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Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração - CEPEAD


               DISCIPLINA:
   Comportamento Humano nas Organizações

                  TEMA: SEMINÁRIO 2

                      Personalidade
                            e
                         Valores

                                     Lívia Almada e Mariana Rezende
Personalidade
O QUE É A PERSONALIDADE?


• Para Gordon Allport: “a personalidade é a organização dinâmica
  interna daqueles sistemas psicofísicos do indivíduo que determinam
  seu ajuste individual ao ambiente”. Ela seria a soma total das
  maneiras como uma pessoa reage e interage com as demais;



• “Personalidade é o sistema no qual as tendências inatas da pessoa
  interagem com o ambiente social para produzir as ações e as
  experiências de uma vida individual”. (MENDONZA; COLOM. 2006,
  p. 215)
POR QUE A PERSONALIDADE É ESTUDADA?

 Porque as diferenças individuais
   revelam preferências pessoais,
        aptidões, modelos de
 relacionamento e comportamento,
  dentre outros, que interferem na
     adaptação ao ambiente da
             organização;

  O estudo da personalidade dos
      funcionários pode ajudar a
      organização a encontrar as
  pessoas certas e a desenvolver os
     traços de personalidade que
  promovam o alcance da missão e
       da visão da organização.
                                      “Operários” – Tarcila do Amaral - 1933
COMO AVALIAR A PERSONALIDADE?


                             Entrevista


              Testes psicológicos ou de Personalidade


                        Dinâmicas de Grupo


              Avaliações realizadas por outras pessoas
DETERMINANTES DA PERSONALIDADE



                             • Hereditariedade: fatores
                               determinados pela genética do
                               indivíduo, herdados pelos pais;



                             • Ambiente: Fatores sócio/culturais,
                               familiares, ambientais, e
                               experiências de vida. Os principais
                               aspectos determinados pelo
                               ambiente são: fenótipo; caráter e
                               valores.


Tippi Degré - Menina Mogli
TEORIAS DA PERSONALIDADE - Psicodinâmicas



    Supõem que a personalidade
 desenvolve-se durante a infância, à
 medida que os conflitos psicológicos
 entre forças internas são resolvidos.



As evidências para essas formulações
  vêm principalmente de entrevistas
  clínicas, observações informais e
           estudos de caso.



                                         Sigmund Freud – fundador da Psicanálise (1856 - 1939)
TEORIAS DA PERSONALIDADE




Para Freud, as pessoas são
                                    A personalidade humana é
conscientes de apenas uma
                                    dividida em três grandes
pequena parte de sua vida
                                    superestruturas, estas
mental. A maioria do conteúdo
                                    compreendem os seguintes
é inconsciente (componentes
                                    complexos psicológicos: Id,
da personalidade, memórias e
                                    Ego e Superego.
conflitos psicológicos intensos).
TEORIAS DA PERSONALIDADE


                Críticas a Teoria Psicodinâmica


• Não foi dado o devido peso às influências sociais e culturais na
  personalidade;

• Foram adotados conceitos que não podem ser testados;

• Poucos pensadores procuram maneiras objetivas de avaliar seus
  conceitos, enfatizam a observação clínica como forma primária para
  gerar e testar ideias sobre a personalidade;
TEORIAS DA PERSONALIDADE


                  Críticas a Teoria Psicodinâmica

•   Desconsideração pela parcimônia, princípio científico que diz que os
    cientistas devem escolher a explicação mais simples que seja
    adequada aos fatos e dirigir-se às mais complexas apenas quando as
    ideias mais simples se provarem inadequadas;

•   Freud cometeu erros de lógica: substituiu observações por
    especulações;

•   Freud aceitou muitas suposições biológicas e sociais erradas de sua
    época. No âmbito sexual, ele aceitou os vieses sexistas de sua cultura,
    super valorizando o masculino e subvalorizando o feminino.
TEORIAS DA PERSONALIDADE - Fenomenológica

•   Os seres humanos associam continuamente significado às informações
    que adquirem, veem o mundo de sua própria e única perspectiva de acordo
    com suas experiências;

•   Entender o “si mesmo” – self, definido como um conceito interno que evolui
    à medida que as pessoas interagem uma com as outras. O autoconceito
    influencia a maneira pela qual as pessoas agem; as ações, por sua vez,
    mudam os auto conceitos;

•   As pessoas são organismos integrados que não podem ser entendidos
    estudando-se partes componentes;

•   Interesse pelo que as pessoas dizem sobre como se sentem, pensam e
    percebem;

•   A auto-realização é considerada o motivo humano primário; a importância
    dos impulsos biológicos é diminuída;
TEORIAS DA PERSONALIDADE


As pessoas formam um autoconceito a
 partir da observação dos outros e de
   sua própria auto-observação. Elas
 começam a atribuir certos traços a si
                próprias.



 Ligam valores a seus traços à medida
 em que aprendem mais do quanto os
   outros consideram aqueles traços
             significativos.


                                         Carl Roger – psicólogo humanista (1902-1987)
TEORIAS DA PERSONALIDADE

               Críticas a Teoria Fenomenológica

• As ideias não podem ser testadas com precisão;

• Não se pode confiar apenas no que as pessoas dizem;

• É mais confortante acreditar que as pessoas podem crescer
  naturalmente, serão criaturas efetivas, positivas e racionais que
  vivem em paz e harmonia;

• Os indivíduos com distúrbios mais graves, não teriam suporte
  emocional suficiente para um autoconhecimento e modificação de
  conceitos.
TEORIAS DA PERSONALIDADE – Disposicionais
 (atributos)




• Tendência a tipificar as pessoas por grupo, colocá-las em
  categorias por características específicas – Traços ou Tipos de
  personalidade;



• Os traços ou características básicas seriam influenciados pela
  genética e são estáveis ao longo da vida;
TRAÇOS DA PERSONALIDADE?


  Características duradouras que descrevem o
  comportamento das pessoas e que são
  exigidas em um grande número de situações;


  Quanto mais consistentes as características
  ao longo do tempo e quanto maior a
  frequência com que ocorrem em situações
  diversas, maior a importância desses traços
  para a descrição da personalidade;


  Os traços de personalidade ajudam a definir a
  forma como interpretamos nosso ambiente e
  respondemos a ele;
TEORIAS DA PERSONALIDADE


     Mensuração da Personalidade na Teoria Disposicional:
         INDICADOR DE TIPOS MYRES- BRIGGS (MBTI)



• Busca identificar características e preferências pessoais;

• Desenvolvido durante a Segunda Guerra, por Katharine Cook
  Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers, a partir da Teoria dos Tipos
  Psicológicos de Carl Gustav Jung;

• O modelo é analisado a partir de quatro elementos norteadores:
Indicador de tipos Myres-Briggs (MBTI)

  Destas classificações são combinadas 16 tipos de personalidade




                                                     Fonte: Site: “Política Externa”
Modelo Big Five De Personalidade

•    Defende que são cinco traços fundamentais e mais características da
     personalidade que englobam as variações mais significativas da
     personalidade humana;

•    Cada um dos traços divide-se em seis facetas e assim se organiza o
     NEO-PI-R, teste utilizado para avaliação do modelo Big Five (versão
     de Paul T. Costa e Robert R. McCrae de 1992);

•    São encontrados em toda parte, é possível comparar os mesmos
     constructos em diferentes culturas;

•    Os traços de personalidade não dependem da pessoa que é avaliada
     (mesmas estruturas fatoriais).
Modelo Big Five De Personalidade

•    Fator I - Extroversão/Introversão: características dos relacionamentos
     interpessoais;

•    Fator II – Nível socialização ou Amabilidade: indica uma tendência a ser
     socialmente agradável, caloroso, dócil;

•    Fator III – Conscienciosidade: diz respeito aos traços que caracterizam a
     responsabilidade, honestidade, ou, no outro extremo, negligência,
     irresponsabilidade;

•    Fator IV - Neuroticismo/Estabilidade Emocional: características de
     personalidade que envolvem o afeto positivo e negativo, a ansiedade e a
     estabilidade emocional;

•    Fator V – Intelecto ou Abertura para Experiência: engloba características
     como flexibilidade, criatividade e imaginação, abertura para novas
     experiências e curiosidade.
(ROBBINS; JUDGE; SOBRAL, 2010, p. 132)
Demais Traços Relevantes Para O Comportamento
 Organizacional


• Autoavaliação básica: características como automotivação,
  autoestima, autoconfiança, atitudes positivas negativas;

• Maquiavelismo: diz respeito à maneira como a pessoa busca
  obter e exercer o poder; envolve características como o
  pragmatismo na busca dos objetivos e o distanciamento emocional
  nos relacionamentos interpessoais (“os fins justificam os meios”);

• Narcisismo: traços de amor próprio, autoadmiração e
  egocentrismo;
Demais Traços Relevantes Para O Comportamento
 Organizacional


• Automonitoramento: capacidade de adaptação às circunstâncias
  externas;

• Aversão ao risco: predisposição ou não a correr riscos;

• Personalidade Tipo A e Tipo B: relação entre a agressividade ou
  a tranquilidade;

• Personalidade Proativa: traços de iniciativa e perseverança.
TEORIAS DA PERSONALIDADE


                Críticas a Teoria Disposicional


• Pode ser taxativa ao descrever uma pessoa;

• Os traços são atribuídos com base em regras diferentes; ???

• Tratam as pessoas como se elas fossem imutáveis, ignorando o
  que se passa sobre conflito, desenvolvimento e mudança;

•   As pessoas podem responder de acordo com a forma que
    gostariam de ser vistas;

• Ênfase nas contribuições da hereditariedade e a negligência do
  impacto do ambiente.
TEORIAS DA PERSONALIDADE - Behaviorista


• Examina ações observáveis em situações específicas
  (comportamento);

• Ressalta o ambiente e a experiência, principalmente a
  aprendizagem;

• A personalidade é um conjunto de comportamentos que possui
  alguma coerência e organização. E como comportamentos, só
  podem ser compreendidos se observarmos com atenção as
  pessoas em seus contextos de vida e as consequências da
  conduta.

• Para entender a personalidade deve-se especificar o que os
  organismos fazem e quais eventos influem naquelas ações;
TEORIAS DA PERSONALIDADE

           Dimensões da Personalidade




                                        Fonte: Blog “Olhar Comportamental”
TEORIAS DA PERSONALIDADE – Cognitivo Social


• Enfatiza o pensamento e a auto-regulação;

• Aprendizagem por observação: as pessoas podem aprender novos
  comportamentos simplesmente observando os outros;

• A aprendizagem não requer uma resposta ou a obtenção de alguma
  compensação ou de ver um modelo, sendo recompensado;

• O reforçamento e a punição influenciam o que as pessoas fazem e
  não o que elas aprendem;

• Ênfase em padrões internos: as ideias pessoais sobre o que é
  importante orientam as avaliações que as pessoas fazem de si.
  Monitorando-se, as pessoas fazem ações corretivas quando não
  conseguem alcançar seus padrões internos. Os seres humanos são
  auto-reguladores;
TEORIAS DA PERSONALIDADE



       Críticas a Teoria Behaviorista e Cognitivo Social



• A precisão tornou-se um fim em si mesma, muitas vezes, os
  pesquisadores reduzem a personalidade ao que se prestar à
  manipulação imediata;

• É comum experimentos reunirem todos os participantes e chegarem
  a conclusões sobre tendências gerais, com base em médias.
Além da personalidade, outro fator influencia no
         comportamento e nas atitudes




                  VALORES
CONCEITOS DE VALOR
             Autoria                     Conceito

                       Ideais de vida e objetivos na busca de
Scheler (1941)
                       plenitude

Lovejoy (1950)         Imperativo para ação

                       Crença única que, transcendentalmente, guia
Hilliard (1950)        ações e julgamentos, por meio de ações e
                       objetos específicos

Kluckhohn (1951)       “concepções do desejável”

                       Critérios que fundamentam a retidão de tais
                       juízos em sua pretensão de validade comum
Weber (1959)
                       para todos os membros de um mesmo grupo
                       social

                                                    Adaptado de Dias (2005)
CONCEITOS DE VALOR
            Autoria                               Conceito
                                 Crença duradoura, modo específico de
                                 conduta ou estado fim de existência que
Rokeach (1973)*
                                 socialmente ou pessoalmente preferível a
                                 outro

                                 Grande tendência para preferir certos estados
Hofstede (1980)
                                 e assuntos em detrimento de outros

                                 Princípios ou crenças organizados
                                 hierarquicamente e relativos a estados de
Schwartz (1987); Blisky (1990)
                                 existência ou modelos de comportamento
                                 desejáveis

                                 Crença duradoura sobre o desejo de alguns
Liethwood (1995)
                                 meios de ação




                                                              Adaptado de Dias (2005)
CONCEITOS DE VALOR
           Autoria                               Conceito

                                Estruturas abstratas que envolvem crenças
Feather (1995)                  sobre os modos desejáveis de
                                comportamento ou estados finais
                                Oposição que o ser humano estabelece entre
                                o principal e o secundário, o essencial e o
Tamayo (1998)
                                acidental, o desejável e indesejável, o
                                significado e insignificante
                                Entendido como verbo (uma ação de
Rohan (2000)                    avaliação está sendo feita) e como nome
                                (quanto vale)
                                Suposições sobre o que as pessoas
Cunningham (2001)               consideram importante buscar na vida.
                                Diferente de crença
                                Convicções básicas que um modo específico
                                de conduta ou uma condição existência é
Robbins; Judge; Sobral (2010)
                                individual ou socialmente preferível ao modo
                                oposto
                                                              Adaptado de Dias (2005)
CONCEITOS DE VALOR

  “O conceito de valor tem sido comparado com um poliedro, que tem
  muitas faces, podendo ser analisado sob diversos ângulos e visões”
                          (DIAS, 2005, p.56)


                                Valores

                                                            Instrumento
                                                              cognitivo


Objetos e fenômenos que têm significado social positivo


                                                             Regulação e
                                                            orientação da
                                                          atividade humana
PERSPECTIVAS DE VALOR

              Perspectiva                    Ideia
                            Em suas vertente burguesa e
                            marxista, diferem quanto à
Filosófica                  possibilidade de análise científica
                            racional, origem e caráter universal ou
                            histórico-concreto
                            Valor de uso (subjetivo) e Valor de
Econômica
                            troca (objetivo)
                            Valores são realidades centrais do
Antropológica
                            sistema social
                            Valor é uma concepção do que é
Sociológica                 desejável e que influencia a conduta
                            seletiva
                            Estudo dos valores no sentido que
Psicológica                 orienta o home e as valorações que
                            ele estabelece em relação ao mundo
                                                     Adaptado de Dias (2005)
ATRIBUTOS DO VALOR


Conteúdo           o que é importante

Intensidade          o quanto é importante


                            Sistemas de valores
                           Hierarquia baseada na
                        importância relativa que uma
                         pessoa atribui aos valores
                                 individuais




              Questionar nossos valores: Mudar ou Reforçar?



                                                   (ROBBINS; JUDGE; SOBRAL, 2010)
MORAL E ÉTICA



           Moral                   Ética




     Conjunto de normas,
    prescrições e valores    Reflexão sistemática
     que regulamentam o     sobre o comportamento
       comportamento                 moral
    humano na sociedade




                                             (DIAS, 2005)
VALORES

                            Pessoais




     Geracionais                                       Organizacionais

                            Valores




            Instrumentais                  Terminais



                                       Adaptado de Dias (2005) e Robbins, Judge e Sobral (2010)
VALORES PESSOAIS



• Conceito que influencia a seleção de maneiras, meios e finalidades
  de ação

• Pressupõe o homem como construtor da realidade (valoriza e
  transmite, realiza e transforma)

• Indicam um modo de conduta pessoal e socialmente preferível a
  outros
VALORES PESSOAIS

• Escolhas do indivíduo a partir de sistemas de valores e
  experiências individuais

• Construção de princípios         caminho para felicidade

• Guiam a vida do indivíduo

• 10 tipos motivacionais universais de valores pessoais:
  autodeterminação, realização, estimulação, prazer, poder social,
  segurança, universalismo, benevolência, conformidade, tradição
VALORES ORGANIZACIONAIS



• Fundamentam-se nos valores pessoais de fundadores, gestores,
  trabalhadores (introduzem os valores)



• Norteiam a filosofia e o comportamento organizacional, contribuindo
  para a mudança ou a conservação do que existe



• Mecanismo de controle
VALORES ORGANIZACIONAIS



• Orientação de comportamentos e atitudes    exemplo do corpo
  gerencial e atividades de gestão de RH



• Guiam a vida da empresa



• Fornece uma direção comum aos empregados
VALORES PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS



  Valores pessoais x Valores              Valores pessoais + Valores
       Organizacionais                         organizacionais




   Diminuição da motivação,               Aumento da motivação,
comprometimento e aumento de          comprometimento e diminuição de
           turnover                              turnover




Se a organização se preocupa com os valores, ela possibilita a percepção
  de pertencimento do funcionário e isso impacta no comprometimento,
                motivação e consequente desempenho
VALORES TERMINAIS E INSTRUMENTAIS




    Valores terminais

    • Condições de existência desejáveis relacionadas às
      metas que se almeja atingir na vida



    Valores instrumentais

    • Meios para se chegar às metas dos valores terminais
VALORES GERACIONAIS



                                                     V.T.: valores terminais




(Grande depressão
                                          (V.T.: vida confortável e segurança familiar)
e 2ªGGM)



(Depois da 2ªGGM,
                                              (V.T.: sentido de realização e reconhecimento
avanço tecnológico e
cinetífico)                                   social)


(Globalização, pai
e mãe,                     (V.T.: amizade verdadeira, felicidade, prazer)
computador, MTV)

(Tecnologia e
internet)
                                                  (V.T.: ser rico e famoso)


                                         Adaptado de Robbins, Judge e Sobral (2010, p.141)
ENFOQUES PREDOMINANTES



           • Valores sociais dos indivíduos enquanto influenciadores
Trabalho     das relações de trabalho, indicando a importância da
             compatibilidade entre valores de trabalho para a
             autoestima e a satisfação no trabalho




           • Valores como associados aos objetivos organizacionais
             e aos processos de socialização constantes e
 Cultura     integrados a um sistema de normas e regras
             compartilhadas
PRINCIPAIS ABORDAGENS


              Análise de documentos oficiais da
                        organizações




               Utilização da média dos valores
                           pessoais




                Estudo dos valores a partir da
                 percepção dos empregados
REFLEXÕES…


Os valores mostram o que é certo e o que é errado (nível individual ou
organizacional), então, de certo modo, encobrem a objetividade e a
racionalidade, influenciando atitudes e comportamento

Globalização         reconstrução de valores e mudanças no contrato
psicológico trabalhador-empresa

Socialização primária: estabelecimento de valores

Linguagem: portadora dos valores socialmente criados e fixados nela

“Crise ética”: tudo é natural… sem normas individuais ou coletivas. Ex.:
corrupção

Cultura da modernidade: valores pessoais x valores “superficiais” (consumo)
REFLEXÕES…



Valores pessoais são diferentes de Valores organizacionais, mas produzem
esquemas para avaliar atributos da organização

Os valores pessoais fornecem expectativas de papéis e objetivos a serem
atingidos, com isso seguem os valores organizacionais visando atingir suas
metas, reforçando e mantendo a ordem social

Cultura organizacional       o valor como núcleo e estruturante da
personalidade da empresa

Pessoas com a mesma categoria ocupacional tendem a ter valores similares
GESTÃO DE PESSOAS

•   Conhecer os valores para entender as atitudes

•   Os valores ajudam a estabelecem o vínculo entre visão e tomada de decisão

•   Estudar detalhadamente os valores dos dirigentes para compreender o papel
    dos valores no contexto organizacional 9estrutura e cultura)

•   Estudar a cultura organizacional e os valores principais, antes de um processo
    de mudança, visando minimizar a resistência

•   Formalizar os valores em estudos, manuais ou outras regras

•   Resgatar valores nobres associados ao desempenho de atividades produtivas

•   Políticas voltadas para o controle não são políticas voltadas ao
    comprometimento
PESQUISA – Dias (2005)

•   Objetivo: investigar relação entre valores organizacionais, métodos e
    práticas de gestão de pessoas e comprometimento organizacional

•   Descritiva – survey

•   Quantitativa

•   Corte transversal

•   Siderúrgicas de médio porte de Minas Gerais – 524 respondentes

•   Questionário Inventário de perfis de valores organizacionais (IPVO) com
    escala Likert
PESQUISA




           (DIAS, 2005, p.83)
PESQUISA - RESULTADO




        Há relação significativa e positiva entre valores
  organizacionais, métodos e práticas de gestão de pessoas e
                      comprometimento



                                               (DIAS, 2005)
PERSONALIDADE E VALORES


•   Adequação da pessoa ao trabalho

                                                         Alinhamento da
        Alinhamento de
                                  Satisfação           personalidade entre
            Valores
                                                        indivíduo e tarefa


•   Adequação da pessoa a organização

            Atração:                Seleção:
                                                           Evasão:
        alinhamento de          alinhamento de
                                                        desalinhamento
            valores              personalidade


•   Socialização primária e secundária, valores e personalidade

•   Conflito
Não é o que fazemos que importa, mas a emoção sob a qual
                 fazemos o que fazemos




                                         (DIAS, 2005, p.48)
REFERÊNCIAS
 ARGYRIS, C. Personalidade e organização: o conflito entre o sistema e o indivíduo. Rio de
 Janeiro: Renes, 1969.

 DAVIDOFF, L. L. Introdução à Psicologia: Terceira Edição. São Paulo: Pearson Makron Books,
 2001.

 DIAS, D.V. Valores organizacionais, modelos e práticas de gestão de pessoas e
 comprometimento organizacional: um estudo em empresas selecionadas do setor siderúrgico
 mineiro. 2005. 388f. Tese (Doutorado em Administração) – Faculdade de Ciências Econômicas,
 Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2005.

 FLORES - MENDOZA, C.; COLOM, R. & cols. Introdução a Psicologia das diferenças
 individuais. Porto Alegre: Artmed, 2006.

 ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A.; SOBRAL, F. Comportamento organizacional: teoria e prática
 no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010.

 TAVARES, C. Daniel. Como analisar os tipos de pessoas no sistema MBTI – método
 simples. 24 de fevereiro de 2011. Disponível em: http://www.politicaexterna.com/18438/como-
 analisar-os-tipos-de-pessoas-no-sistema-mbti-myers-briggs-mtodo-simples

 VIEIRA, Alessandro. Teoria Behaviorista sobre a Personalidade? Temos sim, senhor! 02 de
 maio de 2011. Disponível em: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2011/05/teoria-behaviorista-
 sobre-personalidade.html
INDICAÇÃO DE LEITURA


• A menina Mogli: http://www.aloterra.com.br/tippi-degre-a-historia-da-
  menina-mogli/

• Site “Terapia por Contingências” (Behaviorismo):
  http://www.terapiaporcontingencias.com.br/textos.html

• 10     documentários  que    podem     mudar   a    sua         vida:
  http://www.hypeness.com.br/2013/03/10-documentarios-que-
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Apresentação personalidade e valores

  • 1. Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração - CEPEAD DISCIPLINA: Comportamento Humano nas Organizações TEMA: SEMINÁRIO 2 Personalidade e Valores Lívia Almada e Mariana Rezende
  • 3. O QUE É A PERSONALIDADE? • Para Gordon Allport: “a personalidade é a organização dinâmica interna daqueles sistemas psicofísicos do indivíduo que determinam seu ajuste individual ao ambiente”. Ela seria a soma total das maneiras como uma pessoa reage e interage com as demais; • “Personalidade é o sistema no qual as tendências inatas da pessoa interagem com o ambiente social para produzir as ações e as experiências de uma vida individual”. (MENDONZA; COLOM. 2006, p. 215)
  • 4. POR QUE A PERSONALIDADE É ESTUDADA? Porque as diferenças individuais revelam preferências pessoais, aptidões, modelos de relacionamento e comportamento, dentre outros, que interferem na adaptação ao ambiente da organização; O estudo da personalidade dos funcionários pode ajudar a organização a encontrar as pessoas certas e a desenvolver os traços de personalidade que promovam o alcance da missão e da visão da organização. “Operários” – Tarcila do Amaral - 1933
  • 5. COMO AVALIAR A PERSONALIDADE? Entrevista Testes psicológicos ou de Personalidade Dinâmicas de Grupo Avaliações realizadas por outras pessoas
  • 6. DETERMINANTES DA PERSONALIDADE • Hereditariedade: fatores determinados pela genética do indivíduo, herdados pelos pais; • Ambiente: Fatores sócio/culturais, familiares, ambientais, e experiências de vida. Os principais aspectos determinados pelo ambiente são: fenótipo; caráter e valores. Tippi Degré - Menina Mogli
  • 7. TEORIAS DA PERSONALIDADE - Psicodinâmicas Supõem que a personalidade desenvolve-se durante a infância, à medida que os conflitos psicológicos entre forças internas são resolvidos. As evidências para essas formulações vêm principalmente de entrevistas clínicas, observações informais e estudos de caso. Sigmund Freud – fundador da Psicanálise (1856 - 1939)
  • 8. TEORIAS DA PERSONALIDADE Para Freud, as pessoas são A personalidade humana é conscientes de apenas uma dividida em três grandes pequena parte de sua vida superestruturas, estas mental. A maioria do conteúdo compreendem os seguintes é inconsciente (componentes complexos psicológicos: Id, da personalidade, memórias e Ego e Superego. conflitos psicológicos intensos).
  • 9. TEORIAS DA PERSONALIDADE Críticas a Teoria Psicodinâmica • Não foi dado o devido peso às influências sociais e culturais na personalidade; • Foram adotados conceitos que não podem ser testados; • Poucos pensadores procuram maneiras objetivas de avaliar seus conceitos, enfatizam a observação clínica como forma primária para gerar e testar ideias sobre a personalidade;
  • 10. TEORIAS DA PERSONALIDADE Críticas a Teoria Psicodinâmica • Desconsideração pela parcimônia, princípio científico que diz que os cientistas devem escolher a explicação mais simples que seja adequada aos fatos e dirigir-se às mais complexas apenas quando as ideias mais simples se provarem inadequadas; • Freud cometeu erros de lógica: substituiu observações por especulações; • Freud aceitou muitas suposições biológicas e sociais erradas de sua época. No âmbito sexual, ele aceitou os vieses sexistas de sua cultura, super valorizando o masculino e subvalorizando o feminino.
  • 11. TEORIAS DA PERSONALIDADE - Fenomenológica • Os seres humanos associam continuamente significado às informações que adquirem, veem o mundo de sua própria e única perspectiva de acordo com suas experiências; • Entender o “si mesmo” – self, definido como um conceito interno que evolui à medida que as pessoas interagem uma com as outras. O autoconceito influencia a maneira pela qual as pessoas agem; as ações, por sua vez, mudam os auto conceitos; • As pessoas são organismos integrados que não podem ser entendidos estudando-se partes componentes; • Interesse pelo que as pessoas dizem sobre como se sentem, pensam e percebem; • A auto-realização é considerada o motivo humano primário; a importância dos impulsos biológicos é diminuída;
  • 12. TEORIAS DA PERSONALIDADE As pessoas formam um autoconceito a partir da observação dos outros e de sua própria auto-observação. Elas começam a atribuir certos traços a si próprias. Ligam valores a seus traços à medida em que aprendem mais do quanto os outros consideram aqueles traços significativos. Carl Roger – psicólogo humanista (1902-1987)
  • 13. TEORIAS DA PERSONALIDADE Críticas a Teoria Fenomenológica • As ideias não podem ser testadas com precisão; • Não se pode confiar apenas no que as pessoas dizem; • É mais confortante acreditar que as pessoas podem crescer naturalmente, serão criaturas efetivas, positivas e racionais que vivem em paz e harmonia; • Os indivíduos com distúrbios mais graves, não teriam suporte emocional suficiente para um autoconhecimento e modificação de conceitos.
  • 14. TEORIAS DA PERSONALIDADE – Disposicionais (atributos) • Tendência a tipificar as pessoas por grupo, colocá-las em categorias por características específicas – Traços ou Tipos de personalidade; • Os traços ou características básicas seriam influenciados pela genética e são estáveis ao longo da vida;
  • 15. TRAÇOS DA PERSONALIDADE? Características duradouras que descrevem o comportamento das pessoas e que são exigidas em um grande número de situações; Quanto mais consistentes as características ao longo do tempo e quanto maior a frequência com que ocorrem em situações diversas, maior a importância desses traços para a descrição da personalidade; Os traços de personalidade ajudam a definir a forma como interpretamos nosso ambiente e respondemos a ele;
  • 16. TEORIAS DA PERSONALIDADE Mensuração da Personalidade na Teoria Disposicional: INDICADOR DE TIPOS MYRES- BRIGGS (MBTI) • Busca identificar características e preferências pessoais; • Desenvolvido durante a Segunda Guerra, por Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers, a partir da Teoria dos Tipos Psicológicos de Carl Gustav Jung; • O modelo é analisado a partir de quatro elementos norteadores:
  • 17. Indicador de tipos Myres-Briggs (MBTI) Destas classificações são combinadas 16 tipos de personalidade Fonte: Site: “Política Externa”
  • 18. Modelo Big Five De Personalidade • Defende que são cinco traços fundamentais e mais características da personalidade que englobam as variações mais significativas da personalidade humana; • Cada um dos traços divide-se em seis facetas e assim se organiza o NEO-PI-R, teste utilizado para avaliação do modelo Big Five (versão de Paul T. Costa e Robert R. McCrae de 1992); • São encontrados em toda parte, é possível comparar os mesmos constructos em diferentes culturas; • Os traços de personalidade não dependem da pessoa que é avaliada (mesmas estruturas fatoriais).
  • 19. Modelo Big Five De Personalidade • Fator I - Extroversão/Introversão: características dos relacionamentos interpessoais; • Fator II – Nível socialização ou Amabilidade: indica uma tendência a ser socialmente agradável, caloroso, dócil; • Fator III – Conscienciosidade: diz respeito aos traços que caracterizam a responsabilidade, honestidade, ou, no outro extremo, negligência, irresponsabilidade; • Fator IV - Neuroticismo/Estabilidade Emocional: características de personalidade que envolvem o afeto positivo e negativo, a ansiedade e a estabilidade emocional; • Fator V – Intelecto ou Abertura para Experiência: engloba características como flexibilidade, criatividade e imaginação, abertura para novas experiências e curiosidade.
  • 20. (ROBBINS; JUDGE; SOBRAL, 2010, p. 132)
  • 21. Demais Traços Relevantes Para O Comportamento Organizacional • Autoavaliação básica: características como automotivação, autoestima, autoconfiança, atitudes positivas negativas; • Maquiavelismo: diz respeito à maneira como a pessoa busca obter e exercer o poder; envolve características como o pragmatismo na busca dos objetivos e o distanciamento emocional nos relacionamentos interpessoais (“os fins justificam os meios”); • Narcisismo: traços de amor próprio, autoadmiração e egocentrismo;
  • 22. Demais Traços Relevantes Para O Comportamento Organizacional • Automonitoramento: capacidade de adaptação às circunstâncias externas; • Aversão ao risco: predisposição ou não a correr riscos; • Personalidade Tipo A e Tipo B: relação entre a agressividade ou a tranquilidade; • Personalidade Proativa: traços de iniciativa e perseverança.
  • 23. TEORIAS DA PERSONALIDADE Críticas a Teoria Disposicional • Pode ser taxativa ao descrever uma pessoa; • Os traços são atribuídos com base em regras diferentes; ??? • Tratam as pessoas como se elas fossem imutáveis, ignorando o que se passa sobre conflito, desenvolvimento e mudança; • As pessoas podem responder de acordo com a forma que gostariam de ser vistas; • Ênfase nas contribuições da hereditariedade e a negligência do impacto do ambiente.
  • 24. TEORIAS DA PERSONALIDADE - Behaviorista • Examina ações observáveis em situações específicas (comportamento); • Ressalta o ambiente e a experiência, principalmente a aprendizagem; • A personalidade é um conjunto de comportamentos que possui alguma coerência e organização. E como comportamentos, só podem ser compreendidos se observarmos com atenção as pessoas em seus contextos de vida e as consequências da conduta. • Para entender a personalidade deve-se especificar o que os organismos fazem e quais eventos influem naquelas ações;
  • 25. TEORIAS DA PERSONALIDADE Dimensões da Personalidade Fonte: Blog “Olhar Comportamental”
  • 26. TEORIAS DA PERSONALIDADE – Cognitivo Social • Enfatiza o pensamento e a auto-regulação; • Aprendizagem por observação: as pessoas podem aprender novos comportamentos simplesmente observando os outros; • A aprendizagem não requer uma resposta ou a obtenção de alguma compensação ou de ver um modelo, sendo recompensado; • O reforçamento e a punição influenciam o que as pessoas fazem e não o que elas aprendem; • Ênfase em padrões internos: as ideias pessoais sobre o que é importante orientam as avaliações que as pessoas fazem de si. Monitorando-se, as pessoas fazem ações corretivas quando não conseguem alcançar seus padrões internos. Os seres humanos são auto-reguladores;
  • 27. TEORIAS DA PERSONALIDADE Críticas a Teoria Behaviorista e Cognitivo Social • A precisão tornou-se um fim em si mesma, muitas vezes, os pesquisadores reduzem a personalidade ao que se prestar à manipulação imediata; • É comum experimentos reunirem todos os participantes e chegarem a conclusões sobre tendências gerais, com base em médias.
  • 28. Além da personalidade, outro fator influencia no comportamento e nas atitudes VALORES
  • 29. CONCEITOS DE VALOR Autoria Conceito Ideais de vida e objetivos na busca de Scheler (1941) plenitude Lovejoy (1950) Imperativo para ação Crença única que, transcendentalmente, guia Hilliard (1950) ações e julgamentos, por meio de ações e objetos específicos Kluckhohn (1951) “concepções do desejável” Critérios que fundamentam a retidão de tais juízos em sua pretensão de validade comum Weber (1959) para todos os membros de um mesmo grupo social Adaptado de Dias (2005)
  • 30. CONCEITOS DE VALOR Autoria Conceito Crença duradoura, modo específico de conduta ou estado fim de existência que Rokeach (1973)* socialmente ou pessoalmente preferível a outro Grande tendência para preferir certos estados Hofstede (1980) e assuntos em detrimento de outros Princípios ou crenças organizados hierarquicamente e relativos a estados de Schwartz (1987); Blisky (1990) existência ou modelos de comportamento desejáveis Crença duradoura sobre o desejo de alguns Liethwood (1995) meios de ação Adaptado de Dias (2005)
  • 31. CONCEITOS DE VALOR Autoria Conceito Estruturas abstratas que envolvem crenças Feather (1995) sobre os modos desejáveis de comportamento ou estados finais Oposição que o ser humano estabelece entre o principal e o secundário, o essencial e o Tamayo (1998) acidental, o desejável e indesejável, o significado e insignificante Entendido como verbo (uma ação de Rohan (2000) avaliação está sendo feita) e como nome (quanto vale) Suposições sobre o que as pessoas Cunningham (2001) consideram importante buscar na vida. Diferente de crença Convicções básicas que um modo específico de conduta ou uma condição existência é Robbins; Judge; Sobral (2010) individual ou socialmente preferível ao modo oposto Adaptado de Dias (2005)
  • 32. CONCEITOS DE VALOR “O conceito de valor tem sido comparado com um poliedro, que tem muitas faces, podendo ser analisado sob diversos ângulos e visões” (DIAS, 2005, p.56) Valores Instrumento cognitivo Objetos e fenômenos que têm significado social positivo Regulação e orientação da atividade humana
  • 33. PERSPECTIVAS DE VALOR Perspectiva Ideia Em suas vertente burguesa e marxista, diferem quanto à Filosófica possibilidade de análise científica racional, origem e caráter universal ou histórico-concreto Valor de uso (subjetivo) e Valor de Econômica troca (objetivo) Valores são realidades centrais do Antropológica sistema social Valor é uma concepção do que é Sociológica desejável e que influencia a conduta seletiva Estudo dos valores no sentido que Psicológica orienta o home e as valorações que ele estabelece em relação ao mundo Adaptado de Dias (2005)
  • 34. ATRIBUTOS DO VALOR Conteúdo o que é importante Intensidade o quanto é importante Sistemas de valores Hierarquia baseada na importância relativa que uma pessoa atribui aos valores individuais Questionar nossos valores: Mudar ou Reforçar? (ROBBINS; JUDGE; SOBRAL, 2010)
  • 35. MORAL E ÉTICA Moral Ética Conjunto de normas, prescrições e valores Reflexão sistemática que regulamentam o sobre o comportamento comportamento moral humano na sociedade (DIAS, 2005)
  • 36. VALORES Pessoais Geracionais Organizacionais Valores Instrumentais Terminais Adaptado de Dias (2005) e Robbins, Judge e Sobral (2010)
  • 37. VALORES PESSOAIS • Conceito que influencia a seleção de maneiras, meios e finalidades de ação • Pressupõe o homem como construtor da realidade (valoriza e transmite, realiza e transforma) • Indicam um modo de conduta pessoal e socialmente preferível a outros
  • 38. VALORES PESSOAIS • Escolhas do indivíduo a partir de sistemas de valores e experiências individuais • Construção de princípios caminho para felicidade • Guiam a vida do indivíduo • 10 tipos motivacionais universais de valores pessoais: autodeterminação, realização, estimulação, prazer, poder social, segurança, universalismo, benevolência, conformidade, tradição
  • 39. VALORES ORGANIZACIONAIS • Fundamentam-se nos valores pessoais de fundadores, gestores, trabalhadores (introduzem os valores) • Norteiam a filosofia e o comportamento organizacional, contribuindo para a mudança ou a conservação do que existe • Mecanismo de controle
  • 40. VALORES ORGANIZACIONAIS • Orientação de comportamentos e atitudes exemplo do corpo gerencial e atividades de gestão de RH • Guiam a vida da empresa • Fornece uma direção comum aos empregados
  • 41. VALORES PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS Valores pessoais x Valores Valores pessoais + Valores Organizacionais organizacionais Diminuição da motivação, Aumento da motivação, comprometimento e aumento de comprometimento e diminuição de turnover turnover Se a organização se preocupa com os valores, ela possibilita a percepção de pertencimento do funcionário e isso impacta no comprometimento, motivação e consequente desempenho
  • 42. VALORES TERMINAIS E INSTRUMENTAIS Valores terminais • Condições de existência desejáveis relacionadas às metas que se almeja atingir na vida Valores instrumentais • Meios para se chegar às metas dos valores terminais
  • 43. VALORES GERACIONAIS V.T.: valores terminais (Grande depressão (V.T.: vida confortável e segurança familiar) e 2ªGGM) (Depois da 2ªGGM, (V.T.: sentido de realização e reconhecimento avanço tecnológico e cinetífico) social) (Globalização, pai e mãe, (V.T.: amizade verdadeira, felicidade, prazer) computador, MTV) (Tecnologia e internet) (V.T.: ser rico e famoso) Adaptado de Robbins, Judge e Sobral (2010, p.141)
  • 44. ENFOQUES PREDOMINANTES • Valores sociais dos indivíduos enquanto influenciadores Trabalho das relações de trabalho, indicando a importância da compatibilidade entre valores de trabalho para a autoestima e a satisfação no trabalho • Valores como associados aos objetivos organizacionais e aos processos de socialização constantes e Cultura integrados a um sistema de normas e regras compartilhadas
  • 45. PRINCIPAIS ABORDAGENS Análise de documentos oficiais da organizações Utilização da média dos valores pessoais Estudo dos valores a partir da percepção dos empregados
  • 46. REFLEXÕES… Os valores mostram o que é certo e o que é errado (nível individual ou organizacional), então, de certo modo, encobrem a objetividade e a racionalidade, influenciando atitudes e comportamento Globalização reconstrução de valores e mudanças no contrato psicológico trabalhador-empresa Socialização primária: estabelecimento de valores Linguagem: portadora dos valores socialmente criados e fixados nela “Crise ética”: tudo é natural… sem normas individuais ou coletivas. Ex.: corrupção Cultura da modernidade: valores pessoais x valores “superficiais” (consumo)
  • 47. REFLEXÕES… Valores pessoais são diferentes de Valores organizacionais, mas produzem esquemas para avaliar atributos da organização Os valores pessoais fornecem expectativas de papéis e objetivos a serem atingidos, com isso seguem os valores organizacionais visando atingir suas metas, reforçando e mantendo a ordem social Cultura organizacional o valor como núcleo e estruturante da personalidade da empresa Pessoas com a mesma categoria ocupacional tendem a ter valores similares
  • 48. GESTÃO DE PESSOAS • Conhecer os valores para entender as atitudes • Os valores ajudam a estabelecem o vínculo entre visão e tomada de decisão • Estudar detalhadamente os valores dos dirigentes para compreender o papel dos valores no contexto organizacional 9estrutura e cultura) • Estudar a cultura organizacional e os valores principais, antes de um processo de mudança, visando minimizar a resistência • Formalizar os valores em estudos, manuais ou outras regras • Resgatar valores nobres associados ao desempenho de atividades produtivas • Políticas voltadas para o controle não são políticas voltadas ao comprometimento
  • 49. PESQUISA – Dias (2005) • Objetivo: investigar relação entre valores organizacionais, métodos e práticas de gestão de pessoas e comprometimento organizacional • Descritiva – survey • Quantitativa • Corte transversal • Siderúrgicas de médio porte de Minas Gerais – 524 respondentes • Questionário Inventário de perfis de valores organizacionais (IPVO) com escala Likert
  • 50. PESQUISA (DIAS, 2005, p.83)
  • 51. PESQUISA - RESULTADO Há relação significativa e positiva entre valores organizacionais, métodos e práticas de gestão de pessoas e comprometimento (DIAS, 2005)
  • 52. PERSONALIDADE E VALORES • Adequação da pessoa ao trabalho Alinhamento da Alinhamento de Satisfação personalidade entre Valores indivíduo e tarefa • Adequação da pessoa a organização Atração: Seleção: Evasão: alinhamento de alinhamento de desalinhamento valores personalidade • Socialização primária e secundária, valores e personalidade • Conflito
  • 53. Não é o que fazemos que importa, mas a emoção sob a qual fazemos o que fazemos (DIAS, 2005, p.48)
  • 54. REFERÊNCIAS ARGYRIS, C. Personalidade e organização: o conflito entre o sistema e o indivíduo. Rio de Janeiro: Renes, 1969. DAVIDOFF, L. L. Introdução à Psicologia: Terceira Edição. São Paulo: Pearson Makron Books, 2001. DIAS, D.V. Valores organizacionais, modelos e práticas de gestão de pessoas e comprometimento organizacional: um estudo em empresas selecionadas do setor siderúrgico mineiro. 2005. 388f. Tese (Doutorado em Administração) – Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2005. FLORES - MENDOZA, C.; COLOM, R. & cols. Introdução a Psicologia das diferenças individuais. Porto Alegre: Artmed, 2006. ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A.; SOBRAL, F. Comportamento organizacional: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010. TAVARES, C. Daniel. Como analisar os tipos de pessoas no sistema MBTI – método simples. 24 de fevereiro de 2011. Disponível em: http://www.politicaexterna.com/18438/como- analisar-os-tipos-de-pessoas-no-sistema-mbti-myers-briggs-mtodo-simples VIEIRA, Alessandro. Teoria Behaviorista sobre a Personalidade? Temos sim, senhor! 02 de maio de 2011. Disponível em: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2011/05/teoria-behaviorista- sobre-personalidade.html
  • 55. INDICAÇÃO DE LEITURA • A menina Mogli: http://www.aloterra.com.br/tippi-degre-a-historia-da- menina-mogli/ • Site “Terapia por Contingências” (Behaviorismo): http://www.terapiaporcontingencias.com.br/textos.html • 10 documentários que podem mudar a sua vida: http://www.hypeness.com.br/2013/03/10-documentarios-que- podem-mudar-a-sua-vida/