Aspectos psíquicos no processo de amamentação   Psic. Patricia Bader  Coordenadora do Serviço de Psicologia HMSL - Itaim Agosto 2007
O torna-se humano ...processo de subjetivação. O nascimento do bicho homem Necessidade x desejo Movimento pulsional O grito como demanda  O advento da linguagem Cadeia significante Histórias familiares
Alguns objetivos de estudos sobre amamentação ... Promoção, proteção e apoio ao aleitamento  Compreender o desmame precoce  Reverter o declínio dessa prática  Duração de amamentação entre gerações  Amamentação na infância e obesidade infantil Fatores de risco para interrupção do aleitamento materno Estimativa de impacto da amamentação sobre a mortalidade infantil Depressão e suas implicações no aleitamento materno O desafio de compreender a vivência da amamentação
Dez passos para o sucesso do aleitamento materno, OMS  2001 1.Ter uma  norma  escrita sobre aleitamento materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde; 2.  Treinar  toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma; 3.  Informar  todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento; 4.  Ajudar  as mães a iniciar a amamentação na primeira meia-hora após o parto; 5.  Mostrar  às mães  como  amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos; 6.  Não dar  a recém-nascidos  nenhum  outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja indicado pelo médico; 7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia; 8.  Encorajar  o aleitamento sob livre demanda; 9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio; 10. Encorajar a formação de grupos de apoio à amamentação para onde as mães devem ser enca-minhadas, logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
Amamentação na mídia
Que difícil ...
Prevalência do aleitamento materno nas capitais brasileiras Sena, Silva, Pereira – 2007 Rev. Assoc. Med. Bras. OBJETIVO:  Estimar a prevalência do aleitamento materno e do aleitamento exclusivo para as capitais brasileiras, para as grandes regiões e para o Brasil, nas idades de 30, 120 e 180 dias, preconizadas por consenso entre especialistas para unificar as estatísticas.  AMOSTRA:  10.778 crianças distribuídas nas idades mencionadas.  RESULTADOS:  As prevalências estimadas de aleitamento materno para o Brasil foram aos 30, 120 e 180 dias, respectivamente, 87,3% (86,8 - 87,7), 77,5% (77,1 - 78,0) e 68,6% (68,2 - 69,1) e, do aleitamento materno exclusivo, nas mesmas idades, 47,5% (46,4 - 48,5), 17,7% (17,2 - 18,3) e 7,7% (7,2 - 8,2). Nas capitais, a variação da freqüência do aleitamento materno exclusivo aos 30 dias foi ampla, oscilando entre 73,4% (Fortaleza) e 25,2% (Cuiabá). Aos 180 dias de vida, as taxas alternaram de 16,9%, em Belém a 2,8%, em Cuiabá.  CONCLUSÃO:  No primeiro semestre de vida houve redução moderada da prevalência do aleitamento materno e queda acentuada da prevalência do aleitamento materno exclusivo. Foram observadas diferenças importantes na freqüência do aleitamento materno exclusivo entre as capitais pesquisadas.
 
 
Percepção das mulheres acerca do contato precoce e da amamentação em sala de parto .  Monteiro,Gomes e Nakano -  Acta Paul. Enferm.  2006 Hospital Amigo da Criança (IHAC) AMOSTRA: 23 parturientes Tipo de parto, 78.3% (n=18) dos partos foram normais, 17.4% (n=4) foram cesáreas e 4.3% (n=1) foram fórceps.  O contato pele-a-pele na primeira meia hora pós-parto ocorreu para 82.6% (n=19) dos binômios. O tempo médio de permanência foi de 12 minutos. à primeira amamentação, 52.2% (n=12) dos bebês sugaram o seio materno conforme o quarto passo da IHAC.
A participação da mulher na realização do quarto passo da IHAC: manifestando sentimentos de ambivalência  " Tava sentindo muita dor, mas eu fiquei muito feliz na hora que eu vi ele ali perto de mim, ali. (...) A gente sofre muito, então a gente, eu vi a carinha assim, baixei um pouquinho e já pedi pra tirar, porque eu não agüentava (rs), não. (...) Porque a gente não quer, né? Perto da gente ali, a gente quer que fica ali, mas, é porque a dor é demais, então a gente, prefere pegar depois.“ "Sentindo-se desajeitada"  "Pôs a criança, assim, a mãe suada, né, põe a criança em cima. Aí eu já achei errado, nessa parte. Ah, achei muito estranho. Ah, porque eu estava suada ali na hora, né. Ah, é muito, ai, eu não gostei, não." (Janete)  "Sentir a criança... compensa o sofrimento"   "Apesar de cansada de tudo que eu passei, as dores, mas pra mim valeu a pena. Que só de eu olhar pra carinha dela, assim, não tem nada assim, que seja mais importante do que o momento. Compensa tudo, as dores, tudo que eu passei".(Alessandra)
Imagem do filho recém-nascido: o impacto entre o esperado e o real   "Eu pensei que tinha acontecido alguma coisa com ela, eu assustei. (...) E, tadinha, ela tava muito judiada, na hora que ela nasceu ela não chorou, e eu jurava que ela já ia sair chorando e não foi assim". "Prontinho bonitinho / sujinho esquisitinho"   "De repente eu vejo ele em cima de mim todo sujinho (...) Ah, sei lá, todo sujinho, esquisitinho. Aí depois eu já vi que era bebê mesmo, assim, sabe? Sei lá, meia. Aí foi onde que eu comecei chorar e já falar com ele, né? (...) Na hora achei ele assim, esquisitinho, sujinho. Sei lá, dá um, não sei se é medo, não sei te explicar..."  "Só depois de pronto, bonitinho. É, eu imaginava que fosse assim. Com lençolzinho, aventalzinho, mas que ele fosse já preparado, assim"essandra) "Será que é meu?"   "Eu olho assim, sabe, penso assim, será que é meu mesmo? Fico apalpando a barriga, assim, será que já saiu daqui mesmo? (...) Porque você fica pensando, fica meio encucada, será que é meu mesmo  
As representações sociais do aleitamento materno para mães de prematuros em unidade de cuidado canguru   . JAVORSKI et al Rev. Latino-Am. Enfermagem - 2004 Objetivo: identificar as representações sociais sobre aleitamento materno de pré-termo As representações encontradas foram:  os bebês saudáveis são alimentados no peito o leite materno confere a proteção preservação da vida de uma criança prematura o aleitamento materno é o complemento da maternidade  amamentar um bebê prematuro é uma experiência difícil e desgastante
Diagnóstico de enfermagem  Nanda  para aleitamento materno Abrao et al, 1997 –Rev. Lat. Am. Enf. American Nursing Diagnosis Association – NANDA Identificar os diagnósticos de enfermagem mais frequentes, relacionados ao aleitamento materno. Os diagnósticos encontrados em percentuais acima de 50% foram:  déficit de conhecimento (100,0%) distúrbio no padrão do sono (75,0%) alteração no padrão de sexualidade (75,0%) amamentação ineficaz (66,6%) mobilidade física prejudicada (66,6%).
Percepção de estudantes do ensino fundamental quanto ao aleitamento materno e a influência da realização de palestras de educação em saúde .  Fujimori, Morais, Franca, et al.  J. Pediatr. (Rio J.) , 2008 OBJETIVO:  Avaliar a percepção de 503 estudantes do ensino fundamental, entre a 4ª e a 8ª série, em relação ao aleitamento materno e a influência de palestra educativa sobre seus conhecimentos. Grupo controle n=215 e de intervenção n=288. RESULTADOS:  A palestra aumentou o número de alunos que responderam que: o leite materno é o mais adequado para a criança  que o ato de amamentar é a forma mais prática de alimentação  redução na intenção de realizar a suplementação alimentar no primeiro mês de vida e na oferta de chupeta ao bebê
 
 
 
Depressão e suas implicações no aleitamento materno Vitolo et al, 2007 – Rev Psiquiatria OBJETIVO:  O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de sintomas depressivos num grupo de mães de crianças entre 12 e 16 meses e suas associações com tempo de aleitamento materno e aspectos do desenvolvimento da criança.  MÉTODO:  Foram avaliadas 263 mães de crianças recrutadas ao nascimento em uma maternidade que atende população de baixo nível socioeconômico.  RESULTADOS:   35,7% das mães apresentaram sintomas de depressão 18,3% apresentaram depressão leve 11%, depressão moderada 6,5%, grave mães sem companheiros e provenientes de famílias não–nucleares apresentaram mais sintomas depressivos as freqüências de aleitamento materno exclusivo por 6 meses e aleitamento materno aos 12 meses foram maiores no grupo de mães sem sintomas depressivos
Depressão materna e interação mãe-bebê no final do primeiro ano de vida Schwengber e Piccinini    Psic.: Teor. e Pesq. 2004   Objetivo: examinar eventuais diferenças na interação mãe-bebê entre mães com e sem depressão no final do primeiro ano de vida do bebê. Amostra: 26 díades mãe-bebê, 11 com mães com indicadores de depressão(Beck) e 15 com mães sem indicadores. Observação do brinquedo livre revelou que mães com indicadores de depressão apresentaram menos comportamentos facilitadores da exploração de brinquedos pelos bebês enquanto seus filhos mostraram mais afeto negativo. Além disso, mães com indicadores de depressão evidenciaram mais apatia, mantiveram menos a atenção de seus filhos nos brinquedos e demonstraram menos ternura e afeição e seus bebês apresentaram mais vocalizações negativas.
 
 
 
Depressão materna e a interação triádica pai-mãe-bebê   Frizzo, Piccinini   Psicol. Reflex. Porto Alegre  2007 O presente estudo examinou as eventuais diferenças na interação triádica (pai-mãe-bebê) e diádica (mãe-bebê, pai-bebê e mãe-pai) em famílias com e sem depressão materna, com bebês de um ano de idade, durante uma sessão de interação livre.  Participaram do estudo 19 famílias, das quais 9 de mães deprimidas e 10 de mães não-deprimidas. Contrariando a hipótese do estudo, não houve diferenças estatisticamente significantes nas interações triádicas entre as famílias com e sem depressão materna.
 
Inventário de Depressão de Beck 1.0.      Não me sinto triste.              1.         Sinto-me triste.              2.         Sinto-me triste continuamente e não posso deixar de sentir-me assim.              3.         Sinto-me tão triste ou tão infeliz que não posso suportá-lo.   2.0.      Não me sinto particularmente desanimado em relação ao futuro.              1.         Sinto-me desanimado em relação ao futuro.              2.         Sinto que não existe nada porque lutar.              3.         O futuro não apresenta nenhuma esperança e as coisas não melhorarão.   3.0.      Não me sinto como um fracassado.              1.         Fracassei mais do que a maioria das pessoas.              2.         Quando olho para trás, o único que vejo é um fracasso atrás do outro.              3.         Sou um fracasso total como pessoa.   4.0.      As coisas me satisfazem tanto como antes.              1.         Não desfruto das coisas tanto como antes.              2.         Já não tenho nenhuma satisfação em relação às coisas.              3.         Estou insatisfeito ou chateado em relação a tudo.    5.0.      Não me sinto particularmente culpado.              1.         Sinto-me culpado em muitas ocasiões.              2.         Sinto-me culpado na maioria das ocasiões.              3.         Sinto-me culpado constantemente.   6.0.      Não acho que esteja sendo castigado.              1.         Sinto que talvez esteja sendo castigado.              2.         Espero ser castigado.              3.         Sinto que estou sendo castigado.   7.0.      Não estou descontente comigo mesmo.              1.         Estou descontente comigo mesmo.              2.         Estou desgostoso comigo mesmo.              3.         Detesto-me.   8.0       Não me considero pior do que qualquer outro.              1.         Autocritico-me por minha debilidade ou por meus erros.              2.         Sempre me culpo por minhas faltas.              3.         Culpo-me por tudo de ruim que acontece.   9.0.      Não tenho nenhum pensamento de suicídio.              1.         Às vezes, penso em me suicidar, mas não o farei.              2.         Desejaria terminar com minha vida.              3.         Suicidar-me-ia se tivesse oportunidade.   10.0.     Não choro mais do que o normal.              1.         Agora, choro mais do que antes.              2.         Choro sempre.              3.         Não posso deixar de chorar mesmo quando me proponho.
11.0.     Não estou particularmente irritado.              1.         Chateio-me ou me irrito mais facilmente do que antes.              2.         Sinto-me sempre irritado.              3.         Agora não me irritam, de nenhuma maneira, coisas que antes me impacientavam.   12.0.     Não perdi o interesse pelos outros.              1.         Estou menos interessado nos outros do que antes.              2.         Perdi grande parte do interesse pelos outros.              3.         Perdi completamente o interesse pelos outros.   13.0.     Tomo minhas próprias decisões.              1.         Evito tomar decisões, mais do que antes.              2.         Para mim, tomar decisão é mais difícil do que antes.              3.         É impossível, para mim, tomar decisões.   14.0.     Não acredito que tenha pior aspecto do que antes.              1.         Não estou preocupado porque pareço envelhecido e pouco atraente.              2.         Noto mudanças constantes em meu aspecto físico que me tornam pouco atraente.              3.         Acho que tenho um aspecto horrível.     15.0.     Trabalho como antes.              1.         Tenho que me esforçar mais para começar a fazer algo.              2.         Tenho que me obrigar a fazer algo.              3.         Sou incapaz de realizar alguma tarefa.   16.0.     Durmo bem como sempre.              1.         Não durmo tão bem quanto antes.              2.         Acordo 1-2 horas antes do habitual e demoro a dormir de novo.              3.         Acordo várias horas antes do habitual e já não posso voltar a dormir.   17.0.     Não me sinto mais cansado do que normalmente.              1.         Canso-me mais do que antes.              2.         Canso-me quando faço qualquer coisa.              3.         Estou cansado demais para fazer qualquer coisa.   18.0.     Meu apetite não diminuiu.              1.         Meu apetite não é tão bom quanto antes.              2.         Agora tenho muito menos apetite.              3.         Perdi completamente o apetite.   19.0.     Não perdi peso ultimamente (se está tentando perder peso, esta pergunta fica invalidada).              1.         Perdi mais de 2 kg. Estou tentando perder peso.              2.         Perdi mais de 4 kg, intencionalmente, comendo menos.              3.         Perdi mais de 7 kg. Sim _____ Não _____              (No caso afirmativo invalidar a resposta)   20.       Não estou preocupado por minha saúde.              1.        Preocupam-me os problemas físicos como dores, etc. O mal-estar no estômago ou                              as gripes.              2.         Preocupam-me as doenças e tenho dificuldade em pensar em outras coisas.              3.         Estou tão preocupado pelas doenças que não posso pensar em outras coisas.   21.0.     Não observei nenhuma mudança em meu interesse pelo sexo.              1.         A relação sexual me atrai menos do que antes.              2.         Estou muito menos interessado no sexo do que antes.              3.         Perdi totalmente o interesse sexual.  
Neste questionário aparecem vários grupos de afirmações. Por favor, leia com atenção cada um deles. A seguir, assinale qual das afirmações de cada grupo descreve melhor seus sentimentos durante a ÚLTIMA SEMANA, INCLUINDO O DIA DE HOJE. Faça um círculo no número que está à esquerda da afirmação que você escolher. Se dentro de um mesmo grupo, existir mais de uma afirmação que considere aplicável a seu caso, marque-a também. Assegure-se de haver lido todas as afirmações dentro de cada grupo antes de fazer a escolha. Qualifica-se somando somente as respostas, a forma de classificar a pontuação é a seguinte:  0 a 12 pontos: pessoa sem depressão clínica 13 a 20: sintomas depressivos leves 21 a 30: depressão moderada 31 ou mais: depressão severa
Obrigada! [email_address]

Aspectos psíquicos no processo de amamentação

  • 1.
    Aspectos psíquicos noprocesso de amamentação Psic. Patricia Bader Coordenadora do Serviço de Psicologia HMSL - Itaim Agosto 2007
  • 2.
    O torna-se humano...processo de subjetivação. O nascimento do bicho homem Necessidade x desejo Movimento pulsional O grito como demanda O advento da linguagem Cadeia significante Histórias familiares
  • 3.
    Alguns objetivos deestudos sobre amamentação ... Promoção, proteção e apoio ao aleitamento Compreender o desmame precoce Reverter o declínio dessa prática Duração de amamentação entre gerações Amamentação na infância e obesidade infantil Fatores de risco para interrupção do aleitamento materno Estimativa de impacto da amamentação sobre a mortalidade infantil Depressão e suas implicações no aleitamento materno O desafio de compreender a vivência da amamentação
  • 4.
    Dez passos parao sucesso do aleitamento materno, OMS 2001 1.Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde; 2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma; 3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento; 4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia-hora após o parto; 5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos; 6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja indicado pelo médico; 7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia; 8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda; 9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio; 10. Encorajar a formação de grupos de apoio à amamentação para onde as mães devem ser enca-minhadas, logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    Prevalência do aleitamentomaterno nas capitais brasileiras Sena, Silva, Pereira – 2007 Rev. Assoc. Med. Bras. OBJETIVO: Estimar a prevalência do aleitamento materno e do aleitamento exclusivo para as capitais brasileiras, para as grandes regiões e para o Brasil, nas idades de 30, 120 e 180 dias, preconizadas por consenso entre especialistas para unificar as estatísticas. AMOSTRA: 10.778 crianças distribuídas nas idades mencionadas. RESULTADOS: As prevalências estimadas de aleitamento materno para o Brasil foram aos 30, 120 e 180 dias, respectivamente, 87,3% (86,8 - 87,7), 77,5% (77,1 - 78,0) e 68,6% (68,2 - 69,1) e, do aleitamento materno exclusivo, nas mesmas idades, 47,5% (46,4 - 48,5), 17,7% (17,2 - 18,3) e 7,7% (7,2 - 8,2). Nas capitais, a variação da freqüência do aleitamento materno exclusivo aos 30 dias foi ampla, oscilando entre 73,4% (Fortaleza) e 25,2% (Cuiabá). Aos 180 dias de vida, as taxas alternaram de 16,9%, em Belém a 2,8%, em Cuiabá. CONCLUSÃO: No primeiro semestre de vida houve redução moderada da prevalência do aleitamento materno e queda acentuada da prevalência do aleitamento materno exclusivo. Foram observadas diferenças importantes na freqüência do aleitamento materno exclusivo entre as capitais pesquisadas.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Percepção das mulheresacerca do contato precoce e da amamentação em sala de parto . Monteiro,Gomes e Nakano - Acta Paul. Enferm. 2006 Hospital Amigo da Criança (IHAC) AMOSTRA: 23 parturientes Tipo de parto, 78.3% (n=18) dos partos foram normais, 17.4% (n=4) foram cesáreas e 4.3% (n=1) foram fórceps. O contato pele-a-pele na primeira meia hora pós-parto ocorreu para 82.6% (n=19) dos binômios. O tempo médio de permanência foi de 12 minutos. à primeira amamentação, 52.2% (n=12) dos bebês sugaram o seio materno conforme o quarto passo da IHAC.
  • 11.
    A participação damulher na realização do quarto passo da IHAC: manifestando sentimentos de ambivalência " Tava sentindo muita dor, mas eu fiquei muito feliz na hora que eu vi ele ali perto de mim, ali. (...) A gente sofre muito, então a gente, eu vi a carinha assim, baixei um pouquinho e já pedi pra tirar, porque eu não agüentava (rs), não. (...) Porque a gente não quer, né? Perto da gente ali, a gente quer que fica ali, mas, é porque a dor é demais, então a gente, prefere pegar depois.“ "Sentindo-se desajeitada" "Pôs a criança, assim, a mãe suada, né, põe a criança em cima. Aí eu já achei errado, nessa parte. Ah, achei muito estranho. Ah, porque eu estava suada ali na hora, né. Ah, é muito, ai, eu não gostei, não." (Janete) "Sentir a criança... compensa o sofrimento" "Apesar de cansada de tudo que eu passei, as dores, mas pra mim valeu a pena. Que só de eu olhar pra carinha dela, assim, não tem nada assim, que seja mais importante do que o momento. Compensa tudo, as dores, tudo que eu passei".(Alessandra)
  • 12.
    Imagem do filhorecém-nascido: o impacto entre o esperado e o real "Eu pensei que tinha acontecido alguma coisa com ela, eu assustei. (...) E, tadinha, ela tava muito judiada, na hora que ela nasceu ela não chorou, e eu jurava que ela já ia sair chorando e não foi assim". "Prontinho bonitinho / sujinho esquisitinho" "De repente eu vejo ele em cima de mim todo sujinho (...) Ah, sei lá, todo sujinho, esquisitinho. Aí depois eu já vi que era bebê mesmo, assim, sabe? Sei lá, meia. Aí foi onde que eu comecei chorar e já falar com ele, né? (...) Na hora achei ele assim, esquisitinho, sujinho. Sei lá, dá um, não sei se é medo, não sei te explicar..." "Só depois de pronto, bonitinho. É, eu imaginava que fosse assim. Com lençolzinho, aventalzinho, mas que ele fosse já preparado, assim"essandra) "Será que é meu?" "Eu olho assim, sabe, penso assim, será que é meu mesmo? Fico apalpando a barriga, assim, será que já saiu daqui mesmo? (...) Porque você fica pensando, fica meio encucada, será que é meu mesmo  
  • 13.
    As representações sociaisdo aleitamento materno para mães de prematuros em unidade de cuidado canguru  . JAVORSKI et al Rev. Latino-Am. Enfermagem - 2004 Objetivo: identificar as representações sociais sobre aleitamento materno de pré-termo As representações encontradas foram: os bebês saudáveis são alimentados no peito o leite materno confere a proteção preservação da vida de uma criança prematura o aleitamento materno é o complemento da maternidade amamentar um bebê prematuro é uma experiência difícil e desgastante
  • 14.
    Diagnóstico de enfermagem Nanda para aleitamento materno Abrao et al, 1997 –Rev. Lat. Am. Enf. American Nursing Diagnosis Association – NANDA Identificar os diagnósticos de enfermagem mais frequentes, relacionados ao aleitamento materno. Os diagnósticos encontrados em percentuais acima de 50% foram: déficit de conhecimento (100,0%) distúrbio no padrão do sono (75,0%) alteração no padrão de sexualidade (75,0%) amamentação ineficaz (66,6%) mobilidade física prejudicada (66,6%).
  • 15.
    Percepção de estudantesdo ensino fundamental quanto ao aleitamento materno e a influência da realização de palestras de educação em saúde . Fujimori, Morais, Franca, et al. J. Pediatr. (Rio J.) , 2008 OBJETIVO: Avaliar a percepção de 503 estudantes do ensino fundamental, entre a 4ª e a 8ª série, em relação ao aleitamento materno e a influência de palestra educativa sobre seus conhecimentos. Grupo controle n=215 e de intervenção n=288. RESULTADOS: A palestra aumentou o número de alunos que responderam que: o leite materno é o mais adequado para a criança que o ato de amamentar é a forma mais prática de alimentação redução na intenção de realizar a suplementação alimentar no primeiro mês de vida e na oferta de chupeta ao bebê
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Depressão e suasimplicações no aleitamento materno Vitolo et al, 2007 – Rev Psiquiatria OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de sintomas depressivos num grupo de mães de crianças entre 12 e 16 meses e suas associações com tempo de aleitamento materno e aspectos do desenvolvimento da criança. MÉTODO: Foram avaliadas 263 mães de crianças recrutadas ao nascimento em uma maternidade que atende população de baixo nível socioeconômico. RESULTADOS: 35,7% das mães apresentaram sintomas de depressão 18,3% apresentaram depressão leve 11%, depressão moderada 6,5%, grave mães sem companheiros e provenientes de famílias não–nucleares apresentaram mais sintomas depressivos as freqüências de aleitamento materno exclusivo por 6 meses e aleitamento materno aos 12 meses foram maiores no grupo de mães sem sintomas depressivos
  • 20.
    Depressão materna einteração mãe-bebê no final do primeiro ano de vida Schwengber e Piccinini   Psic.: Teor. e Pesq. 2004 Objetivo: examinar eventuais diferenças na interação mãe-bebê entre mães com e sem depressão no final do primeiro ano de vida do bebê. Amostra: 26 díades mãe-bebê, 11 com mães com indicadores de depressão(Beck) e 15 com mães sem indicadores. Observação do brinquedo livre revelou que mães com indicadores de depressão apresentaram menos comportamentos facilitadores da exploração de brinquedos pelos bebês enquanto seus filhos mostraram mais afeto negativo. Além disso, mães com indicadores de depressão evidenciaram mais apatia, mantiveram menos a atenção de seus filhos nos brinquedos e demonstraram menos ternura e afeição e seus bebês apresentaram mais vocalizações negativas.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    Depressão materna ea interação triádica pai-mãe-bebê Frizzo, Piccinini Psicol. Reflex. Porto Alegre  2007 O presente estudo examinou as eventuais diferenças na interação triádica (pai-mãe-bebê) e diádica (mãe-bebê, pai-bebê e mãe-pai) em famílias com e sem depressão materna, com bebês de um ano de idade, durante uma sessão de interação livre. Participaram do estudo 19 famílias, das quais 9 de mães deprimidas e 10 de mães não-deprimidas. Contrariando a hipótese do estudo, não houve diferenças estatisticamente significantes nas interações triádicas entre as famílias com e sem depressão materna.
  • 25.
  • 26.
    Inventário de Depressãode Beck 1.0.      Não me sinto triste.             1.         Sinto-me triste.             2.         Sinto-me triste continuamente e não posso deixar de sentir-me assim.             3.         Sinto-me tão triste ou tão infeliz que não posso suportá-lo.   2.0.      Não me sinto particularmente desanimado em relação ao futuro.             1.         Sinto-me desanimado em relação ao futuro.             2.         Sinto que não existe nada porque lutar.             3.         O futuro não apresenta nenhuma esperança e as coisas não melhorarão.   3.0.      Não me sinto como um fracassado.             1.         Fracassei mais do que a maioria das pessoas.             2.         Quando olho para trás, o único que vejo é um fracasso atrás do outro.             3.         Sou um fracasso total como pessoa.   4.0.      As coisas me satisfazem tanto como antes.             1.         Não desfruto das coisas tanto como antes.             2.         Já não tenho nenhuma satisfação em relação às coisas.             3.         Estou insatisfeito ou chateado em relação a tudo.    5.0.      Não me sinto particularmente culpado.             1.         Sinto-me culpado em muitas ocasiões.             2.         Sinto-me culpado na maioria das ocasiões.             3.         Sinto-me culpado constantemente.   6.0.      Não acho que esteja sendo castigado.             1.         Sinto que talvez esteja sendo castigado.             2.         Espero ser castigado.             3.         Sinto que estou sendo castigado.   7.0.      Não estou descontente comigo mesmo.             1.         Estou descontente comigo mesmo.             2.         Estou desgostoso comigo mesmo.             3.         Detesto-me.   8.0       Não me considero pior do que qualquer outro.             1.         Autocritico-me por minha debilidade ou por meus erros.             2.         Sempre me culpo por minhas faltas.             3.         Culpo-me por tudo de ruim que acontece.   9.0.      Não tenho nenhum pensamento de suicídio.             1.         Às vezes, penso em me suicidar, mas não o farei.             2.         Desejaria terminar com minha vida.             3.         Suicidar-me-ia se tivesse oportunidade.   10.0.     Não choro mais do que o normal.             1.         Agora, choro mais do que antes.             2.         Choro sempre.             3.         Não posso deixar de chorar mesmo quando me proponho.
  • 27.
    11.0.     Não estouparticularmente irritado.             1.         Chateio-me ou me irrito mais facilmente do que antes.             2.         Sinto-me sempre irritado.             3.         Agora não me irritam, de nenhuma maneira, coisas que antes me impacientavam.   12.0.     Não perdi o interesse pelos outros.             1.         Estou menos interessado nos outros do que antes.             2.         Perdi grande parte do interesse pelos outros.             3.         Perdi completamente o interesse pelos outros.   13.0.     Tomo minhas próprias decisões.             1.         Evito tomar decisões, mais do que antes.             2.         Para mim, tomar decisão é mais difícil do que antes.             3.         É impossível, para mim, tomar decisões.   14.0.     Não acredito que tenha pior aspecto do que antes.             1.         Não estou preocupado porque pareço envelhecido e pouco atraente.             2.         Noto mudanças constantes em meu aspecto físico que me tornam pouco atraente.             3.         Acho que tenho um aspecto horrível.     15.0.     Trabalho como antes.             1.         Tenho que me esforçar mais para começar a fazer algo.             2.         Tenho que me obrigar a fazer algo.             3.         Sou incapaz de realizar alguma tarefa.   16.0.     Durmo bem como sempre.             1.         Não durmo tão bem quanto antes.             2.         Acordo 1-2 horas antes do habitual e demoro a dormir de novo.             3.         Acordo várias horas antes do habitual e já não posso voltar a dormir.   17.0.     Não me sinto mais cansado do que normalmente.             1.         Canso-me mais do que antes.             2.         Canso-me quando faço qualquer coisa.             3.         Estou cansado demais para fazer qualquer coisa.   18.0.     Meu apetite não diminuiu.             1.         Meu apetite não é tão bom quanto antes.             2.         Agora tenho muito menos apetite.             3.         Perdi completamente o apetite.   19.0.     Não perdi peso ultimamente (se está tentando perder peso, esta pergunta fica invalidada).             1.         Perdi mais de 2 kg. Estou tentando perder peso.             2.         Perdi mais de 4 kg, intencionalmente, comendo menos.             3.         Perdi mais de 7 kg. Sim _____ Não _____             (No caso afirmativo invalidar a resposta)   20.       Não estou preocupado por minha saúde.             1.        Preocupam-me os problemas físicos como dores, etc. O mal-estar no estômago ou                              as gripes.             2.         Preocupam-me as doenças e tenho dificuldade em pensar em outras coisas.             3.         Estou tão preocupado pelas doenças que não posso pensar em outras coisas.   21.0.     Não observei nenhuma mudança em meu interesse pelo sexo.             1.         A relação sexual me atrai menos do que antes.             2.         Estou muito menos interessado no sexo do que antes.             3.         Perdi totalmente o interesse sexual.  
  • 28.
    Neste questionário aparecemvários grupos de afirmações. Por favor, leia com atenção cada um deles. A seguir, assinale qual das afirmações de cada grupo descreve melhor seus sentimentos durante a ÚLTIMA SEMANA, INCLUINDO O DIA DE HOJE. Faça um círculo no número que está à esquerda da afirmação que você escolher. Se dentro de um mesmo grupo, existir mais de uma afirmação que considere aplicável a seu caso, marque-a também. Assegure-se de haver lido todas as afirmações dentro de cada grupo antes de fazer a escolha. Qualifica-se somando somente as respostas, a forma de classificar a pontuação é a seguinte:  0 a 12 pontos: pessoa sem depressão clínica 13 a 20: sintomas depressivos leves 21 a 30: depressão moderada 31 ou mais: depressão severa
  • 29.