A Ciência, o Poder e os Riscos
Eutanásia
“A morte é um acontecimento biológico inevitável porque a
vida está organizada como um programa natural finito. Pela
sua inteligência e pela sua efectividade, os Homens
reconhecem este carácter finito e atribuem à vida um valor
elevado, mas aceitam o fim inevitável com naturalidade, sem
angústia nem temor, embora com algum desgosto.
A eutanásia nega o valor da vida, não deve ser aceite.
Mas também não deve ser aceite a distanásia, o
encarniçamento terapêutico com cuidados intensivos, já
totalmente desproporcionados em relação aos benefícios que
se pretendem obter, como se os médicos pretendessem
negar a inevitabilidade da morte corporal.”
Daniel Serrão
A morte
a alguém em grande
sofrimento e/ou em fase
terminal da vida
Tipos de Eutanásia
Activa provoca a morte a um doente por fins compassivos
Passiva provoca a morte do doente quando este já se encontra em fase terminal
e
tem como objectivo terminar com o sofrimento causado pela doença
Duplo Efeito morte acelerada devido à acção indirecta das acções médicas
com o objectivo de acalmar a dor de um paciente
Voluntária morte provocada tendo em conta a vontade do paciente
Involuntária morte provocada sem vontade do próprio doente
Não-voluntária morte estimulada sem que o paciente tivesse mostrado
algum interesse nela
Bioética
estudo sistemático das dimensões morais das ciências da vida e do
cuidado com a saúde
Utiliza:
- várias metodologias éticas num contexto multidisciplinar
Finalidade:
- reflectir e “abrir o horizonte” para as soluções relativas às questões
éticas provocadas pelo avanço tecnológico
Áreas de actuação:
- Medicina
- Filosofia
Bioética especial
Análise de grandes problemas, sob um
perfil geral, da Medicina e da Biologia
Bioética
5 Princípios
1º Autonomia
Reconhece o domínio do paciente
sobre a sua própria vida
Respeito à intimidade
Pessoa
Racional - capaz de pensar por si
Livre - que escolhe e decide o que quer fazer
Responsável - assume as consequências dos seus actos
é irrepetível no tempo e no espaço
Autónoma - capaz de escolher, actuar e assumir as responsabilidades
provenientes dos seus actos
Com dignidade deve ser tratada sem o atentado à sua integridade
física e psicológica
(respeitando-se, aspectos circunstanciais, como a raça, o sexo, a classe social, o
credo religioso, etc.)
Positivismo
teoria acerca do conhecimento que toma os factos como
origem e critério de validação do conhecimento
Ciências exactas ou naturais
Augusto Comte - “Lei dos três estados”
Cada um deve esperar que chegue a sua hora de
morrer natural
Cientismo
Segundo Karl Popper:
Há sempre possibilidade de factos ainda não
observados do passado ou factos futuros virem
a contradizer a conclusão
Tecnociência
Sistema de saber que reúne as finalidades da
Ciência e da técnica
Defensores da Eutanásia
Afirmam que ela remete para uma morte rápida
e indolor
Fase terminal
Só se usa a eutanásia em doentes em fase terminal
O conceito de fase terminal é subjectivo
Princípios éticos que os médicos devem ter em conta
Preservação da Vida
Alívio da dor
- Se escolhermos:
- preservar a vida contraria-se o facto de ela ser finita
- aliviar a dor com medicamentos facilita-se a morte
Solução:
- ter em conta os princípios éticos que devem estar patentes
no “amparo” da vida
Ética
fundamentação das normas morais do agir
incide na reflexão acerca dos princípios que devem orientar
a acção humana
Na Ciência:
- consciência dos poderes que interferem, se utilizam e
de todos os discursos que se apoiam nela
Conclusão
É indefensável o uso do conhecimento científico para pôr fim à vida do
ser humano
ANEXOS
Caso de eutanásia comove Itália
Filipa Soares
Isabel Almeida
Pedro Gomes
11ºH
Filosofia
Prof. Nuno Pereira
Ano Lectivo 2008/09
Escola Secundária Almeida Garrett
Trabalho realizado por:
Lei dos três estados

Apresenta..[1]

  • 1.
    A Ciência, oPoder e os Riscos Eutanásia
  • 2.
    “A morte éum acontecimento biológico inevitável porque a vida está organizada como um programa natural finito. Pela sua inteligência e pela sua efectividade, os Homens reconhecem este carácter finito e atribuem à vida um valor elevado, mas aceitam o fim inevitável com naturalidade, sem angústia nem temor, embora com algum desgosto. A eutanásia nega o valor da vida, não deve ser aceite. Mas também não deve ser aceite a distanásia, o encarniçamento terapêutico com cuidados intensivos, já totalmente desproporcionados em relação aos benefícios que se pretendem obter, como se os médicos pretendessem negar a inevitabilidade da morte corporal.” Daniel Serrão
  • 3.
    A morte a alguémem grande sofrimento e/ou em fase terminal da vida
  • 4.
    Tipos de Eutanásia Activaprovoca a morte a um doente por fins compassivos Passiva provoca a morte do doente quando este já se encontra em fase terminal e tem como objectivo terminar com o sofrimento causado pela doença Duplo Efeito morte acelerada devido à acção indirecta das acções médicas com o objectivo de acalmar a dor de um paciente Voluntária morte provocada tendo em conta a vontade do paciente Involuntária morte provocada sem vontade do próprio doente Não-voluntária morte estimulada sem que o paciente tivesse mostrado algum interesse nela
  • 5.
    Bioética estudo sistemático dasdimensões morais das ciências da vida e do cuidado com a saúde Utiliza: - várias metodologias éticas num contexto multidisciplinar Finalidade: - reflectir e “abrir o horizonte” para as soluções relativas às questões éticas provocadas pelo avanço tecnológico Áreas de actuação: - Medicina - Filosofia
  • 7.
    Bioética especial Análise degrandes problemas, sob um perfil geral, da Medicina e da Biologia
  • 8.
    Bioética 5 Princípios 1º Autonomia Reconheceo domínio do paciente sobre a sua própria vida Respeito à intimidade
  • 9.
    Pessoa Racional - capazde pensar por si Livre - que escolhe e decide o que quer fazer Responsável - assume as consequências dos seus actos é irrepetível no tempo e no espaço Autónoma - capaz de escolher, actuar e assumir as responsabilidades provenientes dos seus actos Com dignidade deve ser tratada sem o atentado à sua integridade física e psicológica (respeitando-se, aspectos circunstanciais, como a raça, o sexo, a classe social, o credo religioso, etc.)
  • 10.
    Positivismo teoria acerca doconhecimento que toma os factos como origem e critério de validação do conhecimento Ciências exactas ou naturais Augusto Comte - “Lei dos três estados” Cada um deve esperar que chegue a sua hora de morrer natural
  • 11.
  • 12.
    Segundo Karl Popper: Hásempre possibilidade de factos ainda não observados do passado ou factos futuros virem a contradizer a conclusão
  • 13.
    Tecnociência Sistema de saberque reúne as finalidades da Ciência e da técnica
  • 14.
    Defensores da Eutanásia Afirmamque ela remete para uma morte rápida e indolor
  • 15.
    Fase terminal Só seusa a eutanásia em doentes em fase terminal O conceito de fase terminal é subjectivo
  • 16.
    Princípios éticos queos médicos devem ter em conta Preservação da Vida Alívio da dor - Se escolhermos: - preservar a vida contraria-se o facto de ela ser finita - aliviar a dor com medicamentos facilita-se a morte Solução: - ter em conta os princípios éticos que devem estar patentes no “amparo” da vida
  • 17.
    Ética fundamentação das normasmorais do agir incide na reflexão acerca dos princípios que devem orientar a acção humana Na Ciência: - consciência dos poderes que interferem, se utilizam e de todos os discursos que se apoiam nela
  • 18.
    Conclusão É indefensável ouso do conhecimento científico para pôr fim à vida do ser humano
  • 19.
  • 20.
    Filipa Soares Isabel Almeida PedroGomes 11ºH Filosofia Prof. Nuno Pereira Ano Lectivo 2008/09 Escola Secundária Almeida Garrett Trabalho realizado por:
  • 21.