GRUHL   Grupo de Humanização ao Luto  Psic. Patricia Bader Coord. Serviço de Psicologia Unidade Itaim Agosto 2008
Luto é um processo de reorganização e adaptação: física, psíquica, social, cultural, econômica,... Um processo inclui etapas e pode se iniciar no ambiente hospitalar, mas dificilmente terá seu fim no mesmo lugar. Normalmente as pessoas enfrentam fases do luto, são elas:negação, revolta, barganha, depressão e aceitação.
OBJETIVO  Facilitar o processo de luto garantindo condições para a melhor forma de enfrentamento.   DE QUE FORMA Elegendo um acompanhante Orientando e facilitando sobre as questões administrativas Oferecendo espaço fisico adequado Mantendo uma boa relação com a família Oferecendo suporte profissional adequado
Estrutura Fase 2 Apresentação  à família Fase 3 Acompanhar à  administração e  até o fim do processo Fase 1   Acionar  Membro do  GRUHL
A equipe de enfermagem acionará o membro do grupo relacionado ao local do óbito Na administração teremos funcionários destinados a cuidar dessas situações Verificar a necessidade em acionar o Serviço de Psicologia Se houver necessidade oferecer aos familiares e solicitar na localização Os integrantes do grupo terão autonomia para tomada de decisões Caso o processo não se encerre durante o seu plantão, apresente o novo integrante Forneça o numero do seu ramal
Questões que as pessoas enlutadas normalmente se fazem Porque isto aconteceu Deus, porque comigo Como posso ajudar alguém que esta sofrendo Acho que vou enlouquecer Homens e mulheres sofrem de formas diferentes Será que poderemos ter outro bebe Quanto tempo esta dor vai durar Ele(a) sofreu muito Eu devo pedir ajuda O que eu aprendi com isto
Cuidando de familiares em situação de luto Olhe no olho das pessoas Escute mais do que fale Suporte o silêncio do outro Quando falar da pessoa morta – refira-se pelo nome ou grau de parentesco Pergunte as familiares se desejam ver o ente falecido No caso de bebês certifique se do desejo da mãe e do pai Verifique condições do corpo e se necessário conte a família
Identifique qual membro da família poderá se encarregar das questões administrativas Seja sincero e afetuoso Pergunte sobre o funeral, se desejam algum rito especial Pergunte sobre outros membros significantes da família e inclua-os no processo Escute suas explicações ou indagações teológicas – mesmo que você não concorde Pergunte se desejam algo especial ou como você poderia ajuda-los Se prometer algo, cumpra Encoragem-os a serem pacientes consigo mesmos
Faca perguntas abertas – Me conte um pouco sobre o que aconteceu, Como você esta se sentindo, ... Responda – na medida do possível – suas questões Permita que eles expressem seus sentimentos e contem suas historias sem julgamento
NÃO FAÇA Não domine a conversa Não faca questões ininterruptamente Não use frases clichês – Eu sei o que você sente, Temos mais um anjinho no céu, Foi melhor assim, ... Não conte historias pessoais como uma forma de consolo Não julgue os sentimentos dos outros Não de conselhos ou faca comentários de assuntos que não saiba responder Nunca compare dores de perdas diferentes – não podemos mensurar a dor do outro Não fale só com um familiar, inclua outros
Importante Embora sejamos profissionais da saúde, tecnicamente preparados para lidar com situações limites, somos antes de tudo sujeitos com histórias de vida únicas. Se por alguma razão – e isso não interessa a ninguém  - a situação de morte que você deve acompanhar lhe for muito mobilizadora PEÇA PARA QUE OUTRO MEMBRO DO GRUHL ACOMPANHE A FAMÍLIA
Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais Oh, pedaço de mim Oh, metade arrancada de mim Leva o vulto teu Que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi Oh, pedaço de mim Oh, metade adorada de mim Lava os olhos meus Que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo A mortalha do amor Adeus     Pedaço de Mim – Chico Buarque

Grupo de humanização ao luto

  • 1.
    GRUHL Grupo de Humanização ao Luto Psic. Patricia Bader Coord. Serviço de Psicologia Unidade Itaim Agosto 2008
  • 2.
    Luto é umprocesso de reorganização e adaptação: física, psíquica, social, cultural, econômica,... Um processo inclui etapas e pode se iniciar no ambiente hospitalar, mas dificilmente terá seu fim no mesmo lugar. Normalmente as pessoas enfrentam fases do luto, são elas:negação, revolta, barganha, depressão e aceitação.
  • 3.
    OBJETIVO Facilitaro processo de luto garantindo condições para a melhor forma de enfrentamento. DE QUE FORMA Elegendo um acompanhante Orientando e facilitando sobre as questões administrativas Oferecendo espaço fisico adequado Mantendo uma boa relação com a família Oferecendo suporte profissional adequado
  • 4.
    Estrutura Fase 2Apresentação à família Fase 3 Acompanhar à administração e até o fim do processo Fase 1 Acionar Membro do GRUHL
  • 5.
    A equipe deenfermagem acionará o membro do grupo relacionado ao local do óbito Na administração teremos funcionários destinados a cuidar dessas situações Verificar a necessidade em acionar o Serviço de Psicologia Se houver necessidade oferecer aos familiares e solicitar na localização Os integrantes do grupo terão autonomia para tomada de decisões Caso o processo não se encerre durante o seu plantão, apresente o novo integrante Forneça o numero do seu ramal
  • 6.
    Questões que aspessoas enlutadas normalmente se fazem Porque isto aconteceu Deus, porque comigo Como posso ajudar alguém que esta sofrendo Acho que vou enlouquecer Homens e mulheres sofrem de formas diferentes Será que poderemos ter outro bebe Quanto tempo esta dor vai durar Ele(a) sofreu muito Eu devo pedir ajuda O que eu aprendi com isto
  • 7.
    Cuidando de familiaresem situação de luto Olhe no olho das pessoas Escute mais do que fale Suporte o silêncio do outro Quando falar da pessoa morta – refira-se pelo nome ou grau de parentesco Pergunte as familiares se desejam ver o ente falecido No caso de bebês certifique se do desejo da mãe e do pai Verifique condições do corpo e se necessário conte a família
  • 8.
    Identifique qual membroda família poderá se encarregar das questões administrativas Seja sincero e afetuoso Pergunte sobre o funeral, se desejam algum rito especial Pergunte sobre outros membros significantes da família e inclua-os no processo Escute suas explicações ou indagações teológicas – mesmo que você não concorde Pergunte se desejam algo especial ou como você poderia ajuda-los Se prometer algo, cumpra Encoragem-os a serem pacientes consigo mesmos
  • 9.
    Faca perguntas abertas– Me conte um pouco sobre o que aconteceu, Como você esta se sentindo, ... Responda – na medida do possível – suas questões Permita que eles expressem seus sentimentos e contem suas historias sem julgamento
  • 10.
    NÃO FAÇA Nãodomine a conversa Não faca questões ininterruptamente Não use frases clichês – Eu sei o que você sente, Temos mais um anjinho no céu, Foi melhor assim, ... Não conte historias pessoais como uma forma de consolo Não julgue os sentimentos dos outros Não de conselhos ou faca comentários de assuntos que não saiba responder Nunca compare dores de perdas diferentes – não podemos mensurar a dor do outro Não fale só com um familiar, inclua outros
  • 11.
    Importante Embora sejamosprofissionais da saúde, tecnicamente preparados para lidar com situações limites, somos antes de tudo sujeitos com histórias de vida únicas. Se por alguma razão – e isso não interessa a ninguém - a situação de morte que você deve acompanhar lhe for muito mobilizadora PEÇA PARA QUE OUTRO MEMBRO DO GRUHL ACOMPANHE A FAMÍLIA
  • 12.
    Oh, pedaço demim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais Oh, pedaço de mim Oh, metade arrancada de mim Leva o vulto teu Que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi Oh, pedaço de mim Oh, metade adorada de mim Lava os olhos meus Que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo A mortalha do amor Adeus Pedaço de Mim – Chico Buarque