Contabilidade Geral                          FACENSA




               APOSTILA
CONTABILIDADE GERAL




         Prof. Jorge Gerson Silva da Silva




                      Agosto/2008


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1                ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE....................................... 4
    1.1              INTRODUÇÃO E HISTÓRICO.................................................................................................. 4
    1.2              OBJETIVOS DA CONTABILIDADE. ........................................................................................ 5
    1.3              PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE ............................................................. 11
       1.3.1              O Princípio da Entidade......................................................................................... 11
       1.3.2              O Princípio da Continuidade ................................................................................. 12
       1.3.3              O Princípio da Oportunidade................................................................................. 13
       1.3.4              O Princípio do Registro pelo Valor Original ......................................................... 14
       1.3.5              O Princípio da Atualização Monetária .................................................................. 15
       1.3.6              O Princípio da Competência .................................................................................. 15
       1.3.7              O Princípio da Prudência ...................................................................................... 18
       1.3.8              As convenções......................................................................................................... 18


2            PATRIMÔNIO ........................................................................................................................ 20
    2.1           CONCEITO DE PATRIMÔNIO E DE SUA COMPOSIÇÃO. ......................................................... 20
    2.2           EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PATRIMÔNIO, ESTADOS PATRIMONIAIS E
    REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS........................................................................ 21
    2.3           FATOS CONTÁBEIS E RESPECTIVAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS. ...................................... 23
    2.4           CONTAS - PLANO DE CONTAS ........................................................................................... 24
       2.4.1               Conceito ................................................................................................................. 24
       2.4.2               Contas Patrimoniais............................................................................................... 25
       2.4.3               Contas de Resultado............................................................................................... 26
       2.4.4               Contas unilaterais x bilaterais ............................................................................... 27
       2.4.5               Contas de compensação ......................................................................................... 27
       2.4.6               Teoria das contas ................................................................................................... 28
    2.5           LANÇAMENTOS ................................................................................................................. 29
       2.5.1               Conceito ................................................................................................................. 29
       2.5.2               Livros de escrituração............................................................................................ 29
       2.5.3               Elementos básicos dos lançamentos....................................................................... 32
       2.5.4               Débito / Crédito...................................................................................................... 33
    2.6           EXEMPLOS DE FATOS E LANÇAMENTOS CONTÁBEIS .......................................................... 34
       2.6.1               Compra de mercadorias a prazo............................................................................ 34
       2.6.2               Compra de mercadorias à vista ............................................................................. 36
       2.6.3               Pagamento de duplicata em dinheiro..................................................................... 37
       2.6.4               Pagamento de duplicata com cheque ..................................................................... 39
       2.6.5               venda de mercadorias a prazo ............................................................................... 41
       2.6.6               venda de mercadorias à vista ................................................................................. 43
       2.6.7               Recebimento de duplicata....................................................................................... 46
       2.6.8               Recebimento de duplicata em cheque..................................................................... 48
       2.6.9               Recebimento de duplicata em dinheiro e com abatimento ..................................... 50
       2.6.10              Recebimento de duplicata em dinheiro e com encargos......................................... 52
       2.6.11              Desconto de duplicatas........................................................................................... 54
       2.6.12              liquidação normal da duplicata (chegada do aviso do banco) .............................. 57
       2.6.13              Não pagamento de duplicata descontada............................................................... 60
       2.6.14              Não pagamento de duplicata descontada e tentativa do banco em cobrá-la após
       o vencimento........ ............................................................................................................................... 63
       2.6.15              Registro do aluguel a pagar – ao final do mês....................................................... 66
       2.6.16              Pagamento do aluguel incorrido no mês anterior.................................................. 69
       2.6.17              Pagamento adiantado de aluguéis ......................................................................... 71
       2.6.18              Registro da utilização do imóvel, cujo aluguel havia sido pago
       antecipadamente.. ............................................................................................................................... 72

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       2.6.19              Lançamentos de fechamento do exercício .............................................................. 75
       2.6.20              Compra de equipamento do ativo imobilizado....................................................... 80
       2.6.21              Utilização do equipamento por um ano ................................................................. 81
       2.6.22              Fechamento do exercício de 200X – após o uso do equipamento .......................... 84
       2.6.23              Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 55.000,00............................... 84
       2.6.24              Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 53.000,00............................... 87
    2.7                ERROS DE ESCRITURAÇÃO ................................................................................................ 89


3              DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS...................................................................................... 92
    3.1           INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 92
       3.1.1           Demonstrações contábeis (financeiras) ................................................................. 92
       3.1.2           Balanço patrimonial............................................................................................... 93
       3.1.3           Demonstração de resultados do exercício............................................................ 100
       3.1.4           Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados .............................................. 102
       3.1.5           Demonstração de mutações do patrimônio líquido.............................................. 104




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1 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE

1.1   Introdução e histórico
      Desde que o homem passou a possuir bens, ele se preocupou com o controle
desses bens.

      Visto que o objetivo básico da Contabilidade é o controle do patrimônio das
pessoas, podemos dizer que a Contabilidade existe desde as mais antigas épocas.

      Quando os pastores da antiguidade , levavam o seu rebanho para o pastoreio,
eles, logo pela manhã, ao retirar o rebanho do cercado, a cada ovelha que saía, eles
colocavam uma pedrinha em um embornal, depois de todas as ovelhas saírem eles
tinham uma correspondência biunívoca entre o conjunto das ovelhas e o conjunto das
pedrinhas. De tarde, ao voltar para casa, para cada ovelha que entrava dentro do
cercado, eles retiravam uma pedrinha do embornal, com isso, ao entrar a última ovelha
não deveria sobrar nenhuma pedrinha dentro do embornal, se por um acaso sobrasse
alguma pedrinha, era sinal de que alguma ovelha havia se extraviado, logo, o pastor
deveria procurá-la.

      A necessidade de uma contabilidade mais refinada ocorreu durante o período das
grandes navegações em que um empreendedor necessitava levantar financiamentos
para organizar uma expedição, efetuando negócios em terras distantes, trazer
mercadorias de volta para a Europa, vender estas mercadorias, quitar o seu
financiamento e apurar o lucro do empreendimento.

      Por volta de 1.494, um frei italiano chamado Lucca Pacciolli escreveu um livro
chamado Summa, onde descrevia todos os métodos de contabilização que então
existiam espalhados, seja através de relatos verbais que chegaram ao seu
conhecimento, seja através de livretos que ensinavam como fazer os registros dos bens
e das mercadorias que eram negociadas pelos mercadores ou outros negociantes da
época. Lucca Pacciolli teve o grande mérito de condensar todo esse conhecimento

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contábil em um único livro, por isso, é considerado o Pai da Contabilidade Moderna.
Ele apresentou como método de registro do Patrimônio e de suas mutações, o
denominado “Método das Partidas Dobradas” (débitos e créditos).

      Hoje, no Brasil, a contabilidade está regulada pela Lei da S/A, 6.404/76 que,
mantendo o método das partidas dobradas, adequa o registro do Patrimônio e de suas
Mutações à nossa realidade econômica e social.


1.2   Objetivos da Contabilidade
      A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação
destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza
econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de
contabilização.   As informações geradas pelo sistema contábil devem desempenhar
duas funções: a função administrativa, de controlar o patrimônio; e a função
econômica, de apurar o resultado.

      Compreende-se por sistema de informação um conjunto articulado de dados,
técnicas de acumulação, ajustes e editagens de relatórios que permite:

       a) tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de
           relevância e o mínimo de custo;

       b) dar condições para, através da utilização de informações primárias
           constantes do arquivo básico, juntamente com técnicas derivadas da própria
           Contabilidade e/ou outras disciplinas, fornecer relatórios de exceção para
           finalidades específicas, em oportunidades definidas ou não.

      Conceitua-se como usuário toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na
avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade
empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar.

      Para as finalidades deste trabalho, escolhemos como usuário preferencial o
externo à entidade, constituído, basicamente, por:



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       •   acionistas;

       •   emprestadores de recursos e credores em geral; e

       •   integrantes do mercado de capitais como um todo, no sentido de que a
           quantidade, a natureza e a relevância da informação prestada abertamente
           pela entidade influenciem, mesmo que indiretamente, esse mercado.

      Ainda dentro do objetivo deste trabalho, consideramos como usuários
secundários os administradores (de todos os níveis) da entidade, bem como o Fisco.
Aqueles obterão muita utilidade dos conceitos que trataremos a seguir, mas precisarão
ir além e utilizar-se dos conceitos de Contabilidade Gerencial, fora do escopo deste
trabalho; este, o Fisco, terá necessidade sempre dos ajustes vários a serem realizados
em livros auxiliares.

      Informação de natureza econômica deve ser sempre entendida dentro da visão
que a Contabilidade tem do que seja econômico e não, necessariamente, do tratamento
que a Economia daria ao mesmo fenômeno; em largos traços, podemos afirmar que os
fluxos de receitas e despesas (demonstração do resultado, por exemplo), bem como o
capital e o patrimônio, em geral, são dimensões econômicas da Contabilidade, ao
passo que os fluxos de caixa, de capital de giro, por exemplo, caracterizam a dimensão
financeira. Não estamos, portanto, utilizando, neste trabalho, o termo financeiro no
sentido de avaliado em moeda, como a própria Lei das Sociedades por Ações e a
tradição anglo-americana consagram.

      Informação de natureza física constitui um importante desdobramento dentro da
evolução da teoria dos sistemas contábeis, pois as mais recentes pesquisas sobre
evolução de empreendimentos têm revelado que um bom sistema de informação e
avaliação não pode repousar apenas em valores monetários, mas deverá incluir, na
medida do possível, mensurações de natureza física tais como: quantidades geradas de
produtos ou de serviços, número de depositantes em estabelecimentos bancários, e
outras que possam permitir melhor inferência da evolução do empreendimento por
parte do usuário.

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       Informação de natureza de produtividade compreende a utilização mista de
conceitos valorativos (financeiros no sentido restrito) e quantitativos (físicos no
sentido restrito) como, por exemplo: receita bruta per capita, depósitos por clientes
etc.

       As informações de natureza econômica e financeira, ainda assim, constituem o
núcleo central da Contabilidade. O sistema de informação, todavia, deveria ser capaz
de, com mínimo custo, suprir as dimensões físicas e de produtividade. Na
evidenciação principal (demonstrações contábeis publicadas), todavia, as dimensões
físicas e de produtividade consideram-se acessórias.

       O objetivo principal da Contabilidade, portanto, é o de permitir, a cada grupo
principal de usuários, a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num
sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Em ambas
as avaliações, todavia, as demonstrações contábeis constituirão elemento necessário,
mas não suficiente. Sob o ponto de vista do usuário externo, quanto mais a utilização
das demonstrações contábeis se referir à exploração de tendências futuras, mais
tenderá a diminuir o grau de segurança das estimativas. Quanto mais a análise se
detiver na constatação do passado e do presente, mais acrescerá e avolumará a
importância da demonstração contábil.

       Isto não quer dizer que as demonstrações contábeis não se adaptam às
finalidades provisionais, mas apenas que avaliar tendências pode implicar divisar ou
admitir configurações econômicas, sociais e institucionais novas, para o futuro, em
que não se permite estimar com razoável acurácia os resultados das operações, pois a
previsão das próprias operações é insegura. A Contabilidade pode, sim, ajudar a
avaliação de tendências se:

        a) as conjunturas do passado se repetirem, mesmo que numa perspectiva
            monetária diferente (inflação ou deflação, sem alteração profunda do
            mercado); ou




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       b) o agente (usuário) conseguir transformar o modelo informativo contábil
           num modelo preditivo, o que somente será possível dentro do esquema
           mental de conhecimento e da sensibilidade do previsor. O modelo
           informativo-contábil e o modelo preditivo são duas peças componentes,
           não mutuamente exclusivas do processo decisório.

      Os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser aderentes, de alguma forma
explícita ou implícita, àquilo que o usuário considera como elementos importantes
para seu processo decisório. Não tem sentido ou razão de ser a Contabilidade como
uma disciplina "neutra", que se contenta em perseguir esterilmente uma "sua" verdade
ou beleza. A verdade da Contabilidade reside em ser instrumento útil para a tomada de
decisões pelo usuário, tendo em vista a entidade.

      Para a consecução desse objetivo da Contabilidade, e dentro principalmente do
contexto companhia aberta/usuário externo, dois pontos importantíssimos se destacam:

      1º) As empresas precisam dar ênfase à evidenciação de todas as informações que
permitem a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações desse seu patrimônio
e, além disso, que possibilitem a realização de inferências perante o futuro.

                   As informações não passíveis de apresentação explícita nas
                   demonstrações propriamente ditas devem, ao lado das que
                   representam detalhamentos de valores sintetizados nessas mesmas
                   demonstrações, estar contidas em notas explicativas ou em quadros
                   complementares.

                   Essa evidenciação é vital para se alcançar os objetivos da
                   Contabilidade, havendo hoje exigências no sentido de se detalharem
                   mais ainda as informações (por segmento econômico, região
                   geográfica etc.) Também informações de natureza social passam
                   cada vez mais a ser requisitadas e supridas.




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     2º) A contabilidade possui um grande relacionamento com os aspectos jurídicos
que cercam o patrimônio, mas, não raro, a forma jurídica pode deixar de retratar a
essência econômica. Nessas situações, deve a Contabilidade guiar-se pelos seus
objetivos de bem informar, seguindo, se for necessário para tanto, a essência ao invés
da forma.

                  Por exemplo, a empresa efetua a cessão de créditos a terceiros, mas
                  fica contratado que a cedente poderá vir a ressarcir a cessionária
                  pelas perdas decorrentes de eventuais não pagamentos por parte dos
                  devedores. Ora, juridicamente não há ainda dívida alguma na
                  cedente, mas ela deverá atentar para a essência do fato e registrar a
                  provisão para atentar a tais possíveis desembolsos.

                  Ou, ainda, uma empresa vende um ativo, mas assume o
                  compromisso de recomprá-lo por um valor já determinado em certa
                  data. Essa formalidade deve ensejar a contabilização de uma
                  operação de financiamento (essência) e não de compra e venda
                  (forma).

                  Noutro exemplo, um contrato pode, juridicamente, estar dando a
                  forma de arrendamento a uma transação, mas a análise da realidade
                  evidencia tratar-se, na prática, de uma operação de compra e venda
                  financiada. Assim, consciente do conflito essência/forma, a
                  Contabilidade fica com a primeira.

     Essas características de evidenciação ou de divulgação (disclosure) e de
prevalência da essência sobre a forma cada vez mais se firmam como próprias da
Contabilidade, dados seus objetivos específicos.

     Uma forma prática de verificar se a Contabilidade está alcançando seus
objetivos, conforme enunciado, é pesquisar, periodicamente, qual o grau de utilização
de demonstrações contábeis por parte de grupos de usuários para os quais, de antemão,


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se credita que as demonstrações contábeis devessem ser de grande utilidade. Por
exemplo: analistas de investimentos, para aconselhamentos, sobre compras ou não de
ações de determinadas companhias. O fato de determinado grupo, todavia, estar
utilizando-se, num menor grau de intensidade do que imaginaríamos, de informação
contábil pode ter vários significados, a saber:

       a) deficiências estruturais do modelo informativo contábil para tal tipo de
           decisão;

       b) restrições ou limitações do próprio usuário;

       c) ambiente decisório em que a profissão contábil está laureada por baixo
           status de credibilidade, influenciando a não-utilização por parte de grupos
           sofisticados de usuários, mesmo que a informação objetiva tenha alguma
           ou bastante significância;

       d) falhas de comunicação e evidenciação decorrentes de problemas de
           linguagem inadequada por parte das demonstrações contábeis.

      Antes de se discutir o modelo contábil em tais situações, portanto, é necessário
avaliar muito bem a participação de cada fator nas limitações de utilização. Somente
se grande parte da não-utilização for atribuída ao significado a é que poderemos inferir
pela não-adequação do modelo. Por exemplo: fornecer demonstrações baseadas em
regime de competência, quando o usuário está tentando prever fluxos futuros de caixa.




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1.3   Princípios Fundamentais da Contabilidade

1.3.1 O Princípio da Entidade
      Pelo princípio da entidade, o patrimônio dos sócios não se confunde com o
patrimônio da empresa.

      O princípio da entidade determina que se reconheça o patrimônio como objeto
da Contabilidade e afirma a necessidade de diferenciação de um patrimônio particular
no universo de patrimônios existentes. Logo, o patrimônio de uma entidade não se
confunde com o de seus sócios ou proprietários.

                         “Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o
                 Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a
                 autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de
                 um Patrimônio particular no universo dos patrimônios
                 existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa,
                 um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de
                 qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins
                 lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio
                 não se confunde com aqueles dos seus sócios ou
                 proprietários, no caso de sociedade ou instituição.

                         Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à
                 ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou
                 agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta
                 em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza
                 econômico-contábil.”




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1.3.2 O Princípio da Continuidade
      O princípio da continuidade determina que, na contabilidade, deve ser
considerada a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou
provável quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas
e qualitativas.

      Uma vez iniciada a vida da empresa, espera-se que ela continue indefinidamente,
todavia, a continuidade influencia o valor econômico dos bens e direitos e, em muitos
casos, o valor ou o vencimento das obrigações, especialmente quando a extinção da
Entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível.

                          “Art.      5º   A    CONTINUIDADE       ou   não    da
                  ENTIDADE, bem como sua vida definida ou provável,
                  devem ser consideradas quando da classificação e
                  avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e
                  qualitativas.

                         § 1º A CONTINUIDADE influencia o valor
                  econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor ou o
                  vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção
                  da ENTIDADE tem prazo determinado, previsto ou
                  previsível.

                         §      2º    A       observância   do   Princípio    da
                  CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do
                  Princípio da COMPETÊNCIA, por efeito de se relacionar
                  diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais
                  e à formação do resultado, e de constituir dado importante
                  para aferir a capacidade futura de geração de resultado.”




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1.3.3 O Princípio da Oportunidade
     Pelo princípio da oportunidade, os acontecimentos relevantes para o patrimônio
devem ser registrados por completo e no momento em que ocorrem.

     O princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à integridade e à
tempestividade dos registros das mutações patrimoniais:

       -          a   integridade diz respeito à necessidade das variações serem
                  reconhecidas em sua totalidade, sem qualquer falta ou excesso;

       -          a tempestividade obriga a que as variações sejam registradas no
                  momento de sua ocorrência, mesmo na hipótese de alguma incerteza.

                         Art. 6º O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se,
                  simultaneamente, à tempestividade e à integridade do
                  registro do patrimônio e das suas mutações, determinando
                  que este seja feito de imediato e com a extensão correta,
                  independentemente das causas que as originaram.

                         Parágrafo único – Como resultado da observância
                  do Princípio da OPORTUNIDADE:

                         I – desde que tecnicamente estimável, o registro das
                  variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de
                  somente existir razoável certeza de sua ocorrência;

                         II   –   o   registro   compreende   os   elementos
                  quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos
                  físicos e monetários;

                         III – o registro deve ensejar o reconhecimento
                  universal das variações ocorridas no patrimônio da
                  ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base
                  necessária para gerar informações úteis ao processo
                  decisório da gestão.

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1.3.4 O Princípio do Registro pelo Valor Original
     O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do
patrimônio sejam registrados pelos valores originais das transações havidas com o
mundo exterior à entidade, expressos a valor presente, na moeda do país.

                        Art. 7º Os componentes do patrimônio devem ser
                 registrados pelos valores originais das transações com o
                 mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do
                 País, que serão mantidos na avaliação das variações
                 patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem
                 agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE.

                        Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO
                 PELO VALOR ORIGINAL resulta:

                        I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve
                 ser feita com base nos valores de entrada, considerando-se
                 como tais os resultantes do consenso com os agentes
                 externos ou da imposição destes;

                        II – uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito
                 ou obrigação não poderão ter alterados seus valores
                 intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua decomposição
                 em elementos e/ou sua agregação, parcial ou integral, a
                 outros elementos patrimoniais;

                        III – o valor original será mantido enquanto o
                 componente permanecer como parte do patrimônio,
                 inclusive quando da saída deste;

                        IV    –    Os    Princípios    da    ATUALIZAÇÃO
                 MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL
                 são compatíveis entre si e complementares, dado que o


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                  primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de
                  entrada;

                         V – o uso da moeda do País na tradução do valor
                  dos componentes patrimoniais constitui imperativo de
                  homogeneização quantitativa dos mesmos.

      A aplicação do princípio do Registro pelo valor original, a informação gerada
pela contabilidade permite determinar a relação do custo dos elementos adquiridos
pela empresa e o lucro gerado na sua utilização


1.3.5 O Princípio da Atualização Monetária
      O Princípio da Atualização Monetária determina que, para que a avaliação dos
componentes patrimoniais possa manter seus valores originais, é necessário atualizar
sua expressão formal em moeda nacional, mediante aplicação de indexadores que
traduzam a variação do poder aquisitivo da moeda, em dado período.

      A partir do ano de 1996, foi proibida – pela Lei 9.249/95 – a utilização de
correção monetária para fins societários ou fiscais.

                         Art. 4º Fica revogada a correção monetária das
                  demonstrações financeiras de que tratam a Lei nº 7.799, de
                  10 de julho de 1989,   e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho
                  de 1991.

                         Parágrafo único. Fica vedada a utilização de
                  qualquer sistema de correção monetária de demonstrações
                  financeiras, inclusive para fins societários.


1.3.6 O Princípio da Competência
      O Princípio da Competência é de máxima importância. Esse princípio determina
que as receitas e despesas devam ser incluídas na apuração do resultado do período em



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que    ocorrerem,      sempre     simultaneamente     quando    se    correlacionarem,
independentemente do recebimento ou do pagamento.

      É de fundamental importância compreender a diferença entre o regime de
competência e o regime de caixa.

      No regime de caixa, as receitas e despesas são reconhecidas no momento de seu
recebimento ou pagamento. Este regime é intuitivo frequentemente utilizado por nós
no controle pessoal dos gastos.

      No regime de competência, as receitas e despesas devem ser reconhecidas na
apuração do resultado do período a que pertencerem e, de forma simultânea, quando se
co-relacionarm.     As despesas devem ser reconhecidas independentemente de seu
pagamento e as receitas somente quando de sua realização. Em outras palavras, no
regime de competência:

       -          uma despesa com o salário de um empregado é considerada a partir
                  do    momento      que   este     empregado   efetua    o      serviço,
                  independentemente do pagamento desta despesa somente ocorrer no
                  mês seguinte;

       -          uma receita de venda de mercadorias é considerada a partir do
                  momento em que ocorre a venda independentemente do pagamento
                  acontecer em várias prestações.

      OBS: existe, ainda, o regime misto de escrituração. Este regime somente é
utilizado na Contabilidade Pública e nele as RECEITAS são registradas pelo regime
de Caixa enquanto as DESPESAS são registradas pelo regime de Competência.

                         Art. 9º As receitas e as despesas devem ser incluídas
                  na apuração do resultado do período em que ocorrerem,
                  sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
                  independentemente de recebimento ou pagamento.




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              § 1º O Princípio da COMPETÊNCIA determina
       quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em
       aumento     ou   diminuição     no    patrimônio    líquido,
       estabelecendo diretrizes para classificação das mutações
       patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da
       OPORTUNIDADE.

              § 2º O reconhecimento simultâneo das receitas e
       despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do
       respeito ao período em que ocorrer sua geração.

              § 3º As receitas consideram-se realizadas:

              I – nas transações com terceiros, quando estes
       efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme
       de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens
       anteriormente pertencentes à ENTIDADE, quer pela
       fruição de serviços por esta prestados;

              II – quando da extinção, parcial ou total, de um
       passivo,    qualquer   que    seja   o    motivo,   sem      o
       desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual
       ou maior;

              III – pela geração natural de novos ativos
       independentemente da intervenção de terceiros;

              IV – no recebimento efetivo de doações e
       subvenções.

              § 4º Consideram-se incorridas as despesas:

              I – quando deixar de existir o correspondente valor
       ativo, por transferência de sua propriedade para terceiro;



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                           II – pela diminuição ou extinção do valor econômico
                  de um ativo;

                           III – pelo surgimento de um passivo, sem o
                  correspondente ativo.


1.3.7 O Princípio da Prudência
      O princípio da prudência determina a adoção do menor valor para os
componentes do Ativo e do maior para os componentes do Passivo, sempre que se
apresentem duas alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações do
patrimônio.

                           Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a
                  adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e
                  do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem
                  alternativas igualmente válidas para a quantificação das
                  mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.


1.3.8 As convenções
      Os princípios devem ser rigorosamente seguidos pelos contadores e são
complementados por convenções, que definem mais precisamente os métodos e
critérios contábeis. As convenções são restrições aos princípios, que determinam a
delimitação de seus conceitos. Tais convenções são, entretanto, apenas indicativas e
terão menor peso que os princípios.


1.3.8.1 Consistência (Uniformidade)

      Adotado determinado procedimento contábil, entre outros possíveis, este não
deverá ser mudado freqüentemente, sob pena de prejudicar a comparação de séries
históricas de registros.




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1.3.8.2 Materialidade (Relevância)

     Visando evitar desperdício de tempo e dinheiro na aplicação do sistema contábil,
os fatos devem ser registrados quando relevantes em relação ao patrimônio e na
ocasião oportuna.


1.3.8.3 Objetividade

     Entre um critério subjetivo de valor, mesmo que confiável, e outro objetivo, a
contabilidade deverá adotar sempre o mais objetivo. Como, por exemplo, no caso de
para uma mesma operação haver a opinião de um perito e um documento, vale para
registro o valor do documento.




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2 PATRIMÔNIO

2.1   Conceito de Patrimônio e de sua composição
      O Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma “azienda”. A
“azienda” pode ser considerada como um ente (com personalidade ou não) possuidor
de um patrimônio. A contabilidade, portanto, tanto pode ser utilizada para o controle
do patrimônio de uma empresa, quanto para o controle do patrimônio de uma pessoa
física ou ainda de uma família ou de um negócio informal.

      O conjunto de bens e direitos de um Patrimônio denomina-se Ativo.

      De acordo com a lei, o Ativo se divide em :

       a) circulante

       b) realizável a longo prazo

       c) permanente (investimentos, imobilizado e diferido)

      As obrigações de um Patrimônio para com terceiros denomina-se Passivo.

      De acordo com a lei, o passivo real está dividido em:

       a) passivo circulante

       b) exigível a longo prazo

      Obs.: há ainda um terceiro grupo - resultado de exercícios futuros – com
características simultâneas de passivo exigível e de patrimônio líquido.

      A diferença entre o Ativo e o Passivo é denominada Patrimônio Líquido (ou
Situação Líquida). O Patrimônio líquido também pode ser considerado como uma
obrigação do Patrimônio para com o seu possuidor.

      O Patrimônio Líquido é representado basicamente pelo Capital Social, reservas e
Lucros Acumulados.

      A lei 6.404/76 (Lei das S/A) dispõe o seguinte.


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                        Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas
                 segundo os elementos do patrimônio que registrem, e
                 agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise
                 da situação financeira da companhia.

                              § 1º No ativo, as contas serão dispostas em
                 ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas
                 registrados, nos seguintes grupos:

                             a) ativo circulante;

                             b) ativo realizável a longo prazo;

                             c) ativo permanente, dividido em investimentos,
                 ativo imobilizado e ativo diferido.

                              § 2º No passivo, as contas serão classificadas
                 nos seguintes grupos:

                             a) passivo circulante;

                             b) passivo exigível a longo prazo;

                             c) resultados de exercícios futuros;

                              d) patrimônio líquido, dividido em capital
                 social, reservas de capital, reservas de reavaliação,
                 reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.

                              § 3º Os saldos devedores e credores que a
                 companhia     não   tiver   direito   de   compensar   serão
                 classificados separadamente.


2.2   Equação Fundamental do Patrimônio, Estados Patrimoniais e
      Representação Gráfica dos Estados Patrimoniais.
      A equação do Patrimônio é A - P = PL, onde:


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   A = Ativo;

   P = Passivo;

   PL = Patrimônio Líquido (ou Situação Líquida).



   Situação Líquida superavitária - ocorre quando o PL > 0, ou seja, A > P.

            Ativo                                              Passivo

                                                               Patrimônio Líquido



   Situação Líquida Nula - ocorre quando o PL = 0, ou seja, A = P.

            Ativo                                                   Passivo




   Situação Líquida deficitária - ocorre quando o PL < 0, ou seja, A < P.

            Ativo                                                   Passivo

            Patrimônio Líquido negativo



   Exemplos de equações do Patrimônio:

Ativo                   passivo           Obs.:
Bens e direitos       = Obrigações + P.L. A=P+PL Situação líquida positiva - A > P

Bens e direitos       = Obrigações        A=P       Situação líquida nula (compensada) - PL = 0

Bens e direitos       < Obrigações        A=P-PL Passivo a descoberto-Situação negativa (deficitária) - A < P

Bens e direitos       = P.L.              A=PL      A empresa não tem passivo exigível - P = 0

Bens e direitos = 0   < Obrigações        A=0       Passivo a descoberto-A empresa não tem bens nem direitos




                                                                                      Página 22 de 106
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2.3   Fatos Contábeis e Respectivas Variações Patrimoniais
      Fatos contábeis são ocorrências que têm por efeito a alteração do Patrimônio,
seja ela qualitativa ou quantitativa.

      Diferentemente do Fatos contábeis, Atos são acontecimentos, na empresa, que
NÃO ALTERAM o patrimônio como, por exemplo, garantias, custódias e cobranças
de títulos de terceiros.

      Os Fatos Contábeis, que são acontecimentos que ALTERAM o patrimônio da
empresa, se classificam em:

      • permutativos (qualitativos)        ⇒ são Fatos que somente alteram bens,
         direitos e obrigações como, por exemplo, a compra de mercadorias;

      • modificativos (quantitativos)      ⇒ são Fatos que alteram o Patrimônio
         Líquido:

         • aumentativos (positivos)        ⇒     são   Fatos    modificativos   que
            aumentam o Patrimônio Líquido como, por exemplo, uma receita de
            aluguel;

         • diminutivos (negativos)         ⇒     são   Fatos    Modificativos   que
            diminuem o Patrimônio Líquido como, por exemplo, as despesas;

      • mistos                             ⇒ Fatos que, ao mesmo tempo, são
         permutativos e modificativos, ou seja, há troca de elemento patrimonial com
         lucro ou prejuízo:

              * aumentativos (positivos)   ⇒ venda com lucro, por exemplo;

              * diminutivos (negativos)    ⇒ venda com prejuízo, por exemplo.



      Exemplos:




                                                                       Página 23 de 106
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      1. compra de móveis a prazo                  FP
      2. venda pelo custo                          FP
      3. venda com lucro                           Fmi+
      4. despesa de aluguel                        Fmo-
      5. receita de comissão                       Fmo+
      6. pagamento de duplicata com abatimento     Fmi+
      7. recebimento de duplicata com juros        Fmi+
      8. recebimento de duplicata com abatimento   Fmi-
      9. depósito em banco                         FP
      10. saque de cheque                          FP
      11. aval dado a 3o.                          ATO
      12. hipoteca dada ou recebida                ATO




2.4   Contas - Plano de Contas

2.4.1 Conceito
      Contas são elementos do patrimônio que merecem registro e controle
individualizado.

      Cada grupo de elementos semelhantes, integrantes do patrimônio, forma uma
“conta” e nela serão registrados os aumentos e reduções de valores.

      Pela diversidade de componentes do patrimônio, são utilizadas pela
contabilidade inúmeras contas. Por isso, cada entidade deverá planejar as contas que
lhe serão necessárias, considerando seu ramo de atividade, suas necessidades internas
e transações específicas.

      À relação lógica e ordenada dos títulos das contas que serão utilizadas dá-se o
nome de “Plano de Contas”.

      Um plano de contas, portanto, é um conjunto de contas que representa o
patrimônio por completo. Um plano de contas deve conter contas patrimoniais e
contas de resultado, cada uma delas com uma respectiva explicação de sua função, do
seu funcionamento, de sua abrangência e relacionada e um número de codificação.



                                                                       Página 24 de 106
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      Cada conta deve possuir o registro de seus aumentos e diminuições, bem como o
seu saldo no momento. Desta maneira é possível analisar-se a situação atual e o
comportamento do patrimônio no que diz respeito àquele elemento patrimonial.


2.4.2 Contas Patrimoniais
      Contas Patrimoniais são aquelas que ficam constantemente representadas no
patrimônio. Um exemplo de conta Patrimonial é a conta caixa. Caixa é um elemento
do patrimônio que registra o numerário disponível.

      As contas patrimoniais podem ser de Ativo, Passivo e de Patrimônio Líquido.

      No Ativo, encontram-se, por exemplo, as contas: caixa, mercadorias, veículos,
imóveis, aplicações financeiras, etc.

      No Passivo, são encontradas as contas: fornecedores, contas a pagar,
empréstimos bancários, salários a pagar, etc.

      No Patrimônio Líquido, entre outras, estão as contas Capital e Lucros
Acumulados.

      Exemplos:




                                                                       Página 25 de 106
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                  descrição da conta                        classificação
              1    Caixa:                                    A
              2    Veículos:                                 A
              3    Devedores por Duplicatas:                 A
              4    Imóveis:                                  A
              5    Bancos – movimento:                       A
              6    Despesas de Instalação:                   A
              7    Matérias-primas:                          A
              8    Estoques:                                 A
              9    Ações:                                    A
             10    Duplicatas a Pagar:                       P
             11    Credores por duplicatas:                  P
             12    Empréstimos em bancos:                    P
             13    Rendas antecipadas:                       P
             14    Capital:                                  PL
             15    Reservas:                                 PL
             16    Lucros Acumulados:                        PL
             17    Produtos:                                 A
             18    Suprimentos (empréstimos) a coligadas:    A
             19    Suprimentos de coligadas                  P
             20    Marcas e Patentes:                        A
             21    Mercado aberto:                           A
             22    Acionistas, conta Dividendos:             P
             23    Acionistas, conta Capital:                PL
             24    Bancos-conta empréstimos:                 P
             25    Selos:                                    A
             26    ICMS a Recuperar:                         A
             27    ICMS a Recolher:                          P


     Ao final de cada período de apuração (exercício), o conjunto de contas
patrimoniais deve ser apresentado para identificar a situação do patrimônio da
entidade naquele instante.       Esta apresentação consiste em uma demonstração
financeira denominada “Balanço Patrimonial”.


2.4.3 Contas de Resultado
     Contas de Resultado são aquelas que não representam elementos constantes do
patrimônio, mas somente suas alterações que, em última análise, se incorporarão ao
Patrimônio Líquido.




                                                                            Página 26 de 106
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      As Contas de resultado são as receitas e despesas que, respectivamente,
aumentam e diminuem o Patrimônio Líquido. Estas contas são transitórias pois ao
final de um dado período o seu saldo é incorporado ao Patrimônio Líquido.

      Exemplos:

          descrição da conta              classificação
      1   Receita Bruta de Vendas:        R
      2   Impostos sobre vendas           D
      3   Receitas financeiras            R
      4   Juros Ativos                    R
      5   Variações Monetárias passivas   D


      Ao final de cada período de apuração (exercício), devem ser relacionadas as
contas de resultado e apresentado seu comportamento durante o referido período. Esta
apresentação consiste em uma demonstração financeira denominada “Demonstração
do Resultado do Exercício”.


2.4.4 Contas unilaterais x bilaterais
      As contas unilaterais são aquelas que sofrem variações apenas num sentido
(somente aceitam débitos ou somente aceitam créditos).          Exemplo: as contas de
receitas serão via de regra creditadas e as de despesas debitadas.

      Contas bilaterais são as que sofrem variações nos dois sentidos (a conta aceita
tanto débito quanto crédito). Exemplo: a conta caixa aceita débito pela entrada de
dinheiro e crédito pela saída de dinheiro.


2.4.5 Contas de compensação
      As contas de compensação servem para registrar “atos patrimoniais”, que não
alteram o patrimônio, servem apenas como lembretes para o administrador do
patrimônio de que algo poderá acontecer no futuro influenciando o patrimônio.
Exemplos: registro de avais, endossos e fianças dados em nome da empresa.




                                                                         Página 27 de 106
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2.4.6 Teoria das contas
     Existem três teorias que tentam explicar a razão e origem da utilização das
contas para o controle do patrimônio:

       -     Teoria Personalística;

       -     Teoria Materialística;

       -     Teoria Patrimonialística.

     Todas as teorias apresentam vantagens e desvantagens.           Nenhuma delas é
completa, mas, sem dúvida, em seu conjunto, muito contribuem para a compreensão
de como se opera o processo contábil.


2.4.6.1 Teoria Personalística

     Esta teoria vincula a conta à pessoa responsável pelos procedimentos
administrativos a ela relacionados. Classificando-as em:

       -     contas de agentes consignatários – que correspondem a todos os bens das
             empresas, sendo estes agentes seus funcionários e gerentes;

       -     contas de agentes correspondentes – que correspondem aos direitos e
             obrigações

             -   os direitos são identificados por agentes correspondentes de ATIVO - a
                 débito, porque devem à empresa;

             -   as obrigações são identificados por agentes correspondentes de
                 PASSIVO - a crédito, porque são credores da empresa.

       -     contas dos proprietários.


2.4.6.2 Teoria Materialística

     Esta teoria divide as contas em integrais e diferenciais.




                                                                           Página 28 de 106
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      As contas integrais, também chamadas de elementares são as que representam
valores patrimoniais, sejam ativos ou passivos, excluídos apenas os que compõem a
situação líquida.

      As contas diferenciais, também chamadas derivadas, são as que evidenciam a
situação líquida do patrimônio e suas variações (receitas, despesas e custos).


2.4.6.3 Teoria Patrimonialista

      A escola patrimonialista distingue os elementos que compõem o patrimônio
(estática patrimonial) dos elementos que o modificam (dinâmica patrimonial).

      Com base nesta teoria surgiu uma importante classificação das contas , pela
qual estas são divididas em patrimoniais (representativas do aspecto estático) e de
resultado (as quais demonstram a dinâmica patrimonial).

      Esta teoria reflete o pensamento contábil mais moderno quanto a classificação
das contas.


2.5   Lançamentos

2.5.1 Conceito
      O lançamento é o registro dos fatos contábeis no plano de contas da empresa.

      O registro dos fatos contábeis denomina-se escrituração. A escrituração é feita
em Livros.


2.5.2 Livros de escrituração
      A escrituração - registro dos fatos contábeis em seu conjunto é feita nos
seguintes livros:

      * diário ⇒ um livro que contém o registro de cada lançamento em ordem
cronológica (nos permite compreender a seqüência de acontecimentos ocorridos na
empresa) ;


                                                                           Página 29 de 106
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      * razão ⇒ um livro que contém o registro destes mesmos lançamentos, porém
ordenados por conta (nos permite analisar o comportamento de um dado elemento
patrimonial no tempo).


2.5.2.1 Diário

      O Diário é um livro obrigatório para fins de escrituração contábil.             A
escrituração nele mantida com observância das disposições legais faz prova, a favor da
empresa, dos fatos nele registrados e comprovados por documentos hábeis.

      Para merecer fé, o Diário deve atender a determinadas exigências e preencher
certas formalidades:

        -     extrínsecas    relacionadas com sua apresentação exterior;

        -     intrínsecas    relacionadas com a escrituração.


2.5.2.1.1    Formalidades extrínsecas do diário

      São formalidades extrínsecas do Diário:

      a) ser encadernado;

      b) ter suas folhas numeradas tipograficamente;

      c) ser registrado no Registro do Comércio ou Cartório de Registro Civil das
            Pessoas Jurídicas;

      d) conter termos de abertura e de encerramento devidamente preenchidos e
            autenticados.

      A inobservância das formalidades extrínsecas invalida todo o Diário que passa a
fazer prova apenas contra o contribuinte.


2.5.2.1.2    Formalidades intrínsecas

      Constituem formalidades intrínsecas:

      a) a utilização do idioma nacional e da moeda corrente do país;

                                                                           Página 30 de 106
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     b) o uso da linguagem mercantil;

     c) a individualização e clareza dos lançamentos nele feitos;

     d) o registro dos fatos em rigorosa ordem cronológica de dia, mês e ano;

     e) a inexistência, na escrituração, de intervalos em branco, entrelinhas, borrões,
           rasuras, emendas, ou transportes para as margens.

     A inobservância das formalidades intrínsecas invalida apenas o registro ou
registros onde ocorrerem.


2.5.2.2 Razão

     O livro razão apresenta os mesmos lançamentos registrados no livro Diário em
uma ordem diferente:

       -     por conta contábil;

       -     dentro de cada conta, por ordem cronológica.

     A utilização do livro Razão tem por fim permitir, a qualquer hora, conhecer a
composição qualitativa e quantitativa do patrimônio:

       -     quais elementos compõem o patrimônio;

       -     qual a expressão monetária de valor que cada um desses elementos
             apresenta naquele momento.

     O razão tornou-se obrigatório para fins fiscais com o advento da lei 8.218/91 -
para as empresas que tributarem seus resultados pela sistemática do Lucro Real.


2.5.2.3 Registro de Inventário

     O Registro de inventário é livro de natureza fiscal, exigido pela legislação do
imposto de renda.




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     Nesse livro, devem ser relacionados os estoques de matéria prima, produtos em
fabricação, produtos acabados e mercadorias existentes na data de emcerramento de
cada exercício social ou período-base de apuração do imposto de renda.


2.5.2.4 Outros

     Há outros livros que auxiliam a Escrituração ou facilitam o processo de coleta de
informações:

       -     livro caixa;

       -     livro contas correntes;

       -     etc.

     Há, ainda, outros livros exigidos pela legislação tributária:

       -     Registro de entradas;

       -     Registro de saídas;

       -     Registro de apuração do ICMS;

       -     Registro de apuração do IPI;

       -     Livro de Apuração do Lucro Real;

       -     Etc.


2.5.3 Elementos básicos dos lançamentos
     Como os fatos contábeis podem se referir a permuta de valores entre elementos
patrimoniais, aumento/diminuição do Patrimônio Líquido, ou ambos, cada lançamento
deverá apresentar, no mínimo duas contas envolvidas. Uma destas contas será aquela
que recebe aplicações e a outra será aquela que deu origem a estas aplicações.

     Os itens básicos de cada lançamento são:

     * data;

     * conta devedora (débito);

                                                                         Página 32 de 106
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     * conta credora (crédito);

     * valor;

     * histórico.


2.5.4 Débito / Crédito
     A Contabilidade considera que cada aumento ou diminuição de qualquer
elemento do patrimônio possui uma causa em um outro elemento do patrimônio, este é
o cerne do sistema de débitos e créditos dos lançamentos contábeis.

     O débito representa uma aplicação do patrimônio. Quando, por exemplo, se
adquire um veículo para pagamento a prazo, há uma aplicação na conta veículos.

     O crédito representa a origem de alguma aplicação do patrimônio. Quando se
adquire um veículo a prazo, a origem da aplicação feita na conta veículos é a
obrigação de se pagar um financiamento (conta financiamentos a pagar).

     O valor total dos débitos portanto deve sempre ser igual ao valor do créditos.

     As contas que representam o Ativo são devedoras (debitadas quando aumentam
de valor, creditadas quando diminuem).

     As contas do passivo são credoras (creditadas quando aumentam, debitadas
quando diminuem).


2.5.4.1 Fórmulas de lançamentos

     Quanto ao número de contas devedoras e credoras em um lançamento, há 4
fórmulas:

     * 1a. fórmula ⇒ uma conta devedora e uma conta credora;

     * 2a. fórmula ⇒ uma conta devedora e várias contas credoras;

     * 3a. fórmula ⇒ várias contas devedoras e uma conta credora;

     * 4a. fórmula ⇒ várias contas devedoras e várias contas credoras.


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2.6   Exemplos de fatos e lançamentos contábeis

2.6.1 Compra de mercadorias a prazo

2.6.1.1 Descrição do fato contábil

      Compra de mercadorias a prazo por R$ 8.000,00.


2.6.1.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                  Passivo
      caixa        50.000,00



                                 Patrimônio Líquido
                               capital     50.000,00



              Despesas                Receitas




2.6.1.3 Lançamentos no livro diário

      Lançamento no Diário

      D=             estoque - mercadorias (compras)

      C=       a     duplicatas a pagar                8.000




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2.6.1.4 Lançamentos no livro razão
             capital                                     caixa                           estoque
   débitos          créditos                     débitos         créditos        débitos         créditos
                 50.000,00 si               si     50.000,00                   1   8.000,00




       duplicatas a pagar
   débitos           créditos
                   8.000,00       1




2.6.1.5 Situação patrimonial final
               Ativo                       Passivo
     caixa         50.000,00 duplicatas a pagar             8.000,00

     estoque           8.000,00

                                            Patrimônio Líquido
                                  capital                   50.000,00



             Despesas                            Receitas




                                                                            Página 35 de 106
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2.6.2 Compra de mercadorias à vista

2.6.2.1 Descrição do fato contábil

     Compra de mercadorias à vista por R$ 8.000,00.


2.6.2.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                  Passivo
     caixa         50.000,00



                                 Patrimônio Líquido
                               capital     50.000,00



             Despesas                 Receitas




2.6.2.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=                estoque - mercadorias (compras)

     C=       a        caixa                 8.000


2.6.2.4 Lançamentos no livro razão
             capital                                 caixa                            estoque
   débitos           créditos               débitos          créditos         débitos         créditos
                  50.000,00 si         si     50.000,00    8.000,00 1       1   8.000,00
                                       sf     42.000,00




                                                                        Página 36 de 106
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2.6.2.5 Situação patrimonial final
               Ativo                          Passivo
     caixa         42.000,00

     estoque       8.000,00

                                         Patrimônio Líquido
                               capital                   50.000,00



             Despesas                        Receitas




2.6.3 Pagamento de duplicata em dinheiro

2.6.3.1 Descrição do fato contábil

     Pagamento de duplicata no valor de R$ 8.000,00.


2.6.3.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                       Passivo
     caixa         50.000,00 duplicatas a pagar          8.000,00

     estoque       8.000,00

                                         Patrimônio Líquido
                               capital                   50.000,00



             Despesas                        Receitas




                                                                     Página 37 de 106
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2.6.3.3 Lançamentos no livro diário

     D=                    duplicatas a pagar

     C=         a          caixa                                                    8.000


2.6.3.4 Lançamentos no livro razão
               capital                                          caixa                               estoque
    débitos           créditos                         débitos          créditos            débitos         créditos
                    50.000,00 si                si       50.000,00    8.000,00 1       si     8.000,00
                                                sf       42.000,00




       duplicatas a pagar
   débitos           créditos
 1   8.000,00      8.000,00 si




2.6.3.5 Situação patrimonial final
                Ativo                                Passivo
     caixa          42.000,00

     estoque             8.000,00

                                              Patrimônio Líquido
                                    capital                   50.000,00



              Despesas                               Receitas




                                                                                   Página 38 de 106
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2.6.4 Pagamento de duplicata com cheque

2.6.4.1 Descrição do fato contábil

     Pagamento de duplicata com cheque no valor de R$ 8.000,00.


2.6.4.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                       Passivo
     caixa         25.000,00 duplicatas a pagar           8.000,00
     bancos        25.000,00
     estoque         8.000,00

                                          Patrimônio Líquido
                                capital                   50.000,00



            Despesas                          Receitas




2.6.4.3 Lançamentos no livro diário

     D=                duplicatas a pagar

     C=        a       bancos                                          8.000




                                                                      Página 39 de 106
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2.6.4.4 Lançamentos no livro razão
               capital                                       caixa                               estoque
    débitos           créditos                      débitos          créditos            débitos         créditos
                    50.000,00 si             si       25.000,00                     si     8.000,00




       duplicatas a pagar                                   bancos
   débitos           créditos                       débitos          créditos
 1   8.000,00      8.000,00 si               si       25.000,00    8.000,00 1
                                             sf       17.000,00




2.6.4.5 Situação patrimonial final
                Ativo                             Passivo
     caixa          25.000,00
     bancos         17.000,00
     estoque          8.000,00

                                           Patrimônio Líquido
                                 capital                   50.000,00



              Despesas                            Receitas




                                                                                Página 40 de 106
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2.6.5 venda de mercadorias a prazo

2.6.5.1 Descrição do fato contábil

     Venda, a prazo (com emissão de duplicata), de metade das mercadorias
(anteriormente adquiridas – no total – por 8.000,00), pelo preço de R$ 6.000,00.

     Obs.: para fins didáticos, com o objetivo de simplificação do registro
contábil, serão desconsiderados os tributos incidentes sobre a venda.




2.6.5.2 Situação patrimonial inicial
                Ativo                       Passivo
      caixa         25.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos        25.000,00
      estoque         8.000,00

                                        Patrimônio Líquido
                              capital                   50.000,00



            Despesas                        Receitas




2.6.5.3 Lançamentos no livro diário

     D=                duplicatas a receber

     C=         a      receita bruta de vendas (RBV)          6.000



     D=                Custo das mercadorias vendidas (CMV)

     C=         a      Estoques                               4.000


                                                                        Página 41 de 106
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2.6.5.4 Lançamentos no livro razão
              capital                              caixa                                   estoque
    débitos           créditos           débitos            créditos               débitos          créditos
                   50.000,00 si     si     25.000,00                          si     8.000,00     4.000,00 1.b
                                                                              sf     4.000,00




         duplicatas a pagar                        bancos                           duplicatas a receber
    débitos             créditos         débitos            créditos              débitos           créditos
                     8.000,00 si    si     25.000,00                          1.a   6.000,00




   Receita bruta de vendas (RBV)     Custo da mercadoria vendida (CMV)
    débitos            créditos          débitos            créditos
                     6.000,00 1.a   1.b      4.000,00




                                                                         Página 42 de 106
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2.6.5.5 Situação patrimonial final
                      Ativo                           Passivo
      caixa                   25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                  25.000,00
      duplicatas a receber     6.000,00
      estoque                  4.000,00
                                                Patrimônio Líquido
                                        capital                 50.000,00



                   Despesas                          Receitas
      CMV                      4.000,00 RBV                     6.000,00




2.6.6 venda de mercadorias à vista

2.6.6.1 Descrição do fato contábil

     Venda, à vista, de metade das mercadorias (anteriormente adquiridas – no
total – por 8.000,00), pelo preço de R$ 6.000,00.

     Obs.: para fins didáticos, com o objetivo de simplificação do registro
contábil, serão desconsiderados os tributos incidentes sobre a venda.




                                                                        Página 43 de 106
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2.6.6.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                       Passivo
     caixa         25.000,00 duplicatas a pagar          8.000,00
     bancos        25.000,00
     estoque         8.000,00

                                         Patrimônio Líquido
                               capital                   50.000,00



            Despesas                         Receitas




2.6.6.3 Lançamentos no livro diário

     D=                caixa

     C=        a       receita bruta de vendas (RBV)           6.000



     D=                Custo das mercadorias vendidas (CMV)

     C=        a       Estoques                                4.000




                                                                       Página 44 de 106
Contabilidade Geral                                               FACENSA



2.6.6.4 Lançamentos no livro razão
              capital                               caixa                                  estoque
    débitos           créditos            débitos            créditos              débitos          créditos
                   50.000,00 si     si      25.000,00                         si     8.000,00     4.000,00 1.b
                                    1.a      6.000,00                         sf     4.000,00
                                    sf      31.000,00




         duplicatas a pagar                         bancos
    débitos             créditos          débitos            créditos
                     8.000,00 si    si      25.000,00




   Receita bruta de vendas (RBV)     Custo da mercadoria vendida (CMV)
    débitos            créditos          débitos            créditos
                     6.000,00 1.a   1.b      4.000,00




                                                                         Página 45 de 106
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2.6.6.5 Situação patrimonial final
                    Ativo                            Passivo
     caixa                   31.000,00 duplicatas a pagar          8.000,00
     bancos                  25.000,00

     estoque                  4.000,00
                                                   Patrimônio Líquido
                                         capital                   50.000,00



                  Despesas                             Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                         6.000,00




2.6.7 Recebimento de duplicata

2.6.7.1 Descrição do fato contábil

     Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro e no guichê da
empresa.


2.6.7.2 Situação patrimonial inicial
                     Ativo                           Passivo
     caixa                   25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
     bancos                  25.000,00
     duplicatas a receber     6.000,00
     estoque                  4.000,00
                                               Patrimônio Líquido
                                       capital                 50.000,00



                  Despesas                             Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                         6.000,00




                                                                           Página 46 de 106
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2.6.7.3 Lançamentos no livro diário

     D=                 caixa

     C=        a        duplicatas a receber                                    6.000


2.6.7.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                  caixa                                     estoque
    débitos           créditos               débitos              créditos               débitos         créditos
                   50.000,00 si         si     25.000,00                            si     4.000,00
                                           1    6.000,00
                                        sf     31.000,00




         duplicatas a pagar                              bancos                            duplicatas a receber
    débitos             créditos               débitos            créditos               débitos           créditos
                     8.000,00 si        si       25.000,00                          si     6.000,00      6.000,00 1




   Receita bruta de vendas (RBV)           Custo da mercadoria vendida (CMV)
    débitos            créditos                débitos            créditos
                     6.000,00 si        si         4.000,00




                                                                               Página 47 de 106
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2.6.7.5 Situação patrimonial final
                     Ativo                           Passivo
     caixa                   31.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
     bancos                  25.000,00
     duplicatas a receber          -
     estoque                  4.000,00
                                               Patrimônio Líquido
                                       capital                 50.000,00



                  Despesas                          Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                     6.000,00




2.6.8 Recebimento de duplicata em cheque

2.6.8.1 Descrição do fato contábil

     Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em cheque.


2.6.8.2 Situação patrimonial inicial
                     Ativo                           Passivo
     caixa                   25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
     bancos                  25.000,00
     duplicatas a receber     6.000,00
     estoque                  4.000,00
                                               Patrimônio Líquido
                                       capital                 50.000,00



                  Despesas                          Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                     6.000,00




                                                                       Página 48 de 106
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2.6.8.3 Lançamentos no livro diário

     D=                 bancos

     C=        a        duplicatas a receber                                    6.000


2.6.8.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                    caixa                                   estoque
    débitos           créditos                 débitos           créditos                débitos         créditos
                   50.000,00 si         si       25.000,00                          si     4.000,00




         duplicatas a pagar                            bancos                              duplicatas a receber
    débitos             créditos             débitos             créditos                débitos           créditos
                     8.000,00 si        si     25.000,00                            si     6.000,00      6.000,00 1
                                           1    6.000,00
                                        sf     31.000,00




   Receita bruta de vendas (RBV)           Custo da mercadoria vendida (CMV)
    débitos            créditos                débitos            créditos
                     6.000,00 si        si         4.000,00




                                                                               Página 49 de 106
Contabilidade Geral                                                FACENSA



2.6.8.5 Situação patrimonial final
                     Ativo                           Passivo
     caixa                   25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
     bancos                  31.000,00
     duplicatas a receber          -
     estoque                  4.000,00
                                               Patrimônio Líquido
                                       capital                 50.000,00



                  Despesas                          Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                     6.000,00




2.6.9 Recebimento de duplicata em dinheiro e com abatimento

2.6.9.1 Descrição do fato contábil

     Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro, no guichê da
empresa, recebendo apenas R$ 5.000,00 e concedendo um desconto de R$ 1.000,00.


2.6.9.2 Situação patrimonial inicial
                     Ativo                           Passivo
     caixa                   25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
     bancos                  25.000,00
     duplicatas a receber     6.000,00
     estoque                  4.000,00
                                               Patrimônio Líquido
                                       capital                 50.000,00



                  Despesas                          Receitas
     CMV                      4.000,00 RBV                     6.000,00




                                                                       Página 50 de 106
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2.6.9.3 Lançamentos no livro diário

     D=                 diversos

     C=        a        duplicatas a receber                                   6.000

     D=                 caixa                          5.000

     D=                 abatimentos concedidos         1.000


2.6.9.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                   bancos                                    estoque
    débitos           créditos                 débitos           créditos                 débitos         créditos
                   50.000,00 si         si       25.000,00                         si        4.000,00




         duplicatas a pagar                            caixa                                duplicatas a receber
    débitos             créditos             débitos             créditos                 débitos           créditos
                      8.000,00 si       si     25.000,00                           si        6.000,00     6.000,00 1
                                           1    5.000,00
                                        sf     30.000,00




   Receita bruta de vendas (RBV)          Custo da mercadoria vendida (CMV)               abatimentos concedidos
    débitos             créditos              débitos            créditos                 débitos         créditos
                      6.000,00 si       si       4.000,00                               1    1.000,00




                                                                              Página 51 de 106
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2.6.9.5 Situação patrimonial final
                      Ativo                            Passivo
      caixa                    25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                   30.000,00
      duplicatas a receber           -
      estoque                   4.000,00
                                                 Patrimônio Líquido
                                         capital                 50.000,00



                    Despesas                          Receitas
      CMV                       4.000,00 RBV                     6.000,00
      abatimentos               1.000,00




2.6.10 Recebimento de duplicata em dinheiro e com encargos

2.6.10.1 Descrição do fato contábil

     Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro, no guichê da
empresa, recebendo os R$ 6.000,00 além de encargos no valor de R$ 1.000,00.


2.6.10.2 Situação patrimonial inicial
                      Ativo                            Passivo
      caixa                    25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                   25.000,00
      duplicatas a receber      6.000,00
      estoque                   4.000,00
                                                 Patrimônio Líquido
                                         capital                 50.000,00



                    Despesas                          Receitas
      CMV                       4.000,00 RBV                     6.000,00




                                                                         Página 52 de 106
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2.6.10.3 Lançamentos no livro diário

     D=                 caixa                          7.000

     C=        a        diversos

     C=        a        duplicatas a receber                                   6.000

     C=        a        encargos       1.000


2.6.10.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                   bancos                                  estoque
    débitos           créditos                 débitos           créditos               débitos         créditos
                   50.000,00 si         si       25.000,00                         si      4.000,00




         duplicatas a pagar                            caixa                              duplicatas a receber
    débitos             créditos             débitos             créditos               débitos           créditos
                      8.000,00 si       si     25.000,00                           si      6.000,00     6.000,00 1
                                           1    7.000,00
                                        sf     32.000,00




   Receita bruta de vendas (RBV)          Custo da mercadoria vendida (CMV)                       encargos
    débitos             créditos              débitos            créditos               débitos            créditos
                      6.000,00 si       si       4.000,00                                                1.000,00 1




                                                                              Página 53 de 106
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2.6.10.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                           Passivo
      caixa                    32.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos                   25.000,00
      duplicatas a receber           -
      estoque                   4.000,00
                                                  Patrimônio Líquido
                                         capital                  50.000,00



                    Despesas                          Receitas
      CMV                        4.000,00 RBV                     6.000,00
                                          encargos                1.000,00




2.6.11 Desconto de duplicatas

2.6.11.1 Descrição do fato contábil

     Operação de desconto de duplicatas – junto ao banco – nos seguintes termos:

       -          duplicata de R$ 6.000,00;

       -          com despesas bancárias no valor de R$ 1.000,00.




                                                                          Página 54 de 106
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2.6.11.2 Situação patrimonial inicial
                      Ativo                              Passivo
      caixa                      25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                     25.000,00
      duplicatas a receber        6.000,00
      estoque                     4.000,00
                                                   Patrimônio Líquido
                                           capital                 50.000,00



                   Despesas                             Receitas
      CMV                         4.000,00 RBV                     6.000,00




2.6.11.3 Lançamentos no livro diário

     D=               diversos

     C=        a      duplicatas descontadas                                   6.000

     D=               bancos                          5.000

     D=               despesas bancárias              1.000




                                                                           Página 55 de 106
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2.6.11.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                 caixa                                     estoque
    débitos           créditos              débitos            créditos                 débitos         créditos
                   50.000,00 si        si     25.000,00                          si       4.000,00




         duplicatas a pagar                           bancos                              duplicatas a receber
    débitos             créditos            débitos            créditos                 débitos           créditos
                     8.000,00 si       si     25.000,00                          si       6.000,00
                                          1    5.000,00
                                       sf     30.000,00


   Receita bruta de vendas (RBV)        Custo da mercadoria vendida (CMV)                  despesas bancárias
    débitos            créditos             débitos            créditos                 débitos          créditos
                     6.000,00 si       si       4.000,00                              1   1.000,00




      duplicatas descontadas
    débitos           créditos
                    6.000,00       1




                                                                            Página 56 de 106
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2.6.11.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                            Passivo
      caixa                     25.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos                    30.000,00
      duplicatas a receber       6.000,00
      (-) dupl. Descontadas     (6.000,00)
      estoque                    4.000,00          Patrimônio Líquido
                                           capital                 50.000,00



                   Despesas                            Receitas
      CMV                        4.000,00 RBV                      6.000,00
      despesas bancárias         1.000,00




2.6.12 liquidação normal da duplicata (chegada do aviso do banco)

2.6.12.1 Descrição do fato contábil

     Tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, este envia
comunicação à empresa sobre esta liquidação e, com os valores entregues pelo cliente,
quita a operação de desconto de duplicatas.




                                                                         Página 57 de 106
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2.6.12.2 Situação patrimonial inicial
                       Ativo                             Passivo
      caixa                      25.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos                     30.000,00
      duplicatas a receber        6.000,00
      (-) dupl. Descontadas      (6.000,00)
      estoque                     4.000,00          Patrimônio Líquido
                                            capital                 50.000,00



                   Despesas                             Receitas
      CMV                         4.000,00 RBV                      6.000,00
      despesas bancárias          1.000,00




2.6.12.3 Lançamentos no livro diário

     D=                duplicatas descontadas

     C=        a       duplicatas a receber          6.000




                                                                          Página 58 de 106
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2.6.12.4 Lançamentos no livro razão
                capital                             caixa                                   estoque
      débitos           créditos          débitos            créditos               débitos         créditos
                     50.000,00 si    si     25.000,00                          si     4.000,00




           duplicatas a pagar                       bancos                            duplicatas a receber
      débitos             créditos        débitos            créditos               débitos           créditos
                       8.000,00 si   si     30.000,00                          si     6.000,00      6.000,00 1




     Receita bruta de vendas (RBV)    Custo da mercadoria vendida (CMV)                despesas bancárias
      débitos            créditos         débitos            créditos               débitos          créditos
                       6.000,00 si   si       4.000,00                         si     1.000,00




        duplicatas descontadas
      débitos           créditos
 1      6.000,00      6.000,00 si




                                                                          Página 59 de 106
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2.6.12.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                               Passivo
      caixa                        25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                       30.000,00
      duplicatas a receber               -
      (-) dupl. Descontadas              -
      estoque                       4.000,00         Patrimônio Líquido
                                             capital                 50.000,00



                   Despesas                               Receitas
      CMV                           4.000,00 RBV                     6.000,00
      despesas bancárias            1.000,00




2.6.13 Não pagamento de duplicata descontada

2.6.13.1 Descrição do fato contábil

      Não tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, este envia
comunicação à empresa de que esta deve arcar com o custo do desconto de duplicatas,
anteriormente efetuado. Assim, o Banco cobra o valor da empresa, que segue tentando
cobrar sua duplicata do cliente.




                                                                           Página 60 de 106
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2.6.13.2 Situação patrimonial inicial
                       Ativo                             Passivo
      caixa                      25.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos                     30.000,00
      duplicatas a receber        6.000,00
      (-) dupl. Descontadas      (6.000,00)
      estoque                     4.000,00          Patrimônio Líquido
                                            capital                 50.000,00



                   Despesas                             Receitas
      CMV                         4.000,00 RBV                      6.000,00
      despesas bancárias          1.000,00




2.6.13.3 Lançamentos no livro diário

     D=                duplicatas descontadas

     C=        a       bancos                        6.000




                                                                          Página 61 de 106
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2.6.13.4 Lançamentos no livro razão
                capital                             caixa                                     estoque
      débitos           créditos          débitos            créditos                 débitos         créditos
                     50.000,00 si    si     25.000,00                            si     4.000,00




           duplicatas a pagar                       bancos                              duplicatas a receber
      débitos             créditos        débitos            créditos                 débitos           créditos
                       8.000,00 si   si     30.000,00      6.000,00     1        si     6.000,00
                                     sf     24.000,00



     Receita bruta de vendas (RBV)    Custo da mercadoria vendida (CMV)                  despesas bancárias
      débitos            créditos         débitos            créditos                 débitos          créditos
                       6.000,00 si   si       4.000,00                           si     1.000,00




        duplicatas descontadas
      débitos           créditos
 1      6.000,00      6.000,00 si




                                                                            Página 62 de 106
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2.6.13.5 Situação patrimonial final
                        Ativo                            Passivo
       caixa                     25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
       bancos                    24.000,00
       duplicatas a receber       6.000,00
       (-) dupl. Descontadas           -
       estoque                    4.000,00         Patrimônio Líquido
                                           capital                 50.000,00



                    Despesas                            Receitas
       CMV                        4.000,00 RBV                     6.000,00
       despesas bancárias         1.000,00




2.6.14 Não pagamento de duplicata descontada e tentativa do banco em
           cobrá-la após o vencimento

2.6.14.1 Descrição do fato contábil

      Não tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, na data do
vencimento, pode ocorrer do banco (por exigência contratual) persistir na cobrança por
um período adicional. Se, ao final deste período, a cobrança se revela infrutífera, o
banco envia comunicação à empresa de que ela deverá arcar com o custo do desconto
de duplicatas, anteriormente efetuado, e com os juros relativos ao período adicional.
Assim, o Banco cobra o valor da empresa, que segue tentando cobrar sua duplicata do
cliente.




                                                                         Página 63 de 106
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2.6.14.2 Situação patrimonial inicial
                       Ativo                             Passivo
      caixa                      25.000,00 duplicatas a pagar        8.000,00
      bancos                     30.000,00
      duplicatas a receber        6.000,00
      (-) dupl. Descontadas      (6.000,00)
      estoque                     4.000,00          Patrimônio Líquido
                                            capital                 50.000,00



                   Despesas                             Receitas
      CMV                         4.000,00 RBV                       6.000,00
      despesas bancárias          1.000,00




2.6.14.3 Lançamentos no livro diário

     D=                duplicatas descontadas                6.000

     D=                despesas com juros (juros passivos) 1.000

     C=        a       bancos                        7.000




                                                                          Página 64 de 106
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2.6.14.4 Lançamentos no livro razão
                capital                               caixa                                       estoque
      débitos           créditos            débitos              créditos                 débitos         créditos
                     50.000,00 si    si       25.000,00                              si     4.000,00




           duplicatas a pagar                         bancos                                duplicatas a receber
      débitos             créditos          débitos            créditos                   débitos           créditos
                       8.000,00 si   si       30.000,00      7.000,00       1        si     6.000,00
                                     sf       23.000,00



     Receita bruta de vendas (RBV)    Custo da mercadoria vendida (CMV)                      despesas bancárias
      débitos            créditos         débitos            créditos                     débitos          créditos
                       6.000,00 si   si       4.000,00                               si     1.000,00




        duplicatas descontadas                      juros passivos
      débitos           créditos            débitos              créditos
 1      6.000,00      6.000,00 si         1    1.000,00




                                                                                Página 65 de 106
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2.6.14.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                            Passivo
      caixa                     25.000,00 duplicatas a pagar       8.000,00
      bancos                    23.000,00
      duplicatas a receber       6.000,00
      (-) dupl. Descontadas           -
      estoque                    4.000,00         Patrimônio Líquido
                                          capital                 50.000,00



                     Despesas                          Receitas
      CMV                        4.000,00 RBV                     6.000,00
      despesas bancárias         1.000,00
      juros passivos             1.000,00




2.6.15 Registro do aluguel a pagar – ao final do mês

2.6.15.1 Descrição do fato contábil

     Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo
valor de R$ 1.000,00 ao mês, ao final de cada mês – por ter utilizado o imóvel – surge
a obrigação de pagamento do aluguel, que somente ocorrerá no dia 10 do mês
seguinte.




                                                                        Página 66 de 106
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2.6.15.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                  Passivo
      caixa        50.000,00



                                 Patrimônio Líquido
                               capital     50.000,00



              Despesas                Receitas




2.6.15.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=              despesa com aluguéis

     C=        a     aluguéis a pagar                  1.000




                                                               Página 67 de 106
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2.6.15.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                caixa                               despesa com alguéis
   débitos           créditos                débitos            créditos                débitos        créditos
                  50.000,00 si          si     50.000,00                              1   1.000,00




        aluguéis a pagar
   débitos           créditos
                   1.000,00     1




2.6.15.5 Situação patrimonial final
                        Ativo                              Passivo
      caixa                         50.000,00 alugéis a pagar              1.000,00



                                                          Patrimônio Líquido
                                                capital                   50.000,00



                    Despesas                                  Receitas
      despesa com aluguéis           1.000,00




                                                                               Página 68 de 106
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2.6.16 Pagamento do aluguel incorrido no mês anterior

2.6.16.1 Descrição do fato contábil

     Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo
valor de R$ 1.000,00 ao mês e que, ao final de cada mês – por ter utilizado o imóvel –
surgiu a obrigação de pagamento do aluguel. No dia 10 do mês seguinte, a empresa
efetua o pagamento.


2.6.16.2 Situação patrimonial inicial
                      Ativo                             Passivo
      caixa                      50.000,00 aluguéis a pagar            1.000,00



                                                       Patrimônio Líquido
                                             capital                   50.000,00



                    Despesas                               Receitas
      despesa com aluguéis        1.000,00




2.6.16.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=               aluguéis a pagar

     C=       a       caixa                  1.000




                                                                            Página 69 de 106
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2.6.16.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                  caixa                              despesa com alguéis
    débitos          créditos                 débitos          créditos                  débitos        créditos
                   50.000,00 si        si       50.000,00    1.000,00 1             si     1.000,00
                                       sf       49.000,00




        aluguéis a pagar
   débitos           créditos
 1   1.000,00      1.000,00 si




2.6.16.5 Situação patrimonial final
                        Ativo                                Passivo
      caixa                       49.000,00



                                                        Patrimônio Líquido
                                              capital                   50.000,00



                    Despesas                                Receitas
      despesa com aluguéis         1.000,00




                                                                             Página 70 de 106
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2.6.17 Pagamento adiantado de aluguéis

2.6.17.1 Descrição do fato contábil

     Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo
valor de R$ 1.000,00 ao mês. A empresa pagou, adiantadamente, o valor de R$
4.000,00, correspondente a quatro meses de aluguel.


2.6.17.2 Situação patrimonial inicial
               Ativo                  Passivo
      caixa        50.000,00



                                 Patrimônio Líquido
                               capital     50.000,00



              Despesas                Receitas




2.6.17.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=              aluguéis adiantados

     C=        a     caixa                   4.000




                                                                 Página 71 de 106
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2.6.17.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                caixa                               alugéis adiantados
    débitos          créditos               débitos          créditos                  débitos         créditos
                  50.000,00 si         si     50.000,00    4.000,00 1                1   4.000,00
                                       sf     46.000,00




2.6.17.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                                  Passivo
      caixa                        46.000,00
      aluguéis adiantados           4.000,00


                                                         Patrimônio Líquido
                                               capital                   50.000,00



                        Despesas                             Receitas




2.6.18 Registro da utilização do imóvel, cujo aluguel havia sido pago
       antecipadamente

2.6.18.1 Descrição do fato contábil

      Considerando-se que a empresa havia alugado um imóvel para sua sede (por R$
1.000,00 ao mês) e pago adiantadamente o valor de R$ 4.000,00 (relativo aos
primeiros 4 meses). Ao final do primeiro mês deverá ser registrado o primeiro aluguel
incorrido.



                                                                              Página 72 de 106
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2.6.18.2 Situação patrimonial inicial
                       Ativo                                Passivo
      caixa                      46.000,00
      aluguéis adiantados         4.000,00


                                                       Patrimônio Líquido
                                             capital                   50.000,00



                    Despesas                               Receitas




2.6.18.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=               despesa com aluguéis

     C=       a       aluguéis adiantados                     1.000,00




                                                                            Página 73 de 106
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2.6.18.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                  caixa                               alugéis adiantados
    débitos          créditos                 débitos           créditos                 débitos         créditos
                   50.000,00 si        si       46.000,00                           si     4.000,00    1.000,00 1
                                                                                    sf     3.000,00




     despesa com aluguéis
   débitos         créditos
 1   1.000,00




2.6.18.5 Situação patrimonial final
                       Ativo                                 Passivo
      caixa                       46.000,00
      aluguéis adiantados          3.000,00


                                                        Patrimônio Líquido
                                              capital                   50.000,00



                   Despesas                                 Receitas
      despesas com aluguéis        1.000,00




                                                                             Página 74 de 106
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2.6.19 Lançamentos de fechamento do exercício

2.6.19.1 Descrição do fechamento do exercício

     Foi visto que as contas se classificavam entre contas patrimoniais e de resultado.
As contas de resultado possuem uma existência efêmera, somente acumulam valores
durante o exercício. Ao final do exercício, o saldo destas contas deve ser zerado para
que este valor se incorpore ao patrimônio líquido da empresa e, assim, possa se iniciar
um novo exercício.

     De uma maneira didática, sem apreciação de maiores detalhes da legislação,
pode-se dizer que o “fechamento do exercício” consiste em um procedimento, com
vários passos, conforme a seguir apresentado.


2.6.19.2 Situação inicial
                       Ativo                                Passivo
      caixa                       ?



                                                       Patrimônio Líquido
                                            capital                  ?



                     Despesas                              Receitas
      despesas                    X         receitas                  Y




2.6.19.3 Anulação das despesas

     Anulação de todas as despesas e transferência de seus valores para uma conta
intermediária – denominada “apuração do resultado do exercício” – ARE;


2.6.19.3.1 Lançamento no diário


                                                                            Página 75 de 106
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      D=                       ARE

      C=          a            despesas           X


2.6.19.3.2 Lançamento no razão
              capital                                       caixa                             despesas
    débitos              créditos                 débitos           créditos        débitos              créditos
                 ?                  si       si   ?                            si    X             X                1
                                                                               sf             -




              receitas                                      ARE
    débitos              créditos               débitos             créditos
                 Y                  si        1 X




2.6.19.4 Anulação das receitas

      Anulação de todas as receitas, com a transferência de seus valores para a conta
intermediária ARE.


2.6.19.4.1 Lançamento no diário

      D=                       receitas

      C=          a            ARE       Y


2.6.19.4.2 Lançamento no razão




                                                                                         Página 76 de 106
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              capital                                     caixa                                 despesas
    débitos              créditos               débitos           créditos            débitos              créditos
                 ?                  si     si   ?                                si    X             X                1
                                                                                 sf             -




              receitas                                    ARE
   débitos               créditos             débitos             créditos
 2 Y             Y                  si      1 X               Y              2




2.6.19.5 Transferência do resultado do exercício para o Patrimônio Líquido – no
           caso de lucro

      Caso o valor das receitas supere o valor das despesas – LUCRO – o saldo da
conta ARE será credor e será transferido para o Patrimônio Líquido da empresa (conta
“Lucros e Prejuízos Acumulados” – LPA).


2.6.19.5.1 Lançamento no diário

      D=                       ARE

      C=          a            LPA       Y-X


2.6.19.5.2 Lançamento no razão




                                                                                           Página 77 de 106
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                    capital                                       caixa                                         despesas
          débitos              créditos                 débitos           créditos                    débitos              créditos
                       ?                  si       si   ?                                       si     X              X               1
                                                                                                sf              -




                    receitas                                      ARE                                               LPA
          débitos              créditos               débitos             créditos                    débitos            créditos
        2 Y            Y                  si        1 X               Y               2                               Y-X         3
                                                    3 Y-X             Y-X            S




2.6.19.5.3 Situação final – no caso de lucro

                              Ativo                                         Passivo
      caixa                                    ?



                                                                    Patrimônio Líquido
                                                          capital                 ?

                                                          LPA                             Y-X

                        Despesas                                            Receitas




2.6.19.6 Transferência do resultado do exercício para o Patrimônio Líquido – no
         caso de prejuízo

      Caso o valor das despesas supere o valor das receitas – PREJUÍZO – o saldo da
conta ARE será DEVEDOR e será transferido para o Patrimônio Líquido da empresa
(conta “Lucros e Prejuízos Acumulados” – LPA)


                                                                                                     Página 78 de 106
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2.6.19.6.1 Lançamento no diário

      D=                    LPA

      C=         a          ARE            X-Y


2.6.19.6.2 Lançamento no razão
                     capital                                       caixa                                          despesas
           débitos              créditos                 débitos           créditos                     débitos              créditos
                        ?                  si       si   ?                                        si     X              X               1
                                                                                                  sf              -




                     receitas                                      ARE                                                LPA
          débitos               créditos                débitos            créditos                  débitos                 créditos
        2 Y             Y                  si         1 X              Y              2            3 X-Y
                                                    s   X-Y            X-Y            3




2.6.19.6.3 Situação final – no caso de prejuízo

                               Ativo                                         Passivo
      caixa                                     ?



                                                                     Patrimônio Líquido
                                                           capital                 ?

                                                           LPA                            (X-Y)

                         Despesas                                            Receitas




                                                                                                       Página 79 de 106
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2.6.20 Compra de equipamento do ativo imobilizado

2.6.20.1 Descrição do fato contábil

     Compra, pelo valor de 60.000,00, de um equipamento para uso na atividade fim
da empresa. Considere que esta compra ocorreu em 01/01/200X e que o equipamento
foi imediatamente posto em operação.


2.6.20.2 Situação patrimonial inicial
                      Ativo                                  Passivo
      caixa                     500.000,00



                                                        Patrimônio Líquido
                                              capital                  500.000,00



                    Despesas                                Receitas




2.6.20.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=              equipamentos

     C=       a      caixa                   60.000,00




                                                                          Página 80 de 106
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2.6.20.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                    caixa                                equipamentos
    débitos          créditos                   débitos          créditos                débitos         créditos
                  500.000,00       si      si    500.000,00    60.000,00       1       1   60.000,00
                                           sf    440.000,00




2.6.20.5 Situação patrimonial final
                         Ativo                                      Passivo
      caixa                             440.000,00

      equipamentos                       60.000,00

                                                               Patrimônio Líquido
                                                     capital                  500.000,00



                        Despesas                                   Receitas




2.6.21 Utilização do equipamento por um ano

2.6.21.1 Descrição do fato contábil

     Considerando-se uma vida útil de dez anos, para o equipamento, conclui-se que
ele perde 10% de seu valor pelo uso no período de um ano. Assim, deve ser registrada
uma “depreciação” (perda do valor do bem por uso, desgaste ou obsolescência).




                                                                                   Página 81 de 106
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2.6.21.2 Situação patrimonial inicial
                      Ativo                                  Passivo
      caixa                     440.000,00

      equipamentos               60.000,00

                                                        Patrimônio Líquido
                                              capital                  500.000,00



                     Despesas                               Receitas




2.6.21.3 Lançamentos no livro diário

     Lançamento no Diário

     D=              despesa de depreciação

     C=       a      depreciação acumulada                             6.000,00




                                                                            Página 82 de 106
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2.6.21.4 Lançamentos no livro razão
              capital                                  caixa                                   equipamentos
    débitos          créditos                 débitos              créditos               débitos         créditos
                  500.000,00      si   si      440.000,00                            si     60.000,00




    despesa de depreciação                     depreciação acumulada
   débitos         créditos                   débitos          créditos
 1   6.000,00                                                 6.000,00        1




2.6.21.5 Situação patrimonial final
                         Ativo                                        Passivo
      caixa                            440.000,00

      equipamentos                      60.000,00
      (-) depreciação acumulada         (6.000,00)
                                                                 Patrimônio Líquido
                                                       capital                  500.000,00



                      Despesas                                       Receitas
      despesa de depreciação                6.000,00




                                                                                  Página 83 de 106
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2.6.22 Fechamento do exercício de 200X – após o uso do equipamento
     Considerando que a única despesa do período foi a despesa de depreciação e que
não houve nenhum receita, conforme já visto anteriormente, para o fechamento do
exercício de 200X, a despesa de depreciação deverá ser transferida para a conta
intermediária ARE e o saldo desta deverá ser transferido para a conta de Patrimônio
Líquido LPA. Assim a situação patrimonial após o fechamento do exercício será a
seguinte:

                         Ativo                                     Passivo
      caixa                           440.000,00

      equipamentos                     60.000,00
      (-) depreciação acumulada        (6.000,00)
                                                              Patrimônio Líquido
                                                    capital                  500.000,00

                                                    LPA                       (6.000,00)

                       Despesas                                   Receitas




2.6.23 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 55.000,00.

2.6.23.1 Descrição do fato contábil

     Após o uso do equipamento por um ano, o equipamento foi vendido pelo valor
de R$ 55.000,00.




                                                                             Página 84 de 106
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2.6.23.2 Situação patrimonial inicial
                         Ativo                                      Passivo
      caixa                          440.000,00

      equipamentos                      60.000,00
      (-) depreciação acumulada         (6.000,00)
                                                               Patrimônio Líquido
                                                     capital                  500.000,00

                                                     LPA                       (6.000,00)

                       Despesas                                    Receitas




2.6.23.3 Lançamentos no livro diário

     a) apuração do custo do bem

     D=               depreciação acumulada

     C=       a       equipamentos                     6.000,00

     b) reconhecimento da receita não operacional de venda do equipamento

     D=               caixa

     C=       a       RNOP 55.000,00

     c) reconhecimento do custo do bem

     D=               DNOP

     C=       a       equipamentos 54.000,00




                                                                              Página 85 de 106
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2.6.23.4 Lançamentos no livro razão
                 capital                                    caixa                                      equipamentos
       débitos                créditos            débitos             créditos                 débitos            créditos
                           500.000,00 si    si      440.000,00                            si     60.000,00     6.000,00 1.
                                            1.b      55.000,00                            s´     54.000,00    54.000,00 1.
                                            SF      495.000,00

                  LPA                               depreciação acumulada                                RNOP
       débitos                créditos            débitos            créditos                  débitos          créditos
 si        6.000,00                         1.a       6.000,00      6.000,00     si                          55.000,00 1.



                 DNOP
       débitos                créditos
 1.c      54.000,00




2.6.23.5 Situação patrimonial final
                               Ativo                                   Passivo
       caixa                               495.000,00



                                                                  Patrimônio Líquido
                                                        capital                  500.000,00

                                                        LPA                           (6.000,00)

                            Despesas                                  Receitas
       DNOP                                 54.000,00 RNOP                            55.000,00




                                                                                  Página 86 de 106
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2.6.24 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 53.000,00.

2.6.24.1 Descrição do fato contábil

     Após o uso do equipamento por um ano, o equipamento foi vendido pelo valor
de R$ 53.000,00.


2.6.24.2 Situação patrimonial inicial
                         Ativo                                      Passivo
      caixa                           440.000,00

      equipamentos                      60.000,00
      (-) depreciação acumulada         (6.000,00)
                                                               Patrimônio Líquido
                                                     capital                  500.000,00

                                                     LPA                       (6.000,00)

                       Despesas                                    Receitas




2.6.24.3 Lançamentos no livro diário

     a) apuração do custo do bem

     D=               depreciação acumulada

     C=       a       equipamentos                     6.000,00

     b) reconhecimento da receita não operacional de venda do equipamento

     D=               caixa

     C=       a       RNOP 53.000,00

     c) reconhecimento do custo do bem

     D=               DNOP


                                                                              Página 87 de 106
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       C=        a         equipamentos 54.000,00


2.6.24.4 Lançamentos no livro razão
                 capital                                    caixa                                      equipamentos
       débitos                créditos            débitos             créditos                 débitos            créditos
                           500.000,00 si    si      440.000,00                            si     60.000,00     6.000,00 1.
                                            1.b      53.000,00                            s´     54.000,00    54.000,00 1.
                                            SF      493.000,00

                  LPA                               depreciação acumulada                                RNOP
       débitos                créditos            débitos            créditos                  débitos          créditos
 si        6.000,00                         1.a       6.000,00      6.000,00     si                          53.000,00 1.



                 DNOP
       débitos                créditos
 1.c      54.000,00




2.6.24.5 Situação patrimonial final
                               Ativo                                   Passivo
       caixa                               493.000,00



                                                                  Patrimônio Líquido
                                                        capital                  500.000,00

                                                        LPA                           (6.000,00)

                            Despesas                                  Receitas
       DNOP                                 54.000,00 RNOP                            53.000,00




                                                                                  Página 88 de 106
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2.7   Erros de escrituração
      Caso seja cometido algum erro no procedimento de escrituração, a correção
deverá ser feita por meio de:

       -     Transferência;

       -     Estorno (parcial ou total), ou;

       -     complementação.


2.7.1.1 Transferência

      A transferência é utilizada no caso em que uma das contas envolvidas no registro
tenha sido utilizada erroneamente. Seja o caso da operação de compra de um veículo a
prazo, no valor de R$ 20.000,00.

       -     lançamento correto

      D=                veículos

      C=        a       contas a pagar         R$ 20.000,00.

       -     o lançamento feito com erro foi o seguinte:

      D=                veículos

      C=        a       caixa            R$ 20.000,00

       -     a retificação deverá ser feita por transferência do crédito feito na conta
             caixa para a conta “contas a pagar”:

      D=                caixa

      C=        a       contas a pagar         R$ 20.000,00


2.7.1.2 estorno

      O estorno será usado quando ocorrer uma das situações a seguir apresentadas:

       -     registro de valor a maior



                                                                         Página 89 de 106
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       -     erro de título

       -     duplicidade de lançamento.

      O estorno consiste em registrar       a crédito o que havia sido erroneamente
registrado a débito e vice-versa, com o objetivo de anular o lançamento errado.

      O estorno pode ser total ou parcial. Veremos cada um dos casos a seguir.

      O estorno total é um lançamento inverso ao anterior, seguido do lançamento
correto.    Seja uma operação de compra a vista de uma mercadoria no valor de
5.000,00.

       -     o lançamento correto seria

      D=                 mercadorias

      C=         a       caixa                5.000,00

       -     o lançamento com erro foi o seguinte:

      D=                 fornecedores

      C=         a       mercadorias          5.000,00

       -     o estorno deverá ser:

       D=                mercadorias

      C=         a       fornecedores         5.000,00

       -     para, em seguida, escriturar-se o lançamento correto

      D=                 mercadorias

      C=         a       caixa                5.000,00

      O estorno total, conforme pode ser observado, anula completamente o
lançamento efetuado com erro para, em seguida, efetuar o lançamento correto.

      O estorno parcial é utilizado no caso de registro de valor a maior. Seja o caso
de uma operação de compra de móveis, a vista, pelo valor de 45.000,00.


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       -     o lançamento correto seria:

     D=                 móveis

     C=         a       caixa          45.000,00

       -     o lançamento com erro foi o seguinte

     D=                 móveis

     C=         a       caixa          50.000,00

       -     o estorno deverá ser:

     D=                 caixa

     C=         a       móveis         5.000,00


2.7.1.3 complementação

     A complementação é usada quando o registro é feito com valor a menor. O
acerto do erro será simplesmente efetuar o mesmo lançamento anteriormente efetuado
com o valor faltante. Seja a operação de pagamento de fornecedores em dinheiro no
valor de 500,00.

       -     o lançamento correto seria

     D=                 fornecedores

     C=         a       caixa                500,00

       -     o lançamento com erro foi o seguinte

     D=                 fornecedores

     C=         a       caixa                400,00

       -     o complemento deverá ser

     D=                 fornecedores

     C=         a       caixa                100,00


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3 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

3.1   Introdução
      Serão estudadas, neste tópico da matéria, as demonstrações mais importantes do
ponto de vista legal e contábil, ou seja:

      -   balanço patrimonial;

      -   demonstração do resultado do exercício;

      -   demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;

      -   demonstração de mutações do patrimônio líquido, e;

      -   demonstração de origens e aplicações de recursos.


3.1.1 Demonstrações contábeis (financeiras)
      Relatório contábil é a exposição resumida e ordenada dos principais fatos
registrados pela contabilidade, em determinado período.

      Entre os relatórios contábeis, os mais importantes são as demonstrações
financeiras (terminologia utilizada pela lei das S/A), ou Demonstrações Contábeis
(terminologia preferida pelos contadores).


3.1.1.1 Demonstrações exigidas pela lei das S/A

      A lei das S/A estabelece que ao fim de cada exercício social (ano), a diretoria
fará elaborar, com base na escrituração contábil, as seguintes demonstrações
financeiras:

      -   balanço patrimonial;

      -   demonstração do resultado do exercício (anteriormente denominada
          demonstração de lucros e perdas);

      -   demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;

      -   demonstração de origens e aplicações de recursos.

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3.1.1.2 Notas explicativas

        Para complementar dados das demonstrações relacionadas, existem as notas
explicativas que, na verdade, não são demonstrações financeiras, servem apenas para
complementá-las.


3.1.1.3 Exercício social

        O exercício social tem a duração de um ano, não havendo necessidade de
coincidir com o ano civil (01/01 a 31/12), embora na maioria das vezes, assim
aconteça. Os proprietários da empresa definirão a data do término de exercício social,
que não deverá ser alterada, a não ser em condições supervenientes.


3.1.1.4 Empresas limitadas

        Pela legislação do Imposto de Renda, as Sociedades Por Quotas de
Responsabilidade Limitada devem seguir parte dos dispositivos da Lei das Sociedades
por ações. Embora não seja necessária a publicação das demonstrações Financeiras
por parte destas empresas, estas devem estruturar suas demonstrações nos moldes da
lei das S/A de forma a atender às exigências de legislação tributária. Neste caso,
somente a demonstração de origens e aplicações de recursos não é exigida.


3.1.2 Balanço patrimonial
        O balanço patrimonial reflete a posição das contas patrimoniais em determinado
momento, normalmente ao fim do ano ou exercício.

        O balanço patrimonial (conhecido pela sigla BP) é constituído por duas colunas:

        -   a coluna do lado esquerdo é denominada ativo;

        -   a coluna do lado direito é denominada passivo e patrimônio líquido.

                                   Balanço patrimonial

Ativo                                          Passivo



                                                                           Página 93 de 106
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Lado esquerdo                                   Lado direito




3.1.2.1 Ativo

      O ativo representa todos os bens e direitos de propriedade da empresa, que são
avaliáveis em dinheiro e que representam benefícios presentes ou futuros para a
empresa.

      Bens – máquinas, terrenos, estoques, dinheiro, ferramentas, veículos,
instalações, etc.

      Direitos – contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações, títulos
de crédito, etc.

      Se o bem ou direito não for de propriedade da empresa, normalmente não
constará no seu ativo. O arrendamento mercantil (leasing) de uma máquina por uma
empresa que paga contraprestações mensais, via de regra, não se considera ATIVO
pois, apesar de estar dentro da empresa, não é propriedade da mesma.

      Para ser ativo, é necessário que qualquer item preencha quatro requisitos
simultâneos:

      -    constituir bem ou direito para a empresa;

      -    ser de propriedade da empresa;

      -    ser mensurável monetariamente;

      -    trazer benefícios, presentes ou futuros.

      O ativo é conhecido como patrimônio bruto ou total das aplicações ou, ainda,
total dos investimentos da empresa.


3.1.2.2 Passivo

      Simplificadamente, o passivo evidencia toda a obrigação (dívida) que a empresa
tem com terceiros:

                                                                            Página 94 de 106
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      -    contas a pagar;

      -    fornecedores de matéria-prima (a prazo);

      -    impostos a pagar;

      -    financiamentos;

      -    empréstimos, etc.

      O passivo é uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer,
será exigida (reclamada) a liquidação da mesma.         Por isso, é mais adequado
denominá-lo passivo exigível.        Outras denominações usuais para este grupo
patrimonial são passivo real ou capital de terceiros.


3.1.2.3 Patrimônio líquido

      O patrimônio líquido evidencia os recursos dos proprietários aplicados no
empreendimento. O investimento inicial dos proprietários (a primeira aplicação) é
denominado, contabilmente Capital.        Se houver outras aplicações por parte dos
proprietários (acionistas – no caso de S.A – sócios – no caso de LTDA), estas
constituirão acréscimo de capital.

      O patrimônio líquido também é acrescido dos resultados obtidos pela empresa
em suas atividades. Estes resultados (lucros ou prejuízos) irão compor as contas de
patrimônio líquido:

      -    lucros ou prejuízos acumulados;

      -    reservas de lucros.

      Na verdade, tanto o passivo quanto o patrimônio líquido são obrigações da
empresa.    O passivo exigível constitui obrigação da empresa para com terceiros
enquanto o PL constitui obrigação da empresa para com seus sócios. O PL, no
entanto, é conhecido como passivo não exigível pois, por disposição de lei, o mesmo
não pode ser exigido pelos seus sócios a não ser quando da dissolução da empresa ou



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da saída do sócio. Desta forma, por não ser exigível, o PL é conhecido por capital
próprio.

      Algebricamente é bastante fácil encontrar o PL, basta subtrair do ativo (bens +
direitos) as dívidas da empresa, ou seja, o passivo (exigível).

      Então:

ATIVO- PASSIVO=PATRIMÔNIO LÍQUIDO


3.1.2.4 O termo “passivo” segundo a lei das S/A

      Pela lei das S/A, o termo passivo possui conceito amplo, pois abrange todo o
lado direito do balanço patrimonial. Assim, nas demonstrações financeiras publicadas,
observa-se que o balanço patrimonial evidencia em seu cabeçalho apenas os termos
ATIVO e PASSIVO.

      Todavia, a rigor, passivo tem conotação de obrigações exigíveis, dessa forma, o
patrimônio líquido fica (de maneira não adequada) classificado como subgrupo do
passivo.


3.1.2.5 Origens e aplicações

      O lado do passivo, tanto o capital de terceiros (passivo exigível) como o capital
próprio (patrimônio líquido), representa toda a fonte de recursos, toda a origem de
capital. Em outras palavras, nenhum recursos entra na empresa se não for via passivo
ou patrimônio líquido.

      O lado do ativo é caracterizado pela aplicação dos recursos captados via passivo
e patrimônio líquido.

      Assim, se uma empresa tomar emprestado recursos de uma instituição financeira
(bancos, por exemplo), haverá uma origem de recursos – passivo. Todavia, esses
recursos originados serão aplicados em algum lugar. Tais recursos se tornarão bens ou
direitos, portanto serão aplicados no ativo (estoques, máquinas, etc.).



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      Dessa forma, fica bastante simples entender porque o ativo será sempre igual ao
passivo (mais propriamente à soma do passivo com o patrimônio líquido). A empresa
somente pode aplicar aquilo que tem origem e todo recurso originado para a empresa
deverá ser aplicado em alguma coisa.


3.1.2.6 Explicação da expressão balanço patrimonial

      A expressão balanço decorre do equilíbrio: ATIVO = PASSIVO + PL ou da
igualdade ORIGENS = APLICAÇÕES. A expressão balanço patrimonial decorre da
idéia de equilíbrio do patrimônio (equilíbrio este existente entre origens e aplicações).


3.1.2.7 Grupo de contas do balanço patrimonial


3.1.2.8 Grupo de contas do ativo

      O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma
características. Os itens do ativo são agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é,
de acordo com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro.

      No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez
dos elementos nelas registradas e agrupadas nos seguintes grupos:

      * Ativo Circulante;

      * Ativo Realizável a Longo Prazo;

      * Ativo Permanente:

             * investimentos;

             * imobilizado;

             * diferido.

      Na tabela a seguir encontra-se resumo das contas contábeis constantes do ativo
de uma empresa, juntamente com breve descrição de sua função.




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Classificação   Descrição                                       Obs.
1               Ativo                                           bens e direitos da empresa
1.1             Ativo Circulante                                bens e direitos realizáveis até o término do exercício social subseqüente
1.1.1           Disponibilidades                                bens e direitos realizáveis imediatamente
1.1.1.1         Caixa
1.1.1.2         Depósitos bancários a vista
1.1.1.4         Aplicações de liquidez imediata
1.1.1.5         Saldos em moeda estrangeira
1.1.2           Investimentos temporários                       aplicações bancárias e outras realizáveis até o término do exercício subseqüente
1.1.2.1.2       Aplicações temporárias em ouro
1.1.2.1.3       Aplicações temporárias em ações
1.1.3           Contas a receber                                valores a receber de terceiros, dentro do exercício social
1.1.3.1         Clientes
1.1.3.1.1       Duplicatas a receber

1.1.3.1.2       Provisão para créditos de liquidação duvidosa
1.1.3.1.3       Duplicatas descontadas
1.1.3.2         Outros créditos
1.1.3.2.1       Títulos a receber - promissórias
1.1.3.2.2       Cheques em cobrança
1.1.3.2.3       Dividendos propostos a receber
1.1.3.2.4       Bancos - contas vinculadas
1.1.3.2.5       Adiantamentos a terceiros
1.1.3.2.6       Créditos a funcionários
1.1.3.2.7       Impostos a recuperar
1.1.4           Estoques                                        mercadorias para revenda, matéria prima para produção e material de consumo
1.1.5           Despesas antecipadas                            pagamentos antecipados de despesas que somente ocorrerão posteriormente
1.2             Ativo Realizável a Longo Prazo                  bens e direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente
1.2.1           Créditos e Valores
1.2.1.1         Bancos – contas vinculadas
1.2.1.2         Contas a receber
1.2.1.3         Títulos a receber

                Crédito de acionista, diretor, coligada ou
1.2.1.4         controlada (transações não operacionais)
1.2.1.5         Adiantamentos a terceiros
                Provisão para devedores duvidosos (conta
1.2.1.6         credora)
1.2.1.7         Impostos a recuperar

1.2.2           Investimentos temporários a Longo Prazo;        títulos e investimentos não permanentes em outras sociedades
1.2.3           Despesas antecipadas
1.3             Ativo Permanente                                bens e direitos adquiridos com intenção de permanecer na empresa
1.3.1           Ativo Permanente Investimentos                  não utilizados para a consecução da atividade fim da empresa

1.3.1.1         participações permanentes em outras sociedades
1.3.1.2         imóveis de aluguel
1.3.1.3         obras de arte
1.3.2           Ativo Permanente Imobilizado                   bens e direitos utilizados na consecução da atividade fim da empresa
1.3.2.1         terrenos e edificações
1.3.2.2         máquinas e equipamentos
1.3.2.3.        depreciação amortização e exaustão
1.3.3           Ativo Diferido                                 despesas pagas e que influenciarão o lucro de diversos períodos subseqüentes
1.3.3.1         despesas pré-operacionais

1.3.3.2         gastos com reestruturação administrativa
1.3.3.3         amortização
                                                                                                                  Página 98 de 106
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3.1.2.9 Grupo de contas do passivo, resultados de exercícios futuros e
         patrimônio líquido.

     O passivo agrupa contas de acordo com o seu vencimento, isto é, aquelas contas
que serão liquidadas mais rapidamente integram um primeiro grupo. Aquelas que
serão pagas num prazo mais longo formam outro grupo.

     Existe analogia entre passivo e ativo em termos de liquidez decrescente; por um
lado, no ativo aparecem as contas que se converterão mais rapidamente em dinheiro e,
por outro lado, no passivo, são destacadas, prioritariamente as contas que devem ser
pagas primeiro.

     São classificadas como resultados de exercícios futuros as receitas de exercícios
futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. Devem compor este
grupo as receitas recebidas ou faturadas antecipadamente que não corram o risco de
devolução por parte da empresa, tais como aluguel recebido antecipadamente (com
cláusula de não reembolso).

     Os adiantamentos      com risco de devolução devem ser registrados no passivo
circulante ou exigível a longo prazo.

     Na tabela abaixo, encontra-se resumo das contas contábeis constantes do
Passivo, Resultado de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido de uma empresa,
juntamente com breve descrição de sua função.




                                                                        Página 99 de 106
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     Classificação Descrição                                                Obs.
     2             PASSIVO                                                  Obrigações da empresa com terceiros
                                                                            obrigações exigíveis antes / depois do fim do
     2.1          Passivo circulante e exigível a longo prazo               exercício subseqüente
     2.1.1        fornecedores
     2.1.2        títulos a pagar
     2.1.3        Dividendos propostos a pagar ou dividendos a pagar
     2.1.4        Debêntures a pagar
     2.1.5        salários a Pagar e encargos sociais a recolher
     2.1.6        adiantamento de clientes
     2.1.7        adiantamentos recebidos para aumento de capital
     2.1.8        empréstimos e financiamentos bancários
     2.1.9        provisões
     2.1.10       participações no resultado.

                                                                            Receitas já recebidas, referentes a exercícios
     2.2          Resultados de exercícios futuros                          futuros e sem possibilidade de devolução
     3            PATRIMÔNIO LÍQUIDO                                        Saldo entre bens e direitos e obrigações
     3.1          capital social                                            contribuição dos sócios

                                                                            elementos patrimoniais sem qualquer
     3.2          Reservas                                                  característica de exigibilidade atual ou futura
                                                                            valores recebidos diretamente de sócios ou
     3.2.1        reservas de capital                                       terceiros
     3.2.1.1      ágio na emissão de ações / quotas
     3.2.1.2      Prêmio na emissão de debêntures
     3.2.1.3      Doações e subvenções para investimentos

     3.2.1.4      Alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição
                                                                            contrapartida de acréscimo de valor de bens
     3.2.2        reservas de reavaliação                                   do ativo decorrente de nova avaliação
                                                                            parte do lucro reservado para finalidade
     3.2.3        reservas de lucros                                        específica
     3.2.3.1      reserva legal
     3.2.3.2      reserva para contingências
     3.2.3.3      reserva de lucros a realizar
     3.2.3.4      Reservas estatutárias
                  Reservas e lucros para planos de investimento
     3.2.3.5      (retenção de lucros)
     3.3          lucros ou prejuízos acumulados
                                                                            ações da companhia adquirida por ela
     3.4          Ações em tesouraria                                       própria




3.1.3 Demonstração de resultados do exercício
     Acima, foram estudadas as contas patrimoniais da empresa – no Balanço
Patrimonial. Lá constavam os bens, direitos e obrigações do patrimônio, EM UM

                                                                                            Página 100 de 106
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DADO MOMENTO, ESPECÍFICO.                  Porém, para um conhecimento profundo da
situação do patrimônio, não basta saber sua composição momentânea, mas também
sua EVOLUÇÃO NO TEMPO.

     O registro da evolução do patrimônio no tempo, conforme já foi visto, é
registrado em contas de resultado – RECEITAS e DESPESAS, que mostram,
respectivamente, os aumentos e reduções no patrimônio, cujo saldo, no período, é
denominado de lucro líquido.

     A Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação, em forma
resumida, das operações realizadas pela empresa, durante o exercício social,
demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período.

     O art. 187 da Lei das S/A estabelece a ordem de apresentação das receitas,
custos e despesas, nessa demonstração, para fins de publicação.

     Na determinação do resultado do exercício serão computados:

     a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua
         realização em moeda;

     b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes
         a essas receitas e rendimentos.

     O objetivo básico da Demonstração do Resultado do Exercício é fornecer aos
usuários das demonstrações financeiras da empresa, como já indicado, os dados
básicos e essenciais da formação do resultado do exercício.


3.1.3.1 Componentes do DRE

     Faturamento bruto
     (-) IPI faturado
     (=) Receita Bruta de Vendas de Mercadorias, Produtos e/ou Serviços
     (-) vendas canceladas
     (-) abatimentos concedidos e descontos incondicionais
     (-) impostos e contribuições incidentes sobre vendas e serviços
     (=) Receita Líquida de Vendas
     (-) Custo das Mercadorias ou produtos vendidos e/ou serviços prestados

                                                                     Página 101 de 106
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     (=) Resultado Bruto (se positivo, lucro bruto)
     (-) despesas operacionais
       despesas com vendas
       despesas gerais e administrativas
       despesas financeiras
       outras despesas operacionais
     (-) Resultados negativos em participações societárias
     (-) Variações monetárias passivas
     (+) Receitas financeiras
     (+) Resultados positivos em participações societárias
     (+) Variações monetárias ativas
     (+) Outras receitas operacionais
     (=) Resultado operacional (se positivo, lucro operacional)
     (-) Despesas não operacionais
     (+) Receitas não operacionais
     (=) Resultado do período base antes da Contribuição Social e o Imposto de
Renda
     (-) Contribuição Social sobre o lucro
     (-) Provisão para o Imposto de Renda
     (=) Lucro Líquido do período antes das participações
     (-) Participações de debenturistas
     (-) Participações de empregados
     (-) Participações de administradores
     (-) Participações de partes beneficiárias
     (-) Contribuição para fundos de assistência e previdência social dos empregados
     (=) Lucro líquido do período base
     (/ ) Número de ações
     (=) Lucro líquido por ação

3.1.4 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados
     Já vimos o balanço patrimonial – com os bens, direitos e obrigações do
patrimônio em determinado momento (no início e no final do exercício). Vimos,
também, a demonstração do resultado do exercício, que evidencia os aumentos e
reduções do patrimônio em um determinado intervalo de tempo (o exercício). Ocorre
que os aumentos e reduções do patrimônio implicam a modificação da quantidade de
seus bens, direitos e obrigações.     Ou seja, o lucro líquido deve se agregar ao
patrimônio ou ser distribuído aos sócios.




                                                                      Página 102 de 106
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      Apenas uma parte do lucro líquido é distribuída para os proprietários da
empresa, em forma de dividendos. A maior parcela, normalmente, é retida na empresa
e reinvestida no negócio.

      A Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados funciona como o “elo de
ligação” entre a DRE e o BP. Esta demonstração vem a ser a transcrição ordenada e
sintética da movimentação sofrida por uma conta, durante o exercício.               Ela,
simplesmente, evidencia a evolução do saldo acumulado dos resultados da entidade.

      Essa demonstração, regulamentada pelo artigo 186 da lei das S/A, discriminará:

      I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção
monetária do saldo inicial; (a correção monetária foi extinta pela lei 9.249/95, a partir
de 01/01/96)

      II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;

      III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros
incorporada ao capital e o saldo ao final do período.

      Encerra-se a DRE com a apuração do lucro líquido. Em seguida, transporta-se o
lucro líquido para a Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.             Após a
destinação do lucro líquido, o que fica retido é transportado para o balanço
patrimonial, no grupo patrimônio líquido.




3.1.4.1 Estrutura da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados

      Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados
      (+/-) saldo do início do exercício
      (+/-) ajustes de exercícios anteriores
        efeitos na mudança de critérios contábeis
        retificação de erros de exercícios anteriores
      (=) saldo ajustado
      (+/-) lucro (ou prejuízo) líquido do exercício após a provisão para o IR
      (+) reversões e transferências de reservas
        de contingências
        de lucros a realizar
                                                                          Página 103 de 106
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       de lucros para expansão
       reservas especiais para pagamento de dividendos
       reservas de reavaliação
       reservas de capital
     (=) saldo à disposição da AGO
     (-) proposta da administração de destinação dos lucros:
       transferências para reservas
               reserva legal
               reservas estatutárias
               reservas para contingências
               reservas para plano de investimentos
               reservas de lucros a realizar
               reserva especial para pagamento de dividendos
       dividendos a distribuir
               dividendo por ação do capital social
       parcela dos lucros incorporada ao capital
     (=) saldo no encerramento do exercício

3.1.5 Demonstração de mutações do patrimônio líquido
     A lei das S/A tornou obrigatória a Demonstração de lucros ou prejuízos
acumulados, permitindo, no entanto, que seus dados sejam incluídos na Demonstração
das mutações do Patrimônio líquido. Nesse caso, as companhias ficam desobrigadas
de elaboração e publicação da primeira demonstração, posto que a segunda a
compreende e tem maior abrangência.

     Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige que todas as companhias
abertas elaborem e publiquem a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
Nela, as contas componentes do Patrimônio Líquido podem ser agrupadas, devendo
essa circunstância ser indicada nas Notas Explicativas.

     Por incluir todo o grupo “patrimônio líquido”, essa demonstração evidencia as
alterações sofridas em um período pelo capital próprio da empresa, tais como:

     -   alterações do capital social: integralizações, incorporações ou reduções;

     -   resultado obtido e sua destinação;

     -   formação e utilização de reservas;

     -   realização de reservas de reavaliação;

                                                                         Página 104 de 106
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     -   ajustes de exercícios anteriores, etc.


3.1.5.1 Forma da demonstração

     A demonstração das mutações do patrimônio líquido tem forma e conteúdo
bastante semelhantes aos da Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados,
incluirá também várias colunas verticais, nas quais serão especificadas as alterações de
cada uma das contas componentes do patrimônio líquido.

     Essas colunas deverão manter a mesma ordem recomendada pela lei da S/A para
a apresentação do grupo no Balanço Patrimonial:

     -   capital;

     -   reservas de capital;

     -   reservas de reavaliação;

     -   reservas de lucro;

     -   lucros ou prejuízos acumulados.

     A demonstração terá a forma a seguir, com tantas colunas quantas sejam
necessárias para que todas as contas representativas do capital próprio sejam incluídas.
Em nosso exemplo, trabalharemos com um número reduzido, por razões didáticas.




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                                    demonstração das mutações do patrimônio líquido
                                            período de __/ __/ __ a __/ __/ __
                                       capital                 Reservas                lucros ou prejuízos acumulados
                                                   capital Reavaliação         lucro
saldo no início do exercício
Ajustes de exercícios anteriores
Aumento      de    capital    por
subscrição
Formação de reservas de capital
Formação de reservas           de
reavaliação
Reversões de reservas
Resultado do exercício
Saldo    à     disposição da
assembléia
Destinações para reservas de
lucros
Dividendos
Incorporação ao capital
saldo no final do exercício




                                                                                                Página 106 de 106

Apostila contabilidade geral facensa

  • 1.
    Contabilidade Geral FACENSA APOSTILA CONTABILIDADE GERAL Prof. Jorge Gerson Silva da Silva Agosto/2008 Página 1 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE....................................... 4 1.1 INTRODUÇÃO E HISTÓRICO.................................................................................................. 4 1.2 OBJETIVOS DA CONTABILIDADE. ........................................................................................ 5 1.3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE ............................................................. 11 1.3.1 O Princípio da Entidade......................................................................................... 11 1.3.2 O Princípio da Continuidade ................................................................................. 12 1.3.3 O Princípio da Oportunidade................................................................................. 13 1.3.4 O Princípio do Registro pelo Valor Original ......................................................... 14 1.3.5 O Princípio da Atualização Monetária .................................................................. 15 1.3.6 O Princípio da Competência .................................................................................. 15 1.3.7 O Princípio da Prudência ...................................................................................... 18 1.3.8 As convenções......................................................................................................... 18 2 PATRIMÔNIO ........................................................................................................................ 20 2.1 CONCEITO DE PATRIMÔNIO E DE SUA COMPOSIÇÃO. ......................................................... 20 2.2 EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PATRIMÔNIO, ESTADOS PATRIMONIAIS E REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS........................................................................ 21 2.3 FATOS CONTÁBEIS E RESPECTIVAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS. ...................................... 23 2.4 CONTAS - PLANO DE CONTAS ........................................................................................... 24 2.4.1 Conceito ................................................................................................................. 24 2.4.2 Contas Patrimoniais............................................................................................... 25 2.4.3 Contas de Resultado............................................................................................... 26 2.4.4 Contas unilaterais x bilaterais ............................................................................... 27 2.4.5 Contas de compensação ......................................................................................... 27 2.4.6 Teoria das contas ................................................................................................... 28 2.5 LANÇAMENTOS ................................................................................................................. 29 2.5.1 Conceito ................................................................................................................. 29 2.5.2 Livros de escrituração............................................................................................ 29 2.5.3 Elementos básicos dos lançamentos....................................................................... 32 2.5.4 Débito / Crédito...................................................................................................... 33 2.6 EXEMPLOS DE FATOS E LANÇAMENTOS CONTÁBEIS .......................................................... 34 2.6.1 Compra de mercadorias a prazo............................................................................ 34 2.6.2 Compra de mercadorias à vista ............................................................................. 36 2.6.3 Pagamento de duplicata em dinheiro..................................................................... 37 2.6.4 Pagamento de duplicata com cheque ..................................................................... 39 2.6.5 venda de mercadorias a prazo ............................................................................... 41 2.6.6 venda de mercadorias à vista ................................................................................. 43 2.6.7 Recebimento de duplicata....................................................................................... 46 2.6.8 Recebimento de duplicata em cheque..................................................................... 48 2.6.9 Recebimento de duplicata em dinheiro e com abatimento ..................................... 50 2.6.10 Recebimento de duplicata em dinheiro e com encargos......................................... 52 2.6.11 Desconto de duplicatas........................................................................................... 54 2.6.12 liquidação normal da duplicata (chegada do aviso do banco) .............................. 57 2.6.13 Não pagamento de duplicata descontada............................................................... 60 2.6.14 Não pagamento de duplicata descontada e tentativa do banco em cobrá-la após o vencimento........ ............................................................................................................................... 63 2.6.15 Registro do aluguel a pagar – ao final do mês....................................................... 66 2.6.16 Pagamento do aluguel incorrido no mês anterior.................................................. 69 2.6.17 Pagamento adiantado de aluguéis ......................................................................... 71 2.6.18 Registro da utilização do imóvel, cujo aluguel havia sido pago antecipadamente.. ............................................................................................................................... 72 Página 2 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.19 Lançamentos de fechamento do exercício .............................................................. 75 2.6.20 Compra de equipamento do ativo imobilizado....................................................... 80 2.6.21 Utilização do equipamento por um ano ................................................................. 81 2.6.22 Fechamento do exercício de 200X – após o uso do equipamento .......................... 84 2.6.23 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 55.000,00............................... 84 2.6.24 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 53.000,00............................... 87 2.7 ERROS DE ESCRITURAÇÃO ................................................................................................ 89 3 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS...................................................................................... 92 3.1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 92 3.1.1 Demonstrações contábeis (financeiras) ................................................................. 92 3.1.2 Balanço patrimonial............................................................................................... 93 3.1.3 Demonstração de resultados do exercício............................................................ 100 3.1.4 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados .............................................. 102 3.1.5 Demonstração de mutações do patrimônio líquido.............................................. 104 Página 3 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE 1.1 Introdução e histórico Desde que o homem passou a possuir bens, ele se preocupou com o controle desses bens. Visto que o objetivo básico da Contabilidade é o controle do patrimônio das pessoas, podemos dizer que a Contabilidade existe desde as mais antigas épocas. Quando os pastores da antiguidade , levavam o seu rebanho para o pastoreio, eles, logo pela manhã, ao retirar o rebanho do cercado, a cada ovelha que saía, eles colocavam uma pedrinha em um embornal, depois de todas as ovelhas saírem eles tinham uma correspondência biunívoca entre o conjunto das ovelhas e o conjunto das pedrinhas. De tarde, ao voltar para casa, para cada ovelha que entrava dentro do cercado, eles retiravam uma pedrinha do embornal, com isso, ao entrar a última ovelha não deveria sobrar nenhuma pedrinha dentro do embornal, se por um acaso sobrasse alguma pedrinha, era sinal de que alguma ovelha havia se extraviado, logo, o pastor deveria procurá-la. A necessidade de uma contabilidade mais refinada ocorreu durante o período das grandes navegações em que um empreendedor necessitava levantar financiamentos para organizar uma expedição, efetuando negócios em terras distantes, trazer mercadorias de volta para a Europa, vender estas mercadorias, quitar o seu financiamento e apurar o lucro do empreendimento. Por volta de 1.494, um frei italiano chamado Lucca Pacciolli escreveu um livro chamado Summa, onde descrevia todos os métodos de contabilização que então existiam espalhados, seja através de relatos verbais que chegaram ao seu conhecimento, seja através de livretos que ensinavam como fazer os registros dos bens e das mercadorias que eram negociadas pelos mercadores ou outros negociantes da época. Lucca Pacciolli teve o grande mérito de condensar todo esse conhecimento Página 4 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA contábil em um único livro, por isso, é considerado o Pai da Contabilidade Moderna. Ele apresentou como método de registro do Patrimônio e de suas mutações, o denominado “Método das Partidas Dobradas” (débitos e créditos). Hoje, no Brasil, a contabilidade está regulada pela Lei da S/A, 6.404/76 que, mantendo o método das partidas dobradas, adequa o registro do Patrimônio e de suas Mutações à nossa realidade econômica e social. 1.2 Objetivos da Contabilidade A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. As informações geradas pelo sistema contábil devem desempenhar duas funções: a função administrativa, de controlar o patrimônio; e a função econômica, de apurar o resultado. Compreende-se por sistema de informação um conjunto articulado de dados, técnicas de acumulação, ajustes e editagens de relatórios que permite: a) tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de relevância e o mínimo de custo; b) dar condições para, através da utilização de informações primárias constantes do arquivo básico, juntamente com técnicas derivadas da própria Contabilidade e/ou outras disciplinas, fornecer relatórios de exceção para finalidades específicas, em oportunidades definidas ou não. Conceitua-se como usuário toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar. Para as finalidades deste trabalho, escolhemos como usuário preferencial o externo à entidade, constituído, basicamente, por: Página 5 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA • acionistas; • emprestadores de recursos e credores em geral; e • integrantes do mercado de capitais como um todo, no sentido de que a quantidade, a natureza e a relevância da informação prestada abertamente pela entidade influenciem, mesmo que indiretamente, esse mercado. Ainda dentro do objetivo deste trabalho, consideramos como usuários secundários os administradores (de todos os níveis) da entidade, bem como o Fisco. Aqueles obterão muita utilidade dos conceitos que trataremos a seguir, mas precisarão ir além e utilizar-se dos conceitos de Contabilidade Gerencial, fora do escopo deste trabalho; este, o Fisco, terá necessidade sempre dos ajustes vários a serem realizados em livros auxiliares. Informação de natureza econômica deve ser sempre entendida dentro da visão que a Contabilidade tem do que seja econômico e não, necessariamente, do tratamento que a Economia daria ao mesmo fenômeno; em largos traços, podemos afirmar que os fluxos de receitas e despesas (demonstração do resultado, por exemplo), bem como o capital e o patrimônio, em geral, são dimensões econômicas da Contabilidade, ao passo que os fluxos de caixa, de capital de giro, por exemplo, caracterizam a dimensão financeira. Não estamos, portanto, utilizando, neste trabalho, o termo financeiro no sentido de avaliado em moeda, como a própria Lei das Sociedades por Ações e a tradição anglo-americana consagram. Informação de natureza física constitui um importante desdobramento dentro da evolução da teoria dos sistemas contábeis, pois as mais recentes pesquisas sobre evolução de empreendimentos têm revelado que um bom sistema de informação e avaliação não pode repousar apenas em valores monetários, mas deverá incluir, na medida do possível, mensurações de natureza física tais como: quantidades geradas de produtos ou de serviços, número de depositantes em estabelecimentos bancários, e outras que possam permitir melhor inferência da evolução do empreendimento por parte do usuário. Página 6 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Informação de natureza de produtividade compreende a utilização mista de conceitos valorativos (financeiros no sentido restrito) e quantitativos (físicos no sentido restrito) como, por exemplo: receita bruta per capita, depósitos por clientes etc. As informações de natureza econômica e financeira, ainda assim, constituem o núcleo central da Contabilidade. O sistema de informação, todavia, deveria ser capaz de, com mínimo custo, suprir as dimensões físicas e de produtividade. Na evidenciação principal (demonstrações contábeis publicadas), todavia, as dimensões físicas e de produtividade consideram-se acessórias. O objetivo principal da Contabilidade, portanto, é o de permitir, a cada grupo principal de usuários, a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Em ambas as avaliações, todavia, as demonstrações contábeis constituirão elemento necessário, mas não suficiente. Sob o ponto de vista do usuário externo, quanto mais a utilização das demonstrações contábeis se referir à exploração de tendências futuras, mais tenderá a diminuir o grau de segurança das estimativas. Quanto mais a análise se detiver na constatação do passado e do presente, mais acrescerá e avolumará a importância da demonstração contábil. Isto não quer dizer que as demonstrações contábeis não se adaptam às finalidades provisionais, mas apenas que avaliar tendências pode implicar divisar ou admitir configurações econômicas, sociais e institucionais novas, para o futuro, em que não se permite estimar com razoável acurácia os resultados das operações, pois a previsão das próprias operações é insegura. A Contabilidade pode, sim, ajudar a avaliação de tendências se: a) as conjunturas do passado se repetirem, mesmo que numa perspectiva monetária diferente (inflação ou deflação, sem alteração profunda do mercado); ou Página 7 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA b) o agente (usuário) conseguir transformar o modelo informativo contábil num modelo preditivo, o que somente será possível dentro do esquema mental de conhecimento e da sensibilidade do previsor. O modelo informativo-contábil e o modelo preditivo são duas peças componentes, não mutuamente exclusivas do processo decisório. Os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser aderentes, de alguma forma explícita ou implícita, àquilo que o usuário considera como elementos importantes para seu processo decisório. Não tem sentido ou razão de ser a Contabilidade como uma disciplina "neutra", que se contenta em perseguir esterilmente uma "sua" verdade ou beleza. A verdade da Contabilidade reside em ser instrumento útil para a tomada de decisões pelo usuário, tendo em vista a entidade. Para a consecução desse objetivo da Contabilidade, e dentro principalmente do contexto companhia aberta/usuário externo, dois pontos importantíssimos se destacam: 1º) As empresas precisam dar ênfase à evidenciação de todas as informações que permitem a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações desse seu patrimônio e, além disso, que possibilitem a realização de inferências perante o futuro. As informações não passíveis de apresentação explícita nas demonstrações propriamente ditas devem, ao lado das que representam detalhamentos de valores sintetizados nessas mesmas demonstrações, estar contidas em notas explicativas ou em quadros complementares. Essa evidenciação é vital para se alcançar os objetivos da Contabilidade, havendo hoje exigências no sentido de se detalharem mais ainda as informações (por segmento econômico, região geográfica etc.) Também informações de natureza social passam cada vez mais a ser requisitadas e supridas. Página 8 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2º) A contabilidade possui um grande relacionamento com os aspectos jurídicos que cercam o patrimônio, mas, não raro, a forma jurídica pode deixar de retratar a essência econômica. Nessas situações, deve a Contabilidade guiar-se pelos seus objetivos de bem informar, seguindo, se for necessário para tanto, a essência ao invés da forma. Por exemplo, a empresa efetua a cessão de créditos a terceiros, mas fica contratado que a cedente poderá vir a ressarcir a cessionária pelas perdas decorrentes de eventuais não pagamentos por parte dos devedores. Ora, juridicamente não há ainda dívida alguma na cedente, mas ela deverá atentar para a essência do fato e registrar a provisão para atentar a tais possíveis desembolsos. Ou, ainda, uma empresa vende um ativo, mas assume o compromisso de recomprá-lo por um valor já determinado em certa data. Essa formalidade deve ensejar a contabilização de uma operação de financiamento (essência) e não de compra e venda (forma). Noutro exemplo, um contrato pode, juridicamente, estar dando a forma de arrendamento a uma transação, mas a análise da realidade evidencia tratar-se, na prática, de uma operação de compra e venda financiada. Assim, consciente do conflito essência/forma, a Contabilidade fica com a primeira. Essas características de evidenciação ou de divulgação (disclosure) e de prevalência da essência sobre a forma cada vez mais se firmam como próprias da Contabilidade, dados seus objetivos específicos. Uma forma prática de verificar se a Contabilidade está alcançando seus objetivos, conforme enunciado, é pesquisar, periodicamente, qual o grau de utilização de demonstrações contábeis por parte de grupos de usuários para os quais, de antemão, Página 9 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA se credita que as demonstrações contábeis devessem ser de grande utilidade. Por exemplo: analistas de investimentos, para aconselhamentos, sobre compras ou não de ações de determinadas companhias. O fato de determinado grupo, todavia, estar utilizando-se, num menor grau de intensidade do que imaginaríamos, de informação contábil pode ter vários significados, a saber: a) deficiências estruturais do modelo informativo contábil para tal tipo de decisão; b) restrições ou limitações do próprio usuário; c) ambiente decisório em que a profissão contábil está laureada por baixo status de credibilidade, influenciando a não-utilização por parte de grupos sofisticados de usuários, mesmo que a informação objetiva tenha alguma ou bastante significância; d) falhas de comunicação e evidenciação decorrentes de problemas de linguagem inadequada por parte das demonstrações contábeis. Antes de se discutir o modelo contábil em tais situações, portanto, é necessário avaliar muito bem a participação de cada fator nas limitações de utilização. Somente se grande parte da não-utilização for atribuída ao significado a é que poderemos inferir pela não-adequação do modelo. Por exemplo: fornecer demonstrações baseadas em regime de competência, quando o usuário está tentando prever fluxos futuros de caixa. Página 10 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1.3 Princípios Fundamentais da Contabilidade 1.3.1 O Princípio da Entidade Pelo princípio da entidade, o patrimônio dos sócios não se confunde com o patrimônio da empresa. O princípio da entidade determina que se reconheça o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a necessidade de diferenciação de um patrimônio particular no universo de patrimônios existentes. Logo, o patrimônio de uma entidade não se confunde com o de seus sócios ou proprietários. “Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.” Página 11 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1.3.2 O Princípio da Continuidade O princípio da continuidade determina que, na contabilidade, deve ser considerada a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou provável quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas. Uma vez iniciada a vida da empresa, espera-se que ela continue indefinidamente, todavia, a continuidade influencia o valor econômico dos bens e direitos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento das obrigações, especialmente quando a extinção da Entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível. “Art. 5º A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE, bem como sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas. § 1º A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo determinado, previsto ou previsível. § 2º A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado, e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado.” Página 12 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1.3.3 O Princípio da Oportunidade Pelo princípio da oportunidade, os acontecimentos relevantes para o patrimônio devem ser registrados por completo e no momento em que ocorrem. O princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à integridade e à tempestividade dos registros das mutações patrimoniais: - a integridade diz respeito à necessidade das variações serem reconhecidas em sua totalidade, sem qualquer falta ou excesso; - a tempestividade obriga a que as variações sejam registradas no momento de sua ocorrência, mesmo na hipótese de alguma incerteza. Art. 6º O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram. Parágrafo único – Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: I – desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência; II – o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos físicos e monetários; III – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. Página 13 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1.3.4 O Princípio do Registro pelo Valor Original O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio sejam registrados pelos valores originais das transações havidas com o mundo exterior à entidade, expressos a valor presente, na moeda do país. Art. 7º Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE. Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta: I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada, considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes; II – uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais; III – o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio, inclusive quando da saída deste; IV – Os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL são compatíveis entre si e complementares, dado que o Página 14 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada; V – o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos. A aplicação do princípio do Registro pelo valor original, a informação gerada pela contabilidade permite determinar a relação do custo dos elementos adquiridos pela empresa e o lucro gerado na sua utilização 1.3.5 O Princípio da Atualização Monetária O Princípio da Atualização Monetária determina que, para que a avaliação dos componentes patrimoniais possa manter seus valores originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, mediante aplicação de indexadores que traduzam a variação do poder aquisitivo da moeda, em dado período. A partir do ano de 1996, foi proibida – pela Lei 9.249/95 – a utilização de correção monetária para fins societários ou fiscais. Art. 4º Fica revogada a correção monetária das demonstrações financeiras de que tratam a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991. Parágrafo único. Fica vedada a utilização de qualquer sistema de correção monetária de demonstrações financeiras, inclusive para fins societários. 1.3.6 O Princípio da Competência O Princípio da Competência é de máxima importância. Esse princípio determina que as receitas e despesas devam ser incluídas na apuração do resultado do período em Página 15 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente do recebimento ou do pagamento. É de fundamental importância compreender a diferença entre o regime de competência e o regime de caixa. No regime de caixa, as receitas e despesas são reconhecidas no momento de seu recebimento ou pagamento. Este regime é intuitivo frequentemente utilizado por nós no controle pessoal dos gastos. No regime de competência, as receitas e despesas devem ser reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencerem e, de forma simultânea, quando se co-relacionarm. As despesas devem ser reconhecidas independentemente de seu pagamento e as receitas somente quando de sua realização. Em outras palavras, no regime de competência: - uma despesa com o salário de um empregado é considerada a partir do momento que este empregado efetua o serviço, independentemente do pagamento desta despesa somente ocorrer no mês seguinte; - uma receita de venda de mercadorias é considerada a partir do momento em que ocorre a venda independentemente do pagamento acontecer em várias prestações. OBS: existe, ainda, o regime misto de escrituração. Este regime somente é utilizado na Contabilidade Pública e nele as RECEITAS são registradas pelo regime de Caixa enquanto as DESPESAS são registradas pelo regime de Competência. Art. 9º As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. Página 16 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA § 1º O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. § 2º O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. § 3º As receitas consideram-se realizadas: I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta prestados; II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; III – pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções. § 4º Consideram-se incorridas as despesas: I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para terceiro; Página 17 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; III – pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo. 1.3.7 O Princípio da Prudência O princípio da prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os componentes do Passivo, sempre que se apresentem duas alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações do patrimônio. Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 1.3.8 As convenções Os princípios devem ser rigorosamente seguidos pelos contadores e são complementados por convenções, que definem mais precisamente os métodos e critérios contábeis. As convenções são restrições aos princípios, que determinam a delimitação de seus conceitos. Tais convenções são, entretanto, apenas indicativas e terão menor peso que os princípios. 1.3.8.1 Consistência (Uniformidade) Adotado determinado procedimento contábil, entre outros possíveis, este não deverá ser mudado freqüentemente, sob pena de prejudicar a comparação de séries históricas de registros. Página 18 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1.3.8.2 Materialidade (Relevância) Visando evitar desperdício de tempo e dinheiro na aplicação do sistema contábil, os fatos devem ser registrados quando relevantes em relação ao patrimônio e na ocasião oportuna. 1.3.8.3 Objetividade Entre um critério subjetivo de valor, mesmo que confiável, e outro objetivo, a contabilidade deverá adotar sempre o mais objetivo. Como, por exemplo, no caso de para uma mesma operação haver a opinião de um perito e um documento, vale para registro o valor do documento. Página 19 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2 PATRIMÔNIO 2.1 Conceito de Patrimônio e de sua composição O Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma “azienda”. A “azienda” pode ser considerada como um ente (com personalidade ou não) possuidor de um patrimônio. A contabilidade, portanto, tanto pode ser utilizada para o controle do patrimônio de uma empresa, quanto para o controle do patrimônio de uma pessoa física ou ainda de uma família ou de um negócio informal. O conjunto de bens e direitos de um Patrimônio denomina-se Ativo. De acordo com a lei, o Ativo se divide em : a) circulante b) realizável a longo prazo c) permanente (investimentos, imobilizado e diferido) As obrigações de um Patrimônio para com terceiros denomina-se Passivo. De acordo com a lei, o passivo real está dividido em: a) passivo circulante b) exigível a longo prazo Obs.: há ainda um terceiro grupo - resultado de exercícios futuros – com características simultâneas de passivo exigível e de patrimônio líquido. A diferença entre o Ativo e o Passivo é denominada Patrimônio Líquido (ou Situação Líquida). O Patrimônio líquido também pode ser considerado como uma obrigação do Patrimônio para com o seu possuidor. O Patrimônio Líquido é representado basicamente pelo Capital Social, reservas e Lucros Acumulados. A lei 6.404/76 (Lei das S/A) dispõe o seguinte. Página 20 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: a) ativo circulante; b) ativo realizável a longo prazo; c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante; b) passivo exigível a longo prazo; c) resultados de exercícios futuros; d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados. § 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. 2.2 Equação Fundamental do Patrimônio, Estados Patrimoniais e Representação Gráfica dos Estados Patrimoniais. A equação do Patrimônio é A - P = PL, onde: Página 21 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA A = Ativo; P = Passivo; PL = Patrimônio Líquido (ou Situação Líquida). Situação Líquida superavitária - ocorre quando o PL > 0, ou seja, A > P. Ativo Passivo Patrimônio Líquido Situação Líquida Nula - ocorre quando o PL = 0, ou seja, A = P. Ativo Passivo Situação Líquida deficitária - ocorre quando o PL < 0, ou seja, A < P. Ativo Passivo Patrimônio Líquido negativo Exemplos de equações do Patrimônio: Ativo passivo Obs.: Bens e direitos = Obrigações + P.L. A=P+PL Situação líquida positiva - A > P Bens e direitos = Obrigações A=P Situação líquida nula (compensada) - PL = 0 Bens e direitos < Obrigações A=P-PL Passivo a descoberto-Situação negativa (deficitária) - A < P Bens e direitos = P.L. A=PL A empresa não tem passivo exigível - P = 0 Bens e direitos = 0 < Obrigações A=0 Passivo a descoberto-A empresa não tem bens nem direitos Página 22 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.3 Fatos Contábeis e Respectivas Variações Patrimoniais Fatos contábeis são ocorrências que têm por efeito a alteração do Patrimônio, seja ela qualitativa ou quantitativa. Diferentemente do Fatos contábeis, Atos são acontecimentos, na empresa, que NÃO ALTERAM o patrimônio como, por exemplo, garantias, custódias e cobranças de títulos de terceiros. Os Fatos Contábeis, que são acontecimentos que ALTERAM o patrimônio da empresa, se classificam em: • permutativos (qualitativos) ⇒ são Fatos que somente alteram bens, direitos e obrigações como, por exemplo, a compra de mercadorias; • modificativos (quantitativos) ⇒ são Fatos que alteram o Patrimônio Líquido: • aumentativos (positivos) ⇒ são Fatos modificativos que aumentam o Patrimônio Líquido como, por exemplo, uma receita de aluguel; • diminutivos (negativos) ⇒ são Fatos Modificativos que diminuem o Patrimônio Líquido como, por exemplo, as despesas; • mistos ⇒ Fatos que, ao mesmo tempo, são permutativos e modificativos, ou seja, há troca de elemento patrimonial com lucro ou prejuízo: * aumentativos (positivos) ⇒ venda com lucro, por exemplo; * diminutivos (negativos) ⇒ venda com prejuízo, por exemplo. Exemplos: Página 23 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 1. compra de móveis a prazo FP 2. venda pelo custo FP 3. venda com lucro Fmi+ 4. despesa de aluguel Fmo- 5. receita de comissão Fmo+ 6. pagamento de duplicata com abatimento Fmi+ 7. recebimento de duplicata com juros Fmi+ 8. recebimento de duplicata com abatimento Fmi- 9. depósito em banco FP 10. saque de cheque FP 11. aval dado a 3o. ATO 12. hipoteca dada ou recebida ATO 2.4 Contas - Plano de Contas 2.4.1 Conceito Contas são elementos do patrimônio que merecem registro e controle individualizado. Cada grupo de elementos semelhantes, integrantes do patrimônio, forma uma “conta” e nela serão registrados os aumentos e reduções de valores. Pela diversidade de componentes do patrimônio, são utilizadas pela contabilidade inúmeras contas. Por isso, cada entidade deverá planejar as contas que lhe serão necessárias, considerando seu ramo de atividade, suas necessidades internas e transações específicas. À relação lógica e ordenada dos títulos das contas que serão utilizadas dá-se o nome de “Plano de Contas”. Um plano de contas, portanto, é um conjunto de contas que representa o patrimônio por completo. Um plano de contas deve conter contas patrimoniais e contas de resultado, cada uma delas com uma respectiva explicação de sua função, do seu funcionamento, de sua abrangência e relacionada e um número de codificação. Página 24 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Cada conta deve possuir o registro de seus aumentos e diminuições, bem como o seu saldo no momento. Desta maneira é possível analisar-se a situação atual e o comportamento do patrimônio no que diz respeito àquele elemento patrimonial. 2.4.2 Contas Patrimoniais Contas Patrimoniais são aquelas que ficam constantemente representadas no patrimônio. Um exemplo de conta Patrimonial é a conta caixa. Caixa é um elemento do patrimônio que registra o numerário disponível. As contas patrimoniais podem ser de Ativo, Passivo e de Patrimônio Líquido. No Ativo, encontram-se, por exemplo, as contas: caixa, mercadorias, veículos, imóveis, aplicações financeiras, etc. No Passivo, são encontradas as contas: fornecedores, contas a pagar, empréstimos bancários, salários a pagar, etc. No Patrimônio Líquido, entre outras, estão as contas Capital e Lucros Acumulados. Exemplos: Página 25 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA descrição da conta classificação 1 Caixa: A 2 Veículos: A 3 Devedores por Duplicatas: A 4 Imóveis: A 5 Bancos – movimento: A 6 Despesas de Instalação: A 7 Matérias-primas: A 8 Estoques: A 9 Ações: A 10 Duplicatas a Pagar: P 11 Credores por duplicatas: P 12 Empréstimos em bancos: P 13 Rendas antecipadas: P 14 Capital: PL 15 Reservas: PL 16 Lucros Acumulados: PL 17 Produtos: A 18 Suprimentos (empréstimos) a coligadas: A 19 Suprimentos de coligadas P 20 Marcas e Patentes: A 21 Mercado aberto: A 22 Acionistas, conta Dividendos: P 23 Acionistas, conta Capital: PL 24 Bancos-conta empréstimos: P 25 Selos: A 26 ICMS a Recuperar: A 27 ICMS a Recolher: P Ao final de cada período de apuração (exercício), o conjunto de contas patrimoniais deve ser apresentado para identificar a situação do patrimônio da entidade naquele instante. Esta apresentação consiste em uma demonstração financeira denominada “Balanço Patrimonial”. 2.4.3 Contas de Resultado Contas de Resultado são aquelas que não representam elementos constantes do patrimônio, mas somente suas alterações que, em última análise, se incorporarão ao Patrimônio Líquido. Página 26 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA As Contas de resultado são as receitas e despesas que, respectivamente, aumentam e diminuem o Patrimônio Líquido. Estas contas são transitórias pois ao final de um dado período o seu saldo é incorporado ao Patrimônio Líquido. Exemplos: descrição da conta classificação 1 Receita Bruta de Vendas: R 2 Impostos sobre vendas D 3 Receitas financeiras R 4 Juros Ativos R 5 Variações Monetárias passivas D Ao final de cada período de apuração (exercício), devem ser relacionadas as contas de resultado e apresentado seu comportamento durante o referido período. Esta apresentação consiste em uma demonstração financeira denominada “Demonstração do Resultado do Exercício”. 2.4.4 Contas unilaterais x bilaterais As contas unilaterais são aquelas que sofrem variações apenas num sentido (somente aceitam débitos ou somente aceitam créditos). Exemplo: as contas de receitas serão via de regra creditadas e as de despesas debitadas. Contas bilaterais são as que sofrem variações nos dois sentidos (a conta aceita tanto débito quanto crédito). Exemplo: a conta caixa aceita débito pela entrada de dinheiro e crédito pela saída de dinheiro. 2.4.5 Contas de compensação As contas de compensação servem para registrar “atos patrimoniais”, que não alteram o patrimônio, servem apenas como lembretes para o administrador do patrimônio de que algo poderá acontecer no futuro influenciando o patrimônio. Exemplos: registro de avais, endossos e fianças dados em nome da empresa. Página 27 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.4.6 Teoria das contas Existem três teorias que tentam explicar a razão e origem da utilização das contas para o controle do patrimônio: - Teoria Personalística; - Teoria Materialística; - Teoria Patrimonialística. Todas as teorias apresentam vantagens e desvantagens. Nenhuma delas é completa, mas, sem dúvida, em seu conjunto, muito contribuem para a compreensão de como se opera o processo contábil. 2.4.6.1 Teoria Personalística Esta teoria vincula a conta à pessoa responsável pelos procedimentos administrativos a ela relacionados. Classificando-as em: - contas de agentes consignatários – que correspondem a todos os bens das empresas, sendo estes agentes seus funcionários e gerentes; - contas de agentes correspondentes – que correspondem aos direitos e obrigações - os direitos são identificados por agentes correspondentes de ATIVO - a débito, porque devem à empresa; - as obrigações são identificados por agentes correspondentes de PASSIVO - a crédito, porque são credores da empresa. - contas dos proprietários. 2.4.6.2 Teoria Materialística Esta teoria divide as contas em integrais e diferenciais. Página 28 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA As contas integrais, também chamadas de elementares são as que representam valores patrimoniais, sejam ativos ou passivos, excluídos apenas os que compõem a situação líquida. As contas diferenciais, também chamadas derivadas, são as que evidenciam a situação líquida do patrimônio e suas variações (receitas, despesas e custos). 2.4.6.3 Teoria Patrimonialista A escola patrimonialista distingue os elementos que compõem o patrimônio (estática patrimonial) dos elementos que o modificam (dinâmica patrimonial). Com base nesta teoria surgiu uma importante classificação das contas , pela qual estas são divididas em patrimoniais (representativas do aspecto estático) e de resultado (as quais demonstram a dinâmica patrimonial). Esta teoria reflete o pensamento contábil mais moderno quanto a classificação das contas. 2.5 Lançamentos 2.5.1 Conceito O lançamento é o registro dos fatos contábeis no plano de contas da empresa. O registro dos fatos contábeis denomina-se escrituração. A escrituração é feita em Livros. 2.5.2 Livros de escrituração A escrituração - registro dos fatos contábeis em seu conjunto é feita nos seguintes livros: * diário ⇒ um livro que contém o registro de cada lançamento em ordem cronológica (nos permite compreender a seqüência de acontecimentos ocorridos na empresa) ; Página 29 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA * razão ⇒ um livro que contém o registro destes mesmos lançamentos, porém ordenados por conta (nos permite analisar o comportamento de um dado elemento patrimonial no tempo). 2.5.2.1 Diário O Diário é um livro obrigatório para fins de escrituração contábil. A escrituração nele mantida com observância das disposições legais faz prova, a favor da empresa, dos fatos nele registrados e comprovados por documentos hábeis. Para merecer fé, o Diário deve atender a determinadas exigências e preencher certas formalidades: - extrínsecas relacionadas com sua apresentação exterior; - intrínsecas relacionadas com a escrituração. 2.5.2.1.1 Formalidades extrínsecas do diário São formalidades extrínsecas do Diário: a) ser encadernado; b) ter suas folhas numeradas tipograficamente; c) ser registrado no Registro do Comércio ou Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas; d) conter termos de abertura e de encerramento devidamente preenchidos e autenticados. A inobservância das formalidades extrínsecas invalida todo o Diário que passa a fazer prova apenas contra o contribuinte. 2.5.2.1.2 Formalidades intrínsecas Constituem formalidades intrínsecas: a) a utilização do idioma nacional e da moeda corrente do país; Página 30 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA b) o uso da linguagem mercantil; c) a individualização e clareza dos lançamentos nele feitos; d) o registro dos fatos em rigorosa ordem cronológica de dia, mês e ano; e) a inexistência, na escrituração, de intervalos em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas, ou transportes para as margens. A inobservância das formalidades intrínsecas invalida apenas o registro ou registros onde ocorrerem. 2.5.2.2 Razão O livro razão apresenta os mesmos lançamentos registrados no livro Diário em uma ordem diferente: - por conta contábil; - dentro de cada conta, por ordem cronológica. A utilização do livro Razão tem por fim permitir, a qualquer hora, conhecer a composição qualitativa e quantitativa do patrimônio: - quais elementos compõem o patrimônio; - qual a expressão monetária de valor que cada um desses elementos apresenta naquele momento. O razão tornou-se obrigatório para fins fiscais com o advento da lei 8.218/91 - para as empresas que tributarem seus resultados pela sistemática do Lucro Real. 2.5.2.3 Registro de Inventário O Registro de inventário é livro de natureza fiscal, exigido pela legislação do imposto de renda. Página 31 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Nesse livro, devem ser relacionados os estoques de matéria prima, produtos em fabricação, produtos acabados e mercadorias existentes na data de emcerramento de cada exercício social ou período-base de apuração do imposto de renda. 2.5.2.4 Outros Há outros livros que auxiliam a Escrituração ou facilitam o processo de coleta de informações: - livro caixa; - livro contas correntes; - etc. Há, ainda, outros livros exigidos pela legislação tributária: - Registro de entradas; - Registro de saídas; - Registro de apuração do ICMS; - Registro de apuração do IPI; - Livro de Apuração do Lucro Real; - Etc. 2.5.3 Elementos básicos dos lançamentos Como os fatos contábeis podem se referir a permuta de valores entre elementos patrimoniais, aumento/diminuição do Patrimônio Líquido, ou ambos, cada lançamento deverá apresentar, no mínimo duas contas envolvidas. Uma destas contas será aquela que recebe aplicações e a outra será aquela que deu origem a estas aplicações. Os itens básicos de cada lançamento são: * data; * conta devedora (débito); Página 32 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA * conta credora (crédito); * valor; * histórico. 2.5.4 Débito / Crédito A Contabilidade considera que cada aumento ou diminuição de qualquer elemento do patrimônio possui uma causa em um outro elemento do patrimônio, este é o cerne do sistema de débitos e créditos dos lançamentos contábeis. O débito representa uma aplicação do patrimônio. Quando, por exemplo, se adquire um veículo para pagamento a prazo, há uma aplicação na conta veículos. O crédito representa a origem de alguma aplicação do patrimônio. Quando se adquire um veículo a prazo, a origem da aplicação feita na conta veículos é a obrigação de se pagar um financiamento (conta financiamentos a pagar). O valor total dos débitos portanto deve sempre ser igual ao valor do créditos. As contas que representam o Ativo são devedoras (debitadas quando aumentam de valor, creditadas quando diminuem). As contas do passivo são credoras (creditadas quando aumentam, debitadas quando diminuem). 2.5.4.1 Fórmulas de lançamentos Quanto ao número de contas devedoras e credoras em um lançamento, há 4 fórmulas: * 1a. fórmula ⇒ uma conta devedora e uma conta credora; * 2a. fórmula ⇒ uma conta devedora e várias contas credoras; * 3a. fórmula ⇒ várias contas devedoras e uma conta credora; * 4a. fórmula ⇒ várias contas devedoras e várias contas credoras. Página 33 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6 Exemplos de fatos e lançamentos contábeis 2.6.1 Compra de mercadorias a prazo 2.6.1.1 Descrição do fato contábil Compra de mercadorias a prazo por R$ 8.000,00. 2.6.1.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.1.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= estoque - mercadorias (compras) C= a duplicatas a pagar 8.000 Página 34 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.1.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 1 8.000,00 duplicatas a pagar débitos créditos 8.000,00 1 2.6.1.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 50.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas Página 35 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.2 Compra de mercadorias à vista 2.6.2.1 Descrição do fato contábil Compra de mercadorias à vista por R$ 8.000,00. 2.6.2.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.2.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= estoque - mercadorias (compras) C= a caixa 8.000 2.6.2.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 8.000,00 1 1 8.000,00 sf 42.000,00 Página 36 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.2.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 42.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.3 Pagamento de duplicata em dinheiro 2.6.3.1 Descrição do fato contábil Pagamento de duplicata no valor de R$ 8.000,00. 2.6.3.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas Página 37 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.3.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas a pagar C= a caixa 8.000 2.6.3.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 8.000,00 1 si 8.000,00 sf 42.000,00 duplicatas a pagar débitos créditos 1 8.000,00 8.000,00 si 2.6.3.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 42.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas Página 38 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.4 Pagamento de duplicata com cheque 2.6.4.1 Descrição do fato contábil Pagamento de duplicata com cheque no valor de R$ 8.000,00. 2.6.4.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.4.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas a pagar C= a bancos 8.000 Página 39 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.4.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 8.000,00 duplicatas a pagar bancos débitos créditos débitos créditos 1 8.000,00 8.000,00 si si 25.000,00 8.000,00 1 sf 17.000,00 2.6.4.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 bancos 17.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas Página 40 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.5 venda de mercadorias a prazo 2.6.5.1 Descrição do fato contábil Venda, a prazo (com emissão de duplicata), de metade das mercadorias (anteriormente adquiridas – no total – por 8.000,00), pelo preço de R$ 6.000,00. Obs.: para fins didáticos, com o objetivo de simplificação do registro contábil, serão desconsiderados os tributos incidentes sobre a venda. 2.6.5.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.5.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas a receber C= a receita bruta de vendas (RBV) 6.000 D= Custo das mercadorias vendidas (CMV) C= a Estoques 4.000 Página 41 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.5.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 8.000,00 4.000,00 1.b sf 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 1.a 6.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) débitos créditos débitos créditos 6.000,00 1.a 1.b 4.000,00 Página 42 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.5.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 2.6.6 venda de mercadorias à vista 2.6.6.1 Descrição do fato contábil Venda, à vista, de metade das mercadorias (anteriormente adquiridas – no total – por 8.000,00), pelo preço de R$ 6.000,00. Obs.: para fins didáticos, com o objetivo de simplificação do registro contábil, serão desconsiderados os tributos incidentes sobre a venda. Página 43 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.6.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 estoque 8.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.6.3 Lançamentos no livro diário D= caixa C= a receita bruta de vendas (RBV) 6.000 D= Custo das mercadorias vendidas (CMV) C= a Estoques 4.000 Página 44 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.6.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 8.000,00 4.000,00 1.b 1.a 6.000,00 sf 4.000,00 sf 31.000,00 duplicatas a pagar bancos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) débitos créditos débitos créditos 6.000,00 1.a 1.b 4.000,00 Página 45 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.6.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 31.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 2.6.7 Recebimento de duplicata 2.6.7.1 Descrição do fato contábil Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro e no guichê da empresa. 2.6.7.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 Página 46 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.7.3 Lançamentos no livro diário D= caixa C= a duplicatas a receber 6.000 2.6.7.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 1 6.000,00 sf 31.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 si 6.000,00 6.000,00 1 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 Página 47 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.7.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 31.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 2.6.8 Recebimento de duplicata em cheque 2.6.8.1 Descrição do fato contábil Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em cheque. 2.6.8.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 Página 48 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.8.3 Lançamentos no livro diário D= bancos C= a duplicatas a receber 6.000 2.6.8.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 si 6.000,00 6.000,00 1 1 6.000,00 sf 31.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 Página 49 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.8.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 31.000,00 duplicatas a receber - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 2.6.9 Recebimento de duplicata em dinheiro e com abatimento 2.6.9.1 Descrição do fato contábil Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro, no guichê da empresa, recebendo apenas R$ 5.000,00 e concedendo um desconto de R$ 1.000,00. 2.6.9.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 Página 50 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.9.3 Lançamentos no livro diário D= diversos C= a duplicatas a receber 6.000 D= caixa 5.000 D= abatimentos concedidos 1.000 2.6.9.4 Lançamentos no livro razão capital bancos estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar caixa duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 si 6.000,00 6.000,00 1 1 5.000,00 sf 30.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) abatimentos concedidos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 1 1.000,00 Página 51 de 106
  • 52.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.9.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 abatimentos 1.000,00 2.6.10 Recebimento de duplicata em dinheiro e com encargos 2.6.10.1 Descrição do fato contábil Liquidação de duplicata, no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro, no guichê da empresa, recebendo os R$ 6.000,00 além de encargos no valor de R$ 1.000,00. 2.6.10.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 Página 52 de 106
  • 53.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.10.3 Lançamentos no livro diário D= caixa 7.000 C= a diversos C= a duplicatas a receber 6.000 C= a encargos 1.000 2.6.10.4 Lançamentos no livro razão capital bancos estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar caixa duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 si 6.000,00 6.000,00 1 1 7.000,00 sf 32.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) encargos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 1.000,00 1 Página 53 de 106
  • 54.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.10.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 32.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 encargos 1.000,00 2.6.11 Desconto de duplicatas 2.6.11.1 Descrição do fato contábil Operação de desconto de duplicatas – junto ao banco – nos seguintes termos: - duplicata de R$ 6.000,00; - com despesas bancárias no valor de R$ 1.000,00. Página 54 de 106
  • 55.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.11.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 25.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 2.6.11.3 Lançamentos no livro diário D= diversos C= a duplicatas descontadas 6.000 D= bancos 5.000 D= despesas bancárias 1.000 Página 55 de 106
  • 56.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.11.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 25.000,00 si 6.000,00 1 5.000,00 sf 30.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) despesas bancárias débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 1 1.000,00 duplicatas descontadas débitos créditos 6.000,00 1 Página 56 de 106
  • 57.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.11.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas (6.000,00) estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.12 liquidação normal da duplicata (chegada do aviso do banco) 2.6.12.1 Descrição do fato contábil Tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, este envia comunicação à empresa sobre esta liquidação e, com os valores entregues pelo cliente, quita a operação de desconto de duplicatas. Página 57 de 106
  • 58.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.12.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas (6.000,00) estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.12.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas descontadas C= a duplicatas a receber 6.000 Página 58 de 106
  • 59.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.12.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 30.000,00 si 6.000,00 6.000,00 1 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) despesas bancárias débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 si 1.000,00 duplicatas descontadas débitos créditos 1 6.000,00 6.000,00 si Página 59 de 106
  • 60.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.12.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber - (-) dupl. Descontadas - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.13 Não pagamento de duplicata descontada 2.6.13.1 Descrição do fato contábil Não tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, este envia comunicação à empresa de que esta deve arcar com o custo do desconto de duplicatas, anteriormente efetuado. Assim, o Banco cobra o valor da empresa, que segue tentando cobrar sua duplicata do cliente. Página 60 de 106
  • 61.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.13.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas (6.000,00) estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.13.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas descontadas C= a bancos 6.000 Página 61 de 106
  • 62.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.13.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 30.000,00 6.000,00 1 si 6.000,00 sf 24.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) despesas bancárias débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 si 1.000,00 duplicatas descontadas débitos créditos 1 6.000,00 6.000,00 si Página 62 de 106
  • 63.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.13.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 24.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.14 Não pagamento de duplicata descontada e tentativa do banco em cobrá-la após o vencimento 2.6.14.1 Descrição do fato contábil Não tendo o cliente liquidado sua duplicata diretamente no banco, na data do vencimento, pode ocorrer do banco (por exigência contratual) persistir na cobrança por um período adicional. Se, ao final deste período, a cobrança se revela infrutífera, o banco envia comunicação à empresa de que ela deverá arcar com o custo do desconto de duplicatas, anteriormente efetuado, e com os juros relativos ao período adicional. Assim, o Banco cobra o valor da empresa, que segue tentando cobrar sua duplicata do cliente. Página 63 de 106
  • 64.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.14.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 30.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas (6.000,00) estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 2.6.14.3 Lançamentos no livro diário D= duplicatas descontadas 6.000 D= despesas com juros (juros passivos) 1.000 C= a bancos 7.000 Página 64 de 106
  • 65.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.14.4 Lançamentos no livro razão capital caixa estoque débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 25.000,00 si 4.000,00 duplicatas a pagar bancos duplicatas a receber débitos créditos débitos créditos débitos créditos 8.000,00 si si 30.000,00 7.000,00 1 si 6.000,00 sf 23.000,00 Receita bruta de vendas (RBV) Custo da mercadoria vendida (CMV) despesas bancárias débitos créditos débitos créditos débitos créditos 6.000,00 si si 4.000,00 si 1.000,00 duplicatas descontadas juros passivos débitos créditos débitos créditos 1 6.000,00 6.000,00 si 1 1.000,00 Página 65 de 106
  • 66.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.14.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 25.000,00 duplicatas a pagar 8.000,00 bancos 23.000,00 duplicatas a receber 6.000,00 (-) dupl. Descontadas - estoque 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas CMV 4.000,00 RBV 6.000,00 despesas bancárias 1.000,00 juros passivos 1.000,00 2.6.15 Registro do aluguel a pagar – ao final do mês 2.6.15.1 Descrição do fato contábil Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo valor de R$ 1.000,00 ao mês, ao final de cada mês – por ter utilizado o imóvel – surge a obrigação de pagamento do aluguel, que somente ocorrerá no dia 10 do mês seguinte. Página 66 de 106
  • 67.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.15.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.15.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= despesa com aluguéis C= a aluguéis a pagar 1.000 Página 67 de 106
  • 68.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.15.4 Lançamentos no livro razão capital caixa despesa com alguéis débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 1 1.000,00 aluguéis a pagar débitos créditos 1.000,00 1 2.6.15.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 50.000,00 alugéis a pagar 1.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas despesa com aluguéis 1.000,00 Página 68 de 106
  • 69.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.16 Pagamento do aluguel incorrido no mês anterior 2.6.16.1 Descrição do fato contábil Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo valor de R$ 1.000,00 ao mês e que, ao final de cada mês – por ter utilizado o imóvel – surgiu a obrigação de pagamento do aluguel. No dia 10 do mês seguinte, a empresa efetua o pagamento. 2.6.16.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 aluguéis a pagar 1.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas despesa com aluguéis 1.000,00 2.6.16.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= aluguéis a pagar C= a caixa 1.000 Página 69 de 106
  • 70.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.16.4 Lançamentos no livro razão capital caixa despesa com alguéis débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 1.000,00 1 si 1.000,00 sf 49.000,00 aluguéis a pagar débitos créditos 1 1.000,00 1.000,00 si 2.6.16.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 49.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas despesa com aluguéis 1.000,00 Página 70 de 106
  • 71.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.17 Pagamento adiantado de aluguéis 2.6.17.1 Descrição do fato contábil Considerando-se que a empresa tenha alugado um imóvel para sua sede, pelo valor de R$ 1.000,00 ao mês. A empresa pagou, adiantadamente, o valor de R$ 4.000,00, correspondente a quatro meses de aluguel. 2.6.17.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 50.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.17.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= aluguéis adiantados C= a caixa 4.000 Página 71 de 106
  • 72.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.17.4 Lançamentos no livro razão capital caixa alugéis adiantados débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 50.000,00 4.000,00 1 1 4.000,00 sf 46.000,00 2.6.17.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 46.000,00 aluguéis adiantados 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.18 Registro da utilização do imóvel, cujo aluguel havia sido pago antecipadamente 2.6.18.1 Descrição do fato contábil Considerando-se que a empresa havia alugado um imóvel para sua sede (por R$ 1.000,00 ao mês) e pago adiantadamente o valor de R$ 4.000,00 (relativo aos primeiros 4 meses). Ao final do primeiro mês deverá ser registrado o primeiro aluguel incorrido. Página 72 de 106
  • 73.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.18.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 46.000,00 aluguéis adiantados 4.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas 2.6.18.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= despesa com aluguéis C= a aluguéis adiantados 1.000,00 Página 73 de 106
  • 74.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.18.4 Lançamentos no livro razão capital caixa alugéis adiantados débitos créditos débitos créditos débitos créditos 50.000,00 si si 46.000,00 si 4.000,00 1.000,00 1 sf 3.000,00 despesa com aluguéis débitos créditos 1 1.000,00 2.6.18.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 46.000,00 aluguéis adiantados 3.000,00 Patrimônio Líquido capital 50.000,00 Despesas Receitas despesas com aluguéis 1.000,00 Página 74 de 106
  • 75.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.19 Lançamentos de fechamento do exercício 2.6.19.1 Descrição do fechamento do exercício Foi visto que as contas se classificavam entre contas patrimoniais e de resultado. As contas de resultado possuem uma existência efêmera, somente acumulam valores durante o exercício. Ao final do exercício, o saldo destas contas deve ser zerado para que este valor se incorpore ao patrimônio líquido da empresa e, assim, possa se iniciar um novo exercício. De uma maneira didática, sem apreciação de maiores detalhes da legislação, pode-se dizer que o “fechamento do exercício” consiste em um procedimento, com vários passos, conforme a seguir apresentado. 2.6.19.2 Situação inicial Ativo Passivo caixa ? Patrimônio Líquido capital ? Despesas Receitas despesas X receitas Y 2.6.19.3 Anulação das despesas Anulação de todas as despesas e transferência de seus valores para uma conta intermediária – denominada “apuração do resultado do exercício” – ARE; 2.6.19.3.1 Lançamento no diário Página 75 de 106
  • 76.
    Contabilidade Geral FACENSA D= ARE C= a despesas X 2.6.19.3.2 Lançamento no razão capital caixa despesas débitos créditos débitos créditos débitos créditos ? si si ? si X X 1 sf - receitas ARE débitos créditos débitos créditos Y si 1 X 2.6.19.4 Anulação das receitas Anulação de todas as receitas, com a transferência de seus valores para a conta intermediária ARE. 2.6.19.4.1 Lançamento no diário D= receitas C= a ARE Y 2.6.19.4.2 Lançamento no razão Página 76 de 106
  • 77.
    Contabilidade Geral FACENSA capital caixa despesas débitos créditos débitos créditos débitos créditos ? si si ? si X X 1 sf - receitas ARE débitos créditos débitos créditos 2 Y Y si 1 X Y 2 2.6.19.5 Transferência do resultado do exercício para o Patrimônio Líquido – no caso de lucro Caso o valor das receitas supere o valor das despesas – LUCRO – o saldo da conta ARE será credor e será transferido para o Patrimônio Líquido da empresa (conta “Lucros e Prejuízos Acumulados” – LPA). 2.6.19.5.1 Lançamento no diário D= ARE C= a LPA Y-X 2.6.19.5.2 Lançamento no razão Página 77 de 106
  • 78.
    Contabilidade Geral FACENSA capital caixa despesas débitos créditos débitos créditos débitos créditos ? si si ? si X X 1 sf - receitas ARE LPA débitos créditos débitos créditos débitos créditos 2 Y Y si 1 X Y 2 Y-X 3 3 Y-X Y-X S 2.6.19.5.3 Situação final – no caso de lucro Ativo Passivo caixa ? Patrimônio Líquido capital ? LPA Y-X Despesas Receitas 2.6.19.6 Transferência do resultado do exercício para o Patrimônio Líquido – no caso de prejuízo Caso o valor das despesas supere o valor das receitas – PREJUÍZO – o saldo da conta ARE será DEVEDOR e será transferido para o Patrimônio Líquido da empresa (conta “Lucros e Prejuízos Acumulados” – LPA) Página 78 de 106
  • 79.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.19.6.1 Lançamento no diário D= LPA C= a ARE X-Y 2.6.19.6.2 Lançamento no razão capital caixa despesas débitos créditos débitos créditos débitos créditos ? si si ? si X X 1 sf - receitas ARE LPA débitos créditos débitos créditos débitos créditos 2 Y Y si 1 X Y 2 3 X-Y s X-Y X-Y 3 2.6.19.6.3 Situação final – no caso de prejuízo Ativo Passivo caixa ? Patrimônio Líquido capital ? LPA (X-Y) Despesas Receitas Página 79 de 106
  • 80.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.20 Compra de equipamento do ativo imobilizado 2.6.20.1 Descrição do fato contábil Compra, pelo valor de 60.000,00, de um equipamento para uso na atividade fim da empresa. Considere que esta compra ocorreu em 01/01/200X e que o equipamento foi imediatamente posto em operação. 2.6.20.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 500.000,00 Patrimônio Líquido capital 500.000,00 Despesas Receitas 2.6.20.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= equipamentos C= a caixa 60.000,00 Página 80 de 106
  • 81.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.20.4 Lançamentos no livro razão capital caixa equipamentos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 500.000,00 si si 500.000,00 60.000,00 1 1 60.000,00 sf 440.000,00 2.6.20.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 Patrimônio Líquido capital 500.000,00 Despesas Receitas 2.6.21 Utilização do equipamento por um ano 2.6.21.1 Descrição do fato contábil Considerando-se uma vida útil de dez anos, para o equipamento, conclui-se que ele perde 10% de seu valor pelo uso no período de um ano. Assim, deve ser registrada uma “depreciação” (perda do valor do bem por uso, desgaste ou obsolescência). Página 81 de 106
  • 82.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.21.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 Patrimônio Líquido capital 500.000,00 Despesas Receitas 2.6.21.3 Lançamentos no livro diário Lançamento no Diário D= despesa de depreciação C= a depreciação acumulada 6.000,00 Página 82 de 106
  • 83.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.21.4 Lançamentos no livro razão capital caixa equipamentos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 500.000,00 si si 440.000,00 si 60.000,00 despesa de depreciação depreciação acumulada débitos créditos débitos créditos 1 6.000,00 6.000,00 1 2.6.21.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 (-) depreciação acumulada (6.000,00) Patrimônio Líquido capital 500.000,00 Despesas Receitas despesa de depreciação 6.000,00 Página 83 de 106
  • 84.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.22 Fechamento do exercício de 200X – após o uso do equipamento Considerando que a única despesa do período foi a despesa de depreciação e que não houve nenhum receita, conforme já visto anteriormente, para o fechamento do exercício de 200X, a despesa de depreciação deverá ser transferida para a conta intermediária ARE e o saldo desta deverá ser transferido para a conta de Patrimônio Líquido LPA. Assim a situação patrimonial após o fechamento do exercício será a seguinte: Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 (-) depreciação acumulada (6.000,00) Patrimônio Líquido capital 500.000,00 LPA (6.000,00) Despesas Receitas 2.6.23 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 55.000,00. 2.6.23.1 Descrição do fato contábil Após o uso do equipamento por um ano, o equipamento foi vendido pelo valor de R$ 55.000,00. Página 84 de 106
  • 85.
    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.23.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 (-) depreciação acumulada (6.000,00) Patrimônio Líquido capital 500.000,00 LPA (6.000,00) Despesas Receitas 2.6.23.3 Lançamentos no livro diário a) apuração do custo do bem D= depreciação acumulada C= a equipamentos 6.000,00 b) reconhecimento da receita não operacional de venda do equipamento D= caixa C= a RNOP 55.000,00 c) reconhecimento do custo do bem D= DNOP C= a equipamentos 54.000,00 Página 85 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.23.4 Lançamentos no livro razão capital caixa equipamentos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 500.000,00 si si 440.000,00 si 60.000,00 6.000,00 1. 1.b 55.000,00 s´ 54.000,00 54.000,00 1. SF 495.000,00 LPA depreciação acumulada RNOP débitos créditos débitos créditos débitos créditos si 6.000,00 1.a 6.000,00 6.000,00 si 55.000,00 1. DNOP débitos créditos 1.c 54.000,00 2.6.23.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 495.000,00 Patrimônio Líquido capital 500.000,00 LPA (6.000,00) Despesas Receitas DNOP 54.000,00 RNOP 55.000,00 Página 86 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.6.24 Venda do equipamento, em 01/01/200X+1, por R$ 53.000,00. 2.6.24.1 Descrição do fato contábil Após o uso do equipamento por um ano, o equipamento foi vendido pelo valor de R$ 53.000,00. 2.6.24.2 Situação patrimonial inicial Ativo Passivo caixa 440.000,00 equipamentos 60.000,00 (-) depreciação acumulada (6.000,00) Patrimônio Líquido capital 500.000,00 LPA (6.000,00) Despesas Receitas 2.6.24.3 Lançamentos no livro diário a) apuração do custo do bem D= depreciação acumulada C= a equipamentos 6.000,00 b) reconhecimento da receita não operacional de venda do equipamento D= caixa C= a RNOP 53.000,00 c) reconhecimento do custo do bem D= DNOP Página 87 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA C= a equipamentos 54.000,00 2.6.24.4 Lançamentos no livro razão capital caixa equipamentos débitos créditos débitos créditos débitos créditos 500.000,00 si si 440.000,00 si 60.000,00 6.000,00 1. 1.b 53.000,00 s´ 54.000,00 54.000,00 1. SF 493.000,00 LPA depreciação acumulada RNOP débitos créditos débitos créditos débitos créditos si 6.000,00 1.a 6.000,00 6.000,00 si 53.000,00 1. DNOP débitos créditos 1.c 54.000,00 2.6.24.5 Situação patrimonial final Ativo Passivo caixa 493.000,00 Patrimônio Líquido capital 500.000,00 LPA (6.000,00) Despesas Receitas DNOP 54.000,00 RNOP 53.000,00 Página 88 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 2.7 Erros de escrituração Caso seja cometido algum erro no procedimento de escrituração, a correção deverá ser feita por meio de: - Transferência; - Estorno (parcial ou total), ou; - complementação. 2.7.1.1 Transferência A transferência é utilizada no caso em que uma das contas envolvidas no registro tenha sido utilizada erroneamente. Seja o caso da operação de compra de um veículo a prazo, no valor de R$ 20.000,00. - lançamento correto D= veículos C= a contas a pagar R$ 20.000,00. - o lançamento feito com erro foi o seguinte: D= veículos C= a caixa R$ 20.000,00 - a retificação deverá ser feita por transferência do crédito feito na conta caixa para a conta “contas a pagar”: D= caixa C= a contas a pagar R$ 20.000,00 2.7.1.2 estorno O estorno será usado quando ocorrer uma das situações a seguir apresentadas: - registro de valor a maior Página 89 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA - erro de título - duplicidade de lançamento. O estorno consiste em registrar a crédito o que havia sido erroneamente registrado a débito e vice-versa, com o objetivo de anular o lançamento errado. O estorno pode ser total ou parcial. Veremos cada um dos casos a seguir. O estorno total é um lançamento inverso ao anterior, seguido do lançamento correto. Seja uma operação de compra a vista de uma mercadoria no valor de 5.000,00. - o lançamento correto seria D= mercadorias C= a caixa 5.000,00 - o lançamento com erro foi o seguinte: D= fornecedores C= a mercadorias 5.000,00 - o estorno deverá ser: D= mercadorias C= a fornecedores 5.000,00 - para, em seguida, escriturar-se o lançamento correto D= mercadorias C= a caixa 5.000,00 O estorno total, conforme pode ser observado, anula completamente o lançamento efetuado com erro para, em seguida, efetuar o lançamento correto. O estorno parcial é utilizado no caso de registro de valor a maior. Seja o caso de uma operação de compra de móveis, a vista, pelo valor de 45.000,00. Página 90 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA - o lançamento correto seria: D= móveis C= a caixa 45.000,00 - o lançamento com erro foi o seguinte D= móveis C= a caixa 50.000,00 - o estorno deverá ser: D= caixa C= a móveis 5.000,00 2.7.1.3 complementação A complementação é usada quando o registro é feito com valor a menor. O acerto do erro será simplesmente efetuar o mesmo lançamento anteriormente efetuado com o valor faltante. Seja a operação de pagamento de fornecedores em dinheiro no valor de 500,00. - o lançamento correto seria D= fornecedores C= a caixa 500,00 - o lançamento com erro foi o seguinte D= fornecedores C= a caixa 400,00 - o complemento deverá ser D= fornecedores C= a caixa 100,00 Página 91 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 3 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 3.1 Introdução Serão estudadas, neste tópico da matéria, as demonstrações mais importantes do ponto de vista legal e contábil, ou seja: - balanço patrimonial; - demonstração do resultado do exercício; - demonstração de lucros ou prejuízos acumulados; - demonstração de mutações do patrimônio líquido, e; - demonstração de origens e aplicações de recursos. 3.1.1 Demonstrações contábeis (financeiras) Relatório contábil é a exposição resumida e ordenada dos principais fatos registrados pela contabilidade, em determinado período. Entre os relatórios contábeis, os mais importantes são as demonstrações financeiras (terminologia utilizada pela lei das S/A), ou Demonstrações Contábeis (terminologia preferida pelos contadores). 3.1.1.1 Demonstrações exigidas pela lei das S/A A lei das S/A estabelece que ao fim de cada exercício social (ano), a diretoria fará elaborar, com base na escrituração contábil, as seguintes demonstrações financeiras: - balanço patrimonial; - demonstração do resultado do exercício (anteriormente denominada demonstração de lucros e perdas); - demonstração de lucros ou prejuízos acumulados; - demonstração de origens e aplicações de recursos. Página 92 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 3.1.1.2 Notas explicativas Para complementar dados das demonstrações relacionadas, existem as notas explicativas que, na verdade, não são demonstrações financeiras, servem apenas para complementá-las. 3.1.1.3 Exercício social O exercício social tem a duração de um ano, não havendo necessidade de coincidir com o ano civil (01/01 a 31/12), embora na maioria das vezes, assim aconteça. Os proprietários da empresa definirão a data do término de exercício social, que não deverá ser alterada, a não ser em condições supervenientes. 3.1.1.4 Empresas limitadas Pela legislação do Imposto de Renda, as Sociedades Por Quotas de Responsabilidade Limitada devem seguir parte dos dispositivos da Lei das Sociedades por ações. Embora não seja necessária a publicação das demonstrações Financeiras por parte destas empresas, estas devem estruturar suas demonstrações nos moldes da lei das S/A de forma a atender às exigências de legislação tributária. Neste caso, somente a demonstração de origens e aplicações de recursos não é exigida. 3.1.2 Balanço patrimonial O balanço patrimonial reflete a posição das contas patrimoniais em determinado momento, normalmente ao fim do ano ou exercício. O balanço patrimonial (conhecido pela sigla BP) é constituído por duas colunas: - a coluna do lado esquerdo é denominada ativo; - a coluna do lado direito é denominada passivo e patrimônio líquido. Balanço patrimonial Ativo Passivo Página 93 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Lado esquerdo Lado direito 3.1.2.1 Ativo O ativo representa todos os bens e direitos de propriedade da empresa, que são avaliáveis em dinheiro e que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa. Bens – máquinas, terrenos, estoques, dinheiro, ferramentas, veículos, instalações, etc. Direitos – contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações, títulos de crédito, etc. Se o bem ou direito não for de propriedade da empresa, normalmente não constará no seu ativo. O arrendamento mercantil (leasing) de uma máquina por uma empresa que paga contraprestações mensais, via de regra, não se considera ATIVO pois, apesar de estar dentro da empresa, não é propriedade da mesma. Para ser ativo, é necessário que qualquer item preencha quatro requisitos simultâneos: - constituir bem ou direito para a empresa; - ser de propriedade da empresa; - ser mensurável monetariamente; - trazer benefícios, presentes ou futuros. O ativo é conhecido como patrimônio bruto ou total das aplicações ou, ainda, total dos investimentos da empresa. 3.1.2.2 Passivo Simplificadamente, o passivo evidencia toda a obrigação (dívida) que a empresa tem com terceiros: Página 94 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA - contas a pagar; - fornecedores de matéria-prima (a prazo); - impostos a pagar; - financiamentos; - empréstimos, etc. O passivo é uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer, será exigida (reclamada) a liquidação da mesma. Por isso, é mais adequado denominá-lo passivo exigível. Outras denominações usuais para este grupo patrimonial são passivo real ou capital de terceiros. 3.1.2.3 Patrimônio líquido O patrimônio líquido evidencia os recursos dos proprietários aplicados no empreendimento. O investimento inicial dos proprietários (a primeira aplicação) é denominado, contabilmente Capital. Se houver outras aplicações por parte dos proprietários (acionistas – no caso de S.A – sócios – no caso de LTDA), estas constituirão acréscimo de capital. O patrimônio líquido também é acrescido dos resultados obtidos pela empresa em suas atividades. Estes resultados (lucros ou prejuízos) irão compor as contas de patrimônio líquido: - lucros ou prejuízos acumulados; - reservas de lucros. Na verdade, tanto o passivo quanto o patrimônio líquido são obrigações da empresa. O passivo exigível constitui obrigação da empresa para com terceiros enquanto o PL constitui obrigação da empresa para com seus sócios. O PL, no entanto, é conhecido como passivo não exigível pois, por disposição de lei, o mesmo não pode ser exigido pelos seus sócios a não ser quando da dissolução da empresa ou Página 95 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA da saída do sócio. Desta forma, por não ser exigível, o PL é conhecido por capital próprio. Algebricamente é bastante fácil encontrar o PL, basta subtrair do ativo (bens + direitos) as dívidas da empresa, ou seja, o passivo (exigível). Então: ATIVO- PASSIVO=PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3.1.2.4 O termo “passivo” segundo a lei das S/A Pela lei das S/A, o termo passivo possui conceito amplo, pois abrange todo o lado direito do balanço patrimonial. Assim, nas demonstrações financeiras publicadas, observa-se que o balanço patrimonial evidencia em seu cabeçalho apenas os termos ATIVO e PASSIVO. Todavia, a rigor, passivo tem conotação de obrigações exigíveis, dessa forma, o patrimônio líquido fica (de maneira não adequada) classificado como subgrupo do passivo. 3.1.2.5 Origens e aplicações O lado do passivo, tanto o capital de terceiros (passivo exigível) como o capital próprio (patrimônio líquido), representa toda a fonte de recursos, toda a origem de capital. Em outras palavras, nenhum recursos entra na empresa se não for via passivo ou patrimônio líquido. O lado do ativo é caracterizado pela aplicação dos recursos captados via passivo e patrimônio líquido. Assim, se uma empresa tomar emprestado recursos de uma instituição financeira (bancos, por exemplo), haverá uma origem de recursos – passivo. Todavia, esses recursos originados serão aplicados em algum lugar. Tais recursos se tornarão bens ou direitos, portanto serão aplicados no ativo (estoques, máquinas, etc.). Página 96 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Dessa forma, fica bastante simples entender porque o ativo será sempre igual ao passivo (mais propriamente à soma do passivo com o patrimônio líquido). A empresa somente pode aplicar aquilo que tem origem e todo recurso originado para a empresa deverá ser aplicado em alguma coisa. 3.1.2.6 Explicação da expressão balanço patrimonial A expressão balanço decorre do equilíbrio: ATIVO = PASSIVO + PL ou da igualdade ORIGENS = APLICAÇÕES. A expressão balanço patrimonial decorre da idéia de equilíbrio do patrimônio (equilíbrio este existente entre origens e aplicações). 3.1.2.7 Grupo de contas do balanço patrimonial 3.1.2.8 Grupo de contas do ativo O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma características. Os itens do ativo são agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é, de acordo com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro. No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez dos elementos nelas registradas e agrupadas nos seguintes grupos: * Ativo Circulante; * Ativo Realizável a Longo Prazo; * Ativo Permanente: * investimentos; * imobilizado; * diferido. Na tabela a seguir encontra-se resumo das contas contábeis constantes do ativo de uma empresa, juntamente com breve descrição de sua função. Página 97 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Classificação Descrição Obs. 1 Ativo bens e direitos da empresa 1.1 Ativo Circulante bens e direitos realizáveis até o término do exercício social subseqüente 1.1.1 Disponibilidades bens e direitos realizáveis imediatamente 1.1.1.1 Caixa 1.1.1.2 Depósitos bancários a vista 1.1.1.4 Aplicações de liquidez imediata 1.1.1.5 Saldos em moeda estrangeira 1.1.2 Investimentos temporários aplicações bancárias e outras realizáveis até o término do exercício subseqüente 1.1.2.1.2 Aplicações temporárias em ouro 1.1.2.1.3 Aplicações temporárias em ações 1.1.3 Contas a receber valores a receber de terceiros, dentro do exercício social 1.1.3.1 Clientes 1.1.3.1.1 Duplicatas a receber 1.1.3.1.2 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.1.3.1.3 Duplicatas descontadas 1.1.3.2 Outros créditos 1.1.3.2.1 Títulos a receber - promissórias 1.1.3.2.2 Cheques em cobrança 1.1.3.2.3 Dividendos propostos a receber 1.1.3.2.4 Bancos - contas vinculadas 1.1.3.2.5 Adiantamentos a terceiros 1.1.3.2.6 Créditos a funcionários 1.1.3.2.7 Impostos a recuperar 1.1.4 Estoques mercadorias para revenda, matéria prima para produção e material de consumo 1.1.5 Despesas antecipadas pagamentos antecipados de despesas que somente ocorrerão posteriormente 1.2 Ativo Realizável a Longo Prazo bens e direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente 1.2.1 Créditos e Valores 1.2.1.1 Bancos – contas vinculadas 1.2.1.2 Contas a receber 1.2.1.3 Títulos a receber Crédito de acionista, diretor, coligada ou 1.2.1.4 controlada (transações não operacionais) 1.2.1.5 Adiantamentos a terceiros Provisão para devedores duvidosos (conta 1.2.1.6 credora) 1.2.1.7 Impostos a recuperar 1.2.2 Investimentos temporários a Longo Prazo; títulos e investimentos não permanentes em outras sociedades 1.2.3 Despesas antecipadas 1.3 Ativo Permanente bens e direitos adquiridos com intenção de permanecer na empresa 1.3.1 Ativo Permanente Investimentos não utilizados para a consecução da atividade fim da empresa 1.3.1.1 participações permanentes em outras sociedades 1.3.1.2 imóveis de aluguel 1.3.1.3 obras de arte 1.3.2 Ativo Permanente Imobilizado bens e direitos utilizados na consecução da atividade fim da empresa 1.3.2.1 terrenos e edificações 1.3.2.2 máquinas e equipamentos 1.3.2.3. depreciação amortização e exaustão 1.3.3 Ativo Diferido despesas pagas e que influenciarão o lucro de diversos períodos subseqüentes 1.3.3.1 despesas pré-operacionais 1.3.3.2 gastos com reestruturação administrativa 1.3.3.3 amortização Página 98 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA 3.1.2.9 Grupo de contas do passivo, resultados de exercícios futuros e patrimônio líquido. O passivo agrupa contas de acordo com o seu vencimento, isto é, aquelas contas que serão liquidadas mais rapidamente integram um primeiro grupo. Aquelas que serão pagas num prazo mais longo formam outro grupo. Existe analogia entre passivo e ativo em termos de liquidez decrescente; por um lado, no ativo aparecem as contas que se converterão mais rapidamente em dinheiro e, por outro lado, no passivo, são destacadas, prioritariamente as contas que devem ser pagas primeiro. São classificadas como resultados de exercícios futuros as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. Devem compor este grupo as receitas recebidas ou faturadas antecipadamente que não corram o risco de devolução por parte da empresa, tais como aluguel recebido antecipadamente (com cláusula de não reembolso). Os adiantamentos com risco de devolução devem ser registrados no passivo circulante ou exigível a longo prazo. Na tabela abaixo, encontra-se resumo das contas contábeis constantes do Passivo, Resultado de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido de uma empresa, juntamente com breve descrição de sua função. Página 99 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Classificação Descrição Obs. 2 PASSIVO Obrigações da empresa com terceiros obrigações exigíveis antes / depois do fim do 2.1 Passivo circulante e exigível a longo prazo exercício subseqüente 2.1.1 fornecedores 2.1.2 títulos a pagar 2.1.3 Dividendos propostos a pagar ou dividendos a pagar 2.1.4 Debêntures a pagar 2.1.5 salários a Pagar e encargos sociais a recolher 2.1.6 adiantamento de clientes 2.1.7 adiantamentos recebidos para aumento de capital 2.1.8 empréstimos e financiamentos bancários 2.1.9 provisões 2.1.10 participações no resultado. Receitas já recebidas, referentes a exercícios 2.2 Resultados de exercícios futuros futuros e sem possibilidade de devolução 3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Saldo entre bens e direitos e obrigações 3.1 capital social contribuição dos sócios elementos patrimoniais sem qualquer 3.2 Reservas característica de exigibilidade atual ou futura valores recebidos diretamente de sócios ou 3.2.1 reservas de capital terceiros 3.2.1.1 ágio na emissão de ações / quotas 3.2.1.2 Prêmio na emissão de debêntures 3.2.1.3 Doações e subvenções para investimentos 3.2.1.4 Alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição contrapartida de acréscimo de valor de bens 3.2.2 reservas de reavaliação do ativo decorrente de nova avaliação parte do lucro reservado para finalidade 3.2.3 reservas de lucros específica 3.2.3.1 reserva legal 3.2.3.2 reserva para contingências 3.2.3.3 reserva de lucros a realizar 3.2.3.4 Reservas estatutárias Reservas e lucros para planos de investimento 3.2.3.5 (retenção de lucros) 3.3 lucros ou prejuízos acumulados ações da companhia adquirida por ela 3.4 Ações em tesouraria própria 3.1.3 Demonstração de resultados do exercício Acima, foram estudadas as contas patrimoniais da empresa – no Balanço Patrimonial. Lá constavam os bens, direitos e obrigações do patrimônio, EM UM Página 100 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA DADO MOMENTO, ESPECÍFICO. Porém, para um conhecimento profundo da situação do patrimônio, não basta saber sua composição momentânea, mas também sua EVOLUÇÃO NO TEMPO. O registro da evolução do patrimônio no tempo, conforme já foi visto, é registrado em contas de resultado – RECEITAS e DESPESAS, que mostram, respectivamente, os aumentos e reduções no patrimônio, cujo saldo, no período, é denominado de lucro líquido. A Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação, em forma resumida, das operações realizadas pela empresa, durante o exercício social, demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período. O art. 187 da Lei das S/A estabelece a ordem de apresentação das receitas, custos e despesas, nessa demonstração, para fins de publicação. Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda; b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. O objetivo básico da Demonstração do Resultado do Exercício é fornecer aos usuários das demonstrações financeiras da empresa, como já indicado, os dados básicos e essenciais da formação do resultado do exercício. 3.1.3.1 Componentes do DRE Faturamento bruto (-) IPI faturado (=) Receita Bruta de Vendas de Mercadorias, Produtos e/ou Serviços (-) vendas canceladas (-) abatimentos concedidos e descontos incondicionais (-) impostos e contribuições incidentes sobre vendas e serviços (=) Receita Líquida de Vendas (-) Custo das Mercadorias ou produtos vendidos e/ou serviços prestados Página 101 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA (=) Resultado Bruto (se positivo, lucro bruto) (-) despesas operacionais despesas com vendas despesas gerais e administrativas despesas financeiras outras despesas operacionais (-) Resultados negativos em participações societárias (-) Variações monetárias passivas (+) Receitas financeiras (+) Resultados positivos em participações societárias (+) Variações monetárias ativas (+) Outras receitas operacionais (=) Resultado operacional (se positivo, lucro operacional) (-) Despesas não operacionais (+) Receitas não operacionais (=) Resultado do período base antes da Contribuição Social e o Imposto de Renda (-) Contribuição Social sobre o lucro (-) Provisão para o Imposto de Renda (=) Lucro Líquido do período antes das participações (-) Participações de debenturistas (-) Participações de empregados (-) Participações de administradores (-) Participações de partes beneficiárias (-) Contribuição para fundos de assistência e previdência social dos empregados (=) Lucro líquido do período base (/ ) Número de ações (=) Lucro líquido por ação 3.1.4 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados Já vimos o balanço patrimonial – com os bens, direitos e obrigações do patrimônio em determinado momento (no início e no final do exercício). Vimos, também, a demonstração do resultado do exercício, que evidencia os aumentos e reduções do patrimônio em um determinado intervalo de tempo (o exercício). Ocorre que os aumentos e reduções do patrimônio implicam a modificação da quantidade de seus bens, direitos e obrigações. Ou seja, o lucro líquido deve se agregar ao patrimônio ou ser distribuído aos sócios. Página 102 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA Apenas uma parte do lucro líquido é distribuída para os proprietários da empresa, em forma de dividendos. A maior parcela, normalmente, é retida na empresa e reinvestida no negócio. A Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados funciona como o “elo de ligação” entre a DRE e o BP. Esta demonstração vem a ser a transcrição ordenada e sintética da movimentação sofrida por uma conta, durante o exercício. Ela, simplesmente, evidencia a evolução do saldo acumulado dos resultados da entidade. Essa demonstração, regulamentada pelo artigo 186 da lei das S/A, discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; (a correção monetária foi extinta pela lei 9.249/95, a partir de 01/01/96) II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao final do período. Encerra-se a DRE com a apuração do lucro líquido. Em seguida, transporta-se o lucro líquido para a Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. Após a destinação do lucro líquido, o que fica retido é transportado para o balanço patrimonial, no grupo patrimônio líquido. 3.1.4.1 Estrutura da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (+/-) saldo do início do exercício (+/-) ajustes de exercícios anteriores efeitos na mudança de critérios contábeis retificação de erros de exercícios anteriores (=) saldo ajustado (+/-) lucro (ou prejuízo) líquido do exercício após a provisão para o IR (+) reversões e transferências de reservas de contingências de lucros a realizar Página 103 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA de lucros para expansão reservas especiais para pagamento de dividendos reservas de reavaliação reservas de capital (=) saldo à disposição da AGO (-) proposta da administração de destinação dos lucros: transferências para reservas reserva legal reservas estatutárias reservas para contingências reservas para plano de investimentos reservas de lucros a realizar reserva especial para pagamento de dividendos dividendos a distribuir dividendo por ação do capital social parcela dos lucros incorporada ao capital (=) saldo no encerramento do exercício 3.1.5 Demonstração de mutações do patrimônio líquido A lei das S/A tornou obrigatória a Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, permitindo, no entanto, que seus dados sejam incluídos na Demonstração das mutações do Patrimônio líquido. Nesse caso, as companhias ficam desobrigadas de elaboração e publicação da primeira demonstração, posto que a segunda a compreende e tem maior abrangência. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige que todas as companhias abertas elaborem e publiquem a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Nela, as contas componentes do Patrimônio Líquido podem ser agrupadas, devendo essa circunstância ser indicada nas Notas Explicativas. Por incluir todo o grupo “patrimônio líquido”, essa demonstração evidencia as alterações sofridas em um período pelo capital próprio da empresa, tais como: - alterações do capital social: integralizações, incorporações ou reduções; - resultado obtido e sua destinação; - formação e utilização de reservas; - realização de reservas de reavaliação; Página 104 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA - ajustes de exercícios anteriores, etc. 3.1.5.1 Forma da demonstração A demonstração das mutações do patrimônio líquido tem forma e conteúdo bastante semelhantes aos da Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, incluirá também várias colunas verticais, nas quais serão especificadas as alterações de cada uma das contas componentes do patrimônio líquido. Essas colunas deverão manter a mesma ordem recomendada pela lei da S/A para a apresentação do grupo no Balanço Patrimonial: - capital; - reservas de capital; - reservas de reavaliação; - reservas de lucro; - lucros ou prejuízos acumulados. A demonstração terá a forma a seguir, com tantas colunas quantas sejam necessárias para que todas as contas representativas do capital próprio sejam incluídas. Em nosso exemplo, trabalharemos com um número reduzido, por razões didáticas. Página 105 de 106
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    Contabilidade Geral FACENSA demonstração das mutações do patrimônio líquido período de __/ __/ __ a __/ __/ __ capital Reservas lucros ou prejuízos acumulados capital Reavaliação lucro saldo no início do exercício Ajustes de exercícios anteriores Aumento de capital por subscrição Formação de reservas de capital Formação de reservas de reavaliação Reversões de reservas Resultado do exercício Saldo à disposição da assembléia Destinações para reservas de lucros Dividendos Incorporação ao capital saldo no final do exercício Página 106 de 106