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ANTROPOSSOLO a metamorfose do solo pela  ação humana Ricardo de Sampaio Dagnino Mestrando em Geografia  Universidade Estadual de Campinas 20 junho 2005 Apresentação para alunos da Disciplina de Solos Tropicais, ministrada pelo Prof. Francisco Ladeira – Instituto de Geociências - UNICAMP
RAÍZES Anthropos  = Homem Solum  = Chão Anthropos  +  Solum  = Antropossolo “Solo formado pelo Homem”
Duas visões principais das Ciências da Terra sobre os efeitos geo-pedológicos da ação humana 2) Valoriza a Ação Humana:  Visão crítica (DUDAL, 2004; CURCIO et al, 2004) Menospreza a Ação Humana:  Visão clássica (LEPSCH, 2002; EMBRAPA, 1999)
Visão Clássica 1. Clima 2. Organismos:   microrganismos (micro-flora ou fauna);  vegetais superiores (macroflora);  animais (macrofauna );  homem 3. Material de origem 4. Relevo 5. Tempo ¼ do Fator  Organismos Homem organismo
Visão Clássica Tempo Linear e Arítmico “ Os solos são corpos naturais que se desenvolvem em escalas de tempo da ordem de centenas a milhares de anos, e compõem a cobertura pedológica que reveste as áreas emersas da Terra.” (PEDRON et al, 2004)
Conceitos Horizonte A antrópico  (horizonte diagnóstico de constituição mineral, bastante superficial) + Modificado por efeito de acréscimo de matérias incorporadas ao solo,  + Inclui antigos despejos de resíduos domésticos, esterco e demais deposições de rejeitos, variavelmente decompostos,  + Resultando em mistura do material inato do solo primitivo com as adições causadas por  ação do homem durante longo período , com expressivos aumentos de matéria orgânica, muitas vezes acompanhada de elevados teores de fósforo e cálcio.  + Assemelha-se em cor, estrutura e conteúdo de matéria orgânica ao A chernozêmico; contudo, devido aos adicionamentos, geralmente com fartura de ossos ou conchas, o teor de fósforo, facilmente solúvel, contido no seu material, é notoriamente superior aos naturalmente encontrados em horizonte A do tipo chernozêmico. (OLIVEIRA, J. Et al, 1992.)   Visão Clássica
Anthrosols  (solos com evidências de modificações provocadas por atividades humanas)  + Podem ser resultados da adição,  por centenas de anos , de materiais orgânicos, aterros e nivelamentos do terreno, bem como sistemas longos e contínuos de irrigação.  + Na maior parte das vezes, essas modificações restringem-se à parte mais superficial do perfil (até 1 m).  + Esses solos podem ser encontrados onde pequenos povoados humanos permaneceram por muito tempo. + No Brasil, existem alguns destes que são conhecidos como “terra preta de índio”, por apresentar espesso e escuro horizonte superficial (A antrópico) onde são comuns fragmentos de cerâmica e outros artefatos indígenas. Elas formaram-se em locais onde foram incorporadas grandes quantidades de restos orgânicos (principalmente peixes) perto de antigas aldeias indígenas. Conceitos de transição (Lepsch, 2002)
ANTROSSOLOS  (definição oficial de Portugal) - Solos em que a  ação antrópica teve uma influência determinante nas suas características  através de mobilização profunda com desagregação da rocha e mistura de camadas, por vezes com movimentação de terras. Apresentam uma espessura que varia geralmente entre 70 m e 120 m e bastante pedregosidade à superfície e no interior do perfil. Conceitos de transição
1. Clima 2. Organismos:   microrganismos (micro-flora ou fauna);  vegetais superiores (macroflora);  animais (macrofauna );  3. Material de origem 4. Relevo 5. Tempo 6. HOMEM 1/6 dos FATORES FORMADORES Homem Sexto Fator Visão Crítica
“ A intervenção humana nos solos  responde por complexas e sutis variações  na fisiologia de uma determinada paisagem [Quinária]  ,  imitando  até certo ponto  os acontecimentos , de maior intensidade e extensividade,  relacionados às variações climáticas quaternárias ". (AB'SABER, 1969)   “ O solo é uma porção dinâmica da paisagem, de natureza tridimensional,  sintetizando, em seu perfil, muitas influências mesológicas do presente e do passado. Podemos ter paisagens e perfis de solos, cada qual com sua forma natural de vegetação, ou dotado de cobertura vegetal  provocada pelo homem, a agricultura e o tipo de povoamento .” ( BUNTING, 1971). Visão Crítica Tempo Cíclico e Rítmico
FORMAÇÃO : “ As novas coberturas pedológicas  e as novas formações geológicas, que se encontram em processo de geração,  estão fortemente influenciadas pela ação do homem “. (OLIVEIRA, 1995) DESTRUIÇÃO:  “ Não é mais possível identificar , nas regiões com alguma forma de uso do solo,  processos erosivos exclusivamente naturais “. (OLIVEIRA, 1994). “Do ponto de vista da gênese dos solos,  a destruição e formação de solos pelo homem , pela grande manipulação física dos materiais terrosos,  são eventos catastróficos que criam novos pontos de partida para a formação dos [novos] solos " (Fanning, Fanning 1989 apud Peloggia 1997). Homem: FORMADOR e DESTRUIDOR de Solos Visão Crítica
Camada Antrópica   (ao invés de Horizonte A Antrópico)  + Possui menos de 40 cm de espessura, resultante de estruturação induzida, exclusivamente pelo homem, identificada em superfície ou subsuperfície. + Constituída de materiais orgânicos ou inorgânicos, podendo ser detectada a presença de materiais inertes, tóxicos ou sépticos. + Essa camada exclui a fase de soterramento sobre horizontes diagnósticos superficiais, provocada por processos erosivos. Visão Crítica Conceitos (CURCIO, G. et al, 2004)
Visão Crítica Conceitos ANTROPOSSOLOS  (solos produzidos pelo homem) + Possui 40 cm ou mais de espessura, formado por várias ou apenas uma camada antrópica, constituído por material orgânico e/ou inorgânico,  formado exclusivamente por intervenção humana , sobrejacente a qualquer horizonte pedogenético, ou saprolitos de rocha, ou rocha não intemperizada.  + Morfologia muito variável em razão da natureza de seus materiais constitutivos, técnicas de composição e tempo de formação.  + Em geral,  apresentam pequeno grau de evolução , caracterizado pela pequena relação pedogenética entre as camadas.  + É muito comum ser identificada a presença de materiais tóxicos e sépticos em sua composição. A drenagem é bastante diversa, e está diretamente relacionada à natureza e a quantidade dos materiais constitutivos, técnica de estruturação para formação do volume, bem como do ambiente de deposição. (CURCIO, G. et al, 2004)
Chave de Classificação A N T R O P O S S O L O S (CURCIO, G. et al, 2004)
Tecnógeno : (1) aterro constituído por mistura de solos de granulações diversas (argila, silte arenoso, areias), com entulhos, de consistência mole a muito mole.  Quaternário : (2) argila arenosa cinza escura a marrom escura, rica em matéria orgânica, muito mole, com fragmentos vegetais; (3) areias finas a médias pouco argilosas a argilosas, cinzentas, eventualmente seixosas, fofas a medianamente compactas.  Terciário : (4) arguas verdes a cinza-esverdeadas, arenosas a pouco arenosas, duras a rijas, localmente siltosas, com lentes de areia média argilosa verde clara, compacta, pouco espessas, lentes de areia fina com seixos e de silte argiloso pouco arenoso, verde, com seixos. (5) sp: sondagens a percussão; (6) limite da investigação geotécnica. Várzea do Tietê na região da Vila Maria Baixa (PELOGGIA, 1997)
a) movimentações sucessivas por escorregamentos e enxurradas a partir de aterros de "bota-fora", vazadouros de lixo e também envolvendo o solo superficial ss: solo superficial;  ssp: solo saprolítico;  BF: "bota-fora";  V: camada de vegetação superficial encoberta;  LX: vazadouro de lixo;  R: ruptura no "bota-fora" podendo envolver o ss.  b) ocupação da encosta por assentamento espontâneo. Notar a implantação das moradias em patamares de compensação C: corte;  A:  aterro;  As setas indicam o fluxo preferencial de infiltração a partir de lançamentos de águas servidas (L), fossas rasas (F) e águas pluviais mal drenadas,  cr: cobertura remobilizada. Gênese e ocupação da cobertura remobilizada
(1) Al: aluvião; (2) At: aterro lançado; (3) CR: cobertura remobilizada; (4) C: colúvio; (5): SRMx: solo residual de micaxisto. (PELOGGIA, 1997) Jardim Eliane
Croquis  representando escorregamento remontante da camada de colúvio sobre maciço de micaxistos e metarenitos do Grupo São Roque, induzido por corte no sopé da encosta.  C: colúvio; M: maciço saprolítico; T: talude de corte; A: aterro; ME: massa escorregada; SR: superfície de ruptura; RR: rupturas remontantes; LS: linha de seixos. (PELOGGIA, 1997) Jardim Morro Doce - extremo noroeste de São Paulo
Croquis  representando escorregamentos remontantes da camada coluvionar superficial e de antigo depósito terciário de encosta (tipo  debris flow),  movimentados em conjunto sobre o maciço saprolítico de micaxistos, devido ao descalçamento do sopé da encosta por corte.  A: aterro; C: colúvio; SR: superfície de ruptura; RR: rupturas remontantes; M: maciço saprolítico; ME: massa escorregada; TL: depósito terciário tipo "tálus"; T: talude de corte; H: habitação .   Jardim Paranapanema - Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo  (PELOGGIA, 1997)
(OLIVEIRA e AUGUSTO FILHO, 2005) Dinâmica de  encostas
Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) 1ª Fase
Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) As instabilizações provocadas pelos primeiros impactos é dinâmico e continua a evoluir, por força do avanço da ocupação e uso do solo e o escoamento superficial passa a entalhar remontantemente o depósito, através de um processo de emboçorocamento típico, na direção das formas de ocupação e uso do solo concentradoras de escoamentos. 2ª Fase
Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) A partir deste momento, os sedimentos produzidos à montante não são mais depositados nesse local e, somados aos depósitos retrabalhados, são transportados mais para jusante, para drenagens de segunda, terceira ordem etc., enfim para os cursos d’água da região. 3ª Fase
(OLIVEIRA, 1995) Depósitos observados em taludes de boçorocas, quando se encontram cortados e expostos pela erosão, correspondente ao entalhamento da drenagem, que corta solos hidromórficos sotopostos, até atingir níveis de arenito mais resistente.
(SCHLEUß et al,  1998) Exemplos de Cartografia de Antropossolos
Referências AB'SABER, A.N. 1969. Um conceito de Geomorfologia à serviço das pesquisas sobre o Quaternário. Instituto de Geografia, Universidade de São Paulo,  Geomorfologia ,  18, 23 p., São Paulo. BUNTING, Brian. 1971. Geografia do Solo. Rio de Janeiro: Zahar, 1971. CURCIO, G.; LIMA, V.; GIAROLA, N.  Antropossolos: proposta de ordem (1ª aproximação ). Colombo: Embrapa Florestas, 2004. OLIVEIRA, A.M.S. 1995. A Abordagem geotecnogênica: a geologia de engenharia no Quinário. In BITAR, Omar (coord.).  Curso de Geologia aplicada ao meio ambiente . São Paulo: ABGE/IPT, 1995. p. 231- 241. OLIVEIRA, A.M.S; AGUSTO FILHO, O. 2005. Análise de Movimentos de Massa com Base em Observações do Evento do Ano 2000 de Campos de Jordão (Estado de São Paulo, Brasil).  Solos e Rochas , São Paulo, 28, (l):99-lll, Janeiro-Abril, 2005. OLIVEIRA, J. et al.  Classes gerais de solos do Brasil. Guia auxiliar para seu reconhecimento.  Jaboticabal: Funep, 1992. 201 p.
PEDRON, F. et al. 2004. Solos Urbanos.  Ciência Rural , Santa Maria, v.34, n.5, p.1647-1653, set-out, 2004. PELOGGIA, A.U.G. 1997.  Delineação e Aprofundamento temático da Geologia do Tecnógeno do Município de São Paulo (As consequências geológicas da ação do homem sobre a natureza e as determinações geológicas da ação humana em suas particularidades referentes à precária ocupação urbana).  São Paulo, 262p. (Tese de Doutoramento, Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo). SCHLEUß  , U. et al. 1998. Variability of soils in urban and periurban areas in Northern Germany.  Catena , 33 (1998), p. 255–270. Referências “ Um conceito de Solos à serviço das pesquisas do Quinário” Parafraseando o mestre Aziz Ab’Saber

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Antropossolo

  • 1. ANTROPOSSOLO a metamorfose do solo pela ação humana Ricardo de Sampaio Dagnino Mestrando em Geografia Universidade Estadual de Campinas 20 junho 2005 Apresentação para alunos da Disciplina de Solos Tropicais, ministrada pelo Prof. Francisco Ladeira – Instituto de Geociências - UNICAMP
  • 2. RAÍZES Anthropos = Homem Solum = Chão Anthropos + Solum = Antropossolo “Solo formado pelo Homem”
  • 3. Duas visões principais das Ciências da Terra sobre os efeitos geo-pedológicos da ação humana 2) Valoriza a Ação Humana: Visão crítica (DUDAL, 2004; CURCIO et al, 2004) Menospreza a Ação Humana: Visão clássica (LEPSCH, 2002; EMBRAPA, 1999)
  • 4. Visão Clássica 1. Clima 2. Organismos: microrganismos (micro-flora ou fauna); vegetais superiores (macroflora); animais (macrofauna ); homem 3. Material de origem 4. Relevo 5. Tempo ¼ do Fator Organismos Homem organismo
  • 5. Visão Clássica Tempo Linear e Arítmico “ Os solos são corpos naturais que se desenvolvem em escalas de tempo da ordem de centenas a milhares de anos, e compõem a cobertura pedológica que reveste as áreas emersas da Terra.” (PEDRON et al, 2004)
  • 6. Conceitos Horizonte A antrópico (horizonte diagnóstico de constituição mineral, bastante superficial) + Modificado por efeito de acréscimo de matérias incorporadas ao solo, + Inclui antigos despejos de resíduos domésticos, esterco e demais deposições de rejeitos, variavelmente decompostos, + Resultando em mistura do material inato do solo primitivo com as adições causadas por ação do homem durante longo período , com expressivos aumentos de matéria orgânica, muitas vezes acompanhada de elevados teores de fósforo e cálcio. + Assemelha-se em cor, estrutura e conteúdo de matéria orgânica ao A chernozêmico; contudo, devido aos adicionamentos, geralmente com fartura de ossos ou conchas, o teor de fósforo, facilmente solúvel, contido no seu material, é notoriamente superior aos naturalmente encontrados em horizonte A do tipo chernozêmico. (OLIVEIRA, J. Et al, 1992.) Visão Clássica
  • 7. Anthrosols (solos com evidências de modificações provocadas por atividades humanas) + Podem ser resultados da adição, por centenas de anos , de materiais orgânicos, aterros e nivelamentos do terreno, bem como sistemas longos e contínuos de irrigação. + Na maior parte das vezes, essas modificações restringem-se à parte mais superficial do perfil (até 1 m). + Esses solos podem ser encontrados onde pequenos povoados humanos permaneceram por muito tempo. + No Brasil, existem alguns destes que são conhecidos como “terra preta de índio”, por apresentar espesso e escuro horizonte superficial (A antrópico) onde são comuns fragmentos de cerâmica e outros artefatos indígenas. Elas formaram-se em locais onde foram incorporadas grandes quantidades de restos orgânicos (principalmente peixes) perto de antigas aldeias indígenas. Conceitos de transição (Lepsch, 2002)
  • 8. ANTROSSOLOS (definição oficial de Portugal) - Solos em que a ação antrópica teve uma influência determinante nas suas características através de mobilização profunda com desagregação da rocha e mistura de camadas, por vezes com movimentação de terras. Apresentam uma espessura que varia geralmente entre 70 m e 120 m e bastante pedregosidade à superfície e no interior do perfil. Conceitos de transição
  • 9. 1. Clima 2. Organismos: microrganismos (micro-flora ou fauna); vegetais superiores (macroflora); animais (macrofauna ); 3. Material de origem 4. Relevo 5. Tempo 6. HOMEM 1/6 dos FATORES FORMADORES Homem Sexto Fator Visão Crítica
  • 10. “ A intervenção humana nos solos responde por complexas e sutis variações na fisiologia de uma determinada paisagem [Quinária] , imitando até certo ponto os acontecimentos , de maior intensidade e extensividade, relacionados às variações climáticas quaternárias ". (AB'SABER, 1969) “ O solo é uma porção dinâmica da paisagem, de natureza tridimensional, sintetizando, em seu perfil, muitas influências mesológicas do presente e do passado. Podemos ter paisagens e perfis de solos, cada qual com sua forma natural de vegetação, ou dotado de cobertura vegetal provocada pelo homem, a agricultura e o tipo de povoamento .” ( BUNTING, 1971). Visão Crítica Tempo Cíclico e Rítmico
  • 11. FORMAÇÃO : “ As novas coberturas pedológicas e as novas formações geológicas, que se encontram em processo de geração, estão fortemente influenciadas pela ação do homem “. (OLIVEIRA, 1995) DESTRUIÇÃO: “ Não é mais possível identificar , nas regiões com alguma forma de uso do solo, processos erosivos exclusivamente naturais “. (OLIVEIRA, 1994). “Do ponto de vista da gênese dos solos, a destruição e formação de solos pelo homem , pela grande manipulação física dos materiais terrosos, são eventos catastróficos que criam novos pontos de partida para a formação dos [novos] solos " (Fanning, Fanning 1989 apud Peloggia 1997). Homem: FORMADOR e DESTRUIDOR de Solos Visão Crítica
  • 12. Camada Antrópica (ao invés de Horizonte A Antrópico) + Possui menos de 40 cm de espessura, resultante de estruturação induzida, exclusivamente pelo homem, identificada em superfície ou subsuperfície. + Constituída de materiais orgânicos ou inorgânicos, podendo ser detectada a presença de materiais inertes, tóxicos ou sépticos. + Essa camada exclui a fase de soterramento sobre horizontes diagnósticos superficiais, provocada por processos erosivos. Visão Crítica Conceitos (CURCIO, G. et al, 2004)
  • 13. Visão Crítica Conceitos ANTROPOSSOLOS (solos produzidos pelo homem) + Possui 40 cm ou mais de espessura, formado por várias ou apenas uma camada antrópica, constituído por material orgânico e/ou inorgânico, formado exclusivamente por intervenção humana , sobrejacente a qualquer horizonte pedogenético, ou saprolitos de rocha, ou rocha não intemperizada. + Morfologia muito variável em razão da natureza de seus materiais constitutivos, técnicas de composição e tempo de formação. + Em geral, apresentam pequeno grau de evolução , caracterizado pela pequena relação pedogenética entre as camadas. + É muito comum ser identificada a presença de materiais tóxicos e sépticos em sua composição. A drenagem é bastante diversa, e está diretamente relacionada à natureza e a quantidade dos materiais constitutivos, técnica de estruturação para formação do volume, bem como do ambiente de deposição. (CURCIO, G. et al, 2004)
  • 14. Chave de Classificação A N T R O P O S S O L O S (CURCIO, G. et al, 2004)
  • 15. Tecnógeno : (1) aterro constituído por mistura de solos de granulações diversas (argila, silte arenoso, areias), com entulhos, de consistência mole a muito mole. Quaternário : (2) argila arenosa cinza escura a marrom escura, rica em matéria orgânica, muito mole, com fragmentos vegetais; (3) areias finas a médias pouco argilosas a argilosas, cinzentas, eventualmente seixosas, fofas a medianamente compactas. Terciário : (4) arguas verdes a cinza-esverdeadas, arenosas a pouco arenosas, duras a rijas, localmente siltosas, com lentes de areia média argilosa verde clara, compacta, pouco espessas, lentes de areia fina com seixos e de silte argiloso pouco arenoso, verde, com seixos. (5) sp: sondagens a percussão; (6) limite da investigação geotécnica. Várzea do Tietê na região da Vila Maria Baixa (PELOGGIA, 1997)
  • 16. a) movimentações sucessivas por escorregamentos e enxurradas a partir de aterros de "bota-fora", vazadouros de lixo e também envolvendo o solo superficial ss: solo superficial; ssp: solo saprolítico; BF: "bota-fora"; V: camada de vegetação superficial encoberta; LX: vazadouro de lixo; R: ruptura no "bota-fora" podendo envolver o ss. b) ocupação da encosta por assentamento espontâneo. Notar a implantação das moradias em patamares de compensação C: corte; A: aterro; As setas indicam o fluxo preferencial de infiltração a partir de lançamentos de águas servidas (L), fossas rasas (F) e águas pluviais mal drenadas, cr: cobertura remobilizada. Gênese e ocupação da cobertura remobilizada
  • 17. (1) Al: aluvião; (2) At: aterro lançado; (3) CR: cobertura remobilizada; (4) C: colúvio; (5): SRMx: solo residual de micaxisto. (PELOGGIA, 1997) Jardim Eliane
  • 18. Croquis representando escorregamento remontante da camada de colúvio sobre maciço de micaxistos e metarenitos do Grupo São Roque, induzido por corte no sopé da encosta. C: colúvio; M: maciço saprolítico; T: talude de corte; A: aterro; ME: massa escorregada; SR: superfície de ruptura; RR: rupturas remontantes; LS: linha de seixos. (PELOGGIA, 1997) Jardim Morro Doce - extremo noroeste de São Paulo
  • 19. Croquis representando escorregamentos remontantes da camada coluvionar superficial e de antigo depósito terciário de encosta (tipo debris flow), movimentados em conjunto sobre o maciço saprolítico de micaxistos, devido ao descalçamento do sopé da encosta por corte. A: aterro; C: colúvio; SR: superfície de ruptura; RR: rupturas remontantes; M: maciço saprolítico; ME: massa escorregada; TL: depósito terciário tipo "tálus"; T: talude de corte; H: habitação . Jardim Paranapanema - Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo (PELOGGIA, 1997)
  • 20. (OLIVEIRA e AUGUSTO FILHO, 2005) Dinâmica de encostas
  • 21. Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) 1ª Fase
  • 22. Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) As instabilizações provocadas pelos primeiros impactos é dinâmico e continua a evoluir, por força do avanço da ocupação e uso do solo e o escoamento superficial passa a entalhar remontantemente o depósito, através de um processo de emboçorocamento típico, na direção das formas de ocupação e uso do solo concentradoras de escoamentos. 2ª Fase
  • 23. Hipótese de formação e evolução de depósitos tecnogênicos relacionados ao uso urbano do solo no Planalto Ocidental Paulista (OLIVEIRA, 1995) A partir deste momento, os sedimentos produzidos à montante não são mais depositados nesse local e, somados aos depósitos retrabalhados, são transportados mais para jusante, para drenagens de segunda, terceira ordem etc., enfim para os cursos d’água da região. 3ª Fase
  • 24. (OLIVEIRA, 1995) Depósitos observados em taludes de boçorocas, quando se encontram cortados e expostos pela erosão, correspondente ao entalhamento da drenagem, que corta solos hidromórficos sotopostos, até atingir níveis de arenito mais resistente.
  • 25. (SCHLEUß et al, 1998) Exemplos de Cartografia de Antropossolos
  • 26. Referências AB'SABER, A.N. 1969. Um conceito de Geomorfologia à serviço das pesquisas sobre o Quaternário. Instituto de Geografia, Universidade de São Paulo, Geomorfologia , 18, 23 p., São Paulo. BUNTING, Brian. 1971. Geografia do Solo. Rio de Janeiro: Zahar, 1971. CURCIO, G.; LIMA, V.; GIAROLA, N. Antropossolos: proposta de ordem (1ª aproximação ). Colombo: Embrapa Florestas, 2004. OLIVEIRA, A.M.S. 1995. A Abordagem geotecnogênica: a geologia de engenharia no Quinário. In BITAR, Omar (coord.). Curso de Geologia aplicada ao meio ambiente . São Paulo: ABGE/IPT, 1995. p. 231- 241. OLIVEIRA, A.M.S; AGUSTO FILHO, O. 2005. Análise de Movimentos de Massa com Base em Observações do Evento do Ano 2000 de Campos de Jordão (Estado de São Paulo, Brasil). Solos e Rochas , São Paulo, 28, (l):99-lll, Janeiro-Abril, 2005. OLIVEIRA, J. et al. Classes gerais de solos do Brasil. Guia auxiliar para seu reconhecimento. Jaboticabal: Funep, 1992. 201 p.
  • 27. PEDRON, F. et al. 2004. Solos Urbanos. Ciência Rural , Santa Maria, v.34, n.5, p.1647-1653, set-out, 2004. PELOGGIA, A.U.G. 1997. Delineação e Aprofundamento temático da Geologia do Tecnógeno do Município de São Paulo (As consequências geológicas da ação do homem sobre a natureza e as determinações geológicas da ação humana em suas particularidades referentes à precária ocupação urbana). São Paulo, 262p. (Tese de Doutoramento, Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo). SCHLEUß , U. et al. 1998. Variability of soils in urban and periurban areas in Northern Germany. Catena , 33 (1998), p. 255–270. Referências “ Um conceito de Solos à serviço das pesquisas do Quinário” Parafraseando o mestre Aziz Ab’Saber