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População:
Elementos demográficos
para compreender o Brasil e
suas transições
Ricardo de Sampaio Dagnino
Geógrafo e Doutor em Demografia – Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP).
Professor do Departamento Interdisciplinar, Campus
Litoral Norte, Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS).
XII Seminário Brasil em números
15 de outubro de 2019
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Apresentaçãobaseadano texto:
DAGNINO,R.População:Elementosdemográficos
paracompreenderoBrasilesuastransições.Brasilem
números,v.27,2019,p.71-89.
http://bit.ly/Dagnino_Populacao2019
XII Seminário Brasil em números
15 de outubro de 2019
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Objetivos
•A partir dos dados dos últimos
censos demográficos do Instituto
Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e dos dados
utilizados nas Projeções
populacionais do IBGE - Revisão
2018:
•I. Esboçar um panorama atual
sobre a população residente no
Brasil.
•II. Identificar os elementos
demográficos que permitem
compreender o país e suas
transições a partir dos seguintes
aspectos:
•o estado da população
(estrutura, dimensão e
distribuição espacial)
•as variáveis demográficas
(natalidade, mortalidade,
migrações)
•a dinâmica demográfica
(CARMO; CAMARGO, 2018; TURRA, 2018)
Transições
Demográfica
redução da
mortalidade seguida
da diminuição nos
nascimentos – um
fenômeno social que
não é exclusivo do
Brasil, mas que
apresenta-se de
maneira
diferenciada, devido
as desigualdades
sociais e
diversidades
regionais.
Urbana
crescimento das
populações em
áreas urbanas em
relação às
populações rurais
que se verifica em
todas as regiões
brasileiras e
representa um fato
que tem sido
verificado desde
1940, acentuando-
se nas últimas
décadas.
Epidemiológica
declínio das mortes
causadas por
doenças
infectocontagiosas e
prevalência dos
óbitos por doenças
cardiovasculares,
neoplasias, causas
externas e doenças
crônico-
degenerativas.
Outras
Merecem atenção
as transições no
perfil educacional,
no mercado de
trabalho, nas
relações de gênero e
nos arranjos
familiares.
Estrutura
A dinâmica demográfica
observada nas pirâmides etárias
de 1991 a 2010 evidenciam
mudanças na estrutura etária e
na distribuição dos sexos:
A pirâmide deixa de ter uma
base larga.
Diminui o peso relativo dos
jovens e o envelhecimento da
estrutura etária fica mais claro.
Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991, 2000, 2010 – Brasil em
números 2018 - (WONG, 2018)
80 anos e mais
75 a 79 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
5 a 9 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
0 a 4 anos
Composição relativa da população residente,
por sexo e grupos de idade - 1991/2010
-1.50 -1.00 -0.50 0.00 0.50 1.00 1.50
Mulheres
pp
+
-
Estrutura
Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991, 2000, 2010. Elaborado pelo autor.
Grupos
de
idade
-1.50 -1.00 -0.50 0.00 0.50 1.00 1.50
0 - 4
5 - 9
10 - 14
15 - 19
20 - 24
25 - 29
30 - 34
35 - 39
40 - 44
45 - 49
50 - 54
55 - 59
60 - 64
65 - 69
70 - 74
75 - 79
80 ou mais
Homens
pp
- +
Brasil: Variação da população por sexo e grupos de idade 2000/2010
(em pontos percentuais)
Projeções
Envelhecimento
demográfico:
Diminuição do
número de
crianças e jovens e
aumento do peso
relativo dos
idosos, sobretudo
de mulheres, que
possuem
expectativa de
vida mais elevada
do que os homens.
Dessa forma o
envelhecimento
demográfico
avançará
rapidamente.
Bônus
demográfico:
Atualmente, a
quantidade de
adultos (entre
15 e 59 anos de
idade) supera
os jovens (0 a
14 anos) e os
idosos (60 anos
e mais); a esta
relação se dá o
nome de bônus
demográfico ou
dividendo
demográfico.
Janela de
oportunidade:
Conjuntura
propícia para
que os adultos
gerem a renda
necessária para
sustentar as
crianças e os
idosos. Mas essa
sustentação
depende da
inserção dos
adultos na
economia,
através da
geração de
trabalho,
emprego e
renda, que não
são fatores
demográficos.
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 e Projeção da População do Brasil por
Sexo e Idade, Revisão 2018 – Brasil em números 2019 – (DAGNINO, 2019)
Composição relativa da população residente,
por sexo e grupos de idade – 2000 e 2020
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Dimensão
Em 2010 a população havia
chegado aos 190 milhões de
habitantes, com cerca de
80% vivendo em áreas
urbanas.
Brasil está entre os países
com maior dimensão
demográfica e entre os mais
urbanizados do planeta.
A tendência colocada pelas
projeções indica que a
população crescerá cada vez
mais lentamente chegando
ao máximo de 233 milhões
em 2047.
170
180
190
200
210
220
230
240
Millions
Brasil: População total
Máx. 233 milhões
Ano: 2047
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 e Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade, Revisão 2018 –
Brasil em números 2019 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
Transição urbana e resistência rural
Na última década, os maiores
incrementos de população
urbana ocorreram nas regiões
metropolitanas, sobretudo na
megalópole São Paulo/Rio de
Janeiro.
Mas chama a atenção o
crescimento das cidades
pequenas e médias do Brasil,
bem como as dinâmicas no
interior do país.
Apesar do crescimento
urbano, a população rural
não deixa de existir.
Em 2010, a população rural
somava quase 30 milhões de
pessoas (maior do que a
população de muitos países)
dos quais 18 milhões
estacam nas regiões Norte e
Nordeste, o que equivale a
62% de toda a população
rural brasileira.
Ainda que a população rural
seja expressiva, a região
Norte e Nordeste também
experimentou crescimento
da urbanização nas últimas
décadas.
Distribuição espacial
Nas regiões Sul,
Sudeste e Centro-
Oeste o Grau de
urbanização é
superior a 80%,
mas no Norte e
Nordeste cerca de
1/4 da população
reside em áreas
rurais.
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Sudeste
Centro-Oeste
Sul
Norte
Nordeste
0 10 20 30
Rural
Urbana
Brasil: Situação da população, segundo as grandes
regiões (em percentual) - 2010
% %
Em todas as regiões, uma
parcela significativa da
população existe e resiste
vivendo em ambientes
não-urbanos; áreas rurais
não necessariamente
agrícolas tais como as
florestas, matas, campos
e também nas áreas
protegidas, como as
unidades de conservação
e as terras indígenas
(DAGNINO, 2014).
Fonte: IBGE – Censo 2010 - DAGNINO (2019).
Elaborado pelo autor.
Região Norte:
Amazônia e a floresta urbanizada
A região Norte (onde se situa a maior parte da
Amazônia Legal), ocupa cerca de 4 milhões de
quilômetros quadrados, equivalente a 45% do
território nacional.
Em 2010, nesses 45% de área vivia apenas 8%
da população brasileira (16 milhões de
habitantes) – o que resulta na mais baixa
densidade demográfica do país, apenas 4
habitantes por km².
Mas, ao contrário do que já foi dito, a
Amazônia não é um “vazio demográfico”.
De um lado, existem realmente populações
isoladas e áreas de ocupação esparsa e
rarefeita nas imensas áreas rurais, porém
esta região abriga cidades e vilas com
população altamente concentrada (HOGAN
et al, 2010; DAGNINO, 2014).
Diversidades regionais e a questão amazônica
imigração + homens
+ mulheres
fronteira
Fonte: IBGE – Censo 2010 -
DAGNINO (2019). Elaborado
pelo autor.
Fecundidade/Natalidade
Aprofundando a Transição demográfica,
os indicadores de nascimentos seguem
caindo:
Taxa de Fecundidade Total (TFT) segue
abaixo do nível de reposição (2,1 filhos
por mulher) e tende a chegar a 1,8 em
2020.
Taxa Bruta de Natalidade (TBT), que
expressa o número de nascimentos a
cada mil habitantes, segue caindo.
0
2
4
6
8
10
12
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16
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
TAXA
POR
1
MIL
HABITANTES
ANO
BRASIL: TAXA BRUTA DE NATALIDADE
2010-2030
A queda abrupta no ano
2016 chama a atenção: ela
não era esperada e não é
aderente às transições.
Fonte: IBGE. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade
para o período 2010-2060- Revisão 2018 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
Causas da queda dos nascimentos em 2016
Estudos da demógrafa Márcia Castro et
al. (2018) mostram que este declínio
está sendo causado por dois fatores:
+ a redução na concepção, causada
pela postergação da gravidez;
+ a interrupção da gestação,
relacionada a elevação do número de
abortos.
Estes fenômenos parecem estar
associados, segundo a pesquisa
coordenada pela demógrafa, em
maior ou menor grau, tanto à
crise econômica brasileira
iniciada em 2015, como também
à epidemia de Zika vírus (ZIKV) –
que estaria causando microcefalia
e malformações fetais, impondo
restrições a diversas mulheres
grávidas ou que estavam
desejando ter filhos.
Mortalidade
A Taxa Bruta de Mortalidade
(TBM), que começou a cair na
década de 1930, atingiu o
mínimo histórico em 2012
com 6 mortes por mil
habitantes.
A partir desse ponto a TBM
está aumentando como
consequência da elevação do
peso dos idosos na
população.
Mas, isso não significa que os
idosos viverão menos.
Pelo contrário, a
Esperança de vida ao
nascer continuará
crescendo: quem nascer
em 2020 viverá em média
até os 77 anos, isso
corresponde a quatro anos
a mais do que um nascido
em 2010.
A Taxa de Mortalidade
Infantil (TMI) – que
representa a morte de
crianças menores de um
ano de idade e resume as
condições de vida da
população –, seguirá
caindo, mas dessa vez não
deverá haver crescimento
posterior.
A TMI cairá de 17 crianças
mortas por 1.000 nascidos
vivos em 2010 para 12 em
2020.
Assim, associada à
transição epidemiológica e
os ganhos adquiridos ao
longo dos anos em saúde,
saneamento e educação,
sobretudo nas áreas onde
houve intensa transição
urbana, a TBM contém
cada vez menos crianças.
Considerações
A população brasileira, depois
de vivenciar as transições
demográfica, urbana e
epidemiológica e experimentar
a intensa relação destas com as
dinâmicas sociais, econômicas
e ambientais dificilmente
repetirá as elevadas taxas de
crescimento verificadas entre
as décadas de 1950 e 1970.
Se no passado o que
assustava era o fantasma da
explosão demográfica, agora
está na hora de temer o
envelhecimento da estrutura
etária e do fim do dividendo
demográfico, no qual os
idosos e as crianças superam
a porção da população
potencialmente
economicamente ativa.
Um país menos populoso e
mais envelhecido como
consequência das transições
já era antecipado pelos
demógrafos há 35 anos e é
triste perceber que poucos
formuladores de políticas
procuraram considerar os
efeitos das transições nas
políticas sociais, econômicas
e previdenciárias (TURRA,
2018, p. 284).
Referências
CARMO, R.; CAMARGO, K. Dinâmica
Demográfica Brasileira Recente:
padrões regionais de diferenciação.
Rio de Janeiro: IPEA, 2018.
CASTRO, M.; HAN, Q.; CARVALHO, L.;
VICTORA, C.; FRANÇA, G. Implications
of Zika virus and congenital Zika
syndrome for the number of live
births in Brazil. Proceedings of the
National Academy of Sciences, v. 115,
n. 24, p. 6177-6182, 2018.
DAGNINO, R. Dinâmica demográfica e
indicadores socioeconômicos em
escala intramunicipal: Municípios de
Altamira e São Félix do Xingu, Estado
do Pará, entre 2000 e 2010. Tese
(Doutorado em Demografia) –
Universidade Estadual de Campinas,
Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas. Campinas: UNICAMP, 2014.
DAGNINO, R. População: Elementos
demográficos para compreender o
Brasil e suas transições. Brasil em
números, v. 27, 2019, p. 71-89.
http://bit.ly/Dagnino_Populacao2019
HOGAN, D.; MARANDOLA JR., E.;
OJIMA, R. População e Ambiente:
desafios à sustentabilidade. São
Paulo: Edgard Blucher, 2010.
TURRA, C. Os ajustes inevitáveis da
transição demográfica no Brasil. In:
ANDRADE, M.; MOTTA e
ALBUQUERQUE, E. (org.). Alternativas
para uma crise de múltiplas
dimensões. Belo Horizonte: CEDEPLAR
- UFMG, 2018. 440 p.
WONG, L. População: A mutante
dinâmica demográfica da população
brasileira. Brasil em números, Rio de
Janeiro, IBGE, v. 26, 2018, p. 70-89.

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População: Elementos demográficos para compreender o Brasil e suas transições

  • 1. População: Elementos demográficos para compreender o Brasil e suas transições Ricardo de Sampaio Dagnino Geógrafo e Doutor em Demografia – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor do Departamento Interdisciplinar, Campus Litoral Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). XII Seminário Brasil em números 15 de outubro de 2019 Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
  • 3. Objetivos •A partir dos dados dos últimos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos dados utilizados nas Projeções populacionais do IBGE - Revisão 2018: •I. Esboçar um panorama atual sobre a população residente no Brasil. •II. Identificar os elementos demográficos que permitem compreender o país e suas transições a partir dos seguintes aspectos: •o estado da população (estrutura, dimensão e distribuição espacial) •as variáveis demográficas (natalidade, mortalidade, migrações) •a dinâmica demográfica
  • 4. (CARMO; CAMARGO, 2018; TURRA, 2018) Transições Demográfica redução da mortalidade seguida da diminuição nos nascimentos – um fenômeno social que não é exclusivo do Brasil, mas que apresenta-se de maneira diferenciada, devido as desigualdades sociais e diversidades regionais. Urbana crescimento das populações em áreas urbanas em relação às populações rurais que se verifica em todas as regiões brasileiras e representa um fato que tem sido verificado desde 1940, acentuando- se nas últimas décadas. Epidemiológica declínio das mortes causadas por doenças infectocontagiosas e prevalência dos óbitos por doenças cardiovasculares, neoplasias, causas externas e doenças crônico- degenerativas. Outras Merecem atenção as transições no perfil educacional, no mercado de trabalho, nas relações de gênero e nos arranjos familiares.
  • 5. Estrutura A dinâmica demográfica observada nas pirâmides etárias de 1991 a 2010 evidenciam mudanças na estrutura etária e na distribuição dos sexos: A pirâmide deixa de ter uma base larga. Diminui o peso relativo dos jovens e o envelhecimento da estrutura etária fica mais claro. Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991, 2000, 2010 – Brasil em números 2018 - (WONG, 2018) 80 anos e mais 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 5 a 9 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 0 a 4 anos Composição relativa da população residente, por sexo e grupos de idade - 1991/2010
  • 6. -1.50 -1.00 -0.50 0.00 0.50 1.00 1.50 Mulheres pp + - Estrutura Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991, 2000, 2010. Elaborado pelo autor. Grupos de idade -1.50 -1.00 -0.50 0.00 0.50 1.00 1.50 0 - 4 5 - 9 10 - 14 15 - 19 20 - 24 25 - 29 30 - 34 35 - 39 40 - 44 45 - 49 50 - 54 55 - 59 60 - 64 65 - 69 70 - 74 75 - 79 80 ou mais Homens pp - + Brasil: Variação da população por sexo e grupos de idade 2000/2010 (em pontos percentuais)
  • 7. Projeções Envelhecimento demográfico: Diminuição do número de crianças e jovens e aumento do peso relativo dos idosos, sobretudo de mulheres, que possuem expectativa de vida mais elevada do que os homens. Dessa forma o envelhecimento demográfico avançará rapidamente. Bônus demográfico: Atualmente, a quantidade de adultos (entre 15 e 59 anos de idade) supera os jovens (0 a 14 anos) e os idosos (60 anos e mais); a esta relação se dá o nome de bônus demográfico ou dividendo demográfico. Janela de oportunidade: Conjuntura propícia para que os adultos gerem a renda necessária para sustentar as crianças e os idosos. Mas essa sustentação depende da inserção dos adultos na economia, através da geração de trabalho, emprego e renda, que não são fatores demográficos. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 e Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade, Revisão 2018 – Brasil em números 2019 – (DAGNINO, 2019) Composição relativa da população residente, por sexo e grupos de idade – 2000 e 2020 (projeções) 80 anos e mais 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 5 a 9 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 0 a 4 anos
  • 8. Dimensão Em 2010 a população havia chegado aos 190 milhões de habitantes, com cerca de 80% vivendo em áreas urbanas. Brasil está entre os países com maior dimensão demográfica e entre os mais urbanizados do planeta. A tendência colocada pelas projeções indica que a população crescerá cada vez mais lentamente chegando ao máximo de 233 milhões em 2047. 170 180 190 200 210 220 230 240 Millions Brasil: População total Máx. 233 milhões Ano: 2047 Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 e Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade, Revisão 2018 – Brasil em números 2019 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
  • 9. Transição urbana e resistência rural Na última década, os maiores incrementos de população urbana ocorreram nas regiões metropolitanas, sobretudo na megalópole São Paulo/Rio de Janeiro. Mas chama a atenção o crescimento das cidades pequenas e médias do Brasil, bem como as dinâmicas no interior do país. Apesar do crescimento urbano, a população rural não deixa de existir. Em 2010, a população rural somava quase 30 milhões de pessoas (maior do que a população de muitos países) dos quais 18 milhões estacam nas regiões Norte e Nordeste, o que equivale a 62% de toda a população rural brasileira. Ainda que a população rural seja expressiva, a região Norte e Nordeste também experimentou crescimento da urbanização nas últimas décadas.
  • 10. Distribuição espacial Nas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste o Grau de urbanização é superior a 80%, mas no Norte e Nordeste cerca de 1/4 da população reside em áreas rurais. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Sudeste Centro-Oeste Sul Norte Nordeste 0 10 20 30 Rural Urbana Brasil: Situação da população, segundo as grandes regiões (em percentual) - 2010 % % Em todas as regiões, uma parcela significativa da população existe e resiste vivendo em ambientes não-urbanos; áreas rurais não necessariamente agrícolas tais como as florestas, matas, campos e também nas áreas protegidas, como as unidades de conservação e as terras indígenas (DAGNINO, 2014). Fonte: IBGE – Censo 2010 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
  • 11. Região Norte: Amazônia e a floresta urbanizada A região Norte (onde se situa a maior parte da Amazônia Legal), ocupa cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a 45% do território nacional. Em 2010, nesses 45% de área vivia apenas 8% da população brasileira (16 milhões de habitantes) – o que resulta na mais baixa densidade demográfica do país, apenas 4 habitantes por km². Mas, ao contrário do que já foi dito, a Amazônia não é um “vazio demográfico”. De um lado, existem realmente populações isoladas e áreas de ocupação esparsa e rarefeita nas imensas áreas rurais, porém esta região abriga cidades e vilas com população altamente concentrada (HOGAN et al, 2010; DAGNINO, 2014).
  • 12. Diversidades regionais e a questão amazônica imigração + homens + mulheres fronteira Fonte: IBGE – Censo 2010 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
  • 13. Fecundidade/Natalidade Aprofundando a Transição demográfica, os indicadores de nascimentos seguem caindo: Taxa de Fecundidade Total (TFT) segue abaixo do nível de reposição (2,1 filhos por mulher) e tende a chegar a 1,8 em 2020. Taxa Bruta de Natalidade (TBT), que expressa o número de nascimentos a cada mil habitantes, segue caindo. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 TAXA POR 1 MIL HABITANTES ANO BRASIL: TAXA BRUTA DE NATALIDADE 2010-2030 A queda abrupta no ano 2016 chama a atenção: ela não era esperada e não é aderente às transições. Fonte: IBGE. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2010-2060- Revisão 2018 - DAGNINO (2019). Elaborado pelo autor.
  • 14. Causas da queda dos nascimentos em 2016 Estudos da demógrafa Márcia Castro et al. (2018) mostram que este declínio está sendo causado por dois fatores: + a redução na concepção, causada pela postergação da gravidez; + a interrupção da gestação, relacionada a elevação do número de abortos. Estes fenômenos parecem estar associados, segundo a pesquisa coordenada pela demógrafa, em maior ou menor grau, tanto à crise econômica brasileira iniciada em 2015, como também à epidemia de Zika vírus (ZIKV) – que estaria causando microcefalia e malformações fetais, impondo restrições a diversas mulheres grávidas ou que estavam desejando ter filhos.
  • 15. Mortalidade A Taxa Bruta de Mortalidade (TBM), que começou a cair na década de 1930, atingiu o mínimo histórico em 2012 com 6 mortes por mil habitantes. A partir desse ponto a TBM está aumentando como consequência da elevação do peso dos idosos na população. Mas, isso não significa que os idosos viverão menos. Pelo contrário, a Esperança de vida ao nascer continuará crescendo: quem nascer em 2020 viverá em média até os 77 anos, isso corresponde a quatro anos a mais do que um nascido em 2010. A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) – que representa a morte de crianças menores de um ano de idade e resume as condições de vida da população –, seguirá caindo, mas dessa vez não deverá haver crescimento posterior. A TMI cairá de 17 crianças mortas por 1.000 nascidos vivos em 2010 para 12 em 2020. Assim, associada à transição epidemiológica e os ganhos adquiridos ao longo dos anos em saúde, saneamento e educação, sobretudo nas áreas onde houve intensa transição urbana, a TBM contém cada vez menos crianças.
  • 16. Considerações A população brasileira, depois de vivenciar as transições demográfica, urbana e epidemiológica e experimentar a intensa relação destas com as dinâmicas sociais, econômicas e ambientais dificilmente repetirá as elevadas taxas de crescimento verificadas entre as décadas de 1950 e 1970. Se no passado o que assustava era o fantasma da explosão demográfica, agora está na hora de temer o envelhecimento da estrutura etária e do fim do dividendo demográfico, no qual os idosos e as crianças superam a porção da população potencialmente economicamente ativa. Um país menos populoso e mais envelhecido como consequência das transições já era antecipado pelos demógrafos há 35 anos e é triste perceber que poucos formuladores de políticas procuraram considerar os efeitos das transições nas políticas sociais, econômicas e previdenciárias (TURRA, 2018, p. 284).
  • 17. Referências CARMO, R.; CAMARGO, K. Dinâmica Demográfica Brasileira Recente: padrões regionais de diferenciação. Rio de Janeiro: IPEA, 2018. CASTRO, M.; HAN, Q.; CARVALHO, L.; VICTORA, C.; FRANÇA, G. Implications of Zika virus and congenital Zika syndrome for the number of live births in Brazil. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 115, n. 24, p. 6177-6182, 2018. DAGNINO, R. Dinâmica demográfica e indicadores socioeconômicos em escala intramunicipal: Municípios de Altamira e São Félix do Xingu, Estado do Pará, entre 2000 e 2010. Tese (Doutorado em Demografia) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas: UNICAMP, 2014. DAGNINO, R. População: Elementos demográficos para compreender o Brasil e suas transições. Brasil em números, v. 27, 2019, p. 71-89. http://bit.ly/Dagnino_Populacao2019 HOGAN, D.; MARANDOLA JR., E.; OJIMA, R. População e Ambiente: desafios à sustentabilidade. São Paulo: Edgard Blucher, 2010. TURRA, C. Os ajustes inevitáveis da transição demográfica no Brasil. In: ANDRADE, M.; MOTTA e ALBUQUERQUE, E. (org.). Alternativas para uma crise de múltiplas dimensões. Belo Horizonte: CEDEPLAR - UFMG, 2018. 440 p. WONG, L. População: A mutante dinâmica demográfica da população brasileira. Brasil em números, Rio de Janeiro, IBGE, v. 26, 2018, p. 70-89.