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MATEMÁTICA
Teoria
Matemática básica
Este material possui toda a teoria apresentada no Curso de Matemática Básica
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
SUMÁRIO
NÚMEROS DECIMAIS 1
NÚMEROS NÃO DECIMAIS 6
MÚLTIPLOS E DIVISORES 12
FRAÇÃO (NÚMEROS RACIONAIS) 17
REGRA DE TRÊS 21
RAZÃO E PROPORÇÃO 24
SISTEMAS DE MEDIDAS 33
PRINCIPAIS FIGURAS REGULARES 36
PRINCIPAIS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS 39
EQUAÇÕES NUMÉRICAS 40
SISTEMA DE EQUAÇÃO DO 1° GRAU 43
PORCENTAGEM 48
JURO SIMPLES 53
MATEMÁTICA
1
NÚMEROS DECIMAIS
Definições
O sistema numérico que utilizamos no dia a dia é o
sistema decimal. Desta forma temos 10 algarismos
para representar os números:
Algarismos: São os símbolos que representam os
números, assim sendo, os algarismos são
representado por 10 símbolos.
0, 1, 2, 3, 4, 5 , 6, 7, 8, e 9
A cada 10 unidades formamos uma dezena;
A cada 10 dezenas formamos uma centena;
A cada 10 centenas formamos um milhar;
A cada 10 milhares formamos uma dezena de
milhar;
A cada 10 dezenas de milhar formamos uma
centena de milhar;
Os números são escritos obedecendo à seguinte
formação:
O último algarismo representa a casa das unidades;
O penúltimo, a casa das dezenas;
O antepenúltimo, a casa das centenas;
O anterior, ao antepenúltimo da casa do milhar e
assim por diante.
Exemplo: O número
4 8 3 7
4 milhares + 8 centenas + 3 dezenas + 7 unidades
VALOR ABSOLUTO × VALOR RELATIVO
Em relação ao número, o algarismo possui dois
valores distintos:
1. Valor absoluto: é o valor do símbolo.
2. Valor relativo: é o valor que ele representa
dentro do número.
Exemplo: no número acima:
O valor absoluto do 8 é 8 (mesmo valor do símbolo).
O valor relativo do 8 é 800 (como falamos ao ler o
número).
Todo número é a soma dos valores relativos dos
algarismos que o compõe.
Exemplo: 4.837
O valor relativo de cada um seus algarismos é:
4 é 4.000
8 é 800
3 é 30
7 é 7
Somando 4.837
Podemos também escrever o número 4.837 como:
4 × 1.000 + 8 × 100 + 3 × 10 + 7 × 1
Quando dividimos um algarismo por 10, o resultado
será um décimo desse algarismo, quando dividimos
por 100 será um centésimo, por mil, milésimo e
assim por diante.
Exemplo:
7,0
10
7
 07,0
100
7

007,0
000.1
7
 0007,0
000.10
7

Os números que estão a esquerda da igualdade
recebem o nome de fração decimal e os da direita
número decimal.
Todo número decimal pode ser representado através
de uma fração decimal e vice versa.
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Lendo um número decimal
Podemos ler o número 0,725 da seguinte forma:
a. setecentos e vinte e cinco milésimos.
b. sete décimos, 2 centésimos e cinco milésimos
c. setenta e dois centésimos e 5 milésimos
Qualquer número é igual a soma dos valores
relativos de seus algarismos.
1.000 100 10 1
10
1
100
1
000.1
1
3 8 2 5, 8 3 4
3 milhares 3.000
8 centenas 800
2 dezenas 20
5 unidades 5
8 décimos 0,8
3 centésimos 0,03
4 milésimos 0,004
Somando 3.825,834
Operações ( )
Soma ou Adição ( )
Na adição a ordem das parcelas não altera o valor
da soma (propriedade comutativa).
Propriedade: se aumentarmos (ou diminuirmos)
uma das parcelas de um determinado valor, o total
ficará aumentado (ou diminuído) daquele valor.
No exemplo acima se aumentarmos a última parcela
de 10 unidades teremos:
Propriedade: A operação adição pode ser resolvida
por partes (propriedade associativa), essa
propriedade permite dividir a soma em duas ou mais
partes, assim achamos o total de cada uma das
partes e depois efetuamos a adição dos resultados
encontrados.
No exemplo acima, poderíamos fazer:
15 + 45 = 60 (1ª + 4ª) parcela
13 + 21 = 34 (2ª + 3ª) parcela
60 + 34 = 94
Média Aritmética
A média aritmética é obtida dividindo-se o total pelo
número de parcelas. Em virtude desta definição
podemos escrever:
parcelasdenúmero
total
aritméticamédia 
total = média aritmética × número de parcelas
aritméticamédia
total
parcelasdenúmero 
Exemplos
01. A média salarial dos 80 funcionários de uma
empresa é de R$ 2.000,00, determinar quanto
ganha em média cada mulher sabendo que o
total de homens é 60 e a média salarial deles é
de R$ 2.500,00.
Assim deduzimos:
F. Pgto. Empresa 80 × $ 2.000 = $ 160.000
F. Pgto. Homens 60 × $ 2.500 = $ 150.000
F. Pgto. Mulheres 20 × X = $ 10.000
20 × X = $ 10.000
X = 00,500
20
000.10
20
000.10

Portanto, a média salarial das mulheres é de
R$ 500,00.
MATEMÁTICA
3
02. A média salarial dos 120 funcionários de uma
empresa é x se o total da folha de pagamento
desta empresa tiver um aumento de R$
60.000,00, podemos afirmar que a média salarial
da empresa aumentou em:
Para descobrir quanto aumentou a média salarial da
empresa basta dividir o aumento da Folha de
Pagamento pelo número de funcionários. Assim:
Aumento =
120
000.60
= 500
Justificativa: se os 120 funcionários tiveram um
aumento de $ 500,00, o total da folha será
aumentado de 120 × 500,00 = $ 60.000,00.
Subtração ( )
178 Minuendo
– 37 Subtraendo
141 Resto ou diferença
Escrevendo em forma de igualdade
178 – 37 = 141  178 = 141 + 37
ou
178 – 37 = 141  37 = 178 – 141
Observem no exemplo acima (Prova real)
M – S = R  M = S + R
M – S = R  S = M – R
Propriedades: numa subtração, se aumentarmos
(ou diminuirmos) o minuendo de um determinado
valor, o resultado aumentará (ou diminuirá) deste
valor.
No exemplo acima se aumentarmos o minuendo de
15 teremos:
193 (178 +15)
– 37
156 O resto aumentou 15
Em uma subtração, se aumentarmos (ou
diminuirmos) o subtraendo de um determinado valor
o resultado diminuirá (ou aumentará) deste valor.
No exemplo acima se diminuirmos o subtraendo de
12 teremos:
178
– 25 (37 – 12)
153 O resto aumentou 12
Numa subtração se aumentarmos (ou diminuirmos)
o Minuendo e o Subtraendo de um determinado
valor o resultado não sofrerá alteração.
No exemplo acima se aumentarmos o minuendo e o
subtraendo de 3 unidades teremos:
181 (178 + 3)
– 40 (37 + 3)
141 O resultado não alterou
Multiplicação ( )
Em uma multiplicação podemos fragmentar um
número de modo a facilitar a operação.
Exemplo: 29 × 41 =
29 × (40 + 1) =
29 29
× 40 + × 1
1.160 + 29 = 1.189
Divisão ( )
Escrevendo em forma de igualdade temos:
dividendo = divisor quociente + resto
Não podemos esquecer que o resto nunca poderá
ser maior ou igual ao divisor.
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo 1: quando dividimos 150 por 30 obtemos o
mesmo resultado da divisão 15 por 3. Nesse caso
estamos dividindo tanto o dividendo como divisor por
10.
3
15
1030
10150



Exemplo 2: quando dividimos 0,15 por 0,03
obtemos o mesmo resultado da divisão 15 por 3.
Nesse caso estamos multiplicando tanto o dividendo
como o divisor por 100.
3
15
10003,0
10015,0



Propriedade: se multiplicarmos ou dividirmos o
dividendo e o divisor por um mesmo número, o
resultado não se altera.
A propriedade acima nos permite, quando feita uma
divisão e o número de casas decimais do dividendo
for diferente do número de casas decimais do
divisor, igualar o número de casas decimais com
zeros e depois cortar a vírgula.
Casos Especiais:
Quando forem feitas as seguintes divisões:
Exemplo 1 (divisão por 5, “dobra-dobra”)
4,1
10
14
25
27
5
7




Neste exemplo utilizamos o caso: dobra-dobra, ou
seja, dobramos o valor do numerador e o valor do
denominador, pois a divisão fica simplificada quando
o divisor é um número múltiplo de 10, já que
podemos somente mudar a posição da vírgula.
Exemplo 2 (divisão por 25, “dobra-dobra”, “dobra-dobra”)
24,2
100
224
250
2112
225
256
25
56







Neste exemplo utilizamos o caso: dobra-dobra,
dobradobra, ou seja, dobramos o valor do
numerador e o valor do denominador duas vezes,
pois a divisão fica simplificada quando o divisor é um
número múltiplo de 10, já que podemos somente
mudar a posição da vírgula.
Regras de Sinais
 Soma (+)
a. sinais iguais: somam-se as parcelas e conserva-
se o sinal.
Exemplo: (+3) + (+5) = +8
(–7) + (–5) = –12
b. sinais diferentes: subtrai-se um do outro e
conserva-se o sinal do maior.
Exemplo: (–8) + (+3) = –5
(+10) + (–2) = +8
 Subtração (–)
Troca-se o sinal (–) por (+), inverte-se o sinal do 2°
termo da subtração e efetua-se a regra acima.
Exemplo: (+10) – (–3) = (+10) + (+3) = +13
(–8) – (–3) = (–8) + (+3) = –5
(–7) – (+4) = (–7) + (-4) = –11
 Multiplicação e Divisão (×, ÷)
a. sinais iguais: faz-se a operação normalmente e o
resultado será positivo.
Exemplo: (+24) ÷ (+2) = + 12
(–10) × (–5) = + 50
b. sinais diferentes: faz-se a operação
normalmente e o resultado será negativo
Exemplo: (–40) ÷ (+8) = – 5
(+3) × (–2) = – 6
Operações Decimais
Observe os exemplos abaixo:
1. 123 – 47 =
123 + 3 126
– (47 + 3) – 50
76
Podemos somar 3 aos
dois números,
transformando 123 em
126 e 47 em 50,
deixando a conta mais
fácil.
MATEMÁTICA
5
2. 467 – 85 =
467 + 15 482
– (85 + 15) – 100
382
3. 564 + 398 =
564 – 2 564
+ 398 + 2 + 400
962
4. 813 + 469 =
Solução 1
813 + 69 882
+ 469 – 69 + 400
1.282
Solução 2
813 – 31 782
+ 469 + 31 + 500
1.282
Somando 15 aos
números
transformamos 477
em 482 e 85 em 100,
tornando mais fácil a
subtração.
Nesta conta
somamos e
subtraímos 2
unidades,
transformando 564
em 562 e 398 em
400.
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
NÚMEROS NÃO DECIMAIS
A base decimal não é a única a ser utilizada em,
nosso cotidiano. Para tratarmos de problemas que
envolvem, por exemplo, tempo ou ângulos, é
necessário um tratamento diferente do utilizado
anteriormente.
Ao trabalhar com divisão de números não decimais,
é preciso levar em consideração o resto.
Por exemplo:
Quero dividir 200 bolinhas entre 30 meninos.
Quantas bolinhas receberá cada um e quantas
bolinhas sobrarão?
É lógico que você já chegou a conclusão que cada
menino receberá 6 bolinhas e sobrarão 20 bolinhas.
Mas vamos analisar as duas continhas abaixo:
Embora o quociente das duas contas tenha o
mesmo valor, notem que na primeira o resto foi 20 e
na segunda o resto foi 2; ele ficou dividido por 10.
Através do exemplo acima podemos concluir que
toda vez que precisarmos do resto de uma divisão é
aconselhável não usar o cancelamento, pois o resto
também ficará dividido.
Dividiu bolinhas! O resto é bolinha!
Então:
Dividiu horas! O resto é hora!
Dividiu minutos! O resto é minuto!
E assim por diante.
Conversão de Unidades
Para um número não decimal ser convertido em
outra unidade é necessário saber como é feita a
conversão.
Exemplo 1:
Uma fábrica de fraldas embala seu produto de
seguinte maneira: Cada caixa possui 23
embalagens, cada embalagem possui 15 pacotes,
que por sua vez possui 25 fraldas.
Desejo comprar 1 caixa de fraldas, quantas fraldas
estarei comprando no total?
Solução:
fraldas
Exemplo 2:
Um aluno mediu um ângulo com o transferidor e
obteve a medida de 135,4°. A professora pediu ao
menino que passasse esse valor para um número
misto. Como ficaria esse número?
Solução:
È necessário ressaltar que ângulos são medidos em
graus e seus submúltiplos são dados em minutos e
segundos.

 

cccccccc135, 4
135 0,4 60 24
135 24'
Não confundir temperatura, que é medida em
graus Celsius, com ângulo, que é medido em graus.
MATEMÁTICA
7
Problemas envolvendo tempo
Para facilitar nosso estudo, utilizaremos a tabela de
conversão de tempo
Transformando número decimal em número
misto
Ás vezes é necessário transformar um número misto
em decimal ou vice versa, fato este muito usado nos
problemas de velocidade.
Atenção: 2,50 h não são 2 horas e cinqüenta
minutos.
2,50 h é igual a:
2 h + 0,50 h
2 h +
100
50
h
2 h +
100
50
× 60 min = 2 h 30 min
Quando a grandeza for hora ou minuto e estiver
escrita na forma decimal, para transformá-la em
número não decimal basta multiplicar a parte
decimal por 60. O produto corresponderá aos
minutos (ou segundos)
Assim temos:
2,5 horas = 2 horas e 30 min, pois 0,5  60 = 30
4,25 horas = 4 horas e 15 min, pois 0,25  60 = 15
Para transformar um número misto em número
decimal basta:
1. transformar todas unidades para menor delas
2. aplicar uma regra de três para calcular a unidade
desejada.
Exemplo
Transformar 4 horas e 15 minutos em horas
4 horas e 15 min = 240 min + 15 min = 255 min
Resolvendo a regra de três:
Minutos Horas
60 1
255 X
60X = 255
X =
60
255
= 4,25 horas
Exemplo 2
Transformar em número decimal: 1 ano 4 meses e
15 dias
1 ano = 360 dias
4 meses = 120 dias
15 dias = 15 dias
Total = 495 dias
Neste caso temos o ano comercial.
1 ano = 365 dias
4 meses = 120 dias
15 dias = 15 dias
Total = 500 dias
Neste caso temos o ano exato.
Resolvendo a regra de três:
Dias Anos
360 1
495 X
a. ano comercial
360X = 495
X =
360
495
= 1,3750 anos
Dias Ano
365 1
500 X
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
b. ano exato
365 X = 500
X =
360
500
= = 1,3698 anos
Observem a resposta dos dois casos. A diferença
ocorreu praticamente na 3ª casa decimal.
Na maioria dos exercícios devemos usar o ano
comercial (principalmente quando estamos
trabalhando com problemas de juros).
Exemplos
a. Passar 2 anos, 4 meses e 15 dias para dias.
Quem desce a escada (da maior unidade para a
menor), multiplica.
b. Quantos dias, horas, minutos e segundos
correspondem 829.565 segundos?
Estamos indo da menor para maior unidade,
assim vamos subir a escada degrau por degrau.
Vamos começar dividindo por 60 para descobrir
quanto minutos temos, depois por 60 novamente
para descobrir quantas horas, depois por 24 para
descobrir o número de dias.
Portanto: 829.565 segundos corresponde a 9 dias,
14 horas, 26 minutos e 5 segundos.
Exemplo 1
Dividir 46 horas por 9
Quando dividimos horas o resto será horas. Quando
dividimos minutos o resto será minutos.
O resultado é: 5 h, 6 min e 40 seg.
Exemplo 2
Dividir 48 dias por 7
O resultado é: 6 dias, 20 horas, 34 min e 17 seg
Se quisermos, podemos continuar a divisão após
apurarmos os segundos, achando décimos,
centésimos ou milésimos de segundos.
Exemplo 3
Transforme 1.250.000 segundos em dias, horas,
minutos e segundos.
Atenção: não podemos simplificar utilizando a
técnica do cancelamento.
O resultado é: 14 dias, 11 horas, 13 minutos e 20
segundos.
MATEMÁTICA
9
Exercícios com tempo (forma decimal)
01. Determinar a velocidade média de um carro que
faz o percurso de 260 Km em 1 hora e 30
minutos. A velocidade média é dada pela
divisão da distância pelo tempo gasto, porém
antes de efetuarmos a divisão devemos passar
1 hora e 30 minutos para hora (forma decimal)
1h e 30 min = 60 + 30 = 90 min
Resolvendo a regra de três, temos:
Minutos Horas
60 1
90 X
60 X = 90
X =
60
90
= 1,50 horas
Vm
=
50,1
260
= 173,33 km/h
02. Determinar a velocidade média de um carro
que faz o percurso de 800 Km em 3 horas e 20
minutos.
3h e 20 min = 180 + 20 = 200 min
Resolvendo a regra de três, temos:
Minutos Horas
60 1
200 X
60 . X = 200
X =
3
10
60
200
 h
Dica importante: quando a divisão não for
exata é preferível trabalhar com a fração.
Assim:
Operações com Números Não Decimais
Somando números não decimais
Para somar números não decimais inicialmente
somamos cada uma das unidades separadamente.
Depois iniciando pelos submúltiplos menores,
extraímos as partes inteiras e somamos na coluna
anterior e assim sucessivamente. Verifique o
exemplo abaixo:
Efetuar:
(5 h, 45 min e 50 seg ) + (7 h, 38 min e 47 seg)
Horas Min Seg
5 45 50
7 38 45
Total 12 h 83 min 97 seg
Extraindo a parte inteira dos submúltiplos
Horas Min. Seg.
5 45 50
7 38 45
Total 12 83 97
+ 1 – 60
12 84 37
+ 1 – 60
13 24 37
Solução: 13 horas, 24 minutos e 37 segundos
Subtraindo números não decimais
A subtração deve ser efetuada de forma análoga à
adição, ou seja, vamos separar as unidades por
colunas e depois efetuar as operações
separadamente.
Quando o minuendo for menor que o subtraendo,
devemos emprestar uma unidade na casa da
unidade imediatamente superior e transformá-la na
unidade que estamos operando adicionando-a ao
minuendo, como mostra o exemplo abaixo
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Efetuar:
(8 h 12 min e 15 seg) – (3 h 45 min e 50 seg)
Horas Min. Seg.
8 12 15
– 3 – 45 – 50
Como na coluna dos segundos não é possível tirar
50 de 15, vamos até a coluna dos minutos
emprestamos um minuto que corresponde a 60
segundos e adicionamos aos 15 seg.
Assim ficamos:
Horas Min. Seg.
11 + 60
8 12 15
– 3 – 45 – 50
Repetindo a operação em relação às unidades
min/hora.
Horas Min. Seg.
7 + 60
8 11 75
– 3 – 45 – 50
Agora, podemos fazer a subtração.
Horas Min. Seg.
7 71 75
– 3 – 45 – 50
4 26 25
Exemplo 1:
Um operário trabalhou das 11 da manhã até as 3 da
tarde. Quantas horas ele trabalhou?
Solução:
É necessário transformar a informação “3 da tarde”
para 15 horas, assim podemos efetuar a subtração:
Exemplo 2:
A senhora Marili Moroe, nascida em primeiro de
junho de 1926 namorou o senhor João Kenedito,
nascido em 20 de maio de 1917. Qual a diferença de
idade entre o casal?
Solução:
Para resolver esse problema, é necessário subtrair a
idade de quem nasceu primeiro, da idade que quem
nasceu depois, já que, quem nasceu primeiro tem
menos anos do que quem nasceu depois
Ano Mês Dia
1926 6 1
– 1917 – 5 – 29
Assim temos que:
Ano Mês Dia
5 + 30
1926 6 1
– 1917 – 5 – 29
Agora, podemos fazer a subtração.
Ano Mês Dia
1926 5 31
– 1917 – 5 – 29
9 0 2
Portanto a diferença de idade entre os dois é de 9
anos e dois dias.
MATEMÁTICA
11
Multiplicando números não decimais por um
número inteiro
Para efetuar a divisão basta multiplicar cada uma
das unidades pelo número inteiro. É necessário
fazer as transformações quando os valores
apurados forem maiores que as unidades
imediatamente superiores.
Exemplo: efetuar a multiplicação (2 anos, 4 meses e
16 dias) por 6
2 anos 4 meses 16 dias
× 6 × 6 × 6
12 anos 24 meses 96 dias
Fazendo as transformações, temos:
2 anos 4 meses 16 dias
× 6 × 6 × 6
12 anos 24 meses 96 dias
+ 3 meses – 90 dias
27 meses 6 dias
+ 2 anos – 24 meses
14 anos 3 meses 6 dias
Dividindo números não decimais por inteiro
Para efetuar a divisão basta dividir cada uma das
unidades observando que:
 o quociente deve ser um número inteiro
 o resto deve ser adicionado à unidade
imediatamente inferior após a transformação.
A última unidade permite uma subdivisão decimal.
Dividir (15 h, 26 min e 44 seg) por 8
a. dividindo 15 por 8 o quociente é 1 e o resto 7.
b. multiplicando 7 por 60 obtém-se 420 que foi
adicionado ao 26
Repetindo a operação com os min/seg:
Solução: 1hora 55 minutos e 50,5 segundos
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
MÚLTIPLOS E DIVISORES
Quando dividimos um número a pelo número b e a
conta é exata, então podemos afirmar:
1. a é um múltiplo de b ou
2. b é um divisor de a
Exemplo:
8  2 = 4 ou 8 = 4 2
8 é múltiplo de 2
2 é divisor de 8
4 e 2 são fatores de 8
Números primos: são aqueles que admitem
apenas dois divisores distintos, ele mesmo e o
número 1.
Exemplo:
7 13 31 47 53
Atenção: o número 1 não é primo, ele tem
apenas 1 divisor.
Números primos entre si: são aqueles que têm
como divisor comum apenas o número um (1).
Exemplo:
- Os divisores do número 9 são { 1, 3, 9 }
- Os divisores do número 8 são { 1, 2, 4, 8 }
OBS. : os números 8 e 9 não são primos, porém o
único divisor comum entre eles é o número 1
Propriedades
O M.D.C. de dois números primos entre si é 1.
O M.M.C. de dois números primos entre si será
sempre o produto entre eles.
Exemplo:
- O M.D.C entre 15 e 16 é 1
- O M.M.C entre 15 e 16 é15  16 = 240
Regras de Divisibilidade
Por 2: todo número será divisível por 2 quando o
último algarismo que compuser o número for: 0, 2, 4,
6, 8.
Exemplo:
12 24 108 412
Por 3: todo número será divisível por 3 quando a
soma de seus algarismos for múltiplo de 3.
Exemplo:
27   2 + 7 = 9
132   1 + 3 + 2 = 6
Por 4: todo número será divisível por 4 quando
terminar em: 00 ou o número formado pelos últimos
algarismos for divisível por 4.
Exemplo:
8016 6400 8532
Por 5: todo número será divisível por 5 quando
terminar em: 0 ou 5.
Exemplo:
185 4.175 9999990
Por 6: todo número será divisível por 6 quando for
divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplo:
6.144 termina em 4, é divisível por 2,
6 + 1 + 4 + 4 = 15, é divisível por 3.
Por 8: todo número será divisível por 8 quando
terminar em: 000 ou o número formado pelos três
últimos algarismos for divisível por 8.
MATEMÁTICA
13
Exemplo:
105.432 432 é divisível por 8
87.000 termina em 000
Por 9: todo número será divisível por 9 quando a
soma dos algarismos for múltiplo de 9.
Exemplo:
27.873 2 + 7 + 8 + 7 + 3 = 27
27 é múltiplo de 9; portanto, 26.873 é
divisível por 9
Por 10: todo número é divisível por 10 quando
terminar em 0.
Exemplo:
23.840 - 48.150 - 87.131.720
Por 11: todo número é divisível por 11 quando a
diferença da soma entre os algarismos que ocupam
as casas de ordem par com a soma dos algarismos
que ocupam as casas de ordem ímpar for zero ou
múltiplo de 11.
Exemplos:
8.734 1° + 3°  4 + 7 = 11
2° + 4°  3 + 8 = 11
11 – 11 = 0
91.839 1° + 3° + 5°  9 + 8 + 9 =26
2° + 4° = 3 + 1 = 4
26 – 4 = 22
OBS.: Se dois números primos entre si são divisores
de um determinado número a, então o produto dos
números primos entre si também será divisor do
número a
Exemplo:
o número 3 é divisor de 30
o número 5 é divisor de 30
o produto 3  5 = 15 também será divisor
de 30.
Exemplo :
Usando as regras acima determinar os divisores do
número 3.960.
Resolvendo:
 O último algarismo é par  divisível por 2
 60 (dois últimos algarismos) é múltiplo de 4
divisível por 4
 3 + 9 + 6 + 0 = 18  divisível por 3 e 9
 termina com zero  divisível por 5 e 10
 (3 + 6) – (9 + 0) = 0  divisível por 11
Se 3960 é divisível por:
2 e 3   ele será divisível por 2  3 = 6
2 e 5   ele será divisível por 2  5 = 10
2 e 9   ele será divisível por 2  9 = 18
2 e 11  ele será divisível por 2  11 = 22
3 e 4   ele será divisível por 3  4 = 12
3 e 5   ele será divisível por 3  5 = 15
3 e 10  ele será divisível por 3  10 = 30
3 e 11  ele será divisível por 3  11 = 33
5 e 4   ele será divisível por 5  4 = 20
5 e 9   ele será divisível por 5  9 = 45
5 e 11  ele será divisível por 5  11 = 55
9 e 10  ele será divisível por 9  10 = 90
9 e 11  ele será divisível por 9  11 = 99
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Máximo Divisor Comum (M.D.C.)
Divisores de um Número
Para obtermos o conjunto dos divisores de um
determinado número, vamos seguir a seguinte regra
prática:
1. divide-se o número pelo menor divisor primo.
Ex.: divisores do número 120
2. divide-se o quociente pelo seu menor divisor
primo.
3. repete-se a operação sucessivamente, até que o
quociente seja 1.
Desta forma estamos decompondo o nº 120 em
seus fatores primos e podemos escrever:
120 = 23  31  51
4. multiplicando todos os divisores encontrados,
entre si; o resultado obtido será o conjunto dos
divisores do número.
Disposição Prática
1
120 2 2
60 2 4
30 2 8
15 3 3, 6, 12, 24
5 5 10, 20, 40, 15, 30, 60, 120
1
Exemplo: dados os números 48 e 120, calcular os
divisores comuns.
1
48 2 2
24 2 4
12 2 8
6 2 16
3 3 3, 6, 12, 24, 48
1
Divisores Comuns = {1, 2, 3, 4, 6, 8,12, 24}
Máximo Divisor Comum: 24
Quantidade de divisores distintos de um número:
basta multiplicar entre si os expoentes de cada fator
primo acrescido de 1.
Exemplos:
 120 = 23  31  51
números divisores de 120
(3 + 1) (1 + 1) (1 + 1) = 16
 72 = 23  32
número divisores de 72 = (3 + 1) (2 + 1) = 12
 48 = 24  31
número divisores de 48 = (4 + 1) (1 + 1) = 10
Forma Rápida para Determinar o M.D.C
Neste caso vamos decompor os números como
fazemos no m.m.c (não há necessidade de
começarmos pelos menores divisores primos, basta
chegarmos a conclusão que os três números são
divisíveis um determinado número para efetuar a
divisão).
O m.d.c. será o produto dos divisores comuns.
MATEMÁTICA
15
Determinar o m.d.c. de 2100, 1800 e 750.
2.100 – 1.800 – 750 10 todos são divisíveis por 10
210 – 180 – 75 5 todos são divisíveis por 5
42 – 36 – 15 3 todos são divisíveis por 3
14 – 12 – 5 Não há mais divisores
comuns
primos entre si m.d.c. = 10 5 3 = 150
Determinar o mdc dos números 480, 144 e 600
480 – 144 – 600 4 todos são divisíveis por 4
120 – 36 – 150 6 todos são divisíveis por 6
20 – 6 – 25 Não há mais divisores
comuns
primos entre si m.d.c. = 4 6 = 24
Problemas envolvendo o máximo divisor
Para sabermos se um problema deve ser resolvido
através do M.D.C, temos três dicas importantes. Na
leitura do exercício, devemos chegar às seguintes
conclusões:
1ª de que o problema nos passa a idéia de divisão
(dividir em números de partes);
2ª de que as partes são iguais (comum);
3ª e de que normalmente procuramos o maior
número de partes iguais, o que significa (máximo).
4ª após descobrirmos que o problema é de M.D.C.,
devemos responder as duas perguntas:
O que é o m.d.c.? (a resposta está no contexto)
O que eu estou querendo?
Exemplo
Qual é a maior quantidade de pacotes iguais que
poderei fazer se tenho 840 livros, 600 cadernos e
960 canetas ?
Idéia divisão  divisor
Pacotes iguais  comum
Maior quantidade  máximo
Desta forma a maior quantidade de pacotes iguais
nada mais é do que o Máximo Divisor Comum entre
os números 840, 600 e 960.
Mínimo múltiplo comum
Para determinarmos o M.M.C. de dois ou mais
números, basta decompô-los simultaneamente em
seus fatores primos (divisores) e, depois multiplicar
os divisores encontrados, assim, o produto será o
m.m.c.
180 240 108 2
90 120 54 2
45 60 27 2
45 30 27 2
45 15 27 3
15 5 9 3
5 5 3 3
5 5 1 5
1 1 1
2.160
Problemas envolvendo mínimo
Para sabermos se um problema deve ser resolvido
através do m.m.c, temos três dicas importantes:
1ª na leitura do exercício devemos chegar a
conclusão de que se trata de atos repetitivos (ou
seja, múltiplos);
2ª após determinado intervalo, os acontecimentos
deverão ser simultâneos (comuns)
3ª como normalmente procuramos a primeira
coincidência, estamos diante do mínimo.
Quando o problema é de MMC, devemos responder
às seguintes perguntas :
1 – É m.m.c. ?
2 - O que é o m.m.c.? (olhar contexto)
3 - O que o problema quer? (nem sempre é o
M.M.C.)
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo
Três viajantes passam por um determinado local
respectivamente a cada 15, 20 e 25 dias. Sabendo-
se que hoje os três se encontraram, quando
acontecerá o novo encontro?
Observem:
a. idéia de repetição  múltiplo
b. encontro em determinado dia  comum
c. próximo encontro  m.m.c
Resposta: será o m.m.c. (15,20,25) = 300 dias
Problemas dos pontos internos
Referência: número de cortes
Quando fazemos um corte, obtemos duas partes:
Quando fazemos dois cortes, obtemos três partes
Quando fazemos três cortes, obtemos quatro partes
Quando fazemos n cortes , obtemos (n + 1) partes
5 cortes 6 pedaços
Referência: número de partes.
Quando dividimos uma barra de chocolate em:
duas partes, precisamos fazer apenas um corte.
três partes, precisamos fazer apenas dois cortes.
quatro partes, precisamos fazer apenas três cortes.
n partes, precisamos fazer apenas (n – 1) cortes.
6 pedaços 5 cortes
Pontos internos + extremidades
Se temos n partes teremos :
[(n – 1) + 2] = (n + 1) pontos
Onde (n – 1) é o número de pontos internos e 2 são
os das extremidades .
6 pedaços 5 pontos
Exemplo: Numa rua com 110 metros de
comprimento serão plantadas árvores a cada 10
metros, sendo também plantada uma árvore em
cada extremidade, quantas árvores serão
necessárias.
110 : 10 = 11 (nº de pedaços)
11 pedaços → 10 pontos internos
10 pontos internos + 2 nas extremidades = 12
árvores
Dica importante: todo problema de ponto o ideal é
resolvê-lo graficamente.
Exemplo 2:
Um sarrafo de 1,80m deverá ser fixado numa parede
qual a quantidade mínima de parafusos é necessário
de modo que a distância entre eles fique sempre a
mesma e ainda um dos parafusos deverá ser
colocado a uma distância de 80 cm de uma das
extremidades, não será fixado parafusos nas
extremidades .
Este problema envolve mdc (O mínimo de parafuso
→ Maior distância)
Portanto o mdc representa o tamanho de cada
pedaço.
Estamos procurando número de pontos ( pontos
internos) .
Passando para cm temos:
( 80 cm e 100 cm) → MDC = 20 cm
80: 20 = (4 pedaços) → 3 pontos internos
100: 20 = (5 pedaços) → 4 pontos internos
Total: (3 + 4) = 7 parafusos.
80 cm 100 cm
MATEMÁTICA
17
FRAÇÃO (NÚMEROS RACIONAIS)
Fração
Chamamos de fração ou de números fracionários
aqueles que são escritos da forma
b
a
, onde a e b
são números inteiros e b ≠ 0. Fração pode ser
dita como sendo uma divisão.
Nomenclatura
O número que fica acima do traço da fração
recebe o nome de numerador e o que fica abaixo
denominador.
rdenominado
numerador

5
3
Fração Própria
É aquela cujo valor absoluto do numerador é
menor que o valor absoluto do denominador.
Como conseqüência seu valor absoluto sempre
será menor que 1 (um inteiro).
Exemplos
no
quadradinho =
no quadradinho =
Fração Imprópria
É aquela cujo valor absoluto do numerador é
maior que o valor absoluto do denominador.
Como conseqüência o seu valor absoluto sempre
será maior que 1 (um inteiro).
Exemplos
no
quadradinho =
no
quadradinho =
Número Misto
É aquele composto por um número inteiro e uma
fração própria.
Obs.: toda fração imprópria pode ser escrita
como número misto e vice-versa.
Exemplos
a. escrever
3
7
na forma de número misto
3
7
 
b. escrever
3
1
4 na forma de fração imprópria
3
13
3
112
3
134
3
1
4 




Fração Aparente
É aquela que embora escrita na forma de fração
nada mais é do que um número inteiro.
Exemplos
3
15
,
4
12
,
5
10
Fração decimal
Quando o denominador de uma fração for 10 ou
potência de 10 (10 ; 100; 1.000,...) ela receberá o
nome de fração decimal.
Número decimal
Chamamos de número decimal todo número que
após a vírgula tem um n° finito de casas
decimais. Desta forma o número que ficar à
esquerda da vírgula é a parte inteira e os que
estão à direita de parte decimal.
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Número decimal  fração decimal
Para passar um número da forma decimal para
forma de fração, basta escrever como numerador
o número sem a vírgula e como denominador o
algarismo 1 acompanhado de tantos zeros
quantos forem os algarismos que estão após a
vírgula:
Exemplo
2, 31 =
100
231
15,7876 =
000.10
876.157
Dízimas Periódicas
Dízima periódica é um número que quando
escrito no sistema decimal apresenta uma
série infinita de algarismos decimais que, a
partir de certo algarismo, se repetem em
grupos de um ou mais algarismos, ordenados
sempre na mesma posição e chamados de
período.
Exemplo
0,777777... (o 7 é o período)
0,8231231231... (o 231 é o período)
Dízima periódica simples
O período vem logo após a vírgula.
Portanto 0,7777... é uma dízima periódica
simples.
Dízima periódica composta
Neste caso, o período, não vem logo após a
vírgula.
0,8231231... é uma dízima composta
Toda dízima periódica pode ser escrita na
forma de uma fração.
Chamamos esta fração de Fração Geratriz.
ENCONTRANDO A FRAÇÃO GERATRIZ
Na dízima periódica simples quando o
número for menor do que 1.
Escrevemos a fração como se fosse um
número decimal e subtraímos 1 do
denominador.
Exemplo
0,333.... = 0,
Na dízima periódica simples quando o
número for maior do que 1.
Devemos separar a parte inteira da decimal e
escrever o nº na forma de soma. A seguir
damos o tratamento anterior para forma
decimal.
2,333... = 2 + 0,333... = 2
Na dízima periódica composta
1° devemos multiplicar por uma potência de
dez, transformando em uma dízima simples
2° resolvemos a dízima periódica simples
3° dividimos a fração pela mesma potência
de dez.
Exemplo
1° - 0,022... =(0, x 10) 10 = 0, 10
Multiplicamos e dividimos por 10
2° - 0, =
Resolvemos a dízima simples
3° - =
Por último dividimos por 10.
MATEMÁTICA
19
Propriedade fundamental das frações
Observando as igualdades abaixo
2
6
12
5
10
4
8
3
6
2
4
1
2

Podemos concluir:
Se multiplicarmos ou dividirmos o numerador e o
denominador de fração por um mesmo número, o
resultado não ficará alterado.
Esta propriedade nos permite reduzir várias
frações ao mesmo denominador (quando
achamos o MMC entre eles) como também
permite o cancelamento.
Operações com Frações
Soma ou Subtração
Somente podemos efetuar uma soma ou
subtração de frações quando elas tiverem o
mesmo denominador. Caso isso não ocorra,
devemos transformá-los num mesmo
denominador.
Para reduzirmos várias frações ao mesmo
denominador, devemos achar o M.M.C. dos
denominadores; depois, cada uma das frações
terá como denominador o valor encontrado no
M.M.C. e, para obtermos os novos numeradores,
devemos dividir o M.M.C. encontrado pelo
denominador anterior e depois multiplicar o
quociente achado pelo respectivo numerador.
Depois de efetuada a redução para o mesmo
denominador, efetuamos a soma ou a subtração
(conforme o caso) entre os numeradores e
conservamos os denominadores, observando as
regras dos sinais.
Exemplo
12
4
12
31
12
3
12
1



20
23
20
15
20
8
4
3
5
2

Multiplicação
Na multiplicação, basta multiplicar os
numeradores entre si, os denominadores entre si,
respeitando a regra dos sinais.
Exemplo
35
6
57
23
5
2
–
7
3




Divisão
Na divisão, mudamos o sinal () por (),
invertermos o 2° termo da divisão e seguimos as
regras acima.
Exemplo
12
10
4
5
3
2
5
4
3
2

Dicas para Resolução de Problemas com
Frações
a. em matemática as preposições da, de e do
significam multiplicação.
Exemplo: calcular a metade de um terço de 600

3
1
2
1
 × 600 = 100
b. Quando vier a expressão do resto ou do que
sobrou devemos usar a fração complementar
(que falta para completar o inteiro, representada
com o mesmo denominador)
Exemplo: Maria gastou de seu salário com
supermercado e do resto comprou sapatos.
Quanto do seu salário foi destinado à sapatos?
 O resto vale
5
3
5
2
5
5

c. quando conhecemos o valor de uma
determinada fração, para determinarmos o valor
de qualquer outra basta utilizarmos a regra de
três.
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo: Se
5
2
de uma peça de tecido custa
R$ 48,00, quanto pagarei por
8
3
Fração R$
5
2
48,00
8
3
X
d. Sempre que possível, resolver o problema
graficamente (através da visualização, a solução
é mais rápida).
Exemplo:
Maria gastou
3
1
de seu salário com alimentação,
depois gastou
4
1
do que sobrou com aluguel
ficando com R$ 600,00. Qual era o salário de
Maria?
a. representar o salário por um retângulo
b. dividir o retângulo em três e pintar uma parte,
que representa a parte gasta com alimentação.
c. agora dividir o retângulo em 4 partes,
pintando, na parte que sobrou a parte referente
ao aluguel
Os 6 retângulos que sobraram representam o que
sobrou do salário, assim podemos afirmar que:
6  = 600,00
= 100
O salário de Maria corresponde a:
12  = 1.200
MATEMÁTICA
21
REGRA DE TRÊS
Para estudarmos os problemas que envolvem
regra de três simples, vamos considerar os casos
abaixo:
1° Para fazer uma festa para a qual são
convidadas 20 pessoas, necessito comprar 8 kg
de carne; porém, se o número de convidados
aumentar para 60 pessoas, quantos kg de carne
terei que comprar?
Rapidamente você já deve ter concluído que
deverei comprar 24 kg.
2° Para fazer um serviço em 10 dias, necessito
de 8 operários; mas para fazê-lo em 5 dias,
quantos operários necessitarei?
Rapidamente você conclui que deverei empregar
16 operários.
No 1° caso as grandezas são diretamente
proporcionais, pois ao triplicar o número de
pessoas, deverei triplicar a quantidade de carne.
No 2° caso, as grandezas são inversamente
proporcionais, pois ao reduzir pela metade o
tempo, deverei duplicar o número de operários.
Resolvendo a Regra de Três
Para resolvermos um problema de regra de três
simples, vamos seguir a seguinte rotina:
1. Identificamos as grandezas, colocando os
dados em duas colunas.
2. Estudamos a relação entre as grandezas
identificadas no item 1: se são diretamente ou
inversamente proporcionais.
- por convenção, colocaremos ao lado da coluna
onde está a grandeza que estamos procurando
(x), uma seta sempre voltada para cima.
Nas outras colunas devemos colocar as setas da
seguinte maneira:
a) diretamente proporcionais, colocamos uma
seta no mesmo sentido da anterior.
b) inversamente proporcionais, colocamos a
seta no sentido contrário.
3. Após colocadas as setas, se elas tiverem o
mesmo sentido, multiplicamos os termos em
cruz e depois resolvemos a equação; se as
setas tiverem sentidos contrários, invertemos
os números de uma das colunas, de tal
maneira que as flechas fiquem com o mesmo
sentido, depois procedemos da mesma
maneira anterior.
Exemplos:
No 1° caso: Diretamente proporcional
Pessoas Carne
20 8
X 60
Observe agora as perguntas, para descobrirmos
quais são os tipos de grandezas com que
estamos trabalhando:
Pergunta n° 1
Quanto maior o número de pessoas, necessito de
mais ou menos carne?
Pergunta n° 2
– Se diminuir o número de pessoas, o que eu
devo fazer com a carne?
Pergunta Resposta
Mesmo
sentido1º Aumenta Aumenta
2º Diminui Diminui
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Colocando as Flechas
Pessoas Carne
20 8 Colocando
as setas
60 X
Simplificando nas colunas
Pessoas Carne
1 8 (dividindo por 20
os termos da 1ª
coluna)3 X
Multiplicando em cruz
1  X = 3  8
X = 24 Kg
2° Caso: Inversamente proporcional
Dias Operários
10 8
5 X
Observe as perguntas. Para fazer o mesmo
serviço:
Pergunta n° 1
Quanto mais dias, tenho que diminuir ou
aumentar o número de operários?
Resposta: Diminuir.
Pergunta n° 2
Quanto menos dias, tenho que diminuir ou
aumentar o número de operários?
Resposta: Aumentar
Resumindo:
Pergunta Resposta
1º Aumenta Diminui
2º Diminui Aumenta
Colocando as Flechas
Dias Operários
10 8
5 X
Invertendo as Setas
Dias Operários
5 8
10 X
Simplificando nas colunas
Dias Operários
1 8 (dividindo por 5 os
termos da 1ª
coluna)2 X
Multiplicando em cruz
1  X = 2  8
X = 16
R: serão necessários 16 operários
Regra de três Composta
Vamos considerar o exemplo abaixo:
20 homens, trabalhando 6 horas por dia, durante
25 dias, constroem uma estrada com 1800 m de
comprimento por 20 m largura, trabalhando num
local de dureza 2. Quantos dias serão
necessários para 25 homens fazerem outra
estrada com 2100m de comprimento por 18m de
largura, trabalhando 8 h/d num local de dureza 3?
– Observe que agora temos diversas grandezas.
Vamos colocá-las em colunas, cada grandeza na
sua coluna:
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
MATEMÁTICA
23
Colocando as Flechas
1° Vamos colocar a primeira flecha na coluna
onde está o (x) com a seta voltada sempre para
cima; esta flecha será o referencial;
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
2° Agora, vamos colocar as demais; repare nas
perguntas, observe que os valores numéricos
são o que menos interessa e, quando estamos
pesquisando uma coluna, vamos supor que as
demais sejam sempre setas.
P: Quanto mais homens, preciso de mais ou
menos dias?
R: Menos (inversamente proporcionais = flechas
contrárias)
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
P: Quanto mais horas por dia (H/D), preciso de
mais ou menos dias?
R: Menos (inversamente proporcionais = flechas
contrárias)
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
P: Quanto maior o comprimento, preciso de
mais ou menos dias?
R: Mais (diretamente proporcionais = flechas no
mesmo sentido)
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
P: Quanto maior a largura, preciso de mais ou
menos dias?
R: Mais (diretamente proporcionais = flechas no
mesmo sentido)
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
P: Quanto maior a dureza, preciso de mais ou
menos dias?
R: Mais (são diretos = flechas no mesmo sentido)
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
20 6 25 1.800 20 2
25 8 X 2.100 18 3
Invertendo flechas contrárias
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
25 8 25 1.800 20 2
20 6 X 2.100 18 3
Simplificando nas Colunas
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
5 4 25 6 10 2
4 3 X 7 9 3
Rezando
Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza
5 4 25 6 10 2
4 3 X 7 9 3
DeterminandoX:
R – São necessários 24 dias.
o que está na cruz sobre
X=
o que está fora da cruz desce
    
 
   
25 4 3 7 9 3 56.700
X= 23,625
5 4 6 10 2 2.400
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
RAZÃO E PROPORÇÃO
Quando perguntamos, qual é a razão entre 8 e
2?
– Logo vem a cabeça é 4
O que fizemos?
Dividimos 8 por 2
A afirmação é correta, pois a razão entre dois
números nada mais é que o resultado da divisão
do primeiro número pelo segundo.
Exemplo 1
Numa prova com 50 candidatos, apenas 20 foram
aprovados. Qual é a razão entre o n° de
aprovados e o número de candidatos?
n° de aprovados: 20
n° de candidatos: 50
razão =
5
2
50
20

Exemplo 2
A razão entre o número de homens e mulheres
de uma sala é 3/2, sabendo-se que o total de
mulheres é 30, qual é o número de homens?
razão =
homens = 30  = 45
Exemplo 3
Num mapa a escala (escala é a razão entre a
medida no desenho e o correspondente na
medida real) é de 1: 250000, calcule a distância
real, sabendo-se que a distância entre 2 pontos
no mapa vale 40 cm.
E =
d. real = 40 x 250.000 cm
d. real = 10.000.000 cm  d. real = 100 km
Exemplo 4
A distância entre duas cidades é 300 km. Quanto
tempo gasta uma pessoa para fazer esse
percurso na velocidade de 75 km/h?
A velocidade é a razão . Portanto:
tempo = 4 horas
Como já deu para perceber, os problemas
envolvendo razão são de fáceis soluções, uma
vez que, ou conhecemos a razão e estamos
procurando um dos termos, ou conhecemos os
dois termos e procuramos o valor da razão.
No primeiro caso basta igualar os dados e
resolver a equação; no segundo basta dividir o
primeiro dado pelo segundo e teremos a razão.
Dando nome aos termos:
como se lê: (oito está para 4)
Exercícios
01. Um homem de 1,80 m de altura mediu o
comprimento de sua sombra e a de um poste, e
obteve respectivamente 60 cm e 2,40 m. Como
ele sabe que a razão entre sua altura e a do
poste é a mesma que obterá entre as sobras, é
possível determinar a altura do poste? Em caso
afirmativo, qual é a altura?
02. Num mapa a distância entre duas cidades é
de 40 cm, qual é a distância real entre as
cidades, sabendo que a escala utilizada é de
1 : 250.000?
03. O número total de alunos de uma escola é
1.200, sabendo que o número de meninos
supera o de meninas em 200, determinar qual é a
MATEMÁTICA
25
razão entre o número de meninos e o número
de meninas.
Proporção
Observe as seguintes razões:
Embora os antecedentes e consequentes sejam
diferentes, constatamos que o valor da razão é
constante. Desta forma podemos escrever:
quando temos igualdade de razão, estamos
diante de uma proporção.
Como se lê:
dois está para um, assim como quatro está para
dois, assim como seis está para três, assim como
oito está para quatro...
Propriedades
Vamos pegar somente uma igualdade:
multiplicando em cruz, temos:
6  4 = 3  8
(os n° 6 e 4 são extremos)
(os n° 3 e 8 são meios)
Conseqüência
Observe que os termos são invertidos
6  4 = 3  8  4  6 = 3  8 
6  4 = 3  8  6  4 = 8  3 
Numa proporção, podemos escrever os termos
da maneira que for mais conveniente.
26 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo
Numa proporção, a está para b assim como 2
está para 3.
Vamos gravar esta propriedade da seguinte
forma:
Primeira Propriedade
O produto dos meios é igual ao produto dos
extremos.
Como conseqüência, podemos escrever os
termos da proporção da forma mais conveniente,
desde que multiplicando em cruz o produto fique
sempre o mesmo.
Exemplo
Escrever as proporções abaixo na forma mais
conveniente.
a.  3  a = 2  b 
b.  5x = 3y 
c.  2x = 5y 
d.  2 × 5x = 3 × 3 y 
É importante estarmos familiarizado com estas
transformações quando estivermos resolvendo
problemas que envolvem razão e proporção.
Segunda Propriedade
Quando efetuamos qualquer combinação linear
(somamos ou subtraímos quaisquer múltiplos)
dos antecedentes e repetirmos a mesma
combinação com os antecedentes os resultados
obtidos darão a mesma razão da proporção
original.
Exemplo 1
somando as razões (2), (4) e (5), temos:
Exemplo 2
somando (1); (3); (5) e subtraindo (2) e (4),
temos:
Exemplo 3
Multiplicando a razão (3) por 5 e somando a
razão (4) multiplicado por 3 e subtraindo (5)
multiplicado por 2, temos:
Esta propriedade é muito importante, pois muitas
vezes conhecemos o valor de uma expressão,
mas não conhecemos os valores individuais. Se
determinarmos o valor da razão, será possível
resolver cada razão individualmente.
No popular
Numa proporção, a razão continuará constante
se, tudo que fizermos em cima, fizermos embaixo.
Aplicação
1º Caso
1. Dividir o número 240 em partes diretamente
proporcionais a 2, 3 e 5:
Vamos chamar as partes por a, b e c. Não
conhecemos as partes, porém, se juntarmos as
três partes, teremos: a + b + c = 240
Banco de dados: a + b + c = 240
Usando a 2ª propriedade:
MATEMÁTICA
27
Passando por cota
Muitas vezes podemos resolver esses problemas
mentalmente, neste caso bastaria desenvolver o
seguinte raciocínio:
a corresponde a 2 cotas
b corresponde a 3 cotas
c corresponde a 5 cotas
juntas correspondem a 10 cotas
Se as 10 cotas juntas valem 240, cada cota
corresponde a 24, portanto:
a = 2 × 24 = 48
b = 3 × 24 = 72
c= 5 × 24 = 120
2. Uma determinada importância foi dividida em
partes diretamente proporcionais as idades de 3
pessoas que tinham respectivamente 30, 35 e 45
anos, determinar quanto recebeu o terceiro se o
primeiro recebeu R$ 600,00 a menos que o
segundo.
Resolvendo usando as cotas
a corresponde a 30 cotas
b corresponde a 35 cotas
c corresponde a 45 cotas
diferença corresponde a 5 cotas
entre b e a
Se a diferença do número de cotas é 5 cotas e
corresponde a R$ 600,00, cada cota vale (R$
600,00  5) = R$ 120,00
Portanto o corresponde a 45 × R$ 120,00 = R$
5.400,00
Resolvendo usando a 2ª propriedade
a razão = 120
R$ 120,00  c = 45 × R$ 120,00 = R$ 5.400,00
3. Determinar o número que, quando dividido em
partes diretamente proporcionais a 5, 7 e 9, o
dobro do primeiro, mais o triplo do segundo,
menos o terceiro, resulta 220.
– chamamos as partes de a, b e c.
2a + 3b – c = 220
banco de dados:
Usando a 2ª Propriedade:
Portanto a razão vale 10, assim temos:
Portanto o número procurado é:
50 + 70 + 90 = 210
Resolvendo usando as cotas
Dobro do 1º Corresponde a 10 cotas
Triplo do 2º Corresponde a 21 cotas
Terceiro Corresponde a 9 cotas
2.a + 3.b – c Correspondem a 22 cotas
Se 22 cotas correspondem a 220, cada uma vale
220  22 =10
A  5 × 10 = 50
B  7 × 10 = 70
C 9 × 10 = 90
Total = 50 + 70 + 90 = 210
Terceira Propriedade:
Se dividirmos R$ 1.000,00 em partes diretamente
proporcionais a 2, 3 e 5, chegaremos a
conclusão que a razão (ou cota) vale R$ 100,00.
Desta maneira as partes correspondem
respectivamente R$ 200,00; R$ 300,00; e R$
500,00.
Agora se dividirmos R$ 1.000,00 em partes
diretamente proporcionais a 20, 30 e 50,
chegaremos a conclusão que a razão (ou cota)
28 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
vale R$ 10,00. Desta maneira as partes
correspondem respectivamente R$ 200,00; R$
300,00; e R$ 500,00.
Observem que nos dois casos embora as séries
fossem diferentes o valor de cada parte não
alterou (Ah! mas a razão alterou. Mas o que
estamos procurando são as partes, portanto
devemos nos preocupar com o valor das partes e
não da razão)
Vamos tirar uma propriedade importante que vai
facilitar na resolução dos problemas.
1º Caso – Divisão por números diretamente
proporcionais.
Série A Equivale Série B
2 3 5 Multiplicando
Dividimos
20 30 50
Qualquer série proporcional (direta ou inversa), se
multiplicarmos ou dividirmos todos os números
por uma constante o resultado das partes não
se altera.
Aplicação:
Simplificar as seguintes séries
Série dada Simplificando Equivalente
120 600 690 ( ÷ por 120) 1 5 8
0,125 0,25 0,5 ( ÷ por 120)
e (÷ por 125)
1 2 4
2º Caso – Divisão por números inversamente
proporcionais
Dividir um número em partes inversamente
proporcionais é o mesmo que dividir o número em
partes diretamente pelo inverso das partes.
Exemplo: Dividir um número em partes
inversamente proporcionais a 2 e 3 é o mesmo
que dividir em partes diretamente proporcionais a
Exemplo
Dividir o número 3.100 em partes inversamente
proporcionais aos números 2 , 3 e 5.
Se o número é inversamente proporcional aos
números 2, 3 e 5; então ele será diretamente
proporcional aos números .
a + b + c = 3.100
banco de dados:
Resolvendo:
– reduzindo ao mesmo denominador
– cancelando os denominadores que são iguais:
– ficamos com um problema de divisão
diretamente proporcional.
a = 15  100 = 1.500
b = 10  100 = 1.000
c = 6  100 = 600
Forma segura (simplificando os cálculos)
No exercício anterior, os números são
inversamente a: 2, 3 e 5; portanto são
proporcionais a 1/2, 1/3 e 1/5. Antes de montar o
banco de dados, vamos reduzir ao mesmo
denominador e depois fazemos o cancelamento
dos mesmos.
Os números: 15, 10, 6, nesta ordem, recebem o
nome de série equivalente. Agora trabalhamos
normalmente como se fosse diretamente.
MATEMÁTICA
29
Forma Rápida
Para obtermos a série equivalente de uma forma
pratica devemos proceder da seguinte forma:
O primeiro número da série equivalente será
obtido pelo produto de todos os números da série
com exceção do o primeiro número da série
dada.
O segundo número da série equivalente será
obtido pelo produto de todos os números da série
com exceção do segundo número da série dada
Repetir a operação tantas vezes for a quantidade
de números da série, e se houver necessidade
efetuar a simplificação da série obtida no final.
Exemplo:
Sendo a série 2, 3 e 5 inversamente, podemos
determinar a série equivalente (direta).
Série dada Tum-Tum-Tum s.equival
2 3 5 1º número 2 × 3 × 5 15
2 3 5 2º número 2 × 3 × 5 10
2 3 5 3º número 2 × 3 × 5 6
série equivalente direta é 15 , 10 e 6
Exemplos
Transformar cada uma das séries abaixo inversa
na sua equivalente direta.
INVERSA Tum-Tum-Tum Canc. DIRETA
7 – 8 8 – 7 8 – 7
3 – 6 – 8 6 × 8 – 3 × 8 – 3 × 6 : 6 8 – 4 – 3
48 – 24 – 18
15 – 20 – 30 20×30 – 15×30 – 15 ×20 : 150 4 – 3 – 2
600 – 450 – 300
0,125 – 0,25 – 0,5 *
125 – 250 **
– 5001 - 2 - 4 2×4 – 1×4 – 1×2
8 – 4 – 2 : 2 4 – 2 – 1
* multiplicamos a série por 1.000
** dividimos por 125
3º Caso – Divisão simultânea por 2 séries
diretas
a. Dividir 2.700 diretamente por :
2, 3, 5
e
4, 3, 2.
Atenção: o e significa multiplicação, portanto o n°
será dividido pelo produto obtido da multiplicação
dos números de uma série com os respectivos da
outra série
1ª série 2 3 5
2ª série 4 3 2
Produto 8 9 10
A série equivalente ficou sendo 8, 9 e 10
Resolvendo:
a + b + c = 2.700
a = 800 b = 900 c = 1.000
4º Caso – Divisão simultânea por 2 séries
(uma direta e uma inversa)
a. Dividir 2600 em partes diretamente
proporcionais a 2, 3 e 5 e inversamente a 4, 3 e
1.
Para solução do problema temos três maneiras
diferentes para trabalharmos:
a. quando temos uma série direta e uma inversa,
demos dividir os respectivos números, os
quocientes obtidos formarão a série equivalente;
direta 2 3 5
inversa 4 3 1
(1) quociente
(2) Achando o MMC
Eliminando o denom. 1 2 10
Série equivalente 1 2 10
b. transformando as duas séries em séries diretas
.
Primeiro vamos achar a série equivalente da série
inversa,
inversamente 4 3 1
diretamente 3 x 1 4 x 1 4 x 3
série equivalente 3 4 12
efetuando a multiplicação.
30 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
1ª série 2 3 5
2ª série 3 4 12
Produto 6 12 60
cancel. por 6 1 2 10
Série equivalente 1 2 10
c. Forma rápida (rezando)
s. direta 2 3 5
s. inversa 4 3 1
Rezando 2 x 3 x 1 3 x 4 x 1 5 x 4 x 3
Cancelando 6  6 = 1 12  6 = 2 60  6 = 10
Série equivalente 1 2 10
Observação: para rezar, basta colocar a série
inversa sob a série direta, na mesma ordem. Para
achar qualquer termo equivalente, fazemos uma
cruz em cima do n° que pertence à série inversa
e efetuamos a multiplicação de todos os n°
contidos na cruz, porém deixaremos de fora
aquele que estiver na intersecção dos traços.
Obtido os produtos, podemos simplificar a série,
dividindo todos os termos por um mesmo número,
quando for possível.
Resolvendo
a + b + c = 2.600
a = 200 b = 400 c = 2.000
5° Caso – Divisão simultânea por 2 séries
inversas
Dividir em partes
inversamente a 2, 3 e 5 e
inversamente a 4, 3 e 2.
Para resolvermos, temos dois caminhos:
a. primeiro efetuamos a multiplicação entre os
termos respectivos e depois achamos a série
equivalente, ou achamos a série equivalente de
cada uma delas e depois efetuamos a
multiplicação.
1ª série 2 3 5
2ª série 4 3 2
Produto (inversa) 8 9 10
Tum-tum-tum 9×10 = 90 8×10 = 80 8×9= 72
Cancelando p/2 45 40 36
Assim o número será dividido diretamente por;
45 40 36
b. transformando cada série em série
diretamente.
Primeiro vamos achar as séries equivalentes das
séries inversas,
inversamente 2 3 5
diretamente 3 x 5 2 × 5 2 × 3
s. equiv. 15 10 6
inversamente 4 3 2
diretamente 3 x 2 4 x 2 4 x 3
s. equiv. 6 8 12
efetuando a multiplicação.
1ª série (direta) 15 10 6
2ª série (direta) 6 8 12
Produto (direta) 90 80 72
cancel. Por 2 45 40 36
Série equivalente 45 40 36
6° Caso
Dividir 970 diretamente por
Quando a série for fração, podemos decompô-la
da seguinte forma:
Observação: chegamos a conclusão de que
estamos diante de duas séries, onde os
numeradores são diretamente proporcionais, e os
denominadores são inversamente. Assim temos:
direto 2 1 3
inverso 3 5 4
rezando 2 x 5 x 4 1 x 3 x 4 3 x 3 x 5
série equival. 40 12 45
Banco de dados a + b + c = 970
MATEMÁTICA
31
a = 400 b = 120 c = 450
7° Caso
Dividir 940 em partes inversamente proporcionais
a
Se invertermos as frações, elas ficarão
diretamente, daí por diante é só seguir o roteiro.
a + b + c = 940
Invertendo as frações e depois rezando:
(série
equivalente)
Resolvendo:
a = 180 b = 600 c = 160
Regra de Sociedade
Caso 1 – Se ao constituir uma sociedade :
A entra com R$1.000,00,
B entra com R$ 2.000,00, e
C entra com R$ 3.000,00.
Na hora da divisão dos lucros, como deve ser
feita?
Se A recebe uma parte,
B deve receber o dobro, e
C deve receber o triplo.
Então podemos afirmar que a divisão dos lucros
deve ser feita diretamente proporcional ao capital
empregado por cada sócio.
Caso 2 – Agora os participantes entram com a
mesma quantia, porém:
A fica 3 meses na sociedade,
B fica 6 meses, na sociedade e
C fica 9 meses na sociedade.
A divisão do lucro também terá a mesma lógica,
ou seja:
A recebe uma parte,
B recebe o dobro ,e
C recebe o triplo.
Então podemos afirmar que a divisão será
diretamente proporcional ao tempo.
Resumindo: Numa sociedade a divisão dos lucros
será diretamente ao tempo e ao capital
empregado, ou seja:
onde
L = La + Lb + Lc
Exemplo 1
Três sócios ficaram respectivamente, 6 meses, 9
meses e 15 meses, com capitais de R$20000,
R$15000 e R$10000. O lucro obtido foi de R$
5.400. Quanto recebeu cada sócio?
Tempo capital produto s. equiv
A 6 20.000 120.000 8
B 9 15.000 135.000 9
C 15 10.000 150.000 10
Resolvendo
La = 08  200 = 1.600
Lb = 09  200 = 1.800
Lc = 10  200 = 2.000
32 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo 2
Numa sociedade os sócios ficaram com os
capitais aplicados conforme abaixo:
tempo capital
A 6 meses $ 2.000,00
8 meses $ 15.000,00
B 4 meses $ 12.000,00
10 meses $ 16.000,00
C 8 meses $ 20.000,00
O lucro foi de R$ 250.000,00.
Quanto coube a cada um?
Para resolvermos, vamos considerar para cada
período, como se fosse um sócio diferente,
depois somamos os lucros.
meses capital s. equiv. soma
A 6 2.000,00 3
8 15.000,00 30 33
B 4 12.000,00 12
10 16.000,00 40 52
C 8 20.000,00 40 40
Resolvendo
La = 66.000 Lb = 104.000
Lc = 80.000
MATEMÁTICA
33
SISTEMAS DE MEDIDAS
Medida de Comprimento
A unidade padrão de medida de comprimento é o
metro. Usamos para símbolo m para indicar o metro.
Múltiplos do metro Submúltiplos do metro
1 km 1 hm 1 dam
m
1 dm 1 cm 1 mm
1.000 m 100 m 10 m 0,1 m 0,01 m 0,001 m
Múltiplos Submúltiplos
km – quilômetro dm – decimetro
hm – hectômetro cm – centímetro
dam – decâmetro mm - milímetro
Obs.: Cada unidade é dez vezes maior que a
unidade imediatamente inferior.
Exemplo
1 km = 10 hm 1hm = 10 dam, etc.
Conversão das unidades de comprimento
A conversão é feita deslocando-se a vírgula o
mesmo número de casas, e no mesmo sentido que
corresponde a mudança.
Forma Prática de Conversão
a. escrever a tabela
b. escrever o número na 2ª linha da tabela,
colocando um algarismo em cada casa de modo
que aquele que está acompanhado da vírgula
fique na casa indicada pelo exercício.
c. Para conversão, basta colocar a vírgula na casa
em que estamos convertendo.
d. Observar que depois que o número foi escrito na
tabela ele ficará inalterado. Somente a vírgula é
que vai se deslocar.
km hm dam m dm cm mm medida
1 8, 3 5 dam
0, 1 8 3 5 km
1, 8 3 5 hm
1 8 3, 5 m
1 8 3 5, dm
1 8 3 5 0, cm
1 8 3 5 0 0, mm
Exemplo
Transformar:
1. 8,32 m em dm  8,32 m = 83,2 dm
onde: 8  m
3  dm
2  cm
2. 57,4 dm em mm  57,4 dm = 740 mm
onde: 5  m
7  dm
4  cm
3. 835 mm em cm  835 mm = 83,5 cm
onde: 8  dm
3  cm
5  mm
Medida de Superfície
Área é a medida de uma superfície em uma certa
unidade.
Unidade padrão – metro quadrado – m².
Metro quadrado de 1 m de lado.
Múltiplos Submúltiplos
km² hm² dam² m² dm² cm² mm²
1.000.000
m²
10.000
m²
100
m²
1
m²
0,01
m²
0,0001
m²
0,000001
m²
Múltiplos Submúltiplos
km² – quilômetro quadrado dm² – decímetro quadrado
hm² – hectômetro quadrado cm² – centímetro quadrado
dam² – decâmetro quadrado mm² – milímetro quadrado
34
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Obs.: Cada unidade de superfície é 100 vezes maior
que a unidade imediatamente inferior e 100 vezes
menor que a unidade imediatamente superior.
Conversão
É feita deslocando-se a vírgula o dobro do número
de casas, e no mesmo sentido que corresponder à
mudança.
Exemplo
a. 132 dam² = 13.200 m²
A vírgula desloca-se duas casas para direita.
b. 32 m² = 3.200 dm²
A vírgula desloca-se duas casas para direita.
c. 3.204cm² = 0,3204 m²
A vírgula desloca-se quatros casas para esquerda.
Medida Agrária
Na agricultura, usam-se outras unidades de área.
Nessas unidades, a unidade padrão é o are. Um are
equivale a 1 dam². Seu símbolo é a.
1a = 1 dam² = 100 m²
O múltiplo do are é o hectare, que vale 100 ares.
Seu símbolo é ha.
1 ha = 100 a
1 ha = 1 hm² = 10.000 m²
O submúltiplo do are é o centiare, que vale 0,01 are.
Seu símbolo é ca.
1 ca = 0,01 a 1 ca = 1 m²
Exemplo
Transformar:
a. 3a em ca 3a = 300 ca
A vírgula desloca-se duas casas à direita.
b. 32,8 a em ha 32,8 a = 0,328 há
A vírgula desloca-se duas casas à esquerda.
Medida de Volume
Chamamos de volume a medida do espaço
ocupado por um sólido em certa unidade.
Unidade padrão: metro cúbico – m3
Obs.: O metro cúbico é o espaço ocupado por um
cubo de 1 m de aresta.
km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³
Obs.: Uma unidade de volume é igual a 1000 vezes
maior que a unidade imediatamente inferior e 1000
vezes menor que a unidade imediatamente superior.
1 km3
= 1000 hm3
1 hm3
= 1000m3
Medida de Capacidade
Unidade padrão: litro – l
kl hl dal l dl cl ml
Múltiplos Submúltiplos
kl – quilolitro dl – decilitro
hl – hectolitro cl – centilitro
dal – decalitro ml – mililitro
Cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que
a unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor
que a unidade imediatamente superior.
Conversão:
É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de
casas, e no sentido que corresponder à mudança.
Exemplo:
a. 15 l = 1,5 dal
A vírgula desloca-se uma casa para a esquerda
b. 4,105 l = 410,5 cl
A vírgula desloca-se duas casas para a direita
MATEMÁTICA
35
Relações importantes
Relação entre as unidades de volume e unidade de
capacidade: (obs. quando falamos em relação
estamos falando de regra de três)
1 m3
= 1000 l 1 dm³ = 1l 1cm³ = 1 ml
Medida de Massa
A unidade padrão de massa é o grama (cuidado não
é o quilograma e não confundir peso com massa.)
kg hg dag g dg cg mg
Múltiplos Submúltiplos
kg – quilograma dg – decigrama
hg – hectograma cg – centigrama
dag – decagrama mg – miligrama
Obs.: Cada unidade de massa é 10 vezes maior que
a unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor
que a unidade imediatamente superior.
1 tonelada (t) = 1000 kg
Conversão:
É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de
casas, e no mesmo sentido que corresponder a
mudança.
Exemplo
a. 6 kg = 6000g
A vírgula desloca-se três casas para a direita.
b. 512 mg = 0,512 g
A vírgula desloca-se três casas para a esquerda.
Tabela genérica para conversões:
Quilo
k
Hecto
h
Deca
da
Unidade
Central
Deci
d
Centi
c
Mili
m
Lembrando que para utilizar esta tabela devemos escrever o número de forma que a
vírgula fique na casa da unidade atual da medida e após isto movimentar a vírgula
para a unidade desejada.
36
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
PRINCIPAIS FIGURAS REGULARES
Quadrado
Polígono regular que tem 4 lados iguais e 4 ângulos
reto. A sua diagonal o divide em dois triângulos
retângulos isósceles.
l = lado d = diagonal
perímetro = 4  l área = l 2
l 2
+ l 2
= d2
Retângulo
Polígono regular que tem 4 ângulos reto; este fato
faz com que os lados paralelos tenham a mesma
medida. A sua diagonal o divide em dois triângulos
retângulos isósceles.
a = comprimento b = largura
d = diagonal perímetro = 2  (a + b)
área = a  b a2
+ b 2
= d 2
Círculo  Circunferência
Circunferência: é o lugar geométrico (lugar onde se
encontram todos os pontos) que eqüidistam de um
determinado ponto, chamado centro. Essa distância
recebe o nome de raio.
Círculo: é a área limitada pela circunferência.
AO = OB = raio AB = diâmetro = 2  raio
Perímetro: é a linha que delimita o círculo = 2  raio
Área: é a parte limitada pela circunferência
= (raio)2
 = 3,1416 (aproximado)
Triângulos
Triângulo é a figura plana que tem 3 lados e
consequentemente 3 ângulos.
Os triângulos podem ser classificados quanto aos
lados como também quanto aos ângulos.
a = lado b = lado
c = lado h = altura
A = vértice B = vértice
C = vértice
Perímetro: soma dos lados = (a + b + c)
área
base×altura
2
Classificação quanto aos lados
Triângulo qualquer Os três lados são desiguais
Isóceles Dois lados são iguais
Equilátero  Os três lados são iguais
Classificação quanto aos ângulos
Acutângulo Todos os ângulos são agudos
Retângulo Um dos ângulos mede 90o
Obtusângulo Um dos ângulos é maior que 90o
d
l
d
b
a
A B
O
MATEMÁTICA
37
Importante
a. A soma dos ângulos internos de triângulo mede
sempre 180°
b. A altura divide o triângulo em dois outros
triângulos retângulo.
c. O lado maior é sempre menor que a soma dos
outros dois lados.
d. Mediana é o segmento que vai do vértice ao lado
oposto do triângulo, dividindo-o em duas partes
iguais
O cruzamento das medianas de um triângulo é
sempre um ponto interno do triângulo e recebe o
nome de baricentro. O baricentro divide a mediana
em 2 partes sendo que a maior é o dobro da menor.
Caracteristícas dos Principais Triângulos
Triângulo Retângulo
Triangulo retângulo é aquele que tem um ângulo reto
(90o
).
Os lados que formam o ângulo reto recebem o nome
de cateto e o lado oposto de hipotenusa.
Teorema de Pitágoras
Através deste teorema, na maioria das vezes
podemos calcular os lados necessários para
resolução dos problemas.
b2
+ c2
= a2
O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos
quadrados dos catetos.
Outras relações entre os componentes do triângulo
retângulo:
Na figura abaixo, temos
a base é a hipotenusa;
AP é altura relativa a base que chamaremos de
h
m é a projeção de b na hipotenusa
n é a projeção de c sobre a hipotenusa
m + n corresponde a hipotenusa a
b2
= a  n c2
= a  m
h2
= m  n
a × h cateto × cateto
área = ou
2 2
Triângulo Isóceles
O radical iso significa simetria, assim um triângulo é
considerado isósceles se apresentar simetria,
portanto ele deverá ter pelo menos 2 lados iguais
com também ter pelo menos ângulos agudos iguais.
Nestas condições observamos que o triângulo ABC
ficou dividido em e triângulos retângulos iguais
ABM e ACM sendo que:
AM é altura do triângulo ABC
AM é cateto dos outros dois menores
BM = MC.
Ainda em relação a este triângulo podemos afirmar
que bissetriz, a mediana, a altura e a mediatriz
relativa à base BC são todas coincidentes.
38
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Triângulo Equilátero
É aquele que tem os três lados e
consequentemente o três ângulos internos iguais
que medem 60o
, por isso mesmo podemos afirmar
que ele também é isóceles.
Nestas condições observamos que o triângulo ABC
ficou dividido em e triângulos retângulos iguais
ABP e ACP sendo que:
AP é altura do triângulo ABC
AP é cateto dos outros dois menores
BP = PC.
Ainda em relação a este triângulo podemos afirmar
que as bissetrizes, as medianas, as alturas e a
mediatrizes relativas a qualquer um dos lados são
coincidentes .
Portanto o ponto M cruzamentos dos segmentos
acima é ao mesmo tempo:
– Incentro (centro da circunferência inscrita )
– Circuncentro (centro da circunferência
circunscrita)
– Baricentro (divide o segmento em duas partes na
proporção de 2 para 1).
– Ortocentro (cruzamento das alturas)
Aplicação:
Dado o triângulo equilátero de lado 10, determinar:
a. sua altura;
b. sua área;
c. área da circunferência inscrita;
d. área da circunferência circunscrita
a. Calculando a altura
Aplicando Pitágoras temos:
52
+ h2
= 102
 h2
= 100 – 25
 h2
= 75
 h =
Portanto a altura mede: 35
b. Calculando a área:
325
2
3510
2





alturabase
área
c. Calculando o raio da circunferência inscrita.
Ele mede um terço da (mediana = altura)
3
35
raio
d. Calculando o raio da circunferência
circunscrita.
Ele mede dois terços da (mediana = altura) ou o
dobro do raio da circunferência inscrtia
3
310
3
35
2



raio
MATEMÁTICA
39
PRINCIPAIS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS
Cubo
Cubo é o sólido geométrico formado por 6
quadrados iguais, dispostos em perpendicular entre
si, conforme a figura abaixo.
l = lado do quadrado área da face = l 2
área lateral = 4  l 2
área total = 6  l 2
Volume = base  altura Volume = l 3
d2
= l 2
+ l 2
d’2
= d2
+ l 2
Paralelepípedo
O paralelepípedo é um sólido geométrico formado
por faces planas no formato de retângulos.
Observando vamos verificar que as faces paralelas
são iguais:
ABEF = CDGH
ACGE = BGHF
ACBD = EGFH
AC = EG = FH = BD = a
AB = EF = CD = GH = b
AE =CG = BF = DH = c
Os segmentos GF e EH (d) são chamados de
diagonais da base. Cada diagonal divide a base em
2 triângulos retângulos iguais.
O segmento AH (d’) é chamado de diagonal do
paralelepípedo.
Se observarmos vamos verificar que o triângulo AEH
é um triângulo retângulo onde AH é a hipotenusa.
Fórmulas:
Área da face = lado  lado
Área total = soma das áreas das faces
Volume = área da base  altura = (a  b  c)
Cilindro
r = raio g = geratriz
h = altura g = h
Área da base =  × r² Área lateral = 2r × g
Área total: (soma da base)
Área lateral = 2 × área da base
Volume: área base × altura
Volume: =  × r² × g
Cilindro é um sólido geométrico originado da rotação
de um retângulo em torno da altura, ele é composto
de duas bases circulares.
40
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
EQUAÇÕES NUMÉRICAS
Expressão numérica é a forma que vários números
aparecem agrupados através de operações
elementares ou complexas. O resultado obtido, após
efetuadas as operações, obedecendo às
convenções matemáticas, recebe o nome de valor
da expressão.
Convenções: Numa expressão, em primeiro lugar
devem ser resolvidas todas as operações que estão
dentro dos parênteses ( ), apurando assim apenas
um valor para cada um e eliminando os respectivos
parênteses, o mesmo deve ser feito posteriormente
com as operações dentro dos colchetes, [ ];
repetindo com as operações que estão dentro das
chaves, { }.
Finalmente resolve-se as operações restantes.
As operações seguirão a seguinte ordem:
– primeiro as multiplicações e divisões e
posteriormente as somas e subtrações.
Exemplo
50 + {30 – [25 + 50  (15 + 2  5)] – [40  (8  2 – 24  3)]}
Resolvendo  e  dentro dos parênteses:
50 + {30 – [25 + 50  (15 +10)] – [40  (16 – 8)]}
Resolvendo + e – dentro dos parênteses
50 + {30 – [25 + 50  (25)] – [40  (8)]}
Eliminando os parênteses:
50 + {30 – [25 + 50  25] – [40  8]}
50 + {30 – [25 + 2] – [40  8]}
Resolvendo dentro dos colchetes [ ]
50 + {30 – [27] – [5]}
Eliminando os colchetes [ ]
50 + {30 – 27 – 5}
Resolvendo dentro da chave
50 + {– 2}
Eliminando a chave
50 – 2 = 48
Propriedade Fundamental da Igualdade
A = B B = A
Esta propriedade é fundamental, pois permite, na
resolução das equações, iniciarmos qualquer
operação do lado da igualdade que for mais
conveniente.
Procurando o Termo Desconhecido
Numa igualdade, para isolarmos um determinado
termo, devemos primeiramente agrupar a expressão
que contém o termo num dos lados da igualdade , e
do outro lado os demais termos, lembrando que,
para mudar de lado, devemos fazer a operação
inversa. Essa mudança pode ser feita em várias
etapas devendo seguir a ordem: soma ou subtração,
depois divisão ou multiplicação. Em cada etapa,
devem ser efetuadas as operações possíveis.
Exemplo
5X – 25 = 2X – 40
5X – 2X = – 40 + 25
3X = –15
X = –15  3 X = – 5
Equação do 1° Grau
É uma sentença aberta do tipo:
ax + b = 0 onde a ≠ 0
Resolução:
ax + b = 0 x =–
Conjunto verdade: –
Obs.: Sempre que tivermos igualdade e o termo
desconhecido (incógnita) tiver como expoente
apenas o nº 1, a igualdade será uma equação do
primeiro grau. Para resolvê-la, devemos
primeiramente agrupar os termos em dois blocos,
um com os que apresentam a incógnita e o outro
com os termos independentes, lembrando que, toda
vez que mudarmos de lado na igualdade, deverá ser
feita a operação contrária.
Exemplo1 – Resolver a equação
3x – 12 = 0
a = 3 b = –12
Resolvendo, temos: 3x = 12  x = =
V = { 4}
MATEMÁTICA
41
Exemplo 2 – Resolver a equação
8  (2 – x) + 3 x = 3  (2x – 5)
Aplicando a propriedade distributiva
 16 – 8x + 3x = 6x – 15
Isolando os termos com x
 – 8x + 3x – 6x = –15 – 16
Reduzindo termos semelhantes
 – 11x = – 31
Determinando x  x = =
–
–
Equações com Fração
Para resolução, devemos seguir os seguintes
passos:
a. reduzir todas frações ao mesmo denominador
(achar o MMC)
b. cancelar os denominadores (propriedade da
igualdade)
c. deixar de um lado da igualdade os termos com a
incógnita
d. colocar do outro lado da igualdade os demais
termos
e. efetuar a soma algébrica
f. multiplicar tudo por (–1) se o coeficiente da
incógnita for negativo
g. achar o valor da incógnita
Exemplo
Resolver a equação: –
–
a. reduzindo ao mesmo denominador
–
–
b. eliminando os denominadores e efetuando as
multiplicações:
6x + 3 – 12x + 20 = 96
c. para um lado, os termos com as incógnitas; para o
outro, os termos sem incógnitas:
6x – 12x = 96 – 3 – 20
d. efetuando as somas algébricas
– 6x = 73
e. multiplicando tudo por (–1)
6x = –73
f. determinado a incógnita
x = –
Equação do 2º Grau
Definição
É uma sentença aberta do tipo ax² + bx + c = 0,
onde a  0
Assim :
a. sempre será o termo que aparece com x2
b. sempre será o termo que aparece com x
c. sempre será o termo independente
Obs.: numa equação do 2° grau os termos b e c
poderão ser nulos (não aparecerem na equação),
porém jamais o a será nulo, se tal fato acontecer, a
equação se transformará numa equação de primeiro
grau.
Para determinarmos o valor de x é necessário que a
equação fique da forma que foi apresentada, ou
seja, sempre uma igualdade onde um dos lados é
zero.
No caso de ser apresentada de forma diferente,
antes de usar a fórmula resolutiva abaixo, devemos
passar todos os termos para um lado da igualdade.
Fórmula resolutiva:
–
Onde:
–
42
CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo
Resolver a equação:
– 2x2
+ 10x – 12 = 0
Banco de dados:
–
–
– – – – –
Portanto: x1
= 3 e x2
= 2
V = {3; 2}
Analisando o 
Se  > 0, então teremos duas raízes reais e
diferentes. O conjunto verdade V será:
– – –
Se  = 0, então teremos duas raízes reais iguais (x1
= x2
)
–
Se  < 0, então não teremos raízes reais (não
existe raiz de número negativo)
V =  (supondo V  R}
Propriedades das raízes
S = x1
+ x2
=
–
P = x1
 x2
=
Resolvendo a equação pela soma e pelo produto
Seja a equação: ax² + bx + c = 0
Se dividirmos tudo por a, teremos:
como: – e
Toda equação do 2º grau cujo conjunto verdade é {
x1
; x2
} poderá ser escrita da seguinte forma;
x² – S · x + P = 0
Onde S = x1
+ x2
(soma das raízes)
P = x 1
· x2
(produto das raízes)
Equação produto ou equação quociente
Muitas vezes temos um equação sendo do produto
ou quociente de outras duas equações, assim temos
E = e1
· e2
= 0  e1
= 0 ou e2
= 0
E =   e1
= 0 e e2
 0
Equações redutíveis a do 1° ou 2° grau
Se a equação proposta não é nem do 1º e nem do
2º grau, deve-se, se possível:
a. fatorar (transformá-la em multiplicação)
Exemplo 1
x3
– 4x2
– x + 4 = 0  fatorando x2
x2
(x – 4) – (x – 4) = 0  fatorando (x – 4)
(x – 4)  (x2
– 1 ) = 0  Para o produto
se zero
(x – 4 ) = 0 ou x2
– 1 = 0
Logo V = {1; – 1; 4}
Exemplo 2
x3
– 25x = 0  fatorando x
x – (x2
– 25) = 0  Para o produto se
zero
x = 0 ou x2
– 25 = 0
Logo V = {0, + 5, – 5}
b. trocando a variável
Exemplo 3
x4
– 5x2
+ 4 = 0
pode ser transformada numa equação do 2º grau se
substituirmos x2
por y, assim ficamos:
y2
– 5y + 4 = 0   y = 
y = 4 ou y = 1
lembrando que y = x2
, temos;
x2
= 4   x = ± 2 e
x2
= 1   x = ± 1, logo
V = {– 2, – 1, 1, 2}
MATEMÁTICA
43
SISTEMA DE EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Chamamos de sistema de equação quando
estamos diante de duas ou mais equações
contendo duas ou mais incógnitas
Condição necessária para resolução:
Para que um sistema seja possível e
determinado, é necessário que o número de
equações seja igual ao número de incógnitas, e
que nenhuma das equações seja múltipla de
outra equação do sistema.
Exemplo
5x – 4y = 0
2x + 3y = 23
Um sistema é considerado possível e
indeterminado quando o número de incógnitas
for maior que o número de equações; ou se o
número de equações e de incógnitas forem
iguais, porém se uma delas for múltipla de uma
outra.
Exemplo
5x – 4y – z = 10
2x + 3y + 3z = 28
Observar que neste caso temos 3 incógnita e 2
equações.
Exemplo
5x – 4y – z = 10
2x + 3y + 3z = 28
6x + 9y + 9z = 84
Observar que neste caso temos 3 incógnitas e 3
equações, porém a 3ª
nada mais é do que o triplo
da 2ª.
Um sistema é considerado impossível quando
temos duas equações, sendo que os termos que
apresentam as incógnitas na segunda equação
são múltiplos de um determinado número da
primeira; porém o termo independente não o é.
Exemplo
2x + 3y + 3z = 28
4x + 6y + 6z = 79
Observar que os coeficientes da 2ª
equação
corresponde ao dobro da 1ª
, porém 79 não é o
dobro de 28.
Resolvendo o Sistema
Temos 3 métodos para resolver um sistema com
duas incógnitas. O método da adição, da
comparação e da substituição. O mais usado é o
da adição, que consiste em multiplicarmos cada
uma das igualdades por um número conveniente,
de modo que um dos termos fique simétrico nas
duas equações: Depois somamos as duas
equações. Desta maneira os termos simétrico se
anularam e ficaremos com apenas um incógnita
Exemplo 1
Resolver o sistema
5x + 9y = 23 Vamos eliminar o x
7x + 6y = 19 Então multiplicamos:
5x + 9y = 23 (+ 7) A primeira por (7)
(coef. de x da 2ª
)
7x + 6y = 19 (– 5) A segunda por (–5)
(coef. de x da 1ª
)
35 x + 63 y = 161
– 35 x – 30 y = – 95
33 y = 66
y = 2
5x + 9 · 2 = 23
5x = 23 – 18 = 5
Portanto, x = 1
V = {(1; 2)}
44 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Exemplo 2
3x + 2y = 11
2x – 3y = 3
Vamos eliminar o y; Então multiplicamos:
3x + 2y = 11(+3) A primeira por (3) (coef. de y
da 2ª
)
2x – 3y = 3 (+2) A segunda por (2) (coef. de y
da 1ª
)
9 x + 6 y = 33
4 x – 6 y = 6
13 x = 39
x = 3
2 · 3 – 3y = 3
3y = 3 – 6 (–1)
3y = 3  y = 1
V = {(3; 1)}
Exercícios Resolvidos
01. A expressão (2x – 5)2
equivale a:
a. 4x – 2 – x + 25
b. 4x2
– 20x – 25
c. 4x2
+ 25 – 20 x
d. 4x2
– 25
Produto notável: quadrado da diferença de dois
termos é quadrado do primeiro menos duas
vezes o primeiro pelo segundo mais o quadrado
do segundo (2x – 5)2
= 4x2
– 2 · 2x · 5 + 52

(2x – 5)2
= 4x2
– 20x + 25
02. A expressão (3x5
– 8) · (3x5
+ 8) é equivalente
a:
a. (3x5
– 8)2
b. 9x10
– 64
c. 6x25
– 64
d. 9x25
– 64
Produto notável: produto da soma pela
diferença de dois termos é igual ao quadrado do
primeiro menos o quadrado do segundo
(3x5
– 8) · (3x5
+ 8) = (3x5
)2
– (8)2

(3x5
– 8) · (3x5
+ 8) = 9x10
– 64
03. A expressão é equivalente a: (3x4
+ 1)2
a. 9x16
+ 1
b. 9x8
+ 6x4
+ 1
c. 9x16
+ 6x4
+ 1
d. 9x8
+ 1
Produto notável: quadrado da soma de dois
termos é igual ao quadrado do primeiro mais
duas vezes o primeiro pelo segundo mais o
quadrado do segundo (3x4
+ 1)2
=
9 · (x4
)2
+ 2 · 3x4
· 1 + 12
(3x4
+ 1)2
=
9x8
+ 6x4
+ 1
04. A igualdade 2x – 20 = x – (–x + 10) – 10 é
uma:
a. equação do primeiro grau;
b. identidade
c. insensatez
d. 0
é uma identidade
2x – 20 = x – (–x + 10) – 10 
 2x – 20 = x + x – 10 – 10 
 2x – 20 = 2x – 20
05. A raiz da equação 4x – 8 = 2x – (–x) – (–1) é:
a. negativa
b. inteira e negativa
c. 9;
d. {9}
4x – 8 = 2x – (–x) – (–1)  4x – 8 = 2x + x + 1
4x – 3x = 1 + 8x = 9 (resposta correta é c).
Obs.: se o exercício pedisse o conjunto solução
da equação então a resposta seria d
MATEMÁTICA
45
06. O valor de a pertencente ao conjunto N que
satisfaz a igualdade; 2 (3a – 5) – 10 = a + 3 (4a –
6) é:
a. { }
b. –
c. inexistente
d. + 2
2 (3a – 5) – 10 = a + 3 (4a – 6) 
6a – 10 – 10 = a + 12a – 18 
6a – 13a = – 18 + 20 
– 7a = 2  a = –
resposta correta é alternativa a pois o valor
procurado deveria ser um número pertencente ao
conjunto dos naturais
07. O conjunto verdade da equação:
a.
b. {4}
c.
d. n.d.a
160x + 20 + 144x – 96 + 60 = 75 – 60x 
304x + 60x = 75 + 16
364x = 91 (91)  4x = 1 
x =
08. A solução para igualdade abaixo é:
a.
b. 3
c.
d. 0,31
16x – 16 = 18 + 6x – 3  16x – 6x = 15 + 16
 10x = 31  x =
10. A solução do sistema: 5x + 9y = 23
7x + 6y = 19
a. x = 1 e y = 2
b. x = 2 e y = 1
c. x = – 2 e y = – 1
d. x = – 1 e y = – 2
5x + 9y = 23 (+7)
7x + 6y = 19 (– 5)
35 x + 63 y = 161
– 35x – 30 y = – 95
33 y = 66
Y = 2
Substituindo y na igualdade
5x + 9 = 23 5x = 5 x = 1
11. O conjunto solução do sistema: 5x – 4y = 0
2x + 3y = 23
a. {(3, 4)}
b. {(4, 5)}
c. {(5, 4)}
d. {5, 4}
5x – 4y = 0 (+3)
2x + 3y = 23 (+4)
15 x + 12 y = 0
8 x – 12 y = 92
23 x = 92
x = 4
Substituindo x na igualdade
2 × 4 + 3 y = 23 5y = 15 y = 5
46 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
12. Podemos afirmar que no sistema:
3x + 2y = 11
2x – 3y = 3
a. x é menor que y;
b. y é a quarta parte de x;
c. x é o triplo de y;
d. y é a metade de x.
3x + 2y = 11 (+3)
2x – 3y = 3 (+2)
9 x + 6 y = 33
4 x – 6 y = 6
13 x = 39
x = 3
Substituindo x na igualdade
2 · 3 – 3y = 3
3y = 3 – 6 (–1)
3y = 3  y = 1
13. Seja 3a – 4b = 2 então temos:
7a – 9b = 7
a. a = 10 e b = 7;
b. a < b;
c. a = – 6 e b = 10;
d. a = 4 e b = 10
3a – 4b = 2 (7)
7a – 9b = 7 (–3)
21 a – 28 b = 14
– 21 a + 27 b = – 21
– b = – 7
b = 7
Substituindo b na igualdade 3a – 4 7 = 2
3 a = 30 a = 10
14. Para o sistema
os valores de x e y são respectivamente
a. 7 e 12
b. 5 e 6
c. 6 e 6
d. 7 e 6
Resolução:
1. tirar o mmc e eliminar os denominadores
2. resolver normalmente
15. O conjunto verdade do sistema:
a. {2, 10}
b. {– 0,5 , – 0,2}
c. {3, 5}
d. {5, 2}
Resolução:
1. multiplicando as duas equações 10, temos
–
2. resolver normalmente
16. O sistema
a. é indeterminado
b. é impossível
c. é satisfeito para qualquer valor de x e y
d. é falso
Observem que a segunda equação nada mais é
do que o triplo da primeira, portanto o sistema é
indeterminado.
MATEMÁTICA
47
17. O sistema tem por solução:
a.
b.
c.
d. – –
Resolução:
1. achar o m.m.c e eliminar o denominador na
primeira das equações;
2. resolver normalmente.
18. No sistema
a. Não tem solução
b. é impossível
c. é indeterminado pois precisamos de mais uma
equação
d. n.d.a.
Para um sistema ser possível e determinado é
necessário que o número de incógnitas seja igual
ao número de equações, além disso nenhuma
equação pode ser combinação linear das demais.
Este sistema tem 3 incógnita e apenas 2
equações, portanto ele é indeterminado.
19. Se um sistema tem 4 incógnitas então para
termos solução:
a. obrigatoriamente deveremos ter 4 equações,
b. deveremos ter no mínimo 4 equações.
c. Mesmo tendo 4 equações, pode ser que não
teremos solução.
d. n.d.a.
A alternativa correta é a: c) Mesmo tendo 4
equações, pode ser que não teremos solução
Porque se uma das equações for combinação
das demais o sistema será indeterminado
48 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
PORCENTAGEM
Introdução
O nosso dia a dia é repleto de problemas onde a
porcentagem é a ferramenta principal, apesar
disto, é importante fazermos um estudo
organizado do assunto uma vez que o domínio
desta ferramenta torna-se indispensável para a
maioria dos problemas relativos à matemática
comercial.
Porcentagem
Quando falamos 15%, estamos nos referindo a
uma fração cujo numerador é 15 e o denominador
100, desta forma temos:
As três formas acima são equivalentes, e durante
nosso estudo ora usaremos uma, ora usaremos
outra, o importante é saber transformar uma
forma na outra automaticamente.
Toda fração ou toda porcentagem e sempre de
alguma grandeza, que chamaremos de valor
principal e a fração chamaremos de taxa, desta
forma podemos escrever a seguinte:
Porcentagem = Valor Principal × taxa
Exemplo: determinar quanto vale 30% de R$
1.400,00
Resolvendo por regra de três
Os problemas que envolvem porcentagem,
podem ser resolvidos por regra de três, uma vez
que o valor principal corresponde ao inteiro
(100%), temos a correspondência entre as duas
grandezas.
Exemplo: calcular 30% de 1.400.
% R$
100 1.400
30
Resolvendo a regra de três, temos:
Toda vez que conhecermos o valor de uma
porcentagem, podemos resolver o problema
através de regra três
Sabendo que ao pagar uma conta
antecipadamente tive um de desconto de R$
300,00 correspondente a 15%. Determinar o valor
que paguei.
Aplicando a regra de três:
% R$
15 300
85
Reslvendo a regra de três, temos:
Notar que quando você conhece o valor de uma
porcentagem, para determinar outro valor não é
necessário determinar primeiro o valor principal.
Exercícios resolvidos
01. quanto é 13% de 200?
solução:
resposta: 13 % de 200 são 26
02. calcular 250% de 32.
Solução:
MATEMÁTICA
49
Resposta: 250% de 32 são 80
03. 40% de um serviço foi feito em 3 horas.
Quanto tempo levará para terminar o referido
serviço.
Solução:
% horas
40 3
60
Resolvendo a regra de três:
Operações de venda que utilizam
porcentagem
Há palavras como lucro, abatimento, comissão
que vêm sempre acompanhadas de taxa
percentual, sem a qual perderiam o sentido como
que vimos até agora, podemos resolver
problemas que envolvem essas expressões sem
muita dificuldade. Veremos alguns exemplos
práticos envolvendo operações comerciais.
Exemplo 1 - lucro sobre a compra
Por quanto devo vender um objeto que comprei
por R$ 4.000,00, a fim de obter lucro de 20%
sobre a compra?
Este é o caso mais simples e comum do cálculo
de lucro, entendemos por lucro a diferença entre
preço de venda e o preço de compra , para
resolver esse problema, o que temos de fazer é
aplicar 20% em R$ 4.000,00:
Dessa forma, o lucro será de R$ 800,00,
A venda: R$ 4.000,00 + R$ 800,00 = R$4.800,00.
A resolução deste problema é considerada de
baixo grau de dificuldade, porém, se tivéssemos
que achar o lucro sobre a venda com os dados
acima, ficaria complicado aplicar diretamente a
regra de três, pois não conhecemos o valor
principal , antes teríamos que desenvolver o
seguinte raciocínio;
Se o lucro é sobre a venda, então o valor
principal, que corresponde a 100% é a venda.
Como a venda corresponde a soma da compra e
o lucro,
Temos a seguinte relação tanto em valores como
em porcentagem:
Venda = compra + lucro
Portanto se a venda corresponde a 100% e o
lucro 20% e substituindo na relação acima temos:
100% = Compra + 20% Compra = 80%
Agora sim, podemos montar a regra de três.
% R$
80 4.000
100
Portanto:
Para facilitar, nas resoluções deste problemas
podemos utilizar o diagrama abaixo, conhecido
como:
Para tal basta distribuir os valores conhecidos
nas suas respectivas células:
Exemplo 1: Por quanto devo vender uma
mercadoria adquirida por R$ 200,00 se pretendo
ganhar 20% sobre a compra.
Venda = compra + lucro
Venda = Compra + Lucro
100 20 %
200 R$
Na primeira linha da coluna, para determinar o
valor da venda, basta efetuar a soma (compra +
venda), desta forma teremos:
Venda = Compra + Lucro
120 100 20 %
200 R$
50 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Desta forma, temos a regra de três pronta para
ser resolvida. Reparem que a coluna do lucro
vamos desprezar, pois só queremos o valor da
venda.
Exemplo 2: Por quanto devo vender uma
mercadoria adquirida por R$ 200,00 se pretendo
ganhar 20% sobre a venda.
Venda = Compra + Lucro
100 20 %
200 R$
Na primeira linha da coluna, para determinar o
valor da compra, basta efetuar a (100 – 20 ),
desta forma teremos:
Venda = Compra + Lucro
100 80 20 %
200 R$
Novamente a regra de três já está pronta, agora
temos:
O valor da venda será de R$ 250,00
Exemplo 3. Vendi certa mercadoria pelo valor de
R$ 1.500,00 com prejuízo de 25% sobre o valor
da compra, qual foi o valor do prejuízo.
Distribuindo:
Venda = Compra – Prejuízo
100 25 %
1.500 R$
Agora a Venda corresponde a 100% – 25% =
75%
Venda = Compra – Prejuízo
75 100 25 %
1.500 R$
Neste caso vamos desprezar a coluna da
compra, a resolução da regra de três fica:
O prejuízo é de R$ 500,00.
Esta ferramenta ora apresentada é muito útil não
só nos problemas de compra e venda mas
também podemos utilizar em outros tipos de
transações como por exemplo abatimento,
montante de juros simples, etc. para tal vamos
mudar o nome de vendas para valor final e de
compra para valor inicial, do lucro para aumento
e dos prejuízo para descontos.
Então: “o quadradinho do Pimentel”: ficaria
No caso de aumento:
Vfinal = Vinicial + aumento
%
R$
No caso de desconto:
Vfinal = Vinicial – desconto
%
R$
Dica importante:
1) O valor principal é sempre 100%
2) Quando dois valores de uma linha são
conhecidos sempre é possível determinar o 30
valor.
3) A equação colocada na primeira linha sempre
tem que ser observada na distribuição dos
valores
4) Sempre uma coluna é desprezada.
Resolvendo através de fórmula
Para que tem facilidade para aplicar fórmulas,
vamos deduzir algumas delas:
MATEMÁTICA
51
a) Quando temos lucro sobre a compra
O lucro será uma porcentagem da compra por
tanto podemos escrever:
( representa a taxa utilizada.)
Substituindo na relação:
Venda = Compra + Lucro temos
Venda = Compra + Compra (evidência)
Venda = Compra (1 + )
Ou
A expressão pode ser substituída por
Assim, toda vez que dividirmos o valor final pelo
final obteremos o índice (1 + ) onde representa
a taxa de aumento (quando o valor final for maior
que o inicial ) e de desconto (quando for ao
contrário) .
A expressão é chamada de índice
Desta forma, quando conhecemos o valor incial e
desejamos encontrar o valor final basta aplicar o
índice que consiste adicionar (no caso de
aumento) 1 a taxa escrita na forma decimal ou
tirar o inteiro o valor da taxa no caso de desconto.
Exemplo: Por quanto devo vender um objeto que
comprei por R$ 4.000,00, a fim de obter lucro de
20% sobre a compra?
Venda = Compra substituindo na
fórmula.
Venda = R$ 4.000,00
b) Prejuízo sobre a compra
O prejuízo será uma porcentagem da compra por
tanto podemos escrever:
Prejuízo = Compra ( representa a taxa
utilizada.)
Substituindo na relação:
Venda = Compra – Prejuízo temos:
Venda = Compra – Compra (compra em
evidência)
Venda = Compra (1 – )
Ou
–
c) Lucro sobre a venda
O Lucro será uma porcentagem da venda por
tanto podemos escrever:
Lucro = Venda ( representa a taxa
utilizada.)
Substituindo na relação:
Venda = Compra + Venda (ajeitando)
Compra = Venda – Venda (evidência)
Compra = Venda –
Ou
–
d) Prejuízo sobre a venda
O Prejuízo será uma porcentagem da venda por
tanto podemos escrever:
Prejuízo = Venda ( representa a taxa
utilizada.)
Substituindo na relação:
Venda = Compra – Venda (ajeitando)
Compra = Venda + Venda (evidência)
52 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
Compra = Venda
Ou
–
Exemplo: comprei certa mercadoria por R$
1.200,00 ao vendê-la tive um prejuízo sobre a
venda de 25%. Qual foi o valor da venda?
Compra = Venda
1.200,00 = Venda
Venda = = 960
Venda = R$ 960,00
Exemplo: Calcular o lucro e por quanto devo
vender um objeto que comprei por R$ 4.000,00
para ganhar 20% sobre o preço de venda.
a) Vamos achar o valor da venda
b) Calculamos o valor do lucro
Compra = Venda
4.000 = venda
Lucro = venda – compra
Lucro = 5.000 – 4.000 = 1.000
Aumentos e descontos sucessivos
Quando temos aumentos e descontos
sucessivos temos até três maneiras para resolver
o problema
1ª) resolve um a um cada um dos
aumentos/descontos até chegar no valor final,
lembrando que o valor encontrado na primeira
operação será a base de cálculo para a segunda
e assim por diante, o inconveniente deste método
que poderá ser longo e consequentemente
demorado.
2º) Um método rápido é através do uso da
fórmula. Lembrando que:
Na primeira operação temos:
Na 2ª. o valor inicial será o valor final da 1ª.
operação
Na 3ª. o valor inicial será o valor final da 2ª.
operação e assim por diante, em resumo temos.
O Produto de todos os índices fornecerá o índice
final.
3º) Utilizando a régua “a régua do Pimentel”
Para utilização deste método o interessante é dar
para o valor inicial 100, mesmo que ele seja
conhecido.
Exemplo:
Uma mercadoria teve os seguintes reajustes:
aumento de 10%, 20% e 25% e finalmente um
desconto de 40%. Quanto essa mercadoria
aumento ou diminuiu no final.
Chamando de Valor inicial de 100, temos:
O Valor inicial é 100 e o final é de 99.
Assim diminuiu de R$ 1,00.
Observem que como a escolha para o valor inicial
foi de R$ 100,00, bastou fazer – e
obtivemos o resultado.
Porém se tivéssemos utilizado outro valor
deveríamos utilizar a fórmula:
MATEMÁTICA
53
JURO SIMPLES
Introdução
Nos preços de venda de objetos expostos em
vitrinas de lojas, geralmente se observam
cartazes com os seguintes dizeres:
R$ 2.400,00 à vista ou
em 6 prestações de R$ 520,00
O comprador já sabe que, a prazo, o preço
aumenta. Para o vendedor, tudo se passa como
se ele estivesse emprestando $ 2.400,00 ao
comprador, que os devolverá com um acréscimo
referente ao seu aluguel.
Esse acréscimo é chamado de juros.
O mesmo acontece nos empréstimos pessoais
em bancos ou nos financiamentos de quaisquer
bens.
Esses juros nem sempre são calculados da
mesma maneira. Neste capítulo estudaremos
uma delas.
Juros Simples
Em geral, os juros são calculados
periodicamente: ao final de um dia, de um mês,
de um ano, ou de qualquer outro período pré-
fixado por ocasião do investimento ou
empréstimo.
Se os juros têm taxa fixa e forem calculados
sempre a partir da quantia inicial, são chamados,
então, de JUROS SIMPLES.
Por exemplo, considere um empréstimo no valor
de R$ 2.000,00 pelo qual se deverão pagar 5%
de juros simples por mês.
Ao final de um mês, os juros serão:
5% de $ 2.000,00 = 2.000 = 100
No segundo mês, estes juros dobram, no terceiro
triplicam, e assim por diante. Para calcular os
juros num período n de tempo, poderíamos fazer:
juros = 2.000 n
De um modo geral, os juros simples J, resultantes
da aplicação de um capital C a uma taxa i durante
um período n de tempo, podem ser calculados
através da fórmula:
J = C × i × n
Aqui, naturalmente, i e n devem ter as mesmas
unidades. Por exemplo: se temos uma taxa diária,
n deverá ser em dias; se a taxa for mensal, n
deverá ser em meses, etc.
Taxa e Período
Como já foi observado no item passado, nos
problemas de juros devemos tomar um cuidado
especial no manejo das taxas e dos períodos de
tempo, a fim de não tratá-los com unidades
diferentes.
Precisamos prestar atenção também no fato de
que os juros podem ser calculados com base no
mês e no ano comercial ( 30 e 360 dias
respectivamente) ou com base no mês e no ano
civil. Trataremos destes problemas por meio de
exemplos.
Exemplo 1
Calcular o juro simples que um capital de $
2.500,00 rende à taxa de 27% a.m., quando
aplicado de 1 de fevereiro até 14 de maio.
Na resolução desse problema, vamos fazer o
seguinte cálculo:
fevereiro = (28 – 1) = 27
março = 31
abril = 30
maio = 14
total de dias 102
Observem que o tempo e a taxa estão em
unidades diferentes, vamos passar o tempo para
mês lançando mão da regra de três.
Dias mês
30 1
102 X
Usando a fórmula: J = C × i × n
54 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
J = 2.500 × = 2.295,00
Portanto, o juro foi de $ 2.295,00.
Exemplo 2
Um investimento de juros simples, realizado com
base no ano civil, em 18 de julho, rendeu em 30
de setembro, à taxa de 80% a.a, juros de $
118,40. Calcular a quantia investida.
Ano Civil = 365 dias
Calculando os dias:
Julho (31 – 18) = 13
Agosto = 31
setembro = 30
total de dias = 74
Passando dias para ano
Dias Ano
365 1
74 X
Aplicando a fórmula: J = C x i x n
= 730,00
Portanto, foram investidos $ 730,00.
Exemplo 3
Um banco anuncia que um investimento de
$ 952.380,00 rende em seis meses a quantia de
$ 104.762,00. Qual é a taxa anual, calculada com
base no ano comercial?
Como o problema pede taxa anual, vamos passar
6 meses para ano, ou seja 6 meses = ½ ano
Lembrando-se de que J = C x i x n, temos:
J = 104.762 = 952.380 ×
= 104.762 = 22
Portanto, a taxa anual é de 22%.
Exemplo 4
Calcular em quanto tempo um capital de $
1.200,00 renderá $ 144,00 de juros, quando
aplicado a 3% a.m.
144 = 1.200
= 144 = 4
Como a taxa é mensal, o tempo encontrado
também é dado em meses. Portanto serão
necessários 4 meses.
MATEMÁTICA
55
Montante
Há problemas em que é necessário trabalhar com
a soma capital mais os juros. O resultado dessa
soma recebe o nome de MONTANTE, ou seja:
Nessa expressão, M é o montante, C é o capital e
J os juros.
Como J = C x i x n, podemos escrever a
expressão acima da seguinte maneira:
Colocando C em evidência, obtemos:
Essa fórmula relaciona o montante com o capital,
com a taxa e com o período de tempo.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. Qual é o montante resultante de uma aplicação
de $ 29.800,00 à taxa de 12% a.m. durante 6
meses ?
Vamos determinar os juros:
J = C  i  n 
Sendo o Montante = Capital + Juros, temos:
M = $ 29.800,00 + $ 21.456,00 = $ 51.256,00
Poderíamos resolver esse problema, usando a
fórmula:
M = C  (1 + i  n)
Assim, temos:
M = 29.800 ( 1 + 0,12  6)
M = 29.800  1,72 = 51.256
Resposta: De qualquer maneira que se resolva
esse problema, o montante será de $ 51.256,00.
2. Coloquei uma certa quantia em um banco a
120% a.a. e retirei, depois de 4 anos, $ 928
000,00. Quanto recebi de juros, sabendo que a
aplicação foi feita à base de juros simples?
Solução
Como J = C  i  n,
então: J = C  1,2  4
J = 4,8 C
M = C + J → M = C + 4,8  C
M = C + J  928.000 = C + 4,8  C
928.000 = 5,8  C
= 160.000,00
O capital investido foi, portanto, de $ 160.000,00.
Para achar os juros, basta subtrair o montante do
capital:
M = C + J  J = M - C
J = 928.000 – 160.000
Poderíamos também resolver usando as fórmulas
M = C (1 + i  n) ou C =
M
i n1 
.
Nessas fórmulas, substituindo as letras pelos
valores, temos:
C =
928 000
1 1 2 4
.
, 
M = C + J
J = 768.000,00
56 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL
C =
928 000
5 8
.
,
= 160 000
Resposta: De qualquer maneira, os juros serão
de R$ 768.000,00, pois
M = C + J  J = M - C
Portanto: J = 928.000 - 160.000 =768.000
RESOLVENDO MONTANTE POR REGRA DE
TRÊS
Para resolvermos um problema de montante
através da regra de três vamos utilizar “o
quadradinho do Pimentel”:
Uma vez que o montante é o valor final de uma
aplicação e os juros representa o acréscimo,
basta dentro do “o quadradinho do Pimentel”: no
lugar de Vfinal escrever Montante, e na coluna do
lucro escrever juros, assim termos:
M = C + J
%
R$
O único cuidado que devemos tomar é que
porcentagem que representa os juros é o produto
da taxa pelo tem, desta forma, o “o quadradinho
do Pimentel”: ficará :
M = C + Juros
)100( ni 100 )( ni %
$ $ $ R$
O capital sempre corresponderá a 100%.
Exemplo 1: Determinar o capital que, aplicado à
taxa de 5% a m., durante 4 meses, gerou um
montante de R$ 48.000,00.













20%45%ni
5%i
meses4n
capital
48.000,00montante
dadosdeBanco
?
M = C + Juros
120 100 20 %
48.000 x R$
Resolvendo a regra de três
40.000,00=
120
100×48.000
=x
120. C = 100.4800 4.000
120
4800.100
C 
120. C =.480.000
Portanto o Capital será de R$ 40.000,00
Exemplo 2: Após 3 meses de aplicação a juros
simples, um aplicador resgatou um montante de
R$ 23.600,00. Qual o valor dos juros se a taxa
contratada foi de 6% a m?













%136%ni
6%i
meses3n
juros
23.600,00montante
dadosdeBanco
8
?
M = C + Juros
118 100 18 %
23.600 x R$
Resolvendo a regra de três
3.600,00=
118
18×23.600
=x
Portanto o juro será de R$ 3600
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  • 1. MATEMÁTICA Teoria Matemática básica Este material possui toda a teoria apresentada no Curso de Matemática Básica
  • 2. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL SUMÁRIO NÚMEROS DECIMAIS 1 NÚMEROS NÃO DECIMAIS 6 MÚLTIPLOS E DIVISORES 12 FRAÇÃO (NÚMEROS RACIONAIS) 17 REGRA DE TRÊS 21 RAZÃO E PROPORÇÃO 24 SISTEMAS DE MEDIDAS 33 PRINCIPAIS FIGURAS REGULARES 36 PRINCIPAIS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS 39 EQUAÇÕES NUMÉRICAS 40 SISTEMA DE EQUAÇÃO DO 1° GRAU 43 PORCENTAGEM 48 JURO SIMPLES 53
  • 3. MATEMÁTICA 1 NÚMEROS DECIMAIS Definições O sistema numérico que utilizamos no dia a dia é o sistema decimal. Desta forma temos 10 algarismos para representar os números: Algarismos: São os símbolos que representam os números, assim sendo, os algarismos são representado por 10 símbolos. 0, 1, 2, 3, 4, 5 , 6, 7, 8, e 9 A cada 10 unidades formamos uma dezena; A cada 10 dezenas formamos uma centena; A cada 10 centenas formamos um milhar; A cada 10 milhares formamos uma dezena de milhar; A cada 10 dezenas de milhar formamos uma centena de milhar; Os números são escritos obedecendo à seguinte formação: O último algarismo representa a casa das unidades; O penúltimo, a casa das dezenas; O antepenúltimo, a casa das centenas; O anterior, ao antepenúltimo da casa do milhar e assim por diante. Exemplo: O número 4 8 3 7 4 milhares + 8 centenas + 3 dezenas + 7 unidades VALOR ABSOLUTO × VALOR RELATIVO Em relação ao número, o algarismo possui dois valores distintos: 1. Valor absoluto: é o valor do símbolo. 2. Valor relativo: é o valor que ele representa dentro do número. Exemplo: no número acima: O valor absoluto do 8 é 8 (mesmo valor do símbolo). O valor relativo do 8 é 800 (como falamos ao ler o número). Todo número é a soma dos valores relativos dos algarismos que o compõe. Exemplo: 4.837 O valor relativo de cada um seus algarismos é: 4 é 4.000 8 é 800 3 é 30 7 é 7 Somando 4.837 Podemos também escrever o número 4.837 como: 4 × 1.000 + 8 × 100 + 3 × 10 + 7 × 1 Quando dividimos um algarismo por 10, o resultado será um décimo desse algarismo, quando dividimos por 100 será um centésimo, por mil, milésimo e assim por diante. Exemplo: 7,0 10 7  07,0 100 7  007,0 000.1 7  0007,0 000.10 7  Os números que estão a esquerda da igualdade recebem o nome de fração decimal e os da direita número decimal. Todo número decimal pode ser representado através de uma fração decimal e vice versa.
  • 4. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Lendo um número decimal Podemos ler o número 0,725 da seguinte forma: a. setecentos e vinte e cinco milésimos. b. sete décimos, 2 centésimos e cinco milésimos c. setenta e dois centésimos e 5 milésimos Qualquer número é igual a soma dos valores relativos de seus algarismos. 1.000 100 10 1 10 1 100 1 000.1 1 3 8 2 5, 8 3 4 3 milhares 3.000 8 centenas 800 2 dezenas 20 5 unidades 5 8 décimos 0,8 3 centésimos 0,03 4 milésimos 0,004 Somando 3.825,834 Operações ( ) Soma ou Adição ( ) Na adição a ordem das parcelas não altera o valor da soma (propriedade comutativa). Propriedade: se aumentarmos (ou diminuirmos) uma das parcelas de um determinado valor, o total ficará aumentado (ou diminuído) daquele valor. No exemplo acima se aumentarmos a última parcela de 10 unidades teremos: Propriedade: A operação adição pode ser resolvida por partes (propriedade associativa), essa propriedade permite dividir a soma em duas ou mais partes, assim achamos o total de cada uma das partes e depois efetuamos a adição dos resultados encontrados. No exemplo acima, poderíamos fazer: 15 + 45 = 60 (1ª + 4ª) parcela 13 + 21 = 34 (2ª + 3ª) parcela 60 + 34 = 94 Média Aritmética A média aritmética é obtida dividindo-se o total pelo número de parcelas. Em virtude desta definição podemos escrever: parcelasdenúmero total aritméticamédia  total = média aritmética × número de parcelas aritméticamédia total parcelasdenúmero  Exemplos 01. A média salarial dos 80 funcionários de uma empresa é de R$ 2.000,00, determinar quanto ganha em média cada mulher sabendo que o total de homens é 60 e a média salarial deles é de R$ 2.500,00. Assim deduzimos: F. Pgto. Empresa 80 × $ 2.000 = $ 160.000 F. Pgto. Homens 60 × $ 2.500 = $ 150.000 F. Pgto. Mulheres 20 × X = $ 10.000 20 × X = $ 10.000 X = 00,500 20 000.10 20 000.10  Portanto, a média salarial das mulheres é de R$ 500,00.
  • 5. MATEMÁTICA 3 02. A média salarial dos 120 funcionários de uma empresa é x se o total da folha de pagamento desta empresa tiver um aumento de R$ 60.000,00, podemos afirmar que a média salarial da empresa aumentou em: Para descobrir quanto aumentou a média salarial da empresa basta dividir o aumento da Folha de Pagamento pelo número de funcionários. Assim: Aumento = 120 000.60 = 500 Justificativa: se os 120 funcionários tiveram um aumento de $ 500,00, o total da folha será aumentado de 120 × 500,00 = $ 60.000,00. Subtração ( ) 178 Minuendo – 37 Subtraendo 141 Resto ou diferença Escrevendo em forma de igualdade 178 – 37 = 141  178 = 141 + 37 ou 178 – 37 = 141  37 = 178 – 141 Observem no exemplo acima (Prova real) M – S = R  M = S + R M – S = R  S = M – R Propriedades: numa subtração, se aumentarmos (ou diminuirmos) o minuendo de um determinado valor, o resultado aumentará (ou diminuirá) deste valor. No exemplo acima se aumentarmos o minuendo de 15 teremos: 193 (178 +15) – 37 156 O resto aumentou 15 Em uma subtração, se aumentarmos (ou diminuirmos) o subtraendo de um determinado valor o resultado diminuirá (ou aumentará) deste valor. No exemplo acima se diminuirmos o subtraendo de 12 teremos: 178 – 25 (37 – 12) 153 O resto aumentou 12 Numa subtração se aumentarmos (ou diminuirmos) o Minuendo e o Subtraendo de um determinado valor o resultado não sofrerá alteração. No exemplo acima se aumentarmos o minuendo e o subtraendo de 3 unidades teremos: 181 (178 + 3) – 40 (37 + 3) 141 O resultado não alterou Multiplicação ( ) Em uma multiplicação podemos fragmentar um número de modo a facilitar a operação. Exemplo: 29 × 41 = 29 × (40 + 1) = 29 29 × 40 + × 1 1.160 + 29 = 1.189 Divisão ( ) Escrevendo em forma de igualdade temos: dividendo = divisor quociente + resto Não podemos esquecer que o resto nunca poderá ser maior ou igual ao divisor.
  • 6. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo 1: quando dividimos 150 por 30 obtemos o mesmo resultado da divisão 15 por 3. Nesse caso estamos dividindo tanto o dividendo como divisor por 10. 3 15 1030 10150    Exemplo 2: quando dividimos 0,15 por 0,03 obtemos o mesmo resultado da divisão 15 por 3. Nesse caso estamos multiplicando tanto o dividendo como o divisor por 100. 3 15 10003,0 10015,0    Propriedade: se multiplicarmos ou dividirmos o dividendo e o divisor por um mesmo número, o resultado não se altera. A propriedade acima nos permite, quando feita uma divisão e o número de casas decimais do dividendo for diferente do número de casas decimais do divisor, igualar o número de casas decimais com zeros e depois cortar a vírgula. Casos Especiais: Quando forem feitas as seguintes divisões: Exemplo 1 (divisão por 5, “dobra-dobra”) 4,1 10 14 25 27 5 7     Neste exemplo utilizamos o caso: dobra-dobra, ou seja, dobramos o valor do numerador e o valor do denominador, pois a divisão fica simplificada quando o divisor é um número múltiplo de 10, já que podemos somente mudar a posição da vírgula. Exemplo 2 (divisão por 25, “dobra-dobra”, “dobra-dobra”) 24,2 100 224 250 2112 225 256 25 56        Neste exemplo utilizamos o caso: dobra-dobra, dobradobra, ou seja, dobramos o valor do numerador e o valor do denominador duas vezes, pois a divisão fica simplificada quando o divisor é um número múltiplo de 10, já que podemos somente mudar a posição da vírgula. Regras de Sinais  Soma (+) a. sinais iguais: somam-se as parcelas e conserva- se o sinal. Exemplo: (+3) + (+5) = +8 (–7) + (–5) = –12 b. sinais diferentes: subtrai-se um do outro e conserva-se o sinal do maior. Exemplo: (–8) + (+3) = –5 (+10) + (–2) = +8  Subtração (–) Troca-se o sinal (–) por (+), inverte-se o sinal do 2° termo da subtração e efetua-se a regra acima. Exemplo: (+10) – (–3) = (+10) + (+3) = +13 (–8) – (–3) = (–8) + (+3) = –5 (–7) – (+4) = (–7) + (-4) = –11  Multiplicação e Divisão (×, ÷) a. sinais iguais: faz-se a operação normalmente e o resultado será positivo. Exemplo: (+24) ÷ (+2) = + 12 (–10) × (–5) = + 50 b. sinais diferentes: faz-se a operação normalmente e o resultado será negativo Exemplo: (–40) ÷ (+8) = – 5 (+3) × (–2) = – 6 Operações Decimais Observe os exemplos abaixo: 1. 123 – 47 = 123 + 3 126 – (47 + 3) – 50 76 Podemos somar 3 aos dois números, transformando 123 em 126 e 47 em 50, deixando a conta mais fácil.
  • 7. MATEMÁTICA 5 2. 467 – 85 = 467 + 15 482 – (85 + 15) – 100 382 3. 564 + 398 = 564 – 2 564 + 398 + 2 + 400 962 4. 813 + 469 = Solução 1 813 + 69 882 + 469 – 69 + 400 1.282 Solução 2 813 – 31 782 + 469 + 31 + 500 1.282 Somando 15 aos números transformamos 477 em 482 e 85 em 100, tornando mais fácil a subtração. Nesta conta somamos e subtraímos 2 unidades, transformando 564 em 562 e 398 em 400.
  • 8. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL NÚMEROS NÃO DECIMAIS A base decimal não é a única a ser utilizada em, nosso cotidiano. Para tratarmos de problemas que envolvem, por exemplo, tempo ou ângulos, é necessário um tratamento diferente do utilizado anteriormente. Ao trabalhar com divisão de números não decimais, é preciso levar em consideração o resto. Por exemplo: Quero dividir 200 bolinhas entre 30 meninos. Quantas bolinhas receberá cada um e quantas bolinhas sobrarão? É lógico que você já chegou a conclusão que cada menino receberá 6 bolinhas e sobrarão 20 bolinhas. Mas vamos analisar as duas continhas abaixo: Embora o quociente das duas contas tenha o mesmo valor, notem que na primeira o resto foi 20 e na segunda o resto foi 2; ele ficou dividido por 10. Através do exemplo acima podemos concluir que toda vez que precisarmos do resto de uma divisão é aconselhável não usar o cancelamento, pois o resto também ficará dividido. Dividiu bolinhas! O resto é bolinha! Então: Dividiu horas! O resto é hora! Dividiu minutos! O resto é minuto! E assim por diante. Conversão de Unidades Para um número não decimal ser convertido em outra unidade é necessário saber como é feita a conversão. Exemplo 1: Uma fábrica de fraldas embala seu produto de seguinte maneira: Cada caixa possui 23 embalagens, cada embalagem possui 15 pacotes, que por sua vez possui 25 fraldas. Desejo comprar 1 caixa de fraldas, quantas fraldas estarei comprando no total? Solução: fraldas Exemplo 2: Um aluno mediu um ângulo com o transferidor e obteve a medida de 135,4°. A professora pediu ao menino que passasse esse valor para um número misto. Como ficaria esse número? Solução: È necessário ressaltar que ângulos são medidos em graus e seus submúltiplos são dados em minutos e segundos.     cccccccc135, 4 135 0,4 60 24 135 24' Não confundir temperatura, que é medida em graus Celsius, com ângulo, que é medido em graus.
  • 9. MATEMÁTICA 7 Problemas envolvendo tempo Para facilitar nosso estudo, utilizaremos a tabela de conversão de tempo Transformando número decimal em número misto Ás vezes é necessário transformar um número misto em decimal ou vice versa, fato este muito usado nos problemas de velocidade. Atenção: 2,50 h não são 2 horas e cinqüenta minutos. 2,50 h é igual a: 2 h + 0,50 h 2 h + 100 50 h 2 h + 100 50 × 60 min = 2 h 30 min Quando a grandeza for hora ou minuto e estiver escrita na forma decimal, para transformá-la em número não decimal basta multiplicar a parte decimal por 60. O produto corresponderá aos minutos (ou segundos) Assim temos: 2,5 horas = 2 horas e 30 min, pois 0,5  60 = 30 4,25 horas = 4 horas e 15 min, pois 0,25  60 = 15 Para transformar um número misto em número decimal basta: 1. transformar todas unidades para menor delas 2. aplicar uma regra de três para calcular a unidade desejada. Exemplo Transformar 4 horas e 15 minutos em horas 4 horas e 15 min = 240 min + 15 min = 255 min Resolvendo a regra de três: Minutos Horas 60 1 255 X 60X = 255 X = 60 255 = 4,25 horas Exemplo 2 Transformar em número decimal: 1 ano 4 meses e 15 dias 1 ano = 360 dias 4 meses = 120 dias 15 dias = 15 dias Total = 495 dias Neste caso temos o ano comercial. 1 ano = 365 dias 4 meses = 120 dias 15 dias = 15 dias Total = 500 dias Neste caso temos o ano exato. Resolvendo a regra de três: Dias Anos 360 1 495 X a. ano comercial 360X = 495 X = 360 495 = 1,3750 anos Dias Ano 365 1 500 X
  • 10. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL b. ano exato 365 X = 500 X = 360 500 = = 1,3698 anos Observem a resposta dos dois casos. A diferença ocorreu praticamente na 3ª casa decimal. Na maioria dos exercícios devemos usar o ano comercial (principalmente quando estamos trabalhando com problemas de juros). Exemplos a. Passar 2 anos, 4 meses e 15 dias para dias. Quem desce a escada (da maior unidade para a menor), multiplica. b. Quantos dias, horas, minutos e segundos correspondem 829.565 segundos? Estamos indo da menor para maior unidade, assim vamos subir a escada degrau por degrau. Vamos começar dividindo por 60 para descobrir quanto minutos temos, depois por 60 novamente para descobrir quantas horas, depois por 24 para descobrir o número de dias. Portanto: 829.565 segundos corresponde a 9 dias, 14 horas, 26 minutos e 5 segundos. Exemplo 1 Dividir 46 horas por 9 Quando dividimos horas o resto será horas. Quando dividimos minutos o resto será minutos. O resultado é: 5 h, 6 min e 40 seg. Exemplo 2 Dividir 48 dias por 7 O resultado é: 6 dias, 20 horas, 34 min e 17 seg Se quisermos, podemos continuar a divisão após apurarmos os segundos, achando décimos, centésimos ou milésimos de segundos. Exemplo 3 Transforme 1.250.000 segundos em dias, horas, minutos e segundos. Atenção: não podemos simplificar utilizando a técnica do cancelamento. O resultado é: 14 dias, 11 horas, 13 minutos e 20 segundos.
  • 11. MATEMÁTICA 9 Exercícios com tempo (forma decimal) 01. Determinar a velocidade média de um carro que faz o percurso de 260 Km em 1 hora e 30 minutos. A velocidade média é dada pela divisão da distância pelo tempo gasto, porém antes de efetuarmos a divisão devemos passar 1 hora e 30 minutos para hora (forma decimal) 1h e 30 min = 60 + 30 = 90 min Resolvendo a regra de três, temos: Minutos Horas 60 1 90 X 60 X = 90 X = 60 90 = 1,50 horas Vm = 50,1 260 = 173,33 km/h 02. Determinar a velocidade média de um carro que faz o percurso de 800 Km em 3 horas e 20 minutos. 3h e 20 min = 180 + 20 = 200 min Resolvendo a regra de três, temos: Minutos Horas 60 1 200 X 60 . X = 200 X = 3 10 60 200  h Dica importante: quando a divisão não for exata é preferível trabalhar com a fração. Assim: Operações com Números Não Decimais Somando números não decimais Para somar números não decimais inicialmente somamos cada uma das unidades separadamente. Depois iniciando pelos submúltiplos menores, extraímos as partes inteiras e somamos na coluna anterior e assim sucessivamente. Verifique o exemplo abaixo: Efetuar: (5 h, 45 min e 50 seg ) + (7 h, 38 min e 47 seg) Horas Min Seg 5 45 50 7 38 45 Total 12 h 83 min 97 seg Extraindo a parte inteira dos submúltiplos Horas Min. Seg. 5 45 50 7 38 45 Total 12 83 97 + 1 – 60 12 84 37 + 1 – 60 13 24 37 Solução: 13 horas, 24 minutos e 37 segundos Subtraindo números não decimais A subtração deve ser efetuada de forma análoga à adição, ou seja, vamos separar as unidades por colunas e depois efetuar as operações separadamente. Quando o minuendo for menor que o subtraendo, devemos emprestar uma unidade na casa da unidade imediatamente superior e transformá-la na unidade que estamos operando adicionando-a ao minuendo, como mostra o exemplo abaixo
  • 12. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Efetuar: (8 h 12 min e 15 seg) – (3 h 45 min e 50 seg) Horas Min. Seg. 8 12 15 – 3 – 45 – 50 Como na coluna dos segundos não é possível tirar 50 de 15, vamos até a coluna dos minutos emprestamos um minuto que corresponde a 60 segundos e adicionamos aos 15 seg. Assim ficamos: Horas Min. Seg. 11 + 60 8 12 15 – 3 – 45 – 50 Repetindo a operação em relação às unidades min/hora. Horas Min. Seg. 7 + 60 8 11 75 – 3 – 45 – 50 Agora, podemos fazer a subtração. Horas Min. Seg. 7 71 75 – 3 – 45 – 50 4 26 25 Exemplo 1: Um operário trabalhou das 11 da manhã até as 3 da tarde. Quantas horas ele trabalhou? Solução: É necessário transformar a informação “3 da tarde” para 15 horas, assim podemos efetuar a subtração: Exemplo 2: A senhora Marili Moroe, nascida em primeiro de junho de 1926 namorou o senhor João Kenedito, nascido em 20 de maio de 1917. Qual a diferença de idade entre o casal? Solução: Para resolver esse problema, é necessário subtrair a idade de quem nasceu primeiro, da idade que quem nasceu depois, já que, quem nasceu primeiro tem menos anos do que quem nasceu depois Ano Mês Dia 1926 6 1 – 1917 – 5 – 29 Assim temos que: Ano Mês Dia 5 + 30 1926 6 1 – 1917 – 5 – 29 Agora, podemos fazer a subtração. Ano Mês Dia 1926 5 31 – 1917 – 5 – 29 9 0 2 Portanto a diferença de idade entre os dois é de 9 anos e dois dias.
  • 13. MATEMÁTICA 11 Multiplicando números não decimais por um número inteiro Para efetuar a divisão basta multiplicar cada uma das unidades pelo número inteiro. É necessário fazer as transformações quando os valores apurados forem maiores que as unidades imediatamente superiores. Exemplo: efetuar a multiplicação (2 anos, 4 meses e 16 dias) por 6 2 anos 4 meses 16 dias × 6 × 6 × 6 12 anos 24 meses 96 dias Fazendo as transformações, temos: 2 anos 4 meses 16 dias × 6 × 6 × 6 12 anos 24 meses 96 dias + 3 meses – 90 dias 27 meses 6 dias + 2 anos – 24 meses 14 anos 3 meses 6 dias Dividindo números não decimais por inteiro Para efetuar a divisão basta dividir cada uma das unidades observando que:  o quociente deve ser um número inteiro  o resto deve ser adicionado à unidade imediatamente inferior após a transformação. A última unidade permite uma subdivisão decimal. Dividir (15 h, 26 min e 44 seg) por 8 a. dividindo 15 por 8 o quociente é 1 e o resto 7. b. multiplicando 7 por 60 obtém-se 420 que foi adicionado ao 26 Repetindo a operação com os min/seg: Solução: 1hora 55 minutos e 50,5 segundos
  • 14. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL MÚLTIPLOS E DIVISORES Quando dividimos um número a pelo número b e a conta é exata, então podemos afirmar: 1. a é um múltiplo de b ou 2. b é um divisor de a Exemplo: 8  2 = 4 ou 8 = 4 2 8 é múltiplo de 2 2 é divisor de 8 4 e 2 são fatores de 8 Números primos: são aqueles que admitem apenas dois divisores distintos, ele mesmo e o número 1. Exemplo: 7 13 31 47 53 Atenção: o número 1 não é primo, ele tem apenas 1 divisor. Números primos entre si: são aqueles que têm como divisor comum apenas o número um (1). Exemplo: - Os divisores do número 9 são { 1, 3, 9 } - Os divisores do número 8 são { 1, 2, 4, 8 } OBS. : os números 8 e 9 não são primos, porém o único divisor comum entre eles é o número 1 Propriedades O M.D.C. de dois números primos entre si é 1. O M.M.C. de dois números primos entre si será sempre o produto entre eles. Exemplo: - O M.D.C entre 15 e 16 é 1 - O M.M.C entre 15 e 16 é15  16 = 240 Regras de Divisibilidade Por 2: todo número será divisível por 2 quando o último algarismo que compuser o número for: 0, 2, 4, 6, 8. Exemplo: 12 24 108 412 Por 3: todo número será divisível por 3 quando a soma de seus algarismos for múltiplo de 3. Exemplo: 27   2 + 7 = 9 132   1 + 3 + 2 = 6 Por 4: todo número será divisível por 4 quando terminar em: 00 ou o número formado pelos últimos algarismos for divisível por 4. Exemplo: 8016 6400 8532 Por 5: todo número será divisível por 5 quando terminar em: 0 ou 5. Exemplo: 185 4.175 9999990 Por 6: todo número será divisível por 6 quando for divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo. Exemplo: 6.144 termina em 4, é divisível por 2, 6 + 1 + 4 + 4 = 15, é divisível por 3. Por 8: todo número será divisível por 8 quando terminar em: 000 ou o número formado pelos três últimos algarismos for divisível por 8.
  • 15. MATEMÁTICA 13 Exemplo: 105.432 432 é divisível por 8 87.000 termina em 000 Por 9: todo número será divisível por 9 quando a soma dos algarismos for múltiplo de 9. Exemplo: 27.873 2 + 7 + 8 + 7 + 3 = 27 27 é múltiplo de 9; portanto, 26.873 é divisível por 9 Por 10: todo número é divisível por 10 quando terminar em 0. Exemplo: 23.840 - 48.150 - 87.131.720 Por 11: todo número é divisível por 11 quando a diferença da soma entre os algarismos que ocupam as casas de ordem par com a soma dos algarismos que ocupam as casas de ordem ímpar for zero ou múltiplo de 11. Exemplos: 8.734 1° + 3°  4 + 7 = 11 2° + 4°  3 + 8 = 11 11 – 11 = 0 91.839 1° + 3° + 5°  9 + 8 + 9 =26 2° + 4° = 3 + 1 = 4 26 – 4 = 22 OBS.: Se dois números primos entre si são divisores de um determinado número a, então o produto dos números primos entre si também será divisor do número a Exemplo: o número 3 é divisor de 30 o número 5 é divisor de 30 o produto 3  5 = 15 também será divisor de 30. Exemplo : Usando as regras acima determinar os divisores do número 3.960. Resolvendo:  O último algarismo é par  divisível por 2  60 (dois últimos algarismos) é múltiplo de 4 divisível por 4  3 + 9 + 6 + 0 = 18  divisível por 3 e 9  termina com zero  divisível por 5 e 10  (3 + 6) – (9 + 0) = 0  divisível por 11 Se 3960 é divisível por: 2 e 3   ele será divisível por 2  3 = 6 2 e 5   ele será divisível por 2  5 = 10 2 e 9   ele será divisível por 2  9 = 18 2 e 11  ele será divisível por 2  11 = 22 3 e 4   ele será divisível por 3  4 = 12 3 e 5   ele será divisível por 3  5 = 15 3 e 10  ele será divisível por 3  10 = 30 3 e 11  ele será divisível por 3  11 = 33 5 e 4   ele será divisível por 5  4 = 20 5 e 9   ele será divisível por 5  9 = 45 5 e 11  ele será divisível por 5  11 = 55 9 e 10  ele será divisível por 9  10 = 90 9 e 11  ele será divisível por 9  11 = 99
  • 16. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Máximo Divisor Comum (M.D.C.) Divisores de um Número Para obtermos o conjunto dos divisores de um determinado número, vamos seguir a seguinte regra prática: 1. divide-se o número pelo menor divisor primo. Ex.: divisores do número 120 2. divide-se o quociente pelo seu menor divisor primo. 3. repete-se a operação sucessivamente, até que o quociente seja 1. Desta forma estamos decompondo o nº 120 em seus fatores primos e podemos escrever: 120 = 23  31  51 4. multiplicando todos os divisores encontrados, entre si; o resultado obtido será o conjunto dos divisores do número. Disposição Prática 1 120 2 2 60 2 4 30 2 8 15 3 3, 6, 12, 24 5 5 10, 20, 40, 15, 30, 60, 120 1 Exemplo: dados os números 48 e 120, calcular os divisores comuns. 1 48 2 2 24 2 4 12 2 8 6 2 16 3 3 3, 6, 12, 24, 48 1 Divisores Comuns = {1, 2, 3, 4, 6, 8,12, 24} Máximo Divisor Comum: 24 Quantidade de divisores distintos de um número: basta multiplicar entre si os expoentes de cada fator primo acrescido de 1. Exemplos:  120 = 23  31  51 números divisores de 120 (3 + 1) (1 + 1) (1 + 1) = 16  72 = 23  32 número divisores de 72 = (3 + 1) (2 + 1) = 12  48 = 24  31 número divisores de 48 = (4 + 1) (1 + 1) = 10 Forma Rápida para Determinar o M.D.C Neste caso vamos decompor os números como fazemos no m.m.c (não há necessidade de começarmos pelos menores divisores primos, basta chegarmos a conclusão que os três números são divisíveis um determinado número para efetuar a divisão). O m.d.c. será o produto dos divisores comuns.
  • 17. MATEMÁTICA 15 Determinar o m.d.c. de 2100, 1800 e 750. 2.100 – 1.800 – 750 10 todos são divisíveis por 10 210 – 180 – 75 5 todos são divisíveis por 5 42 – 36 – 15 3 todos são divisíveis por 3 14 – 12 – 5 Não há mais divisores comuns primos entre si m.d.c. = 10 5 3 = 150 Determinar o mdc dos números 480, 144 e 600 480 – 144 – 600 4 todos são divisíveis por 4 120 – 36 – 150 6 todos são divisíveis por 6 20 – 6 – 25 Não há mais divisores comuns primos entre si m.d.c. = 4 6 = 24 Problemas envolvendo o máximo divisor Para sabermos se um problema deve ser resolvido através do M.D.C, temos três dicas importantes. Na leitura do exercício, devemos chegar às seguintes conclusões: 1ª de que o problema nos passa a idéia de divisão (dividir em números de partes); 2ª de que as partes são iguais (comum); 3ª e de que normalmente procuramos o maior número de partes iguais, o que significa (máximo). 4ª após descobrirmos que o problema é de M.D.C., devemos responder as duas perguntas: O que é o m.d.c.? (a resposta está no contexto) O que eu estou querendo? Exemplo Qual é a maior quantidade de pacotes iguais que poderei fazer se tenho 840 livros, 600 cadernos e 960 canetas ? Idéia divisão  divisor Pacotes iguais  comum Maior quantidade  máximo Desta forma a maior quantidade de pacotes iguais nada mais é do que o Máximo Divisor Comum entre os números 840, 600 e 960. Mínimo múltiplo comum Para determinarmos o M.M.C. de dois ou mais números, basta decompô-los simultaneamente em seus fatores primos (divisores) e, depois multiplicar os divisores encontrados, assim, o produto será o m.m.c. 180 240 108 2 90 120 54 2 45 60 27 2 45 30 27 2 45 15 27 3 15 5 9 3 5 5 3 3 5 5 1 5 1 1 1 2.160 Problemas envolvendo mínimo Para sabermos se um problema deve ser resolvido através do m.m.c, temos três dicas importantes: 1ª na leitura do exercício devemos chegar a conclusão de que se trata de atos repetitivos (ou seja, múltiplos); 2ª após determinado intervalo, os acontecimentos deverão ser simultâneos (comuns) 3ª como normalmente procuramos a primeira coincidência, estamos diante do mínimo. Quando o problema é de MMC, devemos responder às seguintes perguntas : 1 – É m.m.c. ? 2 - O que é o m.m.c.? (olhar contexto) 3 - O que o problema quer? (nem sempre é o M.M.C.)
  • 18. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo Três viajantes passam por um determinado local respectivamente a cada 15, 20 e 25 dias. Sabendo- se que hoje os três se encontraram, quando acontecerá o novo encontro? Observem: a. idéia de repetição  múltiplo b. encontro em determinado dia  comum c. próximo encontro  m.m.c Resposta: será o m.m.c. (15,20,25) = 300 dias Problemas dos pontos internos Referência: número de cortes Quando fazemos um corte, obtemos duas partes: Quando fazemos dois cortes, obtemos três partes Quando fazemos três cortes, obtemos quatro partes Quando fazemos n cortes , obtemos (n + 1) partes 5 cortes 6 pedaços Referência: número de partes. Quando dividimos uma barra de chocolate em: duas partes, precisamos fazer apenas um corte. três partes, precisamos fazer apenas dois cortes. quatro partes, precisamos fazer apenas três cortes. n partes, precisamos fazer apenas (n – 1) cortes. 6 pedaços 5 cortes Pontos internos + extremidades Se temos n partes teremos : [(n – 1) + 2] = (n + 1) pontos Onde (n – 1) é o número de pontos internos e 2 são os das extremidades . 6 pedaços 5 pontos Exemplo: Numa rua com 110 metros de comprimento serão plantadas árvores a cada 10 metros, sendo também plantada uma árvore em cada extremidade, quantas árvores serão necessárias. 110 : 10 = 11 (nº de pedaços) 11 pedaços → 10 pontos internos 10 pontos internos + 2 nas extremidades = 12 árvores Dica importante: todo problema de ponto o ideal é resolvê-lo graficamente. Exemplo 2: Um sarrafo de 1,80m deverá ser fixado numa parede qual a quantidade mínima de parafusos é necessário de modo que a distância entre eles fique sempre a mesma e ainda um dos parafusos deverá ser colocado a uma distância de 80 cm de uma das extremidades, não será fixado parafusos nas extremidades . Este problema envolve mdc (O mínimo de parafuso → Maior distância) Portanto o mdc representa o tamanho de cada pedaço. Estamos procurando número de pontos ( pontos internos) . Passando para cm temos: ( 80 cm e 100 cm) → MDC = 20 cm 80: 20 = (4 pedaços) → 3 pontos internos 100: 20 = (5 pedaços) → 4 pontos internos Total: (3 + 4) = 7 parafusos. 80 cm 100 cm
  • 19. MATEMÁTICA 17 FRAÇÃO (NÚMEROS RACIONAIS) Fração Chamamos de fração ou de números fracionários aqueles que são escritos da forma b a , onde a e b são números inteiros e b ≠ 0. Fração pode ser dita como sendo uma divisão. Nomenclatura O número que fica acima do traço da fração recebe o nome de numerador e o que fica abaixo denominador. rdenominado numerador  5 3 Fração Própria É aquela cujo valor absoluto do numerador é menor que o valor absoluto do denominador. Como conseqüência seu valor absoluto sempre será menor que 1 (um inteiro). Exemplos no quadradinho = no quadradinho = Fração Imprópria É aquela cujo valor absoluto do numerador é maior que o valor absoluto do denominador. Como conseqüência o seu valor absoluto sempre será maior que 1 (um inteiro). Exemplos no quadradinho = no quadradinho = Número Misto É aquele composto por um número inteiro e uma fração própria. Obs.: toda fração imprópria pode ser escrita como número misto e vice-versa. Exemplos a. escrever 3 7 na forma de número misto 3 7   b. escrever 3 1 4 na forma de fração imprópria 3 13 3 112 3 134 3 1 4      Fração Aparente É aquela que embora escrita na forma de fração nada mais é do que um número inteiro. Exemplos 3 15 , 4 12 , 5 10 Fração decimal Quando o denominador de uma fração for 10 ou potência de 10 (10 ; 100; 1.000,...) ela receberá o nome de fração decimal. Número decimal Chamamos de número decimal todo número que após a vírgula tem um n° finito de casas decimais. Desta forma o número que ficar à esquerda da vírgula é a parte inteira e os que estão à direita de parte decimal.
  • 20. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Número decimal  fração decimal Para passar um número da forma decimal para forma de fração, basta escrever como numerador o número sem a vírgula e como denominador o algarismo 1 acompanhado de tantos zeros quantos forem os algarismos que estão após a vírgula: Exemplo 2, 31 = 100 231 15,7876 = 000.10 876.157 Dízimas Periódicas Dízima periódica é um número que quando escrito no sistema decimal apresenta uma série infinita de algarismos decimais que, a partir de certo algarismo, se repetem em grupos de um ou mais algarismos, ordenados sempre na mesma posição e chamados de período. Exemplo 0,777777... (o 7 é o período) 0,8231231231... (o 231 é o período) Dízima periódica simples O período vem logo após a vírgula. Portanto 0,7777... é uma dízima periódica simples. Dízima periódica composta Neste caso, o período, não vem logo após a vírgula. 0,8231231... é uma dízima composta Toda dízima periódica pode ser escrita na forma de uma fração. Chamamos esta fração de Fração Geratriz. ENCONTRANDO A FRAÇÃO GERATRIZ Na dízima periódica simples quando o número for menor do que 1. Escrevemos a fração como se fosse um número decimal e subtraímos 1 do denominador. Exemplo 0,333.... = 0, Na dízima periódica simples quando o número for maior do que 1. Devemos separar a parte inteira da decimal e escrever o nº na forma de soma. A seguir damos o tratamento anterior para forma decimal. 2,333... = 2 + 0,333... = 2 Na dízima periódica composta 1° devemos multiplicar por uma potência de dez, transformando em uma dízima simples 2° resolvemos a dízima periódica simples 3° dividimos a fração pela mesma potência de dez. Exemplo 1° - 0,022... =(0, x 10) 10 = 0, 10 Multiplicamos e dividimos por 10 2° - 0, = Resolvemos a dízima simples 3° - = Por último dividimos por 10.
  • 21. MATEMÁTICA 19 Propriedade fundamental das frações Observando as igualdades abaixo 2 6 12 5 10 4 8 3 6 2 4 1 2  Podemos concluir: Se multiplicarmos ou dividirmos o numerador e o denominador de fração por um mesmo número, o resultado não ficará alterado. Esta propriedade nos permite reduzir várias frações ao mesmo denominador (quando achamos o MMC entre eles) como também permite o cancelamento. Operações com Frações Soma ou Subtração Somente podemos efetuar uma soma ou subtração de frações quando elas tiverem o mesmo denominador. Caso isso não ocorra, devemos transformá-los num mesmo denominador. Para reduzirmos várias frações ao mesmo denominador, devemos achar o M.M.C. dos denominadores; depois, cada uma das frações terá como denominador o valor encontrado no M.M.C. e, para obtermos os novos numeradores, devemos dividir o M.M.C. encontrado pelo denominador anterior e depois multiplicar o quociente achado pelo respectivo numerador. Depois de efetuada a redução para o mesmo denominador, efetuamos a soma ou a subtração (conforme o caso) entre os numeradores e conservamos os denominadores, observando as regras dos sinais. Exemplo 12 4 12 31 12 3 12 1    20 23 20 15 20 8 4 3 5 2  Multiplicação Na multiplicação, basta multiplicar os numeradores entre si, os denominadores entre si, respeitando a regra dos sinais. Exemplo 35 6 57 23 5 2 – 7 3     Divisão Na divisão, mudamos o sinal () por (), invertermos o 2° termo da divisão e seguimos as regras acima. Exemplo 12 10 4 5 3 2 5 4 3 2  Dicas para Resolução de Problemas com Frações a. em matemática as preposições da, de e do significam multiplicação. Exemplo: calcular a metade de um terço de 600  3 1 2 1  × 600 = 100 b. Quando vier a expressão do resto ou do que sobrou devemos usar a fração complementar (que falta para completar o inteiro, representada com o mesmo denominador) Exemplo: Maria gastou de seu salário com supermercado e do resto comprou sapatos. Quanto do seu salário foi destinado à sapatos?  O resto vale 5 3 5 2 5 5  c. quando conhecemos o valor de uma determinada fração, para determinarmos o valor de qualquer outra basta utilizarmos a regra de três.
  • 22. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo: Se 5 2 de uma peça de tecido custa R$ 48,00, quanto pagarei por 8 3 Fração R$ 5 2 48,00 8 3 X d. Sempre que possível, resolver o problema graficamente (através da visualização, a solução é mais rápida). Exemplo: Maria gastou 3 1 de seu salário com alimentação, depois gastou 4 1 do que sobrou com aluguel ficando com R$ 600,00. Qual era o salário de Maria? a. representar o salário por um retângulo b. dividir o retângulo em três e pintar uma parte, que representa a parte gasta com alimentação. c. agora dividir o retângulo em 4 partes, pintando, na parte que sobrou a parte referente ao aluguel Os 6 retângulos que sobraram representam o que sobrou do salário, assim podemos afirmar que: 6  = 600,00 = 100 O salário de Maria corresponde a: 12  = 1.200
  • 23. MATEMÁTICA 21 REGRA DE TRÊS Para estudarmos os problemas que envolvem regra de três simples, vamos considerar os casos abaixo: 1° Para fazer uma festa para a qual são convidadas 20 pessoas, necessito comprar 8 kg de carne; porém, se o número de convidados aumentar para 60 pessoas, quantos kg de carne terei que comprar? Rapidamente você já deve ter concluído que deverei comprar 24 kg. 2° Para fazer um serviço em 10 dias, necessito de 8 operários; mas para fazê-lo em 5 dias, quantos operários necessitarei? Rapidamente você conclui que deverei empregar 16 operários. No 1° caso as grandezas são diretamente proporcionais, pois ao triplicar o número de pessoas, deverei triplicar a quantidade de carne. No 2° caso, as grandezas são inversamente proporcionais, pois ao reduzir pela metade o tempo, deverei duplicar o número de operários. Resolvendo a Regra de Três Para resolvermos um problema de regra de três simples, vamos seguir a seguinte rotina: 1. Identificamos as grandezas, colocando os dados em duas colunas. 2. Estudamos a relação entre as grandezas identificadas no item 1: se são diretamente ou inversamente proporcionais. - por convenção, colocaremos ao lado da coluna onde está a grandeza que estamos procurando (x), uma seta sempre voltada para cima. Nas outras colunas devemos colocar as setas da seguinte maneira: a) diretamente proporcionais, colocamos uma seta no mesmo sentido da anterior. b) inversamente proporcionais, colocamos a seta no sentido contrário. 3. Após colocadas as setas, se elas tiverem o mesmo sentido, multiplicamos os termos em cruz e depois resolvemos a equação; se as setas tiverem sentidos contrários, invertemos os números de uma das colunas, de tal maneira que as flechas fiquem com o mesmo sentido, depois procedemos da mesma maneira anterior. Exemplos: No 1° caso: Diretamente proporcional Pessoas Carne 20 8 X 60 Observe agora as perguntas, para descobrirmos quais são os tipos de grandezas com que estamos trabalhando: Pergunta n° 1 Quanto maior o número de pessoas, necessito de mais ou menos carne? Pergunta n° 2 – Se diminuir o número de pessoas, o que eu devo fazer com a carne? Pergunta Resposta Mesmo sentido1º Aumenta Aumenta 2º Diminui Diminui
  • 24. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Colocando as Flechas Pessoas Carne 20 8 Colocando as setas 60 X Simplificando nas colunas Pessoas Carne 1 8 (dividindo por 20 os termos da 1ª coluna)3 X Multiplicando em cruz 1  X = 3  8 X = 24 Kg 2° Caso: Inversamente proporcional Dias Operários 10 8 5 X Observe as perguntas. Para fazer o mesmo serviço: Pergunta n° 1 Quanto mais dias, tenho que diminuir ou aumentar o número de operários? Resposta: Diminuir. Pergunta n° 2 Quanto menos dias, tenho que diminuir ou aumentar o número de operários? Resposta: Aumentar Resumindo: Pergunta Resposta 1º Aumenta Diminui 2º Diminui Aumenta Colocando as Flechas Dias Operários 10 8 5 X Invertendo as Setas Dias Operários 5 8 10 X Simplificando nas colunas Dias Operários 1 8 (dividindo por 5 os termos da 1ª coluna)2 X Multiplicando em cruz 1  X = 2  8 X = 16 R: serão necessários 16 operários Regra de três Composta Vamos considerar o exemplo abaixo: 20 homens, trabalhando 6 horas por dia, durante 25 dias, constroem uma estrada com 1800 m de comprimento por 20 m largura, trabalhando num local de dureza 2. Quantos dias serão necessários para 25 homens fazerem outra estrada com 2100m de comprimento por 18m de largura, trabalhando 8 h/d num local de dureza 3? – Observe que agora temos diversas grandezas. Vamos colocá-las em colunas, cada grandeza na sua coluna: Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3
  • 25. MATEMÁTICA 23 Colocando as Flechas 1° Vamos colocar a primeira flecha na coluna onde está o (x) com a seta voltada sempre para cima; esta flecha será o referencial; Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 2° Agora, vamos colocar as demais; repare nas perguntas, observe que os valores numéricos são o que menos interessa e, quando estamos pesquisando uma coluna, vamos supor que as demais sejam sempre setas. P: Quanto mais homens, preciso de mais ou menos dias? R: Menos (inversamente proporcionais = flechas contrárias) Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 P: Quanto mais horas por dia (H/D), preciso de mais ou menos dias? R: Menos (inversamente proporcionais = flechas contrárias) Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 P: Quanto maior o comprimento, preciso de mais ou menos dias? R: Mais (diretamente proporcionais = flechas no mesmo sentido) Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 P: Quanto maior a largura, preciso de mais ou menos dias? R: Mais (diretamente proporcionais = flechas no mesmo sentido) Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 P: Quanto maior a dureza, preciso de mais ou menos dias? R: Mais (são diretos = flechas no mesmo sentido) Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 20 6 25 1.800 20 2 25 8 X 2.100 18 3 Invertendo flechas contrárias Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 25 8 25 1.800 20 2 20 6 X 2.100 18 3 Simplificando nas Colunas Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 5 4 25 6 10 2 4 3 X 7 9 3 Rezando Homens H/D Dias Comp. Larg. Dureza 5 4 25 6 10 2 4 3 X 7 9 3 DeterminandoX: R – São necessários 24 dias. o que está na cruz sobre X= o que está fora da cruz desce            25 4 3 7 9 3 56.700 X= 23,625 5 4 6 10 2 2.400
  • 26. CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL RAZÃO E PROPORÇÃO Quando perguntamos, qual é a razão entre 8 e 2? – Logo vem a cabeça é 4 O que fizemos? Dividimos 8 por 2 A afirmação é correta, pois a razão entre dois números nada mais é que o resultado da divisão do primeiro número pelo segundo. Exemplo 1 Numa prova com 50 candidatos, apenas 20 foram aprovados. Qual é a razão entre o n° de aprovados e o número de candidatos? n° de aprovados: 20 n° de candidatos: 50 razão = 5 2 50 20  Exemplo 2 A razão entre o número de homens e mulheres de uma sala é 3/2, sabendo-se que o total de mulheres é 30, qual é o número de homens? razão = homens = 30  = 45 Exemplo 3 Num mapa a escala (escala é a razão entre a medida no desenho e o correspondente na medida real) é de 1: 250000, calcule a distância real, sabendo-se que a distância entre 2 pontos no mapa vale 40 cm. E = d. real = 40 x 250.000 cm d. real = 10.000.000 cm  d. real = 100 km Exemplo 4 A distância entre duas cidades é 300 km. Quanto tempo gasta uma pessoa para fazer esse percurso na velocidade de 75 km/h? A velocidade é a razão . Portanto: tempo = 4 horas Como já deu para perceber, os problemas envolvendo razão são de fáceis soluções, uma vez que, ou conhecemos a razão e estamos procurando um dos termos, ou conhecemos os dois termos e procuramos o valor da razão. No primeiro caso basta igualar os dados e resolver a equação; no segundo basta dividir o primeiro dado pelo segundo e teremos a razão. Dando nome aos termos: como se lê: (oito está para 4) Exercícios 01. Um homem de 1,80 m de altura mediu o comprimento de sua sombra e a de um poste, e obteve respectivamente 60 cm e 2,40 m. Como ele sabe que a razão entre sua altura e a do poste é a mesma que obterá entre as sobras, é possível determinar a altura do poste? Em caso afirmativo, qual é a altura? 02. Num mapa a distância entre duas cidades é de 40 cm, qual é a distância real entre as cidades, sabendo que a escala utilizada é de 1 : 250.000? 03. O número total de alunos de uma escola é 1.200, sabendo que o número de meninos supera o de meninas em 200, determinar qual é a
  • 27. MATEMÁTICA 25 razão entre o número de meninos e o número de meninas. Proporção Observe as seguintes razões: Embora os antecedentes e consequentes sejam diferentes, constatamos que o valor da razão é constante. Desta forma podemos escrever: quando temos igualdade de razão, estamos diante de uma proporção. Como se lê: dois está para um, assim como quatro está para dois, assim como seis está para três, assim como oito está para quatro... Propriedades Vamos pegar somente uma igualdade: multiplicando em cruz, temos: 6  4 = 3  8 (os n° 6 e 4 são extremos) (os n° 3 e 8 são meios) Conseqüência Observe que os termos são invertidos 6  4 = 3  8  4  6 = 3  8  6  4 = 3  8  6  4 = 8  3  Numa proporção, podemos escrever os termos da maneira que for mais conveniente.
  • 28. 26 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo Numa proporção, a está para b assim como 2 está para 3. Vamos gravar esta propriedade da seguinte forma: Primeira Propriedade O produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Como conseqüência, podemos escrever os termos da proporção da forma mais conveniente, desde que multiplicando em cruz o produto fique sempre o mesmo. Exemplo Escrever as proporções abaixo na forma mais conveniente. a.  3  a = 2  b  b.  5x = 3y  c.  2x = 5y  d.  2 × 5x = 3 × 3 y  É importante estarmos familiarizado com estas transformações quando estivermos resolvendo problemas que envolvem razão e proporção. Segunda Propriedade Quando efetuamos qualquer combinação linear (somamos ou subtraímos quaisquer múltiplos) dos antecedentes e repetirmos a mesma combinação com os antecedentes os resultados obtidos darão a mesma razão da proporção original. Exemplo 1 somando as razões (2), (4) e (5), temos: Exemplo 2 somando (1); (3); (5) e subtraindo (2) e (4), temos: Exemplo 3 Multiplicando a razão (3) por 5 e somando a razão (4) multiplicado por 3 e subtraindo (5) multiplicado por 2, temos: Esta propriedade é muito importante, pois muitas vezes conhecemos o valor de uma expressão, mas não conhecemos os valores individuais. Se determinarmos o valor da razão, será possível resolver cada razão individualmente. No popular Numa proporção, a razão continuará constante se, tudo que fizermos em cima, fizermos embaixo. Aplicação 1º Caso 1. Dividir o número 240 em partes diretamente proporcionais a 2, 3 e 5: Vamos chamar as partes por a, b e c. Não conhecemos as partes, porém, se juntarmos as três partes, teremos: a + b + c = 240 Banco de dados: a + b + c = 240 Usando a 2ª propriedade:
  • 29. MATEMÁTICA 27 Passando por cota Muitas vezes podemos resolver esses problemas mentalmente, neste caso bastaria desenvolver o seguinte raciocínio: a corresponde a 2 cotas b corresponde a 3 cotas c corresponde a 5 cotas juntas correspondem a 10 cotas Se as 10 cotas juntas valem 240, cada cota corresponde a 24, portanto: a = 2 × 24 = 48 b = 3 × 24 = 72 c= 5 × 24 = 120 2. Uma determinada importância foi dividida em partes diretamente proporcionais as idades de 3 pessoas que tinham respectivamente 30, 35 e 45 anos, determinar quanto recebeu o terceiro se o primeiro recebeu R$ 600,00 a menos que o segundo. Resolvendo usando as cotas a corresponde a 30 cotas b corresponde a 35 cotas c corresponde a 45 cotas diferença corresponde a 5 cotas entre b e a Se a diferença do número de cotas é 5 cotas e corresponde a R$ 600,00, cada cota vale (R$ 600,00  5) = R$ 120,00 Portanto o corresponde a 45 × R$ 120,00 = R$ 5.400,00 Resolvendo usando a 2ª propriedade a razão = 120 R$ 120,00  c = 45 × R$ 120,00 = R$ 5.400,00 3. Determinar o número que, quando dividido em partes diretamente proporcionais a 5, 7 e 9, o dobro do primeiro, mais o triplo do segundo, menos o terceiro, resulta 220. – chamamos as partes de a, b e c. 2a + 3b – c = 220 banco de dados: Usando a 2ª Propriedade: Portanto a razão vale 10, assim temos: Portanto o número procurado é: 50 + 70 + 90 = 210 Resolvendo usando as cotas Dobro do 1º Corresponde a 10 cotas Triplo do 2º Corresponde a 21 cotas Terceiro Corresponde a 9 cotas 2.a + 3.b – c Correspondem a 22 cotas Se 22 cotas correspondem a 220, cada uma vale 220  22 =10 A  5 × 10 = 50 B  7 × 10 = 70 C 9 × 10 = 90 Total = 50 + 70 + 90 = 210 Terceira Propriedade: Se dividirmos R$ 1.000,00 em partes diretamente proporcionais a 2, 3 e 5, chegaremos a conclusão que a razão (ou cota) vale R$ 100,00. Desta maneira as partes correspondem respectivamente R$ 200,00; R$ 300,00; e R$ 500,00. Agora se dividirmos R$ 1.000,00 em partes diretamente proporcionais a 20, 30 e 50, chegaremos a conclusão que a razão (ou cota)
  • 30. 28 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL vale R$ 10,00. Desta maneira as partes correspondem respectivamente R$ 200,00; R$ 300,00; e R$ 500,00. Observem que nos dois casos embora as séries fossem diferentes o valor de cada parte não alterou (Ah! mas a razão alterou. Mas o que estamos procurando são as partes, portanto devemos nos preocupar com o valor das partes e não da razão) Vamos tirar uma propriedade importante que vai facilitar na resolução dos problemas. 1º Caso – Divisão por números diretamente proporcionais. Série A Equivale Série B 2 3 5 Multiplicando Dividimos 20 30 50 Qualquer série proporcional (direta ou inversa), se multiplicarmos ou dividirmos todos os números por uma constante o resultado das partes não se altera. Aplicação: Simplificar as seguintes séries Série dada Simplificando Equivalente 120 600 690 ( ÷ por 120) 1 5 8 0,125 0,25 0,5 ( ÷ por 120) e (÷ por 125) 1 2 4 2º Caso – Divisão por números inversamente proporcionais Dividir um número em partes inversamente proporcionais é o mesmo que dividir o número em partes diretamente pelo inverso das partes. Exemplo: Dividir um número em partes inversamente proporcionais a 2 e 3 é o mesmo que dividir em partes diretamente proporcionais a Exemplo Dividir o número 3.100 em partes inversamente proporcionais aos números 2 , 3 e 5. Se o número é inversamente proporcional aos números 2, 3 e 5; então ele será diretamente proporcional aos números . a + b + c = 3.100 banco de dados: Resolvendo: – reduzindo ao mesmo denominador – cancelando os denominadores que são iguais: – ficamos com um problema de divisão diretamente proporcional. a = 15  100 = 1.500 b = 10  100 = 1.000 c = 6  100 = 600 Forma segura (simplificando os cálculos) No exercício anterior, os números são inversamente a: 2, 3 e 5; portanto são proporcionais a 1/2, 1/3 e 1/5. Antes de montar o banco de dados, vamos reduzir ao mesmo denominador e depois fazemos o cancelamento dos mesmos. Os números: 15, 10, 6, nesta ordem, recebem o nome de série equivalente. Agora trabalhamos normalmente como se fosse diretamente.
  • 31. MATEMÁTICA 29 Forma Rápida Para obtermos a série equivalente de uma forma pratica devemos proceder da seguinte forma: O primeiro número da série equivalente será obtido pelo produto de todos os números da série com exceção do o primeiro número da série dada. O segundo número da série equivalente será obtido pelo produto de todos os números da série com exceção do segundo número da série dada Repetir a operação tantas vezes for a quantidade de números da série, e se houver necessidade efetuar a simplificação da série obtida no final. Exemplo: Sendo a série 2, 3 e 5 inversamente, podemos determinar a série equivalente (direta). Série dada Tum-Tum-Tum s.equival 2 3 5 1º número 2 × 3 × 5 15 2 3 5 2º número 2 × 3 × 5 10 2 3 5 3º número 2 × 3 × 5 6 série equivalente direta é 15 , 10 e 6 Exemplos Transformar cada uma das séries abaixo inversa na sua equivalente direta. INVERSA Tum-Tum-Tum Canc. DIRETA 7 – 8 8 – 7 8 – 7 3 – 6 – 8 6 × 8 – 3 × 8 – 3 × 6 : 6 8 – 4 – 3 48 – 24 – 18 15 – 20 – 30 20×30 – 15×30 – 15 ×20 : 150 4 – 3 – 2 600 – 450 – 300 0,125 – 0,25 – 0,5 * 125 – 250 ** – 5001 - 2 - 4 2×4 – 1×4 – 1×2 8 – 4 – 2 : 2 4 – 2 – 1 * multiplicamos a série por 1.000 ** dividimos por 125 3º Caso – Divisão simultânea por 2 séries diretas a. Dividir 2.700 diretamente por : 2, 3, 5 e 4, 3, 2. Atenção: o e significa multiplicação, portanto o n° será dividido pelo produto obtido da multiplicação dos números de uma série com os respectivos da outra série 1ª série 2 3 5 2ª série 4 3 2 Produto 8 9 10 A série equivalente ficou sendo 8, 9 e 10 Resolvendo: a + b + c = 2.700 a = 800 b = 900 c = 1.000 4º Caso – Divisão simultânea por 2 séries (uma direta e uma inversa) a. Dividir 2600 em partes diretamente proporcionais a 2, 3 e 5 e inversamente a 4, 3 e 1. Para solução do problema temos três maneiras diferentes para trabalharmos: a. quando temos uma série direta e uma inversa, demos dividir os respectivos números, os quocientes obtidos formarão a série equivalente; direta 2 3 5 inversa 4 3 1 (1) quociente (2) Achando o MMC Eliminando o denom. 1 2 10 Série equivalente 1 2 10 b. transformando as duas séries em séries diretas . Primeiro vamos achar a série equivalente da série inversa, inversamente 4 3 1 diretamente 3 x 1 4 x 1 4 x 3 série equivalente 3 4 12 efetuando a multiplicação.
  • 32. 30 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL 1ª série 2 3 5 2ª série 3 4 12 Produto 6 12 60 cancel. por 6 1 2 10 Série equivalente 1 2 10 c. Forma rápida (rezando) s. direta 2 3 5 s. inversa 4 3 1 Rezando 2 x 3 x 1 3 x 4 x 1 5 x 4 x 3 Cancelando 6  6 = 1 12  6 = 2 60  6 = 10 Série equivalente 1 2 10 Observação: para rezar, basta colocar a série inversa sob a série direta, na mesma ordem. Para achar qualquer termo equivalente, fazemos uma cruz em cima do n° que pertence à série inversa e efetuamos a multiplicação de todos os n° contidos na cruz, porém deixaremos de fora aquele que estiver na intersecção dos traços. Obtido os produtos, podemos simplificar a série, dividindo todos os termos por um mesmo número, quando for possível. Resolvendo a + b + c = 2.600 a = 200 b = 400 c = 2.000 5° Caso – Divisão simultânea por 2 séries inversas Dividir em partes inversamente a 2, 3 e 5 e inversamente a 4, 3 e 2. Para resolvermos, temos dois caminhos: a. primeiro efetuamos a multiplicação entre os termos respectivos e depois achamos a série equivalente, ou achamos a série equivalente de cada uma delas e depois efetuamos a multiplicação. 1ª série 2 3 5 2ª série 4 3 2 Produto (inversa) 8 9 10 Tum-tum-tum 9×10 = 90 8×10 = 80 8×9= 72 Cancelando p/2 45 40 36 Assim o número será dividido diretamente por; 45 40 36 b. transformando cada série em série diretamente. Primeiro vamos achar as séries equivalentes das séries inversas, inversamente 2 3 5 diretamente 3 x 5 2 × 5 2 × 3 s. equiv. 15 10 6 inversamente 4 3 2 diretamente 3 x 2 4 x 2 4 x 3 s. equiv. 6 8 12 efetuando a multiplicação. 1ª série (direta) 15 10 6 2ª série (direta) 6 8 12 Produto (direta) 90 80 72 cancel. Por 2 45 40 36 Série equivalente 45 40 36 6° Caso Dividir 970 diretamente por Quando a série for fração, podemos decompô-la da seguinte forma: Observação: chegamos a conclusão de que estamos diante de duas séries, onde os numeradores são diretamente proporcionais, e os denominadores são inversamente. Assim temos: direto 2 1 3 inverso 3 5 4 rezando 2 x 5 x 4 1 x 3 x 4 3 x 3 x 5 série equival. 40 12 45 Banco de dados a + b + c = 970
  • 33. MATEMÁTICA 31 a = 400 b = 120 c = 450 7° Caso Dividir 940 em partes inversamente proporcionais a Se invertermos as frações, elas ficarão diretamente, daí por diante é só seguir o roteiro. a + b + c = 940 Invertendo as frações e depois rezando: (série equivalente) Resolvendo: a = 180 b = 600 c = 160 Regra de Sociedade Caso 1 – Se ao constituir uma sociedade : A entra com R$1.000,00, B entra com R$ 2.000,00, e C entra com R$ 3.000,00. Na hora da divisão dos lucros, como deve ser feita? Se A recebe uma parte, B deve receber o dobro, e C deve receber o triplo. Então podemos afirmar que a divisão dos lucros deve ser feita diretamente proporcional ao capital empregado por cada sócio. Caso 2 – Agora os participantes entram com a mesma quantia, porém: A fica 3 meses na sociedade, B fica 6 meses, na sociedade e C fica 9 meses na sociedade. A divisão do lucro também terá a mesma lógica, ou seja: A recebe uma parte, B recebe o dobro ,e C recebe o triplo. Então podemos afirmar que a divisão será diretamente proporcional ao tempo. Resumindo: Numa sociedade a divisão dos lucros será diretamente ao tempo e ao capital empregado, ou seja: onde L = La + Lb + Lc Exemplo 1 Três sócios ficaram respectivamente, 6 meses, 9 meses e 15 meses, com capitais de R$20000, R$15000 e R$10000. O lucro obtido foi de R$ 5.400. Quanto recebeu cada sócio? Tempo capital produto s. equiv A 6 20.000 120.000 8 B 9 15.000 135.000 9 C 15 10.000 150.000 10 Resolvendo La = 08  200 = 1.600 Lb = 09  200 = 1.800 Lc = 10  200 = 2.000
  • 34. 32 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo 2 Numa sociedade os sócios ficaram com os capitais aplicados conforme abaixo: tempo capital A 6 meses $ 2.000,00 8 meses $ 15.000,00 B 4 meses $ 12.000,00 10 meses $ 16.000,00 C 8 meses $ 20.000,00 O lucro foi de R$ 250.000,00. Quanto coube a cada um? Para resolvermos, vamos considerar para cada período, como se fosse um sócio diferente, depois somamos os lucros. meses capital s. equiv. soma A 6 2.000,00 3 8 15.000,00 30 33 B 4 12.000,00 12 10 16.000,00 40 52 C 8 20.000,00 40 40 Resolvendo La = 66.000 Lb = 104.000 Lc = 80.000
  • 35. MATEMÁTICA 33 SISTEMAS DE MEDIDAS Medida de Comprimento A unidade padrão de medida de comprimento é o metro. Usamos para símbolo m para indicar o metro. Múltiplos do metro Submúltiplos do metro 1 km 1 hm 1 dam m 1 dm 1 cm 1 mm 1.000 m 100 m 10 m 0,1 m 0,01 m 0,001 m Múltiplos Submúltiplos km – quilômetro dm – decimetro hm – hectômetro cm – centímetro dam – decâmetro mm - milímetro Obs.: Cada unidade é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior. Exemplo 1 km = 10 hm 1hm = 10 dam, etc. Conversão das unidades de comprimento A conversão é feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de casas, e no mesmo sentido que corresponde a mudança. Forma Prática de Conversão a. escrever a tabela b. escrever o número na 2ª linha da tabela, colocando um algarismo em cada casa de modo que aquele que está acompanhado da vírgula fique na casa indicada pelo exercício. c. Para conversão, basta colocar a vírgula na casa em que estamos convertendo. d. Observar que depois que o número foi escrito na tabela ele ficará inalterado. Somente a vírgula é que vai se deslocar. km hm dam m dm cm mm medida 1 8, 3 5 dam 0, 1 8 3 5 km 1, 8 3 5 hm 1 8 3, 5 m 1 8 3 5, dm 1 8 3 5 0, cm 1 8 3 5 0 0, mm Exemplo Transformar: 1. 8,32 m em dm  8,32 m = 83,2 dm onde: 8  m 3  dm 2  cm 2. 57,4 dm em mm  57,4 dm = 740 mm onde: 5  m 7  dm 4  cm 3. 835 mm em cm  835 mm = 83,5 cm onde: 8  dm 3  cm 5  mm Medida de Superfície Área é a medida de uma superfície em uma certa unidade. Unidade padrão – metro quadrado – m². Metro quadrado de 1 m de lado. Múltiplos Submúltiplos km² hm² dam² m² dm² cm² mm² 1.000.000 m² 10.000 m² 100 m² 1 m² 0,01 m² 0,0001 m² 0,000001 m² Múltiplos Submúltiplos km² – quilômetro quadrado dm² – decímetro quadrado hm² – hectômetro quadrado cm² – centímetro quadrado dam² – decâmetro quadrado mm² – milímetro quadrado
  • 36. 34 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Obs.: Cada unidade de superfície é 100 vezes maior que a unidade imediatamente inferior e 100 vezes menor que a unidade imediatamente superior. Conversão É feita deslocando-se a vírgula o dobro do número de casas, e no mesmo sentido que corresponder à mudança. Exemplo a. 132 dam² = 13.200 m² A vírgula desloca-se duas casas para direita. b. 32 m² = 3.200 dm² A vírgula desloca-se duas casas para direita. c. 3.204cm² = 0,3204 m² A vírgula desloca-se quatros casas para esquerda. Medida Agrária Na agricultura, usam-se outras unidades de área. Nessas unidades, a unidade padrão é o are. Um are equivale a 1 dam². Seu símbolo é a. 1a = 1 dam² = 100 m² O múltiplo do are é o hectare, que vale 100 ares. Seu símbolo é ha. 1 ha = 100 a 1 ha = 1 hm² = 10.000 m² O submúltiplo do are é o centiare, que vale 0,01 are. Seu símbolo é ca. 1 ca = 0,01 a 1 ca = 1 m² Exemplo Transformar: a. 3a em ca 3a = 300 ca A vírgula desloca-se duas casas à direita. b. 32,8 a em ha 32,8 a = 0,328 há A vírgula desloca-se duas casas à esquerda. Medida de Volume Chamamos de volume a medida do espaço ocupado por um sólido em certa unidade. Unidade padrão: metro cúbico – m3 Obs.: O metro cúbico é o espaço ocupado por um cubo de 1 m de aresta. km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³ Obs.: Uma unidade de volume é igual a 1000 vezes maior que a unidade imediatamente inferior e 1000 vezes menor que a unidade imediatamente superior. 1 km3 = 1000 hm3 1 hm3 = 1000m3 Medida de Capacidade Unidade padrão: litro – l kl hl dal l dl cl ml Múltiplos Submúltiplos kl – quilolitro dl – decilitro hl – hectolitro cl – centilitro dal – decalitro ml – mililitro Cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor que a unidade imediatamente superior. Conversão: É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de casas, e no sentido que corresponder à mudança. Exemplo: a. 15 l = 1,5 dal A vírgula desloca-se uma casa para a esquerda b. 4,105 l = 410,5 cl A vírgula desloca-se duas casas para a direita
  • 37. MATEMÁTICA 35 Relações importantes Relação entre as unidades de volume e unidade de capacidade: (obs. quando falamos em relação estamos falando de regra de três) 1 m3 = 1000 l 1 dm³ = 1l 1cm³ = 1 ml Medida de Massa A unidade padrão de massa é o grama (cuidado não é o quilograma e não confundir peso com massa.) kg hg dag g dg cg mg Múltiplos Submúltiplos kg – quilograma dg – decigrama hg – hectograma cg – centigrama dag – decagrama mg – miligrama Obs.: Cada unidade de massa é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor que a unidade imediatamente superior. 1 tonelada (t) = 1000 kg Conversão: É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de casas, e no mesmo sentido que corresponder a mudança. Exemplo a. 6 kg = 6000g A vírgula desloca-se três casas para a direita. b. 512 mg = 0,512 g A vírgula desloca-se três casas para a esquerda. Tabela genérica para conversões: Quilo k Hecto h Deca da Unidade Central Deci d Centi c Mili m Lembrando que para utilizar esta tabela devemos escrever o número de forma que a vírgula fique na casa da unidade atual da medida e após isto movimentar a vírgula para a unidade desejada.
  • 38. 36 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL PRINCIPAIS FIGURAS REGULARES Quadrado Polígono regular que tem 4 lados iguais e 4 ângulos reto. A sua diagonal o divide em dois triângulos retângulos isósceles. l = lado d = diagonal perímetro = 4  l área = l 2 l 2 + l 2 = d2 Retângulo Polígono regular que tem 4 ângulos reto; este fato faz com que os lados paralelos tenham a mesma medida. A sua diagonal o divide em dois triângulos retângulos isósceles. a = comprimento b = largura d = diagonal perímetro = 2  (a + b) área = a  b a2 + b 2 = d 2 Círculo  Circunferência Circunferência: é o lugar geométrico (lugar onde se encontram todos os pontos) que eqüidistam de um determinado ponto, chamado centro. Essa distância recebe o nome de raio. Círculo: é a área limitada pela circunferência. AO = OB = raio AB = diâmetro = 2  raio Perímetro: é a linha que delimita o círculo = 2  raio Área: é a parte limitada pela circunferência = (raio)2  = 3,1416 (aproximado) Triângulos Triângulo é a figura plana que tem 3 lados e consequentemente 3 ângulos. Os triângulos podem ser classificados quanto aos lados como também quanto aos ângulos. a = lado b = lado c = lado h = altura A = vértice B = vértice C = vértice Perímetro: soma dos lados = (a + b + c) área base×altura 2 Classificação quanto aos lados Triângulo qualquer Os três lados são desiguais Isóceles Dois lados são iguais Equilátero  Os três lados são iguais Classificação quanto aos ângulos Acutângulo Todos os ângulos são agudos Retângulo Um dos ângulos mede 90o Obtusângulo Um dos ângulos é maior que 90o d l d b a A B O
  • 39. MATEMÁTICA 37 Importante a. A soma dos ângulos internos de triângulo mede sempre 180° b. A altura divide o triângulo em dois outros triângulos retângulo. c. O lado maior é sempre menor que a soma dos outros dois lados. d. Mediana é o segmento que vai do vértice ao lado oposto do triângulo, dividindo-o em duas partes iguais O cruzamento das medianas de um triângulo é sempre um ponto interno do triângulo e recebe o nome de baricentro. O baricentro divide a mediana em 2 partes sendo que a maior é o dobro da menor. Caracteristícas dos Principais Triângulos Triângulo Retângulo Triangulo retângulo é aquele que tem um ângulo reto (90o ). Os lados que formam o ângulo reto recebem o nome de cateto e o lado oposto de hipotenusa. Teorema de Pitágoras Através deste teorema, na maioria das vezes podemos calcular os lados necessários para resolução dos problemas. b2 + c2 = a2 O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos. Outras relações entre os componentes do triângulo retângulo: Na figura abaixo, temos a base é a hipotenusa; AP é altura relativa a base que chamaremos de h m é a projeção de b na hipotenusa n é a projeção de c sobre a hipotenusa m + n corresponde a hipotenusa a b2 = a  n c2 = a  m h2 = m  n a × h cateto × cateto área = ou 2 2 Triângulo Isóceles O radical iso significa simetria, assim um triângulo é considerado isósceles se apresentar simetria, portanto ele deverá ter pelo menos 2 lados iguais com também ter pelo menos ângulos agudos iguais. Nestas condições observamos que o triângulo ABC ficou dividido em e triângulos retângulos iguais ABM e ACM sendo que: AM é altura do triângulo ABC AM é cateto dos outros dois menores BM = MC. Ainda em relação a este triângulo podemos afirmar que bissetriz, a mediana, a altura e a mediatriz relativa à base BC são todas coincidentes.
  • 40. 38 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Triângulo Equilátero É aquele que tem os três lados e consequentemente o três ângulos internos iguais que medem 60o , por isso mesmo podemos afirmar que ele também é isóceles. Nestas condições observamos que o triângulo ABC ficou dividido em e triângulos retângulos iguais ABP e ACP sendo que: AP é altura do triângulo ABC AP é cateto dos outros dois menores BP = PC. Ainda em relação a este triângulo podemos afirmar que as bissetrizes, as medianas, as alturas e a mediatrizes relativas a qualquer um dos lados são coincidentes . Portanto o ponto M cruzamentos dos segmentos acima é ao mesmo tempo: – Incentro (centro da circunferência inscrita ) – Circuncentro (centro da circunferência circunscrita) – Baricentro (divide o segmento em duas partes na proporção de 2 para 1). – Ortocentro (cruzamento das alturas) Aplicação: Dado o triângulo equilátero de lado 10, determinar: a. sua altura; b. sua área; c. área da circunferência inscrita; d. área da circunferência circunscrita a. Calculando a altura Aplicando Pitágoras temos: 52 + h2 = 102  h2 = 100 – 25  h2 = 75  h = Portanto a altura mede: 35 b. Calculando a área: 325 2 3510 2      alturabase área c. Calculando o raio da circunferência inscrita. Ele mede um terço da (mediana = altura) 3 35 raio d. Calculando o raio da circunferência circunscrita. Ele mede dois terços da (mediana = altura) ou o dobro do raio da circunferência inscrtia 3 310 3 35 2    raio
  • 41. MATEMÁTICA 39 PRINCIPAIS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS Cubo Cubo é o sólido geométrico formado por 6 quadrados iguais, dispostos em perpendicular entre si, conforme a figura abaixo. l = lado do quadrado área da face = l 2 área lateral = 4  l 2 área total = 6  l 2 Volume = base  altura Volume = l 3 d2 = l 2 + l 2 d’2 = d2 + l 2 Paralelepípedo O paralelepípedo é um sólido geométrico formado por faces planas no formato de retângulos. Observando vamos verificar que as faces paralelas são iguais: ABEF = CDGH ACGE = BGHF ACBD = EGFH AC = EG = FH = BD = a AB = EF = CD = GH = b AE =CG = BF = DH = c Os segmentos GF e EH (d) são chamados de diagonais da base. Cada diagonal divide a base em 2 triângulos retângulos iguais. O segmento AH (d’) é chamado de diagonal do paralelepípedo. Se observarmos vamos verificar que o triângulo AEH é um triângulo retângulo onde AH é a hipotenusa. Fórmulas: Área da face = lado  lado Área total = soma das áreas das faces Volume = área da base  altura = (a  b  c) Cilindro r = raio g = geratriz h = altura g = h Área da base =  × r² Área lateral = 2r × g Área total: (soma da base) Área lateral = 2 × área da base Volume: área base × altura Volume: =  × r² × g Cilindro é um sólido geométrico originado da rotação de um retângulo em torno da altura, ele é composto de duas bases circulares.
  • 42. 40 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL EQUAÇÕES NUMÉRICAS Expressão numérica é a forma que vários números aparecem agrupados através de operações elementares ou complexas. O resultado obtido, após efetuadas as operações, obedecendo às convenções matemáticas, recebe o nome de valor da expressão. Convenções: Numa expressão, em primeiro lugar devem ser resolvidas todas as operações que estão dentro dos parênteses ( ), apurando assim apenas um valor para cada um e eliminando os respectivos parênteses, o mesmo deve ser feito posteriormente com as operações dentro dos colchetes, [ ]; repetindo com as operações que estão dentro das chaves, { }. Finalmente resolve-se as operações restantes. As operações seguirão a seguinte ordem: – primeiro as multiplicações e divisões e posteriormente as somas e subtrações. Exemplo 50 + {30 – [25 + 50  (15 + 2  5)] – [40  (8  2 – 24  3)]} Resolvendo  e  dentro dos parênteses: 50 + {30 – [25 + 50  (15 +10)] – [40  (16 – 8)]} Resolvendo + e – dentro dos parênteses 50 + {30 – [25 + 50  (25)] – [40  (8)]} Eliminando os parênteses: 50 + {30 – [25 + 50  25] – [40  8]} 50 + {30 – [25 + 2] – [40  8]} Resolvendo dentro dos colchetes [ ] 50 + {30 – [27] – [5]} Eliminando os colchetes [ ] 50 + {30 – 27 – 5} Resolvendo dentro da chave 50 + {– 2} Eliminando a chave 50 – 2 = 48 Propriedade Fundamental da Igualdade A = B B = A Esta propriedade é fundamental, pois permite, na resolução das equações, iniciarmos qualquer operação do lado da igualdade que for mais conveniente. Procurando o Termo Desconhecido Numa igualdade, para isolarmos um determinado termo, devemos primeiramente agrupar a expressão que contém o termo num dos lados da igualdade , e do outro lado os demais termos, lembrando que, para mudar de lado, devemos fazer a operação inversa. Essa mudança pode ser feita em várias etapas devendo seguir a ordem: soma ou subtração, depois divisão ou multiplicação. Em cada etapa, devem ser efetuadas as operações possíveis. Exemplo 5X – 25 = 2X – 40 5X – 2X = – 40 + 25 3X = –15 X = –15  3 X = – 5 Equação do 1° Grau É uma sentença aberta do tipo: ax + b = 0 onde a ≠ 0 Resolução: ax + b = 0 x =– Conjunto verdade: – Obs.: Sempre que tivermos igualdade e o termo desconhecido (incógnita) tiver como expoente apenas o nº 1, a igualdade será uma equação do primeiro grau. Para resolvê-la, devemos primeiramente agrupar os termos em dois blocos, um com os que apresentam a incógnita e o outro com os termos independentes, lembrando que, toda vez que mudarmos de lado na igualdade, deverá ser feita a operação contrária. Exemplo1 – Resolver a equação 3x – 12 = 0 a = 3 b = –12 Resolvendo, temos: 3x = 12  x = = V = { 4}
  • 43. MATEMÁTICA 41 Exemplo 2 – Resolver a equação 8  (2 – x) + 3 x = 3  (2x – 5) Aplicando a propriedade distributiva  16 – 8x + 3x = 6x – 15 Isolando os termos com x  – 8x + 3x – 6x = –15 – 16 Reduzindo termos semelhantes  – 11x = – 31 Determinando x  x = = – – Equações com Fração Para resolução, devemos seguir os seguintes passos: a. reduzir todas frações ao mesmo denominador (achar o MMC) b. cancelar os denominadores (propriedade da igualdade) c. deixar de um lado da igualdade os termos com a incógnita d. colocar do outro lado da igualdade os demais termos e. efetuar a soma algébrica f. multiplicar tudo por (–1) se o coeficiente da incógnita for negativo g. achar o valor da incógnita Exemplo Resolver a equação: – – a. reduzindo ao mesmo denominador – – b. eliminando os denominadores e efetuando as multiplicações: 6x + 3 – 12x + 20 = 96 c. para um lado, os termos com as incógnitas; para o outro, os termos sem incógnitas: 6x – 12x = 96 – 3 – 20 d. efetuando as somas algébricas – 6x = 73 e. multiplicando tudo por (–1) 6x = –73 f. determinado a incógnita x = – Equação do 2º Grau Definição É uma sentença aberta do tipo ax² + bx + c = 0, onde a  0 Assim : a. sempre será o termo que aparece com x2 b. sempre será o termo que aparece com x c. sempre será o termo independente Obs.: numa equação do 2° grau os termos b e c poderão ser nulos (não aparecerem na equação), porém jamais o a será nulo, se tal fato acontecer, a equação se transformará numa equação de primeiro grau. Para determinarmos o valor de x é necessário que a equação fique da forma que foi apresentada, ou seja, sempre uma igualdade onde um dos lados é zero. No caso de ser apresentada de forma diferente, antes de usar a fórmula resolutiva abaixo, devemos passar todos os termos para um lado da igualdade. Fórmula resolutiva: – Onde: –
  • 44. 42 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo Resolver a equação: – 2x2 + 10x – 12 = 0 Banco de dados: – – – – – – – Portanto: x1 = 3 e x2 = 2 V = {3; 2} Analisando o  Se  > 0, então teremos duas raízes reais e diferentes. O conjunto verdade V será: – – – Se  = 0, então teremos duas raízes reais iguais (x1 = x2 ) – Se  < 0, então não teremos raízes reais (não existe raiz de número negativo) V =  (supondo V  R} Propriedades das raízes S = x1 + x2 = – P = x1  x2 = Resolvendo a equação pela soma e pelo produto Seja a equação: ax² + bx + c = 0 Se dividirmos tudo por a, teremos: como: – e Toda equação do 2º grau cujo conjunto verdade é { x1 ; x2 } poderá ser escrita da seguinte forma; x² – S · x + P = 0 Onde S = x1 + x2 (soma das raízes) P = x 1 · x2 (produto das raízes) Equação produto ou equação quociente Muitas vezes temos um equação sendo do produto ou quociente de outras duas equações, assim temos E = e1 · e2 = 0  e1 = 0 ou e2 = 0 E =   e1 = 0 e e2  0 Equações redutíveis a do 1° ou 2° grau Se a equação proposta não é nem do 1º e nem do 2º grau, deve-se, se possível: a. fatorar (transformá-la em multiplicação) Exemplo 1 x3 – 4x2 – x + 4 = 0  fatorando x2 x2 (x – 4) – (x – 4) = 0  fatorando (x – 4) (x – 4)  (x2 – 1 ) = 0  Para o produto se zero (x – 4 ) = 0 ou x2 – 1 = 0 Logo V = {1; – 1; 4} Exemplo 2 x3 – 25x = 0  fatorando x x – (x2 – 25) = 0  Para o produto se zero x = 0 ou x2 – 25 = 0 Logo V = {0, + 5, – 5} b. trocando a variável Exemplo 3 x4 – 5x2 + 4 = 0 pode ser transformada numa equação do 2º grau se substituirmos x2 por y, assim ficamos: y2 – 5y + 4 = 0   y =  y = 4 ou y = 1 lembrando que y = x2 , temos; x2 = 4   x = ± 2 e x2 = 1   x = ± 1, logo V = {– 2, – 1, 1, 2}
  • 45. MATEMÁTICA 43 SISTEMA DE EQUAÇÃO DO 1° GRAU Chamamos de sistema de equação quando estamos diante de duas ou mais equações contendo duas ou mais incógnitas Condição necessária para resolução: Para que um sistema seja possível e determinado, é necessário que o número de equações seja igual ao número de incógnitas, e que nenhuma das equações seja múltipla de outra equação do sistema. Exemplo 5x – 4y = 0 2x + 3y = 23 Um sistema é considerado possível e indeterminado quando o número de incógnitas for maior que o número de equações; ou se o número de equações e de incógnitas forem iguais, porém se uma delas for múltipla de uma outra. Exemplo 5x – 4y – z = 10 2x + 3y + 3z = 28 Observar que neste caso temos 3 incógnita e 2 equações. Exemplo 5x – 4y – z = 10 2x + 3y + 3z = 28 6x + 9y + 9z = 84 Observar que neste caso temos 3 incógnitas e 3 equações, porém a 3ª nada mais é do que o triplo da 2ª. Um sistema é considerado impossível quando temos duas equações, sendo que os termos que apresentam as incógnitas na segunda equação são múltiplos de um determinado número da primeira; porém o termo independente não o é. Exemplo 2x + 3y + 3z = 28 4x + 6y + 6z = 79 Observar que os coeficientes da 2ª equação corresponde ao dobro da 1ª , porém 79 não é o dobro de 28. Resolvendo o Sistema Temos 3 métodos para resolver um sistema com duas incógnitas. O método da adição, da comparação e da substituição. O mais usado é o da adição, que consiste em multiplicarmos cada uma das igualdades por um número conveniente, de modo que um dos termos fique simétrico nas duas equações: Depois somamos as duas equações. Desta maneira os termos simétrico se anularam e ficaremos com apenas um incógnita Exemplo 1 Resolver o sistema 5x + 9y = 23 Vamos eliminar o x 7x + 6y = 19 Então multiplicamos: 5x + 9y = 23 (+ 7) A primeira por (7) (coef. de x da 2ª ) 7x + 6y = 19 (– 5) A segunda por (–5) (coef. de x da 1ª ) 35 x + 63 y = 161 – 35 x – 30 y = – 95 33 y = 66 y = 2 5x + 9 · 2 = 23 5x = 23 – 18 = 5 Portanto, x = 1 V = {(1; 2)}
  • 46. 44 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Exemplo 2 3x + 2y = 11 2x – 3y = 3 Vamos eliminar o y; Então multiplicamos: 3x + 2y = 11(+3) A primeira por (3) (coef. de y da 2ª ) 2x – 3y = 3 (+2) A segunda por (2) (coef. de y da 1ª ) 9 x + 6 y = 33 4 x – 6 y = 6 13 x = 39 x = 3 2 · 3 – 3y = 3 3y = 3 – 6 (–1) 3y = 3  y = 1 V = {(3; 1)} Exercícios Resolvidos 01. A expressão (2x – 5)2 equivale a: a. 4x – 2 – x + 25 b. 4x2 – 20x – 25 c. 4x2 + 25 – 20 x d. 4x2 – 25 Produto notável: quadrado da diferença de dois termos é quadrado do primeiro menos duas vezes o primeiro pelo segundo mais o quadrado do segundo (2x – 5)2 = 4x2 – 2 · 2x · 5 + 52  (2x – 5)2 = 4x2 – 20x + 25 02. A expressão (3x5 – 8) · (3x5 + 8) é equivalente a: a. (3x5 – 8)2 b. 9x10 – 64 c. 6x25 – 64 d. 9x25 – 64 Produto notável: produto da soma pela diferença de dois termos é igual ao quadrado do primeiro menos o quadrado do segundo (3x5 – 8) · (3x5 + 8) = (3x5 )2 – (8)2  (3x5 – 8) · (3x5 + 8) = 9x10 – 64 03. A expressão é equivalente a: (3x4 + 1)2 a. 9x16 + 1 b. 9x8 + 6x4 + 1 c. 9x16 + 6x4 + 1 d. 9x8 + 1 Produto notável: quadrado da soma de dois termos é igual ao quadrado do primeiro mais duas vezes o primeiro pelo segundo mais o quadrado do segundo (3x4 + 1)2 = 9 · (x4 )2 + 2 · 3x4 · 1 + 12 (3x4 + 1)2 = 9x8 + 6x4 + 1 04. A igualdade 2x – 20 = x – (–x + 10) – 10 é uma: a. equação do primeiro grau; b. identidade c. insensatez d. 0 é uma identidade 2x – 20 = x – (–x + 10) – 10   2x – 20 = x + x – 10 – 10   2x – 20 = 2x – 20 05. A raiz da equação 4x – 8 = 2x – (–x) – (–1) é: a. negativa b. inteira e negativa c. 9; d. {9} 4x – 8 = 2x – (–x) – (–1)  4x – 8 = 2x + x + 1 4x – 3x = 1 + 8x = 9 (resposta correta é c). Obs.: se o exercício pedisse o conjunto solução da equação então a resposta seria d
  • 47. MATEMÁTICA 45 06. O valor de a pertencente ao conjunto N que satisfaz a igualdade; 2 (3a – 5) – 10 = a + 3 (4a – 6) é: a. { } b. – c. inexistente d. + 2 2 (3a – 5) – 10 = a + 3 (4a – 6)  6a – 10 – 10 = a + 12a – 18  6a – 13a = – 18 + 20  – 7a = 2  a = – resposta correta é alternativa a pois o valor procurado deveria ser um número pertencente ao conjunto dos naturais 07. O conjunto verdade da equação: a. b. {4} c. d. n.d.a 160x + 20 + 144x – 96 + 60 = 75 – 60x  304x + 60x = 75 + 16 364x = 91 (91)  4x = 1  x = 08. A solução para igualdade abaixo é: a. b. 3 c. d. 0,31 16x – 16 = 18 + 6x – 3  16x – 6x = 15 + 16  10x = 31  x = 10. A solução do sistema: 5x + 9y = 23 7x + 6y = 19 a. x = 1 e y = 2 b. x = 2 e y = 1 c. x = – 2 e y = – 1 d. x = – 1 e y = – 2 5x + 9y = 23 (+7) 7x + 6y = 19 (– 5) 35 x + 63 y = 161 – 35x – 30 y = – 95 33 y = 66 Y = 2 Substituindo y na igualdade 5x + 9 = 23 5x = 5 x = 1 11. O conjunto solução do sistema: 5x – 4y = 0 2x + 3y = 23 a. {(3, 4)} b. {(4, 5)} c. {(5, 4)} d. {5, 4} 5x – 4y = 0 (+3) 2x + 3y = 23 (+4) 15 x + 12 y = 0 8 x – 12 y = 92 23 x = 92 x = 4 Substituindo x na igualdade 2 × 4 + 3 y = 23 5y = 15 y = 5
  • 48. 46 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL 12. Podemos afirmar que no sistema: 3x + 2y = 11 2x – 3y = 3 a. x é menor que y; b. y é a quarta parte de x; c. x é o triplo de y; d. y é a metade de x. 3x + 2y = 11 (+3) 2x – 3y = 3 (+2) 9 x + 6 y = 33 4 x – 6 y = 6 13 x = 39 x = 3 Substituindo x na igualdade 2 · 3 – 3y = 3 3y = 3 – 6 (–1) 3y = 3  y = 1 13. Seja 3a – 4b = 2 então temos: 7a – 9b = 7 a. a = 10 e b = 7; b. a < b; c. a = – 6 e b = 10; d. a = 4 e b = 10 3a – 4b = 2 (7) 7a – 9b = 7 (–3) 21 a – 28 b = 14 – 21 a + 27 b = – 21 – b = – 7 b = 7 Substituindo b na igualdade 3a – 4 7 = 2 3 a = 30 a = 10 14. Para o sistema os valores de x e y são respectivamente a. 7 e 12 b. 5 e 6 c. 6 e 6 d. 7 e 6 Resolução: 1. tirar o mmc e eliminar os denominadores 2. resolver normalmente 15. O conjunto verdade do sistema: a. {2, 10} b. {– 0,5 , – 0,2} c. {3, 5} d. {5, 2} Resolução: 1. multiplicando as duas equações 10, temos – 2. resolver normalmente 16. O sistema a. é indeterminado b. é impossível c. é satisfeito para qualquer valor de x e y d. é falso Observem que a segunda equação nada mais é do que o triplo da primeira, portanto o sistema é indeterminado.
  • 49. MATEMÁTICA 47 17. O sistema tem por solução: a. b. c. d. – – Resolução: 1. achar o m.m.c e eliminar o denominador na primeira das equações; 2. resolver normalmente. 18. No sistema a. Não tem solução b. é impossível c. é indeterminado pois precisamos de mais uma equação d. n.d.a. Para um sistema ser possível e determinado é necessário que o número de incógnitas seja igual ao número de equações, além disso nenhuma equação pode ser combinação linear das demais. Este sistema tem 3 incógnita e apenas 2 equações, portanto ele é indeterminado. 19. Se um sistema tem 4 incógnitas então para termos solução: a. obrigatoriamente deveremos ter 4 equações, b. deveremos ter no mínimo 4 equações. c. Mesmo tendo 4 equações, pode ser que não teremos solução. d. n.d.a. A alternativa correta é a: c) Mesmo tendo 4 equações, pode ser que não teremos solução Porque se uma das equações for combinação das demais o sistema será indeterminado
  • 50. 48 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL PORCENTAGEM Introdução O nosso dia a dia é repleto de problemas onde a porcentagem é a ferramenta principal, apesar disto, é importante fazermos um estudo organizado do assunto uma vez que o domínio desta ferramenta torna-se indispensável para a maioria dos problemas relativos à matemática comercial. Porcentagem Quando falamos 15%, estamos nos referindo a uma fração cujo numerador é 15 e o denominador 100, desta forma temos: As três formas acima são equivalentes, e durante nosso estudo ora usaremos uma, ora usaremos outra, o importante é saber transformar uma forma na outra automaticamente. Toda fração ou toda porcentagem e sempre de alguma grandeza, que chamaremos de valor principal e a fração chamaremos de taxa, desta forma podemos escrever a seguinte: Porcentagem = Valor Principal × taxa Exemplo: determinar quanto vale 30% de R$ 1.400,00 Resolvendo por regra de três Os problemas que envolvem porcentagem, podem ser resolvidos por regra de três, uma vez que o valor principal corresponde ao inteiro (100%), temos a correspondência entre as duas grandezas. Exemplo: calcular 30% de 1.400. % R$ 100 1.400 30 Resolvendo a regra de três, temos: Toda vez que conhecermos o valor de uma porcentagem, podemos resolver o problema através de regra três Sabendo que ao pagar uma conta antecipadamente tive um de desconto de R$ 300,00 correspondente a 15%. Determinar o valor que paguei. Aplicando a regra de três: % R$ 15 300 85 Reslvendo a regra de três, temos: Notar que quando você conhece o valor de uma porcentagem, para determinar outro valor não é necessário determinar primeiro o valor principal. Exercícios resolvidos 01. quanto é 13% de 200? solução: resposta: 13 % de 200 são 26 02. calcular 250% de 32. Solução:
  • 51. MATEMÁTICA 49 Resposta: 250% de 32 são 80 03. 40% de um serviço foi feito em 3 horas. Quanto tempo levará para terminar o referido serviço. Solução: % horas 40 3 60 Resolvendo a regra de três: Operações de venda que utilizam porcentagem Há palavras como lucro, abatimento, comissão que vêm sempre acompanhadas de taxa percentual, sem a qual perderiam o sentido como que vimos até agora, podemos resolver problemas que envolvem essas expressões sem muita dificuldade. Veremos alguns exemplos práticos envolvendo operações comerciais. Exemplo 1 - lucro sobre a compra Por quanto devo vender um objeto que comprei por R$ 4.000,00, a fim de obter lucro de 20% sobre a compra? Este é o caso mais simples e comum do cálculo de lucro, entendemos por lucro a diferença entre preço de venda e o preço de compra , para resolver esse problema, o que temos de fazer é aplicar 20% em R$ 4.000,00: Dessa forma, o lucro será de R$ 800,00, A venda: R$ 4.000,00 + R$ 800,00 = R$4.800,00. A resolução deste problema é considerada de baixo grau de dificuldade, porém, se tivéssemos que achar o lucro sobre a venda com os dados acima, ficaria complicado aplicar diretamente a regra de três, pois não conhecemos o valor principal , antes teríamos que desenvolver o seguinte raciocínio; Se o lucro é sobre a venda, então o valor principal, que corresponde a 100% é a venda. Como a venda corresponde a soma da compra e o lucro, Temos a seguinte relação tanto em valores como em porcentagem: Venda = compra + lucro Portanto se a venda corresponde a 100% e o lucro 20% e substituindo na relação acima temos: 100% = Compra + 20% Compra = 80% Agora sim, podemos montar a regra de três. % R$ 80 4.000 100 Portanto: Para facilitar, nas resoluções deste problemas podemos utilizar o diagrama abaixo, conhecido como: Para tal basta distribuir os valores conhecidos nas suas respectivas células: Exemplo 1: Por quanto devo vender uma mercadoria adquirida por R$ 200,00 se pretendo ganhar 20% sobre a compra. Venda = compra + lucro Venda = Compra + Lucro 100 20 % 200 R$ Na primeira linha da coluna, para determinar o valor da venda, basta efetuar a soma (compra + venda), desta forma teremos: Venda = Compra + Lucro 120 100 20 % 200 R$
  • 52. 50 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Desta forma, temos a regra de três pronta para ser resolvida. Reparem que a coluna do lucro vamos desprezar, pois só queremos o valor da venda. Exemplo 2: Por quanto devo vender uma mercadoria adquirida por R$ 200,00 se pretendo ganhar 20% sobre a venda. Venda = Compra + Lucro 100 20 % 200 R$ Na primeira linha da coluna, para determinar o valor da compra, basta efetuar a (100 – 20 ), desta forma teremos: Venda = Compra + Lucro 100 80 20 % 200 R$ Novamente a regra de três já está pronta, agora temos: O valor da venda será de R$ 250,00 Exemplo 3. Vendi certa mercadoria pelo valor de R$ 1.500,00 com prejuízo de 25% sobre o valor da compra, qual foi o valor do prejuízo. Distribuindo: Venda = Compra – Prejuízo 100 25 % 1.500 R$ Agora a Venda corresponde a 100% – 25% = 75% Venda = Compra – Prejuízo 75 100 25 % 1.500 R$ Neste caso vamos desprezar a coluna da compra, a resolução da regra de três fica: O prejuízo é de R$ 500,00. Esta ferramenta ora apresentada é muito útil não só nos problemas de compra e venda mas também podemos utilizar em outros tipos de transações como por exemplo abatimento, montante de juros simples, etc. para tal vamos mudar o nome de vendas para valor final e de compra para valor inicial, do lucro para aumento e dos prejuízo para descontos. Então: “o quadradinho do Pimentel”: ficaria No caso de aumento: Vfinal = Vinicial + aumento % R$ No caso de desconto: Vfinal = Vinicial – desconto % R$ Dica importante: 1) O valor principal é sempre 100% 2) Quando dois valores de uma linha são conhecidos sempre é possível determinar o 30 valor. 3) A equação colocada na primeira linha sempre tem que ser observada na distribuição dos valores 4) Sempre uma coluna é desprezada. Resolvendo através de fórmula Para que tem facilidade para aplicar fórmulas, vamos deduzir algumas delas:
  • 53. MATEMÁTICA 51 a) Quando temos lucro sobre a compra O lucro será uma porcentagem da compra por tanto podemos escrever: ( representa a taxa utilizada.) Substituindo na relação: Venda = Compra + Lucro temos Venda = Compra + Compra (evidência) Venda = Compra (1 + ) Ou A expressão pode ser substituída por Assim, toda vez que dividirmos o valor final pelo final obteremos o índice (1 + ) onde representa a taxa de aumento (quando o valor final for maior que o inicial ) e de desconto (quando for ao contrário) . A expressão é chamada de índice Desta forma, quando conhecemos o valor incial e desejamos encontrar o valor final basta aplicar o índice que consiste adicionar (no caso de aumento) 1 a taxa escrita na forma decimal ou tirar o inteiro o valor da taxa no caso de desconto. Exemplo: Por quanto devo vender um objeto que comprei por R$ 4.000,00, a fim de obter lucro de 20% sobre a compra? Venda = Compra substituindo na fórmula. Venda = R$ 4.000,00 b) Prejuízo sobre a compra O prejuízo será uma porcentagem da compra por tanto podemos escrever: Prejuízo = Compra ( representa a taxa utilizada.) Substituindo na relação: Venda = Compra – Prejuízo temos: Venda = Compra – Compra (compra em evidência) Venda = Compra (1 – ) Ou – c) Lucro sobre a venda O Lucro será uma porcentagem da venda por tanto podemos escrever: Lucro = Venda ( representa a taxa utilizada.) Substituindo na relação: Venda = Compra + Venda (ajeitando) Compra = Venda – Venda (evidência) Compra = Venda – Ou – d) Prejuízo sobre a venda O Prejuízo será uma porcentagem da venda por tanto podemos escrever: Prejuízo = Venda ( representa a taxa utilizada.) Substituindo na relação: Venda = Compra – Venda (ajeitando) Compra = Venda + Venda (evidência)
  • 54. 52 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL Compra = Venda Ou – Exemplo: comprei certa mercadoria por R$ 1.200,00 ao vendê-la tive um prejuízo sobre a venda de 25%. Qual foi o valor da venda? Compra = Venda 1.200,00 = Venda Venda = = 960 Venda = R$ 960,00 Exemplo: Calcular o lucro e por quanto devo vender um objeto que comprei por R$ 4.000,00 para ganhar 20% sobre o preço de venda. a) Vamos achar o valor da venda b) Calculamos o valor do lucro Compra = Venda 4.000 = venda Lucro = venda – compra Lucro = 5.000 – 4.000 = 1.000 Aumentos e descontos sucessivos Quando temos aumentos e descontos sucessivos temos até três maneiras para resolver o problema 1ª) resolve um a um cada um dos aumentos/descontos até chegar no valor final, lembrando que o valor encontrado na primeira operação será a base de cálculo para a segunda e assim por diante, o inconveniente deste método que poderá ser longo e consequentemente demorado. 2º) Um método rápido é através do uso da fórmula. Lembrando que: Na primeira operação temos: Na 2ª. o valor inicial será o valor final da 1ª. operação Na 3ª. o valor inicial será o valor final da 2ª. operação e assim por diante, em resumo temos. O Produto de todos os índices fornecerá o índice final. 3º) Utilizando a régua “a régua do Pimentel” Para utilização deste método o interessante é dar para o valor inicial 100, mesmo que ele seja conhecido. Exemplo: Uma mercadoria teve os seguintes reajustes: aumento de 10%, 20% e 25% e finalmente um desconto de 40%. Quanto essa mercadoria aumento ou diminuiu no final. Chamando de Valor inicial de 100, temos: O Valor inicial é 100 e o final é de 99. Assim diminuiu de R$ 1,00. Observem que como a escolha para o valor inicial foi de R$ 100,00, bastou fazer – e obtivemos o resultado. Porém se tivéssemos utilizado outro valor deveríamos utilizar a fórmula:
  • 55. MATEMÁTICA 53 JURO SIMPLES Introdução Nos preços de venda de objetos expostos em vitrinas de lojas, geralmente se observam cartazes com os seguintes dizeres: R$ 2.400,00 à vista ou em 6 prestações de R$ 520,00 O comprador já sabe que, a prazo, o preço aumenta. Para o vendedor, tudo se passa como se ele estivesse emprestando $ 2.400,00 ao comprador, que os devolverá com um acréscimo referente ao seu aluguel. Esse acréscimo é chamado de juros. O mesmo acontece nos empréstimos pessoais em bancos ou nos financiamentos de quaisquer bens. Esses juros nem sempre são calculados da mesma maneira. Neste capítulo estudaremos uma delas. Juros Simples Em geral, os juros são calculados periodicamente: ao final de um dia, de um mês, de um ano, ou de qualquer outro período pré- fixado por ocasião do investimento ou empréstimo. Se os juros têm taxa fixa e forem calculados sempre a partir da quantia inicial, são chamados, então, de JUROS SIMPLES. Por exemplo, considere um empréstimo no valor de R$ 2.000,00 pelo qual se deverão pagar 5% de juros simples por mês. Ao final de um mês, os juros serão: 5% de $ 2.000,00 = 2.000 = 100 No segundo mês, estes juros dobram, no terceiro triplicam, e assim por diante. Para calcular os juros num período n de tempo, poderíamos fazer: juros = 2.000 n De um modo geral, os juros simples J, resultantes da aplicação de um capital C a uma taxa i durante um período n de tempo, podem ser calculados através da fórmula: J = C × i × n Aqui, naturalmente, i e n devem ter as mesmas unidades. Por exemplo: se temos uma taxa diária, n deverá ser em dias; se a taxa for mensal, n deverá ser em meses, etc. Taxa e Período Como já foi observado no item passado, nos problemas de juros devemos tomar um cuidado especial no manejo das taxas e dos períodos de tempo, a fim de não tratá-los com unidades diferentes. Precisamos prestar atenção também no fato de que os juros podem ser calculados com base no mês e no ano comercial ( 30 e 360 dias respectivamente) ou com base no mês e no ano civil. Trataremos destes problemas por meio de exemplos. Exemplo 1 Calcular o juro simples que um capital de $ 2.500,00 rende à taxa de 27% a.m., quando aplicado de 1 de fevereiro até 14 de maio. Na resolução desse problema, vamos fazer o seguinte cálculo: fevereiro = (28 – 1) = 27 março = 31 abril = 30 maio = 14 total de dias 102 Observem que o tempo e a taxa estão em unidades diferentes, vamos passar o tempo para mês lançando mão da regra de três. Dias mês 30 1 102 X Usando a fórmula: J = C × i × n
  • 56. 54 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL J = 2.500 × = 2.295,00 Portanto, o juro foi de $ 2.295,00. Exemplo 2 Um investimento de juros simples, realizado com base no ano civil, em 18 de julho, rendeu em 30 de setembro, à taxa de 80% a.a, juros de $ 118,40. Calcular a quantia investida. Ano Civil = 365 dias Calculando os dias: Julho (31 – 18) = 13 Agosto = 31 setembro = 30 total de dias = 74 Passando dias para ano Dias Ano 365 1 74 X Aplicando a fórmula: J = C x i x n = 730,00 Portanto, foram investidos $ 730,00. Exemplo 3 Um banco anuncia que um investimento de $ 952.380,00 rende em seis meses a quantia de $ 104.762,00. Qual é a taxa anual, calculada com base no ano comercial? Como o problema pede taxa anual, vamos passar 6 meses para ano, ou seja 6 meses = ½ ano Lembrando-se de que J = C x i x n, temos: J = 104.762 = 952.380 × = 104.762 = 22 Portanto, a taxa anual é de 22%. Exemplo 4 Calcular em quanto tempo um capital de $ 1.200,00 renderá $ 144,00 de juros, quando aplicado a 3% a.m. 144 = 1.200 = 144 = 4 Como a taxa é mensal, o tempo encontrado também é dado em meses. Portanto serão necessários 4 meses.
  • 57. MATEMÁTICA 55 Montante Há problemas em que é necessário trabalhar com a soma capital mais os juros. O resultado dessa soma recebe o nome de MONTANTE, ou seja: Nessa expressão, M é o montante, C é o capital e J os juros. Como J = C x i x n, podemos escrever a expressão acima da seguinte maneira: Colocando C em evidência, obtemos: Essa fórmula relaciona o montante com o capital, com a taxa e com o período de tempo. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 1. Qual é o montante resultante de uma aplicação de $ 29.800,00 à taxa de 12% a.m. durante 6 meses ? Vamos determinar os juros: J = C  i  n  Sendo o Montante = Capital + Juros, temos: M = $ 29.800,00 + $ 21.456,00 = $ 51.256,00 Poderíamos resolver esse problema, usando a fórmula: M = C  (1 + i  n) Assim, temos: M = 29.800 ( 1 + 0,12  6) M = 29.800  1,72 = 51.256 Resposta: De qualquer maneira que se resolva esse problema, o montante será de $ 51.256,00. 2. Coloquei uma certa quantia em um banco a 120% a.a. e retirei, depois de 4 anos, $ 928 000,00. Quanto recebi de juros, sabendo que a aplicação foi feita à base de juros simples? Solução Como J = C  i  n, então: J = C  1,2  4 J = 4,8 C M = C + J → M = C + 4,8  C M = C + J  928.000 = C + 4,8  C 928.000 = 5,8  C = 160.000,00 O capital investido foi, portanto, de $ 160.000,00. Para achar os juros, basta subtrair o montante do capital: M = C + J  J = M - C J = 928.000 – 160.000 Poderíamos também resolver usando as fórmulas M = C (1 + i  n) ou C = M i n1  . Nessas fórmulas, substituindo as letras pelos valores, temos: C = 928 000 1 1 2 4 . ,  M = C + J J = 768.000,00
  • 58. 56 CENTRAL DE CURSOS PROF. PIMENTEL C = 928 000 5 8 . , = 160 000 Resposta: De qualquer maneira, os juros serão de R$ 768.000,00, pois M = C + J  J = M - C Portanto: J = 928.000 - 160.000 =768.000 RESOLVENDO MONTANTE POR REGRA DE TRÊS Para resolvermos um problema de montante através da regra de três vamos utilizar “o quadradinho do Pimentel”: Uma vez que o montante é o valor final de uma aplicação e os juros representa o acréscimo, basta dentro do “o quadradinho do Pimentel”: no lugar de Vfinal escrever Montante, e na coluna do lucro escrever juros, assim termos: M = C + J % R$ O único cuidado que devemos tomar é que porcentagem que representa os juros é o produto da taxa pelo tem, desta forma, o “o quadradinho do Pimentel”: ficará : M = C + Juros )100( ni 100 )( ni % $ $ $ R$ O capital sempre corresponderá a 100%. Exemplo 1: Determinar o capital que, aplicado à taxa de 5% a m., durante 4 meses, gerou um montante de R$ 48.000,00.              20%45%ni 5%i meses4n capital 48.000,00montante dadosdeBanco ? M = C + Juros 120 100 20 % 48.000 x R$ Resolvendo a regra de três 40.000,00= 120 100×48.000 =x 120. C = 100.4800 4.000 120 4800.100 C  120. C =.480.000 Portanto o Capital será de R$ 40.000,00 Exemplo 2: Após 3 meses de aplicação a juros simples, um aplicador resgatou um montante de R$ 23.600,00. Qual o valor dos juros se a taxa contratada foi de 6% a m?              %136%ni 6%i meses3n juros 23.600,00montante dadosdeBanco 8 ? M = C + Juros 118 100 18 % 23.600 x R$ Resolvendo a regra de três 3.600,00= 118 18×23.600 =x Portanto o juro será de R$ 3600