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Marília Fabiana Pires Mendonça - UFRN  Vanessa Maria da Silva Clemente - UFRN  Orientadora: Profª. Drª. Mariangela Momo - UFRN
O presente trabalho é parte de uma pesquisa realizada na disciplina Fundamentos da Educação Infantil do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O estudo tem como objetivo investigar de que maneira a Instituição de Educação Infantil abordada na pesquisa compreende as concepções de criança e infância e como o entendimento desses conceitos é refletido na prática educativa.
A pesquisa investigativa partiu de um estudo bibliográfico sobre os conceitos de criança e infância ao longo da história. Logo em seguida realizamos a observação de uma Instituição de Educação Infantil privada, situada no bairro Morro Branco, zona administrativa oeste da cidade de Natal, em que foram analisados os aspectos físicos e pedagógicos da instituição. Por último foi realizada uma entrevista semi-estruturada com uma das professoras do quadro docente da instituição.
Não há um único conceito de criança e infância; Existem características universais de ser criança – fragilidade, necessidade de atenção e cuidados especiais, como alimentação e cuidados físicos, requerendo esses cuidados durante muito tempo;
O tratamento dado à criança em diferentes momentos históricos:  Durante os séculos XV e XVI, as crianças não eram vistas como seres inseridos socialmente. Muitas crianças morriam, pois não tinham a devida atenção para com sua saúde. Apenas nos séculos XVII e XVIII as crianças começam a ser vistas de outra forma. Para Ziberman (2003), a mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto entre seus membros. As concepções dependem e variam de acordo com cada sociedade e cada epoca.
Tendo em vista as concepções observadas durante o estudo teórico, partimos para a observação da organização dos espaços dedicados à criança na Instituição para investigar como esta instituição concebe a criança e seu papel na sociedade.
Estrutura da sala de aula:   A instituição atende a um número de crianças de modo que a professora responsável possa dar conta de cuidar de cada uma, sem que haja desmerecimento de nenhum presente na sala, valorizando assim a função do cuidar que a criança merece.
Rotina da escola :  momento do parque, momento da água, atividade coletiva, momento do banho, momento do lanche, momento da higienização, atividade individual e o ato de brincar. A importância de valorizar igualmente as atividades de alimentação, leitura de histórias, troca de fraldas etc.
Proposta pedagógica das Instituições de Educação Infantil:  se “contemplam os princípios éticos no que se refere à formação da criança para o exercício progressivo da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum” (BRASIL, 2006). A escola mantém essa proposta, visto que podemos observar a presença de armários onde as crianças guardam seus pertences, desenvolvendo a autonomia, a responsabilidade sobre seus próprios objetos e o respeito para com o outro.
Desenvolvimento de atividades que promovam a movimentação das crianças :  O ato do brincar é algo em destaque nas atividades em sala de aula e fora dela, onde as crianças dispõem de brinquedos da escola, valorizando o lúdico na construção de conflitos entre o real e o ficcional. Percebe-se que com essa postura a instituição valoriza os princípios estéticos, envolvendo a criatividade e a ludicidade.
Interação entre a Instituição de Educação Infantil e família:   Através da fala da professora entrevistada percebemos que esta interação ainda não ocorre de maneira integral. No período de acolhimento inicial, a presença dos pais não é permitida nas dependências da instituição, sendo responsabilidade apenas dos professores propiciar a adaptação das crianças.
Os diferentes aspectos presentes na instituição observada obedecem em grande parte aos Parâmetros Nacionais de Qualidade para as Instituições de Educação Infantil, tendo em destaque a formação da criança como um ser social ativo e presente na sociedade da qual faz parte. A criança é tida como um ser capaz, que tem suas especificidades físicas e intelectuais e que precisa de cuidados. A instituição nesse sentido é o espaço em que a criança recebe cuidados, como também é o lugar em que desafios para sua vida ativa são proporcionados, possibilitando um ensino significativo, reflexivo e crítico para essa faixa etária.
ARIÈS. Philippe.  História social da criança e da família . 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1978. BRASIL. Ministério da Educação.  Parâmetros Nacionais de Qualidade para as Instituições de Educação Infantil . Brasília: MEC, 2006. FRANCO, Márcia Elizabete Wilke. Compreendendo a Infância. A cumplicidade da escola com o conceito de infância. In.: _______.  Compreendendo a infância como condição de criança . 2 ed. Porto Alegre: Editora Mediação, 2006. (Cadernos da Educação Infantil, v.11). FREITAS, M. C. de. (Org.)  História social da infância no Brasil . São Paulo: Cortez, 1997. KUHLMANN, Jr. Moysés; FERNANDES, Rogério. Sobre a história da infância. In.: FARIA FILHO, Luciano Mendes de. (org.)  A infância e sua educação : materiais, práticas e representações. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. RICE, Chris; RICE, Melanie.  As crianças na história . São Paulo: ática, 1998. STEARNS. Peter N. Introdução: A infância na história mundial. In.: ______  A infância . São Paulo: Contexto, 2006. URBIM, Emiliano. O fim da infância.  Revista Superinteressante .  Edição 268, p. 29-34, ago. 2009. ZILBERMAN, Regina.  A literatura infantil na escola.  11. Ed. São Paulo: Global, 2003.

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As concepções de criança e infância...

  • 1. Marília Fabiana Pires Mendonça - UFRN Vanessa Maria da Silva Clemente - UFRN Orientadora: Profª. Drª. Mariangela Momo - UFRN
  • 2. O presente trabalho é parte de uma pesquisa realizada na disciplina Fundamentos da Educação Infantil do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O estudo tem como objetivo investigar de que maneira a Instituição de Educação Infantil abordada na pesquisa compreende as concepções de criança e infância e como o entendimento desses conceitos é refletido na prática educativa.
  • 3. A pesquisa investigativa partiu de um estudo bibliográfico sobre os conceitos de criança e infância ao longo da história. Logo em seguida realizamos a observação de uma Instituição de Educação Infantil privada, situada no bairro Morro Branco, zona administrativa oeste da cidade de Natal, em que foram analisados os aspectos físicos e pedagógicos da instituição. Por último foi realizada uma entrevista semi-estruturada com uma das professoras do quadro docente da instituição.
  • 4. Não há um único conceito de criança e infância; Existem características universais de ser criança – fragilidade, necessidade de atenção e cuidados especiais, como alimentação e cuidados físicos, requerendo esses cuidados durante muito tempo;
  • 5. O tratamento dado à criança em diferentes momentos históricos: Durante os séculos XV e XVI, as crianças não eram vistas como seres inseridos socialmente. Muitas crianças morriam, pois não tinham a devida atenção para com sua saúde. Apenas nos séculos XVII e XVIII as crianças começam a ser vistas de outra forma. Para Ziberman (2003), a mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto entre seus membros. As concepções dependem e variam de acordo com cada sociedade e cada epoca.
  • 6. Tendo em vista as concepções observadas durante o estudo teórico, partimos para a observação da organização dos espaços dedicados à criança na Instituição para investigar como esta instituição concebe a criança e seu papel na sociedade.
  • 7. Estrutura da sala de aula: A instituição atende a um número de crianças de modo que a professora responsável possa dar conta de cuidar de cada uma, sem que haja desmerecimento de nenhum presente na sala, valorizando assim a função do cuidar que a criança merece.
  • 8. Rotina da escola : momento do parque, momento da água, atividade coletiva, momento do banho, momento do lanche, momento da higienização, atividade individual e o ato de brincar. A importância de valorizar igualmente as atividades de alimentação, leitura de histórias, troca de fraldas etc.
  • 9. Proposta pedagógica das Instituições de Educação Infantil: se “contemplam os princípios éticos no que se refere à formação da criança para o exercício progressivo da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum” (BRASIL, 2006). A escola mantém essa proposta, visto que podemos observar a presença de armários onde as crianças guardam seus pertences, desenvolvendo a autonomia, a responsabilidade sobre seus próprios objetos e o respeito para com o outro.
  • 10. Desenvolvimento de atividades que promovam a movimentação das crianças : O ato do brincar é algo em destaque nas atividades em sala de aula e fora dela, onde as crianças dispõem de brinquedos da escola, valorizando o lúdico na construção de conflitos entre o real e o ficcional. Percebe-se que com essa postura a instituição valoriza os princípios estéticos, envolvendo a criatividade e a ludicidade.
  • 11. Interação entre a Instituição de Educação Infantil e família: Através da fala da professora entrevistada percebemos que esta interação ainda não ocorre de maneira integral. No período de acolhimento inicial, a presença dos pais não é permitida nas dependências da instituição, sendo responsabilidade apenas dos professores propiciar a adaptação das crianças.
  • 12. Os diferentes aspectos presentes na instituição observada obedecem em grande parte aos Parâmetros Nacionais de Qualidade para as Instituições de Educação Infantil, tendo em destaque a formação da criança como um ser social ativo e presente na sociedade da qual faz parte. A criança é tida como um ser capaz, que tem suas especificidades físicas e intelectuais e que precisa de cuidados. A instituição nesse sentido é o espaço em que a criança recebe cuidados, como também é o lugar em que desafios para sua vida ativa são proporcionados, possibilitando um ensino significativo, reflexivo e crítico para essa faixa etária.
  • 13. ARIÈS. Philippe. História social da criança e da família . 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1978. BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Nacionais de Qualidade para as Instituições de Educação Infantil . Brasília: MEC, 2006. FRANCO, Márcia Elizabete Wilke. Compreendendo a Infância. A cumplicidade da escola com o conceito de infância. In.: _______. Compreendendo a infância como condição de criança . 2 ed. Porto Alegre: Editora Mediação, 2006. (Cadernos da Educação Infantil, v.11). FREITAS, M. C. de. (Org.) História social da infância no Brasil . São Paulo: Cortez, 1997. KUHLMANN, Jr. Moysés; FERNANDES, Rogério. Sobre a história da infância. In.: FARIA FILHO, Luciano Mendes de. (org.) A infância e sua educação : materiais, práticas e representações. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. RICE, Chris; RICE, Melanie. As crianças na história . São Paulo: ática, 1998. STEARNS. Peter N. Introdução: A infância na história mundial. In.: ______ A infância . São Paulo: Contexto, 2006. URBIM, Emiliano. O fim da infância. Revista Superinteressante . Edição 268, p. 29-34, ago. 2009. ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 11. Ed. São Paulo: Global, 2003.