela audição, envolveria as regiões auditivas... • A memória, então, seria uma propriedade distribuída, inerente a todos os circuitos neurais. • Na década de 1940, as sinapses eram ainda uma hipótese, mas Hebb imaginou que as conexões mais ativas seriam fortalecidas e estabilizadas, enquanto o contrário ocorreria com as conexões que permanecessem inativas.
  • 5.
    A ideia deredes neurais • Um outro psicólogo, o britânico David Marr (1945- 1980), já no final da década de 1970, elaborou um modelo computacional a partir dos conceitos de Hebb. • Surgiu então a ideia de redes neuronais, isto é, circuitos de neurônios (ou chips de computadores ... ) capazes de aprender, armazenando informações a cada passo para serem utilizadas em etapas subsequentes de sua operação. • As redes neuronais são atualmente utilizadas para a construção de computadores adaptativos, a última geração de máquinas com capacidade de aprendizagem.
  • 6.
    Impasses quanto aomodelo de Hebb/Marr • O modelo de Hebb/Marr foi criticado porque o número de eventos que somos capazes de memorizar exigiria um número enorme de circuitos, talvez acima da nossa real capacidade biológica. • Além disso, a evocação por ativação parcial poderia resultar em erros, já que eventos diferentes poderiam ser evocados pelo mesmo conjunto parcial de componentes. • Em resposta a essas criticas, Marr sugeriu a existência de um processador separado que armazenaria as memórias temporariamente para depois transferi-las ao córtex. • Esse processador funcionaria como a memória RAM dos computadores, e tomou-se uma explicação aceitável com a descoberta de que havia realmente regiões cerebrais - no lobo frontal ' e no lobo temporal - envolvidas com o armazenamento temporário das informações novas.
  • 7.
    SEQUÊNCIA DE PROCESSOSOU PROCESSOS SEM SEQUÊNCIA? Primeiro processo • O primeiro processo mnemônico é a aquisição. • Pode ocorrer por vias sensoriais ou pelos próprios pensamentos Durante a aquisição ocorre uma seleção: • Como os eventos são geralmente múltiplos e complexos, os sistemas de memória só permitem a aquisição de alguns aspectos mais relevantes para a cognição, mais marcantes para a emoção, mais focalizados pela nossa atenção, mais fortes sensorialmente, ou simplesmente priorizados por critérios desconhecidos.
  • 8.
    SEQUÊNCIA DE PROCESSOSOU PROCESSOS SEM SEQUÊNCIA? Segundo processo • Após a aquisição dos aspectos selecionados de um evento, estes são armazenados por algum tempo: • Às vezes por muitos anos, às vezes por não mais que alguns segundos. • Esse é o processo de retenção da memória, durante o qual os aspectos selecionados de cada evento ficam de algum modo disponíveis para serem lembrados. • Descobriu-se que a retenção é fortemente influenciada pela presença de elementos distratores, e que o número de distratores determinará maior ou menor retenção.
  • 9.
    SEQUÊNCIA DE PROCESSOSOU PROCESSOS SEM SEQUÊNCIA? Terceiro processo • Com o passar do tempo, alguns desses aspectos ou mesmo todos eles podem desaparecer da memória: • é o esquecimento. • Isso significa que a retenção nem sempre é permanente - aliás, na maioria das vezes, é temporária.
  • 10.
    SEQUÊNCIA DE PROCESSOSOU PROCESSOS SEM SEQUÊNCIA? Quarto processo • O último dos processos mnemônicos é a evocação ou lembrança, através do qual temos acesso à informação armazenada para utilizá-la mentalmente na cognição e na emoção, por exemplo, ou para exteriorizá-la através do comportamento.
  • 11.
  • 12.
    TIPOS E SUBTIPOSDE M EMÓRIA Tipos de memória: • Quanto ao tempo de retenção. • Quanto a natureza.
  • 14.
    APRENDIZAGEM: AQUISIÇÃO DEDADOS PARA PENSAR E AGIR • O processo de aquisição das novas informações que vão ser retidas na memória é chamado aprendizagem. • Através dele nos tornamos capazes de orientar o comportamento e o pensamento. • Memória é o processo de arquivamento seletivo dessas informações, pelo qual podemos evocá-las sempre que desejarmos, consciente ou inconscientemente.
  • 15.
    Aprendizagem não associativa •Esse subtipo de aprendizagem não associativa chama-se habituação. • Esse subtipo de aprendizagem não associativa chama-se sensibilização. A forma não associativa de aprendizagem depende de repetição, que é na verdade uma estratégia que empregamos para memorizar algo.
  • 16.
  • 17.
    OS DEFEITOS DAMEMÓRIA: MEMÓRIA DE MENOS • Henry Molaison (HM) era portador de epilepsia grave desde a adolescência. • Em 1953 foi feita a remoção dos focos epilépticos situados no setor medial do lobo temporal, bilateralmente. • Logo após a operação constatou- se melhora do quadro epiléptico, mas infelizmente também um grave distúrbio da memória.
  • 18.
    OS DEFEITOS DAMEMÓRIA: MEMÓRIA DE MENOS • Os neurocirurgiões relataram haver removido todo o setor medial do lobo temporal em ambos os lados, e de fato um exame de ressonância magnética (RM) morfológica realizado em 1997 demonstrou ausência dessa região cerebral, com exceção de uma porção mais posterior, que no entanto poderia estar funcionalmente alterada.
  • 19.
    Após a cirurgia, •HM não se lembrava da operação, sempre relatava ter 27 anos. • Não reconhecia os profissionais de saúde que o atendiam. • Era incapaz de lembrar de qualquer fato que tivesse acontecido a partir de 1953. • Lembrava-se perfeitamente, entretanto, dos fatos mais antigos de sua vida, exceto aqueles ocorridos em um período de 2 ou 3 anos imediatamente precedente à cirurgia. • O quadro era de uma amnésia anterógrada total! • Os fatos ocorridos após a lesão de seu sistema nervoso associados a uma amnésia retrógrada parcial ao período imediatamente anterior à cirurgia, e tanta mais forte quanto mais próxima do momento da lesão cirúrgica. • Outras funções foram conservadas...
  • 20.
    OS DEFEITOS DAMEMÓRIA: MEMÓRIA DE MENOS • O caso HM permitiu concluir que as regiões mediais do lobo temporal participam de modo fundamental do processo de consolidação da memória explícita
  • 21.
    • O casoHM estimulou a observação neurológica de outros pacientes com déficits da memória • permitiu especificar melhor quais subtipos da memória explícita são representados no lobo temporal medial: • memória episódica e memória semântica • e quais estruturas do lobo temporal estão envolvidas mais especificamente: • hipocampo? amígdala?
  • 22.
    OS DEFEITOS DAMEMÓRIA: MEMÓRIA DEMAIS • “Hipermnésia”, incapacidade de esquecer! • Os casos de hipermnésia são relativamente raros, e ainda não foi possível compreender sua determinação neurobiológica. • Alguns indivíduos autistas apresentam hipermnésia: são conhecidos como savants pelos educadores e neuropsicólogos.
  • 23.
    MEMÓRIA PROVOCADA Penfield (1891-1976) estimulava eletricamente o córtex cerebral de pacientes acordados...
  • 24.
    MEMÓRIA PROVOCADA • Emum desses casos, ao estimular o giro temporal superior de uma mulher, ouviu dela o seguinte relato: "Acho que ouvi uma mãe chamando seu filhinho em algum lugar. Parece alguma coisa que aconteceu anos atrás ... Alguém do lugar onde eu moro ...
  • 25.
    MEMÓRIA PROVOCADA • "Penfieldestimulou o córtex inferotemporal, e obteve da paciente o seguinte relato: "-Tive uma lembrança -uma cena em um pátio onde eles estavam conversando - e eu vi, vi perfeitamente em minha memória".
  • 26.
    MEMÓRIA PROVOCADA • Osresultados obtidos com a estimulação elétrica de diversas regiões corticais fortaleceu a ideia de que existem múltiplos sistemas mnemônicos. • Pois estimulação elétrica de regiões auditivas evocam memórias auditivas, regiões visuais, memórias visuais...
  • 27.
  • 28.
    MEMÓRIA SENSORIAL • Estágioinicial da memória • Retém informações sensoriais, como visuais, auditivas, olfativas... • Retem informações por um curto período frações de segundo a poucos segundos. • Ponto de entrada da memória.
  • 29.
  • 30.
    MEMÓRIA OPERACIONAL (curtoprazo) Segundo estágio Após passagem pela memória sensorial, ocorre a primeira seleção do que poderá ser armazenado durante um tempo um pouco maior, suficiente para orientar o pensamento e o comportamento.
  • 31.
    MEMÓRIA OPERACIONAL (curtoprazo) Esta, destina-se a fornecer ao indivíduo a capacidade de reter informações durante um tempo mínimo necessário para a realização das operações do dia a dia: • Compreensão dos fatos • Raciocínio • Resolução de problemas • Ação comportamental • e muitas outras
  • 32.
    MEMÓRIA OPERACIONAL A memóriaoperacional lida com dados provenientes da memória ultrarrápida, mas não unicamente dela: utiliza também informações armazenadas na memória de longa duração.
  • 33.
    Lesões no córtex cerebralprovocam diferentes déficits da memória operacional: • visuoespacial (em laranja e amarelo) • fonológico (em azul) • executivo(em verde).
  • 34.
    • Medindo memóriade trabalho - teste de Wisconsin O sujeito é solicitado a agrupar as cartas como achar melhor. O psicólogo o informa a cada tentativa se acertou ou errou, e mede o número de tentativas.
  • 35.
    •O envolvimento do córtexpré-frontal com essa função é evidenciado pelo fraco desempenho dos pacientes com lesões pré-frontais no teste de Wisconsin.
  • 36.
    • O macacodeve apontar o cartão verde, que não cobria o amendoim na exposição anterior. • Alguns neurónios do córtex pré- frontal (E1), registrados durante o experimento, disparam mais nos períodos de visualização da pista, enquanto outros (E2) são mais ativos durante o período de retardo, sugerindo que possam estar mantendo "viva" a informação de posição dos cartões coloridos, em relação ao amendoim. Pré-frontal
  • 37.
    Pode-se concluir queo córtex pré-frontal sedia o componente executivo da memória operacional, cuja função é coordenar as informações visuoespaciais armazenadas no córtex parieto-occipital e as informações fonológicas arquivadas rio córtex temporal esquerdo.
  • 38.
  • 39.
    Memória de longaduração O "objetivo" é prover a nossa mente com um enorme arquivo de dados que possam ser evocados a qualquer momento, sempre que necessário.
  • 40.
    Memória de longaduração • A cirurgia realizada em HM removeu vários componentes importantes do lobo temporal medial, todos envolvidos nos mecanismos da memória. • (1) o hipocampo • (2) o córtex entorrinal • (3) o córtex perirrinal • (4) o córtex para-hipocampal. • (5) amígdala,
  • 41.
    • O hipocampoé uma estrutura alongada que se situa no lobo temporal medial. • Na frente dele está a amígdala, cuja posição é mostrada no corte B. • Na figura em A, amígdala e hipocampo estão mostrados projetados na superfície lateral do encéfalo, mas na verdade posicionam-se na face medial. • Um corte menos inclinado (C) permite - com maior ampliação (D) - visualizar as regiões vizinhas e funcionalmente relacionadas ao hipocampo.
  • 42.
    O papel dohipocampo... •A hipótese mais provável, aceita por muitos neurocientistas mas ainda não comprovada, é a de que cada região cerebral de processamento complexo armazena informações sob comando hipocampal.
  • 44.
    Mal de Alzheimer: •Idade • Genética • Acúmulo de Placa Beta-Amiloide • Emaranhados de Tau • Inflamação Crônica • Lesões Cerebrais Traumáticas • Doenças Cardiovasculares • Estilo de Vida • Depressão
  • 45.
    A progressão doMal de Alzheimer pode variar entre os indivíduos: • Estágio inicial: sintomas leves, como esquecimento ocasional. • Estágio intermediário: deterioração cognitiva mais pronunciada, dificuldade em realizar tarefas diárias. • Estágio avançado: perda de autonomia, problemas de comunicação e mobilidade. • Estágio terminal: dependência completa de cuidados, impacto grave na saúde e bem-estar.
  • 46.
  • 48.
    Os achados histopatológicosda doença de Alzheimer • 1. Placas de Amiloide: As placas de amiloide são depósitos anormais de proteína beta-amiloide que se acumulam entre os neurônios no cérebro. • 2. Emaranhados Neurofibrilares: Os emaranhados neurofibrilares são compostos por filamentos retorcidos de proteína tau anormal que se acumulam dentro das células nervosas.